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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 81 to 95.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/lancamento-da-iniciativa-uai-understanding-artificial-intelligence-29-09-2023">
    <title>Lançamento da Iniciativa UAI - Understanding Artificial Intelligence 29/09/2023</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-18T17:27:34Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/plataforma-uai">
    <title>IEA lança plataforma para divulgação de informações confiáveis sobre Inteligência Artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/plataforma-uai</link>
    <description>Iniciativa pretende orientar e mostrar caminhos para quem pesquisa IA
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-0cb6a406-7fff-022c-3f1e-cc2d64e1cae8"> </span></p>
<p><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/29-09-2023-uai-01/image" alt="29/09/2023 - UAI - 01" title="29/09/2023 - UAI - 01" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Veridiana Cordeiro, responsável pelo lançamento da plataforma</dd>
</dl>A Inteligência Artificial (IA) passou a dominar o debate público em 2023 após lançamentos como do Chat GPT. Juntamente à expectativa do impacto que a ferramenta pode causar, vieram também desinformação, dúvidas e preocupações sobre seu uso. Para entender melhor este e outros avanços da IA, um grupo multidisciplinar de pesquisadores lançou no dia 29 de setembro a plataforma </span><a class="external-link" href="https://uai.iea.usp.br/">UAI</a><span> (Understanding Artificial Intelligence), que tem como objetivo selecionar, elaborar e divulgar conteúdos sobre o tema.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/veridiana-cordeiro?searchterm=Veridiana+Cordeiro" class="external-link">Veridiana Cordeiro</a>, pesquisadora associada do IEA e professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP), afirmou no evento de lançamento da plataforma que “nem sempre o material sobre IA é de boa qualidade”. Líder da iniciativa, ela acredita que a plataforma UAI funciona como um “grande filtro”.</p>
<p dir="ltr"><span>“O site vai ajudar a nos direcionar como se fosse um GPS da IA, que dá os caminhos de qualidade para chegarmos onde quisermos”, comentou a pesquisadora. Para ela, depois do furor em torno do Chat GPT, a universidade começou a buscar referências sobre como usar a IA e a fazer um debate mais amplo sobre o assunto voltado à comunidade acadêmica.</span></p>
<p dir="ltr">Sediado no IEA, o projeto tem como parceiros o <a class="external-link" href="https://oic.nap.usp.br/">Observatório da Inovação e Competitividade</a>, do IEA, e o Scientific Artificial Intelligence Map, dentro do <a class="external-link" href="https://c4ai.inova.usp.br/">Center for Artificial Intelligence</a> (C4AI). Veridiana Cordeiro afirmou que a Plataforma UAI, que já tem 43 pesquisadores associados, é uma iniciativa aberta e fez um convite público a pesquisadores do assunto para contatá-la.</p>
<p dir="ltr"><span>O site se divide em seis frentes, cada uma com uma coordenação e um grupo de pesquisadores. São eles: ética; governança; setor público; sociedade e cultura; saúde; e regulação. Os organizadores buscam pesquisadores para abranger uma sétima frente, a da educação.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A plataforma tem três tipos principais de conteúdo. As notas críticas, que são pequenos artigos escritos pelos pesquisadores da iniciativa, irão discorrer sobre algum assunto em voga ou alguma expectativa dos especialistas. Na área de notícias, serão indicadas reportagens confiáveis sobre IA, que passarão por uma curadoria dos organizadores do projeto. A plataforma também tem uma seção dedicada a pequenas entrevistas com pesquisadores, autoridades e desenvolvedores que são referências no uso e estudo da IA em suas áreas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além desses materiais, o site também disponibiliza repositórios com os artigos científicos mais relevantes na análise dos pesquisadores. Os textos terão caráter introdutório e serão revistos anualmente para manter o conteúdo atualizado.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix?searchterm=Glauco+Arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, integrante do Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade do IEA, afirmou durante o lançamento que a plataforma também pretende “abrir caminho para pesquisadores mais jovens que estão procurando referências e materiais de qualidade” sobre a IA e seus impactos.</p>
<p dir="ltr"><span>Alguns dos integrantes da iniciativa estiveram presentes no evento de lançamento da plataforma e comentaram sobre como suas frentes tratarão dos assuntos:</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Saúde</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Caio Portella, doutorando da faculdade de Medicina da USP, mencionou a desinformação entre profissionais da saúde sobre a IA. Para ele, falta material de referência sobre novas ferramentas de diagnóstico e de tratamento terapêutico. “A Plataforma se propõe a organizar e reunir pesquisadores para facilitar a transição tecnológica”, disse.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Ética</strong></span></p>
<p dir="ltr">“Se reunirmos dez filósofos para chegar a uma conclusão, eles certamente chegarão a quinze conclusões”. A anedota contada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucas-petroni" class="external-link">Lucas Petroni</a>, filósofo e cientista político que integra o grupo de ética da plataforma, se refere ao tamanho do desafio de debater ética no complexo campo da IA.</p>
<p dir="ltr"><span>A estratégia adotada para chegar a resultados práticos será afunilar as questões e centrar em critérios de avaliação normativa da inteligência artificial que possam ser “usáveis”, segundo Petroni. “Vamos fazer uma reflexão mais pertinente e pontual sobre problemas específicos”, afirmou.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Regulação</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O coordenador da frente de regulação, Leonardo Peixoto Barbosa, disse que a sua frente irá entender as estratégias regulatórias que estão em curso em outros países, em grupos de países e, sobretudo, no Brasil. “A gente quer entender o papel da influência do poder regulatório de alguns países e de algumas lideranças econômicas globais sob o desenvolvimento da tecnologia aqui no Brasil”, afirmou o mestre em direito econômico pela USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Setor Público</strong></span></p>
<p dir="ltr">Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-brandao" class="external-link">Rodrigo Brandão</a>, mestre em ciência política e doutorando em sociologia pela USP, o Estado, além da regulação, tem dois papéis principais na relação com a IA. O setor público pode coordenar o desenvolvimento da tecnologia através de estratégias nacionais e de políticas públicas necessárias para levar essas estratégias adiante.</p>
<p dir="ltr"><span>Outro campo de análise é o uso da IA pela máquina pública. Na análise de Brandão, a máquina pública pode usar a IA para ajudar a melhorar “uma série de procedimentos públicos, processos de elaboração e políticas públicas”. Mas se não for bem utilizada, segundo o pesquisador, abre margem a uma vigilância excessiva do Estado. “Como potencializar os benefícios dessa tecnologia no setor público reduzindo os riscos?”, é a questão sobre a qual o grupo vai se debruçar.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sociedade e Cultura</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Veridiana Cordeiro, que coordena a frente, sociedade e cultura “abrigam muita coisa”, mas atualmente o grupo é formado por sociólogos e antropólogos. O grupo vai abordar os  impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho, na violência, policiamento preditivo. “Iremos abarcar várias temáticas, mas a partir de uma perspectiva sociológica”, afirmou.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-06T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-iniciativa-uai">
    <title>Lançamento da Iniciativa UAI - Understanding Artificial Intelligence</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-iniciativa-uai</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Lançamento</span><span><span> </span></span><span>da</span><span><span> </span></span><a class="external-link" href="https://understandingai.iea.usp.br/quem-somos/"><span>Iniciativa</span><span><span> </span></span><span>UAI</span><span><span> </span>(</span><span>Understanding</span><span><span> </span></span><span>AI</span></a><span><a class="external-link" href="https://understandingai.iea.usp.br/quem-somos/">)</a>,</span><span> um  grupo multidisciplinar do Instituto de Estudos Avançados da  Universidade de São Paulo que pesquisa e seleciona informação de  qualidade para promover uma Inteligência Artificial inclusiva, diversa e  ética.</span></p>
<p><span class="lt-line-clamp__raw-line"> </span></p>
<p><strong>Apresentação:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (EP/FEA/IEA-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix </a>(FFLCH/C4AI/IEA-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/veridiana-cordeiro" class="external-link">Veridiana Cordeiro</a> (FFLCH/UAI-IEA-USP)</p>
<h3><strong>Transmissão:</strong></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-15T11:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-dasafios-para-a-protecao-de-dados-e-criacao-de-mecanismos-que-facilitem-o-fluxo-internacinal-de-dados">
    <title>Diretora da ANPD discute fluxo internacional de dados e papel do órgão na regulação da IA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-dasafios-para-a-protecao-de-dados-e-criacao-de-mecanismos-que-facilitem-o-fluxo-internacinal-de-dados</link>
    <description>Diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, fez exposições em agosto sobre fluxo internacional de dados e papel da ANPD na regulação da inteligência artificial.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/miriam-wimmer/image" alt="Miriam Wimmer" title="Miriam Wimmer" height="438" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Miriam Wimmer, diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; ">Apesar de já há algum tempo ter enorme peso econômico e importância para o desenvolvimento de diversos setores, o fluxo internacional de dados digitais encontra várias barreiras no embate entre as várias legislações nacionais a ele aplicáveis.</p>
<p style="text-align: left; ">Evidentemente, a coleta, o processamento e uso de dados no âmbito nacional ou internacional exigem salvaguardas para a garantia de aspectos como a privacidade e a concorrência econômica. Daí a importância de arcabouços legais como a <a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm">Lei Geral de Proteção de Dados</a> <a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm">(LGPD) (13.709/2018)</a> para o contexto brasileiro.</p>
<p style="text-align: left; ">Como tudo relacionado à evolução tecnológica, o sistema digital caracteriza-se como um verdadeiro ecossistema em permanente transformação, marcado atualmente pela intensa participação da inteligência artificial (IA) e sua demanda por dados pessoais.</p>
<p style="text-align: left; ">Todos esses temas estiveram presentes na programação do IEA em agosto por ocasião de dois eventos com a participação da diretora da <a class="external-link" href="https://www.gov.br/anpd/pt-br">Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miriam-wimmer" class="external-link">Miriam Wimmer</a>. No dia 1º de agosto, ela foi a expositora principal da mesa <i>Fluxo Internacional de Dados: Aspectos Regulatórios</i>, integrante da programação da edição 2023 da <a class="external-link" href="https://caeni.com.br/innscidsp/">Escola São Paulo de Ciência Avançada de Diplomacia Científica e da Inovação</a> (InnScid SP, na sigla em inglês), realizada de 24 de julho a 4 de agosto, no Centro de Inovação (Inova) da USP.</p>
<p style="text-align: left; ">O segundo encontro em que Wimmer foi expositora foi <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/papel-da-anpd" class="external-link">Regulação da IA: Qual Deve ser o Papel da ANPD?</a></i>, no dia 22 de agosto, seminário do ciclo<i> Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas Setoriais</i>, organizado pelo Observatório da Inovação e Competitividade, núcleo de apoio à pesquisa (NAP) sediado no IEA.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>O papel da ANPD na regulação da inteligência artificial</i></h3>
<p><i>Do ponto de vista prático da coleta, processamento e utilização de dados, pessoais ou de outra natureza, deve-se considerar também a relação desses processos com o desenvolvimento e usos da inteligência artificial (IA).</i></p>
<p><i>Mas um possível conflito legal precisa ser sanado nesse caso, uma vez que o Projeto de Lei 2.338/23, que trata do uso da IA, não esclarece como serão compatibilizadas as missões da ANPD e da autorizada a ser criada para ser responsável por diferentes aspectos do desenvolvimento e utilização de sistemas de IA, como a fiscalização e a aplicação de sanções em caso de descumprimento da legislação.</i></p>
<p><i>Para tentar esclarecer essa questão, Miriam Wimmer foi convidada a fazer uma exposição no seminário Regulação da IA: Qual Deve ser o Papel da ANPD?, no dia 22 de agosto, organizado pelo Observatório da Inovação e Competitividade (OIC), núcleo de apoio à pesquisa da USP sediado no IEA.</i></p>
<p><i>A realização do encontro teve o apoio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP, Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O encontro fez parte do ciclo Desafios e Oportunidade da IA – Perspectivas Setoriais, realização do OIC. Além de Wimmer, participou como expositor o advogado Eduardo Paranhos, da Abes.</i></p>
<p><i>Como ressaltaram os organizadores do seminário, dados pessoais são essenciais ao desenvolvimento e ao funcionamento de sistemas de IA. “Por essa razão, toda e qualquer discussão sobre a regulação dessa tecnologia deve levar em conta a importância de protegê-los e o desenho institucional mais adequado para fazê-lo”, frisaram os pesquisadores.</i></p>
<p><i><strong>Convergência e conflito</strong></i></p>
<p><i>Vale destacar que a ANPD divulgou em julho uma <a href="https://www.gov.br/anpd/pt-br/assuntos/noticias/analise-preliminar-do-pl-2338_2023-formatado-ascom.pdf" target="_blank">Análise Preliminar do PL 2.338/23</a>.  De acordo com o site da autoridade, o documento apresenta os pontos de convergência e conflito entre o PL e LGPD, reforça o “posicionamento da autoridade de fomento à inovação em IA” prevista no PL, “desde que feita de forma responsável”, e conclui que a ANPD, por ser a autoridade responsável por zelar pela proteção de dados pessoais no país, “assume também protagonismo na regulação de IA, no que se refere à proteção de dados pessoais”.</i></p>
<p><i>Para Wimmer, o ponto de central e de grande complexidade é a questão do arranjo institucional, que não se limita ao Brasil, “pois vivemos um momento coletivo de reflexão sobre uma nova tecnologia”.</i></p>
<p><i>Diante dos múltiplos impactos de tecnologias como o ChatGPT sobre a economia, a política e a sociedade em geral, afetando aspectos dos direitos fundamentais, direitos autorais, concorrência, a produção e circulação da informação, entre outros, a primeira pergunta que surge, segundo Wimmer, é “se há necessidade de novas normas legais”.</i></p>
<p><i>Para ela, “a percepção crescente é que a IA traz impactos tão gigantescos que merece um olhar específico, diante dos desafios que suas características intrínsecas apresentam à legislação existente”.</i></p>
<p><i>Wimmer destacou “as opacidades, vieses e risco de discriminação” presentes nos sistemas de IA, além de questões éticas, como o risco de substituição do ser humano no ambiente artístico-cultural, no judiciário e no poder público, e impactos concorrenciais e geopolíticos.</i></p>
<p><i><strong>Responsabilidade civil</strong></i></p>
<p><i>Ela afirmou que um dos temas mais polêmicos é o da responsabilidade civil, pois a IA coloca em xeque aspectos como nexo de casualidade, na comprovação da relação entre ação e danos experimentados.</i></p>
<p><i>Para ela, a discussão a ser feita é sobre o tipo de abordagem regulatória. Disse que a sociedade vem caminhando no sentido de buscar normas mais vinculantes. Inicialmente surgiram normas e diretrizes da OCDE, Unesco e outras organizações, com um consenso em torno de princípios gerais como aplicabilidade, explicabilidade, transparência, “IA para o bem”, “IA centrada no humano”, disse, mas “aos poucos vemos tendências de como explicar melhor esses princípios”.</i></p>
<p><i>Outra discussão é sobre o nível de protagonismo que o Estado deve ter diante do patamar de atuação proativa apresentado pelo setor privado, afirmou. As alternativas são autorregulação, corregulação e autorregulação regulada, afirmou.</i></p>
<p><i>“Estamos tratando de algo em movimento. O dilema sobre como regular e que tipo de arranjo adotar não foi resolvido em nenhum lugar do mundo.”</i></p>
<p><i><strong>Criação de órgão regulador</strong></i></p>
<p><i>A tendência é que a cada novo problema sejam criados uma lei e um regulador, mas não é fácil criar um regulador, comentou. “Ao longo dos cerca de dois anos e meio de existência da ANPD, vi como é difícil estruturar um órgão quando não há uma estrutura prévia.”</i></p>
<p><i>“Quando olho para as propostas [de regulação da IA] no Congresso, especialmente o substitutivo apresentado pela comissão de juristas no Senado e protocolado pelo senador Rodrigo Pacheco, vejo que há sobreposição a estruturas que já temos.”</i></p>
<p><i>Ela relembrou que a avaliação preliminar feita pela ANPD indica os pontos de contato entre a propostas de regulação da IA e a LGPD no que tange a princípios, direitos e mecanismos regulatórios.</i></p>
<p><i>Explicou que a LGPD foi uma norma negociada e sempre levando em consideração coisas vistas como antagônicas: de um lado a proteção ligada a direitos fundamentais, privacidade, liberdade de expressão, proteção a dados pessoais; de outro lado, a promoção da pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inovação, concorrência, modelos de negócios.</i></p>
<p><i>“E no PL sobre IA vemos conceitos como respeito à ética, aos direitos humanos, não discriminação, diversidade, garantias fundamentais, segurança, proteção de dados, transparência, explicabilidade, devido processo legal.”</i></p>
<p><i>Segundo ela, as normas trazem o embrião de abertura para mecanismos regulatórios, boas práticas, códigos de conduta e regulação assimétrica baseada em riscos.</i></p>
<p><i>Há explicações sobre características constitucionais do ente da administração indireta a ser criado, autônomo e infenso a pressões econômicas e políticas, afirmou.</i></p>
<p><i><strong>Substrato comum</strong></i></p>
<p><i>“Há um substrato comum à LGPD e ao PL, mas não estou dizendo que a LGPD seja uma solução para tudo. Existem outras questões relativas à IA que não se referem a dados pessoais, como a criação de obras artísticas.”</i></p>
<p><i>Wimmer indicou que a responsabilidade empresarial está presente na LGPD e no PL. “Nele, há a ideia de programas de governança e avaliação do impacto algorítmico; na lei, há a previsão de relatório de impacto da proteção de dados.”</i></p>
<p><i>Há também a ideia do “by design”, no sentido de que a própria tecnologia possui um papel regulador: “Na LGPD, vemos a ideia de ‘security by design’, que se reflete no PL no sentido de que as preocupações com a mitigação de riscos têm de estar embutidas desde a concepção do modelo de negócios”.</i></p>
<p><i>“Os dois textos legais procuram calibrar a intensidade regulatória em função do risco”, afirmou Wimmer.</i></p>
<p><i><strong>Incentivo à inovação</strong></i></p>
<p><i>Ela também comentou a questão do incentivo à inovação responsável: “A ANPD e outras autoridades pelo mundo estão iniciando um projeto de sandbox [ambiente regulatório experimental] para IA”. Anunciou convênio de cooperação técnica com o <a href="https://www.caf.com/pt/" target="_blank">Banco de Desenvolvimento para a América Latina e o Caribe (CAF)</a> e o lançamento em breve de uma consulta pública.</i></p>
<p><i>O último ponto abordado por Wimmer foi o das sanções administrativas. Ela disse que "as sanções presentes na LGPD e as previstas no PL são muito parecidas; e não é por acaso, pois muitos dos problemas relativos a IA que surgirem serão também um problema relacionado à proteção de dados pessoais".</i></p>
<p><i>Para ela, é importante que haja uma forma de centralizar a interpretação da legislação para evitar que cada Procon estadual, por exemplo, interprete à sua maneira o que é explicabilidade ou quando cabe uma revisão automatizada.</i></p>
<p><i>Ela acredita que o debate irá amadurecer à medida que transcorra a tramitação do PL no Congresso Nacional. “O Brasil já tem uma tradição na discussão de normas sobre o ambiente digital, como foram os casos do Marco Legal da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados, sempre com debates plurais, diversidade e coerência.”</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; ">Doutora em políticas de comunicação e cultura pela Universidade de Brasília e mestre em direito público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Wimmer dirige a ANDP desde a criação do órgão há dois anos e meio. Ela integra o quadro técnico do governo federal desde 2007, tendo trabalhado no antigo Ministério das Comunicações e no Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, onde coordenou a elaboração da <a class="external-link" href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/estrategia-digital">Estratégia Brasileira para a Transformação Digital</a>.</p>
<p style="text-align: left; ">Em sua participação na InnSciD SP, Wimmer destacou que o fluxo internacional de dados levanta questões complexas sobre jurisdição legal e soberania. Além disso, “os sistemas legais nacionais competem entre si, o que cria dificuldades para os negócios e os indivíduos e até mesmo para a pesquisa acadêmica”.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Nova fase da globalização</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Ela apresentou gráfico de <a href="https://cepr.org/voxeu/columns/ascendancy-international-data-flows">relatório</a> publicado por dois pesquisadores do  Centro de Pesquisa de Economia Política (CEPR, na sigla em inglês) com a indicação de um crescimento de 45 vezes no fluxo de dados internacionais entre 2005 e 2016, com a estimativa de um valor anual de US$ 2,8 trilhões em 2016 e a perspectiva que chegue a US$ 11 trilhões em 2025. “Esse relatório indica que estamos entrando em uma nova fase da globalização, marcada pelo comércio, finanças e fluxo internacional de dados”, afirmou.</p>
<p style="text-align: left; ">Outro documento comentado por Wimmer foi um white paper lançado em agosto de 2022 pela  Câmara Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês) sobre <a href="https://iccwbo.org/news-publications/policies-reports/icc-white-paper-on-trusted-government-access-to-personal-data-held-by-the-private-sector/">Acesso Confiável de Governos a Dados Pessoais Mantidos pelo Setor Privado</a>. Ela ressaltou que o documento trata de questões sensíveis que impactam o fluxo internacional de dados. O white paper menciona que ao mesmo tempo que esse fluxo é crucial para uma economia interconectada, as tentativas de governos nacionais de acessar dados mantidos por empresas privadas reduzem a confiança nesse fluxo internacional de dados, disse.</p>
<p style="text-align: left; ">Por outro lado, muitos países estão perdendo acesso a  dados transferidos internacionalmente, e vemos um grande  número de países adotando políticas, por exemplo, exigindo que os dados estejam localizados em seu território ou criando restrições legais ou econômicas em relação a transferências internacionais de dados.</p>
<p style="text-align: left; "><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fluxo-internacional-de-dados/image" alt="Fluxo internacional de dados" title="Fluxo internacional de dados" height="189" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Crescimento em terabytes por segundo da banda de transmissão de dados internacionais (fonte: Telegeography; McKinsey Global Institute analysis, 2019)</dd>
</dl>Wimmer afirmou que há muitas justificativas para essa postura dos países. “Um dos principais argumentos é de que a transferência de dados fica suscetível ao acesso por serviços de inteligência estrangeiros e governos autoritários, por isso a necessidade de algum tipo de restrição protetiva.</p>
<p style="text-align: left; ">Em muitos países, discute-se um armazenamento compulsório dos dados no próprio território e até mesmo regras para acesso de governos à armazenagem em outros países, afirmou. “Isso cria uma quantidade significativa de consequências sociais, políticas e econômicas, porque quando os dados não podem fluir entre países seu valor é de alguma forma capturado ou retido dentro território nacional. Ficamos impossibilitados de obter o uso adequado dos dados”, disse.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Barreiras ao fluxo de dados</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Outro documento comentado por Wimmer se chama “<a href="https://www.oecd-ilibrary.org/deliver/6345995e-en.pdf?itemId=%2Fcontent%2Fpaper%2F6345995e-en&amp;mimeType=pdf">Medindo o Valor Econômico de Dados e o Fluxo de Dados entre Países – Uma Pesquisa Comercial</a>”, produzido por um grupo de trabalho sobre privacidade e segurança da <a class="external-link" href="https://www.oecd.org/">Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)</a>.</p>
<p style="text-align: left; ">O documento apresenta um sumário dos tipos de barreiras ao fluxo internacional de dados:</p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>muitos países exigem o armazenamento e processamento de dados em servidores locais;</li>
<li>há países com regulamentação para a proteção de dados que regulam a coleta, utilização e transferência de dados pessoais (o exemplo mais abrangente é a <a class="external-link" href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX%3A02016R0679-20160504&amp;qid=1532348683434">Regulação Geral sobre a Proteção de Dados</a> [<em>GDPR na sigla em inglês] da União Europeia</em> e a LGPD brasileira);</li>
<li>há países com leis sobre competição e antitruste adaptadas ao mercado digital (exemplo: votação no Parlamento Europeu de lei para a divisão das operações do Google na União Europeia);</li>
<li>mecanismos de cibersegurança: conjunto de tecnologias, processos e controles projetados para proteger sistemas, redes e dados de exploração não autorizada (um exemplo disso é o trabalho da União Europeia para a introdução de um processo de certificação para a internet das coisas [IoT, na sigla em inglês] para aumentar a cibersegurança dos dispositivos);</li>
<li>direito de propriedade intelectual (por exemplo, sobre conteúdos digitais como músicas, filmes e livros);</li>
<li>restrições ao uso da internet, censura e bloqueios contra a transferência de dados (“Experimentamos isso no Brasil algumas vezes em 2017 e, mais recentemente, em relação ao WhatsApp e ao Telegram, com a aplicação da lei local e enormes impactos”, exemplificou Wimmer).</li>
</ul>
<p style="text-align: left; "><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa-de-cabos-submarinos/image" alt="Mapa de cabos submarinos" title="Mapa de cabos submarinos" height="182" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Rede de cabos submarinos para transmissão de dados</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; ">Ela comentou que a sociedade está acostumada a um conceito de soberania e jurisdição fortemente ligado ao aspecto físico, ao território, mas quando discute a internet, tende a retratá-la com uma nuvem, algo abstrato e distribuído, onde as fronteiras são irrelevantes. “No entanto, quando se examina a forma como a internet é estruturada, vemos que não há nuvem, apenas o computador de alguém”, comentou. “É uma rede física, com cabos submarinos conectando países, diferentes regimes legais, redes baseadas em protocolos de organizações governamentais e não governamentais.”</p>
<p style="text-align: left; ">Essa fisicalidade conectada leva à tentativa de identificar a qual legislação nacional uma questão se sujeita, mas isso depende de vários fatores, “o que cria um grande problema não só na aplicação da lei como também em relação aos direitos individuais”, afirmou Wimmer.</p>
<p style="text-align: left; ">“No Brasil temos um direito fundamental à proteção de dados pessoais, mas esse não é o caso dos EUA. Temos um sistema de checks and balances e obrigações legais para os serviços de inteligência coletarem certo tipo de informação, mas isso não se aplica nos EUA, China e outras jurisdições.”</p>
<p style="text-align: left; ">Além disso, nos últimos anos tem havido uma proliferação de legislação sobre o ambiente digital, com regras de proteção de dados, sobre acesso a mercados digitais e sobre inteligência artificial, comentou. “Muitas dessas leis têm alcance extraterritorial, uma vez que estabelecem coisas independentemente de onde os dados estão armazenados.”</p>
<p style="text-align: left; ">Em paralelo a isso, há também a emergência da regulação privada, uma vez que as big techs (Meta [Facebook, Instagram e WhatsApp], Microsoft, Apple, X [antigo Twitter], Amazon e Alphabeth [Google]) e outras empresas de tecnologia exigem a subscrição de seus termos de uso e obediência a critérios sobre que conteúdo é aceitável inserir em seus serviços, como atingir maior audiência, quais as condições para menores de idade os utilizarem etc.</p>
<p style="text-align: left; ">Wimmer lembrou que as redes sociais removeram conteúdos postados por políticos e que “isso às vezes desafiou normas e violou direitos de expressão, mas a resposta das empresas foi simplesmente que essas eram suas regras e se aplicavam ao ciberterritório de seus serviços”.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Soberania e cibersegurança</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Um conceito muito discutido na Europa e mais recentemente no Brasil é o de soberania digital, um conceito muito abstrato e que está sendo utilizado de forma bastante flexível para descrever muitos tipos de fenômenos, afirmou Wimmer.</p>
<p style="text-align: left; ">Uma referência mencionada por ela sobre várias ideias relacionadas com a soberania digital europeia é o paper “<a href="https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2021/659437/EPRS_STU(2021)659437_EN.pdf">Towards a More Resiliente Europe  Post-Coronavirus</a>” (para uma Europa mais resiliente pós-coronavírus), publicado pelo Parlamento Europeu em abril de 2021.</p>
<p style="text-align: left; "><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ciberseguranca/image" alt="Cibersegurança" title="Cibersegurança" height="241" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Os governos nacionais devem estar seguros de sua capacidade de supervisionar e controlar infraestruturas críticas, de acordo com a diretora da ANPD</dd>
</dl>Outra questão muito discutida é a de cibersegurança: “O Brasil é outros países estão introduzindo a tecnologia 5G de telefones celulares e um dos principais fornecedores de equipamentos é a empresa chinesa Huawei. Houve uma campanha muito forte dos EUA, Austrália e UK tentando convencer o governo brasileiro e de outros países de que o uso da tecnologia dessa empresa traria riscos de espionagem, à cibersegurança, riscos não apenas domésticos, mas até mesmo para as relações internacionais”.</p>
<p style="text-align: left; ">No entanto, vários países americanos já contam com equipamentos da Huawei para as tecnologias 4G e 3G. “A questão era convencer os países a utilizarem equipamentos americanos, talvez.”</p>
<p style="text-align: left; ">“A discussão sobre o 5G e cibersegurança está conectada com a soberania digital, pois os países devem estar seguros de sua capacidade de supervisionar e controlar infraestruturas críticas”, afirmou.</p>
<p style="text-align: left; ">Outro ponto ligado à soberania digital está relacionado com a competição. “As big techs adquiriram tamanha predominância, dada a vantagem competitiva adquirida com a enorme quantidade de dados que coletam e processam, que inibem a capacidade de inovação e competição de empresas daqui ou da Ásia. E quando alguma startup se torna competitiva é adquirida por uma grande companhia.”</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Proteção de dados e privacidade</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Também merece atenção, segundo Wimmer, a proteção de dados e da privacidade, um dos hot topics da atualidade. “Temos hoje em dia programas acadêmicos muito interessantes sobre a ideia de vigilância digital e capitalismo de vigilância. O modelo atual de negócios é construído a partir da coleta de informações pessoais e sua transformação em commodities de maneira a torná-los inputs para criação de valor por grandes companhias do Hemisfério Norte”, disse.</p>
<p style="text-align: left; ">A partir desse quadro geral, Wimmer discutiu como a discussão sobre soberania digital e transferência de dados entre países está conectada com proteção de dados pessoais e privacidade.</p>
<p style="text-align: left; ">Segundo ela, 140 países já possuem algum nível de legislação para proteção de dados e privacidade. “O que muitas dessas legislações têm em comum é a abordagem ex ante [expectativa do que irá ocorrer] em relação à proteção de dados, a qual é, basicamente, a abordagem europeia.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/data-center/image" alt="Data center" title="Data center" height="212" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Muitas leis possuem alcance extraterritorial, não importando onde o banco de dados está instalado</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; ">Ela explicou as características dessa abordagem. A primeira está ligada à ideia de que ao tratar de proteção de dados pessoais estão sendo protegidos direitos fundamentais, porque esses dados são uma projeção da personalidade da pessoa, sua aparência física, status, coisas que gosta de fazer, família, orientação sexual e outros elementos que a definem, afirmou. “É preciso alguma espécie de controle sobre o que é feito com meus dados pessoais. Eles não podem ser utilizados para me prejudicar, piorar minha situação econômica, social ou política de alguma maneira.”</p>
<p style="text-align: left; ">Por esse motivo, muitos países têm reconhecido a ideia dos direitos fundamentais no que se refere à proteção de dados pessoais e “isso implica proteção do ponto de vista das organizações privadas e do próprio governo, que precisa agir de acordo com certos princípios e regras”. A noção de dados pessoais é geralmente abrangente, “pois não estamos tratando apenas de identificar indivíduos, mas também de indivíduos identificáveis [que podem ser identificados a partir de dados não pessoais]".</p>
<p style="text-align: left; ">Outro aspecto é que essas leis trazem vários princípios importantes para a criação de uma espécie de fricção no que se refere a novas tecnologias, um princípio de minimização de dados, para não haver coleta de dados maior do que o necessário para o que é intencionado, explicou. Há também a limitação ou especificação da intenção: “Isso significa que quando coletamos dados de alguém, devemos informar claramente o que faremos com eles e que não faremos nada mais do que isso”.</p>
<p style="text-align: left; ">Wimmer pondera que, ao tratar de big data, aplicações de inteligência artificial e uso comercial de dados pessoais, esses princípios de fato criam fortes limitações. “E são princípios muito tradicionais, mencionados pela OCDE no início dos anos 80, e agora presentes em muitas legislações de proteção a dados no mundo.”</p>
<p style="text-align: left; ">Finalmente, ela destacou a criação de uma autoridade de proteção de dados independente e com um espectro amplo de responsabilidades, que inclui a supervisão dos setores público e privado e, em muitos países, regulações para a transferência de dados internacionais.</p>
<p style="text-align: left; ">Muitas legislações produzem efeitos extraterritoriais bastante definidos, disse. O exemplo claro disso é a legislação da União Europeia, que “se aplica tanto a processadores de dados instalados na UE, não importando se os dados estão nela ou não, quanto a processadores de dados externos cuja atividade tenha como alvo o mercado da UE".</p>
<p style="text-align: left; ">“A mesma coisa acontece no Brasil, com a LGPD [<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm">Lei Geral de Proteção de Dados, 13.709/2018</a>], que se aplica não importa onde a companhia tenha sua sede e onde os dados estão armazenados, desde que o processamento dos dados ocorra no Brasil para o fornecimento de bens ou serviços, ou se o processamento envolve dados de indivíduos residentes no Brasil, ou se os dados pessoais a serem processados foram coletados no Brasil.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logos-de-big-techs/image" alt="Logos de big techs" title="Logos de big techs" height="82" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Wimmer: ''O modelo atual de negócios é construído a partir da coleta de informações pessoais e sua transformação em commodities de maneira a torná-los inputs para criação de valor por grandes companhias do Hemisfério Norte''</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Graus de restrições ao fluxo</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Wimmer ressaltou a complexidade para os dados serem transferidos internacionalmente, já que as legislações dos diversos países competem entre si.</p>
<p style="text-align: left; ">Ela citou o artigo “<a href="https://www.oecd-ilibrary.org/trade/trade-and-cross-border-data-flows_b2023a47-en">Trade and Cross-Border Data Flows</a>” [comércio e fluxo de dados transfronteiriços], de 2019, produzido por dois técnicos da OCDE, Francesca Casalini e Javier López González. “O trabalho apresenta uma taxonomia muito interessante sobre abordagens quanto a fluxos de dados internacionais.”</p>
<p style="text-align: left; ">No quadro apresentado pelo artigo, uma coluna é dedicada aos países onde há ausência de regulação ou acontece um fluxo livre com regulação pelo setor privado, “ou seja, faça o que quiser e se algo errado acontecer, veremos o que fazer”.</p>
<p style="text-align: left; ">A coluna intermediária inclui casos como os da União Europeia e do Brasil, em que há diferentes instrumentos para habilitar o fluxo internacional, que vão desde o reconhecimento da adequação (em que um país reconhece outro país com nível similar de proteção) até mecanismos contratuais e certificação.</p>
<p style="text-align: left; ">A terceira coluna é dedicada a sistemas bem restritivos, onde o fluxo internacional de dados não é permitido, exceto se uma autoridade de proteção autorizar ou houver uma decisão de adequação.</p>
<p style="text-align: left; ">Segundo Wimmer, o sistema brasileiro é relativamente similar ao europeu, com a diferença que, enquanto na União Europeia certo número de mecanismos para o fluxo internacional de dados são considerados “derrogações”, excepcionais, não podem ser utilizados para transferências operacionais, no Brasil há outras condições, que podem ser utilizadas em qualquer caso: cooperação legal internacional para aplicação da lei; proteção da vida ou segurança física; autorização pela ANPD; acordos de cooperação internacionais; política pública; consentimento; observância de obrigação legal ou regulatória; execução de contrato; exercício de direitos.</p>
<p style="text-align: left; ">Ela lembrou que outros países possuem diferentes abordagens. “A questão é se nós, enquanto sociedade, consideramos benéfica a transferência internacional de dados, num contexto em que mais de uma centena de países possuem diferentes sistemas legais e diferentes fluxos de dados. Como podemos fazer isso funcionar?”</p>
<p style="text-align: left; ">Para ela, a melhor postura é “pressionar fortemente por decisões de adequação”. Numa relação assim, “os europeus dirão: o Brasil tem legislação similar à nossa, então discutiremos decisões de mútua adequação”. O problema é multiplicar esse tipo de relação mutual para 140 países, considerando as diferentes nuances entre seus sistemas legais, ponderou.</p>
<p style="text-align: left; ">A tendência, disse, é a adoção de instrumentos contratuais, como as chamadas Standard Contractual Clauses (SCC) [cláusulas contratuais padrão], ou ainda a adoção de alguma espécie de certificação ou código de conduta, “quando uma companhia é certificada de forma privada e reconhecida como cumpridora de um certo nível de proteção na transferência de dados entre países”.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Diferenças entre EUA e União Europeia</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Para Wimmer, um dos principais desafios internacionais está em habilitar a transferência de dados entre UE e EUA, que possuem sistemas muito diferentes. “Os Estados Unidos não têm uma proteção geral de dados. Não há legislação federal, não há direitos fundamentais quanto à proteção de dados. Por outro lado, há muitas leis estaduais. A <a href="https://www.ftc.gov/">Comissão Federal de Comercio</a> dos Estados Unidos está trabalhando nessa questão, mas sob a ótica de práticas injustas ou enganosas, o que é uma abordagem completamente diferente."</p>
<p style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/post-the-max-schrems-no-x" alt="Post the Max Schrems no X" class="image-right" title="Post the Max Schrems no X" />Ela citou o caso de <a href="https://twitter.com/maxschrems">Max Schrems</a>, um ativista austríaco que por três vezes impediu acordos internacionais de transferência de dados entre EUA e EU. “O seu argumento é que não importa o quanto uma companhia seja certificada e os compromissos que assuma, pois os serviços de inteligência dos EUA têm permissão para acessar dados pessoais”. Em julho, foi anunciado um <a class="external-link" href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_23_3721">novo acordo</a> entre a EU e os EUA, e Schrems manifestou seu descrédito no X logo em seguida: "Em geral, trata-se de uma cópia de velhos princípios”.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" style="text-align: left; ">
<p dir="ltr">Uma vez que os benefícios do fluxo internacional de dados são muito claros, a questão que se coloca é “como resolver as diferentes abordagens quanto a restrições, soberania, proteção a dados pessoais e propriedade intelectual, salvaguardas, aplicação da lei etc.”, afirmou Wimmer.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left; ">“Esse é um dos mais estimulantes pontos de discussão em diferentes organizações internacionais, não apenas aquelas ligadas à proteção de dados, como a <a class="external-link" href="https://globalprivacyassembly.org/">Global Privacy Assembly</a>. A questão está presente em relatórios produzidos pelo Fórum Econômico Mundial, pela OCDE e em anexos de dois ou três encontros do G7”, afirmou.</p>
<p style="text-align: left; ">Wimmer frisou que “a solução para a questão ainda não está clara, mas talvez esteja claro o que devemos desejar: precisamos de melhores acordos e arranjos para facilitar a cooperação legal internacional: essa é uma das dificuldades que temos na mesa hoje em dia”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens (a partir do alto): Roque de Sá/Agência Senado; Telegeography; Wikimedia; Pxfuel; Rawpixel; Wikimedia; X</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Proteção de dados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Big Data</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Diplomacia de Ciência e Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Legislação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-06T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/descolonizar-a-inteligencia-artificial">
    <title>É Possível Descolonizar a Inteligência Artificial?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/descolonizar-a-inteligencia-artificial</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Decolonização é a crítica ao colonialismo moderno, dos sistemas de conhecimento às práticas que resultaram no genocídio e expropriação material e imaterial de muitos povos ao redor do planeta. Com base em ideologias racistas e preconceitos de gênero, o colonialismo moderno perpetua-se em práticas implícitas e explícitas que ficam cada vez mais evidentes nos vieses algorítmicos.</p>
<p>A lógica da universalização tende a colocar como centro e modelo padrão para o que se entende como espécie humana, o mesmo sujeito que foi o protagonista da revolução industrial: homens brancos, ricos e do norte global. Desse modo, a “supremacia branca” é reflexo de uma supremacia tecnológica, computacional e financeira.</p>
<p>Considerando que uma “IA Responsável” deve ser socialmente benéfica, ser desenvolvida e testada para segurança, ser responsável perante as pessoas, incorporar conceitos de <i>privacy by design</i>, manter altos padrões de excelência científica e estar disponível para usos de acordo com estes princípios tais como as diretrizes apontadas pela UNESCO, conclui-se que esta tecnologia deve ser um benefício para a humanidade, de modo a não reforçar injustiças sociais, exploração e todo tipo de violência.</p>
<p>A IA Responsável, capaz de atender toda legislação de proteção a cidadania e direitos fundamentais, requer um diálogo com o tema da decolonização, desde que os problemas das práticas individuais e sociais que geram os dados são muito mais profundos e não se solucionam apenas com medidas técnicas, seja na área da computação, seja na área do direito. Sendo, portanto, fundamental que tais áreas, junto a grupos interdisciplinares busquem soluções para uma IA Responsável, reconhecendo perspectivas e valores plurais dentro de uma diversidade não apenas étnica e de gênero, como também epistêmica.</p>
<p>Este encontro pretende contribuir com o debate em curso para novas regulamentações sobre os usos da IA que se expandem para diversas áreas da sociedade, desde justiça, saúde, trabalho e educação, entendendo o seu potencial de impacto sobre a cultura.</p>
<p><b>Abertura</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida">Virgílio Almeida</a> (IEA-USP e UFMG)</p>
<p><b>Expositores</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deivison-faustino" class="external-link">Deivison Faustino</a> (Unifesp)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paola-ricaurte-quijano" class="external-link">Paola Ricaurte Quijano</a> (Harvard University)</p>
<p><b>Mediação:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elen-nas" class="external-link">Elen Nas</a> (IEA-USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-01T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/mecanismos-de-busca-e-sociedade-qualidade-da-informacao-e-potencial-da-inteligencia-artificial-22-08-2023">
    <title>Mecanismos de Busca e Sociedade: Qualidade da Informação e Potencial da Inteligência Artificial - 22/08/2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/mecanismos-de-busca-e-sociedade-qualidade-da-informacao-e-potencial-da-inteligencia-artificial-22-08-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência e Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-24T18:42:57Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/google">
    <title>Dirigente do Google defende relevância dos mecanismos de busca para a sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/google</link>
    <description>Prabhakar Raghavan, vice-presidente sênior do Google, fez a conferência "Mecanismos de Busca e Sociedade: Qualidade da Informação e Potencial da Inteligência Artificial", no dia 22 de agosto, evento organização pelo Google, IEA e Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pabhakar-raghavan-22-8-23/image" alt="Pabhakar Raghavan - 22/8/23" title="Pabhakar Raghavan - 22/8/23" height="505" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Prabhakar Raghavan: ''Se for extinto o reconhecimento de dados por anunciantes, acabará o sistema da web aberta''</dd>
</dl>De acordo com pesquisa divulgada em maio pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mais de 92 milhões de brasileiros acessam a internet apenas por meio de telefones celulares, 62% dos cerca de 149 milhões de usuários da rede no país. Mas pouca gente se dá conta que essa preferência - que reflete um padrão internacional - é acompanhada por outra: a utilização de aplicativos e não a busca de informações em sites e portais da web.</span></p>
<p><span>A consequência dessa mudança de comportamento é "a estagnação da web", segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/prabhakar-raghavan"><span>Prabhakar Raghavan</span></a>, vice-presidente sênior do <a href="https://about.google/" target="_blank"><span>Google</span></a>. </span>Para ele, no entanto, há muito o que explorar de informações confiáveis e de formas variadas fora do chamado "jardim murado" (walled garden) da internet, como é chamado o mundo dos aplicativos e plataformas extraweb.</p>
<p><span>Essa foi a visão que ele apresentou na conferência <i>Mecanismos de Busca e Sociedade: Qualidade da Informação e Potencial da Inteligência Artificial</i>, no dia 22 de agosto, evento organização pelo Google, IEA e Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP.</span></p>
<p><span>O maior desafio para essa exploração do conteúdo da web manter-se de grande relevância para os indivíduos e a sociedade, como tem sido até agora, é encontrar o equilíbrio ente os interesses dos anunciantes e a preservação da individualidade dos usuários dos mecanismos de busca, segundo Raghavan.</span></p>
<p><span>A estagnação da web depois de mais de 20 anos de crescimento exponencial na produção de conteúdo para sites e portais deve-se à maior facilidade de inclusão de conteúdo em aplicativos, explicou o conferencista. Apesar de o usuário ter o trabalho adicional de instalar o aplicativo, registrar-se nele e, eventualmente, atender a outros pré-requisitos (características que definem o "jardim murado"), tem maior facilidade para inserir conteúdo, ao contrário de todo o trabalho para registar, produzir, hospedar e atualizar um site web.</span></p>
<p><span><strong>Melhorias do sistema</strong></span></p>
<p><span>Raghavan afirmou que o Google tem se empenhado em diversas frentes para melhorar o acesso às informações e tentar garantir que elas tenham a qualidade desejável. Isso inclui ações como o aprimoramento dos sistemas de tradução de conteúdo em inglês para outras línguas.</span></p>
<p><span>Segundo ele, as equipes da empresa propõem milhares de melhorias todo ano, mas a maioria é rejeitada. "O processo de decisão do que será aproveitado constitui o centro de melhoria do sistema: há 60 mil avaliadores de alterações espalhados pelo mundo. Eles analisam o tratamento usual dado a uma busca e comparam com o resultado possível a partir de uma melhoria sugerida. A alteração é adotada quando há consenso entre os avaliadores sobre seus benefícios."</span></p>
<p><span>Os critérios a serem considerados pelos avaliadores estão num <a href="https://guidelines.raterhub.com/searchqualityevaluatorguidelines.pdf" target="_blank"><span>documento</span></a> com 170 páginas disponível a todos os interessados. </span>Raghavan defendeu a divulgação das políticas da empresa: "A norma é tornar as políticas públicas; cabe ao usuário decidir se confia ou não no mecanismo".</p>
<p><span>Ele exemplificou duas posturas básicas do mecanismo que o fazem apresentar uma resposta ou não. Se alguém pergunta se os EUA mantêm corpos de seres alienígenas, aparecerão muitas opiniões, mas o sistema não indicará uma resposta. Mas se alguém perguntar se o Brasil é maior que A Austrália, o sistema responderá que sim, pois há consenso sobre o fato e fontes confiáveis que certificam a informação.</span></p>
<p><span>Raghavan mencionou vários outros critérios para exclusão de conteúdos nas buscas, como a presença de abuso de crianças, informações extremamente pessoais, spams, entre outros. A inserção de publicidade é vetada em determinadas situações, como no caso de material de caráter nazista.</span></p>
<p><span>Ele destacou a importância de melhoria do letramento digital dos usuários para que obtenham informações mais confiáveis. Uma delas é o acesso a informações sobre a fonte, que pode ser visto ao clicar nos três pontos verticais do lado direito de cada URL indicada na pesquisa, bem como os alertas sobre informações duvidosas.</span></p>
<p><span>Não é verdade que o Google apresente resultados e anúncios direcionados por possuir um perfil detalhado do usuário, afirmou. “Não queremos personalizar resultados, a não ser que isso traga benefícios às pessoas.” Isso acontece, por exemplo, na busca de uma rota no Google Maps: "Com as informações de várias pessoas que utilizam o sistema, é possível evitar congestionamentos. Isso foi importante durante a pandemia, pois permitiu saber onde havia aglomerações de pessoas".</span></p>
<p><span>No caso da publicidade apresentada depois da manifestação do interesse em algum produto, explicou que o Google não tem um perfil armazenado sobre o usuário, como muitos pensam, trata-se apenas do reconhecimento de cookies implantadas no celular do usuário quando acessa um site. O sistema de anúncios reconhecerá, por exemplo, o cookie de um site de vestidos consultado e passará a apresentar publicidade de vestidos.</span></p>
<p><span>“Se for extinto esse reconhecimento de dados, acabará o sistema da web aberta”, disse. Então, o grande problema é como resolver a relação entre oportunidades para a publicidade e o nível de preservação da privacidade a ser assegurado aos usuários. O interesse do Google, segundo Raghavan, é que as pessoas tenham interesse por várias coisas e seja possível rastrear seus interesses.</span></p>
<p><span>Explicou que ao se fazer uma busca, no topo de relação de páginas web indicadas podem aparecem de um a quatro anúncios ou nenhum, de acordo com o tipo de pergunta. Os anúncios que aparecem primeiro não são necessariamente os que pagam mais ao Google. É feita uma correlação entre o valor pago pelo anunciante e a relevância de seu anúncio em outras buscas.</span></p>
<p><span><strong>Inteligência artificial</strong></span></p>
<p>Ele abordou também as aplicações de ferramentas de inteligência artificial nas buscas. Uma delas é a que permite a busca oral, quando o usuário fala o que quer pesquisar em vez de digitar. Para exemplificar a importância do recurso, comentou que esse tipo de busca representa 5% do total nos EUA, mas é de 30% na Índia. Daí o interesse em aprimorá-lo, uma vez que o sistema só reconhece adequadamente 80% do que é dito, disse.</p>
<p><span>No caso de imagens, há as possibilidades oferecidas pelo Google Lens, que pode identificar inúmeras coisas, como a espécie de uma planta fotografada e suas eventuais doenças. "Os estudantes usam esse recurso inclusive para resolver problemas matemáticos: basta fotografá-lo e virá uma a resposta, se é uma equação quadrática, por exemplo, e como solucioná-la."</span></p>
<p><span>Raghavan lembrou o desenvolvimento do <a href="https://ai.googleblog.com/2018/11/open-sourcing-bert-state-of-art-pre.html" target="_blank"><span>Bert (Bidirectional Encoder Representations for Transformers)</span></a>, uma ferramenta baseada em rede neural para processamento de linguagem natural pré-treinada lançado pelo Google em 2018. "O Bert foi produzido para entender melhor os documentos nas buscas, mas com o passar dos anos ajudou a entender melhor as próprias buscas." O Bert reconhece os substantivos e a prioridade a ser dada a cada um. Este ano o Google lançou o<a href="https://bard.google.com/" target="_blank"><span> Bard</span></a>, um chatbot aberto aos usuários brasileiros em julho. No entanto, como alertou, as respostas apresentadas por chatbot como o Bard ainda devem ser avaliadas com cautela.</span></p>
<p><span>A principal dificuldade dos mecanismos de busca e outras ferramentas para a obtenção de informações consiste em conseguir uma regulagem fina que permita, ao mesmo tempo, nível elevado de factualidade (consistência da informação) e fluidez na experiência do usuário, afirmou o conferencista.</span></p>
<p><span>Raghavan encerrou sua conferência comentando recursos do Google que contribuem com a sustentabilidade. Em muitos países, as rotas indicadas pelo Google Maps, por exemplo, levam em consideração qual é o percurso mais verde, com menor emissão de gases efeito estufas pelo meio de transporte utilizado. Os cálculos indicam que isso permitiu a redução na emissão de gases correspondente ao que 250 mil automóveis produzem durante um ano. Nas pesquisas sobre voos e rotas aéreas também é possível escolher a opção com menor pegada de carbono.</span></p>
<p><strong><span>Abertura</span></strong><span></span></p>
<p><span>A abertura do evento com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/prabhakar-raghavan"><span>Raghavan</span></a> foi prestigiada com a presença do reitor da USP, <a href="https://www5.usp.br/reitoria/reitor/" target="_blank"><span>Carlos Gilberto Carlotti Junior</span></a>, que lembrou as parcerias já mantidas pela Universidade com o Google, caso do serviço de e-mail de docentes, servidores e estudantes; de Liedi Bernucci, diretora presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo, que deverá sediar um <a href="https://www.ipt.br/noticia/1740-parceria_com_o_google_.htm" target="_blank"><span>Centro de Engenharia</span></a> do Google; da vice-diretora do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes"><span>Roseli de Deus Lopes</span></a>; e do presidente da Comissão de Pesquisa e Inovação do IME-USP, Alfredo Goldman.</span><span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Big Data</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Web</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Chatbot</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Aplicativos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-23T18:35:05Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ia-balanco-debate">
    <title>Regulação da IA: Um Balanço do Debate Recente no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ia-balanco-debate</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Em agosto de 2023, o Senado Federal instalou a<a class="external-link" href="https://legis.senado.leg.br/comissoes/comissao?codcol=2629"> Comissão Temporária  Interna sobre Inteligência Artificial no Brasil (CTIA)</a> a fim de examinar  e consolidar, tanto quanto possível, os projetos de lei sobre IA que  tramitam na casa. Neste seminário, discutiremos os rumos dessa  consolidação. Procuraremos entender se, desde dezembro de 2022, quando  a Comissão de Juristas do Senado Federal voltada à regulação da IA no  Brasil concluiu seus trabalhos, foi possível construir consensos em  torno de questões que permeiam as discussões sobre o tema, como, por  exemplo, a relação entre inovação e regulação, o tipo mais adequado de  abordagem regulatória, e o desenho institucional da autoridade  responsável por fiscalizar o desenvolvimento e a utilização de sistemas  de IA</p>
<div></div>
<p>Este evento integra o ciclo de seminários<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclos/desafios-oportunidades-ia" class="external-link">"Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas  Setoriais"</a>. O principal objetivo da iniciativa é criar espaços de troca  entre pesquisadores e representantes de diferentes segmentos para que,  juntos, possamos refletir sobre soluções regulatórias em favor da  maximização dos benefícios da IA, minimização de riscos e prevenção dos  danos associados à sua aplicação.</p>
<p align="left"><b>Abertura e Moderação:</b></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-brandao">Rodrigo Brandão</a> (OIC-IEA-USP/Cetic.br-Nic.br) e<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-paulo-candia-veiga" class="external-link"> João Paulo Cândia Veiga</a> (C4AI USP-FAPESP-IBM)</p>
<p align="left"><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/loren-spindola" class="external-link">Loren Spíndola</a> (ABES)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-bioni" class="external-link">Bruno Bioni</a> (Data Privacy Brasil)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-10T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ai-two-sides-coin">
    <title>AI and Sustainability: the Two Sides of the Coin</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ai-two-sides-coin</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/en/events/ai-sustainability-two-sides-of-the-coin" class="external-link"><strong>Click here for the English version</strong></a></p>
<div><strong>Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas Setoriais</strong></div>
<div><strong><br /></strong></div>
<div></div>
<p class="mceContentBody documentContent">A Inteligência Artificial (IA) pode ser útil à promoção da agenda  ambiental de diferentes maneiras. Pode facilitar, por exemplo, o  monitoramento e a predição de eventos climáticos, a identificação de  formações humanas capazes de prejudicar florestas e áreas de preservação  ambiental, e otimizar processos produtivos, reduzindo, assim, seus  impactos sobre o meio ambiente.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">Todavia, o desenvolvimento e a aplicação  de modelos de IA não são livres de consequências ambientais.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">São  crescentes, por exemplo, as discussões sobre a pegada de carbono do  treinamento de modelos de <i>machine learning</i> e sobre os impactos da  atividade extrativista necessária para a produção de equipamentos  ligados à IA. O seminário abordará esses dois lados da relação entre IA e  sustentabilidade.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">Este evento integra o ciclo  de seminários <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclos/desafios-oportunidades-ia" class="external-link">"Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas  Setoriais"</a>.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">O principal objetivo dessa iniciativa é criar espaços de  troca entre pesquisadores e representantes do setor privado para que,  juntos, possamos refletir sobre soluções regulatórias em favor da  maximização dos benefícios da IA, minimização de riscos e prevenção dos  danos associados à sua aplicação.</p>
<p align="left"><strong>Exposição:</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-silva" class="external-link">Carlos Silva</a> (Lead R&amp;D Science, Pachama)</p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-tosello-pinheiro" class="external-link">Gustavo Pinheiro</a> (iCS)</p>
<p align="left"><strong>Debatedor:</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miriam-garcia" class="external-link">Miriam Garcia</a> (CDP Latin America)</p>
<p align="left"><strong>Moderação:</strong></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-brandao">Rodrigo Brandão</a> (OIC-IEA-USP/Cetic.br-Nic.br) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/veridiana-cordeiro" class="external-link">Veridiana Cordeiro</a> (FFLCH/UAI-IEA-USP)</p>
<h3><strong>Transmissão:</strong></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-10T17:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ia-no-setor-publico-tecnologia-pp">
    <title>IA no Setor Público: Como Utilizar a Tecnologia para Aprimorar as Políticas Públicas?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ia-no-setor-publico-tecnologia-pp</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div><b>Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas Setoriais</b></div>
<div><b><br /></b></div>
<p class="mceContentBody documentContent">A utilização de sistemas de IA pela administração pública é  fenômeno recente – tanto no Brasil, quanto em outros países. Em muitos  casos, ela ainda ocorre de modo experimental.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">Logo, as contribuições  dessa tecnologia ao aprimoramento do processo de elaboração e  implementação de políticas públicas ainda são preliminares ou, como  costuma acontecer, possibilidades que não se concretizaram inteiramente.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">Por essa razão, não sabemos ao certo quais são as condições necessárias  para que o setor público seja capaz de utilizar a IA para melhorar de  modo efetivo a vida cotidiana das pessoas.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">Preocupado em sanar  parcialmente essa lacuna, o seminário abordará usos bem e mal-sucedidos  de aplicações de IA no ciclo de políticas públicas, bem como riscos e  benefícios ligados a esses usos, procurando identificar quais fatores  parecem ser críticos para que a utilização de tecnologias de IA pelo  Estado seja ética e responsável.</p>
<p class="mceContentBody documentContent">Este evento  integra o ciclo de seminários "Desafios e Oportunidades da IA -  Perspectivas Setoriais".</p>
<p class="mceContentBody documentContent">O principal objetivo dessa iniciativa é criar  espaços de troca entre pesquisadores e representantes do setor privado  para que, juntos, possamos refletir sobre soluções regulatórias em favor  da maximização dos benefícios da IA, minimização de riscos e prevenção  dos danos associados à sua aplicação.<a name="programacao"></a></p>
<p align="left"><b>Exposição:</b></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-de-barros-filgueiras" class="external-link">Fernando Filgueiras</a> (UFG/IEA-USP)</p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rafael-dias" class="external-link">Rafael Dias</a> (Oracle)</p>
<p align="left"><b>Debatedora:</b></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/manuella-ribeiro" class="external-link">Manuella Ribeiro</a> (Cetic.br-Nic.br)</p>
<p align="left"><b>Organização e moderação: </b></p>
<p align="left"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-brandao">Rodrigo Brandão</a> (OIC-IEA-USP/Cetic.br-Nic.br)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-10T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ia-na-saude-riscos-beneficios">
    <title> IA na Saúde: Como Reduzir Riscos e Potencializar Benefícios?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ia-na-saude-riscos-beneficios</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><b>Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas Setoriais</b></p>
<p>O interesse pela relação entre Inteligência Artificial (IA) e saúde é latente, e se expressa de diferentes maneiras.</p>
<p>A <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Scopus_(base_de_dados_bibliogr%C3%A1fica)">plataforma Scopus</a>, por exemplo, regista que, entre 2018 e 2022, o número de documentos acadêmicos sobre IA saltou de menos de 2.000 para mais de 10.000 apenas nas áreas de "medicina" e "profissões da saúde".</p>
<p>O <a class="external-link" href="https://aiindex.stanford.edu/report/">AI Index Report 2023</a> (produzido pela Stanford University), por sua vez, informa que, em 2022, "medicina e saúde" foi, entre as áreas de IA, a que recebeu o maior volume de investimentos privados.</p>
<p>No centro de um interesse tão acentuado quanto este, está o potencial da tecnologia em questão para aprimorar inúmeros aspectos da saúde, como o desenvolvimento de novos fármacos, a definição de diagnósticos e a administração de equipamentos de saúde.</p>
<p>Mas, não só. Perigos ligados ao desenvolvimento e à aplicação de sistemas de IA também vêm mobilizando a atenção de diferentes <i>stakeholders</i>, como o vazamento de dados pessoais sensíveis de pacientes, o aumento da opacidade de diagnósticos, e a redução da <i>accountability</i> em decisões médicas.</p>
<p>Nesse contexto, resta indagar: como reduzir os riscos e potencializar os benefícios da IA na área da saúde?</p>
<p>Este evento integra o ciclo de seminários <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclos/desafios-oportunidades-ia">"Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas Setoriais"</a>. O principal objetivo dessa iniciativa é criar espaços de troca entre pesquisadores e representantes do setor privado para que, juntos, possamos refletir sobre soluções regulatórias em favor da maximização dos benefícios da IA, minimização de riscos e prevenção dos danos associados à sua aplicação.</p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-dias-porto-chiavegatto-filho" class="external-link">Alexandre Chiavegatto Filho</a> (FSP/USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-chicourel" class="external-link">Jacques Chicourel</a> (Siemens Healthineers)</p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Debatedora:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marina-feferbaum" class="external-link">Marina Feferbaum</a> (FGV Direito SP)</p>
<p><b>Organização e moderação: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-brandao" class="external-link">Rodrigo Brandão</a> (OIC-IEAUSP/Cetic.br|Nic.br)</p>
<p><b> </b></p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-10T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/papel-da-anpd">
    <title>Regulação da IA: Qual Deve ser o Papel da ANPD?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/papel-da-anpd</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div><b>Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas Setoriais</b></div>
<div><b><br /></b></div>
<div></div>
<div>Dados pessoais são essenciais ao desenvolvimento e ao funcionamento  de sistemas de Inteligência Artificial (IA).Por essa razão, toda e  qualquer discussão sobre a regulação dessa tecnologia deve levar em  conta a importância de protegê-los e o desenho institucional mais  adequado para fazê-lo.</div>
<div><b><br /></b></div>
<div></div>
<div>Atento a esses pontos, o <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233">PL 2338/2023</a> prevê a  designação de uma autoridade responsável por diferentes aspectos do  desenvolvimento e da utilização de sistemas de IA, como a fiscalização e  a aplicação de sanções em caso de descumprimento da legislação.</div>
<div><b><br /></b></div>
<div></div>
<div>A  matéria não esclarece, contudo, como as missões dessa instituição e da  <a class="external-link" href="https://www.gov.br/anpd/pt-br">Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)</a> devem ser  compatibilizadas.</div>
<div>Esse seminário explorará essa questão, bem  como o papel de autoridades nacionais de proteção de dados de outros  países na regulação da IA.</div>
<div><b><br /></b></div>
<div></div>
<div>O principal objetivo dessa iniciativa é criar espaços de troca  entre pesquisadores e representantes do setor privado para que, juntos,  possamos refletir sobre soluções regulatórias em favor da maximização  dos benefícios da IA, minimização de riscos e prevenção dos danos  associados à sua aplicação. Este evento integra  o ciclo de seminários <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclos/desafios-oportunidades-ia" class="external-link">"Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas  Setoriais"</a>.</div>
<div><b><br /></b></div>
<div></div>
<div><b>Organização: </b><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-brandao" class="external-link">Rodrigo Brandão</a> (OIC-IEA-USP/Cetic.br-Nic.br) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-paulo-candia-veiga" class="external-link">João Paulo Cândia Veiga</a> (C4AI)</div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div><b><br /></b></div>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miriam-wimmer" class="external-link">Miriam Wimmer</a> (ANPD)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-paranhos" class="external-link">Eduardo Paranhos</a> (ABES)</p>
<p><b>Debatedor: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ramon-costa" class="external-link">Ramon Costa</a> (Nic.br)</p>
<p><b>Moderação:</b></p>
<p>Rodrigo Brandão (OIC-IEA-USP/Cetic.br-Nic.br) e João Paulo Cândia Veiga (C4AI)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-10T16:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-prabhakar-raghavan">
    <title>Prabhakar Raghavan, do Google, fala no dia 22 de agosto sobre papel e desafios dos mecanismos de busca</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-prabhakar-raghavan</link>
    <description>Prabhakar Raghavan, vice-presidente sênior do Google, faz a conferência 'Mecanismos de Busca e Sociedade: Qualidade da Informação e Potencial da Inteligência Artificial" no dia 22 de agosto, às 10h, no Auditório István Jancsó da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/prabhakar-raghavan-divulgacao-google/image" alt="Prabhakar Raghavan - Divulgação Google" title="Prabhakar Raghavan - Divulgação Google" height="604" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Prabhakar Raghavan enfatizará a questão da qualidade da informação e o potencial da inteligência artificial</dd>
</dl><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/prabhakar-raghavan" class="external-link"></a></p>
<p><i>Mecanismos de Busca e Sociedade: Qualidade da Informação e Potencial da Inteligência Artificial </i>é o tema da conferência de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/prabhakar-raghavan" class="external-link">Prabhakar Raghavan</a>, vice-presidente sênior do <a class="external-link" href="https://about.google/" target="_blank">Google</a>, no <strong>dia 22 de agosto, às 10h</strong>, no Auditório István Jancsó da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.</p>
<p>O evento é organizado pelo IEA, Instituto de Matemática e Estatística da USP e Google. Será em inglês, com tradução simultânea. Para participar é preciso efetuar <a class="external-link" href="https://www.eventbrite.com.br/e/mecanismos-de-busca-e-sociedade-qualidade-da-informacao-e-potencial-da-ia-tickets-689010487917?aff=oddtdtcreator">inscrição prévia</a>. Recomenda-se chegar com 15 minutos de antecedência.</p>
<p>Raghavan é responsável globalmente pelos produtos de conhecimento e informação do Google. Ele e sua equipe de tecnólogos e engenheiros em todo o mundo administram vários produtos da empresa, incluindo Busca, Notícias, Mapas, Publicidade, Assistente, Comércio e Pagamentos.</p>
<p dir="ltr">Na conferência, ele discutirá algumas das questões prementes de pesquisa, política e sociedade enfrentadas pelos mecanismos de busca na internet e pela sociedade, com foco particular na qualidade da informação e no potencial da inteligência artificial.</p>
<p dir="ltr">Os organizadores destacam que o evento será uma rara oportunidade de ouvir Raghavan diretamente sobre "a realidade operacional de liderar um mecanismo de busca global e a diversidade de questões técnicas e regulatórias que podem afetar o ambiente digital".</p>
<p dir="ltr">Raghavan é um dos principais tecnólogos do mundo e tem mais de 20 anos de experiência em algoritmos de busca, pesquisa na web e bancos de dados. Ele publicou mais de 100 artigos, emitiu 20 patentes e escreveu dois livros para pós-graduandos. É membro da Academia Nacional de Engenharia dos Estados Unidos, da Associação para Máquinas de Computação e do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) global. Foi professor consultor de ciência da computação na Universidade Stanford, onde conheceu os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, que foram seus alunos.</p>
<p dir="ltr"><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong>Mecanismos de Busca e Sociedade: Qualidade da Informação e Potencial da Inteligência Artificial</strong><br />22 de agosto, 10h<br />Auditório István Jancsó da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária, São Paulo, SP)<br /></i><i>Requer <a class="external-link" href="https://www.eventbrite.com.br/e/mecanismos-de-busca-e-sociedade-qualidade-da-informacao-e-potencial-da-ia-tickets-689010487917?aff=oddtdtcreator">inscrição prévia</a> - </i><i>Evento em inglês, com tradução simultânea <br />Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone 11 3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/mecanismos-busca-qualidade-ia" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Divulgação Google</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Algoritmo</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-09T15:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/mecanismos-busca-qualidade-ia">
    <title>Mecanismos de Busca e Sociedade: Qualidade da Informação e Potencial da Inteligência Artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/mecanismos-busca-qualidade-ia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="m_6791312973039363394m_2526390628310571319m_-8680630496787336777gmail-docs-internal-guid-a59ae0f1-7fff-313d-242c-3a5f9fa1f471"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><b><span><span><a href="https://www.iea.usp.br/en/events/search-engines-society-information-quality-artificial-intelligence-potential" class="external-link">Click here for the English version</a></span></span></b></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/prabhakar-raghavan" class="external-link">Prabhakar   Raghavan</a>, vice-presidente sênior do <a class="external-link" href="https://about.google/">Google</a>, é responsável globalmente   pelos produtos de conhecimento e informação da empresa. Ele e sua  equipe  de tecnólogos e engenheiros em todo o mundo administram vários  produtos  conhecidos do Google, incluindo a Busca do Google, Notícias,  Mapas,  Publicidade, Assistente, Comércio e Pagamentos.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Tendo   passado do laboratório de pesquisa para a realidade operacional de   liderar um mecanismo de busca, Prabhakar compartilhará algumas das   questões prementes de pesquisa, política e sociedade enfrentadas pelos   mecanismos de busca na internet e pela sociedade, com foco particular na   qualidade da informação e no potencial da inteligência artificial.  Esta  é uma rara oportunidade de ouvir diretamente de Prabhakar Raghavan   sobre a realidade operacional de liderar um mecanismo de busca global e  a  diversidade de questões técnicas e regulatórias que podem afetar o   ambiente digital hoje.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Prabhakar   é um dos principais tecnólogos do mundo e tem mais de 20 anos de   experiência em algoritmos de busca, pesquisa na web e bancos de dados.   Ele publicou mais de 100 artigos, emitiu 20 patentes e escreveu 2 livros   de pós-graduação. É ainda membro da Academia Nacional de Engenharia  dos  Estados Unidos, membro da </span><span>Association of Computing Machinery</span><span> e do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) global.   Foi professor consultor de ciência da computação na Universidade de   Stanford (onde conheceu os fundadores do Google, Larry Page e Sergey   Brin, quando foram seus alunos).</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-09T11:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/saude-telemedicina-ia">
    <title>Tecnologia e Saúde: Telemedicina e Inteligência Artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/saude-telemedicina-ia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O campo da saúde esteve, nas últimas décadas, fortemente interconectado  aos avanços tecnológicos, permitindo grande progresso na capacidade de  reconhecer, prevenir e tratar as doenças.</p>
<p>As tecnologias digitais e a  inteligência artificial são agora parte integrante da vida cotidiana,  abrindo novas possibilidades de transformação do cuidado em saúde.</p>
<p>Porém, o impacto das soluções digitais na melhoria da saúde das pessoas e  populações permanece incerto. Se há a perspectiva de melhora do acesso e  da qualidade da atenção à saúde, os riscos e desafios não são  desprezíveis. Discutiremos esses aspectos a partir da experiência de  telessaúde e inteligência artificial da UFMG.</p>
<p><b>Abertura:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (IEA-USP)</p>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-luiz-pinho-ribeiro" class="external-link">Antonio Luiz Pinho Ribeiro</a> (UFMG)</p>
<p><b>Comentários:</b></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida">Virgílio Almeida</a><span> (Cátedra Oscar Sala)</span></p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-31T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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