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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 91 to 105.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/filmagens-de-curso-sobre-o-tempo">
    <title>Pesquisadores da 1ª Intercontinental Academia iniciam filmagens de curso sobre o “tempo”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/filmagens-de-curso-sobre-o-tempo</link>
    <description>Cinco dos 13 jovens pesquisadores que participam do projeto ficarão imersos em base de pesquisa do IO-USP para gravar as aulas que irão compor o Massive Open Online Course (Mooc)</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/base-clarimundo-de-jesus-io-usp" alt="Base Clarimundo de Jesus - IO/USP" class="image-inline" title="Base Clarimundo de Jesus - IO/USP" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Base de pesquisa do IO-USP em Ubatuba</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Começaram nesta segunda-feira, 6 de março, as filmagens do curso online que os participantes da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) estão produzindo sobre o tema “tempo”. Em Ubatuba, na Base de Pesquisa “Clarimundo de Jesus” do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, cinco jovens pesquisadores que integram o projeto ficarão imersos até o dia 10 de março para gravar as aulas das quatro seções que comporão o Massive Open Online Course (Mooc). Com um total de duas horas de duração, o curso deverá ficar hospedado na base da <a class="external-link" href="https://pt.coursera.org/">Coursera</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/projetos/intercontinental-academia-filmagem-mooc-sobre-o-tempo" class="external-link">Fotos das filmagens do Mooc</a></p>
<p>1º encontro em São Paulo</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio" class="external-link">Participantes da Intercontinental Academia apresentam resultados do encontro</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading">2º encontro em Nagoya</p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-detalham-curso-online-sobre-o-tempo" class="external-link">Pesquisadores da Intercontinental Academia detalham curso sobre o tempo</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" style="text-align: right; "><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Todas as notícias</a></i></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-mooc-ubatuba" alt="Gravação Mooc Ubatuba" class="image-inline" title="Gravação Mooc Ubatuba" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Bastidores da gravação do Mooc</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-mooc-ubatuba-2" alt="Gravação Mooc Ubatuba - 2" class="image-inline" title="Gravação Mooc Ubatuba - 2" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Nikki Moore se prepara para iniciar a filmagem</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os jovens pesquisadores estão sendo representados por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/david-gange">David Gange</a>, da University of Birmingham, Inglaterra; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, ambos da USP; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da Rice University, Estados Unidos; e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, da University of Turku, Finlândia. Durante esta semana, eles terão a supervisão dos membros do Comitê Sênior da ICA <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/copy_of_martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/regina-markus">Regina Markus</a>, do Instituto de Biociências (IB) também da USP.</p>
<p>A ICA é um programa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study</a> (Ubias), rede que congrega 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/">Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya</a> (IAR), no Japão, são os responsáveis pela primeira edição. O encontro em São Paulo aconteceu de 17 a 30 de abril de 2015, e a segunda fase, em Nagoya, de 6 a 18 de março do ano passado.</p>
<p>O projeto reúne 13 jovens pesquisadores de diferentes nacionalidades e áreas do conhecimento para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. Sua realização foi possível graças à parceria e apoio das Pró-Reitorias de Pesquisa da USP e da Universidade de Nagoya e do <a class="external-link" href="http://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a>, que financia boa parte dos custos por meio do programa Redes Globais de Jovens Pesquisadores da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>.</p>
<p>Durante todas as etapas da ICA e mesmo após os encontros presenciais, os jovens trabalharam na criação do roteiro do Mooc e chegaram a Ubatuba com os textos prontos do que será filmado por uma produtora de vídeo. <span>Após as gravações, a expectativa é que o curso fique completamente pronto para ir ao ar em junho.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Foto 1 - Divulgação IO-USP; Fotos 2 e 3: Richard Meckien - IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-06T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/architectures-knowledge">
    <title>Architectures of Knowledge: Interdisciplinary Research on Games, Virtuality and the Global Museum</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/architectures-knowledge</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Christian Stein, do Laboratório Interdisciplinar de Berlim, apresentará as pesquisas atuais sobre "Arquiteturas do Conhecimento", a principal área do <a class="external-link" href="https://www.interdisciplinary-laboratory.hu-berlin.de/en/bwg/"><i>Excellence Cluster Image Knowledge Gestaltung</i></a>. Como membro fundador do <i><a class="external-link" href="https://pt-br.facebook.com/gamelab.berlin/">gamelab.berlin</a></i>, mostrará projetos em andamento sobre 1. jogos como técnica cultural; 2. virtualidade; e 3. realidade virtual, além do uso de jogos e princípios do design de jogos em outros ambientes. <span>Como a ciência e a pesquisa precisam comunicar seus conhecimentos para um novo público, museus, exposições e laboratórios de ciência aberta estão se revelando<span> </span></span><i>playgrounds</i><span> promissores para experimentar novas formas de comunicação e traduções em novas mídias. </span>Ao abordar esses temas, Stein também citará a pesquisa em equipes altamente interdisciplinares e a própria interdisciplinaridade.</p>
<p><strong>Expositor</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christian-stein" class="external-link">Christian Stein</a> (Universidade Humboldt)</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/davi-noboru-nakano" class="external-link">Davi Nakano</a> (EP-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz" class="external-link">Gilson Schwartz</a> (ECA-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giselle-beiguelman" class="external-link">Giselle Beiguelman</a> (FAU-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-karman" class="external-link">Ricardo Karman</a> (Kompanhia do Centro da Terra)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-kazuo-mizutani" class="external-link">Wilson Mizutani</a> (IME-USP)</p>
<p><strong>Moderador</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a> (ECA e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-24T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/luiz-bevilacqua-e-o-novo-professor-visitante-do-iea">
    <title>Luiz Bevilacqua é o novo professor visitante do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/luiz-bevilacqua-e-o-novo-professor-visitante-do-iea</link>
    <description>Luiz Bevilacqua, professor emérito da Coppe-UFRJ, é o novo professor visitante do IEA a partir de 1º de fevereiro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-bevilacqua-5" alt="Luiz Bevilacqua - 5" class="image-inline" title="Luiz Bevilacqua - 5" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Luiz Bevilacqua, professor emérito da Coppe-UFRJ</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Como utilizar a modelagem computacional para aplicar uma teoria sobre a difusão da matéria como referência para a análise de fenômenos biológicos, socioeconômicos e ecológicos e, ao mesmo tempo, utilizar essa abordagem como estímulo à cooperação interdisciplinar?</p>
<p>Essa tarefa estará a cargo do novo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes" class="external-link">professor visitante</a> do IEA, o engenheiro <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, professor emérito do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências.</p>
<p>Ele desenvolverá seu projeto de pesquisa no Instituto por um ano, a partir de 1º de fevereiro. Com sua contratação, o IEA passa a contar novamente com um professor visitante brasileiro. Isso foi possível com uma alteração nas normas da USP, que de 2011 a 2016 permitiam a contratação apenas de pesquisadores estrangeiros.</p>
<p><strong>Pesquisa teórica</strong></p>
<p>O projeto de Bevilacqua chama-se “Processos complexos de difusão com aplicações em fenômenos físico-químicos, socioeconômicos e evolutivo-reativos. Motivação para o desenvolvimento de cooperação interdisciplinar”. S<span>egundo ele, a proposta enquadra-se no uso de modelos matemático-computacionais aplicados, "cada vez mais importantes para a simulação de certos fenômenos provenientes, sobretudo, das áreas biológicas, socioeconômicas e ecológicas, abrangência que demonstra sua importância para a convergência interdisciplinar".</span></p>
<p>A atividade central do novo professor visitante será o aprofundamento da pesquisa sobre uma nova teoria que ele propõe para a representação de processos de transporte de massa. Bevilacqua defende que os modelos teóricos atuais estão incompletos, pois consideram que esse fluxo é unimodal, "sendo no entanto plausível que em certos casos o processo seja bimodal".</p>
<p>Bevilacqua afirma que o estágio já alcançado nessa investigação teórica "abre grandes perspectivas de aprofundamento da teoria e de suas aplicações em modelagem de fenômenos físicos e socioeconômicos".</p>
<p>Em razão dessas possíveis aplicações, ele pretende contar com a cooperação de docentes e estudantes da USP para a definição e testes dos modelos em diferentes áreas do conhecimento. Por isso sua proposta prevê a realização de seminários e discussões com a participação de pequenos grupos de interessados em cada área.</p>
<p>As primeiras atividades desse tipo tratarão de três fenômenos: fluxo de capitais, considerada a presença de fontes e sumidouros; dinâmica populacional influenciada por fatores externos; e epidemiologia e doenças infecciosas.</p>
<p><strong>Cooperação interdisciplinar</strong></p>
<p>Em paralelo à pesquisa teórica sobre o fluxo de matéria, Bevilacqua também emprestará sua vasta experiência em gestão acadêmica e política cientifica e tecnológica para estimular a cooperação interdisciplinar com o uso da modelagem computacional. <span>A ferramenta para isso será a realização de seminários sobre:</span></p>
<ul>
<li>propagação de epidemias (dengue, malária etc.), levando-se em conta o fluxo de humanos infectados e recuperados;</li>
<li>dinâmica populacional de espécies ameaçadas;</li>
<li>difusão do conhecimento e informações veiculadas pelos meios de comunicação tradicionais</li>
</ul>
<p>Ele prevê ainda a realização de encontros sobre outros temas a serem propostos por docentes e estudantes da USP interessados no projeto.</p>
<p><strong>Livro</strong></p>
<p>Além da produção de trabalhos a serem publicados em revistas científicas e de engenharia, Bevilacqua pretende preparar a produção do livro <span>Modelos Matemático-Computacionais Aplicados”</span><span>, que será editado pelo IEA. A obra deverá ter cerca de 300 páginas e contar com contribuições de ao menos 10 pesquisadores.</span></p>
<p>O primeiro capítulo será uma introdução à modelagem matemática computacional e os demais tratarão de problemas específicos explorados nos seminários. Será dada ênfase, sempre que possível, a aplicações que possam auxiliar na solução de problemas concretos. A ideia é que a obra seja escrita de forma a ser acessível a estudantes de graduação dispostos a enfrentar novos desafios.</p>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>Ao longo de sua carreira, Bevilacqua desempenhou inúmeras atividades profissionais além do ensino e pesquisa na academia, tendo participado de vários projetos de engenharia; de instituições de fomento à pesquisa e de coordenação de políticas científicas e tecnológicas, da governança de universidades e outras instituições de pesquisa e de várias sociedades científicas.</p>
<p>Engenheiro civil formado pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil (atual UFRJ), Bevilacqua é especializado em estruturas pela Escola Superior de Tecnologia de Sttugart, Alemanha, e doutor em mecânica aplicada pela Universidade Stanford, EUA.</p>
<p><span>Entre os cargos que exerceu destacam-se os de reitor da Universidade Federal do ABC, </span><span>diretor da Coppe/UFRJ, vice-reitor acadêmico da PUC-SP, secretário geral do Ministério da Ciência e Tecnologia, diretor científico da Faperj e presidente da Agência Espacial Brasileira.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-18T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017">
    <title>Divulgada a relação de selecionados para o Programa Ano Sabático de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017</link>
    <description>Foi divulgadano dia 24 de novembro a relação dos docentes selecionados para o Programa Ano Sabático no IEA em 2017.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/portaria-iea-5-2016" class="external-link">Portaria IEA nº 5/2016</a> com os nomes dos professores da USP escolhidos pelo Conselho Deliberativo (CD) do Instituto para a edição 2017 do Programa Ano Sabático no IEA foi publicada nesta quinta-feira, 24 de novembro, no “Diário Oficial do Estado de São Paulo”.</p>
<p>O CD escolheu oito dos 17 candidatos inscritos.  Os <a class="anchor-link" href="#projetos">projetos de pesquisa</a> contemplados contêm conexões entre várias áreas do conhecimento, incluindo temas das áreas de saúde pública, psicologia, ambiente, sustentabilidade, urbanismo, esporte, antropologia, cultura digital, história e patrimônio histórico.</p>
<p>Os pesquisadores são docentes de sete unidades da USP: Faculdade de Saúde Pública (FSP), Faculdade de Medicina (FM), Escola de Comunicações e Artes (ECA), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) e Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Metade cumprirá período sabático de um ano e a outra metade ficará no IEA por seis meses.</p>
<p>O Programa Ano Sabático no IEA foi instituído em junho de 2015 por <a class="external-link" href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-7069-de-19-de-junho-de-2015">resolução</a> do reitor Marco Antonio Zago e conta com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa. Os participantes da <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conselho-deliberativo-escolhe-nomes-para-periodo-sabatico-no-iea" class="external-link">primeira edição</a> desenvolveram seus projetos em 2016.</p>
<p>Para disputar as vagas do programa, os candidatos precisam ter sete anos de efetivo exercício de suas funções em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP) na Universidade. Durante o sabático devem atuar apenas no IEA, ficando dispensados de suas atividades - inclusive as didáticas - nas suas unidades de origem. Além das atividades previstas nos projetos de pesquisa, devem proferir ao menos uma conferência pública por semestre e produzir um artigo inédito ou outro produto (livro ou obra de arte).</p>
<h3><a name="projetos"></a>Sinopses dos projetos e perfis dos selecionados</h3>
<p><strong><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/andrea-cavicchioli" alt="Andrea Cavicchioli - Perfil" class="image-left" title="Andrea Cavicchioli - Perfil" /></strong>Andrea Cavicchioli - EACH</strong><br />Apresentou o projeto "Atlas da Arquitetura em Terra". Seu objetivo é reunir, complementar e sistematizar os conhecimentos sobre as construções históricas realizadas nos séculos 16 a 19 no Estado de São Paulo com técnicas tradicionais baseadas no uso de terra crua. Com isso, pretende propiciar a elaboração de estratégias de conservação com base na caracterização químico-física dos elementos materiais desse patrimônio.</p>
<p>Professor assistente da EACH, Cavicchioli é graduado em química industrial pela Universidade de Estudos de Milão, Itália, e obteve os títulos de mestre em química analítica ambiental pela Universidade de Londres, Reino Unido, e doutor em química analítica pelo Instituto de Química da USP, onde também realizou pesquisa de pós-doutorado. É livre docente pela EACH.</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/arlindo-philippi-jr-perfil.jpg" alt="Arlindo Philippi Jr - Perfil" class="image-left" title="Arlindo Philippi Jr - Perfil" />Arlindo Philippi Jr. - FSP</strong></p>
<p>"Experimentações Urbanas na Perspectiva de Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para a Cidade" é o título do projeto apresentado por Philippi Jr. Ele pretende desenvolver ideias e soluções - por meio de experimentações, discussões e reflexões - que possam contribuir para responder às necessidades das pessoas no seu cotidiano e nas transformações urbanas, levando em consideração os princípios da sustentabilidade e as necessárias articulação e concepção interdisciplinares.</p>
<p>Philippi Jr. é professor titular da FSP. Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, tornou-se especialista, mestre, doutor e livre docente em saúde pública pela FSP. Aperfeiçoou-se na área ambiental em cursos de instituições do Japão, Reino Unido e EUA e realizou pesquisas de pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA.</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Berenice%20Bilharinho%20de%20Mendonca-Perfil.jpg" alt="Berenice Bilharinho de Mendonça - Perfil" class="image-left" title="Berenice Bilharinho de Mendonça - Perfil" />Berenice Bilharinho de Mendonça - FM</strong></p>
<p><strong></strong>Berenice desenvolverá o projeto "Desenvolvimento e Divulgação de Material Educacional para Aprimoramento do Diagnóstico e Tratamento dos Distúrbios do Desenvolvimento Sexual (DDS) no Brasil". O objetivo é desenvolver e divulgar protocolos de atendimento para os profissionais da saúde e material didático esclarecedor do diagnóstico clínico, laboratorial e molecular dos DDS para pais, familiares e professores de crianças com genitália atípica, para aprimorar o diagnóstico e tratamento desses pacientes em todo o país.</p>
<p>Ela graduou-se em medicina na Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro e obteve os títulos de mestre e doutora pela Faculdade de Medicina da USP, onde é titular de clínica médica/endocrinologia. Berenice é especializada em endocrinologia pediátrica pela Sociedade Brasileira de Pediatria.</p>
<p><strong><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/frederico-azevedo-da-costa-pinto-3" alt="Frederico Azevedo da Costa Pinto - Perfil" class="image-left" title="Frederico Azevedo da Costa Pinto - Perfil" />Frederico Azevedo da Costa Pinto - </strong>FMVZ</strong></p>
<p>"Homem Moderno: Um Animal Privado Socialmente do Direito de Adoecer" é o tema do projeto de pesquisa que Costa Pinto realizará no IEA. Ele avaliará historicamente as mudanças na forma como a sociedade enxerga e lida com indivíduos doentes e confrontar tais mudanças com a evolução da jornada de trabalho, das expectativas de produtividade do trabalhador moderno e com os investimentos farmacêuticos em compostos paliativos focados na restauração momentânea do bem-estar<strong>.</strong></p>
<p><strong></strong>Costa Pinto graduou-se em veterinária na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, onde tornou-se mestre e doutor em patologia experimental. Desenvolveu pesquisas de pós-doutorado na FMVZ, na Universidade Estadual da Lousiana e na Universidade Rockefeller, estas duas nos EUA.</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Gilson%20Schwartz-Perfil.jpg" alt="Gilson Schwartz - Perfil" class="image-left" title="Gilson Schwartz - Perfil" />Gilson Schwartz - ECA</strong></p>
<p><strong></strong>No projeto "Mil Clicks: Monetização Lúdica, Cidade Líquida e Disrupções Digitais na Teoria do Valor", Schwartz pretende realizar pesquisa teórica, produção audiovisual colaborativa e desenvolver software. Ao mesmo tempo, acompanhará um caso prático: a monetização criativa por meio da campanha de mídia social Mil Clicks, criada e coordenada por ele em parceria com a Unesco, com implementação iniciada na Global Mil Week (2 a 6 de novembro de 2016), atividade vinculada à Assembleia Geral da Unesco sobre alfabetização midiática e informacional.</p>
<p>Graduado em economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e em sociologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Schwartz é doutor pelo Instituto de Economia da Unicamp e livre docente pela ECA. Foi professor visitante do IEA, onde criou o projeto Cidade do Conhecimento, e do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Warwick, Reino Unido.</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/katia-rubio-perfil" alt="Katia Rubio - Perfil" class="image-left" title="Katia Rubio - Perfil" />Kátia Rubio - EEFE</strong></p>
<p><strong></strong>Professora associada da EEFE, Kátia apresentou o projeto "A influência dos Deslocamentos Nacionais e da Migração Transnacional na Formação da Identidade de Atletas Olímpicos Brasileiros". O corpus a ser utilizado pela pesquisa compreende as narrativas biográficas sobre cerca de 1.300 atletas brasileiros participantes de Jogos Olímpicos desde 1948. Ela destaca que o processo de profissionalização do esporte ocorreu concomitantemente ao processo de globalização e à reconfiguração dos Estados nacionais, condição estreitamente vinculada à carreira de atletas que dependem de um sistema esportivo organizado em nível nacional para poder disputar competições internacionais. "Daí a importância e a relevância dos estudos relacionados com a construção e desenvolvimento de identidades nacionais, condição fortemente abalada em função da globalização".</p>
<p>Livre docente pela EEFE, Kátia é graduada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em psicologia pela PUC-SP, mestre pela EEFE e doutora pela Faculdade de Educação (FE) da USP. Foi professora visitante na Universidade Estadual Kent de Ohio, EUA, e no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Birmingham, Reino Unido.<strong> </strong></p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Marisa%20Midori%20Deaecto-Perfil.jpg" alt="Marisa Midori Deaecto - Perfil" class="image-left" title="Marisa Midori Deaecto - Perfil" />Marisa Midori Deaecto - ECA</strong></p>
<p>"A 'Idolatria Democrática' ou a Impossível Igualdade: Um Estudo sobre a Recepção de François Guizot no Brasil (1848-1860)" é o projeto no qual a pesquisadora vai averiguar se os primeiros escritos sobre a Revolução Francesa foram lidos, discutidos ou mesmo apropriados pelos leitores brasileiros. O estudo sobre a recepção de Guizot, historiador e político francês, principalmente de seu libelo "De la Démocracie en France", insere-se em um projeto mais ambicioso – e de longo prazo – de Marisa voltado para a identificação e análise das edições de autores franceses traduzidas para o português e publicadas de 1848 a 1889.</p>
<p>Ela é graduada em história pela FFLCH, onde se tornou mestre e doutora em história econômica. Além de professora da ECA, é docente credenciada do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da FFLCH e coordenadora do Grupo de Estudos História da Edição e das Práticas de Leitura no Brasil, vinculado ao Núcleo de Estudos do Livro e Edição (Nele) da USP.</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/StelioMarras.jpg" alt="Stelio Marras - Perfil" class="image-left" title="Stelio Marras - Perfil" />Stelio Alessandro Marras - IEB</strong></p>
<p><strong></strong>O projeto de Marras tem por tema "Antropologia e Ecologia: Outras Alteridades, Novos Pactos". Sua hipótese de trabalho é que o objeto da antropologia - "tradicionalmente tomado como 'cultura' ou 'sociedade'" - necessita de revisão urgente diante dos desafios de "um conjunto interligado de problemas que mais e mais nos assombram": erosão da biodiversidade a par da sociodiversidade; ameaças crescentes à segurança alimentar; poluição e envenenamento de solos, rios, oceanos e atmosfera; elevação do nível dos mares; esgotamento de recursos ("e da própria noção de recurso, vale adiantar") e inúmeros problemas conexos e derivados do aquecimento global. De acordo com Marras, esses desafios "emergem agora, mais do que nunca, à revelia das não menos tradicionais separações epistemológicas, ontológicas e de tarefas entre ciências da matéria e ciências do espírito".</p>
<p>Professor e pesquisador do IEB, Marras é graduado em ciências sociais e mestre e doutor em antropologia pela FFLCH. É pesquisador do Centro de Estudos Ameríndios (Cesta) da USP e coordenador do Laboratório Pós-Disciplinar de Estudos (Papod), sediado no IEB.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-24T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/indice-de-universidades-empreendedoras-tera-lancamento-em-sao-paulo">
    <title>Índice de universidades empreendedoras terá lançamento em São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/indice-de-universidades-empreendedoras-tera-lancamento-em-sao-paulo</link>
    <description>Empreendedorismo inovador será debatido por entidades estudantis e Henry Etzkowitz, uma referência internacional na área</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/praca-do-relogio-2" alt="Praça do Relógio - 2" class="image-inline" title="Praça do Relógio - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>USP lidera ranking de universidades empreendedoras </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <a class="external-link" href="http://pgt.prp.usp.br/?page_id=286">Núcleo de Política e Gestão Tecnológica</a> (PGT) da USP, o IEA e a Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP realizam no dia <strong>21 de novembro, </strong>das<strong> 14h </strong>às<strong> 16h30,</strong> o debate <i>Universidades Empreendedoras - Quais São?</i>. Gratuito, o encontro acontece na Antiga Sala do Conselho Universitário da USP e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online. Não é necessário se inscrever.</p>
<p>O encontro irá discutir o empreendedorismo nas universidades e apresentar em São Paulo o primeiro <a class="external-link" href="http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/17112016-Livro-Universidades-Empreendedoras.pdf">Índice de Universidades Empreendedoras </a>do Brasil, elaborado por um conjunto de entidades estudantis lideradas pela <span>Confederação Brasileira de Empresas Juniores</span><span> (</span><a class="external-link" href="http://www.brasiljunior.org.br/">Brasil Júnior</a>).</p>
<p><span>Lançado em Brasília no dia 10 de novembro na sede do Ministério da Educação, o índice tem como proposta mostrar </span><span>as iniciativas de instituições de ensino superior no Brasil que mais incentivam o empreendedorismo, dentro e fora da sala de aula. <span>O conceito de Universidade Empreendedora foi desenvolvido por meio de uma pesquisa on-line que contou com a participação de quatro mil estudantes universitários de todo o país. No ranking, a USP ficou em 1º lugar.</span></span></p>
<p><span> Além da </span><span>Brasil Júnior, participaram da elaboração do índice a Organização Jovem de Liderança do Mundo (AISEC), a Rede de bolsistas e ex-bolsistas do Programa Ciência sem Fronteiras (Rede CsF), Enactus Brasil e Associação dos Estudantes Brasileiros que estão fora do Brasil (BRASA)</span><span>. </span></p>
<p>A programação trará especialistas da área de inovação e empreendedorismo, incluindo uma das referências internacionais no campo do desenvolvimento alicerçado pelo conhecimento, o professor Henry Etzkowitz, um dos co-autores do modelo da Hélice Tríplice e presidente da Triple Helix Association. O Triple Helix Research Group Brazil define a <span style="text-align: justify; ">Hélice Tríplice, desenvolvida por Etzkowitz e Loet Leydesdorff, como um modelo que tem "a universidade como indutora das relações com as empresas (setor produtivo de bens e serviços) e o governo (setor regulador e fomentador da atividade econômica), visando à produção de novos conhecimentos, à inovação tecnológica e ao desenvolvimento econômico".</span></p>
<p>Etzkowitz apresentará a iniciativa <a class="external-link" href="https://www.triplehelixassociation.org/news/the-global-entrepreneurial-university-metrics-initiative">Global Entrepreneurial University Metrics (GEUM)</a>, iniciada em 2015 por universidades do Brasil, China, Estados Unidos, Federação Russa, Finlândia e Holanda. <span>No Brasil, a GEUM engloba pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Universidade de São Paulo (USP).</span></p>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<h3><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></h3>
<p><strong>Abertura - </strong>José Eduardo Krieger, Pró-Reitor de Pesquisa da USP</p>
<p><strong>Exposição da primeira edição do Índice de Universidades Empreendedoras</strong> - Daniel Pimentel Neves, Brasil Júnior e Guilherme de Rosso Manços, Rede CsF – Coordenadores</p>
<p><strong>Apresentação da iniciativa Global Entrepreneurial University Metrics (GEUM)<sup> </sup>- </strong>Henry Etzkowitz (EUA), Presidente da Triple Helix Association e mentor da GEUM</p>
<p><strong>Inovação: o papel das Universidades Empreendedoras - </strong>Carlos Américo Pacheco, Diretor-Presidente da FAPESP</p>
<p><strong>Organismos estudantis e o incentivo ao empreendedorismo - </strong>Representante do Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU)</p>
<p><strong>Debate e Considerações Finais</strong></p>
<p><strong>Coordenação- </strong>Guilherme Ary Plonski, Professor da FEA e da POLI, Vice-Diretor do IEA e Coordenador Científico do PGT</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong><i>Universidades Empreendedoras - Quais São?</i></strong><br />21 de novembro, das 14h às 16h30<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógico, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento aberto ao público, gratuito e sem necessidade de inscrição<br />Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo pela internet</a><br /><i><i>Informações: </i>com Claudia Regina (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1686</i></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-11T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-e-instituto-meira-mattos-negociam-acordo-de-cooperacao-academica-e-de-pesquisa">
    <title>IEA e Instituto Meira Mattos negociam acordo de cooperação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-e-instituto-meira-mattos-negociam-acordo-de-cooperacao-academica-e-de-pesquisa</link>
    <description>Parceria busca ampliar o intercâmbio entre o Exército e o meio acadêmico</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reuniao-da-comitiva-imm-eceme" alt="Reunião da Comitiva IMM - ECEME" class="image-inline" title="Reunião da Comitiva IMM - ECEME" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da </strong><strong><strong>esq.: </strong></strong><span><strong>Valtir de Sousa, Guilherme Ary Plonski, Ariela Leske, Mariana Montez Carpes, Wanderley Messias da Costa, Fernando Augusto Valentini da Silva e Paulo Saldiva</strong><br /></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e o Instituto Meira Mattos de Estudos Políticos e Estratégicos (IMM) da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) iniciaram negociações para a assinatura de um acordo de cooperação acadêmica e de pesquisa. Além da realização de debates sobre temas estratégicos para o Brasil, a iniciativa poderá evoluir para a criação de um grupo de pesquisa nos quadros do IEA, sobre defesa e segurança nacional.</p>
<p>“O IEA e o Instituto Meira Mattos são instituições que possuem convergências em áreas que visam a pensar o Brasil de forma estratégica, buscando a inovação e novas formas de lidar com grandes desafios. O conceito de defesa engloba um amplo espectro, seja temas de guerra, segurança de várias naturezas, questões humanitárias e de saúde, ou mesmo logística, indústria de defesa, infraestrutura e muitas outras. É possível que a parceira evolua para a criação de um grupo de pesquisa sobre o tema no IEA e também para o oferecimento de disciplinas de pós-graduação”, afirma o vice-diretor do IEA, professor Guilherme Ary Plonski, que participou de reunião no dia <strong>9 de novembro</strong> no IEA com representantes do Instituto, da reitoria da USP e da ECEME.</p>
<p>Com a iniciativa, a ECEME pretende atrair jovens da sociedade civil e militares para os cursos de pós-graduação em Ciências Militares daquela instituição, visando à ampliação do intercâmbio entre o Exército e a comunidade acadêmica, em conformidade com as diretrizes do Comandante do Exército e da Sistemática de Planejamento Estratégico do Exército (SIPLEx), segundo informações do tenente-coronel Fernando Augusto Valentini da Silva.</p>
<p>“O ECEME já possui acordos de cooperação com outras universidades, como as federais de Pernambuco e do Rio Grande do Sul. Buscar uma parceria com a maior universidade da América Latina é ampliar a discussão sobre defesa, segurança nacional e soberania, áreas de enorme transversalidade. Esses temas devem ter o envolvimento de toda a sociedade e não ficar restritos apenas aos estamentos militares”, afirma Valentini da Silva, que é chefe do departamento de pesquisas e pós-graduação do IMM.</p>
<p>O curso de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Militares foi avaliado pela CAPES com notas três (mestrado acadêmico) e quatro (doutorado) e oferece, gratuitamente, pós-graduação <i>strictu</i> (mestrado, doutorado e pós-doutorado) para civis e militares e <i>lato sensu</i> (especialização) para militares interessados em seguir carreira de alto nível na corporação militar ou estruturas organizacionais voltadas às estratégias de defesa nacional. Possui uma área de concentração, “Defesa nacional”, e duas linhas de pesquisa: “Gestão da defesa” e “Estudos da paz e da guerra”. Os editais dos processos seletivos estão <a class="external-link" href="http://www.eceme.ensino.eb.br/images/docs/ppgcm/Edital_Processo_Seletivo_PPGCM_2017.pdf">aqui</a>.</p>
<p>Com o acordo de cooperação e a expectativa de um maior número de acadêmicos nos cursos de pós-graduação da ECEME, a instituição espera contribuir para a formação de um banco de talentos para a futura carreira de Analista de Defesa de Estado, que vem sendo estruturada pelo Ministério da Defesa, segundo informações de Valentini da Silva.</p>
<p>Além de Plonski e do tenente-coronel Valentini, estavam presentes na reunião o diretor do IEA, professor Paulo Saldiva, o chefe do IMM e pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da ECEME, coronel Valtir de Souza, docentes do IMM e o assessor de gabinete da reitoria da USP, Paulo Muzy. As tratativas iniciais foram delineadas em encontro realizado em março deste ano entre o reitor Marco Antônio Zago, o Comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, e o ministro-chefe da Secretaria de Segurança Institucional, general Sérgio Westphalen Etchegoyen.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Forças Armadas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-11T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/matematica-como-alegoria-e-expressao-da-linguagem">
    <title>A matemática como alegoria e estrutura da linguagem</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/matematica-como-alegoria-e-expressao-da-linguagem</link>
    <description>Escritores mostram que literatura e matemática se convergem em suas estruturas lógica e argumentativa </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>
<p style="text-align: center; "> </p>
<p style="text-align: center; "><i>“Vazio”</i></p>
<p style="text-align: center; "><i>Na Matemática<br />A existência do vazio/<br /></i><i>É trivial<br /></i><i>Na vida<br />O vazio da existência<br />É fatal.</i></p>
</th><th style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-literatura-e-matematica" alt="Mesa - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Mesa - Literatura e matemática" /></th> <th>
<p style="text-align: center; "> </p>
<p style="text-align: center; "><i>“Finito/infinito”</i></p>
<p style="text-align: center; "><i>O fim do que é finito<br />Não faz vilão, nem herói.<br /></i><i>O infinito, quando finda,<br />Dói.</i></p>
</th>
</tr>
<tr>
<td colspan="3"><strong>Escritores debatem a presença da matemática na literatura. A partir da esq: Nílson José Machado, Marco Lucchesi, Jacques Fux e Flavio Ulhoa Coelho</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Os versos acima, “brincadeiras com as palavras, em que o </span><i>twitter </i><span>é o mote e a matemática é o tema”, são definidos por seu autor e inventor como </span><i>mattemas</i><span>. “Não arrisco dizer que são poemas. São brincadeiras com a linguagem poética envolvendo um tema de matemática”, disse o escritor e professor da Faculdade de Educação (FE) da USP </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a><span>, durante o encontro </span><i>Literatura e Matemática: Uma Conversa.</i></p>
<p><i> </i> Além de Machado, o debate realizado no dia <strong>27 de outubro</strong> no IEA reuniu outros dois premiados escritores, especialistas em convergir as letras e os números, o matemático <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-fux" class="external-link">Jacques Fux</a> e o professor de literatura comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-lucchesi" class="external-link">Marco Américo Lucchesi</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/literatura-e-matematica-uma-conversa" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/literatura-e-matematica-uma-conversa-27-de-outubro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A moderação e coordenação do encontro foi do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavio-ulhoa-coelho">Flavio Ulhoa Coelho</a> (USP), do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Autor de diversos livros, Coelho é integrante do <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ano-sabatico-no-iea" class="external-link">Programa Ano Sabático </a>do IEA de 2016 e vem desenvolvendo a pesquisa “História do Pensamento Algébrico e seus Desdobramentos Didáticos”.</p>
<p>“Um aspecto importante da relação entre matemática e literatura é que são dois sistemas básicos de expressão e comunicação que a criança aprende mais ou menos na mesma época, indistintamente. Mas a criança perde essa noção inicial e começa a fazer distinção entre matemática e linguagem devido ao trabalho feito ao longo da escola. Precisamos colocar essa convergência desde o início da alfabetização. São dois sistemas que em todas as culturas e épocas têm apresentado paralelismos e complementaridade nas suas funções e metas. A lógica e a argumentação da linguagem, por exemplo, têm como fonte primária a matemática”, disse Machado.</p>
<p>A construção do imaginário e das estruturas de pensamento se alimenta da relação entre realidade e ficção e, da mesma forma, da matemática e da literatura. Assim, a relação entre matemática e literatura passa pela relação entre realidade e ficção, segundo Machado.</p>
<p>“Nada mais parecido à matemática do que contos de fadas. A similaridade é que são estruturas binárias. O conto de fada se constrói sobre a estrutura bem e mal, herói e bandido, certo e errado, bruxa e fada. A criança é ótima nessas questões de valores”, compara.</p>
<p>Mas o caráter binário é uma referência inicial e quem estuda a matemática vê que essa estrutura tem sido amplamente revista. A probabilidade e a lógica Fuzzy, por exemplo, são conceitos que mostram que, afinal, há outras construções lógicas. Na vida real, isso se repete, observa Machado.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nilson-jose-machado-1" alt="Nílson José Machado - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Nílson José Machado - Literatura e matemática" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>"A função do professor envolve a construção de significados por meio de narrativas multivárias", diz o professor Nílson</strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Então, saímos do conto de fadas e apresentamos às crianças os dilemas, situações que se bifurcam sem que se escolha um lado ou outro. A ultrapassagem dos dilemas nos leva a histórias multivárias, a muitas polarizações. Temos que partir para narrativas não binárias, pois isso é uma desgraça: por mais nítida que pareça uma situação política do bem e do mal, se reduzimos tudo ao bem e ao mal estamos infantilizando a discussão. E isso não é um xingamento. É a forma de pensar da criança. Mas a história real é muito mais complexa”, diz o professor.</p>
<p>Sobre a questão da construção dos sistemas lógicos e estruturas de pensamento, Machado lembrou uma palestra proferida em 1950 por Bertrand Russell (1872-1970), quando o matemático e filósofo ensinou que o professor tem basicamente duas funções. “A primeira é evitar que os alunos construam narrativas unárias, pois isso é a raiz dos dogmatismos, dos fanatismos. A segunda função é evitar que eles consolidem narrativas binárias, pois essas levam a posições do tipo quem não está comigo é meu inimigo. Então, a função do professor envolve a construção de significados por meio de narrativas multivárias”, conclui Machado.</p>
<p>Machado publica seus <i>mattemas </i>no seu blog <a href="http://www.nilsonjosemachado.net/">www.nilsonjosemachado.net</a>, onde é possível também conferir sua produção bibliográfica, conteúdos de aulas e depoimentos em vídeo, além das “Mil e uma”, sessão composta de textos de mil toques e uma ideia.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong><i>"Litterature sous contraintes"</i></strong></p>
<p><span>Graduado em matemática e com mestrado em computação, Jacques Fux foi seduzido desde cedo pela forma literária do argentino Jorge Luis Borges e do francês Georges Perec. “Eu lia Borges e Perec e pensava comigo ‘aqui tem matemática’, quando ainda nem sabia que eles faziam isso com sua literatura”, revela.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jacques-fux-literatura-e-matematica" alt="Jacques Fux - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Jacques Fux - Literatura e matemática" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"<i>Contrainte </i>é um limitante na criação literária que funciona muito bem para alguns autores", diz Fux</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <i>hobby </i>virou investigação científica. Com seu doutorado sobre a matemática presente na literatura, Fux ganhou o prêmio Capes de Teses de 2011. Desse trabalho surgiu seu primeiro livro de crítica literária, “Literatura e matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OuLiPo”, publicado pela Editora Perspectiva.</p>
<p>Encantado com a literatura experimental do OuLiPo (<i>Ouvroir de Littérature Potentielle</i>), chegou a participar de reuniões desse grupo, que foi criado em 1960 por nomes como Raymond Queneau, François Le Lionnais, Italo Calvino e Georges Perec, entre outros.</p>
<p>Essa corrente pratica uma literatura pautada por restrições - <i>litterature sous contraintes</i>, em francês. O termo foi traduzido para o português como "escrita constrangida".</p>
<p>Mais utilizada na poesia, a técnica consiste na imposição de regras ou determinados padrões durante o processo criativo. A leitura vira um quebra-cabeça, um jogo de adivinhações, com paradoxos, espelhamentos, palíndromos e outras artimanhas, já consagradas em autores como Júlio Verne, Edgar Allan Poe, Cervantes, Arnaut Daniel e outros contemporâneos.</p>
<p>“Le Grand Palindrome”, de Georges Perec, por exemplo, entrou no Guinness Book por ser o maior palíndromo do mundo. “O livro inteiro pode ser lido de traz para frente. E foi escrito na década de 1960, quando ainda nem se usava computador”, diz Fux.</p>
<p>Em 2013, a ficção “Antiterapias” (editora Scriptum) rendeu a Fux o Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria autor estreante. “Peguei a teoria desenvolvida no doutorado e joguei em ‘Antiterapias’. Eu me impus algumas regras, a exemplo de Borges e Perec. Uma delas foi compor cada capítulo com uma releitura de uma grande obra literária. O livro tem citações que vão se incorporando ao texto. Decidi que o personagem não teria nada de inédito em sua vida. Tudo o que lhe acontece já ocorreu na literatura. E as pessoas podem ou não descobrir as regras do livro. Engraçado que tem um professor em Belo horizonte que adora descobrir regras que não criei”, observa.</p>
<p>"Brochadas - Confissões Sexuais de um Jovem Escritor" (editora Rocco), de 2015, é o segundo livro de Fux, em que investiga a angústia que acompanha homens e mulheres sobre a perda de ereção. Sua pesquisa iniciou durante o pós-doutorado em literatura na Universidade de Harvard, Estados Unidos. Perguntava para colegas, via aplicativo whatsapp, “o que brocha você?”. O resultado foi uma “compilação empírica” intercalada a “dados históricos” sobre o tema.</p>
<p>Os constrangimentos literários, diz Fux, em geral não são evidentes, pois a leitura ficaria chata. É um jogo que se assemelha ao esconde-esconde. As regras criadas pelo autor são feitas para ficarem escondidas, mas também para serem descobertas. Na brincadeira infantil, há um sentimento de querer se esconder, mas não tanto a ponto de não ser encontrado; e nem tão pouco a ponto de ser achado primeiro, compara.</p>
<p>Alguns constrangimentos literários ganham traduções peculiares, exemplificou. “La Disparition”, de Georges Perec, é um livro de 340 páginas escrito sem o uso da letra “e”, a mais frequente no francês. Foi traduzido para o espanhol como “El Sequestro”, que suprime a vogal “a”, letra mais frequente nesse idioma.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/flavio-ulhoa-coelho-literatura-e-matematica" alt="Flavio Ulhoa Coelho - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Flavio Ulhoa Coelho - Literatura e matemática" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Há muito espaço para reflexões sobre o tema", diz professor Coelho</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo o professor Coelho, organizador e moderador do encontro, a procura por padrões é uma das características da matemática e nada impede que padrões também possam ser impostos na escrita de um texto literário, como faz o grupo OuLiPo, por exemplo. “É claro que a utilização de regras numéricas vem de muito antes da existência desse grupo criado na década de 1960. Há regras atrás dos sonetos, dos tankas, haikais e aldravias, só para citar alguns exemplos”, mostra.</p>
<p> </p>
<p><strong>Paixão pela matemática</strong></p>
<p>Poeta, escritor, romancista, ensaísta e tradutor, membro da Academia Brasileira de Letras (ABC) e também da <i>Accademia Lucchese delle Scienze, Lettere e Arti</i>, da Itália, o professor da UFRJ, Marco Lucchesi, se diz um apaixonado pela matemática. As criações literárias, para ele, devem ser “aventuras pautadas por uma grande disciplina”, que é a disciplina poética, explica.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marco-lucchesi-literatura-e-matematica" alt="Marco Lucchesi - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Marco Lucchesi - Literatura e matemática" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>"Deixei Tomás e abracei Agostinho, porque ele era poesia, o grande sopro”, diz Lucchesi </strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Aos 15 anos de idade, estudava lógica por paixão pessoal, que aconteceu por meio dos escritos de São Tomás de Aquino. “Mas a matemática e a escolástica não andavam bem uma com a outra, então deixei a escolástica. Deixei Tomás e abracei Agostinho, porque ele era poesia, o grande sopro”, diz.</p>
<p>A escolástica, corrente de pensamento que dominava as Universidades Medievais do século 12 ao 16, buscava conciliar a fé cristã com o pensamento racional da filosofia grega. Através do uso da dialética, buscava harmonizar a fé e a razão.  A “Summa Theologica”, de São Tomás de Aquino (1225-1274), é a obra máxima da escolástica. Enquanto Tomás de Aquino defendia a autonomia da razão sobre a fé, o teólogo e filósofo Agostinho de Hipona, ou Santo Agostinho (354 a 430), defendia a subordinação da razão em relação à fé.</p>
<p>A obra do filósofo, matemático e historiador alemão Oswald Arnold Gottfried Spengler (1880-1936) e a etnomatemática do brasileiro Ubiratan de Ambrósio, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), são algumas das inspirações para a literatura de Lucchesi.</p>
<p>O autor cita ainda a autobiografia “A mathematician's Apology”, do matemático inglês Godfrey Harold Hardy (1877-1947), sobre o valor da matemática pura e sua dimensão estética. “Um livro que me derrubou. Hardy conta suas considerações sobre o encontro com a civilização indiana, através do relacionamento profissional com o matemático indiano Srinivāsa Aiyangār Rāmānujan  (1887-1920)”, conta Lucchesi.</p>
<p style="text-align: justify; ">O romeno Solomon Marcus (1925-2016), especialista em análise matemática, publicou também artigos sobre diversos aspectos culturais, inlcuindo poética, linguística, semiótica, filosofia, história da ciência e educação. Para Lucchesi, Marcus lançou “a conversa, a centelha, o risco de superar a interdisciplinaridade, a vontade de comunicação poética”. As obras, conta o levou a ser "um curioso para o trabalho que envolve a matemática”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo o moderador do encontro, o sucesso do debate poderá inspirar outros do gênero. "Há espaço para novas iniciativas e seguramente muito espaço para reflexão a respeito", conclui Coelho.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Lógica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-08T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/full-movement-beyond-control-27-de-outubro-de-2016">
    <title>Full Movement Beyond Control - 27 de outubro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/full-movement-beyond-control-27-de-outubro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-27T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/literatura-e-matematica-uma-conversa-27-de-outubro-de-2016">
    <title>Literatura e Matemática: Uma Conversa - 27 de outubro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/literatura-e-matematica-uma-conversa-27-de-outubro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-27T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-essencia-e-a-diferenca-os-novos-avancos-da-psicologia-da-aculturacao">
    <title>A essência e a diferença: os novos avanços da psicologia da aculturação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-essencia-e-a-diferenca-os-novos-avancos-da-psicologia-da-aculturacao</link>
    <description>Pesquisadora do IEA e professora mexicana analisam aspectos da aculturação na América Latina</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-acculturation-psychology" alt="Capa do Livro Acculturation Psychology" class="image-inline" title="Capa do Livro Acculturation Psychology" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Capa do livro “The Cambridge Handbook of Acculturation Psycology”</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A psicologia da aculturação, que estuda a interculturalidade de grupos e indivíduos submetidos a processos de aculturação, como migrantes, refugiados, indígenas, expatriados, estudantes e turistas, vem ganhando cada vez mais destaque no campo da psicologia transcultural. </span>Os processos de aculturação na América Latina são analisados pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas?searchterm=sylvia+dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>, coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais </a>do IEA, e Alejandra del Carmen Dominguez Espinosa, da Universidade Iberoamericana da Cidade do México. O artigo, assinado em coautoria, está na segunda edição do livro “The Cambridge Handbook of Acculturation Psycology”.</p>
<p>Recém-lançado pela Cambridge University Press, o manual de 567 páginas reúne artigos organizados por David Sam e John W. Berry, dois dos maiores especialistas da área. O livro busca explorar o atual estado da arte e revê os vários contextos de aculturação e suas teorias centrais, trazendo amplo referencial teórico sobre grupos e indivíduos submetidos a processos de aculturação.</p>
<p>Segundo Dantas, a obra é considerada uma referência mundial para pesquisadores interessados nos conceitos e métodos relacionados a aculturação, identidade, integração, assimilação, marginalização e outros temas desse âmbito de estudos.</p>
<p>No capítulo “Acculturation in Central and South America”, as pesquisadoras dão um panorama geral sobre a demografia e os movimentos migratórios da América Latina. “Chamamos a atenção para o fato de que em toda a América ainda persiste o preconceito racial em relação aos indígenas e aos afrodescendentes. Abordamos a imigração e a colonização forçada que, tanto no Brasil quanto no México, produziram uma aculturação imposta, baseada no padrão estético europeu. Nesse sentido, a região possui desafios semelhantes no enfrentamento do preconceito e do racismo”, diz a professora Dantas.</p>
<p>O Brasil tem uma reputação de longa data em receber imigrantes. Ainda hoje representa a terra prometida para muitos estrangeiros. Nos últimos 10 anos, o número de imigrantes cresceu 160% no país, segundo dados da Polícia Federal.</p>
<p>Entre 1872 e 1972, as estatísticas mostram que aqui chegaram mais de 5 milhões de imigrantes vindos de países como Itália, Espanha, Portugal, Japão, Alemanha e muitos outros. Anteriormente, mantinha-se a migração forçada de afrodescendentes, que cessou apenas no final do século 19 com a abolição da escravatura, em 1888. Até 1850, cerca de 4 milhões de afrodescendentes foram trazidos para trabalhar como escravos nas lavouras de café e nos engenhos de cana, mostra o livro.</p>
<p>Mas após a abolição da escravatura, os donos de terra não aceitavam pagar pela mão de obra escrava, preferindo contratar o imigrante europeu, que então começava a compor a massa assalariada do país. O resultado foi que os nativos indígenas, assim como os negros, passaram por processos de aculturação forçada durante a colonização portuguesa, traz o livro.</p>
<p>Mas não se pode dizer que o processo de aculturação e integração do imigrante europeu – e também o dos haitianos e tantos outros estrangeiros que chegaram recentemente – tenha sido natural já que, devido a conjunturas de guerras e fome, abandonaram suas famílias e tradições em busca de oportunidades e de sobrevivência, observa Dantas.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sylvia-dantas-aculturacao" alt="Sylvia Dantas - Aculturação" class="image-inline" title="Sylvia Dantas - Aculturação" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Para Dantas, o preconceito e o racismo resultam de uma "colonização bem sucedida"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A imposição de valores pela colonização deu tão certo que ainda hoje somos manipulados por ideias raciais. Continuamos sendo colonizados, mas hoje usamos outro termo. Podemos dizer que a globalização é uma nova forma de colonização. Não é difícil entender por que existem tantas manifestações racistas e tanta xenofobia contra imigrantes”, afirma Dantas.</p>
<p>O racismo se manifesta pela dificuldade de lidar com a diversidade, especialmente quando ela é expressa pelo fenótipo, como a cor da pele, afirma a professora. “O mundo propaga um padrão de beleza que é o europeu e com isso, vemos muitos brasileiros negando a própria nacionalidade, dizendo que são europeus”.</p>
<p>A partir do contato com uma cultura diversa – ou interculturalidade – deriva o conceito de aculturação, que é o processo pelo qual um grupo ou um indivíduo passa em decorrência do contato contínuo com outra cultura, explica Dantas. O que passa com o indivíduo internamente nesse processo de adaptação a uma nova cultura, a forma com que ele encara as mudanças e as diferenças culturais e o impacto que os novos códigos sociais, a língua e o ambiente causam na sua forma de lidar com a vida e o ambiente, é o campo de estudo desse ramo da psicologia, explica.</p>
<p>“Somos seres culturais e sociais e isso parece óbvio, mas muitas pessoas não se apercebem do fato de que elas têm um jeito de ser e de agir em função de sua própria cultura. Acreditam que o seu jeito é universal, o que em antropologia é chamado de etnocentrismo. Assim, o contato com a diferença muitas vezes leva à negação da outra cultura, ao xenofobismo, ao racismo e ao preconceito”, afirma.</p>
<p>O livro é dividido em quatro partes e dedica sua primeira sessão aos conceitos e teorias sobre aculturação e identidade. Na segunda, traz experiências de aculturação de grupos específicos, por exemplo, os indígenas da Austrália e Nova Zelândia e os refugiados e migrantes forçados de diversos países.</p>
<p>Os contextos sociais de aculturação em países como Canadá, Estados Unidos, Brasil, México, Israel, África do Sul e muitos outros está na terceira parte do livro. A coletânea termina com artigos sobre multiculturalismo, sobre o papel da família e da escola no processo de aculturação, sobre a diversidade cultural no ambiente de trabalho, além de aspectos relacionados à saúde e resiliência de pessoas que passam por choques culturais. Os organizadores, Sam e Berry, assinam o artigo de conclusão do livro, abordando estudos já realizados sobre o tema e estratégias para o futuro da psicologia da aculturação.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-20T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/uma-conversa-sobre-as-conexoes-entre-literatura-e-matematica">
    <title>As conexões entre literatura e matemática</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/uma-conversa-sobre-as-conexoes-entre-literatura-e-matematica</link>
    <description>O encontro "Literatura e Matemática: Uma Conversa" será realizado no dia 27 de outubro, às 14h, na Sala de Eventos do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jorge-luis-borges" alt="Jorge Luis Borges" class="image-inline" title="Jorge Luis Borges" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; "><strong>Jorge Luis Borges: "O universo (que outros chamam a Biblioteca) compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais..." (do conto "A Biblioteca de Babel")</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Representada muitas vezes por sua argumentação lógica, formação de padrões ou mesmo pelo estabelecimento de regras estritas, a matemática aparece com clareza em vários textos literários. Mas que aspectos realmente aproximam matemática e literatura? Seriam as características de ambas em termos de linguagem e do estabelecimento de padrões e restrições?</p>
<p>A verdade é que a discussão sobre os vínculos entre as duas é antiga e está longe de se exaurir, afirma o matemático e escritor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavio-ulhoa-coelho" class="external-link">Flavio Ulhoa Coelho</a>, professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e pesquisador em período sabático no IEA.</p>
<p>Para aprofundar a discussão e divulgar o que tem sido pensado a respeito dessa relação, Coelho organiza o encontro <i>Literatura e Matemática: Uma Conversa</i>, que acontecerá no <strong>dia 27 de outubro, às 14h</strong>, na Sala de Eventos do IEA. Os debatedores convidados são três pesquisadores que também são escritores de prosa ou poesia: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-fux" class="external-link">Jacques Fux</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-lucchesi" class="external-link">Marco Lucchesi</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a>. Coelho será o moderador da conversa.</p>
<p>Para participar do evento é preciso se inscrever por meio de <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScM5_G3yF4R3Il558_TTj3u7HcRh-sVYo8YFh2MjD0SLbwnLA/viewform" target="_blank">formulário</a> online. Quem não puder comparecer poderá assistir ao encontro <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p><strong>Expositores</strong></p>
<p>Como pesquisador, Jacques Fux é especialista nas relações entre matemática e literatura. Este ano publicou o livro "<span style="text-align: justify; ">Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o Oulipo". Ele é graduado</span> em matemática, mestre em ciência da computação e doutor em literatura comparada, nos três casos pela UFMG. Cumpriu programas de pós-doutorado no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp e na UFMG e foi pesquisador visitante na Universidade Harvard, nos EUA. Venceu o Prêmio São Paulo de Literatura de 2013 com o livro "Antiterapias".</p>
<p><span style="text-align: justify; ">Professor titular de literatura comparada da UFRJ e integrante da Academia Brasileira de Letras, o poeta e ensaísta Marco Lucchesi é graduado em história pela UFF e mestre e doutor em letras pela UFRJ, com pós-doutorado na Universidade de Köln, Alemanha. Em suas pesquisas, dedica-se principalmente a temas relacionados com poesia, filosofia, língua e literatura, literatura italiana e discurso literário. Lucchesi foi professor visitante em universidades da Europa e da América Latina e editor de revistas de literatura e cultura. Recebeu diversos prêmios, entre os quais o Jabuti, o Marin Sorescu da Romênia e o Alceu Amoroso Lima (pela obra poética). </span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Ao lado de suas publicações acadêmicas, dedicadas sobretudo às interfaces entre epistemologia e didática e entre ética e educação, Nílson José Machado escreveu cerca de duas dezenas de livros para crianças a partir de cinco anos. Iniciou sua carreira docente no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, em 1972. Em 1984, tornou-se professor da </span><span style="text-align: justify; ">Faculdade de Educação (FE) da USP. É graduado em matemática pelo IME-USP, mestre em história e filosofia da educação pela PUC-SP e doutor em filosofia da educação pela FE-USP, onde obteve o título de livre-docente na área de epistemologia e didática.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Flavio Ulhoa Coelho é professor titular IME-USP, do qual já foi diretor e onde tornou-se  bacharel, mestre e livre-docente. Obteve seu doutorado na Universidade de Liverpool, Reino Unido. Além de livros didáticos de matemática, Coelho publicou os volumes de contos de contos “Contos que Conto” (1991), “Ledos Enganos, Meras Referências” (1996), “Gambiarra e Outros Paliativos Emocionais” (2007) e “Contos&amp;Vinténs” (2012), a novela </span><span style="text-align: justify; ">“Pigarreios” (2016) e o livro infanto-juvenil </span><span style="text-align: justify; ">“A turma do Costa e o desafio de Xadrez” (2014). </span></p>
<hr />
<p><i><i><strong>Literatura e Matemática: Uma Conversa</strong><br /><i><i>27 de outubro, 14h<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento aberto ao público e gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScM5_G3yF4R3Il558_TTj3u7HcRh-sVYo8YFh2MjD0SLbwnLA/viewform" target="_blank">inscrição online</a></i></i></i><i> — Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678</i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="external-link" href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Jorge_Luis_Borges.jpg">Wikimedia Commons</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-14T16:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia">
    <title>Agricultura urbana tem espaço na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia</link>
    <description>Programação no dia 18 de outubro inclui troca de sementes e mudas além de debates e exposições</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-do-centro-cultural/@@images/a385725c-32e6-4332-b31e-0f4039388533.jpeg" alt="Horta do Centro Cultural" class="image-inline" title="Horta do Centro Cultural" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Horta comunitária no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a> (GEAU) do IEA realiza no dia <strong>18 de outubro</strong>, das <strong>10h às 18h30</strong>, o <i>Encontro de Agricultura Urbana da USP</i>. A programação integra a <a class="external-link" href="http://semanact.mcti.gov.br/">Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</a>, que este ano tem como mote “A Ciência Alimentando o Brasil”.</p>
<p>Além de debates e oficinas sobre aspectos variados envolvendo a produção de alimento em ambiente urbano, haverá <span>trocas de sementes e mudas, </span><span>uma feira de </span><span>produtos orgânicos e veganos e exibição de vídeos.</span></p>
<p><span>"Apresentaremos os trabalhos que os participantes do GEAU vêm conduzindo. Faremos um seminário também para discutir modos de produção sem agrotóxicos. Haverá ainda filmes, fotos e oficinas temáticas. Durante todo o encontro, teremos uma feira de alimentação orgânica", diz a professora</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a><span>, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, coordenadora do GEAU.</span></p>
<p>“Panorama da Agricultura Urbana em São Paulo: as Contribuições do GEAU/IEA-USP” é o título da conferência de abertura ministrada por Mauad. N<span>a sequência, a vice-coordenadora do GEAU e professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-de-marcos" class="external-link">Valéria de Marcos</a><span>, fará o debate “Agricultura Urbana: afinal, o que é isso?”.</span></p>
<p>Outros debates contarão com a participação de diversos integrantes do GEAU, além de representantes da Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo.</p>
<p>O encontro ocupará um espaço no novo prédio do Centro de Difusão Internacional da USP, construído em frente à Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O endereço é avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.</p>
<p> </p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong>Abertura </strong></p>
<p><strong>-10h - 12h30 - </strong>Panorama da agricultura urbana em São Paulo: as contribuições do GEAU/IEA</p>
<p>Panorama da agricultura urbana em São Paulo - Thais Mauad, profa. Dra. da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do GEAU.</p>
<p>Agricultura urbana: afinal, o que é isso? - Valeria de Marcos, profa. Dra. do departamento de Geografia da FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU.</p>
<p>Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo - Angélica Nakamura, mestranda em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>Agricultura urbana como ativismo - Gustavo Nagib, doutorando em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>A influência da poluição do ar nas hortas comunitárias urbanas - Luís Amato, doutorando em patologia da Faculdade de Medicina da USP.</p>
<p>Hortas, serviços ambientais e biodiversidade - Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP.</p>
<p>Redes, ideias e governança na agricultura urbana: os casos de São Paulo, Toronto e Montreal - Lya Porto, doutoranda da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Oficinas</strong></p>
<p><strong>13h-13h30</strong>: Abelhas sem ferrão e sua importância na agricultura urbana. Gerson Pinheiro, presidente e idealizador do SOS Abelhas sem Ferrão.</p>
<p><strong>13h30-14h:</strong> Vamos florir a USP? Oficina de bombas de sementes. Lara Freitas</p>
<p><strong>14h-16h:</strong> Conheça as PANCUSPs: As PANCS no espaço da USP. Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP e membro do GEAU/IEA.</p>
<p><strong>Filmes</strong></p>
<p><strong>13h30:</strong> “Apart-Horta” (duração: 55 minutos). Com a presença da Diretora Cecilia Engels</p>
<p><strong>15h-16h</strong>: “Saindo da Caixinha” (duração: 25 minutos). Com roda de conversa com a profa. Dra. Cláudia Bógus, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.</p>
<p><strong>Encerramento</strong></p>
<p><strong>16h30-18h:</strong> Alternativas sustentáveis, justas e saudáveis para alimentar o mundo. Profa. Dra. Adelaide Cassia Nardocci (FSP-USP). Profa. Dra. Valeria de Marcos (FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU). Rosana Fernandes, reitora da Escola Nacional Florestan Fernandes. Pedro Almeida, agricultor urbano da Associação de Agricultores da Zona Leste.</p>
<p><strong>Ato simbólico final - </strong><span>18h</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Encontro de Agricultura Urbana da USP - Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</strong><br /></i><i><strong>Das 10h às 18h30 - </strong></i><i><strong>Centro de Difusão Internacional da USP<br /></strong></i><i><strong>Avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.<br /><br /></strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-10T20:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga">
    <title>“Racismo é dupla morte”, diz Kabengele Munanga</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga</link>
    <description>O olhar privilegiado do antropólogo que ajuda os brasileiros a conhecer “o verdadeiro Brasil” foi tema de debate no dia 28 de setembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/protesto-congo" alt="Protesto Congo" class="image-inline" title="Protesto Congo" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><strong>"Conflitos civis no Congo são fenômenos urbanos iniciados após independência", diz Kabengele.</strong></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>País instável, com um cenário de conflitos entre diversos grupos civis e um governo central em crise. A escalada de protestos contra a permanência do atual presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, já tem um saldo de pelo menos 50 mortos desde fins de setembro, segundo grupos de oposição que exigem eleições. O clima de instabilidade política lembra os eventos pós-independência daquele país da África Central e os episódios vividos pelo antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kabengele-munanga" class="external-link">Kabengele Munanga</a>, que se instalou no Brasil após fugir de um regime ditatorial em seu país, na década de 1970.</p>
<p>“A ideia de guerras étnicas não corresponde à realidade do que muita gente pensa sobre a África. O que existem são conflitos civis em centros urbanos. No Congo, foram os belgas que começaram a introduzir a consciência étnica desde a colonização, com a política de dividir para dominar. Os conflitos começaram a estourar a partir da independência, em 1960. Até aí, eu não sabia a qual etnia eu pertencia. A identidade e a consciência étnica eram uma forma de manipulação, para dizer que uns eram melhores que outros e mereciam o poder. Fora do contexto urbano, isso não existia”, disse o professor Munanga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, durante o diálogo <i>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil, </i>realizado no dia <strong>28 de setembro</strong> no IEA.</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais </a>do IEA, o debate mostrou detalhes da trajetória do acadêmico e do militante, construída entre países e culturas até o estabelecimento no Brasil, há mais de 30 anos, onde Munanga se naturalizou. O encontro foi coordenado pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a>, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras">Maura Véras</a>, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.</p>
<p>Com uma vida marcada por surpresas e muita sorte, como diz o próprio Munanga, a conclusão do doutorado com bolsa de estudos na Bélgica, afinal, não aconteceu. Seu destino se voltou para o Brasil. Conheceu em 1974 o professor Fernando Augusto Albuquerque Mourão, fundador do Centro de Estudos Africanos da USP, do qual Munanga se tornaria diretor e professor sênior.</p>
<p>“Ele viu minha dificuldade, falou de um convênio da USP com países africanos e me convidou para o doutorado. Fui o primeiro africano a receber o formulário para bolsa na USP. Também fui o primeiro morador do Crusp, quando reaberto após os eventos de 1968”, conta.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kabengele-munanga-1-1" alt="Kabengele Munanga - 1" class="image-inline" title="Kabengele Munanga - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Ligia Fronseca Ferreira, Kabengele Munanga e Maura Véras</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A antropologia no Brasil estava mais desenvolvida que na própria Bélgica, afirma o antropólogo graduado em 1969 pela Université Officielle Du Congo à Lubumbashi. O doutorado no Brasil o levou a caminhos diversos da linha funcionalista que conheceu na África. Teve acesso a muitos autores, ao estruturalismo e a outras correntes da antropologia. Assim criou outra desenvoltura intelectual, conta. Autores brasileiros como Florestan Fernandes e Octávio Ianni o levaram a “descobrir o verdadeiro Brasil”, disse.</p>
<p>“Aqui me tornei antropólogo, até como formação. Todo o meu amadurecimento foi nesse contexto, nos contados e encontros que tive aqui, sem a postura paternalista do colonizador. Isso me ajudou a crescer como ser humano. Encontrei um ambiente intelectual propício à liberdade, em que pude dizer o que pensava e acreditava, onde me tornei independente sem ficar repetindo os mestres e os clássicos”, disse o autor de “Origens Africanas do Brasil Contemporâneo”.</p>
<p>A vida na USP é comparada a uma “espécie de valsa”. Como antropólogo e pesquisador, manteve um pé na academia, onde aprendeu teorias e conceitos, e outro pé na militância negra, em que aprendeu a verdadeira condição do negro na sociedade brasileira, diz. “Sem um e outro, eu não seria o que sou e foi o ambiente brasileiro que me deu a possibilidade de crescer como intelectual”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Escola colonial</strong></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th> 
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Congo já foi latifúndio de rei</h3>
<p style="text-align: justify; ">A República Democrática do Congo (RDC) foi explorada pelo rei Leopoldo II da Bélgica após a Conferência de Berlim, de 1885. Nessa conferência, as potências europeias decidiram a partilha da África segundo suas próprias regras. O nome dado então ao país, de Estado Livre do Congo, apenas tinha de livre o fato de corresponder a uma propriedade particular, no caso, com 2 milhões de quilômetros quadrados.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na prática, Leopoldo II já havia lançado as bases para seu latifúndio particular em 1876, quando Bruxelas sediou uma conferência geográfica internacional e propôs o que, no papel, seria uma expedição multinacional, humanitária e científica na África Central. Mas o governo belga não quis assumir a empreitada e o rei, então, numa decisão insólita, transformou o território numa espécie de “fazenda”, controlando não apenas suas riquezas, como também a vida de seus milhões de habitantes.</p>
<p style="text-align: justify; ">Além de confiscar terras e aldeias, promover a escravidão e o aumento de impostos, a temida Força Pública a serviço do rei tinha carta branca para assassinatos, amputações, estupros e saques quando as cotas extrativistas de borracha e marfim não eram cumpridas. As denúncias sobre as insanidades lá cometidas tornavam-se cada vez mais conhecidas. A atuação de escritores como Mark Twain, Arthur Conan Doyle e Joseph Conrad (de “O Coração das Trevas”) contribuiu para a criação de uma das primeiras organizações de defesa dos direitos humanos do século 20, a Associação pela Reforma do Congo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diante da crescente pressão internacional, o parlamento belga decidiu intervir e tomou do rei o Estado Livre do Congo em 1908, quando passou a ser chamado Congo Belga. Considerado um dos mais ricos países em recursos naturais, recebeu di ditador Mobutu Sese Seko o nome de Zaire, entre os anos de 1971 e 1997. Atualmente, a RDC possui 70 milhões de habitantes.<span style="text-align: left; "> </span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Com toda aquela disciplina religiosa, eram poucos os que iam para o colégio. Os melhores alunos eram os que memorizavam textos da Bíblia. Virei até coroinha, pois decorava os textos em latim, mesmo sem entender nada. A história que sabíamos era a do colonizador. Da África, não conhecíamos nada. Não sabia até o fim do colégio que o continente africano teve impérios, estados e monarquias”, disse.A educação na RDC foi marcada por 20 anos colonização, uma verdadeira “lavagem cerebral”, como coloca . Aos 10 anos de idade, ele saiu de sua aldeia natal, Bakwa Kalonji, para realizar os estudos primários e, em seguida, o colégio jesuíta.</p>
<p>Mas nos primeiros anos do primário, enfrentou dificuldades. A alfabetização básica se deu na sua língua materna, o kiluba, uma das mais faladas na RDC, originária do tronco Bantu. Depois da alfabetização, os conteúdos do primário e secundário começaram a ser passados em francês. “Eu ficava sem entender nada e esse bloqueio com a língua me causou muitos complexos. Eu era um aluno solto na escola, com dificuldades de comunicação”, diz o professor, que dirigiu o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP por sete anos, entre 1983 e 1989.</p>
<p>“Ao final do processo, tivemos contato com alguma literatura e o pan-africanismo, que abriu nossos horizontes para saber que sistema era aquele. Mas, daí, já havíamos criado o complexo de inferioridade e de ser negro, num processo lento que não temos nenhum controle”, disse.</p>
<p>A quebra daquele sistema acontecia nas férias, quando os estudantes retornavam às suas aldeias. “O que nos salvava eram as férias. As famílias continuavam a viver suas culturas e o colonizador não tinha controle sobre o cotidiano das aldeias, exceto pelas prisões e trabalhos forçados. Havia casamentos na igreja para que os filhos pudessem frequentar os colégios, mas na aldeia os homens continuavam com suas mulheres. O processo de alienação acontecia através dos jovens. E assim conseguíamos viver entre a cultura da colonização e as nossas tradições e valores”, conta.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pioneiros de uma nação</strong></p>
<p>A primeira universidade no Congo foi criada em 1956, conta Munanga, que entrou em 1964 no curso de ciências sociais, o único disponível naquela ocasião. “Pertenço à segunda turma de jovens congoleses a frequentar o ensino superior. No ano da independência do Congo, em junho de 1960, havia apenas oito jovens com diploma universitário. O que esperar de um país, à época com 24 milhões de habitantes e apenas oito jovens com diploma universitário?”, questiona Munanga.</p>
<p>“Não havia interesse em formar elite, de educar o povo. Após a independência, 60% da população era alfabetizada, mas não havia advogados, engenheiros. Ao finalizar ciências sociais, complementei com uma licenciatura em antropologia cultural. Fui um aluno muito mimado, pois fui o único a me matricular. Ninguém queria fazer porque diziam que era uma ciência colonial. Terminei em 1969 e fui diretamente convidado a dar aulas na universidade do Congo, começando como auxiliar de ensino e depois, professor assistente”, conta.</p>
<p>Obteve uma bolsa para o doutorado na Université Catholique de Louvain, da Bélgica. Chegou a realizar o levantamento de campo para seu projeto que se chamaria “Memória”, sobre as mudanças socioculturais de um grupo étnico do Congo que vivia numa região de extração de cobre. Voltou ao Congo para terminar sua tese, mas não pode concluí-la porque a ditadura instalada na então recém-criada República do Zaire o impediu. A bolsa foi cortada porque sua família fazia oposição política ao governo congolês, disse. Na sequência, nova surpresa. Outra bolsa, esta obtida pela Fundação Rockefeller, terminou confiscada, contou.</p>
<p>Foi por acaso que afinal encontrou o professor Mourão, da FFLCH-USP, conta Munanga. A sequência foi o doutorado em antropologia social na FFLCH-USP, iniciado em 1975 com o mesmo tema do levantamento de campo realizado na África. A tese de doutorado, intitulada “Os Basanga de Shaba (Zaire) - Aspectos socioeconômicos e político-religiosos”, com a orientação do professor João Baptista Borges Pereira, foi concluída em 1977.</p>
<p>“Tive sorte de encontrar aqui o (antropólogo e especialista em África) George Balandier (1920-2016), que esteve em 1976 realizando palestras no Centro de Estudos Africanos da FFLCH. Tomei seus conselhos ao pé da letra e comecei a escrever meu trabalho. Obtive nota 10 com distinção e louvor”, conta.</p>
<p>Munanga ministrou aulas na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em 1977, e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1979. Tornou-se pesquisador e professor do MAE-USP em 1980. Após três anos, aceitou a administração e direção do MAE, ao lado do professor Mourão e do professor Borges Pereira.</p>
<p> </p>
<p><strong>Militância negra</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Kabengele-Munanga-web-2.jpg" alt="Kabengele Munanga 2" class="image-inline" title="Kabengele Munanga 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Aqui encontrei um ambiente intelectual propício à liberdade, em que pude dizer o que pensava e acreditava".</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Munanga, o racismo no Brasil é o crime perfeito porque é uma dupla morte. “Não vemos o carrasco do racismo porque ele não se assume como tal. Então é uma morte física e também da consciência do negro. A segunda se dá pelo silêncio, pelo não dito que impede que a vítima e a população tomem consciência de que o racismo existe”, afirma.</p>
<p>Ao chegar ao Brasil, Munanga acreditava que aqui havia uma democracia racial de fato, algo diferente do que ocorria Estados Unidos. Mas a partir das aulas, leituras e encontros, começou a “conhecer o verdadeiro Brasil”.</p>
<p>“Se na maior universidade do país precisou vir um negro fugido de uma ditadura para ser o primeiro professor negro aqui, então alguma coisa estava errada. Vivi circunstâncias que ajudaram a me posicionar como intelectual. Eu não iria continuar a estudar os clássicos gregos e sim as pessoas que tinham a ver com minha própria história”, conta.</p>
<p>A leitura selecionada, o olhar distanciado, as ideias e, sobretudo o contato com o outro, o ajudaram a perceber o que os colegas brancos da academia e o negro brasileiro não percebem. “Conheci o Clóvis Moura e o Eduardo Oliveira, dois intelectuais mestiços que fizeram mestrado aqui na época e que afirmavam ser negro por uma questão de afirmação política. Isso me impressionou muito e ajudou na minha compreensão do Brasil. O Clóvis Moura fez um trabalho pioneiro com o seu livro (“Rebeliões da Senzala, quilombos, insurreições, guerrilhas”) e nos tornamos grande amigos. Tudo isso me ajudou a perceber a importância de ser um professor negro na USP”.</p>
<p><span>Ao confrontar estereótipos, desconstruía o mito da democracia racial. “As pessoas viam que meu comportamento era diferente, que eu não era do Brasil. Daí é possível perceber como os preconceitos podem construir comportamentos. Perguntavam se eu tocava algum instrumento, se já tinha caçado algum leão, se na África existia carro e televisão. Havia um desconhecimento total sobre a África, até entre os alunos da USP”, disse.</span></p>
<p>Munanga lamenta o desconhecimento dos brasileiros sobre a África. “Parece que a história do negro no Brasil parou na abolição. Depois disso, não se produziram estudos. Mas se os negros estão estudando história da Europa, porque o branco também não pode estudar o negro? Com isso, a USP começou a contratar professores para ensinar história da África, tanto que o tema virou disciplina. Isso é um progresso muito grande”, observa.</p>
<p>Munanga citou a polêmica sobre cota raciais em que foi alvo de críticas do jornalista Demétrio Magnoli, em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, de 14 de maio de 2009. “Ele me acusou de ser o ícone da racialização oficial do Brasil. Mas como posso ser isso? Disse ainda que eu estava aproveitando o cargo na universidade para pregar o racismo científico, há muito superado”. O artigo de Magnoli, intitulado <a class="external-link" href="http://arquivoetc.blogspot.com.br/2009/05/demetrio-magnoli-monstros-tristonhos.html">“Monstros tristonhos”</a>, incitou uma enxurrada de protestos na internet. Munanga, por sua vez, coloca sua posição no artigo <a class="external-link" href="http://www.geledes.org.br/kabengele-munanga-responde-demetrio-magnoli/">“Kabengele Munanga responde a Demétrio Magnoli”.</a></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: EuroNews/ Jean Kabese@KBC / Leonor Calazans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-06T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/legislacao-e-governanca-ambiental-avancos-e-retrocessos-5-de-outubro-de-2016">
    <title>Legislação e Governança Ambiental: Avanços e Retrocessos - 5 de outubro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/legislacao-e-governanca-ambiental-avancos-e-retrocessos-5-de-outubro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pequisa da Universidade de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-05T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao-27-a-29-de-setembro-de-2016">
    <title>Escola sem Partido ou sem Autonomia? O Princípio da Igualdade em Questão - 27 à 29 de setembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao-27-a-29-de-setembro-de-2016</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
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