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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 35.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-diretoria-2024-2028">
    <title>Posse da Diretoria do IEA será em 4 de novembro e terá lançamento de livro sobre trajetória do Instituto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/posse-diretoria-2024-2028</link>
    <description>O livro "Avançados em Quê? - A Trajetória Pioneira do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo", de Guilherme Ary Plonski e Roney Cytrynowicz, tem versões impressa (para público selecionado) e digital (disponível a todos no Portal de Livros Abertos da USP).</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-avancados-em-que-400px-largura" alt="Capa do livro &quot;Avançados em Quê?&quot; - 400px largura" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Avançados em Quê?&quot; - 400px largura" /></p>
<p>"Organizar e contextualizar o conhecimento de forma interdisciplinar e articular e coordenar a interação de equipes e redes interdisciplinares para a produção de novas ideias, estudos e pesquisas que contribuam para a tomada de decisões e para o estabelecimento de políticas públicas que promovam o desenvolvimento social sustentável pacífico e assim melhorem a vida no planeta".</p>
<p>Esse é o principal objetivo para a gestão do IEA no período 2024-2028 definido pela diretora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a> e pelo vice-diretor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, que tomam posse oficialmente no dia 4 de novembro, às 14h, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário da USP. A participação na Sala do Conselho Universitário <strong>requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScncAunPQvAkz_w5GNUrn6IDaAr3mjVVHshyzkmYdR2bF_U4g/viewform" target="_blank">inscrição prévia</a></strong>. Haverá <strong>transmissão </strong><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><strong>ao vivo</strong></a><strong> </strong>pela internet, sem necessidade de inscrição.</p>
<p>No evento, também será comemorado o 38º aniversário de criação do IEA. Para celebrá-lo, será lançada o livro "Avançados em Quê? - A Trajetória Pioneira do Instituto de Estudos Avançados da USP", de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, diretor anterior do Instituto, e do historiador Roney Cytrynowicz. A versão digital da obra está disponível, gratuitamente, no <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1417">Portal de Livros Abertos da USP</a>. A cerimônia e o lançamento são abertos ao público.</p>
<p><strong>Propostas</strong></p>
<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/iea/eleicoes/diretores/PROPOSTADEGESTAOPARAADIRETORIADOINSITUTODEESTUDOSAVANCADOSDAUSP.pdf" class="external-link">Programa de Gestão</a> da Diretoria do IEA elenca uma série de propostas específicas para os próximos quatro anos. Elas incluem a ênfase na indução de interações, conexões e estabelecimento de redes; a atração de pesquisadores renomados internacionalmente e jovens talentos para que enfrentem problemas e questões complexas como os desafios globais de sustentabilidade, mudanças climáticas, transições energéticas e transformações sociais.</p>
<p>Os estudos sobre o papel das universidades e os grandes desafios das ciências e engenharia no Brasil e no mundo terão continuidade por meio de parcerias com instituições nacionais e internacionais. Um tema a ser explorado será o de ciências e engenharias para a paz.</p>
<p>Entre as outras propostas do programa figuram: o apoio a projetos científicos que serão os produtores de conhecimento para a interdisciplinaridade e as inovações sustentáveis do futuro; a divulgação e interação dos pesquisadores e equipes de pesquisas com a comunidade acadêmica e a sociedade em geral; a estruturação e criação de um programa de excelência e equidade na educação, de forma a catalisar esforços e recursos, incluindo bolsas para alunos e professores.</p>
<p>As demais propostas de Buckeridge e Roseli incluem a modernização de procedimentos e processos acadêmicos do Instituto, requalificação de seus espaços, implementação de um Escritório de Apoio a Programas e Pesquisas, intensificar a colaboração com outros IEAs do Brasil e do exterior, criação do Programa Embaixadores do IEA (representantes nas demais unidades da USP) e incorporação do Programa Eixos Temáticos da USP (ProETUSP), atualmente sediado na Reitoria.</p>
<p><strong>Perfis</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/pessoas/roseli-de-deus-lopes/roseli-de-deus-lopes-4/@@images/5a955e8b-17d4-4cb6-af42-3397a7e3e68b.jpeg" alt="Roseli de Deus Lopes" class="image-left" title="Roseli de Deus Lopes" />Roseli é professora titular da Escola Politécnica da USP, da qual é graduada, mestre, doutora e livre docente em engenharia elétrica. Integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República, a Diretoria da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge). É coordenadora geral da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do IEA, vice-coordenadora do Núcleo de Apoio à Pesquisa Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas e coordenadora do InovaLab@Poli. Também participa, como colaboradora, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da USP, onde coordena os Programas Pibic, Pibiti e Pibic-em. Foi vice-diretora do IEA, diretora e vice-diretora da Estação Ciências da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP e participou da Diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ela lidera pesquisas nas áreas de: educação para/em engenharia, educação Steam, interação humano-computador, tecnologia assistiva, tecnologias para educação e sistemas ciberfísicos baseados em tecnologias abertas.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcos-buckeridge-2" alt="Marcos Buckeridge - 2023" class="image-right" title="Marcos Buckeridge - 2023" />Buckeridge é professor titular do Instituto de Biociências da USP, do qual foi diretor e onde graduou-se como biólogo. É mestre em biologia molecular pela Unifesp e doutor em bioquímica de vegetais pela Universidade de Sterling, Reino Unido, com pós-doutorado na Universidade Purdue, EUA. Como assessor sênior da Reitoria da USP, é responsável pela coordenação executiva do Programa Eixos Temáticos, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e integrante da SBPC. Também coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol e dirige o Programa Bioenergia com Sistemas de Captura de Carbono do Centro de Pesquisa em Inovação sobre Gases de Efeito Estufa da USP. Foi presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo por dois mandatos e participou do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Também dirigiu o Laboratório Nacional de Bioenergia. No IEA, fundou e coordenou até 2022 o Centro de Síntese USP Cidades Globais. Buckeridge atua principalmente em pesquisas sobre mudanças climáticas, ciências urbanas e políticas públicas, bioenergia e uso sustentável da biodiversidade.</p>
<p><strong>Trajetória</strong></p>
<p>Na nota introdutória de "Avançados em Quê?", o diretor e a vice-diretora do IEA de abril de 2020 a abril de 2024, os professores Guilherme Ary Plonski e Roseli de Deus Lopes lembram que o reitor da USP na época da criação do Instituto, professor José Goldemberg, a quem o livro é dedicado, havia conhecido de perto o Instituto de Estudos Avançados de Princeton, EUA, e "entendeu ser esse o modelo estratégico para revitalizar a Universidade, após o dramático período vivido sob os tacões do regime autoritário". Essa é a razão, segundo eles, de Goldemberg ter atribuído ao IEA a missão de "favorecer novas ideias, resultantes do convívio, do confronto e da interação entre as diversas áreas de trabalho intelectual" [nas palavras do então reitor).</p>
<p>O livro aprofunda o contexto cultural que levou à criação do IEA e expõe sua trajetória, a partir de pesquisa e entrevistas conduzidas pelo historiador Roney Cytrynowics, trabalho viabilizado pelos parceiros Fundação Itaú e Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), apontam Plonski e Roseli. Para eles, o IEA deve em grande medida os avanços relatados na obra "ao fato de integrar a vibrante comunidade da USP", por isso sua publicação se insere nas comemorações dos 90 anos da Universidade.</p>
<p>Em seu texto de apresentação do livro, o reitor da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Junior</a>, ressalta o papel desempenhado pelo Instituto, ao longo de sua trajetória, na promoção da excelência acadêmica da Universidade, "buscando incessantemente estender a fronteira do conhecimento em diversas áreas do saber". Além da ênfase do IEA na interdisciplinaridade e na colaboração intelectual, Carlotti Jr. lembra que diversos trabalhos do Instituto subsidiaram políticas públicas em áreas essenciais para o país, como educação e saúde.</p>
<p>O reitor destaca que, mesmo não tendo corpo docente e discente próprios, o IEA consegue congregar em suas equipes de pesquisa professores e estudantes de 80% das unidades, museus e institutos especializados da USP, além de contribuir com o intercâmbio acadêmico com outras instituições, brasileiras e estrangeiras. Ele ressaltou o fato de o IEA ser membro fundador e coordenador de 2019 a 2021 da rede internacional <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias (University-Based Institute for Advanced Study)</a>, que reúne 47 IEAs vinculados a universidades dos cinco continentes, algo que "contribuiu para a projeção internacional da USP".</p>
<p>A vice-reitora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda" class="external-link">Maria Arminda do Nascimento Arruda</a> aborda em seu texto o contexto da redemocratização do país no qual o IEA foi criado: "Imaginou-se um lugar no qual pesquisadores, cientistas, intelectuais, artistas, jornalistas, personalidades públicas pudessem conviver e projetar uma Universidade renovada em consonância com os novos tempos". Ela afirma que o IEA colaborou na construção democrática do país, "na medida em que refletiu sobre as nossas questões, deu voz aos opositors do obscurantismo, enfim, encarou o papel ilustrado de uma Universidade contemporânea do seu tempo".</p>
<p>"Esse espírito esclarecido que esteve na origem do IEA não se perdeu, como se pode constatar nas ações do Instituto, voltadas a acolher e refletir sobre os novos rumos da Universidade inclusiva, diferenciada e socialmente democrática, conquanto não se tenha abandonado a pauta avançada do conhecimento e da ciência", escreve a vice-reitora.</p>
<p><span><strong>Apoio</strong></span></p>
<p>A produção e publicação do livro contaram com apoio financeiro da Fundação Itaú e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Em texto na seção de apresentação da obra, o presidente da Fundação Itaú, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron" class="external-link">Eduardo Saron</a>, afirma que a parceria entre a fundação e a USP, por meio do IEA, nasceu a partir do "anseio mútuo de desenvolver iniciativas estratégicas, perenes e de impacto". O objetivo sempre foi "contribuir com políticas públicas emancipatórias e facilitadoras de mudanças estruturais na educação e na cultura".</p>
<p>Saron destacou os dois pontos principais da parceria: o apoio da fundação durante os cinco anos iniciais da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica, inaugurada em 2019 para o estudo de práticas inovadoras e formações que promovam avanços significativos nas propostas para a educação básica, e à Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência desde sua implantação em 2016, apoio que tem possibilitado a construção de um "vasto legado a partir de estudos que perpassam a gestão cultural, o papel da cultura na sociedade e discussões transversais sobre arte e ciência".</p>
<p>O secretário executivo do CGI.br, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hartmut-richard-glaser" class="external-link">Hartmut Richard Glaser</a>, diz em seu texto que a Cátedra Oscar Sala, fruto da parceria entre o comitê e o IEA, possibilita o intercâmbio multidisciplinar entre os saberes de áreas diversas, oferecendo a disciplina de pós-graduação Economia, Cultura e Poder na Internet, visando fortalecer e cultivar o conhecimento sobre a internet, seu impacto, funcionamento, aplicações e ferramentas. "Assim ampliamos, USP e CGI.br, o horizonte das tecnologias digitais que favoreçam o avanço tecnológico, a inovação e o direito fundamental de acesso à informação e comunicação".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-22T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/publicacoes/biomonitoring-of-genotoxic-effects-and-elemental-accumulation-derived-from-air-pollution-in-community-urban-gardens">
    <title>Biomonitoring of genotoxic effects and elemental accumulation derived from air pollution in community urban gardens</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/publicacoes/biomonitoring-of-genotoxic-effects-and-elemental-accumulation-derived-from-air-pollution-in-community-urban-gardens</link>
    <description>A positive exponential relationship between traffic-related elements deposited
on tree barks and Trad-MCN was observed. Mn/Zn concentrations on tree barks
were associated with an increase in Trad-MCN. Negative associations between Trad-MCN and traffic distance/absence of vertical obstacles were observed in the gardens.</description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-02T16:34:12Z</dc:date>
    <dc:type>Arquivo</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/publicacoes/cartilhasiteiea.pdf">
    <title>Cartilha Agricultura Urbana: Guia de Boas Práticas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/publicacoes/cartilhasiteiea.pdf</link>
    <description>Esta cartilha de boas práticas para a agricultura urbana visa guiar e
ajudar grupos comunitários no estabelecimento e no gerenciamento de uma horta segura, bem-sucedida e sustentável.</description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-02T16:45:42Z</dc:date>
    <dc:type>Arquivo</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/publicacoes/the-impact-of-covid-19-on-urban-agriculture-in-sao-paulo-brazil">
    <title>The Impact of COVID-19 on Urban Agriculture in São Paulo, Brazil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/publicacoes/the-impact-of-covid-19-on-urban-agriculture-in-sao-paulo-brazil</link>
    <description>During the initial months of the COVID-19 pandemic, farmers worldwide were greatly affected by disruptions in the food chain. In 2020, São Paulo city experienced most of the effects of the pandemic in Brazil, with 15,587 deaths through December 2020. Here, we describe the impacts of COVID-19 on urban agriculture (UA) in São Paulo from April to August 2020. We analyzed two governmental surveys of 2100 farmers from São Paulo state and 148 from São Paulo city and two qualitative surveys of volunteers from ten community gardens and seven urban farmers. Our data showed that 50% of the farmers were impacted by the pandemic with drops in sales, especially those that depended on intermediaries. Some farmers in the city adapted to novel sales channels, but 22% claimed that obtaining inputs became difficult. No municipal support was provided to UA in São Paulo, and pre-existing issues were exacerbated. Work on community gardens decreased, but no garden permanently closed. Post COVID-19, UA will have the challenge of maintaining local food chains established during the pandemic. Due to the increase in the price of inputs and the lack of technical assistance, governmental efforts should be implemented to support UA. </description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Aziz Salem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-06-17T11:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Link</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109">
    <title>Saúde, nutrição e cidades são os temas da revista Estudos Avançados 109</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109</link>
    <description>A edição 109 da revista Estudos Avançados, lançada em outubro, traz os dossiês "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-109" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 109" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 109" /></a></p>
<p>Os três dossiês da <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n109/">edição 109 de <i>Estudos Avançados</i></a>, lançada este mês, mantêm a tradição da revista em "abordar temas de relevância social e de inquestionável atualidade, aliando a comunicação de resultados de pesquisa ao debate público", nas palavras de seu editor, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Os temas desta vez são "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias". A intenção, como sempre, é colaborar com a "formulação e implementação de políticas governamentais voltadas para a superação de problemas que afetam a qualidade de vida e para redução das desigualdades sociais".</p>
<p>A interdisciplinaridade das análises é demonstrada logo no artigo de abertura do dossiê “Promoção da Saúde”, intitulado “Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo Importante Travado nos Assentamentos Precários de São Paulo”. De autoria de especialistas em geografia, urbanismo e patologia, o estudo analisou dados de moradores da cidade de São Paulo que morreram, de 2010 a 2016, por doenças do aparelho circulatório ou foram internados (pelo SUS), de 2011 a 2016, pelas mesmas doenças. Foram considerados o tipo de assentamento de moradia dos indivíduos (aglomerado subnormal, precário ou regular), idade e sexo.</p>
<p>A diferença da saúde cardiovascular entre os três tipos de assentamentos, avaliada por meio das proporções de internações hospitalares e pelas taxas de mortalidade, evidencia que quase 1,7 milhão de pessoas em São Paulo estão em grande desvantagem em relação aos restantes 85% da população.</p>
<p>Apesar de a habitação precária ser “a causa ou um fator determinante de muitas patologias físicas e mentais”, outro estudo do dossiê demonstra que “o marco legal da saúde no Brasil restringe ou mesmo proíbe o uso de recursos da saúde em questões habitacionais, delimita a composição das equipes de saúde a profissões médico-hospitalares, bem como não considera o uso de recursos de outras funções orçamentárias na provisão habitacional para fins específicos de saúde”.</p>
<p>Tais delimitações deveriam ser removidas em situações em que houver evidência científica de que a questão habitacional seja um determinante social da saúde, recomenda o artigo “Por Que o Investimento e Foco em Questões Habitacionais É também uma Medida de Saúde”.</p>
<p><strong>Vulnerabilidade</strong></p>
<p>Há de se considerar também o quadro de múltiplas vulnerabilidades dos territórios periféricos, o que torna a intervenção nesses espaços um desafio que precisa ser encarado a partir da lógica dos problemas complexos, pois “não dispõem de uma solução única e linear para a sua superação”, alerta um terceiro estudo. Baseando-se em trabalhos desenvolvidos pela Fundação Tide Setubal na periferia de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo, o artigo “Intersetorialidade e Melhorias Urbanas em Territórios Periféricos: O Caso de São Miguel Paulista” propõe que a intersetorialidade seja promovida a partir do orçamento público, da mensuração de impacto e do protagonismo das comunidades.</p>
<p>O dossiê também apresenta um estudo sobre história das ideias quanto as condições para o desenvolvimento dos indivíduos. O artigo “Educação, Saúde e Progresso: Discursos sobre os Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento da Criança (1930-1980)” mostra como no período estudado havia uma “forte associação entre a promoção do desenvolvimento dos indivíduos e o progresso social".</p>
<p>“Entendia-se que os investimentos públicos na criação de melhores condições de saúde e educação para as crianças favoreceria o avanço do país.” A escola era vista como “um ambiente propício ao desenvolvimento saudável e à civilização das crianças.”</p>
<p>Essa perspectiva de desenvolvimento transformou-se, quanto à saúde, em vulnerabilidade em muitas áreas periféricas onde o controle do território é exercido pelo crime organizado. A situação é exemplificada em estudo de unidade básica de saúde situada em área dominada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>Baseado em diário de campo e entrevistas abertas com diferentes interlocutores do território de uma unidade de saúde periférica de um município de médio porte do estado de São Paulo, o trabalho apontou que, “diante da ausência ou insuficiência do Estado em territórios de vulnerabilidade social, o tráfico pode funcionar tanto como agente de precarização das relações de trabalho entre equipes de saúde e a comunidade quanto como provedor de mecanismos de suporte e proteção para a população, mediação e gerenciamento das relações cotidianas da população, incluindo sua relação com os equipamentos de saúde”.</p>
<p><strong>Promoção da saúde</strong></p>
<p>Mesmo diante de inúmeras vulnerabilidades sociais, é preciso encontrar meios para a promoção da saúde. Torna-se relevante, então, compreender as diferentes interpretações sobre a promoção da saúde, em que pese o fato de o campo estar passando por um processo de institucionalização e fortalecimento. Artigo de sanitaristas discute essas interpretações, cuja diversidade demonstra a necessidades de aprofundar alguns temas, como o papel do setor de saúde, a mudança comportamental e a abordagem individuais, afirmam os pesquisadores.</p>
<p>Em seu estudo, eles apresentam outras formas de compreensão destes temas, por meio da contribuição de trabalhadores, gestores da atenção básica e de especialistas na questão, de forma a "ampliar as possibilidades da prática da promoção da saúde na atenção básica".</p>
<p>A metodologia do trabalho incluiu a realização de entrevista semiestruturada com especialistas e consulta a gestores e trabalhadores municipais da atenção básica por meio do formulário eletrônico FormSUS. Foram entrevistados 13 especialistas, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, do Grupo de Trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GTPSDS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), "grupo que defende a atuação na determinação social e não se restringe aos fatores de risco e proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)".</p>
<p>Outro estudo do dossiê analisou o impacto da implantação de ciclovias na cidade de São Paulo na prática de atividades físicas no lazer por um grupo 1.431 pessoas, moradoras no máximo a 1 km de ciclovias, e as correlações dessa prática com os índices de hipertensão arterial. O trabalho aponta a necessidade de melhoria das condições ambientais (implantação de ciclovias, por exemplo) nas áreas de maior carência socioeconômica da cidade, para maior oportunidade de prática de atividade física e a consequente redução nas taxas de hipertensão arterial e outras doenças crônicas.</p>
<p><strong>Bem viver</strong></p>
<p>A melhoria na qualidade de vida também é tema de outro artigo, que reúne a articula noções de bem viver em quatro matrizes principais: a das visões de mundo indígenas; a do pensamento utópico latino-americanista; a estatal; e a socioambiental. Segundo os autores, essas matrizes "guardam entre si aspectos convergentes, formando um núcleo comum emulador de novas propostas filosóficas, econômicas e políticas, enquanto alternativas ao modelo de vida, trabalho e relação com o ambiente produzido pelo capitalismo neoliberal".</p>
<p>A autonomia de pessoas em situação de curatela também é discutida no dossiê. Estudo de pesquisadores da área do direito examina a possibilidade de consentimento substitutivo no âmbito da saúde em casos de pessoas em situação de curatela, para averiguar se seria permitido ao representante legal de pessoas com deficiência decidir também sobre aspectos existenciais.</p>
<p>O dossiê se encerra com trabalho sobre a realidade socioambiental da implementação da logística reversa de medicamentos para minimizar a contaminação por fármacos, de maneira a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pertinente. O estudo destaca as ações de controle, monitoramento e educação ambiental para redução dos impactos dos resíduos farmacêuticos e promoção da sustentabilidade.</p>
<p><span><strong>Nutrição</strong></span></p>
<p><strong> </strong>O primeiro artigo do dossiê “Segurança Alimentar” visa contribuir para a análise do cenário atual sobre insegurança alimentar no Brasil, a partir dos estudos feitos por dois grupos de pesquisa do IEA (Nutrição e Pobreza; Saúde Planetária) em parceria com o Eixo AgriBio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP.</p>
<p>A contribuição da produção agrícola nas cidades para a melhoria desse cenário é explicitada em artigo sobre  os resultados do debate Agricultura Urbana e Segurança Alimentar e Nutricional: O Alimento Orgânico na Alimentação Escolar, ocorrido no 11º Seminário Serviço, Pesquisa e Política Pública. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza e pelo Grupo de Estudos de Agricultura Urbana, também do IEA.</p>
<p>O conjunto de textos inclui a análise de projeto prático de cuidado em saúde e alimentar de famílias com crianças e adolescentes em situação de má nutrição. O trabalho tratou da “cadeia curta de produção-comercialização” de alimentos para a sustentação das ações de projeto envolvendo famílias com crianças e adolescentes atendidas pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren).</p>
<p>Um tema recente do espectro de hábitos alimentares, o flexitarianismo, também está presente no dossiê, com um estudo sobre os fatores que levam os flexitarianos a diferentes níveis de redução no consumo de carne.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>Em 2009, por meio de uma lei municipal, foram estabelecidas estratégias de adaptação às mudanças climáticas e gestão de desastres na cidade de São Paulo. O artigo inicial do dossiê “Cidades e Tecnologias”, analisa a efetividade do quadro legal dessa política, sua articulação com outras normas relevantes e com o direito ambiental e como vem sendo construída sua governança.</p>
<p>As mudanças climáticas e outros fatores, como o El Niño, têm impacto direto na disponibilidade de água, como demonstra a atual seca que afeta diversos municípios na Amazônia, carentes de políticas e estrutura para enfrentar o problema. Daí a importância de os municípios terem maior participação no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), alertam os autores do artigo "A Governança das Águas no Brasil: Qual o Papel dos Municípios?".</p>
<p>Além de fraca participação no sistema, os pesquisadores indicam que, em geral, os municípios não possuem uma política sobre recursos hídricos. Outro problema, apontam, é o fato de as reformas legais incidentes sobre os recursos hídricos tenderem a fragilizar ainda mais o papel dos municípios no Singreh.</p>
<p>As soluções baseadas na natureza também estão presentes no dossiê, em artigo que trata da integração desse tipo de solução num projeto de revitalização de brownfield (área urbana subutilizada e degradada cuja transformação propicia benefícios à população).</p>
<p>O processo evolutivo das cidades é abordado em duas vertentes no dossiê: filosófica e tecnológica. Um artigo discute alguns conceitos criados pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), como disciplina e biopoder, e os aplica à história do urbanismo brasileiro, especialmente nos casos do Rio de Janeiro e São Paulo. Outro texto examina as tecnologias que têm levado a uma revolução urbana, com o surgimento das cidades inteligentes, em função da proliferação de equipamentos eletrônicos conectados ininterruptamente, que permitem gerenciar a estrutura urbana de forma mais eficiente e otimizada, afirmam os autores.</p>
<p><strong><strong><i>Os exemplares impressos da edição 109 de </i>Estudos Avançados <i>estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><i>estavan@usp.br</i></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><span> 
<hr />
<br />Sumário</span></h3>
<p><span><strong>Promoção da Saúde</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo I</span><span>mportante Travado nos Assentamentos P</span><span>recários de São Paulo - </span><i><span>Ligia Vizeu Barrozo, Carlos Leite, Edson </span><span>Amaro Jr. e Paulo Hilário Nascimento Saldiva</span></i></li>
<li><span>Por Que o Investimento e Foco em Questões H</span><span>abitacionais É também uma Medida de Saúde - </span><i><span>Eduardo Castelã Nascimento, </span><span>Wesllay Carlos Ribeiro e Suzana Pasternak</span></i></li>
<li><span>Intersetorialidade e Melhorias Urbanas </span><span>em Territórios Periféricos: O</span><span> Caso de São Miguel Paulista - </span><span><i>Mariana Almeida</i></span></li>
<li><span>Educação, Saúde e Progresso: D</span><span>iscursos sobre os Efeitos do Ambiente </span><span>no Desenvolvimento da Criança (1930-1980) - </span><span><i>Ana Laura Godinho Lima</i></span></li>
<li><span>Atenção Básica em Saúde em um Cenário </span><span>de Vulnerabilidade: Produção de Saúde </span><span>e Governança Informal do Tráfico - </span><i><span>Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, </span><span>Sabrina Helena Ferigato, Massimiliano Minelli </span><span>e Thelma Simões Matsukura</span></i></li>
<li><span>A Promoção da Saúde na Atenção Básica: O</span><span> Papel do Setor Saúde, a Mudança C</span><span>omportamental e a Abordagem Individual - </span><i><span>Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, </span><span>Marco Akerman e Simone Cynamon Cohen</span></i></li>
<li><span>Ciclovias, Atividade Física no Lazer </span><span>e Hipertensão Arterial: Um Estudo Longitudinal - </span><i><span>Alex Antonio Florindo, Guilherme Stefano - </span><span>Goulardins e Inaian Pignatti Teixeira</span></i></li>
<li><span>Entre Utopias Desejáveis e Realidades Possíveis: N</span><span>oções de Bem Viver na Atualidade - </span><i><span>Gabriel Castro Siqueira, Bruno Simões </span><span>Gonçalves e Alessandro de Oliveira dos Santos</span></i></li>
<li><span>Os Limites da Curatela e o Consentimento Livre </span><span>e Esclarecido da Pessoa com Deficiência - </span><i><span>Jussara Maria Leal de Meirelles </span><span>e Ana Paula Vasconcelos</span></i></li>
<li><span>Logística Reversa de Medicamentos no Brasil: U</span><span>ma Análise Socioambiental - </span><i><span>Sara Raquel L. B. de Lima, Viviane Souza </span><span>do Amaral e Julio Alejandro Navoni</span></i></li>
</ul>
<p><strong><span> </span><span>Segurança alimentar</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Segurança Alimentar: Reflexões </span><span>sobre um Problema Complexo - </span><span><i>Semíramis Martins Álvares Domene et al.</i></span></li>
<li>Alimentação Saudável, Agricultura Urbana e Familiar -<i> </i><i>Ana Lydia Sawaya et al.</i></li>
<li><span>Nas Brechas do Cotidiano: Construindo R</span><span>eflexões sobre Práticas e Saberes Profissionais </span><span>a partir da Comida do Território - </span><i><span>Giulia de Arruda Maluf, Maria Paula </span><span>de Albuquerque, Maria Fernanda Petroli </span><span>Frutuoso e Bernardo Teixeira Cury</span></i></li>
<li><span>O Que Influencia os Flexitarianos </span><span>a Reduzir o Consumo de Carne no Brasil? - </span><i><span>Mariele Boscardin, Andrea Cristina Dorr, </span><span>Raquel Breitenbach e Janaína Balk Brandão</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Cidades e Tecnologias</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas e Prevenção </span><span>a Desastres na Cidade de São Paulo - </span><i><span>Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Andresa </span><span>Tatiana da Silva e Fernanda dos Santos Rotta</span></i></li>
<li><span>A Governança das Águas no Brasil: Q</span><span>ual o Papel dos Municípios? - </span><i><span>Valérie Nicollier, Asher Kiperstok </span><span>e Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes</span></i></li>
<li><span>Soluções Baseadas na Natureza em Projetos </span><span>de Revitalização de Brownfields Urbanos: N</span><span>ovos Paradigmas para Problemas Urbanos - </span><i><span>Evandro Nogueira Kaam </span><span>e Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo</span></i></li>
<li><span>Sobre Foucault e o Urbanismo Brasileiro: U</span><span>ma Genealogia do Planejamento </span><span>(c. 1850s-1945) - </span><span><i>Joel Outtes</i></span></li>
<li><span>Cidades Cognitivas: Utopia Tecnológica </span><span>ou Revolução Urbana? - </span><span><i>Marcio Lobo Netto e João Francisco Justo</i></span></li>
<li><span>Intraempreendedorismo e Inovação </span><span>em Organizações Públicas: C</span><span>aso do Censo no Brasil - </span><i><span>Roberto Kern Gomes </span><span>e Magnus Luiz Emmendoerfer</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-23T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/ciencias-ambientais-cop30-enciclopedia-de-boas-praticas">
    <title>Contribuição das Ciências Ambientais para a COP-30 na Amazônia: Enciclopédia de Boas Práticas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/ciencias-ambientais-cop30-enciclopedia-de-boas-praticas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1704"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-enciclopedia-de-boas-praticas-para-a-cop-30-200x139" alt="Capa - Enciclopédia de boas práticas para a COP 30 - 200X139" class="image-left" title="Capa - Enciclopédia de boas práticas para a COP 30 - 200X139" /></a></span></span></span>Carlos A. C. Sampaio, Roberta G. Romano, Cláudia T. Kniess, Maria do Carmo M. Sobral e Arlindo Philippi Jr (editores)</strong></p>
<p dir="ltr"><span>IEA, </span>Núcleo de Pesquisa Impacto da Pós-Graduação na Sociedade (NuPIS) da Unifesp e Sociedade Brasileira de Ciências Ambientais (SBCiAmb), 2025</p>
<p dir="ltr"><span>208 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><strong>Download</strong>:<strong> </strong><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1704/1555/6230">PDF em português</a> | <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1735">PDF in English</a></span></span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p> </p>
<p><i>Contribuição das Ciências Ambientais para a COP-30 na Amazônia: Enciclopédia de Boas Práticas</i> é uma obra coletiva que compila mais de sessenta experiências de ensino, pesquisa, inovação e extensão em Ciências Ambientais, todas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.</p>
<p>Produzida por dezenas de Programas de Pós-Graduação em todo o Brasil, apresenta práticas organizadas em 14 Clusters Temáticos (redes colaborativas), notas técnicas do Núcleo de Pesquisa Impacto da Pós-Graduação na Sociedade (NuPIS) e análises de especialistas sobre temas estratégicos.</p>
<p>A obra evidencia a diversidade territorial e metodológica das ciências ambientais, bem como seu caráter inter e transdisciplinar, oferecendo contribuições para o debate acadêmico e público.</p>
<p>Destina-se, ainda, a subsidiar a formulação de políticas e ações no âmbito da COP-30, reforçando o papel da ciência na promoção de sociedades mais sustentáveis.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-saramago">
    <title>Revista publica artigos resultantes do seminário 'Celebrando José Saramago'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-saramago</link>
    <description>"Revista Estudos Saramaguianos" 13 publica artigos produzidos a partir de exposições no seminário "Celebrando Saramago", realizado em dezembro de 2020, sob coordenação de Jaime Bertoluci, pesquisador colaborador do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-saramago-1/image" alt="José Saramago" title="José Saramago" height="500" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">José Saramago (1922-2010), Nobel de Literatura de 1998</dd>
</dl></p>
<p>Em dezembro de 2020, o IEA realizou o seminário online <i>Celebrando José Saramago</i>, numa homenagem ao escritor português Nobel de Literatura no 10º aniversário de sua morte. O evento teve como resultado uma série de artigos, cuja maior parte integra dossiê da edição 13 da "Revista de Estudos Saramaguianos", recentemente lançada e disponível <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-estudos-saramaguianos-13.pdf">online</a>.</p>
<p>O seminário constituiu uma das atividades do projeto "O Ateu Amoroso: A Compaixão pelo Sofrimento Imposto pelo Homem aos Animais na Obra de José Saramago", desenvolvido no IEA pelo zoólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaime-bertoluci" class="external-link">Jaime Bertoluci</a>, professor da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP e pesquisador colaborador do Instituto. Os vídeos das exposições no seminário podem ser assistidos na Midiateca do IEA [<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/celebrando-jose-saramago-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/celebrando-jose-saramago-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a>].</p>
<p>Na ocasião do encontro, Bertoluci destacou que 2020, além de marcar uma década da morte do escritor, foi o ano da comemoração de 40 anos de publicação do primeiro romance de Saramago, "Levantando do Chão", e de 20 anos de outra de suas obras, "A Caverna".</p>
<p><a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-estudos-saramaguianos-13.pdf"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-de-estudos-saramaguianos-13" alt="Capa da &quot;Revista de Estudos Saramaguianos&quot; 13" class="image-left" title="Capa da &quot;Revista de Estudos Saramaguianos&quot; 13" /></a></p>
<p>Segundo Bertoluci, alguns dos artigos publicados na revista aprofundam o conteúdo original das exposições do seminário, enquanto outros trazem análises de obras de Saramago que não foram abordadas no evento, e "todos representam contribuições originais à fortuna crítica do mestre português".</p>
<p>Os artigos do dossiê são:</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-ana-paula-arnaut.pdf"><i>Memorial do Convento: o Assalto</i> à Caixa-Forte da História</a> - Ana Paula Arnaut</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-carlos-reis.pdf">Para uma Teoria da Figuração em José Saramago</a> - Carlos Reis</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-horacio-costa.pdf">"O Primeiro Som": José Saramago e o (Longo) Caminho à Palavra</a> - Horácio Costa</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-jaime-bertoluci.pdf">Como Desenhar um Elefante</a> - Jaime Bertoluci</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-jean-pierre-chauvin.pdf">José Saramago, Cronista</a> - Jean Pierre Chauvin</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-marcelo-lachat.pdf"><i>Caim</i>, de José Saramago, entre o Mal e o Bem</a> - Marcelo Lachat</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Juanky Pamies Alcubilla/Flickr</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-06-08T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/nota-tecnica-do-biota-sintese-ganha-premio-do-projeto-mapbiomas">
    <title>Nota técnico-científica do Biota Síntese recebe o prêmio principal do projeto MapBiomas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/nota-tecnica-do-biota-sintese-ganha-premio-do-projeto-mapbiomas</link>
    <description>A nota técnico-científica “Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no Estado de São Paulo”, produzida por pesquisadores do Biota Síntese, foi uma das pesquisas premiadas pelo projeto MapBiomas em 2025.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1490"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-nota-tecnico-cientifica-5-do-biota-sintese" alt="Capa da Nota Técnico-Científica 5 do Biota Síntese" class="image-right" title="Capa da Nota Técnico-Científica 5 do Biota Síntese" /></a>A nota técnico-científica “Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no Estado de São Paulo”, produzida por pesquisadores do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-especiais/biota-sintese/o-projeto" class="external-link">Biota Síntese (<span>Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza)</span></a>, sediado no IEA, foi um dos dois resultados de pesquisa do <a class="external-link" href="https://www.biota.org.br/">Programa Biota-Fapesp</a> premiados pelo projeto <a class="external-link" href="https://brasil.mapbiomas.org/premio-mapbiomas/">MapBiomas</a>. A nota recebeu ficou em primeiro lugar na Categoria Geral, a principal do prêmio. Ela é a quinta nota da Série Biota Síntese, disponível gratuitamente no <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/series/Biota">Portal de Livros Abertos da USP</a>.</p>
<p>O MapBiomas é uma iniciativa do <a class="external-link" href="https://www.oc.eco.br/">Observatório do Clima</a> em parceria com uma rede de universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia. O projeto destina-se a mapear anualmente a cobertura e uso do solo do Brasil e monitorar as mudanças do território. O prêmio tem o objetivo de reconhecer e impulsionar projetos que, com o uso dos dados MapBiomas, trazem soluções inovadoras para a conservação, manejo sustentável e combate às mudanças climáticas. O outro trabalho ligado ao Programa Biota-Fapesp premiado foi a <span>Plataforma de Áreas Restauráveis em Unidades de Conservação do Estado de São Paulo, ferramenta elaborada por pesquisadores da UFSCar, que recebeu menção honrosa na Categoria Políticas Públicas.</span></p>
<p>A nota do Biota Síntese foi produzida por pesquisadores vinculados à USP, UFBA, UFSCar, Embrapa Meio Ambiente e Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo. Ela apresenta um modelo de provisão potencial de polinização considerando a localização de cultivos e áreas de vegetação nativa. O modelo é baseado na conexão entre oferta, fluxo e demanda, ou seja, respectivamente: a quantidade e diversidade de polinizadores ofertados por ambientes nativos; a movimentação desses polinizadores pela paisagem; e o número de flores nos campos de cultivo multiplicada pela carga de pólen necessária para polinizar completamente cada flor. Além disso, o modelo promove uma valoração do serviço de polinização no estado de São Paulo e propõe janelas de oportunidades nas políticas estaduais, isto é, programas que podem se valer do modelo apresentado para embasar suas políticas públicas.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biota Síntese</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polinizadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-10T14:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/biota-sintese-lanca-notas-4-e-5">
    <title>Biota Síntese lança notas técnico-científicas sobre polinizadores e remuneração de serviços ambientais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/biota-sintese-lanca-notas-4-e-5</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-nota-tecnico-cientifica-pagamentos-por-servicos-ambientais-teoria-e-pratica-300pxlarg" alt="Capa da nota técnico-científica &quot;Pagamentos por Serviços Ambientais: Teoria e Prática&quot; - 300pxlarg" class="image-right" title="Capa da nota técnico-científica &quot;Pagamentos por Serviços Ambientais: Teoria e Prática&quot; - 300pxlarg" /></th>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-nota-tecnico-cientifica-potencial-do-servico-ecossistemico-de-polinizacao-300pxlarg" alt="Capa da nota técnico-científica &quot;Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização&quot; - 300pxlarg" class="image-right" title="Capa da nota técnico-científica &quot;Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização&quot; - 300pxlarg" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>por Mauro Bellesa e <span>Pedro A. Duarte, </span><span>estagiário do Biota Síntese por meio da bolsa Mídia Ciência de Jornalismo Científico concedida pela Fapesp</span></i></p>
<p>O <a class="external-link" href="https://biotasintese.iea.usp.br/">Biota Síntese</a> (Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza) lançou os números 4 e 5 de sua série de notas técnico-científicas digitais: "<a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1486">Pagamentos por Serviços Ambientais: Teoria e Prática - A Experiência do Estado de São Paulo</a>" e "<a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1490">Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no Estado de São Paulo</a>". As duas publicações foram editadas pelo IEA e estão disponíveis gratuitamente no <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/index">Portal de Livros Abertos da USP</a>.</p>
<p>A produção da série é uma parceria do IEA com o <span>Instituto de Pesquisas Ambientais e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo. De acordo com os coordenadores do núcleo, a Série Biota Síntese destina-se a registrar e apresentar "conhecimento acionável” para transições sustentáveis.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Soluções baseadas na natureza</h3>
<p class="vc_custom_heading align-left">O Biota Síntese (Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza) tem como objetivo apoiar o estado de São Paulo no desenvolvimento de políticas públicas socioambientais relacionadas à sustentabilidade agrícola, restauração ecológica, controle de zoonoses e prevenção de doenças em áreas urbanas.</p>
<p class="vc_custom_heading align-left">O núcleo congrega pesquisadores de cinco universidades, sete institutos de pesquisa estaduais e quatro organizações não governamentais, além de técnicos e tomadores de decisão de quatro secretarias do governo estadual (Meio Ambiente; Infraestrutura e Logística; Saúde Pública; e Agricultura).</p>
<p class="vc_custom_heading align-left">O Biote Síntese conta com financiamento da Fapesp por cinco anos (2022/26) e está sediado no IEA.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A nota "Pagamentos por Serviços Ambientais: Teoria e Prática" </span><span>oferece um panorama geral sobre o tema. O documento traz a definição de um Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), ou seja, iniciativas que possibilitam a remuneração direta (em moeda ou ativos como equipamentos e infraestrutura) de proprietários ou usuários de recursos naturais em troca da manutenção ou adoção de um determinado uso ou manejo que favoreça a conservação desses recursos. Além disso, o material também explica os componentes básicos de um PSA trazendo os pontos cruciais no desenho e operação deste tipo de política pública.</span></p>
<p>Já a nota "Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no Estado de São Paulo"<i>,</i> iniciada a partir de uma reunião de síntese em 25 de junho, tem como objetivo apresentar um modelo de provisão potencial de polinização, considerando a localização de cultivos e áreas de vegetação nativa.</p>
<p>Desenvolvido no âmbito do projeto, este modelo é baseado na conexão entre oferta, fluxo e demanda - ou seja, respectivamente: a quantidade e diversidade de polinizadores ofertados por ambientes nativos; a movimentação desses polinizadores pela paisagem; e o número de flores nos campos de cultivo multiplicada pela carga de pólen necessária para polinizar completamente cada flor. Além disso, o modelo promove uma valoração do serviço de polinização no estado. O documento ainda propõe janelas de oportunidades nas políticas estaduais, ou seja, programas que podem se valer do modelo apresentado para embasar suas políticas públicas.</p>
<p><span>As publicações anteriores da </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/series/biota/serie-biota-sintese" class="external-link">Série Biota Síntese</a><span> também estão disponíveis para download gratuitamente:</span></p>
<p><span></span><span>- Nota Técnico-Científica 3 (setembro de 2023)<br /></span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1317" target="_blank">Análise de Mapeamento de Biomassa e Carbono no Estado de São Paulo</a></p>
<p><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1317" target="_blank"></a><span>- Nota Técnico-Científica 2 (agosto de 2023)<br /></span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1315" target="_blank">Restauração de Ecossistemas: Financiamento por meio de Blended Finance e Fundos de Biodiversidade</a></p>
<p><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1315" target="_blank"></a><span>- Nota Técnico-Científica 1 (julho de 2022)<br /></span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1316" target="_blank">Contribuições ao Plano de Ação Climática do Estado de São Paulo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polinizadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Bioeconomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biota Síntese</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-12-09T19:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
</h3>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/rua-resiliencia-urbana-em-acao">
    <title>RUA – Resiliência Urbana em Ação: Estratégias para o Gerenciamento de Riscos Associados a Eventos Climáticos Extremos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/rua-resiliencia-urbana-em-acao</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><span><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1819"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-livro-rua-200px" alt="Capa de livro - RUA 200px" class="image-left" title="Capa de livro - RUA 200px" /></a></span></span></span></span></span>Tatiana Tucunduva (coordenadora)</strong></p>
<p dir="ltr"><span>IEA, 2026<br />96 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><strong>Download</strong>:<strong> </strong><span><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1819/1661/6771">PDF</a></span></span></span></span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p> </p>
<p><span>A obra <i>RUA – Resiliência Urbana em Ação</i> apresenta o projeto homônimo dedicado a fortalecer a capacidade das cidades brasileiras de enfrentar eventos climáticos extremos por meio de governança colaborativa, ciência aplicada e participação social. </span></p>
<p><span>Estruturada segundo as cinco fases do Marco de Sendai <i>–</i> resposta, recuperação, reabilitação, reconstrução e prevenção <i>–</i>, a publicação descreve encontros técnicos interinstitucionais baseados em metodologias participativas e análise de dados. </span></p>
<p><span>O caso da tragédia de São Sebastião (2023) é utilizado como estudo empírico central para mapear fragilidades, boas práticas e fluxos de atuação. </span></p>
<p><span>A obra enfatiza a integração entre órgãos públicos, academia, setor privado e comunidades como eixo da resiliência urbana. </span></p>
<p><span>Ao final, sistematiza achados transversais, desafios persistentes e recomendações práticas, culminando em uma chamada coletiva à ação para cidades mais preparadas, justas e sustentáveis..</span></p>
<p><span><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-censo-vizinhanca-usp">
    <title>Cátedra Olavo Setubal lança censo realizado nas comunidades vizinhas à USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-censo-vizinhanca-usp</link>
    <description>Dados populacionais e socioculturais de comunidades vizinhas de dois campi da USP na capital, lançados em versão impressa e digital, podem ser acessados também em site.
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> apresentou, na última sexta-feira, dia 1º de julho, o resultado das pesquisas realizadas ao longo de dois anos nas comunidades próximas aos territórios da Universidade. O <i><a class="external-link" href="https://censovizinhanca.iea.usp.br/">Censo Vizinhança USP</a></i> reúne dados populacionais e socioculturais de comunidades vizinhas à Cidade Universitária da USP, na Zona Oeste de São Paulo, e à Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each), na Zona Leste da cidade.<span> </span></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliana-sousa-silva-censo/image" alt="Eliana Sousa Silva - Censo" title="Eliana Sousa Silva - Censo" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Eliana Sousa: relação mais qualitativa da USP com seu entorno. Crédito: Leonor Calasans</dd>
</dl>O projeto foi idealizado pela educadora e ativista social, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa Silva</a>, diretora-fundadora da Redes da Maré, no período em que foi titular da cátedra, parceria entre o Itaú Cultural e o IEA, de 2018 a 2019. O censo também contou com o apoio da Fundação Tide Setúbal.</p>
<p><span>Transmitido ao vivo pelo site do IEA, a atividade reuniu presencialmente Eliana, pesquisadores e moradores das comunidades recenseadas que atuaram no projeto, a vice-reitora da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda" class="external-link">Maria Arminda do Nascimento Arruda</a><span>, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-alberto-nussenzveig" class="external-link">Paulo Nussenzveig</a><span>, a assessora técnica da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcia-lima" class="external-link">Márcia Lima</a><span>, a antropóloga e supervisora geral do projeto, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erica-pecanha-do-nascimento" class="external-link">Érica Peçanha</a><span>, a presidente do conselho curador da Fundação Tide Setúbal, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neca-setubal" class="external-link">Neca Setúbal</a><span> e o diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a><span>. A mediação do encontro foi do coordenador acadêmico da cátedra, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a><span>. Entre os presentes estavam </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a><span>, diretor do Instituto Tomie Ohtake, José Antonio Visintin, superintendente de Prevenção e Proteção Universitária e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raquel-rolnik" class="external-link">Raquel Rolnik</a><span>, prefeita da Cidade Universitária.</span></p>
<p>“Quando cheguei em 2018 na Cátedra, procurei pensar uma perspectiva para aprofundar uma relação que já existia entre a USP e as comunidades vizinhas. Queria construir algo que pudesse deixar um legado e esse legado pudesse contribuir com essa perspectiva de uma relação mais orgânica, mais qualitativa da USP com seu entorno”, contou Eliana Sousa durante sua apresentação. “Precisávamos desenvolver conhecimento e esse conhecimento precisava fazer sentido para as pessoas dessas comunidades. O censo tem o rigor acadêmico da pesquisa, mas o significado maior dele é que ele tinha que fazer sentido para todos os envolvidos, em especial, para as pessoas onde estamos fazendo a pesquisa”.</p>
<p><span>Para Grossmann, o censo se trata de um projeto ampliativo. “Pela primeira vez o IEA abarca um projeto que tem na sua base jovens pesquisadores. A tecnologia social usada na Maré com mais de 140 mil pessoas teve de ser adaptada para o contexto acadêmico, que é essencialmente pedagógico”, frisou. “São Paulo importa um ‘</span><i>know how</i><span>’ da periferia do Rio de Janeiro para desenvolver um projeto que pode ser replicado em outras instâncias”.</span></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Visao-geral-Censo.png/image" alt="Visão geral - Censo" title="Visão geral - Censo" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Evento reuniu pesquisadores, moradores das comunidades recenseadas e apoiadores. Crédito: Leonor Calasans</dd>
</dl></p>
<p><span>Dalcio Marinho Gonçalves, coordenador de pesquisa do projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais (Dasp), da Cátedra Olavo Setúbal, explicou que foi utilizada a mesma metodologia do IBGE (</span><i>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</i><span>) para que houvesse validade, confiabilidade e comunicabilidade entre os dados. “Nosso censo não ficará desatualizado nunca. Primeiro porque os censos se comunicam e fizemos um trabalho complementar, onde trouxemos questões que são incomuns se comparado ao censo demográfico oficial, que por sua abrangência não tem como dar conta. Temos a quantidade de casais homoafetivos, de gestantes, incluindo seus parceiros que moram junto ou não, tem a relação com a USP e de uso do campus, as práticas culturais, doenças crônicas e até animais domiciliados”.</span></p>
<p>Ericsson Magnavita, articulador local do censo São Remo, avalia que o censo causou impacto dentro da comunidade, uma vez que significativamente era a USP lá dentro. “A equipe foi sensacional. Se tivéssemos essa equipe em outros projetos da São Remo seria uma evolução de material, de produto, de conhecimento para todos, tanto para a comunidade como para a USP”, relatou. “Esse projeto trouxe e está trazendo informações qualitativas para dentro da comunidade”.<span> </span></p>
<p>Kaio Gameleira, articulador local do censo Jardim Keralux e Vila Guaraciaba, da qual é morador, e graduando de Gestão de Políticas Públicas da Each, acredita que o projeto também teve importante papel formativo. “O censo contribuiu para minha formação pessoal de forma coletiva. Os aprendizados se perpetuam até hoje na minha vida e nos processos que ocorrem no meu território”, relatou.<span> </span></p>
<p>Gameleira sugeriu que os projetos acadêmicos em periferias e favelas prevejam a participação dos moradores dos territórios pesquisados, incluindo-os como membros da equipe e valorizando suas vivências e conhecimento. Ele manifestou ainda que os resultados sejam apresentados à comunidade em formatos acessíveis a partir de uma linguagem não acadêmica. Por fim, apresentou uma série de demandas em uma carta-aberta: visitas ao campus, bolsas de pesquisa, monitoria, cursos com vagas reservadas para a comunidade, cursos pré-vestibulares, projetos de extensão e ações afirmativas para promover a inclusão da população periférica vizinha nos cursos de graduação e pós-graduação. “Os territórios periféricos não podem mais continuar sendo vistos apenas como campo de estudos da Universidade, a qual deve se comprometer a incluir os sujeitos de pesquisa como parte da produção de conhecimento”.<span> </span></p>
<p>Neca Setúbal salientou que a missão da Fundação Tide Setúbal consiste no desenvolvimento das periferias urbanas, enfrentando as desigualdades nas suas diferentes dimensões. “O censo superou muito minhas expectativas pelo grau de profundidade das análises e pela capacidade de integrar diferentes dimensões da vida da comunidade e de sua relação com a USP”.<span> </span></p>
<p>Maria Arminda lembrou que movimentos no âmbito da instituição em relação às comunidades do entorno já existem há algum tempo, citando como exemplo, o Programa “Avizinhar”, desenvolvido nos anos 90 e que esteve pautado pelo contexto daquele período. “As políticas afirmativas já ganhavam espaço e a partir de 2017 foram reconhecidas. De lá para cá muitas coisas foram feitas e agora estamos institucionalizando essas ações”.<dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-arminda-censo/image" alt="Maria Arminda - Censo" title="Maria Arminda - Censo" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Maria Arminda lembrou primeiras ações com as comunidades próximas. Crédito: Leonor Calasans</dd>
</dl><span> </span></p>
<p>Maria Arminda salientou ainda que, muito especialmente, a atual gestão vem dando uma atenção particular a essas questões. “Temos aqui dois exemplos notáveis. A Pró-Reitoria de Inclusão, Diversidade e Pertencimento, que tem um compromisso muito sólido com a manutenção da permanência estudantil, em suas várias modalidades de apoio e hoje a realidade social da USP é muito diversa; assim como a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação, entendendo o campo da inovação em sua forma mais geral e ampla”.<span> </span></p>
<p>A vice-reitora declarou que a pesquisa do Censo Vizinhança USP a impressionou demais e possui uma imensa ousadia. “Na Each, os cursos são absolutamente enraizados na zona leste. É um campus da Universidade que tem um compromisso com aquela região. Se queremos fazer políticas sólidas de permanência temos que tratar de fato essas políticas a partir dos próprios sujeitos”.<span> </span></p>
<p>Jader Rosa, gestor do Observatório Itaú Cultural – espaço orgânico de pesquisa, formação e reflexão sobre o setor cultural – analisou, por videoconferência, alguns dados sobre práticas culturais, traçando paralelos com estudos realizados no âmbito do Observatório. “Quando vemos que 85% dos moradores praticam pelo menos uma atividade cultural queremos falar com esse público e saber que tipo de manifestação está sendo feita, seja na literatura, dança, contação de histórias, arquitetura”. Citou como outro ponto de convergência as informações sobre informalidade. “Estar em consumo com arte e cultura, por exemplo, melhora o relacionamento dentro de casa, [diminui] a sensação de solidão, depressão, então muitas coisas são convergentes”.</p>
<p>O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP, Paulo Nussenzveig ressaltou que o Censo não é simplesmente um trabalho de pesquisa que visa apenas aprendizagem e informação, mas principalmente uma ação transformadora de co-criação. “Isso é claramente um projeto de inovação produzido pela Universidade, em especial, para a comunidade do entorno sobre a qual temos uma responsabilidade imensa”, enfatizou. “É um enriquecimento que nos permite fazer melhor o que a gente faz, desenvolver conhecimento, transmitir, armazenar, compartilhar, aprender e criar em conjunto”.<span> </span></p>
<p>De acordo com Márcia Lima, a criação da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP significa um passo muito importante na consolidação das políticas de ações afirmativas dentro da Universidade. A professora salientou um dado que considera “acachapante”. Das estatísticas sobre as formas de relacionamento histórico dos moradores com a USP, considerando-se as atividades e serviços acessados pela vizinhança da zona oeste, em 87,4% dos domicílios não há moradores que utilizam serviços ou desenvolvem atividades na USP enquanto que, na zona leste, este percentual chega a 92,1%. “Essa pesquisa nos traz essa informação, mas também se torna um mecanismo de transformação dessa realidade”, disse. “A gente precisa, daqui a uns cinco anos, olhar para esses números e ver um outro resultado. Esse percentual não é possível, não é aceitável”.<span> </span></p>
<p>Para Guilherme Ary Plonski, diretor do IEA, do ponto de vista do Instituto, a titularidade da Cátedra Olavo Setúbal e o projeto do Censo Vizinhança USP, em particular, mudaram duas coisas: a cara e a cabeça do IEA. “Ter recebido 30, 40 jovens estudantes em nosso ambiente foi uma alegria inenarrável”, pontuou. “Esse projeto ampliou o que entendemos por avanço, aumentou a sabedoria do IEA. Agora temos um desafio: mudar a alma da USP. Isso requer esforço coletivo, é uma mudança gradual: cara, cabeça e alma”.<span> </span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-tania-katz" class="external-link">Helena Katz</a>, paraninfa da titular Eliana Sousa Silva em 2018, acredita que a cátedra conseguiu reunir democracia e saberes plurais numa referência ao nome do projeto Dasp. “O censo deixa como legado um chão sobre o qual agora se pode caminhar para formular políticas públicas de desenvolvimento”.</p>
<p><span><strong>Resultados do censo</strong></span></p>
<p><span><span>O documento traça um perfil demográfico das populações dos bairros Jardim São Remo e Sem Terra (vizinhos à Cidade Universitária) e Jardim Keralux e Vila Guaraciaba (vizinhos à EACH), suas práticas socioculturais e formas de relacionamento histórico com a universidade, além de caracterizar os animais domiciliados. Desta forma, é possível ter uma visão ampla sobre a realidade da população periférica das imediações dos dois campi universitários, a fim de subsidiar a identificação de demandas sociais e oferecer dados qualificados para a realização de outros projetos e pesquisas.</span></span></p>
<p>A equipe de pesquisa contou com a participação de 56 estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes unidades de ensino da USP, 1 pesquisadora de pós-doutorado e 10 moradores dos territórios ao longo de todo o censo, além da colaboração de consultores, professores e funcionários de diferentes unidades da USP.</p>
<p><span><span><span>As informações foram levantadas entre fevereiro de 2019 e março de 2020, a partir da visita às unidades residenciais e de entrevistas com os moradores. No total, foram identificados 5.846 domicílios, 17.588 pessoas e 2.811 animais (cães e gatos). Também foram registrados dados sobre equipamentos públicos, grupos, entidades, instituições, artistas e lideranças comunitárias que desenvolvem ações regulares de caráter social, cultural, artístico, esportivo, educacional ou religioso.</span></span></span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th></th><th></th>
</tr>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/censo-vizinhanca-usp-jarim-sao-remo-e-sem-terra" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-censo-vizinhanca-usp-jardim-sao-remo-e-sem-terra-140px" alt="Capa do livro &quot;Censo Vizinhança USP&quot; (Jardim São Remo e Sem Terra) - 140px" class="image-inline" title="Capa do livro &quot;Censo Vizinhança USP&quot; (Jardim São Remo e Sem Terra) - 140px" /></a></td>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/censo-vizinhanca-usp-jardim-keralux-e-da-vila-guaraciaba" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-censo-vizinhanca-usp-jardim-keralux-e-vila-guaraciaba-140px" alt="Capa do livro &quot;Censo Vizinhança USP&quot; (Jardim Keralux e Vila Guaraciaba) - 140px" class="image-inline" title="Capa do livro &quot;Censo Vizinhança USP&quot; (Jardim Keralux e Vila Guaraciaba) - 140px" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>As publicações </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/censo-vizinhanca-usp-jarim-sao-remo-e-sem-terra" class="external-link">Censo Vizinhança USP / Características Domiciliares e Socioculturais – Jardim São Remo e Sem Terra (volume 1)</a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/censo-vizinhanca-usp-jardim-keralux-e-da-vila-guaraciaba" class="external-link">Jardim Keralux e da Vila Guaraciaba (volume 2)</a><span> compõe uma obra de quase 400 páginas, em versão impressa e digital, disponível em: </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes">www.iea.usp.br/publicacoes</a><span>. Os dados e as análises podem ser acessados também em um site lançado no mesmo dia: </span><a href="https://censovizinhanca.iea.usp.br/">censovizinhanca.iea.usp.br/</a><span>. A página foi viabilizada por meio de recursos do Programa </span><i>Ciência Cidadã</i><span> da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação.</span></p>
<p><strong>Destaque dos dados</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Entre os vizinhos à Cidade Universitária, 52% dos moradores são mulheres e 48% são homens. A média de moradores por domicílio é de 2,93 pessoas (2,95 em São Remo e 2,78 no Sem Terra). Considerando o conjunto dos territórios vizinhos à Each, 50,4% são mulheres e 49,6% são homens. A média dos moradores por domicílio é de 3,08 pessoas no Jardim Keralux e 3,23 na Vila Guaraciaba. Foi identificada uma pessoa com 101 anos morando no Jardim Keralux.<span> </span></p>
<p>No conjunto dos territórios, com relação à situação legal e posse dos imóveis, 70% dos imóveis próprios do Jardim São Remo e Sem Terra não têm documento que comprove a posse do imóvel, enquanto no Jardim Keralux e Vila Guaraciaba essa porcentagem é de 67%.<span> </span></p>
<p>Sobre as condições de saneamento, os domicílios do Jardim São Remo e Sem Terra que lançavam o esgoto ao córrego formaram um aglomerado na proximidade do Riacho Doce, mas chama a atenção que esse tipo de destinação também ocorreu em outros lugares do território. No Jardim Keralux e Vila Guaraciaba os domicílios que lançam esgoto ao córrego não são somente os que estão no entorno do mesmo, mas também a maioria daqueles que estão localizados próximos ao Parque Ecológico do Tietê.<span> </span></p>
<p>O perfil dos moradores do Jardim São Remo e Sem Terra que trabalham na USP é de 73% com vínculo de terceirizado, sendo 68,8% declarados pretos ou pardos e 63,4% de mulheres. Dos 41 moradores do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba que trabalham na USP, a maioria tem vínculo como terceirizado (27 habitantes ou 65,8% do total), é mulher (24 ou 58,5%) e autodeclarada parda (22 ou 53,6%).<span> </span></p>
<p>Com relação ao acesso à educação e escolaridade, pode-se destacar que apenas 1,5% dos entrevistados do Jardim São Remo e Sem Terra estudam e 2,7% declararam já terem sido estudantes da USP, considerando-se desde a creche, os cursos livres e pré-vestibulares, além da graduação e pós-graduação. No caso do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba, esse percentual não chega a 1,8% dos entrevistados.<span> </span></p>
<p>No que diz respeito ao pertencimento religioso, observou-se que das pessoas do Jardim São Remo e Sem Terra que se declararam indígenas, nenhuma delas possui pertencimento religioso às tradições indígenas. Entre aqueles que se declaram pretos e pardos está a maior proporção de praticantes de religiões de matriz africana. Das 136 pessoas do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba que se declararam indígenas, apenas três (3) possuem pertencimento religioso às tradições indígenas, 2% do total.<span> </span></p>
<p>Quanto ao acesso aos serviços de saúde, 80% dos moradores do Jardim São Remo e Sem Terra usam somente o Sistema Único de Saúde (SUS) e 19,2% possuem planos de saúde privados; enquanto no Jardim Keralux e Vila Guaraciaba as porcentagens são de 72,6% e 26,5%, respectivamente.<span> </span></p>
<p>Sobre a dependência de álcool, tabaco e outras drogas verificou-se que em 10,5% dos domicílios do Jardim São Remo e Sem Terra há algum morador com dependência química de álcool ou outras drogas. Dos entrevistados do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba, 4,5% se autodeclararam dependentes de alguma substância psicoativa lícita ou ilícita.<span> </span></p>
<p>Apesar de ser minoria no contexto pesquisado, identifica-se no Jardim São Remo e Sem Terra a presença de casais homoafetivos, sendo 37 casais de mulheres e 8 casais de homens. Nos outros dois territórios (Jardim Keralux e Vila Guaraciaba) foram identificados 23 casais de mulheres e 8 casais de homens.</p>
<p>Quanto às práticas culturais de consumo, expressão ou participação ligadas à vida intelectual e artística, assistir a filmes/séries/documentários e ouvir música/cantar são as mais presentes, sendo praticadas habitualmente por mais da metade dos moradores das quatro comunidades vizinhas dos dois campi da USP.</p>
<p>Cerca de 79% da população do Jardim São Remo e Sem Terra acessa à internet, mas somente 62,4% dos domicílios possuem acesso à internet sem ser a do celular. Em 75,9% dos domicílios do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba há acesso à internet sem ser a do celular.</p>
<p>Sobre as formas de relacionamento dos moradores com a USP, o serviço mais acessado pelos moradores do Jardim São Remo e Sem Terra é o atendimento médico e/ou odontológico, seguido do desenvolvimento de atividades físicas e esportivas, atividades culturais e acesso ao transporte. As atividades físicas e/ou esportivas são as mais praticadas pelos moradores no campus da Each, seguidas por ações ligadas a projetos de escolas da região e atividades culturais.</p>
<p>Com relação aos animais, investigou-se tanto a presença daqueles que são criados e cuidados com a finalidade de companhia, como cães, gatos, aves, como também aqueles que convivem no mesmo ambiente que a população e podem ser responsáveis por alguns agravos à saúde, os chamados animais sinantrópicos: ratos, escorpiões, baratas, aranhas, entre outros.</p>
<p>Foram registrados 745 cães, 685 gatos e 983 aves de companhia no ambiente domiciliar do Jardim São Remo e Sem Terra e 1.135 cães, 834 gatos e 845 pássaros de companhia no ambiente domiciliar do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba.</p>
<p>Em 55,5% dos domicílios do Jardim São Remo e Sem Terra relatou-se o incômodo com a presença de animais sinantrópicos, sendo ratos, mosquitos e baratas os mais comuns entre os 29 tipos de animais referidos pelos entrevistados, além dos escorpiões. Em 54,1% dos domicílios do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba relatou-se o incômodo com a presença desses animais, sendo ratos, baratas, pernilongos e cobras os mais comuns entre os 47 tipos de animais mencionados pelos entrevistados.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Dasp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedras</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-07-07T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-direitos-humanos">
    <title>Grupo lança livro com ensaios críticos e experimentos em direitos humanos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-direitos-humanos</link>
    <description>Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia e Memória (GPDH) do IEA lança livro "Ensaios Críticos e Experimentações em Direitos Humanos, Democracia e Memória" no Portal de Livros Abertos da USP. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-ensaios-criticos-e-experimentacoes-em-direitos-humanos-democracia-e-memoria" alt="Capa do livro &quot;Ensaios Críticos e Experimentações em Direitos Humanos, Democracia e Memória&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Ensaios Críticos e Experimentações em Direitos Humanos, Democracia e Memória&quot;" />O campo dos direitos humanos é atravessado por contradições e não se realiza sem o espírito da crítica que deve transpassá-lo, afirmam os autores da Introdução do livro "Ensaios Críticos e Experimentações em Direitos Humanos, Democracia e Memória", que terá evento de lançamento no <strong>dia 14 de maio, às 10h, no IEA</strong>, com a participação de organizadores e autores de ensaios da obra e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet [<i>veja a <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/e-book-ensaios-criticos-dh#programacao" class="external-link">programação</a></i>].</p>
<p>Já disponível no <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1277">Portal de Livros Abertos da USP</a>, o e-book "aponta problemas, caminhos e impasses que merecem dedicação apurada, a fim de corrigir repetições e políticas equivocadas ou sem efeito, travestidas de políticas, planos e/ou ações em direitos humanos", destacam Andrei Koerner, Paulo César Endo e Maria Cristina Gonçalves Vicentin. Os três integram o Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia e Memória (GPDH) do IEA, responsável pela produção do volume.</p>
<p>Os organizadores do volume são Endo, Koerner e Raíssa Wihby Ventura. Endo é o coordenador do GPDH e professor do Instituto de Psicologia da USP; Koerner e Ventura são professores do I<span>nstituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.</span></p>
<p>Os pesquisadores ressaltam que, após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais, abriram-se novas perspectivas para a reconstrução das políticas de direitos humanos, "mas em condições bem mais adversas", uma vez que agências e programas de direitos humanos foram paralisados ou extintos, além de terem sido "criadas políticas e firmados compromissos voltados a reforçar os entraves à autonomia dos sujeitos".</p>
<p>"Vivemos em um período de incerteza em que a recuperação das políticas de direitos humanos é prioritária, mas incerta e controversa. Ao mesmo tempo, porém, a experiência acumulada e a combinação de resistência e novas iniciativas nesses anos de desmonte nos deram novas base para pensar e agir", afirmam na Introdução.</p>
<p>Com 364 páginas, o livro contém 17 capítulos escritos por 27 pesquisadores vinculados ao GPDH. São professores e pesquisadores da USP e de outras universidades sediadas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Frankfurt (Alemanha), além de profissionais de direito, psicologia e assistência social atuantes no Poder Judiciário ou em organizações não governamentais.</p>
<p>Os autores da Introdução afirmam que os capítulos da obra permitem um contato com diferentes perspectivas temáticas e teóricas de trabalho que orientam algumas das pesquisas interdisciplinares dos participantes do GPDH, “cujas experiências, em muitos casos, são atravessadas por significativo ativismo em suas respectivas áreas”. Os textos estão divididos em quatro partes, de acordo com o aspecto predominante em cada um deles. São elas:</p>
<ul>
<li>Parte 1 – Reflexões Teóricas e Críticas a Discursos de Direitos Humanos;</li>
<li>Parte 2 – Críticas ao Autoritarismo, a Mecanismos Institucionais e Violações de Direitos Humanos e Direitos de Memória;</li>
<li>Parte 3 – Imaginações, Arte e Estéticas pelos Direitos Humanos e Memória</li>
<li>Parte 4 – Criações de Espaços e Práticas Coletivas</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Limites atuais</strong><strong> </strong></p>
<p>Os capítulos da Parte 1 - Reflexões Teóricas e Críticas a Discursos de Direitos Humanos discutem os limites de discursos atuais de direitos humanos e os potenciais críticos e analíticos de novas formulações dos problemas. Em “Minimalistas e Insuficientes? As Contribuições de Samuel Moyn para o Campo dos Direitos Humanos”, Carla Somo e Matheus de Carvalho Hernandes analisam as avaliações do professor de direito e história da Universidade de Yale, EUA, sobre a história dos direitos humanos e seus impasses atuais. Os autores discutem a posição de Moyn sobre a afirmação dos direitos humanos nos anos 70. Para ele, isso ocorreu efetivamente, mas num padrão de minimalismo e insuficiência.</p>
<p>Os limites da avaliação apresentada pela Unesco sobre a situação da educação na América Latina e Caribe, em relatório de monitoramento publicado em 2021, são apresentados por Maria José de Rezende no capítulo “Crianças, Direitos Humanos e Educação nos Diagnósticos e Prescrições de Documento da Unesco”. De acordo com Rezende, os diagnósticos apresentados são mais substantivos do que as prescrições do relatório do organismo da ONU. Eles “revelam obstáculos quase insuperáveis em várias regiões da América Latina”, afirma a autora.</p>
<p>Outro tema que afeta diretamente a fruição dos direitos humanos pelos jovens é abordado no texto “Justiça Juvenil Amigável: Tensões e Torções de uma Promessa Incumprida”, de Eduardo Rezende de Melo, que trata da noção de justiça sensível do ponto de vista das relações entre amizade, política, igualdade e democracia. Essa noção está presente em debates atuais sobre como adaptar as formas e práticas judiciais para minimizar seu impacto negativo sobre crianças e adolescentes e aprimorar a garantia de seus direitos, destacam os autores da Introdução do livro.</p>
<p>Em “O Tempo da Vítima e o Tempo do Direito: A Emergência de um Direito ao Tempo”, Ludmila Nogueira Murta e Flávia Schilling baseiam-se na teoria do humanismo realista para propor o direito ao reconhecimento e respeito do tempo subjetivo da vítima de violência. Esse direito é proposto pelas autoras com base na releitura do princípio da dignidade humana a partir da perspectiva da vítima.</p>
<p>Tânia Corghi Veríssimo, em “(In)Cômodos da Casarquivo: A Ditadura Civil-Militar Brasileira como Arquivo do Mal”, parte das reflexões de Jacques Derrida sobre o mal (no sentido de doença) de arquivo para discutir o problema do arquivo do mal. Ela explica que o filósofo francês partiu do radical da palavra grega arkhê para conceber a noção do mal de arquivo, criando uma ambiência à qual ele chama de casarquivo. Esta palavra-valise é usada para “abrir caminhos de análise e de abordagem de um arquivo do mal: a ditadura civil-militar brasileira”.</p>
<p><strong>Continuidades</strong><strong> </strong></p>
<p>A Parte 2 – Críticas ao Autoritarismo, a Mecanismos Institucionais e Violações de Direitos Humanos e Direitos de Memória destina-se ao exame das relações entre o presente e o passado recente. Na Introdução do livro, os pesquisadores argumentam que “nossa experiência recente aprofundou a situação desde o pós-ditadura, em que passado e presente se entrelaçam em continuidades, ressurgimentos, espectros”.</p>
<p>O capítulo que abre essa parte é “Políticas no Campo de Direitos Humanos durante o Mandato de Bolsonaro – Uma Análise Político-Constitucional”, de Andrei Koerner e Marrielle Maia. Ao analisar as políticas do governo anterior, eles argumentam que os direitos humanos foram o alvo privilegiado e discutem essa questão a partir de dois pontos de vista: a construção de sujeitos como cidadãos na ordem constitucional de 1988; e as transformações do regime constitucional neoliberal e democrático estabilizadas em 1993-1994.</p>
<p>Paulo Cesar Endo e Márcio Seligmann-Silva examinam em “Educação e Preservação de Sítios de Memória no Brasil” os trabalhos de resgate histórico realizados nos últimos anos, com base no exame dos relatórios da Comissão Nacional da Verdade e das Comissões Estaduais da Verdade dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. O texto mostra que os caminhos abertos por essas comissões a partir de 2011 não tiveram continuidade consistente e sofreram ataques à sua criação, consolidação e execução. No entanto, os autores consideram que os relatórios possibilitaram a elaboração de recomendações para a criação de novos sítios de memória.</p>
<p>As dificuldades para reconstrução da memória da ditadura também estão presentes no capítulo “Apropriações e Disputas em torno do Acesso aos Arquivos da Ditadura Militar no Brasil”, de Janaína de Almeida Teles e Pádua Fernandes. Elas comentam as dificuldades para a reconstrução histórica do período ditatorial em razão de problemas como a destruição e reorganização dos arquivos da repressão, as iniciativas parciais e limitadas de reparação e restauração da verdade e o próprio controle dos arquivos pelos militares, em contraponto com os avanços legais e os programas que visaram preservar os documentos e proporcionar amplo acesso público a eles.</p>
<p>“Reconhecimento de Pessoas e as Prisões Injustas: Uma Análise Metapsicológica do Erro Judicial Repetitivo”, de Paulo Kohara, examina a prática da identificação pessoal ou fotográfica como única base para indiciamento e prisão de pessoas. Ele afirma que essa é uma das principais causas de erro judicial em todo o mundo e, no Brasil, “em sua maior parte, nem mesmo respeitam os procedimentos mínimos indicados no Código de Processo Penal para evitar induzir vítimas e testemunhas”. Sob uma perspectiva metapsicológica, o capítulo examina as razões pelas quais a prática de encarceramento revela-se pouco permeável a evidências científicas, comandos legais e jurisprudência dos tribunais superiores.</p>
<p><strong>Cultura e direitos</strong><strong> </strong></p>
<p>A Parte 3 – Imaginações, Artes e Estéticas pelos Direitos Humanos e Memória explora as mobilizações coletivas e experimentos performativos adotados para, a partir do protesto e rejeição às violações, promover a expressão pública dos direitos humanos.</p>
<p>A expressão estética de movimentos coletivos é tematizada por Paulo Henrique Fernandes Silveira em “As Canções da Liberdade do Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos". Além de entoar canções de diversos compositores populares, a juventude militante estadunidense criou letras políticas para melodias conhecidas do spiritual e do gospel, afirma Silveira. O objetivo do texto é analisar o impacto dessas letras e canções no engajamento dos jovens secundaristas e universitários nas lutas contra a segregação racial.</p>
<p>“Bandeirantes em Chamas: Notas sobre a Memória, o Monumento e o Fogo”, escrito por Álvaro Okura de Almeida e Léa Tosold, parte da materialidade do monumento como um lugar de memória para abordar criticamente a representação da dominação, exploração e violência silenciada no espaço público. Os autores destacam a importância dessa discussão diante da crescente contestação de monumentos em vários países. Para isso, revisitam o episódio no qual um grupo de militantes incendiou, em julho de 2021, a estátua de Borba Gato – um símbolo do bandeirantismo paulista –, e suas implicações no debate público e acadêmico.</p>
<p>Raíssa Wihby Ventura estuda em “O Arquivo como Alvo nas Palavras de Saidiya Hartman” a fabulação crítica como estratégia de expressão da crítica à violência na obra da autora estadunidense. O capítulo reconstrói o arco argumentativo de uma obra que se consolidade nos livros “Scenes of Subjetion” e “Wayward Lives”. Para Ventura, Hartman é autora de um projeto crítico definido como uma “experimentação centrada na construção de imaginários revolucionários conduzidos pela busca, instituição e iniciação de novas maneiras de contar um passado-presente no qual o pós-escravidão continua a definir horizontes e (im)possibilidades”.</p>
<p>Outro capítulo que relaciona literatura com violação de direitos humanos é “O Desafio da Expressão Literária da Experiência da Tortura”, de Bruno Konder Comparato.  Ele reflete sobre a comunicação da singularidade dessa terrível provação. De acordo com os organizadores do livro, “a literatura de testemunho, composta por relatos de vítimas, ilustra o que talvez seja o maior desafio de todo texto: ter que expressar experiências únicas, pois que pessoais, com o sentido de universalidade necessário para tornar qualquer reflexão compreensível por seus interlocutores”.</p>
<p><strong>Projetos práticos</strong><strong> </strong></p>
<p>O livro se encerra com textos sobre projetos de intervenção voltados à prática dos direitos humanos. Os quatro capítulos da Parte 4 – Criações de Espaços e Práticas Coletivas tratam de iniciativas em espaços coletivos organizados para acolher e apoiar vítimas de violações e para proporcionar encontros com o potencial de criação de outras formas de subjetividade e relacionamento, explicam os autores da Introdução.</p>
<p>Bel Santos Mayer mostra, em “Os Direitos Humanos na Agenda da Rede de Bibliotecas Comunitárias LiteraSampa”, como esse projeto promove a Declaração Universal dos Direitos Humanos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ao traduzi-los para distintas realidades e diferentes públicos. Ela informa que a Rede LiteraSampa, composta de 18 bibliotecas comunitárias instaladas nas periferias de São Paulo, Guarulhos e Mauá, foi criada em 2010 com o objetivo de promover o direito humano a livros, leitura, literatura e bibliotecas. O capítulo dá destaque especial ao envolvimento da juventude com o tema e analisa dados documentais sobre a origem e história das bibliotecas comunitárias.</p>
<p>Outra iniciativa relacionada com literatura objeto de capítulo é a produção de um volume com a história das lutas de familiares de jovens mortos por agentes do Estado, projeto relatado em “A Escrita-Memória no Livro ‘Mães em Luta’: Um Dispositivo Coletivo de Enunciação Testemunhal’”, de Cláudia Cristina Trigo Aguiar, Lucia Filomena Carreiro e Maria Cristina Gonçalvez Vicentin. A obra é um dos projetos do movimento Mães em Luto da Zona Leste, de São Paulo. O trabalho é fruto de parceria entre seis mulheres do movimento com profissionais e pesquisadores de psicologia clínica e da área de literatura.</p>
<p>A experiência de ensino, pesquisa e extensão universitária do projeto Relações de Gênero, Violência e Psicologia: Latinidades Insurgentes, desenvolvido pelo Núcleo de Formação Profissional do curso de Psicologia da PUC-SP, é apresentada por Gabriela Gramkow e Adriana Pádua Borghi no capítulo "Racismo, Gênero e Branquitude: Experimentações de Cuidado e Responsabilização em Cenas de Violências na Interface Psi-Jurídica". De acordo com as autoras, os estudos e intervenções do núcleo "foram desenvolvidos para apoiar pessoas sujeitas a sofrimento sociopolítico/ético-político, além de refletir sobre os ciclos de violência em que vítimas e ofensores são forjados".</p>
<p>"A Experiência dos Centros de Educação em Direitos Humanos da Cidade de São Paulo: Territórios e Vulnerabilidades", de Daniele Kowalewski e Flavia Schilling, é o capítulo que concluiu o livro. Nele, as autoras descrevem pesquisa na qual a memória desses centros de educação é recuperada, enfatizando sua concepção, obliteração e revitalização no período pós-pandemia. O texto dedica-se aos eixos território e vulnerabilidade da pesquisa (o terceiro foi multiculturalismo), com ênfase em vunerabilidade. A discussão é baseada em diversas fontes, entre as quais a Fundação Seade, o Ipea, o <span>Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (</span><span>Naapa</span><span>) da Prefeitura de São Paulo e escritos da filósofa estadunidense Judith Butler.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Memória</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-03T12:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-arqueologia-do-oriente-antigo">
    <title>Livro apresenta um panorama dos estudos arqueológicos sobre o Oriente Médio antigo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-arqueologia-do-oriente-antigo</link>
    <description>IEA lança o livro "Arqueologia do Oriente Antigo: A Materialidade através do Tempo", organizado por Márcio Teixeira-Bastos, ex-participante do Programa Ano Sabático do IEA, e Vagner Carvalheiro Porto, pesquisador da FFLCH e do MAE.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-arqueologia-do-oriente-antigo" alt="Capa do livro &quot;Arqueologia do Oriente Antigo&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Arqueologia do Oriente Antigo&quot;" />A arqueologia do Oriente Médio ainda carece de muitos esforços e divulgação no Brasil, onde ainda se conhece pouco sobre a região e todas as conexões, heranças e materialidades com as quais o país se relaciona, segundo os organizadores do livro "Arqueologia do Oriente Antigo: A Materialidade através do Tempo", lançado este mês pelo IEA no <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1402">Portal de Livros Abertos</a> da USP.</p>
<p>Os organizadores são: <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-em-2022#porto" class="external-link">Vagner Carvalheiro Porto</a>, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e participante do Programa Ano Sabático do IEA em 2022, quando realizou estudos e trabalhos ligados à organização da obra, e Marcio Teixeira-Bastos, pesquisador da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>O livro relaciona-se tanto com o espaço, tempo, ambientes e regiões quanto com as materialidades encontradas no Oriente Médio, afirmam. Nesse sentido, o conjunto de ensaios tem a intenção de "iluminar o breu que ainda paira sobre a arqueologia do Oriente Médio praticada em nosso contexto", apresentando "uma pequena amostra da materialidade humana, das culturas e das sociedades dessa fascinante e única região global".</p>
<p>São 21 artigos divididos em seções dedicadas a oito países: Turquia, Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Chipre, Israel e Egito [veja o sumário <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-arqueologia-do-oriente-antigo#sumario" class="external-link">abaixo</a>]. Os 26 autores são pesquisadores da USP, Unicamp, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Espírito Santo, Centro Cultural Árabe Sírio de São Paulo e de universidades da França, Alemanha, Reino Unido, Turquia, Polônia, Itália e Israel.</p>
<p>O arqueólogo Pedro Paulo Funari, da Unicamp, destaca no prefácio que o a obra é resultado, em grande parte, da produção acadêmica brasileira das últimas décadas em contato estreito com a ciência mundial e tem ainda o interesse em introduzir o tema aos alunos do ensino superior e ao público em geral. "Sua publicação representa um passo decisivo rumo a um conhecimento crítico, fértil e criativo sobre o passado mais recente, conectado com o presente e aberto a futuros mais inclusivos; abertos ao outro, à convivência. Grande contribuição acadêmica, abre também perspectivas sociais muito mais amplas", avalia.</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/escavacoes-em-catalhoyuk-turquia" alt="Escavações em Çatalhöyük, Turquia" class="image-inline" title="Escavações em Çatalhöyük, Turquia" /></p>
<h3><i>A religião em </i><i>Çatalhöyux</i></h3>
<p><i>Uma nova abordagem do papel da religião em </i><i>Çatalhöyux [pronuncia-se chatal-huque]</i><i>, sítio arqueológico na área centro-sul da Turquia datado de 9 mil ACE (antes da Era Comum) </i><i>é o tema do artigo de Ian Hodder, da Universidade Stanford, EUA, que abre a primeira seção do livro. Esse sítio é </i><i>considerado um dos mais antigos da </i><i>Anatólia e do Oriente Médio, contemporâneo ao período tardio Pré-Cerâmico e ao período Cerâmico Neolítico no Levante</i>,</p>
<p id="_mcePaste"><i>"Os seres humanos em Çatalhöyük viveram a religião como parte inerente de suas vidas, sem uma divisão entre mundos – um mundo sem costuras. Em tudo o que fizeram, havia um entendimento de que o mundo tinha vitalidade e poder. O mundo estava repleto de substâncias que fluíam e se transformavam, assim como superfícies que podiam ser traspassadas", escreve o autor.</i></p>
<p><span><i>De acordo com ele, os estudos sobre se a religião pode ser explicada em </i></span><i>termos evolutivos de adaptação ou se deve ser entendida como um subproduto </i><i>de outras capacidades cognitivas procura contribuir para os debates arqueológicos </i><i>atuais. As pesquisas desenvolvidas por ele e sua equipe analisam processos evolutivos sociais mais específicos no que </i><i>diz respeito às mudanças nos modos de religiosidade.</i></p>
<p><i>"Os resultados substantivos </i><i>do projeto confirmam seus objetivos e impactam o entendimento do desenvolvimento </i><i>da vida estabelecida no Oriente Médio. O experimento interdisciplinar </i><i>teve por premissa um engajamento com os dados arqueológicos refinados que </i><i>foram coletados no sítio."</i></p>
<p><span><i>Na avaliação de Hodder, os resultados da pesquisa em Çatalhöyük, "da mesma forma que este inovador </i></span><i>compêndio direcionado ao público lusófono e brasileiro", contribuem para os </i><i>debates sobre "arqueologia; ciências naturais, sociais e da computação; </i><i>materialidade (maneiras pelas quais, para os seres humanos, a </i><i>matéria passa a ter poder de agente); e os emaranhados biossociomateriais, ou </i><i>seja, as formas como corpos, coisas, materiais, desejos e sociedades dependem </i><i>um do outro", </i></p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: Jason Quinlan, integrante do Projeto de<br />Pesquisa Çatalhöyuk, coordenado por Ian Hodder.</span></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A "ampla e movimentada trama de construção das civilizações orientais na Antiguidade (...) passa por permanentes transformações à medida que surgem novos dados analisados, por meio da utilização de novas tecnologias", comenta o autor da introdução, o historiador Ivan Esperança Rocha, da Unesp.</p>
<p>Ele afirma que houve uma modificação no cenário dos estudos da antiguidade oriental a partir dos inúmeros conflitos que têm ocorrido no Oriente Médio, desde meados do século passado, "que despertaram, naturalmente, a necessidade de conhecer melhor a história oriental contemporânea e suas bases antigas, buscando evitar visões estereotipadas sobre ela".</p>
<p>Esse interesse é ampliado também pelas crescentes relações econômicas com a região, acrescenta. Apesar desse quadro, "há ainda uma carência de um conhecimento mais denso sobre o Oriente Próximo antigo", algo que "vem se modificando permanentemente nas últimas décadas", num movimento ao qual o livro "Arqueologia do Oriente Antigo" se soma, destaca o historiador.</p>
<p><strong>Organizadores</strong></p>
<p>No MAE-USP, Vagner Carvalheiro Porto coordena o Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (Larp), <span style="text-align: justify; ">no qual desenvolve pesquisas sobre as províncias romanas da Síria-Palestina e da Península Ibérica. Coordena também o Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da USP e o Grupo de Pesquisas </span><span style="text-align: justify; ">Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas (Arise), no MAE-USP. É ainda </span><span style="text-align: justify; ">coeditor chefe da Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; "> </span>Ele participou do Programa Ano Sabátic<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">o</a> do IEA em 2022 com o projeto "Contatos Culturais na Judaea-Palaestina da Época Romana: Estudos da Malha Urbana e da Circulação Monetária em Tel Dor, Israel".</p>
<p>Marcio Teixeira-Bastos é pesquisador colaborador do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH-USP, onde atua também como arqueólogo do Centro de Estudos Judaicos no Departamento de Línguas Orientais.</p>
<p>Ele é pesquisador associado da Universidade de Tel Aviv, Israel, e da Universidade de Münster, Alemanha, e professor visitante da Universidade Stanford, EUA. Participa ainda do Larp-MAE-USP. É membro do Comitê Científico da organização internacional Aplicações Computacionais e Métodos Quantitativos em Arqueologia (CAA, na sigla em inglês) e do Conselho Editorial da American Anthropologist, revista científica da Associação Americana de Antropologia (AAA).</p>
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a> 
<hr />
</h3>
<h3>Sumário</h3>
<ul>
<li>Oriente Médio e alguns aforismos - Os organizadores</li>
<li>Prefácio - Pedro Paulo Funari</li>
<li>Introdução - Ivan Esperança Rocha</li>
</ul>
<p><strong>TURQUIA</strong></p>
<ul>
<li>As vitalidades de Çatalhöyuk - Ian Hodder</li>
<li>Dois mil anos de cerâmica na Cilícia: as cerâmicas nos museus locais do sul da Turquia (da orientalização até a Idade Média) - Ergün Lafli e Maurizio Buora</li>
<li>Considerações sobre o estudo das ruas na Antiguidade: Antioquia e a Avenida das Colunatas - Gilvan Ventura da Silva</li>
</ul>
<p><strong>IRAQUE</strong></p>
<ul>
<li>A materialidade e o divino na Antiga Mesopotâmia: questões teóricas e possibilidades analíticas - Marcelo Rede</li>
<li>História e arqueologia do Antigo Iraque: as marcas do tempo na argila - Kátia Pozzer</li>
<li>Vivendo nas montanhas Zagros na Idade do Ferro (1200-600 AEC): novas investigações no complexo de assentamentos de Dinka (Rio Zab), região autônoma curda do Iraque - Florian Janoscha Kreppner</li>
<li>Arqueologia forense e ação forense humanitária em área de conflito armado ativo - Rafael de Abreu e Souza</li>
</ul>
<div class="page">
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>SÍRIA</strong></p>
<ul>
<li>A cultura e a civilização urbana na Síria Jezira durante o início da Idade do Bronze - Ahamad Serieh</li>
<li>Afinal, o que são casas-igrejas? Notas sobre ambientes culturais à luz de três comunidades religiosas da “Wall Street” (Dura-Europos, Síria, século III AEC) - André Leonardo Chevitarese e Juliana Cavalcante</li>
<li>O Médio Eufrates e sua transformação do século III ao VII EC: o caso de Dibsi Faraj - Anna Leone e Alexander Sarantis</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>LÍBANO</strong></p>
<ul>
<li>Uma visão holística da arqueologia do Líbano - Hanan Charaf</li>
<li>Fenícios e seu processo de expansão no Mediterrâneo Oriental - Maria Cristina Kormikiari Passos</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>JORDÂNIA</strong></p>
<ul>
<li>Compreendendo os recursos hídricos de uma cidade da Transjordânia na Longue Durée: o projeto germano-dinamarquês no Bairro Noroeste de Jerash-Gerasa, Jordânia - Achim Lichtenberger e Rubina Raja</li>
<li>Considerações sobre o uso da ordem dórica na Era Helenística no Mediterrâneo Oriental - Leonardo Fuduli</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>CHIPRE</strong></p>
<ul>
<li>A história e arqueologia do Chipre Antigo - Sabine Rogge</li>
<li>Observações sobre a investigação multidisciplinar de lucernas do Período Helenístico e Romano em Nea Paphos, Chipre - Malgorzata Kajzer</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>ISRAEL</strong></p>
<ul>
<li>Cultura material como amuletos: elementos mágicos e o apotropaico na Palestina Romana - Vagner Carvalheiro Porto e Juliana Figueira da Hora</li>
<li>Os samaritanos na Planície do Sharon: materialidade, etnicidade e a religião na Antiguidade - Marcio Teixeira-Bastos e Oren Tal</li>
<li>Uma sinagoga samaritana do Período Bizantino em Apollonia-Arsuf/Sozousa? - Oren Tal e Marcio Teixeira-Bastos</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>EGITO</strong></p>
<ul>
<li>A cultura material e o <i>post mortem</i> faraônico do Novo Império: os shabtis reais e os domínios osiríacos - Cíntia Alfieri Gama-Rolland</li>
<li>Por que não os qurnawis? Por que não os sul-americanos? Egiptologia, colonialismo e violência epistêmica - José Roberto Pellini</li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Oriente Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-10T16:54:11Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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