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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 181 to 195.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia">
    <title>Agricultura urbana tem espaço na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia</link>
    <description>Programação no dia 18 de outubro inclui troca de sementes e mudas além de debates e exposições</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-do-centro-cultural/@@images/a385725c-32e6-4332-b31e-0f4039388533.jpeg" alt="Horta do Centro Cultural" class="image-inline" title="Horta do Centro Cultural" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Horta comunitária no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a> (GEAU) do IEA realiza no dia <strong>18 de outubro</strong>, das <strong>10h às 18h30</strong>, o <i>Encontro de Agricultura Urbana da USP</i>. A programação integra a <a class="external-link" href="http://semanact.mcti.gov.br/">Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</a>, que este ano tem como mote “A Ciência Alimentando o Brasil”.</p>
<p>Além de debates e oficinas sobre aspectos variados envolvendo a produção de alimento em ambiente urbano, haverá <span>trocas de sementes e mudas, </span><span>uma feira de </span><span>produtos orgânicos e veganos e exibição de vídeos.</span></p>
<p><span>"Apresentaremos os trabalhos que os participantes do GEAU vêm conduzindo. Faremos um seminário também para discutir modos de produção sem agrotóxicos. Haverá ainda filmes, fotos e oficinas temáticas. Durante todo o encontro, teremos uma feira de alimentação orgânica", diz a professora</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a><span>, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, coordenadora do GEAU.</span></p>
<p>“Panorama da Agricultura Urbana em São Paulo: as Contribuições do GEAU/IEA-USP” é o título da conferência de abertura ministrada por Mauad. N<span>a sequência, a vice-coordenadora do GEAU e professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-de-marcos" class="external-link">Valéria de Marcos</a><span>, fará o debate “Agricultura Urbana: afinal, o que é isso?”.</span></p>
<p>Outros debates contarão com a participação de diversos integrantes do GEAU, além de representantes da Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo.</p>
<p>O encontro ocupará um espaço no novo prédio do Centro de Difusão Internacional da USP, construído em frente à Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O endereço é avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.</p>
<p> </p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong>Abertura </strong></p>
<p><strong>-10h - 12h30 - </strong>Panorama da agricultura urbana em São Paulo: as contribuições do GEAU/IEA</p>
<p>Panorama da agricultura urbana em São Paulo - Thais Mauad, profa. Dra. da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do GEAU.</p>
<p>Agricultura urbana: afinal, o que é isso? - Valeria de Marcos, profa. Dra. do departamento de Geografia da FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU.</p>
<p>Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo - Angélica Nakamura, mestranda em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>Agricultura urbana como ativismo - Gustavo Nagib, doutorando em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>A influência da poluição do ar nas hortas comunitárias urbanas - Luís Amato, doutorando em patologia da Faculdade de Medicina da USP.</p>
<p>Hortas, serviços ambientais e biodiversidade - Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP.</p>
<p>Redes, ideias e governança na agricultura urbana: os casos de São Paulo, Toronto e Montreal - Lya Porto, doutoranda da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Oficinas</strong></p>
<p><strong>13h-13h30</strong>: Abelhas sem ferrão e sua importância na agricultura urbana. Gerson Pinheiro, presidente e idealizador do SOS Abelhas sem Ferrão.</p>
<p><strong>13h30-14h:</strong> Vamos florir a USP? Oficina de bombas de sementes. Lara Freitas</p>
<p><strong>14h-16h:</strong> Conheça as PANCUSPs: As PANCS no espaço da USP. Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP e membro do GEAU/IEA.</p>
<p><strong>Filmes</strong></p>
<p><strong>13h30:</strong> “Apart-Horta” (duração: 55 minutos). Com a presença da Diretora Cecilia Engels</p>
<p><strong>15h-16h</strong>: “Saindo da Caixinha” (duração: 25 minutos). Com roda de conversa com a profa. Dra. Cláudia Bógus, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.</p>
<p><strong>Encerramento</strong></p>
<p><strong>16h30-18h:</strong> Alternativas sustentáveis, justas e saudáveis para alimentar o mundo. Profa. Dra. Adelaide Cassia Nardocci (FSP-USP). Profa. Dra. Valeria de Marcos (FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU). Rosana Fernandes, reitora da Escola Nacional Florestan Fernandes. Pedro Almeida, agricultor urbano da Associação de Agricultores da Zona Leste.</p>
<p><strong>Ato simbólico final - </strong><span>18h</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Encontro de Agricultura Urbana da USP - Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</strong><br /></i><i><strong>Das 10h às 18h30 - </strong></i><i><strong>Centro de Difusão Internacional da USP<br /></strong></i><i><strong>Avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.<br /><br /></strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-10T20:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/a-politica-e-a-cidade-espaco-capitalismo-estado-e-direito-09-de-marco-de-2018">
    <title>A Política e a Cidade: Espaço, Capitalismo, Estado e Direito - 09 de março de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/a-politica-e-a-cidade-espaco-capitalismo-estado-e-direito-09-de-marco-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/a-poetica-em-lina-bardi-uma-gramatica-politica-25-de-novembro-de-2014">
    <title>A Poética em Lina Bardi: uma Gramática Política - 25 de novembro de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/a-poetica-em-lina-bardi-uma-gramatica-politica-25-de-novembro-de-2014</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arquitetura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-11-25T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lina-bardi">
    <title> A Poética em Lina Bardi: uma Gramática Política</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lina-bardi</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/politica-ambiental" class="external-link">Grupo de Estudos em Política Ambiental</a> do IEA/USP propõe a realização, em comemoração ao centenário de nascimento de Lina Bardi, de um Seminário sobre o tema "A Poética em Lina Bardi: uma Gramática Política".</p>
<p><b>LINA BO BARDI: UMA LEITURA POSSÍVEL</b></p>
<p>Para Benedetto Croce (apud Bosi, 1991) a expressão poética é uma síntese entre <i>pathos</i> e figuração. Para nós, a Política era o cerne da Poética de Lina, isto é, o conhecimento por imagem. Pensadora revolucionária, formada sob referência da Teoria Crítica, ao chegar ao Brasil, Lina defrontou-se com o mundo colonial. O choque empurrou-a para uma consciência do eurocentrismo cultural, tornando-a uma precursora do que, a partir dos anos 90 do Século XX, passou a denominar-se Teoria Crítica Pós-Colonial. Inicialmente desenvolvida por pensadores em sua maioria latino-americanos, este movimento expandiu-se para outros núcleos de intelectuais oriundos de sociedades mestiças, crioulas, ou sob jugo dominador colonial. Seus trabalhos, como de uma intelectual renascentista, evidenciam este compromisso ideológico, negando "culturas intermediárias" (Franco Júnior, 2003) interpretando, para o povo, concepções eruditas que, para serem corretamente lidas, teriam que ser precedidas de competências geradas por processos socializadores letrados. Sob tal perspectiva, para nós, seria reducionismo atribuir à produção de Lina apenas o epíteto de "arquitetura política". A poética de Lina é que deveria ser adjetivada de política, e ela buscava figurá-la, qualquer que fosse o universo material sobre o qual se debruçasse. E ela se debruçava sobre a brasilidade, vista como expressão potencial de alegre vitalidade criadora, negando veementemente interpretações impostas.</p>
<p>O Seminário de São Paulo será desenvolvido no dia 25 de novembro a fim de se interconectar com os participantes do encontro que, na mesma data, estará sendo desenvolvido em Roma. O encontro romano, intitulado "Conversazioni e video su Lina Bo Bardi", é parte do ciclo de eventos organizado pelo "Dipartimento di Architettura e Progetto da Università La Sapienza di Roma", para a celebração do centenário de nascimento de Lina e intitulado <a class="external-link" href="https://web.uniroma1.it/dip_diap/archivionotizie/centenario-di-lina-bo-bardi">"Lina Bo Bardi  (1914-2014) - un'architetta romana in Brasile"</a>. A comunicação internacional será estabelecida das 12 horas às 13 horas de São Paulo (das 15 horas às 16 horas de Roma) e será presidida, em Roma, pela arquiteta <a class="external-link" href="http://w3.uniroma1.it/lablagrate/Persone/alessandra_criconia.html">Alessandra Criconia</a>, responsável científica pelo Comitê Científico do ciclo e, em São Paulo, por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/eda-terezinha-de-oliveira-tassara" class="external-link">Eda Tassara</a>. Participarão expositores dos dois grupos. A totalidade do evento brasileiro será transmitida <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">via web</a>.</p>
<p><span>Propõe-se, para o Seminário em São Paulo ("A poética em Lina Bardi: uma gramática política"), o seguinte programa de temas para propiciar uma reflexão sobre a permanência da alma da homenageada em desdobramentos que se seguiram ao seu pensamento como intelectual da brasilidade:</span></p>
<p>-       <b><i>Lina polifônica: uma européia solta no mundo dos trópicos</i></b> - <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a></p>
<p>-      <b><i><b> Lina intelectual: a crítica da colonialidade do poder </b>- </i></b><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/eda-terezinha-de-oliveira-tassara" class="external-link">Eda Tassara</a></p>
<p>-       <b><i>Lina arquiteta: o espaço e o povo no campo da brasilidade</i></b> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/jose-oswaldo-soares-de-oliveira" class="external-link">José Oswaldo Soares de Oliveira</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/cilene-gomes" class="external-link">Cilene Gomes</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/marcia-augusto-ribeiro" class="external-link">Márcia Augusto Ribeiro</a></p>
<p>-      <b><i> Lina narradora: esperança projectual e utopia </i></b> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/cristina-pontes-bonfiglioli" class="external-link">Cristina Pontes Bonfiglioli</a></p>
<p>-      <b><i> Lina poeta: a lanterna mágica no vazio da piscina</i></b> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/marcello-giovanni-tassara" class="external-link">Marcello G. Tassara</a></p>
<p>-      <b> <i>Lina sonhadora: o imaginário geo-político e a mestiçagem</i></b> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sandra-maria-patricio-vichietti" class="external-link">Sandra Maria Patrício Ribeiro</a></p>
<p>-      <i><b> Lina persona: um caleidoscópio </b>-<b> </b></i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/maureen-bisiliat" class="external-link">Maureen Bisilliat</a></p>
<p>O Seminário poderá contar com debates via meios eletrônicos. Durante as exposições serão projetados os filmes: "O discurso: dialética e dialetos" (direção Marcello G. Tassara, e realizado com base na documentação de oficinas de Política Ambiental, segundo o método proposto por Lina Bardi) e um documentário sobre a concepção e a construção do MASP, dirigido por Hector Babenco.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arquitetura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-10-31T12:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sustentabilidade-urbana">
    <title>A inovação como promotora da sustentabilidade das cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sustentabilidade-urbana</link>
    <description>O segundo encontro do ciclo UrbanSus - Sustentabilidade Urbana teve por tema "Inovação, Sustentabilidade e Ação Sistêmica nas Cidades" e foi realizado no dia 22 de agosto, no IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/claudia-kniess-marc2018os-buckreidge-arlindo-philippe-jr-e-22-8" alt="Arlindo Philippi Jr., Marcos Buckridge, Cláudia Kniess e Mauro Ruiz - 22/8/" class="image-inline" title="Arlindo Philippi Jr., Marcos Buckridge, Cláudia Kniess e Mauro Ruiz - 22/8/" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Arlindo Philippi Jr., Marcos Buckridge, Claudia Kniess e Mauro Ruiz</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O segundo seminário do ciclo UrbanSus - Sustentabilidade Urbana, no dia 22 de agosto, discutiu a ênfase a ser dada a soluções inovadores que contribuam com a sustentabilidade das cidades. Com o tema "Inovação, Sustentabilidade e Ação Sistêmica nas Cidades", o encontro teve quatro painéis: "Cidades Sustentáveis", "Cidades Inteligentes", "Inovação em Cidades" e "Recursos Humanos, Inteligência, Planejamento Estratégico e Gestão Urbana Sustentável". Os expositores foram pesquisadores da USP, Uninove e UFPE e integrantes de governos municipais, iniciativa privada e organizações não-governamentais.</p>
<p>Para a discussão geral sobre “Cidades Sustentáveis”, o seminário reuniu <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jorge-abrahao">Jorge Abrahão</a>, da Rede Nossa São Paulo, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-estima">Fernando Estima</a>, da Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Pelotas (RS), e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cezar-capacle">Cezar Capacle</a>, da prefeitura de Campinas (SP) e da Anamma (Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente).</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Ciclo UrbanSus - Sustentabilidade Urbana</strong></p>
<p>1º Seminário<br /><strong>Sustentabilidade nas Cidades</strong><br />12-13/6/2017</p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-parte-1-de-4" class="external-link">Parte 1</a>- <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-parte-2-de-4" class="external-link">Parte 2</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-parte-3-de-4" class="external-link">Parte 3</a>- <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-parte-4-de-4" class="external-link">Parte 4</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-12-e-13-de-junho-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<hr />
<br />
<p>2º Seminário<br /><strong>Inovação, Sustentabilidade e Ação Sistêmica nas Cidades<br /></strong>22/8/2018</p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sustentabilidade-cidades" class="external-link">Seminário debate uso da tecnologia em favor do desenvolvimento sustentável das cidades</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-inovacao-sustentabilidade-e-acao-sistemica-nas-cidades-22-de-agosto-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Ciclo UrbanSus - Sustentabilidade Urbana</h3>
<p><i>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, sediado no IEA, em parceria com a <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/site/" target="_blank">Faculdade de Saúde Pública </a>(FSP) e o <a class="external-link" href="http://www.ib.usp.br/" target="_blank">Instituto de Biociências</a> (IB), ambos também da USP, o ciclo é dedicado à reflexão sobre o papel das cidades no cumprimento dos <a class="external-link" href="http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/desenvolvimento-sustentavel-e-meio-ambiente/134-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods" target="_blank">Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</a> da ONU.</i></p>
<p><i>Outra motivação é estimular boas práticas de compartilhamento de soluções sustentáveis urbanas por meio de tecnologias sociais, ambientais e urbanas inovadoras. Com isso, os organizadores esperam contribuir para maior compreensão e propagação da temática da sustentabilidade entre academia, sociedade e setor público.</i></p>
<p><i>O encontro do dia 22 de agosto teve como organizadores adicionais dois programas de pós-graduação da Uninove - o dedicado à area de <a class="external-link" href="http://www.uninove.br/mestrado-e-doutorado/programa-de-pos-graduacao-em-cidades-inteligentes-e-sustentaveis-ppg-cis/conheca-o-programa/apresentacao-do-programa/" target="_blank">Cidades Inteligentes e Sustentáveis</a> e o de mestrado profissional em <a class="external-link" href="http://www.uninove.br/mestrado-e-doutorado/programa-de-mestrado-profissional-em-administracao-gestao-ambiental-e-sustentabilidade-mpa-geas/conheca-o-programa/apresentacao-do-programa/" target="_blank">Gestão Ambiental e Sustentabilidade</a>.</i></p>
<p><i>A iniciativa contou com o apoio do  <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/pos/?cat=28" target="_blank">Programa de Pós-Graduação</a><a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/pos/?cat=28" target="_blank">Ambiente, Saúde e Sustentabilidade</a> e da <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/site/paginas/mostrar/269" target="_blank">Comissão de Cultura e Extensão Universitária</a>,ambos da FSP-USP, e do <a class="external-link" href="http://www5.each.usp.br/mestrado-em-gestao-de-politicas-publicas/" target="_blank">Programa de Pós-Graduação Gestão de Políticas Púbicas</a> (PPG GPP) da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Abrahão explicou que o objetivo central da Rede Nossa São Paulo é colaborar na “melhoria da qualidade de vida dos paulistanos e contribuir para que as cidades brasileiras sejam mais justas, democráticas e sustentáveis”. Para atingir isso, as diretrizes são os processos para o aprimoramento da democracia e o enfrentamento da desigualdade.</p>
<p><strong>Plano de metas</strong></p>
<p>Como exemplo da preocupação com a melhoria da democracia, Abrahão citou o esforço da rede há dez anos para que os prefeitos de São Paulo fossem obrigados a cumprir um plano de metas debatido com a população e coerente com suas promessas de campanha.</p>
<p>A obrigatoriedade de elaboração do plano foi estabelecida em lei e a cidade conta com esse recurso para monitoramento das ações municipais desde a gestão 2009-12. Inspiradas na iniciativa de São Paulo, 51 municípios do país já adotaram planos de metas.</p>
<p>Em relação à desigualdade, ele explicou que a rede procurar combinar os indicadores de todos os distritos com a visão da população sobre os problemas. “Isso gera ferramentas excelentes para o avanço em políticas públicas.”</p>
<p>Para Abrahão, o modo de governar a cidade é atrasado e centralizado: "Se não houver sintonia com as necessidades, a cidade não vai melhorar, por mais tecnologia que tenhamos.”</p>
<p><strong>Transparência</strong></p>
<p>Estima acredita que os processos digitais podem reformar o governo, "além de possibilitar maior transparência e melhor comunicação com a sociedade".</p>
<p>Como exemplo de iniciativas de sucesso, ele mencionou o Pacto Pelotas pela Paz, que atua na prevenção social da criminalidade com o mapeamento de ocorrências, mutirões de decisões e acompanhamento dos ambientes escolar e familiar; a ferramenta Proges, para o acompanhamento público online do andamento dos projetos da gestão; e o reposicionamento urbanístico, que prevê o planejamento de novos bairros com a observância de requisitos de sustentabilidade.</p>
<p>“A sustentabilidade não pode ser tratada como um setor, como uma lente para que se observe toda a ambiental de uma cidade. É preciso que ela contamine toda a gestão”, segundo Capacle. A primeira coisa para isso acontecer é o gestor se comprometer com mestas de sustentabilidade.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jorge-abrahao-ricardo-young-fernando-estima-e-cesar-capacle-22-8-2018" alt="Fernando Estima, Ricardo Young, Jorge Abrahão e César Capacle - 22/8/2018" class="image-inline" title="Fernando Estima, Ricardo Young, Jorge Abrahão e César Capacle - 22/8/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O primeiro painel teve a participação de (<i>a partir da esq.</i>) Fernando Estima, Ricardo Young (moderador), Jorge Abrahão e Cezar Capacle</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É preciso também fortalecer o órgão gestor da política ambiental da cidade: "Em Campinas, passou de um setor a uma secretaria, criada por decreto. Houve também a ampliação do quadro técnico, a reestruturação do Fundo Municipal de Meio Ambiente e o fomento da transparência das informações, com a reformulação dos sites institucionais e implantação de novas ferramentas de diálogo."</p>
<p>Segundo ele, em quatro anos foram elaborados planos municipais para o saneamento básico, verde, recursos hídricos e educação ambiental, que geraram a política de meio ambiente da cidade.</p>
<p><strong>Cidades inteligentes</strong></p>
<p>A discussão sobre "Cidades Inteligentes"  teve exposições de dois representantes de instituições privadas envolvidas na produção de soluções digitais e a visão crítica de um acadêmico envolvido com essas ferramentas.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-calheiros">Guilherme Calheiros</a> apresentou as origens, evolução, perfil atual e perspectivas do Porto Digital, do qual é diretor de Competitividade e Inovação. Criado em 2000 no Bairro do Recife, parte histórica da capital pernambucana, e já com uma extensão em Caruaru, o porto é considerado o mais importante parque tecnológico urbano do Brasil, com 306 empresas instaladas (ramificações de empresas nacionais e multinacionais, centros de inovação e startups), com 800 empreendedores, 9 mil colaboradores e faturamento anual (2017) de R$ 1,7 bilhão.</p>
<p>Calheiros afirmou que o porto é uma iniciativa mais complexa do que um parque tecnológico, tendo sido criado para reter o capital humano formado pela UFPE, o qual costumava migrar para o sul do país devido à falta de oportunidades locais. "O porto surgiu com dois propósitos: ser um cluster de tecnologia e possibilitar a renovação urbana da região onde foi instalado."</p>
<p>Em sua opinião, o desafio de um parque tecnológico "é ser capturado pela sociedade". O porto, "por ter também o papel de intervir na estrutura urbana, tem o reconhecimento da sociedade".</p>
<p>Além de gerir a área onde está instalado, que já se estendeu a bairros adjacentes, o porto também tem a função de gerar soluções para a cidade. Algumas das iniciativas para isso são o projeto Portoleve, um laboratório de teste para soluções tecnológicas em áreas como segurança, compartilhamento de veículos e monitoramento por câmeras, um projeto para espaços urbanos compartilhados e outro para restauração e requalificação de imóveis históricos.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rodolfo-fiori-guilherme-calheiros-caio-vassao-22-8-2018" alt="Rodolfo Fiori, Tatiana Cortese, Caio Vassão e Guilherme Calheiros - 22/8/2018" class="image-inline" title="Rodolfo Fiori, Tatiana Cortese, Caio Vassão e Guilherme Calheiros - 22/8/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Rodolfo Fiori (<i>à esq.</i>), Tatiana Cortese (moderadora), Caio Vassão e Guilherme Calheiros, os componentes do segundo painel.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Problemas complexos</strong></p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodolfo-fiori">Rodolfo Fiori</a>, diretor executivo da Muove Brasil, os problemas de resolução complexa dos municípios tem esse perfil por questões políticas e requerem uma articulação entre os governos municipal, estadual e federal.</p>
<p>A Muove Brasil atende a organizações em projetos de investimento social privado e a governos municipais no planejamento de políticas públicas. Antes de criá-la, os fundadores da empresa pesquisaram quais eram as dificuldades dos municípios. "Há soluções simples que muitas cidades desconhecem, como 'vender' a folha de pagamentos dos funcionários a um banco." Um dos serviços prestados pela empresa é uma plataforma dedicada a finanças onde os municípios identificam problemas por meio de algoritmos específicos. Ela possibilita uma melhoria de 3 a 5% na área fiscal, de acordo com Fiori.</p>
<p><span>Coube ao pesquisador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caio-vassao">Caio Vassão</a><span> discutir a interação tecnologia-urbanismo do ponto de vista conceitual. Ele coordena o Grupo de Estudos Cenários Urbanos Futuros e se dedica especialmente à relação entre alta tecnologia e cultura contemporânea.</span></p>
<p><span> </span><span>“As mudanças no habitat humano convidam a uma mudança epistemológica”, afirmou. Essas transformações não foram planejadas diretamente, mas induzidas quando do planejamento de objetos e tecnologias, segundo ele. </span><span>"</span><span>A urbanista americana Jane Jacobs já dizia no início dos anos 60 que planejar um bairro e depois convidar as pessoas a morar nele é começar do jeito errado. O melhor é promover interações entre pessoas. Isso vai gerar o ambiente urbano.”</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>Transições</strong></p>
<p>Há várias transições em curso, afirmou Vassão: da comercialização de produtos para a de serviços ("com o produto embutido no serviço"), da posse de bens ao acesso a eles, do produto pronto à participação na produção, do objeto para o processo.</p>
<p>No entanto, "a adaptação a essas mudanças é dificultada por uma série de ciladas criadas por nós mesmos; e agora não conseguimos pensar fora delas", disse o pesquisador. "Isso já aconteceu na empresa privada em relação à inovação. Para difundir as novas práticas é preciso um processo de educação de base que capacite as pessoas a colaborar".</p>
<p>O painel sobre "Inovação em Cidades" debateu desde o campo de oportunidades para startups voltadas à criação de soluções tecnológicas até as dificuldades de infraestrutura e pessoal de muitos municípios para adotar soluções com tecnologias sofisticadas.</p>
<p>A ênfase em transformar municípios em cidades inteligentes tem sido uma forma de aproximação entre empresas, universidades e o ecossistema de inovação, destacou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodolfo-ribeiro">Rodolfo Ribeiro</a>, da empresa Spinafre. Ele considera que são muitas as oportunidades para a criação de startups no Brasil. Exemplificou com a atuação do BNDES, que está com edital aberto até 31 de agosto para projetos sobre cidades inteligentes, indústria 4.0 e saúde.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/22-8-2018" alt="Marcos Mazieri, Claudia Kniess, Germano Guimarães e Rodolfo Ribeiro - 22/8/2018" class="image-inline" title="Marcos Mazieri, Claudia Kniess, Germano Guimarães e Rodolfo Ribeiro - 22/8/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A partir da esq., Marcos Mazieri, Claudia Kniess (moderadora), Germano Guimarães e Rodolfo Ribeiro durante o terceiro painel</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Inovação frugal</strong></p>
<p>A importância do conceito de inovação frugal foi o tema central de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-mazieri">Marcos Mazieri</a>, da pós-graduação da Uninove. "Trata-se de um processo já usual no interior da Índia e na Rússia no qual são utilizados recursos que seriam considerados insuficientes num modelo tradicional de P&amp;D.”</p>
<p>No caso das cidades, a ideia é transferir inovações já desenvolvidas e em domínio público. “Há um deslocamento da aplicação de soluções de alta tecnologia para aquelas de nível tecnológico simples.”  Para ele, capacitar a sociedade em fluência computacional pode ter como alternativa o aprendizado orientado a projetos. “Sobre a camada física, deve ser sobreposta uma camada de telecomunicações e dentro desta inserir ambientes computacionais.</p>
<p>No entanto, apesar de o capital físico – infraestrutura, acesso – ser muito importante, há ainda a barreira do capital social, ainda não bem compreendida, afirmou: “Questões de distância étnica, por exemplo, ainda não foram discutidas de forma detalhada.”</p>
<p>Aspectos a serem enfrentados são, segundo ele, o avanço da informalidade, políticas que não alcançam certas regiões, falta de fluência computacional, prevalência de interesses em curto prazo, propostas pré-formatadas de soluções e baixo aproveitamento da força de trabalho.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/germano-guimaraes">Germano Guimarães</a>, do Instituto Tellus, especializado em inovação e design em serviços públicos,  apresentou três projetos desenvolvidos pela empresas. Um deles foi a Escola das Mães, na prefeitura de Santos (SP). “A cidade tinha uma taxa de 13,6 de mortalidade infantil  [número de mortes de crianças de até um ano por mil nascimentos vivos]. A taxa tinha crescido mesmo com a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano. Depois de visitas, entrevistas e oficinas, verificamos que as principais causas dessa elevada mortalidade estavam ligadas à educação da gestante." A escola ministra vários cursos às gestantes, de forma a complementar as consultas de pré-natal. O resultado das medidas adotadas pela prefeitura foi a redução da taxa de mortalidade infantil para 13,6 em 2017.</p>
<p>Os outros dois projetos foram implantados na prefeitura de Pelotas (RS): o Clique Saúde, um buscador que permite ao usuário do SUS identificar a unidade de saúde adequada para sua necessidade e até mesmo onde encontrar o remédio que precisa; a Rede Bem Cuidar, que envolve usuários, servidores e gestores públicos nos processos de cocriação das melhorias a serem implantadas nas unidades de saúde.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jarcilene-cortez-emerson-maccari-e-renata-bichir-22-8-18" alt="Jarcilene Cortez, Emerson Maccari e Renata Bichir - 22/8/18" class="image-inline" title="Jarcilene Cortez, Emerson Maccari e Renata Bichir - 22/8/18" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Jarcilene Cortez (<i>à esq.</i>), Emerson Maccari e Renata Bichir foram os expositores do quarto painel</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Academia</strong></p>
<p>Em complementação aos debates sobre inovação para sustentabilidade das cidades, o seminário teve um painel sobre “Recursos Humanos, Inteligência, Planejamento Estratégico e Gestão Urbana Sustentável”. As exposições deram ênfase à formação de especialistas na área ambiental e à metodologia acadêmica para formulação de políticas públicas.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/renata-bichir">Renata Bichir</a>, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP), tratou dos desafios para a formulação de políticas públicas para as cidades e como a produção acadêmica consegue colaborar para o obtenção de melhores propostas.</p>
<p>Ela frisou que a agenda pública é um processo competitivo, condicionado pelas dimensões política, cognitiva, administrativa e financeira, e elencou os componentes a serem analisados para a sucesso na elaboração de uma política: definição de objetivos; construção da adesão dos atores pertinentes; aspectos organizacionais e de gestão; dimensões cognitivas, valores e percepções sobre o problema; dimensões políticas; definição de arranjos de coordenação; instrumentos de coordenação; e diferentes tipos e formatos de redes.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jarcilene-cortez">Jarcilene Cortez</a>, professora da UFPE e coordenadora dos programadas acadêmicos da área de meio ambiente da Capes, apresentou dados sobre a distribuição dos 147 programas de pós-graduação no Brasil e sua avaliação. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/emerson-maccari">Emerson Maccari</a>, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Uninove, falou sobre como organizar, na perspectiva da Capes, um programa mestrado e doutorado para temas como gestão ambiental, cidades sustentáveis ou cidades inteligentes.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-28T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-crescimento-e-a-melhoria-urbana-e-seus-mecanismos-de-financiamento">
    <title>A importância dos instrumentos de financiamento do crescimento e melhoria das cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-crescimento-e-a-melhoria-urbana-e-seus-mecanismos-de-financiamento</link>
    <description>O terceiro seminário do ciclo UrbanSus: Sustentabilidade e Urbana, realizado no dia 12 de setembro, teve por tema "Instrumentos de Financiamento da Cidade e Urbanismo Social". </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
</table>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ciclo-urbansus-instrumentos-de-financiamento-da-cidade-e-urbanismo-social" alt="Ciclo UrbanSus - Instrumentos de Financiamento da Cidade e Urbanismo Social" class="image-inline" title="Ciclo UrbanSus - Instrumentos de Financiamento da Cidade e Urbanismo Social" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Seminário teve a participação de oito especialistas: no alto (<i>a partir da esq.</i>), Paula Santoro, Henrique Evers, Victor Carvalho Pinto, Carlos Leite (moderador) e Miguel Buscalem; embaixo (<i>a partir da esq.</i>), Paulo Sandroni, Carlos Leite, Maria Fernandes Caldas e e Kazuo Nakano</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Diante de recursos escassez, não basta planejamento e marco legal para o desenvolvimento urbano. É preciso criar instrumentos de financiamento do crescimento e melhoria das cidades, de forma a atender a necessidade de maior área construída, produção de habitações de interesse social, ampliação do transporte público, sustentabilidade, preservação ambiental e proteção ao patrimônio histórico e cultural.</p>
<p>Para tratar da formulação e aplicação desses mecanismos de autofinanciamento da cidade, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a> elegeu o tema <i>Instrumentos de Financiamento da Cidade e Urbanismo Social</i> para o terceiro seminário do ciclo UrbanSus - Sustentabilidade Urbana, realizado no dia 12 de setembro.</p>
<p>O encontro teve exposições e debates com oito especialistas em políticas urbanas vinculados a várias universidades, instituições internacionais de pesquisa sobre o tema e participantes da formulação de políticas públicas e ações urbanísticas governamentais.</p>
<p>Os participantes do primeiro painel foram: o jurista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/victor-carvalho-pinto">Victor Carvalho Pinto</a>, consultor legislativo do Senado Federal especializado em questões urbanas e de transporte; o engenheiro <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miguel-bucalem">Miguel Bucalem</a>, integrante do programa USP Cidades Globais e professor da Escola Politécnica (Poli) da USP; o geógrafo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/henrique-evers">Henrique Evers</a>, gerente de desenvolvimento urbano do <a href="http://wricidades.org/">WRI Brasil Cidades Sustentáveis</a> (integrante do WRI Ross Center Sustainable Cities); e a urbanista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paula-santoro">Paula Santoro</a>, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, onde coordena o projeto <a href="http://www.labcidade.fau.usp.br/category/observasp/">observaSP</a> do LabCidade.</p>
<p><strong>Autofinanciamento</strong></p>
<p>Segundo Carvalho Pinto, grande parte do desenvolvimento urbano é autofinanciado, com reduzida disputa por recursos públicos de outras áreas. “As obras valorizam propriedades privadas. Se uma parte dessa valorização for absorvida pelo poder público, elas acabam saindo de graça e às vezes até dão lucro.”</p>
<p>No entanto, ele considera que essa oportunidade tem sido desperdiçada, apesar de várias disposições legais terem possibilitado a arrecadação de bilhões de reais por São Paulo, principalmente, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília, entre outras cidades. Falta um modelo para potencializar isso, de acordo com Pinto, “e aí temos de disputar recursos com outras áreas”.</p>
<p>Para ele, é preciso pensar como ampliar essa possibilidade, “principalmente agora que todo mundo está sem dinheiro”.  Carvalho Pinto citou o exemplo do Japão, onde, ao ser construída uma nova estação do metrô, não é desapropriado só o terreno para ela, mas todo o entorno.</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/victor-carvalho-pinto-12-9-2018" alt="Victor Carvalho Pinto - 12/9/2018" class="image-inline" title="Victor Carvalho Pinto - 12/9/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Victor Carvalho Pinto</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma possibilidade, em seu entender, é a criação de um fundo, onde as pessoas se tornam cotistas ou acionistas de uma empresa que vira proprietária de toda a área. Ele propôs também que seja criada um sistema de reurbanização que amarre a arrecadação a obras. “Não dá para sair gastando dinheiro sem haver modelagem financeira.”</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Ciclo UrbanSus - Sustentabilidade Urbana</h3>
<p><i>Organizado pelo Programa USP Cidades Globais, sediado no IEA, em parceria com a <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/site/" target="_blank">Faculdade de Saúde Pública </a>(FSP) e o <a class="external-link" href="http://www.ib.usp.br/" target="_blank">Instituto de Biociências</a> (IB), ambos também da USP, o ciclo é dedicado à reflexão sobre o papel das cidades no cumprimento dos <a class="external-link" href="http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/desenvolvimento-sustentavel-e-meio-ambiente/134-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods" target="_blank">Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</a> da ONU.</i></p>
<p><i>Outra motivação é estimular boas práticas de compartilhamento de soluções sustentáveis urbanas por meio de tecnologias sociais, ambientais e urbanas inovadoras. Com isso, os organizadores esperam contribuir para maior compreensão e propagação da temática da sustentabilidade entre academia, sociedade e setor público.</i></p>
<p><i>Já foram realizados três encontros:</i></p>
<p><i> </i>1º Seminário<br />Sustentabilidade nas Cidades<br />12-13/6/2017</p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-parte-1-de-4" class="external-link">Parte 1</a>- <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-parte-2-de-4" class="external-link">Parte 2</a>- <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-parte-3-de-4" class="external-link">Parte 3</a>- <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-parte-4-de-4" class="external-link">Parte 4</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-sustentabilidade-nas-cidades-12-e-13-de-junho-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p>2º Seminário<br /><strong>Inovação, Sustentabilidade e Ação Sistêmica nas Cidades<br /></strong>22/8/2018</p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sustentabilidade-cidades" class="external-link">Seminário debate uso da tecnologia em favor do desenvolvimento sustentável das cidades</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-inovacao-sustentabilidade-e-acao-sistemica-nas-cidades-22-de-agosto-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br />
<p>3º Seminário<br /><strong>Instrumentos de Financiamento da Cidade e Urbanismo Social<br /></strong>12/9/2018</p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/urbansus-instrumentos-de-financiamento-da-cidade-e-urbanismo-social-12-de-setembro-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Operações urbanas como a <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/urbanismo/sp_urbanismo/operacoes_urbanas/agua_branca/index.php?p=19589">Água Branca</a>, em São Paulo, são um instrumento bastante inovador para o financiamento do desenvolvimento urbano, na opinião de Bucalem,</p>
<p>“Nesse tipo de instrumento, vende-se o potencial construtivo por meio de um leilão na bolsa. Isso tem sido uma forma poderosa de captação de recursos. Regida por uma lei, a operação tem seus recursos vinculados a um conselho gestor e não é suscetível a mudanças de gestão.”</p>
<p><strong>Operação urbana</strong></p>
<p>Instituída por lei em 1995, a Operação Urbana Consorciada Água Branca, abrange partes dos bairros da Água Branca, Perdizes e Barra Funda. Em 2013, ela foi revista por nova lei para sua adaptação ao <a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LEIS_2001/L10257.htm">Estatuto das Cidades</a> e ao <a class="external-link" href="https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/marco-regulatorio/plano-diretor/">Plano Diretor Estratégico</a> da cidade de São Paulo.</p>
<p>Alguns objetivos da operação são, segundo Bucalem, o adensamento misto, com inclusão e diversidade social, o ordenamento do território, o amplo uso do transporte coletivo e o incentivo à mobilidade não motorizada.</p>
<p>“Ao aprovar uma operação urbana, é preciso pensar na relação entre a extensão da área e o estoque que vai ser vendido; no coeficiente a ser adotado, pois, se for alto, a área do terreno a ser transformada será menor; em torná-la referência, o que acontece quando ela é concentrada, não pulverizada.”</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/victor-carvalho-pinto-12-8-2019" alt="Miguel Buscalem - 12/9/2019" class="image-inline" title="Miguel Buscalem - 12/9/2019" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Miguel Buscalem</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outro tipo de instrumento de desenvolvimento urbano comentado por Bucalem é o da concessão urbanística. No entanto, esse tipo de ação pode esbarrar em alguns fatores conjunturais.  Ele citou o caso do <a class="external-link" href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/desenvolvimento_urbano/arquivos/nova_luz/201108_PUE.pdf">Projeto da Nova Luz</a>, que prevê uma reestruturação urbana para essa área central da capital paulista, tendo como objetivos a proteção do patrimônio histórico, adensamento habitacional e implantação de equipamentos urbanos e sociais.</p>
<p>"Mas a Luz é uma área de propriedades antigas em lotes pequenos e com muitos problemas de documentação. Ela não vai se transformar por meio de mecanismos imobiliários tradicionais. Se não der garantias, ninguém vai se interessar.”</p>
<p><strong>Desenho, governança e legislação</strong></p>
<p>Evers falou sobre aspectos que julga essenciais para o financiamento de projetos urbanísticos. Afirmou que o desenho urbano do ambiente a ser construído terá influência direta no financiamento. Os outros dois aspectos são a governança (“como as coisas serão amarradas”) e a legislação pertinente.</p>
<p>Em sua opinião, planos diretores podem permitir ou inviabilizar projetos. “O plano vai definir estratégias e locais principais; o projeto vai estruturar o modelo de financiamento e as intervenções.”</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/henrique-evers-12-9-2018" alt="Henrique Evers - 12/9/2018" class="image-inline" title="Henrique Evers - 12/9/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Henrique Evers</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os planos diretores apresentam uma defasagem entre a cidade que se quer e a cidade normativa, comentou. “Simplesmente definir um índice de aproveitamento máximo [coeficiente que define o total de área que pode ser construída em função da área do terreno] não resolve; ele tem de estar relacionado com outros fatores.”</p>
<p>Para ele, é essencial que haja um casamento entre a estratégia normativa e o plano diretor. “São Paulo agora tem as normativas corretas, mas [a evolução da cidade] vai depender dos mecanismos implementados.” No entanto, ele considera que instrumentos de financiamento baseados na valorização imobiliária são incompatíveis com o urbanismo social.</p>
<p>De acordo com Paula, quando se fala em financiamento da cidade é preciso definir o que se quer financiar e para quem. “Estamos substituindo o transporte público por motocicletas, gerando um problema de saúde pública. O adensamento está acontecendo em ocupações precárias, frequentemente ameaçadas por processos de remoção. As pessoas vivem numa transitoriedade permanente. Temos gerados instrumentos que produzem essa cidade.”</p>
<p><strong>Relação Estado-capital</strong></p>
<p>Para ela, o processo de reestruturação urbana de São Paulo tem sido gerenciado pela binômio Estado-capital. “O modelo do desenho urbano tem sido o do formato mais rentável. Isso tem recuperado alguma valorização da terra, mas não gera urbanidade. O modelo tem a ver com o mundo financeirizado, dos edifícios corporativos, muitos vazios, mas rentáveis.”.</p>
<p>Prega-se a necessidade de “enxugar orçamentos públicos, que já são pequenos, e a Prefeitura diz que não tem como pagar [projetos urbanísticos]”, afirmou. Essa argumentação “estimula os mecanismos de autofinanciamento, onde investem-se muitos recursos públicos, como os do BNDES, e muita terra pública é disponibilizada".</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paula-santoro-12-9-2018" alt="Paula Santoro - 12/9/2018" class="image-inline" title="Paula Santoro - 12/9/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Paula Santoro</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Criam-se empresas que vão gerenciar tudo e ganhar muita terra pública, e mercado de títulos vai gerar mais recursos para as empresas, de acordo com a pesquisadora. "Estamos encapsulando terra pública para fazer produtos para o mercado.”</p>
<p>No debate que se seguiu, com perguntas do público presente e online, Carvalho Pinto disse que o problema não é o financiamento urbano, mas “a má gestão de quase tudo que se faz". Em sua opinião, “não existe amarração das políticas púbicas com planos urbanísticos”.</p>
<p><strong>Planos intermediários</strong></p>
<p>Para ele, o mau uso dos instrumentos de financiamento decorre da ausência de planos de escala intermediárias. “É preciso um bom plano urbanístico e mecanismos de financiamento, para não retirar recursos de outras áreas.”</p>
<p>Outro dos temas do debate foi o das dificuldades para a gestão integrada das cidades. Para Bucalem, a gestão integrada é “um desafio ligado aos passivos das cidades, que criam um sentido de urgência”. Para ele, a solução está em projetos urbanos elaborados de maneira integrada, “algo difícil na estrutura de governo atualmente existente”.</p>
<p>Paula afirmou que o espaço da gestão integrada é o território. “A Operação Água Branca definiu espaços para equipamentos públicos, mas não tem escola estadual. Não tem metas para cada espaço.”</p>
<p>O painel da tarde contou com: o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-sandroni" class="external-link">Paulo Sandroni</a>, professor da FGV-SP e integrante do <a class="external-link" href="https://www.lincolninst.edu/">Lincoln Institute of Land Policy</a>, dos EUA; o urbanista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kazuo-nakano" class="external-link">Kazuo Nakano</a>, um dos responsáveis pelo Plano Diretor Estratégico de São Paulo, professor da Unifesp e da FGV-SP; a urbanista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-fernandes-caldas" class="external-link">Maria Fernandes Caldas</a>, da Secretaria de Planejamento Urbano de Belo Horizonte, MG; e o urbanista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-leite-de-souza" class="external-link">Carlos Leite</a>, integrante do Programa USP Cidades Globais do IEA e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.</p>
<p><strong>Moradia inclusiva</strong></p>
<p>Sandroni tratou de moradia inclusiva e expansão urbana e de problemas de localização e financiamento. Ele considera que o desenvolvimento urbano deve se pautar, do ponto de vista institucional e jurídico, pelo objetivo de “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”, conforme estabelece o inciso III do artigo 3º da Constituição Federal.</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-sandroni" alt="Paulo Sandroni - 12/9/2018" class="image-inline" title="Paulo Sandroni - 12/9/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Paulo Sandroni</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No entanto, é preciso atender às demandas de crescimento das cidades: “Mesmo onde a população não cresce, o espaço construído tem de crescer, devidos às novas configurações demográficas e sociais. O índice de pessoas por domicílio caiu, aumentou o número de divórcios e de pessoas que preferem ou tem de morar sozinhas.”</p>
<p>“Quando a cidade cresce, aumenta o custo unitário dos serviços públicos. Diferente da produção de qualquer outra coisa, onde o ganho de escala reduz o custo, nos serviços públicos é o contrário, quanto mais produzido, mais custa.”</p>
<p>Ele exemplificou com o custo para transportar uma pessoa da periferia para o centro de São Paulo em relação ao caso de um morador de bairro mais central. Outros exemplos são os investimentos para trazer água de lugares cada vez mais distantes e o transporte de resíduos sólidos para áreas também cada vez mais afastadas. "A elevação dos custos dos serviços públicos leva a uma valorização muito forte dos imóveis em lugares já valorizados."</p>
<p><strong>Proprietários de terrenos vazios</strong></p>
<p>Sandroni tinha uma hipótese sobre por que foi mais fácil introduzir mecanismos de captura de mais valia decorrente da valorização de áreas urbanas: “Talvez empresários do setor imobiliário não fosse proprietários de terra, por isso a menor resistência.” Para comprovar a tese, ele realizou pesquisa para identificar o total de terrenos vacantes em São Paulo e seus proprietários. O trabalho constatou que há 81 km2 vacantes na cidade, sendo que quase a metade (38 km2) pertence a pessoas físicas (“claro que há muitos diretores de empresas imobiliárias entre elas”).</p>
<p>Antes, acreditava-se que os 81 km2 vacantes destinavam-se à espelhação imobiliária e "isso não é verdade", afirmou. Excluindo-se os terrenos pertencentes a pessoas físicas não ligadas ao setor, à União, estado, municípios, igrejas, clubes esportivos, indústrias e outro proprietários, sobram 12 km2 de terrenos vacantes de propriedade de empresários do setor imobiliário, de acordo com a pesquisa. Além disso, a posse está pulverizada: "São 2,5 mil empresas que possuem esses terrenos, com 10% deles em áreas mais valorizadas".</p>
<p>Para Nakano, o financiamento é a base para a realização de mudanças nas cidades e a produção de espaço urbano. Ele afirmou que, em termos gerais, a obtenção de recursos via captura da mais valia fundiária por meio de instrumentos de regulação – como a outorga onerosa e o Cepac (Certificado de Potencial Adicional de Construção) – é muito pequena e restrita a cidades onde há densidade de mercado imobiliário.</p>
<p>“Em escala nacional, a parte mais importante vem dos orçamentos da União, estados e municípios. E aí vem o primeiro bloqueio, pois 56% dos tributos ficam com a União, 26% com os estados e 18% com os municípios.” Ele destacou que a grande maioria dos municípios não cobra IPTU, pois não há política tributária local. Além disso, há o problema de "a maior parte dos recursos orçamentários irem para a cidades via emendas parlamentares, não inseridos numa política pública de investimento urbano". Para ele, não é possível fazer reforma urbana adequada sem reforma tributária.</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kazuo-nakano-12-9-2018" alt="Kazuo Nakano - 12/9/2018" class="image-inline" title="Kazuo Nakano - 12/9/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Kazuo Nakano</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nakano afirmou que os pesquisadores que analisam a lógica da financeirização das ações urbanísticas consideram que ela tem se pautado por uma agenda mais voltada para a mercantilização da apropriação da renda fundiária e localidades urbanas, com pouca preocupação em atender às necessidades sociais.</p>
<p><strong>Lógica distorcida</strong></p>
<p>“A cidade de São Paulo tem trabalhado em projetos de intervenção urbana numa lógica completamente distorcida do que foi pensado no Plano Diretor Estratégico.” Segundo ele, as operações urbanas estão criando espaços urbanos com pouca qualidade urbanística, falta de equipamentos sociais e pouca articulação com o sistema de transporte.</p>
<p>Maria Fernandes disse que "é preciso ter renda para comprar uma casa, mas nosso modelo capitalista diz: 'Preciso de você, mas não vou pagar para você viver na cidade, isso é problema do poder público’". Assim, a relação Estado-capital está na origem do problema da cidade, declarou, "cabendo ao poder público prover algo que os salários deveriam custear".</p>
<p>Ela comentou que pesquisa do Ministério das Cidades levantou que quase todos os municípios com mais de 20 mil habitantes introduziram a outorga onerosa em sua legislação, “mas a maioria não especificou onde ela pode ser feita.”</p>
<p>Para Maria Fernandes, o modelo federativo brasileiro dificulta ainda mais as coisas. “Não dá para todos os municípios terem a mesma lógica e estrutura. Cerca de 45% deles possuem menos de 10 mil habitantes. O problema está concentrado nas regiões metropolitanas, que não possuem um modelo de governança.”</p>
<p>Ela também falou sobre a revisão do Plano Diretor de Belo Horizonte. “A ideia é que ele seja revisto a cada quatro anos, mas a última revisão foi em 2014 e desde 2015 está na Câmara Municipal sem deliberação."</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-fernandes-caldas-12-9-2018" alt="Maria Fernandes Caldas - 12/9/2018" class="image-inline" title="Maria Fernandes Caldas - 12/9/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Maria Fernandes Caldas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Foi feito um esforço no novo plano para simplificar a legislação e inserir mecanismos que propiciem inclusão e sustentabilidade, disse a pesquisadora. “Ele se baseia nas políticas de financiamento adotadas em São Paulo e pretende adensar a cidade. A estratégia proposta é a adoção de coeficiente 1, com as áreas de importância ambiental tendo coeficiente de 1 ou menos."</p>
<p>O sistema de outorga proposto para Belo Horizonte estimula o adensamento ao longo dos principais corredores da cidade, explicou. "Os recursos irão para um fundo de centralidades e só poderão ser colocados nelas, com a obrigação de 25% serem gastos em habitação e infraestrutura sociais. A arrecadação via outorga fora dos corredores irá para um fundo municipal de habitação gerido por um conselho com metade de seus integrantes pertencentes à sociedade civil."</p>
<p>São Paulo tem um déficit de moradia para 500 mil famílias, de acordo com Leite. Para ele, não há como fazer transformação urbana sem tocar na questão das políticas públicas fundiárias. A definição dessas políticas passa pela "formulação do marco regulatório, com planos e ações fundiárias para inclusão em territórios mais qualificados".</p>
<p><strong>Arrecadação</strong></p>
<p>Ele destacou também o volume de recursos arrecadados de 2002 a 2017: US$ 3 bilhões com Cepacs, utilizados para financiar operações urbanas consorciadas, e US$ 890 milhões em outorgas onerosas. "Esses recursos vão para o Fundurb [Fundo de Desenvolvimento Urbano], com 30% sendo destinados à promoção de todo espectro de habitações com interesse social, 30% para a mobilidade urbana e o restante disperso em outras finalidades. “As boas notícias são essas. A notícia ruim é que isso só acontece em São Paulo, com exceções no histórico de Curitiba e Florianópolis.”</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-leite-12-9-2018" alt="Carlos Leite - 12/9/2018" class="image-inline" title="Carlos Leite - 12/9/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Carlos Leite</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O mecanismo de outorga onerosa está presente no plano diretor de 1.446 municípios brasileiros e 1.401 preveem o Cepac em operações urbanas, disse. “Mas é tudo para inglês ver. Tem cidade em que se paga R$ 500,00 por outorga. É uma piada.”</p>
<p>Segundo Leite, há recursos e instrumentos para sua aplicação no país, mas ela não é feita. “O pacto federativo tem 30 anos, o Estatuto da Cidade, 17 anos. É o momento de avançar. Políticas públicas são sempre escolhas, mas os casos mais exitosos são aqueles em que foi dado ao urbanismo o protagonismo para transformar a cidade.”</p>
<p>Durante o debate, Pinto disse que “muita coisa foi e está sendo mal feita, mas a financeirização é um instrumento para o autofinanciamento”. Para Sandroni, a financeirização, do ponto de vista do desenvolvimento urbano, é uma grande tolice, pois o investimento exige longo prazo, com a venda se diferenciando ao longo de 10, 15 anos. "Mas pode ser algo muito bom se estiver inserida numa política de financiamento.”</p>
<p>Respondendo a pergunta do público sobre a falta de políticas urbanas de aplicação regional, Sandroni afirmou que o Estatuto da Cidade tem uma visão municipal. “Seria preciso o governo regulamentar o inciso IX do artigo 21 da Constituição Federal, que trata da organização do território. Tem de indicar diretrizes que os estados depois incorporem e, em seguida, os municípios façam o mesmo.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-09-21T15:25:21Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/a-governabilidade-do-nexo-urbano-23-de-novembro-de-2016">
    <title>A Governabilidade do Nexo Urbano - 23 de novembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/a-governabilidade-do-nexo-urbano-23-de-novembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alimentos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-23T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/a-governabilidade-do-nexo-urbano">
    <title>A Governabilidade do Nexo Urbano</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/a-governabilidade-do-nexo-urbano</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Uma nova perspectiva em termos operacionais e de governança da sustentabilidade de sistemas urbanos se configura com o nexo entre água, alimentos e energia, sendo estes recursos essenciais ao desenvolvimento humano e à redução da vulnerabilidade. Nesse sentido, possibilidades de otimização sistêmica de cadeias de provimento se colocam como necessárias para a redução das compensações e interdependências na produção e oferta conjunta de água, energia e alimentos. Este evento objetiva discutir, dadas as condições de urbanização em países em desenvolvimento, especialmente no Brasil, a aplicabilidade do Nexo Urbano enquanto sua governabilidade em nível municipal. Para isso, convidamos especialistas para fertilizarem o debate e propomos uma reflexão conjunta em torno de possíveis sinergias dentre os setores envolvidos.</p>
<p>Comissão organizadora: Leandro Giatti, Pedro Roberto Jacobi, Michele Dalla Fontana, Alberto Urbinatti, Joshua Daniel Shake e Leandro Belini.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-25T19:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-dimensao-politica-da-obra-arquitetonica-de-lina-bo-bardi">
    <title>A dimensão política da obra arquitetônica de Lina Bo Bardi </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-dimensao-politica-da-obra-arquitetonica-de-lina-bo-bardi</link>
    <description>No dia 25 de novembro, o Grupo de Estudos em Política Ambiental do IEA realiza seminário sobre o tema em comemoração ao nascimento da arquiteta ítalo-brasileira, projetista do MASP. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lina-bo-bardi/@@images/28feb2f1-e936-4c3d-92fd-6a5ca85af869.jpeg" alt="Lina Bo Bardi" class="image-left" title="Lina Bo Bardi" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>A arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>A Poética em</i> <i>Lina Bardi: Uma Gramática Política</i> é o tema do seminário que o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/politica-ambiental">Grupo de Pesquisa em Política Ambiental</a> do IEA realiza no dia 25 de novembro, das 10 às 17 horas, na Sala de Eventos do Instituto, em comemoração ao centenário de nascimento da arquiteta ítalo-brasileira.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
<li>Vídeos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/a-poetica-em-lina-bardi-uma-gramatica-politica-parte-i" class="external-link"><i>A Poética em</i> <i>Lina Bardi - parte 1</i></a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/a-poetica-em-lina-bardi-uma-gramatica-politica-parte-ii" class="external-link"><i>A Poética em</i> <i>Lina Bardi - parte 2</i></a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/a-poetica-em-lina-bardi-uma-gramatica-politica-25-de-novembro-de-2014/" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O encontro tratará da dimensão política da obra da projetista do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e do Sesc Pompeia, com foco no seu compromisso ideológico com a cultura popular e no caráter revolucionário de seu pensamento como intelectual da brasilidade. Os expositores discutirão particularmente os desdobramentos do pensamento da arquiteta, cuja influência se estende à atualidade.</p>
<p>Segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/eda-terezinha-de-oliveira-tassara">Eda Tassara</a>, coordenadora do grupo e professora do Instituto de Psicologia (IP) da USP, ao migrar para o Brasil em 1946, Bardi foi confrontada com um mundo ainda fortemente arraigado ao passado colonial, o que despertou sua consciência sobre o eurocentrismo cultural e impulsionou-a a se tornar precursora do que veio a se tornar a Teoria Crítica Pós-Colonial.</p>
<p>"Inicialmente desenvolvida por pensadores em sua maioria latino-americanos, este movimento expandiu-se para outros núcleos de intelectuais oriundos de sociedades mestiças, crioulas, ou sob jugo dominador colonial."</p>
<p>Para a pesquisadora, seria reducionismo atribuir à produção de Lina apenas o epíteto de 'arquitetura política'. "A poética de Lina é que deveria ser adjetivada de política; e ela buscava figurá-la, qualquer que fosse o universo material sobre o qual se debruçasse. E ela se debruçava sobre a brasilidade, vista como expressão potencial de alegre vitalidade criadora, negando veementemente interpretações impostas."</p>
<ul>
</ul>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/masp" alt="MASP" class="image-right" title="MASP" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Sede do MASP, em São Paulo, maior legado arquitetônico de Bardi</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As exposições abordarão diferentes facetas de Bardi a partir dessas reflexões:</p>
<ul>
<li>Lina Polifônica: Uma Europeia Solta no Mundo dos Trópicos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/massimo-canevacci">Massimo Canevacci</a></li>
</ul>
<ul>
<li>Lina Intelectual: A Crítica da Colonialidade do Poder<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/eda-terezinha-de-oliveira-tassara" class="external-link">Eda Tassara</a></li>
</ul>
<ul>
<li>Lina Arquiteto: O Espaço e o Povo no Campo da Brasilidade<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/jose-oswaldo-soares-de-oliveira">José Oswaldo de Oliveira</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/cilene-gomes">Cilene Gomes</a> e Márcia Augusto Ribeiro</li>
<li>Lina Narradora: Esperança Projectual e Utopia<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/cristina-pontes-bonfiglioli">Cristina Pontes Bonfiglioli</a></li>
<li>Lina Poeta: A Lanterna Mágica no Vazio da Piscina<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/marcello-giovanni-tassara">Marcello G. Tassara</a></li>
<li>Lina Sonhadora: O Imaginário Geopolítico e a Mestiçagem<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sandra-maria-patricio-vichietti">Sandra Maria Patrício Ribeiro</a></li>
<li style="text-align: left; ">Lina Persona: Um Caleidoscópio<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/maureen-bisiliat">Maureen Bisilliat<br /><br /></a></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<p>O seminário acontece no mesmo dia que o encontro <i>Conversazioni e Video su Lina Bo Bardi</i>, que será realizado pela Università La Sapienza di Roma, em Roma, Itália. O evento italiano integra o ciclo <a href="https://web.uniroma1.it/dip_diap/archivionotizie/centenario-di-lina-bo-bardi"><i>Lina Bo Bardi  (1914-2014) - un'Architetta Romana in Brasile</i>, </a>organizado pelo Departamento de Arquitetura e Design da universidade, também em celebração ao centenário de nascimento de Bardi.</p>
<p>Das 12 às 13 horas, os expositores do encontro brasileiro e do italiano debaterão via teleconferência, sob coordenação da arquiteta <a class="external-link" href="http://gomppublic.uniroma1.it/Docenti/Render.aspx?UID=ec92b0a4-151d-4f04-b0b6-7db0647d303c">Alessandra Criconia</a>, integrante do comitê científico do ciclo, em Roma, e de Eda Tassara, em São Paulo.</p>
<hr />
<p><i><strong>A Poética em Lina Bardi: Uma Gramática Política</strong><br />25 de novembro, das 10 às 17 horas<br />Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo (<a href="https://www.iea.usp.br/iea/onde-estamos">localização</a>)<br />Evento gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição – Transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">web<br /></a>Informações: com Sandra Sedini, telefone (11) 3091-1678 ou e-mail sedini@usp.br<br />Ficha do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/lina-bardi">www.iea.usp.br/eventos/lina-bardi</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: da Lina Bo Bardi, <a class="external-link" href="https://www.flickr.com/photos/sescsp/8639926069/in/photostream">Olney Kuse</a>; do MASP, <a class="external-link" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:MASP_3.jpg">Benjamin Thompson</a>. </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arquitetura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-11-13T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa">
    <title>100 anos da Revolução Russa é tema da revista 'Estudos Avançados' 91</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa</link>
    <description>A revista "Estudos Avançados" 91 dedica seu dossiê principal ao centenário da Revolução Russa; "Urbanismo, Sociedade e Cultura" e "Psicanálise e Cultura" são os outros dossiês da edição. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-91" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" /></p>
<p>Ao longo de grande parte do século 20, "não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora" que se formou na Rússia em 1917, na opinião de Bruno Barreto Gomide, professor de literatura russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>Vários aspectos da história cultural, política e social da Revolução Russa são analisados em dossiê organizado por Gomide para a edição 91 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês.</p>
<p>Com contribuições de pesquisadores do Reino Unido, Brasil e Argentina, o dossiê "Centenário da Revolução Russa" é constituído de uma parte dedicada à esfera da cultura, das ideias e da arte e outra voltada à história política e social da revolução.</p>
<p>No primeiro bloco, Galin Tihanov, do Queen Mary College da Universidade de Londres, trata de temas da história intelectual russo-soviética "pouco frequentados pelos estudiosos brasileiros", segundo Gomide, tais como as teorias da linguagem e o eurosianismo, além de propor uma redefinição do lugar de correntes intelectuais como o marxismo e o eslavofilismo no decorrer do período soviético. Evgeny Dobrenko, da Universidade de Sheffield, comenta a história das instituições artísticas e culturais soviéticas e faz uma leitura crítica da implantação e do significado do realismo socialista. Andrea Gullotta, da Universidade de Glasgow, traça um panorama circunstanciado da literatura produzida no gulag, complexo de campos de concentração soviéticos.</p>
<p>A segunda parte do dossiê abre-se com um balanço de Martín Baña, da Universidade de Buenos Aires, sobre as principais correntes historiográficas a respeito dos aspectos político-sociais da revolução, como é caso da "sovietologia política da Guerra Fria, da contribuição fundamental oferecida pela vertente revisionista da história social dos anos 1970 em diante e da 'virada cultural', que constitui uma veia forte dos estudos recentes". O dossiê termina com artigos de Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, e Lincoln Secco, da FFLCH-USP, sobre alguns momentos-chave dos ciclos revolucionários de 1905 e 1921.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>"Urbanismo, Sociedade e Cultura" é o tema do segundo conjunto de textos de "Estudos Avançados" 91. O dossiê foi organizado pelo arquiteto e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake e atual titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Instituto Itaú Cultural.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017" class="external-link">Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para a constituição desse bloco temático, o pressuposto de partida foi considerar que a discussão sobre as cidades brasileiras "poderia e deveria" permear-se pelo contato entre o urbanismo e diferentes campos do conhecimento, segundo Ohtake.</p>
<p>Esse é a razão de os ensaios explorarem "as possibilidades de reflexão históricas e críticas acerca dos campos do urbanismo, da arte e da cultura", a partir de quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Esses quatro temas caracterizam, respectivamente, os artigos de Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.</p>
<p><strong>Psicanálise</strong></p>
<p>Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, o terceiro dossiê da edição, intitulado “Psicanálise e Cultura”, com artigos de Nelson da Silva Junior, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra, “ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura”.</p>
<p>Os artigos discutem: a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura; as narrativas de sofrimento na literatura brasileira dos anos 2010; as implicações políticas dos conceitos de transferência, ato analítico e destituição subjetiva tais como elaboradas por Jacques Lacan a partir dos anos 1960; e a possibilidade da determinação do caráter simbólico dos processos identitários de gênero a partir de constituição de grupos e políticas de alianças.</p>
<p>A edição conta ainda com outros seis textos: depoimento da antropóloga Betty Mindlin sobre Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP, morta em 10 de julho; artigo sobre engenharia de sistemas complexos; uma análise de indicadores de adoecimento no magistério superior em função da sobrecarga de trabalho; e resenhas dos livros “Should We Fear Russia”, de Dmitri Trenin, “O Mundo Sitiado – A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial”, de Murilo Marcondes, e “Desdizer e antes”, de Antonio Carlos Sechin.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 91, 306 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<h3><span>Sumário da edição</span></h3>
<p><strong>Centenário da Revolução Russa</strong></p>
<ul>
<li>1917-2017 e depois - <i>Bruno Barreto Gomide</i></li>
<li>Filosofia e Pensamento Social Russo: Continuidade depois da Revolução de Outubro - <i>Galin Tihanov</i></li>
<li>A Cultura Soviética entre a Revolução e o Stalinismo - <i>Evgeny Dobrenko</i></li>
<li>O Gulag e a Literatura do Gulag - <i>Andrea Gullotta</i></li>
<li>Como Narrar a História da Revolução Russa no seu Centenário? - <i>Martín Baña</i></li>
<li>As Revoluções Russas e a Emergência do Socialismo Autoritário - <i>Daniel Aarão Reis</i></li>
<li>O Centenário da Revolução Russa - <i>Lincoln Secco</i></li>
</ul>
<p><strong>Urbanismo, Sociedade e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>A Cultura na Cidade - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Incursões e Diálogos pelo Berço do Humano (Ou sobre Quando a Arquitetura Liberta a Cidade) - <i>Daniel Corsi</i></li>
<li>Da Minha Janela Vejo o Mundo Passar: Lima Barreto, o Centro e os Subúrbios - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li>Por uma Estética Radicante: Deslocamento, Experiência e Cidade - <i>Priscyla Gomes</i></li>
<li>O Rio, a Inundação e a Cidade. A Várzea do Tietê como Situação Crítica - <i>Nelson Brissac Peixoto</i></li>
</ul>
<p><strong>Psicanálise e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>Um Ponto Cego de "O Mal-Estar na Cultura": A Ciência na Era da "Instalação" - <i>Nelson da Silva Junior</i></li>
<li>Mal-Estar na Literatura Brasileira Contemporânea - <i>Christian Ingo Lenz  Dunker</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Lacan, Revolução e Liquidação da Transferência: A Destituição Subjetiva como Protocolo de Emancipação Política - <i>Vladimir Safatle</i></li>
<li>O Gênero entre a Lei e a Norma - <i>Pedro Ambra</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Engenharia de Sistemas Complexos - José Roberto Castilho Piqueira e Sérgio Mascarenhas de Oliveira</li>
<li>Psicodinâmica do Trabalho e Riscos de Adoecimento no Magistério Superior - Celina Hoffmann, Roselaine Ruviaro Zanini, Gilnei Luiz de Moura, Vânia Medianeira Flores Costa e Emanuelly Comoretto</li>
</ul>
<p><strong>Depoimento</strong></p>
<ul>
<li>Ecléa Bosi, a Grande Amiga - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Relações entre Estados Unidos e Rússia Hoje - <i>Lenina Pomeranz</i></li>
<li>A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial - <i>Betina Bischof</i></li>
<li>A Dita do Desdito - <i>Marcos Pasche</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revolução Russa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-18T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa">
    <title>100 anos da Revolução Russa é tema da revista 'Estudos Avançados' 91</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa</link>
    <description>A revista "Estudos Avançados" 91 dedica seu dossiê principal ao centenário da Revolução Russa; "Urbanismo, Sociedade e Cultura" e "Psicanálise e Cultura" são os outros dossiês da edição. </description>
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<p>Ao longo de grande parte do século 20, "não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora" que se formou na Rússia em 1917, na opinião de Bruno Barreto Gomide, professor de literatura russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>Vários aspectos da história cultural, política e social da Revolução Russa são analisados em dossiê organizado por Gomide para a edição 91 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês.</p>
<p>Com contribuições de pesquisadores do Reino Unido, Brasil e Argentina, o dossiê "Centenário da Revolução Russa" é constituído de uma parte dedicada à esfera da cultura, das ideias e da arte e outra voltada à história política e social da revolução.</p>
<p>No primeiro bloco, Galin Tihanov, do Queen Mary College da Universidade de Londres, trata de temas da história intelectual russo-soviética "pouco frequentados pelos estudiosos brasileiros", segundo Gomide, tais como as teorias da linguagem e o eurosianismo, além de propor uma redefinição do lugar de correntes intelectuais como o marxismo e o eslavofilismo no decorrer do período soviético. Evgeny Dobrenko, da Universidade de Sheffield, comenta a história das instituições artísticas e culturais soviéticas e faz uma leitura crítica da implantação e do significado do realismo socialista. Andrea Gullotta, da Universidade de Glasgow, traça um panorama circunstanciado da literatura produzida no gulag, complexo de campos de concentração soviéticos.</p>
<p>A segunda parte do dossiê abre-se com um balanço de Martín Baña, da Universidade de Buenos Aires, sobre as principais correntes historiográficas a respeito dos aspectos político-sociais da revolução, como é caso da "sovietologia política da Guerra Fria, da contribuição fundamental oferecida pela vertente revisionista da história social dos anos 1970 em diante e da 'virada cultural', que constitui uma veia forte dos estudos recentes". O dossiê termina com artigos de Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, e Lincoln Secco, da FFLCH-USP, sobre alguns momentos-chave dos ciclos revolucionários de 1905 e 1921.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>"Urbanismo, Sociedade e Cultura" é o tema do segundo conjunto de textos de "Estudos Avançados" 91. O dossiê foi organizado pelo arquiteto e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake e atual titular da <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Instituto Itaú Cultural.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017" class="external-link">Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para a constituição desse bloco temático, o pressuposto de partida foi considerar que a discussão sobre as cidades brasileiras "poderia e deveria" permear-se pelo contato entre o urbanismo e diferentes campos do conhecimento, segundo Ohtake.</p>
<p>Esse é a razão de os ensaios explorarem "as possibilidades de reflexão históricas e críticas acerca dos campos do urbanismo, da arte e da cultura", a partir de quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Esses quatro temas caracterizam, respectivamente, os artigos de Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.</p>
<p><strong>Psicanálise</strong></p>
<p>Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, o terceiro dossiê da edição, intitulado “Psicanálise e Cultura”, com artigos de Nelson da Silva Junior, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra, “ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura”.</p>
<p>Os artigos discutem: a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura; as narrativas de sofrimento na literatura brasileira dos anos 2010; as implicações políticas dos conceitos de transferência, ato analítico e destituição subjetiva tais como elaboradas por Jacques Lacan a partir dos anos 1960; e a possibilidade da determinação do caráter simbólico dos processos identitários de gênero a partir de constituição de grupos e políticas de alianças.</p>
<p>A edição conta ainda com outros seis textos: depoimento da antropóloga Betty Mindlin sobre Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP, morta em 10 de julho; artigo sobre engenharia de sistemas complexos; uma análise de indicadores de adoecimento no magistério superior em função da sobrecarga de trabalho; e resenhas dos livros “Should We Fear Russia”, de Dmitri Trenin, “O Mundo Sitiado – A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial”, de Murilo Marcondes, e “Desdizer e antes”, de Antonio Carlos Sechin.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 91, 306 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<h3><span>Sumário da edição</span></h3>
<p><strong>Centenário da Revolução Russa</strong></p>
<ul>
<li>1917-2017 e depois - <i>Bruno Barreto Gomide</i></li>
<li>Filosofia e Pensamento Social Russo: Continuidade depois da Revolução de Outubro - <i>Galin Tihanov</i></li>
<li>A Cultura Soviética entre a Revolução e o Stalinismo - <i>Evgeny Dobrenko</i></li>
<li>O Gulag e a Literatura do Gulag - <i>Andrea Gullotta</i></li>
<li>Como Narrar a História da Revolução Russa no seu Centenário? - <i>Martín Baña</i></li>
<li>As Revoluções Russas e a Emergência do Socialismo Autoritário - <i>Daniel Aarão Reis</i></li>
<li>O Centenário da Revolução Russa - <i>Lincoln Secco</i></li>
</ul>
<p><strong>Urbanismo, Sociedade e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>A Cultura na Cidade - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Incursões e Diálogos pelo Berço do Humano (Ou sobre Quando a Arquitetura Liberta a Cidade) - <i>Daniel Corsi</i></li>
<li>Da Minha Janela Vejo o Mundo Passar: Lima Barreto, o Centro e os Subúrbios - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li>Por uma Estética Radicante: Deslocamento, Experiência e Cidade - <i>Priscyla Gomes</i></li>
<li>O Rio, a Inundação e a Cidade. A Várzea do Tietê como Situação Crítica - <i>Nelson Brissac Peixoto</i></li>
</ul>
<p><strong>Psicanálise e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>Um Ponto Cego de "O Mal-Estar na Cultura": A Ciência na Era da "Instalação" - <i>Nelson da Silva Junior</i></li>
<li>Mal-Estar na Literatura Brasileira Contemporânea - <i>Christian Ingo Lenz  Dunker</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Lacan, Revolução e Liquidação da Transferência: A Destituição Subjetiva como Protocolo de Emancipação Política - <i>Vladimir Safatle</i></li>
<li>O Gênero entre a Lei e a Norma - <i>Pedro Ambra</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Engenharia de Sistemas Complexos - José Roberto Castilho Piqueira e Sérgio Mascarenhas de Oliveira</li>
<li>Psicodinâmica do Trabalho e Riscos de Adoecimento no Magistério Superior - Celina Hoffmann, Roselaine Ruviaro Zanini, Gilnei Luiz de Moura, Vânia Medianeira Flores Costa e Emanuelly Comoretto</li>
</ul>
<p><strong>Depoimento</strong></p>
<ul>
<li>Ecléa Bosi, a Grande Amiga - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Relações entre Estados Unidos e Rússia Hoje - <i>Lenina Pomeranz</i></li>
<li>A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial - <i>Betina Bischof</i></li>
<li>A Dita do Desdito - <i>Marcos Pasche</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revolução Russa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-18T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/14a-conferencia-internacional-em-saude-urbana-recebe-artigos-ate-17-de-marco">
    <title>14ª Conferência Internacional em Saúde Urbana recebe artigos até 31 de março</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/14a-conferencia-internacional-em-saude-urbana-recebe-artigos-ate-17-de-marco</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mobilidade-urbana/@@images/c7853f9a-2ee2-40e2-a3f0-4293e7d64bf0.jpeg" alt="Mobilidade urbana" class="image-left" title="Mobilidade urbana" />A <a class="external-link" href="http://www.icuh2017.org/">14ª Conferência Internacional em Saúde Urbana</a> (14th International Conference on Urban Health) está com chamada aberta, <strong>até 31 de março,</strong> para a submissão de artigos científicos relacionados ao tema deste ano: “Equidade em Saúde: A Nova Agenda Urbana e as Metas de Desenvolvimento Sustentável” (Health Equity: The New Urban Agenda and Sustainable Development Goals). O encontro acontece <strong>de 26 a 29 de setembro</strong> em Coimbra, Portugal.</p>
<p>Com no máximo 300 palavras e submetidos em inglês, os resumos deverão ser de artigos relacionados aos seguintes assuntos:</p>
<p><span>- Governança urbana e políticas orientadas para a equidade (Urban governance and equity-oriented policies)</span></p>
<p><span> </span><span>- Compreensão e abordagem das mudanças demográficas, epidemiológicas e da sociedade (Understanding and addressing demographic, epidemiologic and societal change)</span></p>
<p><span></span><span>- Planejamento urbano saudável, medição e métricas, dados e pesquisa (Healthy urban planning, measurement and metrics, data and research)</span></p>
<p><span></span><span>- Saúde e sustentabilidade ambiental (Environmental health and sustainability)</span></p>
<p><span></span><span>- Cuidados de saúde - acesso, serviços e qualidade (Health care - access, services and quality)</span></p>
<p><span>Caso tenha o trabalho aceito, pelo menos um dos autores deve comparecer à conferência para apresentação oral e exposição do artigo em mural. As submissões podem ser feitas </span><a class="external-link" href="http://www.icuh2017.org/submit-abstract.asp">online</a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Igualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-17T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/8a-virada-sustentavel">
    <title>8ª Virada Sustentável</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/8a-virada-sustentavel</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-4ce75fa7-001e-6a5b-71dd-2de6be0e6222"> </span></p>
<p>Entre 23 e 26 de agosto, acontece a <a class="external-link" href="https://www.viradasustentavel.org.br/">8ª Virada Sustentável</a> <span> em São Paulo.</span> <span style="text-align: justify; ">Para esta edição, foi escolhido o  tema “Um olhar para o futuro”.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; "> </span>O programa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais</a> do IEA (USP CG), participando das atividades da Virada Sustentável, promove dois seminários, no Auditório do Museu de Arte Contemporânea da USP no Parque Ibirapuera, <span style="text-align: justify; ">que além de abordar a crise hídrica, com o objetivo de proporcionar um debate multi e interdisciplinar sobre os recursos hídricos na Região Metropolitana de São Paulo e a possibilidade de outra crise em um futuro próximo também </span><span style="text-align: justify; ">propõe uma discussão sobre vida e saúde na metrópole se São Paulo.</span></p>
<p><span>No <strong>dia 25</strong>, acontece a mesa "<strong>As Dimensões das Crises Hídricas em São Paulo", </strong>com base<span style="text-align: justify; "> nas pesquisas apresentadas no </span><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/livro-branco-da-agua" class="external-link">Livro Branco da Água</a><span style="text-align: justify; ">, publicação do IEA organizada por Wagner Costa Ribeiro, professor da FFLCH-USP, e Marcos Buckeridge, professor do IB-USP e coordenador do Programa USP Cidades Globais. A obra, de caráter interdisciplinar, analisou, entre outros temas, a última crise hídrica na RMSP e está organizada em três seções: </span></span><span style="text-align: justify; ">origem das crises hídricas; </span><span style="text-align: justify; ">impacto das crises e </span><span style="text-align: justify; ">soluções para o futuro da água.</span></p>
<p>No <strong>dia 26</strong>, os <span style="text-align: justify; "> convidados serão  Paulo Saldiva, professor da  Faculdade de Medicina da USP e escritor do livro <i>“Vida Urbana e Saúde - Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles”; </i>Marco Akerman, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e um dos editores do livro  <i>“</i></span><span style="text-align: justify; "><i>Life Learning and Education in Healthy and Sustainable Cities”</i></span><span style="text-align: justify; "> (Educação e Aprendizagens Permanentes sobre Cidades Sustentáveis e Saudáveis) e também, o professor Paolo Zanotto,  do Instituto de Ciências Biomédicas, microbiologista, coordenador da Rede de Pesquisa sobre o Zika (Rede Zika). Esta mesa se propõe a apresentar uma forma multidimensional e sistêmica de compreender a saúde, demonstrando como diferentes fatores (ambientais, sociais, econômicos) influenciam na saúde e qualidade de vida da população.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Com base em seu livro, lançado em 2018, Paulo Saldiva abordará como a cidade de São Paulo e suas dinâmicas influenciam na saúde da população, tratando de temas como ilhas de calor, (i)mobilidade, poluição, saneamento e violência. Por sua vez, Marco Akerman abordará a multidimensionalidade e a intersetorialidade na saúde, e demonstrará a relação entre a saúde e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Por fim, Zanotto falará das pesquisas atuais sobre virologia.</span></p>
<div><span>Os dois eventos contarão com a participação de pesquisadores e docentes da Universidade de São Paulo (USP) e do Programa USP Cidades Globais (IEA/USP).</span></div>
<p> </p>
<p><strong>Comissão Organizadora:</strong></p>
<p>Marcos Buckeridge; Djonathan Gomes Ribeiro; Sandra Sedini; Thaisa Carvalho</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Hídrica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-03T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/2o-seminario-do-ciclo-201cressignificando-o-progresso-reflexoes-a-partir-das-mudancas-climaticas201d-verde-urbano-e-clima-15-05-2025">
    <title>2º Seminário do Ciclo “Ressignificando o Progresso: Reflexões a Partir das Mudanças Climáticas” - Verde Urbano e Clima - 15/05/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/2o-seminario-do-ciclo-201cressignificando-o-progresso-reflexoes-a-partir-das-mudancas-climaticas201d-verde-urbano-e-clima-15-05-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Clima &amp; Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Climática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-19T19:28:16Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-traz-dossie-sobre-transporte-publico">
    <title>"Estudos Avançados" traz dossiê sobre transporte público</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-traz-dossie-sobre-transporte-publico</link>
    <description>A edição 79 da revista também reúne ensaios de intelectuais do século 20 traduzidos pela primeira vez para o português, além de um texto inédito de Graciliano Ramos. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-79" alt="Capa da revista 79" class="image-right" title="Capa da revista 79" />O dossiê de abertura do nº 79 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", lançado este mês, discute em quatro textos um tema sensível da vida urbana brasileira na atualidade: o "Transporte Público", entendido como um direito à cidade. De acordo com Alfredo Bosi, editor da revista, "não por acaso, as chamadas 'Jornadas de Junho' reivindicaram em primeiro lugar melhor qualidade dos transportes urbanos, bem como a democratização das tarifas".</p>
<p>A edição, que já está disponível também em formato digital, na Scientific Electronic Library Online (<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420130003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>), conta com 23 textos, divididos em  cinco seções temáticas e uma de resenhas.</p>
<p><span> </span><span>O segundo dossiê, organizado por <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300006&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Fraya Freshe</a>, professora do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, aborda o "Espaço na Vida Social" a partir do pensamento de quatro destacados intelectuais europeus do século 20: </span><span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">George Simmel</a></span><span>, </span><span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300008&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Michel Foucault</a></span><span>, </span><span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300009&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Henri Lefebvre</a></span><span> e </span><span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300010&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Pierre Bourdieu</a>,</span><span> traduzidos pela primeira vez para o português e  introduzidos por um texto de Freshe</span><span>.</span></p>
<p>Dois artigos com releituras de clássicos do pensamento filosófico integram o dossiê "Filosofia". O <span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300011&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">primeiro</a></span> apresenta a interpretação das ideias do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard por parte do alemão e também filósofo Theodor Adorno; o <span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300012&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">segundo</a>, de Zelia Ramozzi-Chiarottino e José-Jozefran Freire, </span>discute novos enfoques sobre o dualismo cartesiano que opõe cultura e natureza.</p>
<p>O último dossiê, "Cultura e Música Popular", é composto por quatro textos que abordam o tema a partir das intersecções com a tradição oral, o folclore, o turismo rural, os cancioneiros portugueses e as tensões entre cultura da periferia e do centro. A seção traz ainda uma <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">entrevista</a> com o sociólogo Oswaldo Elias Xidieh (1915-2001) <span>feita em 1991.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p>A edição contém também um dos capítulos de um romance inacabado de Graciliano Ramos, que tinha por proposta retratar os contornos políticos e literários do fim dos anos 1930. Dos quatros capítulos da obra escritos pelo autor, apenas o <span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142013000300018&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">segundo</a></span>, publicado agora por "Estudos Avançados", permanecia inédito.</p>
<table class="listing">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: justify; "><i>"Estudos Avançados" nº 79, setembro-dezembro/2013, 304 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições por R$ 80,00). Informações sobre como adquirir exemplares ou assinar a publicação podem ser obtidas com Edilma Martins (<a class="mail-link" href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1675.</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-12-05T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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