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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/objeto-grafico">
    <title>Um objeto gráfico não identificado para refletir a experimentação acadêmica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/objeto-grafico</link>
    <description>Publicação procura refletir o espírito do IEA como instituição acadêmica diferencia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capas-do-objeto-grafico-de-novembro-de-2014" alt="Capas do objeto gráfico de novembro de 2014" class="image-inline" title="Capas do objeto gráfico de novembro de 2014" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Capas do objeto gráfico: experimentação como norma</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>O IEA lança este mês uma publicação<span> </span><i>sui generis</i>, não identificável com os veículos impressos usualmente produzidos por instituições acadêmicas. <span> </span>Ela não tem e continuará a não ter nome e suas futuras “edições” – se é que podem ser chamadas assim as reemergências da iniciativa – não obedecerão os critérios de periodicidade e a definição de um perfil rígido de conteúdo praticados pela maioria das publicações.</span></p>
<p><span>Essa diferenciação torna o impresso um componente complementar ao esforço permanente do Instituto em difundir ideias e debates resultantes das atividades de seus grupos e pesquisadores. O carro-chefe editorial do IEA no cumprimento desse esforço é a revista quadrimestral "Estudos Avançados", lançada em 1987 e já na sua 81ª edição, com edições impressa e digitais (na SciELO), acompanhada ao longo do tempo pela publicação impressa e digital de livros, cadernos e veículos informativos.</span></p>
<p><span>O objeto gráfico que está sendo lançado configura também  um tratamento diferenciado para conteúdos originalmente publicados no site do Instituto (www.iea.usp.br) de forma a estabelecer uma via de mão dupla onde o digital e o não digital interajam e se complementem.</span></p>
<p><span>O conteúdo central desta primeira "edição" são os relatos sobre os principais debates e conferências realizados em 2013 pelo Instituto e entrevistas com seus professores visitantes. O destaque, inclusive do ponto de vista gráfico, são os textos com as ideias dos debatedores participantes dos dois encontros que refletiram sobre a natureza e consequências das manifestações de junho do ano passado, que inundaram as ruas das principais cidades do país. Vale lembrar que o IEA foi palco do primeiro debate público de intelectuais sobre aqueles acontecimentos, no dia 21 de junho, apenas quatro dias depois da grande manifestação que tomou o Largo da Batata, em São Paulo.</span></p>
<p><span>Como proposta de publicação inovadora, o impresso não poderia deixar de tentar refletir, de alguma maneira e sem a pretensão original, a máxima de Maiakóvski: “Sem forma revolucionária não há arte revolucionária”. Pode-se dizer também que Gisela Mota e Joana Figueiredo, responsáveis pelo projeto gráfico, pautaram-se por uma norma intrínseca ao design gráfico (apesar de transgredida com frequência por gente insegura ou condicionada pelos padrões das atividades comerciais): a única regra é a de que não há regras.</span></p>
<p><span>O perfil da publicação procura refletir o espírito do IEA como instituição acadêmica diferenciada, direcionada para o questionamento tanto da eleição de temas quanto das ideias, métodos e conclusões dos debates realizados nos ambientes acadêmicos tradicionais de discussão científica, humanística, cultural e artística.</span></p>
<p><span>Não se sabe quando será publicado o próximo objeto gráfico do IEA, mas o certo é que será diferente, em conteúdo e formato, do que ora está sendo lançado. Afinal, a experimentação pré-condicionada não é experimentação, é maneirismo inovativo.</span></p>
<p><span>Mais informações sobre a publicação pelo e-mail <a class="mail-link" href="mailto:ieacomunica@usp.br?subject=Objeto Gráfico Não Identificado">ieacomunica@usp.br</a>.<br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-11-19T20:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/publicacoes/the-impact-of-covid-19-on-urban-agriculture-in-sao-paulo-brazil">
    <title>The Impact of COVID-19 on Urban Agriculture in São Paulo, Brazil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupos-anteriores/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/publicacoes/the-impact-of-covid-19-on-urban-agriculture-in-sao-paulo-brazil</link>
    <description>During the initial months of the COVID-19 pandemic, farmers worldwide were greatly affected by disruptions in the food chain. In 2020, São Paulo city experienced most of the effects of the pandemic in Brazil, with 15,587 deaths through December 2020. Here, we describe the impacts of COVID-19 on urban agriculture (UA) in São Paulo from April to August 2020. We analyzed two governmental surveys of 2100 farmers from São Paulo state and 148 from São Paulo city and two qualitative surveys of volunteers from ten community gardens and seven urban farmers. Our data showed that 50% of the farmers were impacted by the pandemic with drops in sales, especially those that depended on intermediaries. Some farmers in the city adapted to novel sales channels, but 22% claimed that obtaining inputs became difficult. No municipal support was provided to UA in São Paulo, and pre-existing issues were exacerbated. Work on community gardens decreased, but no garden permanently closed. Post COVID-19, UA will have the challenge of maintaining local food chains established during the pandemic. Due to the increase in the price of inputs and the lack of technical assistance, governmental efforts should be implemented to support UA. </description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Aziz Salem</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-06-17T11:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Link</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/the-humanities-and-its-publics-19-de-abril-de-2016">
    <title>The Humanities and its Publics - 19 de abril de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/the-humanities-and-its-publics-19-de-abril-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-04-19T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-109">
    <title>Saúde, nutrição e cidades são os temas da revista Estudos Avançados 109</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-109</link>
    <description>A edição 109 da revista Estudos Avançados, lançada em outubro, traz os dossiês "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-109" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 109" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 109" /></a></p>
<p>Os três dossiês da <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n109/">edição 109 de <i>Estudos Avançados</i></a>, lançada este mês, mantêm a tradição da revista em "abordar temas de relevância social e de inquestionável atualidade, aliando a comunicação de resultados de pesquisa ao debate público", nas palavras de seu editor, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Os temas desta vez são "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias". A intenção, como sempre, é colaborar com a "formulação e implementação de políticas governamentais voltadas para a superação de problemas que afetam a qualidade de vida e para redução das desigualdades sociais".</p>
<p>A interdisciplinaridade das análises é demonstrada logo no artigo de abertura do dossiê “Promoção da Saúde”, intitulado “Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo Importante Travado nos Assentamentos Precários de São Paulo”. De autoria de especialistas em geografia, urbanismo e patologia, o estudo analisou dados de moradores da cidade de São Paulo que morreram, de 2010 a 2016, por doenças do aparelho circulatório ou foram internados (pelo SUS), de 2011 a 2016, pelas mesmas doenças. Foram considerados o tipo de assentamento de moradia dos indivíduos (aglomerado subnormal, precário ou regular), idade e sexo.</p>
<p>A diferença da saúde cardiovascular entre os três tipos de assentamentos, avaliada por meio das proporções de internações hospitalares e pelas taxas de mortalidade, evidencia que quase 1,7 milhão de pessoas em São Paulo estão em grande desvantagem em relação aos restantes 85% da população.</p>
<p>Apesar de a habitação precária ser “a causa ou um fator determinante de muitas patologias físicas e mentais”, outro estudo do dossiê demonstra que “o marco legal da saúde no Brasil restringe ou mesmo proíbe o uso de recursos da saúde em questões habitacionais, delimita a composição das equipes de saúde a profissões médico-hospitalares, bem como não considera o uso de recursos de outras funções orçamentárias na provisão habitacional para fins específicos de saúde”.</p>
<p>Tais delimitações deveriam ser removidas em situações em que houver evidência científica de que a questão habitacional seja um determinante social da saúde, recomenda o artigo “Por Que o Investimento e Foco em Questões Habitacionais É também uma Medida de Saúde”.</p>
<p><strong>Vulnerabilidade</strong></p>
<p>Há de se considerar também o quadro de múltiplas vulnerabilidades dos territórios periféricos, o que torna a intervenção nesses espaços um desafio que precisa ser encarado a partir da lógica dos problemas complexos, pois “não dispõem de uma solução única e linear para a sua superação”, alerta um terceiro estudo. Baseando-se em trabalhos desenvolvidos pela Fundação Tide Setubal na periferia de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo, o artigo “Intersetorialidade e Melhorias Urbanas em Territórios Periféricos: O Caso de São Miguel Paulista” propõe que a intersetorialidade seja promovida a partir do orçamento público, da mensuração de impacto e do protagonismo das comunidades.</p>
<p>O dossiê também apresenta um estudo sobre história das ideias quanto as condições para o desenvolvimento dos indivíduos. O artigo “Educação, Saúde e Progresso: Discursos sobre os Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento da Criança (1930-1980)” mostra como no período estudado havia uma “forte associação entre a promoção do desenvolvimento dos indivíduos e o progresso social".</p>
<p>“Entendia-se que os investimentos públicos na criação de melhores condições de saúde e educação para as crianças favoreceria o avanço do país.” A escola era vista como “um ambiente propício ao desenvolvimento saudável e à civilização das crianças.”</p>
<p>Essa perspectiva de desenvolvimento transformou-se, quanto à saúde, em vulnerabilidade em muitas áreas periféricas onde o controle do território é exercido pelo crime organizado. A situação é exemplificada em estudo de unidade básica de saúde situada em área dominada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>Baseado em diário de campo e entrevistas abertas com diferentes interlocutores do território de uma unidade de saúde periférica de um município de médio porte do estado de São Paulo, o trabalho apontou que, “diante da ausência ou insuficiência do Estado em territórios de vulnerabilidade social, o tráfico pode funcionar tanto como agente de precarização das relações de trabalho entre equipes de saúde e a comunidade quanto como provedor de mecanismos de suporte e proteção para a população, mediação e gerenciamento das relações cotidianas da população, incluindo sua relação com os equipamentos de saúde”.</p>
<p><strong>Promoção da saúde</strong></p>
<p>Mesmo diante de inúmeras vulnerabilidades sociais, é preciso encontrar meios para a promoção da saúde. Torna-se relevante, então, compreender as diferentes interpretações sobre a promoção da saúde, em que pese o fato de o campo estar passando por um processo de institucionalização e fortalecimento. Artigo de sanitaristas discute essas interpretações, cuja diversidade demonstra a necessidades de aprofundar alguns temas, como o papel do setor de saúde, a mudança comportamental e a abordagem individuais, afirmam os pesquisadores.</p>
<p>Em seu estudo, eles apresentam outras formas de compreensão destes temas, por meio da contribuição de trabalhadores, gestores da atenção básica e de especialistas na questão, de forma a "ampliar as possibilidades da prática da promoção da saúde na atenção básica".</p>
<p>A metodologia do trabalho incluiu a realização de entrevista semiestruturada com especialistas e consulta a gestores e trabalhadores municipais da atenção básica por meio do formulário eletrônico FormSUS. Foram entrevistados 13 especialistas, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, do Grupo de Trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GTPSDS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), "grupo que defende a atuação na determinação social e não se restringe aos fatores de risco e proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)".</p>
<p>Outro estudo do dossiê analisou o impacto da implantação de ciclovias na cidade de São Paulo na prática de atividades físicas no lazer por um grupo 1.431 pessoas, moradoras no máximo a 1 km de ciclovias, e as correlações dessa prática com os índices de hipertensão arterial. O trabalho aponta a necessidade de melhoria das condições ambientais (implantação de ciclovias, por exemplo) nas áreas de maior carência socioeconômica da cidade, para maior oportunidade de prática de atividade física e a consequente redução nas taxas de hipertensão arterial e outras doenças crônicas.</p>
<p><strong>Bem viver</strong></p>
<p>A melhoria na qualidade de vida também é tema de outro artigo, que reúne a articula noções de bem viver em quatro matrizes principais: a das visões de mundo indígenas; a do pensamento utópico latino-americanista; a estatal; e a socioambiental. Segundo os autores, essas matrizes "guardam entre si aspectos convergentes, formando um núcleo comum emulador de novas propostas filosóficas, econômicas e políticas, enquanto alternativas ao modelo de vida, trabalho e relação com o ambiente produzido pelo capitalismo neoliberal".</p>
<p>A autonomia de pessoas em situação de curatela também é discutida no dossiê. Estudo de pesquisadores da área do direito examina a possibilidade de consentimento substitutivo no âmbito da saúde em casos de pessoas em situação de curatela, para averiguar se seria permitido ao representante legal de pessoas com deficiência decidir também sobre aspectos existenciais.</p>
<p>O dossiê se encerra com trabalho sobre a realidade socioambiental da implementação da logística reversa de medicamentos para minimizar a contaminação por fármacos, de maneira a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pertinente. O estudo destaca as ações de controle, monitoramento e educação ambiental para redução dos impactos dos resíduos farmacêuticos e promoção da sustentabilidade.</p>
<p><span><strong>Nutrição</strong></span></p>
<p><strong> </strong>O primeiro artigo do dossiê “Segurança Alimentar” visa contribuir para a análise do cenário atual sobre insegurança alimentar no Brasil, a partir dos estudos feitos por dois grupos de pesquisa do IEA (Nutrição e Pobreza; Saúde Planetária) em parceria com o Eixo AgriBio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP.</p>
<p>A contribuição da produção agrícola nas cidades para a melhoria desse cenário é explicitada em artigo sobre  os resultados do debate Agricultura Urbana e Segurança Alimentar e Nutricional: O Alimento Orgânico na Alimentação Escolar, ocorrido no 11º Seminário Serviço, Pesquisa e Política Pública. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza e pelo Grupo de Estudos de Agricultura Urbana, também do IEA.</p>
<p>O conjunto de textos inclui a análise de projeto prático de cuidado em saúde e alimentar de famílias com crianças e adolescentes em situação de má nutrição. O trabalho tratou da “cadeia curta de produção-comercialização” de alimentos para a sustentação das ações de projeto envolvendo famílias com crianças e adolescentes atendidas pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren).</p>
<p>Um tema recente do espectro de hábitos alimentares, o flexitarianismo, também está presente no dossiê, com um estudo sobre os fatores que levam os flexitarianos a diferentes níveis de redução no consumo de carne.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>Em 2009, por meio de uma lei municipal, foram estabelecidas estratégias de adaptação às mudanças climáticas e gestão de desastres na cidade de São Paulo. O artigo inicial do dossiê “Cidades e Tecnologias”, analisa a efetividade do quadro legal dessa política, sua articulação com outras normas relevantes e com o direito ambiental e como vem sendo construída sua governança.</p>
<p>As mudanças climáticas e outros fatores, como o El Niño, têm impacto direto na disponibilidade de água, como demonstra a atual seca que afeta diversos municípios na Amazônia, carentes de políticas e estrutura para enfrentar o problema. Daí a importância de os municípios terem maior participação no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), alertam os autores do artigo "A Governança das Águas no Brasil: Qual o Papel dos Municípios?".</p>
<p>Além de fraca participação no sistema, os pesquisadores indicam que, em geral, os municípios não possuem uma política sobre recursos hídricos. Outro problema, apontam, é o fato de as reformas legais incidentes sobre os recursos hídricos tenderem a fragilizar ainda mais o papel dos municípios no Singreh.</p>
<p>As soluções baseadas na natureza também estão presentes no dossiê, em artigo que trata da integração desse tipo de solução num projeto de revitalização de brownfield (área urbana subutilizada e degradada cuja transformação propicia benefícios à população).</p>
<p>O processo evolutivo das cidades é abordado em duas vertentes no dossiê: filosófica e tecnológica. Um artigo discute alguns conceitos criados pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), como disciplina e biopoder, e os aplica à história do urbanismo brasileiro, especialmente nos casos do Rio de Janeiro e São Paulo. Outro texto examina as tecnologias que têm levado a uma revolução urbana, com o surgimento das cidades inteligentes, em função da proliferação de equipamentos eletrônicos conectados ininterruptamente, que permitem gerenciar a estrutura urbana de forma mais eficiente e otimizada, afirmam os autores.</p>
<p><strong><strong><i>Os exemplares impressos da edição 109 de </i>Estudos Avançados <i>estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><i>estavan@usp.br</i></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><span> 
<hr />
<br />Sumário</span></h3>
<p><span><strong>Promoção da Saúde</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo I</span><span>mportante Travado nos Assentamentos P</span><span>recários de São Paulo - </span><i><span>Ligia Vizeu Barrozo, Carlos Leite, Edson </span><span>Amaro Jr. e Paulo Hilário Nascimento Saldiva</span></i></li>
<li><span>Por Que o Investimento e Foco em Questões H</span><span>abitacionais É também uma Medida de Saúde - </span><i><span>Eduardo Castelã Nascimento, </span><span>Wesllay Carlos Ribeiro e Suzana Pasternak</span></i></li>
<li><span>Intersetorialidade e Melhorias Urbanas </span><span>em Territórios Periféricos: O</span><span> Caso de São Miguel Paulista - </span><span><i>Mariana Almeida</i></span></li>
<li><span>Educação, Saúde e Progresso: D</span><span>iscursos sobre os Efeitos do Ambiente </span><span>no Desenvolvimento da Criança (1930-1980) - </span><span><i>Ana Laura Godinho Lima</i></span></li>
<li><span>Atenção Básica em Saúde em um Cenário </span><span>de Vulnerabilidade: Produção de Saúde </span><span>e Governança Informal do Tráfico - </span><i><span>Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, </span><span>Sabrina Helena Ferigato, Massimiliano Minelli </span><span>e Thelma Simões Matsukura</span></i></li>
<li><span>A Promoção da Saúde na Atenção Básica: O</span><span> Papel do Setor Saúde, a Mudança C</span><span>omportamental e a Abordagem Individual - </span><i><span>Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, </span><span>Marco Akerman e Simone Cynamon Cohen</span></i></li>
<li><span>Ciclovias, Atividade Física no Lazer </span><span>e Hipertensão Arterial: Um Estudo Longitudinal - </span><i><span>Alex Antonio Florindo, Guilherme Stefano - </span><span>Goulardins e Inaian Pignatti Teixeira</span></i></li>
<li><span>Entre Utopias Desejáveis e Realidades Possíveis: N</span><span>oções de Bem Viver na Atualidade - </span><i><span>Gabriel Castro Siqueira, Bruno Simões </span><span>Gonçalves e Alessandro de Oliveira dos Santos</span></i></li>
<li><span>Os Limites da Curatela e o Consentimento Livre </span><span>e Esclarecido da Pessoa com Deficiência - </span><i><span>Jussara Maria Leal de Meirelles </span><span>e Ana Paula Vasconcelos</span></i></li>
<li><span>Logística Reversa de Medicamentos no Brasil: U</span><span>ma Análise Socioambiental - </span><i><span>Sara Raquel L. B. de Lima, Viviane Souza </span><span>do Amaral e Julio Alejandro Navoni</span></i></li>
</ul>
<p><strong><span> </span><span>Segurança alimentar</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Segurança Alimentar: Reflexões </span><span>sobre um Problema Complexo - </span><span><i>Semíramis Martins Álvares Domene et al.</i></span></li>
<li>Alimentação Saudável, Agricultura Urbana e Familiar -<i> </i><i>Ana Lydia Sawaya et al.</i></li>
<li><span>Nas Brechas do Cotidiano: Construindo R</span><span>eflexões sobre Práticas e Saberes Profissionais </span><span>a partir da Comida do Território - </span><i><span>Giulia de Arruda Maluf, Maria Paula </span><span>de Albuquerque, Maria Fernanda Petroli </span><span>Frutuoso e Bernardo Teixeira Cury</span></i></li>
<li><span>O Que Influencia os Flexitarianos </span><span>a Reduzir o Consumo de Carne no Brasil? - </span><i><span>Mariele Boscardin, Andrea Cristina Dorr, </span><span>Raquel Breitenbach e Janaína Balk Brandão</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Cidades e Tecnologias</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas e Prevenção </span><span>a Desastres na Cidade de São Paulo - </span><i><span>Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Andresa </span><span>Tatiana da Silva e Fernanda dos Santos Rotta</span></i></li>
<li><span>A Governança das Águas no Brasil: Q</span><span>ual o Papel dos Municípios? - </span><i><span>Valérie Nicollier, Asher Kiperstok </span><span>e Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes</span></i></li>
<li><span>Soluções Baseadas na Natureza em Projetos </span><span>de Revitalização de Brownfields Urbanos: N</span><span>ovos Paradigmas para Problemas Urbanos - </span><i><span>Evandro Nogueira Kaam </span><span>e Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo</span></i></li>
<li><span>Sobre Foucault e o Urbanismo Brasileiro: U</span><span>ma Genealogia do Planejamento </span><span>(c. 1850s-1945) - </span><span><i>Joel Outtes</i></span></li>
<li><span>Cidades Cognitivas: Utopia Tecnológica </span><span>ou Revolução Urbana? - </span><span><i>Marcio Lobo Netto e João Francisco Justo</i></span></li>
<li><span>Intraempreendedorismo e Inovação </span><span>em Organizações Públicas: C</span><span>aso do Censo no Brasil - </span><i><span>Roberto Kern Gomes </span><span>e Magnus Luiz Emmendoerfer</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-23T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109">
    <title>Saúde, nutrição e cidades são os temas da revista Estudos Avançados 109</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109</link>
    <description>A edição 109 da revista Estudos Avançados, lançada em outubro, traz os dossiês "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-109" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 109" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 109" /></a></p>
<p>Os três dossiês da <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n109/">edição 109 de <i>Estudos Avançados</i></a>, lançada este mês, mantêm a tradição da revista em "abordar temas de relevância social e de inquestionável atualidade, aliando a comunicação de resultados de pesquisa ao debate público", nas palavras de seu editor, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Os temas desta vez são "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias". A intenção, como sempre, é colaborar com a "formulação e implementação de políticas governamentais voltadas para a superação de problemas que afetam a qualidade de vida e para redução das desigualdades sociais".</p>
<p>A interdisciplinaridade das análises é demonstrada logo no artigo de abertura do dossiê “Promoção da Saúde”, intitulado “Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo Importante Travado nos Assentamentos Precários de São Paulo”. De autoria de especialistas em geografia, urbanismo e patologia, o estudo analisou dados de moradores da cidade de São Paulo que morreram, de 2010 a 2016, por doenças do aparelho circulatório ou foram internados (pelo SUS), de 2011 a 2016, pelas mesmas doenças. Foram considerados o tipo de assentamento de moradia dos indivíduos (aglomerado subnormal, precário ou regular), idade e sexo.</p>
<p>A diferença da saúde cardiovascular entre os três tipos de assentamentos, avaliada por meio das proporções de internações hospitalares e pelas taxas de mortalidade, evidencia que quase 1,7 milhão de pessoas em São Paulo estão em grande desvantagem em relação aos restantes 85% da população.</p>
<p>Apesar de a habitação precária ser “a causa ou um fator determinante de muitas patologias físicas e mentais”, outro estudo do dossiê demonstra que “o marco legal da saúde no Brasil restringe ou mesmo proíbe o uso de recursos da saúde em questões habitacionais, delimita a composição das equipes de saúde a profissões médico-hospitalares, bem como não considera o uso de recursos de outras funções orçamentárias na provisão habitacional para fins específicos de saúde”.</p>
<p>Tais delimitações deveriam ser removidas em situações em que houver evidência científica de que a questão habitacional seja um determinante social da saúde, recomenda o artigo “Por Que o Investimento e Foco em Questões Habitacionais É também uma Medida de Saúde”.</p>
<p><strong>Vulnerabilidade</strong></p>
<p>Há de se considerar também o quadro de múltiplas vulnerabilidades dos territórios periféricos, o que torna a intervenção nesses espaços um desafio que precisa ser encarado a partir da lógica dos problemas complexos, pois “não dispõem de uma solução única e linear para a sua superação”, alerta um terceiro estudo. Baseando-se em trabalhos desenvolvidos pela Fundação Tide Setubal na periferia de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo, o artigo “Intersetorialidade e Melhorias Urbanas em Territórios Periféricos: O Caso de São Miguel Paulista” propõe que a intersetorialidade seja promovida a partir do orçamento público, da mensuração de impacto e do protagonismo das comunidades.</p>
<p>O dossiê também apresenta um estudo sobre história das ideias quanto as condições para o desenvolvimento dos indivíduos. O artigo “Educação, Saúde e Progresso: Discursos sobre os Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento da Criança (1930-1980)” mostra como no período estudado havia uma “forte associação entre a promoção do desenvolvimento dos indivíduos e o progresso social".</p>
<p>“Entendia-se que os investimentos públicos na criação de melhores condições de saúde e educação para as crianças favoreceria o avanço do país.” A escola era vista como “um ambiente propício ao desenvolvimento saudável e à civilização das crianças.”</p>
<p>Essa perspectiva de desenvolvimento transformou-se, quanto à saúde, em vulnerabilidade em muitas áreas periféricas onde o controle do território é exercido pelo crime organizado. A situação é exemplificada em estudo de unidade básica de saúde situada em área dominada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>Baseado em diário de campo e entrevistas abertas com diferentes interlocutores do território de uma unidade de saúde periférica de um município de médio porte do estado de São Paulo, o trabalho apontou que, “diante da ausência ou insuficiência do Estado em territórios de vulnerabilidade social, o tráfico pode funcionar tanto como agente de precarização das relações de trabalho entre equipes de saúde e a comunidade quanto como provedor de mecanismos de suporte e proteção para a população, mediação e gerenciamento das relações cotidianas da população, incluindo sua relação com os equipamentos de saúde”.</p>
<p><strong>Promoção da saúde</strong></p>
<p>Mesmo diante de inúmeras vulnerabilidades sociais, é preciso encontrar meios para a promoção da saúde. Torna-se relevante, então, compreender as diferentes interpretações sobre a promoção da saúde, em que pese o fato de o campo estar passando por um processo de institucionalização e fortalecimento. Artigo de sanitaristas discute essas interpretações, cuja diversidade demonstra a necessidades de aprofundar alguns temas, como o papel do setor de saúde, a mudança comportamental e a abordagem individuais, afirmam os pesquisadores.</p>
<p>Em seu estudo, eles apresentam outras formas de compreensão destes temas, por meio da contribuição de trabalhadores, gestores da atenção básica e de especialistas na questão, de forma a "ampliar as possibilidades da prática da promoção da saúde na atenção básica".</p>
<p>A metodologia do trabalho incluiu a realização de entrevista semiestruturada com especialistas e consulta a gestores e trabalhadores municipais da atenção básica por meio do formulário eletrônico FormSUS. Foram entrevistados 13 especialistas, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, do Grupo de Trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GTPSDS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), "grupo que defende a atuação na determinação social e não se restringe aos fatores de risco e proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)".</p>
<p>Outro estudo do dossiê analisou o impacto da implantação de ciclovias na cidade de São Paulo na prática de atividades físicas no lazer por um grupo 1.431 pessoas, moradoras no máximo a 1 km de ciclovias, e as correlações dessa prática com os índices de hipertensão arterial. O trabalho aponta a necessidade de melhoria das condições ambientais (implantação de ciclovias, por exemplo) nas áreas de maior carência socioeconômica da cidade, para maior oportunidade de prática de atividade física e a consequente redução nas taxas de hipertensão arterial e outras doenças crônicas.</p>
<p><strong>Bem viver</strong></p>
<p>A melhoria na qualidade de vida também é tema de outro artigo, que reúne a articula noções de bem viver em quatro matrizes principais: a das visões de mundo indígenas; a do pensamento utópico latino-americanista; a estatal; e a socioambiental. Segundo os autores, essas matrizes "guardam entre si aspectos convergentes, formando um núcleo comum emulador de novas propostas filosóficas, econômicas e políticas, enquanto alternativas ao modelo de vida, trabalho e relação com o ambiente produzido pelo capitalismo neoliberal".</p>
<p>A autonomia de pessoas em situação de curatela também é discutida no dossiê. Estudo de pesquisadores da área do direito examina a possibilidade de consentimento substitutivo no âmbito da saúde em casos de pessoas em situação de curatela, para averiguar se seria permitido ao representante legal de pessoas com deficiência decidir também sobre aspectos existenciais.</p>
<p>O dossiê se encerra com trabalho sobre a realidade socioambiental da implementação da logística reversa de medicamentos para minimizar a contaminação por fármacos, de maneira a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pertinente. O estudo destaca as ações de controle, monitoramento e educação ambiental para redução dos impactos dos resíduos farmacêuticos e promoção da sustentabilidade.</p>
<p><span><strong>Nutrição</strong></span></p>
<p><strong> </strong>O primeiro artigo do dossiê “Segurança Alimentar” visa contribuir para a análise do cenário atual sobre insegurança alimentar no Brasil, a partir dos estudos feitos por dois grupos de pesquisa do IEA (Nutrição e Pobreza; Saúde Planetária) em parceria com o Eixo AgriBio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP.</p>
<p>A contribuição da produção agrícola nas cidades para a melhoria desse cenário é explicitada em artigo sobre  os resultados do debate Agricultura Urbana e Segurança Alimentar e Nutricional: O Alimento Orgânico na Alimentação Escolar, ocorrido no 11º Seminário Serviço, Pesquisa e Política Pública. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza e pelo Grupo de Estudos de Agricultura Urbana, também do IEA.</p>
<p>O conjunto de textos inclui a análise de projeto prático de cuidado em saúde e alimentar de famílias com crianças e adolescentes em situação de má nutrição. O trabalho tratou da “cadeia curta de produção-comercialização” de alimentos para a sustentação das ações de projeto envolvendo famílias com crianças e adolescentes atendidas pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren).</p>
<p>Um tema recente do espectro de hábitos alimentares, o flexitarianismo, também está presente no dossiê, com um estudo sobre os fatores que levam os flexitarianos a diferentes níveis de redução no consumo de carne.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>Em 2009, por meio de uma lei municipal, foram estabelecidas estratégias de adaptação às mudanças climáticas e gestão de desastres na cidade de São Paulo. O artigo inicial do dossiê “Cidades e Tecnologias”, analisa a efetividade do quadro legal dessa política, sua articulação com outras normas relevantes e com o direito ambiental e como vem sendo construída sua governança.</p>
<p>As mudanças climáticas e outros fatores, como o El Niño, têm impacto direto na disponibilidade de água, como demonstra a atual seca que afeta diversos municípios na Amazônia, carentes de políticas e estrutura para enfrentar o problema. Daí a importância de os municípios terem maior participação no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), alertam os autores do artigo "A Governança das Águas no Brasil: Qual o Papel dos Municípios?".</p>
<p>Além de fraca participação no sistema, os pesquisadores indicam que, em geral, os municípios não possuem uma política sobre recursos hídricos. Outro problema, apontam, é o fato de as reformas legais incidentes sobre os recursos hídricos tenderem a fragilizar ainda mais o papel dos municípios no Singreh.</p>
<p>As soluções baseadas na natureza também estão presentes no dossiê, em artigo que trata da integração desse tipo de solução num projeto de revitalização de brownfield (área urbana subutilizada e degradada cuja transformação propicia benefícios à população).</p>
<p>O processo evolutivo das cidades é abordado em duas vertentes no dossiê: filosófica e tecnológica. Um artigo discute alguns conceitos criados pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), como disciplina e biopoder, e os aplica à história do urbanismo brasileiro, especialmente nos casos do Rio de Janeiro e São Paulo. Outro texto examina as tecnologias que têm levado a uma revolução urbana, com o surgimento das cidades inteligentes, em função da proliferação de equipamentos eletrônicos conectados ininterruptamente, que permitem gerenciar a estrutura urbana de forma mais eficiente e otimizada, afirmam os autores.</p>
<p><strong><strong><i>Os exemplares impressos da edição 109 de </i>Estudos Avançados <i>estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><i>estavan@usp.br</i></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><span> 
<hr />
<br />Sumário</span></h3>
<p><span><strong>Promoção da Saúde</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo I</span><span>mportante Travado nos Assentamentos P</span><span>recários de São Paulo - </span><i><span>Ligia Vizeu Barrozo, Carlos Leite, Edson </span><span>Amaro Jr. e Paulo Hilário Nascimento Saldiva</span></i></li>
<li><span>Por Que o Investimento e Foco em Questões H</span><span>abitacionais É também uma Medida de Saúde - </span><i><span>Eduardo Castelã Nascimento, </span><span>Wesllay Carlos Ribeiro e Suzana Pasternak</span></i></li>
<li><span>Intersetorialidade e Melhorias Urbanas </span><span>em Territórios Periféricos: O</span><span> Caso de São Miguel Paulista - </span><span><i>Mariana Almeida</i></span></li>
<li><span>Educação, Saúde e Progresso: D</span><span>iscursos sobre os Efeitos do Ambiente </span><span>no Desenvolvimento da Criança (1930-1980) - </span><span><i>Ana Laura Godinho Lima</i></span></li>
<li><span>Atenção Básica em Saúde em um Cenário </span><span>de Vulnerabilidade: Produção de Saúde </span><span>e Governança Informal do Tráfico - </span><i><span>Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, </span><span>Sabrina Helena Ferigato, Massimiliano Minelli </span><span>e Thelma Simões Matsukura</span></i></li>
<li><span>A Promoção da Saúde na Atenção Básica: O</span><span> Papel do Setor Saúde, a Mudança C</span><span>omportamental e a Abordagem Individual - </span><i><span>Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, </span><span>Marco Akerman e Simone Cynamon Cohen</span></i></li>
<li><span>Ciclovias, Atividade Física no Lazer </span><span>e Hipertensão Arterial: Um Estudo Longitudinal - </span><i><span>Alex Antonio Florindo, Guilherme Stefano - </span><span>Goulardins e Inaian Pignatti Teixeira</span></i></li>
<li><span>Entre Utopias Desejáveis e Realidades Possíveis: N</span><span>oções de Bem Viver na Atualidade - </span><i><span>Gabriel Castro Siqueira, Bruno Simões </span><span>Gonçalves e Alessandro de Oliveira dos Santos</span></i></li>
<li><span>Os Limites da Curatela e o Consentimento Livre </span><span>e Esclarecido da Pessoa com Deficiência - </span><i><span>Jussara Maria Leal de Meirelles </span><span>e Ana Paula Vasconcelos</span></i></li>
<li><span>Logística Reversa de Medicamentos no Brasil: U</span><span>ma Análise Socioambiental - </span><i><span>Sara Raquel L. B. de Lima, Viviane Souza </span><span>do Amaral e Julio Alejandro Navoni</span></i></li>
</ul>
<p><strong><span> </span><span>Segurança alimentar</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Segurança Alimentar: Reflexões </span><span>sobre um Problema Complexo - </span><span><i>Semíramis Martins Álvares Domene et al.</i></span></li>
<li>Alimentação Saudável, Agricultura Urbana e Familiar -<i> </i><i>Ana Lydia Sawaya et al.</i></li>
<li><span>Nas Brechas do Cotidiano: Construindo R</span><span>eflexões sobre Práticas e Saberes Profissionais </span><span>a partir da Comida do Território - </span><i><span>Giulia de Arruda Maluf, Maria Paula </span><span>de Albuquerque, Maria Fernanda Petroli </span><span>Frutuoso e Bernardo Teixeira Cury</span></i></li>
<li><span>O Que Influencia os Flexitarianos </span><span>a Reduzir o Consumo de Carne no Brasil? - </span><i><span>Mariele Boscardin, Andrea Cristina Dorr, </span><span>Raquel Breitenbach e Janaína Balk Brandão</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Cidades e Tecnologias</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas e Prevenção </span><span>a Desastres na Cidade de São Paulo - </span><i><span>Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Andresa </span><span>Tatiana da Silva e Fernanda dos Santos Rotta</span></i></li>
<li><span>A Governança das Águas no Brasil: Q</span><span>ual o Papel dos Municípios? - </span><i><span>Valérie Nicollier, Asher Kiperstok </span><span>e Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes</span></i></li>
<li><span>Soluções Baseadas na Natureza em Projetos </span><span>de Revitalização de Brownfields Urbanos: N</span><span>ovos Paradigmas para Problemas Urbanos - </span><i><span>Evandro Nogueira Kaam </span><span>e Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo</span></i></li>
<li><span>Sobre Foucault e o Urbanismo Brasileiro: U</span><span>ma Genealogia do Planejamento </span><span>(c. 1850s-1945) - </span><span><i>Joel Outtes</i></span></li>
<li><span>Cidades Cognitivas: Utopia Tecnológica </span><span>ou Revolução Urbana? - </span><span><i>Marcio Lobo Netto e João Francisco Justo</i></span></li>
<li><span>Intraempreendedorismo e Inovação </span><span>em Organizações Públicas: C</span><span>aso do Censo no Brasil - </span><i><span>Roberto Kern Gomes </span><span>e Magnus Luiz Emmendoerfer</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-23T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/rua-resiliencia-urbana-em-acao">
    <title>RUA – Resiliência Urbana em Ação: Estratégias para o Gerenciamento de Riscos Associados a Eventos Climáticos Extremos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/rua-resiliencia-urbana-em-acao</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><span><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1819"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-livro-rua-200px" alt="Capa de livro - RUA 200px" class="image-left" title="Capa de livro - RUA 200px" /></a></span></span></span></span></span>Tatiana Tucunduva (coordenadora)</strong></p>
<p dir="ltr"><span>IEA, 2026<br />96 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><strong>Download</strong>:<strong> </strong><span><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1819/1661/6771">PDF</a></span></span></span></span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p> </p>
<p><span>A obra <i>RUA – Resiliência Urbana em Ação</i> apresenta o projeto homônimo dedicado a fortalecer a capacidade das cidades brasileiras de enfrentar eventos climáticos extremos por meio de governança colaborativa, ciência aplicada e participação social. </span></p>
<p><span>Estruturada segundo as cinco fases do Marco de Sendai <i>–</i> resposta, recuperação, reabilitação, reconstrução e prevenção <i>–</i>, a publicação descreve encontros técnicos interinstitucionais baseados em metodologias participativas e análise de dados. </span></p>
<p><span>O caso da tragédia de São Sebastião (2023) é utilizado como estudo empírico central para mapear fragilidades, boas práticas e fluxos de atuação. </span></p>
<p><span>A obra enfatiza a integração entre órgãos públicos, academia, setor privado e comunidades como eixo da resiliência urbana. </span></p>
<p><span>Ao final, sistematiza achados transversais, desafios persistentes e recomendações práticas, culminando em uma chamada coletiva à ação para cidades mais preparadas, justas e sustentáveis..</span></p>
<p><span><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-saramago">
    <title>Revista publica artigos resultantes do seminário 'Celebrando José Saramago'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-saramago</link>
    <description>"Revista Estudos Saramaguianos" 13 publica artigos produzidos a partir de exposições no seminário "Celebrando Saramago", realizado em dezembro de 2020, sob coordenação de Jaime Bertoluci, pesquisador colaborador do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-saramago-1/image" alt="José Saramago" title="José Saramago" height="500" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">José Saramago (1922-2010), Nobel de Literatura de 1998</dd>
</dl></p>
<p>Em dezembro de 2020, o IEA realizou o seminário online <i>Celebrando José Saramago</i>, numa homenagem ao escritor português Nobel de Literatura no 10º aniversário de sua morte. O evento teve como resultado uma série de artigos, cuja maior parte integra dossiê da edição 13 da "Revista de Estudos Saramaguianos", recentemente lançada e disponível <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-estudos-saramaguianos-13.pdf">online</a>.</p>
<p>O seminário constituiu uma das atividades do projeto "O Ateu Amoroso: A Compaixão pelo Sofrimento Imposto pelo Homem aos Animais na Obra de José Saramago", desenvolvido no IEA pelo zoólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaime-bertoluci" class="external-link">Jaime Bertoluci</a>, professor da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP e pesquisador colaborador do Instituto. Os vídeos das exposições no seminário podem ser assistidos na Midiateca do IEA [<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/celebrando-jose-saramago-parte-1-de-2" class="external-link">Parte 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/celebrando-jose-saramago-parte-2-de-2" class="external-link">Parte 2</a>].</p>
<p>Na ocasião do encontro, Bertoluci destacou que 2020, além de marcar uma década da morte do escritor, foi o ano da comemoração de 40 anos de publicação do primeiro romance de Saramago, "Levantando do Chão", e de 20 anos de outra de suas obras, "A Caverna".</p>
<p><a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-estudos-saramaguianos-13.pdf"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-de-estudos-saramaguianos-13" alt="Capa da &quot;Revista de Estudos Saramaguianos&quot; 13" class="image-left" title="Capa da &quot;Revista de Estudos Saramaguianos&quot; 13" /></a></p>
<p>Segundo Bertoluci, alguns dos artigos publicados na revista aprofundam o conteúdo original das exposições do seminário, enquanto outros trazem análises de obras de Saramago que não foram abordadas no evento, e "todos representam contribuições originais à fortuna crítica do mestre português".</p>
<p>Os artigos do dossiê são:</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-ana-paula-arnaut.pdf"><i>Memorial do Convento: o Assalto</i> à Caixa-Forte da História</a> - Ana Paula Arnaut</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-carlos-reis.pdf">Para uma Teoria da Figuração em José Saramago</a> - Carlos Reis</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-horacio-costa.pdf">"O Primeiro Som": José Saramago e o (Longo) Caminho à Palavra</a> - Horácio Costa</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-jaime-bertoluci.pdf">Como Desenhar um Elefante</a> - Jaime Bertoluci</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-jean-pierre-chauvin.pdf">José Saramago, Cronista</a> - Jean Pierre Chauvin</p>
<p>• <a class="external-link" href="https://estudossaramaguianos.files.wordpress.com/2021/05/revista-de-estudos-saramaguianos-13.-marcelo-lachat.pdf"><i>Caim</i>, de José Saramago, entre o Mal e o Bem</a> - Marcelo Lachat</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Juanky Pamies Alcubilla/Flickr</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-06-08T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/data-historica-para-a-revista-estudos-avancados">
    <title>Revista Estudos Avançados ocupa primeiro lugar no ranking da SciELO</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/data-historica-para-a-revista-estudos-avancados</link>
    <description>Em 9 de novembro, publicação alcançou a primeira posição entre os 10 títulos mais visitados na biblioteca eletrônica SciELO.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/grafico-scielo-rea" alt="Gráfico Scielo REA" class="image-inline" title="Gráfico Scielo REA" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Estudos Avançados responde por 2,5% dos acessos da plataforma </strong><strong>(gráfico publicado pela SciELO em 9/11/2015)</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link"><i>Estudos Avançados</i></a> é a mais acessada entre os 280 periódicos que compõem a coleção corrente da base nacional da <a class="external-link" href="http://ww.scielo.br/">SciELO</a> desde sua criação. A SciELO é um acervo online com publicações selecionadas de periódicos científicos.</p>
<p>O novo ranking das 10 mais acessadas foi conhecido ontem, dia 9 de novembro. <span>Nas estatísticas ano a ano da SciELO, a revista já vem ocupando a primeira posição desde 2013. A publicação do IEA passou a integrar o acervo na </span><span>gestão do professor <a href="https://www.iea.usp.br/iea/estrutura/conselho-deliberativo/ex-conselheiros/joao-e-steiner" class="external-link">João Evangelista Steiner</a> (2004-2007) como diretor do Instituto.</span></p>
<p><span><span> Desde que foi indexada,</span><span> em 2004, a <i>Estudos Avançados</i> </span><span>recebeu <span>29.529.460</span> visitas, o maior número do total de acessos da base SciELO até o momento. O valor representa </span><span>2,5% de todos os acessos registrados na base até hoje.</span></span></p>
<p>A segunda posição é da revista Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Fiocruz, seguida pela Química Nova, da Sociedade Brasileira de Química. A Revista Latino-Americana de Enfermagem, da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, aparece na quarta colocação, seguida pela Revista de Saúde Pública, da Faculdade de Saúde Pública da USP.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Números da <i>Estudos Avançados </i>na SciELO</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/institucional/edicoes" class="external-link">Edições:</a> 84</p>
<p>Acessos totais: 29.529.460</p>
<p>Acessos em língua estrangeira (de ago-2009 a nov-2015):<br />Inglês: 489.343<br />Espanhol: 341.086</p>
<p>Edições mais acessadas:</p>
<p>Nº 51 <span>- </span><span>Trabalho e emprego. Reforma da Justiça. Ética e clonagem. Machado de Assis: 1.221.667 acessos</span></p>
<p>Nº 50 - O Negro no Brasil: 1.167.032 acessos</p>
<p>Nº 53 - <span>Amazônia brasileira I. Assuntos internacionais. Nações Unidas: <span style="text-align: -webkit-center; ">1.082.086 acessos</span></span></p>
<p>Artigos mais acessados:</p>
<p>“Clonagem e células-tronco”, de Mayana Zatz: 427.100 acessos</p>
<p>“Carta de Paulo Freire aos professores”, de Paulo Freire: 249.749 acessos</p>
<p>“O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas”, de Leandro Valle Ferreira,Eduardo Benticinque e Samuel Almeida: 242.035 acessos</p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em março de 2004, a SciELO indexou o número 49 da <i>Estudos Avançados.</i> A coleção completa está disponível online desde abril de 2006 e pode ser acessada pelo site da SciELO ou do <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">IEA</a>. Em 2006, a revista entrou também para a base de dados da <a class="external-link" href="http://www.scopus.com/">Scopus</a>, uma das mais importantes bases bibliográficas internacionais, onde está disponível online desde o numero 56.</p>
<p>A indexação da <i>Estudos Avançados</i> na SciELO e no Scopus, bem como a sua produção eletrônica em língua inglesa, tem favorecido uma abertura internacional à publicação. Segundo o editor executivo Dario Luis Borelli, “essas medidas vêm proporcionando visibilidade à revista e um alto e crescente número de acessos”.</p>
<p><span>A coleção completa da revista também pode ser acessada pelo </span><a class="external-link" href="http://www-periodicos-capes-gov-br.ez67.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_phome&amp;Itemid=68&amp;">Portal de Periódicos da Capes</a><span> e pelo</span><span> </span><a href="http://www.revistas.usp.br/eav" target="_blank">Portal de Revistas USP</a><span>, mantido pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi). Ou, ainda, na base de dados</span><a class="external-link" href="http://lilacs.bvsalud.org/"> Lilacs</a><span> (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e </span><a class="external-link" href="http://www.ibict.br/">IBICT</a><span>(Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).</span></p>
<p><span><strong>Coerência editorial</strong></span></p>
<p>Em 1987 a <i>Estudos Avançados </i>iniciava a sua missão fundamental, estreitamente conectada às bases que deram origem ao IEA: “Produzir e transmitir conhecimentos que revelem e façam entender melhor o que chamamos, em sentido lato, a realidade brasileira: as suas conquistas, os seus impasses, as suas contradições”, assim definida por <span>Alfredo Bosi, editor da </span><i>Estudos Avançados </i><span>desde 1989</span>.</p>
<p>A revista tem como <span>projeto fundamental a p</span>romoção da prática transdisciplinar, fazendo as pontes entre as Ciências da Natureza e as Humanidades<i>. </i>Essa premissa dá origem à variedade de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/institucional/assuntos" class="external-link">assuntos </a>abordados nesses 28 anos da publicação.</p>
<p>O ecletismo e a profundidade no tratamento dos temas foram evidenciados desde o início. A edição inaugural trouxe, em outubro de 1987, <i>O pensamento político para Raymundo Faoro,</i> junto com<i> </i>o dossiê <i>Revolução Francesa</i>.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Alfredo-Bosi-Editor-REA.jpg/@@images/3101a903-3d8b-4ea3-81d6-7c11a0bf5257.jpeg" alt="Alfredo Bosi editor REA" class="image-inline" title="Alfredo Bosi editor REA" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Alfredo Bosi, professor emérito da FFLCH e editor da Estudos Avançados </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Acredito que a persistência na sua trajetória, focada em ciência pura e políticas públicas, criou um perfil de leitores. Geralmente buscam um tema e encontram outros links a respeito. Percebem informações críveis e conseguem aprofundar o conhecimento sobre temas candentes do momento que nem sempre recebem um tratamento adequado pela mídia”, diz o professor Bosi.</p>
<p>O crivo científico, que traz imparcialidade à linha editorial, e a leveza dos textos mesmo quando tratam de assuntos áridos, também ajudaram a construir a trajetória de sucesso, na visão de Bosi.</p>
<p>“Temos um alto número de pareceristas, o que nos traz segurança editorial. A boa prática científica redunda em credibilidade. Por outro lado, aprofundamos os temas sem que os textos contenham expressões ou nomenclaturas excessivamente técnicas”, afirma o editor</p>
<p>Segundo Bosi, o quadro editorial faz um esforço de “tradução” ou adequação linguística para que os textos sejam mais acessíveis sem que isso signifique perda de qualidade. “O autor não é jornalista, mas isso não impede que façamos uma divulgação culta da ciência”, ressalta Bosi.</p>
<p>O editor conta que muitas vezes o artigo chega em formato de relatório. “Por minha formação literária, chego a ficar impaciente com tantas siglas. Se o autor não pode fazer um texto elegante, que pelo menos seja legível. É delicado dizer isso para o autor porque ele não quer renunciar às siglas e jargões da sua área. Mas afinal fazemos essa acomodação linguística. Temos um bom revisor”, observa.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev75.jpg" alt="Capa Revista 75" class="image-right" title="Capa Revista 75" />Ao olhar para as 10 últimas edições da <i>Estudos Avançados, </i>Bosi reforça sua tese de que a persistência na trajetória inicial da revista vem garantindo o sucesso entre os leitores. “O mais importante é o reconhecimento pela vasta comunidade de leitores qualificados de que a revista tem coerência. Publica com rigor acadêmico temas científicos e assuntos tratados superficialmente pela mídia. Os últimos 10 números mostram que há um equilíbrio entre temas de políticas públicas nacionais e internacionais e textos de caráter mais acadêmico”.</p>
<p>O editor lembra o número 75, que tratou do tema desenvolvimentismo. “Era e ainda é um termo polêmico por ser muito utilizado das mais variadas formas. Aprofundamos a discussão graças ao [Luiz Carlos] Bresser Pereira, que era um de nossos pareceristas”, lembra Bosi.</p>
<p>Bosi lembra algumas edições memoráveis, algumas delas entre as mais acessadas na história da revista. O dossiê de número 80, por exemplo, trouxe uma análise e retrospectiva dos 50 anos do golpe militar, com uma rica iconografia organizada a partir das imagens de uma exposição realizada no início de 2013 pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).</p>
<p>A próxima <i>Estudos Avançados, </i>de número 85, trará diagnósticos sobre a grave situação do desemprego no Brasil, apontando soluções para a crise.</p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-10T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-as-eleicoes-2024">
    <title>Revista Estudos Avançados aponta prioridades para próxima gestão da cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-as-eleicoes-2024</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-111" alt="Capa da revista Estudos Avançados 111" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 111" /></a>Em meio à campanha eleitoral para as eleições municipais deste ano, quando se espera que os candidatos apresentem uma agenda propositiva, a revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a> traz em sua <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">edição 111</a> [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-edicao-da-revista-estudos-avancados#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo] um amplo leque de análises e propostas sobre os principais problemas da cidade de São Paulo, de forma a contribuir com o debate público sobre as prioridades a serem enfrentadas pela próxima gestão do município.</p>
<p class="MsoNormal">O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, frisa que, numa cidade onde se estabelecem complexas redes de relações sociais e institucionais, "o principal desafio à governança reside justamente em promover desenvolvimento sustentável com equidade e justiça social, com respeito ao ambiente, com participação dos mais distintos grupos sociais na tomada de decisões que afetam a vida de maior número de pessoas e com promoção da cultura de respeito aos direitos humanos".</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões online<br />e impressa<br /> da edição</i></h3>
<p><i>Os artigos da versão online integral da edição 111 da revista Estudos Avançados podem ser baixados gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará disponível em meados de setembro, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="MsoNormal">Esses desafios orientaram a composição do dossiê "Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios", com 15 artigos de autoria de 40 pesquisadores de diversas instituições em áreas como urbanismo, saúde pública, educação, sociologia, economia, administração e gestão de políticas públicas.</p>
<p class="MsoNormal">Um fator fundamental para que as demandas da população paulistana sejam atendidas - desde que as decisões políticas sejam tomadas e os procedimentos estabelecidos - é a destinação adequada dos recursos orçamentários.  Essa é a preocupação do artigo que abre o dossiê: a “Governança do Orçamento de São Paulo Revisitada pós 2014 – Da Escassez à Sobra de Recursos”, de Ursula Dias Peres, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP.</p>
<p class="MsoNormal">Ela defende “a necessidade de maior pressão e controle” para o uso eficaz dos recursos orçamentários. Isso é importante, segundo ela, para que não se repita o ocorrido entre 2018 e 2022, quando um conjunto de fatores levou ao acúmulo de saldo em caixa de mais de R$ 20 bilhões, que “ficaram parados, apesar das demandas não atendidas da população”.</p>
<p class="MsoNormal">O trabalho é resultado da análise de um conjunto de dados de receitas, despesas e estrutura de pessoal, coletados para o período de 2003 e 2023, além de entrevistas com atores-chave da governança orçamentária. Peres explica os fatores que levaram ao superavit do município e indica os caminhos para que a governança do orçamento paulistano deixe de ser caracterizada por um “aumento importante na discricionariedade política do chefe do Executivo”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Segurança, saúde e educação</strong></p>
<p class="MsoNormal">Recente <a class="external-link" href="https://media.folha.uol.com.br/datafolha/2024/08/26/sjyawxgnru8ey8wqcfznc6lnc3yl-zuzv5qvwqk8-bc.pdf">pesquisa do Datafolha</a> indica que 20% dos paulistanos apontam a segurança como sua principal preocupação, com saúde e educação aparecendo empatadas em segundo lugar, citadas como principal problema por 18% da amostra consultada. A relevância assumida pela segurança com tema nas eleições paulistanas é contemplada pelo dossiê em artigo de quatro pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Eles refletem sobre o deslocamento dessa agenda, “transferida de uma pauta predominante estadual para parte central das estratégias eleitorais à prefeitura da cidade”.</p>
<p class="MsoNormal">A hipótese desenvolvida pelos pesquisadores é que os homicídios gozaram do status de “principal problema de segurança pública da cidade entre anos 1990 e 2000”, contudo “há uma mudança de cenário com sua redução. A centralidade passou a ser a cracolândia e o intensivo aumento dos crimes patrimoniais, sobretudo os furtos e roubos de celular. Fatores que levaram à “construção de um cenário agudo de medo e insegurança na população paulistana”.</p>
<p class="MsoNormal">No entanto, eles alertam que “decifrar a esfinge da segurança pública” na cidade de São Paulo e em outros municípios do país “ainda é um desafio arriscado e violento para parcelas significativas da população, ainda mais em um tempo social de ‘guerra cultural’”. A incógnita decorre da dúvida de se “o novo protagonismo dos municípios na segurança pública será acompanhado por reformas na arquitetura institucional e nas culturas organizacionais das forças de segurança pública e/ou se é só uma forma de dissipar demandas e pressões sociais por justiça social, prevenção da violência e cidadania”.</p>
<p class="MsoNormal">Os desafios da saúde pública são o tema de artigo de seis pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Eles consideram que a multiplicidade de prestadores de serviços de saúde que atuam sob contrato com a gestão municipal gera dificuldades nos processos de regulação estatal. “É imperativo aprimorar tais processos regulatórios da relação público-privada para garantir a intencionalidade e o controle público do sistema de saúde”, afirmam.</p>
<p class="MsoNormal">Os autores defendem também o reforço das estruturas de governança, especialmente em relação ao governo estadual, que tem, ao contrário do que ocorre na maioria dos estados brasileiros, uma “capacidade instalada de serviços de saúde numerosa e estratégica”.</p>
<p class="MsoNormal">Fechando a trinca das principais preocupações dos paulistanos, a questão educacional na cidade é abordada a partir dos desafios para o munícipio e o estado decorrentes da relação entre o envelhecimento da população e a educação de jovens e adultos (EJA). O artigo de Marcelo Dante Pereira, da Rede Municipal de Ensino, e Maria Clara Di Pierro, professora sênior da Faculdade de Educação da USP, é fruto de um diagnóstico demográfico e educacional da população idosa do município e um estudo de caso comparativo nas redes estadual e municipal de educação da cidade.</p>
<p class="MsoNormal">Os autores elencam quatro recomendações para a futura gestão da cidade. A primeira delas é fortalecimento da oferta pública de EJA para atender a demanda potencial de idosos com baixa escolaridade, especialmente na periferia. Essa oferta deve ser acompanhada de processos de orientação para a adaptação escolar das pessoas idosas, que sentem muitos impactos ao retornar à EJA. A terceira recomendação é para que as redes de ensino busquem apoio técnico consultivo para a elaboração de orientações normativas e para a realização de formações continuadas com temáticas que tratem da superação do ageísmo e da promoção de práticas educacionais com pessoas idosas.</p>
<p class="MsoNormal">Finalmente, recomendam a produção de políticas intersetoriais envolvendo as secretarias de Educação e outras, estaduais e municipais, e os Conselhos Estaduais e Municipais da Pessoa idosa, de forma a favorecer a busca ativa por pessoas idosas com baixa escolaridade, além de incluir a temática do envelhecimento nas formações continuadas de docentes e técnicos.</p>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Emprego e mobilidade</strong></span></p>
<p class="MsoNormal">Apesar da recente redução no índice de desemprego, a oferta de trabalho e sua qualidade permanecem uma preocupação relevante para parte importante dos paulistanos, sobretudo diante das transformações econômicas da cidade. Essas questões estão presentes em análise do mercado de trabalho no município na última década por pesquisadores do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, Cebrap e UFABC. Eles destacam como as tendências de força de trabalho, desocupação, padrão ocupacional e rendimento se refletem sobre a desigualdade de renda e a pobreza.</p>
<p class="MsoNormal">O texto discute o período recente, com base nos dados de 2012 a 2023 da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. São abordadas as principais convergências e divergências em termos de polarização ocupacional, distribuição de renda e pobreza nos cenários paulistano e nacional, apresentando também algumas dinâmicas relativas à interseccionalidade de raça e gênero.</p>
<p class="MsoNormal">Segundo os pesquisadores, tudo indica que o mercado de trabalho paulistano tende a se tornar mais desigual e polarizado, diminuindo seu papel de núcleo das transformações sociais do país, “mesmo quando combinava ‘crescimento e pobreza’”. Diante desse cenário, apontam dois vetores estratégicos para novas oportunidades: incorporar a inclusão social como meta, inclusive pela sua capacidade geradora de empregos e de renda, por meio da expansão das políticas públicas (saúde, educação e assistência social); e apostar em novos conglomerados produtivos, fundados na alta produtividade e no potencial de emprego, tendo em vista o ainda existente diferencial da cidade no plano nacional”.</p>
<p class="MsoNormal">“Essas ações de liderança tecnológica em novos setores e segmentos – num contexto de “nova industrialização” tal como propugnado pelo governo federal – poderiam ser desenvolvidas inclusive no sentido de reverter a atual hierarquia espacial da cidade”, concluem.</p>
<p class="MsoNormal">Associados em grande parte à questão do mercado de trabalho estão os problemas de mobilidade na cidade, onde grande parte da população mora longe dos locais de trabalho. “Não são poucos os problemas econômicos, políticos, sociais afeitos aos transportes e mobilidade urbana que estarão à espera do próximo prefeito eleito da cidade de São Paulo, e vão exigir coragem para inovar”, afirmam os três pesquisadores da UFABC na sinopse de seu texto sobre as transformações necessárias da mobilidade urbana paulistana.</p>
<p class="MsoNormal">Eles consideram essencial a implementação de uma “política heterodoxa” para transformar o cenário atual da mobilidade urbana em São Paulo. Entre as mudanças que defendem, destacam “as mais abrangentes e sistêmicas, propostas pela coalizão Mobilidade Triplo Zero – tarifa zero, zero emissão e zero morte no trânsito”.  Os pesquisadores citam outra proposta da coalização: a criação de um Sistema Único de Mobilidade (SUM), com gestão interfederativa, fundamentado em princípios como equidade, acessibilidade e sustentabilidade.</p>
<p class="MsoNormal">Eles defendem também o “rompimento efetivo com o modelo tarifários dos transportes coletivos, já inovado no município de São Paulo com a Tarifa Zero”.  Associam essa ação com a urgência de repensar o financiamento do setor, “considerando a distribuição justa de recursos e superando desafios políticos e tecnológicos para alcançar uma mobilidade mais justa e sustentável”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Habitação e zoneamento</strong></p>
<p class="MsoNormal">Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, ex-vereador e ex-secretário de Cultura da cidade de São Paulo, é o autor do artigo “O Adensamento Populacional É Necessário, mas Verticalização Precisa Ter Limites e Respeitar a Memória e o Ambiente de São Paulo. O texto reflete sobre a regulação do uso e ocupação do solo em São Paulo, tendo como referência as diretrizes do Plano Diretor Estratégico e a implementação dos instrumentos previstos por ele, além da necessidade de ajuste da legislação complementar.</p>
<p class="MsoNormal">O artigo procura mostra que o adensamento populacional de São Paulo é absolutamente necessário para dar conta das necessidades habitacionais atuais e futura da Região Metropolitana, mas que a verticalização e as transformações imobiliárias indispensáveis para alojar mais gente no mesmo espaço precisam ter limites e não podem destruir referências culturais, ambientais e urbanas da cidade.</p>
<p class="MsoNormal">Outros artigos do dossiê sobre uso e ocupação do solo da cidade discutem a gestão de instrumentos de planejamento territorial a partir da ideia de projeto urbano como novo patamar da prevalência do zoneamento, a predominância de um urbanismo corporativo em detrimento de outro redistributivo e cooperativo e o papel da urbanização na história e suas transformações contemporâneas.</p>
<p class="MsoNormal">O dossiê se completa com trabalhos sobre sustentabilidade, redução de desigualdades, com redução das desigualdades, a situação financeira dos idosos, a desestatização do Vale do Anhangabaú e os padrões da distribuição espacial dos votos para vereadores paulistanos nas eleições de 2020.</p>
<h3><strong>Impactos da Inteligência artificial</strong></h3>
<p class="MsoNormal">O segundo conjunto de textos traz cinco dos trabalhos apresentados no 1º Seminário Internacional Inteligência Artificial: Democracia e Impactos Sociais, realizado pelo Centro de Inteligência Artificial, parceria da USP com a Fapesp e a IBM. Um dos artigos apresenta ferramentas desenvolvidas por pesquisadores e profissionais de computação, engenharia e matemática para o processamento de documentos políticos públicos para tornar as informações mais acessíveis aos cidadãos.</p>
<p class="MsoNormal">Em outro trabalho, de autoria de pesquisadores de computação e direito, é proposto um caminho para um novo paradigma de uso justo e ético da inteligência artificial (IA) na moderação de conteúdo na internet, e no qual o Estado e as plataformas têm papel relevante. Segundo os autores, esse caminho passa pela adoção de IA explicável associada a critérios transparentes e legítimos definidos pela sociedade.</p>
<p class="MsoNormal">Três profissionais especialistas em ciência da computação apresentam em seu artigo um projeto destinado a revisar várias bases de dados de treinamento e testes com o propósito de mitigar e minorar os vieses pessoais em um modelo multimodal de classificação de categorias urbano-sociais. Na fundamentação do projeto, eles se valeram de referenciais teóricos da linguística discursiva, da construção da moralidade e das abordagens analíticas sobre viés/variância. Isso permitiu, afirmam, que o trabalho pudesse atingir assertivamente o objetivo da mitigação de bias, o qual, "mesmo sendo uma tarefa laboriosa, é de pauta algorítmica-social para manter a pluralidade e robustez em dados públicos".</p>
<p class="MsoNormal">A partir de estudos da recente promoção dos Big Data e da IA para a produção de estatísticas oficiais das Nações Unidas, dois pesquisadores da UFC apresentam em seu texto uma análise de algumas transformações nas estatísticas públicas produzidas pelos institutos nacionais de estatística pelo mundo. A análise deu-se por meio de pesquisa empírica fundamentada em contribuições teóricas da sociologia da quantificação e dos estudos de ciência e tecnologia.</p>
<p>O uso da IA no setor privado também é abordado pelo conjunto de textos. Pesquisadores da área de administração examinam as decisões tomadas ou apoiadas pela IA em organizações. O artigo resume uma pesquisa com base em dados secundários, analisando 128 casos de uso da IA buscando entender como ela tem contribuído na tomada de decisões organizacionais. De acordo com os autores, foi possível identificar maior representatividade de adoção da IA nas áreas de operações e marketing, predominantemente no nível de decisão operacional e como apoio às tomadas de decisão.</p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário de Estudos Avançados 111</h3>
<div id="_mcePaste"><strong>Eleições Municipais em São Paulo: P</strong><strong>roblemas e Desafios</strong></div>
<ul>
<li>Governança do Orçamento de São Paulo Revisitada pós 2014. Da Escassez à Sobra de Recursos - <i>Ursula Dias Peres</i></li>
<li>Desafios na Gestão Municipal do Sistema Único de Saúde no Município de São Paulo - <i>Aylene Bousquat et al.</i></li>
<li>Polarização, Desigualdade e Pobreza: Dilemas e Desafios do Mercado de Trabalho na Cidade de São Paulo - <i>Alexandre de Freitas Barbosa, Ian Prates, Ângela Cristina Tepassê e Levi Cristiano Oliveira</i></li>
<li>Desafios da Educação de Jovens e Adultos no Contexto do Envelhecimento da População Paulistana - <i>Marcelo Dante Pereira e Maria Clara Di Pierro</i></li>
<li>A Financeirização da Velhice e a Convergência entre Estado e Mercado - <i>Guita Grin Debert e Jorge Félix</i></li>
<li>Freio de Arrumação para a Mobilidade Urbana Paulistana - <i>Silvana Zioni, Thiago Von Zeidler Gomes e Priscila da Mota Moraes</i></li>
<li>O Adensamento Populacional é Necessário, mas Verticalização Precisa Ter Limites e Respeitar a Memória e o Ambiente de São Paulo - <i>Nabil Bonduki</i></li>
<li>A Metrópole Paulistana no Século 21: Gestão de Instrumentos Urbanísticos e Desafios de Aproximação do Território - <i>Sarah Feldman</i></li>
<li>São Paulo Metrópole: Sustentabilidade com Redução das Desigualdades, um Processo Unitário - <i>Claudio Salvadori Dedecca e Cassiano José Bezerra Marques Trovão</i></li>
<li>Urbanismo Corporativo / Urbanismo Cooperativo: uma Gestão Responsável em São Paulo é Possível? - <i>Nadia Somekh, Bruna Fregonezi e Guilherme Del’Arco</i></li>
<li>A Economia Política da Urbanização: uma Reinterpretação à Luz das Eleições Municipais - <i>Ricardo Carlos Gaspar</i></li>
<li>Percepção Crítica sobre a Desestatização do Vale do Anhangabaú a partir de 2021 - <i>André Biselli Sauaia e Anália Amorim</i></li>
<li>Medo, Violência e Política na Cidade de São Paulo: A Quem Cabe Decifrar a Esfinge da Segurança Pública? - <i>Renato Sérgio de Lima, Guaracy Mingardi, David Marques e Thais Carvalho</i></li>
<li>Desafios da Gestão Municipal para Redução das Desigualdades na Cidade de São Paulo - <i>Jorge Abrahão e Igor Pantoja</i></li>
<li>Padrões Espaciais de Votação nas Eleições para a Câmara Municipal de São Paulo: Um Estudo a partir das Eleições de 2020 - <i>Lucas Gelape, Joyce Luz e Débora Thomé</i></li>
</ul>
<p id="content"><strong>Inteligência Artificial: Democracia e Impactos Sociais</strong></p>
<ul>
<li>Tomada de Decisão nas Organizações: O Que Muda com a Inteligência Artificial? - <i>Abraham Sin Oih Yu et al</i>.</li>
<li>Estatísticas Públicas, Big Data e Inteligência Artificial: O caso da Plataforma Global da ONU - <i>Oscar Arruda d’Alva e Edemilson Paraná</i></li>
<li>Mitigação de Viés de Datasets Multimodais em um Classificador de Categorias Urbano-Sociais - <i>Luciano C. Lugli, Daniel Abujabra Merege e Rafael Pillon Almeida</i></li>
<li>Inteligência Artificial Explicável para Atenuar a falta de Transparência e a Legitimidade na Moderação da Internet - <i>Thomas Palmeira Ferraz et al</i>.</li>
<li>Democracia Aumentada: Inteligência Artificial como Ferramenta de Combate à Desinformação - <i>Alexandre Alcoforado et al.</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Administração Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-29T11:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-scientiae-studia-publica-novo-numero">
    <title>Revista 'Scientiae Studia' publica novo número </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-scientiae-studia-publica-novo-numero</link>
    <description>Volume 13, número 3, da revista Scientiae Studia, já está disponível para leitura. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/scientiae-studia" alt="Scientiae Studia - V.13 - n3" class="image-inline" title="Scientiae Studia - V.13 - n3" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A nova edição (<a href="http://www.revistas.usp.br/ss/issue/view/7989" target="_blank">v. 13, n.3</a>) da "<em>Scientiae Studia – </em>Revista Latino-Americana de Filosofia e História da Ciência da USP"<i> </i>acaba de ser publicado. Sete artigos integram o novo número:</p>
<ul>
<li>Francis Bacon e a questão da longevidade humana, de Luciana Zaterka</li>
<li>A ideia de natureza em José Barbosa de Sá, com especial referência às plantas, de Rafael Dias da Silva Campos e Christian Fausto Moraes dos Santos</li>
<li>Sobre la supuesta heteronomía explicativa de la biología funcional, de Gustavo Caponi</li>
<li>Epigénesis y preformacionismo: radiografía de una antinomía inconclusa, de Davide Vecchi e Isaac Hernández</li>
<li>Selección natural y condicionamiento de operantes: una crítica a la analogía de Fodor y Piattelli-Palmarini, de Julio Torres Meléndez</li>
<li>Alterização, biologia humana e biomedicina, de Juanma Sánchez-Arteaga, Davide Rasella, Laia Ventura Garcia e Charbel El-Hani</li>
<li>Controvérsias na climatologia: o IPCC e o aquecimento global antropogênico, de José Correa Leite</li>
</ul>
<p><br />A publicação traz ainda três resenhas:</p>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li><span>As duas faces da morfologia: funcionalismo e formalismo, de Felipe Faria</span></li>
<li><span>O mosaico causal do mundo orgânico, de Lorenzo Baravalle</span></li>
<li><span>Gênese e recepção do projeto epistemológico de Ludwik Fleck, de João Alex Carneiro</span></li>
</ul>
</div>
<p><span><br />Apoiado pelo IEA desde o início de 2013, o periódico tem como editor </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pablo-ruben-mariconda" class="external-link">Pablo Mariconda</a><span>, coordenador do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a><span>.</span></p>
<p><span>Trimestral, a </span><em>Scientiae Studia </em><span>tem por objetivo dar visibilidade à produção acadêmica nas áreas de filosofia e história da ciência. Mesclando artigos em português e em espanhol, a revista busca não só a difusão de estudos críticos (históricos, epistemológicos, éticos) sobre ciência e filosofia, mas também uma maior integração linguística e cultural entre os países da América Latina.</span></p>
<p><span>A revista pode ser <a class="external-link" href="http://www.revistas.usp.br/ss/issue/view/7989">lida on-line</a> ou <a class="external-link" href="http://www.scientiaestudia.org.br/revista/aquisicao.asp">adquirida em sua versão impressa</a>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-22T12:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
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    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 98 analisa precariedade e transformações no trabalho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98</link>
    <description>Edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento em abril, apresenta conjuntos de textos sobre o trabalho de cuidado, uberização, bioeconomia, José Saramago e outros temas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-98" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" /></p>
<p>Num momento de extrema redução da possibilidade de trabalho para grande parcela de trabalhadores em consequência das restrições de circulação e contato público devido à Covid-19, a edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento este mês, discute dois temas problemáticos do mundo do trabalho brasileiro pré-pandemia: o ainda pouco reconhecimento do trabalho de cuidado, essencial diante do envelhecimento da população; e as características e impactos das novas formas de trabalho, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores. A edição já está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível no SciELO</a>.</p>
<p>Como não poderia ser diferente, o conteúdo da edição [veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo] foi definido antes de a Organização Mundial de Saúde declarar a pandemia causada pela disseminação internacional do novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Além disso, seria impossível obter análises rigorosas produzidas em plena fase inicial da pandemia.</p>
<p>No entanto, as questões abordadas nos dossiês sobre trabalho merecem atenção redobrada, pois estão entre aquelas para as quais a sociedade deverá buscar respostas no pós-pandemia, de forma a assegurar a todos um trabalho digno, com igualdade, direitos e proteção à saúde.</p>
<p>No dossiê “Trabalho, Gênero e Cuidado”, o cuidado com pessoas é analisado em suas diversas manifestações, profissionais ou não. Uma delas é quando o cuidado ocorre como uma “ajuda”, sem caracterizar-se como atividade profissional nem como obrigação – de parentes, por exemplo. O tema é discutido pelas sociólogas Nadya Araujo Guimarães, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Priscila Pereira Faria Vieira, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</p>
<p>Já Helena Hirata, ex-professora visitante do IEA e diretora de pesquisa emérita do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França, trata dos principais pontos de convergência e divergência na atividade dos cuidadores de idosos no Brasil, Japão e França, sem deixar de lado a centralidade das mulheres nesse trabalho. Seu objetivo é demonstrar como gênero, raça e classe social participam da construção das trajetórias profissionais e pessoais das cuidadoras.</p>
<p>No artigo “Cuidado y Responsabilidade”, Natacha Borgeaud-Garciandía discute o trabalho de cuidadoras imigrantes de idosos em Buenos Aires, Argentina. Pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Argentina, Natacha concentra-se na responsabilidade como assunção de uma obrigação moral em relação a uma pessoa vulnerável. Um dos aspectos discutidos é o papel da responsabilidade na complexidade das tramas de exploração das cuidadoras, no marco de relações desiguais de poder.</p>
<p>O tratamento jurídico do cuidado no Brasil e as políticas públicas voltadas à socialização das atividades de reprodução social ficam aquém das demandas sociais, segundo Regina Stela Corrêa Vieira, pesquisadora do Cebrap e professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).</p>
<p>De acordo com Regina, o direito do trabalho, que “historicamente ignora ou neglicencia o trabalho doméstico, remunerado ou não”, teve avanços como a Emenda Constitucional 72/2013 e a ratificação da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, mas sofre atualmente com a reforma trabalhista, que “ameaça os direitos conquistados arduamente pelas trabalhadoras domésticas”.</p>
<p>A luta dessas trabalhadoras pela valorização de sua atividade profissional é analisada também em artigo de Louisa Acciari, da UFRJ, e Tatiane Pinto, da UFRRJ, que tratam das negociações informais com empregadores até a mobilização sindical da categoria. Elas propõem uma redefinição do conceito de trabalho, com a inclusão plena do trabalho de cuidado e reprodutivo nesse conceito, algo “indispensável para a garantir a dignidade e igualdade de direitos”.</p>
<p><strong>Precarização do trabalho</strong></p>
<p>A discussão sobre essa carência de direitos e dignidade no âmbito de cuidadores e empregados domésticos em geral é ampliada no segundo dossiê da edição para tratar das características e impactos, inclusive na saúde, das transformações em curso no mundo do trabalho.</p>
<p>O sanitarista René Mendes, pesquisador colaborador do IEA, sintetiza em seu artigo as preocupações que o levaram a propor ao Instituto o projeto de pesquisa “Impactos das Novas Morfologias do Trabalho Contemporâneo sobre o Viver, o Adoecer e o Morrer de Trabalhadores”.</p>
<p>Mendes parte das percepções de estudos existentes sobre o problema efetuados pela ótica sociológica, sobretudo, mas busca aprofundar, desta vez sob a ótica da epidemiologia social, as reflexões sobre a natureza e a complexidade dos mecanismo de patogênese das novas morfologias do trabalho sobre a vida e a saúde de trabalhadores.</p>
<p>Uma dessas novas formas de trabalho é a chamada “uberização”, tema do texto de Ludmila Costhek Abílio, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp. O artigo baseia-se em pesquisa empíricas com revendedoras de cosmético e motofretistas e dados secundários sobre motoristas do Uber e os chamados bike boys.</p>
<p>A análise de Ludmila considera duas teses: 1) a uberização é uma tendência global em curso para consolidar o trabalhador como um autogerente subordinado disponível, desprovido de garantias e direitos, definido como trabalhador just-in-time; 2) as empresas se apresentam como mediadoras, quando na verdade operam formas de subordinação e controle do trabalho, no que pode ser chamado de gerenciamento algorítmico do trabalho.</p>
<p>O terceiro artigos do dossiê, de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresenta um breve histórico e o contexto atual dos debates no Congresso Nacional e no Executivo federal sobre a reforma sindical e do sistema de relações do trabalho. Lúcio ressalta que as mudanças no mundo do trabalho alteram empregos, ocupações, postos de trabalho, dinâmica laboral, formas de contratação, jornada e condições de trabalho, entre inúmeras outras questões.</p>
<p>Para ele, algumas diretrizes e aspectos deveriam ser considerados nessas mudanças. Um deles é o desenvolvimento de um sistema autônomo e efetivo de autorregulação entre trabalhadores e empregadores, que seja suporte para a reestruturação sindical do sistema de relações de trabalho e a solução dos conflitos por meio de instrumentos criados pelas partes.</p>
<p><strong>Bioeconomia, energia e vegetação</strong></p>
<p>Os temas ambientais e de desenvolvimento sustentável, com presença regular ao longo dos 33 anos da revista, estão presentes nesta edição por meio de três artigos. André Luiz Willerding, biotecnólogo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, e outros cinco pesquisadores, da Sedecti e da Universidade Estadual do Amazonas, apresentam um panorama da realidade do estado quanto ao desenvolvimento de uma bioeconomia fortemente ligada com as potencialidades dos recursos naturais. Segundo os autores, a discussão sobre esse tema vai de encontro à busca de alternativas para a economia estadual, ainda muito centralizada no Polo Industrial de Manaus, que "se torna ano a ano cada vez mais ameaçado".</p>
<p>Outrao região contemplada na seção é o Nordeste, em artigo sobre a importância da integração de políticas sociais, econômicas e ambientais em torno da questão energética para o semiárido. A partir da abordagem Nexus - que integra as seguranças hídrica, energética e alimentar, tendo na água seu eixo central -, Marcel Burztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, propõe o fomento à geração de energia fotovoltaica por agricultores familiares.</p>
<p>Ao estudar questões como o grau de complexidade e diversificação da paisagem brasileira, deve-se levar em conta que uma paisagem pode ser fruto de mudanças ambientais recentes ou relíquias de condições bem mais remotas, destacam em outro artigo os geólogos Daniel Meira Arruda, da UFMG, e Carlos Ernesto Gonçalves Rynaud Schaefer, da UFV. Eles discutem as teorias biogeográficas formuladas e modificadas ao longo dos últimos 60 anos de estudos sobre a reconstrução das vegetações do Brasil sob o impacto das mudanças climáticas do Último Máximo Glacial (UMG), ocorrido há 18 mil anos. Segundo os dois pesquisadores, o recente avanço dos modelos climáticos globais tem proporcionado novas perspectivas para a uma reconstrução mais fiel das condições daquele período.</p>
<p><strong>Literatura e outros temas culturais</strong></p>
<p><strong> </strong>A seção "Cultura" traz textos sobre obras dos escritores Samuel Beckett, José de Alencar e Murilo Mendes e sobre os trajes dos indígenas brasileiros na época do governo (1637-1644) de Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen) da ocupação holandesa no Nordeste. O conjunto de artigos também traz "Os Impedimentos da Memória", de Jeanne Marie Gagnebin, e "Autômatos Ideológicos", de Benhur Bortolotto<i>.</i></p>
<p>Ainda no âmbito cultural, "Estudos Avançados" participa das homenagens ao escritor português José Saramago por ocasião dos dez anos de sua morte. São três artigos sobre alguns aspectos da obra do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, escritos por Jaime Bertoluci, Marcelo Lachat e Jean-Pierre Chauvin.</p>
<p>A edição é completada por resenhas de cinco livros: "Reflexão como Resistência: Homenagem a Alfredo Bosi", organizado por Augusto Massi, Erwin Torralbo Gimenez, Marcus Vinicius Mazzari e Murilo Marcondes de Moura; "A Escola Francesa de Geografia: Uma Abordagem Contextual", de <span>Vincent Berdoulay; "A Dupla Noite das Tílias", de Marcus Vinicius Mazzari; "</span>História do Doutor Johann Fausto", traduzido, organizado e comentado por Magali Moura; e "A Trágica História do Doutor Fausto", de Christopher Marlowe, com tradução e notas de Luís Bueno e Caetano Waldrigues Galindo.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>98</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2020), 380 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 90,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a><strong>.</strong></i></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho, Gênero e Cuidado</strong></p>
<ul>
<li>As "Ajudas”: O Cuidado Que Não Diz Seu Nome - <i>Nadya Araujo Guimarães </i><i>e Priscila Pereira Faria Vieira</i></li>
<li>Comparando Relações de Cuidado: Brasil, França, Japão - <i>Helena Hirata</i></li>
<li>Cuidado y Responsabilidad - <i>Natacha Borgeaud-Garciandía</i></li>
<li>Trabalho e Cuidado no Direito: Perspectivas de Sindicatos e Movimentos Feministas - <i>Regina Stela Corrêa Vieira</i></li>
<li>Praticando a Equidade: Estratégias de Efetivação de Direitos no Trabalho Doméstico - <i>Louisa Acciari e Tatiane Pinto</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Questões do Trabalho</strong></p>
<ul>
<li>Patogênese das Novas Morfologias do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo: Conhecer para Mudar - <i>René Mendes</i></li>
<li>Uberização: A Era do Trabalhador J<i>ust-in-Time</i>? - <i>Ludmila Costhek Abílio</i></li>
<li>A Reforma das Relações Sindicais Volta ao Debate no Brasil - <i>Clemente Ganz Lúcio</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Ambiente e Desenvolvimento</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Estratégias para o Desenvolvimento da Bioeconomia no Estado do Amazonas - <i>André Luis Willerding, Leonardo Rodrigo </i><i>da Silva, Roseana Pereira da Silva,Geison </i><i>Maicon Oliveira de Assis e Estevão Vicente Cavalcanti Monteiro de Paula</i></li>
<li>Energia Solar e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido: O Desafio da Integração de Políticas Públicas - <i>Marcel Bursztyn</i></li>
<li>Dinâmica Climática e Biogeográfica do Brasil no Último Máximo Glacial: O Estado da Arte - <i>Daniel Meira Arruda </i><i>e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Cultura</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Os Impedimentos da Memória - <i>Jeanne Marie Gagnebin</i></li>
<li>Mais Que Paródia? "Aquela Vez<i>"</i> e o Teatro Tardio de Samuel Beckett - <i>Luciano Gatti</i></li>
<li> “Tu És Jesuíta”. A Epistemologia inaciana de José de Alencar - <i>Fabiano Lemos e Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Murilo Mendes, Leitor de Romano Guardini - <i>Pablo Simpson</i></li>
<li>Espelhos do Mal: Arquivo e Corrupção em Sade - <i>Aline Leal Fernandes Barbosa</i></li>
<li>Autômatos Ideológicos - <i>Benhur Bortolotto</i></li>
<li>Johan Maurits van Nassau-Siegen e os Trajes dos Ameríndios - <i>Fausto Viana</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>José Saramago: Temas e Linguagens</strong></p>
<ul>
<li>Um Cão Perdido na Lisboa Medieval de Saramago - <i>Jaime Bertoluci</i></li>
<li> O Tempo entre Ficção e Filosofia: Sobre a "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago - <i>Marcelo Lachat</i></li>
<li>José Saramago e a Poética da Insubordinação - <i>Jean Pierre Chauvin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Versões de um Mestre - <i>Alexandre Koji Shiguehara</i></li>
<li>A Escola Francesa de Geografia - <i>Nilson Cortez Crocia de Barros</i></li>
<li>Fausto, Nosso Contemporâneo - <i>Klaus F. W. Eggensperger</i></li>
<li>O Ano Fáustico de 2019 - <i>Rafael Rocca dos Santos</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-08T17:37:12Z</dc:date>
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