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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 81 to 95.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-87">
    <title>Nova edição da revista 'Estudos Avançados' analisa mercado de trabalho brasileiro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-87</link>
    <description>Nova edição da revista "Estudos Avançados", a ser lançada na última semana de agosto, dedica dossiê à análise do mercado de trabalho brasileiro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-87" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 87" class="image-right" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 87" />“Mercado de Trabalho” é o tema do dossiê da edição 87 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, que terá a versão impressa distribuída na última semana de agosto. O número contém outras duas seções temáticas: “Energia e Ambiente” e “Cultura e Política” (<i>veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-87#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo</i>). Os artigos já estão <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420160002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponíveis na SciELO</a>.</p>
<p>Com sete artigos de historiadores, sociólogos e economistas, o dossiê dá continuidade à discussão iniciada em <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420150003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição anterior</a>, que tratou do desemprego. O artigo de abertura, de Alexandre de Freitas Barbosa, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, traça as características gerais do processo de formação do mercado do trabalho no Brasil. O panorama analisado por ele vai do período colonial ao final do processo de industrialização (1930-80).</p>
<p>O conjunto de textos também analisa questões específicas, como o trabalho no Nordeste, os efeitos da recessão econômica, a retração da proteção social do trabalhador e a desigualdade na divisão sexual do trabalho.</p>
<p>A seção “Energia e Ambiente” contém cinco artigos sobre programas energéticos nacionais e “o convívio nem sempre fácil de ideais ecológicos e políticas de crescimento”, como afirma o editor da revista, Alfredo Bosi.</p>
<p>Este segundo aspecto é discutido em artigo de Helena Margarido Moreira e Wagner Costa Ribeiro sobre a postura da China nas negociações sobre mudanças climáticas. Os autores comentam que a China busca garantir o princípio de responsabilidades diferenciadas e ser classificada como país em desenvolvimento, evitando comprometer seus objetivos domésticos de desenvolvimento econômico.</p>
<p>No mesmo bloco há textos sobre a interação da botânica e da geografia com instâncias antropológicas e ambientais.</p>
<p>Os artigos da seção “Cultura e Política” tratam de temas polêmicos das ciências sociais na atualidade: o multiculturalismo visto sob o prisma da dialética do universal e do particular; a análise dos protestos de junho de 2013 no Brasil a partir da perspectiva da cultura política do consumo; o debate sobre as relações entre ciência, <i>expertise</i> e democracia; e o tratamento dado pela mídia à Lei de Cotas.</p>
<p>A seção também traz um histórico dos 25 anos de atuação da Escola de Governo, instituição dedicada a explicar o mecanismo de funcionamento das instituições políticas e a colaborar com a correção dos rumos da vida política brasileira, segundo um de seus fundadores, o jurista Fábio Konder Comparato.</p>
<p>A edição se completa com textos que tratam do povo indígena Arara Karo, de complexidade computacional e de livros sobre Walter Benjamin e o Haiti.</p>
<p><i>“Estudos Avançados” nº 87 (maio-agostol/2016), 364 páginas, R$ 30,00. Assinatura anual (três edições): R$ 80,00. I</i><i>nformações: <a href="https://www.iea.usp.br/">www.iea.usp.br/revista</a>, <a class="mail-link" href="mailto:estudosavancados@usp.br">estudos avançados@usp.br</a></i><i> </i><i>ou telefone (11) 3091-1675.</i></p>
<p> </p>
<h3><strong> 
<hr />
<a name="sumario"></a>SUMÁRIO DE "ESTUDOS AVANÇADOS" 87</strong></h3>
<p><strong><strong> </strong><span>Mercado de Trabalho</span></strong></p>
<ul>
<li><span>O Mercado de Trabalho: U</span><span>ma Perspectiva de Longa Duração — </span><span><i>Alexandre de Freitas Barbosa</i></span></li>
<li><span>O “Pomposo Nome de Liberdade do Cidadão”: T</span><span>entativas de Arregimentação e Coerção da M</span><span>ão de Obra Livre no Império do Brasil — </span><i>Monica Duarte Dantas e Vivian Chieregati Costa</i></li>
<li><span>Trabalho no Nordeste </span><span>em Perspectiva Histórica — </span><span><i>Roberto Véras de Oliveira</i></span></li>
<li><span>O Processo de Construção </span><span>e Desconstrução da Tela de Proteção S</span><span>ocial do Trabalho: Tempos de Regresso — </span><span><i>Magda Barros Biavaschi</i></span></li>
<li><span>Emprego, Estratificação e Desigualdade — </span><i>José Alcides Figueiredo Santos e Luiz Vicente Fonseca Ribeiro</i></li>
<li><span>Mercado de Trabalho: Da Euforia </span><span>do Ciclo Expansivo e de Inclusão Social </span><span>à Frustração da Recessão Econômica — </span><i>Maria Cristina Cacciamali e Fabio Tatei</i></li>
<li><span>A Desigual Divisão Sexual do Trabalho: U</span><span>m Olhar sobre a Última Década — </span><i>Luana Passos de Souza e Dyeggo Rocha Guedes</i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Energia e Ambiente</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Concentração Espacial da Indústria </span><span>de São Paulo: Evidências sobre o Papel </span><span>da Disponibilidade de Gás Natural — </span><i>Edgar Antonio Perlotti, Edmilson Moutinho dos Santos e Hirdan Katarina de Medeiros Costa</i></li>
<li><span>Projetos Hidrelétricos em Santa Catarina — </span><i>Marcilei Andrea Pezenatto Vignatti, Luiz Fernando Scheibe e Maria Assunta Busato</i></li>
<li><span>“Mas de que Te Serve Saber Botânica?” — </span><i>Antonio Salatino e Marcos Buckeridge</i></li>
<li><span>O Papel da Geografia </span><span>em Face da Crise Ambiental — </span><span><i>Raquel Dezidério Souto</i></span></li>
<li><span>A China na Ordem Ambiental I</span><span>nternacional das Mudanças Climáticas — </span><i>Helena Margarido Moreira e Wagner Costa Ribeiro</i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Cultura e Política</span></strong></p>
<ul>
<li><span>O Multiculturalismo e a Dialética </span><span>do Universal e do Particular — </span><span><i>Celso Frederico</i></span></li>
<li><span>Alcances e Limites da Crítica no Contexto </span><span>da Cultura Política do Consumo — </span><span><i>Isleide Fontenelle</i></span></li>
<li><span>As Relações entre Ciência e Política, E</span><span>specialização e Democracia: A</span><span> Trajetória de um Debate em Aberto — </span><span><i>Maya Mitre</i></span></li>
<li><span>Lei de Cotas e a Mídia Brasileira: O</span><span> que Diria Lima Barreto? — </span><span><i>Maria Salete Magnoni</i></span></li>
<li><span>A Escola de Governo: Do Berço à Idade Adulta — </span><span><i>Fábio Konder Comparato</i></span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Indigenismo</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Aula Magna de Pedro Arara Karo. </span><span>Arara Karo: A Persistência de um Povo — </span><span><i>Betty Mindlin</i></span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Computação</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Complexidade Computacional e Medida da I</span><span>nformação: Caminhos de Turing e Shannon — </span><span><i>José Roberto Castilho Piqueir</i>a</span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Resenhas</span></strong></p>
<ul>
<li><span>O Espectro Dissidente. </span><span>Walter Benjamin à Esquerda do Possível — </span><span><i>Fabio Mascaro Querido</i></span></li>
<li><span>As “Falhas” que Tecem o Haiti — </span><span><i>Cristine Koehler Zanella</i></span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-15T21:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-112-amazonia-e-antropoceno">
    <title>Revista "Estudos Avançados" apresenta a contraposição dos povos da Amazônia ao Antropoceno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-112-amazonia-e-antropoceno</link>
    <description>Edição 112 da revista Estudos Avançados, lançada este mês, traz o dossiê "A Amazônia contra o Antropoceno", com 10 artigos. Outras seções tratam de mudanças climáticas, do filósofo Hans Jonas e de temas relacionados à cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-112" alt="Capa da revista Estudos Avançados 112" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 112" /></p>
<p>Os estudos e ensaios do dossiê "<a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">A Amazônia contra o Antropoceno</a>" da edição 112 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês, "evidenciam a complexidade das relações entre natureza e cultura e destacam as vozes daqueles frequentemente silenciados em narrativas coloniais e oficiais", segundo o editor da publicação, o sociólogo Sérgio Adorno, conselheiro do IEA. Os artigos estão disponíveis para download gratuito na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">SciELO</a>.</p>
<p>"Cenários recorrentes de espoliação territorial dos povos indígenas, quilombolas, dos povos e comunidades tradicionais têm estimulado a busca de uma identidade política comum e a implementação de ações voltadas para a conservação ambiental e para a defesa dos direitos coletivos do território, o que leva à formulação de uma arqueologia de resistência no Antropoceno", afirma.</p>
<p><strong>Coexistência</strong></p>
<p>Com dez trabalhos de autoria de pesquisadores de universidades e instituto brasileiros e estrangeiros, a maioria de instituições do Pará e do Amazonas, o dossiê inicia com o artigo “Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno”, de um antropólogo e três arqueólogos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que propõem uma discussão crítica sobre algumas definições do Antropoceno. De acordo com eles, as marcas indígenas na floresta amazônica são resultado de formas de coexistências entre os humanos e a paisagem que contrastam com as novas marcas do Antropoceno.</p>
<p>“Se as aldeias, terreiros, caminhos, roças e demais lugares promovidos pelos povos amazônicos projetam conexões entre espécies, coletivos humanos, formas políticas, línguas, tecnologias e cosmovisões em fluxos de interação constante, as iniciativas ocidentais desenvolvem desconexões entre pessoas, territórios, culturas, e interrompem múltiplos fluxos interespécies.”</p>
<p>No entanto, eles destacam que os critérios de identificação do Antropoceno estão sendo construídos a partir de parâmetros excepcionalistas e universalistas, ao passo que “a ‘terra-floresta’ não emerge como um lugar passivo” onde incidem os impactos da nova época geológica. “Fazendo valer a sua diferença nos modos de habitar a terra, humanos e mais-que-humanos na Amazônia enfrentam o Antropoceno.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões da edição</i></h3>
<p><i>A versão online (gratuita) da edição 112 da revista Estudos Avançados está na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará à venda em breve por R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tese é reforçada no texto seguinte, “Arqueologia dos povos da floresta”, de outros dois pesquisadores da Ufopa. Para eles, o Antropoceno, entendido a partir do mercantilismo e colonialismo ou da emergência do Capitalismo industrial, tem sido possibilitado pela “espoliação de territórios tradicionalmente ocupados, transformados em locais de extração de matérias-primas e força de trabalho. Portanto, as resistências contracoloniais dos povos da floresta, através da defesa de seus territórios e modos de vida, são exemplos de uma ‘Amazônia contra o Antropoceno’”.</p>
<p>Os autores afirmam que a arqueologia, ao trazer entendimento histórico a partir dos vestígios materiais, “apresenta-se como uma poderosa ferramenta para contar a história desses povos, a qual “sempre foi escrita a partir de documentos produzidos por pessoas externas”. No artigo, procuram demonstrar que a Amazônia é uma teia de interações socioecológicas, como resultado da domesticação de paisagens e de populações de espécies.</p>
<p><strong>Paisagens</strong></p>
<p>A domesticação das paisagens é justamente o tema de artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Instituto Juruá e Unicamp. Eles comentam que na imaginação popular a Amazônia é um bioma natural, o que “nega a existência e agência dos povos indígenas, que chegaram há pelo menos 13 mil anos”. Esse mito da virgindade da floresta acaba tendo reflexos em políticas públicas de conservação e desenvolvimento regional, observam.</p>
<p>Os pesquisadores explicam que os povos indígenas combinam horticultura e domesticação de paisagens, bem como sedentarismo e mobilidade. Segundo eles, é amplamente aceita a hipótese de que as paisagens mais intensamente domesticadas são mais comuns onde as populações indígenas foram maiores, ao longo dos rios, por exemplo.</p>
<p>Quanto ao debate sobre a domesticação nas áreas entre rios, afirmam que a objeção a que isso tenha acontecido deve-se à falta de evidências nessas regiões, pelo fato de os estudos serem feitos sobretudo em áreas próximas a grandes rios devido à facilidade de acesso, além da suposição que povos com alta mobilidade não domesticaram paisagens intensamente, tese que eles demonstram no artigo ser um erro.</p>
<p><strong>Produção alimentar</strong></p>
<p>O dossiê também trata de aspectos específicos das culturas indígenas, como as técnicas de produção alimentar. O tema é abordado em texto de antropólogos da Ufam e da UFSC. Construída ao longo do tempo e conectada às formulações cosmológicas, a riqueza de técnicas de preparo e consumo de alimentos “foi e é empregada nas transformações de plantas de modo amplo, cultivadas ou não, domesticadas ou silvestres, da agricultura ou da coleta, nativas ou exóticas, da roça, da floresta ou da capoeira”, dizem.</p>
<p>O estudo trata de três espécies vegetais (açaí, batata mairá e umari), observando os modos de obtenção de ingredientes fundamentais (a goma e a massa) ou a alteração do estado da matéria vegetal (defumação, fermentação). Compreendidos “como uma cosmotécnica, os modos de transformar os vegetais são um exemplo cabal de práticas antiantropocênicas, uma vez que sua orientação se assenta numa episteme indígena equiestatutária entre as espécies e outros sujeitos habitantes da Terra”.</p>
<p>Uma autonomia contracolonial ante o capitaloceno. Assim dois pesquisadores, um da UnB e outro da Universidade de Lancaster, Reino Unidade, definem em seu artigo o movimento indígena no Baixo Tapajós. Essa autonomia contracolonial manifesta-se, segundo eles, no cultivo da mandioca, cosmovisão e auto-organização política. O foco do artigo está no povo tupinambá. Para tratar do problema dos conflitos entre indígenas e não-indígenas, os pesquisadores propõem quatro possibilidades: uma nova abordagem universal para o reconhecimento; a ideia de universalidade insurgente; a ideia de terras tradicionalmente ocupadas; e territórios de uso comum.</p>
<p>Arqueólogos da USP, da Ufopa, Instituto Max Planck (Alemanha) e Universidade de Exeter (Reino Unido) apresentam resultados de pesquisa a partir de dados de quatro regiões da Amazônia: 1) os geoglifos do Acre; 2) os campos elevados da Guiana Francesa; 3) as terras pretas do Baixo Rio Tapajós; e 4) os sítios zanja (conjuntos de valas)<i> </i>de Iténez, Bolívia. O trabalho procurou responder a várias questões pendentes sobre a natureza do Antropoceno, entre as quais o papel do desmatamento nas práticas indígenas no passado, em que medida as terras pretas foram produzidas para cultivo e em que medida a floresta amazônica teria se recuperado depois do colapso demográfico.</p>
<p>Segundo os autores, o período iniciado há 4,5 mil anos “marcou uma das transformações ambientais de maior escala, com um aumento abrupto a partir de 2 mil anos atrás. Para eles, considerar esse segundo período como o início de um Antropoceno amazônico “é um tópico aberto ao debate”. Entretanto, afirmam que os dados paleoecológicos sugerem que tais transformações, em vez de causar rupturas negativas com os ecossistemas já existentes, conseguiram manter serviços ecossistêmicos vitais através da manutenção da cobertura vegetal, com a construção de novas relações entre as pessoas e os outros seres da floresta. Todavia, eles ressalvam que em várias regiões da Amazônia, os impactos antrópicos mais intensos e destrutivos aconteceram após a invasão europeia, especialmente durante o século 20.</p>
<p><strong>Aspectos cosmológicos</strong></p>
<p>Dois cientistas sociais da Ufes são os autores de trabalho sobre questões relativas ao Antropoceno a partir das epistemologias e ontologias indígenas, que “desordenam”, segundo eles, “os entendimentos não indígenas sobre humanidade, natureza, sobrenatureza e, consequentemente, sobre vida, morte e extinção”.</p>
<p>O artigo concentra-se, a partir de uma perspectiva etnográfica, nos modos indígenas de pensar, habitar e transformar suas T/terras-florestas (notação referente à relação entre o consumo de recursos naturais e a capacidade de regeneração ambiental) por meio das relações com os seres outros que humanos, vivos e não vivos, reguladas por uma série de precauções. A hipótese dos pesquisadores é que o parentesco multiespecífico permite compreender tanto a criação e a sustentabilidade da fertilidade/ vitalidade da T/terra-floresta<i> </i>e de suas redes coexistenciais, quanto sua depredação/extinção em termos de ruptura das relações entre os seres por meio do afastamento e do abandono, configurando o que chamam de cosmopolíticas do cuidado.</p>
<p>Artigo de pós-graduando em antropologia da Ufam integrante do povo tuyuka apresenta a visão do território amazônico como tõkowiseri: “uma casa cerimonial que faz borbulhar a vida”. Essa visão, informa, provém das compreensões milenares das cosmovivências dos “especialistas (kumua, baya e yaiwa) que cuidam dos patamares cósmicos e todos os seus habitantes”.</p>
<p>Esses “especialistas” do noroeste amazônico, ante qualquer ação que vá afetar os habitantes de outra casa (floresta, água, ar etc.), pedem permissão através da realização de cerimônias rituais no intuito de obter frutas, peixes, caça e oferecer proteção, tranquilidade, compreensão e convites para a festa cerimonial, explica o autor.</p>
<p>Outro pesquisador indígena, da etnia waiwai, participa do dossiê com artigo sobre momentos que transformaram de forma significativa a trajetória de seu povo no Território Wayamu, entre os quais o contato com missionários. O autor também aborda sua descoberta da arqueologia e como isso possibilitou o reencontro com uma parte importante da história dos waiwai. Esse contato com a história o fez pensar na “necessidade de falar de uma arqueologia indígena e mudar um pouco do que vem sendo falado do passado da Amazônia”.</p>
<p>O dossiê é completado por uma resenha do livro “Sob os Tempos do Equinócio: Oito Mil Anos de História na Amazônia Central” (2022), do arqueólogo Eduardo Goés Neves, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>A edição traz ainda outros três conjuntos de artigos. O primeiro deles, “Mudanças Climáticas”, inclui análises sobre o desastre climático no Rio Grande do Sul este ano, a influência do desmatamento nos refúgios climáticos na Amazônia, os impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia amazônica e os efeitos das mudanças do clima na agropecuária.</p>
<p>Dois artigos compõem seção dedicada à obra do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993), um dos discípulos de Martin Heidegger (1889-1976), mas um crítico contundente da adesão deste ao nazismo.  Um dos textos trata da crítica de Jonas ao dualismo que levou à separação entre o ser humano e a natureza e como isso está na base da “onda de inovações no sistema agroalimentar atual, cuja fronteira tecnológica busca justamente emancipar a alimentação humana de sua dependência com relação ao solo, ao clima e aos animais”. O outro artigo discute a atualidade do pensamento de Jonas a partir dos três eixos que caracterizam suas preocupações filosóficas: a gnose, a vida e a relação entre tecnologia e ética.</p>
<p>O conjunto final de textos da edição traz três artigos complementares ao dossiê “Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios”, publicado no <a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">número anterior</a> de Estudos Avançados. São artigos sobre o desempenho dos alunos do ensino fundamental da cidade e a gestão de políticas educacionais, os desafios para as políticas públicas de cultura paulistanas e uma discussão sobre o possível perfil de um eleitor ideal, que investigue as candidaturas de forma multifacetada e não apenas por um critério único.</p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário</strong></h3>
<p><strong>Amazônia contra o Antropoceno</strong></p>
<ul>
<li>Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno - <i>Miguel Aparicio, Claide de Paula Moraes, Anne Rapp Py-Daniel e Eduardo Goes Neves</i></li>
<li>Arqueologia dos povos da floresta - <i>Vinicius Honorato e Bruna Rocha</i></li>
<li>Domesticação das paisagens amazônicas - <i>Charles Clement, Maria Julia Ferreira, Mariana Franco Cassino e Juliano Franco de Moraes</i></li>
<li>Culinária da floresta – técnicas indígenas na produção alimentar amazônica - <i>Gilton Mendes dos Santos e Lorena Franca</i></li>
<li>Tõkowiseri: cosmovivências kumuánicas, bayaroánicas e yaiwánicas - <i>Justino Sarmento Rezende</i></li>
<li>Autonomias contracoloniais frente ao Capitaloceno na Amazônia: o movimento indígena no Baixo Tapajós - <i>Raquel Tupinamba e James Fraser</i></li>
<li>Uma história de como os waiwai da Amazônia vêm construindo e agora contando suas arqueologias - <i>Jaime Xamen Wai Wai</i></li>
<li>O que os dados paleoecológicos nos dizem sobre o Antropoceno na Amazônia? - <i>Jennifer Watling, Yoshi Maezumi, Myrtle Shock e Jose Iriarte</i></li>
<li>Parentesco com a terra e as cosmopolíticas indígenas do cuidado - <i>Ana Gabriela Morim de Lima e Nicole Soares-Pinto</i></li>
<li>Arqueologia para viver o futuro (resenha) - <i>Marcia Bezerra</i></li>
</ul>
<p><strong>Mudancas climaticas</strong></p>
<ul>
<li>O maior desastre climático do Brasil: chuvas e inundações no estado do Rio Grande do Sul em abril-maio 2024 - <i>Jose Marengo et al.</i></li>
<li>Desmatamento restringe refúgios climáticos na Amazônia - <i>Calil Torres-Amaral, Luciano Jorge Serejo dos Anjo, Everaldo Barreiros de Souza e Ima Celia Guimaraes Vieira</i></li>
<li>Impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia da Amazônia - <i>Diego Oliveira Brandao, Julia Arieira e Carlos Nobre</i></li>
<li>Mudanças do clima e agropecuária: impactos, mitigação e adaptação. Desafios e oportunidades - <i>Eduardo Delgado Assad e Maria Leonor Ribeiro Casimiro Lopes Assad</i></li>
</ul>
<p><strong>Hans Jonas</strong></p>
<ul>
<li>O sistema agroalimentar à luz da biologia filosófica de Hans Jonas - <i>Ricardo Abramovay</i></li>
<li>Hans Jonas, um filósofo do nosso tempo - <i>Jelson Oliveira</i></li>
</ul>
<p><strong>Eleições municipais em São Paulo: problemas e desafios II</strong></p>
<ul>
<li>A questão da educação básica no município de São Paulo - <i>Bernardete Gatti</i></li>
<li>Desafios contemporâneos para as políticas - públicas de cultura na cidade de São Paulo - <i>Lia Calabre e Ana Paula do Val</i></li>
<li>Como ser um eleitor exigente e um candidato ideal - <i>Marcos Buckeridge e Arlindo Philippi Junior</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-11-29T15:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/crise-hidrica-e-deficiencias-na-gestao-da-agua-sao-tema-de-dossie-da-revista-estudos-avancados">
    <title>'Estudos Avançados' 84 publica dossiê com análise abrangente da crise hídrica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/crise-hidrica-e-deficiencias-na-gestao-da-agua-sao-tema-de-dossie-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description>A edição 84 da revista "Estudos Avançados" contém os dossiês "Água", "Hiroshima 70" e "Crítica da Poesia".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-84" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 84" class="image-left" title="Capa de 'Estudos Avançados' 84" /></p>
<p>A crise hídrica que afeta o Sudeste e outras regiões brasileiras desde o início de 2014 é analisada em profundidade na nova edição (84) da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/" class="external-link">Estudos Avançados</a>". Com 188 páginas, o dossiê "Água" contém 11 artigos de 21 especialistas vinculados à USP, à Universidade Federal do Ceará, à Universidade Federal de Juiz de Fora e ao Centro Regional do Nordeste do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p>
<p>As questões analisadas nos artigos incluem: a necessidade de planejamento estratégico e revisão da governança da água na Região Metropolitana de São Paulo; a importância de uma nova concepção urbanística para as águas urbanas; os conflitos no uso múltiplo da água (irrigação, produção de energia, salubridade pública etc.); a arborização para umidificar a atmosfera urbana; as funções eco-hidrológicas das florestas nativas; a importância da água para a saúde; a legislação brasileira sobre a água; e a produção de conhecimentos sobre a gestão da água e os usos que a sociedade faz desse saber.</p>
<p>A respeito do dossiê, o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/../pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, observa que “as abordagens são diferenciadas e a tônica recai na necessidade premente de prever e controlar as situações de risco mediante observações e análises, sobretudo climatológicas”.</p>
<p>A elaboração do dossiê contou com a colaboração do geógrafo <a href="https://www.iea.usp.br/../pessoas/pasta-pessoaw/wagner-costa-ribeiro" class="external-link">Wagner Costa Ribeiro</a> e do <a href="https://www.iea.usp.br/../noticias/iea-cria-grupo-de-trabalho-para-discutir-a-crise-hidrica-em-sao-paulo" class="external-link">Grupo de Trabalho Água</a> do IEA, que produzirá um “white paper” (documento com recomendações) sobre a crise hídrica. Ribeiro integra o <a href="https://www.iea.usp.br/../pesquisa/grupos/meio-ambiente-e-sociedade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</a> do IEA e é professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (Procam) da USP.</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cartaz-de-manifestacao-por-direito-a-agua" alt="Cartaz de manifestação por direito à água" class="image-right" title="Cartaz de manifestação por direito à água" />Hiroshima</strong></p>
<p>O segundo dossiê relembra os 70 anos do primeiro uso de uma arma nuclear numa guerra: o lançamento da bomba atômica em Hiroshima, Japão, em 6 de agosto de 1945. Os cinco textos do dossiê “buscam entender a dupla gênese – científica e política – desse crime inexpiável e impune que matou e feriu milhares de seres humanos”, explica Bosi.</p>
<p>Segundo ele, foi dada ênfase a testemunhos de sobreviventes da catástrofe. "Um dos intuitos da publicação do dossiê é alertar a comunidade científica sobre os riscos inerentes à construção de usinas nucleares.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Revista</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/assuntos/agua" class="external-link">Coletânea de artigos sobre água em outras edições</a></span></li>
</ul>
<p><strong>Especial do site</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/../noticias/especiais/agua" class="external-link">Água</a></span></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Poesia</strong></p>
<p>O terceiro conjunto de artigos, o dossiê “Crítica de Poesia”, também com cinco textos, trata de temas relacionados com a poesia brasileira contemporânea. Esse dossiê é precedido do ensaio "Alegoria e Símbolo em torno do ‘Fausto’ de Goethe”, de Marcus V. Mazzari.</p>
<p>A edição se completa com resenhas sobre os livros “O Cientista e o Político – Mario Schenberg”, de <a href="https://www.iea.usp.br/../pessoas/pasta-pessoad/dina-lida-kinoshita" class="external-link">Dina Lida Kinoshita</a>; “Amor ao Teatro”, de <a href="https://www.iea.usp.br/../pessoas/pasta-pessoas/sabato-antonio-magaldi" class="external-link">Sábato Magaldi</a>; e “Ebony and Ivy – Race, Slavery, and the Trouble HIstory of America’s Universities”, de Craig Steven Wilder.</p>
<p><strong><i>“Estudos Avançados” nº 84 (maio-agostol/2015), 352 páginas, R$ 30,00. Assinatura anual (três edições): R$ 80,00</i><i>. Informações: <a href="https://www.iea.usp.br/" class="external-link">www.iea.usp.br/revista</a>, <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a> ou telefone (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong>SUMÁRIO DE "ESTUDOS AVANÇADOS" 84</strong></h3>
<p><strong>Água</strong></p>
<ul>
<li>Crise de Abastecimento de Água em São Paulo e Falta de Planejamento Estratégico – <i>Pedro Luiz Côrtes e Mauro Torrente</i></li>
<li>Crise Hídrica na Macrometrópole Paulista e Respostas da Sociedade Civil – <i>Pedro Roberto Jacobi, Julilana Cibim e Renata de Souza Leão</i></li>
<li>Crise Hídrica e Energia: Conflitos no Uso Múltiplo das Águas – <i>Jucilene Galvão e Célio Bermann</i></li>
<li>Uma Nova Cidade para as Águas Urbanas – <i>Renato Luiz Sobral Annelli</i></li>
<li>Árvores Urbanas em São Paulo: Planejamento, Economia e Água – <i>Marcos Buckeridge</i></li>
<li>Água: A Escolha da Ciência – <i>Marcio Miguel Automare</i></li>
<li>Conflitos pela Água em Tempos de Seca no Baixo Jaguaribe, Estado do Ceará – <i>Guilherme Reis Pereira e Miguel Dragomir Zanic Cuellar</i></li>
<li>Água e Saúde: Bens Públicos da Humanidade – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Funões Eco-Hidrológicas das Florestas Nativas e o Código Florestal – <i>Leandro Reberberi Tambosi, Mariana Morais Vidal, Silvio Frosini de Barros Ferraz e Jean Paul Metzger</i></li>
<li>O Estatudo Jurídico das Águas no Brasil – <i>Fernando Mussa Abujamra Aith e Renata Rothbarth</i></li>
<li>A Formação dos Conhecimentos em Recursos Hídricos e Aplicações em Tomada de Decisões – <i>José Nilson B. Campos e Vanessa R. Campos</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Hiroshima 70 Anos</strong></p>
<ul>
<li>A Gênese da Bomba – <i>Joaquim Francisco de Carvalho</i></li>
<li>As Bombas Atômicas Podem Dizimar a Humanidade – Hiroshima e Nagasaki, Há 70 Anos – <i>Emico Okuno</i></li>
<li>A Bomba – O Testemunho de Arrupe – <i>Pedro Miguel Lamet</i></li>
<li>Hiroshima: A Catastrofe Atômica e suas Testemunhas – <i>Cristiane Izumi Nakagawa</i></li>
<li>Rapsódia em Agosto – <i>Sergio Leitão</i></li>
</ul>
<p><strong>Literatura</strong></p>
<ul>
<li>Alegoria e Símbolo em torno do “Fausto” de Goethe – <i>Marcus V. Mazzari</i></li>
</ul>
<p><strong>Crítica da Poesia</strong></p>
<ul>
<li>Para Quê Poetas? – <i>Carlos Felipe Moisés</i></li>
<li>Poesia e Crítica de Poesia Hoje: Heterogeneidade, Crise, Expansão – <i>Celia Pedroso</i></li>
<li>Situação de “Sítio” – <i>Iumna Maria Simon</i></li>
<li>A Lírica do Pelourinho – <i>Priscila Figueiredo</i></li>
<li>Entre o Risco e a Leveza – Dois Poetas Brasileiros Contemporâneos – <i>Vera Lins</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>O Cientista e o Político – Mario Schenberg – <i>Silvio R. A. Salinas</i></li>
<li>A Crítica Teatral de Sábato Magaldi – João Roberto Faria</li>
<li>O Abraço da Hera – Raça e Escravidão na Universidade – <i>Elena Pajaro Peres</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: José da Rocha Carvalheiro</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Guerra</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poesia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-08-27T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/catedras-abrem-atividades-do-ano-com-apresentacao-de-aplicativo-e-dossie-sobre-educacao">
    <title>Cátedras abrem atividades do ano com apresentação de aplicativo e dossiê sobre educação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/catedras-abrem-atividades-do-ano-com-apresentacao-de-aplicativo-e-dossie-sobre-educacao</link>
    <description>Em evento que marcou início dos trabalhos em 2026 das Cátedras Sérgio Henrique Ferreira e Instituto Ayrton Senna, sediadas no IEA-RP, pesquisadores apresentaram aplicativo para auxiliar visualização de dados educacionais e coletânea de artigos publicados na Revista Estudos Avançados
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-635734ba-7fff-0a6b-d9b7-b401c8dc8a1c"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><i>[Texto de Marília Rocha - Assessoria de Comunicação da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira]</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome2.png/@@images/2f8754c4-923c-4dcc-b7e4-e2083c522bac.png" alt="" class="image-left" title="" /></span><span>Representantes de secretarias de Educação do interior de São Paulo, de Teresina (PI) e de Mato Grosso do Sul conheceram novas pesquisas, ferramentas e estratégias para a melhoria da educação na segunda conferência da Região Metropolitana de Ribeirão Preto. O encontro, realizado em 26 de fevereiro na sede do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, marcou o início das atividades de 2026 da </span><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-shf/">Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</a><span> e da </span><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-ias/">Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional</a><span>.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Realizada com apoio da B3 Social, a conferência reuniu também organizações do terceiro setor e o Instituto Ribeirão 2030 com objetivo de oferecer apoio à formulação de políticas públicas educacionais. Os participantes puderam discutir, em primeira mão, estudos do Dossiê Educação da </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/"><span>Revista Estudos Avançados do IEA</span></a><span>, achados de um projeto de pesquisa sobre boas práticas em alfabetização, análises sobre educação digital e desenvolvimento de competências, além de um novo aplicativo para cruzamento e visualização de dados que entra em fase de testes em algumas redes de ensino parcerias da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“O mecanismo das cátedras é muito importante porque nos permite reunir as maiores inteligências do setor para fazer programas conjuntos e contínuos, em uma relação mais intensa do que se recebêssemos como professores visitantes. Maria Helena Guimarães de Castro e Mozart Neves Ramos são catedráticos brilhantes que contribuem com esse espírito público para melhorar a educação”, afirmou a diretora do Instituto de Estudos Avançados da USP, Roseli de Deus Lopes.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“As cátedras representam um esforço da universidade no sentido de produzir conhecimentos que apoiem a gestão, implementação e monitoramento de políticas e processos, com foco no bem comum”, afirmou Maria Helena, titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional. Ao lado do coordenador do </span><a href="https://www.lepes.fearp.usp.br/"><span>Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (Lepes)</span></a><span> Luiz Scorzafave, ela apresentou os primeiros achados de um estudo sobre alfabetização e identificação de boas práticas em redes com desempenho acima do esperado segundo suas características.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O encontro também contou com uma discussão sobre o uso de tecnologias por crianças e jovens e a necessidade de promover a chamada Educação Digital, em apresentação do relator do Complemento à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sobre Computação, Ivan Siqueira. Com objetivo de desenvolver parâmetros para a formação continuada neste campo e identificar contribuições do desenvolvimento de competências digitais para a alfabetização e o letramento matemático, ele irá realizar um projeto de pós-doc no IEA-RP ao longo de 2026. O trabalho contará com oficinas para educadores formadores, com foco em reconhecer, avaliar e utilizar adequadamente recursos digitais nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Aplicativo irá auxiliar análise de dados</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy2_of_Designsemnome4.png/@@images/3bf21ce4-a6a3-4b0a-90e0-94d20d66f73c.png" alt="" class="image-right" title="" />Com auxílio de inteligência artificial, analistas da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira desenvolveram um aplicativo que reúne ampla base de dados educacionais, socioeconômicos e demográficos para realizar análises robustas e novas formas de verificar o desempenho de redes de ensino em todos os municípios do País.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A partir de indicadores de avaliações nacionais, investimento por aluno, Produto Interno Bruto (PIB), Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), entre outras informações, o aplicativo realiza cruzamentos rápidos de grande volume de dados e permite compreender desigualdades educacionais, diferenças e semelhanças entre redes de todas as regiões com modelo de visualização de fácil usabilidade.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A ferramenta está sendo usada por 14 secretarias de educação parceiras da Cátedra que participaram de uma formação entre os dias 21 e 26 e estiveram na conferência em Ribeirão Preto. Ao longo do primeiro semestre de 2026, a expectativa é que até 50 redes sejam convidadas a participar do piloto em quatro estados onde a Cátedra atua: São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Após a realização de eventuais correções e ajustes de usabilidade, a previsão é que em 2027 esteja disponível a versão 1.0 do aplicativo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Buscamos transformar a experiência de seis anos da Cátedra em um instrumento que não apenas reúna dados, mas permita uma customização para que cada usuário possa manusear as informações e extrair os insights sobre sua própria realidade, com autonomia”, afirmou o idealizador da iniciativa, João Henrique Rafael Júnior, assistente acadêmico</span><span> </span><span>do IEA em Ribeirão Preto.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Além de conhecer melhor sua própria trajetória e compreender se há consistência no desempenho de sua rede ao longo dos anos em relação às estimativas de aprendizado adequado e à meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), cada secretaria pode comparar seu desempenho com qualquer outro conjunto de municípios. É possível visualizar simultaneamente todas as redes de uma região metropolitana, ou então comparar apenas aquelas com características mais similares em termos de população e PIB, por exemplo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Poder explorar o aplicativo foi incrível, tem uma gama de funcionalidades que realmente nos permite aprofundar as análises e trazer vários insights. A gente trabalha muito com os dados do Ideb, mas acaba focando no desempenho e esquecendo os indicadores de contexto. No aplicativo, a gente consegue ter mais correlação entre os fatores, além de otimizar o tempo operacional de organização dos dados, liberando mais tempo para as análises”, afirmou Gabrielle do Nascimento Silva, assessora na Unidade de Planejamento e Gestão Estratégica da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Tanto o aplicativo quanto a formação foram fundamentais para nossa equipe. A parceria com a Cátedra nos permite realizar trocas muito ricas, conhecer outras práticas de uso das evidências que podemos adequar à nossa realidade. Queremos voltar para a secretaria levando esses aprendizados para a rede”, disse ela.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Artigos abordam aspectos diversos da qualidade na educação</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/CpiadePostEdio115daRevistadeEstudosAvanados.png/@@images/eb01d05e-7f03-4e8a-9029-5011079252b4.png" alt="" class="image-left" title="" />A conferência também contou com a apresentação e sugestão de leitura do Dossiê Educação, um conjunto de artigos que integra a edição 115 da Revista de Estudos Avançados do IEA. Com mais de 20 anos de história, essa publicação quadrimestral busca compartilhar temas abordados pela academia em linguagem acessível, apoiando o contato de públicos diversos com inúmeras áreas da ciência.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Nesta edição, que abordou apenas temas relacionados à educação, foram apresentados dez artigos de autoria de pessoas convidadas pelas Cátedras Sérgio Henrique Ferreira e Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional. “Esse dossiê é uma reflexão contemporânea que tem contribuições fundamentais para pautar o debate sobre as principais questões que afetam a Educação Básica no Brasil atual”, afirmou Sérgio Adorno, editor da revista.</span></p>
<p><span>Entre os aspectos abordados, estão reflexões sobre novos modelos de avaliação escolar, os desafios da recomposição de aprendizagens pós-pandemia, a trajetória de estudantes negros na Educação Básica e as evidências de desigualdade racial, o uso de inteligência artificial para inclusão de estudantes com deficiência, os conflitos e a convivência nas escolas, o efeito do ingresso na Educação Infantil e os caminhos do Ensino Médio. O conteúdo completo está disponível </span><a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2025.v39n115/"><span>neste link</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alfabetização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Aprendizagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliações Educacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Análise de dados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-07T16:15:38Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/morre-a-psicologa-e-professora-eclea-bosi">
    <title>Morre a psicóloga e professora Ecléa Bosi</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/morre-a-psicologa-e-professora-eclea-bosi</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2011/universidade-aberta-a-terceira-idade-09-de-agosto-de-2011/eclea-bosi-3/@@images/5520d526-371e-4f02-92d8-f7f8b6ec8b87.jpeg" alt="Ecléa Bosi" class="image-inline" title="Ecléa Bosi" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Ecléa Bosi em evento da Universidade Aberta, em agosto de 2011</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Morreu aos 80 anos Ecléa Bosi, psicóloga e professora emérita da Universidade de São Paulo. Ela sofreu um infarto na madrugada desta segunda-feira, 10 de julho.</span></p>
<p dir="ltr">Formada em psicologia pela própria USP, onde também fez mestrado (1970) e doutorado (1971) em Psicologia Social, Ecléa atuava, principalmente, nos seguintes temas: psicologia, memória e cultura.</p>
<p dir="ltr">Na <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">revista “Estudos Avançados”</a>, publicou <a href="https://www.iea.usp.br/revista/autores/eclea-bosi">quatro artigos</a>: "Memórias da Psicologia", (nº 22, 1994); "O Campo de Terezin" (nº 37, 1999); "Memória da cidade: lembranças paulistanas" (nº 47, 2003) e “Traduzindo o Leopardi”, (nº 76, 2012).</p>
<p dir="ltr">Era casada com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA e editor da “Estudos Avançados”, professor de literatura brasileira na USP e integrante da Academia Brasileira de Letras. Com ele, teve dois filhos, Viviana e José Alfredo.</p>
<p dir="ltr">Além de idealizar e coordenar a Universidade Aberta à Terceira Idade – projeto que traz idosos para as salas de aula da Universidade, com cursos e atividades gratuitas, Ecléa escreveu diversas obras. Entre as mais importantes, estão “Memória e Sociedade”, “Velhos Amigos” e “Cultura de Massa e Cultura Popular”.</p>
<p dir="ltr">Recebeu o título de Professor Emérito pelo Instituto de Psicologia da USP em outubro de 2008. No ano seguinte, ganhou o prêmio internacional Ars Latina por “Memória e Sociedade”. Também recebeu o Troféu Loba Romana, em homenagem à sua contribuição para a comunidade italiana no Brasil.</p>
<p dir="ltr">O velório será nesta segunda-feira no Cemitério São Paulo, a partir das 12h. O cemitério fica localizado na Rua Cardeal Arcoverde, 1250, no bairro Pinheiros.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa - IEA/USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Psicologia Social</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-10T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2016/revista-estudos-avancados">
    <title>Revista Estudos Avançados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2016/revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-31T20:00:25Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
</h3>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/morre-alfredo-bosi">
    <title>Morre Alfredo Bosi, a erudição a serviço da sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/morre-alfredo-bosi</link>
    <description>Ex-diretor do IEA e editor da revista "Estudos Avançados" durante 30 anos, Bosi estava internado com Covid-19 em um hospital em São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-materia-1/@@images/b5f3a352-795b-43c1-bb62-9f77e4e8d4e8.jpeg" alt="Alfredo Bosi - materia 1" title="Alfredo Bosi - materia 1" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Alfredo Bosi, diretor do IEA de 1998 a 2001 e editor da revista Estudos Avançados por 30 anos</dd>
</dl>A cultura brasileira, a USP e o IEA perderam um de seus mais eruditos e ativos integrantes: o professor Alfredo Bosi morreu hoje, aos 84 anos. Ele estava internado em um hospital em São Paulo com Covid-19.</p>
<p>Professor, historiador e crítico de literatura brasileira, ensaísta e membro da Academia Brasileira de Letras, Bosi teve trajetória acadêmica singular, quase totalmente vinculada à USP.</p>
<p>Essa dedicação de uma vida às Humanidades se completa com seu empenho em causas políticas, sociais, culturais, educacionais e ambientais. Como intelectual engajado, apoiou as lutas pela redemocratização e redução das desigualdades sociais do país, atuação iniciada com um grupo de operários da cidade de Osasco nos anos 70.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/pessoas/alfredo-bosi" class="external-link">Fotos de Alfredo Bosi</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A militância pelos direitos humanos fez com que integrasse a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns e a Comissão Justiça e Paz de São Paulo, criada pelo cardeal Arns.</p>
<p>Algumas das outras questões a que se dedicou foram a valorização do ensino básico e seus professores, o reconhecimento da importância das tradições culturais populares, a defesa dos princípios éticos e da liberdade de pensamento e pesquisa na universidade, a conservação dos ecossistemas do país e a resistência às usinas nucleares.</p>
<p><strong>Trajetória docente</strong></p>
<p>Nascido em 1936 no seio da colônia italiana da capital paulistana, Bosi ingressou em 1955 no curso de letras neolatinas da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, conhecida por todos como Maria Antonia, berço da Universidade.</p>
<p>Ele 1958, especializou-se em literatura brasileira, filologia românica e literatura italiana, que passou a lecionar no ano seguinte. Depois passou dois anos estudando estética e filosofia da renascença na Universidade de Florença, Itália. De 1963 a 1970, retomou o ensino de literatura italiana na USP, período em que defendeu o doutorado (1965; sobre a narrativa de Luigi Pirandello) e a livre-docência (1970; sobre a poesia de Leopardi).</p>
<p>Em 1970, Bosi passou a lecionar literatura brasileira, tendo se tornado professor titular da disciplina em 1972. Em 1966 ele já tinha publicado o livro “O Pré-Modernismo” e em 1970 lançou “História Concisa da Literatura Brasileira, um clássico já em sua 50ª edição.</p>
<p><strong>No exterior</strong></p>
<p>Além do período de estudos na Universidade de Florença no início dos anos 60, Bosi fez pesquisas nos Estados Unidos (1986), com o apoio da John Simon Guggenhein Memorial Foundation, e na França, onde foi pesquisador do Institut des Textes et des Manuscrits Modernes (1990), ocupou a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme (2003) e foi professor convidado da École des Hautes Études en Sciences Sociales (1993, 1996 e 1999).</p>
<p>Também ministrou cursos e proferiu conferências na França (Université de Aix-en-Provence, Université Paris—Sorbonne, Maison des Sciences de l’Homme, Institut des Hautes Études de l’Amérique Latine  e École des Hautes Études en Sciences Sociales), Itália (Collegio Pio Brasiliano, Università di Roma “La Sapienza”, Instituto Brasil-Itália (Milão), Centro di Studi Brasiliani da Embaixada do Brasil em Roma e Academia della Crusca), Estados Unidos (Yale University), Cuba (Casa de las Américas), Espanha (Universidad de Salamanca) e Uruguai (Universidad de la República).</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-materia-2/@@images/8861c421-d7e0-4532-b98e-b33135e1eb20.jpeg" alt="Alfredo Bosi - materia 2 " title="Alfredo Bosi - materia 2 " height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Em 2018, o IEA inaugurou a sala de eventos Alfredo Bosi, um reconhecimento pelos 30 anos de dedicação ao Instituto</dd>
</dl>No IEA</strong></p>
<p>Em paralelo à sua atuação no Departamento de Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Bosi participou do IEA desde seu início, tendo sido indicado por Antonio Candido para integrar a primeira formação do Conselho Deliberativo do Instituto, em 1987. Em 1989, foi escolhido para ser o editor da revista “Estudos Avançados”, tarefa que desempenhou com especial dedicação durante 30 anos. Bosi foi vice-diretor (1987-1997) e diretor (1998-2001) do IEA.</p>
<p>Bosi teve participação fundamental em várias iniciativas sediadas no Instituto, como a coordenação do Programa Educação para a Cidadania, da Cátedra Simón Bolívar (convênio com a Fundação Memorial da América Latina), Cátedra Lévi- Strauss (convênio com o Collège de France, e do Grupo de Estudos Literatura e Cultura. Também no IEA, organizou o documento coletivo “<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/a-presenca-da-universidade-publica">A Presença da Universidade Pública</a>” e presidiu a comissão elaboradora do <a href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-4871-de-22-de-outubro-de-2001" target="_blank">Código de Ética da USP</a>. Foi o primeiro presidente da Comissão de Ética da Universidade.</p>
<p>Além dos citados “O Pré-Modernismo” e “História Concisa da Literatura Brasileira”, Bosi é autor de, entre outros livros, “O Ser e o Tempo da Poesia” (1977), “Dialética da Colonização” (1992; Prêmio Jabuti de 1993), “Machado de Assis: O Enigma do Olhar” (1999; Prêmio Jabuti de 2000) e “Ideologia e Contraideologia” (2010).</p>
<p>Bosi ocupava a Cadeira nº 12 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi em eleito em 2003. Entre as honrarias que recebeu estão os títulos de professor eméritos da FFLCH-USP (2009) e professor honorário do IEA (2006), a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura (2005), o título de Comendador da Ordem de Rio Branco, outorgado pela Presidência da República (1996), e a distinção “Homem de Idéias de 1992”, conferida pelo “Jornal do Brasil”.</p>
<p>Bosi foi casado com a psicóloga social e escritora Ecléa Bosi (1936-2017), professora titular e emérita do Instituto de Psicologia da USP, com quem teve os filhos Viviana e José Alfredo. Além dos filhos, ele deixa os netos Tiago e Daniel.</p>
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>Homenagens</th>
</tr>
<tr>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Neste momento de sua partida prematura, a comunidade do IEA-USP se despede do professor Alfredo Bosi, seu anterior Conselheiro, Diretor e editor da revista "Estudos Avançados", com uma palavra: Obrigado! Palavra que o professor Bosi caracterizou “a mais simples e ao mesmo tempo a mais densa. (...) Moeda corrente do cotidiano, traz, porém, no metal em que se fundiu o compromisso ético que lhe vem da ideia de obrigação. Dizê-la é também um dever”. Que a memória do querido professor Alfredo Bosi ilumine o caminho do IEA e de todos que com ele tiveram o privilégio de conviver.</i></p>
<p><span><strong>Guilherme Ary Plonski, diretor do IEA</strong></span></p>
<p> </p>
<p><i>O mundo ao qual Alfredo Bosi pertencia, repleto de cultura, de delicadezas, de virtudes, também morre um pouco com essa triste perda. Um homem raro.</i></p>
<p><strong>Paulo Saldiva, diretor do IEA de 2016 a 2020</strong></p>
<p> </p>
<p><span><i>Intelectual, Erudito, Honorário, Emérito, Imortal, mas humano, muito humano. É assim que guardo o Alfredo em minhas memórias, em particular em nosso convívio no Instituto de Estudos Avançados da USP. O que Bosi magistralmente sintetiza na frase abaixo, acerca do polímata Leonardo Da Vinci, cabe muito bem a ele mesmo:</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>"De todo o modo, o artista só alcança esse grau de liberdade depois de ter fixado o olhar com longa e amorosa atenção na variedade prodigiosa do universo."</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Além do olhar atento “represado por lentes” (como descrito em um poema por Ecléa, sua eterna companheira), Alfredo desenvolveu um poder de escuta singular, seja em suas reflexões e escritos, seja nas participações e no engajamento na universidade, como também na sociedade, na militância, no ativismo, em ações humanitárias. No pluralismo e na diversidade de um Instituto de Estudos Avançados, contar com um polímata da estatura e humanidade de Alfredo Bosi, não é só privilégio, mas uma diferença.</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Martin Grossmann, diretor do IEA de 2012 a 2016</strong></span></p>
<p> </p>
<p><i>Com tristeza tomei conhecimento da perda irreparável do nosso querido Prof. Alfredo Bosi. Estamos todos imbuídos de um sentimento de orfandade. Suas conferências, seus escritos e os muitos diálogos passam a constituir memórias inspiradoras  indeléveis. Sua contribuição para a cultura e para o ensino público constituem uma referência inigualável. Um dos seus principais legados é a Revista de Estudos Avançados. Conviver com Alfredo significa aprender com a riqueza do seu pensamento, a elegância da sua escrita e a generosidade da sua alma. Por isso, Alfredo Bosi permanece para sempre na nossa memória como referência de vida significativa dedicada à construção de um Brasil imbuído de paz, justiça e solidariedade.</i></p>
<p><span><strong>Jacques Marcovitch, diretor do IEA de 1989 a 1993</strong></span></p>
<p><i><br />Um dia muito triste para todos nós e para mim em particular. Nos 30 anos que assisti o professor Alfredo Bosi na revista "Estudos Avançados" pude conviver de perto com uma pessoa maravilhosa e de um espírito humanista muito elevado. Fará muita falta e deixará saudades. O seu legado como ser humano, docente e crítico da cultura permanecerá para a geração presente e futura. Estamos de luto.</i></p>
<p><strong>Dario Borelli, editor assistente da revista Estudos Avançados</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-07T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-110">
    <title>Edição 110 de Estudos Avançados dedica dossiê aos impactos da tecnologia digital na sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-110</link>
    <description>A nova edição (110) da Revista Estudos Avançados traz o dossiê "Implicações Humanas das Tecnociências" e as seções "Presenças", "Evolução, Memória e Discriminação" e "Resenhas". </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-110" alt="Capa da revista Estudos Avançados 110" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 110" /></p>
<p>"Os atuais patamares de desenvolvimento tecnológico recolocam, sob novas perspectivas, os velhos dilemas entre os efeitos positivos ou perversos do emprego de tecnologias em todos os campos da existência social”, afirma o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, ao apresentar o dossiê "Implicações Humanas das Tecnociências" da edição 110 da publicação quadrimestral do IEA, já disponível online, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n110/">Scientific Electronic Library Online (SciELO</a>).</p>
<p>Ele frisa que o artigo de abertura do dossiê, “Diagnósticos da Contemporaneidade”, da semióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-santaella" class="external-link">Lucia Santaell</a>a, ex-titular da Cátedra Oscar Sala (parceria do IEA com o CGI.br), ressalta as características da chamada segunda era da internet, “caracterizada pelos big data, pela explosão de dados, pela datificação”. A autora identifica cinco atributos dessa era: hibridismo, emaranhado temporal, interatividade onipresente, aceleração e estilhaçamento discursivo.</p>
<p><strong>Fragmentação</strong></p>
<p>De acordo com Santaella, “as consequências políticas, culturais e psíquicas dessas dirupções são muitíssimas e profundas, incluindo a fragmentação e dispersão dos antigos conceitos de povo, populismo, espaço público, debate público etc.”. Para ela, “o sensacionalismo mal-informado, retórico e saudosista em nada ajuda a enfrentar os desafios”. Como militante para o avanço do conhecimento ao longo de toda sua trajetória, defende o lema “do bem entender para melhor agir, por mais que isso implique o engajamento na ética do intelecto que custa em tempo, dedicação e muito estudo aquilo que vale contra as farsas intelectuais que procriam no gregarismo autocomplacente".</p>
<p><strong>Consumo e hipervigilância</strong></p>
<p>Adorno afirma que os outros seis artigos do dossiê buscam dialogar com a perspectiva teórica-empírica de Santaella por meio da análise de vários temas. Um deles é a articulação entre a vivência do consumo como experiência de subjetividade e as transformações nos mercados globais nos últimos 40 anos, assunto de “Capitalismo de Dados e Guerras Estéticas”, de Abel Reis e Silvia Piva.</p>
<p>Em “Silenciamento Sociotécnico e os Limites do <i>Poder Instrumental</i>”, Alcides Peron e Anderson Röhe discutem como os recursos eletrônicos possibilitam não apenas a hipervigilância, mas também a classificação de risco e dispositivos preditivos. Eles alertam que esses sistemas, apesar de atuarem na predição do crime e gestão de riscos, possibilitam ao Estado uma forma de poder não violenta focada em moldar comportamentos e decisões dos indivíduos.</p>
<p>No entanto, as tecnologias digitais também possibilitam perspectivas educacionais inovadores. Um exemplo disso é debatido no artigo “Estética, Jogabilidade e Narrativa para o Antropoceno”, no qual Clayton Policarpo, Guilherme Cestari e Luiz Napole estudam dois videogames que, mediante imersão, premissas e cenários críticos propostos, relacionam os impactos ambientais e perspectivas distópicas para o futuro da espécie humana, uma perspectiva em que estão presentes “alguns dos desafios epistemológicos, éticos e identitários do Antropoceno”.</p>
<p><strong>Carro voador</strong></p>
<p>Uma questão de momento é o contexto tecnológico de desenvolvimento do chamado carro voador, cujos modelos já desenvolvidos e futuros tende a ser autônomos, sem piloto. Magaly Prado e Gustavo Galbiatti são os autores de “No Ar: Carro Voador como Máquina Autônoma sem Emissão em Análise de Viabilidade”. Com base em entrevistas com especialistas e na literatura da área, eles analisam questões técnicas, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica do novo veículo.</p>
<p>Adorno comenta que o dossiê também retoma “velhas questões a respeito do impacto da tecnologia digital no contexto brasileiro, focalizando suas virtudes decorrentes da ampliação do compartilhamento e acesso a informações para maior número de cidadãos, mas também seus perigos quanto a possíveis efeitos de dominação”.</p>
<p>O artigo final do dossiê, “O Tecnototalitarismo e os Riscos para a Democracia e para os Sujeitos”, de Eder Van Pelt, trata dos riscos de legitimidade do exercício do poder com o uso das novas tecnologias, em uma possível tecnocracia que faz uso político das tecnologias enquanto instrumentos de controle das atividades dos indivíduos. Ele defenfe a necessidade de pensar em meios efetivos para a integração entre os sistemas especializados em tecnologia e a democracia, que leve a possibilidades concretas de um debate público mais consistente e participativo, especialmente com a inclusão de todos os que estão afetados por esses novos dispositivos de controle.</p>
<p><strong>Literatura</strong></p>
<p>A edição contém ainda dois conjuntos de textos. Um deles é seção "Presenças", uma coleção de "sugestivos e ricos ensaios de crítica literária”, segundo Adorno, além de artigos sobre questões de gênero. Os ensaios sobre literatura têm como temas uma autocrítica de Euclides da Cunha quanto ao significado da revolta de Canudos; precariedade e memória na ficção de Nélida Piñon e Ana Teresa Torres; a edição de um poema inédito de Caldas Barbosa; a decomposição do gênero romance policial em um conto de Machado de Assis; as origens da poesia em língua francesa de Sérgio Milliet; e a cena teatral na Bahia em 1551/1552 produzida por grupo jesuítico ligado ao padre Manuel da Nóbrega.</p>
<p><strong>Participação da mulher</strong></p>
<p>Os sentidos e as transformações psicológicas que acompanham a participação política das mulheres são discutidos a partir da trajetória de vida de uma das participantes da Marcha Mundial das Mulheres (movimento iniciado em 2000), a militante feminista e antirracista Helena Nogueira, morta em 2020 aos 64 anos. A partir de “O Capital”, de Karl Marx, e “Fetichismo – Colonizar o Outro”, de Vladimir Safatle, outro texto discute o “fetichismo do igual, um dos desdobramentos do fetichismo da mercadoria”, a partir das relações entre as personagens do filme “Que Horas Ela Volta”, dirigido por Anna Muylaert. A seção termina com texto sobre a emancipação da mulher e a presença das ciências e da matemática no jornal O Quinze de Novembro do Sexo Feminino, “revista quinzenal, literária, recreativa, noticiosa e política” publicada na cidade do Rio de Janeiro em 1889 e 1890, por Francisca Senhorinha de Motta Diniz.</p>
<p><strong>Evolução humana</strong></p>
<p>A seção “Evolução, Memória e Discriminação” apresenta três artigos: o primeiro, com participação do paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, traz uma síntese da evolução humana com especial atenção às questões do Pleistoceno Médio, período quando surgiu o <i>Homo sapiens</i>, os avanços da área e a contribuição brasileira sobre o tema; o segundo analisa criticamente como o legado dos professores da Missão Francesa na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP tornou-se aspecto relevante da memorialística entre os participantes do curso de história. O terceiro tema da seção é a escassez de conservadores no meio acadêmico estadunidense, com uma avaliação da força relativa de quatro hipóteses para isso: meritocracia (menos aptidão acadêmica), discriminação, conversão (o meio induzindo à esquerda) e autosseleção (opção voluntária em não ingressar na academia).</p>
<p>A edição é completada com resenhas de quatro livros: “Arrabalde: Em busca da Amazônia, de João Moreira Salles; “Pacto da Branquitude”, de Cida Bento; “As Margens da Ficção”, de Jacques Rancière; e “Administração de Conflitos e Justiça: As Pequenas Causas em um Juizado nos EUA”, de Ann Arbor.<strong> </strong></p>
<p><i>Os exemplares impressos da edição 110 de <strong>Estudos Avançados</strong> estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong>Implicações Humanas das Tecnociências</strong></p>
<ul>
<li>Diagnóstico do Contemporâneo - <i>Lucia Santaella</i></li>
<li>Capitalismo de Dados e Guerras Estéticas - <i>Abel Reis e Silvia Piva</i></li>
<li>Silenciamento Sociotécnico e os Limites do <i>Poder Instrumental </i>- <i>Alcides Eduardo dos Reis Peron e Anderson Röhe</i></li>
<li>Estética, Jogabilidade e Narrativa para o Antropoceno - <i>Clayton Policarpo, Guilherme Henrique</i></li>
<li><i>de Oliveira Cestari e Luiz Felipe Napole</i></li>
<li>No Ar: Carro Voador como Máquina Autônoma sem Emissão em Análise de Viabilidade - <i>Magaly Prado e Gustavo Galbiatti</i></li>
<li>Consumo, Cidadania e Vigilância: Reflexões sobre a Expansão Tecnológica e seus Impactos no Contexto Brasileiro - <i>Bruno Pompeu, Eneus Trindade </i><i>e Silvio Koiti Sato</i></li>
<li>O Tecnototalitarismo e os Riscos para a Democracia e para os Sujeitos - <i>Eder Van Pelt</i></li>
</ul>
<p><strong>Presenças</strong></p>
<ul>
<li>A <i>Loucura das Multidões</i> - Crítica e Autocrítica em Euclides da Cunha - <i>Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Ficções do Despojo: Precariedade e Memória na Escrita de Nélida Piñon e Ana Teresa Torres - <i>Jesús Arellano</i></li>
<li>Um Inédito de Caldas Barbosa: Introdução, Edição e Comentário - <i>Caio Cesar Esteves de Souza e Leonardo Zuccaro</i></li>
<li>Machado de Assis e a Paródia do Romance Policial - <i>Cleber Vinicius do Amaral Felipe</i></li>
<li>No Início era Serge: A Poesia em Língua Francesa de Sérgio Milliet - <i>Valter Cesar Pinheiro</i></li>
<li>Manuel da Nóbrega e a Performance da Mercadoria - <i>Sérgio de Carvalho</i></li>
<li>Tomando a Palavra: Helena Nogueira e o <i>Falar </i>como Conquista Política e Psicológica - <i>Mariana Luciano Afonso</i></li>
<li>O Mecanismo do Fetiche do Igual e os seus Desvelamentos no Fime "Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert - <i>Camila Franquini Pereira</i></li>
<li>A Emancipação da Mulher e a Presença das Ciências e da Matemática no Periódico O Quinze de Novembro do Sexo Feminino - <i>Zaqueu Vieira Oliveira </i><i>e Victoria Maria Lopes Corrêa</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Evolução, Memória e Discriminação</strong></p>
<ul>
<li>O Pleistoceno Médio na Evolução Humana - <i>Walter Neves e </i><i>e Gabriel Rocha</i></li>
<li>A Missão Francesa na História (USP): Relato Inaugural e Monumentalização (1949-1971) - <i>Diego José Fernandes Freire</i></li>
<li>Quatro Hipóteses para a Escassez Conservadora no Meio Acadêmico Norte-Americano - <i>Pedro Franco</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Novas Palavras na Literatura Amazônica - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>"Pacto da Branquitude": Racismo Institucional e Desigualdades no Trabalho - <i>Raul Gomes de Almeida</i></li>
<li>O Espaço-Tempo da Literatura Contemporânea: Sobre "As Margens da Ficção"<i> </i>de Jacques Rancière - <i>João Arthur Macieira</i></li>
<li>Sobre Fairness, Ritos Legais e Barganhas: O Juizado de Pequenas Causas dos Estados Unidos numa Leitura Antropológica - <i>Eduardo C. B. Bittar</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-24T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017">
    <title>Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017</link>
    <description>Com 5.453.782 acessos aos artigos, o periódico lidera o ranking, à frente da Revista Latino-Americana de Enfermagem e dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capas-rea" alt="Capas REA" class="image-right" title="Capas REA" />A revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>” foi a publicação brasileira mais acessada da base <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/">SciELO</a> no ano passado. De acordo com a biblioteca virtual, de 1° de janeiro a 31 de dezembro de 2017, um total de 5.453.782 acessos aos artigos da revista colocaram-na no <a class="external-link" href="http://analytics.scielo.org/w/accesses/list/journals?range_start=2017-01-02&amp;range_end=2017-12-31">topo do ranking</a>, à frente da Revista Latino-Americana de Enfermagem e dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.</p>
<p>Publicada a cada quatro meses desde dezembro de 1987, a “Estudos Avançados” está em seu <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa" class="external-link">91° número</a>. Multitemática, o periódico tem a cada edição dossiês sobre temas cadentes da sociedade, bem como artigos sobre assuntos específicos. Seus textos são tanto das áreas de Ciências Humanas como de História Cultural Contemporânea, passando por tópicos de forte cunho transdisciplinar, como os de Desenvolvimento Sustentável, Aplicações da Biotecnologia, Teorias Socioambientais, Práticas da Educação no Brasil etc.</p>
<p>O editor da revista é Alfredo Bosi, um dos mais respeitados críticos literários brasileiros. Em seu último número, a publicação trouxe dossiês sobre o Centenário da Revolução Russa; Urbanismo, Sociedade e Cultura; e Psicanálise e Cultura, além de outros textos, dentre eles uma homenagem a Ecléia Bosi, que faleceu em 2017.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-01-02T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95">
    <title>Futuro das universidades e degradação urbana e ambiental são temas de 'Estudos Avançados' 95</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revistas-estudos-avancados-95" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 95" class="image-right" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 95" /></p>
<p>Além de perspectivas para as universidades e questões urbanas e ambientais, a edição 95 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, lançada este mês, também debate a judicialização da saúde e o princípio de precaução. Segundo o editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, “o primado atual da tecnologia é um dos temas transversais que aproximam artigos sobre objetos tão variados”. [Veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo.]</p>
<p>Complementam o número resenhas de oito livros sobre artes visuais, literatura, ciência política, economia e globalização. [A versão digital da edição já pode ser lida no site da <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>.]</p>
<p>A seção de abertura do número, dedicada à universidade, traz artigo do ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a> sobre três aspectos: o projeto Desempenho Acadêmico e Avaliações, por ele coordenado; as transformações por que passam as instituições acadêmicas; a contestação de propostas que no seu entender descaracterizariam as universidades públicas, como a implantação do pagamento de mensalidades.</p>
<p>A necessidade de adaptação das universidades a uma nova realidade dominada pelas redes de informação é analisada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, <span>professor visitante do IEA em 2017 e 2018, </span>no artigo “O Último Trem para Alexandria”.</p>
<p>Os artigos da seção especificamente voltados à USP tratam dos estudos feitos por seus pesquisadores sobre a instituição (“Desequilíbrio Financeiro, Missões da Universidade e Avaliação – Autorreflexão na USP”, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ribeiro-terra" class="external-link">Ricardo Terra</a>) e como a ideia e o projeto de universidade aparecia no discurso e nas ações de intelectuais paulistas e estrangeiros no início dos anos 30 (“A Intelectualidade Paulista, o Manifesto dos Pioneiros e a Universidade de São Paulo em sua Primeira ‘Missão’”, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlota-boto" class="external-link">Carlota Boto</a>).</p>
<p><strong>Cidades e Ambiente</strong></p>
<p>A degradação urbanística de grandes cidades e o desmatamento de vastas regiões do país são dois dos temas discutidos na seção “Cidade e Ambiente”. Bosi destaca o conflito entre os defensores de um estilo de moradia mais humano e a “violenta deterioração do espaço de que são exemplos e vítimas os bairros de baixa classe média e as favelas na periferia das grandes cidades”, questão discutida nos artigos “Fim das Utopias, A Cidade de São Paulo e a Discussão do Urbanismo Contemporâneo”, do urbanista Antonio Claudio Pinto da Fonseca e do historiador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-guilherme-santos-seroa-da-mota" class="external-link">Carlos Guilherme Mota</a>, e “A Conflagração do Espaço: A Tensa Relação Porto-Cidade no Planejamento Urbano", de João Mendes Rocha, especialista em políticas públicas e gestão governamental.</p>
<p>Nos textos sobre ambientalismo, o editor sublinha a preocupação com “interesses econômicos que promovem o desmatamento selvagem”, lembrando que, “depois de um curto período de relativo controle, volta a ameaça antiecológica que atinge regiões inteiras da Amazônia e do Nordeste”. O tema está presente nos artigos “Territórios e Alianças Políticas do Pós-Ambientalismo”, de especialistas de várias instituições, e “Características e Procedência da Lenha Usada na Cocção no Brasil”, da química Adriana Gioda.</p>
<p>As duas outras seções de artigos são “Saúde”, com dois textos, e “O Princípio de Precaução, com três colaborações. Na primeira, são debatidas duas questões: as orientações do Conselho Nacional de Justiça para a ação de profissionais do direito na efetivação do direito à saúde e as técnicas de coaching de bem-estar na mudança de estilo de vida no sistema público de saúde.</p>
<p>No artigo "A Adoção de Medidas de Precaução diante dos Riscos no Uso das Inovações Tecnocientíficas", o filósofo Hugh Lacey, ex-professor visitante do IEA, onde integra o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a>, discute as responsabilidades de cientistas e instituições na condução da pesquisa necessária para informar as medidas de precaução. O texto de Lacey é acompanhado de dois artigos de outros pesquisadores: um revisa o princípio de precaução no ordenamento jurídico brasileiro ante acordos internacionais; o outro discute os principais argumentos  envolvidos no debate sobre a cientificidade do princípio de equivalência substancial, que afirma serem os organismos geneticamente modificados, popularmente conhecidos como transgênicos, quimicamente equivalentes aos organismos selecionados pelas técnicas tradicionais de melhoramento e, assim, não necessitariam de estudos toxicológicos adicionais.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>95</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2019), 328 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br </a><strong>e telefone (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><i><strong><br /></strong></i></p>
<h3>
<hr />
<a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<ul>
<li>Cidade e Ambiente - <i>Alfredo Bosi</i></li>
</ul>
<p><strong>Universidade</strong></p>
<ul>
<li>A Universidade em 2022 - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>A Intelectualidade Paulista, o <i>Manifesto dos Pioneiros</i> e a Universidade de São Paulo em sua Primeira 'Missão' (1932-1934) - <i>Carlota Boto</i></li>
<li>Desequilíbrio Financeiro, Missões da Universidade e Avaliação - Autorreflexão na USP - <i>Ricardo Terra</i></li>
<li>O Último Trem para Alexandria - <i>Luiz Bevilacqua</i></li>
</ul>
<p><strong>Cidadania e Ambiente</strong></p>
<ul>
<li>Territórios e Alianças Políticas do Pós-Ambientalismo - <i>Roberto Araújo, Ima Célia Guimarães Vieira, Peter Mann de Toledo, Andréa dos Santos Coelho, Eloi Dalla-Nora e Felipe Milanez</i></li>
<li>A Conflagração do Espaço: Uma Tensa Relação Porto-Cidade no Planejamento Urbano - <i>João Mendes Rocha</i></li>
<li>Aspectos de Regulação Internacional do Petróleo: O Caso Brasil - <i>Thais da Silva Chedid e Edmilson Moutinho dos Santos</i></li>
<li>Características e Procedência da Lenha Usada na Cocção no Brasil - <i>Adriana Gioda</i></li>
<li>Tecnologia <i>Blockchain</i>: Inovação em Pagamentos por Serviços Ambientais - <i>Ranulfo Paiva Sobrinho, Junior Ruiz Garcia, Alexandre Gori Maia e Ademar Ribeiro Romero</i></li>
<li>A Cidade no Pensamento Brasileiro do Século 16 ao século 20 - <i>Candido Malta Campos</i></li>
<li>Fim das Utopias? A Cidade de São Paulo e a Discussão do Urbanismo Contemporâneo - <i>Antonio Claudio Pinto da Fonseca e Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li>Sociedade Sensoriada: A Sociedade da Transformação Digital - <i>Marcos Cesar Weiss</i></li>
</ul>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<ul>
<li>Judicialização da Saúde e Medicalização: Uma Análise das Orientações do Conselho Nacional de Justiça - <i>Aline Marques, Carlos Rocha, Felipe Asensi e Diego Machado Monnerat</i></li>
<li>Técnicas de <i>Coaching</i> de Bem-Estar na Mudança do Estilo de Vida no Sistema Público de Saúde - <i>Luciana Oquendo Pereira-Lancha, Danielle Kallas, Paula Helena Dayan e Antonio Herbert Lancha Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>O Princípio de Precaução</strong></p>
<ul>
<li>Adoção de Medidas de Precaução Diante dos Riscos no Uso das Inovações Tecnocientíficas - Hugh <i>Lacey</i></li>
<li>(In)eficácia do Princípio de Precaução no Brasil - <i>Fernanda Viegas Reiochardt e Mayara Regina Araújo dos Santos</i></li>
<li>Transgênicos e o Princípio de Equivalência Substancial - <i>Luciana Zaterka</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Raymundo Faoro: Intérprete do Brasil em Ação - <i>Leonardo Octavio Belinelli de Brito</i></li>
<li>Bresser-Pereira e a Teoria do Novo Desenvolvimentismo - <i>André Roncaglia de Carvalho</i></li>
<li>O <i>Futuro Passado</i> de uma Experiência: O Lulismo na Encruzilhada - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>Histórias Afro-Atlânticas - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Poesia Brasileira do Século 18 ao 21 - <i>Flávia Amparo</i></li>
<li>Carta de Rubens Borba de Moraes ao Livreiro Português António Tavares de Carvalho - <i>Marcos Antonio de Moraes</i></li>
<li>Julião Machado: A Arte Gráfica Exalando a Tinta da Impressão - <i>Ana Luiza Martins</i></li>
<li>A Longa Jornada da Ordem Global: Entre Redes e Hierarquias - <i>José Augusto Ribas Miranda</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-10T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/novo-desenvolvimentismo">
    <title>Novo-Desenvolvimentismo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/novo-desenvolvimentismo</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong><strong>Lançamento da edição 75 da revista "Estudos Avançados"</strong></strong></p>
<p><strong><strong><em>Conferencista:</em><strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a></strong><span> (FGV-SP)</span><br /><em>Debatedores:</em><strong><br />Antonio Carlos Macedo e Silva</strong><span> (Unicamp) e </span><strong>Samuel de Abreu Pessôa</strong><span> (FGV-RJ)</span></strong></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-31T12:40:16Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2010/lancamento-da-edicao-68-da-revista-estudos-avancados-dossie-teorias-socioambientais-12-de-maio-de-2010">
    <title>Lançamento da Edição 68 da Revista "Estudos Avançados" - Dossiê Teorias Socioambientais - 12 de maio de 2010</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2010/lancamento-da-edicao-68-da-revista-estudos-avancados-dossie-teorias-socioambientais-12-de-maio-de-2010</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2010-05-12T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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