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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 51 to 65.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-governabilidade-do-nexo-urbano">
    <title>Nexo urbano: nova perspectiva de governança da sustentabilidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-governabilidade-do-nexo-urbano</link>
    <description>O seminário "A Governabilidade do Nexo Urbano" será realizado no dia 17 de novembro, das 14 às 17 horas, na Sala de Eventos do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-f5fee8fb858e4c359b3d9180f8ab3838 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-f5fee8fb858e4c359b3d9180f8ab3838">
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mercado-de-frutas-e-hortalicas" alt="Mercado de frutas e hortaliças" class="image-inline" title="Mercado de frutas e hortaliças" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>A disponibillidade de alimentos é um dos<br />componentes do enfoque chamado de nexo urbano</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pesquisadores têm considerado a análise da articulação das ofertas de água, alimentos e energia uma perspectiva inovadora para o exame da sustentabilidade de sistemas urbanos, tanto em termos operacionais quanto de governança. Essa abordagem será o tema do seminário <i>A Governabilidade do Nexo Urbano</i>, no dia <b>23</b> <strong>de novembro, das 14 às 18 horas</strong>.</p>
<p><span> </span><span>O encontro vai discutir a interação entre os três recursos </span><span>nas condições de urbanização de países em desenvolvimento, especialmente no caso do Brasil (</span><i>leia a <a class="anchor-link" href="#programacao">programação</a> abaixo</i><span>).</span></p>
<p>De acordo com os organizados do evento, "as possibilidades de otimização sistêmica de cadeias de provimento se colocam como necessárias para a redução das compensações e interdependências na produção e oferta conjunta de água, energia e alimentos".</p>
</div>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-inscricao-f5fee8fb858e4c359b3d9180f8ab3838 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-inscricao " id="parent-fieldname-inscricao-f5fee8fb858e4c359b3d9180f8ab3838">
<p>O seminário é uma realização do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/meio-ambiente-e-sociedade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</a> do IEA, do <a class="external-link" href="http://govamb.iee.usp.br/" target="_blank">Grupo de Estudos e Acompanhamento de Governança Ambiental</a> (GovAmb) do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) e do <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/site/paginas/mostrar/74" target="_blank">Departamento de Saúde Ambiental</a> da Faculdade de Saúde Pública (FSP), todos da USP.</p>
<p>A Comissão Organizadora é constituída por Leandro Giatti (IEA e FSP), Pedro Roberto Jacobi (IEA, FE e IEE), Michele Dalla Fontana (Universidade de Veneza, Itália), Alberto Urbinatti, Joshua Daniel Shake (FSP) e Leandro Belini.</p>
<p>O evento é aberto ao público, mas requer inscrição prévia via <a class="external-link" href="https://goo.gl/Ys874A" target="_blank">formulário online.</a> Quem não puder comparecer, poderá assistir ao seminário <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo pela internet</a> (sem necessidade de inscrição)</p>
</div>
</div>
<div></div>
<div>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>14h</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>Abertura - Uma Breve Apresentação sobre o Nexo Urbano</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leandro-luiz-giatti" class="external-link">Leandro Giatti</a> (IEA e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>1º BLOCO</td>
<td><strong>A GOVERNABILIDADE SETORIAL DO NEXO EM NÍVEL MUNICIPAL</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h20</strong></td>
<td><strong>O Município e o Alcance de Políticas Públicas<br />que Conectam Alimentação Saudável e Sustentável</strong><br />Patrícia Constante Jaime (FSP-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h50</strong></td>
<td><strong>Gestão Municipal de Energia</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-bermann" class="external-link">Célio Bermann</a> (IEA e IEE)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h20</strong></td>
<td>
<p><strong>A Água como Foco Central das Cadeias do Nexo<br />e a Atuação do Município na Gestão dos Recursos Hídricos</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro Roberto Jacobi </a>(IEA, FE e IEE)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h50</strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td>2º BLOCO</td>
<td><strong>INTERDEPENDÊNCIA E SINERGIA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h</strong></td>
<td>
<p><strong>Investigação do Nexo Urbano no Município de Guarulhos<br />e a Perspectiva do Planejamento Urbano</strong><br />Michele Dalla Fontana (Universidade de Veneza, Itália) e Joshua Daniel Shake (FSP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h30</strong></td>
<td>
<p><strong>Identificação de Interdependências e Possibilidades<br />de Sinergia Viáveis a Partir do Nível Municipal<br /></strong>Debate aberto à todos os participantes<br />Moderador: Leandro Giatti (IEA e FSP)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-f5fee8fb858e4c359b3d9180f8ab3838 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao "><br /> 
<hr />
</div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-f5fee8fb858e4c359b3d9180f8ab3838 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao "><i><strong>A Governabilidade do Nexo Urbano</strong><br />23 de novembro, das 14 às 18h<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento aberto ao público, gratuito e com inscrição via <a class="external-link" href="https://goo.gl/Ys874A" target="_blank">formulário online<br /></a>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo pela internet</a><br />Informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678</i></div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-f5fee8fb858e4c359b3d9180f8ab3838 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao " style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="external-link" href="https://www.flickr.com/photos/portalpbh/15083996238/in/photolist-nsY2JZ-dnggVW-cyirid-e2zYPV-oYUwnB-pgpCYe-ef968V-dihWzH-eSrSmf-dWUHNg-bN5L6P-dWUHJi-nfpffe-dX1nPL-oYVqyE-dP5WoW-dD2hRs-e4HoFk-oYUwXz-dX1nw3-ajyYNd-nfpfoR-psM2B4-dSKcSE-e2Vs8r-bUsBE2-bVj3WA-c7NSuU-cD5WAA-oYUvsF-pgpCsp-oYUwHg-oYUvFg-bQQC8F-bQQAEr-bchgev-cD5WgJ-nqUPLM">Doralice Calazans</a></span></div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alimentos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-08T16:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jovens-medellin-sao-paulo">
    <title>Seminário compara situação de jovens em Medellín e São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jovens-medellin-sao-paulo</link>
    <description>"Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas" é o encontro que acontece no dia 2 de dezembro, às 14h, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Pesquisadores da Colômbia e do Brasil reúnem-se no <strong>dia 2 de dezembro, às 14h</strong>, no IEA, para a troca de informações sobre a situação dos jovens nas cidades de Medellín e São Paulo. Chamado <i>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas, </i><span>o encontro terá como expositor </span><span>Sérgio Cristancho Marulanda, da Universidade de Antioquia, Colômbia, e será </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmitido ao vivo</a> <span>pela internet.</span></p>
<p><span> </span><span>Os debatedores serão três pesquisadores da USP:</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-fernanda-t-peres" class="external-link">Maria Fernanda Tourinho Peres</a><span>, da Faculdade de Medicina e do Núcleo de Estudos da Violência (NEV);</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-paes-manso" class="external-link">Bruno Paes Manso</a><span>, também do NEV; e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro" class="external-link">Helena Ribeiro</a><span>, da Faculdade de Saúde Pública </span><span>(FSP).</span></p>
<p><span>O interesse em conhecer melhor a experiência colombiana deve-se à situação peculiar do país, que enfrenta dilemas cruciais para a inclusão dos jovens que estavam envolvidos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo que apresenta experiências de intervenções urbanas que contribuíram fortemente para a redução da violência, sobretudo na cidade de Medellín.</span></p>
<p><span> </span><span>Segundo os organizadores, o encontro será uma oportunidade "extremamente proveitosa para o avanço do conhecimento e para a busca de alternativas e intervenções com maior chance de sucesso, além de propiciar um espaço importante para refletir sobre o tema numa perspectiva latino-americana".</span></p>
<p>O evento é gratuito, aberto ao público e não requer inscrição. A organização é do projeto <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais do IEA</a> e do <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/site/paginas/mostrar/3021" target="_blank">Programa de Doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade da FSP</a>, com apoio da <a class="external-link" href="https://www.capes.gov.br/" target="_blank">Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)</a>.</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><i><strong>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - <br />Lições Aprendidas</strong></i><br />2 de dezembro, 14h<br />Sala de Eventos do IEA, rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento em espanhol (sem tradução), gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição<br /></i><i>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Cláudia Regina Pereira, <a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>, telefone (11) 3091-1686.</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-23T17:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente">
    <title>As estratégias para uma São Paulo inteligente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente</link>
    <description>O Programa USP Cidades Globais realizou no dia 6 de dezembro o seminário "Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-cidades-inteligentes-abertura-jose-eduardo-krieger-marcos-buckeridge-e-fabio-kon" alt="Workshop Cidades Inteligentes - Abertura - José Eduardo Krieger, Marcos Buckeridge e Fábio Kon" class="image-inline" title="Workshop Cidades Inteligentes - Abertura - José Eduardo Krieger, Marcos Buckeridge e Fábio Kon" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Abertura do workshop, com o pró-reitor de Pesquisa, José Eduardo Krieger (<i>à esq.</i><span>)</span>, e os coordenadores Marcos Buckeridge (<i>centro</i><span>) e Fábio Kon</span></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Se é verdade que é possível melhorar aquilo que pode ser medido, como defendia o físico e matemático Lorde Kelvin, as possibilidades para a melhoria da gestão da cidade de São Paulo e da vida de sua população são inúmeras.</p>
<p>O processo de identificação e quantificação do que ocorre na cidade - onde e com que amplitude e frequência - é cada vez mais rápido e preciso graças aos diversos recursos das tecnologias de informação, por meio da análise de big data de serviços municipais e das informações de outras fontes, como dados de GPS e contribuições de cidadãos via redes sociais colaborativas.</p>
<p>Com essas informações em mãos, os órgãos municipais, a universidade e empresas de tecnologia são capazes de produzir soluções específicas para o monitoramento e melhoria dos mais diversos aspectos da vida na cidade, do tráfego de veículos ao estado das árvores, da previsão meteorológica ao atendimento na saúde pública.</p>
<p><strong>Workshop</strong></p>
<p>As perspectivas para que a capital paulista se beneficie desses recursos foram discutidas no workshop <i>Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas</i>, no dia 6 de dezembro.</p>
<p>O encontro integrou a série Strategic Workshops, realização da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) em parceria com o IEA e apoio da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>A organização foi do Programa USP Cidades Globais do IEA e do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Os coordenadores foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do Programa USP Cidades Globais do IEA e presidente da Aciesp, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-kon">Fábio Kon</a>, do IME-USP e coordenador-adjunto de Pesquisa para Inovação da Fapesp.</p>
<p>Os painéis do workshop foram: "1 - Governo e Ciência: Big Data a Serviço da Cidade”, "2 - Ciência, Planejamento e Mobilidade Urbana” e "3 - Saúde, Acessibilidade e Meio Ambiente Inteligentes na Cidade”.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Cidades Inteligentes:<br />Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cidades-inteligentes" class="external-link">Pesquisadores e poder público discutem como tornar São Paulo uma cidade inteligente</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-abertura" class="external-link">Vídeo 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1" class="external-link">Vídeo 2</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-2" class="external-link">Vídeo 3</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-3" class="external-link">Vídeo 4</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-6-de-dezembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong><i>Outras atividades<br />do Programa USP<br />Cidades Globais</i></strong></p>
<p><strong>Gestão de<br />uma Metrópole:<br />A Experiência<br />dos Prefeitos<br />de São Paulo</strong></p>
<p><strong>Fernando Haddad</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/fernando-haddad" class="external-link">Haddad: as dificuldades para administrar São Paulo durante a crise econômica e política</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-fernando-haddad" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-fernando-haddad-11-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
<p><strong>Luíza Erundina</strong></p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/201co-que-da-identidade-a-um-governo-e-a-forma-como-ele-exercita-seu-poder201d-diz-erundina" class="external-link">"O que dá identidade a um prefeito é a forma como ele exercita seu poder", diz Erundina</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-luiza-erundina" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-luiza-erundina-18-de-novembro-de-2016-1" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Universidade e governo</strong></p>
<p>No primeiro painel, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-eduardo-ferreira" class="external-link">João Eduardo Ferreira</a>, superintendente de Tecnologia da Informação (STI) da USP, expôs algumas das realizações da Universidade que demonstram sua capacitação para desenvolvimento de soluções para questões urbanas, caso da implantação de backbones na Cidade Universitária e na Escola de Artes, Ciências Humanidades (EACH), na USP Leste, para melhor uso de sensores, câmeras, wi-fi e tecnologia 4G para celulares.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-cidades-inteligentes-painel-1-xxxxx" alt="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 1 - Alexandre Calil, Roberto Marcondes Cesar Jr., Marcos Buckeridge, Daniel Annenberg e Eduardo Haddad" class="image-inline" title="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 1 - Alexandre Calil, Roberto Marcondes Cesar Jr., Marcos Buckeridge, Daniel Annenberg e Eduardo Haddad" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><strong>Painel 1 (<i>a partir da esq.</i>): Alexandre Calil, Roberto Marcondes, Marcos Buckeridge (moderador), Daniel Annenberg e Eduardo Haddad; Maria Teresa da Silva Arretche também falou no painel</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outra inovação destacada por Ferreira é o Campus USP, um aplicativo desenvolvido pela STI para o monitoramento de ocorrências na Universidade. Com ele, docentes, funcionários e alunos podem repassar informações diretamente à Guarda Universitária e às Prefeituras dos campi.</p>
<p>Como a ciência da computação pode ajudar a resolver problemas das grandes cidades e como a Fapesp apoia esse tipo de pesquisa foram os temas da apresentação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-marcondes" class="external-link">Roberto Marcondes</a>, coordenador do Programa Fapesp de Pesquisa em eScience.</p>
<p>Cesar Jr. destacou a importância do desenvolvimento de sensores para a captura de dados a serem armazenados e depois visualizados e analisados por máquinas, com o resultado desse procedimento automatizado sendo entregue a analistas e formuladores de políticas públicas.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>A economia é uma das áreas que podem contribuir para a formulação de políticas públicas a partir de análises de dados coletados por sistemas digitais automatizados. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-haddad" class="external-link">Eduardo Haddad</a>, do Núcleo de Economia Regional e Urbana (Nereus) da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, explicou que o desafio é observar os dados e a teoria econômica e a partir disso produzir ferramentas, por meio da modelagem computacional e da integração metodológica.</p>
<p>Como exemplo, apresentou estudo sobre como a mobilidade urbana afeta a economia da cidade, onde mais tempo de viagem entre a casa e o trabalho resulta em menor produtividade do trabalhador.</p>
<p>Segundo ele, a maioria dos empregos está concentrada no chamado centro expandido de São Paulo, que recebe mais de 1 milhão de trabalhadores que moram em cidades próximas. Esse total representa 15% da mão de obra da Região Metropolitana da capital.</p>
<p>Uma visão diferenciada em relação a outros expositores do workshop sobre a participação de acadêmicos na formulação de políticas públicas foi apresentada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marta-teresa-da-silva-arretche" class="external-link">Maria Teresa da Silva Arretche</a>, diretora do Centro de Estudos da Metrópole da USP.</p>
<p>Para ela, a capacidade dos acadêmicos é limitada quanto a isso, “pois não temos experiência de gestão, que envolve estratégias e outras ações para as quais não fomos treinados”. O papel relevante da academia nesse processo é “produzir informações qualificadas, regulares e atualizadas sistematicamente”.</p>
<p>A participação governamental no painel coube ao futuro secretário de Inovação e Tecnologia, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-annemberg" class="external-link">Daniel Annenberg</a>, e a <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-calil" class="external-link">Alexandre Calil</a>, do LabProdam, laboratório de inovação vinculado à Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam).</p>
<p>Calil apresentou exemplos de soluções desenvolvidas pelo LabProdam, como o sistema automatizado de acompanhamento da fluidez do trânsito em São Paulo, capaz de medir a quantidade de veículos (por faixa de rolamento), ciclistas e pedestres em deslocamento.</p>
<p>Annenberg disse que o objetivo da nova secretaria a ser criada pelo prefeito eleito João Dória é fazer com que a gestão da cidade trabalhe cada vez mais com serviços eletrônicos, utilizando aplicativos, games e beneficiando-se de inovações produzidas por startups, com o fim de “simplificar” a cidade de São Paulo.</p>
<p>Ele afirmou que esse trabalho será feito com base no tripé governo-empresas-universidades e que um grande desafio será romper os “silos de informação” existentes em vários setores, para “abrir os dados e integrá-los”.</p>
<p><strong>Planejamento</strong></p>
<p>O tema da mobilidade na cidade voltou à tona no segundo painel, ao lado da questão do planejamento. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miguel-bucalem" class="external-link">Miguel Bucalem</a>, coordenador do USP Cidades da Escola Politécnica (Poli) da USP, falou sobre como o planejamento estratégico de longo prazo pode ajudar no enfrentamento das questões de mobilidade. Exemplificou com três projetos em que esteve envolvido, sendo um deles o SP2040, desenvolvido de 2009 a 2012.</p>
<p>O SP2040 baseou-se em alguns eixos temáticos – entre os quais: coesão social; mobilidade e acessibilidade; e oportunidade de negócios – e alguns projetos catalizadores transversais aos eixos, “capazes de animar o plano no longo prazo”.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-cidades-inteligentes-painel-2" alt="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 2 -  A partir da esq.: Roberto Speicys, Fágio Kon, Claudio Barbieri da Cunha e Miguel Bucalem" class="image-inline" title="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 2 -  A partir da esq.: Roberto Speicys, Fágio Kon, Claudio Barbieri da Cunha e Miguel Bucalem" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><strong>A partir da esq., </strong><strong>Roberto Speicys, Fábio Kon (moderador), Claudio Barbieri da Cunha e Miguel Bucalem, expositores do Painel 2, que teve também a participação de Nabil Bonduki</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma das recomendações do projeto é a concepção de uma cidade compacta e policêntrica para São Paulo. “Essa ideia já tem algum tempo, já estava no Plano Diretor de 2002 e foi reforçada tanto pelo SP2040 quanto pela recente revisão do Plano Diretor.”</p>
<p><strong>Transporte de cargas</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudio-barbieri-da-cunha" class="external-link">Claudio Barbiere da Cunha</a>, da Poli-USP e do IEA, apresentou os trabalhos de seu grupo sobre o transporte de cargas e passageiros em São Paulo.</p>
<p>Segundo ele, as restrições de circulação e estacionamento de caminhões na cidade levaram à grande utilização de veículos utilitários pequenos, com o aumento da emissão de poluentes. Para propor uma alternativa a essas restrições, o grupo realizou pesquisa em parceria com o MIT, dos EUA, baseada em teste feito em Nova York.</p>
<p>Foram utilizados os dados de GPS dos caminhões. Constatou-se que durante a madrugada os caminhões trafegam com o dobro da velocidade nas vias normais da cidade e mais rápido nas Marginais [a pesquisa foi feita antes da redução da velocidade máxima nelas]). Verificou-se também que o tráfego de caminhões é bastante reduzido nas segundas-feiras. As indicações do projeto foram, portanto, aumentar o uso dos caminhões nas segundas-feiras e incentivar o tráfego durante a madrugada.</p>
<p><strong>Transporte de passageiros</strong></p>
<p>O grupo de Cunha também faz pesquisas sobre o deslocamento de pessoas no Metrô e nos trens da CPTM com base nos registros eletrônicos do bilhete único, sobre a eficiências das faixas exclusivas para o aumento da velocidade dos ônibus e desenvolve um rastreador mais preciso de caminhões via GPS, capaz de estimar as emissões de poluentes dos veículos.</p>
<p>A melhoria do transporte urbano também foi tema da exposição de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-speicys" class="external-link">Roberto Speicys</a>, de uma startup criada por dois ex-alunos da USP. Ele apresentou algumas ferramentas desenvolvidas pela empresa para o monitoramento e melhoria do sistema de ônibus da cidade. Uma delas destina-se a avaliar o funcionamento das 130 linhas de ônibus mais lentas da cidade e dessa forma fornecer subsídios para a criação de faixas exclusivas e corredores para os coletivos.</p>
<p>Os passageiros também são fonte importante de dados em sistemas produzidos pela empresa, pois podem abastecer de informações um aplicativo de celular cooperativo, no qual podem ter informações sobre a previsão de chegada dos ônibus e registar o tempo real de espera. Com esses dados, é possível contabilizar o total do tempo de espera na cidade num aplicativo chamado Esperômetro, o que permite, entre outras coisas, estimar o prejuízo econômico da cidade por causa da demora dos coletivos.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-cidades-inteligentes-painel-3-adriana-lippi-fabio-feldmann-maria-assuncao-faus-da-silva-dias-e-paulo-saldiva" alt="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 3 - Adriana Lippi, Fabio Feldmann, Maria Assunção Faus da Silva Dias e Paulo Saldiva" class="image-inline" title="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 3 - Adriana Lippi, Fabio Feldmann, Maria Assunção Faus da Silva Dias e Paulo Saldiva" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Participantes do Painel 3 (<i>a partir da esq.</i>): </strong><strong>Adriana Lippi, Fábio Feldmann (<i>moderador</i>), Maria Assunção Faus da Silva Dias e Paulo Saldiva</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Meio ambiente</strong></p>
<p>Para o moderador do Painel 3, o consultor e ambientalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-feldmann" class="external-link">Fábio Feldmann</a>, a área de meio ambiente da metrópole deveria ser analisada a partir de uma visão holística. Citou como exemplo dessa abordagem a implantação do rodízio de veículos na cidade a partir de 1996, quando era secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo: "Conheci o trabalho do professor Paulo Saldiva sobre o impacto da poluição na saúde das pessoas e resolvemos implantar o rodízio."</p>
<p>Para ele, com as tecnologias disponíveis seria possível monitorar às áreas sujeitas a invasões, "mas o poder público é omisso." Outra possibilidade é a instalação de sensores em vários pontos da cidade para a medição imediata das emissões dos veículos. O grande desafio, segundo ele, é fazer com que a "administração pública saia do padrão de modernização atual, que ainda é o da máquina de escrever elétrica".</p>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, citado por Feldmann, também participou do painel. Ele apresentou dados sobre os efeitos da poluição atmosférica na saúde da população, uma de suas áreas de pesquisa, e comentou o interesse internacional na busca de soluções que melhorem a qualidade de vida das grandes cidades. Destacou os dossiês recentemente publicados pelas revistas interdisciplinares "Science" e "Nature" e a chamada de artigos da revista da área médica "Lancet".</p>
<p>Entre as universidades de todo o mundo, a USP é a quarta colocada na quantidade de trabalhos sobre cidades, segundo Saldiva. "O desafio é como analisar os problemas urbanos sob vários enfoques e integrá-los. É preciso construir um prédio a partir desses tijolos de conhecimento". Para ele, essa tarefa deve ser desempenhada pelas ciências humanas.</p>
<p>A desigualdade na saúde das pessoas não é um problema só de cidades de países em desenvolvimento, como no caso de São Paulo, mas também atinge grandes cidades de países desenvolvidos, afirmou. "Um estudo sobre a expectativa de vida ao longo das linhas de metrô de Londres indicou que há áreas onde ela ultrapassa 90 anos e outras onde cai para 79 anos." Essa variação está relacionada a vários fatores, como o tempo disponível para dormir e a exposição à poluição, explicou Saldiva.</p>
<p>Ao falar sobre o uso de tecnologias da informação na saúde, ele disse que aplicativos para celular poderiam mensurar vários problemas, como o tempo de espera para ser atendido num posto de saúde, a existência ou não de especialista, prazo para realização de um exame, entre outros dados.</p>
<p><strong>Clima</strong></p>
<p>A importância das tecnologias computacionais para à previsão meteorológica e mensuração de poluentes atmosféricos das cidades foi o tema da exposição de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-assuncao-faus-da-silva-dias" class="external-link">Maria Assunção Faus da Silva Dias</a>, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.</p>
<p>Segundo ela, os modelos numéricos para previsão de chuva definem grades com até 20 quilômetros de altura e levam em consideração as ilhas de calor, os "canyons" criados pelos edifícios, as emissões de poluentes e outros fatores. "É preciso fazer 'rodar' o modelo num conjunto de mil a dois mil processadores para se poder prever a chuva com antecedência."</p>
<p>Um recurso para essa utilizado em Londres e Tóquio mais ainda muito pouco aplicado no Brasil é o que se vale de redes neurais, "capaz de distinguir as características da chuva em pontos distintos de uma cidade", explicou Maria Assunção.</p>
<p>No caso de São Paulo, informou, há também uma rede de radares meteorológicos estabelecida no Instituto de Física (IF), na Cidade Universitária, e na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na Zona Leste, capaz de em cinco minutos atingir o grau de definição de um quarteirão e dizer se lá está chovendo ou não.</p>
<p>Com a intensificação das variações climáticas, a solução, segundo ela, é o que os meteorologistas chamam de nowcasting, que pode ser determinística (quando procura especificar o que vai acontecer) ou probabilística (que informa, por exemplo, o percentual de chances de chuva em determinado horário).</p>
<p>"Tudo tem que ser muito rápido, a coleta de dados, o processamento dos modelos e as técnicas de análise, e o resultado disso tem de levar a uma ação que coloque a sociedade pronta para agir. Num cenário assim, o smartphone é o grande herói."</p>
<p>O painel também teve a participação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-lippi" class="external-link">Adriana Lippi</a>, de uma startup que desenvolveu um aplicativo para monitoramento das condições das árvores de São Paulo por meio de informações registrados pelos cidadãos. A intenção é negociar com a Prefeitura de São Paulo para que as informações sejam repassadas ao Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), para as devidas providências e maior transparência, com as pessoas podendo acompanhar as medidas tomadas em função dos riscos registrados no aplicativo.</p>
<p><strong>Laboratório</strong></p>
<p>Um resultado imediato do workshop foi a ideia de criação na USP de um laboratório para o desenvolvimento de aplicativos urbanos. Pela proposta, pensada por Buckeridge e apresentada por Saldiva durante sua exposição, o laboratório deve funcionar em instalações cedidas pelo IEA e no âmbito do programa USP Cidades Globais, em parceria com outros programas e projetos da Universidade.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-16T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-focara-espaco-urbano-e-cidadania">
    <title>Novo grupo de estudos focará espaço urbano e cidadania </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-focara-espaco-urbano-e-cidadania</link>
    <description>Pesquisadores integrarão o quadro de pesquisas do IEA por dois anos</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cartaz-manifestacao/@@images/ca2be73a-c180-49c3-aca1-8070a8060f09.jpeg" alt="Cartaz manifestação" class="image-inline" title="Cartaz manifestação" /><br /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><strong>A cidade como espaço da diversidade e da cidadania será foco das atividades do Grupo de Estudos de Teoria Urbana do IEA </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No centro da crise urbana atual estão a mercantilização espacial, as relações de poder, as revoltas espontâneas, os movimentos sociais organizados, as políticas de emprego e a conquista dos direitos urbanos. Com o objetivo de olhar para essas questões de forma interdisciplinar, o recém-criado Grupo de Estudos de Teoria Urbana Crítica irá integrar durante dois anos os quadros de pesquisa do IEA.</p>
<p>Aprovado pelo Conselho Deliberativo do IEA no dia <strong>13 de dezembro</strong>, o grupo terá a coordenação da professora Ana Fani Alessandri Carlos, do departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.  Autora de “Espaço-tempo na metrópole”, que recebeu a menção honrosa do prêmio Jabuti em Ciências Sociais de 2002,  Ana Fani é especialista em processos metropolitanos e coordenadora do Grupo de Geografia Crítica Radical da FFLCH-USP (Gesp). Também integra o  Núcleo de Apoio a Pesquisa (NAP-USP) Urbanização e Mundialização.</p>
<p>Vera Pallamin, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, estará na vice-coordenação. Pallamin é especialista em cidade e cultura contemporânea; cultura urbana e espaço público; cidade contemporânea e arquitetura; e arte e esfera pública.</p>
<p>"A visão do grupo é que o direito à cidade deve implicar na construção de um novo projeto de sociedade visando mudanças profundas, na tentativa de diminuir desigualdades e conflitos", segundo a professora Ana Fani.</p>
<p>Segundo a coordenadora, as transformações espaciais recentes nas grandes cidades levam a questionamentos sobre o rumo dos processos que conduzem à segregação socioespacial. "Trata-se de um processo que expressa a concentração da riqueza e do poder, de forma que o solo urbano acaba subjugado ao mercado e ao universo da troca, situação que limita o acesso dos 'lugares de realização da vida'", diz.</p>
<p>Algumas linhas de investigação deverão incluir a sociedade urbana em suas diversas escalas e dimensões; os rearranjos da economia contemporânea determinando as dinâmicas e as formas do processo de reprodução do espaço; as relações entre as possibilidades e as contradições do direito à cidade; os diversos sentidos do emprego; a justiça social e o direito à cidade. Sobre esse tema, as coordenadoras nuclearam seminário do Gesp que resultou no livro “Justiça espacial e o direito à cidade”, terceiro volume da série Metageografia, a ser lançada em breve pela editora Contexto.</p>
<p>Os membros permanentes do grupo incluem Alysson Mascaro, professor da Faculdade de Direito (FD) da USP; César Ricardo Simoni Santos, professor da FFLCH-USP; Cibele Saliba Rizek, professora do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP de São Carlos; Danilo Volochko, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Glória da Anunciação Alves, professora da FFLCH-USP; Isabel Pinto Alvarez, professora da FFLCH-USP; Francisco Comaru, professor da Universidade Federal do ABC; Jorge Luis Barbosa, da Universidade Federal Fluminense; Ricardo Alvarez, professor do Centro Universitário Fundação Santo André. O grupo conta ainda com seis pesquisadores colaboradores.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagem: USP Imagens<br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-20T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/experimentacoes-urbanas">
    <title>Colóquio analisa novas ideias para sustentabilidade das cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/experimentacoes-urbanas</link>
    <description>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades realiza-se nos dias 25 e 26 de março, numa parceria entre o IEA e a Faculdade de Saúde Pública da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc">
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidade-de-sao-paulo-1" alt="Cidade de São Paulo -1" class="image-inline" title="Cidade de São Paulo -1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Dinâmica urbana exige a experimentação de novas ideias para que as cidades se tornem sustentáveis</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A dinâmica urbana da atualidade exige novos conceitos e práticas de intervenção para que se encontrem respostas aos problemas das cidades, segundo os organizadores do <i>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</i>, que se realiza nos <strong>dias 25 e 26 de abril</strong>, no IEA.</p>
<p>Além de pesquisadores da USP e de outras universidades, o colóquio contará com a participação do sociólogo Jean-Louis Missika, assessor do prefeito de Paris para assuntos de urbanismo, Grande Paris, desenvolvimento econômico e atratividade.</p>
<p>O encontro é organizado pelo IEA e pela Faculdade de Saúde Pública (FSP), com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. A participação é gratuita, mas requer <a class="external-link" href="https://goo.gl/KxobHl" target="_blank">inscrição</a> prévia pela internet. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="url" id="parent-fieldname-eventUrl">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p><strong>Objetivos</strong></p>
<p>O colóquio tem com objetivos principais: ampliar o diálogo entre as diversas áreas de conhecimento voltadas às questões urbanas; explorar novos campos de ação e de interface; desenvolver uma agenda de pesquisa e experimentações urbanas; e apresentar processos urbanos, decisões políticas e experiências de governança e participação.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-em-ano-sabatico/pesquisadores-em-2017" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, professor da FSP-USP em sabático no IEA, o colóquio buscará construir uma agenda de pesquisa para a construção de conhecimentos em contextos interdisciplinares voltados a contribuir na análise e enfrentamento de problemas urbanos comuns.</p>
<p>"Nesse sentido, foram eleitos temas transversais de interesse destas áreas, com prioridade para energia, mobilidade urbana, habitação, agricultura urbana e cultura inclusiva. Esses temas possibilitem uma aproximação teórico-prática sobre necessidades concretas, possibilitando a construção de novas conceituações sobre intervenções urbanas."</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>EVENTOS</strong></p>
<p><strong>Políticas Inovadoras para a Mobilidade Urbana</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/politicas-inovadoras-para-a-mobilidade-urbana" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/politicas-inovadoras-para-a-mobilidade-urbana-23-de-setembro-de-2016?searchterm=mobilidade" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>As Novas Tecnologias de Motorização e os Desafios da Mobilidade Urbana</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/as-novas-tecnologias-de-motorizacao-e-os-desafios-da-mobilidade-urbana" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/as-novas-tecnologias-de-motorizacao-e-os-desafios-da-mobilidade-urbana-01-de-novembro-de-2013?searchterm=mobilidade+" class="external-link">Fotos</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-relacoes-entre-tecnologias-de-motorizacao-e-mobilidade-urbana" class="external-link">Notícia </a></li>
</ul>
<p><strong>Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-abertura?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 2</a><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1" class="external-link"><br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-2?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 3</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-3?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">Vídeo 4</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-6-de-dezembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente" class="external-link">Notícia </a></li>
</ul>
<p><strong><span class="highlightedSearchTerm">Agricultura</span> <span class="highlightedSearchTerm">Urbana e</span>m Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao-11-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-articulacao-social-e-poder-publico-em-pauta?searchterm=agricultura+urbana" class="external-link">Notícia</a></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>REVISTA<br /></strong><strong>'ESTUDOS AVANÇADOS'</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420030001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo 1</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420030002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo 2</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420110001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Dossiê São Paulo Hoje</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p><span>Além de Philippi Jr., integram a Comissão Organizadora do colóquio Maria da Penha Vasconcellos, Sonia Maria Viggiani Coutinho, Gilda Collet Bruna, Amanda Silveira Carbone, Juliana Pellegrini Cezare, Michelle de Fátima Ramos e Carolina Cassia Conceição Abilio.</span></p>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-apoio-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-apoio " id="parent-fieldname-apoio-7df1910d8b07468bac71af3009e3e6bc">
<div class="kssattr-atfieldname-organizacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-organizacao-83ce026680e343339f80db534ad04008" id="parent-fieldname-organizacao-83ce026680e343339f80db534ad04008">
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>Dia 25</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>8h30</strong></td>
<td><i>Credenciamento</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>APRESENTAÇÃO, METODOLOGIA E PROCESSO DE DISCUSSÃO</strong><br /><strong>Expositores:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (IEA e FM-USP) e Arlindo Philippi Jr (IEA e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td>Webconferência</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 1 - EXPERIMENTAÇÕES URBANAS EM PARIS</strong><br /><strong>Expositor:</strong> Jean-Louis Missika (secretário de Urbanismo da Prefeitura de Paris, França)<br /><strong>Comentaristas:</strong> Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto (Observatório das Metrópoles do IPPUR-UFRJ) e Eduardo Marques (Centro de Estudos da Metrópole da FFLCH-USP)<br /><strong>Moderador:</strong> Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP)<br /><strong>Relatoras:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura" class="external-link">Deisy Ventura</a> (IRI e FSP-USP) e Juliana Pellegrini Cezare (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h10</strong></td>
<td><strong>Debate</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h40</strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 2 – TÉCNICAS ALTERNATIVAS, DESIGN E CRIATIVIDADE COM INTERVENÇÃO URBANA</strong><br /><strong>Expositores:</strong> Jacques Waller Barcia Junior (Faculdade CESAR)<br /><strong>Comentaristas:</strong> Libia Patricia Agudelo (UTFPR) e Ana Paula Koury (Universidade São Judas Tadeu)<br /><strong>Moderadora:</strong> Gilda Collet Bruna (UPM)<br /><strong>Relatores:</strong> Maria da Penha Vasconcellos (FSP-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-calil" class="external-link">Alexandre Calil</a> (LabProdam)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h40</strong></td>
<td><strong>DEBATE</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>REFLEXÕES SOBRE A TEMÁTICA DOS PAINÉIS 1 E 2 E ENCAMINHAMENTOS<br />Expositoras: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/deisy-ventura" class="external-link">Deisy Ventura</a> (IRI/IEA/FSP-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-da-penha-vasconcellos" class="external-link">Maria da Penha Vasconcellos</a>(FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"><strong>Dia 26</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p><strong>Painel 3 – SOCIABILIDADES URBANAS E NOVOS USOS DO ESPAÇO<br /></strong><strong>Expositor: Jose Guilherme Cantor Magnani (FFLCH-USP)<br /></strong><strong>Comentaristas:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-fani-carlos" class="external-link">Ana Fani Alessandri Carlos</a> (IEA e FFLCH-USP) e Valdir Fernandes (UTFPR)<br /><strong>Moderadora</strong>: Sonia Maria Viggiani Coutinho (Incline-USP)<br /><strong>Relatores:</strong> Eduardo Zancul (Poli-USP) e Cláudia Kniess (Uninove)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h20</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>Painel 4 - Transformações Urbanas: Práticas Políticas e Participativas<br /></strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilberto-natalini" class="external-link"><i>Gilberto Natalini</i></a> (Secretário do Verde e Meio Ambiente)<br /><strong>Comentaristas:</strong> <i>Angélica Benatti Alvim</i> (FAU-Mackenzie) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vera-maria-pallamin" class="external-link"><i>Vera Pallamin</i></a> (FAU-USP)Moderador: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link"><i>Pedro Roberto Jacobi</i></a> (IEE/IEA-USP)<br /><strong>Relatorias:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neli-aparecida-de-mello-thery" class="external-link"><i>Neli Aparecida de Mello-Théry</i></a> (EACH/IEA-USP) e <i>Amanda Silveira Carbone</i> (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h10</strong></td>
<td><strong>DEBATES DOS PAINÉIS 3 E 4</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h40</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>REFLEXÕES SOBRE AS TEMÁTICAS DOS PAINÉIS 3 E 4 E ENCAMINHAMENTOS<br /></strong><i>Eduardo Zancul</i> (Poli-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neli-aparecida-de-mello-thery" class="external-link"><i>Neli Aparecida de Mello-Théry</i></a>(EACH/IEA-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td>
<p class="Default"><i>Intervalo</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>13h30</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>OFICINA INTEGRATIVA<br />Participantes: comentaristas, relatores e convidados<br /></strong><strong>Moderadores:</strong> Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP), Maria da Penha Vasconcellos (FSP-USP) e Sonia Maria Viggiani Coutinho (Incline-USP)<br /><strong>Relatora:</strong> Cristina Caselli (Incline-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h30</strong></td>
<td>
<p class="Default"><strong>SÍNTESE, ENCAMINHAMENTOS E ENCERRAMENTO</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br /> 
<hr />
<p><i><strong>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</strong><br />25 e 26 de abril<br />Antiga Sala do Conselho Universitário, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público mediante <a class="external-link" href="https://goo.gl/KxobHl" target="_blank">inscrição</a> prévia - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>
</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-31T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/solucoes-sustentaveis-para-as-cidades">
    <title>Colóquio inicia debate de soluções inovadoras para cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/solucoes-sustentaveis-para-as-cidades</link>
    <description>O Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades, ocorrido nos dias 26 e 27 de abril, foi uma iniciativa do IEA e da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, com apoio da Pró-Reitoria de Cultura. A coordenação foi de Arlindo Philippi Jr., da FSP-USP e do IEA, onde é professor em ano sabático. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/painel-1-coloquio-experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-26-4-2017" alt="Painel 1 - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" class="image-inline" title="Painel 1 - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Encontro reuniu pesquisadores e profissionais de várias áreas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“O usual não está funcionando nas cidades e elas precisam se reinventar. Isso ocorre não só na América Latina. Em todos os continentes há cidades que não funcionam muito bem.” Essa avaliação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr</a>., professor titular da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP em <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-em-ano-sabatico" class="external-link">ano sabático no IEA</a>, sintetiza o diagnóstico de urbanistas, sociólogos, geógrafos, antropólogos e outros pesquisadores sobre as carências das metrópoles.</p>
<p>Ele fez o comentário na abertura do <i>Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</i>, ocorrido nos dias 26 e 27 de abril. Coordenado por Philippi Jr., o encontro foi uma iniciativa do IEA e da FSP-USP, com o apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa.</p>
<p>O colóquio foi a primeira atividade pública relacionada com seu projeto no IEA, cujo tema é "Experimentações Urbanas na Perspectiva de Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para a Cidade". Por meio de experimentações, discussões e reflexões, ele pretende contribuir com a definição de ações e políticas que atendam as pessoas no seu cotidiano diante das transformações urbanas, levando em consideração os princípios da sustentabilidade e a interdisciplinaridade na articulação de pesquisadores e na concepção de propostas.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/experimentacoes-urbanas" class="external-link">Colóquio analisa novas ideias para sustentabilidade das cidades</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-e-26-de-abril-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p>OUTRO EVENTO</p>
<p><strong>Seminário Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?</strong></p>
<p style="text-align: right; "><i>Atividade do<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP<br />Cidades Globais</a></i></p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cidades-inteligentes" class="external-link">Pesquisadores e poder público discutem como tornar São Paulo uma cidade iinteligentes</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente?searchterm=Cidades+Inteligentes" class="external-link">As estratégias para uma São Paulo inteligente</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1" class="external-link">Vídeo 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-2" class="external-link">Vídeo 2</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-3" class="external-link">Vídeo 3</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-6-de-dezembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Sustentabilidade</strong></p>
<p>O objetivo do colóquio foi levantar ideias que possam resultar em contribuições às cidades brasileiras e que atendam aos <a href="http://https/nacoesunidas.org/conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/" target="_blank">17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</a> definidos pela ONU. As sugestões serão encaminhadas à <a class="external-link" href="http://www.fnp.org.br/">Frente Nacional de Prefeitos</a> e às prefeituras abertas a esse tipo de colaboração.</p>
<p>Ainda na abertura, Philippi Jr. destacou a importância de maior integração entre as universidades e esferas governamental e privada em benefício da melhoria da qualidade de vida nas cidades. Continuando com essa meta, serão realizados mais dois colóquios: no dia 15 de maio o tema será <i>Interdisciplinaridade e Inovação</i> e no dia 6 de junho, durante a Semana do Meio Ambiente, a discussão será sobre <i>Gestão Empresarial e Sustentabilidade</i>.</p>
<p>Os debates no primeiro colóquio se concentraram nas necessidades da cidade de São Paulo, mas trataram também de dificuldades de Curitiba, Rio de Janeiro, Florianópolis e Recife, além de transformações ocorridas ou em andamento em Medellín (Colômbia) e Paris (França).</p>
<p>Coube a Paris servir de referência para o início das discussões. <span>Jean-Louis Missika, a</span><span>djunto do prefeito (similar a secretário municipal no Brasil) da capital francesa para urbanismo, Grande Paris, desenvolvimento econômico e atratividade, fez exposição, via teleconferência, no primeiro painel, cujo tema foi exatamente "Experimentações Urbanas em Paris".</span></p>
<p>Apesar das inúmeras diferenças entre São Paulo e Paris, principalmente em termos econômicos, sociais e <span>culturais</span><span> destacadas ao longo do colóquio, os experimentos parisienses não deixam de ser uma referência do que pode ser aplicado, adaptado ou rejeitado numa cidade como São Paulo, observaram alguns dos participantes.</span></p>
<p>Segundo Missika, as experimentações urbanas que sua equipe está implantando em Paris é importante para vários públicos, inclusive criadores de start-ups e grupos de pesquisa. Ele define as ações como marco de surgimento de uma espécie de urbanismo tático, "no qual não se procura impor uma planificação urbana, mas sim testar possíveis soluções, equivocar-se e fazer ajustes".</p>
<p><strong>Projetos em Paris</strong></p>
<p>Um dos exemplos citados por ele é um projeto lançado em 2010 pela Agência de Desenvolvimento de Paris. "O processo começa pela exploração de um tema e seu desenvolvimento em laboratórios e start-ups. Isso exige reavaliações para que seja possível escolher boas soluções." Já foram lançados 14 programas, com mais de 200 experimentações.</p>
<p>Em 2013 foi lançado um edital para experimentos em agricultura urbana associada a inovações. Foram apresentados 30 projetos com novas técnicas de cultivo. Um deles é uma horta vertical que produz 1 tonelada de morangos por ano. Outro projeto, implantado em 2016 prevê a produção de frutas, lúpulo, cogumelos e outros produtos em 33 locais em telhados e fachadas, totalizando 5 mil hectares.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/la-ferme-du-rail" alt="La Ferme du Rail" class="image-inline" title="La Ferme du Rail" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Concepção arquitetônica de uma das instalações do projeto La Ferme du Rail, em implantação em Paris</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outro projeto, La Ferme du Rail (a fazenda da ferrovia) está sendo implantando ao longo do antigo anel ferroviário desativado no interior da cidade. "Ele envolve associações de moradores e agricultores urbanos e possibilita a inclusão de pessoas por meio do emprego na produção e venda dos produtos e na utilização dos dejetos para compostagem."</p>
<p>Outro projeto, o Datacity Paris, objetiva produzir dados urbanísticos para subsídio a formulação de soluções. Na primeira edição, em 2015, cinco start-ups foram escolhidas para trabalhar com número equivalente de grandes empresas. Uma nova edição no final de 2016 selecionou 12 novos projetos.</p>
<p>Segundo Missika, o princípio de ação da prefeitura é simples: definir desafios urbanos em qualquer área e encontrar soluções com parceria com empresas, entidades e cidadãos. "A estratégia e utilizar a experimentação para definir um novo modelo de exploração de todas as possibilidades de uma cidade como Paris."</p>
<p>Alguns dos outros projetos citados por ele incluem a coleta de lixo orgânico em escolas, logística para distribuição de mercadorias de diversos fornecedores a partir de uma base comum e com a utilização de um pequeno veículo elétrico e o tratamento de águas não potáveis para uso na agricultura urbana e limpeza.</p>
<p>Segundo explicou uma assistente de Missika, também via teleconferência, os experimentos parisienses são financiados sela iniciativa privada, com a prefeitura participando com a cessão de áreas de sua propriedade. Se uma iniciativa possibilitar algum uso privado pela empresa, deverá contemplar também espaços e atividades para benefício do público.</p>
<p><strong>Diferenças</strong></p>
<p>A urbanista Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto, pesquisadora do Observatório das Metrópoles da UFRJ, atuou como comentarista no painel. Ela ressaltou que  "não se pode esquecer as enormes diferenças entre as cidades dos países desenvolvidos e aquelas dos países em desenvolvimento, onde os direitos sociais básicos não estão acessíveis".</p>
<p>Para ela, há várias questões a serem equacionadas nas cidades brasileiras: "Como conciliar sustentabilidade e inclusão social? Como pensar em experimentações em contextos com forte de desigualdade social? Quais as formas de controle da relação entre prefeituras e iniciativa privada? Qual a capacidade política de cobrar dos empreendedores urbanos que considerem a redução de desigualdades?".</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/arlindo-philippe-jr-coloquio-experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-26-4-2017" alt="Arlindo Philippe Jr. - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" class="image-inline" title="Arlindo Philippe Jr. - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Arlindo Philippe Jr., professor em ano sabático no IEA, coordenou o colóquio</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Ana Lúcia afirmou que é preciso construir capacidades de participação:  "Ainda estamos engatinhando nisso, que na França já está consolidado. Só em Paris, há 120 associações de usuários dos serviços de saneamento".</span></p>
<p><span>O segundo comentarista da exposição de Missika, foi o cientista político Eduardo Marques, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e vice-diretor do Centro de Estudos da Metrópole, Cepid/Fapesp sediado na FFLCH-USP e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</span></p>
<p>Marques disse que experimentações podem ser importantes, "mas precisam ser situadas num contexto mais geral para que se possa definir o que gostaríamos que a cidade fosse".</p>
<p><span>Para ele, há <span>dois riscos numa política de experimentações que precisam ser evitados: não haver o</span> controle público do que deve ser de uso público e as experimentações passarem a ser vistas como substitutivas do principal, ou seja, da adoção de política públicas.</span></p>
<p>Marques destacou a importância da administração de conflitos, que às vezes envolvem questões estruturais da participação dos atores no jogo político. "Empreendimentos imobiliários, por exemplo, podem ser incompatíveis com moradores antigos ou novos." Em sua opinião, "80% das políticas que não dão certo devem-se a problemas dessa natureza e não porque foram mal formuladas ou houve falta de capacitação de seus formuladores; o problema é que não há coalizões suficientes para sustenta-las".</p>
<p><strong>Futuro</strong></p>
<p>O segundo painel teve o tema "Técnicas Alternativas, Design e Criatividade como Intervenção Urbana". O expositor foi o futurista Jacques Weller Barcia Jr., consultor de tendências do Porto Digital, parque tecnológico instalado no Recife, Pernambuco, e sede de mais de 800 empresas de tecnologia de informação e comunicação, economia criativa e tecnologia para cidades, com faturamento anual de R$ 1,5 bilhão.</p>
<p>Barcia Jr. apresentou informações de vários projetos do Porto Digital, mas os temas de sua fala que provocaram mais debate com os comentaristas e com o público presente foram aqueles de natureza conceitual, como as perspectivas de uso da inteligência artificial e de uma conectividade onipresente.</p>
<p>Ele citou várias mudanças que os especialistas preveem que devem afetar as cidades nas próximas décadas, como os carros autônomos, "que serão um serviço, não um produto". Discutiu também o futuro da cidade como um espaço repletos de sensores e pessoas conectadas, "tornando-se uma cidade aberta, 'hackeável' por um novo tipo de cidadão, chamado pelos futuristas de 'maker'", alguém que dá outra dimensão à cultura do faça-você-mesmo por meio do acesso aos recursos de conectividade e informação possibilitados pelas estruturas e cultura digitais.</p>
<p>"Será que o futuro é tão alvissareiro quanto o sonho tecnológico nos faz imaginar?", foi a pergunta da urbanista Ana Paula Koury, da Universidade de São Judas Tadeu, ao expositor. Para ela, "é preciso saber como essas expectativas do futuro estão operando no presente, que exige uma conexão com o mundo da pobreza, de superação dos desafios sociais e da implantação de políticas pública s.Minha pergunta é se essa imagem de futuro de fato nos traz saídas, alternativas, ou nos paralisa".</p>
<p>A outra comentarista do painel, a designer e planejadora ambiental Libia Agudelo, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), disse que o desconforto suscitado pela exposição de Barcia Jr. é salutar, mas que há cuidados a serem tomados. "Temos de aceitar a conectividade de forma construtiva, mas a vida não é um jogo."</p>
<p>Para ela, é uma falácia dizer que a tecnologia digital está acessível a todos, pois um "smartphone é caro para a renda de um trabalhador". Outro comentário crítico dela foi de que as cidades inteligentes não são necessariamente sustentáveis</p>
<p><strong>Novos usos</strong></p>
<p>O segundo dia do colóquio foi iniciado com um painel sobre "Sociabilidades Urbanas e Novos Usos do Espaço", tema desenvolvido pelo antropólogo Jose Guilherme Cantor Magnani (FFLCH-USP). Para ele, a visão da cidade como lugar fragmentado, caótico, com violência generalizada, é um estereótipo reforçado pela mídia. "Para se contrapor a essa visão é preciso incentivar a pesquisa e fazer relações o tempo todo entre o fragmento e o todo e deste de volta ao fragmento, para assim podemos criar objetos de estudos."</p>
<p>Magnani relatou algumas pesquisas de seus alunos sobre ocupação de espaços por diferentes grupos, como skatistas da Praça Roosevelt, ciclistas, imigrantes africanos e haitianos que praticam boxe numa academia improvisada embaixo de um viaduto, plantadores de horas urbanas, usuários do Minhocão, estudantes que ocuparam as escolas de ensino médio, participantes de acampamentos urbanos e até o grupo que ocupou a Reitoria da USP em 2007.</p>
<p>Segundo ele, essas ocupações de espaços urbanos por diversos atores constituem para os pesquisadores lugares antropológicos onde ocorrem experimentos sociais. "Esses lugares são, por um lado, unidades de sentido para os atores envolvidos, por outro, lugares para a apreensão de significados por pesquisadores."</p>
<p>A geógrafa Ana Fani Alessandri Carlos, da FFLCH-USP e do IEA, disse que a exposição de Magnani destacou a existência de espaços transgressores que produzem a cidade na atualidade. Afirmou que se procura transformar a cidade num espaço homogêneo, a partir da lógica econômica e que a mídia ajuda a construir a ideia de que a cidade só pode ser algo assim.<span>"A cidade não é só a lógica da economia; há outras coisas invisíveis", comentou.</span></p>
<p><span>E sua opinião, as manifestações de junho de 2013 instauraram outro paradigma: "Não vivemos mais numa sociedade industrial. Vivemos numa sociedade urbana na qual a luta saiu da fábrica e foi para a rua. A esfera pública se realiza pela ação concreta das pessoas no espaço público".</span></p>
<p>Para o cientista social Valdir Fernandes, da UTFPR, segundo comentarista do painel, é preciso que a apropriação da cidade seja consorciada, não uma luta entre grupos. "Em Curitiba há um movimento forte dos ciclistas, que são intrinsecamente antagônicos ao automóvel. Foi preciso criar ciclovias e reduzir a velocidade dos automóveis."</p>
<p><strong>Regiões metropolitanas</strong></p>
<p>O desenvolvimento regional também foi mencionado por ele. "São 70 metrópoles no Brasil e elas determinam o modelo a ser seguido. Temos de olhar a cidade como região urbana, não como município, e considerar a integração do transporte, corredores  ecológicos e outros aspectos. Curitiba tem leitos suficientes para sua população, mas tem de atender pacientes de outros 28 municípios."</p>
<p>Ele disse que se por um lado pode-se ter uma cidade inteligente e que lida bem com suas "tribos", por outro há as condições estruturais das metrópoles, que caminham na direção contrária. Ele alertou que "não se pode atribuir a consciência que temos como pesquisadores aos pesquisados".</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Oficina para intervenção urbana</i></h3>
<p><i>Ainda no dia 26 de abril, à tarde, boa parte dos participantes do colóquio interagiu em oficina para a definição de uma atividade comum de intervenção urbana de acordo com as diretrizes e prioridades que haviam sido discutidas no encontro, levando em consideração a desigualdade, a multiculturalidade, a economia instável, aspectos topográficos e interesses diversos característicos da cidade de São Paulo.</i></p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alexandre-kalil-coloquio-experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes-sustentaveis-para-cidades-25-26-4-2017" alt="Alexandre Calil  - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" class="image-inline" title="Alexandre Calil  - Colóquio Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades - 25-26/4/2017" /><br />Alexandre Calil</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>A exposição motivadora no início da oficina foi feita pelo <i>especialista em desenvolvimento de software </i>Alexandre Calil, até recentemente coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica da Prodam, Empresa de Tecnologia de Informação e Comunicação do Município de São Paulo.</i></p>
<p><i>Calil apresentou o sistema que ele e sua equipe desenvolveram no Lab Prodam para tratamento das informações originadas pelas reclamações e comunicações feitas pelos cidadãos por meio de formulário online e telefonemas ao Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Prefeitura de São Paulo, que teve </i><i>milhões de registros nos últimos 16 anos.</i></p>
<p><i>Os participantes analisaram possíveis áreas e parcelas da população a serem beneficiadas com uma solução inovadora. O grupo também debateu questões metodológica e de articulação com instâncias governamentais. A oficina  terá prosseguimento online até a definição de uma proposta pontual de trabalho.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A gestão ambiental da cidade de São Paulo esteve representada no colóquio pelo diretor do Departamento de Planejamento Ambiental da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Marcelo Morgado, Ele foi o expositor do último painel, cujo tema foi "Transformações Urbanas: Práticas Políticas e Participativas".</p>
<p>Ele disse que os recursos da secretária representam apenas 0,3% do orçamento municipal e ela tem de trabalhar com temas transversais relacionados com outras secretarias. Para Morgado, a solução para a falta de recursos, sobretudo diante da atual crise econômica, são as parcerias. Citou também outras medidas implementadas, como o corte de 30% dos cargos de confiança e a redução da burocracia. Segundo ele, a diretriz do atual governo municipal é "eficiência com inovação".</p>
<p><strong>Conselhos municipais</strong></p>
<p>Outra das questões abordadas por Morgado foram os conselhos municipais na área ambiental. Há o Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) e os conselhos de cada uma das 32 Prefeituras Regionais.  A seu ver, é preciso criar melhores métodos de escolha para que os conselheiros sejam mais representativos da sociedade e proporcionar-lhes capacitação.</p>
<p>Segundo Morgado, a demanda de trabalho é grande e não há muito espaço para a discussão de políticas públicas. Além disso, comentou que o trabalho desenvolvido pelos muitas vezes é confuso, com superposição de conselhos e o ingresso de muitos cabos eleitorais na sua composição.</p>
<p>Ao comentar a exposição de Morgado, a urbanista Angélica Benatti Alvim, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, destacou a questão da transversalidade da política ambiental. No entanto, ressalvou que São Paulo não tem instrumentos de capacitação para a elaboração de políticas ambientais que possam mitigar os efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p>Quanto às parcerias governamentais com o setor privado, disse que elas precisam ser bem discutidas e alinhavadas, senão o interesse público não será levado em consideração. Questionou as dificuldades de participação da sociedade nas discussões sobre parcerias. E para ela, ao contrário da busca de uma conciliação entre as pessoas e a natureza citada por Morgado, a gestão ambiental deve estar voltada para a gestão de conflitos.</p>
<p>A segunda comentarista da exposição de Morgado foi a urbanista Vera Pallamin, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Para ela, os reduzidos recursos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente "dão a entender o que significa essa área para a administração de São Paulo".<strong> </strong></p>
<p>Quanto as dificuldades para a composição dos conselhos ambientais, Vera disse que há um esgotamento do modelo de representação política e que conselhos pouco significam quando as eleições são manipuladas. “Se há falta de representação, é preciso ter inventividade para assegurar espaços de negociação política que ainda não existem."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (<i>a partir do alto</i>): 1, 3 e 4, Leonor Calasans/IEA-USP; 2, La Ferme du Rail</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-05-01T23:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/arborizacao-urbana-deve-atender-a-criterios-tecnicos-e-ter-acao-coordenada-afirmam-especialistas">
    <title>Arborização urbana deve atender a critérios técnicos e ter ações coordenadas, afirmam especialistas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/arborizacao-urbana-deve-atender-a-criterios-tecnicos-e-ter-acao-coordenada-afirmam-especialistas</link>
    <description>Gestores municipais, representantes da sociedade civil e acadêmicos debateram plantio e conservação das árvores de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-publico" alt="Verdejando público" class="image-inline" title="Verdejando público" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Workshop Verdejando: </i>sociedade civil debate arborização da capital. A partir da esq.: subprefeito Oziel de Souza; secretário do Verde, Gilberto Natalini; jornalista Ananda Apple; professor Buckeridge e Ricardo Cardim</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Áreas cobertas com vegetação têm o potencial de reduzir em até 20% o risco de mortalidade por câncer e doenças respiratórias em relação a regiões sem vegetação, mostra artigo recém-publicado na revista científica Environmental Health Perspective. Num cenário de mudanças climáticas, a revegetação das grandes cidades está na agenda do dia e foi com o objetivo de discutir “Que arborização queremos para São Paulo?” que o <i>Workshop Verdejando</i> reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil no dia <strong>17 abril</strong>, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP.</p>
<p>Organizado pela Rede Globo em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) e o Programa USP Cidades Globais do IEA, o encontro teve a moderação da jornalista Ananda Apple e do professor Marcos Buckeridge, coordenador do USP Cidades Globais e presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-buckeridge-e-cardim" alt="Verdejando Buckeridge e Cardim" class="image-inline" title="Verdejando Buckeridge e Cardim" /></th><th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-publico2" alt="Verdejando - público 2" class="image-inline" title="Verdejando - público 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">
<p><strong>À esq.: professor Buckeridge e o botânico Ricardo Cardim. À dir.: Patrícia Iglecias, supervisora de Gestão Ambiental (SGA) da USP (ao fundo à esquerda, Paulo Saldiva, diretor do IEA, e à direita, o sanitarista Eduardo Jorge, ex-candidato do PV à Presidência) </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na ocasião, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, vereador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilberto-natalini" class="external-link">Gilberto Natalini</a> (PV), anunciou a criação do Comitê Municipal de Arborização e falou da implementação experimental de um sistema de gerenciamento por satélite para a fiscalização das árvores da cidade. Também fez a promessa de que não será mais permitido substituir o plantio de árvores pela construção de jardins verticais, como ocorreu num polêmico Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado por uma construtora em 2015 com a Prefeitura Municipal.</p>
<p>O líder do governo na Câmara Municipal de São Paulo, vereador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aurelio-nomura" class="external-link">Aurélio Nomura</a> (PSDB), defendeu a implementação de um plano diretor do verde para efetivar políticas permanentes sobre plantio e cuidado com as árvores. Disse também que irá levar ao prefeito João Dória Jr (PSDB) a proposta de destinar parte do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) arrecadado pela Prefeitura para o investimento obrigatório em áreas verdes. “Nada mais justo, pois são os carros os maiores responsáveis pela emissão de material particulado”, disse Nomura.</p>
<p>O engenheiro agrônomo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joaquim-cavalcanti" class="external-link">Joaquim Cavalcanti</a>, do Grupo Técnico sobre Normatização das Melhores Práticas de Arborização Urbana da Prefeitura, defendeu a necessidade de um inventário arbóreo e a capacitação humana para o trabalho de reconhecimento e diagnóstico das espécies urbanas. “Poderíamos pensar numa brigada de arboristas, com um grande envolvimento da sociedade civil”, disse.</p>
<p>Os desafios operacionais são muitos, principalmente quanto à normas regulamentadoras de segurança do trabalho e à capacitação do profissional responsável pelas podas e manutenção, ressaltou Cavalcanti. “A NR35 fala em andaimes, postes, prédios, mas não atende a quem trabalha na altura fazendo podas. Da mesma forma, a NR12, sobre o trabalho com motosserra, não abrange esse profissional”, observou.</p>
<p><strong>Ações coordenadas para o plantio</strong></p>
<p>O projeto Verdejando vem estimulando a importância do verde no ambiente urbano, com a veiculação de reportagens inseridas nas programações regionais da TV Globo e a promoção de oficinas de plantios e a revitalização de praças e parques. O seminário na USP é mais uma tentativa de buscar o engajamento e a sensibilização para o tema, disse Ananda.</p>
<p>Árvores contribuem para minimizar a poluição do ar e reduzir as amplitudes térmicas. Captam gás carbônico liberando oxigênio. Proporcionam beleza visual, sombreamento e abrigo para a avifauna. Contribuem assim para diminuir problemas respiratórios e melhorar a qualidade de vida nas metrópoles.</p>
<p>Porém, a forma de plantar, quando, como, onde e o que plantar são questões que precisam integrar uma ação coordenada, para que a iniciativa possa otimizar os resultados, facilitar o manejo e proporcionar o necessário controle fitossanitário das árvores, indicou o secretário Natalini.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Polêmica sobre jardins verticais </strong></p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/corredor-verde-23-de-maio" alt="Verdejando corredor verde 23 de maio" class="image-inline" title="Verdejando corredor verde 23 de maio" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Primeira etapa do “Corredor Verde” na Avenida 23 de Maio foi inaugurada no dia 9 de abril </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O secretário Natalini foi aplaudido ao anunciar que o município não irá mais permitir a substituição do plantio de árvores pela construção de jardins verticais, como ocorreu no Termo de Compromisso Ambiental (TCA) concedido em 2015 a uma construtora. Os ambientalistas criticam a medida, pois os serviços ambientais de jardins suspensos não se comparam aos benefícios fornecidos pelas árvores.</p>
<p>O assunto virou polêmica quando uma construtora desmatou 837 árvores em 2013 no bairro do Morumbi, incluindo espécies nativas, para construir prédios residenciais. A empresa ganhou a permissão de fazer um jardim vertical no Minhocão, região Central, em vez de plantar árvores. Porém, com a assinatura do secretário Natalini, a atual gestão municipal já utilizou parte do TCA daquela construtora também para fazer  o “corredor verde” da Avenida 23 de Maio, implantado no local onde foram apagados os grafites da via.</p>
<p>“Isso não acontecerá mais. Só pegamos o bonde andando e foi melhor fazer esse acordo do que entrar num litígio judicial”, garantiu Natalini.</p>
<p>O secretário fez uma assinatura simbólica da criação do Comitê Municipal de Arborização e anunciou que o organismo será composto por oito membros do poder público – SVMA e prefeituras regionais – e oito da sociedade civil.</p>
<p>A <a class="external-link" href="https://www.imprensaoficial.com.br/Certificacao/GatewayCertificaPDF.aspx?notarizacaoID=59f41529-0df8-4f04-b12e-c6c47b07f75b">portaria </a>sobre a criação do organismo foi publicada no diário oficial do município no dia 26 de abril. Terá como missão propor ações de plantio, conservação, articulação de ações integrando as iniciativas de plantio, além de organizar encontros técnicos para formação continuada de cidadãos interessados na temática.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Precisamos sair daqui com uma plataforma mínima de entendimento e cooperação entre empresas, governos, organizações não-governamentais e cidadãos para construirmos essa força política social para plantar na cidade de São Paulo, mas de uma forma coordenada”, disse Natalini.</p>
<p>Os três viveiros da capital – Manequinho Lopes, no parque do Ibirapuera, Arthur Etzer, localizado no parque do Carmo, e Harry Blossfel, no parque Cemucam, em Cotia – são responsáveis pelo fornecimento de mudas para órgãos municipais que plantarem em áreas públicas. Adicionalmente, o município vem recebendo mudas de empresas que fizeram termos de ajuste de conduta ou termos de compromisso ambiental para ter o direito de construir. Há também empresas que, simplesmente, fazem doações de mudas.</p>
<p>“Portanto, o problema hoje não é falta de mudas. Precisamos, sim, de mão de obra e locais para o plantio. A Secretaria está mapeando isso e verificamos que cabem 10 mil mudas em parques. Há ainda vias públicas, calçadas e clubes esportivos em condições de plantar”, disse Natalini.</p>
<p>O secretário lembrou que as pessoas plantam pouco em seus quintais porque as legislações restringem ações de manejo, plantio ou mesmo supressão de árvores em terrenos particulares. “Precisamos facilitar as coisas para que as pessoas possam plantar e manejar árvores em seus quintais. Não devemos ter esse tabu de que árvore não pode ser suprimida. É a última medida, mas em algum momento pode ser necessário”, disse.</p>
<p><strong>Árvore por habitante</strong></p>
<p>“Precisamos tirar as pessoas dos morros e áreas de risco, acabar com as desigualdades e fornecer serviços básicos para a população pobre, que será a mais atingida pelas mudanças climáticas globais. Mas não podemos negar que as árvores possuem um papel muito importante num cenário de aquecimento global nas grandes cidades. Elas tendem a influenciar a distribuição da umidade do ar e pode ser que haja uma relação com enchentes, tema que nosso grupo também está estudando”, disse o professor Buckeridge.</p>
<p>O professor divulgou dados do estudo <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142015000200085">“Árvores urbanas em São Paulo: planejamento, economia e água”</a>, que ele publicou na Revista Estudos Avançados volume 29, número 84, mostrando que as zonas Central e Leste da capital apresentam os menores índices de árvore viária por habitante. “Esse mapeamento já pode servir de guia para o planejamento de ações iniciais de plantio”, apontou.</p>
<p>Prefeito regional de Cidade Tiradentes, o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/oziel-evangelista-de-souza">Oziel de Souza</a> chamou a região de “selva de pedras” e disse que um dos objetivos à frente da gestão local é arborizar o bairro, desmatado para a construção de casas populares. A meta é chegar até o final do ano com o plantio de 10 mil mudas, disse Souza.</p>
<p>Ao contrário de Cidade Tiradentes, em vez de demandas sociais e de plantio, a regional de Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, enfrenta desafios com manutenção da alta densidade arbórea. “Num único dia de ventania, perdemos cerca de 300 árvores no ano passado. Muito disso se deve às raízes enfraquecidas pelas intervenções nas calçadas que sufocam o caule e as raízes”, disse o prefeito regional, jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bene-mascarenhas" class="external-link">Benedito Mascarenhas Louzeiro,</a> responsável pelos bairros de Moema, Saúde e Vila Mariana.</p>
<p>Segundo Louzeiro, há muito desgaste na relação entre moradores e a subprefeitura e desta com a Eletropaulo, por conta da responsabilização pela queda das árvores na região. “No que se refere a podas, retirada de galhos e fiação, a subprefeitura de vila Mariana é a que mais emite multas para a Eletropaulo por descumprimento da legislação. Estamos com a proposta de um projeto piloto de manejo envolvendo as ruas Tangará, Joaquim Távora, Humberto Primo e Bagé, para mapear a cuidar das árvores”, disse.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Roçadeiras e muretas</strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-caixotes-e-muretas" alt="Verdejando caixotes e muretas" class="image-inline" title="Verdejando caixotes e muretas" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-rocadeira" alt="verdejando roçadeira" class="image-inline" title="verdejando roçadeira" /></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Acima, muretas obstruindo canteiros e o anelamento do caule causado por roçadeiras são equívocos que sufocam raízes e matam as mudas. Abaixo, a proteção do tronco com cano PVC e matéria orgânica, mostra Cardim.</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-protecao-anelamento" alt="Verdejando proteção anelamento" class="image-inline" title="Verdejando proteção anelamento" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Autor de pesquisas que serviram de base para a criação das três primeiras reservas públicas naturais de Cerrado na cidade de São Paulo, o botânico e ativista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-cardim" class="external-link">Ricardo Cardim</a> apontou os maiores erros na arborização e manutenção de parques e jardins, que resultam nas quedas e problemas fitossanitários das árvores na metrópole.</p>
<p>“É preocupante a mania de obstruir os canteiros das árvores urbanas com muretas e caixotes cimentados construídos no entorno do tronco”, diz Cardim. Segundo o botânico, essa prática impede a entrada de água e nutrientes e enfraquece as raízes, sendo uma das principais causas de quedas de árvores na capital.</p>
<p>“Poderíamos pensar num mutirão para transformar esse cenário. Tão importante quanto plantar um milhão de árvores no município é desobstruir 500 mil delas. Assim nós as ajudamos a permanecer de pé e proporcionando serviços ambientais”, disse.</p>
<p>Outra prioridade é acabar com o anelamento causado por roçadeiras durante as podas de grama. “Em geral falta treinamento aos prestadores desse serviço e eles acabam machucando a base do tronco ao cortar a grama. Essa é a verdadeira causa da mortalidade das mudas, e não o vandalismo, como se pensa”, afirma Cardim.</p>
<p>A solução para acabar com o anelamento do tronco é proteger o colo da arvore, seja com matéria orgânica e pedras ou mesmo com cano PVC no entorno, ou as duas coisas, aponta. “Precisamos criar um trabalho de educação muito consistente para as pessoas entenderem que essas práticas são prejudiciais”, disse.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Espécies nativas e padrão de mudas</strong></p>
<p>Canelas, jacarandá do campo, cambuci, cedro rosa, ingá, araçá, cambuatã, jacatirão-cabuçu, araucária, figueira brava, guatambu, açoita-cavalo e copaíba são algumas das espécies de Mata Atlântica que deveriam compor a paisagem de parques, praças e ruas,  defendeu o botânico e ativista Ricardo Cardim.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-poda-paisagistica" alt="Verdejando poda paisagística" class="image-inline" title="Verdejando poda paisagística" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Uso de espécies exóticas e poda paisagística: práticas criticadas por participantes do encontro</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A “monocultura” de sibipirunas, paus-ferro e mirindibas, espécies exóticas da moda que praticamente dominam a atual paisagem urbana, traz menos serviços ambientais e menos benefícios para a avifauna nativa, justifica Cardim.</p>
<p>“Concordo que deveríamos ter mais árvores de espécies nativas nas cidades. Mas o problema é que não conhecemos o comportamento de muitas delas e que tipo de doenças podem ter ao longo do tempo. Quanto maior a diversidade, maiores as dificuldades. Então estamos estudando essa questão para poder passar nosso conhecimento para o poder público e para os ativistas realizarem melhor sua tarefa”, disse o professor Buckeridge.</p>
<p>Cardim observa que as mudas entregues para plantio por empresas que cumprem termos de ajuste de conduta ou de compromisso ou de compensação ambiental deveriam respeitar uma variabilidade de espécies e determinado padrão de qualidade para as mudas.</p>
<p>“Antigamente as mudas eram entregues com copa e atendiam a um tamanho mínimo. Já chegavam trazendo serviço ambiental. Hoje são entregues mudas mínimas, quase que gravetos fadados à morte”, compara.</p>
<p>Para enfrentar esse problema, seria necessário dar uma pontuação para a qualidade das mudas entregues pelas empresas, seja por critérios de variabilidade e importância biológica ou pela qualidade geral da planta, defende.</p>
<p>“Será que o padrão Depave atende a todas as situações de plantio na cidade de São Paulo? Precisamos repensar isso”, afirma Cardim, referindo-se às normas do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave) da Prefeitura Municipal, que regula o padrão de mudas para plantio na capital, por meio da Portaria 85/10 da SVMA.</p>
<p>Cardim aproveitou para divulgar as ações da Floresta de Bolso, técnica desenvolvida por ele e que consiste em concentrar grande biodiversidade e massa arbórea numa pequena área, transformando terrenos e trechos abandonados em espaços de preservação de matas nativas. As iniciativas de plantio são abertas ao público e divulgadas em uma <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/events/1251460341640877/">página do Facebook</a>.</p>
<p>O ator Vitor Fasano, também presente no encontro, lembrou importância dos quintais frutíferos para a avifauna e a necessidade de educação ambiental tanto para particulares que queiram plantar, quanto para os prestadores de serviços de jardinagem. Defendeu a ideia de um paisagismo urbano baseado em árvores nativas apropriadas ao embelezamento de grandes avenidas.</p>
<p>Em vez de espécies nativas, condomínios e praças se valem de um “paisagismo repetitivo” da moda, baseado em plantas chinesas, africanas, asiáticas e japonesas, disse Ananda Apple. As mais utilizadas são a falsa murta, o podocarpo, o buchinho, a areca e a palmeira azul, que são desconfiguradas pelas empresas de jardinagem para “formar um pretenso jardim escultural”, observou a jornalista.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/workshop-verdejando-manha-exposicoes" class="external-link">Vídeo 1</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/workshop-verdejando-manha-debate" class="external-link">Vídeo 2</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/workshop-verdejando-tarde-exposicoes" class="external-link">Vídeo 3</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/workshop-verdejando-tarde-debate" class="external-link">Vídeo 4</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/workshop-verdejando-17-de-abril-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Critérios técnicos e monitoramento</strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-poda-irregular" alt="Verdejando poda irregular" class="image-inline" title="Verdejando poda irregular" /></p>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-poda-de-arvore" alt="Verdejando poda de árvore" class="image-inline" title="Verdejando poda de árvore" /></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/verdejando-protocolo-risco" alt="Verdejando protocolo risco" class="image-inline" title="Verdejando protocolo risco" /></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Podas irregulares, protocolos de segurança no trabalho e monitoramento das condições fitossanitárias foram apontados como medidas urgentes para a conservação das árvores urbanas</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A superintendente de Gestão Ambiental (SGA) da USP e ex-secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-iglecias" class="external-link">Patricia Iglecias</a>, uma das debatedoras do encontro, destacou a necessidade de fazer uma revisão da legislação de plantio e manejo das árvores urbanas, inclusive no regramento das compensações ambientais. “No âmbito do Estado há o conceito de restauração que inclui critérios para o plantio e para a manutenção. Acredito que debater critérios técnicos de plantio e manutenção das árvores urbanas é muito importante nesse momento”, disse Iglecias.</p>
<p>Para a professora, é importante “pensar numa política de educação ambiental da sociedade e incluir no debate temas da agenda internacional de sustentabilidade, sem perder de vista o que queremos com a arborização de São Paulo”, disse.</p>
<p>Além de Iglecias, participaram como debatedores o professor Fabio Kohn, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e Internet do Futuro para Cidades Inteligentes (INCT); Jorge Belix de Campos, da Associação Mata Ciliar, e Juliana Gatti, do Instituto Árvores Vivas.</p>
<p>Kohn mencionou as iniciativas do projeto Cidades Inteligentes, que está pesquisando tecnologias inovadoras como a internet das coisas para criar modelos de sensores capazes de monitorar a vida e a saúde das árvores. Sugeriu também a criação de cursos online visando orientar sobre o plantio, além de aplicativos que auxiliem na gestão e manutenção das diversas espécies.</p>
<p>Segundo Natalini, a SVMA está em tratativas com uma empresa americana para avaliar a possibilidade de instalar um sistema via satélite capaz de dar a posição, a situação de poda e as condições fitossanitárias das árvores. “É como um Big Brother que vale por mil fiscais e já compramos um piloto por R$ 300 mil para monitorar parte da vegetação urbana. É uma forma mais fácil e barata, baseada em tecnologia da informação, que pode fornecer dados com alta precisão. Estamos fortemente propensos a comprar esse sistema”, disse o secretário.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nik-sabey">Nik Sabey</a>, da iniciativa <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/novasarvoresporai/?fref=ts">Novas Árvores por Aí</a>, falou das ações coletivas para o plantio de espécies nativas, entre elas, araucária, palmito juçara, cambuci e outras. “Há muitas idéias que podem ser aplicadas para deixar a cidade mais permeável e mais verde. Nova York já enxerga a arborização como medida de saúde pública”, ressaltou.</p>
<p><span class="discreet">Imagens:<br />1: reprodução; 2 e 3: Marcos Santos/Jornal da USP; 4: Luiz Guadagnoli/SECOM/Fotos Públicas; 5 a 11: reprodução</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-05-03T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/justica-espacial-e-a-cidade-privatizada-os-efeitos-da-gestao-doria">
    <title>Justiça espacial e privatizações: os efeitos da gestão Dória</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/justica-espacial-e-a-cidade-privatizada-os-efeitos-da-gestao-doria</link>
    <description>Especialistas apontam eliminação da participação popular nos rumos privatistas da cidade de São Paulo</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidade1" alt="Cidade1" class="image-inline" title="Cidade1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Cenas do vídeo institucional da Prefeitura de São Paulo: Anhembi (acima), parque do Ibirapuera, estádio do Pacaembu e autódromo de Interlagos (abaixo) estão no lote de privatização exibido a investidores estrangeiros</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ibirapuera1" alt="Ibirapuera1" class="image-inline" title="Ibirapuera1" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/estadio-pacaembu1" alt="Estádio Pacaembu1" class="image-inline" title="Estádio Pacaembu1" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/interlagos1" alt="Interlagos1" class="image-inline" title="Interlagos1" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A justiça espacial e o direito à cidade foram temas do encontro <i>A Venda de São Paulo como Política Pública: a Radicalização da Cidade como Negócio</i>, realizado no dia <b>8 de maio</b>, pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/teoria-urbana-critica/">Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</a> do IEA. Um <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=k4BjhNw-GIU">vídeo institucional</a> mostrando os planos do prefeito João Dória Junior (PSDB) para privatizações ou concessões de parques e outros espaços e serviços públicos serviu de pano de fundo para o debate sobre os rumos da atual gestão e seus efeitos sobre a vida na cidade.</p>
<p>O vídeo, produzido para captar investimentos para a cidade de São Paulo, foi exibido originalmente durante a ida de Dória aos Emirados Árabes, primeira viagem internacional como Prefeito, empreendida para mostrar os 55 lotes de privatizações, concessões e PPPs (parcerias público-privado) disponibilizados prioritariamente para investidores estrangeiros.</p>
<p>A empreitada inclui 14 parques municipais – como o Ibirapuera, Cemucan, Praça Buenos Aires, parque da Luz – e equipamentos como o Mercado Municipal, o Estádio do Pacaembu, o Palácio de Convenções do Anhembi e Sambódromo, Autódromo de Interlagos, e outros espaços e edifícios da Prefeitura. As privatizações atingem ainda serviços como o Bilhete Único, terminais de ônibus, cemitérios, serviços funerários e iluminação, entre outros.</p>
<p>Na análise da professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vera-maria-pallamin">Vera Pallamin</a>, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, a ideia de que o aporte de investimento estrangeiro terá impacto positivo para todos não é verdadeira. “Os custos para usuários de serviços públicos tenderão a subir e se farão sentir por anos a fio. Esses planos de parcerias estão sujeitos aos riscos da especulação”, disse.</p>
<p>A notícia da venda de centenas de imóveis públicos para integrar um fundo de garantia para empresas que atuarão no setor de habitação foi criticada por Pallamin. “Sequer se cogitou a possibilidade de destinar esses imóveis para quem não tem moradia. As transferências têm um baixo custo para o grande empresariado e são feitas a partir de um plano violento de espoliação do patrimônio público, em que o poder público assume riscos com subsídios, fundos e infraestrutura e o poder privado fica com a parte significativa dos benefícios”, afirma.</p>
<p>Existe a preocupação de que essas parcerias se voltem para projetos pontuais e não evoluam para o atendimento das reais necessidades da cidade, pois a iniciativa privada visa exclusivamente o lucro nesses negócios,  avalia Pallamin.</p>
<p><b>Espaço público e cidadania</b></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Midiateca</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/a-venda-de-sao-paulo-como-politica-publica-a-radicalizacao-da-cidade-como-negocio-8-de-maio-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/a-venda-de-sao-paulo-como-politica-publica-a-radicalizacao-da-cidade-como-negocio" class="external-link">Vídeo</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A iniciativa cristaliza dois movimentos simultâneos, o recuo do Estado de suas tarefas precípuas e o crescente controle e desmobilização de práticas urbanas comuns em espaços públicos. Nesse cenário, não cabe mais falar em poder público ou ação pública destinada a políticas públicas, pois conceber o social como mercadoria destrói essa ideia”, avalia Pallamin.</p>
<p>Na opinião da professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/isabel-aparecida-pinto-alvarez">Isabel Pinto Alvarez</a>, do departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a segregação urbana moderna não é resultado de um desvio e, sim, parte do processo de produção da cidade. “É como no passado, quando as vilas operárias segregavam o trabalhador na periferia. A cidade não era um espaço que deveria ser apropriado pelo trabalhador. Da mesma forma, a cidade produzida como mercadoria precisa da mediação da propriedade privada. Então para ficar na cidade e se apropriar dela há que se pagar por isso”, compara.</p>
<p>Para a geógrafa, a cidade capitalista produzida como negócio se transforma em mercadoria. “Nesse caso, quem são os sujeitos de produção na cidade? Na ótica de Karl Marx (1818-1883), o fim último da mercadoria é a valorização do capital. Mas a cidade não é uma mercadoria como outra qualquer. É o espaço onde as pessoas vivem, trabalham, fazem coisas”, pondera.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/vera-pallamin-ana-fani-alessandri-carlos-isabel-pinto-alvarez-e-cibele-rizek" alt="Vera Pallamin, Ana Fani Alessandri Carlos, Isabel Pinto Alvarez e Cibele Rizek" class="image-inline" title="Vera Pallamin, Ana Fani Alessandri Carlos, Isabel Pinto Alvarez e Cibele Rizek" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><b>Vera Pallamin, Ana Fani Alessandri Carlos, Isabel Pinto Alvarez e Cibele Rizek: cidade como mercadoria é estreitamento da cidadania </b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A cidade como mercadoria se destitui dos conteúdos civilizatórios, pois se governada como mercado, ela se guia pela lógica do lucro. O resultado disso é empurrar para locais cada vez mais distantes a população não compatível com essa situação”, afirma a professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-fani-carlos">Ana Fani Alessandri Carlos</a>, também professora no departamento de Geografia da FFLCH-USP.</p>
<p>Para Alessandri Carlos, o que se realiza atualmente é uma gestão de fachada, de estreitamento do horizonte político e de construção de uma democracia que se realiza sem a cidadania. “Isso é grave, pois cala o cidadão. Uma gestão de fachada indica um novo tempo, o tempo do imediatismo. É um tempo que deteriora a política porque não é um tempo definido pelas partes que compõem a sociedade e sim pela empresa, pela propriedade privada, que precisa de resultados imediatos. Isso destitui o cidadão de sua fala, de seus desejos e da participação, pois a produção da cidade é feita sob um falso consentimento”, avalia.</p>
<p>A professora toma como exemplo o fato de que em 100 dias de governo, após 176 vídeos institucionais veiculados e 600 eventos sociais registrados na agenda do Prefeito, “nenhum diálogo importante foi estabelecido com participação social”, afirma.</p>
<p>O argumento de privatizar para levantar recursos não parece válido, na opinião de Alessandri Carlos. “A falta de dinheiro nos cofres públicos soa falsa, pois o que os bancos devem à cidade de São Paulo é hoje o dobro do orçamento de 2016. É preciso desmistificar a ideia de que o privado é eficiência e o público é morosidade. A construção de um projeto político precisa ser feito com o debate público”, afirma.</p>
<p><b>O “novo” na política</b></p>
<p>“Como alguém, que já foi o príncipe dos sociólogos brasileiros, vira peça midiática e, com o peso que carrega a partir da formação nesta Universidade, diz que o futuro e o novo na política estão coagulados em duas figuras, o Dória e o Luciano Huck?”. A crítica da professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cibele-saliba-rizek">Cibele Rizek</a>, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU)  da USP, refere-se a declarações do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso a respeito do Prefeito e do apresentador do programa "Caldeirão do Huck", da TV Globo.</p>
<p>Para Rizek, o fenômeno neoliberal não ocorre apenas no Brasil, pois o mundo está vivendo uma era de compatibilização entre as atuais formas de acumulação de capital com as atuais formas de constituição e exercício político.</p>
<p>“Há um encolhimento da noção clássica de soberania, que é substituída pela noção da governança, que tem a ver com a empresa. Há uma homogeneização internacional a partir de uma lógica gerencial que conforma a ação política com os interesses do capital. Os Estados viram unidades produtivas, submetidos a regras de governança similares às da empresa, ultrapassando limites clássicos do que entendemos por lei. Por exemplo, a legalidade das privatizações é algo questionável e se procurarmos, encontraremos muitos erros”, afirma.</p>
<p>No cenário neoliberal aplicado à cidade, esta é transformada numa alavanca para o processo de acumulação financeira, diz Rizek. “O Estado não se retira, mas se associa aos atores privados. Temos então uma governança feita por uma coisa chama mercado mundial, um entrelaçamento movediço de coalizões entre entidades públicas e privadas”, afirma.</p>
<p>“Nesse novo marco ideológico, não somos mais capazes de distinguir o que é afinal o interesse geral. O Estado a serviço do interesse de grandes oligopólios acaba delegando a eles o interesse social, turístico, a gestão sanitária, cultural da população. As vozes dominantes dão um jeito de garantir a coesão de um sistema tortuoso e de exploração. O próprio Emílio Odebrecht <a class="external-link" href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-04/emilio-odebrecht-diz-que-esquema-de-caixa-dois-existe-ha-mais-de-30-anos">declarou </a>que inexiste concorrência para licitações de contratos públicos nesse país. O que vale não são as relações de mercado. As relações políticas, o jeitinho funcionam como o braço avançado do neoliberalismo”, disse.</p>
<p>Vale lembrar que os experimentos totalitários sempre se apoiaram na eliminação da política e funcionaram contra a ideia do debate sobre o bem comum que é fundamento da democracia, lembrou a professora Alessandrini Carlos.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: 1,2,3 e 4: Reprodução; 5) Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poder</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-05-18T15:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/uma-avaliacao-da-experiencia-dos-programas-de-metas-municipais">
    <title>Uma avaliação da experiência dos programas de metas municipais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/uma-avaliacao-da-experiencia-dos-programas-de-metas-municipais</link>
    <description>O seminário "Programa de Metas: Balanço e Perspectivas", ocorrido em 22 de maio de 2017, foi organizado por: Grupo de Pesquisa Governança Global, Direitos Humanos e Democracia da Unesp em Franca; Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia; Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPs) da USP; Programa Cidades Sustentáveis; e Rede Nossa São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/murilo-gaspardo-jorge-abrahao-e-adrian-albala-22-5-2017" alt="Murilo Gaspardo, Jorge Abrahão e Adrián Albala - 22/5/2017" class="image-inline" title="Murilo Gaspardo, Jorge Abrahão e Adrián Albala - 22/5/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A abertura do evento, com (<i>a partir da esq.</i>) Murilo Gaspardo, coordenador da pesquisa; Jorge Abrahão, coordenador geral da RNSP; e Adrián Albala, do NUPPs-USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Desde os primeiros anos da década, os moradores da capital e de várias outras cidades do Estado de São Paulo contam com um instrumento destinado a qualificar o debate eleitoral, contribuir com o planejamento da administração pública e fortalecer o controle social das políticas públicas: o programa de metas municipal.</p>
<p>Mas qual tem sido a experiência real desses municípios com o programa? O que pode ser melhorado? As respostas a essas questões foram o cerne do seminário <i>Programa de Metas: Balanço e Perspectivas</i>, realizado no dia 22 de maio, no IEA.</p>
<p>As discussões tiveram como referência os resultados parciais da pesquisa “<a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/90621/inovacao-institucional-e-democracia-participativa-avaliacao-legislativa-da-emenda-do-programa-de-me/">Inovação Institucional e Democracia Participativa: Avaliação Legislativa da Emenda do Programa de Metas</a>”, coordenada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/murilo-gaspardo">Murilo Gaspardo</a>, do Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) da Unesp de Franca, e financiada pela Fapesp.</p>
<p>O seminário teve três mesas: “O Programa de Metas e o Planejamento da Administração Pública”, “Programa de Metas, Democracia Participativa e Controle Social” e “Perspectivas para o Programa de Metas no Brasil”.</p>
<p>Os organizadores do encontro foram o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/qualidade-da-democracia">Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia</a> do IEA, o <a class="external-link" href="http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/5852113344725338">Grupo de Pesquisa Governança Global, Direitos Humanos e Democracia da Unesp em Franca</a>, o <a class="external-link" href="http://nupps.usp.br/">Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas (NUPPs) da USP</a>, a <a href="http://www.nossasaopaulo.org.br/" target="_blank">Rede Nossa São Paulo (RNSP)</a> e o <a href="http://www.cidadessustentaveis.org.br/" target="_blank">Programa Cidades Sustentáveis (PCS)</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Seminário<br /><strong>Programa de Metas: Balanço e Perspectivas</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/plano-de-metas" class="external-link">Seminário avalia adoção de Programa de Metas pela Prefeitura de São Paulo</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/programa-de-metas-balanco-e-perspectivas-parte-i" class="external-link">Vídeo 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/programa-de-metas-balanco-e-perspectivas-parte-2" class="external-link">Vídeo 2</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/programa-de-metas-balanco-e-perspectivas-22-de-maio-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<i> 
<hr />
Leia também as notícias sobre o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais/noticias" class="external-link">Projeto USP Cidades Globais</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Emenda</strong></p>
<p>A obrigatoriedade de o prefeito eleito ou reeleito da cidade de São Paulo elaborar um programa de metas e apresentá-lo aos munícipes foi estabelecida em 2008 pela <a href="http://www2.camara.sp.gov.br/dce/EMENDA%20_N%C2%BA30_A_LEI_ORG%C3%82NICA_DO_MUNIC%C3%8DPIO_DE_S%C3%83O_PAULO.pdf" target="_blank">Emenda nº 30 à Lei Orgânica do Município</a>. A aprovação da medida foi fruto dos esforços empreendidos pela RNSP e outras instituições da sociedade civil.</p>
<p>De acordo com a emenda, o programa deve conter ações estratégicas, indicadores e metas quantitativas e ser baseado nas diretrizes da campanha eleitoral do prefeito e naquilo estabelecido no Plano Diretor Estratégico da cidade. Ele deve ser apresentado até 90 dias depois da posse do prefeito e em seguida ser objeto de audiências públicas em no máximo 30 dias.</p>
<p>Desde a introdução da obrigatoriedade, três administrações de São Paulo apresentaram programas de metas: a de Gilberto Kassab (2010-2012), a de Fernando Haddad (2013-2016) e a <a href="http://programademetas.prefeitura.sp.gov.br/">atual</a>, de João Doria, que já foi discutida em audiências públicas e agora está na fase de exame das 20 mil sugestões encaminhadas pelos cidadãos. A perspectiva é que Doria apresente a versão definitiva do programa em julho.</p>
<p>Segundo Gaspardo, a implantação do programa de metas em São Paulo inspirou a adoção da medida em outros 51 municípios brasileiros e em seis de outros países da América do Sul. Há também uma proposta de emenda constitucional (<a href="http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/54a-legislatura/pec-010-11-plano-de-metas-dos-poderes" target="_blank">PEC 010/11</a>) em tramitação no Congresso Nacional que prevê a obrigatoriedade de apresentação de metas pelo Presidência da República e por todos os governadores e prefeitos do país.</p>
<p><span>Na abertura do seminário, o coordenador da RNSP,</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jorge-abrahao">Jorge Abrahão</a><span>, ponderou que o país avançou muito em legislação sobre transparência, acesso à informação e corrupção empresarial, mas “leva algum tempo para a apropriação mais clara dessas questões pela sociedade”.</span></p>
<p>Ele lembrou que o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab apresentou um programa com 223 metas, “tendo terminado o mandato com 55% delas executadas”. <span>Para Abrahão, houve avanço qualitativo no programa do ex-prefeito Fernando Haddad, com 123 metas melhor definidas e 10 mil sugestões da sociedade.</span></p>
<p>O atual prefeito, João Doria, lançou seu plano no dia 31 de março, com 50 metas e foram 20 mil as propostas da população, o que “demonstra o desejo de participação da sociedade”, segundo Abrahão. No entanto, alertou que a sociedade “precisa estar atenta para o risco de os prefeitos tornaram os programas pouco ambiciosos para terminarem o mandato bem avaliados a partir do cumprimento de metas medíocres”.</p>
<p><strong>A implantação do</strong> programa de metas tem uma ambição política, segundo ele: “Contribuir para uma nova forma de fazer política, em que haja um engajamento efetivo da sociedade; e pode ser uma ferramenta para termos clareza das desigualdades e a partir daí termos importantes ações que combatê-las no acesso a serviços, direitos humanos, questões básicas de dignidade de vida”.</p>
<p>Outro integrante da equipe da pesquisa, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauro-ferreira">Mauro Ferreira</a>, do Programa de Pós-Graduação em Análise e Planejamento de Políticas Públicas da FCHS-Unesp em Franca, disse que boa parte dos orçamentos municipais está engessada pela vinculação dos recursos a despesas com educação, saúde, pessoal e custeio da máquina administrativa, restando pouco para novos investimentos. Esse pouco "pode ser melhor aplicado com a definição das metas do município, estabelecendo um patamar para a elaboração do próprio orçamento, além de permitir que sociedade monitore o que está sendo feito”.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mauro-ferreira-leda-paulani-jorge-abrahao-e-adrian-albala-22-5-2017" alt="Jorge Abrahão, Leda Paulani, Mauro Ferreira e Adrián Albala - 22/5/2017" class="image-inline" title="Jorge Abrahão, Leda Paulani, Mauro Ferreira e Adrián Albala - 22/5/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Mesa 1 - A partir da esq., Jorge Abrahão, da RNSP; Leda Paulani, ex-secretária de Planejamento da capital paulista; Mauro Ferreira, da FCHS-Unesp de Franca; e Adrián Albala, do NUPPS-usp</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No entanto, o programa de metas não é de execução obrigatória, não há punição para o prefeito que não o cumprir. Ferreira comentou que há punição para os prefeitos que não cumprirem o Plano Plurianual (PPA) e mesmo assim o Tribunal de Contas constata irregularidades. “Se o gestor descumpre naquilo em que pode ser punido, ficamos imaginando como ele agirá naquilo em que não há nenhuma punição.”</p>
<p><strong>Pesquisa</strong></p>
<p>O estudo dos pesquisadores da FCHS-Unesp de Franca abrange os programas de metas adotados pelos prefeitos de dez cidades paulistas na gestão 2013-2016. Além da capital, estão incluídos os municípios de Bragança Paulista, Campinas, Holambra, Jaboticabal, Jundiaí, Louveira, Mirassol, São Carlos e São José do Rio Preto.</p>
<p>A pesquisa teve quatro perguntas orientadoras:</p>
<ul>
<li>as normas foram formalmente cumpridas?</li>
<li>os objetivos foram materialmente atingidos?</li>
<li>o que explica os diferentes graus de efetividade?</li>
<li>quais alterações em seu desenho jurídico-institucional poderiam contribuir para a melhoria dos resultados?</li>
</ul>
<p>O trabalho envolveu a análise de 149 documentos (leis orgânicas, programas de governo, programas de metas, relatórios de execução de metas, leis orçamentárias e outros) e 27 entrevistas semiestruturadas com gestores, vereadores, representantes da sociedade civil e jornalistas das dez cidades.</p>
<p>A pesquisa tem como referencial teóricos os trabalhos de vários sociólogos e cientistas políticos, entre os quais Boaventura de Sousa Santos, Carole Pateman, Crawford Brough Macpherson, Leonardo Avritzer e Roberto Mangageira Unger. Vale-se também da Teoria do Estado e de quatro conceitos da democracia participativa: inclusão, deliberação, diversidade institucional e pedagogia democrática.</p>
<p><strong>Panorama</strong></p>
<p>O seminário contou com a participação de uma responsável pela elaboração de um programa de metas para São Paulo, a economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leda-paulani/view">Leda Paulani</a>, da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade (FEA) da USP e ex-secretária de Planejamento na gestão Haddad.</p>
<p>Ela lembrou sua primeira passagem pela administração municipal, quando participou da elaboração do orçamento participativo na gestão Marta Suplicy (2001-2004). Na época, ela e Haddad assessoram o então secretário de Finanças, João Sayad.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/murilo-gaspardo-jose-verissimo-e-americo-sampaio" alt="Murilo Gaspardo, José Veríssimo e Américo Sampaio - 22/5/2017" class="image-inline" title="Murilo Gaspardo, José Veríssimo e Américo Sampaio - 22/5/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Mesa 2 - A partir da esq.: Murilo Gaspardo, da FCHS-Unesp de Franca; José Veríssimo, do NUPPs-USP, e Américo Sampaio, da RNSP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Leda disse que naquela período começou a percebe que “as demandas da população estavam muito mais relacionadas com iniciativas que o Executivo poderia tomar num plano mais largo que o plano do orçamento anual, que nem tudo era possível incluir num orçamento participativo, que precisaria haver algum planejamento participativo ou algo assim”.</p>
<p>Ao assumir a secretaria de Planejamento da cidade em 2013, ela achou ótimo haver o programa de metas, pois "teria um instrumento para fazer o planejamento participativo.”</p>
<p>O programa está no plano da democracia direta, em sua opinião. “Apesar de não estar escrito na emenda que a população pode participar, propor mudanças, pensei: 'Não vou para as subprefeituras apresentar o programa, escutar todo mundo e no final fazer o que eu já tinha pensado fazer'”.</p>
<p>O caminho foi sugerir ao prefeito e ao secretário de Governo que o programa fosse apresentado, as contribuições da população fossem digeridas e depois o programa fosse refeito. "Tínhamos que dar encaminhamento efetivo às sugestões e reclamações da população.”</p>
<p>"Acho que a gestão Haddad inovou em relação ao programa de metas, pois estabeleceu esse padrão de recebimento de contribuições da população."</p>
<p>Os três eixos temáticos para a elaboração do programa em 2013 foram, segundo Leda:</p>
<ul>
<li>o compromisso com os direitos sociais e civis;</li>
<li>crescimento econômico sustentável com redução das desigualdades;</li>
<li>gestão descentralizada, participativa e transparente.</li>
</ul>
<p>"Os três eixos foram organicamente relacionados com articulações territoriais, que envolviam, por exemplo, recuperação do centro, fortalecimento dos equipamentos locais, centralidades locais, tratamento diferenciado da periferia, tratamento diferenciado das bordas da cidade (o que inclui questões de recursos naturais e dos indígenas)."</p>
<p><strong>Avaliação</strong></p>
<p>Galardo disse que "seria possível até chamar o programa de metas de 'instituto de pseudoparticipação', pois as audiências públicas não têm poder decisório”. Perguntou aos expositores se seria possível avançar em termos de transferir poder decisório para a população em vez dela apenas apresentar sugestões nas audiências públicas..</p>
<p>Se está havendo êxito ou não na iniciativa, "é uma segunda pergunta", segundo Abrahão. "<span>Estamos trabalhando para isso. Temos de avançar na democracia participativa, descobrir os caminhos. Mas nesse momento, são degraus que vamos subindo. O fundamental é gerar uma nova relação de confiança entre políticos e cidadãos."</span></p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/murilo-gaspardo-xxx-e-zuleica-goulart-22-5-2017" alt="Murilo Gaspardo, Vinícius Russo e Zuleica Goulart - 22/5/2017" class="image-inline" title="Murilo Gaspardo, Vinícius Russo e Zuleica Goulart - 22/5/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Mesa 3 - A partir da esq.: Murilo Gaspardo, da FCHS-Unesp de Franca; Vinícius Russo, desenvolvedor de software; e Zuleica Goulart, da PCS</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Leda, apesar de o processo de participação dos munícipes na formatação do programa de metas não ter poder decisório, "se o prefeito for de fato comprometido com o planejamento e participação pública, ele pode dar poder de decisão ao programa".</p>
<p>Ao detalhar algumas das constatações da pesquisa, Gaspardo disse que até 2012 havia 18 municípios paulistas com emendas aprovadas, mas quatro prefeitos ingressaram com ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e todas foram consideradas procedentes.</p>
<p>"O argumento foi de que a emenda cria uma vinculação nova para o prefeito, violando a tripartição dos Poderes, e só poderia ser apresentada pelo próprio prefeito, não pelos vereadores. Assim, se um prefeito não quiser cumprir o estabelecido pela emenda, ajuíza uma ADI e fim de jogo.”</p>
<p>“Haverá uma alternativa para isso se for aprovada a PEC que estabelece a obrigatoriedade de apresentação de programa de metas nos três níveis da Federação em todo o Brasil.”</p>
<p>A avaliação geral do impacto do programa de metas nas 10 cidades pesquisadas “é que pouco mudou atuação do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil", de acordo com Gaspardo. "O programa é tratado mais como uma exigência formal para os gestores do executivo e para os vereadores”.</p>
<p>São Paulo é uma exceção parcial, de acordo com o pesquisador: "Do ponto de vista do planejamento, houve avanços incríveis; em termos de controle das prioridades pela sociedade, o êxito foi parcial, pois a ferramenta ainda não foi apoderada pela população da periferia como instrumento de gestão e os participantes das audiências públicas são as mesmas pessoas que atuam em outras iniciativas”.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/americo-sampaio/view">Américo Sampaio</a>, da Escola de Governo de São Paulo e assessor da RNSP, enfatizou que o programa de metas "é uma conquista da sociedade civil, não uma ferramenta de planejamento vinda do debate burocratizado para responder a alguma demanda institucional".</p>
<p>Segundo ele, o programa "afeta diretamente a noção de que os políticos sejam inquestionáveis pelo fato de terem sido eleitos. o que lhes asseguraria autoridade, legitimidade e representatividade".</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-05T13:11:59Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sistemas-alimentares-urbanos">
    <title>Urbanista trata da justiça no planejamento urbano-regional de sistemas alimentares</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sistemas-alimentares-urbanos</link>
    <description>O urbanista Richard Nunes, da Universidade de Reading, Reino Unido, faz a conferência "Repensando a Justiça no Planejamento Urbano-Regional de Sistemas Alimentares" no dia 23 de junho, às 14h, no IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/richard-nunes-2017" alt="Richard Nunes - 2017" class="image-inline" title="Richard Nunes - 2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O urbanista Richard Nunes</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na conferência <i>Repensando a Justiça no Planejamento Urbano-Regional de Sistemas Alimentares</i>, no <strong>dia 23 de junho, às 14h</strong>, no IEA, o urbanista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/richard-nunes" class="external-link">Richard Nunes</a>, da Universidade de Reading, Reino Unido, apresentará uma nova visão sobre a justiça no planejamento urbano regional de sistemas alimentares, tendo como referência as empresas alimentares urbanas (do inglês urban food enterprise, UFE). O evento terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet. A participação presencial requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe2N8Qa8HZMc5iV-UsEnIuEz-746DpakVoamPgE9z386x4bdw/viewform">inscrição</a> prévia.</p>
<p>De acordo com Nunes, as UFEs são iniciativas comerciais socialmente inovadoras que buscam respostas alternativas locais aos sistemas alimentares convencionais, tanto no que se refere a insumos quanto no cuidado com a recuperação de recursos e o gerenciamento de resíduos.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Vídeos de<br />outros eventos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/agricultura-urbana-ativismo-e-acao-publica" class="external-link">Agricultura Urbana: Ativismo e Ação Pública</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao?searchterm=Agricultura" class="external-link">Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/conhecendo-a-agricultura-urbana-em-sao-paulo-e-melbourne?searchterm=Agricultura" class="external-link">Conhecendo a Agricultura Urbana em São Paulo e Melbourne</a></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<hr />
<p><i>Leia mais notícias sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-nutricao" class="external-link">nutrição</a></i></p>
<p><i>Conheça o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No entanto, "o pluralismo das práticas das UFEs como alternativas às práticas alimentares convencionais está longe de ser coerente", segundo o pesquisador. Ele utiliza a tradição do pensamento pragmático e pluralista para analisar esse conjunto de atividades empreendedoras em um período de "experimentação não resolvida" para o planejamento de sistemas alimentares urbanos.</p>
<p>De acordo com o conferencista, essa análise leva a duas questões: 1) o  que significa planejar quando se pensa na criação de sistemas alimentares urbano-regionais sustentáveis e saudáveis? 2) como avançar nessa agenda através da lente da justiça alimentar enquanto adotamos a multiplicidade de formas de praticá-la?</p>
<p>Nunes argumenta que uma compreensão das práticas e do poder da justiça alimentar no planejamento de sistemas alimentares "não pode ser apreendida ontologicamente, mas sim ser adotada como um conjunto de ecologias políticas emergentes e coevolutivas".</p>
<p>A exposição de Nunes será comentada pelas pesquisadoras: <strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-lydia-sawaya" class="external-link">Ana Lydia Sawaya</a>, coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/nutricao" class="external-link">Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</a> e docente da Unifesp, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a>, coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos de Agricultura Urbana</a> e professora da Faculdade de Medicina da USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carla-regina-mota-alonso-dieguez" class="external-link">Carla Regina Mota Alonso Diéguez</a>, coordenadora do curso de sociologia e política da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O moderador será <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a> do IEA e presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. O evento é uma realização do IEA e da <a class="external-link" href="http://www.fespsp.org.br/">Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)</a>.</p>
<p>Formado em arquitetura pela Universidade Cornell, EUA, Nunes tornou-se mestre em planejamento urbano pela também americana Universidade de Massachusetts em Amherst e doutor pelo britânico Colégio Universitário de Londres. Suas especialidades de pesquisa são: planejamento espacial europeu; desenvolvimento econômico local e regional; urbanização; e mudança e governança ambiental.</p>
<h2></h2>
<p><i><strong><i> </i></strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong><i> Repensando a Justiça no Planejamento Urbano-Regional de Sistemas Alimentares</i><br /></strong>23 de junho - 14h<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco k, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, aberto ao público e com inscrição prévia via <span> </span><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe2N8Qa8HZMc5iV-UsEnIuEz-746DpakVoamPgE9z386x4bdw/viewform">formulário online</a><a class="external-link" href="https://goo.gl/oMq54z" target="_blank"><br /></a>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/desafios-para-o-planejamento-da-cidade" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/desafios-para-o-planejamento-da-cidade</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Universidade de Reading</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-09T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-em-saude-podem-melhorar-a-partir-de-inovacoes-metodologicas-na-captura-de-dados">
    <title>Estudos em saúde podem melhorar com inovações na captura de dados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-em-saude-podem-melhorar-a-partir-de-inovacoes-metodologicas-na-captura-de-dados</link>
    <description>Em encontro realizado no IEA, Christopher Small, geofísico da Universidade de Columbia, e Marcos Rosa, geógrafo da FFLCH-USP, apresentaram pesquisas sobre a morfologia urbana.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/remote-sensing-mesa" alt="Remote Sensing - mesa" class="image-inline" title="Remote Sensing - mesa" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Da esquerda para direita: Marcos Rosa, Ligia Barrozo, Reinaldo Machado e Christopher Small durante a conferência</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Extensos quarteirões, edifícios altos, áreas verdes. Todos estes são aspectos urbanos comuns no ambiente da cidade que podem afetar a saúde dos moradores de diversas maneiras.</p>
<p dir="ltr">Na conferência <i>Remote Sensing, Urban Morphology and Studies on Health</i>, realizada no dia 2 de junho, no IEA, foram apresentados dados e inovações metodológicas na captura de informações a partir de imagens de satélite em áreas urbanas, os quais  podem contribuir para entender como a morfologia urbana afeta a saúde humana. O encontro foi organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a> e pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/espaco-urbano-e-saude" class="external-link">Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde</a>, ambos do IEA.</p>
<p dir="ltr">Ao abordar o crescimento vertical tridimensional, relativo a grandes edifícios, o geofísico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christopher-small" class="external-link">Christopher Small</a>, da Universidade de Columbia, EUA, comentou o efeito que essas construções têm na transferência de energia, no fluxo de energia solar que envolve a cidade e como isso pode afetar o microclima. Seu trabalho relaciona a morfologia urbana e a reflexão da energia solar com variações na temperatura do ar.</p>
<p dir="ltr">O pesquisador apresentou imagens de satélite da Grande São Paulo em diferentes datas: 1975, 2000 e 2017. Elas evidenciam o crescimento urbano e destacam as áreas com maior número de construções. As diferentes tonalidades de cores nas imagens representam a quantidade de luz solar refletida na área observada.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/remote-sensing-urban-morphology-and-studies-on-health" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/remote-sensing-urban-morphology-and-studies-on-health-02-de-junho-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Eventos semelhantes:</p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/use-of-geographic-methods-to-characterize-social-inequalities" class="external-link">Use of Geographic Methods to Characterize Social Inequalities</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reflexao-solar-1975" alt="Reflexão solar 1975" class="image-inline" title="Reflexão solar 1975" /></th>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reflexao-solar-2017" alt="Reflexão solar 2017" class="image-inline" title="Reflexão solar 2017" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>A intensidade da cor rosa mostra a quantidade de luz solar refletida na Grande São Paulo em 1975 e 2017, respectivamente</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">De acordo com Small, o crescimento vertical aumenta a quantidade de sombra e, consequentemente, afeta a temperatura, mesmo que seja uma alteração aparentemente pequena, como expandir uma casa de um andar para dois.</p>
<p dir="ltr">Costuma-se pensar que as áreas com mais vegetação sejam mais frias, mas, comparando a imagem que mostra os reflexos da luz solar com outra que mostra a temperatura, Small evidencia que a área mais fria é a região onde existem mais sombras. “A mesma quantidade de energia solar está indo para os dois lugares, mas se uma sombra for projetada de um prédio alto, ela cobrirá outros prédios. Esses prédios não serão iluminados”, explica o pesquisador.  Segundo Small, isso altera o fluxo de energia, já que a luz solar será absorvida pela lateral do prédio ou entrará no prédio maior, sendo irradiada metros acima da superfície do solo. Assim, uma vez que a superfície do solo não é aquecida o suficiente no período da tarde, ele não é capaz de manter calor na parte da noite.</p>
<p dir="ltr">Estudos como este podem contribuir para as pesquisas relacionadas à saúde. Segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-vizeu-barrozo" class="external-link">Ligia Vizeu Barrozo</a>, coordenadora do grupo de estudos e professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, já existem dados ligando a temperatura do ar e o microclima a algumas doenças infecciosas na cidade. É o caso das epidemias de dengue, por exemplo, identificadas principalmente nas partes mais quentes da área urbana de São Paulo.</p>
<p dir="ltr">Outros estudos mostram que algumas doenças respiratórias estão associadas às populações mais vulneráveis, como idosos e crianças. “Também existem estudos tentando descobrir como a morfologia urbana pode promover ou inibir a prática de atividades físicas e como isso afeta pessoas com hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e obesidade”, completou Barrozo.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/christopher-small" alt="Christopher Small" class="image-inline" title="Christopher Small" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Christopher Small comentou o efeito das construções na temperatura do ar</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Small comenta que no ambiente construído, ou seja, o ambiente urbano, há a possibilidade de utilização de modelos de construções que gerem menos impactos para o ambiente como um todo e até favoreçam a saúde humana: “Se levarmos em consideração o efeito das sombras e da iluminação solar, conseguiremos, por exemplo, construir ou reconstruir prédios com dispositivos capazes de capturar a radiação em uma parte do ano e refleti-la em outros meses. Isso pode fazer diferença”, exemplificou.</p>
<h3>Inovações metodológicas</h3>
<p dir="ltr">Estudos mais detalhados da morfologia urbana estão mais fáceis de serem realizados graças a novas formas de pesquisa. O cloud process methodology – metodologia que utiliza o armazenamento de dados em nuvem – é uma delas.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-reis-rosa" class="external-link">Marcos Reis Rosa</a>, geógrafo da FFLCH, explica que, na metodologia tradicional é preciso escolher uma área, selecionar os dados das imagens, baixá-las, calibrar corretamente todos os parâmetros, fazer processos digitais e classificar imagem a imagem para, só então, ter o produto final. No sistema de armazenamento em nuvem, os passos são os mesmos, porém, é possível programar todos eles no começo da pesquisa. Logo que se obtém os resultados, já é possível iniciar um novo processo, simplesmente alterando os parâmetros, locais e datas. “O pesquisador pode focar seu tempo em analisar as informações e em buscar novos parâmetros”, explicou Rosa.</p>
<p dir="ltr">Exemplo de plataforma que oferece tais possibilidades é o Google Earth. Utilizando processamento de nuvem, ele possui um catálogo de dados de diversas imagens de satélite, além de ferramentas para analisar todos esses dados.</p>
<p dir="ltr">De acordo com o pesquisador, outras vantagens do processamento em nuvem incluem a facilidade em produzir imagens sem nuvens do céu, durante vários dias em um mesmo horário, e, também, facilidade em produzir índices usando todas as imagens de um espaço de tempo específico ou até mesmo de um ano todo.</p>
<p dir="ltr">As falas de Rosa e Small foram comentadas por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/reinal-perez-machado/view" class="external-link">Reinaldo Pérez Machado</a>, do Departamento de Geografia FFLCH.</p>
<p dir="ltr"><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans - IEA/USP. Mapas: Arquivo - Christopher Small</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Espaço Urbano e Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-12T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/virada-sustentavel">
    <title>IEA realiza conferências na Virada Sustentável</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/virada-sustentavel</link>
    <description>Atividades acontecem nos dias 24 e 25 de agosto, na Sala de Eventos do IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Sao-Paulo-Poluida-Marcos-Santos-Jornal-da-Usp.jpg" alt="São Paul Poluída" class="image-inline" title="São Paul Poluída" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Poluição do ar em São Paulo: índices superam o recomendado pela OMS </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O programa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais</a> promoverá quatro seminários na Virada Sustentável, que acontece de 24 a 27 de agosto em São Paulo. As atividades acontecerão na Sala de Eventos do IEA, nos dias <strong>24 e 25 de agosto</strong>.</p>
<p>Na <strong>quinta-feira, 24</strong>,<strong> às 10h</strong>, o pesquisador do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-young-1" class="external-link">Ricardo Young</a>, ex-vereador de São Paulo, coordenará a mesa <i>Sustentabilidade, Complexidade e Políticas Públicas</i>, com a participação de Alexandre Zeitune, vice-prefeito de Guarulhos; Marcelo Ignatios, superintendente da SP-Urbanismo, da prefeitura de São Paulo; do vereador José Police Neto (PSD-SP); e do arquiteto e urbanista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nabil-georges-bonduki" class="external-link">Nabil Bonduki</a>, ex-vereador de São Paulo e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. O grupo discutirá a elaboração e a implementação de políticas públicas que levem em conta a sustentabilidade sob a ótica da complexidade.<span> </span></p>
<p>No mesmo <strong>dia 24, às 15h</strong>, o coordenador do USP Cidades Globais e professor do Instituto de Biociências da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, coordenará a discussão sobre <i>Mudança Climática e Cidades</i>, ao lado de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro Jacobi</a>, coordenador do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA e professor da Faculdade de Educação da USP, e a geógrafa Jane Zilda Ramires, da <span>Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da prefeitura de São Paulo</span><span>. Um dos relatores pelo Brasil do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, Buckeridge e Jacobi avaliarão o impacto das mudanças climáticas nas cidades.</span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Desiguladadesocial-Nucleoeditorial-flickr.jpg" alt="Desigualdade Social" class="image-inline" title="Desigualdade Social" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Grandes centros brasileiros ainda têm a desigualdade social como um dos principais problemas </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O painel <i>Mobilidade Urbana</i> acontece no segundo dia de atividades, <strong>25 de agosto, às 10h</strong>, coordenado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, diretor do IEA e professor da Faculdade de Medicina (FM) da USP. Para falar, dentre outros temas, sobre o planejamento e integração de modais, estarão presentes Luiz Antonio Cortez Ferreira, especialista em Meio Ambiente e Sustentabilidade no Metro SP; e Luiz Carlos Mantovani Néspoli, superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).<span> </span></p>
<p>O tema <i>Desigualdade e Violência</i> será abordado na tarde do <strong>dia 25, às 14h30</strong>, com comentários da cientista política <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marta-teresa-da-silva-arretche" class="external-link">Marta Arretche</a>, diretora do Centro de Estudos da Metrópole, e do sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, coordenador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-souza-lima-blotta" class="external-link">Vitor Blotta</a>, doutor em direito e professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, especializado em temas como direitos humanos, violência e esfera pública.<span> </span></p>
<p>Todas as conferências serão transmitidas <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA. Para participar presencialmente, não é necessário realizar inscrição prévia.</p>
<p><span id="docs-internal-guid-93319daf-10ef-9a95-b4e5-176094b353e2"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Outros eventos</strong></span></p>
<p dir="ltr">Também na Virada Sustentável, membros do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana"><span>Grupo de Pesquisa em Agricultura Urbana</span></a> promoverão atividades na Horta da Faculdade de Medicina da USP, no <strong>dia </strong><strong>26 de agosto</strong>. O endereço é na Avenida Doutor Arnaldo, 455, próximo à estação Clínicas do Metrô. Confira a programação:</p>
<p dir="ltr"><span><strong>9h30 às 11h</strong></span><span> – Abertura. Oficina sobre as PANCS (plantas alimentícias não convencionais) e degustação de pratos desenvolvidos com as PANCS - Profa. Thais Mauad</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>11h15 às 12h30</strong></span><span> – Oficina sobre como plantar em pequenos espaços - Paulo Sérgio Zembruski</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>12h45 às 14h</strong></span><span> – Roda de Conversa – sobre Agricultura Urbana com o grupo de Estudos em Agricultura Urbana (GEAU)</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>14h15 às 15h30</strong></span><span> – Oficina de Plantas Medicinais - Marcia Kubrusly</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>15h45 às 17h</strong></span><span> – Tour pela horta e troca de sementes - Regiane Carvalho de Oliveira e Katia Cristina Dantas</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-18T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/macrometropoles-de-alta-densidade">
    <title>Seminário analisa as macrometrópoles chinesas e brasileiras</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/macrometropoles-de-alta-densidade</link>
    <description>Seminário "Macrometrópoles de Alta Densidadese: São Paulo e Xangai", no dia 12 de setembro, às 14h30, na Sala de Eventos do IEA, reunirá pesquisadores franceses e brasileiros.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/xangai" alt="Xangai" class="image-inline" title="Xangai" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Xangai, centro da maior aglomeração urbana<br />do mundo, com 78 milhões de pessoas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O planeta conta com 32 aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes. Elas reúnem 9,4% da população mundial e ocupam menos de 0,1% da superfície terrestre, segundo levantamento feito pelo projeto internacional e-Geopolis com base em dados de 2010.</p>
<p>Nessa lista, Xangai, com 78 milhões de habitantes, e Guangzhou, com 47,5 milhões, ocupam as primeiras colocações, à frente de Tóquio, com 40 milhões de pessoas.</p>
<p>A megacidade capitaneada por São Paulo apareceu na 11ª posição, com 18,7 milhões de habitantes [o IBGE informou no dia 30 de agosto que a estimativa para a população atual da Região Metropolitana de São Paulo é de 21,4 milhões de habitantes].</p>
<p>Esse impressionante crescimento das megacidades chinesas e as características de São Paulo e Rio de Janeiro, as megacidades do Brasil presentes na lista, serão discutidos por pesquisadores franceses e brasileiros no encontro <i>Macrometrópoles de Alta Densidade: São Paulo e Xangai</i>, no <strong>dia 12 de setembro, às 14h30</strong>, na Sala de Eventos do IEA [é preciso fazer <i><i><a class="external-link" href="http://goo.gl/ozpFLJ">inscrição prévia</a></i></i>]. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet. Os conferencistas falarão em português.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Evento</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/macrometropoles-de-alta-densidade/edit" class="external-link">As Mudanças Climáticas e as Megacidades (vídeo)</a></li>
</ul>
<p><strong>Programa</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os expositores serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francois-moriconi-ebrard" class="external-link">François Moriconi-Ébrard</a>, coordenador do projeto internacional <a class="external-link" href="http://siteresources.worldbank.org/INTURBANDEVELOPMENT/Resources/336387-1220468811008/pres_wb_aug12aFINAL.pdf">e-Geopolis</a>, titular da Cátedra Franco-Brasileira na Unesp e pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS, na sigla em francês); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberta-fontan-pereira-galvao" class="external-link">Roberta Fontan Pereira Galvão</a>, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cathy-chatel" class="external-link">Cathy Chatel</a>, pesquisadora visitante da Unesp e também integrante do e-Geopolis; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/herve-thery" class="external-link">Hervé Théry</a>, pesquisador do IEA e do CNRS. O seminário é organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/territorialidade">Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade</a> do IEA e pela <a href="http://www5.each.usp.br/" target="_blank">Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP</a></p>
<p>Moriconi-Ébrard mostrará porque, no momento em que a China se torna uma das primeiras potências econômicas mundiais, não é muito surpreendente descobrir que a população de suas duas maiores aglomerações pulverizou o recorte mundial precedente, detido por Tóquio em 2000. As dimensões das conurbações de Xangai e Guangzhou estão à altura das daquele país, de sua demografia, das escolhas de desenvolvimentos recentes se apoiando em cidades e de seu prodigioso e constante crescimento econômico desde algumas décadas, segundo Théry, coordenador do seminário.</p>
<p>A pressão demográfica e fundiária que pesa sobre São Paulo e Rio de Janeiro será o tema de Cathy Chatel. Ela e Maria Encarnação Sposito são responsáveis pelo <a class="external-link" href="http://www.bv.fapesp.br/pt/bolsas/153317/brasipolis-cidades-aglomeracoes-urbanas-e-populacao/">Brasipolis</a>, programa de pesquisa de pós-doutorado de Cathy sobre o Brasil financiado pela Fapesp e com utilização da metodologia do e-Geopolis.</p>
<p>De acordo com o estudo do e-Geopolis, em 2010, a megacidade paulista possuía 18,7 milhões de habitantes numa área de 2 mil km<sup>2</sup>, o que significa uma densidade demográfica de 9,1 mil pessoas por km<sup>2</sup>. O Rio Janeiro estava com 11,1 milhões de habitantes em 1,4 mil de km<sup>2</sup>, o que resulta numa densidade de 7,7 mil pessoas por km<sup>2</sup><sup>.</sup></p>
<p>O objetivo de Roberta Fontan é desvendar os espaços rurais intermetropolitanos no território da Macrometrópole Paulista (MMP), identificando-os através da análise de seus aspectos sociodemográficos e físico-territoriais e das suas transformações. Seu método de trabalho apoia-se na construção de uma cartografia temática que revele as características intrínsecas àquelas categorias. A pesquisa foi conduzida pela hipótese de que a classificação do território brasileiro em “rural” e “urbano” adotada pelo IBGE e fixada pelos municípios - em geral baseada em critérios arbitrários e que envolvem interesses locais - não esclarece sobre as reais dimensões dos dois planos.</p>
<p>O seminário será completado por exposição de Théry sobre Santa Cruz del Islote, uma das Ilhas de São Bernardo, no Caribe colombiano, considerada a ilha mais densamente povoada do mundo, com 1.250 habitantes vivendo em 10 mil m<sup>2</sup>.</p>
<hr />
<p><i><strong>Macrometrópoles de Alta Densidade: São Paulo e Xangai</strong></i><i><strong><br /></strong>12 de setembro - 14h30<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, aberto ao público e com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdlZ89F68pLRH9leA9_dHBdKP5iTIG_QRSO2TUw9IFf6hvdwA/viewform">inscrição prévia</a><a class="external-link" href="https://goo.gl/oMq54z" target="_blank"><br /></a>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1686<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/macrometropoles-sao-paulo-xangai" class="external-link">www.iea.usp.br/eventos/macrometropoles-sao-paulo-xangai</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Peggy e Marco Lachmann-Anke/Pixabay</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>China</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-30T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-miguel-bucalem-comenta-projetos-de-desenvolvimento-urbano-da-prefeitura">
    <title>No IEA, Miguel Bucalem comenta projetos de desenvolvimento urbano da Prefeitura </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-miguel-bucalem-comenta-projetos-de-desenvolvimento-urbano-da-prefeitura</link>
    <description>O ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, será o convidado do Programa USP Cidades Globais para falar sobre os projetos e iniciativas de planejamento e desenvolvimento urbano em que ele esteve envolvido na Prefeitura Municipal de São Paulo</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f669868d-e455-d2ad-ae21-5068627182e1"> </span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Miguel-Luiz-Bucalem-perfil.jpg" alt="Miguel Luiz Bucalem - Perfil" class="image-inline" title="Miguel Luiz Bucalem - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Miguel Bucalem</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">No dia <strong>30 de novembro, às 14h30</strong>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miguel-bucalem" class="external-link">Miguel Bucalem</a>, ex-secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, será o convidado do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a> para falar sobre os projetos e iniciativas de planejamento e desenvolvimento urbano em que ele esteve envolvido na Prefeitura Municipal de São Paulo. Um dos focos da apresentação, que acontece na Sala de Eventos do IEA, será no planejamento estratégico de longo prazo das cidades. Para participar, é necessária <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfR0hSGCA82E7vex1DLs-msX4aEeFVjgFsaDHSg0rIHqFhNMg/viewform">inscrição prévia</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Enquanto secretário de Desenvolvimento Urbano, cargo que ocupou entre 2009 e 2012, Bucalem liderou a formulação do projeto SP 2040, plano estratégico de longo prazo para a cidade de São Paulo até o ano de 2040, feito pela prefeitura </span><span>em parceria com a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp). </span><span>O projeto norteia as políticas públicas em cinco grandes áreas: oportunidade de negócios; desenvolvimento econômico sustentável; mobilidade e acessibilidade; equilíbrio social e melhoria ambiental. Uma das principais ideias do projeto é promover a troca do carro pela bicicleta, melhorando a mobilidade urbana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além de secretário, Bucalem também foi chefe da Assessoria Técnica de Planejamento Urbano da Secretaria Municipal de Planejamento, em 2007 e 2008, e presidente da empresa municipal São Paulo Urbanismo desde sua criação, em 2010, até 2012. É professor titular da Poli-USP desde 1997, onde atua como professor, pesquisador e consultor em Engenharia de Estruturas e em Modelagem Matemática e Computacional de Sólidos e Estruturas.</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><i><strong><span>Projetos, Planejamento e Desenvolvimento Urbano no Contexto Brasileiro</span><br /></strong></i><i>30 de novembro, às 14h30<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5° andar, Butantã, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito, com transmissão<a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"> ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Inscrições <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfR0hSGCA82E7vex1DLs-msX4aEeFVjgFsaDHSg0rIHqFhNMg/viewform">via formulário</a><br /></i><i>Mais informações: Djonathan Gomes Ribeiro (uspcidadesglobais@usp.br), telefone: (11) 3091-1693<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/projetos-planejamento-desenvolvimento-urbano" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-22T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/projeto-zl-vortice">
    <title>Projeto para várzea do rio Tietê na Zona Leste reúne arte, urbanismo e recuperação ambiental</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/projeto-zl-vortice</link>
    <description>No encontro "Dirigentes Culturais 6: Dos Anos 50 à Atualidade - Sérgio Milliet e Nelson Brissac", realizado no dia 1º de dezembro, o próprio Brissac falou sobre o projeto ZL Vórtice.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nelson-brissac-1o-12-2017" alt="Nelson Brissac - 1º/12/2017" class="image-inline" title="Nelson Brissac - 1º/12/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Nelson Brissac é o coordenador do projeto ZL Vórtice</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A arte como meio de reflexão sobre problemas urbanos e ambientais e, ao mesmo tempo, participante da busca de soluções com apoio da pesquisa científica e tecnológica foi o tema da exposição do filósofo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nelson-brissac-peixoto" class="external-link">Nelson Brissac,</a> professor da PUC-SP, no encontro <i>Dirigentes Culturais 6: Dos Anos 50 à Atualidade, </i>no dia 1º de dezembro<i>. </i>[O evento teve também <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sergio-milliet-um-intelectual-em-acao" class="external-link">exposição</a> de Lisbeth Rebollo sobre Sérgio Milliet.]</p>
<p>O evento encerrou o ciclo "Cultura, Institucionalidade e Gestão", realização da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA o Itaú Cultural. O titular da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a> foi o organizador do ciclo e coordenador dos encontros.</p>
<p>Brissac trabalha com questões ligadas à arte e ao urbanismo, tendo desenvolvido o projeto <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-53202006000100008">Arte/Cidade</a> de intervenções urbanas entre 1994 e 2002. Atualmente ele coordena o projeto <a class="external-link" href="https://zlvortice.wordpress.com/">ZL Vórtice</a>, aspecto central de sua participação no ciclo.</p>
<p>A articulação entre arte, ciência, tecnologia, indústria e ambientalismo não é nova, segundo ele. "Foi com o Minimalismo e o Pós-Minimalismo que a arte contemporânea começou a articular essas conexões." .</p>
<p><span>O</span><span> </span><span>escultor e escritor americano Robert Smithson (1938-1973) foi um artista emblemático dessa corrente, em sua opinião.</span><span> "Ele foi o grande artista da mineração, do colapso ambiental, do impacto da indústria, alguém que pensou em como atuar em áreas de crise e em processos naturais em grandes escala, mobilizando geólogos, engenheiros e outros especialistas. Morreu com 35 anos e fez todo esse trabalho nos últimos seis anos de vida."</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>CICLO CULTURA, INSTITUCIONALIDADE, E GESTÃO</strong></p>
<p><strong>Dirigentes Culturais 6: </strong><strong>Dos Anos 50 à Atualidade - Sérgio Milliet e Nelson Brissac</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/trabalhos-de-sergio-milliet-e-nelson-brissac-serao-apresentados-no-iea" class="external-link">Trajetórias de Sérgio Milliet e Nelson Brissac serão apresentadas no IEA</a></li>
</ul>
<p><i>Midiateca</i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/dirigentes-culturais-v-dos-anos-50-a-atualidade" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/dirigentes-culturais-6-sergio-milliet-nelson-brissac-1-de-dezembro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Dirigentes Culturais 5: Dos Anos 50 à Atualidade - Justo Werlang</strong></p>
<p><i>Midiateca</i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/dirigentes-culturais-v-dos-anos-50-a-atualidade" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/dirigentes-culturais-v-dos-anos-50-a-atualidade-20-de-outubro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Dirigentes Culturais 4: Dos Anos 50 à Atualidade - Martin Grossmann</strong></p>
<p><i>Midiateca</i></p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/dirigentes-culturais-iv-dos-anos-50-a-atualidade-17-de-outubro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Dirigentes Culturais 3: Dos Anos 50 à Atualidade - Paulo Herkenhoff e Carlos Augusto Calil</strong></p>
<p><i>Notícia</i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-e-calil" class="external-link">O trabalho de Paulo Herkenhoff e Carlos Augusto Calil em instituições culturais</a></li>
</ul>
<p><i>Midiateca</i></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/dirigentes-culturais-iii-dos-anos-50-a-atualidade" class="external-link">Vídeos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/dirigentes-culturais-iii-dos-anos-50-a-atualidade-10-de-outubro-de-2107" class="external-link">Fotos</a></p>
<p><strong>Dirigentes Culturais 2: Dos Anos 50 à Atualidade - Paulo Emílio Gomes</strong></p>
<p><i>Notícia</i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-luta-constante-de-paulo-emilio-gomes-pela-preservacao-da-memoria-do-cinema-brasileiro" class="external-link">Cinemateca Brasileira: um projeto de vida de Paulo Emílio Salles Gomes</a></li>
</ul>
<p><i>Midiateca</i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/dirigentes-culturais-ii-dos-anos-50-a-atualidade-paulo-emilio-salles-gomes" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/dirigentes-culturais-ii-dos-anos-50-a-atualidade-paulo-emilio-salles-gomes-3-de-outubro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Dirigentes Culturais 1: Dos Anos 50 à Atualidade - Ariano Suassuna e Walter Zanine</strong></p>
<p><i>Notícia</i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/suassuna-e-zanini" class="external-link">Ariano Suassuna e Walter Zanini, dirigentes e promotores culturais</a></li>
</ul>
<p><i>Midiateca</i></p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/dirigentes-culturais-dos-anos-50-a-atualidade-ariano-suassuna-e-walter-zanini-26-de-setembro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
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<p><i>Leia mais notícias sobre o ciclo e outras atividades da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além do que foi feito nessas correntes artísticas, o ZL Vórtice tem como referência um projeto que Brissac está esboçando com Ohtake para a análise do território industrial na região entre São Paulo e Santos. "Grandes processos transformadores da matéria foram implantados ali, com indústrias, siderúrgicas, hidrelétricas, ferrovias, mas a área caminha para uma obsolescência rápida. Pensar nisso é pensar no futuro do Brasil e no papel que a arte pode desempenhar nesse processo."</p>
<p>A escolha da várzea do rio Tietê na Zona Leste de São Paulo para o ZL Vórtice foi intencional, segundo Brissac, pois trata-se da área da cidade "em pior condição, em situação limite". É a única região da cidade onde o rio mantém seu traçado irregular, com meandros. "Vemos as conformações naturais sendo impactadas. A natureza sendo empurrada para seu limite."</p>
<p><span>O recorte da área foi estabelecido a partir das informações fornecidas por órgãos estaduais e municipais. Esses dados também subsidiam as pessoas envolvidas no projeto. </span></p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/modulo-de-calcada-do-projeto-zl-vortice" alt="Módulo de calçada do projeto ZL Vórtice" class="image-inline" title="Módulo de calçada do projeto ZL Vórtice" /></th>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/regina-silveira-com-moradores-da-zona-leste-de-sao-paulo" alt="Regina Silveira com moradores da Zona Leste de São Paulo" class="image-inline" title="Regina Silveira com moradores da Zona Leste de São Paulo" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Acima, módulo para calçadas com design de Regina Silveira; embaixo, a artista discute o projeto com os moradores</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>De acordo com Brissac, há vários vetores conflitivos na região, como a necessidade de obras públicas, intervenções para a contenção de enchentes e a necessidade de preservação ambiental.</span></p>
<p>O projeto envolve quatro laboratórios acadêmicos: o de Microestrutura e Ecoeficiência e o de Hidráulica da Escola Politécnica (Poli); o de Fabricação Digital da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP; e o de Tecnologia Digital da PUC-SP.</p>
<p>Apoiam a iniciativa a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (C<span>DHU) do Estado de São Paulo, a </span><span>Fundação Tide Setubal, o </span><span>Instituto Alana, a </span><span>Secretaria Estadual do Meio Ambiente, a </span><span>Associação dos Moradores dos Jardins Pantanal e Helena, entidades de moradores de União de Vila Nova e a Associação e o Fórum dos Moradores </span><span>do Jardim Lapenna.</span></p>
<p>Em seus quatro anos de existência, o projeto já mobilizou artistas, arquitetos e engenheiros na busca de soluções para a melhoria da qualidade de vida nos bairros da várzea.  "O primeiro avanço foi estabelecer um<span> laboratório de campo para que professores e alunos possam desenvolver e experimentar protótipos. A A comunidade do Jardim Pantanal cedeu uma área que ela preserva e controla. Fica num meandro do rio e possui duas lagoas, permitindo estudos de todas as topologias da região."</span></p>
<p>Há vários projetos em desenvolvimento, incluindo recuperação ambiental, drenagem das águas em enchentes, monitoramento do nível e qualidade dá água do rio, construção elevada das casas, padronização das calçadas e construção de equipamentos públicos. A ideia é que os componentes desenvolvidos no canteiro do Jardim Pantanal e nos laboratórios das universidades sejam fabricados no local ou em fábricas digitais da prefeitura.</p>
<p><span>Um exemplo de ação conjunta de artistas, engenheiros e população é o projeto para a padronização das calçadas. Brissac convidou a artista Regina Silveira, professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, para desenvolver o projeto com os moradores. "Cada bairro está definindo sua simbologia e as cores a serem utilizadas. O Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência da Poli está desenvolvendo as formas, soluções para escoamento da água e composição das peças, em parceria com fabricantes de cimento e pigmentos."</span></p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/canteiro-do-projeto-zl-vortice" alt="Canteiro do projeto ZL Vórtice" class="image-inline" title="Canteiro do projeto ZL Vórtice" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Canteiro do projeto ZL Vórtice no Jardim Pantanal, em São Paulo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Para Brissac, esse tipo de projeto permite vislumbrar até que ponto a universidade "está disposta a encarar" os problemas existentes na sociedade. </span></p>
<p><span> </span><span>"Há uma discussão extremamente saudável nas universidades públicas sobre a transferência do conhecimento que elas produzem."</span></p>
<p><span>Brissac destacou que é preciso encontrar o caminho para essa difusão, para que o conhecimento "não seja drenado apenas para empresas e situações muito específicas e a universidade não perca a oportunidade de irrigar a sociedade com mais eficiência". No entanto, o processo é muito complexo e "envolve a educação e capacitação das pessoas, passando antes de tudo pela afirmação da cidadania".</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): 1) Matheus Araújo/IEA-USP; 2), 3) e 4) Projeto ZL Vórtice</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-13T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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