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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 101 to 106.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/130-anos-abolicao">
    <title>130 Anos da Abolição da Escravidão: Emancipação, Inclusão, Exclusão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/130-anos-abolicao</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O seminário “130 Anos da Abolição: Emancipação, Inclusão, Exclusão” retoma as discussões iniciadas pela <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/ciencias/emancipacao-inclusao-e-exclusao-sao-os-temas-do-proximo-usp-conferencias/">Conferência Humanidades USP 2013</a>, cujo tema se referia aos 130 anos da Emancipação nos Estados Unidos e aos 125 anos da Abolição da Escravidão no Brasil. Em 2018, quando se completa 130 anos de Abolição da Escravidão, é lançado o livro "<a class="external-link" href="https://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=416804">Emancipação, Inclusão e Exclusão: Desafios do Passado e do Presente</a>", atinente ao evento de 2013 e que traz debates que continuam pertinentes e cujos temas inspiram o seminário atual. A organização da obra é de de Lilia Moritz Schwarcz e Maria Helena Pereira Toledo Machado, ambas da FFLCH-USP.</p>
<p>Colaborando para um balanço dos 130 anos da Lei Áurea, este seminário objetiva colocar em pauta o problema das emancipações da escravidão nas Américas e suas consequências. Tão estratégica quanto a montagem do sistema escravista, os processos de emancipação nas Américas refletiram conjuntos de processos históricos de larga amplitude, os quais recolocaram a questão do trabalho, do lugar social dos africanos e afrodescendentes nas sociedades sem escravidão e o problema da raça e da mestiçagem nos quadros dos emergentes estados nacionais e de uma ciência comprometida com a construção de sistemas de classificação e exclusão. Sublinha-se igualmente o papel das relações de gênero como condicionantes das experiências históricas de homens e mulheres nos limiares da emancipação.<ins cite="mailto:Lilia%20Schwarcz" datetime="2013-02-02T16:34"> </ins>Tais processos conectaram de maneira inesperada não apenas as diferentes sociedades americanas entre si, mas também reconfiguraram as relações destas com diferentes países europeus e regiões africanas, justificando a circulação de um amplo leque de projetos políticos, empreendimentos econômicos, narrativas científicas/cientificizantes, formas de representação visual, entre outros registros. Tais questões chegaram à atualidade na forma de grandes debates que entrelaçam as questões da inclusão nas sociedades contemporâneas, ao grande desafio da superação do racismo e implementação dos direitos humanos em termos de saúde, educação e cidadania.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-31T21:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/o-homem-e-o-rio-historias-de-indios-e-quilombolas-do-baixo-sao-francisco-mesa-redonda-9-de-agosto-de-2018">
    <title>O Homem e o Rio: Histórias de Índios e Quilombolas do Baixo São Francisco - Mesa-redonda - 9 de agosto de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/o-homem-e-o-rio-historias-de-indios-e-quilombolas-do-baixo-sao-francisco-mesa-redonda-9-de-agosto-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/evolutionary-approaches-to-culture-workshop-13-de-novembro-de-2019">
    <title>Evolutionary Approaches to Culture Workshop - 13 de novembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/evolutionary-approaches-to-culture-workshop-13-de-novembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Etologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-13T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/historia-mito-arte-e-ciencia-entre-os-huni-kuin-e-guarani-e-na-obra-de-ernesto-neto">
    <title>História e mito na arte dos huni kuĩ e guarani mbya e na obra de Ernesto Neto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/historia-mito-arte-e-ciencia-entre-os-huni-kuin-e-guarani-e-na-obra-de-ernesto-neto</link>
    <description>Nos dias 7 e 8 de novembro, foram realizados, respectivamente, o 15º e o 16º encontros da Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral, disciplina de pós-graduação oferecida pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência e pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nete-7-11-2019/image" alt="Nete - 7/11/2019" title="Nete - 7/11/2019" height="450" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Nete, mulher do pajé Dua Busẽ, com traje feito com um dos padrões de kene, desenhos geométricos característicos da cultura huni kuĩ</dd>
</dl></p>
<p>Com a participação de dez expositores, entre os quais lideranças e artistas indígenas e pesquisadores, o 15º e o 16º encontros da Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral, nos dias 7 e 8 de novembro, respectivamente, trataram das relações entre história e mito e suas implicações na arte, no saber tradicional e na ciência. Os destaques foram as discussões sobre esses aspectos na cultura dos povos huni kuĩ e guarani e no trabalho do escultor Ernesto Neto.</p>
<p>Os expositores indígenas estiveram na mesa do dia 7, que teve o título <span><i>História e Mitos: Os Povos Huni Kuĩ e Guarani</i></span>. Foram eles o pajé<strong> </strong><a href="http://www.gamehunikuin.com.br/beyaxinabena/grupo-1/dua-buse/" target="_blank">Dua Bu</a><a href="http://www.gamehunikuin.com.br/beyaxinabena/grupo-1/dua-buse/" target="_blank">sẽ</a> (Manuel Vandique Kaxinawá) e o cineasta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zezinho-yube">Zezinho Yube</a> (José de Lima Kaxinawá), ambos dos huni kuĩ do rio Jordão, no Acre; o cineasta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-papa">Carlos Papá</a>, líder indígena guarani mbya de Bertioga, SP; e o artista plástico afro-indígena <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoax/xadalu">Xadalu</a> (Dione Martins da Luz), guarani mbya do Rio Grande do Sul.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/dua-buse-7-11-2019/image" alt="Dua Busẽ - 7/11/2019" title="Dua Busẽ - 7/11/2019" height="281" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Dua Busẽ</dd>
</dl></p>
<p>Também participaram as antropólogas <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha">Manuela Carneiro da Cunha</a>, da USP e da Universidade de Chicago, EUA, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elsje-maria-lagrou">Elsje Maria Lagrou</a>. A moderadora foi a editora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anna-dantes">Anna Dantes</a>.</p>
<p>Em sintonia com o espírito do evento, o 15º foi aberto e encerrado de forma ritual, com cantos em homenagem à Mãe Terra entoados por Busẽ, que aos 86 continuar a atuar intensamente na preservação e divulgação da cultura huni kuĩ. Profundo conhecedor do uso de plantas medicinais, Busẽ contribuiu na elaboração do "Una Isĩ Kawaya - Livro da Cura do povo Huni Kuĩ do Rio Jordão" e organizou o “<a class="external-link" href="https://www.itaucultural.org.br/una-shubu-hiwea-livro-escola-viva-do-povo-huni-kuin-do-rio-jordao">Uma Shubu Hiwea – Livro Escola Viva do Povo Huni Kuĩ</a>".</p>
<p>Busẽ afirmou que passou a pesquisar e contribuir na produção de livros ao constatar que a cultura huni kuĩ estava se perdendo. Ele apresentou uma parte dessa história, sob forma mitológica, ao contar a estória do Huã Karu, o dono dos poderes da natureza.</p>
<p><dl class="captioned image-right" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/zezinho-yube-7-11-2019-1/image" alt="Zezinho Yube - 7/11/2019" title="Zezinho Yube - 7/11/2019" height="329" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Zezinho Yube</dd>
</dl></p>
<p>“Hoje mantemos nossas alianças, continuamos com nossa cultura esabemos nos adaptar aos novos tempos. Hoje é o tempo da tecnologia. Precisamos acompanhá-la e aprender a resistir nesses novos tempos.” Assim se manifestou Zezinho Yube, para quem os povos que não fizeram alianças foram extintos, "os que sobreviveram foram os que fizeram alianças com os seringalistas, com os antropólogos".</p>
<p>Indagado se há uma diferença na forma de fazer cinema de um indígena, Yube disse que o diferencial é que o filme traz a visão de alguém que mora na comunidade, "diferente de alguém que não é de lá e apresenta sua interpretação, não a realidade". Outra característica - que exemplificou com o seu trabalho - é o fato de o filme ser feito com a comunidade, a primeira a assisti-lo, para aprová-lo ou não.</p>
<p>Uma vez que o encontro reuniu representantes do huni kuĩ e dos guarani mbya, Yube foi perguntado sobre a conexão de vários povos da Amazônia com os povos do Sul. Isso já acontecia antes dos colonizadores, segundo ele: "Compartilhávamos nossos conhecimentos, nossa medicina. Fazíamos intercâmbio também com os povos incas. Hoje estamos refazendo essas conexões".</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-jornada-indigenas" class="external-link">Pajé Dua Busẽ e Ernesto Neto tratam de conexões de povos indígenas com arte, física e política</a></li>
</ul>
<hr />
<p>15º encontro<br /><strong>História e Mitos: Os Povos Huni Kuin e Guarani</strong><br />7 de novembro</p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/historia-e-mito-os-povos-huni-kuin-e-guarani" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/historia-e-mito-os-povos-huni-kuin-e-guarani-7-de-novembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p>16º encontro<br /><strong>Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</strong><br />8 de novembro</p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/br-pesquisar-0-07-3-21-02-escultura-fisica-e-politica-para-as-mitologias-indigenas" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/escultura-fisica-e-politica-para-as-mitologias-indigenas-08-de-novembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-papa-1/image" alt="Carlos Papá - 7/11/2019" title="Carlos Papá - 7/11/2019" height="298" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Carlos Papá</dd>
</dl></p>
<p>Carlos Papá, cineasta há mais de 20 anos, falou da cosmologia dos guarani mbya, na qual o escuro é a mãe de todo o Universo. "Sua energia criou o Sol, nosso pai celestial. O escuro é uma energia que descansa toda a humanidade e o Universo. Depois de passar o dia trabalhando ou passeando, à noite a pessoa quer descansar e procura o colo da mãe, que é o escuro. Ao morrer, volta para os braços da mãe.”</p>
<p>Para seu povo, o pai celestial, o Sol, "por saber das coisas, criou seu próprio Universo e espalhou muito seres e a energia de cada coisa, terra, rio, árvores e tudo mais".</p>
<p>O espírito é como uma bateria que rege nosso ser e possibilita encontrar o encantamento, afirmou. "Por isso a gente acredita que a espiritualidade é fundamental, pois ela permite se expressar e se integrar em cada situação.</p>
<p>“Os grandes sábios dizem que o pai celestial criou o Universo para a gente escolher entre o feio e o belo. Se ninguém tivesse olho, a gente ouviria apenas os sons e não teria como escolher entre o feio e o belo. Mas o olho não deixa ver o interior da pessoa, por isso a gente sofre. Os olhos de alguém veem a multidão, mas não veem a própria pessoa. Por isso você depende do outro e o outro depende de você.”</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Expressão e defesa da cultura guarani mbya e integração a ela são as marcas do trabalho artístico de Xadalu, que foi morador de rua com a mãe e a avó. Hoje ele convive diariamente com os moradores de uma aldeia em Porto Alegre, RS.</p>
<p>“Há várias aldeias e a comunidade tem de ir para o centro da cidade vender artesanato. Meu trabalho é relatar os problemas que acontecem lá, com muito tensionamento entre indígenas e não indígenas. A partir da discussão na aldeia sobre os acontecimentos na cidade, inclusive com as crianças, produzimos arte urbana para ser colocada na cidade."</p>
<p><dl class="captioned image-right" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/xadalu-7-11-2019-1/image" alt="Xadalu - 7/11/2019" title="Xadalu - 7/11/2019" height="327" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Xadalu</dd>
</dl></p>
<p>Seu primeiro trabalho com a comunidade das aldeias decorreu do ataque de comerciantes aos indígenas. Uma lei os havia retirado do centro de Porto Alegre. “Os caciques me pediram para falar à população da cidade que o centro também é terra indígena, pois foi um cemitério dos guarani mbya."</p>
<p>“Fizemos mil cartazes com os dizeres 'Atenção – Terra Indígena' e colamos em vários locais do centro. No dia seguinte os jornais divulgaram a ação. Algumas pessoas ficaram preocupadas com uma possível invasão guarani, achavam que a Prefeitura tinha demarcado o lugar."</p>
<p>Depois houve um trabalho que se chamou "Seres Invisíveis", no qual Xadalu imprimiu fotos em tamanho natural dos indígenas que costumavam ir para o centro vender artesanato. "As pessoas rasgavam as fotos, que se tornaram motivo de muito orgulho nas comunidades. Houve ameaças, diziam que eu deveria ser preso."</p>
<p>Segundo ele, seu trabalho com a comunidade foi absorvido por museus e galerias e agora há aldeias que sustentam parte de suas necessidades com ele. Das vendas de trabalhos na galeria que o representa, 50% do valor vão para as aldeias, 25% ficam com a galeria e 25% com ele.</p>
<p>Com a onda atual de violência contra os indígenas, o trabalho começou a enfraquecer materialmente e agora os recursos são destinados apenas à compra de comida, relatou Xadalu. “Mas como me disse um sábio, há momentos na vida que para sobreviver e resistir basta ficar em pé.”</p>
<p><dl class="captioned image-right" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ernesto-neto-8-11-2019-1/image" alt="Ernesto Neto - 8/11/2019" title="Ernesto Neto - 8/11/2019" height="327" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Ernesto Neto</dd>
</dl></p>
<p>No encontro no dia seguinte ao dos representantes indígenas e antropólogos, o escultor Ernesto Neto também fez comentários sobre a cultura dos povos originários, em especial a dos huni kuĩ. Citou a questão de não existir a palavra cultura em muitas sociedades indígenas, mencionada por outro expositor, e destacou que a palavra natureza também não existe na língua dos huni kuĩ.</p>
<p>Disse que ao passar um tempo com huni kuĩ percebeu como a relação da arte com a vida é diferente entre eles. “O sentimento que tive é que lá todo mundo é artista.”</p>
<p>Para ele, a ciência e as narrativas indígenas procuram conversar com o inumano, o invisível. “Os índios fazem com que tudo fale, assim como nós fazemos com a ciência. Isso dá a unidade de tudo.”</p>
<p>Ainda no encontro do dia 7, Elsje Maria Lagrou<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elsje-maria-lagrou"><strong> </strong></a>defendeu a urgência do ativismo artístico em relação às questões indígenas, como a empreendida por Xadalu. Afirmou que há artistas indígenas que inclusive questionam o conceito de arte.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/elsje-maria-lagrou/image" alt="Elsje Maria Lagrou - 7/11/2019" title="Elsje Maria Lagrou - 7/11/2019" height="334" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Elsje Maria Lagrou</dd>
</dl></p>
<p>Para ela, é urgente redefinir os mitos e histórias de origem ocidentais, superando os mitos cristãos de superioridade do homem sobre a natureza. “Na América Latina, procuram-se formar novas ontologias, inspiradas nas ontologias indígenas, substituindo aquelas que são dualistas, que opõem natureza e cultura, por ontologias translacionais, onde as plantas foram gente, que foram animais e são atacadas pela vingança dos animais, a floresta sendo uma rede de relações."</p>
<p>Falando sobre os huni kuĩ, disse que o povo "já se tornou uma celebridade", por uma conjunção de fatores, como a abertura e hospitalidade e os kenes (pronuncia-se kãnãs) desenhos geométricos que utilizam em tecidos, cestaria, cerâmica e pintura corporal.</p>
<p>As mulheres do rio Jordão passaram a receber a visita de mulheres parentes afastadas em outras aldeias para ensiná-las os padrões e uso de cores nos kenes. “Antes havia uma convivência com a mestra de kene, rituais e dieta. Agora, com a retomada do contato com grupos afastados, foi preciso repensar a forma de transmissão do conhecimento sobre os desenhos.” Outra transformação recente foi na pintura facial: antes feita na linha dos olhos, agora desceu para passar sobre o nariz, explicou Elsje Maria.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/manuela-carneiro-da-cunha-7-11-2019/image" alt="Manuela Carneiro da Cunha - 7/11/2019" title="Manuela Carneiro da Cunha - 7/11/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Manuela Carneiro da Cunha</dd>
</dl></p>
<p>Manuela Carneiro da Cunha afirmou que o povo guarani é o mais oprimido atualmente no Brasil. Relatou que no final de outubro, os avá guarani, que "já haviam sido confinados numa língua de terra quando da construção de Itaipu, começaram a ser novamente empurrados para fora".</p>
<p>“Foi feita uma denúncia há quatro ou cinco anos ao Ministério Público Federal, que determinou a constituição de uma força tarefa. No entanto, a ação não foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal pelo então procurador geral da República, Rodrigo Janot. Quando Raquel Dodge tomou posse, foi procurada pelos indígenas e se comprometeu a entrar com a ação, mas só o fez nos últimos dias de seu mandato. O atual procurador geral desistiu da ação, apesar de ela já ter sido proposta e ter o de acordo do STF.”</p>
<p>Sobre a distinção entre fato histórico e mito, a antropóloga disse considerar justa a caracterização feita pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss: “Para ele, história e mito não se distinguem pela verdade ou falsidade, uma narrativa pode ser mítica e verdadeira ou histórica e falsa. Uma história também pode ser mítica, como a da Revolução Francesa”.</p>
<p>Outro aspecto destacado por Manuela Carneiro é o fato de a ideia de verdade para os indígenas ser muito diferente da dos não indígenas. “No Alto Rio Negro, há uma grande produção de livros sobre os mitos. Os mitos de origem de vários clãs contam a mesma história, mas de forma diferente, e ninguém se incomoda com isso.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/massimo-canevacci-8-11-2019-1/image" alt="Massimo Canevacci - 8/11/2019" title="Massimo Canevacci - 8/11/2019" height="321" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Massimo Canevacci</dd>
</dl></p>
<p>Outro antropólogo expositor na jornada (mas no encontro do dia seguinte), Massimo Canevacci, ex-professor visitante do IEA e professor titular da Universidade de Roma “La Sapienza”, participou diretamente da Itália, via internet. Foi ele quem destacou o fato (comentado depois por Ernesto Neto) de em muitas culturas indígenas não existir a palavra arte, "pois tudo está relacionado com a arte".</p>
<p>Nesse contexto, afirmou, o conceito de mimésis é fundamental, e é diferente do conceito de identificação, de cópia. “Para mim, trata-se de um movimento de transformação identitária."</p>
<p>Ele exemplificou com o funeral bororo, que dura três meses. O corpo é enterrado com pouca terra por cima no centro da aldeia e regado constantemente. Na exumação, os ossos são limpos e o crânio não é mais o crânio do morto: "Há um ritual com dois mestres de canto, choro, plumas e o crânio se transforma numa arara, o pássaro ancestral."</p>
<p>“Quando se olha para esse crânio-arara, nossa subjetividade não pode ficar mais a mesma. Uma obra de arte é isso; quando ficamos perturbados, não podemos ficar mais como éramos.”  Respondendo a questão sobre o conceito de sublime na cultura bororo, Canevacci disse que ele não é apropriado, mas sim o de estranhamento, o "estranho-familiar" - Unheimliche - de Freud.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/leviathan-thot/image" alt="&quot;Leviathan Thot&quot; - obra de Ernesto Neto" title="&quot;Leviathan Thot&quot; - obra de Ernesto Neto" height="450" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">''Leviathan Thot'', de Ernesto Neto</dd>
</dl></p>
<p>No encontro do dia 8, cujo tema foi <i>Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</i>, além de Ernesto Neto e Massimo Canevacci, participaram o curador<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff">Paulo Herkenhoff, </a>titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, e o físico e curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-alberto-rezende-de-oliveira">Luiz Alberto Oliveira</a>, da UFRJ e do Museu do Amanhã. A moderadora foi a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a>, também titular da cátedra.</p>
<p>Herkenhoff apresentou ensaio que escreveu quando da participação de Ernesto Neto com a obra "<a class="external-link" href="https://www.festival-automne.com/edition-2006/ernesto-neto-leviathan-thot">Leviathan Thot</a>" no Festival de Outono de Paris, em 2006. Segundo ele, o escultor despontou nos anos 80 com um trabalho muito próximo da poética e da física dos materiais. Citou como exemplo desse período a obra “BarraBola” (1987), onde uma bola de borracha é pressionada contra a parede por uma barra de ferro. “Ali já estava o artista que iria pensar a física como um processo complexo e humano.”</p>
<p>Para Herkenhoff, em Ernesto Neto há a consolidação de uma trajetória artística brasileira em que o interesse inicial pelas ciências se desloca para o respeito, solidariedade e trocas com o saber das sociedades originárias do Brasil. “Isso acontece também com Cildo Meireles, que lida com a matemática e outras ciências e professa solidariedade com sociedades indígenas. Não se trata de influência, mas de convergência.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-herkenhoff-8-11-2019/image" alt="Paulo Herkenhoff - 8/11/2019" title="Paulo Herkenhoff - 8/11/2019" height="371" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Paulo Herkenhoff</dd>
</dl></p>
<p>De acordo com o curador, o "Leviathan Thot" faz uma referência bíblica direta ao levar o nome do monstro marinho da mitologia judaica que teria engolido o profeta Jonas. Além disso, dialoga com o monstro mencionado por Thomas Hobbes "ao discutir o Estado e colocar a questão do mal entre os homens".</p>
<p>Herkenhoff lembrou que no espaço do Panthéon onde ficou a instalação está o Pêndulo de Foucault [uma cópia exata do original instalado em 1851 por Léon Foucault e que hoje está no Conservatório de Artes e Ofícios de Paris], o primeiro experimento a produzir uma evidência concreta da rotação da Terra.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/barrabola-obra-de-ernesto-neto/image" alt="&quot;BarraBola&quot; - obra de Ernesto Neto" title="&quot;BarraBola&quot; - obra de Ernesto Neto" height="460" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">''BarraBola'', de Ernesto Neto</dd>
</dl></p>
<p>“O Panthéon não sendo mais o lugar do Paraíso que abriga os deuses, torna-se um espaço de entendimento científico sobre a Terra.”</p>
<p>Por outro lado, o nome da obra também cita o deus Thot, “o deus da medida do tempo, da matemática e da geometria e inventor, segundo os gregos, da astronomia e do governo civilizado”. Na obra, “Thot pode conversar com o Pêndulo de Foucault”, afirmou.</p>
<p>Em sua exposição, Luiz Alberto Oliveira apresentou uma narrativa sobre o surgimento do pensamento ocidental e relacionou alguns aspectos científicos ao trabalho de Ernesto Neto.</p>
<p>Oliveira propôs aos presentes imaginar um grego caminhando pela praia num final de tarde há 2.500 anos e que, de repente, constata que aquele pôr do sol é um acontecimento único, mas que se repetirá inúmeras vezes. “Ele chega à conclusão de que o irrepetível se repete, que há uma irregularidade regular, que a unidade se exprime na diversidade, que o infinito se repete. Essa constatação quase o leva a se atirar no mar. Ele recua e busca o mínimo do múltiplo. Verifica que há dois polos, o presenciador e o presenciado, como se o ato de presenciar se dissolvesse entre os dois."</p>
<p>Essa constatação vai colocar o problema fundamental, segundo Oliveira: a adequação entre o presenciador e o presenciado, a relação entre eles. "Há uma relação ilusória e uma verídica. Desvendar o véu da ilusão vai fundamentar o pensamento do Ocidente. Ser ocidental é sair da relação binária sujeito e objeto e encontrar, restaurar o presenciado."</p>
<p>Ele vê esse tipo de ação no “Leviathan Thot”. “Num lugar onde o passado está enterrado [restos mortais de grandes personagens da filosofia, ciência, arte e literatura da França], Ernesto vislumbrou uma estrutura translúcida de tensões, que traz outra imagem de temporalidade, uma imagem de iminência, de algo que está para acontecer."</p>
<p>O que Ernesto sugere, afirmou, é o tempo da membrana, do atravessamento. “O que acontece no interior de uma célula é o passado. Mas a função da membrana é separar e conectar. Por meio dela, o passado e o futuro se engatam. E assim, o presente não passa, não é um agora móvel", comentou.</p>
<p>Ele associou a referência ao deus do conhecimento e da escrita egípcio Thot no título da instalação ao uso da geometria pelos egípcios para determinar áreas de terras e volumes, a geometria sendo utilizada para relações de comprimentos. “Esse conhecimento era eminentemente prático, utilizados pelos egípcios durante muito tempo. Tales de Mileto levou essa geometria para a Grécia com um sentido alterado, como um modelo de pensamento, para pensar relações formais, e ela vai ser usada como elemento imagético central do mundo."</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-alberto-oliveira/image" alt="Luiz Alberto Oliveira - 8/11/2019" title="Luiz Alberto Oliveira - 8/11/2019" height="322" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Luiz Alberto Oliveira</dd>
</dl></p>
<p>“Os gregos usaram essas imagens geométricas para a primeira ideia do Cosmos, como se fosse uma cebola, com várias camadas cristalinas concêntricas onde estão as órbitas dos planetas. Há 2.600 anos, Imaginaram a Terra como um disco no centro, mas já desconfiavam que era uma semiesfera, e há 2.500 anos descobriram que a Terra não é plana."</p>
<p>As histórias de origem se fundiram com as tradições judaico-cristãs e com o cálculo e a partir de então o Ocidente passou a ter uma imagem do que é o mu<span>ndo, de acordo com Oliveira. Outra constatação foi a de que os movimentos celestes são perfeitos, ao passo que os movimentos na Terra são entendidos como precários. “Isso marca o pensamento ocidental, assim como a relação sujeito-objeto”.</span></p>
<p>Oliveira encerrou sua exposição perguntando a Ernesto Neto por que ele se definia como não ocidental, uma vez que maneja elementos do Ocidente em seus trabalhos. <span>O escultor respondeu que sua dúvida sobre ser ocidental surgiu quando foi perguntado por uma estudante finlandesa "como se sentia estando no Ocidente". Depois de ouvir algumas especulações sobre a questão, como a influência africana ou o “jeito de corpo” da cultura brasileira, descobriu "que não somos ocidentais porque somos pobres". Para ele, quanto mais estudada, mais ocidentalizada a pessoa se torna. "Ocidental é o povo que separa e classifica”, afirmou.</span></p>
<p>De acordo com Ernesto Neto, todo trabalhado que faz tem a ver com relacionamento, "um objeto encontrando o outro". "A arte não está exatamente nos componentes de uma obra. Está no entre. Talvez na linha orgânica de Lígia Clark [a fronteira entre a pintura e a moldura]."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP, exceto: Nete (Mauro Bellesa), "BarraBola" (<a href="https://www.toopics.com/steinjohannastein/">Stein Johannastein</a>) e "Leviathan Thot" (<a href="https://www.flickr.com/people/suncana/">Suncana</a>)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-27T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/o-homem-e-o-rio-historias-de-indios-e-quilombolas-do-baixo-sao-francisco-exposicao-9-de-agosto-a-6-de-setembro-de-2018">
    <title>O Homem e o Rio: Histórias de Índios e Quilombolas do Baixo São Francisco - Mostra - 9 de agosto a 6 de setembro de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/o-homem-e-o-rio-historias-de-indios-e-quilombolas-do-baixo-sao-francisco-exposicao-9-de-agosto-a-6-de-setembro-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Geografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas">
    <title>Mulheres indígenas tomam posse em 1º de março como titulares da Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas</link>
    <description>"Cerimônia de Posse das Lideranças Indígenas como Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência" será realizada no dia 1º de março, às 10h, na Sala do Conselho Universitário.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/arissana-pataxo-francy-baniwa-e-sandra-benites-janeiro-2024/image" alt="Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites - janeiro/2024" title="Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites - janeiro/2024" height="388" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">As catedráticas de 2024 (a partir da esq.): Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites</dd>
</dl></p>
<p>As líderes indígenas Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites tomam posse no dia <strong>1º de março, às 10h</strong>, como novas titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria do IEA com o Itaú Cultural. A cerimônia (aberta ao público) será realizada na Sala do Conselho Universitário da USP e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet. Para acompanhar presencialmente, é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd3dNL2Vgytotd3hOZd4d0GaJE9zqzrpHehSpG7iB0YLaBgqw/viewform">inscrição prévia</a>.</p>
<p>As três desenvolverão o programa de pesquisa “<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas/programa-caminho-da-cutia" class="external-link">Caminho da Cutia: Territórios e Saberes      das Mulheres Indígenas</a>”, que tratará dos conhecimentos e atividades das mulheres indígenas a partir de experiências em diversas áreas, do      trabalho das parteiras à produção de cerâmica, do cultivo de roças à      educação escolar, como também de suas atuações na política, na academia,      nas artes e em outras áreas.</p>
<p><span>A ideia é propiciar espaços, interações e      ações que contribuam para um diálogo frutífero entre a Universidade e os      povos indígenas, no que concerne aos conhecimentos propriamente ditos, mas      também aos modos de conhecer e de transmitir conhecimentos. Ao longo de      2024, as catedráticas pretendem proporcionar tanto o compartilhamento de      saberes e cosmovisões de suas próprias etnias com os não-indígenas, quanto também trocas e aproximações entre diferentes povos indígenas.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><span>Relacionado</span></h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cosacc-titulares2024" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal terá 3 mulheres indígenas como titulares em 2024</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><strong>Perfis</strong></span></p>
<p><span>Artista visual, professora e pesquisadora, </span>Arissana nasceu em Porto Seguro (BA) e integra a etnia pataxó. É <span>mestre em estudos étnicos e africanos pela UFBA, onde desenvolve pesquisa de doutorado em artes visuais, área de sua graduação na mesma universidade. Em seu trabalho artístico, trata da realidade indígena e de sua interação com outras realidades contemporâneas, fazendo uso de várias técnicas e suportes.  interação.</span></p>
<p>Francy Baniwa é <span>antropóloga, escritora, fotógrafa, cineasta e doutoranda em antropologia social na UFRJ, onde tornou-se mestre na mesma área, depois de graduar-se em sociologia pela Universidade Federal do Amazonas. </span><span>Ela faz parte da comunidade Wanaliana, </span><span>na Terra Indígena Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM), e têm atuado no movimento indígena da região há mais de 10 anos. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Doutoranda em antropologia na UFRJ, Sandra Benites é diretora de Artes Visuais da Funarte e atua como curadora de arte, educadora a ativista do povo guarani nhandeva. Natural da Terra indígena Porto Lindo, em Japorã (MS), tornou-se m</span><span>estre em antropologia social pelo programa de pós-graduação do Museu Nacional da UFRJ. Foi <span>curadora adjunta de Arte Brasileira no Museu de Arte de São Paulo </span><span style="text-align: justify; ">Assis Chateaubriand</span><span> (Masp).</span></span></p>
<p><span><strong>Despedida</strong></span></p>
<p>A cerimônia terá também discurso de despedida da escritora e educadora Conceição Evaristo, titular da cátedra em 2022 e 2023, e exposição da educadora <span>Ana Maria Rabelo Gomes, da UFMG, paraninfa das três novas titulares.</span></p>
<p><span>A abertura do evento terá falas institucionais de: Martin Grossmann, coordenador acadêmico da cátedra; Roseli de Deus Lopes, vice-diretora do IEA; Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú; Maria Alice Setubal, representante da família Setubal; e Maria Arminda do Nascimento Arruda, vice-reitora da USP. </span></p>
<p><i> </i></p>
<hr />
<p><i><strong>Cerimônia de Posse das Lideranças Indígenas como<br /></strong></i><i><strong>Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência<br /></strong></i><i>1º de março, 10h<br /></i><i>Sala do Conselho Universitário, rua da Reitoria, 374, Cidade Universitária, São Paulo <br /></i><i>Participação presencial mediante <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd3dNL2Vgytotd3hOZd4d0GaJE9zqzrpHehSpG7iB0YLaBgqw/viewform">inscrição online prévia</a>. Transmissão ao vivo pela internet (não é preciso se inscrever)<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Foto: Leonor Calasans, com edição de Tie Ito, ambas do IEA-USP</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-20T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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