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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 111 to 123.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/hiatus-a-memoria-da-violencia">
    <title>Hiatus: a Memória da Violência Ditatorial na América Latina</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/hiatus-a-memoria-da-violencia</link>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-669a9571-105c-0da1-21e3-3db357b5289c"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">A proposta dessa exposição, que acontecerá no <a class="external-link" href="http://www.memorialdaresistenciasp.org.br/memorial/">Memorial de Resistência de São Paulo</a> de 21/10/17 a 12/03/18, é refletir sobre a memória das ditaduras na América Latina, com destaque para o Brasil, a Argentina e o Chile. Um dos vetores a balizar essa exposição será o papel cumprido pelos relatórios das Comissões de Verdade nesse trabalho de recordação. Sociedades pós-ditatoriais são espaços de negociação e de conflitos entre memórias que se decantam e perfilam em função de questões privadas, comunitárias (pensemos nos grupos de ex-guerrilheiros, de parentes de desaparecidos etc.) sociais e até internacionais. Na América Latina essas memórias foram e são ainda negociadas de diferentes modos e em diferentes intensidades. Um país como a Argentina tem uma alta densidade e presença das marcas da ditadura em seu território e em sua paisagem política e histórica. Na outra ponta, no Brasil de um modo geral resiste-se muito mais a enfrentar a tarefa de elaborar essa memória, buscar a verdade e a justiça, estabelecer os marcos e marcas da recordação desse passado. Sua Comissão Nacional da Verdade demorou mais de um quarto de século para ser estabelecida em 2011. Todo ato de recordação se dá no presente e esse presente determina o que e como nos lembramos. Esse ponto será fundamental nesta exposição. Se na Argentina e no Chile as memórias das suas ditaduras se tornaram um elemento importante na autoimagem daqueles países e na produção de novas políticas, no Brasil o recalcamento da violência ditatorial se tornou mais um caso de memoricídio da violência que sempre caracterizou a nossa historia, desde seu período colonial.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O passado ditatorial pode ser percebido como um “hiato”, ou seja, uma “fenda”, uma “falta” ou “interrupção”, na medida em que percebemos nele uma excepcionalidade que o destaca da história e de sua continuidade. Ao propormos uma curadoria inspirada nesse termo partimos desse pressuposto: ou seja, devemos encarar esse elemento de exceção que marcou o momento da ditadura. Essa exceção era caraterizada pela existência de um Estado autoritário, que utilizou-se de táticas terroristas, suspendendo o estado de direito, perseguindo e eliminando a sua população. Aceitar essa excepcionalidade é importante para pensarmos também na excepcionalidade dessa memória do mal. Por outro lado, sobretudo na América Latina, essa excepcionalidade não pode ocultar o fato da referida tradição de violência no Brasil e que também existe em outros países desse continente. Trata-se de uma violência advinda do Estado e de seus representantes e que também caracteriza a relação ente os diversos grupos sociais. Ou seja, temos que tomar o cuidado de refletir sobre a excepcionalidade dos momentos de ditadura, mas sem com isso apagar os elementos de continuidade da violência, por exemplo, da prática de tortura e de desaparecimento de parte da população nas mãos do aparelho de Estado. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O “hiato”, portanto, não está rodeado de uma jardim edênico, ou seria um deserto no meio de uma frondosa floresta de direitos humanos, antes esse “hiato” é um momento de aprofundamento das tensões sociais que levaram ao acirramento da violência de Estado. Encarar desse modo essas ditaduras é importante para termos em mente que a memória desses “hiatos” deve servir de crítica a cada presente: todo ato de memória da ditadura deve ser também um tal momento de reflexão crítica. Temos que atentar para a excepcionalidade radical daqueles momentos, para suas características idiossincráticas, mas ao mesmo tempo permanecer atentos para o fato de que os conflitos sociais que estão na base daqueles momentos de crise não terem tido ainda uma resposta digna. O fascismo respondeu às demandas sociais com violência gerando as ditaduras; não aconteceu ainda uma resposta autêntica e à altura daquelas demandas, ou seja: não houve a verdadeira transformação social que permitiria uma verdadeira catarse da violência sofrida nos momentos de “hiato”. </span></p>
<p><strong>A Tradução Curatorial dessa Paisagem Histórica</strong></p>
<p><span>Diante da tarefa de repensar </span><span>hoje</span><span> os “hiatos” ditatoriais da América Latina, esta exposição promove o encontro de oito artistas que vêm se dedicando de modo original e expressivo ao tema da memória do mal nos séculos XX e XXI: Andreas Knitz, Clara Ianni, Fulvia Molina, Horst Hoheisel, Jaime Lauriano, Leila Danziger, Marcelo Brodsky e Rodrigo Yanes.</span></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcio-orlando-seligmann-silva" class="external-link">Márcio Seligmann-Silva </a>(curador da exposição)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ditadura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Memória</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-23T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/jovens-violencia-e-acordo-de-paz-dilemas-da-colombia-e-da-america-latina-na-atualidade-licoes-aprendidas-02-de-dezembro-de-2016">
    <title>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas - 02 de dezembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/jovens-violencia-e-acordo-de-paz-dilemas-da-colombia-e-da-america-latina-na-atualidade-licoes-aprendidas-02-de-dezembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-02T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/deslocando-o-canone-da-historia-da-arte-o-papel-da-arte-latino-americana-na-tate-modern-22-de-setembro-de-2016">
    <title>Deslocando o Cânone da História da Arte: o Papel da Arte Latino-Americana na Tate Modern - 22 de setembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/deslocando-o-canone-da-historia-da-arte-o-papel-da-arte-latino-americana-na-tate-modern-22-de-setembro-de-2016</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-22T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/metamorfoses-neoliberalismo-1">
    <title>Entre Eleições e Insurreições: Para Onde Vai a América Latina? - EVENTO CANCELADO</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/metamorfoses-neoliberalismo-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>1° seminário do<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/metamorfoses-neoliberalismo-/" class="external-link"> <span>II Ciclo Metamorfoses do Neoliberalismo e Emergências Críticas</span></a></p>
<div></div>
<div id="viewlet-below-content-title"></div>
<p>O que aconteceu com a chamada "onda progressista", que atravessou boa parte do continente sul-americano nas últimas duas décadas? E qual <span class="gmail_default">a </span>tendência e <span class="gmail_default">o </span>significado de processos políticos que, em diferentes países<span class="gmail_default"> da região</span>, impuseram importantes inflexões no campo das instituições democráticas? <br /><br />Palestrante:<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-luis-barbosa-dos-santos" class="external-link">Fábio Luís Barbosa dos Santos</a> (Unifesp)<br /><br />Moderador:<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilton-ken-ota" class="external-link">Nilton Ota</a> (IEA/USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eleições</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-03-09T11:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/america-latina-neoliberalismo">
    <title>Cenário político da América Latina é tema de seminário em ciclo sobre o neoliberalismo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/america-latina-neoliberalismo</link>
    <description>Parte das atividades do Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências, encontro é no dia 16 de março, às 14h</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcha-mas-grande-de-chile-2019/image" alt="Marcha Mas Grande De Chile 2019" title="Marcha Mas Grande De Chile 2019" height="375" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">As manifestações que tomaram as ruas chilenas em 2019 começaram após o aumento do preço da passagem do metrô | Hugo Morales/Wikimedia Commons</dd>
</dl></p>
<p><i><b>ATENÇÃO: </b>Atendendo às medidas de prevenção à disseminação do coronavírus (Covid-19), este evento foi CANCELADO. </i></p>
<p>O seminário <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/metamorfoses-neoliberalismo-1" class="external-link">Entre Eleições e Insurreições: Para Onde Vai a América Latina</a>?</i>, que acontece no dia <strong>16 de março, às 14h</strong>, no IEA, irá abordar o que os organizadores veem como uma “onda progressista que atravessou boa parte do continente sul-americano nas últimas duas décadas”, além de também analisar os “processos políticos que impuseram importantes inflexões no campo das instituições democráticas”.<br /><br /><span>Primeiro encontro do ciclo </span><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/metamorfoses-neoliberalismo-/" class="external-link">Metamorfoses do Neoliberalismo e Emergências Críticas</a></i><span>, a atividade é aberta ao público, com </span><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfHNuuXiqmOQqUH7C2E2hzEpul1SKypjX41845yOQwsPshZnA/viewform">inscrição prévia</a><span>. Para assistir a </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a><span> pelo site do IEA, não é preciso se inscrever.<br /><br /></span><span>O expositor será </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-luis-barbosa-dos-santos" class="external-link">Fabio Luis Barbosa dos Santos</a><span>, doutor em história econômica pela USP e professor do departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A história e as relações internacionais da América Latina estão entre os temas pesquisados por Santos.<br /><br /></span><span>A moderação será de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilton-ken-ota" class="external-link">Nilton Ota</a><span>, pesquisador colaborador do departamento de Sociologia da FFLCH-USP e vice-coordenador do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/neoliberalismo-subjetivacao-e-resistencias" class="external-link">Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</a><span> do IEA, que organiza o ciclo em parceria com a Rede Interdisciplinar de Pesquisadores (FFLCH/USP) e o laboratório Sophiapol (Université Paris-Nanterre).<br /><br /></span><span>O ciclo, que está em sua segunda edição, tem como objetivo apresentar e aprofundar hipóteses trabalhadas pelo grupo de estudos no IEA. Segundo os organizadores, a análise será focada nos “elementos que sugerem tanto a estruturação de um processo antidemocrático cada vez mais mundializado, quanto a emergência de novas modalidades de organização e ação, de resistência e invenção políticas”.</span></p>
<p><span><br /></span></p>
<hr />
<p><strong>Entre Eleições e Insurreições: Para Onde Vai a América Latina?</strong><i><br />16 de março, 14h<br /><span>Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfHNuuXiqmOQqUH7C2E2hzEpul1SKypjX41845yOQwsPshZnA/viewform">inscrição prévia</a> - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet<br />Mais informações: Claudia Regina Pereira (clauregi@usp.br), telefone (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/metamorfoses-neoliberalismo-1" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eleições</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-03-10T16:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/novos-horizontes-civilizatorios">
    <title>Novos Horizontes Civilizatórios: Direitos da Natureza, Direitos Humanos e o Giro Biocêntrico</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/novos-horizontes-civilizatorios</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-gudynas" class="external-link">Eduardo Gudynas</a>, pensador uruguaio, célebre autor do livro <a class="external-link" href="https://www.google.com.br/books/edition/Direitos_da_natureza/cGH0DwAAQBAJ?hl=pt-BR&amp;gbpv=0">“Direitos  da Natureza-Ética Biocêntrica e políticas ambientais”</a>, lançado no Brasil  pela Editora Elefante em 2019, foi consultor da Assembleia Constituinte  do Equador, que produziu uma nova Constituição, promulgada em 2008,  pioneira mundial na consagração dos Direitos da Natureza em um texto  constitucional.</p>
<p>O resultado desse texto foi assim saudado pelo próprio Gudynas: “La  nueva Constitución de Ecuador presenta por primera vez en América Latina  un giro hacia el biocentrismo...”.</p>
<p>Nessa perspectiva  ‘biocêntrica’, o ser humano, segundo Gudynas nos diz em seu livro  “Direitos da Natureza”, passa a ser “interpretado como uma parte da  comunidade da vida”, ou “como mais um, junto com as demais espécies  viventes, e não está acima delas”, nem tampouco acima dos direitos de  outros seres, aos quais passaram a se atribuir a condição de sujeitos de  direitos.</p>
<p>Essa equiparação entre direitos humanos e direitos da natureza,  segundo o pensador uruguaio, com quem teremos a oportunidade de debater,  é passo fundamental para confrontarmos o atual padrão civilizatório em  que tanto os seres humanos como os demais elementos da natureza são  vistos e tratados como recursos para acumulação e produção infinitas.  Postura fortemente responsável pela produção da catástrofe ambiental ora  em curso.</p>
<p>O debate com Gudynas será conduzido e mediado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-bernardino-de-carvalho" class="external-link">Marcos Bernardino de Carvalho</a>, que atualmente desenvolve pesquisa no IEA investigando  precisamente algumas das novidades latino-americanas que não só a  consagração dos “direitos da natureza”, mas também a consideração dos  ‘bens viveres’ e a instituição de ‘estados plurinacionais’, estão  aportando aos debates sobre os problemas socioambientais da atualidade.</p>
<p><b>Palestrante: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-gudynas" class="external-link">Eduardo Gudynas</a> (Centro Latino-Americano  de Ecologia Social/Cátedra Arne Naess em Justiça Global e Meio Ambiente,  Universidade de Oslo).</p>
<p><b>Mediador e debatedor: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-bernardino-de-carvalho" class="external-link">Marcos Bernardino de Carvalho</a> (Programa Ano Sabático do IEA/EACH/FFLCH-USP)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciencias Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-24T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/caderno-2-catedra-olavo-setubal">
    <title>Emergências culturais são tema de novo caderno da Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/caderno-2-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>Em seminário no dia 30 de setembro, às 14h, a Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência lança o segundo volume da série "Cadernos de Pesquisa", cujo tema é "Emergências Culturais no Brasil e na América Latina".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-caderno-de-pesquisa-2-catedra-olavo-setubal" alt="Capa do Caderno de Pesquisa 2 - Cátedra Olavo Setubal" class="image-right" title="Capa do Caderno de Pesquisa 2 - Cátedra Olavo Setubal" />A <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Ciência e Cultura</a> lança em webinar no dia 30 de setembro, às 14h, o <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/cadernos-de-pesquisa-catedra-olavo-setubal-2" class="external-link">segundo volume</a> de sua série “Cadernos de Pesquisa”. O tema da edição é “Emergências Culturais Latino-Americanas: Das Histórias aos Acontecimentos no Brasil”. [Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.]</p>
<p>Com o mesmo nome do caderno, o webinar terá exposições dos três autores dos textos: o antropólogo cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini</a>, titular da cátedra, e os pós-doutorandos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo" class="external-link">Sharine Melo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Brizuela</a>. Também participam a diretora do Centro Universitário Maria Antonia da USP,  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira" class="external-link">Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</a> (comentarista convidada), a coordenadora do Observatório Itaú Cultural, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-mode" class="external-link">Luciana Modé</a>, e o<strong> </strong>coordenador acadêmico da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>. Além de falas individuais, também haverá uma conversa entre os seis participantes.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Caderno 2<br />"Emergências Culturais na América Latina: Das Histórias aos Acontecimentos no Brasil"</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/cadernos-de-pesquisa-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencias-no-2" class="external-link">Versão digital (PDF)</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>Caderno 1<br />"A Institucionalização da Cultura e as Mudanças Socioculturais"</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-olavo-setubal-caderno-1" class="external-link">Notícia</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2021/lancamento-do-caderno-de-pesquisa-1-a-institucionalidade-da-cultura-e-as-mudancas-socioculturais" class="external-link">Vídeo do seminário de lançamento</a></li>
<li>Versões digitais do caderno: <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/cadernos-de-pesquisa-catedra-olavo-setubal-1" class="external-link">PDF</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/cadernos-de-pesquisa-catedra-olavo-setubal-1-epub" class="external-link">epub</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/cadernos-de-pesquisa-catedra-olavo-setubal-1-mobi" class="external-link">mobi</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Outras notícias<br />sobre a cátedra</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os textos dão continuidade às reflexões dos autores da pesquisa geral sobre a institucionalidade da cultura e as mudanças socioculturais (projeto de Canclini na cátedra), cujo quadro conceitual e diretrizes foram apresentados no Caderno 1, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-olavo-setubal-caderno-1" class="external-link">lançado em 15 de julho</a>.</p>
<p>Na apresentação do novo caderno, Grossmann e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liliana-sousa-e-silva" class="external-link">Liliana Sousa e Silva</a>, coordenadora executiva da cátedra, destacam que  o volume já anuncia alguns “achados” das pesquisas empreendidas por Canclini, Sharine e Brizuela, “como a existência de conexões entre o processo de elaboração e sanção da <a class="external-link" href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.017-de-29-de-junho-de-2020-264166628">Lei Aldir Blanc (14.017/2020)</a> no Brasil e a construção de redes impulsionada pelos Pontos de Cultura, com seus desdobramentos em vários países da América Latina”.</p>
<p>Os três pesquisadores informam na introdução aos textos que suas pesquisas têm se realizado mediante a análise de dados quantitativos, entrevistas e observações de campo e que o caderno apresenta resultados parciais dessa etapa da investigação.</p>
<p>“O tema geral, ou seja, os processos de transformação da cultura e das comunicações contemporâneas, com especial atenção às relações e aos desacordos entre a desinstitucionalização do setor e as trajetórias dos movimentos sociais”, desdobra-se em dois projetos interdependentes.</p>
<p>Em “A Enérgica e Larga Melodia do Acontecimento”, Sharine trata do movimento social que originou a Lei Aldir Blanc, que dispõe sobre ações emergenciais para o setor cultural a serem adotadas durante o período de calamidade pública provocada pela pandemia de Covid-19. O estudo foi realizado principalmente por meio de entrevistas com ativistas, gestores, artistas e profissionais da cultura que se articularam em rede pela aprovação e implementação da lei, além de conversas com beneficiários do programa.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-garcia-canclini-shirane-melo-e-juan-brizuela-2021/image" alt="Néstor Garcia Canclini, Sharine Melo e Juan Brizuela - 2021" title="Néstor Garcia Canclini, Sharine Melo e Juan Brizuela - 2021" height="200" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Néstor García Canclini (esq.), Sharine Melo e Juan Brizuela serão os expositores do webinar</dd>
</dl></p>
<p>Brizuela, por sua vez, destaca em “Emergência Cultural no Agreste Baiano” a dimensão territorial dos processos de institucionalização cultural, com especial atenção ao Programa Cultura Viva e aos Pontos de Cultura em municípios do interior da Bahia. A partir de entrevistas com atores locais, o pesquisador aborda questões relacionadas ao território e a disputas sociais e religiosas, além da relação - no âmbito da geopolítica cultural brasileira - entre centros e periferias, interiores e metrópoles.</p>
<p>O caderno se completa com o texto “Os Pontos de Cultura na América Latina”, de autoria dos três pesquisadores. Segundo eles, as pesquisas e considerações registradas no volume “apontam para processos de sedimentação transnacional de instituições, ao mesmo tempo frágeis e potentes, voltadas a organizações comunitárias e à busca por direitos culturais e cidadania”.</p>
<hr />
<p><strong><i>Lançamento do Caderno de Pesquisa 2 - Emergências Culturais Latino-Americanas: Das Histórias aos Acontecimentos no Brasil</i><br /></strong><i>30 de setembro, 14h<br /></i><i>Evento online público e gratuito com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: arquivos pessoais dos retratados</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Instituições culturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-09-14T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2021/emergencias-culturais-latino-americanas-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-1o-encontro-reuniao-fechada">
    <title>Emergências Culturais Latino-Americanas: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México - 1º Encontro - reunião fechada - 23 de novembro de 2021</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2021/emergencias-culturais-latino-americanas-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-1o-encontro-reuniao-fechada</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-11-24T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2021/emergencias-culturais-latino-americanas-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-1o-encontro-reuniao-fechada-23-de-novembro-de-2021-2o-encontro-25-de-novembro-de-2021">
    <title>Emergências Culturais Latino-Americanas: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México - 2º Encontro - 25 de novembro de 2021</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2021/emergencias-culturais-latino-americanas-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-1o-encontro-reuniao-fechada-23-de-novembro-de-2021-2o-encontro-25-de-novembro-de-2021</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-11-25T20:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-instituicoes-politicas-culturais-brasil-mexico">
    <title>Canclini coordena livro sobre transformações nas instituições e políticas culturais no Brasil e no México</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-instituicoes-politicas-culturais-brasil-mexico</link>
    <description>IEA e Edusp lança livro “Emergências Culturais – Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México”, resultado da pesquisa coordenada pelo antropólogo cultural argentino Néstor García Canclini como titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência no biênio 2021/22.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-emergencias-culturais" alt="Capa do livro 'Emergências Culturais&quot;" class="image-right" title="Capa do livro 'Emergências Culturais&quot;" />As relações entre instituições culturais, artistas, trabalhadores do setor e públicos na América Latina têm se transformado nas últimas décadas, num contexto em que redes digitais alteram a comunicação entre criadores e receptores e no qual proliferam instituições comunitárias. No entanto, esse quadro foi gravemente afetado pela pandemia de Covid-19, que deixou centenas de milhares de profissionais sem trabalho e interditou cinemas, teatros e centros comunitários.</p>
<p>Uma análise dessas transformações, seus impactos e seus percalços é o objetivo central do livro “<a class="external-link" href="https://www.edusp.com.br/livros/emergencias-culturais/">Emergências Culturais – Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México</a>” (258 páginas, R$ 56,00, à venda <a class="external-link" href="https://www.edusp.com.br/livros/emergencias-culturais/">aqui</a>), uma coedição IEA e Edusp, lançado este mês. É o quinto volume da coleção da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> dedicada aos projetos coordenados pelos titulares da cátedra desde sua criação, em 2015.</p>
<p>O livro contém cinco ensaios resultantes do projeto “A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais”, coordenado pelo antropólogo cultural argentino <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini</a>, professor titular da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), do México, e titular da cátedra no biênio 2021-22. Além de Canclini como autor e coordenador, participam do livro outros três pesquisadores. Os ensaios são:</p>
<ul>
<li>“Instituições, Comunidades e Criadores: Da Precariedade à Emergência”, introdução de autoria de Canclini;</li>
<li>“Pela Onda Luminosa: A Articulação em Rede a Favor da Lei Aldir Blanc no Contexto das Políticas Culturais Brasileiras”, da pós-doutoranda <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo" class="external-link">Sharine Melo</a>, gestora cultural na Funarte e doutora em comunicação e semiótica pela PUC-SP;</li>
<li>“Fora de Jogo? Territórios Latino-Americanos e Instituições Culturais no Brasil”, do pós-doutorando <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Brizuela</a>, doutor em cultura e sociedade pela UFBA;</li>
<li>“México: Instituições, Monumentos e Movimentos”, de Canclini e de sua assistente de pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas" class="external-link">Mariana Martínez</a>, antropóloga social graduada pela Universidade Autônoma do México (Unam);</li>
<li>“Brasil e México: Olhares Recíprocos”, epílogo com diálogo dos quatro pesquisadores sobre procedimentos e dificuldades para a realização das pesquisas e sobre concepções iniciais e constatações sobre aspectos surpreendentes.</li>
</ul>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-site-dialogos-de-canclini-no-brasil" alt="Capa do site Diálogos de Canclini no Brasil" class="image-inline" title="Capa do site Diálogos de Canclini no Brasil" /></h3>
<h3>Cátedra inaugura site<br />sobre Néstor García Canclini</h3>
<p>Este mês foi lançado também o site <a class="external-link" href="http://www.canclinibrasil.iea.usp.br">Diálogo de Canclini no Brasil</a>, dedicado ao sociólogo e aos eventos e publicações relacionadas ao projeto coordenado por ele na Cátedra Olavo Setubal.</p>
<p>O site apresenta também os projetos desenvolvidos pelos pós-doutorandos Sharine Melo e Juan Brizuela, colaboradores de Canclini na cátedra, e depoimentos de vários intelectuais brasileiros sobre a importância da obra do sociólogo para a reflexão sobre o panorama da cultura (instituições, políticas) no Brasil e na América Latina em geral.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="Default">Canclini afirma que pesquisa documental e etnográfica realizada, tendo o Brasil e o México como marcos de referência latino-americana, “forneceu surpresas ao comparar o ocorrido em países cujas histórias institucionais e tipos de governo insinuavam resultados diferentes dos encontrados”.</p>
<p class="Default">A pandemia acabou interferindo até no método utilizado na pesquisa. A maior parte das entrevistas foi feita por aplicativos de videoconferência e durante um ano os autores trabalharam de forma virtual.</p>
<p>Para Canclini, as três crises da área – envolvendo instituições, criadores e comunidades culturais – estão relacionadas, mas é preciso distinguir se seus problemas são diferentes e, portanto, exigem modos diferentes de enfrentamento.</p>
<p class="Default">Segundo ele, “nunca experimentamos um colapso mundial das atividades econômicas, so­ciais e culturais como o que foi causado pela pan­demia de 2020 a 2022”. Entre as alterações drásticas nas indústrias culturais e nos comportamentos dos públicos, Canclini relaciona o predomínio do audiovisual sobre o escrito, o fechamento de jornais, editoras e livrarias e a concentração de conteúdo em computadores e celulares.</p>
<p class="Default">Para ele, o livro é uma experiência nova: “Aumenta o intercâmbio e a pesquisa conjunta, comparada, sobre o que ocorreu nos últimos anos nas instituições culturais no Brasil e no México”.</p>
<p class="Default">Segundo Canclini, “o debate sobre os usos e interpretações do patrimônio histórico, material e cultural e sobre os agentes que o representam tor­nou-se central em grande parte da América Latina”. Diante disso, ele vê a necessidade de respostas a perguntas que “entraram com uma força sem precedentes na disputa pela institucionalidade e pelas transformações socioculturais”, entre elas:  quando e como ocorreram a colonização e as independências, e que contribuições dos povos originários, dos escravos, das mulheres e dos colonizadores devem ser resgatadas?</p>
<p class="Default"><strong>Lei Aldir Blanc</strong></p>
<p class="Pa2">De acordo com Sharine Melo, autora do texto  - “Pela Onda Luminosa” - que condensa os resultados de sua pesquisa na cátedra, a força do processo que levou à formulação e aprovação da Lei Aldir Blanc (<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm">14.017/2020</a>), que dispôs sobre ações emergenciais para o setor cultural durante a calamidade pública causado pela Covid-19, parece ter nascido de uma fissura: “De um lado, a ideia de arte e cultura como transformação social, tão presente nos discursos oficiais, nos re­latórios da Unesco e nos sucessivos planos de governo; de outro, a precarização neoliberal do setor e as desigualdades de acesso, agravadas pelas frequentes quedas nos investimentos públicos e privados”.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Eventos</strong></p>
<p>Emergências Culturais: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México</p>
<p><i>1º encontro (restrito a convidados)<br />23/11/2021</i></p>
<p><i>2º encontro<br />25/11/2021</i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2021/emergencias-culturais-latino-americanas-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2021/emergencias-culturais-latino-americanas-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-1o-encontro-reuniao-fechada" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><i>3º encontro (público)<br />18 e19/1/2022</i></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/emergencias-culturais-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-parte-1" class="external-link">Parte 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/emergencias-culturais-instituicoes-criadores-e-comunidades-no-brasil-e-no-mexico-parte-2" class="external-link">Parte 2</a></li>
</ul>
<p><strong>Publicações</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/publicacoes#colecao" class="external-link">Outros livros da coleção</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/publicacoes#cadernos" class="external-link">Cadernos<br />de Pesquisa</a></li>
</ul>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link"><br />Mais notícias da<br />Cátedra Olavo Setubal</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="Pa2">A lei destinou R$ 3 bilhões a ações em três eixos principais, destaca a pesquisadora: renda mensal aos trabalhadores da cultura; subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e cultu­rais, micro e pequenas empresas, cooperativas, instituições e organizações culturais comunitá­rias; e editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural, entre outras ações relacionadas.</p>
<p class="Default">Metade dos recursos foram destinados aos estados e ao Distrito Federal, a outra metada foi repassada aos municípios, “o que reforçou a eficácia de modelos de execução descentralizados”, segundo Sharine. Outro mérito da lei foi a abrangência da noção de espaço cultural, englobando de teatros e galerias a aldeias in­dígenas e comunidades quilombolas, diz. “Por outro lado, foram registradas falhas na regulamenta­ção federal, falta de estrutura local, baixa qua­lificação de gestores e curtos prazos para o pla­nejamento das ações.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ponto-de-cultura-quilombo-do-sopapo/image" alt="Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo" title="Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo</dd>
</dl></p>
<p class="Default">O resultado disso foi a adesão de todos os estados e do Distrito Federal e de apenas 75% dos municípios à lei, afirmou. Os problemas também foram familiares, como as desigualdades entre as metrópoles e os interiores do Brasil, de acordo com Sharine. “As ci­dades com mais de 100 mil habitantes foram as que tiveram mais planos aprovados para a transferência dos recursos federais, o que reforça as contradições de um país continental”.</p>
<p class="Default">Por outro lado, “a marca histórica de execução de 95% dos re­cursos da Aldir Blanc impressiona quando com­parada à média de 19% de execução do Fundo Nacional de Cultura nas últimas décadas”. Mas houve visíveis diferenças entre as unidades federa­tivas, devidas a dificuldades estruturais e por desinteresses políticos, afirma.</p>
<p class="Default">Em consonância com o caráter coletivo da elaboração da lei, a pesquisa de Sharine foi estruturada a partir de 18 entrevistas (individuais ou em pequenos grupos) com 23 pessoas. Foram mais de 18 horas de conversas tendo como ponto de partida a medida emergencial e adentrando em reflexões sobre diversos aspectos no campo da cultura e da arte, diz a pesquisadora.</p>
<p class="Default"><strong>México</strong></p>
<p class="Default">Em “México: Instituições, Monumentos e Movimentos”, Canclini e Mariana comentam que a estabilidade institucional mexicana a partir da revolução de 1910 teve entre seus fatores a legitimidade, o sentido social e as adesões conferidas pela cultura e pelas políticas culturais.</p>
<p class="Default">No entanto, “A partir dos anos 1980, diversos movimentos sociais e demandas de partidos de oposição abalaram as continuidades entre institui­ções de Estado, sociedade e comunidades”. Para eles, uma das principais mudanças que aproximaram o México de outros países latino-americanos aconteceu em 1982, quando o governo abandonou o protecionismo sobre a produção nacional em diversas áreas. "A lógica globalizada neoliberal reconfigurou as políticas culturais e o sistema institucional.”</p>
<p class="Default">A oferta midiáti­ca se ampliou com conteúdos transnacionais. “O Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), formalizado em 1994, facilitou os investimentos externos em negócios desregulados, so­bretudo nas telecomunicações e na produção audiovisual de cir­culação maciça”, afirmam os pesquisadores.</p>
<p class="Default">No campo editorial do país, o declínio da indústria deu-se em função da “de­terioração interna da economia, da concorrência com as editoras espanholas em ascensão, da retração do mercado leitor regional e do fechamento de centenas de livrarias nos países latino-americanas”.</p>
<p class="Default">“A cultura nacional deixou de funcionar como marco predominante da informação e do entretenimento cotidianos. Ao conectar saté­lites, computadores e outros dispositivos midiáticos em redes de circulação global, a esfera pública mudou de escala. A noção de identidade continuou ecoando nos discursos de políticos e gestores culturais, mas perdeu a capacidade de organizar os debates sobre o desenvolvimento”, escrevem Canclini e Sharine.</p>
<p class="Default">Para eles, uma mudança fundamental que alterou a interação global na informação, no entretenimento e na comunica­ção é a “digitalização das práticas produtivas, entre elas as cultu­rais”.</p>
<p class="Default"><strong>Instituições no Brasil</strong></p>
<p class="Default">Em seu texto – “Fora de Jogo? Territórios Latinos-Americanos e Instituições Culturais no Brasil -, Juan Brizuela afirma que os processos regionais de (re)democratização cultural e de construção de uma cidadania plena sofreram episó­dios contraditórios de desmobilização, “descidadanização” e “des­democratização” da cultura pública, “nas tristes tradições da política cultural no Brasil: ausências, autoritarismos e instabilidades”.</p>
<p class="Default">Considerados os últimos 50 ou 100 anos, “observamos que democracia e institucionalidade cultural não são fenômenos que necessariamente se retroalimentam, especial­mente na esfera estatal”. Essa é a razão de os movimentos artísticos dos anos 80 terem lutado “inicialmente pela desinstitucionalização da cultura pública sedimentada por governos autoritários”. Para Brizuela, “os processos de institucionalização de uma cultura pública, democrática e cidadã são a exceção e não a regra nos nossos países [latino-americanos], ao longo do século 20”.</p>
<p class="Default">Mas há os movimentos de resistência, que pro­curam renovar as instituições e/ou promover outra institucionali­zação da cultura, mais ampla, participativa, democrática e públi­ca no seu sentido mais profundo, diz o pesquisador. Como exemplo, cita os <a href="http://culturaviva.gov.br/rede/faq/">Pontos de Cultura</a> [criados a partir dos anos 2000, na gestão de Gilberto Gil como Ministro da Cultura no primeiro governo Lula]  e as articulações do <a href="https://culturavivacomunitaria.net/">Movimento Cultura Viva Comunitária</a> [fórum latino-americano surgido de várias iniciativas ocorridas entre 2009 e 2012].</p>
<p class="Default">A questão a ser pesquisada proposta por Brizuela reside na simultaneidade de dois processos (“não necessariamente opostos”): a debilitação das políticas culturais e, em contraste, movimentos culturais geradores de certa institucionalidade alternativa, de base social. Diante disso, ele pergunta: “Que tipo de institucionali­dade é possível criar a partir dos movimentos socioculturais? E que tipo de alcance, êxito e estabilidade pode ter essa institucionalidade ‘experimental’ de base comunitária, sem o Estado?”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-garcia-canclini-1/image" alt="Néstor García Canclini" title="Néstor García Canclini" height="288" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Néstor García Canclini</dd>
</dl></p>
<p class="Default">Para essas organizações de base co­munitária as ameaças não se limitam à redução do orçamento governamental para o setor, ao deslocamento do público para aplicativos ou ser­vidores digitais ou às mudanças impostas pelo neoliberalismo e, mais recentemente, pela pandemia de Covid-19, comenta Brizuela.</p>
<p class="Default">“Uma disputa importante desses grupos culturais comunitários é territorial, perante o aumento cada vez maior e mais expressivo de instituições neopentecostais, que, ao menos no Brasil – e sobretudo nos ter­ritórios mais afastados das metrópoles –, são as que mais intensamen­te estão modificando hábitos de consumo, práticas culturais, artísticas e modos de vida que afetam profundamente a própria sobrevivência de grande parte dos segmentos culturais, muitas vezes minoritários e agrupados no movimento Cultura Viva Comunitária.”</p>
<p class="Default">Em sua pesquisa, ele analisou as experiências socioculturais de Pontos de Cultura e estudos ligados ao movimento da Cultura Viva Comunitária produzidos no Brasil, México e Argentina – entre ou­tros países –, destacando as disputas territoriais nos processos de institucionalização, desinstitucionalização e reinstitucionalização das políticas públicas de cultura. Para isso, considerou a multiplicidade de atores estatais em suas diversas esferas de atuação, partidos políticos e sindicatos, instituições eclesiásticas e neopentecostais, além de setores empresariais com interesses difusos.</p>
<p class="Default"><strong>Processo</strong></p>
<p class="Default">No último texto do livro, o epílogo "Brasil e México: Olhares Recíprocos”, Canclini explica que o objetivo principal da obra não foi produzir conclusões que sintetizem os estudos realizados no Brasil e no México, mas sim pensar sobre o que aconteceu durante o processo de pesquisa nessas condições peculiares e o que isso poderia significar para o desenvolvimento das instituições culturais estudadas, para a USP e para a UAM.</p>
<p class="Default">Na opinião de Sharine, a mudança no que ela pensava sobre o assunto deveu-se ao que aprendeu sobre a relação entre os movimentos sociais, a sociedade civil e o Estado. Outra mudança, disse, foi o fato de que antes pensava muito nas linguagens artísticas (teatro, cinema, artes visuais, música, circo) e com a pesquisa passou a ter uma visão muito mais ampla da cultura em geral, englobando a cultura indígena, a cultura quilombola, a cultura popular, principalmente aquela do interior do Brasil e das periferias das cidades.</p>
<p class="Default">Brizuela, por sua vez, diz que a alteração ocorrida no desenvolvimento de sua pesquisa foi a mudança da pergunta inicial. Antes, pensava que as ações se davam em paralelo: de um lado, as instituições culturais modernas, no sentido mais tradicional; de outro, grupos artísticos e culturais comunitários que procuravam disputar espaço com aquelas instituições tradicionais.</p>
<p class="Default">“Vi, que não é bem assim (...). Não se trata necessariamente de integrar circuitos já institucionalizados e sim de construir outra série de circuitos, isto é, de ampliar o significado do artístico e do cultural em uma linha diferente daquilo que as instituições culturais modernas puderam alcançar.”</p>
<p class="Default">Canclini afirma que vinha trabalhando há anos na comparação entre políticas culturais e consumos culturais e, “de repente, esse olhar que foi aberto pela pesquisa nos abrigou a nos situarmos diante de diversas instituições e, claro, a repensar essas instituições clássicas (...) Também nos obrigou a repensar a institucionalidade mais tradicional das comunidades locais e das redes nacionais, que no México não são muito robustas”.</p>
<p class="Default">A pesquisa também obrigou Canclini a observar as corporações digitais, redes que não são reconhecidas "de forma tão clara como os museus ou as redes sociais, mas que têm muito peso e surgem nas entrevistas como protagonistas da cultura”.</p>
<p class="Default">Outro aspecto está relacionado ao trabalho que Canclini tinha iniciado antes de assumir a cátedra: as consequências da pandemia e a mobilização da cultura, forçada pelo fechamento das instituições. Havia os dados iniciais sobre perdas de emprego e depois levantamentos regionais de instituição internacionais nos principais países produtores de cultura na América Latina. Na pesquisa, “esses números adquiriam outra densidade, outra espessura, quando personalizados nos trabalhadores culturais que entrevistamos”.</p>
<p class="Default">Uma terceira questão tem a ver com a pesquisa que vinha realizando na última década sobre a precariedade dos trabalhadores culturais. Isso se acentuou na pandemia: “Já não se tratava apenas de trabalhadores culturais que não esperavam poder se aposentar, mas que tinham ficado sem trabalho durante oito ou dez meses, mais de um ano, e não contavam com recursos do Estado, no caso do México”.</p>
<p class="Default">Os quatro pesquisadores relataram as peculiaridades do trabalho online para a pesquisa, sobretudo quanto às entrevistas. Sharine disse ter tido dúvidas no início sobre a eficácia do processo, receio que foi dirimido quando passou a perguntar aos entrevistados sobre o contexto do local e da sociedade onde atuavam.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sharine-melo/image" alt="Sharine Melo" title="Sharine Melo" height="281" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Sharine Melo</dd>
</dl></p>
<p class="Default">Para Juan, a entrevista presencial oferece muito mais elementos quando o pesquisador conhece minimamente o contexto em que ela se desenvolve. “Acho que um dos desafios desse processo em particular – as entrevistas a distância – é tentar entender não apenas o que cada pessoa diz ou faz, mas compreender um pouco melhor em que contexto se desenvolve o processo em foco.”</p>
<p class="Default">Mariana disse que seu maior interesse é a relação entre o espaço e a sociedade, a significação e a ressignificação. “Foi um tanto difícil redirecionar a pesquisa, porque meu objetivo era observar como as pessoas interagem no espaço, e agora esse espaço era um lugar de risco.” Para ela, perdem-se algumas coisas nas pesquisas online, mas ganham-se outras, como permitir que se observem aspectos das mobilizações sociais e da criação de redes.</p>
<p class="Default">Canclini disse que o trabalho tornou mais evidente a carência de pesquisas sistemáticas e contínuas nas informações reunidas por órgãos do Estado sobre o desenvolvimento cultural, como se dá a gestão de verbas, a quem são destinadas e sua utilização.</p>
<p class="Default">Outra questão tratada no “Epílogo” foram as coincidências e diferenças mais importantes que apareceram para cada um dos quatro ao tratar das realidades brasileira e mexicana. Para Sharine, o México trabalha melhor com as culturas populares, diferentes línguas e etnias, enquanto o Brasil “vê a todos com uma certa unidade étnica irreal”. Por outro lado, considera que o Brasil possui uma estrutura sistêmica para as políticas culturais, “ainda que não funcione muito bem”.</p>
<p class="Default">As políticas culturais mexicanas a partir da revolução de 1910 e, especialmente, a partir dos anos 30, 40, difere de outros processos da América Latina por sua continuidade ao longo do tempo, explica Brizuela. O que o surpreendeu é a existência de vários grupos artísticos e comunitários que não querem estabelecer um vínculo com o Estado.</p>
<p class="Default">Mariana disse que quando soube o que eram os Pontos de Cultura brasileiros fez uma associação com o Programa de Cultura Comunitária mexicano, “uma iniciativa bem recente, dentro da definição dos objetivos do governo atual”. A diferença é que o programa mexicano “não visa a criação de redes pelas comunidades nem estas interagem com outros grupos do país”.</p>
<p class="Default">Canclini também ressalta a história de desenvolvimento comunitário no México desde a revolução. Ele destacou o surgimento mais recente das comunidades feministas, entre outros movimentos, que formularam demandas claras e conseguiram a formulação de leis e a criação de órgãos, “apesar de todos os governos tentarem neutralizar essas formas de intermediação criadas de baixo”.</p>
<p class="Default">Mas, no caso das organizações culturais, o desenvolvimento foi menor, segundo Canclini, com movimentos independentes, que não querem relações com o Estado, e outros que negociam formas de autogestão e ao mesmo tempo mantêm uma atitude reticente para com o Estado.</p>
<p class="Default">Para ele, o fato é que as sociedades brasileira e mexicana são muito verticais. No México há estruturas sociais semelhantes e formas de relação verbal equivalentes ao “Sabe com quem está falando?” brasileiro, explica.</p>
<p class="Default">O que mais surpreendeu Canclini foi “a força a longo ou médio prazo que a criação de Pontos de Cultura e de um sistema nacional deu à organização comunitária desde 2004”.</p>
<p class="Default">Outro ponto destacado por ele é a multiculturalidade religiosa e a diversidade territorial do Brasil. “O México também tem diversidade territorial, reforçada por uma diversidade étnica mais organizada que no Brasil. Mas causa certo estranhamento, no México, saber que os Pontos de Cultura podem se localizar não apenas em um edifício lai­co, mas também em igrejas, católicas ou evangélicas, e em terreiros de candomblé. Esse tipo de experiência multicul­tural que assume formas institucionais próprias me parece um traço muito diferencial do Brasil.”</p>
<p class="Default">Sharine destacou que um dos fatores decisivos do ponto de vista negativo no Brasil é a falta de continuidade, com cada novo governo, federal, estadual ou municipal, parando tudo que está sendo feito para começar do zero, fazendo praticamente a mesma coisa, mas “querendo colocar a marca da gestão”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/juan-brizuela-1/image" alt="Juan Brizuela" title="Juan Brizuela" height="289" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Juan Brizuela</dd>
</dl></p>
<p class="Default">Outra coisa que atrapalhou no caso da Lei Aldir Blanc foi a falta de estrutura dos municípios, que não receberam recursos ou tiveram que devolvê-lo por não contarem com um funcionário habilitado a elaborar um edital, afirma. Ela lembra que muitas cidades do interior não possuem sequer secretaria de cultura.</p>
<p class="Default">Juan disse que pensava que a luta ou as dificuldades dos atores do setor cultural residia na maneira como os recursos são distribuídos, que “podem ser maiores ou menores, conforme o peso histórico de cada movimento, talvez, ou por causa das condições do contexto em que se dá a disputa por recursos”.</p>
<p class="Default">Agora, tomando a Lei Aldir Blanc como exemplo, ele pensa que a boa organização do movimento que deu origem a ela só foi possível graças a “condições anteriores muito adversas e ao fracasso de algumas iniciativas, até bem-intencionadas, como foram as conferências de cultura participativas, enquanto processos históricos”.</p>
<p class="Default">Mariana comenta que parte do problema no México é o mesmo apontado por Sharine no Brasil: a falta de continuidade das políticas públicas. Acrescenta a isso o “confronto absoluto entre partidos; não há negociação nem intercâmbio de ideias entre os partidos, e essa tendência foi aumentando.”</p>
<p class="Default"><strong>Papel das universidades</strong></p>
<p class="Default">No final do livro, os quatro falam sobre a situação atual dos organismos dedicados à difusão cultural na USP e na UAM. Para Sharine, as universidades não trabalham o suficiente com a comunidade, com a sociedade, “são um pouco fechadas em si”. Ela defende que as universidades obtenham mais verbas para trabalhar na área cultural e aprofundem as pesquisas sobre políticas culturais.</p>
<p class="Default">“Talvez seja interessante criar núcleos nas universidades que realmente pesquisem os indicadores culturais, os recursos que são ou não investidos.” Também é preciso trabalhar a formação de público e a educação, diz. “Faltam pesquisas sobre a formação de público.”</p>
<p class="Default">“Acho que o papel das universidades nas políticas públicas deveria ser esse, o de aprofundar a pesquisa do ponto de vista prático, e não somente teórico, como às vezes acontece.”</p>
<p class="Default">Para Juan, apesar de esforços feitos para ampliação de acesso às universidades públicas, elas ainda são minoritárias em termos de capacidade de gerar algum tipo de impacto em relação à articulação dos setores artísticos e culturais.</p>
<p class="Default">Um desafio para elas é “gerar processos participativos nas pesquisas, a fim de intervir de alguma forma no espaço público e na geração de alternativas em relação à situação que as universidades e a sociedade em geral atravessam”.</p>
<p class="Default">Mariana disse que na Cidade do México, a UAM e a Universidade Autônoma do México (Unam) são as maiores universidades públicas, com rádios, canais de televisão, jornais, revistas, sites, teatros e galerias, e apesar das tentativas para melhorar suas ações de difusão cultural, ainda não conseguiram criar vínculos com seus estudantes, e muito menos com o público em geral.</p>
<p class="Default"><dl class="image-right captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mariana-martinez-matadamas/image" alt="Mariana Martínez Matadamas" title="Mariana Martínez Matadamas" height="280" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Mariana Martínez Matadamas</dd>
</dl>Para ela, isso tem a ver com o que foi dito sobre o Brasil: “Faltam estudos de públicos e, portanto, não se sabe como elaborar estratégias de difusão cultural. E muitas vezes o que é oferecido é extremamente acadêmico, muito distante das expectativas do público”.</p>
<p class="Default">Ainda quanto ao caso mexicano, deu-se uma relação um pouco oblíqua entre o saber universitário acumulado e algumas políticas oficiais nas quais desembocou, afirma Canclini.</p>
<p class="Default">Ele atribui isso ao fato de pesquisadores terem se incorporado à máquina pública depois de abastecerem com pesquisas, sobretudo de antropologia, as políticas públicas voltadas a integrar as comunidades indígenas a uma cultura nacional, a um “desenvolvimento socioeconômico planejado de forma ‘moderna’”.</p>
<p class="Default">“Às vezes existe até uma ruptura entre o desempenho de pesquisadores que têm uma posição quando são professores universitários, formam alunos, têm uma produção científica, e sua posterior integração à máquina pública”.</p>
<p class="Default">Canclini comenta que as publicações universitárias, em grande parte, “mofam nos depó­sitos, pois não conseguem entrar nos circuitos comerciais, e muito menos nos sistemas mais recentes de comunicação. É muito difícil convencer as universidades que é preciso produzir podcasts, que as rádios não podem se dedicar apenas à alta cultura”.</p>
<p class="Default">Mesmo os centros culturais que algumas universidades mantêm em locais es­tratégicos das cidades “são subutilizados como espaços à disposição das comunidades do entorno, dos bairros, dos condomínios, das zonas hipsters”, acrescenta.</p>
<p class="Default">Para Brizuela, é preciso trabalhar a esfera pública para além da dimen­são estatal, para pensar os diálogos, os debates e a solução de conflitos em nível intercultural. “Penso que é um desafio muito concreto em termos das políticas culturais visando o futuro. Isso implicaria imaginar a capacidade de lobby e que tipo de recursos são neces­sários, muitas vezes não apenas recursos econômicos, mas outra série de articulações que facilitem o desencadeamento desses processos”, acrescenta.</p>
<p class="Default" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto (a partir do alto): 1 - arquivo pessoal de Néstor García Canclini; 2 - Quilombo do Sopapo; 3 a 5 - Leonor Calasans/IEA-USP; 6 - Fabricio Bahena. </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-06-07T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/como-promover-um-perfil-empreendedor">
    <title>Como promover um perfil empreendedor na universidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/como-promover-um-perfil-empreendedor</link>
    <description>Presidente da RedEmprendia discute no IEA meios e métodos do aprendizado voltado ao empreendedorismo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/empreendedorismo" alt="Empreendedorismo" class="image-inline" title="Empreendedorismo" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Há quem diga que não se pode ensinar a empreender, mas que é possível aprender a empreender. Se por meio da educação é possível alcançar um perfil empreendedor, então as questões que se colocam são os objetivos, conteúdos, meios, métodos e até espaços para aprender e ensinar a empreender. Estranhamente, o tema não é usual em escolas ou universidades, e o conhecimento prévio do perfil de jovens envolvidos com o tema pode auxiliar nesse caminho, especialmente em relação às expectativas e atitudes do futuro empreendedor e sua percepção de empreendedorismo como opção de carreira.</p>
<p>Essas questões serão o foco do seminário que acontecerá no dia <strong>15 de março</strong>, das <strong>9h30 às 12h30</strong>, com conferência do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/senen-barro-ameneiro" class="external-link">Senén Barro Ameneiro</a>, presidente da <a href="http://www.redemprendia.org/" target="_blank">RedEmprendia</a> e ex-reitor da Universidade de Santiago de Compostela.</p>
<p>Ministrado em espanhol e sem tradução simultânea, o debate<i> ¿Son emprendedores nuestros jóvenes universitarios? ¿Les enseñamos a serlo?</i> acontece na Sala de Eventos do IEA. Será gratuito e terá transmissão<a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"> ao vivo</a> online. Para participar é necessário se <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScNpScfoGPOzStnsEDrK2pD8saCROVAwCAazRtI4JvNDFgRhQ/viewform">inscrever</a> previamente.</p>
<p>A RedEmprendia foi responsável pelo projeto de pesquisa do Observatório de Empreendedorismo Universitário, que por meio de um levantamento feito pela internet em meados de 2016, buscou conhecer a intenção, o perfil e a atitude empreendedora de estudantes universitários da América Latina. Os resultados da pesquisa serão explorados pelo palestrante, que também irá apresentar os destaques do primeiro estudo sobre o perfil empreendedor do estudante universitário na Espanha e no México.</p>
<p>A RedEmprendia congrega 24 universidades de sete países ibero-americanos, além do site Universia e o Banco Santander, com o objetivo de promover a inovação e o empreendedorismo responsáveis. No Brasil, a rede é formada pela USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</p>
<p>O encontro, organizado pelo <a href="http://pgt.prp.usp.br/" target="_blank">Núcleo de Política e Gestão Tecnológica</a> (NPGT) da USP e pelo IEA, terá como debatedor o vice-presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alberto-aranha" class="external-link">José Alberto Aranha</a>, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-antonio-lerosa-de-siqueira" class="external-link">José Antonio Lerosa de Siqueira</a>, professor do <span style="text-align: justify; ">Departamento de Engenharia de Estruturas e Fundações e presidente da consultoria Inventura</span>. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA, que coordena a atividade.</p>
<p> </p>
<p><strong>Sobre o palestrante</strong></p>
<p>Senén Ameneiro foi Reitor da Universidad de Santiago de Compostela (USC) entre 2002 e 2010 e preside a RedEmprendia desde 2010. É professor titular de Ciências da Computação e Inteligência Artificial na mesma instituição, por onde se licenciou e defendeu tese de doutorado na área de física.</p>
<p>Fundador da Asociación Española de Emprendedores Científico-Tecnológicos e sócio-fundador da Situm Technologies, spin-off incubada na USC. É membro da Real Academia Galega de Ciências.</p>
<p>Foi editor ou autor de sete livros. O mais recente, intitulado “+Universidad –Especulación”, foi lançado em 2013 pela editora Netbiblo. Autor de aproximadamente 300 artigos científicos. Atuou ou atua como membro de comitês de organizações científicas e editoriais.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagem: Visual Hunt</span></p>
<h3>Programação</h3>
<div id="parent-fieldname-programacao-8df5be580e9e45bbaaf479cd2ad7edb1">
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td>9h30</td>
<td>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (EP, FEA e IEA - USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a> (Reitor USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>10h</td>
<td>
<p><strong>Conferência</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/senen-barro-ameneiro" class="external-link">Senén Barro Ameneiro</a> (RedEmprendia e <span class="/biz/miniprofile/665042?pathWildcard=665042 new-miniprofile-container">Universidad de Santiago de Compostela)</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>10h45</td>
<td>
<p><strong>Comentários<br /></strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alberto-aranha" class="external-link">José Alberto Aranha</a> (Anprotec e PUC-RJ)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-antonio-lerosa-de-siqueira" class="external-link">José Antonio Lerosa de Siqueira</a> (SENAI e EP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>11h25</td>
<td><strong>Diálogo Geral</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>12h</td>
<td>
<p><strong>Considerações Finais</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/senen-barro-ameneiro" class="external-link">Senén Barro Ameneiro</a><span class="new-miniprofile-container /biz/miniprofile/665042?pathWildcard=665042"> </span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>12h15</td>
<td><strong>Encerramento</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: right; "> </p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<hr />
<p><strong><i> ¿Son emprendedores nuestros jóvenes universitarios? ¿Les enseñamos a serlo?<br /> </i></strong><i>15 de março, das 9h30 às 12h30<br /> Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /> Evento público, gratuito e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet. Em espanhol, sem tradução.<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/emprendedores-universitarios" class="external-link">Link do evento </a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-02-07T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-discute-os-riscos-da-politica-economica-de-trump-para-o-brasil-e-al">
    <title>Seminário discute os riscos da política econômica de Trump para o Brasil e América Latina</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-discute-os-riscos-da-politica-economica-de-trump-para-o-brasil-e-al</link>
    <description>Intitulada "Novas Fronteiras da Geopolítica Econômica: Trump, Brasil e América Latina", a atividade é organizada por Gilson Schwartz, em sabático no IEA, e acontece no dia 28 de março, das 14h30 às 18h</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/donald-trump" alt="Donald Trump" class="image-inline" title="Donald Trump" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O presidente dos EUA, Donald Trump. Sua política econômica pode exigir adequação da agenda comercial e de desenvolvimento da América Latina</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Qual o risco da agenda neoconservadora de Donald Trump interromper ou perverter políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável com inovação e democratização de oportunidades? Como os mercados e instituições financeiras nacionais e multilaterais reagirão ao novo cenário político que prega o unilateralismo? O que significa o novo populismo em escala global?</p>
<p>Para responder a estas e outras perguntas, o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz" class="external-link">Gilson Schwartz</a>, professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP e em ano sabático no IEA em 2017, organiza o seminário <i>Novas Fronteiras da Geopolítica Econômica: Trump, Brasil e América Latina</i>. Realizada no <strong>dia 28 de março, das 14h30 às 18h</strong>, na Sala de Eventos do IEA, a atividade é uma parceria entre o IEA, o Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais (Nupri) da USP e o Grupo de Pesquisa Cidade do Conhecimento, coordenado por Schwartz na ECA-USP.</p>
<p>A participação presencial exige <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSetYbBfHAFcJLlrXtxVL2vLoxx48Iw_CobJzev4mAn3sjOUvg/viewform">inscrição prévia</a>. Também é possível acompanhar <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA.</p>
<p>“O foco do debate é a identificação dos novos desafios de longo prazo para a economia e a sociedade na América Latina após a surpreendente vitória de Trump. É urgente rediscutir o modelo de desenvolvimento, não apenas as armadilhas macroeconômicas de curto prazo”, indica Schwartz.</p>
<p>O formato em mesa-redonda reunirá Otaviano Canuto, diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para um grupo de países que inclui o Brasil; Demétrio Magnoli, colunista da Folha de S. Paulo e GloboNews; Gesner de Oliveira, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor da GO Associados; Octavio de Barros, ex-economista-chefe do Bradesco e criador do Instituto República; Marcelo Carvalho, economista-chefe para América Latina do BNP Paribas; Marcelo P. Cypriano, pesquisador do Brazil Investment Link, no Nupri-USP, e estrategista da Mont Capital; Guilherme Ary Plonski, vice-diretor do IEA; Rafael Duarte Villa, coordenador-científico do Nupri, e <span>Alberto Pfeifer, pesquisador colaborador do IEA e coordenador adjunto do <span>Grupo de Análise da Conjuntura Internacional</span> (GACInt-IRI) da USP</span>.</p>
<p>Segundo Schwartz, a discussão será norteada pelo tema da inovação, considerando suas dimensões financeiras, tecnológicas e culturais. O grupo debaterá as políticas públicas da nova emergência digital e as questões econômicas nacionais que se recolocam frente à crise internacional desatada pela crise financeira mundial iniciada em 2008. A pergunta central será: está a América Latina, e especialmente o Brasil, preparada para a nova agenda global?</p>
<p>O seminário inaugura uma série de atividades voltadas para a formulação de uma nova agenda e de cenários globais voltados para políticas de desenvolvimento econômico centradas na digitalização da produção, do consumo e das finanças. É também o marco de lançamento do portal “Brazilian Investment Link”, que dará continuidade a essa agenda de debates e pesquisas.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="text external" href="https://www.flickr.com/people/22007612@N05" rel="nofollow">Gage Skidmore</a></span></p>
<hr />
<p><strong>Novas Fronteiras da Geopolítica Econômica: Trump, Brasil e América Latina</strong><br /><i>28 de março, das 14h30 às 18h<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento público, gratuito e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSetYbBfHAFcJLlrXtxVL2vLoxx48Iw_CobJzev4mAn3sjOUvg/viewform" target="_blank">Inscrições prévias</a><br />Informações com Sandra Sedini</i>, pelo telefone (11) 3091-1678 ou <a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a><br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/Trump%2C%20Brasil%20e%20America%20Latina" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Estados Unidos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Econômica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-09T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/saude-planetaria-na-america-latina">
    <title>Saúde Planetária na América Latina: Hora de Agir!</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/saude-planetaria-na-america-latina</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Como construir pontes e redes de relacionamento em torno do conceito de Saúde Planetária para além das fronteiras geográficas e das barreiras culturais? Essa será uma das questões que vão nortear os debates do seminário “<strong>Saúde Planetária na América Latina: hora de agir!</strong>”.</p>
<p>O conceito de Saúde Planetária engloba temas como Covid-19 e crise climática; reúne, em sua essência, questões relativas à proteção à saúde e ao bem-estar humanos alinhada com a proteção aos sistemas naturais da Terra.</p>
<p>Vamos debater sobre sindemias e sistemas de saúde; relações dos ecossistemas marinhos e humanos; sistemas alimentares e muito mais. Haverá ainda o lançamento do Programa Embaixadores Brasil e do Clube dos Estudantes em Saúde Planetária, bem como apresentação dos trabalhos selecionados.</p>
<p>Este evento é preparatório do<a class="external-link" href="http://saudeplanetaria.iea.usp.br/pt/planetaryhealth2021/"> Planetary Health Annual Meeting 2021</a>, conferência internacional que será realizada pela primeira vez no Brasil, sediada na USP, entre 25 e 30 de abril de 2021.</p>
<h3>Transmissão:</h3>
<p><strong>Pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/saudeplanetaria">canal do youtube do Saúde Planetária</a>.</strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alimentos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Planetária: Uma Abordagem Transdisciplinar para a Sustentabilidade do Planeta Integrada à Saúde Humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-08T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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