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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia">
    <title>Agricultura urbana tem espaço na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia</link>
    <description>Programação no dia 18 de outubro inclui troca de sementes e mudas além de debates e exposições</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-do-centro-cultural/@@images/a385725c-32e6-4332-b31e-0f4039388533.jpeg" alt="Horta do Centro Cultural" class="image-inline" title="Horta do Centro Cultural" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Horta comunitária no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a> (GEAU) do IEA realiza no dia <strong>18 de outubro</strong>, das <strong>10h às 18h30</strong>, o <i>Encontro de Agricultura Urbana da USP</i>. A programação integra a <a class="external-link" href="http://semanact.mcti.gov.br/">Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</a>, que este ano tem como mote “A Ciência Alimentando o Brasil”.</p>
<p>Além de debates e oficinas sobre aspectos variados envolvendo a produção de alimento em ambiente urbano, haverá <span>trocas de sementes e mudas, </span><span>uma feira de </span><span>produtos orgânicos e veganos e exibição de vídeos.</span></p>
<p><span>"Apresentaremos os trabalhos que os participantes do GEAU vêm conduzindo. Faremos um seminário também para discutir modos de produção sem agrotóxicos. Haverá ainda filmes, fotos e oficinas temáticas. Durante todo o encontro, teremos uma feira de alimentação orgânica", diz a professora</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a><span>, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, coordenadora do GEAU.</span></p>
<p>“Panorama da Agricultura Urbana em São Paulo: as Contribuições do GEAU/IEA-USP” é o título da conferência de abertura ministrada por Mauad. N<span>a sequência, a vice-coordenadora do GEAU e professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-de-marcos" class="external-link">Valéria de Marcos</a><span>, fará o debate “Agricultura Urbana: afinal, o que é isso?”.</span></p>
<p>Outros debates contarão com a participação de diversos integrantes do GEAU, além de representantes da Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo.</p>
<p>O encontro ocupará um espaço no novo prédio do Centro de Difusão Internacional da USP, construído em frente à Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O endereço é avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.</p>
<p> </p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong>Abertura </strong></p>
<p><strong>-10h - 12h30 - </strong>Panorama da agricultura urbana em São Paulo: as contribuições do GEAU/IEA</p>
<p>Panorama da agricultura urbana em São Paulo - Thais Mauad, profa. Dra. da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do GEAU.</p>
<p>Agricultura urbana: afinal, o que é isso? - Valeria de Marcos, profa. Dra. do departamento de Geografia da FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU.</p>
<p>Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo - Angélica Nakamura, mestranda em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>Agricultura urbana como ativismo - Gustavo Nagib, doutorando em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>A influência da poluição do ar nas hortas comunitárias urbanas - Luís Amato, doutorando em patologia da Faculdade de Medicina da USP.</p>
<p>Hortas, serviços ambientais e biodiversidade - Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP.</p>
<p>Redes, ideias e governança na agricultura urbana: os casos de São Paulo, Toronto e Montreal - Lya Porto, doutoranda da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Oficinas</strong></p>
<p><strong>13h-13h30</strong>: Abelhas sem ferrão e sua importância na agricultura urbana. Gerson Pinheiro, presidente e idealizador do SOS Abelhas sem Ferrão.</p>
<p><strong>13h30-14h:</strong> Vamos florir a USP? Oficina de bombas de sementes. Lara Freitas</p>
<p><strong>14h-16h:</strong> Conheça as PANCUSPs: As PANCS no espaço da USP. Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP e membro do GEAU/IEA.</p>
<p><strong>Filmes</strong></p>
<p><strong>13h30:</strong> “Apart-Horta” (duração: 55 minutos). Com a presença da Diretora Cecilia Engels</p>
<p><strong>15h-16h</strong>: “Saindo da Caixinha” (duração: 25 minutos). Com roda de conversa com a profa. Dra. Cláudia Bógus, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.</p>
<p><strong>Encerramento</strong></p>
<p><strong>16h30-18h:</strong> Alternativas sustentáveis, justas e saudáveis para alimentar o mundo. Profa. Dra. Adelaide Cassia Nardocci (FSP-USP). Profa. Dra. Valeria de Marcos (FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU). Rosana Fernandes, reitora da Escola Nacional Florestan Fernandes. Pedro Almeida, agricultor urbano da Associação de Agricultores da Zona Leste.</p>
<p><strong>Ato simbólico final - </strong><span>18h</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Encontro de Agricultura Urbana da USP - Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</strong><br /></i><i><strong>Das 10h às 18h30 - </strong></i><i><strong>Centro de Difusão Internacional da USP<br /></strong></i><i><strong>Avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.<br /><br /></strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-10T20:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/agricultura-urbana-rennes-montreal-sao-paulo">
    <title>Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/agricultura-urbana-rennes-montreal-sao-paulo</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A prática da agricultura urbana promove mudanças benéficas na estrutura social, econômica e ambiental do local onde ela se instala. Entretanto, sua concretização depende fundamentalmente de decisões políticas e da implementação de ferramentas e dispositivos para viabilizá-las.</p>
<p>Neste debate, pretende-se aprofundar como outras cidades do mundo, em particular Rennes (França) e Montreal (Canadá), estão fomentando projetos e iniciativas voltadas para o desenvolvimento de empreendimentos sociais e de ações comunitárias.</p>
<p>O objetivo deste encontro é apresentar boas práticas de agricultura urbana e como estas foram estruturadas por intermédio de serviços, negócios sociais e políticas públicas. Com base nessas apresentações, promover-se-á, também, um debate com o público presente a fim de articular ações para a melhoria de ações públicas em torno da agricultura urbana em São Paulo, que vive um momento-chave para o direcionamento da gestão pública, das iniciativas sociais e do posicionamento acadêmico.</p>
<p><b>O debate</b> será organizado em três partes:</p>
<p><b>Parte 1 - 15h às 16h15</b></p>
<p>Apresentação oral dos casos internacionais e apresentação oral dos convidados, que estruturam e articulam suas próprias atividades com políticas públicas e demais dispositivos formais e informais.</p>
<p>Mediação: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-nagib" target="_blank">Gustavo Nagib</a></p>
<ul>
<li>Agricultura Urbana em      Rennes: atores, práticas e políticas públicas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giulia-giacche" target="_blank">Giulia Giacchè</a> </li>
<li>Agricultura Urbana em      Montreal: atores, práticas e políticas públicas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lya-cynthia-porto-de-oliveira" target="_blank">Lya Porto</a></li>
<li>Hortas urbanas e      compostagem: atualidade e perspectivas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-visoni" target="_blank">Claudia Visoni </a></li>
<li>Empreendedorismo e      cooperação na agricultura, o caso da Cooperapas – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-marcoratti" class="external-link">Valéria Marcoratti</a></li>
<li>Empreendedorismo e      cooperação na agricultura, o caso da Associação dos Produtores da Zona      Leste – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andreia-perez-lopes" class="external-link">Andreia Perez Lopes</a> </li>
<li>Agricultura Urbana na      cidade de São Paulo: o poder público em ação – <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-henrique-marinho-meira" class="external-link">Luís Henrique Marinho Meira</a> (COSAN) </li>
<br /> 
</ul>
<p><b>Parte 2 - 16h30 às 17h30</b></p>
<p>Debate aberto entre pesquisadores, convidados e público: "<b><i>Como podemos aprimorar os serviços e as estruturas de agricultura urbana em São Paulo à luz de casos internacionais?</i></b>".</p>
<p><b>Parte 3 - 17h30 às 18h</b></p>
<p>Resoluções possíveis e encerramento.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-07T19:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-articulacao-social-e-poder-publico-em-pauta">
    <title>Agricultura urbana, articulação social e poder público em pauta</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-articulacao-social-e-poder-publico-em-pauta</link>
    <description>Valorização e regularização do agricultor, mercado de orgânicos e criação de um fórum permanente de horticultores foram temas levantados no dia 11 de novembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-organica-lufa-farms-1" alt="Agricultura orgânica - Lufa Farms - 1" class="image-inline" title="Agricultura orgânica - Lufa Farms - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Produção de tomates na Lufa Farms, Laval, norte de Montreal, no Canadá</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para os agricultores presentes no debate sobre agricultura urbana no IEA, no dia <strong>11 de novembro</strong>, a reinserção do conceito de zona rural no Plano Diretor Estratégico de 2014 foi uma medida relevante, mas não suficiente para promover a horticultura na capital paulista. O encontro <i>Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</i> reuniu integrantes do Grupo de Estudos em <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Agricultura Urbana (GEAU)</a> do IEA, representantes de associações e cooperativas agrícolas, educadores, agricultores familiares, hortelões, pesquisadores e representantes de organizações não governamentais.</p>
<p>“O Plano Diretor Estratégico de 2014 voltou a reconhecer a existência de zona rural e isso é um avanço. Mas ainda falta a oficialização e regularização das hortas urbanas comunitárias. A prefeitura precisa reconhecer oficialmente a existência dessas hortas. Precisamos de mais parcerias através de cooperativas e universidades para viabilizar pequenos planos de negócio para os agricultores”, disse André Biazzotti, integrante do Movimento Urbano de Agroecologia (Muda SP).</p>
<p>A partir de 2014, o Plano Diretor Estratégico reinseriu o conceito de zona rural na cidade de São Paulo, que havia sido retirado no documento de 2002. A legislação passou a reconhecer a existência de áreas rurais, numa parcela de 30% do total do município, ou 445 quilômetros quadrados. Isso é importante não só pelas mudanças na organização do espaço, como também no reconhecimento dos direitos concedidos aos produtores agrícolas.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Notícia</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-experiencia-de-montreal-e-rennes-na-agricultura-urbana" class="external-link">A experiência de Montreal e Rennes na agricultura<br />urbana</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao" class="external-link">Vídeo </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao-11-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Biazzotti e outros hortelões presentes na plateia apresentaram sugestões para viabilizar a horticultura urbana em São Paulo. “Precisamos construir uma articulação através de um fórum permanente para canalizar um diálogo consistente junto aos órgãos públicos. Também não pode faltar um mapeamento para evidenciar os agricultores que ainda não acessam essa rede que começa a ser construída”, concluiu Biazzotti.</p>
<p>A sistematização da agricultura urbana em São Paulo foi justamente um dos temas centrais tratados em junho deste ano durante a<a class="external-link" href="http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/CARTILHARURAL.pdf"> 1ª Conferência Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável da Cidade de São Paulo</a>, conforme explicou o engenheiro agrônomo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-henrique-marinho-meira" class="external-link">Luis Henrique Marinho Meira</a>, especialista em Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Paulo e participante da mesa de debates.</p>
<p>“Naquela conferência discutimos a criação de um cadastro de terras disponíveis na cidade para a horticultura. A ideia é disponibilizar terrenos da prefeitura e também áreas de concessão, como as que ficam no entorno das linhas da Eletropaulo, Sapesp e outras. A proposta seria a Prefeitura gerenciar o cadastro dos agricultores, de forma a viabilizar a regularização e a gestão da atividade através de um termo de cooperação com as concessionárias. Mas esse diálogo não avançou”, disse Meira.</p>
<p>Para Meira, apesar dos esforços, as políticas públicas urbanas não foram estruturadas como intervenção no mundo rural. “Para citar um exemplo, o departamento de agricultura do município não tem estrutura nem orçamento próprios. Seus cargos são genéricos, não estritamente relacionados à atividade agrícola, e vieram da antiga supervisão de abastecimento. Não é um organograma específico. Tivemos alguns programas pontuais nesse ano. E a partir de uma emenda para uma campanha contra agrotóxicos tivemos nosso primeiro orçamento, algo como R$ 100 mil que se desdobrou em muitas atividades”, citou Meira.</p>
<p>Segundo o engenheiro agrônomo, a Casa Agrícola de Parelheiros “é o único local onde nossa atuação está mais próxima de uma assistência rural extensionista, em que há uma equipe permanente e método de trabalho, ao contrário de outros locais”, disse. “Esse debate não é novo. A assistência técnica no campo está mais consolidada no plano federal, em especial pelo atendimento aos assentamentos dos Sem Terra. Mas há muito por fazer nessa área”, disse Meira.</p>
<p>A Prefeitura atua junto aos agricultores com bolsas sociais de capacitação e a ajuda de parcerias. “As políticas públicas são fragmentadas e dependemos de bolsas para capacitação de pessoal. Mas não há estrutura de fomento às hortas. Dependemos muito dos arranjos entre os parceiros da Prefeitura porque isso dinamiza as atividades. Mas precisamos aperfeiçoar o processo, independentemente de governos”, afirma Meira.</p>
<p><strong>Mananciais e mercados </strong></p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-marcoratti" class="external-link">Valéria Marcoratti</a>, presidente da Cooperapas Agricultura Orgânica Parelheiros, a união foi a forma que os agricultores do extremo sul da capital paulista encontraram para viabilizar seus pequenos negócios. Com a ajuda da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da USP, em 2007, os agricultores daquela região passaram a frequentar cursos de capacitação em agroecologia para que fizessem a transição para o cultivo de orgânicos. “Somos 34 cooperados numa região com mais de 400 agricultores. Com a cooperativa agora temos mais força e reconhecimento”, disse.</p>
<p>A novidade na Associação de Agricultores da Zona Leste (AAZL), entidade especializada em produtos orgânicos, é o interesse de jovens querendo virar agricultores, contou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andreia-perez-lopes" class="external-link">Andreia Perez Lopes</a>, bióloga e agricultora. “Há cooperados que já tinham na família a tradição do trabalho no campo. Vieram para a cidade como pedreiros, motoristas, domésticas, mas agora estão retomando o trabalho com a terra. A novidade é que a associação tem recebido muitos jovens querendo atuar profissionalmente na agricultura urbana”, disse.</p>
<p>Na vila Nova Esperança, extremo oeste da capital, o trabalho colaborativo na horta comunitária começou em 2013 para promover educação ambiental. No início, poucos aderiram à ideia. Mas foi o suficiente para fazer a limpeza de um terreno baldio, “ponto viciado de lixo”, onde seria construída a horta, relatou a agricultora Maria de Lourdes Andrade de Souza, a Lia, presidente da associação de moradores local.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/geau-maria-de-lourdes-andrade-de-souza" alt="GEAU Maria de Lourdes Andrade de Souza" class="image-inline" title="GEAU Maria de Lourdes Andrade de Souza" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Foi o suficiente para fazer a limpeza de um terreno baldio, ponto viciado de lixo", disse Lia, da horta da vila Nova Esperança</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Quando os resultados começaram a aparecer, todo mundo entrava na fila para ganhar alimento, até os que</p>
<p>não ajudavam em nada. Daí criamos a moeda social Esperança. Quem ajuda na manutenção da horta é remunerado e troca por legumes e hortaliças fresquinhas. Tudo o que vem de graça parece que não tem valor. Então estamos ensinando a valorização da terra. Tudo isso está unindo muito a comunidade”, diz Lia.</p>
<p>No lugar do entulho de lixo, além da horta da vila Nova Esperança é possível ver também uma composteira e um viveiro de mudas. Em breve, um pesqueiro fará parte da paisagem, conta Lia.</p>
<p>A plateia sugeriu iniciativas para coibir o vandalismo nas hortas comunitárias e a ideia de conscientizar e educar foi a forma mais citada para evitar roubos de mudas e produtos. “Essa atitude é um reflexo da relação da sociedade brasileira com o espaço público. Conversar com as pessoas tem adiantado nas hortas onde atuo como voluntária”, disse a hortelã <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-visoni" class="external-link">Cláudia Visoni</a>, que falou sobre sua experiência à frente da horta das Corujas, na vila Beatriz, zona oeste da capital.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Prefeitura buscará integrar mercados com projeto premiado de plataforma digital</strong></p>
<p>Numa audiência pública realizada na Câmara Municipal no dia 28 de novembro, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco, disse que a Prefeitura da cidade de São Paulo está desenvolvendo uma plataforma para fomentar a venda dos produtos de agricultores familiares. “Queremos conectar a produção rural com a zona urbana, articulando os produtores com os restaurantes que estão voltados a um cardápio mais qualificado e baseado em orgânicos”, disse o secretário, segundo <a class="external-link" href="http://www.camara.sp.gov.br/blog/valorizacao-das-zonas-rurais-e-discutida-em-audiencia-publica-na-camara/">nota publicada no site da Câmara Municipal</a> de São Paulo.</p>
<p><span>A plataforma digital mencionada por Franco é nada menos do que o projeto da Prefeitura de São Paulo ganhador do <a class="external-link" href="http://capital.sp.gov.br/noticia/sao-paulo-recebe-premio-mayors-challenge-2016-da-bloomberg-philanthropies">Prêmio Mayors Challenge 2016 da Bloomberg Philanthropies</a>, anunciado no dia 30 de novembro, em Ciudad del Mexico. A instituição concedeu US$ 5 milhões para a execução do projeto, que tem como foco o desenvolvimento econômico da zona rural paulistana e a proteção das áreas de mananciais da cidade.</span></p>
<p><span>A proposta, intitulada “Ligue os Pontos”, pretende conectar toda a cadeia de valor da agricultura urbana, com o objetivo de facilitar e ampliar a distribuição do alimento produzido por agricultores familiares das áreas urbanas e periurbanas da cidade. Envolveu soluções de logística e tecnologia para a articulação entre produtores agroecológicos e orgânicos, distribuidores e consumidores. A assessoria de imprensa do gabinete da Prefeitura não informou quando será feita a implantação da plataforma digital.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outra sugestão foi a criação de cultivares orgânicos em áreas de nascentes visando à proteção dos mananciais paulistas. Houve ainda intervenções para incentivar o uso das podas de árvore na adubação das hortas da cidade.</p>
<p>“Já existe uma lei de autoria do vereador Gilberto Natalini (PV-SP), atual secretário do Verde, proibindo enviar as podas de árvores para aterros. Então agora é o momento de conversar com ele para viabilizar o uso desse material nas hortas”, disse Visoni. A lei 14.723, de 2008, instituiu o Programa de Aproveitamento de Madeira de Podas de Árvores para reduzir o acúmulo de material orgânico nos aterros e economizar inúmeras viagens de caminhões da prefeitura no transporte desse tipo de produto.</p>
<p>Os participantes lembraram a importância dos espaços de comercialização, como feira livres e mercados. “Os mercados municipais deveriam ter uma área para a agroecologia urbana e isso é um ato administrativo que não precisa de orçamento. Outras medidas deveriam fortalecer as compras escolares desses produtores de forma a executar de fato o que já está previsto em lei. Muitas escolas gastam dinheiro para capinar terreno e deveriam direcionar essas áreas para hortas. Os agricultores conveniados com a prefeitura poderiam produzir mais e teriam ganho de escala. As feiras livres deveriam inclusive incentivar a troca de produtos e a logística solidária em circuitos aproximados”, disse Regiane Nigro, do Instituto Kairós.</p>
<p> </p>
<p><strong>A força da articulação coletiva em Rennes e Montreal</strong></p>
<p>Com a mediação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-nagib" class="external-link">Gustavo Nagib</a>, integrante do GEAU, o debate <i>Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação?</i> trouxe os relatos das pesquisadoras do GEAU <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giulia-giacche" target="_blank">Giulia Giacchè</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lya-cynthia-porto-de-oliveira" target="_blank">Lya Porto</a>, que mostraram as experiências de diversos tipos de hortas urbanas em Rennes, noroeste da França, e Montreal, na província de Quebec, no sudeste do Canadá.</p>
<p>Além da língua – apesar de pertencer a um país de língua inglesa, Montreal tem o francês falado correntemente junto com o inglês – essas duas cidades possuem em comum o fato de terem uma grande concentração de estudantes. Os inúmeros projetos apresentados pelas pesquisadoras demonstraram a integração das políticas públicas, de forma que a agricultura urbana se insere organicamente nas políticas municipais.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-organica-lufa-farms-2" alt="Agricultura orgânica - Lufa Farms 2 " class="image-inline" title="Agricultura orgânica - Lufa Farms 2 " /></th>
</tr>
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<p><strong>Runaway Creek Farms, um dos pontos de distribuição da Lufa Farms, de Montreal</strong></p>
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</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nos casos citados, a gestão dos espaços de agricultura urbana é coletiva. O poder público participa ativamente por meio de financiamentos de negócios sociais, fornecimento de insumos, de terrenos ou mão de obra e assistência técnica, mostraram as pesquisadoras.</p>
<p>“Rennes votou na Câmara Municipal que quer se tornar uma cidade comestível. O programa Incredible Edible identificou 50 ações para a cidade se tornar comestível e a Prefeitura se engajou para cumprir essas 50 ações necessárias”, disse Giacchè.</p>
<p>A meta em Rennes é chegar a uma produção de 40% de orgânicos e à redução de 50% do desperdício de alimentos. Uma das formas de atingir essa meta foi a Prefeitura disponibilizar terrenos para a agricultura urbana – atualmente são 19 hectares em regiões periféricas – e a própria comunidade cria associações para gerir essas áreas.</p>
<p>A Prefeitura também atua com concessões de terras, que são geridas por associações, caso do <i>Vert le Jardin</i>, que atualmente possui 95 horticultores associados, que também partilham sementes. No projeto <i>Embellissons nos mur</i>, a Prefeitura estimula o cultivo em calçadas e paredes, fornecendo implementos e até quebrando a calçada para o plantio.</p>
<p>A plataforma digital <i>Prêter son Jardin.com</i> reúne cidadãos que têm terra para plantar, mas não têm tempo e aqueles que querem plantar, mas não possuem espaço. Há também os galinheiros coletivos e negócios sociais apoiados pela Prefeitura para a produção de sementes orgânicas e mel.</p>
<p>A compostagem geralmente acompanha a maioria dos projetos. Do orçamento anual da Prefeitura, 5% é destinado às chamadas publicas. Todos os cidadãos votam pela internet e os vencedores implementam seus projetos de agricultura, hortas suspensas e projetos sociais.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/geau-2/@@images/a538cd7e-ab2c-4118-bca1-32797449edf3.jpeg" alt="GEAU 2" class="image-inline" title="GEAU 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong> Giulia Giacchè (esq.) e Lya Porto, do GEAU, mostraram as experiências de Rennes e Montreal</strong></p>
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</tbody>
</table>
<p>projeto de alimentação positiva em Rennes, parceria da Prefeitura com uma associação de produtores orgânicos, seleciona e acompanha 30 famílias para engajá-las no consumo de alimento saudável. O objetivo é demonstrar que é possível comprar orgânicos por preços menores ou iguais aos produtos convencionais.</p>
<p>Montreal tem alguma dificuldade de integrar as políticas públicas da cidade, pois a gestão municipal é descentralizada. Os movimentos sociais lutam atualmente por ações mais planejadas do poder público e com isso há um forte engajamento comunitário, mostrou Lia Porto.</p>
<p>Existem 400 iniciativas de apicultura na cidade canadense, onde a agricultura urbana ocupa 1,5% do território. As hortas familiares remontam à década de 1970.  Um comitê gestor é responsável pela compra de insumos, manutenção das hortas e articulação de novos membros. Os participantes pagam em média US$ 20 dólares mensais para compras em geral. Há um total de 97 horticultores nesse esquema e 8.500 pessoas envolvidas.</p>
<p>Mas a demanda para esses espaços é muito alta e há uma fila de sete anos de espera para novos membros. Com isso, surgiram as hortas coletivas, organizadas e geridas coletivamente em parceria com igrejas, restaurantes e departamentos municipais. Atualmente, esse tipo de organização soma 75 hortas em Montreal.</p>
<p>Há também hortas comunitárias em que cada gestor de canteiro decide o que plantar. Geralmente são estrangeiros que plantam alimentos não convencionais, de forma que podem seguir a alimentação conforme sua cultura e tradições.</p>
<p><i>Increadible Edible, Le Mange Trottoir, Partage ta terre, Cycle Alimenterre, Le Fruits Défendus</i> são alguns dos movimentos urbanos de Montreal voltados ao plantio coletivo. Também recebem apoio da Prefeitura, seja como treinamento para plantio e colheita, ou na distribuição e comercialização dos alimentos, mostrou Porto.</p>
<p><i>O Lufa Farms</i>, um tipo de “fazenda em telhado”, são estufas que permitem o plantio durante o ano todo. Fora dessas estufas, só é possível plantar por seis meses devido ao clima frio. As parcerias disponibilizam aos produtores 355 pontos de entrega, como lanchonetes, cafés, restaurantes e mercados.</p>
<p>O projeto <i>Eco Quartier</i> da Prefeitura estimula e gere múltiplos projetos ambientais e de agricultura urbana voltados à transformação de ruas em espaços verdes.</p>
<p>Há também financiamentos públicos para projetos sociais em Montreal. As empresas sociais e cooperativas atuam em uma diversidade de projetos sociais, envolvendo financiamentos da Prefeitura para o cultivo de cogumelo, apicultura, cozinhas comunitárias, compostagem e até distribuição de bicicletas.</p>
<p>As pesquisadoras mostraram também as formas de engajamento das universidades na questão da agricultura urbana, com as escolas oferecendo pesquisas sobre hortas e estufas, além de cursos, oficinas educativas e projetos comunitários.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Questão Agrária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-02T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/horticultura-urbana-comunitaria">
    <title>Horticultura urbana comunitária ainda é vista como atividade clandestina em São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/horticultura-urbana-comunitaria</link>
    <description>Variedades de plantas, áreas mais apropriadas para cultivo, práticas de manejo e tecnologias seguras para a horticultura urbana foram temas debatidos na Faculdade de Medicina da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fmusp-horta-urbana" alt="FMUSP - Horta urbana" class="image-inline" title="FMUSP - Horta urbana" /></th>
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<tr>
<td>
<p><strong>Pesquisadores de Melbourne fazem visitas técnicas em hortas da capital paulista. Na foto, a horta da FM-USP. </strong></p>
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</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">A agricultura urbana (AU) provê 20% do alimento consumido no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Em franca expansão nas capitais mundiais, a atividade representa a retomada de uma prática que já foi muito comum em tempos de guerra e crise. São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro vêm dando o exemplo entre as metrópoles brasileiras, com hortas que inclusive geram renda para as famílias. Florianópolis (SC) inovou ao criar a gestão de resíduos orgânicos integrada à horticultura. Porém, as inúmeras iniciativas ainda carecem de apoio institucional e governamental, contrariando as recomendações da FAO, que considera a agricultura urbana uma estratégia vital para a qualidade de vida em países pobres.</p>
<p style="text-align: justify; ">Se nos países desenvolvidos a produção de alimentos nas cidades ainda é considerada um aprendizado, no Brasil não é diferente. Horticultores urbanos e pesquisadores ainda têm dúvidas sobre as variedades de plantas e áreas mais adequadas para o cultivo, ou as práticas de manejo e tecnologias mais apropriadas e seguras para a produção de alimento em ambiente urbano. Esses temas e também os resultados de uma pesquisa sobre os impactos da poluição atmosférica em hortas da cidade de São Paulo foram debatidos na Faculdade de Medicina (FM) da USP, no dia <strong>15 de junho</strong>, durante o seminário <i>Conhecendo a Agricultura Urbana em São Paulo e Melbourne</i>.</p>
<p style="text-align: justify; ">O recém-criado <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana?searchterm=grupo+de+estudos+agricultura+" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana (GEAU)</a> do IEA reuniu no encontro pesquisadores da USP e professores da Universidade de Melbourne, Austrália, além da jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-visoni" class="external-link">Cláudia Visoni</a>, pioneira e ativista em agricultura urbana em São Paulo e responsável pela Horta das Corujas da Vila Madalena, criada há quase quatro anos na capital paulista.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/claudia-visoni" alt="Claudia Visoni" class="image-inline" title="Claudia Visoni" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Jornalista Cláudia Visoni: horticultura em São Paulo é essencialmente uma ação política afirmativa e carece de apoio e reconhecimento da sociedade.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">“Toda a atenção sobre a atividade é muito recente e funciona em grande parte pelo envolvimento de voluntários. Não há dados oficiais sobre o montante de alimento produzido ou o número e a localização das hortas em São Paulo. É como se fôssemos clandestinos. Somos tolerados pela Prefeitura, mas não oficializados ainda. Em termos de políticas públicas, as iniciativas e leis a respeito não são integradas e os investimentos são insuficientes. Faltam reconhecimento e visão dos nossos gestores públicos”, disse Cláudia.</p>
<p style="text-align: justify; ">A jornalista, que para sua palestra recebeu a difícil missão de apresentar um panorama e os números da horticultura urbana em São Paulo, destacou o papel da academia no processo de afirmação da prática no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Por aqui, a horticultura urbana é mais uma ação política afirmativa do que uma atividade importante para a produção de alimento. Infelizmente, ainda há muita incompreensão e preconceito. Parece que algumas pessoas não entendem que hortas comunitárias podem ser um meio de melhorar a qualidade de vida, a saúde e até a violência nas áreas urbanas. E quando a academia se debruça sobre algum tema, isso chama a atenção do poder público e da sociedade. É muito importante a criação desse grupo de estudos e o fato de estarem pesquisando o assunto”, disse Cláudia.</p>
<p style="text-align: justify; ">A coordenadora do GEAU-IEA-USP e professora da FM-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a>, pretende aprofundar o tema e para isso está firmando parceria com pesquisadores australianos. “A Universidade tem o dever de prover as melhores técnicas e informações, a fim de que a sociedade seja capaz de se abastecer de alimentos saudáveis produzidos em ambiente urbano. Por isso estamos realizando uma parceria com a Universidade de Melbourne, que está muito adiantada nesse sentido. A academia precisa seguir o que as sociedades querem e precisam”, disse Thais.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Já que o movimento de agricultura urbana está apenas começando no Brasil, nada melhor do que começar acompanhado de estudos que possam avaliar a segurança dos cultivos. A poluição atmosférica não é uma questão em Melbourne, mas já existem muitos estudos sobre contaminação do solo. As motivações que impulsionam a agricultura urbana variam conforme o lugar. Mas a qualidade do alimento produzido interessa a todos”, disse o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adrian-hearn">Adrian Hearn</a>, da Escola de Estudos Latino Americanos e Hispânicos da Universidade de Melbourne, que apresentou visões sobre a agricultura urbana no Brasil, Austrália e China.</p>
<p style="text-align: justify; ">Melbourne se orgulha de ser apresentada ao mundo pela quinta vez consecutiva como a melhor cidade para se viver, segundo ranking da revista <i>The Economist</i>. Para manter essa reputação, as políticas públicas incentivam fortemente práticas saudáveis como a horticultura urbana, disse Hearn.</p>
<p style="text-align: justify; ">O aspecto multicultural da Austrália vem impulsionando estudos sobre o cultivo de plantas que não são comumente encontradas nos supermercados. Para uma população que conta com uma miscigenação de 53 países catalogados oficialmente e que carrega a herança de 300 povos ancestrais, interessa introduzir variedades que possam atender a essa mescla, tanto pelos aspectos culturais como educacionais e históricos. O tema foi tratado por outro convidado australiano, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/chris-williams" class="external-link">Chris Williams,</a> também professor da Universidade de Melbourne, responsável pela projeto de pesquisa “Edible Landscapes and the Burnley Novel Crops Project”.</p>
<p style="text-align: justify; ">“É preciso dizer que a AU não se resume a apenas uma tendência ou um tipo de moda nas grandes cidades. Existem questões importantes envolvendo técnicas de cultivo, educação, cultura e segurança alimentar”, enfatizou Williams.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: center; ">Poluição e  hortas urbanas</h3>
<p style="text-align: justify; "><span><span>A horticultura urbana está associada a inúmeros benefícios como a educação ambiental, o reaproveitamento de resíduos orgânicos por meio da compostagem, hábitos alimentares mais saudáveis, refúgio para microfauna e avifauna, além de constituir ambientes de lazer e integração social, entre muitos outros. Porém, algumas externalidades devem ser consideradas no cultivo de alimentos em ambiente urbano, entre eles a poluição atmosférica e a contaminação do solo, citou o doutorando Luis Fernando Amato-Lourenço, durante sua palestra, no dia </span><strong>15 de junho</strong><span> na FM-USP.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; ">O pesquisador avaliou a influência da poluição atmosférica na constituição química de vegetais produzidos em hortas urbanas de São Paulo. O <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/the-influence-of-atmospheric-particles-on-the-elemental-content-of-vegetables-in-urban-gardens-of-sao-paulo-brazil" class="external-link">artigo </a>assinado com diversos autores buscou entender até que ponto a contaminação e absorção de certos elementos pelos vegetais poderiam representar riscos à saúde humana, tendo em vista os padrões de toxicidade alimentar aceitos internacionalmente.</p>
<p style="text-align: justify; "><span><span>O estudo quantificou a concentração de 17 elementos químicos absorvidos pela couve (</span><i>Brassica oleracea L</i><span>) e pelo espinafre (</span><i>Spinacia oleracea</i><span>), produzidos em 10 hortas em diferentes localidades de São Paulo. Piracaia, interior do estado, foi escolhido como local de controle por possuir baixos níveis de poluição atmosférica.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Os elementos analisados foram alumínio (Al), bário (Ba), cádmio (Cd), cromo (Cr), cobre (Cu), manganês (Mn), chumbo (Pb), rubídio (Rb), zinco (Zn), níquel (Ni), arsénio (As), ferro (Fe), cálcio (Ca), magnésio (Mg), fósforo (P), sódio (Na) e potássio (K). Essas substâncias foram escolhidas por sua relevância para a biologia da planta e pela presença de partículas associadas à combustão de combustíveis emitidos por veículos automotores.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span><span>A pesquisa utilizou como biomonitor ativo a chamada barba-de-velho ou cravo-do-mato (</span><i>Tillandsia usneoides L</i><span>), um tipo de planta aérea da família das bromélias que cresce nos ramos das árvores.  A espécie é considerada um biomonitor confiável de poluição do ar por não ter contato direto com o solo, tirando água e nutrientes da atmosfera e sendo altamente tolerante à acumulação de metais pesados.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Não foram utilizados esterco, fertilizantes ou pesticidas durante todo o período do estudo. Os pesquisadores cobriram o solo com fibra de coco para evitar a suspensão de elementos do solo por gotas de água. Todas as espécies foram caracterizadas quimicamente por meio Espectrometria de Massa (ICP-MS), a fim de detectar a concentração de fundo dos elementos químicos, antes da exposição nas hortas em questão.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>A cada 30 dias de crescimento e exposição (30, 60 e 90 dias), as folhas mais velhas foram colhidas a partir do fundo de cada planta e lavadas em água isenta de carga destilada e iônica para eliminar as partículas do solo e quaisquer outros contaminantes. Foram pesadas, congeladas a 20 ° C negativos e enviadas para a caracterização química pelo método ICP-MS. O solo também foi amostrado para verificar a influência do pH na biodisponibilidade dos metais.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span><span> </span><span>O estudo adotou certos critérios para caracterizar o ambiente urbano no entorno das hortas analisadas. Cada local foi georreferenciado a fim de detectar num raio de 500 metros as características das ruas e avenidas. As variáveis de tráfego como velocidade média atingida pelos veículos nessas vias foram obtidas a partir da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo. Foram quantificados os obstáculos no entorno das hortas, como a existência de árvores, edifícios e cercas naturais ou construídas.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Além disso, os dados de temperatura, umidade relativa, precipitação e velocidade do vento foram obtidos a partir das estações de monitoramento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).</span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Resultados</strong></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Após 30 dias de exposição, os resultados das medições na couve mostraram que as concentrações de alumínio e chumbo foram menores que as obtidas nos mesmos vegetais comprados em supermercados locais. No espinafre, as acumulações de alumínio, chumbo e zinco foram inferiores àquelas dos supermercados.  Porém, alguns elementos como cobre, manganês, rubídio e cádmio, entre outros, foram maiores que os níveis das concentrações em vegetais dos supermercados.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>O estudo mostrou ainda que após 60 e 90 dias de exposição, diversos elementos químicos tiveram uma acumulação maior de certos metais em relação às concentrações encontradas nos vegetais de supermercados.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span><span> </span><span>A forte correlação entre as concentrações químicas encontradas nos vegetais folhosos analisados e a acumulação na </span><i>Tillandsia Usneoides L.</i><span> reforça a hipótese de que a absorção de partículas atmosféricas derivadas de emissões de veículos automotores representa uma importante fonte de contaminação de vegetais.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>“A carga de tráfego está associada à absorção de elementos químicos. Quanto maior a distância das hortas em relação às vias de tráfego mais denso, menor a acumulação de certos elementos químicos nos vegetais", afirmou.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span> Por outro lado, o pesquisador observa que os obstáculos verticais parecem afetar negativamente a absorção. Portanto, funcionam como barreiras à poluição do ar. </span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>"Devemos nos lembrar de que respiramos diariamente esse ar e que o problema não são as hortas e, sim, a poluição”, disse a orientadora do trabalho, a professora Thais Mauad.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luis-fernando-amato" alt="Luis Fernando Amato" class="image-inline" title="Luis Fernando Amato" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Amato-Lourenço: a carga de poluentes do ar </strong><strong><span style="text-align: justify; "><span>derivados de emissões veiculares </span>está associada à acumulação de certos elementos químicos nos vegetais.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">Os participantes do encontro também conheceram os <span>resultados de um estudo experimental sobre impactos da poluição atmosférica em hortas de São Paulo, assinado por</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-fernando-amato-lourenco" class="external-link"> Luis Fernando Amato-Lourenço,</a><span> doutorando da FM-USP e integrante do GEAU-IEA-USP. O </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/the-influence-of-atmospheric-particles-on-the-elemental-content-of-vegetables-in-urban-gardens-of-sao-paulo-brazil" class="external-link">artigo</a><span> tem a orientação da professora Thais e a coorientação do diretor do IEA, professor </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva,</a><span> além de parcerias com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto, e Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental (Inaira).</span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>“Caixa de Pandora”</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Na década de 1970, muitos se orgulhavam de viver naquela que era “a cidade que mais cresce no mundo”. A metrópole paulista, construída sob a marca do “progresso” e da negação à natureza ainda carrega uma mentalidade que coloca dificuldades para a prática da horticultura urbana, na opinião de Cláudia. “Há muito preconceito sobre produzir alimento com as próprias mãos. Falo por experiência própria. Isso parece abrir uma caixa de Pandora, porque muitos não entendem ou não aceitam lidar com a terra na cidade”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">O movimento da agricultura urbana comunitária deslanchou em São Paulo especialmente pelo ativismo nas redes sociais e pela atuação de associações comunitárias e organizações não governamentais, disse a jornalista. Responsável pela criação da página <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/groups/horteloes/?fref=ts">Hortelões Urbanos</a>, que congrega mais de 40 mil seguidores no Facebook, Cláudia contou que muitas hortas comunitárias e particulares nasceram a partir das discussões desse grupo virtual.</p>
<p style="text-align: justify; ">Citou o Movimento Urbano de Agroecologia, responsável pelo projeto Cidades Comestíveis, que em 2015 deu início à horta comunitária do Centro Cultural São Paulo (CCSP). Além de ajudar a mapear hortas de São Paulo através do projeto MudaSP, o grupo vem se dedicando a encontrar terrenos ociosos e a conectar pessoas com interesse de plantar alimento.</p>
<p style="text-align: justify; ">Cláudia destacou o papel da ONG Cidades Sem Fome, que facilita inúmeros projetos na Zona Leste da capital paulista e também no Sul do país, seja de hortas comunitárias, hortas escolares, estufas agrícolas ou mesmo incentivos a pequenos agricultores familiares. Uma das atividades técnicas do encontro incluiu a visita a algumas hortas em São Mateus, Zona Leste, apoiadas pela organização.</p>
<p style="text-align: justify; ">O mapa da cidade de São Paulo reconquistou áreas verdes em 2014, especialmente devido à expansão da agricultura periurbana nas zonas Sul e Leste, mostrou a jornalista. Mas a maioria das iniciativas não poderia, a rigor, ser chamada de horta comunitária. “Existem alguns tipos de horticultura em São Paulo que não constituem o modelo clássico de horta comunitária”, disse Cláudia</p>
<p style="text-align: justify; ">Mas a não oficialização das hortas comunitárias dificulta a compilação de dados. “Os únicos dados que obtive foram tirados de um guia de ecoturismo editado pela Secretaria do Turismo da Prefeitura”, disse. A hortelã contou com a ajuda do Instituto Kairós e reuniu informações sobre a horticultura urbana em São Paulo numa página <a class="external-link" href="https://pt.wikiversity.org/wiki/Portal:Agricultura_Urbana">Wiki</a>.</p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos tipos de horta existentes em São Paulo é o que a jornalista classifica de <span>agricultura periurbana profissional em ambiente rural</span>. São 420 unidades de produção agrícola (UPAs), segundo a Supervisão de Abastecimento e Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, sendo a maioria localizada na Zona Sul. Apenas 14 são produtores orgânicos certificados, sendo que 15% no total possuem assistência agrícola, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Muitos horticultores <span>constroem suas plantações em áreas inutilizadas ou negligenciadas, como terrenos baldios ou lotes de torres de eletrificação e de grandes tubulações de água. São famílias que constituem um grupo que Cláudia chama de <span>agricultura urbana profissional focada em geração de trabalho e renda. </span></span><span>Algumas entidades que congregam esses horticultores são a Associação de Agricultores do Jardim Damasceno, na Zona Norte, a Associação de Agricultores da Zona Leste, a Associação dos Produtores Orgânicos de São Mateus, e a Cooperapas Agricultura Orgânica Parelheiros. Grande parte deles também é apoiada por </span><span>ONGs, como Cidades Sem Fome e Instituto Kairós.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Além da Horta das Corujas, outras iniciativas comunitárias são a Horta do Ciclista, na Avenida Paulista; a Horta do Centro Cultural São Paulo; Horta da Saúde; Horta do Beco Cambuci; Horta da City Lapa; Horta da Mooca; Horta do BNH; Horta da Vila Nova Esperança; Horta do Shopping Eldorado; além de iniciativas em universidades como a Horta da FM-USP e outras no campus Butantã da USP como o projeto Criando Terra, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Por outro lado, a hortelã acrescenta que a agricultura profissional, tanto nos sítios de Parelheiros quanto na Zona Leste, é tão oficial que os produtores vendem nas feiras livres da cidade, com autorização e apoio da Prefeitura. "E estão surgindo várias políticas públicas para incentivá-los, como a Lei dos Orgânicos na Merenda, o Programa Agriculturas Paulistanas, a Conferência do Desenvolvimento Rural Sustentável. São iniciativas ainda fracas e não integradas. Mas já representam um avanço enorme diante do que acontecia há alguns anos", enfatiza.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">A hortelã lembrou o Projeto Escolas Mais Orgânicas, que atualmente conecta experiências de 13 escolas municipais que desenvolvem compostagem associada à horticultura. A plataforma é financiada pela Climate and Clean Air Coalition (CCAC) da United Nations Environment Programme (UNEP), com a consultoria da ONG Morada da Floresta.</p>
<p style="text-align: justify; ">Há diversos programas e leis regulamentando o tema, como o Programa de Agricultura Urbana e Periurbana criado pela Lei 13.727/04 e Decreto 51.801/2010, ou ainda a Lei 16.140/2016, que insere alimentação orgânica nas escolas municipais. Recentemente foram criados o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, e ainda a Casa da Agricultura Ecológica do Parque do Carmo e Parelheiros.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Infelizmente essas iniciativas do poder público são fracas porque não são integradas e recebem pouco apoio social, técnico e de recursos financeiros”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para a jornalista, ainda é prematuro introduzir o conceito de <i>allotments</i> no Brasil. Muito comuns na Europa e Estados Unidos, são loteamentos arrendados ou áreas públicas disponibilizadas para a horticultura familiar, para a obtenção de alimento e renda. “Acredito que as pessoas entenderiam como uma apropriação do espaço público, o que poderia dar briga”, afirma.</p>
<p style="text-align: justify; ">O mais importante no momento é manter a ação afirmativa da horticultura urbana e atrair mais pessoas para a atividade. “A melhor parte disse tudo é conectarmos pessoas, que se tornam parceiras, ou amigas, seja pela atividade profissional ou pelo voluntariado. Dividimos o sonho de que um dia todos poderão viver numa cidade mais verde e ter acesso à comida orgânica produzida localmente, e não apenas aqueles que podem pagar ou cultivar”, finalizou.</p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><span><strong>De Melbourne a Pequim</strong></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Em 2050, 66% das pessoas estarão vivendo nas cidades, quando então a população do planeta deverá estar próxima de 9 bilhões de pessoas. Num mundo lotado, a segurança alimentar, a escassez de água e de energia serão os grandes desafios colocados para as cidades. Nesse cenário, as iniciativas de horticultura urbana vêm sendo incentivadas por governos e organizações internacionais.</span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/adrian-hearn" alt="Adrian Hearn" class="image-inline" title="Adrian Hearn" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Adrian Hearn, da Universidade de Melboune, vê relação entre o crescimento do agribusiness e a expansão do movimento da agricultura urbana.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">“Insights from urban agriculture in Brazil, Australia and China” foi o tema da palestra do professor Hearn, que mostrou uma importante relação entre o crescimento do comércio exterior de parceiros de peso como América Latina, China e Austrália, e a expansão da horticultura urbana nos grandes centros.</p>
<p style="text-align: justify; ">Lembrou que o plano nacional da China estabelecido em 2014 tem como meta uma urbanização de 60% até 2020, quando cerca de 1,43 bilhão de pessoas estarão vivendo nas cidades.</p>
<p style="text-align: justify; ">"Por traz disso há uma lógica econômica de produzir sociedades em torno do crescimento do consumo. As pessoas precisam consumir mais para manter a economia crescendo, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Hearn, a China prevê importações da ordem de 10 bilhões de dólares em 2019 em recursos básicos, entre eles, alimentos. "Não é por acaso que América Latina e China e também China e Austrália se tornaram os maiores parceiros de comércio internacional nos últimos anos. Grande parte disso está ligado ao <i>agribusiness</i>. Mas precisam avaliar que tipo de comida gostariam de comer e quais as consequências globais em razão de tamanha demanda por alimento”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os casos de contaminação de itens alimentares em Pequim tem impulsionado a demanda por alimentos saudáveis e orgânicos. Com isto, a AU cresceu 6,1% ao ano, segundo o Beijing Statistical Yearbook de 2013, citou.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na visão de Hearn, o crescimento do comércio exterior e em especial do agribusiness está estreitamente ligado à expansão da AU, na medida em que o movimento de migração do campo acaba levando para as cidades profissionais ou pessoas que se identificam com a atividade agrícola. A premissa é verdadeira para o caso de Rosário, Argentina, e Belo Horizonte, Minas Gerais, citou.</p>
<p style="text-align: justify; ">“A migração campo-cidade coincide com a expansão da agricultura urbana e o movimento de cidades verdes. Quando a agricultura da soja aumentou, houve migração interna e os agricultores, tanto de Belo Horizonte, quanto de Rosário, estão levando com eles as tradições e  as técnicas de produzir alimentos. Rosário é uma das cidades que lideram a AU no mundo”, afirmou.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/conhecendo-a-agricultura-urbana-em-sao-paulo-e-melbourne" class="external-link">Vídeo </a><span>| </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/conhecendo-a-agricultura-urbana-em-sao-paulo-e-melbourne-15-de-junho-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
<p><span>Notícia</span></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-ira-pesquisar-agricultura-urbana-em-sao-paulo" class="external-link">Novo grupo de estudos irá pesquisar agricultura urbana em São Paulo</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">Já nas favelas cariocas, o que move a AU é principalmente a segurança alimentar, disse. Hearn citou a horta da favela de Manguinhos, Rio de Janeiro, como a maior horta urbana da América Latina. “No Rio de Janeiro, a questão é garantir a segurança alimentar, ou seja, suprir em quantidade suficiente a demanda por alimentos”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Melbourne, por sua vez, vem assumindo a AU como um novo tipo de empreendedorismo para a comercialização de alimentos saudáveis. A cidade também busca melhorar os indicadores de saúde da população ligados a problemas do coração e diabetes. “O prefeito incentiva essas iniciativas para promover a atratividade global de Melbourne e para manter a reputação de melhor cidade do mundo para se viver”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">Havana, Cuba, caso clássico de AU no mundo, produz localmente 70% do alimento que consome, o que reduziu 50% o consumo de óleo diesel desde 1989, e 90% do uso de inseticida e herbicida, citou.</p>
<p style="text-align: justify; ">“As motivações para a expansão da AU variam muito ao redor do mundo. Mas em geral, a atividade enfrenta desafios muito semelhantes. Entre eles, a formalização de padrões de certificação e segurança e o enfrentamento da escassez de água nas cidades”, disse Hearn.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na opinião do professor, a AU ainda necessita de sistemas de irrigação mais eficientes num contexto de mudança climática global. A formalização da atividade também é um forte desafio, a fim de que possa enfrentar a competição por terra e aumentar a sua capacidade comercial. Para isso, será imprescindível promover uma mudança cultural para que as sociedades entendam a horticultura urbana como prática sustentável, já que todos os objetivos do desenvolvimento sustentável da ONU para 2030 estão relacionados à prática da AU, concluiu.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-28T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-agricultura-no-municipio-de-sao-paulo">
    <title>Encontro reúne pesquisadores da agricultura urbana da RMSP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-agricultura-no-municipio-de-sao-paulo</link>
    <description>Encontro "Encontro de Pesquisadores em Agricultura Urbana de São Paulo", no dia 10 de dezembro, às 13h30, reunirá integrantes de grupos de ensino, pesquisa e extensão dedicados ao estudos da agricultura urbana e agroecologia na Região Metropolitana de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-das-corujas-vila-madalena-sao-paulo" alt="Horta das Corujas, Vila Madalena, São Paulo" class="image-inline" title="Horta das Corujas, Vila Madalena, São Paulo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Horta das Corujas, iniciativa comunitária <span>experimental implantada em praça da Vila Beatriz, na cidade de São Paulo, com a proposta de ser um espaço de convívio e educação ambiental</span></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Integrantes de grupos de ensino, pesquisa e extensão que têm construído conhecimento sobre a agricultura urbana e agroecologia na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) estarão reunidos no evento <i>Encontro de Pesquisadores em Agricultura Urbana de São Paulo</i>, no <strong>dia 10 de dezembro, às 13h30</strong>, no IEA, promovido pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a>.</p>
<p>O encontro é gratuito e aberto a todos os interessados, mediante <a href="http://goo.gl/h6zMrc" target="_blank">inscrição prévia</a>. Para acompanhá-lo ao vivo pela internet não é preciso se inscrever.</p>
<p>Com a participação de pesquisadores USP, Unifesp, UFABC e FGV-SP, o evento tem entre seus objetivos criar uma rede de troca de conhecimentos entre pesquisadores e grupos da RMSP de forma a consolidar um banco de dados com artigos, teses, dissertações e outras produções acadêmicas acerca da agricultura urbana e agroecologia na região.</p>
<p>Na primeira parte do encontro, representantes de grupos e programas farão apresentações de 15 minutos sobre pesquisas já realizadas ou em andamento sobre agricultura urbana. A segunda parte será dedicada à discussão dos principias resultados atingidos e à reflexão sobre as perspectivas de articulação no território com vistas à criação de uma rede de pesquisadores e de um banco de dados compartilhado sobre o tema.</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><b><i>Encontro de Pesquisadores em Agricultura Urbana de São Paulo</i></b><br />10 de dezembro, 13h30<br />Sala Alfredo Bosi, IEA, rua da Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito e aberto a todos os interessados, mediante <a class="external-link" href="http://goo.gl/h6zMrc">inscrição prévia</a><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdp2zlRFjTEqVXAjgOyU71J0YofOHV7UTEER_-IO0tM9Ey8XQ/viewform" target="_blank"><br /></a></i><i>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet (sem necessidade de inscrição)<br /></i><i>Mais informações: Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/encontro-dos-" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/Agência USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-11-23T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sistemas-alimentares-urbanos">
    <title>Urbanista trata da justiça no planejamento urbano-regional de sistemas alimentares</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sistemas-alimentares-urbanos</link>
    <description>O urbanista Richard Nunes, da Universidade de Reading, Reino Unido, faz a conferência "Repensando a Justiça no Planejamento Urbano-Regional de Sistemas Alimentares" no dia 23 de junho, às 14h, no IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/richard-nunes-2017" alt="Richard Nunes - 2017" class="image-inline" title="Richard Nunes - 2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O urbanista Richard Nunes</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na conferência <i>Repensando a Justiça no Planejamento Urbano-Regional de Sistemas Alimentares</i>, no <strong>dia 23 de junho, às 14h</strong>, no IEA, o urbanista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/richard-nunes" class="external-link">Richard Nunes</a>, da Universidade de Reading, Reino Unido, apresentará uma nova visão sobre a justiça no planejamento urbano regional de sistemas alimentares, tendo como referência as empresas alimentares urbanas (do inglês urban food enterprise, UFE). O evento terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet. A participação presencial requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe2N8Qa8HZMc5iV-UsEnIuEz-746DpakVoamPgE9z386x4bdw/viewform">inscrição</a> prévia.</p>
<p>De acordo com Nunes, as UFEs são iniciativas comerciais socialmente inovadoras que buscam respostas alternativas locais aos sistemas alimentares convencionais, tanto no que se refere a insumos quanto no cuidado com a recuperação de recursos e o gerenciamento de resíduos.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Vídeos de<br />outros eventos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/agricultura-urbana-ativismo-e-acao-publica" class="external-link">Agricultura Urbana: Ativismo e Ação Pública</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/agricultura-urbana-em-rennes-montreal-e-sao-paulo-como-podemos-aprender-e-articular-acoes-a-luz-da-comparacao?searchterm=Agricultura" class="external-link">Agricultura Urbana em Rennes, Montreal e São Paulo: Como Podemos Aprender e Articular Ações à Luz da Comparação</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/conhecendo-a-agricultura-urbana-em-sao-paulo-e-melbourne?searchterm=Agricultura" class="external-link">Conhecendo a Agricultura Urbana em São Paulo e Melbourne</a></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<hr />
<p><i>Leia mais notícias sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-nutricao" class="external-link">nutrição</a></i></p>
<p><i>Conheça o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No entanto, "o pluralismo das práticas das UFEs como alternativas às práticas alimentares convencionais está longe de ser coerente", segundo o pesquisador. Ele utiliza a tradição do pensamento pragmático e pluralista para analisar esse conjunto de atividades empreendedoras em um período de "experimentação não resolvida" para o planejamento de sistemas alimentares urbanos.</p>
<p>De acordo com o conferencista, essa análise leva a duas questões: 1) o  que significa planejar quando se pensa na criação de sistemas alimentares urbano-regionais sustentáveis e saudáveis? 2) como avançar nessa agenda através da lente da justiça alimentar enquanto adotamos a multiplicidade de formas de praticá-la?</p>
<p>Nunes argumenta que uma compreensão das práticas e do poder da justiça alimentar no planejamento de sistemas alimentares "não pode ser apreendida ontologicamente, mas sim ser adotada como um conjunto de ecologias políticas emergentes e coevolutivas".</p>
<p>A exposição de Nunes será comentada pelas pesquisadoras: <strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-lydia-sawaya" class="external-link">Ana Lydia Sawaya</a>, coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/nutricao" class="external-link">Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</a> e docente da Unifesp, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a>, coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos de Agricultura Urbana</a> e professora da Faculdade de Medicina da USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carla-regina-mota-alonso-dieguez" class="external-link">Carla Regina Mota Alonso Diéguez</a>, coordenadora do curso de sociologia e política da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O moderador será <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a> do IEA e presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. O evento é uma realização do IEA e da <a class="external-link" href="http://www.fespsp.org.br/">Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)</a>.</p>
<p>Formado em arquitetura pela Universidade Cornell, EUA, Nunes tornou-se mestre em planejamento urbano pela também americana Universidade de Massachusetts em Amherst e doutor pelo britânico Colégio Universitário de Londres. Suas especialidades de pesquisa são: planejamento espacial europeu; desenvolvimento econômico local e regional; urbanização; e mudança e governança ambiental.</p>
<h2></h2>
<p><i><strong><i> </i></strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong><i> Repensando a Justiça no Planejamento Urbano-Regional de Sistemas Alimentares</i><br /></strong>23 de junho - 14h<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco k, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, aberto ao público e com inscrição prévia via <span> </span><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe2N8Qa8HZMc5iV-UsEnIuEz-746DpakVoamPgE9z386x4bdw/viewform">formulário online</a><a class="external-link" href="https://goo.gl/oMq54z" target="_blank"><br /></a>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/desafios-para-o-planejamento-da-cidade" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/desafios-para-o-planejamento-da-cidade</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Universidade de Reading</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-09T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/repensando-a-justica-no-planejamento-urbano-regional-de-sistemas-alimentares-23-de-junho-de-2017">
    <title>Repensando a Justiça no Planejamento Urbano-Regional de Sistemas Alimentares - 23 de junho de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/repensando-a-justica-no-planejamento-urbano-regional-de-sistemas-alimentares-23-de-junho-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-23T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/encontro-de-pesquisadores-em-agricultura-urbana-de-sao-paulo-10-de-dezembro-de-2018">
    <title>Encontro de Pesquisadores em Agricultura Urbana de São Paulo -10 de dezembro de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/encontro-de-pesquisadores-em-agricultura-urbana-de-sao-paulo-10-de-dezembro-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Clara Gomes Borges</dc:creator>
    <dc:rights>Victor Matioli / IEA USP</dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-02-13T13:50:41Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/agricultura-urbana-o-extremo-sul-de-sao-paulo-e-a-cooperapas-04-de-agosto-de-2017">
    <title>Agricultura Urbana: o Extremo Sul de São Paulo e a Cooperapas - 04 de agosto de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/agricultura-urbana-o-extremo-sul-de-sao-paulo-e-a-cooperapas-04-de-agosto-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-04T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/urban-forest-melbourne">
    <title>Designing and managing the urban forest for the 21st century: lessons from Melbourne, Australia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/urban-forest-melbourne</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Melbourne, na Austrália, tem uma longa história de plantação de grandes árvores em toda a sua área metropolitana. Isso remonta às origens da cidade enquanto colônia britânica no século XIX. Houve uma forte cultura horticultural no período colonial que atribuiu muitos benefícios às árvores, como por exemplo valores estéticos e sombra de verão. Avançando para o século XXI, há hoje um novo impulso para plantar árvores em toda a cidade rumo a uma variedade de valores estéticos e funcionais em face da expansão urbana e das mudanças climáticas. Esta fala descreverá algumas das questões históricas, culturais e técnicas que subsidiam estratégias atuais para aumentar a cobertura das árvores nos 30 municípios que compõem a Melbourne metropolitana, com foco em desafios e oportunidades para esse processo.</span></p>
<p><strong>Expositor</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/chris-williams" class="external-link">Chris Williams</a> (Universidade de Melbourne)</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giuliano-locosselli-1" class="external-link">Giuliano Locosselli</a> <span>(IB e IEA - USP)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a> (IB e IEA - USP)</p>
<p><strong>Moderadora</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a> (FM e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-25T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/sustainabilites-in-policy-planning">
    <title>Just Sustainabilites in Policy, Planning and Practice</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/sustainabilites-in-policy-planning</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><strong>Webinar</strong></span></p>
<p><span>Em sua palestra, o professor Julian irá delinear o conceito de "sustentabilidade justa" como uma resposta ao "déficit de equidade" de muitos pensamentos e práticas de sustentabilidade. Ele explorará seu argumento de que é quem pertence às nossas cidades é quem determinará em última instância o que elas podem se tornar. Ele ilustrará suas ideias com exemplos de planejamento e design urbano, agricultura urbana e justiça alimentar, assim como o conceito de compartilhar cidades.</span></p>
<p><span><strong>Abertura:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriela-marques-di-giulio" class="external-link">Gabriela Marques Di Giulio</a> (Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-torres" class="external-link">Pedro Henrique Torres</a> <span>(Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA)</span></p>
<p><strong><span></span>Exposição:</strong></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/julian-agyeman" class="external-link">Julian Agyeman</a> (Tufts University)</span></p>
<p><span><strong>Comentários:</strong></span></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-travassos" class="external-link">Luciana Travassos</a> (PGT / UFABC / MacroAmb)</span></p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-17T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes">
    <title>Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="documentFirstHeading"><strong>INSCRIÇÕES ENCERRADAS</strong></p>
<p>Reconhece-se que o tema das cidades ganha protagonismo no início deste século e vem sendo estudado por muitos grupos no Brasil e no exterior, porém setorializados. Este seminário buscará o desafio de construir uma agenda de pesquisa que parta da perspectiva de construção de conhecimentos em contextos interdisciplinares voltados a contribuir na análise e enfrentamento a problemas urbanos comuns. Nesse sentido, foram eleitos temas transversais de interesse destas áreas.</p>
<p>Para este primeiro colóquio, foi priorizado energia, mobilidade urbana, habitação, agricultura urbana e cultura inclusiva como temas que possibilitem uma aproximação teórica-prática e que se debrucem sobre necessidades concretas, com ideia de construir novas conceituações sobre intervenções urbanas.</p>
<p>O pressuposto do grupo organizador é de que o conhecimento relacionado ao tema até o momento apresenta um esgotamento diante da dinâmica urbana que requer novos conceitos e práticas de intervenção que venham produzir novas respostas.</p>
<p>Os organizadores do Colóquio, têm como expectativa ampliar o diálogo entre as diversas áreas de conhecimento voltadas às questões urbanas; explorar novos campos de ação e de interfaces; desenvolver uma agenda de pesquisa e experimentações urbanas; apresentar processos urbanos, decisões políticas, governança e participação.</p>
<p class="Default"><strong>Comissão Organizadora:</strong> Arlindo Philippi Jr, Maria da Penha Vasconcellos, Sonia Maria Viggiani Coutinho, Gilda Collet Bruna, Amanda Silveira Carbone, Juliana Pellegrini Cezare, Michelle de Fátima Ramos, Sandra Sedini e Carolina Cassia Conceição   Abilio,</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-29T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/agricultura-urbana-ativismo-e-acao-publica-5-de-maio-de-2017">
    <title>Agricultura Urbana: Ativismo e Ação Pública - 5 de maio de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/agricultura-urbana-ativismo-e-acao-publica-5-de-maio-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-05-05T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/designing-and-managing-the-urban-forest-for-the-21st-century-lessons-from-melbourne-australia-6-de-novembro-de-2017">
    <title>Designing and managing the urban forest for the 21st century: lessons from Melbourne, Australia - 6 de novembro de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/designing-and-managing-the-urban-forest-for-the-21st-century-lessons-from-melbourne-australia-6-de-novembro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-06T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-discute-inteligencia-artificial-e-agricultura-urbana">
    <title>Atualidade, perspectivas e desafios da inteligência artificial são tema da revista “Estudos Avançados”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-discute-inteligencia-artificial-e-agricultura-urbana</link>
    <description>Edição 101 da revista "Estudos Avançados" traz os dossiês "Inteligência Artificial" e "Agricultura Urbana", artigo sobre tipologia das instituições de ensino superior e resenhas de cinco lançamentos editoriais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-101" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 101" class="image-right" title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 101" />Algoritmos de aplicativos e redes sociais, veículos autônomos, tradução automática, reconhecimento facial, aprendizagem de máquina, redes neurais artificiais, diagnóstico médico... São muitos os conceitos, tecnologias e usos da inteligência artificial (IA) cada vez mais presentes no cotidiano, fruto do grande desenvolvimento da área nas últimas décadas.</p>
<p>Para propiciar ao público não especializado uma visão abrangente dessa revolução tecnológica, a edição 101 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>" dedica seu dossiê principal à discussão do estado atual, perspectivas e impactos da IA. [A <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420210001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> da publicação já está disponível no site da SciELO (Scientific Electronic Library Online).]</p>
<p>Composto de nove artigos de autoria de 17 pesquisadores da USP, Unicamp, UFRGS e UFPE, o dossiê "Inteligência Artificial"  analisa o desenvolvimento desse campo desde sua origem nos anos 50, suas inúmeras aplicações e os debates que suscita no cenário científico e tecnológico, mas não deixam de lado “seus riscos, os cuidados éticos que seu emprego massivo requer, suas implicações sociais, políticas, culturais e morais que transformam rapidamente as sociedades contemporâneas”, sintetiza o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>.</p>
<p>A abertura do dossiê é dedicada aos aspectos metodológicos da pesquisa em IA, com artigo de Fabio Gagliardi Cozman, da Escola Politécnica (EP) da USP. Ele explica que há dois estilos "fundamentalmente diferentes de abordagem em IA: de um lado, o estilo empírico, fortemente respaldado por observações sobre a biologia e psicologia dos seres vivos e pronto para abraçar arquiteturas complicadas que emergem da interação de muitos módulos díspares; de outro lado, um estilo analítico e sustentado por princípios gerais e organizadores, interessado em concepções abstratas da inteligência e apoiado em argumentos matemáticos e lógicos".</p>
<p>Segundo Cozman, por volta de 1980, foram cunhados os termos scruffy (desgrenhado) e neat (empertigado) para se referir, respectivamente, a esses dois estilos de trabalho em IA. Essa divergência metodológica se mantém, afirma, com o constante dilema entre "a busca de artefatos racionais baseados em princípios claros, ou artefatos empíricos que reproduzem padrões". Sua proposta é investir em arquiteturas baseadas em princípios de racionalidade e que permitam abrigar vários módulos simultaneamente, muitos dos quais baseados em coleta maciça de dados.</p>
<p>A preocupação com a forma de desenvolvimento da IA é compartilhada por André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP: "O que temos que decidir agora não é mais se teremos ou não a IA, mas como teremos a IA”. Para reduzir possíveis riscos, aponta, “é necessário o desenvolvimento de novos algoritmos de IA, ou seu uso de maneiras novas e inovadoras, levando em consideração questões éticas, sociais e legais”.</p>
<p><strong>Razões da euforia</strong></p>
<p>O novo período de euforia em relação aos possíveis benefícios do uso da IEA deve-se a três fatores, de acordo com Jaime Simão Sichman, da EP-USP: o baixo custo atual de processamento e de memória; o surgimento de novos paradigmas, como as redes neurais profundas; e a gigantesca quantidade de dados disponível na internet em razão do grande uso de recursos como redes e mídias sociais.</p>
<p>Sichman alerta para os potenciais riscos que “essa tecnologia, tal como qualquer outra, pode provocar caso os atores envolvidos na produção, utilização e regulação de seu uso não criem um espaço de discussão adequado dessas questões”.</p>
<p>Segundo Teresa Bernarda Ludermir, do Centro de Informática da UFPE, o avanço "extraordinário” da IA nos últimos anos e sua importância na solução de problemas tecnológicos e econômicos, deve-se principalmente às técnicas de aprendizagem de máquina, sobretudo à utilização de redes neurais artificiais. Além de tratar do estado atual da área, seus desafios e oportunidades de pesquisa, o artigo menciona impactos sociais e questões éticas decorrentes dos usos da IA.</p>
<p>As transformações ocorridas na IA desde seu surgimento, em especial quanto aos sistemas educacionais, são o objeto do panorama apresentado Rosa Maria Vicari, do Instituto de Informática da UFRG. A pesquisadora lembra que em 1980 e 1993 "as aplicações eram interessantes, mas não apresentavam respostas adequadas em compreensão da linguagem e diagnóstico médico". Nas duas últimas décadas, no entanto, "as aplicações se mantiveram, mas houve avanços na tradução automática, reconhecimento de imagens, diagnóstico do câncer e carros autônomos".</p>
<p><strong>Algumas aplicações</strong></p>
<p>Nove pesquisadores do Instituto de Computação da Unicamp são autores de artigo sobre ciência forense digital (uso de métodos e técnicas científicas para investigações de crimes no mundo digital). A importância atual da área deve-se, segundo eles, aos desafios resultantes do surgimento das mídias sociais e ao imenso volume de dados que geram, intensificados pelos avanços da IA. E é a técnicas de IA que é preciso recorrer para analisar tal quantidade de dados. O artigo apresenta desafios e oportunidades associados à aplicação dessas técnicas e apresentam exemplos de seu uso em situações reais.</p>
<p>Um caso específico em que a IA tem papel fundamental é o processamento de linguagem natural (PLN), essencial para a análise de grandes quantidades de dados contidos em textos, entre outros usos. O tema é discutido por Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, em particular quanto à língua portuguesa. Ele explica que o PLN se encontra na confluência de áreas como ciência da computação, linguística, lógica, psicologia, dentre outras, e requer por natureza um tratamento multidisciplinar.</p>
<p>No entanto, todos os avanços em PLN, com a consequente geração de produtos e a facilitação de uma série de serviços, “parecem não ter trazido nenhuma informação substancial sobre o processo humano de reproduzir e se comunicar por meio da linguagem”, diz o pesquisador. Seguindo essa linha de raciocínio, “o processamento de língua natural teria se dissociado do estudo de linguagem”. Há quem diga, afirma, que "a tecnologia acabará por matar o estudo tradicional da linguagem". Para Finger, essas duas visões são exageradas: "A linguística é absolutamente fundamental para a área de processamento de língua, uma vez que essa tarefa computacional não explica a língua, não ajuda a prever nem a explicar as evoluções naturais das línguas".</p>
<p>Ana Bazzan, do Instituto de Informática da UFRGS, analisa a utilização de IA para a melhoria de sistemas de transporte. Para ela, a aplicação de IA no serviço pode melhorar a utilização da infraestrutura existente, a fim de melhor atender a demanda (deslocamento de pessoas e mercadorias). Seu artigo traça um painel sobre duas tarefas em que a IA tem contribuições relevantes no setor: o controle de semáforos e a escolha de rotas.</p>
<p><strong>Impacto no trabalho</strong></p>
<p>O dossiê se encerra com artigo de Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, sobre uma das questões que mais preocupam a sociedade no que se refere à IA: a perda de postos de trabalho. Nele, o autor afirma que, embora as formas mais avançadas da revolução digital (IA, aprendizagem de máquina e internet das coisas) estejam substituindo parte considerável da mão de obra, "não é nisso que reside sua maior ameaça". O problema, afirma, é que essa revolução "está fortalecendo uma polarização social do mercado de trabalho que vai na contramão do que foram as bases do próprio Estado de bem-estar do século 20".</p>
<p>Segundo Abramovay, “o lugar do trabalho na coesão das sociedades contemporâneas envolve uma discussão filosófica fundamental: o que é trabalho, o que é emprego, mas, mais que isso, como podemos hoje fazer que nossa capacidade de cooperação resulte em vida melhor para todos e não em formas indignas e pouco valorizadas de atividades para a esmagadora maioria, ao lado de atividades criativas e edificantes para uma pequena minoria”.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>Além do dossiê "Inteligência Artificial", a edição traz um estudo alentado sobre a diversidade das instituições de ensino superior no Brasil, um conjunto de textos sobre agricultura urbana e resenhas de cinco lançamentos editoriais.</p>
<p>A diversidade das instituições de ensino superior do país em termos de objetivos perseguidos e resultados obtidos requer um esforço para classificá-las por similaridade de atuação, para que isso subsidie critérios diversos de avaliação para cada grupo. É o que propõe o artigo “Por uma Tipologia do Ensino Superior Brasileiro: Teste de Cconceito”, de Simon Schwartzman, Roberto Lobo Silva Filho e Rooney Coelho.</p>
<p>De acordo com os autores, as diferenças entre as instituições não são reconhecidas com todas as implicações pela legislação nem pelo sistema de avaliação adotado pelo Ministério da Educação. O artigo apresenta uma proposta de tipologia que procura identificar com clareza as diferenças entre as instituições, de forma a servir de base para um sistema de informações e procedimentos de avaliação.</p>
<p>Para isso, os pesquisadores propõem o agrupamento das instituições com perfis semelhantes, do ponto de vista de seu porte, natureza jurídica e envolvimentos em atividades de ensino e pós-graduação, além de verificar até que ponto essa diferenciação tem correspondência com a diversidade de características de professores, alunos e sua área de atuação. A parte final do estudo discute algumas das implicações da tipologia para o sistema de avalição da educação superior e para a melhoria da qualidade e desempenho da educação superior no país.</p>
<p><strong>Agricultura urbana</strong></p>
<p>De acordo com o editor de "Estudos Avançados", os artigos sobre “Agricultura Urbana” tratam de questões específicas, mas conectadas entre si como modalidades e alternativas para a promoção da segurança alimentar.</p>
<p>Os seis textos discutem: multifuncionalidade, produção e comercialização da agricultura urbana; sua associação com a agroecologia; a importância das hortas comunitárias e das hortas de quintais; e as contradições do locavorismo (ativismo alimentar surgido na década passada que privilegia o consumo de alimentos produzidos localmente) diante das experiências da agricultura urbana na cidade de São Paulo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>As seis resenhas tratam de obras com temas variados, entre as quais, geologia, história, produção intelectual e literatura. Ricardo Soares e Wilson Machado escrevem sobre “The Anthropocene as a Geological Time Unit: A Guide to the Scientific Evidence and Current Debate”, que reúne dados do 35º Congresso Geológico Internacional, realizado em 2016; Camila Ferreira da Silva e Janderson Bragança Ribeiro resenham “Sobre o Autoritarismo Brasileiro”, de Lilia Moritz Schwarcz; Fabio Mascaro Querido trata de “Seja como For: Entrevistas, Retratos e Documentos”, de Roberto Schwarz; Mariana Holms escreve sobre “O Homem que Aprendeu o Brasil”, de Ana Cecília Impellizieri Martins (2020); e Cecilia Marks analisa “O Romance de Formação”, de Franco Moretti.</p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 101 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de maio, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-23T02:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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