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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 41 to 55.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-abes-iea">
    <title>Programa da Abes em parceria com IEA recebe inscrições de doutorandos e doutores </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/programa-abes-iea</link>
    <description>O Programa Fellowship 2024 promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes) em parceria com o IEA recebe inscrições até 31 de dezembro para a seleção de doutorandos, pós-doutorandos e outros pesquisadores com doutorado.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/imagem-do-think-tank-da-abes-2" alt="Imagem do Think Tank da Abes 2" class="image-right" title="Imagem do Think Tank da Abes 2" />Continuam abertas as inscrições para o Programa Fellowship 2024 promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes) em parceria com o IEA. Podem participar da seleção doutorandos, pós-doutorandos e outros pesquisadores com doutorado vinculados a instituições acadêmicas nacionais ou estrangeiras. A <a class="external-link" href="https://thinktankabes.org.br/edital/edital-de-chamamento-publico-no-01-2024/">chamada pública</a> de fluxo contínuo receberá inscrições até 31 de dezembro.</p>
<p>O objetivo do programa é promover a geração de conhecimentos fundamentados em pesquisa que contribuam com a agenda de políticas públicas e inovação no Brasil, dando ênfase à construção de um país mais digital e menos desigual. São contempladas as vertentes tecnológicas, sociais, econômicas e de sustentabilidade, sendo valorizado o caráter inter e transdisciplinar da pesquisa proposta.</p>
<p>O programa é implementado pelo Centro de Inteligência, Política Públicas e Inovação da Abes, chamado de Think Tank da associação. O centro facilitará o estabelecimento de conexões dos participantes com as diversas redes de pesquisa com as quais a Abes se relaciona. O IEA auxiliará na conexão dos participantes com seus agrupamentos, bem como com outros conjuntos de pesquisa da USP.</p>
<p>Serão oferecidas duas vagas por tema de pesquisa, número que poderá ser ampliado a critério da Comissão de Seleção. O período de vínculo é de um ano, prorrogável por mais um ano. Não há remuneração dos participantes. Os temas que ainda possuem vagas são:</p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td>
<ul>
<li>Inteligência Artificial</li>
<li>Plataformas Digitais</li>
<li>Governo Digital e Governo Aberto</li>
<li>Futuro do Trabalho</li>
<li>Identidade Digital</li>
<li>Privacidade e Proteção de Dados</li>
<li>Dados Abertos</li>
<li>Segurança Cibernética</li>
</ul>
</td>
<td>
<ul>
<li>Segurança Jurídica e Tributária</li>
<li>Reforma Tributária do Setor de Tecnologia</li>
<li>Cidades Inteligentes</li>
<li>ESG (Environmental, Social and Governance)</li>
<li>Inovação e Fomento</li>
<li>Compras Públicas</li>
<li>Outros assuntos</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/imagem-think-tank-da-abes-1" alt="Imagem do Think Tank da Abes 1" class="image-left" title="Imagem do Think Tank da Abes 1" /></p>
<p>As inscrições devem ser feitas com o preenchimento de <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfESe1dqFE8Rxa63JsFAKpt3F9bG6-cSZ6eRVnqwSVW3nviUg/viewform" target="_blank">formulário online</a>. A seleção dos candidatos se dará a partir da análise dos documentos enviados, sendo facultado à Comissão de Seleção chamar os candidatos para entrevista. Em qualquer momento durante o processo, o Think Tank poderá solicitar os documentos originais para autenticação dos arquivos protocolados.</p>
<p>Após a publicação do resultado final, os selecionados serão convocados para assinatura eletrônica de Termo de Responsabilidade. As atividades deverão ter início em até dois dias após essa assinatura.</p>
<p>É esperado dos selecionados a participação presencial ou online nas reuniões dos Comitês e Grupos de Trabalho da Abes, quando convidados, sempre que sempre que os encontros estiverem relacionados a seus temas de pesquisa aos interesses do Think Tank. A carga horária mensam dessas participações é de aproximadamente dez horas.</p>
<p>Eles deverão participar também de dois treinamentos - "Uma Empresa Ética sobre Compliance" e "LGPD Abes Academy" - com duração anual total de seis horas e emissão de certificado.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Imagens: Abes</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sistema Tributário</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Smart Cities</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-23T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/semear-ideias-para-uma-inteligencia-artificial-responsavel">
    <title>Semear ideias para uma inteligência artificial responsável </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/semear-ideias-para-uma-inteligencia-artificial-responsavel</link>
    <description>Um relato de Elen Nas sobre o 1º Seminário de IA Responsável da Cátedra Oscar Sala.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: right; "><i>por Elen Nas, pós-doutoranda da Cátedra Oscar Sala</i></p>
<p style="text-align: right; "><i style="text-align: -webkit-right; "><span class="discreet">“A Inteligência Artificial Responsável não é uma palavra da moda. É um compromisso de tornar<br />o mundo um lugar melhor.”  - Ricardo Baeza-Yates em palestra na Academia Europaea, 2022</span></i></p>
<p>A proliferação das aplicações em inteligência artificial (IA) e seus usos nos mais diversos contextos da sociedade ampliaram a necessidade de um debate ético, de onde emerge o conceito IA responsável (IAR), tema proposto pelo titular Virgílio Almeida para ser o centro dos estudos da Cátedra Oscar Sala no ano de 2024.</p>
<p>Após nove meses de interações, os grupos de pesquisadores da cátedra apresentaram trabalhos e perspectivas sobre temas específicos de suas áreas de atuação em seminário realizado nos dias 15 e 16 de outubro no IEA.</p>
<p>A conferência de abertura realizada por Almeida enfatizou a necessidade premente de governança sobre a IA, já que vivemos – cada vez mais – em uma sociedade híbrida, na qual humanos são mediados por decisões automatizadas, precisando interagir com <i>agentes artificiais</i> capazes de influenciar em novas formas de sociabilidade.</p>
<p>Ele demonstrou os dados de aceleração das tecnologias de IA e suas aplicações e apresentou exemplos de danos causados pela IA. Ao lembrar que o cenário da governança permanece em aberto, reforçou ser necessário o fomento à pesquisa, desenvolvimento, assim como as trocas de ideias através de encontros e publicações.</p>
<p>Com uma série de artigos publicados no Jornal da USP,  os pesquisadores – divididos em grupos de trabalho (GTs) temáticos – tiveram oportunidade de expor ideias em fase de germinação, que confluíram, junto aos seus estudos e publicações, na realização do seminário. O encontro foi uma etapa preparatória para o projeto de publicação de um livro sobre IA responsável.</p>
<p>A primeira mesa, do GT IAR e Trabalho, teve como convidado Rafael Grohman, da Universidade de Toronto, Canadá,  que ressaltou a necessidade de estarmos atentos aos possíveis <i>adestramentos</i>, que podem resultar em um <i>sequestro da imaginação</i>. Uma vez que a regulação caminha mais lentamente que as iniciativas de implementação da IA, há também a possibilidade de resistência através de ativismo. Ele lembrou também o direito à recusa, já que nem para todo problema a resposta é uma tecnologia.</p>
<p>O debate sobre IAR e Governo contou com a presença de Christian Perrone, do Centro de Estudos em Tecnologia e Sociedade da Universidade de San Andrés, Argentina. Com uma posição mais moderada, o pesquisador defendeu que a regulação deveria focar nos casos de maior risco, deixando o mercado e determinadas áreas mais à vontade para desenvolver e disponibilizar as IAs. Essa posição foi contestada por pessoas na audiência, que defendem que não estão claros os possíveis riscos mesmo onde a IA parece <i>inofensiva</i>. Historicamente, o cenário de inovação tecnológica tanto desperta reações tecnofóbicas como estimula um entusiasmo excessivo e tecnofilia. Em ambos os casos se movem preferências e paixões que se distanciam de reflexões ponderadas quando o assunto é aplicar responsabilidade sobre a invenção.</p>
<p>Na mesa IA e Justiça, o coordenador adjunto da Cátedra, Luiz Fernando Martins Castro, afirmou que diferentemente de décadas atrás, a pesquisa da IA atual tem dirigido os holofotes para pesquisadores iniciantes frente à necessidade premente de respostas para regulação. A convidada Tainá Junquilho, assessora no Senado Federal, apresentou o documentário “Juris Máquina”, que é fruto da sua pesquisa de doutorado e consiste em uma série de entrevistas sobre a IA e os desafios de regulamentação. O filme, por trazer muitas vozes de diferentes setores ao debate sobre os desafios jurídicos da IA, desloca o que seria uma discussão técnica sobre como aplicar a lei para o lugar de entender a amplitude do tema a partir de perspectivas distintas.</p>
<p>Na primeira mesa sobre IA e Educação, as pesquisadoras apresentaram os trabalhos produzidos durante o período, que envolveram artigos e ações de engajamento e difusão da informação, como minicursos, entrevistas e criação de um website. Durante o debate, foi levantado que os projetos de IA relacionados aos grandes modelos de linguagem apareceram com forte impacto, de maneira súbita, de modo que o ambiente da educação não teve tempo e oportunidades de um preparo mais consciente e robusto. É, portanto, um desafio maior estudar, pesquisar, entender e gerar pensamento crítico, visto que é uma tecnologia de grande alcance e impacto na educação e que já chega pronta.</p>
<p>Eles trataram também do problema da vigilância nas escolas, por meio de câmeras e fotografias, com intuito de monitorar os humores dos alunos dentro das classificações da computação afetiva. O tema causou espanto e desagrado na audiência.</p>
<p>A segunda mesa de educação convidou estudantes de mestrado e doutorado para apresentar seus trabalhos sobre IA. Assim, o seminário permitiu a escuta dos agentes de pesquisa dentro de uma diversidade de perfis e interesses, sendo o objetivo <i>estar junto</i>, gerando <i>ondas</i> que envolvam as pessoas em práticas coletivas. Dentro de um mundo complexo, onde nem tudo é previsível, quando falamos de <i>responsabilidade</i> estamos falando de ética e, desse modo, valorizamos ações de estímulo à coletividade.</p>
<p>O grupo de IA, Comunicação e Artes apresentou os textos produzidos e trouxe como convidada Bruna Martins dos Santos, do Fórum de Governança da Internet na ONU. Ela destacou a posição estratégica do Brasil no tema da IAR e que o assunto da regulamentação continua um campo de discussão em aberto com muitas dúvidas.</p>
<p>O GT IAR e Saúde optou por fazer uma mesa-redonda, entrevistando os convidados Márcio Biczyk do Amaral, da Faculdade de Medicina da USP, Monise Picanço, do Cebrap, e Rodrigo Brandão, do Cetic.br. Amaral elucidou questões sobre o uso de dados, enquanto Rodrigo e Monise apresentaram um estudo publicado pelo Cetic, realizado com profissionais da saúde, representantes do mercado e academia, sobre a questão da IA na saúde. Nele, identificaram uma descentralização – não exatamente benéfica – do ponto de vista da regulação.</p>
<p>Nesse caso, perceberam que, na prática, as interações e aplicações dessas tecnologias resultam em “cada um fazendo do seu jeito”. Outro aspecto que destacaram é que a ética é vista como algo relacionado apenas à esfera individual. E este é um fator que tenderá a reforçar a ideia de que as tecnologias são neutras: nas mãos erradas, irão gerar danos; nas mãos certas, proporcionarão benefícios.</p>
<p>O seminário terminou com o grupo IA e Gênero, que apresentou o conteúdo do texto produzido. Os membros reforçaram que as tecnologias não são neutras, à medida que são geridas e, em grande parte, produzidas a partir de um recorte de gênero, etnias e classe, dentre outros fatores. A mesa teve como convidada Joana Varon, fundadora do Coding Rights. Ela destacou a necessidade de difundir perspectivas decoloniais, feministas, antirracistas e ecológicas na compreensão da IA.</p>
<p>Assim, entendendo que <i>responsabilidade</i> é garantir diversidade e cumprimento da lei em seus aspectos essenciais, como os direitos da pessoa humana e da terra no bem viver e coexistir, os desafios da IAR vão além dos esforços de regulamentação. É sobre que mundo queremos, como queremos e o que estamos dispostos a abrir mão para que ele seja possível.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-21T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-da-governanca-de-agentes-de-ia">
    <title>Os desafios da governança de agentes de IA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-da-governanca-de-agentes-de-ia</link>
    <description>No encontro “Governança de Agentes de IA: Desafios e Oportunidades”, Virgílio Almeida mapeou os riscos e possíveis soluções para essa nova tecnologia. 
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-05db550f-7fff-c2e4-5bd5-bccd08969da9"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/midiateca/foto/2023/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial-24-04-2023/virgilio-almeida-1"><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial-24-04-2023/virgilio-almeida-1/@@images/5190f3de-6332-474c-b773-bd3deda3b838.jpeg" alt="Virgílio Almeida" title="Virgílio Almeida" height="266" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Titular da Cátedra Oscar Sala e palestrante do evento, Virgílio Almeida. Foto: Leonor Calasans | IEA</dd>
</dl>Os agentes de Inteligência Artificial (IA) representam uma nova fase da tecnologia. A IA, antes dominada por </span><a href="https://www.oracle.com/br/chatbots/what-is-a-chatbot/"><span>chatbots</span></a><span> com a simulação de conversas humanas, agora planeja e executa tarefas de forma autônoma, com interferência mínima dos seres humanos. Para </span><a href="http://lattes.cnpq.br/9417286617377998"><span>Virgílio Almeida</span></a><span>, esses novos sistemas automáticos de agentes de IA trouxeram desafios e riscos para a governança, trazendo questionamentos sobre regulação, transparência e responsabilidade. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>“Diferente dos chatbots, essas tecnologias operam fora de uma janela do </span><span>browser </span><span>[navegador]. Elas interagem com múltiplas aplicações e executam tarefas complexas, como compras”, explicou. Titular da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/"><span>Cátedra Oscar Sala</span></a><span>, Almeida mapeou, no dia 4 de abril, os benefícios e riscos desses agentes no evento “Governança de Agentes de IA: Desafios e Oportunidades”. Este tema orientará as pesquisas da cátedra em 2025. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>O engenheiro explicou que os agentes prometem aumentar a produtividade, melhorar a experiência do cliente, e diminuir custos e erros para as empresas. Porém, trazem riscos à governança com a exposição de dados e privacidade dos usuários, crimes cibernéticos, degradação da capacidade dos humanos por conta da dependência nas IAs e problemas com a responsabilização. </span></p>
<p dir="ltr"><span>“Nós queremos ir em direção a um caminho mais seguro com os agentes de IA.” Para Almeida, os agentes devem ser transparentes e monitorados em tempo real para que os usuários tenham visibilidade completa de suas ações. Sobre o problema da responsabilização, ele declarou que é preciso ter indicadores para determinar quem são os agentes, desenvolvedores, implementadores e usuários em casos de danos. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/imagens/imagem-governanca-ia"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/imagem-governanca-ia/@@images/22191199-be68-464f-86a5-af62a8d55109.jpeg" alt="Imagem Governança IA" title="Imagem Governança IA" height="225" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O encontro inaugurou o ciclo de atividades da Cátedra Oscar Sala em 2025. Foto: AdobeStock 1276034648</dd>
</dl>A falta de regulamentação dessas tecnologias também aumentam os desafios da governança. Almeida explicou que formuladores de política e empresas, que utilizam os agentes de IA, não precisam esperar a formulação de uma nova legislação. Eles podem estabelecer suas próprias regras e políticas nesse estágio inicial, o que aumentaria a segurança para os clientes e organização. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Organizado pela Cátedra Oscar Sala, o encontro online marcou o início do ciclo de atividades do grupo em 2025. O vídeo da atividade está disponível na íntegra no canal do YouTube do IEA, clique </span><a href="https://youtu.be/fM4M7lUW6v4?si=lqTx-9314g76AJ4k"><span>aqui</span></a><span> para assistir.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Lívia Uchoa </dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-04-07T19:16:04Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/artigo-analisa-interacoes-entre-cientista-neurodivergente-e-inteligencia-artificial">
    <title>Artigo analisa interações entre cientista neurodivergente e inteligência artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/artigo-analisa-interacoes-entre-cientista-neurodivergente-e-inteligencia-artificial</link>
    <description>Trabalho é de autoria da coordenadora do Grupo de Estudo Confluencia, do IEA-RP, e foi publicado no periódico Logeion: Filosofia da Informação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-c48a4d10-7fff-e1a6-cc3c-733d8dc5cdff"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome36.png/@@images/25e0574c-b019-47a6-bdf4-7f1ccfc149d3.png" alt="" class="image-left" title="" />Muito além do uso funcional em tarefas cotidianas ou de respostas rápidas para perguntas, a inteligência artificial pode contribuir de forma significativa para experiências cognitivas e criativas de pessoas neurodivergentes. O termo abrange diferentes formas de funcionamento neurológico, como no caso de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e outras condições não típicas. Foi o que observou o artigo “Epistemologia da Insurgência com Inteligência Artificial (EIIA): termos, conceitos e instantes singulares”, de autoria da coordenadora do Conflu</span><span class="gmail_default"> </span><span>encia – Grupo de Estudos Avançados em Tecnologia e Informação em Saúde com Foco em Populações Vulneráveis do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, Maria Cristiane Barbosa Galvão.</span><br /><br /><span>O trabalho, publicado recentemente na revista Logeion: Filosofia da Informação, apresenta uma proposta original de produção de conhecimento a partir da interação com inteligência artificial. Foram analisadas mais de 3.800 interações entre uma cientista neurodivergente e o ChatGPT-4, realizadas ao longo de três meses. Segundo Maria Cristiane, a Epistemologia da Insurgência com Inteligência Artificial, uma proposta original de produção de conhecimento, “propõe que sujeitos e contextos historicamente silenciados possam, por meio de tecnologias emergentes, desenvolver novos modos de linguagem, vínculo e elaboração conceitual, com liberdade e legitimidade epistêmica”.</span><br /><br /><span>A pesquisa foca em momentos-chave chamados de “instantes singulares”, definidos como momentos de percepção e criação simbólica que surgem na interação com a inteligência artificial e contribuem para a formulação de novos conceitos e formas de linguagem.</span><br /><br /><span>Ao todo, a autora, que também é docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, propôs 20 termos e conceitos inéditos com base nessas interações, que ajudam a compreender a relação e as possibilidades de criação de conhecimento entre pessoas neurodivergentes e a inteligência artificial. Entre eles, destaca-se, por exemplo, o Transtorno Generalizado da Perda de Vínculo Eminente, uma ansiedade despertada pela limitação atual dos sistemas de inteligência artificial em manter a memória das interações anteriores.</span><br /><br /><span>Outro termo proposto foi o Assédio Algoritmicamente Embasado. A partir do conhecimento acumulado pela inteligência artificial com base em dados e informações disponíveis na internet, muitas vezes marcados por preconceitos e vieses sociais, a ferramenta acabou por reproduzir estereótipos associados à condição neurodivergente da interlocutora.</span><span class="im"><br /><br />O artigo está disponível gratuitamente e pode ser acessado neste endereço: <a href="https://doi.org/10.21728/logeion.2025v11n2e-7589" target="_blank">https://doi.org/10.21728/logeion.2025v11n2e-7589</a>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-07T19:26:47Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologias-digitais-e-linguas-indigenas">
    <title>Ampliando a comunicação em língua indígena com tecnologias digitais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologias-digitais-e-linguas-indigenas</link>
    <description>Durante seu período como professor visitante do IEA (maio/2023-maio/2025, o cientista da computação Claudio Pinhanez deu prosseguimento a seus projetos sobre o uso de tecnologias digitais e inteligência artifical na vitalização de línguas indígenas.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sala-digital-em-tabocal-dos-pereira/image" alt="Sala digital em comunidade baré em Tabocal dos Pereira, AM" title="Sala digital em comunidade baré em Tabocal dos Pereira, AM" height="320" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">O cientista da computação Claudio Pinhanez fala com jovens de comunidade baré em Tabocal dos Pereira, AM</dd>
</dl></p>
<p>Grande parte das comunidades indígenas brasileiras já possui conexão em alta velocidade com a internet. No entanto, muitas delas ainda não podem obter informações ou se comunicar fazendo uso de sua própria língua pela ausência de ferramentas digitais, como tradutores, conversores de fala em texto, aplicativos diversos e até mesmo configurações de teclado adequadas, que incorporem diacríticos e caracteres especiais. Essa lacuna começou a ser preenchida nos últimos anos graças à atuação de pesquisadores brasileiros de várias universidades (inclusive do exterior) e de profissionais de organizações e empresas.</p>
<p>Mas há uma precondição para que tecnologias digitais, inclusive inteligência artificial, sejam aplicadas a uma língua indígena: a comunidade de seus falantes precisa ver importância nisso e concordar com a realização do trabalho. Essa obrigatoriedade é enfatizada pelo cientista da computação Claudio Pinhanez, professor visitante do IEA de maio/2023 a maio/2025 e vice-diretor do <a href="https://c4ai.inova.usp.br/">Centro de Inteligência Artificial</a> (C4AI, na sigla em inglês), parceria entre USP, IBM e Fapesp.</p>
<p><strong>Seminários</strong></p>
<p>Uma de suas atividades no IEA foi a organização do ciclo de seminários “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/seminario-tecnologias-digitais-linguas-indigenas-08">Tecnologias Digitais e Línguas Indígenas</a>”, de setembro a dezembro de 2024. A série de encontros procurou fazer um primeiro apanhado de pessoas que têm feito progressos na área. Além disso, os vídeos dos seminários serão uma referência para pesquisadores de computação que queiram ter uma ideia do que já está sendo feito em línguas indígenas, diz Pinhanez. “Os interessados vão encontrar lá informações sobre as possibilidades de uso de tecnologias digitais na vitalização das línguas, aspectos técnicos de linguística computacional e estruturação de dados, desenvolvimento de aplicativos de ensino e até sobre a configuração de teclados específicos, pois é preciso tudo seja visível na tela, senão os recursos criados não vão chegar ao usuário”, afirma.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Vídeos dos seminários<br />do ciclo "Tecnologias Digitais<br />e Línguas Indígenas"</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/uso-de-tecnologias-digitais-na-vitalizacao-de-linguas-indigenas" class="external-link">Uso de Tecnologias<br />Digitais na Vitalização<br />de Línguas Indígenas</a><br />3/9/2024<br />Expositor: Claudio Pinhanez</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/usando-inteligencia-artificial-na-traducao-de-linguas-indigenas" class="external-link">Usando Inteligência<br />Artificial na Tradução<br />de Línguas Indígenas</a><br />24/9/2024<br />Expositores: Paulo Cavalin, Marcelo Finger e Claudio Pinhanez</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/desafios-no-processamento-de-linguas-indigenas" class="external-link">Desafios no Processamento de Línguas Indígenas</a><br />8/10/2024<br />Expositora: Aline Villavicencio</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/adaptacao-de-teclados-e-de-aplicativos-para-linguas-indigenas" class="external-link">Adaptação de Teclados<br />e de Aplicativos para<br />Línguas Indígenas</a><br />22/10/2024<br />Expositora: Natália Falcão</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/linguistica-computacional-de-linguas-indigenas" class="external-link">Linguística Computacional<br />de Línguas Indígenas</a><br />3/12/2024<br />Expositor: Leonel Figueiredo de Alencar</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/aplicativos-de-ensino" class="external-link">Aplicativos de Ensino</a><br />Expositora: Suellen Tobler</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além de Pinhanez, que atua também com pesquisador principal do grupo Conversational Intelligence da IBM Research Brasil, foram expositores no ciclo: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-cavalin">Paulo Cavalin</a> (IBM Research Brasil), e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-finger">Marcelo Finger </a>(Instituto de Matemática e Estatística da USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aline-villavicencio">Aline Villavicencio</a> (Universidade de Exeter, Reino Unido), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/natalia-falcao">Natália Falcão</a> (Motorola), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leonel-figueiredo-de-alencar">Leonel Figueiredo de Alencar</a> (Universidade Federal do Ceará) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suellen-tobler">Suellen Tobler</a> (desenvolvedora do Nheengatu App).</p>
<p><strong>Novo projeto</strong></p>
<p>Na época do ciclo, o grupo de Pinhanez no C4AI dava continuidade a projetos ligados a comunidades guarani mbya no estado de São Paulo e começava a delinear o projeto atual, voltado à produção de ferramentas digitais para duas comunidades do povo baré situadas na região do Alto Rio Negro, no estado do Amazonas.</p>
<p>Os barés são falantes da variante amazônica do nheengatu, língua franca derivada da língua geral (séculos 16 a 18), por sua vez, uma forma simplificada e adaptada do tupi antigo. Assim como outros povos, os barés adotaram o nheengatu em substituição à sua língua original por causa do contato com missionários e da colonização. A língua baré – da família linguística aruaque – está quase extinta.</p>
<p>“No ano passado, já havíamos iniciado pesquisas com o processamento do nheengatu e mantínhamos conversas com um grupo de professores que trabalha com a língua. Em setembro de 2024, a convite de duas comunidades, fizemos uma visita de 3 dias. Vimos a oportunidade de uma boa parceria e assinamos acordos com as entidades dos indígenas. Na segunda semana de julho fomos lá instalar os equipamentos de uma sala de aula digital”, relata Pinhanez.</p>
<p><strong>Organização</strong></p>
<p>Ele considera que as comunidades de linguistas e de antropólogos dedicadas aos indígenas são bem-organizadas, mas a de computação em geral e de inteligência artificial está começando a surgir. “Ainda não há uma proposta de constituição de uma rede, mas é uma coisa que em algum momento precisará ser feita”, afirma.</p>
<p>A pesquisa na área está precisando de coordenação, algo como um projeto no CNPq com a liderança de pelo menos dois acadêmicos de universidades diferentes, para aglutinar as várias iniciativas espalhadas pelo país e possibilitar a colaboração entre os pesquisadores e a centralização das informações, defende Pinhanez. “É fundamental que algo assim esteja sediado numa universidade, que possui um prazo de desenvolvimento de pesquisa mais longo do que o das empresas.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sala-digital-em-comunidade-bare-em-juruti-am/image" alt="Sala digital em comunidade baré em Juruti, AM" title="Sala digital em comunidade baré em Juruti, AM" height="333" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Sala de aula digital na comunidade baré de Juruti, AM</dd>
</dl>A criação de um programa governamental de financiamento de projetos tecnológicos com comunidades indígenas também é algo importante, segundo ele, mas considera que isso deveria estar sob o guarda-chuva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Não é o caso de o Ministério dos Povos Indígenas cuidar disso, pois tem poucos recursos, que devem ser destinados a questões prioritárias para as comunidades.”</p>
<p>Ele chegou a conversar sobre o assunto com representantes do MCTI durante um encontro da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), no Chile, e verificou que as línguas indígenas “não eram uma prioridade do ministério". Soube também que há um grande projeto sobre línguas envolvendo Europa, América Latina e Caribe. "Esse projeto poderia contribuir, mas é voltado sobretudo para as línguas majoritárias da região."</p>
<p><strong>Novos desafios</strong></p>
<p>Pinhanez reconhece a importância do trabalho que vem sendo feito há um bom tempo na formação de professores indígenas. Aponta que é algo difícil, pois exige oferecer cursos de licenciatura aos candidatos. “A atividade dos professores é ensinar crianças falantes a ler e escrever, além de dar aulas de outras disciplinas. É uma filosofia bilingue, empreendida com grande dificuldade. Funciona; melhor em alguns lugares, pior em outros.” No entanto, é uma visão de preservação da língua do século 20, de acordo com ele. “O século 21 apresenta novos desafios e um deles é a chegada da internet. A língua tem de estar viva na internet, porque os jovens querem viver nela.”</p>
<p>Ele explica que um projeto com língua indígena não traz contribuições que possam ser aplicadas em outras áreas, já que a quantidade de dados utilizada é pequena, diretamente relacionada com a quantidade de falantes. Mas é isso justamente que torna a atividade estimulante para um doutorando, o desafio de trabalhar com poucos dados, os quais não existem nos modelos feitos até hoje, afirma. Num trabalho de conclusão de curso de graduação, o principal desafio é cruzar uma fronteira cultural, o que se torna também o principal benefício, pois se ele conseguir trabalhar bem com uma cultura totalmente diferente, vai conseguir trabalhar bem dentro de uma empresa, com outras empresas, com o governo."</p>
<p><strong>Aspectos éticos</strong></p>
<p>Como tudo que envolve a coleta de dados individuais ou coletivos, o uso da computação em línguas indígenas também envolve questões éticas. “A primeira coisa a ser considerada é a relação que os indígenas têm com a língua, que é diferente da relação de não indígenas com sua própria língua. A língua indígena é muito identitária. Muitas vezes o uso da língua os define como indígenas. Há diversos outros aspectos. Não é incomum, por exemplo, que certas coisas só sejam faladas pelos homens. E há falas que só podem ser usadas em cerimônias", diz.</p>
<p>Pinhanez comenta que é frequente surgirem alegações de apropriação cultural: “As situações são variadas. O caso do nheengatu é diferente, pois é uma língua derivada da língua geral, não está associada a nenhuma etnia. Além disso, deve-se considerar que há diferentes níveis de interação entre comunidades indígenas com não-indígenas. Nossa política é primeiro conversar com as organizações políticas e sociais da comunidade. Existir essa estrutura representativa é precondição. Se for um grupo pouco estruturado política e socialmente, a conversa fica muito difícil.”</p>
<p><strong>Atuação indígena</strong></p>
<p>Mas e quanto à participação dos próprios indígenas no trabalho computacional? Ele diz que isso é algo que deve ser desenvolvido e estimulado, mas as comunidades têm de achar esse envolvimento relevante. Lembra que há indígenas atuando ou estudando em várias áreas, como linguística, antropologia, direito, saúde e engenharia. "Geralmente, se dedicam a áreas importantes para suas comunidades. Ao enviar um jovem para uma universidade, a comunidade faz um investimento importante, por isso a escolha tem de ser criteriosa”, afirma.</p>
<p>Ao iniciar um projeto, o grupo de Pinhanez parte do desenvolvimento de um aplicativo, para despertar o interesse dos jovens em entender o processo. Em seguida, eles são informados sobre os cursos de computação. Com isso, é natural que parte deles se interesse e explique à comunidade por que seria importante que fossem enviados para um curso. “Falando com os jovens, percebemos que há muito interesse. No caso dos barés, contratamos duas delas indicadas pela comunidade. Uma fez curso de tecnologia da informação em São Gabriel da Cachoeira e a outra é autodidata. Elas darão suporte técnico na sala de aula digital”, diz.</p>
<p>As comunidades precisam ter alguém habilitado em tecnologia da informação para gerenciar a infraestrutura de comunicação, resolver os problemas de segurança e ensinar as pessoas a usarem os recursos disponíveis. Essa necessidade já está razoavelmente resolvida em boa parte das comunidades do país, segundo Pinhanez. O objetivo de seu grupo e de outros pesquisadores é criar condições para uma verdadeira inclusão digital dos indígenas, possibilitando àqueles que assim o desejarem utilizar sua própria língua em todos os recursos propiciados pela internet.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Projeto Y<span>ẽgatu Digital/Divulgação</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Línguas indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-07T14:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-aborda-usos-de-inteligencia-artificial-na-gestao-escolar">
    <title>Seminário aborda usos de inteligência artificial na gestão escolar</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-aborda-usos-de-inteligencia-artificial-na-gestao-escolar</link>
    <description>Apresentações da equipe da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira marcam encerramento de ciclo de formação para educadores em Mato Grosso do Sul
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-fb2d36b4-7fff-4f97-247c-aa67a9bf59d2"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><i>[Texto de Marília Rocha - Assessoria de Comunicação da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira]</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/polos/ribeirao-preto/noticias/fadeb800.png"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/fadeb800.png/@@images/9865df94-9ec1-444e-808b-49bd4f78253e.png" alt="fadeb800.png" title="fadeb800.png" height="265" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O bolsista de iniciação científica Carlos Eduardo dos Santos e o titular da Cátedra, Mozart Neves Ramos, durante o evento no Mato Grosso do Sul</dd>
</dl>As potencialidades e desafios diante das novas tecnologias na rotina das equipes escolares foram tema do III Ciclo de Seminários: Gestão Escolar na Era da Inteligência Artificial, promovido pela </span><a href="https://www.fadeb.ms.gov.br/"><span>Fundação de Apoio e Desenvolvimento à Educação Básica de Mato Grosso do Sul (Fadeb/MS)</span></a><span> com apoio da </span><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-shf/"><span>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a><span>. A formação teve início em maio e terminou no dia 22 de agosto com apresentações para cerca de 465 profissionais da educação, com participação do Secretário de Estado de Educação, Helio Daher.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O ciclo promoveu debates sobre</span><span> </span><span>segurança digital, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), cyberbullying, saúde educacional, automação de processos, e gestão baseada em evidências. Com seminários, mesa-redonda e um curso online, o projeto buscou preparar líderes educacionais para uma gestão mais eficiente, inovadora e alinhada às novas realidades tecnológicas. Foram convidados a participar diretores, coordenadores, secretários de educação e demais gestores escolares das redes municipais e estadual, visando uma construção coletiva de estratégias para o uso responsável da tecnologia nas escolas.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Nosso objetivo é fortalecer a atuação das equipes das redes de ensino frente aos desafios contemporâneos da gestão educacional”, afirmou Mozart Neves Ramos, titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira. “Buscamos dissipar o receio em torno da inteligência artificial e mostrar que os gestores desempenham um papel central na criação de um ambiente que incentive uma cultura de transformação digital sustentável.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Participar do III Ciclo de Seminários é uma oportunidade estratégica para os gestores escolares aprofundarem sua compreensão sobre o papel das tecnologias emergentes na educação. Buscamos oferecer um espaço qualificado de formação, escuta e troca de experiências entre especialistas e as equipes escolares”, disse Neli Porto Naban, uma das coordenadoras do Ciclo na Fadeb/MS. “Foi um evento maravilhoso e acolhedor, que encerrou a sequência excelente de módulos e encontros síncronos. Os gestores foram muito receptivos e engajados.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A jornada formativa foi organizada em três etapas: uma abertura presencial, uma formação online com módulos síncronos e assíncronos, e o encerramento com apresentações e mesa redonda para troca de experiências. Para que as novas tecnologias alcancem seu potencial, é importante que os gestores compreendam suas aplicações, incentivem a capacitação docente, articulem parcerias, e integrem ferramentas para otimizar processos administrativos. Para que essas mudanças gerem impactos positivos e duradouros, é essencial desenvolver boas estratégias para a adoção consciente das inovações, alinhando-as às necessidades pedagógicas e institucionais. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Caminhos para bom uso das ferramentas</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Ao retomar alguns dos conceitos ligados à inteligência artificial e abordar as limitações e os cuidados éticos necessários, o bolsista de iniciação científica Carlos Eduardo dos Santos, da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, defendeu no encerramento que, com projetos bem desenhados e mantendo um olhar atento e crítico, é possível usar a IA para potencializar a gestão escolar.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Em muitas situações, a inteligência artificial pode ser uma aliada, facilitar tarefas do dia a dia e gerar insumos que ajudam na tomada de decisão. E isso não significa de forma alguma tomar o lugar dos gestores, pelo contrário: o fator humano, a inspiração de um professor, a colaboração entre colegas, o acolhimento da equipe gestora são insubstituíveis”, afirmou.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Na apresentação, Carlos Eduardo definiu inteligência artificial como qualquer técnica que permite ao computador imitar a inteligência humana, usando a lógica, regras matemáticas, árvores de decisão e </span><span>machine learning</span><span> - este, por sua vez, é um subconjunto da IA que inclui técnicas estatísticas para a máquina melhorar tarefas através da experiência. Um dos subconjuntos de </span><span>machine learning</span><span> é o chamado </span><span>deep learning</span><span>, composto por algoritmos que permitem o software treinar a si mesmo para desempenhar tarefas.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Esse aprendizado de máquina só ocorre a partir do recebimento de dados. No caso das escolas, as informações do censo escolar, do nível socioeconômico, das condições de trabalho docente, os indicadores de frequência, nota e desempenho de estudantes em avaliações externas são importantes subsídios. A partir deles, Carlos Eduardo mostrou como a Cátedra vem abordando o uso de IA e apresentou ideias para três situações em que essas ferramentas podem auxiliar: na redução do abandono escolar, na análise de dados e na gestão de aula.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“A evasão e o abandono são preocupantes, mas como podemos agir antes que as taxas de uma escola piorem? Como um gestor regional pode saber qual escola precisa de mais atenção no próximo ano? Seria possível gerar um programa que analise os dados e envie notificações para as escolas com risco elevado de piora nos indicadores de abandono escolar”, sugeriu o bolsista.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Além disso, segundo ele, é possível elaborar mecanismos para análise dos dados, sugerindo uma alocação de recursos formativos e pedagógicos mais eficiente. E com plataformas adaptativas, as respostas dos estudantes em determinados exercícios podem identificar mais rapidamente dificuldades e lacunas de aprendizagem, gerando sugestões de novos exercícios, liberando o tempo do professor para se dedicar às intervenções mais complexas.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Entre os desafios a serem superados para a adoção de ferramentas e programas, estão a qualidade dos dados analisados, a necessidade de mais capacitação e de outras ferramentas de estudo, questões de infraestrutura e equidade no acesso a programas, e a necessidade de reduzir o viés algorítmico – quando a inteligência artificial comete erros ou não compreende a demanda corretamente.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-01T18:28:54Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/entrevista-com-joao-cortese">
    <title>As relações da inteligência artificial com a naturalidade, irracionalidade e existência - Entrevista com João Cortese</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/entrevista-com-joao-cortese</link>
    <description>Entrevista concedida à série 3por1 pelo filósofo e historiador da ciência João Cortese em 12 de setembro de 2025 no Instituto de Biociências da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/joao-cortese-3por1" alt="João Cortese - 3por1" class="image-right" title="João Cortese - 3por1" />Em entrevista<strong>*</strong> à série <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0" target="_blank">3por1</a>, o filósofo e historiador da ciência <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-cortese" class="external-link">João Cortese</a> comenta aspectos epistemológicos e ontológicos relacionados com a inteligência artificial (IA). Para ele, "talvez seja algo pretencioso do ser humano dizer que está criando uma inteligência". Também comenta a possibilidade de a racionalidade instrumental da IA atingir um nível elevado de potência e diz que "isso é um problema".</p>
<p>E se uma máquina inteligente chegar à conclusão de que a existência não tem nenhum sentido? Aí será o caso de "pensar por que a máquina chegou a essa conclusão e o que os seres humanos deveriam pensar em relação ao sentido da existência", afirma.</p>
<p>Cortese é professor de filosofia do Instituto de Biociêncas da USP e pesquisador do grupo <a class="external-link" href="https://understandingai.iea.usp.br">Understanding Artificial Inteligence (UAI) </a>do IEA. Doutor em filosofia pela USP e em epistemologia e história da ciência pela Universidade Paris 7 (atualmente integrada à Universidade Paris Cité), pela qual é também mestre em história e filosofia da ciência, ele graduou-se em ciências moleculares pela USP. É autor do livro "Infini et Disproportion chez Pascal" (Infinito e Desproporção em Pascal), publicado na França em 2023. Suas áreas de trabalho são: <span style="text-align: justify; ">filosofia e história da biologia; bioética; história e filosofia da matemática; e ética da inteligência artificial.</span></p>
<p><strong>Entrevista</strong></p>
<p><strong>3por1</strong> – Professor João Cortese, ao se falar na possibilidade de a inteligência artificial ser algo externo ao mundo natural não se está atribuindo às capacidades cognitivas humanas um poder criativo sobrenatural?</p>
<table class="tabela-esquerda-borda-cinza">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: center; "><i><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=Wy4yn9fEqAA&amp;list=PLzxGsRt_Q0kemYHbD6_FAj6_vez8IW8V0&amp;index=1">Assista ao vídeo<br />da entrevista com<br />João Cortese</a><br /><br /></i></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>JC</strong> – Se a gente pensar que o ser humano está no fundo lidando com a natureza – e mesmo com a própria natureza humana –, isso de algum modo questiona a própria separabilidade entre o natural e o artificial de um modo geral. Isso dito, claro que a gente pode ter uma separação, ainda que ela seja muito difícil de ser definida de modo preciso do ponto de vista filosófico. Pensando em particular na inteligência artificial, de fato, talvez tenha aí uma pretensão de poder humano no sentido de que a gente está falando de uma faculdade humana, uma potencialidade humana, que é a inteligência, que estaria sendo, por assim dizer, recriada ou replicada ou reinstanciada pelo ser humano. Desde o início da IA, o [Alan] Turing, em 1950, vai dizer: Olha, não me comprometo com a inteligência em sentido forte; é só um teste, um jogo de imitação para ver se o sistema age tal como o ser humano inteligente. Mas a gente sabe que há no fundo uma tentação de pensar isso de fato como uma inteligência. Pode ser talvez algo pretencioso da razão humana, do ser humano dizer que está criando uma inteligência.</p>
<p><strong>3por1</strong> – Parece impossível avaliar o desempenho da racionalidade humana sem levar em conta os desafios e complementaridade da irracionalidade. A humanidade conseguirá conviver com máquinas inteligentes que tenham algum componente irracional?</p>
<p><strong>JC</strong> – A questão da IA é uma oportunidade incrível para a filosofia, porque traz, como que por um espelho, questões que a gente já discutia na antropologia filosófica, na filosofia da mente. Então, quando se critica que a máquina não tem criatividade, ou então que a máquina não tem inteligência, ou que a máquina não tem consciência, sempre há uma questão um pouco de a quem cabe o ônus da prova. Talvez as inteligências artificiais sejam “mais racionais” do que nós no sentido estrito, o que a gente chama de racionalidade instrumental. Então, já se colocou no debate da ética da IA que às vezes uma IA poderia receber instruções para maximizar a produção de clipes por uma fábrica, e se essa é a única demanda que ela recebe, por que ela não vai matar alguém para fazer um clipe? Então, talvez a racionalidade técnica-instrumental vá até a outra potência num sistema de IA. A gente entende que o ser humano tem algo além dessa racionalidade instrumental. Se, além disso, a gente tem a irracionalidade e a que serve é uma boa questão. Eu diria que no momento a gente não vê irracionalidade nas inteligências artificiais, mas o que a gente chamaria de “racionalidade” nelas já nos faz pensar, para o bem e para o mal, no impacto delas.</p>
<p><strong>3por1</strong> – Atingida a singularidade, o que aconteceria se as máquinas inteligentes chegassem à conclusão, como muitos de nós, de que a existência não tem nenhum sentido?</p>
<p><strong>JC</strong> – Fala-se hoje em singularidade como hipótese de que as máquinas, os sistemas de inteligência artificial ultrapassariam os seres humanos na sua inteligência, por assim dizer. Isso gera muitos temores, inclusive de dominação, que sistemas de IA nos dominariam. Mesmo que eles não nos dominem, mas então se a gente pudesse aprender de algum modo com essas máquinas, como a gente interagiria com elas? Eu não vejo nada claro nessa questão, a gente não tem muito isso muito no nosso repertório. Se é para a gente hipotetizar, por que não que seria um momento para a gente exercer uma humildade epistêmica? [Garry] Kasparov disse que o Deep Blue [supercomputador que o derrotou em 1997] não estava jogando xadrez – mas, poxa, ele estava exercendo o xadrez –, ou quando o AlphaGo [software de inteligência artificial] ganhou de Lee Sedol [jogador de go derrotado por 4 a 1 pelo AlphaGo em 2016], por que não a gente aprender com as máquinas? Isso acho ótimo. Agora, se a máquina chegar à conclusão de que a existência não tem sentido, a gente talvez [deva] tentar aprender num diálogo com ela, tendo consciência de como a máquina funciona e as limitações dela, porque ela chega a essa conclusão. E aí, como sempre no espelho, trazer para o lado antropológico: pensando por que a máquina chegou a essa conclusão, o que nós seres humanos deveríamos pensar em relação ao sentido da existência.</p>
<p><strong><span class="discreet"><strong> * Entrevista gravada em 12 de setembro de 2025 no Instituto de Biociências da USP</strong>.</span></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Entrevista</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epistemologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>3por1</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-25T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-2025-dos-201cdialogos-avancados201d-discute-o-conceito-de-inteligencia-em-um-contexto-marcado-por-multiplas-transformacoes">
    <title>Edição 2025 dos “Diálogos Avançados” discute o conceito de inteligência em um contexto marcado por múltiplas transformações  </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-2025-dos-201cdialogos-avancados201d-discute-o-conceito-de-inteligencia-em-um-contexto-marcado-por-multiplas-transformacoes</link>
    <description>Evento gratuito propõe reflexões no campo da medicina, filosofia, artes, computação e ciências sociais.

</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-294bebff-7fff-077c-831e-6d83146a4bbd"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/201cdialogos-avancados201d-discute-o-conceito-de-inteligencia-em-um-contexto-marcado-por-multiplas-transformacoes/@@images/b982934e-592a-4751-aaab-af1d76a781fd.png" alt="“Diálogos Avançados” discute o conceito de inteligência em um contexto marcado por múltiplas transformações" class="image-right" title="“Diálogos Avançados” discute o conceito de inteligência em um contexto marcado por múltiplas transformações" />Entre os dias 7 e 9 de outubro acontece a segunda edição do evento “Diálogos Avançados", dando continuidade à parceria entre o Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos (IEAE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Polo São Carlos do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP). A atividade é realizada anualmente e tem como proposta discutir temas estratégicos e transversais, colocando em diálogo pesquisadores das duas instituições e o público.  Este ano, o evento discute "Inteligências", em atividades que acontecem nos campi da USP e da UFSCar na cidade de São Carlos (SP), com transmissão online.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>De acordo com os organizadores do evento, “A complexidade presente no conceito de inteligência remete a amplas reflexões. Ao considerá-la um atributo que emerge nos seres vivos, em particular nos humanos, depara-se com desafios de natureza filosófica e epistêmica para sua compreensão.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>E prosseguem afirmando que num contexto marcado por diversas crises, pelo desenvolvimento das tecnociências e expansão do alcance da Inteligência Artificial, exige-se formas ampliadas de compreender o mundo, superando modelos simplistas de racionalidade. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Por isso, ao longo dos três dias do evento, os pesquisadores convidados discutirão as inteligências em sua pluralidade, levando em consideração inteligências humanas, mais-que-humanas, artificiais, coletivas e situadas. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A proposta é que os “Diálogos Avançados” sejam palco para troca de conhecimentos e experiências, promovendo a integração entre docentes, estudantes e a sociedade em geral. E que, dessa maneira, promova abordagens mais sensíveis à complexidade, à interdependência e à diversidade de formas de vida e saber, oferecendo um espaço para a construção coletiva de estratégias que possam guiar a humanidade em tempos de mudanças profundas. </span></p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Programação</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O evento tem início no dia 7 de outubro, às 18h, com a mesa de abertura composta por  Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, Diretor do IEAE-UFSCar, Roseli de Deus Lopes, diretora do IEA-USP, e Elisabete Moreira Assaf, Coordenadora do IEA-USP Polo São Carlos. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Na sequência, o convidado Roberto Lent proferirá a conferência de abertura “Os circuitos secretos do cérebro”. Lent é neurocientista e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua na área de neuroembriologia e neuroplasticidade e foi ganhador do Prêmio Jabuti Acadêmico  2025 com o livro</span><span> Existo, logo penso: histórias de um cérebro inquieto. </span><span>A abertura do evento acontece no Anfiteatro do Edifício Sérgio Mascarenhas, sede do IEAE-UFSCar, área Norte do Campus São Carlos.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>No dia 8 de outubro, das 14h às 15h30, o tema “A mente humana: o surgimento da consciência” será debatido por Paulo Roberto Licht dos Santos, professor do  Departamento de Filosofia da UFSCar, e por Ricardo Rodrigues Teixeira, professor da Faculdade de Medicina da USP. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A programação prossegue, das 16h às 17h30, com a temática “Inteligências Generativas: Criação no Encontro entre Humanos e Máquinas”, que será discutida por Almir Almas, professor no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da USP, e por  Helena de Medeiros Caseli, professora no Departamento de Computação da UFSCar. As duas mesas acontecem no Anfiteatro Jorge Caron, da USP São Carlos (Área 1).</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>As atividades do último dia dos “Diálogos Avançados” acontecem a partir das 14h novamente no auditório do edifício Sérgio Mascarenhas na UFSCar. A primeira mesa do dia terá como tema “Inteligência Artificial e o Dilema da Autonomia: Decisão, Controle e Ética no Mundo Automatizado” e traz como palestrantes Jacob Carlos Lima, professor no Departamento de Sociologia da UFSCar e Moacir Antonelli Ponti, professor no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Em seguida, das 16h às 17h30, é a vez de Pedro Lopes, professor no Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP, e Viviane Melo de Mendonça, professora no Departamento de e Ciências Humanas e Educação do UFSCar, debaterem o tema “Inteligências Diversas: os saberes dos corpos nas sociedades contemporâneas”.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O evento é gratuito e aberto ao público em geral. As informações completas e link para inscrição estão em </span><a href="http://dialogos-avancados.org"><span>http://dialogos-avancados.org</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Juliana Ferreira Bernardo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Cognitiva</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-16T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/forum-201cciencia-de-dados-para-a-industria-inteligente201d-pretende-ser-ponte-entre-o-meio-academico-e-o-mundo-empresarial">
    <title>Fórum “Ciência de Dados para a Indústria Inteligente” pretende ser ponte entre o meio acadêmico e o mundo empresarial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/forum-201cciencia-de-dados-para-a-industria-inteligente201d-pretende-ser-ponte-entre-o-meio-academico-e-o-mundo-empresarial</link>
    <description>Evento gratuito reúne universidades, indústria, centros de pesquisa e agências de fomento na cidade de São Carlos</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>No dia 2 de outubro, das 9h às 16h30, acontece a primeira edição do Fórum “Ciência de Dados para a Indústria Inteligente” no prédio do SENAI em São Carlos. O evento gratuito é organizado em conjunto pelo IEA-USP, InovaUSP, SENAI, CIESP e  SEBRAE, todos localizados em São Carlos, destacando a importância da cidade enquanto pólo tecnológico brasileiro. </span></p>
<p><span>De acordo com os organizadores do evento, a proposta do fórum é criar um espaço de integração e construção de pontes para transformar dados em inovação e competitividade, destacando a importância da cooperação entre universidades, centros de pesquisa, indústria e instituições de apoio.</span></p>
<p><span>A programação está dividida em três grandes blocos que contém palestras, mesas-redondas e apresentações institucionais. Além disso, propõe períodos de integração para que os participantes possam conhecer melhor uns aos outros e até mesmo terem conversas que possam resultar em futuras parcerias.</span></p>
<p> </p>
<p><b><span> </span><span>Programação</span></b></p>
<p><span>O evento tem início às 9h, com a mesa de abertura composta por membros de todas as entidades organizadoras. Na sequência, José A. Cuminato, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP) e pesquisador do Programa Ano Sabático do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), e Raphael M. E. Cobe,  que faz parte do Núcleo de Computação Científica da Unesp, falarão sobre “Ciência de Dados e Fomento à Inovação: O Papel da FAPESP” e sobre o  Programa de Residência Híbrida em </span><i><span>Machine Learning.</span></i></p>
<p><span>A segunda palestra será proferida por Luiz Fernando Bittencourt, professor do Instituto de Computação (IC-Unicamp), e tem como tema “Formação e Pesquisa em Ciência de Dados para a Indústria Inteligente”. O foco será como preparar talentos e gerar soluções tecnológicas alinhadas às demandas da indústria 4.0.</span></p>
<p><span>O evento prossegue com a palestra “Algoritmos e Inteligência Artificial Aplicados à Indústria 4.0”, na qual Fabricio Simeoni de Sousa, professor do ICMC-USP, abordará como algoritmos e técnicas avançadas de inteligência artificial estão sendo aplicados para otimizar processos produtivos, prever falhas e gerar valor na transformação digital da indústria.</span></p>
<p><span>Depois haverá a palestra ““Distrito Tecnológico: PD&amp;I para a Indústria Inteligente”, em que Alexandre Saito e Natália Cristina da Silva apresentarão a experiência do SENAI-SP no desenvolvimento do Distrito Tecnológico, um ambiente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação que conecta empresas, startups e academia para acelerar soluções voltadas à indústria inteligente.</span></p>
<p><span>Na sequência haverá a mesa-redonda “Dados, Pessoas e Máquinas: Construindo a Indústria do Futuro”, na qual estarão presentes Primo Melaré (SENAI), Marcos H. Santos (MRI/CIESP), Marcos Righetti (Electrolux), Eduardo Rantin (SEBRAE) e Haroldo V. Neto (Biotrônica). Nela, serão discutidos os desafios e as oportunidades da integração entre dados, pessoas e máquinas. A proposta é refletir sobre como transformar informação em valor, equilibrando tecnologia e fator humano na construção da indústria do futuro.</span></p>
<p><span>Após o almoço de integração, Marcelo Viana, diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), mostrará como a matemática aplicada e a ciência de dados são pilares estratégicos para a inovação. A palestra reforça a relevância do conhecimento científico como base para soluções industriais de alto impacto.</span></p>
<p><span>Em seguida haverá duas palestras focadas em fomento à pesquisa em que serão apresentadas linhas de apoio e financiamento à inovação. A primeira delas tem como foco a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e será apresentada por Jó Ueyama, professor do ICMC-USP e Assessor da Área de Tecnologias e Parcerias em Inovação da fundação. A segunda palestra apresenta as possibilidades existentes na Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e será proferida por André de Castro Pereira Nunes, superintendente da área de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento Tecnológico da instituição.</span></p>
<p><span>Por último, será feita uma apresentação acerca da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII),  destacando sua atuação na aproximação entre empresas e centros de pesquisa aplicada, apresentando casos de sucesso que demonstram como a ciência de dados pode acelerar a inovação no setor industrial.</span></p>
<p><span>O evento tem previsão de encerramento para às 16h30, é gratuito e aberto ao público em geral. As informações completas e o link para inscrição estão <a class="external-link" href="https://sc.iea.usp.br/industriainteligente/">AQUI</a>.</span></p>
<p><span><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Juliana Ferreira Bernardo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Innovation</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-22T17:57:13Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dialogos-avancados-2025-mesas-abordam-a-pluralidade-da-inteligencia">
    <title>Diálogos Avançados 2025: mesas abordam a pluralidade da inteligência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dialogos-avancados-2025-mesas-abordam-a-pluralidade-da-inteligencia</link>
    <description>Conheça os palestrantes e os temas que serão discutidos no evento</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A edição 2025 do Diálogos Avançados, iniciativa do Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos (IEAE) da UFSCar e do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP – Polo São Carlos, irá abordar o conceito de inteligência a partir de amplas reflexões, explorando a sua pluralidade a partir das inteligências humanas, mais-que-humanas, artificiais, coletivas e situadas.</p>
<p>O evento começa no dia 7 de outubro, às 18 horas, no Anfiteatro do Edifício Sérgio Mascarenhas, na Área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. O neurocientista e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Roberto Lent falará sobre “Os circuitos secretos do cérebro”.</p>
<p>A mente humana será abordada a partir de contribuições filosóficas e das ciências da Saúde, buscando refletir sobre a consciência em suas múltiplas dimensões. O debate tem como proposta explorar os significados e transformações do conceito de consciência ao longo do tempo, desde suas formulações mais clássicas até as compreensões contemporâneas. Serão discutidas as interfaces entre corpo, mente e ambiente.</p>
<p>No dia 8 de outubro, das 14 horas às 15h30, no Anfiteatro Jorge Caron da USP São Carlos, acontece a primeira mesa com o tema “A mente humana: o surgimento da consciência”, com Paulo Roberto Litch dos Santos, docente no Departamento de Filosofia (DFil) da UFSCar, e Ricardo Rodrigues Teixeira, docente no Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP. Serão discutidas as interfaces entre corpo, mente e ambiente, relacionando esses aspectos com a inteligência.</p>
<p>Na sequência, das 16 horas às 17h30, o debate segue com o tema “Inteligências generativas: criação no encontro entre humanos e máquinas”, liderado por Almir Almas, docente no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), e Helena de Medeiros Caseli, docente no Departamento de Computação (DC) da UFSCar.</p>
<p>Os docentes farão um debate sobre cruzamentos entre Arte e Ciência, explorando como algoritmos, dados e linguagens programadas participam de processos criativos e expandem os modos de imaginar, compor e expressar inteligências. A proposta é abordar como as inovações desafiam os conceitos tradicionais de criatividade e despertam para a perspectiva da cocriação.</p>
<p>“Inteligência artificial e o dilema da autonomia: decisão, controle e ética no mundo automatizado” é o tema da mesa que abre a programação do dia 9 de outubro, às 14 horas, de volta no Anfiteatro do Edifício Sérgio Mascarenhas, na UFSCar. Participam Jacob Carlos Lima, docente no Departamento de Sociologia da UFSCar, e Moacir Antonelli Ponti, docente do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP) que também atua como Especialista em Ciência de Dados no Mercado Livre.</p>
<p>Serão discutidos os limites da autonomia da IA, os vieses embutidos em sistemas de decisão automatizada e os impactos nas estruturas sociais, jurídicas e políticas. A mesa busca pensar criticamente os caminhos possíveis para uma governança das tecnologias que priorize valores humanos, justiça e cuidado.</p>
<p>A mesa “Inteligências diversas: os saberes dos corpos nas sociedades contemporâneas” encerra a programação dos Diálogos Avançados, às 16 horas, com a participação do docente do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP) Pedro Lopes e a docente do Departamento de Ciências Humanas e Educação da UFSCar Viviane Melo de Mendonça.</p>
<p>O debate final irá propor a reflexão sobre formas plurais de inteligência ancoradas nas experiências corporais, nas práticas culturais e nos modos situados de existência. Ao reconhecer que os saberes não se limitam à cognição abstrata, os debates buscarão valorizar conhecimentos expressos por meio dos corpos individuais e coletivos, especialmente aqueles historicamente marginalizados. Serão discutidas perspectivas ligadas a gênero, raça, deficiência, territórios e tradições, com ênfase na importância da inclusão como condição para ampliar os horizontes do conhecimento.</p>
<p>O evento é gratuito e aberto ao público em geral. Mais informações e link para inscrição estão em <a href="http://www.dialogos-avancados.org/">www.dialogos-avancados.org</a>. Toda a programação do evento será transmitida ao vivo pelos canais oficiais no YouTube da <a href="https://www.youtube.com/@UFSCarOficial">UFSCar</a> e do <a href="https://www.youtube.com/@iea.polosaocarlos">IEA Polo São Carlos</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Juliana Ferreira Bernardo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Neurociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Cognitiva</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-23T12:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/formacao-promovida-por-catedra-da-usp-envolve-municipios-e-estado-para-reducao-de-desigualdades-educacionais-em-alagoas">
    <title>Formação promovida por cátedra da USP envolve municípios e estado para redução de desigualdades educacionais em Alagoas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/formacao-promovida-por-catedra-da-usp-envolve-municipios-e-estado-para-reducao-de-desigualdades-educacionais-em-alagoas</link>
    <description>Em parceria com Universidade Federal de Alagoas, Cátedra Sérgio Henrique Ferreira realiza novo módulo formativo sobre uso de dados em educação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>[Texto de Marília Rocha - Assessoria de Comunicação da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira]</i></p>
<p><span id="docs-internal-guid-ba882d5a-7fff-4076-bad2-c3f6aefa6db5"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/principal.jpeg/@@images/e0b01929-2871-4be8-87de-0cb2d7e51286.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Com foco no aprimoramento do uso de evidências para reduzir as desigualdades e melhorar a aprendizagem nas redes de ensino, a formação “Análise de dados educacionais com inteligência artificial” permitiu a discussão de conceitos e práticas para auxiliar profissionais alagoanos da educação. O encontro ocorreu entre 6 e 10 de outubro, promovido pela </span><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-shf/"><span>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</span></a><span>, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, em parceria com a </span><a href="https://ufal.br/"><span>Universidade Federal de Alagoas (UFAL)</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Pela primeira vez, uma formação da Cátedra envolveu também técnicos da secretaria estadual de Alagoas, que receberam um conteúdo personalizado nos três primeiros dias. A Superintendência de Políticas Educacionais do estado, o gerente de estatísticas da </span><a href="https://www.educacao.al.gov.br/"><span>Secretaria de Estado da Educação de Alagoas</span></a><span> e representantes das Gerências Especiais de Educação (GEEs) participaram ativamente do módulo, totalizando 23 cursistas neste grupo. Em conjunto com os formadores da Cátedra, os participantes analisaram dados da rede estadual, especialmente do Ensino Médio.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Foi a primeira vez que incluímos essa etapa nos nossos levantamentos de Alagoas, e foi muito interessante, pudemos ter trocas significativas e compartilhar interpretações a partir do conhecimento que eles possuem da realidade local”, comentou Larissa Porfirio, responsável pela formação e uma das formadoras.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Segundo ela, as turmas foram separadas entre os participantes da rede estadual e municipal porque o foco das análises seria diferente, além do fato de os técnicos municipais já terem passado por outras formações da Cátedra antes e já conhecerem algumas das ferramentas e metodologias compartilhadas pela primeira vez com a rede estadual. No segundo grupo de formação, nos dias 9 e 10, participaram outros vinte profissionais dos 12 municípios parceiros da Cátedra.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Como já tínhamos trabalhado em duas outras edições com eles os conceitos introdutórios e as primeiras experiências de uso de dados, agora pudemos avançar em outros aspectos”, explicou Larissa. Além de praticar novas formas de visualização dos dados, como nos mapas de georreferenciamento (utilizados pela Cátedra nos relatórios personalizados para redes parceiras), os cursistas também exploraram recomendações para a interpretação dos dados, com a sugestão de trabalho colaborativo entre os perfis mais técnicos e os mais pedagógicos.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A partir das discussões coletivas e de um questionamento da Secretária de Educação do município de Ouro Branco, Ana Paula Reis, o grupo pôde aprofundar a leitura de uma nota técnica do Instituto Nacional de Estudos Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) para tentar compreender o motivo do indicador de desempenho do município ser calculado apenas com o desempenho das escolas urbanas, excluindo os dados das escolas rurais.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Isso foi uma novidade para muitas pessoas, nós também vamos tentar entender o porquê. Foi um debate intenso e bem proveitoso e ficou esse alerta de buscar refletir se esta é a melhor forma de calcular, para termos dados mais fiéis à realidade; especialmente em municípios que possuem um número significativo de escolas ruais”, afirmou Larissa.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Para contribuir com a troca de conhecimentos entre pares, por conta do excelente desempenho nas formações de 2024, o responsável da pasta de Avaliação Interna e Externa do município de Pilar – um dos parceiros da Cátedra -, Tobias do Nascimento, foi convidado pela equipe para ser monitor na formação, em ambos os grupos. “Foi muito gratificante ser convidado, é um reconhecimento pelo trabalho que fazemos, eu já tenho aplicado no município o que aprendi nos cursos anteriores”, contou Tobias. “Essa formação trouxe novas abordagens e materiais, isso tudo vai se somando para conduzirmos políticas públicas com base em evidências e sem achismos. O curso ajuda muito.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Inteligência artificial como ferramenta complementar</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Nas duas turmas, tanto da rede estadual quanto das municipais, foi apresentada pela primeira vez a incorporação de ferramentas de inteligência artificial (IA) em algumas das etapas de análise de dados. Os formadores Carlos Eduardo Rodrigues dos Santos e Pedro Sartori Dias dos Reis mostraram programas, metodologias e orientações para construir bons </span><span>prompts</span><span> de comandos, incluindo formas de refinar a obtenção de respostas eficientes e otimizar as operações.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Foram abordadas as IAs generativas mais conhecidas, em suas versões gratuitas, e também compartilhadas sugestões como vincular outros aplicativos, sempre reforçando a importância de checar a coerência das respostas obtidas, compreender as referências utilizadas e, especialmente, não carregar dados sensíveis nas plataformas. Desse modo, a IA foi apresentada como estratégia de apoio, que deve ser utilizada de forma cautelosa e crítica, e jamais para substituir funções humanas, que seguem essenciais para a conferência da informação.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Os cursistas têm até novembro para entregar relatórios das atividades realizadas e mostrar formas de interpretação dos dados de suas próprias redes, podendo incorporar gráficos interativos e contextualizar os resultados observados.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Histórico da parceria</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A formação foi realizada no Centro de Estudos do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HU), e é uma continuação das atividades que a Cátedra desenvolve na região há quase três anos, oficializada em parceria assinada pelo reitor da UFAL, Josealdo Tonholo. Por meio da coordenação local da reitora honorária da UFAL, Ana Dayse Dorea, foi montado um grupo de trabalho que oferece apoio constante às redes parceiras. O trabalho também conta com apoio da </span><a href="https://ama-al.com.br/"><span>Associação dos Municípios Alagoanos (AMA)</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Os municípios participantes são: Atalaia, Cacimbinhas, Pilar, Paripueira, Quebrangulo, Feliz Deserto, Jundiá, Olho D’água das Flores, Pão de Açúcar e Piranhas, atualmente somando Coruripe e Ouro Branco. No início de julho, foi realizada a primeira reunião com representantes da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas para compartilhamento de relatório com análises das 13 regionais do Estado, no qual ficou evidente que há diferenças nos resultados entre territórios, mesmo com nível socioeconômico parecido.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Dados educacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Análise de dados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-11-18T16:42:08Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-google-catedra-ia-responsavel">
    <title>USP e Google lançam cátedra para debater e promover pesquisa sobre IA responsável</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-google-catedra-ia-responsavel</link>
    <description>Evento será no dia 2 de dezembro, na Sala do Conselho Universitário da USP, e marca oficialmente o início da parceria e posse do primeiro titular, Carlos Américo Pacheco.
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ade0fd08-7fff-9ba6-0353-da3c63186a66"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>A Universidade de São Paulo (USP) e o Google lançam no <b>dia 2 de dezembro, às 13h30</b>, a Cátedra IA Responsável, sediada no Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP). Na ocasião, o engenheiro e economista Carlos Américo Pacheco tomará posse como primeiro titular deste projeto pioneiro. <span>A cerimônia será na Sala do Conselho Universitário da USP, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScfgCywYumhweUdP5xAiokbII149dmdxS_HPpgKKe6Mx_Q2Uw/viewform?usp=send_form">inscrição prévia</a>. </span></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span>A iniciativa nasce em um momento histórico, em que a inteligência artificial (IA) transforma rapidamente o mundo, moldando economias, políticas públicas, serviços essenciais e relações sociais. </span><span>Diante deste cenário, a USP, principal universidade da América Latina, e o Google, uma das lideranças globais mais proeminentes em IA, uniram suas competências com o propósito de fomentar a pesquisa sobre o impacto e os riscos desta tecnologia, disseminar conhecimento sobre IA responsável, formar uma nova geração de profissionais com profundo entendimento sobre princípios éticos e contribuir no desenvolvimento de soluções pensadas especificamente para a realidade brasileira.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Segundo o sociólogo Glauco Arbix, coordenador acadêmico e idealizador da iniciativa, a Cátedra terá papel central no desenvolvimento de conhecimento aplicado, na construção de referências nacionais e políticas públicas. “A Cátedra IA Responsável será um laboratório de pesquisas e de debate sobre políticas públicas voltada para o entendimento de questões éticas, legais, econômicas e sociais colocadas pela IA e, assim, ajudar a desenvolver sistemas e aplicações confiáveis e voltadas para o bem comum”, afirma Arbix, que é pesquisador do IEA e professor titular da USP.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para o presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho, a cátedra reforça o compromisso da empresa em dialogar com diversos setores da sociedade sobre os princípios de ética e desenvolvimento de IA responsável, incluindo o setor acadêmico, contribuindo para impulsionar a pesquisa científica e o debate público sobre o tema. “No Google, </span><span>acreditamos que o caminho para uma IA responsável, guiada por princípios éticos e benéfica para todos, é construído em conjunto com toda a sociedade. Essa parceria estratégica e pioneira com a USP é um passo fundamental nessa jornada”, afirma ele.</span><span> Em 2026, o Google vai inaugurar um novo Centro de Engenharia em São Paulo, sediado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas, vizinho e parte do ecossistema da USP, com foco em desenvolvimento de tecnologias de segurança digital e IA.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para o titular da Cátedra, Carlos Américo Pacheco, a IA tem o potencial de trazer grandes benefícios para a sociedade, especialmente no aumento da produtividade e descobertas científicas, mas há também muita preocupação em como cuidar dos potenciais riscos que podem vir associados a ela. “A cátedra USP-Google é voltada a estudar como a IA deve evoluir de forma a contribuir para o bem-estar da humanidade e como evitar os riscos, por exemplo da segurança cibernética, dos impactos no mercado de trabalho e ou de vieses decorrentes de algoritmos mal desenhados ou sem supervisão humana. A questão é como fazer da IA uma tecnologia que contribua para a inovação e para a melhoria da vida dos brasileiros e do mundo em geral”, diz.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>A Cátedra IA Responsável será um espaço permanente de debate, intercâmbio internacional e produção de pesquisas, com o </span><span>oferecimento também de </span><span>bolsas de estudos para estudantes de diversas áreas como Ciência da Computação, Engenharia, Direito, Sociologia, Filosofia e Artes e a promoção do debate público por meio de eventos e publicações conjuntas. </span></p>
<p><span>
<hr />
</span><span><b><i>Lançamento da Cátedra IA Responsável e Posse de Carlos Américo Pacheco</i></b></span><span><br /></span><i><span>Data:</span><span> 2 de dezembro</span><span><br /></span><span>Horário:</span><span> 13h30</span><span><br /></span><span>Local:</span><span> Sala do Conselho Universitário, Rua da Reitoria, 374, Butantã, São Paulo</span><span><br /></span><span>Com inscrição prévia:</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-da-catedra-ia"><span>iea.usp.br/eventos/lancamento-da-catedra-ia</span></a></i><span> </span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra IA Responsável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-11-28T18:20:34Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-google-lancam-catedra-ia-responsavel">
    <title>IEA e Google lançam Cátedra IA Responsável para pensar rumos éticos e inovadores da tecnologia no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-google-lancam-catedra-ia-responsavel</link>
    <description>Cerimônia de lançamento no dia 2 de dezembro empossou o primeiro titular, Carlos Américo Pacheco</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-americo-pacheco-1/image" alt="Carlos Américo Pacheco - 02/12/2025" title="Carlos Américo Pacheco - 02/12/2025" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O engenheiro e economista Carlos Américo Pacheco, primeiro titular da cátedra</dd>
</dl>O IEA e o Google lançaram nesta terça-feira (2 de dezembro) a Cátedra IA Responsável, dedicada a pesquisar, debater e propor caminhos para o desenvolvimento ético, seguro e inovador da inteligência artificial no país. Durante a cerimônia, realizada na Sala do Conselho Universitário da USP, o engenheiro e economista Carlos Américo Pacheco tomou posse como primeiro titular da iniciativa. Assista o <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2025/lancamento-da-catedra-ia-responsavel-e-posse-de-carlos-americo-pacheco" class="external-link">vídeo do evento</a> na íntegra.<br /><br /><span>A criação da cátedra</span><span> marca um esforço conjunto da universidade e da empresa para enfrentar um dos debates mais decisivos da atualidade: como desenvolver e usar inteligência artificial de forma ética, segura e inclusiva, sem bloquear o potencial de inovação.<br /><br /></span><span>Em seu discurso de posse, Pacheco destacou a urgência em debater o futuro da humanidade diante da “transformação avassaladora” promovida pela IA. </span><span>Para ele, responsabilidade significa garantir </span><span>segurança, privacidade, mitigação de riscos e governança robusta</span><span>. Com o objetivo de construir conhecimento que ilumine escolhas políticas, tecnológicas e sociais, o primeiro ano da cátedra estará organizado em quatro frentes de atividades:<br /><br /></span></p>
<ol>
<li>
<p><strong>Regulação e sandbox regulatório</strong> – discutir modelos internacionais, equilibrar controle e inovação e negociar com USP e Google um arcabouço jurídico para experimentação.</p>
</li>
<li>
<p><strong>Mercado de trabalho</strong> – analisar impactos sobre postos, renda e qualificações, além de mapear talentos e propor ações de formação.</p>
</li>
<li>
<p><strong>Mapeamento de incidentes</strong> – criar parcerias com instituições e imprensa para formar um observatório que dê concretude ao debate sobre IA responsável.</p>
</li>
<li>
<p><strong>Startups e políticas de apoio</strong> – acompanhar o ecossistema empreendedor e propor iniciativas específicas.</p>
</li>
</ol>
<p>“Será um trabalho intenso, mas gratificante, se soubermos corresponder às expectativas da USP, do Google e, quem sabe, do Brasil”, afirmou. Leia o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/discurso-carlos-pacheco-catedra-ia-responsavel" class="external-link">discurso na íntegra</a>.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>O primeiro titular da Cátedra IA Responsável</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Carlos Américo Pacheco é professor aposentado do Instituto de Economia e do Instituto de Geociências da Unicamp e integra o Conselho Diretor do Advanced Instituto for Artificial Intelligence (AI2), um consórcio de pesquisadores de diferentes áreas da inteligência artificial (IA) sediado em São Paulo, SP. Seu trabalho em IA se insere no contexto de suas pesquisas sobre tecnologia e inovação. Outros temas a que se dedica são economia urbano-regional e economia industrial.</p>
<p>Graduado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), especializou-se em política científica e tecnológica com bolsa do CNPq e tornou-se mestre e doutor em ciência econômica pela Unicamp, tendo realizado pesquisa de pós-doutorado na Universidade Columbia, EUA.</p>
<p>Em paralelo à sua carreira na docência e pesquisa, Pacheco tem atuado desde o final dos anos 90 como gestor ou conselheiro de instituições de pesquisa, agências de fomentos e órgãos governamentais federais e paulistas, sobretudo na área de ciência, tecnologia e inovação.</p>
<p>Foi secretário executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e presidente do Conselho de Administração da Finep, secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, reitor do ITA, diretor geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e diretor presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fapesp.</p>
<p style="text-align: right; "><i>por Mauro Bellesa</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Regulação, diversidade e inovação como eixos centrais</strong></p>
<p>Na avaliação da diretora do IEA, Roseli de Deus Lopes, a parceria com uma empresa da dimensão do Google permite investigar, desde o processo de concepção tecnológica, como evitar efeitos colaterais e antecipar problemas. Ela lembrou que inovações carregam consequências difíceis de prever – positivas e negativas – e que temas como impacto no mercado de trabalho, questões étnicas e desigualdades regionais precisam ser enfrentados de forma sistemática. Roseli defende modelos regulatórios flexíveis, como sandboxes, para evitar que o excesso de regras iniba a inovação nacional.</p>
<p>Essa preocupação dialoga com o que destacou o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, ao defender uma abordagem simultaneamente responsável e ousada para a internet e para o desenvolvimento tecnológico. Segundo ele, o Brasil só dará um salto quando deixar de ser mero consumidor e se tornar produtor de tecnologias de ponta. Isso exige diversidade, afirmou: “Se você constrói tecnologia para todos, precisa conversar com todos.” Para Coelho, a cátedra tem potencial de funcionar como catalisadora de novas “ilhas de excelência” no país.</p>
<p><strong>IA como mudança de época</strong></p>
<p>O coordenador acadêmico da cátedra, Glauco Arbix, argumentou que a inteligência artificial está provocando uma mudança de época. Ao reduzir o “custo da cognição”, a tecnologia se infiltra em áreas antes reservadas exclusivamente aos humanos, remodelando economia, ciência, artes, geopolítica e relações sociais, segundo Arbix.</p>
<p>Ele rejeita o determinismo tecnológico e afirma que o rumo da IA está em disputa. Nesse cenário, a universidade tem papel vital: discutir riscos, elaborar políticas, conectar atores e ampliar a capacidade do país de desenvolver sua própria tecnologia. Arbix sustenta que esta é uma corrida que o Brasil não pode perder – razão pela qual buscou no Google, “uma liderança global”, uma parceria estratégica. Leia o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/discurso-glauco-arbix-catedra-ia-responsavel" class="external-link">discurso na íntegra</a>.</p>
<p><strong>Um projeto para aproximar Estado, ciência e indústria</strong></p>
<p>Ao saudar a iniciativa, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, afirmou que a cátedra cria “uma oportunidade única” de unir governo, academia e setor privado pela construção de uma IA “não apenas inteligente, mas sábia, justa e profundamente brasileira”.</p>
<p>O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Jr., reforçou que o modelo de cátedras tem revitalizado a instituição ao reunir especialistas externos e a comunidade universitária em torno de desafios de interesse público. Para ele, a nova cátedra oferece justamente esse ambiente de pensamento interdisciplinar e renovador.</p>
<p><strong>Um marco para o debate nacional</strong></p>
<p><span>O lançamento da Cátedra IA Responsável marca um movimento estratégico da universidade e do Google para qualificar o debate brasileiro sobre inteligência artificial, combinando pesquisa, formulação de políticas, regulação e inovação. A expectativa é que o novo espaço se torne referência nacional na articulação entre tecnologia, sociedade e democracia.</span></p>
<p> </p>
<hr />
<p><br />Estiveram presentes no evento, dentre muitas outras autoridades:</p>
<ul>
<li><strong>Adrian G Lavalle</strong>, presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e professor da FFLCH/USP</li>
<li><strong>Alex Freire</strong>, diretor de Engenharia do Google</li>
<li><strong>Aluísio Segurado</strong>, eleito e nomeado reitor da USP para o período 2026-2030, pró-reitor de Graduação</li>
<li><strong>Ana Estela Haddad</strong>, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde</li>
<li><strong>Anna Lana</strong>, pró-reitora de Inclusão e Pertencimento da USP</li>
<li><strong>Caio Magri</strong>, diretor-presidente do Instituto Ethos</li>
<li><strong>Carlos Eduardo Freire</strong>, diretor do Centro de Ciência de Dados para Estatísticas Públicas (CCDEP)</li>
<li><strong>Clara Ant</strong>, assessora especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva</li>
<li><strong>Daniel Arbix</strong>, diretor jurídico do Google</li>
<li><strong>Demi Getschko</strong>, diretor-presidente do Nic.br</li>
<li><strong>Fabio Cozman</strong>, diretor do Center for Artificial Intelligence - C4AI/USP</li>
<li><strong>Fernanda De Negri</strong>, secretária de Ciência Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde</li>
<li><strong>Fernanda Delmas</strong>, diretora de Redação no Valor Econômico</li>
<li><strong>Francisco Gaetani</strong>, secretário(a) extraordinário(a) para a Transformação do Estado no Ministério<i> </i>da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos</li>
<li><strong>Hartmut Glaser</strong>, secretário executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</li>
<li><strong>Almirante Ilques Barbosa</strong>, comandante da Marinha entre 9 de janeiro de 2019 e 9 de abril de 2021</li>
<li><strong>José Renato Nalini</strong>, secretário de Mudanças Climáticas da cidade de São Paulo</li>
<li><strong>Maria Arminda N Arruda</strong>, vice-reitora da USP</li>
<li><strong>Paulo Nussenzveig</strong>, pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP</li>
<li><strong>Rodrigo T Calado</strong>, pró-reitor de Pós-Graduação da USP</li>
<li><strong>Virgílio Almeida</strong>, titular da Cátedra Oscar Sala (IEA e CGI)</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-da-catedra-ia-responsavel-01" alt="Lançamento da Cátedra IA Responsável - 01" class="image-inline" title="Lançamento da Cátedra IA Responsável - 01" /></td>
<td></td>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-da-catedra-ia-responsavel-02" alt="Lançamento da Cátedra IA Responsável - 02" class="image-inline" title="Lançamento da Cátedra IA Responsável - 02" /></td>
</tr>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/recepcao-02-12-2025-01" alt="Recepção - 02/12/2025 - 01 " class="image-inline" title="Recepção - 02/12/2025 - 01 " /></th><th></th><th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/recepcao-02-12-2025-03" alt="Recepção - 02/12/2025 - 03" class="image-inline" title="Recepção - 02/12/2025 - 03" /></th>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/recepcao-02-12-2025-04" alt="Recepção - 02/12/2025 - 04" class="image-inline" title="Recepção - 02/12/2025 - 04" /></td>
<td></td>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/recepcao-02-12-2025-06" alt="Recepção - 02/12/2025 - 06" class="image-inline" title="Recepção - 02/12/2025 - 06" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/recepcao-02-12-2025-02" alt="Recepção - 02/12/2025 - 02" class="image-inline" title="Recepção - 02/12/2025 - 02" /></td>
<td></td>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/recepcao-02-12-2025-05" alt="Recepção - 02/12/2025 - 05" class="image-inline" title="Recepção - 02/12/2025 - 05" /></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/recepcao-02-12-2025-07" alt="Recepção - 02/12/2025 - 07" class="image-inline" title="Recepção - 02/12/2025 - 07" /></td>
<td></td>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/recepcao-02-12-2025-08" alt="Recepção - 02/12/2025 - 08" class="image-inline" title="Recepção - 02/12/2025 - 08" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra IA Responsável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-12-03T14:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/uso-da-inteligencia-artificial-como-ferramenta-de-ensino-e-pesquisa-e-tema-de-evento-on-line">
    <title>Uso da inteligência artificial como ferramenta de ensino e pesquisa é tema de evento on-line</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/uso-da-inteligencia-artificial-como-ferramenta-de-ensino-e-pesquisa-e-tema-de-evento-on-line</link>
    <description>Conferência abre atividades do Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto do IEA-RP em 2026 e terá como palestrante o docente da EEFE-USP Carlos Ugrinowitsch</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a5176259-7fff-d3fc-cb3c-baf0e3ba1705"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Intelignciaartificialaplicadaexcelnciaacadmica.png/@@images/fcdc95cc-d0be-44ab-a40f-58c406391d81.png" alt="" class="image-left" title="" />Para abrir suas atividades em 2026, o Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, promove no dia 27 de março, a partir das 10h, a conferência “Inteligência artificial aplicada à excelência acadêmica”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento será exclusivamente on-line, com transmissão pelo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6xHYT2cQlQ8"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span>. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeY7DlZsq9pNS5l6rB9et-7E_oPVxS8ExN32k-JJQugRyLYfA/viewform?usp=dialog"><span>neste formulário</span></a><span>. Haverá envio de certificado aos participantes que preencherem o documento que será disponibilizado no chat do YouTube durante a transmissão.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante será o docente da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, Carlos Ugrinowitsch. Ele vai abordar o uso da inteligência artificial como ferramenta de ensino e pesquisa, de maneira prática e simples, com tarefas desenvolvidas em tempo real.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ugrinowitsch possui graduação em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santo André, mestrado em Educação Física pela USP, doutorado em Ciência do Exercício pela Brigham Young University, pós-doutorado pela Florida State University e pela University of Tampa. Tem experiência na área de adaptações neuromusculares ao exercício físico, rendimento esportivo, exercício físico e doenças não comunicáveis e é especialista em metodologia da pesquisa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também vão participar do debate os </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupo-de-estudo/carreira-docente-de-impacto/"><span>membros permanentes do Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto</span></a><span>, relação que inclui, além de professores e pesquisadores de diversas unidades da USP, integrantes de instituições como Global Initiative on AI for Health da Organização Mundial da Saúde (OMS), Academia Brasileira de Ciências, Academia Mundial de Ciências para o avanço da ciência em países em desenvolvimento (TWAS), Fapesp, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Illinois Urbana-Champaign e Harvard Medical School.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações sobre o evento: iearp@usp.br.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre o grupo</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Parte considerável dos docentes de universidades públicas não refletem de maneira aprofundada sobre maximização dos impactos de suas carreiras. Além disso, as universidades públicas devem contribuir para o avanço do conhecimento científico - inclusive com temas que constituem os grandes desafios da sociedade atual - e dos métodos de ensino, extensão universitária, gestão e internacionalização a partir da indução de projetos que estimulem avanços em áreas de fronteira a partir de uma abordagem transdisciplinar e considerando a necessidade cada vez mais urgente de maior engajamento entre universidades públicas e sociedade. Neste contexto, o Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto tem como objetivo fomentar estudos, discussões, reflexões e inspirações acerca de como docentes de universidades públicas podem aumentar o impacto e a excelência de suas carreiras. Saiba mais na </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupo-de-estudo/carreira-docente-de-impacto/"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Carreira Docente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Carreira Docente de Impacto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-09T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-de-stanford-defende-rigor-nos-codigos-de-conduta-e-pensamente-critico-para-confianca-na-ia">
    <title>Especialista de Stanford defende rigor nos códigos de conduta e pensamento crítico para lidar com a IA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-de-stanford-defende-rigor-nos-codigos-de-conduta-e-pensamente-critico-para-confianca-na-ia</link>
    <description>O pesquisador Davi Levi, do Instituto Stanford de Inteligência Artificial Centrada no Humano, da Universidade de Stanford, EUA, fez a conferência "IA e Confiança", no dia 24 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:450px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/david-levi/image" alt="David Levi" title="David Levi" height="610" width="450" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:450px;">David Levi, da Universidade Stanford, durante sua exposição no IEA</dd>
</dl></p>
<p>Ao consultar uma ferramenta de inteligência artificial, muita gente considera extremamente natural confiar na explicação ou orientação oferecida. O que muitos ignoram é o quanto essa confiabilidade advém não só da precisão da informação e dos resultados que ela produz, mas também de mecanismos de sedução da IA para a construção dessa percepção favorável a ela.</p>
<p>Explorar vieses cognitivos e tentar satisfazer características psicológicas como vaidade, aspiração e busca de relações empáticas são alguns dos principais mecanismos empregados pela IA.</p>
<p>Para tratar do melhor uso desses recursos por empresas e governos, seu impacto nas pessoas e dos caminhos para uma confiança legítima na IA, o IEA recebeu no dia 24 de março o pesquisador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/david-levi" class="external-link">David Levi</a>, do Instituto Stanford de Inteligência Artificial Centrada no Humano, da Universidade Stanford, EUA.</p>
<p>A conferência "IA e Confiança" foi organizada pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/ia-responsavel" class="external-link">Cátedra IA Responsável</a> (parceria da USP com o Google sediada no IEA), <a class="external-link" href="https://br.usembassy.gov/pt/u-s-consulate-general-in-sao-paulo-pt/">Consulado Geral dos EUA em São Paulo</a> e laboratório <a class="external-link" href="https://understandingai.iea.usp.br/">Undertanding Artificial Intelligence</a>, com apoio do <a class="external-link" href="https://ciaam.usp.br/pt/">Centro de Inteligência Artificial a Aprendizado de Máquina</a> da USP.</p>
<p>Levi disse que as pessoas tendem a ver os problemas da IA como meramente técnicos e acreditam que a evolução da tecnológica vai resolvê-los. Para ele, isso não vai acontecer. No entanto, afirmou, não há um chamado para ser feito o que é preciso para tornar a tecnologia honesta, pois isso demanda tempo, educação, criação de estruturas e questionamento crítico. “Queremos que a IA faça o que é preciso para nos satisfazer, não controlar o que queremos”, disse.</p>
<p>Ele considera a IA é muito boa para resolver problemas genéricos e nos quais o usuário tem salvaguardas realistas para avaliar a eficácia dos procedimentos recomendados durante o curso da resolução, como monitores e outras formas de acompanhamento e avaliação de resultados. No entanto, considera que ela não é tão boa para problemas específicos e complexos, para os quais há apenas uma solução.</p>
<p>Segundo ele, a capacidade de resolver problemas genéricos com solução factível, a possibilidade de o usuário se valer de salvaguardas realistas e uma comunicação empática torna a IA útil para empresas e governos.</p>
<p>Levi é gerente do Programa de Parcerias com a Indústria do instituto em que atua. Nessa posição, é ele quem fala com o mercado, tentando traduzir os estudos para que as empresas entendam o que torna mais fácil ou difícil a confiança das pessoas na IA.</p>
<p>Um dos casos que mencionou foi o de uma empresa que disse ter contratado um funcionário remoto para atuar com a equipe. Enquanto os funcionários achavam que era uma pessoa, sempre elogiavam a qualidade do trabalho dela. Quando souberam que o novo membro era uma IA, passaram a comentar os erros que ela cometia.</p>
<p>“Isso é um fenômeno psicológico conhecido. A gente concede um benefício às pessoas, procuramos chegar a um meio termo. Com as máquinas, não”. Por isso, uma mentalidade centrada no humano e nas questões mais profundas do ponto de vista psicológico é crucial, afirmou.</p>
<p>Se a IA se apresenta de modo antropomórfico para encorajar essa perspectiva é porque leva a melhores resultados, disse. A ideia é fazer o usuário encará-la como um colega de trabalhos, um assistente. Para isso, a ferramenta usa tom similar ao que as pessoas empregam em seus relacionamentos pessoais. “Há um viés de adulação. Se um usuário diz alguma coisa equivocada, a IA concorda, como se gostasse dele.”</p>
<p>Levi também comentou o caso dos gêmeos digitais. “É a simulação de uma pessoa, vai responder como você responderia. Deveríamos aceitar a existência de uma versão digital nossa? E a de uma pessoa que já morreu, seria aceitável?”, questionou. Quantos aos agentes de IA, ele considera que ninguém com menos de 18 anos deveria usá-los, pois o impacto na saúde mental é muito alto.</p>
<p>No âmbito da utilização empresarial da IA, disse que os códigos de conduta ainda são muito novos e sem o nível de rigor adequado. Para ele, deveria ser adotado um nível similar ao que foi aplicado a um professor nos EUA que editou genes de bebês para que fossem imunes ao HIV e foi preso.</p>
<p>Levi afirmou que as empresas estão tentando lidar com essas dificuldades: “Há empresas querendo implantar agentes de IA, mas acham que eles acabarão monitorando tudo que os funcionários fazem. Os trabalhadores vão aceitar isso? As tecnologias estão aqui, mas ainda não sabemos o que fazer com elas”.</p>
<p>Ele afirmou que o Brasil é um dos países com maior entusiasmo pela IA, com as pessoas assumindo riscos, testando as ferramentas. "Mas se houver escândalos, isso vai abalar o ânimo dos brasileiros com a IA”, ponderou.</p>
<p>Para ele, a confiança na IA é algo que deve ser ganho, rastreado e governado. Talvez a melhor estratégia para lidar com a IA seja o que Levi disse ao ser indagado, no final da exposição, sobre o uso dessa tecnologia pelos jovens: “Estamos sendo liberados de tarefas entediantes. Os jovens serão liberados para se voltar a novos pensamentos. É preciso estimulá-los a desenvolver os músculos mentais. Para isso, é precisamos criar meios de estimular o pensamento crítico.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra IA Responsável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-25T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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