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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-participacao-na-saude-publica">
    <title>A participação na saúde pública</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-participacao-na-saude-publica</link>
    <description>O filósofo da ciência Nicolas Lechopier faz no dia 21 de novembro seu segundo seminário como pesquisador visitante do IEA. Dessa vez o tema é Participação e Saúde Pública.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Participação e Saúde Pública é o tema do segundo seminário com o filósofo da ciência Nicolas Lechopier, da Université Claude Bernard Lyon 1, França, no dia 21 de novembro, às 9h30, no IEA. O evento é uma realização do Grupo de Pesquisa de Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Lechopier, a participação constitui um aspecto central das práticas contemporâneas da saúde pública: "Ela implica efetivamente a constituição mais ou menos artificial de um coletivo, acarreta certos modos de legitimação dos saberes locais e coloca problemas em termos de acordos sobre os valores epistêmicos.</p>
<p style="text-align: justify; "><span>Na sua análise, Lechopier baseia-se em correntes contemporâneas (biopedagógicas, «nudges», práticas de educação popular) ligadas a regimes diferentes de participação, isto é, a configurações variadas de poderes e saberes.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">No primeiro seminário, no dia 31 de outubro, ele tratou das quatro tensões estruturais que, na sua opinião, percorrem o campo da saúde pública: os conceitos de saúde e doença; os diferentes regimes de legitimidade presentes; o lugar das diferentes ciências na avaliação dos riscos e das políticas; e a consideração dos determinantes sociais da saúde.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os dois seminários são preparatórios para a mesa-redonda Etapas para uma Abordagem Crítica dos Dispositivos de Saúde Pública, que acontecerá no dia 5 de dezembro, às 9h30, no IEA.</p>
<p style="text-align: justify; ">Lechopier integra também o Instituto Francês de Educação da Escola Normal Superior de Lyon. É doutor em filosofia e história da ciência pela Universidade Paris 1—Panthén-Sorbonne (2007) e realizou pesquisa de pós-doutorado na USP (2008-2009)  junto ao Projeto Temático Fapesp Gênese e Significação da Tecnociência, coordenado por Pablo Mariconda e vinculado ao grupo de pesquisa do IEA. Também cumpriu programa de pós-doutorado na Universidade do Quebec em Montreal, Canadá.</p>
<p style="text-align: justify; ">As áreas de pesquisa de Lechopier são: ética da ciência; epistemologia social e ética da saúde pública; educação e promoção da saúde; e abordagens participativas e comunitárias. Ele é autor de "Les Valeurs de la Recherche — Enquête sur la Protection des Donnés Personnelles en Épidémiologie" (2011) e, junto com G. Marmasse, de "La Nature entre Sciences et Philosophie" (2008).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epistemologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-10-26T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/recomendacoes-aos-candidatos-a-professor-visitante-internacional">
    <title>Recomendações aos candidatos a professor visitante internacional</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/recomendacoes-aos-candidatos-a-professor-visitante-internacional</link>
    <description> Submissão às normas do Programa de Bolsas para Professores Visitantes Internacionais e a apresentação de projeto de pesquisa interdisciplinar são os novos requisitos.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Os estrangeiros interessados em integrar temporariamente o IEA precisam seguir um regulamento específico. Além de submeter-se às normas do Programa de Bolsas para Professores Visitantes Internacionais, definidas pela <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.usp.br/leginf/resol/r5910m.htm" target="_blank">Resolução nº 5.910/2011</a></span> da Reitoria da USP, o candidato deve apresentar um projeto de pesquisa interdisciplinar.</p>
<p style="text-align: justify; ">As propostas devem prever contribuições ousadas nos campos da ciência, da cultura e da sociedade e conter um plano de atividades a serem desenvolvidas, de preferência junto aos grupos de pesquisa do Instituto.</p>
<p style="text-align: justify; ">Espera-se que os interessados sejam pesquisadores de mérito reconhecido, com potencial para desenvolver atividades acadêmicas diversas no IEA e na USP, e que, ao final de sua contratação, apresentem um relatório das atividades realizadas e dos resultados obtidos.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-01-07T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/hugh-lacey-faz-conferencia-sobre-a-responsabilidade-social-dos-cientistas">
    <title>Hugh Lacey faz conferência sobre a responsabilidade social dos cientistas </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/hugh-lacey-faz-conferencia-sobre-a-responsabilidade-social-dos-cientistas</link>
    <description>O filósofo Hugh Lacey, do Swartmore College (EUA) apresenta a conferência "A Responsabilidade Social dos Cientistas Hoje", no dia 15 de junho, às 15h, no Auditório do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/hughlacey250608.jpg/image" alt="hughlacey250608.jpg" title="hughlacey250608.jpg" height="281" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">O filósofo e historiador da ciência Hugh Lacey</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">"A responsabilidade central dos cientistas é a de engajar-se na investigação imparcial. Isso requer não a exclusão da ideia de que os valores éticos e sociais têm um papel relevante na pesquisa científica, mas a inclusão, em lugar apropriado, de todo um conjunto de valores que são relevantes para as deliberações democráticas".</p>
<p style="text-align: justify; ">O caminho que leva a essa conclusão do filósofo Hugh Lacey, do Swartmore College (EUA) será apresentado por ele na conferência "A Responsabilidade Social dos Cientistas Hoje", no dia 15 de junho, às 15h, no Auditório do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">Lacey iniciará fazendo uma distinção entre o endosso e aceitação de uma hipótese: "Isso fornece o pano de fundo para discutir as responsabilidades em que os cientistas incorrem quanto têm necessidade de agir, de formular uma política e de elaborar regulações pertinentes às inovações tecnocientíficas, quando as decisões serão inevitavelmente baseadas, em grande parte, em reivindicações que são só endossadas (implicando assim compromissos com valores éticos e sociais), e não aceitas de acordo com a imparcialidade".</p>
<p style="text-align: justify; ">Lacey nasceu em 1939, na Austrália, onde iniciou sua formação acadêmica, tendo defendido seu doutoramento em história e filosofia da Ciência em 1966, na Universidade de Indiana (EUA). Foi professor nas universidades de Melbourne e de Sydney (ambas na Austrália) e, por três anos, na USP, transferindo-se em seguida para o Swarthmore College (EUA), onde é professor emérito de filosofia. É pesquisador colaborador do Projeto Temático Fapesp "Gênese e Significado da Tecnociência". Entre seus livros mais recentes estão "Values and Objectivity in Science" (2005), "A Controvérsia sobre os Transgênicos: Questões Éticas e Científicas (2006) e "Valores e Atividade Científica", volumes 1 e 2 (2008 e 2010).</p>
<p style="text-align: justify; ">A conferência é uma iniciativa do IEA, do Departamento de Filosofia da FFLCH-USP, do Projeto Temático Fapesp "Gênese e Significado da Tecnociência" e da Associação Filosófica Scientiae Studiae.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-06-01T20:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-novos-professores-visitantes">
    <title>IEA terá novos professores visitantes</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-novos-professores-visitantes</link>
    <description>Pierre Descouvemont, Hugh Lacey, Massimo Canevacci e Jerry Hogan ampliam o quadro de pesquisadores do Instituto a partir deste ano. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="visualClear" style="text-align: justify; ">O IEA recebe quatro novos professores visitantes em 2013: o físico Pierre Descouvemont, convidado pelo Grupo de Pesquisa de Astrofísica Nuclear Não Convencional; o filósofo e historiador da ciência Hugh Lacey, convidado pelo Grupo de Pesquisa de Filosofia, História e Sociologia da Ciência e Tecnologia; o antropólogo Massimo Canevacci, indicado pelo Grupo de Pesquisa de Política Ambiental; e o etólogo Jerry Hogan, trazido por meio de uma parceria com o Instituto de Psicologia (IP) da USP.</div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "></div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "><strong><br /><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/pessoas/pierre-descouvemont/pierre-descouvemont/@@images/3e35ed05-dbce-4a51-a958-c35aa8f97b6b.jpeg" alt="Pierre Descouvemont" class="image-left" title="Pierre Descouvemont" />PIERRE DESCOUVEMONT<br /></strong><span> </span>Descouvemont é pesquisador da Université Libre de Bruxelles, Bélgica, onde investiga temas ligados à física e astrofísica nuclear. Ele ficará em visita ao IEA até o dia 31 maio, quando desenvolverá estudos sobre núcleos exóticos (núcleos ricos em nêutrons ou prótons) em parceria com o Grupo de Pesquisa de Astrofísica Nuclear Não Convencional. <br /><br />Seu plano de pesquisa para a estadia no Instituto é dividido em duas frentes: suporte teórico para experimentos, que contará com a colaboração das professoras Alinka Lépine-Szily, do Instituto de Física (IF) da USP, e Marlete Pereira Assunção, da Unifesp; e extensões do método <i>Continuum Discretized Coupled Channel </i>(CDCC) para modelos de agrupamentos atômicos microscópicos, que terá a cooperação de Mahir Saleh Hussein, professor do IF e coordenador do Grupo.<br /><span> </span><br />Na primeira frente, Descouvemont planeja analisar novos dados através da teoria da matriz R. De acordo com ele, sua maior contribuição será aplicar a Teoria da Excitação de Coulomb. Já na segunda, o pesquisador pretende resolver a equação de Schrödinger para reações em que um projétil apresenta estrutura atômica de agrupamento com baixa energia de dissociação.<br /><br />Além das atividades de pesquisa a serem realizadas em parceria com o Grupo e com professores do IF, Descouvemont participará de eventos no IEA, previstos para acontecer em abril.</div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "><strong><br /><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/a-ciencia-tecnociencia-valores-e-sociedade-assuntos-correntes-de-pesquisa-1o-encontro-do-xxiv-seminario-internacional-de-filosofia-e-historia-da-ciencia-2013-27-de-fevereiro-de-2013/hughlacey2.JPG/@@images/b75e31e0-620f-44e8-8a8c-2a1f49e34748.jpeg" alt="Hugh Lacey" class="image-left" title="Hugh Lacey" />HUGH LACEY<br /></strong><span>Lacey é professor emérito da Swarthmore College, EUA, e dedica-se ao estudo das relações entre ciência, tecnociência, valores e sociedade. O pesquisador ficará no IEA de março a junho de 2013 e de outubro a novembro do mesmo ano, quando estará envolvido com o Projeto Temático Fapesp 2011/51614-3 "Gênese e Significado da Tecnociência - Das relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade".<br /> </span></div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; ">No primeiro período de visita ao Instituto, Lacey oferecerá uma série de oito seminários, nos quais conduzirá um debate sobre o modelo teórico de interação entre as práticas científicas e os valores éticos, sociais e econômicos. Além disso, dará início à organização de um livro ou de um dossiê para a revista "Estudos Avançados. <br /><br />No segundo período, o filósofo concluirá a organização do livro ou dossiê, a ser produzido em parceria com Pablo Mariconda, professor da FFLCH e coordenador do Grupo de Pesquisa de Filosofia, História e Sociologia da Ciência e Tecnologia. A obra reunirá artigos que sintetizam o estado atual dos estudos relacionadas ao modelo e trará previsões sobre como esse modelo continuará a se desenvolver no futuro. <br /><br />Uma terceira atividade, também programada para o segundo período de estadia de Lacey no IEA, ainda está em fase de planejamento. Trata-se de uma sequência de quatro seminários sobre temas nos quais tanto a ciência quanto os valores são fundamentais. A princípio, os tópicos seriam mudanças climáticas; energia nuclear e outras questões energéticas; tecnologias verdes; e desenvolvimento de softwares computacionais.</div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "><strong><br /><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/pessoas/massimo-canevacci/MassimoCanevaci.JPG/@@images/2aed7203-7ef8-432e-aee3-9003322928ff.jpeg" alt="Massimo Canevaci" class="image-left" title="Massimo Canevaci" />MASSIMO CANEVACCI<br /></strong>Canevacci é professor de Antropologia Cultural e de Arte e Culturas Digitais da Università Degli Studi di Roma La Sapienza, Itália. Seus estudos concentram-se nas áreas da etnografia, comunicação visual, arte e cultura digital. <br /><br />O antropólogo, que já esteve no Brasil como professor visitante pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), começa suas atividades no IEA em março. Nos 12 meses em que permanecerá no Instituto, ele vai desenvolver uma pesquisa situada na interseção entre quatro grandes quadros conceituais: a auto-representação; a ubiquidade; o fetichismo visual; e a teoria crítica e experimental. <br /><br />No primeiro semestre de 2013, seu trabalho será voltado para a elaboração teórica e, no segundo, à pesquisa empírica. Entre as atividades previstas para o período estão a realização de seminários, participação em congressos internacionais, lançamento de livros de sua autoria e o oferecimento de um curso de sete semanas.</div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "></div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "></div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "><br /><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jerryhorgan.jpg/@@images/fd60e957-d8f5-4307-bd4f-df75e245edc6.jpeg" alt="jerryhorgan.jpg" class="image-left" title="jerryhorgan.jpg" />JERRY HOGAN<br /></strong>Hogan é professor emérito do Departamento de Psicologia da University of Toronto, Canadá. Desenvolve pesquisas na área de psicologia experimental e biologia comportamental. O etólogo já esteve no IEA em 2008, quando apresentou seu estudo sobre os processos circadianos em galos.<br /><br />Para sua nova visita ao Instituto (de agosto a novembro de 2013 e mais dois meses no início de 2014), o pesquisador propôs a produção de uma monografia sistematizando resultados e conceitos obtidos no âmbito das novas especialidades de seu campo de pesquisa. O objetivo é que a obra funcione como um referencial teórico unificado para estudar o comportamento animal e humano.  <br /><br />De acordo com Hogan, isso é tão importante porque, embora muitos progressos venham sendo feitos nessas diversas especialidades, os pesquisadores se tornaram muito focados nas suas próprias áreas de estudo e acabaram deixando de se comunicar uns com os outros.<br /><br />"A monografia não é para ser uma revisão da literatura ou um livro. Pelo contrário, é uma tentativa de integrar os conceitos e dados dos vários campos com interesse comportamental em um quadro único. Espera-se que tal esforço facilite a comunicação entre cientistas de áreas diferentes e que esta comunicação leve a novos insights", ressalta o etólogo.<br /><br />Hogan planeja, ainda, fazer uma conferência no IEA, ministrar aulas voltadas para a discussão de tópicos relevantes para a produção da monografia e dar um curso de pós-graduação no IP.</div>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "></div>
<div class="visualClear" style="text-align: right; "></div>
<div class="visualClear" style="text-align: right; "><i><br />Fotos (a partir do alto): Sandra Codo; Arquivo pessoal de Jerry Hogan </i><span class="discreet"> </span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Animais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Astrofísica Nuclear Não Convencional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Astronomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-02-25T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-interacao-entre-a-ciencia-e-os-valores-em-debate">
    <title>Evento trata das relações entre prática científica e valores socioambientais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-interacao-entre-a-ciencia-e-os-valores-em-debate</link>
    <description> O encontro integra a programação do 24º Seminário Internacional de Filosofia e História da Ciência.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:178px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/imagens/hughlacey250608.jpg"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/hughlacey250608.jpg/@@images/6dcb882d-d2e5-49a5-9af7-8917fd3b5d27.jpeg" alt="hughlacey250608.jpg" title="hughlacey250608.jpg" height="200" width="178" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:178px;">O filósofo e historiador da ciência Hugh Lacey</dd>
</dl></p>
<p><span>O sexto encontro do 24º Seminário Internacional de Filosofia e História da Ciência acontece no dia 2 de maio, às 9h30, na Sala de Eventos do IEA. Organizado pelo filósofo e historiador da ciência Hugh Lacey, o evento terá como tema A Agroecologia: suas Estratégias de Pesquisa e sua Relação Dialética com os Valores da Sustentabilidade, Justiça Social e o Bem Estar Humano.</span></p>
<p>Os expositores serão Lacey, professor emérito de filosofia do Swarthmore College, EUA, e professor visitante do IEA, e Rubens Nadori, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).<span> </span></p>
<p><strong>Seminário</strong></p>
<p>O 24º Seminário Internacional de Filosofia e História da Ciência é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e Tecnologia do IEA em parceria com a Associação Filosófica<i> Scientiae Studia</i> e com o Projeto Temático Fapesp 2011/51614-3.</p>
<p>Dividido em oito encontros, realizados entre os dias 27 de fevereiro e 29 de maio, o seminário tem como temática central Ciência, Tecnociência, Valores e Sociedade: Assuntos Correntes de Pesquisa e visa apresentar e discutir o modelo teórico de interação entre a prática científica e os valores éticos, sociais e econômicos.</p>
<p><strong>24º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E HISTÓRIA DA CIÊNCIA<br /> </strong><strong><i>A Agroecologia: suas Estratégias de Pesquisa e sua Relação Dialética com os Valores da Sustentabilidade, Justiça Social e o Bem Estar Humano Tipo: aberto ao público, mediante inscrição<br /></i></strong><strong>Tipo: </strong><span>gratuito e aberto ao público mediante inscrição prévia<br /></span><strong>Data:</strong><span> 2 de maio, das 9h30 às 12h30<br /></span><strong>Local:</strong><span> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><strong>Informações e inscrição: </strong><span>Leila Costa (</span><a href="mailto:leila.costa@usp.br">leila.costa@usp.br</a><span>), tel. (11) 3091-1681</span></p>
<div class="visualClear" style="text-align: justify; "></div>
<div class="visualClear" style="text-align: left; "></div>
<div class="visualClear"></div>
<div class="visualClear"></div>
<div class="visualClear"></div>
<div class="visualClear"></div>
<table class="plain">
<tbody>
<tr>
<th>PROGRAMAÇÃO</th>
</tr>
<tr>
<td><strong>XXIV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E HISTÓRIA DA CIÊNCIA </strong><br /><strong><strong>Ciência, Tecnociência, Valores e Sociedade: Assuntos Correntes de Pesquisa </strong>Do dia 27</strong><strong> </strong><strong>de</strong> fevereiro ao dia 29 de maio, das 09h às 12h30 - Sala de Eventos do IEA</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<td><strong>27/02</strong></td>
<td><strong>O Modelo da Interação entre a Ciência e os Valores I: Os diferentes Papéis para os Diferentes Tipos de Valores nos Diferentes “Momentos” da Atividade Científica</strong><br />Expositor: <strong>Hugh Lacey</strong> (Swarthmore College)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>06/03</strong></td>
<td><strong>O Modelo da Interação entre a Ciência e os Valores II: O Pluralismo Metodológico e a Unidade das Ciências Naturais e Sociais</strong><strong><br /></strong>Expositor: <strong>Hugh Lacey</strong> (Swarthmore College)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>20/03</strong></td>
<td><strong>Ciência e Tecnociência I: O Controle dos Objetos Naturais e suas Interconexões com o Controle Social</strong><strong><br /></strong>Expositores: <strong>Hugh Lacey</strong> (Swarthmore College) e <strong>Pablo Mariconda </strong>(USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>03/04</strong></td>
<td><strong>Ciência e Tecnociência II: Tailorismo, Mercantilização, a Ciência Comercial e Questões Éticas e Sociais Ligadas à Inovação</strong><strong><br /></strong>Expositores: <strong>Hugh Lacey</strong> (Swarthmore College); <strong>Ivan Domingues</strong> (UFMG); e <strong>Marcos Barbosa de Oliveira </strong>(USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17/04</strong></td>
<td><strong>O Alcance da Concepção de Tecnologia Social</strong><strong><br /></strong>Expositor: <strong>Hugh Lacey</strong> (Swarthmore College); <strong>Renato Dagnino</strong> (Unicamp), a confirmar; e <strong>Sylvia Gemignani Garcia</strong> (IEA/USP), a confirmar</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>02/05</strong></td>
<td><strong>A Agroecologia: Suas Estratégias de Pesquisa e sua Relação Dialética com os Valores da Sustentabilidade, Justiça Social e o Bem Estar Humano</strong><strong><br /></strong>Expositor: <strong>Hugh Lacey</strong> (Swarthmore College) e <strong>Rubens Nodari</strong> (UFSC)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14/05</strong></td>
<td>
<div class="visualClear"><strong>Medicina e Saúde - Estratégias para Investigar as Causas das Doenças e para Descobrir Curas e as Possibilidades da Medicina Social com Participação Local<br /></strong>Expositor: <strong>Hugh Lacey </strong>(Swarthmore College); <strong>Rodolfo Puttini </strong>(Unesp/Botucatu); e <strong>Nicolas Lechopier</strong> (Université de Lyon - França)</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>29/05</strong></td>
<td><strong>A Ideia de Racionalidade Subjacente ao Modelo da Interação entre a Ciência e os Valores</strong><strong><br /></strong>Expositor: <strong>Hugh Lacey</strong> (Swarthmore College); <strong>Mauricio Carvalho Ramos</strong> (USP); <strong>Marcus Sacrini </strong>(USP); e <strong>Valter Alnis Bezerra</strong> (UFABC)</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-02-27T12:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/cultura-digital-e-etnografia-sao-tema-de-conferencia">
    <title>Cultura digital e etnografia são tema de conferência de Massimo Canevacci</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/cultura-digital-e-etnografia-sao-tema-de-conferencia</link>
    <description>O antropólogo Massimo Canevacci, professor visitante do IEA, falará sobre as relações reflexivas entre o método etnográfico e a cultura digital.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/massimo-canevacci" style="float: right; " title="Massimo Canevacci" class="image-inline" alt="Massimo Canevacci" />O antropólogo Massimo Canevacci, professor visitante do IEA, falará sobre as relações reflexivas entre o método etnográfico e a cultura digital em conferência no dia 26 de abril, às 15 horas, na Sala de Eventos do Instituto.</span></p>
<p>Canevacci é professor de antropologia cultural e de arte e culturas digitais da Università Degli Studi di Roma La Sapienza, Itália. Seus estudos concentram-se em etnografia, comunicação visual, arte e cultura digital. A pesquisa que vem desenvolvendo no IEA, situada entre essas temáticas, integra quatro grandes marcos conceituais: a autorrepresentação; a ubiquidade; o fetichismo visual; e a teoria crítica e experimental.</p>
<p>A conferência é uma realização do IEA e do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, com apoio do Grupo de Estudos Semióticos em Comunicação, Cultura e Consumo da ECA e do Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada do CNPq.</p>
<p><strong>CULTURA DIGITAL<br /></strong><strong>Tipo:</strong> conferência gratuita, aberta ao público e sem necessidade de inscrição<br /><strong>Data:</strong> 26 de abril, às 15 horas<br /><strong>Local:</strong> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /><strong>Transmissão:</strong> em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="internal-link">www.iea.usp.br/aovivo<br /></a><strong>Informações:</strong> com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1678</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-04-23T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/medicicina-e-saude-sao-os-proximos-temas-do-seminario-sobre-filosofia-e-historia-da-ciencia">
    <title>Seminário de filosofia e história da ciência analisa medicina e saúde</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/medicicina-e-saude-sao-os-proximos-temas-do-seminario-sobre-filosofia-e-historia-da-ciencia</link>
    <description>Evento é o sétimo encontro 24º Seminário Internacional de Filosofia e História da Ciência, organizado pelo filósofo e historiador da ciência Hugh Lacey, pesquisador visitante do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>O sétimo encontro do <i>24º Seminário Internacional de Filosofia e História da Ciência</i> acontece no dia 14 de maio, às 9h30, na Sala de Eventos do IEA. Organizado pelo filósofo e historiador da ciência Hugh Lacey, o evento terá como tema <i>Medicina e Saúde — Estratégias para Investigar as Causas das Doenças e para Descobrir Curas e as Possibilidades da Medicina Social com Participação Local</i>.</span></p>
<p><span>Os expositores serão Lacey (Swarthmore College, EUA, e IEA), Rodolfo Puttini (Unesp) e Nicolas Lechopier (Université de Lyon, França).</span></p>
<p><span> </span><span>Os interessados em participar devem fazer inscrição com Leila Costa pelo email <a class="mail-link" href="mailto:leila.costa@usp.br">leila.costa@usp.br</a> ou pelo telefone (11) 3091-1681.</span></p>
<p><span> </span><strong>Seminário</strong></p>
<p>O 24º Seminário Internacional de Filosofia e História da Ciência é uma iniciativa do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-anteriores/filosofia" class="internal-link">Grupo de Pesquisa de Filosofia, História e Sociologia da Ciência e Tecnologia</a> do IEA em parceria com a <a class="external-link" href="http://www.scientiaestudia.org.br/">Associação Filosófica<i> </i>Scientiae Studia</a> e com o <a href="http://www.bv.fapesp.br/pt/auxilios/53037/genese-significado-tecnociencia-relacoes-ciencia/" title="Mais informações">Projeto Temático Fapesp Gênese e Significado da Tecnociência: Das Relações entre Ciência, Tecnologia e Sociedade</a>.</p>
<p>Dividido em oito encontros, realizados entre os dias 27 de fevereiro e 29 de maio, o seminário tem como temática central Ciência, Tecnociência, Valores e Sociedade: Assuntos Correntes de Pesquisa e visa apresentar e discutir o modelo teórico de interação entre a prática científica e os valores éticos, sociais e econômicos.</p>
<p>O oitavo encontro do seminário será no dia 29 de maio, às 9h30, na Sala de Evento do IEA. Será a primeira parte da discussão sobre <i>A Ideia de Racionalidade Subjacente ao Modelo da Interação entre a Ciência e os Valores, com a participação de </i>Lacey, Mauricio Carvalho Ramos (USJT) e Marcus Sacrini (FFLCH). A segunda parte da discussão sobre esse tema será no nono e último encontro do seminário, no dia 17 de junho, também às 9h30, na Sala de Eventos do IEA, com exposições de <span>Lacey, Valter Alnis Bezerra (UFABC) e Pablo Rubén Mariconda (FFLC e IEA).</span></p>
<p><strong>24º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA E HISTÓRIA DA CIÊNCIA</strong><br /><strong><i><i>Medicina e Saúde — Estratégias para Investigar as Causas das Doenças e para Descobrir Curas e as Possibilidades da Medicina Social com Participação Local<br /></i></i><strong>Tipo: </strong><span>gratuito e aberto ao público, mediante inscrição prévia<br /></span><strong>Data:</strong><span> 14 de maio, das 9h30 às 12h30<br /></span><strong>Local:</strong><span> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><strong>Informações e inscrição: </strong><span>Leila Costa (</span><a href="mailto:leila.costa@usp.br">leila.costa@usp.br</a><span>), tel. (11) 3091-1681</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-05-03T20:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-discute-a-abordagem-critica-e-empirica-da-cultura-digital">
    <title>Seminário debate a abordagem crítica e empírica da cultura digital</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-discute-a-abordagem-critica-e-empirica-da-cultura-digital</link>
    <description>Coordenado por Massimo Canevacci, professor visitante do IEA, o encontro será realizado no dia 7 de junho, às 15 horas, na Sala de Eventos do Instituto. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>As possibilidades de cruzamento entre a teoria crítica e a pesquisa empírica no estudo da cultura digital serão tratadas no seminário <i>teoria crítica, cultura digital, cinema eXpandido</i>, que o IEA realiza no dia 7 de junho, às 15 horas, na Sala de Eventos do Instituto.</p>
<p>Coordenado por <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores-visitantes/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, professor visitante do IEA, o evento enfocará as inovações teórico-metodológicas que surgem desse cruzamento tendo o cinema como eixo de discussão. Os expositores serão Marilia Mello Pisani, professora do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Pedro Paulo Rocha, cineasta e um dos fundadores do coletivo <a class="external-link" href="http://tranzmidias.com.br/">Rede Tranzmidias</a>.</p>
<p>Pisani fará a exposição <i>Cinema e Cultura Digital: Considerações sobre a Pesquisa Empírica em Teoria Crítica</i>. Partindo das ideias dos filósofos Adorno, Benjamin, Kracauer e Marcuse (todos integrantes da Escola de Frankfurt) sobre o cinema, a professora vai apresentar uma proposta de combinação entre pesquisa empírica e teoria crítica para investigar a subjetividade, a arte e a política no contexto da cultura digital.</p>
<p>Rocha, por sua vez, vai falar sobre <i>Tranzcinemas e Poéticas de Fluxos</i>. Além de exibir trabalhos de sua autoria sobre o tema, o cineasta vai problematizar os novos territórios da arte e os novos modos de subjetivação que emergem nos ambientes de rede. O objetivo é promover uma reflexão sobre a teoria crítica na era digital a partir do debate sobre o cinema e sobre performances artísticas contemporâneas.</p>
<p><strong>Participantes<br /></strong><span>Pisani é professora de filosofia no Centro de Ciências Naturais e Humanidades da UFABC. Mestre e doutora em filosofia e metodologia das ciências pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a pesquisadora se dedica ao estudo da obra de Hebert Marcuse (1989-1979), da teoria crítica da sociedade, da filosofia da técnica e da tecnologia, da filosofia da psicanálise e do ensino da filosofia. </span></p>
<p><span>Rocha é cineasta, artista multimídia e pesquisador de transmídias e arte colaborativa. Seus trabalhos incluem vídeos-arte, instalações, arte sonora, montagem e design sonoro de filmes. Já criou e participou de diversos coletivos artísticos, entre eles a Rede Tranzmidias, que reúne artistas de formações diversas com o objetivo de explorar as possibilidades de comunicação transmidiática por meio de projetos de arte e cultura. </span></p>
<p><span> Canevacci é professor de antropologia cultural e de arte e culturas digitais da Università Degli Studi di Roma "La Sapienza", Itália. Seus estudos concentram-se em etnografia, comunicação visual, arte e cultura digital. A pesquisa que vem desenvolvendo no IEA, situada entre essas temáticas, integra quatro grandes marcos conceituais: a autorrepresentação; a ubiquidade; o fetichismo visual; e a teoria crítica e experimental. </span></p>
<p><strong>teoria crítica, cultura digital, cinema eXpandido</strong> <br /><strong>Tipo:</strong> seminário gratuito, aberto ao público e sem necessidade de inscrição<br /><strong>Realização:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/politica-ambiental" class="external-link">Grupo de Pesquisa Política Ambiental</a><br /><strong>Data:</strong><span> 7 de junho, às 15 horas<br /></span><strong>Local:</strong><span> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><strong>Transmissão:</strong><span> em </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><span>www.iea.usp.br/aovivo</span><br /></a><strong>Informações:</strong><span> com Sandra Sedini (</span><span><a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a></span><span>), tel. (11) 3091-1678</span></p>
<p> </p>
<h3>RELACIONADO</h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-e-hacktivismo-em-debate" class="external-link">Arte e hacktivismo em debate</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cultura-digital-e-etnografia-sao-tema-de-conferencia" class="external-link">Cultura digital e etnografia são tema de conferência de Massimo Canevacci</a></li>
</ul>
<p><strong>Vídeos</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/cultura-digital" class="external-link">Cultura Digital</a></span></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-05-27T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/massimo-canevacci">
    <title>Um novo pensamento científico para o contexto da cultura digital</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/massimo-canevacci</link>
    <description>Em entrevista ao IEA, o antropólogo Massimo Canevacci fala sobre transformações ocasionadas pela cultura digital e esclarece alguns dos conceitos de sua autoria, entre eles os ubiquidade, multivíduo e auto-representação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/massimo-canevacci-1" alt="Massimo Canevacci" class="image-right" title="Massimo Canevacci" />Estudioso da cultura digital, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a> não se contenta em olhar para o novo mundo das tecnologias digitais através de velhas lentes. Para dar conta dessa realidade emergente, o antropólogo italiano propõe novos conceitos — entre eles o de "ubiquidade","multivíduo" e "autorrepresentação" — e procura chamar atenção para a necessidade de construir um pensamento científico mais sintonizado com as transformações em curso.</p>
<p>Professor da Università degli Studi di Roma "La Sapienza", Itália, e professor visitante do IEA desde março, suas pesquisas, de caráter interdisciplinar, mobilizam referenciais da comunicação, antropologia e teoria crítica, com foco na pesquisa empírica.</p>
<p>Na seguinte entrevista à jornalista Flávia Dourado, Canevacci esclarece alguns dos conceitos de sua autoria, questiona a ideia de uma cultura alienante — de um "padrão determinado pela estrutura econômica e política" — e propõe a flexibilização do método científico clássico por meio da "etnografia reflexiva", estratégia metodológica que não se deixa enrijecer pela ruptura entre sujeito e objeto.</p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p><strong>Seus trabalhos falam em uma transição da "cidade industrial", centrada na produtividade, nos conflitos de classe e na dialética política, para a "metrópole comunicacional", marcada pelo pluricentrismo e pela modificação da percepção espaço-tempo. É disso que o conceito de "ubiquidade" trata?</strong></p>
<p class="NoSpacing1"><i>A lógica dualista da cidade industrial foi substituída pelo pluricentrismo da metrópole comunicacional, na qual prevalece a flexibilidade característica da cultura digital. Essa transformação está relacionada à dimensão da ubiquidade, que complexifica a percepção do espaço-tempo.</i></p>
<p class="NoSpacing1"><i> </i></p>
<p class="NoSpacing1"><i>O sujeito que transita na rede e na metrópole comunicacional pode, no mesmo espaço-tempo, se comunicar com pessoas de contextos totalmente diferentes. Essa experiência ubíqua — inexistente e inimaginável na cidade industrial — levanta desafios enormes para a comunicação e a etnografia: que tipo de relação com os outros isso provoca? Como fica a questão da alteridade? Se afirma um sujeito ubíquo conectado (e não coletivo).</i></p>
<p class="NoSpacing1"><i>Antes, na antropologia, "o outro" era a cultura indígena. Mas, hoje, falo com índios Bororo ou Xavante [povos indígenas estudados por Canevacci], que estão no Mato Grosso, pelo Skype ou pelo site Aldeia Digital. Eles conversam em português, às vezes em espanhol, mas continuam a falar bororo ou xavante, e utilizam a mesma tecnologia digital que eu.</i></p>
<p class="NoSpacing1"><i>Na metrópole comunicacional, cada pessoa configura um "outro", não na forma de uma alteridade radical, mas de pequenas diferenças. Se, no passado, prevalecia o conceito de homologação, no qual todo mundo seguia um padrão determinado pela estrutura econômica e política, atualmente o grande desafio da comunicação e da etnografia é penetrar em cada uma dessas diferenças — diferenças que configuram tipos específicos de alteridade e, juntas, formam um </i>patchwork<i>, uma dimensão sincrética glocal </i>[global + local]<i> que varia no espaço e no tempo. </i></p>
<p class="NoSpacing1"><strong>É essa possibilidade de transitar em diferentes espaços-tempos que traz à tona o multivíduo? </strong></p>
<p class="NoSpacing1"><strong><i> </i></strong></p>
<p><i>O formativo da cultura industrial, que consiste em elaborar uma identidade sempre idêntica a si mesma, não funciona mais. Na cultura digital, as identidades não são fixas, mas flutuantes. O conceito de multivíduo modifica o conceito clássico de indivíduo — palavra de origem latina que, por sua vez, traduz a palavra grega </i>atomom<i>, cujo significado é indivisível. O multivíduo é um sujeito divisível, plural, fluido. Ubíquo. Um mesmo sujeito pode ter uma multiplicidade de identidades, de "eus", e assim multividuar a sua subjetividade.</i></p>
<p><i>Um dos sintomas disso é a ideia de gênero. O feminino e o masculino já não são mais percebidos como uma divisão definida biologicamente. O gênero é visto como uma construção cultural que não comporta mais uma lógica binária, dualista. Entende-se que é possível ter uma multiplicidade de experiências sensuais eróticas.</i></p>
<p><i>A moda é outro exemplo: o multivíduo não se identifica por um estilo de moda específico, único. Ele modifica seus estilos de acordo com os diferentes contextos em que se encontra. Isso impõe grandes desafios para o estudo da moda, que não deve mais ser tomada como algo que manipula, pois cada multivíduo escolhe elementos diferenciados e, a partir disso, cria sua própria performance.</i></p>
<p><strong>E qual é a relação entre a emergência desse multíviduo e a cultura digital?</strong></p>
<p><i>A descentralização ubíqua do indivíduo trata-se de um tipo de identidade característica da cultura digital. O desejo de viver uma alteridade interna era compartilhado apenas em momentos específicos, como no carnaval. Atualmente, com a explosão da cultura digital, esse desejo de alteridade, de multivocidade pode ser vivido o tempo todo, em qualquer momento. Basta o sujeito entrar na internet para poder exprimir diferenças coexistentes e heterônomos estilos de escrever, de se representar, de se conectar.</i></p>
<p><i>Então, esse sujeito transitivo, caracterizado de flutuantes "eus" multividuais, que estão se afirmando como "outros", tem a vantagem de usufruir das tecnologias digitais, tecnologias que se tornam mais difundidas diante da facilidade de uso, da redução de preços, da aceleração de linguagens, das possibilidades de edição autônoma.</i></p>
<p><i>É claro que a cultura digital também traz problemas de segurança, de fraude, que devem ser enfrentados. Porque a cultura digital é parte de um conflito, de uma dialógica, de uma tensão que precisamos resolver.</i></p>
<p><strong>Então a manifestação do multivíduo está ligada ao surgimento de uma comunicação mais horizontalizada, viabilizada pela cultura digital? </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><i>A cultura digital modifica a "divisão comunicacional do trabalho" (expressão inspirada no conceito de divisão social do trabalho, proposto por Marx) entre quem narra e quem é narrado. Surge, daí, a ideia de autorrepresentação: as pessoas querem se representar, e não mais serem representadas. E, de qualquer lugar do mundo, elas tem os meios tecnológicos e as condições culturais para fazer isso, para nunca mais conceder a um terceiro o direito de representá-las. Isso vem do desejo de cada um exprimir, de narrar sua própria história. Entra em cena, assim, a crítica ao status de "quem tem o poder de representar quem".</i></p>
<p><i>Caiu a dicotomia entre quem representa, de um lado, e quem é representado, de outro. Trata-se do direito que cada pessoa tem de representar a si mesma politicamente e esteticamente e de representar também quem a representa. Isso significa colocar em crise permanente a visão dualista e dicotômica entre natureza e cultura, masculino e feminino, bem e mal, quem representa e quem é representado. Diante disso, precisamos desenvolver lógicas diferenciadas de pensamento que permitam aproveitar as potencialidades que a cultura digital nos oferece.</i></p>
<p><strong>O senhor defende a adoção de uma "etnografia reflexiva" nas pesquisas antropológicas. Essa guinada epistemológica surge como efeito do fenômeno da autorrepresentação?</strong></p>
<p><i>A autorrepresentação altera profundamente a etnografia, que passa a ser mais dialógica e reflexiva: o entrevistador também é entrevistado. Meus amigos bororos ou xavantes fazem pesquisas sobre mim ao mesmo tempo em que são pesquisados e, juntos, construímos uma autorrepresentação na qual colocamos nossas personalidades, experiências, emoções e valores. O envolvimento emocional torna-se parte constitutiva da estratégia etnográfica, porque o pesquisador é parte da pesquisa, não está fora do contexto analisado. Não se insiste, assim, na objetividade em relação ao objeto, de modo que o objeto não é mais objeto: é um sujeito, com toda sua complexidade, que está em diálogo com o investigador.</i></p>
<p><i>A autorrepresentação significa que, como antropólogo, não posso mais representar a cultura dos bororos e xavantes ou da periferia de São Paulo, porque tanto os jovens indígenas quanto os paulistanos afirmam seu direito de representarem a si mesmos e de me representar como pesquisador.</i></p>
<p><strong>Ao abrir mão da diretriz da objetividade e assumir os princípios do dialogismo e da reflexividade, o pesquisador não corre o risco de ser criticado por uma falta de cientificidade? Como fica essa questão no meio acadêmico?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><i>O paradigma que sustenta a dimensão cientifica é, em grande parte, baseado na física e na matemática euclidiana. Mas, a partir da metade do século passado, a visão pós-euclidiana começou a se manifestar também nas ciências ditas exatas. Nos laboratórios do Cern [Centro Europeu de Pesquisa Nuclear], por exemplo, o contexto no qual os experimentos são colocados é parte da avaliação, porque se entende que o contexto modifica o resultado. Subjetividade e objetividade, particularidade e universalidade estão conectados e fazem parte dos resultados.</i></p>
<p><i>A objetividade pura era importante no passado. Agora, o que precisamos é aliar a força estética da imaginação e a experiência subjetiva com a exatidão científica por meio do que chamo de "imaginação exata", lógicas pós-euclidianas. </i></p>
<p><i>As obras criadas pela arquiteta Zahad Hadid ilustram muito bem a emergência dessa cultura pós-euclidiana. Ela desenvolveu um tipo de elaboração digital capaz de criar fantasias arquitetônicas que não pertencem à nossa experiência geométrica cotidiana. Ela aplica uma multidimensão híbrida autogenerativa em formas arquitetônicas diagonais, que nunca existiram antes e que não são baseadas na geometria clássica, euclidiana, composta por quadrado, círculo etc. Com isso, cria uma experiência metropolitana inovadora, que desafia o nosso olhar acostumado com prédios retangulares e piramidais com forma modernista.</i></p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p><strong>Ainda no âmbito das transformações epistemológicas ligadas à etnografia, o senhor poderia explicar o seu conceito de "estupor metodológico"?</strong></p>
<p><i>O "estupor metodológico" é um forma inovadora de posicionar o corpo e a mente numa dimensão porosa para encontrar o desconhecido. Trata-se de um treino para abrir a própria corporeidade e prepará-la para o encontro com o estranho, que, justamente por ser estranho, é desejado. O problema desse encontro é fundamental na etnografia. Pode ser um encontro casual, com algo que está muito perto, no Facebook ou na rua, por exemplo. Porque, às vezes, surfando na internet ou caminhando pela rua, a gente encontra elementos que criam um tipo de espanto. E é preciso estar preparado quando esse encontro acontece. É preciso estar treinado para enfrentar na hora o desconhecido, que é ao mesmo tempo sedutor e espantoso. É preciso agarrar o momento, que é único e pode escapar. Para elaborar uma etnografia da juventude paulistana, focalizada sobre o desejo de movimento urbano criativo, é fundamental aplicar seja a autorrepresentação seja o estupor como metodologias ubíquas.</i></p>
<p class="NoSpacing1"><strong><i> </i></strong></p>
<p><strong>Nos seus estudos sobre cultura digital, o senhor adota autores da teoria crítica, entre eles Kracauer, Adorno e Benjamim. Essa opção parece contraditória se considerarmos que, nas teorias da comunicação, a Escola de Frankfurt aparece associada à ideia da indústria cultural como lugar da manipulação e alienação. Essa contradição existe de fato?</strong></p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p><i>Adorno, Benjamim e Kracauer foram os primeiros a estudar empiricamente a cultura de massas que estava nascendo. Adorno se dedicou à análise do rádio, do cinema, da música, da personalidade autoritária. Era um filósofo que não estava apenas pensando, pois fazia pesquisa empírica. Kracauer, ao estudar o cinema dos anos vinte, já tinha entendido que a autorrepresentação era um novo paradigma que a nova tecnologia reproduzível cinematográfica oferecia.</i></p>
<p><i>Tomar a teoria crítica a partir do conceito de homologação é uma leitura superficial. Assim como é superficial entender a indústria cultural como uma forma absoluta de massificação. Em Kracauer e Benjamin, por exemplo, tratava-se da possibilidade de inserir a tecnologia de reprodução em processos de libertação das classes sociais pobres, que poderiam, a partir desse recurso tecnológico, usufruir da cultura estética.</i></p>
<p><i>Nos últimos anos, vem nascendo na Alemanha e nos Estados Unidos uma corrente inovadora que faz uma leitura diferente da teoria crítica. O que é a mídia de massa atualmente? O conceito de massa está morto, assim como a ideia de mídia como mediação entre a indústria cultural e o público. Na cultura digital, cada um pode elaborar sua própria narrativa. O problema fundamental, agora, é como fazer uma pesquisa empírica criticamente orientada sobre a cultura digital — uma cultura que está modificando a mídia de massa e prefigurando o conceito de autorrepresentação.</i></p>
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<h3><i><strong>Conteúdo Relacionado:</strong></i></h3>
<p><i><strong>Notícias<br /></strong></i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-e-hacktivismo-em-debate" class="external-link">Arte e hacktivismo em debate</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cultura-digital-e-etnografia-sao-tema-de-conferencia" class="external-link">"Cultura digital e etnografia são tema de conferência de Massimo Canevacci"</a></li>
</ul>
<p><i><strong>Entrevistas</strong></i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/um-novo-pensamento-cientifico-para-o-novo-contexto-da-cultura-digital" class="external-link">"Um Novo Pensamento Científico para o Novo Contexto da Cultura Digital"</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/view/435/469">"O Fetichismo Metodológico Tem o Poder de Mesclar os Dois Clássicos Elementos da Filosofia Ocidental: Sujeito e Objeto"</a></li>
</ul>
<p><strong><i>Midiateca</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/cultura-digital" class="external-link">Cultura Digital</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/interrupcao-em-rede-repensando-oposicoes-em-arte-hacktivismo-e-negocios-da-rede-social" class="external-link">Interrupção em Rede: Repensando Oposições em Arte, Hacktivismo e Negócios da Rede Social</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/teoria-critica-cultura-digital-cinema-expandido" class="external-link">teoria crítica, cultura digital, cinema eXpandido</a></li>
</ul>
<p> </p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-06-25T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/manifestacoes-de-rua">
    <title>As manifestações nas ruas em debate</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/manifestacoes-de-rua</link>
    <description>Em evento realizando no dia 21 de junho, pesquisadores vinculados ao IEA discutiram motivações, impactos e desdobramentos das recentes manifestações de rua que tomaram conta do Brasil. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-o-que-esta-acontecendo" alt="Debate 'O Que Está Acontecendo?'" class="image-inline" title="Debate 'O Que Está Acontecendo?'" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA aceitou o desafio de refletir sobre a história no momento em que ela se faz. No dia 21 de junho, 14 pesquisadores vinculados ao Instituto se reuniram no evento <i>O Que Está Acontecendo?, </i>primeiro debate público realizado por uma universidade brasileira sobre as recentes manifestações nas ruas do país.</p>
<p>O evento deu início à série de encontros <i>UTI Brasil</i>, do  <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/laboratorios/sociedades-contemporaneas/sociedade-contemporaneas">Laboratório Sociedades Contemporâneas</a> do IEA, voltada para a discussão do significado e do impacto desse momento de efervescência política. Os debatedores foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/alfredo-bosi">Alfredo Bosi</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sergio Adorno</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/professores-visitantes/bernardo-sorj-iudcovsky" class="external-link">Bernardo Sorj</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/jorge-luiz-pereira-campos">Jorge Luiz Campos</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/arlene-clemesha" class="external-link">Arlene Clemesha</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/professores-visitantes/nicolas-lechopier" class="external-link">Nicolas Lechopier</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira">Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</a>,  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/sylvia-duarte-dantas">Sylvia Dantas</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/alexey-dodsworth-magnavita-de-carvalho" class="external-link">Alexey Dodsworth Magnavita</a> (também relator), todos vinculados direta ou indiretamente ao IEA. A moderação ficou a cargo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>.</p>
<p>Os principais temas abordados no debate foram a imprevisibilidade das manifestações; uma possível crise da representação e da democracia; a saída do país de um estado de passividade; o sentimento de tédio como fator de motivação; a emergência de valores conservadores nos protestos; o clamor por direitos básicos, particularmente por transporte público, saúde e educação; o protagonismo da violência; a falta de foco das reivindicações; e a urgência de uma reinvenção política. A seguir, as opiniões dos participantes sobre esses e outros temas<i>.</i></p>
<p><i><br /></i></p>
<h2>A voz dos participantes</h2>
<p><span style="text-align: justify; ">IMPREVISIBILIDADE / ESPONTANEIDADE</span></p>
<p style="text-align: justify; ">"O modelo inaugural disso é o maio de 68 francês. Nós temos nesse quase meio século movimentos que surgem sem a gente saber o que vai surgir e quando vai surgir. Esses eventos são de certa forma grandes surpresas. Acontecimento em inglês é happening, e happening em português é justamente esse movimento único, sem ensaio prévio, sem diretor de cena e sem repetição, uma singularidade que geralmente se conota pela festa e alegria." –  <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esse tipo de movimento – principalmente da juventude metropolitana –  tem a característica, agora e também no passado, de ser baseado no improviso, na explosão espontânea, de não ter uma liderança ou um partido político para dirigir. Essa espontaneidade é, em grande parte, baseada num tipo de qualidade de vida da juventude, da movimentação, do movimentar, do transitar. A possibilidade de se mover no espaço urbano é fundamental para essa juventude." – <strong><i>Massimo Canevacci</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esse movimento é construído, mas a adesão é espontânea e finalmente massiva. Isso é muito parecido com o que aconteceu lá [na primavera árabe]. Também no Egito falava-se muito que não se esperava um movimento, que a população estava morta, adormecida, e de repente ela vai para as ruas." – <strong><i>Arlene Clemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Compartilho apenas em parte o ponto de vista de que o movimento nasceu do tédio e tem uma dimensão espontânea. Os líderes do Movimento Passe Livre estão há oito anos levantamento essa bandeira, propondo manifestações e colocando em debate uma questão extremamente importante, que é o modelo de política pública de transporte nas grandes metrópoles brasileiras, inteiramente fracassado. Então eu acho que o movimento não é inteiramente espontâneo." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>PARTICIPAÇÃO POLÍTICA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esses movimentos têm seus mártires, seus mortos, mas mesmo assim têm um elemento forte de festa e de inserção de não participantes no espaço público." – <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O movimento teve essa capacidade de detonar um estopim que de alguma maneira mobilizou, levou as pessoas às ruas, levou as pessoas a perceberem, particularmente a juventude, que têm a possibilidade de intervir no país, que, se querem influir, essa é a oportunidade de participar." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Temos vontade de participação política. Mas não há uma cultura política. Ou seja, a questão da educação política é fundamental nas escolas." – <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A favor da livre manifestação pública, portanto a favor da livre expressão de valores em si democráticos – este me parece um ponto consensual dos analistas. Governo, imprensa, universidade e todas as instâncias envolvidas no processo são (ou tornaram-se) unânimes no reconhecimento do direito de manifestação de segmentos da população. É um ganho que convém realçar em primeiro lugar." – <strong><i>Alfredo Bosi</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>DESDOBRAMENTOS</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"As consequências de um acontecimento vão muitíssimo além das suas causas, muitíssimo além dos 20 centavos, nesse caso". – <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"É uma incógnita os rumos que isso vai tomar. De qualquer forma, tivemos aí certa catarse. Mas penso que os movimentos que têm um percurso, uma reflexão, uma elaboração – e isso é distinto das manifestações catárticas – com certeza vão poder direcionar esses rumos, vão poder recuar, questionar, para novamente direcionar." — <strong><i>Sylvia Dantas</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O movimento fazer um balanço do que já conseguiu até agora implica na possibilidade, na capacidade de examinar o conjunto de temas que apareceram nas diferentes manifestações e, de alguma maneira, entender como organizar essas novas demandas e de que maneira elas podem se transformar em elementos de continuidade do movimento." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>TÉDIO</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A diferença do Brasil é que as manifestações acontecem em ambiente absolutamente democrático, ao contrário do que aconteceu na Tunísia, no Egito e em outros lugares onde também há esse detonador. Talvez o problema, para nós, não seja tanto a opressão, seja até mesmo o tédio." – <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>TRANSPORTE PÚBLICO / TARIFAS</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O que está acontecendo? É a pergunta prioritária, pois exprime o sentimento de perplexidade de que fomos tomados em face de um movimento de tamanha proporção, não só aparentemente, mas explicitamente dirigido como protesto pelo aumento de 20 centavos nas tarifas de ônibus da cidade. Quem está se manifestando são jovens que estão tendo oportunidade de, talvez pela primeira vez, protestar maciçamente contra o que lhes parece abuso do poder estatal em um dos itens vitais do cotidiano, que é o valor das tarifas de transporte público." – <strong><i>Alfredo Bosi</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"É um movimento de jovens que têm uma história e que têm um propósito muito claro, muito objetivo, voltado para a questão do transporte público. É um movimento que começa com um objetivo muito claro. Mas alguns falam: ‘Mas apenas 20 centavos? Reles 20 centavos?’ Somos um país de extrema desigualdade: o gasto com transporte público para grande parte da população significa 30% de seu orçamento. Isso é algo para lá de absurdo. Esse aumento no orçamento de uma população que ganha um salário mínimo é tremendo. A gente precisa tocar num ponto: os lucros das grandes empresas de transporte. Essa conquista do não aumento traz a questão das grandes corporações (...), porque as grandes corporações é que gerem o sistema mundial. (...) Quando se fala aqui do transporte, está se atacando uma das corporações que têm grande força neste país, em detrimento da população." — <strong><i>Sylvia Dantas</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"[A gratuidade do transporte] não é um detalhe, porque há coisas que não deveriam ter preço. E o mundo do crescimento econômico não deixa espaço para a gratuidade. Eu diria que essa reivindicação do transporte talvez seja mais fundamental do poderíamos pensar." – <strong><i>Nicolas Lechopier</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A coisa mais importante que deveria ser abolida agora, não só em São Paulo, é a catraca no ônibus. (...) É um absurdo que, para entrar no ônibus, eu tenha que passar por uma catraca". – <strong><i>Massimo Canevacci</i></strong></p>
<p> </p>
<p><strong>CRISE DA DEMOCRACIA / CRISE DA REPRESENTAÇÃO</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-o-que-esta-acontecendo-2" alt="Debate 'O Que Está Acontecendo?' - 2" class="image-right" title="Debate 'O Que Está Acontecendo?' - 2" /></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esse é um aspecto fundamental: a democracia puramente formal e representativa em termos eleitorais está em crise, e o seu descrédito merecido exige alguma resposta, ainda que difusa e insuficientemente articulada." – <strong><i>Alfredo Bosi</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O que está acontecendo é um enorme mal-estar com a democracia que temos no Brasil. Esse mal-estar está relacionado com a qualidade da democracia (...). Provavelmente a área de maior déficit é a da representação. Os partidos estão muito mais preocupados em chegar ao poder e nele se manter do que propriamente em estabelecer e manter conexões com os eleitores (...). Os partidos fracassaram, inclusive os partidos que nasceram dos movimentos sociais, como foi o caso do PT (...). Na dinâmica do presidencialismo de coalizão que vigora no Brasil, os partidos são chamados a compor a grande coalizão que governa e que portanto tem uma lógica de se manter no poder custe o que custar, mesmo que seja ao custo da corrupção (...). Não houve um líder de partido no Brasil, da situação ou da oposição, que dissesse qual é a sua posição em relação às demandas que estão nas ruas e o que os partidos propõem em relação a elas. Mais grave do que isso foi o fato de que nem o presidente do Congresso, nem o da Câmara, nem o líder do governo e nenhum líder da oposição vieram a público para estabelecer uma conexão. Essa ausência de conexão cobra um preço da democracia brasileira e daí o mal-estar que nós estamos vivendo." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Atualmente, ninguém quer se representado. Existe um conflito entre quem tem o poder de representar e quem tem o poder de ser representado. A autorrepresentação está destruindo o sistema de divisão comunicacional do trabalho – que era baseado na dimensão industrialista, do passado – e afirmando um novo tipo de subjetividade muito pluralizada, que não quer mais delegar a ninguém a força de se representar, de se narrar. Durante esse tipo de manifestação – e esse é o lado mais lindo para mim – não houve ninguém falando num comício público, com microfone. Eu acho isso fundamental, porque é baseado num tipo de afirmação crescente da autorrepresentação." — <strong><i>Massimo Canevacci</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Torcidas organizadas, gente da periferia dizendo: estamos cansados de ser explorados, temos uma mensagem a dar e nenhum partido político nem nenhum grupo está respondendo a isso." — <strong><i>Arlene Clemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"De acordo com a avaliação da 'The Economist', o Brasil ocupa uma posição democrática, mas ainda não é uma democracia plena, pois existem pontos que são delicados para nós. Por exemplo, tiramos uma nota muito alta no critério pluralismo partidário e notas muitos baixas em dois critérios que chamam a atenção: participação política e cultura política". — <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>PASSIVIDADE E CATARSE</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Nós estávamos tomados por um estado de melancolia (...), de que as coisas estão tão complexas, de que somos tão impotentes que não há como sair disso. E de repente essas manifestações começam a acontecer aqui, no nosso país, em que todos achavam que nossa juventude estava alienada e que todos estávamos tomados por uma passividade muito grande. De repente a população vê os jovens se manifestando e também quer se manifestar, porque é vida, porque significa sair desse estado de certo sonambulismo, uma anestesia pela qual todos estavam tomados. Outros jovens, então, começam a participar desse movimento. É um momento de catarse, em que as pessoas estão colocando para fora a vivência de uma dissonância cognitiva (...), em que sua percepção da realidade não está de acordo com o que é dito. E o que é dito? Que somos a 7ª economia do mundo, que estamos melhorando, que a classe média está se expandindo, coisas muitos positivas que são colocadas e propagandeadas." – <strong><i>Sylvia Dantas</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"No Egito, Tunísia, nos países árabes – terríveis ditaduras – a população teve que romper a barreira do medo. E aqui a população rompeu a barreia da apatia." – <strong><i>Arlene Chemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>DIREITOS BÁSICOS</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"O acesso à saúde, à educação, aos direitos básicos nos são negados, são o tempo todo ultrajados. As nossas instituições estão esfaceladas. Essa contradição que todos vivem no dia-a-dia foi trazida à tona, elas podem ter uma voz". – <strong><i>Sylvia Dantas</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A questão dos 20 centavos parece um detalhe, mas não é. Talvez seja de maior importância política, porque o transporte público é um bem básico, como a saúde, a água, a alimentação saudável. Acho importante ressaltar também que o transporte não é uma questão qualquer." – <strong><i>Nicolas Lechopier</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"As manifestações têm um gatilho e outras reivindicações que aparecem, mas a área da saúde é tratada de uma maneira superficial. E ela tem que ser tratada de uma maneira global e local (...). O movimento tem que focar mais. Essa é uma questão que tem que ser pensada. E eu reivindico que um foco importante seja direcionado à área da saúde (...). Que não seja obrigatoriamente único, mas que seja explicitado de uma maneira muito clara." – <strong><i>José da Rocha Carvalheiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Não se trata de um problema de manifestação da presidente, mas de como o governo, no seu conjunto, vai tomar as pautas, os temas que apareceram, como propostas de solução dos problemas que estão colocados, particularmente no que diz respeito às políticas públicas mais importantes: saúde e educação." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>REINVENÇÃO POLÍTICA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Houve uma interrupção da comunicação política entre os atores, que é um elemento fundamental na ação política. Quer dizer, não havia mais a possibilidade de estabelecer um canal de comunicação ou vias aceitáveis de comunicação (...). Nós estamos atravessando um novo momento de interrupção dessa comunicação. Isso significa um exercício de reinvenção política (...). Ou seja, os canais que são considerados legitimamente aceitos, de expressão, de reivindicação, de participação, de alguma maneira parecem esgotados. Ou parecem insatisfatórios. Há todo um exercício de encenação política, de pôr essa insatisfação, essa efervescência, num espaço público de grande audiência e de grande visibilidade". – <strong><i>Sergio Adorno</i></strong><strong><i> </i></strong><i>(Relacionando, no início, as manifestações atuais e a invasão da Reitoria da USP em 2007.)</i></p>
<p style="text-align: justify; ">"Talvez esse seja o momento de os partidos e as instituições tão desacreditadas ouvirem o que as pessoas estão tentando dizer e fazerem esse exercício de reinvenção política. A gente está precisando urgentemente dessas instituições de outra maneira, reinventadas. Do jeito que elas estão, o descrédito só tenderá a crescer." – <strong><i>Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>VIOLÊNCIA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"[Os jovens manifestam-se também] contra, obviamente, a repressão policial, aspecto que nos inquieta a todos, pois a presença indesejada de grupos dispostos ao vandalismo provoca um endurecimento perigoso das forças de segurança." – <strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Não a juventude paulistana ou carioca que imagina imitar Istambul. Eu acho que foi o contrário: na minha fantasia, foi a polícia paulistana, foi Haddad e Alckmin que imitaram e tentaram replicar o que aconteceu na Turquia." — <strong><i>Massimo Canevacci</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Houve uma violência da polícia, que todos nós recusamos, criticamos, e que de certo modo foi um grande detonador. E aí pudemos refletir: para muitos isso rememorou os acontecimentos da ditadura, para outros a ideia de que a polícia é sempre violenta e, portanto, tem que ser combatida. O discurso que conecta violência e protesto político está sendo requalificado. Até os anos 70, ele era legítimo, ou seja, a violência estava ligada ao fim da opressão, com os movimentos de descolonização, com a ideia de que a violência era um instrumento da política. O que a gente assiste a partir dos anos 70? O tempo todo uma desqualificação da violência, quer dizer, a violência não é um meio da política, a violência é a não-política. Parece que agora está havendo uma tentativa de retomar a questão da violência como um lugar da política." – <strong><i>Sergio Adorno</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A violência que foi mencionada tem um significado muito forte, por mais assustador e negativo que seja em muitos momentos. É realmente uma voz oprimida rompendo, e ela precisa ser ouvida. Há também muitas denúncias, similares ao que aconteceu no Egito, de que bandidos pagos estão infiltrados nas manifestações. Isso pode estar acontecendo." – <strong><i>Arlene Clemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A gente tem um momento pontual que é o da violência da polícia militar (...). A violência muda tudo. No outro ato já havia 65 mil pessoas em São Paulo, inclusive aquelas que estavam reclamando que a ordem estava sendo atrapalhada." — <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p> </p>
<p><strong>CONSERVADORISMO / DIREITA</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-o-que-esta-acontecendo-3" alt="Debate 'O Que Está Acontecendo?' - 3" class="image-right" title="Debate 'O Que Está Acontecendo?' - 3" /></p>
<p style="text-align: justify; ">"Ontem houve agressão física por parte de pessoas participantes do movimento: a quem estava com bandeiras, a quem fazia parte de movimentos sociais já com uma trajetória histórica, a homossexuais, enfim, acho que houve uma guinada conservadora ontem bastante preocupante." – <strong><i>Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Minha preocupação agora é com o fascismo (...). A gente foi hackeado pela mídia, pela direita, e todo mundo foi para a rua. E aí a coisa saiu de controle. Como não tem pauta, todo mundo levou o desejo contido de protestar contra tudo e contra todos. E agora temos que controlar o monstro que colocamos na rua." — <strong><i>Jorge Luiz Campos</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Após todo esse início, que teve aspectos muitos positivos, começam a aparecer grupos oportunistas – uma direita, um movimento fascista (...). Corre-se o risco que eles usurpem a própria aparência para o público geral e a própria condução e direção para onde esse movimento vai. E é nesse vácuo de compreensão, de comunicação que esses movimentos fascistas estão aparecendo e tomando a liderança de um movimento que surgiu tão bonito." – <strong><i>Arlene Clemesha</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Começa-se a perceber os sinais de cooptação do movimento (...), começa-se a notar que há uma aproximação de outras pautas (...). Começa-se a notar uma fagocitação do que o Movimento Passe Livre pretendia por movimentos extremamente conservadores (...). São pessoas usando a imagem obtida pelas manifestações para passar uma mensagem de golpe. Isso é muito perigoso. O Movimento Passe Livre fez o que tinha que fazer. Ocupou o espaço público, se manifestou, se expressou ao notar que estão tentando manipulá-lo, que estão tentando usá-lo. O que o Movimento faz? Se retira, faz muito bem. Para quê? Para que esses oportunistas de carteirinha voltem para onde nunca deveriam ter saído." – <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>DIVERSIDADE DAS REIVINDICAÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"São movimentos que vão muito além do que o que os convocou e nos quais se projeta numa tela tudo que a sorte deseja, inclusive de caráter contraditório. Daí sucede também que com frequência o resultado lhes seja subtraído". – <strong><i>Renato Janine Ribeiro</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Se a gente olhar as manifestações, cada um tem o seu cartaz. Ainda que cada cartaz reflita um sentimento coletivo, ele é uma leitura singular de uma experiência coletiva, de uma comunicação política interrompida. Eu acho que essa experiência precisa ser pensada, quer dizer, o que ela quer, aonde ela quer chegar, e porque essa recusa desses mecanismos." – <strong><i>Sergio Adorno</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Para poder de alguma maneira prosseguir na reivindicação e no significado que teve inicialmente, o movimento tem que definir outras metas extremamente objetivas, tal como a meta de baixar de R$ 3,20 para R$ 3,00. Será necessário definir metas dessa natureza." – <strong><i>José Álvaro Moisés</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Esse movimento é elaborado pelo Movimento Passe Livre, ou seja, é iniciado com uma pauta clara. Dizer que é difuso, que não se sabe o que quer, isso é depois. Mas o movimento nasce com uma pauta muito objetiva." — <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Tem foco: o foco do Passe Livre é o passe livre, em outro foco vai ser outro movimento. Agora, a pauta da corrupção é uma pauta da direita infiltrada, é uma pauta genérica. Não se discute corrupção; se discute casos de corrupção." – <strong><i>Jorge Luiz Campos</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ESPAÇO PÚBLICO / ECOLOGIA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Um elemento que não foi falado aqui e que me parece fundamental é a ideia de retomada do espaço público, a ideia do direito à cidade como espaço de encontro, de confronto (...). Não é à toa que as pessoas vão para a rua, não basta só estar conectado pela internet." – <strong><i>Lucia Maciel Barbosa de Oliveira</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"A gente aqui faz um link entre o movimento no Brasil e o movimento na Turquia, bastante recentes. Os dois têm uma questão inicial que trata dos nossos modos de viver, do meio ambiente, da questão da urbanização, da mobilidade, do transporte. Isso não é um acaso. Há uma ligação forte entre os novos movimentos sociais e a questão da ecologia, sem se reduzir à dimensão ecológica." – <strong><i>Nicolas Lechopier</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"As pessoas que reclamam do movimento acham que se manifestar contra alguma coisa é reunir os estudantes no Masp, cantar “Coração de Estudante” e soltar uma pomba da gaiola. Mas não é assim. Para realizar um movimento que cause uma transformação, é preciso perturbar a ordem. Se não perturbar a ordem minimamente – não quer dizer praticar violência ou vandalizar o patrimônio público ou privado –,  não causa o impacto necessário." – <strong><i>Alexey Dodsworth Magnavita</i></strong></p>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ECONOMIA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Uma coisa comum [entre o movimento no Brasil e outras primaveras] é a insuficiência do crescimento econômico para construir um sentido comum, como meta coletiva de nossa vida em sociedade. Talvez a chave de interpretação seja a característica perigosa do crescimento econômico infinito (...), o problema é a questão da economia, do papel do dinheiro, e aí eu estou voltando à questão do transporte e da gratuidade do transporte." – a <strong><i>Nicolas Lechopier</i></strong></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Mauro Bellesa/IEA</span><strong><i><br /></i></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Laboratório Sociedades Contemporâneas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Manifestações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-06-27T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/etica-e-ataque-a-resposta-ao-uso-de-armas-quimicas-na-siria">
    <title>Ética e ataque: a resposta ao uso de armas químicas na Síria</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/etica-e-ataque-a-resposta-ao-uso-de-armas-quimicas-na-siria</link>
    <description>Mesa-redonda realiza-se no dia 11 de setembro, às 10 horas, e tratará das relações entre ética universal, diferenças políticas e governança geopolítica.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: right; ">
<h3 style="text-align: center; ">Relacionado</h3>
<h3 style="text-align: center; "><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/etica-e-ataque" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/etica-e-ataque-11-de-setembro-de-2013" class="external-link">Fotos</a></h3>
<p><i><br />O programa "IEA Debate: A Crise na Síria", baseado na mesa-redonda </i>Ética e Ataque<i>, será apresentado pela TV USP nos dias 13 (23 horas), 14 (4h30) e 18 (0 hora) de setembro. A TV USP é transmitida pelo Canal Universitário de São Paulo (CNU) nos canais 11 (NET), 71 (Vivo  TV) e 187 (Vivo TV Digital).</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>No momento em que o Congresso americano delibera sobre a autorização para Barack Obama </span></p>
<p><span>determinar um ataque às instalações militares da Síria em resposta às evidências de uso de armas químicas pelas tropas de Bashar al-Assad, com a morte de 1.400 civis, o IEA e o </span><a class="external-link" href="http://www.iri.usp.br/">Instituto de Relações Internacionais (IRI)</a><span> da USP realizam a mesa-redonda "Ética e Ataque", no dia 11 de setembro (quarta-feira), às 10 horas, na Sala de Eventos do IEA.</span></p>
<p>A mesa-redonda tratará das relações entre ética universal, diferenças políticas e governança geopolítica. Os debatedores serão o filósofo e antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, o filósofo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, o sociólogo <span class="external-link"><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/bernardo-sorj/bernardo-sorj?searchterm=bernardo+sorj" class="external-link">Bernardo Sorj</a> </span>(via Skype) e os juristas <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/pedro-bohomoletz-de-abreu-dallari" class="external-link">Pedro Dallari</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/deisy-ventura" class="external-link">Deisy Ventura</a>.</p>
<p><span>Os debatedores refletirão sobre respostas para duas questões: ações políticas podem resolver conflitos internacionais, evitando-se o uso da força? a ética pode ficar indiferente à monstruosidade do uso de armas químicas?</span></p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/provaveis-vitimas-de-arma-quimico-em-douma-siria" alt="Prováveis vítimas de arma químico em Douma, Síria" class="image-inline" title="Prováveis vítimas de arma químico em Douma, Síria" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong><span style="text-align: right; ">Prováveis vítimas de armas químicas em</span><br style="text-align: right; " /><span style="text-align: right; ">foto divulgada pelo Gabinete de Mídia</span><br style="text-align: right; " /><span style="text-align: right; ">de Douma, cidade próxima a Damasco</span></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre os aspectos a serem abordados no encontro estão os valores políticos básicos — numa visão humanista das relações entre diferentes culturas —, a geopolítica e os direitos humanos, a governança global, a questão da soberania nacional e o papel da ONU perante o caso sírio.</p>
<p>A mesa-redonda será transmitida ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">web</a>. Os interessados em assistir ao evento presencialmente devem se inscrever enviando mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>. A Sala de Eventos do IEA fica na rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo (<a href="https://www.iea.usp.br/iea/localizacao" class="external-link">localização</a>).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Oriente Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Megatendências</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Laboratório Sociedades Contemporâneas</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-09-09T20:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologia-o-novo-totemismo">
    <title>Sociólogo e antropólogo analisam a tecnologia como novo totemismo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologia-o-novo-totemismo</link>
    <description>Debate com Derrick de Kerckhove e Massimo Canevacci será no dia 17 de outubro, às 17 horas, no Auditório do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/derrick-de-kerckhove-e-massimo-canevacci" alt="Derrick de Kerckhove e Massimo Canevacci" class="image-inline" title="Derrick de Kerckhove e Massimo Canevacci" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Derrick de Kerckhove e Massimo Canevacci</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Tecnologia: O Novo Totemismo</i> é o tema do debate entre o sociólogo <span class="external-link"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/derrick-claude-frederic-de-kerckhove" class="external-link">D<span class="external-link">errick de Kerckhove</span></a>, da University of Toronto, Canadá, e o antropólogo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, professor visitante do IEA, no dia 17 de outubro, às 17 horas, no Auditório do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP.</p>
<p>De acordo com Canevacci, o progresso científico e a descoberta do genoma inverteram simbolicamente o poder da natureza sobre a cultura: "O novo totemismo coloca a tecnologia como o cará<span class="Object" id="OBJ_PREFIX_DWT3057_com_zimbra_date">ter</span> definidor da humanidade".</p>
<p>Para o antropólogo, todas as definições do que é ser humano exigem ajustes e atualização e apresentam limites e fronteiras em extinção ou em diluição. "Essa situação traz novas responsabilidades que não são totalmente expostas pelo trans-humanismo nem pelo pós-humanismo."</p>
<p>No caso das comunicações globais instantâneas, Canevacci considera que elas confundem as dimensões local e global, colocando pressão sobre situações locais: "A internet funciona como um sistema límbico social, auto-organizando-se para enfrentar e, ocasionalmente, resolver problemas emergentes e soluções. Onde a velha ordem não desaparece facilmente, há confrontos abrasivos de mentalidades".</p>
<p>Apesar de avaliar a transição atual como difícil, ele a considera menos traumática do que as do Renascimento e das Guerras Mundiais do século 20. No seu entender, movimentos como <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/IndignadosLisboa" target="_blank">Indignados</a>, <a class="external-link" href="http://www.anonymousbrasil.com/" target="_blank">Anonymous</a>, <a class="external-link" href="http://occupywallst.org/" target="_blank">Occupy Wall Street</a>, bem como o ativismo global iniciado pelo <a class="external-link" href="http://wikileaks.org/" target="_blank">Wikileaks</a> e agora seguido por iniciativas como a do ex-analista de inteligência americano Edward Snowden, indicam possíveis direcionamentos geopolíticos.</p>
<p><strong>DEBATEDORES</strong></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Derrick de Kerckhove é um dos mais importantes teóricos sobre a relação entre tecnologias digitais e a sociedade. </span><span style="text-align: justify; ">Discípulo do famoso teórico canadense Marshal McLuhan (1911-1980), dirigiu por mais de 20 anos o Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia da University of Toronto. É doutor em língua e literatura francesas pela mesma universidade e doutor em sociologia da arte pela Université de Tours, França. </span><span style="text-align: justify; ">Leciona, principalmente, na University of Toronto e na Università Federico 2º, Itália. Também tem atuado como pesquisador convidado nos EUA, China, Brasil, Japão e Argentina.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Massimo Canevacci é professor de antropologia cultural e de arte e culturas digitais da Università degli Studi di Roma La Sapienza, Itália, e professor visitante do IEA desde outubro de 2012. Seus estudos concentram-se nas áreas da etnografia, comunicação visual, arte e cultura digital. </span>Seus livros mais recentes são "Polyphonic Anthropology — Theoretical and Empirical Cross-Cultural Fieldword" (2012), "A Linha de Pó — A Cultura Bororo entre Tradição, Mutação e Autorrepresentação" (2012), "Fake in China. Viagem de Superfície no País que Está Mudando o Mundo" (2011) e "Comunicação Visual" (2009).</p>
<p>O Auditório do MAC fica na rua Praça do Relógio, 160, Cidade Universitária, São Paulo, SP. O debate será em inglês, com tradução simultânea. Haverá transmissão via web em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a>. O evento é aberto ao público e não requer inscrição. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail <a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>.</p>
<p> </p>
<h3></h3>
<h3>RELACIONADO</h3>
<p><strong>Notícias e entrevista</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cultura-digital-e-etnografia-sao-tema-de-conferencia" class="external-link">Cultura digital e etnografia são temas de conferência de Massimo Canevacci</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/um-novo-pensamento-cientifico-para-o-novo-contexto-da-cultura-digital?searchterm=Digital" class="external-link">Canevacci: um novo pensamento científico para o contexto da cultura digital</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-e-hacktivismo-em-debate" class="external-link">Arte e hacktivismo em debate</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-discute-a-abordagem-critica-e-empirica-da-cultura-digital?searchterm=Digital" class="external-link">Seminário debate abordagem crítica e empírica da cultura digital</a></li>
</ul>
<p><span><strong>Vídeos</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/cultura-digital" class="external-link">Cultura Digital</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/teoria-critica-cultura-digital-cinema-expandido" class="external-link">teoria crítica, cultura digital e cinema eXpandido</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/interrupcao-em-rede-repensando-oposicoes-em-arte-hacktivismo-e-negocios-da-rede-social" class="external-link"><span>Interrupção em Rede: Repensando Oposições em Arte, Hacktivismo e </span><span>Negócios da Rede Social</span></a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/o-direito-a-cidade-em-rede-redes-digitais-e-o-espaco-urbano" class="external-link">O Direito á Cidade em Redes: Redes Digitais e o Espaço Urbano</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Joi Ito; Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-10-10T20:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-transformacoes-no-campo-da-etica-da-pesquisa-em-perspectiva">
    <title>As transformações na ética da pesquisa em perspectiva</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-transformacoes-no-campo-da-etica-da-pesquisa-em-perspectiva</link>
    <description>O filósofo da ciência Nicolas Lechopier, professor visitante do IEA, fará uma conferência sobre o tema no dia 26 de novembro, às 9h30, no Auditório do MAC. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/copy_of_NicolasLechopier.jpg" style="float: right; " title="Nicolas Lechopier" class="image-inline" alt="Nicolas Lechopier" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O filósofo da ciência<br />Nicolas Lechopier,<br /> professor visitante do<br />IEA, será o conferencista</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O campo da ética da pesquisa científica, estruturado e consolidado nos anos de 1970 e 1980, vem passando por transformações, segundo o filósofo da ciência <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/nicolas-lechopier%20%20%20" class="external-link">Nicolas Lechopier</a>, da Université Claude Bernard Lyon 1, França, e professor visitante do IEA. No dia 26 de novembro, às 9h30, ele tratará do tema na conferência <i>Ética da Pesquisa</i>, que acontece no Auditório do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP.</p>
<p>No encontro, Lechopier falará sobre as transformações em curso na área e avaliará a necessidade de novas abordagens. De acordo com o conferencista, uma série de tópicos já vêm sendo discutidos, <span>"como os modelos de justiça subjacentes, a restituição dos resultados das pesquisas às comunidades, pesquisas-ações-participativas, a importância das experiências e dos saberes do pesquisado e o acesso a dados disponibilizados na internet".</span></p>
<p>Para exemplificar esse cenário de mutações, o filósofo da ciência cita o caso das críticas ao "modelo principalista". Tido como um dos pilares da bioética e das práticas nas investigações médicas, o modelo se baseia em quatros princípios morais elementares propostos por Tom Beauchamp e James Childress: beneficência, autonomia, justiça e não-maledicência.</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a>, o evento é gratuito e aberto ao público mediante inscrição prévia, que deve ser feita através do e-mail <a class="external-link" href="http://leila.costa@usp.br">leila.costa@usp.br</a>. Haverá transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">web</a>. O Auditório do MAC fica na rua Praça do Relógio, 160, Cidade Universitária, São Paulo.</p>
<p><strong>CONFERENCISTA</strong></p>
<p>Nicolas Lechopier também integra o Institut Français de l'Éducation da École Normale Supérieure de Lyon, França. É doutor em filosofia e história da ciência pela Université Paris 1 Panthén-Sorbonne e pós-doutor pela USP e pela Université du Québec à Montréal, Canadá. Seus estudos concentram-se na área de epistemologia social e ética da saúde pública; educação e promoção da saúde; e abordagens participativas e comunitárias.</p>
<p> </p>
<h3></h3>
<h3>RELACIONADO</h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/filosofo-analisa-a-participacao-na-saude-publica" class="external-link">Filósofo analisa a participação na saúde pública</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-participacao-na-saude-publica" class="external-link">A participação na saúde pública</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-debatem-a-analise-critica-de-dispositivos-da-saude-publica" class="external-link">Especialistas debatem a análise crítica de dispositivos da saúde pública</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-papel-das-humanidades-na-biomedicina" class="external-link">O papel das humanidades na biomedicina</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/os-dispositivos-da-saude-publica-vistos-sob-diversos-angulos" class="external-link">Os dispositivos da saúde pública vistos sob diversos ângulos</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/medicicina-e-saude-sao-os-proximos-temas-do-seminario-sobre-filosofia-e-historia-da-ciencia" class="external-link">Seminário de filosofia e história da ciência analisa medicina e saúde</a></span></li>
</ul>
<p><strong>Vídeos</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2012/quatro-tensoes-na-saude-publica" class="external-link">Quatro Tensões na Saúde Pública</a></span></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2012/dispositivos-de-saude-publica-2014-quais-as-abordagens-criticas" class="external-link">Dispositivos de Saúde Pública — Quais as Abordagens Críticas?</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/etica-da-pesquisa" class="external-link">Ética da Pesquisa</a></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-11-25T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/bernardo-sorj">
    <title>A política externa brasileira sob o olhar crítico de Bernardo Sorj</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/bernardo-sorj</link>
    <description>Em entrevista, Bernardo Sorj fala sobre a pesquisa "O Conflito no Oriente Médio: Alcances e Limites da Política Exterior do Brasil", que vem desenvolvendo durante sua estada como professor visitante no IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/bernardo-sorj-1" alt="Bernardo Sorj" class="image-inline" title="Bernardo Sorj" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Bernardo Sorj, professor visitante</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nascido no Uruguai e naturalizado brasileiro, o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/bernardo-sorj" class="external-link">Bernardo Sorj</a> tem interesse particular por temas ligados à América Latina. Diretor do <a class="external-link" href="http://www.centroedelstein.org.br">Centro Edelstein de Pesquisa Social</a>, voltado para o fortalecimento das democracias latino-americanas, atualmente ele se dedica também ao estudo "O Conflito no Oriente Médio: Alcances e Limites da Política Exterior do Brasil", projeto que está desenvolvendo como professor visitante do IEA.</p>
<p>Além de abranger esse foco de investigação dos últimos anos, a pesquisa guarda relação com sua formação acadêmica inicial: Sorj é graduado em história e sociologia pela Universidade de Haifa, Israel, onde também cursou o mestrado. É doutor pela Manchester University, Inglaterra, e pós-doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, França.</p>
<p>Na seguinte entrevista, concedida à jornalista Flávia Dourado, o sociólogo, que é professor titular aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), falou sobre o estudo que vem conduzindo no IEA, com foco na política externa brasileira durante o governo Lula. De acordo com ele, "o discurso que enfatiza as relações Sul-Sul apresenta excessos retóricos e o sobreinvestimento na busca de uma vaga no Conselho de Segurança da ONU é questionável e deveria ser mais amplamente discutido".</p>
<p> </p>
<p><i><strong>Em  seu projeto de pesquisa, o senhor diz que uma nova ordem internacional vem se  estabelecendo, marcada pela multipolaridade, pelo aumento da autonomia de países  em desenvolvimento e pela perda relativa da influência dos Estados Unidos no  cenário global. Que fatores estão levando a essa mudança?</strong></i></p>
<div>
<p><i>A nova ordem internacional, do ponto de vista geopolítico, se caracteriza  pelo lugar central que os Estados Unidos ainda ocupam, único país com capacidade  militar global. No entanto, esse poder militar não é infinito e os Estados  Unidos precisam de aliados locais para assegurar sua hegemonia. Neste sentido,  mais do que um mundo multipolar, trata-se de um mundo com hegemonia negociada,  que exige uma maior flexibilidade na política exterior americana. No horizonte  se perfila o surgimento de uma nova superpotência, a China, que no futuro poderá  fazer frente aos Estados Unidos, embora ela enfrente uma situação muito  complexa, rodeada de países com os quais tem problemas fronteiriços e  rivalidades históricas. Um degrau atrás se encontram países que são centros de  poder regional. Entre eles, vários países europeus e a Rússia — pelo seu poderio  militar —, mas também a Índia, a Turquia e o Brasil. Do ponto de vista  econômico, a multipolaridade é maior, e além dos polos representados pelos  Estados Unidos e a Europa, a China passou a ocupar um lugar central, como  principal parceiro comercial de um grande número de países.</i></p>
<p><i><strong>Qual  o lugar das "potências emergentes" como o Brasil nesse mundo  multipolar?</strong><strong> </strong></i></p>
<p><i>O fim do comunismo aumentou a autonomia das elites locais, que deixaram  de temer revoluções comunistas e não precisam mais do guarda-chuva dos Estados  Unidos. Isso vale para todos os países latino-americanos. O Brasil, pelo seu  peso territorial, demográfico e econômico, é o principal referente da política  exterior na região, mas sua estratégia internacional ainda não chegou a se  consolidar numa proposta coerente. Na América do Sul, o modelo econômico  brasileiro, altamente protecionista, limita seu papel como atrator das economias  vizinhas e sua capacidade de produzir cadeias industriais interligadas com a  economia regional e global. O discurso que enfatiza as relações Sul-Sul  apresenta excessos retóricos e o sobreinvestimento na busca de uma vaga no  Conselho de Segurança da ONU é questionável e deveria ser mais amplamente  discutido.</i></p>
<p><i><strong>O  senhor fala na configuração de uma hegemonia negociada. Quais as implicações  disso para a regulação da nova ordem internacional?</strong><strong> </strong></i></p>
<p><i>Como mencionei anteriormente, a hegemonia negociada é uma exigência  crescente de um sistema internacional que não possui a clareza do período da  guerra fria e onde a principal potência, os Estados Unidos, perdeu peso  relativo. Nesse contexto, países com poder médio procuram ampliar suas áreas de  influência e seu papel nos fóruns e instituições internacionais.</i></p>
<p><i><strong>Sua  pesquisa concentra-se na política exterior brasileira durante o governo Lula.  Como o senhor caracteriza essa política e em que medida ela representou uma  ruptura com a política anterior?</strong><strong> </strong></i></p>
<p><i>Chamar de ruptura seria um exagero, inclusive porque o governo Lula teve  que lidar com novas realidades que inexistiam no período Fernando Henrique  Cardoso, como a política exterior de Hugo Chávez e os Brics. No caso da política  exterior bolivariana, o governo Lula soube navegar de forma adequada, freando  suas iniciativas mais radicais e/ou canalizando-as no sentido de criação de  instituições sem maiores poderes, como a Unasur ou o Conselho de Defesa  Sul-Americano. A principal distinção do governo Lula foi a mudança no sentido de  um discurso mais radical, denunciador do Norte, a explicitação de apoio a  candidatos em eleições de países vizinhos — o que significou um rompimento com a  tradição de respeito à soberania nacional de cada país —, a ênfase nas relações  Sul-Sul e um distanciamento nos fóruns internacionais em relação à defesa dos  direitos humanos, que foi revertida no governo Dilma.</i></p>
<p><i><strong>Há  continuidade dessa política externa no governo Dilma?</strong><strong> </strong></i></p>
<p><i>Em geral o governo Dilma manteve as linhas básicas da política externa do  governo precedente, mas com um ativismo internacional pessoal muito menor e sem  as declarações controversas que caracterizaram o presidente Lula.</i></p>
<p><strong><i>A política externa do governo Lula foi marcada pela defesa da estratégia  de cooperação Sul-Sul, ou seja, da aproximação com países em desenvolvimento,  como os latino-americanos e os africanos. Quais foram as principais  transformações nesse âmbito e que efeitos políticos e econômicos essa estratégia  ocasionou?</i></strong></p>
<p><i>As relações comerciais do Brasil com a América Latina não aumentaram  durante o governo Lula e o Mercosul aprofundou sua crise, por causa das  dificuldades da Argentina. Apesar da retórica integracionista, o principal  fenômeno dos últimos anos foi a criação da Aliança para o Pacífico — da qual o Brasil não faz parte —, que  inclui  o México, país que o Brasil marginalizou com sua ênfase na América do Sul. A  suspensão do Paraguai quando da deposição do presidente Fernando Lugo ignorou os  procedimentos definidos no tratado de Ushuaia. Parte dos investimentos do setor  privado brasileiro na região, como o bancário, por exemplo, integram um processo  natural de expansão de empresas na procura de novos mercados. A promoção de  grandes empreiteiras em países vizinhos, como Bolívia e Equador, produziu duas  crises quando os governos denunciaram as obras em construção. Os projetos de  cooperação com a Venezuela na área energética não decolaram e ainda é cedo para  avaliar a sensatez dos investimentos realizados por empresários brasileiros  naquele país, que contaram com o apoio ativo do governo brasileiro. Na prática,  o Brasil está enfrentando cada vez mais a concorrência de produtos chineses na  região, e a elaboração de uma estratégia capaz de limitar os estragos ainda está por ser elaborada.</i></p>
<p><i><strong>Durante  o governo Lula, o Brasil reivindicou, sem sucesso, o ingresso no Conselho de  Segurança da ONU. Como o senhor vê as perspectivas para que isso se concretize e  quais seriam os principais benefícios para o país?</strong><strong> </strong></i></p>
<p><i>Durante muito tempo se argumentou que o principal empecilho para mudar a  estrutura do Conselho de Segurança são os Estados Unidos, quando na prática o  problema é mais complexo. A China não tem nenhum interesse nessa mudança, que  levaria ao conselho países como o Japão e a Índia, com os quais mantém sérios  contenciosos. Os gestos do Brasil para agradar a China na expectativa que ela  apoiasse a demanda brasileira se mostraram infrutíferos. Pessoalmente, acredito  que o Brasil não deveria investir tanto nesse tema, que ademais divide a América  Latina, pois países como o México reivindicam que a vaga seja rotativa entre os  países da região.</i></p>
<p><i><strong>O  objetivo central da sua pesquisa é analisar a atuação do Brasil na tentativa,  com a Turquia, de negociação de um acordo em 2010 que resolvesse os impasses do  programa nuclear iraniano. Como o senhor analisa aquela tentativa e o que ela  representou para a imagem do Brasil perante a opinião pública  internacional?</strong><strong> </strong></i></p>
<p><i>Ainda não possuo os elementos para realizar uma avaliação ponderada. O quanto o passo em falso deveu-se a uma leitura errada dos sinais enviados pelos  Estados Unidos e o quanto foi produto do açodamento da equipe que assessorou o  presidente, isso ainda é uma questão em aberto. O resultado foi penoso para o  Brasil, que entrou numa mesa para a qual não tinha cacife suficiente.</i></p>
<p><strong><i>Qual sua opinião sobre o posicionamento do Brasil durante o governo Lula em relação à questão palestina?</i></strong></p>
<p><i>A postura do governo Lula foi equilibrada, defendendo a criação de um Estado Palestino convivendo com o Estado de Israel.</i></p>
<p><i><strong>E  quanto às iniciativas comerciais brasileiras voltadas para os países  árabes?</strong><strong> </strong></i></p>
<p><i>Com a Primavera Árabe, caíram vários governos com os quais o presidente  Lula procurou se aproximar. O Brasil deverá reavaliar sua política em relação  aos países árabes, procurando parceiros que apresentem maior estabilidade  política, como o Marrocos, por exemplo.</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Arquivo de Bernardo Sorj</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Oriente Médio</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-01-10T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/peritagem-cientifica">
    <title>Risco e incerteza no contexto da peritagem científica </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/peritagem-cientifica</link>
    <description>O tema será abordado pela socióloga portuguesa Helena Mateus Jerónimo em conferência no IEA-USP no dia 20 de março, às 9h30. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/helena-mateus-jeronimo-1-1" alt="Helena Mateus Jerónimo - 1" class="image-inline" title="Helena Mateus Jerónimo - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>A socióloga Helena Mateus Jerónimo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No momento em que a ciência é cada vez mais chamada a esclarecer, justificar e fundamentar decisões tomadas nas instâncias políticas, faz-se necessário refletir sobre o trabalho de peritagem científica. É o que fará a socióloga portuguesa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-mateus-jeronimo" class="external-link">Helena Mateus Jerónimo</a><span>, da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), </span><span>na conferência </span><i>A Peritagem Científica: Suas Especificidades no Saber e na Ação</i><span>, no </span><span>dia 20 de março, às 9h30, na Sala de Eventos do IEA.</span></p>
<p>No encontro, Helena Mateus fará uma discussão sobre a interface entre o mundo do conhecimento e o mundo da decisão com foco nos conceitos de risco e de incerteza. Para isso, abordará as tensões entre ciência e política trazidas à tona pela peritagem científica.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/xxv-seminario-internacional-de-filosofia-historia-e-sociologia-da-ciencia-e-da-tecnologia-2o-seminario" class="external-link">Vídeo</a> do evento</span></li>
</ul>
<p><strong><br />Notícia</strong></p>
<ul>
<li><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/os-conceitos-de-risco-e-incerteza-em-perspectiva" class="external-link">Os conceitos de risco e incerteza em perspectiva</a></strong></li>
</ul>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Helena Mateus é doutora pela University of Cambridge, Reino Unido, professora do Instituto Superior de Economia e Gestão (Iseg) da UTL e pesquisadora do Centro de Investigação em Sociologia Econômica e das Organizações (Socius) da mesma universidade, onde desenvolve estudos na área de sociologia da ciência, da tecnologia e do ambiente.</p>
<p>A exposição da socióloga se concentrará em três pontos: mostrar como a peritagem científica amplifica a complexidade das relações entre ciência, sistema tecnológico e valores sociais e políticos; ilustrar, a partir de estudos de caso, a multiplicidade de formatos da peritagem científica; e analisar a tendência de os peritos subestimarem as incertezas inerentes a muitos dos fenômenos que são chamados a avaliar e a se confinarem numa linguagem probabilística do risco.<span> </span></p>
<p><strong>SEMINÁRIO</strong></p>
<p>A conferência é a segunda das quatro que compõem o 25º <i>Seminário Internacional de Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</i> (<i>veja programação abaixo</i>), todas com Helena Mateus como expositora.<span> </span></p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/filosofia">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a> do IEA, o seminário é coordenado pelo filósofo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pablo-ruben-mariconda" class="external-link">Pablo Mariconda</a>, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenador do grupo.</p>
<p>Gratuito, aberto ao público e sem necessidade de inscrição, o evento terá transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">web</a>. A Sala de Eventos do IEA fica na rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar (<a href="https://www.iea.usp.br/iea/localizacao">localização</a>). Para mais informações, envie mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:leila.costa@usp.br">leila.costa@usp.br</a>.</p>
<p> </p>
<h3><span><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></span></h3>
<table class="plain">
<tbody>
<tr>
<th colspan="3">
<h3>25º Seminário Internacional de Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td><strong>DIA</strong></td>
<td><strong>Hora</strong></td>
<td><strong>TEMA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>13 de março</strong></td>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td><strong><strong><i>Questionando os Conceitos de Risco e Incerteza em Problemas de Base Científico-Tecnológica</i></strong></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>20 de março</strong></td>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td><strong><strong><i>A Peritagem Científica: Suas Especificidades no Saber e na Ação </i></strong></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>28 de março</strong></td>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td><strong><strong><i><strong>Quando as Incertezas são Reduzidas a Riscos: </strong><strong>O conflito em Redor dos Resíduos Perigosos em Portugal</strong></i></strong></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>4 de abril</strong></td>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td><strong><i><span>A Catástrofe Continuada: O Acidente de Fukushima </span><span>e as Incertezas das Centrais Nucleares </span></i></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-03-13T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
