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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 191 to 205.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-tensoes-entre-seguranca-e-privacidade-na-usp">
    <title>As tensões entre segurança e privacidade na USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-tensoes-entre-seguranca-e-privacidade-na-usp</link>
    <description>Com o objetivo de discutir os dilemas entre liberdades individuais e policiamento no campus, a Comissão de Ética da USP e o IEA organizaram a mesa-redonda Segurança e Privacidade. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">O convênio entre a USP e a Polícia Militar firmado em setembro do ano passado colocou em foco as tensões entre respeito a liberdades individuais e intensificação do policiamento no campus. Para discutir esse assunto de maneira aprofundada, a Comissão de Ética da USP e o IEA realizaram no dia 8 de novembro a mesa-redonda Segurança e Privacidade. (<i>Assista ao <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2012/etica-e-universidade-seguranca-e-privacidade" class="external-link">vídeo</a>.</i>)</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/participaram-do-debate-o-professor-sergio-adorno-a-esq-do-coronel-pm-glauco-tavares-e-dos-professores-maria-herminiatavares-de-almeida-coordenadora-e-leandro-piquet-carneiro/image" alt="Sergio Adorno, Glauco Tavares, Maria Hermínia Tavares de Almeida e Leandro Piquet Carneiro" title="Sergio Adorno, Glauco Tavares, Maria Hermínia Tavares de Almeida e Leandro Piquet Carneiro" height="263" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O debate teve a participação do professor Sergio Adorno (à esq.),do coronel PM Glauco Tavares e dos professores Maria HermíniaTavares de Almeida (coordenadora) e Leandro Piquet Carneiro</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Moderada pela professora Maria Hermínia Tavares de Almeida, diretora do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP, a mesa contou com a participação dos professores Sérgio Adorno, diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Leandro Piquet Carneiro, do IRI, e do coronel PM Glauco Carvalho, comandante do policiamento em Guarulhos, na Grande São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ORIGEM DAS TENSÕES</strong><br />Segundo Adorno, o problema da invasão da privacidade em nome da segurança envolve o dilema entre a necessidade de, por um lado, vigiar cada vez mais e, por outro, de proteger o cidadão contra um poder que pode se mostrar abusivo e violar direitos.</p>
<p style="text-align: justify; ">O pesquisador ressaltou, ainda, que esse dilema é agravado pela crise de desconfiança entre a sociedade e as instituições de lei e ordem. "Não basta pedir aos cidadãos que respeitem essas instituições. É preciso que elas se mostrem confiáveis. E, para isso, precisam ser eficientes, respeitar direitos e pensar a segurança do ponto de vista de quem precisa de segurança", advertiu.</p>
<p style="text-align: justify; ">Já Carvalho afirmou que a resistência da comunidade uspiana à atuação da PM decorre de uma questão geracional: "Algumas gerações ainda vinculam a figura da PM ao regime militar. Mas a instituição mudou radicalmente nos últimos anos. Deixou de ser uma tropa do exército para se tornar uma tropa de policiamento".</p>
<p style="text-align: justify; ">Carneiro, por sua vez, apontou as divergências sobre as condutas que devem ou não ser permitidas no campus como a maior causa das tensões entre segurança e privacidade na USP. De acordo com ele, essas divergências referem-se principalmente ao consumo de drogas na Cidade Universitária. "O grande dilema parece ser o quanto seremos <i>drug-friend</i> e o quanto seremos <i>drug-free</i>. O que vamos escolher nessa dicotomia?", indagou.</p>
<p style="text-align: justify; ">A resposta, disse, é ter uma postura ativa contra as drogas: "O ponto de partida para qualquer política pública é pensar que universidade queremos para o futuro. E é difícil encontrar grandes universidades em que álcool e drogas são liberados. A USP quer ser uma universidade global, então precisa ter um campus de qualidade. Se ficar paralisada, a desordem e o crime organizado colonizam e os melhores professores vão embora".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ESCALADA DA VIOLÊNCIA</strong><br />Adorno destacou que, nos últimos 40 anos, o país vem passando por uma escalada da violência, que pode ser observada no aumento da delinquência, associada principalmente a crimes contra o patrimônio (furtos e roubos); do crime organizado, como é o caso do tráfico internacional de drogas e da articulação da população carcerária com criminosos em liberdade; e da explosão de conflitos interpessoais, como brigas de trânsito e entre vizinhos, que convergem cada vez mais para a fatalidade.</p>
<p style="text-align: justify; ">Carvalho também destacou mudanças ocorridas nas últimas décadas que vêm ocasionando a intensificação da violência, como a elevação da quantidade de drogas em circulação, de "crimes de sangue" e de armas à disposição da população, especialmente de grosso calibre.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo os debatedores, essa escalada da violência leva a uma escalada da vigilância, uma vez que o surgimento de novos padrões de crimes, mais sofisticados, exige uma intromissão maior na vida privada.</p>
<p style="text-align: justify; ">É o caso do monitoramento por câmeras, defendido por Carvalho como uma ferramenta importante para promover a segurança e identificar culpados. "Nos espaços públicos, nem sempre a privacidade pode ser resguardada. Numa sociedade heterogênea como a nossa, é preciso haver instituições e órgãos que garantam a ordem pública, a observância das regras e um mínimo de controle social", frisou.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para o coronel, a Cidade Universitária não está fora das leis estabelecidas pelo Estado brasileiro e, por isso, o campus é passível de policiamento. "Meu argumento central é o de que, num espaço público, e a USP é um espaço público, a participação da PM é viável, mas algumas regras devem ser respeitadas, pois a USP é um espaço de liberdade, e essa liberdade deve ser preservada", concluiu.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>CICLO</strong><br />A mesa-redonda Segurança e Privacidade inaugurou o ciclo <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-eticos-na-universidade" class="external-link">Ética e Universidade</a>, iniciativa que visa promover a discussão de temas relevantes sobre o comportamento ético para a comunidade uspiana e, a partir disso, contribuir para a definição de condutas na USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">Organizado pela Comissão de Ética da USP e pelo IEA, o ciclo contará com mais dois debates: Fabricação, Falsificação e Plágio nas Ciências e Humanidades, que acontece no dia 28 de novembro, e Sociabilidade, a ser realizado em 2013.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-11-26T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/as-mulheres-na-universidade-e-na-ciencia-desafios-e-oportunidades-15-de-setembro-de-2016">
    <title>As Mulheres na Universidade e na Ciência: Desafios e Oportunidades 15 de setembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/as-mulheres-na-universidade-e-na-ciencia-desafios-e-oportunidades-15-de-setembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-15T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/interdisciplinaridade-e-humanidades-digitais">
    <title>As humanidades digitais e a interdisciplinaridade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/interdisciplinaridade-e-humanidades-digitais</link>
    <description>A diretora do Trinity Long Room Hub, instituto de pesquisa em artes e humanidades do Trinity College Dublin, fez conferência no dia 24 de agosto sobre as humanidades digitais como exemplo da importância do trabalho interdisciplinar.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-teixeira-coelho-netto-jane-ohlmeyer-e-guilherme-ary-plonski" alt="José Teixeira Coelho Netto, Jane Ohlmeyer e Guilherme Ary Plonski" class="image-inline" title="José Teixeira Coelho Netto, Jane Ohlmeyer e Guilherme Ary Plonski" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; ">
<p><strong><strong>José Teixeira Coelho Netto (à esq.), </strong><span>Jane Ohlmeyer e Guilherme Ary Plonski</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Há muito tempo é raro encontrar uma pesquisa nas ciências naturais que não envolva equipes interdisciplinares e a utilização de tecnologias digitais. Mas a ênfase nesses aspectos não é exclusividade das ciências naturais e está cada vez mais presente nas ciências sociais e nas humanidades.</p>
<p>Foi para falar disso que o IEA recebeu no dia 24 de agosto <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jane-ohlmeyer" class="external-link">Jane Ohlmeyer</a>, professora de história moderna e diretora do <a class="external-link" href="https://www.tcd.ie/trinitylongroomhub/">Trinity Long Room Hub</a> (TLRH), instituto de pesquisa sobre artes e humanidades do Trinity College Dublin (também chamado de Universidade de Dublin), da Irlanda.</p>
<p><span>A conferência </span><i>O Poder da Pesquisa Interdisciplinar: O Exemplo das Humanidades Digitais </i><span>teve como debatedor </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">José Teixeira Coelho Netto</a><span>, coordenador do</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos Humanidades Computacionais</a><span> do</span><span> IEA. A coordenação foi de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a><span>, vice-diretor do instituto.</span></p>
<p><span>Essa foi a sexta visita de Jane ao Brasil. As relações dela com a USP devem-se à interação que mantém com pesquisadores da </span><a href="http://catedrawbyeats.vitis.uspnet.usp.br/index.php/pt/">Cátedra de Estudos Irlandeses W.B Yeats</a><span> do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. </span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-digitais" class="external-link">Pesquisadora irlandesa realiza pesquisa sobre humanidades digitais</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/publicos-das-humanidades" class="external-link">Publicação digital amplia público e muda trabalho nas humanidades, diz historiador</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/workshop-com-michael-elliott-1" class="external-link">O futuro das publicações acadêmicas</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-humanidades-em-tempos-digitais" class="external-link">As humanidades em tempos digitais</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/the-power-of-interdisciplinary-research-the-example-of-digital-humanities" class="external-link">vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/the-power-of-interdisciplinary-research-the-example-of-digital-humanities-24-de-agosto-de-2016?b_start:int=0" class="external-link">fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A historiadora relatou sua experiência num trabalho interdisciplinar característico do que pode ser feito nas humanidades digitais. Trata-se do projeto <a class="external-link" href="http://1641.tcd.ie/" target="_blank">1641 Depositions</a>,<span class="external-link"> fruto da colaboração de pesquisadores das artes, humanidades, ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Jane</span><span> também apresentou uma visão geral do </span>TLRH<span> (</span><i>leia texto no box</i><span>).</span></p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/trinity-long-room-hub" alt="Trinity Long Room Hub" class="image-inline" title="Trinity Long Room Hub" /></h3>
<h3><i>Um institiuto dedicado à<br />pesquisa em artes e humanidades</i></h3>
<p><i>Criado em 2010, o Trinity Long Room Hub (TLRH) é o instituto de pesquisa sobre artes e humanidades do Trinity College Dublin, Irlanda. É um dos quatro institutos de pesquisa da universidade (os outros são dedicados a neurociências, biotecnologia e nanotecnologia).</i></p>
<p><i>O nome do TLRH provém da tradicional Long Room da biblioteca da universidade, fundada em 1652 (veja foto abaixo).O objetivo foi marcar os vínculos com a biblioteca e expressar a importância de suas coleções para as atividades da comunidade acadêmica</i><i>.</i></p>
<p><i>Os estudos para a criação do TLRH foram realizados de 2006 a 2008, ano em que o governo irlandês concedeu </i><span><i>€ 10,8</i></span><i> milhões (R$ 39,2 milhões) para sua implantação.</i></p>
<p><i>A sede do instituto tem uma arquitetura marcante e foi instalada no centro da parte histórica do campus da universidade. Essa localização destacada significa, de acordo com Jane Ohlmeyer, sua diretora, "a centralidade do papel desempenhado pelas artes e pelas humanidades na universidade e na sociedade".</i></p>
<p><i> </i><i>O TLRH tem nove escolas da universidade como parceiras. Elas apoiam o desenvolvimento de temas de pesquisa prioritários e abrangentes. Também lideram projetos colaborativos dentro da universidade e em parceria com outras instituições, irlandesas ou de outros países.</i></p>
<p><i>Além de um staff acadêmico permanente de seis pessoas, o instituto reúne cerca de 60 pesquisadores atuando ao mesmo tempo (pós-graduandos, pós-doutores e pesquisadores visitantes).</i></p>
<p><i>Cerca de 100 pesquisadores visitantes de 39 países diferentes passaram por ele nos últimos cinco anos (as inscrições para o <a href="https://www.tcd.ie/trinitylongroomhub/fellowships/annoucements/">programa 2017-2018</a> estarão abertas de 5 de setembro a 31 de outubro).</i></p>
<p><i>O programa para pesquisadores visitantes objetiva fortalecer a participação do instituto em redes internacionais de pesquisa e colocar os pesquisadores da universidade em diálogo com o que há de melhor em seus respectivos campos de atuação.</i></p>
<p><i> </i><i>O TLRH tem cinco temas abrangentes como prioridade: "Construindo a Irlanda”, “Identidades em Transformação”, “Culturas do Manuscrito, do Livro e da Impressão”, “Humanidades Digitais” e “Prática Artística. </i></p>
<p><i>Ao longo do ano, o instituto realiza em torno de 150 eventos acadêmicos (conferências, seminários e aulas públicas), com o objetivo de ampliar a visibilidade e o impacto de suas pesquisas. "Muitos dos eventos tratam de temas de interesse da sociedade, pois q</i><i>ueremos ser uma referência para os formuladores de políticas públicas."</i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i><i>Segundo Jane, a preocupação do instituto é promover três aspectos: excelência, interdisciplinaridade e engajamento público. "Digo aos colegas da universidade que continuem eu seus departamentos se quiserem fazer uma pesquisa de sua área; que venham para o instituto apenas se quiserem fazer algo diferente e colaborar na intersecção de disciplinas. Correrão riscos, mas somos um lugar seguro para correr riscos."</i></p>
<p><i>Ela afirmou que o instituto procurar encorajar os pesquisadores de artes e humanidades a conversar com os colegas da computação, física,  ciências da natureza, neurociências, saúde, matemática. "Isso faz com que surjam muito programas interessantes em humanidades ambientais, humanidades em saúde e humanidades digitais."</i></p>
<p><i>O TLRH é visto de forma muito positiva pela universidade, "uma vez que a área de artes e humanidades do Trinity College Dublin é a de maior prestígios nos rankings internacionais". </i></p>
<p><i>Jane afirmou que custou muito trabalho para o instituto chegar a esse patamar de prestígio e nele se manter, "sendo preciso ser aprovado em várias avaliações e empreender uma luta constante em busca de recursos".</i></p>
<p><i>O TLRH é um dos institutos integrantes da rede <a class="external-link" href="http://ubias.net">Ubias</a> (University-Based Institutes for Advanced Study), da qual o IEA também faz parte.</i></p>
<p style="text-align: right; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/biblioteca-da-universidade-de-dublin" alt="Biblioteca do Trinity College Dublin" class="image-inline" title="Biblioteca do Trinity College Dublin" /><strong>A Long Room da biblioteca do Trinity College Dublin</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Infraestrutura e redes</strong></p>
<p><span>A construção de uma ampla infraestrutura para humanidades digitais na Irlanda e em conexão com o panorama europeu da área foi uma condição fundamental para o sucesso projeto 1641 Depositions, segundo Jane: "Percebi isso desde do início do desenvolvimento do projeto, uma década atrás".</span></p>
<p><span>Ela afirmou que as humanidades digitais estão bastante desenvolvidas na Europa e que a referência é a América do Norte, que "está um passo à frente".</span></p>
<p><span> </span><span>Uma das 12 principais infraestruturas estratégicas de pesquisa para humanidades digitais da Europa, segundo Jane, é o programa de <a class="external-link" href="http://www.dariah.eu/">Infraestrutura de Pesquisa Digital em Artes e Humanidades</a> (Dariah, na sigla em inglês), segundo Jane. "É</span><span> algo no nível do Cern ou dos grandes telescópios apoiados pela Comissão Europeia, não em termos de recursos, pois estes demandam mais, mas em termos de políticas no cenário científico. É uma federação de infraestrutura de pesquisa através da Europa."</span></p>
<p><span>De acordo com Jane, o governo irlandês decidiu apoiar as humanidades digitais porque havia falta de coordenação e estratégia na área, algo que contrastava com a forte presença no país de empresas de tecnologia de informação e comunicação, como Intel, Google, Twitter e IBM.</span></p>
<p>Além de ser estabelecida uma coordenação e incentivada a colaboração entre instituições de pesquisa, foi promovido o engajamento com iniciativas europeias, como a Dariah, e a participação do setor produtivo (o 1641 <span>Depositions </span>teve a colaboração da IBM).</p>
<p>A historiadora considera que os pesquisadores deveriam atentar para esse novo panorama nas humanidades, levando em consideração:</p>
<ul>
<li><span>o acesso a um vasto conjunto de fontes primárias, sobretudo manuscritos e material impresso;</span></li>
<li><span>o acesso ao conhecimento, expertise, metodologias e práticas de várias áreas;</span></li>
<li><span>a adoção de padrões e melhores práticas;</span></li>
<li><span>a possibilidade de preservação das informações a longo prazo e de forma sustentável;</span></li>
<li><span>a realização de experimentos e inovação em parceria com pesquisadores de múltiplas áreas e disciplinas.</span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Modelo</strong></p>
<p>Na conferência, ela utilizou o projeto 1641 Depositions como caso-modelo: "Esses documentos são considerados os mais controvertidos da história irlandesa; t<span>rata-se de uma fonte única de informações sobre as causas e os eventos relacionados com a rebelião de 1641 na Irlanda contra a Inglaterra, quando dezenas de milhares de pessoas morreram, e para a história social, econômica, cultural, religiosa e política do país".</span></p>
<p><span>Segundo Jane, os 31 volumes de manuscritos com 8 mil testemunhos de homens e mulheres protestantes sobre os eventos relacionados com a rebelião ficaram guardados por centenas de anos na biblioteca do Trinity College Dublin. "Ninguém tinha acesso a eles. Só foram usados no passado para propaganda anticatólica." </span><span>Os testemunhos tratam de perda de bens e posses, atividade militar e os alegados crimes dos rebeldes irlandeses, incluindo assassinatos, aprisionamentos, agressões e até desnudamento de pessoas.</span></p>
<p><span>A primeira constatação da equipe do projeto foi de que seria necessário obter </span><span>€ 1 milhão</span><span> (cerca de R$ 3,63 milhões) para realizá-lo. Os recursos foram obtidos com o governo irlandês, universidades britânicas (Cambridge e Aberdeen) e a colaboração da IBM.</span></p>
<p>O projeto propiciou cuidados com a conservação dos manuscritos e sua digitalização, transcrição, transformação em texto digital e publicação online, "mas como não confio totalmente no mundo digital, decidi publicá-los também em papel", disse a pesquisadora.</p>
<p>Jane afirmou que a execução do projeto foi um desafio estimulante para cientistas de computação, pois "eles adoram o desafio de trabalhar com o que chamam de 'dados sujos'. No caso dos manuscritos, a 'sujeira' consistia em <span>falta de consistência e previsibilidade em tudo (uso de maiúsculas, pontuação, ortografia, sintaxe e semântica).</span></p>
<p><span> </span><span>Outras características do projeto, segundo ela, eram o fato de o domínio da área estar restrito a historiadores do século 17, sem a participação de cientistas da computação ou linguistas computacionais, e a d</span><span>ificuldade em capturar dados semiestruturados, estruturados e desestruturados.</span></p>
<p>O projeto teve a participação de 17 <span>especialistas em história, computação, física, matemática, linguística, geografia, literatura, estudos de gênero, biblioteconomia, arquivologia e conservação, com apoio da IBM, que forneceu um software de análise de linguagem natural.</span></p>
<p><span>Lançado em 2010, o site do projeto conta atualmente com 23 mil usuários cadastrados de várias partes do planeta.</span></p>
<p>Jane afirmou que o 1641 <span>Depositions </span>se tornou o projeto-líder em humanidades digitais porque foi feito em alto nível, recebeu vários recursos da Europa e expandiu-se para outros projetos em humanidades digitais. "A iniciativa derivada mais importante é o programa <a class="external-link" href="http://cultura-project.eu/">Cultura</a>, que trata da normalização de textos do século 17 em inglês e sua adequação ao inglês moderno. Outro resultado foi o 1641 na Sala de Aula. Várias outras pesquisas relacionadas a ele também já foram realizadas e apresentadas em diversas publicações."</p>
<p><strong>Lições</strong></p>
<p>De acordo com a historiadora, as principais lições aprendidas durante o desenvolvimento do projeto 1641 <span>Depositions </span>foram:</p>
<p><span> </span></p>
<ul>
<li><span>a tecnologia é transformadora mas não substitui a leitura do documento e seu contexto;</span></li>
<li><span>infraestrutura e padrões são de importância fundamental:</span></li>
<li><span>é preciso fazer algo sustentável, que possa migrar, ser atualizado e acessível no futuro, para não resultar em um depósito digital;</span></li>
<li><span>o sistema deve ser desenvolvido de maneira tão boa como os dados, para não perpetuar erros.</span></li>
<li><span>a agilidade em identificar dados é essencial para a formulação de novas questões numa pesquisa;</span></li>
<li><span>reciprocidade: é preciso um grande respeito, confiança e dependência entre os especialistas de diversas áreas envolvidas.</span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><span><strong>Debate</strong></span></p>
<p>Após a conferência, Teixeira Coelho quis saber de Jane quais são as reais mudanças que as tecnologias digitais promovem nas humanidades, no modo de funcionar e educar das universidades. Ela respondeu ter percebido que as humanidades digitais eram algo específico quando o Trinity College Dublin passou a citá-las nos anúncios para a contratação de professores. "Notei que elas constituíam uma área específica. Atualmente há seis professores que são humanistas digitais na universidade."</p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, ex-diretor do IEA, onde coordena o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente" class="external-link">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente – Sistema Cultural entre o Público e o Privado</a>, comentou o problema da avaliação institucional e de pesquisadores por meio de sua produção digital: "A USP promoveu um processo de avaliação em 2015 e o site do IEA não foi considerado relevante pelas pessoas convidadas a avaliar o Instituto. Estamos longe de as pessoas começarem a utilizar estatísticas para a avaliação de plataformas digitais". Ele perguntou a opinião de Jane sobre isso em relação a Irlanda e à Europa.</span></p>
<p><span><span> </span>Jane disse que ainda há o problema de avaliação da produção da área para a progressão na carreiras dos pesquisadores: "Ela ainda é feita a partir de material impresso, artigos avaliados por pareceristas. Os avaliadores não estão interessados em publicações digitais. Acho que ainda há um longo caminho para que esses resultados digitais passem a ser considerados publicação acadêmica séria."</span></p>
<p><span> </span><span>Arlindo Phillipi Jr., ex-diretor de Avaliação da Capes, fez comentários sobre o crescimento no número de propostas de programas de pós-graduação interdisciplinares no Brasil e como elas são avaliadas. Para ele, a dificuldade ainda é a falta de avaliadores aptos a analisar esse tipo de proposta, ainda que eles sejam grandes especialistas em suas disciplinas: "</span><span>Existe uma necessidade permanente de trabalhar com nossos colegas, tentando inserir a ideia de que o que está em questão é resolver o problema que vamos pesquisar, não a disciplina que vamos usar. É preciso verificar que disciplinas teremos que reunir para ter o problema muito bem explicado, como encontrar soluções para ele e qual estratégia, multi ou interdisciplinar, a ser utilizada."</span></p>
<p><span>"Temos novos doutores no Brasil formados num perfil interdisciplinar. Eles ainda enfrentam problemas quando concorrem por vagas em algumas universidades, mas como seu número está crescendo, estamos atingindo um novo equilíbrio de forças. Eles têm demonstrado que é possível fazer boa pesquisa nesse novo perfil. O problema é que ainda há poucos periódicos interdisciplinares no país."</span></p>
<p><span> </span><span>Em relação à pesquisa interdisciplinar, ela disse que há dois pontos a serem analisados: esse tipo de trabalho leva tempo, porque não é fácil, por isso merecem mais compreensão das agências de fomento, que precisam conceder mais tempo para sua execução, sobretudo para a apresentação dos resultados; o outro ponto é a dificuldade de avaliação: "Não sabemos como avaliar uma proposta interdisciplinar; é difícil encontrar alguém que se sente igualmente confortável em várias disciplinas".</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span><span>Para Plonski, talvez seja necessário um outro vocabulário para tratar da questão: "Quando se usa inter, multi e transdisciplinaridade ainda estamos presos ao paradigma, à âncora da disciplinaridade". Ele disse que Simon Schwartzman defende em um de seus trabalhos que há dois modos de produção do conhecimento: um é baseado no paradigma da disciplina e envolve uma agenda específica, grupos estáveis, planos de carreira, hierarquia e outros fatores; o outro é motivado pelos problemas a serem resolvidos e envolve grupos temporários, alternância de liderança, desierarquização e outros componentes.</span></p>
<p>O antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, ex-professor visitante do IEA, comentou que precisou mudar sua metodologia de pesquisa com os índios bororo no Mato Grosso porque eles já estão habituados à utilização de tecnologias digitais. Diante desse grau de presença dessas tecnologias na sociedade, Canevacci perguntou a Jane se as humanidades digitais terão impacto além do ambiente acadêmico. Para ela, pelo que observa na Irlanda e na Europa, as humanidades digitais estão se tornando uma parte da linguagem da herança cultural. Ela citou como exemplo disso o programa Cultura, que tem entre seus objetivos criar ferramentas de internet para serem usadas especialmente por museus e galerias de arte.</p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Jane também foi questionada sobre o dilema entre utilizar recursos na conservação de fontes de informação físicas (manuscritos, livros, obras de arte) ou na sua digitalização. Para ela, se não houver outra opção, deve-se investir na preservação, pois o material pode se deteriorar em cinco ou dez anos, ficando inapropriado para digitalização.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP; Trinity College Dubllin</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-05T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-experiencia-dos-eua-sobre-patentes-nas-universidades">
    <title>As experiências dos EUA sobre patentes nas universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-experiencia-dos-eua-sobre-patentes-nas-universidades</link>
    <description>No dia 12 de abril, o advogado de patentes norte-americano Daniel Ravicher fará no IEA a conferência "Universidade e Patentes: Lições dos EUA para o resto do Mundo". </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">A ênfase no patenteamento de descobertas impede o desenvolvimento de práticas colaborativas na ciência? O não patenteamento é uma brecha que permite a ação de "free riders" (pessoas que não investem em pesquisa, mas conseguem patenteá-las)? O desenvolvimento de conhecimento de valor industrial deve ser central para a universidade ou ela deveria priorizar a pesquisa básica? As patentes são um bom indicador da ligação das universidades com os mercados? Essa ligação é positiva ou apresenta aspectos negativos?</p>
<p style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/danielravicher.jpg/image" alt="danielravicher.jpg" title="danielravicher.jpg" height="277" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">Daniel Ravicher</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Esses são alguns dos dilemas presentes nos debates sobre patenteamento de inovações desenvolvidas nas universidades. No dia 12 de abril, às 14h30, acontece no IEA um evento onde essa questões poderão ser mais bem esclarecidas. Na ocasião, o advogado de patentes norte-americano Daniel Ravicher, diretor executivo da Public Patents Foundation, fará a conferência "Universidade e Patentes: Lições dos EUA para o resto do Mundo", evento organizado pelo Grupo de Informação e Comunicação (Edic) e o Grupo de Pesquisa em Políticas para o Acesso a Informação (G-Popai) da Escola de Artes e Ciências Humanas (EACH) da USP Leste.</p>
<p style="text-align: justify; ">Oswaldo Massambani (coordenador geral da Agência USP de Inovação) e Imre Simon (coordenador do Edic). A coordenação do encontro será de Pablo Ortellano (coordenador do G-Popai). O evento será em inglês, com transmissão pela web (o público poderá enviar questões aos participantes pelo e-mail (<a href="mailto:iea@usp.br">iea@usp.br</a>).</p>
<p style="text-align: justify; ">Inicialmente, Ravicher abordará a experiência norte-americana na área, tratando de temas como o Bayh-Dole Act e a forma como se dá a transferência tecnológica a partir das universidades. Em seguida, discutirá os impactos que várias políticas sobre patentes tem tido nas universidades dos EUA e como essa experiência permite a elaboração de recomendações a outros países, para que adotem políticas similares.</p>
<p style="text-align: justify; ">O Bayh-Dole Act, lei que entrou em vigor nos EUA em 1980, garante às universidades e institutos de pesquisa a titularidade de patentes de inventos resultantes de pesquisas financiadas por verbas públicas, facultando a essas instituições a transferência de tecnologia às empresas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ravicher é professor da Benjamin N. Cardozo School of Law, uma das principais instituições norte-americanas na área de direito de propriedade intelectual. É também fundador e diretor executivo da Public Patent Foundation, instituição que defende o interesse público contra patentes abusivas (que diminuem excessiva ou desnecessariamente a competição econômica, previnem o avanço científico ou encarecem bens). Ravicher é autor de diversos artigos e já fez inúmeras conferências sobre a legislação sobre patentes. Além disso, tem participado de iniciativas no Congresso dos EUA voltadas à uma revisão na legislação sobre patentes.</p>
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: justify; "><i><strong>TEXTOS DE REFERÊNCIA</strong></i></p>
<p style="text-align: justify; "><i>• </i><a href="http://www.pubpat.org/assets/files/Advocacy/Ravicher%20House%202007%20Written%20Statement.pdf"><span style="text-decoration: underline;">Depoimento</span></a> sobre a legislação de patentes feito por Daniel Ravicher no dia 15 de fevereiro de 2007 no Congresso dos EUA.</p>
<p style="text-align: justify; "><i>• </i><a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/305/5687/1110?ijkey=IJEyaBYYPM9zI&amp;keytype=ref&amp;siteid=sci"><span style="text-decoration: underline;">Commons-Based Strategies and the Problems of Patents</span></a><i>, </i>artigo de Yochai Benkler (Universidade Yale) publicado na edição da revista "Science" de 20 de agosto de 2004.</p>
<p style="text-align: justify; "><i>• </i><a href="http://www.bollier.org/pdf/GeorgetownUremarksNov2004.pdf" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Defending the Scholarly Commons</span></a>, exposição feita por David Bollier (Public Knowledge) em novembro de 2004 no Research, Funding and the Public Good: A Scholarly Communications Event, realizado pela Universidade Georgetown, EUA.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a href="http://www.ip.qut.edu.au/">IP:KCE/Universidade de Tecnologia de Queensland</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2007-04-02T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/ary-plonski-vice-diretor-do-iea-integrara-novo-conselho-do-ruf-da-folha-de-s-paulo">
    <title>Ary Plonski, vice-diretor do IEA, integrará novo conselho do Ranking Universitário da Folha</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/ary-plonski-vice-diretor-do-iea-integrara-novo-conselho-do-ruf-da-folha-de-s-paulo</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-1" alt="Guilherme Ary Plonski - Perfil" class="image-inline" title="Guilherme Ary Plonski - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O diretor do IEA, Ary Plonski</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O vice-diretor do IEA, o engenheiro <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, irá integrar o recém-criado conselho de especialistas em ensino superior e avaliação de universidades do Ranking Universitário Folha (RUF). Publicado desde 2012 pelo jornal Folha de S. Paulo, o RUF avalia 195 universidades do país e os 40 cursos de graduação com maior número de ingressantes.</p>
<p>Além de Plonski, integram o conselho Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp; Francisco Soares, ex-presidente do InepMEC; Ronaldo Mota, chanceler do Grupo Estácio; Helena Sampaio, especialista da Unicamp em ensino privado; Adolfo Ignacio Calderón, docente da Puc-Camp; Klaus Capelle, reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC); e Sabine Rigetti, jornalista especializada em educação e organizadora do RUF.</p>
<p>A participação do vice do IEA no RUF é um desdobramento do trabalho que ele realiza há anos sobre inovação e empreendedorismo nas universidades. É também uma oportunidade de ampliar a discussão que vem acontecendo no IEA desde 2017 no grupo “A USP Diante dos Desafios do Século XXI”.</p>
<p>Liderado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, professor visitante do IEA e ex-reitor da UFABC, o grupo tem também a participação de Naomar Monteiro de Almeida Filho, ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); de Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA); Henrique Dreifus, professor do Instituto de Matemática e Estatísticas (IME), de Elizabeth Balbachevsky, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); e Plonski.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Education</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-01-05T17:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sobre-academia">
    <title>Artista catalão reflete sobre as relações da academia com o ensino superior</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sobre-academia</link>
    <description>Antoni Muntadas faz a conferência "Sobre Academia" no dia 18 de agosto, às 14h. O evento  tratará do projeto de mesmo nome desenvolvido por ele e que tem por cerne uma exposição.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/exposicao-sobre-academia-de-antoni-muntandas" alt="Exposição &quot;Sobre Academia&quot;, de Antoni Muntandas" class="image-inline" title="Exposição &quot;Sobre Academia&quot;, de Antoni Muntandas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Exposição "Sobre Academia", de Antoni Muntadas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Sobre Academia</i> é o tema da conferência que o artista e professor catalão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antoni-muntadas" class="external-link">Antoni Muntadas</a>, do Instituto de Arquitetura de Veneza, Itália, faz no <strong>dia 18 de agosto, às 14h</strong>, no IEA, para discutir o projeto de mesmo nome que ele tem apresentado em diversos países. O evento será em espanhol e transmitido <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p>O projeto é constituído por uma exposição dedicada à reflexão sobre dois aspectos: a relação mantida ao longo dos anos entre as as práticas de ensino universitárias e a academia - enquanto instituição emblemática do saber no Ocidente - e como o sistema americano de ensino superior, com sua dualidade público/privado e suas diferentes formas culturais, econômicas, sociais e políticas, influenciou a educação e, consequentemente, os diversos modelos pedagógicos dos Estados Unidos.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Outros eventos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/universidades-de-excelencia" class="external-link">Encontro Acadêmico Interdisciplinaridade em Inovação e Universidades de Excelência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro" class="external-link">O Futuro das Universidades</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/arte-artista-universidade" class="external-link">Arte, Artista, Universidade</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quando promove a discussão sobre o projeto em outro país, Muntadas propõe a realização de um debate acerca dos modelos de ensino e educação do local. Esse será o caso do evento no IEA, organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente" class="external-link">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</a> e coordenado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e ex-diretor do IEA.</p>
<p>A primeira edição do "Sobre Academia" foi desenvolvida e produzida entre março de 2009 e outubro de 2010 em Cambridge, EUA, na Universidade Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde Muntadas lecionou no Programa de Artes Visuais da Escola de Arquitetura de 1990 a 2014.  A exposição foi apresentada pela primeira vez no Centro de Artes Visuais Carpenter de Harvard, em março de 2011. Depois foi exibida em Vancouver, Canadá, e em Amsterdam, Holanda. De setembro a novembro deste ano, será a vez de Sevilha, Espanha, recebê-la.</p>
<p>O artista esclarece que o projeto possui correspondências diretas com o trabalho "Entre Molduras: o Fórum", desenvolvido entre 1983 e 1993<i>, </i>no qual propôs a observação e análise do sistema das artes através de entrevistas com mais de 150 "players" de diferentes segmentos do setor (museus, galerias, colecionadores, ensino, crítica e meios de de comunicação, entre outros).</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/antoni-mutandas" alt="Antoni Mutandas" class="image-inline" title="Antoni Mutandas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O artista e professor Antoni Muntadas</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para o projeto atual, Muntadas pesquisou o desenvolvimento histórico da academia desde sua criação na Grécia antiga, passando por sua refundação durante o Iluminismo e estabelecimento no Novo Mundo, até sua concepção na atualidade. Além disso, entrevistou um grupo de professores renomados de Harvard, MIT e de outras universidades de pesquisa americanas. Entre os entrevistados estão Carol Becker, Noam Chomsky, John Coatsworth, Fernando Coronil, Thomas Cummins, Bradley Epps, David Harvey, Ute Meta Bauer, Doris Sommer, Mark Wigley e Howard Zinn. O grupo foi sendo ampliado nas demais edições do projeto.</p>
<p>Muntadas nasceu em Barcelona em 1942 e vive em Nova York desde 1971. Seus projetos abordam questões sociais, políticas e de comunicação, tais como a relação entre espaço público e privado no âmbito de determinados marcos sociais ou canais de informação e como esses são usados ​​para censurar ou promover ideias.</p>
<p>Em seus trabalhos, Muntadas utiliza fotografia, vídeo, impressos, internet, instalações e intervenções em espaços urbanos. Participou e organiza seminários e faz exposições em instituições na Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia. O Reina Sofia, a Tate Gallery, o MoMA e o MAC de São Paulo são alguns dos museus que possuem obras do artista, que recebeu prêmios e bolsas de estudo de instituições de vários países.</p>
<hr />
<p><i><strong><i><i>Sobre Academia</i></i><br /></strong>18 de agosto - 14h<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco k, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, aberto ao público e com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdgVr_ZRf7XSapxnnwa-fvbarcbjhwa6ctukfc1hfCETBgVFQ/viewform" target="_blank">inscrição prévia</a><a class="external-link" href="https://goo.gl/oMq54z" target="_blank"><br /></a>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a class="external-link" href="http://sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/sobre-academia" class="external-link">www.iea.usp.br/eventos/sobre-academia</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: arquivo de Antoni Muntadas</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-03T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/arte-artista-universidade">
    <title>Arte, Artista, Universidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/arte-artista-universidade</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><b>Kant, Benjamin e o Contemporâneo pelo viés das artes plásticas</b></p>
<p>Iluminados pelos textos de Sergio Paulo Rouanet e Barbara Freitag que serão expostos na conferência<b> </b><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/rouanet-e-barbara-freitag-discutem-validade-da-arte-como-prazer-desinteressado" target="_blank">O Prazer Desinteressado da Arte? De Kant à Cultura Pós-Aurática de Walter Benjamin</a></i><b> </b>neste 15 de agosto, professores e artistas reunidos numa mesa-redonda irão lançar perguntas que visam  contextualizar e problematizar o lugar e o papel da arte na universidade  na contemporaneidade.</p>
<p>No Brasil, o ensino da arte nas  universidades públicas federais e estaduais, foi estruturado nos anos  70, sendo a Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP uma das escolas pioneiras ao criar um curso de  Educação Artística em 1972 e logo em seguida, em 1974, o primeiro mestrado em  Artes.</p>
<p>A ECA também foi a pioneira na criação do primeiro doutorado em  artes em 1980. Hoje  existem por volta de 20 cursos de pós-graduação em artes visuais Brasil afora.</p>
<p>Apesar da inclusão das artes na estrutura  universitária e científica do país, essa não é vista como uma área de  conhecimento em equivalência com as das Ciências, Engenharias e  Medicina.</p>
<p>Em períodos de crise, como o que vivemos, as artes e a cultura são questionadas, em particular, por sua falta de objetividade e  utilidade e são as primeiras a terem seus orçamentos afetados.</p>
<p>Quais  são as razões desse mal entendido e dessa diferenciação?</p>
<h3><span>Participantes:</span></h3>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/katia-maciel" class="external-link">Katia Maciel</a></div>
<div class="visualClear"><a class="external-link" href="http://vhttp//www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a></div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-giannotti" class="external-link">Marco Giannotti</a></div>
<div class="visualClear" id="_mcePaste"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raquel-de-oliveira-pedro-garbelotti" class="external-link">Raquel  Garbelotti</a></span></div>
<div class="visualClear"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-mano" class="external-link">Rubens Mano</a></span></div>
<div class="visualClear" id="_mcePaste"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-roclaw-basbaum" class="external-link">Ricardo Basbaum</a></div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sergio Paulo Rouanet</a></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-09T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/apesar-de-invasao-da-reitoria-iea-mantem-se-ativo">
    <title>Apesar de invasão da Reitoria, IEA mantém-se ativo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/apesar-de-invasao-da-reitoria-iea-mantem-se-ativo</link>
    <description>Desde o dia 2 de outubro, o IEA está impossibilitado de utilizar sua sede devido à invasão da Reitoria da USP por estudantes. No entanto, o Instituto tem realizado parte significativa de suas atividades, graças à colaboração de outras unidades da Universidade.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Desde o  dia seguinte à invasão da Reitoria por estudantes, ocorrida no dia 1º de outubro  durante a reunião do Conselho Universitário que deliberou sobre as <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-mudancas-no-processo-eleitoral-para-reitor-e-vice-reitor-da-usp" class="external-link">mudanças no  processo eleitoral</a> da Universidade, o IEA está impossibilitado de utilizar sua  sede, também situada na Administração Central.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Os  prejuízos para as atividades acadêmicas e administrativas do Instituto têm sido  imensos. Além da privação de seu local de trabalho a professores visitantes,  grupos de estudo e pesquisa e funcionários de todas as áreas, o bloqueio às  instalações impede o acesso a equipamentos, documentos, arquivos e outros  recursos, físicos e digitais, essenciais ao pleno funcionamento do  Instituto.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>No  entanto, apesar de todas essas dificuldades e em respeito à sua missão acadêmica  e institucional, o IEA tem realizado parte significativa de suas atividades,  utilizando-se de instalações e auditórios cedidos por outras unidades da  USP.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Enquanto perdurar essa situação anômala, o IEA solicita a  quem necessite entrar em contato com o Instituto telefonar para (11)  3091-4076, ramal 24, ou encaminhar mensagem por e-mail para o  integrante da <a href="https://www.iea.usp.br/iea/estrutura/equipe" class="external-link">equipe</a> que julgar apropriado.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>O IEA  deseja que as atuais negociações entre os estudantes invasores e os dirigentes  da Universidade cheguem a bom termo o mais rápido possível, para que a vida  acadêmica volte à sua normalidade, em benefício de  todos.<strong><span style="text-decoration: underline;"></span> <span style="text-decoration: underline;"></span></strong></p>
<p><strong>Agradecimento<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></strong></p>
<p>Não  fosse o inestimável apoio de algumas pessoas e unidades da Universidade durante  esse período, a maioria das atividades acadêmicas e administrativas do Instituto  não poderia estar sendo realizada.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>O IEA  agradece o suporte para abrigar a maior  parte de sua equipe  proporcionado pelo Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de  Comunicações e Artes e ao conselheiro Guilherme Ary Plonski, que gentilmente compartilhou sua sala pessoal na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade  para abrigar a Divisão de Comunicação do  Instituto.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>O  agradecimento é extensivo às seguintes unidades e organismos da USP que têm  cedido seus auditórios para os eventos públicos do IEA: Centro de Computação  Eletrônica, Centro de Práticas Esportivas, Centro Universitário Maria Antonia, Escola de Comunicações e Artes,  Faculdade de Direito, Instituto de Matemática e Estatística, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências  Atmosféricas, Instituto de Psicologia, Instituto de Ciências Biomédicas e Museu  de Arte Contemporânea.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-10-27T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-costa-rica">
    <title>América Central lança um novo IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-costa-rica</link>
    <description>Martin Grossmann, diretor do IEA, participa de workshop na Costa Rica para discutir a criação do primeiro Instituto de Estudos Avançados latino-americano fora do Brasil.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/britta-padberg-secretaria-executiva-do-zif" alt="2º Workshop Hasta la Creación del Instituto de Estudios Avanzados (IAS) de la Universidad de Costa Rica (UCR)" class="image-inline" title="2º Workshop Hasta la Creación del Instituto de Estudios Avanzados (IAS) de la Universidad de Costa Rica (UCR)" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Britta Padberg apresenta a proposta do Centro para Pesquisa Interdisciplinar da Universidade de Bielefeld, Alemanha</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h3><i><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/2o-workshop-hasta-la-creacion-del-instituto-de-estudios-avanzados-ias-de-la-universidad-de-costa-rica-ucr" class="external-link">Veja mais fotos do encontro</a></i></h3>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA-USP esteve presente no workshop <i>Hasta la Creación del Instituto de Estudios Avanzados (IAS) de la Universidad de Costa Rica (UCR)</i>, que aconteceu d<span>e 10 a 13 de fevereiro, </span>na UCR. Este foi o segundo encontro organizado pela Universidade para refletir sobre os moldes do que será o primeiro Instituto de Estudos Avançados da América Central. Atualmente, este tipo de instituição existe apenas no Brasil.</p>
<p>A partir dos debates travados no primeiro workshop, realizado de 12 a 14 de agosto de 2013 com o tema <i>Hacia una Investigación Interdisciplinaria Avanzada en la Universidad de Costa Rica</i>, decidiu-se que o IAS da UCR será inspirado no <a class="external-link" href="https://www.uni-bielefeld.de/(en)/ZIF/">Centro para Pesquisa Interdisciplinar</a> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, cuja proposta foi apresentada nesta segunda edição do encontro por Britta Padberg, secretária-executiva do ZiF.</p>
<p>Além de Padberg, Martin Grossmann, diretor do IEA-USP, e outros representantes de IEAs de prestígio de todo mundo compartilharam suas expertises para contribuir com a formatação do modelo de Instituto a ser fundado na UCR (<i>veja abaixo a programação do encontro</i>). Nessas discussões, o <a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/projeto-de-gestao-2012-2017" class="external-link"><span class="external-link">Projeto de Gestão 2012-2017</span></a> do IEA da USP foi tomado como um dos principais documentos de referência.</p>
<p>Como parte das atividades do segundo workshop, Grossmann também fez a exposição aberta "Um Instituto de Estudos Avançados como Semente para o Desenvolvimento Científico e Cultural de um País".</p>
<p>A participação do diretor do IEA-USP no encontro foi articulada por Alice Pérez, pró-reitora de pesquisa da UCR; Bernal Herrera Montero, pró-reitor de docência da UCR; José Gracia Bondía, professor honorário da UCR e Catedrático Humboldt 2014; e Werner Mackenbach, também Catedrático Humboldt.</p>
<p><strong>OUTROS COMPROMISSOS</strong></p>
<p>Após o workshop na UCR, Grossmann seguiu para a Cidade do México, onde teve dois compromissos nos dias 17 e 18 fevereiro: deu a conferência <i>Arte y Espacio Público</i>: <i>Tensiones e Insertos</i> para alunos da pós-graduação em sociologia e estudos urbanos do Colegio de Mexico; e participou de uma reunião para discutir o futuro do acordo entre a USP e o Colegio de Mexico, bem como a realização do segundo seminário do <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-inaugura-projeto-comparativo-entre-sao-paulo-e-cidade-do-mexico" class="external-link">Projeto Comparativo Cidade do México-São Paulo</a>, cuja edição inaugural aconteceu no IEA-USP, nos dias 20 e 21 de agosto de 2012.</p>
<p>Em seguida aos compromissos no México, o diretor retornou para San José, Costa Rica, onde fez a conferência <i>Museo Ahora: Reconfiguraciones del Museo de Arte, Contextos Locales y Esfera Pública</i>, realizada no dia 19 de fevereiro, na Fundação TEOR/éTica.</p>
<table class="plain">
<caption></caption> 
<tbody>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div><strong>PROGRAMAÇÃO</strong></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="left"><strong>10 DE FEVEREIRO, SEGUNDA-FEIRA</strong></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" scope="col">
<div align="left"><strong>16h </strong></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><strong><i>As necessidades e restrições da Universidade da Costa Rica frente à criação de um Instituto de Estudos Avançados </i></strong><br />Alice L. Pérez, UCR, Costa Rica</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="left"><strong>11 DE FEVEREIRO, <span>TERÇA-FEIRA</span></strong></div>
<div align="left"></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><strong>9h</strong></div>
</td>
<td align="left">
<p><strong><i>Um Instituto de Estudos Avançados como Semente para o Desenvolvimento Científico e Cultural de um País</i></strong><br />Martin Grossmann, IEA-USP, Brasil</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><strong>10h30 </strong></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><strong><i>Incubadoras de Novas Ideias - Benefícios e Desafios de Institutos de Estudos Avançados Sediados em Universidades (Ubias)</i></strong></div>
<div align="left">Britta Padberg, ZiF, Universidade de Bielefeld, Alemanha</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left">
<div align="left"><strong>14h-17h </strong></div>
</td>
<td align="left">
<div align="left"><strong><i>Workshop</i></strong></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" colspan="2">
<div align="left"><strong>12 DE FEVEREIRO, <span>QUARTA-FEIRA</span></strong></div>
<div align="left"></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td><i><strong>Como um Centro de Pesquisa Interdisciplinar Funciona. A Experiência Mexicana <br /></strong></i>Patricia Castañeda, CIEEH, Universidade Autônoma do México</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td><strong><i>Estudos interdisciplinares e transnacionais. Experiências pessoais e diálogos transatlânticos</i> </strong><strong><br /></strong>Héctor Pérez, Professor Humboldt em 2007, UCR, Costa Rica<strong><br /></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h</strong><br /><br /></td>
<td><strong><i>O Método Verdadeiro e Testado para Avaliar Projetos e Propostas</i></strong>
<p><strong> </strong> Juan M. Rojo, Universidade Autônoma de Madrid, Espanha</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h- 17h </strong></td>
<td><span><strong><i>Workshop</i></strong></span></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2"><strong>13 DE FEVEREIRO, QUINTA-FEIRA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h-12h</strong></td>
<td><strong><i>Workshop</i></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h-17h</strong></td>
<td><strong><i>Análise Final e Recomendações</i></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-02-12T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-verdade-nao-pode-ser-planejada-1o-de-agosto-de-2019">
    <title>A Verdade não Pode ser Planejada - 1º de agosto de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-verdade-nao-pode-ser-planejada-1o-de-agosto-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-01T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/a-verdade-nao-pode-ser-planejada">
    <title>A Verdade não Pode ser Planejada</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/a-verdade-nao-pode-ser-planejada</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Uma onda censória vem inundando as universidades: tudo se passa como se a verdade estivesse sujeita à moral, de modo que conclusões imorais não possam ser tiradas, nem ditas em público. O problema, atualmente, é discutido nas universidades de língua inglesa, onde vem crescendo a prática do “desconvite” a palestrantes entendidos como racistas, machistas e homofóbicos. A prática tem um nome:<i> no platforming</i>.<i> </i>No Canadá, destaca-se a figura de Jordan Peterson; e, nos Estados Unidos, a de Jonathan Haidt: ambos defendem a liberdade de expressão contra essa nova moda acadêmica.</p>
<p>No Brasil, a universidade não enfrenta claramente esse problema, em parte porque a censura é tácita: os coletivos podem irromper a qualquer momento e arruinar reputações ou eventos. É preciso tomar consciência da importância da liberdade de expressão, porque, sem ela, não há busca pela verdade. Por isso, é importante afirmar que a verdade não é passível de ser planejada por uma autoridade central preocupada com sensibilidades, como de militantes, por exemplo. Esse fato torna a liberdade de expressão necessária para espaços como as universidades.</p>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hamilton-brandao-varela-de-albuquerque" class="external-link">Hamilton Varela </a>(IQSC-USP)</p>
<p><strong>Exposição</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruna-frascolla-bloise" class="external-link">Bruna Frascolla Bloise</a> (Unicamp)</p>
<p><strong>Moderação</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paolo-zanotto" class="external-link">Paolo Zanotto</a> (ICB-USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-07-02T13:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/quem-somos/a-usp/a-usp-precisa-mudar">
    <title>A USP precisa mudar</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/quem-somos/a-usp/a-usp-precisa-mudar</link>
    <description>Manifesto lançado pelos professores Adalberto de Fazzio, Glauco Arbix, Hernán Chaimovich, Jorge Kalil Filho, Marco Antonio Zago, Renato Janine Ribeiro e Vahan Agopyan em agosto de 2009.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>A Universidade precisa mudar. A USP precisa modernizar-se sem perder suas tradições de qualidade. A USP precisa assumir suas responsabilidades para com a sociedade que a mantém. O momento de escolha do novo reitor é um momento apropriado para levantar idéias - para pensar grande! Não importa qual candidato cada um de nós irá apoiar: quem for eleito deve garantir a excelência de nossa instituição num quadro novo do mundo e do conhecimento, combinando a tradição de qualidade da USP com a agilidade necessária no mundo moderno.</span></p>
<p>As mudanças globais acentuadas pela recente crise criaram novos eixos de poder político e econômico no mundo e apontaram novas prioridades, gerando oportunidades para o Brasil. Se nossa Universidade está entre as que têm maior projeção no mundo, o dado decisivo é que ela figura entre as cinco primeiras dos países que hoje, mais que antes, estão de fato emergindo. Neste quadro, o papel da USP pode ser decisivo para que nosso país cresça e assuma o lugar por que todos ansiamos. Para o futuro chegar, a USP precisa mudar. As mudanças implicam fortalecer os critérios de qualidade em todas as suas ações e mecanismos de gestão, a começar pela escolha de seu próprio reitor, favorecendo o predomínio da academia sobre os interesses menores. Isso exige subordinar os procedimentos burocráticos e de gestão às atividades-fim, despindo-os dos seus componentes ritualísticos e cartoriais.</p>
<p>A forma de escolha do reitor da USP precisa ser modificada no primeiro ano da futura gestão. É necessário assegurar uma participação mais ampla e representativa do conjunto da universidade na decisão final, sempre com o objetivo de aprimorar a qualidade das atividades-fim da universidade. Novas formas de escolha do reitor devem ser discutidas com a comunidade acadêmica. Seja pelo reforço do atual colégio eleitoral do primeiro turno ou pela sua ampliação, estamos de acordo quanto à premência da mudança, quanto à importância de que qualquer reforma preserve e aumente a qualidade da USP, e quanto a pelo menos a eliminação do atual colégio do segundo turno.</p>
<p>Porém, as mudanças na estrutura do poder são apenas parte das alterações que garantam a melhora da qualidade de nossa instituição. Temos grupos fortes e altamente competitivos, ao lado de grupos incipientes ou que necessitam crescer ou se aperfeiçoar. A existência de grupos ou cursos de reduzida relevância acadêmica, quer no ensino ou na pesquisa, é sim responsabilidade da reitoria e das diretorias, e exige formas criativas de intervenção por parte das autoridades acadêmicas, visando a garantir que uns mantenham ou ampliem a sua liderança e outros passem a estar à altura da missão da USP. A instituição tem que atuar em conjunto, sinérgica e complementarmente, evitando a competição interna que arrisca desagregar o ethos comum da universidade.</p>
<p>A liderança e a competência intelectual de muitos Professores da USP edificaram a tradição de qualidade desta Universidade. Grupos e cientistas bem sucedidos também trazem significativas contribuições para a universidade, aplicadas em equipamentos, laboratórios, reagentes, instrumentos e bolsas. Mas as dificuldades criadas para infra-estrutura e gestão, acompanhadas muitas vezes de atitudes de rejeição à liderança destes cientistas nas estruturas departamentais, levaram a seu progressivo afastamento da vida da universidade: buscaram isolamento e independência, recorreram a mecanismos ágeis de gestão de recursos extra-universitários. Esses grupos têm que ser ativamente reincorporados ao funcionamento da instituição, seus líderes precisam receber incumbências compatíveis com sua expressão científica, os entraves administrativos e de gestão de recursos necessitam ser resolvidos e simplificados, para que a própria universidade possa assumir todas ou a maior parte das ações conduzidas por centenas de entidades que a ela vão se somando de forma incontrolada. Essas seriam importantes medidas para conter as forças centrífugas que tendem a desagregar a USP.</p>
<p>A USP tem o maior quadro de pesquisadores e especialistas entre as universidades brasileiras. Não pode isolar-se: sem se partidarizar, tem que dialogar com os governos e com a sociedade que a mantém. Além de sua missão educacional, a USP tem o dever de criar conhecimento, contribuir com soluções e prover especialistas para resolver gargalos e ajudar a promover o desenvolvimento do país.</p>
<p>Os desafios que o Brasil enfrenta são de duas ordens: déficits e oportunidades. O rol de tópicos nos quais a intervenção da USP pode ser de grande valor é muito amplo, e a título de exemplo dos nossos déficits sociais podemos lembrar a violência com suas múltiplas raízes; a desigualdade em todas as suas dimensões; a crescente poluição; o desnecessário antagonismo entre por um lado o desenvolvimento e por outro a biodiversidade e a culturodiversidade (por exemplo, a extinção de línguas indígenas, o estudo de culturas como a coreana e a boliviana, dois povos que estão se incorporando ao nosso dia a dia); o risco de que a capital de S. Paulo seja paralisada pelo trânsito, abafando sua pujança econômica, social e cultural; a extraordinária mudança do perfil demográfico, em que o crescente aumento da proporção de idosos se associa à extrema redução da natalidade, fenômeno que já afeta todas as atividades, do atendimento à saúde até o planejamento urbano, passando pelas relações de trabalho e a previdência social. Mas a maior contribuição que a USP precisa e pode dar ao país e ao Estado de S. Paulo, em proporção muito maior do que o faz, é com relação à educação em todos os níveis.</p>
<p>E há também as grandes oportunidades para o Brasil: podemos ser a primeira potência ambiental do planeta, temos especialistas capazes de liderar os grandes desafios que vão ditar o ritmo do crescimento dos diferentes países, como a biotecnologia, a nanotecnologia, a geração sustentável de energia, o uso da água. Nossa diversidade cultural pode revelar fontes de riquezas insuspeitas, que podem se converter em contribuições científicas, tecnológicas e sociais inovadoras.</p>
<p>A USP tem uma responsabilidade especial com o ensino de graduação especialmente com a qualidade e com as mudanças necessárias num mundo de profissões mais variadas, de uso intenso de instrumentos de educação a distância, de educação continuada de estudantes, profissionais e professores, com a criação, revisão, fusão e extinção de cursos. Ela deve levar cada vez mais em conta seu papel de propor modelos e iniciativas inovadoras, em lugar de repetir aquilo que outras instituições podem fazer em volume maior. Ela deve renovar a formação universitária, para que nossos alunos enfrentem uma vida que só pode ser abordada de forma interdisciplinar; deve entender que as profissões se multiplicaram e nem sempre estão ancoradas num diploma.</p>
<p>Para isso, a estrutura acadêmica e departamental tem que ser reformada, para se liberar do imobilismo e da burocracia que subordina o mérito ao rito. A burocracia universitária não é produto exclusivamente de uma elite de servidores, mas também do conservadorismo dos professores, especialmente aqueles encastelados em posições administrativas ou em milhares de comissões da universidade ou das unidades. Cabe ao reitor e pró-reitores quebrar a estagnação derivada do exercício cego e repetitivo das rotinas e observância inquestionável de regras que deveriam ser fugazes e transitórias e não transformadas em leis imutáveis.</p>
<p>A USP tem mais que o dobro dos programas de pós-graduação do que a universidade subseqüente. Abrange quase todos os setores do conhecimento em seus mais de 200 programas, 90% deles incluindo doutorado, caracterizados por alta qualidade e liderança. A USP já formou mais de metade dos doutores do Brasil, e hoje titula quase um quarto: essa própria redução é uma das provas de seu sucesso, pois grande parte dos novos programas de pós-graduação são liderados por egressos da USP, que hoje se encontram em todas as unidades da federação e em praticamente todas as universidades brasileiras. O Sistema de Pós-Graduação do Brasil deve seu formato e sucesso atuais em grande medida à USP. Por isso mesmo, cabe à USP a grande responsabilidade de renovar a pós-graduação. Sem abandonar as metas quantitativas, deve ela focalizar-se nos seus novos desafios, como por exemplo fazer um grande esforço para cursos que extrapolem as barreiras disciplinares clássicas, que lidem com a complexidade do mundo e do saber, em novas formas de articular os grupos de pesquisa e as áreas de pensamento. Nesta nova visão deve ter um lugar muito proeminente o pós-doutorado, principalmente tendo em vista que os docentes e pesquisadores de todo o sistema brasileiro de pós-graduação, espalhado nas universidades mais tradicionais e naquelas que estão sendo expandidas, precisarão de apoio importante para manter e consolidar suas atividades científicas. Essa talvez seja a contribuição mais relevante que a USP possa dar no futuro para o sistema universitário brasileiro.</p>
<p>A avaliação é instrumento central na de gestão em qualquer instituição, pública ou privada. Avaliação é, também, elemento chave na definição de metas e na prestação de contas à sociedade. Avaliação de metas deve fazer parte da vida diária da USP, em todos os níveis. Não pode ser um fenômeno episódico, um exercício amadorístico, nem ser o foco de pressões de grupos variados dentro da própria universidade para controlar-lhe os desfechos. Deve ser um processo cujo produto final, no lugar de apenas alimentar as páginas dos noticiários, sirva à Reitoria, às diretorias e ao próprio governo para melhorar o desempenho da USP.</p>
<p>Em suma, precisamos de uma universidade dinâmica que, sem abandonar suas raízes, se mostre aberta às mudanças que garantam sua excelência. Seu reitor necessitará de autoridade científica, representatividade acadêmica e compromisso social para fortalecer as boas potencialidades, reunificando a instituição, restaurando-lhe o entusiasmo e o vigor, qualidades que devem estender-se a todos os que venham a participar da gestão. Somos nós, todos os que se empenham na qualidade universitária, que precisamos dizer como a USP deve ser, e buscar um reitor que tenha compromisso com as melhores idéias e real possibilidade de executá-las. Exortamos nossos colegas a trazer a público suas idéias mais preciosas, seus ideais mais valiosos, para que a sucessão reitoral ultrapasse a simples escolha de um nome e seja a ocasião de se reafirmar a ousadia científica e a responsabilidade social de nossa universidade.</p>
<p><strong>Adalberto de Fazzio</strong><br />Instituto de Física da USP</p>
<p><strong>Glauco A. Truzzi Arbix</strong><br />Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP</p>
<p><strong>Hernán Chaimovich Guralnik</strong><br />Instituto de Química da USP</p>
<p><strong>Jorge Kalil Filho</strong><br />Faculdade de Medicina da USP</p>
<p><strong>Marco Antonio Zago</strong><br />Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP</p>
<p><strong>Renato Janine Ribeiro</strong><br />Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP</p>
<p><strong>Vahan Agopyan</strong><br />Escola Politécnica da USP</p>
<p> </p>
<h3>RELACIONADO</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span><a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u603852.shtml">"Professores da USP pedem mudança" — Edição digital da "Folha de S.Paulo" em 8 de agosto de 2009</a> </span></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-01-27T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/a-usp-precisa-mudar">
    <title>A USP precisa mudar</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/a-usp-precisa-mudar</link>
    <description>Manifesto lançado pelos professores Adalberto de Fazzio, Glauco Arbix, Hernán Chaimovich, Jorge Kalil Filho, Marco Antonio Zago, Renato Janine Ribeiro e Vahan Agopyan em agosto de 2009.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>A Universidade precisa mudar. A USP precisa modernizar-se sem perder suas tradições de qualidade. A USP precisa assumir suas responsabilidades para com a sociedade que a mantém. O momento de escolha do novo reitor é um momento apropriado para levantar idéias - para pensar grande! Não importa qual candidato cada um de nós irá apoiar: quem for eleito deve garantir a excelência de nossa instituição num quadro novo do mundo e do conhecimento, combinando a tradição de qualidade da USP com a agilidade necessária no mundo moderno.</span></p>
<p>As mudanças globais acentuadas pela recente crise criaram novos eixos de poder político e econômico no mundo e apontaram novas prioridades, gerando oportunidades para o Brasil. Se nossa Universidade está entre as que têm maior projeção no mundo, o dado decisivo é que ela figura entre as cinco primeiras dos países que hoje, mais que antes, estão de fato emergindo. Neste quadro, o papel da USP pode ser decisivo para que nosso país cresça e assuma o lugar por que todos ansiamos. Para o futuro chegar, a USP precisa mudar. As mudanças implicam fortalecer os critérios de qualidade em todas as suas ações e mecanismos de gestão, a começar pela escolha de seu próprio reitor, favorecendo o predomínio da academia sobre os interesses menores. Isso exige subordinar os procedimentos burocráticos e de gestão às atividades-fim, despindo-os dos seus componentes ritualísticos e cartoriais.</p>
<p>A forma de escolha do reitor da USP precisa ser modificada no primeiro ano da futura gestão. É necessário assegurar uma participação mais ampla e representativa do conjunto da universidade na decisão final, sempre com o objetivo de aprimorar a qualidade das atividades-fim da universidade. Novas formas de escolha do reitor devem ser discutidas com a comunidade acadêmica. Seja pelo reforço do atual colégio eleitoral do primeiro turno ou pela sua ampliação, estamos de acordo quanto à premência da mudança, quanto à importância de que qualquer reforma preserve e aumente a qualidade da USP, e quanto a pelo menos a eliminação do atual colégio do segundo turno.</p>
<p>Porém, as mudanças na estrutura do poder são apenas parte das alterações que garantam a melhora da qualidade de nossa instituição. Temos grupos fortes e altamente competitivos, ao lado de grupos incipientes ou que necessitam crescer ou se aperfeiçoar. A existência de grupos ou cursos de reduzida relevância acadêmica, quer no ensino ou na pesquisa, é sim responsabilidade da reitoria e das diretorias, e exige formas criativas de intervenção por parte das autoridades acadêmicas, visando a garantir que uns mantenham ou ampliem a sua liderança e outros passem a estar à altura da missão da USP. A instituição tem que atuar em conjunto, sinérgica e complementarmente, evitando a competição interna que arrisca desagregar o ethos comum da universidade.</p>
<p>A liderança e a competência intelectual de muitos Professores da USP edificaram a tradição de qualidade desta Universidade. Grupos e cientistas bem sucedidos também trazem significativas contribuições para a universidade, aplicadas em equipamentos, laboratórios, reagentes, instrumentos e bolsas. Mas as dificuldades criadas para infra-estrutura e gestão, acompanhadas muitas vezes de atitudes de rejeição à liderança destes cientistas nas estruturas departamentais, levaram a seu progressivo afastamento da vida da universidade: buscaram isolamento e independência, recorreram a mecanismos ágeis de gestão de recursos extra-universitários. Esses grupos têm que ser ativamente reincorporados ao funcionamento da instituição, seus líderes precisam receber incumbências compatíveis com sua expressão científica, os entraves administrativos e de gestão de recursos necessitam ser resolvidos e simplificados, para que a própria universidade possa assumir todas ou a maior parte das ações conduzidas por centenas de entidades que a ela vão se somando de forma incontrolada. Essas seriam importantes medidas para conter as forças centrífugas que tendem a desagregar a USP.</p>
<p>A USP tem o maior quadro de pesquisadores e especialistas entre as universidades brasileiras. Não pode isolar-se: sem se partidarizar, tem que dialogar com os governos e com a sociedade que a mantém. Além de sua missão educacional, a USP tem o dever de criar conhecimento, contribuir com soluções e prover especialistas para resolver gargalos e ajudar a promover o desenvolvimento do país.</p>
<p>Os desafios que o Brasil enfrenta são de duas ordens: déficits e oportunidades. O rol de tópicos nos quais a intervenção da USP pode ser de grande valor é muito amplo, e a título de exemplo dos nossos déficits sociais podemos lembrar a violência com suas múltiplas raízes; a desigualdade em todas as suas dimensões; a crescente poluição; o desnecessário antagonismo entre por um lado o desenvolvimento e por outro a biodiversidade e a culturodiversidade (por exemplo, a extinção de línguas indígenas, o estudo de culturas como a coreana e a boliviana, dois povos que estão se incorporando ao nosso dia a dia); o risco de que a capital de S. Paulo seja paralisada pelo trânsito, abafando sua pujança econômica, social e cultural; a extraordinária mudança do perfil demográfico, em que o crescente aumento da proporção de idosos se associa à extrema redução da natalidade, fenômeno que já afeta todas as atividades, do atendimento à saúde até o planejamento urbano, passando pelas relações de trabalho e a previdência social. Mas a maior contribuição que a USP precisa e pode dar ao país e ao Estado de S. Paulo, em proporção muito maior do que o faz, é com relação à educação em todos os níveis.</p>
<p>E há também as grandes oportunidades para o Brasil: podemos ser a primeira potência ambiental do planeta, temos especialistas capazes de liderar os grandes desafios que vão ditar o ritmo do crescimento dos diferentes países, como a biotecnologia, a nanotecnologia, a geração sustentável de energia, o uso da água. Nossa diversidade cultural pode revelar fontes de riquezas insuspeitas, que podem se converter em contribuições científicas, tecnológicas e sociais inovadoras.</p>
<p>A USP tem uma responsabilidade especial com o ensino de graduação especialmente com a qualidade e com as mudanças necessárias num mundo de profissões mais variadas, de uso intenso de instrumentos de educação a distância, de educação continuada de estudantes, profissionais e professores, com a criação, revisão, fusão e extinção de cursos. Ela deve levar cada vez mais em conta seu papel de propor modelos e iniciativas inovadoras, em lugar de repetir aquilo que outras instituições podem fazer em volume maior. Ela deve renovar a formação universitária, para que nossos alunos enfrentem uma vida que só pode ser abordada de forma interdisciplinar; deve entender que as profissões se multiplicaram e nem sempre estão ancoradas num diploma.</p>
<p>Para isso, a estrutura acadêmica e departamental tem que ser reformada, para se liberar do imobilismo e da burocracia que subordina o mérito ao rito. A burocracia universitária não é produto exclusivamente de uma elite de servidores, mas também do conservadorismo dos professores, especialmente aqueles encastelados em posições administrativas ou em milhares de comissões da universidade ou das unidades. Cabe ao reitor e pró-reitores quebrar a estagnação derivada do exercício cego e repetitivo das rotinas e observância inquestionável de regras que deveriam ser fugazes e transitórias e não transformadas em leis imutáveis.</p>
<p>A USP tem mais que o dobro dos programas de pós-graduação do que a universidade subseqüente. Abrange quase todos os setores do conhecimento em seus mais de 200 programas, 90% deles incluindo doutorado, caracterizados por alta qualidade e liderança. A USP já formou mais de metade dos doutores do Brasil, e hoje titula quase um quarto: essa própria redução é uma das provas de seu sucesso, pois grande parte dos novos programas de pós-graduação são liderados por egressos da USP, que hoje se encontram em todas as unidades da federação e em praticamente todas as universidades brasileiras. O Sistema de Pós-Graduação do Brasil deve seu formato e sucesso atuais em grande medida à USP. Por isso mesmo, cabe à USP a grande responsabilidade de renovar a pós-graduação. Sem abandonar as metas quantitativas, deve ela focalizar-se nos seus novos desafios, como por exemplo fazer um grande esforço para cursos que extrapolem as barreiras disciplinares clássicas, que lidem com a complexidade do mundo e do saber, em novas formas de articular os grupos de pesquisa e as áreas de pensamento. Nesta nova visão deve ter um lugar muito proeminente o pós-doutorado, principalmente tendo em vista que os docentes e pesquisadores de todo o sistema brasileiro de pós-graduação, espalhado nas universidades mais tradicionais e naquelas que estão sendo expandidas, precisarão de apoio importante para manter e consolidar suas atividades científicas. Essa talvez seja a contribuição mais relevante que a USP possa dar no futuro para o sistema universitário brasileiro.</p>
<p>A avaliação é instrumento central na de gestão em qualquer instituição, pública ou privada. Avaliação é, também, elemento chave na definição de metas e na prestação de contas à sociedade. Avaliação de metas deve fazer parte da vida diária da USP, em todos os níveis. Não pode ser um fenômeno episódico, um exercício amadorístico, nem ser o foco de pressões de grupos variados dentro da própria universidade para controlar-lhe os desfechos. Deve ser um processo cujo produto final, no lugar de apenas alimentar as páginas dos noticiários, sirva à Reitoria, às diretorias e ao próprio governo para melhorar o desempenho da USP.</p>
<p>Em suma, precisamos de uma universidade dinâmica que, sem abandonar suas raízes, se mostre aberta às mudanças que garantam sua excelência. Seu reitor necessitará de autoridade científica, representatividade acadêmica e compromisso social para fortalecer as boas potencialidades, reunificando a instituição, restaurando-lhe o entusiasmo e o vigor, qualidades que devem estender-se a todos os que venham a participar da gestão. Somos nós, todos os que se empenham na qualidade universitária, que precisamos dizer como a USP deve ser, e buscar um reitor que tenha compromisso com as melhores idéias e real possibilidade de executá-las. Exortamos nossos colegas a trazer a público suas idéias mais preciosas, seus ideais mais valiosos, para que a sucessão reitoral ultrapasse a simples escolha de um nome e seja a ocasião de se reafirmar a ousadia científica e a responsabilidade social de nossa universidade.</p>
<p><strong>Adalberto de Fazzio</strong><br />Instituto de Física da USP</p>
<p><strong>Glauco A. Truzzi Arbix</strong><br />Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP</p>
<p><strong>Hernán Chaimovich Guralnik</strong><br />Instituto de Química da USP</p>
<p><strong>Jorge Kalil Filho</strong><br />Faculdade de Medicina da USP</p>
<p><strong>Marco Antonio Zago</strong><br />Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP</p>
<p><strong>Renato Janine Ribeiro</strong><br />Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP</p>
<p><strong>Vahan Agopyan</strong><br />Escola Politécnica da USP</p>
<p> </p>
<h3>RELACIONADO</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span><a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u603852.shtml">"Professores da USP pedem mudança" — Edição digital da "Folha de S.Paulo" em 8 de agosto de 2009</a> </span></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-01-27T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2008/a-usp-e-as-universidades-de-pesquisa-de-classe-mundial-prioridades-de-acao-para-a-proxima-decada-20-de-agosto-de-2008">
    <title>A USP e as Universidades de Pesquisa de Classe Mundial: Prioridades de Ação para a Próxima Década - 20 de Agosto de 2008</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2008/a-usp-e-as-universidades-de-pesquisa-de-classe-mundial-prioridades-de-acao-para-a-proxima-decada-20-de-agosto-de-2008</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2008-08-20T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-80-anos">
    <title>A USP celebra 80 anos de fundação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-80-anos</link>
    <description>Universidade comemora no dia 25 de janeiro os 80 anos de sua criação, data que também marca a posse do novo reitor Marco Antonio Zago.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidade-universitaria" alt="Cidade Universitária" class="image-inline" title="Cidade Universitária" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Cidade Universitária Armando<br /> Salles de Oliveira, campus principal<br />da USP na cidade de São Paulo</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: right; "><i><a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp" class="external-link">Leia sobre o atual<br />perfil da Universidade</a></i></h3>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os paulistas comemoraram no dia 25 de janeiro dois fatos que ao longo do tempo marcariam a história e o desenvolvimento do Estado de São Paulo e do país: os 460 anos de fundação da cidade de São Paulo e os 80 anos de criação da Universidade de São Paulo.</p>
<p>Para a comunidade uspiana, a data teve um significado adicional, pois marcou a posse dos professores Marco Antonio Zago como novo reitor e Vahan Agopyan como novo vice-reitor.</p>
<p>Na cerimônia de posse, o novo reitor assinou portaria que criou a <span>Comissão Coordenadora das Comemorações dos 80 anos da USP, sob a presidência do ex-reitor José Goldemberg e com a participação do ex-reitor Jacques Marcovitch; do professor Alfredo Bosi, ex-diretor do IEA e editor da revista "Estudos Avançados"; do professor Erney Plessmann de Camargo, ex-pró-reitor de Pesquisa; e de Francisco Mesquita Neto, diretor presidente do Grupo Estado. </span><span>O Conselho Universitário deverá escolher mais dois membros da comissão, que por sua vez indicará os componentes da Comissão Executiva das comemorações . </span></p>
<p>A importância da USP para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do país é inconteste, mas sua influência na vida nacional estende-se por diversas outras áreas, especialmente naquelas relacionadas com a formulação de políticas públicas, como ressalta o cientista político José Álvaro Moisés, coordenador do Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia, no artigo <a href="#cienciassociais" class="anchor-link">"O Olhar das Ciências Sociais da USP"</a>.</p>
<p>Toda celebração como a que ocorreu no dia 25 de janeiro é uma oportunidade para relembrar as inúmeras realizações de uma instituição como a USP. Mas é também um momento de reflexão sobre o presente e de prospecção sobre o futuro desejado. O IEA, que sempre dedicou parte do seu esforço crítico à análise do papel da USP no âmbito acadêmico e da relação desta com a sociedade, tem organizado discussões fundamentais sobre os novos rumos a serem trilhados pela Universidade. Os vídeos relacionados a seguir referem-se a três encontros com esse objetivo.</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/iea-debate-o-processo-eleitoral-da-usp" class="external-link"><strong>IEA Debate o Processo Eleitoral na USP</strong></a></li>
<p>Representante dos professores titulares e o presidente da Associação dos Docentes da USP (Adusp) discutem propostas de mudanças do processo para a eleição de reitor.</p>
<li><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2008/a-usp-e-as-universidades-de-pesquisa-de-classe-mundial-prioridades-de-acao-para-a-proxima-decada-2008" class="external-link">A USP e as Universidades de Pesquisa de Classe Mundial: Prioridades de Ação para as Próximas Décadas</a></strong><span> </span></li>
<p>Seminário reuniu a então reitora Suely Vilela e os ex-reitores José Goldemberg, Jacques Marcovitch, Flávio Fava de Moraes, Adolpho Melfi e Antonio Hélio Guerra Vieira.</p>
<li><span><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2009/a-usp-precisa-mudar-2009" class="external-link">A USP Precisa Mudar</a></strong></span><span>Debate sobre </span><a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/a-usp-precisa-mudar" class="external-link">documento</a><span> homônimo lançado em 2009 contendo ideias, críticas e análises do por que a universidade deve mudar para adequar-se à modernidade, mas sem perder sua tradição de qualidade.</span></li>
</ul>
<p> </p>
<p>Outros exemplos da constante colaboração do IEA na discussão e elaboração de propostas  para o futuro da USP são as participações de seus integrantes (pesquisadores e conselheiros) em fóruns e publicações organizados por outros setores da Universidade. Esse é o caso do artigo de Luiz Roberto Giorgetti de Britto, ex-vice-diretor do Instituto, com o título <a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/a-universidade-do-futuro" class="external-link">"A Universidade do Futuro"</a>, e o de Guilherme Ary Plonski, conselheiro do IEA, em parceria com Celso da Costa Carrer, sobre <a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/a-inovacao-tecnologica-e-a-educacao-para-o-empreendedorismo" class="external-link">"A Inovação Tecnológica e a Educação para o Empreendedorismo"</a>, publicados no livro "USP 2034 — Planejando o Futuro" (Edusp, 2009), produzido pela Comissão de Planejamento da Universidade, com organização de Suely Vilela e Franco Maria Lajolo, na ocasião, reitora e vice-reitor da USP, respectivamente.</p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3><a name="cienciassociais"></a>O Olhar das Ciências Sociais da USP*</h3>
<p style="text-align: right; "><strong><i>José Álvaro Moisés**</i></strong></p>
<p>As Ciências Sociais da USP nasceram entre os anos 30 e 40 do século passado sob a extraordinária influência da missão francesa que auxiliou a fundação da universidade. Roger Bastide, Claude Lévi-Straus e outros ajudaram a estabelecer os padrões de rigor científico que marcariam o desenvolvimento da área nas décadas seguintes. Mas a tarefa realmente inovadora foi da chamada “escola paulista de sociologia” sob a liderança de Florestan Fernandes e de seus assistentes diretos, como Fernando Henrique Cardoso, Otávio Ianni e Maria Sylvia de Carvalho Franco. Ao voltar-se para a compreensão do papel dos sujeitos sociais mais marginalizados dos grandes processos sociais brasileiros, como os descendentes de escravos e os trabalhadores rurais e urbanos, o grupo rompeu com o ensaísmo sobre a formação da sociedade brasileira que prevalecera até os anos 30 do século passado - marcado profundamente pela análise das dificuldades de emergência da identidade nacional brasileira –, e assumiu um caráter científico extremamente inovador e, em alguns aspectos, revolucionário. Essa tradição abriu uma nova forma de a própria sociedade brasileira se ver e se compreender, e essa influência - que se generalizou - se faz sentir até hoje.</p>
<p>É notório que o desenvolvimento das Ciências Sociais na USP não se deve apenas aos estudos de sociologia, tendo sido impulsionado também pela antropologia, história e os estudos de política. Mas a vertente inaugurada por Florestan e seu grupo a partir dos anos 50, assim como a que se constituiu sob a liderança de Antonio Candido de Mello Souza, trouxe para o centro da análise da modernização da sociedade brasileira e da emergência do capitalismo dependente o papel das inter-relações entre as classes sociais, o Estado e os direitos de cidadania. Estavam dados aí os fundamentos da crítica que os expoentes da “escola paulista de sociologia” fariam a seus colegas do ISEB, cujas relações com o Estado, os centros de poder e suas ideologias eram vistas como comprometendo a autonomia e a independência intelectuais necessárias à compreensão das singularidades e dos desafios do país.</p>
<p>Os estudos pioneiros de Florestan e seus associados sobre a integração do negro na sociedade de classes, o papel da escravidão na formação da sociedade e do capitalismo dependente foram seguidos depois pelas análises sobre os empresários industriais, os trabalhadores urbanos e rurais e a emergência do populismo com Leôncio Martins Rodrigues, Francisco Weffort e José de Souza Martins, entre outros. Também tiveram enorme importância, embora ligados a outro grupo, os estudos de Maria Isaura Pereira de Queiroz sobre o campesinato, o messianismo, o mandonismo local e os seus impactos na sociedade e na política contemporâneas. Anos mais tarde, Eunice Ribeiro Durhan e Ruth Cardoso dariam a sua contribuição sobre os movimentos migratórios internos e externos.</p>
<p>Mas a influência da tradição aberta nos anos 50 não se limitou às pesquisas sociológicas que, de certa forma, fundaram a percepção da emergência de uma ordem social competitiva no país. Como lembrou Fernando Henrique recentemente, o sentido da missão acadêmica era definido pelo desejo de “transpor as dificuldades que impediam o surgimento de formas e graus de desenvolvimento econômico, social e cultural que permitissem superar a pobreza e a miséria e nos dessem um destino de grandeza”. Isso explica que as análises logo tenham enveredado também pela seara da política; os estudos sobre o populismo, os movimentos sociais e os partidos políticos adquiriram grande relevância na produção dos cientistas sociais da USP entre os anos 60 e 80. O foco agora estava posto nas contradições provocadas pela formação de uma sociedade de massas, cuja expansão de direitos de cidadania foi dada, em grande parte, por iniciativas definidas “de cima para baixo”. A absorção dos conflitos sociais nas estruturas do Estado foi vista como causa importante das tendências corporativistas que ainda prevalecem na sociedade brasileira.</p>
<p>Em anos recentes, contudo, a “paixão por entender a realidade” (como disse FHC) fez com que o diagnóstico dos desafios anteriores fosse associado com o insuficiente desenvolvimento democrático da sociedade brasileira. Por causa da experiência autoritária, vários estudos de transição para a democracia feitos na USP chamaram a atenção principalmente para dois aspectos. Primeiro, para a distinção entre o autoritarismo vigente e as ditaduras totalitárias: entre nós, não houve fascismo e perdurou uma espécie de semi-competição política cuja dinâmica ajudou muito a articular a luta pela democracia; depois, para a emergência da sociedade civil e o seu impacto na formação de novos partidos políticos: não foi por acaso que dois dos mais importantes partidos brasileiros, o PT e o PSDB, nasceram em São Paulo.</p>
<p>O foco agora era a nova democracia e a sua capacidade de articular a liberdade com a igualdade. Sob as condições de governabilidade criadas pela Constituição de 1988, o Brasil superou os impasses estruturais de muitas décadas, redefiniu os rumos de sua economia e adotou políticas sociais inovadoras, mas o funcionamento da sua democracia está em questão, em especial, o sistema de representação política, o controle da corrupção e o funcionamento do presidencialismo de coalizão. Por isso, não demorou que novos estudos se conectassem com a abordagem que busca avaliar a qualidade da democracia.</p>
<p>Uma última observação se faz necessária neste balanço. Mais de um crítico disse que o projeto originário de criação da USP foi uma resposta das elites paulistas à perda de sua hegemonia em 30 e 32 do século passado e que a formação de quadros políticos pela nova universidade seria o caminho antevisto para a retomada do papel político de São Paulo. Presente ou não no pensamento dos criadores da universidade, a perspectiva era exagerada. Mas é impossível avaliar a contribuição das Ciências Sociais da USP ao país sem lembrar que a experiência formou o contexto em que algumas de suas principais lideranças ocuparam, em anos recentes, a presidência da República, cadeiras no parlamento e alguns dos mais importantes ministérios e secretarias nacionais. Ou seja, a crença originária nas possibilidades de “aplicar” diretamente o conhecimento científico na formulação e implementação de políticas públicas se realizou, de algum modo, e não se pode dizer que isso não tenha tido êxito; em realidade, ajudou a mudar o país.</p>
<p><span class="discreet"><strong>* Versão reduzida deste artigo foi publicada sob o título "A Contribuição Singular das Ciências Sociais" no caderno especial "USP 80 Anos" de "O Estado de S.Paulo" de 24 de janeiro de 2014 (<i>leia outros artigos e entrevistas do caderno em <a href="http://topicos.estadao.com.br/usp" class="external-link">http://topicos.estadao.com.br/usp</a></i>).</strong></span></p>
<p><span class="discreet"><strong>** José Álvaro Moisés é professor titular de ciência política da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFLCH),  diretor do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (NUPPs) da USP, membro do Comitê Executivo do Conselho Internacional de Ciências Sociais da Unesco e coordenador do Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia do IEA.</strong></span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><span class="discreet">Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/ha100" class="external-link">Hamilton Furtado</a></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
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    <dc:type>Notícia</dc:type>
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