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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 31 to 45.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-74-discute-sustentabilidade">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 74 discute sustentabilidade </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-74-discute-sustentabilidade</link>
    <description>Lançamento da edição 74 da revista "Estudos Avançados" traz dossiê sobre sustentabilidade. O evento acontece no dia 11 de maio, na Sala do Conselho Universitário da USP. Será lançado também a versão em áudio pelo sistema Daisy da revista , produzida pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">No momento em que o mundo está voltado para os temas que pautarão a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio+20, em junho, a revista "Estudos Avançados", do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, dá sua contribuição às discussões com um dossiê sobre sustentabilidade. A edição nº 74 (já disponível em versão digital na SciELO —) será lançada no dia 11 de maio, sexta-feira, às 17h, em evento na Sala do Conselho Universitário da USP. Na ocasião haverá também o lançamento da versão em áudio (sistema Daisy) da revista, produzida pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP.<img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nuvemdetagsrevista74.jpg" alt="nuvemdetagsrevista74.jpg" class="image-left" title="nuvemdetagsrevista74.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">O evento terá mesa-redonda (transmitida em ) com três professores da USP: José Eli da Veiga, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), e Eliezer Diniz, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-Ribeirão Preto) são os expositores; Célio Bermann, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), será o debatedor. Diniz e Bermann são dois dos colaboradores do dossiê. Antes da mesa-redonda, Martin Grossmann, diretor do IEA, e Alfredo Bosi, editor da revista, apresentarão a edição.</p>
<p>Segundo Bosi, os 25 textos que integram o dossiê são divididos em quatro grupos: o primeiro apresenta reflexões sobre o conceito e as teorias de sustentabilidade; o segundo explora questões ligadas ao clima; o terceiro enfoca a temática da energia; e o quarto compõe uma espécie de minidossiê, que sistematiza a produção da pós-graduação da USP de 1992 a 2011 vinculada à agenda da Rio+20.</p>
<p style="text-align: justify; ">O editor ressalta, ainda, que os artigos trazem pontos de vista diversos sobre a sustentabilidade, mas tendo os aspectos socioambientais como eixo principal: "A ênfase nos efeitos perversos de um crescimento cego não só no ambiente como na estrutura social é um dos pontos altos do dossiê".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>RIO+20</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Em "De Volta à Mão Visível: os Desafios da Segunda Cúpula da Terra no Rio de Janeiro", artigo de abertura da revista, o economista polonês Ignacy Sachs, diretor de estudos honorário da École de Hautes Études en Sciences Sociales, da França, afirma que a Rio+20 enfrentará dois grandes desafios: conter as mudanças climáticas e reduzir as desigualdades.</p>
<p style="text-align: justify; ">Sachs chama atenção para a necessidade de conciliar justiça social e prudência ambiental, mas enfatiza que "as preocupações ecológicas não devem ser aceitas como justificativa para adiar a resolução de imperativos sociais urgentes. A economia verde só faz sentido se for uma economia voltada para o bem-estar da sociedade em geral".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os rumos da Rio+20 também orientam o artigo de Ricardo Abramovay, da FEA-USP. Ele critica o documento inicial preparado para a conferência, conhecido como "Zero Draft", por não se aprofundar em duas questões que considera fundamentais: as desigualdades sociais e os limites dos recursos naturais.</p>
<p style="text-align: justify; ">"O século 21 exige governança da inovação tecnológica, sem dúvida: mas ele exige, sobretudo, governança dos limites no uso de materiais, de energia e nas emissões de gases de efeito estufa. E é impossível lidar com esses limites apenas por meio da inovação tecnológica, sem que se enfrentem as desigualdades que marcam a distribuição e o emprego desses recursos materiais, energéticos e bióticos na economia global e no interior dos diferentes países", destaca.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ENERGIA NUCLEAR</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Além da Rio+20, outro tema de destaque do dossiê é a energia nuclear, abordada em quatro textos que advertem para os riscos dessa fonte energética. É o caso do artigo "Qual Energia Desejamos para o Futuro?", assinado por Bernard Laplonche, físico que participou da implantação das primeiras usinas nucleares da França, nos anos 1960, mas que se tornou um crítico severo dessa opção energética.</p>
<p style="text-align: justify; ">De acordo com Laplonche, "não podemos deixar que as emissões de CO2 sejam o único critério de escolha entre as técnicas de produção de eletricidade. Será preciso aceitar que, em nome do clima, a cada cinco ou dez anos um acidente do tipo Fukushima aconteça em algum lugar do mundo?".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>MINIDOSSIÊ</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">O minidossiê dedicado às contribuições da pós-graduação da USP à Rio+20 é composto por quatro textos que traçam um panorama das teses e dissertações sobre questões socioambientais produzidas na universidade nos últimos 20 anos (o levantamento está disponível no site da USP para a Rio+20: ).</p>
<p style="text-align: justify; ">Assinado por Wagner Ribeiro, pesquisador do IEA e coordenador do grupo responsável pelo levantamento das teses e dissertações, em coautoria com Edmilson de Freitas, professor do IAG-USP, e Arlindo Philippi, Pró-Reitor Adjunto de Pós-Graduação da USP, o primeiro texto faz um balanço geral dos trabalhos e aponta a predominância de enfoques interdisciplinares em quatro subtemas: Agenda 21 e governança; economia verde; biodiversidade; e mudanças climáticas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para os autores, "muitos dos trabalhos podem ser úteis à necessária revisão do estilo de vida predominante em nossos dias, o que envolve diretamente a conservação ambiental e sua relação com novas formas de produção econômica, seja com o adjetivo sustentável, como apontado até recentemente, seja com o adjetivo verde, como destaca a Rio+20".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os três artigos seguintes analisam de forma mais aprofundada as teses e dissertações que se enquadram nos subtemas Agenda 21 e governança, mudanças climáticas e economia verde, identificando lacunas e avanços no conhecimento associado a cada um desses tópicos.</p>
<p align="left"><br /><i>"Estudos Avançados” nº 74, 360 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições por R$ 80,00). Mais informações sobre como adquirir exemplares ou assinar a publicação podem ser obtidas com Edilma Martins (</i><a href="mailto:edilma@usp.br"><i><span><span>edilma@usp.br</span></span></i></a><i>), tel. (11) 3091-1675.</i></p>
<p align="left"> </p>
<p align="left"><strong>SUMÁRIO DO Nº 74</strong></p>
<p align="left"><strong>DOSSIÊ SUSTENTABILIDADE</strong></p>
<ul>
<li>
<p align="left">De Volta à Mão Visível: os Desafios da Segunda Cúpula da Terra no Rio de Janeiro — <i>Ignacy Sachs</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Desigualdades e Limites Deveriam Estar no Centro da Rio+20 — <i>Ricardo Abramovay</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Sustentabilidade: Mantra ou Escolha Moral? Uma abordagem Ecológico-Econômica — <i>Clóvis Cavalcanti</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Trajetória da Sustentabilidade: do Ambiental ao Social, do Social ao Econômico — <i>Elimar Pinheiro do Nascimento</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Desenvolvimento Sustentável: uma Perspectiva Econômico-Ecológica — <i>Ademar Ribeiro Romeiro</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Economia Verde: a Reiteração de Ideias à Espera de Ações — <i>Luciana Togeiro de Almeida</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Reflexões sobre o Paradigma da Economia Ecológica para a Gestação Ambiental — <i>Maurício Fuks</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Economia Verde: por que o Otimismo Deve Ser Aliado ao Ceticismo da Razão — <i>Andrei Cechin </i>e <i>Henrique Pacini</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Política Ambiental, Municípios e Cooperação Intergovernamental no Brasil — <i>Estela Maria Souza Costa Neves</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Importância da Biodiversidade para a Saúde Humana: uma Perspectiva Ecológica — <i>Cleber J. R. Alho</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Extrativismo Vegetal ou Plantio: Qual a Opção para a Amazônia? — <i>Alfredo Kingo Oyama Homma</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">A Vocação da Amazônia é Florestal e a Criação de Novos Estados Pode Levar ao Aumento do Desflorestamento na Amazônia Brasileira — <i>Leandro V. Ferreira </i>et al.<img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev74.jpg" alt="caparev74.jpg" class="image-right" title="caparev74.jpg" /></p>
</li>
</ul>
<p align="left"><strong>Clima </strong></p>
<ul>
<li>
<p align="left">Antes do Pré-Sal: Emissões de Gases de Efeito Estufa do Setor de Petróleo e Gás no Brasil — <i>Thiago de Araújo Mendes </i>e <i>Saulo Rodrigues Filho</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Interação entre a Vegetação e a Atmosfera para Formação de Nuvens e Chuva na Amazônia: uma Revisão — <i>João Paulo Nardin Tavares</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Adaptação às Mudanças Climáticas no Brasil: o Papel do Investimento Privado — <i>Peter May </i>e <i>Valéria da Vinha</i></p>
</li>
</ul>
<p align="left"><strong>Energia</strong></p>
<ul>
<li>
<p align="left">Perspectivas e Planejamento do Setor Energético no Brasil — <i>Mauricio Tiomno Tolmasquim</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Qual Energia Desejamos para o Futuro? —  <i>Bernard Laplonche</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Transposição e Hidrelétricas: o Desconhecido Vale do Ribeira (PR-SP) — <i>Antônio Oswaldo Sevá Filho </i>e <i>Luciana Maria Kalinowski</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Repensando a Energia Nuclear — <i>Benjamin K. Sovacool</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">O Espaço da Energia Nuclear no Brasil — <i>Joaquim Francisco de Carvalho</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Os Deletérios Impactos da Crise Nuclear no Japão — <i>Paulo Marques</i></p>
</li>
</ul>
<p align="left"><strong>A USP E A RIO+20</strong></p>
<ul>
<li>
<p align="left">A USP e a Rio+20 — <i>Wagner Costa Ribeiro, Edmilson Dias de Freitas </i>e <i>Arlindo Philippi Jr.</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Economia Verde e Sustentabilidade — <i>Eliezer M. Diniz </i>e <i>Célio Bermann</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Agenda 21 e Governança — <i>Pedro Roberto Jacobi, Wanda Maria Risso Günther </i>e <i>Leandro Luiz Giatti</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">Impacto da Rio 92 na Produção Científica da USP Considerando o Tópico Mudanças Climáticas — <i>Edmilson Dias de Freitas </i>e <i>Tércio Ambrizzi</i></p>
</li>
</ul>
<p align="left"><strong>DEPOIMENTOS</strong></p>
<ul>
<li>
<p align="left">25 Anos de IEA — <i>Alfredo Bosi</i></p>
</li>
<li>
<p align="left">O nosso Professor Aziz — Dario Luis Borelli</p>
</li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rio+20</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-05-01T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-do-iea-carlos-nobre-conceicao-evaristo-e-sabaticos-integram-programacao-do-usp-pensa-brasil">
    <title>Revista "Estudos Avançados" e pesquisadores do IEA integram programação do USP Pensa Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-do-iea-carlos-nobre-conceicao-evaristo-e-sabaticos-integram-programacao-do-usp-pensa-brasil</link>
    <description>Atividades acontecem de 29 de agosto a 2 de setembro, no auditório István Jancsó, localizado na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A programação do <a class="external-link" href="https://www.pensabrasil.usp.br/site/capa">USP Pensa Brasil</a> terá participação de pesquisadores do IEA e dois eventos diretamente relacionados às pesquisas do Instituto. Todas as atividades acontecerão no auditório István Jancsó, localizado na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária.<span> </span></p>
<p>Às <strong>19h15 de 1° de setembro</strong>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores/carlos_afonso_nobre" class="external-link">Carlos Nobre</a>, pesquisador colaborador do IEA, fará a conferência “Antropoceno e o novo paradigma ambiental brasileiro”. No <strong>dia 2, às 20h30</strong>, a escritora <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/titulares-da-catedra" class="external-link">Conceição Evaristo</a>, titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, participará do debate que sucede a conferência “Impasses da cultura moderna no Brasil”.<span> </span></p>
<p>Também no <strong>dia 2, às 14h</strong>, <a href="https://www.iea.usp.br/iea/organizacao/diretoria" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, diretor do IEA, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da revista <i>Estudos Avançados, </i>integrarão o painel "USP nos 200 anos da Independência e 100 anos da Semana de 22". As falas serão subsidiadas pelos números 104 (janeiro-abril, 2022) e 105 (maio-agosto, 2022) do periódico, que trouxeram os dossiês "<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-104-estudos-avancados?searchterm=modernismo">Centenário do modernismo</a>" e "<a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos">Bicentenário da Independência</a>".<span> </span></p>
<p>Adorno tratará do que se pretendeu quando a editoria dedicou uma edição ao "centenário de um dos mais importantes movimentos da cultura brasileira" (a Semana de 22), e reuniu, em outra, 12 contribuições inéditas abordando recortes temáticos variados da vida social e política da sociedade nacional, sob a rubrica "Bicentenário da Independência".<span> </span></p>
<p>Os professores Eduardo Jardim, da PUC-Rio, e Carlos Zeron, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, comentarão como se deu o trabalho de curadoria que realizaram nestes dois dossiês.<span> </span></p>
<p>De <strong>30 a 1° de setembro</strong>, os pesquisadores que participam do Programa Ano Sabático do IEA em 2022 coordenarão mesas temáticas nas "Jornadas Investigativas Contemporâneas". Conheça <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seminarios-sabaticos-2022" class="external-link">cada atividade</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-25T15:28:26Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017">
    <title>Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017</link>
    <description>Com 5.453.782 acessos aos artigos, o periódico lidera o ranking, à frente da Revista Latino-Americana de Enfermagem e dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capas-rea" alt="Capas REA" class="image-right" title="Capas REA" />A revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>” foi a publicação brasileira mais acessada da base <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/">SciELO</a> no ano passado. De acordo com a biblioteca virtual, de 1° de janeiro a 31 de dezembro de 2017, um total de 5.453.782 acessos aos artigos da revista colocaram-na no <a class="external-link" href="http://analytics.scielo.org/w/accesses/list/journals?range_start=2017-01-02&amp;range_end=2017-12-31">topo do ranking</a>, à frente da Revista Latino-Americana de Enfermagem e dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.</p>
<p>Publicada a cada quatro meses desde dezembro de 1987, a “Estudos Avançados” está em seu <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa" class="external-link">91° número</a>. Multitemática, o periódico tem a cada edição dossiês sobre temas cadentes da sociedade, bem como artigos sobre assuntos específicos. Seus textos são tanto das áreas de Ciências Humanas como de História Cultural Contemporânea, passando por tópicos de forte cunho transdisciplinar, como os de Desenvolvimento Sustentável, Aplicações da Biotecnologia, Teorias Socioambientais, Práticas da Educação no Brasil etc.</p>
<p>O editor da revista é Alfredo Bosi, um dos mais respeitados críticos literários brasileiros. Em seu último número, a publicação trouxe dossiês sobre o Centenário da Revolução Russa; Urbanismo, Sociedade e Cultura; e Psicanálise e Cultura, além de outros textos, dentre eles uma homenagem a Ecléia Bosi, que faleceu em 2017.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-01-02T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-112-amazonia-e-antropoceno">
    <title>Revista "Estudos Avançados" apresenta a contraposição dos povos da Amazônia ao Antropoceno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-112-amazonia-e-antropoceno</link>
    <description>Edição 112 da revista Estudos Avançados, lançada este mês, traz o dossiê "A Amazônia contra o Antropoceno", com 10 artigos. Outras seções tratam de mudanças climáticas, do filósofo Hans Jonas e de temas relacionados à cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-112" alt="Capa da revista Estudos Avançados 112" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 112" /></p>
<p>Os estudos e ensaios do dossiê "<a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">A Amazônia contra o Antropoceno</a>" da edição 112 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês, "evidenciam a complexidade das relações entre natureza e cultura e destacam as vozes daqueles frequentemente silenciados em narrativas coloniais e oficiais", segundo o editor da publicação, o sociólogo Sérgio Adorno, conselheiro do IEA. Os artigos estão disponíveis para download gratuito na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">SciELO</a>.</p>
<p>"Cenários recorrentes de espoliação territorial dos povos indígenas, quilombolas, dos povos e comunidades tradicionais têm estimulado a busca de uma identidade política comum e a implementação de ações voltadas para a conservação ambiental e para a defesa dos direitos coletivos do território, o que leva à formulação de uma arqueologia de resistência no Antropoceno", afirma.</p>
<p><strong>Coexistência</strong></p>
<p>Com dez trabalhos de autoria de pesquisadores de universidades e instituto brasileiros e estrangeiros, a maioria de instituições do Pará e do Amazonas, o dossiê inicia com o artigo “Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno”, de um antropólogo e três arqueólogos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que propõem uma discussão crítica sobre algumas definições do Antropoceno. De acordo com eles, as marcas indígenas na floresta amazônica são resultado de formas de coexistências entre os humanos e a paisagem que contrastam com as novas marcas do Antropoceno.</p>
<p>“Se as aldeias, terreiros, caminhos, roças e demais lugares promovidos pelos povos amazônicos projetam conexões entre espécies, coletivos humanos, formas políticas, línguas, tecnologias e cosmovisões em fluxos de interação constante, as iniciativas ocidentais desenvolvem desconexões entre pessoas, territórios, culturas, e interrompem múltiplos fluxos interespécies.”</p>
<p>No entanto, eles destacam que os critérios de identificação do Antropoceno estão sendo construídos a partir de parâmetros excepcionalistas e universalistas, ao passo que “a ‘terra-floresta’ não emerge como um lugar passivo” onde incidem os impactos da nova época geológica. “Fazendo valer a sua diferença nos modos de habitar a terra, humanos e mais-que-humanos na Amazônia enfrentam o Antropoceno.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões da edição</i></h3>
<p><i>A versão online (gratuita) da edição 112 da revista Estudos Avançados está na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará à venda em breve por R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tese é reforçada no texto seguinte, “Arqueologia dos povos da floresta”, de outros dois pesquisadores da Ufopa. Para eles, o Antropoceno, entendido a partir do mercantilismo e colonialismo ou da emergência do Capitalismo industrial, tem sido possibilitado pela “espoliação de territórios tradicionalmente ocupados, transformados em locais de extração de matérias-primas e força de trabalho. Portanto, as resistências contracoloniais dos povos da floresta, através da defesa de seus territórios e modos de vida, são exemplos de uma ‘Amazônia contra o Antropoceno’”.</p>
<p>Os autores afirmam que a arqueologia, ao trazer entendimento histórico a partir dos vestígios materiais, “apresenta-se como uma poderosa ferramenta para contar a história desses povos, a qual “sempre foi escrita a partir de documentos produzidos por pessoas externas”. No artigo, procuram demonstrar que a Amazônia é uma teia de interações socioecológicas, como resultado da domesticação de paisagens e de populações de espécies.</p>
<p><strong>Paisagens</strong></p>
<p>A domesticação das paisagens é justamente o tema de artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Instituto Juruá e Unicamp. Eles comentam que na imaginação popular a Amazônia é um bioma natural, o que “nega a existência e agência dos povos indígenas, que chegaram há pelo menos 13 mil anos”. Esse mito da virgindade da floresta acaba tendo reflexos em políticas públicas de conservação e desenvolvimento regional, observam.</p>
<p>Os pesquisadores explicam que os povos indígenas combinam horticultura e domesticação de paisagens, bem como sedentarismo e mobilidade. Segundo eles, é amplamente aceita a hipótese de que as paisagens mais intensamente domesticadas são mais comuns onde as populações indígenas foram maiores, ao longo dos rios, por exemplo.</p>
<p>Quanto ao debate sobre a domesticação nas áreas entre rios, afirmam que a objeção a que isso tenha acontecido deve-se à falta de evidências nessas regiões, pelo fato de os estudos serem feitos sobretudo em áreas próximas a grandes rios devido à facilidade de acesso, além da suposição que povos com alta mobilidade não domesticaram paisagens intensamente, tese que eles demonstram no artigo ser um erro.</p>
<p><strong>Produção alimentar</strong></p>
<p>O dossiê também trata de aspectos específicos das culturas indígenas, como as técnicas de produção alimentar. O tema é abordado em texto de antropólogos da Ufam e da UFSC. Construída ao longo do tempo e conectada às formulações cosmológicas, a riqueza de técnicas de preparo e consumo de alimentos “foi e é empregada nas transformações de plantas de modo amplo, cultivadas ou não, domesticadas ou silvestres, da agricultura ou da coleta, nativas ou exóticas, da roça, da floresta ou da capoeira”, dizem.</p>
<p>O estudo trata de três espécies vegetais (açaí, batata mairá e umari), observando os modos de obtenção de ingredientes fundamentais (a goma e a massa) ou a alteração do estado da matéria vegetal (defumação, fermentação). Compreendidos “como uma cosmotécnica, os modos de transformar os vegetais são um exemplo cabal de práticas antiantropocênicas, uma vez que sua orientação se assenta numa episteme indígena equiestatutária entre as espécies e outros sujeitos habitantes da Terra”.</p>
<p>Uma autonomia contracolonial ante o capitaloceno. Assim dois pesquisadores, um da UnB e outro da Universidade de Lancaster, Reino Unidade, definem em seu artigo o movimento indígena no Baixo Tapajós. Essa autonomia contracolonial manifesta-se, segundo eles, no cultivo da mandioca, cosmovisão e auto-organização política. O foco do artigo está no povo tupinambá. Para tratar do problema dos conflitos entre indígenas e não-indígenas, os pesquisadores propõem quatro possibilidades: uma nova abordagem universal para o reconhecimento; a ideia de universalidade insurgente; a ideia de terras tradicionalmente ocupadas; e territórios de uso comum.</p>
<p>Arqueólogos da USP, da Ufopa, Instituto Max Planck (Alemanha) e Universidade de Exeter (Reino Unido) apresentam resultados de pesquisa a partir de dados de quatro regiões da Amazônia: 1) os geoglifos do Acre; 2) os campos elevados da Guiana Francesa; 3) as terras pretas do Baixo Rio Tapajós; e 4) os sítios zanja (conjuntos de valas)<i> </i>de Iténez, Bolívia. O trabalho procurou responder a várias questões pendentes sobre a natureza do Antropoceno, entre as quais o papel do desmatamento nas práticas indígenas no passado, em que medida as terras pretas foram produzidas para cultivo e em que medida a floresta amazônica teria se recuperado depois do colapso demográfico.</p>
<p>Segundo os autores, o período iniciado há 4,5 mil anos “marcou uma das transformações ambientais de maior escala, com um aumento abrupto a partir de 2 mil anos atrás. Para eles, considerar esse segundo período como o início de um Antropoceno amazônico “é um tópico aberto ao debate”. Entretanto, afirmam que os dados paleoecológicos sugerem que tais transformações, em vez de causar rupturas negativas com os ecossistemas já existentes, conseguiram manter serviços ecossistêmicos vitais através da manutenção da cobertura vegetal, com a construção de novas relações entre as pessoas e os outros seres da floresta. Todavia, eles ressalvam que em várias regiões da Amazônia, os impactos antrópicos mais intensos e destrutivos aconteceram após a invasão europeia, especialmente durante o século 20.</p>
<p><strong>Aspectos cosmológicos</strong></p>
<p>Dois cientistas sociais da Ufes são os autores de trabalho sobre questões relativas ao Antropoceno a partir das epistemologias e ontologias indígenas, que “desordenam”, segundo eles, “os entendimentos não indígenas sobre humanidade, natureza, sobrenatureza e, consequentemente, sobre vida, morte e extinção”.</p>
<p>O artigo concentra-se, a partir de uma perspectiva etnográfica, nos modos indígenas de pensar, habitar e transformar suas T/terras-florestas (notação referente à relação entre o consumo de recursos naturais e a capacidade de regeneração ambiental) por meio das relações com os seres outros que humanos, vivos e não vivos, reguladas por uma série de precauções. A hipótese dos pesquisadores é que o parentesco multiespecífico permite compreender tanto a criação e a sustentabilidade da fertilidade/ vitalidade da T/terra-floresta<i> </i>e de suas redes coexistenciais, quanto sua depredação/extinção em termos de ruptura das relações entre os seres por meio do afastamento e do abandono, configurando o que chamam de cosmopolíticas do cuidado.</p>
<p>Artigo de pós-graduando em antropologia da Ufam integrante do povo tuyuka apresenta a visão do território amazônico como tõkowiseri: “uma casa cerimonial que faz borbulhar a vida”. Essa visão, informa, provém das compreensões milenares das cosmovivências dos “especialistas (kumua, baya e yaiwa) que cuidam dos patamares cósmicos e todos os seus habitantes”.</p>
<p>Esses “especialistas” do noroeste amazônico, ante qualquer ação que vá afetar os habitantes de outra casa (floresta, água, ar etc.), pedem permissão através da realização de cerimônias rituais no intuito de obter frutas, peixes, caça e oferecer proteção, tranquilidade, compreensão e convites para a festa cerimonial, explica o autor.</p>
<p>Outro pesquisador indígena, da etnia waiwai, participa do dossiê com artigo sobre momentos que transformaram de forma significativa a trajetória de seu povo no Território Wayamu, entre os quais o contato com missionários. O autor também aborda sua descoberta da arqueologia e como isso possibilitou o reencontro com uma parte importante da história dos waiwai. Esse contato com a história o fez pensar na “necessidade de falar de uma arqueologia indígena e mudar um pouco do que vem sendo falado do passado da Amazônia”.</p>
<p>O dossiê é completado por uma resenha do livro “Sob os Tempos do Equinócio: Oito Mil Anos de História na Amazônia Central” (2022), do arqueólogo Eduardo Goés Neves, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>A edição traz ainda outros três conjuntos de artigos. O primeiro deles, “Mudanças Climáticas”, inclui análises sobre o desastre climático no Rio Grande do Sul este ano, a influência do desmatamento nos refúgios climáticos na Amazônia, os impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia amazônica e os efeitos das mudanças do clima na agropecuária.</p>
<p>Dois artigos compõem seção dedicada à obra do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993), um dos discípulos de Martin Heidegger (1889-1976), mas um crítico contundente da adesão deste ao nazismo.  Um dos textos trata da crítica de Jonas ao dualismo que levou à separação entre o ser humano e a natureza e como isso está na base da “onda de inovações no sistema agroalimentar atual, cuja fronteira tecnológica busca justamente emancipar a alimentação humana de sua dependência com relação ao solo, ao clima e aos animais”. O outro artigo discute a atualidade do pensamento de Jonas a partir dos três eixos que caracterizam suas preocupações filosóficas: a gnose, a vida e a relação entre tecnologia e ética.</p>
<p>O conjunto final de textos da edição traz três artigos complementares ao dossiê “Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios”, publicado no <a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">número anterior</a> de Estudos Avançados. São artigos sobre o desempenho dos alunos do ensino fundamental da cidade e a gestão de políticas educacionais, os desafios para as políticas públicas de cultura paulistanas e uma discussão sobre o possível perfil de um eleitor ideal, que investigue as candidaturas de forma multifacetada e não apenas por um critério único.</p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário</strong></h3>
<p><strong>Amazônia contra o Antropoceno</strong></p>
<ul>
<li>Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno - <i>Miguel Aparicio, Claide de Paula Moraes, Anne Rapp Py-Daniel e Eduardo Goes Neves</i></li>
<li>Arqueologia dos povos da floresta - <i>Vinicius Honorato e Bruna Rocha</i></li>
<li>Domesticação das paisagens amazônicas - <i>Charles Clement, Maria Julia Ferreira, Mariana Franco Cassino e Juliano Franco de Moraes</i></li>
<li>Culinária da floresta – técnicas indígenas na produção alimentar amazônica - <i>Gilton Mendes dos Santos e Lorena Franca</i></li>
<li>Tõkowiseri: cosmovivências kumuánicas, bayaroánicas e yaiwánicas - <i>Justino Sarmento Rezende</i></li>
<li>Autonomias contracoloniais frente ao Capitaloceno na Amazônia: o movimento indígena no Baixo Tapajós - <i>Raquel Tupinamba e James Fraser</i></li>
<li>Uma história de como os waiwai da Amazônia vêm construindo e agora contando suas arqueologias - <i>Jaime Xamen Wai Wai</i></li>
<li>O que os dados paleoecológicos nos dizem sobre o Antropoceno na Amazônia? - <i>Jennifer Watling, Yoshi Maezumi, Myrtle Shock e Jose Iriarte</i></li>
<li>Parentesco com a terra e as cosmopolíticas indígenas do cuidado - <i>Ana Gabriela Morim de Lima e Nicole Soares-Pinto</i></li>
<li>Arqueologia para viver o futuro (resenha) - <i>Marcia Bezerra</i></li>
</ul>
<p><strong>Mudancas climaticas</strong></p>
<ul>
<li>O maior desastre climático do Brasil: chuvas e inundações no estado do Rio Grande do Sul em abril-maio 2024 - <i>Jose Marengo et al.</i></li>
<li>Desmatamento restringe refúgios climáticos na Amazônia - <i>Calil Torres-Amaral, Luciano Jorge Serejo dos Anjo, Everaldo Barreiros de Souza e Ima Celia Guimaraes Vieira</i></li>
<li>Impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia da Amazônia - <i>Diego Oliveira Brandao, Julia Arieira e Carlos Nobre</i></li>
<li>Mudanças do clima e agropecuária: impactos, mitigação e adaptação. Desafios e oportunidades - <i>Eduardo Delgado Assad e Maria Leonor Ribeiro Casimiro Lopes Assad</i></li>
</ul>
<p><strong>Hans Jonas</strong></p>
<ul>
<li>O sistema agroalimentar à luz da biologia filosófica de Hans Jonas - <i>Ricardo Abramovay</i></li>
<li>Hans Jonas, um filósofo do nosso tempo - <i>Jelson Oliveira</i></li>
</ul>
<p><strong>Eleições municipais em São Paulo: problemas e desafios II</strong></p>
<ul>
<li>A questão da educação básica no município de São Paulo - <i>Bernardete Gatti</i></li>
<li>Desafios contemporâneos para as políticas - públicas de cultura na cidade de São Paulo - <i>Lia Calabre e Ana Paula do Val</i></li>
<li>Como ser um eleitor exigente e um candidato ideal - <i>Marcos Buckeridge e Arlindo Philippi Junior</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-11-29T15:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-112-amazonia-e-antropoceno">
    <title>Revista "Estudos Avançados" apresenta a contraposição dos povos da Amazônia ao Antropoceno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-112-amazonia-e-antropoceno</link>
    <description>Edição 112 da revista Estudos Avançados, lançada este mês, traz o dossiê "A Amazônia contra o Antropoceno", com 10 artigos. Outras seções tratam de mudanças climáticas, do filósofo Hans Jonas e de temas relacionados à cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-112" alt="Capa da revista Estudos Avançados 112" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 112" /></p>
<p>Os estudos e ensaios do dossiê "<a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">A Amazônia contra o Antropoceno</a>" da edição 112 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês, "evidenciam a complexidade das relações entre natureza e cultura e destacam as vozes daqueles frequentemente silenciados em narrativas coloniais e oficiais", segundo o editor da publicação, o sociólogo Sérgio Adorno, conselheiro do IEA. Os artigos estão disponíveis para download gratuito na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">SciELO</a>.</p>
<p>"Cenários recorrentes de espoliação territorial dos povos indígenas, quilombolas, dos povos e comunidades tradicionais têm estimulado a busca de uma identidade política comum e a implementação de ações voltadas para a conservação ambiental e para a defesa dos direitos coletivos do território, o que leva à formulação de uma arqueologia de resistência no Antropoceno", afirma.</p>
<p><strong>Coexistência</strong></p>
<p>Com dez trabalhos de autoria de pesquisadores de universidades e instituto brasileiros e estrangeiros, a maioria de instituições do Pará e do Amazonas, o dossiê inicia com o artigo “Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno”, de um antropólogo e três arqueólogos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que propõem uma discussão crítica sobre algumas definições do Antropoceno. De acordo com eles, as marcas indígenas na floresta amazônica são resultado de formas de coexistências entre os humanos e a paisagem que contrastam com as novas marcas do Antropoceno.</p>
<p>“Se as aldeias, terreiros, caminhos, roças e demais lugares promovidos pelos povos amazônicos projetam conexões entre espécies, coletivos humanos, formas políticas, línguas, tecnologias e cosmovisões em fluxos de interação constante, as iniciativas ocidentais desenvolvem desconexões entre pessoas, territórios, culturas, e interrompem múltiplos fluxos interespécies.”</p>
<p>No entanto, eles destacam que os critérios de identificação do Antropoceno estão sendo construídos a partir de parâmetros excepcionalistas e universalistas, ao passo que “a ‘terra-floresta’ não emerge como um lugar passivo” onde incidem os impactos da nova época geológica. “Fazendo valer a sua diferença nos modos de habitar a terra, humanos e mais-que-humanos na Amazônia enfrentam o Antropoceno.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
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<h3><i>Versões da edição</i></h3>
<p><i>A versão online (gratuita) da edição 112 da revista Estudos Avançados está na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará à venda em breve por R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
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<p>A tese é reforçada no texto seguinte, “Arqueologia dos povos da floresta”, de outros dois pesquisadores da Ufopa. Para eles, o Antropoceno, entendido a partir do mercantilismo e colonialismo ou da emergência do Capitalismo industrial, tem sido possibilitado pela “espoliação de territórios tradicionalmente ocupados, transformados em locais de extração de matérias-primas e força de trabalho. Portanto, as resistências contracoloniais dos povos da floresta, através da defesa de seus territórios e modos de vida, são exemplos de uma ‘Amazônia contra o Antropoceno’”.</p>
<p>Os autores afirmam que a arqueologia, ao trazer entendimento histórico a partir dos vestígios materiais, “apresenta-se como uma poderosa ferramenta para contar a história desses povos, a qual “sempre foi escrita a partir de documentos produzidos por pessoas externas”. No artigo, procuram demonstrar que a Amazônia é uma teia de interações socioecológicas, como resultado da domesticação de paisagens e de populações de espécies.</p>
<p><strong>Paisagens</strong></p>
<p>A domesticação das paisagens é justamente o tema de artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Instituto Juruá e Unicamp. Eles comentam que na imaginação popular a Amazônia é um bioma natural, o que “nega a existência e agência dos povos indígenas, que chegaram há pelo menos 13 mil anos”. Esse mito da virgindade da floresta acaba tendo reflexos em políticas públicas de conservação e desenvolvimento regional, observam.</p>
<p>Os pesquisadores explicam que os povos indígenas combinam horticultura e domesticação de paisagens, bem como sedentarismo e mobilidade. Segundo eles, é amplamente aceita a hipótese de que as paisagens mais intensamente domesticadas são mais comuns onde as populações indígenas foram maiores, ao longo dos rios, por exemplo.</p>
<p>Quanto ao debate sobre a domesticação nas áreas entre rios, afirmam que a objeção a que isso tenha acontecido deve-se à falta de evidências nessas regiões, pelo fato de os estudos serem feitos sobretudo em áreas próximas a grandes rios devido à facilidade de acesso, além da suposição que povos com alta mobilidade não domesticaram paisagens intensamente, tese que eles demonstram no artigo ser um erro.</p>
<p><strong>Produção alimentar</strong></p>
<p>O dossiê também trata de aspectos específicos das culturas indígenas, como as técnicas de produção alimentar. O tema é abordado em texto de antropólogos da Ufam e da UFSC. Construída ao longo do tempo e conectada às formulações cosmológicas, a riqueza de técnicas de preparo e consumo de alimentos “foi e é empregada nas transformações de plantas de modo amplo, cultivadas ou não, domesticadas ou silvestres, da agricultura ou da coleta, nativas ou exóticas, da roça, da floresta ou da capoeira”, dizem.</p>
<p>O estudo trata de três espécies vegetais (açaí, batata mairá e umari), observando os modos de obtenção de ingredientes fundamentais (a goma e a massa) ou a alteração do estado da matéria vegetal (defumação, fermentação). Compreendidos “como uma cosmotécnica, os modos de transformar os vegetais são um exemplo cabal de práticas antiantropocênicas, uma vez que sua orientação se assenta numa episteme indígena equiestatutária entre as espécies e outros sujeitos habitantes da Terra”.</p>
<p>Uma autonomia contracolonial ante o capitaloceno. Assim dois pesquisadores, um da UnB e outro da Universidade de Lancaster, Reino Unidade, definem em seu artigo o movimento indígena no Baixo Tapajós. Essa autonomia contracolonial manifesta-se, segundo eles, no cultivo da mandioca, cosmovisão e auto-organização política. O foco do artigo está no povo tupinambá. Para tratar do problema dos conflitos entre indígenas e não-indígenas, os pesquisadores propõem quatro possibilidades: uma nova abordagem universal para o reconhecimento; a ideia de universalidade insurgente; a ideia de terras tradicionalmente ocupadas; e territórios de uso comum.</p>
<p>Arqueólogos da USP, da Ufopa, Instituto Max Planck (Alemanha) e Universidade de Exeter (Reino Unido) apresentam resultados de pesquisa a partir de dados de quatro regiões da Amazônia: 1) os geoglifos do Acre; 2) os campos elevados da Guiana Francesa; 3) as terras pretas do Baixo Rio Tapajós; e 4) os sítios zanja (conjuntos de valas)<i> </i>de Iténez, Bolívia. O trabalho procurou responder a várias questões pendentes sobre a natureza do Antropoceno, entre as quais o papel do desmatamento nas práticas indígenas no passado, em que medida as terras pretas foram produzidas para cultivo e em que medida a floresta amazônica teria se recuperado depois do colapso demográfico.</p>
<p>Segundo os autores, o período iniciado há 4,5 mil anos “marcou uma das transformações ambientais de maior escala, com um aumento abrupto a partir de 2 mil anos atrás. Para eles, considerar esse segundo período como o início de um Antropoceno amazônico “é um tópico aberto ao debate”. Entretanto, afirmam que os dados paleoecológicos sugerem que tais transformações, em vez de causar rupturas negativas com os ecossistemas já existentes, conseguiram manter serviços ecossistêmicos vitais através da manutenção da cobertura vegetal, com a construção de novas relações entre as pessoas e os outros seres da floresta. Todavia, eles ressalvam que em várias regiões da Amazônia, os impactos antrópicos mais intensos e destrutivos aconteceram após a invasão europeia, especialmente durante o século 20.</p>
<p><strong>Aspectos cosmológicos</strong></p>
<p>Dois cientistas sociais da Ufes são os autores de trabalho sobre questões relativas ao Antropoceno a partir das epistemologias e ontologias indígenas, que “desordenam”, segundo eles, “os entendimentos não indígenas sobre humanidade, natureza, sobrenatureza e, consequentemente, sobre vida, morte e extinção”.</p>
<p>O artigo concentra-se, a partir de uma perspectiva etnográfica, nos modos indígenas de pensar, habitar e transformar suas T/terras-florestas (notação referente à relação entre o consumo de recursos naturais e a capacidade de regeneração ambiental) por meio das relações com os seres outros que humanos, vivos e não vivos, reguladas por uma série de precauções. A hipótese dos pesquisadores é que o parentesco multiespecífico permite compreender tanto a criação e a sustentabilidade da fertilidade/ vitalidade da T/terra-floresta<i> </i>e de suas redes coexistenciais, quanto sua depredação/extinção em termos de ruptura das relações entre os seres por meio do afastamento e do abandono, configurando o que chamam de cosmopolíticas do cuidado.</p>
<p>Artigo de pós-graduando em antropologia da Ufam integrante do povo tuyuka apresenta a visão do território amazônico como tõkowiseri: “uma casa cerimonial que faz borbulhar a vida”. Essa visão, informa, provém das compreensões milenares das cosmovivências dos “especialistas (kumua, baya e yaiwa) que cuidam dos patamares cósmicos e todos os seus habitantes”.</p>
<p>Esses “especialistas” do noroeste amazônico, ante qualquer ação que vá afetar os habitantes de outra casa (floresta, água, ar etc.), pedem permissão através da realização de cerimônias rituais no intuito de obter frutas, peixes, caça e oferecer proteção, tranquilidade, compreensão e convites para a festa cerimonial, explica o autor.</p>
<p>Outro pesquisador indígena, da etnia waiwai, participa do dossiê com artigo sobre momentos que transformaram de forma significativa a trajetória de seu povo no Território Wayamu, entre os quais o contato com missionários. O autor também aborda sua descoberta da arqueologia e como isso possibilitou o reencontro com uma parte importante da história dos waiwai. Esse contato com a história o fez pensar na “necessidade de falar de uma arqueologia indígena e mudar um pouco do que vem sendo falado do passado da Amazônia”.</p>
<p>O dossiê é completado por uma resenha do livro “Sob os Tempos do Equinócio: Oito Mil Anos de História na Amazônia Central” (2022), do arqueólogo Eduardo Goés Neves, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>A edição traz ainda outros três conjuntos de artigos. O primeiro deles, “Mudanças Climáticas”, inclui análises sobre o desastre climático no Rio Grande do Sul este ano, a influência do desmatamento nos refúgios climáticos na Amazônia, os impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia amazônica e os efeitos das mudanças do clima na agropecuária.</p>
<p>Dois artigos compõem seção dedicada à obra do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993), um dos discípulos de Martin Heidegger (1889-1976), mas um crítico contundente da adesão deste ao nazismo.  Um dos textos trata da crítica de Jonas ao dualismo que levou à separação entre o ser humano e a natureza e como isso está na base da “onda de inovações no sistema agroalimentar atual, cuja fronteira tecnológica busca justamente emancipar a alimentação humana de sua dependência com relação ao solo, ao clima e aos animais”. O outro artigo discute a atualidade do pensamento de Jonas a partir dos três eixos que caracterizam suas preocupações filosóficas: a gnose, a vida e a relação entre tecnologia e ética.</p>
<p>O conjunto final de textos da edição traz três artigos complementares ao dossiê “Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios”, publicado no <a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">número anterior</a> de Estudos Avançados. São artigos sobre o desempenho dos alunos do ensino fundamental da cidade e a gestão de políticas educacionais, os desafios para as políticas públicas de cultura paulistanas e uma discussão sobre o possível perfil de um eleitor ideal, que investigue as candidaturas de forma multifacetada e não apenas por um critério único.</p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário</strong></h3>
<p><strong>Amazônia contra o Antropoceno</strong></p>
<ul>
<li>Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno - <i>Miguel Aparicio, Claide de Paula Moraes, Anne Rapp Py-Daniel e Eduardo Goes Neves</i></li>
<li>Arqueologia dos povos da floresta - <i>Vinicius Honorato e Bruna Rocha</i></li>
<li>Domesticação das paisagens amazônicas - <i>Charles Clement, Maria Julia Ferreira, Mariana Franco Cassino e Juliano Franco de Moraes</i></li>
<li>Culinária da floresta – técnicas indígenas na produção alimentar amazônica - <i>Gilton Mendes dos Santos e Lorena Franca</i></li>
<li>Tõkowiseri: cosmovivências kumuánicas, bayaroánicas e yaiwánicas - <i>Justino Sarmento Rezende</i></li>
<li>Autonomias contracoloniais frente ao Capitaloceno na Amazônia: o movimento indígena no Baixo Tapajós - <i>Raquel Tupinamba e James Fraser</i></li>
<li>Uma história de como os waiwai da Amazônia vêm construindo e agora contando suas arqueologias - <i>Jaime Xamen Wai Wai</i></li>
<li>O que os dados paleoecológicos nos dizem sobre o Antropoceno na Amazônia? - <i>Jennifer Watling, Yoshi Maezumi, Myrtle Shock e Jose Iriarte</i></li>
<li>Parentesco com a terra e as cosmopolíticas indígenas do cuidado - <i>Ana Gabriela Morim de Lima e Nicole Soares-Pinto</i></li>
<li>Arqueologia para viver o futuro (resenha) - <i>Marcia Bezerra</i></li>
</ul>
<p><strong>Mudancas climaticas</strong></p>
<ul>
<li>O maior desastre climático do Brasil: chuvas e inundações no estado do Rio Grande do Sul em abril-maio 2024 - <i>Jose Marengo et al.</i></li>
<li>Desmatamento restringe refúgios climáticos na Amazônia - <i>Calil Torres-Amaral, Luciano Jorge Serejo dos Anjo, Everaldo Barreiros de Souza e Ima Celia Guimaraes Vieira</i></li>
<li>Impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia da Amazônia - <i>Diego Oliveira Brandao, Julia Arieira e Carlos Nobre</i></li>
<li>Mudanças do clima e agropecuária: impactos, mitigação e adaptação. Desafios e oportunidades - <i>Eduardo Delgado Assad e Maria Leonor Ribeiro Casimiro Lopes Assad</i></li>
</ul>
<p><strong>Hans Jonas</strong></p>
<ul>
<li>O sistema agroalimentar à luz da biologia filosófica de Hans Jonas - <i>Ricardo Abramovay</i></li>
<li>Hans Jonas, um filósofo do nosso tempo - <i>Jelson Oliveira</i></li>
</ul>
<p><strong>Eleições municipais em São Paulo: problemas e desafios II</strong></p>
<ul>
<li>A questão da educação básica no município de São Paulo - <i>Bernardete Gatti</i></li>
<li>Desafios contemporâneos para as políticas - públicas de cultura na cidade de São Paulo - <i>Lia Calabre e Ana Paula do Val</i></li>
<li>Como ser um eleitor exigente e um candidato ideal - <i>Marcos Buckeridge e Arlindo Philippi Junior</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-11-29T15:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
</h3>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
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<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/revista-estudos-avancados/participacao-da-revista-estudos-avancados-na-festa-do-livro-2015">
    <title>Participação da Revista Estudos Avançados na 17a. Festa do Livro da USP 2015 - 09 a 11 dezembro de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/revista-estudos-avancados/participacao-da-revista-estudos-avancados-na-festa-do-livro-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-12-22T12:49:31Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-para-o-desenvolvimento-rural-do-pais">
    <title>Os desafios para o desenvolvimento rural do país</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-para-o-desenvolvimento-rural-do-pais</link>
    <description>Estudos Avançados nº 43 mapeia a atividade rural brasileira, analisa os desafios e sugere caminhos  </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:198px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cearass.gif/image" alt="cearass.gif" title="cearass.gif" height="302" width="198" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:198px;">Foto de Sebastião Salgado</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Desta              vez, a revista <strong>Estudos Avançados</strong> (nº 43, set.-dez./2001)              dedica seu dossiê aos desafios para o desenvolvimento rural              brasileiro, tanto tecnológico como do ponto de vista de planejamento              e definição de políticas para o setor. O dossiê              é constituído de um conjunto de 21 artigos, uma entrevista              com dom Tomás Balduíno, presidente da Comissão              Pastoral da Terra Nacional (CPTNAC), e uma seção de              mapas sobre a dinâmica espacial da evolução da              população urbanas, ocupação de terras              e assentamento realizados.</p>
<p style="text-align: justify; "><span class="360025312-17122001">Os              temas dos textos vão da pesquisa agrícola de ponta aos problemas da              distribuição de terras, passando pelo questionamento dos indicadores              rurais brasileiros e as concepções sobre os caminhos para o desenvolvimento.              Na entrevista com dom Tomás Balduíno ele destaca que a pastoral "move-se              entre as lutas de apoio aos oprimidos e a reflexão sobre a Teologia              da Terra, de onde nascem as instituições da legitimidade de muitas              ações dos camponeses, como, por exemplo, as ocupações da terra".              As prioridades da CPTNAC no momento são três: terra, água e direitos. Dom Tomás              destaca que a questão da água tem se tornado uma preocupação              central da Pastoral no momento, seja apoiando iniciativas nordestinas              na convivência com o Semi-Árido, seja no envolvimento na discussão              sobre projetos  de barragens e hidrovias no Centro-Sul ou no              apoio aos ribeirinhos da Amazônia.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span class="360025312-17122001">Coincidentemente,              a questão da água fecha o dossiê aberto pela entrevista com dom Tomás.              Trata-se</span><span class="360025312-17122001"> do artigo  "Água e Desenvolvimento Rural",              do geólogo Aldo Rebouças. Para ele, "torna-se urgente que se              pratique uma gestão integrada das águas  - captação das chuvas,              dos rios, dos aqüíferos e de reuso da água disponível - na unidade              hidrográfica de planejamento. Nesta abordagem, todavia, não se deve              esquecer que a gestão referida compreende aspectos de oferta e de              usos. Assim, torna-se imprescindível que sejam desenvolvidas campanhas              permanentes de informação à população em geral de como usar cada vez              mais eficientemente a água disponível".</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span class="360025312-17122001"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa43.gif" alt="capa43.gif" class="image-left" title="capa43.gif" />Além</span><span class="360025312-17122001"> de vários artigos sobre as pesquisas agrícolas no país e sobre questões              fundiárias e populações do campo, o dossiê também apresenta análises              sobre as dificuldades brasileiras para a elaboração e adoção de propostas              para o desenvolvimento rural brasileiro. Entre esses textos estão              "O futuro da Sociologia Rural e sua Contribuição para a Qualidade              de Vida Rural",  de José de Souza Martins, "Dilemas              do Desenvolvimento Agrário", de Washington Novaes, e "O              Brasil Rural ainda não Encontrou o seu Eixo de Desenvolvimento",              de José Eli da Veiga.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span class="360025312-17122001">A              pluralidade de abordagens presente no dossiê é destacada por Alfredo              Bosi, editor da publicação, ao lembrar "as diversas ciências              e técnicas envolvidas no seu tratamento: agronomia, economia, sociologia,              política, antropologia cultural, história social, geografia, ecologia,              demografia..."</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Questão Agrária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    <dc:date>2001-08-25T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-de-sao-paulo">
    <title>Os desafios de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-de-sao-paulo</link>
    <description>Edição 47 inicia publicação de dossiê sobre
a capital paulista e sua região metropolitana</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/represa.gif" alt="represa.gif" class="image-right" title="represa.gif" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Desemprego,              violência, e dificuldades para o gerenciamento do uso e da conservação              dos recursos hídricos são alguns dos principais desafios              para a melhoria da qualidade de vida na Região Metropolitana              de São Paulo. Esses aspectos foram escolhidos para compor a              primeira parte do "Dossiê São Paulo", publicado              no n° 47 da revista <strong>Estudos Avançados</strong>, lançado              no dia 16 de maio em evento que teve a participação              professora Ermínia Maricato, secretária executiva do              Ministério das Cidades, que fez palestra sobre os fundamentos              que subsidiaram a criação do ministério e as              diretrizes que orientam a ação da pasta.</p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos              artigos do dossiê é "Pobreza e Espaço: Padrões              de Segregação em São Paulo", de Haroldo              da Gama Torres, Eduardo Marques, Maria Paula Ferreira e Sandra Bitar.              Os autores utilizam os dados do Censo Demográfico de 2000 e              o Sistema de Informação Geográfica (utilização              de mapas) para atualizar o debate sobre o padrão de segregação              urbana no Brasil. De acordo com eles, o modelo centro-periferia é              uma simplificação genérica da forma urbana, como              demonstra a heterogeneidade da periferia de São Paulo, situação              que acarreta importantes conseqüências para as políticas              públicas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo              o artigo, três características do desenvolvimento urbano              da Região Metropolitana de São Paulo contrariam o antigo              modelo centro-periferia: o surgimento de vários novos empreendimentos              urbanos fechados na Zona Oeste, tradicionalmente ocupada pelos pobres;              um processo de disseminação da pobreza por toda a cidade,              levando a uma nova onda de favelas, marcada por múltiplas invasões              em pequenos espaços entre pontes, margens de rios ou linhas              férreas; a presença maior do poder público nas              periferias, com um aumento significativo de vários indicadores              sociais. Ainda com relação à pobreza e à              violência, o dossiê possui os textos "Homicídio              e Violação de Direitos Humanos em São Paulo",              de Nancy Cardia, Sérgio Adorno e Frederico Poleto, e "Novas              Políticas de Segurança Pública", de Luiz              Eduardo Soares.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na área              ambiental, o uso e gerenciamento dos recursos hídricos da Região              Metropolitana são tratados nos textos "Bacia Hidrográfica              do Alto Tietê", de Ricardo Toledo Silva e Mônica              Ferreira do Amaral Porto, e "Cidade e Cidadãos: 100 Anos              Destruindo os Rios Paulistanos", de Ricardo Toledo Neder, além              de entrevista com Gerôncio Albuquerque Rocha sobre a disputa              pela água em São Paulo..</p>
<p style="text-align: justify; ">Em seu              artigo, Neder faz uma análise das possibilidades e limites              de funcionamento do Comitê da Bacia do Alto Tietê. Apresenta              três dimensões-chave - do ponto de vista político-sociológico              e institucional - para a preparação dos integrantes              do comitê: necessidade de capacitar representantes e dirigentes              de entidades civis e prefeituras para o desenvolvimento de modos alternativos              de apropriação dos recursos hídricos da bacia;              mudanças no funcionamento do processo de tomada de decisão,              com cada segmento (prefeituras, sociedade civil e governo estadual)              passando a ter suas posições expostas e dúvidas              dirimidas, de forma a serem explicitados os conflitos e agilizar-se              a possibilidade de decisões; a terceira dimensão está              relacionada com a simulação dos modos de apropriação              e de tomada de decisão, que são na verdade o caráter              principal de planos de bacia ou de proteção ambiental              e visam à formulação de arranjos provisórios              (no entanto, há uma assimetria de poder entre as prefeituras              e o governo estadual, com poucas secretarias municipais tendo a possibilidade              de desenvolver planos de proteção ambiental, ficando              à mercê de definições dos grupos técnicos              estaduais).</p>
<p style="text-align: justify; ">O problema              do desemprego em São Paulo (Estado e Capital) é tema              dos artigos "És o Avesso do Avesso", de Walter Barelli,              e "O Mercado de Trabalho na Região Metropolitana de São              Paulo", de Marise Borém Pimenta Hoffmann e Sérgio              Eduardo Mendonça.</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê              traz ainda textos sobre legislação urbana ("São              Paulo: além do Plano Diretor", de Maria Lucia Refinetti              Martins, e "Nova Legislação Urbana e os Velhos              Fantasmas", de Luiz de Pinedo Quinto Jr ) e os artigos "Memória              da Cidade: Lembranças Paulistanas", de Ecléa Bosi,              e "Urbanização de Favelas", de Paulo Bastos.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2003-06-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/um-panorama-da-energia-no-brasil">
    <title>Os desafios da produção de energia no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/um-panorama-da-energia-no-brasil</link>
    <description>Dossiê da edição nº 59 da "Estudos Avançados" aborda controvérsias ligadas à dinamização do setor energético brasileiro. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev59.jpg" alt="caparev59.jpg" class="image-right" title="caparev59.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Nesse momento em que se discutem mudanças na matriz energética do país, a revista "Estudos Avançados" apresenta em sua edição nº 59 um dossiê dedicado aos problemas brasileiro no setor.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os textos tratam da geração de eletricidade por usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares, produção de biocombustíveis, gás natural, uso racional de energia, mudanças energéticas no século 21, impactos sociais e ambientais das várias opções energéticas e riscos das usinas nucleares.</p>
<p style="text-align: justify; ">De acordo com Marco Antônio Coelho, editor executivo da revista, uma das conclusões a que se chega diante dos aspectos e divergências levantados no dossiê é a da urgência de uma "participação maior no debate daqueles que podem influir nos rumos do país, sobretudo integrantes do Congresso Nacional, dos meios acadêmicos, da imprensa e de organizaçãos não-governamentais".</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Coelho, os textos revelam a extensão, o emaranhado e a profundidade das contradições decorrentes da necessidade de desenvolvimento da produção de energia no Brasil: "São conflitos que aparecem em pronunciamentos de figuras de destaque do governo federal e que ganham repercussão pública graças à disputa acirrada entre grupos de pressão (<em>lobbies)</em> que atuam nos bastidores e na mídia".</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê não procura apresentar soluções para os problemas energéticos brasileiros, mas sim contribuir com a reflexão da sociedade sobre os melhores caminhos para o país enfrentar esse desafio. Essa é a razão de a revista apresentar artigos com pontos de vista divergentes sobre os principais nós do Brasil no setor.</p>
<p style="text-align: justify; ">Uma primeira divergência presente no dossiê é a existência de opiniões diferentes sobre as previsões a respeito da demanda de energia nos próximos anos, o que implica obviamente em propostas diversas a respeito das decisões a serem adotadas. Alguns artigos destacam que, em geral, iniciativas para incremento da produção de energia provocam problemas ambientais, "por isso é fundamental a busca de soluções que sejam as menos nocivas", comenta Coelho. Um dos textos que ressaltam esse aspecto é o de Carlos Vainer sobre "As Questões Sociais e Ambientais na Utilização de Recursos Hidráulicos".</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/torrealtatensao.jpg" alt="torrealtatensao.jpg" class="image-left" title="torrealtatensao.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Os textos de José Roberto Pereira Novaes e Guilherme Dias tratam, respectivamente, das condições de trabalho nos canaviais e da possibilidade de prejuizo à produção de alimentos, "aspectos geralmente negligenciados nas análises divulgadas na mídia sobre a importância da produção do etanol e outros biocombustíveis".</p>
<p style="text-align: justify; ">Coelho destaca que há uma campanha estridente para o governo aplicar imediatamente uma massa de recursos financeiros elevados na construção de usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares e em oleodutos, gasodutos e outras obras: "A justificativa apresentada é a de uma ameaça de apagão a curto prazo. Por outro lado, deixam-se de lado advertências para a necessidade de uma política energética racional, eficiente e competitiva, alerta feito em documento da ONG WWF-Brasil, elaborado por um conjunto de especialistas da Unicamp. O documento afirma que a adoção das recomendações que sugere significaria uma economia de 33 bilhões de reais na conta nacional de eletricidade nos próximos 13 anos".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os textos que tratam da utilização da energia nuclear apresentam uma clara discordância. Carlos Alvim, Carley Martins e outros são favoráveis. José Goldemberg, Luiz Pinguelli Rosa e Ignacy Sachs, contrários. Há inclusive um relato sobre a decisão sueca de gradualmente reduzir o número de suas usinas nucleares, que chegaram a responder por 50% da energia elétrica consumida no país.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quanto ao setor hidrelétrico, Coelho comenta que "o governo federal anuncia diversos projetos para a construção de hidrelétricas na bacia do rio Amazonas. Todavia, os problemas decorrentes da construção de Tucuruí, Samuel, Balbina e outras usinas indicam que a exploração da hidroenergia na região exige o respeito aos processos ecológicos, hidrossociais e hidrotécnicos da Amazônia". Essa análise é feita em artigo de José Galizia Tundisi.</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê também discute a situação em outras bacias, onde projetos de usinas são motivo de conflitos em razão de possíveis problemas sociais e ambientes, como é o caso da bacia do rio São Francisco e na do Ribeira do Iguape. Segundo Coelho, esse conflitos "contrariam o parecer daqueles que apontam a possibilidade de aumento imediato na produção das centrais já instaladas e de instalação de pequenas centrais em paralelo a outras iniciativas energéticas, como o uso de biocombustíveis".</p>
<p style="text-align: justify; ">Um exemplo desse tipo desse tipo de situação é lembrado por Célio Bermann em seu artigo: a oposição da população do Vale do Ribeira, em São Paulo, desde os anos 90 ao projeto do Grupo Votorantim de construir uma grande usina em área da Serra do Mar, para utilização da energia na produção de alumínio.  Coelho destaca que esse conflito alerta para uma questão que exige um exame cauteloso: "Em que medida é justificável ampliar o uso de recursos hidráulicos e energéticos em setores industriais que consomem intensamente energia com o propósito de exportar <em>commodities</em>, como sucede em Tucuruí?"</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto:  <a href="http://www.flickr.com/photos/siebe/" target="_blank">Siebe</a> </span></p>
<div style="text-align: justify; "><em><br /></em></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2007-03-28T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/olhares-sobre-o-golpe-de-1964">
    <title>Olhares sobre o golpe de 1964</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/olhares-sobre-o-golpe-de-1964</link>
    <description>Lançada em abril, a edição 80 da revista "Estudos Avançados" traz diferentes perspectivas sobre o período do regime militar brasileiro no dossiê "50 Anos do Golpe de 1964".
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/repressao-policial-na-passeata-dos-cem-mil-em-26-de-junho-de-1968" alt="Repressão policial na Passeata dos Cem Mil, em 26 de junho de 1968" class="image-inline" title="Repressão policial na Passeata dos Cem Mil, em 26 de junho de 1968" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Repressão policial durante a Passeata dos Cem Mil,<br />no Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O contexto político, social e econômico em que seu deu o golpe de 64, bem como a resistência, a censura, a produção artística e a atuação da imprensa nacional e internacional em relação ao regime imposto pelos militares são os principais temas do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2014.v28n80/">dossiê "50 Anos do Golpe de 1964" da edição 80</a> da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", lançada em abril.</p>
<p><span>De acordo com </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a><span>, editor da publicação, o conjunto de textos busca rememorar o episódio num momento em que o início da ditadura integra a memória pessoal e coletiva de alguns, mas figura apenas como fato histórico para outros. "Daí a oportunidade de um dossiê que reconstitua o evento e esclareça as gerações jovens e as já entradas na idade madura", destaca.</span></p>
<p>O dossiê ocupa 180 das 322 páginas da edição e é composto por 13 blocos de textos de gêneros e formatos variados, entre eles crônicas, comentários políticos, discursos, reportagens e artigos acadêmicos, que interpretam fatos ligados ao golpe e ao período da ditadura militar sob diferentes perspectivas. A íntegra digital da edição já está disponível na Scientific Electronic Library Online (<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420140001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>). A versão impressa custa R$ 80,00 e pode ser adquirida no <a href="https://www.iea.usp.br/revista/quem-distribui-e-vende%20" class="external-link">IEA ou nas livrarias credenciadas</a>.</p>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-80/@@images/072687a4-e3bc-4cef-a8be-10bb35899470.jpeg" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 80" class="image-left" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 80" />MEMÓRIAS DO GOLPE</strong></p>
<p>Em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100002&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Fortuna e Virtù no Golpe de 1964</a>", o historiador José Murilo de Carvalho escreve do ponto de vista de um militante de esquerda que se viu surpreendido pela "facilidade da vitória dos conspiradores". O relato, escrito em tom pessoal, entrelaça os fatos históricos com suas memórias particulares, dando forma a um texto que mistura sua perspectiva de historiador a sua perspectiva de fonte.</p>
<p>Carvalho contesta a teoria de que o sucesso do golpistas deveu-se à inevitabilidade histórica. "Restou-me da experiência traumática a sensação de que o golpe fora produto de ações e omissões de atores políticos, e não de forças sociais irresistíveis", destaca. De acordo ele, tratar a queda do então presidente João Goulart como algo inevitável retira dos atores políticos a responsabilidade pelos acontecimentos e pelos possíveis erros cometidos. Afirma, ainda, que, ao subestimar as forças em jogo, Goulart e seus aliados teriam facilitado o golpe. "A responsabilidade principal pelo golpe foi dos que o deram e não dos que o sofreram. Os vencedores contaram, no entanto, com a ajuda dos perdedores".</p>
<p>Já em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">A Sociedade Cindida</a>", o historiador Jacob Gorender (1923-2013), que foi professor visitante do IEA, aborda as dificuldades que marcaram o governo de Goulart. Nesse texto originalmente publicado em 2004 na revista "Teoria e Debate", o autor rememora os eventos que culminaram no golpe, desde a tentativa de impedir a posse do presidente; passando pela instabilidade econômica; pelo movimento de sindicalização dos trabalhadores rurais e pela organização das forças operárias e democráticas, que reivindicavam reformas de base; pela postura indefinida de Goulart, mais tarde substituída por um posicionamento claro a favor da classe trabalhadora; e pela crescente oposição da classe média, expressa na Marcha da Família com Deus pela Liberdade.</p>
<p>Para Gorender, tratava-se de um cenário marcado pela polarização entre apoiadores e opositores de Goulart, o que configurava uma sociedade claramente cindida: "De um lado, a favor do rumo progressista e democrático, os trabalhadores. Do lado contrário, a classe média em peso. O que chamamos de golpe militar teve inequívoco e poderoso apoio social. Funcionou como contrarrevolução preventiva."</p>
<p><strong>EXILADOS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A atuação de militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) exilados em Paris durante a ditadura militar foi discutido por Marcos Napolitano, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">No Exílio, Contra o Isolamento: Intelectuais Comunistas, Frentismo e Questão Democrática nos Anos 1970</a>".</p>
<p>Napolitano destaca o protagonismo intelectual, político e cultural dos esquerdistas brasileiros em exílio na capital francesa, com foco no papel que desempenharam na denúncia das torturas e mortes de opositores, no fortalecimento das frentes de resistência ao regime militar e na defesa da anistia de presos e exilados.</p>
<p>Segundo o autor, esse frentismo entra em crise quando a abertura é aprofundada, devido à fragmentação das forças esquerdistas entre comunistas, trabalhistas e petistas. "Enquanto a esquerda se digladiava, a velha tradição de conciliação liberal-moderada conduzia a transição, mostrando que ainda era mais forte do que se pensava".</p>
<p><strong>O PAPEL DA IMPRENSA</strong></p>
<p>Um artigo e três conjuntos de textos referem-se, direta ou indiretamente, ao desempenho da imprensa tanto nos momentos que sucederam o golpe quanto na sustentação da ditadura. Em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">A Mídia e o Golpe Militar</a>", Audálio Dantas, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, analisa o papel da grande imprensa no estabelecimento da ditadura militar, que teve início nos anos 1950, com uma campanha contra o então presidente Getúlio Vargas, e se estendeu aos esforços para desestabilizar o governo de Goulart, ao respaldo ao golpe em nome do combate ao comunismo e à submissão à autocensura e à censura prévia imposta pelo Ato Institucional nº 5, segundo o jornalista.</p>
<p>Dantas parte do lançamento, em 1951, do jornal <i>Última Hora</i>, que apoiava Vargas, para alinhavar a relação entre os grandes jornais do eixo Rio-São Paulo e às sucessivas crises que culminaram no golpe e na instalação da ditadura. De acordo com ele, esses jornais contribuíram para o engajamento da classe média no movimento golpista; apenas um deles, o <i>Última Hora</i>, não teria aderido ao movimento militar. Já o <i>Correio da Manhã</i>, que inicialmente havia apoiado golpe, teria passado a informar os leitores sobre a violência dos golpistas. Ambos sofreram represálias pela oposição que fizeram ao regime.</p>
<p>No <i>Correio da Manhã</i> foram publicadas pela primeira vez, nos dias que sucederam ao golpe, as três crônicas reunidas no texto "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Crônicas Políticas</a>", no qual Carlos Heitor Cony fala de sua percepção pessoal sobre a queda de Goulart e a tomada de poder pelos militares. O escritor lamenta a grande adesão ao golpe e os festejos em torno da deposição do presidente, assim como a facilidade e a falta de resistência com que a ditadura foi estabelecida.</p>
<p>Outro conjunto de textos é o "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100005&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Comentários Sobre Política Internacional</a>", que <span>agrupa quatro crônicas do jornalista e escritor Otto Maria Carpeaux (1900-1979)</span><span>. Uma delas comenta a declaração de Thomas C. Mann (1912-1999), quando subsecretário de Estado do governo americano, de que os Estados Unidos não fariam oposição sistemática a golpes militares na América Latina.</span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Além da atuação da mídia brasileira, a edição explora o enfoque adotado pela imprensa internacional, mais especificamente pela imprensa americana, ao reportar a queda de Goulart. "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">O Golpe de 1964 nas páginas do New York Times</a>" contém reportagens de três jornalistas publicadas no diário americano nos dias que se seguiram à tomada de poder pelos militares. Todos os textos destacam a simpatia dos Estados Unidos pelos golpistas e a predisposição do país em reconhecer o novo governo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>PRODUÇÃO CULTURAL</strong></p>
<p>Em "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Proíbo a Publicação e a Circulação...' Censura a Livros na Ditadura Militar</a>", Sandra Reimão, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, traça um panorama dos mecanismos censórios do governo militar, apresenta uma relação de livros vetados e discute a repercussão da censura de obras, sobretudo de autores brasileiros.</p>
<p>O universo editorial durante a ditadura também foi tratado no artigo "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Livros, Editoras e Oposição à Ditadura</a>", no qual Flamarion Maués fala do surgimento e da revitalização de editoras de oposição ao regime militar no período de abertura política. De acordo com ele, essas editoras "representaram um canal de expressão e organização para setores da oposição que buscavam formas de atuar politicamente, mesmo com os constrangimentos e limitações que a ditadura impunha à participação e à denúncia do autoritarismo no Brasil".</p>
<p>A produção cultural relacionada com a ditadura militar é enfocada, ainda, em outros dois textos: "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Cenas do Golpe de 1964 em Cinco Documentários</a>", de Paulo Roberto Ramos, e "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Isto Não É uma Obra: Arte e Ditadura</a>", de Julia Cayses. O primeiro retoma eventos<strong> </strong>que antecederam e sucederam o golpe<strong> </strong>a partir de cenas extraídas de cinco documentários sobre personagens ligados àquele momento político: os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubistchek; o jornalista militante de esquerda Celso Castro; o presidente da Ultragaz, empresa que apoiou a ditadura, Henning Albert Boilesen; e os Estados Unidos, que tiveram participação ativa na sustentação do regime militar no Brasil.</p>
<p>O segundo texto trata do caráter revolucionário da arte durante a ditadura. De acordo com a autora, a produção artística do período voltou-se para o questionamento da propriedade privada, da ideia de cultura como mercadoria e do valor de troca, o que demonstraria uma postura de boicote à relação capitalista entre produtores e consumidores de obras de arte.</p>
<p><strong>REPARAÇÃO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Depois de conduzir o leitor por uma viagem pela história, o dossiê "50 Anos do Golpe de 1964" traz um texto voltado para o momento atual, quando se buscam formas de reparar, concreta ou simbolicamente, os males cometidos pelo Estado brasileiro durante o regime militar. "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100013&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Congresso Nacional: Devolução Simbólica do Mandato Presidencial a João Goulart</a>" reúne os discursos pronunciados pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL) e Pedro Simon (PMDB) no encontro, realizado no dia 8 de dezembro de 2013, para anular a declaração de vacância da Presidência República que selou o golpe no 2 de abril de 1964.</p>
<p>O dossiê é finalizado com uma "<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100014&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">Linha do Tempo da Resistência à Ditadura Militar no Brasil</a>", que integra o catálogo do projeto Resistir é Preciso, iniciativa do <a class="external-link" href="http://vladimirherzog.org/">Instituto Vladmir Herzog</a>. A cronologia engloba eventos de 1960 a 1985, abrangendo fatos do contexto interno e externo dos anos que antecederam o golpe até a redemocratização, mais de duas décadas após a instalação da ditadura.</p>
<p><strong>OUTRAS SEÇÕES</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Além do dossiê "50 Anos do Golpe de 1964", o número 80 de "Estudos Avançados" inclui os minidossiês "Literatura", composto por dois textos, um deles de autoria de Bosi; e "Integridade e Inovação Científica", com quatro textos que ampliam as discussões travadas no ciclo de debates <i>Ética e Universidade</i>, promovido em 2012 e 2013 por parceria entre o IEA-USP e a Comissão de Ética da Universidade, e um artigo sobre as interfaces entre biossegurança, bioética e desenvolvimento tecnológico. <span>A edição conta também com uma seção de comentários e outra de resenhas, com dois e seis textos, respectivamente.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Evandro Teixeira</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ditadura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-04-29T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-judiciario-em-questao">
    <title>O Judiciário em questão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-judiciario-em-questao</link>
    <description>Edição nº 51 da "Estudos Avançados" discute propostas e iniciativas para a reforma da Justiça no Brasil. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa50.jpg" alt="capa50.jpg" class="image-right" title="capa50.jpg" />"O Judiciário brasileiro, diferentemente do que ocorria no passado, está na berlinda e não apresenta mais condições de impedir mudanças. Reformas virão e outras já estão em curso, algumas mais e outras menos visíveis, alterando a identidade e o perfil de uma instituição que sempre teve na tradição uma garantia segura contra as inovações." O comentário é da cientista política Maria Tereza Sadek, autora do artigo "Judiciário: Mudanças e Reformas", presente no dossiê "Reforma da Justiça", do nº 51 da revista "Estudos Avançados", lançado em setembro.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para outro colaborador do dossiê, o jurista Hélio Bicudo, o problema do acesso à Justiça é uma questão fundamental quando se deseja promover uma reforma do Poder Judiciário: "Acredito que os próprios Poderes Judiciários dos estados poderiam adotar determinadas medidas, até mesmo administrativas, para diminuir a distância entre o cidadão e o juiz". Além de Sadek e Bicudo, participam do dossiê José Eduardo Faria, Paulo Bonavides, Fábio Konder Comparato, Luís Francisco Carvalho Filho, Oscar Vilhena Vieira, Valter Uzzo e Virgínia Feix, além de entrevista com Dyrceu Cintra Jr.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>OUTROS TEMAS</strong><br />A edição tem mais três blocos temáticos. "Ciências da Vida" trata dos aspectos científicos, filosóficos, éticos e antropológicos das pesquisas com clonagem terapêutica e células-tronco embrionárias, incluindo as conferências feitas no IEA por Mayana Zatz e Anne Fagot-Largeault e textos de Marco Segre e Dráuzio Varela. Em "Trabalho e Emprego", o trabalho cooperativo, as novas oportunidades geradoras de empregos urbanos e rurais e iniciativas para jovens são debatidas em artigos de Paul Singer, Ignacy Sachs, José Eli da Veiga e José Luiz Ricca. No bloco "Leitores de Machado de Assis", Hélio de Seixas Guimarães, João Roberto Faria, Sergio Paulo Rouanet e Alfredo Bosi analisam aspectos da obra de Machado de Assis e alguns trabalhos críticos sobre ela.</p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Emprego</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Justiça</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-09-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-impacto-da-paisagem-e-da-gente-do-sertao-em-guimaraes-rosa">
    <title>O impacto da paisagem e da gente do sertão em Guimarães Rosa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-impacto-da-paisagem-e-da-gente-do-sertao-em-guimaraes-rosa</link>
    <description>Em comemoração aos 50 anos de publicação de "Grande Sertão: Veredas", a revista "Estudos Avançados" traz um dossiê sobre as influências sofridas e exercidas por Guimarães Rosa em sua obra. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:270px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rosa6.jpg/image" alt="rosa6.jpg" title="rosa6.jpg" height="328" width="270" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:270px;">Guimarães Rosa em 1952, durante viagem de acompanhamento de boiada pelo interior de Minas Gerais Foto de Eugênio Silva para a revista 'O Cruzeiro'</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">A edição nº 58 da revista "Estudos Avançados" tem como destaque o dossiê "Guimarães Rosa", comemorativo dos 50 anos anos da publicação da primeira edição de "Grande Sertão: Veredas" e é acompanhada de CD musical produzido por Ivan Vilela.</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê não é voltado à análise crítica da obra de Rosa. Os artigos tratam dos cenários e da gente do sertão presentes nos trabalhos do escritor e das manifestações culturais da atualidade inspiradas em seus livros.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os participantes do dossiê são Marily da Cunha Bezerra, Dieter Heidemann, Marco Antônio Coelho, Carlos Rodigues Brandão, Dario Luis Borelli, Wagner Dias, Ivan Vilela, Waldecy Tenório e Suzi Frankl Sperber.</p>
<p style="text-align: justify; ">A cultura italiana também está presente na edição, com a publicação da última entrevista concedida pelo pensador Norberto Bobbio (1909-2004), de artigos de Luciano Canfora e Pedro Garcez Ghirardi e de reproduções de pinturas de Giorgio Morandi (1890-1964) que integram o acervo do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">A origem do Universo é tema de artigo do astrofísico João Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP e diretor do IEA. O bioantropólogo Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da USP, escreve sobre a origem do homem.</p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev58.jpg" alt="caparev58.jpg" class="image-left" title="caparev58.jpg" />A revista traz também artigo do neurocientista Iván Izquierdo e colaboradores sobre "A Arte de Esquecer" (tema de conferência de Izquierdo no IEA) e a íntegra da exposição do epidemiologista Marcus Barros, presidente do Ibama, no seminário "Tristes Trópicos ou Terras de Boa Esperança?" [<i>Assista aos vídeos das conferências de <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/a-arte-de-esquecer" class="external-link">Izquierdo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/tristes-tropicos-ou-terras-de-boa-esperanca-video-1" class="external-link">Barros</a> na Midiateca Online</i>].</p>
<p style="text-align: justify; ">Outra seção da revista contém a primeira parte dos trabalhos apresentados na oficina "Diagnóstico e Soluções dos Problemas Alimentares e Nutricionais no Brasil — Formando Parcerias", realizada pelo Grupo de Estudos sobre Nutrição e Pobreza em agosto de 2005. A edição é completada pela seção "Resenhas".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>MÚSICA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">O CD que acompanha a edição contém canções, faixas instrumentais e outros trabalhos sonoros inspirados na obra de Guimarães Rosa e nas paisagens e gente dos sertões. Traz também Antonio Candido interpretando os versos da "Canção de Siruiz" a partir de uma melodia que conheceu na infância e José Mindlin lendo o trecho final de "Grande Sertão: Veredas".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os autores das canções e peças instrumentais são Renato Andrade, Ivan Vilela, Rodrigo Delage, Wagner Dias, Julio de Paula, Tavinho Moura, Wagner Dias e Paulo Freire. Todos participam da interpretação das composições, junto com outros instrumentistas e cantores, como os dos grupos Estúrdio Quarteto e Nhambuzim, além de Pena Branca, Mario Manga, Carlinhos Ferreira e vários outros. Há também duas faixas de domínio público e uma narrativa de José Maria Gonçalves, por ele apresentada (<i>leia a ficha do CD abaixo)</i>. A produção do CD foi possível graças a patrocínio da Petrobras.</p>
<p style="text-align: justify; "><i>O nº 58 de "Estudos Avançados" tem 348 páginas. O preço do exemplar é R$ 30,00 e a assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Para saber mais sobre outras edições e sobre como adquirir exemplares e assinaturas, entre em contato com Edilma Martins —<a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a> —, telefone (11) 3091-1675, ou consulte <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a>. A coleção completa da revista está acessível em formato digital na biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library Online), <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issues&amp;pid=0103-4014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">www.scielo.br</a>.</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2006-11-20T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/numero-86-da-estudos-avancados-traz-dossie-sobre-metropoles-e-saude">
    <title>Número 86 da 'Estudos Avançados' traz dossiê sobre metrópoles e saúde</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/numero-86-da-estudos-avancados-traz-dossie-sobre-metropoles-e-saude</link>
    <description>Primeiro número de 2016 da revista reúne artigos que tratam da relação entre a proliferação de doenças e o estilo de vida das grandes cidades. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidade-neblina-foto-marcos-santos-001.jpg" alt="São Paulo Poluída" class="image-right" title="São Paulo Poluída" />Após décadas de investimento em tecnologia hospitalar e desenvolvimento de medicamentos, um ramo da medicina olha, cada vez mais, para a relação entre a proliferação de doenças e o estilo de vida das grandes cidades. Seja pela poluição atmosférica, pela falta de verde na zona urbana, pelo transporte público de baixa qualidade ou pelas más condições de habitação, o risco de se contrair doenças infecciosas aumenta com a<span> presença desses fatores</span>.</p>
<p>Para explorar este tema e encorajar mudanças, o número 86 da revista "Estudos Avançados" traz um dossiê de sete artigos sobre metrópole e saúde. “Este dossiê retoma uma das metas da revista: a combinação do estudo objetivo dos problemas da sociedade brasileira com propostas de políticas públicas coerentes e responsáveis”, explica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, editor da publicação. Os textos estão disponíveis para consulta na íntegra no <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issues&amp;pid=0103-4014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>. Para adquirir uma versão impressa da revista, escreva para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Capa-Revista-Estudos-Avancados-v.30-n.86-web.jpg/@@images/e5e0de69-dbba-482b-a9c9-4daa4395239b.jpeg" alt="Capa Revista Estudos Avançados v.30 n.86" class="image-left" title="Capa Revista Estudos Avançados v.30 n.86" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, diretor do IEA e professor da Faculdade de Medicina da USP, colaborou de perto com esta edição, tanto com a publicação de um artigo quanto com consultoria editorial. Há anos ele vem liderando pesquisas que buscam traçar possibilidades de melhorar a qualidade de vida nas metrópoles. No artigo que abre a revista – “Como as cidades podem favorecer ou dificultar a promoção da saúde de seus moradores?” –, Saldiva, Laís Fajerstajn e Mariana Veras respondem à pergunta do título com exemplos concretos.</p>
<p>“A lei antifumo, que proibiu fumar em ambientes fechados de uso coletivo no estado de São Paulo em 2009, diminuiu a exposição dos não fumantes à fumaça do tabaco. Tal lei ainda resultou na diminuição da quantidade de cigarros/dia entre os fumantes”, indicam os autores, emendando com um exemplo oposto: “A crise de mobilidade [em São Paulo] afeta a saúde não só por conta do tempo perdido no congestionamento e dos impactos nocivos da exposição à poluição do ar à saúde, em certa medida estimados no cálculo, mas também pela sua contribuição para a obesidade, estresse emocional, entre outros. Numa cidade congestionada, crianças não brincam na rua e adultos não retornam para almoçar em casa”, argumentam.</p>
<p>Além desse artigo, os outros seis que integram o dossiê "Metrópoles e saúde" são:</p>
<ul>
<li>Saúde nas metrópoles – Doenças infecciosas – <i>Aluisio Cotrim Segurado, Alex Jones Cassenote e Expedito de Albuquerque Luna</i></li>
<li>Habitação e saúde – <i>Suzana Pasternak</i></li>
<li>Clima urbano e saúde: uma revisão sistematizada da literatura recente – <i>Helena Ribeiro, Célia Regina Pesquero e Micheline de Sousa Zanotti S. Coelho</i></li>
<li>Poluição do ar como fator de risco para a saúde: uma revisão sistemática no estado de São Paulo – <i>Steffani Nikoli Dapper, Caroline Spohr e Roselaine Ruviaro Zanini</i></li>
<li>Práticas integrativas e complementares em saúde, uma nova eficácia para o SUS – <i>Emílio Telesi Júnior </i></li>
<li>Metrópoles, cobertura vegetal, áreas verdes e saúde – <i>Luís Fernando Amato-Lourenço, Tiana Carla Lopes Moreira, Bruna Lara de Arantes, Demóstenes Ferreira da Silva Filho e Thais Mauad</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p>O número 86 da revista traz ainda um conjunto de artigos sobre literatura, com leituras de obras poéticas e ficcionais, e sobre ciências sociais, incluindo um de Bernardo Sorj, ex-professor visitante do IEA, a respeito da convivência democrática como politeísmo de valores. Há ainda ensaios sobre a Comissão da Verdade, do jornalista Eugênio Bucci, sobre o marco civil da internet, sobre a construção política da nação e sobre a universidade pública em tempos neoliberais.</p>
<h3>Demais artigos do número 86</h3>
<p><strong>As ciências sociais e a procura de sentido</strong></p>
<ul>
<li>A convivência democrática como politeísmo de valores - <i>Bernardo Sorj</i></li>
<li>O indivíduo, o amor e o sentido da vida nas sociedades contemporâneas - <i>Danilo Martuccelli</i></li>
<li>A heurística do medo, muito além da precaução - <i>Ricardo Abramovay</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Literatura</strong></p>
<ul>
<li>Jorge de Lima poeta em movimento (Do “menino impossível” ao Livro de sonetos) - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>A arquitetura da experiência - <i>José Feres Sabino</i></li>
<li>As três margens do rio e o vertiginoso fluxo da vida - <i>André Luis Rodrigues</i></li>
<li>A Meditação de Gonçalves Dias. A natureza dos males brasileiros - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>O tempo no meio da noite: uma análise do tempo de Benjy e de Quentin em O som e a fúria de William Faulkner - <i>Alessandra Matias Querido</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Atualidades</strong></p>
<ul>
<li>Marco Civil da Internet: uma lei sem conteúdo normativo - <i>Eduardo Tomasevicius Filho</i></li>
<li>Os museus no futuro do Brasil - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Comentários</strong></p>
<ul>
<li>A letra da verdade - <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Bresser-Pereira e a construção política: o que construímos como nação? - <i>Rubens R. Sawaya</i></li>
<li>A prática sinfônica e o mundo a seu redor - <i>Samuel Araújo</i></li>
<li>A universidade pública em tempos neoliberais: comentários sobre o livro Universidade, cidade, cidadania - <i>Bernardo Parodi Svartman</i></li>
<li>Os espiões de Minerva - <i>Matheus Cardoso da Silva</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/USP Imagens </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
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      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2016-04-27T15:20:00Z</dc:date>
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