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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 91 to 105.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/pesssoas">
    <title>PesSsoas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/pesssoas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-8f313d16-7fff-0533-21e3-646f6681d092"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP recebe, entre os dias 14 de agosto e 5 de setembro, a exposição “PesSsoas”, da artista plástica e fotógrafa Ana Vannucchi. A abertura será no dia 13 de agosto, a partir das 18h30, com uma roda de conversa sobre acessibilidade em espaços públicos de arte.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A concepção de “PesSsoas” teve início em julho de 2021, durante a pandemia de covid-19. Nesse período, em que a proximidade entre as pessoas estava comprometida pelo risco de transmissão do vírus, a artista passou a refletir sobre diferenças, preconceitos e violências que sofre enquanto pessoa, mulher, mãe e cuidadora de um filho com deficiência.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Os mesmos motivos que me fizeram priorizar a maternidade são os que hoje me trazem a necessidade urgente de invocação e reinvindicação de nossas invisibilidades enquanto seres humanos. Se a reinvindicação é justa, que os argumentos sejam definitivos e leves ao mesmo tempo”, afirma ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A mostra é composta por telas que envolvem técnicas como pintura acrílica, carimbo, desenho acrílico, arte digital e impressão em papel fotográfico. As obras trazem uma reflexão sobre união e afastamento entre as pessoas e o que as mantêm indiferentes ao “outro”, representado nos trabalhos por corpos tortos, fora dos padrões hegemônicos, com membros a menos, dedos a mais, mal funcionantes, assimétricos, cores distintas, olhos desiguais, alturas várias ou línguas diversas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ana Vannucchi é graduada em história e tem formações em fotografia e artes plásticas. Seu portfólio conta com mais de 40 exposições em diversas cidades brasileiras e também em outros países, como Portugal e França. Também já contribuiu com trabalhos em fotografia e ilustração para vários livros.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A exposição pode ser visitada gratuitamente, de segunda a sexta, das 8h30 às 16h30. O Espaço Cultural do IEA-RP fica localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações: iearp@usp.br.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Acessibilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Deficiência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-28T19:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-da-catedra-olavo-setubal-discutem-gestao-cultural-em-encontro-da-unesp">
    <title>Pesquisadores da Cátedra Olavo Setubal discutem gestão cultural em encontro da Unesp</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-da-catedra-olavo-setubal-discutem-gestao-cultural-em-encontro-da-unesp</link>
    <description>Juan Ignacio Brizuela e Sharine Machado Cabral Melo participam da atividade no dia 4 de novembro, às 9h. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Juan Ignacio Brizuela e Sharine Machado Cabral Melo, pesquisadores em pós-doutorado na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, serão conferencistas no <a class="external-link" href="https://www2.unesp.br/portal#!/proex/artes-e-cultura/encontro-de-cultura/iv-encontro-de-cultura-da-unesp/">IV Encontro de Cultura da Unesp</a>, que tem início hoje (3 de novembro) e é transmitido pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/c/UnespOficial">YouTube</a>.</p>
<p>Representando a cátedra, a dupla de pesquisadores participará da mesa Gestão Cultural e Territorialidade, no <b>dia 4, às 9h</b>, com moderação de Paulo Celso Moura, assessor de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura da Unesp. Para acompanhar, não é necessário realizar inscrição.</p>
<p>No IEA, Juan e Sharine realizam o projeto “<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/a-institucionalidade-da-cultura-e-as-mudancas-socioculturais-1" class="external-link">A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais</a>”, coordenado por Néstor García Canclini, titular da Cátedra <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nestor-garcia-canclini-ficara-mais-seis-meses-como-titular-da-catedra-olavo-setubale-extendido-por-mais-seis-meses" class="external-link">até o final de fevereiro de 2023</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-11-03T16:44:08Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-alemaes-falam-sobre-memoria-comunicativa-e-cultural-1">
    <title>Pesquisadores alemães falam sobre memórias comunicativa e cultural</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-alemaes-falam-sobre-memoria-comunicativa-e-cultural-1</link>
    <description>O encontro acontece no dia 15 de maio, às 19 horas, na Sala de Eventos do IEA, com a participação de Aleida Assmann e Jan Assmann, ambos da Universidade de Konstanz, Alemanha.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>RELACIONADO</h3>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/memoria-comunicativa-e-cultural" class="external-link">Vídeo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/conferencia-internacional-memoria-comunicativa-e-cultural-2013-15-de-maio-de-2013" class="external-link">Fotos</a> do evento.</li>
<li>Notícia "<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-alemaes-falam-sobre-memoria-comunicativa-e-cultural-1" class="internal-link">Pesquisadores alemães falam sobre memórias comunicativa e cultural"</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401419990003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso" target="_blank">Dossiê Memória</a> da revista "Estudos Avançados" (nº 37, set.-dez/1999)</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Jan Assmann e Aleida Assmann, ambos professores da Universidade de Konstanz, Alemanha, são os expositores da conferência internacional <i>Memória Comunicativa e Cultural</i>, que será realizada no dia 15 de maio, às 19 horas, na Sala de Eventos do IEA. Os dois falarão sobre a teoria da memória que desenvolveram juntos a partir da obra do sociólogo francês Maurice Halbwachs (1877-1945) sobre a memória coletiva.</p>
<p>O evento abrirá o ciclo de conferências <i>Espaços da Recordação</i>, que os pesquisadores vão proferir no país de 15 a 21 de maio. O ciclo integra a programação do Ano da Alemanha no Brasil e é uma realização da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto de Estudos Avançados sobre Mobilidades Sociais e Culturais, com o apoio do IEA e de outras instituições.</p>
<p>Ao longo de seus estudos, Jan e Aleida fazem uma distinção entre dois tipos de memória: a comunicativa, relacionada às lembranças transmitidas de uma geração a outra de maneira informal e cotidiana, geralmente através da oralidade; e a memória cultural, referente a lembranças coletivas do passado, de caráter simbólico, que se perpetuam em textos, imagens, ritos, monumentos e outros suportes mnemônicos.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Os principais aspectos da teoria elaborada por eles estão sintetizado no projeto de pesquisa "O Passado no Presente: Dimensões e Dinâmicas da Memória Cultural", ao qual vêm se dedicando desde 2011.</p>
<p> </p>
<p>O evento conta com o apoio do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. A conferência será em inglês, com tradução simultânea, e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo pela web</a>. Os interessados em participar devem fazer inscrição com Leila Costa pelo e-mail <a href="mailto:leila.costa@usp.br">leila.costa@usp.br</a>.</p>
<p>Após passar pelo IEA, Jan e Aleida farão conferências na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, no dia 16; na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioste), Cascavel, no dia 17; na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, e na Universidade Estadual de Londrina (UEL), ambas no dia 20; e na função Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, no dia 21.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Conferencistas</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/aleida-assmann" alt="Aleida Assmann" class="image-left" title="Aleida Assmann" /></p>
<p>Aleida Assmann é professora de língua inglesa e literatura comparada na Universidade de Konstanz. É doutora em literatura inglesa pela Universidade de Heidelberg e em egiptologia pela Universidade de Tübingen. Publicou trabalhos na área de egiptologia, literatura inglesa e história da comunicação literária, mas desde a década de 60 vem se dedicando à teoria da memória. Seus estudos concentram-se na memória cultural, com interesse particular pelas tensões entre as experiências individuais e as lembranças oficiais da história da Alemanha no período pós-Segunda Guerra Mundial.</p>
<p> </p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jan-assmann" alt="Jan Assmann" class="image-right" title="Jan Assmann" /></p>
<p>Jan Assmann é professor honorário de teoria cultural e religiosa na Universidade de Konstanz, onde leciona atualmente, e professor emérito da Universidade de Heidelberg, onde atuou até 2003. Doutor <i>honoris causa </i>em teologia pela Universidade de Münster, suas publicações abrangem a área da egiptologia, com foco em interpretações sobre as origens do monoteísmo, a recepção do Egito na tradição europeia, história da religião, antropologia histórica e outros temas. Nos últimos anos, tem se voltado para a dimensão da memória cultural numa escala temporal longínqua, que remonta a mais de 3 mil anos. A partir disso, busca entender o papel da memória nas disputas entre israelenses e palestinos no Oriente Médio e entre protestantes e católicos na Irlanda do Norte.</p>
<p> </p>
<p><strong>CONFERÊNCIA INTERNACIONAL MEMÓRIAS COMUNICATIVA E CULTURAL</strong><strong><br /> <strong>Tipo:</strong> </strong>aberto ao público, mediante inscrição prévia<br /> <strong>Data:</strong> 15 de maio, às 19 horas<br /> <strong>Local:</strong> Sala de Eventos do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo (<a href="https://www.iea.usp.br/iea/localizacao">localização</a>)<br /> <strong>Informações e inscrições:</strong><strong> </strong>Leila Costa (<a href="mailto:leila.costa@usp.br">leila.costa@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1681</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Universidade de Konstanz</span></p>
<p><strong> </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conferencistas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-05-06T17:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-cultura-bororo-na-perspectiva-dos-bororo">
    <title>Pelo direito dos Bororo se auto-representarem</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-cultura-bororo-na-perspectiva-dos-bororo</link>
    <description>Em seminário realizado no dia 8 de abril, dois nativos bororo, um dos povos indígenas sul-americanos mais estudados do mundo, substituíram os etnógrafos na tarefa de interpretar a cosmologia que embasa sua cultura.  </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>No livro "Tristes Trópicos" (1955), Claude Lévi-Strauss conta como suas expedições etnográficas pelo Centro-Oeste brasileiro, realizadas na década de 1930, aguçaram sua vocação de etnógrafo. Num pequeno trecho, o fundador da antropologia estrutural revela o impacto que seus estudos sobre um povo indígena em particular — os Bororo — tiveram na sua formação como pesquisador: <i>Um ano depois da visita aos Bororo, todas as condições para fazer de mim um etnógrafo estavam satisfeitas</i>.</p>
<p>Seguindo os passos de Lévi-Strauss, inúmeros antropólogos se debruçaram sobre o universo dos Bororo, um dos povos indígenas sul-americanos mais estudados do mundo. A perspectiva de investigação adotada por estes pesquisadores ao longo das últimas décadas deu lugar a um novo olhar metodológico sobre Bororo no seminário <i>Cosmologia Bororo: A Cultura Indígena entre Tradição e Mudança</i>, realizado pelo IEA no dia 8 de abril.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Registro</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/cosmologia-bororo-a-cultura-indigena-entre-tradicao-e-mudanca" class="external-link">Vídeo do seminário</a> </li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-cultura-indigena-bororo-entre-a-tradicao-e-a-mudanca" class="external-link">"A cultura indígena bororo entre a tradição e a mudança"</a></li>
</ul>
<p><strong>Apresentação</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/apresentacao/apresentacao-bororo-kleber-meritororeu/view" class="external-link">Apresentação fotográfica sobre a cultura bororo</a></span></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No encontro, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/kleber-rodrigues-meritororeu" class="external-link">Kleber Meritororeu</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/felix-rondon-adugoenau" class="external-link">Félix Adugoenau</a>, ambos bororo, falaram sobre a visão cosmológica do seu povo — a complexa organização social e a língua, os valores e os costumes, a religião e os ritos. As exposições dos dois indígenas colocou em prática o que o antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, coordenador do seminário, define como auto-representação — estratégia metodológica que rompe a dicotomia entre sujeito (aquele que representa) e objeto (aquele que é representado), tida como um dos pilares da etnografia, dando voz aos nativos e promovendo uma relação mais dialógica entre que estuda e quem é estudado.</p>
<p>Para Canevacci, que é professor visitante do IEA, trata-se de uma grande revolução na área da antropologia cultural. "A ideia de que a antropologia deve apenas interpretar as outras culturas está enfraquecendo e dando lugar à ideia de que os indivíduos estudados têm direito de se auto-representarem e falarem sobre a própria cultura", disse. "Só Kleber e Felix podem dizer se a cultura bororo deve se manter ou se transformar e em que medida", completou.</p>
<p><strong>DESCONSTRUINDO ESTEREÓTIPOS</strong></p>
<p>Meritororeu e Adugoenau fogem dos estereótipos de índio que povoam o imaginário popular. Defendem a preservação da cultura bororo e lutam pelos direitos de seu povo, mas não se mantém isolados do mundo ocidental, dito "civilizado".</p>
<p>Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Católica Dom Bosco, Meritororeu é professor da Escola Estadual Indígena "Sagrado Coração de Jesus", da Aldeia Meruri, no município General Carneiro (MT). Foi seminarista da Congregação Salesiana de Dom Bosco por dez anos e quase se tornou padre. Mudou de ideia quando leu "Tristes Trópicos" e percebeu que seu povo havia sido dizimado e sua cultura estava morrendo. "Me dei conta de que eu me preparava para pregar uma religião que, no passado, pregou contra meu povo."</p>
<p>Meritororeu refere-se à Igreja Católica como um todo, mas particularmente aos Salesianos. A congregação se estabeleceu entre os Bororo nos primeiros anos do século 20, quando fundaram a Colônia do Sagrado Coração e deram início catequese dos índios, disparando o que muitos antropólogos consideram um processo de aculturação e desrespeito sistemáticos aos direitos indígenas.</p>
<p>Hoje, o ex-seminarista dedica-se à educação indígena voltada a preservação da herança cultural bororo. Na sua <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/apresentacao/apresentacao-bororo-kleber-meritororeu/view" class="external-link">exposição</a>, ilustrada por uma série de fotografias, apresentou aspectos marcantes da cosmologia bororo do nascimento à morte do índio, com destaque para dois momentos: o da iniciação dos pré-adolescentes, quando os meninos deixam de ser crianças se juntam aos homens no dever de servir a comunidade; e o funeral, ritual mais importante, complexo e longo dos Bororo, que envolve a espera pela decomposição natural do corpo para que os tecidos do crânio sejam retirados e o osso possa, então, ser ornado para a cerimônia final.</p>
<p>O biólogo relatou o encontro que teve com Lévi-Strauss, na Itália, quando este o perguntou se o funeral bororo matinha os mesmos rituais que ele havia testemunhado em 1935. "Respondi: 'continuam exatamente do jeito que você viu'", contou, frisando que o antropólogo chegou a profetizar que, dado o ritmo de aculturação e dizimação dos índios, as cerimônias do funeral despareceriam ainda no século 20. "Hoje tenho convicção de que não podemos perder essa raiz", afirmou Meritororeu.</p>
<p><strong>EDUCAÇÃO COSMOLÓGICA</strong></p>
<p>A trajetória de Adugoenau também foge de estereótipos. Para defender a cultura e os direitos de seu povo, aproximou-se do universo não Bororo e abriu-se para o diálogo. Falante de quatro línguas — bororo, português, espanhol e italiano —,  ele transita entre o mundo indígena e o não indígena, onde apresenta-se como Félix Rondon, e mantém um <a class="external-link" href="http://felixadugo.blogspot.com.br/">blog</a> no qual aborda aspectos da cosmologia bororo. "Mas na aldeia sou Félix Adugoenau, nome que remete a meu clã e à minha linhagem", faz questão de frisar. "Entrar em contato com o mundo ocidental, do homem branco, não faz do índio menos índio. Usar relógio e celular não faz com que eu deixe de ser Bororo."</p>
<p>A saída que encontrou para preservar a cultura Bororo é a mesma apontada para tantos problemas de nossa sociedade: a educação. Graduado em Ciências Matemática e da Natureza pela Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat), é coordenador da Coordenadoria de Educação Escolar Indígena (CEI) da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT) e atualmente prepara-se para defender, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sua dissertação de mestrado sobre educação escolar indígena.</p>
<p>Adugoenau dedica-se a resgatar a essência da orientação filosófica bororo. Para isso, defende o estabelecimento da educação indígena cosmológica no lugar da educação intercultural, à qual os antropólogos são tradicionalmente favoráveis, e da educação salesiana, pois ambas seriam pensadas a partir da ótica europeia.</p>
<p>"A filosofia da cosmologia bororo conflita com a educação indígena tal como é feita: a carga horária, a matriz curricular e a organização das turmas. Trata-se de uma colonização velada. É preciso descolonizar as escolas e a própria mente do professor", advertiu.</p>
<p>De acordo com o mestrando, a educação cosmológica deve refletir a filosofia Bororo, diferentemente do que vem sendo feito nas escolas indígenas. "A educação intercultural mostra uma cultura que é melhor que a minha", queixou-se. "Já que não consigo combater os salesianos, vou me fortalecer. Trata-se de um processo que não tem como parar. É preciso entrar nesse corpo em movimento e tomar a direção para causar menos danos."</p>
<p>Seu esforço é por implementar uma educação pensada a partir da organização espacial e espiritual dos Bororo. "O que acontece na sala de aula tem que ter vínculo com a vida na aldeia, com as metades exogâmicas". Ele faz referência à distribuição circular das casas e à divisão da aldeia em duas partes — Ecerea e Tugoarege, cada uma subdividida em quatro clãs<i>. </i>"Não estamos trabalhando isso nas escolas."</p>
<p><strong>RELAÇÕES DE GÊNERO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Através de um esquema gráfico, Adugoenau mostrou como é organizada uma aldeia ideal: "há uma simetria das metades exogâmicas, onde as linhas se cruzam e os espíritos e a terra se fundem". Conforme explicou, essa divisão é uma expressão da cosmologia bororo, segundo a qual para tudo há uma parte correspondente. De um lado, estariam os <i>Ecerae</i>, termo que remete à ideia de "gente fácil de morrer, que precisa de proteção", de outro, os <i>Tugoarege</i>, tidos como "gente que tem o dom da flecha, em outras palavras, gente que mata".</p>
<p>A ideia das metades que se completam explica, também, as relações de gênero entre os Bororo, as quais frequentemente são criticadas por organização feministas e voltadas para a defesa dos direitos humanos. Tal como há uma separação entre <i>Ecerae</i> e <i>Tugoarege</i>, mundo dos mortos e mundos dos vivos, haveria uma separação entre homens e mulheres. E um dos principais marcadores dessa diferenciação é o tabu do Arije — espírito que somente homens já iniciados podem ver, sendo proibido para crianças e mulheres.</p>
<p>"Homens e mulheres não estão no mesmo patamar porque vai contra a natureza. Na nossa cosmologia, a mulher tem uma especificidade. Ela conecta o mundo físico com o mundo espiritual. O homem é como o elemento que completa esse elo entre os dois mundos. A partir dessa fusão, forma-se uma amálgama e a mulher gera outro universo dentro do próprio corpo."</p>
<p>Adugoenau atribui o olhar crítico sobre essa divisão de gênero à incapacidade do "homem branco" compreender a essência do que é <i>imedi </i>e <i>aredi</i> — palavras traduzidas, respectivamente, como homem e mulher. De acordo com ele, trata-se de uma tradução insuficiente e inexata. "Aredi não é mulher, mas dona da semente. É como uma árvore."</p>
<p>Segundo a etnógrafa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/flavia-kremer" class="external-link">Flávia Kremer</a>, debatedora do seminário, essa diferenciação entre homem e mulher é crucial para a preservação da cultura bororo. "Fui para a aldeia para estudar mudança e continuidade cultural entre os Bororo, mas vi que a cultura está viva justamente por causa das divisões de gênero", explicou Kremer, que investigou o tema ao longo do mestrado, defendido na London School of Economics and Political Science (LSE), Reino Unido. A etnógrafa deu continuidade às pesquisas sobre o povo indígena no doutorado em antropologia social e mídias visuais na University of Manchester, também no Reino Unido, onde explorou as interações entre gênero, etnografia e tecnologias digitais na cultura bororo.</p>
<p>Além de Kremer, foram debatedoras do encontro a antropóloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/sylvia-caiuby-novaes" class="external-link">Sylvia Novaes</a>, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e grande conhecedora da cultura bororo, tendo desenvolvido diversos estudos etnográficos sobre o povo indígena; e a também antropóloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/betty-mindlin" class="external-link">Betty Mindlin</a>, que há anos dedica-se a projetos de apoio a povos indígenas da Amazônia e de outras regiões do país.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Etnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-14T17:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-vanzolini-1924-2013-especialista-em-cobras-e-lagartos-e-sambista">
    <title>Paulo Vanzolini, especialista em cobras e lagartos, e sambista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-vanzolini-1924-2013-especialista-em-cobras-e-lagartos-e-sambista</link>
    <description>A cultura brasileira, científica, musical e poética, perdeu no domingo, 28 de abril, uma de seus mais ilustres representantes, o herpetologista e sambista Paulo Vanzolini, aos 89 anos,  um "especialista em cobras e lagartos" como ele dizia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: right; "><strong><strong>"Ai olho de cobra mansa, ai boca de fruta brava."<br /><i>"Leilão", samba rural de Paulo Vanzolini</i></strong></strong></p>
<p>A cultura brasileira, científica, musical e poética, perdeu no domingo, 28 de abril, um de seus mais ilustres representantes, o herpetologista e sambista Paulo Vanzolini, aos 89 anos,  um "especialista em cobras e lagartos", como ele dizia.</p>
<table class="tabela-direita-410">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cesar-ades-paulo-vanzolini-e-robert-trivers" alt="César Ades, Paulo Vanzolini e Robert Trivers" class="image-inline" title="César Ades, Paulo Vanzolini e Robert Trivers" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Paulo Vanzolini ladeado por César Ades e<br />Robert Trivers (<i>à dir.</i>), no final da conferência<br />do último, em 4 de agosto de 2010</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; ">Vanzolini formou-se em medicina pela USP em 1947. Durante a faculdade começou a participar do ambiente boêmio da cidade de São Paulo e a se apresentar com outros estudantes. Em 1945, aos 21 anos, compôs "Ronda", que só viria a ser gravada em 1953. Em 1951 tornou-se Ph.D. em biologia pela Harvard University, EUA. No mesmo ano, voltou a São Paulo e publicou um livro de poesias.</p>
<p style="text-align: left; ">Em 1963, tornou-se diretor do Museu de Zoologia da USP e em 1967 foi lançado o disco "Onze Sambas e uma Capoeira", no qual grandes nomes do ambiente musical de São Paulo à época interpretam suas músicas, entre os quais, Chico Buarque, Luís Carlos Paraná e Cláudia Morena.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Teoria dos refúgios</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Em 1970, publicou artigo em parceria com o americano Ernest Williams sobre a especiação do lagarto anolis. É desse período sua parceria com o geomorfologista Aziz Ab'Sáber em estudos corroborativos do que viria a ser a teoria dos refúgios, também desenvolvida pelo ornitólogo e biogeógrafo alemão Jürgen Haffer. Segundo a teoria, a grande variedade de espécies na Amazônia se explicaria pelo isolamento de animais em ilhas (os refúgios) de mata nos longos períodos de seca provocados pelas glaciações. Continuou a dirigir o Museu de Zoologia até 1994. Durante sua gestão o acervo do museu aumentou de 1.200 para 170 mil espécimens.</p>
<p style="text-align: left; ">Em 1979, lançou o disco "Paulo Vanzolini por Ele Mesmo", no qual interpreta suas músicas. A caixa com quatro CDs "Acerto de Contas de Paulo Vanzolini" foi lançada em 2003, com um panorama de sua obra músical, que também inclui parcerias com Toquinho, Eduardo Gudin, Roberto Riberti e outros compositores.</p>
<p style="text-align: left; ">Vanzolini publicou dois artigos na revista "Estudos Avançados". O primeiro foi <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v6n15/v6n15a03.pdf">Paleoclimas e Especiação em Animais da América do Sul Tropical</a> (edição nº 15, ago.-dez./1992). O segundo foi por ocasião da edição da nº 22 (ago.-dez./1994) da  revista, comemorativa dos 60 anos da USP. Como não poderia deixar de ser, Vanzolini contribui com o texto <a class="external-link" href="http://http//www.scielo.br/pdf/ea/v8n22/85.pdf">Museu de Zoologia</a>, no qual destaca a importância do museu para a zoologia brasileira.</p>
<p style="text-align: left; ">A última participação de Vanzolini em atividades do IEA foi quando compareceu para assistir a conferência de seu velho amigo o biólogo e psicólogo americano Robert Trivers, em agosto de 2010. No final da conferência, Vanzolini, Trivers e o então diretor do IEA, César Ades, foram para um bar perto da Cidade Universitária tomar cerveja e "conversar sobre isso e aquilo", como diria Adoniram Barbosa.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Zoologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-04-30T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dois-novos-titulares-2019">
    <title>Paulo Herkenhoff e Helena Nader serão os novos titulares da Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dois-novos-titulares-2019</link>
    <description>Coordenação da Cátedra Olavo Setubal escolhe o crítico e curador de arte Paulo Herkenhoff e a bioquímica Helena Nader como novos titulares. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-herkenhoff-e-helena-nader" alt="Paulo Herkenhoff e Helena Nader" class="image-inline" title="Paulo Herkenhoff e Helena Nader" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O curador de arte Paulo Herkenhoff e a bioquímica Helena Nader</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em 2019, a <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência </a>terá dois titulares, contemplando ao mesmo tempo as artes visuais e a ciência, além das intersecções entre elas.</p>
<p>Ocuparão as posições o crítico, curador e gestor cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, com destacada atuação no Brasil e no exterior, e a bioquímica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).</p>
<p>A posse dos dois será no dia <strong>28 de março</strong>, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário, substituindo a atual titular, a ativista social, educacional e cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa Silva</a>, diretora da Redes da Maré. Eliana, no entanto, continuará vinculada à cátedra, onde coordenada o projeto <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/censo-jardim-sao-remo-jardim-keralux-e-vila-guaraciaba-1" class="external-link">Democracia, Artes e Saberes Plurais</a>.</p>
<p>O coordenador da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, ex-diretor do IEA, ressalta que a iniciativa, fruto de convênio entre o IEA e o <a class="external-link" href="http://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a>, tem uma configuração aberta, tanto temática quanto organizacional, daí a possibilidade de explorar simultaneamente duas áreas do conhecimento.</p>
<p><span>Para ele, a escolha de Paulo Herkenhoff e Helena Nader deve-se ao papel de "curadores" que ambos desempenham em suas áreas de atuação. "Paulo tem uma participação relevante do ponto de vista institucional no campo das artes e Helena atua quase como uma diplomata do mundo da ciência e das políticas de ciência, tecnologia e inovação."</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Participações<br />no IEA</i></h3>
<p><i>Helena Nader e Paulo Herkenhoff já contribuíram várias vezes com o Instituto.</i></p>
<p><i>Helena foi expositora no seminário <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-lei-da-inovacao?searchterm=A+Nova+Lei+da+Inova%C3%A7%C3%A3o%3A+Expectativas%2C+Perspectivas+e+Iniciativas" class="external-link">A Nova Lei da Inovação: Expectativas, Perspectivas e Iniciativas</a> , em 4 de abril de 2016 (<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas?searchterm=A+Nova+Lei" class="external-link">vídeo</a>), e no workshop <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cooperacao-academia-industria?searchterm=Ci%C3%AAncia+e+Ind%C3%BAstria+++Construindo++Novos+Caminhos+em+Tempos+Desafiadores" class="external-link">Ciência e Indústria - Construindo  Novos Caminhos em Tempos Desafiadores</a> , em 19 de junho de 2017 (vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-i?searchterm=Ci%C3%AAncia+%26+Ind%C3%BAstria" class="external-link">Partes 1</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-ii?searchterm=Ci%C3%AAncia+%26+Ind%C3%BAstria" class="external-link">Parte 2</a>), e atuou como debatedora no encontro <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reitores" class="external-link">O Futuro das Universidades</a>, em 24 de abril de 2015 (<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-ii?searchterm=Ci%C3%AAncia+%26+Ind%C3%BAstria" class="external-link">vídeo</a>).</i></p>
<p><i>Em 9 de maio de 2016, Herkenhoff foi entrevistado por integrantes do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/forum-permanente" class="external-link">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</a> sobre arte contemporânea e museologia da arte no Brasil  (<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/encontro-com-paulo-herkenhoff?searchterm=Herkenho" class="external-link">vídeo</a>). No ciclo de seminários organizado pela Cátedra Olavo Setubal em 2017, ele foi um dos expositores do módulo dedicado a dirigentes culturais. O seminário realizou-se no dia 10 de outubro daquele ano e teve também a participação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-augusto-calil" class="external-link">Carlos Augusto Calil</a> (<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/dirigentes-culturais-iii-dos-anos-50-a-atualidade" class="external-link">vídeo</a>).</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Não será a primeira vez que a ciência estará ao lado da arte na cátedra. Uma das atividades organizadas pelo primeiro titular, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet</a>, em 2016, foi o seminário <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/a-ciencia-e-suas-fronteiras" class="external-link">A Ciência e Suas Fronteiras</a>.</p>
<p><span>Em encontro preliminar no dia 8 de março entre a direção do IEA, coordenação da cátedra e os dois novos titulares, o diretor do Instituto, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a><span>, disse que a escolha Herkenhoff e Helena permitirá uma reflexão sobre a falsa dualidade entre o processo criativo e o científico. Em referência ao livro "Ciência e valores humanos", de Jacob Bronowski, afirmou haver "coisas extremamente intuitivas quando se faz ciência e muito exatas quando se pinta um quadro".</span></p>
<p>Ainda em relação ao diálogo entre arte e ciência, Herkenhoff citou como exemplo o conceito de "buraco negro" aplicado a guetos pelo artista Cildo Meirelles: "A energia presa no gueto acaba crescendo e se autoalimentando; exemplo disso é o renascimento da cultura negra no Harlem, em Nova York, nos anos 20".</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Leia outras notícias<br />sobre a Cátedra<br />Olavo Setubal</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outro aspecto ressaltado por Saldiva é a importância da atuação dos novos titulares para que a cátedra seja um espaço de divulgação e esclarecimento para a arte e a ciência "num momento em que as duas áreas estão sob ataque". Essa é uma função crucial no contexto atual do país, segundo Helena: "Temos de aproveitar esse espaço para fortalecer a arte, a cultura e a ciência." Nesse sentido, ela e Herkenhoff esperam que sua estada no IEA contribua com o desenvolvimento da educação científica e artística.</p>
<p>No que se refere especificamente ao papel da arte nesse contexto, Herkenhoff a vê como possibilidade de cura, de algo que torna a vida possível: "Como disse a escultora Louise Burgeois, 'a arte é uma garantia de sanidade'".</p>
<p><strong>Perfil de Paulo Herkenhoff</strong></p>
<p>Herkenhoff costuma dizer que ingressou na área de curadoria "pelas bordas". Nos anos 70, trabalhava num escritório de advocacia e acabou participando da reorganização do Museu do Açude e do Museu Chácara do Céu, criados pela Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya em 1964 e 1972, respectivamente.</p>
<p>Na década seguinte, foi trabalhar na Funarte e viajou para diversas cidades do país. Ele destaca dois trabalhos que realizou na instituição: uma mostra em Curitiba, PR, com a participação de 250 artistas das Américas, e um projeto em Belém, PA, sobre a visualidade e a diversidade da Amazônia.</p>
<p>Um de seus trabalhos mais famosos foi a curadoria-geral da 24ª Bienal de São Paulo, a chamada "Bienal da Antropofagia", ocorrida em 1998. Para que a mostra tivesse um caráter historiográfico e crítico sobre a cidade de São Paulo, Herkenhoff considerou o Movimento Antropofágico como uma representação da cidade e uma resposta a ela. O objetivo foi lidar com o conceito de antropofagia como "processo de formação cultural com vistas à autonomia". Também merece destaque sua curadoria do pavilhão brasileiro na 47ª Bienal de Veneza, em 1997.</p>
<p>Outras posições na carreira Herkenhoff como curador e dirigente cultural foram as atividades como diretor do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, curador-chefe do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), curador da Fundação Eva Klabin Rappaport, curador adjunto no Departamento de Pintura e Escultura do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e diretor cultural do Museu de Arte do Rio (MAR).</p>
<p>No MoMA, em 2002, ele teve três meses para organizar a exposição "Tempo", na qual artistas de diversos países trataram das percepções fenomenológicas e ficcionais de aspectos temporais. A mostra foi apontada pelo jornal "The New York Times" como referência para os rumos a serem tomados pelo museu.</p>
<p>A produção bibliográfica de Herkenhoff inclui obras sobre vários artistas brasileiros, coleções, produção artística em períodos históricos e arte contemporânea no Brasil e na América Latina.</p>
<p><strong>Perfil de Helena Nader</strong></p>
<p>Professora titular de biologia molecular na Unifesp, Helena Nader tem aliado suas atividades como docente e pesquisadora com a atuação como administradora acadêmica, dirigente de entidades científicas e assessora de agências de apoio à pesquisa.</p>
<p>Helena graduou-se em ciências biomédicas na Unifesp e fez licenciatura em biologia na USP. Realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade do Sul da Califórnia, EUA. É bolsista de produtividade do CNPq (nível 1A), membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) e participa da Academia Mundial de Ciências para o Avanço da Ciência nos Países em Desenvolvimento (TWAS, na sigla em inglês).</p>
<p>Ela é assessora de diversos periódicos nacionais e internacionais e foi pesquisadora visitante nos Estados Unidos (Escola de Medicina Loyola, em Chicago, e Centro de Ciência Celular William Alton Jones, em Lake Placid) e na Itália (Instituto de Pesquisa Química e Bioquímica Giacomo Ronzoni, em Milão, e Laboratórios de Pesquisa da Opocrin, em Modena).</p>
<p>Os focos principais de suas pesquisas são glicobiologia e biologia celular e molecular de proteoglicanos, em especial de heparina e heparam sulfato.  Seus trabalhos estão relacionados com o envolvimento desses compostos na hemostasia, no controle da divisão celular e na transformação celular.</p>
<p>Helena foi presidente por três mandatos (2011 a 2017) da SBPC, presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), pró-reitora de Graduação e pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Unifesp, coordenadora do Comitê de Assessoramento em Biofísica, Farmacologia, Fisiologia e Neurociências (CABF) do CNPq, coordenadora adjunta da Área de Avaliação Biológicas II da Capes e membro da Coordenação de Biologia da Fapesp.</p>
<p>Entre as honrarias que recebeu estão a Ordem Nacional do Mérito Científico (na classe Comendador, em 2002, e na classe Grã-Cruz, em 2008), a Medalha Mérito Tamandaré da Marinha do Brasil, em 2013, e o Prêmio Scopus 2007, concedido pela Elsevier e Capes.</p>
<p style="text-align: right; "><i>Com a colaboração de Fernanda Rezende/IEA-USP</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-03-18T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/diretor-do-museu-de-arte-do-rio-e-ex-secretario-de-cultura-apresentarao-suas-experiencias-no-pavilhao-da-bienal">
    <title>Paulo Herkenhoff e Carlos Augusto Calil apresentarão suas experiências na Bienal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/diretor-do-museu-de-arte-do-rio-e-ex-secretario-de-cultura-apresentarao-suas-experiencias-no-pavilhao-da-bienal</link>
    <description>Crítico de arte e ex-secretário de Cultura do município de São Paulo, estarão no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, dia 10 de outubro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-herkenhoff-catedra" alt="Paulo Herkenhoff - Cátedra" class="image-inline" title="Paulo Herkenhoff - Cátedra" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Paulo Herkenhoff</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, receberá o terceiro encontro da série <i>Dirigentes Culturais: Dos Anos 50 à Atualidade</i>. No <strong>dia </strong><strong>10 de outubro, a partir das 14h30</strong>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff">Paulo Herkenhoff</a>, crítico de arte e ex-diretor cultural do Museu de Arte do Rio (MAR), e Carlos Augusto Calil, ex-secretário de Cultura do município de São Paulo e que já dirigiu diversas instituições, apresentarão suas experiências na área cultural. Com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet, o evento requer <a href="https://goo.gl/QLHuhP">inscrição prévia</a> para quem pretende assistir presencialmente.</p>
<p dir="ltr">Além ter sido diretor do MAR, onde também foi curador chefe entre 1985 e 1999, Paulo Herkenhoff foi diretor do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro (2003-2006), curador adjunto no departamento de pintura e escultura do Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA (1999-2002), além de curador geral da 24ª Bienal de São Paulo (1997 e 1999).</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/web-Carlos_Augusto_Calil_Producao-cultural-do-brasil-wikimedia.jpg" alt="Carlos Augusto Calil " class="image-inline" title="Carlos Augusto Calil " /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Carlos Augusto Calil</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Cineasta, crítico e ensaísta, Carlos Augusto Calil foi diretor da Embrafilme de 1979 a 1986, organizou a Cinemateca em 1987 junto com Paulo Emílio Salles Gomes e, em 2005, assumiu a Secretaria da Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo, cargo que ocupou por oito anos. Além disso, é professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, onde ministra as disciplinas "História do Audiovisual Brasileiro" e "Legislação e Mercado Audiovisual".</p>
<p dir="ltr"><strong>Ciclo</strong></p>
<p dir="ltr">O evento integra a programação do Ciclo "Cultura, Institucionalidade e Gestão", realizado pela Cátedra. Dividido em quatro etapas, o ciclo pretende fornecer um panorama crítico, atual e histórico da formação de uma estrutura cultural na cidade de São Paulo, pelo ponto de vista da gestão cultural em instituições. Os eventos terão como foco:</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Todas as notícias da Cátedra</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/programacao-de-atividades" class="external-link">Programação do Ciclo</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">1) As relações entre arte, cultura e política;</p>
<p dir="ltr">2) O perfil de instituições culturais que fazem diferença na estrutura cultural de uma cidade como São Paulo;</p>
<p dir="ltr">3) A contribuição de certos gestores culturais na consolidação de um campo cultural no Brasil e em São Paulo;</p>
<p dir="ltr">4) O papel das exposições na representação cultural de um Brasil contemporâneo.</p>
<p dir="ltr">“A programação pretende oferecer um amplo e crítico panorama da situação da cultura no Brasil pelo viés da gestão cultural em instituições e organismos de representação cultural”, explica Martin Grossmann, coordenador acadêmico da Cátedra. Segundo ele, isso será feito por meio de uma dinâmica discursiva e reflexiva em interação direta com importantes equipamentos culturais da cidade e seus principais agentes.</p>
<p dir="ltr">A Cátedra Olavo Setúbal é resultado de uma pareceria entre o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e o Itaú Cultural. Foi iniciada em 2016 e este ano tem como titular o arquiteto Ricardo Ohtake, presidente do Instituto Tomie Ohtake.</p>
<hr />
<p><i> </i></p>
<p dir="ltr"><i><strong>Dirigentes Culturais III: Dos Anos 50 à Atualidade<br class="kix-line-break" /></strong>10 de outubro, às 14h30<br class="kix-line-break" />Pavilhão da Bienal, térreo, Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n°, Portão 3, Parque Ibirapuera<br class="kix-line-break" />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br class="kix-line-break" />Inscrição <a href="https://goo.gl/QLHuhP">via formulário</a> <br class="kix-line-break" />Mais informações: Sandra Sedini (sedini@usp.br), telefone: (11) 3091-1678<br class="kix-line-break" /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/dirigentes_culturais_3_bienal">Página do evento</a></i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans / IEA-USP<br /></span><span class="discreet">Garapa Coletivo Multimídia / Wikimedia</span></p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-04T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/para-conservadores-restauradores-dialogo-entre-atelies-e-instituicoes-publicas-ainda-precisa-aumentar">
    <title>Para restauradores, diálogo entre ateliês e instituições públicas ainda precisa aumentar</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/para-conservadores-restauradores-dialogo-entre-atelies-e-instituicoes-publicas-ainda-precisa-aumentar</link>
    <description>IEA recebeu conservadores de instituições públicas e privadas para comparar a atuação de cada instituto na área de conservação e restauração de obras de arte.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/atuacao-do-conservador-restaurador-mesa" alt="Atuação do Conservador restaurador - mesa" class="image-inline" title="Atuação do Conservador restaurador - mesa" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>IEA recebeu restauradores do Masp, Museu Paulista, MAE e Schäfer Conservação e Restauro</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>O trabalho de conservação e restauração é amplo e minucioso. Envolve desde instruções de como manusear uma obra, de como montar o espaço de exposição, até questões de monitoramento climático, de poluentes e controle de luz. No dia 26 de outubro, o IEA recebeu o primeiro evento do ciclo sobre conservação e restauração de bens culturais, organizado pelo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</a><span>, do IEA, pela </span><a href="https://www.bbm.usp.br/">Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin</a><span> e pelo </span><a href="https://wp.ufpel.edu.br/crbensmoveis/">Departamento de Museologia, Conservação e Restauro da Universidade Federal de Pelota.</a></p>
<p dir="ltr"><span>Para comparar a atuação dos conservadores em instituições públicas e privadas, foram convidadas as debatedoras: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/teresa-cristina-toledo-de-paula">Teresa Cristina Toledo de Paula</a><span>, do IEA e do Museu Paulista (MP) da USP; Ana Carolina Delgado Vieira, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e Karen Barbosa, do Museu de Arte de São Paulo (Masp), as três representando museus públicos; e Stephan Schäfer, da Stephan Schäfer Conservação e Restauro, representando o trabalho em instituições privadas. A moderação foi de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/isis-baldini-elias">Isis Baldini Elias</a><span>, do IEA.</span></p>
<p dir="ltr">“Eu vejo que os restauradores privados têm uma dinâmica diferente de trabalho. Na instituição temos um trabalho mais introspectivo, com menos relação interpessoal. O privado está sempre com o cartão de visitas pronto”, comenta Ana Carolina.</p>
<p dir="ltr">Karen diz que o Masp costuma trabalhar muito com restauradores privados. Algo que acontece também com o Museu Paulista, como explica Teresa: a instituição contrata regularmente especialistas em áreas que o museu não possui, como porcelana, fotografia, entre outras.</p>
<p dir="ltr">Os conferencistas comentam, no entanto, que, apesar de já existir diálogo, é preciso uma maior interação entre os dois setores. “Em congressos, quem mais apresenta trabalhos são os professores de museus. O pessoal de ateliê poderia participar mais desses congressos, trazer coisas novas, debates éticos diferentes, recursos diferentes. Eles poderiam nos dar mostras do que é possível fazer fora do script”, diz Ana Carolina.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/atuacao-do-conservador-restaurador-o-conservador-de-museu-e-o-conservador-de-atelie-26-de-outubro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Concordando com a restauradora do MAE, Schäfer acrescenta ainda a ideia de criar uma mesa, assim como foi a do evento, para profissionais se encontrarem e interagirem mais: “Seria enriquecedor pra todo mundo. Essa troca de informações não é tão generosa no Brasil como em outros lugares do mundo, aqui parece que existe uma política de manter e monopolizar o conhecimento”.</p>
<p dir="ltr"><strong>Ética e estética</strong></p>
<p dir="ltr">Para Schäfer, ética e estética na conservação estão relacionadas. “Temos um código de ética. Critérios como intervenção mínima, reversibilidade, favorecer a conservação preventiva antes da intervenção”. No entanto, ele explica que na prática nem sempre é fácil explicar aos cliente os processos a serem feitos. Convencendo-os que “isso faz parte, isso não desvaloriza sua obra". Ele criticou também o processo de reentelagem - quando se cola outra tela atrás da original -, pois isso tira o valor da obra, além de impossibilitar que se estude a parte de trás da tela original.</p>
<p dir="ltr">Segundo os debatedores, é comum que pessoas não especializadas tentem fazer algum trabalho de reparação em obras. Teresa diz que é chamada constantemente para resolver situações que ela chama de "barbárie", coisas como colagens na tela e lavagens de modo errado que fazem a tinta sair. "Não tentem ajudar. Lugar de gente de boa vontade é no céu. Acervo é assunto de especialista", diz e completa explicando: “O conservador-restaurador tem que tomar decisões importantes. É uma angústia sim, e é pra isso que estudamos tanto, consultamos colegas, para termos o conforto de saber que tomamos a melhor decisão possível”.</p>
<p dir="ltr">“Vida de restaurador é esse dilema, tomada de decisões o tempo todo”, complementa Ana Carolina. A restauradora do MAE lembrou um episódio sobre a ética na área da restauração, ao lidar com alguns objetos da tribo kaingang. Eles não permitiram que ela fizesse algumas restaurações, por exemplo, em cerâmicas rachadas, pois segundo os kaingang, as rachaduras são mensagens do plano espiritual para o artesão. Outro exemplo foi o de um colar da mesma tribo. Ele estava quebrado e Ana Carolina gostaria de restaurá-lo, porém, o colar, usado nos rituais de cura, eram propositalmente quebrados. “É necessário uma consulta ética com quem realmente possui a propriedade deste material”, diz.</p>
<p dir="ltr">O MAE está trabalhando atualmente com tribos indígenas, uma delas é a kaingang. Os índios trabalham com a equipe do museu, escolhendo o acervo e produzindo peças para exposições. Além de contribuírem no ponto de vista da conservação, orientam sobre os materiais usados.</p>
<p dir="ltr"><strong>Falsificação e obras deslocadas</strong></p>
<p dir="ltr">Outro ponto do debate foi na existência de obras falsificadas, algo que, segundo os conferencistas, acontece com frequência. “No MAE, trabalhamos muito com falsificação, mas também recebemos obras frutos de roubos e outros descaminhos. Temos artefatos que com uma simple análise conseguimos verificar que é falsificado. Temos o setor de documentação museológica pra ver se a obra está na Red List - lista com obras roubadas e que estão sendo procuradas -, para ver se tem uma procedência duvidosa”, explica Ana Carolina.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/atuacao-do-conservador-publico" alt="Atuação do conservador - Público" class="image-inline" title="Atuação do conservador - Público" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">“O falsificador estuda tudo, inclusive os materiais. É algo difícil de identificar mesmo para grandes especialistas. No Brasil, devo ter restaurado inúmeras falsificações”, diz Stephan Schäfer. Ele ressalta, no entanto, que não é função nem responsabilidade afirmar que uma obra é falsa, já que não fazem a análise científica para poder afirmar categoricamente que o objeto não é autêntico. Mesmo assim, ele diz ser “consultado no mínimo semanalmente para autenticação de obras de artes”.</p>
<p dir="ltr">“No Museu Paulista, o que acontece é recebermos coleções que o colecionador acreditava que eram uma coisa que na realidade não são. São doados e verificamos em análise que não eram originais, mas as pessoas acreditavam que sim”, comenta Teresa. Para ela e Schäfer, o falso também é documento. O restaurador explica que um objeto falsificado pode conter a assinatura de um suposto falsificador e isso pode ser útil para traçá-lo e identificá-lo. “Temos que identificar o que é falsificação intencional ou reprodução. Antigamente em escolas de arte se copiavam obras de arte, inclusive dentro dos museus. Descarte deveria ser um último recurso”, explica o restaurador.</p>
<p dir="ltr">“A destruição de uma obra é uma coisa muito delicada, independente do porque, é uma coisa que tem que ser bem analisada e se puder ser bem documentada. Se tiver onde guardar, ótimo”, comentou a restauradora do Masp, Karen. Ela lembra ainda que as políticas nas instituições mudam e eventualmente um procedimento que seria racional, em outra época pode ser completamente diferente.</p>
<p dir="ltr">Schäfer acredita que no Brasil falta um centro de referência imparcial e autônomo que colete dados e faça análises em que se possa comparar objetos falsificados.</p>
<p dir="ltr">Existe ainda o caso das instituições receberem acervos que não se relacionam muito com o que é exposto neles. “Nesses casos de objetos deslocados, mas em bom estado e que poderiam ser úteis para outros museus, a instituição vai conversar internamente e determinar o que fazer. É possível mandar para outras instituições se elas quiserem”, explica Ana Carolina.</p>
<p dir="ltr">Exemplificando como acontece no Museu Paulista, Teresa diz que todas as propostas de aquisições, doações ou compras só vão para o museu depois de uma série de pareceres e laudos de especialistas. “Nos têxteis, por exemplo, caso doem 50 itens, mas só 45 sejam interessantes, você pode abrir mão daqueles objetos que não interessam, mas isso é dito para a pessoa. Alguns levam de volta, outros deixam com a gente”, diz. Os objetos que não serão expostos podem ainda ir para um “banco de objetos”, para serem usados em pesquisas, como testes de materiais, por exemplo.</p>
<p dir="ltr"><strong>Prevenção</strong></p>
<p dir="ltr"><strong> </strong>A questão da segurança dos acervos, quando guardados em um só local, passou a ser mais discutida depois do Museu Paulista ser interditado por riscos de desabamento e do incêndio ocorrido no Museu de Língua Portuguesa.</p>
<p dir="ltr">“É um problema, mas não vejo outra maneira de ser. No MAE temos coleções históricas guardadas, assim como no Paulista. O que fazemos diariamente é uma busca incessante para checar se nosso edifício tem capacidade de salvaguardar todos os objetos. Tentamos mobilizar todos os setores, para verificar condições de segurança, ver pragas, infiltrações, inundações”, diz Ana Carolina.</p>
<p dir="ltr">Teresa lembrou que o medo de incêndios é comum em todas as instituições do país, já que é algo que pode acontecer por mais que se tome cuidado. Ela revelou ainda que as obras do Museu Paulista estão sendo divididas entre outros prédios da região, já que o edifício-monumento está passando por restauração. “Será uma minimização dos riscos, dividindo o acervo. Dividimos por tipologia, por riscos também. O acervo dividido é bem mais fácil de gerenciar. Vamos descompactar”, completa.</p>
<p dir="ltr">Schäfer comentou que está desenvolvendo um tratamento térmico controlado para o controle de pragas. Enquanto a desinfestação atóxica demora cerca de 30 dias, o método térmico dura dois ou três dias. Nele, os acervos são colocados em um container com temperatura de cerca de 55 graus celsius, que seria suficiente para matar os insetos em todas suas fases de desenvolvimento.</p>
<p dir="ltr"><strong>Entrada no mercado de trabalho</strong></p>
<p dir="ltr">Voltado também para alunos, o evento abordou a questão do ingresso no mercado de trabalho nas áreas de conservação e restauração. Uma dúvida frequente é quanto aos estágios, se é melhor fazê-lo em uma instituição pública ou em um ateliê particular. Para Teresa, restauradora do Museu Paulista, “tanto faz, desde que o estágio ensine o trabalho de conservação. O importante é você escolher um profissional competente”.</p>
<p dir="ltr">Stephan Schäfer, restaurador privado, acredita que a principal diferença é que em um ateliê particular é possível ver mais intervenção prática na obra, enquanto o museu pode monitorar e estudar por anos a mesma obra. “Temos certa pressão e uma fila que tem que andar, o cliente liga e cobra. O fluxo de trabalho e quantidade de intervenção é diária, se você quer aprender a restaurar e absorver o que é restauração na prática, o ateliê particular é mais favorável”, explica Schäfer, com ressalvas de Karen de que a vida no museu não é “tão devagar assim. Ao contrário do que imaginam, a gente corre atrás do tempo”, contestou.</p>
<p dir="ltr">Para a moderadora Isis Baldini, é uma questão de foco, se o estudante quer conservação interventiva, restauro, o melhor é mesmo um ateliê. Se quer uma intervenção preventiva que além do restauro cuida de outros fatores, o melhor é uma instituição pública.</p>
<p class="mceContentBody documentContent" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans / IEA- USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-06T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/papel-da-cultura-na-formacao-do-individuo-e-tema-de-evento-no-iea-rp">
    <title>Papel da cultura na formação do indivíduo é tema de evento no IEA-RP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/papel-da-cultura-na-formacao-do-individuo-e-tema-de-evento-no-iea-rp</link>
    <description>Conferência é realizada pela Secretaria Especial da Cultura com produção da Associação Pró-Esporte e Cultura</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/CartazCultura.png/@@images/dfcc253a-589d-4b78-ae99-df516464e25d.png" alt="" class="image-left" title="" />A cultura é um dos instrumentos que contribuem para a formação dos cidadãos e o acesso a ela é, inclusive, garantido na Constituição brasileira. Para discutir a importância do consumo de cultura em diversos contextos, momentos e segmentos, o Espaço de Eventos do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP recebe no dia <span>16 de agosto</span>, a partir das 9h, a conferência <span><b>Do Palco à Plateia: Cultura e Formação de Crianças e Adolescentes</b></span>.</p>
<p>As palestras vão abordar a cultura na formação humana e a sensibilização cultural na criação artística e na formação de plateia, além de apresentar relatos de experiência envolvendo o componente cultural na formação de crianças e adolescentes.</p>
<p>As inscrições são gratuitas e devem ser feitas <a href="https://forms.gle/622BWYcsk4M1F1Ju7" rel="noreferrer noopener" target="_blank">neste link</a>. As vagas são limitadas.</p>
<p>Entre os palestrantes, estão o coordenador do Grupo de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas (GPublic) e presidente do Conselho Municipal de Cultura de Ribeirão Preto João Luiz Passador, o docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Lestras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e coordenador do Observatório de Violência e Práticas Exemplares Sérgio Kodato a consultora da Révoa Desenvolvimento Tatiana Brechani, o professor e artista circense João Marcílio, a atriz e produtora cultural da Atacia Adriana Scannavez, o docente da FFCLRP-USP Rodrigo Augusto Santinelo Pereira a professora e especialista na pedagogia Waldorf Marina Calache e representantes do Projeto Guri, considerado o maior programa sociocultural brasileiro.</p>
<p>O evento é realizado pela Secretaria Especial da Cultura, ligada ao Ministério da Cidadania, com produção da Associação Pró-Esporte e Cultura (APEC), e conta com o apoio do IEA-RP, do GPublic e do Fundo Nacional da Cultura.</p>
<p>O Espaço de Eventos do IEA-RP fica no prédio do antigo Banco Santander, ao lado do Prédio Central da FMRP, no campus da USP Ribeirão Preto (Av. Bandeirantes, 3900). Mais informações: <a>iearp@usp.br</a> ou (16) 3315 0368.</p>
<hr />
<p><b>Do Palco à Plateia: Cultura e Formação de Crianças e Adolescentes</b><br /><i>16 de agosto, 9h<br />Espaço de Eventos do IEA-RP<br /><a class="external-link" href="https://forms.gle/622BWYcsk4M1F1Ju7">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/do-palco-a-plateia-cultura-e-formacao-de-criancas-e-adolescentes" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-14T18:01:15Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pandemia-agregou-valor-a-cultura-mas-financiamento-do-setor-enfrenta-dificuldades">
    <title>Pandemia agregou valor à cultura, mas financiamento do setor enfrenta dificuldades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pandemia-agregou-valor-a-cultura-mas-financiamento-do-setor-enfrenta-dificuldades</link>
    <description>Especialistas e usuários de políticas públicas na área cultural explicam problemas e comentam situação atual no USP Analisa desta semana</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-20537c26-7fff-677e-f39c-7ad53b5a35d2"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome40.png/@@images/6c083e47-1e20-4df7-b4bf-7ce7de6c04f3.png" alt="" class="image-left" title="" />A pandemia de covid-19 e a necessidade de distanciamento social trazida por ela tornaram ainda mais difícil a vida de quem trabalha com projetos culturais. Embora música, arte, cinema e literatura tenham ajudado muitas pessoas a passarem pelos períodos de isolamento, o financiamento dos grupos que atuam nessa área enfrenta cada vez mais problemas. Para discutir a situação do setor cultural, o USP Analisa exibe uma entrevista em dois episódios com a coordenadora de projetos na Associação Pró-Esporte e Cultura de Ribeirão Preto Mariana Souza e o presidente do Cineclube Cauim, Fernando Kaxassa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Mariana, a oferta de apresentações e conteúdos culturais por meios digitais somada a um maior tempo livre em virtude do isolamento foram fundamentais para a formação de plateia nesse período, já que muitas pessoas tiveram contato com formas de arte que desconheciam e acabaram descobrindo afinidades. Além disso, houve uma maior percepção da relação entre cultura e saúde.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Para algumas pessoas, é difícil fazer esse link. Para outras, isso só ficava evidente no contexto terapêutico, trabalhar com arte como forma de terapia. Mas a pandemia vem para mostrar, num momento em que muita gente está com a saúde, especialmente a saúde mental, fragilizada, o tanto que o contato com a arte ressignifica o conceito de saúde. Poder consumir e ter contato com arte e cultura mostra como o exercício da criatividade ou a sensibilidade que só a arte traz têm muito a ver com saúde”, explica ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Eles destacam ainda os prejuízos que o desmonte do próprio Ministério da Cultura e de estruturas fundamentais na análise de projetos culturais, como a Ancine, trouxeram para o setor. Segundo Kaxassa, isso gera dificuldades para conseguir executar processos simples, como a troca de público-alvo de um projeto durante a pandemia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Nós temos projetos que atingem 25 cidades na região trazendo escolas para o cinema. Aí vem a pandemia, não tem aula. Você liga lá e pergunta: olha, nós podemos mudar o público-alvo? Porque nós temos uma série de ONGs, as crianças estão na rua. O Cauim tem uma experiência agora, acontece diariamente, de chegar num bairro para pegar as crianças, as crianças estão todas na praça, sem máscara, porque não tem onde ficar. O Cauim dá a máscara, o álcool gel, traz pro cinema. Mas, para isso, nós precisamos de três, quatro meses para conseguir mudar esse público-alvo, coisa que a gente fazia antes com uma carta, um telefonema, porque tinha um ministério, tinha 12 ou 13 pessoas lá dentro para quem você ligava e essa pessoa sabia o que era o Cauim. Hoje está dificílimo”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (30), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (4), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-06-30T20:05:55Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-jornada-indigenas">
    <title>Pajé Dua Busẽ e Ernesto Neto tratam de conexões de povos indígenas com arte, física e política</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-jornada-indigenas</link>
    <description>Os 15º e 16º encontros da Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral serão nos dias 7 e 8 de novembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Dua-Buse-300x200-Agancia-Ophelia.jpg/image" alt="Dua Busé" title="Dua Busé" height="300" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">O pajé Dua Busẽ</dd>
</dl><dl class="image-right captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Ernesto_Neto_Warburg1866-wikimedia-300x200.jpg/image" alt="Ernesto Neto" title="Ernesto Neto" height="300" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">O artista Ernesto Neto</dd>
</dl>O líder indígena </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dua-buse" class="external-link">Dua Busẽ</a><span> e o artista plástico </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/ernesto-neto" class="external-link">Ernesto Neto</a><span> serão dois dos expositores dos 15° e 16° encontros da </span><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a></i><span>, que acontecem nos dias 7 e 8 de novembro, às 14h, no IEA. As atividades são abertas ao público e com </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a><span> pela internet.</span></p>
<p dir="ltr">O pajé Dua Busẽ integrará a mesa do dia 7, <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-15" class="external-link">História e Mito: os Povos Huni-Kuin e Guarani</a></i>. O índio da etnia huni-kuin é uma liderança entre as sociedades indígenas brasileiras. Considerado o maior pajé vivo nas margens do rio Jordão, no Acre, aos 86 anos ele propõe, como projeto de sociedade, que os jovens sejam envolvidos na produção de um imaginário a partir dos mitos principais do panteón: para ele, a juventude deve abraçar o universo simbólico de que é herdeira, sem reprimir sua curiosidade com as tecnologias e a <span>contemporaneidade.</span></p>
<p>Seguindo esta proposta, os huni-kuins pretendem guardar sua memória em nuvem, na internet, a fim de preservá-la, além de divulgá-la como uma forma de aprendizado para os adolescentes indígenas. Maior etnia do Acre, o povo huni-kuin é formado por mais de cem aldeias, distribuídas em doze terras indígenas que totalizam mais de 13 mil pessoas.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Sobre a jornada</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>A <i>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</i> é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o <a class="external-link" href="https://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a>) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP.</i></p>
<p><i>O programa da disciplina foi formulado pelos dois titulares da Cátedra em 2019: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp. A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos. <strong><a class="external-link" href="https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vT4VZPz0femDuLIGBtEMzMX0EKz1H63807TYWYmo6wZnPBdDEMZ43c6xgf0pMB0l61ESa80DgK8OvRV/pub">Veja o programa completo</a></strong>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O líder indígena e cineasta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-papa" class="external-link">Carlos Papá</a>, um liderança guarani, falará sobre sua etnia, que tem ampla presença na América do Sul, abrangendo o Sudeste e o Sul do Brasil, a Bolívia, o Paraguai, a Argentina e o Uruguai. Três aspectos fundamentais da identidade guarani serão discutidos: a “alma” (ava ñe'ë) e a língua; os ancestrais míticos; e o conjunto de costumes e mitos que regulam a vida social.<br /><br />Além de Dua Busẽ e Papá, participarão da mesa de debate o cineasta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zezinho-yube" class="external-link">Zezinho Yube</a>, o artista plástico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoax/xadalu" class="external-link">Xadalu</a>, e as antropólogas <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha" class="external-link">Manuela Carneiro da Cunha</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elsje-maria-lagrou" class="external-link">Elsje Maria Lagrou</a>. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anna-dantes" class="external-link">Anna Dantes</a>.<br /><br /><strong>16º encontro</strong><br /><br />No dia seguinte, os expositores da mesa <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-16" class="external-link">Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</a></i> vão analisar a trajetória do escultor Ernesto Neto, que estará presente no debate. Segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, responsáveis pelo programa e titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, que organiza a jornada, Ernesto Neto tem buscado em sua obra “as relações de alteridade, saberes femininos e, agora, a visão cosmogônica de algumas sociedades indígenas”.<br /><br />Os homenageados do 16º encontro serão Darcy Ribeiro e Berta Ribeiro. O casal representou, para Nader e Herkenhoff, “um salto epistemológico no conhecimento da riqueza cultural das sociedades indígenas do Brasil”. Ao estudarem esses povos, focaram em suas manifestações simbólicas, carregadas de valor estético.<br /><br />No debate, Herkenhoff e os pesquisadores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a> (via Skype) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-alberto-rezende-de-oliveira" class="external-link">Luiz Alberto Rezende de Oliveira</a> acompanharão Ernesto Neto. Helena Nader será a moderadora.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<hr />
<p><strong>JORNADA RELAÇÕES DO CONHECIMENTO ENTRE ARTE E CIÊNCIA: GÊNERO, NEOCOLONIALISMO E ESPAÇO SIDERAL</strong><br /><strong>15º Encontro - História e Mito: os Povos Huni-Kuin e Guarani</strong><br /><i>7 de novembro, 14h</i><br /><strong>16º Encontro - Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</strong><br /><i>8 de novembro, 14h<br />Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /><i>Eventos gratuitos e abertos ao público - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet<br /><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br />Páginas dos eventos: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-15" class="external-link">15º Encontro</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-16" class="external-link">16º Encontro</a></i></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Agência Ophelia (Cedida pelo Itaú Cultural) e Warburg 1866/ Wikimedia</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-25T20:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ser-humano-e-tecnica">
    <title>Os impactos dos avanços biotecnológicos na condição humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ser-humano-e-tecnica</link>
    <description>Claudio Cohen, da Faculdade de Medicina da USP, será o conferencista no quarto encontro do ciclo Em Busca do Sentido Perdido, no dia 8 de outubro, às 15 horas, na Sala de Eventos do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-eaddfc15c29043a7a562a9a516ebc83c kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-eaddfc15c29043a7a562a9a516ebc83c">
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Vídeos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/em-busca-do-sentido-perdido-a-ciencia-e-o-politeismo-de-valores-1o-seminario" class="external-link">1º seminário - A Ciência e o Politeísmo de Valores</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/el-individuo-y-el-espacio-publico" class="external-link">2º seminário - El Individuo y el Espacio Público</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/em-busca-do-sentido-perdido-o-ser-humano-e-a-natureza-3o-seminario" class="external-link">3º seminário - O Ser Humano e a Natureza</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/em-busca-do-sentido-perdido-o-ser-humano-e-a-tecnica-4o-seminario" class="external-link">4º seminário - O Ser Humano e a Técnica</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/politeismo-de-valores" class="external-link">A ciência e o sentido da vida numa época de desencanto</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-ciencia-e-o-politeismo-de-valores" class="external-link">Debate sobre politeísmo de valores abre ciclo Em Busca do Sentido</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/espaco-publico-e-modernidade" class="external-link">Seminário analisa a vivência do espaço público na modernidade</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-era-do-amor" class="external-link">A era do amor</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-aborda-as-mudancas-na-relacao-do-homem-com-a-natureza-1" class="external-link">Conferência aborda as mudanças na relação do homem com a natureza</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-perda-de-sentido-nas-relacoes-entre-o-ser-humano-e-a-natureza" class="external-link">A perda de sentido nas relações entre o ser humano e a natureza</a></li>
</ul>
<p><strong>Fotos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/em-busca-do-sentido-perdido-a-ciencia-e-o-politeismo-de-valores-08-de-abril-de-2014" class="external-link">1º seminário - A Ciência e o Politeísmo de Valores</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/em-busca-do-sentido-perdido-o-individuo-e-o-espaco-publico-29-de-maio-de-2014" class="external-link">2º seminário - El Individuo y el Espacio Público</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/em-busca-do-sentido-perdido-o-ser-humano-e-a-natureza-03-de-setembro-de-2014" class="external-link">3º seminário - O Ser Humano e a Natureza</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/em-busca-do-sentido-perdido-o-ser-humano-e-a-tecnica-08-de-outubro-de-2014" class="external-link">4º seminário - O Ser Humano e a Técnica</a></li>
</ul>
<p><strong>Texto</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/el-individuo-el-amor-y-el-sentido" class="internal-link">El Individuo, el Amor y el Sentido de la Vida en las Sociedades Contemporáneas</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/claudio-cohen" alt="Claudio Cohen" class="image-inline" title="Claudio Cohen" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O psiquiatra e psicanalista Claudio Cohen, da Faculdade de Medicina da USP, será o expositor do seminário</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Como as novas tecnologias genéticas afetarão a produção de sentido na vida dos seres humanos? Se a humanidade se tornar uma civilização de <i>cyborgs</i> (seres humanos com componentes biomecatrônicos), de que forma isso afetará a condição humana? Qual é o papel da universidade na reflexão sobre essas questões e no estabelecimento ou não de limites para as transformações no ser humano?</p>
<p>Essas questões serão debatidas no seminário <i><strong>O Ser Humano e a Técnica</strong></i>, no dia <strong>8 de outubro, </strong><strong>às </strong><strong>15 horas</strong><strong>, na </strong><strong><strong>S</strong></strong><strong>ala de Eventos do IEA</strong> (com transmissão pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">web</a>). Será o quarto encontro do ciclo <i>Em Busca do Sentido Perdido</i>. O expositor desta vez será o psiquiatra e psicanalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/claudio-cohen" class="external-link">Claudio Cohen</a>, professor da Faculdade de Medicina da USP especialista em bioética e bioética clínica.</p>
<p>Os debatedores serão o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/ex-professores-visitantes/ex-professores-visitantes-nacionais/gilson-schwartz?searchterm=gilson+" class="external-link">Gilson Schwartz</a>, professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, e a cientista política <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/maya-mitre" class="external-link">Maya Mitre</a>, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais especializada em teoria política e estudos sociais da ciência e da tecnologia. A moderação estará a cargo do cientista político <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/pesquisa/professores/professores-visitantes/bernardo-sorj" class="external-link">Bernardo Sorj</a>, professor visitante do IEA e coordenador do ciclo.</p>
<p><strong>CICLO</strong></p>
<p>O ciclo <i>Em Busca do Sentido Perdido</i>, que já realizou três seminários (<i>veja os conteúdos relacionados nas indicações ao lado</i>) destina-se à reflexão sobre as sociedades democráticas da atualidade sob o prisma de sua caracterização como espaço de manifestação de um politeísmo de valores.</p>
<p>De acordo com Bernardo Sorj, a<span>s sociedades democráticas seculares não se sustentam na negação da religião ou numa visão alternativa que pretende substituí-la: "A ilusão das religiões seculares, seja o liberalismo racionalista, o fascismo, comunismo ou o nacionalismo, foi/é acreditar que o mundo moderno pode se organizar em torno de um único princípio orientador que gera um conjunto coerente de valores, sentidos de vida e orientações para os atores sociais. Neste sentido a metáfora mais adequada para definir as sociedades democráticas é o politeísmo de valores".<br /> </span></p>
<hr />
<p><i><strong>O Ser Humano e a Técnica - </strong></i><i><i><strong>4º seminário do ciclo Em Busca do Sentido Perdido<br /></strong></i></i><i><i>8 de outubro, 15 horas<br /></i></i><i><i>Sala de Eventos do IEA-USP, rua Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo (<a href="https://www.iea.usp.br/iea/onde-estamos" class="external-link">localização</a>)<br /></i></i><i><i><span style="text-align: justify; ">Evento gratuito e aberto ao público – Transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">web<br /></a></span></i></i><i><i><span style="text-align: justify; ">Informações: com Sandra Sedini, telefone (11) 3091-1678 ou e-mail <a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br<br /></a></span></i></i><i><i>Ficha do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/ser-humano-e-tecnica" class="external-link">www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/ser-humano-e-tecnica</a></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/USP Imagens</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-10-01T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-das-instituicoes-culturais-frente-a-pandemia-e-o-mundo-digital">
    <title>Os desafios das instituições culturais frente à pandemia e o mundo digital</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-das-instituicoes-culturais-frente-a-pandemia-e-o-mundo-digital</link>
    <description>Primeiro número da série de Cadernos de Pesquisa da Cátedra Olavo Setubal foi lançado no dia 15 de junho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-cadernos-de-pesquisa-catedra-olavo-setubal-no-1" alt="Capa Cadernos de Pesquisa - Cátedra Olavo Setubal - nº 1" class="image-right" title="Capa Cadernos de Pesquisa - Cátedra Olavo Setubal - nº 1" /></p>
<p dir="ltr" id="docs-internal-guid-4d3b0999-7fff-5252-8e62-0c9cca71cef2"><span>A <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> lançou no dia 15 de julho o primeiro número da série de Cadernos de Pesquisa, uma nova proposta de publicação que tem o objetivo de compartilhar resultados parciais e anotações de pesquisa ainda em processo de elaboração, possibilitando trocas e debates que possam ter impacto no desenvolvimento final da investigação.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Marcado por um debate online, o lançamento do caderno <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/cadernos-de-pesquisa-catedra-olavo-setubal-1" class="external-link">"A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais"</a> teve a participação dos três autores dos textos do caderno: o titular da cátedra e antropólogo cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini</a>, que coordenou a edição, e os pós-doutorandos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Ignacio Brizuela</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo" class="external-link">Sharine Machado Cabral Melo</a>, que desenvolvem pesquisas individuais vinculadas ao tema do projeto de Canclini na cátedra.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A partir do projeto central, são desenvolvidas pesquisas que abordam desde o enfraquecimento das instituições culturais públicas e privadas durante a crise neoliberal, até a prevalência dos aplicativos digitais sobre as instituições e as trajetórias dos movimentos independentes em relação à reconfiguração dos mercados culturais e dos hábitos de públicos e usuários.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Veja também</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-de-cadernos-de-pesquisa-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link"><strong>Cátedra Olavo Setubal lança caderno sobre a institucionalidade da cultura e mudanças socioculturais</strong></a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2021/lancamento-do-caderno-de-pesquisa-n-o-1-a-institucionalidade-da-cultura-e-as-mudancas-socioculturais" class="external-link"><strong>Confira o vídeo de lançamento do caderno</strong></a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Na apresentação do caderno, Canclini ressaltou que a retração das instituições culturais durante a pandemia gerou a necessidade de pensar nessa crise que ainda não tem data para acabar e em novas formas de inserir a cultura na sociedade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A emergência sanitária culminou em um processo de desinstitucionalização da cultura que já vinha ocorrendo anteriormente”, afirmou Canclini ao destacar a redução de orçamentos de instituições públicas e a inserção de atores privados ligados a tecnologias digitais: “Ao invés de salas de cinema, há tempos temos muito mais streaming nas casas. Ao invés de salas de concerto e festivais de música, Spotify e formas de comunicação alternativas”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para além do digital, Canclini também aponta para a destruição, mesmo antes do vírus, de mecanismos públicos dedicados a questionar a cultura e o trabalho dos artistas e comunicar ao público o que os criadores estão fazendo. “Algo que vocês vão encontrar neste caderno de pesquisa é uma problematização de como podemos entender hoje as instituições em uma época de transformação da organização física da vida cultural”, disse. Segundo ele, tal investigação é um processo que vai se alterando ao longo das pesquisas realizadas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A partir desta introdução, os pós-doutorandos da Cátedra Sharine Machado Cabral Melo e Juan Ignacio Brizuela apresentaram suas pesquisas, respectivamente. Ambas fazem parte do caderno lançado e abordam objetos de estudo diferentes entre si, mas que se complementam no sentido de analisar a fundo as instituições culturais na América Latina. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Sharine, por exemplo, destrincha o movimento de artistas e gestores culturais em conjunto com a sociedade civil pela criação da Lei Aldir Blanc (14.017/2020), que prevê ações emergenciais para o setor cultural. Segundo ela, é importante analisar como esta iniciativa aumentou a abrangência dos investimentos culturais. </span></p>
<p dir="ltr"><span>“O nosso Sistema Nacional de Cultura, por exemplo, tem menos de 50% de adesão e ele existe desde 2012, então em meses a Lei Aldir Blanc conseguiu muito mais adesão dos municípios (75%) do que o Sistema Nacional de Cultura em anos”, afirma. Ela também ressalta que, para além destas estatísticas, o que mais a inspirou nesta pesquisa foi a movimentação da sociedade civil e quais foram os anseios e motivações que levaram tanta gente a investir tempo e energia para valorizar as instituições públicas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Brizuela, por outro lado, analisa o processo de constituição de instituições de emergência da cultura na América Latina a partir da implantação do programa Pontos de Cultura no Brasil, em 2004, pelo ministro Gilberto Gil. "A proposta se expandiu em 2009 e 2010 para várias experiências municipais na Colômbia, Venezuela e na Argentina. Depois, em 2012, chegou ao Peru, Colômbia e Costa Rica. Agora já são 14 países com experiências semelhantes", afirmou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O pesquisador avalia este processo criticamente e ressalta que projetos como a Lei Aldir Blanc e os Pontos de Cultura dão mais visibilidade à dimensão territorial da cultura. Ou seja, práticas e manifestações relacionadas com artes e culturas ancestrais de matriz indígena e africana, muito comuns em todo o território brasileiro e latinoamericano, agora em um momento mais recente estão se institucionalizando de alguma forma enquanto prática cultural e espaço de manifestação artística cultural, segundo Brizuela.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><span>Triálogo</span></strong></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-do-caderno-de-pesquisa-no1-a-institucionalidade-da-cultura-e-as-mudancas-socioculturais/image" alt="Lançamento do Caderno de Pesquisa nº1 - A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais" title="Lançamento do Caderno de Pesquisa nº1 - A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Pareticiparam do evento, Néstor García Canclini, Martin Grossmann, Juan Ignacio Brizuela e Sharine Machado</dd>
</dl>Após as apresentações, o coordenador acadêmico da Cátedra Olavo Setúbal, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, mediou um triálogo entre os pesquisadores e o titular da cátedra, Néstor García Canclini. Entre as discussões, ganhou importância a questão de como a cultura vai se estabelecer após essa crise das instituições culturais, que se apresentava já antes da pandemia e se intensificou nesse período.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Canclini fez questão de ressaltar que as instituições têm que se reformular e promover outro tipo de estratégia de desenvolvimento cultural que combine a territorialização e as grandes cidades, onde estão os grandes centros culturais. “Como fidelizar os receptores culturais? Como acostumá-los a irem ao cinema, aos teatros, aos festivais internacionais, nacionais ou locais?”, questionou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já Brizuela problematizou o fato de que, por estarmos em pandemia, até os cadastros básicos precisavam ser realizados pela internet, no caso da Lei Aldir Blanc, e isso demanda estrutura e um um mínimo processo de alfabetização digital. Segundo ele, ao mesmo tempo que várias pessoas se aproximaram pela primeira vez destes editais e geraram redes de solidariedade e colaboração, aqueles que não tinham a possibilidade de ter o acesso à internet foram ainda mais prejudicados: “Gerou um espaço ainda maior, entre aqueles que estão inseridos e aqueles que estão fora do sistema, no caso do circuito cultural e artístico desses lugares mais afastados das metrópoles”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre como esse momento mudou a experiência do público, Sharine analisou como, apesar de em certas produções artísticas ser fundamental a presença física do público, existem relatos de pessoas que nunca tinham ido a um teatro na vida e conseguiram ver espetáculos teatrais pela internet. Ela também ressaltou que a mobilização em favor da cultura é ascendente no Brasil, principalmente pela emergência da própria sociedade em entender que a pauta da cultura é importante e que é possível mobilizar o congresso em favor das artes.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Lucena</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Instituições culturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-08-12T12:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-a-prevencao-primaria-de-uso-de-canabinoides">
    <title>Os desafios à prevenção primária do uso de maconha e canabinoides</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-a-prevencao-primaria-de-uso-de-canabinoides</link>
    <description>Strategic Workshop no dia 18 de maio discutiu a "Pesquisa Sobre Prevenção Primária do Uso de Substâncias Psicoativas: Foco nos Canabinóides".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/valentim-gentil-filho-18-5-2018" alt="Valentim Gentil Filho - 18/5/2018" class="image-inline" title="Valentim Gentil Filho - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Para Valentim Gentil Filho, o principal problema são os canabinoides, não o uso da maconha </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nem por meio da genética é possível identificar até o momento os indivíduos mais vulnerais aos canabinoides, segundo o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valentim-gentil-filho" class="external-link">Valentim Gentil Filho</a>, professor da Faculdade de Medicina da USP (USP). Até mesmo as pesquisas sobre o uso da maconha não conseguiram até agora comprovar o risco de psicose, apesar de terem sido iniciadas em 1969, quando 50 mil jovens suecos passaram a ser acompanhados, afirmou.</p>
<p>"Constatou-se que os usuários de maconha entre eles tinham risco quatro vezes maior de ser internados em hospitais por psicose. Mas aquela maconha não é a mesma de agora. O estudo foi replicado em dez países, mas não foi estabelecida uma relação de causa e efeito."</p>
<p>Gentil Filho coordenou o encontro <i>Pesquisa Sobre Prevenção Primária do Uso de Substâncias Psicoativas: Foco nos Canabinoides</i>, realizado no dia 18 de maio pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP e pelo IEA, com apoio da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>O workshop teve como expositores médicos, psicólogos, especialistas em comunicação e cientistas sociais. O público diversificado que acompanhou o evento contou também com a presença de representantes do Ministério Público, que participaram ativamente dos debates. As discussões foram divididas em três mesas: Relevância do Uso e Abuso dos Canabinoides Naturais e Sintéticos; A Prevenção Primária Pode Ser Efetiva?; Desafios na Comunicação Academia-Sociedade.</p>
<p><strong>Ignorância</strong></p>
<p>Ainda no balanço dos debates ao final do encontro, Gentil Filho disse que workshop cumpriu sua função ao suscitar vários tópicos para futuras pesquisas. “As discussões podem instrumentalizar debates, mas não é esse o objetivo principal, sobretudo porque vimos que o que temos é uma quantidade inacreditável de ignorância, coisas ultrarrelevantes que não sabemos explicar e por isso o workshop foi realizado”.</p>
<p>Os pesquisadores não possuem provas sobre as consequências do uso da maconha nos últimos 50 anos, afirmou o psiquiatra, que lançou duas perguntas aos presentes: "Quanto tempo vamos levar para alertar a sociedade sobre os riscos que a geração atual de jovens está correndo? Quantas gerações terão de aguardar para se protegerem da ameaça de um horizonte cada vez mais negro, não só em relação à maconha?"</p>
<p>Nem entre os pesquisadores há uma linguagem comum que não restrinja a discussão ao uso da maconha enquanto erva, segundo ele: "A maconha é o menos preocupante. O problema é o uso do THC [tetrahidrocanabinol, principal princípio ativo da planta], de outros canabinoides naturais que não sabemos o que causam e dos canabinoides sintéticos."</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Participantes</i></h3>
<p><strong><i>Mesa 1 - <strong><i>Relevância do Uso e Abuso dos Canabinóides Naturais e Sintéticos</i></strong></i></strong></p>
<p><i>Expositores: o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ronaldo-laranjeira">Ronaldo Laranjeira</a>, professor da Unifesp; a psicóloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-alice-fontes">Maria Alice Fontes</a>, da Clínica Plenamente; o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-nicastri">Sérgio Nicastri</a>, professor FMUSP; e o farmacologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rafael-guimaraes-dos-santos">Rafael Guimarães dos Santos</a>, pós-doutorando da Universidade de Medicina de Ribeirão Preto (UMRP) da USP. A psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-scivoletto">Sandra Scivoletto</a>, da FMUSP, coordenou a mesa.</i></p>
<p><strong><i>Mesa 2 - <strong><i>A Prevenção Primária Pode Ser Efetiva?</i></strong></i></strong></p>
<p><i>Coordenada pelo psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-messas">Guilherme Messas</a>, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a mesa teve a participação da epidemiologista<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zila-sanchez">Zilá Sanchez</a>, da Unifesp, e dos psiquiatras: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leon-de-souza-lobo-garcia">Leon de Souza Lobo Garcia</a>, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-cecilia-marques">Ana Cecília Marques</a>, do Projeto Periscópio, da cidade de Tarumã, SP; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-malbergier">André Malbergier</a>, da FMUSP.</i></p>
<p><strong><i>Mesa 3  - <strong>Desafios na Comunicação Academia-Sociedade</strong></i></strong></p>
<p><i>Expositores: o jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci">Eugênio Bucci</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP; o antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-fiore">Mauricio Fiore</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; o pediatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-paulo-lotufo">João Paulo Becker Lotufo</a>, do Hospital Universitário (HU) da USP; a jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/monica-teixeira">Monica Teixeira</a>, do Núcleo de Divulgação Científica da USP; o jornalista e economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz">Gilson Schwartz</a>, da ECA-USP. A coordenação foi do psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-barros">Daniel Barros</a>, da FMUSP.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Mercado, uso e abuso</strong></p>
<p>Na primeira mesa, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira comentou a evolução do mercado da maconha no Brasil e no mundo. De acordo com ele, o <a href="https://inpad.org.br/">2º Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas</a>, realizado em 2012, apontou a existência de 8 milhões de pessoas que já tinham consumido maconha, com 3,4 milhões tendo consumido a droga no período de um ano anterior à pesquisa e 1,3 milhão sendo dependentes. O primeiro uso foi antes dos 18 anos para 62% dos entrevistados. “Esses números são os melhores que temos atualmente, mas já estão defasados, pois acho que a nova geração de adolescentes tem consumido muito mais a droga.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-a" class="external-link">Mesa 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-b" class="external-link">Mesa 2</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-c" class="external-link">Mesa 3</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-18-de-maio-de-2018?b_start:int=12" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em termos de percentuais da população, o país não está entre os principais consumidores, apresentado 3% da população como usuários no último ano pré-pesquisa, ao passo que nos Canadá, Nova Zelândia e EUA os percentuais são, respectivamente, 13%, 12% e 10%, acrescentou.</p>
<p>“O mercado de maconha é muito mais vibrante e dinâmico nos EUA. Nos estados onde o uso recreativo foi legalizado, virou algo comparável só ao que aconteceu com o tabaco. É como se houvesse uma agroindústria da maconha, com diversas variedades. No Colorado, 50% do consumo se dá por meio de produtos comestíveis, entre eles cremes e barras de chocolate, balas e gomas de mascar. Há também os cigarros eletrônicos com 100% de THC."</p>
<p><strong>Prejuízo à memória</strong></p>
<p>As pesquisas indicam que ao se falar dos efeitos neuropsicológicos da maconha ao longo da vida do usuário há diversas funções cognitivas em jogo, disse a psicóloga Maria Alice Fontes</p>
<p>Uma revisão sistemática de 105 artigos científicos feita por uma pesquisadora australiana indicou que a memória é o domínio neurológico mais comprometido pelo uso da droga, informou. “Em adolescentes e adultos jovens, há recuperação da memória depois de quatro a oito meses de abstinência; no caso de adultos com uso prolongado, é preciso um ano de abstinência para que isso ocorra.”</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-1-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 1 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 1 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A primeira mesa tratou do mercado da maconha, uso e abuso da maconha</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ela apontou também outros efeitos do uso da droga indicados em estudo que realizou: redução de 6 a 8 pontos no quociente de inteligência (QI), o que “não significa muito para pessoas com QI elevado, mas pode prejudicar pessoas com QI padrão no seu desempenho escolar”.</p>
<p>Entre os efeitos agudos da droga, Maria Alice relacionou prejuízo da memória, diminuição da atenção, redução da coordenação motora, pânico, prazer, euforia e percepção sensorial ampliada da droga. Já entre os efeitos de longo prazo estão problemas de memória, redução do QI e dificuldade de planejamento.</p>
<p><strong>Psicose</strong></p>
<p>O psiquiatra Sérgio Nicastri comentou que os relatos de deterioração mental pelo uso da maconha existem desde o século 19 e no início do século 20 chegou-se a falar de “psicose canábica”. “Nem todos desenvolvem psicose. Há pessoas mais vulneráveis. Quanto maior o uso, maior a probabilidade de desenvolvimento da doença.”</p>
<p>Segundo ele, 10% dos usuários desenvolvem dependência e ficam sujeitos a esse risco. “No entanto, o discurso da legalização da maconha passa a sensação de que seu uso é seguro.”</p>
<p>O crescente mercado de uso de medicamentos derivados de canabinoides foi o tema da exposição do farmacologista Rafael Guimarães dos Santos. “São mais de 100 canabinoides e vários deles com possível uso, mas ainda somos ignorantes em relação a eles.”</p>
<p>Ele afirmou que o primeiro estudo de aplicação de um canabinoide para tratamento da epilepsia foi feito no Brasil nos anos 80. “Mas o canabidiol [CBD] não é uma bala mágica, pois apresenta efeitos adversos, relevantes em número de ocorrências, não de gravidade”, como convulsões e prejuízo às enzimas hepáticas. Guimarães também alertou que os efeitos adversos são parecidos no uso medicinal e recreativo da maconha.</p>
<p>Maria Alice afirmou que o risco de dependência, “um dos argumentos mais forte para tentar convencer os adolescentes a não usar a droga”, é de conhecimentos deles e não funciona como inibidor do uso. Para Sandra Scivoletto, moderadora da mesa, há dificuldade está em como formular as informações científicas sobre a dependência de forma atraente para os jovens.</p>
<p>Sandra levantou a dúvida se os especialistas não estariam exagerando sobre os efeitos danosos da maconha e, em razão disso, perdendo credibilidade. Laranjeira posicionou-se totalmente contrário a uma atenuação do discurso, “porque a maconha está ficando cada vez mais forte: O skunk [híbrido de duas espécies de Cannabis com concentração de 20% de THC] já era considerado pesado na Holanda, mas agora há cigarros eletrônicos com 100% de THC”.</p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p>A questão da legislação de combate às drogas também foi discutida no debate que se seguiu às exposições da primeira mesa. Um membro do Ministério Público na plateia afirmou ser "uma tragédia o que acontece no Brasil, com adolescentes da periferia sendo presos por estarem com pequena quantidade de drogas e encarcerados em situação dramática em presídios dominados pelo crime organizado".</p>
<p>Para Laranjeira, o Supremo Tribunal Federal “não entende nada de política de drogas” e não deveria ser permitido a ele que mudasse a legislação. “O local de mudança é o Congresso Nacional, onde há um projeto de lei para normatizar um pouco melhor a política sobre o consumo de drogas.” Ele disse que "ninguém defende que o usuário seja preso, mas é preciso inovar" e citou a chamada justiça terapêutica nos EUA, "que desviou milhões de pessoas do sistema prisional ao longo dos anos”.</p>
<p>Ao interesse no mercado da maconha pela indústria de tabaco e farmacêutica mencionado por membro da plateia, Rafael Santos respondeu que "a indústria está fazendo o que sempre faz: buscar lucros". Ele ressalvou, no entanto, alguns fatores positivos nos estados americanos onde a maconha é permitida: “O uso de outras drogas, como opioides e antidepressivos, tem diminuído. E em clínicas para dependentes de heroína, o uso da maconha tem resultado na redução em 30% no uso de opiáceos”.</p>
<p><strong>Prevenção primária</strong></p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-2-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 2 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 2 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>As dificuldades para a prevenção primária foram discutidas por quatro especialistas na segunda mesa</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na segunda mesa, dedicada os problemas da prevenção primária, a epidemiologista Zilá Sanchez afirmou que mesmo a definição de prevenção primária é controversa. "A Organização Mundial da Saúde (OMS) a define como prevenção do primeiro uso ou de retardo na sua ocorrência, ao passo que há pesquisadores para os quais ela deve ser voltada ao uso abusivo da droga."</p>
<p>O que se sabe de políticas públicas atualmente é baseado na política contra o uso do tabaco, segundo ela, que prefere o conceito da OMS. No entanto, "a prevenção primária funciona, pelo que indicam estudos robustos e meta-análises, podemos afirmar". O efeito é pequeno quando ela é baseada apenas em atividades e material de esclarecimento, explicou. “Programas familiares são mais eficazes do que os escolares.”</p>
<p>O debate hoje na área de prevenção é, de acordo com ela, como disseminar e sustentar os programas e como evitar conflitos de interesse entre os que os aplicam e avaliam.</p>
<p><strong>Aspectos éticos</strong></p>
<p>Para o psiquiatra Leon de Souza Lobo Garcia, a prevenção primária tem de atingir o objetivo de evitar ou retardar o uso da maconha, mão não pode ser feita a qualquer custo. “É preciso considerar os aspectos éticos e não estigmatizar os usuários.” A prevenção é prejudicada também por questões políticas, dadas “as dificuldades para implementar políticas para milhões de pessoas sem validação social de sua importância”. Ressaltou ainda que a prevenção não pode ser discutida sem uma discussão sobre o combate à disseminação da droga, pois “a política de guerra às drogas não ajuda na prevenção”.</p>
<p>Garcia propõe que as universidades desenvolvam programas de prevenção que já nasçam interdisciplinares. “Os psicólogos e psiquiatras não podem desenvolver algo e simplesmente repassar aos educadores.”</p>
<p>O psiquiatra André Malbergier disse que o monitoramento do adolescente é o mais eficaz, mas é preciso também o monitorar da família. No nível da comunidade, “a escola é um local muito interessante para se atuar’.</p>
<p>Todavia, os levantamentos epidemiológicos parecem ainda não refletir o que acontece nos três níveis: indivíduo, família e comunidade, de acordo com o pesquisador. Ele afirmou que os programas de pequeno porte têm tido resultados positivos, mas é um desafio expandi-los para o país.</p>
<p>Resultados positivos na prevenção ao uso de drogas começam a aparecer no exterior, declarou. "A exceção é a maconha, que apresenta aumento do consumo nos Estados Unidos".</p>
<p><strong>Experiência</strong></p>
<p>A mesa teve ainda a apresentação de uma experiência concreta de programa preventivo: o <a href="https://www.taruma.sp.gov.br/periscopio">Projeto Periscópio</a>, iniciado há 11 anos em Tarumã,  cidade com 13 mil habitantes no região oeste do Estado de São Paulo. Segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, responsável pela implantação do programa, a iniciativa já foi institucionalizada por lei, tornando-se a política municipal para álcool, tabaco e demais drogas.</p>
<p>Em sua primeira fase, o projeto adotou a prevenção universal (dirigida à toda a população), com levantamento domiciliar, advocacy e capacitação de pessoas, segundo ela. A partir dos indicadores levantados, as equipes envolvidas desenharam as políticas adequadas à cidade. “Agora estamos numa fase de avaliação da efetividade do projeto por uma equipe independente.”</p>
<p>Para Ana Cecília, o importante é que "a política sobre drogas saia da gaveta, seja integral e garanta a prevenção, o tratamento e a oferta, com os fatores de risco sendo verificados nos planos do indivíduo, da comunidade e da família.”</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-3-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 3 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 3 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A maconha como parte do imaginário da atualidade foi uma das questões debatidas na terceira mesa</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Comunicação academia-sociedade</strong></p>
<p>O workshop foi encerrado com uma mesa dedicada às dificuldades em levar as informações científicas sobre as consequências do uso de drogas à população, especialmente ao jovens.</p>
<p>De acordo com a jornalista Mônica Teixeira, a própria amplitude da prescrição de medicamentos psicoativos a adolescentes e mesmo a idosos dificulta a argumentação contra as drogas ilícitas, especialmente a maconha.</p>
<p>A polarização do debate também é prejudicial. “Não se trata de conversar sobre o assunto e chegar a uma espécie de consenso. O que a gente vê nos youtubers e comentários nas redes sociais é uma divisão entre gente pró uso e outros que dizem que a maconha ‘mata neurônios’ e outras coisas.”</p>
<p>Para ela, o fato de a ciência estar no polo dos contrários ao uso “não propicia uma boa conversa” a respeito do assunto. Por sua vez, “os jornalistas geralmente estão do lado de que o uso é benigno, pois esta é uma crença presente na sociedade”, mas, diante de um especialista, “admitem o pressuposto médico de que é errado fumar maconha”. Isso não ajuda a informar o que se sabe efetivamente, segundo Mônica.</p>
<p><strong>Imaginário</strong></p>
<p>O jornalista e economista Gilson Schwartz lembrou a afirmação do filósofo francês Gilbert Simondon (1924-1989) de que “não há vida sem imagem” para discutir a construção do imaginário da atualidade, caracterizado pela “pressão capitalista para que sejamos criativos, inovadores”.</p>
<p>Essa questão e o envolvimento de Gilson com a pesquisa sobre cultural digital, há mais de 20 anos, o levaram estudar a produção do valor na atualidade. “Na nossa sociedade o valor é algo mais nebuloso, não provém do trabalho ou da utilidade do bem. É constituído por uma série de atributos e técnicas extraordinárias para viciar o usuário da internet numa certa capacidade de gerar um fluxo de informações, aprisioná-lo num mecanismo de marketing que o faz pensar que é criativo.”</p>
<p>Segundo ele, um fenômeno que despontou há uns oito anos nesse panorama é a cultura de games, com “uma lógica de atenção e de aceleração de um tempo que gira em falso, um passatempo que gera adição em jogar e estimula estar nas redes sociais”.</p>
<p>Uma estratégia é utilizar a própria cultura dos games para lidar com isso. Com esse intuito, Schwartz participa de dois projetos internacionais: o <a href="https://www.projetobeok.net/">BeOK</a> e o Purposyum of Justice Challengers. O primeiro propiciou a produção de um aplicativo para celulares a respeito de dependência química. O segundo é uma iniciativa do <a href="https://www.unodc.org/">Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Undoc)</a> e prevê a criação cooperada de um jogo de tabuleiro sobre drogas, criminalidade e estado de direito, entre outros temas.</p>
<p>O jornalista Eugênio Bucci também tratou da produção de imaginário, na qual “a droga faz parte do espetáculo”. Para ele, a cultura contemporânea leva à construção de “nexos de tal maneira enrijecidos que efetivamente prendem o adolescente, comprometendo seu desenvolvimento subjetivo e sua emancipação”.</p>
<p>A hipótese de Bucci é que “as drogas e a rebeldia associada a seu uso e comercialização monopolizaram a passagem ritual” do adolescente à vida adulta, “e isso tem a ver com o ordenamento do espetáculo” da vida social.</p>
<p>Ele associa essa desenrolar na vida dos jovens à trajetória do herói, que em algum momento “se liberta do jugo do pai” e isso produz um enfrentamento. Bucci é favorável à total descriminalização das drogas: “Não acho que seja ruim usar droga. O problema é que seja o único caminho que resta ao jovem para se afirmar na transição para a vida adulta”.</p>
<p><strong>Questão política</strong></p>
<p>Retomando a questão sobre as dificuldades do debate comentadas por Mônica, o antropólogo Maurício Fiori disse que a diferença política não precisa se expressar numa polarização estereotipada. “O debate é político e ideológico, mas não quer dizer que seja simplista.”</p>
<p>Fiori considera que a maconha vive seu ápice cultural e a sociedade terá de lidar com esse fenômeno. Para ele, é errado pensar que o uso de certas drogas seja algo natural na cultura indígena, por exemplo, e errado fora dela, concepção de algumas pessoas citada na primeira mesa. “Não há algo que possa estar fora da cultura. As drogas não podem ser retiradas dessa dimensão e da sua questão moral. A Marcha da Maconha é uma disputa cultural.”</p>
<p>A mesa teve também a apresentação de duas iniciativas de difusão de informações, ambas com a participação do pediatra João Carlos Becker Lotufo. Uma delas foi um projeto desenvolvido pelo Hospital Universitário em dez escolas de ensino básico próximas à USP.</p>
<p>De acordo com as entrevistas, o uso de drogas pelos estudantes antes dos 17 anos constatado foi de: 60% para álcool, 25% para tabaco, 20% para maconha e 6% para crack. Ao serem perguntados qual droga consideravam que fazia menos mal, os estudantes disseram ser a maconha, com o álcool aparecendo em segundo lugar. Essas respostas demonstram que "a maconha é hoje o tabaco dos anos 50, 60”, afirmou Lotufo.</p>
<p>A outra iniciativa elaborada por seu grupo foi a proposta de um “aconselhamento breve” as famílias por parte dos pediatras. “Eles perguntam sobre os riscos de consumo de drogas a que a família está sujeita e desenvolvem o assunto." A orientação está sendo encampada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, informou. A proposta inclui também material impresso para orientação das famílias e do ambiente escolar, inclusive material específico para o ensino médio sobre o uso de maconha, álcool e narguilé.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Fernanda Rezende/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Strategic Workshops</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicine</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-25T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos-hegel-virada-filologica">
    <title>Os Cursos de Estética de Hegel Depois da Virada Filológica: Novas Fontes e Balanços Incomuns</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/cursos-hegel-virada-filologica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A palestra terá como tema a edição crítica da estética de Hegel, que recebeu novos impulsos com a descoberta dos cadernos de Carové, da época em que Hegel era professor em Heibelderg, em 1818.</p>
<p>Carové foi aluno de Hegel, assistiu aos cursos de Hegel, tomando nota de suas aulas. Trata-se de uma descoberta fantástica, pois até hoje só temos notícia dos Cursos de estética da época de Berlim (1820-1830).</p>
<p>Francesca Ianelli faz parte do grupo que está fazendo a edição crítica destes cadernos na Alemanha.</p>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francesca-ianelli" class="external-link">Francesca Iannelli</a> (Universidade de Roma Três)</p>
<p><b>Coordenação:</b> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-aurelio-werle" class="external-link"></a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-aurelio-werle" class="external-link">Marco Aurélio Werle</a> (FFLCH-USP)</p>
<h3 style="text-align: left; "><b>Transmissão:</b></h3>
<p style="text-align: left; ">Acompanhe a transmissão do evento pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/@iea-usp" target="_blank">canal do YouTube do IEA</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-10-10T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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