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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 35.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-desmistifica-a-inteligencia-artificial">
    <title>Evento on-line desmistifica a inteligência artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-desmistifica-a-inteligencia-artificial</link>
    <description>Iniciativa é promovida pelo Grupo de Estudo Direito e Tecnologia do IEA-RP e pelo Centro de Inteligência Artificial
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b707f617-7fff-6791-aa2a-a40c14548e27"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/DesmistificandoaIntelignciaArtificial800x530.png/@@images/958df16f-1e90-4896-af75-0ef1189d6a62.png" alt="" class="image-left" title="" />A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em nosso dia a dia e seu impacto na sociedade deve aumentar graças à interação com os novos chatbots, afetando substancialmente diversas profissões e o modo como interagimos com as máquinas. porém, os algoritmos inteligentes, em especial os que utilizam aprendizado de máquina, são menos complexos do que se imagina. Para explicar isso, o Grupo de Estudo Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e o Centro de Inteligência Artificial (C4AI) promovem no dia 12 de abril, às 19h, a conferência on-line “Desmistificando a Inteligência Artificial: Ela não é tão complicada como você pensa”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento será exclusivamente on-line, com transmissão pelo </span><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/c4aiusp/live"><span>canal do C4AI no YouTube</span></a><span>. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/zjdgBEMo3Z7GG6tq6"><span>neste link</span></a><span>. Haverá envio de certificado aos participantes mediante preenchimento de formulário disponibilizado no chat durante a transmissão.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante será o professor titular do Departamento de Computação e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP Renato Tinós. Ele vai mostrar que algoritmos que utilizam aprendizado de máquina empregam conceitos matemáticos e computacionais bastante simples e intuitivos, contribuindo assim para desmistificar a inteligência artificial. Para o docente, ao entender melhor os princípios básicos que regem os sistemas inteligentes, o público poderá compreender melhor as oportunidades propiciadas pela IA e as suas maiores limitações.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Renato Tinós possui graduação em Engenharia Elétrica pela Unesp, mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica pela USP. Atualmente, é professor titular no Departamento de Computação e Matemática e orientador no programa de pós-graduação em Computação Aplicada, ambos da FFCLRP-USP. Atua na área de Ciência da Computação, com especial interesse em computação evolutiva e redes neurais artificiais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre o TechLaw</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O Grupo de Estudo Direito e Tecnologia (Tech Law) tem como objetivo principal o estudo interdisciplinar de temas que envolvem áreas de Direito e da Ciência da Computação, bem como analisar as características e os desafios da sociedade informacional.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para saber mais, acesse a </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupo-de-estudo/tech-law/"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para saber mais sobre outros eventos realizados ou apoiados pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, siga nossas redes sociais e inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Algoritmo</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-04-06T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-aborda-seguranca-da-informacao-e-computacao-confidencial">
    <title>Evento on-line aborda segurança da informação e computação confidencial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-aborda-seguranca-da-informacao-e-computacao-confidencial</link>
    <description>Iniciativa é do Grupo de Estudos Direito e Tecnologia do IEA-RP com apoio do C4AI</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-62796065-7fff-8b54-1845-5d8c1cf4dfdd"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Seguranadainformao800x530.png/@@images/8a42379f-63b3-4117-b3a2-a4954cda9838.png" alt="" class="image-left" title="" />O Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP promove, com o apoio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI),  no dia 26 de outubro, às 19h, a conferência on-line “Segurança da Informação: Computação Confidencial”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento será exclusivamente on-line e terá transmissão pelo </span><a href="https://www.youtube.com/C4AIUSP"><span>canal do C4AI no YouTube</span></a><span>. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/PE6AuWVc7vBAfSiv7"><span>neste link</span></a><span>. Haverá envio de certificado aos participantes mediante preenchimento de formulário enviado no chat da transmissão.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante é o cloud officer do Eurobank Luxembourg, Fernando Kaway Carvalho Ota. Ele vai falar sobre computação confidencial, ferramenta de segurança da informação que protege os dados sob criptografia mesmo durante seu uso.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Fernando Kaway Carvalho Ota tem graduação e mestrado em Ciência da Computação pela Unesp e é doutorando em Ciência da Computação na Universidade de Luxemburgo. Atuou como pesquisador no </span><span>Interdisciplinary Centre for Security, Reliability and Trust de Luxemburgo e também no Banco do Brasil.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações sobre o evento: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre o Tech Law</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O Grupo de Estudo Direito e Tecnologia (Tech Law) tem como objetivo principal o estudo interdisciplinar de temas que envolvem áreas de Direito e da Ciência da Computação, bem como analisar as características e os desafios da sociedade informacional. Veja mais informações n</span><span>a </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/pesquisa/grupo-de-estudo/tech-law/">página do grupo</a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para saber mais sobre outros eventos realizados ou apoiados pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, siga nossas redes sociais e inscreva-se em nosso </span><a href="https://t.me/iearp"><span>canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><strong>Segurança da Informação: Computação Confidencial</strong><br /><i>26 de outubro, 19h<br /><a href="https://www.youtube.com/C4AIUSP">Canal do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) no YouTube<br /></a><a class="external-link" href="http://forms.gle/PE6AuWVc7vBAfSiv7">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/seguranca-da-informacao-computacao-confidencial" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-10-18T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-discute-impactos-do-pl-2338-na-inovacao-tecnologica-do-pais">
    <title>Evento discute impactos do PL 2338 na inovação tecnológica do país</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-discute-impactos-do-pl-2338-na-inovacao-tecnologica-do-pais</link>
    <description>Conferência será realizada no Anfiteatro da FDRP-USP, com transmissão on-line pelas mídias do IEA-RP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-89451327-7fff-9ebe-1a19-65c9bce862af"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Impactosnainovaotecnolgica.png/@@images/f4659a6d-0ea8-442e-8571-9408bb92e6ab.png" alt="" class="image-left" title="" />O Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP promove no dia 20 de junho, às 14h, a conferência “Impactos na inovação tecnológica do Brasil sob a perspectiva do PL 2338/2023”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento será realizado no Anfiteatro da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP e terá transmissão pelo </span><a href="https://youtube.com/live/AD9YrVySi_0"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span>. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/UgaB1qZnwLoEU5ey7"><span>neste link</span></a><span>. Para receber o certificado de participação, os espectadores on-line deverão preencher um formulário disponibilizado durante a transmissão no chat da plataforma.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O palestrante será o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Ariente. Ele vai analisar as propostas trazidas pelo Projeto de Lei 2338/2023 e identificar medidas para o fomento da inovação tecnológica no país. O PL pretende regular o desenvolvimento, fomento, uso ético e responsável da inteligência artificial com base na centralidade da pessoa humana. Um dos pontos mais interessantes da proposta, segundo os organizadores do evento, é o fomento à inovação sustentável a partir de ambientes regulatórios experimentais, também conhecidos como </span><span>sandbox</span><span> regulatórios.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Eduardo Ariente é mestre e doutor em Direito pela USP. Atualmente, é professor de Direito do Consumidor, Direito Constitucional e Direito da Inovação na Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde também é assessor do Núcleo de Inovação Tecnológica. Tem pesquisado os temas Inovação, Direitos Autorais, Direito do Consumidor, Direitos Fundamentais e Dignidade Humana, Comunicação Social, Direito à informação e Democracia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A conferência integra o projeto “Regulação e Governança da Inteligência Artificial”, que está promovendo, ao longo deste ano, diversos eventos centrados em questões ligadas ao tema. Ele é realizado por uma parceria entre o Grupo de Estudos Direito e Tecnologia do IEA-RP, o Centro de Estudos Avançados do Direito e Inovação da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, o Centro de Inteligência Artificial da USP e a iniciativa Understanding Artificial Intelligence (UAI), ligada ao IEA.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre o grupo</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>O Grupo de Estudo Direito e Tecnologia (Tech Law) tem como objetivo principal o estudo interdisciplinar de temas que envolvem áreas de Direito e da Ciência da Computação, bem como analisar as características e os desafios da sociedade informacional. Para saber mais, acesse a </span><a href="https://rp.iea.usp.br/conferencia-on-line-discute-definicao-de-perfis-por-inteligencia-artificial/"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-06-14T14:29:53Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-importancia-da-regulacao-da-inteligencia-artificial">
    <title>Especialistas discutem importância da regulação da inteligência artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-discutem-importancia-da-regulacao-da-inteligencia-artificial</link>
    <description>Cristina Godoy, da FDRP, e Evandro Ruiz, da FFCLRP, são os entrevistados do USP Analisa desta sexta</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-27c00819-7fff-ff7f-17b6-d24d5c45f5ff"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome62.png/@@images/f9509993-c083-475d-ad57-599f61c8495e.png" alt="" class="image-left" title="" />Estabelecer uma legislação para o uso de ferramentas que envolvam inteligência artificial tem sido um tema bastante discutido em vários países, inclusive no Brasil. Afinal, por que é tão importante ter essa regulação? Para debater essa questão, o USP Analisa conversa com os professores da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, Cristina Godoy, e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Evandro Ruiz.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Cristina, embora já existam algumas leis que podem ser usadas para regular essa tecnologia, ainda existem pontos que não são cobertos por elas. “A gente tem normas jurídicas que podem dirimir alguns problemas, alguns casos que surgem do uso da inteligência artificial, aplicações, sistemas. Temos a Lei Geral de Proteção de Dados, o Marco Civil da Internet, a legislação sobre propriedade intelectual, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Civil. Então há um arcabouço relativamente vasto e adequado para dirimir a maior parte dos casos. Só que existem lacunas. A gente está numa fase agora de identificação dessas lacunas para, aí sim, pensarmos o que devemos regular, mas sem ter uma sobreposição com as outras normas. Senão vai ficar uma legislação muito repetitiva e acaba esvaziando o próprio objetivo da norma”, explica a professora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Evandro destaca que a Computação não é mais tão independente do Direito como já foi no passado, até porque ela está envolvida em diversos aspectos da vida cotidiana. Por isso, embora muitos profissionais da área não gostem da ideia de uma regulação por considerá-la uma intromissão, ela é, sim, necessária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A gente não tem que pensar com os olhos da tecnologia, a gente tem que pensar com um olho de humano, o que o humano - na sua capacidade de pensar, de abstrair, de construir - pode fazer com aquela tecnologia. Então não é um cerceamento, um freio na tecnologia. São eventualmente contornos, barreiras que a gente, como indivíduo, construtor, partícipe daquela tecnologia, precisa pensar em obedecer para que aquilo entre na sociedade de uma maneira construtiva”, diz ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Cristina e Evandro também integram o </span><a href="https://rp.iea.usp.br/pesquisa/grupo-de-estudo/tech-law/"><span>Grupo de Estudo Direito e Tecnologia - TechLaw</span></a><span> do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP nesta sexta, às 16h45, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2023-06-02T14:11:51Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-2025-dos-201cdialogos-avancados201d-discute-o-conceito-de-inteligencia-em-um-contexto-marcado-por-multiplas-transformacoes">
    <title>Edição 2025 dos “Diálogos Avançados” discute o conceito de inteligência em um contexto marcado por múltiplas transformações  </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-2025-dos-201cdialogos-avancados201d-discute-o-conceito-de-inteligencia-em-um-contexto-marcado-por-multiplas-transformacoes</link>
    <description>Evento gratuito propõe reflexões no campo da medicina, filosofia, artes, computação e ciências sociais.

</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-294bebff-7fff-077c-831e-6d83146a4bbd"> </span></p>
<p dir="ltr"><span style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/201cdialogos-avancados201d-discute-o-conceito-de-inteligencia-em-um-contexto-marcado-por-multiplas-transformacoes/@@images/b982934e-592a-4751-aaab-af1d76a781fd.png" alt="“Diálogos Avançados” discute o conceito de inteligência em um contexto marcado por múltiplas transformações" class="image-right" title="“Diálogos Avançados” discute o conceito de inteligência em um contexto marcado por múltiplas transformações" />Entre os dias 7 e 9 de outubro acontece a segunda edição do evento “Diálogos Avançados", dando continuidade à parceria entre o Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos (IEAE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Polo São Carlos do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP). A atividade é realizada anualmente e tem como proposta discutir temas estratégicos e transversais, colocando em diálogo pesquisadores das duas instituições e o público.  Este ano, o evento discute "Inteligências", em atividades que acontecem nos campi da USP e da UFSCar na cidade de São Carlos (SP), com transmissão online.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>De acordo com os organizadores do evento, “A complexidade presente no conceito de inteligência remete a amplas reflexões. Ao considerá-la um atributo que emerge nos seres vivos, em particular nos humanos, depara-se com desafios de natureza filosófica e epistêmica para sua compreensão.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>E prosseguem afirmando que num contexto marcado por diversas crises, pelo desenvolvimento das tecnociências e expansão do alcance da Inteligência Artificial, exige-se formas ampliadas de compreender o mundo, superando modelos simplistas de racionalidade. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Por isso, ao longo dos três dias do evento, os pesquisadores convidados discutirão as inteligências em sua pluralidade, levando em consideração inteligências humanas, mais-que-humanas, artificiais, coletivas e situadas. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A proposta é que os “Diálogos Avançados” sejam palco para troca de conhecimentos e experiências, promovendo a integração entre docentes, estudantes e a sociedade em geral. E que, dessa maneira, promova abordagens mais sensíveis à complexidade, à interdependência e à diversidade de formas de vida e saber, oferecendo um espaço para a construção coletiva de estratégias que possam guiar a humanidade em tempos de mudanças profundas. </span></p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Programação</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O evento tem início no dia 7 de outubro, às 18h, com a mesa de abertura composta por  Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, Diretor do IEAE-UFSCar, Roseli de Deus Lopes, diretora do IEA-USP, e Elisabete Moreira Assaf, Coordenadora do IEA-USP Polo São Carlos. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Na sequência, o convidado Roberto Lent proferirá a conferência de abertura “Os circuitos secretos do cérebro”. Lent é neurocientista e Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atua na área de neuroembriologia e neuroplasticidade e foi ganhador do Prêmio Jabuti Acadêmico  2025 com o livro</span><span> Existo, logo penso: histórias de um cérebro inquieto. </span><span>A abertura do evento acontece no Anfiteatro do Edifício Sérgio Mascarenhas, sede do IEAE-UFSCar, área Norte do Campus São Carlos.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>No dia 8 de outubro, das 14h às 15h30, o tema “A mente humana: o surgimento da consciência” será debatido por Paulo Roberto Licht dos Santos, professor do  Departamento de Filosofia da UFSCar, e por Ricardo Rodrigues Teixeira, professor da Faculdade de Medicina da USP. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A programação prossegue, das 16h às 17h30, com a temática “Inteligências Generativas: Criação no Encontro entre Humanos e Máquinas”, que será discutida por Almir Almas, professor no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da USP, e por  Helena de Medeiros Caseli, professora no Departamento de Computação da UFSCar. As duas mesas acontecem no Anfiteatro Jorge Caron, da USP São Carlos (Área 1).</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>As atividades do último dia dos “Diálogos Avançados” acontecem a partir das 14h novamente no auditório do edifício Sérgio Mascarenhas na UFSCar. A primeira mesa do dia terá como tema “Inteligência Artificial e o Dilema da Autonomia: Decisão, Controle e Ética no Mundo Automatizado” e traz como palestrantes Jacob Carlos Lima, professor no Departamento de Sociologia da UFSCar e Moacir Antonelli Ponti, professor no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Em seguida, das 16h às 17h30, é a vez de Pedro Lopes, professor no Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP, e Viviane Melo de Mendonça, professora no Departamento de e Ciências Humanas e Educação do UFSCar, debaterem o tema “Inteligências Diversas: os saberes dos corpos nas sociedades contemporâneas”.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O evento é gratuito e aberto ao público em geral. As informações completas e link para inscrição estão em </span><a href="http://dialogos-avancados.org"><span>http://dialogos-avancados.org</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Juliana Ferreira Bernardo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Cognitiva</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-16T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-dasafios-para-a-protecao-de-dados-e-criacao-de-mecanismos-que-facilitem-o-fluxo-internacinal-de-dados">
    <title>Diretora da ANPD discute fluxo internacional de dados e papel do órgão na regulação da IA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-dasafios-para-a-protecao-de-dados-e-criacao-de-mecanismos-que-facilitem-o-fluxo-internacinal-de-dados</link>
    <description>Diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, fez exposições em agosto sobre fluxo internacional de dados e papel da ANPD na regulação da inteligência artificial.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/miriam-wimmer/image" alt="Miriam Wimmer" title="Miriam Wimmer" height="438" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Miriam Wimmer, diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; ">Apesar de já há algum tempo ter enorme peso econômico e importância para o desenvolvimento de diversos setores, o fluxo internacional de dados digitais encontra várias barreiras no embate entre as várias legislações nacionais a ele aplicáveis.</p>
<p style="text-align: left; ">Evidentemente, a coleta, o processamento e uso de dados no âmbito nacional ou internacional exigem salvaguardas para a garantia de aspectos como a privacidade e a concorrência econômica. Daí a importância de arcabouços legais como a <a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm">Lei Geral de Proteção de Dados</a> <a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm">(LGPD) (13.709/2018)</a> para o contexto brasileiro.</p>
<p style="text-align: left; ">Como tudo relacionado à evolução tecnológica, o sistema digital caracteriza-se como um verdadeiro ecossistema em permanente transformação, marcado atualmente pela intensa participação da inteligência artificial (IA) e sua demanda por dados pessoais.</p>
<p style="text-align: left; ">Todos esses temas estiveram presentes na programação do IEA em agosto por ocasião de dois eventos com a participação da diretora da <a class="external-link" href="https://www.gov.br/anpd/pt-br">Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miriam-wimmer" class="external-link">Miriam Wimmer</a>. No dia 1º de agosto, ela foi a expositora principal da mesa <i>Fluxo Internacional de Dados: Aspectos Regulatórios</i>, integrante da programação da edição 2023 da <a class="external-link" href="https://caeni.com.br/innscidsp/">Escola São Paulo de Ciência Avançada de Diplomacia Científica e da Inovação</a> (InnScid SP, na sigla em inglês), realizada de 24 de julho a 4 de agosto, no Centro de Inovação (Inova) da USP.</p>
<p style="text-align: left; ">O segundo encontro em que Wimmer foi expositora foi <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/papel-da-anpd" class="external-link">Regulação da IA: Qual Deve ser o Papel da ANPD?</a></i>, no dia 22 de agosto, seminário do ciclo<i> Desafios e Oportunidades da IA - Perspectivas Setoriais</i>, organizado pelo Observatório da Inovação e Competitividade, núcleo de apoio à pesquisa (NAP) sediado no IEA.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>O papel da ANPD na regulação da inteligência artificial</i></h3>
<p><i>Do ponto de vista prático da coleta, processamento e utilização de dados, pessoais ou de outra natureza, deve-se considerar também a relação desses processos com o desenvolvimento e usos da inteligência artificial (IA).</i></p>
<p><i>Mas um possível conflito legal precisa ser sanado nesse caso, uma vez que o Projeto de Lei 2.338/23, que trata do uso da IA, não esclarece como serão compatibilizadas as missões da ANPD e da autorizada a ser criada para ser responsável por diferentes aspectos do desenvolvimento e utilização de sistemas de IA, como a fiscalização e a aplicação de sanções em caso de descumprimento da legislação.</i></p>
<p><i>Para tentar esclarecer essa questão, Miriam Wimmer foi convidada a fazer uma exposição no seminário Regulação da IA: Qual Deve ser o Papel da ANPD?, no dia 22 de agosto, organizado pelo Observatório da Inovação e Competitividade (OIC), núcleo de apoio à pesquisa da USP sediado no IEA.</i></p>
<p><i>A realização do encontro teve o apoio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP, Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O encontro fez parte do ciclo Desafios e Oportunidade da IA – Perspectivas Setoriais, realização do OIC. Além de Wimmer, participou como expositor o advogado Eduardo Paranhos, da Abes.</i></p>
<p><i>Como ressaltaram os organizadores do seminário, dados pessoais são essenciais ao desenvolvimento e ao funcionamento de sistemas de IA. “Por essa razão, toda e qualquer discussão sobre a regulação dessa tecnologia deve levar em conta a importância de protegê-los e o desenho institucional mais adequado para fazê-lo”, frisaram os pesquisadores.</i></p>
<p><i><strong>Convergência e conflito</strong></i></p>
<p><i>Vale destacar que a ANPD divulgou em julho uma <a href="https://www.gov.br/anpd/pt-br/assuntos/noticias/analise-preliminar-do-pl-2338_2023-formatado-ascom.pdf" target="_blank">Análise Preliminar do PL 2.338/23</a>.  De acordo com o site da autoridade, o documento apresenta os pontos de convergência e conflito entre o PL e LGPD, reforça o “posicionamento da autoridade de fomento à inovação em IA” prevista no PL, “desde que feita de forma responsável”, e conclui que a ANPD, por ser a autoridade responsável por zelar pela proteção de dados pessoais no país, “assume também protagonismo na regulação de IA, no que se refere à proteção de dados pessoais”.</i></p>
<p><i>Para Wimmer, o ponto de central e de grande complexidade é a questão do arranjo institucional, que não se limita ao Brasil, “pois vivemos um momento coletivo de reflexão sobre uma nova tecnologia”.</i></p>
<p><i>Diante dos múltiplos impactos de tecnologias como o ChatGPT sobre a economia, a política e a sociedade em geral, afetando aspectos dos direitos fundamentais, direitos autorais, concorrência, a produção e circulação da informação, entre outros, a primeira pergunta que surge, segundo Wimmer, é “se há necessidade de novas normas legais”.</i></p>
<p><i>Para ela, “a percepção crescente é que a IA traz impactos tão gigantescos que merece um olhar específico, diante dos desafios que suas características intrínsecas apresentam à legislação existente”.</i></p>
<p><i>Wimmer destacou “as opacidades, vieses e risco de discriminação” presentes nos sistemas de IA, além de questões éticas, como o risco de substituição do ser humano no ambiente artístico-cultural, no judiciário e no poder público, e impactos concorrenciais e geopolíticos.</i></p>
<p><i><strong>Responsabilidade civil</strong></i></p>
<p><i>Ela afirmou que um dos temas mais polêmicos é o da responsabilidade civil, pois a IA coloca em xeque aspectos como nexo de casualidade, na comprovação da relação entre ação e danos experimentados.</i></p>
<p><i>Para ela, a discussão a ser feita é sobre o tipo de abordagem regulatória. Disse que a sociedade vem caminhando no sentido de buscar normas mais vinculantes. Inicialmente surgiram normas e diretrizes da OCDE, Unesco e outras organizações, com um consenso em torno de princípios gerais como aplicabilidade, explicabilidade, transparência, “IA para o bem”, “IA centrada no humano”, disse, mas “aos poucos vemos tendências de como explicar melhor esses princípios”.</i></p>
<p><i>Outra discussão é sobre o nível de protagonismo que o Estado deve ter diante do patamar de atuação proativa apresentado pelo setor privado, afirmou. As alternativas são autorregulação, corregulação e autorregulação regulada, afirmou.</i></p>
<p><i>“Estamos tratando de algo em movimento. O dilema sobre como regular e que tipo de arranjo adotar não foi resolvido em nenhum lugar do mundo.”</i></p>
<p><i><strong>Criação de órgão regulador</strong></i></p>
<p><i>A tendência é que a cada novo problema sejam criados uma lei e um regulador, mas não é fácil criar um regulador, comentou. “Ao longo dos cerca de dois anos e meio de existência da ANPD, vi como é difícil estruturar um órgão quando não há uma estrutura prévia.”</i></p>
<p><i>“Quando olho para as propostas [de regulação da IA] no Congresso, especialmente o substitutivo apresentado pela comissão de juristas no Senado e protocolado pelo senador Rodrigo Pacheco, vejo que há sobreposição a estruturas que já temos.”</i></p>
<p><i>Ela relembrou que a avaliação preliminar feita pela ANPD indica os pontos de contato entre a propostas de regulação da IA e a LGPD no que tange a princípios, direitos e mecanismos regulatórios.</i></p>
<p><i>Explicou que a LGPD foi uma norma negociada e sempre levando em consideração coisas vistas como antagônicas: de um lado a proteção ligada a direitos fundamentais, privacidade, liberdade de expressão, proteção a dados pessoais; de outro lado, a promoção da pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inovação, concorrência, modelos de negócios.</i></p>
<p><i>“E no PL sobre IA vemos conceitos como respeito à ética, aos direitos humanos, não discriminação, diversidade, garantias fundamentais, segurança, proteção de dados, transparência, explicabilidade, devido processo legal.”</i></p>
<p><i>Segundo ela, as normas trazem o embrião de abertura para mecanismos regulatórios, boas práticas, códigos de conduta e regulação assimétrica baseada em riscos.</i></p>
<p><i>Há explicações sobre características constitucionais do ente da administração indireta a ser criado, autônomo e infenso a pressões econômicas e políticas, afirmou.</i></p>
<p><i><strong>Substrato comum</strong></i></p>
<p><i>“Há um substrato comum à LGPD e ao PL, mas não estou dizendo que a LGPD seja uma solução para tudo. Existem outras questões relativas à IA que não se referem a dados pessoais, como a criação de obras artísticas.”</i></p>
<p><i>Wimmer indicou que a responsabilidade empresarial está presente na LGPD e no PL. “Nele, há a ideia de programas de governança e avaliação do impacto algorítmico; na lei, há a previsão de relatório de impacto da proteção de dados.”</i></p>
<p><i>Há também a ideia do “by design”, no sentido de que a própria tecnologia possui um papel regulador: “Na LGPD, vemos a ideia de ‘security by design’, que se reflete no PL no sentido de que as preocupações com a mitigação de riscos têm de estar embutidas desde a concepção do modelo de negócios”.</i></p>
<p><i>“Os dois textos legais procuram calibrar a intensidade regulatória em função do risco”, afirmou Wimmer.</i></p>
<p><i><strong>Incentivo à inovação</strong></i></p>
<p><i>Ela também comentou a questão do incentivo à inovação responsável: “A ANPD e outras autoridades pelo mundo estão iniciando um projeto de sandbox [ambiente regulatório experimental] para IA”. Anunciou convênio de cooperação técnica com o <a href="https://www.caf.com/pt/" target="_blank">Banco de Desenvolvimento para a América Latina e o Caribe (CAF)</a> e o lançamento em breve de uma consulta pública.</i></p>
<p><i>O último ponto abordado por Wimmer foi o das sanções administrativas. Ela disse que "as sanções presentes na LGPD e as previstas no PL são muito parecidas; e não é por acaso, pois muitos dos problemas relativos a IA que surgirem serão também um problema relacionado à proteção de dados pessoais".</i></p>
<p><i>Para ela, é importante que haja uma forma de centralizar a interpretação da legislação para evitar que cada Procon estadual, por exemplo, interprete à sua maneira o que é explicabilidade ou quando cabe uma revisão automatizada.</i></p>
<p><i>Ela acredita que o debate irá amadurecer à medida que transcorra a tramitação do PL no Congresso Nacional. “O Brasil já tem uma tradição na discussão de normas sobre o ambiente digital, como foram os casos do Marco Legal da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados, sempre com debates plurais, diversidade e coerência.”</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; ">Doutora em políticas de comunicação e cultura pela Universidade de Brasília e mestre em direito público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Wimmer dirige a ANDP desde a criação do órgão há dois anos e meio. Ela integra o quadro técnico do governo federal desde 2007, tendo trabalhado no antigo Ministério das Comunicações e no Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, onde coordenou a elaboração da <a class="external-link" href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/estrategia-digital">Estratégia Brasileira para a Transformação Digital</a>.</p>
<p style="text-align: left; ">Em sua participação na InnSciD SP, Wimmer destacou que o fluxo internacional de dados levanta questões complexas sobre jurisdição legal e soberania. Além disso, “os sistemas legais nacionais competem entre si, o que cria dificuldades para os negócios e os indivíduos e até mesmo para a pesquisa acadêmica”.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Nova fase da globalização</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Ela apresentou gráfico de <a href="https://cepr.org/voxeu/columns/ascendancy-international-data-flows">relatório</a> publicado por dois pesquisadores do  Centro de Pesquisa de Economia Política (CEPR, na sigla em inglês) com a indicação de um crescimento de 45 vezes no fluxo de dados internacionais entre 2005 e 2016, com a estimativa de um valor anual de US$ 2,8 trilhões em 2016 e a perspectiva que chegue a US$ 11 trilhões em 2025. “Esse relatório indica que estamos entrando em uma nova fase da globalização, marcada pelo comércio, finanças e fluxo internacional de dados”, afirmou.</p>
<p style="text-align: left; ">Outro documento comentado por Wimmer foi um white paper lançado em agosto de 2022 pela  Câmara Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês) sobre <a href="https://iccwbo.org/news-publications/policies-reports/icc-white-paper-on-trusted-government-access-to-personal-data-held-by-the-private-sector/">Acesso Confiável de Governos a Dados Pessoais Mantidos pelo Setor Privado</a>. Ela ressaltou que o documento trata de questões sensíveis que impactam o fluxo internacional de dados. O white paper menciona que ao mesmo tempo que esse fluxo é crucial para uma economia interconectada, as tentativas de governos nacionais de acessar dados mantidos por empresas privadas reduzem a confiança nesse fluxo internacional de dados, disse.</p>
<p style="text-align: left; ">Por outro lado, muitos países estão perdendo acesso a  dados transferidos internacionalmente, e vemos um grande  número de países adotando políticas, por exemplo, exigindo que os dados estejam localizados em seu território ou criando restrições legais ou econômicas em relação a transferências internacionais de dados.</p>
<p style="text-align: left; "><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fluxo-internacional-de-dados/image" alt="Fluxo internacional de dados" title="Fluxo internacional de dados" height="189" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Crescimento em terabytes por segundo da banda de transmissão de dados internacionais (fonte: Telegeography; McKinsey Global Institute analysis, 2019)</dd>
</dl>Wimmer afirmou que há muitas justificativas para essa postura dos países. “Um dos principais argumentos é de que a transferência de dados fica suscetível ao acesso por serviços de inteligência estrangeiros e governos autoritários, por isso a necessidade de algum tipo de restrição protetiva.</p>
<p style="text-align: left; ">Em muitos países, discute-se um armazenamento compulsório dos dados no próprio território e até mesmo regras para acesso de governos à armazenagem em outros países, afirmou. “Isso cria uma quantidade significativa de consequências sociais, políticas e econômicas, porque quando os dados não podem fluir entre países seu valor é de alguma forma capturado ou retido dentro território nacional. Ficamos impossibilitados de obter o uso adequado dos dados”, disse.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Barreiras ao fluxo de dados</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Outro documento comentado por Wimmer se chama “<a href="https://www.oecd-ilibrary.org/deliver/6345995e-en.pdf?itemId=%2Fcontent%2Fpaper%2F6345995e-en&amp;mimeType=pdf">Medindo o Valor Econômico de Dados e o Fluxo de Dados entre Países – Uma Pesquisa Comercial</a>”, produzido por um grupo de trabalho sobre privacidade e segurança da <a class="external-link" href="https://www.oecd.org/">Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)</a>.</p>
<p style="text-align: left; ">O documento apresenta um sumário dos tipos de barreiras ao fluxo internacional de dados:</p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>muitos países exigem o armazenamento e processamento de dados em servidores locais;</li>
<li>há países com regulamentação para a proteção de dados que regulam a coleta, utilização e transferência de dados pessoais (o exemplo mais abrangente é a <a class="external-link" href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX%3A02016R0679-20160504&amp;qid=1532348683434">Regulação Geral sobre a Proteção de Dados</a> [<em>GDPR na sigla em inglês] da União Europeia</em> e a LGPD brasileira);</li>
<li>há países com leis sobre competição e antitruste adaptadas ao mercado digital (exemplo: votação no Parlamento Europeu de lei para a divisão das operações do Google na União Europeia);</li>
<li>mecanismos de cibersegurança: conjunto de tecnologias, processos e controles projetados para proteger sistemas, redes e dados de exploração não autorizada (um exemplo disso é o trabalho da União Europeia para a introdução de um processo de certificação para a internet das coisas [IoT, na sigla em inglês] para aumentar a cibersegurança dos dispositivos);</li>
<li>direito de propriedade intelectual (por exemplo, sobre conteúdos digitais como músicas, filmes e livros);</li>
<li>restrições ao uso da internet, censura e bloqueios contra a transferência de dados (“Experimentamos isso no Brasil algumas vezes em 2017 e, mais recentemente, em relação ao WhatsApp e ao Telegram, com a aplicação da lei local e enormes impactos”, exemplificou Wimmer).</li>
</ul>
<p style="text-align: left; "><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa-de-cabos-submarinos/image" alt="Mapa de cabos submarinos" title="Mapa de cabos submarinos" height="182" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Rede de cabos submarinos para transmissão de dados</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; ">Ela comentou que a sociedade está acostumada a um conceito de soberania e jurisdição fortemente ligado ao aspecto físico, ao território, mas quando discute a internet, tende a retratá-la com uma nuvem, algo abstrato e distribuído, onde as fronteiras são irrelevantes. “No entanto, quando se examina a forma como a internet é estruturada, vemos que não há nuvem, apenas o computador de alguém”, comentou. “É uma rede física, com cabos submarinos conectando países, diferentes regimes legais, redes baseadas em protocolos de organizações governamentais e não governamentais.”</p>
<p style="text-align: left; ">Essa fisicalidade conectada leva à tentativa de identificar a qual legislação nacional uma questão se sujeita, mas isso depende de vários fatores, “o que cria um grande problema não só na aplicação da lei como também em relação aos direitos individuais”, afirmou Wimmer.</p>
<p style="text-align: left; ">“No Brasil temos um direito fundamental à proteção de dados pessoais, mas esse não é o caso dos EUA. Temos um sistema de checks and balances e obrigações legais para os serviços de inteligência coletarem certo tipo de informação, mas isso não se aplica nos EUA, China e outras jurisdições.”</p>
<p style="text-align: left; ">Além disso, nos últimos anos tem havido uma proliferação de legislação sobre o ambiente digital, com regras de proteção de dados, sobre acesso a mercados digitais e sobre inteligência artificial, comentou. “Muitas dessas leis têm alcance extraterritorial, uma vez que estabelecem coisas independentemente de onde os dados estão armazenados.”</p>
<p style="text-align: left; ">Em paralelo a isso, há também a emergência da regulação privada, uma vez que as big techs (Meta [Facebook, Instagram e WhatsApp], Microsoft, Apple, X [antigo Twitter], Amazon e Alphabeth [Google]) e outras empresas de tecnologia exigem a subscrição de seus termos de uso e obediência a critérios sobre que conteúdo é aceitável inserir em seus serviços, como atingir maior audiência, quais as condições para menores de idade os utilizarem etc.</p>
<p style="text-align: left; ">Wimmer lembrou que as redes sociais removeram conteúdos postados por políticos e que “isso às vezes desafiou normas e violou direitos de expressão, mas a resposta das empresas foi simplesmente que essas eram suas regras e se aplicavam ao ciberterritório de seus serviços”.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Soberania e cibersegurança</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Um conceito muito discutido na Europa e mais recentemente no Brasil é o de soberania digital, um conceito muito abstrato e que está sendo utilizado de forma bastante flexível para descrever muitos tipos de fenômenos, afirmou Wimmer.</p>
<p style="text-align: left; ">Uma referência mencionada por ela sobre várias ideias relacionadas com a soberania digital europeia é o paper “<a href="https://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2021/659437/EPRS_STU(2021)659437_EN.pdf">Towards a More Resiliente Europe  Post-Coronavirus</a>” (para uma Europa mais resiliente pós-coronavírus), publicado pelo Parlamento Europeu em abril de 2021.</p>
<p style="text-align: left; "><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ciberseguranca/image" alt="Cibersegurança" title="Cibersegurança" height="241" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Os governos nacionais devem estar seguros de sua capacidade de supervisionar e controlar infraestruturas críticas, de acordo com a diretora da ANPD</dd>
</dl>Outra questão muito discutida é a de cibersegurança: “O Brasil é outros países estão introduzindo a tecnologia 5G de telefones celulares e um dos principais fornecedores de equipamentos é a empresa chinesa Huawei. Houve uma campanha muito forte dos EUA, Austrália e UK tentando convencer o governo brasileiro e de outros países de que o uso da tecnologia dessa empresa traria riscos de espionagem, à cibersegurança, riscos não apenas domésticos, mas até mesmo para as relações internacionais”.</p>
<p style="text-align: left; ">No entanto, vários países americanos já contam com equipamentos da Huawei para as tecnologias 4G e 3G. “A questão era convencer os países a utilizarem equipamentos americanos, talvez.”</p>
<p style="text-align: left; ">“A discussão sobre o 5G e cibersegurança está conectada com a soberania digital, pois os países devem estar seguros de sua capacidade de supervisionar e controlar infraestruturas críticas”, afirmou.</p>
<p style="text-align: left; ">Outro ponto ligado à soberania digital está relacionado com a competição. “As big techs adquiriram tamanha predominância, dada a vantagem competitiva adquirida com a enorme quantidade de dados que coletam e processam, que inibem a capacidade de inovação e competição de empresas daqui ou da Ásia. E quando alguma startup se torna competitiva é adquirida por uma grande companhia.”</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Proteção de dados e privacidade</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Também merece atenção, segundo Wimmer, a proteção de dados e da privacidade, um dos hot topics da atualidade. “Temos hoje em dia programas acadêmicos muito interessantes sobre a ideia de vigilância digital e capitalismo de vigilância. O modelo atual de negócios é construído a partir da coleta de informações pessoais e sua transformação em commodities de maneira a torná-los inputs para criação de valor por grandes companhias do Hemisfério Norte”, disse.</p>
<p style="text-align: left; ">A partir desse quadro geral, Wimmer discutiu como a discussão sobre soberania digital e transferência de dados entre países está conectada com proteção de dados pessoais e privacidade.</p>
<p style="text-align: left; ">Segundo ela, 140 países já possuem algum nível de legislação para proteção de dados e privacidade. “O que muitas dessas legislações têm em comum é a abordagem ex ante [expectativa do que irá ocorrer] em relação à proteção de dados, a qual é, basicamente, a abordagem europeia.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/data-center/image" alt="Data center" title="Data center" height="212" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Muitas leis possuem alcance extraterritorial, não importando onde o banco de dados está instalado</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; ">Ela explicou as características dessa abordagem. A primeira está ligada à ideia de que ao tratar de proteção de dados pessoais estão sendo protegidos direitos fundamentais, porque esses dados são uma projeção da personalidade da pessoa, sua aparência física, status, coisas que gosta de fazer, família, orientação sexual e outros elementos que a definem, afirmou. “É preciso alguma espécie de controle sobre o que é feito com meus dados pessoais. Eles não podem ser utilizados para me prejudicar, piorar minha situação econômica, social ou política de alguma maneira.”</p>
<p style="text-align: left; ">Por esse motivo, muitos países têm reconhecido a ideia dos direitos fundamentais no que se refere à proteção de dados pessoais e “isso implica proteção do ponto de vista das organizações privadas e do próprio governo, que precisa agir de acordo com certos princípios e regras”. A noção de dados pessoais é geralmente abrangente, “pois não estamos tratando apenas de identificar indivíduos, mas também de indivíduos identificáveis [que podem ser identificados a partir de dados não pessoais]".</p>
<p style="text-align: left; ">Outro aspecto é que essas leis trazem vários princípios importantes para a criação de uma espécie de fricção no que se refere a novas tecnologias, um princípio de minimização de dados, para não haver coleta de dados maior do que o necessário para o que é intencionado, explicou. Há também a limitação ou especificação da intenção: “Isso significa que quando coletamos dados de alguém, devemos informar claramente o que faremos com eles e que não faremos nada mais do que isso”.</p>
<p style="text-align: left; ">Wimmer pondera que, ao tratar de big data, aplicações de inteligência artificial e uso comercial de dados pessoais, esses princípios de fato criam fortes limitações. “E são princípios muito tradicionais, mencionados pela OCDE no início dos anos 80, e agora presentes em muitas legislações de proteção a dados no mundo.”</p>
<p style="text-align: left; ">Finalmente, ela destacou a criação de uma autoridade de proteção de dados independente e com um espectro amplo de responsabilidades, que inclui a supervisão dos setores público e privado e, em muitos países, regulações para a transferência de dados internacionais.</p>
<p style="text-align: left; ">Muitas legislações produzem efeitos extraterritoriais bastante definidos, disse. O exemplo claro disso é a legislação da União Europeia, que “se aplica tanto a processadores de dados instalados na UE, não importando se os dados estão nela ou não, quanto a processadores de dados externos cuja atividade tenha como alvo o mercado da UE".</p>
<p style="text-align: left; ">“A mesma coisa acontece no Brasil, com a LGPD [<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm">Lei Geral de Proteção de Dados, 13.709/2018</a>], que se aplica não importa onde a companhia tenha sua sede e onde os dados estão armazenados, desde que o processamento dos dados ocorra no Brasil para o fornecimento de bens ou serviços, ou se o processamento envolve dados de indivíduos residentes no Brasil, ou se os dados pessoais a serem processados foram coletados no Brasil.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logos-de-big-techs/image" alt="Logos de big techs" title="Logos de big techs" height="82" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Wimmer: ''O modelo atual de negócios é construído a partir da coleta de informações pessoais e sua transformação em commodities de maneira a torná-los inputs para criação de valor por grandes companhias do Hemisfério Norte''</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Graus de restrições ao fluxo</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Wimmer ressaltou a complexidade para os dados serem transferidos internacionalmente, já que as legislações dos diversos países competem entre si.</p>
<p style="text-align: left; ">Ela citou o artigo “<a href="https://www.oecd-ilibrary.org/trade/trade-and-cross-border-data-flows_b2023a47-en">Trade and Cross-Border Data Flows</a>” [comércio e fluxo de dados transfronteiriços], de 2019, produzido por dois técnicos da OCDE, Francesca Casalini e Javier López González. “O trabalho apresenta uma taxonomia muito interessante sobre abordagens quanto a fluxos de dados internacionais.”</p>
<p style="text-align: left; ">No quadro apresentado pelo artigo, uma coluna é dedicada aos países onde há ausência de regulação ou acontece um fluxo livre com regulação pelo setor privado, “ou seja, faça o que quiser e se algo errado acontecer, veremos o que fazer”.</p>
<p style="text-align: left; ">A coluna intermediária inclui casos como os da União Europeia e do Brasil, em que há diferentes instrumentos para habilitar o fluxo internacional, que vão desde o reconhecimento da adequação (em que um país reconhece outro país com nível similar de proteção) até mecanismos contratuais e certificação.</p>
<p style="text-align: left; ">A terceira coluna é dedicada a sistemas bem restritivos, onde o fluxo internacional de dados não é permitido, exceto se uma autoridade de proteção autorizar ou houver uma decisão de adequação.</p>
<p style="text-align: left; ">Segundo Wimmer, o sistema brasileiro é relativamente similar ao europeu, com a diferença que, enquanto na União Europeia certo número de mecanismos para o fluxo internacional de dados são considerados “derrogações”, excepcionais, não podem ser utilizados para transferências operacionais, no Brasil há outras condições, que podem ser utilizadas em qualquer caso: cooperação legal internacional para aplicação da lei; proteção da vida ou segurança física; autorização pela ANPD; acordos de cooperação internacionais; política pública; consentimento; observância de obrigação legal ou regulatória; execução de contrato; exercício de direitos.</p>
<p style="text-align: left; ">Ela lembrou que outros países possuem diferentes abordagens. “A questão é se nós, enquanto sociedade, consideramos benéfica a transferência internacional de dados, num contexto em que mais de uma centena de países possuem diferentes sistemas legais e diferentes fluxos de dados. Como podemos fazer isso funcionar?”</p>
<p style="text-align: left; ">Para ela, a melhor postura é “pressionar fortemente por decisões de adequação”. Numa relação assim, “os europeus dirão: o Brasil tem legislação similar à nossa, então discutiremos decisões de mútua adequação”. O problema é multiplicar esse tipo de relação mutual para 140 países, considerando as diferentes nuances entre seus sistemas legais, ponderou.</p>
<p style="text-align: left; ">A tendência, disse, é a adoção de instrumentos contratuais, como as chamadas Standard Contractual Clauses (SCC) [cláusulas contratuais padrão], ou ainda a adoção de alguma espécie de certificação ou código de conduta, “quando uma companhia é certificada de forma privada e reconhecida como cumpridora de um certo nível de proteção na transferência de dados entre países”.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>Diferenças entre EUA e União Europeia</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Para Wimmer, um dos principais desafios internacionais está em habilitar a transferência de dados entre UE e EUA, que possuem sistemas muito diferentes. “Os Estados Unidos não têm uma proteção geral de dados. Não há legislação federal, não há direitos fundamentais quanto à proteção de dados. Por outro lado, há muitas leis estaduais. A <a href="https://www.ftc.gov/">Comissão Federal de Comercio</a> dos Estados Unidos está trabalhando nessa questão, mas sob a ótica de práticas injustas ou enganosas, o que é uma abordagem completamente diferente."</p>
<p style="text-align: left; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/post-the-max-schrems-no-x" alt="Post the Max Schrems no X" class="image-right" title="Post the Max Schrems no X" />Ela citou o caso de <a href="https://twitter.com/maxschrems">Max Schrems</a>, um ativista austríaco que por três vezes impediu acordos internacionais de transferência de dados entre EUA e EU. “O seu argumento é que não importa o quanto uma companhia seja certificada e os compromissos que assuma, pois os serviços de inteligência dos EUA têm permissão para acessar dados pessoais”. Em julho, foi anunciado um <a class="external-link" href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_23_3721">novo acordo</a> entre a EU e os EUA, e Schrems manifestou seu descrédito no X logo em seguida: "Em geral, trata-se de uma cópia de velhos princípios”.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" style="text-align: left; ">
<p dir="ltr">Uma vez que os benefícios do fluxo internacional de dados são muito claros, a questão que se coloca é “como resolver as diferentes abordagens quanto a restrições, soberania, proteção a dados pessoais e propriedade intelectual, salvaguardas, aplicação da lei etc.”, afirmou Wimmer.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: left; ">“Esse é um dos mais estimulantes pontos de discussão em diferentes organizações internacionais, não apenas aquelas ligadas à proteção de dados, como a <a class="external-link" href="https://globalprivacyassembly.org/">Global Privacy Assembly</a>. A questão está presente em relatórios produzidos pelo Fórum Econômico Mundial, pela OCDE e em anexos de dois ou três encontros do G7”, afirmou.</p>
<p style="text-align: left; ">Wimmer frisou que “a solução para a questão ainda não está clara, mas talvez esteja claro o que devemos desejar: precisamos de melhores acordos e arranjos para facilitar a cooperação legal internacional: essa é uma das dificuldades que temos na mesa hoje em dia”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens (a partir do alto): Roque de Sá/Agência Senado; Telegeography; Wikimedia; Pxfuel; Rawpixel; Wikimedia; X</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Proteção de dados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Big Data</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Diplomacia de Ciência e Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Legislação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-06T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/dialogos-avancados-inteligencias">
    <title>Diálogos Avançados: Inteligências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/dialogos-avancados-inteligencias</link>
    <description>Encontros interdisciplinares organizados pelo Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo São Carlos e pelo Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos da UFSCar. Em 2025 o tema sera "Inteligências".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-cb55260f-7fff-63ce-32df-65e17bb630e2"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os DIÁLOGOS AVANÇADOS são encontros interdisciplinares organizados pelo Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo São Carlos e pelo Instituto de Estudos Avançados e Estratégicos da UFSCar a partir de temas emergentes e estratégicos. Com periodicidade anual, os Diálogos acontecem nos campi da USP e da UFSCar na cidade de São Carlos, são gratuitos e abertos a todos os públicos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em sua segunda edição, de 7 a 9 de outubro de 2025, </span><span>o evento discute “Inteligências”.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>No contexto atual, marcado por transformações aceleradas nas esferas tecnológica, ambiental, social e cultural, repensar o conceito de inteligência torna-se fundamental para enfrentar os desafios contemporâneos. As múltiplas crises – climática, epistêmica, ética e política – exigem formas ampliadas de compreender e agir no mundo, superando modelos unidimensionais e instrumentalizados de racionalidade. Reconhecer as inteligências em sua pluralidade (humanas, mais-que-humanas, artificiais, coletivas e situadas) permite reconfigurar modos de conhecimento, de convivência e de cuidado, promovendo abordagens mais sensíveis à complexidade, à interdependência e à diversidade de formas de vida e saber.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A proposta é que os “Diálogos Avançados” sejam palco para troca de conhecimentos e experiências, promovendo a integração entre docentes, estudantes e a sociedade em geral. E que, dessa maneira, promova abordagens mais sensíveis à complexidade, à interdependência e à diversidade de formas de vida e saber, oferecendo um espaço para a construção coletiva de estratégias que possam guiar a humanidade em tempos de mudanças profundas.</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Juliana Ferreira Bernardo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Cognitiva</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-17T12:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/desmistificando-a-inteligencia-artificial-ela-nao-e-tao-complicada-como-voce-pensa">
    <title>Desmistificando a Inteligência Artificial: Ela não é tão complicada como você pensa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/desmistificando-a-inteligencia-artificial-ela-nao-e-tao-complicada-como-voce-pensa</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente em nosso dia a dia e seu impacto na sociedade deve aumentar graças à interação com os novos chatbots, afetando substancialmente diversas profissões e o modo como interagimos com as máquinas. porém, os algoritmos inteligentes, em especial os que utilizam aprendizado de máquina, são menos complexos do que se imagina. Para explicar isso, o Grupo de Estudo Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e o Centro de Inteligência Artificial (C4AI) promovem no dia 12 de abril, às 19h, a conferência on-line “Desmistificando a Inteligência Artificial: Ela não é tão complicada como você pensa”.</p>
<p>O evento será exclusivamente on-line. Haverá envio de certificado aos participantes mediante preenchimento de formulário disponibilizado no chat durante a transmissão.</p>
<p>O palestrante será o professor titular do Departamento de Computação e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP Renato Tinós. Ele vai mostrar que algoritmos que utilizam aprendizado de máquina empregam conceitos matemáticos e computacionais bastante simples e intuitivos, contribuindo assim para desmistificar a inteligência artificial. Para o docente, ao entender melhor os princípios básicos que regem os sistemas inteligentes, o público poderá compreender melhor as oportunidades propiciadas pela IA e as suas maiores limitações.</p>
<p>Renato Tinós possui graduação em Engenharia Elétrica pela Unesp, mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica pela USP. Atualmente, é professor titular no Departamento de Computação e Matemática e orientador no programa de pós-graduação em Computação Aplicada, ambos da FFCLRP-USP. Atua na área de Ciência da Computação, com especial interesse em computação evolutiva e redes neurais artificiais.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-04-10T17:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-discute-responsabilidade-civil-e-inteligencia-artificial-na-uniao-europeia">
    <title>Conferência discute responsabilidade civil e inteligência artificial na União Europeia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-discute-responsabilidade-civil-e-inteligencia-artificial-na-uniao-europeia</link>
    <description>Evento integra projeto realizado pelo Grupo TechLaw do IEA-RP em parceria com o Ceadin-FDRP, o C4AI e a iniciativa UAI, do IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/ResponsabilidadeCivileIntelignciaArtificialDebatenaUE.png/@@images/228db9f6-24d6-49fe-a9a9-a2cd0b170d48.png" alt="" class="image-left" title="" />O Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP promove no dia 23 de maio, a partir das 14h (horário de Brasília), a conferência on-line “Responsabilidade Civil e Inteligência Artificial: Debate na União Europeia”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento é exclusivamente on-line e será transmitido pelo </span><a href="https://youtube.com/live/yc9cSMBeVQU" target="_blank"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span> e pelo </span><a href="https://www.facebook.com/usp.iearp" target="_blank"><span>perfil do instituto no Facebook</span></a><span>. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/aTbN9mgpVpCoW7Wz6" target="_blank"><span>neste link</span></a><span>. Os espectadores on-line interessados em receber o certificado de participação devem preencher o formulário que será disponibilizado no chat das ferramentas durante o evento.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A palestrante será a professora Ana Mafalda Castanheira Neves de Miranda Barbosa. Especialista em responsabilidade civil em aplicações de inteligência artificial, a docente vai discutir o modelo pautado em classificação de risco da inteligência artificial adotado pela </span><span>União Europeia e, por conhecer a legislação brasileira, fará uma comparação dele com o Projeto de Lei 2338/23, que estabelece normas para o desenvolvimento, implementação e uso responsável dessa tecnologia no Brasil.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ana Mafalda é docente associada com agregação da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, instituição na qual também concluiu mestrado e doutorado em Ciências Jurídico-Civilísticas. A mediação será do docente da Faculdade de Direito da USP, José Faleiros de Moura Júnior.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A conferência integra o projeto “Regulação e Governança da Inteligência Artificial”, que está promovendo, ao longo deste ano, diversos eventos centrados em questões ligadas ao tema. Ele é realizado por uma parceria entre o Grupo de Estudos Direto e Tecnologia do IEA-RP, o Centro de Estudos Avançados do Direito e Inovação da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, o Centro de Inteligência Artificial da USP e a iniciativa Understanding Artificial Intelligence (UAI), ligada ao IEA.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações: <a href="mailto:iearp@usp.br" target="_blank">iearp@usp.br</a>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre o grupo</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O Grupo de Estudo Direito e Tecnologia (Tech Law) tem como objetivo principal o estudo interdisciplinar de temas que envolvem áreas de Direito e da Ciência da Computação, bem como analisar as características e os desafios da sociedade informacional. Para saber mais, acesse a </span><a href="https://rp.iea.usp.br/conferencia-on-line-discute-definicao-de-perfis-por-inteligencia-artificial/" target="_blank"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-15T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-aborda-aspectos-da-lei-geral-de-protecao-de-dados">
    <title>Conferência aborda aspectos da Lei Geral de Proteção de Dados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-aborda-aspectos-da-lei-geral-de-protecao-de-dados</link>
    <description>Evento marca lançamento de livro de autoria de professores da FDRP e da FFCLRP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/CartazLeiDigital.png/@@images/623ab15a-a3f2-4c4a-8563-03599730b552.png" alt="" class="image-left" title="" />O Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, em parceria com o Instituto Avançado de Proteção de Dados, promove no dia <span>10 de março</span>, a partir das <span>18h30</span>, no Espaço de Eventos do IEA-RP, a conferência <span><strong>Direito, Tecnologia e a Nova Lei Geral de Proteção de Dados</strong></span>.</p>
<p>Os conferencistas serão os professores participantes do Programa Ano Sabático do IEA Cíntia Rosa Pereira de Lima e Evandro Eduardo Seron Ruiz. Eles debateram, dentro de uma perspectiva multidisciplinar, temas relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados, como anonimização, perfis online, tratamento de dados automatizados, dentre outros.</p>
<p>A Lei Geral de Proteção de Dados, que deverá entrar em vigor em agosto deste ano, trouxe à tona discussões sobre diversos aspectos e pressupostos tecnológicos necessários para sua correta aplicação. Para entendê-los, é necessário realizar uma análise conjunta entre Direito e Tecnologia.</p>
<p>Na ocasião, os professores também fizeram o lançamento local do livro “Comentários à Lei Geral de Proteção de Dados”, de autoria de ambos e publicado pela Editora Almedina, e houve sessão de autógrafos dos livros “Direito e Internet IV: Sistema de Proteção de Dados” e “Direito Digital: compliance, regulação e governança”, ambos da Editora Quartier Latin.</p>
<p>Ruiz é graduado em Ciências de Computação pela USP, mestre pela Unicamp, Ph.D. pela University of Kent at Canterbury, professor livre-docente pela USP tem pós-doutorado pela Columbia University. É professor associado do Departamento de Computação e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e atua como orientador no Programa de Pós-graduação em Computação Aplicada desse mesmo departamento. Tem experiência na área de Ciência da Computação e trabalha principalmente nas áreas de aplicações de processamento de linguagem natural e mineração de textos.</p>
<p>Cíntia é livre-docente em Direito Civil Existencial e Patrimonial pela USP, pós-doutora em Direito Civil pela Università degli Studi di Camerino, doutora em Direito Civil pela USP e graduada em direito pela Unesp. Atualmente é professora de Direito Civil da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP e presidente do Instituto Avançado de Proteção de Dados. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Proteção de Dados Pessoais, Direito Civil, Direito do Consumidor, Direito Digital, Biodireito e Direito Internacional Privado.</p>
<p>Mais informações: (16) 3315 0368 ou <a>iearp@usp.br</a>.</p>
<p>Para receber as notícias dos eventos e <a href="https://sites.usp.br/iearp/atividades/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">atividades</a> entre em nosso canal do Telegram: <a href="https://t.me/iearp" rel="noreferrer noopener" target="_blank">https://t.me/iearp</a></p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>Direito, Tecnologia e a Nova Lei Geral de Proteção de Dados</strong><br />10 de março, 18h30<br />Espaço de Eventos do IEA-RP<br /><a class="external-link" href="https://forms.gle/bvfsy2Tf3gbhxghYA">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/direito-tecnologia-e-a-nova-lei-geral-de-protecao-de-dados" class="external-link">Página do evento</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-22T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/fake-news-e-cultura-democratica">
    <title>Como a proliferação das ‘fake news’ e seus algoritmos complexos nas redes sociais pode danificar a cultura democrática</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/fake-news-e-cultura-democratica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f31a012f-7fff-6ecc-94de-f890e9a9874c">
<p dir="ltr"><span>O Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (TechLaw) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, em parceria com o Centro de Inteligência Artificial da USP (C4AI), promove no dia 21 de novembro, a partir das 19h, a conferência on-line “Como a proliferação das ‘fake news’ e seus algoritmos complexos nas redes sociais pode danificar a cultura democrática”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As inscrições são gratuitas e h</span><span>averá envio de certificado de participação a quem preencher o formulário enviado no chat durante o evento.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A palestrante será a pós-doutoranda da Escola de Comunicação e Artes da USP Magaly Prado. Ela vai falar sobre sua pesquisa, que aborda a interferência dos algoritmos das fake news no ciberespaço e o estrago provocado na democracia. Nesse trabalho, ela buscou investigar como se identificam mentiras publicadas por meio de filtragens e discernir sobre as estratégias implementadas para engajar determinados públicos. Os procedimentos metodológicos incluíram, além de levantamento bibliográfico, a coleta e análise de entrevistas com especialistas; um questionário para lembrar como a sociedade memoriza as fake news; e a criação de um repositório de cerca de 700 postagens com material sobre as implicações das ações de algoritmos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Magaly Parreira do Prado é bolsista na Cátedra Oscar Sala, do IEA, e pós-doutoranda no departamento de Informação e Cultura da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. É doutora em Comunicação e Semiótica e mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, ambos pela PUC-SP. Tem experiência na área de Comunicação, Informação e Cultura, com ênfase em Jornalismo, Jornalismo na Internet (Multimídia, Produção e Edição Multiplataforma), Redes Sociais Digitais, Algoritmos, Inteligência Artificial, Desinformação e Rádio/ TV. Integra os grupos de estudos Jornalismo, Direito e Liberdade, da ECA/IEA-USP, e é vice-coordenadora do Sociotramas, do TIDD/PUC. É professora na pós-graduação da PUC e no MBA da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).</span></p>
</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-10T14:29:18Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reflexao-ecultura">
    <title>Ciclo refletirá sobre a cultura eletrônica e seus efeitos em várias áreas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reflexao-ecultura</link>
    <description>Ciclo de encontros "Reflexão eCultura: Cortes e Montagens" será realizado nos dias 1º, 8, 15, 22 e 29 de julho, via internet. A organização é do Grupo de Estudos Culturas e Humanidades Computacionais do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/final-do-campeonato-mundial-de-2014-de-starcraft-ii/image" alt="Final do Campeonato Mundial de 2014 de StarCraft II" title="Final do Campeonato Mundial de 2014 de StarCraft II" height="400" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Final do Campeonato Mundial de 2014 do jogo eletrônico StarCraft II, em Anaheim, Califórnia, EUA</dd>
</dl>A presença da computação na vida cotidiana, o avanço do conhecimento, a arte e a própria ideia do que define o ser humano serão debatidos no ciclo de encontros <i>Reflexão eCultura: Cortes e Montagens</i>, nos <strong>dias 1º, 8, 15, 22 e 29 de julho, </strong>via internet [veja a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/reflexao-ecultura#programacao" class="external-link">programação</a> abaixo].</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos Culturas e Humanidades Computacionais</a> do IEA, o ciclo terá exposições e sessões de interpretação nos cinco encontros, que tratarão do uso do computador na arte, na biologia, nos museus, na economia e na governança.</p>
<p>Poderão se inscrever para as 30 vagas disponíveis graduandos e graduados de qualquer área do conhecimento. As inscrições devem ser feitas por <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdasYExKXYEJDdO3J1ja4Zlwhag_mqd2ieW7xV9ekM83MRQqw/viewform">formulário online</a> até as 15h do dia 18 de junho. Graduandos devem apresentar o histórico escolar e os graduados, certificado de conclusão do curso ou diploma. O resultado da seleção será divulgado no dia 25 de junho.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Um impacto a ser definido</h3>
<p>O coordenador do Grupo de Estudos Culturas e Humanidades Computacionais, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">Teixeira Coelho</a>, professor emérito da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e professor sênior do IEA, afirma que o ciclo não é um curso, mas sim um "ateliê do pensamento onde convidados desenham um quadro a seguir desdobrado pelo grupo". Trata-se, em suma, de "identificar - na fórmula de Michel Foucault - 'o que o hoje traz para dentro do ontem'", afirma.</p>
<p dir="ltr">Segundo Teixeira Coelho, a cultura eletrônica é realidade recente na ótica da duração dos ciclos culturais, mas não inesperada: "Entre 1982 e 2012, a França inovou o modo de obter-se informação por meio de seu Minitel [sistema de videotexto por linha telefônica], que antecedeu o computador como recurso de comunicação mais ágil do que a permitida pela imprensa escrita".</p>
<p dir="ltr">Nessa breve história, o passo seguinte foi o computador pessoal, mesmo se ainda não portátil, "com o wi-fi entrando em cena no final dos anos 90 e acelerando o processo". A Apple lança seu primeiro iPhone em 2007, "logo dotando-o de um poder de computação - no bolso ou na mão - maior do que a dos primeiros 'computadores de sala' profissionais", continua.</p>
<p dir="ltr">Em seguida surge a Netflix, no final do século 20, para substituir os ainda recentes formatos do videocassete e do DVD. "As pessoas não mais vão às coisas, as coisas começam a vir às pessoas, física ou virtualmente", afirma.</p>
<p dir="ltr">O empurrão decisivo - "outro mais, e grande" - na cultura eletrônica foi dado pela pandemia de Covid-19, de acordo com Teixeira Coelho. "O impacto do dispositivo eCultural é enorme e decisivo", mas ele ressalta que é preciso esclarecer no que consiste esse impacto.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para receber declaração de participação, os inscritos deverão comparecer a pelo menos quatro dos encontros e enviar à organização, no prazo de até 30 minutos após o encerramento de cada encontro, um texto entre cinco e dez linhas em que sumarizem a ideia-chave discutida, apresentem uma pergunta pertinente ou levantem um ponto para discussão.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<p><i>Quintas-feiras de julho, das 9 às 12h</i></p>
<div>
<ul>
<li><strong>Dia 1º</strong> - <strong>O Sentido da eCultura</strong> (O que diz a cultura eletrônica)<br />Expositor: <strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">Teixeira Coelho</a></strong> - autor de "eCultura: A Utopia Final e de Sinais" (2019) e "Sinais e Maravilhas da Era Digital" (2021), ex-diretor do MAC-USP e ex-curador-coordenador do Masp.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Dia 8</strong> - <strong>Arte e algoritmo</strong> (O Que é, como é, o que muda)<br />Expositor: <strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-fernandez-cuzziol" class="external-link">Marcos Cuzziol</a></strong> - desenvolvedor de games, curador das exposições "Consciência Cibernética?" (2018) e "Emoção Artificial" (2012); ex-gerente do Núcleo de Inovação do Itaú Cultural.</li>
<li><strong>Dia 15</strong> - <strong>Computação e biologia</strong> (O digital mudando um saber)<br />Expositor: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link"><strong>Marcos Buckeridge</strong></a> - diretor do Instituto de Biociências (IB) da USP, membro-relator do Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU em 2014 e coordenador do Centro de Síntese USP Cidades Globais do IEA.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Dia 22</strong> - <strong>Blockchain: economia e democracia</strong> (A sociedade no controle)<br />Expositor: <strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luli-radfahrer" class="external-link">Luli Radfahrer</a></strong> - pesquisador da sociedade digital e colaborador do jornal "Folha de S.Paulo"; seu livro mais recente, "Enciclopédia da Nuvem", compila e analisa ferramentas e serviços de computação em nuvem.</li>
</ul>
</div>
<ul>
<li><strong>Dia 29</strong> - <strong>Antes de computar, pensar</strong> (A computação no ensino)<br />Expositora: <strong>Clara Gonçalves</strong> - diretora do Parque Tecnológico da Universidade do Porto (Uptec) desde sua fundação em 2007 até 2019; integra o Comitê Diretor da Future of Computing Summer School da Uptec; recebeu em Portugal o Personalidade do Ano de 2019 em Inovação.</li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Ciclo de Encontros <i>Reflexão eCultura: Cortes e Montagens</i></strong></i><i><br /></i><i>1º, 8, 15, 22 e 29 de julho, das 9 às 12h, via internet<br /></i><i>Gratuito - Destinado a graduandos e graduados de todas as áreas<br />30 vagas - Inscrições por <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdasYExKXYEJDdO3J1ja4Zlwhag_mqd2ieW7xV9ekM83MRQqw/viewform">formulário online</a> até 15h de 18 de junho<br /></i><i>Mais informações: Edilma Martins, <a class="mail-link" href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a><a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br"><br /></a></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-reflexao-ecultura" class="external-link">Página do ciclo</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotechnology</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-05-31T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/chatgpt-nao-deve-substituir-mecanismos-de-busca">
    <title>ChatGPT não deve substituir mecanismos de busca</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/chatgpt-nao-deve-substituir-mecanismos-de-busca</link>
    <description>Para o professor do ICMC-USP Fernando Osório, ao contrário dessa ferramenta, buscadores são mais atualizados e trazem lista de referências importante para checagem de informações</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-80ee0fd1-7fff-4c34-16b9-bc2c8c472f10"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome57.png/@@images/d24c7143-2b52-4f2a-b64c-cce02fea331a.png" alt="" class="image-left" title="" />O lançamento do ChatGPT, uma ferramenta revolucionária que trabalha com inteligência artificial e foi disponibilizada para o público no final do ano passado, tem trazido cada vez mais debates sobre os impactos que esse tipo de tecnologia tem na sociedade. Para discutir esse tema, o USP Analisa conversou com o docente no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação da USP e integrante do Centro de Inteligência Artificial da USP, Fernando Osório.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele explica que a principal evolução por trás do ChatGPT em relação a outras ferramentas que usam inteligência artificial é o hardware, ou seja, o equipamento que está por trás dele. “Houve uma evolução significativa do poder computacional das máquinas e isso obviamente trouxe as soluções que podem ser apresentadas em aplicações de inteligência artificial, como processamento de voz, de imagens e, no caso do ChatGPT, uma coisa que não estava tão sofisticada, que é a geração de texto. Textos muito bem escritos, muito coesos”, diz o professor.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Osório, a perfeição na escrita e no encadeamento das palavras faz com que os usuários tenham uma credibilidade no ChatGPT muito maior do que deveriam ter. “O ChatGPT encadeia as ideias no texto de uma maneira muito interessante, muito bem colocada. Mas isso não quer dizer que sejam corretas as informações. E é aí que talvez começam a surgir algumas questões, porque ele se passa por uma pessoa de um alto nível de conhecimento e de educação pela sofisticação da forma como os textos são produzidos. A gente tem que tomar um certo cuidado principalmente quanto ao conteúdo, pois coesão não quer dizer verdade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O docente destaca ainda que não há possibilidade dessa ferramenta substituir os tradicionais mecanismos de busca - embora ela seja utilizada com frequência para essa finalidade. “O ChatGPT não tem como ser atualizado diariamente, como o Google. É por isso que eu digo: ele não vai, não deve e eu espero que não substitua o Google e outros buscadores. Porque eles dão uma lista de referências onde você pode olhar várias respostas, você pode ver os links de onde vieram essas respostas, seja de um site confiável ou não, e você muitas vezes tem a informação da data de quando ela foi publicada. E isso o ChatGPT não dá”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP nesta sexta, às 16h45, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-05-05T19:13:25Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/edital-5-2023">
    <title>Cátedra Oscar Sala recebe inscrições até 28 de agosto para seleção de 2 pós-graduandos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/edital-5-2023</link>
    <description>Cátedra Oscar Sala recebe inscrições até o meio-dia de 28 de agosto para a seleção de dois pós-graduandos da USP. Os selecionados atuarão na cátedra durante 12 meses, a partir de 15 de setembro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Alunos regularmente matriculados em qualquer programa de pós-graduação da USP podem se inscrever, até o meio-dia do dia 28 de agosto, na seleção de dois pesquisadores que será feita pela Cátedra Oscar Sala do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.</p>
<p>A cátedra é uma parceria do IEA-USP com o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e seu Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).</p>
<p>Serão oferecidas uma bolsa na modalidade mestrado e uma bolsa na modalidade doutorado, nos valores, respectivamente, de R$ 2.494,20 e R$ 4.285,50, por um período de 12 meses, com início em 15 de setembro e dedicação semanal de 20 horas.</p>
<p>A inscrição deve ser feita por meio de <a class="external-link" href="https://forms.gle/tMuVA9oSU3kLHTHR6">formulário online</a> e anexação de:</p>
<ul>
<li>currículo atualizado (até duas páginas);</li>
<li>histórico escolar (graduação e pós-graduação);</li>
<li>carta de apresentação com motivação e interesse, destacando habilidades e capacitação que contribuam com as atividades da cátedra (uma página, aproximadamente 4 mil caracteres com espaço);</li>
<li>projeto da pesquisa de mestrado/doutorado, com resumo;</li>
<li>carta de anuência do/a orientador/a.</li>
</ul>
<p>Mais informações podem ser consultadas na íntegra do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisa/oportunidades-pesquisa/edital52013" class="external-link">Edital IEA-USP 5/2023</a>, de 03/08/2023.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-15T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-professor-visitante-pesquisa-a-era-cognitiva">
    <title>A vida na era cognitiva é o tema de Donald Peterson, novo professor visitante </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-professor-visitante-pesquisa-a-era-cognitiva</link>
    <description>O cientista cognitivo Donald Peterson, até recentemente professor da Universidade Shantou, na China, é o novo professor visitante do IEA, onde desenvolverá o projeto "Vida na Era Cognitiva".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:450px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/don-peterson-30-5-19/image" alt="Don Peterson - 30/5/19" title="Don Peterson - 30/5/19" height="358" width="450" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:450px;">Donald Peterson: ''Precisamos de um entendimento crítico sobre as oportunidades e riscos da era cognitiva''</dd>
</dl></p>
<p>O cientista cognitivo britânico Donald Peterson é o novo professor visitante do IEA, por um período inicial de um ano, no qual desenvolverá o projeto Vida na Era Cognitiva. Até o ano passado, ele era professor da Universidade de Shantou, na China.</p>
<p>Peterson, cujo trabalho envolve lógica, filosofia, psicologia e ciência da computação, pretende realizar várias atividades integradas durante sua estada no IEA, entre elas organizar seminários e produzir publicações.</p>
<p>Outra atividade está relacionada a seus trabalhos em lógica. Trata-se de pesquisa sobre adaptabilidade, cuja análise ele chama de “epidução”, “uma forma de razão prática”, e que deve resultar em dois artigos científicos.</p>
<p><span><strong>Tecnologias cognitivas</strong></span></p>
<p>As tecnologias cognitivas (cogtech, no acrônimo em inglês) estão influenciando a vida e o trabalho, e "precisamos de um entendimento crítico sobre suas oportunidades e riscos”, afirma Peterson. Entre os diversos exemplos de cogtechs citados por ele estão: inteligência artificial em geral, sistemas adaptativos, análise de big data, robótica humanoide, reconhecimento de pessoas, sistemas personalizados de aprendizado, mídias sociais e realidade virtual.</p>
<p>As tecnologias cognitivas são complementadas, segundo o professor visitante, por inovações em biométrica, nanotecnologia, impressão 3D, computação quântica e por sistemas como o das criptomoedas e blockchain. Em termos de teoria dos sistemas, essa nova era envolve “uma mudança em direção a sistemas mais abertos, com os efeitos positivos e negativos decorrentes disso”.</p>
<p>As condições associadas a essa mudança, de acordo com Peterson, incluem dados em massa, mudança veloz, conectividade global e interdependência cyborg de humanos e máquinas. “Estamos mudando de rumo em direção a novas formas de viver e trabalhar, e as implicações sociais e culturais dessa mudança são radicais e imanentes.” Em sua opinião, na era cognitiva, a tarefa não é classificar as cogtechs como inerentemente boas ou ruins, mas direcionar sua utilização para efeitos benéficos.</p>
<p>Ele explica que esse campo de estudo é necessariamente interdisciplinar e exige conhecimento técnico e crítico, além de ser teórico e prático. “É teórico na medida em que requer estruturas como a teoria de sistemas e raciocínio modulado por contexto; é prático pelo falto de que suas questões irão impactar o emprego de pessoal de nível superior, a saúde mental, educação, trabalho, comunicação e qualidade de vida."</p>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>Peterson é doutor em filosofia pela University College London, mestre em fundamentos de tecnologia avançada de informação pelo Imperial College London e mestre em filosofia e psicologia pela Universidade de Edimburgo, também no Reino Unido.</p>
<p>Antes de ter sido professor no Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Shantou, ele foi professor da mesma área na Universidade de Nottingham Ningbo China; de tecnologia de informação e comunicação na Universidade de Londres; e de psicologia de e-learning e ciência cognitiva na Universidade de Birmingham, no Reino Unido.</p>
<p>Peterson é autor do livro  “A Filosofia Inicial de Wittgenstein: Os Três Lados do Espelho” (1990), editor de “Formas de Representação: Um Tema Interdisciplinar para a Ciência Cognitiva” (1996) e coeditor de “Filosofia e Ciência Cognitiva” (1993). Também escreveu 13 capítulos de livros e publicou 10 artigos em periódicos arbitrados.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Lógica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Cognitiva</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-05-31T12:55:00Z</dc:date>
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