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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 191 to 203.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-sobre-machado-de-assis-encerra-periodo-de-rouanet-em-catedra">
    <title>Seminário sobre Machado de Assis conclui período de Rouanet em cátedra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-sobre-machado-de-assis-encerra-periodo-de-rouanet-em-catedra</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sergio-paulo-rouanet-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Sergio Paulo Rouanet - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Sergio Paulo Rouanet - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sérgio Paulo Rouanet</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A partir de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", publicado em livro em 1881, Machado de Assis adotou um padrão peculiar para a construção de seus romances, valendo-se de recursos utilizados sobretudo pelos chamados escritores humoristas ingleses, especialmente Lawrence Sterne (1713-1768), autor de "A Vida e as Opiniões de Tristam Shandy".</p>
<p>Para o filósofo, cientista político e ensaísta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet</a>, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), os procedimentos adotados pelo Bruxo do Cosme Velho configuram o que ele chama de "forma shandiana", constituída por quatro elementos: hipertrofia da subjetividade; fragmentação e digressividade do texto; paradoxos espaço-temporais; e mescla de riso e melancolia.</p>
<p>A forma shandiana foi o tema central de mesa-redonda no dia 16 de março que marcou o encerramento do período de Rouanet como primeiro titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, convênio entre o IEA e o Itaú Cultural. Ele foi sucedido pelo gestor cultural e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, que tomou <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-e-o-novo-titular-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">posse na cátedra</a> em cerimônia na Sala do Conselho Universitário no dia 17 de março.</p>
<p>A escolha do tema foi uma forma de contemplar mais um dos diversos objetos de investigação de Rouanet. Nas conferências e seminários anteriores organizados pela cátedra, ele discutiu as ambivalências da modernidade; o prazer desinteressado da arte; as fronteiras da ciência; a arte e o artista na universidade; e as relações entre cinema e psicanálise.</p>
<p>Outro tema do encontro foi a vasta correspondência machadiana com escritores, políticos, amigos, familiares e desconhecidos. Entre os muitos correspondentes figuravam Quintino Bocaiúva, Joaquim Nabuco, Salvador de Mendonça, Joaquim Serra e Mário de Alencar. As cartas foram organizados por Rouanet e pelas as pesquisadores da ABL Sílvia Eleutério e Irene Moutinho.  A ABL lançou os cinco volumes entre 2008 e 2016.</p>
<p>Além de Rouanet e Sílvia Eleutério, foram expositores no seminário o crítico literário <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, membro da ABL e editor da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", e o professor de literatura brasileira <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helio-de-seixas-guimaraes" class="external-link">Hélio de Seixas Guimarães</a>, da FFLCH-USP e editor da revista eletrônica "<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Machado de Assis em Linha</a>".</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/martin-grossmann-e-paulo-saldiva-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Martin Grossmann e Paulo Saldiva - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Martin Grossmann e Paulo Saldiva - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Martin Grossmann (<i>à esq.</i>), ex-diretor do IEA e coordenador da Cátedra Olavo Setubal, e Paulo Saldiva, atual diretor do Instituto, abriram o seminário</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na abertura do evento, o coordenador da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, ex-diretor do IEA, e o atual diretor do Instituto, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, falaram da importância da cátedra tanto por ser a primeira a incluir a arte em sua temática quanto pelo ineditismo da parceria com uma instituição cultural privada. Grossmann destacou também a escolha de Rouanet para ser o primeiro titular do posto, dada sua competência para tratar de temas fundamentais para a reflexão sobre arte, cultura e ciência.</p>
<p><strong>Mestre universal</strong></p>
<p>Em sua breve exposição, Rouanet disse que a forma shandiana tem Sterne como patricarca, sendo cultivada também pelos franceses Denis Diderot (1713-1784) e Xavier de Maistre (1763-1852) e pelo português Almeida Garrett (1799-1854), entre outros. Aliás, Sterne e De Maistre são citados como influência literária pelo narrador Brás Cubas na mensagem ao leitor de suas memórias póstumas, e Machado, no prólogo à terceira edição, cita Garrett.</p>
<p>Rouanet observou, no entanto, que o estudo da forma shandiana não trata apenas da influência daqueles escritores sobre Machado, mas também da análise de como o escritor fluminense se relaciona com o conjunto da cultural internacional, em especial com a literatura.</p>
<p>Para ele, foi Machado quem consolidou o modelo da forma shandiana, tornando-o uma ferramenta para a compreensão crítica das obras de diversos autores. "Trata-se do caso pouco comum de um influenciado que influencia a compreensão crítica de quem o influenciou."</p>
<p>É por isso que Rouanet considera Machado um integrante da literatura universal e "não um mestre na periferia, como disse o crítico Roberto Schwarz" [autor de "Um Mestre na Periferia do Capitalismo" (1990)].</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Mesa-Redonda sobre Machado de Assis - Encerramento da Titularidade de Sergio Paulo Rouanet na Cátedra Olavo Setúbal</strong></p>
<p>NOTÍCIA</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-na-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Machado de Assis é tema de Rouanet em sua despedida da Cátedra Olavo Setubal</a></li>
</ul>
<p><strong>MIDIATECA</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/mesa-redonda-sobre-machado-de-assis-encerramento-da-1a-gestao-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/mesa-redonda-sobre-machado-de-assis-encerramento-da-1a-gestao-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>ARTIGO</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/vulnerabilidade-rouanet" class="external-link">Contribuição para a Dialética da Volubilidade</a>", de Sérgio Paulo Rouante ("Revista USP nº 9, março-maio de 1991)</li>
<li>"<a class="external-link" href="http://machadodeassis.net/download/numero01/num01artigo04.pdf">O Impacto da Obra de Machado de Assis sobre as Concepções do Romance</a>", de Hélio Guimarães (revista eletrônica "Machado de Assis em Linha", ano 1, nº 1, junho de 2008)</li>
</ul>
<p><strong>Posse de Ricardo Ohtake na Cátedra Olavo Setubal</strong></p>
<p><strong>NOTÍCIAS</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-na-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Ricardo Ohtake assume a Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-e-o-novo-titular-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">As Perspectivas da Cultura sob o Olhar de Ricardo Ohtake</a></li>
</ul>
<p><strong>MIDIATECA</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/posse-ricardo-ohtake-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/posse-ricardo-ohtake-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-17-de-marco-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Originalidade</strong></p>
<p>Em sua participação, Bosi relacionou as características da forma shandiana com a impropriedade das análises de críticos que veem em Machado uma preponderância da crítica social.</p>
<p>Para ele, Rouanet é um crítico literário original por duas razões: 1) capacidade de ler o texto literário num regime transversal, cruzando disciplinas como a hermenêutica, a psicanálise e a crítica dialética da cultura; 2) a convicta afirmação de uma literatura universal, "na acepção goethiana do conceito" [Goethe opunha-se às restrições nacionalistas do romantismo alemão e via toda produção literária como um bem da humanidade].</p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Alfredo Bosi - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Alfredo Bosi - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Alfredo Bosi</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi afirmou que sempre o impressionou a capacidade de Rouanet de aproximar "amistosamente" a literatura universal e a literatura brasileira, "um método nem sempre seguido por quem estuda a literatura brasileira, pois há a tendência explicável de acentuar as características nacionais, que é também um caminho válido".</p>
<p>Ele disse que essa postura de Rouanet "relativista e nuança certa obsessiva reiteração do par centro-periferia tomados como opostos radicais, reiteração que continua sendo o prato forte de uma leitura estritamente sociológica do texto ficcional".</p>
<p>"É preciso ter cuidado para não criar pseudoconceitos quando passamos da empiria para o conceito universal. A empiria nos ensina que há experiência nacional e periférica que temos de aprofundar, mas o conceito de periferia pode ser extrapolado a tal ponto que pode gerar a ideia de absoluto: existiriam algo absolutamente centro e algo absolutamente periférico, como se fossem duas substâncias intocáveis."</p>
<p>Na opinião de Bosi, no entanto, a história vem mostrando são as interações, os conflitos, as razões, as divergências, enfim, o relacionamento dessas instâncias. "Com isso, fica relativizado o par centro/periferia, que para muitos é uma espécie de muleta que acaba explicando todos os fenômenos literários ligados ao Brasil ou às nações ex-coloniais."</p>
<p>Ele recomenda aos interessados na questão a leitura do ensaio "Elogio do Incesto" de Rouanet, publicado na coletânea "Pensamento Brasileiro", editada pela Embaixada do Brasil na Itália. Nele, o autor traça um quadro dos vários momentos da história intelectual brasileira em que surge "um discurso nacionalista que acusa todas as instituições brasileiras de imitação toscas e indevidas das instituições dos países hegemônicos do Ocidente".</p>
<p>O desdém pela suposta “macaqueação” vai repetir-se em discursos autoritários de direita e de esquerda, segundo Bosi. "Em todas as formulações, sobrevivem as acusações de 'transoceanismo cultural' (expressão de  Capistrano de Abreu), de farsa, repetidas à saciedade pela crítica universitária e seus filamentos jornalísticos."</p>
<p>O ensaio de Rouanet mostra os riscos que podem resultar do fechamento de uma cultura em seu próprio espaço ideológico, afirmou. Ao contrário, à medida que "se deixasse permear pelos ideais universalistas da ilustração e da defesa dos direitos do homem, essa cultura poderia tornar-se mais progressista e mais democrática".</p>
<p>A identificação do uso de forma shandiana por Machado "só é possível ao acreditarmos que a cultura ocidental não é feita de elementos estanques, mas que um grande escritor brasileiro pode retomar a seu modo procedimentos estilísticos que foram inicialmente usados por um escritor inglês do final do século 18", argumentou Bosi.</p>
<p>A crítica tipicamente nacionalista sempre teve muita dificuldade em aceitar isso, de acordo com ele: "Como é possível que o maior escritor brasileiro tenha aplicado em seu primeiro grande romance justamente um esquema de procedimentos estilísticos integrantes de uma tradição europeia?".</p>
<p>Para Bosi, a interação entre "Memórias Póstumas" e "Tristam Shandy" proposta por Rouanet é "renovadora na história de crítica machadiana".</p>
<p>Ele retomou os quatro aspectos da forma shandiana, exemplificando sua aplicação por Machado. No caso da presença enfática do narrador, disse que este interfere, interpreta, está sempre se manifestando, exprimindo seus sentimentos, mostrando enfaticamente que é o autor do narrador. Quanto à técnica de composição livre, explicou que há um jogo, com a colocação dos capítulos fora da ordem cronológica, "desnorteando um pouco o leitor, produzindo um texto fragmentado que, no entanto, possui 'janelas' pelas quais podemos observar a narrativa"; o uso arbitrário do tempo e do espaço, por sua vez, "se concentra na ideia, (ausente em Sterne, mas avançada por Machado) de que a verdadeira vida começa depois da morte".</p>
<p><strong>Riso e melancolia</strong></p>
<p>Bosi dedicou mais tempo ao comentário sobre a quarta característica da forma shandiana: a interpenetração de riso e melancolia. Lembrou que o narrador de "Memórias Póstumas", ao descrever seu processo de escrita no prólogo do romance, fala que usou a "pena da galhofa e a tinta da melancolia".</p>
<p>Esse processo também pode ser aplicado às relações entre texto e contexto, segundo Bosi. "Em 'Memórias Póstumas', a galhofa tem uma função sutilmente crítica, pois compreende uma sátira aos costumes e à mentalidade dominante no tecido social fluminense da época".</p>
<p>Entretanto, Bosi considera que se a obra só contivesse esse traço de crítica social e ideológica não ficaria patente ou demonstrada a tinta da melancolia, que "não está necessariamente ligada à crítica social e pode ser de pessimismo, a exemplo do velho moralismo francês dos séculos 17 e 18, em que os costumes são descritos com muita agudeza, mas colocados num contexto universal".</p>
<p>Para Bosi, "essa tinta de melancolia dá uma dimensão moral transnacional ao romance, ainda que desenvolvida a partir da dimensão local, que é realista, primeiro estímulo do autor para fazer a crítica social".</p>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/helio-guimaraes-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Hélio Guimarães - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Hélio Guimarães - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Hélio Guimaraes</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Guimarães falou sobre a produção de Rouanet a respeito de Machado e sobre a avaliação de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" pela crítica desde sua publicação parcelada pela "Revista Brasileira" em 1880.</p>
<p>Ele lembrou que o primeiro texto sobre Machado de Rouanet foi “<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/vulnerabilidade-rouanet" class="external-link">Contribuição para a Dialética da Volubilidade</a>”, no nº 9 da "Revista USP", em 1991, e depois incluído no livro “Mal-Estar da Modernidade”, em 1993.</p>
<p>"Em 1995, ele publicou na sétima fase da “Revista Brasileira” o artigo “Machado de Assis e a Estética da Fragmentação”, no qual já se aproximava de aspectos da escrita machadiana como a fragmentação e a digressão, que seriam centrais na em sua grande obra sobre o escritor “Riso e Melancolia”, de 2007."</p>
<p>De acordo com Guimarães, “Riso e Melancolia” trata de forma mais bem-acabada uma questão que há muito rondava os estudos sobre Machado: a relação de escritor brasileiros com os escritores de língua inglesa, especialmente com os humoristas, e mais especificamente com a prosa de Sterne.</p>
<p><strong>Recepção da crítica</strong></p>
<p>Guimarães apresentou uma retrospectiva sintética das reações da crítica à forma shandiana adotada por Machado. "A primeira recepção positiva foi do jornalista Artur Barreiras, ainda em 1880, quando o romance estava saindo em partes na 'Revista Brasileira'."</p>
<p>Mas ele foi uma exceção, segundo Guimarães. "O restante da crítica questionou a ousadia de Machado em utilizar como referência autores que não pertenciam à tradição francesa. Sílvio Romero acusou Machado de “macaqueação” de Sterne e isso foi tão marcante que, quase 60 anos depois, Mário de Andrade usou o mesmo termo para criticar a relação de Machado com a tradição inglesa."</p>
<p>Outro que viu de forma positiva a relação de Machado com os ingleses foi Alcides Maia, "no primeiro estudo de folego dedicado a Machado depois de sua morte". No entanto, foi Eugênio Gomes que produziu a obra mais abrangente sobre essa relação, de acordo com Guimarães. Para ele, o estudo de Rouanet se alinha a essa tradição crítica valorizadora do diálogo com os ingleses.</p>
<p>"Mais do que mostrar influências, Rouanet mostra afinidades internas e inverte completamente a ideia da macaqueação. Como Bosi disse, não é uma ideia de submissão ao modelo estrangeiro, mas uma ideia de participação na tradição de autores de vários lugares."</p>
<p><strong>Corrrespondência</strong></p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/silvia-eleuterio-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Sílvia Eleutério - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Sílvia Eleutério - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sílvia Eleutério</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outra contribuição decisiva de Rouanet, de acordo com Guimarães, foi a organização, com Sílvia Eleutéria e Irene Moutinho, da correspondência de Machado, trabalho que "modificou bastante a visão que se tinha até agora sobre as cartas escritas e recebidas pelo escritor".</p>
<p>Ele comentou que o crítico Augusto Meyer disse que a correspondência de Machado era um “monumento de insignificância”.  Para Guimarães, é verdade que boa parte das cartas é protocolar, sobre questões do dia, respondendo sucintamente a perguntas ou cedendo a insistências do interlocutor, mas "ainda que sejam poucas as cartas relevantes quando analisadas individualmente, o conjunto delas representam um documento inigualável sobre o homem e sobre o escritor".</p>
<p>Sílvia informou que os cinco volumes da correspondência de Machado contêm 1.178 itens, incluindo cartas enviadas e recebidas, cartas abertas, bilhetes, memorandos e outros documento do trabalho do escritor no serviço público. Ela explicou que o projeto teve início em 2006 e o critério de organização foi o da ordem cronológica, sugerido por Rouanet para que fosse possível "acompanhar o fluxo da comunicação de Machado".</p>
<p>"Há muitas lacunas. Uma carta vai para um interlocutor e a resposta não vem. Ás vezes, entre o envio de uma carta e a resposta do interlocutor, várias outras cartas se interpõem. E convém lembrar que naquela época uma carta da Europa demorava quase um mês para chegar."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-06T15:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-analisa-reapresenta-discussao-sobre-literatura">
    <title>USP Analisa reapresenta discussão sobre literatura</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-analisa-reapresenta-discussao-sobre-literatura</link>
    <description>Entrevistadas abordam a importância do acesso à leitura no cotidiano do cidadão</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/dsc8125.JPG/@@images/f30b7046-3c3e-468e-bd5a-8f03dfd133d6.jpeg" alt="DSC8125" class="image-left" title="DSC8125" />Durante o mês de julho, o USP Analisa vai reapresentar os principais programas exibidos durante o primeiro semestre de 2018. Nesta sexta (5), a discussão gira em torno dos hábitos de leitura do brasileiro e o impacto positivo que o acesso ao universo da literatura traz à vida dos cidadãos. As entrevistadas são a presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto Adriana Silva e a docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, Elaine Assolini.</p>
<div></div>
<p>Elas debatem ainda as dificuldades de interpretação de mundo e também de comunicação apresentadas por pessoas que têm pouco contato com os livros independentemente da escolarização, além da transformação dos ambientes das bibliotecas, que hoje apresentam uma integração maior com a internet.</p>
<div></div>
<p>O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (5), a partir das 12h, com reapresentação na quarta (11), às 21h, e no domingo (15), às 11h30. O <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-05T18:50:30Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/escrevivencia-inaugura-titularidade-de-conceicao-evaristo">
    <title> 'Escrevivência' é tema de evento inaugural da titularidade de Conceição Evaristo na Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/escrevivencia-inaugura-titularidade-de-conceicao-evaristo</link>
    <description>Webinar "Escrevivência: Sujeitos, Lugares e Modos de Enunciação - Corpus Literário em Diferença", no dia 27 de setembro, às 14h30, inaugura atividades do projeto da educadora e escritora Conceição Evaristo como nova titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>No <strong>dia 27 de setembro, às 14h30</strong>, ocorre o evento inaugural da titularidade da educadora e escritora Conceição Evaristo na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural). O encontro <i>Escrevivência: Sujeitos, Lugares e Modos de Enunciação - Corpus Literário em Diferença</i> terá a participação, além da catedrática, da antropóloga Fátima Lima, especialista em literatura comparada, da especialista em literatura comparada Fernanda Felisberto e do linguista Gabriel Nascimento. A <span>moderação será de </span><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erica-pecanha-do-nascimento" class="external-link">Érica Peçanha</a><span style="text-align: justify; ">, antropóloga e </span><span style="text-align: justify; ">supervisora geral do Projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais</span><span style="text-align: justify; "> da cátedra.</span></p>
<p>Com <span>transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a><span> pela internet, </span>o evento discutirá como a "escrevivência" pode se construir como um corpus literário diferenciado na literatura brasileira e como esse conceito (criado por Conceição Evaristo) tem servido de aporte teórico para estudos em outras áreas do conhecimento.</p>
<p>Ao argumentar sobre a pertinência do conceito, a escritora afirma que a aquisição da leitura e da escrita por grupos sociais e indivíduos que historicamente foram e são excluídos da cultura e dos bens culturais da elite "não se apresenta como algo dado, mas como direito a ser conquistado".</p>
<p>Esses grupos e sujeitos, "embora privados de oportunidade para acessar a cultura que se impõe como superior, encontram formas de se apropriar desses bens e muitas vezes se colocam críticos não só dos conteúdos dessa cultura que se impõe como modelar, como também da forma como esses conteúdos são expostos", diz.</p>
<p>Nesse sentido, complementa a catedrática, discursos literários criados a partir da experiência de sujeitos subjugados pela condição racial, de gênero, étnica, social e outras "podem atritar com sistema literário canônico, uma vez que o cânone é também uma construção de um determinado poder".</p>
<p><strong>Expositores</strong></p>
<p>Autora de romances, poesia, contos e ensaios, Conceição Evaristo graduou-se em letras na UFRJ e obteve os títulos de mestre em literatura brasileira pela PUC-RJ e doutora em literatura comparada pela UFF. Sua primeira publicação foi aos 44 anos, em 1990, na série Cadernos Negros, do grupo Quilombhoje. É autora de sete livros, entre eles "Olhos D'Água (2015), vencedor do Prêmio Jabuti. Cincos dos seus livros foram traduzidos para o inglês, francês, espanhol e árabe.</p>
<p>Pós-doutora em antropologia social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ, Fatima Lima é doutora em saúde coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).</p>
<p>Fernanda Felisberto é professora do Departamento de Letras da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), doutora pelo Programa de Literatura Comparada da UERJ, na área de pesquisa literatura afro-americana e negro-brasileira, e mestre em estudos africanos pelo Colegio de México, com ênfase na literatura nigeriana contemporânea.</p>
<p>Doutor em letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e mestre em linguística aplicada pela Universidade de Brasília (UnB), Gabriel Nascimento é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia e autor do livro "Racismo Linguístico: Os Subterrâneos da Linguagem e do Racismo''.</p>
<hr />
<p><strong><i><i>Escrevivência: Sujeitos, Lugares e Modos de Enunciação - Corpus Literário em Diferença</i></i></strong><br /><i>27 de setembro, 14h30<br /></i><i>Seminário online público e gratuito com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet (não é preciso se inscrever)<a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdYka8fTWJ_qzfcIOs2Gub_RPx4Mbz5Lb9mCFAeebOIjCZ7aA/viewform" target="_blank"><br /></a></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/escrevivencia-corpus-literario" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-13T12:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/machado-de-assis-e-tema-de-rouanet-em-sua-despedida-da-catedra-olavo-setubal">
    <title>Machado de Assis é tema de Rouanet em sua despedida da Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/machado-de-assis-e-tema-de-rouanet-em-sua-despedida-da-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>Mesa-redonda sobre Machado de Assis acontecerá dia 16 de março, às 14h30</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/machado-de-assis" alt="Machado de Assis" class="image-inline" title="Machado de Assis" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Machado de Assis, pintado <span>por </span>Henrique Bernardelli em 1905</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O cientista político, filósofo e diplomata <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet</a> se despedirá da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, da qual foi o primeiro titular. Ele passará o posto ao arquiteto <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake, que assume a vaga <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-na-catedra-olavo-setubal" class="external-link">em cerimônia no dia 17 de março, às 10h</a>.</p>
<p>Para marcar o encerramento da primeira gestão da cátedra, Rouanet coordenará e participará de uma mesa-redonda sobre a obra de Machado de Assis, acompanhado por outros especialistas no escritor. O encontro acontece no <strong>dia 16 de março,</strong> <strong>às 14h30</strong>, na Antiga Sala do Conselho Universitário da USP, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web. Para participar presencialmente é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeHVs668KIaKSscKlM4fYIcatpuHbiBb9EfaTbwarpt1PZhjQ/viewform#responses">inscrição prévia</a>.</p>
<p><span>Além de Rouanet, participarão da discussão o crítico literário <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, editor da revista Estudos Avançados e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helio-de-seixas-guimaraes" class="external-link">Hélio Guimarães</a>, professor de literatura brasileira na FFLCH e editor da revista eletrônica Machado de Assis em linha; e as pesquisadoras Irene Moutinho e Silvia Eleutério, que trabalharam com Rouanet na concepção da coletânea </span><i>Correspondência de Machado de Assis</i><span>, publicada pela Academia Brasileira de Letras e Biblioteca Nacional em cinco volumes entre 2008 e 2016</span><i>.</i></p>
<p><i> </i></p>
<p>Um dos pontos de partida da mesa-redonda no IEA, a obra reúne cartas trocadas por Machado de Assis com interlocutores como Quintino Bocaiúva, Joaquim Nabuco, Salvador de Mendonça, Joaquim Serra e Mário de Alencar.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-na-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Ricardo Ohtake assume a Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1/noticias" class="external-link">Outras notícias da Cátedra Olavo Setúbal</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A outra perspectiva de análise a ser abordada no encontro será a forma <i>shandiana</i>, conceito construído por Rouanet a partir de Lawrence Sterne, Diderot, Xavier de Metre e Almeida Garret e atribuído à obra de Machado de Assis em “Riso e Melancolia” (Ed. Companhia das Letras, 2007). A forma shandiana é, segundo Rouanet, “caracterizada pela hipertrofia da subjetividade, pela fragmentação e digressividade do texto, pelos paradoxos espácio-temporais e pela mescla do riso e da melancolia”.</p>
<p><strong>A Cátedra</strong></p>
<p><span>A posse de Sérgio Paulo Rouanet na Cátedra Olavo Setubal se deu no dia 17 maio do ano passado com a conferência <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/rouanet-inaugura-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">A Modernidade e suas Ambivalências</a>, quando ele discutiu a modernidade a partir de seu lastro proveniente dos ideais iluministas. Ao longo de 2016, o titular também foi conferencista ou coordenou atividades da Cátedra sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/walter-benjamin-versus-max-weber" class="external-link">a arte nas visões kantiana e de Walter Benjamin</a>, sobre a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cinema-e-psicanalise-1" class="external-link">relação entre cinema e psicanálise</a>, e sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-ciencia-e-suas-fronteiras" class="external-link">as fronteiras da ciência</a> – disciplinares, religiosas e morais, nacionais e culturais.</span></p>
<p><span>Iniciativa do IEA em parceria com o Itaú Cultural, esta é a primeira cátedra de arte e cultura da USP. O objetivo é fomentar reflexões interdisciplinares sobre temas acadêmicos, artístico-culturais e sociais nos âmbitos regional e global. Com duração mínima de cinco anos, a cátedra é sediada no IEA e composta por dois programas: Redes Globais de Jovens Pesquisadores e Líderes na Arte, Cultura e Ciência, que teve Rouanet como primeiro titular.</span></p>
<p>No Itaú Cultural, a cátedra foi uma das iniciativas da comemoração dos dez anos do Observatório, completados ano passado. <span>Criado em 2006 com o objetivo de promover reflexão e conhecimento de questões referentes à gestão, economia e políticas culturais, o Observatório Itaú Cultural é um espaço que coleta, organiza, sistematiza, torna compreensível e difunde informações sobre a cultura, atuando como um instrumento para o desenvolvimento de políticas culturais plurais.</span></p>
<p><span>O Observatório tem suas ações estruturadas no tripé: formação, difusão e pesquisa. A formação de quadros profissionais é uma exigência para a realização de investigações com qualidade, além de colaborar para a redução da carência de profissionais especializados nos processos de gestão cultural. Assim, o programa oferece – desde 2009, por meio de uma parceria com a Universidade de Girona (Espanha) – o curso de especialização em Gestão e Políticas Culturais. Além dessa iniciativa – gratuita e com caráter de pós-graduação –, o </span><span>Observatório</span><span> realiza a Semana de Gestão e Políticas Culturais, curso livre que já contribuiu para a capacitação de agentes e gestores do setor da cultura em cidades de todas as regiões do país.</span></p>
<p><strong>Olavo Setubal</strong></p>
<p>Olavo Egydio Setubal (1923-2008) teve destacada atuação como empresário, banqueiro e político e por onde passou promoveu o acesso à cultura. Na vida pública e privada, atuou definindo caminhos para o país e com uma trajetória engajada no crescimento econômico aliado às contrapartidas sociais.</p>
<p><span>Prefeito de São Paulo de 1975 a 1979, entre outros feitos, implantou a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, revitalizou a atuação oficial no movimento cultural, abriu o Teatro Municipal a espetáculos populares e reformou e recuperou importantes construções no centro da cidade, como a Biblioteca Mario de Andrade. Idealizou e fundou o Instituto Itaú Cultural, em 1987, e o presidiu até 2001.</span></p>
<p><span><br /></span></p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p> </p>
<p><strong><i>Mesa-redonda sobre Machado de Assis</i></strong><br /><i>16 de março, das 14h30 às 17h<br /></i><i>Antiga Sala do Conselho Universitário - Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento público, gratuito e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeHVs668KIaKSscKlM4fYIcatpuHbiBb9EfaTbwarpt1PZhjQ/viewform#responses">Inscrições prévias</a><br />Informações com </i><a class="email fn" href="mailto:clauregi@usp.br">Cláudia R. Pereira</a><span>, pelo telefone (11) 3091-1686</span><br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/mesa-redonda-machado-assis" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-02-21T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/exposicao-alfredo-bosi">
    <title>Exposição celebra a obra e a vida de Alfredo Bosi</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/exposicao-alfredo-bosi</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>por <span>Ananda Silva de Almeida e Leandra Rajczuk Martins</span></i></p>
<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/exposicao-alfredo-bosi-cartaz-1" alt="Exposição Alfredo Bosi - cartaz" class="image-left" title="Exposição Alfredo Bosi - cartaz" />Entre os dias </span><strong>21 de março e 26 de agosto</strong><span>, o Centro MariAntonia da USP recebe a exposição </span><i>Alfredo Bosi: entre a crítica e a utopia</i><span>, realizada em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP). Com curadoria de Viviana Bosi, professora de literatura e filha de Alfredo e Ecléa Bosi, a mostra parte do acervo do historiador da cultura, professor e crítico literário para iluminar aspectos de uma trajetória marcada por fortes compromissos éticos na vida pessoal, acadêmica e na militância.</span></p>
<p><span>“É com alegria que compartilhamos com todos os interessados aspectos dessa vida dedicada a revelar a beleza e a potência da literatura para a compreensão dos processos históricos, sempre ao lado de uma persistente e generosa busca por tudo o que pudesse contribuir para a justiça social e o bem comum, notadamente em relação à educação pública, aos direitos humanos, ao respeito à natureza e aos mais desprotegidos socialmente”, ressalta Viviana.</span></p>
<p>A escolha do edifício Rui Barbosa do Centro MariAntonia como local da exposição não é fortuita. Foi nesse endereço que, entre os anos 1955 e 1959, Alfredo Bosi frequentou o curso de letras neolatinas da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, onde teve seu primeiro contato com autores fundamentais para a formação de seu método crítico. Foi no prédio histórico também que, de volta ao Brasil após cumprir uma bolsa de estudos em Florença, na Itália, o crítico começou a dar aulas de literatura italiana durante os anos 1960, período em que o golpe militar de 1964 e os eventos de 1968 levaram-no a aprofundar-se na literatura nacional em busca de momentos de insubordinação aos discursos de dominação. A <i>História concisa da literatura brasileira </i>(1970), escrita a pedido do poeta, tradutor e, à época, editor José Paulo Paes, é resultado dessa investigação.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Fotos</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/exposicoes/exposicao-alfredo-bosi-entre-a-critica-e-a-utopia-21-03-2024" class="external-link">Exposição</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/abertura-da-exposicao-alfredo-bosi-entre-a-critica-e-a-utopia-21-03-2023" class="external-link">Abertura</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Essas são algumas das passagens do percurso de Alfredo Bosi que o visitante poderá conhecer na exposição, que traz documentos pessoais, fotos do álbum de família, cartas trocadas com personalidades, como o também crítico e professor Antonio Candido e o poeta Carlos Drummond de Andrade, manuscritos e datiloscritos com estudos e o planejamento de aulas, além de objetos de seu uso pessoal e profissional, como uma máquina de escrever.</p>
<p>A exposição oferece ainda encadernados e reproduções fac-símiles para manuseio. Entre eles está a adaptação ilustrada feita por Paulo e Cecília de Salles Oliveira ao ensaio “Os trabalhos da mão”, publicado em <i>O ser e o tempo da poesia</i> (1977).</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-4" alt="Alfredo Bosi - Exposição" class="image-right" title="Alfredo Bosi - Exposição" />Dividida em cinco eixos, começando pela infância e juventude do crítico, a mostra aborda a formação e atuação de Alfredo Bosi como docente de literatura no secundário e na USP, na qual lecionou por mais de 40 anos, além de sua militância junto a entidades como o Centro de Defesa de Direitos Humanos D. Paulo Evaristo, em Cotia, a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, e a Pastoral Operária de Vila Yolanda, em Osasco, SP, nos anos 70. Reunindo-se com os operários nos fins de semana a convite do padre Domingos Barbé, “Alfredinho”, como era conhecido pelos frequentadores por seu jeito afetuoso, lia com eles obras como <i>Vidas Secas</i>, de Graciliano Ramos, suscitando reflexões e o estímulo à construção de coletivos organizados de trabalhadores.</p>
<p>Em sua atuação no Instituto de Estudos Avançados, onde foi diretor (1998-2001), vice-diretor (1987-1997 e 2002-2006) e editor da revista por mais de três décadas (1989-2019), a mostra destaca o desejo do professor de contribuir com pesquisas para a criação de políticas públicas transformadoras, aumentando os pontos de contato entre a universidade e a sociedade.</p>
<p>Central na exposição, o eixo dedicado ao pensamento crítico do autor evidencia, por meio da apresentação de algumas de suas principais obras, questionamentos que o acompanharam desde muito cedo em seus estudos, como a relação complexa entre expressão subjetiva e experiência histórica na literatura. Tirada de um dos últimos poemas do italiano Giacomo Leopardi, a imagem da flor de giesta, espécie que nasce nas encostas do Vesúvio, foi escolhida por Alfredo Bosi para falar da resistência que muitas vezes se manifesta na poesia. Décadas após o ensaio de 1977 em que a imagem é apresentada pelo autor, uma giesta foi plantada na casa onde ele viveu com a esposa, a professora de psicologia e escritora Ecléa Bosi. Esta paixão de toda a vida que surge na exposição por meio de um depoimento inédito de Alfredo Bosi, concedido à Academia Brasileira de Letras em 2003.</p>
<p>“É uma singela homenagem a uma pessoa da dimensão do professor Alfredo Bosi”, diz Roseli de Deus Lopes, vice-diretora do IEA e coordenadora da mostra. “Ele é daqueles que iluminam caminhos, por isso a exposição é importante: para que a gente possa compartilhar com outras pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecê-lo alguns elementos de sua vida pessoal e acadêmica, e sua postura política. É uma satisfação muito grande poder propiciar esse momento de inspiração para quem visitar a exposição”.</p>
<p><span>No</span><strong> dia 21, às 18h</strong><span>, uma mesa-redonda marcará a abertura da exposição. Participarão Alcides Villaça (FFLCH-USP), Pedro Meira Monteiro (Universidade de Princeton, EUA) e Augusto Massi (FFLCH-USP), três ex-alunos, orientandos e amigos de Bosi, hoje professores de literatura brasileira. Além deles, também estarão presentes os diretores do IEA e do MariAntionia, Guilherme Ary Plonski e José Lira, e os vices, Roseli de Deus Lopes e Ana Castro. A mediação será feita por Viviana Bosi.</span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong>Exposição "Alfredo Bosi: entre a crítica e a utopia"</strong></p>
<p><strong>Quando: </strong>a partir de 21 de março (abertura às 19h)<br /><strong>Onde:</strong><span> Centro MariAntonia da USP – Edifício Rui Barbosa<br /></span><span>Rua Maria Antônia 294 – Vila Buarque – São Paulo, SP (próximo às estações Higienópolis e Santa Cecília do metrô)<br /></span><strong>Quando: </strong><span>de 21 de março a 26 de agosto<br /></span><strong>Visitação:</strong><span> terça a domingo e feriados, da 10 às 18 horas<br /></span><strong>Quanto:</strong><span> Gratuita<br /></span><strong>Informações:</strong><span> (11) 3123-5202</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Honorários</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-07T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-lanca-livro-fabulacoes-da-familia-brasileira">
    <title>IEA lança o ebook 'Fabulações da Família Brasileira', fruto de curso do Programa Ano Sabático</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-lanca-livro-fabulacoes-da-familia-brasileira</link>
    <description>No encontro “Fabulações da Família Brasileira - Entre a Literatura e a Realidade Social”, no dia 19 de maio, às 10h, será lançado o ebook "Fabulações da Família Brasileira".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-fabulacoes-da-familia-brasileira" alt="Capa do livro &quot;Fabulações da Família Brasileira&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Fabulações da Família Brasileira&quot;" /></p>
<p>Em evento no IEA no dia 19 de maio, às 10h, será lançado o ebook “Fabulações da Família Brasileira”, organizado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/belinda-piltcher-haber-mandelbaum">Belinda Mandelbaum</a>, do Instituto de Psicologia da USP, e pela psicanalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-kon">Helena Kon</a>. O debate “Fabulações da Família Brasileira - Entre a Literatura e a Realidade Social” terá transmissão ao vivo pelo <a href="https://www.youtube.com/@iea-usp" target="_blank">canal do IEA no YouTube</a>. Os interessados em acompanhar o evento presencialmente ou pela internet devem fazer <a href="http://forms.gle/VodK5QnDmk34B6oHA" target="_blank">inscrição prévia</a>.</p>
<p>A organização do encontro é do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico">Programa Ano Sabático do IEA</a> e do <a href="https://usp.br/tusp/" target="_blank">Teatro da Universidade de São Paulo (Tusp)</a>. Além de Mandelbaum e Kon, participam três pesquisadores da USP: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lilia-blima-schraiber">Lilia Schraiber</a>, da Faculdade de Medicina; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoay/yudith-rosenbaum">Yudith Rosenbaum</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francisco-serpa-peres">Francisco Serpa Peres</a>, do Tusp.</p>
<p><strong>Transformações e conflitos</strong></p>
<p>As dinâmicas, transformações e conflitos da família brasileira retratadas em obras literárias do século 20 foram o tema do projeto de Mandelbaum no Programa Ano Sabático em 2019. No ano seguinte, em complemento às pesquisas do projeto, ela ministrou o curso online de difusão cultural <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/figuracoes-familia-literatura-brasileira-seculo-xx">Figurações da Família na Literatura Brasileira do Século 20</a>.</p>
<p>O curso analisou obras de Mario de Andrade, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade e Raduan Nassar. Nas primeiras três aulas foram apresentadas contribuições teóricas e metodológicas de áreas como a crítica literária, teoria crítica, demografia e psicologias, relevantes para a leitura dos textos literários e discussão sobre os temas relacionados à família neles presentes.</p>
<p>Os cerca de 300 alunos do curso foram instados a escrever suas próprias narrativas, realização produzida por 120 deles. Desse total, foram selecionados 10 contos, que resultaram no podcast "Fabulações da Família Brasileira", disponível no <a class="external-link" href="https://open.spotify.com/show/6nvLycbIwKO344Wby7gsgr">Spotify</a>. O ebook homônimo foi produzido a partir da série. Nele, cada conto é seguido da transcrição do debate sobre seu tema apresentato no podcast, com a participação das organizadoras da obra e de outros pesquisadores.</p>
<p>Na apresentação do livro, as organizadoras afirmam que nas obras dos cinco escritores brasileiros canônicos do século 20 analisadas no curso de difusão em 2020 “é possível acompanhar os processos críticos de transformação da família patriarcal tradicional brasileira – que habitava majoritariamente o campo nas primeiras décadas do século 20 – para a família moderna e urbana, que não deixou de carregar os traços dessa cultura patriarcal para as metrópoles em rápido crescimento”.</p>
<p>No exame dessas obras, “revelam-se famílias em sua dupla e contraditória face, entre o aprisionamento e a violência, o acolhimento e o cuidado. Por isso, ao longo do curso, foi possível vivenciar a experiência da literatura nomeando nossas próprias experiências, dialogando com nossas próprias histórias”. Essa foi a razão de ao final do curso os alunos terem sido convidados a escrever suas narrativas, exemplificadas nos dez contos presentes no ebook.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-30T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/salao-de-ideias-psiquiatria-tragedia-e-artes">
    <title>Salão de Ideias "Psiquiatria: Tragédia e Artes"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/salao-de-ideias-psiquiatria-tragedia-e-artes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div id="_mcePaste">O coordenador da Rede Ciência, Arte, Educação e Sociedade (Cienartes) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP Norberto Garcia-Cairasco será um dos apresentadores da palestra "Psiquiatria: Tragédia e Artes", que será realizada neste sábado (26), às 17h, no Auditório Pedro Paulo da Silva do Centro Cultural Palace, em Ribeirão Preto.</div>
<p> </p>
<div id="_mcePaste">Cairasco dividirá a palestra com a jornalista Daniela Arbex. Eles vão abordar a psiquiatria nos tempos dos hospícios, manicômios ou hospitais psiquiátricos. O evento integra a programação do Salão de Ideias da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. A entrada é gratuita e sem necessidade de inscrição. Os ingressos devem ser retirados no local uma hora antes do início da palestra.</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psiquiatria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-25T16:11:48Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-debate-psiquiatria-nos-tempos-dos-manicomios">
    <title>Evento debate psiquiatria nos tempos dos manicômios</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-debate-psiquiatria-nos-tempos-dos-manicomios</link>
    <description>Palestra integra programação da 18ª Feira do Livro de Ribeirão Preto e será apresentada por docente do IEA-RP e pela jornalista Daniela Arbex</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div id="_mcePaste"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/nobertoedaniela.png/@@images/3a66a43f-fdb8-4b62-ba41-12a688719743.png" alt="" class="image-left" title="" />O coordenador da Rede Ciência, Arte, Educação e Sociedade (Cienartes) do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP Norberto Garcia-Cairasco será um dos apresentadores da palestra "Psiquiatria: Tragédia e Artes", que será realizada neste sábado (26), às 17h, no Auditório Pedro Paulo da Silva do Centro Cultural Palace, em Ribeirão Preto.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Cairasco dividirá a palestra com a jornalista Daniela Arbex. Eles vão abordar a psiquiatria nos tempos dos hospícios, manicômios ou hospitais psiquiátricos. O evento integra a programação do Salão de Ideias da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. A entrada é gratuita e sem necessidade de inscrição. Os ingressos devem ser retirados no local uma hora antes do início da palestra.</div>
<div></div>
<hr />
<div><strong>Salão de Ideias "Psiquiatria: Tragédia e Artes"</strong></div>
<div><i>26 de maio, 17h</i></div>
<div><i>Centro Cultural Palace - Ribeirão Preto (SP)</i></div>
<div><i>Entrada gratuita</i></div>
<div><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/salao-de-ideias-psiquiatria-tragedia-e-artes" class="external-link">Página do evento</a></i></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psiquiatria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-25T16:18:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-da-periferia">
    <title>Literatura periférica: a vida contada sem intermediários</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-da-periferia</link>
    <description>O seminário "Reflexões sobre Literatura Periférica e Universidade", realizado no dia 18 de junho, deu início ao ciclo "Centralidades Periféricas", organizado pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-do-evento-reflexoes-sobre-literatura-periferica-e-universidade" alt="Mesa do evento 'Reflexões sobre Literatura Periférica e Universidade'" class="image-inline" title="Mesa do evento 'Reflexões sobre Literatura Periférica e Universidade'" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Encontro reuniu poetas e pesquisadores da literatura periférica</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Desde novembro de 2000, uma noite por semana, uma centena de pessoas se reúne para declamar e ouvir poesia no Bar do Zé Batidão, no Jardim Guarujá, Zona Sul da cidade de São Paulo. O clima é de poesia viva, com raízes na oralidade, apresentada de forma performática e impregnada pela condição de vida, lutas e anseios dos moradores da periferia. É o sarau da <a class="external-link" href="http://cooperifa.com.br/">Cooperifa</a>, fundada pelo poeta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-vaz" class="external-link">Sergio Vaz</a> para estimular o contato da comunidade do bairro com a literatura e os livros e propiciar um espaço onde os poetas locais pudessem apresentar seus trabalhos ao público.</p>
<p>A importância e o vigor dessa poesia e a relação da universidade com ela foi o tema da primeira atividade pública de 2018 da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, no dia 13 de junho. O seminário <i>Reflexões sobre Literatura Periférica e Universidade</i>, iniciou o ciclo <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-da-periferia#ciclo" class="external-link">Centralidades Periféricas</a>, organizado pela cátedra para aproximar a USP da efervescente vida cultural da periferia da cidade de São Paulo. A coordenação foi da ativista e educadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa Silva</a>, titular da cátedra.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Centralidades</i></h3>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliana-sousa-silva" alt="Eliana Sousa Silva - 18/6/2018" class="image-inline" title="Eliana Sousa Silva - 18/6/2018" /></p>
<p><i>De acordo com Eliana Sousa Silva (foto), o plano de um ano para sua atuação à frente da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência tem a meta de aproximar a USP da periferia.</i></p>
<p><i>Integrante do grupo fundador e diretor da <a class="external-link" href="http://redesdamare.org.br/">Redes da Maré</a>, no conjunto de favelas da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, ela utilizou os primeiros meses de vínculo com o IEA para conhecer um pouco da realidade paulistana e dos trabalhos acadêmicos sobre a periferia. "Existem iniciativas isoladas de pesquisadores, mas não há uma centralidade sobre o tema na Universidade", afirmou. </i></p>
<p><i>Esse período inicial foi dedicado também a reuniões com dirigentes da USP sobre o desenvolvimento de projetos de extensão.</i></p>
<p><i><span></span><span>O ciclo</span><span> </span><span>Centralidades Periféricas</span><span> é uma das linhas de atuação da cátedra em 2018. As outras duas são um projeto para a construção de uma plataforma digital dedicada à cultura da periferia e a formulação de projetos de extensão que possibilitem à USP contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos moradores da comunidade São Remo, vizinha à Cidade Universitária, e de outras comunidades da região.</span></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além de Sergio Vaz, participaram como expositores o poeta e pesquisador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcio-vidal-marinho" class="external-link">Marcio Vidal</a>, também vinculado à Cooperifa, professor do ensino médio e mestre em literatura comparada pela USP; a crítica literária <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/heloisa-buarque-de-hollanda" class="external-link">Heloisa Buarque de Hollanda</a>, professora da UFRJ, onde coordena a <a class="external-link" href="https://www.universidadedasquebradas.pacc.ufrj.br/">Universidade das Quebradas</a>; e a pesquisadora da produção cultural da periferia paulistana <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erica-pecanha-do-nascimento" class="external-link">Erica Peçanha</a> do Nascimento, mestre e doutora em antropologia social pela USP, onde também fez pesquisa de pós-doutorado em educação.</p>
<p><span><strong>Cooperifa</strong></span></p>
<p>"Para nós, a literatura periférica não é maior nem melhor: é nossa!", proclamou  Vaz em sua apresentação, lembrando que a Cooperifa acabou se transformando num centro cultural, com várias outras atividades, como o Cinema na Laje, apresentações de música, teatro e dança, biblioteca e saraus em escolas.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-produzida-nas-periferias-brasileiras-e-tema-de-seminario-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Literatura produzida nas periferias brasileiras é tema de seminário da Cátedra Olavo Setubal</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-reflexoes-sobre-literatura-periferica-e-universidade-18-de-junho-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Poemas</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/os-miseraveis-sergio-vaz/" class="external-link">Os Miseráveis</a>", de Sergio Vaz</li>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/alvaro-de-campos-foi-a-cooperifa-marcio-vidal/" class="external-link">Álvaro de Campos foi à Cooperifa</a>", de Marcio Vidal</li>
</ul>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Leia outras notícias sobre as atividades da Cátedra Olavo Setubal</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ele contou que ao servir o Exército, em 1983, colocou para tocar no quartel a música "Para Não Dizer que Não Falei das Flores", de Geraldo Vandré, cantada pela Simone, e um sargento ficou bravo. "Disse que era música de comunistas, guevaristas. Uma música poderia significar tudo isso? Foi aí que descobri as metáforas. Comecei a me interessar por poesia, Pablo Neruda, música brasileira. Depois veio '<a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=vqjHbYPb0ew">Fim de Semana no Parque</a>', dos Racionais MC's. Vi que era preciso dar voz às pessoas. Resolvi escrever sobre minha rua, meu vizinho, violência policial, sofrimento das mulheres."</p>
<p>Em 1988, Vaz lançou de forma independente seu primeiro livro: "Subindo a Ladeira Mora a Noite". Desde então, já publicou mais sete obras, entre elas "Flores de Alvenaria", "Colecionador de Pedras", "<span style="text-align: justify; ">Cooperifa – Antropologia Periférica"<i>.</i></span></p>
<p>O sarau começou a ser realizado no bar às quartas-feiras "porque é dia de jogo de futebol e vai pouca gente para beber" [agora é às terças-feiras]. "Começou a vir gente de todos os lugares. Era um dos poucos espaços onde havia um microfone onde as pessoas podiam falar e ser ouvidas."</p>
<p>"A literatura não está só no papel. Há muita dor, lágrimas, muita coisa que não foi dita sobre o que acontece com negros, pobres, gays, mulheres. Talvez ainda não seja literatura, mas a gente quer se libertar, ser gente."</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sergio-vaz-18-6-2018" alt="Sergio Vaz - 18/6/2018" class="image-inline" title="Sergio Vaz - 18/6/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sergio Vaz: "Talvez ainda não seja literatura, mas a gente quer se libertar, ser gente"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Vaz, está havendo uma "Primavera Periférica, como outras que aconteceram pelo mundo, mas só que tudo está acontecendo ao mesmo tempo". A Cooperifa é parte importante desse movimento, pois "estimulou o surgimento de mais de 50 saraus de poesia em outras regiões da cidade".</p>
<p><strong>Artista-cidadão</strong></p>
<p>Nascido e criado no Jardim Ângela, na zona sul, Marcio Vidal já publicou três livros de poesia: "<span style="text-align: justify; ">Receitas Para Amar no Século 21", "A Vida em Três Tempos" e "21 Gramas". Sua trajetória tanto como poeta quanto como acadêmico é diretamente influenciada pela Cooperifa. Em 2016, tornou-se mestre em literatura comparada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP com a dissertação "<span style="text-align: justify; "><a class="external-link" href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-10082016-103903/pt-br.php">Cooperifa e a Literatura Periférica: Poetas da Periferia e a Tradição Literária Brasileira</a>"</span></span></p>
<p>"Comecei lendo as coisas do Fuzzil [também da Cooperifa e presente na plateia do seminário] e do Sérgio. Fui comprando os livros deles - pedindo desconto - e montando minha biblioteca. Na época também surgiu meu interesse em traçar o processo de desenvolvimento daquele movimento."</p>
<p>Para ele, qualquer um pode ser um poeta marginal ao se contrapor a algo. "Muitos poetas do Modernismo poderiam ser chamados de marginais a escrever poemas como "<a class="external-link" href="http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/odeaoburgu.s.htm">Ode ao Burguês</a>", de Mário de Andrade, ou "<a class="external-link" href="https://www.escritas.org/pt/t/4828/o-bicho">O Bicho</a>", de Manuel Bandeira." No entanto, a poesia periférica é diferente: "É possível contrapor o poema '<a class="external-link" href="https://www.facebook.com/poetasergio.vaz2/posts/576747632404658">Gente Miúda</a>', do Sergio Vaz, ao poema do Bandeira. Os dois tratam da situação de um morador de rua remexendo no lixo. Em Bandeira há o espanto e a animalização daquele sujeito. No Sergio, ele é humanizado. Isso marca nosso local de fala".</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcio-vidal-18-6-2018" alt="Marcio Vidal - 18/6/2018" class="image-inline" title="Marcio Vidal - 18/6/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Marcio Vidal: "Queremos ler, mas também queremos ser lidos"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O "<a class="external-link" href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=23734">Manifesto da Antropofagia Periférica</a>", publicado por Vaz em 2007, é um complemento ao "Manifesto Antropofágico" de Oswald de Andrade, na opinião de Vidal. "O Sergio sinaliza o que seria a literatura periférica, a importância de o poeta ser um artista-cidadão, falar a partir da vivência de seu lugar e não compactuar com as injustiças e desigualdades."</p>
<p>Antes de encerrar sua exposição declamando o poema "Álvaro de Campos foi à Cooperifa", Vidal disse que a famosa declaração do crítico Antonio Candido (1918-2017) de que ler Dostoievsky deveria estar entre os direitos fundamentais, como casa, comida, instrução e saúde - no ensaio "<a class="external-link" href="https://www.revistaprosaversoearte.com/o-direito-a-literatura-antonio-candido/">Direito à Literatura</a>", de 1995 -, foi superada pelos escritores da periferia: "Queremos ler, mas também queremos ser lidos".</p>
<p><strong>Pesquisa</strong></p>
<p>Para Érica Peçanha do Nascimento, o fenômeno da literatura periférica não é inédito na literatura brasileira, e "não é nova também a estetização do contexto e da vida na periferia". Ela estudou o tema tanto em seu mestrado, com a dissertação "<a class="external-link" href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-03092007-133929/pt-br.php">Literatura Marginal: Os Escritores da Periferia Entram em Cena</a>", e no doutorado, com a tese "<a class="external-link" href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-12112012-092647/pt-br.php">É Tudo Nosso! Produção Cultural na Periferia Paulistana</a>".</p>
<p>Ela considera as três edições da revista "Caros Amigos", publicadas em 2001, 2002 e 2004, com 80 trabalhos de autores da periferia um marco para pensar a presença desses escritores na literatura brasileira. "Foi a primeira oportunidade de publicação impressa para muitos deles e uma oportunidade para os trabalhos terem circulação nacional."</p>
<p>A partir de suas pesquisas, ela traçou um perfil dessa literatura. "Nos últimos 20 anos, a produção é de maior quantidade de textos poéticos em relação aos em prosa, que são geralmente contos e crônicas. Prevalecem elementos documentais e biográficos. Se no início o referencial geográfico e as dificuldades da vida eram os assuntos predominantes, depois passou a haver uma diversificação temática, com a inclusão do conflito de classes, do mundo do trabalho, do erotismo e do feminismo."</p>
<p>Do ponto de vista formal, há uma valorização das formas de falar da periferia e de manifestações linguísticas não hegemônicas. "Os textos apresentam regras próprias de concordância verbal e de uso do plural, gírias, neologismos e pontuação escassa."</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/erica-pecanha-do-nascimento-18-6-2018" alt="Érica Peçanha do Nascimento - 18/6/2018" class="image-inline" title="Érica Peçanha do Nascimento - 18/6/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Érica Peçanha do Nascimento: "Diversificação do perfil social dos escritores brasileiros e do discurso literário"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ainda predomina a participação masculina, sendo menor o número de mulheres que ganham visibilidade e conseguem publicar seus trabalhos. Geralmente os escritores estão envolvidos também em projetos de ação cultural. "Os saraus possibilitaram que vários jovens pudessem desenvolver carreiras em arte-educação, produção cultural e outras áreas profissionais."</p>
<p>Uma característica peculiar dos escritores é o fato de o suporte não ser o livro na maior parte dos casos, mas sim o próprio corpo do poeta. "A linguagem e a escrita também ganham voz por meio da performance dos poetas, enriquecida pelas características dos ambientes dos saraus, como os aromas, as cores, as reações do público. Os saraus não formam só leitores, mas também espectadores de performances poéticas."</p>
<p>Para Érica, a principal contribuição cultural dessa literatura é a diversificação do perfil social dos escritores brasileiros e do discurso literário.</p>
<p><strong>Parceria</strong></p>
<p>Heloísa Buarque de Hollanda falou do papel do intelectual em relação à cultura da periferia a partir dos anos 70. "Naquela década, os acadêmicos iam à favela dizer o que os pobres deveriam fazer. Nos anos 80, o intelectual teve de se repensar, pois começou a sentir-se desconfortável naquele papel pedagogizante. Surgem as ONGs, que não tem mais aquele tipo de motivação. Uma ONG é uma negociação. O intelectual passa a ser alguém que negocia demandas populares com o Estado."</p>
<p>"Em 93 passei a ter contato com a cultura emergente fortíssima da periferia. Aí fiquei totalmente desconfortável. Não se tratava mais de, por exemplo, dizer como se deve fazer poesia, ou dizer ao MEC que o Sergio Vaz é bom."</p>
<p>Heloísa considera os autores e produtores culturais uma "tribo de elite da favela, que fala a língua da favela, a língua do Estado - quando precisa lidar com ele- e a língua do mercado, quando vai para a televisão".</p>
<p>A cultura da periferia não é de raiz, é de fluxo e é pop, segundo Heloísa. "Começamos a pensar que o lugar possível do intelectual nessa relação é o de parceiro. Quanto mais se chega perto da periferia, mais constatamos a existência nela de intelectuais muito potentes, de uma massa pensante muito sólida. Não estamos nos anos 70, 80. Agora temos uma classe em transformação."</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/heloisa-buarque-de-hollanda" alt="Heloisa Buarque de Hollanda - 18/6/2018" class="image-inline" title="Heloisa Buarque de Hollanda - 18/6/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Heloisa Buarque de Hollanda: "O intelectual deve aprender a ouvir"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Heloísa apresentou a Universidade das Quebradas como um exemplo de parceria entre os intelectuais da academia e da periferia. Criado em 2010 como um Laboratório de Tecnologias Sociais, o projeto possibilita o aprendizado das duas partes por meio de seminários de um dia inteiro uma vez por semana ao longo de um ano.</p>
<p>"Professores de história da arte, filosofia, antropologia e outras áreas, os melhores, apresentam seminários para os quebradeiros. Pedimos que não facilitem sua linguagem pelo fato de o público ser da periferia. Nos debates, os quebradeiros dão o seu retorno. Depois os papeis se invertem e são eles os expositores, e nós reagimos da mesma maneira." O resultado, segundo ela, é que tanto a equipe acadêmica quanto os quebradeiros mudam depois dessa interação.</p>
<p>É muito difícil para a academia receber a periferia, segundo Heloísa. "Mas deve-se apostar na ideia do diferente, que não tem nada a ver com a ideia de desigualdade. O intelectual deve aprender a ouvir, de forma dura e conflitiva, e soltar a imaginação de quem está à sua frente."</p>
<p>Essa produção passou a disputar a formulação de conceitos e consensos com a universidade, na opinião de Ivana. "A cultura periférica fez as discussões mais interessantes no país nos últimos 10, 20 anos."</p>
<p><a name="ciclo"></a></p>
<table class="listing">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>CICLO CENTRALIDADES PERIFÉRICAS</strong></p>
<p>1º Encontro<br /><strong>Reflexões sobre Literatura Periférica e Universidade</strong><br />14 de junho de 2018</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-produzida-nas-periferias-brasileiras-e-tema-de-seminario-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Literatura produzida nas periferias brasileiras é tema de seminário da Cátedra Olavo Setubal</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-da-periferia" class="external-link">Literatura periférica: a vida contada sem intermediários</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-reflexoes-sobre-literatura-periferica-e-universidade-18-de-junho-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p>Poemas</p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/os-miseraveis-sergio-vaz/" class="external-link">Os Miseráveis</a>", de Sergio Vaz</li>
</ul>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/alvaro-de-campos-foi-a-cooperifa-marcio-vidal/" class="external-link">Álvaro de Campos foi à Cooperifa</a>", de Marcio Vidal</li>
</ul>
<hr />
<p><br />2º Encontro<br /><strong>Marcas na Pele da Cidade: Narrativas Visuais das Periferias</strong><br />28 de setembro de 2018</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-urbana-periferias" class="external-link">Arte urbana produzida pelas periferias brasileiras é tema de encontro na Cátedra Olavo Setubal</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pixo-e-graffiti-a-periferia-estampada-nos-muros-da-cidade" class="external-link">Pixo e graffiti: a periferia estampada nos muros da cidade</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/centralidades-perifericas-marcas-na-pele-da-cidade-narrativas-visuais-das-periferias" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-marcas-na-pele-da-cidade-narrativas-visuais-das-periferias-28-de-setembro-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />3º Encontro<br /><strong>A Cena Teatral que Ecoa das Periferias</strong><br />28 de outubro de 2018</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-cena-teatral-das-periferias-brasileiras" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal promove encontro sobre a cena teatral das periferias brasileiras</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-presente-turbulento-e-o-futuro-incerto-do-teatro-produzido-pelas-periferias" class="external-link">Teatro na periferia enfrenta dificuldade de financiamento e relação frágil com a universidade</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/centralidades-perifericas-a-cena-teatral-que-ecoa-das-periferias" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-a-cena-teatral-que-ecoa-das-periferias-22-de-outubro-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />4º Encontro<br /><strong>Quando as Periferias Constroem sua Própria Imagem</strong><br />27 de novembro de 2018</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cinema-e-fotografia-na-periferia" class="external-link">Cineasta e fotógrafos debatem como as periferias constroem a própria imagem</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/centralidades-perifericas-quando-as-periferias-constroem-sua-propria-imagem" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-quando-as-periferias-constroem-sua-propria-imagem-27-de-novembro-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Leia outras notícias sobre as atividades da Cátedra Olavo Setubal</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><br />Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Dasp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-21T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-relacoes-brasil-franca">
    <title>Curso apresenta pesquisas sobre relações culturais entre Brasil e França</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/curso-relacoes-brasil-franca</link>
    <description>De 5 a 16 de outubro, os interessados poderão se inscrever no curso gratuito online Relações Brasil-França: Imagens, Intermediações e Recepção, que será realizado pelo Grupo de Pesquisa Brasil-França em novembro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:355px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/monteiro-lobato/image" alt="Monteiro Lobato" title="Monteiro Lobato" height="528" width="355" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:355px;">A atuação do escritor Monteiro Lobato como crítico de literatura francesa será tema de uma das aulas</dd>
</dl></p>
<p>Em novembro, o Grupo de Pesquisa Brasil-França realiza o curso gratuito online Relações Brasil-França: Imagens, Intermediações e Recepção. O intuito da iniciativa é retomar a memória das relações entre os dois países e detectar e analisar suas possíveis ressonâncias no pensamento, na cultura e na literatura brasileira nos séculos 19 e 20.</p>
<p>Nas cinco aulas previstas, integrantes do grupo apresentarão os resultados de suas pesquisas com o objetivo de divulgar os trabalhos e aprofundar os estudos dos temas do curso. [Veja a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-relacoes-brasil-franca#programacao" class="external-link">programação</a> abaixo.]</p>
<p>Com 100 vagas, o curso é aberto a todos os interessados e será ministrado via plataforma Zoom. As inscrições devem ser feitas de 5 a 16 de outubro pelo sistema Apolo [o link estará na <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/relacoes-brasil-franca" class="external-link">página sobre o curso</a>]. O preenchimento das vagas será por ordem de inscrição.</p>
<p>A lista dos matriculados e daqueles em lista de espera será divulgada em 19 de outubro. Quem tiver pelo menos 75% de frequência receberá certificado de participação.</p>
<p><strong>Temática</strong></p>
<p>A coordenação do grupo ressalta que a presença francesa no meio cultural brasileiro nos séculos 19 e 20 é muito significativa e amplamente conhecida na literatura brasileira e nos estudos comparados.</p>
<p>"Quanto à imagem do Brasil na França, temos o relato de viajantes franceses (em especial Ferdinand Denis, Auguste de Saint-Hilaire e Adèle Toussaint‐Samson) durante o período colonial."</p>
<p>No final do século 19 e início do século 20, a literatura e a imprensa brasileiras contaram com a contribuição de escritores cuja erudição lhes permitia acompanhar o meio literário francês, afirmam os organizadores do curso.</p>
<p>"Muitos desses autores estão atualmente bastante esquecidos e vamos apresentar a relevância que tiveram em sua época, seja pela temática ou pela recepção de novas propostas para o comportamento feminino."</p>
<p>O curso também tratará da circulação dos livros franceses em São Paulo, através do estudo da Casa Garraux, e da correspondência de Mário de Andrade nos anos 30 com personalidades francesas, sendo ele referência nos estudos sobre o negro no Brasil à época.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<p>(Clique <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/relacoes-brasil-franca#programacao" class="external-link">aqui</a> para ler as sinopses das aulas)</p>
<p><strong>4 de novembro</strong></p>
<ul>
<li><i>A Intertextualidade e o Universalismo nas Crônicas Machadianas</i> - com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dirceu-magri">Dirceu Magri</a> (UFV)</li>
<li><i>Escritores Démodés: Victor Margueritte, Chrysanthème e Benjamin Costallat</i> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/regina-maria-salgado-campos">Regina Salgado Campos</a> (FFLCH-USP)</li>
</ul>
<p><strong>9 de novembro</strong></p>
<ul>
<li><i>Um Romance Naturalista Esquecido: De Adherbal de Carvalho, "A Noiva"</i> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/norma-wimmer">Norma Wimmer</a> (Unesp)</li>
<li><i>Traços da França nas Primeiras Linhas de Júlia Lopes de Almeida</i> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-claudia-rodrigues-alves">Maria Cláudia Rodrigues Alves</a> (Unesp)</li>
</ul>
<p><strong>1</strong><strong>1 de novembro</strong></p>
<ul>
<li><i>Por uma História das Livrarias de São Paulo: O Caso Garraux e a Circulação dos Livros Franceses (1850-1910)</i> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marisa-midori-deaecto">Marisa M<i>idori Deaecto</i></a><i> (USP)</i></li>
</ul>
<p><strong>18 de novembro</strong></p>
<ul>
<li><i>Imagens, Representações e Projetos de Nação: Relatos de Viajantes Franceses no Brasil</i> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-beatriz-barel">Ana Beatriz Demarchi Barel</a> (UEG)</li>
</ul>
<p><strong>23 de novembro</strong></p>
<ul>
<li><i>A Mário de Andrade, Africanista: Cartas de Nancy Cunard e Roger Bastide</i> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a> (Unifesp)</li>
<li><i>Monteiro Lobato, Crítico de Literatura Francesa: Séculos 19 e 20</i> - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-luiza-reis-bede">Ana Luíza Bedê</a> (UFV)</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Coleção Família Monteiro Lobato</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Brasil-França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-23T16:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/obra-historia-do-cerco-de-lisboa-de-saramago-sera-tema-de-rodada-de-conferencias">
    <title>Obra "História do Cerco de Lisboa", de Saramago, será tema de rodada de conferências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/obra-historia-do-cerco-de-lisboa-de-saramago-sera-tema-de-rodada-de-conferencias</link>
    <description>No dia 18 de setembro, das 8h45 às 17h, cinco pesquisadores analisarão a obra de José Saramago sob múltiplas perspectivas, na interface entre literatura, história e filosofia. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/aquarela-cerco-de-lisboa/image" alt="Aquarela Cerco de Lisboa" title="Aquarela Cerco de Lisboa" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Aquarela “Cerco de Lisboa”, de Alfredo Roque Gameiro</dd>
</dl>Em comemoração aos 30 anos da publicação de "<a href="https://www.josesaramago.org/historia-cerco-de-lisboa-1989/" target="_blank">História do Cerco de Lisboa</a>", de José Saramago, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores" class="external-link">pesquisador colaborador</a> do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaime-bertoluci">Jaime Bertoluci</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-pierre-chauvin" class="external-link">Jean Pierre Chauvin</a>, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, organizam uma rodada de conferências sobre essa obra que encerra a primeira fase literária do escritor português. No dia <strong>18 de setembro, das 8h45 às 17h20</strong>, eles dois e mais três pesquisadores analisarão a obra de Saramago sob múltiplas perspectivas, na interface entre literatura, história e filosofia. Para participar presencialmente, é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeDhBV0iAfFdxNvfA2WjZC4piXgzRfdFjTTAJNQNaEPowIbFg/viewform">inscrição</a>. Para acompanhar <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA não é preciso se inscrever.</p>
<p> </p>
<p><span>Estarão presentes Chauvin; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aparecida-de-fatima-bueno">Aparecida de Fátima Bueno</a><span>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-lachat">Marcelo Lachat </a><span>(UNIFESP), </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcia-valeria-zamboni-gobbi">Márcia Valéria Zamboni Gobbi</a><span> (UNESP-Araraquara); e Bertoluci, que além de pesquisador no IEA é professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP. Veja a <a class="anchor-link" href="#programacao">programação</a> e os temas que cada um irá tratar.</span></p>
<p>“História do Cerco de Lisboa” narra a história de um revisor que resolve alterar o texto de um livro de história em que está trabalhando, acrescentando um “não” na frase que dizia que os cruzados concordaram em ajudar o rei português a tomar a cidade que estava sob o domínio quase milenar dos mouros.<span> </span></p>
<p>Descoberto o erro, a casa publicadora acrescenta uma errata aos exemplares distribuídos, sem maiores consequências, mas a responsável por acompanhar o trabalho dos revisores da editora desafia o personagem a reescrever a história do cerco sob essa sua nova ótica, enquanto vai surgindo um envolvimento romântico entre os dois.<span> </span></p>
<p>Duas histórias em paralelo passam a ser narradas, a segunda delas assumindo o caráter de romance histórico, ainda que subvertido. “Saramago mostra, mais uma vez, sua maestria tanto na descrição dos mundos cristão e islâmico, em seu máximo conflito, como na rica caracterização das personagens, em toda a sua humanidade”, avalia Bertoluci.<span> </span></p>
<p>No IEA, Bertoluci desenvolve o projeto “<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores/pesquisadores-colaboradores#jaime"><i>O Ateu A</i><i>moroso</i><i>: a Compaixão pelo Sofrimento Imposto pelo Homem aos A</i><i>nimais na </i><i>O</i><i>bra de José Saramago</i></a>”.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td>
<p>8h45</p>
</td>
<td>
<p><strong>Abertura</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>9h</p>
</td>
<td>
<p><strong>José Saramago: temas e linguagens</strong></p>
<p><i>Jean Pierre Chauvin (ECA-USP)</i><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>10h</p>
</td>
<td>
<p><strong>A tentação da história em José Saramago</strong></p>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aparecida-de-fatima-bueno" class="external-link">Aparecida de Fátima Bueno</a> (FFLCH-USP)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>11h</p>
</td>
<td>
<p><i><strong>Intervalo</strong></i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>11h20</p>
</td>
<td>
<p><strong>Cães cristãos e perros mouros na Lisboa medieval de Saramago</strong></p>
<p><i>Jaime Bertoluci (ESALQ e IEA - USP)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>12h20
<p><i> </i></p>
</td>
<td>
<p><i><strong>Intervalo</strong></i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>14h00</p>
</td>
<td>
<p><strong>Cioran e Saramago: o tempo entre filosofia e ficção</strong></p>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-lachat" class="external-link">Marcelo Lachat </a>(UNIFESP)</i><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>15h00</p>
</td>
<td>
<p><strong>Poética da insubordinação em <i>História do Cerco de Lisboa</i></strong></p>
<p><i>Jean Pierre Chauvin (ECA-USP)</i><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>16h00</p>
</td>
<td>
<p><i><strong>Intervalo</strong></i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>16h20</p>
</td>
<td>
<p><strong>De fato, ficção: o ‘mal das fontes’ na <i>História do Cerco de Lisboa</i></strong></p>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcia-valeria-zamboni-gobbi" class="external-link">Márcia Valéria Zamboni Gobbi</a> (UNESP-Araraquara)</i><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>17h20</p>
</td>
<td>
<p><strong>Encerramento</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><i><strong>30 Anos de História do Cerco de Lisboa, de José Saramago</strong><br />18 de setembro, das 8h45 às 17h20<br />Sala Alfredo Bosi - Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br />Transmissão ao vivo em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">http://www.iea.usp.br/aovivo<br /></a><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeDhBV0iAfFdxNvfA2WjZC4piXgzRfdFjTTAJNQNaEPowIbFg/viewform">Inscrição prévia</a></i></p>
<p class="documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/30-anos-historia-cerco" class="external-link"><i>Leia mais</i></a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-04T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-participa-do-lancamento-da-feira-nacional-do-livro-de-ribeirao-preto">
    <title>IEA-RP participa do lançamento da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-participa-do-lancamento-da-feira-nacional-do-livro-de-ribeirao-preto</link>
    <description>Polo organiza uma das atividades culturais do evento neste ano</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/abertura_feira.jpg/@@images/628b32ad-8f68-423c-8d2e-c89557c09018.jpeg" style="text-align: justify; " title="" class="image-left" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify; "><span>O Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP participou no dia 25 de abril do lançamento da programação da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. O evento, que será realizado entre os dias 19 e 27 de maio, vai reunir 250 atividades culturais, como conferências, palestras, oficinas, shows e performances, entre outras.</span></div>
<p> </p>
<div style="text-align: justify; ">O lançamento contou com a apresentação do espetáculo “Canto da Alma”, da Academia Livre de Música e Artes (Alma), que envolveu performances de canto e teatro.</div>
<p> </p>
<div style="text-align: justify; ">Nesta edição, o IEA-RP, o Centro de Terapia Celular (CTC-USP) e o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) promovem uma das atividades da Feira, o Cine-Literatura. O evento traz discussões envolvendo ciência, cinema e literatura, nos mesmos moldes de outra iniciativa das três unidades, o Ciência com Pipoca.</div>
<p> </p>
<div style="text-align: justify; ">Serão três apresentações nos dias 21, 23 e 25 de maio, a partir das 9h, na Biblioteca Padre Euclides (Rua Visconde de Inhaúma, 490, Centro). A programação completa da Feira está disponível <a href="https://fundacaodolivroeleiturarp.files.wordpress.com/2018/04/18_revista_fnlrp_digital.pdf" target="_blank">neste link</a>. Mais informações sobre as palestras do Cine-Literatura: (16) 3315 0368 ou <a href="mailto:iearp@usp.br" target="_blank">iearp@usp.br</a>.</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-07T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-discute-ciencia-cinema-e-literatura-durante-feira-do-livro-de-ribeirao-preto">
    <title>Evento discute ciência, cinema e literatura durante Feira do Livro de Ribeirão Preto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-discute-ciencia-cinema-e-literatura-durante-feira-do-livro-de-ribeirao-preto</link>
    <description>Cine-Literatura é promovido pelo IEA-RP, CTC-USP e CRID com apoio da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/capa18c2aafeiradolivro.jpg/@@images/943edb26-696c-4dea-9f4b-f3b2debe1c66.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />E se você pudesse unir cinema e literatura para conhecer um pouco mais sobre ciência? É exatamente com essa proposta que o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP, o Centro de Terapia Celular (CTC) e o Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (CRID) se uniram à Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto para trazer, durante a programação da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, o Cine-Literatura.</div>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify; ">A iniciativa é fruto de outro projeto das três unidades, o Ciência com Pipoca, que é realizado desde 2016 com o objetivo de discutir temas ligados a ciência utilizando trechos de filmes e séries. Para a Feira Nacional do Livro, as apresentações são baseadas em filmes adaptados ou inspirados em livros.</div>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify; ">Serão três palestras, nos dias 21, 23 e 25 de maio, a partir das 9h, na Biblioteca Padre Euclides (Rua Visconde de Inhaúma, 490, Centro). Na primeira, os professores mestres Caio de Castro e Freire, Michele Dayane Facioli Medeiros e Rafael Gil de Castro discutem a imagem do cientista que o cinema e a literatura retratam, baseando-se em obras como Frankenstein, Jurassic Park, De Volta para o Futuro, entre outras. Na segunda palestra, o professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP Ribeirão Preto Marco Antonio de Almeida comenta os impactos da obra Neuromancer, que não apenas revolucionou a literatura de ficção científica como trouxe um novo gênero, o cyberpunk. Por último, o doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP São Carlos Diego Renan Bruno aborda filmes sobre a dependência dos humanos em relação às máquinas e debate se essas obras representam apenas contextos de ficção científica ou se podem se tornar realidade.</div>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: justify; ">O Cine-Literatura é gratuito e não é necessário se inscrever para participar. Escolas devem agendar a participação de grupos de alunos pelo telefone (16) 3977 9117. Mais informações sobre as palestras do Cine-Literatura: (16) 3315 0368 ou iearp@usp.br. A programação completa da 18ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto está disponível no site fundacaodolivroeleiturarp.com.</div>
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<hr />
<p><strong>Cine-Literatura</strong><br /><i>21, 23 e 25 de maio, 9h<br />Biblioteca Padre Euclides (Rua Visconde de Inhaúma, 490, Centro)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cine-literatura-1" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-14T13:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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