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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 111 to 125.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/2a-intercontinental-academia-inicia-trabalhos-da-fase-bielefeld">
    <title>2ª Intercontinental Academia inicia em agosto trabalhos da fase Bielefeld</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/2a-intercontinental-academia-inicia-trabalhos-da-fase-bielefeld</link>
    <description>Israel e Alemanha prosseguem parceria iniciada em Jerusalém. Programação com debates e pesquisas sobre direitos humanos vai de 1 a 12 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th></th><th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/universidade-de-bielefeld" alt="Universidade de Bielefeld" class="image-inline" title="Universidade de Bielefeld" /></th>
</tr>
<tr>
<td></td>
<td>
<p><strong>Campus da Universidade de Bielefeld, Alemanha, sediará a 2ª Intercontinental Academia</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Numa iniciativa inédita, Israel e Alemanha juntaram suas sensibilidades únicas para o tema da dignidade humana e organizaram a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-edicao-da-intercontinental-academia-sera-sobre-dignidade-humana" class="external-link">2ª Intercontinental Academia</a> (ICA). Em sua segunda fase, o projeto será sediado pelo  <a href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/" target="_blank">Centro para Pesquisas Interdisciplinares</a><span> (Zentrum für interdisziplinäre Forschung - ZiF) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, de </span><strong>1 a 12 de agosto</strong><span>. </span></p>
<p><span>A primeira etapa das discussões, realizada no</span><a href="http://www.as.huji.ac.il/" target="_blank"> Instituto Israel para Estudos Avançados</a><span> da Universidade Hebraica de Jerusalém, entre 6 e 20 de março de 2016, seguiu o mesmo formato de aulas magnas e colaborações científicas e culturais entre gerações de cientistas que será adotado em Bielefeld.</span></p>
<p>A ICA é uma iniciativa da <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">rede Ubias</a>, associação internacional que congrega 34 institutos de estudos avançados baseados em universidades de 19 países, que visa a fomentar a pesquisa em rede e a formação de novas lideranças. A primeira edição investigou o tema ‘tempo’ e teve a organização do IEA-USP e do <a href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en" target="_blank">Institute for Advanced Research da Universidade de Nagoya</a>, Japão. A primeira etapa aconteceu em São Paulo de 17 a 29 de abril e a segunda, em Nagoya, de 6 a 18 de março.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/participantes-ii-edicao-ica-jerusalem-1" alt="Participantes II Edição ICA - Jerusalém" class="image-inline" title="Participantes II Edição ICA - Jerusalém" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Participantes da ICA em Jerusalém, no encontro que iniciou trabalhos sobre direitos humanos</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>Israel e Alemanha têm se esforçado para definir suas agendas e parâmetros para a dignidade humana, desde os aspectos puramente teóricos até a realidade prática de uma área que não pode ser ignorada. Os organizadores lembram que a dignidade humana está relacionada a debates éticos e práticos em inúmeras disciplinas, sendo referida em pesquisas sobre terrorismo, tortura, guerra, proteção de dados, redução da pobreza, minorias, seguridade social, escravidão, questão dos refugiados, genética, para citar alguns campos.</p>
<p><span>Nesta fase da academia, cada sessão de imersão contará com três ou quatro aulas magnas proferidas por eminentes intelectuais. Os temas incluem direito constitucional à dignidade humana; dignidade como núcleo dos direitos humanos; o reconhecimento da dignidade humana depois de sua negação; a dignidade humana na religião, entre outros.</span></p>
<p>“O equilíbrio de poder entre as autoridades jurídicas, políticas e governamentais e os indivíduos que vivem sob essas autoridades sempre foi um tema delicado, vulnerável a abusos. É um equilíbrio que deve ser continuamente redefinido”, segundo os organizadores.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><span>Relacionado</span></h3>
<p><a href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/IA/IA_Programm.pdf">Programação Intercontinental Academia on Human Dignity</a></p>
<p>Notícia:</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/dignidade-humana-em-teoria-e-pratica-na-intercontinental-academia-em-jerusalem">Dignidade humana em teoria e prática na 2ª Intercontinental Academia</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-indica-tres-candidatos-a-selecao-final-da-2a-intercontinental-academia">IEA indica três candidatos à seleção final da 2ª Intercontinental Academia</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica">Notícias da 1ª Intercontinental Academia, realizada em São Paulo</a></p>
<span>Mais informações:<br /><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></span></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com a abertura conduzida por Martin Egelhaaf, vice-presidente da Universidade de Bielefeld, Marc Schalenberg (ZiF) e Michal Linial (IIAS), a aula magna inaugural da segunda fase da 2ª ICA terá como tema “The constitutional clause on respecting human dignity (article 1 of german Constitution)”. A programação completa pode ser conferida <a class="external-link" href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/IA/IA_Programm.pdf">aqui</a>.</p>
<p><span>Ainda na sessão de abertura, a questão da dignidade humana na Constituição federal alemã passa a ser apresentada por Gertrude Lübbe-Wolf, que apresenta uma revisão sobre o significado da cláusula I e da cláusula II sobre a dignidade na Constituição alemã.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/akemi-kamimura-1" alt="Akemi Kamimura" class="image-inline" title="Akemi Kamimura" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Akemi Kamimura fala sobre direitos humanos em prisões brasileiras no primeiro dia da programação</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre as exposições do primeiro dia, a pesquisadora brasileira <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-intercontinental-academia" class="external-link">Akemi Kamimura</a> dará a visão do Brasil a respeito da dignidade humana em prisões. Advogada e militante dos direitos humanos, Akemi está entre os 21 jovens pesquisadores selecionados para esta ICA. Ela foi um dos três brasileiros indicados pelo IEA para participar da segunda edição, que tem 17 mulheres entre os jovens pesquisadores participantes.</p>
<p>Akemi é mestre em direitos humanos pela Faculdade de Direito (FD) da USP. Em 2014, foi bolsista no Instituto Max Planck de Direito Público Comparativo, em Heidelberg, Alemanha. Em 2010, foi aluna do curso Direitos Humanos e Mulheres: Teoria e Prática do Centro de Derechos Humanos da Facultad de Derecho da Universidad de Chile, em Santiago.</p>
<p>Tem atuado profissionalmente em projetos e instituições ligados aos direitos humanos desde 2000. Em 2013 e 2014, foi consultora da Unesco para a coordenação de uma projeto de sistematização de recomendações sobre direitos humanos feitas por organismos da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mundo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-07T19:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d">
    <title>A complexidade do mundo diante de uma ciência “dogmática”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d</link>
    <description>“Estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”. A visão de Till Roenneberg sobre os caminhos da ciência moderna será mostrada em conferência no dia 19 de julho. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg" alt="Till Roenneberg " class="image-inline" title="Till Roenneberg " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>Na opinião do cronobiólogo Till Roenneberg, "es<span>tamos perdendo a visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”</span></strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Parecem estar querendo eliminar as Humanidades porque existe a ideia de que aparentemente esse campo não traz muito dinheiro nem muitos estudantes para as instituições. Esta é a pior direção que poderíamos tomar. Há uma crise na forma como lidamos com as Humanidades e devemos mudar isso”.</p>
<p>O enunciado do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a> nucleou sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">conferência </a>sobre interdisciplinaridade, ministrada no Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, durante a programação da 1ª Intercontinental Academia (ICA). A interlocução entre os saberes, ou o que a academia chama de interdisciplinaridade, será também o tema debatido pelo cientista no dia <strong>19 de julho</strong>, na Sala de Eventos do IEA, <strong>a partir das</strong> <strong>10h</strong>.</p>
<p>Convidado pelo IEA para retomar o tema discutido na ICA, o cientista do Institute of Medical Psychology at Ludwig-Maximilians University (LMU), de Munique, Alemanha, irá ministrar a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade. </i>O encontro é gratuito, requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrições</a> prévias e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">Os desafios à interdisciplinaridade</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA, um organismo interdisciplinar por excelência, vem rediscutindo a temática da interdisciplinaridade a partir de encontros com renomados especialistas. Num deles, o sociólogo alemão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>, conselheiro e diretor do <a href="https://www.uni-bielefeld.de/ZIF" target="_blank">Centro de Pesquisa Interdisciplinar</a> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, mostrou que a concretização do modelo interdisciplinar só será efetivo a partir de uma reestruturação institucional nas instituições de ensino e pesquisa. Apesar de estar na moda na academia há mais de 20 anos, até há pouco tempo a interdisciplinaridade ainda era um conceito “vazio de significado”, disse durante sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">conferência </a>no IEA.</p>
<p>Na visão de Roenneberg, a ciência precisa mais do que interdisciplinaridade. “A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar as ‘verdadeiras’ causas por trás das associações que fazemos. Embora tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais, estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”, afirma.</p>
<p>Para o cientista, não são apenas dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no centro dos esforços científicos. “Há apenas uma coisa em comum em toda descoberta científica: o nosso próprio cérebro, que é, basicamente, uma máquina de contar histórias”, diz o cronobiologista.</p>
<p>Nessa palestra, Roenneberg irá lembrar a necessidade que temos de fundir tantos cérebros diferentes quanto forem possíveis para darmos saltos ainda mais importantes nas descobertas da ciência moderna.</p>
<p> </p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>O conferencista</strong></p>
<p>Till Roenneberg é professor de cronobiologia e vice-diretor do Institute of Medical Psychology da Ludwig-Maximilians University (LMU) em Munique, Alemanha. Ele investiga o impacto da luz nos ritmos circadianos humanos, dedicando-se especialmente a aspectos como cronotipos e “social jet lag” (expressão criada por ele para designar os efeitos da mudança  nos horários de sono nos dias de descanso em comparação com os dias de trabalho) e sua relação com benefícios para a saúde.</p>
<p>Roenneberg foi aluno da University College London, Reino Unido, e da LMU, onde começou estudando física, transferiu-se para o curso de medicina e por fim conclui o de biologia. Também na LMU, pesquisou os ritmos anuais do corpo em pós-doutorado coordenado por</p>
<p>Jurgen Aschoff (1913-1998), um dos fundadores da cronobiologia, e depois foi para a Harvard University, Estados Unidos, estudar as bases celulares dos relógios biológicos, sob a orientação de Woody Hastings.</p>
<p>O cientista é também diretor do Centre for Chronobiology da LMU, presidente do European Biological Rhythms Society , presidente World Federation of Societies for Chronobiology e membro da Senior Common Room do Brasenose College da University of Oxford. De 2005 a 2010, coordenou a rede europeia Euclock e a rede ClockWORK da Daimler and Benz Foundation. De 2010 a 2012, foi membro da Society for Research of Biological Rhythms.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Por que a ciência precisa ir além da interdisciplinaridade</strong><br /></i><i>19 de julho, as 10h às 12h00<br /></i><i>Sala de Evento do IEA. Rua da Biblioteca, 109, térreo, Butantã, São Paulo<br /><i><span>Evento gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a> prévia e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><span>ao vivo</span>.</a><br /> Informações <a href="mailto:sedini@usp.br">Sandra Sedini</a>. Email <a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>. <strong>Telefone do Contato </strong>(11) 3091-1678<br /></span></i></i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Página do evento</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/um-olhar-cientifico-sobre-a-complexidade-de-sao-paulo">
    <title>Um olhar científico sobre a complexidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/um-olhar-cientifico-sobre-a-complexidade-de-sao-paulo</link>
    <description>Lançado no dia 13 de julho com apoio da reitoria da USP e da prefeitura de São Paulo, programa USP Cidades Globais buscará a qualidade de vida dos paulistanos por meio de redes de pesquisa e parcerias com a sociedade.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sao-paulo-copan" alt="São Paulo - Copan" class="image-inline" title="São Paulo - Copan" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Com apoio da reitoria da USP, programa <i>USP Cidades Globais</i> buscará subsidiar políticas públicas para a qualidade de vida de São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais-13-de-julho-de-2016" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Página do programa</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais/na-midia" class="external-link">Repercussão na mídia</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Cidades globais influenciam o mundo. Independentemente do tamanho de sua população, elas centralizam as decisões globais. São lugares onde se fazem os melhores negócios, onde se encontra a melhor arte, as melhores orquestras, as melhores universidades, onde se come a melhor comida. Sua importância transcende os próprios países onde estão localizadas. Elas não apenas atraem mais investimentos, como também ocupam as primeiras posições em qualidade de vida. Os critérios de cidades globais, criados pela consultoria A.T. Kearney, colocam São Paulo no 34º lugar num ranking global. Mas o programa <i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais</a>, </i>lançado no dia <strong>13 de julho,</strong> no Anfiteatro do Instituto Oscar Freire da Faculdade de Medicina da USP, pretende levar São Paulo para o grupo das chamadas "cidades elite", anunciou o coordenador do programa, o professor  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências (IB) da USP.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidades-globais-4" alt="Cidades Globais 4" class="image-inline" title="Cidades Globais 4" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Grupo das "cidades elite", em ranking de 2016 da consultoria AT Kerney</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O evento reuniu representantes da sociedade civil e de organizações não governamentais, pesquisadores, políticos, gestores públicos e acadêmicos, além do prefeito da capital paulista Fernando Haddad e da esposa, Ana Estela Haddad, docente da Faculdade de Odontologia da USP.</p>
<p>“A iniciativa é fundamental para o destino da cidade de São Paulo. Colocamos à disposição nossos bancos de dados, nossa inteligência e nossos servidores públicos para contribuir para o sucesso do programa”, disse Haddad.</p>
<p>O projeto idealizado pelo diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva">Paulo Saldiva</a>, atende a um pedido da reitoria da USP, que planeja apoiar a empreitada “pelos próximos anos”, anunciou o vice-reitor da USP, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a>.</p>
<p>Segundo Buckeridge, as atividades e pesquisas deverão embasar políticas públicas voltadas à qualidade de vida nas grandes cidades, em especial São Paulo. A ideia é sistematizar e aprofundar estudos que já são realizados na Universidade, tendo em vista o planejamento em áreas como mobilidade, poluição, resíduos, saúde, educação, uso e ocupação do solo, lazer, enfim, as inúmeras esferas que envolvem a vida nas grandes cidades, disse.</p>
<p>O IEA já é um interlocutor crucial, uma espécie de <i>‘think tank’</i> capaz de interagir com maior liberdade com a sociedade, no que diz respeito às regras acadêmicas. O programa encabeça um dos temas prioritários da USP e tenho certeza de que em alguns anos teremos frutos que beneficiem a população”, disse o vice-reitor.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-cidades-globais-1" alt="Lançamento Cidades Globais - 1" class="image-inline" title="Lançamento Cidades Globais - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Vahan, Haddad e Saldiva: </strong><strong>parcerias com a sociedade e diálogo dos saberes para o sucesso do programa</strong><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Buscaremos promover um diálogo dos saberes a partir de parcerias construtivas e agendas comuns. A Universidade precisa aprender a ouvir a sociedade. O IEA será uma plataforma para que isso aconteça. A ideia é unir redes de pesquisa e entidades civis interessadas em trabalhar uma utopia sob a luz do conhecimento científico”, disse o professor Saldiva.</p>
<p>Advogado e ambientalista, Fabio Feldmann participou da mesa de abertura e deu um exemplo concreto de como as pesquisas da Universidade podem embasar políticas públicas e trazer resultados efetivos para a qualidade de vida nas metrópoles. Ele relembrou o rodízio de veículos em São Paulo, que introduziu em 1995 quando foi secretário estadual de Meio Ambiente. “Criamos o rodízio tendo como base os estudos do Saldiva. Costumo dizer que o professor Saldiva idealizou o rodízio e eu paguei o pato”, brincou.</p>
<p>O comentário, explicou, foi feito para lembrar a importância de associar a política ao conhecimento. “O que temos visto recentemente no Brasil foi uma perda radical do conteúdo na política. À medida que associarmos política a conteúdo, teremos chance de resgatar o país. A presença do Saldiva no IEA representa uma possibilidade incrível de fazer um realinhamento de vários atores sociais. Quem já trabalhou na gestão pública sabe que o maior desafio é como fazer essa articulação”, disse.</p>
<p>O professor Wilson Jacob Filho, do Departamento de Patologia da FM-USP, representou o diretor da unidade e lembrou a importância do programa para, entre outras frentes, atuar na saúde e prevenção de doenças das diversas camadas populacionais, em especial a dos idosos.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-cidades-globais-2" alt="Lançamento Cidades Globais - 2" class="image-inline" title="Lançamento Cidades Globais - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Buckeridge: "Falhamos em produzir bancos de dados e informações que possam dar suporte aos diagnósticos"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O envelhecimento populacional, assim como inclusão física e social de pessoas com limites funcionais, são questões que ganham cada vez mais expressão no contexto das grandes cidades. “O programa <i>USP Cidades Globais</i> acena para a melhoria da qualidade de vida desse perfil populacional”, disse o professor Jacob Filho.</p>
<p> </p>
<p><strong>Planeta urbano</strong></p>
<p>A urbanização está em pauta no mundo todo. Se hoje 54% da população mundial moram em áreas urbanas, em 2050 essa parcela chegará a dois terços. Na América Latina, a proporção chegará a 89%, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas.</p>
<p>Na edição de maio, a revista <a class="external-link" href="http://www.sciencemag.org/tags/urban-planet">Science </a>apresenta em 12 artigos os diagnósticos e as revisões para as cidades do futuro. Num dos estudos, mostra que a construção de sociedades baseadas no conhecimento é hoje uma estratégia chave para o melhor uso das tecnologias inovadoras. As sociedades do conhecimento estarão mais preparadas para maximizar os avanços da ciência, tecnologia e inovação (CT&amp;I), traz o texto.</p>
<p>“Não há nada mais complexo do que uma cidade. É o único ambiente onde o homem é o lobo do próprio homem. Fomos criados num conceito de cidade em que a posse do carro era um direito alienável. Assim como o cigarro era símbolo de sucesso, virilidade. Mexer com valores não é fácil e por isso as cidades já vêm sendo estudadas dentro do conceito de complexidade”, disse Saldiva.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidades-globais-1" alt="Ranking Cidades Globais " class="image-left" title="Ranking Cidades Globais " /></p>
<p><span>“Infelizmente, em nenhum dos 12 artigos da edição da Science, a cidade de São Paulo foi citada, mostrando que falhamos em produzir bancos de dados e informações que possam dar suporte aos diagnósticos”, disse Buckeridge.</span></p>
<p><span> </span>Outro <a class="external-link" href="http://www.usnews.com/sponsored1?prx_t=lP4BAGSkFAqOEMA">artigo</a>, publicado no U.S.News, mostra como a percepção, ou a imagem que as pessoas têm de determinada cidade, pode ajudar ou  prejudicar o seu crescimento. Isso porque a forma como as cidades são vistas pode atrair ou não investimentos e mão de obra qualificada, o que influenciará a prosperidade do lugar.</p>
<p>O professor mostrou alguns detalhes do ranking das cidades globais produzido pela A.T. Kearney. No estudo produzido pela consultoria no período de 2008 a 2016, São Paulo está em 34º em 2016, ante o 31º ocupado em 2008.</p>
<p>“Para criarem o ranking, a consultoria utilizou dados já existentes produzidos pelas cidades, um ponto em que somos deficientes. Isso mostra que também falhamos ao reunir dados. Precisamos, além disso, produzir informação e conhecimento novo que dê subsídio a políticas públicas”.</p>
<p>Buckeridge ressaltou, no entanto, que melhorar os indicadores da capital paulistana não se trata apenas de ir ao encontro de critérios do primeiro mundo, mas principalmente de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade.</p>
<p>“Buscaremos aqueles critérios internacionais, mas sempre com o chapéu da Carmen Miranda na cabeça. Não vamos deixar de ser brasileiros. Não devemos abandonar a Semana de 22, ou Mário de Andrade. Devemos nos lembrar de que sempre podemos ser inovadores. Que somos capazes de buscar aqueles índices e ao mesmo tempo criar coisas novas”, disse Buckeridge.</p>
<p>Numa das análises produzidas em 2014 pela A.T. Kearney, a consultoria construiu o indicador das cidades globais do futuro, ou seja, aquelas que teriam chances de se aproximar da posição ocupada pelas chamadas cidades elite hoje. Nesse ranking, São Paulo ocupa a 4ª posição e os maiores desafios para que a cidade alcance de fato esse lugar no futuro estão no campo da educação e inovação, mostrou Buckeridge. “Educação e inovação constituem justamente a contribuição que a Universidade pode dar. Por isso acredito que as perspectivas são positivas”, disse o professor.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Andre Deak/Flicker e Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-18T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mercado-de-servicos-ambientais-atores-sociais-e-legislacao-em-debate">
    <title>O mercado de serviços ambientais, seus atores e legislação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mercado-de-servicos-ambientais-atores-sociais-e-legislacao-em-debate</link>
    <description>Conceito da compensação financeira por serviços prestados ao ambiente está relativamente disseminado, mas a falta de arcabouço legal ainda emperra projetos. Tema será debatido no dia 3 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/polinizador" alt="Polinizador" class="image-right" title="Polinizador" />Roda de Conversa sobre Serviços Ecossistêmicos e Comunidades</i> é o título da atividade proposta pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/territorialidade">Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade (IEA)</a>, com apoio do <a href="http://www.idsbrasil.org/" target="_blank">Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)</a> e do <a href="http://www.forest-trends.org/" target="_blank">Forest Trends</a>. Marcado para o dia <strong>3 de agosto</strong>, das <strong>9h às 12h30</strong>, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP, o debate é gratuito, terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online e receberá <a href="http://goo.gl/forms/KnNEtEvuOBJJpp5T2" target="_blank">inscrições prévias </a> até o dia 2 de agosto.</p>
<p>O encontro com especialistas pretende não só levantar questões sobre as experiências brasileiras de pagamento por serviços ecossistêmicos, como também debater o papel das comunidades locais e tradicionais e também a falta de um arcabouço legal e institucional que dê suporte à implementação desse mecanismo no Brasil. Confira programação abaixo.</p>
<p>Pagamentos por serviços ecossistêmicos têm atraído um interesse cada vez maior por constituir um mecanismo capaz de traduzir as externalidades do mercado que impactam o ambiente. O instrumento é uma tentativa de solucionar os problemas ambientais usando a lógica do mercado. Assim, é um mecanismo que visa à criação de um mercado novo, baseado no fornecimento de produtos e processos da natureza.</p>
<p>Os serviços ecossistêmicos consistem no fluxo de materiais, energia e informação dos estoques de capital natural, combinados com os serviços e capitais industriais e humanos, para a produção do bem-estar da humanidade. Tais produtos e serviços incluem o fornecimento de alimentos, fibras e energia, a purificação da água e do ar, a geração de nutrientes do solo, a polinização, o equilíbrio hídrico, a biodiversidade e muitos outros.</p>
<p>Em alguns casos, esse mecanismo tem se mostrado eficaz na conservação e restauração da natureza porque supera as obrigações administrativas e os instrumentos legais tradicionais de comando e controle previstos na Constituição.</p>
<p>Trata-se de uma ferramenta de incentivo financeiro real para determinados atores sociais prestarem serviços ambientais. Os agentes antrópicos, ou seja, pequenos produtores locais e tradicionais, podem atuar em projetos múltiplos de pagamento por serviços ecossistêmicos. Ou, ainda, em projetos delineados conforme as características dos serviços, tais como a provisão de carbono, equilíbrio hídrico ou a biodiversidade, por exemplo.</p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p><span>O conceito de pagamento por serviços ecossistêmicos está relativamente disseminado no Brasil e encontra-se inserido em diversos programas setoriais, como na cobrança pelo uso da água, no Fundo Nacional de Mudanças do Clima, no Programa de Preços Mínimos para Produtos da Bidiversidade, entre outros.</span></p>
<p>Porém, a efetiva implementação do mecanismo ainda enfrenta desafios. A regulamentação legal internacional e nacional ainda é insuficiente para dar base aos critérios de precificação estabelecidos nesse novo mercado. As regras do jogo, responsabilidades e direitos ainda dependem de um arcabouço legal. Diversos projetos de lei sobre pagamentos por serviços ambientais tramitam no Congresso Nacional mas ainda não receberam nenhum parecer do Governo Federal.</p>
<p>No primeiro semestre de 2016, por exemplo, não houve avanço relevante no andamento de dois projetos de lei (PL 792/07 e 312/15) que tramitam na Câmara dos Deputados e que tratam do estabelecimento de uma política e de um sistema nacional de pagamentos por serviços ambientais.</p>
<p>José Roberto Borges, diretor da Iniciativa Comunidades e Mercados, da organização não governamental Forest Trends, analisa a matriz brasileira de pagamento de serviços ecossistêmicos e a atuação das comunidades locais e tradicionais.</p>
<p>Na segunda roda de conversa, diversos especialistas abordam as experiências e propostas de instrumentos para fortalecer e salvaguardar direitos, eficácia ambiental e equidade social na aplicação dos incentivos econômicos para conservação, sustentabilidade e restauração ambiental.</p>
<p> </p>
<h3><strong>Programação</strong></h3>
<p><strong>9h</strong> - Abertura</p>
<p><strong>9h20</strong> - 1ª Roda: a Matriz Brasileira de Pagamentos por Serviços Ambientais e o fortalecimento de comunidades locais e tradicionais.</p>
<p>José Roberto Borges (Forest Trends)</p>
<p><span><strong>Mediação:</strong><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-de-lima-caldas" class="external-link">Eduardo Caldas</a></span></p>
<p><strong>11h</strong> - 2ª Roda: Experiências e propostas de instrumentos para fortalecer e salvaguardar direitos, eficácia ambiental e equidade social na aplicação de incentivos econômicos para conservação, sustentabilidade e restauração ambiental.</p>
<p>Roberta Ramos (Grupo de Trabalho Amazônico); Carolina Jorge Santos (Programa Nascentes); Roberto Resende (Iniciativa Verde); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-maria-de-oliveira-nusdeo" class="external-link">Ana Maria de Oliveira Nusdeo</a> (FD-USP); João Campari (The Nature Conservancy); <a class="external-link" href="http://Paulo Santos de Almeida">Paulo Santos de Almeida</a> (Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP).</p>
<p><strong>Mediação:</strong><span> </span>Eduardo Caldas</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Roda de Conversa sobre Serviços Ecossistêmicos e Comunidades</strong><br /></i><i>3 de agosto, das 9h às 12h30<br /></i><span>Antiga Sala do Conselho Universitário da USP, Rua Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><span>Evento gratuito, com </span><a href="http://goo.gl/forms/KnNEtEvuOBJJpp5T2" target="_blank">inscrições prévias </a><span> até o dia 2 de agosto<br /></span><span>Informações com Sandra Sedini - </span><i>email sedini@usp.br, telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/roda-de-conversa-1" class="external-link">Página do evento<br /><br /></a></i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-19T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pela-fusao-de-saberes-e-uma-ciencia-mais-humana">
    <title>Pela fusão dos saberes e uma ciência mais humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pela-fusao-de-saberes-e-uma-ciencia-mais-humana</link>
    <description>Deixar de lado a arrogância e o ressentimento entre os campos disciplinares é a proposta de Till Roenneberg  para um salto qualitativo nas descobertas científicas.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg-1" alt="Till Roenneberg" class="image-inline" title="Till Roenneberg" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>O cronobiólogo Till Roenneberg falou sobre interdisciplinaridade e humanidades, no dia 19 de julho</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Certas questões no ambiente acadêmico devem ser consideradas quando pensamos em promover a interdisciplinaridade. Há uma decisão política a ser tomada pelas agências de fomento. Financie aqueles que desejam trabalhar junto com quem não pertence às ciências naturais. Daí, então, teremos um novo mundo”.  O comentário do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg </a>fechou a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade,</i> promovida pelo IEA no dia <strong>19 de julho</strong>.</p>
<p>Com formação em medicina, biologia e estudos na área da física, Roenneberg mostra preocupação ao falar da falta de comunicação e de conhecimento mútuo entre as ciências naturais e as humanidades. “Todo o ressentimento e a arrogância entre os campos disciplinares só têm trazido confusão. Sabemos que devemos começar a conversar. A filosofia e a ciência estavam juntas no começo, mas depois se separaram. Precisamos voltar ao início, às perguntas básicas”, disse.</p>
<p>“Nós só nos conhecemos através da crítica dos outros. Então se nos livrarmos das ciências humanas, como muitas universidades estão fazendo, os cientistas naturais irão aumentar a ignorância sobre aquilo que estão fazendo”, afirmou.</p>
<p>Lamentou o fato de muitos humanistas não terem conhecimento sobre questões cruciais da biologia, como os avanços da biologia molecular e a evolução dos seres vivos, por exemplo. “Infelizmente, sem um conhecimento mínimo sobre a importância de tudo isso não dá para construir críticas a respeito. As ciências biológicas hoje dominam a ciência e, portanto, devemos entender esse campo se quisermos colocar seus cientistas no lugar onde deveriam estar”, disse.</p>
<p>“Precisamos das humanidades de volta ao barco ciência, mas não da forma como está acontecendo atualmente. Ela tem de ser mais comunicativa e mais crítica em relação às outras áreas”.</p>
<p>Professor e vice-presidente do Instituto de Psicologia Médica da Universidade Ludwig-Maximilians, Alemanha, Roenneberg diz que o termo interdisciplinaridade não tem sido usado adequadamente.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/atomium-de-bruxelas" alt="Atomium de Bruxelas" class="image-inline" title="Atomium de Bruxelas" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Atomium de Bruxelas. A estrutura é análoga à interdisciplinaridade praticada na ciência, diz cientista</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A palavra me faz lembrar o Atomium de Bruxelas, em que as esferas estão ligadas umas as outras, mas nada acontece. É como se estivéssemos de mãos dadas, mas sem sairmos do lugar. Gosto de pensar em interdisciplinaridade quando penso no que as bactérias fazem. Elas trocam informações e de fato se contagiam. Temos de mudar essa palavra se esperamos algo mais da interdisciplinaridade. Temos de pensar numa fusão de conhecimento”, disse.</p>
<p>Mas a fusão de saberes que o biólogo propõe não significaria o abandono dos campos disciplinares. “Não é possível todos serem puramente interdisciplinares, pois isso resultaria em ciência ruim. Acredito que todos devem ter suas especialidades, mas também saber compreender e interagir com outros campos”, afirma.</p>
<p>Roenneberg é discípulo do físico, biólogo e fisiologista Jürgen Walther Ludwig Aschoff (1913 – 1998), um dos fundadores da cronobiologia, que estuda o ritmo circadiano, também chamado de relógio biológico ou ciclo circadiano. Trata-se do período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos. Portanto, é um ciclo influenciado pelas variações de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.</p>
<p>O conferencista passou duas semanas no Brasil desenvolvendo atividades relacionadas a uma pesquisa sobre a qualidade do sono em quilombolas. Os estudos deverão abranger comunidades remotas em diversos estados brasileiros. O objetivo é aprofundar os achados sobre a influência do ambiente externo e da luz artificial na qualidade do sono.</p>
<p>Segundo o cientista, o homem moderno vive com pouca luz durante o dia ao ficar trancado nos escritórios e exposto a muitos estímulos à noite devido à luz artificial. Isso não só altera a qualidade do sono, como produz o que ele chama de “jet lag social”, ou, um desgaste físico e mental provocado pelo desacordo entre o relógio biológico e o relógio social. <span>Os distúrbios do sono são responsáveis por grande parte das doenças da modernidade. “As pessoas fumam mais, bebem mais café, sofrem mais de depressão, de ansiedade, de problemas metabólicos e diabetes”, disse.</span></p>
<p> </p>
<p><strong>Sobre ciência, gênero e cérebro</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/publico-till-roenneberg" alt="Público Till Roenneberg" class="image-inline" title="Público Till Roenneberg" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Público presente na conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade,</i> no IEA</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na conferência no IEA, Roenneberg retomou os temas que discutiu durante os workshops <i>In Search of Interdisciplinary Dialogue,</i> promovidos pelo Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, realizados no dia <strong>14 de março</strong>, em Tóquio, durante a <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">segunda fase</a> da Intercontinental Academia.</p>
<p>Lembrou que independentemente da “caixa de conhecimento” ou área de que tratarmos, todo o empreendimento acadêmico diz respeito aos seres humanos. De um lado temos o Holocausto, a bomba atômica, Fukushima, os eventos terroristas de 2011, e de outro, a penicilina, a abolição da escravidão, a igualdade de direitos, as células fotovoltaicas, a imunização, enfim, coisas boas e ruins. “Então todos os produtos de cada uma das disciplinas que conhecemos terá impacto sobre os seres humanos. Por isso, a ciência precisa estar sempre atenta para o rumo que está tomando e parece que ultimamente não temos dada a devida atenção a isto”, disse.</p>
<p>Entender os fenômenos produzidos pela ciência requer um tipo de pensamento “fora da caixinha”, disse.  “O que existe de central em tudo o que fazemos é o nosso cérebro. Ele é o microscópio, o princípio do nosso pensamento. O mundo é cheio de dados e tudo é processado no nosso cérebro conforme nossas experiências pessoais”.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Vídeo </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade?b_start:int=0" class="external-link">Fotos</a></span></p>
<p>Notícias:<br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link"></a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-till-roenneberg" class="external-link">Conferência da Intercontinental Academia trata da síndrome do jet lag social</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reflexão sobre os rumos da ciência leva a um questionamento sobre os atores que comandam a ciência. O entendimento do mundo é feito pelo cérebro e a ciência é dominada por cérebros masculinos, lembrou.</p>
<p>A questão de gênero e equidade é pertinente porque toda a ciência, de modo geral, tem sido feita por homens, disse. “E homens gostam de brinquedos grandes e caros. Talvez isso explique nossa tendência a investir em máquinas grandes e caras. Mas desta forma iremos produzir cada vez mais dados que ainda não somos capazes de analisar adequadamente. Portanto, deveríamos investir em cérebros jovens capazes de inventar algoritmos e estratégias matemáticas inteligentes que nos permita analisar redes de genes, redes de células do cérebro ou outros elementos interativos. O cérebro é o instrumento mais interativo que existe”, disse.</p>
<p>Roenneberg comparou o comportamento do brasileiro com a atitude de cientistas que insistem em se manter em sua zona de conforto. “Não entendo porque esse enorme país se recusa a falar inglês. Fui a um grande banco e tive dificuldades porque nem o gerente falava inglês. Muitos até sabem, mas são tímidos, não querem sair da zona de conforto porque isso gera angustia. As pessoas em geral e os cientistas precisam sair da zona de conforto e ter coragem de cometer erros”, disse.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-22T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-geografia-social-do-zika-virus-no-brasil">
    <title>A geografia social do Zika vírus no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-geografia-social-do-zika-virus-no-brasil</link>
    <description>Doenças causadas por mosquitos afetam desproporcionalmente a maioria desprivilegiada da população, mostra artigo de professor visitante do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jeffrey-lesser" alt="Jeffrey Lesser" class="image-inline" title="Jeffrey Lesser" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Jeffrey Lesser pesquisa saúde e história social nas metrópoles</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Considerado uma ameaça à saúde mundial, o Zika vírus pode ser mais um indicador das desigualdades que persistem no Brasil, já que seus impactos são maiores em áreas mais pobres. O tema é discutido no artigo <a href="http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/10714839.2016.1201268">The Social Geography of Zika in Brazil</a> (A geografia social do Zika vírus no Brasil), assinado pelo professor visitante do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser/perfil" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, da Emory University de Atlanta, Estados Unidos. Publicado no número 48 da revista norte-americana <a href="http://www.tandfonline.com/toc/rnac20/48/2">NACLA Report on the Americas</a>, o artigo tem co-autoria de Uriel Kitron, chefe do departamento de ciências ambientais da mesma universidade.</p>
<p>Em ano sabático pela Emory University, Lesser desenvolve no IEA a pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pessoas/projetos-lesser">Metrópoles, Migração e Mosquitos: Uma Historia de Saúde em São Paulo, Brasil</a>. No ano passado, lançou pela Editora Unesp o livro  "<a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539306121,a-invencao-da-brasilidade" target="_blank">A Invenção da Brasilidade</a>".</p>
<p>Abordagens da saúde pública no Brasil, as atitudes da população sobre as formas de conter o mosquito transmissor do Zika, as campanhas governamentais sobre o <i>Aedes aegypti</i> e as condições socioeconômicas das áreas que Lesser visitou para a pesquisa são alguns dos tópicos tratados no artigo. A análise combina métodos interdisciplinares do campo da história, antropologia e epidemiologia, conforme a proposta do projeto financiado em parte pela Emory University e em parte pelo IEA-USP.</p>
<p>Em março de 2016, quando São Paulo ainda sofria os impactos da seca mais crítica de sua história, Lesser visitou o distrito de Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, acompanhado por agentes de saúde encarregados de orientar a população e de dedetizar possíveis focos do mosquito transmissor. Naquele período, grande parte da cidade era abastecida pelos caminhões-pipa. O problema é que a água armazenada pelas famílias em geral acabava se transformando em focos de reprodução da larva do mosquito, já que as condições de acondicionamento do líquido em geral eram muito precárias.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mosquito-aedes-aegypti" alt="Mosquito Aedes Aegypti" class="image-inline" title="Mosquito Aedes Aegypti" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong><i>Aedes aegypti</i> não é o único vetor do Zika vírus, que causa a microcefalia em recém-nascidos</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Lesser, os moradores daquela comunidade, com rendimentos médios mensais de cerca de dois salários mínimos e meio, tinham poucos recursos para reparar as caixas d´água ou comprar equipamentos vedantes para os tanques de armazenamento. Numa região em que a maioria das construções civis fica semi-acabada e o acesso a serviços básicos como coleta de lixo e tratamento de esgoto é irregular ou inexistente, a população termina com um fardo desigual, muitas vezes maior do que pode suportar, mostra o artigo.</p>
<p>A mulher pobre e grávida, moradora de áreas onde há surto da febre causada pelo Zika, também é mais penalizada. Tanto em relação ao homem, quanto em relação à mulher que pode pagar assistência médica particular ou mesmo sair da área de risco enquanto estiver grávida. “Oficiais de saúde recomendam que mulheres em áreas de risco devem evitar a gravidez e evitar intercurso sexual, mas em geral ignoram o papel do homem nessa questão”, afirma o autor.</p>
<p>As campanhas governamentais, mostrando “mosquitos monstros” com presas e cara de mau, podem ser “resquícios” de materiais educacionais usados no século 19, analisa o autor. Esse tipo de imagem tem sido criticada por especialistas, diz Lesser, pois pode levar as pessoas a crerem que todo e qualquer tipo de mosquito pode ser um perigo iminente.</p>
<p>Além disso, a forma de conduzir as campanhas de contenção do mosquito assumem características amplamente paternalistas, como foram no passado. O uso de militares nas operações de saúde pública também traz desconfiança de uma parcela da população que está acostumada a lidar com a força policial especialmente em situações de confronto. Muitas pessoas acabam vendo os agentes de saúde como agentes sociais do estado incumbidos de controlar os indivíduos mais do que priorizar a saúde comunitária, mostra o autor.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-revolta-da-vacina-charge-de-leonidas" alt="A revolta da vacina - charge de Leonidas" class="image-inline" title="A revolta da vacina - charge de Leonidas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>"A revolta da Vacina", charge de Leonidas publicada na revista O Malho, em 1904</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tais abordagens das campanhas governamentais e das “brigadas” contra o mosquito lembram as práticas higienistas do século 19 e início do século 20, que levaram a episódios que culminaram de fato em confrontos, como a Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, no Rio de Janeiro, contra a vacinação obrigatória para varíola.</p>
<p><strong>Fatores cruciais para a transmissão</strong></p>
<p>A concentração de pessoas em áreas precárias, o planejamento de saúde pública feito por gestores sintonizados com políticas do século passado, e a distribuição irregular de água que torna os mais pobres dependentes de armazenamento em cisternas e caixas-d’água são três eixos cruciais do problema da transmissão do Zika evidenciados na pesquisa.</p>
<p>Esses fatores, conclui Lesser, mostram que a geografia da desigualdade no Brasil ainda persiste, tornando o pobre mais suscetível a um problema que não é novo, já que as epidemias causadas por mosquitos remontam ao tempo da descoberta da América.</p>
<p>No mesmo mês da publicação do artigo de Lesser, foi divulgada a descoberta de que o mosquito <i>Culex quinquefasciatus</i>, conhecido como muriçoca ou pernilongo doméstico, também pode transmitir o Zika vírus, causador da microcefalia e de malformações em bebês. A descoberta da bióloga Constância Ayres, da Fiocruz Pernambuco, tem o potencial de proporcionar um salto no conhecimento sobre o vírus e mudar radicalmente a estratégia brasileira de prevenção, uma vez que inexistem estratégias de controle do <i>Culex</i> no Brasil.</p>
<p>Ao contrário do <i>Aedes</i>, o pernilongo é mais ativo à noite, o que implicaria em campanhas de conscientização sobre o uso de repelentes e roupas compridas também nesse horário, especialmente por gestantes. Além disso, o pernilongo prefere colocar seus ovos em locais extremamente poluídos como esgotos, fossas e canaletas. Assim, as medidas de saneamento básico podem ser ainda mais urgentes para evitar a expansão de casos de Zika e microcefalia em bairros mais precários.</p>
<p>Ocupante da cátedra de Estudos Brasileiros na Emory, Lesser é autor de diversos livros lançados no Brasil, incluindo três premiados internacionalmente: "Uma Diáspora Descontente: Os Nipo-Brasileiros e os Significados da Militância Étnica, 1960-1980” (Paz e Terra, 2008), "<a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/8571393362,negociacao-da-identidade-nacional-a" target="_blank">A Negociação da Identidade Nacional: Imigrantes, Minorias e a Luta pela Etnicidade no Brasil</a>", (Editora Unesp, 2001) e "O Brasil e a Questão Judaica: Imigração, Diplomacia e Preconceito" (Imago Editora, 1995).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-27T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/abertas-inscricoes-para-programa-conjunto-dos-ieas-de-birmingham-e-cingapura">
    <title>Inscrições abertas para programa conjunto dos IEAs de Birmingham e Cingapura</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/abertas-inscricoes-para-programa-conjunto-dos-ieas-de-birmingham-e-cingapura</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/birmingham-e-nanyang-universidades" alt="Birmingham e Nanyang (Universidades)" class="image-inline" title="Birmingham e Nanyang (Universidades)" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Os participantes do programa passarão seis semanas na Universidade de Birmingham, Reino Unido (<i>à esq.</i>), e período igual na Universidade Tecnológica de Nanyang, Cingapura</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pesquisadores interessados em desenvolver projeto com acadêmicos da Universidade de Birmingham, Reino Unido, e da Universidade Tecnológica de Nanyang, Cingapura, têm <b>até o dia 16 de março </b>para se inscrever na seleção de programa coordenado pelos institutos de estudos avançados das duas universidades.</p>
<p>O programa destina-se a pesquisadores de destaque em início ou meio de carreira de instituições com relevância internacional. Os projetos de pesquisa devem se concentrar em áreas (novas ou já consolidadas) de fronteiras transdisciplinares que sejam oportunas e relevantes para prioridades nacionais e internacionais. Espera-se que os participantes estabeleçam colaborações significativas para pesquisa entre acadêmicos das duas universidades.</p>
<p>Ao longo do período do programa (um ano), os candidatos selecionados permanecerão seis semanas em Birmingham e seis semanas em Cingapura. Além de fornecer a infraestrutura de trabalho e facilitar a interação com os diversos setores das universidades, os institutos cobrirão os custos das viagens entre a cidade da instituição do pesquisador e Birmingham e Cingapura, acomodações e parte das despesas de pesquisa (até cerca de R$ 5 mil).</p>
<p>Os interessados deverão enviar currículo, projeto de pesquisa, um trabalho já publicado (como exemplo de sua produção escrita) e indicar nomes de duas pessoas para referências. Informações detalhadas sobre o programa e como se inscrever na seleção estão no <a class="external-link" href="https://www.birmingham.ac.uk/research/activity/ias/NTU-UoB/NTU-UoB-Fellowships.aspx" target="_blank">site do IEA de Birmingham</a>. Outras informações podem ser obtidas em contato por e-mail com Sue Gilligan (<a class="external-link" href="http://s.gilligan@bham.ac.uk/" target="_blank">s.gilligan@bham.ac.uk</a>)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cooperação Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-20T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/pesquisa-internacional-ieas">
    <title>Pesquisa internacional expõe o panorama global dos institutos de estudos avançados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/pesquisa-internacional-ieas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Britta-Padberg_perfil.jpg" alt="Britta Padberg - Perfil" class="image-right" title="Britta Padberg - Perfil" />Após visitar, nos últimos anos, mais de 30 institutos de estudos avançados na Ásia, América Latina, Europa, Austrália e Estados Unidos — entre eles, o IEA-USP —, a pesquisadora alemã <a href="https://www.iea.usp.br/en/persons/researchers/britta-padberg" class="external-link">Britta Padberg</a> publicou em maio o artigo “<a class="external-link" href="https://sociologica.unibo.it/article/view/9839/10968">The Global Diversity of Institutes for Advanced Study</a>” na revista italiana <a class="external-link" href="https://sociologica.unibo.it">Sociologica</a>. Os institutos pesquisados são <span>vinculados à rede global </span><a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias</a>, atualmente coordenada pelo IEA.</p>
<p>Gestora do Centro para Pesquisa Interdisciplinar (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld desde 2008, Padberg tem formação em história e em antropologia biológica. Seus principais interesses de pesquisa estão relacionados à interdisciplinaridade e ao desenvolvimento das universidades e da ciência.</p>
<p>Conversando com diretores e colaboradores sobre as estratégias, missões e valores dos institutos, ela reuniu aspectos relacionados ao funcionamento e autonomia em relação às universidades onde estão sediados, além da contribuição destes espaços para a pesquisa. “Os institutos de estudos avançados têm desempenhado um papel notável no desenvolvimento das universidades e das ciências”, diz no artigo. Padberg ainda aborda os desafios futuros destes centros de pesquisa.</p>
<p>Em relação à América Latina, a pesquisadora reforçou que os institutos têm uma “responsabilidade especial” com o desenvolvimento político e social de seus países, com a democracia, e na mediação entre a ciência e a sociedade. Ao destacar o IEA como o maior e mais antigo instituto da região, Padberg citou o intuito traçado em sua fundação, em 1986, de ser um espaço de liberdade acadêmica e intelectual. “Com o fim da ditadura militar em 1985, as universidades buscavam um novo começo e esforçaram-se em desenvolver as relações internacionais na academia”, escreveu.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-06-08T20:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conferencia-peter-weingart">
    <title>Interdisciplinaridade e a Nova Governança das Universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conferencia-peter-weingart</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>As universidades são organizadas com base em suas disciplinas, de modo que a administração central é geralmente apenas um setor burocrático com pouco poder de tomada de decisão. Isso tornou difícil o acolhimento da pesquisa interdisciplinar. No entanto, o cenário da ciência está mudando. Campos interdisciplinares estão emergindo em um ritmo crescente e as universidades vêm sendo chamadas a assumir uma política mais "empreendedora". Alguns exemplos podem ser tomados como modelos desse desenvolvimento e de seus obstáculos.</span></p>
<div></div>
<h3><span>Expositor</span></h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a></p>
<p>Evento com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web.<br /><span>Capacidade do auditório: 45 lugares</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Europa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internacionalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-07-01T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-alem-interdisciplinaridade">
    <title>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-alem-interdisciplinaridade</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar  as "verdadeiras" causas por trás das associações que fazemos. Embora  tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais,  estamos perdendo a nossa visão crítica sobre como fazemos isso. Não são  dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no  centro dos nossos esforços científicos. Há apenas uma coisa em comum em  toda descoberta científica: o cérebro humano, que é, basicamente, uma  máquina de contar histórias. Nesta palestra, Roenneberg irá reforçar a  necessidade da fusão de inúmeros e diferentes saberes para o progresso  da ciência.</p>
<h3><span class="external-link">Expositor:</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link"></a></h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link">Till Roenneberg</a></p>
<h3>Moderador:</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/architectures-knowledge">
    <title>Architectures of Knowledge: Interdisciplinary Research on Games, Virtuality and the Global Museum</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/architectures-knowledge</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Christian Stein, do Laboratório Interdisciplinar de Berlim, apresentará as pesquisas atuais sobre "Arquiteturas do Conhecimento", a principal área do <a class="external-link" href="https://www.interdisciplinary-laboratory.hu-berlin.de/en/bwg/"><i>Excellence Cluster Image Knowledge Gestaltung</i></a>. Como membro fundador do <i><a class="external-link" href="https://pt-br.facebook.com/gamelab.berlin/">gamelab.berlin</a></i>, mostrará projetos em andamento sobre 1. jogos como técnica cultural; 2. virtualidade; e 3. realidade virtual, além do uso de jogos e princípios do design de jogos em outros ambientes. <span>Como a ciência e a pesquisa precisam comunicar seus conhecimentos para um novo público, museus, exposições e laboratórios de ciência aberta estão se revelando<span> </span></span><i>playgrounds</i><span> promissores para experimentar novas formas de comunicação e traduções em novas mídias. </span>Ao abordar esses temas, Stein também citará a pesquisa em equipes altamente interdisciplinares e a própria interdisciplinaridade.</p>
<p><strong>Expositor</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christian-stein" class="external-link">Christian Stein</a> (Universidade Humboldt)</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/davi-noboru-nakano" class="external-link">Davi Nakano</a> (EP-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz" class="external-link">Gilson Schwartz</a> (ECA-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giselle-beiguelman" class="external-link">Giselle Beiguelman</a> (FAU-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-karman" class="external-link">Ricardo Karman</a> (Kompanhia do Centro da Terra)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-kazuo-mizutani" class="external-link">Wilson Mizutani</a> (IME-USP)</p>
<p><strong>Moderador</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a> (ECA e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-24T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-grandes-areas-I">
    <title>(Re)discussão Sobre as Grandes Áreas do Conhecimento</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-grandes-areas-I</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Nas universidades brasileiras, a divisão cristalizada do conhecimento em Ciências Exatas, Biológicas e Humanas tem levado não raramente a resultados acadêmicos menos fecundos que o desejado, prejudicando o planejamento e a realização das atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como tornando ineficiente em alguns casos os processos de contratação e avaliação dos docentes, incluindo-se a estrutura dos cursos.<strong> </strong>Por conta desta situação, este seminário levanta as questões:</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>•      Podemos dissociar por natureza as questões biológicas das questões ditas das ciências exatas? Existe alguma forma de biologia livre da química e da física? Qual o sentido das ciências exatas?<strong> </strong></p>
<p>•      Até que ponto é válida a concepção de uma grande área de humanidades, com artes e filosofia compreendidas entre os bens culturais? Qual o sentido das ciências humanas ou humanidades?<strong> </strong></p>
<p><span>Este seminário discute, portanto, as essências das Ciências da Natureza (considerando-se a física, a química e a biologia em suas relações indissociáveis, bem como demais grandes áreas, desde a engenharia até às ciências médicas, em seu evidente carácter teórico-empírico-matemático de pesquisa), dos Estudos Culturais (considerando-se a datação e o relativismo próprio dos estudos antropológico-sociológicos envolvendo as culturas humanas) e, por fim ainda, dos Conhecimentos Artísticos (com suas condições diferenciadas de poíesis, práxis e theoria).</span></p>
<p><span><strong>Coordenação</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-russomanno-ricciardi" class="external-link">Rubens Russomanno Ricciardi</a> (FFCLRP)</p>
<p><span><strong>Expositores</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adelaide-alario" class="external-link">Adelaide Alario</a> (UFABC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-da-silva-costa" class="external-link">Alexandre da Silva Costa</a><span> (UFF)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-luiz-giovanini-micheletti" class="external-link">André Luis Giovanini Micheletti</a><span> (FFCLRP)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/diego-antonio-falceta-goncalves" class="external-link">Diego Antonio Falceta Gonçalves</a><span> (EACH e FUVEST)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fritz-huguenin" class="external-link">Fritz Cavalcante Huguenin</a><span> (FFCLRP)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/icleia-thiesen" class="external-link">Icléia Thiesen</a><span> (UNI-RIO)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/ignacio-maria-poveda-velasco" class="external-link">Ignacio Maria Poveda Velasco</a> (FD e SG USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-afonso-montanha" class="external-link">Luiz Afonso "Montanha"</a><span> (ECA)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/oscar-joao-abdounur" class="external-link">Oscar João Abdounur </a><span>(IME)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-veiga" class="external-link">Paulo Veiga</a><span> (FFCLRP)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-bologna" class="external-link">Ricardo Bologna</a> (ECA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thomas-augusto-santoro-haddad" class="external-link">Thomás Augusto Santoro Haddad</a><span> (EACH)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tito-jose-bonagamba" class="external-link">Tito José Bonagamba</a> (IFSC)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epistemologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-08T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/encontro-de-pesquisadores-iea-2018">
    <title>Encontro de Pesquisadores IEA 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/encontro-de-pesquisadores-iea-2018</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Encontro anual dos pesquisadores do Instituto no qual coordenadores de grupos, pesquisadores visitantes, dos programas de Pós-Doutorado e Ano Sabático apresentam um relato das atividades desenvolvidas e os planos de trabalho futuros.</p>
<p><strong>Coordenação</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (diretor do IEA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (vice-diretor do IEA)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-18T19:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-das-grandes-areas-II">
    <title>(Re)discussão Sobre as Grandes Áreas do Conhecimento (segundo encontro)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-das-grandes-areas-II</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O seminário <i>(Re)discussão sobre as grandes áreas do conhecimento </i>apresenta, em sua segunda rodada, a discussão sobre os atributos profissionais.</p>
<p><span>Trata-se do diálogo entre ensino e pesquisa e as práticas profissionais. </span><span>Discute-se, portanto, a valorização, nas mais diversas áre</span><span class="m_-6571623436107451138gmail-m_-5000708474760918842m_7131612727422374221gmail-m_-3579701319474905803m_2159651162592792261gmail-text_exposed_show">as do conhecimento (medicina, odontologia, música, teatro, educação física etc.), das qualidades profissionais, da performance e das capacidades psicomotoras (práticas corporais além das intelectuais, ou em latim, <i>mente manuque</i>).</span></p>
<p><span class="m_-6571623436107451138gmail-m_-5000708474760918842m_7131612727422374221gmail-m_-3579701319474905803m_2159651162592792261gmail-text_exposed_show"> Resgatam-se, dessa forma, os ideais de Newton Sucupira, salientando-se a relevância da pós-graduação profissional, bem como dos saberes práticos que são essenciais para o desenvolvimento não só das artes, mas também das ciências.</span></p>
<div class="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110gmail-" id="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110gmail-parent-fieldname-text-d51f7e9994544840a7d544f732e28196">
<p><strong>Coordenação</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-russomanno-ricciardi" class="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110external-link" target="_blank">Rubens Russomanno Ricciardi</a><span> (FFCLRP)</span></p>
<p><span><strong>Comunicações</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aloysio-fagerlande" class="external-link">Aloysio Fagerlande</a> (UFRJ) - Música</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/euclydes-fontegno-marques" class="external-link">Euclydes Fontegno Marques</a> (FM) - Medicina (Cirurgia)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a> (UFRJ, UFABC e IEA) - Engenharia</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-roberto-navega-lodi" class="external-link">Wilson Roberto Navega Lodi</a><span> (FMRP) - Bioquímica</span></p>
<p><strong>Participantes:</strong> <span>Adelaide Alario (UFABC); </span><span>Ana Zimmermann (EEFE); Antonio Araújo (ECA); </span><span>Diego Antonio Falceta Gonçalves (EACH e FUVEST); </span><span>Eliseu Martins (FEA); </span><span>Fernando Crespo Corvisier (FFCLRP); </span><span>Gustavo Silveira Costa (FFCLRP); </span><span>Lucas Eduardo da Silva Galon (FFCLRP); Luiz Afonso "Montanha" (ECA); </span><span>Marcelo Denny de Toledo Leite (ECA); </span><span>Paulo Eduardo de Barros Veiga (FFCLRP) e Ricardo de Figueiredo Bologna (ECA).</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epistemologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-15T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-das-grandes-areas-III">
    <title>(Re)discussão Sobre as Grandes Áreas do Conhecimento (terceiro encontro)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-das-grandes-areas-III</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>No dia 4 de outubro de 2018, quinta-feira, às 14h, no IEA-USP (Auditório Alfredo Bosi), teremos a terceira e última rodada do Seminário sobre <strong>As grandes áreas do conhecimento</strong>, sob coordenação do Prof. Dr. Rubens Russomanno Ricciardi, maestro (FFCLRP-USP).<span> </span></p>
<p>O Seminário está discutindo as teses do <i>Manifesto de Leiden, </i>bem como critérios diferenciados de cientometria para as diversas áreas, incluindo-se a polêmica dos rankings das universidades. Propõe-se um debate conceitual sobre os meios de indexação nas diferentes formas de pesquisa: a pesquisa empírico-matemático-teórica no caso das ciências da natureza, a pesquisa cultural nas humanidades e ainda a pesquisa empírico-prático-poética nas artes. Por fim, outro tema em discussão é a valorização dos saberes profissionais e poético-práticos (habilidades psico-motoras, ou <i>mente manuque</i>), para além dos conhecimentos teóricos.</p>
<p><span><strong>Coordenação:</strong></span></p>
<div class="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110gmail-" id="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110gmail-parent-fieldname-text-d51f7e9994544840a7d544f732e28196">
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-russomanno-ricciardi" class="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110external-link" target="_blank">Rubens Russomanno Ricciardi</a><span> (FFCLRP)</span></p>
<p><span><strong>Comunicações:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-monteiro" class="external-link">Eduardo Monteiro</a> (ECA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliseu-martins" class="external-link">Eliseu Martins</a> (FEA e FEARP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jorge-de-almeida" class="external-link">Jorge de Almeida</a> (FFLCH)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-papoti" class="external-link">Marcelo Papoti</a> (EEFERP)</p>
<p><span>Participam ainda desta terceira rodada do Seminário, os professores doutores Tito José Bonagamba (IFSC-USP), </span><span>Anna Zimmermann (EEFE-USP), Oscar João Abdounur (IME-USP) e Hugo Tourinho (EEFERP-USP).</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epistemologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-15T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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