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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 61 to 75.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/biodiversidade-florestas-e-paisagem-em-debate-no-dia-26-de-junho">
    <title>Biodiversidade e paisagem em debate no dia 26 de junho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/biodiversidade-florestas-e-paisagem-em-debate-no-dia-26-de-junho</link>
    <description>Compromissos internacionais do Brasil e política públicas serão temas abordados

</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/corredores-ecologicos" alt="Corredores Ecológicos1" class="image-inline" title="Corredores Ecológicos1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Baleia Jubarte no primeiro c<span>orredor ecológico do Parque Nacional Marinho de Abrolhos (BA)</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Alguns dos maiores especialistas em ecologia e paisagem, pesquisadores e representantes governamentais estarão presentes no <i>II Seminário Corredores Ecológicos e Conectividade da Paisagem</i>, que acontece no dia <strong>26 de junho</strong>, das <strong>8h às 17h</strong>, na antiga sala do Conselho Universitário da USP. Com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online, o encontro é gratuito e requer <a href="https://goo.gl/WYj793" target="_blank"><strong>inscrição prévia</strong></a>.</p>
<p>A Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (SBio-MMA), que organiza o encontro em parceria com o IEA, trará seu representante na palestra de abertura. Veja a <a class="anchor-link" href="#Programação">programação completa</a>. O secretário <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/de-volta-ao-ministerio-do-meio-ambiente" class="external-link">José Pedro Costa</a> abordará o tema “A Conservação da Sociobiodiversidade e as Políticas Públicas Setoriais”. Arquiteto e urbanista, Costa é membro fundador do Conselho do WWF-Brasil e da Fundação SOS Mata Atlântica, além de <span>vice-coordenador do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/amazonia-em-transformacao-historia-e-perspectivas" class="external-link">Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação</a> do IEA.</p>
<p>O encontro tem o objetivo de chamar a comunidade científica para aprofundar a discussão e implementação de ideias em curso no Governo Federal a respeito da conectividade de fragmentos e corredores ecológicos.</p>
<p>Os palestrantes abordarão não só a questão da conectividade de ecossistemas terrestres e marinhos, como também os temas correlacionados, incluindo clima, água, florestas, sociedade e cultura.</p>
<p>“O debate busca contribuir com propostas para políticas públicas e oportunidades de pesquisa sobre o tema, além de fazer uma reflexão sobre o papel da academia na difusão científica e no desenvolvimento socioeconômico da América Latina e do Brasil”, segundo o secretário.</p>
<p>O encontro dá continuidade à série de debates iniciada em 2016, quando o IEA lançou uma plataforma de diálogo sobre o tema, durante o <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/corredores-de-biodiversidade-e-desenvolvimento-sustentavel-da-america-latina" class="external-link">Seminário Corredores Ecológicos na América Latina </a>. Desde então, o MMA vem discutindo e preparando as bases para o lançamento do Programa Conectividade da Paisagem – Corredores Ecológicos.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagem: Silvio Serrano/ Reprodução Wikipedia</span></p>
<p> </p>
<h3><a name="Programação"></a>Programação</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="122">
<p>8h00</p>
</td>
<td colspan="3" width="469">
<p><strong>Credenciamento</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>8h30</p>
</td>
<td>
<p><strong>José Pedro Costa</strong><br /> (Secretário de Biodiversidade/MMA)</p>
</td>
<td colspan="2" width="289">
<p>A Conservação da  Sociobiodiversidade e as Políticas  Públicas   Setoriais</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>9h00</p>
</td>
<td><strong>Paulo Saldiva</strong><br /> (IEA)</td>
<td colspan="2" width="289">
<p>O Papel da Academia na definição de Políticas Governamentais</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>9h20</p>
</td>
<td><strong>Bráulio Dias</strong><br />(UnB)</td>
<td colspan="2" width="289">
<p>Importância da Conectividade para os Compromissos Internacionais   do Brasil</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>9h40</p>
</td>
<td><strong>Marcelo Cruz</strong><br />Secretário Executivo de Meio Ambiente</td>
<td colspan="2" width="289">
<p>O Ministério e Meio Ambiente e o Programa Conectividade de   Paisagens</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>10h</p>
</td>
<td colspan="3" width="469">
<p><strong>Dr Fábio Feldman </strong></p>
<p><strong> </strong>Consultor</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>10h10</p>
</td>
<td colspan="3" width="469">
<p><strong>Intervalo</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>10h30</p>
</td>
<td colspan="3" width="469">
<p><strong>Mesa Redonda – Ecossistemas Terrestres e   Aquáticos</strong></p>
<p>Coordenação: Moara Giasson (MMA)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p> </p>
</td>
<td colspan="2" width="198">
<p><strong>Dr. Braulio Dias</strong></p>
<p>(UNB)</p>
</td>
<td width="270">
<p>Corredores Ecológicos como Estratégia para a Conectividade da   Paisagem</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>10h50</p>
</td>
<td colspan="2" width="198">
<p><strong>Fábio Scarano</strong></p>
<p>(FBDS)</p>
</td>
<td width="270">
<p>De corredores ecológicos à conectividade para o desenvolvimento sustentável</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>11h10</p>
</td>
<td colspan="2" width="198">
<p><strong>Carlos Alfredo Joly</strong></p>
<p>(UNICAMP)</p>
</td>
<td width="270">
<p>A Conectividade da Paisagem no  Estado de São Paulo</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><span>11h30</span></td>
<td colspan="2">
<p><span><strong>Pedro A. Correia</strong></span></p>
</td>
<td><span>A Agricultura, Conectividade na  Propriedade Rural</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span>12h00</span></td>
<td colspan="2">
<p><span><strong>José Pedro Costa</strong></span></p>
<p>(Sbio/MMA)</p>
</td>
<td><span>Programa Conectividade de Paisagens MMA</span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>12h30</p>
</td>
<td colspan="2" style="text-align: left; "><strong>Perguntas e Comentários<br /></strong></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; "><strong>Tarde</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="122">
<p style="text-align: left; ">14h00</p>
</td>
<td colspan="2" width="469">
<p style="text-align: center; "><strong>Mesa Redonda:</strong> <strong>Conectividade e Sociedade</strong></p>
<p style="text-align: center; ">Coordenação: Warwick Manfrinato (MMA)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p> </p>
</td>
<td width="198">
<p> </p>
</td>
<td width="270"></td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p> </p>
</td>
<td width="198">
<p><span><strong>Cel. Ângelo Rabelo</strong></span></p>
<p> </p>
</td>
<td width="270">
<p>O Pantanal, regiões alagadas e a experiência com mecanismos   locais de mobilização.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>14h30</p>
</td>
<td width="198">
<p><strong>Paulo H. Pereira</strong><br />Secretaria Municipal de Extrema (MG)</p>
</td>
<td width="270">
<p><span>Conservador da Mantiqueira e os 250 municípios participantes</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>15h00</p>
</td>
<td width="198">
<p><strong>Moara Giasson</strong><br /> (MMA)</p>
</td>
<td width="270">
<p>O SNUC e seus instrumentos promotores da conectividade</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="122">
<p>15h30</p>
</td>
<td width="198">
<p> </p>
<p><span>Instituto Socioambiental (ISA)</span></p>
</td>
<td width="270">
<p>Povos Tradicionais e alianças em constituir conectividade territorial</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>16h00</td>
<td>
<p><strong>Clayton Lino</strong><br /><span>Fundação Florestal/SMA-SP/<br />e Rede Brasileira de Reservas da Biosfera<br /></span></p>
</td>
<td>Instrumentos de Gestão Internacionais<br />UNESCO e MAB</td>
</tr>
<tr>
<td>16h30</td>
<td style="text-align: center; ">
<p style="text-align: left; "><strong>Perguntas e comentários</strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Encerramento</strong></p>
</td>
<td style="text-align: center; "><strong> </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center; "> </p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<hr />
<p><strong><i>II Seminário Corredores Ecológicos e Conectividade da Paisagem<br /> </i></strong><i>26 de junho - 8h às 17h<br /> Antiga sala do Conselho Universitário, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /> Evento gratuito, aberto ao público e com inscrição prévia via </i><a href="https://goo.gl/WYj793" target="_blank"><strong>formulário online</strong></a><br /> <i>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /> Mais informações: Sandra Sedini (<a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/corredores-ecologicos-II" class="external-link"> Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-08T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reservas-de-biosfera">
    <title>Projeto realiza seminário sobre reservas de biosfera urbana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reservas-de-biosfera</link>
    <description>"Redes Experimentais para Sustentabilidade: Reservas de Biosfera Urbana como Mecanismos de Transição" é o tema do seminário que grupo de pesquisa do IEA e o Departamento de Geografia da Universidade de Insbruck, Áustria, realizam de 14 a 19 de fevereiro, no Auditório do Instituto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/serra-da-cantareira" alt="Serra da Cantareira" class="image-inline" title="Serra da Cantareira" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Serra da Cantareira, parte da reserva de biosfera da Região Metropolitana de São Paulo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As experiências de pesquisa e gestão das reservas de biosfera urbana serão discutidas no seminário <i>Redes Experimentais para Sustentabilidade: Reservas de Biosfera Urbana como Mecanismos de Transição</i>, de <strong>14 a 19 de fevereiro</strong>, no Auditório IEA. Apenas a programação dos dias 15 e 19 será aberta ao público, que deverá efetuar <a class="external-link" href="https://goo.gl/qoFXgk" target="_blank">inscrição prévia</a>. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela Internet das atividades desses dois dias.</p>
<p>O evento tem como referência o projeto de pesquisa Redes Experimentais para Sustentabilidade (Enesus, na sigla em inglês), desenvolvido pelos organizados do seminário: o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/territorialidade" class="external-link">Grupo de Pesquisa de Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade</a> do IEA e o <a class="external-link" href="https://www.uibk.ac.at/geographie/">Departamento de Geografia da Universidade de Insbruck</a>, Áustria. Os expositores e debatedores são pesquisadores da USP e da universidade austríaca, gestores da Prefeitura de São Paulo e representantes da sociedade civil  [<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/experimental-networks#programacao" class="external-link">veja a programação</a>].</p>
<p>O projeto é dedicado à analise das estruturas, processos e formas de negociação na definição das reservas de biosfera. Ao mesmo tempo, busca identificar os diversos atores e a articulação entre seus interesses e formas de interação, procurando compreender as relações de poder entre eles.</p>
<p>Um objetivo complementar da pesquisa é identificar e debater iniciativas socioambientais e inovações ligadas à reservas de biosfera. "O debate com pessoas-chave sobre a situação atual das reservas de biosfera, dos projetos em andamento e dos problemas estes encontram para sua realização servirá para indicar as perspectivas futuras e as atividades a desenvolver", afirmam os coordenadores do projeto e do seminário.</p>
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><strong><i>Redes Experimentais para Sustentabilidade: Reservas de Biosfera Urbana como Mecanismos de Transição<br /></i></strong><i>14 a 19 de fevereiro (<strong>aberto ao público inscrito apenas nos dias 15 e 19, das 9 às 18h</strong>)<br /></i><i>Auditório IEA (antiga Sala do Conselho Universitário), Rua do Anfiteatro, 513, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito - <a class="external-link" href="https://goo.gl/qoFXgk" target="_blank">Inscrição prévia</a> para participação presencial - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet</i><i><br /></i><i>Mais informações: Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1686<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/experimental-networks" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p class="documentFirstHeading" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="external-link" href="http://www.flickr.com/photos/kassapian">Samuel Kassápian</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-08T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sistema-terra">
    <title>Sistema Terra: uma forma integrada de estudar as mudanças ambientais e suas consequências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sistema-terra</link>
    <description>No evento "Conversa sobe o Sistema Terra", no dia 10 de abril, Carlos Nobre, do Inpe, respondeu a questões que lhe foram apresentadas por José Eli da Veiga, do IEE-USP, e pelo público (presente e online).</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-nobre-e-jose-eli-de-veiga-10-4-2018" alt="Carlos Nobre e José Eli de Veiga - 10/4/2018" class="image-inline" title="Carlos Nobre e José Eli de Veiga - 10/4/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Carlos Nobre (<i>à esq.</i>) respondeu a perguntas de José Eli da Veiga e do público</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>"Os diagnósticos estão feitos. É nos prognósticos que podemos avançar, sobretudo em relação aos grandes riscos". A afirmação taxativa é do cientista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-afonso-nobre" class="external-link">Carlos Nobre</a>, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao falar sobre a prioridade a ser dada nos estudos a respeito das transformações ambientais globais. Ele foi o expositor/entrevistado no evento <i>Conversa sobre o Sistema Terra</i>, realizado no IEA no dia 10 de abril.</p>
<p>Nobre disse que uma das áreas de pesquisa mais importantes atualmente é a da previsão de possíveis pontos de ruptura, a partir dos quais não haveria mais volta. Entre eles, mencionou o aquecimento das águas do Oceano Ártico a um nível que liberaria a imensa quantidade de metano preso no seu fundo, o derretimento completo da geleira da Groenlândia ou ainda, do ponto de vista social, uma migração incontrolável de centenas de milhões de pessoas em função de uma aguda crise ambiental.</p>
<p>Todavia, de acordo com especialistas como Nobre, já não é concebível que os estudos se deem de forma isolada, considerando separadamente aspectos climáticos, biodiversidade e impactos sociais. Por isso a abordagem atual vez todos esses fatores inter-relacionados no que que os pesquisadores chama de Sistema Terra.</p>
<p>O organizador do encontro, o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a>, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, destacou que Nobre é um dos principais especialistas mundiais em transformações ambientais globais, ex-diretor do IGBP (Programa Internacional Geosfera-Biosfera) e pesquisador empenhado nessa concepção integradora, tendo criado no Inpe um curso de pós-gradução em ciências do Sistema Terrestre.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Conversa sobre<br />o Sistema Terra</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/carlos-nobre-tratara-dos-avancos-na-pesquisa-sobre-o-sistema-terra" class="external-link">Carlos Nobre trata dos avanços na pesquisa sobre o Sistema Terra</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/conversa-sobre-o-sistema-terra" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/conversa-sobre-o-sistema-terra-10-de-abril-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<i>Leia mais notícias sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-recursos-naturais" class="external-link">recursos naturais</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-biodiversidade" class="external-link">biodiversidade</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-clima" class="external-link">clima</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-meio-ambiente" class="external-link">meio ambiente</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Na época em que ele estava terminando o doutorado no MIT [Massachusetts Institute of Tecnology, EUA], no início dos anos 80, as esferas geológica e biológica ainda eram tratadas separadamente no IGBP, mas a ideia de Sistema Terra já germinava no programa.” Quando Nobre dirigiu o o Comitê Científico do programa, de 2005 a 2011, a questão adquiriu mais força, afirmou Veiga.</p>
<p>Atualmente, o conceito de Sistema Terra é muito familiar entre pesquisadores de geociências e astronomia, “mas nas áreas de biologia e humanidades ninguém sabe o que é”, disse Veiga. Por isso o evento foi organizado, para colaborar com a aproximação de outras áreas à temática. “É um imenso desafio incluir a 'humanosfera' no sistema.”</p>
<p>Segundo Nobre, um dos resultados diretos da nova abordagem foi o estabelecimento dos <a class="external-link" href="http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/desenvolvimento-sustentavel-e-meio-ambiente/134-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods">17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</a> pela ONU em setembro de 2015. “Muito do direcionamento para aonde tudo caminha tem a ver com as respostas que daremos às questões do desenvolvimento sustentável", disse o pesquisador. Para ele as palavras "sustentável" e "felicidade" passarão a ser indissociáveis nas próximas décadas.</p>
<p><strong>O alerta do El Niño</strong></p>
<p>Historiando o processo que levou à concepção do Sistema Terra, ele disse que um primeiro aspecto de alerta importante foi quando os cientistas começaram a compreender o El Niño, “primeiro fenômeno de escala planetária”, no final dos anos 70. "O El Niño de 82/83 determinou o grande interesse mundial surgido na época sobre como os oceanos e a atmosfera estão intimamente acoplados."</p>
<p>Em 85, surgiu um programa mundial de pesquisa climática a partir das preocupações da Organização Meteorológica (OMM), da Unesco (no que se refere à hidrologia) e do Conselho Internacional para a Ciência (Icsu, na sigla em inglês), comentou Nobre. “A preocupação nos anos 80 era com a modificação da composição da atmosfera.” Em 1987 acontecerem mais duas coisas importantes: o relatório "Nosso Futuro Comum, elaborado pela Comissão Brundtland, da ONU, “talvez o documento mais importante do final do século 20, e que deu origem a todos os movimentos por sustentabilidade posteriores"; e a criação do IGBP ("como não havia nele a dimensão da biodiversidade, foi criado o Programa Diversitas em 1991").</p>
<p>O IBGP e o Diversitas, mais o WCRP (Programa Mundial para a Pesquisa sobre o Clima) e o IHDP (International Human Dimensions Program) funcionaram isoladamente até o início dos anos 2000, "quando se percebeu que não falavam de coisas diferentes e não fazia muito sentido mantê-las independentes; foi assim que surgiu em 2009 a ideia de criar um programa integrativo: o <a class="external-link" href="http://www.futureearth.org/">Future Earth</a> [Futuro da Terra], que englobou o IGBP, o Diversitas e o IHDP".</p>
<p>De acordo com Nobre, o Futuro da Terra não incluiu o WCRP, pois a Assembleia Geral da ONU não aprovou sua extinção, dados os impactos das mudanças climáticas em diversos aspectos da vida dos países mais afetados. “É uma pena, era melhor que tivesse surgido um grande programa integrativo de todas as áreas. Mas estamos esperançosos que isso seja atingido a partir da posse, em setembro, do novo cientista-chefe da Organização Meteorológica Mundial, o professor Pavel Kabat, um grande amigo do Brasil.”</p>
<p><strong>Antropoceno</strong></p>
<p>Nobre também comentou a definição da atualidade como um novo período geológico, o Antropoceno. Em sua opinião, não há a menor dúvida de que a ação humana se tornou uma força com magnitude igual à das forças telúricas, geradoras de mudanças fundamentais no planeta, as quais delimitam os períodos geológicos.</p>
<p>Afirmou que não é a primeira vez que a ação de uma espécie define um novo quadro planetário: "Isso aconteceu na época em que a vida se concentrava nas cianobactérias, surgidas há 3,6 bilhões de anos. Com capacidade de realizar fotossíntese, elas retiraram gás carbônico da atmosfera e o transferiram para o oceano.  “Isso foi fundamental para que houvesse mais oxigênio disponível - uma vez que o gás carbônico respondia por 80% da atmosfera até então -, surgisse um clima mais propenso à vida, com temperatura mais baixa, água líquida e atmosfera propícia.”</p>
<p>Mas não é apenas a ação de uma espécie que caracteriza o Antropoceno, segundo ele. "A velocidade do processo é um elemento novo. Enquanto as cianobactérias levaram 1,6 bilhão de anos para promover as mudanças, as ações humanas em alguns séculos transformaram o clima de forma radical. Não há exemplos recentes de uma transformação tão rápida. Houve transformações localizadas rápidas, mas nada parecido ao que está acontecendo em escala mundial."</p>
<p>Sobre a criação do Futuro da Terra, ele disse que a motivação foi relativamente "mundana, pequena". Os quatro programas continuavam a existir e buscavam recursos nas mesmas fontes. "As agências de financiamento dos Estados Unidos, Reino Unido e alguns outros países resolveram que não financiariam quatro programas diferentes fazendo a mesma coisa."</p>
<p>Ele respondeu a pergunta de Veiga sobre por que o Sistema Terra não foi incluído no Futuro da Terra. Disse que os envolvidos na formulação do novo programa consideraram ser difícil transmitir para a sociedade que o sistema não era voltado especificamente às geociências. “Quando se fala de Sistema Terra, as pessoas remetem diretamente às geociências, inclusive por que o nome delas em inglês é earth sciences.”</p>
<p>"Quando falamos de Sistema Terra, dizemos que é um sistema complexo no qual inserimos o ser humano como mais uma das espécies interagindo. Essa ideia ficou um pouco confusa para ser transmitida a todos e a discussão não avançou muito."</p>
<p>Um exemplo disso deu-se quando da criação do curso de pós-graduação em ciência do Sistema Terrestre: "Os alunos chegavam confusos, não entendiam claramente, pois pensavam em ciências ambientais, biogeofísica e biogeoquímica. Internamente, no Inpe, foi difícil criar um curso interdisciplinar assim. Pela primeira vez foram contratados um sociólogo e dois antropólogos".</p>
<p>Quanto à validade atual das <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/global-change-newsletter-no-50-de-junho-de-2002-p-9-box-1" class="external-link">questões</a> elaboradas em 2002 pelo <a class="external-link" href="http://gaim.unh.edu/">Gaim</a> (Análise, Integração e Modelagem Globais), um grupo de trabalho do IGDPS, motivo de pergunta de Veiga, Nobre disse que algumas questões já não se colocam mais da maneira que foram colocadas na época, "mas o espírito delas permanece". Outras questões são "mais normativas e filosóficas e continuam válidas".</p>
<p>Nobre fazia parte do Gaim na época da formulação das questões. Afirmou que a ideia era criar diversos programas de pesquisa com raízes muito fortes na biogeofísica e na biogeoquímica. "Havia gente de várias disciplinas, mas pouca gente de ciências sociais."</p>
<p><strong>Pontos de ruptura</strong></p>
<p>“O Gaim foi o primeiro grupo a dizer que podem ocorrer pontos de ruptura irreversíveis do Sistema Terra", segundo ele. Se o estado crítico da interação entre atmosfera e oceano se romper, não haverá volta, afirmou.  disse. “A Terra só passa por períodos glaciais por que existe o congelamento do Oceano Ártico. Se isso acabar, não haverá mais glaciação"</p>
<p>Ainda em relação ao Oceano Ártico, disse que se houver um aquecimento que libere todo o metano presente no seu fundo, isso ocorrerá em poucas décadas, com o efeito de duplicar ou quadruplicar o efeito estufa. No entanto, ninguém é capaz de dizer quando haverá esse risco, explicou. “Sabe-se que um aquecimento de 2º fará a geleira da Groenlândia derreter, mas ninguém sabe se em alguns séculos ou em mais de mil anos."</p>
<p>Pedro Leite Dias, diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, manifestou a preocupação sobre o processo de tomada de decisões com impacto na evolução do planeta, principalmente quando a percepção do clima não corresponde ao que se sabe que vai acontecer no futuro.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, professor visitante do IEA, também quis saber a opinião de Nobre sobre a dificuldade de convencer os tomadores de decisão sobre a urgência na adoção das medidas necessárias. “A velocidade dos fenômenos está acelerando e vão acabar gerando uma onda de choque. No entanto, quando percebemos que que estamos no limite de algo, ele já é iminente.”</p>
<p>Para Nobre, a percepção de risco não tem uma definição científica, “é um valor que atribuímos a alguma coisa que não queremos perder”. Ele fez um paralelo entre a percepção de risco em relação à saúde e a mudanças climáticas. “Quando há risco para a saúde humana, a percepção de risco é alta, com prevalência do princípio de precaução. No caso do clima, a sociedade não consegue enxergar os riscos da mesma forma.”</p>
<p>No entanto, Nobre considera que de 2007 para cá, a percepção de riscos em função das mudanças climáticas aumentou. Uma explicação para isso, "talvez simplista", é o aumento do número de eventos naturais extremos, como os quatro furacões de categorias 4 e 5 na última temporada no Caribe, devido ao aumento da temperatura do oceano.</p>
<p>Ele ponderou que os pesquisadores não previram que o gelo do Ártico passasse a derreter de forma tão rápida, nem o aumento no número de furacões. “Pensávamos que essas coisas aconteceriam bem mais para a frente.”</p>
<p>Em relação à tomada de decisão, Nobre destacou o ocorrido na Cúpula de Paris em 2015. Para ele, foi algo histórico, pois não havia a expectativa de que o limite de aumento de temperatura fosse estabelecido em 1,5º C. "Houve pressão diplomática, pois com 2º C de aumento, muitos países-ilhas desapareceriam e, além disso, com 1,5º C, a geleira da Groenlândia seria mantida.  O que se passou foi que houve uma jogada inteligente da diplomacia francesa, com os presidentes, primeiros-ministros e reis chegando para o encontro no primeiro dia e já definindo o que seria adotado."</p>
<p><strong>Riscos sociais</strong></p>
<p>Solicitado por um pesquisador que assistia o evento pela internet a dar um exemplo de ponto de ruptura na área social, Nobre comentou que isso poderia acontecer em relação a refugiados ambientais. "Uma crise ambiental poderia levar centenas de milhões de pessoas a querem migrar para outra região, o que só poderia ser barrado por um genocídio. É um assunto muito sério e há muita gente estudando essa possibilidade.”</p>
<p>Ele comentou que a interação com as ciências humanas aumentou muito, mas vê dificuldades para a geração de representações sobre alguns elementos dos sistemas sociais, como a democracia e a religião: "São elementos centrais muito importantes e cujas interações são difíceis de entender.  Temos dificuldades em compreender fatores como o sistema de decisão numa sociedade e a influência de líderes religiosos sobre elas, por exemplo."</p>
<p>Em complemento às observações de Nobre e finalizando o encontro, Veiga disse que é um grande desafio relacionar quatro processos muito diversos: a vida, analisada a partir da teoria darwiniana; a parte não orgânica do planeta; a natureza humana; e o processo civilizatório. "Ainda estamos longe da transdisciplinaridade necessária para dar conta disso."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-dos-oceanos-em-debate">
    <title>Degradação e conservação dos oceanos em debate</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-dos-oceanos-em-debate</link>
    <description>Para discutir sua degradação e perspectivas de conservação — e em comemoração ao Dia Mundial dos Oceanos — o IEA, o Instituto Oceanográfico (IO) da USP e a Scientific American Brasil realizarão a conferência O Futuro dos Oceanos: XII Seminário de Manejo Integrado, no dia 8 de junho, às 8h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/oceano" alt="Oceano" class="image-inline" title="Oceano" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A relevância antropológica, econômica e ecológica dos oceanos leva estudiosos e profissionais da área a aprofundarem constantemente seus esforços para conservá-los. Para discutir sua degradação e perspectivas de conservação — e em comemoração ao Dia Mundial dos Oceanos — o IEA, o <a class="external-link" href="http://www.io.usp.br/">Instituto Oceanográfico</a> (IO) da USP e a revista "<a class="external-link" href="http://www2.uol.com.br/sciam/">Scientific American Brasil</a>" realizarão a conferência <i>O Futuro dos Oceanos: XII Seminário de Manejo Integrado</i>, no <strong>dia 8 de junho, às 8h</strong>. O evento é gratuito e tem transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web. Para acompanhar presencialmente é necessário fazer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSef6qcz4gC2BsPzwDKylzgN0VmDSMkBsozeuiTFzJZVg3TqAw/viewform">inscrição prévia</a>.</p>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">Participarão do encontro pesquisadores, acadêmicos, jornalistas, membros de ONGs e do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Os pesquisadores destacam a importância inestimável do mar para todo tipo de vida terrestre, sendo ele o maior ecossistema do planeta. São os oceanos que regulam a circulação atmosférica, distribuem a umidade e controlam as temperaturas do planeta. São eles também que produzem a maior parte do oxigênio da Terra, além de sequestrar carbono e metano da atmosfera. O mar oferece alimento, lazer e trabalho a bilhões de pessoas.</div>
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<div>Os Seminários de Manejo Integrado foram idealizados em 2006 e, segundo os organizadores do encontro, funcionavam como “um instrumento adicional para a formação de recursos humanos em gestão e governança costeira e oceânica, discutindo temas atuais e estimulando o contato com profissionais atuantes na área”. A iniciativa fazia parte originalmente da disciplina “Manejo Integrado de Ecossistemas Costeiros e Oceânicos” do IO-USP, mas foi desvinculada para ampliar seu alcance.</div>
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<div>Quatro pontos principais serão abordados no encontro: <strong>1)</strong> oceanos e mudanças climáticas; <strong>2)</strong> preservação da vida e biodiversidade marinha; <strong>3)</strong> soluções para um mar sem lixo; <strong>4)</strong> estratégias de conservação marinha, com destaque para as áreas marinhas protegidas. Os organizadores acreditam que o seminário pode ser visto como “uma estratégia de aproximação entre os alunos do curso de oceanografia e as mais variadas formas de atuação profissional”.</div>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Pixnio</span></div>
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<h3><strong><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/sciam-programacao-2018/" class="external-link">CONFIRA AQUI A PROGRAMAÇÃO COMPLETA</a></strong></h3>
<div>
<hr />
<div id="_mcePaste"><i><strong>O Futuro dos Oceanos: XII Seminário de Manejo Integrado</strong></i></div>
<div id="_mcePaste"><i>8 de junho, 8h</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Para acompanhar presencialmente, é necessário se <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSef6qcz4gC2BsPzwDKylzgN0VmDSMkBsozeuiTFzJZVg3TqAw/viewform">inscrever</a></i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1678</i></div>
<div id="_mcePaste"><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/o-futuro-dos-oceanos" class="external-link">Página do evento</a></i></div>
<div></div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Oceano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-08T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paranapiacaba">
    <title>Evento discute impacto ambiental de futuro centro logístico em Paranapiacaba</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paranapiacaba</link>
    <description>Com o intuito de aprofundar os diálogos e reflexões sobre o tema, o Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA-USP realizará o evento SOS Paranapiacaba — Conflitos, Saberes e Possibilidades de Desenvolvimento na Macrometrópole Paulista, no dia 22 de novembro, das 10h às 17h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB-Locomotiva_em_Paranapiacaba.jpg" alt="Locomotiva em Paranapiacaba" class="image-inline" title="Locomotiva em Paranapiacaba" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">A vila de Paranapiacaba, localizada no município de Santo André, em São Paulo, passa por um conflito interno que envolve a criação de um grande complexo logístico. Um movimento intitulado “SOS Paranapiacaba”, constituído por moradores, lideranças da vila e ONGs, tem se posicionado contrariamente ao empreendimento, por considerar que pode trazer graves impactos ambientais à região. O projeto está em fase de licenciamento ambiental pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).</p>
<p dir="ltr">Com o intuito de aprofundar os diálogos e reflexões sobre o tema, o Grupo de Pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/meio-ambiente-e-sociedade">Meio Ambiente e Sociedade</a> do IEA-USP realizará o evento <i>SOS Paranapiacaba — Conflitos, Saberes e Possibilidades de Desenvolvimento na Macrometrópole Paulista</i>, no dia <strong>22 de novembro, das 10h às 17h</strong>. O encontro, que reunirá moradores e representantes da academia e do governo, é organizado no âmbito do Projeto Temático Fapesp <i>Governança Ambiental na Macrometrópole Paulista face à Variabilidade Climática</i> (MacroAmb), sob o comando do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi">Pedro Roberto Jacobi</a>, que também coordena o Grupo de Pesquisa.</p>
<p dir="ltr">O evento é público e gratuito, sem necessidade de inscrição prévia para participar. Haverá uma transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> das atividades pelo site do IEA, para a qual também não é necessário se inscrever.</p>
<p dir="ltr"><strong>Possíveis impactos</strong></p>
<p dir="ltr">Paranapiacaba está localizada em uma Macrozona de Proteção Ambiental que abriga uma grande área de Mata Atlântica e outras unidades de conservação, como o Parque Estadual da Serra do Mar e a Reserva Biológica do Alto da Serra. Segundo Ruth Ferreira Ramos, pesquisadora do MacroAmb e coorganizadora do evento, o empreendimento em licenciamento poderá suprimir um total de 96 hectares de Mata Atlântica — área equivalente a 96 campos de futebol. Com o desmatamento, estão previstos também o afugentamento e morte de espécies nativas, muitas das quais correm risco de extinção.</p>
<p dir="ltr">Ruth alerta ainda para os impactos sobre os recursos hídricos do local: “A movimentação de terra e o aterro dos corpos d’água interferem diretamente no serviço ecossistêmico de provisão de água”. Segundo ela, Paranapiacaba é uma região riquíssima em nascentes, como as cabeceiras do Rio Grande, principal formador da Represa Billings.</p>
<p dir="ltr">“Além dos impactos da implantação, há os mais específicos relacionados à operação de um centro logístico que prevê mais de mil viagens de caminhão por dia na rodovia SP-122, única que dá acesso à vila”, ressalta a pesquisadora. A circulação intensa de veículos de grande porte deve causar o aumento da emissão de gases, atropelamento da fauna e níveis elevados de ruído.</p>
<p dir="ltr">Paranapiacaba é uma das regiões mais preservadas do estado de São Paulo e assegura serviços ecossistêmicos importantes para os arredores. Os organizadores do evento acreditam que debater esse caso é fundamental para pensar “possibilidades e alternativas de desenvolvimento de outros territórios da Macrometrópole Paulista”. Entre os temas que serão abordados no encontro estão a agricultura urbana e periurbana como estratégia de geração de emprego e renda, modelos de desenvolvimento e meio ambiente, e planejamento e governança ambiental.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: OS2Warp/Wikipedia</span></p>
<h3 dir="ltr"><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>10h</strong></p>
</td>
<td>
<p><i><strong>Abertura</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro Roberto Jacobi</a> (IEE e IEA-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>10h15</strong></strong></td>
<td>
<div id="_mcePaste"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/dacio-roberto-matheus" class="external-link">Dácio Roberto Matheus</a> (UFABC)</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste"><i>A agricultura urbana e periurbana como estratégia de geração de emprego e renda aliada à conservação da água e da biodiversidade na RMSP</i></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h45</strong></td>
<td><i>Comentários:</i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silvia-helena-facciolla-passarelli" class="external-link">Silvia Passarelli</a> (PGT-UFABC)<strong><strong> </strong></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h</strong></td>
<td><strong><span>Mesa 1: Modelos de Desenvolvimento e Meio Ambiente - Contribuições para o Caso de Paranapiacaba</span></strong><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-antonio-de-almeida-sinisgalli" class="external-link">Paulo Sinisgalli</a> (EACH, IEE e IEA-USP) – <i>Importância das áreas prestadores de serviços ambientais.</i><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vanessa-gayego-bello-figueiredo" class="external-link">Vanessa Bello</a> (PUC-Campinas) – <i>Gestão integrada, compartilhada e sustentável de paisagens culturais.</i><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vanessa-lucena-empinotti" class="external-link">Vanessa Empinotti </a>(PGT-UFABC) – <i>Ruralidades, conflitos e meio ambiente no Estado de SP. Produção e acesso a água, Desafios para novas possibilidades de planejamento e gestão do território.</i><br /><br />Israel Mário Lopes (morador de Paranapiacaba, liderança do Movimento SOS Paranapiacaba) – <i>Paranapiacaba, o futuro que queremos.</i><br /><br /><i>Comentadora:</i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberta-de-assis-maia" class="external-link">Roberta Maia</a> (UFABC)<br /><br /><i>Mediadora:</i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tatiana-rotondaro" class="external-link">Tatiana Rotondaro</a> (FEA, IEE e IEA-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>12h30</strong></strong></td>
<td><strong><i>Intervalo</i></strong><strong><strong> </strong></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>14h</strong></strong></td>
<td><strong>Mesa 2: Planejamento e Governança Ambiental na MMP</strong><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sueli-angelo-furlam" class="external-link">Sueli Furlan</a> (IEA-USP) – <i>Planejamento ambiental, unidades de conservação na MMP.</i><br /><br />Representante Emplasa – A<i> MMP como Unidade de Planejamento do Estado.</i><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-ricardo-guimaraes-caetano" class="external-link">João Ricardo Guimarães Caetano</a> (consultor ambiental, foi Subprefeito de Paranapiacaba entre 2001 e 2007) – <i>Paranapiacaba: planejamento estratégico para recuperação do patrimônio histórico e ambiental.</i><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/klaus-frey" class="external-link">Klaus Frey </a>(PGT-UFABC) – <i>Governança Multinível e planejamento: desafios para a governança ambiental da MMP.</i><br /><br /><i>Comentador:</i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro R. Jacobi</a> (IEA e IEE-USP)<br /><br /><i>Mediador:</i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silvia-helena-zanirato" class="external-link">Silvia Zanirato</a> (IEA-USP)<strong><strong> </strong></strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>15h30</strong></strong></td>
<td><strong><i>Intervalo</i></strong><strong><strong> </strong></strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><strong>16h</strong></strong></p>
</td>
<td><strong><i>Palestra de Encerramento</i></strong><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-lencioni" class="external-link">Sandra Lencioni</a> (USP) – <i>Caminhos, fluxos e tensões: desafios contemporâneos para a Macrometrópole Paulista</i><br /><br /><i>Comentadora:</i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/silvana-maria-zioni" class="external-link">Silvana Zioni</a> (PGT-UFABC)<br /><br /><i>Mediador:</i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leandro-luiz-giatti" class="external-link">Leandro Giatti</a> (FSP e IEA-USP)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<hr />
<p><i><span><strong>SOS Paranapiacaba — Conflitos, Saberes e Possibilidades de Desenvolvimento na Macrometrópole Paulista</strong><br /></span>22 de novembro, das 10h às 17h<br />Auditório do IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento público e gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br />Não é necessário se inscrever<br />Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/sos-paranapiacaba" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-10-31T16:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-internacional-discute-engajamento-social-para-preservacao-de-ecossistemas">
    <title>Seminário discute engajamento social para preservação de ecossistemas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-internacional-discute-engajamento-social-para-preservacao-de-ecossistemas</link>
    <description>Evento organizado pelo Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA-USP discute a criação e o desaparecimento da energia social para relações homem-natureza sustentáveis nesses ambientes, no dia 26 de novembro, das 10h às 12h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e9b1eeec-7fff-892d-a74e-a87d8cb94f2b"> </span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pescadores" alt="Pescadores " class="image-inline" title="Pescadores " /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>A harmonia entre desenvolvimento e sustentabilidade em ambientes costeiros e marinhos depende em grande parte da ação de comunidades e grupos sociais organizados (formais ou não). A força desses coletivos, chamada de “energia social” por especialistas da área, exerce um papel fundamental na governança dos ecossistemas costeiros.</span></p>
<p dir="ltr">Com a finalidade de discutir a criação e o desaparecimento da energia social para relações homem-natureza sustentáveis nesses ambientes, o Grupo de Pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/meio-ambiente-e-sociedade"><span>Meio Ambiente e Sociedade</span></a> do IEA-USP realizará o evento <i>Of Systems, Networks and People: Social Energy for the Self-organization of Sustainable Human-nature Relations</i>, no dia <strong>26 de novembro, das 10h às 12h</strong>. As atividades serão conduzidas em inglês (sem tradução) e para participar presencialmente é preciso se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdZ-U4RNAFVtOMCCIB1zH-EFC_LyVP_Lzc89-ALt1AvywcSog/viewform"><span>inscrever</span></a>. <br />Haverá também uma transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>ao vivo</span></a> pelo site do IEA, que não demanda inscrição prévia.</p>
<p dir="ltr"><span>A conferencista será a professora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marion-glaser"><span>Marion Glaser</span></a><span>, que lidera o </span><a href="https://www.leibniz-zmt.de/en/marine-tropics-research/organisation/scientific-departments/social-sciences/wg-social-ecological-systems-analysis.html?layout=default"><span>Grupo de Análise de Sistemas Sócio-Ecológicos</span></a><span> no ZMT Leibniz Centre for Tropical Marine Research e leciona na </span><a href="https://www.uni-bremen.de/en.html"><span>Universidade de Bremen</span></a><span>, na Alemanha. A pesquisa de Marion analisa a governança e a gestão dos sistemas socioecológicos costeiros e marinhos, concentrando-se nos potenciais transdisciplinares de agentes e na análise de redes. Durante sua exposição, ela apresentará os resultados obtidos pelo grupo durante estudos realizados em três países: Indonésia, Belize e Brasil.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As pesquisas conduzidas pelo grupo de Marion têm como objeto manguezais, recifes de corais, atóis, áreas de ressurgência e estuários fluviais. De acordo com os organizadores do evento, a conferencista abordará casos onde “o envolvimento de comunidades e grupos sociais buscam o caminho da sustentabilidade e da conservação da natureza”.</span></p>
<hr />
<p><span id="docs-internal-guid-8f6dfd05-7fff-d17a-aa6f-2d9663dcf347"><i> </i></span></p>
<p dir="ltr"><i><span><strong>Of Systems, Networks and People: Social Energy for the Self-organization of Sustainable Human-nature Relations</strong><br /></span>26 de novembro, das 10h às 12h<br />Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento público e gratuito, em inglês (sem tradução), com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Para participar presencialmente, é necessário se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdZ-U4RNAFVtOMCCIB1zH-EFC_LyVP_Lzc89-ALt1AvywcSog/viewform">inscrever<br /></a>Mais informações: Sandra Sedini (<a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/of-systems-networks-and-people">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-11-01T19:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-internacional-debate-solucoes-para-o-impacto-ambiental-do-turismo-e-da-patrimonializacao">
    <title>Seminário internacional debate soluções para o impacto ambiental do turismo e da patrimonialização</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-internacional-debate-solucoes-para-o-impacto-ambiental-do-turismo-e-da-patrimonializacao</link>
    <description>Com o intuito de refletir sobre estratégias de conservação inovadoras que superem esses desafios e supram as demandas da sociedade, o Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade do IEA-USP realizará o seminário internacional Políticas Públicas, Patrimonialização, Turismo e Sociedade.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ouro-preto" alt="Ouro Preto" class="image-inline" title="Ouro Preto" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">As políticas públicas que garantem a preservação dos patrimônios naturais brasileiros têm sido obrigadas a se moldar, cada vez mais, às dinâmicas da sociedade e ao avanço do turismo. O número crescente de visitantes e os abusos no processo de patrimonialização — nome dado ao movimento de transformação de ambientes naturais em patrimônios da humanidade — dificultam, em muitos casos, a conservação dos espaços.</p>
<p dir="ltr">Com o intuito de refletir sobre estratégias de conservação inovadoras que superem esses desafios e supram as demandas da sociedade, o Grupo de Pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/territorialidade">Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade</a> do IEA-USP realizará o seminário internacional <i>Políticas Públicas, Patrimonialização, Turismo e Sociedade</i>. O evento acontecerá em <strong>29 e 30 de novembro, a partir das 14h no primeiro dia e até 12h45 no segundo</strong>, na sede do Instituto. Para participar presencialmente, é necessário se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfdGKk6Mp_v69s3hohhAFdroFzpx9PYxLCwqsqiROjRUO4RDA/viewform]">inscrever</a> com antecedência. Haverá também uma transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pelo site do IEA, para a qual não é preciso se inscrever.</p>
<p dir="ltr">Segundo os organizadores do encontro, as discussões propostas integram os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) determinados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015. Eles acreditam que a articulação entre políticas públicas, patrimonialização, turismo e sociedade é “vital para a preservação patrimonial sustentável”.</p>
<p dir="ltr">O seminário terá como foco os processos territoriais decorrentes de práticas sociais voltadas para os espaços de conservação. “Torna-se, portanto, uma ocasião para discutir alguns tópicos como o papel das políticas públicas e da sociedade na correção dos desequilíbrios advindos dos processos de patrimonialização e turismo”, ressaltam os organizadores. Ao mesmo tempo, o encontro pretende demonstrar a importância de desenvolver uma abordagem multiescalar e multisetorial que possa articular e integrar atores e instituições envolvidos nestas temáticas.</p>
<p dir="ltr">Entre os principais temas que serão abordados estão a apropriação do patrimônio natural e seu papel nos modelos de políticas de turismo, a fragmentação urbana e a conservação de patrimônios, políticas públicas de turismo no Brasil e estratégias de conservação do patrimônio histórico edificado em terra.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Raquel Mendes Silva/Wikipedia</span></p>
<hr />
<p><i> </i></p>
<p dir="ltr"><i><strong>Seminário Internacional Políticas Públicas, Patrimonialização, Turismo e Sociedade</strong><br />29 e 30 de novembro, das 14h do dia 29 às 12h45 do dia 30<br />Sala Alfredo Bosi, Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Para acompanhar presencialmente, é necessário se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfdGKk6Mp_v69s3hohhAFdroFzpx9PYxLCwqsqiROjRUO4RDA/viewform">inscrever<br /></a>Mais informações: Cláudia R. Pereira (<a href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/seminario-internacional-politicas-publicas-">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Turismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-11-07T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-analisam-a-tragedia-de-brumadinho-e-as-licoes-nao-aprendidas-de-mariana">
    <title>Pesquisadores analisam a tragédia em Brumadinho e as lições não aprendidas de Mariana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-analisam-a-tragedia-de-brumadinho-e-as-licoes-nao-aprendidas-de-mariana</link>
    <description>Com o intuito de refletir sobre as causas do desastre e a incapacidade de aprendizado frente à reincidência de tragédias evitáveis, o Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA realizará o evento "Brumadinho Pós-Mariana: Lições Não Aprendidas", no dia 14 de fevereiro, a partir das 14h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/tragedia-em-brumadinho" alt="Tragédia em Brumadinho" class="image-inline" title="Tragédia em Brumadinho" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Pouco mais de três anos após o desastre de Mariana, que deixou 19 mortos na cidade mineira, o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho (MG) reativou as discussões sobre a necessidade de medidas preventivas que protejam tanto o meio ambiente quanto as populações que habitam as áreas de extração. Com o intuito de refletir sobre as causas do desastre e a incapacidade de aprendizado frente à reincidência de tragédias evitáveis, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/meio-ambiente-e-sociedade">Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</a> do IEA realizará o evento <i>Brumadinho Pós-Mariana: Lições Não Aprendidas</i>, no dia <strong>14 de fevereiro, a partir das 14h</strong>.</p>
<p dir="ltr">O evento é público e gratuito, sem necessidade de inscrição prévia para participar. Haverá também uma transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pelo site do IEA. Além do coordenador do Grupo de Pesquisa, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi">Pedro Jacobi</a>, participarão do encontro <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-luiz-cortes">Pedro Luiz Côrtes</a>, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-milanez/view">Bruno Milanez</a>, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-enrique-sanchez">Luis Enrique Sánchez</a>, professor da Escola Politécnica (EP) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-marcelo-tichauer/view">Ricardo Tichauer</a>, consultor do Ministério de Minas e Energia (MME), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evangelina-vormittag" class="external-link">Evangelina Vormittag</a>, diretora técnica do <a class="external-link" href="https://www.saudeesustentabilidade.org.br/">Instituto Saúde e Sustentabilidade</a>, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leandro-luiz-giatti">Leandro Luiz Giatti</a>, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.</p>
<p dir="ltr">Os principais assuntos abordados pelos pesquisadores serão:</p>
<p dir="ltr">• A complexidade de fatores que corroboram e culminam em eventos dessa magnitude;</p>
<p dir="ltr">• A sucessão e reincidência de falhas;</p>
<p dir="ltr">• As controvérsias nos fatos;</p>
<p dir="ltr">• As disparidades entre forças e interesses;</p>
<p dir="ltr">• A perspectiva de múltiplas formas de exclusão social e vulnerabilidade.</p>
<p dir="ltr">O seminário terá exposições de cada um dos pesquisadores e debates com o público presente. A proposta é criar um diálogo interdisciplinar que perpasse os principais temas relacionados ao desastre de Brumadinho.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais</span></p>
<hr />
<p><i> </i></p>
<p dir="ltr"><i><strong>Brumadinho Pós-Mariana: Lições Não Aprendidas</strong><br />14 de fevereiro, a partir das 14h<br />Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Não é preciso se inscrever para participar ou acompanhar a transmissão ao vivo<br />Mais informações: Sandra Sedini (<a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/brumadinho-licoes-nao-aprendidas" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-02-01T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/licoes-de-mariana-nao-foram-aplicadas-em-brumadinho-dizem-especialistas">
    <title>Lições de Mariana não foram aplicadas em Brumadinho, dizem especialistas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/licoes-de-mariana-nao-foram-aplicadas-em-brumadinho-dizem-especialistas</link>
    <description>No dia 25 de janeiro deste ano, a indústria de mineração causou o segundo desastre ambiental de grandes proporções em um intervalo de menos de quatro anos. No evento "Brumadinho Pós-Mariana: Lições Não Aprendidas" especialistas de diversas áreas do conhecimento se reuniram no IEA para discutir as tragédias e o futuro na mineração no Brasil.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><dl class="image-inline captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-brumadinho-pos-mariana/image" alt="Mesa Brumadinho Pós-Mariana" title="Mesa Brumadinho Pós-Mariana" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Da esquerda para a direita: Leandro Luiz Giatti, Pedro Jacobi, Luis Enrique Sánchez, Evangelina Vormittag, Pedro Luiz Côrtes e Alexandre Orlandi Passos</dd>
</dl></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No dia 25 de janeiro deste ano, a indústria de mineração causou o segundo desastre ambiental de grandes proporções em um intervalo de menos de quatro anos. O rompimento da Barragem 1 da empresa Vale, na cidade de Brumadinho (MG), já deixou 179 mortos e outros 131 desaparecidos, de acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais. Em novembro de 2015, a Barragem de Fundão, em Mariana (MG), gerida pela mineradora Samarco, também rompeu e causou o maior desastre ambiental da históra do Brasil. Lá, 19 pessoas morreram em decorrência do rompimento.</p>
<p dir="ltr">Três anos, dois meses e 20 dias separam as duas tragédias. A proximidade dos fatos gerou revolta na sociedade, mas especialmente entre pesquisadores e especialistas em mineração. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi">Pedro Roberto Jacobi</a>, professor do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP e coordenador do Grupo de Estudos Meio Ambiente e Sociedade do IEA, acredita que os rompimentos são “desastres anunciados” e precisam ser enxergados pela população como crimes ambientais.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>• <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/brumadinho-pos-mariana-licoes-nao-aprendidas-14-de-fevereiro-de-2019" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/brumadinho-pos-mariana-licoes-nao-aprendidas" class="external-link">Vídeo </a></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p>• <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desastre-ambiental-de-mariana" class="external-link">As lições do desastre ambiental de Mariana</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Jacobi foi um dos expositores do evento <i>Brumadinho Pós-Mariana: Lições Não Aprendidas</i>, realizado no IEA no dia 15 de fevereiro para debater o tema sob uma perspectiva interdisciplinar, com apresentações de pesquisadores de diversas áreas. Participaram também <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-luiz-cortes">Pedro Luiz Côrtes</a>, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evangelina-vormittag">Evangelina Vormittag</a>, idealizadora do <a href="https://www.saudeesustentabilidade.org.br/">Instituto Saúde e Sustentabilidade</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-milanez/view">Bruno Milanez</a>, professor do Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-enrique-sanchez">Luis Enrique Sánchez</a>, professor da Escola Politécnica (EP) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-orlandi-passos">Alexandre Orlandi Passos</a>, mestre em Engenharia de Mineração pela EP-USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leandro-luiz-giatti">Leandro Luiz Giatti</a>, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e moderador do encontro.</p>
<p dir="ltr">“Vivemos em uma sociedade de riscos; alguns deles incontroláveis, mas outros produzidos pela própria sociedade”, afirmou Jacobi. Para ele, as catástrofes de Mariana e Brumadinho fazem parte deste último grupo, criado pela lógica do sistema capitalista de produção, que constrói relações perversas entre interesses políticos e econômicos, segundo ele. O professor acredita que a receita para o desastre se completa com o desapreço natural dos homens pelos cuidados preventivos: “Somos uma sociedade solidária nas tragédias, mas pouco atenta à prevenção”.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><dl class="image-inline captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pedro-roberto-jacobi/image" alt="Pedro Roberto Jacobi" title="Pedro Roberto Jacobi" height="250" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Pedro Jacobi: “Vivemos em uma sociedade de riscos; alguns deles incontroláveis, mas outros produzidos pela própria sociedade”</dd>
</dl></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Causas técnicas e políticas</strong></p>
<p dir="ltr">Dados precisos sobre as causas do desastre ainda são escassos. No entanto, os pesquisadores lembraram que os esforços com buscas e cuidados imediatos com as vítimas não fatais são mais importantes no momento e demandam maior atenção das autoridades. De acordo com Bruno Milanez, por ser a Vale uma empresa consideravelmente maior e mais complexa que a Samarco, o acesso a dados e informações sobre suas operações acaba sendo dificultado.</p>
<p dir="ltr">Apesar da ausência de confirmações oficiais, Pedro Luiz Côrtes explicou as causas do rompimento sob o ponto de vista geotécnico. Segundo ele, os rejeitos sofreram um processo físico conhecido como “liquefação”, no qual a movimentação das partículas sólidas permite que a água se desloque e funcione como um lubrificante para outras partículas. Durante o rompimento, os rejeitos, que quando parados se comportam como um corpo sólido, passaram a apresentar o comportamento de um fluido e se deslocaram violentamente.</p>
<p dir="ltr">Côrtes contou ainda que a empresa Tüv Süd, responsável pelo último relatório de segurança apresentado à Vale, em agosto de 2018, registrou um Fator de Segurança (FS) de 1,09 para a Barragem 1. Segundo ele, isso significa que, em alguns pontos, a estrutura apresentava resistência somente 9% superior ao valor limite suportado, o que é extremamente baixo. Apesar disso, o relatório da Tüv Süd concluiu que a Barragem 1 se encontrava “estável quanto à liquefação do rejeito”. “Como eles puderam considerar que as condições de segurança estavam adequadas com um Fator de Segurança tão baixo?”, questionou. “Isso mostra que o desastre de Mariana não gerou nenhum impacto positivo nos procedimentos adotados internamente pela Vale.”</p>
<p dir="ltr">Para Milanez, os reais motivos deste tipo de desastre são políticos. Para justificar sua visão, ele apresentou um estudo, realizado por dois pesquisadores canadenses (Davies e Martin), que constrói uma relação causal entre a variação de preços do minério no mercado internacional com a ocorrência dos rompimentos de barragens.</p>
<p dir="ltr">De acordo com o trabalho, em momentos de elevação dos preços, observa-se também um aumento da urgência dos procedimentos de licenciamento e de execução das obras de infraestrutura, além de um aumento nos custos operacionais. Em momentos de redução dos preços, por outro lado, os pesquisadores observaram maior pressão pela redução dos custos operacionais, que não raramente impulsionavam o corte de gastos em manutenção e segurança. “De modo geral, os pesquisadores concluíram que o risco de rompimento de barragens é superior em momentos de queda de preço do minério”, explicou Milanez.</p>
<p dir="ltr">Segundo ele, a lógica proposta pelos pesquisadores se encaixa perfeitamente no caso do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que aconteceu justamente após uma forte queda no preço da commodity iniciada em 2005. Outro fato que comprova as raízes políticas e econômicas do desastres, segundo Milanez, é uma alteração na legislação estadual mineira que enfraqueceu e deixou mais permissiva a fiscalização da atividade mineradora. A mudança foi aprovada em 2016, mesmo depois do rompimento da barragem de Mariana.</p>
<p dir="ltr">Tal avaliação dos fatos levam Milanez a citar Erica Schoenberger, engenheira ambiental da Universidade Johns Hopkins, que no artigo <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0301420716300782"><i>Environmentally sustainable mining: The case of tailings storage facilities</i></a>, de 2016, escreveu: “Embora o design e construção das barragens de rejeitos seja um desafio técnico, a causa básica de suas falhas são políticas, não técnicas”.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><dl class="image-inline captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/tragedia-em-brumadinho-2/image" alt="Tragédia em Brumadinho 2" title="Tragédia em Brumadinho 2" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Bombeiro buscando sobreviventes em Brumadinho - Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais</dd>
</dl></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Lições de Mariana para a saúde de Brumadinho</strong></p>
<p dir="ltr">Com mais de cem desaparecidos e parte da cidade ainda tomada pela lama, já é possível afirmar que o desastre de Brumadinho é o rompimento de barragem que mais fez vítimas no mundo. Além das mortes, há danos para a saúde de quem sobreviveu, que, ao menos em parte, já podem ser previstos. Evangelina Vormittag acredita que alguns dos ensinamentos adquiridos em Mariana podem ajudar a remediar parte dos danos dessa nova tragédia. “Todas as repercussões futuras na saúde da população de Brumadinho podem ser evitadas ou tratadas de uma outra forma”, garantiu.</p>
<p dir="ltr">Ela coordenou, em julho de 2016 — oito meses depois do rompimento da Barragem de Fundão —, um estudo sobre a saúde da população da cidade de Barra Longa, vizinha de Mariana. Com somente seis mil habitantes, Barra Longa foi a única das 40 cidades atingidas que teve seu perímetro urbano invadido pela lama proveniente da barragem. Segundo a pesquisadora, a necessidade de limpeza do centro da cidade e a movimentação da lama fez com que os moradores tivessem um contato muito intenso com componentes tóxicos.</p>
<p dir="ltr">A contaminação se deu por três vias principais: pelo contato físico com a lama; pelas vias aéreas, em constante contato com a poluição do ar; e pela ingestão de alimentos plantados em regiões contaminadas, contou Evangelina. Alergias, problemas respiratórios e transtornos mentais foram os distúrbios mais observados pelo grupo de pesquisa. Perguntados sobre os principais sintomas apresentados, os moradores ressaltaram dor de cabeça, tosse, dor nas pernas, ansiedade, coceira, alergia na pele e abatimento. No total, 35,5% afirmaram que sua saúde piorou desde o desastre e 43,5% afirmaram ter tido algum problema de saúde no período.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><dl class="image-inline captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/leandro-luiz-giatti-1/image" alt="Leandro Luiz Giatti" title="Leandro Luiz Giatti" height="250" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Leandro Giatti: “Existe uma questão elementar de concentração de poder pela forma de se apropriar de ciência e tecnologia”</dd>
</dl></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Pouco menos de um ano depois da primeira pesquisa, em março de 2017, Evangelina conduziu um novo estudo, desta vez analisando a contaminação dos moradores de Barra Longa por metais. Somente 16 amostras foram coletadas, o que, segundo a própria pesquisadora, não é suficiente para comprovar uma contaminação generalizada. Os resultados da análise, entretanto, são sugestivos: os 16 pacientes apresentaram intoxicação por níquel; 13 por arsênio; e 8 por cromo. “Há evidências de intoxicação, sobretudo por níquel, mas o estudo precisa ser ampliado”, afirmou. De acordo com a pesquisadora, todos os pacientes também apresentaram uma deficiência de zinco, que geralmente é associada a problemas de desenvolvimento fetal.</p>
<p dir="ltr">Outro aspecto que compromete sensivelmente o tratamento dos atingidos pela tragédia de 2015 é a falta de amparo por parte da empresa responsável pela barragem. A <a href="https://www.fundacaorenova.org/">Fundação Renova</a>, criada para reparar e gerir os danos causados pelo rompimento da barragem de Mariana, só assume os custos dos tratamentos de saúde de pessoas diretamente atingidas pelo desastre. Evangelina ressaltou, entretanto, que os prejuízos à saúde da população foram gerais e acometeram também os cidadãos que não foram atingidos diretamente pela lama. Este grupo de pessoas permanece desamparado pela Fundação “até que se apresente uma relação causal entre os problemas de saúde e o rompimento da barragem”. Evangelina acredita que o ônus dessa comprovação deve ser da empresa, não dos atingidos.</p>
<p dir="ltr">Mesmo com impacto ambiental significativamente menor, a pesquisadora acredita que a saúde mental dos moradores de Brumadinho será largamente mais prejudicada do que a dos de Mariana, por conta do grande número de vítimas da tragédia mais recente.</p>
<p dir="ltr">O moderador do encontro, Leandro Luiz Giatti, argumentou que um dos mais graves problemas enfrentados pelas populações atingidas por este tipo de catástrofe é a exclusão cognitiva. Ele lembrou o economista português Boaventura de Sousa Santos ao afirmar que “não há justiça social global sem que haja também justiça cognitiva”. Segundo Giatti, isto quer dizer que o problema da exclusão social não é somente que aos mais pobres ficam reservados os piores empregos, salários e moradias, mas que o pensamento destas pessoas não tem espaço entre os tomadores de decisões. “Existe uma questão elementar de concentração de poder pela forma de se apropriar de ciência e tecnologia”, disse.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><dl class="image-inline captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/evangelina-vormittag/image" alt="Evangelina Vormittag" title="Evangelina Vormittag" height="250" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Evangelina Vormittag: “Todas as repercussões futuras na saúde da população de Brumadinho podem ser evitadas ou tratadas de uma outra forma”</dd>
</dl></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Impactos ambientais</strong></p>
<p dir="ltr">Morte de animais, proliferação de insetos que causam doenças e rios contaminados são algumas das consequências ambientais de tragédias como as de Mariana e Brumadinho. Segundo o professor Côrtes, a lama, principalmente depois de seca, promove uma forte impermeabilização do solo e mata a camada superficial biologicamente ativa. Como consequência, a germinação e o florescimento de espécies nativas ficam prejudicados e pode haver falta de alimentos para a fauna da região. A ausência de alimento pode causar morte e migração de animais. Há também uma maior proliferação de insetos, inclusive os transmissores de doenças para seres humanos, como o mosquito <i>Aedes aegypti</i>.</p>
<p dir="ltr">A devastação causada pelos rejeitos da mineração também tem um alto potencial de destruição para os recursos hídricos das regiões atingidas. Assoreamento dos cursos d’água, soterramento de nascentes, turbidez dos rios, redução da oxigenação e da quantidade de luz penetrante dos rios, mortandade da flora e fauna em rios e lagos e modificação da morfologia da região e da capacidade de drenagem dos rios são as consequências mais comuns, de acordo com Côrtes.</p>
<p dir="ltr">Como consequência do desastre de Mariana, por exemplo, o Rio Doce — mais importante rio de Minas Gerais — foi contaminado com uma quantidade enorme de químicos nocivos. Pouco depois do rompimento da Barragem de Fundão, o rio foi dado como morto. A comunidade que tinha nas águas do rio uma fonte de sustento, lazer e cultura ficou desamparada e adoecida pela contaminação da lama. As águas claras foram substituídas por outra de tom avermelhado e praticamente todos os peixes morreram.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><dl class="image-inline captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/tragedia-em-brumadinho/image" alt="Tragédia em Brumadinho" title="Tragédia em Brumadinho" height="331" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Região dominada pela lama proveniente da Barragem 1 em Brumadinho - Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais</dd>
</dl></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>O futuro e a mineração</strong></p>
<p dir="ltr">Os especialistas presentes no evento foram questionados sobre as lições que foram (ou não) aprendidas com o desastre de Mariana e por que não foram aplicadas em Brumadinho. O professor Luis Enrique Sánchez foi categórico ao dizer que as lições já haviam sido absorvidas antes mesmo do desastre de Mariana; o grande problema, para ele, é que não eram de fato aplicadas. “Há um conjunto de conhecimentos, recomendações e boas práticas codificado em diversas publicações científicas que precisa ser aplicado adequadamente”, criticou.</p>
<p dir="ltr">Segundo o professor, existem agora quatro respostas possíveis para a tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho: técnica, buscando a revisão de protocolos e aprimoramento de ferramentas; regulatória, a fim de propor novos requisitos e exigências; legal, atribuindo responsabilidades e proibições; e gerencial, garantindo melhores controles internos e auditorias.</p>
<p dir="ltr">Todos os presentes também se mostraram descrentes com a funcionalidade do modelo de autofiscalização aplicado pelas mineradoras, no qual as próprias empresas escolhem os agentes que fiscalizam suas atividades. “Isso já se mostrou impraticável no Brasil, tem que ser revisto, mas não parece estar sendo discutido”, argumentou Bruno Milanez. “Em 2014 houve um rompimento em uma barragem da empresa Herculano Mineração que meses antes havia sido considerada estável por um auditor; em 2015 aconteceu o mesmo com a barragem da Samarco, que meses antes havia sido considerada estável por auditoria; e agora, mais uma barragem considerada estável pela Vale se rompeu.”</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><dl class="image-inline captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pedro-luiz-cortes-1/image" alt="Pedro Luiz Côrtes" title="Pedro Luiz Côrtes" height="250" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Pedro Luiz Côrtes: ''O desastre de Mariana não gerou nenhum impacto positivo nos procedimentos adotados internamente pela Vale''</dd>
</dl></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Milanez ressaltou ainda a necessidade de discutir novas maneiras de explorar, que respeitem e incluam as populações adjacentes, inclusive em seu direito de negar a presença de uma operação de mineração onde quer que seja: “É fundamental garantir que as populações atingidas participem do debate, decidam se elas querem ou não que a mineração aconteça e como ela vai se dar no local”.</p>
<p dir="ltr">Para Alexandre Orlandi Passos, a mineração deve ser atualizada para um modelo que contribua para o desenvolvimento social da região. “Você não constrói isso simplesmente fazendo extrativismo do século 18, como é feito até hoje”, defendeu. Os rejeitos, que hoje são empilhados em barragens “que são como bombas-relógio”, podem ter outras finalidades ambientalmente mais responsáveis, segundo ele. “É possível construir grandes estruturas de gestão hídrica, mas também já existem projetos que transformam os rejeitos em telhas, bloquetes e até madeira artificial para construção de móveis”, explicou. Os destinos alternativos, entretanto, raramente são escolhidos sob a alegação de que a produção de rejeitos é muito superior à capacidade de processamento destes mecanismos.</p>
<p dir="ltr">Mudanças no modelo de governança tanto das empresas quanto do Estado se fazem necessárias para evitar novas tragédias, acredita Pedro Jacobi. Para ele, é necessário haver maior transparência por parte das empresas, maior controle social das atividades de mineração por parte do Estado e forte pressão social por legislação preventiva, muito mais eficiente, rigorosa e punitiva. As medidas são, na opinião do professor, ainda mais necessárias no atual contexto de instalação de um novo governo no Brasil, que “tem uma visão predatória dos avanços ambientais”.</p>
<p dir="ltr">Jacobi ressaltou que a academia também tem uma função importante no processo de conscientização frente ao descaso: “O papel da universidade em momentos como o presente é garantir que corações e mentes se sensibilizem com o fato de que estamos nas mãos de agentes econômicos e governos que desprezam as vidas humanas”.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Victor Matioli/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-02-25T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-trata-do-principio-da-precaucao-e-da-responsabilizacao-em-tragedias-como-a-de-brumadinho">
    <title>Encontro trata do princípio de precaução e da responsabilização em tragédias como a de Brumadinho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-trata-do-principio-da-precaucao-e-da-responsabilizacao-em-tragedias-como-a-de-brumadinho</link>
    <description>O Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia realizará o evento Sobre Brumadinho: Princípio de Precaução e Responsabilização em Tragédias Socioambientais, no dia 19 de março, das 14h às 17h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-2205b792-7fff-bc72-c99e-a1729b233ddd"> </span></p>
<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/barragem-1-em-brumadinho/image" alt="Barragem 1 em Brumadinho" title="Barragem 1 em Brumadinho" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Resultado do rompimento da Barragem 1, em Brumadinho (MG) | Foto: Vinícius Mendonça/Ibama</dd>
</dl>Os recentes rompimentos de barragens de rejeitos minerais em Mariana (MG) e Brumadinho (MG) forçaram a atualização das discussões sobre os riscos envolvendo grandes empreendimentos de mineração no Brasil. Com o objetivo de aprofundar este debate, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/filosofia"><span>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</span></a> realizará o evento <i>Sobre Brumadinho: Princípio de Precaução e Responsabilização em Tragédias Socioambientais</i>, no dia <strong>19 de março, das 14h às 17h</strong>. A proposição da discussão é do Grupo de Trabalho Marx, Ciência e Tecnologia, que integra o grupo de pesquisa.</p>
<p dir="ltr"><span>Para participar presencialmente do encontro é necessário realizar </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdmVLur4T4GUpKD9pf-iYM7IHLrf-Uni023G2iK3NZS_LVGfQ/viewform"><span>inscrição</span></a><span> prévia. Também será possível acompanhar as atividades em uma transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>ao vivo</span></a><span> pelo site do IEA, para a qual não é preciso se inscrever.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além de debaterem os riscos de grandes operações de mineração e da construção de barragens de rejeitos, os pesquisadores falarão sobre a necessidade de adotar medidas de precaução (utilizando o princípio da precaução) em projetos desse porte e sobre maneiras de responsabilização legal dos culpados pelos desastres naturais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Participarão do evento </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/dr-a-zenaida-luisa-lauda-rodriguez"><span>Zenaida Luisa Lauda-Rodriguez</span></a><span>, bacharel em direito e doutoranda em Ciência Ambiental pela USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/daiane-carlos-hohn"><span>Daiane Carlos Hohn</span></a><span>, graduada em Administração Rural e Agroindustrial e coordenadora do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hugh-lacey"><span>Hugh Lacey</span></a><span>, pesquisador da Swarthmore College (Pennsylvania, EUA) e membro do Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia do IEA.</span></p>
<p><span>Os coordenadores do debate serão </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/orlando-lima-pimentel"><span>Orlando Lima Pimentel</span></a><span>, mestrando em filosofia pela USP, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-barbosa-de-oliveira"><span>Marcos Barbosa de Oliveira</span></a><span>, professor da Faculdade de Educação (FE) da USP, ambos membros do Grupo de Pesquisa que propõe o seminário.<br /> </span></p>
<hr />
<p><span id="docs-internal-guid-b7a3f0aa-7fff-10ce-ef8e-1b384544f897"><i> </i> </span></p>
<p dir="ltr"><i><span><strong>Sobre Brumadinho: Princípio de Precaução e Responsabilização em Tragédias Socioambientais</strong><br /></span>19 de março, das 14h às 17h<br />Sala Alfredo Bosi, Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Para acompanhar presencialmente, é necessário se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdmVLur4T4GUpKD9pf-iYM7IHLrf-Uni023G2iK3NZS_LVGfQ/closedform">inscrever<br /></a>Mais informações: Cláudia R. Pereira (<a href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/sobre-brumadinho">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-03-13T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/primeiro-evento-do-ciclo-urbansus-de-2019-trata-da-gestao-sustentavel-de-bacias-hidrograficas">
    <title>Primeiro evento do ciclo UrbanSus de 2019 trata da gestão sustentável de bacias hidrográficas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/primeiro-evento-do-ciclo-urbansus-de-2019-trata-da-gestao-sustentavel-de-bacias-hidrograficas</link>
    <description>o Programa USP Cidades Globais do IEA, o Núcleo de Apoio à Pesquisa de Mudanças Climáticas (Incline) da USP e a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP realizarão o evento Gestão de Bacias Hidrográficas e Sustentabilidade, nos dias 22 e 23 de abril, das 8h30 às 17h30 dos dias 22 e 23.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span id="docs-internal-guid-437be9e5-7fff-3c14-6ae6-ce720cb0d004"> </span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p dir="ltr"><strong><span><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sistema-cantareira-1/image" alt="Sistema Cantareira" title="Sistema Cantareira" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Sistema Cantareira durante a crise de abastecimento que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo em 2014 | Foto: Mídia NINJA</dd>
</dl></span></strong>Discussões sobre a sustentabilidade das grandes cidades têm se tornado cada vez mais frequentes e necessárias. Para pesquisadores da área, é fundamental que esses debates abordem a gestão e a ocupação dos recursos hídricos disponíveis nas vizinhanças de grandes comunidades urbanas. Com a finalidade de propor uma discussão aprofundada sobre o tema, o Programa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais"><span>USP Cidades Globais</span></a> do IEA, o Núcleo de Apoio à Pesquisa de Mudanças Climáticas (Incline) da USP e a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP realizarão o evento <i>Gestão de Bacias Hidrográficas e Sustentabilidade</i>, nos dias <strong>22 e 23 de abril</strong><strong>, das 8h30 às 17h30</strong>.</p>
<p dir="ltr"><span>Para participar presencialmente do seminário é necessário realizar uma </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfUhNbO0NDDaqve4RBhlvgkL2zHV55v4lJ6zBpqFeRgT-SOEQ/viewform"><span>inscrição</span></a><span> prévia. Haverá também uma transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>ao vivo</span></a><span> das atividades pelo site do IEA, <br />para a qual </span>não é necessário se inscrever.</p>
<p dir="ltr"><span>O seminário retoma neste ano as atividades do ciclo de eventos </span><span><i>UrbanSus: Sustentabilidade Urbana</i></span><span>, criado em 2018 pelo Programa USP Cidades Globais em parceria com a FSP e o Instituto de Biociências (IB) da USP. O objetivo principal do ciclo é refletir sobre o papel das cidades e estimular boas práticas, compartilhando soluções urbanas sustentáveis, por meio de tecnologias sociais, ambientais e urbanas inovadoras. No ano passado, outros três eventos foram realizados no âmbito do ciclo </span><span><i>UrbanSus</i></span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os organizadores do encontro defendem que a complexidade inerente ao uso e ocupação de bacias hidrográficas e áreas urbanas exige processos de gestão que considerem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) — definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015 — na implementação de políticas, planos, programas, projetos e ações. Sob essa perspectiva, eles ressaltam que o seminário promove diálogos e reúne experiências sobre o planejamento e a gestão integrada e participativa de bacias hidrográficas, levando em consideração a relevância do tema na busca pela sustentabilidade urbana e as necessárias inter-relações entre ambiente e sociedade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outro objetivo do evento é ampliar o espaço de discussões e reflexões sobre o assunto com diferentes grupos acadêmicos e profissionais que trabalham com o tema. Nos dois dias de encontro, os debates serão organizados em seis painéis:<br /></span>• I - Gestão Integrada de Águas Urbanas;<br />• II - Marcos da Gestão Integrada de Bacia Hidrográfica;<br />• III - Planejamento e Ordenamento Territorial Integrado;<br />• IV - Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais;<br />• V - Atividades Produtivas e Uso Sustentável dos Recursos Naturais;<br />• VI - Gestão Integrada e Governança.</p>
<h3 dir="ltr"><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><span><i>22/04</i></span></h3>
</th><th></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>8h30</strong></td>
<td><i><strong>Abertura</strong></i><br /><br />
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos S. Buckeridge</a> (IEA e IB-USP)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (IEA e FEA-USP)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr</a> (IEA e FSP-USP)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-do-carmo-sobral" class="external-link">Maria do Carmo Sobral</a> (UFPE)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p><strong><i>Painel I</i> - <i>Gestão Integrada de águas urbanas</i></strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-eduardo-morelli-tucci" class="external-link">Carlos Eduardo Morelli Tucci</a> (Feevale-RS)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/oscar-de-moraes-cordeiro-netto" class="external-link">Oscar de Moraes Cordeiro Netto</a> (ANA)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francisco-suetonio-bastos-mota" class="external-link">Suetônio Mota</a> (UFC)</p>
<p><i><strong>Moderador</strong></i><br />Marcos Buckeridge</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/taciana-neto-leme" class="external-link">Taciana Neto Leme</a> (ANA)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h30</strong></td>
<td>
<p><i><strong>Painel II - Marcos da Gestão integrada de Bacia Hidrográfica</strong></i></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adilson-pinheiro" class="external-link">Adilson Pinheiro</a> (Furb)<br />Frank Jaspers (Unesco)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/william-bonino-rauen" class="external-link">William Bonino Rauen</a> (UFPR)</p>
<p><i><strong>Moderador</strong></i><br />Maria do Carmo Sobral (UFPE)</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-alves-neder" class="external-link">Eduardo Neder</a> (ProASaS e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td><i><strong>Intervalo para almoço</strong></i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td>
<p><i><strong>Painel III - Planejamento e Ordenamento Territorial Integrado</strong></i></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-eduardo-gregolin-grisotto" class="external-link">Luís Eduardo G. Grisotto</a> (Abes e Cobrape)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-dziedzic" class="external-link">Mauricio Dziedzic</a> (UP)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/monica-ferreira-do-amaral-porto" class="external-link">Monica Porto</a> (EP-USP)</p>
<p><i><strong>Moderador</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wagner-costa-ribeiro" class="external-link">Wagner Costa Ribeiro</a> (IEA e FFLCH-USP)</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonia-maria-viggiani-coutinho" class="external-link">Sonia Maria Viggiani Coutinho</a> (IEA e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h30</strong></td>
<td>
<p><i><strong>Painel IV - Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais</strong></i></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-mario-mendiondo" class="external-link">Eduardo Mario Mendiondo</a> (USP São Carlos)<br />Inga Jacobsmata (CSIR)<br />Sérgio Ayrimorais (ANA)</p>
<p><i><strong>Moderador</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tercio-ambrizzi" class="external-link">Tercio Ambrizzi</a> (IEA, IAG e Incline-USP)</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/debora-sotto" class="external-link">Debora Sotto</a> (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h</strong></td>
<td><i><strong>Lançamento do livro</strong> </i><span><i>“Gestão de Bacias Hidrográficas e Sustentabilidade”, de Arlindo Philippi Jr. e Maria do Carmo Sobral</i></span></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h30</strong></td>
<td><i><strong>Encerramento</strong></i></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h3><i>23/04</i></h3>
</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p><strong><i>Painel V - Atividades Produtivas e Uso Sustentável dos Recursos Naturais</i></strong></p>
<p>Harry Bollman (PUC-PR)<br />Márcia Maria G. Alcoforado de Moraes (UFPE)<br />William Stringfellow (University of the Pacific)</p>
<p><strong><i>Moderador</i><br /></strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-sampaio" class="external-link">Carlos Alberto Cioce Sampaio</a> (UFPR e Furb)</p>
<p><strong><i>Relator</i><br /></strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/amanda-silveira-carbone" class="external-link">Amanda Silveira Carbone</a> (PPGSP e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h30</strong></td>
<td>
<p><strong><i>Painel VI - Gestão Integrada e Governança</i><strong><i> </i></strong></strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cleverson-andreoli" class="external-link">Cleverson V. Andreoli</a> (Isae e Andreoli Engenheiros Associados)<br />Virgínia Grace Barros (Udesc)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro Roberto Jacobi</a> (IEE e IEA-USP)</p>
<p><i><strong>Moderadores</strong></i><br />Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP)</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br />Mary Lobas de Castro (UMC/USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td><i><strong>Intervalo </strong>para almoço</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td>
<p><i><strong>Oficina “Caminhos a serem trilhados para a incorporação dos ODS na gestão de bacias hidrográficas”</strong></i></p>
<p><strong><i><strong> </strong></i></strong></p>
<p>Adilson Pinheiro (Furb); Carlos Alberto Cioce Sampaio (UFPR e Furb); Eduardo Mario Mendiondo (USP São Carlos); Eduardo Neder (ProASaS e FSP-USP); Luís Eduardo G. Grisotto (Abes e Cobrape); Frank Jaspers<strong> </strong><strong>(</strong>Unesco); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilda-collet-bruna" class="external-link">Gilda Collet Bruna</a> (UPM); Inga Jacobsmata (CSIR); Márcia Maria G. Alcoforado de Moraes (UFPE); Mary Lobas de Castro (UMC e USP); Mauricio Dziedzic (UP); Miguel Mansur (Abes e UFPR); Pedro Roberto Jacobi (IEA-USP); Sérgio Ayrimorais (ANA); Sonia Maria Viggiani Coutinho (FSP-USP); Soraia Fernandes (Editora Manole); Suetônio Mota (UFC); Suzana Gico Montenegro (UFPE); Taciana Neto Leme (ANA); Tercio Ambrizzi (IAG-USP e INCLINE-USP) ; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valdir-fernandes" class="external-link">Valdir Fernandes</a> (UTFPR); Virgínia Grace Barros (Udesc); Wagner Costa Ribeiro (IEA e FFLCH-USP); William Bonino Rauen (UFPR e UP) e William Stringfellow (University of the Pacific).</p>
<p><i><strong>Moderadores</strong></i><br />Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP) e Maria do Carmo Sobral (UFPE)</p>
<p><i><strong>Relatoria</strong></i><br />Amanda Silveira Carbone (IEA-USP), Débora Sotto (IEA-USP) e Soraia Fernandes (Editora Manole)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr />
<p><span id="docs-internal-guid-6bdd39b0-7fff-ba07-10e1-020145a8ef25"><i> </i></span></p>
<p dir="ltr"><i><strong>Gestão de Bacias Hidrográficas e Sustentabilidade</strong></i><br /><i>22 e 23 de abril, das 8h30 às 17h30<br /></i><i>Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Para acompanhar presencialmente, é necessário se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfUhNbO0NDDaqve4RBhlvgkL2zHV55v4lJ6zBpqFeRgT-SOEQ/viewform">inscrever<br /></a></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-urbansus-bacias-hidrograficas">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-01T19:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/efeitos-sociais-danos-ambientais-amazonia">
    <title>Seminário discute efeitos sociais dos danos ambientais da Amazônia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/efeitos-sociais-danos-ambientais-amazonia</link>
    <description>Especialistas viajaram pelo estado de Roraima conhecendo comunidades ribeirinhas e apresentarão suas impressões e o que consideram como as principais ameaças ao estilo de vida dessas populações</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rio-negro" alt="Rio Negro " class="image-right" title="Rio Negro " /><span>As ameaças à biodiversidade da Floresta Amazônica representam riscos globais e abrangentes a médio e longo prazo. Mas o desmatamento e as queimadas já causam danos imediatos às comunidades ribeirinhas que vivem na região que engloba os estados da Amazônia, Rondônia e Roraima. Além dessas ameaças, essa população ainda enfrenta a carência de serviços básicos de saúde e educação.</span></p>
<p dir="ltr">A situação dos moradores dessas comunidades será abordada no seminário <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/amazonia-povos-e-projetos" class="external-link">Amazônia: Povos e Projetos</a></i>, que ocorrerá no dia <strong>2 de setembro, às 9h</strong>, no IEA. O evento é público e gratuito, mas requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdtNUbNe6iQhbxlZm0MI-tj3eZ9BZygHy-HRCEdvLYbJ8_H8A/viewform">inscrição prévia</a>. Para assistir a transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo no site do IEA</a> não é preciso se inscrever.</p>
<p dir="ltr">A discussão partirá do olhar e da análise de quatro especialistas que viajaram em maio pela região do Baixo Rio Branco, um curso de água no estado de Roraima em que os pesquisadores conheceram 16 comunidades. A expedição fez parte do projeto “Estratégias de ordenamento territorial em comunidades de interesse socioambiental na Amazônia”, uma parceria entre a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e a Universidade Federal do Ceará (UFC).</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Mulheres do Xingu</th>
</tr>
<tr>
<td>Após o seminário, será exibido o documentário “Mulheres do Xingu”, cobertura jornalística de um encontro realizado no Parque Indígena do Xingu em março de 2019 que reuniu mulheres de 16 etnias. Vendo o desmatamento avançar em suas terras, elas se encontram para organizar uma defesa da floresta e discutir sobre as ameaças ao território preservado e o papel das mulheres nessas comunidades. Após a exibição, as diretoras Maria Fernanda Ribeiro e Nádia Pontes conversarão com os participantes e com o público sobre o projeto.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Danos visíveis</strong></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wagner-costa-ribeiro" class="external-link">Wagner Costa Ribeiro</a>, professor do Departamento de Geografia da FFLCH-USP e membro do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/meio-ambiente-e-sociedade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</a> do IEA, acompanhou a expedição e é o coordenador do seminário. Segundo ele, os moradores das comunidades já percebem algumas mudanças na dinâmica natural da região causadas pelas interferências do homem na floresta. Entre elas, estão a alternância do ritmo de chuvas e do curso do rio.</p>
<p dir="ltr">A percepção dos ribeirinhos tem sustentação científica: se uma área próxima do rio é desmatada, a erosão aumenta e a dinâmica hidrográfica é afetada. “Com mais assoreamento, a cheia do rio fica maior”, explica Wagner. Isso afeta seriamente a vida dos moradores. “Algumas comunidades têm áreas mais altas para se deslocar durante a cheia, mas outras não. Então uma das consequências do desmatamento pode ser a água avançando e chegando na porta da casa das pessoas”, diz. Mas há outras. Se a cheia aumenta, explica, as águas do rio perdem velocidade e força. “Isso pode afetar, por exemplo, a pesca”.</p>
<p dir="ltr">As comunidades vivem de ciclos econômicos de aproximadamente três meses. Além da pesca, estão entre as atividades a coleta de açaí e cupuaçu e a produção de mandioca (que inclui períodos de colheita e de produção de farinha). “É um trabalho permanente, de produção e coleta do que a natureza oferece”, explica Wagner. “É importante ressaltar que eles não devastam a floresta para isso. O cultivo de mandioca é feito em pequenas roças, e a coleta respeita os ciclos da natureza sem afetar sua biodiversidade”.</p>
<p dir="ltr">As queixas da população local são principalmente em relação às condições de infraestrutura de saúde e educação. Só há um hospital na região, o da vila de Santa Maria de Boiaçu. O deslocamento de lancha entre uma comunidade e o hospital leva, aproximadamente, de 4 a 6 horas. Mas nem todas comunidades têm veículos com motor à disposição.</p>
<p dir="ltr">O mesmo problema se aplica à educação: algumas comunidades só têm o ensino até o 5º ano. A partir daí, é necessário se deslocar até outro ponto. “Algumas crianças levam de 2 a 3 horas remando para ir para a escola”, conta Wagner. Quando se trata do ensino médio, só há escolas em Santa Maria de Boiaçu. “Nesse caso, o adolescente precisa deixar a sua casa e família para morar em outro lugar. Isso acarreta uma série de custos para os pais”, explica. “Muitas vezes, o primeiro e talvez o segundo filho vão estudar, mas se há outros na família, os pais não conseguem pagar para todos”.</p>
<p dir="ltr"><strong>Especialistas</strong></p>
<p dir="ltr">Cada um dos quatro expositores abordará um aspecto específico sobre a situação dessas comunidades. Especialista em questões de gênero, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-das-gracas-silva-nascimento-silva" class="external-link">Maria das Graças Silva Nascimento Silva</a> (UNIR) dedicou-se na viagem à situação das mulheres, entendendo, por exemplo, quais são as questões de saúde enfrentadas por moradores jovens e idosas nestas regiões.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-tolrino-de-rezende-veras" class="external-link">Antonio Tolrino de Rezende Veras</a> (UFRR), especialista em organização territorial, pretende propor um plano de ação para salvaguardar o estilo de vida dessas comunidades — garantindo, por exemplo, a continuidade do modelo econômico por ciclos.</p>
<p dir="ltr">O impacto causado pelas hidrelétricas em comunidades tradicionais e indígenas na região amazônica será abordada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-madalena-de-aguiar-cavalcante" class="external-link">Maria Madalena de Aguiar Cavalcante</a> (UNIR). Em Rondônia, por exemplo, duas usinas foram inauguradas na última década: a de Jirau e a de Santo Antônio. Nesses casos, o principal impacto é a perda da terra — em alguns casos com indenização, e em outros com uma realocação que não permite o mesmo estilo de vida que a população tinha antes.</p>
<p dir="ltr">Finalmente, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/josue-da-costa-silva" class="external-link">Josué da Costa Silva</a> (UNIR) se dedica a estudar o modo de vida dessas comunidades, baseado em uma premissa de viver em consonância com o ritmo da natureza, e ao mesmo tempo buscar ser feliz e contemplar necessidades de lazer e bem-estar.</p>
<hr />
<p><i><strong>Amazônia: Povos e Projetos</strong><br />2 de setembro, 9h<br />Auditório do IEA, Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público (mediante <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdtNUbNe6iQhbxlZm0MI-tj3eZ9BZygHy-HRCEdvLYbJ8_H8A/viewform">inscrição prévia</a>) - Para assistir à transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br />Mais informações: com Sandra Sedini (sedini@usp.br), telefone (11) 3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/amazonia-povos-e-projetos" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Wagner Costa Ribeiro</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-23T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/biodiversidade-sem-fronteiras">
    <title>Conferência apresentará infraestrutura internacional de rede e pesquisa sobre biodiversidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/biodiversidade-sem-fronteiras</link>
    <description>"Informações sobre Biodiversidade sem Fronteiras: Aproveitando o Big Data para o Desenvolvimento Sustentável" é o tema da conferência de Tim Hirsch, da Global Biodiversity Information Facility (GBIF), no dia 6 de março, às 10h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/borboleta-neptis-sappho/image" alt="Borboleta Neptis sappho" title="Borboleta Neptis sappho" height="367" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">Borboleta Neptis sappho observada na China em  23 de outubro de 2019; foto publicada no site iNaturalist.org e referenciada na GBIF</dd>
</dl>Tim Hirsch, da <a class="external-link" href="https://www.gbif.org/" target="_blank">Global Biodiversity Information Facility</a> (GBIF), faz no <strong>dia 6 de março, às 10h</strong>, a conferência <i>Informações sobre Biodiversidade sem Fronteiras: Aproveitando o Big Data para o Desenvolvimento Sustentável.</i></p>
<p>O evento é gratuito e aberto ao público, mas requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSccwkk4jmano-icDn1hEghiPotyFNvHJurS_J551sVZVhHZtQ/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a> para acompanhá-lo presencialmente, na Sala Alfredo Bosi do IEA. Para assistir à transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever.</p>
<p><strong>Acesso aberto</strong></p>
<p>Financiada por universidades, agências e outros órgãos governamentais de 31 países, a GIBF é uma infraestrutura internacional de rede e pesquisa destinada a fornecer a qualquer pessoa, em qualquer lugar, acesso aberto a dados sobre todos os tipos de vida na Terra.</p>
<div id="parent-fieldname-text-98003deb0e5e44c4aab52fcf3ed70439">
<p>Hirsch falará sobre a estrutura e ferramentas da GBIF e sobre os dados que ela gerencia. Também tratará da relevância dos dados agregados da biodiversidade aberta para pesquisas relacionadas às mudanças climáticas (por exemplo, adaptação às mudanças projetadas na distribuição de espécies), segurança alimentar (por exemplo, distribuição de parentes selvagens das culturas) e saúde humana (por exemplo, modelagem do risco de doenças com base em vetores de doenças de insetos e reservatórios de vírus em mamíferos).</p>
<p>O evento é organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/saude-planetaria-uma-abordagem-transdisciplinar-para-a-sustentabilidade-do-planeta-integrada-a-saude-humana/integrantes" class="external-link">Grupo de Estudos Saúde Planetária: Uma Abordagem Transdisciplinar para a Sustentabilidade do Planeta Integrada à Saúde Humana</a>. A coordenação será de  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-mauro-saraiva" class="external-link">Antonio Mauro Saraiva</a>, coordenador do grupo.</p>
<p><i><i> </i></i></p>
<hr />
</div>
<div id="parent-fieldname-text-98003deb0e5e44c4aab52fcf3ed70439"><i><i> <strong>Informações sobre Biodiversidade sem Fronteiras:<br /></strong></i></i><i><i><strong>Aproveitando o Big Data para o Desenvolvimento Sustentável</strong><br /></i></i><i>6 de março, 10h<br /></i><i>Local: Sala Alfredo Bosi, IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, mediante </i><i><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSccwkk4jmano-icDn1hEghiPotyFNvHJurS_J551sVZVhHZtQ/viewform" target="_blank">inscrição prévia online<br /></a></i><i>Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet (sem necessidade de inscrição para assistir)<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/biodiversidade-sem-fronteiras" class="external-link">Página do evento</a></i></div>
<div></div>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="external-link" href="https://www.gbif.org/occurrence/2445092348">benanna/iNaturalist.org</a></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Big Data</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Planetária: Uma Abordagem Transdisciplinar para a Sustentabilidade do Planeta Integrada à Saúde Humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-27T15:57:23Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conservacao-de-muriquis">
    <title>Conservação de muriquis é tema da 1ª videojornada da Operação Primatas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conservacao-de-muriquis</link>
    <description>No dia 2 de junho, a partir das 14h, realiza-se a "1ª Videojornada da Operação Primatas: Abordagens para a Conservação dos Muriquis", organizada pelo Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas do IEA, Operação Primatas do ICMBio-MMA e Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/muriqui-do-sul/image" alt="Muriqui do Sul" title="Muriqui do Sul" height="545" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O muriqui é um dos seis primatas brasileiros que correm sério risco de extinção</dd>
</dl></p>
<p>A primatologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/karen-strier" class="external-link">Karen Strier</a>, presidente da Sociedade Internacional de Primatologia e maior especialista mundial no estudo dos muriquis, será a conferencista da <i>1ª Videojornada da Operação Primatas: Abordagens para a Conservação dos Muriquis</i>, no <strong>dia 2 de junho</strong>, a partir das <strong>14h</strong>, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> no site do IEA.</p>
<p>A finalidade do evento é apresentar os objetivos e relatar parte das ações práticas da Operação Primatas, do Ministério do Meio Ambiente, além de explicar, de forma mais detalhada, os trabalhos para recuperar a população de muriquis (<i>Brachyteles arachnoides</i>). Maior macaco das Américas, o muriqui é exclusivo da Mata Atlântica e está severamente ameaçado de extinção.</p>
<p>Karen é professora da Universidade de Wisconsin-Madison, dos EUA, e dedica-se à pesquisa sobre os muriquis há 40 anos na Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) da Fazenda Montes Claros, em Caratinga (MG). No evento, ela receberá o recém-criado Prêmio Operação Primatas.</p>
<p>O seminário terá mais três expositores: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leandro-jerusalinsky" class="external-link">Leandro Jerusalinsky</a>, coordenador do<span> Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (</span><span>CPB</span><span>) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e presidente da Sociedade Latino-Americana de Primatologia (SLAPrim); </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/edson-montilha" class="external-link">Edson Montilha</a>, professor da UFSCar e diretor de Unidade de Conservação e Preservação da  Fundação Florestal de São Paulo; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabiano-rodrigues-de-melo" class="external-link">Fabiano Rodrigues de Melo</a>, professor da Universidade Federal de Viçosa e membro-fundador <span style="text-align: justify; ">do Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica (Ipema) e do Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB).</span> [Veja a <a class="anchor-link" href="#programacao">programação</a>]</p>
<p>A videojornada é uma realização do Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas do IEA, Operação Primatas e Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima), com o apoio da várias <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/i-videojornada-muriquis#apoio" class="external-link">instituições</a>.</p>
<p><strong>Operação Primatas</strong></p>
<p>O Brasil possui 150 espécies de primatas, com 36 delas ameaçadas e seis criticamente ameaçadas de extinção, segundo os especialistas. A Operação Primatas é uma iniciativa interinstitucional que se propõe a catalizar a implementação dos planos de ação nacionais para a conservação das espécies ameaçadas, coordenados pelo ICMBio.</p>
<p>Essa atuação consiste na divulgação de informações e na busca de garantias para a reversão desse quadro, sempre em colaboração com todos que trabalham para a proteção dos macacos do Brasil. Com essa finalidade, a organização elegeu como de alta prioridade as ações em relação às seis espécies de primatas cuja sobrevivência está em situação mais crítica.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td><strong>Abertura</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/iea/organizacao/diretoria" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (diretor do IEA), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-feldmann" class="external-link">Fábio Feldmann</a> (consultor ambiental) e
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-pedro-de-oliveira-costa" class="external-link">José Pedro de Oliveira Costa</a> (coordenador do Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas do IEA)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h30</strong></td>
<td>
<p><strong>Quarenta anos de pesquisa para a proteção do Muriqui</strong><br />Karen Strier (presidente da Sociedade Internacional de Primatologia e professora da Universidade de Wisconsin-Madison, EUA)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h30</strong></td>
<td><strong>Operação Primatas: Estruturação e Avanços</strong><br />Leandro Jerusalinsky (coordenador do CPB-ICMBio e presidente da SLAPrim)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h50</strong></td>
<td><strong>Projeto Muriquis Brasil</strong><br />Edson Montilha (Fundação Florestal de São Paulo)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h05</strong></td>
<td><strong>Drones</strong><br />Fabiano Rodrigues de Melo<span> (Universidade Federal de Viçosa)</span></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h20</strong></td>
<td><strong>Debate</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h40</strong></td>
<td><strong>Prêmios e homenagens</strong><br /><span>- Reconhecimento a Gabriela Rezende – Prêmio Whitley<br />- <span>Entrega do Prêmio Operação Primatas à </span>Karen Strier</span></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h</strong></td>
<td><strong>Encerramento</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-penido" class="external-link">Marcos Penido</a><span> secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), José Pedro de Oliveira Costa<span> (Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas do IEA) e Guilherme Ary Plonski (diretor do IEA)</span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div id="parent-fieldname-text-98003deb0e5e44c4aab52fcf3ed70439">
<p><i><i> </i></i></p>
<br /> 
<hr />
</div>
<div id="parent-fieldname-text-98003deb0e5e44c4aab52fcf3ed70439"><i><strong><strong>1ª Videojornada da Operação Primatas: Abordagens para a Conservação dos Muriquis</strong></strong><br /></i><i>2 de junho, 14h<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">Transmissão ao vivo</a> pela internet (evento gratuito e aberto a todos os interessados, sem necessidade de inscrição para assistir)<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini, <a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a><br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/i-videojornada-muriquis" class="external-link">Página do evento</a></i></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conservação ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Primatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-19T03:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/biodiversidade-mudancas-climaticas-e-pandemias-exigem-mudanca-de-modelo-de-desenvolvimento-apontam-pesquisadores">
    <title>Biodiversidade, clima e pandemias exigem novo modelo de desenvolvimento</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/biodiversidade-mudancas-climaticas-e-pandemias-exigem-mudanca-de-modelo-de-desenvolvimento-apontam-pesquisadores</link>
    <description>"Vetores Saudáveis: O Relacionamento entre Pandemias, Clima e Biodiversidade", segundo encontro de série de webinars organizada pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa e Aciesp, foi realizado no dia 28 de maio.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/desmatamento-na-amazonia/image" alt="Desmatamento na Amazônia" title="Desmatamento na Amazônia" height="367" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">Destruição de florestas reduz biodiversidade, contribui para o aquecimento global e pode colocar seres humanos em contato com vírus causadores de pandemias</dd>
</dl></p>
<p>As conexões, similaridades e diferenças entre as crises de perda de biodiversidade, do clima e de saúde púbica em função da pandemia da Covid-19 foram exploradas em webinar no dia 28 de maio.  Foi o segundo encontro da série de webinars <i>Vetores Saudáveis</i>, organizada pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estados de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>O ecólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-alfredo-joly">Carlos Alfredo Joly</a>, do Instituto de Biologia da Unicamp tratou das  questões relativas à biodiversidade e da importância dos próprios vírus para ela. “Eles constituem, possivelmente, a classe de organismos mais abundante. Surgiram há 3,5 bilhões de anos e se desenvolveram incorporando estruturas dos organismos em que se hospedaram. E continuam a ter importância no processo evolutivo.”</p>
<p><strong>Vírus perigosos</strong></p>
<p>Joly explicou que há dois grupos de vírus mais problemáticos: a família dos betacoronavírus, da qual o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, faz parte; e o grupo dos arbovírus, transporta por mosquitos, carrapatos, borrachudos e outros insetos e responsáveis por doenças como a febre amarela, zika, dengue e chikungunya.</p>
<p>“Os betacoronavírus se hospedam em mamíferos e, em geral, não infectam o homem diretamente, mas por meio de um hospedeiro secundário. Os arbovírus também se hospedam em mamíferos e quando uma pessoa é infectada passa a ser a transmissora para outras pessoas.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Série de webinars "Vetores Saudáveis"</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<hr />
<p><strong> <br />Possível Reconfiguração dos Modelos Educacionais Pós-Pandemia - webinar</strong><br />14/ 5/2020</p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/covid-19-leva-a-repensar-a-educacao" class="external-link">Pandemia reforça necessidade de novos modelos de educação, dizem pesquisadores</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/vetores-saudaveis-possivel-reconfiguracao-dos-modelos-educacionais-pos-pandemia" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br /><strong>O Relacionamento entre Pandemias, Clima e Biodiversidade</strong><br />28/05/2020</p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/vetores-saudaveis-o-relacionamento-entre-pandemias-clima-e-biodiversidade" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No caso do Sars-CoV-2, tudo indica que num mercado chinês que também vende animais vivos para serem abatidos e eviscerados no local, passou de morcegos para pangolins e destes para o homem.</p>
<p>“No Brasil come-se tatu, paca, cotia, capivara e outros animais silvestres, mas não há transmissões desse tipo”, talvez pelo fato de o abate e a evisceração não acontecerem como nos mercados asiáticos, mas sim com menor densidade de pessoas, disse Joly.</p>
<p>“Entretanto, estamos num processo de enorme desmatamento, mais acentuado no atual governo. Estamos criando condições para o homem entrar em contato com animais que podem ser reservatórios de vírus. Estamos aumentando as possibilidades de pandemias futuras.”</p>
<p><strong>Biodiversidade e fármacos</strong></p>
<p>Apesar de incluir vírus e outros micro-organismos que causam doenças no homem, a biodiversidade também abriga moléculas que, uma vez transformadas em fármacos, são utilizadas no tratamento de doenças, ressalvou o ecólogo. “Muitos antivirais, inclusive contra o HIV e a herpes, tiveram origem em substâncias presentes em esponjas marinhas.”</p>
<p>Do ponto de vista ambiental, o que mais preocupa, segundo Joly, é como será o pós-pandemia. “Além de nos voltarmos para uma economia independente de carbono, será preciso pensar na saúde coletiva, num sistema único que envolva a saúde do planeta e a saúde humana.”</p>
<p>Os aspectos relacionados com as mudanças climáticas foram o tema da exposição do físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, integrante do IEA e do Instituto de Física da USP e vice-presidente da Aciesp.</p>
<p>Para ele, a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas e a pandemia de Covid-19 são três crises que refletem a superexploração da natureza, a falta de governança global e a visão de curtíssimo prazo dos sistemas político e econômico. No caso da governança em relação ao combate à Covid-19, comentou o fato de que países próximos um dos outros, como Bélgica, França, Luxemburgo e Alemanha, adotaram política de enfrentamento da doença diferentes. “Lidar com uma pandemia global dessa maneira é impossível.”</p>
<p>As três crises têm também vários aspectos comuns, afirmou. Um dele é a tomada de decisão ter de se basear em conhecimento científico. O problema é que “governos autoritários rechaçam a ciência quando ela vai contra seus interesses”.</p>
<p><strong>Aquecimento global</strong></p>
<p>A redução da biodiversidade e a pandemia encontram uma crise climática em andamento. “Em média, o planeta já aqueceu um 1 grau. Em algumas regiões do Nordeste a elevação foi de 2,3 graus e em partes do leste da Amazônia já está perto de 2 graus.  Dependendo da emissão de gases, a temperatura média no Brasil pode subir 4 ou 5 graus. Isso terá impactos socioeconômicos como os da Covid-19. A chuva no Nordeste pode diminuir 30%. O Semiárido vai virar uma região árida. O que fazer com 20 milhões de brasileiros que vivem lá?”</p>
<p>De acordo com estudos, as emissões de gases efeito estufa terão redução de 4% em 2020 em relação ao ano passado, “mas o IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU] diz que temos de reduzir 7% todos os anos até 2050”, disse Artaxo.</p>
<p>Segundo ele, muitas áreas do planeta ficarão inabitáveis, com mais de 52 graus no verão. “O limiar de sobrevivência das florestas tropicais poderá ser ultrapassado, com mais perda de carbono para a atmosfera e agravamento do efeito estufa. Os efeitos serão migrações em massa, dificuldade de produção de alimentos, secas e inundações.</p>
<p>A diferença entre as três crises é de ordem temporal, afirmou: “A Covid-19 deve durar um ano, um ano e meio, a climática demorará séculos e a perda da biodiversidade será para sempre. Pode aparecer algum tratamento para a Covid-19, mas não há vacina para as outras duas crises”.</p>
<p><strong>Revisão de prioridades</strong></p>
<p>Uma das consequências da pandemia foi trazer à tona questão sobre onde a sociedade investe seus recursos intelectuais e financeiros, destacou Artaxo. “Os Estados Unidos gastam de 2 a 3 trilhões de dólares em máquinas de guerra, mas agora tem 100 mil mortos em quatro meses por causa de um vírus com 120 nanômetros de tamanho.”</p>
<p>Ele frisou que a pandemia mostrou vulnerabilidades importantes no Brasil, como a falta de respiradores suficientes, “uma vulnerabilidade que deveria ser inaceitável”.</p>
<p>“Para aumentar a resiliência da humanidade às três crises é preciso mudar o modelo de desenvolvimento”, afirmou</p>
<p>Em função da ocorrência de outras epidemias e pandemias, como a do HIV e de mais recentes como as do H1N1 e do ebola, a possibilidade de uma pandemia como a atual vinha sendo prevista há algum tempo, segundo o especialista em medicina coletiva <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nelson-da-cruz-gouveia">Nelson Gouveia</a>, do IEA e da Faculdade de Medicina da USP.</p>
<p>Ele disse que a governança global tinha certa articulação e instrumentos para enfrentar a pandemia, como o Código Sanitário Internacional e o monitoramento por centros sentinelas da Organização Mundial da Saúde (OMS) espalhados pelo mundo, mas isso não foi suficiente. “Depois que a pandemia passar será possível avaliar a atuação das organizações de saúde internacionais e dos países.”</p>
<p><strong>Futuras pandemias</strong></p>
<p>Assim como Joly e Artaxo, Gouveia destacou a possibilidade de novas pandemias, por conta, principalmente, da relação intima de pessoas com habitats pouco explorados ou inexplorados. “Quanto mais o homem avança as fronteiras agrícolas, desmata e tem contato com animais selvagens, maiores as possibilidades.”</p>
<p>Ele também reforçou o comentário de Joly sobre a importância da preservação, uma vez que os diversos ecossistemas também são reservatórios de moléculas importantes. “Mais da metade dos remédios nas farmácias tem origem em moléculas presentes na natureza.”</p>
<p>Entre os impactos das mudanças climáticas na saúde humana, Gouveia citou a difusão de arboviroses. “O aquecimento do planeta fornece as condições para que os mosquitos transmissores desses vírus migrem para latitudes onde antes não tinham como sobreviver.”</p>
<p>Segundo Paulo Artaxo, isso já está acontecendo, com o aumento da área de incidência da malária, por exemplo, via vetores que acompanham o clima. “A chegada da dengue e da malária na Europa já está prevista para os próximos anos.”</p>
<p><strong>Sistemas de saúde</strong></p>
<p>Uma lição que deve ser aprendida com a pandemia é a importância de sistemas universais de saúde, afirmou Gouveia. “Apesar de subfinanciado e sucateado durante anos, se não fosse o nosso SUS, estaríamos numa situação bem pior. Precisamos fortalecer o sistema para nos proteger.”</p>
<p>“A segunda lição é cuidar do planeta e reconhecer que tudo está conectado, que a redução da biodiversidade e as mudanças climáticas têm impactos diversos na saúde e na economia.”</p>
<p>Para ele, a Covid-19 ressaltou a importância de a saúde estar nas mesas de decisão de vários fóruns internacionais. “No pós-pandemia, precisamos discutir como enfrentar essas questões ambientais e de saúde com um pouco mais de consciência.”</p>
<p>O pró-reitor de Pesquisa da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvio-canuto">Sylvio Canuto</a>, o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski</a>, e a presidente da Aciesp, <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/10/" target="_blank">Vanderlan Bolzani</a>, também fizeram intervenções na abertura e durante a fase de debate do encontro, que teve como instigador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-paul-walter-metzger">Jean Paul Metzger</a>, do IEA e do Instituto de Biociências da USP.</p>
<p>Metzger quis saber de Joly se a biodiversidade é uma ameaça ou uma solução, uma vez que nela estão presentes tanto os agentes patógenos e quanto substâncias que podem propiciar a produção de remédios.</p>
<p>Para Joly, não há dúvida de que a biodiversidade é a solução: “Dependemos de todos os serviços ecossistêmicos. Obtemos algumas vantagens do funcionamento de seus processos naturais.”</p>
<p>Ele exemplificou com a capacidade da floresta amazônica de retirar CO2 da atmosfera e transpirar a umidade do solo, criando assim os chamados “rios voadores”, que levam a umidade para outras partes do país. “Toda a produção agrícola do Sudeste e do Centro-Oeste depende desse serviço.”</p>
<p>Não devem ser esquecidos também os benefícios culturais e até psicológicos que a relação com a natureza proporciona, afirmou.</p>
<p>“Se quiséssemos eliminar todos os hospedeiros de vírus que nos causam doenças, teríamos de eliminar todos os mamíferos, inclusive o homem.”</p>
<p><strong>Valor econômico</strong></p>
<p>Quanto à monetização de mecanismos de proteção da biodiversidade e de serviços ecossistêmicos levantada por pergunta do público, Joly disse que essa é uma tendência crescente. Segundo ele, o relatório de 2017 da <a href="https://www.bpbes.net.br/">Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos</a> indicou que os serviços de polinização representavam 11 bilhões de dólares ao câmbio da época, “valor tão importante na balança comercial quanto ao da pecuária”.</p>
<p>Sobre a atuação empresarial diante desse panorama de crises, questão apresentada por Guilherme Ary Plonski, Joly respondeu que em termos de biodiversidade há um envolvimento maior da área empresarial, mas pouca interlocução com os governos. “Polinização e restauração despertam maior interesse de empresas privadas, pois a questão monetária envolvida é mais facilmente demonstrável.” Para ele, não há nenhum problema na busca de rentabilidade, “desde que seja orientada por uma base cientifica”.</p>
<p>Outros cinco temas foram abordados no debate: negacionismo, conscientização sobre as três crises, educação básica, interdisciplinaridade e divulgação científica.</p>
<p>Para Artaxo, tem havido um crescimento da divulgação científica nos últimos cinco anos, à medida que várias descobertas repercutem em aspectos econômicos e da saúde. “Um dos efeitos da pandemia é mostrar como a ciência é essencial para a nossa sociedade, não apenas para o desenvolvimento econômico.”</p>
<p>Perguntado sobre a dificuldade de conscientização da população sobre as   mudanças climáticas, afirmou que esperar isso da população de baixa renda é um pouco demais, diante das dificuldades de sobrevivência que ela enfrenta. “Nos países desenvolvidos, essa conscientização já existe, mas as pessoas não querem deixar de andar em carros de mais de 3 toneladas e de manter seu nível de consumo insustentável.”</p>
<p><strong>Negacionismo</strong></p>
<p>Metzger quis saber dos três expositores como viam o clima anticiência presente no Brasil, associado a medidas de flexibilização ambiental, inclusive com discursos de estímulo a práticas ilegais.</p>
<p>Para Artaxo, o negacionismo científico do governo federal não pode ser extrapolado para toda a sociedade. “O que há é um negacionismo não só em relação à ciência, mas também em relação à democracia, ao judiciário, contra as instituições e a legalidade. o negacionismo do atual governo federal ocorre porque a ciência não está dando as respostas que ele gostaria.”</p>
<p>Para Joly, havia nas décadas de 60 e 70 a expectativa de que a ciência poderia resolver todos os problemas, mas as crises climática e da biodiversidade e os desastres naturais foram aumentando e as respostas demoraram. Com isso, diminuiu a confiança na ciência, pois “as expectativas não se realizaram”.</p>
<p>“Isso levou países e organizações científicas a promoverem a pesquisa interdisciplinar direcionada à solução de problemas. O fato de termos hoje uma recuperação da expectativa positiva sobre a ciência é porque a pandemia é um problema emergencial e a ciência está dando uma resposta mais rápida do que costuma dar, e por meio de uma cooperação internacional.”</p>
<p>Sylvio Canuto também enfatizou a importância da interdisciplinaridade: “A priorização de área é extremamente perigosa, pois quando a sociedade coloca um problema para a ciência ele não é de química, de física ou de biologia.”</p>
<p>Gouveia destacou que o descrédito na ciência se tornou um problema mundial e citou os movimentos antivacina surgidos nos últimos anos como exemplo.</p>
<p><strong>Educação básica</strong></p>
<p>Para elevar o nível de conscientização sobre mudanças climáticas, riscos à biodiversidade e outras questões, Gouveia disse que as ações devem começar nos anos iniciais da formação escolar, com a introdução desses temas nas diretrizes curriculares, como já acontece em várias escolas e lugares. “Deveria ser uma política pública de educação.”</p>
<p>Para Vanderlan Bolzani, há uma “discrepância assustadora” entre o nível elevado de várias áreas cientificas do país e o da educação. “Num país tão diverso, com tantas diferenças sociais, falta o lastro de conhecimento básico para entender a importância da biodiversidade, das questões climática e da Amazônia.”</p>
<p>“Enquanto cientistas, temos de trazer a sociedade para a defesa da ciência, mas para essa defesa ocorrer é preciso que as pessoas tenham um mínimo de educação. E mais bem educadas podem escolher melhor os governantes.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Felipe Werneck/Ibama</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ACIESP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pesquisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-06-02T00:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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