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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 111 to 125.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/a-ciencia-e-suas-fronteiras-17-de-agosto-de-2016">
    <title>A Ciência e suas Fronteiras - 17 de agosto de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/a-ciencia-e-suas-fronteiras-17-de-agosto-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-17T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-geografia-social-do-zika-virus-no-brasil">
    <title>A geografia social do Zika vírus no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-geografia-social-do-zika-virus-no-brasil</link>
    <description>Doenças causadas por mosquitos afetam desproporcionalmente a maioria desprivilegiada da população, mostra artigo de professor visitante do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jeffrey-lesser" alt="Jeffrey Lesser" class="image-inline" title="Jeffrey Lesser" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Jeffrey Lesser pesquisa saúde e história social nas metrópoles</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Considerado uma ameaça à saúde mundial, o Zika vírus pode ser mais um indicador das desigualdades que persistem no Brasil, já que seus impactos são maiores em áreas mais pobres. O tema é discutido no artigo <a href="http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/10714839.2016.1201268">The Social Geography of Zika in Brazil</a> (A geografia social do Zika vírus no Brasil), assinado pelo professor visitante do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser/perfil" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, da Emory University de Atlanta, Estados Unidos. Publicado no número 48 da revista norte-americana <a href="http://www.tandfonline.com/toc/rnac20/48/2">NACLA Report on the Americas</a>, o artigo tem co-autoria de Uriel Kitron, chefe do departamento de ciências ambientais da mesma universidade.</p>
<p>Em ano sabático pela Emory University, Lesser desenvolve no IEA a pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pessoas/projetos-lesser">Metrópoles, Migração e Mosquitos: Uma Historia de Saúde em São Paulo, Brasil</a>. No ano passado, lançou pela Editora Unesp o livro  "<a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539306121,a-invencao-da-brasilidade" target="_blank">A Invenção da Brasilidade</a>".</p>
<p>Abordagens da saúde pública no Brasil, as atitudes da população sobre as formas de conter o mosquito transmissor do Zika, as campanhas governamentais sobre o <i>Aedes aegypti</i> e as condições socioeconômicas das áreas que Lesser visitou para a pesquisa são alguns dos tópicos tratados no artigo. A análise combina métodos interdisciplinares do campo da história, antropologia e epidemiologia, conforme a proposta do projeto financiado em parte pela Emory University e em parte pelo IEA-USP.</p>
<p>Em março de 2016, quando São Paulo ainda sofria os impactos da seca mais crítica de sua história, Lesser visitou o distrito de Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, acompanhado por agentes de saúde encarregados de orientar a população e de dedetizar possíveis focos do mosquito transmissor. Naquele período, grande parte da cidade era abastecida pelos caminhões-pipa. O problema é que a água armazenada pelas famílias em geral acabava se transformando em focos de reprodução da larva do mosquito, já que as condições de acondicionamento do líquido em geral eram muito precárias.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mosquito-aedes-aegypti" alt="Mosquito Aedes Aegypti" class="image-inline" title="Mosquito Aedes Aegypti" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong><i>Aedes aegypti</i> não é o único vetor do Zika vírus, que causa a microcefalia em recém-nascidos</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Lesser, os moradores daquela comunidade, com rendimentos médios mensais de cerca de dois salários mínimos e meio, tinham poucos recursos para reparar as caixas d´água ou comprar equipamentos vedantes para os tanques de armazenamento. Numa região em que a maioria das construções civis fica semi-acabada e o acesso a serviços básicos como coleta de lixo e tratamento de esgoto é irregular ou inexistente, a população termina com um fardo desigual, muitas vezes maior do que pode suportar, mostra o artigo.</p>
<p>A mulher pobre e grávida, moradora de áreas onde há surto da febre causada pelo Zika, também é mais penalizada. Tanto em relação ao homem, quanto em relação à mulher que pode pagar assistência médica particular ou mesmo sair da área de risco enquanto estiver grávida. “Oficiais de saúde recomendam que mulheres em áreas de risco devem evitar a gravidez e evitar intercurso sexual, mas em geral ignoram o papel do homem nessa questão”, afirma o autor.</p>
<p>As campanhas governamentais, mostrando “mosquitos monstros” com presas e cara de mau, podem ser “resquícios” de materiais educacionais usados no século 19, analisa o autor. Esse tipo de imagem tem sido criticada por especialistas, diz Lesser, pois pode levar as pessoas a crerem que todo e qualquer tipo de mosquito pode ser um perigo iminente.</p>
<p>Além disso, a forma de conduzir as campanhas de contenção do mosquito assumem características amplamente paternalistas, como foram no passado. O uso de militares nas operações de saúde pública também traz desconfiança de uma parcela da população que está acostumada a lidar com a força policial especialmente em situações de confronto. Muitas pessoas acabam vendo os agentes de saúde como agentes sociais do estado incumbidos de controlar os indivíduos mais do que priorizar a saúde comunitária, mostra o autor.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-revolta-da-vacina-charge-de-leonidas" alt="A revolta da vacina - charge de Leonidas" class="image-inline" title="A revolta da vacina - charge de Leonidas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>"A revolta da Vacina", charge de Leonidas publicada na revista O Malho, em 1904</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tais abordagens das campanhas governamentais e das “brigadas” contra o mosquito lembram as práticas higienistas do século 19 e início do século 20, que levaram a episódios que culminaram de fato em confrontos, como a Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, no Rio de Janeiro, contra a vacinação obrigatória para varíola.</p>
<p><strong>Fatores cruciais para a transmissão</strong></p>
<p>A concentração de pessoas em áreas precárias, o planejamento de saúde pública feito por gestores sintonizados com políticas do século passado, e a distribuição irregular de água que torna os mais pobres dependentes de armazenamento em cisternas e caixas-d’água são três eixos cruciais do problema da transmissão do Zika evidenciados na pesquisa.</p>
<p>Esses fatores, conclui Lesser, mostram que a geografia da desigualdade no Brasil ainda persiste, tornando o pobre mais suscetível a um problema que não é novo, já que as epidemias causadas por mosquitos remontam ao tempo da descoberta da América.</p>
<p>No mesmo mês da publicação do artigo de Lesser, foi divulgada a descoberta de que o mosquito <i>Culex quinquefasciatus</i>, conhecido como muriçoca ou pernilongo doméstico, também pode transmitir o Zika vírus, causador da microcefalia e de malformações em bebês. A descoberta da bióloga Constância Ayres, da Fiocruz Pernambuco, tem o potencial de proporcionar um salto no conhecimento sobre o vírus e mudar radicalmente a estratégia brasileira de prevenção, uma vez que inexistem estratégias de controle do <i>Culex</i> no Brasil.</p>
<p>Ao contrário do <i>Aedes</i>, o pernilongo é mais ativo à noite, o que implicaria em campanhas de conscientização sobre o uso de repelentes e roupas compridas também nesse horário, especialmente por gestantes. Além disso, o pernilongo prefere colocar seus ovos em locais extremamente poluídos como esgotos, fossas e canaletas. Assim, as medidas de saneamento básico podem ser ainda mais urgentes para evitar a expansão de casos de Zika e microcefalia em bairros mais precários.</p>
<p>Ocupante da cátedra de Estudos Brasileiros na Emory, Lesser é autor de diversos livros lançados no Brasil, incluindo três premiados internacionalmente: "Uma Diáspora Descontente: Os Nipo-Brasileiros e os Significados da Militância Étnica, 1960-1980” (Paz e Terra, 2008), "<a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/8571393362,negociacao-da-identidade-nacional-a" target="_blank">A Negociação da Identidade Nacional: Imigrantes, Minorias e a Luta pela Etnicidade no Brasil</a>", (Editora Unesp, 2001) e "O Brasil e a Questão Judaica: Imigração, Diplomacia e Preconceito" (Imago Editora, 1995).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-27T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pela-fusao-de-saberes-e-uma-ciencia-mais-humana">
    <title>Pela fusão dos saberes e uma ciência mais humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pela-fusao-de-saberes-e-uma-ciencia-mais-humana</link>
    <description>Deixar de lado a arrogância e o ressentimento entre os campos disciplinares é a proposta de Till Roenneberg  para um salto qualitativo nas descobertas científicas.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg-1" alt="Till Roenneberg" class="image-inline" title="Till Roenneberg" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>O cronobiólogo Till Roenneberg falou sobre interdisciplinaridade e humanidades, no dia 19 de julho</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Certas questões no ambiente acadêmico devem ser consideradas quando pensamos em promover a interdisciplinaridade. Há uma decisão política a ser tomada pelas agências de fomento. Financie aqueles que desejam trabalhar junto com quem não pertence às ciências naturais. Daí, então, teremos um novo mundo”.  O comentário do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg </a>fechou a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade,</i> promovida pelo IEA no dia <strong>19 de julho</strong>.</p>
<p>Com formação em medicina, biologia e estudos na área da física, Roenneberg mostra preocupação ao falar da falta de comunicação e de conhecimento mútuo entre as ciências naturais e as humanidades. “Todo o ressentimento e a arrogância entre os campos disciplinares só têm trazido confusão. Sabemos que devemos começar a conversar. A filosofia e a ciência estavam juntas no começo, mas depois se separaram. Precisamos voltar ao início, às perguntas básicas”, disse.</p>
<p>“Nós só nos conhecemos através da crítica dos outros. Então se nos livrarmos das ciências humanas, como muitas universidades estão fazendo, os cientistas naturais irão aumentar a ignorância sobre aquilo que estão fazendo”, afirmou.</p>
<p>Lamentou o fato de muitos humanistas não terem conhecimento sobre questões cruciais da biologia, como os avanços da biologia molecular e a evolução dos seres vivos, por exemplo. “Infelizmente, sem um conhecimento mínimo sobre a importância de tudo isso não dá para construir críticas a respeito. As ciências biológicas hoje dominam a ciência e, portanto, devemos entender esse campo se quisermos colocar seus cientistas no lugar onde deveriam estar”, disse.</p>
<p>“Precisamos das humanidades de volta ao barco ciência, mas não da forma como está acontecendo atualmente. Ela tem de ser mais comunicativa e mais crítica em relação às outras áreas”.</p>
<p>Professor e vice-presidente do Instituto de Psicologia Médica da Universidade Ludwig-Maximilians, Alemanha, Roenneberg diz que o termo interdisciplinaridade não tem sido usado adequadamente.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/atomium-de-bruxelas" alt="Atomium de Bruxelas" class="image-inline" title="Atomium de Bruxelas" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Atomium de Bruxelas. A estrutura é análoga à interdisciplinaridade praticada na ciência, diz cientista</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A palavra me faz lembrar o Atomium de Bruxelas, em que as esferas estão ligadas umas as outras, mas nada acontece. É como se estivéssemos de mãos dadas, mas sem sairmos do lugar. Gosto de pensar em interdisciplinaridade quando penso no que as bactérias fazem. Elas trocam informações e de fato se contagiam. Temos de mudar essa palavra se esperamos algo mais da interdisciplinaridade. Temos de pensar numa fusão de conhecimento”, disse.</p>
<p>Mas a fusão de saberes que o biólogo propõe não significaria o abandono dos campos disciplinares. “Não é possível todos serem puramente interdisciplinares, pois isso resultaria em ciência ruim. Acredito que todos devem ter suas especialidades, mas também saber compreender e interagir com outros campos”, afirma.</p>
<p>Roenneberg é discípulo do físico, biólogo e fisiologista Jürgen Walther Ludwig Aschoff (1913 – 1998), um dos fundadores da cronobiologia, que estuda o ritmo circadiano, também chamado de relógio biológico ou ciclo circadiano. Trata-se do período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos. Portanto, é um ciclo influenciado pelas variações de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.</p>
<p>O conferencista passou duas semanas no Brasil desenvolvendo atividades relacionadas a uma pesquisa sobre a qualidade do sono em quilombolas. Os estudos deverão abranger comunidades remotas em diversos estados brasileiros. O objetivo é aprofundar os achados sobre a influência do ambiente externo e da luz artificial na qualidade do sono.</p>
<p>Segundo o cientista, o homem moderno vive com pouca luz durante o dia ao ficar trancado nos escritórios e exposto a muitos estímulos à noite devido à luz artificial. Isso não só altera a qualidade do sono, como produz o que ele chama de “jet lag social”, ou, um desgaste físico e mental provocado pelo desacordo entre o relógio biológico e o relógio social. <span>Os distúrbios do sono são responsáveis por grande parte das doenças da modernidade. “As pessoas fumam mais, bebem mais café, sofrem mais de depressão, de ansiedade, de problemas metabólicos e diabetes”, disse.</span></p>
<p> </p>
<p><strong>Sobre ciência, gênero e cérebro</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/publico-till-roenneberg" alt="Público Till Roenneberg" class="image-inline" title="Público Till Roenneberg" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Público presente na conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade,</i> no IEA</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na conferência no IEA, Roenneberg retomou os temas que discutiu durante os workshops <i>In Search of Interdisciplinary Dialogue,</i> promovidos pelo Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, realizados no dia <strong>14 de março</strong>, em Tóquio, durante a <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">segunda fase</a> da Intercontinental Academia.</p>
<p>Lembrou que independentemente da “caixa de conhecimento” ou área de que tratarmos, todo o empreendimento acadêmico diz respeito aos seres humanos. De um lado temos o Holocausto, a bomba atômica, Fukushima, os eventos terroristas de 2011, e de outro, a penicilina, a abolição da escravidão, a igualdade de direitos, as células fotovoltaicas, a imunização, enfim, coisas boas e ruins. “Então todos os produtos de cada uma das disciplinas que conhecemos terá impacto sobre os seres humanos. Por isso, a ciência precisa estar sempre atenta para o rumo que está tomando e parece que ultimamente não temos dada a devida atenção a isto”, disse.</p>
<p>Entender os fenômenos produzidos pela ciência requer um tipo de pensamento “fora da caixinha”, disse.  “O que existe de central em tudo o que fazemos é o nosso cérebro. Ele é o microscópio, o princípio do nosso pensamento. O mundo é cheio de dados e tudo é processado no nosso cérebro conforme nossas experiências pessoais”.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Vídeo </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade?b_start:int=0" class="external-link">Fotos</a></span></p>
<p>Notícias:<br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link"></a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-till-roenneberg" class="external-link">Conferência da Intercontinental Academia trata da síndrome do jet lag social</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reflexão sobre os rumos da ciência leva a um questionamento sobre os atores que comandam a ciência. O entendimento do mundo é feito pelo cérebro e a ciência é dominada por cérebros masculinos, lembrou.</p>
<p>A questão de gênero e equidade é pertinente porque toda a ciência, de modo geral, tem sido feita por homens, disse. “E homens gostam de brinquedos grandes e caros. Talvez isso explique nossa tendência a investir em máquinas grandes e caras. Mas desta forma iremos produzir cada vez mais dados que ainda não somos capazes de analisar adequadamente. Portanto, deveríamos investir em cérebros jovens capazes de inventar algoritmos e estratégias matemáticas inteligentes que nos permita analisar redes de genes, redes de células do cérebro ou outros elementos interativos. O cérebro é o instrumento mais interativo que existe”, disse.</p>
<p>Roenneberg comparou o comportamento do brasileiro com a atitude de cientistas que insistem em se manter em sua zona de conforto. “Não entendo porque esse enorme país se recusa a falar inglês. Fui a um grande banco e tive dificuldades porque nem o gerente falava inglês. Muitos até sabem, mas são tímidos, não querem sair da zona de conforto porque isso gera angustia. As pessoas em geral e os cientistas precisam sair da zona de conforto e ter coragem de cometer erros”, disse.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-22T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mercado-de-servicos-ambientais-atores-sociais-e-legislacao-em-debate">
    <title>O mercado de serviços ambientais, seus atores e legislação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mercado-de-servicos-ambientais-atores-sociais-e-legislacao-em-debate</link>
    <description>Conceito da compensação financeira por serviços prestados ao ambiente está relativamente disseminado, mas a falta de arcabouço legal ainda emperra projetos. Tema será debatido no dia 3 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/polinizador" alt="Polinizador" class="image-right" title="Polinizador" />Roda de Conversa sobre Serviços Ecossistêmicos e Comunidades</i> é o título da atividade proposta pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/territorialidade">Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade (IEA)</a>, com apoio do <a href="http://www.idsbrasil.org/" target="_blank">Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)</a> e do <a href="http://www.forest-trends.org/" target="_blank">Forest Trends</a>. Marcado para o dia <strong>3 de agosto</strong>, das <strong>9h às 12h30</strong>, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP, o debate é gratuito, terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online e receberá <a href="http://goo.gl/forms/KnNEtEvuOBJJpp5T2" target="_blank">inscrições prévias </a> até o dia 2 de agosto.</p>
<p>O encontro com especialistas pretende não só levantar questões sobre as experiências brasileiras de pagamento por serviços ecossistêmicos, como também debater o papel das comunidades locais e tradicionais e também a falta de um arcabouço legal e institucional que dê suporte à implementação desse mecanismo no Brasil. Confira programação abaixo.</p>
<p>Pagamentos por serviços ecossistêmicos têm atraído um interesse cada vez maior por constituir um mecanismo capaz de traduzir as externalidades do mercado que impactam o ambiente. O instrumento é uma tentativa de solucionar os problemas ambientais usando a lógica do mercado. Assim, é um mecanismo que visa à criação de um mercado novo, baseado no fornecimento de produtos e processos da natureza.</p>
<p>Os serviços ecossistêmicos consistem no fluxo de materiais, energia e informação dos estoques de capital natural, combinados com os serviços e capitais industriais e humanos, para a produção do bem-estar da humanidade. Tais produtos e serviços incluem o fornecimento de alimentos, fibras e energia, a purificação da água e do ar, a geração de nutrientes do solo, a polinização, o equilíbrio hídrico, a biodiversidade e muitos outros.</p>
<p>Em alguns casos, esse mecanismo tem se mostrado eficaz na conservação e restauração da natureza porque supera as obrigações administrativas e os instrumentos legais tradicionais de comando e controle previstos na Constituição.</p>
<p>Trata-se de uma ferramenta de incentivo financeiro real para determinados atores sociais prestarem serviços ambientais. Os agentes antrópicos, ou seja, pequenos produtores locais e tradicionais, podem atuar em projetos múltiplos de pagamento por serviços ecossistêmicos. Ou, ainda, em projetos delineados conforme as características dos serviços, tais como a provisão de carbono, equilíbrio hídrico ou a biodiversidade, por exemplo.</p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p><span>O conceito de pagamento por serviços ecossistêmicos está relativamente disseminado no Brasil e encontra-se inserido em diversos programas setoriais, como na cobrança pelo uso da água, no Fundo Nacional de Mudanças do Clima, no Programa de Preços Mínimos para Produtos da Bidiversidade, entre outros.</span></p>
<p>Porém, a efetiva implementação do mecanismo ainda enfrenta desafios. A regulamentação legal internacional e nacional ainda é insuficiente para dar base aos critérios de precificação estabelecidos nesse novo mercado. As regras do jogo, responsabilidades e direitos ainda dependem de um arcabouço legal. Diversos projetos de lei sobre pagamentos por serviços ambientais tramitam no Congresso Nacional mas ainda não receberam nenhum parecer do Governo Federal.</p>
<p>No primeiro semestre de 2016, por exemplo, não houve avanço relevante no andamento de dois projetos de lei (PL 792/07 e 312/15) que tramitam na Câmara dos Deputados e que tratam do estabelecimento de uma política e de um sistema nacional de pagamentos por serviços ambientais.</p>
<p>José Roberto Borges, diretor da Iniciativa Comunidades e Mercados, da organização não governamental Forest Trends, analisa a matriz brasileira de pagamento de serviços ecossistêmicos e a atuação das comunidades locais e tradicionais.</p>
<p>Na segunda roda de conversa, diversos especialistas abordam as experiências e propostas de instrumentos para fortalecer e salvaguardar direitos, eficácia ambiental e equidade social na aplicação dos incentivos econômicos para conservação, sustentabilidade e restauração ambiental.</p>
<p> </p>
<h3><strong>Programação</strong></h3>
<p><strong>9h</strong> - Abertura</p>
<p><strong>9h20</strong> - 1ª Roda: a Matriz Brasileira de Pagamentos por Serviços Ambientais e o fortalecimento de comunidades locais e tradicionais.</p>
<p>José Roberto Borges (Forest Trends)</p>
<p><span><strong>Mediação:</strong><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-de-lima-caldas" class="external-link">Eduardo Caldas</a></span></p>
<p><strong>11h</strong> - 2ª Roda: Experiências e propostas de instrumentos para fortalecer e salvaguardar direitos, eficácia ambiental e equidade social na aplicação de incentivos econômicos para conservação, sustentabilidade e restauração ambiental.</p>
<p>Roberta Ramos (Grupo de Trabalho Amazônico); Carolina Jorge Santos (Programa Nascentes); Roberto Resende (Iniciativa Verde); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-maria-de-oliveira-nusdeo" class="external-link">Ana Maria de Oliveira Nusdeo</a> (FD-USP); João Campari (The Nature Conservancy); <a class="external-link" href="http://Paulo Santos de Almeida">Paulo Santos de Almeida</a> (Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP).</p>
<p><strong>Mediação:</strong><span> </span>Eduardo Caldas</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Roda de Conversa sobre Serviços Ecossistêmicos e Comunidades</strong><br /></i><i>3 de agosto, das 9h às 12h30<br /></i><span>Antiga Sala do Conselho Universitário da USP, Rua Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><span>Evento gratuito, com </span><a href="http://goo.gl/forms/KnNEtEvuOBJJpp5T2" target="_blank">inscrições prévias </a><span> até o dia 2 de agosto<br /></span><span>Informações com Sandra Sedini - </span><i>email sedini@usp.br, telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/roda-de-conversa-1" class="external-link">Página do evento<br /><br /></a></i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-19T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/um-olhar-cientifico-sobre-a-complexidade-de-sao-paulo">
    <title>Um olhar científico sobre a complexidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/um-olhar-cientifico-sobre-a-complexidade-de-sao-paulo</link>
    <description>Lançado no dia 13 de julho com apoio da reitoria da USP e da prefeitura de São Paulo, programa USP Cidades Globais buscará a qualidade de vida dos paulistanos por meio de redes de pesquisa e parcerias com a sociedade.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sao-paulo-copan" alt="São Paulo - Copan" class="image-inline" title="São Paulo - Copan" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Com apoio da reitoria da USP, programa <i>USP Cidades Globais</i> buscará subsidiar políticas públicas para a qualidade de vida de São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais-13-de-julho-de-2016" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Página do programa</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais/na-midia" class="external-link">Repercussão na mídia</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Cidades globais influenciam o mundo. Independentemente do tamanho de sua população, elas centralizam as decisões globais. São lugares onde se fazem os melhores negócios, onde se encontra a melhor arte, as melhores orquestras, as melhores universidades, onde se come a melhor comida. Sua importância transcende os próprios países onde estão localizadas. Elas não apenas atraem mais investimentos, como também ocupam as primeiras posições em qualidade de vida. Os critérios de cidades globais, criados pela consultoria A.T. Kearney, colocam São Paulo no 34º lugar num ranking global. Mas o programa <i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais</a>, </i>lançado no dia <strong>13 de julho,</strong> no Anfiteatro do Instituto Oscar Freire da Faculdade de Medicina da USP, pretende levar São Paulo para o grupo das chamadas "cidades elite", anunciou o coordenador do programa, o professor  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências (IB) da USP.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidades-globais-4" alt="Cidades Globais 4" class="image-inline" title="Cidades Globais 4" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Grupo das "cidades elite", em ranking de 2016 da consultoria AT Kerney</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O evento reuniu representantes da sociedade civil e de organizações não governamentais, pesquisadores, políticos, gestores públicos e acadêmicos, além do prefeito da capital paulista Fernando Haddad e da esposa, Ana Estela Haddad, docente da Faculdade de Odontologia da USP.</p>
<p>“A iniciativa é fundamental para o destino da cidade de São Paulo. Colocamos à disposição nossos bancos de dados, nossa inteligência e nossos servidores públicos para contribuir para o sucesso do programa”, disse Haddad.</p>
<p>O projeto idealizado pelo diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva">Paulo Saldiva</a>, atende a um pedido da reitoria da USP, que planeja apoiar a empreitada “pelos próximos anos”, anunciou o vice-reitor da USP, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a>.</p>
<p>Segundo Buckeridge, as atividades e pesquisas deverão embasar políticas públicas voltadas à qualidade de vida nas grandes cidades, em especial São Paulo. A ideia é sistematizar e aprofundar estudos que já são realizados na Universidade, tendo em vista o planejamento em áreas como mobilidade, poluição, resíduos, saúde, educação, uso e ocupação do solo, lazer, enfim, as inúmeras esferas que envolvem a vida nas grandes cidades, disse.</p>
<p>O IEA já é um interlocutor crucial, uma espécie de <i>‘think tank’</i> capaz de interagir com maior liberdade com a sociedade, no que diz respeito às regras acadêmicas. O programa encabeça um dos temas prioritários da USP e tenho certeza de que em alguns anos teremos frutos que beneficiem a população”, disse o vice-reitor.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-cidades-globais-1" alt="Lançamento Cidades Globais - 1" class="image-inline" title="Lançamento Cidades Globais - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Vahan, Haddad e Saldiva: </strong><strong>parcerias com a sociedade e diálogo dos saberes para o sucesso do programa</strong><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Buscaremos promover um diálogo dos saberes a partir de parcerias construtivas e agendas comuns. A Universidade precisa aprender a ouvir a sociedade. O IEA será uma plataforma para que isso aconteça. A ideia é unir redes de pesquisa e entidades civis interessadas em trabalhar uma utopia sob a luz do conhecimento científico”, disse o professor Saldiva.</p>
<p>Advogado e ambientalista, Fabio Feldmann participou da mesa de abertura e deu um exemplo concreto de como as pesquisas da Universidade podem embasar políticas públicas e trazer resultados efetivos para a qualidade de vida nas metrópoles. Ele relembrou o rodízio de veículos em São Paulo, que introduziu em 1995 quando foi secretário estadual de Meio Ambiente. “Criamos o rodízio tendo como base os estudos do Saldiva. Costumo dizer que o professor Saldiva idealizou o rodízio e eu paguei o pato”, brincou.</p>
<p>O comentário, explicou, foi feito para lembrar a importância de associar a política ao conhecimento. “O que temos visto recentemente no Brasil foi uma perda radical do conteúdo na política. À medida que associarmos política a conteúdo, teremos chance de resgatar o país. A presença do Saldiva no IEA representa uma possibilidade incrível de fazer um realinhamento de vários atores sociais. Quem já trabalhou na gestão pública sabe que o maior desafio é como fazer essa articulação”, disse.</p>
<p>O professor Wilson Jacob Filho, do Departamento de Patologia da FM-USP, representou o diretor da unidade e lembrou a importância do programa para, entre outras frentes, atuar na saúde e prevenção de doenças das diversas camadas populacionais, em especial a dos idosos.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-cidades-globais-2" alt="Lançamento Cidades Globais - 2" class="image-inline" title="Lançamento Cidades Globais - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Buckeridge: "Falhamos em produzir bancos de dados e informações que possam dar suporte aos diagnósticos"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O envelhecimento populacional, assim como inclusão física e social de pessoas com limites funcionais, são questões que ganham cada vez mais expressão no contexto das grandes cidades. “O programa <i>USP Cidades Globais</i> acena para a melhoria da qualidade de vida desse perfil populacional”, disse o professor Jacob Filho.</p>
<p> </p>
<p><strong>Planeta urbano</strong></p>
<p>A urbanização está em pauta no mundo todo. Se hoje 54% da população mundial moram em áreas urbanas, em 2050 essa parcela chegará a dois terços. Na América Latina, a proporção chegará a 89%, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas.</p>
<p>Na edição de maio, a revista <a class="external-link" href="http://www.sciencemag.org/tags/urban-planet">Science </a>apresenta em 12 artigos os diagnósticos e as revisões para as cidades do futuro. Num dos estudos, mostra que a construção de sociedades baseadas no conhecimento é hoje uma estratégia chave para o melhor uso das tecnologias inovadoras. As sociedades do conhecimento estarão mais preparadas para maximizar os avanços da ciência, tecnologia e inovação (CT&amp;I), traz o texto.</p>
<p>“Não há nada mais complexo do que uma cidade. É o único ambiente onde o homem é o lobo do próprio homem. Fomos criados num conceito de cidade em que a posse do carro era um direito alienável. Assim como o cigarro era símbolo de sucesso, virilidade. Mexer com valores não é fácil e por isso as cidades já vêm sendo estudadas dentro do conceito de complexidade”, disse Saldiva.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidades-globais-1" alt="Ranking Cidades Globais " class="image-left" title="Ranking Cidades Globais " /></p>
<p><span>“Infelizmente, em nenhum dos 12 artigos da edição da Science, a cidade de São Paulo foi citada, mostrando que falhamos em produzir bancos de dados e informações que possam dar suporte aos diagnósticos”, disse Buckeridge.</span></p>
<p><span> </span>Outro <a class="external-link" href="http://www.usnews.com/sponsored1?prx_t=lP4BAGSkFAqOEMA">artigo</a>, publicado no U.S.News, mostra como a percepção, ou a imagem que as pessoas têm de determinada cidade, pode ajudar ou  prejudicar o seu crescimento. Isso porque a forma como as cidades são vistas pode atrair ou não investimentos e mão de obra qualificada, o que influenciará a prosperidade do lugar.</p>
<p>O professor mostrou alguns detalhes do ranking das cidades globais produzido pela A.T. Kearney. No estudo produzido pela consultoria no período de 2008 a 2016, São Paulo está em 34º em 2016, ante o 31º ocupado em 2008.</p>
<p>“Para criarem o ranking, a consultoria utilizou dados já existentes produzidos pelas cidades, um ponto em que somos deficientes. Isso mostra que também falhamos ao reunir dados. Precisamos, além disso, produzir informação e conhecimento novo que dê subsídio a políticas públicas”.</p>
<p>Buckeridge ressaltou, no entanto, que melhorar os indicadores da capital paulistana não se trata apenas de ir ao encontro de critérios do primeiro mundo, mas principalmente de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade.</p>
<p>“Buscaremos aqueles critérios internacionais, mas sempre com o chapéu da Carmen Miranda na cabeça. Não vamos deixar de ser brasileiros. Não devemos abandonar a Semana de 22, ou Mário de Andrade. Devemos nos lembrar de que sempre podemos ser inovadores. Que somos capazes de buscar aqueles índices e ao mesmo tempo criar coisas novas”, disse Buckeridge.</p>
<p>Numa das análises produzidas em 2014 pela A.T. Kearney, a consultoria construiu o indicador das cidades globais do futuro, ou seja, aquelas que teriam chances de se aproximar da posição ocupada pelas chamadas cidades elite hoje. Nesse ranking, São Paulo ocupa a 4ª posição e os maiores desafios para que a cidade alcance de fato esse lugar no futuro estão no campo da educação e inovação, mostrou Buckeridge. “Educação e inovação constituem justamente a contribuição que a Universidade pode dar. Por isso acredito que as perspectivas são positivas”, disse o professor.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Andre Deak/Flicker e Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-18T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d">
    <title>A complexidade do mundo diante de uma ciência “dogmática”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d</link>
    <description>“Estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”. A visão de Till Roenneberg sobre os caminhos da ciência moderna será mostrada em conferência no dia 19 de julho. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg" alt="Till Roenneberg " class="image-inline" title="Till Roenneberg " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>Na opinião do cronobiólogo Till Roenneberg, "es<span>tamos perdendo a visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”</span></strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Parecem estar querendo eliminar as Humanidades porque existe a ideia de que aparentemente esse campo não traz muito dinheiro nem muitos estudantes para as instituições. Esta é a pior direção que poderíamos tomar. Há uma crise na forma como lidamos com as Humanidades e devemos mudar isso”.</p>
<p>O enunciado do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a> nucleou sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">conferência </a>sobre interdisciplinaridade, ministrada no Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, durante a programação da 1ª Intercontinental Academia (ICA). A interlocução entre os saberes, ou o que a academia chama de interdisciplinaridade, será também o tema debatido pelo cientista no dia <strong>19 de julho</strong>, na Sala de Eventos do IEA, <strong>a partir das</strong> <strong>10h</strong>.</p>
<p>Convidado pelo IEA para retomar o tema discutido na ICA, o cientista do Institute of Medical Psychology at Ludwig-Maximilians University (LMU), de Munique, Alemanha, irá ministrar a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade. </i>O encontro é gratuito, requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrições</a> prévias e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">Os desafios à interdisciplinaridade</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA, um organismo interdisciplinar por excelência, vem rediscutindo a temática da interdisciplinaridade a partir de encontros com renomados especialistas. Num deles, o sociólogo alemão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>, conselheiro e diretor do <a href="https://www.uni-bielefeld.de/ZIF" target="_blank">Centro de Pesquisa Interdisciplinar</a> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, mostrou que a concretização do modelo interdisciplinar só será efetivo a partir de uma reestruturação institucional nas instituições de ensino e pesquisa. Apesar de estar na moda na academia há mais de 20 anos, até há pouco tempo a interdisciplinaridade ainda era um conceito “vazio de significado”, disse durante sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">conferência </a>no IEA.</p>
<p>Na visão de Roenneberg, a ciência precisa mais do que interdisciplinaridade. “A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar as ‘verdadeiras’ causas por trás das associações que fazemos. Embora tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais, estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”, afirma.</p>
<p>Para o cientista, não são apenas dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no centro dos esforços científicos. “Há apenas uma coisa em comum em toda descoberta científica: o nosso próprio cérebro, que é, basicamente, uma máquina de contar histórias”, diz o cronobiologista.</p>
<p>Nessa palestra, Roenneberg irá lembrar a necessidade que temos de fundir tantos cérebros diferentes quanto forem possíveis para darmos saltos ainda mais importantes nas descobertas da ciência moderna.</p>
<p> </p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>O conferencista</strong></p>
<p>Till Roenneberg é professor de cronobiologia e vice-diretor do Institute of Medical Psychology da Ludwig-Maximilians University (LMU) em Munique, Alemanha. Ele investiga o impacto da luz nos ritmos circadianos humanos, dedicando-se especialmente a aspectos como cronotipos e “social jet lag” (expressão criada por ele para designar os efeitos da mudança  nos horários de sono nos dias de descanso em comparação com os dias de trabalho) e sua relação com benefícios para a saúde.</p>
<p>Roenneberg foi aluno da University College London, Reino Unido, e da LMU, onde começou estudando física, transferiu-se para o curso de medicina e por fim conclui o de biologia. Também na LMU, pesquisou os ritmos anuais do corpo em pós-doutorado coordenado por</p>
<p>Jurgen Aschoff (1913-1998), um dos fundadores da cronobiologia, e depois foi para a Harvard University, Estados Unidos, estudar as bases celulares dos relógios biológicos, sob a orientação de Woody Hastings.</p>
<p>O cientista é também diretor do Centre for Chronobiology da LMU, presidente do European Biological Rhythms Society , presidente World Federation of Societies for Chronobiology e membro da Senior Common Room do Brasenose College da University of Oxford. De 2005 a 2010, coordenou a rede europeia Euclock e a rede ClockWORK da Daimler and Benz Foundation. De 2010 a 2012, foi membro da Society for Research of Biological Rhythms.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Por que a ciência precisa ir além da interdisciplinaridade</strong><br /></i><i>19 de julho, as 10h às 12h00<br /></i><i>Sala de Evento do IEA. Rua da Biblioteca, 109, térreo, Butantã, São Paulo<br /><i><span>Evento gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a> prévia e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><span>ao vivo</span>.</a><br /> Informações <a href="mailto:sedini@usp.br">Sandra Sedini</a>. Email <a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>. <strong>Telefone do Contato </strong>(11) 3091-1678<br /></span></i></i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Página do evento</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-alem-interdisciplinaridade">
    <title>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-alem-interdisciplinaridade</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar  as "verdadeiras" causas por trás das associações que fazemos. Embora  tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais,  estamos perdendo a nossa visão crítica sobre como fazemos isso. Não são  dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no  centro dos nossos esforços científicos. Há apenas uma coisa em comum em  toda descoberta científica: o cérebro humano, que é, basicamente, uma  máquina de contar histórias. Nesta palestra, Roenneberg irá reforçar a  necessidade da fusão de inúmeros e diferentes saberes para o progresso  da ciência.</p>
<h3><span class="external-link">Expositor:</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link"></a></h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link">Till Roenneberg</a></p>
<h3>Moderador:</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/2a-intercontinental-academia-inicia-trabalhos-da-fase-bielefeld">
    <title>2ª Intercontinental Academia inicia em agosto trabalhos da fase Bielefeld</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/2a-intercontinental-academia-inicia-trabalhos-da-fase-bielefeld</link>
    <description>Israel e Alemanha prosseguem parceria iniciada em Jerusalém. Programação com debates e pesquisas sobre direitos humanos vai de 1 a 12 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th></th><th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/universidade-de-bielefeld" alt="Universidade de Bielefeld" class="image-inline" title="Universidade de Bielefeld" /></th>
</tr>
<tr>
<td></td>
<td>
<p><strong>Campus da Universidade de Bielefeld, Alemanha, sediará a 2ª Intercontinental Academia</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Numa iniciativa inédita, Israel e Alemanha juntaram suas sensibilidades únicas para o tema da dignidade humana e organizaram a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-edicao-da-intercontinental-academia-sera-sobre-dignidade-humana" class="external-link">2ª Intercontinental Academia</a> (ICA). Em sua segunda fase, o projeto será sediado pelo  <a href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/" target="_blank">Centro para Pesquisas Interdisciplinares</a><span> (Zentrum für interdisziplinäre Forschung - ZiF) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, de </span><strong>1 a 12 de agosto</strong><span>. </span></p>
<p><span>A primeira etapa das discussões, realizada no</span><a href="http://www.as.huji.ac.il/" target="_blank"> Instituto Israel para Estudos Avançados</a><span> da Universidade Hebraica de Jerusalém, entre 6 e 20 de março de 2016, seguiu o mesmo formato de aulas magnas e colaborações científicas e culturais entre gerações de cientistas que será adotado em Bielefeld.</span></p>
<p>A ICA é uma iniciativa da <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">rede Ubias</a>, associação internacional que congrega 34 institutos de estudos avançados baseados em universidades de 19 países, que visa a fomentar a pesquisa em rede e a formação de novas lideranças. A primeira edição investigou o tema ‘tempo’ e teve a organização do IEA-USP e do <a href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en" target="_blank">Institute for Advanced Research da Universidade de Nagoya</a>, Japão. A primeira etapa aconteceu em São Paulo de 17 a 29 de abril e a segunda, em Nagoya, de 6 a 18 de março.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/participantes-ii-edicao-ica-jerusalem-1" alt="Participantes II Edição ICA - Jerusalém" class="image-inline" title="Participantes II Edição ICA - Jerusalém" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Participantes da ICA em Jerusalém, no encontro que iniciou trabalhos sobre direitos humanos</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>Israel e Alemanha têm se esforçado para definir suas agendas e parâmetros para a dignidade humana, desde os aspectos puramente teóricos até a realidade prática de uma área que não pode ser ignorada. Os organizadores lembram que a dignidade humana está relacionada a debates éticos e práticos em inúmeras disciplinas, sendo referida em pesquisas sobre terrorismo, tortura, guerra, proteção de dados, redução da pobreza, minorias, seguridade social, escravidão, questão dos refugiados, genética, para citar alguns campos.</p>
<p><span>Nesta fase da academia, cada sessão de imersão contará com três ou quatro aulas magnas proferidas por eminentes intelectuais. Os temas incluem direito constitucional à dignidade humana; dignidade como núcleo dos direitos humanos; o reconhecimento da dignidade humana depois de sua negação; a dignidade humana na religião, entre outros.</span></p>
<p>“O equilíbrio de poder entre as autoridades jurídicas, políticas e governamentais e os indivíduos que vivem sob essas autoridades sempre foi um tema delicado, vulnerável a abusos. É um equilíbrio que deve ser continuamente redefinido”, segundo os organizadores.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><span>Relacionado</span></h3>
<p><a href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/IA/IA_Programm.pdf">Programação Intercontinental Academia on Human Dignity</a></p>
<p>Notícia:</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/dignidade-humana-em-teoria-e-pratica-na-intercontinental-academia-em-jerusalem">Dignidade humana em teoria e prática na 2ª Intercontinental Academia</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-indica-tres-candidatos-a-selecao-final-da-2a-intercontinental-academia">IEA indica três candidatos à seleção final da 2ª Intercontinental Academia</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica">Notícias da 1ª Intercontinental Academia, realizada em São Paulo</a></p>
<span>Mais informações:<br /><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></span></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com a abertura conduzida por Martin Egelhaaf, vice-presidente da Universidade de Bielefeld, Marc Schalenberg (ZiF) e Michal Linial (IIAS), a aula magna inaugural da segunda fase da 2ª ICA terá como tema “The constitutional clause on respecting human dignity (article 1 of german Constitution)”. A programação completa pode ser conferida <a class="external-link" href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/IA/IA_Programm.pdf">aqui</a>.</p>
<p><span>Ainda na sessão de abertura, a questão da dignidade humana na Constituição federal alemã passa a ser apresentada por Gertrude Lübbe-Wolf, que apresenta uma revisão sobre o significado da cláusula I e da cláusula II sobre a dignidade na Constituição alemã.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/akemi-kamimura-1" alt="Akemi Kamimura" class="image-inline" title="Akemi Kamimura" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Akemi Kamimura fala sobre direitos humanos em prisões brasileiras no primeiro dia da programação</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre as exposições do primeiro dia, a pesquisadora brasileira <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-intercontinental-academia" class="external-link">Akemi Kamimura</a> dará a visão do Brasil a respeito da dignidade humana em prisões. Advogada e militante dos direitos humanos, Akemi está entre os 21 jovens pesquisadores selecionados para esta ICA. Ela foi um dos três brasileiros indicados pelo IEA para participar da segunda edição, que tem 17 mulheres entre os jovens pesquisadores participantes.</p>
<p>Akemi é mestre em direitos humanos pela Faculdade de Direito (FD) da USP. Em 2014, foi bolsista no Instituto Max Planck de Direito Público Comparativo, em Heidelberg, Alemanha. Em 2010, foi aluna do curso Direitos Humanos e Mulheres: Teoria e Prática do Centro de Derechos Humanos da Facultad de Derecho da Universidad de Chile, em Santiago.</p>
<p>Tem atuado profissionalmente em projetos e instituições ligados aos direitos humanos desde 2000. Em 2013 e 2014, foi consultora da Unesco para a coordenação de uma projeto de sistematização de recomendações sobre direitos humanos feitas por organismos da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mundo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-07T19:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake">
    <title>Paulo Saldiva e Ary Plonski tomam posse em cerimônia no Tomie Ohtake</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake</link>
    <description>Ao promover evento fora do ambiente acadêmico, nova diretoria do IEA pretende demonstrar a importância da relação entre universidade e sociedade. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-eleicoes-2016" alt="Debate eleições - 2016" class="image-inline" title="Debate eleições - 2016" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Saldiva e Plonski durante o debate em que apresentaram suas propostas para o IEA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma cerimônia no Instituto Tomie Ohtake marcará a posse dos novos diretor e vice-diretor do IEA, os professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, respectivamente. <strong>Restrito a convidados e a imprensa</strong>, o evento acontece no dia 29 de junho, às 20h, e terá a presença do reitor da USP, Marco Antônio Zago. A posse fora do ambiente universitário simboliza a importância que a nova gestão do IEA dará à relação com a sociedade, a qual, segundo os diretores, deve estar mais próxima do conhecimento produzido no ambiente acadêmico.<span> </span></p>
<p>Saldiva e Plonski foram designados pelo reitor em 12 de abril, após serem eleitos pelo Colégio Eleitoral do Instituto no dia 18 de fevereiro com 92 votos de um total de 101. De acordo com o <a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/projeto-de-gestao-2012-2017" class="external-link">projeto de gestão</a> entregue pela dupla, o IEA buscará, entre 2016-2020, “reforçar a sua tríplice função acadêmica de local de reflexão crítica, sensor de avanços na fronteira internacional do conhecimento e incubadora de ideias propositivas”.<span> </span></p>
<p><span><strong>Projeto de gestão</strong></span></p>
<p>Além da continuidade de programas de sucesso como o Ano Sabático no IEA, a nova gestão pretende, ao final de quatro anos, dobrar a produção de artigos científicos e aumentar em 30% o número de colaboradores internacionais e recursos obtidos com projetos de pesquisa. Também serão implementados quatro projetos especiais, além de outros que possam surgir ao longo dos quatro anos:<span> </span></p>
<p>1) <strong>Seminários Avançados de Formação de Lideranças Políticas</strong> – Inspirada no modelo da Harvard Kennedy School of Government, mas adequada à realidade brasileira, a proposta prevê que o IEA abrigue, inicialmente por um ano, pessoas com potencial expressivo de ocupar posições de liderança na sociedade, para um processo de semi-imersão. Neste período, elas serão expostas a diversas situações relacionadas à gestão de questões complexas e importantes para a formulação de políticas públicas. As atividades serão centradas em dois eixos: um com seminários e discussões quinzenais, onde serão discutidos os aspectos centrais da gestão democrática e princípios republicanos necessários para a consecução de Políticas de Estado exitosas; o outro, baseado no desenvolvimento de projetos temáticos específicos por parte dos participantes, nos quais o participante trabalharia com especialistas de diferentes áreas de conhecimento pertinentes ao tema. Os seminários serão liderados pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, além de docentes da USP que funcionarão como tutores em temas de interesse dos participantes. No primeiro ano de atuação, espera-se receber 10 participantes entre alunos de doutorado, mestrado e de iniciação científica.<span> </span></p>
<p>2) <strong>Estudos sobre a urbanidade e qualidade de vida</strong> - Espaço de diálogo e convergência de grupos interessados na proposição de estudos científicos e pesquisas voltadas para a qualidade de vida dos habitantes das regiões metropolitanas, levando em consideração temas como acesso a serviços fundamentais, mobilidade, clima, matriz energética e uso e ocupação do solo. A proposta está alinhada a um movimento global que busca estreitar o relacionamento entre as universidades e as cidades onde estão localizadas. O núcleo será coordenado pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências da USP, e prevê receber pós-doutores, alunos de doutorado e mestrado.<span> </span></p>
<p>3) <strong>Da transformação da Universidade à Universidade transformadora</strong> – Em formato de Observatório, o IEA deve consolidar iniciativas voltadas ao entendimento profundo dos processos e perspectivas de transformação da Universidade que prosperam no próprio Instituto ou em outros espaços da USP, como o da “Universidade em Movimento”, sempre em contato com grupos, entidades e redes, no Brasil e no exterior, que tenham objetivos convergentes. Além disso, o IEA também irá incubar iniciativas inovadoras de atuação da USP como universidade transformadora da sociedade. Espera-se, por exemplo, tornar o IEA um canal de conexão da USP com as Casas Legislativas (Assembleia Legislativa do Estado, Congresso Nacional e Câmaras de Vereadores dos municípios em que há campus), em harmonia com ações de articulação naturalmente exercidas pela Reitoria. O objetivo é contribuir para a qualificação da legislação sobre temas como saúde e educação, geração de trabalho e renda, saneamento e meio ambiente, energia e transportes, segurança pública e segurança alimentar, sustentabilidade e emancipação social, mediante internalização do conhecimento acadêmico abundante na USP, adequadamente transposto. Parceiros potenciais na Câmara dos Deputados são o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica ou o Centro de Estudos e Debates Estratégicos, enquanto na Assembleia Legislativa o ponto focal pode ser o Instituto do Legislativo Paulista. A coordenação será do vice-diretor, Ary Plonski.<span> </span></p>
<p>4) <strong>Núcleo de estudo sobre novas metodologias de aprendizado voltadas ao ensino fundamental e médio</strong> – Inspirada no trabalho da extinta Funbec (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento do Ensino de Ciências), este núcleo buscará convergir educadores, professores, cientistas, alunos e game designers, entre outros, para desenvolver games educacionais e aula interativas voltados ao letramento e desenvolvimento do raciocínio lógico, na tentativa de recuperar o encantamento pela ciência e aumentar a eficácia do aprendizado dos jovens que, cada vez mais cedo, são expostos às mídias eletrônicas. A coordenação do projeto será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hamilton-brandao-varela-de-albuquerque" class="external-link">Hamilton Varela</a>, do Instituto de Química da USP-SC e presidente da Comissão de Pesquisa do IEA, com a participação de professores, alunos de doutorado e estudantes de iniciação científica.</p>
<p><strong>Perfis</strong></p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-saldiva" alt="Paulo Saldiva - Perfil" class="image-left" title="Paulo Saldiva - Perfil" />Paulo Saldiva </strong>é m<span>édico patologista e professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP. Foi vice-diretor do IEA até abril de 2016. Ele assumiu o cargo no final de fevereiro do ano passado, substituindo Carlos Roberto Ferreira Brandão, do Museu de Zoologia (MZ) da USP. Sua pesquisa se concentra nas áreas de patologia pulmonar, patologia ambiental e poluição atmosférica. Foi membro do Comitê da Organização Mundial de Saúde que estabeleceu os padrões de qualidade do ar e do Comitê da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da OMS que definiu o potencial carcinogênico da poluição atmosférica. De 2004 a 2014, integrou o Science Advisory Committee sobre poluição do ar da Harvard School of Public Health, da Harvard University, EUA. Como diretor do IEA, seu mandato terá duração de quatro anos.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-1" alt="Guilherme Ary Plonski - Perfil" class="image-left" title="Guilherme Ary Plonski - Perfil" />Guilherme Ary Plonski</strong><span>, que ocupará o cargo de vice também por quatro anos, é engenheiro e professor do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica (Poli), ambas da USP. Foi diretor superintendente (2001-2006) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Integra a Junta de Governadores do Technion – Israel Institute of Technology. De dezembro de 2012 a abril deste ano, foi membro do Conselho Deliberativo do IEA, deixando seu segundo mandato como conselheiro para assumir a vice-diretoria do IEA.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span><strong>Informações para a imprensa:</strong><br /></span><span>Fernanda Rezende<br />ferezende@usp.br<br />11 3091-1681 </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eleições IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-27T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/projetos/usp-cidades-globais-16-de-junho-de-2016">
    <title>USP Cidades Globais -16 de junho de 2016 - 1a. reunião</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/projetos/usp-cidades-globais-16-de-junho-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-16T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/diretores-da-ubias-discutem-impacto-da-pesquisa">
    <title>Diretores do UBIAS discutem impacto da pesquisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/diretores-da-ubias-discutem-impacto-da-pesquisa</link>
    <description>Quarto encontro da rede será coordenado pelo instituto de estudos avançados da University of Birmingham. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/institute-of-advanced-studies-of-the-university-of-birmingham-1" alt="University of Birmingham" class="image-inline" title="University of Birmingham" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Instituto de Estudos Avançados da University of Birmingham, Inglaterra, sediará encontro da rede UBIAS.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre os dias <strong>20 e 22 de junho</strong>, acontece em Birmingham, Inglaterra, o quarto encontro dos diretores do <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">University-Based Institutes for Advanced Study (Ubias)</a>. A rede reúne 34 institutos de estudos avançados baseados em universidades de todo o mundo, entre os quais o IEA-USP, que também integra o Comitê Diretivo. O IEA será representado pelo seu vice-diretor, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonsky</a>, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP).</p>
<p><i>UBIAS into Impact: Networking our academics to meet global challenges</i> será o tema geral do encontro. Segundo os organizadores, o impacto nas pesquisas é uma agenda fundamental no sistema de pesquisa e ensino do Reino Unido e que vem sendo cuidadosamente observado em muitos outros países. Com isto, a reunião será uma oportunidade para a rede explorar essa agenda, considerar seus benefícios e riscos e estabelecer planos de ação e contribuições entre os integrantes da rede.</p>
<p>As sessões principais trarão temas como a importância da rede UBIAS e seus benefícios potenciais; a <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> (ICA); interdisciplinaridade e impactos nas artes e na ciência; mídia, engajamento e controle de dados no século 21; criação de ambientes intelectuais; educação de ensino superior no Reino Unido e União Europeia e a internacionalização da pesquisa.</p>
<p>Sob a coordenação do instituto de estudos avançados da University of Birmingham, o encontro desse ano terá ainda a participação do ex-diretor do IEA-USP, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, que dará uma visão geral sobre o projeto ICA, no painel do dia 20. <span>Na mesma sessão participam os pesquisadores Valtteri Arstila e Vanessa Hellmann, participantes da ICA sobre "Tempo" e "Dignidade Humana", respectivamente; os representantes do Israel Institute for Advanced Studies da The Hebrew University of Jerusalem, Michal Linial e Eliezer Rabinovici, e também Michael Röckner, do instituto de estudos avançados da Universität Bielefeld, Alemanha.</span></p>
<p>Os convidados do painel sobre ICA discutirão os resultados e perspectivas futuras do projeto. Em suas duas versões, a ICA desenvolveu trabalhos sobre “Tempo” e “Dignidade Humana”. O conteúdo das pesquisas sobre o tempo, no qual os participantes têm trabalhado desde a <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/home-sao-paulo" target="_blank">Fase São Paulo</a> da ICA, irá subsidiar a criação de um<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-detalham-curso-online-sobre-o-tempo" class="external-link"> <i>Massive Open Online Course</i></a> (Mooc, na sigla em inglês), que será disponibilizado gratuitamente na plataforma Cousera.</p>
<p>Na sessão de abertura do dia 20, os debates ficarão a cargo dos diretores Mike Hannon, da Birmingham IAS, e Bernd Kortmann, da FRIAS Freiburg. Os cientistas ministrarão palestras sobre o tema “The importance of UB-IASs and potential benefits of networking them”. Na sequência, cada diretor deverá apresentar o próprio instituto e as ações realizadas para o fortalecimento da rede.</p>
<p>Os convidados começam a chegar no campus principal da University of Birmingham a partir do dia 19 de junho. No fechamento da programação, no dia 22 de junho, está previsto um passeio ao famoso Royal Shakespeare Theatre, para a exibição da peça Dr. Faustus, de Christopher Marlowe.</p>
<p>Os encontros de diretores dos Ubias é uma oportunidade para os integrantes da rede trocarem experiências, promoverem o intercâmbio cultural e científico, e articularem parcerias interinstitucionais, como é o caso da ICA.</p>
<p><span>O encontro de diretores anterior, realizado em Taipei, Taiwan, em novembro de 2014, discutiu o tema </span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-em-taiwan-reune-diretores-dos-ubias" class="external-link"><i>Breaking Through Old Boundaries and Paradigms in a New Age of </i>Globalization.</a><span> O tema específico foi </span><i>Rising East Asia in a New Age of Globalization.</i></p>
<p><i><br /></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internacionalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-13T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-aborda-a-interdisciplinaridade-nas-ciencias-do-mar-sob-a-otica-da-ciencia-pos-normal">
    <title>Seminário aborda interdisciplinaridade nas ciências do mar sob a ótica da ciência pós-normal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-aborda-a-interdisciplinaridade-nas-ciencias-do-mar-sob-a-otica-da-ciencia-pos-normal</link>
    <description>O X Seminário de Manejo Integrado - Interdisciplinaridade nas Ciências do Mar: Construindo uma Ciência Pós-Normal acontece no Instituto Oceanográfico (IO) no dia 3 de junho, às 14h, no Auditório Prof. Dr. Plinio Soares Moreira.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O Instituto Oceanográfico (IO) da USP realiza no <strong>dia 3 de junho</strong> o <b><i>10º</i></b><i><b> </b>Seminário de Manejo Integrado - Interdisciplinaridade nas Ciências do Mar: Construindo uma Ciência Pós-Normal</i>. O evento, que tem apoio do IEA por meio do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/meio-ambiente-e-sociedade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</a>, acontece <strong>a partir das 14h</strong> no Auditório Prof. Dr. Plinio Soares Moreira do IO. Para participar, é necessário realizar <a class="external-link" href="http://www.oceanosesociedade.io.usp.br/index.php/x-seminario-de-manejo/inscricao2016">inscrição prévia</a>.</p>
<p>O objetivo do seminário é provocar uma reflexão e discussão sobre a interdisciplinaridade nas ciências do mar sob a ótica da ciência pós-normal, um novo paradigma que vem se consolidando para lidar com problemas complexos como aqueles enfrentados nos oceanos e zonas costeiras.</p>
<p>Segundo os organizadores, a Gestão Integrada (GI) é entendida como um processo integrador, inclusivo, participativo, adaptável e cíclico, que visa a promover o desenvolvimento sustentável e a conservação ambiental. A GI precisa levar em conta as diferentes fontes de conhecimento, envolvendo necessariamente uma perspectiva pluralista e interdisciplinar.</p>
<p>Eles argumentam, no entanto, que a ciência tradicional reducionista, ou ciência normal, não é capaz de lidar com a complexidade e a incerteza dos problemas ambientais atuais existentes nos oceanos e zonas costeiras. Por isso, novas abordagens estão se movendo para o chamado paradigma da ciência pós-normal, que pode ser entendido como uma estratégia de resolução de problemas com foco no desenvolvimento de processos de integração, numa perspectiva interdisciplinar e transdisciplinar.</p>
<p>Nesta edição do seminário, os organizadores esperam estimular a participação e o envolvimento de estudantes de graduação e pós-graduação nos debates sobre a interdisciplinaridade nas ciências do mar, o paradigma da ciência pós-normal e os desafios da integração entre política e ciência, no contexto da GI.</p>
<h3>Programação:</h3>
<p><strong>13h</strong> – Inscrições</p>
<p><strong>14h</strong> – Abertura</p>
<p><strong>14h30 – 17h30</strong></p>
<p>Mesa redonda – Interdisciplinaridade nas Ciências do Mar: Construindo uma Ciência Pós-Normal</p>
<p>Moderação: Alexander Turra (IEA-USP)</p>
<p>Relatoria: Natália de Miranda Grilli</p>
<p><strong>14h30 – 14h50</strong>: A Interdisciplinaridade nas Ciências Ambientais</p>
<p>Palestrante: Pedro Roberto Jacobi (PROCAM/IEE/IEA/USP)</p>
<p><strong>14h50 – 15h10</strong>: Ciência Pós-Normal: Novos Rumos no Enfrentamento de Problemas Complexos</p>
<p>Palestrante: Leandro Luiz Giatti (FSP/USP)</p>
<p><strong>15h10 – 15h30</strong>: Instituições de Ensino e Pesquisa e Gestão de UCs: Possibilidade de Integração Ciência e Gestão</p>
<p>Palestrante: Luciana Y. Xavier (IO/USP)</p>
<p><strong>15h30 – 15h50</strong>: Dificuldades e Desafios da Integração entre Políticas, Tomada de Decisão e Ciência</p>
<p>Palestrante: Lucila Pinsard Vianna (APAMLN/SP)</p>
<p><strong>15h50 – 16h20</strong>: A Experiência do Projeto Biota-Araçá: Subsídios Metodológicos</p>
<p>Palestrante: Claudia Santos (IO/USP)</p>
<p><strong>16h20 – 16h35</strong>: Intervalo</p>
<p><strong>16h35 – 17h30</strong>: Abertura para perguntas e debate com os participantes</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong><i>10º Seminário de Manejo Integrado - Interdisciplinaridade nas Ciências do Mar: Construindo uma Ciência Pós-Normal</i></strong><br /><i>3 de junho, das 14h às 17h30<br /></i><i><span>Auditório Prof. Dr. Plinio Soares Moreira</span>, <span style="text-align: justify; ">Instituto Oceanográfico, Praça do Oceanográfico, 191,</span> Butantã, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito, com <a class="external-link" href="http://www.oceanosesociedade.io.usp.br/index.php/x-seminario-de-manejo/inscricao2016">inscrição prévia</a><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1uba102S-TC_HcqWXweisVk20zprygqx9aa60oOrsUFQ/viewform?c=0&amp;w=1" target="_blank"><br /></a>Informações: <a class="mail-link" href="mailto:caiua.peres@usp.br">caiua.peres@usp.br</a> <br /></i></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-20T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pontualidade-japonesa-comecou-nos-tempos-modernos">
    <title>Pontualidade japonesa começou nos tempos modernos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pontualidade-japonesa-comecou-nos-tempos-modernos</link>
    <description>Antes da Era Meiji, japoneses e asiáticos eram os mais impontuais do planeta. Confira os vídeos mostrando curiosidades sobre o tempo, tema que norteou os debates da Intercontinental Academia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p>Vídeos:</p>
<p><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-masashi-abe-and-discussion">History of Time and Calendar in Japan</a></i></p>
<p><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-yu-tahara">Circadian Clock System in Peripheral Tissues of Mice</a></i></p>
<p><i><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-ryota-akiyoshi">Truth and Time in Brouwer’s Intuitionism</a></i></i></p>
<p><i><br /></i></p>
<p><strong><i>Mais informações:</i></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Programação completa ICA - Nagoya</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Site:</strong><strong> </strong></p>
<p><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Durante os workshops <i>In Search of Interdisciplinary Dialogue,</i> promovidos pelo Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, diversos especialistas se reuniram em Tóquio para discutir a interdisciplinaridade entre os saberes, no dia <strong>14</strong> <strong>de março.</strong> Além dos cientistas convidados, a segunda fase da<span> </span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya" target="_blank">Intercontinental Academia</a><span> (ICA)</span><span> reuniu, de </span><strong>6 a 18 de março</strong><span>, 13 jovens pesquisadores selecionados para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. O conteúdo das pesquisas subsidiará a criação de um Massive Open Online Course (Mooc), que será disponibilizado gratuitamente na plataforma Cousera.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/MASASHI-ABE.jpg" alt="Masashi Abe" class="image-inline" title="Masashi Abe" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Abe: "A pontualidade japonesa não se restringe apenas aos trens."</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre os palestrantes, o professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/masashi-abe" target="_self">Masashi Abe</a>, do Waseda Institute for Advanced Study (WIAS), abordou aspectos do calendário japonês e a relação desse povo com o tempo. <i>History of Time and Calendar in Japan</i> foi o título da palestra, que focou como a modernização do calendário transformou a cultura temporal no Japão e tornou aquele povo um dos mais pontuais do planeta.</p>
<p>Abe disse que os estrangeiros que visitam o Japão ficam muito impressionados como tudo por lá é pontual. De fato, isso é verdade. Para confirmar essa premissa, basta citar como exemplo a rede ferroviária de alta velocidade entre Tóquio e Osaka, a Shinkansen, conhecida como Trem Bala no Brasil. Apesar do território habitualmente maltratado por terremotos, o atraso médio desse meio de transporte é de 30 segundos, citou o professor.</p>
<p>“Mas a pontualidade não se restringe apenas aos trens. Os japoneses também são muito pontuais. As pessoas estão sempre preocupadas em não chegar atrasadas aos seus compromissos. Em geral, elas chegam 10 ou 15 minutos antes da hora marcada. Portanto, o tempo regula a vida do cidadão japonês moderno. Mas isso não foi sempre assim”, disse Abe.</p>
<p>No passado, os japoneses costumavam ser muito impontuais. Até o final do século 19, ou durante o Período Edo (1603 – 1868), muitos europeus visitavam o Japão e sempre reclamavam da impontualidade japonesa, contou.</p>
<p>Mas havia uma razão para isso. Os cidadãos comuns não tinham relógios mecânicos. Os relógios dos templos ou das torres tinham que bater 12 vezes ao dia para anunciar a hora. Nesses equipamentos, o tempo era medido através de relógios de incensos, nunca mecânicos. Trata-se de um tipo de relógio tradicionalmente usado na China e depois adotado no Japão e alguns países da Ásia. Era composto por incensos que queimavam a uma daterminada taxa de combustão que permitia ter uma ideia de minutos, horas ou dias.</p>
<p>No Período Edo, o dia e a noite eram seccionados em seis partes, sendo que à noite cada parte tinha uma duração diferente em relação ao dia. Além disso, a duração de cada parte de tempo também mudava em função das diferentes estações do ano. Não havia uma divisão precisa dos segundos e minutos. A menor unidade de tempo era o <i>shihamtoki</i>, que representava um quarto de uma sessão (<i>tokki)</i> ou, aproximadamente, 30 segundos, disse o professor.</p>
<p>Mas, em 1868, a família Tokugawa  Shogun perdeu o poder. Era o início da Era Meiji (1868-1912). O novo governo abandonou as tradições e deu início à modernização do Japão. Mudaram as roupas, o sistema educacional e o de saúde, as danças, as pinturas, a arquitetura, as comidas, refletindo em parte a cultura ocidental dos Estados Unidos e da Europa, disse.</p>
<p>Foi no ano de 1872 que os japoneses abandonaram o calendário tradicional e o antigo sistema de horas. A semana foi dividida em sete dias e o dia, em 24 horas. Também foram introduzidas as menores unidades de tempo, como minutos e segundos.</p>
<p>“A partir disso, através do sistema educacional, social e militar, os japoneses passaram a ser ter treinados para serem pontuais. Além disso, na Era Meiji, os cidadãos passaram a adotar relógios mecânicos”, disse.</p>
<p>O professor Abe também mostrou um breve histórico sobre os sistemas antigos usados num passado mais remoto. Foi durante Período Kofun (século 3 ao 7) que o calendário chinês foi introduzido no país.</p>
<p>Esse sistema já era utilizado na China desde o século 2 A.C. Em 554, um especialista Chinês foi enviado para introduzir o calendário entre os japoneses. Em 602, o calendário chinês passou a ser ensinado para crianças da elite japonesa. Em 604, esse sistema passou a ser utilizado em larga escala, introduzido pela imperatriz Suiko (554- 628). Em 660, o imperador Tenchi chegou a construir uma clepsidra, ou relógio de água. Mas até os tempos modernos, prevaleceu o sistema chinês.</p>
<p><span><strong>Relógio biológico e a relação com os genes</strong></span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/yu-tahara" alt="Yu Tahara" class="image-inline" title="Yu Tahara" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Tahara pesquisa oscilações do relógio biológico por meio de metodologia não invasiva em ratos.</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Circadian Clock System in Peripheral Tissues of Mice</i> foi o tema apresentado pelo professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/yu-tahara" target="_self">Yu Tahara</a>, também da Waseda Institute of Advanced Studies. Tahara apresentou os resultados das pesquisas realizadas no laboratório coordenado pelo professor Shigenobu Shibata, do departamento de fisiologia e farmacologia da School of Advanced Science and Engineering, da Waseda University, de Tóquio.</p>
<p>Tahara estuda a expressão dos genes no relógio biológico de ratos. Estabeleceu uma metodologia de captação de imagens <i>in vivo</i> a partir da biolumenescência em tecidos geneticamente modificados. O uso de uma câmera especial de alta resolução permite captar imagens de diferentes tecidos e órgãos.</p>
<p>Seu grupo de pesquisa desenvolveu um protocolo de imagiologia que permite medir os ritmos biológicos facilmente, de forma não invasiva, e longitudinalmente, em ratinhos individuais. Assim, é possível detectar as oscilações circadianas (ou ritmo biológico) de tecidos como rim, fígado e glândula submandibular.</p>
<p>“Antes era preciso sacrificar os ratos após a injeção da luciferina, a fim de retirar os tecidos e realizar a análise. Agora isso não é mais necessário. O método também permite realizar estudos longitudinais”, disse. Luciferina é o substrato da luciferase, enzima capaz de catalisar reações biológicas, transformando energia química em energia luminosa. Dessa forma, é possível registrar as imagens do comportamento das células e tecidos de interesse.</p>
<p>O pesquisador conta que coloca os ratos num local escuro e injeta a enzima nos ratos a cada quatro horas durante o dia todo. Após 10 minutos de cada aplicação, fotografa os tecidos, obtendo uma série de imagens que indicam o aumento e a diminuição de biomassa em diferentes locais do corpo, conforme a luminosidade a que os ratos são submetidos.</p>
<p>Nesse estudo, verifica a importância da luz para o relógio biológico, ou, a incidência do que chamou de “entrainment”. O conceito diz respeito ao ajuste das fases do relógio biológico às diferentes condições ambientais para a sobrevivência do organismo.</p>
<p>O pesquisador também estuda a ação da insulina, da cafeína, do exercício físico e do estresse sobre o relógio circadiano. Os estudos com insulina são associados com a administração de óleo de peixe na alimentação dos ratos que, segundo o pesquisador, melhora a sensibilidade daquela substância metabólica.</p>
<p>A pesquisa revelou que a cafeína tem alto impacto sobre a modulação do relógio biológico, segundo o cientista. A administração de cafeína na parte da manhã não mostrou alteração do ciclo biológico dos ratos, em comparação com o grupo controle. Mas a ingestão à noite antes da hora de dormir prolongou o ciclo acordado, ou seja, provocou um atraso no relógio biológico. O cientista citou uma pesquisa mostrando que essa alteração também ocorre em humanos. “O café tem a capacidade de despertar e também de mudar o relógio circadiano. Portanto, a mensagem: é não beba café à noite antes de dormir”, brincou.</p>
<p>Os efeitos da alimentação sobre o relógio biológico compõem um ramo de estudo chamado de crono-nutrição. Segundo Tahara, as pesquisas sobre nutrição realizadas até o momento focavam o que e quanto deveríamos comer, ou seja, os itens necessários e a quantidade adequada de alimento para cada refeição. “Mas agora as novas pesquisas nos dizem quando comer, ou seja, o momento adequado para as refeições. Esta é a nova estratégia no que diz respeito a nutrição”, afirma.</p>
<p>Tahara estudou as mesmas variáveis levando em consideração o fator idade. Com a idade, houve um decrescimento do período de sono-REM. Os resultados apontam ainda que nenhum daqueles fatores influiu tanto no ritmo biológico de ratos idosos quanto a alimentação.</p>
<p><span><strong>Intuicionismo de Brouwer</strong></span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ryota-akiyoshi" alt="Ryota Akiyoshi" class="image-inline" title="Ryota Akiyoshi" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Akyoshi falou da relação da  matemática com outros saberes, como a filosofia.</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A filosofia da matemática vista à luz das ideias do matemático holandês Luitzen Egbertus Jan Brouwer (1881-1966) foi o tema apresentado pelo professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/ryota-akiyoshi" target="_self">Ryota Akiyoshi</a>, da Waseda Institute for Advanced Study (WIAS).</p>
<p>Na palestra<i> Truth and Time in Brouwer’s Intuitionism,</i> Akiyoshi analisou a tensão entre o que é verdade matemática e o que é um construto da mente.  Explicou problemas conceituais sobre a lógica e filosofia e seus aspectos interdisciplinares.</p>
<p>Segundo o professor, o objeto da filosofia pode ser qualquer coisa, seja a linguagem, o conhecimento, a matemática, a física, a biologia e assim por diante. A matemática, portanto, ou a lógica, tem sido um tópico central na filosofia desde Aristóteles. Com o desenvolvimento da linguagem e, consequentemente, da matemática, a filosofia da matemática passa a se ocupar essencialmente sobre a origem dos objetos matemáticos.</p>
<p>O platonismo procura responder a essa questão mostrando que existe um mundo abstrato e imutável que contém todos os elementos matemáticos. Como pressuposto, todos os objetos matemáticos já existem, mas nem todos foram descobertos ainda. O papel do matemático seria então encontrar objetos que não foram ainda descobertos nesse mundo abstrato e imutável.</p>
<p>Por outro lado, parte da comunidade matemática não aceitava as ideias do platonismo e rompeu com a matemática clássica. O antagonismo a Platão foi chamado de construtivismo, sendo o intuicionismo a linha mais conhecida dessa corrente. Partiam do pressuposto de que um objeto matemático existiria a partir do momento em que o matemático conseguisse construí-lo na mente.</p>
<p>O professor Akiyoshi também mostrou alguns conceitos essenciais da lógica intuicionista, entre eles a sequência de escolhas, além da noção de sujeito criativo.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Abstraction</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-11T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/beneficios-e-desafios-da-intercontinental-academia">
    <title>Participantes avaliam a Intercontinental Academia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/beneficios-e-desafios-da-intercontinental-academia</link>
    <description>No sexto dia (11 de março) da Fase Nagoya da Intercontinental Academia, os jovens pesquisadores participantes reuniram-se em um painel de avaliação do andamento dos trabalhos e de prospecção dos resultados a serem alcançados.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/painel-de-avaliacao-com-os-participantes-da-intercontinental-academia" alt="Painel de avaliação com os participantes da Intercontinental Academia" class="image-inline" title="Painel de avaliação com os participantes da Intercontinental Academia" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Participantes destacaram aspectos positivos do projeto e apresentaram sugestões para as próximas edições</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O ineditismo de integrar uma atividade interdisciplinar em que além de discussões há também um produto concreto a ser produzido foi um dos principais desafios da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a>, conforme manifestações dos participantes no painel de avaliação do projeto durante a Fase Nagoya, no dia 11 de março.</p>
<p>A necessidade de se habituar a 13 diferentes linguagens acadêmicas, correspondentes às áreas de especialização dos participantes, foi outra das condições destacadas. Todavia, os desafios não constituem empecilhos para os ganhos que o projeto proporcionará, segundo os pesquisadores.</p>
<p>Alguns deles disseram já terem se beneficiado por participar da Intercontinental Academia, pois passaram a adotar uma nova postura com seus alunos, procurando incorporar as visões de outras áreas a problemas usuais e novos de suas disciplinas.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>FASE SÃO PAULO DA INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><strong>Apresentação do Relatório Final — 29 de abril de 2015</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio" class="external-link">Participantes da Intercontinental Academia apresentam resultados do encontro</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A expectativa geral é que o Mooc (Massive Open Online Course) sobre o tempo a ser produzido e o documentário em vídeo do projeto despertem o interesse de estudantes, pesquisadores e instituições em organizar e participar de atividades interdisciplinares parecidas.</p>
<p>Durante o painel também foram apresentadas várias sugestões para aprimoramento de futuras edições da Intercontinental Academia. Entre elas figuram a importância de obter maior equilíbrio entre os gêneros, áreas de especialização e representatividade dos continentes e a organização de atividades conjuntas dos participantes e pesquisadores seniores (coordenadores e conferencistas).</p>
<p>Primeiro a falar, <span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a>, da USP, disse que as grandes questões, como o tempo, são muito importantes para discussões e experimentos como a Intercontinental Academia. "É bom ser relativamente jovem, mas quando estamos na faixa dos 30 anos já amadurecemos um pouco e acabamos perdendo o vínculo com essas grandes questões".</span></p>
<p><span>Ele também destacou a conveniência de o grupo contar com pessoas de formação mais eclética e capazes de estabelecer pontes entres os participantes. Almeida considera os filósofos os melhores para desempenhar esse papel. Disse ter aprendido isso na prática graças à convivência com o representante da Universidade de Turku, o filósofo finlandês <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, e com outros dois integrantes "com inclinações filosóficas": o neurocientista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/andre-mascioli-cravo">André Cravo Mascioli</a>, da UFABC, e a arquiteta e historiadora da arte <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da Rice University, EUA.</span></p>
<p><strong>Ensino</strong></p>
<p>O oceanógrafo alemão <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/marius-muller">Marius Müller</a>, pesquisador em pós-doutorado na USP, afirmou que um dos resultados que já está experimentando é ter passado a tratar de novas questões com seus alunos sem deixar de lados outras opiniões e sem esquecer a visão de outras disciplinas. Müller considera que o projeto estimula a pensar a pesquisa como um processo aplicável a vários campos, “algo que os cientistas naturais tendem a esquecer, dada a ênfase na obtenção de resultados presente no meio acadêmico”.</p>
<p>O biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/norihito-nakamichi">Norihito Nakamishi</a>, da Universidade de Nagoya, também disse ter beneficiado em suas atividades docentes. "No meu caso, isso não representa um grande incremento para a pesquisa, mas é uma grande contribuição para minha atuação como professor."</p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>O matemático <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/adriano-de-cezaro">Adriano De Cezaro</a>, da UFRGS, ressaltou o aprimoramento comunicacional de quem participa de um projeto desse tipo: "Aqui temos 13 diferentes 'línguas' [as linguagens das disciplinas] e aprendê-las é uma coisa extraordinária". A especialista em narrativa medieval <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/eva-von-contzen">Eva von Contzen</a>, da Universidade Ruhr de Bochum, Alemanha, também considera a comunicação como uma das peças-chave da Intercontinental Academia:  "Aprendemos a nos comunicar uns com os outros, a ouvir outras 'línguas', não só de outras disciplinas, mas também de outras culturas".</p>
<p>O que facilitou a comunicação foi a possibilidade de os pesquisadores passarem um bom tempo juntos, segundo Arstile. Para ele, isso foi o diferencial em relação a outros projetos interdisciplinares em que participou e que não tiveram muito sucesso.</p>
<p><strong>Interdisciplinaridade</strong></p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/boris-roman-gibhardt">Boris Roman Gibhardt</a>, do Centro de Pesquisas Interdisciplinares da Universidade de Bielefeld, Alemanha, disse que a ênfase do projeto na interdisciplinaridade é importante, mas não o suficiente. "Deveríamos ter ambições maiores, preocuparmo-nos com o pensamento crítico, por exemplo", afirmou.</p>
<p>Para ele, a Academia Intercontinental é um grande projeto, mas não é algo de longo prazo: "Na vida acadêmica não há muito interesse em apoiar a interdisciplinaridade, a não ser que seja em projetos específicos. Isso é um problema. Nas humanidades, as disciplinas foram estabelecidas no começo do século 19. Devemos questionar se elas ainda estão atuais. Só haverá interdisciplinaridade quando as disciplinas se dissolverem."</p>
<p>A interdisciplinaridade é um desafio, mas a perspectiva dela é importante para pesquisadores e estudantes, segundo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/kazuhisa-takeda">Kazuhisa Takeda</a>, da Universidade Waseda, apoiadora do projeto. Ele disse que compartilhou a experiência de participar da Fase São Paulo com os alunos e observou como esse tipo de abordagem é atraente para os jovens. "Talvez os jovens pesquisadores possam continuar esse tipo de abordagem e atrair novos estudantes para isso no futuro."</p>
<p><strong>Reflexos acadêmicos</strong></p>
<p>Eva, mediadora do painel, disse que o projeto apresentou dois problemas comuns na vida acadêmica: a desproporção entre gêneros no grupo, com apenas duas mulheres entre os 13 participantes, e a hierarquização entre pesquisadores juniores (os 13 participantes) e seniores (coordenadores e conferencistas).</p>
<p>Mascioli acrescentou outros dois aspectos que emularam a rotina acadêmica: muitos workshops em vez de mais tempo para trabalhar e a necessidade de haver algum produto final. "Mas aqui temos a liberdade de questionar essas coisas, o que não acorre na academia e em outras experiências que tenho participado".</p>
<p><strong>Mooc</strong></p>
<p>Por outro lado, Mascioli considera importante que o projeto tenha a produção de um Mooc como atividade prática, pois "fazer um curso introdutório é bom para adequarmos o discurso a um nível compreensível a todos". Arstila também valorizou a produção do curso como forma de criação de um compromisso entre os participantes".</p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, da USP, disse ter apoiado o Mooc desde o começo, "não porque é algo novo, mas sim porque é algo moderno, um bom meio de nos comunicarmos e um ótimo exercício". Além disso, ele considera que a sociedade merecer ter acesso a um produto assim em troca do "investimento que fez para estarmos em lugares extraordinários com pessoas extraordinárias". Ele acredita que o Mooc possa estimular muitos jovens a tentar cursar uma universidade.</p>
<p>Três outras mudanças foram sugeridas no painel: Nikki propôs que em futuras edições cada participante tenha a oportunidade de apresentar um trabalho no início, para que todos se conheçam melhor e possam ser questionados pelos pesquisadores seniores; Arstila disse que talvez os trabalhos fossem mais produtivos se o número das disciplinas envolvidas fosse menor; Nakaya sugeriu que os conferencistas sejam orientados a fazer apresentações acessíveis a todos pesquisadores de todas as áreas.</p>
<p><strong>Comentários</strong></p>
<p>No final do painel, as intervenções dos participantes foram comentadas por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a>, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_eliezer-rabinovici">Eliezer Rabinovici</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, integrantes do Comitê Sênior, e por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/general-secretary">Carsten Dose</a>, secretário geral do projeto.</p>
<p>Roenneberg manifestou sua admiração pelo empenho dos participantes e concordou que durante as imersões em São Paulo e Nagoya, dada a necessidade de construção do cenário científico (workshops e conferências) para a concepção do Mooc, sobrou pouco tempo para o trabalho diretamente ligado à produção do curso. A dificuldade, disse, é como conseguir tempo para fazer esse trabalho ao mesmo tempo em que os participantes voltam às suas atividades acadêmicas normais.</p>
<p>O mérito do projeto, segundo Rabinovici, foi oferecer aos participantes ciência de qualidade e a possibilidade de criação de uma rede. "Não sei o quanto os vínculos criados são fortes e duradouros, mas a possibilidade de que que durem alguns anos é valiosa. O projeto a ser desenvolvido [Mooc] poderá ter sucesso ou não, mas funcionará com um teste do contato dos participantes com ciência de qualidade e do processamento disso em suas mentes."</p>
<p>Ele considerou o desequilíbrio entre os gêneros um problema importante a ser equacionado no futuro, mas frisou com o processo de seleção dos participantes foi árduo, admitindo, porém, que poderiam ter sido feitos esforços adicionais para que mais mulheres se inscrevessem no processo seletivo.</p>
<p>Dose informou que o feedback dos participantes dessa primeira edição da Academia Intercontinental e da primeira parte (em Jerusalém, Israel) da <a class="external-link" href="https://scholars.huji.ac.il/iahd">segunda edição</a> (sobre dignidade humana) será parte importante da discussão de diretores de IEAs vinculados à Ubias em junho, na Universidade de Birmingham, Reino Unido.</p>
<p><strong>Tema</strong></p>
<p>Ele considerou curioso os participantes terem comentado quase todos os aspectos do projeto menos o tema central, o tempo. Para ele, isso demonstrou que o tema escolhido foi um desafio intelectual adequado para o trabalho.</p>
<p>Quis saber que tema alternativo poderia ter sido escolhido, algo que contemplasse um dos grandes problemas da sociedade, como alguns dos participantes comentaram. Também perguntou sobre um outro resultado do projeto que tomara conhecimento, a proposta de alguns dos participantes de criação de um site em conjunto e acessível a um público amplo.</p>
<p>De Cezaro respondeu que poucos temas são tão abrangentes quanto o tempo. Para ele, discutir o tempo em sociedades específicas seria mais aplicável, porém, restritivo. Quanto à utilidade para a sociedade, disse que ela também ocorre com o tema escolhido, ainda que na forma de puro conhecimento.</p>
<p>Eva informou que parte do grupo pretende desenvolver um projeto paralelo, decorrente das conexões estabelecidas no projeto: "A ideia é fazer um site que funcione como uma plataforma para a publicação de conteúdos em vários formatos, entre os quais o acadêmico e o da arte, produzidos por pessoas ligadas aos IEAs da Ubias, com cada atualização dedicada a um tópico diferente".</p>
<p>No final do painel, Grossmann disse que desde o início da formulação do projeto a ideia foi investir no risco e que a única preocupação no que se refere à seleção dos 13 participantes foi a qualidade do trabalho que desenvolvem. O desafio agora, segundo ele, é a continuidade da rede de cooperação entre os pesquisadores e, quanto a isso, "a criação de um site conjunto é uma grande notícia".</p>
<p><strong>Pensamento crítico</strong></p>
<p>Grossmann solicitou que Gibhardt falasse mais sobre sua defesa de uma maior preocupação em produzir pensamento crítico. O representante da Universidade de Bielefeld respondeu que isso é uma questão especial para as humanidades: "Elas podem contribuir com o futuro da academia por meio especialmente do pensamento crítico. Devemos ser mais intelectuais e tentar desenvolver ideias em diversos contextos, no contexto político, da sociedade, desenvolver as ideias certas, nos lugares certos, nos momentos certos. Isso seria mais importante do que desenvolver um Mooc, um livro ou algo similar. A minha ideia tem a ver com educação, que não é um produto específico, é invisível. É idealismo, eu sei, mas acho que se trata de uma questão de atitude".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-07T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-da-ubias">
    <title>As características e perspectivas dos IEAs vinculados a universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-da-ubias</link>
    <description>O painel "O Futuro da Ubias" realizou-se no dia 11 de março, durante a Fase Nagoya da Intercontinental Academia, com a participação de representantes de vários IEAs.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/painel-o-futuro-da-ubias" alt="Painel O Futuro da Ubias" class="image-inline" title="Painel O Futuro da Ubias" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Painel reuniu diretores e representantes de vários IEAs integrantes da Ubias</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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<p> </p>
<p>O painel <i>O Futuro da Ubias</i>, ocorrido na <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Fase Nagoya da Intercontinental Academia</a>, no dia 11 de março, não tratou da agenda para os próximos anos da rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study</a>, mas sim das especificidades dos institutos de estudos avançados (IEAs) a ela associados e de como eles contribuem para o avanço do conhecimento e para a revitalização do ambiente acadêmico.</p>
<p><span>Nada mais natural que tenha sido essa a preocupação dos painelistas, uma vez que o fortalecimento dos IEAs leva diretamente à consolidação da Ubias como rede colaborativa internacional.</span></p>
<p><span>O evento reuniu diretores e representantes de IEAs, além de coordenadores, participantes e alguns conferencistas da Intercontinental Academia. Grande parte da discussão girou em torno da importância e peculiaridades da pesquisa interdisciplinar. Também foram abordadas questões como a liberdade de pesquisa, a variedade de perfis institucionais, a diversidade temática de cada instituto, a ênfase na internacionalização, a participação de jovens pesquisadores e as barreiras que os IEAs devem superar nas universidades em que estão sediados.</span></p>
<p><span>No entanto, de acordo com a maioria dos debatedores, todos esses aspectos estão subordinados à missão primordial dos IEAs: a pesquisa de temas fundamentais para as ciências naturais, sociais e humanas.</span></p>
<p>Para <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_eliezer-rabinovici">Eliezer Rabinovici</a>, do Instituto Israel de Estudos Avançados da Universidade Hebraica de Jerusalém, o Institute for Advanced Study (IAS) de Princeton, EUA, é um importante parâmetro, “mas não é o caso de emulá-lo totalmente, pois cada IEA reflete a cultura acadêmica em que está inserido”.</p>
<p>Disse esperar que os IEAs que têm surgido em várias universidades pelo mundo não acabem sendo experimentos destinados a desaparecer em 10 ou 15 anos. Para que isso não ocorra, segundo ele, as universidades devem pensar em termos de longo prazo e criar as bases necessárias para que os IEAs se perenizem.</p>
<p>Ele defendeu uma participação internacional dos institutos: "<span>Um IEA pode ser avaliado pela qualidade de sua participação internacional e u</span><span>ma das maneiras de se submeter a um controle de qualidade é se expor, ser conhecido pelos outros e conhecê-los”.</span></p>
<p>Uma forte presença internacional também pode ser uma salvaguarda para alguns riscos inerentes à importância dos IEAs, de acordo com Rabinovici. Um desses riscos é o de serem controlados por grupos com poder nas universidades, atraídos a isso pela "capacidade que os IEAs possuem de se tornar ferramentas poderosas no meio acadêmico".</p>
<p>Quanto ao papel da interdisciplinaridade, Rabinovici exemplificou com o caso de seu instituto, do qual já foi diretor: "Interdisciplinaridade não é o objetivo; a meta é estudar problemas interessantes".</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>O Futuro da Ubias <span>— </span>Painel com diretores e representantes de IEAs <span>— 11 de março de 2016</span></strong></p>
<p><strong>Multimídia</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-friday-march-11-the-future-of-ubias" target="_blank">Vídeo</a> | <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/photos/intercontinental-academia-highlights-nagoya">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong><i>Outro evento</i></strong></p>
<p><strong>O Desenvolvimento dos Institutos de Estudos Avançados e seu Papel na Universidade Contemporânea — Conferência de Peter Goddard — 11 de março de 2016</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ieas-respondem-aos-desafios-da-universidade-contemporanea" class="external-link">O papel dos IEAs na universidade contemporânea, segundo Peter Goddard</a></li>
</ul>
<p><strong>Multimídia</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-friday-march-11-peter-goddard" target="_blank">Vídeo</a> | <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/photos/intercontinental-academia-highlights-nagoya">Fotos</a></li>
</ul>
<br />
<p><strong>Artigo</strong></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142011000300002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt" target="_blank">O Crescimento dos Institutos de Estudos Avançados — Peter Goddard</a> — Revista "Estudos Avançados" 73</li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/hisanori-shinohara">Hisanori Shinohara</a>, diretor do Instituto de Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya, as tendências acadêmicas atuais dão mais ênfase às aplicações científicas, ao passo que seu instituto dá mais importância às questões fundamentais das ciências naturais e sociais.</p>
<p><a class="external-link" href="http://http//intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/peter-goddard">Peter Goddard</a>, ex-diretor do IAS de Princeton, também participou do painel e concordou com a visão de Rabinovici, de que os IEAs devam se dedicar a temas fundamentais nas ciências. Como exemplo, citou o trabalho de um grupo no IAS cujo tema são as fronteiras da imigração. “O grupo não está interessado em fornecer orientação sobre como lidar com a imigração, mas sim estudá-la nos seus aspectos fundamentais", afirmou.</p>
<p><span>A diversidade entre os institutos e seus temas de pesquisa foi comentada por </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, ex-diretor do IEA-USP e integrante do Comitê Sênior da Intercontinental Academia. Para exemplificar, explicou o perfil do instituto da USP: “Às vezes me perguntam porque não estamos formando futuros ganhadores do Nobel, porque não discutimos os motivos de o Brasil não ter um Nobel. O instituto tem como contexto a USP e o que nos diferencia é trabalhar com políticas públicas, questão muito importante para países em desenvolvimento”.</p>
<p><span>Ainda quanto à missão dos institutos, Goddard disse que quando é convidado a avaliar um IEA pergunta se estão fazendo coisas que não podem ser feitas em outras partes da universidade. “Atuar como um mecanismo de financiamento ou para proporcionar um salário adicional para alguns pesquisadores é importante, mas isso não é o que um IEA deve ser”, comentou.</span></p>
<p>Para Shinohara, uma das coisas importantes para as quais um IEA pode contribuir é possibilitar um ambiente de liberdade para a reflexão e a pesquisa. “Vivemos ocupados com aulas, administração, encontros etc. Seria muito bom se pudéssemos proporcionar um espaço com liberdade, sobretudo a jovens pesquisadores promissores. É possível proporcionar liberdade aos cientistas? Na Universidade de Nagoya isso é um tarefa muito difícil.” <span>Rabinovici concordou que essa é outra dificuldade  dos IEAs de universidades e que, por isso, quando um pesquisador ingressa em seu instituto deve se comprometer a deixar de dar aulas, participar de comissões e se envolver em atividades administrativas.</span></p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/general-secretary">Carsten Dose</a>, secretário geral da Intercontinental Academia e moderador do painel, d<span>isse que as universidades em geral são constituídas por iguais, que se respeitam, mas quando um IEA cria a possibilidade de alguns terem uma atividade mais livres isso é visto como privilégio, e "a </span><span>concessão de privilégios tende a levar a alguma inveja no ambiente universitário".</span></p>
<p>Grossmann concordou com a avaliação de Dose. Disse que os administradores da universidade sabem que devem pensar a universidade e gostariam de fazer isso, a exemplo do que é feito pelo IEA-USP, mas são tolhidos pela obrigação de gerenciar uma grande instituição. Segundo ele, além dos gestores, outros membros do corpo docente da universidade veem o IEA-USP como um lugar privilegiado, uma vez que possui uma estrutura leve, não tem estudantes nem pesquisadores permanentes, algo completamente diferente do que eles vivenciam.</p>
<p>Ao ser aberta a discussão aos participantes da Intercontinental Academia, Shinohara quis saber deles se jovens pesquisadores devem se dedicar a temas interdisciplinares ou se concentrar num campo específico.</p>
<p>O primeiro a se manifestar foi o filósofo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, da Universidade de Turku, Finlândia. Para ele, antes de obter o doutorado deve-se dedicar a uma área específica. “Não acho que alguém possa fazer um bom trabalho interdisciplinar se antes não fez um bom trabalho numa disciplina específica.”</p>
<p><span>A restrição disciplinar para pós-graduandos defendida por Arstila não é compartilhada pelo h</span>istoriador <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/kazuhisa-takeda">Kazuhisa Takeda</a>, da Univesidade Waseda, de Tóquio. Em sua opinião, a interdisciplinaridade é uma tendência mundial e a Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência de alguma forma incentiva isso ao aprimorar cada vez mais seus métodos de avaliação de propostas de pesquisa, adotando critérios mais abrangentes, que envolvem áreas próximas.</p>
<p>O biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a>, professor da USP, concordou com Arstila, mas ressaltou que nas instituições brasileiras e americanas há um certo estímulo para os estudantes de graduação se interessarem pelo que está acontecendo em outras áreas além da sua. "No entanto, isso é algo difícil de fazer, pois recebemos uma grande quantidade de informações por e-mails, folhetos e outros materiais. Talvez os IEAs pudessem ajudar nessa busca de conhecimento do que está acontecendo em outros campos.”</p>
<p><span>A competição no âmbito disciplinar foi questionada pelo </span>historiador <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/david-gange">David Gange</a>, da Universidade de Birmingham. Ele disse que o momento mais desconfortável na Fase São Paulo da Intercontinental Academia foi quando o físico José Goldemberg, professor emérito do Instituto de Física da USP e professor honorário do IEA-USP, recomendou aos jovens pesquisadores que fossem agressivos. “Não estamos em competição uns contra os outros. Se pensarmos assim, estaremos contribuindo para os problemas que as universidades enfrentam cada vez mais. Como jovens pesquisadores, devemos entender a universidade assim como entendemos nossas disciplinas. E o único modo de entender a universidade é sendo interdisciplinar”, argumentou.</p>
<p>A discussão sobre a interdisciplinaridade é mal concebida, no entender de Goddard, para quem a confluência entre disciplinas deve sempre ser fruto do tópico escolhido para estudo. “Se um pesquisador pretende estudar o movimento de populações no passado, vai precisar envolver biólogos, estudar as informações obtidas em sepultamentos, entender a genética daquelas pessoas.”</p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/hideaki-miyajima">Hideaki Miyajima</a>, diretor do Instituto Wasesa de Estudos Avançados, de Tóquio, manifestou sua concordância com o requisito citado por Goddard, mas considerou que há alguns riscos em recomendar aos jovens que realizem trabalhos interdisciplinares, pois "temas com essa característica são difíceis de identificar”.</p>
<p><span>Shinohara defendeu que os IEAs procurem conectar áreas do conhecimento distantes entre si: “Há inúmeras variações na interdisciplinaridade em termos de distância entre os campos de pesquisa. O grupo da Intercontinental Academia, por exemplo, é bastante desafiador, mas quando se fala de física e matemática, esses são campos relativamente próximos.”</span></p>
<p>Dose afirmou que todos concordam com essa opinião de Goddard, mas o que há acontece é uma intersecção de disciplinas, carreiras e instituições, “tornando as escolhas complicadas, sobretudo para jovens pesquisadores”.</p>
<p>A situação também é difícil para as instituições, de acordo com Dose, uma vez que “elas têm responsabilidades tanto na produção de pesquisas avançadas quanto em relação aos jovens pesquisadores, aos quais precisam proporcionar oportunidades que não encontrariam no ambiente disciplinar de outros lugares e, ao mesmo tempo, instituir garantidas para que não sigam apenas num caminho, ainda que interdisciplinar, e fiquem desconectados da estrutura disciplinar da universidade".</p>
<p>Como foi possível depreender do painel, os IEAs precisam lidar com vários desafios acadêmicos e institucionais, antigos e novos. No entanto, para Grossmann, as principais questões a serem enfrentadas estão relacionados com aspectos “glocais” [global + local]. “Temos de nos preocupar com os desafios que nossas universidades enfrentam e como eles correspondem a mudanças globais”, afirmou.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: IAR/Universidade de Nagoya</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-04-27T20:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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