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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 91 to 102.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/decolonizando-museus-e-exposicoes-sobre-os-indigenas-ainus-no-japao-29-05-2023">
    <title>Decolonizando Museus e Exposições sobre os Indígenas Ainus no Japão - 29/05/2023</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Decolonização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-05-29T19:49:23Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/muquifu-museu-quilombos-favela-urbanos">
    <title>Museus Participativos: Diálogos com o Muquifu - Museu dos Quilombos e das Favelas Urbanos em Belo Horizonte</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/muquifu-museu-quilombos-favela-urbanos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Reflexão sobre os “Territórios Soterrados” em Belo Horizonte, patrimônios afro-brasileiros, acervos “populares” e cultura material a partir do Muquifu e do Projeto NegriCidade. Com a chegada da Comissão Construtora (1894) a população negra do Arraial do Curral Del Rey foi banida pela ação higienista do Estado para as periferias e favelas da nova capital. Meio século depois seus descendentes foram novamente segregados pela ação da Igreja Católica, que proibiu que seus festejos fossem realizados nos templos de Belo Horizonte. Imediatamente após a inauguração da nova capital de Minas Gerais, os antigos habitantes do arraial dos pretos, foram expulsos para fora dos limites da cidade planejada para ser ocupada por pessoas brancas. O Projeto NegriCidade lança mão dos saberes quilombolas, dos saberes acumulados pelo MUQUIFU e, também, das pesquisas historiográficas e arqueológicas para finalmente escrever as histórias que ainda não são contadas.</p>
<p>O Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos - MUQUIFU é um museu de território e comunitário. Atua desde 2012 no Aglomerado Santa Lúcia, localizado na capital mineira, e expõe objetos doados e emprestados pelas pessoas moradoras. O discurso museal se desenvolveu para além do acervo (a memória arquival), mas também pela performance (a memória incorporada) desses sujeitos no Muquifu. A proposta é apresentar os métodos participativos que o Muquifu usa para pesquisar, documentar, apresentar e atualizar as diferentes representações sociais que abordam temas de religiosidade, raça, gênero, classe social, artes e ofícios, objetos biográficos e entre outros.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-11-18T12:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/cidades-ancestrais-arqueologia-urbana-e-memoria-dos-povos-negros-e-indigenas-22-11-2023">
    <title>Cidades Ancestrais: Arqueologia Urbana e Memória dos Povos Negros e Indígenas - 22/11/2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/cidades-ancestrais-arqueologia-urbana-e-memoria-dos-povos-negros-e-indigenas-22-11-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-10T20:20:47Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-historiadora-de-arte-comenta-exposicao-que-inaugurou-masp-em-1968">
    <title>Exposição inaugural do Masp será tema de encontro da Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-historiadora-de-arte-comenta-exposicao-que-inaugurou-masp-em-1968</link>
    <description>"A Mão do Povo Brasileiro" foi a primeira exposição do então novo prédio do Masp, na Avenida Paulista. A mostra será comentada pela historiadora de arte e ex-curadora do Museu de Arte Moderna, Ana Belluzzo</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-mao-do-povo-brasileiro" alt="A Mão do povo brasileiro" class="image-inline" title="A Mão do povo brasileiro" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>"A Mão do Povo Brasileiro", exposição inaugural do Masp, remontada em 2016 no museu</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Em 1968, dezenove anos depois da sua criação, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Masp, se transferiu para sua mais conhecida e atual sede, no centro da Avenida Paulista. Cerca de mil objetos que representavam a rica cultura material brasileira fizeram parte da exposição <i>A Mão do Povo Brasileiro</i>. A mostra inaugural da icônica casa do Masp será comentada pela historiadora de arte e ex-curadora do Museu de Arte de Moderna (MAM), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-maria-belluzzo" class="external-link">Ana Maria Belluzzo</a>, no <strong>dia 7 de novembro</strong><strong>, às 14h30</strong>, na Sala de Eventos do IEA. Neste mesmo dia, outro convidado a expor suas experiências é o filósofo Nelson Brissac, que falará sobre sua trajetória como dirigente cultural. O evento terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet</p>
<p>A exposição original, produzida pela arquiteta e designer Lina Bo Bardi com o então diretor do museu, Pietro Maria Bardi, o cineasta Glauber Rocha e o diretor de teatro Martim Gonçalves, expôs mais de mil objetos criados no contexto popular, que mostravam a história e cultura brasileiras, incluindo, entre outras coisas, votos antigos, roupas, móveis, instrumentos musicais, objetos religiosos, pinturas e esculturas.</p>
<p dir="ltr">No dia 1º de setembro do ano passado, o Masp inaugurou a remontagem de <i>A Mão do Povo Brasileiro</i>, do diretor artístico Adriano Pedrosa e dos curadores Tomás Toledo e Julieta González, que conta com objetos produzidos por artistas do povo e tenta reproduzir a original.</p>
<p dir="ltr"><strong>Os conferencistas </strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Ana-Maria-Belluzzo-perfil.jpg" alt="Ana Belluzzo - Perfil" class="image-inline" title="Ana Belluzzo - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Ana Belluzo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ana Belluzzo é membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e do Comitê Brasileiro de História da Arte, além integrar o Conselho de Orientação Artística da Pinacoteca. É doutora e livre-docente pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, onde atualmente colabora no curso de pós-graduação da faculdade.</p>
<p dir="ltr">Brissac é o criador e curador do <a href="http://www.artecidade.org.br/">Arte/Cidade</a>, um projeto de intervenções urbanas que nasceu em 1994. Inicialmente voltado para São Paulo, o Arte/Cidade tem atuado mais recentemente em localidades “fora do eixo” nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, além da Alemanha.  Em São Paulo, Brissac organizou e foi curador de intervenções urbanas no antigo Matadouro da Vila Mariana, no ramal ferroviário da Zona Oeste, e em edifícios da região central.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Todas as notícias da Cátedra</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/programacao-de-atividades" class="external-link">Programação do Ciclo</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Ciclo</strong></p>
<p dir="ltr">O evento integra a programação do Ciclo "Cultura, Institucionalidade e Gestão", realizado pela Cátedra. Dividido em quatro etapas, o ciclo pretende fornecer um panorama crítico, atual e histórico da formação de uma estrutura cultural na cidade de São Paulo, pelo ponto de vista da gestão cultural em instituições. Os eventos terão como foco:</p>
<p dir="ltr">1) As relações entre arte, cultura e política;</p>
<p dir="ltr">2) O perfil de instituições culturais que fazem diferença na estrutura cultural de uma cidade como São Paulo;</p>
<p dir="ltr">3) A contribuição de certos gestores culturais na consolidação de um campo cultural no Brasil e em São Paulo;</p>
<p dir="ltr">4) O papel das exposições na representação cultural de um Brasil contemporâneo.</p>
<p dir="ltr">“A programação pretende oferecer um amplo e crítico panorama da situação da cultura no Brasil pelo viés da gestão cultural em instituições e organismos de representação cultural”, explica Martin Grossmann, coordenador acadêmico da Cátedra. Segundo ele, isso será feito por meio de uma dinâmica discursiva e reflexiva em interação direta com importantes equipamentos culturais da cidade e seus principais agentes.</p>
<p dir="ltr">A Cátedra Olavo Setúbal é resultado de uma pareceria entre o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e o Itaú Cultural. Foi iniciada em 2016 e este ano tem como titular o arquiteto Ricardo Ohtake, presidente do Instituto Tomie Ohtake.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto 1: Divulgação Masp | Foto 2: Jornal da USP</span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<hr />
<p> </p>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong><i>Exposições 3: "A Mão do Povo Brasileiro" (MASP, 1969) &amp; Dirigentes Culturais: Nelson Brissac</i></strong></p>
<p><i>7 de novembro, 14h30<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Sem inscrição prévia<br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (sedini@usp.br), telefone: (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes_III" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-30T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/representatividade-feminina-no-sistema-artistico-precisa-ser-melhor-avaliada">
    <title>Representatividade feminina no sistema artístico precisa ser mais bem avaliada </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/representatividade-feminina-no-sistema-artistico-precisa-ser-melhor-avaliada</link>
    <description>Especialistas mostram empoderamento feminino no campo das artes, mas questionam a premissa de que as brasileiras contemporâneas ocupam posição privilegiada </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/the-dinner-party-judy-chicago" alt="The Dinner Party Judy Chicago" class="image-inline" title="The Dinner Party Judy Chicago" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Obra "O Banquete", da norteamericana Judy Chicago, foi citada no debate</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A história da arte no Brasil não poderia ser escrita sem as referências fundamentais das grandes artistas mulheres. Tarsila do Amaral e Anita Malfatti são as mais lembradas, seguidas por nomes como Lygia Clark, Lygia Pape, Tomie Ohtake, Maria Bonomi, Regina Silveira, Djanira e muitas outras. Elas têm espaço garantido não só na cultura, como muitas de suas obras estão cotadas entre as mais caras em leilões internacionais. O espaço da mulher brasileira nas artes parece um caso à parte no cenário mundial, já que em países como os Estados Unidos, por exemplo, as mulheres tiveram de conquistar não com poucas lutas o seu lugar em museus, galerias, mídia, público e crítica.</p>
<p>A situação confortável das artistas no Brasil, porém, deve ser olhada com cuidado, pois a aparente vantagem pode estar atrelada a uma perspectiva histórica que não necessariamente reflete a atual situação desse campo, no que se refere às novas artistas da contemporaneidade. O alerta foi dado pela professora e pesquisadora do <a href="http://www.ieb.usp.br/" target="_blank">Instituto de Estudos Brasileiros</a> (IEB) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-paula-cavalcanti-simioni">Ana Paula Cavalcanti Simioni, </a>durante o debate “Arte e Gênero”, que integrou a programação da semana “Mulher com Arte”, tema proposto pelo escritório USP Mulher como foco das atividades da Universidade este ano.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/arte-e-genero" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/arte-e-genero" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Realizado no IEA no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o seminário organizado pelo IEA, pelo IEB e <a href="http://www.mac.usp.br/" target="_blank">Museu de Arte Contemporânea</a> (MAC) da USP, contou com abertura e comentários do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-roberto-ferreira-brandao">Carlos Roberto Ferreira Brandão</a>, diretor do MAC-USP e ex-diretor do Museu de Zoologia (MZ) da USP, do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-teixeira-iumatti">Paulo Teixeira Iumatti</a> (IEB-USP) e também do vice-diretor do IEA, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski</a>.</p>
<p>A participação feminina no campo artístico é temática que já ocupa décadas de estudos, tendo ganhado força principalmente em países onde o feminismo é mais forte e atuante. Para muitos críticos, a arte não é de fato um campo livre e autônomo, mas um espaço determinado por instituições, sistemas e academias de arte, patrocinadores e até alguns mitos, que começam a ser desconstruídos.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-roberto-brandao-arte-e-genero" alt="Carlos Roberto Brandão - arte e gênero" class="image-inline" title="Carlos Roberto Brandão - arte e gênero" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Carlos Roberto Brandão, diretor do MAC</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O MAC-USP, por exemplo, planeja uma exposição de obras produzidas só por mulheres, com o objetivo de mostrar que gênero, materiais utilizados, partidos artísticos e outras questões não estão expressos na obra, ou seja, independem do fato do artista ser homem ou mulher. A exibição estará inserida numa grande empreitada expositiva, já que o museu pretende mostrar ao público quase todo o seu acervo – aproximadamente 10.500 peças.</p>
<p>Segundo Brandão, o MAC-USP está transferindo para o Ibirapuera todo o seu acervo e vai expor grande parte dele, o que será um marco na história do museu, afirma. “Entre as idéias curatoriais, uma delas é mostrar trabalhos feitos por mulheres apenas, confeccionados em grandes formatos e com materiais pesados como ferro, concreto e borracha. A intenção é mostrar que não há diferença entre o conteúdo das obras produzidas por homens ou mulheres”, afirma.</p>
<p>Brandão disse se orgulhar do fato da instituição que dirige possuir em seu acervo não só uma quantidade razoável de artistas mulheres, como também expor essas obras com freqüência. Entre algumas das coleções brasileiras mais importantes, a do MAC é a que possui a maior presença feminina: as mulheres são 29% da coleção (184 entre os 655 nomes).</p>
<p> </p>
<p><strong>Representatividade</strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ana-paula-simioni-arte-e-genero" alt="Ana Paula Simioni - arte e gênero" class="image-inline" title="Ana Paula Simioni - arte e gênero" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Para Ana Paula Simioni, do IEB-USP, a perspectiva histórica não se reflete na atual situação das mulheres nas artes</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A professora Ana Paula Simione mostrou alguns indicadores do mercado de artes e museus para exemplificar aspectos da sua apresentação. Comparativamente à coleção do MAC, mostrou a presença feminina em coleções como a Freitas Vale, que tem sete mulheres entre 113 nomes de artistas (6,19%) do período Modernista. A Pinacoteca tem 321 mulheres entre 1588 nomes (20% da coleção); a de Inhotim possui 22 mulheres entre os 99 artistas (22,22%); e a coleção Mário de Andrade tem 22 mulheres entre 135 nomes (17%).</p>
<p>Segundo Ana Paula, as obras de algumas artistas brasileiras estão entre as mais caras do mercado brasileiro. Não só isso. Entre as obras mais caras em leilões internacionais, três são das brasileiras Lygia Clark, Beatriz Milhazes e Adriana Varejão.</p>
<p>Considerado o mercado internacional em geral, os índices mostram uma crescente participação feminina no mercado e em museus nos anos recentes, comparado à década de 1970. “A partir do ano 2000, as mulheres têm apresentado uma representatividade em acervos e visibilidade no mercado em torno de 22%. Mas não tem sido um progresso linear e constante. E apesar da maior inserção, elas ainda ocupam uma posição minoritária no mercado internacional”, constata Ana Paula.</p>
<p>Portanto, os números mostram que o Brasil pode ser um caso à parte quando o tema é a mulher nas artes. Porém, o cenário aparentemente favorável pode ser apenas uma primeira impressão, na opinião de Ana Paula. “Muitas das artistas bem sucedidas no mercado nem sempre desfrutam de boa colocação nos espaços museais. Ou seja, o valor de mercado nem sempre migra para uma valorização cultural ou outras instancias de legitimação da cultura. E o mercado da arte não se resume a ser artista. Há outras posições em museus e galerias que ainda não são ocupados por mulheres”, disse.</p>
<p>Outra questão é que nem sempre a representatividade em coleções significa visibilidade, pois há muitas obras de artistas brasileiras pertencentes a acervos importantes como do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), ou a do Centro Georges Pompidou, em Paris, que no entanto, nunca foram expostas, compara.</p>
<p>“Sendo assim, a análise precisa ir além dos números. É importante incluir critérios numéricos e etnográficos para chegarmos a uma abordagem mais qualitativa. Saliento que mulheres como Tarsila e Anita tiveram sucesso num país que nunca foi e nunca será moderno, pois não completamos o ciclo moderno e já entramos no pós-modernismo. Então vejo nisso uma percepção histórica, de uma determinada geração em dado momento, em que nosso Modernismo foi construído sobre mitos históricos. Mas pergunte para a nova geração de artistas, as que hoje têm algo como 20 anos de idade, qual a percepção delas sobre gênero ser ou não uma questão para entrarem no sistema da arte”, questiona Ana Paula.</p>
<p>Por outro lado, Ana Paula lembrou que a tradição feminista nos Estados Unidos abriu mercados no campo artístico, mas a arte feminista nem sempre é aceita. “A obra mais cara de Lygia Clark, por exemplo, não têm nada de menção a gênero ou qualquer cunho feminista e nesse ponto parece haver um rechaço desse tema nas artes”, compara.</p>
<p>“Embora a globalização artística se coloque como democrática, com um discurso de que haveria espaço para todos, verificamos que isso não é verdade. Os artistas mais bem sucedidos estão nos centros globais, como Nova York, Inglaterra, Berlim e Paris. A China é um caso à parte, pois vem crescendo numa velocidade impressionante. Então o mercado é profundamente desigual e o país onde o artista nasceu ou onde ele constitui sua nacionalidade tem peso para sua inserção nesse mercado. Da mesma forma, as mulheres têm uma relação menor e são menos bem pagas. É um mercado profundamente generificado”, disse Ana Paula.</p>
<p>O professor Plonski lembrou a luta da artista feminista norte americana Judy Chicago, criadora da obra “O Banquete” (“The Dinner Party”). Exposta no Brooklin Museum de Nova York, ganhou repercussão internacional e até hoje é uma das mais visitadas do mundo. A obra traz representações sexuais femininas e expõe um mosaico triangular que rememora mulheres que fizeram história.</p>
<p>Plonski ressaltou a importância do debate lançar múltiplos olhares sobre o tema. E lembrou uma frase de Judy Chicago: “Não foi trivial para que mulheres pudessem entrar nos museus e ficassem nas paredes, sem estarem nuas”, lembrou.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: 1: <a class="external-link" href="https://www.flickr.com/photos/islespunkfan/5535711950">Neil R/Flickr</a>. 2 e 3: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-21T12:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/deslocamento-de-colecoes-a-conservacao-transigente-15-de-junho-de-2018">
    <title>Deslocamento de Coleções: A Conservação Transigente - 15 de junho de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/deslocamento-de-colecoes-a-conservacao-transigente-15-de-junho-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-15T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/architectures-knowledge">
    <title>Architectures of Knowledge: Interdisciplinary Research on Games, Virtuality and the Global Museum</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/architectures-knowledge</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Christian Stein, do Laboratório Interdisciplinar de Berlim, apresentará as pesquisas atuais sobre "Arquiteturas do Conhecimento", a principal área do <a class="external-link" href="https://www.interdisciplinary-laboratory.hu-berlin.de/en/bwg/"><i>Excellence Cluster Image Knowledge Gestaltung</i></a>. Como membro fundador do <i><a class="external-link" href="https://pt-br.facebook.com/gamelab.berlin/">gamelab.berlin</a></i>, mostrará projetos em andamento sobre 1. jogos como técnica cultural; 2. virtualidade; e 3. realidade virtual, além do uso de jogos e princípios do design de jogos em outros ambientes. <span>Como a ciência e a pesquisa precisam comunicar seus conhecimentos para um novo público, museus, exposições e laboratórios de ciência aberta estão se revelando<span> </span></span><i>playgrounds</i><span> promissores para experimentar novas formas de comunicação e traduções em novas mídias. </span>Ao abordar esses temas, Stein também citará a pesquisa em equipes altamente interdisciplinares e a própria interdisciplinaridade.</p>
<p><strong>Expositor</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christian-stein" class="external-link">Christian Stein</a> (Universidade Humboldt)</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/davi-noboru-nakano" class="external-link">Davi Nakano</a> (EP-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz" class="external-link">Gilson Schwartz</a> (ECA-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giselle-beiguelman" class="external-link">Giselle Beiguelman</a> (FAU-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-karman" class="external-link">Ricardo Karman</a> (Kompanhia do Centro da Terra)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-kazuo-mizutani" class="external-link">Wilson Mizutani</a> (IME-USP)</p>
<p><strong>Moderador</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a> (ECA e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-24T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/roger-buerguel">
    <title>O Museu das Coisas Intermediárias</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/roger-buerguel</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Roger Buergel, diretor do Museu Johann Jacobs de Zurique e curador da 12ª Documenta em Kassel, Alemanha (2003-2007), fará a conferência com ênfase  à condição do "estar entre", necessária para se livrar da maioria das categorias museológicas que governam nossa percepção de objetos e das distinções fundamentais, mas basicamente insustentáveis, como a da arte com a não-arte.</p>
<p>Para Buergel, esta visão de museu opera em um modo pós-colonial (transcultural), crítico ao modelo museológico que foi desenvolvido na Europa nos séculos XVIII e XIX e ainda bastante presente nos dias atuais. Este museu promove uma relação mais horizontal entre culturas, línguas e cosmologias, favorecendo a singularidade dos objetos em exposição. Um museu em que o objeto ("a coisa") pode operar "entre", seja em relação a categorias museológicas e disciplinares, seja em relação a diferentes noções de lugar e tempo.</p>
<p><span style="text-align: start; float: none; ">No Brasil, o tema já vem sendo explorado por Silviano Santiago em "</span><a class="external-link" href="http://www.forumpermanente.org/revista/numero-7/conteudo/desafiando-taxonomias/o-entre-lugar-do-discurso-latino-americano" style="text-align: start; " target="_blank">O entre-lugar do discurso latino-americano</a><span style="text-align: start; float: none; ">" e, em parte, por críticos como Roberto Schwartz, em "</span><a class="external-link" href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85141" style="text-align: start; " target="_blank">As ideias fora do lugar</a><span style="text-align: start; float: none; ">".</span></p>
<p><strong>Expositor</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roger-martin-buergel" class="external-link">Roger Buergel</a> (Johann Jacobs Museum)</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-roberto-ferreira-brandao" class="external-link">Carlos Roberto Ferreira Brandão</a> (MAC e MZ - USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">José Teixeira Coelho Netto</a> (ECA e IEA - USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lisette-lagnado" class="external-link">Lisette Lagnado</a> (EAV Parque Lage)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-rezende" class="external-link">Marcelo Rezende</a><span class="external-link"> (curador)</span></p>
<p><span class="external-link"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-simantob" class="external-link">Eduardo Simantob</a> (escritor)</span></p>
<p><strong>Moderador</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a> (ECA e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-27T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisador-mostra-o-poder-dos-jogos-e-da-virtualidade-na-ciencia-e-nos-museus">
    <title>Pesquisador mostra o poder dos jogos e da virtualidade na ciência e nos museus</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisador-mostra-o-poder-dos-jogos-e-da-virtualidade-na-ciencia-e-nos-museus</link>
    <description>Christian Stein, fundador do "gamelab.berlin", estará no IEA no dia 2 de fevereiro, às 14h30</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/christian-stein-perfil" alt="Christian Stein - Perfil" class="image-inline" title="Christian Stein - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b>Christian Stein, do Gamelab.berlin</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christian-stein" class="external-link">Christian Stein</a>, fundador do "<a class="external-link" href="https://www.facebook.com/gamelab.berlin/">Gamelab.berlin</a>", estará no IEA no dia <b>2 de fevereiro, às 14h30</b>, para mostrar projetos que utilizam virtualidade, realidade virtual e jogos como técnica cultural. Ele <span>apresentará as pesquisas atuais sobre "Arquiteturas do Conhecimento", a principal área do </span><i><a class="external-link" href="https://www.interdisciplinary-laboratory.hu-berlin.de/en/bwg/" target="_blank">Excellence Cluster Image Knowledge Gestaltung</a>, </i>laboratório interdisciplinar da Universidade de Humboldt em Berlim. A conferência <i>Architectures of Knowledge: Interdisciplinary Research on Games, Virtuality and the Global Museum<b> </b></i>será em inglês, sem tradução simultânea, e transmitida <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA.</p>
<p><span>Segundo o conferencista, a ciência e a pesquisa precisam se comunicar com um novo público, por isso museus, exposições e laboratórios de ciência aberta estão se revelando playgrounds promissores para experimentar novas formas de comunicação e traduções em novas mídias. Ao abordar esses temas, Stein também citará pesquisas em equipes altamente interdisciplinares, ressaltando propriedades potencializadoras da interdisciplinaridade.</span></p>
<p>A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente" class="external-link">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente</a>, que organiza o encontro. Os comentários ficarão a cargo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/davi-noboru-nakano" class="external-link">Davi Nakano</a>, da Escola Politécnica (Poli) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz">Gilson Schwartz</a>, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giselle-beiguelman">Giselle Beiguelman</a>, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-kazuo-mizutani" class="external-link">Wilson Mizutani</a>, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) <span>USP, </span>e de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-karman">Ricardo Karman</a>, da Kompanhia do Centro da Terra.</p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><i><b>Architectures of Knowledge: Interdisciplinary Research on Games, Virtuality and the Global Museum</b><br /></i><i><i>2 de fevereiro, às 14h30<br /></i></i><i>Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento público, gratuito e sem <span class="external-link">inscrição prévia <br />Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-30T16:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/categorias-museologicas">
    <title>Ações em museus e bienais problematizam as categorias museológicas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/categorias-museologicas</link>
    <description>Curadores, críticos de arte e professores debatem a necessária revisão de conceitos que orientam o planejamento e as exposições em espaços museológicos</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/museu-da-mare-rj" alt="Museu da Maré RJ" class="image-inline" title="Museu da Maré RJ" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Museu da Maré (RJ): afirmação da identidade e da memória da comunidade do Complexo da Maré, na zona norte do Rio</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os trabalhos do polêmico Ai Weiwei, a arte desestabilizadora de Tunga e Lina Bo Bardi, além das propostas heterodoxas de espaços museológicos como o Museu Maguta, criado em 1985 como símbolo da resistência dos índios Tikuna do extremo oeste do Amazonas, o Museu Histórico de Canudos, na Bahia, e também o Museu da Maré, no Rio de Janeiro, foram lembrados como alguns exemplos de narrativas não lineares e de relações horizontais que expressam as novas premissas envolvendo o sistema museológico e a arte pós-conceitual do século 21, durante o debate <i>O Museu das Coisas Intermediárias</i>, realizado no dia <strong>9 de fevereiro</strong> no IEA.</p>
<p>A ideia inicial era trazer a visão do curador, escritor e pesquisador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roger-martin-buergel">Roger Buergel</a> sobre o modo transcultural, ou pós-colonial de operar seu trabalho. Mas o atual diretor do Museu Johann Jacobs, de Zurique, Suiça, e curador da 12ª Documenta de Kassel (2007), Alemanha, teve que cancelar seus compromissos no Brasil por motivos de saúde.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionados</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/o-museu-das-coisas-intermediarias-9-de-fevereiro" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/o-museu-das-coisas-intermediarias" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/museu-das-coisas-intermediarias" class="external-link">Em conferência no IEA, Roger Buergel propõe museus não categorizados</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O debate, porém, manteve a proposta de investigação das inter-relações artísticas e suas formas de diálogo quanto às categorias museológicas e disciplinares e as relações de espaço e tempo. Participaram o curador e crítico de arte brasileiro Eduardo Simantob, que vem atuando com Buergel há cerca de dois anos, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-roberto-ferreira-brandao">Carlos Roberto Ferreira Brandão</a>, atual diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP e ex-diretor do Museu de Zoologia (MZ) da USP, o professor emérito <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho">José Teixeira Coelho Netto</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a curadora, crítica de arte e professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lisette-lagnado">Lisette Lagnado</a>, atual diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage do Rio de Janeiro, além do curador, jornalista e crítico de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-rezende">Marcelo Rezende</a>.</p>
<p>O encontro organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente </a> teve a moderação do seu coordenador e ex-diretor do IEA, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, da ECA-USP.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lisette-lagnado-e-eduardo-simantob" alt="Lisette Lagnado e Eduardo Simantob" class="image-inline" title="Lisette Lagnado e Eduardo Simantob" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Lisette Lagnado e Eduardo Simantob (esq.), em debate sobre museus no dia 9 de fevereiro no IEA</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reconstrução de um novo discurso sobre o objeto e a função da arte contemporânea, que tem sido a busca de Buergel, foi evidenciada por Simantob ao lembrar a diretriz curatorial sobre a qual Buergel vem atuando no museu Jacobs, a qual já havia sido delineada na Documenta de 2007, cujo tema foi “Migração da Forma”.</p>
<p>“Dizemos que o Jacobs é um museu em processo. Nasceu a partir da Fundação Jacobs, entidade privada ligada ao comércio de cacau e café e que, portanto, teve uma participação ativa nos processos coloniais de exploração de matérias primas da África, Ásia e América do Sul. Buergel viu, a partir da biblioteca temática de mais de 6.000 volumes do museu, a chave para trabalhar a mutação da forma ao longo de séculos de comércio do café, mostrando o outro lado. Em vez da primazia do artista, o que vale são as relações engendradas no processo artístico com a etnografia, a história e também a academia”, disse Simantob, que foi repórter, editor e gerente editorial multimídia da Folha de S. Paulo e atualmente está vinculado ao programa de Ciências e Artes Aplicadas da Universidade de Lucerne, Suíça.</p>
<p>A questão da mutação da forma é central dentro dessa metodologia, segundo Simantob. Outro ponto é que as premissas envolvendo o sistema e as categorias museológicas europeias não funcionam mais ou não conseguem dar conta do novo momento pós-conceitual da arte contemporânea. Por conta disso, o museu Jacobs está envolvido em parcerias inéditas, com coleções da China, Senegal, Brasil, Haiti, entre outros países, numa relação horizontal que não reproduz as formas colonialistas ou neocolonialistas no seu esforço de tradução da cultura, segundo o curador.</p>
<p>As narrativas não lineares trabalhadas no museu Jacobs são provocativas ao ponto de levar o expectador a um tipo de frustração que se traduz num choque positivo, levando à reflexão, disse Simantob. Nesse sentido, o pensamento de Lina Bo Bardi foi importante e inspirador para o trabalho de Buergel.</p>
<p> </p>
<p><strong>Objeto intermediário e categorias museológicas </strong></p>
<p>“A noção do objeto intermediário, muito presente em Ai Weiwei e até em Lina Bo Bardi, está voltada à inclusão do outro. O termo objeto intermediário ativa a nossa atenção para as subjetividades difusas, os povos primitivos e outros saberes que vão além das representações e do conceito iluminista de museu”, disse a professora Lisette,  curadora da 27ª Bienal de São Paulo de 2007, cujo tema foi “Como Viver Junto”.</p>
<p>Para Lisette, as experiências colaborativas e a desestabilização dos agentes tradicionais que atuam no circuito artístico levam a um questionamento sobre as possibilidades de dissolução de uma singularidade única que faz sentido apenas a um sistema burguês do gesto do artista. As instaurações de Tunga (Antônio Jose de Barros Carvalho e Mello Mourão), considerado uma das figuras mais emblemáticas da cena artística brasileira atual, carregam, segundo Lisette, a fusão entre instalação e performatividade, dando a noção de coisas ou objetos transitórios que funcionam como disparadores de algo, como o começo e não o fim em si mesmos, compara Lisette.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-brandao-museus" alt="Carlos Brandão - museus" class="image-inline" title="Carlos Brandão - museus" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Carlos Brandão, do MAC: dificuldade com categorias não é uma novidade no campo museológico</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Brandão, atual diretor do MAC-USP, contextualizou a discussão dentro da evolução histórica de alguns museus da cidade de São Paulo, criados ao longo do século 19 e 20 a partir de coleções do Museu Paulista e que desde os seus primórdios convivem com os dilemas e as dificuldades da categorização museológica.</p>
<p>“O Museu Paulista era um museu enciclopédico e já no seu primeiro relatório de gestão, publicado em 1895, falava da dificuldade de categorizar objetos de museus. O que vimos foi um esfacelamento daquela instituição em vários outros museus específicos – as coleções de arte se desmembraram para formar em 1905 a Pinacoteca do Estado; as de botânica formaram o Instituto Botânico em 1922, e assim também se formaram o museu de Zoologia em 1939, o Instituto de Astronomia e Geofísica em 1954 e o Museu de Arqueologia e Etnografia (MAE), em 1988”, disse.</p>
<p>“O resultado é que essas instituições têm muitas dificuldades atualmente para trabalhar com categorias tão restritivas. Então temos que pensar por que categorias nos causam problemas. Justamente porque não atendem mais ao que é a vida hoje”, disse Brandão.</p>
<p>O diretor lembrou o Museu Maguta, na cidade de Benjamin Constant, na fronteira do Acre com o Amazonas, para abordar uma proposta de museu virtual como contraponto ao museu baseado em objetos reais. “Apesar de ser um museu indígena, ao contrário do que se espera, não há nenhum objeto indígena, mas filmes mostrando rituais e a confecção desses objetos. A reificação de objetos é uma característica da nossa cultura. Para os índios, os objetos em si não fazem sentido. Ao contrário, só têm sentido na hora em que são usados. Estamos num momento em que precisamos inventar novos modelos e novas formas de representar as relações, não importa o objeto. Hoje os museus contestam a estetização como fim em si mesma”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Uma “reciclagem” para dirigentes do campo artístico </strong></p>
<p>O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) perdeu uma grande oportunidade de sair de uma orientação curatorial hierárquica, verticalizada e baseada em categorias, ao recusar uma coleção “lindíssima” e “valiosíssima” de objetos etnográficos asiáticos que não seguia uma linha cronológica, disse o professor Teixeira Coelho, referindo-se a uma coleção recusada pelo conselho curatorial durante o período em que o professor ocupou o cargo de Curador Coordenador da instituição, de 2006 a 2014. A coleção em questão, de Fausto Godoy, é referida pelo próprio colecionador como “um arco etnológico, um conceito”. Contém mais de 2,5 mil peças de 11 países asiáticos, incluindo objetos contemporâneos e outros datados de 3.500 a.C, colecionados pelo diplomata desde que assumiu a embaixada do Brasil na Índia, em 1984.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/teixeira-coelho-museus" alt="Teixeira Coelho - museus" class="image-inline" title="Teixeira Coelho - museus" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Teixeira Coelho, da ECA-USP: classes dirigentes de museus no Brasil precisam saber o que o mundo de hoje pede e espera da arte </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“O público do MASP está acostumado a ver alguns tesouros da arte européia. Então, haveria a oportunidade de desestabilizarmos a recepção do público ao colocarmos objetos intermediários, transitórios, ao lado de objetos artísticos tradicionais. Ela não só foi recusada como também foi devolvida, depois de ter sido instalada e com todos os contratos pensáveis fechados. Perdeu-se a chance de expor ao público esses objetos heteróclitos”, disse Teixeira Coelho.</p>
<p>O professor da ECA vê o episódio como um exemplo da influência desproporcional das classes dirigentes sobre os muitos campos que formam a mentalidade brasileira atual. “Ficaram espantados quando viram entrar no museu uma coleção que não tinha uma costura cronológica, categorizada. Parecia um escândalo que uma bicicleta tailandesa pudesse estar ao lado de um objeto artístico clássico”, lamenta.</p>
<p>“Então proponho aqui uma residência de dirigentes. Em vez da dissolução do gesto do artista ou a frustração do público, proponho uma atualização de dirigentes sobre o que o mundo de hoje pede e espera da arte. O papel dos estamentos dirigentes nas instituições brasileiras é muito forte e esse protagonismo também é muito sentido no campo das artes. Veja os exemplos de Cicillo Matarazzo, Assis Chateaubriand. Mas me refiro também ao papel da política e da economia sobre a arte”, disse o professor, que é coordenador do Grupo de Estudo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/humanidades-computacionais">Humanidades Computacionais</a> do IEA.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Divulgação e Fernanda Cunha Rezende-IEA</span></p>]]></content:encoded>
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    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
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      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2017-02-14T16:05:00Z</dc:date>
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    <title>Conservação de Obras em Trânsito/Empréstimo - 16 de março de 2018</title>
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    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2018-03-19T18:05:00Z</dc:date>
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    <title>Dirigentes Culturais: Paulo Herkenhoff e Carlos Augusto Calil</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
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