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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/teixeira-coelho-professor-senior">
    <title>Teixeira Coelho torna-se professor sênior do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/teixeira-coelho-professor-senior</link>
    <description>O Conselho Deliberativo do IEA aprovou em fevereiro o ingresso no IEA do professor José Teixeira Coelho Netto, emérito da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, como professor sênior.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-teixera-coelho-neto/image" alt="José Teixeira Coelho Netto" title="José Teixeira Coelho Netto" height="359" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Jose Teixeira Coelho Netto, novo professor sênior do IEA</dd>
</dl></span></p>
<p>O professor José Teixeira Coelho Netto, emérito da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, é desde 27 de fevereiro professor sênior do IEA. Ele dará continuidade às pesquisas que vem desenvolvendo no Instituto sobre a cultura de base eletrônica (eCultura).</p>
<p>Teixeira Coelho coordena desde outubro de 2015 o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos Culturas e Humanidades Computacionais</a> do Instituto, por ele proposto.</p>
<p>Nesses primeiros dois anos como professor sênior do Instituto, ele pretende propor ao IEA que receba pesquisadores de pós-doutorado na temática do grupo de estudos, realizar pesquisa sobre eCultura em colaboração com o Centro de Alta Computação da Universidade de Stuttgart, Alemanha, dar continuidade aos trabalho do grupo de estudos (agora com a participação de pesquisadores estrangeiros) e divulgar ao público os resultados consolidados em livros e artigos via ciclos de palestras pela Internet.</p>
<p>No plano individual, Teixeira Coelho prosseguirá com suas pesquisas sobre arte e cultura computacional. Esse trabalho será consolidado em livro previsto para 2023 e que dará continuidade a outros dois livros produzidos ele nos últimos anos. Em 2019, ele publicou "eCultura, a Utopia Final - Inteligência Artificial e Humanidades", resultado de seminário organizado pelo IEA e pelo Itaú Cultura em 2018. Em breve será lançado "Sinais e Maravilhas (da Arte &amp; Cultura na Era Digital".</p>
<p><strong>Arte e política cultural</strong></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Bacharel em direito, mestre em ciências da comunicação pela ECA-USP e doutor em teoria literária pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Teixeira Coelho realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Maryland, EUA. Especialista em política cultural, ele </span>coordena o curso de especialização em gestão e política cultural do Observatório Itaú Cultural e colabora com a <span style="text-align: justify; ">Cátedra Unesco de Política Cultural da Universidade de Gerona, Espanha.</span></p>
<p>Além de lecionar na ECA-USP, onde se aposentou como professor titular, também foi professor de teoria da informação e percepção estética e de história da arte na Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie.</p>
<p>Foi diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP (1998-2002), curador-coordenador do Museu de Arte de São Paulo (Masp) (2006-2014), cocurador da Bienal de Curitiba 2013 e curador-chefe da Bienal de Curitiba 2015. Também dirigiu o <span style="text-align: justify; ">Departamento de Informação e Documentação Artística (Idart) da Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo (1993 a 1996).</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Alguns de seus outros livros sobre cultura e arte são: "</span><span style="text-align: justify; ">Moderno Pós-Moderno", "</span><span style="text-align: justify; ">Arte e Utopia - Arte de Nenhuma Parte", "</span><span style="text-align: justify; ">Dicionário Crítico de Política Cultural"</span><span style="text-align: justify; "> e "Dicionário do Brasileiro de Bolso - A Língua Perversa".</span><span style="text-align: justify; "> Teixeira Coelho também é ficcionista. Seu romance "História Natural da Ditadura" foi contemplado com o Prêmio Portugal Telecom de 2007. Outras de suas obras de ficção são "</span><span style="text-align: justify; ">Niemeyer</span><span style="text-align: justify; ">: </span><span style="text-align: justify; ">um Romance" e "As Fúrias da Mente".</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-16T23:09:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/reuniao-grupo-de-estudos-educacao-basica-1">
    <title>Reunião Grupo de Pesquisa Humanidades Computacionais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/reuniao-grupo-de-estudos-educacao-basica-1</link>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Coordenação: José Teixeira Coelho Netto</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-29T12:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/reuniao-grupo-de-estudos-humanidades-computacionais-1">
    <title>Reunião Grupo de Estudos Humanidades Computacionais</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2017-08-29T12:15:06Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/reuniao-grupo-de-pesquisa-humanidades-computacionais-1">
    <title>Reunião Grupo de Pesquisa Humanidades Computacionais</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
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      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais">
    <title>Grupo de Estudos Humanidades Computacionais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
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      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T14:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-area-do-site-do-iea-reune-ensaios-sobre-a-pandemia-do-coronavirus">
    <title>Nova área do site do IEA reúne ensaios sobre a pandemia do coronavírus</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/nova-area-do-site-do-iea-reune-ensaios-sobre-a-pandemia-do-coronavirus</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Os enormes impactos da pandemia do coronavírus na sociedade estão sendo analisados por pesquisadores do IEA, seja com um olhar sobre os diferentes aspectos da nova doença ou para a crise decorrente dela. Os ensaios produzidos estão reunidos em uma <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios" class="external-link">nova área do site</a>, dedicada ao tema.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/impactos-coronavirus" class="external-link">Em meio à crise do coronavírus, pesquisadores do IEA dedicam-se a estudos sobre os impactos da pandemia </a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-da-usp-se-unem-covid-19" class="external-link">Pesquisadores da USP se unem para aperfeiçoar políticas públicas contra a Covid-19 </a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pro-reitores-atividades-usp" class="external-link">Em entrevistas, pró-reitores explicam como a USP tem trabalhado para manter atividades à distância durante quarentena</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As análises tratam de efeitos imediatos e futuros em áreas diversas. “A pandemia deixará marcas profundas que afetarão no curto prazo a saúde mundial, a economia (com consequências mais prolongadas), a educação e, como substrato de todos esses setores, as formas de relacionamento pessoal”, escreve o professor sênior do IEA e ex-reitor da USP <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-lobo" class="external-link">Roberto Lobo</a> em seu ensaio “<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/as-ies-a-ead-e-a-pandemia" class="external-link">As IES, a EaD e a Pandemia</a>”, que aborda as consequências da crise na educação.<br /><br />Lobo também publicou “<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/para-contribuir-um-pouco-para-entender-as-politicas-a-serem-adotadas-na-pandemia-do-coronavirus" class="external-link">Para contribuir um pouco para entender as políticas a serem adotadas na pandemia do coronavírus</a>”, em que analisa, a partir de modelos de epidemias de doenças infecciosas, as consequências da aplicação, ou não, de um isolamento social rígido.<br /><br />Em um momento marcado por medo e incerteza, a visão e a orientação de cientistas pode levar soluções a estes campos, mitigando o sofrimento e os impactos da doença. Como aponta o biólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, autor do ensaio “<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/coronavirus-estamos-nus-somos-um" class="external-link">Coronavírus: Estamos Nus, Somos Um</a>”, a “arrogância ou determinação heroica inconsequente” só agravará a situação; “a única arma que temos nessa guerra contra o novo coronavírus é o conhecimento científico”.<br /><br />Além de coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, Buckeridge também é membro do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos Humanidades Computacionais</a>, coordenado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">José Teixeira Coelho Netto</a>. Professor emérito da ECA-USP, seu ensaio “<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/fake-news-o-combate-ao-conteudo-nao-basta" class="external-link">Fake news: O Combate ao Conteúdo Não Basta</a>” trata da relação das pessoas com os meios de comunicação. Sob sua coordenação, outros integrantes do grupo também publicaram ensaios.</p>
<p>Confira a lista completa:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-faces-da-desigualdade-social-iluminadas-pela-crise-da-covid-19" class="external-link">As Faces da Desigualdade Social Iluminadas pela Crise da Covid-19</a> —<i> Ana Fani Alessandri Carlos</i></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/fake-news-o-combate-ao-conteudo-nao-basta" class="external-link">Fake news: O Combate ao Conteúdo Não Basta </a>— José Teixeira Coelho Netto</li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/coronavirus-estamos-nus-somos-um" class="external-link">Coronavírus: Estamos Nus, Somos Um</a> — Marcos Buckeridge</li>
<li><a class="external-link" href="https://ciencianarua.net/a-abordagem-brasileira-para-enfrentar-a-covid-19-e-baseada-em-ciencia/">A abordagem brasileira para enfrentar a covid-19 é baseada em ciência?</a> — Marcos Buckeridge</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/para-contribuir-um-pouco-para-entender-as-politicas-a-serem-adotadas-na-pandemia-do-coronavirus" class="external-link">Para contribuir um pouco para entender as políticas a serem adotadas na pandemia do coronavírus</a> — Roberto Lobo</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/as-ies-a-ead-e-a-pandemia" class="external-link">As IES, a EaD e a Pandemia</a> — Roberto Lobo</li>
</ul>
<ul>
<li>“<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/atraves-da-janela-video-online-em-dias-de-tempos-e-espacos-desarticulados" class="external-link">Através da Janela: vídeo online em dias de tempos e espaços desarticulados</a>” — <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcus-bastos" class="external-link">Marcus Bastos</a></li>
</ul>
<ul>
<li>“<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/ideias-titubeantes-em-tempo-de-confinamento" class="external-link">Ideias Titubeantes em Tempo de Confinamento</a>” — <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira" class="external-link">Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</a></li>
</ul>
<ul>
<li>“<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ensaios/racismo-digital-em-tempos-de-crise-autoimunitaria" class="external-link">Racismo Digital em Tempos de Crise Autoimunitária</a>” — Paola Cantarini</li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Epidemias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-04-17T17:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/humanities-digital-age">
    <title>O Futuro das Humanidades na Era Digital</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/humanities-digital-age</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="normal"><strong><a href="https://www.iea.usp.br/en/events/future-humanities-digital-era" class="external-link">Click Here for the English Version</a></strong></p>
<p class="normal">O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos em Culturas e Humanidades Computacionais</a> do IEA organiza, em 2022, oito colóquios sobre o impacto da cultura eletrônica sobre a sociedade, as artes e as Humanidades.</p>
<p class="normal">O primeiro, em 23 de março abordará como o acelerado desenvolvimento da tecnologia e os avanços da ciência impõem um debate sobre o modo  como podem as Humanidades seguir formando, ao lado da tecnologia e da ciência, o tripé do conhecimento.</p>
<p class="normal">Ideias e práticas válidas até há pouco podem modificar-se ou desaparecer e dar lugar a novas figuras ou, simplesmente, extinguir-se.</p>
<p class="normal">O expositor, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nicolas-shumway" class="external-link">Nicolas Shumway</a> recebeu o título de doutor em Literatura Hispânica pela UCLA em 1976. Por quatorze anos, lecionou na Universidade de Yale onde obteve o grau de professor titular. Em 1993, foi nomeado Tomás Rivera Regents Professor de Literatura Hispano-Americana na Universidade do Texas em Austin. Entre 1995 e 2007, dirigiu o Instituto de Estudos Latino-Americanos Teresa Lozano Long da UT. De 2010 a 2017, foi Reitor de Humanidades da Rice University. Ocupou cargos de professor visitante na Universidade de São Paulo e em duas universidades argentinas: a Universidade de San Andrés e a Universidade Torcuato di Tella. Seu livro de 1991, The Invention of Argentina, ganhou reconhecimento internacional e foi selecionado pelo The New York Times como “um livro notável do ano”. Em 1993, Emecé Editores publicou uma tradução espanhola do livro na Argentina e, em 2012, uma edição revisada em 2002. A Editora da USP publicou uma tradução em português portuguesa do mesmo livro em 2009. Em 2012, Emecé lançou seu segundo livro sobre a Argentina, Historia personal de una pasión argentina, que inclui um ensaio autobiográfico contextualizando seu trabalho sobre a Argentina bem como um estudo de como o termo liberalismo tem sido usado no discurso político argentino. Atualmente é professor emérito de ciências humanas pela cátedra Frances Moody Newman na Rice University.</p>
<p class="normal"><strong>Expositor:</strong></p>
<p class="normal"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nicolas-shumway" class="external-link">Nicolas Shumway</a> (Rice University)</p>
<p class="normal"><strong>Debatedores:</strong></p>
<p class="normal"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a> (IB e IEA/USP)</p>
<p class="normal"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-fernandez-cuzziol" class="external-link">Marcos Cuzziol</a> (IEA/USP)</p>
<h3><strong>Transmissão</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência e Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-02T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/disciplina-oscar-sala-2026">
    <title>Disciplina "Economia, Cultura e Poder na Internet" será oferecida no 1º semestre de 2026</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/disciplina-oscar-sala-2026</link>
    <description>A Cátedra Oscar Sala e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação oferecerão novamente a disciplina Economia, Cultura e Poder na Internet com aulas presenciais no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title">A <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/oportunidades-pesquisa/oscar-sala-09-2024" class="external-link">Cátedra Oscar Sala</a> e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação oferecem em 2026 a disciplina <i><strong>Economia, Cultura e Poder na Internet</strong></i>, concebida como um painel multidisciplinar e estruturada em módulos temáticos complementares. As aulas serão realizadas presencialmente no IEA e reunirão aspectos históricos, técnicos, jurídicos, econômicos e culturais da rede.<br /><br />Disponível para alunos de mestrado ou doutorado de qualquer programa de pós-graduação da USP, a disciplina destina-se a apresentar um panorama circunstanciado e crítico da internet, aprofundando o conhecimento sobre suas riquezas, seus desafios e conflitos.<br /><br />A disciplina corresponde a quatro créditos e será oferecida todas as quartas-feiras pela manhã, das 9h ao meio-dia, de 11 de março a 24 de junho, no IEA, Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo. A <strong>matrícula</strong> deverá ser feita <strong>até 20 de fevereiro</strong>.<br /><br />Os módulos temáticos apresentarão a história da rede mundial de computadores, os impasses atuais e as tendências que já se delineiam para o futuro. Os encontros estão formatados em quatro módulos: Fundamentos Técnicos e Governança da Internet; Economia Política da Internet; Direito Digital; e Internet, Sociedade e Cultura.<br /><br />De acordo com a coordenação da cátedra, as aulas abrirão para os alunos janelas para uma compreensão atualizada da natureza da Internet, seus protocolos e sua governança, bem como de seus efeitos na conformação das redes sociais, nas relações jurídicas entre pessoas, organizações e países, no mercado (com uma economia de dados que envolve novas formas de geração de valor), na arte e nas humanidades em geral.<br /><br />Veja a <strong><a class="external-link" href="https://portalservicos.usp.br/servicos/pos-graduacao/componente/disciplinasOferecidasInicial.jsf?action=3&amp;sgldis=DPG5007">ementa</a> </strong>e <strong><a class="external-link" href="https://portalservicos.usp.br/janus/componente/disciplinasOferecidasInicial.jsf?action=4&amp;sgldis=DPG5007&amp;ofe=3">detalhes</a> </strong>do oferecimento da disciplina.<br /><br />Resultado de parceria da USP com o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a Cátedra Oscar Sala é administrada pelo IEA, onde está sediada, e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).</p>
<div id="content-core">
<div class="kssattr-macro-text-field-view kssattr-templateId-newsitem_view kssattr-atfieldname-text plain" id="parent-fieldname-text"></div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-12-19T17:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/culturas-politicas-e-o-digital-contextos-e-interrogacoes-a-partir-de-portugal">
    <title>Culturas, Políticas e o Digital: Contextos e Interrogações a partir de Portugal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/culturas-politicas-e-o-digital-contextos-e-interrogacoes-a-partir-de-portugal</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>A palestra abordará o estado da arte do 'digital cultural' em Portugal. Centrará nas implicações que esse processo de relação cada vez mais universalizada com o sistema tecnológico informacional-comunicacional apresenta no domínio das políticas culturais públicas portuguesas e da União Europeia.</span></p>
<p><span>Helena Santos abordará os caminhos atuais praticados pelas universidades portuguesas, e em particular pelo CIC Digital (Polo Porto), na busca de uma nova metodologia de pesquisa das culturas atuais renovadas pela alavanca digital. O destaque, nessas pesquisas, vai para um enfoque transversal assumido pelos estudos da cultura digital.</span></p>
<p class="MsoPlainText"> </p>
<div id="_mcePaste"><strong>Sobre o CIC Digital</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">O CIC Digital – Centro de Investigação em Comunicação, Informação e Cultura Digital é uma <span>Unidade de I&amp;D financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia de Portugal e </span><span>vocacionada para a promoção e execução de investigação em Ciências da Comunicação, da </span><span>Informação e em Cultura Digital, e em áreas de relação interdisciplinar entre as Tecnologias da Informação e da Comunicação.</span></div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste">Trata-se de uma iniciativa inter-universitária congregando quatro pólos: um na Faculdade de <span>Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, outro na Faculdade de Letras da </span><span>Universidade do Porto; um terceiro na Universidade de Aveiro e o quarto na Universidade </span><span>Lusófona de Humanidades e Tecnologia.</span></div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste">O CCI Digital define-se por uma aproximação transversal de seus objetos de estudo, em <span>particular aquele definido pela cultura digital. Seu objetivo é verificar, de modo especial, o impacto das culturas digitais no campo das Humanidades. É, também, um polo de amparo a startups.</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-18T12:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais-4">
    <title>Grupo de Estudos Humanidades Computacionais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais-4</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Coordenação: Teixeira Coelho</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-06T17:56:09Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais-5">
    <title>Grupo de Estudos Humanidades Computacionais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais-5</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Coordenação: Teixeira Coelho</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-06T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-de-teixeira-coelho">
    <title>Novo livro de Teixeira Coelho analisa os impactos das tecnologias digitais na arte e na cultura </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-de-teixeira-coelho</link>
    <description>A editora Iluminuras lançou no final de setembro o novo livro sobre eCultura de Teixeira Coelho, professor emérito da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e professor sênior do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-signs-and-wonders-1" alt="Capa do livro &quot;Signs and Wonders&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Signs and Wonders&quot;" /></p>
<p>A editora Iluminuras lançou no final de setembro o novo livro sobre eCultura de Teixeira Coelho, professor emérito da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e professor sênior do IEA, onde coordena o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos em Culturas e Humanidades Computacionais</a>.</p>
<p>Publicada inicialmente em inglês e formato digital, a obra se chama "Signs and Wonder: Art &amp; Culture in the Digital Age" e contém um ensaio inédito e três publicados anteriormente e agora revistos e ampliados. O ebook está à venda<span> na </span><a class="external-link" href="https://www.amazon.com.br/Signs-Wonders-Culture-Digital-English-ebook/dp/B09FQ7W3K8/ref=sr_1_3?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=teixeira+coelho&amp;qid=1632752492&amp;s=digital-text&amp;sr=1-3" target="_blank">Amazon</a><span>, </span><a class="external-link" href="https://play.google.com/store/books/details?id=8d1BEAAAQBAJ&amp;rdid=book-8d1BEAAAQBAJ&amp;rdot=1&amp;source=gbs_atb&amp;pcampaignid=books_booksearch_atb" target="_blank">Google Play</a><span> e </span><a class="external-link" href="https://www.kobo.com/br/pt/ebook/signs-and-wonders-29" target="_blank">Rakuten Kobo</a> [no <a class="external-link" href="https://www.iluminuras.com.br/sinais-e-maravilhas">site</a> da Iluminuras é possível fazer reserva de exemplar impresso e em português, edição que será lançada em breve] <span>. </span></p>
<p>A primeira parte do título é uma referência à frase de Jesus no "Evangelho segundo João" (4:48): "Se não virdes sinais e maravilhas, não crereis". Teixeira Coelho diz que ao citar essa frase não faz uma advertência premonitória, mas sim um convite para que as pessoas observem o que está acontecendo nesta era digital, prestem atenção no que é problemático e também "fiquem maravilhadas" com as realizações.</p>
<p>No entanto, não está nesse convite ao maravilhamento a chave da interpretação do livro, segundo Teixeira Coelho, mas sim em sua epígrafe, extraída de texto do poeta francês Paul Valéry (1871-1945) no livro "Maus Pensamentos e Outros" (1942): "A existência da humanidade não se justifica a não ser por alguns resultados antinaturais que ela atingiu".</p>
<p>Mas essa concepção teleológica da humanidade apontada por Valéry não dá necessariamente margem para otimismo. Para Teixeira Coelho, essa não é uma questão relevante, pois prefere se identificar com a formulação de Nietzsche, na qual otimismo e pessimismo são faces da mesma moeda.</p>
<p>O ensaio "The Expansion of the Digital Domain", que abre o livro, trata da utilização de games no Centro Memorial do Holocausto de Babi Yar, em Kiev, Ucrânia, numa tentativa de atrair o público, e as polêmicas que isso tem gerado. No final de setembro de 1941, Babi Yar foi local de um dos maiores massacres cometidos pelos nazistas. Em dois dias, mais de 32 mil pessoas foram fuziladas, a maior parte judeus, mas também ciganos e prisioneiros de guerra ucranianos e russos.</p>
<p>O debate sobre as implicações éticas das novas tecnologias digitais também está no texto seguinte, "Artificial Intelligence, Artificial Ethics", dedicado à discussão sobre aspectos éticos suscitados pelo avanço na utilização de algoritmos e outros recursos da inteligência artificial, como no caso dos automóveis autônomos.</p>
<p>Em "Divine Madness and Machine", Teixeira Coelho discute como a tecnologia muda a arte e a cultura em termos gerais e as consequências dessas transformações para a atividade artística e para a vida privada e social. Uma abordagem específica está no quarto ensaio, "Iconic Images Are Fading Away", que trata da transição da "captura da realidade" por meio de imagens analógicas para imagens resultantes de operações matemáticas.</p>
<p>A obra termina com um posfácio motivado por um vídeo assistido por Teixeira Coelho quando o livro já estava pronto para ser publicado. Trata-se de um filme promocional sobre o algoritmo Generative Pre-Trained Transformer-3 (GPT-3) desenvolvido pela Open AI, um dos ramos do grupo do empresário Elon Musk.</p>
<p>Com sua capacidade de 175 bilhões de parâmetros operacionais, o GPT-3 pertence à classe dos algoritmos genéticos e pode significar uma alteração radical na maneira como os seres humanos interagem com ferramentas computacionais, pois permite a comunicação direta com a máquina via linguagem natural (até o momento, apenas em inglês).</p>
<p>Segundo Teixeira Coelho, o GPT-3 permite vislumbrar uma série de aplicações futuras para algoritmos desse tipo, como o diagnóstico de doenças e prescrição de medicamentos, a comparação de um fato criminoso com todos do mesmo tipo existentes, com os argumentos de acusação e defesa e até a formulação da sentença, ou ainda produzir uma pintura que Picasso não pintou mas poderia ter pintado.</p>
<p>No entanto, ele ressalta que o GPT-3 ainda apresenta muitos erros ao escrever programas, com pessoas tendo que acrescentar ou retirar uma linha ou outra da programação. Sua capacidade de "conversação" também diminui depois de algumas linhas, pois ele "não se lembra" do que foi dito minutos ou segundos antes."</p>
<p>Além disso, até o momento "nenhum algoritmo consegue representar as emoções e sentimentos de uma pessoa". Assim, mesmo que possa produzir obras que Picasso ou Edward Munch poderiam ter feito, faltará à máquina a intenção expressiva do artista, uma distinção fundamental explorada por Teixeira Coelho no posfácio.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Algoritmo</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-10-22T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/teixeira-coelho">
    <title>Teixeira Coelho: pensamento e a ação em favor das políticas culturais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/teixeira-coelho</link>
    <description>A morte do professor, dirigente cultural, curador e ensaísta José Teixeira Coelho Netto, ocorrida em 4 de junho de 2022. Ele era professor sênior do IEA e professor emérito da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i><dl class="image-right captioned" style="width:450px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-teixeira-coelho-netto-evento-no-iea/image" alt="José Teixeira Coelho Netto - evento no IEA" title="José Teixeira Coelho Netto - evento no IEA" height="418" width="450" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:450px;">Teixeira Coelho em uma das atividades do Grupo do Estudos Culturais Humanidades Computacionais do IEA, do qual era coordenador</dd>
</dl></i></p>
<p>Num momento em que a cultura nacional sofre com o corte de verbas, desmonte de instituições e descontinuidades de políticas, quadro agravado pelas consequências da pandemia, a morte do professor, dirigente cultural, curador e crítico de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">José Teixeira Coelho Netto</a>, no dia 4 de junho, representa um lamentável percalço para a definição de caminhos para o setor, além de uma lacuna irreparável para a reflexão sobre a arte e a cultura.</p>
<p>Em <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/cultura/morre-teixeira-coelho-um-pensador-da-cultura-extremamente-original/">entrevista</a> a Roberto C. G. Castro, do Jornal da USP, o ex-diretor do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, amigo e colaborador de Teixeira Coelho, definiu-o como "um pensador da cultura extremamente original".</p>
<p>Para Grossmann, essa originalidade pode ser constatada nas ideias sobre cultura apresentadas por Teixeira Coelho nos 44 livros que publicou ao longo de mais de 50 anos de atividade acadêmica, desenvolvida em grande parte na Escola de Comunicações Artes (ECA), na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambas da USP, e na Universidade de Maryland, nos EUA.</p>
<p>Professor emérito da ECA-USP, Teixeira Coelho era professor sênior do IEA, onde coordenava o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos Culturas e Humanidades Computacionais</a> do IEA, especialista em política cultural e colaborador da Cátedra Unesco de Política Cultural da Universidade de Girona, Espanha, e coordenador do curso de especialização em gestão e política cultural do Observatório Itaú Cultural. Recentemente fora escolhido para ser um dos coordenadores, ao lado de Grossmann, do eixo Cultura e Artes do <a href="https://jornal.usp.br/institucional/programa-eixos-tematicos-da-usp-quer-estreitar-relacionamento-da-universidade-com-a-sociedade/">Programa Eixos Temáticos da USP</a>, instituído pela Assessoria do Gabinete do Reitor da USP.</p>
<p>A criação do grupo de estudos em 2015 no IEA demonstra o grau de inquietação intelectual e o acompanhamento <i>pari passu</i> de Teixeira Coelho das transformações culturais ao longo de sua carreira. O trabalho era voltado para discussão da realidade contemporânea das culturas computacionais e digitais e da produção cultural, mediada ou autoproduzida, afirmava, num contexto em que o trabalho de robôs substituiu o trabalho manual dos humanos e caminha para substituir, por meio da inteligência artificial, o trabalho intelectual.</p>
<p>A última participação de Teixeira Coelho no IEA foi a participação como debatedor no seminário organizado sobre o grupo em 23 de março sobre o Futuro das Humanidades na Era Digital, com participação de Nicolas Shumway, da Universidade Rice, EUA.</p>
<p><strong>Novo público da cultura</strong></p>
<p>Uma das obras do pensador destacadas por Grossmann na entrevista é "O Que é Ação Cultural" (1989), um trabalho fundamental sobre questões que começavam a ser discutidas na Europa sobre usuário da cultura não como apenas mero consumidor, mas também como produtor.  “Ele mostrou que, na arte pós-moderna, a audiência não é passiva, e sim atuante, partícipe do fazer cultural, o que exige dela inteligência e crítica. Não havia reflexão no Brasil sobre isso.”</p>
<p>A concepção de políticas culturais foi preocupação permanente de Teixeira Coelho. Nos anos 80, fundou e coordenou o primeiro núcleo destinado a esse fim no país, o Observatório de Políticas Culturais da ECA-USP. Um dos trabalhos desenvolvidos foi o "Dicionário Crítico de Políticas Culturais" (1997), com traduções lançadas no México e na Espanha. Grossmann enfatizou que a obra estabeleceu o vocabulário necessário para verbalizar a ação cultural em paralelo ao trabalho do observatório na formação de gerações de agentes culturais.</p>
<p><strong>Gestão cultural</strong></p>
<p>Ele ressaltou ainda a atuação de Teixeira Coelho como gestor cultural. Entre 1998 e 2002, ele dirigiu o Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP com “planos audaciosos” para torná-lo mais conhecido do público e, como curador-coordenador do Museu de Arte de São Paulo (Masp), de 2006 a 2014, foi um dos responsáveis pela recuperação da instituição ao mudar o padrão da gestão, segundo o Grossmann.</p>
<p>A vice-reitora da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda, também falando ao Jornal da USP, classificou Teixeira Coelho como um dos mais importantes pensadores da cultura do Brasil, pioneiro em estudos sobre os meios de comunicação e, depois, nas áreas da crítica de arte e da curadoria, afirmou. Ela lembrou também a contribuição de Teixeira Coelho para os institutos culturais no País, como o Itaú Cultural, em São Paulo, onde deu conferências, organizou eventos e editou publicações: “Ele fez uma reflexão filosófica muito significativa sobre as possibilidades artísticas dos novos meios de informação, as relações entre arte e tecnologia e todo o andamento da cultura na pós-modernidade.”</p>
<p>Além de ter lecionado na ECA-USP desde 1973, onde se aposentou como professor titular, Teixeira Coelho foi professor de teoria da informação e percepção estética e de história da arte da Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie e diretor do Departamento de Informação e Educação Artística (Idart) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.</p>
<p>Outras duas atividades de destaque de sua atuação profissional foram a curadoria de exposições no Brasil e no exterior, como a Bienal de Curitiba (PR) de 2015, e a carreira de ficcionista. Seu romance "<em>História</em> <em>Natural</em> <em>da</em> <em>Ditadura"</em> (2006) venceu o Prêmio Portugal Telecom 2007.</p>
<p>Teixeira Coelho morreu em consequência de complicações de resultantes de uma mielodisplasia diagnosticada em outubro passado. Ele deixou uma filha e um neto.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-06-06T16:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/shumway-fala-sobre-a-importancia-dos-dados-digitais-na-pesquisa-em-humanidades">
    <title>Nicolas Shumway apresenta os desafios para a pesquisa em humanidades na era digital</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/shumway-fala-sobre-a-importancia-dos-dados-digitais-na-pesquisa-em-humanidades</link>
    <description>Nicolas Shumway, da Universidade Rice, EUA, foi o expositor no encontro "O Futuro das Humanidades na Era Digital", no dia 23 de março, organizado pelo Grupo de Estudos em Culturas e Humanidades Digitais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nicolas-shumway-23-3-22" alt="Nicolas Shumway - 23/3/22" class="image-inline" title="Nicolas Shumway - 23/3/22" /></p>
<h3><strong><i>Perfil</i></strong></h3>
<p><i>Atualmente, Nicolas Shumway é professor emérito da Cátedra Frances Moody Newman do Departamento de Literaturas e Culturas Modernas e Clássicas da Universidade Rice, EUA.</i></p>
<p><i>Schumway obeteve o título de doutor em literatura hispânica pela Universidade da Califórnia em Los Angeles em 1976. Lecionou por 14 anos na Universidade Yale, onde se tornou professor titular. Em 1993, foi nomeado professor da disciplina Tomás Rivera Professor de Literatura Hispano-Americana da Universidade do Texas (UT) em Austin.</i></p>
<p><i>Entre 1995 e 2007, dirigiu o Instituto de Estudos Latino-Americanos Teresa Lozano Long da UT em Austin. De 2010 a 2017, foi reitor de humanidades da Universidade Rice University. Ocupou cargos de professor visitante na Universidade de São Paulo e em duas universidades argentinas: a Universidade de San Andrés e a Universidade Torcuato di Tella.</i></p>
<p><i>Seu livro de 1991, “The Invention of Argentina”, de 1991, obteve reconhecimento internacional, sendo selecionado pelo jornal The New York Times como um dos “livros notáveis do ano” recebendo a Menção Honrosa no Prêmio Bryce Wood  para Livros da Associação de Estudos Latino-Americanos. Em 1993, a Emecé Editores publicou uma tradução em espanhol na Argentina, revisada em 2002. A Editora da USP publicou uma tradução em português do mesmo livro em 2009.</i></p>
<p><i>Em 2012, a Emecé Editores lançou seu segundo livro sobre aquele país, “Historia Personal de una Pasión Argentina”, que inclui um ensaio autobiográfico contextualizando seu trabalho sobre o país bem como um estudo sobre como o termo “liberalismo” tem sido usado no discurso político argentino.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ao mesmo tempo que as ferramentas digitais propiciam inúmeros recursos para a pesquisa em humanidades, incluindo até ferramentas de mapeamento genético, a enorme e crescente quantidade de dados disponibilizados leva a dificuldades adicionais, entre as quais a falta de arcabouço conceitual e categorias para interpretá-los.</p>
<p>Essa questão foi discutida pelo especialista em literatura e cultura latino-americana <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nicolas-shumway">Nicolas Shumway</a>, da Universidade Rice, EUA, em <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/futuro-das-humanidades" class="external-link">conferêrencia</a> no encontro <i>O Futuro das Humanidades na Era Digital</i>, realizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos em Culturas e Humanidades Computacionais</a> no dia 23 de março.</p>
<p><span>Um dos pontos centrais da exposição de Shumway foi como as humanidades lidam com o passado e as dificuldades que elas encontram quanto têm de lidar com o futuro, além dos desafios que as pesquisas na áreas encontrarão no futuro. </span><span>Ele lembrou frase do jogador de beisebol Yogi Barra: "É difícil fazer previsões, especialmente sobre o futuro". Também citou o escritor William Faulkner: “O passado nunca está morto, nem sequer é passado”.</span></p>
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<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Texto</strong></p>
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<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/futuro-das-humanidadeshttp:/www.iea.usp.br/noticias/documentos/futuro-das-humanidades" class="external-link">Íntegra da conferência de Nicolas Shumway</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2022/o-futuro-das-humanidades-na-era-digital-23-de-marco-de-2022" class="external-link">Nicolas Schumway fará conferência sobre impacto da cultura eletrônica nas humanidades</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/o-futuro-das-humanidades-na-era-digital" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2022/o-futuro-das-humanidades-na-era-digital-23-de-marco-de-2022" class="external-link">Fotos</a></li>
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</table>
<p>“O que falamos vem do passado, nossa linguagem é herança do passado, nossa boca está cheia de vozes do passado.”</p>
<p>No entanto, ele reconhece que por mais que questionemos a ideia do novo é inegável que o computador, a inteligência artificial e as redes sociais têm mudado as formas de fazer quase tudo (ouvir música, assistir a filmes, dar aulas, relacionar-se com os outros, formar comunidades).</p>
<p>Para ele, as humanidades talvez sejam um companheiro "um tanto esquisito" para o mundo digital: “O que as distingue é a preocupação com o passado”. Nelas, a noção de obsolescência não faz sentido e dizer que Hume, Kant ou Derrida suplantaram Platão e Aristóteles não faz sentido, é uma ideia absurda, disse Shumway, para quem é dever dos humanistas serem curadores da herança cultural existente nas bibliotecas e museus, “uma responsabilidade ainda mais assustadora na era digital, diante da enorme expansão dos arquivos”.</p>
<p>Ele vê com preocupação como os futuros estudantes lidarão com esse tsunami de dados, “uma vez que a internet descarta materiais na mesma velocidade que incorpora novas informações”.</p>
<p>As dificuldades ainda existentes para a produção de grandes bancos de dados eletrônicos - como na digitalização de acervos de bibliotecas e arquivos -, os custos de sua manutenção e os empecilhos ao acesso às informações digitalizadas são problemas que afetam e continuarão afetando as pesquisas em humanidades, afirmou.</p>
<p>Como exemplo, citou o projeto Google Books, voltado à digitalização de bibliotecas de universidades americanas. "Ele digitalizaram 500 mil livros da biblioteca da Universidade Rice. Terminado o trabalho, nos forneceram uma cópia dos arquivos. O sistema de reconhecimento de caracteres funcionou com índices de 90 a 95% de correção. Os erros tiveram que ser corrigidos à mão. Houve também dificuldades do software para lidar com outras línguas. No final, boa parte da coleção ficou fora de alcance do público devido a questões de direitos dos autores e editoras."</p>
<p>Além da preocupação com o passado e da noção de não obsolescência do conhecimento, Shumway ressaltou que há outras diferenças características das humanidades em relação a outras áreas do saber. Uma delas é a relação com a linguagem. "Acho que os humanistas devem ler melhor que os colegas das ciências naturais. Temos de reconhecer conotações e ambiguidades das línguas e que há diferenças culturais que levam a expressões que não são traduzíveis, como o caso do diminutivo em português e espanhol, de difícil tradução para o inglês." No entanto, há ainda uma dificuldade adicional, a interpretação do que se lê: "Ler é interpretar."</p>
<p>Para discutir a questão da interpretação, a possibilidade de conhecer algo e a noção de verdade, Shumway utilizou como referência o conto "A Procura de Averróis", de Jorge Luis Borges. Publicado no livro "O Aleph" (1941) do escritor argentino, o conto tem como personagem central o filósofo, médico e polímata de origem árabe conhecido como Averróis (1126-1198), um tradutor, comentador e divulgador do pensamento aristotélico, responsável pela revalorização da obra do filósofo grego na Europa Ocidental.</p>
<p>No conto, Averróis não consegue entender o significado das palavras 'tragédia" e "comédia", citadas várias vezes por Aristóteles na "Poética". Ele escuta crianças brincando, vai à varanda e vê três meninos. Um deles, está em pé no ombro de outro e fala como um almuadém chamando para a reza. O que estava embaixo, imóvel, fazia o papel de minarete e o terceiro, ajoelhado, da congregação de fiéis. Mas a brincadeira não durou muito, pois todos queriam ser o almuadém e discutiam por causa disso.</p>
<p>Averróis vê a cena, mas não lhe dá muita atenção. À noite, num jantar com vários amigos, um viajante conta como foi levado num lugar onde várias pessoas "estavam figurando uma história", de acordo com o texto de Borges. "Imaginemos que alguém mostre uma história, em vez de contá-la", explica o convidado viajante no jantar.</p>
<p>Shumway comentou que, no conto, Averróis viu os meninos brincando, mas não conseguiu identificar na brincadeira aspectos da comédia e da tragédia, "pois não tinha uma categoria para classificar o que via". Isso abre uma porta para um problema epistemológico, segundo o expositor: "Somos capazes de reconhecer coisas novas se não possuirmos termos para nomeá-las?"</p>
<p>Isso se aplica também ao grande arquivo que é a internet, segundo Shumway: "Não vemos certas coisas por que não temos categorias para classificá-las." Quase no final do conto, na alvorada do novo dia, já em casa, Averróis escreve que "Aristu (Aristóteles) denominava tragédia os panegíricos e comédias as sátiras e os anátemas".</p>
<p>Como o próprio Borges diz num parágrafo que é um posfácio ao conto, sua intenção foi escrever sobre a história de um fracasso. No mesmo parágrafo, diz o que percebeu à medida que escrevia: "Senti que a obra zombava de mim. Senti que Averróis, querendo imaginar o que é um drama sem ter suspeitado o que seja o teatro, não era mais absurdo do que eu, querendo imaginar Averróis (...)".</p>
<p>Nas últimas linhas, Borges acrescenta que ao escrever a última página sentiu que sua "narrativa era o símbolo do homem que eu fui enquanto a escrevia" e leva isso ao um espalhamento infinito entre o homem que escreve e a narrativa que era seu símbolo. Para Shumway, é preciso considerar um outro personagem, o leitor do conto, que interpreta Borges, que interpreta Averróis, que interpreta Aristóteles.</p>
<p>Ele destacou que o conto ressalta a dificuldade que o ser humano tem para interpretar as coisas, que leva inclusive ao questionamento sobre a noção de verdade. "Os historiadores trabalham com evidências tiradas do mundo real", mas a história "poderia ser o gênero mais efêmero das humanidades", em função de novas evidencias que as pesquisas podem apontar.</p>
<p>"Hoje estamos fazendo perguntas sobre raça, justiça social, sexualidade, perguntas que não eram feitas tempos atrás. Nos Estados Unidos, os responsáveis pelos arquivos eletrônicos estão fortalecendo o conteúdo sobre a escravidão e a narrativa do Sul sobre a Guerra da Secessão, que apresenta a região como contrária ao centralismo federal e os invasores do Norte como cruéis, que não respeitavam a cultura do Sul, torna-se falsa diante dos registros sobre o tráfico e a negociação de escravos, a crueldade a que eram submetidos, as famílias divididas."</p>
<p>Boa parte dessas pesquisas agora é possível graças às humanidades digitais, segundo Shumway. Outros recursos além de bancos de dado eletrônicos cooperam para a revisão de narrativas e interpretações, como é caso do mapeamento genético. Como exemplo disso, citou as pesquisas de DNA que confirmaram que os cinco filhos de Sally Hamings, escrava durante 20 anos de Thomas Jefferson, principal autor da Declaração de Independências dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Debate</strong></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">Teixeira Coelho</a>, <span>organizador do evento e coordenador do Grupo de Estudos Culturas e Humanidades Computacionais, disse que nas humanidades </span>não há a superação do que veio antes ("Clarice Lispector não superou Camões, William Faulkner não ultrapassou ninguém"), mas nas chamadas ciências duras, os cientistas dizem que certas coisas são superadas por novas formulações. "Alguns físicos reconhecidos dizem que todas as questões que a filosofia gostaria de responder serão respondidas pela física e, a longo prazo, quem vai dar a palavra final será a física, e as humanidades não terão nada a dizer."</span></p>
<p>"Alguns cientistas totalmente materialistas dizem que as humanidades ficarão obsoletas, mas acho isso pouco provável", respondeu Shumway. <span>Nas ciências é bastante plausível falar de progresso, obsolescência de ideias, afirmou. "Nas humanidades isso não ocorre, sempre falamos no tempo presente: Platão diz, Cervantes diz, como se fossem nossos colegas. Estamos sempre preocupados com a verdade, mas isso é uma coisa que sempre dá início a outras conversas. As humanidades são a continuação de uma conversa velha que nunca deve terminar."</span></p>
<p><span> </span><span>Outra questão levanta por Coelho foi sobre a interpretação. "Karl Marx teve a pretensão de fazer um rompimento entre a interpretação que ele chamava de má interpretação e a ciência e vimos o desastre que deu; e no século 20, os neomarxistas e os psicanalistas tentaram fazer a mesma coisa: como passar da interpretação para algo que fosse além dela", comentou.</span></p>
<p>Diante desses precedentes, Coelho quis saber de Shumway como ele via ao livro "Contra a Interpretação" (1966) da ensaísta e crítica de arte americana Susan Sontag. "Muito da ciência contemporânea é contra a interpretação, diz que os fatos estão dados, mas quando vamos ver os fatos percebemos que há um resíduo de interpretação. Sempre haverá um resto de interpretação, seja nas ciências ou nas humanidades?"</p>
<p>"Um dos problemas que tenho com muitos marxistas é que eles começam com as conclusões, sabem de antemão quais serão as conclusões", respondeu Shumway. Disse ver isso em pós-modernistas, pós-estruturalistas e pós-derridarianos [referente ao pensamento do filósofo francês Jacques Derrida]. Quanto ao livro de Sontag, considera que nele o problema não é a interpretação, mas a interpretação dogmática, que ele considera "um perigo e uma morte mental".</p>
<p>O botânico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge">Marcos Buckridge</a><span>, do Instituto de Biociências  da USP e integrante do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos em Cultura e Humanidades Computacionais</a><span>, foi um dos debatedores convidados do evento. Ele </span><span>quis saber do expositor se nas humanidades pode ocorrer a mesma coisa que acontece nas ciências, onde teorias são ampliadas por novas formulações teóricas ("Newton não foi destruído, mas sim ampliado por Einstein"). Ele deu como exemplo os efeitos da Revolução Francesa e da Revolução Americana sobre a política. </span><span>Para Shumway, no caso da filosofia política as ideias estão sempre sendo revistas. "Nela, estamos no domínio das humanidades. Por outro lado, a política como prática está em outras áreas."</span></p>
<p><span>O outro debatedor convidado foi </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-fernandez-cuzziol">Marcos Cuzziol</a><span>, também integrante do grupo de estudos e especialista em games, realidade virtual e outras aplicações digitais,</span><span> </span><span>disse que existem dois tipos de algoritmos. Um deles é de algoritmos que encontram padrões em massas de dados, caso das redes neurais, que reconhecem escrita, rostos e outras coisas, "mas nunca é uma interpretação humana, é sempre um sistema olhando para o passado, que são os dados". Outros algoritmos, afirmou, são mais propositivos, como os genéticos, que propõem soluções aleatórias e escolhem a que identifica como a melhor. "Esse tipo de algoritmo não olha para o passado. Mas a ação dos algoritmos nunca vai ser um tipo de interpretação humana sobre alguma coisa, será sempre amoral, podendo ter resultados danosos."</span></p>
<p>Shumway concordou com a ideia de um algoritmo baseado em dados do passado, mas disse considerar como visão humanista o estudo sobre a história do algoritmo e da fé que as pessoas depositam nele. "Tenho medo da ideia de que um algoritmo possa tomar uma decisão sem intervenção humana. Não existe leitura sem interpretação." Para ele, é preciso ser um pouco modesto sobre o que os algoritmos podem fazer.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-03-25T20:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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    <title>Grupo de Estudos Humanidades Computacionais</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-06T17:28:15Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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