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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 35.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/aspectos-atuais-sobre-a-formacao-e-mercado-de-trabalho-da-engenharia-no-brasil-1">
    <title>Aspectos Atuais Sobre a Formação e Mercado de Trabalho da Engenharia no Brasil - 19 de agosto de 2016</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-19T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/industry-4-0-digitalization-in-manufacturing-smart-devices-and-data-mining-on-the-shop-floor-12-de-agosto-de-2016">
    <title>Industry 4.0: Digitalization in Manufacturing, Smart Devices and Data Mining on the Shop floor - 12 de agosto de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/industry-4-0-digitalization-in-manufacturing-smart-devices-and-data-mining-on-the-shop-floor-12-de-agosto-de-2016</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-12T03:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2009/inovacao-no-brasil-politicas-publicas-e-estrategias-empresariais-07-de-dezembro-de-2009">
    <title>Inovação no Brasil: Políticas Públicas e Estratégias Empresariais - 07 de dezembro de 2009</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2009/inovacao-no-brasil-politicas-publicas-e-estrategias-empresariais-07-de-dezembro-de-2009</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2009-12-07T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/strategic-workshop-traz-ministro-e-secretarios-para-tratar-da-industria-4.0">
    <title>Strategic Workshop traz ministro e secretários para tratar da Indústria 4.0</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/strategic-workshop-traz-ministro-e-secretarios-para-tratar-da-industria-4.0</link>
    <description>Durante todo os dia de 30 de agosto os participantes discutirão os diversos aspectos relacionados à indústria, saúde e agricultura no cenário de Internet of Things (IoT, ou internet das coisas).</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/industria-4.0-1" alt="Indústria 4.0" class="image-right" title="Indústria 4.0" />A série de eventos <i>Strategic Workshops, </i>promovida pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) com apoio do IEA, trará secretários de estado e o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, para o seminário <i>Iniciativas 4.0 – Aplicações de Internet das Coisas no Agronegócio, Saúde e Indústria</i>, que acontece no dia <strong>30 de agosto, das 9h às 17h3</strong><strong>0</strong>, no auditório István Jancsó, da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. A participação exige <a class="external-link" href="http://sasi40.org/index.php/inscreva-se/">inscrição prévia</a>.</p>
<p>Os <i>Strategic Workshops </i>têm como objetivo organizar a pesquisa na universidade, priorizando temas de reconhecida excelência ou com grande potencial. Partem da demanda de grupos de pesquisa da USP. Neste caso, a proposta surgiu do Grupo de Automação e Elétrica em Sistemas Industriais (Gaesi) da Escola Politécnica, que assume a organização do evento em parceria com a PRP. O Gaesi tem como linha de pesquisa a gestão em automação e tecnologia da informação.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Notícia:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/manufatura-avancada" class="external-link">As diretrizes para o desenvolvimento da manufatura avançada no Brasil</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No encontro do dia 30, os participantes discutirão os diversos aspectos relacionados à indústria, saúde e agricultura no cenário de Internet of Things (IoT, ou internet das coisas). Além disso, serão apresentadas as soluções já aplicadas no Brasil e em outros países pelas empresas dos setores de engenharia de automação e sistemas de informação, como produtos e serviços que auxiliam as empresas a se prepararem para a quarta revolução industrial ou indústria 4.0. O objetivo é promover a integração e a troca de experiências entre as agências governamentais, academia e empresas de forma a acelerar a inserção do Brasil nesta nova realidade global.</p>
<p>Para mais informações, visite o <a class="external-link" href="http://sasi40.org/">site do evento</a>.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: By Mixabest - Treball propi, CC BY-SA 3.0</span></p>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3>Programação</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>8h30 – 9h00</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p>Cadastramento</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>9h00 – 10h15</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Abertura – Desafios da Sociedade   4.0</strong></p>
<p><i>A quarta revolução industrial está sendo iniciada, graças à eliminação dos limites entre o mundo digital, o mundo físico (as coisas) e o mundo biológico (os seres humanos). Na abertura, os temas abordados procurarão responder à pergunta: Quais tecnologias viabilizam a sociedade 4.0 e o que é preciso para adotá-las no Brasil?</i></p>
<p>– Ministro Marcos Pereira Douglas Gomes (Ministério da Indústria,   Comércio Exterior e Serviços)<br /> – Prof. Dr. José E. Krieger (PRP/USP)<br /> – Daniel Marteleto Godinho (Secretário de Comércio Exterior)<br /> – Jhonatan Almada (Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do MA)<br /> – Arnaldo Jardim (Secretário de Agricultura de SP)<br /> – Wallace Moreira Bastos (Subsecretário de Assuntos Administrativos do   Ministério dos Transportes)<br /> – Prof. Dr. Marcos Buckeridge (Presidente da ACIESP)<br /> – Prof. Dr. Guilherme Ary Plonski (Vice-Diretor IEA/USP)<br /> – Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri (Presidente do Conselho Diretor do INRAD   HC-FMUSP)<br /> – Prof. Dr. Eduardo Mario Dias (Professor Titular da POLI-USP e Coordenador   do GAESI)<br /> – Péricles Pessoa Salazar (Presidente Executivo da ABRAFRIGO)<br /> – Carlos Augusto de Azevedo (Presidente INMETRO)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>10h15 – 10h30</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Intervalo</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>10h30 – 12h00</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Módulo I: Tecnologia Aplicada à   Desburocratização do Comércio Exterior</strong></p>
<p><i>As propostas do governo e da academia para colaborar com a desburocratização, sendo o Porto Azul a principal iniciativa. Serão abordadas as tecnologias e as ações-chave do Estado, das empresas e da academia para viabilizar a desburocratização.</i></p>
<p>Mediadores: Prof. Eduardo Dias e Prof. Antonio Massola<br /> – Daniel M. Godinho (Secretário de Comércio Exterior)<br /> – Jhonatan Almada (Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do MA)<br /> – Wallace Bastos (Subsecretário do Ministério dos Transportes)<br /> – Claudio Antonio Cavol (Presidente do Sindicato das Empresas de Transportes   Rodoviários de Cargas<br /> do Mato Grosso do Sul)<br /> – Júlio Resende (Presidente da Origine Group)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>12h00 – 14h00</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Almoço</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>14h00 – 15h30</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Módulo II: Internet of Things (IoT)   aplicada ao Agronegócio, Indústria e Saúde</strong></p>
<p><i>Este módulo é crucial para o diagnóstico e discussão das demandas do agronegócio e da saúde para melhorar a eficiência e reduzir os custos internos e externos das organizações nesses segmentos. O objetivo é chegar a respostas sobre como cadeias logísticas e processos de inovação mais inteligentes podem dar conta de avanços significativos nas áreas da saúde e do agronegócio.</i></p>
<p>Mediadores: Prof. Eduardo Dias e Prof. Antonio Massola<br /> – Luis Eduardo Pacifici Rangel (Secretário de Defesa Agropecuária do   Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)<br /> – Orlando Melo de Castro (Coordenador Agência Paulista de   Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento   de São Paulo)<br /> – Alexandro Souza (Gerente de Automação – DuPont Pioneer)<br /> – Carlos Eduardo Gouvêa (Diretor Presidente da ABIIS)<br /> – Patrícia Marrone (Sócia- Diretora na Websetorial Consultoria Econômica)<br /> – Márcia Martini Bueno (Diretora Relações Institucionais – Libbs   Farmacêutica Ltda.)<br /> – Eng.º Antonio José Rodrigues Pereira (Superintendente do HC-FMUSP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>15h30 – 15h45</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Intervalo</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>15h45 – 17h00</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Módulo III: Indústria 4.0,   Infraestrutura e o Parque Tecnológico</strong></p>
<p><i>Este módulo é focado na indústria, que é o ponto central em torno do qual todas as mudanças nas verticais da sociedade 4.0 se organizam. Segundo a CNI, o Brasil não vem acompanhando o processo de modernização em curso na velocidade necessária. O debate irá explorar as transformações que a IoT vai provocar nas fábricas, sobretudo devido à customização em massa; os novos desafios a serem superados para que as indústrias brasileiras participem de um novo paradigma de cadeias globais de suprimento; as aplicações-chave comuns ao agronegócio, saúde e indústria para aumentar a eficiência e reduzir o custo de importações e exportações e como o  Parque Tecnológico da USP pode ajudar. </i></p>
<p>Mediadores: Prof. Eduardo Dias e Prof. Antonio Massola</p>
<p>-Carlos Augusto de Azevedo (Presidente INMETRO)<br /> -João Carlos Parkinson (Coordenador-Geral de Assuntos Econômicos da América   do Sul)<br /> -Prof. Dr. Edison Monteiro (Governança Sustentável da Infraestrutura)<br /> -Vinicius Cardoso De Barros Fornari (Especialista em Política e Indústria na   DDI-CNI)<br /> -Dr. Vidal Melo (Coordenador Técnico GAESI-POLI/USP)<br /> -Elcio Brito da Silva (CTO da SPI Integradora e Pesquisador do   GAESI-POLI/USP)<br /> -José Borges (Diretor de Estrat., Inteligência de Mercado e Business   Excellence da Siemens)<br /> -Rodrigo Damiano (Diretor da PWC)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>17h00 – 17h30</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Encerramento</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pequisa da Universidade de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Exatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-23T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/brasil-ainda-precisa-de-mais-obras-hidraulicas-diz-braga">
    <title>Brasil ainda precisa de mais obras hidráulicas, diz Braga</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/brasil-ainda-precisa-de-mais-obras-hidraulicas-diz-braga</link>
    <description>Professor da USP e atual secretário de Saneamento e Recursos Hídricos defende um mix de investimentos em infraestrutura e gestão integrada</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/benedito-braga" alt="Benedito Braga" class="image-inline" title="Benedito Braga" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Benedito Braga, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com longa experiência no setor hídrico, o atual secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do estado de São Paulo, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/benedito-braga" class="external-link">Benedito Braga</a>, da Escola Politécnica, já passou pela Agência Nacional de Águas e é presidente do Conselho de Administração da Sabesp, além de presidente do Conselho Mundial das Águas.<br />Em entrevista ao IEA, Braga fala da necessidade de investimentos em obras de engenharia, sobre gestão integrada dos recursos hídricos e das ações do estado no que se refere ao sistema de abastecimento, incluindo a transposição do rio Itapanhaú, no litoral norte. O traçado da obra é contestado por ambientalistas porque poderá desmatar remanescentes florestais no Parque Estadual da Serra do Mar, uma das mais importantes Unidades de Conservação do Brasil.</p>
<p><strong><i>IEA: As diretrizes estaduais quanto à gestão dos recursos hídricos continuarão priorizando investimentos em infraestrutura e mais interligações?<br /></i>BRAGA</strong>: Vamos continuar como sempre fizemos. O Brasil tem a legislação mais avançada do ponto de vista da gestão dos recursos hídricos. Nossa legislação inspirou a lei da África do Sul. Temos comitês de bacia, participação sociedade civil, agências, municípios usuários de água, as ações do estado. Portanto, esse modelo deve continuar e ser aperfeiçoado. O estado tem grande preocupação com segurança hídrica, ou seja, a oferta suficiente de água para consumo humano, dessedentação animal, desenvolvimento econômico e conservação dos ecossistemas. Passamos por uma crise complicada em 2014 que trouxe uma consciência maior da importância desse conceito. De um lado, temos que promover obras estruturantes para trazer água para o sistema. Ao mesmo tempo, devemos promover o uso eficiente pelas pessoas, pela indústria e o comércio. Temos programas de conservação das bacias. O estado de São Paulo tem o Programa Nascentes para a recuperação das matas ciliares. É um programa de governo e diversos órgãos trabalham juntos. A Secretaria de Meio Ambiente do estado lidera a iniciativa, mas a Secretaria de Recursos Hídricos trabalhou na montagem do programa junto com a SMA. Outros programas também funcionam de forma integrada, como a limpeza do rio Pinheiros e muitos outros.</p>
<p><strong><i>IEA: O<span> que o estado de São Paulo pode fazer no médio e longo prazo para assegurar o abastecimento de água no futuro?<br /></span></i></strong><strong>BRAGA:</strong><span> O estado de São Paulo trabalha em um conjunto de obras estruturantes para garantir o abastecimento da população. Veja o caso do Sistema São Lourenço, uma das maiores obras de infraestrutura no país. Quando concluído, o sistema vai captar 6,4 mil litros por segundo na cachoeira do França, em Ibiúna, volume suficiente para atender 2 milhões de pessoas.<br /></span><span>Além disso, a interligação entre as represas Jaguari (bacia do Paraíba do Sul) e Atibainha (bacia do Sistema Cantareira) permitirá a captação de água na represa Jaguari e a transferência para a represa Atibainha. Com vazão média prevista de 5.130 litros por segundo, o sistema também permitirá a transferência de água no sentido contrário, da represa Atibainha para a Jaguari.<br /></span><span>Por sua vez, a reversão na bacia do Itapanhaú é outra obra importante quando pensamos no abastecimento da população. A capacidade de captação média será de 2 m³/s e o investimento previsto é de R$ 170 milhões. Um trabalho de monitoramento ambiental será realizado de modo a preservar a fauna e a flora do Parque Estadual da Serra do Mar e da restinga e mangues de Bertioga, onde o Itapanhaú deságua no mar.</span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais">Programa USP Cidades Globais</a></p>
<p> </p>
<p>Notícias</p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-york-a-metropole-com-a-agua-mais-pura-do-planeta-1" class="external-link">Nova York, a metrópole com a água mais pura do planeta</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/agua-liquida-mas-nao-certa">Em São Paulo, água líquida, mas não certa</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/experiencias-de-servicos-ambientais-no-brasil">PSA ainda traz poucos resultados práticos à conservação em São Paulo</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/momento-de-repensar-a-logica-das-grandes-obras-e-equilibrar-privilegios">Momento de repensar a lógica da gestão da água e equilibrar privilégios</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-questionam-conceitos-201cemprestados201d-a-historia-ambiental">Especialistas questionam conceitos “emprestados” à história ambiental</a></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i><strong>IEA</strong>: <strong>Como o senhor vê o caso da gestão integrada da água nas montanhas de Catskill, em Nova York? Seria possível aplicar o modelo no Brasil?<br /></strong></i><strong>BRAGA</strong><span>: Eles já tinham grandes obras de engenharia e, portanto, não precisavam mais investir só nisso. Os aquedutos de lá chegam a uma distância de 200 quilômetros. Há um mito de que só gestão integrada resolve tudo. Veja a situação do Leste da África ou da África Subsaariana: como fazer gestão integrada num local onde há nem reservatório para armazenar a água durante a seca? Precisamos parar com essa ideia de que engenharia não serve para nada. Isso é um discurso de países desenvolvidos que já fizeram toda a sua obra de engenharia e que tentam passar para países pobres, sem infraestrutura, que não é necessário fazer barragens, adutoras, que é só sentar numa mesa e conversar e assim a água sai de um lugar e vai para outro.</span></p>
<p><strong><i><strong>IEA: O sistema Cantareira é gigante e muitos outros complementam o abastecimento. Já não temos infraestrutura suficiente para abastecer São Paulo? </strong><br /></i><strong>BRAGA</strong></strong>: Engano. Temos muitas obras a fazer ainda no Brasil. A obra em andamento que fará a transposição das águas do rio Itapanhaú, por exemplo, é muito importante para ampliação da capacidade hídrica da Região Metropolitana de São Paulo. O rio corre da Serra do Mar para Bertioga, no litoral norte. Está dentro da uma reserva de Mata Atlântica, não tem agricultor. É só ir lá e trazer água para São Paulo. É uma obra estimada em R$ 200 milhões de reais. Mas sem dúvida alguma temos de trabalhar na gestão. Veja o bônus e o ônus criado durante a crise hídrica. São tarifas de contingenciamento para quem gastava muito e com isso reduzimos o consumo sem a necessidade de fazer obra. Não vejo essa dicotomia entre obra de engenharia e gestão compartilhada. As duas coisas se complementam.</p>
<p><strong><i><strong>IEA: Os organismos do governo estadual são engessadas para implantar eficazmente a gestão compartilhada? A bacia do PCJ (sistema Piracicaba, Capivari e Jundiaí) é uma das poucas que conseguiram efetivar o pagamento de serviço ambiental a partir da Cobrança pelo Uso da Água Bruta. Como o estado de São Paulo está pensando a gestão integrada e o instrumento de PSA?</strong><br /></i><strong>BRAGA</strong></strong>: Citei o Programa Nascentes, que é de saída é uma iniciativa conjunta. O estado está integrado. O PSA, em especial o Programa Produtor de Água, está funcionando na Bacia do Piracicaba e em Extrema, Minas Gerais. O agricultor tem que se adequar e fazer uma agricultura sustentável para ter acesso ao financiamento proposto no âmbito de PSA.</p>
<p><strong><i>IEA: Em sua opinião, grandes empresas, especialmente as que utilizam ou vendem matérias primas e recursos naturais, não deveriam ter programas transparentes e metas claras de compensação ambiental? A Sabesp, por exemplo, empresa da qual o senhor é presidente do Conselho de Administração, faz algum tipo de reflorestamento para contribuir com o equilíbrio hidrológico dos mananciais que explora?<br /></i>BRAGA</strong>: A Sabesp tem o papel de produzir água de boa qualidade. Há problemas de tratamento em algumas bacias. Mas no interior do estado, todos municípios tem 100% de esgoto coletado e tratado. Mas há problemas, por exemplo, na região metropolitana e no litoral norte. Porém, na crise hídrica, tivemos que fazer uma opção entre segurança hídrica e tratamento de esgoto. Então tivemos que diminuir os investimentos em tratamento de esgoto. Mas não só o tratamento de esgoto é um problema, como também a questão da poluição difusa nas cidades e as ligações clandestinas de esgoto direto na rede pluvial (proveniente das chuvas). E sobre isso já realizamos uma interação com a prefeitura. Existe um comitê envolvendo a Sabesp e a prefeitura da capital que trabalha no sentido de buscar soluções para o saneamento. É uma questão que vai demorar para resolver.</p>
<p><strong><i>IEA: Há renomados especialistas, inclusive na USP, que defendem o investimento massivo em águas de reúso. O que o senhor acha disso?<br /></i>BRAGA</strong>: Não dá para resolver o problema de uma metrópole como São Paulo com água de reuso. Já agimos nessa direção, mas não para uso potável e sim para lavagem de ruas, canteiros, irrigação de parques. Em 2015, foram produzidos 1,8 milhão metros cúbicos nas estações de tratamento de Barueri, Parque Novo Mundo e São Miguel. Temo também o projeto Aquapolo que abastece indústrias do ABC e assim libera a oferta de água potável para fins mais nobres. O reúso potável deve ser considerado em países como Namíbia, por exemplo, que fica a 2000 metros de altitude, num país totalmente árido.</p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p><strong><i>IEA: Conservar matas ciliares, nascentes e reflorestar já não traria, naturalmente, um grande volume de água para a metrópole?<br /></i>BRAGA</strong>: Estamos fazendo a conservação e não só falando. O Programa Nascentes tem a meta de plantar 8 milhões de árvores e já plantamos 2 milhões. Para simplificar, acredito que não existe o trabalho isolado em conservação. Isso é algo importante e o estado está fazendo, reflorestando, melhorando as condições dos reservatórios e das nascentes. Outro ponto é: se quisermos ter segurança hídrica, não será somente com essas iniciativas. As obras de engenharia são necessárias. Precisamos fazer um cotejo entre engenharia, conservação e reúso. Há um portfólio de ações, não uma dicotomia entre obras e conservação.</p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p><strong><i>IEA: Como é a atuação do Conselho Mundial da Água?<br /></i>BRAGA</strong>: A estratégia trianual do Conselho privilegia o tema das cidades. Em função do alto grau de urbanização que o mundo vive, a visão é promover ações que integrem saneamento, resíduos sólidos, combate a enchentes, política habitacional e de transportes, como setores que não podem ser distanciados da gestão dos recursos hídricos. As ações empreendidas no mundo relativas às mudanças climáticas focaram até hoje o mercado de energia e carbono. Então a visão do Conselho é voltar os olhos para adaptação, porque a variabilidade do clima hoje é tal que traz problemas sérios à oferta de água especialmente em países com menos infraestrutura hídrica. Em países como Zimbábue, as variações do PIB e das chuvas possuem uma correlação quase perfeita, porque o país não tem reservatórios nem um sistema de gestão hídrica.</p>
<p><strong>IEA: Como as diretrizes do Conselho Mundial da Água são aplicadas no estado e na capital paulista?</strong><br /><strong>BRAGA</strong>: Existe um trabalho com a prefeitura de São Paulo, por exemplo, para proteção dos mananciais que é feito com a Secretaria de Habitação, para reurbanizar comunidades em áreas de mananciais. Essas comunidades não possuem coleta nem tratamento do esgoto, fraudam a captação da água e a ideia é resolve o problema dos esgotos nessas e outras localidades com o mesmop problema. Os organismos atuam com recursos da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos e apoio do Banco Mundial.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-09T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-ciencia-do-alimento-diante-de-novos-desafios">
    <title>A ciência do alimento diante de novos desafios</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-ciencia-do-alimento-diante-de-novos-desafios</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-2" alt="Agricultura - Leslie Firbank - 2" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank - 2" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-1" alt="Agricultura - Leslie Firbank 1" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>O agroecologista Leslie Firbank, da Universidade de Leeds</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As necessidades do futuro dependerão do capital natural que conservarmos agora, mas as sociedades não têm dado o devido respeito a essa premissa, mostrou. A Inglaterra, por exemplo, enfrenta um sério problema com solos disponíveis para a agricultura. O carbono do solo foi reduzido a níveis drásticos devido ao uso agrícola intensivo ao longo de décadas. “Ou o solo fica incrivelmente seco ou totalmente encharcado, a ponto das culturas serem dizimadas”, disse.</p>
<p>As condições de solo e clima levaram a Bretanha a se tornar importadora de trigo, uma de suas principais culturas no passado. O país também se debate com as novas doenças de seus rebanhos. “Mas as pessoas não dão o devido valor a isso, não sabem sequer de onde vem, nem como é produzido o alimento. Há uma mentalidade de que se não produzimos, podemos comprar de qualquer outro país que produza”, afirma.</p>
<p>A especialista em biociência animal, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helen-miller" class="external-link">Helen Miller</a>, também da Universidade de Leeds, participou do debate, que contou com a moderação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pablo-ruben-mariconda" class="external-link">Pablo Mariconda</a>, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e coordenador do grupo de pesquisa em <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/filosofia/projeto" class="external-link">Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia.</a></p>
<p> </p>
<p><strong>Soluções locais</strong></p>
<p>Ao contrário da agricultura das décadas de 1970 a 1990, em que dominava um modelo igual para todo tipo de cultivo, a produção agrícola do novo milênio deverá se caracterizar pela diferenciação e pela diversidade, graças à agricultura de precisão, acredita Firbank.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-4" alt="Agricultura - Leslie Firbank - 4" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank - 4" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Agricultura de precisão, resposta às necessidades de uma dieta variada</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para o especialista, agricultura de precisão ganhará grande fôlego, já que permite direcionar a produção conforme a demanda. “Podemos pensar em soluções locais para necessidades locais, usando expertise local. A agricultura de precisão permite contemplar novamente a diferenciação e a diversidade e com isso podemos produzir exatamente o que queremos e com os menores impactos possíveis na paisagem”, disse.</p>
<p>Portanto, a atividade rural precisará de financiamentos para se desenvolver, afirma. “Sem financiamentos, poucos terão acesso à tecnologias de ponta. Os fertilizantes são muito mais precisos. E sistemas robotizados permitem determinar a dieta ideal para cada animal. Mas toda essa inovação requer dinheiro. Então há o perigo de que só os grandes negócios rurais sobrevivam, ou os que tiverem dinheiro para investir”, avalia.</p>
<p>Além disso, o setor rural mudou em funções das próprias condições naturais, sociais e econômicas, com o advento das mudanças climáticas globais, o aumento da urbanização e dos novos comportamentos. “O que funcionava há 20 ou 30 anos, hoje não representa mais uma solução porque a sociedade possui diferentes necessidades”, afirma.</p>
<p> </p>
<p><strong>Gestão da demanda </strong></p>
<p>Firbank lembrou que a produção de alimentos em 2009 triplicou em relação à da década de 1960 e que, portanto, o mundo não tem problema de produção e sim de distribuição de alimento. Apesar disso, ainda há muitas necessidades não supridas pela agricultura e, mesmo assim, estamos ultrapassando os limites da capacidade de suporte dos sistemas terrestres.</p>
<p>“Ainda temos uma questão não resolvida, sobre se poderemos viver em segurança operando apenas nos mesmos espaços terrestres que já utilizamos e se isso será capaz de atender a todos de forma justa. Isso não tem a ver só com a agricultura, mas também com indústrias e outros setores e com a forma como a riqueza é distribuída no planeta”, disse.</p>
<p>Para o especialista, a agricultura do futuro deverá enfrentar o desafio da gestão da demanda do alimento, reduzindo as perdas no campo, no transporte e no armazenamento. Além disso, a oferta do alimento de qualidade a preços acessíveis é uma questão de decisão política. “Na Inglaterra, temos os bancos de alimentos que os mercados e distribuidores colocam à disposição do público quando o produto está perto do vencimento”, conta.</p>
<p>A segurança alimentar envolverá também o fortalecimento das cadeias produtivas, de forma que sejam capazes de conviver com choques de produção e de preços. Mas não só isso. As políticas públicas deverão promover a alimentação saudável.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-3" alt="Agricultura - Leslie Firbank - 3" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank - 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Pessoas não conhecem mais a origem do alimento. Leite vem da caixinha e carne é um pacote do supermercado", diz Firbank</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Em Leeds, no norte da Inglaterra, a expectativa de vida em locais mais pobres é cinco vezes menor em relação a lugares mais ricos e isso tem uma relação estreita com a qualidade da alimentação. Nesse caso, não se trata de acesso ao alimento, mas de educação alimentar e preocupação com o que as crianças comem”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Valor da terra</strong></p>
<p>A disponibilidade de campos agrícolas é uma questão muito discutida na Inglaterra, pois os habitat foram destruídos ao longo do tempo e sua preservação tem sido negligenciada. “Agora, sem o financiamento da União Europeia, é provável que muito pouco restará dos habitat naturais na Inglaterra”, acredita.</p>
<p>As cidades inglesas estão se expandindo, explica, e o planejamento do território valoriza as terras urbanas em detrimento das rurais. “A mentalidade é que podemos comprar alimento de outros países, que são agroexportadores, como o Brasil, por exemplo. Mas ao redor do mundo, cada vez mais as terras agrícolas de qualidade estão sendo encontradas nas cidades”.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/can-we-achieve-sustainable-agriculture" class="external-link">Vídeo </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/can-we-achieve-sustainable-agriculture-5-de-setembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Notícia</p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/horticultura-urbana-comunitaria" class="external-link">Horticultura urbana comunitária ainda é vista como atividade clandestina em São Paulo</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/diversificacao-produtiva-e-conhecimento-social-trazem-vida-longa-para-agroecossistemas" class="external-link">Diversificação produtiva e conhecimento social favorecem agroecossistemas</a></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O mercado de trabalho na área rural também é negligenciado, diz Firbank. “Falta capital humano no campo. É cada vez mais raro encontrar pessoas com habilidades na área e comprometidas com o alimento e a agricultura. Os jovens não enxergam a área agrícola como uma carreira valiosa. Um biólogo recém-formado prefere trabalhar com genética, biociências e carreiras afins, porque acha mais atraente”.</p>
<p>O programa N8 Agrifood e outras políticas públicas na Europa vêm tentando mudar esse quadro. “As pessoas em geral não valorizam o campo. Para elas, o leite vem da garrafa e a carne é um pacote do mercado. Estamos tentando superar isso e uma das iniciativas é o Farm Sunday, um evento anual em que centenas de fazendas abrem seus portões para o público e escolares poderem ver como é uma fazenda. No ano passado, 500 mil pessoas participaram do evento, numa população de 5 milhões”, disse.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Cidades mais autônomas</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/agricultura-leslie-firbank-5" alt="Agricultura - Leslie Firbank - 5" class="image-inline" title="Agricultura - Leslie Firbank - 5" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Acima, Horta da FSP-USP. Abaixo, aeroporto de Berlin-Tempelhof, desativado em 2008 para horticultura comunitária e lazer</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-berlim-1" alt="Horta Berlim - 1" class="image-inline" title="Horta Berlim - 1" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Diante dos desafios, é preciso incentivar a autonomia das cidades quanto à produção do alimento, apesar de que muitas cidades não terão espaço para produzir comida para todos, avalia.  “Não falo de commodities. Mas em vez de importar tudo, devemos incentivar a produção de vegetais e frutas para consumo local. Em Leeds, não temos espaço suficiente para produzir comida para todos. Embora seja desejável, não vejo a agricultura urbana como uma solução política para os problemas de segurança alimentar”, avalia.</p>
<p>Porém, é possível pensar a agricultura urbana como um movimento de educação, cultura alimentar e socialização, mais do que uma via de abastecimento alimentar. “Ainda temos poucas estatísticas e parece que a agricultura urbana ainda funciona mais como um hobby ou um complemento ao alimento que as pessoas já têm. Na Universidade de Leeds, temos uma horta como parte de um projeto de pesquisa. O lugar é realmente agradável e em épocas de colheita qualquer um pode ir lá e pegar o que quiser. A área é o dobro desta sala aqui (Sala de Eventos do IEA). Mas, colocando num contexto mais amplo, será que isso seria suficiente para alimentar todas as pessoas da universidade?”, questiona Firbank.</p>
<p>Entre o público presente na plateia do IEA, a professora Thaís Mauad, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, responsável pelo projeto da horta comunitária da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, e coordenadora do Grupo de Estudos em Agricultura Urbana do IEA, comentou que no Brasil as hortas urbanas têm de fato cumprido um papel social importante.</p>
<p>“Não se trata de prover alimento em quantidade para todos, embora muitas comunidades carentes agora tenham acesso a um alimento saudável e barato graças aos diversos projetos de hortas urbanas. De fato, as hortas comunitárias têm cumprido um papel social e educacional relevante para essas populações”, disse.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Pixabay; Leonor Calazans; Sylvia Miguel</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-13T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/luiz-bevilacqua-e-o-novo-professor-visitante-do-iea">
    <title>Luiz Bevilacqua é o novo professor visitante do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/luiz-bevilacqua-e-o-novo-professor-visitante-do-iea</link>
    <description>Luiz Bevilacqua, professor emérito da Coppe-UFRJ, é o novo professor visitante do IEA a partir de 1º de fevereiro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-bevilacqua-5" alt="Luiz Bevilacqua - 5" class="image-inline" title="Luiz Bevilacqua - 5" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Luiz Bevilacqua, professor emérito da Coppe-UFRJ</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Como utilizar a modelagem computacional para aplicar uma teoria sobre a difusão da matéria como referência para a análise de fenômenos biológicos, socioeconômicos e ecológicos e, ao mesmo tempo, utilizar essa abordagem como estímulo à cooperação interdisciplinar?</p>
<p>Essa tarefa estará a cargo do novo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes" class="external-link">professor visitante</a> do IEA, o engenheiro <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, professor emérito do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Ciências.</p>
<p>Ele desenvolverá seu projeto de pesquisa no Instituto por um ano, a partir de 1º de fevereiro. Com sua contratação, o IEA passa a contar novamente com um professor visitante brasileiro. Isso foi possível com uma alteração nas normas da USP, que de 2011 a 2016 permitiam a contratação apenas de pesquisadores estrangeiros.</p>
<p><strong>Pesquisa teórica</strong></p>
<p>O projeto de Bevilacqua chama-se “Processos complexos de difusão com aplicações em fenômenos físico-químicos, socioeconômicos e evolutivo-reativos. Motivação para o desenvolvimento de cooperação interdisciplinar”. S<span>egundo ele, a proposta enquadra-se no uso de modelos matemático-computacionais aplicados, "cada vez mais importantes para a simulação de certos fenômenos provenientes, sobretudo, das áreas biológicas, socioeconômicas e ecológicas, abrangência que demonstra sua importância para a convergência interdisciplinar".</span></p>
<p>A atividade central do novo professor visitante será o aprofundamento da pesquisa sobre uma nova teoria que ele propõe para a representação de processos de transporte de massa. Bevilacqua defende que os modelos teóricos atuais estão incompletos, pois consideram que esse fluxo é unimodal, "sendo no entanto plausível que em certos casos o processo seja bimodal".</p>
<p>Bevilacqua afirma que o estágio já alcançado nessa investigação teórica "abre grandes perspectivas de aprofundamento da teoria e de suas aplicações em modelagem de fenômenos físicos e socioeconômicos".</p>
<p>Em razão dessas possíveis aplicações, ele pretende contar com a cooperação de docentes e estudantes da USP para a definição e testes dos modelos em diferentes áreas do conhecimento. Por isso sua proposta prevê a realização de seminários e discussões com a participação de pequenos grupos de interessados em cada área.</p>
<p>As primeiras atividades desse tipo tratarão de três fenômenos: fluxo de capitais, considerada a presença de fontes e sumidouros; dinâmica populacional influenciada por fatores externos; e epidemiologia e doenças infecciosas.</p>
<p><strong>Cooperação interdisciplinar</strong></p>
<p>Em paralelo à pesquisa teórica sobre o fluxo de matéria, Bevilacqua também emprestará sua vasta experiência em gestão acadêmica e política cientifica e tecnológica para estimular a cooperação interdisciplinar com o uso da modelagem computacional. <span>A ferramenta para isso será a realização de seminários sobre:</span></p>
<ul>
<li>propagação de epidemias (dengue, malária etc.), levando-se em conta o fluxo de humanos infectados e recuperados;</li>
<li>dinâmica populacional de espécies ameaçadas;</li>
<li>difusão do conhecimento e informações veiculadas pelos meios de comunicação tradicionais</li>
</ul>
<p>Ele prevê ainda a realização de encontros sobre outros temas a serem propostos por docentes e estudantes da USP interessados no projeto.</p>
<p><strong>Livro</strong></p>
<p>Além da produção de trabalhos a serem publicados em revistas científicas e de engenharia, Bevilacqua pretende preparar a produção do livro <span>Modelos Matemático-Computacionais Aplicados”</span><span>, que será editado pelo IEA. A obra deverá ter cerca de 300 páginas e contar com contribuições de ao menos 10 pesquisadores.</span></p>
<p>O primeiro capítulo será uma introdução à modelagem matemática computacional e os demais tratarão de problemas específicos explorados nos seminários. Será dada ênfase, sempre que possível, a aplicações que possam auxiliar na solução de problemas concretos. A ideia é que a obra seja escrita de forma a ser acessível a estudantes de graduação dispostos a enfrentar novos desafios.</p>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>Ao longo de sua carreira, Bevilacqua desempenhou inúmeras atividades profissionais além do ensino e pesquisa na academia, tendo participado de vários projetos de engenharia; de instituições de fomento à pesquisa e de coordenação de políticas científicas e tecnológicas, da governança de universidades e outras instituições de pesquisa e de várias sociedades científicas.</p>
<p>Engenheiro civil formado pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil (atual UFRJ), Bevilacqua é especializado em estruturas pela Escola Superior de Tecnologia de Sttugart, Alemanha, e doutor em mecânica aplicada pela Universidade Stanford, EUA.</p>
<p><span>Entre os cargos que exerceu destacam-se os de reitor da Universidade Federal do ABC, </span><span>diretor da Coppe/UFRJ, vice-reitor acadêmico da PUC-SP, secretário geral do Ministério da Ciência e Tecnologia, diretor científico da Faperj e presidente da Agência Espacial Brasileira.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-18T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/futuro-do-ensino-da-engenharia-no-brasil-impactado-pela-evolucao-tecnologica-sera-tema-de-conferencia">
    <title>Futuro do ensino da Engenharia no Brasil, impactado pela evolução tecnológica, será tema de conferência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/futuro-do-ensino-da-engenharia-no-brasil-impactado-pela-evolucao-tecnologica-sera-tema-de-conferencia</link>
    <description>Paul Gilbert, CEO da Quanser, uma das maiores empresas de material didático do planeta, buscará responder, juntamente com debatedores, questões que têm sido debatidas para o estabelecimento de novas diretrizes para os cursos de engenharia do país</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paul-gilbert" alt="Paul Gilbert" class="image-inline" title="Paul Gilbert" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Paul Gilbert, CEO da Quanser</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>No dia </span><strong>14 de setembro, às 9h30</strong><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paul-gilbert">Paul Gilbert</a><span>, CEO da Quanser, uma das maiores empresas de material didático do planeta, fará uma conferência sobre o futuro do ensino da engenharia no Brasil, que passa por uma fase de transição, causada pela evolução tecnológica. </span><i>A Nova Ordem na Educação em Engenharia: Desafios e Perspectivas</i><span>, será em inglês, sem tradução simultânea, com transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a><span> pela internet e </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSddLmToFfR0WhD4LL3lo7oXyo-OK2_sQORVQjwW9KlYzLr7qQ/viewform">inscrição prévia</a><span> para participação presencial.</span></p>
<p dir="ltr">No evento, que acontece no Auditório da Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP (Poli), o CEO da Quanser será acompanhado pelos debatedores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua">Luiz Bevilacqua</a>, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor visitante do IEA, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mario-sergio-salerno">Mário Salerno</a>, do Departamento de Engenharia de Produção da Poli e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/observatorio-inovacao-competitividade">Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</a> sediado no IEA, com moderação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-cardoso">José Roberto Cardoso</a>, também da Poli. O IEA organiza o encontro em parceria com a Escola Politécnica (Poli) da USP.</p>
<p dir="ltr">Conhecedor profundo das tendências da educação em engenharia neste século, Gilbert buscará responder, juntamente com os debatedores, questões que têm sido debatidas para o estabelecimento de novas diretrizes para os cursos de engenharia do país, tais como:</p>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr">Como garantir que o estudante de engenharia adquira as ferramentas necessárias que o habilite a buscar sozinho o conhecimento ao longo de sua carreira?</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr">As tecnologias emergentes criam lacunas de conhecimento. Quão rápido o sistema educacional das engenharias deve reagir para prover as habilidades técnicas para preencher estes espaços?</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr">Como podemos avaliar, através de certificações globais confiáveis e amplamente exequíveis, as habilidades não técnicas que gostaríamos que os estudantes de engenharia fossem dotados?</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr">Que ideias criativas devemos ter para aumentar as habilidades fundamentais (técnicas e profissionais) nas regiões onde os recursos são limitados?</p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr">Como as universidades e as empresas devem trabalhar juntas para suprir as habilidades profissionais de nossos estudantes?</p>
</li>
</ul>
<p>“A evolução tecnológica promoveu mudanças emblemáticas no sistema educacional ao quebrar a rigidez presente no século 20 e trazer fluidez e insegurança no século 21. Esta transição afetou muito a educação em engenharia em todo o mundo e alguns reflexos já se fazem sentir em nosso país”, comentou José Roberto Cardoso.</p>
<hr />
<p><i> </i></p>
<p dir="ltr"><i><strong>A Nova Ordem na Educação em Engenharia: Desafios e Perspectivas<br /></strong>14 de setembro, às 09h30<br />Auditório da Engenharia Mecânica - Escola Politécnica-USP, Av. Prof. Mello Moraes, 2231, Butantã, São Paulo, SP<br />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Inscrições <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSddLmToFfR0WhD4LL3lo7oXyo-OK2_sQORVQjwW9KlYzLr7qQ/viewform">via formulário<br /></a>Mais informações: Sandra Sedini (sedini@usp.br), telefone: (11) 3091-3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/educacao-engenharia-desafios-perspectivas">Página do evento</a></i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Divulgação Quanser</span></p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-24T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/inteligencia-de-maquina">
    <title>Cozman trata do sucesso e das perspectivas do aprendizado de máquina</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/inteligencia-de-maquina</link>
    <description>Seminário "A Inevitável Vitória da Inteligência Artificial: O Sucesso e a Promessa do Aprendizado de Máquina" será realizado no dia 22 de setembro, às 10h, na Sala de Eventos do IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-f9e5d73d4ffc4a29aefe21565a60d36a kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-f9e5d73d4ffc4a29aefe21565a60d36a">
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cerebro-digital" alt="Cérebro digital" class="image-inline" title="Cérebro digital" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="documentFirstHeading">Dois fenômenos foram essenciais para o desenvolvimento da inteligência artificial nos últimos 15 anos: o aumento de capacidade computacional e da tecnologia de sensores e a crescente disponibilidade de grandes massas de dados, que permitem o ajuste fino de modelos complexos. O seminário <i>A Inevitável Vitória da Inteligência Artificial: O Sucesso e a Promessa do Aprendizado de Máquina</i>, no <strong>dia 22 de setembro, às 10h</strong>, na Sala de Eventos do IEA, vai analisar o estado da arte da área e sugerir alguns pontos que merecem atenção tecnológica e social no futuro.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong>Relacionado</strong></p>
<p><strong>Eventos</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/aprendizado-de-maquina-SW" class="state-published">Aprendizado de Máquina na Universidade de São Paulo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-workshop-on-intelligent-computing-systems-wics-2015" class="state-published">III Workshop on Intelligent Computing Systems - WICS 2015</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="documentFirstHeading"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gagliardi-cozman" class="external-link">Fábio Gagliardi Cozman</a>, professor titular do Departamento de Mecatrônica da Escola Politécnica (Poli) da USP, será o expositor. A coordenação estará a cargo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mario-sergio-salerno" class="external-link">Mario Salerno</a>, professor da Poli-USP e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade/NAP</a> do IEA. O evento é aberto ao público e gratuito, mas requer <a class="external-link" href="https://goo.gl/vdT81s" target="_blank">inscrição prévia</a>. Quem não puder comparecer poderá assisti-lo <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> via internet, sem necessidade de inscrição.</p>
<p class="documentFirstHeading"><strong>Sucesso</strong></p>
<p class="documentFirstHeading">De acordo com Salerno, por qualquer métrica utilizada será constatado que "o desenvolvimento de técnicas de inteligência artificial (não necessariamente similares a recursos da inteligência humana) é um enorme sucesso do ponto de vista tecnológico, econômico e social". Ele cita a Google e a brasileira Buscapé como exemplos de empresas onde as técnicas de tradução, interpretação, recomendação e classificação são muito importantes.</p>
<p class="documentFirstHeading">Ele destaca também a chegada de artefatos com capacidade de aprendizado e decisão já reconhecida como "inteligentes": "Nenhum país pode considerar seu futuro sem uma discussão sobre os artefatos artificiais inteligentes. Devemos nos interessar em compreender essa nova forma de inteligência que nos rodeia e, além disso, analisar como chegamos ao atual estágio do desenvolvimento da área."</p>
</div>
<div class="relatedItems">
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><i><strong>A Inevitável Vitória da Inteligência Artificial: O Sucesso e a Promessa do Aprendizado de Máquina<br /></strong><i>22 de setembro - 10h<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, aberto ao público e com <a class="external-link" href="https://goo.gl/vdT81s">inscrição prévia</a><a class="external-link" href="https://goo.gl/oMq54z" target="_blank"><br /></a>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a class="external-link" href="http://sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/o-sucesso-e-a-promessa-do-aprendizado-de-maquina" class="external-link">www.iea.usp.br/eventos/o-sucesso-e-a-promessa-do-aprendizado-de-maquina</a></i></i></p>
<p class="documentFirstHeading" style="text-align: right; "><span class="discreet">Ilustração: www.wallpaperhd.pk</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-31T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novas-experiencias-no-ensino-de-engenharia-e-medicina-estimulam-espirito-inovador">
    <title>Novas experiências no ensino de engenharia e medicina estimulam inovação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novas-experiencias-no-ensino-de-engenharia-e-medicina-estimulam-espirito-inovador</link>
    <description>Luiz Valcov, diretor executivo da Comissão Fulbright Brasil, fez a conferência "Formação para a Inovação de Engenheiros e Médicos: É Possível?" no dia 9 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-valcov-loureiro-9-3-2018" alt="Luiz Valcov Loureiro - 9/3/2018" class="image-inline" title="Luiz Valcov Loureiro - 9/3/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Luiz Valcov Loureiro: "É preciso dar liberdade aos alunos"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A partir do momento em que assumiu a direção executiva da <a class="external-link" href="https://fulbright.org.br/">Comissão Fulbright Brasil</a>, em 2004, o professor da Escola Politécnica (Poli) da USP <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-valcov-loureiro" class="external-link">Luiz Valcov Loureiro</a> passou a acompanhar de perto as relações acadêmicas entre o Brasil e os EUA. Como parte desse trabalho, em 2017 ele liderou uma delegação de representantes de instituições vinculadas ao ensino superior em visita a três instituições americanas de ensino de engenharia e medicina. O objetivo foi conhecer experiências que inspirem os cursos brasileiros a formar profissionais maiscriativos e inovadores.</p>
<p>No dia 9 de março, ele apresentou as principais características das instituições visitadas em evento organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade/NAP (OIC)</a>. Com o título <i>Formação para a Inovação de Engenheiros e Médicos: É Possível?</i>, a exposição de Loureiro também incluiu sugestões para a transformação do ensino das duas áreas no Brasil.</p>
<p>Suas sugestões baseiam-se não apenas no que a delegação constatou nas universidades americanas, mas também na longa experiência profissional de Loureiro como engenheiro, professor, pesquisador e gestor em CT&amp;I. Formado em engenharia mecânica pela Poli-USP, onde leciona engenharia química desde 1988, fez o doutorado na França, dirigiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) e durante oito anos trabalhou no projeto do submarino nuclear desenvolvimento pela Marinha do Brasil.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/formacao-para-inovacao-de-engenheiros-e-medicos-e-possivel-09-de-marco-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Outro evento</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/a-nova-ordem-na-educacao-em-engenharia-desafios-e-perspectivas" class="external-link">A Nova Ordem na Educação em Engenharia: Desafios e Perspectiva</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Exemplos americanos</strong></p>
<p>Em Massachusetts, a delegação visitou o Olin College of Engineering, intencionalmente criado na cidade de Needham pela proximidade (10 km) de Cambridge, sede do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), a outra instituição do estado visitada. No Meio-Oeste americano, a delegação esteve na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, dando especial atenção às diretrizes do curso da escola de medicina Carle Illinois, recém-criada.</p>
<p>Para Loureiro, a formação superior tem de possibilitar ao profissional a aquisição de todos os conhecimentos técnico-científicos e a capacidade de identificar necessidades, metrificá-las e desenvolver alternativas criativas que as atendam, criando produtos e serviços aos quais as pessoas deem valor.</p>
<p>O caminho para formar um profissional desse tipo é, segundo ele, dar liberdade aos alunos, fazer com que tenham responsabilidade na implementação de suas ideias e adquiram autoconfiança. “A questão é saber se a universidade ajuda para que isso aconteça ou atrapalha.”</p>
<p>O Olin é uma das instituições que ajudam, em sua opinião. Fundado em 2002, possui 380 alunos, selecionados com a observância de critérios de diversidade, 50 professores e 350 funcionários. A elevada proporção de sete funcionários por docente se explica, de acordo com Loureiro, com a preocupação de que os professores se dediquem apenas à formação dos estudantes.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/olin-college-of-engineering" alt="Olin College Of Engineering" class="image-inline" title="Olin College Of Engineering" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Alunos durante atividade no Olin College of Engineering</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“O Olin se considera um laboratório profissional e não realiza pesquisas sofisticadas. A organização é toda centrada nos alunos e em suas atividades.”</p>
<p><strong>Aprender fazendo</strong></p>
<p>Loureiro disse que o curso tem como procedimentos o “aprender fazendo” em equipe e com base em projeto, flipped classroom (muitas atividades fora da sala de aula), avaliação sistêmica, currículo horizontal, transversalidade e desenvolvimento de competências na escola, na comunidade e em empresas.</p>
<p>Ele disse que os professores são treinados para atuar nesse novo contexto. “É trabalhoso, mas não tem nada de revolucionário. No caso brasileiro, a aplicação desse modelo é muito tímida.”</p>
<p>Fundado em 1861 e com formação em todos os níveis, o MIT é privado e dedica-se especialmente às Stem (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática), mas inclui cursos e pesquisas em humanidades e ciências sociais. São 11 mil alunos, também selecionados com diversidade, mil professores e 11 mil funcionários. "As atividades estão centradas na pesquisa e nas decorrências delas", explicou.</p>
<p>Assim como no Olin, a graduação no MIT enfatiza o aprendizado em equipe baseado em projeto, levando em consideração a estratégia CDIO, sigla em inglês para conceber, projetar, implementar e operar. A avaliação do aprendizado é feita no modelo convencional e também no modelo sistêmico.</p>
<p>De acordo com Loureiro, os professores do MIT podem se dedicar ao que quiserem, inclusive ao ensino, no qual “até os professores criativos e inovadores se envolvem, dado o ambiente estimulante dos cursos”.</p>
<p>A Universidade de Illinois Urbana-Champaign é uma instituição pública de pesquisa, “no estilo público americano, com apenas 10% de seu orçamento coberto pelo estado”. Fundada em 1867, tem grande presença de estrangeiros, com 40 mil estudantes (selecionados com diversidade), 2,7 mil professores e 9 mil funcionários.</p>
<p>Este ano começará a funcionar o seu novo curso de medicina, no Carle Illinous College of Medicine. Cerca de 1500 estudantes se candidataram. Serão selecionados 32, que receberão apoio financeiro total.</p>
<p>“É o primeiro modelo que integra princípios de engenharia ao ensino de medicina, que se dá em quatro eixos: ciências básicas; ciências clínicas; engenharia e inovação; e humanidades médicas.”</p>
<p>Os valores a serem cultivados pelo curso são: centralidade do paciente, exposição à clínica desde o início, aprendizado baseado em sistemas, os vínculos entre engenharia, biologia, medicina e humanidades; foco na pesquisa na pesquisa e inovação.</p>
<p>A perspectiva dos dirigentes é de que será bom se metade dos formandos se dedicar à prática médica e o restante se orientar para o empreendedorismo inovador, segundo Loureiro.</p>
<p>O objetivo da escola é formar bons médicos com capacitação também para propor soluções para o sistema de saúde, aproximá-los das áreas tecnológico-científicas, identificar necessidades e encaminhar procedimentos com profissionais de outras áreas para a busca de soluções, comentou o expositor.</p>
<p><strong>Conclusões</strong></p>
<p>Ao analisar o perfil e atuação dessas três instituições, Loureiro concluiu que a liberdade para propor e fazer coisas colabora com o desenvolvimento de formulações criativas dentro e fora do ambiente acadêmico. “A liberdade também permite a exploração de modelos variados, o que não ocorre no Brasil, onde impera um viés universalista de ensino.” Ele criticou também o fato de, no Brasil, “os conselhos profissionais com frequência se julgarem no direito de dar palpite na formação em sua área, algo que não acontece nos Estados Unidos”.</p>
<p>Outra característica ressaltada por ele é que nas universidades visitadas o professor pode se dedicar integralmente à sua atividade fim, sendo avaliado em todas as dimensões de seu trabalho (pesquisa, ensino, extensão etc.).</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/glauco-arbix-9-3-2018" alt="Glauco Arbix - 9/3/2018" class="image-inline" title="Glauco Arbix - 9/3/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Glauco Arbix</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Contrastando as realidades americana e brasileiras, Loureiro apresentou várias sugestões para a melhoria da formação profissional no país. “É preciso mobilizar instituições, lideranças e demais instâncias decisórias para a importância de se inovar também na educação superior”.</p>
<p>Para ele, é preciso soltar as amarras que travam a graduação, valorizando os atores de projetos de mudança por intermédio do estímulo à implementação de suas ideias.</p>
<p>As turmas devem ser menores dos que as atuais e inseridas num ambiente interdisciplinar que permita o desenvolvimento da criatividade dos estudantes com vistas à aquisição do conhecimento e à inovação. “Mas o empreendedorismo deve ser estimulado de forma prática e objetiva, sem modismos”, ressalvou.</p>
<p><strong>Interdisciplinaridade</strong></p>
<p>Loureiro defende que “as disciplinas sejam do curso, não do professor, pois ele acaba repetindo o que está habituado a fazer”. Além disso, em seu entender, é preciso eliminar superposições e promover a interdisciplinaridade, implantando uma metodologia que envolva maior número de professores.</p>
<p>Os estudantes devem ter a oportunidade de errar, aprender e se sentirem estimulados ao terminar o curso: “Na engenharia, aqui, a última coisa que os formandos possuem é autoconfiança. O curso é uma gincana que os faz ficar inseguros, e assim eles chegam ao diploma e ao registro profissional.”</p>
<p>Além de tudo isso, “é preciso conter o furor regulatório e avaliativo interno e externo, que coíbe e pune qualquer iniciativa não prevista na abundante legislação”.</p>
<p>Para o vice-diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski, outra experiência americana que merece acompanhamento é a Cornell Tech NYC, criada em 2012 num campus temporário e agora funcionando no campus definitivo na Ilha Roosevelt, ao lado de Manhattan, A instituição é fruto de parceria entre a Universidade Cornell e o Technion – Instituto de Tecnologia Israel. Diante dos elevados recursos investidos, Plonski disse estar curioso com o que acontecerá na instituição, que recebeu US$ 153 milhões da Qualcomm e US$ 100 milhões da Bloomberg.</p>
<p><strong>Desempenho</strong></p>
<p>O coordenador do evento, o sociólogo Glauco Arbix, do OIC, quis saber sobre a capacidade prática dos engenheiros formados pelo Olion e a duração dos cursos nos Estados Unidos. Loureiro disse que os relatórios da escola indicam que os profissionais formados por ela são superiores à média daqueles formados em outras instituições, e o percentual dos que ingressam na pós-graduação é o mesmo de outras escolas.</p>
<p>Com relação à duração dos cursos, o Olion possui as características do modelo anglo-americano, no qual há várias rotas possíveis para alguém se tornar um engenheiro. “Os cursos geralmente duram quatro anos, mas os estudantes já chegam conhecendo matemática avançada, como os cálculos diferencial e integral.”</p>
<p>“A sistemática de ingresso também ajuda. Procura-se selecionar os melhores, não suprir deficiências anteriores. Ou seja, não há como comparar muitas coisas com o sistema brasileiro nesse aspecto, uma vez que aqui há o sistema de cotas e a qualidade do conhecimento dos cotistas é diferente da dos alunos de boas escolas privadas.”</p>
<p>Em relação a duração dos cursos, o vice-diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski, comentou que a formação médica nos EUA também é diferente da brasileira. Loureiro explicou que os estudantes americanos primeiro fazem uma graduação em ciências e só depois ingressam no curso de medicina, que dura quatro anos, sendo os dois últimos como internos, em seguida há o período de residência. Assim, os médicos americanos têm quatro ou cinco anos mais de formação do que os brasileiros.</p>
<p>Quanto à possibilidade de os exemplos citados serem adotados em escalar maior, ele disse que o Olion e o próprio MIT são modelos “butique”, pois as turmas são pequenas. “No Brasil, precisamos identificar um modelo intermediário e que varie de instituição para instituição.”</p>
<p><strong>Novos modelos</strong></p>
<p>Plonski também quis saber que novas experiências brasileiras Loureiro considera relevantes. O conferencista afirmou que a Faculdade de Medicina do Hospital Israelita Albert Einstein “é algo para se observar, pois não tem como dar errado”.</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-9-3-2017" alt="Guilherme Ary Plonski - 9/3/2018" class="image-inline" title="Guilherme Ary Plonski - 9/3/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Guuilherme Ary Plonski</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Nunca vi nada parecido. Novas turmas ingressam a cada semestre. Agora entrou a quinta turma. O patamar de conhecimentos dos candidatos é muito bom. O diferencial na seleção são as entrevistas criteriosas feitas com eles.”</p>
<p>Outra iniciativa que ele considera importante é o curso de engenharia do Insper, “baseado no modelo do Olion, mas tropicalizado”. Arbix comentou que o Insper tem um laboratório de manufatura avançada montado por quatro pesquisadores da USP: “Temos know-how aqui, mas estamos construindo coisas fora da Universidade.”</p>
<p><strong>Seleção com entrevistas</strong></p>
<p>Em relação ao curso de medicina do Einstein, Arbix informou que o sistema de seleção foi formulado em parceira com a Universidade de Colúmbia, dos EUA. São escolhidos 250 candidatos nas provas de conhecimentos (“97% também estão entre os primeiros no vestibular da Fuvest”). Depois, cada um passa por oito entrevistas, sempre com dois professores.</p>
<p>“Há perguntas até do tipo ‘Por que você quer ser médico’. O candidato pode até dizer que quer ganhar dinheiro, o que é uma aspiração legitima, mas acabará indo para o final da fila. As entrevistas acabam mudando a classificação dos 250 candidatos, dos quais são escolhidos 50.”</p>
<p>Arbix disse que a criação do curso de medicina no Einstein insere-se num quadro maior de ensino, pesquisa e inovação: “O centro de pesquisa existe há 20 anos, o curso de enfermagem, há 12 anos. O hospital também possui um conselho de inovação e planeja criar um curso de engenharia biomédica.”</p>
<p>Perguntando sobre o que acha de consultorias externas avaliarem a formação em engenharia, Loureiro disse não ver problema nisso. “Quanto mais avaliação melhor. Mas é preciso definir bem o escopo do que deve ser avaliado, e o processo não pode se restringir à avaliação externa.”</p>
<p>Em relação à rigidez das instituições públicas e as dificuldades para implementar mudanças, Loureiro afirmou que o sistema brasileiro ainda é de “escola de terceiro grau, com uma graduação muito escolar, que não possibilita a autonomia do indivíduo”.</p>
<p>Mesmo assim, considera que há muito que pode ser feito em instituições públicas: “As lideranças devem ser convencidas a apoiar quem quer promover mudanças, inclusive nos currículos. E isso é algo puramente administrativo, com alguém com poder decisório dizendo algo como ‘Vamos acabar com a grade curricular, vamos fazer alguma coisa que faça sentido’. É uma questão de vontade política.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (<i>a partir do alto</i>): 1, 3 e 4, Leonor Calasans/IEA-USP; 2, Olin College of Engineering</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-13T15:43:45Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reformas-no-ensino-de-engenharia-em-debate">
    <title>Reformas no ensino de engenharia em debate</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reformas-no-ensino-de-engenharia-em-debate</link>
    <description>A última reforma estrutural aplicada ao ensino de engenharia no Brasil aconteceu há mais de dez anos. Para debater a necessidade de uma reestruturação nos programas teóricos da área, o IEA realizará a conferência Reforma do Ensino de Engenharia, no dia 14 de maio, às 10h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-roberto-curi" alt="Luiz Roberto Curi" class="image-inline" title="Luiz Roberto Curi" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Luiz Roberto Curi, conferencista do encontro, acredita que os currículos de engenharia precisam se adequar às demandas tecnológicas do mercado.</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A última reforma estrutural aplicada ao ensino de engenharia no Brasil aconteceu há mais de dez anos. Nesse período, o currículo das escolas de engenharia sofreu uma considerável defasagem por conta do surgimento de novas tecnologias, como a inteligência artificial e a internet das coisas. Para debater a necessidade de uma reestruturação nos programas teóricos da área, o IEA realizará a conferência <i>Reforma do Ensino de Engenharia</i>, no dia <strong>14 de maio, às 10h</strong>. O evento é gratuito, conta com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web e não requer inscrição prévia.</p>
<div id="_mcePaste"><span> </span>O conferencista será o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-roberto-curi" class="external-link">Luiz Roberto Curi</a>, presidente da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional Educação (CNE). A moderação do encontro ficará a cargo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Observatório de Inovação e Competitividade</a> do IEA, que organiza o evento.</div>
<div id="_mcePaste"><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><span><span> </span>Curi tem participado de debates sobre a renovação do currículo de engenharia desde o ano passado e é categórico ao afirmar que o Brasil está longe de ter uma formação adequada. Ele acredita que as atualizações precisam ser feitas para adequar as escolas brasileiras às demandas tecnológicas do mercado e para reiterar o que se espera do engenheiro. </span></div>
<div id="_mcePaste"><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><span><span> </span>Consultas públicas têm sido realizadas para absorver propostas dos diversos setores envolvidos na mudança. Os resultados devem ser formalizados e entregues ao Ministério da Educação durante o mês de junho. Uma das propostas submetidas reivindica que os engenheiros não somente desenvolvam os produtos, mas também conheçam o ciclo de vida da empresa fabricante. Outra sugere que os professores universitários não sejam exclusivamente pesquisadores, mas que tenham algum lastro de experiência no mercado.<br /><br /> 
<hr />
</span></div>
<p><i><span><strong>Reforma do Ensino de Engenharia</strong><br /></span>14 de maio, 10h<br />Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br />Sem necessidade de inscrição<br />Mais informações: iea-inovacao@usp.br<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/reforma-do-ensino-de-engenharia" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Exatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-20T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jornada-de-engenharia-popular">
    <title>Encontro trata do papel da engenharia popular no empoderamento e sustentabilidade de comunidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jornada-de-engenharia-popular</link>
    <description>No dia 14 de agosto, das 9 às 18h, realiza-se a "Jornada de Engenharia Popular: Caracterização, Desafios e Potencialidades", organizada pelo Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cisterna" alt="Cisterna" class="image-inline" title="Cisterna" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Construção de cisterna de placa (alvenaria) no norte de Minas Gerais</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Engenharia popular (EP) designa uma prática brasileira da engenharia que busca não apenas a construção participativa do diagnóstico e da solução do problema técnico enfrentado por um grupo popular, mas também a gradativa construção de uma ordem sociotécnica para maior empoderamento, sustentabilidade ambiental e igualdade.</p>
<p>Para apresentar e discutir essa prática, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a> realiza, nos <strong>dias 14 e 15 de agosto</strong>, no IEA, a <i>Jornada Engenharia Popular: Caracterização, Desafios e Potencialidade. </i></p>
<p><i> </i><span>O encontro terá a participação de pesquisadores de várias universidades brasileiras e da Universidade Nacional da Colômbia, representantes de movimentos sociais e profissionais de engenharia (</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/engenharia-popular#programacao" class="external-link"><i>v. programação</i></a><span>). </span><span>O evento é público e gratuito, mas requer <a class="external-link" href="http://goo.gl/VM8HGB" target="_blank">inscrição prévia</a>. Para assisti-lo </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a><span> pela internet não é preciso se inscrever.</span></p>
<p><span>De acordo com os pesquisadores, o movimentou surgiu no início dos anos 2000 a partir da conjugação de três tradições: a economia solidária, a tecnologia social e a extensão universitária. Uma das experiências de EP a serem debatidas na jornada é a atuação da </span><a class="external-link" href="https://repos.milharal.org/">Rede de Engenharia Popular Oswaldo Sevá (Repos)</a><span>.</span></p>
<p><span> </span><span>"A</span><span> EP pressupõe necessariamente processos e metodologias que assegurem tanto o resgate ou a escuta dos saberes, valores, perspectivas e estéticas dos grupos populares com os quais o profissional trabalha quanto a incorporação desses aspectos na elaboração da solução técnica", explicam os organizadores.</span></p>
<p>A jornada dará ênfase a quatros aspectos:</p>
<ul>
<li>a apresentação de demandas por soluções técnicas adequadas por alguns movimentos sociais;</li>
<li>a caracterização da EP, de acordo com a forma que a Repos a desenvolve;</li>
<li>a problematização desse tipo de atuação popular da engenharia a partir de desafios que ela não pode se furtar a enfrentar;</li>
<li>a enriquecimento da tradição da EP a partir do diálogo com outras iniciativas populares de projeto e tecnologia.</li>
</ul>
<p> </p>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-55a94769fae24d8a98f3eea3b2d2c747 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text" id="parent-fieldname-text-55a94769fae24d8a98f3eea3b2d2c747">
<div></div>
</div>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-55a94769fae24d8a98f3eea3b2d2c747 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao" id="parent-fieldname-programacao-55a94769fae24d8a98f3eea3b2d2c747">
<hr />
<p><i><strong>Jornada de Engenharia Popular: Caracterização, Desafios e Oportunidades</strong><br />14 e 15 de agosto, das 9 às 18h<br />Sala Alfredo Bosi, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto a todos os interessados, mediante <a class="external-link" href="http://goo.gl/VM8HGB" target="_blank">inscrição prévia</a><br /><i>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever</i><br />Mais informações: com Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/engenharia-popular" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Secretaria de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais</span></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Igualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-17T14:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/crise-cursos-engenharia">
    <title>Roberto Lobo analisa a crise nos cursos de engenharia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/crise-cursos-engenharia</link>
    <description>Atendendo às medidas de prevenção à disseminação do coronavírus (Covid-19), este evento foi ADIADO, com nova data a ser definida.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alunos-da-escola-politecnica-da-usp/image" alt="Alunos da Escola Politécnica da USP" title="Alunos da Escola Politécnica da USP" height="316" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">Para Roberto Lobo, as instituições de ensino terão de se organizar para acompanhar as oscilações na demanda de formação de engenheiros</dd>
</dl></p>
<p><i><b>ATENÇÃO: </b>Atendendo às medidas de prevenção à disseminação do coronavírus (Covid-19), este evento foi ADIADO, com nova data a ser definida.</i></p>
<p> </p>
<p>O final da segunda década do século apresenta uma crise sem precedentes na formação de engenheiros no Brasil, segundo o professor sênior do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-leal-lobo-e-silva-filho" class="external-link">Roberto Lobo</a> , ex-reitor da USP e presidente do Instituto Lobo. Para apresentar e discutir essa situação, em busca de respostas sobre o que deve ser feito para revertê-la, Lobo e o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-cardoso" class="external-link">José Roberto Cardoso</a>, ex-diretor da Escola Politécnica (EP) da USP, programaram o encontro <i>Questões Centrais da Crise nos Cursos de Engenharia</i>, que ocorrerá no dia <strong>27 de abril, às 14h</strong>.</p>
<p>O expositor será o próprio Lobo, cujo projeto no IEA trata de inovação, interdisciplinaridade, educação superior e formação em engenharia no Brasil, incluindo a redação final do livro "Engenheiros para Quê? Formação e Profissão dos Engenheiros no Brasil”, que está produzindo com colaboradores. Os debatedores serão Marcelo Nitz, pró-reitor acadêmico do Instituto Mauá de Tecnologia, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/simon-schwartzman" class="external-link">Simon Schwatzman</a>, diretor para o Brasil do American Institutes for Research (AIRBrasil). A moderação estará a cargo de Cardoso.</p>
<p>O evento é gratuito e aberto a todos os interessados, mediante <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdwVsBkPMOJcM3Z6gsJdsy-Czuc7Y6DQqflBPkLoKnHanxNPg/viewform">inscrição prévia online</a>. Quem não puder comparecer terá a oportunidade de assistir à <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet (sem necessidade de inscrição).</p>
<p><strong>Expectativa frustrada</strong></p>
<p>O lançamento do <a class="external-link" href="http://pac.gov.br/">Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)</a> em janeiro de 2007 gerou grande avanço da profissão de engenheiro devido à expectativa de elevados investimentos em infraestrutura - US$ 250 bilhões do governo federal  –, que exigiriam a formação de 250 mil desses profissionais nos quatro anos seguintes, "muito acima da capacidade de formação das escolas do país", diz Lobo.</p>
<p>Para ampliar a formação de engenheiros, foram criados vários incentivos, desde o programa Pró-Engenharia da Capes até as políticas de incentivo do Fies (para o ensino privado) e do Reuni (para o ensino público), comenta o ex-reitor. "Esses estímulos resultaram em aumento de 50% na oferta de cursos de engenharia, nem sempre obedecendo aos padrões de qualidade desejáveis. Até então, a procura por cursos de engenharia no Brasil era inferior ao que se observava, por exemplo, nos países membros da OCDE e na China."</p>
<p>No entanto, por uma série de razões políticas e econômicas, a previsão surgida em razão do PAC não se concretizou, afirma Lobo. "Ao contrário, aumentou o desemprego na profissão, o que afastou muitos jovens da carreira. A demanda dos estudantes pelos cursos de engenharia é uma das que mais segue as variações do PIB nacional."</p>
<p>A nova década começa com notícias de fechamento de escolas de engenharia. O fechamento de cursos causa impacto e pode ser medido, de acordo com Lobo, mas o fechamento "silencioso", traduzido pela redução na oferta de vagas ou por vagas ociosas, "não é devidamente analisado ou até mesmo conhecido, apesar de ser elevado". Além disso, há outros fatores que afetam a formação de engenheiros, como os altos índices de evasão dos cursos, acrescenta.</p>
<p>Para ele, há carência de dados e análises sistemáticas para embasar políticas educacionais de ensino superior e avaliar a repercussão destas políticas. Para colaborar na superação dessas dificuldades, o evento buscará respostas para cinco questões:</p>
<ul>
<li>Quais são os dados mais importantes para a gestão e tomada de decisões sobre a engenharia no país?</li>
<li> O que nos mostram os países líderes?</li>
<li>Que medidas podem e devem ser tomadas para reverter este quadro negativo?</li>
<li>Como as instituições de ensino superior poderão se organizar para acompanhar as oscilações da demanda na formação de engenheiros e atrair mais estudantes?</li>
<li>Deve existir uma política de incentivos para diminuir as nefastas consequências das flutuações da demanda em áreas importantes para o desenvolvimento do país, como a engenharia?</li>
</ul>
<div id="parent-fieldname-text-98003deb0e5e44c4aab52fcf3ed70439">
<p><i><i> </i></i></p>
<hr />
</div>
<div id="parent-fieldname-text-98003deb0e5e44c4aab52fcf3ed70439"><i><i><strong>Questões Centrais da Crise nos Cursos de Engenharia</strong></i></i><i><br /></i><i>27 de março, 14h<br /></i><i>Local: Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, mediante </i><i><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdwVsBkPMOJcM3Z6gsJdsy-Czuc7Y6DQqflBPkLoKnHanxNPg/viewform">inscrição prévia online</a><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSccwkk4jmano-icDn1hEghiPotyFNvHJurS_J551sVZVhHZtQ/viewform" target="_blank"><br /></a></i><i>Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet (sem necessidade de inscrição para assistir)<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/crise-nos-cursos-de-engenharia" class="external-link">Página do evento</a></i></div>
<div style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: Cecília Bastos/SCS-USP</span></i></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infraestrutura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-03-09T15:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-da-iea-participam-de-publicacao-especial-sobre-bioeconomia-na-amazonia">
    <title>Pesquisadores do IEA participam de publicação especial sobre bioeconomia na Amazônia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-da-iea-participam-de-publicacao-especial-sobre-bioeconomia-na-amazonia</link>
    <description>Documento foi coordenado pelo pesquisador colaborador do IEA, Carlos Nobre, e teve colaboração do diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f0369cb1-7fff-49bf-3e21-e47e383a0144"> </span></p>
<p dir="ltr">O Instituto de Engenharia lançou no dia 23 de março o caderno especial “Amazônia e Bioeconomia”, elaborado para estimular e contribuir com a discussão das oportunidades e desafios brasileiros na bioeconomia. A produção do documento foi coordenada pelo cientista ambiental Carlos Nobre, pesquisador colaborador do IEA, e pelo professor da Fundação Vanzolini, George Paulus. O diretor do IEA Guilherme Ary Plonski e o reitor da USP Vahan Agopyan também colaboraram com o especial. A publicação está disponível no <a class="external-link" href="https://www.institutodeengenharia.org.br/site/amazonia-e-bioeconomia/">site da entidade</a> para download gratuito.</p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-amazonia-e-a-bioeconomia" alt="Capa do livro Amazônia e a Bioeconomia" class="image-left" title="Capa do livro Amazônia e a Bioeconomia" />A bioeconomia se baseia na utilização de conhecimentos e recursos da biologia, engenharia e manufatura, propondo uma economia industrial que depende da saúde das florestas e dos rios. O Instituto de Engenharia promove estudos, discussões de políticas públicas e incentiva o aprimoramento do conhecimento desde 1911. Desde então constrói uma rede de profissionais atuantes na valorização da engenharia e nos avanços científicos e tecnológicos do Brasil.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Nobre, a publicação é simbólica: “O caderno traz a urgente e disruptiva necessidade de capacitar grandes números da engenharia brasileira para manter a floresta em pé e desenvolver suas potencialidades", disse no evento de lançamento. “Espero que esse material faça novos engenheiros se apaixonarem pela Amazônia, como eu sou apaixonado", completou o pesquisador.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Apresentando a rica diversidade da floresta, infraestrutura existente, condições sociais da população, polos de pesquisa e dados que comprovam a rentabilidade dos produtos nativos da Amazônia Legal, o documento defende a necessidade do Brasil criar uma forma de desenvolvimento econômico na região que permita o país se apropriar da rica biodiversidade amazônica mantendo a floresta em pé.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O caderno também traz ações que podem acelerar a transição para a bioeconomia. Propõe, por exemplo, a articulação dos setores público e privado para o fortalecimento dos investimentos em pesquisa, ensino, ciência e inovação para desenvolver cadeias produtivas sustentáveis e rentáveis ao país e à população local, gerando também o desenvolvimento econômico para os povos da Amazônia. “O Brasil tem condições científicas e tradições de engenharia que podem nos transformar em uma potência exportadora desse modelo de bioeconomia de floresta em pé para todo o trópico”, afirmou Nobre.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O Instituto de Engenharia vai continuar trabalhando o tema do desenvolvimento da Amazônia, realizando uma série de webinars neste ano  para aprofundar os assuntos destacados no especial.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento Econômico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Bioeconomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>C&amp;T</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-03-24T14:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/manufatura-aditiva-19-de-novembro-de-2013">
    <title>Manufatura Aditiva - 19 de novembro de 2013</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/manufatura-aditiva-19-de-novembro-de-2013</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-11-19T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
