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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 31.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/cinema-e-psicanalise-12-de-agosto-de-2016">
    <title>Cinema e Psicanálise - 12 de setembro de 2016</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-12T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/cinema-e-psicanalise">
    <title>Cinema e Psicanálise</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/cinema-e-psicanalise</link>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Cinema e Psicanálise, ambos com marco inicial no mesmo ano de 1895 e suas relações nem sempre cordiais, por vezes idealizadas.</p>
<p>O Cinema, um dos maiores - senão o maior entretenimento de massa da primeira metade do século XX, perde campo a partir dos anos 1950 para a televisão e outras mídias audiovisuais, além de vir a sofrer modificações no suporte película-projeção-tela para a gravação digital com maior facilidade de reprodutividade individual, reduzindo o antes exclusivo formato de exibição original em enormes salas nas quais as plateias compartilhavam os filmes de modo coletivo.</p>
<p>Paralelamente, a Psicanálise criada em Viena por Freud também passa a sofrer ataques e relativo desprestígio, modificando-se o formato original do <i>setting</i> estabelecido por Freud: seja com o "tempo lógico" lacaniano, seja com a frequência menor de sessões; e ainda: por divergências dentro e fora do campo psicanalítico, mas especialmente pelos questionamentos advindos dos avanços na psicofarmacologia e por parte de alguns estudiosos das neurociências.</p>
<p>O humanismo de parte expressiva do chamado "Cinema de autor" das primeiras décadas seguintes à II Guerra perde espaço para espetáculos de efeitos especiais que levam de volta o Cinema às suas origens de ilusionismo para antigos parques de diversões e feiras.</p>
<p>E o humanismo das teorias psicanalíticas de Freud e seguidores também se defronta com outras formas de psicoterapias comportamentais sem privilégio do sujeito. Caminhos paralelos por mera coincidência?</p>
<p><strong>Conferencista</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-fernando-gallego" class="external-link">Luiz Fernando Gallego</a></p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandra-affortunati-martins-parente" class="external-link">Alessandra A. M. Parente</a> (FFLCH-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a> (IEA-USP)</p>
<p><strong>Moderador</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sergio Paulo Rouanet</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-06T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise-30-de-agosto-de-2019">
    <title>Arte, Música, Física e Psicanálise - 30 de agosto de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise-30-de-agosto-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-03T18:46:30Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-6">
    <title>Arte, Música, Física e Psicanálise</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-6</link>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text" id="parent-fieldname-text-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4">
<p><strong>6° encontro </strong><strong>da</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link"><strong>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</strong></a><strong> </strong>discutirá a interdisciplinaridade de conhecimentos, da física à biologia sintética, dos acordes musicais ao texto escrito, assim como suas relações intrínsecas com a psicanálise, que tem sua origem em Freud.</p>
<h3>Sobre a Jornada</h3>
A jornada de seminários compõe a disciplina<strong>"Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral"</strong>, oferecida pela <a href="http://www.prpg.usp.br/index.php/pt-br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP em associação à <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, uma parceria entre o IEA-USP e o Itaú Cultural.</div>
<div class="visualClear">
<p>O programa da disciplina foi formulado pelos dois titulares da Cátedra em 2019: o crítico, curador e historiador de arte Paulo Herkenhoff e a biomédica Helena Nader, professora da Unifesp. A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</p>
<p>No total, serão 19 aulas entre os meses de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, que irão reunir palestrantes e debatedores de diversas áreas do conhecimento e que são lideranças em suas áreas de atuação. Cada seminário terá um homenageado e abordará um tema específico.</p>
<p>Veja o <strong><a class="external-link" href="https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vT4VZPz0femDuLIGBtEMzMX0EKz1H63807TYWYmo6wZnPBdDEMZ43c6xgf0pMB0l61ESa80DgK8OvRV/pub" target="_blank">programa completo</a></strong> (sujeito à alteração).</p>
</div>
<div>
<h3></h3>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-organizacao-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-organizacao" id="parent-fieldname-organizacao-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4">
<p><span style="text-align: justify; "><strong>Homenageada:</strong></span></p>
</div>
</div>
<p><span id="docs-internal-guid-7afb8902-7fff-a2a9-b1c3-ccf2e2a157aa"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong><a class="external-link" href="https://www.ufba.br/">Universidade Federal da Bahia</a></strong>: é reconhecida em seu papel inovador em favor da música moderna do século XX. A UFBA envolveu compositores da qualidade de Koellreutter, músico atonal e dodecafônico, e Widmer ao experimental Smetak, que influenciou Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé, inventor de instrumentos musicais ímpares.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>Exposição:</strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/otavio-schipper" class="external-link">Otávio Schipper</a> (artista e físico)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-guerra-rolla" class="external-link">Vitor Guerra Rolla</a> (IMPA)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-iazzetta" class="external-link">Fernando Iazzetta</a> (ECA USP)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-miguel-wisnik" class="external-link">José Miguel Wisnik</a> (FFLCH USP)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leopold-nosek" class="external-link">Leopold Nosek</a> (<span id="docs-internal-guid-385eed68-7fff-5d3f-eab7-ec1f6665095b"><span>Instituto de Psicanálise Durval Marcondes)</span></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Coordenação:</strong></span></p>
<div><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> <span>(Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura de Ciência do IEA)</span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-16T14:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/diagramas-de-alteridade">
    <title>A troca simbólica entre artistas e grupos sociais em situação de vulnerabilidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/diagramas-de-alteridade</link>
    <description>O encontro "Diagramas de Alteridade", no dia 26 de setembro, foi o 9º da "Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral", organizada pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/diagramas-de-alteridade-26-9-2019/image" alt="Diagramas de Alteridade - 26/9/2019" title="Diagramas de Alteridade - 26/9/2019" height="284" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Participantes do encontro (a partir da esq.): Christian Dunker, Eduardo Frota, Rosana Palazyan, Paulo Herkenhoff (moderador), Maurício Dias, Paula Trope e Alexandre Sequeira</dd>
</dl></p>
<p>Os momentos em que a arte se torna um processo de envolvimento entre o projeto do artista e segmentos da sociedade marginalizados, fragilizados ou oprimidos foi o tema do 9º encontro da Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral, no dia 26 de setembro.</p>
<p>Ao compartilhar os direitos e frutos da obra com as pessoas envolvidas, o artista reconhece a “subjetividade autoral e a condição de sujeito econômico da arte”, segundo os organizadores da jornada, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>.</p>
<p dir="ltr">Chamado <i>Diagramas de Alteridade</i>, o encontro teve a participação do fotógrafo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-romariz-sequeira" class="external-link">Alexandre Sequeira</a>, professor da UFPa, do psicanalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christian-ingo-lenz-dunker" class="external-link">Christian Dunker</a>, professor do Instituto de Psicologia (IP) da USP; do escultor e arte-educador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-eloisio-frota" class="external-link">Eduardo Frota</a>; do videoartista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-de-mello-dias" class="external-link">Maurício Dias</a>, do duo Dias &amp; Riedweg (com Mauricio Riedweg); da artista visual <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paula-de-lima-trope" class="external-link">Paula Trope</a>; e da também artista visual <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rosana-palazyan" class="external-link">Rosana Palazyan</a>. A moderação foi dos dois titulares da cátedra.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p> </p>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Texto</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/texto-de-rosana-palazyan" class="external-link">Acredito no amor como forma de cura e resistência - Rosana Palazyan</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/concretismo-relacao-arte-grupos-marginalizados" class="external-link">Encontros abordam o concretismo em São Paulo e a relação entre arte e grupos marginalizados</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/diagramas-de-alteridade" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/diagramas-de-alteridade-26-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/imagens-de-obras-de-rosana-palazyan" class="external-link">Arquivo com fotos e legendas de obras de Rosana Palazyan</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link"><strong>Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</strong></a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Autoestima</strong></p>
<p>Em 1992, Rosana Palazyan começou a trabalhar com a violência, tendo por objetivo ampliar sua produção para a realidade do tecido social. "Isso me permitiu o encontro com o outro e trilhar caminhos que nunca teria conhecido sem a arte."</p>
<p>De 2000 e 2002, atuou voluntariamente com adolescentes internados na Escola João Luiz Alves, na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro. “Nos primeiros meses, os adolescentes não entendiam bem o que eu fazia lá e não foi fácil. A sorte foi contar com um diretor com reais intenções de mudança.”</p>
<p>Cinco obras foram surgindo nesse período. Uma delas relacionada com o fascínio dos adolescentes por roupas de marcas famosas.</p>
<p>Ela colocou à disposição dos jovens papel e giz de cera e todos resolveram experimentar desenhar. O resultado foi uma coleção enorme de desenhos, que foram impressos em camisetas. "Suas histórias poderiam ser as suas roupas de marca, roupas com que sairiam da instituição. Poderiam produzi-las e vendê-las."</p>
<p>As camisetas foram apresentadas na Babilônia Feira Hype em 2002. “Ao verem jovens da Zona Sul comprarem as peças com seus desenhos, tiveram sua autoestima aumentada e a Roupa de Marca virou moda", disse a artista. O resultado das vendas foi revertido para o que os adolescentes queriam que a instituição tivesse. As duas primeiras compras foram um aparelho de televisão e uma câmera de vídeo.</p>
<p>Eduardo Frota chegou ao Rio de Janeiro aos 19 anos em 1978.  Dez dias depois de chegar, a dona da pensão onde se hospedara o levou à Escolinha de Arte do Brasil (EAB), cuja diretora lhe concedeu uma bolsa para estudar arte-educação por dois anos. Em seguida, estudou no Museu de Arte Moderna (MAM), na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e nas Faculdade Integradas Bennett.</p>
<p>Na EAB, Frota interessou-se pela arte das crianças e dos esquizofrênicos - “duas coisas que estão à margem da produção capitalista’ -, num processo que o levou a se tornar educador e artista.</p>
<p>Depois de 14 anos no Rio, decidiu voltar a Fortaleza, onde instalou um ateliê na periferia e empregou jovens do local. Os rapazes se envolveram "em todos os processos do fazer artístico: intelectuais, físicos e técnicos".</p>
<p>“Nessa prática, as histórias e particularidades de cada um eram importantes e ampliadas para o processo coletivo. Uma coisa habitual era a interrupção da produção por 30 minutos ou mais para discussão de questões de interesse coletivo.”</p>
<p>Frota também convidava professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) para discutir com o grupo questões de filosofia, sociologia, história e outros temas. O ambiente cultural era complementado por uma biblioteca e exibição de filmes.</p>
<p>“Toda essa experiência estava longe de ensinar apenas a instrução funcional na produção das esculturas de madeira ou de possibilitar formação profissional aos jovens. Isso não me diz quase nada. O objetivo era uma formação educativa para o desenvolvimento das faculdades humanas além do saber instrumental.”</p>
<p><strong>Resistência</strong></p>
<p>Paula Trope formou-se em cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e tornou-se mestre pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Atualmente é doutoranda na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Disse que nos anos 70 frequentou muito o MAM, visitando exposições e participando de oficinas de expressão corporal e pintura e de cursos de cinema.</p>
<p>Segundo ela, essas experiências no MAM possibilitaram “perceber a arte como resistência e transformação”. Somou-se a isso o interesse em problematizar a questão do poder no campo social.</p>
<p>Ela tratou de alguns de seus trabalhos, entre os quais “Os Meninos” (1993/4), no qual crianças e adolescentes moradores de rua se deixavam fotografar e fotografavam algo que fosse objeto de seu desejo.</p>
<p>Também falou do projeto “Morrinho” (2004/5), no qual fotografou os jovens e suas obras, os “morrinhos” (maquetes de favelas), da série de vídeos “Contos de Passagem” (2000/1) e do trabalho na Polônia relacionado com seus ancestrais.</p>
<p><strong>Identidade</strong></p>
<p>O fotógrafo Alexandre Sequeira, professor da Universidade Federal do Pará (UFPa), discorreu sobre o trabalho que realizou em 2004/5 em Nazaré do Mocajuba, vila de pescadores no nordeste do Pará, com uma bolsa de pesquisa.</p>
<p>“Eu estava muito encantado pela geografia do lugar, até que aconteceu algo: uma senhora me pediu para tirar uma fotografia dela, para um documento. Fiz uma foto 3X4 e entreguei a ela, e aí todo mundo começou a me chamar para fotografar por algum motivo: um documento, um avô que estava para morrer, um casal que queria ter uma foto juntos. Passei dois anos atendendo às solicitações de todos na vila como retratista. Muitos nunca tinham se visto numa fotografia.”</p>
<p>Com esse contato, Sequeira começou a se tornar mais íntimo dos moradores e de seus objetos. Reparou que as estampas e tramas dos panos que usavam em cortinas, redes, mosquiteiros e toalhas de mesas de alguma forma refletiam a personalidade de seus proprietários. Foi a Belém e comprou tecidos similares e os trocou com os tecidos dos moradores. Nestes, imprimiu fotografias em alto contraste de seus proprietários em tamanho natural e os devolveu a eles.</p>
<p>Os tecidos foram expostos em Belém, no Rio de Janeiro e na própria vila. No final do ano, estarão na Bienal de Taiwan. "As imagens despertaram interesse de colecionadores e museus. O dinheiro arrecadado com as vendas foi destinado aos moradores, para que decidissem como utilizá-lo."</p>
<p><strong>Solidariedade</strong></p>
<p>O psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psiquiatria (IP) da USP, afirmou que nas imagens feitas por Sequeira se encontra algo próximo do início da fotografia, no século 19, com pessoas muito sérias, “como a olhar algo que introduz um regime de permanência”. Para ele, os trabalhos apresentados pelos quatro artistas no seminário dão suporte à ideia de Paulo Herkenhoff de uma "práxis ética da solidariedade”.</p>
<p>A práxis não é só o prático, mas um tipo de saber, afirmou Dunker. "Práxicos não dissociam o agente do outro e os meios dos fins. Não podem agir de forma antiética se seus fins são éticos."</p>
<p>Para ele, a solidariedade restrita aos que se julgam iguais não serve mais, pois "propaga o trauma e a segregação". O momento é de "convocar a arte, a psicanálise e a política para a criação de um conceito de solidariedade imanente".</p>
<p>O conceito de identidade ideal para nós é o da família, na opinião de Dunker. "É isso que temos no poder agora. A família é incorporada e passa a dominar o espaço público. Isso gera uma política de Estado baseada numa solidariedade do tipo teológica. Como inventar outro tipo de solidariedade? É preciso recuperar quais são as figuras dos outros, do animal, do estrangeiro, do morto."</p>
<p>"E se no começo estiver o estrangeiro, o outro, o despossuído, aquilo que dissolve nossa identidade. Se se parte de uma premissa dessas, poderíamos pensar em processos de solidariedade imanente."</p>
<p>Dunker discutiu também a alteridade a partir de trabalhos do artista chileno Alfredo Jaar. Num deles, ao ser convidado pelo governo da Finlândia para uma intervenção solidária, Jaar solicitou à Casa da Moeda do país a impressão de um milhão de passaportes, correspondentes à cota de imigrantes que o país deveria receber, de acordo com a União Europeia.</p>
<p>“Na instalação, os passaportes ficavam atrás de um vidro. Até que uma pessoa jogou seu própria passaporte na instalação. Outras pessoas fizeram isso e assim ampliou-se o escopo da instalação.”</p>
<p>Isso gerou um problema estético e ético, pois o combinado era que os passaportes sem dono seriam queimados no fim da exposição. “Mas o que fazer com os passaportes reais? Jaar teve um ato muito interessante, 'raptou' um certo número de passaportes e queimou o restante.”</p>
<p>Na opinião de Dunker, os trabalhos comentados pelos artistas do encontro também funcionaram como “um start point para algo que superou o que tinha sido feito”.</p>
<p><strong>Alteridade</strong></p>
<p>Paulo Herkenhoff tratou da responsabilidade social pelos intelectuais e disse observar na arte brasileira esse empenho na relação com o outro, com os despossuídos socialmente. Citou como paradigmas de diagrama de alteridade os trabalhos dos dois homenageados pelo encontro: o escultor e designer Geraldo de Barros (1923-1998) e a fotógrafa Claudia Andujar, 88 anos.</p>
<p>Artista múltiplo que explorou a pintura, a fotografia e as artes gráficas, Barros foi lembrado pela empresa de fabricação de móveis Unilabor, criada por ele em parceria com um padre dominicano em 1954. Organizada como uma comunidade com socialização dos lucros, a empresa foi até 1961 uma referência do design de móveis na cidade de São Paulo. Barros projetou os móveis baseando-se em suas referências construtivas relacionadas com a arte concreta.</p>
<p>Andujar atua desde o final da década de 60 na defesa do povo Yanomami, utilizando a arte como instrumento de denúncia do genocídio da etnia e de esclarecimento dos valores humanos e culturais desses indígenas. Ela compartilhou os resultados econômicos de seu trabalho fotográfico e tornou os Yanomami herdeiros dos direitos de imagem.</p>
<p><strong>Encontros simbólicos</strong></p>
<p>O diagrama de alteridade na arte se distingue das ideias de engenharia social, serviço social, segundo Herkenhoff. “É uma instância de ativação de encontros simbólicos”. Mas é preciso reconhecer o direito autoral e o direito financeiros dos envolvidos, afirmou. “Fora isso, será exploração capitalista”.</p>
<p>Para Dias, a alteridade é um lugar de conflito, por isso alerta que é preciso tomar cuidado sobre as restrições a quem pode ocupar um “lugar de fala, que pode se tornar um lugar de cala”. Disse não conhecer um artista que não trabalha com a alteridade.</p>
<p>O que move os artistas brasileiros é uma grande solidão, necessidade do outro, afirmou Dias. Isso se deve "não só ao que vivemos no Brasil, mas também ao capitalismo exacerbado que vivemos no dia a dial".  No entanto, "o trabalho do criador não é um antidoto, mas uma resistência".</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEAUSP</span></p>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-07T12:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-leopold-nosek">
    <title>A relação entre a consciência do eu e a percepção do tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-leopold-nosek</link>
    <description>O psicanalista Leopold Nosek fez a conferência Mito e Nascimento: Uma Reflexão sobre a Temporalidade na Intercontinental Academia no dia 25 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conferencia-leopoldo-nosek/@@images/55aa8e1f-7d47-487e-ac10-5866e7241855.jpeg" alt="Conferência Leopoldo Nosek" class="image-inline" title="Conferência Leopoldo Nosek" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O psicanalista Leopold Nosek</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Qual é a relação do discernimento da consciência do eu – no sentido de apreensão da própria existência pelo indivíduo – com a percepção do tempo? O psicanalista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/leopold-nosek">Leopold Nosek</a> <span>dedicou sua conferência no dia 25 de abril na <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia (ICA)</a> à análise dessa questão. <span> </span><i>(Leia o texto completo da <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/tempo-e-subjetividade" class="external-link">exposição</a>.)</i></span></p>
<p>Para ele, diante do fato de que a consciência do eu inclui temporalidade e a humanização pressupõe a percepção do tempo, cabe perguntar como o tempo se apresenta ao ser humano e como ele é apreendido.</p>
<p>Na sua argumentação, Nosek valeu-se de analogias com obras de “dois escritores que trataram da relatividade do tempo dentro da tradição racionalista”: a “A Montanha Mágica” (1924) e “Doutor Fausto”(1947), ambos do alemão Thomas Mann (1875-1955); o “O Leopardo” (1958), do italiano Tomasi di Lampedusa (1896-1957).</p>
<p>Na passagem de “A Montanha Mágica” citada por Nosek, Hans Castorp, o personagem principal, acaba por chegar à conclusão de que para a mente o tempo não flui uniformemente, apenas assume-se que é assim para a boa ordem das coisas, e todas as medições do tempo são apenas convenções.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo Temático: Tempo</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />Leopold Nosek</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/tempo-e-subjetividade" class="external-link">Texto completo<br />da conferência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/talk-with-leopold-nosek" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/concepcao-de-tempo-em-diferentes-sociedades-e-tema-de-conferencia-da-ica" class="external-link">Concepção do tempo em diferentes sociedades é tema de conferência da Intercontinental Academia</a>"</p>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net/</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Segundo Nosek, o tempo e a consciência do eu são temas contemporâneos. Ele destacou o papel desempenhado por “Interpretação dos Sonhos” (1900), de Sigmund Freud (1856-1939), como um dos marcos importantes do ponto de vista da percepção para a maioria dos textos que falam da modernidade.</span></p>
<p><span>Nessa obra de Freud, disse, pode-se encontrar a perda da ingênua confiança na mente consciente e o inexorável hiato entre o consciente e o inconsciente. Para Nosek, poderia se falar da modernidade como consciência da ruptura.</span></p>
<p><span>Para tratar dessa emergência da ruptura, Nosek disse que é preciso lembrar o quão curto foi o Renascimento, “com sua visão do indivíduo gloriosamente inserido em uma perspectiva sobre a qual ele já tinha domínio”. Logo, acrescentou, surgiu o Maneirismo, "com suas figuras deformadas, sua subjetividade em sofrimento”.</span></p>
<p><span>Ele disse que o historiador da arte Arnold Hauser (1992-1978) situou no Maneirismo o começo da percepção do homem moderno, “a percepção de uma unidade rompida, uma harmonia desfeita”.</span></p>
<p><span>Quanto a “O Leopardo”, Nosek lembrou que o romance se passa em meados do século 19, período da reunificação e modernização da Itália, e o personagem principal, Don Fabrizio, Príncipe de Salina, depois de um baile, dá-se conta que ele, diferentemente de outros, captura a passagem do tempo, que vem acompanhado de “progresso, destruição de velhas estruturas, criando novas riquezas e adicionando novas desolações”.</span></p>
<p><span>De acordo com Nosek, “o Príncipe de Salina tem um lampejo de sua própria pele, ele agarra sua circunstância, seu destino histórico e seu ser subjetivo; seu próprio lugar lhe é revelado. O que mais poderia ser obtido?"</span></p>
<p><span>Para o psicanalista, esse apoderar-se da circunstância e do tempo se mescla com a apreensão dos limites e do espaço da existência humana: “Continuamos, dessa forma, dentro do nosso tema: a interconexão da consciência do eu, consciência de seu ‘lugar próprio’, relacionada com a imagem do tempo definida pela frustração e pela limitação”.</span></p>
<p><span>Em “Doutor Fausto”, o personagem principal, o músico Adrian Leverkühn, faz um pacto com o diabo, Mephistopheles, dando-lhe sua alma em troca de 24 anos de genialidade como compositor.  Nosek destacou que Mephistopheles adverte o músico para prestar atenção na ampulheta.</span></p>
<p><span>Para Nosek, a advertência de Mephistopheles significa que Leverkühn deve cuidar em ter consciência da vida. Como consequência do pacto, Lerverkühn ingressa na modernidade, “por espaços atonais, expandindo os espaços da contradição musical, acompanhado por questionamentos da ciência, pela teoria da incerteza e do acaso”.</span></p>
<p><span>Ele finalizou sua exposição com algumas proposições feitas pelo psicanalista Donald Meltzer (1922-2004) em seu livro “Explorations in Autism” (1975), onde ele organiza o espaço da vida em uma “geografia da fantasia” que se move no tempo.</span></p>
<p><span>De acordo com Meltzer, o tempo vivenciado pode ser um claustro onde eventos não estão disponíveis para a memória e para o pensamento (funcionamento inerente ao autismo); circular, sem desenvolvimento e onde a morte não existe; ou ainda oscilatório, movendo-se de dentro para fora do objeto e vice-versa, uma contínua operação de omnipotência que torna reversível a diferenciação do eu em relação ao objeto e reversível também a direção do próprio tempo.</span></p>
<p><span>Segundo Nosek, para ser unidirecional e linear, do nascimento à morte, é preciso um processo penoso, nunca completado, de renúncia à fusão do eu com o objeto, de luta contra o narcisismo, de redução da omnipotência.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-28T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/cinema-e-psicanalise">
    <title>A perda do humanismo no cinema e na psicanálise</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/cinema-e-psicanalise</link>
    <description>O crítico de cinema e psicanalista Luiz Fernando Gallego faz a conferência "Cinema e Psicanálise" no dia 12 de setembro, às 9h30, na Antiga Sala do Conselho Universitário.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cinema-e-psicanalise" alt="Cinema e psicanálise" class="image-right" title="Cinema e psicanálise" />Em 1895, os médicos Sigmund Freud e Joseph Breuer publicaram em Viena o livro "Estudo sobre a Histeria", lançamento considerado o marco inicial da psicanálise. Em 28 de dezembro do mesmo ano, no Grand Café, em Paris, os irmãos Auguste e Louis Lumière exibiram dez filmes com menos de 50 segundos, inaugurando assim a arte cinematográfica. Ao longo desses 120 anos, as relações entre a psicanálise e o cinema "nem sempre foram cordiais e por vezes foram idealizadas", segundo o psicanalista e crítico de cinema <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-fernando-gallego" class="external-link">Luiz Fernando Gallego</a>.</p>
<p>As convergências e divergências entre as duas criações serão discutidas por Gallego na conferência <i>Cinema e Psicanálise,</i> no dia <strong>12 de setembro, às 9h30</strong>, na Antiga Sala do Conselho Universitário. O evento é promovido pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Itaú Cultural. <i>(A participação presencial exige <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1BJHpg337e8L-VOX4farveWGwK1LpRWYLDOGmV5n5Js4/viewform?edit_requested=true">inscrição</a> prévia; quem não puder comparecer poderá assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a><span> pela internet.)</span></i></p>
<p>Já confirmaram participação dois dos debatedores convidados: o antropólogo cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a><span>, ex-professor visitante do IEA, e a psicanalista </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandra-affortunati-martins-parente" class="external-link">Alessandra Parente</a>, pós-doutoranda da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (<span>FFLCH) da USP. </span><span>O moderador será o sociólogo e filósofo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet</a><span>, titular da cátedra.</span></p>
<p><strong>Mudanças</strong></p>
<p>Maior entretenimento de massa da primeira metade do século 20, o cinema perdeu terreno a partir dos anos 1950 para a televisão e depois para outras mídias audiovisuais. Em paralelo a isso, ele sofreu modificações na forma de atingir o público a partir dos anos 80, com o suporte tradicional película-projeção-tela em ambiente coletivo tendo que competir com a reprodução doméstica por meio de fitas de vídeo, DVDs e agora o sistema <i>on demand</i> via internet.</p>
<p>Ao mesmo tempo que isso ocorreu com o cinema, a psicanálise passou "a sofrer ataques e relativo desprestígio, modificando-se o formato original do 'setting' estabelecido por Freud", afirma Gallego. As modificações afetaram a duração e frequência das sessões e as ressalvas à psicanálise surgiram devido a divergências dentro e forma do campo psicanalítico, "especialmente pelos questionamentos advindos dos avanços na psicofarmacologia e por parte de alguns estudiosos das neurociências".</p>
<p><strong>Perda do humanismo</strong></p>
<p>De acordo com o conferencista, o humanismo de parte expressiva do chamado "cinema de autor" das primeiras décadas seguintes à Segunda Guerra "perdeu espaço para espetáculos de efeitos especiais que levam o cinema de volta às suas origens de ilusionismo em antigos parques de diversões e feiras".</p>
<p>Para ele, também houve uma perda do humanismo presente nas teorias psicanalíticas de Freud e seguidores, que passou a se defrontar com outras formas de psicoterapias comportamentais onde o sujeito não tem primazia.</p>
<p><span>A preocupação de Gallego é investigar se esses caminhos paralelos do cinema e da psicanálise são resultado de mera coincidência ou não.</span></p>
<hr />
<p><i><strong>Cinema e Psicanálise</strong><br /><i><i>12 de setembro, às 9h30<br /></i><i>Antiga Sala do Conselho Universitário, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito com necessidade de <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1BJHpg337e8L-VOX4farveWGwK1LpRWYLDOGmV5n5Js4/viewform?edit_requested=true">inscrição</a> prévia — Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br />Informações: Cláudia Regina (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1686<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cinema-e-psicanalise" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/cinema-e-psicanalise</a> </i></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: xxxxxx</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-06T15:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-5-6-jornada-catedra-olavo-setubal">
    <title>A arte em diálogo com a tecnologia e a partir dela</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-5-6-jornada-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>Jornada da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Ciência e Cultura e da Pró-Reitoria de Pesquisa realizou dois encontros na última semana de agosto: o do dia 29 teve por tema "A Coelha e Eu: Arte, Ciência e Tecnologia"; o do dia 30, tratou de "Arte, Música, Física e Psicanálise".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:650px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/na-mesa-a-partir-da-esq-marcos-cuzziol-helena-nader-fabio-cozman-e-bruno-moreschi-na-tela-eduardo-kac/image" alt="Na mesa: Marcos Cuzziol, Helena Nader, Fabio Cozman e Bruno Moreschi; na tela, Eduardo Kac" title="Na mesa: Marcos Cuzziol, Helena Nader, Fabio Cozman e Bruno Moreschi; na tela, Eduardo Kac" height="493" width="650" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:650px;">O artista visual Eduardo Kac (na tela) falou sobre seu trabalho em bioart na abertura do 5º encontro da jornada; os outros participantes foram Marcos Cuzziol, Helena Nader (moderadora), Fábio Cozman, Bruno Moreschi (os quatro presentes na mesa, a partir da esq.) e Vanderley Bagnato</dd>
</dl></p>
<p>Os dois encontros da <i>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral </i>realizados na última semana de agosto promoveram um diálogo entre artistas visuais, pesquisadores de arte, músicos, um matemático, um engenheiro e um psicanalista.</p>
<p>Esse elenco diversificado de especialistas possibilitou ao público presente na Sala do Conselho Universitário e online uma visão panorâmica sobre temas como: bioart; inteligência artificial, algoritmos genéticos e redes neurais na produção artística; a relação da luz com a matéria e as cores percebidas e supostas pelo cérebro; e a visão psicanalítica sobre as metáforas de representações construídas no inconsciente e aquelas produzidas por artistas.</p>
<p><strong>Bioart</strong></p>
<p>No dia 29, o tema foi <i>A Coelha e Eu: Arte, Ciência e Tecnologia</i>. Os expositores foram o artista visual <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-kac" class="external-link">Eduardo Kac</a>, o físico e artista visual<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-moreschi">Bruno Moreschi</a>, o pesquisador de arte e curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-fernandez-cuzziol">Marcos Cuzziol</a>, do Itaú Cultural,  e dois professores da USP:  o especialista em inteligência artificial <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gagliardi-cozman">Fabio Cozman</a>, da Escola Politécnica, e o físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vanderlei-salvador-bagnato">Vanderley Bagnato</a>, do Instituto de Física de São Carlos. A moderação foi da biomédica a <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a>, professora da Unifesp e titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Ciência e Cultura, parceira da Pró-Reitoria de Cultura na organização da jornada.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/a-coelha-e-eu-arte-ciencia-e-tecnologia" class="external-link">5º Encontro</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise" class="external-link">6º Encontro</a></li>
<li>Fotos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-coelha-e-eu-arte-ciencia-e-tecnologia-29-de-agosto-de-2019" class="external-link">5º encontro</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise-30-de-agosto-de-2019" class="external-link">6º encontro</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link"><strong>Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</strong></a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A coelha citada no título do encontro é Alba, ela própria a obra de arte "GFP Bunny", produzida por engenharia genética por Kac e apresentada ao público em 2000. Alba recebeu o gene da proteína fluorescente verde (GFP, na sigla em inglês) e graças a isso se tornava verde quando exposta à luz fluorescente.</p>
<p>Até hoje ela é um símbolo da bioart, termo criado por Kac em 1997 para classificar outra obra sua, a "Time Capsule", que utilizava biomateriais e tecnologias da imagem. A bioart baseia-se na biologia e faz uso de moléculas como proteínas e DNA, células e organismos invertebrados e vertebrados.</p>
<p>Em sua exposição (por teleconferência) na abertura do encontro, Kac detalhou a realização de suas obras e os conceitos que as orientam. No caso da "GFP Bunny", explicou que o momento de sua realização era fortemente marcado pela passagem para o terceiro milênio, inclusive com o receio de pane mundial dos sistemas computadorizados devido ao chamado “bug do milênio”.</p>
<p>“A Alba se transformou numa espécie de símbolo da época e inaugurou um novo vocabulário artístico, que trabalha com a própria vida, mergulhando na plasticidade biológica da vida.” Ele disse que seu interesse é criar um organismo inédito, de formar a “cultivar o novo” e pelo valor simbólico que isso produz.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A participação da luz (fluorescente, no caso) na revelação da cor verde geneticamente introduzida na coelha Alba conectou-se diretamente com o tema da exposição de Bagnato, que sintetizou os aspectos envolvidos na relação da luz com a matéria e como o ser humano visualiza as cores.</p>
<p>"Nem tudo que enxergamos existe”, como no caso da suposição de cor amarela pelo cérebro humano quando há uma sobreposição de radiações do verde e do vermelho, uma vez que o olho humano só percebe essas duas cores e a azul, explicou o físico.</p>
<p><strong>Inteligência artificial</strong></p>
<p>Se o processamento pelo cérebro de informações obtidas pelos sentidos permite “ver” até o que não existe, será possível pensar em máquinas com essa capacidade, não só para a percepção de obras, mas também para participar de sua criação?</p>
<p>Difícil responder a essa questão no atual desenvolvimento da inteligência artificial (IA), apesar das "alucinações" que parecem ocorrer em sistemas desse tipo.</p>
<p>Falando sobre o desenvolvimento da IA em termos gerais, Cozman disse que há várias dúvidas técnicas, éticas e epistemológicas sobre o tema. Há duas questões básicas, segundo ele: é possível construir algo que mimetize a inteligência humana? é aceitável fazer isso?</p>
<p>No caso dessa AI “forte”, o “objetivo é muito mal definido”, afirmou Cozman, para quem a sociedade está se adaptando de forma pragmática a uma AI aplicada. “Mas ela é baseada em dados, diferente da humana”. Para atingir o patamar da mente humana, será preciso um grande incremento no poder computacional e na quantidade de dados analisados, de forma que uma máquina possa representar conhecimento e raciocínio, tomar decisões e aprender a partir dos dados coletados, disse o pesquisador.</p>
<p>Em resumo, o desenvolvimento da IA ainda está muito longe de passar no teste de Turing - formulado pelo matemático britânico Alan Turing (1912-1954) como forma de descobrir se um computador pode se passar por um ser humano -, afirmou Cozman. Além disso, a IA ainda desperta muitas dúvidas sobre sua conveniência, em razão das questões éticas, sociais e econômicas que suscita, como os impactos no mercado de trabalho, disse.</p>
<p>“Os artistas não estão interessados na criação de máquinas que sejam artistas”, afirmou Moreschi, cuja motivação para trabalhar com IA é analisar como ela interage com a produção artística, inclusive ao possibilitar formas de releitura da arte e crítica institucional sobre o sistema artístico.</p>
<p>Um dos trabalhos que desenvolveu com um grupo de pesquisadores de diversas áreas envolveu a submissão de 700 imagens de obras de arte de um museu holandês ao escrutínio de sete sistemas de IA de corporações, entre as quais Google, Facebook, Amazon e Microsoft.</p>
<p>Esse trabalho permitiu constar que esses sistemas, ao “observarem” as imagens de arte conceitual, muitas vezes as associam a bens de consumo triviais. Moreschi citou também outros casos de distorções interpretativas: no caso de uma obra com imagem de mulher, não importa em que contexto, o indicador relativo a erotismo do sistema do Google apresentou elevação; em alguns casos em que a imagem continha uma pessoa negra, havia elevação (menor do que no caso mulher/erotismo) do indicador vinculado à violência no sistema da Microsoft.</p>
<p>Ele destacou que os sistemas de IA não podem ser culpabilizados por essas distorções, "mas sim a sociedade, que tem suas características refletidas pelos sistemas".</p>
<p>Mas o interesse dele não é apenas desconstruir o sistema de arte e a tecnologia de IA aplicada a ele. Ele também se dedica à análise da participação humana no ensino de máquinas. Esse é o caso dos “turkers”, pessoas de baixa renda, principalmente dos Estados Unidos e da Índia, que trabalham em condições extremamente precárias e recebem valores irrisórios para cumprir tarefas que alimentam o aprendizado dos sistemas de AI, segundo Moreschi.</p>
<p>A exposição dedicada ao uso efetivo de recursos computacionais na produção de arte coube a Cuzziol. Ele lembrou que a concepção da chamada Máquina de Turing (computador ideal idealizado pelo matemático britânico em 1937) estabelece que ela é capaz de resolver qualquer problema, desde que tenha memória e tempo suficiente para isso.</p>
<p><strong>Imprevisibilidade</strong></p>
<p>No entanto, “nem tudo o que o computador faz é previsível”, de acordo com Cuzziol. Citou como exemplo disso, as “alucinações” de sistemas de IA comentadas por Moreschi na exposição anterior, como o caso de um sistema indicar pessoas inexistentes ao identificar os trabalhadores que montaram a 33ª Bienal de São Paulo.</p>
<p>Cuzziol também tratou do uso, na produção artística, de algoritmos genéticos (criação de uma “população” por simulação numérica para a solução de algum tipo de problema) a redes neurais (simulam as interações de um cluster de neurônios). Ele ilustrou sua apresentação com imagens e vídeos de obras de artes de vários artistas que utilizam esses recursos.</p>
<p>O uso da tecnologia digital na produção artística também foi abordado no encontro que se seguiu, no dia 30, desta vez acompanhada de discussões sobre biologia sintética; física, percepção do tempo; fractalidade, experimentalismo e programação em música; relações musica/fala; e visão psicanalítica da ciência e da arte.</p>
<p>Com o título <i>Arte, Música, Física e Psicanálise</i>, o encontro do dia 30 teve exposições do artista visual e físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/otavio-schipper">Otávio Schipper</a>; do matemático <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-guerra-rolla">Vitor Guerra Rolla</a>, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa); do psicanalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leopold-nosek">Leopold Nosek</a>, do Instituto de Psicanálise Durval Marcondes; e de dois professores da USP, o músico experimental <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-iazzetta">Fernando Iazzetta</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), e o músico, compositor e crítico literário <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-miguel-wisnik">José Miguel Wisnik</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). O moderador foi o crítico e historiador de arte e curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff">Paulo Herkenhoff</a>, também titular da cátedra.</p>
<p>Schipper relatou sua trajetória intelectual e como artista, da reprovação no vestibular para a Escola Nacional de Belas Artes e a posterior formação em física ao período em que esteve como artista residente do Impa e ao interesse na recriação de células artificias para examinar como é o seu comportamento.</p>
<p>Os trabalhos de Schipper parecem sintetizar o objetivo central da jornada de encontros, pois são um constante diálogo entre arte e ciências, com ênfase em investigações - a partir de suas obras - sobre a natureza abstrata do tempo e a experiência subjetiva dele, biologia sintética, telecomunicações ao longo da história, efeitos da ondas de luz nas ondas cerebrais e condições primordiais para o surgimento da vida.</p>
<p>A música e os sons em geral também são uma preocupação de seus trabalhos, como no caso da sonoridade subjacente à história de objetos antigos de comunicação, telecomunicação e deslocamento (telégrafos, elevadores). Para ele, “a memória do som parece ser mais forte que a memória visual”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:650px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/otavio-schipper-jose-miguel-wisnik-paulo-herkenhoff-vitor-guerra-rolla-leopold-nosek-e-fernando-iazzetta/image" alt="Otávio Schipper, José Miguel Wisnik, Paulo Herkenhoff, Vitor Guerra Rolla, Leopold Nosek e Fernando Iazzetta" title="Otávio Schipper, José Miguel Wisnik, Paulo Herkenhoff, Vitor Guerra Rolla, Leopold Nosek e Fernando Iazzetta" height="242" width="650" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:650px;">Os participantes do 6º encontro da jornada foram (a partir da esq.): Otávio Schipper, José Miguel Wisnik, Paulo Herkenhoff (moderador), Vitor Guerra Rolla, Leopold Nosek e Fernando Iazzetta</dd>
</dl></p>
<p><strong>Fractalidade</strong></p>
<p>No caso de Rolla, a música é o principal tema das pesquisas que realiza no Impa. Sua preocupação é investigar a possível fractalidade da música, hipótese inicialmente levantada por pesquisadores nos anos 80 tendo como referência a geometria fractal desenvolvida por Benoît de Mandelbrot (1924-2010).</p>
<p>Segundo ele, muitos trabalhos científicos em matemática e física tentaram provar a existência de autossimilaridade - característica principal dos fractais – na música, mas não tinham uma fundamentação matemática relevante. Os estudos de Rolla basearam-se em música erudita e chegaram à conclusão que nem todas as peças tem natureza fractal.</p>
<p>Seu trabalho mais recente envolve codificação ao vivo, “um novo tipo de arte performática em que alguém programa todos os sons a serem executados a partir de quatro ondas básicas”.</p>
<p>A experimentação em música também foi tema da exposição de Iazzetta, que coordena o NuSom – Núcleo de Pesquisas em Sonologia (NuSom) da USP. Apesar de utilizar recursos tecnológicos digitais e analógicos para o trabalho com música e sonoridade em geral, o núcleo tem um posicionamento crítico em relação à tecnologia, pois considera importante levar em conta as contingências a que seus trabalhos estão sujeitos, afirmou.</p>
<p>Existe um pensamento mais ou menos homogêneo sobre a experimentação em música/sonoridade produzido nos grandes centros internacionais, na opinião do pesquisador. O núcleo começou a pensar de que maneira poderia contribuir com as discussões e chegou à conclusão que deveria incorporar os problemas de execução externos ao grupo. “A precariedade passou a ‘povoar’ nossas pesquisas.”</p>
<p>Iazzetta especificou que o trabalho experimental em música do núcleo tem motivação ética e estética. O estímulo de natureza ética é produzir conhecimento na universidade em vez de reproduzir procedimentos canônicos ancorados na tradição musical dos séculos 18 e 19.</p>
<p>Do ponto de vista estético a preocupação é confrontar a tradição - a partir da reflexão epistemológica e sobre discursos socioculturais - com as práticas musicais experimentais, de forma a rastrear a interseção da música com o nascimento da ciência moderna e o desenvolvimento da modernidade a partir do século 16.</p>
<p>Para o fato de o núcleo se definir como de sonologia, Iazzetta explicou que na música há disciplinas consolidadas, que "observam" sua prática a partir de preceitos da própria música. Não é o caso da sonologia, segundo ele, pois esta “olha para fora, observa como a música se relaciona com aspectos sociais, com a acústica e várias outros questões”.</p>
<p>Da memória de sons e da fractalidade e experimentalismo em música, o encontro passou, na exposição de Wisnik, à consideração da voz como instrumento musical, não só no canto, mas também fala.</p>
<p>“Quando falamos, a matéria sonora tem os mesmos parâmetros da música: duração, altura, intensidade, timbre e ataque”. Ao falar desses parâmetros, Wisnik exemplificou com sua própria fala no momento de cada explicação.</p>
<p>Para ele, as características da fala se relacionam de maneira difusa com a música, física e psicanálise, outros temas abordados no encontro. “Em tudo isso há o que temos consciência e o que nos escapa.” Ao mesmo tempo, ao ouvir alguém falar, “recebemos muitas informações sobre a pessoa, como idade, classe social, história pessoal e estado de vida”.</p>
<p><strong>Inconsciente</strong></p>
<p>Com a exposição de Nosek, “o que nos escapa” – como disse Wisnik – na arte, na ciência e em suas conexões teve a oportunidade de uma ponderação psicanalítica. Ele comparou a transformação da psicanálise, que passou da interpretação dos sonhos ao exame do inconsciente, ao fim da sonata, "que possui um tema dominante, um segundo tema e termina com a síntese entre os dois", substituída pela música atonal.</p>
<p>Os sonhos são uma síntese entre o desejo e a proibição e "demandam uma sensação de êxito", explicou Nosek. A interpretação dos sonhos continua na psicanálise, mas é preciso saber "como se chegou ao sonho, como aquela representação se construiu, e esse trajeto interessa às artes, à cultura".</p>
<p>A teorização psicanalítica deve se dar não pela revelação de conceitos, mas pela identificação de correspondências, afirmou o psicanalista. "É uma tentativa de metaforizar as profundidades da alma humana, algo que os artistas fazem o tempo todo."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-05T15:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-genero-sexualidade">
    <title>A arte como meio de reflexão sobre corpo, gênero e sexualidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/arte-genero-sexualidade</link>
    <description>"Arte, Gênero, Sexualidade - As Perspectivas do Pensamento Teórico" foi o tema do 13º encontro da "Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Genero, Neocolonialismo e Espaço Sideral", no dia 31 de outubro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-encontro-arte-genero-sexualidade-31-10-2019/image" alt="Mesa encontro 'Arte, Gênero, Sexualidade' - 31/10/2019" title="Mesa encontro 'Arte, Gênero, Sexualidade' - 31/10/2019" height="247" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Mesa contou com artistas, curador, psiquiatra e psicanalista</dd>
</dl></p>
<p>"No plano da micropolítica do desejo, resistir é justamente se libertar de padrões genéricos e a subjetividade tolerar os momentos de crise, para que o desejo gere novas formas de viver", segundo a psicanalista Suely Rolnik, participante do encontro <i>Arte, Gênero, Sexualidade - As Perplexidades do Pensamento Teórico</i>, realizado no dia 31 de outubro e integrante da <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a>.</p>
<p class="documentFirstHeading">Além dela, foram expositores no evento o curador e ativista<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-altmayer">Guilherme Altmayer</a> (PUC-RJ), a fotógrafa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernanda-magalhaes">Fernanda Magalhães</a> (UEL), a artista visual <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elle-de-bernardini">Élle de Bernardini</a> e o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jair-de-jesus-mari">Jair de Jesus Mari</a>. A moderadora foi a biomédica<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a>, titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura de Ciência,</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-13-e-14-das-jornada" class="external-link">Questões de gênero, sexualidade e formação social do Brasil estarão em debate em jornada</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/arte-genero-sexualidade-as-perplexidades-do-pensamento-teorico" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-genero-sexualidade-as-perplexidades-do-pensamento-teorico-31-de-outubro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Guilherme Altmayer, doutorando em design na PUC-RJ, falou das atividades artísticas que desenvolve tendo por referência a cultura LGBTQI. Hoje aos 47 anos, afirmou que só assumiu sua homossexualidade aos 30 anos e que as práticas artísticas foram um processo que pouco a pouco lhe trouxe uma "cura" para a sua própria questão do corpo.</p>
<p>Uma de suas curadorias, em parceria com Pablo León de la Barra, foi da exposição "<a class="external-link" href="https://despina.org/os-corpos-sao-as-obras/">Os Corpos São as Obras</a>" (2017), na cidade do Rio de Janeiro. A mostra promoveu várias atividades e propôs um "<span style="text-align: justify; ">diálogo entre algumas propostas dos anos 1970 e 1980 e uma geração de artistas e ativistas no Rio de Janeiro de hoje, trabalhando e repensando a ideia dos corpos-obra e obras-corpo como ferramenta política para desestabilizar normas e discursos hegemônicos", de acordo com texto de apresentação da mostra escrito por Altmayer.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Ele foi um dos participantes da exposição Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", interrompida em setembro de 2017, pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, diante da pressão de grupos que consideraram as obras apologia à pedofilia, zoofilia e blasfêmia. Depois, a ida da mostra para o Museu de Arte do Rio (MAR) foi vetada pelo prefeito Marcelo Crivella. Finalmente, em agosto de 2018, o Queermuseu foi inaugurado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, graças à mobilização da comunidade artística, que arrecadou R$ 1 milhão com a venda de obras de arte e show de Caetano Veloso.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-altmayer-31-10-2019/image" alt="Guilherme Altmayer - 31/10/2019" title="Guilherme Altmayer - 31/10/2019" height="350" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Guilherme Altmayer</dd>
</dl><strong>Movimento</strong></span></p>
<p>Para Altmayer, existe um movimento nesta década que ainda precisa ganhar um nome. "De 2012 a 2018, houve mais de 50 encontros ou mostras. "Mas 2019 está sendo uma incógnita, pois 90% dessas atividades acontecem em espaços alternativos, que estão com pouca verba. Há o risco de tudo evaporar."</p>
<p>No final de sua exposição, Altmayer apresentou o vídeo “<a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=dbJG0uLU_oc">Casa do Corpo Nu Luz del Fuego - Desde 1954</a>”, que realizou em 2015. O trabalho retrata o abandono atual da Ilha do Sol, na Baia de Guanabara, onde Luz del Fuego (Dora Vivacqua, 1917-1967), uma das homenageadas pelo encontro, implantou a primeira colônia naturista do Brasil. As imagens são entremeadas com cenas do documentário "<a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=B78W49xdWos">A Nativa Solitária: Luz del Fuego e os Adeptos de sua Colônia de Nudismo"</a> (1954), de Francisco de Almeida Fleming, que trata da carreira da dançarina e naturista e de sua colônia.</p>
<p>A dançarina, stripper e naturista Luz del Fuego (1917-1967), cujo nome era Dora Vivacqua, e a escritora, jornalista e tradutora Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962), foram as homenageadas no encontro pelo que representaram do ponto de vista feminista e libertário.</p>
<p>O próprio corpo é referência para o trabalho artístico de Fernanda Magalhães, que o utiliza em performances, fotos e vídeos. Ela se define como artista, performer, ativista, gorda, feminista, fotógrafa e professora (da Universidade Estadual de Londrina).</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fernanda-magalhaes-31-10-2019/image" alt="Fernanda Magalhães - 31/10/2019" title="Fernanda Magalhães - 31/10/2019" height="350" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Fernanda Magalhães</dd>
</dl></p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>"Meus trabalhos partem do meu corpo de mulher gorda. Nunca tive problemas com meu corpo. O trabalhou surgiu de meu inconformismo com o discurso que trata o corpo da mulher gorda como um corpo que não deve existir."</p>
<p>Durante sua exposição, Fernanda apresentou diversas imagens sobre suas performances e outros trabalhos, detalhando suas motivações e o encadeamento entre as várias séries, produzidas no Brasil e no exterior.</p>
<p><strong>Performance</strong></p>
<p>O encontro teve uma performance de Élle de Bernardini, na qual ela caminhou de forma ritualística e portando um espelho de mesa do fundo do auditório até a mesa dos expositores, onde se sentou e passou a representar uma mulher trans retirando com uma pinça pelos da barba.</p>
<p>Durante toda a apresentação, ouviu-se uma narração gravada por ela com dados sobre assassinatos de travestis e transsexuais e outras violências homofóbicas e sobre as dificuldades que a comunidade LGBTQI encontra para viver plenamente em todas as esferas sociais.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/elle-de-bernardini-performance-31-10-2019/image" alt="Élle de Bernardini - Performance - 31/10/2019" title="Élle de Bernardini - Performance - 31/10/2019" height="350" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Élli de Bernardini durante performance</dd>
</dl></p>
<p>Para ela, que é uma mulher trans, o momento é de crise do modelo do homem branco e eurocêntrico. "Mas a partir da crise surge uma revolução", afirmou, comparando a situação atual com as crises da ciência que antecedem as revoluções científicas, de acordo com o historiador e filósofo da ciência Thomas Kuhn, autor de "A Estrutura das Revoluções Científicas".</p>
<p>Élle defende a instauração de uma sociedade contrassexual, como definida pelo filósofo transgênero Paul Beatriz Preciado. "A coisa mais bela é que não haveria mais homem e mulher, só corpos, corpos falantes, indiferentes de identificação."</p>
<p>Jair de Jesus Mari, chefe do <span style="text-align: justify; ">Departamento de Psiquiatria Universidade Federal de São Paulo, concordou com Élle de que "somos corpos falantes" e afirmou não haver níveis precisos de indicadores biológicos que possam definir se alguém é homem ou mulher, dada a variabilidade de fatores como a quantidade de hormônios sexuais a cada momento num organismo, a conformação genital e a presença de pares de cromossomos XX (femininos) em homens e XY (masculinos) em mulheres.</span></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jair-de-jesus-mari-31-10-2019/image" alt="Jair de Jesus Mari - 31/10/2019" title="Jair de Jesus Mari - 31/10/2019" height="350" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Jair de Jesus Mari</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: left; ">Mari destacou que a própria psiquiatria tem passado por grandes transformações nas últimas décadas em relação às questões de gênero e opção sexual. O homossexualismo deixou de ser considerado doença em 2003 e qualquer tipo de relação sexual consensual está fora do espectro de manifestações de distúrbios mentais, segundo o psiquiatra.</p>
<p>Ele também apresentou dados de pesquisa realizada pela Unifesp em São Paulo e no Rio de Janeiro sobre a saúde mental das mulheres em grandes cidades. De acordo com o levantamento, há um nível elevado de depressão entre elas - um quinto apresentará pelo menos um caso durante a vida -, além disso, 10% das mulheres apresentam sequelas importantes de traumas relevantes. "As mulheres estão mais vulneráveis a apresentar problemas de saúde mental."</p>
<p>Diante desses dados e considerando outros indicadores, como o aumento no número de suicídios entre meninas de 15 a 19 anos e de casos de feminicídio e quase um milhão de abortos por ano, Mari questionou se na sociedade moderna homens e mulheres estão se tornando mais iguais ou mais diferentes.</p>
<p><strong>Negação do outro</strong></p>
<p>Para Suely Rolnik, que além de psicanalista é crítica de arte e cultura, curadora e professora da PUC-SP, permaneceu na formação da cultura a negação da existência do outro, que é apenas "um objeto a serviço do meu gozo e da minha acumulação de capital e narcísica: é algo que não me diz respeito e está lá para ser abusado para meu gozo".</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/suely-rolnik-31-10-2019/image" alt="Suely Rolnik - 31/10/2019" title="Suely Rolnik - 31/10/2019" height="350" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Suely Rolnik</dd>
</dl></p>
<p>Segundo ela, "o outro é algo externo a mim sobre o qual eu projeto interpretações, mas outra dimensão é a de nossas experiências como viventes, na qual apreendemos estados de força do mundo que produzem efeitos no nosso corpo".</p>
<p>O sujeito utiliza os códigos de como pensar e agir e ao mesmo tempo é afetado pelas forças do mundo social, que produzem um estranhamento em seu corpo, de acordo com a psicanalista.</p>
<p>Para ela, isso é vivido como algo muito ruim, "mas talvez seja a experiência mais preciosa da vida", pois significa que a vida está "tocando um sinal de alarme e isso provoca o desejo, para que seja recuperado o equilíbrio". O que vai variar são as políticas de desejo frente a esse alarme vital, afirmou.</p>
<p>É possível definir qual a política de desejo predominante num regime, "mas essa política está totalmente silenciada atualmente", disse. "Ainda assim, o desejo vai agir para recuperar o equilíbrio. O sujeito via avaliar de forma básica: estão me amando ou não?"</p>
<p>Se a resposta for negativa, '"vou pensar que alguém é culpado: eu ou o outro". Se o sujeito se considera o culpado, seu desejo vai para o consumo, não só de coisas, mas também de discursos, "para recompor seu controle sobre o próprio discurso". No caso de considerar que a culpa é do outro, o sujeito vai projetar todo seu mal-estar nesse outro, disse Rolnik. "Todos os governos totalitários usaram isso no que difere de um padrão genérico."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sexualidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Gênero</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-06T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa">
    <title>100 anos da Revolução Russa é tema da revista 'Estudos Avançados' 91</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa</link>
    <description>A revista "Estudos Avançados" 91 dedica seu dossiê principal ao centenário da Revolução Russa; "Urbanismo, Sociedade e Cultura" e "Psicanálise e Cultura" são os outros dossiês da edição. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-91" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 91" /></p>
<p>Ao longo de grande parte do século 20, "não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora" que se formou na Rússia em 1917, na opinião de Bruno Barreto Gomide, professor de literatura russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>Vários aspectos da história cultural, política e social da Revolução Russa são analisados em dossiê organizado por Gomide para a edição 91 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês.</p>
<p>Com contribuições de pesquisadores do Reino Unido, Brasil e Argentina, o dossiê "Centenário da Revolução Russa" é constituído de uma parte dedicada à esfera da cultura, das ideias e da arte e outra voltada à história política e social da revolução.</p>
<p>No primeiro bloco, Galin Tihanov, do Queen Mary College da Universidade de Londres, trata de temas da história intelectual russo-soviética "pouco frequentados pelos estudiosos brasileiros", segundo Gomide, tais como as teorias da linguagem e o eurosianismo, além de propor uma redefinição do lugar de correntes intelectuais como o marxismo e o eslavofilismo no decorrer do período soviético. Evgeny Dobrenko, da Universidade de Sheffield, comenta a história das instituições artísticas e culturais soviéticas e faz uma leitura crítica da implantação e do significado do realismo socialista. Andrea Gullotta, da Universidade de Glasgow, traça um panorama circunstanciado da literatura produzida no gulag, complexo de campos de concentração soviéticos.</p>
<p>A segunda parte do dossiê abre-se com um balanço de Martín Baña, da Universidade de Buenos Aires, sobre as principais correntes historiográficas a respeito dos aspectos político-sociais da revolução, como é caso da "sovietologia política da Guerra Fria, da contribuição fundamental oferecida pela vertente revisionista da história social dos anos 1970 em diante e da 'virada cultural', que constitui uma veia forte dos estudos recentes". O dossiê termina com artigos de Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, e Lincoln Secco, da FFLCH-USP, sobre alguns momentos-chave dos ciclos revolucionários de 1905 e 1921.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>"Urbanismo, Sociedade e Cultura" é o tema do segundo conjunto de textos de "Estudos Avançados" 91. O dossiê foi organizado pelo arquiteto e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake e atual titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Instituto Itaú Cultural.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017" class="external-link">Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para a constituição desse bloco temático, o pressuposto de partida foi considerar que a discussão sobre as cidades brasileiras "poderia e deveria" permear-se pelo contato entre o urbanismo e diferentes campos do conhecimento, segundo Ohtake.</p>
<p>Esse é a razão de os ensaios explorarem "as possibilidades de reflexão históricas e críticas acerca dos campos do urbanismo, da arte e da cultura", a partir de quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Esses quatro temas caracterizam, respectivamente, os artigos de Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.</p>
<p><strong>Psicanálise</strong></p>
<p>Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, o terceiro dossiê da edição, intitulado “Psicanálise e Cultura”, com artigos de Nelson da Silva Junior, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra, “ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura”.</p>
<p>Os artigos discutem: a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura; as narrativas de sofrimento na literatura brasileira dos anos 2010; as implicações políticas dos conceitos de transferência, ato analítico e destituição subjetiva tais como elaboradas por Jacques Lacan a partir dos anos 1960; e a possibilidade da determinação do caráter simbólico dos processos identitários de gênero a partir de constituição de grupos e políticas de alianças.</p>
<p>A edição conta ainda com outros seis textos: depoimento da antropóloga Betty Mindlin sobre Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP, morta em 10 de julho; artigo sobre engenharia de sistemas complexos; uma análise de indicadores de adoecimento no magistério superior em função da sobrecarga de trabalho; e resenhas dos livros “Should We Fear Russia”, de Dmitri Trenin, “O Mundo Sitiado – A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial”, de Murilo Marcondes, e “Desdizer e antes”, de Antonio Carlos Sechin.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 91, 306 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<h3><span>Sumário da edição</span></h3>
<p><strong>Centenário da Revolução Russa</strong></p>
<ul>
<li>1917-2017 e depois - <i>Bruno Barreto Gomide</i></li>
<li>Filosofia e Pensamento Social Russo: Continuidade depois da Revolução de Outubro - <i>Galin Tihanov</i></li>
<li>A Cultura Soviética entre a Revolução e o Stalinismo - <i>Evgeny Dobrenko</i></li>
<li>O Gulag e a Literatura do Gulag - <i>Andrea Gullotta</i></li>
<li>Como Narrar a História da Revolução Russa no seu Centenário? - <i>Martín Baña</i></li>
<li>As Revoluções Russas e a Emergência do Socialismo Autoritário - <i>Daniel Aarão Reis</i></li>
<li>O Centenário da Revolução Russa - <i>Lincoln Secco</i></li>
</ul>
<p><strong>Urbanismo, Sociedade e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>A Cultura na Cidade - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Incursões e Diálogos pelo Berço do Humano (Ou sobre Quando a Arquitetura Liberta a Cidade) - <i>Daniel Corsi</i></li>
<li>Da Minha Janela Vejo o Mundo Passar: Lima Barreto, o Centro e os Subúrbios - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li>Por uma Estética Radicante: Deslocamento, Experiência e Cidade - <i>Priscyla Gomes</i></li>
<li>O Rio, a Inundação e a Cidade. A Várzea do Tietê como Situação Crítica - <i>Nelson Brissac Peixoto</i></li>
</ul>
<p><strong>Psicanálise e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>Um Ponto Cego de "O Mal-Estar na Cultura": A Ciência na Era da "Instalação" - <i>Nelson da Silva Junior</i></li>
<li>Mal-Estar na Literatura Brasileira Contemporânea - <i>Christian Ingo Lenz  Dunker</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Lacan, Revolução e Liquidação da Transferência: A Destituição Subjetiva como Protocolo de Emancipação Política - <i>Vladimir Safatle</i></li>
<li>O Gênero entre a Lei e a Norma - <i>Pedro Ambra</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Engenharia de Sistemas Complexos - José Roberto Castilho Piqueira e Sérgio Mascarenhas de Oliveira</li>
<li>Psicodinâmica do Trabalho e Riscos de Adoecimento no Magistério Superior - Celina Hoffmann, Roselaine Ruviaro Zanini, Gilnei Luiz de Moura, Vânia Medianeira Flores Costa e Emanuelly Comoretto</li>
</ul>
<p><strong>Depoimento</strong></p>
<ul>
<li>Ecléa Bosi, a Grande Amiga - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Relações entre Estados Unidos e Rússia Hoje - <i>Lenina Pomeranz</i></li>
<li>A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial - <i>Betina Bischof</i></li>
<li>A Dita do Desdito - <i>Marcos Pasche</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revolução Russa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-18T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa">
    <title>100 anos da Revolução Russa é tema da revista 'Estudos Avançados' 91</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa</link>
    <description>A revista "Estudos Avançados" 91 dedica seu dossiê principal ao centenário da Revolução Russa; "Urbanismo, Sociedade e Cultura" e "Psicanálise e Cultura" são os outros dossiês da edição. </description>
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<p>Ao longo de grande parte do século 20, "não houve região ou indivíduo que não tivesse a vida atingida pela nuvem de sonho e pólvora" que se formou na Rússia em 1917, na opinião de Bruno Barreto Gomide, professor de literatura russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>Vários aspectos da história cultural, política e social da Revolução Russa são analisados em dossiê organizado por Gomide para a edição 91 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês.</p>
<p>Com contribuições de pesquisadores do Reino Unido, Brasil e Argentina, o dossiê "Centenário da Revolução Russa" é constituído de uma parte dedicada à esfera da cultura, das ideias e da arte e outra voltada à história política e social da revolução.</p>
<p>No primeiro bloco, Galin Tihanov, do Queen Mary College da Universidade de Londres, trata de temas da história intelectual russo-soviética "pouco frequentados pelos estudiosos brasileiros", segundo Gomide, tais como as teorias da linguagem e o eurosianismo, além de propor uma redefinição do lugar de correntes intelectuais como o marxismo e o eslavofilismo no decorrer do período soviético. Evgeny Dobrenko, da Universidade de Sheffield, comenta a história das instituições artísticas e culturais soviéticas e faz uma leitura crítica da implantação e do significado do realismo socialista. Andrea Gullotta, da Universidade de Glasgow, traça um panorama circunstanciado da literatura produzida no gulag, complexo de campos de concentração soviéticos.</p>
<p>A segunda parte do dossiê abre-se com um balanço de Martín Baña, da Universidade de Buenos Aires, sobre as principais correntes historiográficas a respeito dos aspectos político-sociais da revolução, como é caso da "sovietologia política da Guerra Fria, da contribuição fundamental oferecida pela vertente revisionista da história social dos anos 1970 em diante e da 'virada cultural', que constitui uma veia forte dos estudos recentes". O dossiê termina com artigos de Daniel Aarão Reis, da Universidade Federal Fluminense, e Lincoln Secco, da FFLCH-USP, sobre alguns momentos-chave dos ciclos revolucionários de 1905 e 1921.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>"Urbanismo, Sociedade e Cultura" é o tema do segundo conjunto de textos de "Estudos Avançados" 91. O dossiê foi organizado pelo arquiteto e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake e atual titular da <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o Instituto Itaú Cultural.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
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</th>
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</tbody>
</table>
<p>Para a constituição desse bloco temático, o pressuposto de partida foi considerar que a discussão sobre as cidades brasileiras "poderia e deveria" permear-se pelo contato entre o urbanismo e diferentes campos do conhecimento, segundo Ohtake.</p>
<p>Esse é a razão de os ensaios explorarem "as possibilidades de reflexão históricas e críticas acerca dos campos do urbanismo, da arte e da cultura", a partir de quatro eixos temáticos: a construção da cidade; a dimensão histórica da ação humana na cidade; a cidade como síntese do conhecimento; e o futuro da cidade brasileira. Esses quatro temas caracterizam, respectivamente, os artigos de Daniel Corsi, Lilia Moritz Schwarcz, Priscyla Gomes e Nelson Brissac Peixoto.</p>
<p><strong>Psicanálise</strong></p>
<p>Segundo o editor da revista, Alfredo Bosi, o terceiro dossiê da edição, intitulado “Psicanálise e Cultura”, com artigos de Nelson da Silva Junior, Christian Ingo Lenz Dunker, Vladimir Safatle e Pedro Ambra, “ilustra a amplitude das interações entre a psicanálise e a cultura, confirmando a fecundidade dos métodos psicanalíticos aplicados às ciências humanas e à literatura”.</p>
<p>Os artigos discutem: a alteração do lugar e do funcionamento social da ciência na cultura; as narrativas de sofrimento na literatura brasileira dos anos 2010; as implicações políticas dos conceitos de transferência, ato analítico e destituição subjetiva tais como elaboradas por Jacques Lacan a partir dos anos 1960; e a possibilidade da determinação do caráter simbólico dos processos identitários de gênero a partir de constituição de grupos e políticas de alianças.</p>
<p>A edição conta ainda com outros seis textos: depoimento da antropóloga Betty Mindlin sobre Ecléa Bosi, professora emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP, morta em 10 de julho; artigo sobre engenharia de sistemas complexos; uma análise de indicadores de adoecimento no magistério superior em função da sobrecarga de trabalho; e resenhas dos livros “Should We Fear Russia”, de Dmitri Trenin, “O Mundo Sitiado – A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial”, de Murilo Marcondes, e “Desdizer e antes”, de Antonio Carlos Sechin.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 91, 306 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<hr />
<h3><span>Sumário da edição</span></h3>
<p><strong>Centenário da Revolução Russa</strong></p>
<ul>
<li>1917-2017 e depois - <i>Bruno Barreto Gomide</i></li>
<li>Filosofia e Pensamento Social Russo: Continuidade depois da Revolução de Outubro - <i>Galin Tihanov</i></li>
<li>A Cultura Soviética entre a Revolução e o Stalinismo - <i>Evgeny Dobrenko</i></li>
<li>O Gulag e a Literatura do Gulag - <i>Andrea Gullotta</i></li>
<li>Como Narrar a História da Revolução Russa no seu Centenário? - <i>Martín Baña</i></li>
<li>As Revoluções Russas e a Emergência do Socialismo Autoritário - <i>Daniel Aarão Reis</i></li>
<li>O Centenário da Revolução Russa - <i>Lincoln Secco</i></li>
</ul>
<p><strong>Urbanismo, Sociedade e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>A Cultura na Cidade - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Incursões e Diálogos pelo Berço do Humano (Ou sobre Quando a Arquitetura Liberta a Cidade) - <i>Daniel Corsi</i></li>
<li>Da Minha Janela Vejo o Mundo Passar: Lima Barreto, o Centro e os Subúrbios - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li>Por uma Estética Radicante: Deslocamento, Experiência e Cidade - <i>Priscyla Gomes</i></li>
<li>O Rio, a Inundação e a Cidade. A Várzea do Tietê como Situação Crítica - <i>Nelson Brissac Peixoto</i></li>
</ul>
<p><strong>Psicanálise e Cultura</strong></p>
<ul>
<li>Um Ponto Cego de "O Mal-Estar na Cultura": A Ciência na Era da "Instalação" - <i>Nelson da Silva Junior</i></li>
<li>Mal-Estar na Literatura Brasileira Contemporânea - <i>Christian Ingo Lenz  Dunker</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Lacan, Revolução e Liquidação da Transferência: A Destituição Subjetiva como Protocolo de Emancipação Política - <i>Vladimir Safatle</i></li>
<li>O Gênero entre a Lei e a Norma - <i>Pedro Ambra</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Engenharia de Sistemas Complexos - José Roberto Castilho Piqueira e Sérgio Mascarenhas de Oliveira</li>
<li>Psicodinâmica do Trabalho e Riscos de Adoecimento no Magistério Superior - Celina Hoffmann, Roselaine Ruviaro Zanini, Gilnei Luiz de Moura, Vânia Medianeira Flores Costa e Emanuelly Comoretto</li>
</ul>
<p><strong>Depoimento</strong></p>
<ul>
<li>Ecléa Bosi, a Grande Amiga - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Relações entre Estados Unidos e Rússia Hoje - <i>Lenina Pomeranz</i></li>
<li>A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial - <i>Betina Bischof</i></li>
<li>A Dita do Desdito - <i>Marcos Pasche</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revolução Russa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-18T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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