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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 35.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-de-catedra-do-iea-rp-analisa-indicadores-educacionais-de-cidades-de-pe-e-pb">
    <title>Pesquisa de Cátedra do IEA-RP analisa indicadores educacionais de cidades de PE e PB</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-de-catedra-do-iea-rp-analisa-indicadores-educacionais-de-cidades-de-pe-e-pb</link>
    <description>Dados de Recife, Petrolina e Campina Grande integram trabalho que vai auxiliar o desenvolvimento de políticas públicas educacionais nesses municípios
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-c326dccf-7fff-6bbf-8dc3-bb01d260c8f8"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/polos/ribeirao-preto/noticias/vindajuliana.png"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/vindajuliana.png/@@images/d997c5b7-3d24-447a-b19e-be7d184f23e7.png" alt="vindajuliana.png" title="vindajuliana.png" height="265" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A pesquisadora da Cátedra, Juliana da Silva Dias, e o estagiário Leomar Silva</dd>
</dl>Para contribuir com a melhoria do aprendizado em escolas municipais das cidades de Recife (PE), Petrolina (PE) e Campina Grande (PB), pesquisadores da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira estão analisando indicadores educacionais utilizados no cálculo do Ideb para identificar padrões de comportamento entre elas. No início de novembro, a pesquisadora Juliana da Silva Dias, que é ligada à Cátedra, esteve em Ribeirão Preto reunida com a equipe de bolsistas e o titular, o professor Mozart Neves Ramos, para alinhar detalhes desse trabalho, que tem apoio da B3 Social.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ela, a análise inclui indicadores como o percentual de alunos com aprendizado adequado em Língua Portuguesa e Matemática, a nota média padronizada, além da distorção idade-série e do fluxo escolar, que não são analisados de forma isolada, mas sim dentro de um conjunto, por meio da técnica de análise de componentes principais. Essa técnica, já utilizada em outras pesquisas da Cátedra, transforma matrizes compostas pelos resultados das escolas de uma rede e por um determinado número de indicadores em gráficos bidimensionais que extraem o máximo de informações capazes de explicar a variância dos dados.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Estamos levando em consideração nessa pesquisa todas as escolas que tiveram divulgadas as informações desses indicadores para os anos iniciais do Ensino Fundamental em 2017 e 2019. Assim, faremos uma análise estatística multivariada de componentes principais para estabelecer padrões de desempenho escolar. Com base especialmente nos gráficos bidimensionais de componentes principais e nos coeficientes de variação, será possível estabelecer padrões de desempenho escolar e de heterogeneidade nas escolas municipais consideradas no estudo”, diz.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Embora os dados utilizados já estejam disponíveis de forma organizada para acesso pelos gestores em plataformas como o QEdu Gestão, Juliana destaca que o tratamento dado neste trabalho permitirá ao gestor entender melhor o contexto e tirar conclusões mais apuradas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Começamos com as análises das componentes principais e vamos aprofundar esses estudos por meio da inclusão de novas variáveis e também levando para uma regressão, um modelo matemático que ajude a entender comportamentos e, sobretudo, a examinar a relação entre duas ou mais variáveis. Aprendendo esse comportamento, a ideia é que isso possa contribuir com a gestão pública, com o desenvolvimento de políticas públicas para a educação”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Embora ainda não esteja finalizada, Juliana ressalta que a pesquisa está bem encaminhada e já tem despertado interesse dos gestores das cidades, que estão em contato com a Cátedra para estabelecer futuras parcerias.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas públicas educacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Aprendizagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-12-06T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-com-rede-municipal-de-sao-paulo-busca-reduzir-desigualdade-educacional">
    <title>Pesquisa com rede municipal de São Paulo busca reduzir desigualdade educacional</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-com-rede-municipal-de-sao-paulo-busca-reduzir-desigualdade-educacional</link>
    <description>Parceria entre Secretaria de Educação e Cátedra Sérgio Henrique Ferreira foi foco de diálogo em evento on-line da Fapesp e Instituto do Legislativo Paulista</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>[Texto de Marília Rocha - Assessoria de Comunicação da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</i></p>
<p><i></i><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/polos/ribeirao-preto/noticias/ciclo800.png"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/ciclo800.png/@@images/2dc6de29-5939-4b97-8bee-a3c92b29aefb.png" alt="ciclo800.png" title="ciclo800.png" height="265" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O secretário municipal de Educação de São Paulo, Fernando Padula, o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, Carlos Américo Pacheco, e o titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, Mozart Neves Ramos, durante o evento. Crédito: Daniel Antonio/ Agência Fapesp</dd>
</dl>Para reduzir a desigualdade educacional na rede paulistana, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo está contando com apoio técnico e análises personalizadas por meio de parceria com a Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP. O objetivo é estabelecer um trabalho conjunto para identificar fatores que podem favorecer o desempenho escolar em condições diversas, e estabelecer medidas para a melhoria dos resultados de todos os estudantes.</span></p>
<p>As informações foram compartilhadas durante o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=y4a7H2C1Chg&amp;list=PLJT6hymwuEx-UmMgQ1YdLHx2OWCs36fdj&amp;index=39">Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, no dia 17 de março</a>. O encontro on-line faz parte de uma parceria entre o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para realização de eventos de divulgação científica dirigidos à sociedade, legisladores, gestores públicos e demais interessados.</p>
<p>No debate, Mozart Neves Ramos, titular da Cátedra, dialogou com o secretário Municipal de Educação de São Paulo, Fernando Padula, sobre a aplicação de uma metodologia baseada em dados e evidências para identificar e mensurar desigualdades nas redes de ensino. O projeto também está sendo desenvolvido em outros cinco municípios paulistas: Ribeirão Preto, Batatais, Cordeirópolis, Jundiaí e Francisco Morato. A iniciativa tem apoio da Fapesp e da Secretaria Estadual da Educação, no âmbito do Proeduca, programa de apoio à Educação Básica.</p>
<p>“Nós aplicamos uma técnica chamada de componentes principais, que toma um conjunto de cinco indicadores muito conectados com o desempenho escolar, e traduz esse problema matricial em um quadro bidimensional, facilitando a leitura. Além disso, desdobramos estas informações em mapas de georreferenciamento escolar, permitindo visualizar claramente como está o desempenho de cada escola e qual seu contexto”, explicou Mozart durante a conversa. “A gente só consegue ter uma ideia do tamanho da diferença entre escolas numa mesma região se a gente conseguir traduzir esses dados. Sem isso, muitas vezes o que acontece: fazemos uma única política para melhorar o desempenho escolar numa rede muito desigual! Se a gente levar a mesma solução para situações muito diferentes, a gente não vai conseguir um avanço equânime”, afirmou.</p>
<p>De acordo com o titular da Cátedra, ao identificar as desigualdades é possível desenhar ações concretas mais eficientes. Para o secretário Fernando Padula, a partir da análise das evidências é possível buscar um equilíbrio entre medidas universais e outras, personalizadas. “Algumas medidas você tem que garantir de forma universal, como ter professores bem formados, plano de carreira, materiais de qualidade. Mas também precisamos ter um olhar customizado, conhecer nosso mapa de vulnerabilidade e adotar o que se precisa fazer para virar o jogo nas unidades com maiores dificuldades. Para isso, é preciso primeiro ter as evidências, fazer cruzamentos e pensar um replanejamento local utilizando outras estratégias para reverter o déficit de aprendizagem”, defendeu Padula. “Se você não tiver informação, vai ficar na tentativa e erro, e vai tropeçar. Por isso, esse trabalho da Cátedra é tão importante para a nossa rede municipal.”</p>
<p>Segundo o secretário, as análises que estão sendo realizadas mostram escolas que, em uma mesma condição socioeconômica, tiveram desempenhos muito diferentes. A partir disso, é possível investigar quais fatores podem estar influenciando os resultados. “Nas escolas com desempenho ainda não tão bom, o que podemos agregar? Tem tido alta rotatividade de profissionais? Como está a formação dos professores na unidade? O diretor mudou? Tem características que podemos fortalecer na liderança escolar local?” detalhou, acrescentando que a rede desenvolveu, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, uma matriz de habilidades dos diretores escolares que pode complementar essa análise. “Esse diretor pode ter conhecimento administrativo, mas não tanto pedagógico, ou então tem os dois, mas faltam habilidades de relacionamento com a comunidade; nós podemos identificar e direcionar um processo formativo, por exemplo.”</p>
<p>Por outro lado, o trabalho também permite estimular o compartilhamento de boas práticas. “A gente encontra escolas com bom desempenho mesmo em uma região pouco favorável do ponto de vista socioeconômico. Tentar compreender o que essas escolas estão fazendo, e compartilhar com as demais unidades da mesma região pode nos ajudar a reduzir essas desigualdades. Fomentar um trabalho colaborativo entre as equipes dessas escolas é uma excelente forma de fazer a rede aprender com a própria rede”, defendeu Mozart. Segundo ele, há alguns anos, 60% da desigualdade escolar podia ser atribuída a questões socioeconômicas, mas atualmente isso mudou, e outros fatores estão sendo compreendidos no seu papel sobre o desempenho também.</p>
<p>De acordo com Padula, essas reflexões reforçam a importância de se fazer boas avaliações educacionais. “Nós podemos fazer críticas aos modelos de avaliação e debater melhorias, mas não dá para não fazer a avaliação. Deixar de avaliar é como querer curar uma febre quebrando o termômetro: você vai perder o instrumento de medida e vai ter menos precisão sobre qual é o caminho mais adequado para curar sua febre. Todos têm condição de aprender, mas você tem que usar as estratégias certas. Sem medida, a gente não vai saber como estão os alunos e onde precisam de mais atenção.”</p>
<p><span><strong>Desigualdades nas regionais de São Paulo</strong></span></p>
<p>Os levantamentos já realizados pelo Laboratório de Ciências de Dados em Educação da Cátedra analisaram os resultados de 2019 a 2023 de todas as escolas da rede municipal de São Paulo, nos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, totalizando mais de 700 mil estudantes. Os dados mostram que há grandes diferenças de desempenho entre as 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs), e também dentro de cada uma delas.</p>
<p>“Quando olhamos os dados, ficamos absolutamente perplexos. A gente já sabia que haveria certa desigualdade, mas não havia clareza sobre a dimensão que ela apresentaria. Agora, com evidências do desempenho global da rede e das características locais, a gente pode tomar medidas muito mais cirúrgicas que podem produzir resultados para o conjunto da rede”, afirmou Mozart. Segundo o estudo, as DREs com menor desigualdade são as de pior desempenho, ou seja, nas quais a maior parte dos alunos de diferentes escolas tem resultados abaixo do esperado. As regionais com desempenho médio são as que apresentam maiores desigualdades, ou seja, com uma maior distância entre os estudantes com resultados melhores e piores.</p>
<p>“Esse é o maior desafio da busca por qualidade com equidade. Não adianta melhorar a nota média de uma escola ou de uma regional, se for para melhorar para poucos. Nosso objetivo tem que ser a aprendizagem de qualidade para todos e, dentro desse desafio, temos que dar atenção particular à questão racial. Não podemos aceitar que estudantes pretos e pardos tenham menos oportunidades de aprendizagem do que os brancos”, reforçou Mozart. “A gente tem que fazer um grande esforço do ponto de vista da redução da desigualdade no aspecto racial. Nós só vamos ter equidade verdadeira quando pretos, pardos e brancos aprenderem com a mesma qualidade”, complementou Padula.</p>
<p>Por isso, a parceria com a Cátedra vai se desdobrar em outras ações ao longo do ano, em conjunto com a equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. A intenção é realizar debates sobre os dados com as próprias regionais, utilizando também indicadores locais, e gerar planos de ação para endereçar os desafios de forma coletiva. “Daí a relevância de iniciativas como o Proeduca, que estimulam a formação de massa crítica e a articulação entre a ciência, as políticas públicas e o chão da escola. Nós só vamos avançar na velocidade que a sociedade precisa se continuarmos a induzir políticas com base em evidência e voltadas para a qualidade da Educação Básica como um todo”, defendeu Mozart.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-04-07T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/parceria-com-catedra-da-usp-busca-melhorar-desempenho-e-reduzir-desigualdades-na-rede-municipal-de-sp">
    <title>Parceria com Cátedra da USP busca melhorar desempenho e reduzir desigualdades na rede municipal de SP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/parceria-com-catedra-da-usp-busca-melhorar-desempenho-e-reduzir-desigualdades-na-rede-municipal-de-sp</link>
    <description>Ações da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira integram projeto apoiado pela Fapesp que envolve uso de modelagem estatísticas e de ciências dos dados</description>
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<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><i>Texto de Marília Rocha - Assessoria de Comunicação da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome20240425T152617.377.png/@@images/99793042-9fd1-4c94-8d19-11a960f97d44.png" alt="" class="image-left" title="" />Com o intuito de reduzir desigualdades e promover a melhoria na qualidade da aprendizagem dos estudantes de Ensino Fundamental, a </span><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-shf/"><span>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</span></a><span>, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, passou a apoiar a rede municipal de ensino de São Paulo. O projeto tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e envolve ações de formação, análise de dados e produção de ferramentas de acesso e utilização dos indicadores analisados.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Esta parceria vai possibilitar avanços importantes na aprendizagem escolar e na redução da desigualdade entre as regiões administrativas de educação da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo”, comentou Mozart Neves Ramos, titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira. </span><span>“O </span><a href="https://fapesp.br/16107/diretrizes-para-submissao-de-propostas-na-chamada-fapesp-no-ambito-do-programa-de-pesquisa-em-educacao-basica-proeduca-fapesp-seduc-sp"><span>Programa Proeduca</span></a><span> é uma iniciativa da Fapesp que visa apoiar a pesquisa em educação básica. O segredo do sucesso desse programa é a parceria com as Secretarias de Educação, facilitando a participação de professores e gestores como pesquisadores dos projetos”, afirmou o presidente da Fundação, Marco Antonio Zago.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Um dos resultados esperados é o aperfeiçoamento das políticas educacionais de São Paulo, visando melhorar os índices de desempenho com atenção especial às áreas mais desfavorecidas. Para isso, a equipe da Cátedra utilizará técnicas estatísticas e, a partir de informações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e de dados complementares que serão fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação, gerar um diagnóstico completo do município e de cada Diretoria Regional de Ensino (DRE).</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Além de observar o comportamento longitudinal de cada escola da rede municipal, a modelagem estatística que será utilizada pelos pesquisadores da Cátedra permite estabelecer um indicador de desigualdade escolar, mostrando quão distantes da média estão as escolas de cada Regional. A partir da leitura sobre um conjunto de cinco indicadores – taxa de aprovação, distorção idade-série (quantos estudantes têm dois ou mais anos de idade acima do esperado para cada série), nota padronizada da escola e o desempenho em Matemática e Língua Portuguesa -, o estudo identifica qual fator mais se relaciona com a desigualdade entre escolas.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Formação</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A apropriação e disseminação desse conhecimento pelos profissionais da rede municipal é fundamental para o fortalecimento de uma visão estratégica das características educacionais do município. Por isso, o segundo eixo do projeto será a oferta de um curso de aperfeiçoamento em análise de dados para a equipe técnica da Secretaria de Educação. Os profissionais indicados pelo município irão trabalhar com estudos estatísticos de sua própria Regional, utilizando as técnicas, ferramentas e programas desenvolvidos pela Cátedra. O objetivo é fortalecer as competências da própria equipe para gerar insights e ajudar os gestores na tomada de decisão com base em evidências.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Complementando esta frente, o terceiro eixo do projeto visa desenvolver produtos de utilização pública e amigável, disponibilizando a base de dados levantada por meio de uma plataforma online para consultas personalizadas. Até o final do ano, a equipe pretende também elaborar um aplicativo web de mapas georreferenciados, permitindo visualizar a correlação entre o desempenho escolar e as características socioeconômicas de cada região.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Em geral, informações educacionais estão dispersas em diferentes tabelas, formatos e padrões, muitas vezes considerados de difícil acesso e compreensão, mesmo para alguns membros de secretarias com as quais a Cátedra Sérgio Henrique Ferreira já realiza formações como essas. Ao apresentar os dados de forma intuitiva, a abordagem possibilita visualizar as disparidades, bem como destacar escolas que podem servir como referência.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Políticas públicas educacionais </b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O secretário municipal de Educação, Fernando Padula, destacou que essa parceria será fundamental para pensar e ampliar as políticas públicas que a SME desenvolve para fortalecimento das aprendizagens, como a distribuição de kits de experiências pedagógicas para</span><span> as escolas municipais de Ensino Fundamental com materiais que possibilitam a ampliação dos saberes por meio da investigação e pesquisa. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Para estimular a leitura, que é fundamental no processo de ensino aprendizagem, a SME também promove uma série de ações como a distribuição de livros para as unidades educacionais através do Programa Minha Biblioteca, com uma média de dois livros por estudante, para garantir o acesso a literatura e permitir que os estudantes componham seus acervos literários pessoas, além da ampliação do acervo das Salas de Leituras nas unidades. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Buscando fortalecer os momentos formativos e de estudo nas unidades educacionais, foram adquiridos diversos exemplares de livros pedagógicos e de conhecimento específicos das áreas, clássicos e os mais atuais, para estudo dos educadores. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Essa parceria chega para ampliar e somar esforços para ampliação e desenvolvimento de políticas públicas, considerando a realidade e particularidade de cada região. Reflete o comprometimento da SME e da Cátedra com a melhoria da equidade e garantia do direito de aprendizagem dos nossos estudantes”, destacou Padula. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Projeto em expansão</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo representa uma expansão das atividades da Cátedra, que desde 2023 implementa ações semelhantes com outros cinco municípios do interior de São Paulo: Ribeirão Preto, Jundiaí, Batatais, Cordeirópolis e Francisco Morato. Contando também com apoio da Fapesp, o projeto inicial tinha foco nos anos iniciais do Ensino Fundamental e tem como propósito fortalecer uma cultura de trabalho tomando por base o uso de evidências e pesquisas para a melhoria da aprendizagem escolar.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Os municípios participantes já receberam relatórios individualizados e dois módulos de formação de técnicos, e o projeto demonstra que a técnica utilizada é útil para tratar dos desafios educacionais multidimensionais e para ampliar o autoconhecimento das redes de maneira sistêmica.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-25T19:00:41Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/para-especialista-novo-enem-deveria-se-espelhar-no-pisa">
    <title>Para especialista, novo Enem deveria se espelhar no Pisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/para-especialista-novo-enem-deveria-se-espelhar-no-pisa</link>
    <description>Titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna no IEA-RP, Maria Helena Guimarães de Castro explica ao USP Analisa que primeira etapa da avaliação deveria ter questões apoiadas nas tecnologias </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-8a3dad3f-7fff-0f2e-09c2-faa1cbf7d1cc"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome73.png/@@images/dc33abba-1c41-4437-a910-28efeb30c6f2.png" alt="" class="image-left" title="" />As mudanças trazidas pela implantação do Novo Ensino Médio geraram a necessidade de repensar também o Enem. O futuro desse exame, que avalia os estudantes na etapa final do Ensino Básico, tem provocado uma série de debates entre especialistas. O USP Analisa conversou sobre esse tema com a professora Maria Helena Guimarães de Castro, que é a titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional, sediada no Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ela, o ideal seria aplicar uma prova que avalie a formação geral básica para todos e, conforme o Ministério da Educação reorganizar os itinerários dentro das quatro áreas do conhecimento (Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática), ter um núcleo de competências gerais de cada uma delas para oferecer avaliações de acordo com a escolha do estudante. A professora inclusive deu essa sugestão em um parecer sobre o tema elaborado no ano passado no Conselho Nacional de Educação, o qual ela presidia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Seria uma prova como o Pisa. O Pisa é uma avaliação do qual participam 85 países. O pressuposto é: até os 15 anos, os alunos terão a formação geral básica de todas as disciplinas e daí o Pisa apresenta uma prova de linguagens, uma prova de matemática, uma prova de ciências onde todas as perguntas são interdisciplinares. São 40% questões abertas e o resto, múltipla escolha. São questões que se apoiam nas tecnologias. Assim deveria ser o Enem da primeira etapa, uma prova apoiada nas tecnologias, provas digitais, provas com questões abertas e múltipla escolha, provas que vão trabalhar a capacidade de compreensão do aluno, de leitura, e como ele aplica esses conhecimentos em relação a determinados fenômenos”, explica Maria Helena.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela destaca que é preciso trazer as universidades para a discussão sobre as provas que avaliam os itinerários formativos, já que elas seriam utilizadas como acesso ao Ensino Superior. Para Maria Helena, a participação dessas instituições é necessária inclusive para que se debata a evasão, que tem taxas altas até mesmo em universidades públicas como a USP, segundo pesquisa recente divulgada pelo Inep.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A USP é a melhor universidade do Brasil, está entre as cem melhores do mundo. Mas, mesmo assim, tem uma taxa de evasão e abandono muito alta. O reitor reclama dessa taxa. A pesquisa que o Inep acabou de divulgar mostrou uma média de abandono e evasão das universidades públicas de 50%. De cada cem que ingressam, 50 se formam. É a pesquisa do Inep, de itinerários. É um absurdo! Você veja, é uma universidade de qualidade, é uma universidade gratuita. Por que é que os alunos abandonam? E nas privadas, a taxa média de abandono e evasão é de 62%. O que é que está errado? Será que nós precisamos mudar o quê? Eu acho que esse debate nós precisamos fazer”, alerta ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP nesta sexta, às 16h45, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliações Educacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-27T15:04:06Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias">
    <title>Para educadores, qualidade da escola depende do contexto e das circunstâncias</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias</link>
    <description>No segundo seminário sobre problemas da educação básica, Guiomar de Mello, Luís Carlos Menezes e José Renato Nalini comentaram também a Base Nacional Curricular Comum, o desinteresse dos alunos e os desafios para implantar uma educação de qualidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-58eddd84-5536-f37e-cc14-a3ad1ec5163a"> </span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-educacao" alt="Mesa Educação" class="image-inline" title="Mesa Educação" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Da esq. para dir., Guiomar de Mello, Luís Carlos Menezes e Nílson José Machado durante a abertura do encontro</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>"Não existe uma boa escola no sentido abstrato da palavra, existe boa escola dentro de suas circunstâncias", é o que acredita a educadora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guiomar-namo-de-mello/view">Guiomar de Mello</a><span>, ex-secretária da Educação da cidade de São Paulo. “Conheci uma escola no Pará em que a maioria dos pais dos alunos eram analfabetos e a professora lia frequentemente para os estudantes para estimulá-los, mostrar como [a leitura] é legal”, complementou Luís Carlos Menezes, assessor do Ministério da Educação para a elaboração da Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Guiomar e Menezes participaram de conferência no dia 9 de outubro, no IEA, sobre a qualidade da educação básica.</span></p>
<p dir="ltr">Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao"><span>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</span></a>, este foi o segundo encontro de uma série de cinco seminários, prevista para acontecer até o final deste ano sobre problemas da educação básica brasileira – que compreende educação infantil, ensino fundamental, ensino médio geral, ensino médio técnico e a Educação para Jovens e Adultos (EJA). <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor" class="external-link">O primeiro aconteceu em setembro</a> e abordou a qualificação dos professores do ensino básico público e a infraestrutura de que dispõem para sua atuação. Os próximos seminários serão sobre os temas: experiências inovadoras, tecnologias na educação, documentos reguladores (planos, currículos, base nacional comum).</p>
<p dir="ltr"><span>Para Guiomar, uma das dificuldades de se estabelecer um currículo comum é a heterogeneidade do país. “Por isso a BNCC não padroniza, só indica o rumo final, só indica que nenhum brasileiro pode sair da escola sem ter acesso àquele conhecimento”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A BNCC é um documento de caráter normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo da Educação Básica. Promulgada na Constituição Federal de 1988, apenas em 2015 ocorreu o primeiro seminário e a</span><span> consulta pública par</span><span>a a elaboração da primeira versão da Base, finalizada em março de 2016. Naquele ano também foram feitas a segunda e terceira versões. Em abril de 2017, o MEC entregou a versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE).</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso-9-de-outubro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Notícias Relacionadas:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor" class="external-link">Poucos matriculados em licenciatura e taxas de desistência demonstram falta de interesse na carreira de professor</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guiomar-namo-de-melo" alt="Guiomar Namo de Melo" class="image-inline" title="Guiomar Namo de Melo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>"Não existe uma boa escola no sentido abstrato da palavra, existe boa escola dentro de suas circunstâncias", avalia Guiomar</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre algumas das competências da BNCC citadas por Guiomar estão exercitar a curiosidade do aluno, sua vontade de investigar e formular hipóteses, e reconhecer e valorizar a cultura. “A construção da Base Nacional Curricular vem de seminários feitos em outro governo e que sobreviveu ao período de maior turbulência política. Nossa educação tenta andar nesse rumo da BNCC”, explicou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Guiomar chamou ainda o atual sistema escolar de “meia escola", comparando com outros países, como os Estados Unidos, onde o aluno chega à escola no começo da manhã e sai apenas no meio da tarde. “Uma escola com duração de quatro anos e mais horas de aula é melhor do que nove anos de escola como é agora”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) mostra que que mais da metade dos alunos possuem nível insuficiente em leitura, 54,73%. Em matemática, o percentual relativo à proficiência insuficiente foi de 54,46%. Os dados são dos testes realizados em 2016 com 2,5 milhões de estudantes matriculados no terceiro ano do ensino fundamental em 50 mil escolas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na opinião de Menezes, o ensino em tempo integral traria melhores resultados para as crianças. Mas, caso isso ocorra no Brasil, defende que a grade de aulas não pode ser preenchida apenas com o conteúdo pedagógico </span><span>–</span><span> é preciso desenvolver atividades culturais, informativas e esportivas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O tempo é crucial, nosso maior aliado e maior inimigo na educação. O professor tem um tempo, a criança tem um, a escola tem outro. A boa escola é aquela que consegue equacionar bem esses tempo, o tempo da criança aprender”, complementou a educadora.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Desinteresse dos alunos</strong></span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Jose-Renato-Nalini.jpg" alt="José Renato Nalini" class="image-inline" title="José Renato Nalini" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Nalini: "<span>Se a família não toma conhecimento da escola, o aluno não se sente motivado”</span></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-renato-nalini">José Renato Nalini</a></span><span>, </span><span>secretário de Educação do Estado de São Paulo e ex-membro do Conselho do IEA, acredita que o aprendizado do aluno não é e não deve ficar restrito ao que é ensinado em sala de aula: “o aprendizado prossegue em todos os espaços, inclusive no âmbito doméstico. Se a família não toma conhecimento da escola, o aluno não se sente motivado”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para o secretário, que participou das discussões no período da tarde, a desmotivação dos alunos é justamente um dos principais problemas do sistema de ensino. “É preciso tornar a educação sedutora”, disse. Entre as causas de desinteresse citadas por ele está o excesso de professores diferentes </span><span>–</span><span> no ensino médio são cerca de 13 professores, que por lecionarem em diversas turmas, acabam não possuindo vínculos com os estudantes e, às vezes, nem lembrando seus nomes.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A falta de uso de todas as tecnologias e informações disponíveis também é um ponto de desinteresse: “Os alunos não aguentam permanecer em fileiras durante horas ouvindo aulas prelecionais”. Outro aspecto importante é a existência de um currículo engessado, que não permite que o aluno trilhe os caminhos de acordo com suas inclinações.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Nalini refletiu também sobre a defasagem do sistema de ensino. Citando o educador e filósofo Mário Sérgio Cortella, que diz que os edifícios e sistemática são do século 19, os professores são do século 20 e alunos são do século 21, o secretário criticou a falta de evolução da educação durante os anos, permanecendo praticamente a mesma desde o século passado ou até mesmo retrasado, a não ser pelas poucas inserções de tecnologia, como o uso de apresentações em </span><span>Power Point.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Durante a conferência, Nalini criticou também a falta de verba: “30% do orçamento do estado são destinados para a rede de ensino público, entretanto têm sido insuficientes. Quase 90% do orçamento da secretaria são destinados ao pagamento dos profissionais da educação, onde temos 240 mil docentes que deveriam estar em atividade. Porém, desse total, 70 mil não estão nas salas de aulas, o que obriga o estado a contratar mais professores temporários, com o mesmo valor de orçamento”. Ele estima que a rede pública em São Paulo tem 5.469 escolas e mais de quatro mil alunos, com 400 mil pessoas na folha de pagamento da secretaria.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outra crítica foi feita aos contratos de licitações. Segundo ele, é comum empresas não capacitadas ganharem as licitações ao oferecerem um preço muito baixo. A consequência disso é a quebra frequente de contrato: "A obra que poderia possuir um percentual de execução bastante elevado, acaba sendo paralisada. Às vezes ela é depredada e tem que começar do início", completou Nalini.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Desafios</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Os conferencistas também citaram os principais desafios para se obter uma educação de qualidade. Entre eles está o tema do primeiro seminário do ciclo: a qualificação do professor. Para Guiomar é urgente a necessidade de mudar a formação de professores. “Há mais de 50 anos a medicina exige, para abrir um curso, convênio com algum hospital em rede pública de saúde. Quem conhece algum curso de formação de professores que tenha sido solicitado a ter um convênio com uma rede pública de escolas?", refletiu a educadora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outros desafios citados por ela são as causas sociais, como sectarismo político, autoritarismo e ameaças à democracia. Além de outros econômicos: globalização, inovação e desenvolvimento sustentável.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A globalização inclusive se relaciona a outro ponto observado por Nalini: o rápido desenvolvimento tecnológico. “Sabemos que o mundo será diferente, mas não temos ideia de como será daqui 20 anos. A ficção científica foi ultrapassada e a educação não pode permanecer alheia a isso".</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele lembrou ainda que profissões existentes hoje talvez desapareçam e que as atividades necessárias no futuro sequer têm um nome atualmente. Em sua opinião, os jovens precisam obter conhecimento em áreas como robótica, inteligência artificial, biotecnologia, nanotecnologia e </span><span>softwares, </span><span>e comentou que é necessário estimular o empreendedorismo, a criatividade e a ousadia dos estudantes.</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-25T20:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/palestra-no-iea-polo-sao-carlos-vai-debater-desafios-da-educacao-basica-no-brasil">
    <title>Palestra no IEA Polo São Carlos vai debater desafios da educação básica no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/palestra-no-iea-polo-sao-carlos-vai-debater-desafios-da-educacao-basica-no-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><span>Discutir a situação da educação básica no País tendo em mente os bons exemplos, mesmo isolados, que algumas comunidades estão conseguindo é fundamental para se pensar em ações capazes de mudar o panorama atual. Pensando nisso, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP realiza nesta quinta-feira, dia 29 de agosto, às 14h, a palestra “Os desafios da educação básica no Brasil”.</span></p>
<p style="text-align: left; ">Coordenado pelo prof. Dr. Sérgio Mascarenhas, coordenador de projetos do IEA, o evento trará como palestrante o prof. Dr. Anderson Stevens Leônidas Gomes, da UFPE. Gomes vai abordar formas concretas de se avançar nesse tema, com foco no ensino médio. Ele vai se basear na experiência que teve como secretário da Educação em Pernambuco, onde a universalização do ensino médio em tempo integral e o uso de tecnologias como ferramentas pedagógicas, que começou a ser implantado em 2011, estão trazendo bons resultados.</p>
<p style="text-align: left; ">Gomes tem graduação em Licenciatura e mestrado em Física pela UFPE. Tem ainda doutorado em Física pela University of London e pós-doutorado pela Brown University. É professor associado internacional no Departamento de Física da UFPE e pesquisador IA do CNPq. No Estado de Pernambuco, foi secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente e secretário de Educação entre 2010 e 2012.</p>
<p style="text-align: left; ">A palestra será realizada no auditório do IEA Polo São Carlos, no campus 1 da USP, próximo à entrada de pedestres da Rua Carlos Botelho. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail ieasc@sc.usp.br ou pelos telefones (16) 3373 9176 e 3373 9177.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-08-26T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro">
    <title>O Futuro das Universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Inserido na programação da <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia" class="external-link">Academia Intercontinental</a>, o debate sobre o futuro das universidades irá reunir reitores, ex-reitores e especialistas em educação para discutir os desafios e as expectativas para o sistema de ensino superior, tomando como base suas experiências como gestores e os projetos que implementaram ou idealizaram em universidades.</p>
<h3>Expositores</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/carlos-alberto-vogt" class="external-link">Carlos Vogt</a> (UNIVESP e UNICAMP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/klaus-werner-capelle" class="external-link">Klaus Capelle</a> (UFABC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a> (UFRJ e UFABC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a> (USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a> (UFSB e UFBA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/john-heath-1" class="external-link">John Heath</a> (Universidade de Birmighan)</p>
<h3>Debatedores</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena B. Nader</a> (Unifesp e SBPC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/marcelo-knobel" class="external-link">Marcelo Knobel</a> (Unicamp)</p>
<h3>Moderadora</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sabine-righetti" class="external-link">Sabine Righetti</a> (Folha de São Paulo)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-13T19:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/catedra-educacao-basica-2020-2">
    <title>O cenário da educação básica no Brasil: Análise do IDEB 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/catedra-educacao-basica-2020-2</link>
    <description>CÁTEDRA EDUCAÇÃO BÁSICA 2020</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Criado para monitorar o desempenho de escolas públicas no Brasil, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é um importante instrumento condutor de políticas públicas em prol da melhoria na qualidade da educação. Para avaliar e discutir os resultados dessa ferramenta em 2019, a <a href="https://sites.usp.br/iearp/catedra/">Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</a> e a Cátedra de Educação Básica, ambas ligadas ao Instituto de Estudos Avançados da USP, promovem no dia <span>3 de novembro</span>, a partir das <span>10h</span>, a conferência on-line <span>O cenário da educação básica no Brasil: Análise do IDEB 2019</span>.</p>
<p>A transmissão será feita pelo canal d<a href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live" rel="noreferrer noopener" target="_blank">o IEA Polo Ribeirão Preto no YouTube</a> e pelo <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site do IEA</a>.</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p>Carlos Eduardo Moreno (INEP)<br />Bernardete Angelina Gatti (Cátedra de Educação Básica)<br />Cláudia Passador (Cátedra Sérgio Henrique Ferreira)<br />Cecília Motta (Consed)<br />Luiz Miguel Martins Garcia (Undime-SP)</p>
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong> </strong></strong>Mediação</strong></strong></strong></strong></strong></p>
<p>Roseli Lopes (IEA)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-10-28T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ambiente-escolar">
    <title>O Ambiente Escolar em Transformação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ambiente-escolar</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Como a escola pode ser transformada de modo a se tornar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das crianças e dos adolescentes? A pergunta atravessa os discursos especializados dedicados a pensar a educação e adquiriu renovado interesse em 2020, em razão da pandemia de COVID-19 que obrigou o fechamento das instalações escolares para deter o contágio. Na impossibilidade de frequentar o prédio escolar, recorreu-se às novas tecnologias na tentativa de dar alguma continuidade à escolarização dos alunos. Desde então impôs-se aos educadores e outros especialistas o questionamento acerca dos vínculos entre a escola e os espaços e os tempos a ela destinados.</p>
<p>Estruturada e disseminada internacionalmente a partir da passagem do século XIX para o século XX, a escola pública já passou por muitas transformações. Da escola isolada, funcionando na casa do próprio professor ou em instalações improvisadas, ao grupo escolar de aspecto monumental, edificado no centro das cidades mais importantes, e que se tornaram um dos símbolos das realizações da Primeira República, até escola de instalações mais simples e funcionais, por meio da qual se procurou responder à ampliação da população urbana, a qual se fez acompanhar pela demanda crescente por vagas, muitos desafios precisaram ser enfrentados no processo de democratização da educação pública. Ao longo do tempo, o ambiente das escolas também se viu profundamente transformado pela renovação das teorias pedagógicas, que passaram a atribuir importância cada vez maior à atividade e à autonomia dos alunos e pelo surgimento de novas tecnologias e técnicas de ensino. Com a difusão do ideário escolanovista, as escolas se tornaram mais horizontais e abertas ao espaço externo, as mesas e cadeiras, anteriormente fixadas no assoalho da sala de aula para garantir a ordem, foram substituídas por outras móveis, para permitir a realização de trabalho em grupos e outras atividades. Décadas mais tarde, em diversas escolas as salas de aula foram transformadas em salas ambiente, destinadas ao ensino de uma disciplina específica e caracterizadas de acordo com o conteúdo da matéria. Outras escolas experimentaram outros arranjos, como a derrubada das paredes divisórias entre as salas de aula e a organização das atividades de ensino em salões amplos, reunindo alunos de diferentes faixas etárias. As tecnologias audiovisuais, gradativamente incorporadas ao ensino, também impactaram o ambiente escolar, demandando inclusive adaptações ou instalações próprias, como laboratórios de informática e salas adaptadas à exibição de vídeos, instalação de equipamentos multimídia etc.</p>
<p>O objetivo deste evento é reunir pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento – educação, psicologia, psicanálise, medicina, geografia, arquitetura – profissionais e estudantes da educação básica, para refletir sobre a escola como ambiente destinado à formação das novas gerações na contemporaneidade. A partir de uma perspectiva interdisciplinar, pretende-se considerar os diferentes sentidos do termo ambiente, não apenas o ambiente natural e as condições do espaço físico ocupado pela escola, mas também a configuração social, histórica, política, tecnológica e ainda as relações afetivas que envolvem as crianças e os adolescentes em seu processo de escolarização.</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-05-13T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao">
    <title>Novo grupo de estudos formulará propostas para ensino básico público</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao</link>
    <description>IEA cria Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/criancas-em-sala-de-aula" alt="Crianças em sala de aula" class="image-inline" title="Crianças em sala de aula" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O ensino básico público precisa melhorar em muitos aspectos, mas o sistema educacional brasileiro não é um completo fracasso, como muitos avaliam, segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a>, professor da Faculdade de Educação (FE) da USP e coordenador do <span>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais, criado recentemente no IEA.</span></p>
<p><span> </span><span>Entre as ações que julga primordiais para a melhoria do sistema, Machado defende: a elaboração de um projeto de Estado para a educação; a melhoria das condições de trabalho dos professores; aplicação dos recursos disponíveis em projetos relevantes e objetivos; a ênfase no ensino das ideias fundamentais de cada disciplina; e a formulação de estratégias para o reconhecimento das boas escolas e para que seu exemplo inspire outras instituições de ensino.</span></p>
<p><span>O objetivo do novo grupo é </span><span>produzir com parceiros internos e externos à Universidade, dos setores público e privado, documentos que inspirem e fundamentem ações para o atendimento a essas prioridades. Esse trabalho será feito a partir da dedicação a três linhas de ação</span><span>:</span></p>
<ul>
<li>organização de debates e diálogos sobre os reais problemas da educação brasileiras, com a participação de profissionais atuantes na área de educação em diferentes frentes, incluindo-se os diversos níveis de ensino, bem como os setores público e privado;</li>
<li>mapeamento das boas escolas brasileiras, para identificação de características comuns apesar da diversidade de projetos institucionais, de forma a propor condições para que o número dessas escolas seja ampliado;</li>
<li>mapeamento de pontuais portadoras de ideias inovadoras, tanto em termos de tecnologias utilizadas quanto em termos de metodologias ou gestão, com o objetivo de formular práticas para a disseminação dessas experiências.</li>
</ul>
<p>Para concretizar essas metas, o grupo promoverá um ciclo de cinco seminários de agosto a dezembro de 2017. Ao final do ciclo, cada linha de ação apresentará um documento. Os três trabalhos constituirão uma síntese das discussões realizadas e das ações propostas a ser encaminhada às instâncias decisórias educacionais.</p>
<p>Os temas dos seminários em cada mês são:</p>
<ul>
<li>agosto (dia 21) - <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/magisterio" class="external-link">Magistério na Educação Básica Pública: Qual o Perfil? Quais as Condições de Trabalho? </a></li>
<li>setembro - Qualidade da Educação Básica Pública: O Que Realmente Significa Isso?</li>
<li>outubro - Escolas e Experiências Inovadoras O Que se Pode Admirar, apesar de Tudo?</li>
<li>novembro - Tecnologias, Educação à Distância, Escola Integral: Em Que Pé Estamos?</li>
<li>dezembro - Documentos Oficiais (Currículos, Base Nacional, Planos): Eles Impelem ou Impedem as Ações Educacionais?</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/magisterio" class="external-link">Seminário de novo grupo trata de professores do ensino básico público</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ensino-de-ciencias-da-capacidade-de-analise-critica" class="external-link">Ensino de ciências da capacidade de anállise crítica</a></li>
</ul>
<hr />
<i>Leia outras notícias sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-educacao" class="external-link">educação</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Além de Machado, fazem parte do grupo outros nove pesquisadores da USP: </span><span>Chao Wen, da Faculdade de Medicina; </span><span>Elie Ghanem, da Faculdade de Educação; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a><span>, vice-diretor do IEA; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-singer" class="external-link">Helena Singer</a><span>, do IEA e diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz; </span><span>Hélio Dias, do Instituto de Física; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lino-de-macedo" class="external-link">Lino de Macedo</a><span>, da Escola Politécnica; </span><span>Luiz Carlos de Menezes, do Instituto de Física; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a><span>, diretor do IEA;  e </span><span>Yvonne Mascarenhas, do IEA e do Instituto de Física de São Carlos.</span></p>
<h3><strong><span> </span><span>Razões supostas e reais da crise</span></strong></h3>
<p>"Proclamar a existência de uma crise na educação básica brasileira é fácil, pois não faltam dados que supostamente a caracterizam e razões tidas como legítimas para justifica-la”, segundo Machado.</p>
<p>“Entretanto, algumas das narrativas mais sedutoras sobre o tema situam as raízes das dificuldades em problemas aparentes, desviando o foco das atenções dos desafios reais a serem superados.”</p>
<p>Um dos falsos argumentos é atribuir os problemas educacionais à falta ou ao despreparo de professores, afirma o coordenador do grupo. “A falta de professores em algumas áreas está diretamente relacionada às condições de trabalho oferecidas; esse é o problema a ser enfrentado.”</p>
<p>Ele lembra que a USP possui um programa de pós-graduação em ensino de ciências e matemáticas há décadas, responsável pela formação de centenas de mestre e doutores e, “no entanto, uma porcentagem ínfima de tais professores encontra-se em salas de aulas na escola básica”.</p>
<p>“Quanto mais bem preparado se torna um professor, mais ele se afasta da sala de aula da escola básica, buscando melhores condições de trabalho em outros espaços.”</p>
<p>A insuficiência de recursos também não pode ser responsabilizada pelas dificuldades, de acordo com Machado. Para ele, um país com tantas carências não pode almejar ter recursos suficientes para a educação e saúde. “A carência é a regra, mas isso não inviabiliza ações significativas e transformadoras. O problema real a ser enfrentado, no caso, é a inexistência de projetos bem fundamentados, com objetivos bem definidos, nos diversos níveis de ensino.”</p>
<p>Falta ao país um projeto de Estado para a educação, na opinião de Machado, que critica a preocupação excessiva com a melhoria em indicadores - “sem sempre confiáveis ou expressivos da real situação do país” - e inciativas em que os meios assumem o lugar dos fins: “Metas ambiciosas como fornecer um computador a cada aluno podem parecer bandeiras defensáveis, mas não passam de pseudoprojetos”.</p>
<p>“São inúmeros os exemplos em que os recursos alocados são imensos, sem a contrapartida de uma melhoria efetiva nas práticas educacionais. Por outro lado, existem projeto pontuais em andamento ou já concluídos em que, mesmo com poucos recursos, a mobilização efetiva as transformações esperadas são plenamente reconhecidas.”</p>
<p>Outro problema do ensino básico seria o excesso de conteúdos ensinados, com o agravante de não haver uma visão interdisciplinar e/ou transdisciplinar, o que resulta na intenção de reduzir drasticamente o número de disciplinas. Para Machado, o problema real a ser enfrentado é a apresentação de cada disciplina de modo “excessivamente fragmentado, inclusive a língua portuguesa e a matemática”.</p>
<p>Ele considera que o meio eficaz para combater essa fragmentação excessiva é o reconhecimento e a valorização das ideias fundamentais de cada disciplina, deixando-se de lado a imensa quantidade de pormenores presentes em cada uma delas.</p>
<p>Machado também questiona a visão de muitos de que o sistema educacional brasileiro é um completo fracasso, concepção errônea reforçada após a divulgação dos resultados de avaliações periódicas realizadas por várias instâncias nacionais e internacionais. “Ao dar mais destaque ao desempenho negativo do que aos múltiplos exemplos de boas escolas, nos diferentes níveis de ensino, os programas governamentais alimentam uma política de terra arrasada, deixando de estimular parceiros importantes na busca da melhoria no ensino.”</p>
<p>“O problema real é encontrar caminhos e estratégias para que as boas escolas sejam reconhecidas e sejam arquitetadas formas de articulação de ações coletivas, de modo a que seus exemplos inspirem outras escolas.”</p>
<p>Segundo Machado, há uma série de outras pretensas soluções que não contribuem efetivamente para a melhoria do ensino, entre elas figuram:</p>
<ul>
<li>a ampliação do ensino profissionalizante "sem uma discussão substantiva sobre significado do profissionalismo e do que caracteriza uma boa formação profissional na atualidade";</li>
<li>a busca da implementação de escolas de tempo integral, "em vez da compreensão do que seja a 'escola integral', que trata da formação total do indivíduo como pessoa e está efetivamente integrada à comunidade que serve";</li>
<li>a ênfase no estímulo ao “protagonismo” dos alunos, quando "o que realmente importa é uma formação que os torne capazes de qualquer papel que lhes caiba na sociedade, seja o de protagonista, seja o de coadjuvante ou mesmo o de mero figurante.”</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Ludi/Pixabay.com</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-11T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-drugowich-e-muzy-discutem-autonomia-universitaria-com-foco-na-usp">
    <title>No IEA, Drugowich e Muzy discutem autonomia universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-drugowich-e-muzy-discutem-autonomia-universitaria-com-foco-na-usp</link>
    <description>Tema foi aprofundado em livro recém-lançado pela dupla de físicos.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-os-desafios-da-autonomia-universitaria" alt="Capa do Livro Os desafios da autonomia universitária" class="image-inline" title="Capa do Livro Os desafios da autonomia universitária" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Capa do livro publicado recentemente por Muzy e </strong><strong>Drugowich</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-de-tarso-artencio-muzy" class="external-link">Paulo de Tarso Muzy</a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-drugowich-de-felicio" class="external-link">José Roberto Drugowich</a>, autores do livro "Os Desafios da Autonomia Universitária: História Recente da USP", lançado em junho, serão os expositores de um encontro no IEA que discutirá o mesmo tema. No dia<strong> 6 de agosto, às 14h30</strong>, a apresentação será comentada por <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-leme-fleury">André Fleur</a>, da Escola Politécnica (</span>EP) da USP, <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-henrique-de-brito-cruz">Carlos Henrique de Brito Cruz</a>, diretor científico da </span>Fapesp e ex-reitor da Unicamp, <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA e professor da </span>EP e da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, e <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-knobel">Marcelo Knobel</a>, reitor da </span>Unicamp. A coordenação é de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky" class="external-link">Elizabeth Balbachevsky</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas <span>(FFLCH) da USP e <span>vice-coordenadora do Núcleo de Pesquisa sobre Políticas Públicas (NUPPs), também da USP</span>. </span>Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web, mas para participar presencialmente é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeKmt3B5n3HLeJTaJmwN2z-UYU1JgqeOaPsTOGYFeZ_waefeA/viewform">inscrição prévia</a>. O evento é uma realização do IEA e do NUPPs.</p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Muzy, ex-secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo e ex-presidente da Fundação Prefeito Faria Lima (Cepam), e Drugowich, da <span>Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto,</span> defendem que, para criar um modelo organizacional para a universidade pública paulista adequado aos desafios do século 21, é preciso também fazer uma reflexão sobre o decreto (de número 29.598) que implementou a autonomia da instituição em 1989, e o contexto em que este entrou em vigor.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Segundo eles, uma questão recorrente em manifestações de alguns estudiosos e de integrantes do meio empresarial e da sociedade civil é o suposto confronto entre uma burocracia acadêmica pública e suas pautas corporativas, que mantêm as universidades de pesquisa brasileiras ancoradas a padrões “estatais”, e os modelos mais flexíveis vigentes em congêneres internacionais de destaque, algumas das quais, privadas. “O exercício pleno das possibilidades da autonomia universitária poderia ajudar a construir uma resposta mais competente a essa questão, que seja adequada ao nosso contexto?</span>”, questionam.</p>
<p><span> </span></p>
<p style="text-align:start; "><span style="text-align:start; float:none; "><span>No caso da USP, avaliam, o crescimento das despesas exigiu que fosse criada uma agenda de reformas para garantir a autonomia. “Embora a Universidade tenha considerado quase sempre o aspecto financeiro do decreto de 1989, ele pode ser, ainda, uma referência para que a instituição modifique sua gestão”.</span></span></p>
<p><span> </span></p>
<p style="text-align:start; "><span style="text-align:start; float:none; "><span>Assim como na obra, neste seminário os autores abordarão tópicos como gratuidade, processo de nomeação de dirigentes, flexibilidade dos contratos de trabalho, avaliação, representação externa e prestação de contas, todos tratados em profundidade na publicação.</span></span></p>
<p><strong>Livro</strong></p>
<p>Para escrever a publicação, os autores fizeram um extenso levantamento bibliográfico para reconstruir essa história em 350 páginas. Desde textos da imprensa, documentos, autores que explicam o conceito de autonomia universitária e entrevistas.</p>
<p>Entre os entrevistados estão os professores José Goldemberg, ex-reitor da USP e atual presidente da Fapesp; Arthur Roquete de Macedo, ex-reitor da Unesp; Erney Plessmann de Camargo, ex-pró-reitor de Pesquisa da USP e ex-presidente do CNPq, a quem o livro é dedicado; Roberto Leal Lobo e Silva Filho, ex-reitor da USP; Hugo Armelin, ex-pró-reitor de Pesquisa da USP; e José Arthur Giannotti, Professor Emérito da USP. <i>Com informações do Jornal da USP: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/universidade/a-autonomia-universitaria-na-usp-30-anos-depois/">leia mais</a></i></p>
<p><i><br /></i></p>
<hr />
<p><i><strong>Os Desafios da Autonomia Universitária</strong><br />6 de agosto, 14h30<br />Auditório IEA - Rua Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</i><br /><i>Evento gratuito e aberto ao público, mediante inscrição via </i><i><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeKmt3B5n3HLeJTaJmwN2z-UYU1JgqeOaPsTOGYFeZ_waefeA/viewform">formulário online</a><br /><i>Para assistir </i><i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/os-desafios-da-autonomia-universitaria" class="external-link">Página do evento</a></i><br /></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-23T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-no-novo-fundeb-podem-gerar-contradicoes-na-legislacao">
    <title>Mudanças no novo Fundeb podem gerar contradições na legislação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mudancas-no-novo-fundeb-podem-gerar-contradicoes-na-legislacao</link>
    <description>Consultora da Confederação Nacional de Municípios explica problemas na segunda parte da entrevista ao USP Analisa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-b83181a5-7fff-2cfb-b9a0-c506f0a2b170"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome47.png/@@images/6bea531a-b666-49b9-a022-55d3c08736ef.png" alt="" class="image-left" title="" />Importante componente do financiamento da educação básica pública, o Fundeb passou a ser permanente a partir de 2021 e ganhou uma nova regulamentação. Mas alguns itens ainda provocam discussão entre os gestores. Na segunda parte da entrevista especial ao USP Analisa, a consultora da Confederação Nacional de Municípios, ex-secretária da educação do Rio Grande do Sul e consultora legislativa aposentada da Câmara dos Deputados Mariza Abreu fala sobre alguns deles.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O novo Fundeb aumenta, por exemplo, a porcentagem dos recursos do fundo que os municípios podem utilizar na remuneração de profissionais da educação. Porém, ao mesmo tempo, amplia também o conceito de profissionais que podem receber esses valores.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A lei fez um negócio muito complicado. Ela restringiu o conceito de profissionais da educação fazendo referência ao artigo 61 da Lei de Diretrizes e Bases. Só pode entrar no cálculo dos 70% quem for profissional de educação não-integrante do magistério, mas tiver formação em nível técnico médio, ou em nível superior de pedagogia ou afim. Uma merendeira que tem um curso técnico de nutrição é óbvio que é afim, certo? Agora, um porteiro que tem uma graduação de teologia é afim?”, questiona Mariza.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outra mudança que está gerando contradições é a inclusão de assistentes sociais e psicólogos entre os profissionais que podem ser remunerados com recursos do Fundeb. A consultora da CNM lembra que a Constituição proíbe que programas suplementares de assistência à saúde não podem ser financiados com a receita de impostos destinada à manutenção e desenvolvimento do ensino. A própria LDB também faz observação semelhante.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Vocês entendem o que acontece? As leis são contraditórias. Quem é que o gestor cumpre agora? Ele cumpre a Constituição e a LDB ou cumpre a lei do Fundeb? E eu tenho a seguinte posição: assistente social faz parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), psicólogo faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Tem que haver uma parceria entre esses sistemas. E esses profissionais têm que ser pagos pelos seus sistemas. E veja só: diferente da merendeira, que atua todos os dias na escola, cozinha a merenda escolar diariamente, uma psicóloga não necessariamente estará todos os dias na escola”, destaca.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mariza foi uma das palestrantes no no curso </span><span>Políticas Públicas e a Qualidade da Educação</span><span>, que é organizado pela Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, e também falou sobre financiamento da educação básica pública em sua atividade. O vídeo está disponível no </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLpEIC3ZIVnRzLGvnhagCTFVfqpYkKxkbr"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A entrevista vai ao ar nesta quarta (6), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (10), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-10-06T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mostra-de-trabalhos-da-a-alunos-experiencia-de-congresso-cientifico">
    <title>Mostra de trabalhos dá a alunos experiência de congresso científico</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mostra-de-trabalhos-da-a-alunos-experiencia-de-congresso-cientifico</link>
    <description>Após três semanas preparando trabalhos, eles apresentaram os resultados ao público e a um grupo de avaliadores, que escolheu os melhores projetos</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/sao-carlos/mg_6008_iea.jpg" alt="MG_6008_IEA" class="image-left" title="MG_6008_IEA" />Um friozinho na barriga tomou conta de treze alunos de ensino médio no dia 26 de novembro, em pleno saguão da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP São Carlos. Após sete meses imersos em experimentos, palestras e passeios do Clube de Ciências Digital Interativo, os estudantes tiveram o desafio de apresentar os trabalhos finais propostos por eles para o encerramento das atividades.<span> </span></p>
<p>O Clube é fruto de uma parceria entre o Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos e o Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL), com sede no ICMC-USP. A coordenação é da docente do ICMC Ellen Francine Barbosa.<span> </span></p>
<p>Divididos em seis grupos, os participantes tiveram três semanas para propor um tema, pesquisar, reproduzir um experimento e criar um pôster explicativo sobre ele, semelhante à apresentação em congressos científicos. Eles tiveram o apoio dos alunos do curso de Licenciatura em Ciências Exatas da USP Rafaela Masson e Gevair Norberto de Souza, mas a maior parte do trabalho foi por conta própria. “Eles fizeram toda a pesquisa sozinhos, procuramos não interferir porque a ideia do Clube é que as atividades sejam feitas de forma investigativa”, explica Rafaela.<span> </span></p>
<p>Além de explicarem os resultados dos trabalhos para quem passava pelo saguão da Biblioteca, os estudantes foram avaliados por um grupo de cinco convidados, entre eles estudantes de graduação, um doutorando e um educador. “É uma iniciativa legal porque, apesar do receio deles, vemos que estão empolgados com a apresentação e querem mostrar os resultados”, diz o estudante de Licenciatura em Ciências Exatas Paulo Henrique Chiari, um dos avaliadores.<span> </span></p>
<p>“O interessante é que um mesmo experimento pode explicar vários conceitos, como densidade e polaridade. Embora eles não utilizem termos científicos, por não ser de seu cotidiano, cada um consegue dar a definição com suas próprias palavras. Além disso, é importante que esses alunos comecem a ter contato logo cedo com a rotina e a pressão de uma apresentação de trabalho que vemos somente na graduação”, lembra a estudante de Licenciatura em Ciências Exatas Patrícia Fernanda Rossi, que também avaliou os participantes do Clube.<span> </span></p>
<p>Para quem estava na berlinda, a experiência foi válida. “Assim, quando tivermos que apresentar um trabalho nesses moldes, já vamos estar preparados”, diz a aluna do 1º <span>ano do ensino médio da ETEC Paulino Botelho Bianca Oliveira Pessa, uma das participantes do Clube.</span><span> </span></p>
<p>O melhor trabalho escolhido pelos avaliadores foi o do grupo formado pelos estudantes Helena Cristine de Medeiros, da ETEC Paulino Botelho, Letícia Felice Olaia, da Escola Estadual Jesuíno de Arruda, e Roberto Luiz Masson, da Escola Estadual Dr. Álvaro Guião. Utilizando uma garrafa pet, água, um secador de cabelos e papel toalha, eles montaram uma espécie de “máquina de fumar” e mostraram os malefícios causados pelo cigarro na saúde do homem.<span> </span></p>
<p><b>Contato com a universidade</b><span> </span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/sao-carlos/mg_5998_iea.jpg" alt="MG_5998_IEA" class="image-right" title="MG_5998_IEA" />Além de proporcionar aos alunos de ensino médio de escolas públicas um melhor entendimento de conteúdos de ciências exatas a partir da realização de atividades práticas investigativas, o Clube contribuiu para que eles convivessem com o ambiente acadêmico antes mesmo de entrar na universidade. Todos os encontros, com exceção das visitas a museus e centros de ciências, eram realizadas no campus 1 da USP, em São Carlos, e eles também tinham palestras com docentes sobre o desenvolvimento de pesquisas.<span> </span></p>
<p>“Sempre admirei universidade como a USP e a UFSCar, e poder trabalhar aqui dentro foi muito legal. Eu já gostava de Ciências Exatas e queria seguir carreira nessa área, mas não esperava que pudesse ser selecionada para um Clube como esse”, conta a estudante do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Dr. Álvaro Guião Rebecca Gaetani Alvarez.<span> </span></p>
<p>Para Bianca, que também quer seguir carreira na área de Exatas, a oportunidade ajudou no esclarecimento da família sobre o curso de graduação que deseja fazer. “Desde pequena, eu pedia minilaboratórios de Natal, mas minha mãe não achava que eu quisesse seguir carreira nessa área. Ela me colocou em balé, teatro e sempre quis que eu fizesse Direito porque, para ela, Química não dava dinheiro. Depois que entrei no Clube, passei a contar para ela tudo o que víamos e fazíamos durante as atividades e acho que estou conseguindo convencê-la a aceitar minha escolha”, diz a estudante.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-12-03T15:31:04Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-e-sabatinado-no-roda-viva">
    <title>Ministro da Educação é sabatinado no "Roda Viva"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-e-sabatinado-no-roda-viva</link>
    <description>O ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, ex-conselheiro do IEA e coordenador do Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela do Instituto, esteve no centro do programa "Roda Viva" desta semana. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/renato-janine-ribeiro" alt="Renato Janine Ribeiro" class="image-right" title="Renato Janine Ribeiro" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, ministro da Educação, foi o convidado do programa de entrevistas "Roda Viva", da TV Cultura, exibido no dia 8 de junho, quando anunciou oficialmente que haverá uma nova chamada para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ainda neste ano (<a href="https://youtu.be/-Fu_Az62KMs">veja o vídeo</a>).</p>
<p>Janine, que é ex-conselheiro do IEA e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" class="external-link">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a> do Instituto, afirmou que o número de vagas ainda será definido, mas já se sabe que os critérios para concessão do benefício serão diferentes.</p>
<p>Um dos objetivos das mudanças, de acordo com ele, é garantir que o programa contribua para a inclusão social da população de baixa renda. "Vamos mexer na renda. Hoje, é de até 20 salários mínimos, então famílias com renda de R$ 14 mil podem participar."</p>
<p>Além disso, destacou que o Fies vai priorizar cursos em três áreas estratégicas para o país: formação de professores, engenharias e saúde. "Também vamos dar prioridade ao Norte e ao Nordeste e aos cursos de nota mais alta", observou.</p>
<p><strong>Pátria educadora</strong></p>
<p>Indagado sobre o sentido do slogan do governo federal "Pátria Educadora", Janine respondeu que a ideia não é se gabar por educar bem. "O governo sabe que há dados preocupantes na educação, que nós temos muito a fazer. O slogan não é ufanista, é um slogan de trabalho, que abrange muita coisa. Abrange a ideia de uma sociedade mais educada, uma sociedade que se eduque, que respeite mais o outro. É todo um projeto de civilização", disse.</p>
<p>Janine também comentou a redução de mais de R$ 9 bilhões no orçamento do Ministério da Educação (MEC): "O corte de verbas é real, não dá para fingir que não houve. O Brasil está com uma dificuldade econômica".</p>
<p>Para ele, o momento requer debate e reflexão: "Vamos aproveitar esse ano, de dificuldades orçamentárias, para discutir muito e aprimorar os instrumentos que nós temos", arrematou.</p>
<p>O ministro ponderou que é preciso lembrar das falhas da educação brasileira, mas sem esquecer dos inúmeros exemplos de ações efetivas. De acordo com ele, usar apenas adjetivos negativos para qualificar todo o sistema, sem reconhecer os progressos, inibe a ação.</p>
<p>"Por isso os indicadores são tão importantes. É importante você saber que escola está bem, que escola avançou, porque avançou, detectar onde está o problema e, onde há problemas, tentar resolvê-los".</p>
<p><strong>Ensino Médio</strong></p>
<p>Em relação à qualidade do ensino médio, Janine afirmou que é preciso conter a alta taxa de evasão de estudantes. "Temos que conquistar melhor os alunos, investir na educação continuada de professores e fortalecer o ensino."</p>
<p>Um dos caminhos para isso, destacou, é estimular atividades curriculares que envolvam professores de várias disciplinas: "Quando existe uma programação conjunta, o ensino médio avança mais".</p>
<p>Outra saída apontada por Janine para melhoria da qualidade do ensino foi a valorização dos professores. Para o ministro, isso passa pelo aumento dos salários — "tem que ser um compromisso da sociedade brasileira" —, mas não pela oferta de bônus por desempenho.</p>
<p>Na avaliação dele, esse tipo de medida pode criar uma competição destrutiva e dificultar o diálogo entre as diversas disciplinas na articulação de novos currículos. "O bônus por desempenho colide com a ideia de formar times, equipes de professores", afirmou, fazendo alusão à sua experiência como diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), cargo que ocupou de 2004 a 2008.</p>
<p>Ele enfatizou, ainda, a necessidade de discutir a carreira. "Qual o melhor modelo? Começar com um salário inicial baixo, com a expectativa de aposentadoria com um salário mais alto, ou oferecer um salário inicial mais alto, mesmo que no final não se tenha um aumento muito grande?"</p>
<p>Janine lembrou que a atuação do governo federal nessa esfera é limitada, uma vez que o ensino fundamental e médio é uma incumbência constitucional dos estados e municípios. "O governo federal tem que trabalhar muito na educação básica, mas não podemos substituir estados e municípios. Temos que trabalhar sempre alinhados com eles", explicou.</p>
<p><strong>Debate político</strong></p>
<p>Questionando sobre como a educação pode contribuir para a qualificação do debate político no Brasil, atualmente marcado pela polarização entre PT e PSDB, Janine destacou que nos últimos anos os ânimos ficaram muito exaltados e que essa radicalização pode ser combatida com a ajuda de uma formação voltada para o respeito à diferença.</p>
<p>"Precisamos diminuir o fogo dessa brasa. Isso é educação: respeitar o outro. Educação até no sentido das boas formas de tratar o outro", disse. "Precisamos nos desapaixonar um pouco. E penso que a educação pode ser uma área para isso", completou.</p>
<p><strong>Entrevistadores</strong></p>
<p>Liderada por Augusto Nunes, a bancada de entrevistadores desta edição do "Roda Viva" contou com a participação de Guiomar Namo de Mello, educadora e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo; Maria Helena Castro, socióloga e diretora-executiva da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade); João Gabriel de Lima, diretor de redação da revista <i>Época</i>; Fábio Takahashi, repórter do jornal <i>Folha de S. Paulo</i>; e Paulo Saldaña, repórter do jornal <i>O Estado de S. Paulo</i>.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Sandra Codo/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-06-10T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-universidade-e-educacao-basica">
    <title>Mesa-redonda lança versão impressa do livro 'Universidade e Educação Básica: Ensaios Bosianos'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-universidade-e-educacao-basica</link>
    <description>No dia 1º de agosto, às 9h, no Centro MariAntonia da USP, a Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica realiza a mesa-redonda de lançamento da versão impressa do livro "Universidade e Educação Básica: Ensaios Bosianos".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-universidade-e-educacao-basica-ensaios-bosianos" alt="Capa do livro &quot;Universidade e Educação Básica - Ensaios Bosianos&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Universidade e Educação Básica - Ensaios Bosianos&quot;" /></p>
<p>A Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica realiza no dia 1º de agosto, às 9h, no Centro MariAntonia da USP, a mesa-redonda de lançamento da versão impressa do livro "Universidade e Educação Básica: Ensaios Bosianos". Os expositores serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado">Nílson José Machado</a> (FE-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tathyana-gouvea">Tathyana</a><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tathyana-gouvea"> Gouvêa</a> (Instituto Singularidades) e Marcos Piason Natali (FFLCH-USP). A abertura contará com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Gatti</a> (atual titular da cátedra), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho">Naomar de Almeida Filho</a> (coordenador da obra e ex-titular da cátedra) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes">Roseli de Deus Lopes</a> (diretora do IEA).</p>
<p>No enconto, os coordenadores dos diferentes grupos de pesquisa da cátedra contarão um pouco das implicações formativas do pensamento de Alfredo Bosi e de como foram os trabalhos e o processo de produção da obra de 392<strong> </strong>páginas. Com 26 artigos, assinados por 51 estudiosos, a obra tem como organizadores cinco pesquisadores ligados à cátedra: Naomar de Almeida Filho, Nílson José Machado, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lino-de-macedo">Lino de Macedo</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes">Luís Carlos de Menezes</a> e Bernardete Gatti.</p>
<p>A mesa-redonda é uma realização da cátedra, do IEA, do Centro MariAntonia e do Itaú Social, e integra a programação paralela da mostra “Alfredo Bosi: Entre a Crítica e a Utopia”, em cartaz no centro até 25 de agosto. Ao final do encontro, serão distribuídos exemplares do livro ao público presente.</p>
<p>Disponível também em versão digital, a obra recém-publicada pelo IEA no <a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1321">Port</a><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1321">al </a><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1321">de</a><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1321"> </a><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1321">Livros Abertos da USP</a> tem o propósito de levar ao público algumas das discussões feitas no âmbito das pesquisas e encontros da cátedra desde a sua criação, em 2019. Os 26 artigos tratam de temas como os dilemas da educação básica no Brasil; a formação docente; a relação entre a educação escolar, o mundo do trabalho e as práticas sociais; o conceito de competências nas teorias pedagógicas, na legislação e nas normas educacionais; e a presença de tecnologias da informação e de comunicação no campo da educação.</p>
<p>Para Gatti, embora a versão digital facilite o acesso a partes específicas da obra, cujos temas interessam a diferentes nichos, o livro em formato impresso vem para atender a uma demanda. “Era algo que já estava nos nossos planos, mas a nossa ideia se aprofundou quando recebemos muitas perguntas sobre uma versão impressa durante o lançamento do livro digital”, explica. Assim, juntamente com a direção do IEA, os organizadores decidiram pela impressão de 250 exemplares.</p>
<p>“Nesse sentido, a gente fecha o ciclo dessa publicação com uma contribuição que é palpável, concreta, na forma de um livro, que todo mundo gosta de rabiscar, folhear, manusear. E num momento muito favorável: durante uma exposição em homenagem a Alfredo Bosi na Maria Antonia, tão simbólica para esta universidade”, ressalta Gatti.</p>
<p>Quanto à opção pela expressão “ensaios bosianos” como subtítulo da obra, Nilson José Machado explica no primeiro capítulo que ela ultrapassa a homenagem a Alfredo Bosi por sua dedicação às atividades ao longo das mais de três décadas em que atuou no IEA. Para ele, Bosi fornece em sua obra um método ligado à forma do ensaio e principalmente à ideia do "olhar móvel" em vez da rigidez do ponto de vista estático, conforme desenvolvida pelo crítico literário em seu ensaio “O Enigma do Olhar”, uma temática perene em Machado de Assis. Essencial para a questão educacional, tal conceito é, segundo o professor, um instrumento teórico fecundo para alcançar a aproximação entre as pessoas e a busca da verdade com método, mas com tolerância.</p>
<p>Ainda segundo Machado – que participou do grupo de pesquisa “Educação para a Cidadania” do IEA em meados dos anos 90, coordenado por Bosi –, um dos aspectos mais marcantes da atuação de Bosi era a maneira como ele pensava a universidade, para ele não deveria se restringir a um centro de formação profissional. “Isso tem que ser subordinado a um fim maior; o centro de gravidade da universidade é a cultura”, diz Machado. “Ele tinha muita consciência disso, trazendo para cá pessoas indiscutivelmente competentes que às vezes não tinham titulação acadêmica”, completa, citando como exemplo o trabalho desenvolvido com o poeta e tradutor José Paulo Paes. “O olhar dele estava na cultura, o que a pessoa trazia em termos de contribuição pessoal. E isso valorizou muito o IEA”.</p>
<p>Já a história da cátedra cujo nome presta homenagem ao crítico e professor é apresentada no segundo capítulo pelos organizadores da obra, além de Francisco Aparecido Cordão, Ana Paula Cordão e Roseli de Deus Lopes. Para além de retomar antecedentes fundamentais, como a criação da própria USP, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) e do IEA, o artigo esclarece os fundamentos conceituais e as linhas de trabalho da cátedra. “Trata-se de  um  programa  de  estudos e de intervenção sobre a realidade educacional, visando à prospecção e desenvolvimento de modelos de integração entre as universidades (sobretudo as públicas) e as redes de educação fundamental, média, profissional e superior”, escrevem os autores.</p>
<p>“O MariAntonia é um símbolo para nós da USP como antiga sede da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, que tinha um papel muito forte na estrutura da universidade”, diz Gatti sobre a escolha do local do evento. “Hoje, é um centro cultural que recebe uma série de atividades, e como está abrigando uma exposição em memória do professor Alfredo Bosi, nós achamos que seria um momento interessante para fazer o lançamento desse livro, já que nossa cátedra o traz como patrono”, completa.</p>
<hr />
<p><i><strong>Mesa-Redonda de Lançamento do Livro "Universidade e Educação Básica: Ensaios Bosianos"</strong><br />1º de agosto, 9h<br />Centro Universitário Maria Antonia da USP, Edifíco Rui Barbosa, Rua Maria Antonia, 294, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição<br />Mais informações: imprensama@usp.br, telefone (11) <span>3123-5202</span></i></p>
<p><i><span><i>Por Ananda Silva de Almeida (estagiária) e Leandra Rajczuk Martins</i></span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2024-07-24T13:35:00Z</dc:date>
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