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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 41 to 55.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-analisa-discute-cenario-cultural-na-cidade-em-tempos-de-cortes-de-recursos-financeiros">
    <title>USP Analisa discute cenário cultural na cidade em tempos de cortes de recursos financeiros</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-analisa-discute-cenario-cultural-na-cidade-em-tempos-de-cortes-de-recursos-financeiros</link>
    <description>USP Analisa discute cenário cultural na cidade em tempos de cortes de recursos financeiros</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_blurbookstackbooksbookshelves590493768x710.jpg/@@images/93033db6-0630-451f-8bd7-e18863c4ab23.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Eleita Capital Brasileira da Cultura em 2010, Ribeirão Preto é conhecida por sua vida cultural intensa desde os tempos dos barões do café. Mas no atual cenário de cortes em investimentos destinados a essa área, quais são as perspectivas para a cultura na cidade? Para debater esse tema, o USP Analisa exibe nesta semana a primeira parte de uma entrevista com o presidente da Fundação Educandário Coronel Quito Junqueira, Marcos Awad, e com o presidente do Cineclube Cauim, Fernando Kaxassa.</p>
<p>Para Kaxassa, o grande diferencial de Ribeirão em relação a outras cidades de mesmo porte é a união da classe artística, que começou com o objetivo de salvar o Theatro Pedro II, após um grande incêndio na década de 80. “Nós criamos uma festa em maio de 1994, a Festa das Artes. Foi uma festa de 24 horas que levou mais de 50 mil pessoas ao Morro de São Bento naquela época. Foi quase uma virada cultural. Aliás, tem ex-secretários da cultura do Estado daquela época que falam que a primeira Virada Cultural foi a Festa das Artes em Ribeirão Preto. Isso juntou muito o pessoal e não foi à toa. Cerca de 90% dos grupos culturais que existem hoje vêm daquela época”, conta.</p>
<p>Awad também destaca o papel da Fundação Educandário na promoção da cultura em Ribeirão, principalmente da literatura, por meio da Biblioteca Sinhá Junqueira, que foi restaurada e entregue à comunidade em fevereiro. “O Estado tem uma série de limitações, então para nós é muito gratificante complementar o papel do Estado oferecendo um equipamento moderno como a Biblioteca. O resultado que a gente tem visto até agora é muito interessante e mostra a carência desse tipo de equipamento na cidade. A maneira como as pessoas estão frequentando, pegando os livros emprestados, usando todos os recursos da biblioteca, mostra a carência que um equipamento desse tinha na nossa cidade. Então vale muito a pena. É um gasto a fundo perdido, mas tem que ser encarado pelo impacto sociocultural que isso causa”.</p>
<p>A primeira parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (15), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (19), a partir das 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de <em>streaming</em><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"> iTunes</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/3xuFerZEzUBiPWlUQXNarx?si=S_bMsOV4TUO54SLglByYNA">Spotify</a>. O <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-04-15T16:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iniciativa-privada-e-fundamental-para-manter-projetos-culturais">
    <title>Iniciativa privada é fundamental para manter projetos culturais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iniciativa-privada-e-fundamental-para-manter-projetos-culturais</link>
    <description>Para entrevistados do USP Analisa desta semana, crise orçamentária tira do poder público capacidade de fomento à cultura</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/cinema2502213_1920.jpg/@@images/c09c9416-a324-4f28-b411-b292fb06abd6.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />O apoio da iniciativa privada tem sido fundamental para manter projetos culturais com objetivos educacionais. É o caso do Cineclube Cauim, fundado há 41 anos em Ribeirão Preto. No USP Analisa desta semana, você acompanha a segunda parte da entrevista com o presidente da Fundação Educandário Coronel Quito Junqueira, Marcos Awad, e com o presidente do Cineclube Cauim, Fernando Kaxassa, que destacam a importância do investimento privado e os resultados desses projetos na cidade.</p>
<p>“Outro dia, eu estava dando uma entrevista em uma rádio e entrou um rapaz, que falou: ‘olha, eu estudava no Otoniel Mota [escola estadual de Ribeirão Preto], minha família não tem dinheiro nenhum, meus primos faziam cursinho e eu queria fazer medicina. Obviamente, era um sonho impossível. No Cauim, todo dia tinha um filme. As meninas me davam pipoca, suco, eu ficava lá e assistia os filmes. Estou no quarto ano de medicina em Ribeirão. Meu cursinho foi ver filme comendo pipoca’. Isso é brilhante porque amplia horizontes, você aprende coisa pra caramba”, conta Kaxassa.</p>
<p>O presidente do cineclube explica que, por ser uma organização não-governamental, o projeto não tem lucro e conta com o apoio de empresários da cidade para custear, por exemplo, o transporte dos estudantes até o local. Awad, que também já participou do suporte financeiro ao Cauim, destaca que o poder público, atualmente, não tem condições financeiras de sustentar esse tipo de iniciativa.</p>
<p>“Além da crise pontual que a gente vive hoje, nós temos uma crise de orçamento e isso não vai mudar nos próximos anos. Eu acho que a única alternativa para a revitalização de equipamentos culturais passa, em grande parte pela iniciativa privada, seja via lei de incentivo, seja a partir de projetos como o da Fundação Educandário, a fundo perdido. Mas acho que nós não temos muita alternativas a não ser com o dinheiro da iniciativa privada”, diz ele.</p>
<p>A segunda parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (22), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (26), a partir das 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de <em>streaming</em> <a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458">iTunes</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/3xuFerZEzUBiPWlUQXNarx?si=S_bMsOV4TUO54SLglByYNA">Spotify</a>. O <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-04-22T17:00:56Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pixo-e-graffiti">
    <title>Pixo e graffiti: a periferia estampada nos muros da cidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pixo-e-graffiti</link>
    <description>No dia 28 de setembro, o IEA recebeu o segundo evento do ciclo Centralidades Periféricas, intitulado Marcas na Pele da Cidade: Narrativas Visuais das Periferias, que tratou da arte urbana criada nas periferias, principalmente o pixo, o graffiti e a HQ.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/centralidades-1" alt="Centralidades - 1" class="image-inline" title="Centralidades - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Eliana Sousa Silva abre o debate no IEA-USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Em 2017, o canal de TV americano CNN chamou a artista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/panmela-castro">Panmela Castro</a> de “a rainha do graffiti brasileiro”. Anarkia Boladona, como é conhecida nas ruas, nasceu e foi criada na Vila da Penha, região suburbana da capital carioca. Contrariando as estatísticas, ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e se tornou bacharel em pintura. Depois, obteve o título de mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pela Universidade do Estado Rio de Janeiro (UERJ). Panmela é um ponto fora da curva, um dos raros exemplos em que a academia e a produção artística das periferias se misturam. É a personificação do objetivo <br />da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> <br />em 2018.</p>
<p dir="ltr">Sob a titularidade de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva">Eliana Sousa Silva</a>, a cátedra pretende entender justamente como a universidade pode se aproximar da vida e da arte suburbana, para aprofundar os laços academia-comunidade. Do anseio nasceu o ciclo de eventos <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pixo-e-graffiti#ciclo" class="external-link">Centralidades Periféricas</a>, que  já reuniu escritores e pesquisadores para falar sobre a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-da-periferia">literatura produzida nos e pelos subúrbios</a>.</p>
<p dir="ltr">No dia 28 de setembro, o IEA recebeu o segundo evento do ciclo, intitulado <i>Marcas na Pele da Cidade: Narrativas Visuais das Periferias</i>, que tratou da arte urbana criada nas periferias, principalmente o pixo, o graffiti e a HQ. Segundo Eliana, “é importante que a universidade não só conheça, mas se aproprie dessas narrativas diversas”.</p>
<p dir="ltr">Além da titular da cátedra, que mediou o debate, e Panmela Castro, participaram do evento também <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-dsalete">Marcelo D'Salete</a>, professor, ilustrador e autor de quatro livros de histórias em quadrinhos, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/michel-onguer">Michel Onguer</a>, artista plástico especializado em graffiti e fundador da <a href="http://ciclosocialarte.wixsite.com/arte">Ciclo Social Arte</a>, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franco">Sérgio Miguel Franco</a>, sociólogo e curador de arte especializado em pixação e graffiti.</p>
<p dir="ltr"><strong>Academia e periferia</strong></p>
<p dir="ltr">Apesar de ter passado por duas grandes universidades durante sua formação, Panmela é crítica ao modelo que considera pouco flexível da academia. “O conhecimento que eu trazia das ruas era valioso para a universidade, mas havia uma exigência de que as referências fossem ‘tradicionais’”, lamentou. Por referências tradicionais, ela se refere a autores como Simone de Beauvoir e Foucault, que guiaram sua experiência acadêmica. Para ela, essa foi uma demonstração clara de que a universidade tem regras seculares, que não podem ser quebradas.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/centralidades-5" alt="Centralidades - 5 " class="image-inline" title="Centralidades - 5 " /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Panmela Castro: "Hoje meu trabalho busca descolonizar o corpo, a arte e, utopicamente, a cidade"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Panmela entende que a solução para o distanciamento passa pela representação. “A melhor maneira de aproximar a periferia e a universidade é fazer com que as pessoas da periferia estejam dentro da universidade, e não só como convidadas, mas escrevendo as teses”, argumentou. Para que isso aconteça, ela defendeu a intensificação de políticas afirmativas, como as cotas: “É esse tipo de política pública que possibilita que as pessoas de periferia estejam nas universidades, como aconteceu comigo”.</p>
<p dir="ltr">“A universidade aborda a arte das periferias de maneira muito rasa”, continuou Michel Onguer. Ele considera que o discurso usado pela academia é restritivo e não atinge os membros da periferia: “As referências [bibliográficas], por exemplo, eu acho incríveis, mas sei que quem está fora da universidade não entende nada”. Ele acredita que, para se aproximar dos projetos artísticos da periferia, a universidade precisa “ir a campo”. “Se você procurar no Google, só vai encontrar os maiores projetos, mas se for até o último bairro da cidade vai encontrar coisas muito mais interessantes e que precisam de ajuda para existir”, pontuou.</p>
<p dir="ltr">Marcelo D’Salete lembrou que trazer a periferia para a universidade é importante, mas não esgota o problema. “É fundamental também que discussões como esta sejam levadas até as periferias”, defendeu. Ele acredita que é necessário ocupar esses ambientes, como já é tradicional nos saraus da periferia. “Precisamos, ainda, ter espaços dentro dos cursos universitários para que esse tipo de discussão entre, espaços que de fato promovam diálogos sobre diferenças e diversidade”, argumentou.</p>
<p dir="ltr">A aproximação, para ele, deve ser feita sob a forma de pesquisas, cursos, cadeiras e disciplinas que enfoquem a produção artística dos subúrbios. Ele entende ser preciso mudar o perfil do público discente e docente nas universidades, através de políticas públicas de inclusão: “A política de ações afirmativas que temos hoje na USP é um avanço, mas ainda modifica pouco sua configuração”.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/centralidades-2" alt="Centralidades - 2 " class="image-inline" title="Centralidades - 2 " /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Michel Onguer: "Começamos a pintar o nosso bairro, de uma maneira organizada, com o intuito de criar um ponto de conexão para as artes"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Empreendedorismo social pela arte</strong></p>
<p dir="ltr">15 anos de idade, estudando em uma escola pública, cercado de pixadores. Foi assim que Michel Onguer teve seu primeiro contato com a arte urbana que depois tornou-se seu grande projeto de vida. Apesar da proximidade com diversas gangues de pixadores, Onguer não pixava. Ele gostava de desenhar e desde o início se dedicou ao graffiti. Em São Paulo, nas décadas de 1980 e 1990, os grupos não se misturavam: “Ou você era grafiteiro ou pixador”, contou. Oriundo do Jardim Ângela, na Zona Sul da capital paulista, foi criticado pelos conterrâneos pela escolha.</p>
<p dir="ltr">Provocado por um amigo, começou a consumir livros de arte e frequentar museus, um ambiente que se opõe diametralmente ao universo da arte urbana no qual se descobriu. Atualmente ele trabalha neste mercado de Fine Arts que, segundo ele, permitiu que enxergasse a arte de maneira mais ampla. Era marcante para ele, no entanto, o fato de os graffitis se concentrarem nas regiões mais centrais da cidade, como a Vila Madalena e a Avenida Paulista. Para contrapor essa lógica e permitir que a arte voltasse aos bairros da periferia — e lá ficasse —, Onguer criou com alguns amigos a organização cultural Ciclo Social Arte.</p>
<p dir="ltr">Segundo ele, o objetivo da iniciativa é empoderar e informar os moradores dos bairros sobre a arte. “Começamos a pintar o nosso bairro, de uma maneira organizada, com o intuito de criar um ponto de conexão para as artes, ou seja, ir além do graffiti”, explicou. O muro não é uma exclusividade dos grafiteiros, outras formas de expressão artística são aceitas e incentivadas. A comunicação com outros bairros também é uma característica do projeto: “Damos preferência para os artistas locais, mas também convidamos os de outros bairros para pintar”.</p>
<p dir="ltr">Depois do início das atividades do grupo, algumas escolas procuraram a Ciclo Social Arte para fazer pinturas em seus muros. Para Onguer, este tipo de graffiti — já tradicional — era comercial demais, deslocado dos interesses da organização. A solução encontrada foi sugerir pinturas autorais para as escolas, juntando os anseios das duas partes. A experiência funcionou e a Ciclo Social Arte continua até hoje pintando os muros dessas instituições.</p>
<p dir="ltr">A atuação da organização mudou a aparência do bairro, mas, para Onguer, a real transformação pretendida acontece nas pessoas. “Nós queremos que elas convivam com a arte não só para conhecer o graffiti, mas também como incentivo para que frequentem museus e consigam ‘ler’ a arte contemporânea”, contou.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/centralidades-3" alt="Centralidades - 3" class="image-inline" title="Centralidades - 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sérgio Miguel Franco: "Políticas públicas culturais que atendam a grupos periféricos são imprescindíveis"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Pixadores e protagonismo urbano</strong></p>
<p dir="ltr">O ensaísta Walter Benjamin usava o personagem <i>flâneur</i> — “errante”, em tradução livre — para compreender a sociedade urbana de Paris no século 19. Para Sérgio Miguel Franco, que se coloca no meio do caminho entre o urbanismo e a sociologia, há um paralelo possível para o objeto de estudo de Benjamin. “Existe hoje um personagem tão ou mais protagonista do que o <i>flâneur</i> foi no século 19: o pixador”, argumentou. “Foi com esse personagem, que caracteriza uma existência na periferia, que construí minha inserção no meio da arte contemporânea.”</p>
<p dir="ltr">Em 2012, Franco acompanhou um grupo de pixadores paulistanos convidados a participar da 7ª Bienal de Berlin, da qual participava como curador de pixação. A viagem e a rotina dos pixadores foi registrada no filme “Pixadores”, de 2015. Segundo o sociólogo, o longa já foi exibido em mais de 50 países. Mas quando Franco ofereceu o filme aos organizadores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, recebeu como resposta que “não interessava à mostra falar sobre pixação”.</p>
<p dir="ltr">Marcelo D’Salete acredita que o atual momento social do Brasil torna obrigatório conhecer mais a fundo as expressões artísticas da periferia. “Muitas vezes, manifestações de jovens suburbanos, geralmente negros e pobres, podem resultar em graves casos de punições e repressões”, argumentou. Para ele, é preciso entender a arte como forma de existência e resistência dos grupos periféricos.</p>
<p dir="ltr">A história do professor com a arte urbana começou na Escola Técnica Carlos de Campos, no bairro do Brás, em São Paulo. Lá, D’Salete participou de um grupo de grafiteiros que, segundo ele, “flertava e convivia com a pixação”. Para ele, ambas as expressões artísticas se aproximam do conceito de “performance”, geralmente usado nas artes plásticas. “O graffiti e a pixação exigem percorrer a cidade, conhecer seu espaço, vê-la como um suporte e intervir sobre ela com muita energia”. explicou.</p>
<p dir="ltr">Ele acredita que “Pixo”, filme dirigido por João Wainer e lançado em 2010, é um atalho para conhecer as intervenções deste grupo de jovens na cidade. “Existe neles um componente de ocupar o espaço, mas existe também um componente de transgressão”, afirmou. “Não podemos esquecer que vivemos em uma cidade cuja arquitetura, em grande parte, se presta à exclusão, a deixar o outro fora”. Para ele, os altos muros de casas abastadas, que impedem os jovens periféricos enxergar o horizonte, são um convite para deixarem suas marcas e se verem representados em um espaço que não os considera.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/centralidades-4" alt="Centralidades - 4" class="image-inline" title="Centralidades - 4" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Marcelo D'Salete: "Vivemos em uma cidade cuja arquitetura, em grande parte, se presta à exclusão, a deixar o outro fora"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">D’Salete lembrou ainda que a independência financeira de grupos como o criado por Michel Onguer é importante para que a arte criada na periferia continue sendo propagada. “Mas também é relevante que existam programas governamentais que apoiem esse tipo de iniciativa”, defendeu. Sérgio Miguel Franco completou ressaltando que os pixadores paulistanos só puderam ir à Bienal de Berlin porque receberam verba de um edital do Ministério da Cultura. “Políticas públicas culturais que atendam a grupos periféricos são imprescindíveis”, concluiu.</p>
<p dir="ltr"><strong>Arte urbana e gênero</strong></p>
<p dir="ltr">Apesar de ser reconhecida hoje por seus graffitis, durante mais de uma década Panmela se dedicou ao pixo. Por ser um ambiente frequentado majoritariamente por homens, ela revelou que sentia a necessidade de se masculinizar para pertencer ao grupo. “Eu precisava andar e falar como os homens, porque eles não aceitavam uma ‘mulherzinha’ ali no meio deles”, explicou. Escondendo sua feminilidade, foi aceita, mas não completamente: “Por mais que eu me masculinizasse, o fato de ter um corpo feminino me impedia de atingir o poder que os meninos tinham e eu tanto almejava”.</p>
<p dir="ltr">Quando deixou a pixação e entrou no universo do graffiti, entretanto, Panmela sentiu justamente o contrário. “Ali eu tinha que estar muito quietinha, ser bem menininha, para não fugir do padrão esperado pelos grafiteiros”, revelou. Ela levantou questionamentos também sobre o quão representativos das periferias são os graffitis atuais. “O graffiti, que é visto por muitos no Brasil como uma expressão artística da periferia, na verdade foi importado de Nova York, juntamente com seus personagens característicos e tipografia”, criticou.</p>
<p dir="ltr">Por outro lado, muitos rebatem o argumento dizendo que os artistas brasileiros exploram, no graffiti, suas vivências e experiências pessoais no subúrbio. “Me pergunto se não é só uma representação estereotipada para garantir a sobrevivência do artista, já que é muito difícil viver de arte no Brasil”, refletiu. “Minha preocupação é encontrar uma arte que realmente nos represente e não seja só uma apropriação do que vem de fora.”</p>
<p dir="ltr">A postura questionadora de Panmela, que não se cala quando vê um graffiti que reproduz a lógica “importada” que ela tanto critica, gerou inimizades no meio e questionamentos sobre sua arte. “Quando uso elementos mais provocadores, como as flores-vaginas, minha página do Facebook é derrubada, sou processada, o que não acontecia quando eu pintava somente bonequinhas cor-de-rosa”, ironizou. Hoje, Panmela afirma que seu trabalho pretende “descolonizar o corpo, descolonizar a arte e, utopicamente, descolonizar a cidade”.</p>
<p>Essa produção passou a disputar a formulação de conceitos e consensos com a universidade, na opinião de Ivana. "A cultura periférica fez as discussões mais interessantes no país nos últimos 10, 20 anos."</p>
<p><a name="ciclo"></a></p>
<table class="listing">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>CICLO CENTRALIDADES PERIFÉRICAS</strong></p>
<p>1º Encontro<br /><strong>Reflexões sobre Literatura Periférica e Universidade</strong><br />14 de junho de 2018</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-produzida-nas-periferias-brasileiras-e-tema-de-seminario-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Literatura produzida nas periferias brasileiras é tema de seminário da Cátedra Olavo Setubal</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/literatura-da-periferia" class="external-link">Literatura periférica: a vida contada sem intermediários</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-reflexoes-sobre-literatura-periferica-e-universidade-18-de-junho-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p>Poemas</p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/os-miseraveis-sergio-vaz/" class="external-link">Os Miseráveis</a>", de Sergio Vaz</li>
</ul>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/alvaro-de-campos-foi-a-cooperifa-marcio-vidal/" class="external-link">Álvaro de Campos foi à Cooperifa</a>", de Marcio Vidal</li>
</ul>
<hr />
<p><br />2º Encontro<br /><strong>Marcas na Pele da Cidade: Narrativas Visuais das Periferias</strong><br />28 de setembro de 2018</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-urbana-periferias" class="external-link">Arte urbana produzida pelas periferias brasileiras é tema de encontro na Cátedra Olavo Setubal</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pixo-e-graffiti-a-periferia-estampada-nos-muros-da-cidade" class="external-link">Pixo e graffiti: a periferia estampada nos muros da cidade</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/centralidades-perifericas-marcas-na-pele-da-cidade-narrativas-visuais-das-periferias" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-marcas-na-pele-da-cidade-narrativas-visuais-das-periferias-28-de-setembro-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />3º Encontro<br /><strong>A Cena Teatral que Ecoa das Periferias</strong><br />28 de outubro de 2018</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-cena-teatral-das-periferias-brasileiras" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal promove encontro sobre a cena teatral das periferias brasileiras</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-presente-turbulento-e-o-futuro-incerto-do-teatro-produzido-pelas-periferias" class="external-link">Teatro na periferia enfrenta dificuldade de financiamento e relação frágil com a universidade</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/centralidades-perifericas-a-cena-teatral-que-ecoa-das-periferias" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-a-cena-teatral-que-ecoa-das-periferias-22-de-outubro-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />4º Encontro<br /><strong>Quando as Periferias Constroem sua Própria Imagem</strong><br />27 de novembro de 2018</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cinema-e-fotografia-na-periferia" class="external-link">Cineasta e fotógrafos debatem como as periferias constroem a própria imagem</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/centralidades-perifericas-quando-as-periferias-constroem-sua-propria-imagem" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/centralidades-perifericas-quando-as-periferias-constroem-sua-propria-imagem-27-de-novembro-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Leia outras notícias sobre as atividades da Cátedra Olavo Setubal</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet"><br />Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-10-04T20:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/global-exploration-into-cultures-and-innovation-models-02-de-marco-de-2018">
    <title>Global Exploration into Cultures and Innovation Models - 02 de março de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/global-exploration-into-cultures-and-innovation-models-02-de-marco-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-02T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-cultura-e-ciencia-e-os-objetivos-do-desenvolvimento-sustentavel-i-as-urgencias-do-futuro-8-de-agosto-de-2019">
    <title>Arte, Cultura e Ciência e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável I e II - As Urgências do Futuro e Para qual Futuro? - 8 e 9 de agosto de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-cultura-e-ciencia-e-os-objetivos-do-desenvolvimento-sustentavel-i-as-urgencias-do-futuro-8-de-agosto-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-08T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/do-palco-a-plateia-cultura-e-formacao-de-criancas-e-adolescentes">
    <title>Do Palco à Plateia: Cultura e Formação de Crianças e Adolescentes</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/do-palco-a-plateia-cultura-e-formacao-de-criancas-e-adolescentes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>As palestras vão abordar a cultura na formação humana e a sensibilização cultural na criação artística e na formação de plateia, além de apresentar relatos de experiência envolvendo o componente cultural na formação de crianças e adolescentes.</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><strong><span>João Luiz Passador <span>(GPublic/<span>Conselho Municipal de Cultura de Ribeirão Preto</span>)<br /><span>Sérgio Kodato <span>(FFCLRP-USP/<span>Observatório de Violência e Práticas Exemplares</span>)<br /><span>Tatiana Brechani (<span>Révoa Desenvolvimento)<br /><span>Adriana Scannavez (Atacia)<br /><span>João Marcílio<br /><span>Rodrigo Augusto Santinelo Pereira (<span>FFCLRP-USP)<br /><span>Marina Calache<br /><span>Representantes do Projeto Guri</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-14T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades">
    <title>Em sua 93ª edição, “Estudos Avançados” reflete sobre o ensino de humanidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades</link>
    <description>Além de dossiê sobre o ensino de humanidades, há artigos sobre vida urbana e saúde, arte e cultura e uma homenagem ao economista Paul Singer</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f9d48d4d-7fff-d22f-ce8f-49ea379f72fb"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-93/@@images/a264861c-632d-4ea5-9b50-5a6b15118a23.jpeg" alt="Capa Estudos Avançados 93" class="image-right" title="Capa Estudos Avançados 93" />A <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">93ª edição da revista “Estudos Avançados”</a> inaugura uma série de publicações focadas nos ensinos fundamental e médio. O dossiê principal deste número traz um conjunto de artigos sobre o ensino de humanidades, área do conhecimento escolhida para abrir a sequência. Além de ponderações sobre a conjuntura atual da educação brasileira, os textos apresentam reflexões sobre o ensino de filosofia, história, geografia, música, literatura e religião. A versão online da publicação está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">íntegra no SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">A revista traz ainda três outras seções, com temas diversos. Na primeira, Vida urbana e saúde, quatro artigos buscam compreender como atributos ambientais e comportamentais das grandes cidades afetam a vida de seus habitantes. O segundo conjunto de textos, Artes e cultura, traz discussões abrangentes sobre o ensino superior de artes e reflexões sobre importantes obras do século passado. Por fim, a última seção homenageia o economista Paul Singer, morto em abril deste ano, com uma grande e expressiva entrevista realizada em 2016. Veja o <a class="anchor-link" href="#Sumário">sumário</a> da revista.</p>
<p dir="ltr"><span>Para o editor da revista, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi"><span>Alfredo Bosi</span></a><span>, as humanidades enfrentam uma situação paradoxal. “Ao mesmo tempo, assistimos a uma reflexão sobre os novos métodos propostos pela pedagogia e pelas didáticas específicas que abrem novos rumos ao magistério e enfrentamos uma depreciação das mesmas humanidades pelo pensamento tecnicista que se generalizou em órgãos burocráticos dentro e fora da Universidade”, atenta. Ele acredita que a intensa demanda por especialização gerada pelas revoluções industrial e tecnológica prejudicou o equilíbrio entre as ciências humanas e biológicas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este contexto, segundo Bosi, alimenta a necessidade de pensar o saber de modo holístico e problemático. Um ponto de partida, para ele, seria aplicar a filosofia como metodologia de de toda e qualquer modalidade do conhecimento. “O leitor encontrará artigos de docentes que vivem esse projeto tanto nas escolas públicas quanto em situações particulares, como é o caso do ensino de leitura junto a presidiários ou a tentativa bem-sucedida de introduzir o ensino de grego e latim para alunos do ensino fundamental”, comenta.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No editorial, Bosi dedica a 93ª edição da revista a Paul Singer e Paulo Freire, que, segundo ele, “levaram seus ideais democráticos ao cerne da economia e da pedagogia dos oprimidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê</strong></span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Ouça: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/dossie-mostra-marginalizacao-do-ensino-de-humanidades/">Franklin Leopoldo e Silva, autor de um dos artigos da revista, em e<span>ntrevista ao programa de rádio Jornal da USP</span></a></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre 2012 e 2013, Ana Vieira Pereira participou de uma série de oficinas de escrita criativa e mediação de leitura no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. As experiências e os aprendizados de Pereira no período estão relatados no artigo </span><span><i>À margem — experiências de literatura com pessoas encarceradas</i></span><span>, que também compõe o dossiê principal. Segundo ela, o trabalho possibilitou a percepção da literatura e do contar da própria história como “mecanismos poderosos para a reorganização pessoal e a descoberta de novas formas dentro do campo da linguagem”.</span></p>
<p dir="ltr">No artigo<i> </i><i>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação</i>, Celso João Ferretti analisa criticamente a reforma promovida pelo Ministério da Educação em 2017. Os interesses políticos e econômicos da reestruturação, as disputas ideológicas que se apresentaram e os objetivos oficiais anunciados pelo governo Temer são alguns dos pontos tratados por Ferretti. Ele declara ainda ter conferido “especial atenção à flexibilização curricular e à concepção de qualidade da educação em que se baseia a reforma”.</p>
<p dir="ltr"><span>Paula da Cunha Corrêa, no artigo </span><span><i>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental</i></span><span>, apresenta uma exitosa experiência pedagógica conduzida a partir de 2013 na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima. Usando o método </span><span><i>Minimus</i></span><span>, criado pela britânica Barbara Bell, Corrêa organizou a implementação de cursos de línguas clássicas — latim e grego — para alunos dos 4º e 7º anos da escola localizada na capital paulista. Segundo ela, além do ensino das línguas, o projeto leva aos alunos “diversos aspectos da cultura clássica: mitologia, história, política, teatro, poesia, música, arte e arquitetura”. O “Projeto Minimus” está em vigor até hoje e busca novas escolas para expandir sua área de atuação.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Outros temas</strong></span></p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros textos da seção Vida urbana e saúde apresentam as consequências da violência e da falta de saneamento básico para a saúde da população periférica. Os dois últimos apresentam críticas e comentários sobre o livro <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva" class="external-link">Vida Urbana e Saúde — Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles</a></i> (Editora Contexto, 2018), de autoria do médico e diretor do IEA-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span>A metrópole e a saúde de seus habitantes</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro"><span>Helena Ribeiro</span></a><span> descreve e analisa os temas gerais abordados na obra de Saldiva. Segundo ela, o livro mostra, com clareza, “os problemas que a urbanização tem trazido para a saúde física e mental” dos moradores da grandes cidades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já o articulista Fabio Angeoletto, no texto </span><span><i>Vida urbana e saúde</i></span><span>, ressalta que as problemáticas apresentadas por Saldiva não se resumem a São Paulo e outras metrópoles, mas a todas as cidades brasileiras. Para ele, a conclusão da leitura faz emergir uma mensagem clara, mas não explícita pelo autor: “As cidades, em sua complexidade, demandam planejamento, e as múltiplas formações acadêmicas e atores sociais precisam estar envolvidos nesse labor”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No corpo de sete autores da seção </span><span><i>Artes e cultura</i></span><span> há, entre outros, o ex-diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span>, e duas professoras uspianas participantes da primeira edição do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico"><span>Programa Ano Sabático</span></a><span> do IEA, de 2016: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk"><span>Dária Jaremtchuk</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira"><span>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</span></a><span>. Os trabalhos nesta edição representam parte dos resultados de suas pesquisas no Instituto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Jaremtchuk, no artigo </span><span><i>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra”</i></span><span>, discorre sobre o período de 10 anos que o pintor brasileiro passou nos Estados Unidos. Segundo ela, o tempo foi fundamental para que Nascimento reafirmasse “seu compromisso com a criação de obras alinhadas com a herança cultural africana”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span><i>Sobre conquistas e tensões</i></span><span>, por sua vez, Oliveira discute o surgimento de novas dinâmicas culturais ancoradas nas tecnologias de informação e comunicação. “O momento atual exige uma compreensão não simplificadora das inúmeras representações, contradições, vozes e dos silêncios que disputam a visibilidade na arena pública”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Paul Singer</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O último artigo da edição 93 da revista “Estudos Avançados” celebra o economista Paul Singer, que morreu no dia 16 de abril de 2018, aos 86 anos. Singer foi professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e integrante da primeira composição do Conselho Deliberativo (CD) do IEA, de 1987 a 1992. Nascido em Viena, capital da Áustria, foi o criador e maior defensor da “Economia Solidária”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo </span><span><i>Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática</i></span><span>, Cris Andrada e Egeu Esteves apresentam uma entrevista realizada com o economista no ano de 2016. Nela, Singer fala sobre sua migração para o Brasil, a juventude na São Paulo do pós-guerra, sua relação com o movimento sindical — com ênfase à participação na </span><span>Greve dos 300 mil</span><span> — e, notoriamente, sobre a Economia Solidária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Poucos reúnem grandeza intelectual, humildade genuína e uma profunda coerência entre o que escreve e o que pratica, como ele”, escrevem os autores. “Paul Singer não apenas refletiu sobre as violências do mundo do trabalho, como se dedicou a fazê-lo junto de trabalhadores, ombro a ombro, anos a fio.”<br /><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><i><strong>Revista "Estudos Avançados" 93, 399 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><a name="Sumário"></a></p>
<h3>Sumário</h3>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Ensino de Humanidades</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Limites e possibilidades do ensino de filosofia - <i>Franklin Leopoldo e Silva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Prefácio para a reedição de Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire - <i>Celso de Rui Beiseigel</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação - <i>Celso João Ferretti</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas” - <i><span>Marcus Sacrini</span><span> e </span><span>Valéria De Marco</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Os preteridos e os preferidos: sinal dos tempos da educação - <i><span>Ausonia Donato</span><span> e </span><span>Monique Borba Cerqueira</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Autobiografias do começo de uma aula - <i>Marcos Natali</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Leitura e escrita literárias no âmbito escolar: situação e perspectivas - <i>Neide Luzia de Rezende</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>À margem – experiências de literatura com pessoas encarceradas - <i>Ana Vieira Pereira</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental - <i>Paula da Cunha Corrêa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Reflexões sobre o ensino de História - <i>Circe Fernandes Bittencourt</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de História e seus conteúdos - <i>Antonia Terra de Calazans Fernandes</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O ensino da Geografia como prática espacial de significação - <i>Rafael Straforini</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O Estado e a educação religiosa: observações a partir da psicologia - <i>Geraldo José de Paiva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Considerações sobre o ensino de música no Brasil - <i>Antonio Carlos Moraes Dias Carrasqueira</i></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Vida urbana e saúde</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> “Caminhos da reforma sanitária”, revisitado - <i>Amélia Cohn</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Violência em favelas e saúde - <i><span>Ana Lydia Sawaya</span><span>, </span><span>Maria Paula de Albuquerque</span><span> </span><span>e Semiramis Martins Álvares Domene</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> A metrópole e a saúde de seus habitantes - <i>Helena Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>•</strong> Vida urbana e saúde - <i>Fabio Angeoletto</i></p>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Artes e cultura</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra” - <i>Dária Jaremtchuk</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Sobre conquistas e tensões - <i>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Os gigantes da montanha e o semblante do real - <i>Martha Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Walter Zanini e a formação de um sistema de arte contemporânea no Brasil - <i>Isis Baldini, Martin Grossmann, Pamela Prado e Vinicius Spricigo</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de Artes Visuais na Universidade - <i>Ana Mae Barbosa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> O que se espera de uma escola de arte hoje? - <i>Martin Grossmann</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Bophana e a persistência da memória - <i>Paulo Roberto Ramos</i></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Paul Singer</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática - <i>Cris Andrada e Egeu Esteves</i></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/investimento-publico-em-projetos-culturais-traz-retorno-positivo-ao-pais">
    <title>Investimento público em projetos culturais traz retorno positivo ao País</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/investimento-publico-em-projetos-culturais-traz-retorno-positivo-ao-pais</link>
    <description>Série do USP Analisa discute importância da cultura e mecanismos de financiamento do setor
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-09e42740-7fff-8a74-52cc-f632af00b8d1"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/uspanalisa3010.png/@@images/3ae8c7ca-2e64-402a-b36f-152e222d7f6a.png" alt="" class="image-left" title="" />Embora o acesso à cultura seja garantido pela Constituição, essa área tem sofrido críticas constantes por alguns setores da sociedade e inclusive pelo próprio governo. Para discutir a importância da cultura para os cidadãos e como funciona o financiamento dela no Brasil, o USP Analisa exibe a partir desta semana um especial de dois programas com a participação do professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP e presidente do Conselho Municipal de Cultura de Ribeirão Preto João Luiz Passador e da coordenadora de projetos na Associação Pró-Esporte e Cultura Mariana Souza.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Passador, de forma geral, há uma certa dificuldade em calcular o retorno do investimento público no setor cultural, mas ele existe. “Quando você monta uma peça de teatro, você movimenta uma rede de atividades econômicas. Tem deslocamento, hospedagem, restaurante, profissionais de todas as origens, como eletricistas, encanadores, pintores, confecções, um fenômeno de multiplicadores. Mas também é importante destacar que quem trabalha com política dos negócios do setor público percebe que há ganhos de difícil tangibilidade e mensuração, por exemplo, identidade cultural, nacional ou exercícios de cidadania e construção de sujeitos como sujeitos de direitos. A cultura é importante elemento nesse sentido”, afirma.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Dentro do contexto do financiamento da cultura e seus retornos, Mariana cita um estudo encomendado em 2018 pelo extinto Ministério da Cultura à Fundação Getúlio Vargas para avaliar o impacto econômico da Lei Rouanet em seus 27 anos de existência. “A pesquisa não levava em conta o valor intangível da cultura, apenas procurava saber se a lei estava onerando o Estado. O resultado foi que havia, sim, um retorno positivo. São 68 as atividades econômicas vinculadas a isso, que vão do transporte a turismo, setor alimentício, finanças. Para cada R$ 1 investido com a Lei Rouanet, existe R$ 1,59 de retorno, ou seja, 59% de retorno. É alto o payback dos projetos culturais frutos de incentivo fiscal. A lei gerou R$ 31 bilhões em renúncia fiscal e esses R$ 31 bilhões não só retornaram à economia como também foram gerados mais R$ 18,56 bilhões. Então, o impacto total da Lei Rouanet desde que ela existe é de R$ 51 bilhões”, explica ela.</span></p>
<p><span>O primeiro programa da série vai ao ar nesta quarta (30), às 18h05, com reapresentação no domingo (3), às 11h30. O </span><a href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-30T18:58:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/guerras-culturais">
    <title>Guerras Culturais: O Que São e Como Chegaram ao Brasil?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/guerras-culturais</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>"Guerras Culturais" é uma expressão utilizada sobretudo nos Estados Unidos no período pós-II Guerra Mundial e, mais especificamente, dos anos 1980 em diante, como designação dos conflitos de uma sociedade profundamente cindida: democrática e segregada, inventiva e conservadora, disruptiva e tradicional. No Brasil, as guerras culturais tiveram seus contornos melhor delineados com a popularização da internet e das redes sociais.</p>
<p><span>A partir delas, o conflito de ideias ficou evidente ao longo das últimas eleições presidenciais e a cada manifestação pública do presidente eleito. Trata-se de um tipo específico de tensionamento político e social em que o conflito ocorre na dimensão da cultura - a produção artística, o pensamento, o universo de símbolos e valores. Nesta conferência, pretende esclarecer as origens do fenômeno, o modo como se popularizou no Brasil e algumas de suas consequências atuais.</span></p>
<p>Conferencista: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-wolf" class="external-link">Eduardo Wolf</a> (PUC-SP)</p>
<p>Moderador: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paolo-zanotto" class="external-link">Paolo Zanotto</a> (ICB-USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-21T12:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/brasil-brasis-e-sua-complexa-formacao-social-1o-de-novembro-de-2019">
    <title>Brasil, Brasis e sua Complexa Formação Social - 1º de novembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/brasil-brasis-e-sua-complexa-formacao-social-1o-de-novembro-de-2019</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-01T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/historia-e-mito-os-povos-huni-kuin-e-guarani-7-de-novembro-de-2019">
    <title>História e Mito: os Povos Huni-Kuin e Guarani - 07 de novembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/historia-e-mito-os-povos-huni-kuin-e-guarani-7-de-novembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-07T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/escultura-fisica-e-politica-para-as-mitologias-indigenas-08-de-novembro-de-2019">
    <title>Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas - 08 de novembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/escultura-fisica-e-politica-para-as-mitologias-indigenas-08-de-novembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2019-11-08T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/artistas-praticam-201cjogo-de-cintura201d-para-esquivar-se-de-situacoes-previsiveis-diz-garcia-canclini">
    <title>Artistas praticam “jogo de cintura” para esquivar-se de situações previsíveis, diz García Canclini</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/artistas-praticam-201cjogo-de-cintura201d-para-esquivar-se-de-situacoes-previsiveis-diz-garcia-canclini</link>
    <description>Titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência de 2021-2022 debateu emergências culturais em seminário de lançamento de livro coordenado por ele</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e2af2db5-7fff-81dd-a79b-51962af9f200"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-canclini-25-10-2023/image" alt="Néstor Canclini - 25/10/2023" title="Néstor Canclini - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O antropólogo argentino Néstor García Canclini: pesquisa comparativa das instituições culturais tendo Brasil e México como ''marcos'' de referência. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>A noção de comunidade, um dos principais conceitos do livro “Emergências Culturais: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México”, foi retomada pelo antropólogo argentino </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Néstor García Canclini</span></a><span> durante o lançamento da publicação que coordena. O evento também teve a participação dos demais autores, gestores culturais, jornalistas e acadêmicos, e aconteceu no dia 25 de outubro no auditório do MAM (Museu de Arte Moderna). A obra, que aborda ainda os conceitos de instituições e criadores culturais, foi publicada no primeiro semestre deste ano pelo IEA e pela Edusp.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Na história, mas principalmente na antropologia, pensamos em comunidades locais, estabelecidas em um território específico”, contextualizou. “Existe uma dispersão que nos obrigou a refletir sobre em que sentido somos comunidade no mundo do </span><span><i>streaming</i></span><span>, da comunicação virtual e essa descentralização criou ainda mais instabilidade a uma atividade que por si só já é bastante instável”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Professor titular da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), no México, e referência obrigatória nos estudos culturais na América Latina, Canclini afirmou que o processo de precarização na área começou, na verdade, antes da pandemia. Citou uma frase do sociólogo francês Pierre-Michel Menger – “o trabalho artístico está moldado pela incerteza” – para ilustrar as oscilações tão comuns no setor cultural. “Não sabemos onde vamos parar quando iniciamos uma experiência comunicacional ou estética”, dizendo que essa situação problemática “aproxima a precarização da emergência”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ele, para esquivar-se daquilo que é previsível, os artistas praticam o tempo todo o chamado “jogo de cintura”. Disse que a metáfora de raízes brasileiras serve de referência para outros países, significando “mover-se do previsível em direção a um espaço diferente”, o que “conecta de forma positiva ou de forma criativa a precariedade com a emergência”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O livro é resultado da pesquisa </span><span>“A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais”, </span><span>realizada durante o biênio 2021-2022, na titularidade de Canclini na </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia"><span>Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência</span></a><span>, parceria do </span><a href="https://www.itaucultural.org.br/"><span>Itaú Cultural</span></a><span> com o IEA.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/juan-ignacio-brizuela-25-10-2023/image" alt="Juan Ignacio Brizuela - 25/10/2023" title="Juan Ignacio Brizuela - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O pesquisador Juan Ignacio Brizuela usou a expressão ''fora do jogo'' para pensar as instituições culturais. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Assinam a autoria do livro com Canclini os pesquisadores de pós-doutorado </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Juan Ignacio Brizuela</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Sharine Machado C. Melo</span></a><span> ao lado da pesquisadora mexicana </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas"><span>Mariana Martínez Matadamas</span></a><span>. Os autores investigaram as transformações que, nos últimos anos, vêm afetando instituições culturais, artistas, trabalhadores da cultura e públicos, adensadas e agravadas pela pandemia de Covid-19.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Esse é o quinto volume da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/publicacoes"><span>coleção de livros</span></a><span> da cátedra e o primeiro em parceria com a editora da USP”, informou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span> sobre a edição em português. O coordenador acadêmico da cátedra anunciou que a edição em espanhol, publicada pela editora Gedisa, também já está disponível para os países de língua hispânica da América Latina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destacou a importância do site </span><a href="https://www.canclinibrasil.iea.usp.br/"><span>“Diálogos com Canclini no Brasil”</span></a><span>, dedicado ao antropólogo e às publicações relacionadas ao projeto coordenado por ele na cátedra, além de reunir depoimentos de intelectuais brasileiros sobre sua obra para a reflexão do panorama da cultura no Brasil e na América Latina em geral.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Nesse sentido, disse que apesar das cátedras representarem uma tradição, “a cadeira do bispo”, elas vão muito além enquanto “instrumentos de vanguarda” porque trazem a possibilidade de inovação contínua em áreas fronteiriças do conhecimento.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Políticas Culturais</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Na abertura do evento, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-mode"><span>Luciana Modé</span></a><span>, coordenadora do Observatório Itaú Cultural,</span><span> antevendo recente decisão da Câmara dos Deputados, comentou sobre a expectativa dos agentes culturais pela prorrogação da Lei Paulo Gustavo. Em 30 de outubro, dia em que o ator completaria 45 anos, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei (nº 3.942) de 2023 foi aprovado por maioria absoluta no plenário. “Este projeto visa estender o prazo de execução dos recursos da Lei Paulo Gustavo até 30 de junho do ano que vem”, informou Luciana. Trata-se de significativa conquista, uma vez que os incentivos culturais estão garantidos até 2024. “É responsabilidade de nosso setor a execução apropriada, eficiente e democrática dos recursos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A Lei Paulo Gustavo prevê, entre outros pontos, o repasse federal de R$ 3,86 bilhões do Fundo Nacional de Cultura (FNC) a estados e municípios para fomento de atividades e produtos culturais, como forma de atenuar os efeitos econômicos e sociais da pandemia de Covid-19. Outro ponto é que os estados e municípios que receberem os recursos deverão comprometer-se a fortalecer os sistemas estaduais e municipais de cultura existentes ou, se inexistentes, implementá-los.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Canclini discorreu sobre os legados históricos que abriram caminhos para que a </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei emergencial Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020</span><span>)</span></a><span>, </span><span>que dispôs sobre ações emergenciais destinando R$ 3 bilhões para o setor cultural durante a pandemia de Covid-19, fosse implementada. “Trata-se de uma experiência de exceção na América Latina”, pontuou. “Houve um aumento do orçamento cultural no Brasil devido à Lei Aldir Blanc”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destacou o papel fundamental da mobilização de artistas e gestores culturais por meio dessas “redes” criadas em plataformas digitais, única forma de se comunicar durante o isolamento. “Museus, bibliotecas e centros culturais estavam fechados e o público não podia ir às salas de cinema, de teatro, mas fez isso de forma virtual”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O antropólogo lembrou que no início do período de sua titularidade foi aberto um edital para escolha de dois pesquisadores em pós-doutorado com 41 candidatos inscritos. “Isso tem a ver com a atração que exerce a USP e o seu IEA, mas também podemos pensar que isso ocorreu como resultado da precarização trabalhista que afeta os pós-doutorandos da América Latina e de outros países da Europa e Estados Unidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Canclini</span></a><span>, o elevado número de candidatos para apenas duas vagas que exigiam o título de doutor se relaciona ao desenvolvimento de sociedades neoliberais que “precarizam” a vida dos jovens das novas gerações, ressalvando que “já faz duas ou três gerações que isso acontece”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Brasil e México</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>García Canclini</span></a><span>, a proposta consistiu em fazer uma pesquisa comparativa das instituições culturais tendo o Brasil e o México, dois países gigantes, com políticas culturais de muitas décadas, bastante estruturadas, como marcos de referência latino-americana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“São poucos os trabalhos comparativos entre Brasil e México, que são os dois maiores países em termos populacionais e também com relação às suas atividades econômicas”, apontou. “No entanto, existe pouquíssima interconexão, mas, apesar disso, percebi que esse interesse recíproco tem crescido”, afirmou, dizendo que o Brasil tem demonstrado muito mais interesse pela América Latina que há 30 ou 40 anos. “O México também se abriu mais nas últimas décadas a outros países latino-americanos. Entretanto, no caso mexicano, há um foco mais com os Estados Unidos do que com a América Latina”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Contou que a pandemia acabou interferindo na metodologia da pesquisa. “Muitas das entrevistas com os atores culturais ocorreram de forma virtual, por aplicativos de videoconferência. Foi uma experiência etnográfica extraordinária”, considerou. </span><span>Também falou que foi possível consultar os dados estatísticos com facilidade porque os documentos estavam em rede.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ele, os caminhos adotados na pandemia foram bastante distintos entre ambos países. Citou ainda um estudo comparativo feito pela Unesco (</span><span>Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostrando o que foi feito no primeiro ano da pandemia, em relação aos aumentos de emergência no orçamento de cultura nos países latino-americanos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O Brasil ficou em primeiro lugar, com aumento de 143% do fundo dedicado à cultura em 2020”. Em seguida vêm Argentina (41%), Equador (24%) e Chile (15%). O México surgiu em décimo lugar com aumento de apenas 3%. “Como isso era possível em um país que estava sempre fazendo desenvolvimento comunitário e atendendo as necessidades locais, liderado até hoje por [Andrés Manuel] López Obrador?”, indagou. “Por outro lado, sabemos que o governo Bolsonaro não era favorável ao desenvolvimento cultural, então, como explicar o destaque do Brasil?”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Canclini</span></a><span> explicou que no México a mobilização buscou reivindicar a dívida do estado com relação aos trabalhos não pagos de artistas visuais e populares, a exemplo dos músicos que tinham dado shows e outros espetáculos. Já no Brasil, “milhares de artistas e gestores culturais que se reuniram por meio das redes virtuais coletivas para ver onde podiam obter fundos sabiam que o melhor caminho não era o Governo Executivo, mas sim o Congresso, onde havia pluralidades e legisladores com disposição para colaborar”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O antropólogo também lembrou que, no primeiro ano da pandemia, foram perdidos, em média, mais de 800 mil postos e empregos na América Latina.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Pontos de cultura</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento teve um debate que, além de Canclini, contou com a participação do historiador e gestor cultural </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-turino"><span>Célio Turino</span></a><span>, a diretora fundadora do Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas (Bahia) </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/onisaje"><span>Fernanda Onisajé</span></a><span> e a produtora cultural e escritora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Valquíria Volpato</span></a><span>, além de pesquisadores da cultura, demais autores do livro e entrevistados nas pesquisas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-turino"><span>Turino</span></a><span>, o trabalho da cátedra vai contribuir muito para a compreensão de que Pontos de Cultura e Cultura Viva, assunto abordado por </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Brizuela</span></a><span>, vão muito além de uma política pública, constituindo-se enquanto “filosofia” ou “compreensão de relações a partir do comunitário”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sharine-machado-25-10-2023/image" alt="Sharine Machado - 25/10/2023" title="Sharine Machado - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A pesquisadora Sharine Machado Melo analisou os processos que resultaram na promulgação da Lei Aldir Blanc. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Da análise de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Melo</span></a><span> sobre a criação da </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei Aldir Blanc</span></a><span>, Turino explicou que o surgimento dos movimentos virtuais no Brasil logo no começo da pandemia, reunindo cerca de “40 mil” artistas, criadores, gestores e animadores culturais, ocorreram porque “junto com o conceito de cultura viva na primeira década do século 21, o país foi vanguarda mundial em cultura digital, “entendida não somente enquanto tecnologia mas como cultura a partir do software livre”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A dramaturga </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/onisaje"><span>Onisajé</span></a><span> (Fernanda Júlia), educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil com ênfase no Candomblé, falou sobre a importância do ponto de cultura na cidade de Alagoinhas. Além de diretora artística, Onisajé é</span><span> Yakekerê (mãe pequena, segunda sacerdotisa do terreiro) no Ilê Axé Oyá L´adê Inan, comunidade de terreiro local.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Um ponto de cultura é a possibilidade de manter acesa e em processo de radiação as nossas identidades múltiplas, contribuições, construções culturais que reverberam no modo como somos, pensamos, criamos e nos expressamos esteticamente”.</span><span> Usando a metáfora do farol como “fonte de luz reversa”, disse que, no interior do estado, </span><span>o ponto de cultura transforma “aquela localidade, aquele espaço, aquele recorte de território em um farol para a sua comunidade e que também recebe a luz daquela comunidade para dentro de si”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Gestora pública na área de cultura, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Valquíria Volpato</span></a><span> falou sobre a experiência vivida na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (Espírito Santo) no começo do confinamento, às vésperas de lançamento de um edital que disponibilizaria R$ 650 mil por meio da Lei Rubem Braga, principal mecanismo de fomento a novos projetos artísticos e culturais do município. “O contingenciamento, as paralisações e tudo que sobreveio naquele momento foi tão drástico e dramático que fez tudo recuar”, relatou, recordando o fechamento inesperado de teatros e centros culturais.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Volpato</span></a><span> disse que foi a partir dos encontros promovidos pelo Fórum Nacional dos Conselhos que “viajou o Brasil” através da cadeira do seu quarto. “Foi tão bom e diferente fazer parte daquilo tudo”, descreveu. “ Por meio das pautas de gestão,era como se eu tivesse me transformado no que unia o cachoeirense artista com as pautas no Congresso”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela conta que as reuniões virtuais com outros gestores culturais produziram a sensação de “corrida contra o tempo”, em que era preciso simplificar o processo de captação de recursos para torná-lo “rápido, célere, descomplicado”, alcançando, assim, os mais atingidos.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Tensões e incertezas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Dirigindo uma questão a </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Sharine Melo</span></a><span> sobre o papel das redes na pandemia, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-paula-sousa"><span>Ana Paula Sousa</span></a><span>, editora da versão impressa da revista Carta Capital e moderadora da roda de conversa, pediu que a pesquisadora comentasse o quanto a pandemia, com toda a sua “carga trágica”, acabou “favorecendo” a potência das redes virtuais.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Melo</span></a><span> respondeu que as redes trouxeram uma possibilidade de “respiro” ou “iminência” de algo que está no limiar entre a “realidade” e o “possível”. Ela leu o poema “Bilhete para o Bivar”, de Roberto Piva, escrito que lhe serviu de ponto de partida para a pesquisa que deu origem ao ensaio “Pela Onda Luminosa: A Articulação em Rede a Favor da Lei Aldir Blanc no Contexto das Políticas Culturais Brasileiras”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Juan Brizuela</span></a><span> explicou que a expressão “fora do jogo”, usada em seu texto</span><span> </span><span>“Fora de Jogo? Territórios Latinos-Americanos e Instituições Culturais no Brasil”, é uma referência à regra  “offside” ou posição de “impedimento” que se aplica no futebol, como também às instituições consideradas “fora do lugar”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Se extrapolarmos ao pensar as instituições culturais nos ‘interiores’ dos ‘interiores’ da América Latina, onde muitas vezes não há uma vivência cotidiana das entidades modernas clássicas existentes nas regiões metropolitanas, como museus, teatros, isso significa que não existe nenhuma institucionalidade da cultura nesses lugares?”, pergunta. “Hoje, em especial fora das regiões metropolitanas, instituições religiosas, por exemplo, são as principais formadoras de artistas e profissionais da cultura”, diz. “São mercados culturais muito potentes”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mariana-matadamas-25-10-2023/image" alt="Mariana Matadamas - 25/10/2023" title="Mariana Matadamas - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Para Mariana Martínez Matadamas resultados estabelecem ''diálogo'' entre experiências diferentes. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Para a antropóloga </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas"><span>Mariana Martínez Matadamas</span></a><span>, uma das autoras do livro, os resultados das pesquisas tanto no Brasil quanto no México estabelecem “um diálogo” entre experiências diferentes que vem de “especificidades históricas”, mas que também falam de algumas vinculações próprias.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Uma surpresa importante foi descobrir a falta de informação sistematizada no México se comparado aos dados do sistema cultural no Brasil”, aponta. “O que a gente viu ao longo do trabalho é como as comunidades e grupos culturais encontraram espaço nas instituições e também geraram estratégias para modificar e transformar a maneira como se faz política”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A crítica de arte e editora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paula-alzugaray"><span>Paula Alzugaray</span></a><span>, diretora de redação da revista de arte e cultura contemporânea seLecT_ceLesTe, apontou que uma das grandes contribuições da pesquisa é a “revisão das noções de comunidade, participação, instituição, criatividade, conferindo-lhes sentidos ampliados, flexibilizados e reelaborados”, que se aplicam “perfeitamente” às preocupações cotidiana de jornalistas, editores e trabalhadores da arte.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Esse livro, que trata das tensões e incertezas da vida laboral da cultura contemporânea latino-americana, tem uma ação propositiva muito salutar de investigar de que modo se articulam e se organizam as redes que buscam soluções e produzem transformações”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandro-azevedo"><span>Alessandro Azevedo</span></a><span>, coordenador da Representação Regional do Ministério da Cultura (MinC) em São Paulo, fez questão de se apresentar como um “trabalhador da cultura”, considerando que o evento representa a “reconstrução da institucionalidade da cultura”. Palhaço e ator de formação, ele comentou sobre algumas iniciativas atuais do MinC, como fomento a “pontões de cultura” e a regulamentação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo notícia veiculada no último dia 13 de novembro no portal do MinC, trata-se da “maior iniciativa direcionada ao setor cultural do Brasil”. O órgão vem realizando plantões tira-dúvidas três vezes por semana de maneira online. De acordo com informações da publicação, a PNAB pretende destinar, até 2027, R$ 15 bilhões a estados, municípios e Distrito Federal. </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandro-azevedo"><span>Azevedo</span></a><span> considera a </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei Aldir Blanc</span></a><span> um “marco” de política pública da atuação em rede.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também participaram como comentaristas </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-lucia-pardo"><span>Ana Lúcia Pardo</span></a><span> (UERJ), </span><span>assessora da Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nando-zambia"><span>Nando Zâmbia</span></a><span> (UFBA), </span><span>coordenador da Dinamização de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e do Oyá L’adê Inan Ponto de Cultura na cidade de Alagoinhas, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniele-canedo"><span>Daniele Canedo</span></a><span> (UFRB), produtora e gestora cultural.</span></p>
<p><span>A artista, curadora e gestora de arte e cultura </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andreia-duarte"><span>Andreia Duarte</span></a><span>, </span><span>diretora da Outra Margem e do !PULSA! Movimento Arte Insurgente, abriu os trabalhos com um discurso performático, proferindo “somos cosmos em transformação e a arte é movimento para a vida”. </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-23T10:30:43Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/auto-retrato-alvo-retrato-processos-presentes">
    <title>Auto Retrato, Alvo Retrato: Processos Presentes</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/auto-retrato-alvo-retrato-processos-presentes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr">A exposição já passou pelas cidades de Pradópolis, Guariba, Franca e Batatais e traz obras dos artistas Maria Helena Ramos e Jaime Domingos Cruz Macalé, que juntamente com os artistas e curadores Emaye Natalia Marques e Betto Souza, apresentarão 30 obras explorando temas como memórias, família, resistência e afetividade, destacando a riqueza da arte preta no interior de São Paulo.</p>
<p dir="ltr">"Auto Retrato, Alvo Retrato: Processos Presentes" é estruturada em dois eixos metafóricos que dão nome à exposição, refletindo sobre a importância de olhar para o passado para traçar nosso caminho. A exposição foi aprovada pelo edital Proac Nº 10/2022 – Artes Visuais / Circulação de Exposição.</p>
<p dir="ltr">A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta, das 8h30 às 16h30.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-16T13:34:58Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/201ccomo-sera-o-amanha201d-afrofuturismos-e-a-redescoberta-dos-quilombos-e-das-cidades-como-laboratorios-de-experimentacao-cultural-e-criativa-28-06-2023">
    <title>“Como Será o Amanhã”: Afrofuturismos e a Redescoberta dos Quilombos e das Cidades como Laboratórios de Experimentação Cultural e Criativa - 28/06/2023 </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/201ccomo-sera-o-amanha201d-afrofuturismos-e-a-redescoberta-dos-quilombos-e-das-cidades-como-laboratorios-de-experimentacao-cultural-e-criativa-28-06-2023</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eixos Temáticos USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-11T18:32:14Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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