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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 71 to 85.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-luta-contra-o-cancer-no-brasil-27-de-setembro-de-2019">
    <title>A Luta contra o Câncer no Brasil - 27 de setembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-luta-contra-o-cancer-no-brasil-27-de-setembro-de-2019</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-27T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-11-12-encontros">
    <title>Encontros exploram os movimentos artísticos brasileiros e seus processos construtivos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-11-12-encontros</link>
    <description>As 11ª e 12ª aulas da "Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral" serão nos dias 17 e 18 de outubro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f0e55005-7fff-5239-671a-bb69202f89b8"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jogo-de-tenis-1/image" alt="Jogo de Tênis" title="Jogo de Tênis" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">'Jogo de Tênis', de Lygia Pape (Enciclopédia Itaú Cultural)</dd>
</dl>Os 11º e 12º encontros da </span><span><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a></i></span><span> acontecem nos dias 17 e 18 de outubro, às 14h, no Auditório do IEA (Rua Praça do Relógio, 109), e tratarão de aspectos de diversos movimentos artísticos brasileiros, como o Modernismo, a Tropicália, o Concretismo e o Neoconcretismo. Além disso, as trajetórias de Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Ferreira Gullar, José Celso Martinez, Mário Pedrosa e Oswald de Andrade serão revisitadas </span>—<span> os dois últimos serão homenageados nos encontros. Abertos ao público, os eventos terão transmissão ao vivo pela internet.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Mário Pedrosa</strong></span></p>
<p dir="ltr">O 11º encontro, “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/muito-alem-de-paulistas-e-cariocas" class="external-link">Muito além de ‘Paulistas e Cariocas’ — Mário Pedrosa e Pontos Extremos da Modernidade no Brasil</a>”, terá o crítico de arte brasileira Mário Pedrosa como homenageado. Ao abordar sua trajetória, a mesa de discussão passará pelo modo como Pedrosa viu as relações entre paulistas e cariocas e concretistas e neoconcretistas, além da maneira como discutiu as grandes divisões ideológicas do mundo e como observou o mercado e a ditadura militar brasileira.</p>
<p dir="ltr">Para os organizadores da jornada e titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica e <span>professora da Unifesp,</span> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, Mário Pedrosa é “aclamado como o maior crítico de arte brasileira de todos tempos”, bem como “um autor seminal para compreender um momento especialmente elevado de pensamento crítico no Brasil”.</p>
<p dir="ltr">Nader será a moderadora do debate e Herkenhoff fará uma das exposições. Os outros participantes serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor do IEA; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/washington-marar" class="external-link">Ton Marar</a>, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP; e de Glória Ferreira, doutora pela Université Paris 1 (Panthéon-Sorbonne) e coordenadora da coletânea “Mário Pedrosa: Primary Documents”.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Do Neoconcretismo à Tropicália</strong></span></p>
<p dir="ltr">O 12º encontro, intitulado “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/brasil-do-neoconcretismo-a-tropicalia" class="external-link">Brasil, do Neoconcretismo à Tropicália: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Ferreira Gullar e José Celso Martinez</a>”, será no dia seguinte, 18 de outubro. Ao relacionar os dois movimentos e analisar os artistas que deles fizeram parte, o debate abordará, segundo os organizadores, o processo construtivo brasileiro como “um embate incansável de ideias”. O Neoconcretismo “enfrentou a crise dos anos 60 com o esgotamento da geometria canônica, através de propostas participativas e no encaminhamento na direção do Tropicalismo”, tendo como fundamentos a produção de conhecimento e a presença do sujeito.</p>
<p dir="ltr"><span>O homenageado do encontro é o escritor Oswald de Andrade. Para os organizadores, “existem artistas que são faróis da sociedade, porque lúcidos e indomáveis. E Oswald de Andrade é um paradigma que se renova sempre, porque não propunha modelos formais, mas modos de pensamento crítico que se renovam a cada geração”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Andrade incluía em seus pensamentos e trabalhos a medicina, a antropologia, a eletrônica e outros campos da ciência. “Por isso, sua antropofagia pode envolver, sem decalques, o Cinema Novo e a Tropicália, como continua estimulando ações artísticas experimentais para muito além do cânon”.</span></p>
<p dir="ltr">As exposições serão de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celso-favaretto" class="external-link">Celso Favaretto</a>, doutor em Filosofia pela USP e professor da Faculdade de Educação da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-camilo-osorio" class="external-link">Luiz Camillo Osório</a>, professor e diretor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio e curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro entre 2009 e 2015; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-bruno-guimaraes-martins" class="external-link">Sérgio Bruno Martins</a>, professor do Departamento de História da PUC-Rio; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-rivera" class="external-link">Tania Rivera</a>, doutora em Psicologia pela Université Catholique de Louvain e pós-doutora em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e Helena Nader. <span>O debate terá Paulo Herkenhoff como moderador.</span><span> </span></p>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>JORNADA RELAÇÕES DO CONHECIMENTO ENTRE ARTE E CIÊNCIA: GÊNERO, NEOCOLONIALISMO E ESPAÇO SIDERAL</strong><br /><strong>11º Encontro - Muito além de “paulistas e cariocas” - Mário Pedrosa e pontos extremos da modernidade no Brasil</strong><br /><i>17 de outubro, 14h</i><br /><strong>12º Encontro - Brasil, do Neoconcretismo à Tropicália: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Ferreira Gullar e José Celso Martinez</strong><br /><i>18 de outubro, 14h</i></p>
<p><i>Local: Auditório do IEA - Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br />Eventos gratuitos e abertos ao público - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo </a>pela internet<br />Mais informações: Cláudia R. Pereira (clauregi@usp.br) - Telefone: (11) 3091-1686<br /><i>Páginas dos eventos: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/muito-alem-de-paulistas-e-cariocas" class="external-link">11º Encontro</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/brasil-do-neoconcretismo-a-tropicalia" class="external-link">12º Encontro</a></i></i></p>
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<p class="MsoNormal">—</p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-07T20:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/para-alem-da-torre-de-marfim-difusao-cientifica-e-legitimidade-universitaria">
    <title> Para além da torre de marfim: difusão científica e legitimidade universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/para-alem-da-torre-de-marfim-difusao-cientifica-e-legitimidade-universitaria</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-3dd03862-7fff-e3a2-9528-25d719edd7fb"><span>A pandemia de covid-19 e as trágicas consequências do negacionismo científico visto em alguns setores da sociedade deixaram explícita a importância da comunidade acadêmica e de instituições ligadas à ciência estarem próximas da população por meio da divulgação de suas pesquisas e da conscientização sobre seu papel fundamental no desenvolvimento do país.</span></span></p>
<p><span><span>Os palestrantes </span></span><span>vão traçar um panorama da difusão científica e do papel da comunicação na legitimação da universidade perante a sociedade, além de mostrar exemplos práticos de difusão científica e também os impactos da desinformação.</span></p>
<p><span><strong>Debatedores</strong></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-c744cd9e-7fff-6136-640f-28c21ce5c6a7"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><span>Kleber Del Claro (UFU)<br /></span><span>Leonardo Rezende (FEARP/USP)<br /></span>Wasim Syed (União Pró-Vacina/Vidya Academics)</span></p>
<p dir="ltr"><strong>Mediador</strong></p>
<p dir="ltr"><strong> </strong>Flávio Martins (<span>CRID)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-18T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/festival-de-divulgacao-cientifica-troca-mesa-de-bar-pelo-ambiente-virtual">
    <title>Festival de divulgação científica troca mesa de bar pelo ambiente virtual</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/festival-de-divulgacao-cientifica-troca-mesa-de-bar-pelo-ambiente-virtual</link>
    <description>Pandemia mudou dinâmica do Pint of Science, que terá edição em Ribeirão Preto transmitida pelo YouTube</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f5a0227d-7fff-8019-e607-098224bf4c83"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/pint2019.jpg/@@images/666f3338-a687-4756-b8af-488baec8c338.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Um barzinho e uma dose de ciência formam uma ótima combinação desde 2016 em Ribeirão Preto. Com a pandemia de covid-19 e a necessidade de distanciamento social, essa dobradinha precisou ser transferida para um outro lugar: o sofá de casa. Por isso nos dias 8, 9 e 10 de setembro, o festival internacional de divulgação científica Pint of Science troca as mesas e balcões pelo YouTube para levar um cardápio recheado de ciência - mas com a descontração de sempre.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em Ribeirão, os eventos serão transmitidos pelo </span><a href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live"><span>canal do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a><span>, sempre das 18h30 às 20h. Não é necessário se inscrever e qualquer pessoa pode participar.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A carta de temas nesta edição passa pela situação que vivemos atualmente. Professores e pesquisadores ligados à USP, ao Instituto Butantan e ao Espaço Ciência vão discutir a relação entre a degradação ambiental e o surgimento de doenças como a covid-19; o desafio de formar professores que preparem os estudantes para o mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo em que vivemos atualmente; e a importância das vacinas para a saúde pública, que, embora seja algo comprovado cientificamente, ainda enfrenta a resistência de movimentos intitulados antivacina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A organização local é feita por uma parceria entre o Centro de Terapia Celular, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto, o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias e os projetos de divulgação científica Ilha do Conhecimento e Vidya Academics, todos ligados à USP Ribeirão Preto. A programação completa e mais informações estão disponíveis no site </span><a href="http://pintofscience.com.br/events/ribeiraopreto"><span>http://pintofscience.com.br/events/ribeiraopreto</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre o evento</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>O Pint of Science começou em 2012, quando os pesquisadores do Imperial College London Michael Motskin e Praveen Paul organizaram um evento para que pacientes com Alzheimer, Parkinson, doenças neuromusculares e esclerose múltipla pudessem conhecer as pesquisas e os laboratórios em que os dois atuavam.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A ideia deu tão certo que os dois decidiram criar uma forma de tirar os pesquisadores de seus laboratórios e levá-los para conversar com o público. Surgia, assim, em maio de 2013, o Pint of Science.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No Brasil, o festival foi realizado pela primeira vez em 2015, em São Carlos (SP), pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. A iniciativa caiu no gosto do público e rapidamente se espalhou. Só em 2019, 85 cidades em todas as regiões brasileiras sediaram as atividades. A organização envolve pessoas ligadas a universidades e institutos de pesquisa de todo o País, que trabalham voluntariamente para que o evento cresça a cada ano.</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><b>Pint of Science Ribeirão Preto 2020</b><br /><i>8, 9 e 10 de setembro, das 18h30 às 20h<br /><a class="external-link" href="http://www.youtube.com/IEAUSPRP/live">Evento on-line, com transmissão pelo canal do IEA-RP no YouTube</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/pint-of-science-ribeirao-preto-2020" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p> </p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-19T17:39:57Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-busca-despertar-interesse-de-meninas-pela-ciencia">
    <title>Evento on-line busca despertar interesse de meninas pela ciência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-on-line-busca-despertar-interesse-de-meninas-pela-ciencia</link>
    <description>Terceira edição do Ciência Por Elas será transmitida pelo canal do IEA-RP no YouTube</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/CartazCinciaporElas16scaled_menor.png/@@images/85804e29-cb13-48ae-9c7c-4196257ad266.png" alt="" class="image-left" title="" />O Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP), em parceria com o <a href="http://ctcusp.org/">Centro de Terapia Celular</a>, o <a href="http://crid.fmrp.usp.br/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias</a> e o <a href="https://www.instagram.com/ecohumantox">Laboratório EcoHumanTox</a>, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, promovem entre os dias 5 e 26 de setembro, a partir das 15h, a terceira edição do <em>Ciência por Elas</em>.</p>
<p>Neste ano, por causa da pandemia de covid-19, o evento será realizado virtualmente e transmitido pelo canal: <a href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live">www.youtube.com/IEAUSPRP/live</a>. As atividades serão realizadas <strong>sempre aos sábados</strong>. Inscrições podem ser realizadas <span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfW30XvZ7XMNCHq6Hgar1hjp5-QJlqy80JwqvrBc2iG79zTbQ/viewform">clicando aqui.</a></span> Certificados serão enviados aos participantes que responderem à avaliação durante o evento.</p>
<p><span><strong>Programação</strong></span></p>
<p>Ao todo, serão oito atividades, duas em cada dia. Entre os temas abordados estão água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela covid-19 e recifes da Amazônia.</p>
<p>As palestrantes serão as pesquisadoras Taís Suelen Viana (FCFRP-USP), Yasmin Araújo (FFCLRP-USP), Rita Tostes (FMRP-USP), Diana Campos (Universidade de Aveiro), Samara Dulce Menezes (Universidade de Aveiro), Juliana Monterio (EERP-USP), Paula Sozza (FFCLRP-USP) e Janaina Calado (UEAP).</p>
<p>Mais informações sobre o evento: <a>iearp@usp.br</a>.</p>
<p><span><strong>Sobre o Ciência Por Elas</strong></span></p>
<p>Inspirada no projeto <em>Meninas com Ciência</em>, do Museu Nacional, a iniciativa é voltada a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras, pesquisadoras e alunas da universidade vão apresentar as pesquisas que desenvolvem e interagir com as meninas para explicar como é a profissão.</p>
<p>Segundo dados da ONU Mulheres e da Unesco, embora 74% das meninas tenham interesse em ciência, tecnologia e matemática, apenas 35% das alunas de ensino médio se inscrevem para cursos científicos de graduação nas universidades e somente 28% dos pesquisadores em todo mundo são mulheres. Ainda de acordo com a ONU Mulheres, se 600 milhões de meninas e mulheres tivessem acesso às áreas de ciência, tecnologia e inovação, 144 países em desenvolvimento aumentariam o PIB em 8 trilhões de dólares.</p>
<hr />
<p><strong>Ciência Por Elas 2020</strong><br /><i>5 a 26 de setembro (sempre aos sábados), 15h<br />Transmissão pelo <a class="external-link" href="http://https//www.youtube.com/IEAUSPRP/live">canal do IEA-RP no YouTube</a><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfW30XvZ7XMNCHq6Hgar1hjp5-QJlqy80JwqvrBc2iG79zTbQ/viewform">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-1/" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-26T15:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-on-line-debate-projeto-de-lei-que-traz-riscos-a-ciencia-e-as-universidades-em-sp">
    <title>Conferência on-line debate projeto de lei que traz riscos à ciência e às universidades em SP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-on-line-debate-projeto-de-lei-que-traz-riscos-a-ciencia-e-as-universidades-em-sp</link>
    <description>Evento é promovido pelo IEA-RP e terá participação do diretor científico da Fapesp</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/cinciaemriscositeiea.png/@@images/ec39725a-cab7-4ede-b5a4-1b87208c7c28.png" alt="" class="image-left" title="" />O projeto de lei 529/2020, enviado recentemente pelo governo paulista à Assembleia Legislativa, trouxe sérias preocupações às comunidades acadêmica e científica paulista. Para discuti-las, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, por meio da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, promove no dia 2 de setembro, a partir das 19h a conferência virtual <strong><span>A</span> <span>Ciência e o Ensino Superior em risco: as consequências do PL 529/2020</span></strong>.</p>
<p>O evento será on-line e transmitido pelo <a href="http://www.youtube.com/IEAUSPRP/live" rel="noreferrer noopener" target="_blank">canal do IEA-RP no YouTube</a>. Para se inscrever, acesse <a href="https://forms.gle/QJYkprnfHpFUeAio9" rel="noreferrer noopener" target="_blank">este link</a>.</p>
<p>Os debatedores serão o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a Fapesp, Luiz Eugênio Mello, o titular da Cátedra e integrante do Conselho Superior da Fapesp Mozart Neves Ramos e o docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP e ex-coordenador do IEA-RP Oswaldo Baffa Filho. A moderação será feita pelo coordenador do IEA-RP Antônio José da Costa Filho.</p>
<p>Entre as medidas previstas pelo projeto de lei, estão o recolhimento, ao final de cada ano, do superávit financeiro de autarquias e fundações, incluindo as universidades estaduais e a Fapesp. Isso traria diversos prejuízos ao ensino superior e tornaria inviável pesquisas de longa duração no Estado, prejudicando ainda mais a Ciência brasileira.</p>
<p>Mais informações sobre o evento: <a>iearp@usp.br</a></p>
<p> </p>
<hr />
<p><strong>A Ciência e o Ensino Superior em risco: as consequências do PL 529/2020</strong><br /><i>2 de setembro, 19h<br />Transmissão pelo <a class="external-link" href="http://www.youtube.com/IEAUSPRP/live">canal do IEA-RP no YouTube</a><br /><a class="external-link" href="http://https//forms.gle/QJYkprnfHpFUeAio9">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/a-ciencia-e-o-ensino-superior-em-risco-as-consequencias-do-pl-529-2020" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Econômica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Autonomia universitária</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-26T15:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/labart-mact-ufsm-pesquisa">
    <title>LABART e MACT/UFSM: Compartilhando Atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/labart-mact-ufsm-pesquisa</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><span> </span></span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Ciclo Arte Ciência Tecnologia 2024 - IEA Polo São Carlos</b></span></p>
<p><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Criado em 2023 e sediado no IEA-USP polo São Carlos, o </span><span><b>Grupo de Pesquisa ACT&gt;  Arte Ciência Tecnologia</b></span><span> tem por finalidade reunir pesquisadores e artistas para a proposição e a  reflexão sobre trânsitos conceituais e práticas interdisciplinares  entre arte, ciência e tecnologia, a partir de temas emergentes no  cenário contemporâneo. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Para  esta etapa inicial foram selecionados 3 temas estratégicos:   Informação, Meio-ambiente e Infraestrutura,  a partir dos quais  intercruzamentos, articulações, reflexões e novos processos formativos  possam ser vislumbrados e experimentados.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>E para dar início às suas atividades junto ao público, o Grupo realiza o </span><span>Ciclo Arte Ciência Tecnologia 2024</span><span>, composto por 06 palestras com pesquisadores nacionais e internacionais, entre os meses de maio e novembro.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Abrindo  o ciclo, a prof. Dra. <a class="external-link" href="http://lattes.cnpq.br/0024977948247395">Nara Cristina Santos</a> e o  prof. Dr. <a class="external-link" href="http://lattes.cnpq.br/0928401209845183">Fernando Franco Codevilla</a>, ministrarão </span><span><span><span>a palestra<i> <b>LABART e MACT/UFSM: compartilhando atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação</b></i>, onde  apresentarão</span></span></span><span> as </span><span>experiências  do Laboratório de Pesquisa em Arte Contemporânea, Tecnologia e Mídias  Digitais, o LABART, e do Museu Arte Ciência Tecnologia, o MACT, ambos  vinculados à Universidade Federal de Santa Maria/RS.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Nara Cristina Santos</b></span><span><br /></span><span>Doutora  em Artes Visuais UFRGS (2004) e Doutorado Sanduíche na Paris VIII,  França (2001). Pós-Doutorado em Artes Visuais UFRJ (2012). Professora  Titular DAV/CAL/UFSM (1993- ), no Programa de Pós-graduação em Artes  Visuais/PPGART e na Graduação em Artes Visuais. Pesquisadora em  História, Teoria, Crítica e Curadoria da Arte Contemporânea, com ênfase  transdisciplinar em Arte, Ciência e Tecnologia. Lidera o grupo de  pesquisa Arte e Tecnologia CNPq e o LABART/UFSM (2005-). Coordena a área  de Artes do MACT/UFSM (2021-).</span><span><br /></span><b><span><br /></span><span>Fernando Franco Codevilla</span></b><span><br /></span><span>Doutor  em Artes pela UNESP (2015) e bolsa PVJ CAPES PrInt no Instituto  Politécnico do Porto (2024). Professor Adjunto no DAV/CAL/UFSM (2019-),  no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais/PPGART e na Graduação em  Artes Visuais. Vice-líder do grupo de pesquisa Arte e Tecnologia CNPq,  do LABART e da área de Artes do MACT/UFSM (2023-). Tem interesse na  intersecção em Arte, Ciência e Tecnologia. Pesquisa e produz no campo  das artes do vídeo, arte sonora e arte quântica.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-08T17:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/futurizando-educacao-ciencias-sociedade-aceleracao-incerteza">
    <title>Futurizing Science Education for the Society of Acceleration and Uncertainty</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/futurizando-educacao-ciencias-sociedade-aceleracao-incerteza</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Em seu projeto mais recente, Olivia Levrini, da Universidade da Bolonha, propõe uma discussão sobre os novos papéis da ciência em uma educação orientada ao futuro, frente a uma sociedade de incertezas e na qual a noção de tempo se dá de modo acelerado.</p>
<p>Nesta conferência, ela apresentará aspectos de sua agenda de pesquisa, abrindo  a oportunidade de interação sobre perspectivas de ponta no cenário global para o campo da educação em ciências.</p>
<p>Levrini é professora titular do Departamento de Física e Astronomia Augusto Righi na Universidade da Bolonha, onde dá aulas sobre o ensino de física e história da física.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-07T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/audiencia-publica-uaifai_quilombo-inteligente-13-08-2025">
    <title>Audiência Pública UAIFAI_Quilombo Inteligente - 13/08/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/audiencia-publica-uaifai_quilombo-inteligente-13-08-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-12T17:32:45Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/posse-dos-titulares-2025-2026-da-catedra-olavo-setubal-2013-transversalidades-18-08-2025">
    <title> Posse dos Titulares 2025-2026 da Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades 18/08/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/posse-dos-titulares-2025-2026-da-catedra-olavo-setubal-2013-transversalidades-18-08-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-20T19:02:01Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2023">
    <title>Ciência Por Elas 2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2023</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr">Para despertar o interesse de meninas pela carreira científica e assim alcançar um maior número de pesquisadoras no futuro, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, em parceria com o Laboratório de Tratamento Avançado de Água e Efluentes (OXLAB) da Unicamp e o Centro de Terapia Celular da USP, promove entre os dias 23 e 28 de janeiro a quarta edição do Ciência Por Elas.</p>
<p dir="ltr">O evento é exclusivamente presencial e voltado a meninas que estejam cursando do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Haverá reserva de 50% das vagas para pretas e pardas. Elas vão participar de atividades teóricas e práticas com pesquisadoras de instituições como USP, Unicamp e Fiocruz, mostrando os trabalhos desenvolvidos em diversas áreas do conhecimento. Não é obrigatório participar de todas as atividades e haverá envio de certificado de participação.</p>
<p dir="ltr">A organização do evento também conta com o grupo de divulgação científica Ilha do Conhecimento e o Laboratório de Controle do Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. O apoio é da Associação de Cultura Brasil Estados Unidos e da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira do IEA-RP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-01-11T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/suzana-herculano-houzel-e-a-nova-titular-da-catedra-otavio-frias-filho">
    <title>Suzana Herculano-Houzel é a nova titular da Cátedra Otavio Frias Filho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/suzana-herculano-houzel-e-a-nova-titular-da-catedra-otavio-frias-filho</link>
    <description>Neurocientista brasileira, reconhecida mundialmente por suas pesquisas, abrirá série de palestras expondo sua proposta de que evolução é a história de todas as formas de vida que funcionam</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><i>Por Leandra Rajczuk Martins e Mauro Bellesa</i></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fleury-portrait_Suzana-Herculano-Houzel-perfilorig.png/image" alt="Suzana Herculano-Houzel - Perfil" title="Suzana Herculano-Houzel - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Crédito: Joe Howell, Vanderbilt University.</dd>
</dl>Uma das mais importantes cientistas brasileiras é a nova titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-otavio-frias-filho">Cátedra Otávio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade</a>. Suzana Herculano-Houzel, professora associada da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, foi escolhida para organizar o ciclo de palestras de 2023 com o tema “Ciência, Comunicação e Futuro”.</p>
<p><br />Herculano-Houzel sucede Muniz Sodré, considerado o mais proeminente especialista em comunicação do país. Sodré foi o primeiro titular da Cátedra, fruto de parceria entre o IEA e a <i>Folha de S.Paulo</i>, criada em fevereiro de 2021, quando a <i>Folha</i> completou 100 anos de existência.</p>
<table class="tabela-direita-400-cinza-borda" style="text-align: left; ">
<tbody>
<tr>
<th>Perfil</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>A bióloga e neurocientista Suzana Herculano-Houzel é reconhecida internacionalmente como uma das principais pesquisadoras sobre a evolução do cérebro.<span> </span></p>
<p>Professora associada aos departamentos de Psicologia e Ciências Biológicas da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, onde leciona desde 2016, Herculano-Houzel é a primeira brasileira a receber o <i>Scholar Award </i>da James S. McDonnell Foundation (JSMF), entidade internacional que financia pesquisas voltadas à melhoria da qualidade de vida da humanidade.<span> </span></p>
<p>A carioca nascida em 1972 se graduou em biologia em 1992 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez mestrado na Case Western Reserve University (EUA) em 1995, doutorado pela Universidade Pierre e Marie Curie (atualmente integrada à Universidade Sorbonne, França) em 1998, com pós-doutorado no Instituto Max-Planck de Pesquisa do Cérebro (Alemanha) no biênio 1998/9. Em 2010, recebeu bolsa da Fundação James S. McDonell, EUA, na categoria “Compreensão da Cognição Humana”, para desenvolver projeto de pesquisa durante seis anos.<span> </span></p>
<p>Seus principais campos de pesquisa são a evolução da diversidade do cérebro e como o cérebro humano se compara aos outros, a chamada neuroanatomia comparada. Suas descobertas incluem um método de contagem de neurônios em cérebros humanos e de outros animais e a relação entre a área e espessura do córtex cerebral e o número de dobras em sua superfície.<span> </span></p>
<p>Em 2013, ganhou notoriedade mundial com uma palestra no TEDGlobal. A neurocientista explicou o que o cérebro humano tem de tão especial. Sua participação já contabiliza mais de três milhões e meio de visualizações até o momento.<span> </span></p>
<p>Herculano-Houzel escreveu livros em seu campo científico e também de divulgação científica: <i>O Cérebro Nosso de Cada Dia </i>(2002); <i>Sexo, Drogas, Rock and Roll...&amp; Chocolate</i> (2003); <i>O cérebro em transformação</i> (2005); <i>Fique de bem com seu cérebro</i> (2007); <i>Por que o bocejo é contagioso </i>(2007) e <i>Pílulas de neurociência para uma vida melhor</i> (2009).<span> </span></p>
<p>O livro mais recente da neurocientista é <i>The Human Advantage: A New Understanding of How Our Brain</i><i> </i><i>Became Remarkable</i>, publicado pela MIT Press em 2016 (a edição em português, <i>A Vantagem Humana – Como Nosso Cérebro se Tornou Superpoderoso</i>, foi lançada pela Companhia das Letras em 2017).<span> </span></p>
<p>É colunista quinzenal da <i>Folha de S.Paulo</i> desde 2006. Também escreveu textos e colunas para revistas como <i>Ciência Hoje</i>, <i>Ciência Hoje das Crianças</i>, <i>Scientific American</i> (<i>Mente &amp; Cérebro</i>) e <i>Piauí</i>. Foi apresentadora e roteirista do quadro <i>NeuroLÓGICA</i> do programa Fantástico, da TV Globo, de 2008 a 2011.<span> </span></p>
<p>Suas áreas de expertise são: cérebro humano, evolução, neurociência e pesquisa do cérebro. Recebeu o Prêmio José Reis de Divulgação Científica (menção honrosa) em 2004 e o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Ciências Naturais em 2008 com o título <i>Por que o bocejo é contagioso?: E outras curiosidades da Neurociência no cotidiano</i>.<span> </span></p>
<p>De 2002 a 2016, foi professora associada do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.</p>
<p>Ainda quando lecionava na UFRJ, ela desenvolveu (com Roberto Lent) um método inovador para calcular o número de neurônios de um cérebro: com a transformação do órgão em um creme homogêneo onde os núcleos das células são preservados, é possível contá-los e, a partir disso, estabelecer o número total de neurônios do órgão (cerca de 86 bilhões no ser humano).<span> </span></p>
<p>Além desse método para a contagem dos neurônios de seres humanos e de outras espécies, Herculano-Houzel também estuda a relação entre a área e a espessura do córtex cerebral e o número das dobras superficiais.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; ">Assim como seu antecessor, a neurocientista será responsável pela organização de palestras mensais e um livro com artigos de pesquisadores selecionados sobre os temas da cátedra, cujo objetivo é desenvolver estudos sobre comunicação, democracia e diversidade.</p>
<p style="text-align: left; ">Herculano-Houzel, que vive em Nashville, no Tennessee, é uma neurocientista de grande prestígio e com contribuições significativas para a área (<i>leia perfil nesta página</i>).</p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">“Quero abrir a série de palestras expondo minha proposta de que evolução é a história de todas as formas de vida que funcionam – simples assim”, explica. “Estou preparando um novo livro que se chama <i>Desde Que Funcione</i> (<i>Whatever Works</i>, no original), que expõe exatamente esta maneira de ver a vida”.</p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Herculano-Houzel informa que há diversas formas de fazer ciência. “Nenhuma é intrinsicamente melhor do que a outra. A diversidade reina em todos os níveis, em todos os campos! Sobretudo quando o conhecimento científico e as maneiras de construí-lo se tornam exponencialmente mais complexos, a colaboração entre pessoas de especialidades e maneiras de pensar diferentes é fundamental”.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; ">De acordo com o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-chaves-de-melo-e-silva">André Chaves de Melo Silva</a>, coordenador acadêmico da cátedra e um de seus idealizadores, o objetivo fundamental do novo ciclo é compreender as relações entre a ciência, a comunicação e a diversidade enquanto elementos contemporâneos fundamentais para a existência da democracia. “Por isso, a escolha do tema e da professora Suzana Herculano-Houzel, neurocientista, referência mundial em atividades dedicadas à comunicação da ciência para o grande público, como titular do Ciclo”.</p>
<p style="text-align: left; ">Segundo ele, o Ciclo será desenvolvido dentro da percepção de que a diversidade é um fenômeno extremamente amplo e está relacionada a todas as esferas da existência humana. “A ciência brasileira enfrentou um período de profunda desvalorização, com negacionismos e cortes avassaladores das verbas do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação”, diz. “Compreender os motivos que geraram este quadro, bem como tentar criar estratégias de comunicação que contribuam positivamente para tentarmos evitar o retorno deste tipo de concepção e práticas também estão entre nossas metas”.</p>
<p style="text-align: left; ">A seguir, a íntegra da entrevista de Suzana Herculano-Houzel ao IEA, concedida por e-mail:<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>O novo ciclo da cátedra tem o tema Ciência, Comunicação e Futuro. A ciência e a comunicação sempre estiveram entre os principais componentes modeladores do futuro. Acredita que há uma nova ou mais intensa influência desses dois fatores no desenvolvimento da sociedade? É possível vislumbrar alguma característica do futuro a partir desse quadro?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">A vida humana está ficando exponencialmente mais complexa, o que significa que a complexidade de cada amanhã aumenta em função da complexidade de cada hoje – em vez de aumentar linearmente, devagar e sempre. A ciência foi a descoberta da humanidade em resposta a essa complexidade, mas também é um agente de mudança e ainda mais complexidade – mas é um agente do bem, pois o conhecimento que ela traz é o que nos permite fazer algum sentido do presente, e ter alguma esperança de fazer projeções realistas sobre o futuro. Então, sim: precisamos, e dependemos, cada vez mais de ciência e sua comunicação para mantermos algum controle sobre o futuro.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>A questão da diversidade humana que pretende abordar refere-se às funções mentais ou abrangerá outras, como a étnica, cultural, de gênero ou social?</strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong> </strong></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Todas! A diversidade começa nas partículas que compõem os átomos: até elas existem em formas e qualidades e quantidades diferentes, e a matéria é o que é graças a essa diversidade das partículas fundamentais que criam novos níveis de complexidade conforme interagem umas com as outras. Assim temos células diversas, que ao funcionar como um todo criam organismos diversos, cuja interação cria populações – e quando esses organismos são humanos cheios de neurônios corticais e, portanto, longevos como nós, eles criam todo um novo nível de diversidade e complexidade que, ao ser transmitida, assimilada e acumulada ao longo de gerações, vira nossa cultura e construções sociais, incluindo identidade étnica e racial. Apreciar completamente a diversidade humana requer abranger todos esses níveis, e como eles surgem uns dos outros.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>A senhora declarou que a intenção é discutir das bases biológicas da diversidade até o impacto desta na vida das pessoas. Esse trabalho pode contribuir para a formulação de políticas públicas?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Eu certamente espero que sim! Influenciar políticas públicas é o outro lado da moeda da ciência: uma vez que o conhecimento científico é gerado e sai da esfera dos cientistas – o que só acontece às custas de comunicação –, seu valor está no que esse conhecimento traz para cada indivíduo, que escolhe como quer usá-lo em sua vida (se quiser), e no que esse conhecimento oferece para o coletivo, independentemente das escolhas de cada indivíduo: este é o papel das políticas públicas. Claro, o governo cumpre ainda melhor seu papel quando contribui ativamente para a educação dos indivíduos: sua capacitação para fazer o melhor uso da flexibilidade que a ciência traz às suas vidas. Se você considerar que minha definição operacional de inteligência é flexibilidade comportamental, que inclui a capacidade de agir para manter portas abertas e, portanto, maximizar o número de estados futuros desejados, então você entende a consequência enorme que eu enxergo no que o conhecimento científico traz para cada um: a possibilidade de viver sua vida de forma mais inteligente, mais flexível, com mais possibilidades. Por exemplo, usufruir da ciência tomando todas as vacinas disponíveis é inteligentíssimo, pois aumenta as chances de cada um continuar vivo sem precisar depender da sorte de não ser contaminado, ou não ser supersensível a doenças. Por definição, não há nada mais inteligente, nenhum comportamento que mantenha mais portas abertas para cada um, do que agir para estender a própria vida!<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>No momento, há intensos debates sobre os possíveis impactos dos chatbots em várias áreas. E Elon Musk anuncia para meados do ano os primeiros implantes de chips em cérebros humanos. Não há o risco de a inteligência artificial ocasionar maior desigualdade cognitiva, uma vez que aqueles com mais acesso a recursos de IA poderão ter algumas capacidades ampliadas, como percepção e memória?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Claro que há. Mas por enquanto, vou dizer apenas o seguinte: estou achando irônico que justamente os mais apossados desta vez serão os primeiros a pagar para ser cobaias da invasão do cérebro vivo por chips mortos. Em termos de inteligência, justamente, o tecido vivo é auto-organizado e auto-regulado e por isso sempre passível de mudanças. O tecido vivo é inteligente. Um chip, por outro lado, é tecido morto, estático, estável (e neste caso, espera-se que seja exatamente isso!), que não se adapta às circunstâncias. Grama por grama, eu prefiro manter meu tecido cerebral intacto, obrigada. Mas isso é decisão para cada um tomar para seu próprio cérebro.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>O identitarismo implicou no estabelecimento de “lugares de fala”. Como cientista, considera justificável que apenas integrantes de uma determinada identidade (étnica, cultural, religiosa, social etc.) possam falar da realidade vivida por seus membros?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Se existem identidades diferentes, uma sociedade que celebra a diversidade deveria se interessar por ouvir tanto o ponto de vista de quem se identifica de uma forma, quando o dos que interagem com aquela identidade. Afinal, faz parte de cada identidade como ela encaixa no todo. Nem mesmo gêmeos idênticos vivem em ambientes idênticos, porque um é parte do ambiente do outro. Se eu sou ateia e você é católico e nós convivemos em sociedade, eu posso falar sobre como é ser ateia pelo lado de dentro, e você pode falar sobre como é conviver com ateus pelo lado de fora.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>A senhora declarou recentemente que há quatro anos descobriu ser autista. Essa constatação de alguma forma alterou suas reflexões sobre a diversidade cognitiva?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Claro! O diagnóstico – que, note, é uma forma de identificação – é libertador em vários sentidos. Primeiro, eu não sou simplesmente “esquisita”; existe um padrão por trás das minhas esquisitices, e autistas acham padrões altamente reconfortantes! Brincadeira à parte, o diagnóstico é uma validação enorme de uma das várias formas dessa diversidade cognitiva, e só fez reforçar minha convicção de que a vida é tudo aquilo que funciona, que eu chamo de filosofia do <i>Desde Que Funcione</i>. Eu sou péssima em algumas coisas, mas ótima em outras. O mesmo se aplica a quem tem déficit de atenção, por exemplo. E esses são extremos, mas todo mundo existe em espectros de capacidades e habilidades cognitivas, então o todo só faz ganhar ainda mais rápido do que ganha mais partes diferentes. Celebrar a diversidade é o que eu quero alcançar com a filosofia do <i>Desde Que Funcione</i>. Mas note que faz parte igual dessa celebração entender que ela não é sinônimo de dizer que está tudo bem de qualquer forma. Uma condição que se torna incapacitante, dolorosa, ou nociva de qualquer maneira a um indivíduo deve ser reconhecida como distúrbio ou doença, e ter oportunidade de tratamento à escolha do freguês.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Considerando que a senhora é uma cientista reconhecida mundialmente por suas pesquisas e estudos, como vê a presença feminina nas ciências ao longo da história? Em que medida as mulheres ainda enfrentam desafios e preconceitos?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Dar oportunidades iguais às mulheres tem sido um processo, não apenas na ciência, e o processo ainda não acabou. Muito permanece como era por inércia, ou por falta de conscientização. Já fui vítima de um chefe que achou que estava me “protegendo de frustração” ao não recomendar para a administração que eu fosse promovida anos atrás, mas que pediu a promoção de um colega homem com currículo inferior ao meu. Tive que explicar a ele que frustrada eu já estava de ver meu colega promovido antes de mim, e que ele por favor não tentasse mais me proteger desta forma. Meu processo de promoção foi imediatamente instaurado. Meu ex-chefe pediu desculpas, e eu acredito que ele achava que estava fazendo o melhor por mim. É preciso ter voz e coragem para usá-la, o que eu entendo que não seja fácil quando não se é a parte ainda dominante da sociedade.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Nos últimos anos, o sistema brasileiro de pesquisa e inovação enfrentou profundas dificuldades e perdas devido à sua desvalorização pela administração federal. Como a senhora acha que podemos reverter este cenário?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">É preciso um governo inteligente pela minha definição: capaz de agir para manter portas abertas e maximizar possibilidades futuras. O problema é que quando o assunto é ciência, garantir possibilidades futuras requer investir na formação de cientistas, o que é um longo processo que não dá retorno em ritmo eleitoral: começa com educação básica que promove pensamento crítico e não apenas decoreba centrado em informação, e se estende até a valorização dos cientistas que formam os novos doutores que darão continuidade ao processo, mantendo vivos o conhecimento e a capacidade de gerar mais conhecimento. Então é preciso conscientizar a população do valor da ciência e dos cientistas; demonstrar esse valor, através de remuneração atraente, excelentes condições de trabalho dos cientistas atuais, e divulgação orgulhosa das suas conquistas; e investir na preparação da próxima geração. Leva ao menos uma década. É preciso um governo com coragem de pensar longe, porque o retorno não acontece antes das próximas eleições.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>A ciência atual é, cada vez mais, uma atividade coletiva, desenvolvida em redes formadas por diversos grupos de pesquisa, com pesquisadores de formações diversas. Esta questão poderá ser trabalhada no ciclo Ciência, Comunicação e Futuro?</strong><span> </span></p>
<p style="text-align: left; ">Claro, e há diversas formas de fazer ciência. Nenhuma é intrinsicamente melhor do que a outra. A diversidade reina em todos os níveis, em todos os campos! Sobretudo quando o conhecimento científico e as maneiras de construí-lo se tornam exponencialmente mais complexos, a colaboração entre pessoas de especialidades e maneiras de pensar diferentes é fundamental<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Sendo uma neurocientista, como a senhora analisa a importância dos estudos desta área para a diversidade e o desenvolvimento da ciência como um todo?</strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong> </strong></p>
<p style="text-align: left; ">A biologia celular, a bioquímica, a física, permeiam todas as outras ciências da vida, ao estudarem os processos mais básicos do funcionamento dos organismos. Pensando assim, a neurociência vem do outro extremo: o das propriedades emergentes de sistemas complexos, e uma dessas propriedades é a consciência. Acontece que uma das coisas que se ganha com a consciência é a capacidade de autorreflexão: de representar a si mesmo, o que é a base de toda indagação e vontade de saber mais. Entender como entendemos e buscamos entender mais é, portanto, transformador para todo processo de geração de conhecimento, que é a essência da ciência.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Como a senhora vê as relações entre Comunicação, Democracia, Diversidade, Ciência e o futuro da Humanidade diante dos enormes desafios atuais, incluindo negacionismos científicos, guerras e outras ameaças à democracia e a civilização?</strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong> </strong></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Complexidade gera complexidade, não há escapatória. É um bonde que só faz ganhar velocidade, o que exige que a motorneira se mantenha à altura da tarefa, cada vez mais atenta e preparada para lidar com o que surgir. Essa motorneira é a humanidade, e o bonde tem linhas diferentes. Umas vão continuar rodando mesmo que outras descarrilem, mas logo, logo o problema de uma vira o problema de todas. Como lidar com isso? Só com educação e ciência a pleno vapor, sempre, com oportunidades e preparação para todos. Se inteligência é flexibilidade para fazer o que importa, a educação nos deixa mais inteligentes à medida que nos dá mais possibilidades de ação, e a capacidade de antecipar o futuro para então agir desde já para chegar lá.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedras</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Catedráticos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Otavio Frias Filho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-07T10:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/2o-congresso-de-historia-da-ciencia-e-da-tecnica-desafios-contemporaneos-10-de-abril-de-2019">
    <title>2º Congresso de História da Ciência e da Técnica: Desafios Contemporâneos - Conferência de abertura - 10 de abril de 2019</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eletronica-organica-uma-nova-fronteira-da-ciencia">
    <title>Eletrônica Orgânica: Uma Nova Fronteira da Ciência</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-31T11:35:04Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/reflexoes-sobre-a-descoberta-da-particula-boson-de-higgs">
    <title>Reflexões Sobre a Descoberta da Partícula (Bóson) de Higgs</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Astrofísica Nuclear Não Convencional</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-31T11:44:15Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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