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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/desemprego-e-tema-de-dossie-de-estudos-avancados-85">
    <title>'Estudos Avançados' 85 indica caminhos para superação do desemprego</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/desemprego-e-tema-de-dossie-de-estudos-avancados-85</link>
    <description>Edição 85 da revista "Estudos Avançados" traz dossiê o desemprego; número foi lançado no dia 17 de dezembro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-85-1" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 85" class="image-right" title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 85" /></p>
<p>O desemprego, problema que preocupa toda a sociedade brasileira atualmente, é o tema do dossiê principal da edição 85 da revista "Estudos Avançados", referente ao terceiro quadrimestre de 2015 e lançada no dia 17 de dezembro (a edição digital está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420150003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>).</p>
<p><span>De acordo com o editor da publicação, Alfredo Bosi, "o  dossiê não só levanta questões </span><span>cruciais de teoria econômica como analisa objetivamente situações conjunturais", com reflexões que "incidem na </span><span>estrutura do capitalismo brasileiro neste momento de financeirização </span><span>e aguda desindustrialização".</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Evento<br />O DESEMPREGO<br />NO BRASIL</strong></p>
<p><strong>Debate com alguns dos colaboradores do dossiê "Desemprego" de "Estudos Avançados" 85</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desemprego-no-brasil" class="external-link">As consequências do agravamento do desemprego no Brasil</a>"</li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/debate-desemprego-no-brasil-1" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/debate-desemprego-no-brasil-16-de-outubro-de-2015" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No entanto, o dossiê não se atém a identificar as dificuldades econômicas do país e seus impactos no mercado de trabalho. Bosi destaca que a maioria dos textos indica caminhos de saída da crise, com medidas nem sempre ortodoxas, recomendando em primeiro lugar  a redução da taxa dos juros e também: <span>progressividade na tributação sobre grandes </span><span>patrimônios e fluxos de renda improdutiva; retomada dos investimento em </span><span>infraestrutura; políticas industriais; exploração nacional dos recursos do pré-sal; </span><span>manutenção de créditos internos; revisão dos cortes em saúde, educação </span><span>e habitação; transferência de renda por meio de medidas previdenciárias.</span></p>
<p><span>O conjunto de textos também se preocupa com questões pontuais relevantes, como o </span><span>papel das centrais </span><span>sindicais na dinâmica do emprego, a inserção no mercado de trabalho de </span><span>mulheres, jovens e negros e faz um estudo comparativo da situação do </span><span>trabalho no Brasil, Colômbia e Venezuela. </span></p>
<p>Organizado pelo economista Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo <span>e professor da Unicamp, </span><span>o dossiê contém 13 artigos escritos por 20 especialistas vinculados ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a nove universidades: Unesp, Unicamp, PUC-SP, UFSC, UFF, UFRGS, UFPR, UFSM e PUC-RS.</span></p>
<p><span>A edição traz também artigos sobre o urbanismo no Brasil (especialmente </span><span>na cidade de São Paulo), crítica literária e filosofia, além de resenhas dos livros "Tempo, Trabalho e Dominação Social", de Moishe Postone, e "Escritores, Gatos e Teologia", de Waldecy Tenório.</span></p>
<p><strong><i>“Estudos Avançados” nº 85 (setembro-dezembro/2015), 392 páginas, R$ 30,00. Assinatura anual (três edições): R$ 80,00</i><i>. Informações: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a>, <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a> ou telefone (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<p><span><br /></span></p>
<p><strong>SUMÁRIO DE 'ESTUDOS AVANÇADOS' 85</strong></p>
<div id="_mcePaste"><strong>Desemprego</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Ajuste Econômico e Desemprego Recente no Brasil metropolitano —<i>Marcio Pochmann</i></li>
<li>Desafios para o Crescimento e o Emprego — <i>Clemente Ganz Lúcio</i></li>
<li>Emprego Agrícola: Cenários e Tendências — <i>Lauro Mattei</i></li>
<li>Perspectivas para o Mercado de Trabalho após o Crescimento com Inclusão Social — <i>Paulo Baltar e Eugenia Leone</i></li>
<li>Avanços e Dificuldades para o Mercado de Trabalho — <i>Fernando Augusto Mansor de Mattos</i></li>
<li>Trabalho, Proteção Social e Desenvolvimento — <i>José Celso Cardoso Jr.</i></li>
<li>Poder, Emprego e Política Econômica — <i>Rubens R. Sawaya</i></li>
<li>As Centrais Sindicais e a Dinâmica do Emprego — <i>José Dari Krein, Hugo Rodrigues Dias e Ana Paula Fregnani Colombi</i></li>
<li>Precariedade Ocupacional: Uma Questão de Gênero e Raça — <i>Marcelo Weishaupt Proni e Darcilene Claudio Gomes</i></li>
<li>Inserção dos jovens no mercado de trabalho — <i>Anselmo Luis dos Santos e Denis M. Gimenez</i></li>
</ul>
</div>
<div>
<ul>
<li>Colômbia, Brasil e Venezuela e os Impactos no Mercado de Trabalho — <i>Mariana Hansen Garcia e Cássio da Silva Calvete</i></li>
<li>Análise do Número de Desempregos Formais no Rio Grande do Sul — <i>Juliana Haetinger Furtado, Adriano Mendonça Souza e Roselaine Ruviaro Zanini</i></li>
<li>Política Econômica, Mercado de Trabalho e Democracia: O Segundo Governo Dilma Rousseff — <i>Liana Maria da Frota Carleial</i></li>
</ul>
</div>
<div></div>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<ul>
<li>Urbanismo e Antiurbanismo no Debate Nacional — <i>Candido Malta Campos</i></li>
<li>Prédios “Neoclássicos” no Espaço Residencial das elites de São Paulo — <i>Carolina Pulici</i></li>
<li>Transformações Urbanas em São Paulo — <i>Maria Patrícia Ruivo e José Francisco</i></li>
</ul>
<p><strong>Crítica de Poesia II</strong></p>
<ul>
<li>Manoel de Barros: Em que Acreditar senão no Riso? — <i>Alberto Pucheu</i></li>
<li>Símbolo e Acontecimento na Poesia de Orides — <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Paulo Henriques Britto, Desleitor de João Cabral — <i>Antonio Carlos Secchin</i></li>
<li>Lírica Recente de Armando Freitas Filho — <i>Fábio de Souza Andrade</i></li>
</ul>
<p><strong>Literatura</strong></p>
<ul>
<li>A Cidade Invisível, de Calvino: Os Modos de Organizar e Visibilizar o Vivível — <i>Luiz Roberto Alves</i></li>
<li>A Mão e a Luva: A Respeito de um Soneto Escrito por Jorge de Lima — <i>Mirella Márcia Longo</i></li>
<li>Poema Cósmico — <i>Erasmus Darwin (tradução de Sergio Mascarenhas)</i></li>
</ul>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<ul>
<li>Habermas e Heidegger: Uma Discórdia Filosófica — <i>Barbara Freitag Rouanet</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Interpretando a Reinterpretação — <i>Amaro Fleck</i></li>
<li>Um Ensaísta Entusiasmado — <i>Adelia Bezerra de Meneses</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Emprego</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-12-17T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo">
    <title>Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo</link>
    <description>Nova edição da publicação traz também artigos em homenagem aos 270 anos de Goethe</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Adaptado de Claudia Costa, do Jornal da USP</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-96" alt="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" class="image-right" title="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" />“Violência é um conceito escorregadio. Em seu núcleo mais antigo e amplamente partilhado, significa violação da integridade física de um indivíduo ou grupo. O uso da palavra geralmente representa o sentido de uma agressão a alguém. Mas com o tempo foi ganhando significado mais abrangente e dependente de uma disputa de legitimação.” Esse é um trecho de artigo assinado pelo professor Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado no dossiê <em>Medo da Violência</em>, que integra o novo número da revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação quadrimestral do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov">disponível na SciELO</a>.</p>
<p>A América Latina, informa o professor, tem menos de 10% da população mundial, mas produz um terço dos homicídios do mundo. “Segundo as Nações Unidas, 14 dos 20 países mais perigosos do mundo estão na América Latina e no Caribe. Em 2017, 65 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. A polícia brasileira mata mais que qualquer outra polícia do mundo, mas também morre mais que em qualquer outra parte”, relata. O autor ainda afirma que a violência difusa no Brasil vem aumentando há pelo menos quatro décadas, diferentemente do que ocorre no México e na Colômbia, onde há cartéis de cocaína e outras drogas ilícitas. Segundo ele, os homicídios crescem em toda a América Latina, com a única exceção – por enquanto – do Chile. “Até Argentina e Uruguai, que tinham as taxas mais baixas de homicídios até dez anos atrás, já apresentam sensível crescimento da violência”, continua.</p>
<p>Mas quais sentimentos contemporâneos nossas cidades suscitam?, pergunta o professor Claudio Beato, coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eles mesclam-se além do triste espetáculo da miséria de nossas gigantescas favelas com o medo que é onipresente na vida dos habitantes das grandes cidades latino-americanas.” Segundo o autor, a distopia latino-americana descreve cidades violentas, palco de falhas socioeconômicas e institucionais que se sobrepõem. “Compreender essa conjunção de sentimentos e fatos é o desafio a que gerações de analistas, estudiosos, escritores e cientistas têm se dedicado ao longo de décadas”, constata.</p>
<p>O ensaio da professora Alba Zalluar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, parte da ideia de que a negação do medo afeta a construção e a eficácia das políticas públicas de segurança. No artigo de Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há dados e informações compiladas da organização que dirige, além de pesquisas de outras organizações, mostrando que o Brasil não conseguiu reduzir a violência. “A partir dos anos 1980, a taxa de homicídios cresceu em média 20% ao ano e, desde 2014, convivemos com um patamar com cerca de 60 mil mortes violentas intencionais anuais (uma taxa nacional de 28 mortes para cada 100 mil habitantes)”, compara.</p>
<p>Recentemente, “nas eleições gerais de 2018 – e para surpresa de inúmeros analistas políticos – , o Brasil presenciou a emergência de uma nova conjuntura política, na qual discursos de dramatização da violência, de apologia da guerra contra o crime, de endurecimento das práticas penais e das políticas de segurança pública e de desvalorização dos direitos humanos se intensificaram e ganharam inédita audiência, ao propiciarem a eleição de inúmeros políticos em todo o País, em diferentes níveis e inclusive da Presidência da República, claramente comprometidos com diferentes formas de punitivismo e de populismo penal”, afirmam Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez – respectivamente, doutorando e professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP -, no artigo “Humanização das prisões e pânicos morais”, que encerra o dossiê.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/goethe/image" alt="Goethe" title="Goethe" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Goethe em seu quarto de trabalho, ditando ao secretário e escrevente Johann August John. Quadro a óleo de Johann Joseph Schmeller – Foto: Reprodução/Revista Estudos Avançados</dd>
</dl>270 anos de Goethe</strong></p>
<p>Comemorando os 270 anos de nascimento do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), artigos sobre sua vida e obra ganham as páginas da revista. A literalidade da autobiografia de Goethe é tema de Helmut Galle, professor de Literatura Alemã do Departamento de Letras Modernas da FFLCH. <em>De Minha Vida: Poesia e Verdade</em> foi iniciada quando o escritor tinha 60 anos e publicada em quatro partes (1811, 1812, 1814 e, postumamente, em 1833). Segundo o professor, ela se localiza entre os protótipos do gênero, servindo de modelo para centenas de autobiografias posteriores. O professor comenta que é louvável que a antiga tradução brasileira de Leonel Valandro (Goethe, 1971), esgotada há décadas, tenha sido substituída por uma sólida edição em capa dura e com uma nova tradução, realizada por Mauricio Mendonça Cardozo. Segundo Galle, foram acrescentadas notas explicativas que facilitam a leitura dessa obra, que contém centenas de referências a acontecimentos históricos remotos e pessoas hoje em dia desconhecidas.</p>
<p>A correspondência de Goethe – estimada em mais de 20 mil cartas escritas, das quais 15 mil estão depositadas no Arquivo Goethe e Schiller de Weimar, e 25 mil recebidas – é objeto do artigo de Marcus Vinícius Mazzari, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH. Seus escritos científicos, ou estudos da natureza, são assunto de Magali Moura, professora associada de Língua e Literatura Alemã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Já seus poemas são analisados por João Barrento, que estudou Filosofia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Portugal, e também traduz alguns deles em um anexo da revista.</p>
<p>Outro artigo trata da obra <em>Fausto</em>, em que Goethe empreendeu, de forma ousada, a tentativa de tornar completos os seus textos, mas só conseguiu publicar o drama de maneira fragmentária, como conta Michael Jaeger, professor da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, acrescentando que somente uma edição póstuma uniu todas as partes. “A primeira edição crítica completa do <em>Fausto</em> foi preparada sob a direção de Anne Bohnenkamp e, em 2018, apresentada pela Casa de Goethe em Frankfurt”, complementa.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:446px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-goethe/image" alt="Carta Goethe" title="Carta Goethe" height="500" width="446" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:446px;">Carta de Goethe (17 de junho de 1777) em que comunica a morte de sua irmã Cornelia (1750-1777) à condessa Auguste von Stolberg (1753-1835) – Extraída de Goetheana. A Centenary Portfolio of Forty-three Facsimiles. William A. Speck Collection, Yale University Library. New Haven, 1932</dd>
</dl>Ainda no dossiê, está presente texto de Daniel Martineschen, doutor em Literatura e Tradução pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e responsável pela tradução de <em>West-Östlicher Divan</em>, que ganhou o título brasileiro de <em>Divã Ocidental-Oriental</em>, lançado pela Editora Estação Liberdade neste ano, exatamente quando se completam 200 anos de sua publicação original. Já o artigo “Goethe e sua ‘rede brasileira’”, de Sylk Schneider, curador e estudioso de romanística, geografia e economia em universidades da Alemanha e do Brasil, relata a proximidade do escritor alemão com o Brasil. Segundo ele, “praticamente não existe outro país não europeu com o qual Goethe tenha se relacionado tão intensamente quanto o Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>A revista <em>Estudos Avançados</em> também traz o dossiê <em>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</em>, que, segundo a organizadora e professora Maria Helena Machado, tem como objetivo “analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação”. Os artigos tratam de escritores negros, como Maria Firmina dos Reis, Luiz Gama e Lima Barreto. Há também textos sobre o letramento de escravos, relatos de mulheres negras escravizadas e sobre Frederick Douglass, um abolicionista negro estaduniense que, após conquistar a liberdade, se tornou editor, orador, palestrante, escritor, diplomata e articulista político.</p>
<p><span>Há ainda a seção Atualidades, abordando dois temas emergentes: o conceito de golpe de Estado, com a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República, e invasão de privacidade e exploração de dados pessoais por empresas tecnológicas. Outra seção, Presenças, traz textos sobre dois especialistas, da cultura, Sérgio Milliet, e da agroecologia, Ana Maria Primavesi. A seção Poesia Contemporânea inclui uma coletânea organizada por Alberto Martins.</span></p>
<h3>Sumário 'Estudos Avançados' n° 96</h3>
<p><b>Violência</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Os medos na política de segurança pública - </span><i>Alba Zaluar</i></li>
<li><span>Alguns aspectos analíticos nas pesquisas </span><span>da violência na América Latina - </span><i>Michel Misse</i></li>
<li><span>O rebanho de Hobbes - </span><i>Claudio Beato</i></li>
<li><span>Segurança pública como simulacro </span><span>de democracia no Brasil - </span><i>Renato Sérgio de Lima</i></li>
<li><span>Humanização das prisões e pânicos morais: notas sobre as “Serpentes Negras” - </span><i>Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Tinta negra, papel branco: escritas afrodescendentes e emancipação</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Maria Firmina dos Reis: escrita íntima </span><span>na construção do si mesmo - </span><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado</i></li>
<li><span>Luiz Gama autor, leitor, editor: revisitando </span><span>as </span><i>Primeiras Trovas Burlescas </i><span>de 1859 e 1861 - </span><i>Ligia Fonseca Ferreira</i><span> </span></li>
<li>Lima Barreto e a escrita de si - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li><span>Escritos insubordinados entre escravizados </span><span>e libertos no Brasil - </span><i>Iamara da Silva Viana, </i><i>Alexandre Ribeiro Neto e Flávio Gomes</i></li>
<li><span>Narrativas de mulheres escravizadas </span><span>nos Estados Unidos do século XIX - </span><i>Maria Clara Carneiro Sampaio </i><i>e Marília B. A. Ariza</i></li>
<li><span>O Brasil por Frederick Douglass: </span><span>impressões sobre escravidão </span><span>e relações raciais no Império - </span><i>Luciana da Cruz Brito</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Goethe</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>“O humano que jamais nos abandona”: </span><span>A obra epistolar de Goethe - </span><i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li><i>De minha vida: Poesia e verdade</i><span> – sobre </span><span>a literariedade da autobiografia de Goethe - </span><i>Helmut Galle</i></li>
<li><span>Uma confissão em fragmentos: Goethe, </span><span>Fausto e o peregrino - </span><i>Michael Jaeger</i></li>
<li><span>O Brasil no divã - </span><i>Daniel Martineschen</i></li>
<li><span>Poesia. A glorificação do sensível - </span><i>João Barrento</i></li>
<li><span>A ciência de Goethe: </span><span>Em busca da imagem do vivente - </span><i>Magali Moura</i></li>
<li><span>Goethe e sua “rede brasileira”: </span><span>o Brasil visto de Weimar - </span><i>Sylk Schneider</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Atualidades</b><span> </span></p>
<ul>
<li>Golpe de Estado: entre o nome e a coisa - <i>Marcos Napolitano</i><span> </span></li>
<li>Dados, vícios e concorrência: repensando <span>o jogo das economias digitais - </span><i>Rafael A. F. Zanatta e Ricardo Abramovay</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Presenças</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Internacionalização da Arquitetura </span><span>e da Crítica de Arte: Sérgio Milliet - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>A extraordinária história de vida </span><span>de Ana Maria Primavesi - </span><i>Virgínia Mendonça Knabben</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Poesia contemporânea</b></p>
<ul>
<li><span>Dez poetas, dezenas de vozes - </span><i>Alberto Martins</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p>
<hr />
</p>
<p><strong>Revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, volume 33, número 96, maio-agosto 2019, 500 páginas. A versão on-line da publicação pode ser acessada <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov" rel="noopener" target="_blank">neste link</a>. </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-21T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-98">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 98 analisa precariedade e transformações no trabalho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-98</link>
    <description>Edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento em abril, apresenta conjuntos de textos sobre o trabalho de cuidado, uberização, bioeconomia, José Saramago e outros temas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-98" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" /></p>
<p>Num momento de extrema redução da possibilidade de trabalho para grande parcela de trabalhadores em consequência das restrições de circulação e contato público devido à Covid-19, a edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento este mês, discute dois temas problemáticos do mundo do trabalho brasileiro pré-pandemia: o ainda pouco reconhecimento do trabalho de cuidado, essencial diante do envelhecimento da população; e as características e impactos das novas formas de trabalho, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores. A edição já está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível no SciELO</a>.</p>
<p>Como não poderia ser diferente, o conteúdo da edição [veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo] foi definido antes de a Organização Mundial de Saúde declarar a pandemia causada pela disseminação internacional do novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Além disso, seria impossível obter análises rigorosas produzidas em plena fase inicial da pandemia.</p>
<p>No entanto, as questões abordadas nos dossiês sobre trabalho merecem atenção redobrada, pois estão entre aquelas para as quais a sociedade deverá buscar respostas no pós-pandemia, de forma a assegurar a todos um trabalho digno, com igualdade, direitos e proteção à saúde.</p>
<p>No dossiê “Trabalho, Gênero e Cuidado”, o cuidado com pessoas é analisado em suas diversas manifestações, profissionais ou não. Uma delas é quando o cuidado ocorre como uma “ajuda”, sem caracterizar-se como atividade profissional nem como obrigação – de parentes, por exemplo. O tema é discutido pelas sociólogas Nadya Araujo Guimarães, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Priscila Pereira Faria Vieira, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</p>
<p>Já Helena Hirata, ex-professora visitante do IEA e diretora de pesquisa emérita do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França, trata dos principais pontos de convergência e divergência na atividade dos cuidadores de idosos no Brasil, Japão e França, sem deixar de lado a centralidade das mulheres nesse trabalho. Seu objetivo é demonstrar como gênero, raça e classe social participam da construção das trajetórias profissionais e pessoais das cuidadoras.</p>
<p>No artigo “Cuidado y Responsabilidade”, Natacha Borgeaud-Garciandía discute o trabalho de cuidadoras imigrantes de idosos em Buenos Aires, Argentina. Pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Argentina, Natacha concentra-se na responsabilidade como assunção de uma obrigação moral em relação a uma pessoa vulnerável. Um dos aspectos discutidos é o papel da responsabilidade na complexidade das tramas de exploração das cuidadoras, no marco de relações desiguais de poder.</p>
<p>O tratamento jurídico do cuidado no Brasil e as políticas públicas voltadas à socialização das atividades de reprodução social ficam aquém das demandas sociais, segundo Regina Stela Corrêa Vieira, pesquisadora do Cebrap e professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).</p>
<p>De acordo com Regina, o direito do trabalho, que “historicamente ignora ou neglicencia o trabalho doméstico, remunerado ou não”, teve avanços como a Emenda Constitucional 72/2013 e a ratificação da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, mas sofre atualmente com a reforma trabalhista, que “ameaça os direitos conquistados arduamente pelas trabalhadoras domésticas”.</p>
<p>A luta dessas trabalhadoras pela valorização de sua atividade profissional é analisada também em artigo de Louisa Acciari, da UFRJ, e Tatiane Pinto, da UFRRJ, que tratam das negociações informais com empregadores até a mobilização sindical da categoria. Elas propõem uma redefinição do conceito de trabalho, com a inclusão plena do trabalho de cuidado e reprodutivo nesse conceito, algo “indispensável para a garantir a dignidade e igualdade de direitos”.</p>
<p><strong>Precarização do trabalho</strong></p>
<p>A discussão sobre essa carência de direitos e dignidade no âmbito de cuidadores e empregados domésticos em geral é ampliada no segundo dossiê da edição para tratar das características e impactos, inclusive na saúde, das transformações em curso no mundo do trabalho.</p>
<p>O sanitarista René Mendes, pesquisador colaborador do IEA, sintetiza em seu artigo as preocupações que o levaram a propor ao Instituto o projeto de pesquisa “Impactos das Novas Morfologias do Trabalho Contemporâneo sobre o Viver, o Adoecer e o Morrer de Trabalhadores”.</p>
<p>Mendes parte das percepções de estudos existentes sobre o problema efetuados pela ótica sociológica, sobretudo, mas busca aprofundar, desta vez sob a ótica da epidemiologia social, as reflexões sobre a natureza e a complexidade dos mecanismo de patogênese das novas morfologias do trabalho sobre a vida e a saúde de trabalhadores.</p>
<p>Uma dessas novas formas de trabalho é a chamada “uberização”, tema do texto de Ludmila Costhek Abílio, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp. O artigo baseia-se em pesquisa empíricas com revendedoras de cosmético e motofretistas e dados secundários sobre motoristas do Uber e os chamados bike boys.</p>
<p>A análise de Ludmila considera duas teses: 1) a uberização é uma tendência global em curso para consolidar o trabalhador como um autogerente subordinado disponível, desprovido de garantias e direitos, definido como trabalhador just-in-time; 2) as empresas se apresentam como mediadoras, quando na verdade operam formas de subordinação e controle do trabalho, no que pode ser chamado de gerenciamento algorítmico do trabalho.</p>
<p>O terceiro artigos do dossiê, de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresenta um breve histórico e o contexto atual dos debates no Congresso Nacional e no Executivo federal sobre a reforma sindical e do sistema de relações do trabalho. Lúcio ressalta que as mudanças no mundo do trabalho alteram empregos, ocupações, postos de trabalho, dinâmica laboral, formas de contratação, jornada e condições de trabalho, entre inúmeras outras questões.</p>
<p>Para ele, algumas diretrizes e aspectos deveriam ser considerados nessas mudanças. Um deles é o desenvolvimento de um sistema autônomo e efetivo de autorregulação entre trabalhadores e empregadores, que seja suporte para a reestruturação sindical do sistema de relações de trabalho e a solução dos conflitos por meio de instrumentos criados pelas partes.</p>
<p><strong>Bioeconomia, energia e vegetação</strong></p>
<p>Os temas ambientais e de desenvolvimento sustentável, com presença regular ao longo dos 33 anos da revista, estão presentes nesta edição por meio de três artigos. André Luiz Willerding, biotecnólogo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, e outros cinco pesquisadores, da Sedecti e da Universidade Estadual do Amazonas, apresentam um panorama da realidade do estado quanto ao desenvolvimento de uma bioeconomia fortemente ligada com as potencialidades dos recursos naturais. Segundo os autores, a discussão sobre esse tema vai de encontro à busca de alternativas para a economia estadual, ainda muito centralizada no Polo Industrial de Manaus, que "se torna ano a ano cada vez mais ameaçado".</p>
<p>Outrao região contemplada na seção é o Nordeste, em artigo sobre a importância da integração de políticas sociais, econômicas e ambientais em torno da questão energética para o semiárido. A partir da abordagem Nexus - que integra as seguranças hídrica, energética e alimentar, tendo na água seu eixo central -, Marcel Burztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, propõe o fomento à geração de energia fotovoltaica por agricultores familiares.</p>
<p>Ao estudar questões como o grau de complexidade e diversificação da paisagem brasileira, deve-se levar em conta que uma paisagem pode ser fruto de mudanças ambientais recentes ou relíquias de condições bem mais remotas, destacam em outro artigo os geólogos Daniel Meira Arruda, da UFMG, e Carlos Ernesto Gonçalves Rynaud Schaefer, da UFV. Eles discutem as teorias biogeográficas formuladas e modificadas ao longo dos últimos 60 anos de estudos sobre a reconstrução das vegetações do Brasil sob o impacto das mudanças climáticas do Último Máximo Glacial (UMG), ocorrido há 18 mil anos. Segundo os dois pesquisadores, o recente avanço dos modelos climáticos globais tem proporcionado novas perspectivas para a uma reconstrução mais fiel das condições daquele período.</p>
<p><strong>Literatura e outros temas culturais</strong></p>
<p><strong> </strong>A seção "Cultura" traz textos sobre obras dos escritores Samuel Beckett, José de Alencar e Murilo Mendes e sobre os trajes dos indígenas brasileiros na época do governo (1637-1644) de Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen) da ocupação holandesa no Nordeste. O conjunto de artigos também traz "Os Impedimentos da Memória", de Jeanne Marie Gagnebin, e "Autômatos Ideológicos", de Benhur Bortolotto<i>.</i></p>
<p>Ainda no âmbito cultural, "Estudos Avançados" participa das homenagens ao escritor português José Saramago por ocasião dos dez anos de sua morte. São três artigos sobre alguns aspectos da obra do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, escritos por Jaime Bertoluci, Marcelo Lachat e Jean-Pierre Chauvin.</p>
<p>A edição é completada por resenhas de cinco livros: "Reflexão como Resistência: Homenagem a Alfredo Bosi", organizado por Augusto Massi, Erwin Torralbo Gimenez, Marcus Vinicius Mazzari e Murilo Marcondes de Moura; "A Escola Francesa de Geografia: Uma Abordagem Contextual", de <span>Vincent Berdoulay; "A Dupla Noite das Tílias", de Marcus Vinicius Mazzari; "</span>História do Doutor Johann Fausto", traduzido, organizado e comentado por Magali Moura; e "A Trágica História do Doutor Fausto", de Christopher Marlowe, com tradução e notas de Luís Bueno e Caetano Waldrigues Galindo.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>98</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2020), 380 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 90,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a><strong>.</strong></i></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho, Gênero e Cuidado</strong></p>
<ul>
<li>As "Ajudas”: O Cuidado Que Não Diz Seu Nome - <i>Nadya Araujo Guimarães </i><i>e Priscila Pereira Faria Vieira</i></li>
<li>Comparando Relações de Cuidado: Brasil, França, Japão - <i>Helena Hirata</i></li>
<li>Cuidado y Responsabilidad - <i>Natacha Borgeaud-Garciandía</i></li>
<li>Trabalho e Cuidado no Direito: Perspectivas de Sindicatos e Movimentos Feministas - <i>Regina Stela Corrêa Vieira</i></li>
<li>Praticando a Equidade: Estratégias de Efetivação de Direitos no Trabalho Doméstico - <i>Louisa Acciari e Tatiane Pinto</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Questões do Trabalho</strong></p>
<ul>
<li>Patogênese das Novas Morfologias do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo: Conhecer para Mudar - <i>René Mendes</i></li>
<li>Uberização: A Era do Trabalhador J<i>ust-in-Time</i>? - <i>Ludmila Costhek Abílio</i></li>
<li>A Reforma das Relações Sindicais Volta ao Debate no Brasil - <i>Clemente Ganz Lúcio</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Ambiente e Desenvolvimento</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Estratégias para o Desenvolvimento da Bioeconomia no Estado do Amazonas - <i>André Luis Willerding, Leonardo Rodrigo </i><i>da Silva, Roseana Pereira da Silva,Geison </i><i>Maicon Oliveira de Assis e Estevão Vicente Cavalcanti Monteiro de Paula</i></li>
<li>Energia Solar e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido: O Desafio da Integração de Políticas Públicas - <i>Marcel Bursztyn</i></li>
<li>Dinâmica Climática e Biogeográfica do Brasil no Último Máximo Glacial: O Estado da Arte - <i>Daniel Meira Arruda </i><i>e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Cultura</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Os Impedimentos da Memória - <i>Jeanne Marie Gagnebin</i></li>
<li>Mais Que Paródia? "Aquela Vez<i>"</i> e o Teatro Tardio de Samuel Beckett - <i>Luciano Gatti</i></li>
<li> “Tu És Jesuíta”. A Epistemologia inaciana de José de Alencar - <i>Fabiano Lemos e Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Murilo Mendes, Leitor de Romano Guardini - <i>Pablo Simpson</i></li>
<li>Espelhos do Mal: Arquivo e Corrupção em Sade - <i>Aline Leal Fernandes Barbosa</i></li>
<li>Autômatos Ideológicos - <i>Benhur Bortolotto</i></li>
<li>Johan Maurits van Nassau-Siegen e os Trajes dos Ameríndios - <i>Fausto Viana</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>José Saramago: Temas e Linguagens</strong></p>
<ul>
<li>Um Cão Perdido na Lisboa Medieval de Saramago - <i>Jaime Bertoluci</i></li>
<li> O Tempo entre Ficção e Filosofia: Sobre a "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago - <i>Marcelo Lachat</i></li>
<li>José Saramago e a Poética da Insubordinação - <i>Jean Pierre Chauvin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Versões de um Mestre - <i>Alexandre Koji Shiguehara</i></li>
<li>A Escola Francesa de Geografia - <i>Nilson Cortez Crocia de Barros</i></li>
<li>Fausto, Nosso Contemporâneo - <i>Klaus F. W. Eggensperger</i></li>
<li>O Ano Fáustico de 2019 - <i>Rafael Rocca dos Santos</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-08T17:37:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-50-da-revista-estudos-avancados-reforma-da-justica-21-de-setembro-de-2004">
    <title>Lançamento da Edição 51 da Revista "Estudos Avançados" - Reforma da Justiça - 21 de setembro de 2004</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-50-da-revista-estudos-avancados-reforma-da-justica-21-de-setembro-de-2004</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-09-21T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-52-da-revista-estudos-avancados-dossie-religioes-do-brasil-16-de-dezembro-de-2004">
    <title>Lançamento da Edição 52 da Revista "Estudos Avançados" - Dossiê Religiões do Brasil - 16 de dezembro de 2004</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-52-da-revista-estudos-avancados-dossie-religioes-do-brasil-16-de-dezembro-de-2004</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-12-16T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2003/lancamento-da-edicao-49-da-revista-estudos-avancados-dossie-mulher-mulheres-geracao-de-empregos-historia-cultural-11-de-dezembro-de-2003">
    <title>Lançamento da Edição 49 da Revista "Estudos Avançados" - Dossiê Mulher, Mulheres, Geração de Empregos e História Cultural - 11 de dezembro de 2003</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2003/lancamento-da-edicao-49-da-revista-estudos-avancados-dossie-mulher-mulheres-geracao-de-empregos-historia-cultural-11-de-dezembro-de-2003</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2003-11-11T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista94">
    <title>‘Estudos Avançados’ dedica dossiê ao ensino de ciências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista94</link>
    <description>A edição 94 da revista "Estudos Avançados" (setembro-dezembro/2018) dedica seu dossiê ao ensino de ciências no Brasil.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-94" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 94" class="image-right" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 94" />O ensino de ciências naturais, matemática e engenharia é o tema do dossiê da edição 94 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", já disponível em versão impressa <span>(440 págs., R$ 30,00) </span>e <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">digital</a> no site da SciELO (Scientific Electronic Library Online).</p>
<p>O conjunto de textos segue o projeto da revista em aprofundar o conhecimento sobre o ensino médio e o superior tanto das humanidades (tema da <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">edição anterior</a>) quanto das ciências naturais e da matemática. De acordo com o editor de "Estudos Avançados", Alfredo Bosi, "a complexidade das questões sobre o que e como ensinar resulta evidente" ao examinar os textos publicados.</p>
<p>O dossiê conta com 21 artigos e a participação de 44 pesquisadores [veja <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista94#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo]. Quinze textos estão subdivididos em minidossiês sobre química, geologia, matemática, biologia e física, elaborados com a colaboração, respectivamente, dos professores da USP Hernan Chaimovich, Umberto Cordani, Flavio Ulhoa Coelho, Marcos Buckeridge e Yvonne Mascarenhas. Há também um artigo sobre engenharia e cinco a respeito de questões gerais relativas ao ensino médio.</p>
<p>Nos textos gerais, os temas abordados são o papel dado às ciências naturais nas versões da Base Nacional Comum Curricular, o ensino via abordagem histórico-investigativa, o fim do modelo positivista na história das ciências, o uso de dispositivos móveis no aprendizado e o ensino médio como fecho de uma educação em crise.</p>
<p>Três artigos compõem o minidossiê sobre o ensino de física. São analisados o ensino e a aprendizagem da disciplina no ensino médio e a formação de seus professores, inclusive a continuada, "ainda sem procedimentos adequados e eficazes", segundo os autores) . O conjunto é completado por uma análise crítica da atual realidade do ensino da física: "<span>em crise, desatualizado, minimizado, desvalorizado", de acordo com o autor.</span></p>
<p>No que se refere à biologia, o dossiê contém artigo sobre as potencialidades do ensino por investigação, de forma a torná-lo mais significativo para os estudantes. Para isso, os autores articulam aspectos do consenso construtivista com os eixos da alfabetização científica. O outro artigo sobre a disciplina trata das peculiaridades do ensino de botânica e da importância da contextualização para um ensino de boa qualidade.</p>
<p>Os princípios para um currículo de química, como ela tem sido abordada nos exames vestibulares da Fuvest nos últimos 38 e como se dá a formação de seus professores no Brasil e no mundo são os temas do minidossiê sobre a disciplina.</p>
<p>O ensino de geociências na universidade e a importância de expandir <span>a área nos cursos de formação e capacitação de professores para a educação básica são discutidos em dois artigos </span></p>
<p>Em relação à matemática, os artigos discutem o ensino da disciplina nos anos iniciais de aprendizado, a formação dos professores, os materiais curriculares, as correlações da história da álgebra e do pensamento algébrico com o ensino e, de forma complementar, como a etnomatemática pode contribuir para a justiça social e a sustentabilidade.</p>
<p>O texto sobre engenharia apresenta a engenharia da complexidade como proposta de abordagem da área, quer seja no trabalho de concepção ou no de operação e considerando os pressupostos do pensamento complexo elaborados pelo pensador francês Edgar Morin.</p>
<p><strong>Humanidades</strong></p>
<p>A edição traz também outros quatro textos, que complementam, de alguma forma, o dossiê “Ensino de Humanidades”, publicado na edição anterior. Dois deles são dedicados ao pensamento teórico e à passagem pelo IEA como professor visitante do sociólogo peruano Aníbal Quijano, morto em maio aos 90 anos.</p>
<p>O historiador Carlos Guilherme Mota, primeiro diretor do IEA, relata em seu artigo as motivações para que ele e Adriana Lopez escrevessem o livro “História do Brasil. Uma Interpretação”, lançado em 2008 e já em sua quinta edição.</p>
<p>O conjunto tem ainda texto de Gonzalo Aguillar Cavallo sobre o conhecimento indígena tradicional a respeito da preservação da natureza e do patrimônio ambiental.</p>
<p><strong>Homenagem</strong></p>
<p>A edição é dedicada ao físico nuclear Ernst Hamburger (1933-2018), “infatigável difusor da história e das ciências dentro e fora da USP”, segundo Bosi. Hamburger foi um dos criadores do Laboratório de Demonstrações do Instituto de Física (IF) da USP e diretor da Estação Ciência, projeto (ora em reformulação) da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.</p>
<p> </p>
<h3>
<hr />
<a name="sumario"></a>Sumário da edição 94</h3>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<ul>
<li>Ensino de Ciências - <i>Alfredo Bos</i>i</li>
</ul>
<p><strong>Dossiê Ensino de Ciências</strong></p>
<ul>
<li><span>Ensino de Botânica: Conhecimento e Encantamento na Educação Científica - <i>Suzana Ursi, Pércia Paiva Barbosa, Paulo Takeo Sano </i>e<i> Flávio Augusto de Souza Berchez</i></span></li>
<li><span>Potencialidades do Ensino de Biologia por Investigação - <i>Daniela Lopes Scarpa </i>e<i> Natália Ferreira Campos</i></span></li>
<li><span>Ensino e Aprendizagem de Física no Ensino Médio e a Formação de Professores - <i>Anna Maria Pessoa de Carvalho </i>e<i> Lúcia Helena Sasseron</i></span></li>
<li><span>A Formação Continuada do Professor de Física - <i>Jesuína Lopes de Almeida Pacca </i>e<i> Alberto Villani</i></span></li>
<li><span>Uma Análise Crítica do Ensino de Física - <i>Marco Antonio Moreira</i></span></li>
<li><span>Dimensões a Considerar na Pesquisa com Dispositivos Móveis - <i>Marcelo Almeida Bairral</i></span></li>
<li><span>A Abordagem Histórico-Investigativo no Ensino de Ciências - <i>Renata F. M. Batista </i>e<i> Cibelle Cellestino</i></span></li>
<li><span>Ensino Médio - Etapa Conclusiva de uma Educação em Crise - <i>Luis Carlos de Menezes</i></span></li>
<li><span>Trajetória e Perspectivas para o Ensino de Matemática nos Anos Iniciais<i> - Cármen Lúcia Brancaglion </i>e<i> Adair Mendes Nacarato</i></span></li>
<li><span>Materiais Curriculares e Professores que Ensinam Matemática - <i>Jonei Cerqueira Barbosa</i> e <i>Andréia Maria Pereira de Oliveira</i></span></li>
<li><span>Conexões Extramatemáticas na Formação Inicial de Docentes - <i>Yuly Vanegas e Joaquín Giménez</i></span></li>
<li><span>A História da Álgebra e o Pensamento Algébrico: Correlações com o Ensino - <i>Flávio Ulhoa Coelho</i> e<i> Marcia Aguiar</i></span></li>
<li><span>Etnomatemática, Justiça Social e Sustentabilidade - <i>Ubiratan D'Ambrósio</i></span></li>
<li><span>Formação de Professores de Química no Brasil e no Mundo - <i>Carmen Fernandez</i></span></li>
<li><span>Princípios para o Currículo de um Curso de Química - <i>Flavio Antonio Maximiano</i></span></li>
<li><span>A Quimica no Vestibular Fuvest (1980-2018) - <i>Paulo Alves Porto</i></span></li>
<li><span>As Ciências da Natureza nas 1ª e 2ª Versões da Base Nacional Comum Curricular - <i>Maria Eunice Ribeiro Marcondes</i></span></li>
<li><span>A Arqueologia como Paradigma de Ciência Histórica e Interdisciplinar - <i>Astolfo Gomes de Mello Araujo</i></span></li>
<li><span>Ensino de Geociências na Universidade - <i>Umberto G. Cordani, Marcia Ernesto, Maria Assunção F. da Silva Dias, Elisabete de Santis B. G. Saraiva, Fernando F. de Alkmim, Carlos Alberto Mendonça</i> e <i>Rachel Albrecht</i></span></li>
<li><span>Perspectivas do Ensino de Geociências - <i>Marcia Ernesto, Umberto G. Cordani, Celso Dal Ré Carneiro, Maria Assunção F. da Silva Dias, Carlos Alberto Mendonça e Elisabete de Santis Braga</i></span></li>
<li><span>Por uma Dialética das Controvérsias: O Fim do Modelo Positivista na História das Ciências - <i>Gildo Magalhães</i></span></li>
<li><span>Engenharia da Complexidade em Edgar Morin - <i>José Roberto Castilho Piqueira</i></span></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Conhecimentos Ecológicos Indígenas e Recursos Naturais: A Descolonização Inacabada - <i>Gonzalo Aguilar Cavallo</i></li>
<li>Aníbal Quijano e a Racionalidade Alternativa na América Latina: Diálogos com Mariátegui - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>Aníbal Quijano (1930-2018), Institiuto de Estudos Avançados e o Contexgto Peruano - <i>Enrique Amayo Zevallos</i></li>
<li>Como e Por Que Escrevemos História do Brasil. Uma Interpretação - <i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>"Estudos Avançados" 94 (setembro-dezembro/2018), 440 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Mais informações: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br </a><strong>e telefone (11) 3091-1675.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-12-04T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades">
    <title>Em sua 93ª edição, “Estudos Avançados” reflete sobre o ensino de humanidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades</link>
    <description>Além de dossiê sobre o ensino de humanidades, há artigos sobre vida urbana e saúde, arte e cultura e uma homenagem ao economista Paul Singer</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f9d48d4d-7fff-d22f-ce8f-49ea379f72fb"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-93/@@images/a264861c-632d-4ea5-9b50-5a6b15118a23.jpeg" alt="Capa Estudos Avançados 93" class="image-right" title="Capa Estudos Avançados 93" />A <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">93ª edição da revista “Estudos Avançados”</a> inaugura uma série de publicações focadas nos ensinos fundamental e médio. O dossiê principal deste número traz um conjunto de artigos sobre o ensino de humanidades, área do conhecimento escolhida para abrir a sequência. Além de ponderações sobre a conjuntura atual da educação brasileira, os textos apresentam reflexões sobre o ensino de filosofia, história, geografia, música, literatura e religião. A versão online da publicação está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">íntegra no SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">A revista traz ainda três outras seções, com temas diversos. Na primeira, Vida urbana e saúde, quatro artigos buscam compreender como atributos ambientais e comportamentais das grandes cidades afetam a vida de seus habitantes. O segundo conjunto de textos, Artes e cultura, traz discussões abrangentes sobre o ensino superior de artes e reflexões sobre importantes obras do século passado. Por fim, a última seção homenageia o economista Paul Singer, morto em abril deste ano, com uma grande e expressiva entrevista realizada em 2016. Veja o <a class="anchor-link" href="#Sumário">sumário</a> da revista.</p>
<p dir="ltr"><span>Para o editor da revista, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi"><span>Alfredo Bosi</span></a><span>, as humanidades enfrentam uma situação paradoxal. “Ao mesmo tempo, assistimos a uma reflexão sobre os novos métodos propostos pela pedagogia e pelas didáticas específicas que abrem novos rumos ao magistério e enfrentamos uma depreciação das mesmas humanidades pelo pensamento tecnicista que se generalizou em órgãos burocráticos dentro e fora da Universidade”, atenta. Ele acredita que a intensa demanda por especialização gerada pelas revoluções industrial e tecnológica prejudicou o equilíbrio entre as ciências humanas e biológicas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este contexto, segundo Bosi, alimenta a necessidade de pensar o saber de modo holístico e problemático. Um ponto de partida, para ele, seria aplicar a filosofia como metodologia de de toda e qualquer modalidade do conhecimento. “O leitor encontrará artigos de docentes que vivem esse projeto tanto nas escolas públicas quanto em situações particulares, como é o caso do ensino de leitura junto a presidiários ou a tentativa bem-sucedida de introduzir o ensino de grego e latim para alunos do ensino fundamental”, comenta.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No editorial, Bosi dedica a 93ª edição da revista a Paul Singer e Paulo Freire, que, segundo ele, “levaram seus ideais democráticos ao cerne da economia e da pedagogia dos oprimidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê</strong></span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Ouça: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/dossie-mostra-marginalizacao-do-ensino-de-humanidades/">Franklin Leopoldo e Silva, autor de um dos artigos da revista, em e<span>ntrevista ao programa de rádio Jornal da USP</span></a></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre 2012 e 2013, Ana Vieira Pereira participou de uma série de oficinas de escrita criativa e mediação de leitura no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. As experiências e os aprendizados de Pereira no período estão relatados no artigo </span><span><i>À margem — experiências de literatura com pessoas encarceradas</i></span><span>, que também compõe o dossiê principal. Segundo ela, o trabalho possibilitou a percepção da literatura e do contar da própria história como “mecanismos poderosos para a reorganização pessoal e a descoberta de novas formas dentro do campo da linguagem”.</span></p>
<p dir="ltr">No artigo<i> </i><i>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação</i>, Celso João Ferretti analisa criticamente a reforma promovida pelo Ministério da Educação em 2017. Os interesses políticos e econômicos da reestruturação, as disputas ideológicas que se apresentaram e os objetivos oficiais anunciados pelo governo Temer são alguns dos pontos tratados por Ferretti. Ele declara ainda ter conferido “especial atenção à flexibilização curricular e à concepção de qualidade da educação em que se baseia a reforma”.</p>
<p dir="ltr"><span>Paula da Cunha Corrêa, no artigo </span><span><i>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental</i></span><span>, apresenta uma exitosa experiência pedagógica conduzida a partir de 2013 na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima. Usando o método </span><span><i>Minimus</i></span><span>, criado pela britânica Barbara Bell, Corrêa organizou a implementação de cursos de línguas clássicas — latim e grego — para alunos dos 4º e 7º anos da escola localizada na capital paulista. Segundo ela, além do ensino das línguas, o projeto leva aos alunos “diversos aspectos da cultura clássica: mitologia, história, política, teatro, poesia, música, arte e arquitetura”. O “Projeto Minimus” está em vigor até hoje e busca novas escolas para expandir sua área de atuação.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Outros temas</strong></span></p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros textos da seção Vida urbana e saúde apresentam as consequências da violência e da falta de saneamento básico para a saúde da população periférica. Os dois últimos apresentam críticas e comentários sobre o livro <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva" class="external-link">Vida Urbana e Saúde — Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles</a></i> (Editora Contexto, 2018), de autoria do médico e diretor do IEA-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span>A metrópole e a saúde de seus habitantes</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro"><span>Helena Ribeiro</span></a><span> descreve e analisa os temas gerais abordados na obra de Saldiva. Segundo ela, o livro mostra, com clareza, “os problemas que a urbanização tem trazido para a saúde física e mental” dos moradores da grandes cidades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já o articulista Fabio Angeoletto, no texto </span><span><i>Vida urbana e saúde</i></span><span>, ressalta que as problemáticas apresentadas por Saldiva não se resumem a São Paulo e outras metrópoles, mas a todas as cidades brasileiras. Para ele, a conclusão da leitura faz emergir uma mensagem clara, mas não explícita pelo autor: “As cidades, em sua complexidade, demandam planejamento, e as múltiplas formações acadêmicas e atores sociais precisam estar envolvidos nesse labor”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No corpo de sete autores da seção </span><span><i>Artes e cultura</i></span><span> há, entre outros, o ex-diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span>, e duas professoras uspianas participantes da primeira edição do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico"><span>Programa Ano Sabático</span></a><span> do IEA, de 2016: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk"><span>Dária Jaremtchuk</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira"><span>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</span></a><span>. Os trabalhos nesta edição representam parte dos resultados de suas pesquisas no Instituto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Jaremtchuk, no artigo </span><span><i>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra”</i></span><span>, discorre sobre o período de 10 anos que o pintor brasileiro passou nos Estados Unidos. Segundo ela, o tempo foi fundamental para que Nascimento reafirmasse “seu compromisso com a criação de obras alinhadas com a herança cultural africana”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span><i>Sobre conquistas e tensões</i></span><span>, por sua vez, Oliveira discute o surgimento de novas dinâmicas culturais ancoradas nas tecnologias de informação e comunicação. “O momento atual exige uma compreensão não simplificadora das inúmeras representações, contradições, vozes e dos silêncios que disputam a visibilidade na arena pública”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Paul Singer</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O último artigo da edição 93 da revista “Estudos Avançados” celebra o economista Paul Singer, que morreu no dia 16 de abril de 2018, aos 86 anos. Singer foi professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e integrante da primeira composição do Conselho Deliberativo (CD) do IEA, de 1987 a 1992. Nascido em Viena, capital da Áustria, foi o criador e maior defensor da “Economia Solidária”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo </span><span><i>Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática</i></span><span>, Cris Andrada e Egeu Esteves apresentam uma entrevista realizada com o economista no ano de 2016. Nela, Singer fala sobre sua migração para o Brasil, a juventude na São Paulo do pós-guerra, sua relação com o movimento sindical — com ênfase à participação na </span><span>Greve dos 300 mil</span><span> — e, notoriamente, sobre a Economia Solidária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Poucos reúnem grandeza intelectual, humildade genuína e uma profunda coerência entre o que escreve e o que pratica, como ele”, escrevem os autores. “Paul Singer não apenas refletiu sobre as violências do mundo do trabalho, como se dedicou a fazê-lo junto de trabalhadores, ombro a ombro, anos a fio.”<br /><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><i><strong>Revista "Estudos Avançados" 93, 399 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><a name="Sumário"></a></p>
<h3>Sumário</h3>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Ensino de Humanidades</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Limites e possibilidades do ensino de filosofia - <i>Franklin Leopoldo e Silva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Prefácio para a reedição de Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire - <i>Celso de Rui Beiseigel</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação - <i>Celso João Ferretti</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas” - <i><span>Marcus Sacrini</span><span> e </span><span>Valéria De Marco</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Os preteridos e os preferidos: sinal dos tempos da educação - <i><span>Ausonia Donato</span><span> e </span><span>Monique Borba Cerqueira</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Autobiografias do começo de uma aula - <i>Marcos Natali</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Leitura e escrita literárias no âmbito escolar: situação e perspectivas - <i>Neide Luzia de Rezende</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>À margem – experiências de literatura com pessoas encarceradas - <i>Ana Vieira Pereira</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental - <i>Paula da Cunha Corrêa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Reflexões sobre o ensino de História - <i>Circe Fernandes Bittencourt</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de História e seus conteúdos - <i>Antonia Terra de Calazans Fernandes</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O ensino da Geografia como prática espacial de significação - <i>Rafael Straforini</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O Estado e a educação religiosa: observações a partir da psicologia - <i>Geraldo José de Paiva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Considerações sobre o ensino de música no Brasil - <i>Antonio Carlos Moraes Dias Carrasqueira</i></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Vida urbana e saúde</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> “Caminhos da reforma sanitária”, revisitado - <i>Amélia Cohn</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Violência em favelas e saúde - <i><span>Ana Lydia Sawaya</span><span>, </span><span>Maria Paula de Albuquerque</span><span> </span><span>e Semiramis Martins Álvares Domene</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> A metrópole e a saúde de seus habitantes - <i>Helena Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>•</strong> Vida urbana e saúde - <i>Fabio Angeoletto</i></p>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Artes e cultura</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra” - <i>Dária Jaremtchuk</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Sobre conquistas e tensões - <i>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Os gigantes da montanha e o semblante do real - <i>Martha Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Walter Zanini e a formação de um sistema de arte contemporânea no Brasil - <i>Isis Baldini, Martin Grossmann, Pamela Prado e Vinicius Spricigo</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de Artes Visuais na Universidade - <i>Ana Mae Barbosa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> O que se espera de uma escola de arte hoje? - <i>Martin Grossmann</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Bophana e a persistência da memória - <i>Paulo Roberto Ramos</i></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Paul Singer</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática - <i>Cris Andrada e Egeu Esteves</i></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/morre-o-cardeal-d-paulo-evaristo-arns-ex-membro-do-conselho-do-iea-e-colaborador-da-revista">
    <title>Morre o cardeal d. Paulo Evaristo Arns, ex-membro do Conselho do IEA e colaborador da revista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/morre-o-cardeal-d-paulo-evaristo-arns-ex-membro-do-conselho-do-iea-e-colaborador-da-revista</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/d-paulo-evaristo-arns" alt="D Paulo Evaristo Arns" class="image-inline" title="D Paulo Evaristo Arns" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>D. Paulo Evaristo Arns durante o lançamento do nº 24 da revista Estudos Avançados, no IEA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O cardeal <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dom-paulo-evaristo-arns" class="external-link">d. Paulo Evaristo Arns</a>, arcebispo emérito de São Paulo, morreu aos 95 anos nesta quarta-feira, 14 de dezembro, na capital paulista. Internado desde o dia 28 de novembro com broncopneumonia, ele sofreu falência múltipla dos órgãos.</p>
<p>D. Paulo integrou o Conselho Deliberativo do IEA de 2002 a 2004 como representante da sociedade civil. Em outubro de 2004, ele foi conferencista no encontro <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2004/a-paz-e-as-religioes" class="external-link">A Paz e a Religião</a>. Na revista Estudos Avançados, publicou dois artigos: “<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142000000300005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Brasil: desafios e perspectivas</a>” (número 40, no ano 2000) e “<a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142004000300022&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">A Paz e as Religiões</a>” (número 52, no ano de 2004).<span> Ele também participou do lançamento do número 24 da revista em setembro de 1995.</span></p>
<p><span>Sua trajetória foi relatada no livro “O Cardeal da Resistência – As Muitas Vidas de Dom Paulo Evaristo Arns”, que teve resenha escrita por Luiz Eduardo W. Wanderley e </span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142014000100026&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">publicada no número 80</a><span> da revista.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-14T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-116">
    <title>Dossiê da edição 116 da revista Estudos Avançados examina faces da violência na sociedade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-116</link>
    <description>Edição 116 da revista Estudos Avançados apresenta o dossiê "Violência, Dor e Sofrimento", além de três artigos sobre sociologia e quatro resenhas de livros.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-116" alt="Capa da revista Estudos Avançados 116" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 116" /></p>
<p>Num momento em que o governo dos Estados Unidos discute se classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, algo que pode dar margem a violações da soberania brasileira, a <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/">edição 116 da revista Estudos Avançados</a>, lançada recentemente, abre seu dossiê “Violência, Dor e Sofrimento” com uma análise sobre a inadequação dessa classificação [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-116#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>O conjunto de textos também discute como o sistema prisional favorece os vínculos entre o PCC e quadrilhas independentes que cometem crimes violentos ao patrimônio. Ainda no âmbito da segurança pública, outro texto analisa como disputas entre grupos internos às polícias inviabilizam reformas substanciais na área.</p>
<p>Mas o dossiê não se restringe a análise da atuação e características de organizações criminosas e instituições policiais. O sociólogo Sérgio Adorno, editor da publicação, enfatiza que, além das formas usuais de violência associadas à delinquência e aos crimes contra a pessoa e o patrimônio, “o mundo globalizado tem experimentado exacerbação dos conflitos nas relações sociais e interpessoais, no mundo público e na vida privada, nas relações entre civis e nas políticas”. Essa é a razão da abrangência temática do dossiê.</p>
<p><strong>Crime organizado</strong></p>
<p>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo Moura Braga Cavalcante, ambos vinculados à Universidade Federal do Ceará, são os autores do artigo “Narcoterrorismo e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às Facções no Brasil”. A definição de narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, “sem consistência analítica”, afirmam. Para eles, o caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.</p>
<p>A rotulagem de facções criminosas como “terroristas” apaga sua base social, sua inscrição prisional e seu caráter econômico, “substituindo a análise por uma gramática de guerra que autoriza políticas de exceção”, ponderam.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Digital e impressa</i></strong></p>
<p><i>A versão digital do número 116 da revista Estudos Avançados está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa (R$ 45,00).  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer assinatura anual (três edições por R$ 150,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto ao narcoestado, consideram que o termo pode ter utilidade para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, “desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos”. No caso brasileiro, avaliam que as dinâmicas envolvem menos captura vertical de instituições e mais infiltração capilar e fragmentada de atividades ilícitas, por meio de “combinações de omissão estratégica, corrupção localizada e interesses políticos imediatos”.</p>
<p>A relação do PCC com crimes violentos ao patrimônio, especificamente os grandes roubos a instituições financeiras em várias cidades do país, é analisada em artigo do sociólogo Leonardo José Ostronoff, da<i> </i>Universidade Federal de Santa Catarina. Esses roubos constituíram o que o jargão policial e a mídia passaram a chamar de “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.</p>
<p>Por meio do exame de documentos, entrevistas e bibliografia, Ostronoff analisa o processo que, a partir do “novo cangaço”, típico de cidades pequenas, levou ao “domínio de cidades”, que atinge cidades médias e grandes e conta com grupos maiores, explosivos e armamento de maior poder de fogo. O trabalho de campo teve como referência a cidade de Curitiba, PR.</p>
<p>A conclusão é que esses crimes não são organizados institucionalmente pelo PCC, são operações de indivíduos independentes, apesar de alguns membros da facção atuarem nelas. As relações desses criminosos com a facção ocorrem devido ao controle que ela tem do sistema prisional. As redes formadas nos presídios possibilitam o recrutamento de criminosos especializados nas tarefas exigidas pelas ações, além do empréstimo de armas e acesso a explosivos, explica o autor.</p>
<p>Ainda no campo da segurança pública, Julia Maia Goldani, pesquisadora da Escola de Direito de São Paulo da FGV, escreve sobre as dinâmicas institucionais que “minam reformas democráticas nas polícias militares do Brasil pós-1988”. Ela vê uma lacuna na compreensão dos mecanismos que propiciam a resistência das polícias a mudanças institucionais.</p>
<p>Para discutir essa lacuna, Goldani analisa o ocorrido com a <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516">Proposta de Emenda Constitucional 51/2013</a>, cujo objetivo era uma reforma estrutural, e com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, exemplo de reforma incremental.</p>
<p>No caso da PEC 51/2013, ela comenta que a atuação das cúpulas de associações das diferentes categorias policiais resultou num impasse político no Congresso Nacional, com Presidência da República não interferindo para não assumir o custo político da iniciativa. O resultado foi o abandono da proposta. Já a implantação gradual de um policiamento democrático por meio das UPPs “esbarrou nos interesses de outros grupos dentro da corporação, que divergiam da visão de segurança pública proposta ou percebiam a mudança de paradigma como uma ameaça às suas posições e perspectivas dentro da organização”.</p>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<p>O dossiê conta ainda com duas traduções (acompanhadas de introduções dos tradutores): “O Sofrimento Não É Dor”, do filósofo francês Paul Ricoeur (1912-2005), traduzido por Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho, ambos professores da Faculdade de Educação da USP; e “Invisibilidade: Sobre a Epistemologia do Reconhecimento”, de Axel Honneth, traduzido por Arthur Meucci, da Universidade Federal de Viçosa.</p>
<p>O texto original de Ricoeur foi apresentado em colóquio da Associação Francesa de Psiquiatria em janeiro de 1992. De acordo com os tradutores, o filósofo adota como hipótese de trabalho a de que o sofrimento consiste na diminuição da potência de agir.</p>
<p>Axel Honneth propõe uma reformulação epistemológica da teoria do reconhecimento a partir da análise da invisibilidade social, inspirada no romance “O Homem Invisível”,<i> </i>de Ralph Ellison. Para Honneth, a invisibilidade não remete à ausência perceptiva literal, mas a uma forma simbólica de desrespeito: o ato de “olhar através” do outro nega-lhe reconhecimento como sujeito moral e social válido.</p>
<p><strong>Literatura e canção</strong></p>
<p>O retrato da violência feito em obras artísticas como contos e canções e até como ela foi facilitada pelos meios digitais são temas de três artigos. Em sua análise do livro de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo, Ianá de Souza Pereira, da Universidade Paulista, aponta que a obra deve ser entendida a partir de estruturas econômico-sociais, raciais e patriarcais que explicam o lugar social destinado às mulheres negras nas sociedades capitalistas. No livro, são elas que comunicam e refletem sobre a experiência de ser mulher e negra dentro do patriarcado de supremacia branca e capitalista. O objetivo do artigo é compor uma análise crítica do racismo e do patriarcado exposto pelo texto de Evaristo.</p>
<p>Adriano de Paula Rabelo, da Universidade Federal de Kazan, Rússia, compara como uma canção estadunidense e outra brasileira tratam de um tipo específico de violência urbana: o assassinato, por agentes do Estados e outras pessoas, de jovens levados ao crime pelas desigualdades sociais. As canções são “In the Ghetto”, de Mac Davis, gravada por Elvis Presley em 1969, e “O Meu Guri”, de Chico Buarque, gravada por ele em 1981.</p>
<p>Uma nova forma de violência contra a mulher surgiu com o mundo digital: os sites eróticos. No artigo “A Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura”, Priscila Gonçalves Magossi, doutora em comunicação e cultura, aponta que “os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressistas”. Segundo a autora, os mandantes desse submundo atuam em vácuo jurídico total, impondo cláusulas que silenciam vítimas e violam direitos fundamentais. O combate a isso, diz, exige regulação transnacional, educação mediática crítica e políticas públicas que priorizem direitos humanos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>As marcas de um tipo brutal de violência, aquela vivida pelos sobreviventes das bomba atômicas lançada em Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos em 1945, são analisadas em texto de Cristiane Izumi Nakagawa, psicanalista e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. O trabalho tem como base entrevista da autora com Keiko Ogura, uma hibakusha, como são chamados aqueles que sobreviveram à bomba, no caso dela, à lançada em Hiroshima. O objetivo foi fazer um exame psicológico dos testemunhos desses sobreviventes, com atenção especial a dois fenômenos psicológicos fundamentais para a compreensão dessas memórias: o trauma e o sentimento de culpa por ações ou omissões que causaram sofrimento a outras pessoas.</p>
<p>Mas a violência também suscita discussões sobre a postura institucional e do público em relação a ela. Isso é explorado em artigo sobre pesquisa e trabalho técnico desenvolvidos por parceria entre o Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e o Instituto de Biociências, ambos da USP, sobre as cabeças decepadas de Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira (1910-1938), a Maria Bonita. A abordagem dos pesquisadores foi baseada na revisão historiográfica e na análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens. "Essa metodologia permitiu explorar as narrativas que envolvem o consumo do trágico e as controvérsias sobre a preservação e exposição desses vestígios, contribuindo para discussões mais aprofundadas sobre memória, identidade e práticas museológicas", afirmam os autores.</p>
<p><strong>SOCIOLOGIA</strong></p>
<p>Outros três textos da edição configuram um minidossiê dedicado à sociologia, com propostas para sua evolução, um debate sobre o papel dos autores clássicos no discurso sociológico e um ensaio sobre o livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, de Florestan Fernandes.</p>
<p>De acordo com Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp e da UFSCar, diante das mudanças aceleradas do mundo contemporâneo, "somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos". Seu artigo "Por uma Sociologia Provocadora (de Respostas)" é baseado em conferência que fez no 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2025. O objetivo do trabalho, afirma, "é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas<i>, </i>na qual o fazer sociológico<i> </i>esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos".</p>
<p>Mas diante dessa necessidade de transformação da sociologia defendida por Moraes Silva, que papel fica reservado aos autores clássicos? É sobre isso que trata o texto "O Qque Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico", de Carlos Eduardo Sell, da UFSC. Ele examina a transformação do papel desses autores, com destaque para as implicações epistemológicas, metodológicas e pedagógicas disso. Sell identifica a emergência de um novo regime discursivo (heurística negativa) e de um consenso difuso que molda o etos científico contemporâneo. Na segunda parte do artigo, ele propõe uma heurística positiva de reflexão e ensino da teoria sociológica.</p>
<p>A seção é completada justamente com texto sobre a importância atual de um livro clássico de um dos expoentes da sociologia brasileira, Florestan Fernandes. Em 2025, seu livro "A Revolução Burguesa no Brasil" completou 50 anos da primeira edição. Para os autores do artigo, André Botelho e Antonio Brasil Jr., ambos da UFRJ, a obra está mais atual do que nunca, seja pelo ponto de vista teórico, que pode ser testado na concepção, na fatura do texto e na análise crítica forjadas a partir de uma abordagem sociológica peculiar, seja pela visão política das espirais da democracia no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>RESENHAS</strong></p>
<p>A seção “Resenhas” traz artigos sobre os livros “Des Électeurs Ordinaires: Enquête sur la Normalization de l’Extrême Droite” (Eleitores Comuns: Investigação sobre a Normalização da Extrema Direita), de Félicien Faury, ainda sem edição no Brasil; “Permanecer Bárbaro: Não Brancos contra o Império”, de Louisa Yousfi; “História da América Latina em 100 Fotografias”, de Paulo Antonio Paranaguá; e “Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da Desinformação Inculta (e Sedutora)”, de Eugênio Bucci.</p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p> </p>
<p><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></p>
<p><strong>Violência, Dor e Sofrimento</strong></p>
<ul>
<li>Narcoterrorismo      e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às      Facções no Brasil – <i>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo      Moura Braga Cavalcante</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Centralidade da Prisão nas Relações entre Crimes Violentos ao Patrimônio e      o PCC – <i>Leonardo José Ostronoff</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Polícias      em Conflito: “Pluralismo Policial” e os Vetos a Reformas na Segurança      pública – <i>Júlia Maia Goldani</i></li>
</ul>
<ul>
<li>No      Gueto e na Favela: Duas Canções, Dois Retratos da Violência – <i>Adriano      de Paula Rabelo</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Um      Intérprete da Experiência Contemporânea: Paul Ricoeur e a Compreensão do      Sofrimento – <i>Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Invisibilidade Social como Desrespeito na Teoria do Reconhecimento de Axel      Honneth – <i>Arthur Meucci</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Trauma      e Culpa nos hibakusha: Um Estudo da Memória de Keiko Ogura – <i>Cristiane      Izumi Nakagawa</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Conceição      Evaristo e os Arredores de “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”<i> –      Ianá de Souza Pereira</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      “Mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: Considerações sobre a      Musealização do Trágico (1938-2023) – <i>Jô Veras Closs et al.</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura – <i>Priscila      Gonçalves Magossi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Esperançar      o Presente: Sobre Futuros Inéditos e Viáveis – <i>Bruno Souza Leal e      Ana Regina Rego</i></li>
</ul>
<p><strong>Sociologia</strong></p>
<ul>
<li>Por      uma Sociologia Provocadora (de Respostas) – <i>Maria Aparecida de      Moraes Silva</i></li>
</ul>
<ul>
<li>O      Que Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico      – <i>Carlos Eduardo Sell</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"A      Revolução Burguesa no Brasil": 50 anos de um Clássico Difícil – <i>André      Botelho e Antonio Brasil Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Sociologia      da Normalização Política: A Extrema-Direita na França – <i>Fabio      Mascaro Querido</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"Permanecer      Bárbaro"<i> </i>de Louisa Yousfi: Insurgências contra a      Domesticação Civilizatória – <i>Morgane Reina</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Propósito      e Valor dos Acervos Fotográficos ao redor do Mundo – Hoje e no Futuro      – <i>Sergio Burgi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Razão,      Técnica e (Des)Informação: Os Vetores das Crises Contemporâneas – <i>Tatiana      Dourado</i></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T17:03:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo">
    <title>Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo</link>
    <description>Nova edição da publicação traz também artigos em homenagem aos 270 anos de Goethe</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Adaptado de Claudia Costa, do Jornal da USP</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-96" alt="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" class="image-right" title="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" />“Violência é um conceito escorregadio. Em seu núcleo mais antigo e amplamente partilhado, significa violação da integridade física de um indivíduo ou grupo. O uso da palavra geralmente representa o sentido de uma agressão a alguém. Mas com o tempo foi ganhando significado mais abrangente e dependente de uma disputa de legitimação.” Esse é um trecho de artigo assinado pelo professor Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado no dossiê <em>Medo da Violência</em>, que integra o novo número da revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação quadrimestral do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov">disponível na SciELO</a>.</p>
<p>A América Latina, informa o professor, tem menos de 10% da população mundial, mas produz um terço dos homicídios do mundo. “Segundo as Nações Unidas, 14 dos 20 países mais perigosos do mundo estão na América Latina e no Caribe. Em 2017, 65 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. A polícia brasileira mata mais que qualquer outra polícia do mundo, mas também morre mais que em qualquer outra parte”, relata. O autor ainda afirma que a violência difusa no Brasil vem aumentando há pelo menos quatro décadas, diferentemente do que ocorre no México e na Colômbia, onde há cartéis de cocaína e outras drogas ilícitas. Segundo ele, os homicídios crescem em toda a América Latina, com a única exceção – por enquanto – do Chile. “Até Argentina e Uruguai, que tinham as taxas mais baixas de homicídios até dez anos atrás, já apresentam sensível crescimento da violência”, continua.</p>
<p>Mas quais sentimentos contemporâneos nossas cidades suscitam?, pergunta o professor Claudio Beato, coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eles mesclam-se além do triste espetáculo da miséria de nossas gigantescas favelas com o medo que é onipresente na vida dos habitantes das grandes cidades latino-americanas.” Segundo o autor, a distopia latino-americana descreve cidades violentas, palco de falhas socioeconômicas e institucionais que se sobrepõem. “Compreender essa conjunção de sentimentos e fatos é o desafio a que gerações de analistas, estudiosos, escritores e cientistas têm se dedicado ao longo de décadas”, constata.</p>
<p>O ensaio da professora Alba Zalluar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, parte da ideia de que a negação do medo afeta a construção e a eficácia das políticas públicas de segurança. No artigo de Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há dados e informações compiladas da organização que dirige, além de pesquisas de outras organizações, mostrando que o Brasil não conseguiu reduzir a violência. “A partir dos anos 1980, a taxa de homicídios cresceu em média 20% ao ano e, desde 2014, convivemos com um patamar com cerca de 60 mil mortes violentas intencionais anuais (uma taxa nacional de 28 mortes para cada 100 mil habitantes)”, compara.</p>
<p>Recentemente, “nas eleições gerais de 2018 – e para surpresa de inúmeros analistas políticos – , o Brasil presenciou a emergência de uma nova conjuntura política, na qual discursos de dramatização da violência, de apologia da guerra contra o crime, de endurecimento das práticas penais e das políticas de segurança pública e de desvalorização dos direitos humanos se intensificaram e ganharam inédita audiência, ao propiciarem a eleição de inúmeros políticos em todo o País, em diferentes níveis e inclusive da Presidência da República, claramente comprometidos com diferentes formas de punitivismo e de populismo penal”, afirmam Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez – respectivamente, doutorando e professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP -, no artigo “Humanização das prisões e pânicos morais”, que encerra o dossiê.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/goethe/image" alt="Goethe" title="Goethe" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Goethe em seu quarto de trabalho, ditando ao secretário e escrevente Johann August John. Quadro a óleo de Johann Joseph Schmeller – Foto: Reprodução/Revista Estudos Avançados</dd>
</dl>270 anos de Goethe</strong></p>
<p>Comemorando os 270 anos de nascimento do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), artigos sobre sua vida e obra ganham as páginas da revista. A literalidade da autobiografia de Goethe é tema de Helmut Galle, professor de Literatura Alemã do Departamento de Letras Modernas da FFLCH. <em>De Minha Vida: Poesia e Verdade</em> foi iniciada quando o escritor tinha 60 anos e publicada em quatro partes (1811, 1812, 1814 e, postumamente, em 1833). Segundo o professor, ela se localiza entre os protótipos do gênero, servindo de modelo para centenas de autobiografias posteriores. O professor comenta que é louvável que a antiga tradução brasileira de Leonel Valandro (Goethe, 1971), esgotada há décadas, tenha sido substituída por uma sólida edição em capa dura e com uma nova tradução, realizada por Mauricio Mendonça Cardozo. Segundo Galle, foram acrescentadas notas explicativas que facilitam a leitura dessa obra, que contém centenas de referências a acontecimentos históricos remotos e pessoas hoje em dia desconhecidas.</p>
<p>A correspondência de Goethe – estimada em mais de 20 mil cartas escritas, das quais 15 mil estão depositadas no Arquivo Goethe e Schiller de Weimar, e 25 mil recebidas – é objeto do artigo de Marcus Vinícius Mazzari, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH. Seus escritos científicos, ou estudos da natureza, são assunto de Magali Moura, professora associada de Língua e Literatura Alemã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Já seus poemas são analisados por João Barrento, que estudou Filosofia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Portugal, e também traduz alguns deles em um anexo da revista.</p>
<p>Outro artigo trata da obra <em>Fausto</em>, em que Goethe empreendeu, de forma ousada, a tentativa de tornar completos os seus textos, mas só conseguiu publicar o drama de maneira fragmentária, como conta Michael Jaeger, professor da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, acrescentando que somente uma edição póstuma uniu todas as partes. “A primeira edição crítica completa do <em>Fausto</em> foi preparada sob a direção de Anne Bohnenkamp e, em 2018, apresentada pela Casa de Goethe em Frankfurt”, complementa.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:446px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-goethe/image" alt="Carta Goethe" title="Carta Goethe" height="500" width="446" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:446px;">Carta de Goethe (17 de junho de 1777) em que comunica a morte de sua irmã Cornelia (1750-1777) à condessa Auguste von Stolberg (1753-1835) – Extraída de Goetheana. A Centenary Portfolio of Forty-three Facsimiles. William A. Speck Collection, Yale University Library. New Haven, 1932</dd>
</dl>Ainda no dossiê, está presente texto de Daniel Martineschen, doutor em Literatura e Tradução pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e responsável pela tradução de <em>West-Östlicher Divan</em>, que ganhou o título brasileiro de <em>Divã Ocidental-Oriental</em>, lançado pela Editora Estação Liberdade neste ano, exatamente quando se completam 200 anos de sua publicação original. Já o artigo “Goethe e sua ‘rede brasileira’”, de Sylk Schneider, curador e estudioso de romanística, geografia e economia em universidades da Alemanha e do Brasil, relata a proximidade do escritor alemão com o Brasil. Segundo ele, “praticamente não existe outro país não europeu com o qual Goethe tenha se relacionado tão intensamente quanto o Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>A revista <em>Estudos Avançados</em> também traz o dossiê <em>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</em>, que, segundo a organizadora e professora Maria Helena Machado, tem como objetivo “analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação”. Os artigos tratam de escritores negros, como Maria Firmina dos Reis, Luiz Gama e Lima Barreto. Há também textos sobre o letramento de escravos, relatos de mulheres negras escravizadas e sobre Frederick Douglass, um abolicionista negro estaduniense que, após conquistar a liberdade, se tornou editor, orador, palestrante, escritor, diplomata e articulista político.</p>
<p><span>Há ainda a seção Atualidades, abordando dois temas emergentes: o conceito de golpe de Estado, com a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República, e invasão de privacidade e exploração de dados pessoais por empresas tecnológicas. Outra seção, Presenças, traz textos sobre dois especialistas, da cultura, Sérgio Milliet, e da agroecologia, Ana Maria Primavesi. A seção Poesia Contemporânea inclui uma coletânea organizada por Alberto Martins.</span></p>
<h3>Sumário 'Estudos Avançados' n° 96</h3>
<p><b>Violência</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Os medos na política de segurança pública - </span><i>Alba Zaluar</i></li>
<li><span>Alguns aspectos analíticos nas pesquisas </span><span>da violência na América Latina - </span><i>Michel Misse</i></li>
<li><span>O rebanho de Hobbes - </span><i>Claudio Beato</i></li>
<li><span>Segurança pública como simulacro </span><span>de democracia no Brasil - </span><i>Renato Sérgio de Lima</i></li>
<li><span>Humanização das prisões e pânicos morais: notas sobre as “Serpentes Negras” - </span><i>Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Tinta negra, papel branco: escritas afrodescendentes e emancipação</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Maria Firmina dos Reis: escrita íntima </span><span>na construção do si mesmo - </span><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado</i></li>
<li><span>Luiz Gama autor, leitor, editor: revisitando </span><span>as </span><i>Primeiras Trovas Burlescas </i><span>de 1859 e 1861 - </span><i>Ligia Fonseca Ferreira</i><span> </span></li>
<li>Lima Barreto e a escrita de si - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li><span>Escritos insubordinados entre escravizados </span><span>e libertos no Brasil - </span><i>Iamara da Silva Viana, </i><i>Alexandre Ribeiro Neto e Flávio Gomes</i></li>
<li><span>Narrativas de mulheres escravizadas </span><span>nos Estados Unidos do século XIX - </span><i>Maria Clara Carneiro Sampaio </i><i>e Marília B. A. Ariza</i></li>
<li><span>O Brasil por Frederick Douglass: </span><span>impressões sobre escravidão </span><span>e relações raciais no Império - </span><i>Luciana da Cruz Brito</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Goethe</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>“O humano que jamais nos abandona”: </span><span>A obra epistolar de Goethe - </span><i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li><i>De minha vida: Poesia e verdade</i><span> – sobre </span><span>a literariedade da autobiografia de Goethe - </span><i>Helmut Galle</i></li>
<li><span>Uma confissão em fragmentos: Goethe, </span><span>Fausto e o peregrino - </span><i>Michael Jaeger</i></li>
<li><span>O Brasil no divã - </span><i>Daniel Martineschen</i></li>
<li><span>Poesia. A glorificação do sensível - </span><i>João Barrento</i></li>
<li><span>A ciência de Goethe: </span><span>Em busca da imagem do vivente - </span><i>Magali Moura</i></li>
<li><span>Goethe e sua “rede brasileira”: </span><span>o Brasil visto de Weimar - </span><i>Sylk Schneider</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Atualidades</b><span> </span></p>
<ul>
<li>Golpe de Estado: entre o nome e a coisa - <i>Marcos Napolitano</i><span> </span></li>
<li>Dados, vícios e concorrência: repensando <span>o jogo das economias digitais - </span><i>Rafael A. F. Zanatta e Ricardo Abramovay</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Presenças</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Internacionalização da Arquitetura </span><span>e da Crítica de Arte: Sérgio Milliet - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>A extraordinária história de vida </span><span>de Ana Maria Primavesi - </span><i>Virgínia Mendonça Knabben</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Poesia contemporânea</b></p>
<ul>
<li><span>Dez poetas, dezenas de vozes - </span><i>Alberto Martins</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p>
<hr />
</p>
<p><strong>Revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, volume 33, número 96, maio-agosto 2019, 500 páginas. A versão on-line da publicação pode ser acessada <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov" rel="noopener" target="_blank">neste link</a>. </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-21T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sustentabilidade.html">
    <title>Evento lança contribuições da USP à Rio+20</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sustentabilidade.html</link>
    <description>Algumas das contribuições da USP aos debates da Rio+20, realizadas com o apoio do IEA, foram apresentadas em evento no dia 25 de abril, no Anfiteatro do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosfércias (IAG). Entre elas estão o lançamento do livro "Governança da Ordem Ambiental Internacional e Inclusão Social", a inauguração do site da USP para a Rio+20 e o pré-lançamento da edição 74 da "Estudos Avançados".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><span><dl class="image-inline captioned" style="width:640px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/governancaambiental.jpg/image" alt="governancaambiental.jpg" title="governancaambiental.jpg" height="314" width="640" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:640px;">Mesa-redonda reuniu alguns dos autores do livro produzido pelo Procam</dd>
</dl></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span>Algumas das contribuições da USP aos debates da Rio+20, realizadas com o apoio do IEA, foram apresentadas em evento no dia 25 de abril, no Anfiteatro do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosfércias (IAG). Uma delas foi o lançamento do livro "Governança da Ordem Ambiental Internacional e Inclusão Social" (Editora Annablume), produzido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (Procam). Outra iniciativa foi a inauguração do site da USP para a Rio+20, que reúne informações sobre teses e dissertações defendidas na universidade desde 1992 sobre temas vinculados à conferência da ONU. No evento também aconteceu o pré-lançamento da </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/edicoes" class="internal-link">edição 74</a><span> da revista "Estudos Avançados", que traz, além do dossiê principal sobre sustentabilidade, um minidossiê sobre o levantamento das dissertações e teses .</span></p>
<p style="text-align: justify; ">Antes  do lançamento, quatro dos autores  do livro participaram da mesa-redonda  "Governança e Inclusão Social: Desafios Centrais da Rio+20". Os debatedores Célio Bermann (IEE),  Silvia Zanirato (Each), Pedro Jacobi (FE) e Helena Ribeiro (FSP) abordaram  assuntos que consideram estratégicos para a Rio+20 e que foram discutidos por  eles na obra.</p>
<p style="text-align: justify; ">Bermann  abriu a mesa com uma exposição sobre o capítulo "A Questão Energética: Impasses  e Desafios na Rio+20". O pesquisador afirmou que, para atingir a meta de 20% de  substituição da gasolina por etanol e do óleo diesel por biodiesel, estabelecida  por países da União Europeia para 2020, seria preciso ocupar 7% da  área arável disponível no mundo com a produção de etanol e 25% com a de  biodiesel. Considerando-se um cenário de substituição total, a taxa passaria para  35% e 120%, respectivamente. Para  o pesquisador, esses dados demonstram a impossibilidade física dessa  substituição e apontam para a necessidade de não limitar o debate energético da  Rio+20 à substituição dos combustíveis fósseis pelos renováveis.</p>
<p style="text-align: justify; ">Já  Zanirato, que assina o capítulo "Uso do Patrimônio Cultural Edificado e os  Programas de Erradicação da Pobreza", explorou a questão da sustentabilidade de  forma transversal ao falar sobre a carência de moradias dignas para a população  de baixa renda. De acordo a pesquisadora, seria possível conciliar redução do  déficit habitacional e preservação ambiental aproveitando o estoque imobiliário  subutilizado dos centros urbanos. "O principal capital para uma edificação  sustentável é a construção já existente, pois um terço da energia mundial é  consumido em construções", afirmou.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na  exposição sobre o capítulo "Desafios à Governança e Participação Popular no  Brasil", Pedro Jacobi ressaltou que a emergência do conceito de governança traz  à tona a necessidade de buscar espaços de consenso nas negociações públicas e  de constituir públicos participativos, capazes de se articularem para  questionar, defender seus direitos e interferir sem tutela nos processos  decisórios, particularmente naqueles relativos às questões ambientais.</p>
<p style="text-align: justify; ">Helena  Ribeiro fechou a mesa-redonda com uma exposição sobre o capítulo "Economia  Verde, Inclusão Social e Saúde", escrito com  Flávio Tayra. Ela chamou  atenção para os impactos dos problemas ambientais sobre a saúde e expôs alguns  indícios da valorização desse tema no mundo, como a inclusão, em 2008, das  mudanças climáticas na agenda da Organização Mundial da Saúde e a formação de  uma comissão da revista britânica "Lancet", uma das mais importantes da área médica, para analisar os  efeitos das mudanças climáticas na saúde, bem como possíveis benefícios de  medidas de mitigação.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo  Wagner Ribeiro, organizador do livro e coordenador do grupo de trabalho que fez  o levantamento das teses e dissertações para o site, a elaboração dos dois  produtos contou com a iniciativa do Grupo de Pesquisa de Ciências Ambientais do  IEA, do qual é coordenador.</p>
<p style="text-align: justify; ">O Pró-Reitor de Pós Graduação Vahan Agopian  destacou a liderança do IEA e afirmou que o lançamento conjunto do livro  e do site mostra que a USP está atenta à questão ambiental e produzindo  material sobre o assunto: "Essa é a nossa função. A universidade tem que estar  junto à sociedade, discutindo problemas e sugerindo soluções".<br /> <br /> Na apresentação do site, Edmilson Freitas, do IAG,  explicou  que as teses e dissertações foram separadas em quatro subtemas: Agenda 21 e  governança; economia verde; mudanças climáticas; e biodiversidade. Clicando em  cada trabalho, é possível acessar o resumo e obter informações sobre tema,  autor, orientador, palavras-chave, ano de conclusão, grau (mestrado ou  doutorado) e unidade da USP em que foi defendido.</p>
<p style="text-align: justify; ">Além  dessas informações, o site disponibiliza análises do material levantado,  preparadas por especialistas da USP, sobre os avanços e os desafios nas áreas  de Agenda 21 e governança; economia verde; e mudanças climáticas. São as análises publicadas no minidossiê "A USP e a Rio+20" da revista "Estudos Avançados" 74.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo  o Pró-Reitor Adjunto de Pós-Graduação Arlindo Philippi,  "o site permitirá uma troca bastante intensa, não só na  Rio+20, mas para agregar tudo que é vinculado ao tema. Esse site será  destinatário de tudo que tem sido e que será produzido na pós-graduação sobre o  assunto".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Informações  sobre o livro:</strong> "Governança da Ordem Ambiental Internacional e Inclusão Social", Wagner Ribeiro  (org.), Editora Annablume, 247 págs., R$ 49,00 (livrarias) / R$ 36,75 no <a></a>).</p>
<p align="right">Foto: Mauro Bellesa/IEA-USP</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-05-11T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rev74.html">
    <title>Sustentabilidade em debate</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rev74.html</link>
    <description>Lançamento do nº 74 da `Estudos Avançados`, que discute sustentabilidade, será realizado no dia 11 de maio,  às 17h, na Sala do Conselho Universitário da USP. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nuvemdetagsrevista74.jpg" alt="nuvemdetagsrevista74.jpg" class="image-right" title="nuvemdetagsrevista74.jpg" />No momento em que o mundo está voltado  para os temas que pautarão a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio+20, em junho,  a revista "Estudos Avançados" dá sua  contribuição às discussões com um dossiê sobre sustentabilidade. A edição nº 74 (já disponível em versão digital na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420120001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Scielo</a><a></a>)  foi lançada no dia 11 de maio em evento na Sala do Conselho Universitário da USP. Na ocasião  houve também o lançamento da versão em áudio (sistema Daisy) da revista, produzida pelo  Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">O evento teve mesa-redonda com  três professores da USP: José Eli da Veiga, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), e Eliezer Diniz, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-Ribeirão Preto) foram os expositores;  Célio  Bermann, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), foi o debatedor. Diniz e Bermann são dois dos colaboradores do  dossiê. Antes da mesa-redonda,   Martin Grossmann, diretor do IEA, e Alfredo Bosi,  editor da revista, apresentaram a edição.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Bosi, os 25 textos que integram  o dossiê são divididos em quatro grupos: o primeiro apresenta reflexões sobre o  conceito e as teorias de sustentabilidade; o segundo explora questões ligadas  ao clima; o terceiro enfoca a temática da energia; e o quarto compõe uma  espécie de minidossiê, que sistematiza a produção da pós-graduação da USP de  1992 a 2011 vinculada à agenda da Rio+20.</p>
<p style="text-align: justify; ">O editor ressalta, ainda, que os artigos  trazem pontos de vista diversos sobre a sustentabilidade, mas tendo os aspectos  socioambientais como eixo principal: "A ênfase nos efeitos perversos de um  crescimento cego não só no ambiente como na estrutura social é um dos pontos  altos do dossiê".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>RIO+20</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Em "De Volta à Mão Visível: os Desafios  da Segunda Cúpula da Terra no Rio de Janeiro", artigo de abertura da revista, o  economista polonês Ignacy Sachs, diretor de estudos honorário da École de Hautes Études en Sciences Sociales, da França,   afirma que a Rio+20 enfrentará dois grandes desafios: conter as mudanças  climáticas e reduzir as desigualdades.</p>
<p style="text-align: justify; ">Sachs chama atenção para a necessidade  de conciliar justiça social e prudência ambiental, mas enfatiza que "as preocupações ecológicas não devem  ser aceitas como justificativa para adiar a resolução de imperativos sociais  urgentes. A economia verde só faz sentido se for uma economia voltada para o  bem-estar da sociedade em geral".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os rumos da Rio+20 também orientam o  artigo de Ricardo Abramovay, da FEA-USP. Ele critica o  documento inicial preparado para a conferência, conhecido como "Zero Draft", por não se aprofundar em duas  questões que considera fundamentais: as desigualdades sociais e os limites dos  recursos naturais.</p>
<p style="text-align: justify; ">"O século 21 exige governança da inovação  tecnológica, sem dúvida: mas ele exige, sobretudo, governança dos limites no uso de materiais, de energia e  nas emissões de gases de efeito estufa. E é impossível lidar com esses limites  apenas por meio da inovação tecnológica, sem que se enfrentem as  desigualdades que marcam a distribuição e o emprego desses recursos  materiais, energéticos e bióticos na economia global e no interior dos  diferentes países", destaca.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ENERGIA NUCLEAR</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Além da  Rio+20, outro tema de destaque do dossiê é a energia nuclear, abordada em quatro  textos que advertem para os riscos dessa fonte energética. É o caso do artigo "Qual  Energia Desejamos para o Futuro?", assinado por Bernard Laplonche, físico que  participou da implantação das primeiras usinas nucleares da França, nos anos  1960, mas que se tornou um crítico severo dessa opção  energética.</p>
<p style="text-align: justify; ">De acordo com Laplonche, "não podemos  deixar que as emissões de CO2 sejam o único critério de escolha entre as técnicas  de produção de eletricidade. Será preciso aceitar que, em nome do clima, a cada  cinco ou dez anos um acidente do tipo Fukushima aconteça em algum lugar do  mundo?".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>MINIDOSSIÊ</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">O minidossiê dedicado às contribuições da  pós-graduação da USP à Rio+20 é composto por quatro textos que traçam um  panorama das teses e dissertações sobre questões socioambientais produzidas na  universidade nos últimos 20 anos (o levantamento  está disponível no site da USP para a Rio+20: <a></a>).</p>
<p style="text-align: justify; ">Assinado por Wagner Ribeiro,  pesquisador do IEA e coordenador do grupo responsável pelo levantamento das  teses e dissertações, em coautoria com Edmilson de Freitas, professor do  IAG-USP, e Arlindo Philippi, Pró-Reitor Adjunto de Pós-Graduação da USP, o  primeiro texto faz um balanço geral dos trabalhos e aponta a predominância de enfoques  interdisciplinares em quatro subtemas: Agenda 21 e governança; economia verde; biodiversidade;  e mudanças climáticas.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para os autores, "muitos dos  trabalhos podem ser úteis à necessária revisão do estilo de vida predominante  em nossos dias, o que envolve diretamente a conservação ambiental e sua relação  com novas formas de produção econômica, seja com o adjetivo sustentável, como  apontado até recentemente, seja com o adjetivo verde, como destaca a Rio+20".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os três artigos seguintes analisam de  forma mais aprofundada as teses e dissertações que se enquadram nos subtemas  Agenda 21 e governança, mudanças climáticas e economia verde, identificando lacunas  e avanços no conhecimento associado a cada um desses tópicos.</p>
<p style="text-align: justify; "><em>"Estudos Avançados” nº 74,  360 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições por R$ 80,00). Mais  informações sobre como adquirir exemplares ou assinar a publicação podem ser  obtidas com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</em></p>
<p style="text-align: justify; "><span>______________________________________________________________________________</span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>EDITORIAL</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Há palavras que definem os valores de uma época. <em>Civilização</em>, <em>progresso</em>, <em>evolução</em> foram os termos-chave do século 19. Ao longo do século 20, preferiu-se <em>desenvolvimento</em>, termo que ainda serve de motor e guia ao pensamento que enforma os projetos das nações contemporâneas. Mas, no bojo desse mesmo conceito central, vêm se formando valores igualmente, básicos, e que têm a ver com certos aspectos críticos do desenvolvimento econômico.</p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev74.jpg" alt="caparev74.jpg" class="image-left" title="caparev74.jpg" />Na esfera das relações entre a sociedade civil e o Estado, exige-se, cada vez mais energicamente, que o crescimento econômico não ignore as normas democráticas; e aqui, o valor emergente é o da <em>cidadania</em>. Mas há também outra ordem de exigência: a que preside à relação entre o ser humano e a sua morada, a natureza. Desenvolvimento sem democracia é tecnoburocracia. Desenvolvimento sem respeito ao ambiente é barbárie. A palavra-chave para dizer essa dimensão é <em>sustentabilidade</em>;quando acoplada à matriz econômica, serve para dar-lhe uma conotação ética: o valor resultante é o <em>desenvolvimento sustentável</em>.</p>
<p style="text-align: justify; ">Este número de "Estudos Avançados" está centrado no conceito e em algumas formas de sustentabilidade que deveriam aplicar-se aos projetos de desenvolvimento concebidos pelas nossas políticas públicas. O dossiê de abertura convida à reflexão sobre o significado e o alcance de umaproposta nacional de ecodesenvolvimento. Daí, a sua composição, que vai de ideias abrangentes ao estudo de situações particulares. Seguem-se ensaios sobre dois aspectos fundamentais de toda política de sustentabilidade: o <em>clima</em> e a <em>energia</em>. Os problemas ambientais inerentes a ambas as dimensões acham-se aqui denunciados com nitidez. Não há, porém, predições catastróficas. No caso particular da energia, a hipótese da suficiência de nossas fontes é alentadora e alimenta a esperança de que é possível evitar o risco desnecessário de explorar a energia nuclear.</p>
<p style="text-align: justify; ">A oportunidade deste dossiê está comprovada pelos textos dedicados à Rio+20, conferência internacional da ONU, que se dará em junho de 2012. O evento foi objeto de análises pontuais conduzidas por um grupo de trabalho da Universidade de São Paulo. A sua divulgação neste número conforta o projeto do IEA de aliar a competência científica à militância ambiental.</p>
<p><span>_______________________________________________________________________________</span></p>
<p align="left"><a><big><strong>SUMÁRIO            DO Nº 74</strong></big></a></p>
<p align="left"><strong>DOSSIÊ SUSTENTABILIDADE</strong></p>
<ul>
<li><span>De Volta à Mão Visível: os Desafios da  Segunda Cúpula da Terra no Rio de Janeiro — </span><em>Ignacy Sachs</em></li>
<li><span>Desigualdades e Limites Deveriam Estar  no Centro da Rio+20 — </span><em> Ricardo Abramovay</em></li>
<li><span>Sustentabilidade: Mantra ou Escolha  Moral? Uma abordagem Ecológico-Econômica — </span><em> Clóvis Cavalcanti</em></li>
<li><span>Trajetória da Sustentabilidade: do Ambiental  ao Social, do Social ao Econômico — </span><em>Elimar Pinheiro do Nascimento</em></li>
<li><span>Desenvolvimento Sustentável: uma Perspectiva  Econômico-Ecológica — </span><em> Ademar Ribeiro Romeiro</em></li>
<li><span>Economia Verde: a Reiteração de Ideias  à Espera de Ações — </span><em>Luciana Togeiro de Almeida</em></li>
<li><span>Reflexões sobre o Paradigma da Economia  Ecológica para a Gestação Ambiental — </span><em> Maurício Fuks</em></li>
<li><span>Economia Verde: por que o Otimismo Deve  Ser Aliado ao Ceticismo da Razão — </span><em> Andrei Cechin </em><span>e </span><em>Henrique  Pacini</em></li>
<li><span>Política Ambiental, Municípios e Cooperação  Intergovernamental no Brasil — </span><em> Estela Maria Souza Costa Neves</em></li>
<li><span>Importância da Biodiversidade para a Saúde  Humana: uma Perspectiva Ecológica — </span><em> Cleber J. R. Alho</em></li>
<li><span>Extrativismo Vegetal ou Plantio: Qual a  Opção para a Amazônia? — </span><em> Alfredo Kingo Oyama Homma</em></li>
<li><span>A Vocação da Amazônia é Florestal e a  Criação de Novos Estados Pode Levar ao Aumento do Desflorestamento na Amazônia  Brasileira — </span><em> Leandro V. Ferreira </em><span>et al.</span></li>
</ul>
<p align="left"><span><strong>Clima</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Antes do Pré-Sal: Emissões de Gases de  Efeito Estufa do Setor de Petróleo e Gás no Brasil — </span><em>Thiago de Araújo Mendes </em><span>e </span><em>Saulo  Rodrigues Filho</em></li>
<li><span>Interação entre a Vegetação e a Atmosfera  para Formação de Nuvens e Chuva na Amazônia: uma Revisão — </span><em> João Paulo Nardin Tavares</em></li>
<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas no  Brasil: o Papel do Investimento Privado — </span><em> Peter May </em><span>e </span><em>Valéria  da Vinha</em></li>
</ul>
<p><span><strong>Energia</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Perspectivas e Planejamento do Setor Energético  no Brasil — </span><em> Mauricio Tiomno Tolmasquim</em></li>
<li><span>Qual Energia Desejamos para o Futuro? — </span><em> Bernard Laplonche</em></li>
<li><span>Transposição e Hidrelétricas: o Desconhecido  Vale do Ribeira (PR-SP) — </span><em> Antônio Oswaldo Sevá Filho </em><span>e </span><em>Luciana  Maria Kalinowski</em></li>
<li><span>Repensando a Energia Nuclear — </span><em> Benjamin K. Sovacool</em></li>
<li><span>O Espaço da Energia Nuclear no Brasil — </span><em> Joaquim Francisco de Carvalho</em></li>
<li><span>Os Deletérios Impactos da Crise Nuclear  no Japão — </span><em> Paulo Marques</em></li>
</ul>
<p align="left"> </p>
<p align="left"><span><strong>A USP E A  RIO+20</strong></span></p>
<ul>
<li><span>A USP e a Rio+20 — </span><em> Wagner Costa Ribeiro, Edmilson Dias  de Freitas </em><span>e </span><em>Arlindo Philippi Jr.</em></li>
<li><span>Economia Verde e Sustentabilidade — </span><em> Eliezer M. Diniz </em><span>e </span><em>Célio  Bermann</em></li>
<li><span>Agenda 21 e Governança — </span><em> Pedro Roberto Jacobi, Wanda Maria  Risso Günther </em><span>e </span><em>Leandro Luiz Giatti</em></li>
<li><span>Impacto da Rio 92 na Produção Científica  da USP Considerando o Tópico Mudanças Climáticas — </span><em> Edmilson Dias de Freitas </em><span>e </span><em>Tércio  Ambrizzi</em></li>
</ul>
<p> </p>
<p><span><strong>DEPOIMENTOS</strong></span></p>
<ul>
<li><span>25 Anos de IEA — </span><em> Alfredo Bosi</em></li>
<li><span>O nosso Professor Aziz —   Dario Luis Borelli</span></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-05-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista75.html">
    <title>Desenvolvimento econômico e sociologia são temas da revista 'Estudos Avançados' 75</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista75.html</link>
    <description>"Novo-Desenvolvimentismo"  e "Sociologia e Esperança" são os temas dos dossiês do número 75 da  revista "Estudos Avançados", a ser lançado no dia 29 de agosto, às 17h, no IEA, com conferência de Luiz Carlos Bresser-Pereira, professor emérito da FGV-SP. Os comentadores serão Antonio Carlos Macedo e Silva, da Unicamp, e Samuel de Abreu Pessôa, da FGV-RJ. A versão digital da edição já está disponível na  Scientific Electronic Library Online (  ).</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">"Novo-Desenvolvimentismo" e "Sociologia e Esperança" são os temas dos dossiês do número 75 da revista "Estudos Avançados", a ser lançado no dia 29 de agosto, às 17h, no IEA, com conferência de Luiz Carlos Bresser-Pereira, professor emérito da FGV-SP. Os comentadores serão Antonio Carlos Macedo e Silva, da Unicamp, e Samuel de Abreu Pessôa, da FGV-RJ. A versão digital da edição já está disponível na Scientific Electronic Library Online ().</p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pesos-argentinos" alt="pesos argentinos" class="image-right" title="pesos argentinos" />O texto de abertura do primeiro dossiê, assinado pelo economista Carlos Bresser-Pereira, expõe as principais ideias da teoria da macroeconomia estruturalista, que está por trás do conceito de novo-desenvolvimentismo, cunhado pelo autor. Os demais artigos que integram o dossiê aprofundam a discussão sobre a proposta conceitual e contextualizam o crescimento econômico no Brasil e em outros países da América Latina. (Leia entrevista com o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira sobre o novo-desenvolvimentismo.)</p>
<p style="text-align: justify; ">Já o dossiê "Sociologia e Esperança", organizado por José de Souza Martins, professor titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, reúne trabalhos apresentados no Seminário Internacional sobre Sociologia e Esperança, realizado em outubro de 2011 na USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">Assinado por Martins, o texto de apresentação destaca a importância da concepção de esperança para resgatar o lugar da transformação social na sociologia. O dossiê conta com a contribuição de Alfredo Bosi, editor da "Estudos Avançados”, e de Peter Burke, professor de história cultural da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e ex-professor visitante do IEA.</p>
<p style="text-align: justify; ">A revista traz ainda três artigos sobre as características, o compartilhamento e a crítica do conhecimento científico.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2012/novo-desenvolvimentismo-lancamento-da-edicao-75-da-revista-estudos-avancados" class="external-link">ASSISTA AO VÍDEO DO EVENTO</a>.</strong></p>
<p align="right"><span class="discreet">Foto: <a href="http://www.flickr.com/people/proimos" target="_blank">Alex E. Proimos</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-08-07T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamentorev74.html">
    <title>Debate sobre a Rio+20 marca lançamento de 'Estudos Avançados'  74</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamentorev74.html</link>
    <description>No dia 11 de maio, aconteceu a mesa-redonda de lançamento do n° 74 da revista "Estudos Avançados". Participaram do debate José Eli da Veiga, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, e dois dos colaboradores da edição: Eliezer Diniz, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-Ribeirão Preto), e Célio Bermann, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE).
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><span>Apesar das previsões pessimistas de especialistas e da imprensa, a Rio+20 pode avançar em dois pontos importantes que não estão na pauta oficial de discussões: uma possível recomendação para que a ONU estabeleça metas de desenvolvimento sustentável nos moldes das Metas do Milênio; e uma provável resolução pela </span><span>criação de um novo indicador para mensurar o desempenho econômico dos países e substituir o PIB, considerado algo superado pela maioria dos economistas.<dl class="image-right captioned" style="width:340px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamentorev74.jpg/image" alt="lancamentorev74.jpg" title="lancamentorev74.jpg" height="184" width="340" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:340px;">A partir da esquerda: Eliezer Diniz, José Eli da Veiga, Martin Grossmann, Alfredo Bosi e Célio Bermann durante a mesa-redonda de lançamento da edição</dd>
</dl></span></p>
<p style="text-align: justify; ">José Eli da Veiga, da Faculdade de Economia,  Administração e Contabilidade (FEA) da USP,apresentou essa avaliação durante a  mesa-redonda de lançamento do <a href="https://www.iea.usp.br/revista/edicoes" class="internal-link">n° 74 da revista "Estudos Avançados"</a>, ocorrida no  dia 11 de maio, na Sala do Conselho Universitário da USP. Eli da Veiga fez um balanço  do que se pode esperar da Rio+20 e afirmou que suas expectativas em relação à  conferência aumentaram diante dos indícios de que as metas e o novo indicador podem  se concretizar.</p>
<p style="text-align: justify; ">Dois professores da USP, colaboradores do dossiê  "Sustentabilidade" da edição nº 74, participaram do debate  com Eli da Veiga: Eliezer Diniz, da Faculdade de Economia, Administração e  Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-Ribeirão Preto) e Célio Bermann, do  Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE).</p>
<p style="text-align: justify; ">Na  sua exposição, Diniz comparou o conceito de economia verde, visto como grande  novidade da Rio+20, ao de desenvolvimento sustentável, mais antigo, e levantou  a questão: trata-se de algo realmente novo ou apenas de uma estratégia de  marketing para chamar atenção para a Conferência? Segundo o professor, a ideia  de economia verde repete diversos aspectos da noção de desenvolvimento  sustentável e apresenta um agravante: a ênfase demasiada na inclusão social  pode ser usada como desculpa para que países pobres e em desenvolvimento não  cumpram metas de redução da emissão de carbono.</p>
<p style="text-align: justify; ">Bermann  fechou a mesa retomando assuntos tratados por Diniz e Veiga. Para ele, a pauta  da Rio+20 concentra-se excessivamente na questão do aquecimento global e das  emissões de carbono e deixa de lado problemas urgentes, como o impacto da  poluição sobre a saúde pública. Disse, ainda, que tomar as tecnologias limpas,  particularmente os agrocombustíveis, como saída para a crise ambiental dificulta  a revisão dos padrões de produção e de consumo atuais. "Há uma campanha por  parte dos países ricos para convencer o mundo de que as novas tecnologias são a  solução para chegar ao Jardim do Éden", concluiu. <br /> <br /> Antes da mesa-redonda, Martin Grossmann, diretor do  IEA, fez a abertura do evento e ressaltou o papel de vanguarda do Instituto e de sua revista nos debates sobre o desenvolvimento sustentável. De acordo  com ele, "cabe à USP formar cidadãos capazes de entender e participar na  questão da sustentabilidade".</p>
<p style="text-align: justify; ">Em seguida, Alfredo Bosi, editor da revista,  afirmou que a "Estudos Avançados" constitui uma resposta àqueles que cobram da  USP uma contrapartida aos recursos que recebe. Para ele, a publicação exerce  uma função pública efetiva ao catalisar contribuições de pesquisadores e  disponibilizá-las na forma de reflexões. O editor finalizou destacando que esta  edição traz uma abordagem bastante completa e dá continuidade à tradição da  revista em temáticas ambientais. “Os aspectos conceituais, históricos e  críticos estão contemplados. Há um verdadeiro diálogo de autores”, disse.</p>
<p style="text-align: justify; ">No evento aconteceu também o lançamento da versão  em áudio (sistema Daisy) da edição nº 74 de "Estudos  Avançados", produzida pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi) da USP.  Agora, além da versão impressa e da versão digital (na <a></a>),  a revista dispõe de um conteúdo acessível a deficientes visuais, cegos e disléxicos.</p>
<p style="text-align: right; ">Foto: Sandra Codo/IEA-USP</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ONU</dc:subject>
    
    <dc:date>2012-05-16T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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