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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 351 to 365.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/metafisica-de-mctaggart-para-teorizar-o-tempo-celular">
    <title>Metafísica de McTaggart para teorizar o tempo celular </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/metafisica-de-mctaggart-para-teorizar-o-tempo-celular</link>
    <description>Os corpos podem ter uma capacidade receptiva, interagindo uns aos outros e sincronizando o tempo do relógio com o tempo biológico. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kazuhiko-kume" alt="Kazuhiko Kume" class="image-inline" title="Kazuhiko Kume" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>O neurocientista Kazuhiko Kume, da <span>Nagoya City University.</span> </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pesquisador nas áreas de neurociência e biologia molecular, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/kazuhiko-kume?searchterm=Kazuhiko+Kume">Kazuhiko Kume</a>, do Departamento de Neurofarmacologia da Nagoya City University, falou aos participantes da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a> como um dos pioneiros a introduzir o estudo da neuroética no Japão.</p>
<p>“Time in the brain” foi o tema da palestra, ministrada durante os workshops de biologia, no dia 8 de março. A segunda fase da Intercontinental Academia acontece em Nagoya, Japão, de <strong>6 a 18 de março</strong>.</p>
<p>Estudioso dos padrões de sono e da interação molecular no <strong><a class="anchor-link" href="#circadiano">ciclo circadiano</a></strong>, Kume se autointitula “filósofo de fim de semana” e foi assim que introduziu sua visão sobre a relação do cérebro e das células com o tempo.</p>
<p>Mostrou uma imagem que, ao fixar o olhar, o expectador tem a ilusão de que as figuras se movem.  “Se seu cérebro vê o movimento, isso acontece junto com o tempo que o cérebro leva para produzir o movimento. Então, seu cérebro produz o tempo numa figura estática”, disse.</p>
<p>Abordou inicialmente alguns conceitos sobre neurociência e bioética. Essa ele introduziu no Japão a partir de um livro texto produzido em 2006. No sentido original da palavra, significa “a ética da neurociência”, ou, a conduta que define o que é bom ou ruim no estudo do cérebro, disse. “Por exemplo, apagar lembranças negativas ou melhorar a atividade cognitiva através do uso de medicamentos, é algo bom ou ruim?”, pontuou.</p>
<p>A bioética também pode ser entendida como a neurociência da ética. “Por exemplo, existe alguma diferença nas decisões individuais sobre ética em razão das diferenças estruturais do cérebro”. Ou, ainda: “É possível dizer quem diria sim ou quem diria não num dilema moral, apenas olhando a estrutura do cérebro da pessoa?”, perguntou.</p>
<p>Discutir cérebro e mente incita alguns questionamentos bastante comuns, como “o que é mente ou consciência”; ou, “será que eu realmente sei por que eu quero determinada coisa?”, disse.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p>Vídeo:</p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-tuesday-march-8-lecture-by-kazuhiko-kume">Time in the brain: synchronization and dissociation</a></strong></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-8-lecture-by-naoki-nomura">E-series Time As Prolegomena to McTaggart’s A- and B-series Time</a></strong></p>
<p> </p>
<p><strong><i style="text-align: center; ">Mais informações:</i></strong></p>
<p><strong><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Programação completa Fase Nagoya</a> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></strong></p>
<br />
<p style="text-align: center; "><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
<p> </p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Kume, o filósofo e matemático René Descartes (1596-1650) propôs um centro no cérebro onde habitaria o espírito (mente); uma espécie de sede da alma ou do pensamento.  Ele acreditava que esse centro estaria no corpo pineal, ou glândula pineal, já que é uma estrutura única, localizada na área central do cérebro. É como se nossa mente permanecesse lá, como que sentada num teatro olhando e decidindo o que devemos fazer. Como se houvesse uma pessoa dentro do cérebro. Mas isso seria impossível, disse Kume, pois leva a uma definição infindável de que dentro daquela pessoa teria outro centro onde habitaria outra pessoa e assim por diante.</p>
<p>Sendo assim, os argumentos contrários às crenças de Descartes mostram que nenhuma região é particularmente essencial à consciência, pois qualquer parte pode ser suprimida sem que haja perda de consciência. Embora haja exceções no caso de grandes lesões na cabeça, disse.</p>
<p>Por outro lado, a desconexão através do sono, ou da anestesia, induzem a uma perda reversível da consciência. O cérebro e o corpo continuam a trabalhar, mas sem a consciência. Além disso, filosoficamente é impossível conceber o “centro do ser humano”, pois isso levaria a uma infindável redefinição recursiva, disse.</p>
<p>A questão se complica quando dois cérebros, de pessoas distintas, compartilham as mesmas sensações, percepções e emoções. Kume colocou a questão ao mostrar gêmeas conectadas pelo cérebro. Elas possuem genes idênticos, mas diferentes gostos e personalidades. Podem controlar as próprias mãos e frequentemente brigam uma com a outra. Mas possuem conexões que lhes proporcionam as mesmas sensações. Uma não gosta de brócolis e quando a outra come, a anterior sente o gosto do vegetal. Elas também têm a capacidade de se comunicar sem falar entre si. Por exemplo, ir a uma determinada direção, ou tomar a decisão de assistir a TV, entre outras.</p>
<p>“Não admira se assumirmos um ser humano como um conjunto de diferentes personalidades. Na visão contemporânea, é como se houvesse vários anões atuando dentro do cérebro”, disse. Daí a visão de Kume sobre o que é mente: ela é como um governo sem presidente, em que a boca é o porta-voz que representa o governo, mas não decide e nem sabe de tudo. É como um lugar de muitos ministérios, em que cada um é chefiado por um ministro que decide e executa diferentes projetos e se reporta ao porta-voz. Nessa lógica, nem mesmo o ministro sabe tudo o que é feito no seu ministério, já que cada ministério é feito de inúmeras partes, comparou.</p>
<p>Assim, Kume propõe uma análise do cérebro a partir da classificação de tempo criada pelo metafísico inglês John McTaggart Ellis McTaggart (1866 – 1925), acrescida da visão de Naoki Nomura sobre esse autor <strong>(<strong>l</strong></strong><strong>eia na matéria abaixo)</strong>.</p>
<p>Nomura utiliza a estrutura temporal de McTaggart e acrescenta uma nova série temporal à teoria, a série-E, baseada na sincronização e comunicação entre agentes. Esta série emerge quando ocorre uma sincronização entre o tempo objetivo e o tempo subjetivo. A palavra chave de sua análise sobre cérebro, portanto, está fundamentada na sincronização entre o tempo subjetivo e o objetivo, disse.</p>
<p>Kume mostrou que há diferentes tempos, que variam conforme o instrumento usado para medi-lo. O relógio; uma série programada; as estações do ano; o calendário; o período da digestão; o período menstrual; o período lunar; a respiração; a batida do coração; o piscar dos olhos são medidas que dão uma noção de tempo biológico. Nesse tipo de tempo, a sincronização é importante. A transformação do girino em rã, por exemplo, não requer um tempo objetivo específico e sim uma temperatura ideal para os membros crescerem e a cauda se atrofiar, exemplificou.</p>
<p>Então os seres vivos são regidos não exatamente por um relógio, mas por um ciclo metabólico diário que estabelece o chamado <a name="circadiano"></a>ciclo circadiano. O <strong>relógio circadiano ou ciclo circadiano</strong> é o período de aproximadamente 24 horas, sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos. Portanto, é um ciclo influenciado pelas variações de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.</p>
<p>Segundo Kume, há uma região central que regula esse mecanismo no cérebro, mas os experimentos mostram que apenas uma célula ou apenas um neurônio podem adquirir a capacidade de concluir o ciclo circadiano. Assim, a palavra chave é sincronia entre as células. Da mesma forma, no corpo como um conjunto, cada célula funciona num ritmo diferente. Ou, numa sincronia imperfeita. Mas o resultado final é uma sincronia perfeita.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/metronomos-72.jpg" alt="Metrônomos" class="image-inline" title="Metrônomos" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Metrônomos ajustam a batida e o tempo ao sincronizar os movimentos entre si.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para exemplificar esse fenômeno, Kume usou um <a class="external-link" href="https://youtu.be/UmX1b5Sn17M">vídeo </a>mostrando as batidas de 32 metrônomos que, colocados sobre uma mesa móvel em ritmos diferentes, terminaram por entrar em sincronia após um minuto e 45 segundos. O mesmo exemplo também foi usado pelo professor Nomura, que fez sua exposição logo depois de Kume.</p>
<p>Segundo Kume, o raciocínio da série-E remete à chamada Teoria da Informação Integrada da Consciência (ITT, na sigla em inglês), proposta por Giulio Tononi, disse. Um paciente em coma recupera a consciência quando partes do cérebro vão conectando gradualmente as informações do ambiente, integrando-as inteiramente ao cérebro. Da mesma forma, os seres vivos integram o ritmo do ambiente físico entrando em sincronismo com ele, mostrou.</p>
<p> </p>
<p><strong><a name="nomu"></a>Série-E temporal de Nomura, uma nova abordagem à McTaggart</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naoki-nomura" alt="Naoki Nomura" class="image-inline" title="Naoki Nomura" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>O antropólogo cultural Naoki Nomura fala sobre a sincronia do tempo biológico e do tempo físico.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>O antropólogo cultural Naoki Nomura, professor da Escola de Humanidades e Ciências sociais da Nagoya City University, falou sobre o estudo que está construindo baseado nas premissas desenvolvidas por McTaggart sobre o tempo.</span></p>
<p>“Ainda é um trabalho em andamento e, portanto, o que trago aqui está inacabado, mas é uma boa visão sobre o tempo de McTaggart”, disse. Uma parte do estudo de Nomura está disponível online no artigo “<a class="external-link" href="http://nomuraoffcampus.com/wp-content/uploads/2016/02/07d4e906dd4a279c16a9a1040aa6584b.pdf">E-series Time As Prolegomena to McTaggart’s A- and B-series Time</a>”, que ele assina com Koichiro Matsuno, da Nagaoka University of Technology.</p>
<p>"The Unreality of Time" é a obra filosófica mais conhecida de McTaggart, publicada originalmente em 1908 na revista científica "<a class="external-link" href="http://mind.oxfordjournals.org/">Mind</a>". Nela, o autor apresenta argumentos para demonstrar a irrealidade do tempo. Para McTaggart, as descrições que conhecemos sobre tempo ou são contraditórias, circulares ou insuficientes.</p>
<p>Assim, McTaggart propõe basicamente três séries temporais para descrever o tempo. A série-A, temporal, representa o tempo subjetivo, psicológico, constituído pelos tempos passado, presente e futuro. A série-B, atemporal, é o tempo objetivo, físico, caracterizada por eventos ocorridos “mais cedo do que” e “mais tarde do que” um outro evento. A série-C e também a série-D possuem características temporais estáticas.</p>
<p>“A série-A é uma divisão muito importante para nós porque representa o tempo subjetivo, ou o tempo psicológico. Mas quando olhamos o relógio, nos damos conta de que ele marca as horas, mas não mostra se é passado, presente ou futuro. Então a serie-B significa a hora sem a divisão de tempo passado, presente e futuro. Representa o tempo objetivo. Na série-B o relógio funciona como um <i>timer</i> global, ou um dispositivo comum que sincroniza os relógios do mundo”, disse Nomura.</p>
<p>Por sua vez, a série-C é uma sequência sem ordem, com características temporais estáticas. O calendário pode ser visto como uma sequência de números; e o relógio, um mecanismo que gira entorno de seu eixo. Então esses objetos de tempo podem ser vistos como uma imagem estática, uma pintura, um desenho do tempo, disse. “A partitura musical também marca o tempo, mas a vemos como uma pintura”, comparou.</p>
<p>“Mas o relógio biológico parece não se adequar em nenhuma dessas séries. Então minha pergunta é onde o relógio biológico se adequaria nessas descrições”, aponta Nomura.</p>
<p>Para o cientista, a resposta está entre a série-A e a série-B. Ou melhor, na comunicação entre as duas. Esta junção resulta na série-E temporal, criada por ele e caracterizada pela sincronização ou comunicação entre os diferentes tempos.</p>
<p>Para exemplificar a ideia, Nomura mostrou o que acontece com 32 metrônomos calibrados em ritmos diferentes e colocados sobre uma mesa móvel. Após um minuto e 45 segundos, a batida e o tempo se ajustam e todos entram no mesmo ritmo.</p>
<p>“O movimento deles permitiu que se ajustassem entre si, entrando todos no mesmo ritmo. Vemos que os corpos materiais podem ter uma capacidade receptiva, interagindo uns aos outros e coordenando o tempo. A sincronização dos metrônomos se deve ao ajuste mútuo de movimento e ao deslocamento na mesa. Onde desaparece a medida de tempo? Todos entram num constante ajustamento por tentativa e erro, até que alinham o tempo com a batida. A comunicação entre eles faz a diferença”, disse Nomura.</p>
<p>Da mesma forma, diz Nomura, é possível pensar que o fluxo de materiais entre as células ocorre pela comunicação entre elas. O equilíbrio, portanto, se dá pela sincronização. Elas entram num determinado ritmo conforme o pulsar e a pontuação do ritmo, determinado pelo caminhar, por dançar, por falar, por exemplo. Portanto, a sincronização cria um tipo de tempo que é diferente do tempo do relógio, segundo Nomura.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Neurociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-17T21:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/como-chegamos-as-notacoes-de-anos-meses-horas-e-dias">
    <title>Como chegamos às notações de anos, meses, horas e dias</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/como-chegamos-as-notacoes-de-anos-meses-horas-e-dias</link>
    <description>A prudência nos registros e na articulação do tempo era algo indispensável na criação de narrativas históricas, numa época em que não havia um calendário unificado.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Y-Suto.jpg" alt="Yoshiyuki Suto" class="image-inline" title="Yoshiyuki Suto" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Yoshiyuki Suto, da <span>Nagoya City University.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O mundo helenístico, tido como a era mais antiga de globalização na história da humanidade, foi abordado na conferência <i>Articulating Time in the Hellenistic World</i>, ministrada pelo professor de história antiga e docente do Centro do Patrimônio Cultural e de Textos da Nagoya University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/yoshiyuki-suto" target="_self">Yoshiyuki Suto</a>.</p>
<p>Foi durante o florescimento de uma sociedade multicultural que se impôs a necessidade de sincronizar calendários, bem como padronizar registros documentais e a datação de eventos históricos. “O ajuste do tempo esteve estreitamente relacionado com o senso de estabilidade social”, disse Suto, durante a  <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya" target="_blank">Intercontinental Academia</a> (ICA).</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Vídeo:</strong></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-thursday-march-10-lecture-by-yoshiyuki-suto">Articulating Time in the Hellenistic World</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><i>Mais informações:</i></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Programação completa Fase Nagoya</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></strong></p>
<p><strong>Site:</strong></p>
<p><strong> </strong><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Realizada de <strong>6 a 18 de março</strong> em Nagoya, Japão, a segunda fase da ICA reuniu cientistas de diversas áreas e 13 jovens pesquisadores selecionados para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. O conteúdo das pesquisas subsidiará os estudos dos jovens participantes da ICA na criação de um Massive Open Online Course (Mooc).</p>
<p>Suto participou das exposições do dia 10 de março, dedicadas à área de Humanidades e Ciência Sociais. Nesse dia também participaram <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/yasuhira-kanayama" target="_self">Yasuhira Kanayama</a>, da Nagoya City University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_sami-pihlstrom" target="_self">Sami Pihlström</a>, da University of Helsinki, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/chun-chieh-huang" target="_self">Chun-chieh Huang</a>, da National Taiwan University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/kirill-ole-thompson" target="_self">Kirill O. Thompson</a>, da National Taiwan University. As mesas foram presididas por <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/takaho-ando-2" target="_self">Takaho Ando</a>, Chubu University.</p>
<p>“Convencionamos usar unidades de tempo como horas, minutos, segundos, dias, para expressar o tempo. Mas nem sempre paramos para pensar sobre a origem desses marcadores”, disse Suto.</p>
<p>A partir da observação das estrelas, os egípcios foram os primeiros a contar períodos anuais e também pioneiros em criar 12 subdivisões de tempo baseadas nas estações. O historiador e geógrafo grego Heródoto escreveu no ano 3 a.C. sobre essa habilidade dos chamados “mestres do tempo”.</p>
<p>“Seus cálculos são mais precisos que os dos gregos; os gregos adicionaram um mês intercalar a cada dois anos, de modo que as estações coincidissem. Mas os egípcios contaram 30 dias para cada um dos 12 meses, adicionando cinco dias ao total de cada ano e, assim, o círculo completo das estações coincide com o calendário”, escreveu Heródoto.</p>
<p>Estudioso da Grécia e Egito antigos, o palestrante vem se especializando na história do Egito sob o domínio ptolomaico. “Chama a atenção não apenas os conhecimentos avançados dos egípcios, mas também a característica única daquele momento. Durante o helenismo aconteceu a primeira era da globalização na história da humanidade.  A criação dos enormes impérios e a divisão em grandes reinos caracteriza um momento totalmente diferente do anterior”, lembrou.</p>
<p>Durante esse período, marcado pelas expedições de Alexandre, o Grande, para a Ásia, ou pela primeira invasão de Roma na Grécia do Leste, bem como pela difusão da língua grega, os anúncios públicos e eventos históricos precisavam ser registrados, muitas vezes, em mais de um tipo de grafia ou língua e com os calendários adotados por diferentes povos, disse Suto.</p>
<p>Eram comuns documentos públicos referenciando reinados, bispados e outros fatos históricos, e trazendo notações de calendários sumério e egípcio, ou grego e egípcio, por exemplo, para que não houvesse engano sobre a data ou o fato que se queria retratar.</p>
<p>Assim, a sincronização do tempo se impunha. Para datar documentos, alguns pontos de referência importantes foram usados, como a Guerra de Troia, o Dilúvio de Deucalião (o Noé grego), ou o Retorno dos Heráclidas. Uma série cronológica mais explícita foi criada a partir dos Jogos Olímpicos de Atenas.  “O novo benchmark era baseado na lista dos vencedores olímpicos”, disse Suto.</p>
<p>Para mostrar como evoluiu a sincronização do tempo entre os diferentes povos da antiguidade, Suto introduziu dois conceitos básicos relacionados ao tempo na história. O primeiro conceito contrapõe tempo progressivo e tempo recorrente, sendo o primeiro ligado a uma cadeia linear de eventos entre o passado, o presente e o futuro; o outro, marcado por um ciclo de eventos repetidos de períodos em períodos, como as colheitas, as celebrações e assim por diante, disse.</p>
<p>O segundo conceito de tempo contrapõe tempo natural e tempo humano, sendo o primeiro relacionado aos fenômenos astronômicos e da natureza e o outro, às articulações culturais e à própria interpretação do tempo natural.</p>
<p>Mesmo nas sociedades antigas, o tempo natural coincidia com as celebrações e necessidades humanas como colheita e plantio, por exemplo. Mas foi durante o período helenístico que ocorreu a definição do começo e do fim de unidades cronológicas básicas, bem como a sincronização dos diversos tempos humanos e a formas de denotar o tempo humano na vida diária, disse.</p>
<p>Não havia uma forma de articular uma unidade de tempo que compreendesse mais de um ano. Além disso, havia dificuldades de diferenciar um ano do outro num tempo cronologicamente progressivo. Inicialmente, a forma que os antigos encontraram de fazer isso foi dando a determinado ano o nome de um magistrado ou de um padre eleito. “Isso certamente evitou muitas confusões, mas não era prático, pois essas referências não davam uma noção de sequência relativa em relação aos fatos”, contou.</p>
<p>Mas essa notação felizmente progrediu nos reinos helenísticos e em especial no Egito ptolomaico, o mais próspero e duradouro dos reinos helenísticos. Um sistema alternativo se tornou mais conhecido, que  convencionou contar o ano a partir da sucessão do trono de cada rei. Por exemplo, o ano da coroação de Ptolomeu I (305-4 AC) ficou chamado de Ano I de Ptolomeu do Egito.</p>
<p>O estabelecimento do conceito de anos regulares não apenas contribuiu para a identificação de um determinado ano, mas também para a articulação de períodos mais longos. “Permitiu articular o tempo progressivo com o respectivo período dominado por cada rei”, disse.</p>
<p>Isso ficou demonstrado na lista de reis grafada sobre um longo papiro, com os nomes de 300 reis. O documento, intitulado <i>Turin Royal Canon</i>, data da época de Ramses II e traz o exato período de duração de cada reino. Mas não se sabe por que, trata-se da única lista de reis do período faraônico.</p>
<p><span>Ptolomeu II, co-regente do pai, Ptolomeu I Sóter, introduziu mudanças no calendário de então. Tentou prolongar o ano de seu reinado, considerando o período que foi co-regente. “A razão disso é desconhecida, mas acredita-se que foi uma tentativa de prolongar também a sua autoridade sobre os legisladores de outros reinados”, disse Suto.</span></p>
<p>Afinal, o sistema de anos regulares contados a partir do ano em que um novo rei sucedia o anterior  resultou numa forma conveniente de determinar o início e o final de cada período, disse Suto.</p>
<p>A característica marcante da fase helenística, portanto, não foi só a integração estrutural e cultural do reino. Houve também a importante sincronização do tempo que, em períodos anteriores, era localmente separado nas diversas partes do reino, disse.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Astronomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-22T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-documentario-sobre-a-primeira-fase-da-intercontinental-academia">
    <title>Lançado documentário sobre a primeira fase da Intercontinental Academia </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-documentario-sobre-a-primeira-fase-da-intercontinental-academia</link>
    <description>Filme com 12 minutos de duração foi dirigido por Rafael Urban e Larissa Figueiredo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A primeira edição da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) foi acompanhada de perto por um grupo de relatores audiovisuais. O resultado do trabalho realizado na <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/home-sao-paulo">primeira fase do projeto</a>, de 17 a 29 de abril de 2015 em São Paulo, já pode ser visto em um documentário com 12 minutos de duração. Assista:</p>
<p><iframe frameborder="0" height="407" scrolling="no" src="http://iptv.usp.br/portal/embed-video?idItem=32482&amp;autostart=false" width="726"></iframe></p>
<p>Dirigido por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/rapporteurs/rafael-urban">Rafael Urban</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/larissa-figueiredo">Larissa Figueiredo</a>, com edição de <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/joao-alberto-menna-barreto">João Menna Barreto</a> e direção de fotografia de <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/jessica-candal-sato">Jessica Candal Sato</a>, o filme sintetiza o espírito e as atividades da ICA. Durante 12 dias, os quatro cineastas acompanharam a programação acadêmica, social e cultural, e entrevistaram os idealizadores do projeto.</p>
<p>A <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">segunda fase da ICA</a>, que aconteceu em março deste ano em Nagoya, Japão, também renderá um documentário. A produção está a cargo de três outros relatores audiovisuais que viajaram até lá para acompanhar as atividades: Alexandre Rogoski, João Castelo Branco e Renata Corrêa. O filme da fase Nagoya será lançado em breve.</p>
<p>A Intercontinental Academia é um programa da University-Based Institutes for Advanced Study (Ubias), rede que reúne 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o <span>Instituto para a Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya</span> foram os responsáveis pela primeira edição, que reuniu 13 jovens pesquisadores para estudar o tema "tempo".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-04-12T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-do%20cumentario-sobre-a-primeira-fase-da-intercontinental-academia">
    <title>Lançado documentário sobre a primeira fase da Intercontinental Academia </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-do%20cumentario-sobre-a-primeira-fase-da-intercontinental-academia</link>
    <description>Filme com 12 minutos de duração foi dirigido por Rafael Urban e Larissa Figueiredo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A primeira edição da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) foi acompanhada de perto por um grupo de relatores audiovisuais. O resultado do trabalho realizado na <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/home-sao-paulo">primeira fase do projeto</a>, de 17 a 29 de abril de 2015 em São Paulo, já pode ser visto em um documentário com 12 minutos de duração. Assista:</p>
<p><iframe frameborder="0" height="407" scrolling="no" src="http://iptv.usp.br/portal/embed-video?idItem=32482&amp;autostart=false" width="726"></iframe></p>
<p>Dirigido por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/rapporteurs/rafael-urban">Rafael Urban</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/larissa-figueiredo">Larissa Figueiredo</a>, com edição de <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/joao-alberto-menna-barreto">João Menna Barreto</a> e direção de fotografia de <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/jessica-candal-sato">Jessica Candal Sato</a>, o filme sintetiza o espírito e as atividades da ICA. Durante 12 dias, os quatro cineastas acompanharam a programação acadêmica, social e cultural, e entrevistaram os idealizadores do projeto.</p>
<p>A <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">segunda fase da ICA</a>, que aconteceu em março deste ano em Nagoya, Japão, também renderá um documentário. A produção está a cargo de três outros relatores audiovisuais que viajaram até lá para acompanhar as atividades: Alexandre Rogoski, João Castelo Branco e Renata Corrêa. O filme da fase Nagoya será lançado em breve.</p>
<p>A Intercontinental Academia é um programa da University-Based Institutes for Advanced Study (Ubias), rede que reúne 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o <span>Instituto para a Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya</span> foram os responsáveis pela primeira edição, que reuniu 13 jovens pesquisadores para estudar o tema "tempo".</p>
<p><span>A fase São Paulo do projeto teve o apoio do<span> </span><span>Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do</span> <span>Itaú Cultural, por meio d</span>o programa Redes Globais de Jovens Pesquisadores da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a><span>, uma parceria entre o IEA e o Itaú Cultural.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-04-12T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-realiza-cerimonia-de-posse-dos-membros-do-conselho-consultivo">
    <title>Polo do IEA de Ribeirão realiza cerimônia de posse dos membros do Conselho Consultivo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-realiza-cerimonia-de-posse-dos-membros-do-conselho-consultivo</link>
    <description>No dia 15 de abril, às 16h, foi realizada a cerimônia de posse do Conselho Consultivo do Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP). A reunião foi realizada no salão de eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto e contou com a participação, via videoconferência, do Diretor do IEA, diretores e docentes das Unidades do Campus.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; "><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/polos/ribeirao-preto/4.jpg"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/4.jpg/@@images/cd16db22-440d-4cb4-aeca-f8d804e4ac84.jpeg" alt="Conselho Consultivo IEA-RP" title="Conselho Consultivo IEA-RP" height="300" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Da esquerda para a direita: Prof. Fernando Cunha, Prof. Antonio José Costa, Prof. Oswaldo Baffa, Prof. Norberto Peporine, Nelson Rocha, Marcos Awad e Caetano Barros Biagi</dd>
</dl>No dia 15 de abril, às 16h, foi realizada a cerimônia de posse do Conselho Consultivo do Instituto de Estudos Avançados da USP, Polo Ribeirão Preto (IEA-RP). A reunião foi realizada no salão de eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto e contou com a participação, via videoconferência, do Diretor do IEA, diretores e docentes das Unidades do Campus.</span><br style="text-align: justify; " /><span style="text-align: justify; "><br /></span><span style="text-align: justify; "></span><span style="text-align: justify; ">Abrindo as atividades, o professor Fernando Cunha (Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto), coordenador do polo, discorreu sobre a origem e a definição do Instituto de Estudos Avançados, e o professor Paulo Saldiva, diretor do IEA, apresentou seu projeto de gestão e as atividades que serão desenvolvidas de 2016 a 2020. </span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; ">Em seguida, Cunha explicou que o Conselho Consultivo terá como função sugerir temas de pesquisa, indicação de Grupos de Trabalho, apresentar propostas para eventos científicos e acadêmicos, entre outras atividades a serem desenvolvidas pelo Instituto, visando com isto ampliar e fortalecer a interação entre a USP e a cidade que a sedia.</span></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; ">Cunha relatou, então, a formação do Conselho: o Coordenador do Polo Ribeirão Preto, o Vice-Coordenador do Polo, Prof. Antonio José Costa (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP Ribeirão Preto), um ex-coordenador do polo, Prof. Oswaldo Baffa (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP Ribeirão Preto), dois professores do Campus, sendo eles o Prof. Rudinei Toneto (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP Ribeirão Preto) e o Prof. Norberto Peporine Lopes (Faculdade de </span><span style="text-align: justify; ">Ciências Farmacêuticas da USP Ribeirão Preto).</span></span></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; ">Completando o Conselho, foram empossados três representantes da sociedade ribeirão-pretana, Nelson Rocha Augusto, Presidente do Banco Ribeirão Preto, Marcos Awad, Diretor do Grupo São Francisco e Caetano Barros Biagi, Vice-Presidente da ALLIAGE. </span></span></span></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; ">Na sequência, os conselheiros agradeceram a indicação, se apresentaram e relataram suas expectativas e ideias sobre o Conselho e a atuação do Instituto de Estudos Avançados em Ribeirão Preto. </span></span></span></span></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; "><span style="text-align: justify; ">Finalizando a reunião, Cunha destacou que a duração dos mandatos será de dois anos, permitida a recondução, sendo que o presidente será sempre o Coordenador do Polo, e a indicação de futuros membros será realizada pelo próprio Conselho Consultivo.</span></span></span></span></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>João Rafael</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-09T11:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pontualidade-japonesa-comecou-nos-tempos-modernos">
    <title>Pontualidade japonesa começou nos tempos modernos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pontualidade-japonesa-comecou-nos-tempos-modernos</link>
    <description>Antes da Era Meiji, japoneses e asiáticos eram os mais impontuais do planeta. Confira os vídeos mostrando curiosidades sobre o tempo, tema que norteou os debates da Intercontinental Academia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p>Vídeos:</p>
<p><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-masashi-abe-and-discussion">History of Time and Calendar in Japan</a></i></p>
<p><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-yu-tahara">Circadian Clock System in Peripheral Tissues of Mice</a></i></p>
<p><i><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-ryota-akiyoshi">Truth and Time in Brouwer’s Intuitionism</a></i></i></p>
<p><i><br /></i></p>
<p><strong><i>Mais informações:</i></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Programação completa ICA - Nagoya</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Site:</strong><strong> </strong></p>
<p><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Durante os workshops <i>In Search of Interdisciplinary Dialogue,</i> promovidos pelo Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, diversos especialistas se reuniram em Tóquio para discutir a interdisciplinaridade entre os saberes, no dia <strong>14</strong> <strong>de março.</strong> Além dos cientistas convidados, a segunda fase da<span> </span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya" target="_blank">Intercontinental Academia</a><span> (ICA)</span><span> reuniu, de </span><strong>6 a 18 de março</strong><span>, 13 jovens pesquisadores selecionados para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. O conteúdo das pesquisas subsidiará a criação de um Massive Open Online Course (Mooc), que será disponibilizado gratuitamente na plataforma Cousera.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/MASASHI-ABE.jpg" alt="Masashi Abe" class="image-inline" title="Masashi Abe" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Abe: "A pontualidade japonesa não se restringe apenas aos trens."</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre os palestrantes, o professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/masashi-abe" target="_self">Masashi Abe</a>, do Waseda Institute for Advanced Study (WIAS), abordou aspectos do calendário japonês e a relação desse povo com o tempo. <i>History of Time and Calendar in Japan</i> foi o título da palestra, que focou como a modernização do calendário transformou a cultura temporal no Japão e tornou aquele povo um dos mais pontuais do planeta.</p>
<p>Abe disse que os estrangeiros que visitam o Japão ficam muito impressionados como tudo por lá é pontual. De fato, isso é verdade. Para confirmar essa premissa, basta citar como exemplo a rede ferroviária de alta velocidade entre Tóquio e Osaka, a Shinkansen, conhecida como Trem Bala no Brasil. Apesar do território habitualmente maltratado por terremotos, o atraso médio desse meio de transporte é de 30 segundos, citou o professor.</p>
<p>“Mas a pontualidade não se restringe apenas aos trens. Os japoneses também são muito pontuais. As pessoas estão sempre preocupadas em não chegar atrasadas aos seus compromissos. Em geral, elas chegam 10 ou 15 minutos antes da hora marcada. Portanto, o tempo regula a vida do cidadão japonês moderno. Mas isso não foi sempre assim”, disse Abe.</p>
<p>No passado, os japoneses costumavam ser muito impontuais. Até o final do século 19, ou durante o Período Edo (1603 – 1868), muitos europeus visitavam o Japão e sempre reclamavam da impontualidade japonesa, contou.</p>
<p>Mas havia uma razão para isso. Os cidadãos comuns não tinham relógios mecânicos. Os relógios dos templos ou das torres tinham que bater 12 vezes ao dia para anunciar a hora. Nesses equipamentos, o tempo era medido através de relógios de incensos, nunca mecânicos. Trata-se de um tipo de relógio tradicionalmente usado na China e depois adotado no Japão e alguns países da Ásia. Era composto por incensos que queimavam a uma daterminada taxa de combustão que permitia ter uma ideia de minutos, horas ou dias.</p>
<p>No Período Edo, o dia e a noite eram seccionados em seis partes, sendo que à noite cada parte tinha uma duração diferente em relação ao dia. Além disso, a duração de cada parte de tempo também mudava em função das diferentes estações do ano. Não havia uma divisão precisa dos segundos e minutos. A menor unidade de tempo era o <i>shihamtoki</i>, que representava um quarto de uma sessão (<i>tokki)</i> ou, aproximadamente, 30 segundos, disse o professor.</p>
<p>Mas, em 1868, a família Tokugawa  Shogun perdeu o poder. Era o início da Era Meiji (1868-1912). O novo governo abandonou as tradições e deu início à modernização do Japão. Mudaram as roupas, o sistema educacional e o de saúde, as danças, as pinturas, a arquitetura, as comidas, refletindo em parte a cultura ocidental dos Estados Unidos e da Europa, disse.</p>
<p>Foi no ano de 1872 que os japoneses abandonaram o calendário tradicional e o antigo sistema de horas. A semana foi dividida em sete dias e o dia, em 24 horas. Também foram introduzidas as menores unidades de tempo, como minutos e segundos.</p>
<p>“A partir disso, através do sistema educacional, social e militar, os japoneses passaram a ser ter treinados para serem pontuais. Além disso, na Era Meiji, os cidadãos passaram a adotar relógios mecânicos”, disse.</p>
<p>O professor Abe também mostrou um breve histórico sobre os sistemas antigos usados num passado mais remoto. Foi durante Período Kofun (século 3 ao 7) que o calendário chinês foi introduzido no país.</p>
<p>Esse sistema já era utilizado na China desde o século 2 A.C. Em 554, um especialista Chinês foi enviado para introduzir o calendário entre os japoneses. Em 602, o calendário chinês passou a ser ensinado para crianças da elite japonesa. Em 604, esse sistema passou a ser utilizado em larga escala, introduzido pela imperatriz Suiko (554- 628). Em 660, o imperador Tenchi chegou a construir uma clepsidra, ou relógio de água. Mas até os tempos modernos, prevaleceu o sistema chinês.</p>
<p><span><strong>Relógio biológico e a relação com os genes</strong></span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/yu-tahara" alt="Yu Tahara" class="image-inline" title="Yu Tahara" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Tahara pesquisa oscilações do relógio biológico por meio de metodologia não invasiva em ratos.</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Circadian Clock System in Peripheral Tissues of Mice</i> foi o tema apresentado pelo professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/yu-tahara" target="_self">Yu Tahara</a>, também da Waseda Institute of Advanced Studies. Tahara apresentou os resultados das pesquisas realizadas no laboratório coordenado pelo professor Shigenobu Shibata, do departamento de fisiologia e farmacologia da School of Advanced Science and Engineering, da Waseda University, de Tóquio.</p>
<p>Tahara estuda a expressão dos genes no relógio biológico de ratos. Estabeleceu uma metodologia de captação de imagens <i>in vivo</i> a partir da biolumenescência em tecidos geneticamente modificados. O uso de uma câmera especial de alta resolução permite captar imagens de diferentes tecidos e órgãos.</p>
<p>Seu grupo de pesquisa desenvolveu um protocolo de imagiologia que permite medir os ritmos biológicos facilmente, de forma não invasiva, e longitudinalmente, em ratinhos individuais. Assim, é possível detectar as oscilações circadianas (ou ritmo biológico) de tecidos como rim, fígado e glândula submandibular.</p>
<p>“Antes era preciso sacrificar os ratos após a injeção da luciferina, a fim de retirar os tecidos e realizar a análise. Agora isso não é mais necessário. O método também permite realizar estudos longitudinais”, disse. Luciferina é o substrato da luciferase, enzima capaz de catalisar reações biológicas, transformando energia química em energia luminosa. Dessa forma, é possível registrar as imagens do comportamento das células e tecidos de interesse.</p>
<p>O pesquisador conta que coloca os ratos num local escuro e injeta a enzima nos ratos a cada quatro horas durante o dia todo. Após 10 minutos de cada aplicação, fotografa os tecidos, obtendo uma série de imagens que indicam o aumento e a diminuição de biomassa em diferentes locais do corpo, conforme a luminosidade a que os ratos são submetidos.</p>
<p>Nesse estudo, verifica a importância da luz para o relógio biológico, ou, a incidência do que chamou de “entrainment”. O conceito diz respeito ao ajuste das fases do relógio biológico às diferentes condições ambientais para a sobrevivência do organismo.</p>
<p>O pesquisador também estuda a ação da insulina, da cafeína, do exercício físico e do estresse sobre o relógio circadiano. Os estudos com insulina são associados com a administração de óleo de peixe na alimentação dos ratos que, segundo o pesquisador, melhora a sensibilidade daquela substância metabólica.</p>
<p>A pesquisa revelou que a cafeína tem alto impacto sobre a modulação do relógio biológico, segundo o cientista. A administração de cafeína na parte da manhã não mostrou alteração do ciclo biológico dos ratos, em comparação com o grupo controle. Mas a ingestão à noite antes da hora de dormir prolongou o ciclo acordado, ou seja, provocou um atraso no relógio biológico. O cientista citou uma pesquisa mostrando que essa alteração também ocorre em humanos. “O café tem a capacidade de despertar e também de mudar o relógio circadiano. Portanto, a mensagem: é não beba café à noite antes de dormir”, brincou.</p>
<p>Os efeitos da alimentação sobre o relógio biológico compõem um ramo de estudo chamado de crono-nutrição. Segundo Tahara, as pesquisas sobre nutrição realizadas até o momento focavam o que e quanto deveríamos comer, ou seja, os itens necessários e a quantidade adequada de alimento para cada refeição. “Mas agora as novas pesquisas nos dizem quando comer, ou seja, o momento adequado para as refeições. Esta é a nova estratégia no que diz respeito a nutrição”, afirma.</p>
<p>Tahara estudou as mesmas variáveis levando em consideração o fator idade. Com a idade, houve um decrescimento do período de sono-REM. Os resultados apontam ainda que nenhum daqueles fatores influiu tanto no ritmo biológico de ratos idosos quanto a alimentação.</p>
<p><span><strong>Intuicionismo de Brouwer</strong></span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ryota-akiyoshi" alt="Ryota Akiyoshi" class="image-inline" title="Ryota Akiyoshi" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Akyoshi falou da relação da  matemática com outros saberes, como a filosofia.</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A filosofia da matemática vista à luz das ideias do matemático holandês Luitzen Egbertus Jan Brouwer (1881-1966) foi o tema apresentado pelo professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/ryota-akiyoshi" target="_self">Ryota Akiyoshi</a>, da Waseda Institute for Advanced Study (WIAS).</p>
<p>Na palestra<i> Truth and Time in Brouwer’s Intuitionism,</i> Akiyoshi analisou a tensão entre o que é verdade matemática e o que é um construto da mente.  Explicou problemas conceituais sobre a lógica e filosofia e seus aspectos interdisciplinares.</p>
<p>Segundo o professor, o objeto da filosofia pode ser qualquer coisa, seja a linguagem, o conhecimento, a matemática, a física, a biologia e assim por diante. A matemática, portanto, ou a lógica, tem sido um tópico central na filosofia desde Aristóteles. Com o desenvolvimento da linguagem e, consequentemente, da matemática, a filosofia da matemática passa a se ocupar essencialmente sobre a origem dos objetos matemáticos.</p>
<p>O platonismo procura responder a essa questão mostrando que existe um mundo abstrato e imutável que contém todos os elementos matemáticos. Como pressuposto, todos os objetos matemáticos já existem, mas nem todos foram descobertos ainda. O papel do matemático seria então encontrar objetos que não foram ainda descobertos nesse mundo abstrato e imutável.</p>
<p>Por outro lado, parte da comunidade matemática não aceitava as ideias do platonismo e rompeu com a matemática clássica. O antagonismo a Platão foi chamado de construtivismo, sendo o intuicionismo a linha mais conhecida dessa corrente. Partiam do pressuposto de que um objeto matemático existiria a partir do momento em que o matemático conseguisse construí-lo na mente.</p>
<p>O professor Akiyoshi também mostrou alguns conceitos essenciais da lógica intuicionista, entre eles a sequência de escolhas, além da noção de sujeito criativo.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Abstraction</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-11T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-museu-do-ip-usp-faz-exposicao-em-homenagem-a-cesar-ades">
    <title>Novo museu do IP-USP faz exposição em homenagem a Cesar Ades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-museu-do-ip-usp-faz-exposicao-em-homenagem-a-cesar-ades</link>
    <description>A exposição tem o objetivo de resgatar parte da vida acadêmica, profissional e um pouco dos gostos pessoais de César Ades que, como pesquisador ou em cargos administrativos, foi um grande precursor dos trabalhos de preservação da memória da Psicologia na USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cesar-ades" alt="César Ades" class="image-inline" title="César Ades" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Cesar Ades, diretor do IEA de 2008 a 2012 </strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Texto publicado pela Assessoria de Imprensa da USP</i></p>
<p><span>No dia 6 de maio, o Instituto de Psicologia (IP) da USP inaugurou o Museu de Psicologia com a abertura da exposição “César Ades”, que está sediado na sua Biblioteca Dante Moreira Leite. </span></p>
<p>O Museu nasceu a partir do acervo e do trabalho da equipe do Centro de Memória do IP, criado em 2001 por iniciativa do professor, e diretor na época, César Ades. E tem como objetivo fomentar o ensino e a pesquisa na área da Psicologia e proporcionar interação entre o conhecimento produzido no Instituto e a sociedade, ajudando a resgatar e preservar a memória da área como ciência e do próprio Instituto desde sua criação, em 1969.  Devido ao sucesso do empreendimento, foi apresentada proposta para transformá-lo em museu, que foi aprovada por unanimidade pela congregação do Instituto, em outubro de 2015.</p>
<p>O acervo é composto por fotografias, documentos históricos e raros de docentes, funcionários e alunos etc que contribuem para a manutenção do conhecimento da Psicologia; obras raras, periódicos antigos, audiovisuais, teses e equipamentos utilizados em pesquisas. Além de preservar a história, o museu também estará aberto para realização de pesquisas e de outras atividades acadêmicas como exposições, debates e seminários. E pode ser consultado também virtualmente pelo <em><span><a href="http://citrus.uspnet.usp.br/centrodememoriaip/" target="_blank">site</a></span></em>.</p>
<p><strong>Exposição<br /></strong><br />A exposição sobre César Ades tem o objetivo de resgatar parte da sua vida acadêmica, profissional e um pouco dos seus gostos pessoais. Os visitantes podem conferir esta história através de fotos, cadernetas de anotações, parte de sua produção acadêmica e acervo pessoal com objetos e equipamentos doados por sua família.</p>
<p>Ades foi um dos maiores especialistas em Comportamento Animal do Brasil. Ele construiu sua carreira de professor e pesquisador na USP, onde ingressou como estudante de graduação em 1960. Foi docente do Departamento de Psicologia Experimental no IP, no qual ocupou o cargo de diretor entre 2000 a 2004, vice-diretor de 1998 a 2000. Também foi diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade, de 2008 a janeiro de 2012. Ele nasceu no Egito, em 8 de janeiro de 1943 e faleceu em São Paulo, no dia 15 de março de 2012.</p>
<p><strong>Homenagem<br /></strong><br />“É muito importante estarmos aqui dando continuidade a uma iniciativa do professor César Ades, que está presente na vida acadêmica do Instituto. Não há melhor forma de homenageá-lo que realizar uma exposição sobre ele na inauguração deste Museu”, afirmou o pró-reitor adjunto de Graduação, Gerson Yukio Tomanari, que foi diretor do Instituto até abril deste ano. Tomanari destacou ainda que a transformação do Centro em Museu é uma forma de valorizá-lo, construindo um centro de referência que trabalhe a história da Psicologia, e seja um fórum de pesquisa e ensino.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/desenho-cesar-ades" alt="Desenho Cesar Ades" class="image-inline" title="Desenho Cesar Ades" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span style="text-align: center; "><strong>Anotações de César Ades que fazem parte de sua coleção</strong><br />Foto: Ernani Coimbra/USP</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A chefe técnica da biblioteca, setor que fará a coordenação do Museu, Aparecida Angélica Zoqui Paulovic Sabadini, falou um pouco sobre a transição do Centro de Memória para Museu e da exposição. “Com a criação do Museu, vislumbro um aumento da cultura e extensão na Unidade”, destaca. E, terminou citando uma frase de Ades durante discurso de inauguração do Centro, em 2001, atualizando a palavra Centro por Museu: “Preservar a memória a partir da guarda de documentos tem sido a vocação das bibliotecas, então o Museu de Psicologia fica confortavelmente instalado nesse espaço. Nossas boas-vindas ao Museu”.</p>
<p>A família de César Ades foi representada por uma de suas filhas, Lia Ades Gabbay, a qual emocionou os presentes com a leitura de depoimentos de pessoas que conviveram com Ades no Instituto ou fora dele, e ao descrever um pouco das características do seu pai. “A vida profissional do meu pai sempre foi parte dele tão intrínseca, ele sempre foi muito dedicado em tudo que fazia. A postura humanística e a espontaneidade, o interesse pelo novo, pelas coisas simples, pelo encantamento, o ensinar e o aprender, a autenticidade na relação com as pessoas, aparecem aqui e ali, dentro e fora da universidade, simplesmente porque isso tudo era ele”, resumiu Lia.</p>
<p>O vice-reitor Vahan Agopyan parabenizou o Instituto pela iniciativa de preservar sua memória através da criação do Museu. “Dentro das universidades, os museus são imprescindíveis como fontes de pesquisa, além de serem fundamentais para que não esqueçamos como chegamos aonde estamos”, destacou.</p>
<p>O dirigente enfatizou também que na história das instituições, as pessoas que ajudaram no seu desenvolvimento devem ser lembradas dando destaque para suas memórias e pensamentos. “Uma universidade não é feita de edifícios e laboratórios somente, mas de pessoas que criam, educam, formam e colaboram para o desenvolvimento do conhecimento e do desenvolvimento da sociedade. E César foi uma dessas pessoas, que eu tive a honra e o prazer de conviver no âmbito administrativo da universidade, durante uma década, e graças a ele conseguimos fortalecer o Instituto e a sociedade”.</p>
<p><strong>Visitas</strong></p>
<p>O Museu de Psicologia está aberto para visitação de pesquisadores, alunos de psicologia e à comunidade em geral, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.  As visitas guiadas e consultas ao acervo devem ser agendadas por telefone ou <em>e-mail </em>(veja abaixo). A exposição “César Ades” estará em cartaz até o dia 15 de agosto, nos mesmos dias e horários do Museu. A entrada para ambos é gratuita.</p>
<p>A Biblioteca Dante Moreira Leite do Instituto Psicologia, que abriga o Museu e a exposição, está localizada na Av. Prof. Mello Moraes, 1721 – Bloco C – Cidade Universitária, São Paulo.</p>
<p>Mais informações pelo telefone: (11) 3091-4300, ou por <em>e-mail</em>: <a>mipusp@gmail.com</a>.</p>
<p>Com informações da <a class="external-link" href="http://www.usp.br/imprensa/?p=57237">Assessoria de Imprensa da USP</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Animais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-12T14:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/de-volta-ao-ministerio-do-meio-ambiente">
    <title>José Pedro Costa assume secretaria no Ministério do Meio Ambiente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/de-volta-ao-ministerio-do-meio-ambiente</link>
    <description>Professor José Pedro de Oliveira Costa, integrante do grupo Amazônia em Transformação, será o novo secretário da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.
 
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-pedro-de-oliveira-costa-1" alt="José Pedro de Oliveira Costa - 1" class="image-inline" title="José Pedro de Oliveira Costa - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>José Pedro de Oliveira Costa é novo s<span>ecretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e vice-coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/amazonia-em-transformacao-historia-e-perspectivas" class="external-link">Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-pedro-de-oliveira-costa" class="external-link">José Pedro de Oliveira Costa</a> retorna ao cargo de secretário da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, que ocupou entre 1999 e 2002. A nomeação foi publicada no <a class="external-link" href="http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=2&amp;pagina=3&amp;data=17/06/2016">Diário Oficial da União de 17 de junho</a>.</p>
<p>Na gestão anterior como secretário de <span>Biodiversidade</span><span> e </span><span>Florestas e do Ministério do Meio Ambiente, ajudou a criar várias Unidades de Conservação, protegendo cerca de 10 milhões de hectares em todo o Brasil.</span></p>
<p>Costa é considerado um dos criadores do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, <span style="text-align: justify; ">maior parque nacional de florestas tropicais do planeta. A </span><span>Unidade de Conservação, situada na divisa entre os estados do Amapá e do Pará, preserva 3,8 milhões de hectares no extremo norte do Brasil.</span></p>
<p>Arquiteto e urbanista, foi o primeiro Secretário Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (1986-1987). É membro fundador do Conselho do WWF-Brasil e da Fundação SOS Mata Atlântica.</p>
<p>Mestre em Planejamento Ambiental pela Universidade da Califórnia (EUA), doutorou-se em Estruturas Ambientais pela FAU-USP, onde é professor desde 1974. Por duas vezes foi presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, do sistema MAB-UNESCO. Antes da atual nomeação, era assessor da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-28T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake">
    <title>Paulo Saldiva e Ary Plonski tomam posse em cerimônia no Tomie Ohtake</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake</link>
    <description>Ao promover evento fora do ambiente acadêmico, nova diretoria do IEA pretende demonstrar a importância da relação entre universidade e sociedade. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-eleicoes-2016" alt="Debate eleições - 2016" class="image-inline" title="Debate eleições - 2016" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Saldiva e Plonski durante o debate em que apresentaram suas propostas para o IEA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma cerimônia no Instituto Tomie Ohtake marcará a posse dos novos diretor e vice-diretor do IEA, os professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, respectivamente. <strong>Restrito a convidados e a imprensa</strong>, o evento acontece no dia 29 de junho, às 20h, e terá a presença do reitor da USP, Marco Antônio Zago. A posse fora do ambiente universitário simboliza a importância que a nova gestão do IEA dará à relação com a sociedade, a qual, segundo os diretores, deve estar mais próxima do conhecimento produzido no ambiente acadêmico.<span> </span></p>
<p>Saldiva e Plonski foram designados pelo reitor em 12 de abril, após serem eleitos pelo Colégio Eleitoral do Instituto no dia 18 de fevereiro com 92 votos de um total de 101. De acordo com o <a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/projeto-de-gestao-2012-2017" class="external-link">projeto de gestão</a> entregue pela dupla, o IEA buscará, entre 2016-2020, “reforçar a sua tríplice função acadêmica de local de reflexão crítica, sensor de avanços na fronteira internacional do conhecimento e incubadora de ideias propositivas”.<span> </span></p>
<p><span><strong>Projeto de gestão</strong></span></p>
<p>Além da continuidade de programas de sucesso como o Ano Sabático no IEA, a nova gestão pretende, ao final de quatro anos, dobrar a produção de artigos científicos e aumentar em 30% o número de colaboradores internacionais e recursos obtidos com projetos de pesquisa. Também serão implementados quatro projetos especiais, além de outros que possam surgir ao longo dos quatro anos:<span> </span></p>
<p>1) <strong>Seminários Avançados de Formação de Lideranças Políticas</strong> – Inspirada no modelo da Harvard Kennedy School of Government, mas adequada à realidade brasileira, a proposta prevê que o IEA abrigue, inicialmente por um ano, pessoas com potencial expressivo de ocupar posições de liderança na sociedade, para um processo de semi-imersão. Neste período, elas serão expostas a diversas situações relacionadas à gestão de questões complexas e importantes para a formulação de políticas públicas. As atividades serão centradas em dois eixos: um com seminários e discussões quinzenais, onde serão discutidos os aspectos centrais da gestão democrática e princípios republicanos necessários para a consecução de Políticas de Estado exitosas; o outro, baseado no desenvolvimento de projetos temáticos específicos por parte dos participantes, nos quais o participante trabalharia com especialistas de diferentes áreas de conhecimento pertinentes ao tema. Os seminários serão liderados pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, além de docentes da USP que funcionarão como tutores em temas de interesse dos participantes. No primeiro ano de atuação, espera-se receber 10 participantes entre alunos de doutorado, mestrado e de iniciação científica.<span> </span></p>
<p>2) <strong>Estudos sobre a urbanidade e qualidade de vida</strong> - Espaço de diálogo e convergência de grupos interessados na proposição de estudos científicos e pesquisas voltadas para a qualidade de vida dos habitantes das regiões metropolitanas, levando em consideração temas como acesso a serviços fundamentais, mobilidade, clima, matriz energética e uso e ocupação do solo. A proposta está alinhada a um movimento global que busca estreitar o relacionamento entre as universidades e as cidades onde estão localizadas. O núcleo será coordenado pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências da USP, e prevê receber pós-doutores, alunos de doutorado e mestrado.<span> </span></p>
<p>3) <strong>Da transformação da Universidade à Universidade transformadora</strong> – Em formato de Observatório, o IEA deve consolidar iniciativas voltadas ao entendimento profundo dos processos e perspectivas de transformação da Universidade que prosperam no próprio Instituto ou em outros espaços da USP, como o da “Universidade em Movimento”, sempre em contato com grupos, entidades e redes, no Brasil e no exterior, que tenham objetivos convergentes. Além disso, o IEA também irá incubar iniciativas inovadoras de atuação da USP como universidade transformadora da sociedade. Espera-se, por exemplo, tornar o IEA um canal de conexão da USP com as Casas Legislativas (Assembleia Legislativa do Estado, Congresso Nacional e Câmaras de Vereadores dos municípios em que há campus), em harmonia com ações de articulação naturalmente exercidas pela Reitoria. O objetivo é contribuir para a qualificação da legislação sobre temas como saúde e educação, geração de trabalho e renda, saneamento e meio ambiente, energia e transportes, segurança pública e segurança alimentar, sustentabilidade e emancipação social, mediante internalização do conhecimento acadêmico abundante na USP, adequadamente transposto. Parceiros potenciais na Câmara dos Deputados são o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica ou o Centro de Estudos e Debates Estratégicos, enquanto na Assembleia Legislativa o ponto focal pode ser o Instituto do Legislativo Paulista. A coordenação será do vice-diretor, Ary Plonski.<span> </span></p>
<p>4) <strong>Núcleo de estudo sobre novas metodologias de aprendizado voltadas ao ensino fundamental e médio</strong> – Inspirada no trabalho da extinta Funbec (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento do Ensino de Ciências), este núcleo buscará convergir educadores, professores, cientistas, alunos e game designers, entre outros, para desenvolver games educacionais e aula interativas voltados ao letramento e desenvolvimento do raciocínio lógico, na tentativa de recuperar o encantamento pela ciência e aumentar a eficácia do aprendizado dos jovens que, cada vez mais cedo, são expostos às mídias eletrônicas. A coordenação do projeto será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hamilton-brandao-varela-de-albuquerque" class="external-link">Hamilton Varela</a>, do Instituto de Química da USP-SC e presidente da Comissão de Pesquisa do IEA, com a participação de professores, alunos de doutorado e estudantes de iniciação científica.</p>
<p><strong>Perfis</strong></p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-saldiva" alt="Paulo Saldiva - Perfil" class="image-left" title="Paulo Saldiva - Perfil" />Paulo Saldiva </strong>é m<span>édico patologista e professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP. Foi vice-diretor do IEA até abril de 2016. Ele assumiu o cargo no final de fevereiro do ano passado, substituindo Carlos Roberto Ferreira Brandão, do Museu de Zoologia (MZ) da USP. Sua pesquisa se concentra nas áreas de patologia pulmonar, patologia ambiental e poluição atmosférica. Foi membro do Comitê da Organização Mundial de Saúde que estabeleceu os padrões de qualidade do ar e do Comitê da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da OMS que definiu o potencial carcinogênico da poluição atmosférica. De 2004 a 2014, integrou o Science Advisory Committee sobre poluição do ar da Harvard School of Public Health, da Harvard University, EUA. Como diretor do IEA, seu mandato terá duração de quatro anos.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-1" alt="Guilherme Ary Plonski - Perfil" class="image-left" title="Guilherme Ary Plonski - Perfil" />Guilherme Ary Plonski</strong><span>, que ocupará o cargo de vice também por quatro anos, é engenheiro e professor do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica (Poli), ambas da USP. Foi diretor superintendente (2001-2006) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Integra a Junta de Governadores do Technion – Israel Institute of Technology. De dezembro de 2012 a abril deste ano, foi membro do Conselho Deliberativo do IEA, deixando seu segundo mandato como conselheiro para assumir a vice-diretoria do IEA.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span><strong>Informações para a imprensa:</strong><br /></span><span>Fernanda Rezende<br />ferezende@usp.br<br />11 3091-1681 </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eleições IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-27T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-ocupa-vice-diretoria-da-rede-ubias">
    <title>IEA passa a ocupar uma das vice-coordenadorias da rede Ubias</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-ocupa-vice-diretoria-da-rede-ubias</link>
    <description>Reestruturação na governança e financiamentos de pesquisa foram alguns dos temas debatidos na reunião de dirigentes do organismo, realizada em Birmingham, Inglaterra.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/UBIAS-4o-encontro-Foto-oficial-web.jpg/@@images/e37b2f9f-7589-4965-bb03-6bfa0301842a.jpeg" alt="UBIAS 4º Encontro - Grupo" class="image-inline" title="UBIAS 4º Encontro - Grupo" /></p>
</th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Participantes da quarta reunião da rede Ubias, realizada em junho, <span>em Birmingham</span></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Na quarta reunião da </span><a class="external-link" href="http://www.ubias.net/intercontinental-academia">University-Based Institutes for Advanced Study</a><span> (Ubias), realizada entre os dias </span><strong>20 e 22 de junho</strong><span>, em Birmingham, Inglaterra, uma reestruturação na governança do organismo levou o IEA a ocupar uma das vice-coordenadorias da rede, que congrega 34 institutos baseados em universidades ao redor do mundo. Além disso, foi decidido que a próxima reunião de diretores da Ubias será realizada em São Paulo, possivelmente em março de 2018.</span></p>
<p><span><span>Segundo o vice-diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonsky</a><span>, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP), que representou o instituto, a</span> Ubias passou a ter agora duas vice-coordenadorias. O </span><a href="http://www.ubias.net/network-participants/freiburg-institute-for-advanced-studies-frias">Freiburg Institute for Advanced Studies (FRIAS)</a><span>, da Albert-Ludwigs-Universität Freiburg, Alemanha, que antes era responsável pela coordenação, agora ocupará a vice-coordenadoria ao lado do IEA. A nova coordenação será do </span><a href="http://www.ubias.net/network-participants/aarhus-institute-of-advanced-studies-aias">Aarhus Institute of Advanced Studies (AIAS)</a><span>, da Aarhus University, da Dinamarca.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institutos-ubias-1/4o-encontro-de-diretores-ubias-20-a-22-de-junho-de-2016" class="external-link">Fotos do 4º encontro</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-em-taiwan-reune-diretores-dos-ubias" class="external-link">Notícia sobre o 3º encontro</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Esse encontro trouxe importantes delineamentos sobre o futuro da rede, incluindo reestruturações na sua governança. Os debates levantaram questões que nos interessam diretamente, como financiamentos de pesquisa da União Europeia, interdisciplinaridade relacionando ciência e arte, questões de gênero no ambiente acadêmico e outros”, disse Plonsky.</p>
<p>Formada em 2010 por institutos de estudos avançados baseados em universidades de todo o mundo, entre os quais o IEA-USP, a rede discute a produção de conhecimento e realiza atividades científicas conjuntas com a presença de pesquisadores destacados mundialmente. A <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA), um dos principais programas da rede, oferece intercâmbio científico entre gerações, disciplinas, culturas e continentes, sobretudo para jovens cientistas entre 30 e 40 anos de idade.</p>
<p><span>Neste encontro de <span>Birmingham</span>, dirigentes de institutos de estudos avançados e pesquisadores selecionados para a primeira e a segunda edição da ICA avaliaram os resultados e perspectivas futuras do projeto. Realizada em duas versões, a ICA desenvolveu trabalhos sobre “Tempo” e “Dignidade Humana”. O conteúdo das pesquisas sobre o tempo, no qual os participantes têm trabalhado desde a </span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/home-sao-paulo" target="_blank">fase São Paulo</a><span> da ICA, irá subsidiar a criação de um</span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-detalham-curso-online-sobre-o-tempo"> <i>Massive Open Online Course</i></a><span> (Mooc, na sigla em inglês), que será disponibilizado gratuitamente na plataforma Coursera.</span></p>
<p>O ex-diretor do IEA-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, mostrou uma visão geral sobre o projeto ICA, no painel do dia 20. Na mesma sessão, os pesquisadores Valtteri Arstila e Vanessa Hellmann, selecionados para a ICA sobre "Tempo" e "Dignidade Humana", respectivamente, deram seus depoimentos sobre a participação no projeto.</p>
<p>Outros temas debatidos pelos dirigentes da rede foram metodologias de avaliação do trabalho desenvolvido na ICA, privacidade e as novas mídias sociais e internacionalização.</p>
<p>Os encontros de diretores da Ubias são uma oportunidade para os integrantes da rede trocarem experiências, promoverem o intercâmbio cultural e científico, e articularem parcerias interinstitucionais, como é o caso da ICA.</p>
<p>No encontro anterior, realizado em Taipei, Taiwan, em novembro de 2014, o tema principal foi <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-em-taiwan-reune-diretores-dos-ubias"><i>Breaking Through Old Boundaries and Paradigms in a New Age of </i>Globalization.</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento interno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-15T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/saldiva-e-plonski-tomam-posse-na-direcao-do-iea">
    <title>Paulo Saldiva e Guilherme Ary Plonski tomam posse na direção do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/saldiva-e-plonski-tomam-posse-na-direcao-do-iea</link>
    <description>Em cerimônia realizada no Instituto Tomie Ohtake na noite de 29 de junho, Paulo Saldiva e Guilherme Ary Plonski tomaram posse como diretor e vice-diretor do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-da-cerimonia-de-posse-da-nova-diretoria-do-iea" alt="Mesa da cerimônia de posse da nova Diretoria do IEA" class="image-inline" title="Mesa da cerimônia de posse da nova Diretoria do IEA" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Os componentes da mesa da cerimônia (<i>a partir da esq.</i>):<br />Guilherme Ary Plonski, Linamara Rizzo Battistella,<br />Marco Antonio Zago, Paulo Saldiva e Ignacio Maria Poveda Velasco</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ousadia e inovação. Essa foi a recomendação do reitor da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a>, à nova diretoria do IEA, empossada oficialmente em cerimônia na noite do dia 29 de junho, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (diretor) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (vice-diretor) foram nomeados pelo reitor no dia 12 de abril, depois de serem escolhidos pelo Colégio Eleitoral do Instituto em votação realizada em 18 de fevereiro.</p>
<p><span>A cerimônia contou com a participação de cerca de 130 convidados, entre os quais diversos dirigentes da USP, pesquisadores do IEA e representantes de entidades da sociedade civil. Antes da posse, todos participaram de visita à mostra em exibição no Instituto Tomie Ohtake "Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem", com obras do artista catalão pertencentes à coleção do Museu Nacional Picasso-Paris.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/cerimonia-de-posse-paulo-saldiva-e-guilherme-ary-plonski-29-de-junho-de-2016" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cerimonia-de-posse-da-nova-direcao-do-iea" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake" class="external-link">Diretoria apresenta projeto de gestão</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em sua manifestação, Zago disse que a nova administração do IEA deve perseguir a ousadia e a inovação, "mesmo que isso possa acontecer de forma um pouco caótica às vezes, pois fazer mais do mesmo é muito fácil".</p>
<p><strong>Missão</strong></p>
<p>Ele afirmou que a missão da USP estabelecida no <a class="external-link" href="http://www.leginf.usp.br/?historica=decreto-n-o-6-283-de-25-de-janeiro-de-1934">decreto</a> de sua criação em 1934 continua plenamente atual mais de 80 anos depois e que o IEA se insere nela. Para ele, a Universidade está perfeitamente organizada em termos de alocação das áreas do conhecimento nas respectivas unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados e museus, tendo como única exceção o IEA, devido à sua natureza: "O IEA é onde o conhecimento se apresenta não fragmentado. Nele, não basta relacionar áreas científicas em atividades interdisciplinares. É preciso tratar o conhecimento como um todo único".</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marco-antonio-zago-na-posse-da-nova-diretoria-do-iea" alt="Marco Antonio Zago na posse da nova Diretoria do IEA" class="image-inline" title="Marco Antonio Zago na posse da nova Diretoria do IEA" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Reitor Marco Antonio Zago: "O IEA deve tratar o conhecimento como um todo único"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ao destacar os perfis acadêmicos e profissionais de Saldiva e Plonski, o reitor os classificou como capazes de liderar o Instituto num momento de tantas incertezas nacionais e internacionais, refletida na intranquilidade dos jovens, e no qual "não sabemos nem sequer quais serão as profissões relevantes daqui a dez anos".</p>
<p>Saldiva também falou sobre a missão da USP em seu discurso de posse. Disse que o IEA "reúne a essência dos princípios que deram origem à Universidade em 1934" e que podem ser resumidos na preocupação de produzir melhores recursos humanos e melhor ciência para o desenvolvimento do Estado de São Paulo e do Brasil.</p>
<p>Segundo o diretor, em toda a história do Instituto sempre houve a preocupação de o IEA ser um canal de diálogo entre a USP e a sociedade. Afirmou que o fato de a cerimônia de posse da nova diretoria realizar-se numa instituição externa à USP teve o objetivo de "manifestar fisicamente" essa preocupação com a ampliação da porosidade entre as esferas interna e externa à Universidade.</p>
<p>Saldiva disse que ao se falar dos desafios do IEA o que está em pauta são os desafios da própria Universidade. Para ele, além do diálogo com a sociedade, há o desafio natural de produzir conhecimento de melhor qualidade, combater os fundamentalismos de qualquer natureza e procurar dissecar os problemas complexos por meio do questionamento em todas as áreas do saber.</p>
<p><strong>Projetos</strong></p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-saldiva-posse" alt="Paulo Saldiva - posse" class="image-inline" title="Paulo Saldiva - posse" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Paulo Saldiva, novo diretor: "O IEA reúne a essência dos<br />princípios que nortearam a criação da USP"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto às <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake" class="external-link">diretrizes</a> acadêmicas da nova gestão, Saldiva elencou os quatro principais projetos a serem implantados: um instituto de cidades globais, uma escola de formação de lideranças políticas, uma escola de formação de conteúdo pedagógico digital e um observatório sobre processos e perspectivas de transformação da Universidade.</p>
<p>Em seu <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/alocucao-plonski" class="external-link">discurso de posse</a>, Plonski disse que cabe ao IEA "interligar, inspirar, inovar e incubar soluções". Ele lembrou as origens do primeiro IEA, o Institute for Advanced Study (IAS) de Princeton, nos Estados Unidos, em 1930 - um ano depois do início da Grande Recessão com a quebra da Bolsa de Nova York -, por iniciativa do educador Abraham Flexner, que dizia ter criado uma "utopia pedagógica". O vice citou a fundação do IAS para lembrar que "em momentos de crise como o atual é preciso investir ainda mais em conhecimento por meio de experimentos inovadores".</p>
<p>Plonski comentou que, assim como o IAS teve em seu início pesquisadores que emigraram para os EUA devido as perseguições nazistas, caso de Albert Einstein, a criação do IEA começou a ser pensada no final dos anos 70 como local para abrigar os professores da USP que tinham sido aposentados compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5, em dezembro de 1968.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-posse" alt="Guilherme Ary Plonski - posse" class="image-inline" title="Guilherme Ary Plonski - posse" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Guilherme Ary Plonski, novo vice-diretor: "Cabe ao IEA interligar, inspirar, inovar e incubar soluções"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ele lembrou algumas realizações de destaque na trajetória do Instituto, que completa 30 anos no dia 29 de outubro. Uma delas foi o Projeto Floram, que já em 1990 defendia amplos programas de reflorestamento como forma de o Brasil contribuir para a redução do risco de efeito estufa, na época ainda considerado evitável. Ele também ressaltou o papel desempenhado pela revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>" na ampliação da cultura científica nacional. Comentou que a revista é a mais consultada na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&amp;pid=0103-4014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">Scientific Electronic Library Online (SciELO)</a>, onde já atingiu quase 30 milhões de acessos.</p>
<p><strong>Internacional</strong></p>
<p>Sobre a atualidade, Plonski mencionou a participação do Instituto na rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study (Ubias)</a>, que congrega 36 IEAs de todos os continentes. Ele comentou a realização, pelo IEA e pelo Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya, Japão, da primeira edição do projeto <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a>, que foi dedicada ao tema "Tempo". Nesse projeto, 13 jovens pesquisadores participaram de períodos de imersão com pesquisadores seniores em São Paulo e em Nagoya e agora estão finalizando a produção de um Massive Open Online Course (Mooc) sobre o tempo.</p>
<p>Plonski informou que durante a quarta reunião de diretores de IEAs integrantes da Ubias, ocorrida na Universidade de Birmingham, Reino Unido, da qual participou, o IEA foi escolhido para ser a instituição vice-coordenadora da rede.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mostra-de-picasso-posse" alt="Mostra de Picasso - posse" class="image-inline" title="Mostra de Picasso - posse" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Antes da cerimônia, os participantes visitaram a mostra "Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Foi diretamente de Birmingham, onde atua como pesquisador visitante e participou ao lado de Plonski da reunião da Ubias, que o diretor anterior do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, enviou sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/pronunciamento-martin-grossmann" class="external-link">mensagem de saudação</a> à posse da nova Direção do IEA.</p>
<p>Assim como Zago, Saldiva e Plonski, Grossmann também destacou a importância do IEA para a reflexão sobre os caminhos para a superação dos desafios impostos pelas conjunturas nacionais e internacionais da atualidade.Grossmann comentou a feliz coincidência de a posse da nova Diretoria ocorrer numa instituição dedicada às artes e num momento em que esta exibe uma mostra de obras de Picasso: "O dionisíaco em Picasso, das artes, inspira a invenção, novas ideias, nos impele para o desconhecido, permite o encontro dos opostos, abraça a diversidade, promovendo assim a renovação. Esse contexto reflete perfeitamente o espírito de nosso Instituto de Estudos Avançados: plataforma mutante de pesquisa, crítica, reflexão, debate e exposição que almeja e promove permanentemente não só sua atualização e renovação como em particular a da Universidade e em especial das políticas públicas".</p>
<p><strong>Participantes</strong></p>
<p>Prestigiaram a cerimônia: as secretárias estaduais Patrícia Iglecias,  do Meio Ambiente, e Linamara Rizzo Battistella, dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ambas professoras da USP; o diretor do Instituto Tomie Ohtake, Ricardo Ohtake, conselheiro do IEA; a embaixadora Débora Vainer Barenboim-Salej, chefe do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores em São Paulo; do vice-reitor da Universidade Federal de São Carlos, Adilson Jesus Aparecido de Oliveira; o presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, Marcos Buckridge, também professor da USP; e representantes de Fapesp, ONGs e outras instituições.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/publico-na-posse-da-nova-diretoria-do-iea" alt="Público na posse da nova Diretoria do IEA" class="image-inline" title="Público na posse da nova Diretoria do IEA" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Cerca de 130 convidados prestigiaram o evento</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Da USP, também estiveram presentes: o vice-reitor, Vahan Agopyan; o pró-reitor de Pesquisa, José Eduardo Krieger; o pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Gilberto Carlotti Junior; o superintendente de Comunicação, Eugênio Bucci; o superintendente de Proteção e Prevenção Universitária, José Antonisio Visintin; a superintendente Jurídica, Maria Paula Dallari Bucci; o secretário geral, Ignacio Maria Poveda Velasco, além de diversos diretores de unidades de ensino e pesquisa e instituto especializados. Essa presença maciça de dirigentes da Universidade foi destacada pelo reitor como indicativa do prestígio que o IEA desfruta na comunidade uspiana.</p>
<p>Dos acadêmicos vinculados ao IEA, estiveram na cerimônia os ex-diretores Carlos Guilherme Mota (também representando a Universidade Presbiteriana Mackenzie), João Steiner e Umberto Cordani, além de diversos ex e atuais conselheiros, professores visitantes, professores em período sabático, coordenadores de grupos de estudo e pesquisa e outros pesquisadores.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto (<i>a partir do alto</i>): 1, 2, 4 e 6, Leonor Calazans/IEA-USP; 3 e 5, Fernanda Rezende/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eleições IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-30T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d">
    <title>A complexidade do mundo diante de uma ciência “dogmática”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d</link>
    <description>“Estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”. A visão de Till Roenneberg sobre os caminhos da ciência moderna será mostrada em conferência no dia 19 de julho. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg" alt="Till Roenneberg " class="image-inline" title="Till Roenneberg " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>Na opinião do cronobiólogo Till Roenneberg, "es<span>tamos perdendo a visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”</span></strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Parecem estar querendo eliminar as Humanidades porque existe a ideia de que aparentemente esse campo não traz muito dinheiro nem muitos estudantes para as instituições. Esta é a pior direção que poderíamos tomar. Há uma crise na forma como lidamos com as Humanidades e devemos mudar isso”.</p>
<p>O enunciado do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a> nucleou sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">conferência </a>sobre interdisciplinaridade, ministrada no Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, durante a programação da 1ª Intercontinental Academia (ICA). A interlocução entre os saberes, ou o que a academia chama de interdisciplinaridade, será também o tema debatido pelo cientista no dia <strong>19 de julho</strong>, na Sala de Eventos do IEA, <strong>a partir das</strong> <strong>10h</strong>.</p>
<p>Convidado pelo IEA para retomar o tema discutido na ICA, o cientista do Institute of Medical Psychology at Ludwig-Maximilians University (LMU), de Munique, Alemanha, irá ministrar a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade. </i>O encontro é gratuito, requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrições</a> prévias e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">Os desafios à interdisciplinaridade</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA, um organismo interdisciplinar por excelência, vem rediscutindo a temática da interdisciplinaridade a partir de encontros com renomados especialistas. Num deles, o sociólogo alemão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>, conselheiro e diretor do <a href="https://www.uni-bielefeld.de/ZIF" target="_blank">Centro de Pesquisa Interdisciplinar</a> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, mostrou que a concretização do modelo interdisciplinar só será efetivo a partir de uma reestruturação institucional nas instituições de ensino e pesquisa. Apesar de estar na moda na academia há mais de 20 anos, até há pouco tempo a interdisciplinaridade ainda era um conceito “vazio de significado”, disse durante sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">conferência </a>no IEA.</p>
<p>Na visão de Roenneberg, a ciência precisa mais do que interdisciplinaridade. “A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar as ‘verdadeiras’ causas por trás das associações que fazemos. Embora tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais, estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”, afirma.</p>
<p>Para o cientista, não são apenas dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no centro dos esforços científicos. “Há apenas uma coisa em comum em toda descoberta científica: o nosso próprio cérebro, que é, basicamente, uma máquina de contar histórias”, diz o cronobiologista.</p>
<p>Nessa palestra, Roenneberg irá lembrar a necessidade que temos de fundir tantos cérebros diferentes quanto forem possíveis para darmos saltos ainda mais importantes nas descobertas da ciência moderna.</p>
<p> </p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>O conferencista</strong></p>
<p>Till Roenneberg é professor de cronobiologia e vice-diretor do Institute of Medical Psychology da Ludwig-Maximilians University (LMU) em Munique, Alemanha. Ele investiga o impacto da luz nos ritmos circadianos humanos, dedicando-se especialmente a aspectos como cronotipos e “social jet lag” (expressão criada por ele para designar os efeitos da mudança  nos horários de sono nos dias de descanso em comparação com os dias de trabalho) e sua relação com benefícios para a saúde.</p>
<p>Roenneberg foi aluno da University College London, Reino Unido, e da LMU, onde começou estudando física, transferiu-se para o curso de medicina e por fim conclui o de biologia. Também na LMU, pesquisou os ritmos anuais do corpo em pós-doutorado coordenado por</p>
<p>Jurgen Aschoff (1913-1998), um dos fundadores da cronobiologia, e depois foi para a Harvard University, Estados Unidos, estudar as bases celulares dos relógios biológicos, sob a orientação de Woody Hastings.</p>
<p>O cientista é também diretor do Centre for Chronobiology da LMU, presidente do European Biological Rhythms Society , presidente World Federation of Societies for Chronobiology e membro da Senior Common Room do Brasenose College da University of Oxford. De 2005 a 2010, coordenou a rede europeia Euclock e a rede ClockWORK da Daimler and Benz Foundation. De 2010 a 2012, foi membro da Society for Research of Biological Rhythms.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Por que a ciência precisa ir além da interdisciplinaridade</strong><br /></i><i>19 de julho, as 10h às 12h00<br /></i><i>Sala de Evento do IEA. Rua da Biblioteca, 109, térreo, Butantã, São Paulo<br /><i><span>Evento gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a> prévia e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><span>ao vivo</span>.</a><br /> Informações <a href="mailto:sedini@usp.br">Sandra Sedini</a>. Email <a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>. <strong>Telefone do Contato </strong>(11) 3091-1678<br /></span></i></i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Página do evento</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/membro-do-sabatico-do-iea-estara-em-conferencia-global-do-setor-pesqueiro-1">
    <title>Pesquisadora do IEA debate mudanças climáticas e pesca em conferência global </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/membro-do-sabatico-do-iea-estara-em-conferencia-global-do-setor-pesqueiro-1</link>
    <description>Conferência em Bangcoc pretende reunir, de 8 a 10 de agosto, as melhores práticas de adaptação às mudanças climáticas associadas ao setor pesqueiro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Home-Populacao-Ribeirinha-no-Para-Foto-Antonio-Cruz-Agencia-Brasil.jpg" alt="Home População Ribeirinha no Pará" class="image-inline" title="Home População Ribeirinha no Pará" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Pesca, populações ribeirinhas e medidas de adaptação às mudanças climáticas serão temas de encontro</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma conferência global vem sendo proposta pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para discutir experiências práticas sobre adaptação às vulnerabilidades climáticas associadas à pesca, aquicultura e cadeias produtivas do setor.</p>
<p>O encontro, hospedado pela  <a class="external-link" href="http://www.enaca.org/modules/news/article.php">Network of Aquaculture Centres in Asia-Pacific</a> (NACA), reunirá especialistas do mundo todo, de <strong>8 a 10 de agosto</strong>, em Bangcoc, Tailândia. Entre os participantes está <a href="https://www.iea.usp.br/en/persons/researchers/maria-gasalla" class="external-link">Maria de los Angeles Gasalla</a>, integrante do <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-sabaticos-apresentam-seus-projetos" class="external-link">Programa Ano Sabático do IEA</a> de 2016 e professora do Instituto Oceanográfico (IO) da USP. Além de palestrante, Gasalla participa também do comitê científico.</p>
<p><a class="external-link" href="http://www.fishadapt.com/modules/conference/">FishAdapt: Global Conference on Climate Change Adaptation for Fisheries and Aquaculture</a><i> </i>tem o objetivo de criar um banco de ideias e de pesquisas sobre as melhores práticas voltadas à resiliência do setor pesqueiro ante o cenário de variabilidade climática. Além da FAO, o encontro tem o apoio da agência de pesca dos Estados Unidos, a NOAAFisheries, da Agência Norueguesa para Desenvolvimento e Cooperação (Norad, na sigla em inglês), entre outras entidades. A USP está entre as instituições colaboradoras.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-de-los-angeles-gasalla" alt="Maria de los Angeles Gasalla" class="image-inline" title="Maria de los Angeles Gasalla" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Maria Gasalla debate impactos do clima no setor pesqueiro</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em todo o mundo, mais de 600 milhões de pessoas dependem direta ou indiretamente da pesca e da aquicultura para a sua subsistência. O peixe fornece a nutrição essencial para mais de 4 bilhões de pessoas e pelo menos 50% de proteína animal e minerais essenciais para 400 milhões de pessoas nos países mais pobres.</p>
<p>No entanto, os setores da pesca e da aquicultura enfrentam grandes desafios, tais como o excesso de pesca sem o devido manejo, a degradação dos habitats e a poluição. Todas as fragilidades do setor tendem a piorar num cenário de aquecimento do planeta e de mudanças climáticas globais.</p>
<p>Gasalla tem trabalhado em temas envolvendo bases científicas e locais para o manejo dos recursos pesqueiros, biodiversidade marinha, comunidades de pescadores, economia pesqueira e processos biofísicos associados.</p>
<p>Durante o Programa Ano Sabático do IEA, irá desenvolver o estudo “Futuro das Sociedades Dependentes do Mar: Mudanças Climáticas, Desigualdades e Cooperação em Sistemas Sócio-Ecológicos Complexos”. A participação da conferência em Bagcoc integra as atividades internacionais previstas durante o Ano Sabático.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"> Imagens: Antônio Cruz/ Agência Brasil <br />Leonor Calazans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-12T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/um-olhar-cientifico-sobre-a-complexidade-de-sao-paulo">
    <title>Um olhar científico sobre a complexidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/um-olhar-cientifico-sobre-a-complexidade-de-sao-paulo</link>
    <description>Lançado no dia 13 de julho com apoio da reitoria da USP e da prefeitura de São Paulo, programa USP Cidades Globais buscará a qualidade de vida dos paulistanos por meio de redes de pesquisa e parcerias com a sociedade.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sao-paulo-copan" alt="São Paulo - Copan" class="image-inline" title="São Paulo - Copan" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Com apoio da reitoria da USP, programa <i>USP Cidades Globais</i> buscará subsidiar políticas públicas para a qualidade de vida de São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais-13-de-julho-de-2016" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Página do programa</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais/na-midia" class="external-link">Repercussão na mídia</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Cidades globais influenciam o mundo. Independentemente do tamanho de sua população, elas centralizam as decisões globais. São lugares onde se fazem os melhores negócios, onde se encontra a melhor arte, as melhores orquestras, as melhores universidades, onde se come a melhor comida. Sua importância transcende os próprios países onde estão localizadas. Elas não apenas atraem mais investimentos, como também ocupam as primeiras posições em qualidade de vida. Os critérios de cidades globais, criados pela consultoria A.T. Kearney, colocam São Paulo no 34º lugar num ranking global. Mas o programa <i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais</a>, </i>lançado no dia <strong>13 de julho,</strong> no Anfiteatro do Instituto Oscar Freire da Faculdade de Medicina da USP, pretende levar São Paulo para o grupo das chamadas "cidades elite", anunciou o coordenador do programa, o professor  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências (IB) da USP.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidades-globais-4" alt="Cidades Globais 4" class="image-inline" title="Cidades Globais 4" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Grupo das "cidades elite", em ranking de 2016 da consultoria AT Kerney</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O evento reuniu representantes da sociedade civil e de organizações não governamentais, pesquisadores, políticos, gestores públicos e acadêmicos, além do prefeito da capital paulista Fernando Haddad e da esposa, Ana Estela Haddad, docente da Faculdade de Odontologia da USP.</p>
<p>“A iniciativa é fundamental para o destino da cidade de São Paulo. Colocamos à disposição nossos bancos de dados, nossa inteligência e nossos servidores públicos para contribuir para o sucesso do programa”, disse Haddad.</p>
<p>O projeto idealizado pelo diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva">Paulo Saldiva</a>, atende a um pedido da reitoria da USP, que planeja apoiar a empreitada “pelos próximos anos”, anunciou o vice-reitor da USP, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a>.</p>
<p>Segundo Buckeridge, as atividades e pesquisas deverão embasar políticas públicas voltadas à qualidade de vida nas grandes cidades, em especial São Paulo. A ideia é sistematizar e aprofundar estudos que já são realizados na Universidade, tendo em vista o planejamento em áreas como mobilidade, poluição, resíduos, saúde, educação, uso e ocupação do solo, lazer, enfim, as inúmeras esferas que envolvem a vida nas grandes cidades, disse.</p>
<p>O IEA já é um interlocutor crucial, uma espécie de <i>‘think tank’</i> capaz de interagir com maior liberdade com a sociedade, no que diz respeito às regras acadêmicas. O programa encabeça um dos temas prioritários da USP e tenho certeza de que em alguns anos teremos frutos que beneficiem a população”, disse o vice-reitor.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-cidades-globais-1" alt="Lançamento Cidades Globais - 1" class="image-inline" title="Lançamento Cidades Globais - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Vahan, Haddad e Saldiva: </strong><strong>parcerias com a sociedade e diálogo dos saberes para o sucesso do programa</strong><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Buscaremos promover um diálogo dos saberes a partir de parcerias construtivas e agendas comuns. A Universidade precisa aprender a ouvir a sociedade. O IEA será uma plataforma para que isso aconteça. A ideia é unir redes de pesquisa e entidades civis interessadas em trabalhar uma utopia sob a luz do conhecimento científico”, disse o professor Saldiva.</p>
<p>Advogado e ambientalista, Fabio Feldmann participou da mesa de abertura e deu um exemplo concreto de como as pesquisas da Universidade podem embasar políticas públicas e trazer resultados efetivos para a qualidade de vida nas metrópoles. Ele relembrou o rodízio de veículos em São Paulo, que introduziu em 1995 quando foi secretário estadual de Meio Ambiente. “Criamos o rodízio tendo como base os estudos do Saldiva. Costumo dizer que o professor Saldiva idealizou o rodízio e eu paguei o pato”, brincou.</p>
<p>O comentário, explicou, foi feito para lembrar a importância de associar a política ao conhecimento. “O que temos visto recentemente no Brasil foi uma perda radical do conteúdo na política. À medida que associarmos política a conteúdo, teremos chance de resgatar o país. A presença do Saldiva no IEA representa uma possibilidade incrível de fazer um realinhamento de vários atores sociais. Quem já trabalhou na gestão pública sabe que o maior desafio é como fazer essa articulação”, disse.</p>
<p>O professor Wilson Jacob Filho, do Departamento de Patologia da FM-USP, representou o diretor da unidade e lembrou a importância do programa para, entre outras frentes, atuar na saúde e prevenção de doenças das diversas camadas populacionais, em especial a dos idosos.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-cidades-globais-2" alt="Lançamento Cidades Globais - 2" class="image-inline" title="Lançamento Cidades Globais - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Buckeridge: "Falhamos em produzir bancos de dados e informações que possam dar suporte aos diagnósticos"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O envelhecimento populacional, assim como inclusão física e social de pessoas com limites funcionais, são questões que ganham cada vez mais expressão no contexto das grandes cidades. “O programa <i>USP Cidades Globais</i> acena para a melhoria da qualidade de vida desse perfil populacional”, disse o professor Jacob Filho.</p>
<p> </p>
<p><strong>Planeta urbano</strong></p>
<p>A urbanização está em pauta no mundo todo. Se hoje 54% da população mundial moram em áreas urbanas, em 2050 essa parcela chegará a dois terços. Na América Latina, a proporção chegará a 89%, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas.</p>
<p>Na edição de maio, a revista <a class="external-link" href="http://www.sciencemag.org/tags/urban-planet">Science </a>apresenta em 12 artigos os diagnósticos e as revisões para as cidades do futuro. Num dos estudos, mostra que a construção de sociedades baseadas no conhecimento é hoje uma estratégia chave para o melhor uso das tecnologias inovadoras. As sociedades do conhecimento estarão mais preparadas para maximizar os avanços da ciência, tecnologia e inovação (CT&amp;I), traz o texto.</p>
<p>“Não há nada mais complexo do que uma cidade. É o único ambiente onde o homem é o lobo do próprio homem. Fomos criados num conceito de cidade em que a posse do carro era um direito alienável. Assim como o cigarro era símbolo de sucesso, virilidade. Mexer com valores não é fácil e por isso as cidades já vêm sendo estudadas dentro do conceito de complexidade”, disse Saldiva.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidades-globais-1" alt="Ranking Cidades Globais " class="image-left" title="Ranking Cidades Globais " /></p>
<p><span>“Infelizmente, em nenhum dos 12 artigos da edição da Science, a cidade de São Paulo foi citada, mostrando que falhamos em produzir bancos de dados e informações que possam dar suporte aos diagnósticos”, disse Buckeridge.</span></p>
<p><span> </span>Outro <a class="external-link" href="http://www.usnews.com/sponsored1?prx_t=lP4BAGSkFAqOEMA">artigo</a>, publicado no U.S.News, mostra como a percepção, ou a imagem que as pessoas têm de determinada cidade, pode ajudar ou  prejudicar o seu crescimento. Isso porque a forma como as cidades são vistas pode atrair ou não investimentos e mão de obra qualificada, o que influenciará a prosperidade do lugar.</p>
<p>O professor mostrou alguns detalhes do ranking das cidades globais produzido pela A.T. Kearney. No estudo produzido pela consultoria no período de 2008 a 2016, São Paulo está em 34º em 2016, ante o 31º ocupado em 2008.</p>
<p>“Para criarem o ranking, a consultoria utilizou dados já existentes produzidos pelas cidades, um ponto em que somos deficientes. Isso mostra que também falhamos ao reunir dados. Precisamos, além disso, produzir informação e conhecimento novo que dê subsídio a políticas públicas”.</p>
<p>Buckeridge ressaltou, no entanto, que melhorar os indicadores da capital paulistana não se trata apenas de ir ao encontro de critérios do primeiro mundo, mas principalmente de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade.</p>
<p>“Buscaremos aqueles critérios internacionais, mas sempre com o chapéu da Carmen Miranda na cabeça. Não vamos deixar de ser brasileiros. Não devemos abandonar a Semana de 22, ou Mário de Andrade. Devemos nos lembrar de que sempre podemos ser inovadores. Que somos capazes de buscar aqueles índices e ao mesmo tempo criar coisas novas”, disse Buckeridge.</p>
<p>Numa das análises produzidas em 2014 pela A.T. Kearney, a consultoria construiu o indicador das cidades globais do futuro, ou seja, aquelas que teriam chances de se aproximar da posição ocupada pelas chamadas cidades elite hoje. Nesse ranking, São Paulo ocupa a 4ª posição e os maiores desafios para que a cidade alcance de fato esse lugar no futuro estão no campo da educação e inovação, mostrou Buckeridge. “Educação e inovação constituem justamente a contribuição que a Universidade pode dar. Por isso acredito que as perspectivas são positivas”, disse o professor.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Andre Deak/Flicker e Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-18T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-geografia-social-do-zika-virus-no-brasil">
    <title>A geografia social do Zika vírus no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-geografia-social-do-zika-virus-no-brasil</link>
    <description>Doenças causadas por mosquitos afetam desproporcionalmente a maioria desprivilegiada da população, mostra artigo de professor visitante do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jeffrey-lesser" alt="Jeffrey Lesser" class="image-inline" title="Jeffrey Lesser" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Jeffrey Lesser pesquisa saúde e história social nas metrópoles</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Considerado uma ameaça à saúde mundial, o Zika vírus pode ser mais um indicador das desigualdades que persistem no Brasil, já que seus impactos são maiores em áreas mais pobres. O tema é discutido no artigo <a href="http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/10714839.2016.1201268">The Social Geography of Zika in Brazil</a> (A geografia social do Zika vírus no Brasil), assinado pelo professor visitante do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser/perfil" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, da Emory University de Atlanta, Estados Unidos. Publicado no número 48 da revista norte-americana <a href="http://www.tandfonline.com/toc/rnac20/48/2">NACLA Report on the Americas</a>, o artigo tem co-autoria de Uriel Kitron, chefe do departamento de ciências ambientais da mesma universidade.</p>
<p>Em ano sabático pela Emory University, Lesser desenvolve no IEA a pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pessoas/projetos-lesser">Metrópoles, Migração e Mosquitos: Uma Historia de Saúde em São Paulo, Brasil</a>. No ano passado, lançou pela Editora Unesp o livro  "<a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539306121,a-invencao-da-brasilidade" target="_blank">A Invenção da Brasilidade</a>".</p>
<p>Abordagens da saúde pública no Brasil, as atitudes da população sobre as formas de conter o mosquito transmissor do Zika, as campanhas governamentais sobre o <i>Aedes aegypti</i> e as condições socioeconômicas das áreas que Lesser visitou para a pesquisa são alguns dos tópicos tratados no artigo. A análise combina métodos interdisciplinares do campo da história, antropologia e epidemiologia, conforme a proposta do projeto financiado em parte pela Emory University e em parte pelo IEA-USP.</p>
<p>Em março de 2016, quando São Paulo ainda sofria os impactos da seca mais crítica de sua história, Lesser visitou o distrito de Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, acompanhado por agentes de saúde encarregados de orientar a população e de dedetizar possíveis focos do mosquito transmissor. Naquele período, grande parte da cidade era abastecida pelos caminhões-pipa. O problema é que a água armazenada pelas famílias em geral acabava se transformando em focos de reprodução da larva do mosquito, já que as condições de acondicionamento do líquido em geral eram muito precárias.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mosquito-aedes-aegypti" alt="Mosquito Aedes Aegypti" class="image-inline" title="Mosquito Aedes Aegypti" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong><i>Aedes aegypti</i> não é o único vetor do Zika vírus, que causa a microcefalia em recém-nascidos</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Lesser, os moradores daquela comunidade, com rendimentos médios mensais de cerca de dois salários mínimos e meio, tinham poucos recursos para reparar as caixas d´água ou comprar equipamentos vedantes para os tanques de armazenamento. Numa região em que a maioria das construções civis fica semi-acabada e o acesso a serviços básicos como coleta de lixo e tratamento de esgoto é irregular ou inexistente, a população termina com um fardo desigual, muitas vezes maior do que pode suportar, mostra o artigo.</p>
<p>A mulher pobre e grávida, moradora de áreas onde há surto da febre causada pelo Zika, também é mais penalizada. Tanto em relação ao homem, quanto em relação à mulher que pode pagar assistência médica particular ou mesmo sair da área de risco enquanto estiver grávida. “Oficiais de saúde recomendam que mulheres em áreas de risco devem evitar a gravidez e evitar intercurso sexual, mas em geral ignoram o papel do homem nessa questão”, afirma o autor.</p>
<p>As campanhas governamentais, mostrando “mosquitos monstros” com presas e cara de mau, podem ser “resquícios” de materiais educacionais usados no século 19, analisa o autor. Esse tipo de imagem tem sido criticada por especialistas, diz Lesser, pois pode levar as pessoas a crerem que todo e qualquer tipo de mosquito pode ser um perigo iminente.</p>
<p>Além disso, a forma de conduzir as campanhas de contenção do mosquito assumem características amplamente paternalistas, como foram no passado. O uso de militares nas operações de saúde pública também traz desconfiança de uma parcela da população que está acostumada a lidar com a força policial especialmente em situações de confronto. Muitas pessoas acabam vendo os agentes de saúde como agentes sociais do estado incumbidos de controlar os indivíduos mais do que priorizar a saúde comunitária, mostra o autor.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-revolta-da-vacina-charge-de-leonidas" alt="A revolta da vacina - charge de Leonidas" class="image-inline" title="A revolta da vacina - charge de Leonidas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>"A revolta da Vacina", charge de Leonidas publicada na revista O Malho, em 1904</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tais abordagens das campanhas governamentais e das “brigadas” contra o mosquito lembram as práticas higienistas do século 19 e início do século 20, que levaram a episódios que culminaram de fato em confrontos, como a Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, no Rio de Janeiro, contra a vacinação obrigatória para varíola.</p>
<p><strong>Fatores cruciais para a transmissão</strong></p>
<p>A concentração de pessoas em áreas precárias, o planejamento de saúde pública feito por gestores sintonizados com políticas do século passado, e a distribuição irregular de água que torna os mais pobres dependentes de armazenamento em cisternas e caixas-d’água são três eixos cruciais do problema da transmissão do Zika evidenciados na pesquisa.</p>
<p>Esses fatores, conclui Lesser, mostram que a geografia da desigualdade no Brasil ainda persiste, tornando o pobre mais suscetível a um problema que não é novo, já que as epidemias causadas por mosquitos remontam ao tempo da descoberta da América.</p>
<p>No mesmo mês da publicação do artigo de Lesser, foi divulgada a descoberta de que o mosquito <i>Culex quinquefasciatus</i>, conhecido como muriçoca ou pernilongo doméstico, também pode transmitir o Zika vírus, causador da microcefalia e de malformações em bebês. A descoberta da bióloga Constância Ayres, da Fiocruz Pernambuco, tem o potencial de proporcionar um salto no conhecimento sobre o vírus e mudar radicalmente a estratégia brasileira de prevenção, uma vez que inexistem estratégias de controle do <i>Culex</i> no Brasil.</p>
<p>Ao contrário do <i>Aedes</i>, o pernilongo é mais ativo à noite, o que implicaria em campanhas de conscientização sobre o uso de repelentes e roupas compridas também nesse horário, especialmente por gestantes. Além disso, o pernilongo prefere colocar seus ovos em locais extremamente poluídos como esgotos, fossas e canaletas. Assim, as medidas de saneamento básico podem ser ainda mais urgentes para evitar a expansão de casos de Zika e microcefalia em bairros mais precários.</p>
<p>Ocupante da cátedra de Estudos Brasileiros na Emory, Lesser é autor de diversos livros lançados no Brasil, incluindo três premiados internacionalmente: "Uma Diáspora Descontente: Os Nipo-Brasileiros e os Significados da Militância Étnica, 1960-1980” (Paz e Terra, 2008), "<a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/8571393362,negociacao-da-identidade-nacional-a" target="_blank">A Negociação da Identidade Nacional: Imigrantes, Minorias e a Luta pela Etnicidade no Brasil</a>", (Editora Unesp, 2001) e "O Brasil e a Questão Judaica: Imigração, Diplomacia e Preconceito" (Imago Editora, 1995).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-27T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
