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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 35.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/sao-paulo-school-of-advanced-science-on-ocean-interdisciplinary-research-and-governance-13-a-22-de-agosto-de-2018">
    <title>São Paulo School of Advanced Science on Ocean Interdisciplinary Research and Governance - 13 a 22 de agosto de 2018</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Oceano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/sao-paulo-school-of-advanced-science-on-ocean">
    <title>São Paulo School of Advanced Science on Ocean Interdisciplinary  Research and Governance</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/sao-paulo-school-of-advanced-science-on-ocean</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Dada a complexidade dos desafios ambientais atuais, como a mudança climática e a conservação e governança da biodiversidade, a abordagem interdisciplinar da ciência ganhou maior conscientização e uso na comunidade científica global. </span></p>
<p><span></span><span>Paralelamente, a sustentabilidade dos oceanos é um tema preocupante e muitas vezes abordado em fóruns internacionais. Essas discussões enfatizam a necessidade de promover a governança dos oceanos, juntamente com uma maior compreensão dos processos oceanográficos. </span></p>
<p><span>A ciência oceânica, no entanto, ainda é fragmentada e muitos cientistas carecem de treinamento para entender e aplicar abordagens interdisciplinares e integradas em suas pesquisas para apoiar a tomada de decisões. </span></p>
<p><span>Essa falta de treinamento criou uma forte demanda para a promoção da interdisciplinaridade na pesquisa sobre os oceanos e uma colaboração mais efetiva entre as ciências naturais e sociais, o conhecimento local e as políticas públicas.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Oceano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-15T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/russell-mittermeier-faz-conferencia-sobre-a-conservacao-da-biodiversidade-no-brasil-1">
    <title>Russell Mittermeier faz conferência sobre a conservação da biodiversidade no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/russell-mittermeier-faz-conferencia-sobre-a-conservacao-da-biodiversidade-no-brasil-1</link>
    <description>O primatologista norte-americano Russell Mittermeier, presidente da organização ambientalista Conservation International (CI) faz a conferência "Conservação da Biodiversidade no Brasil: Histórico, Papel no Presente e Visão de Futuro" no dia 6 de outubro, quinta-feira, às 16h, na Sala de Eventos do IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">De acordo com o  primatologista norte-americano Russell Mittermeier,  presidente da organização  ambientalista Conservation International  (CI), o Brasil é responsável por 70%  das áreas do planeta que passaram a  ser protegidas nos últimos oito anos. Acrescenta  que esse e outros  recordes e inovações feitos pelo país têm sido possíveis  graças a uma  "forte e já longa tradição conservacionista construída por alguns   visionários e que, rapidamente, ganhou corações e mentes do povo  brasileiro".</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mittermeier.jpg/image" alt="mittermeier.jpg" title="mittermeier.jpg" height="144" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">Russell Mittermeier</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">A partir do  caso dos primatas e da primatologia  brasileiros, Mittermeier apresentará parte  dessa história na  conferência "Conservação da Biodiversidade no Brasil:  Histórico, Papel  no Presente e Visão de Futuro" no dia 6 de outubro,  quinta-feira, às  16h, na Sala de Eventos do IEA.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em paralelo a  esse histórico, ele fará uma reflexão sobre o momento  atual do Brasil no  cenário</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2011/conservacao-da-biodiversidade-no-brasil-historico-papel-no-presente-e-visao-do-futuro-1" class="external-link">Vídeo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2011/conserva" class="external-link">Fotos</a> do evento.</li>
</ul>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; ">mundial em relação a temas ambientais, a  atuação do país quanto às convenções  internacionais e o papel de  liderança a ser cumprido, especialmente a partir da  Rio+20.  Também  defenderá a tese da  vocação do Brasil para ser a primeira superpotência  verde do planeta, tendo  como referência o exame do potencial papel do  Estado de São Paulo no  cumprimento dessa vocação.</p>
<p style="text-align: justify; ">Doutor em antropologia biológica pela  Universidade Harvard, EUA,  Mittermeier tornou-se primatologista e  herpetologista. É presidente da  CI desde 1989 e autor de mais de 400 artigos  científicos e de  divulgação científica, além de 15 livros. Viajou por mais de  cem países  e conduziu pesquisas de campo em mais de 20 deles. Muito dessas   pesquisas foram realizadas Suriname, Madagáscar e no Brasil (Amazônia e  Mata  Atlântica).</p>
<p style="text-align: justify; ">Em paralelo ao trabalho de presidente da CI,  Mittermeier atua em  funções de destaque em outras instituições: dirige o  Grupo de Especialistas em  Primatas da Comissão de Sobrevivência de  Espécies da União Internacional para a  Conservação da Natureza (IUCS); é  professor adjunto da Universidade de Nova  York há 20 anos; presidente  da Fundação de Biodiversidade Margo Marsh desde  1996; atua como  especialista em grandes macacos no Programa Ambiental das  Nações  Unidas; e em 2004 foi eleito conselheiro regional para a América do   Norte e Caribe da IUCS.</p>
<p style="text-align: justify; ">O evento é organizado  pelo Grupo de Pesquisa Amazônia em  Transformação: História e Perspectivas. O  coordenador da atividade será  o José Pedro de Oliveira Costa, integrante do grupo de  pesquisa do IEA  e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da  USP.</p>
<p style="text-align: justify; "><span style="text-align: -webkit-center; "><b>METAS DE NAGOYA</b></span></p>
<p style="text-align: justify; "><span style="text-align: left; ">Além de proferir conferência no IEA, Mittermeier participa, também no dia 6 de outubro, da mesa-redonda "Biodiversidade e Metas de Nagoya", no "2º Fórum de Cooperação Internacional — São Paulo: Protagonismo em Biodiversidade", que se realiza a partir das 9h no Palácio dos Bandeirantes, Av. Morumbi, 4.500, São Paulo. </span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">FOTO: Conservation International</span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><b><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2011/conservacao-da-biodiversidade-no-brasil-historico-papel-no-presente-e-visao-do-futuro-1" class="external-link"></a></b></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-09-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-112-amazonia-e-antropoceno">
    <title>Revista "Estudos Avançados" apresenta a contraposição dos povos da Amazônia ao Antropoceno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-112-amazonia-e-antropoceno</link>
    <description>Edição 112 da revista Estudos Avançados, lançada este mês, traz o dossiê "A Amazônia contra o Antropoceno", com 10 artigos. Outras seções tratam de mudanças climáticas, do filósofo Hans Jonas e de temas relacionados à cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-112" alt="Capa da revista Estudos Avançados 112" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 112" /></p>
<p>Os estudos e ensaios do dossiê "<a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">A Amazônia contra o Antropoceno</a>" da edição 112 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês, "evidenciam a complexidade das relações entre natureza e cultura e destacam as vozes daqueles frequentemente silenciados em narrativas coloniais e oficiais", segundo o editor da publicação, o sociólogo Sérgio Adorno, conselheiro do IEA. Os artigos estão disponíveis para download gratuito na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">SciELO</a>.</p>
<p>"Cenários recorrentes de espoliação territorial dos povos indígenas, quilombolas, dos povos e comunidades tradicionais têm estimulado a busca de uma identidade política comum e a implementação de ações voltadas para a conservação ambiental e para a defesa dos direitos coletivos do território, o que leva à formulação de uma arqueologia de resistência no Antropoceno", afirma.</p>
<p><strong>Coexistência</strong></p>
<p>Com dez trabalhos de autoria de pesquisadores de universidades e instituto brasileiros e estrangeiros, a maioria de instituições do Pará e do Amazonas, o dossiê inicia com o artigo “Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno”, de um antropólogo e três arqueólogos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que propõem uma discussão crítica sobre algumas definições do Antropoceno. De acordo com eles, as marcas indígenas na floresta amazônica são resultado de formas de coexistências entre os humanos e a paisagem que contrastam com as novas marcas do Antropoceno.</p>
<p>“Se as aldeias, terreiros, caminhos, roças e demais lugares promovidos pelos povos amazônicos projetam conexões entre espécies, coletivos humanos, formas políticas, línguas, tecnologias e cosmovisões em fluxos de interação constante, as iniciativas ocidentais desenvolvem desconexões entre pessoas, territórios, culturas, e interrompem múltiplos fluxos interespécies.”</p>
<p>No entanto, eles destacam que os critérios de identificação do Antropoceno estão sendo construídos a partir de parâmetros excepcionalistas e universalistas, ao passo que “a ‘terra-floresta’ não emerge como um lugar passivo” onde incidem os impactos da nova época geológica. “Fazendo valer a sua diferença nos modos de habitar a terra, humanos e mais-que-humanos na Amazônia enfrentam o Antropoceno.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões da edição</i></h3>
<p><i>A versão online (gratuita) da edição 112 da revista Estudos Avançados está na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará à venda em breve por R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tese é reforçada no texto seguinte, “Arqueologia dos povos da floresta”, de outros dois pesquisadores da Ufopa. Para eles, o Antropoceno, entendido a partir do mercantilismo e colonialismo ou da emergência do Capitalismo industrial, tem sido possibilitado pela “espoliação de territórios tradicionalmente ocupados, transformados em locais de extração de matérias-primas e força de trabalho. Portanto, as resistências contracoloniais dos povos da floresta, através da defesa de seus territórios e modos de vida, são exemplos de uma ‘Amazônia contra o Antropoceno’”.</p>
<p>Os autores afirmam que a arqueologia, ao trazer entendimento histórico a partir dos vestígios materiais, “apresenta-se como uma poderosa ferramenta para contar a história desses povos, a qual “sempre foi escrita a partir de documentos produzidos por pessoas externas”. No artigo, procuram demonstrar que a Amazônia é uma teia de interações socioecológicas, como resultado da domesticação de paisagens e de populações de espécies.</p>
<p><strong>Paisagens</strong></p>
<p>A domesticação das paisagens é justamente o tema de artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Instituto Juruá e Unicamp. Eles comentam que na imaginação popular a Amazônia é um bioma natural, o que “nega a existência e agência dos povos indígenas, que chegaram há pelo menos 13 mil anos”. Esse mito da virgindade da floresta acaba tendo reflexos em políticas públicas de conservação e desenvolvimento regional, observam.</p>
<p>Os pesquisadores explicam que os povos indígenas combinam horticultura e domesticação de paisagens, bem como sedentarismo e mobilidade. Segundo eles, é amplamente aceita a hipótese de que as paisagens mais intensamente domesticadas são mais comuns onde as populações indígenas foram maiores, ao longo dos rios, por exemplo.</p>
<p>Quanto ao debate sobre a domesticação nas áreas entre rios, afirmam que a objeção a que isso tenha acontecido deve-se à falta de evidências nessas regiões, pelo fato de os estudos serem feitos sobretudo em áreas próximas a grandes rios devido à facilidade de acesso, além da suposição que povos com alta mobilidade não domesticaram paisagens intensamente, tese que eles demonstram no artigo ser um erro.</p>
<p><strong>Produção alimentar</strong></p>
<p>O dossiê também trata de aspectos específicos das culturas indígenas, como as técnicas de produção alimentar. O tema é abordado em texto de antropólogos da Ufam e da UFSC. Construída ao longo do tempo e conectada às formulações cosmológicas, a riqueza de técnicas de preparo e consumo de alimentos “foi e é empregada nas transformações de plantas de modo amplo, cultivadas ou não, domesticadas ou silvestres, da agricultura ou da coleta, nativas ou exóticas, da roça, da floresta ou da capoeira”, dizem.</p>
<p>O estudo trata de três espécies vegetais (açaí, batata mairá e umari), observando os modos de obtenção de ingredientes fundamentais (a goma e a massa) ou a alteração do estado da matéria vegetal (defumação, fermentação). Compreendidos “como uma cosmotécnica, os modos de transformar os vegetais são um exemplo cabal de práticas antiantropocênicas, uma vez que sua orientação se assenta numa episteme indígena equiestatutária entre as espécies e outros sujeitos habitantes da Terra”.</p>
<p>Uma autonomia contracolonial ante o capitaloceno. Assim dois pesquisadores, um da UnB e outro da Universidade de Lancaster, Reino Unidade, definem em seu artigo o movimento indígena no Baixo Tapajós. Essa autonomia contracolonial manifesta-se, segundo eles, no cultivo da mandioca, cosmovisão e auto-organização política. O foco do artigo está no povo tupinambá. Para tratar do problema dos conflitos entre indígenas e não-indígenas, os pesquisadores propõem quatro possibilidades: uma nova abordagem universal para o reconhecimento; a ideia de universalidade insurgente; a ideia de terras tradicionalmente ocupadas; e territórios de uso comum.</p>
<p>Arqueólogos da USP, da Ufopa, Instituto Max Planck (Alemanha) e Universidade de Exeter (Reino Unido) apresentam resultados de pesquisa a partir de dados de quatro regiões da Amazônia: 1) os geoglifos do Acre; 2) os campos elevados da Guiana Francesa; 3) as terras pretas do Baixo Rio Tapajós; e 4) os sítios zanja (conjuntos de valas)<i> </i>de Iténez, Bolívia. O trabalho procurou responder a várias questões pendentes sobre a natureza do Antropoceno, entre as quais o papel do desmatamento nas práticas indígenas no passado, em que medida as terras pretas foram produzidas para cultivo e em que medida a floresta amazônica teria se recuperado depois do colapso demográfico.</p>
<p>Segundo os autores, o período iniciado há 4,5 mil anos “marcou uma das transformações ambientais de maior escala, com um aumento abrupto a partir de 2 mil anos atrás. Para eles, considerar esse segundo período como o início de um Antropoceno amazônico “é um tópico aberto ao debate”. Entretanto, afirmam que os dados paleoecológicos sugerem que tais transformações, em vez de causar rupturas negativas com os ecossistemas já existentes, conseguiram manter serviços ecossistêmicos vitais através da manutenção da cobertura vegetal, com a construção de novas relações entre as pessoas e os outros seres da floresta. Todavia, eles ressalvam que em várias regiões da Amazônia, os impactos antrópicos mais intensos e destrutivos aconteceram após a invasão europeia, especialmente durante o século 20.</p>
<p><strong>Aspectos cosmológicos</strong></p>
<p>Dois cientistas sociais da Ufes são os autores de trabalho sobre questões relativas ao Antropoceno a partir das epistemologias e ontologias indígenas, que “desordenam”, segundo eles, “os entendimentos não indígenas sobre humanidade, natureza, sobrenatureza e, consequentemente, sobre vida, morte e extinção”.</p>
<p>O artigo concentra-se, a partir de uma perspectiva etnográfica, nos modos indígenas de pensar, habitar e transformar suas T/terras-florestas (notação referente à relação entre o consumo de recursos naturais e a capacidade de regeneração ambiental) por meio das relações com os seres outros que humanos, vivos e não vivos, reguladas por uma série de precauções. A hipótese dos pesquisadores é que o parentesco multiespecífico permite compreender tanto a criação e a sustentabilidade da fertilidade/ vitalidade da T/terra-floresta<i> </i>e de suas redes coexistenciais, quanto sua depredação/extinção em termos de ruptura das relações entre os seres por meio do afastamento e do abandono, configurando o que chamam de cosmopolíticas do cuidado.</p>
<p>Artigo de pós-graduando em antropologia da Ufam integrante do povo tuyuka apresenta a visão do território amazônico como tõkowiseri: “uma casa cerimonial que faz borbulhar a vida”. Essa visão, informa, provém das compreensões milenares das cosmovivências dos “especialistas (kumua, baya e yaiwa) que cuidam dos patamares cósmicos e todos os seus habitantes”.</p>
<p>Esses “especialistas” do noroeste amazônico, ante qualquer ação que vá afetar os habitantes de outra casa (floresta, água, ar etc.), pedem permissão através da realização de cerimônias rituais no intuito de obter frutas, peixes, caça e oferecer proteção, tranquilidade, compreensão e convites para a festa cerimonial, explica o autor.</p>
<p>Outro pesquisador indígena, da etnia waiwai, participa do dossiê com artigo sobre momentos que transformaram de forma significativa a trajetória de seu povo no Território Wayamu, entre os quais o contato com missionários. O autor também aborda sua descoberta da arqueologia e como isso possibilitou o reencontro com uma parte importante da história dos waiwai. Esse contato com a história o fez pensar na “necessidade de falar de uma arqueologia indígena e mudar um pouco do que vem sendo falado do passado da Amazônia”.</p>
<p>O dossiê é completado por uma resenha do livro “Sob os Tempos do Equinócio: Oito Mil Anos de História na Amazônia Central” (2022), do arqueólogo Eduardo Goés Neves, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>A edição traz ainda outros três conjuntos de artigos. O primeiro deles, “Mudanças Climáticas”, inclui análises sobre o desastre climático no Rio Grande do Sul este ano, a influência do desmatamento nos refúgios climáticos na Amazônia, os impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia amazônica e os efeitos das mudanças do clima na agropecuária.</p>
<p>Dois artigos compõem seção dedicada à obra do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993), um dos discípulos de Martin Heidegger (1889-1976), mas um crítico contundente da adesão deste ao nazismo.  Um dos textos trata da crítica de Jonas ao dualismo que levou à separação entre o ser humano e a natureza e como isso está na base da “onda de inovações no sistema agroalimentar atual, cuja fronteira tecnológica busca justamente emancipar a alimentação humana de sua dependência com relação ao solo, ao clima e aos animais”. O outro artigo discute a atualidade do pensamento de Jonas a partir dos três eixos que caracterizam suas preocupações filosóficas: a gnose, a vida e a relação entre tecnologia e ética.</p>
<p>O conjunto final de textos da edição traz três artigos complementares ao dossiê “Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios”, publicado no <a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">número anterior</a> de Estudos Avançados. São artigos sobre o desempenho dos alunos do ensino fundamental da cidade e a gestão de políticas educacionais, os desafios para as políticas públicas de cultura paulistanas e uma discussão sobre o possível perfil de um eleitor ideal, que investigue as candidaturas de forma multifacetada e não apenas por um critério único.</p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário</strong></h3>
<p><strong>Amazônia contra o Antropoceno</strong></p>
<ul>
<li>Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno - <i>Miguel Aparicio, Claide de Paula Moraes, Anne Rapp Py-Daniel e Eduardo Goes Neves</i></li>
<li>Arqueologia dos povos da floresta - <i>Vinicius Honorato e Bruna Rocha</i></li>
<li>Domesticação das paisagens amazônicas - <i>Charles Clement, Maria Julia Ferreira, Mariana Franco Cassino e Juliano Franco de Moraes</i></li>
<li>Culinária da floresta – técnicas indígenas na produção alimentar amazônica - <i>Gilton Mendes dos Santos e Lorena Franca</i></li>
<li>Tõkowiseri: cosmovivências kumuánicas, bayaroánicas e yaiwánicas - <i>Justino Sarmento Rezende</i></li>
<li>Autonomias contracoloniais frente ao Capitaloceno na Amazônia: o movimento indígena no Baixo Tapajós - <i>Raquel Tupinamba e James Fraser</i></li>
<li>Uma história de como os waiwai da Amazônia vêm construindo e agora contando suas arqueologias - <i>Jaime Xamen Wai Wai</i></li>
<li>O que os dados paleoecológicos nos dizem sobre o Antropoceno na Amazônia? - <i>Jennifer Watling, Yoshi Maezumi, Myrtle Shock e Jose Iriarte</i></li>
<li>Parentesco com a terra e as cosmopolíticas indígenas do cuidado - <i>Ana Gabriela Morim de Lima e Nicole Soares-Pinto</i></li>
<li>Arqueologia para viver o futuro (resenha) - <i>Marcia Bezerra</i></li>
</ul>
<p><strong>Mudancas climaticas</strong></p>
<ul>
<li>O maior desastre climático do Brasil: chuvas e inundações no estado do Rio Grande do Sul em abril-maio 2024 - <i>Jose Marengo et al.</i></li>
<li>Desmatamento restringe refúgios climáticos na Amazônia - <i>Calil Torres-Amaral, Luciano Jorge Serejo dos Anjo, Everaldo Barreiros de Souza e Ima Celia Guimaraes Vieira</i></li>
<li>Impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia da Amazônia - <i>Diego Oliveira Brandao, Julia Arieira e Carlos Nobre</i></li>
<li>Mudanças do clima e agropecuária: impactos, mitigação e adaptação. Desafios e oportunidades - <i>Eduardo Delgado Assad e Maria Leonor Ribeiro Casimiro Lopes Assad</i></li>
</ul>
<p><strong>Hans Jonas</strong></p>
<ul>
<li>O sistema agroalimentar à luz da biologia filosófica de Hans Jonas - <i>Ricardo Abramovay</i></li>
<li>Hans Jonas, um filósofo do nosso tempo - <i>Jelson Oliveira</i></li>
</ul>
<p><strong>Eleições municipais em São Paulo: problemas e desafios II</strong></p>
<ul>
<li>A questão da educação básica no município de São Paulo - <i>Bernardete Gatti</i></li>
<li>Desafios contemporâneos para as políticas - públicas de cultura na cidade de São Paulo - <i>Lia Calabre e Ana Paula do Val</i></li>
<li>Como ser um eleitor exigente e um candidato ideal - <i>Marcos Buckeridge e Arlindo Philippi Junior</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-11-29T15:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-112-amazonia-e-antropoceno">
    <title>Revista "Estudos Avançados" apresenta a contraposição dos povos da Amazônia ao Antropoceno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-112-amazonia-e-antropoceno</link>
    <description>Edição 112 da revista Estudos Avançados, lançada este mês, traz o dossiê "A Amazônia contra o Antropoceno", com 10 artigos. Outras seções tratam de mudanças climáticas, do filósofo Hans Jonas e de temas relacionados à cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-112" alt="Capa da revista Estudos Avançados 112" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 112" /></p>
<p>Os estudos e ensaios do dossiê "<a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">A Amazônia contra o Antropoceno</a>" da edição 112 da revista "Estudos Avançados", lançada este mês, "evidenciam a complexidade das relações entre natureza e cultura e destacam as vozes daqueles frequentemente silenciados em narrativas coloniais e oficiais", segundo o editor da publicação, o sociólogo Sérgio Adorno, conselheiro do IEA. Os artigos estão disponíveis para download gratuito na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/">SciELO</a>.</p>
<p>"Cenários recorrentes de espoliação territorial dos povos indígenas, quilombolas, dos povos e comunidades tradicionais têm estimulado a busca de uma identidade política comum e a implementação de ações voltadas para a conservação ambiental e para a defesa dos direitos coletivos do território, o que leva à formulação de uma arqueologia de resistência no Antropoceno", afirma.</p>
<p><strong>Coexistência</strong></p>
<p>Com dez trabalhos de autoria de pesquisadores de universidades e instituto brasileiros e estrangeiros, a maioria de instituições do Pará e do Amazonas, o dossiê inicia com o artigo “Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno”, de um antropólogo e três arqueólogos da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que propõem uma discussão crítica sobre algumas definições do Antropoceno. De acordo com eles, as marcas indígenas na floresta amazônica são resultado de formas de coexistências entre os humanos e a paisagem que contrastam com as novas marcas do Antropoceno.</p>
<p>“Se as aldeias, terreiros, caminhos, roças e demais lugares promovidos pelos povos amazônicos projetam conexões entre espécies, coletivos humanos, formas políticas, línguas, tecnologias e cosmovisões em fluxos de interação constante, as iniciativas ocidentais desenvolvem desconexões entre pessoas, territórios, culturas, e interrompem múltiplos fluxos interespécies.”</p>
<p>No entanto, eles destacam que os critérios de identificação do Antropoceno estão sendo construídos a partir de parâmetros excepcionalistas e universalistas, ao passo que “a ‘terra-floresta’ não emerge como um lugar passivo” onde incidem os impactos da nova época geológica. “Fazendo valer a sua diferença nos modos de habitar a terra, humanos e mais-que-humanos na Amazônia enfrentam o Antropoceno.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões da edição</i></h3>
<p><i>A versão online (gratuita) da edição 112 da revista Estudos Avançados está na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n112/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará à venda em breve por R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A tese é reforçada no texto seguinte, “Arqueologia dos povos da floresta”, de outros dois pesquisadores da Ufopa. Para eles, o Antropoceno, entendido a partir do mercantilismo e colonialismo ou da emergência do Capitalismo industrial, tem sido possibilitado pela “espoliação de territórios tradicionalmente ocupados, transformados em locais de extração de matérias-primas e força de trabalho. Portanto, as resistências contracoloniais dos povos da floresta, através da defesa de seus territórios e modos de vida, são exemplos de uma ‘Amazônia contra o Antropoceno’”.</p>
<p>Os autores afirmam que a arqueologia, ao trazer entendimento histórico a partir dos vestígios materiais, “apresenta-se como uma poderosa ferramenta para contar a história desses povos, a qual “sempre foi escrita a partir de documentos produzidos por pessoas externas”. No artigo, procuram demonstrar que a Amazônia é uma teia de interações socioecológicas, como resultado da domesticação de paisagens e de populações de espécies.</p>
<p><strong>Paisagens</strong></p>
<p>A domesticação das paisagens é justamente o tema de artigo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Instituto Juruá e Unicamp. Eles comentam que na imaginação popular a Amazônia é um bioma natural, o que “nega a existência e agência dos povos indígenas, que chegaram há pelo menos 13 mil anos”. Esse mito da virgindade da floresta acaba tendo reflexos em políticas públicas de conservação e desenvolvimento regional, observam.</p>
<p>Os pesquisadores explicam que os povos indígenas combinam horticultura e domesticação de paisagens, bem como sedentarismo e mobilidade. Segundo eles, é amplamente aceita a hipótese de que as paisagens mais intensamente domesticadas são mais comuns onde as populações indígenas foram maiores, ao longo dos rios, por exemplo.</p>
<p>Quanto ao debate sobre a domesticação nas áreas entre rios, afirmam que a objeção a que isso tenha acontecido deve-se à falta de evidências nessas regiões, pelo fato de os estudos serem feitos sobretudo em áreas próximas a grandes rios devido à facilidade de acesso, além da suposição que povos com alta mobilidade não domesticaram paisagens intensamente, tese que eles demonstram no artigo ser um erro.</p>
<p><strong>Produção alimentar</strong></p>
<p>O dossiê também trata de aspectos específicos das culturas indígenas, como as técnicas de produção alimentar. O tema é abordado em texto de antropólogos da Ufam e da UFSC. Construída ao longo do tempo e conectada às formulações cosmológicas, a riqueza de técnicas de preparo e consumo de alimentos “foi e é empregada nas transformações de plantas de modo amplo, cultivadas ou não, domesticadas ou silvestres, da agricultura ou da coleta, nativas ou exóticas, da roça, da floresta ou da capoeira”, dizem.</p>
<p>O estudo trata de três espécies vegetais (açaí, batata mairá e umari), observando os modos de obtenção de ingredientes fundamentais (a goma e a massa) ou a alteração do estado da matéria vegetal (defumação, fermentação). Compreendidos “como uma cosmotécnica, os modos de transformar os vegetais são um exemplo cabal de práticas antiantropocênicas, uma vez que sua orientação se assenta numa episteme indígena equiestatutária entre as espécies e outros sujeitos habitantes da Terra”.</p>
<p>Uma autonomia contracolonial ante o capitaloceno. Assim dois pesquisadores, um da UnB e outro da Universidade de Lancaster, Reino Unidade, definem em seu artigo o movimento indígena no Baixo Tapajós. Essa autonomia contracolonial manifesta-se, segundo eles, no cultivo da mandioca, cosmovisão e auto-organização política. O foco do artigo está no povo tupinambá. Para tratar do problema dos conflitos entre indígenas e não-indígenas, os pesquisadores propõem quatro possibilidades: uma nova abordagem universal para o reconhecimento; a ideia de universalidade insurgente; a ideia de terras tradicionalmente ocupadas; e territórios de uso comum.</p>
<p>Arqueólogos da USP, da Ufopa, Instituto Max Planck (Alemanha) e Universidade de Exeter (Reino Unido) apresentam resultados de pesquisa a partir de dados de quatro regiões da Amazônia: 1) os geoglifos do Acre; 2) os campos elevados da Guiana Francesa; 3) as terras pretas do Baixo Rio Tapajós; e 4) os sítios zanja (conjuntos de valas)<i> </i>de Iténez, Bolívia. O trabalho procurou responder a várias questões pendentes sobre a natureza do Antropoceno, entre as quais o papel do desmatamento nas práticas indígenas no passado, em que medida as terras pretas foram produzidas para cultivo e em que medida a floresta amazônica teria se recuperado depois do colapso demográfico.</p>
<p>Segundo os autores, o período iniciado há 4,5 mil anos “marcou uma das transformações ambientais de maior escala, com um aumento abrupto a partir de 2 mil anos atrás. Para eles, considerar esse segundo período como o início de um Antropoceno amazônico “é um tópico aberto ao debate”. Entretanto, afirmam que os dados paleoecológicos sugerem que tais transformações, em vez de causar rupturas negativas com os ecossistemas já existentes, conseguiram manter serviços ecossistêmicos vitais através da manutenção da cobertura vegetal, com a construção de novas relações entre as pessoas e os outros seres da floresta. Todavia, eles ressalvam que em várias regiões da Amazônia, os impactos antrópicos mais intensos e destrutivos aconteceram após a invasão europeia, especialmente durante o século 20.</p>
<p><strong>Aspectos cosmológicos</strong></p>
<p>Dois cientistas sociais da Ufes são os autores de trabalho sobre questões relativas ao Antropoceno a partir das epistemologias e ontologias indígenas, que “desordenam”, segundo eles, “os entendimentos não indígenas sobre humanidade, natureza, sobrenatureza e, consequentemente, sobre vida, morte e extinção”.</p>
<p>O artigo concentra-se, a partir de uma perspectiva etnográfica, nos modos indígenas de pensar, habitar e transformar suas T/terras-florestas (notação referente à relação entre o consumo de recursos naturais e a capacidade de regeneração ambiental) por meio das relações com os seres outros que humanos, vivos e não vivos, reguladas por uma série de precauções. A hipótese dos pesquisadores é que o parentesco multiespecífico permite compreender tanto a criação e a sustentabilidade da fertilidade/ vitalidade da T/terra-floresta<i> </i>e de suas redes coexistenciais, quanto sua depredação/extinção em termos de ruptura das relações entre os seres por meio do afastamento e do abandono, configurando o que chamam de cosmopolíticas do cuidado.</p>
<p>Artigo de pós-graduando em antropologia da Ufam integrante do povo tuyuka apresenta a visão do território amazônico como tõkowiseri: “uma casa cerimonial que faz borbulhar a vida”. Essa visão, informa, provém das compreensões milenares das cosmovivências dos “especialistas (kumua, baya e yaiwa) que cuidam dos patamares cósmicos e todos os seus habitantes”.</p>
<p>Esses “especialistas” do noroeste amazônico, ante qualquer ação que vá afetar os habitantes de outra casa (floresta, água, ar etc.), pedem permissão através da realização de cerimônias rituais no intuito de obter frutas, peixes, caça e oferecer proteção, tranquilidade, compreensão e convites para a festa cerimonial, explica o autor.</p>
<p>Outro pesquisador indígena, da etnia waiwai, participa do dossiê com artigo sobre momentos que transformaram de forma significativa a trajetória de seu povo no Território Wayamu, entre os quais o contato com missionários. O autor também aborda sua descoberta da arqueologia e como isso possibilitou o reencontro com uma parte importante da história dos waiwai. Esse contato com a história o fez pensar na “necessidade de falar de uma arqueologia indígena e mudar um pouco do que vem sendo falado do passado da Amazônia”.</p>
<p>O dossiê é completado por uma resenha do livro “Sob os Tempos do Equinócio: Oito Mil Anos de História na Amazônia Central” (2022), do arqueólogo Eduardo Goés Neves, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>A edição traz ainda outros três conjuntos de artigos. O primeiro deles, “Mudanças Climáticas”, inclui análises sobre o desastre climático no Rio Grande do Sul este ano, a influência do desmatamento nos refúgios climáticos na Amazônia, os impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia amazônica e os efeitos das mudanças do clima na agropecuária.</p>
<p>Dois artigos compõem seção dedicada à obra do filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993), um dos discípulos de Martin Heidegger (1889-1976), mas um crítico contundente da adesão deste ao nazismo.  Um dos textos trata da crítica de Jonas ao dualismo que levou à separação entre o ser humano e a natureza e como isso está na base da “onda de inovações no sistema agroalimentar atual, cuja fronteira tecnológica busca justamente emancipar a alimentação humana de sua dependência com relação ao solo, ao clima e aos animais”. O outro artigo discute a atualidade do pensamento de Jonas a partir dos três eixos que caracterizam suas preocupações filosóficas: a gnose, a vida e a relação entre tecnologia e ética.</p>
<p>O conjunto final de textos da edição traz três artigos complementares ao dossiê “Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios”, publicado no <a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">número anterior</a> de Estudos Avançados. São artigos sobre o desempenho dos alunos do ensino fundamental da cidade e a gestão de políticas educacionais, os desafios para as políticas públicas de cultura paulistanas e uma discussão sobre o possível perfil de um eleitor ideal, que investigue as candidaturas de forma multifacetada e não apenas por um critério único.</p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário</strong></h3>
<p><strong>Amazônia contra o Antropoceno</strong></p>
<ul>
<li>Amazônia em simbiose: marcas de humanidades que enfrentam o Antropoceno - <i>Miguel Aparicio, Claide de Paula Moraes, Anne Rapp Py-Daniel e Eduardo Goes Neves</i></li>
<li>Arqueologia dos povos da floresta - <i>Vinicius Honorato e Bruna Rocha</i></li>
<li>Domesticação das paisagens amazônicas - <i>Charles Clement, Maria Julia Ferreira, Mariana Franco Cassino e Juliano Franco de Moraes</i></li>
<li>Culinária da floresta – técnicas indígenas na produção alimentar amazônica - <i>Gilton Mendes dos Santos e Lorena Franca</i></li>
<li>Tõkowiseri: cosmovivências kumuánicas, bayaroánicas e yaiwánicas - <i>Justino Sarmento Rezende</i></li>
<li>Autonomias contracoloniais frente ao Capitaloceno na Amazônia: o movimento indígena no Baixo Tapajós - <i>Raquel Tupinamba e James Fraser</i></li>
<li>Uma história de como os waiwai da Amazônia vêm construindo e agora contando suas arqueologias - <i>Jaime Xamen Wai Wai</i></li>
<li>O que os dados paleoecológicos nos dizem sobre o Antropoceno na Amazônia? - <i>Jennifer Watling, Yoshi Maezumi, Myrtle Shock e Jose Iriarte</i></li>
<li>Parentesco com a terra e as cosmopolíticas indígenas do cuidado - <i>Ana Gabriela Morim de Lima e Nicole Soares-Pinto</i></li>
<li>Arqueologia para viver o futuro (resenha) - <i>Marcia Bezerra</i></li>
</ul>
<p><strong>Mudancas climaticas</strong></p>
<ul>
<li>O maior desastre climático do Brasil: chuvas e inundações no estado do Rio Grande do Sul em abril-maio 2024 - <i>Jose Marengo et al.</i></li>
<li>Desmatamento restringe refúgios climáticos na Amazônia - <i>Calil Torres-Amaral, Luciano Jorge Serejo dos Anjo, Everaldo Barreiros de Souza e Ima Celia Guimaraes Vieira</i></li>
<li>Impactos das mudanças climáticas na sociobioeconomia da Amazônia - <i>Diego Oliveira Brandao, Julia Arieira e Carlos Nobre</i></li>
<li>Mudanças do clima e agropecuária: impactos, mitigação e adaptação. Desafios e oportunidades - <i>Eduardo Delgado Assad e Maria Leonor Ribeiro Casimiro Lopes Assad</i></li>
</ul>
<p><strong>Hans Jonas</strong></p>
<ul>
<li>O sistema agroalimentar à luz da biologia filosófica de Hans Jonas - <i>Ricardo Abramovay</i></li>
<li>Hans Jonas, um filósofo do nosso tempo - <i>Jelson Oliveira</i></li>
</ul>
<p><strong>Eleições municipais em São Paulo: problemas e desafios II</strong></p>
<ul>
<li>A questão da educação básica no município de São Paulo - <i>Bernardete Gatti</i></li>
<li>Desafios contemporâneos para as políticas - públicas de cultura na cidade de São Paulo - <i>Lia Calabre e Ana Paula do Val</i></li>
<li>Como ser um eleitor exigente e um candidato ideal - <i>Marcos Buckeridge e Arlindo Philippi Junior</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2024-11-29T15:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/en/imagens/quebradeira-de-babacu">
    <title>Quebradeira de babaçu</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/en/imagens/quebradeira-de-babacu</link>
    <description>Imagem de mulher de uma população tradicional quebrando coco. </description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights>Leonardo Milano, fotógrafo da ICMBio.</dc:rights>
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-09-26T16:43:49Z</dc:date>
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    <title>Quebradeira de babaçu</title>
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    <description>Imagem de mulher de uma população tradicional quebrando coco. </description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
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    <dc:rights>Leonardo Milano, fotógrafo da ICMBio.</dc:rights>
    
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      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
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    <title>Qual a Conexão entre História Oral, Crise Ambiental e Criação Artística? - 20/05/2024</title>
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    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
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    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/crise-ambiental-criacao-artistica">
    <title>Qual a Conexão entre História Oral, Crise Ambiental e Criação Artística?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/crise-ambiental-criacao-artistica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Para  responder efetivamente à crise ambiental global, é necessário mais do  que soluções técnicas e políticas. Precisamos de novos modos de nos  relacionar com o mundo, que nos libertem de padrões de pensamento  habituais e formas de vida que dependem da destruição ambiental e  social. Nesse sentido, estudiosos e artistas de todo o mundo estão  promovendo respostas e ações criativas e inovadoras às mudanças  climáticas e à perda de biodiversidade.<br /><br />Neste evento, Jason  Davis, músico e professor assistente de Música e Estudos Globais no  Worcester Polytechnic Institute, fará uma apresentação de seu trabalho  interdisciplinar sobre mudanças climáticas, história oral ambiental e  música. Como diretor do <a href="https://www.climatestoriesproject.org/" target="_blank">Climate Stories Project</a>,  Davis lidera workshops de narrativas climáticas para escolas e  outras organizações. Ele também escreve e apresenta músicas que destacam  as vozes gravadas de pessoas de todo o mundo falando sobre suas  experiências e respostas pessoais às mudanças climáticas. Ele irá  apresentar seu projeto atual, que consiste em visitar comunidades  diversas no sudeste do Brasil e gravar entrevistas de história oral com  os moradores sobre suas relações com os recursos florestais locais e a  conservação. Em estágios posteriores, ele irá compor, gravar e  apresentar peças musicais multimídia que apresentam segmentos dessas  entrevistas.<br /><br />Além da divulgação de seu projeto, o evento visa atrair alunos e  pesquisadores interessados em colaborar com a iniciativa. Para aqueles  que quiserem aprender a metodologia utilizada por ele, <b><span style="text-decoration: underline;">haverá um  workshop no dia 22 de maio, às 10h, no IEA.</span></b></p>
<p>Atualmente, Davis é bolsista Fulbright no  Brasil, no Grupo Saúde Planetária Brasil do IEA, utilizando metodologia de história oral para entender  melhor as conexões multifacetadas entre os membros das comunidades e a  conservação da Mata Atlântica.</p>
<p><b>Apresentação:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jason-davis" class="external-link">Jason Davis</a> (Worcester Polytechnic Institute)</p>
<p><b>Moderação:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-mauro-saraiva" class="external-link">Antonio Mauro Saraiva</a> (EP/IEA-USP)</p>
<div class="gmail_default">
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Climática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-15T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/experiencias-de-servicos-ambientais-no-brasil">
    <title>PSA ainda traz poucos resultados práticos à conservação em São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/experiencias-de-servicos-ambientais-no-brasil</link>
    <description>Especialistas debatem desafios legais e institucionais para a evolução dos instrumentos econômicos de incentivo à conservação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Importantes serviços prestados pela natureza como a produção de água e a capacidade de regeneração do solo entraram em colapso em muitas regiões do Brasil. Áreas de grande pressão antrópica e de pesados passivos ambientais são as que mais sofrem com a degradação. A escassez hídrica no estado de São Paulo talvez seja o exemplo máximo da importância dos ecossistemas para o bem estar da humanidade. Mas os tradicionais instrumentos de comando e controle – como legislações, políticas e fiscalização – não têm apresentado os resultados esperados para a conservação. Com isso, têm ganhado cada vez mais terreno alguns instrumentos inovadores de compensação ecológica, como o <a class="external-link" href="https://uc.socioambiental.org/sustentabilidade-financeira/pagamento-por-servi%C3%A7os-ambientais">Pagamento por Serviços Ambientais</a> (PSA).</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cantareira" alt="Cantareira" class="image-inline" title="Cantareira" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Pressão antrópica e desmatamento desequilibram o ciclo hidrológico e provocam seca nas metrópoles</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O tema foi debatido no dia <strong>3 de agosto</strong> no IEA. PSA é um instrumento econômico de incentivo à conservação, em que atores sociais, na maioria, proprietários rurais e comunidades tradicionais, recebem alguns tipos de incentivos, geralmente financeiros e de assistência técnica, para conservar ambientes naturais. Com a organização do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/territorialidade">Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade (IEA)</a> e do <a href="http://www.idsbrasil.org/" target="_blank">Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)</a>, a <i>Roda de Conversa sobre Serviços Ecossistêmicos e Comunidades </i>reuniu especialistas que falaram de suas experiências sobre as formas de aplicação de PSA.</p>
<p>À exemplo do que já ocorre em muitas regiões do globo, começa a florescer no estado de São Paulo um mercado de compensações ambientais de reflorestamento. Trata-se do <a class="external-link" href="http://www.ambiente.sp.gov.br/programanascentes/">Programa Nascentes</a>, da Secretaria de Meio Ambiente (SMA), apresentado por sua ex-coordenadora, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caroline-jorge-santos" class="external-link">Caroline Jorge Santos</a>. O programa inova ao unir numa só plataforma os interesses de diversos atores: empresas com passivos ambientais ou financiadores voluntários, proprietários rurais que queiram restaurar e organismos ou pessoas físicas que tenham projetos de restauração aprovados pela SMA.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/roda-de-conversa-sobre-servicos-ecossistemicos-e-comunidades" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/roda-de-conversa-sobre-servicos-ecossistemicos-e-comunidades-3-de-agosto-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A meta do programa é chegar em 2020 com 20 mil hectares reflorestados em bacias hidrográficas estratégicas para o abastecimento de água no estado. Como se sabe, a cobertura vegetal tem papel decisivo na produção de água e no equilíbrio do ciclo hidrológico. “O programa surgiu no auge da crise hídrica e com isso foram selecionadas áreas como as bacias do PCJ (sistema abastecido pelos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), do Alto Tietê e do Paraíba do Sul, que abastecem 30 milhões de pessoas”, disse Caroline.</p>
<p>Na SMA, o Nascentes veio ocupar o lugar do <a class="external-link" href="http://www.sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam3/Default.aspx?idPagina=8004">Programa de Recuperação de Matas Ciliares</a> (PRMC), que entre 2005 e 2011 captou recursos da Global Environment Facility e do Banco Mundial para desenvolver um projeto piloto de regeneração de matas ciliares em 15 microbacias estratégicas no estado. A área prevista de restauração era de 1.500 hectares, mas o piloto alcançou menos da metade dessa meta: 359,81 hectares de APPs ribeirinhas. <strong>(<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/experiencias-de-servicos-ambientais-no-brasil#entrevista" class="external-link">Leia entrevista com Helena Carrascosa, da SMA, no quadro abaixo</a>).</strong></p>
<p>“O foco do projeto de recuperação de matas ciliares da SMA não era só o reflorestamento em si, mas principalmente a criação de capacitação, a pesquisa aplicada de metodologias, a implementação de projetos demonstrativos, a educação ambiental, além da criação e aperfeiçoamento de ferramentas de gestão e monitoramento”, afirma o agrônomo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-ulisses-resende" class="external-link">Roberto Resende</a>, gerente técnico do projeto à época na SMA. O engenheiro também participou do debate no IEA e apresentou sua atual experiência à frente da ONG Iniciativa Verde, voltada à compensação voluntária de emissões e reflorestamento. Diversos dados sobre os resultados do programa podem ser consultados <a class="external-link" href="http://sigam.ambiente.sp.gov.br/sigam3/Repositorio/378/Documentos/Produtos_Tecnicos_03_Efetividade.pdf">aqui</a>.</p>
<p>Além de gerar legislações e conhecimentos que permitiram construir o que hoje é o Nascentes, ficaram várias lições do PRMC. Na opinião de Resende, uma das mais importantes é que os projetos de PSA precisam simplificar sua operacionalização para que não sejam inviabilizados pelos altos custos de transação.</p>
<p>Mas algumas regiões de fato avançaram na conservação a partir das metodologias propostas pelo PRMC, como as  microbacias das cidades de Garça, Gabriel Monteiro, Pacaembu, Jaú e  Socorro, no interior paulista, cita Resende. “Infelizmente, falta reunir  dados e consolidar informações dessas localidades. A academia pode  ajudar muito na construção desses indicadores”, afirma.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/abelha-trigona-pcf" alt="abelha trigona pcf" class="image-inline" title="abelha trigona pcf" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Polinização, um dos serviços ecossistêmicos cruciais à vida no planeta</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O encontro trouxe também a experiência de <a class="external-link" href="http://www.gta.org.br/protocolos-comunitarios/">protocolo comunitário</a> estruturado por moradores do arquipélago do Bailique, no Amapá, com apoio do Grupo de Trabalho Amazônico. A consultora do trabalho, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberta-ramos" class="external-link">Roberta Ramos,</a> disse que o documento é inspirado em acordos internacionais e serve para promover o diálogo e defender os direitos dos povos tradicionais quando o assunto envolve compartilhamento de recursos naturais, gestão do território e conservação.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristiane-leonel-ferreira" class="external-link">Cristiane Leonel Ferreira</a>, analista ambiental da Fundação Florestal, apresentou um projeto de compensação ambiental que será coordenado pela Ministério da Ciência e Tecnologia, com fundos do Global Environmental Facility. Será voltado para Unidades de Conservação em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo Cristiane, Os projetos incluem os núcleos do Itariru e Santa Virgínia, na Serra do Mar, e uma APP em São Francisco Xavier, na divisa de Minas Gerais.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erica-de-paula-pedro-pinto" class="external-link">Erica de Paula Pedro Pinto</a>, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), abordou experiências de PSA promovidas pelo instituto. O encontro teve a moderação do professor<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-de-lima-caldas" class="external-link"> Eduardo de Lima Caldas</a>, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.</p>
<p> </p>
<p><strong>Passivos ambientais</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/home-poluicao-nas-cidades" alt="Home - poluição nas cidades" class="image-inline" title="Home - poluição nas cidades" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Nas cidades, é maior a pressão sobre a água, o clima e o solo </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na<a class="external-link" href="http://www.iniciativaverde.org.br/index.php"> Iniciativa Verde</a>, Resende tem atuado num dos braços do Programa Nascentes, dessa vez, do outro lado do balcão. Uma das frentes de atuação da ONG que ele preside tem sido apresentar à SMA projetos de restauração em áreas elegíveis e que estão disponíveis também no site da Secretaria. Os projetos, então certificados, terminam por constituir a chamada “<a class="external-link" href="http://www.ambiente.sp.gov.br/programanascentes/category/projeto-aprovado/">Prateleira de Projetos</a>”, uma espécie de plataforma interativa ou um banco de propostas que qualquer financiador pode acessar e escolher para investir em conservação.</p>
<p>Muitos dos projetos têm sido utilizados, por exemplo, por empresas que possuem um licenciamento ambiental para desmatar e, portanto, precisam abater esse passivo ambiental. Os créditos para o financiador são revertidos por meio de uma unidade padrão, chamada “árvore-equivalente” (AEQ). Atualmente, 68% das AEQs dos projetos em execução pela plataforma interativa do Nascentes são fruto de propostas submetidas pela Iniciativa Verde, segundo o presidente da ONG.</p>
<p>Quando levados à prática, ou seja, para a propriedade a ser restaurada, os projetos são monitorados e auditados nas duas pontas, tanto pela SMA quanto pela empresa que contratou o projeto, conta Resende. Até o momento, a SOS Mata Atlântica e a Cooperativa Ambivalência, além da Iniciativa Verde, são as organizações que possuem projetos certificados ou em execução.</p>
<p>Segundo Resende, os projetos de conservação sendo executados pela Prateleira de Projetos perfazem até o momento o total de 223 hectares, ou seja, 1% da meta a ser cumprida até 2020. Segundo a SMA, já existem 1.000 hectares que estão em processo de restauração no total do programa, envolvendo não só empresas, mas também autarquias e órgãos do governo (leia entrevista abaixo).</p>
<p>“Não sei porque um número tão baixo ainda de adesões. Curioso é que não faltam empreendimentos com passivos ambientais no Brasil.Talvez muitas empresas ainda não conheçam essa possibilidade de mitigação. No debate do IEA, inclusive, foi questionado se a Sabesp estava financiando projetos de restauração por meio do Nascentes. Apesar de a água ser sua matéria prima, a Sabesp não pensou ainda em compensação por reflorestamento”, conclui Resende.</p>
<p>O Relatório de Sustentabilidade da Sabesp de 2015 enumera algumas atividades de educação ambiental que incluíram o plantio de mudas de árvores em datas comemorativas e festividades em algumas localidades. O relatório chama essas atividades de “ações de conscientização”. Não há qualquer menção a um programa estruturado de compensação ambiental ou reflorestamento.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mata-ciliar" alt="Mata ciliar" class="image-inline" title="Mata ciliar" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Mata ciliar e cobertura vegetal: uma relação direta com a qualidade e a quantidade de água nos mananciais</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p><strong>Oportunidades</strong></p>
<p>Um <a class="external-link" href="http://brazil.forest-trends.org/">mapeamento </a>de 2015 da Forest Trends mostrou que o Brasil possui algo como 2.400 iniciativas de projetos nos moldes de PSA, segundo José Roberto Borges, diretor do Programa Comunidades e Mercados da ONG. O organismo desenvolveu o primeiro projeto de RED indígena. Verificado segundo padrões internacionais de clima e biodiversidade, o instrumento vendeu créditos de compensação para a empresa Natura e para a FIFA durante a Copa do Mundo, gerando recursos para o povo Suruí, contou Borges.</p>
<p>Segundo Borges, a maioria dos projetos de PSA do Brasil está no Sul e Sudeste, onde já existe marco legal. Grande parte deles está relacionada ao serviço de produção de água, mas quase todos possuem baixa capacidade de implementação, seja pelos altos custos de transação, seja por desafios impostos pela própria política que os criou, disse.</p>
<p>A região Norte, especialmente o Acre, tem focado o RED, ou seja, compensação por emissões evitadas, além do reflorestamento para captação de carbono. Esse mercado ganhou impulso no Acre especialmente após a lei 2.308 de 2010, que criou o Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA). “Mas ainda há desafios para a consolidação do SISA, porque o marco legal precisa estar alinhado às políticas públicas”, lembrou Borges.</p>
<p>A compensação obrigatória, ainda incipiente no Brasil, lá fora é vista como oportunidade. “As empresas investem como estratégia de redução de riscos e buscando vantagem competitiva. A tendência é aumentar esse mercado, especialmente nos segmentos que dependem diretamente de serviços ecossistêmicos e matéria prima”, afirma Borges.</p>
<p>Com essa mentalidade, o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, virou um exemplo dos mercados de carbono, conservação de água e biodiversidade. “A lei de proteção às espécies ameaçadas poderia ser um fator limitante para alguns segmentos. Mas o setor imobiliário começou a comprar áreas de equivalência ecossistêmica para ter seus projetos aprovados. Com isso, o estado da Califórnia detém hoje aproximadamente 100 bancos de conservação da biodiversidade”, contou o diretor da Forest Trends.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong>Marco legal</strong></p>
<p>Para a professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-maria-de-oliveira-nusdeo">Ana Maria de Oliveira Nusdeo</a>, da Faculdade de Direito da USP, embora já existam diversas leis estaduais e municipais sobre o tema, a criação de uma lei federal é importante para garantir a segurança jurídica e a clareza do ambiente legal dos negócios.  O desafio, no entanto, é articular, dentro de um conceito abrangente, toda a diversidade de experiências de PSA catalogadas.</p>
<p>O fato de o PL 321/2015 diferenciar os conceitos de serviços ambientais e serviços ecossistêmicos foi elogiado por Nusdeo. O PL tramita na Câmara dos Deputados e dispõe sobre uma Política Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais. Porém, deveria diferenciar melhor política e programa federal de PSA, além de esclarecer fontes e prazos de custeio. Além disso, é preciso atentar para regras e metodologias claras, a fim de coibir projetos menos sérios, afirmou.</p>
<p>Já o PL 276/13, do Senado, “junta, num só parágrafo, bens industriais, equipamentos, bens e recursos da natureza, algo que parece perigoso, pois encaminha muito mal a questão conceitual”, disse a professora.</p>
<p>A polêmica sobre pagar ou não para preservar Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) – cuja preservação já está prevista em lei, pagando ou não aos produtores – também deve ser muito bem discutida pela sociedade, disse a professora.</p>
<p>A questão é que nem sempre o pequeno produtor possui meios de custear a restauração. Além disso, pelo fato de se tratar de propriedades muito pequenas, pode ser socialmente justo pagar pelo custo de oportunidade da terra, na opinião do agrônomo Resende.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/psa-mesa" alt="PSA - Mesa" class="image-inline" title="PSA - Mesa" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Roberta Ramos, Roberto Resende, Cristiane Leonel Ferreira, Ana Maria Nusdeo, Érica de Paula Pedro Pinto e Caroline Jorge Santos</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Por outro lado, o novo Código Florestal facilitou o cumprimento das normas sobre APP e RL e quem não tinha essas áreas preservadas tem hoje mais condições de fazê-lo, o que coloca em questão o pagamento para preservar essas zonas, lembrou Nusdeo.</p>
<p> </p>
<p><strong>Estruturas engessadas</strong></p>
<p>Na opinião de Resende, boa parte do marco legal sobre PSA já está previsto em diversas leis e políticas e até mesmo no Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo de 2014. Porém, muitos projetos não evoluem ou não alcançam os resultados esperados porque as estruturas do Estado continuam engessadas, sem articulação com novas políticas. Além disso, a comunicação sobre o tema deve focar um envolvimento maior da sociedade civil, afirma.</p>
<p>Para o engenheiro, o tema deve ser articulado de forma ampla no aparato do Estado. “Políticas de desenvolvimento regional, incluindo políticas de extensão rural e assistência técnica, deveriam ser articuladas às políticas de recursos hídricos e mudanças climáticas. Há vários comitês, secretarias e agências em que esse assunto não entra. Sem essa articulação, os projetos de PSA não fluem”, acredita.</p>
<p>“Temos de correr o risco de vulgarizar o PSA, de simplificar sua operacionalização para ganharmos escala. E outros segmentos também devem ser incluídos no desenho de PSA, como a atividade dos catadores urbanos, a agrossilvicultura e o manejo de seus resíduos, o saneamento rural, a recuperação do solo e muitos outros”, disse Resende.</p>
<p>A consolidação do ambiente institucional para o avanço do PSA inclui ainda o desenvolvimento de cadeias negligenciadas, entre elas, a dos bancos de sementes e mudas nativas. Segundo Resende, "faltou uma política continuada para esse segmento e nos últimos dois anos muitos viveiros suspenderam suas atividades".</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Mídia Ninja; Sam Gao/Flickr; Wolf Seeds do Brasil/ Fernanda Rezende-IEA</span></p>
<table class="vertical listing">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3 style="text-align: center; "><strong><a name="entrevista"></a>PSA e novas metodologias de conservação no estado</strong></h3>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<p style="text-align: justify; "><span style="text-align: left; "><span>A engenheira agrônoma Helena Carrascosa, a</span>tual coordenadora executiva do Programa Nascentes, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA), concedeu a seguinte entrevista ao IEA, a respeito de algumas estratégias de conservação no estado de São Paulo:</span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>IEA</strong><i>: Como a SMA avalia os resultados do Programa de Recuperação de Matas Ciliares, tendo em vista as metas e os resultados práticos alcançados pelo programa?</i></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Helena Carrascosa: ​</strong>O PRMC foi executado de 2005 a 2011, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e apoio do Banco Mundial. Os objetivos do projeto eram identificar os gargalos à restauração de matas ciliares e desenvolver instrumentos e estratégias para a superação ou redução dos entraves. Ressalto que o PRMC não era um projeto de PSA. O PSA foi um dos instrumentos desenvolvidos no seu âmbito.  O projeto foi organizado em diferentes linhas de atuação: apoio à restauração sustentável; projetos demonstrativos; desenvolvimento de políticas públicas – PSA; capacitação, educação ambiental e treinamento; gestão, monitoramento e difusão. As intervenções a campo ocorreram em 15 projetos demonstrativos implantados em microbacias selecionadas segundo critérios ambientais e socioeconômicos. Os projetos demonstrativos foram utilizados como “laboratórios” para o desenvolvimento de metodologias de restauração e monitoramento, de estratégias para mobilização de produtores rurais e integração com as ações da Secretaria da Agricultura e de estudos visando a instituição de novos instrumentos, em especial o PSA.</p>
<p style="text-align: justify; ">No âmbito dos Projetos Demonstrativos, foram recuperados 359,81 hectares de APPs ribeirinhas em mais de 300 propriedades rurais, nas 15 microbacias nos municípios indicados a seguir: Bacia do Aguapeí: Gabriel Monteiro, Garça, Pacaembu; Bacia do Mogi-Guaçu: Águas da Prata, Jaboticabal, Socorro; Bacia do Paraíba do Sul: Cunha, Guaratinguetá, Paraibuna; Bacia dos rios Piracicaba/Capivari/Jundiaí: Cabreúva, Joanópolis, Nazaré Paulista; e Bacia do Tietê-Jacaré: Ibitinga, Jaú, e Mineiros do Tietê.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em algumas das microbacias, as ações de articulação, mobilização e capacitação levadas a efeito no PRMC possibilitaram a implantação de novos projetos de restauração com recursos obtidos de outras fontes. Nos municípios de Guaratinguetá, Paraibuna, Pacaembu, Joanópolis e Garça, as entidades executoras submeteram novos projetos de restauração para financiamento – e em alguns casos, tiveram financiamento aprovado. No caso de Garça, foram obtidos recursos do FEHIDRO para o “Programa de Recomposição Ciliar das Bacias dos Rios Aguapeí e Peixe”, além de ter vencido uma seleção pública do “Programa Petrobras Ambiental” (no qual apenas quatro projetos foram selecionados no estado), passando a contar com R$ 678 mil reais para viabilizar a continuidade dos trabalhos. A organização não governamental parceira em Joanópolis também procurou novas fontes de recursos, tendo obtido junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No caso, esses recursos serão destinados para projetos de recuperação de aproximadamente 580 hectares de APPs ribeirinhas do bioma Mata Atlântica.​</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>IEA:</strong> <i>O <a class="external-link" href="http://www.tnc.org.br/nossas-historias/publicacoes/produtor-de-agua-pcj-licoes-aprendidas.pdf">Programa Produtor de Água</a>, da Agência Nacional de Águas (ANA), foi utilizado como metodologia para aplicação numa parte de microbacias no âmbito do PRMC. Houve continuidade desse programa dentro da SMA?</i></p>
<p style="text-align: justify; ">​<strong>HC:</strong> O projeto piloto de PSA executado na Bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí foi desenhado com base na metodologia proposta pela ANA no Programa Produtor de Água, com algumas adaptações. O piloto envolveu parceria da SMA, por meio do PRMC, Agência Nacional de Águas (ANA), Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da CATI, e organização não governamental <i>The Nature Conservancy</i> (TNC) e prefeituras municipais. Ele foi executado nas microbacias do Cancan, em Joanópolis, e do Moinho, em Nazaré Paulista. As instituições indicadas submeteram a proposta aos Comitês das Bacias PCJ, tendo obtido a alteração no Plano da Bacia, abrindo a possibilidade de destinação de recursos da cobrança pelo uso da água para projetos de PSA e, em seguida, a aprovação do projeto piloto. Como à época não havia previsão legal para que o estado executasse os pagamentos, a TNC foi a tomadora dos recursos junto ao Comitê da Bacia. O projeto piloto PCJ foi a primeira iniciativa de PSA financiado por recursos da cobrança pelo uso da água e foi a primeira aplicação da metodologia proposta pela ANA.</p>
<p style="text-align: justify; ">É importante ressaltar que o projeto piloto foi executado visando fornecer subsídios para o desenvolvimento do instrumento PSA, o que ocorreu. Tratando-se de um projeto pioneiro, naturalmente foram observados erros e acertos que, em conjunto, possibilitaram valioso aprendizado não só para as instituições envolvidas. No caso do estado de São Paulo, o PSA foi instituído no âmbito da Política Estadual de Mudanças Climáticas e a sua regulamentação foi elaborada considerando, dentre outras, a experiência resultante da implantação do Projeto Piloto PCJ.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os projetos de PSA que estão em execução e/ou em desenvolvimento na SMA estão baseados no marco legal instituído pela PEMC, que é posterior ao Projeto Piloto PCJ. Além de projetos executados pelo estado há, ainda, alguns projetos municipais que utilizam a metodologia do Programa Produtor de Água.​</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>IEA:</strong> <i>O Programa Nascentes é uma nova roupagem do PRMC? No que eles se diferenciam?</i></p>
<p style="text-align: justify; ">​<strong>HC:</strong> O Programa Nascentes é decorrente do PRMC e de outras iniciativas voltadas a fomentar a recuperação de matas ciliares desenvolvidas apela SMA ao longo de sua história. O Programa Nascentes utiliza as metodologias e instrumentos propostos pelo PRMC, posteriormente aperfeiçoados pela SMA (como a metodologia para monitoramento da restauração e a proposta de incentivos econômicos – ainda em desenvolvimento), assim como se vale de resultados de pesquisas desenvolvidas pelos Institutos de Pesquisa.<br /> O maior diferencial do Nascentes é o fato de ter sido alçado à condição de um Programa de Governo, com a participação de 11 Secretarias e órgãos públicos. Isto possibilita maior integração e coordenação entre as ações.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>IEA:</strong> <i>Quantos atores já estão cadastrados para atuar no Programa Nascentes e qual o total de área em recuperação?</i></p>
<p style="text-align: justify; ">​<strong>HC:</strong> Já existem 1.000 hectares que estão em processo de restauração. Desses, há diversos atores envolvidos: proprietários que permitem que haja restauração em suas áreas de preservação permanente (APP), instituições públicas (Fundação Florestal, Instituto Florestal e Itesp) cujas áreas de Unidade de Conservação e assentamentos recebem restauração, ONGs e restauradores que criam e implementam os projetos de restauração nas áreas privadas ou públicas, bem como as empresas que possuem obrigações ambientais para cumprirem, as quais financiam os projetos de restauração. Ao todo, o programa fomentou a existência de mais de 34 projetos (com ações de restauração em andamento), localizados em mais de 24 municípios do estado de São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>IEA:</strong> <i>Como a Secretaria espera obter resultados diferentes no Nascentes, de modo a não repetir "erros" do passado?</i></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>HC:</strong> Retomando a resposta 2, o Projeto Piloto de PSA executado na bacia PCJ, pioneiro em SP e no Brasil, teve o objetivo de subsidiar a formulação de propostas para a instituição do PSA nas políticas públicas do estado e, nesta perspectiva, o projeto cumpriu seus objetivos. Os projetos subsequentes foram desenhados de modo a evitar as dificuldades e restrições observadas no Piloto.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>IEA</strong>: <i>Como a Secretaria pretende acompanhar ou monitorar o cumprimento de projetos tão diferenciados quanto os propostos no âmbito do Programa Nascentes?</i></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>HC:</strong> ​A metodologia de restauração deve ser definida de acordo com as condições da área a ser recuperada. As áreas possuem diferentes potenciais de regeneração natural e estão sujeitas a pressões e fatores de degradação também diferentes. Não há uma metodologia única recomendada para todas as situações. Assim, é desejável que os projetos não sejam iguais. O monitoramento e a avaliação dos projetos são feitos com base nos resultados alcançados e não na avaliação do processo de restauração.</p>
<p> </p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-11T19:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jequitiba-rosa">
    <title>Projeto tentará salvar o jequitibá-rosa da extinção</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jequitiba-rosa</link>
    <description>Iniciativa será lançada no IEA no dia 30 de novembro, às 14h30. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h2 style="text-align: center; "><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">AO VIVO</a></h2>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A árvore mais antiga do território brasileiro é um jequitibá-rosa com mais de 3 mil anos de idade, 42 metros de altura e 11 metros de circunferência. A importância de Patriarca, como é chamado, não está só em suas medidas e idade. Ele é o símbolo de uma espécie ameaçada de extinção no país.</p>
<p>Para tentar mudar este cenário, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/amazonia-em-transformacao-historia-e-perspectivas" class="external-link">Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação</a> do IEA, o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCF) e o Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica lançarão, no dia <strong>30 de novembro</strong>, o projeto <i>Vamos Salvar os Jequitibás-Rosa da Extinção</i>, <strong>às 14h</strong>, na Sala de Eventos do IEA.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jequitiba-rosa" alt="Jequitibá-Rosa" class="image-inline" title="Jequitibá-Rosa" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Patriarca, a árvore mais antiga do Brasil, com 3 mil anos de idade</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No encontro serão definidas ações para traçar um panorama sobre a situação atual da espécie e identificar a localização das árvores remanescentes. Com base nos dados obtidos, o grupo que integrará a campanha definirá estratégias e possíveis parcerias que possam garantir a recuperação da espécie. O lançamento da iniciativa poderá ser acompanhado ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">internet</a>.</p>
<p>Hoje na lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção, o jequitibá-rosa (<i>Cariniana legalis) </i>era<i> </i>abundante na Mata Atlântica quando aqui chegaram os portugueses. Ao longo dos anos, sua madeira foi usada em larga escala pela indústria brasileira. A árvore é símbolo dos estados de São Paulo e do Espírito Santo. Sua maior reserva está no Parque Estadual Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro. É lá que está Patriarca.</p>
<p><strong><span>PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR</span></strong></p>
<p>14h - <strong>Abertura e apresentação da campanha<br /></strong><span>José Pedro Costa (IEA/USP)</span></p>
<p>14h30 - <strong>Plano de Ação e Estratégia para Salvar o Jequitibá-rosa da Extinção</strong><br />Gustavo Martinelli (Centro Nacional de Conservação da Flora – CNCFlora-RJ)</p>
<p>15h15 – <strong>Painel</strong> <br />- <strong>Áreas de Remanescentes de Jequitibás</strong><br />Philippe Lisbonna  (FGV)</p>
<p>- <strong>Jequitibás e Negócios</strong><br />Warwick Manfrinato (IEA/USP)</p>
<p>- <strong>Manejo e Proteção dos Jequitibás<br /></strong><span>Expositor a confirmar</span></p>
<p><span>- </span><strong>Jequitibás e Mananciais<br /></strong><span>Luiza Eluf (<span>advogada, procuradora de Justiça de São Paulo aposentada)</span></span></p>
<p>16h – <strong>Discussão</strong></p>
<p>16h30 – <strong>A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e os Jequitibás-rosa</strong><br />Clayton Lino (CNRBMA)</p>
<p>17h – <strong>Manifestação dos Presentes/ADESÃO</strong></p>
<p>17h30 – <strong>Encerramento</strong></p>
<hr />
<p><strong><i><i>Vamos Salvar os Jequitibás-Rosa da Extinção<br /></i></i></strong><i>Dia 30 de novembro, às 14h<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA. Rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5° andar, Butantã, São Paulo.<br /></i><i>Transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">internet</a>.<br /></i><i>Informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i>Ficha do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/vamos-salvar-os-jequitibas-rosa-da-extincao" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/vamos-salvar-os-jequitibas-rosa-da-extincao</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-19T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reservas-de-biosfera">
    <title>Projeto realiza seminário sobre reservas de biosfera urbana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reservas-de-biosfera</link>
    <description>"Redes Experimentais para Sustentabilidade: Reservas de Biosfera Urbana como Mecanismos de Transição" é o tema do seminário que grupo de pesquisa do IEA e o Departamento de Geografia da Universidade de Insbruck, Áustria, realizam de 14 a 19 de fevereiro, no Auditório do Instituto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/serra-da-cantareira" alt="Serra da Cantareira" class="image-inline" title="Serra da Cantareira" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Serra da Cantareira, parte da reserva de biosfera da Região Metropolitana de São Paulo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As experiências de pesquisa e gestão das reservas de biosfera urbana serão discutidas no seminário <i>Redes Experimentais para Sustentabilidade: Reservas de Biosfera Urbana como Mecanismos de Transição</i>, de <strong>14 a 19 de fevereiro</strong>, no Auditório IEA. Apenas a programação dos dias 15 e 19 será aberta ao público, que deverá efetuar <a class="external-link" href="https://goo.gl/qoFXgk" target="_blank">inscrição prévia</a>. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela Internet das atividades desses dois dias.</p>
<p>O evento tem como referência o projeto de pesquisa Redes Experimentais para Sustentabilidade (Enesus, na sigla em inglês), desenvolvido pelos organizados do seminário: o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/territorialidade" class="external-link">Grupo de Pesquisa de Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade</a> do IEA e o <a class="external-link" href="https://www.uibk.ac.at/geographie/">Departamento de Geografia da Universidade de Insbruck</a>, Áustria. Os expositores e debatedores são pesquisadores da USP e da universidade austríaca, gestores da Prefeitura de São Paulo e representantes da sociedade civil  [<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/experimental-networks#programacao" class="external-link">veja a programação</a>].</p>
<p>O projeto é dedicado à analise das estruturas, processos e formas de negociação na definição das reservas de biosfera. Ao mesmo tempo, busca identificar os diversos atores e a articulação entre seus interesses e formas de interação, procurando compreender as relações de poder entre eles.</p>
<p>Um objetivo complementar da pesquisa é identificar e debater iniciativas socioambientais e inovações ligadas à reservas de biosfera. "O debate com pessoas-chave sobre a situação atual das reservas de biosfera, dos projetos em andamento e dos problemas estes encontram para sua realização servirá para indicar as perspectivas futuras e as atividades a desenvolver", afirmam os coordenadores do projeto e do seminário.</p>
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><strong><i>Redes Experimentais para Sustentabilidade: Reservas de Biosfera Urbana como Mecanismos de Transição<br /></i></strong><i>14 a 19 de fevereiro (<strong>aberto ao público inscrito apenas nos dias 15 e 19, das 9 às 18h</strong>)<br /></i><i>Auditório IEA (antiga Sala do Conselho Universitário), Rua do Anfiteatro, 513, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito - <a class="external-link" href="https://goo.gl/qoFXgk" target="_blank">Inscrição prévia</a> para participação presencial - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet</i><i><br /></i><i>Mais informações: Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1686<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/experimental-networks" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p class="documentFirstHeading" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="external-link" href="http://www.flickr.com/photos/kassapian">Samuel Kassápian</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-08T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/primeiro-evento-do-ciclo-urbansus-de-2019-trata-da-gestao-sustentavel-de-bacias-hidrograficas">
    <title>Primeiro evento do ciclo UrbanSus de 2019 trata da gestão sustentável de bacias hidrográficas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/primeiro-evento-do-ciclo-urbansus-de-2019-trata-da-gestao-sustentavel-de-bacias-hidrograficas</link>
    <description>o Programa USP Cidades Globais do IEA, o Núcleo de Apoio à Pesquisa de Mudanças Climáticas (Incline) da USP e a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP realizarão o evento Gestão de Bacias Hidrográficas e Sustentabilidade, nos dias 22 e 23 de abril, das 8h30 às 17h30 dos dias 22 e 23.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span id="docs-internal-guid-437be9e5-7fff-3c14-6ae6-ce720cb0d004"> </span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p dir="ltr"><strong><span><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sistema-cantareira-1/image" alt="Sistema Cantareira" title="Sistema Cantareira" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Sistema Cantareira durante a crise de abastecimento que atingiu a Região Metropolitana de São Paulo em 2014 | Foto: Mídia NINJA</dd>
</dl></span></strong>Discussões sobre a sustentabilidade das grandes cidades têm se tornado cada vez mais frequentes e necessárias. Para pesquisadores da área, é fundamental que esses debates abordem a gestão e a ocupação dos recursos hídricos disponíveis nas vizinhanças de grandes comunidades urbanas. Com a finalidade de propor uma discussão aprofundada sobre o tema, o Programa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais"><span>USP Cidades Globais</span></a> do IEA, o Núcleo de Apoio à Pesquisa de Mudanças Climáticas (Incline) da USP e a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP realizarão o evento <i>Gestão de Bacias Hidrográficas e Sustentabilidade</i>, nos dias <strong>22 e 23 de abril</strong><strong>, das 8h30 às 17h30</strong>.</p>
<p dir="ltr"><span>Para participar presencialmente do seminário é necessário realizar uma </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfUhNbO0NDDaqve4RBhlvgkL2zHV55v4lJ6zBpqFeRgT-SOEQ/viewform"><span>inscrição</span></a><span> prévia. Haverá também uma transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>ao vivo</span></a><span> das atividades pelo site do IEA, <br />para a qual </span>não é necessário se inscrever.</p>
<p dir="ltr"><span>O seminário retoma neste ano as atividades do ciclo de eventos </span><span><i>UrbanSus: Sustentabilidade Urbana</i></span><span>, criado em 2018 pelo Programa USP Cidades Globais em parceria com a FSP e o Instituto de Biociências (IB) da USP. O objetivo principal do ciclo é refletir sobre o papel das cidades e estimular boas práticas, compartilhando soluções urbanas sustentáveis, por meio de tecnologias sociais, ambientais e urbanas inovadoras. No ano passado, outros três eventos foram realizados no âmbito do ciclo </span><span><i>UrbanSus</i></span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os organizadores do encontro defendem que a complexidade inerente ao uso e ocupação de bacias hidrográficas e áreas urbanas exige processos de gestão que considerem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) — definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015 — na implementação de políticas, planos, programas, projetos e ações. Sob essa perspectiva, eles ressaltam que o seminário promove diálogos e reúne experiências sobre o planejamento e a gestão integrada e participativa de bacias hidrográficas, levando em consideração a relevância do tema na busca pela sustentabilidade urbana e as necessárias inter-relações entre ambiente e sociedade.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outro objetivo do evento é ampliar o espaço de discussões e reflexões sobre o assunto com diferentes grupos acadêmicos e profissionais que trabalham com o tema. Nos dois dias de encontro, os debates serão organizados em seis painéis:<br /></span>• I - Gestão Integrada de Águas Urbanas;<br />• II - Marcos da Gestão Integrada de Bacia Hidrográfica;<br />• III - Planejamento e Ordenamento Territorial Integrado;<br />• IV - Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais;<br />• V - Atividades Produtivas e Uso Sustentável dos Recursos Naturais;<br />• VI - Gestão Integrada e Governança.</p>
<h3 dir="ltr"><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><span><i>22/04</i></span></h3>
</th><th></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>8h30</strong></td>
<td><i><strong>Abertura</strong></i><br /><br />
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos S. Buckeridge</a> (IEA e IB-USP)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (IEA e FEA-USP)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr</a> (IEA e FSP-USP)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-do-carmo-sobral" class="external-link">Maria do Carmo Sobral</a> (UFPE)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p><strong><i>Painel I</i> - <i>Gestão Integrada de águas urbanas</i></strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-eduardo-morelli-tucci" class="external-link">Carlos Eduardo Morelli Tucci</a> (Feevale-RS)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/oscar-de-moraes-cordeiro-netto" class="external-link">Oscar de Moraes Cordeiro Netto</a> (ANA)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francisco-suetonio-bastos-mota" class="external-link">Suetônio Mota</a> (UFC)</p>
<p><i><strong>Moderador</strong></i><br />Marcos Buckeridge</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/taciana-neto-leme" class="external-link">Taciana Neto Leme</a> (ANA)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h30</strong></td>
<td>
<p><i><strong>Painel II - Marcos da Gestão integrada de Bacia Hidrográfica</strong></i></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adilson-pinheiro" class="external-link">Adilson Pinheiro</a> (Furb)<br />Frank Jaspers (Unesco)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/william-bonino-rauen" class="external-link">William Bonino Rauen</a> (UFPR)</p>
<p><i><strong>Moderador</strong></i><br />Maria do Carmo Sobral (UFPE)</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-alves-neder" class="external-link">Eduardo Neder</a> (ProASaS e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td><i><strong>Intervalo para almoço</strong></i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td>
<p><i><strong>Painel III - Planejamento e Ordenamento Territorial Integrado</strong></i></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-eduardo-gregolin-grisotto" class="external-link">Luís Eduardo G. Grisotto</a> (Abes e Cobrape)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-dziedzic" class="external-link">Mauricio Dziedzic</a> (UP)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/monica-ferreira-do-amaral-porto" class="external-link">Monica Porto</a> (EP-USP)</p>
<p><i><strong>Moderador</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wagner-costa-ribeiro" class="external-link">Wagner Costa Ribeiro</a> (IEA e FFLCH-USP)</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonia-maria-viggiani-coutinho" class="external-link">Sonia Maria Viggiani Coutinho</a> (IEA e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h30</strong></td>
<td>
<p><i><strong>Painel IV - Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais</strong></i></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-mario-mendiondo" class="external-link">Eduardo Mario Mendiondo</a> (USP São Carlos)<br />Inga Jacobsmata (CSIR)<br />Sérgio Ayrimorais (ANA)</p>
<p><i><strong>Moderador</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tercio-ambrizzi" class="external-link">Tercio Ambrizzi</a> (IEA, IAG e Incline-USP)</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/debora-sotto" class="external-link">Debora Sotto</a> (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h</strong></td>
<td><i><strong>Lançamento do livro</strong> </i><span><i>“Gestão de Bacias Hidrográficas e Sustentabilidade”, de Arlindo Philippi Jr. e Maria do Carmo Sobral</i></span></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h30</strong></td>
<td><i><strong>Encerramento</strong></i></td>
</tr>
<tr>
<td>
<h3><i>23/04</i></h3>
</td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p><strong><i>Painel V - Atividades Produtivas e Uso Sustentável dos Recursos Naturais</i></strong></p>
<p>Harry Bollman (PUC-PR)<br />Márcia Maria G. Alcoforado de Moraes (UFPE)<br />William Stringfellow (University of the Pacific)</p>
<p><strong><i>Moderador</i><br /></strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-sampaio" class="external-link">Carlos Alberto Cioce Sampaio</a> (UFPR e Furb)</p>
<p><strong><i>Relator</i><br /></strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/amanda-silveira-carbone" class="external-link">Amanda Silveira Carbone</a> (PPGSP e FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h30</strong></td>
<td>
<p><strong><i>Painel VI - Gestão Integrada e Governança</i><strong><i> </i></strong></strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cleverson-andreoli" class="external-link">Cleverson V. Andreoli</a> (Isae e Andreoli Engenheiros Associados)<br />Virgínia Grace Barros (Udesc)<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro Roberto Jacobi</a> (IEE e IEA-USP)</p>
<p><i><strong>Moderadores</strong></i><br />Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP)</p>
<p><i><strong>Relator</strong></i><br />Mary Lobas de Castro (UMC/USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td><i><strong>Intervalo </strong>para almoço</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td>
<p><i><strong>Oficina “Caminhos a serem trilhados para a incorporação dos ODS na gestão de bacias hidrográficas”</strong></i></p>
<p><strong><i><strong> </strong></i></strong></p>
<p>Adilson Pinheiro (Furb); Carlos Alberto Cioce Sampaio (UFPR e Furb); Eduardo Mario Mendiondo (USP São Carlos); Eduardo Neder (ProASaS e FSP-USP); Luís Eduardo G. Grisotto (Abes e Cobrape); Frank Jaspers<strong> </strong><strong>(</strong>Unesco); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilda-collet-bruna" class="external-link">Gilda Collet Bruna</a> (UPM); Inga Jacobsmata (CSIR); Márcia Maria G. Alcoforado de Moraes (UFPE); Mary Lobas de Castro (UMC e USP); Mauricio Dziedzic (UP); Miguel Mansur (Abes e UFPR); Pedro Roberto Jacobi (IEA-USP); Sérgio Ayrimorais (ANA); Sonia Maria Viggiani Coutinho (FSP-USP); Soraia Fernandes (Editora Manole); Suetônio Mota (UFC); Suzana Gico Montenegro (UFPE); Taciana Neto Leme (ANA); Tercio Ambrizzi (IAG-USP e INCLINE-USP) ; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valdir-fernandes" class="external-link">Valdir Fernandes</a> (UTFPR); Virgínia Grace Barros (Udesc); Wagner Costa Ribeiro (IEA e FFLCH-USP); William Bonino Rauen (UFPR e UP) e William Stringfellow (University of the Pacific).</p>
<p><i><strong>Moderadores</strong></i><br />Arlindo Philippi Jr. (IEA e FSP-USP) e Maria do Carmo Sobral (UFPE)</p>
<p><i><strong>Relatoria</strong></i><br />Amanda Silveira Carbone (IEA-USP), Débora Sotto (IEA-USP) e Soraia Fernandes (Editora Manole)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr />
<p><span id="docs-internal-guid-6bdd39b0-7fff-ba07-10e1-020145a8ef25"><i> </i></span></p>
<p dir="ltr"><i><strong>Gestão de Bacias Hidrográficas e Sustentabilidade</strong></i><br /><i>22 e 23 de abril, das 8h30 às 17h30<br /></i><i>Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Para acompanhar presencialmente, é necessário se <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfUhNbO0NDDaqve4RBhlvgkL2zHV55v4lJ6zBpqFeRgT-SOEQ/viewform">inscrever<br /></a></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-urbansus-bacias-hidrograficas">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-01T19:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/povos-indigenas-e-comunidades-locais-nos-diagnosticos-do-painel-da-biodiversidade-segundo-seminario-28-e-29-de-abril-de-2016">
    <title>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade - Segundo Seminário - 28 e 29 de abril de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/povos-indigenas-e-comunidades-locais-nos-diagnosticos-do-painel-da-biodiversidade-segundo-seminario-28-e-29-de-abril-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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    <title>Povos Indígenas e Comunidades Locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade - 12 e 16 de novembro de 2015</title>
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