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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 231 to 245.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/divulgadores-de-ciencia-devem-enfrentar-grupos-que-disseminam-fake-news">
    <title>Divulgadores de ciência devem enfrentar grupos que disseminam fake news</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/divulgadores-de-ciencia-devem-enfrentar-grupos-que-disseminam-fake-news</link>
    <description>Para especialistas entrevistados no USP Analisa, comunicação de informações falsas ainda é maior concorrente para quem produz conteúdo confiável</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-abf28e0b-7fff-72d3-80c6-8dd89f655463"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/divulgalcao_ciencia_menor.png/@@images/a6164049-5e57-4774-b122-47a6e8bed846.png" alt="" class="image-left" title="" />A pandemia de covid-19 alterou a rotina das pessoas em todo o mundo, e não poderia ser diferente com os divulgadores de ciência. No atual contexto, está havendo um maior consumo desse tipo de informação? E como lidar com o desafio de fazer eventos sobre o tema, voltados para o público leigo, sem o contato face a face? Para discutir essas questões, o USP Analisa exibe a partir de hoje um especial em dois programas com a editora de Ciências do Jornal da USP Luiza Caires e com o coordenador do Pint of Science no Brasil e também coordenador de projetos educacionais do Instituto Questão de Ciência Luiz Gustavo de Almeida.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Para Luiza, o consumo de produtos de divulgação científica cresceu durante a pandemia, porém quem busca informação, principalmente sobre saúde, pode estar mais suscetível a notícias falsas. “Saúde sempre foi vamos, dizer assim, um carro chefe para fake news porque é uma coisa que afeta muito a vida das pessoas. E essa comunicação de fake news que é viralizada entre familiares, vizinhos, conhecidos, ainda é a maior concorrente para quem produz conteúdo sério”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Luiz acredita que em ciência, ao contrário do jornalismo, nem sempre se deve ouvir opiniões contrárias, como no caso de grupos que são contra as vacinas. Para ele, é preciso haver um enfrentamento maior desses grupos. “Uma conclusão a que chegamos em um ciclo de estudos realizado no ano passado foi que as pessoas têm acesso à informação, então não é esse o motivo da ignorância, de você não conhecer os fatos, não reconhecer as evidências. Hoje, 99% das pessoas tem acesso às informações na palma da mão. Acho que um outro jeito da divulgação científica ajudar nesse combate às fake news é não mostrar só a beleza da ciência, que é super importante, mas a gente também tem que começar a bater de frente com esses grupos”, diz ele.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A primeira parte da entrevista vai ao ar pela Rádio USP nesta quarta (20), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (24), a partir das 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de </span><span>streaming</span><span> </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/3xuFerZEzUBiPWlUQXNarx?si=S_bMsOV4TUO54SLglByYNA"><span>Spotify</span></a><span>. O </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</span></p>
<div><span><br /></span></div>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-20T13:27:35Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica3">
    <title>Conferências Christian Jacob e Jacques Leenhardt</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica3</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<h3>Abertura Oficial</h3>
<p><span>Esse evento faz parte da </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica/" class="external-link">Semana Franco-Uspiana de Cooperação Científica</a><span>.</span></p>
<p><span>Trata-se de </span><span>uma </span><span>iniciativa do Consulado Geral da França em São Paulo em parceria com o Instituto de Estudos Avançados e a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da Universidade de São Paulo. A programação prevê diversas atividades, as quais estão apresentadas no site do IEA-USP.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-03T12:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica2">
    <title>Trânsitos: Franceses no Brasil no Século XX (Colóquio)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica2</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Esse evento faz parte da <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica/" class="external-link">Semana Franco-Uspiana de Cooperação Científica</a>.</p>
<p>Os estudos sobre a presença francesa no Brasil recobrem diferentes esferas da vida social, política e econômica, os quais podem ser abordados de uma perspectiva “micro”, no nível cotidiano, ou “macro”, retratando os movimentos inseridos em um século atormentado por crises econômicas sistêmicas, duas Grandes Guerras, migrações internacionais intensas – não raro, trágicas – e uma geopolítica cindida em dois grandes blocos hegemônicos, liderados pelos Estados Unidos e a União Soviética, no pós-II Guerra Mundial. Diante desse quadro, como pensar a trajetória – os trânsitos e as permanências – dos franceses no Brasil?</p>
<p>Juntamente com os trânsitos de pessoas, foco desse projeto, não podemos deixar de mencionar o trânsito de ideias que o acompanhou e que merece destaque, particularmente, no caso dos franceses. Ou seja, se o fluxo migratório é modesto numericamente, seu alcance não o é, como poderemos constatar em mais de um aspecto ou estudo de caso previsto nesse projeto.</p>
<p>Assim, para além da história captada através de uma grande angular, é possível fixar, no detalhe, a participação dos franceses nas mais diversas esferas da vida brasileira? Os festejos da Queda da Bastilha, na pacata São Paulo, da década de 1920; as atividades profissionais e científicas, que estreitaram laços tão importantes entre universidades francesas e brasileiras; ou, nos pós-II Guerra Mundial, as trocas artísticas intensas, certamente motivadas por uma campanha aguerrida frente as investidas do <i>american way of life</i>... enfim, diante de tantos temas relevantes, é possível mapear projetos bem-sucedidos, ou malogrados, em um mar de realizações e decepções que compõem as experiências vivenciadas por esses viajantes de curta ou longa duração, mas também pelos imigrantes, com base em investigações que ainda não encontraram um fórum franco-brasileiro de divulgação?</p>
<p>O Colóquio “Trânsitos: Franceses no Brasil no Século XX” se apresenta como um ponto de partida para um mapeamento mais amplo das trocas científicas, culturais, econômicas e políticas entre franceses e brasileiros. Trata-se da pedra inaugural de um projeto maior, que inclui a  criação de uma enciclopédia digital destinada aos registros das experiências aqui retraçadas, e de outras tantas, com potencial para tornar-se uma ferramenta decisiva de  guarda da memória e de pesquisas futuras.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Palavras-chave</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>relações França-Brasil; experiências; trânsitos; permanências; cooperação científica</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-03T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica1">
    <title>Ciência Aberta: Encontro Internacional França – América do Sul (Simpósio)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Esse evento faz parte da </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/semana-franco-uspiana-coop-cientifica/" class="external-link">Semana Franco-Uspiana de Cooperação Científica</a><span>.</span></p>
<p>Uma primeira edição do Simpósio “Ciência Aberta – Encontro Internacional França-América do Sul” foi realizada em Buenos Aires, em dezembro de 2021, com o apoio da Embaixada da França na Argentina e no Brasil, do Centro Franco-Argentino de Altos Estudos em Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires e do CNRS. A organização foi ao encargo do CONICET. Naquela ocasião, foram propostas quatro mesas redondas:<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>1.     O desenvolvimento da ciência aberta: uma questão política, um desafio científico?<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>2.     As transformações da edição científica: alguns modelos de revistas para serem reinventados?<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>3.     A implementação da política da ciência aberta na Europa: testemunha dos órgãos de pesquisa francês;<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>4.     Testemunha de experiências editoriais: experiências cruzadas de revistas em ciências humanas e sociais.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Dando sequência a esses trabalhos, a Embaixada da França no Chile e o Instituto Francês no Chile, <span>Delegação Regional Francesa de Cooperação para a América do Sul </span>e a UNESCO se associaram ao comitê organizador do primeiro encontro para propor uma nova edição do Simpósio, com sede na Universidade de São Paulo (USP), nos dias 22 e 23 de setembro de 2022.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>A edição atual prevê três conferências temáticas e três painéis: 1. Humanidades digitais; 2. Avaliação dos pesquisadores; 3. Ciência cidadã e um diálogo sobre o conhecimento como um bem comum. <span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Os objetivos perseguidos no encontro são: a troca de experiências entre os países da América do Sul e entre estes e a França sobre o tema da ciência aberta; o incentivo às colaborações sobre o tema da ciência aberta entre a França e a América do Sul; e uma reflexão sobre os vínculos entre ciência e democracia.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Participam das mesas redondas intelectuais cujas trajetórias se notabilizaram pela reflexão e ação em defesa da ciência aberta, em seus diferentes campos de atuação, dentre os quais Renato Janine Ribeiro, Ricardo Medeiros Pimenta, Sylvie Rousset, Laura Rovelli, Bianca Amaro e Cláudia Bauzer Medeiros. Para mais informações, ver programação abaixo.<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-03T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/3a-semana-franco-uspiana">
    <title>Programação da 3ª Semana Franco-Uspiana reafirma parceria acadêmica entre Brasil e França</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/3a-semana-franco-uspiana</link>
    <description>A terceira edição irá celebrar os laços entre as universidades e instituições francesas com a USP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7f816374-7fff-f95e-5e15-89e07d244546"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Semana-franca-uspiana-3a.jpg/image" alt="Semana franco uspiana " title="Semana franco uspiana " height="416" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Arte para divulgação da Semana | Imagem: Tie Ito - IEA/USP</dd>
</dl>A terceira edição da <span id="docs-internal-guid-1b59fdea-7fff-9bd6-6194-3ee8396e1670"><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana"><span>Semana Franco Uspiana de Cooperação Científica</span></a></span></span><span> acontecerá entre os dias 16 e 20 de setembro no Instituto de Estudos Avançados (IEA) e em outros locais da </span><span>Universidade de São Paulo</span><span> (USP). Com objetivo de integrar diferentes áreas da pesquisa e membros da comunidade científica, a edição foi organizada para</span><span> ressaltar a importância e a longevidade das relações entre universidades e instituições de pesquisa francesas com a USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>O evento terá seminários, conferências especiais e mesas-redondas, além de marcar o lançamento do </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-01"><span>primeiro colóquio</span></a><span> do </span><span>Laboratório</span><span> Internacional de Pesquisa (IRL, na sigla em inglês) do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS-USP). Todas as atividades realizadas no IEA serão presenciais e transmitidas ao vivo pela internet. Nos demais locais, não haverá transmissão online. Exposições em francês terão tradução simultânea.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A abertura oficial da Semana terá a presença de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr"><span>Carlos Gilberto Carlotti</span></a><span>, reitor da USP; Alexandra Mias</span><span>, </span><span>consulesa geral da França em São Paulo; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-alberto-nussenzveig"><span>Paulo Nussenzveig,</span></a><span> </span><span>pró-reitor de Pesquisa e Inovação; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-proenca"><span>Sérgio Proença,</span></a><span> </span><span>presidente da Aucani; Valérie Brisset; diretora adjunta da diplomacia cultural do Ministério das relações exteriores da França; Marisa Midori, professora da Escola de Comunicação e Artes (ECA) e pesquisadora do IEA; e Marion Magnan, adida para ciência e tecnologia do Consulado Geral da França em São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Logo após a cerimônia, também no IEA, o diretor de pesquisa do CNRS e chefe da Unidade Conjunta de Pesquisa para os Países Germânicos, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/michel-espagne"><span>Michel Espagne</span></a><span>, abrirá o Ciclo de Conferências da Semana. Com a exposição “</span><span>Historiografia das Transferências Culturais e a América Latina</span><span>”, o pesquisador francês abordará a noção de transferência cultural e seus questionamentos sobre comparação e influência. Segundo os organizadores da Semana, a conferência busca resgatar a história do conceito de transferências culturais e situar seus usos no contexto latino-americano.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ainda sobre esse tema, Espagne irá proferir, no dia 19 às 14h no IEA, a </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-09"><span>conferência</span></a><span> “Transferências Culturais e História do Livro”, na qual irá relacionar a história dos livros e seus capítulos com a questão das transferências culturais. “A história do livro é também uma história de traduções, de bibliotecas públicas e privadas e seus sistemas de classificação, uma história de órgãos de revisão, de publicações fora das fronteiras linguísticas, de censura, uma história de editoras e suas redes internacionais”, acrescentam os organizadores.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Eventos especiais </strong></span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>A primeira atividade da Semana será o colóquio </span><span>"Mundos em Transição", nos dias 16 e 17, às 9h, no IEA. Com objetivo de enfrentar as questões atuais no campo da tecnologia, comunicação e interação entre homem e natureza, os participantes irão investigar a forma como essas questões afetam sociedades marcadas pela desigualdade. As palestras do dia abordarão temas como as migrações entre o Brasil e a França no século 20, a relação entre religião e ecolog</span><span>ia, transições ecológicas na Amazônia, povos indígenas e a produção de sociobiodiversidade e os benefícios da tecnologia para as ciências humanas. </span></p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th><span id="docs-internal-guid-10709312-7fff-0534-f7ca-371bd67445a5">
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Projeto online cataloga marcos da relação Brasil-França</span></p>
</span></th><th></th>
</tr>
<tr>
<td><span>No dia 16 de setembro, será lançado o projeto “Trânsitos | Circulations - Enciclopédia Digital das Relações entre a França e o Brasil (1880-1980)”, desenvolvido no IEA pelo Grupo de Pesquisa Brasil-França, coordenado por Marisa Midori. A enciclopédia virtual foi criada para mapear e registrar pessoas, obras, instituições, eventos e conceitos que transitaram entre os dois países. Em sua primeira fase, a página reunirá verbetes relativos ao período de 1880 a 1980. O lançamento acontecerá durante as Jornadas CNRS-USP “Mundos em Transição”, às 14h30, no IEA.</span></td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>O Ciclo de Conferências da Semana também terá a participação de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antoine-lilti"><span>Antoine Lilti</span></a><span>, professor de história com foco no iluminismo, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/serge-paugam"><span>Serge Paugam</span></a><span>. Lilti apresentará a conferência “</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-07"><span>O Filósofo e o Charlatão. As Luzes Diante do Público</span></a><span>”, no dia 18, às 18h30, analisando a relação entre a figura do charlatão, que afeta a razão e assombra as luzes, com a do filósofo. O evento será no Auditório István Jancsó (BBM-USP). </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Paugam fará a exposição da conferência “</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-10"><span>Explorar as Desigualdades Relacionais: a Contribuição da Teoria do Vínculo Social</span></a><span>”, no dia 19, às 16h, no IEA. A partir de uma apresentação sobre os laços e vínculos dos indivíduos, ele analisará a teoria do vínculo social e seu diálogo com a teoria das redes sociais, de um lado, e a teoria do capital social, de outro. Paugam é sociólogo, </span><span>diretor de pesquisa no CNRS e diretor da Équipe de Recherches sur les Inégalités Sociales (ERIS) do Centre Maurice Halbwachs (CMH).</span></p>
<p dir="ltr"><span>A </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-08"><span>Jornada USP 90 anos</span></a><span> discutirá a circulação e as trocas científicas entre Brasil e França, tratando dos embaixadores e investigadores nas ciências humanas e o caso do sociólogo e antropólogo francês Roger Bastide. Membro da missão de </span><span> </span><span>Lévi-Strauss no Brasil, ele lecionou no curso de Ciências Sociais na USP até 1954 e dedicou-se ao estudo das religiões afro-brasileiras, da arte e da literatura nacionais e do sincretismo religioso no país.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Do dia 16 a 19, acontecerá o “</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-06"><span>Seminário Internacional Afluências nas Artes desde Dacar</span></a><span>”, em diferentes locais. Com quatro mesas-redonda e um cine-debate sobre o filme </span><span>“Fesman 2010 de Leste a Oeste, de Norte ao Sul”</span><span>, o seminário abordará temas como a história de Dakar, </span><span>a pesquisa na construção do pensamento artístico e musicalidades e performances na África Ocidental.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também integra a programação a terceira edição do “</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-14"><span>Seminário de Pesquisa em Projeto de Arquitetura</span></a><span>”, com apresentação de 18 mesas de pesquisas que estão em andamento na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), no dia 18, às 10h.</span></p>
<p><span>Além dos ciclos e seminários, o evento terá a mesa-redonda</span><span> “</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-12">Mudanças Climáticas e Proteção dos Direitos Humanos: Desafios Jurídicos</a><span>”, no dia 19, às 9h, no </span><span>Auditório Goffredo da Silva Telles (Faculdade de Direito - Largo do São Francisco), e o workshop</span><span> “</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana-05">Da América ao Pacífico: para Além do Mito do ‘Selvagem’</a><span>” no dia 20, às 14h, no IEA, com Antoine Lilti e Andrea Daher.</span></p>
<p><span><br /></span></p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p><span><strong>III Semana Franco-Uspiana de Cooperação Científica</strong></span></p>
<p><span>Acesse a programação completa <span id="docs-internal-guid-f8035856-7fff-744a-ec70-05b834eaffb6"><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/iii-semana-franco-uspiana"><span>aqui </span></a></span></span></p>
<p dir="ltr"><span>Os eventos que acontecem na sede do IEA-USP serão transmitidos ao vivo em </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>www.iea.usp.br/aovivo</span></a></p>
<p dir="ltr"><span>Exposições em francês terão tradução simultânea</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Lívia Uchoa </dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-04T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-busca-solucoes-para-o-futuro-imediato-na-interface-educacao-basica-e-superior">
    <title>Encontro busca soluções para o futuro imediato na interface Educação Básica e Superior</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-busca-solucoes-para-o-futuro-imediato-na-interface-educacao-basica-e-superior</link>
    <description>Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (Fobreav) reúne especialistas no Rio de Janeiro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/imagens/fobreav"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fobreav/@@images/0cb1ca4c-5abb-42de-8e3c-5b4dec99bfcc.png" alt="Fobreav" title="Fobreav" height="398" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Os coordenadores das sessões: desafios estratégicos em debate</dd>
</dl>Repensar a atuação conjunta e articulada do Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (Fobreav), em particular das Cátedras de Educação, com vistas à contribuição das universidades públicas brasileiras para as políticas de educação, ciência e tecnologia. Com esse objetivo acontece entre os dias 7 e 9 de fevereiro um encontro que reúne representantes de diferentes cátedras, institutos e centros de estudos avançados de universidades do país, além de pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT/PPED).</p>
<p><br />Intitulado “Fobreav e Cátedras de Educação – Propostas para Educação, Ciência e Tecnologia”, o encontro presencial está sediado no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sob a coordenação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar Almeida Filho</a>, titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica">Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica</a> (IEA-USP) e Ana Célia Castro (CBAE/UFRJ), ocorre em formato de oficina composta por painéis de debates, com leitura de documentos prévios, e sessões <i>brainstorming</i> para sistematizar possíveis encaminhamentos institucionais.</p>
<p>Coordenam as sessões, além de Naomar e Ana Célia: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti" class="external-link">Bernardete Gatti</a> (IEA/USP), Carmen Teresa Gabriel (Complexo de Formação de Professores/UFRJ), Maria Fernanda Elbert (Cátedra Universidade do Futuro/UFRJ), Marília Zaluar Guimarães (CpE/UFRJ), Ricardo Henriques (UFF, Instituto Unibanco), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a> (IEA/USP) e Roberto Lent (CpE/UFRJ).<span> </span></p>
<p>“Em todo o mundo, o setor da educação constitui espaço de políticas públicas crucial para o desenvolvimento econômico e social, o que requer investimentos orientados para compensar vetores de assimetrias e desigualdades. Na oferta de educação pública, emergem disparidades sociais com relação ao acesso à qualidade diferencial dos processos de ensino-aprendizagem, principalmente nos níveis iniciais do sistema de educação, e às novas tecnologias”, afirmam os organizadores.<span> </span></p>
<p>De acordo com eles, “com a pandemia da Covid-19, a recuperação dos atrasos escolares impostos por medidas de controle baseadas em isolamento e distanciamento físico, bem como a redução das iniquidades educacionais aprofundadas pela crise sanitária, requerem tomar a Educação Básica como pauta política urgente”.<span> </span></p>
<p>Os participantes pretendem “buscar respostas concretas a desafios atuais: das sequelas da pandemia aos problemas crônicos dos sistemas públicos de ensino, da questão da formação de professores para a escola básica à inclusão social no ensino superior; na melhor qualidade da educação pública e gratuita; nos desafios da ciência e da tecnologia num contexto de transições profundas”.<span> </span></p>
<p>Ressaltam ainda que, no atual contexto de transição política complexa, “a prospecção de inovações curriculares e pedagógicas orientadas pelas ciências da aprendizagem e formações interdisciplinares por áreas de conhecimento e por temas contemporâneos transversais devem contribuir para políticas públicas viáveis no campo da Educação Básica”.<span> </span></p>
<p>Com base em documentos preparatórios, pelo menos oito propostas devem ser fundamentadas teoricamente e desdobradas pragmaticamente pelos integrantes da reunião:<span> </span></p>
<p>1.Consórcios Estaduais de Educação Superior para formação inicial e continuada de professores;</p>
<p>2. Complexos Integrados de Educação, na interface educação básica e educação superior, articulados aos polos de cultura previstos na nova política cultural;</p>
<p>3. Licenciaturas Interdisciplinares, articuladas a uma segunda licenciatura para professores da rede pública;</p>
<p>4. Colégios Universitários em rede com institutos federais e estaduais, universidades multi-campi e instituições isoladas, priorizando formação de professores;</p>
<p>5. Redes metapresenciais de co-aprendizagem integrando universidades, colégios universitários, institutos, escolas da rede pública e polos de cultura por meio de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação);</p>
<p>6. Propostas das Cátedras de Educação presentes com vistas à maior articulação entre elas.</p>
<p>7. Propostas de ação conjunta dos Institutos e Centros do Fobreav com as Secretarias de Educação Estaduais e Municipais para a implementação de novas capacidades e capacitações;</p>
<p>8. Discutir a elaboração de prioridades e propostas de Ciência e Tecnologia por parte dos Institutos e Centros do Fobreav.<span> </span></p>
<p><strong>Desafios estratégicos</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O Fórum Brasileiro de Estudos Avançados (Fobreav) foi criado em agosto de 2015 por dirigentes dos institutos e centros de estudos avançados de universidades brasileiras, reunidos na Universidade Federal de Minas Gerais, como espaço de ação e reflexão crítica criativa sobre os desafios estratégicos na implementação de estudos e pesquisas prospectivas de caráter interdisciplinar.<span> </span></p>
<p>Segundo a carta de criação, o Fórum “se propõe a conceber e desenvolver iniciativas e programas visando a integração entre universidades, governo, empresas e organizações sociais, por meio da construção de redes de produção de conhecimento baseadas na inter e transdisciplinaridade e na responsabilidade pública do conhecimento”.<span> </span></p>
<p>O documento também diz que a iniciativa “deve contribuir para a mundialização da Universidade brasileira e a ampliação e fortalecimento da rede de institutos avançados. Considera a transversalidade como fundamental para a produção da ciência, da cultura e das tecnologias, a fim de incrementar o desenvolvimento científico, sócio-econômico e cultural do país”.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-02-08T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana">
    <title>Conversas sobre a Teoria Darwiniana (Primeiro Encontro)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conversas-sobre-a-teoria-darwiniana</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>É cada vez maior a utilidade cognitiva da estrutura conceitual darwiniana. Mesmo em ciências tão diversas quanto a psicologia e a física quântica, passando por quase todas as disciplinas das humanidades.</p>
<p>Porém, tal processo, além de muito lento, não tem alcançado a devida visibilidade. No Brasil, ainda domina largamente a ideia de que a teoria darwiniana seja algo restrito às ciências da vida.</p>
<p>Com o intuito de tentar remar contra tamanha maré, o IEA promoverá, em 2022, um ciclo de conversas sobre as trajetórias intelectuais de estudiosos da obra de Darwin.</p>
<p>Na primeira, o convidado será o educador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nelio-marco-vincenzo-bizzo" class="external-link">Nelio Bizzo</a> (USP, UNIFESP e UFABC) que tem se dedicado ao próprio <span style="text-decoration: underline;">ensino</span> da teoria darwiniana.</p>
<p><b>Convidado:</b></p>
<p><span class="external-link">Nelio Bizzo</span><b> </b>(USP, UNIFESP e UFABC)</p>
<p><b>Coordenação: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a> (Programa Professor Senior)</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria Darwiniana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-09T16:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia">
    <title>Exposição Ocupação Hominínia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/institucional/exposicao-ocupacao-homininia</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-27T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/cooperacao-academia-industria">
    <title>Workshop identifica obstáculos e caminhos para a cooperação academia-indústria</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/cooperacao-academia-industria</link>
    <description>"Ciência &amp; Industria - Construindo Novos Caminhos em Tempos Desafiadores" foi o tema do encontro da série Strategic Workshops realizado no dia 19 de junho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ciencia-e-industria-mesa-1" alt="Ciência e Indústria mesa 1" class="image-inline" title="Ciência e Indústria mesa 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A partir da esq., Paulo Saldiva, Cristovam Buarque, Marco Antônio Zago, José Eduardo Krieger e Marcos Buckeridge durante a abertura do encontro</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O desempenho do Brasil em termos de inovação tem sido prejudicados por diversos fatores, principalmente pela falta de definição do novo marco regulatório para a ciência, tecnologia e inovação (CT&amp;I) e pelos cortes orçamentários. <span>O workshop </span><i>Ciência &amp; Indústria - Construindo Novos Caminhos em Tempos Desafiadores</i><span>, realizado no dia 19 de junho, discutiu várias iniciativas acadêmicas, empresarias e das agências de fomento para a superação desses e outros entraves à inovação.</span></p>
<p>Foi mais um encontro da série Strategic Workshops, organizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP e pelo IEA, com apoio da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp). O Núcleo de Política e Gestão Tecnológica (PGT) da USP também atuou na organização do evento.</p>
<p><strong>Papel da USP</strong></p>
<p>Na abertura do workshop, o reitor da USP, Marco Antônio Zago, disse que é preciso reconstruir o país a partir da sociedade, não a partir dos políticos, e que adotou duas diretrizes em sua gestão dentro dessa perspectiva: a preservação da autonomia da universidade, “essencial para que exerça sua função central na sociedade”, e a ampliação do relacionamento externo, pois “é muito fácil falar da sociedade, mas muito difícil ouvi-la e fazer o que ela precisa”.</p>
<p>No âmbito desse relacionamento, Zago destacou o papel do Conselho Consultivo da USP, “com representantes de setores da sociedade, que está de fato influindo na vida da Universidade”.</p>
<p>No que se refere às ações para maior interação da USP com o setor produtivo, ele exemplificou com a assinatura de contratos com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e o projeto para a construção de um prédio com 12 mil m<sup>2</sup> para iniciativas ligadas à inovação e ao empreendedorismo.  “Nesse local, jovens pesquisadores trabalharão com produção de games, soluções digitais para comunicação, equipamentos hospitalares e outros temas, num ambiente inovador e com forte relação com o mundo empresarial”.</p>
<p>Além de Zago, participaram da abertura o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), o diretor do IEA, Paulo Saldiva, e o presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp), Marcos Buckridge.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<ul>
</ul>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Video<br /><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-i" class="external-link">Parte 1</a> | </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-ii" class="external-link">Parte 2</a></span></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-19-de-junho-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading"><strong>Outro evento</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/universidades-de-excelencia" class="external-link">Encontro analisa interdisciplinaridade e inovação em universidades de excelência</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><strong>Conceitos, Legislação e Diretrizes</strong></h3>
<p>A primeira sessão do workshop tratou dos empecilhos conceituais e regulatórios para a parceria entre instituições de ciência e tecnologia (ICT) e empresas. Para o presidente da Embrapii, Jorge Guimarães, o modelo de sua entidade pode ajudar a pensar na quebra de algumas dessas barreiras, por já ter se tornado uma experiência pedagógica em seus poucos anos de funcionamento.</p>
<p>O objetivo central da Embrapii é promover a inovação nas indústrias, “cuja grande maioria não possui centros de pesquisa”, por meio da diminuição de risco e custos para o desenvolvimento de soluções e produtos, explicou Guimarães.</p>
<p>A empresa também busca fomentar a colaboração entre empresas e as ICTs, com estas sendo credenciadas como unidades Embrapii destinadas à execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&amp;I) para as indústrias.</p>
<p>De acordo com Guimarães, esse modelo permite a negociação direta entre a unidade credenciada e a indústria. Com isso, os prazos de negociação são encurtados. O repasse de recursos da Embrapii é de natureza privada, o que permite à unidade de CTI contratar profissionais específicos para o projeto por meio da CLT.</p>
<p>“Atualmente temos 34 unidades credenciadas (12 são universidades) e até o final do ano termos 42, sendo 17 institutos privados e cinco públicos, entre eles o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Pauloualo. As 140 empresas participantes serão 200 no final do ano, com 280 projetos.”</p>
<p><strong>Marco legal</strong></p>
<p>A definição e implantação do novo marco regulatório para CT&amp;I foi o tema da exposição da presidente da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader.</p>
<p>Ela lembrou o fato de o Brasil responder atualmente por 2,7% da produção científica mundial, ficando em 13º lugar no ranking científico internacional, mas “com um nível de eficiência deprimente em termos de inovação, onde está na 69ª posição, com a queda de 6 posições de 2015 para 2016”.</p>
<p>Ela historiou o processo em andamento de definição do novo marco legal para CT&amp;I desde a inclusão do artigo 219-A na Constituição Federal por meio da aprovação por unanimidade da Emenda Constitucional nº 85, promulgada em fevereiro de 2015.</p>
<p>O desafio, segundo ela, é a derrubada dos oito vetos da ex-presidente Dilma a artigos da Lei 13.243. Além disso, “a regulamentação da lei pode anular o que já está nela e na Constituição”. Ela defendeu também a implantação de marcos legais de CT&amp;I nos estados e no Distrito Federal. “O único estado que fez algo foi o Acre, cujo Executivo encaminhou à Assembleia Legislativa uma proposta de adequação da legislação.”</p>
<p>Disse ainda que é preciso aprimorar a Lei do Bem (11.196/05), que estabelece incentivos fiscais a empresas inovadoras, alterar o Decreto 8.772/16, que regulamenta a Lei 13.123/15, que trata do acesso ao patrimônio genético e conhecimentos tradicionais, e barrar a tramitação de um projeto para uma nova lei das licitações que vai contra tudo que foi definido no marco legal.</p>
<p><strong>Projetos mobilizadores</strong></p>
<p>Para o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luís Davidovitch, as diretrizes para o incremento e integração da ciência  e da indústria são: a redução dos entraves burocráticos, definição de marcos regulatórios, financiamento contínuo e adequado à pesquisa, reforma da educação – com indução da colaboração entre academia e indústria –, projetos mobilizadores e ambiente econômico favorável.</p>
<p>“O exemplo que gosto de citar de projeto mobilizador é o programa espacial americano, desenvolvido depois que o primeiro satélite soviético foi lançado.” Como exemplo do passado de atuação do setor privado na pesquisa, citou os projetos de inovação para telecomunicações desenvolvidos pelos Laboratórios Bell. “E na atualidade, há o trabalho para desenvolver o computador quântico feito por pesquisadores na Microsoft, IBM e Google.”</p>
<p>Entre as dificuldades do cenário brasileiro, Davidovitch mencionou a queda da participação de produtos industrializados nas exportações brasileiras desde 2015, as dificuldades orçamentárias do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a perda de cérebros, com  jovens pesquisadores preferindo continuar no exterior depois da conclusão de suas pesquisas em outros países.</p>
<p>À título de comparação, ele citou a importância da participação da iniciativa privada no financiamento da pesquisa  nos EUA: “No MIT [Instituto de Tecnologia de Massachusetts], 19% dos recursos para pesquisas são pagos por empresas. A Universidade de Princeton recebeu US$ 400 milhões de ex-alunos em 2015, a Universidade Harvard obteve US$ 650 milhões.”</p>
<p><strong>Ensino</strong></p>
<p>As dificuldades na pós-graduação foram abordadas pelo secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Álvaro Toubes Prata. Ele destacou o desenvolvimento do sistema desde os anos 60, mas criticou a falta de apoio que recebe: “A primeira dissertação de mestrado é de 1963 e a primeira tese de doutorado é de 1967. O que fizemos nesse curto período é incrível. O sistema tem melhorado cada vez mais, mas em função das restrições orçamentárias não tem recebido os incentivos que merece”.</p>
<p>Prata também falou sobre a necessidade de mudanças na graduação, que “não sabemos se é uma formação ou uma forma de profissionalização”. Ele defende que a profissão de “empreendedor” (independentemente do curso de formação) seja mais valorizada. “Há vida virtuosa para que gosta de ciência fora do ambiente universitário.”</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ciencia-e-industria-cristovao-buarque" alt="Ciência e Indústria - Cristovam Buarque" class="image-inline" title="Ciência e Indústria - Cristovam Buarque" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Cristovam Buarque: "Razões corporativas da academia levam à falta de rigor na avaliação de programas de pesquisa"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Commodities x manufaturas</strong></p>
<p>Para Cristovam Buarque, "não bastam os políticos, é preciso haver ideias, filosofias na cabeça dos políticos”. O que está acontecendo é que “não temos coesão social e política e não temos um rumo para onde seguir”. Afirmou que “a indústria metal-mecânica se foi nos anos 80 e não nos preparamos para a nova era do conhecimento e para a falta de recursos.”</p>
<p>Vanderlei Salvador Bagnato, coordenador da Agência USP de Inovação (Auspin) comentou que, ao contrário do que fora dito pelo senador, “o Brasil tem um rumo: ser fornecedor de comida para o mundo”.  Enfatizou que as commodities do agronegócio possuem muita tecnologia no seu desenvolvimento e produção. A presidente do CNPq concordou com Bagnato e afirmou que “o Brasil já é o pais da segurança alimentar”. Ressalvou, no entanto, que a Embrapa vai perder competitividade em razão das restrições orçamentárias.</p>
<p>Ao comentar esses questionamentos, Buarque disse que não investir em tecnologia é trabalhar com demanda física. “Carne é mais importante que computador, mas computador a gente troca quando surge uma inovação”. Outra fragilidade do modelo, segundo ele, é que “a soja será levada para a África por empresários brasileiros, a produção ficando mais próxima da China”.</p>
<p><strong>Mentalidade</strong></p>
<p>Ainda em sua exposição, o senador apresentou críticas à academia e ao empresariado. Quanto à primeira, disse que razões "corporativas" levam à falta rigor na avaliação de programas de pesquisa "que, apesar de bons, são mais de interesse dos pesquisadores envolvidos do que da sociedade".</p>
<p>Buarque também fez críticas severas à mentalidade do empresariado brasileiro, “acostumado a viver às custas do Estado, sonegar impostos, importar tecnologias antigas e explorar o trabalhador”. Para mudar essa mentalidade, ele sugere que o BNDES só incentive empresas preocupadas com a inovação tecnológica e que alguns impostos sejam substituídos por tributo específico para o apoio à ciência e à tecnologia.</p>
<p>No debate após as exposições, o pró-reitor de Pesquisa da USP, Eduardo Krieger, disse que entre os problemas citados pelos expositores não figurou o fato de o Brasil “ser campeão” em economia fechada: “Por que o empresariado investiria se a economia é fechada, se não tem de competir?”. Davidovitch respondeu que há outros mecanismos de estímulo: “A Oracle começou com uma encomenda CIA para um banco de dados”.</p>
<h3><strong>Estímulos às indústrias</strong></h3>
<p>A segunda sessão do encontro foi dedicada às formas de estimular a demanda da indústria por ciência. O coordenador da Agência USP de Inovação, Vanderlei Salvador Bagnato foi o moderador e destacou que a melhor forma de promover isso é a criação pelas universidades de parques tecnológicos e incubadoras. “A USP não possui um parque tecnológico, mas tem incubadoras, até em associação em cidades onde não possui campus.”</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ciencia-e-industria-carlos-americo-pacheco" alt="Ciência e Indústria - Carlos Américo Pacheco" class="image-inline" title="Ciência e Indústria - Carlos Américo Pacheco" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Carlos Américo Pacheco: "A cooperação universidade-empresa é importante, mas não substitui o esforço interno das empresas”</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um dos expositores da sessão foi o presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, Carlos Américo Pacheco, para quem a inovação é um fenômeno empresarial dependente de investimento, crédito e outros fatores: “As empresas inovam por pressão do mercado. A cooperação universidade-empresa é importante, mas não substitui o esforço interno das empresas.”</p>
<p><strong>Financiamento privado</strong></p>
<p>Por outro lado, ele considera que as universidades não devem ver na cooperação com empresas uma forma de financiamento, mas sim uma maneira de ampliar as oportunidades para seus alunos. “No futuro o dinheiro virá do setor privado, mas vai ficar nele, não vai financiar as universidades”.</p>
<p>“Em todo lugar do mundo as políticas nacionais estimulam essa cooperação como forma de criar oportunidades para os alunos, até para justificar o investimento público em pesquisa e a contribuição dela para a sociedade.”</p>
<p>Pacheco foi um dos representantes das agências de fomento no workshop, por isso deu algumas informações sobre os programas da Fapesp para o estímulo à cooperação universidade-empresas.</p>
<p>Um deles é o programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe), funcionando já há 20 anos, tendo apoiado 1.700 projetos de 1.100 empresas. “A geografia de implantação dos projetos segue mais ou menos a geografia dos principais campi no Estado de São Paulo. A taxa de mortalidade das empresas é muito baixa, ficando ao redor de 7%. Depois de oito anos elas atingem um faturamento de  R$ 20 milhões”.</p>
<p>Outra iniciativa da Fapesp é o Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite), que possibilita a gestão conjunta de pesquisas sobre temas escolhidos pelas empresas. “Como spin-off desse programa surgiram os Centros de Pesquisa em Engenharia, projetos com dez anos de prazo em vez dos três ou quatro anos habituais do Pite.”</p>
<p>A fundação implantará um terceiro programa a partir de consulta pública sobre a criação de centros de engenharia em manufatura avançada (manufatura aditiva, sistemas ciber-físicos, sensores/rastreadores e aplicações de inteligência artificial).</p>
<p><strong>Ações do empresariado</strong></p>
<p>Uma das representante do setor privado na mesa foi Gianna Sagazio, diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e coordenadora executiva da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).</p>
<p>Ela disse que a MEI foi lançada 2008 com o objetivo de “contribuir com a elaboração de políticas de inovação efetivas e estimular as empresas a investir nessa atividade“. A entidade reúne 150 lideranças empresariais mais 400 pessoas, entre empresários, presidentes de conselhos e dirigentes de empresas.</p>
<p>Gianna afirmou que mesmo a ideia de criação da Embrapii surgiu e prosperou na MEI, que também gestou a criação de um programa envolvendo o BNDES e a Finep, além de atuar para a aprovação do novo marco regulatório de CT&amp;I.</p>
<p>Assim como a presidente da SBPC na primeira sessão, Gianna destacou o fato de o Brasil ter caído da 47ª para a 69ª no Índice Global de Inovação entre 2011 a 2017, sendo o 7º colocado entre os países da América Latina e o último entre os Brics.</p>
<p>“O Brasil tem um ambiente nada favorável para os negócios. Precisaria aumentar em 60% seus recursos financeiros e humanos e apresentar resultados 160% maiores para se comparar ao primeiro país do ranking, a Suíça.</p>
<p>Ela defendeu a adoção de planejamento de longo prazo para projetos estratégicos para o país, com encomendas tecnológicas que estimulem a relação entre instituições de pesquisa e empresas.</p>
<p><strong>A pesquisa nas empresas</strong></p>
<p>A mesa teve também a participação de representantes das áreas de pesquisa e desenvolvimento de duas empresas: o diretor executivo do Instituto Tecnológico Vale, Sandoval Carneiro Jr., e o líder do Social Data Analytics Group da IBM Research do Brasil, Cláudio Pinhanez.</p>
<p>De acordo com Carneiro Jr., a Vale criou a Gerência Executiva de Tecnologia e Inovação em 2009 para servir como ambiente de interação interna, com outras empresas e com instituições de pesquisa brasileiras. O resultado foi a implantação de dois Institutos de Tecnologia Vale, um em Belém, PA, voltado ao desenvolvimento sustentável, e outro em Ouro Preto, MG, dedicado à mineração.</p>
<p>Os dois institutos possuem parecerias com várias agências federais e estaduais e mais de 200 iniciativas com universidades e empresas fornecedoras de produtos e serviços. Há parcerias também com universidades do Chile, Japão, Suécia, África do Sul e de outros países e mestrados profissionais em Belém, Ouro Preto e Moçambique, segundo o expositor.</p>
<p><strong>Perspectivas</strong></p>
<p>O cenário favorável brasileiro no início da década fez com que o país fosse escolhido entre 150 candidatos para a instalação de um laboratório da IBM, informou Pinhanez.  “A disputa final ficou entre Brasil, Austrália e Emirados Árabes Unidos.”</p>
<p>“Era um momento bom na economia e na política. Poderíamos suprir as necessidades de muitas empresas que não possuem laboratórios. Entramos no mercado para competir com as universidades em certo nível de pesquisa.”</p>
<p>Dois atrativos do país para esse tipo de iniciativa da IBM são o grande número de pesquisadores com alta qualificação e um bom conjunto de incentivos governamentais, segundo Pinhanez.</p>
<p>Em 2010 foram inaugurados os laboratórios no Rio de Janeiro e na capital paulista, que contam atualmente com 70 doutores, brasileiros e estrangeiros, com uma média de uma nova contratação por mês. “Em 2016, os trabalhos resultaram em 101 publicações e 56 patentes depositadas. Nos sete anos de funcionamento, foram 412 publicações e 250 depósitos de patentes.”</p>
<p><strong>Competição limitada</strong></p>
<p>Ele apontou algumas dificuldades para vender ciência no Brasil: a competição no mercado é limitada e, portanto, há baixo incentivo à inovação; há poucas empresas de alcance global enfrentando forte competição internacional; e os juros altos tornam os investimentos de risco pouco atrativos, canalizando os recursos para o mercado financeiro. “Mas a academia não consegue inteferir nesses fatores.”</p>
<p>Pinhanez considera que os acadêmicos brasileiros devem se preparar para a competição com estruturas de pesquisas externas à universidade, inclusive vindas do exterior. “O mundo virá aqui para competir por ciência, inovação, e alunos. A pesquisa é algo internacionalizado hoje em dia e as  universidades têm todos os recursos para serem competitivas. “Como a USP vai se transformar para fazer frente à esse desafio?”, indagou.</p>
<p>Os outros problemas que ele identifica são a preocupação excessiva com o retorno do investimento em curto prazo e a mentalidade dos gerentes de inovação, “que não assumem riscos”.</p>
<p><strong>Gerações</strong></p>
<p>Pinhanez também criticou o perfil dos acadêmicos mais velhos, “tanto de direita quando de esquerda”, por serem “muito puristas”. Além da questão cultural, ele vê um problema geracional, pois considera a faixa etária abaixo de 40 anos mais apta a desenvolver inovação. “A idade média em Silicon Valley é de 35 anos. Em Israel é a mesma situação. A mudança tem de ser cultural.”</p>
<p>Essa tese de maior aptidão dos pesquisadores mais jovens para fazer inovação foi questionada no debate pelo presidente da Aciesp, Marcos Buckridge, e pelo coordenador científico do NGT-USP e vice-diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski, que disse ser mais baixa a taxa de mortalidade das start-ups lideradas por pesquisadores seniores, de acordo com pesquisas feitas nos EUA e em Israel.</p>
<p><strong>O caso Petrobras</strong></p>
<p>O gerente de Relacionamento com a Comunidade de C&amp;T da Petrobras, Eduardo Fernando dos Santos, disse que a empresa não tem problema para se beneficiar da ciência. Ele lembrou que em 1963 foi criado o seu Centro de Pesquisa, já em parceria com a UFRJ. Quando da descoberta dos campos gigantes na Bacia de Campos nos anos 80, foi instituído o Programa de Capacitação em Águas Profundas, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de produção de petróleo em lâminas d’água de até mil metros, que foi aprimorada para exploração até 2 mil metros de profundida nos anos 90, quando da descoberta de jazidas mais profundas.</p>
<p>“A descoberta da reserva do pré-sal em 2006 trouxe desafios tecnológicos imensos.” A partir do uso de recursos definidos pela cláusula de investimento em P&amp;D (0,5% da receita bruta da exploração dos campos de alta produção) em parcerias com a academia, “o pré-sal hoje é uma grande realidade, responsável atualmente por 58% da produção doméstica”.</p>
<p>Os resultados para a academia são imensos, segundo Santos. Ele disse que publicação do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) indicou que até 2013, tinham sido publicados 3.719 artigos publicados e produzidas 2.479 dissertações de mestrado e 1.738 teses de doutorado. “Esse trabalho também produziu um grande número de pesquisadores e bolsistas e originou cursos de graduação e pós-graduação.”</p>
<p>Mas há alguns problemas no sistema, admitiu: a burocracia rígida da Agência Nacional do Petróleo (ANP), das instituições de ciência e tecnologia, dos órgãos de controle e da própria Petrobras. Outro problema é como inserir na cadeia de valor inúmeras empresas que são geradas a partir desse relacionamento. “Há empresas que nem sequer conseguem fazer parte do cadastro de fornecedores da Petrobras, pois não podem atender certos requisitos, como experiência na área.”</p>
<p>No debate, Buckridge disse que artigo recente afirma que “a economia mundial já se descolou da dependência do petróleo, cujo espaço está sendo tomado pelas fontes renováveis”.  Diante disso, pergutou a Santo se  “vai valer a pena para o Brasil todo o investimento futuro da Petrobrás”.</p>
<p>O representante da Petrobras afirmou que discorda da ideia de que a economia mundial se desconectou do petróleo. “Enquanto houver grandes reservas ainda vai estar atrelada. A Petrobras não está fugindo desse debate, nosso plano de negócio é a reafirmação da empresa como indústria de energia. Além disso, haverá a matriz de transição baseada no gás natural. É difícil sair do petróleo, pois apesar de haver combustíveis substitutos, não há alternativa para outros produtos importantes da indústria petroquímica.”</p>
<p><strong>Diferença de valores</strong></p>
<p>Para o presidente da Opto Eletrônica, Jarbas Caiado de Castro Neto, também professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, as dificuldades na relação entre universidades e empresas é que os dois lados possuem ideias e valores diferentes para um mesmo mundo. No entanto, acredita que a interação entre os dois setores não exige que as universidades estejam presentes nas empresas, mas que criem um ambiente favorável para elas.</p>
<p>“Criamos o Optical Innovation Universe em São Carlos, um grupo de ótica que não é uma enormidade e que teve um impacto grande no surgimento de empresas na região.”</p>
<p>Ele afirmou que uma das causas do baixo desempenho em inovação que o impressiona é a “falta de ambição dos estudantes brasileiros, falta de vontade de mudar sua cidade, a sociedade”.</p>
<p>Castro argumentou que a maioria das 10 empresas mais valiosas do mundo tem menos de 30 anos de vida. “As empresas de sucesso são muito valorizadas nos EUA. Pessoas como Steve Jobs e Mark Zuckenberg são tratados como popstars".</p>
<p>Para ele, se o Brasil quiser ser um país do Primeiro Mundo e gerar empregos para engenheiros e outros profissionais qualificados, deve questionar o modelo baseado na exportação de commodities.</p>
<h3>A atuação das agências de fomento</h3>
<p>A terceira e última sessão do workshop foi dedicada ao papel das agências de fomento como facilitadoras de interação universidade-empresa, tendo como expositores o presidente do CNPq, Mário Borges, e o superintendente da Regional São Paulo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Oswaldo Massambani. A moderação foi de Glaucius Oliva, do IFSC-USP, ex-presidente do CNPq.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ciencia-e-industria-mario-neto-borges" alt="Ciência e Indústria - Mário Neto Borges" class="image-inline" title="Ciência e Indústria - Mário Neto Borges" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Mário Borges: "Brasil tem desenvolvimento distorcido"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Borges, o Brasil tem um “desenvolvimento distorcido”, porque desenvolveu muito bem a ciência, pouco a tecnologia e quase nada a inovação. “É bom que tenhamos desenvolvido a ciência. O representante da IBM destacou na sessão anterior que uma vantagem brasileira é a qualidade dos recursos humanos. Essa formação de mestres e doutores ocorreu graças ao trabalho do CNPq e da Capes, com programas que evoluíram independentemente dos governos.”</p>
<p>O que deve ser feito hoje, segundo ele, é atuar mais na tecnologia e inovação, sem descuidar da ciência, “para termos equilíbrio no desenvolvimento do Brasil e gerar riqueza.”</p>
<p><strong>Comércio exterior</strong></p>
<p>Ele citou exemplos do comércio exterior que justificam essa necessidade: “Nas importações brasileiras, as máquinas respondem por 27%, produtos químicos por 18%. Em comparação, das exportações, 7,6% são máquinas e 5,5% são produtos químicos. Um prejuízo considerável para a balança comercial”.</p>
<p>“Nossas commodities, embora tenham muita tecnologia, não serão suficientes para gerar riqueza, transformar o Brasil numa potência não só econômica, mas também social, científica e cultural.”</p>
<p>Além dos problemas de financiamento, ele cita outras três dificuldades do sistema: burocracia, falta de pessoal qualificado e desarticulação entre as agências. “Estamos tentando melhorar a articulação. Havia uma disputa  danada entre CNPq e a Finep, uma vez que os dois disputam verbas do FNDCT [Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Levamos o escritório da Finep para dentro do CNPq para iniciarmos uma maior articulação.”</p>
<p>Ele também relacionou os atuais programas do CNPq ligado direta ou indiretamente à inovação:</p>
<ul>
<li>Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE), que concede bolsas a pesquisadores nas empresas; </li>
<li>Bolsas de Fomento Tecnológico; </li>
<li>Bolsa para Jovens Talentos, “para repatriar aqueles que foram atuar exterior”; </li>
<li>Bolsa para Jovens Talentos Inovadores;</li>
<li>Doutorado Acadêmico Industrial (“primeiro em parceria com a UFABC e agora a ser expandido para o ITA”);</li>
<li>Inova Talentos, em colaboração com o IEL e envolvendo empresas internacionais;</li>
<li>Agente Local de Inovação, em parceria com o Sebrae, para alunos de gradução. </li>
</ul>
<p><span>Em relação aos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), afirmou tratar-se de um programa prioritário da Presidência da República na área de tecnologia e inovação, ao lado do projeto de um satélite geoestacionário. “A boa notícia é que estamos ampliando o programa, vamos passar de 101 para 104 INTCs, tendo o apoio da Vale em 3 dos novos institutos e de fundos do Reino Unido e Alemanha para alguns existentes e outros a serem criados. Nossa meta é chegar a pelo menos 130 INCTs.”</span></p>
<p><strong>Investimentos e subvenção</strong></p>
<p>Massambani concentrou sua exposição nas iniciativas atuais e planejadas da Finep, financiadas em grande parte por recursos provenientes do FNDCT e voltadas ao atendimento de três finalidades: demanda espontânea de crédito pelas empresas, chamamentos públicos por meio de editais e encomendas governamentais.</p>
<p>Os projetos são avaliados a partir de cinco níveis crescentes de grau de inovação e risco tecnológico: pré-investimento, inovação para a competitividade, inovação contínua para desempenho, inovação pioneira, e inovação crítica. “Quanto maior a inovação e o risco, menor o custo do dinheiro”. Outros atrativos dos programas são os prazos maiores de carência e de pagamento.</p>
<p>Uma ação importante da Finep para alavancar empresas inovadoras são os investimentos diretos, com a aquisição de participação acionária, e indireto, através de fundos de investimento, afirmou o expositor.</p>
<p>Há também a subvenção (aporte de recursos não reembolsáveis), que exige uma contrapartida da empresa. “Isso acaba puxando a participação de capital privado para o processo de desenvolvimento, reduzindo o investimento público.”</p>
<p>Massambani destacou também o programa Inova Empresa, que prevê investimento em áreas estratégicas, fomento a planos de inovação empresariais e descentralização do crédito para pequenas e médias empresas.</p>
<p>Apesar das dificuldades orçamentárias, novas ações tem sido adotadas, de acordo com Massambani. É o caso do Finep Startup, que aporta até RS$ 1 milhão para empresas com receita bruta de até RS$ 3,6 milhões. “E estamos trabalhando na criação do Finep Conecta, que acopla crédito à subvenção.”</p>
<p>“Outra iniciativa relevante é a que está sendo desenvolvida com os núcleos de inovação tecnológica. A ideia é treinar agentes de inovação para que interajam com as empresas. Isso está sendo articulado com Fiesp, Ciesp, Sebrae, Investe São Paulo, Centro Paula Souza, Senai e institutos federais.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto 1: Fernanda Rezende/IEA-USP; Fotos 2,3 e 4: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>C&amp;T</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-30T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-7-jornada-catedra-olavo-setubal">
    <title>Enganos, método e rigor na ciência e na arte</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-7-jornada-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>No dia 12 de setembro, aconteceu o 7º encontro da jornada "Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral"; o tema foi "Da Fragilidade, da Falta de Rigor, dos Enganos da Ciência e do Falseamento da Paisagem".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/expositores-do-7o-encontro-da-jornada-da-catedra-olavo-setubal/image" alt="Expositores do 7º encontro da jornada da Cátedra Olavo Setubal" title="Expositores do 7º encontro da jornada da Cátedra Olavo Setubal" height="287" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A mesa do encontro teve a participação de (a partir da esq.) Fernando Lindote, Hernan Chaimovitch, Helena Nader (moderadora), Raul Antelo, Paulo Herkenhoff (comentarista), e Letícia Ramos; Walmor Corrêa participou com gravação em vídeo</dd>
</dl></p>
<p>Verdade, método, consenso, síntese e rigor foram os principais conceitos debatidos - alguns em relação à arte, outros  em sua aplicação na ciência - no encontro <i>Da Fragilidade, da Falta de Rigor, dos Enganos da Ciência e do Falseamento da Paisagem</i>, no dia 12 de setembro.</p>
<p>Os expositores foram: os artistas plásticos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walmor-correa" class="external-link">Walmor Corrêa</a> (em vídeo gravado), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-lindote" class="external-link">Fernando Lindote</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leticia-ramos" class="external-link">Letícia Ramos</a>; o bioquímico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hernan-chaimovich" class="external-link">Hernan Chaimovich</a>, professor titular do Instituto de Química (IQ) da USP; e o crítico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raul-antelo" class="external-link">Raul Antelo</a>, professor de literatura da UFSC.  O evento teve moderação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a> , titular da cátedra, e comentários de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, também titular da cátedra.</p>
<p><strong>Enganos</strong></p>
<p>Walmor Corrêa falou de seu trabalho "Biblioteca dos Enganos", baseado na interpretação errônea que os naturalistas estrangeiros faziam da fauna brasileira. [<a class="external-link" href="https://www.youtube.com/embed/QU8QLEEJfvU">Assista ao vídeo da apresentação.</a>]</p>
<p>Nos seus estudos de arquitetura e no Instituto de Artes na UFRGS, ele teve contato com os trabalhos dos naturalistas que percorreram o país no passado.  Ao pesquisar sobre o botânico Fritz Muller (1822-1897), chegou à obra de outro teuto-brasileiro, o zoólogo Hermann von Ihering (1850-1930), que viveu 12 anos no Rio Grande do Sul e depois mudou-se para São Paulo, onde fundou o Museu Paulista e o dirigiu por 25 anos.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos<br />1 - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/da-fragilidade-da-falta-de-rigor-dos-enganos-da-ciencia-e-do-falseamento-da-paisagem" class="external-link">Encontro<br /></a>2- <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/embed/QU8QLEEJfvU">Apresentação<br /></a><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/embed/QU8QLEEJfvU">de Walmor Corrêa</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/da-fragilidade-da-falta-de-rigor-dos-enganos-da-ciencia-e-do-falseamento-da-paisagem-12-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No livro "Investigação Ornitológica no Brasil", de Ihering, Corrêa encontrou a questão que despertou o desenvolvimento de seu trabalho: o zoólogo comenta que talvez as andorinhas hibernassem, pois não eram vistas migrando.</p>
<p>Corrêa recorreu a pesquisadores da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul para esclarecer cerca de 100 problemas que encontrou no trabalho de Ihering. No final restaram 25 equívocos.</p>
<p>Em cada um desses casos, Corrêa produziu duas páginas de livro em encadernação antiga, na página do lado direito colocou o texto de Ihering manuscrito, na página da esquerda, ilustrações que fez dos animais conforme a descrição equivocada do pesquisador.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação </a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Grande parte da exposição de Letícia Ramos também foi relacionado com um aspecto histórico: o terremoto de Lisboa em 1755, que suscitou inclusive discussões à época sobre a providência divina entre Voltaire e Jean-Jacques Rousseau.</p>
<p>Afirmou que quando estava expondo na capital portuguesa começou a notar que o terremoto era um tabu para os lisboetas, talvez por viverem no mesmo local onde ele ocorreu e a cidade foi reconstruída. Esse interesse se tornou uma residência artística de seis meses para a pesquisa histórica sobre o terremoto.</p>
<p>Na verdade, a tragédia não foi constituída apenas pelo terremoto, pois em seguida houve um tsunami e depois o incêndio de grande parte das construções.</p>
<p>Ramos lembrou que uma das dificuldades para interpretar a tragédia é a falta de imagens mais precisas sobre o fato, pois as que foram produzidas basearam-se em maremotos e incêndios antigos.</p>
<p>O trabalho da artista resultou em obras com "muitos efeitos especiais", tendo com suporte fotografias e vídeos com várias técnicas. Um desses trabalhos foi a simulação de um terremoto no Instituto de Química da USP a partir de "receita" (limalha de ferro, enxofre e água) de Kant, um dos pensadores que analisaram a ocorrência da tragédia.</p>
<p>Outra obra foi a construção de uma pequena gaiola pombalina (estrutura em madeira supostamente antissísmica usada nos novos edifícios durante a reconstrução de Lisboa), submetendo-a a pressões variadas.</p>
<p>Lindote por sua vez não tratou de aspectos históricos nem de enganos científicos, mas sim de método (e sua dogmatização) e da falta dele,  questão abordada depois por Chaimovitch, único cientista do grupo.</p>
<p><strong>Método</strong></p>
<p>Chamado por Paulo Herkenhoff como um artista sem estilo, Lindote disse que seu método inicial é como o de muitos artistas, com uma estreita relação entre um conceito e o modo de realização da obra, "mas abandono o método, assim que começo a trabalhar". Seu interesse é se desvincular das noções de síntese e rigor "presentes em boa parte da produção artística brasileira"</p>
<p>"Entendo a necessidade da síntese e do desenvolvimento do trabalho com rigor, mas quando passamos à leitura dos trabalhos, o que parecia um instrumento útil e aberto ao aprofundamento das questões vira uma lei, um fundamento, e as obras são avaliadas em função de sua adequação a essa lei."</p>
<p>Essa espécie de questionamento da imposição de rigor, método e razão foi, de alguma forma, o pano de fundo da apresentação de Antelo. Ele utilizou como exemplos o trabalho de Lindote, as análises de Georges Bataille sobre a série de gravuras "Os Caprichos" (1799) de<span> Francisco de </span><span>Goya e como Jacques Lacan tratou da obra do Marquês de Sade.</span></p>
<p><span>Ele ressaltou que Bataille qualificou Goya não só como o primeiro pintor moderno, mas também o primeiro pintor do dilaceramento, da vertigem e da desordem. No caso de Lacan, Antelo disse que o psicanalista tratou da complementaridade entre razão e perversão no texto "Kant com Sade".</span></p>
<p>Essas reflexões permitiram a Antelo discutir temas como a potência do falso, a indecidibilidade onde se pensa encontrar a verdade, a distinção entre especialistas e eruditos e o fato de "o tempo se conservar na memória, mas se repetir na matéria".</p>
<p><strong>Consenso</strong></p>
<p>A questão da verdade foi retomada por Chaimovich, com a ressalva de que "inexiste a verdade como categoria absoluta na ciência". Ele discutiu também a essencialidade do consenso em ciência e as características do método científico.</p>
<p>Segundo ele, o método é simples: primeiro define-se o que é observável de acordo com os critérios científicos -"Nem tudo aquilo que se observa é o observável legítimo" - e esse observável deve ser aceito como legítimo pela comunidade científica. O segundo passo é inserir a constatação num marco conceitual estabelecido pela comunidade científica. A teoria resultante tem de prever o que é observável pela comunidade.</p>
<p>"Todos nós temos de entender a força do método científico. É a forma mais eficiente de construir as coisas. é um método que funciona para descrever a realidade. E há outro aspecto, tão importante quanto: sem um ensino elementar que inclua o método científico, estamos fadados a que se use o poder como argumento."</p>
<p>Para Chaimovich, um problema da atualidade é a enorme quantidade de dados surgidos de experimentos a partir da Segunda Guerra e a dificuldade de repeti-los. "Para que o consenso seja mantido, a atenção da comunidade tem de estar focada no universo desse consenso. Com o grande aumento no número de cientistas, é quase impossível que a atenção da comunidade esteja centrada nos consensos que criou", disse.</p>
<p>"Hoje, muito mais que no passado, a comunidade científica tem de refletir com cuidado o que é consenso e o que é consenso aparente, que pode ser destruído, causando um terremoto intelectual do qual não poderemos escapar."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-18T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/novos-horizontes-civilizatorios">
    <title>Novos Horizontes Civilizatórios: Direitos da Natureza, Direitos Humanos e o Giro Biocêntrico</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/novos-horizontes-civilizatorios</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-gudynas" class="external-link">Eduardo Gudynas</a>, pensador uruguaio, célebre autor do livro <a class="external-link" href="https://www.google.com.br/books/edition/Direitos_da_natureza/cGH0DwAAQBAJ?hl=pt-BR&amp;gbpv=0">“Direitos  da Natureza-Ética Biocêntrica e políticas ambientais”</a>, lançado no Brasil  pela Editora Elefante em 2019, foi consultor da Assembleia Constituinte  do Equador, que produziu uma nova Constituição, promulgada em 2008,  pioneira mundial na consagração dos Direitos da Natureza em um texto  constitucional.</p>
<p>O resultado desse texto foi assim saudado pelo próprio Gudynas: “La  nueva Constitución de Ecuador presenta por primera vez en América Latina  un giro hacia el biocentrismo...”.</p>
<p>Nessa perspectiva  ‘biocêntrica’, o ser humano, segundo Gudynas nos diz em seu livro  “Direitos da Natureza”, passa a ser “interpretado como uma parte da  comunidade da vida”, ou “como mais um, junto com as demais espécies  viventes, e não está acima delas”, nem tampouco acima dos direitos de  outros seres, aos quais passaram a se atribuir a condição de sujeitos de  direitos.</p>
<p>Essa equiparação entre direitos humanos e direitos da natureza,  segundo o pensador uruguaio, com quem teremos a oportunidade de debater,  é passo fundamental para confrontarmos o atual padrão civilizatório em  que tanto os seres humanos como os demais elementos da natureza são  vistos e tratados como recursos para acumulação e produção infinitas.  Postura fortemente responsável pela produção da catástrofe ambiental ora  em curso.</p>
<p>O debate com Gudynas será conduzido e mediado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-bernardino-de-carvalho" class="external-link">Marcos Bernardino de Carvalho</a>, que atualmente desenvolve pesquisa no IEA investigando  precisamente algumas das novidades latino-americanas que não só a  consagração dos “direitos da natureza”, mas também a consideração dos  ‘bens viveres’ e a instituição de ‘estados plurinacionais’, estão  aportando aos debates sobre os problemas socioambientais da atualidade.</p>
<p><b>Palestrante: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-gudynas" class="external-link">Eduardo Gudynas</a> (Centro Latino-Americano  de Ecologia Social/Cátedra Arne Naess em Justiça Global e Meio Ambiente,  Universidade de Oslo).</p>
<p><b>Mediador e debatedor: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-bernardino-de-carvalho" class="external-link">Marcos Bernardino de Carvalho</a> (Programa Ano Sabático do IEA/EACH/FFLCH-USP)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciencias Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-24T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/jornadas-investigativas-contemporaneas-o-programa-ano-sabatico-iea-usp-2a-edicao-2022-multilinguismo-contato-e-mudanca-linguistica-apontando-novos-rumos-para-a-ciencia-da-linguagem-26-05-2023">
    <title>Jornadas Investigativas Contemporâneas: o Programa Ano Sabático IEA-USP (2ª Edição-2022) - Multilinguismo, Contato e Mudança Linguística Apontando Novos Rumos para a Ciência da Linguagem - 26/05/2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/jornadas-investigativas-contemporaneas-o-programa-ano-sabatico-iea-usp-2a-edicao-2022-multilinguismo-contato-e-mudanca-linguistica-apontando-novos-rumos-para-a-ciencia-da-linguagem-26-05-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-05-26T20:19:53Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jose-goldemberg-90-anos">
    <title>José Goldemberg: 90 anos do cientista e gestor público</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jose-goldemberg-90-anos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-goldemberg-marco-de-2018" alt="José Goldemberg - março de 2018" class="image-inline" title="José Goldemberg - março de 2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O físico José Goldemberg durante conferência que fez em março no IEA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Físico nuclear de formação e especialista em energia sustentável, política de CT&amp;I, educação e meio ambiente, José Goldemberg chega aos 90 anos, comemorados no dia 27 de maio. Está em plena atividade, tanto na área acadêmica quanto na gestão pública, atividade que acompanha sua carreira de pesquisador desde 1986, quando se tornou o primeiro reitor da USP pós-redemocratização do país.</p>
<p>Atual presidente do Conselho Superior da Fapesp, Goldemberg tem recebido diversas homenagens pelo seu 90º aniversário. Nelas, a criação do IEA durante seu primeiro ano de reitorado tem sido destacada como uma de suas importantes contribuições para o desenvolvimento acadêmico do país.</p>
<p>Uma das homenagens foi a dedicação a ele da 5º Conferência Regional sobre Mudanças Globais: Energias Renováveis, Florestas e Futuro das Negociações Internacionais, realizada nos dias 5 e 6 de junho. [<i>Leia<a class="external-link" href="http://agencia.fapesp.br/trajetoria_de_jose_goldemberg_e_homenageada_por_expoentes_da_ciencia/27976/"> reportagem da Agência Fapesp</a> sobre a sessão em que vários cientistas falaram sobre a trajetória de Goldemberg.</i>]</p>
<p>Além de reitor da USP, ele foi ministro da Educação, secretário nacional de Ciência e Tecnologia e secretário nacional do Meio Ambiente, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancarev1.jpg" alt="Lançamento da 1º edição da revista &quot;Estudos Avançados&quot; - 18/12/1987" class="image-inline" title="Lançamento da 1º edição da revista &quot;Estudos Avançados&quot; - 18/12/1987" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>José Goldemberg (à dir.), então reitor da USP, Gerhard Malnic e Alfredo Bosi durante o lançamento do primeiro número da revista "Estudos Avançados", em 18 de dezembro de 1987</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Professor emérito do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP e professor honorário do IEA, Goldemberg foi agraciado em 2008 com o Prêmio Planeta Azul, concedido pela Asahi Glass Foundation e considerado um dos mais importantes nomes da área ambiental. Ele recebeu também o Prêmio de Ciência da Fundação Conrado Wessel (2014) e o Prêmio Ambiental Volvo (2000), além da Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (1995).</p>
<p>Patrono do IEA, Goldemberg tem participado de diversas realizações ao longo dos quase 32 anos de história do Instituto. Sua mais recente atuação foi na <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/ubias-director-meeting" class="external-link">conferência que proferiu</a> em março na Reunião de Diretores de IEAs de todas as regiões do mundo integrantes da Ubias (University-Based Institutes for Advanced Study), rede que tem o IEA entre seus fundadores e o vice-diretor do Instituto, Guilherme Ary Plonski, como presidente do Conselho Diretor. Ele também fez a conferência <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-master-class-with-jose-goldemberg" class="external-link"><i>The 80 years of the University of São Paulo: A Critical Review</i></a> na fase brasileira da Intercontinental Academia sobre o "tempo", projeto da Ubias realizado pelo IEA e pelo Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya, Japão, em março de 2015 e abril de 2016.</p>
<p>Ao falar da constante participação de Goldemberg no IEA é impossível não citar sua participação na equipe que produziu o Projeto Floram em 1990 (v. a íntegra da proposta na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401419900002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">revista "Estudos Avançados" nº 9</a>). Esse projeto previa uma contribuição brasileira, por meio da recuperação florestal de 2,3% do território do país, para o retardamento <span>por 50 anos </span>do risco de aquecimento global provocado pelos gases de efeito estufa, período em que a comunidade international poderia reduzir aquele risco por meio do desenvolvimento de tecnologias de energia sustentável.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto 1: Leonor Calasans/IEA-USP | Foto 2: Jornal da USP<br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Education</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-08T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-das-grandes-areas-II">
    <title>(Re)discussão Sobre as Grandes Áreas do Conhecimento (segundo encontro)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-das-grandes-areas-II</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O seminário <i>(Re)discussão sobre as grandes áreas do conhecimento </i>apresenta, em sua segunda rodada, a discussão sobre os atributos profissionais.</p>
<p><span>Trata-se do diálogo entre ensino e pesquisa e as práticas profissionais. </span><span>Discute-se, portanto, a valorização, nas mais diversas áre</span><span class="m_-6571623436107451138gmail-m_-5000708474760918842m_7131612727422374221gmail-m_-3579701319474905803m_2159651162592792261gmail-text_exposed_show">as do conhecimento (medicina, odontologia, música, teatro, educação física etc.), das qualidades profissionais, da performance e das capacidades psicomotoras (práticas corporais além das intelectuais, ou em latim, <i>mente manuque</i>).</span></p>
<p><span class="m_-6571623436107451138gmail-m_-5000708474760918842m_7131612727422374221gmail-m_-3579701319474905803m_2159651162592792261gmail-text_exposed_show"> Resgatam-se, dessa forma, os ideais de Newton Sucupira, salientando-se a relevância da pós-graduação profissional, bem como dos saberes práticos que são essenciais para o desenvolvimento não só das artes, mas também das ciências.</span></p>
<div class="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110gmail-" id="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110gmail-parent-fieldname-text-d51f7e9994544840a7d544f732e28196">
<p><strong>Coordenação</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-russomanno-ricciardi" class="m_4062988007460517787m_579768558210102930m_2882616623169825682m_4263525334931811598m_8799289689595200110external-link" target="_blank">Rubens Russomanno Ricciardi</a><span> (FFCLRP)</span></p>
<p><span><strong>Comunicações</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aloysio-fagerlande" class="external-link">Aloysio Fagerlande</a> (UFRJ) - Música</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/euclydes-fontegno-marques" class="external-link">Euclydes Fontegno Marques</a> (FM) - Medicina (Cirurgia)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a> (UFRJ, UFABC e IEA) - Engenharia</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-roberto-navega-lodi" class="external-link">Wilson Roberto Navega Lodi</a><span> (FMRP) - Bioquímica</span></p>
<p><strong>Participantes:</strong> <span>Adelaide Alario (UFABC); </span><span>Ana Zimmermann (EEFE); Antonio Araújo (ECA); </span><span>Diego Antonio Falceta Gonçalves (EACH e FUVEST); </span><span>Eliseu Martins (FEA); </span><span>Fernando Crespo Corvisier (FFCLRP); </span><span>Gustavo Silveira Costa (FFCLRP); </span><span>Lucas Eduardo da Silva Galon (FFCLRP); Luiz Afonso "Montanha" (ECA); </span><span>Marcelo Denny de Toledo Leite (ECA); </span><span>Paulo Eduardo de Barros Veiga (FFCLRP) e Ricardo de Figueiredo Bologna (ECA).</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epistemologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-15T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/os-desafios-da-ciencia-no-brasil">
    <title>Os Desafios da Ciência no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/os-desafios-da-ciencia-no-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="padding-left: 0px; text-align: left; ">O <span style="float: none; ">presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) Luiz </span>Davidovich abordará o histórico da ciência no país, a função das universidades e centros de pesquisa, e o papel da ABC na institucionalização da ciência brasileira.</p>
<p><span style="float: none; "> </span></p>
<p style="padding-left: 0px; text-align: left; ">A conferência destacará também os avanços proporcionados pelo desenvolvimento científico em diversos setores, como o aeronáutico, petrolífero, alimentício e de biotecnologia, ressaltando o retorno do investimento em ciência para o país.</p>
<p><span style="float: none; "> </span></p>
<p style="padding-left: 0px; text-align: left; ">O professor discorrerá ainda sobre a importância das mulheres na pesquisa científica, a necessidade de uma educação básica de qualidade para a formação dos futuros cientistas, e as projeções para o avanço da ciência no Brasil.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-01-21T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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