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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 81 to 95.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/eventos-catedra-olavo-setubal">
    <title>Jornada trata da visão de artistas sobre participação feminina nas artes e enganos da ciência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/eventos-catedra-olavo-setubal</link>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:660px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-vanzolini-chiquinha-gonzaga-e-nair-de-tefe-1/image" alt="Paulo Vanzolini, Chiquinha Gonzaga e Nair de Tefé" title="Paulo Vanzolini, Chiquinha Gonzaga e Nair de Tefé" height="300" width="660" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:660px;">Os homenageados dos dois encontros (a partir da esq.): o zoólogo Paulo Vanzolini (em evento do IEA em 2010), a compositora Chiquinha Gonzaga e a cartunista Nair de Tefé</dd>
</dl></p>
<p>O 7º e o 8º Encontros da <strong></strong><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a> acontecem nos dias <strong>12 e 13 de setembro, às 14h</strong>, na Sala do Conselho Universitário da USP (Rua da Reitoria, 374). Há 40 vagas abertas ao público (ingresso por ordem de chegada). Quem não puder comparecer poderá assistir às <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissões ao vivo</a> dos encontros pela internet.</p>
<p><span><strong>Enganos da ciência</strong></span></p>
<p>O tema do 7º Encontro (dia 12) será <i>Da Fragilidade, da Falta de Rigor, dos Enganos da Ciência e do Falseamento da Paisagem</i>. O objetivo é discutir como a ciência e em especial a pseudo-ciência apresentam situações de falhas e equívocos.</p>
<p>As exposições serão de<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff">Paulo Herkenhoff</a> (titular da cátedra), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leticia-ramos">Letícia Ramos</a> (artista plástica), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-lindote">Fernando Lindote</a> (artista plástico), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raul-antelo">Raul Antelo</a> (UFSC), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hernan-chaimovich">Hernan Chaimovich</a> (IQ-USP),  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walmor-correa">Walmor Corrêa</a> (artista plástico) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/margareth-aparecida-campos-da-silva-pereira">Margareth Aparecida Campos da Silva Pereira </a>(FAU-USP),  os dois últimos por gravações em vídeo. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a> (também titular da cátedra)</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i><strong>Sobre a jornada</strong></i></h3>
<p><i>A <i>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</i> é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com a coordenação da cátedra, "alguns artistas exploram os momentos de dificuldade do saber, correspondentes às limitações do sujeito ou aos valores de certo momento histórico". Alguns dos exemplos disso serão as apresentações de Walmor Corrêa, organizador da "<a href="http://www.walmorcorrea.com.br/obra/biblioteca-dos-enganos/" target="_blank">A Biblioteca dos Enganos</a>", reunião textos de viajantes e missionários que interpretaram fantasiosamente a natureza do Brasil; e Raúl Antelo, que tratará da teoria da <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mYFxx3aCPDI" target="_blank">Ruinologia</a> e da obra de Fernando Lindote.</p>
<p><strong>Homenageado</strong></p>
<p>O 7º encontro presta homenagem ao zoólogo e compositor de sambas <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Vanzolini" target="_blank">Paulo Vanzolini</a> (1924-2013), um dos idealizadores da Fapesp e professor da USP, onde dirigiu o Museu de Zoologia. Era herpetologista, “especialista em cobras e lagartos”, como se definia, dedicando-se ao estudo da evolução desses animais, sobretudo na Amazônia. Em uma de suas expedições à região, convidou o pintor José Cláudio para registrar diversos aspectos regionais. Também colaborou com a ilustradora e cartunista Hilde Weber. Entre seus sambas mais famosos estão “Ronda”, “Volta por cima” e “Amor de Trapo e Farrapo”.</p>
<p><strong>Mulheres</strong></p>
<p><i>O Matriarcado de Pindorama - A Impossibilidade do Silêncio</i> será o tema do 8º Encontro (dia 13). As expositoras serão<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nadia-batella-gotib">Nádia Batella Gotlib</a> (FFLCH USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suzana-pasternak">Suzana Pasternak</a> (FAU e IEA USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/regina-pekelmann-markus">Regina Pekelmann Markus</a> (IB USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-rivera">Tânia Rivera</a> (UFF) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/denise-stoklos">Denise Stoklos</a> (atriz). <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liliana-sousa-e-silva">Liliana Sousa e Silva</a>, da coordenação da cátedra, será a moderadora.</p>
<p>Malgrado o machismo da sociedade brasileira, o país possui uma cultura rica de vozes femininas, segundo a coordenação da cátedra. "No campo da arte, as mulheres estiveram à frente, ao lado ou um pouco atrás dos homens, mas nunca ausentes. Isso faz de nossa cultura um processo singular comparada às sociedades hegemônicas."</p>
<p><strong>Homenageadas</strong></p>
<p>O <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Chiquinha_Gonzaga">Chiquinha Gonzaga</a> e <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nair_de_Tef%C3%A9">Nair de Tefé</a>, duas mulheres que atuaram na passagem política dos valores do Império para a República nascente são as homenageadas pelo encontro. Chiquinha Gonzaga, com seu comportamento transformador da condição da mulher na sociedade, ousou na música e o Brasil nunca mais foi o mesmo, com a modernização do carnaval. Nair de Tefé vinha de uma família nobre e foi uma mulher transgressora. Dirigiu automóvel em fins do século 19 e foi caricaturista, parecendo corresponder com seus desenhos à crítica social presente na literatura de Machado de Assis. Casou-se com o presidente Hermes da Fonseca e subverteu o formalismo do Palácio do Catete, onde introduziu o maxixe e o violão, a ponto de receber uma ácida crítica do então senador Rui Barbosa.</p>
<hr />
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<p><strong>JORNADA RELAÇÕES DO CONHECIMENTO ENTRE ARTE E CIÊNCIA: GÊNERO, NEOCOLONIALISMO E ESPAÇO SIDERAL<br /></strong><strong>7º Encontro - Da Fragilidade, da Falta de Rigor, dos Enganos da Ciência e do Falseamento da Paisagem<br /></strong><i>12 de setembro, 14h<br /></i><strong>8º Encontro - O Matriarcado de Pindorama - A Impossibilidade do Silêncio<br /></strong>13 de setembro, 14h<br /><i>Local: <span>Sala do Conselho Universitário da USP - Rua da Reitoria, 374</span>, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</i><br /><i>Eventos gratuitos e abertos ao público - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br />Páginas dos eventos: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-7" class="external-link">7º Encontro</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-8" class="external-link">8º Encontro</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Mauro Bellesa/IEA-USP; Instituto Moreira Salles; Wikipedia Commons</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Feminismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-30T16:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/replica-lucy-fossil">
    <title>IEA recebe réplica de Lucy, um dos fósseis mais antigos da ancestralidade humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/replica-lucy-fossil</link>
    <description>Peça foi trazida pelo professor sênior Walter Neves, que a recebeu como doação do paleoartista Rogério Corrêa de Souza</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:267px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy-e-walter-neves/image" alt="Lucy e Walter Neves" title="Lucy e Walter Neves" height="400" width="267" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:267px;">O pesquisador Walter Neves com a réplica de Lucy, no IEA</dd>
</dl>Uma réplica de Lucy, fóssil de 3,2 milhões de anos encontrado em 1974 na Etiópia, agora ocupa o salão de pesquisa do IEA. Trazida por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, pesquisador e professor sênior do IEA, a peça foi doada pelo paleoartista Rogério Corrêa de Souza. No futuro, ela deve integrar uma instalação denominada “A saga da Humanidade”, a ser montada no saguão principal do Instituto.</p>
<p dir="ltr">Lucy é considerada o fóssil mais famoso de um ancestral humano. A descoberta suscitou um debate sobre se sua espécie, o <i>Australopithecus afarensis</i>, vivia integralmente no chão ou se era parcialmente arbórea, ou seja, se também passava parte de seu tempo em árvores. A discussão se deve ao fato de que Lucy andava ereta como nós, mas tinha proporções corporais similares às de um chimpanzé. Ela media cerca de 1,10 metro.</p>
<p dir="ltr"><strong>Paleoartista</strong></p>
<p dir="ltr">Biólogo e professor da educação básica paulista, Rogério Corrêa de Souza produz réplicas de crânios de hominínios fósseis. Com elas, é possível retratar os últimos 7 milhões de anos de evolução da nossa linhagem. A produção dessas réplicas faz parte de um esforço de Rogério Souza de popularização científica sobre a evolução humana entre alunos da rede pública do ensino médio, buscando tornar mais acessível a compreensão dos estudos sobre nossa evolução com o uso desses materiais didáticos.</p>
<p dir="ltr">Esse esforço em prol da divulgação científica e da disseminação sobre a evolução de nossa espécie também tem feito parte das atividades do pesquisador Walter Neves desde que entrou para a carreira acadêmica. <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores-seniores" class="external-link">Professor sênior</a> do IEA e aposentado do <a class="external-link" href="https://www.ib.usp.br/">Instituto de Biociências</a> (IB) da USP, Neves é um dos maiores nomes nas áreas de biologia evolutiva, antropologia e arqueologia no Brasil. Ao dedicar-se à origem do homem na América do Sul, foi responsável pelo estudo de "Luzia", esqueleto humano mais antigo (11 mil anos) até agora descoberto no subcontinente. O nome do fóssil, batizado por Neves, foi inspirado em Lucy.</p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy" alt="Lucy" class="image-left" title="Lucy" />Mudando a história do mundo</strong></p>
<p dir="ltr">A <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cientistas-brasileiros-reescrevem-a-historia-do-genero-humano" class="external-link">pesquisa mais recente de Neves</a> pode revolucionar a história da evolução do gênero humano. Com uma equipe de pesquisadores brasileiros e italianos, ele descobriu na Jordânia ferramentas de pedra lascada que teriam sido produzidas há 2,4 milhões de anos, segundo os métodos de datação utilizados. A descoberta indica que representantes do gênero Homo teriam saído da África 500 mil anos antes do que tem sido afirmado até agora (há 1,9 milhão de anos). Além disso, a pesquisa ainda indica que o primeiro hominínio a sair da África pode ter sido o <i>Homo habilis</i>, e não o <i>Homo erectus</i>, como defendem os estudos paleoantropológicos até o momento.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-29T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-5-6-jornada-catedra-olavo-setubal">
    <title>A arte em diálogo com a tecnologia e a partir dela</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-5-6-jornada-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>Jornada da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Ciência e Cultura e da Pró-Reitoria de Pesquisa realizou dois encontros na última semana de agosto: o do dia 29 teve por tema "A Coelha e Eu: Arte, Ciência e Tecnologia"; o do dia 30, tratou de "Arte, Música, Física e Psicanálise".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:650px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/na-mesa-a-partir-da-esq-marcos-cuzziol-helena-nader-fabio-cozman-e-bruno-moreschi-na-tela-eduardo-kac/image" alt="Na mesa: Marcos Cuzziol, Helena Nader, Fabio Cozman e Bruno Moreschi; na tela, Eduardo Kac" title="Na mesa: Marcos Cuzziol, Helena Nader, Fabio Cozman e Bruno Moreschi; na tela, Eduardo Kac" height="493" width="650" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:650px;">O artista visual Eduardo Kac (na tela) falou sobre seu trabalho em bioart na abertura do 5º encontro da jornada; os outros participantes foram Marcos Cuzziol, Helena Nader (moderadora), Fábio Cozman, Bruno Moreschi (os quatro presentes na mesa, a partir da esq.) e Vanderley Bagnato</dd>
</dl></p>
<p>Os dois encontros da <i>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral </i>realizados na última semana de agosto promoveram um diálogo entre artistas visuais, pesquisadores de arte, músicos, um matemático, um engenheiro e um psicanalista.</p>
<p>Esse elenco diversificado de especialistas possibilitou ao público presente na Sala do Conselho Universitário e online uma visão panorâmica sobre temas como: bioart; inteligência artificial, algoritmos genéticos e redes neurais na produção artística; a relação da luz com a matéria e as cores percebidas e supostas pelo cérebro; e a visão psicanalítica sobre as metáforas de representações construídas no inconsciente e aquelas produzidas por artistas.</p>
<p><strong>Bioart</strong></p>
<p>No dia 29, o tema foi <i>A Coelha e Eu: Arte, Ciência e Tecnologia</i>. Os expositores foram o artista visual <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-kac" class="external-link">Eduardo Kac</a>, o físico e artista visual<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-moreschi">Bruno Moreschi</a>, o pesquisador de arte e curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-fernandez-cuzziol">Marcos Cuzziol</a>, do Itaú Cultural,  e dois professores da USP:  o especialista em inteligência artificial <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gagliardi-cozman">Fabio Cozman</a>, da Escola Politécnica, e o físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vanderlei-salvador-bagnato">Vanderley Bagnato</a>, do Instituto de Física de São Carlos. A moderação foi da biomédica a <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a>, professora da Unifesp e titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Ciência e Cultura, parceira da Pró-Reitoria de Cultura na organização da jornada.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/a-coelha-e-eu-arte-ciencia-e-tecnologia" class="external-link">5º Encontro</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise" class="external-link">6º Encontro</a></li>
<li>Fotos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-coelha-e-eu-arte-ciencia-e-tecnologia-29-de-agosto-de-2019" class="external-link">5º encontro</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise-30-de-agosto-de-2019" class="external-link">6º encontro</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link"><strong>Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</strong></a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A coelha citada no título do encontro é Alba, ela própria a obra de arte "GFP Bunny", produzida por engenharia genética por Kac e apresentada ao público em 2000. Alba recebeu o gene da proteína fluorescente verde (GFP, na sigla em inglês) e graças a isso se tornava verde quando exposta à luz fluorescente.</p>
<p>Até hoje ela é um símbolo da bioart, termo criado por Kac em 1997 para classificar outra obra sua, a "Time Capsule", que utilizava biomateriais e tecnologias da imagem. A bioart baseia-se na biologia e faz uso de moléculas como proteínas e DNA, células e organismos invertebrados e vertebrados.</p>
<p>Em sua exposição (por teleconferência) na abertura do encontro, Kac detalhou a realização de suas obras e os conceitos que as orientam. No caso da "GFP Bunny", explicou que o momento de sua realização era fortemente marcado pela passagem para o terceiro milênio, inclusive com o receio de pane mundial dos sistemas computadorizados devido ao chamado “bug do milênio”.</p>
<p>“A Alba se transformou numa espécie de símbolo da época e inaugurou um novo vocabulário artístico, que trabalha com a própria vida, mergulhando na plasticidade biológica da vida.” Ele disse que seu interesse é criar um organismo inédito, de formar a “cultivar o novo” e pelo valor simbólico que isso produz.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A participação da luz (fluorescente, no caso) na revelação da cor verde geneticamente introduzida na coelha Alba conectou-se diretamente com o tema da exposição de Bagnato, que sintetizou os aspectos envolvidos na relação da luz com a matéria e como o ser humano visualiza as cores.</p>
<p>"Nem tudo que enxergamos existe”, como no caso da suposição de cor amarela pelo cérebro humano quando há uma sobreposição de radiações do verde e do vermelho, uma vez que o olho humano só percebe essas duas cores e a azul, explicou o físico.</p>
<p><strong>Inteligência artificial</strong></p>
<p>Se o processamento pelo cérebro de informações obtidas pelos sentidos permite “ver” até o que não existe, será possível pensar em máquinas com essa capacidade, não só para a percepção de obras, mas também para participar de sua criação?</p>
<p>Difícil responder a essa questão no atual desenvolvimento da inteligência artificial (IA), apesar das "alucinações" que parecem ocorrer em sistemas desse tipo.</p>
<p>Falando sobre o desenvolvimento da IA em termos gerais, Cozman disse que há várias dúvidas técnicas, éticas e epistemológicas sobre o tema. Há duas questões básicas, segundo ele: é possível construir algo que mimetize a inteligência humana? é aceitável fazer isso?</p>
<p>No caso dessa AI “forte”, o “objetivo é muito mal definido”, afirmou Cozman, para quem a sociedade está se adaptando de forma pragmática a uma AI aplicada. “Mas ela é baseada em dados, diferente da humana”. Para atingir o patamar da mente humana, será preciso um grande incremento no poder computacional e na quantidade de dados analisados, de forma que uma máquina possa representar conhecimento e raciocínio, tomar decisões e aprender a partir dos dados coletados, disse o pesquisador.</p>
<p>Em resumo, o desenvolvimento da IA ainda está muito longe de passar no teste de Turing - formulado pelo matemático britânico Alan Turing (1912-1954) como forma de descobrir se um computador pode se passar por um ser humano -, afirmou Cozman. Além disso, a IA ainda desperta muitas dúvidas sobre sua conveniência, em razão das questões éticas, sociais e econômicas que suscita, como os impactos no mercado de trabalho, disse.</p>
<p>“Os artistas não estão interessados na criação de máquinas que sejam artistas”, afirmou Moreschi, cuja motivação para trabalhar com IA é analisar como ela interage com a produção artística, inclusive ao possibilitar formas de releitura da arte e crítica institucional sobre o sistema artístico.</p>
<p>Um dos trabalhos que desenvolveu com um grupo de pesquisadores de diversas áreas envolveu a submissão de 700 imagens de obras de arte de um museu holandês ao escrutínio de sete sistemas de IA de corporações, entre as quais Google, Facebook, Amazon e Microsoft.</p>
<p>Esse trabalho permitiu constar que esses sistemas, ao “observarem” as imagens de arte conceitual, muitas vezes as associam a bens de consumo triviais. Moreschi citou também outros casos de distorções interpretativas: no caso de uma obra com imagem de mulher, não importa em que contexto, o indicador relativo a erotismo do sistema do Google apresentou elevação; em alguns casos em que a imagem continha uma pessoa negra, havia elevação (menor do que no caso mulher/erotismo) do indicador vinculado à violência no sistema da Microsoft.</p>
<p>Ele destacou que os sistemas de IA não podem ser culpabilizados por essas distorções, "mas sim a sociedade, que tem suas características refletidas pelos sistemas".</p>
<p>Mas o interesse dele não é apenas desconstruir o sistema de arte e a tecnologia de IA aplicada a ele. Ele também se dedica à análise da participação humana no ensino de máquinas. Esse é o caso dos “turkers”, pessoas de baixa renda, principalmente dos Estados Unidos e da Índia, que trabalham em condições extremamente precárias e recebem valores irrisórios para cumprir tarefas que alimentam o aprendizado dos sistemas de AI, segundo Moreschi.</p>
<p>A exposição dedicada ao uso efetivo de recursos computacionais na produção de arte coube a Cuzziol. Ele lembrou que a concepção da chamada Máquina de Turing (computador ideal idealizado pelo matemático britânico em 1937) estabelece que ela é capaz de resolver qualquer problema, desde que tenha memória e tempo suficiente para isso.</p>
<p><strong>Imprevisibilidade</strong></p>
<p>No entanto, “nem tudo o que o computador faz é previsível”, de acordo com Cuzziol. Citou como exemplo disso, as “alucinações” de sistemas de IA comentadas por Moreschi na exposição anterior, como o caso de um sistema indicar pessoas inexistentes ao identificar os trabalhadores que montaram a 33ª Bienal de São Paulo.</p>
<p>Cuzziol também tratou do uso, na produção artística, de algoritmos genéticos (criação de uma “população” por simulação numérica para a solução de algum tipo de problema) a redes neurais (simulam as interações de um cluster de neurônios). Ele ilustrou sua apresentação com imagens e vídeos de obras de artes de vários artistas que utilizam esses recursos.</p>
<p>O uso da tecnologia digital na produção artística também foi abordado no encontro que se seguiu, no dia 30, desta vez acompanhada de discussões sobre biologia sintética; física, percepção do tempo; fractalidade, experimentalismo e programação em música; relações musica/fala; e visão psicanalítica da ciência e da arte.</p>
<p>Com o título <i>Arte, Música, Física e Psicanálise</i>, o encontro do dia 30 teve exposições do artista visual e físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/otavio-schipper">Otávio Schipper</a>; do matemático <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-guerra-rolla">Vitor Guerra Rolla</a>, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa); do psicanalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leopold-nosek">Leopold Nosek</a>, do Instituto de Psicanálise Durval Marcondes; e de dois professores da USP, o músico experimental <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-iazzetta">Fernando Iazzetta</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), e o músico, compositor e crítico literário <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-miguel-wisnik">José Miguel Wisnik</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). O moderador foi o crítico e historiador de arte e curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff">Paulo Herkenhoff</a>, também titular da cátedra.</p>
<p>Schipper relatou sua trajetória intelectual e como artista, da reprovação no vestibular para a Escola Nacional de Belas Artes e a posterior formação em física ao período em que esteve como artista residente do Impa e ao interesse na recriação de células artificias para examinar como é o seu comportamento.</p>
<p>Os trabalhos de Schipper parecem sintetizar o objetivo central da jornada de encontros, pois são um constante diálogo entre arte e ciências, com ênfase em investigações - a partir de suas obras - sobre a natureza abstrata do tempo e a experiência subjetiva dele, biologia sintética, telecomunicações ao longo da história, efeitos da ondas de luz nas ondas cerebrais e condições primordiais para o surgimento da vida.</p>
<p>A música e os sons em geral também são uma preocupação de seus trabalhos, como no caso da sonoridade subjacente à história de objetos antigos de comunicação, telecomunicação e deslocamento (telégrafos, elevadores). Para ele, “a memória do som parece ser mais forte que a memória visual”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:650px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/otavio-schipper-jose-miguel-wisnik-paulo-herkenhoff-vitor-guerra-rolla-leopold-nosek-e-fernando-iazzetta/image" alt="Otávio Schipper, José Miguel Wisnik, Paulo Herkenhoff, Vitor Guerra Rolla, Leopold Nosek e Fernando Iazzetta" title="Otávio Schipper, José Miguel Wisnik, Paulo Herkenhoff, Vitor Guerra Rolla, Leopold Nosek e Fernando Iazzetta" height="242" width="650" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:650px;">Os participantes do 6º encontro da jornada foram (a partir da esq.): Otávio Schipper, José Miguel Wisnik, Paulo Herkenhoff (moderador), Vitor Guerra Rolla, Leopold Nosek e Fernando Iazzetta</dd>
</dl></p>
<p><strong>Fractalidade</strong></p>
<p>No caso de Rolla, a música é o principal tema das pesquisas que realiza no Impa. Sua preocupação é investigar a possível fractalidade da música, hipótese inicialmente levantada por pesquisadores nos anos 80 tendo como referência a geometria fractal desenvolvida por Benoît de Mandelbrot (1924-2010).</p>
<p>Segundo ele, muitos trabalhos científicos em matemática e física tentaram provar a existência de autossimilaridade - característica principal dos fractais – na música, mas não tinham uma fundamentação matemática relevante. Os estudos de Rolla basearam-se em música erudita e chegaram à conclusão que nem todas as peças tem natureza fractal.</p>
<p>Seu trabalho mais recente envolve codificação ao vivo, “um novo tipo de arte performática em que alguém programa todos os sons a serem executados a partir de quatro ondas básicas”.</p>
<p>A experimentação em música também foi tema da exposição de Iazzetta, que coordena o NuSom – Núcleo de Pesquisas em Sonologia (NuSom) da USP. Apesar de utilizar recursos tecnológicos digitais e analógicos para o trabalho com música e sonoridade em geral, o núcleo tem um posicionamento crítico em relação à tecnologia, pois considera importante levar em conta as contingências a que seus trabalhos estão sujeitos, afirmou.</p>
<p>Existe um pensamento mais ou menos homogêneo sobre a experimentação em música/sonoridade produzido nos grandes centros internacionais, na opinião do pesquisador. O núcleo começou a pensar de que maneira poderia contribuir com as discussões e chegou à conclusão que deveria incorporar os problemas de execução externos ao grupo. “A precariedade passou a ‘povoar’ nossas pesquisas.”</p>
<p>Iazzetta especificou que o trabalho experimental em música do núcleo tem motivação ética e estética. O estímulo de natureza ética é produzir conhecimento na universidade em vez de reproduzir procedimentos canônicos ancorados na tradição musical dos séculos 18 e 19.</p>
<p>Do ponto de vista estético a preocupação é confrontar a tradição - a partir da reflexão epistemológica e sobre discursos socioculturais - com as práticas musicais experimentais, de forma a rastrear a interseção da música com o nascimento da ciência moderna e o desenvolvimento da modernidade a partir do século 16.</p>
<p>Para o fato de o núcleo se definir como de sonologia, Iazzetta explicou que na música há disciplinas consolidadas, que "observam" sua prática a partir de preceitos da própria música. Não é o caso da sonologia, segundo ele, pois esta “olha para fora, observa como a música se relaciona com aspectos sociais, com a acústica e várias outros questões”.</p>
<p>Da memória de sons e da fractalidade e experimentalismo em música, o encontro passou, na exposição de Wisnik, à consideração da voz como instrumento musical, não só no canto, mas também fala.</p>
<p>“Quando falamos, a matéria sonora tem os mesmos parâmetros da música: duração, altura, intensidade, timbre e ataque”. Ao falar desses parâmetros, Wisnik exemplificou com sua própria fala no momento de cada explicação.</p>
<p>Para ele, as características da fala se relacionam de maneira difusa com a música, física e psicanálise, outros temas abordados no encontro. “Em tudo isso há o que temos consciência e o que nos escapa.” Ao mesmo tempo, ao ouvir alguém falar, “recebemos muitas informações sobre a pessoa, como idade, classe social, história pessoal e estado de vida”.</p>
<p><strong>Inconsciente</strong></p>
<p>Com a exposição de Nosek, “o que nos escapa” – como disse Wisnik – na arte, na ciência e em suas conexões teve a oportunidade de uma ponderação psicanalítica. Ele comparou a transformação da psicanálise, que passou da interpretação dos sonhos ao exame do inconsciente, ao fim da sonata, "que possui um tema dominante, um segundo tema e termina com a síntese entre os dois", substituída pela música atonal.</p>
<p>Os sonhos são uma síntese entre o desejo e a proibição e "demandam uma sensação de êxito", explicou Nosek. A interpretação dos sonhos continua na psicanálise, mas é preciso saber "como se chegou ao sonho, como aquela representação se construiu, e esse trajeto interessa às artes, à cultura".</p>
<p>A teorização psicanalítica deve se dar não pela revelação de conceitos, mas pela identificação de correspondências, afirmou o psicanalista. "É uma tentativa de metaforizar as profundidades da alma humana, algo que os artistas fazem o tempo todo."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-05T15:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-7-jornada-catedra-olavo-setubal">
    <title>Enganos, método e rigor na ciência e na arte</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-7-jornada-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>No dia 12 de setembro, aconteceu o 7º encontro da jornada "Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral"; o tema foi "Da Fragilidade, da Falta de Rigor, dos Enganos da Ciência e do Falseamento da Paisagem".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/expositores-do-7o-encontro-da-jornada-da-catedra-olavo-setubal/image" alt="Expositores do 7º encontro da jornada da Cátedra Olavo Setubal" title="Expositores do 7º encontro da jornada da Cátedra Olavo Setubal" height="287" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A mesa do encontro teve a participação de (a partir da esq.) Fernando Lindote, Hernan Chaimovitch, Helena Nader (moderadora), Raul Antelo, Paulo Herkenhoff (comentarista), e Letícia Ramos; Walmor Corrêa participou com gravação em vídeo</dd>
</dl></p>
<p>Verdade, método, consenso, síntese e rigor foram os principais conceitos debatidos - alguns em relação à arte, outros  em sua aplicação na ciência - no encontro <i>Da Fragilidade, da Falta de Rigor, dos Enganos da Ciência e do Falseamento da Paisagem</i>, no dia 12 de setembro.</p>
<p>Os expositores foram: os artistas plásticos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walmor-correa" class="external-link">Walmor Corrêa</a> (em vídeo gravado), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-lindote" class="external-link">Fernando Lindote</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leticia-ramos" class="external-link">Letícia Ramos</a>; o bioquímico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hernan-chaimovich" class="external-link">Hernan Chaimovich</a>, professor titular do Instituto de Química (IQ) da USP; e o crítico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raul-antelo" class="external-link">Raul Antelo</a>, professor de literatura da UFSC.  O evento teve moderação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a> , titular da cátedra, e comentários de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, também titular da cátedra.</p>
<p><strong>Enganos</strong></p>
<p>Walmor Corrêa falou de seu trabalho "Biblioteca dos Enganos", baseado na interpretação errônea que os naturalistas estrangeiros faziam da fauna brasileira. [<a class="external-link" href="https://www.youtube.com/embed/QU8QLEEJfvU">Assista ao vídeo da apresentação.</a>]</p>
<p>Nos seus estudos de arquitetura e no Instituto de Artes na UFRGS, ele teve contato com os trabalhos dos naturalistas que percorreram o país no passado.  Ao pesquisar sobre o botânico Fritz Muller (1822-1897), chegou à obra de outro teuto-brasileiro, o zoólogo Hermann von Ihering (1850-1930), que viveu 12 anos no Rio Grande do Sul e depois mudou-se para São Paulo, onde fundou o Museu Paulista e o dirigiu por 25 anos.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
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<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos<br />1 - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/da-fragilidade-da-falta-de-rigor-dos-enganos-da-ciencia-e-do-falseamento-da-paisagem" class="external-link">Encontro<br /></a>2- <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/embed/QU8QLEEJfvU">Apresentação<br /></a><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/embed/QU8QLEEJfvU">de Walmor Corrêa</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/da-fragilidade-da-falta-de-rigor-dos-enganos-da-ciencia-e-do-falseamento-da-paisagem-12-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No livro "Investigação Ornitológica no Brasil", de Ihering, Corrêa encontrou a questão que despertou o desenvolvimento de seu trabalho: o zoólogo comenta que talvez as andorinhas hibernassem, pois não eram vistas migrando.</p>
<p>Corrêa recorreu a pesquisadores da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul para esclarecer cerca de 100 problemas que encontrou no trabalho de Ihering. No final restaram 25 equívocos.</p>
<p>Em cada um desses casos, Corrêa produziu duas páginas de livro em encadernação antiga, na página do lado direito colocou o texto de Ihering manuscrito, na página da esquerda, ilustrações que fez dos animais conforme a descrição equivocada do pesquisador.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
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<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação </a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
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<p>Grande parte da exposição de Letícia Ramos também foi relacionado com um aspecto histórico: o terremoto de Lisboa em 1755, que suscitou inclusive discussões à época sobre a providência divina entre Voltaire e Jean-Jacques Rousseau.</p>
<p>Afirmou que quando estava expondo na capital portuguesa começou a notar que o terremoto era um tabu para os lisboetas, talvez por viverem no mesmo local onde ele ocorreu e a cidade foi reconstruída. Esse interesse se tornou uma residência artística de seis meses para a pesquisa histórica sobre o terremoto.</p>
<p>Na verdade, a tragédia não foi constituída apenas pelo terremoto, pois em seguida houve um tsunami e depois o incêndio de grande parte das construções.</p>
<p>Ramos lembrou que uma das dificuldades para interpretar a tragédia é a falta de imagens mais precisas sobre o fato, pois as que foram produzidas basearam-se em maremotos e incêndios antigos.</p>
<p>O trabalho da artista resultou em obras com "muitos efeitos especiais", tendo com suporte fotografias e vídeos com várias técnicas. Um desses trabalhos foi a simulação de um terremoto no Instituto de Química da USP a partir de "receita" (limalha de ferro, enxofre e água) de Kant, um dos pensadores que analisaram a ocorrência da tragédia.</p>
<p>Outra obra foi a construção de uma pequena gaiola pombalina (estrutura em madeira supostamente antissísmica usada nos novos edifícios durante a reconstrução de Lisboa), submetendo-a a pressões variadas.</p>
<p>Lindote por sua vez não tratou de aspectos históricos nem de enganos científicos, mas sim de método (e sua dogmatização) e da falta dele,  questão abordada depois por Chaimovitch, único cientista do grupo.</p>
<p><strong>Método</strong></p>
<p>Chamado por Paulo Herkenhoff como um artista sem estilo, Lindote disse que seu método inicial é como o de muitos artistas, com uma estreita relação entre um conceito e o modo de realização da obra, "mas abandono o método, assim que começo a trabalhar". Seu interesse é se desvincular das noções de síntese e rigor "presentes em boa parte da produção artística brasileira"</p>
<p>"Entendo a necessidade da síntese e do desenvolvimento do trabalho com rigor, mas quando passamos à leitura dos trabalhos, o que parecia um instrumento útil e aberto ao aprofundamento das questões vira uma lei, um fundamento, e as obras são avaliadas em função de sua adequação a essa lei."</p>
<p>Essa espécie de questionamento da imposição de rigor, método e razão foi, de alguma forma, o pano de fundo da apresentação de Antelo. Ele utilizou como exemplos o trabalho de Lindote, as análises de Georges Bataille sobre a série de gravuras "Os Caprichos" (1799) de<span> Francisco de </span><span>Goya e como Jacques Lacan tratou da obra do Marquês de Sade.</span></p>
<p><span>Ele ressaltou que Bataille qualificou Goya não só como o primeiro pintor moderno, mas também o primeiro pintor do dilaceramento, da vertigem e da desordem. No caso de Lacan, Antelo disse que o psicanalista tratou da complementaridade entre razão e perversão no texto "Kant com Sade".</span></p>
<p>Essas reflexões permitiram a Antelo discutir temas como a potência do falso, a indecidibilidade onde se pensa encontrar a verdade, a distinção entre especialistas e eruditos e o fato de "o tempo se conservar na memória, mas se repetir na matéria".</p>
<p><strong>Consenso</strong></p>
<p>A questão da verdade foi retomada por Chaimovich, com a ressalva de que "inexiste a verdade como categoria absoluta na ciência". Ele discutiu também a essencialidade do consenso em ciência e as características do método científico.</p>
<p>Segundo ele, o método é simples: primeiro define-se o que é observável de acordo com os critérios científicos -"Nem tudo aquilo que se observa é o observável legítimo" - e esse observável deve ser aceito como legítimo pela comunidade científica. O segundo passo é inserir a constatação num marco conceitual estabelecido pela comunidade científica. A teoria resultante tem de prever o que é observável pela comunidade.</p>
<p>"Todos nós temos de entender a força do método científico. É a forma mais eficiente de construir as coisas. é um método que funciona para descrever a realidade. E há outro aspecto, tão importante quanto: sem um ensino elementar que inclua o método científico, estamos fadados a que se use o poder como argumento."</p>
<p>Para Chaimovich, um problema da atualidade é a enorme quantidade de dados surgidos de experimentos a partir da Segunda Guerra e a dificuldade de repeti-los. "Para que o consenso seja mantido, a atenção da comunidade tem de estar focada no universo desse consenso. Com o grande aumento no número de cientistas, é quase impossível que a atenção da comunidade esteja centrada nos consensos que criou", disse.</p>
<p>"Hoje, muito mais que no passado, a comunidade científica tem de refletir com cuidado o que é consenso e o que é consenso aparente, que pode ser destruído, causando um terremoto intelectual do qual não poderemos escapar."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-18T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro8-jornada-catedra-olavo-setubal">
    <title>As vozes das mulheres na arte e na ciência do Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro8-jornada-catedra-olavo-setubal</link>
    <description> O evento "O Matriarcado de Pindorama - A Impossibilidade do Silêncio", realizado no dia 13 de setembro, foi o 8º encontro da jornada "Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/expositores-do-8o-encontro-da-jornada-da-catedra-olavo-setubal/image" alt="Expositoras do 8º encontro da jornada da Cátedra Olavo Setubal" title="Expositoras do 8º encontro da jornada da Cátedra Olavo Setubal" height="245" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">O 8º encontro da jornada teve a participação de (a partir da esq.) Suzana Pasternak, Nádia Batella Gotlib, Liliana Sousa e Silva (moderadora), Regina Pekelmann Markus, Tânia Rivera e Denise Stoklos</dd>
</dl></strong></p>
<p>Por meio de exposições sobre personagens emblemáticas da contribuição das mulheres na arte e na ciência do Brasil, o encontro <i>Matriarcado de Pindorama - A Impossibilidade do Silêncio</i>, no dia 13 de setembro, possibilitou um panorama, ainda que parcial, do protagonismo feminino na sociedade e na cultura do país, com vozes que não podem e não devem se calar.</p>
<p>As expositoras foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nadia-batella-gotib" class="external-link">Nádia Batella Gotlib</a> (FFLCH-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suzana-pasternak" class="external-link">Suzana Pasternak</a> (IEA e FAU), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/regina-pekelmann-markus" class="external-link">Regina Pekelmann Markus</a> (IB-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-rivera" class="external-link">Tânia Rivera</a> (UFF). A moderação foi de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liliana-sousa-e-silva" class="external-link">Liliana Sousa e Silva</a>, em pós-doutorado no IEA e coordenadora executiva da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência.</p>
<p><strong>Literatura como encontro</strong></p>
<p>Nádia Batella Gotlib tratou de uma possibilidade de leitura de dois textos de Clarice Lispector: a crônica "Mineirinho" (junho de 1962) e a novela "Água Viva" (versão definitiva em 1973), segundo ela, "dois registros que, aparentemente, surgem de fontes diversas, percorrem caminhos específicos, suscitam no leitor reações divergentes, mas que se juntam no ponto de uma encruzilhada de opções marcada por um denominador comum: o da escrita como um processo de encontro". [<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/texto-de-nadia-battella-gotlib-sobre-mineirinho-e-agua-viva" class="external-link">Leia a íntegra da apresentação</a>.]</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Texto</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/texto-de-nadia-battella-gotlib-sobre-mineirinho-e-agua-viva" class="external-link">Os Dois Lados da Mesma Moeda? 'Mineirinho' e 'Água Viva'</a>", de Nádia Batella Gotlib</li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/o-matriarcado-de-pindorama-a-impossibilidade-do-silencio" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/o-matriarcado-de-pindorama-a-impossibilidade-do-silencio-13-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link"><strong>Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</strong></a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na crônica, Clarice comenta a execução com 13 tiros de metralhadora do criminoso José Rosa de Miranda, o Mineirinho, cujo corpo foi encontrado na Estrada de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, segundo notícias publicadas pelos jornais em 1º de maio de 1962. Na novela, uma artista conta sua historia, "destituindo-a de fatos", observou Gotlib.</p>
<p>"Se em 'Mineirinho' a narradora Clarice 'incorpora' a figura da vítima assassinada, transfigurando-se no outro, e contando a história de dentro para fora, contrariamente a todo um direcionamento mais objetivo dos romances sociais dos anos 1930, em 'Água Viva' a artista pintora escritora dialoga com um ser imaginário, um 'ele', ou 'ela' ou 'nós', no seu 'processo' de 'busca da coisa' ou da incorporação da coisa."</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Desigualdade</strong></p>
<p>Assim como em "Mineirinho", a barbárie social e a injustiça fazem parte da obra literária que serviu de contraponto para Suzana Pasternak falar sobre a realidade das favelas e da população de rua da cidade de São Paulo.</p>
<p>A partir de "Quarto de Despejo - Diário de uma Favelada", no qual Carolina Maria de Jesus fdescreve sua vida na Favela do Canindé, na margem esquerda do rio Tietê, Pasternak tratou das condições de vida nas favelas paulistanas nas décadas de 50 e 60 e apresentou dados sobre a situação dessas comunidades na atualidade.</p>
<p>Os temas recorrentes no livro de Carolina de Jesus são a fome, dificuldades para conseguir água, falta de coleta de esgoto e de pavimentação, precariedade dos barracos e pouca sociabilidade, comentou Pasternak.</p>
<p>Ela disse que uma das diferenças em relação à época da escritora é que a maioria das favelas agora estão em áreas mais periféricas da cidade. Pesquisas mostram um crescimento no número de favelas de 188 em 1980 para 1.020 (com 1,28 milhão de moradores) em 2010, afirmou a pesquisadora.</p>
<p>"A favela é ruim, mas não é mais como no tempo de Carolina de Jesus." A coleta de esgoto atinge 67,4% dos domicílios (mais do que a taxa do Brasil como um todo, que é de 51%"). O acesso à água, energia elétrica e coleta de lixo é praticamente universal, bem como a construção em alvenaria, com paredes internas, banheiro e piso, disse.</p>
<p>Segundo ela, os problemas agora são outros, como o tráfico de drogas, violência, falta de equipamentos sociais e o mercado de compra, venda e aluguel das casas.</p>
<p>Em relação à população de rua, em 2000 estimava-se que era de 8.700 pessoas, hoje a estimativa é de 20.000 pessoas (incluindo os que utilizam albergues. "Esse problema não é só de moradia e assistência social. Há também a questão dos usuários de drogas, pessoas com transtornos mentais e vítimas de violência doméstica."</p>
<p><strong>Da pesquisa à gestão</strong></p>
<p>Coube a Regina Pekelmann Markus falar da "impossibilidade do silêncio" das mulheres no Brasil no campo da ciência. Ela fez uma analogia com o tema Matriarcado de Pindorama do título do encontro com a transmissão de informações genéticas pelo DNA mitocondrial apenas pelas mães aos filhos. "Cientificamente, o matriarcado é no tempo, pela herança genética no tempo."</p>
<p>Markus apresentou dados sobre as presença das mulheres nas áreas científicas no país - que se dá principalmente nas ciências biológicas e da saúde -  e também na gestão de instituições científicas, como as mulheres que presidiram a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) - Carolina Bori, Glaci Zancan e Helena Nader -, a primeira mulher a assumir a Reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, e a primeira a dirigir a Escola Politécnica (EP) da USP, Liede Bernucci.</p>
<p>Para ela, chegou a hora de a mulher olhar a política como mulher, a exemplo da ex-senadora Eva Play e da militância de Helena Nader em defesa das mulheres e da ciência.</p>
<p>O trabalho de Johanna Döbereiner sobre bactérias fixadoras de nitrogênio, essencial para a produção agrícola no Cerrado, também foi mencionado por Markus, ao lado das contribuições de Marta Vannucci, Ruth Nussensweig, Maria Zaíra Turchi e Celina Turchi (descobridora da relação entre o vírus Zika e a microcefalia).</p>
<p>Ela citou ainda cientistas importantes na esfera internacional no século 20, como a matemática da Nasa Katherine Johnson e ganhadoras do Nobel, caso da física Rosalyn Sussman Yalon e Rita Levi-Montalcini, "que fez o experimento que lhe possibilitou o Nobel no laboratório de Hertha Meyer na UFRJ".</p>
<p><strong>Poética e micropolítica </strong></p>
<p>Os espaços de destaque na ciência brasileira conquistados por inúmeras mulheres, conforme o panorama traçado por Markus, refletem a importância de pensar o lugar da mulher no Brasil. Para Tânia Rivera, que além de professora é psicanalista, essa reflexão deve levar em consideração "a impossibilidade do silêncio".</p>
<p>A manifestação das mulheres no Brasil das mais variadas formas em todas as áreas, apesar dos inúmeros empecilhos, aflora independentemente das condições sociais, como no caso de Carolina Maria de Jesus. Rivera exemplificou isso com a história de vida e produção artística e poética de três internas de instituições psiquiátricas.</p>
<p>A mulher que parece encarnar a "impossibilidade de silêncio", segundo Ribeiro, é a empregada doméstica Stela do Patrocínio, internada aos 21 anos no Hospital Pedro II (depois Colônia Júlio Moreira), na cidade do Rio de Janeiro. Ela morreu em 1992, aos 51 anos. Sua mãe também tinha sido interna da colônia. De acordo com Rivera, a longa internação de Stela talvez seja explicada mais pelo fato de ser negra do que pelo diagnóstico de esquizofrenia que recebeu.</p>
<p>Alguns artistas a descobriram nos anos 80 e passaram a gravar suas longas falas poéticas (chamadas por ela de "falatórios") entremeadas por silêncios significativos. Nessas falas, Rivera vê "uma ação micropolítica, numa estratégia muito sofisticada de desatar a linguagem, já que era impossível desatar as correntes que a prendiam no hospício e fora dele".</p>
<p>Outras mulheres receberam etiquetas psiquiátricas que as retiraram do mundo e conseguiram forjar estratagemas, disfarçando sintomas psiquiátricos para fazer micropolítica, afirmou Rivera. Um caso desse tipo foi a prostituta Aurora Cursino, internada com o diagnóstico de "personalidade psicopática amoral" no Hospital Psiquiátrico do Juquery.</p>
<p>Rivera destaca que "é importante ver a produção de pessoas delirantes não só como comportamento poético, mas também como possibilidade de modulação de estratagemas políticos".</p>
<p>Aurora fez muito sucesso no início dos anos 50. Com traços expressionistas em cartolinas de 50 x 40cm, pintava fabulações ou sobre fatos, inclusive tratando de questões de gênero e com críticas à Igreja e à política.</p>
<p>A expositora falou ainda sobre a produção de Natália Leite, hoje com 76, internada aos 14 anos no Hospital São Pedro, em Porto Alegra. Portadora mais de um déficit cognitivo do que uma condição psiquiátrica, segundo Rivera, chegou a deixar o hospital, mas pediu para voltar a ficar lá.</p>
<p>"Ela não fala desde então e participa da oficina de arte desde os anos 80. Faz sobretudo bordados, com temas campestres - possivelmente por causa de sua origem no meio rural -, com casas, animais, figuras humanas, rudimentos de perspectivas subvertidas. Parece querer reconstruir o mundo reconstruindo seus elementos a partir de sua subjetividade."</p>
<p>O encontro contou também com participação especial da atriz <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/denise-stoklos" class="external-link">Denise Stoklos</a>, que leu textos de Anna Maria Maiolino, artista plástica e multimídia e escritora, e apresentação de vídeo sobre a videoinstalação "<a class="external-link" href="http://alinemotta.com/Pontes-sobre-Abismos-Bridges-over-the-Abyss">Pontes sobre Abismos</a>", de Aline Mattos, que teve texto de sua autoria lido pela doutoranda em geologia Cláudia Rodrigues, aluna da jornada.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-19T17:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-evolucao-walter-neves">
    <title>Curso gratuito sobre evolução humana será ministrado por Walter Neves no IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/curso-evolucao-walter-neves</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:267px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucy-e-walter-neves/image" alt="Lucy e Walter Neves" title="Lucy e Walter Neves" height="400" width="267" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:267px;">O pesquisador Walter Neves com a réplica de Lucy, no IEA</dd>
</dl><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a> ministrará um curso gratuito sobre evolução humana no IEA, em parceria com a revista Scientific American. Serão nove aulas, sempre às sextas-feiras, das 14h às 16h, com início em <strong>18 de outubro e término em 20 de dezembro</strong>. As 50 vagas disponíveis serão definidas por ordem de <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">inscrição</a>. A atividade é uma versão em português do que foi ministrado recentemente na Dmanisi Summer School, na República da Georgia, com estudantes de várias partes do mundo. As inscrições poderão ser realizadas pelo <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">sistema Apolo</a> da USP, de 18 de setembro a 10 de outubro. <br /><br />Intitulado <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/new-kids-on-the-block" class="external-link"><i>New Kids on the Block: Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</i></a>, o curso abordará as principais discussões e descobertas sobre a evolução dos hominínios ao longo dos últimos 7 milhões de anos. Sua temática é multidisciplinar, uma vez que envolve antropologia, bioantropologia, arqueologia, biologia evolutiva e paleoantropologia. Como as aulas serão baseadas em discussões de textos em inglês previamente distribuídos (não haverá aulas expositivas), é necessário que os interessados sejam fluentes na leitura em inglês <i><a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterAtividade?cod_oferecimentoatv=92616">[confira o programa do curso e as referências bibliográficas]</a></i>.<br /><br /><strong>Evolução</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Pesquisador sênior do IEA e professor aposentado do Instituto de Biociências (IB) da USP, Walter Neves considera que difundir o estudo da evolução de nossa espécie passou a ser uma ação fundamental na afirmação do conhecimento e do método científico.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Walter Neves</th>
</tr>
<tr>
<td>
<div id="_mcePaste">Um dos maiores nomes nas áreas de biologia evolutiva, antropologia e arqueologia no Brasil, Walter Neves foi o responsável pelo estudo de "Luzia", esqueleto humano mais antigo (11 mil anos) até agora descoberto no subcontinente. Sua pesquisa mais recente, divulgada em julho, pode revolucionar a história da evolução do gênero humano. Com uma equipe de pesquisadores brasileiros e italianos, ele descobriu na Jordânia ferramentas de pedra lascada que teriam sido produzidas há 2,4 milhões de anos, segundo os métodos de datação utilizados. A descoberta indica que representantes do gênero Homo teriam saído da África 500 mil anos antes do que tem sido afirmado até agora (há 2.0 milhões de anos). Além disso, a pesquisa ainda indica que o primeiro hominínio a sair da África pode ter sido o <i>Homo habilis</i>, e não o <i>Homo erectus</i>, como defendem os estudos paleoantropológicos até o momento.</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Estamos sob o risco de nos tornarmos o segundo maior país criacionista do mundo”, explica o pesquisador, em seu projeto para o curso, “e vivemos momentos tenebrosos quanto ao anticientificismo, que se tornou política de Estado”. Segundo ele, a evolução humana é um dos alvos prediletos dos que atacam a ciência e o pensamento científico-evolutivo.</p>
<p>“Ideias como a extinção e surgimento de espécies ou a existência de um ancestral comum entre os diversos hominínios são negadas pelos criacionistas”, disse. “Cabe à USP um papel destacado em tornar disponível o que a ciência tem para apresentar sobre o processo evolutivo de nossa linhagem, que começou há cerca de 7 milhões de anos e deu origem ao <i>Homo sapiens</i> por volta de 200 mil anos atrás.”</p>
<p><strong>O curso</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Ao longo das aulas, os participantes estudarão as características biológicas e culturais mais notórias de nossa espécie, assim como o momento em que elas surgiram em nossa linhagem evolutiva, para traçar uma perspectiva das contínuas inovações evolutivas que resultaram no ser humano moderno. Com uma combinação única dessas diversas características, o <i>Homo sapiens</i> é uma das espécies com maior dispersão pelo planeta e com a capacidade de modificar o ambiente ao redor, adaptando-o às suas necessidades.</p>
<p>Neste contexto, há cinco pontos principais que os alunos terão a oportunidade de explorar:</p>
<p>1. A diversidade de espécies que caracteriza nossa linhagem evolutiva e o caráter não linear de nossa evolução.</p>
<p>2. O momento do surgimento das principais inovações biológicas que definem nossa espécie e sua importância para a evolução.</p>
<p>3. As diferenças e semelhanças entre nossa espécie e os chimpanzés, que representam a espécie viva mais próxima à do homem do ponto de vista genético e de capacidade intelectual.</p>
<p>4. As circunstâncias ambientais, ecológicas e sociais que permitiram a evolução e o sucesso de nossa espécie.</p>
<p>5. A tensão entre os diversos pesquisadores em relação aos últimos hominínios fósseis encontrados.</p>
<hr />
<p> </p>
<p><i><strong>New Kids on the Block: Debates Contemporâneos em Paleoantropologia</strong><br />Oito aulas, sempre às sextas-feiras, com início em <span>18 de outubro e término em 20 de dezembro</span></i><span><i><span>. Horário: 14h às 16h</span><br /><span>IEA, Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</span><br /><span>Curso gratuito e aberto ao público. Requer <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400002&amp;cod_edicao=19001&amp;numseqofeedi=1">inscrição</a>.</span><br />Mais informações com Richard Meckien (rkmeckien@usp.br), telefone (11) 3091-1687<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/new-kids-on-the-block" class="external-link">Página do curso</a></i></span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-16T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/concretismo-relacao-arte-grupos-marginalizados">
    <title>Encontros abordam o concretismo em São Paulo e a relação entre arte e grupos marginalizados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/concretismo-relacao-arte-grupos-marginalizados</link>
    <description>Os 9º e 10º encontros da "Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral" acontecem nos dias 26 e 27 de setembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB_Waldemar-Cordeiro-Popcreto-para-um-popcritico.png/image" alt="Popcreto para um popcritico" title="Popcreto para um popcritico" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">A obra concretista Popcreto para um popcritico, de Waldemar Cordeiro</dd>
</dl>Os 9º e 10º encontros da <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a></i> acontecem nos dias 26 e 27 de setembro, às 14h, no Auditório do IEA (Rua Praça do Relógio, 109). Há 40 vagas abertas ao público, com ingresso por ordem de chegada, além de <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet.<br /><br />O 9º encontro, chamado “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-9" class="external-link">Diagramas da Alteridade</a>”, acontece dia 26 e será dedicado aos momentos em que a arte se torna um processo de envolvimento entre o projeto do artista e segmentos da sociedade que são marginalizados, fragilizados ou oprimidos. Ao compartilhar os direitos e frutos da obra com as pessoas retratadas, o artista reconhece a “subjetividade autoral e a condição de sujeito econômico da arte”, segundo os organizadores, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Sobre a jornada</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>A <i>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</i> é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP.</i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos. </i><i><strong>Confira o <a class="external-link" href="https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vT4VZPz0femDuLIGBtEMzMX0EKz1H63807TYWYmo6wZnPBdDEMZ43c6xgf0pMB0l61ESa80DgK8OvRV/pub">programa completo</a>.</strong></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><br />Os homenageados do encontro, Cláudia Andujar e Geraldo de Barros, são exemplos. A fotógrafa atua desde o final da década de 1960 na defesa dos Yanomamis, utilizando a arte como instrumento de denúncia do genocídio dessa etnia e para esclarecer a sociedade brasileira sobre os valores espirituais e humanos dos índios. Andujar também compartilhou os resultados econômicos de seu trabalho fotográfico e tornou os indígenas herdeiros dos direitos de imagem.</p>
<p dir="ltr">Geraldo Barros, artista múltiplo que explorou a pintura, a fotografia e as artes gráficas, será lembrado pela sua empresa de fabricação de móveis, a Unilabor — organizada em moldes de socialização dos lucros.</p>
<p dir="ltr">As exposições serão de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-romariz-sequeira" class="external-link">Alexandre Romariz Sequeira</a> (UFPa), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christian-ingo-lenz-dunker" class="external-link">Christian Ingo Lenz Dunker</a> (IP/USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-eloisio-frota" class="external-link">Eduardo Frota</a> (escultor), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-de-mello-dias" class="external-link">Maurício Dias</a> (videoartista), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paula-de-lima-trope" class="external-link">Paula de Lima Trope</a> (artista plástica) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rosana-palazyan" class="external-link">Rosana Palazyan</a> (artista visual). Paulo Herkenhoff será o moderador.</p>
<p dir="ltr"><strong>Concretismo</strong></p>
<p dir="ltr">No dia 27, o 10º encontro, intitulado “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-10" class="external-link">Concretismo, Razão e Industrialização</a>”, abordará o movimento artístico que, segundo os organizadores, “absorveu ideias da estética industrial e fez o elogio da razão”. No Brasil, teve a cidade de São Paulo como seu maior centro de manifestação, representando uma dimensão ideológica da identificação paulistana com a ideia de progresso.</p>
<p dir="ltr">A homenageada será Aracy Amaral, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Para Helena Nader e Paulo Herkenhoff, “uma paladina da arte latino-americana”, que se destacou nos campos da museologia, curadoria e circulação da arte.</p>
<p dir="ltr">Os expositores serão os pesquisadores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a> (FFLCH/USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/talita-trizoli" class="external-link">Talita Trizoli</a> (IEB/USP), além do próprio Herkenhoff, por sua trajetória como curador e crítico de arte. Helena Nader será a moderadora do debate.</p>
<hr />
<p><strong>JORNADA RELAÇÕES DO CONHECIMENTO ENTRE ARTE E CIÊNCIA: GÊNERO, NEOCOLONIALISMO E ESPAÇO SIDERAL</strong><br /><strong>9º Encontro - Diagramas de Alteridade</strong><br /><i>26 de setembro, 14h</i><br /><strong>10º Encontro - Concretismo, Razão e Industrialização</strong><br /><i>27 de setembro, 14h</i></p>
<p><i>Local: Auditório do IEA - Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br />Eventos gratuitos e abertos ao público - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo </a>pela internet<br />Mais informações: Cláudia R. Pereira (clauregi@usp.br) - Telefone: (11) 3091-1686<br /><i>Páginas dos eventos: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-9" class="external-link">9º Encontro</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-10" class="external-link">10º Encontro</a></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Popcreto-para-um-popcritico.jpg">Foto: Wikimedia Commons</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-18T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada">
    <title>Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros da jornada</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><b>Posse de Helena Nader e Paulo Herkenhoff - Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</b><br />28 de março</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-paulo-herkenhoff-helena-nader" class="external-link">Paulo Herkenhoff e Helena Nader: Diálogo entre Arte e Ciência em Defesa da Educação</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/posse-de-helena-nader-e-paulo-herkenhoff-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/posse-de-helena-nader-e-paulo-herkenhoff-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-28-de-marco-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p>1º encontro<br /><strong>Arte, Cultura e Ciência e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - As Urgências do Futuro<br /></strong>8 de agosto</p>
<p>2º encontro<br /><strong>Arte, Cultura e Ciência e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Para qual Futuro?</strong><br />9 de agosto</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-arte-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal e Pró-Reitoria de Pós-Graduação oferecem disciplina sobre vínculos entre arte e ciência</a></li>
<li><a class="external-link" href="https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vT4VZPz0femDuLIGBtEMzMX0EKz1H63807TYWYmo6wZnPBdDEMZ43c6xgf0pMB0l61ESa80DgK8OvRV/pub">Programação completa da jornada de seminários</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-relacoes-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada sobre relações arte e ciência tem 40 vagas abertas ao público</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-catedra-1-2" class="external-link">Discussão sobre desafios do futuro inaugura jornada que relaciona arte e ciência</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li>Vídeos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/arte-cultura-e-ciencia-e-os-objetivos-do-desenvolvimento-sustentavel-i-as-urgencias-do-futuro" class="external-link">1º encontro</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/arte-cultura-e-ciencia-e-os-objetivos-do-desenvolvimento-sustentavel-ii-para-qual-futuro" class="external-link">2º encontro</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-cultura-e-ciencia-e-os-objetivos-do-desenvolvimento-sustentavel-i-as-urgencias-do-futuro-8-de-agosto-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />3º encontro<br /><strong>Relações de Conhecimento em Dois Artistas Cientistas - I Leonardo da Vinci<br /></strong>15 de agosto</p>
<p>4º encontro<br /><strong>Relações de Conhecimento em Dois Artistas Cientistas - II Cildo Meireles</strong><br />16 de agosto</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-relacao-entre-ciencia-e-arte-a-partir-de-da-vinci-e-cildo-meireles-sera-tema-de-dois-encontros" class="external-link">A relação entre ciência e arte, a partir de Da Vinci e Cildo Meirelles, será tema de dois encontros</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/da-vinci-e-cildo-meireles-arte-ciencia" class="external-link">Da Vinci e Cildo Meirelles: dois artistas "cientistas"</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li>Vídeos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/relacoes-do-conhecimento-em-dois-artistas-cientistas-i-leonardo-da-vinci" class="external-link">3º encontro</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/relacoes-do-conhecimento-em-dois-artistas-cientistas-ii-cildo-meireles" class="external-link">4º encontro</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/relacoes-do-conhecimento-em-dois-artistas-cientistas-i-leonardo-da-vinci-e-ii-cildo-meireles-15-e-16-de-agosto-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />5º encontro<br /><strong>A Coelha e Eu: Arte, Ciência e Tecnologia</strong><br />20 de agosto</p>
<p>6º encontro<br /><strong>Arte, Música, Física e Psicanálise</strong><br />30 de agosto</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/coelha-e-eu" class="external-link">Artistas, engenheiros e psicanalistas discutem interdisciplinaridade, IA e intervenções genéticas na arte</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-5-6-jornada-catedra-olavo-setubal" class="external-link">A arte em diálogo com a tecnologia e a partir dela</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li>Vídeos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/a-coelha-e-eu-arte-ciencia-e-tecnologia" class="external-link">5º encontro</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise" class="external-link">6º encontro</a></li>
<li>Fotos<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-coelha-e-eu-arte-ciencia-e-tecnologia-29-de-agosto-de-2019" class="external-link">5º encontro</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise-30-de-agosto-de-2019" class="external-link">6º encontro</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />7º encontro<br /><strong>Da Fragilidade, da Falta de Rigor, dos Enganos da Ciência e do Falseamento da Paisagem</strong><br />12 de setembro</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eventos-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Jornada trata da visão de artistas sobre a participação feminina nas artes e enganos da ciência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-7-jornada-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Enganos, método e rigor na ciência e na arte</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/da-fragilidade-da-falta-de-rigor-dos-enganos-da-ciencia-e-do-falseamento-da-paisagem" class="external-link">Vídeo do encontro</a> | <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/embed/QU8QLEEJfvU" target="_blank">Vídeo da apresentação de Walmor Corrêa</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/da-fragilidade-da-falta-de-rigor-dos-enganos-da-ciencia-e-do-falseamento-da-paisagem-12-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />8º encontro<br /><strong>O Matriarcado de Pindorama - A Impossibilidade do Silêncio</strong><br />13 de setembro</p>
<p>Texto</p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/texto-de-nadia-battella-gotlib-sobre-mineirinho-e-agua-viva" class="external-link">Os Dois Lados da Mesma Moeda? 'Mineirinho' e 'Água Viva'</a>", apresentação de Nádia Batella Gotlib</li>
</ul>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eventos-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Jornada trata da visão de artistas sobre a participação feminina nas artes e enganos da ciência</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro8-jornada-catedra-olavo-setubal" class="external-link">As vozes das mulheres na arte e na ciência do Brasil</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/o-matriarcado-de-pindorama-a-impossibilidade-do-silencio" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/o-matriarcado-de-pindorama-a-impossibilidade-do-silencio-13-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />9º encontro<br /><strong>Diagramas da Alteridade</strong><br />26 de setembro</p>
<p>Texto</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/texto-de-rosana-palazyan" class="external-link">Acredito no amor como forma de cura e resistência - Rosana Palazyan</a></li>
</ul>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/concretismo-relacao-arte-grupos-marginalizados" class="external-link">Encontros abordam o concretismo em São Paulo e a relação entre arte e grupos marginalizados</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/diagramas-de-alteridade" class="external-link">A troca simbólica entre artistas e grupos sociais em situação de vulnerabilidade</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/diagramas-de-alteridade" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/diagramas-de-alteridade-26-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos do evento</a> </li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/imagens-de-obras-de-rosana-palazyan" class="external-link">Arquivo com fotos e legendas de obras de Rosana Palazyan</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />10º encontro<br /><strong>Concretismo, Razão e Industrialização</strong><br />27 de setembro</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/concretismo-relacao-arte-grupos-marginalizados" class="external-link">Encontros abordam o concretismo em São Paulo e a relação entre arte e grupos marginalizados</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/concretismo-e-industrializacao" class="external-link">Razão geométrica, divergências e ruptura na arte brassileira a partir dos anos 50</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/concretismo_razao_e_industrializacao" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/concretismo-razao-e-industrializacao-27-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p><br />11º encontro<br /><strong>Muito além de "Paulistas e Cariocas": Mário Pedrosa e Pontos Extremos da Modernidade no Brasil</strong><br />17 de outubro</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-11-12-encontros" class="external-link">Encontros exploram os movimentos artísticos brasileiros e seus processos construtivos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/genero-sexualidade-e-arte" class="external-link">Os princípios do Neoconcretismo e o pensamento de Mário Pedrosa</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/muito-alem-de-201cpaulistas-e-cariocas201d-mario-pedrosa-e-pontos-extremos-da-modernidade-no-brasil" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/muito-alem-de-201cpaulistas-e-cariocas201d-mario-pedrosa-e-pontos-extremos-da-modernidade-no-brasil-17-de-outubro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p><br />12º encontro<br /><strong>Brasil, do Neoconcretismo à Tropicália: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Ferreira Goulart e José Celso Correa<br /></strong>18 de outubro</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-11-12-encontros" class="external-link">Encontros exploram os movimentos artísticos brasileiros e seus processos construtivos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/do-neoconcretismo-a-tropicalia" class="external-link">As trajetórias de 4 artistas neoconcretos e sua influência até a Tropicália</a></li>
</ul>
<p>Texto</p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/helio-oiticica-do-neoconcretismo-a-tropicalia" class="external-link">Hélio Oiticia: Do Neoconcretismo à Tropicália</a>" - íntegra da exposição de Celso Favaretto</li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/brasil-do-neoconcretismo-a-tropicalia-lygia-clark-helio-oiticica-lygia-pape-ferreira-gullar-e-jose-celso-martinez" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/brasil-do-neoconcretismo-a-tropicalia-lygia-clark-helio-oiticica-lygia-pape-ferreira-gullar-e-jose-celso-martinez-18-de-outubro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />13º encontro<br /><strong><i>Arte, Gênero, Sexualidade - As Perplexidades do Pensamento Teórico</i></strong><br />31 de outubro</p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-13-e-14-das-jornada" class="external-link">Questões de gênero, sexualidade e formação social do Brasil estarão em debate em jornada</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-genero-sexualidade" class="external-link">A arte como meio de reflexão sobre corpo, gênero e sexualidade</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/arte-genero-sexualidade-as-perplexidades-do-pensamento-teorico" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-genero-sexualidade-as-perplexidades-do-pensamento-teorico-31-de-outubro-de-2019" class="external-link">Fotos </a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />14º encontro<br /><strong><i>Brasil, Brasis e sua Complexa Formação Social</i><br /></strong>1º de novembro</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-13-e-14-das-jornada" class="external-link">Questões de gênero, sexualidade e formação social do Brasil estarão em debate em jornada </a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-e-formacao-social-do-brasil" class="external-link">Violência, resistência e integração na formação da sociedade brasileira</a></li>
</ul>
<p>Texto</p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/formacao-da-sociedade-brasileira-e-a-contribuicao-dos-imigrantes-desde-o-seculo-19-michel-schlesinger" class="external-link">Formação da Sociedade Brasileira e a Contribuição dos Imigrantes desde o Século 19</a>" - texto de referência da exposição de Michel Schlisinger</li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/brasil-brasis-e-sua-complexa-formacao-social" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/brasil-brasis-e-sua-complexa-formacao-social-1o-de-novembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />15º encontro<br /><strong>História e Mitos: Os Povos Huni Kuin e Guarani</strong><br />7 de novembro</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-jornada-indigenas" class="external-link">Pajé Dua Buse e Ernesto Neto tratam de conexões de povos indígenas com arte, física e política</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/historia-mito-arte-e-ciencia-entre-os-huni-kuin-e-guarani-e-na-obra-de-ernesto-neto" class="external-link">História e mito na arte dos huni kuĩ e guarani mbya e na obra de Ernesto Neto</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/historia-e-mito-os-povos-huni-kuin-e-guarani" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/historia-e-mito-os-povos-huni-kuin-e-guarani-7-de-novembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />16º encontro<br /><strong><i>Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</i><br /></strong>8 de novembro</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-jornada-indigenas" class="external-link">Pajé Dua Buse e Ernesto Neto tratam de conexões de povos indígenas com arte, física e política</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/historia-mito-arte-e-ciencia-entre-os-huni-kuin-e-guarani-e-na-obra-de-ernesto-neto" class="external-link">História e mito na arte dos huni kuĩ e guarani mbya e na obra de Ernesto Neto</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/br-pesquisar-0-07-3-21-02-escultura-fisica-e-politica-para-as-mitologias-indigenas" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/escultura-fisica-e-politica-para-as-mitologias-indigenas-08-de-novembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />17º encontro<br /><strong><i>Etnologia e Escravidão: (Des)Compromissos da Ciência com a Liberdade</i></strong><br />21 de novembro</p>
<p>18º encontro<br /><strong><i>Técnicas de Apagamento e Reconstrução da Memória da Escravidão nos Espaços de Eugenia Urbanística</i><br /></strong>22 de novembro</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/escravidao-eugenia-e-arte-afro-brasileira" class="external-link">Escravidão, eugenia e arte afro-brasileira serão temas de encontros na Semana da Consciência Negra</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-ciencia-e-racismo" class="external-link">Encontros debatem a produção de artistas afrodescendentes e racismo na arte e na ciência</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/etnologia-e-escravidao-des-compromissos-da-ciencia-com-a-liberdade" class="external-link">17º encontro</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/tecnicas-de-apagamento-e-reconstrucao-da-memoria-da-escravidao-nos-espacos-de-eugenia-urbanistica" class="external-link">18º encontro</a></li>
<li>Fotos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/etnologia-e-escravidao-des-compromissos-da-ciencia-com-a-liberdade-21-de-novembro-de-2019" class="external-link">17º encontro</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/tecnicas-de-apagamento-e-reconstrucao-da-memoria-da-escravidao-nos-espacos-de-eugenia-urbanistica-22-de-novembro-de-2019" class="external-link">18º encontro</a></li>
</ul>
<hr />
<p><br />19º encontro<br /><strong><i>Encontro com Paulo Herkenhoff e Helena Nader</i></strong><br />5 de dezembro</p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/jornada-19" class="external-link">Último encontro de jornada que relaciona arte e ciência revisitará discussões do semestre</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/um-balanco-da-jornada-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Uma jornada de aprendizado sobre relações entre arte e ciência</a></li>
</ul>
<p>Texto</p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/a-etica-na-formacao-a-formacao-na-etica-guilherme-ary-plonski" class="external-link">A Ética na Formação, a Formação na Ética</a>" - íntegra da exposição de Guilherme Ary Plonski</li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/encontro-com-helena-nader-e-paulo-herkenhoff" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/encontro-com-helena-nader-e-paulo-herkenhoff-05-de-dezembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>
<p><i> </i></p>
<hr />
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Cátedra Olavo Setubal</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-07T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-11-12-encontros">
    <title>Encontros exploram os movimentos artísticos brasileiros e seus processos construtivos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-11-12-encontros</link>
    <description>As 11ª e 12ª aulas da "Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral" serão nos dias 17 e 18 de outubro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f0e55005-7fff-5239-671a-bb69202f89b8"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jogo-de-tenis-1/image" alt="Jogo de Tênis" title="Jogo de Tênis" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">'Jogo de Tênis', de Lygia Pape (Enciclopédia Itaú Cultural)</dd>
</dl>Os 11º e 12º encontros da </span><span><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a></i></span><span> acontecem nos dias 17 e 18 de outubro, às 14h, no Auditório do IEA (Rua Praça do Relógio, 109), e tratarão de aspectos de diversos movimentos artísticos brasileiros, como o Modernismo, a Tropicália, o Concretismo e o Neoconcretismo. Além disso, as trajetórias de Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Ferreira Gullar, José Celso Martinez, Mário Pedrosa e Oswald de Andrade serão revisitadas </span>—<span> os dois últimos serão homenageados nos encontros. Abertos ao público, os eventos terão transmissão ao vivo pela internet.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Mário Pedrosa</strong></span></p>
<p dir="ltr">O 11º encontro, “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/muito-alem-de-paulistas-e-cariocas" class="external-link">Muito além de ‘Paulistas e Cariocas’ — Mário Pedrosa e Pontos Extremos da Modernidade no Brasil</a>”, terá o crítico de arte brasileira Mário Pedrosa como homenageado. Ao abordar sua trajetória, a mesa de discussão passará pelo modo como Pedrosa viu as relações entre paulistas e cariocas e concretistas e neoconcretistas, além da maneira como discutiu as grandes divisões ideológicas do mundo e como observou o mercado e a ditadura militar brasileira.</p>
<p dir="ltr">Para os organizadores da jornada e titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica e <span>professora da Unifesp,</span> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, Mário Pedrosa é “aclamado como o maior crítico de arte brasileira de todos tempos”, bem como “um autor seminal para compreender um momento especialmente elevado de pensamento crítico no Brasil”.</p>
<p dir="ltr">Nader será a moderadora do debate e Herkenhoff fará uma das exposições. Os outros participantes serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor do IEA; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/washington-marar" class="external-link">Ton Marar</a>, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP; e de Glória Ferreira, doutora pela Université Paris 1 (Panthéon-Sorbonne) e coordenadora da coletânea “Mário Pedrosa: Primary Documents”.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Do Neoconcretismo à Tropicália</strong></span></p>
<p dir="ltr">O 12º encontro, intitulado “<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/brasil-do-neoconcretismo-a-tropicalia" class="external-link">Brasil, do Neoconcretismo à Tropicália: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Ferreira Gullar e José Celso Martinez</a>”, será no dia seguinte, 18 de outubro. Ao relacionar os dois movimentos e analisar os artistas que deles fizeram parte, o debate abordará, segundo os organizadores, o processo construtivo brasileiro como “um embate incansável de ideias”. O Neoconcretismo “enfrentou a crise dos anos 60 com o esgotamento da geometria canônica, através de propostas participativas e no encaminhamento na direção do Tropicalismo”, tendo como fundamentos a produção de conhecimento e a presença do sujeito.</p>
<p dir="ltr"><span>O homenageado do encontro é o escritor Oswald de Andrade. Para os organizadores, “existem artistas que são faróis da sociedade, porque lúcidos e indomáveis. E Oswald de Andrade é um paradigma que se renova sempre, porque não propunha modelos formais, mas modos de pensamento crítico que se renovam a cada geração”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Andrade incluía em seus pensamentos e trabalhos a medicina, a antropologia, a eletrônica e outros campos da ciência. “Por isso, sua antropofagia pode envolver, sem decalques, o Cinema Novo e a Tropicália, como continua estimulando ações artísticas experimentais para muito além do cânon”.</span></p>
<p dir="ltr">As exposições serão de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celso-favaretto" class="external-link">Celso Favaretto</a>, doutor em Filosofia pela USP e professor da Faculdade de Educação da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-camilo-osorio" class="external-link">Luiz Camillo Osório</a>, professor e diretor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio e curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro entre 2009 e 2015; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-bruno-guimaraes-martins" class="external-link">Sérgio Bruno Martins</a>, professor do Departamento de História da PUC-Rio; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-rivera" class="external-link">Tania Rivera</a>, doutora em Psicologia pela Université Catholique de Louvain e pós-doutora em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e Helena Nader. <span>O debate terá Paulo Herkenhoff como moderador.</span><span> </span></p>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>JORNADA RELAÇÕES DO CONHECIMENTO ENTRE ARTE E CIÊNCIA: GÊNERO, NEOCOLONIALISMO E ESPAÇO SIDERAL</strong><br /><strong>11º Encontro - Muito além de “paulistas e cariocas” - Mário Pedrosa e pontos extremos da modernidade no Brasil</strong><br /><i>17 de outubro, 14h</i><br /><strong>12º Encontro - Brasil, do Neoconcretismo à Tropicália: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Ferreira Gullar e José Celso Martinez</strong><br /><i>18 de outubro, 14h</i></p>
<p><i>Local: Auditório do IEA - Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br />Eventos gratuitos e abertos ao público - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo </a>pela internet<br />Mais informações: Cláudia R. Pereira (clauregi@usp.br) - Telefone: (11) 3091-1686<br /><i>Páginas dos eventos: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/muito-alem-de-paulistas-e-cariocas" class="external-link">11º Encontro</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/brasil-do-neoconcretismo-a-tropicalia" class="external-link">12º Encontro</a></i></i></p>
<div id="_mcePaste">
<p class="MsoNormal">—</p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-07T20:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/participacao-feminina-na-ciencia-e-tema-de-evento-no-iea-rp">
    <title>Participação feminina na ciência é tema de evento no IEA-RP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/participacao-feminina-na-ciencia-e-tema-de-evento-no-iea-rp</link>
    <description>Palestrante será a docente da UFRGS e diretora da ABC Marcia Barbosa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-1011dba3-7fff-08d4-5323-709e40cdc390"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/10.10_Thas_ParticipaofemininanacinciatemadeeventonoIEARP.png/@@images/9f1e5e92-76ee-49f3-a58d-8e1273760b72.png" alt="" class="image-left" title="" />A presença de mulheres na ciência tem aumentado nas últimas décadas. Esse fato, no entanto, pouco tem impactado a participação feminina nos níveis mais altos das carreiras científicas. Para discutir as razões disso, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) promove no dia 22 de outubro, às 15h, em seu Espaço de Eventos, a palestra </span><span><i>Mulheres na Ciência: Uma Verdade Inconveniente</i></span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As inscrições são gratuitas e podem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/QrUSL4nCkyAMrg4L7"><span>neste link</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No evento, a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Marcia Barbosa vai discutir por que o número de cientistas mulheres ainda é considerado pequeno e quais as razões da lentidão no aumento da presença delas nessa área. Segundo ela, a medida que as mulheres ocupam posições mais elevadas nas carreiras científicas, o percentual de participação diminui, fato conhecido internacionalmente como </span><span>efeito tesoura</span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Marcia Cristina Bernardes Barbosa tem graduação, mestrado e doutorado em Física pela UFRGS. Foi vencedora do Prêmio Internacional L'Oréal-Unesco Para Mulheres na Ciência (categoria Ciências Físicas) e do Prêmio Cláudia (categoria Ciências) por seus estudos sobre anomalias da água. Atualmente, além de docente da UFRGS, é diretora da Academia Brasileira de Ciências (ABC).</span></p>
<p><span>Mais informações: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span> ou (16) 3315 0368.</span></p>
<p> </p>
<hr />
<p><b>Mulheres na Ciência: Uma Verdade Inconveniente</b><br /><i>22 de outubro, 15h<br />Espaço de Eventos do IEA-RP<br /><a class="external-link" href="https://forms.gle/QrUSL4nCkyAMrg4L7">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/mulheres-na-ciencia-uma-verdade-inconveniente" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p> </p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-10T15:15:17Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/genero-sexualidade-e-arte">
    <title>Os princípios do Neoconcretismo e o pensamento de Mário Pedrosa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/genero-sexualidade-e-arte</link>
    <description>No dia 17 de outubro, realizou-se o encontro , “Muito além de ‘Paulistas e Cariocas’ — Mário Pedrosa e Pontos Extremos da Modernidade no Brasil”, 11° evento da "Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mario-pedrosa-1975/image" alt="Mário Pedrosa - 1975" title="Mário Pedrosa - 1975" height="555" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O crítico Mário Pedrosa em foto de 1975 durante exposição de Frans Krajcberg  no Centro Nacional de Arte Contemporânea, em Paris (do livro ''Mário Pedrosa - Primary Documentos'' [veja link para a íntegra abaixo], publicado pelo MoMA em 2015)</dd>
</dl></p>
<p>O edifício teórico do Neoconcretismo, “primeiro movimento brasileiro a contribuir com o cânone da arte do século 20”, segundo o curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, e a atuação do crítico Mario Pedrosa até os anos 60 foram os principais temas discutidos no encontro <i>Muito além de “Paulistas e Cariocas”: Mário Pedrosa e Pontos Extremos da Modernidade no Brasil</i>, no dia 17 de outubro, dentro da <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a>.</p>
<p>O evento teve também duas visões científicas relacionadas com o Neoconcretismo: o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira no Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro, e o uso da topologia geométrica na descrição de obras de arte.</p>
<p>Herkenhoff, que é também crítico e historiador da arte, tratou das especificidades e princípios do Neoconcretismo postulados em textos de Mário Pedrosa, Ferreira Goulart, José Guilherme Merchior, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Amilcar de Castro.Além de Herkenhoff, foram expositores a curadora  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gloria-ferreira">Glória Ferreira</a>, o patologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva">Paulo Saldiva</a> (diretor do IEA) e o matemático <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/washington-marar">Washington Marar</a>. A coordenação foi da bioquímica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a>. Herkenhoff e Nader são os titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> em 2019.</p>
<p>Segundo ele, o princípio de permanente investigação do movimento está sintetizado no “<a href="https://icaadocs.mfah.org/icaadocs/THEARCHIVE/FullRecord/tabid/88/doc/1091374/language/en-US/Default.aspx" target="_blank">Manifesto Neoconcreto</a>” e na “<a href="https://monoskop.org/images/b/b3/Gullar_Ferreira_1959_1977_Teoria_do_nao-objeto.pdf" target="_blank">Teoria do Não Objeto</a>” (1960), ambos escritos pelo poeta Ferreira Gullar em 1959.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-11-12-encontros" class="external-link">Encontros exploram os movimentos artísticos brasileiros e seus aspectos construtivos</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/muito-alem-de-201cpaulistas-e-cariocas201d-mario-pedrosa-e-pontos-extremos-da-modernidade-no-brasil" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/muito-alem-de-201cpaulistas-e-cariocas201d-mario-pedrosa-e-pontos-extremos-da-modernidade-no-brasil-17-de-outubro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Livro</strong></p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://www.moma.org/momaorg/shared/pdfs/docs/publication_pdf/3232/Pedrosa_PREVIEW.pdf?1456334850">Mário Pedrosa - Primary Documents</a>", organizado por Glória Ferreira e publicado pelo MoMA em 2015</li>
</ul>
<hr />
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O aspecto da observação semântica do quadro, do quadro como objeto, também estava presente nas formulações de Gullar, afirmou.  Em 1958, um texto do poeta sobre Lygia Clark foi o primeiro sobre um artista abstrato geométrico que dá conta da especificidade dos meandros do seu pensamento plástico, segundo o curador: “Ele diz que, semanticamente, o quadro de Lýgia permaneceu no oposto da obra de Mondrian, ficando vinculado a um vasto contexto dos sinais”, ao passo que no artista suíço há o “isolamento semântico do quadro, a consciência do quadro como espaço vazio de espaço pictórico”.</p>
<p>Herkenhoff disse discordar de Lorenzo Mammì quanto a ser a posição definitiva de Pedrosa a de que os paulistas seriam artistas da sabença e os cariocas artistas da intuição, manifesta no artigo “<a href="http://icaadocs.mfah.org/icaadocs/THEARCHIVE/FullRecord/tabid/88/doc/1085056/language/en-US/Default.aspx" target="_blank">Paulistas e Cariocas</a>”, publicado em 1957 no” Jornal do Brasil”. “Essa análise de Pedrosa serviu de alerta para os artistas neoconcretistas, que passaram a escrever.”</p>
<p>“Na 4ª Bienal de São Paulo,  no final de 1957, Pedrosa já está tentando entender os movimentos da arte brasileira e vai operar as alterações que os neoconcretistas já apresentavam, mantendo o luminoso Volpi como uma referência nessas transformações, contra aquilo que mais tarde diria numa avaliação do processo canônico do Concretismo: 'Uma máquina de reproduzir quadros'.”</p>
<p>Outro aspecto fundamental para a caracterização do Neoconcretismo - também presente no Concretismo - comentado por Herkenhoff foi a do princípio da autonomia da arte. “Esse problema foi estudado por Pedrosa. Como bom trotskista, no artigo 'Vicissitudes do Artista Soviético', de 1966, ele considera que o artista na União Soviética precisava produzir uma arte oficial, não havia liberdade de criação; tampouco nos Estados Unidos, onde a arte havia se transformado em demanda do mercado.”</p>
<p>A ideia era de que no Terceiro Mundo os artistas teriam mais liberdade, pois não tinham um sistema de arte capaz de determinar o seu modo de produzir, de acordo com Herkenhoff.</p>
<p>Na experiência de Nise da Silveira com a produção artística de doentes mentais, ele vê o princípio da superação da desrazão, que "vai ser um foco importante da diferenciação do Neoconcretismo, com a convivência disso com a forma racional, num processo de desiquilíbrio afetivo" que tem a arte como meio de reequilíbrio.</p>
<p><dl class="captioned image-right" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-herkenhoff-17-10-2019/image" alt="Paulo Herkenhoff - 17/10/2019" title="Paulo Herkenhoff - 17/10/2019" height="300" width="300" style="text-align: right; " /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Paulo Herkenhoff</dd>
</dl></p>
<p>"Estamos nesse momento numa hipótese de que através do entendimento da psicologia, da psiquiatria e da psicanálise seria possível superar a questão da Gestalt, que é uma maneira mecanicista de reação do cérebro aos ditames da forma."</p>
<p>Para Herkenhoff, a defesa de Pedrosa de uma Teoria Afetiva da Forma em 1948 foi uma novidade em relação aos escritos de Nise da Silveira e outros que haviam trabalhado em hospitais psiquiátricos.</p>
<p>"Por sua vez, Lygia, nos trabalhos que chama de 'Descoberta da Linha Orgânica', em 1954, transforma o encontro da moldura e da tela num objeto único, com uma linha virtual de sombra na fresta. Uma linha de separação, mas que também é de encontro. Ela chama de linha orgânica, porque transforma todo o objeto num sistema de órgãos. Ao mesmo tempo, nessa linha de vazio está o ar que respiramos."</p>
<p>Nesse momento, afirma o curador, a arte é tida como uma necessidade vital, em relação com a vida, numa concepção própria de Trotsky, para quem "num momento de justiça, de superação da revolução, não haveria separação alienante entre arte e vida, entre cultura e vida".</p>
<p>Outro salto epistemológico produzido por Pedrosa deu-se a partir da leitura da filósofa americana Suzane Langer, de acordo com Herkenhoff.  "A chave seria entender que as artes não são vasos incomunicantes, mas sistemas de relações. Mais tarde, com a fenomenologia dos sentidos de Merleau-Ponty, vamos entender que os sentidos se comunicam."</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Gullar então diz no Manifesto Neoconcreto que "ninguém ignora que nenhuma experiência humana se limita aos cinco sentidos, uma vez que o homem reage como uma totalidade e na simbólica geral do corpo de Merleau-Ponty os sentidos se decifram uns aos outros".</p>
<p>O Neoconcretismo vai se propor como arte da sensorialidade mais completa, segundo o curador: infrassensorial em Clark, "voltada à interioridade"; suprassensorial em Oiticica, "com abertura para o além que está na vida social e na antropologia da cultura"; e plurissensorial em Lygia Pape, "a primeira que não se restringe ao léxico das artes visuais tradicionais, trabalhando com balé, música e vídeo".</p>
<p>Ele afirmou que a musicalidade da forma já estava presente no século 19 nas reflexões do filósofo britânico Walter Pater, para quem toda arte aspira à condição da música, questão que "reaparecerá em Adorno, Pedrosa e Oiticica.</p>
<p>A questão da música remete ao princípio da temporalidade complexa do Neoconcretismo: "Haveria uma assincronicidade, como também uma diacronia, além da dualidade espaço-tempo, marcada pela física de Einstein, mas vista como duração, a partir da filosofia de Bergson; Oiticica vai falar de trabalho sem tempo".</p>
<p>Em relação especificamente ao espaço, Herkenhoff afirmou que o movimento foi caracterizado pelo "primado do espaço, mas um espaço ativado".</p>
<p>Outra particularidade muito importante do movimento é a questão do não objeto. Na Teoria do Não Objeto de Gullar, a obra não deixa rastro, ela se configura no tempo da experiência, comentou. O exemplo citado por Herkenhoff é a obra "Caminhando" de Clark, que não é para ser observada, não é um espetáculo, é uma experiencia individual na qual corta-se com uma tesoura, no sentido longitudinal, uma fita de Möbius de papel.</p>
<p>Quanto à historicidade, do ponto de vista do Neoconcretismo, o artista é aquele que se coloca no contexto da história da arte, observando que a cultura é um conjunto de legados irresolutos, disse o curador. "O que vai interessar ao movimento é a história da arte no seu limite. O Mondrian que interessa é o dos problemas que lançou, mas não conseguiu resolver, porque a arte é infinita."</p>
<p>O Neoconcretismo não admite "heróis da forma", destacou Herkenhoff. "A história da arte não é um conjunto de formas a serem citadas, interpretadas, por que provindas de heróis da forma, sejam eles Von Doesburg ou mesmo Picasso." Para Pedrosa, o único herói é o artista inventor, que desdobra arranjos formais dos paradigmas, afirmou.</p>
<p>O princípio da isenção faz com que o movimento "pense a arte como uma episteme", no qual "a invenção não se arrima em padrões já feitos, em artistas consagrados". Pedrosa parece dizer, explicou Herkenhoff, que" a arte não é uma sucessão de ismos, mas um processo de conhecimento sujeito a questões dialéticas, mudanças, avanços, retornos."  O artista deve pensar na essência da criação e levar em consideração que "a noção de estilo foi substituído pela noção de styling, um conceito comercial para marketagem dos objetos".</p>
<p>O vazio também é um tema relevante para o Neoconcretismo. Herkenhoff leu trecho de carta que Clark enviou a Mondrian sobre a questão: "O homem não está só, ele é a forma e o vazio. Vem do vazio para a forma. Vida. E sai desta para o vazio pleno". Segundo o curador, isso é muito próximo de Lacan, "quando ele diz que o oleiro cria o vaso a partir do buraco".</p>
<p>Herkenhoff finalizou sua exposição falando do princípio da pós-modernidade presente no Neoconcretismo. Para ele, Pedrosa, em 1966, antecipou Lyotard em três ou quatro anos na questão do pós-moderno. "Naquele momento, Pedrosa lia Wittgenstein e fala sobre a ruptura do cânone moderno: 'Enquanto essa experiência histórica, estética, cultural pode ser explorada pelos artistas individuais, de modo fecundo, a arte moderna encheu toda nossa época com obras de autêntico valor. Agora, tudo indica que a experiência foi consumada'.”</p>
<p>Pedrosa acrescenta, de acordo com Herkenhoff, que “os artistas que negam a arte começam a nos propor, consciente ou inconscientemente, outra coisa. É um fenômeno cultural e mesmo sociológico inteiramente novo. Não estamos dentro dos parâmetros do que se chamou arte moderna. Chamaria isso de arte pós-moderna, para significar a diferença. Nesse momento de crise e de opção devemos optar pelos artistas”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gloria-ferreira-17-10-2019/image" alt="Glória Ferreira - 17/10/2019" title="Glória Ferreira - 17/10/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Glória Ferreira</dd>
</dl></p>
<p><strong>Visão da crítica</strong></p>
<p>Pedrosa tinha consciência que a crítica é um fenômeno histórico, por isso sempre questionou suas posições e atividade em cada momento histórico, de acordo com a curadora Glória Ferreira, professora da Escola de Belas Artes da UFRJ e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e organizadora do livro "<a class="external-link" href="https://www.moma.org/momaorg/shared/pdfs/docs/publication_pdf/3232/Pedrosa_PREVIEW.pdf?1456334850">Mário Pedrosa, Primary Documents</a>", publicado pelo Museu de Arte Moderna ((MoMA). de Nova York, em 2016.</p>
<p>Historiando sobre a carreira do crítico, ela destacou a intensa atividade política de Pedrosa nos anos 20 e 30. "Em 1933, proferiu a célebre conferência 'As Tendências S<strong>ociais</strong> da Arte e Käthe Kollwitz', onde estabeleceu a relação entre atualidade estética e arte social, não fundamentada em temas, mas nos próprios procedimentos artísticos. Para ele, arte de vanguarda e revolução social são indissociáveis."</p>
<p>Segundo a curadora, os interesses de Pedrosa em arte surgiram no MoMA, nos anos 40, quando esteve exilado nos Estados Unidos. "Ele ficou amigo de Calder [Alexander Calder, escultor americano] e escreveu sobre ele e Portinari."</p>
<p>"Mas é em 1945, de volta ao Brasil, que Pedrosa engaja-se de fato na atividade crítica, sem jamais abandonar a militância política e estabelecendo uma relação entre revolução social e arte de vanguarda."</p>
<p>Ainda naquele ano, funda o seminário Vanguarda Socialista e participa da criação da União Socialista Popular, com "a meta de criação de um grande partido socialista". No ano seguinte, cria uma seção de artes plásticas no “Correio da Manhã” e colabora também com o “Estado de S.Paulo” e a “Tribuna de Imprensa”.</p>
<p>Para Pedrosa, "a funcionalidade da arte é uma exigência da necessidade formal e criadora”, segundo Ferreira. “Contrapõe-se assim ao atrelamento da arte aos conteúdos sociais então em voga, defendendo em termos universais as possibilidades da arte e suas transformações."</p>
<p>Glória ressaltou que naquele período, são poetas e escritores como Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Sergio Milliet, Raquel Queiroz e Rubens Braga que exercem a crítica em geral. "Era uma crítica impressionista e comprometida com a afirmação nacional, embasada na defesa do moderno no sentido de liberar a sociedade brasileira do ranço colonial." No "Correio da Manhã", Pedrosa muda o tom do debate ao propor "uma visão da arte que integra a arte de doentes mentais e crianças e a arte primitiva", afirmou.</p>
<p>Em 1947, por ocasião de encerramento de exposição organizada pelo Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro, profere a conferência “Arte, Necessidade Vital”, onde afirma que "a atividade se estende a todos os seres humanos e não é mais a ocupação exclusiva de uma confraria especializada que exige diploma para nela se ter acesso". Também promove visitas ao centro, entre as quais as de Camus, Murilo Mendes e Léon Degand [primeiro diretor do MAM de São Paulo].</p>
<p>Ao lado desse trabalho com Nise, Pedrosa participa ativamente da discussão polarizada entre artistas e críticos, sobretudo de São Paulo e Rio de Janeiro, ocasionada pela abstração, disse Glória. "A oposição entre a estética figurativa e a abstrata é um dos momentos mais fortes desde a Semana de 22, com o debate ficando mais intenso em março de 1949, quando o MAM de São Paulo realiza a exposição 'Do Figurativismo ao Abstracionismo', proposta por Ciccillo Matarazzo. Depois houve uma exposição no Rio de Janeiro com obras do MAM paulista, do Masp e de colecionadores privados do Rio de Janeiro."</p>
<p>A exposição no Rio de Janeiro causou "brutal tomada de contato com questões que até aquele momento passavam ao largo", afirmou a curadora. Para o catálogo da exposição, Pedrosa escreveu texto "em defesa da arte moderna e da erradicação da arte de caráter social em prol de novas concepções estéticas".</p>
<p>"Ele era marcado pela Gestalt, com a qual teve contato em Berlim no final dos anos 20, e desenvolveu a tese da natureza afetiva da forma na obra de arte. Questões da Gestalt, com nuances, foram retomadas por Pedrosa em outros textos, sobretudo sob a influência da fenomenologia."</p>
<p>Uma questão central para Pedrosa, disse Glória, é a da autonomia da arte, "que considera surgir com força no cubismo de Braque e Picasso e com total afloramento em Kandinsky".</p>
<p>Glória ressaltou o espírito internacionalista do crítico - "mas sem descuidar das condições locais" - e seu clamor por originalidade e necessidade de renovação, "enfim, por uma atitude experimental". No projeto construtivo brasileiro, que "defendia como um projeto moderno, uma linguagem capaz de engajar todos os povos do mundo, foi crítico engajado, ao lado de Lygia, Oiticica, Pape e outros artistas".</p>
<p>A curadora destacou três textos sobre crítica de arte publicados por Pedrosa em sua coluna no "Jornal do Brasil", em 1957. "Reconhecido então como o grande crítico de arte do país, proclama em 'Um Ponto de Vista de Crítico' a visão da crítica baudelairiana, parcial, apaixonada, política, exigindo talvez um pouco mais de tolerância no Brasil caótico, informe e indiscriminado do período."</p>
<p>No segundo texto, ele fala sobre a importância de "distinguir a obra de arte - a ser isolada e apreciada em si mesma - da pessoa física e até mesmo psicológica do artista".</p>
<p>No último texto da série, reafirma as qualidades formais da obra e coloca-se contra qualquer enredo ou assunto, afirmou Glória. Além disso, "para bem apreciar e julgar, o crítico deve substituir o artista".</p>
<p>“Se para Baudelaire o problema do artista é substituir a Natureza pelo homem na fonte de criação, para Pedrosa, o problema do crítico é substituir o artista, isto é, o criador inconsciente ou pré-consciente ser substituído pela consciência da criação.”</p>
<p>Ela ressalvou, no entanto, que Pedrosa deixou de atentar ao crescente ingresso de textos de artistas no domínio do discurso da crítica e da história da arte, bem como à profunda relação entre a crescente reivindicação dos artistas de serem os intérpretes de sua própria obra e as transformações de linguagem na produção contemporânea.</p>
<p>Na época da 1ª Exposição Nacional de Arte Neoconcreta, em novembro de 1959, no Rio de Janeiro, Pedrosa estava no Japão. Escreve vários textos sobre a arte japonesa e organiza a exposição sobre arquitetura brasileira “Do Barroco a Brasília” no Museu de Arte Moderna de Tóquio.</p>
<p>Num primeiro momento, parece haver um certo embaraço de sua parte em relação ao rompimento dos neoconcretos com os concretos, disse a curadora. "Gullar sempre enfatizou a importância de Pedrosa no desenvolvimento da arte brasileira e, em depoimento para filme de 2010, disse, de forma bem-humorada, que o rompimento com o concretismo se deu na ausência de Pedrosa: 'Nós demos o golpe. Foi por acaso, mas ficou como se fosse um golpe. Na ausência do papai grande, mudamos. Quando ele chegou, era outra coisa'.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-saldiva-17-10-2019/image" alt="Paulo Saldiva - 17/10/2019" title="Paulo Saldiva - 17/10/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Paulo Saldiva</dd>
</dl></p>
<p><strong>Terapêutica</strong></p>
<p>Segundo o diretor do IEA, Paulo <strong>Saldiv</strong><strong>a</strong>, professor da Faculdade de Medicina da USP, Pedrosa não se conformava com o óbvio e questionava tudo. "Nise da Silveira também era uma inconformada e acaba indo para a arte por uma questão humanitária: não aceitava o tratamento que era dado aos pacientes psiquiátricos à época."</p>
<p>"Com ela, saiu o eletrochoque e entrou a palavra. Os pacientes receberam recursos para se expressar e Nise passou a ter contato com manifestações das coisas mais recônditas de suas almas."</p>
<p>Saldiva destacou a relação de Nise com o pensamento do psicanalista Karl Jung. “Jung deu uma surtada. O que o ancorava à realidade era a família e o trabalho. Ele reconhecia nos seus delírios símbolos que seus pacientes também relatavam.”</p>
<p>“Símbolos e formas geométricas como planos e círculos são coisas comuns na arquitetura e remontam ao paleolítico superior. A arte não é manifestação do espírito; ela faz parte do espírito e da evolução.”</p>
<p>Pode-se falar de uma “biologia evolutiva da arte”, de acordo com Saldiva. "A evolução dos hominídeos apostou no aumento da cabeça, que consome energia fornecida pela placenta em detrimento de outras partes do corpo. A cabeça aumentou de tamanho e o quadril ficou menor. A ocitocina, que causa euforia, acaba atuando também para espremer o útero e assim facilitar o parto."</p>
<p>O cérebro maior possibilitou mais conexões neuronais e assim, "há 75 mil anos, aconteceu a revolução cognitiva". Com ela, os objetos que antes eram produzidos só com preocupações utilitárias passam a apresentar também componentes estéticos, afirmou.".</p>
<p>Em relação à pintura, Saldiva disse que ela precedeu em muito a escrita e foi acompanhada pelo canto. “Verificou-se que onde as pinturas eram feitas nas cavernas eram também os lugares com melhor acústica.”</p>
<p>“Por que no tratamento psiquiátrico vai se buscar formas de comunicação ancestrais? Por que estimular a produção de arte?” Antes que os psiquiatras entendessem a importância disso, Pedrosa enxergou a arte como algo fundamental, por isso se associou a Nise."</p>
<p>Extrapolando para a importância da arte em outras situações de saúde, Saldiva disse que cirurgiões constataram haver menos infecções se há arte no ambiente de um hospital. “Quando se vê arte, a pressão arterial cai e aumenta a síntese do hormônio ocitocina, que tem efeito anti-inflamatório.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ton-marar/image" alt="Ton Marar - 17/10/2019" title="Ton Marar - 17/10/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Washington Marar</dd>
</dl></p>
<p><strong>Topologia geométrica</strong></p>
<p>Washington Marar<strong>, </strong>professor do Instituto de Ciências Matemática e da Computação (ICMC) da USP e especialista em singularidade, fez uma apresentação sobre um tipo de geometria, a topologia geométrica. Ele mostrou como por meio dela é possível descrever a famosa obra “Unidade Tripartida” do suíço Max Bill, ganhadora do prêmio para escultura da 1ª Bienal de São Paulo, em 1951. Também comentou o aspecto topológico da obra “Caminhando” de Lygia Clark.</p>
<p>A topologia geométrica permite a representação da superfície de um elemento tridimensional em um modelo plano. O exemplo inicial explicado por ele foi de um cilindro, que ao ser seccionado tem sua forma indicada por um retângulo com notação de como foi feito o “corte” da superfície curva.</p>
<p>Outro exemplo descrito por ele foi como descrever topologicamente a fita de Möbius. Mostrou como a “Unidade Tripartida” é constituída de três fitas de Möbius fundidas.</p>
<p>Para situar a especificidade da topologia geométrica, Marar falou da geometria euclidiana, contida no tratado “Os Elementos”, escrito por Euclides por volta de 300 anos a.C, em Alexandria. Nele, o matemático grego reuniu tudo que se conhecia então sobre geometria e teoria dos números.</p>
<p>“Trata-se do livro mais traduzido e editado no mundo ocidental depois da ‘Bíblia’. Nele, Euclides criou o método dedutivo, que consiste em obter proposições a partir de asserções básicas e deduções lógicas. Procedimento que influenciou Newton e Espinosa, entre outros.”</p>
<p>Alguns dos exemplos de definições de Euclides mencionados por Marar foram o de ponto ("aquilo que não tem partes") e linha ("aquilo que tem comprimento, mas não tem largura, e cujas extremidades são pontos")</p>
<p>Na geometria, não importa a natureza dos objetos, mas sim como eles se relacionam. Ela se move da desordem para a ordem, com a preservação de propriedade métricas, ao passo que a topologia geométrica preserva as formas.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): MoMA, livro "Mário Pedrosa - Primary Documentos; Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Neoconcretismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psiquiatria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-25T14:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-jornada-indigenas">
    <title>Pajé Dua Busẽ e Ernesto Neto tratam de conexões de povos indígenas com arte, física e política</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-jornada-indigenas</link>
    <description>Os 15º e 16º encontros da Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral serão nos dias 7 e 8 de novembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Dua-Buse-300x200-Agancia-Ophelia.jpg/image" alt="Dua Busé" title="Dua Busé" height="300" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">O pajé Dua Busẽ</dd>
</dl><dl class="image-right captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Ernesto_Neto_Warburg1866-wikimedia-300x200.jpg/image" alt="Ernesto Neto" title="Ernesto Neto" height="300" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">O artista Ernesto Neto</dd>
</dl>O líder indígena </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dua-buse" class="external-link">Dua Busẽ</a><span> e o artista plástico </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/ernesto-neto" class="external-link">Ernesto Neto</a><span> serão dois dos expositores dos 15° e 16° encontros da </span><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a></i><span>, que acontecem nos dias 7 e 8 de novembro, às 14h, no IEA. As atividades são abertas ao público e com </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a><span> pela internet.</span></p>
<p dir="ltr">O pajé Dua Busẽ integrará a mesa do dia 7, <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-15" class="external-link">História e Mito: os Povos Huni-Kuin e Guarani</a></i>. O índio da etnia huni-kuin é uma liderança entre as sociedades indígenas brasileiras. Considerado o maior pajé vivo nas margens do rio Jordão, no Acre, aos 86 anos ele propõe, como projeto de sociedade, que os jovens sejam envolvidos na produção de um imaginário a partir dos mitos principais do panteón: para ele, a juventude deve abraçar o universo simbólico de que é herdeira, sem reprimir sua curiosidade com as tecnologias e a <span>contemporaneidade.</span></p>
<p>Seguindo esta proposta, os huni-kuins pretendem guardar sua memória em nuvem, na internet, a fim de preservá-la, além de divulgá-la como uma forma de aprendizado para os adolescentes indígenas. Maior etnia do Acre, o povo huni-kuin é formado por mais de cem aldeias, distribuídas em doze terras indígenas que totalizam mais de 13 mil pessoas.</p>
<table class="tabela-direita-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Sobre a jornada</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>A <i>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</i> é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o <a class="external-link" href="https://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a>) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP.</i></p>
<p><i>O programa da disciplina foi formulado pelos dois titulares da Cátedra em 2019: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp. A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos. <strong><a class="external-link" href="https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vT4VZPz0femDuLIGBtEMzMX0EKz1H63807TYWYmo6wZnPBdDEMZ43c6xgf0pMB0l61ESa80DgK8OvRV/pub">Veja o programa completo</a></strong>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O líder indígena e cineasta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-papa" class="external-link">Carlos Papá</a>, um liderança guarani, falará sobre sua etnia, que tem ampla presença na América do Sul, abrangendo o Sudeste e o Sul do Brasil, a Bolívia, o Paraguai, a Argentina e o Uruguai. Três aspectos fundamentais da identidade guarani serão discutidos: a “alma” (ava ñe'ë) e a língua; os ancestrais míticos; e o conjunto de costumes e mitos que regulam a vida social.<br /><br />Além de Dua Busẽ e Papá, participarão da mesa de debate o cineasta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zezinho-yube" class="external-link">Zezinho Yube</a>, o artista plástico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoax/xadalu" class="external-link">Xadalu</a>, e as antropólogas <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha" class="external-link">Manuela Carneiro da Cunha</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elsje-maria-lagrou" class="external-link">Elsje Maria Lagrou</a>. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anna-dantes" class="external-link">Anna Dantes</a>.<br /><br /><strong>16º encontro</strong><br /><br />No dia seguinte, os expositores da mesa <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-16" class="external-link">Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</a></i> vão analisar a trajetória do escultor Ernesto Neto, que estará presente no debate. Segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, responsáveis pelo programa e titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, que organiza a jornada, Ernesto Neto tem buscado em sua obra “as relações de alteridade, saberes femininos e, agora, a visão cosmogônica de algumas sociedades indígenas”.<br /><br />Os homenageados do 16º encontro serão Darcy Ribeiro e Berta Ribeiro. O casal representou, para Nader e Herkenhoff, “um salto epistemológico no conhecimento da riqueza cultural das sociedades indígenas do Brasil”. Ao estudarem esses povos, focaram em suas manifestações simbólicas, carregadas de valor estético.<br /><br />No debate, Herkenhoff e os pesquisadores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a> (via Skype) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-alberto-rezende-de-oliveira" class="external-link">Luiz Alberto Rezende de Oliveira</a> acompanharão Ernesto Neto. Helena Nader será a moderadora.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<hr />
<p><strong>JORNADA RELAÇÕES DO CONHECIMENTO ENTRE ARTE E CIÊNCIA: GÊNERO, NEOCOLONIALISMO E ESPAÇO SIDERAL</strong><br /><strong>15º Encontro - História e Mito: os Povos Huni-Kuin e Guarani</strong><br /><i>7 de novembro, 14h</i><br /><strong>16º Encontro - Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</strong><br /><i>8 de novembro, 14h<br />Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /><i>Eventos gratuitos e abertos ao público - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet<br /><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br />Páginas dos eventos: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-15" class="external-link">15º Encontro</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-16" class="external-link">16º Encontro</a></i></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Agência Ophelia (Cedida pelo Itaú Cultural) e Warburg 1866/ Wikimedia</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-25T20:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/razao-do-abandono-da-carreira-cientifica-pelas-mulheres-vai-alem-da-maternidade">
    <title>Razão do abandono da carreira científica pelas mulheres vai além da maternidade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/razao-do-abandono-da-carreira-cientifica-pelas-mulheres-vai-alem-da-maternidade</link>
    <description>Para docente da UFRGS, outras causas, como o cuidado com membros idosos da família e o assédio dentro das universidades, são responsáveis por isso 
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-5aa4c003-7fff-a4ce-6f06-5f4a119d3fb5"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/microbiologist1332376_1920.jpg/@@images/eb0ff163-741e-4773-9b34-97114d4d207a.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Mais da metade da população brasileira é composta por mulheres, mas a representatividade delas em várias carreiras profissionais, incluindo a científica, é muito baixa. Embora elas sejam maioria na concessão de bolsas de graduação e pós-graduação, ao longo da carreira acadêmica a presença feminina vai diminuindo. Mas qual a razão dessa desistência? E o que pode ser feito para reverter esse cenário? Para discutir essas questões, o USP Analisa conversa com a docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e diretora da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Márcia Barbosa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para ela, a própria sociedade acaba transmitindo às crianças a ideia de que as mulheres não têm habilidades suficientes para ocupar cargos de liderança. “A sociedade monta essa ideia de que mulher não é líder, mulher não é inteligente, mulher é esforçada. E esforçada é só parte do grupo inteiro, ela não é a pessoa protagonista do grupo. Aí em cargos que precisam de protagonismo, a mulher não é enxergada como protagonista”, afirma.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Márcia explica que não apenas a maternidade é responsável pelo afastamento das mulheres da ciência e por sua baixa produtividade em determinado momento, mas também o cuidado com membros mais idosos da família. Além disso, ela destaca a necessidade de políticas que acabem com o assédio dentro da universidade, outro fator que acaba desencorajando as mulheres a seguirem na carreira científica.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“É uma questão dura, muito difícil, mas nós temos que eliminar o assédio dentro das nossas instituições e temos que criar mecanismos para acabar com isso. De nada vai adiantar nós estimularmos as meninas para depois elas entrarem em um ambiente que vai tratá-las mal e assediá-las de todas as formas”, ressalta a docente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A entrevista vai ao ar nesta quarta (13), às 18h05, com reapresentação no domingo (17), às 11h30. O </span><a href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Exatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-13T15:12:30Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/historia-mito-arte-e-ciencia-entre-os-huni-kuin-e-guarani-e-na-obra-de-ernesto-neto">
    <title>História e mito na arte dos huni kuĩ e guarani mbya e na obra de Ernesto Neto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/historia-mito-arte-e-ciencia-entre-os-huni-kuin-e-guarani-e-na-obra-de-ernesto-neto</link>
    <description>Nos dias 7 e 8 de novembro, foram realizados, respectivamente, o 15º e o 16º encontros da Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral, disciplina de pós-graduação oferecida pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência e pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nete-7-11-2019/image" alt="Nete - 7/11/2019" title="Nete - 7/11/2019" height="450" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Nete, mulher do pajé Dua Busẽ, com traje feito com um dos padrões de kene, desenhos geométricos característicos da cultura huni kuĩ</dd>
</dl></p>
<p>Com a participação de dez expositores, entre os quais lideranças e artistas indígenas e pesquisadores, o 15º e o 16º encontros da Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral, nos dias 7 e 8 de novembro, respectivamente, trataram das relações entre história e mito e suas implicações na arte, no saber tradicional e na ciência. Os destaques foram as discussões sobre esses aspectos na cultura dos povos huni kuĩ e guarani e no trabalho do escultor Ernesto Neto.</p>
<p>Os expositores indígenas estiveram na mesa do dia 7, que teve o título <span><i>História e Mitos: Os Povos Huni Kuĩ e Guarani</i></span>. Foram eles o pajé<strong> </strong><a href="http://www.gamehunikuin.com.br/beyaxinabena/grupo-1/dua-buse/" target="_blank">Dua Bu</a><a href="http://www.gamehunikuin.com.br/beyaxinabena/grupo-1/dua-buse/" target="_blank">sẽ</a> (Manuel Vandique Kaxinawá) e o cineasta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zezinho-yube">Zezinho Yube</a> (José de Lima Kaxinawá), ambos dos huni kuĩ do rio Jordão, no Acre; o cineasta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-papa">Carlos Papá</a>, líder indígena guarani mbya de Bertioga, SP; e o artista plástico afro-indígena <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoax/xadalu">Xadalu</a> (Dione Martins da Luz), guarani mbya do Rio Grande do Sul.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/dua-buse-7-11-2019/image" alt="Dua Busẽ - 7/11/2019" title="Dua Busẽ - 7/11/2019" height="281" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Dua Busẽ</dd>
</dl></p>
<p>Também participaram as antropólogas <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha">Manuela Carneiro da Cunha</a>, da USP e da Universidade de Chicago, EUA, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elsje-maria-lagrou">Elsje Maria Lagrou</a>. A moderadora foi a editora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anna-dantes">Anna Dantes</a>.</p>
<p>Em sintonia com o espírito do evento, o 15º foi aberto e encerrado de forma ritual, com cantos em homenagem à Mãe Terra entoados por Busẽ, que aos 86 continuar a atuar intensamente na preservação e divulgação da cultura huni kuĩ. Profundo conhecedor do uso de plantas medicinais, Busẽ contribuiu na elaboração do "Una Isĩ Kawaya - Livro da Cura do povo Huni Kuĩ do Rio Jordão" e organizou o “<a class="external-link" href="https://www.itaucultural.org.br/una-shubu-hiwea-livro-escola-viva-do-povo-huni-kuin-do-rio-jordao">Uma Shubu Hiwea – Livro Escola Viva do Povo Huni Kuĩ</a>".</p>
<p>Busẽ afirmou que passou a pesquisar e contribuir na produção de livros ao constatar que a cultura huni kuĩ estava se perdendo. Ele apresentou uma parte dessa história, sob forma mitológica, ao contar a estória do Huã Karu, o dono dos poderes da natureza.</p>
<p><dl class="captioned image-right" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/zezinho-yube-7-11-2019-1/image" alt="Zezinho Yube - 7/11/2019" title="Zezinho Yube - 7/11/2019" height="329" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Zezinho Yube</dd>
</dl></p>
<p>“Hoje mantemos nossas alianças, continuamos com nossa cultura esabemos nos adaptar aos novos tempos. Hoje é o tempo da tecnologia. Precisamos acompanhá-la e aprender a resistir nesses novos tempos.” Assim se manifestou Zezinho Yube, para quem os povos que não fizeram alianças foram extintos, "os que sobreviveram foram os que fizeram alianças com os seringalistas, com os antropólogos".</p>
<p>Indagado se há uma diferença na forma de fazer cinema de um indígena, Yube disse que o diferencial é que o filme traz a visão de alguém que mora na comunidade, "diferente de alguém que não é de lá e apresenta sua interpretação, não a realidade". Outra característica - que exemplificou com o seu trabalho - é o fato de o filme ser feito com a comunidade, a primeira a assisti-lo, para aprová-lo ou não.</p>
<p>Uma vez que o encontro reuniu representantes do huni kuĩ e dos guarani mbya, Yube foi perguntado sobre a conexão de vários povos da Amazônia com os povos do Sul. Isso já acontecia antes dos colonizadores, segundo ele: "Compartilhávamos nossos conhecimentos, nossa medicina. Fazíamos intercâmbio também com os povos incas. Hoje estamos refazendo essas conexões".</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/encontros-jornada-indigenas" class="external-link">Pajé Dua Busẽ e Ernesto Neto tratam de conexões de povos indígenas com arte, física e política</a></li>
</ul>
<hr />
<p>15º encontro<br /><strong>História e Mitos: Os Povos Huni Kuin e Guarani</strong><br />7 de novembro</p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/historia-e-mito-os-povos-huni-kuin-e-guarani" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/historia-e-mito-os-povos-huni-kuin-e-guarani-7-de-novembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p>16º encontro<br /><strong>Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</strong><br />8 de novembro</p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/br-pesquisar-0-07-3-21-02-escultura-fisica-e-politica-para-as-mitologias-indigenas" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/escultura-fisica-e-politica-para-as-mitologias-indigenas-08-de-novembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-papa-1/image" alt="Carlos Papá - 7/11/2019" title="Carlos Papá - 7/11/2019" height="298" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Carlos Papá</dd>
</dl></p>
<p>Carlos Papá, cineasta há mais de 20 anos, falou da cosmologia dos guarani mbya, na qual o escuro é a mãe de todo o Universo. "Sua energia criou o Sol, nosso pai celestial. O escuro é uma energia que descansa toda a humanidade e o Universo. Depois de passar o dia trabalhando ou passeando, à noite a pessoa quer descansar e procura o colo da mãe, que é o escuro. Ao morrer, volta para os braços da mãe.”</p>
<p>Para seu povo, o pai celestial, o Sol, "por saber das coisas, criou seu próprio Universo e espalhou muito seres e a energia de cada coisa, terra, rio, árvores e tudo mais".</p>
<p>O espírito é como uma bateria que rege nosso ser e possibilita encontrar o encantamento, afirmou. "Por isso a gente acredita que a espiritualidade é fundamental, pois ela permite se expressar e se integrar em cada situação.</p>
<p>“Os grandes sábios dizem que o pai celestial criou o Universo para a gente escolher entre o feio e o belo. Se ninguém tivesse olho, a gente ouviria apenas os sons e não teria como escolher entre o feio e o belo. Mas o olho não deixa ver o interior da pessoa, por isso a gente sofre. Os olhos de alguém veem a multidão, mas não veem a própria pessoa. Por isso você depende do outro e o outro depende de você.”</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Expressão e defesa da cultura guarani mbya e integração a ela são as marcas do trabalho artístico de Xadalu, que foi morador de rua com a mãe e a avó. Hoje ele convive diariamente com os moradores de uma aldeia em Porto Alegre, RS.</p>
<p>“Há várias aldeias e a comunidade tem de ir para o centro da cidade vender artesanato. Meu trabalho é relatar os problemas que acontecem lá, com muito tensionamento entre indígenas e não indígenas. A partir da discussão na aldeia sobre os acontecimentos na cidade, inclusive com as crianças, produzimos arte urbana para ser colocada na cidade."</p>
<p><dl class="captioned image-right" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/xadalu-7-11-2019-1/image" alt="Xadalu - 7/11/2019" title="Xadalu - 7/11/2019" height="327" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Xadalu</dd>
</dl></p>
<p>Seu primeiro trabalho com a comunidade das aldeias decorreu do ataque de comerciantes aos indígenas. Uma lei os havia retirado do centro de Porto Alegre. “Os caciques me pediram para falar à população da cidade que o centro também é terra indígena, pois foi um cemitério dos guarani mbya."</p>
<p>“Fizemos mil cartazes com os dizeres 'Atenção – Terra Indígena' e colamos em vários locais do centro. No dia seguinte os jornais divulgaram a ação. Algumas pessoas ficaram preocupadas com uma possível invasão guarani, achavam que a Prefeitura tinha demarcado o lugar."</p>
<p>Depois houve um trabalho que se chamou "Seres Invisíveis", no qual Xadalu imprimiu fotos em tamanho natural dos indígenas que costumavam ir para o centro vender artesanato. "As pessoas rasgavam as fotos, que se tornaram motivo de muito orgulho nas comunidades. Houve ameaças, diziam que eu deveria ser preso."</p>
<p>Segundo ele, seu trabalho com a comunidade foi absorvido por museus e galerias e agora há aldeias que sustentam parte de suas necessidades com ele. Das vendas de trabalhos na galeria que o representa, 50% do valor vão para as aldeias, 25% ficam com a galeria e 25% com ele.</p>
<p>Com a onda atual de violência contra os indígenas, o trabalho começou a enfraquecer materialmente e agora os recursos são destinados apenas à compra de comida, relatou Xadalu. “Mas como me disse um sábio, há momentos na vida que para sobreviver e resistir basta ficar em pé.”</p>
<p><dl class="captioned image-right" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ernesto-neto-8-11-2019-1/image" alt="Ernesto Neto - 8/11/2019" title="Ernesto Neto - 8/11/2019" height="327" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Ernesto Neto</dd>
</dl></p>
<p>No encontro no dia seguinte ao dos representantes indígenas e antropólogos, o escultor Ernesto Neto também fez comentários sobre a cultura dos povos originários, em especial a dos huni kuĩ. Citou a questão de não existir a palavra cultura em muitas sociedades indígenas, mencionada por outro expositor, e destacou que a palavra natureza também não existe na língua dos huni kuĩ.</p>
<p>Disse que ao passar um tempo com huni kuĩ percebeu como a relação da arte com a vida é diferente entre eles. “O sentimento que tive é que lá todo mundo é artista.”</p>
<p>Para ele, a ciência e as narrativas indígenas procuram conversar com o inumano, o invisível. “Os índios fazem com que tudo fale, assim como nós fazemos com a ciência. Isso dá a unidade de tudo.”</p>
<p>Ainda no encontro do dia 7, Elsje Maria Lagrou<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elsje-maria-lagrou"><strong> </strong></a>defendeu a urgência do ativismo artístico em relação às questões indígenas, como a empreendida por Xadalu. Afirmou que há artistas indígenas que inclusive questionam o conceito de arte.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/elsje-maria-lagrou/image" alt="Elsje Maria Lagrou - 7/11/2019" title="Elsje Maria Lagrou - 7/11/2019" height="334" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Elsje Maria Lagrou</dd>
</dl></p>
<p>Para ela, é urgente redefinir os mitos e histórias de origem ocidentais, superando os mitos cristãos de superioridade do homem sobre a natureza. “Na América Latina, procuram-se formar novas ontologias, inspiradas nas ontologias indígenas, substituindo aquelas que são dualistas, que opõem natureza e cultura, por ontologias translacionais, onde as plantas foram gente, que foram animais e são atacadas pela vingança dos animais, a floresta sendo uma rede de relações."</p>
<p>Falando sobre os huni kuĩ, disse que o povo "já se tornou uma celebridade", por uma conjunção de fatores, como a abertura e hospitalidade e os kenes (pronuncia-se kãnãs) desenhos geométricos que utilizam em tecidos, cestaria, cerâmica e pintura corporal.</p>
<p>As mulheres do rio Jordão passaram a receber a visita de mulheres parentes afastadas em outras aldeias para ensiná-las os padrões e uso de cores nos kenes. “Antes havia uma convivência com a mestra de kene, rituais e dieta. Agora, com a retomada do contato com grupos afastados, foi preciso repensar a forma de transmissão do conhecimento sobre os desenhos.” Outra transformação recente foi na pintura facial: antes feita na linha dos olhos, agora desceu para passar sobre o nariz, explicou Elsje Maria.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/manuela-carneiro-da-cunha-7-11-2019/image" alt="Manuela Carneiro da Cunha - 7/11/2019" title="Manuela Carneiro da Cunha - 7/11/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Manuela Carneiro da Cunha</dd>
</dl></p>
<p>Manuela Carneiro da Cunha afirmou que o povo guarani é o mais oprimido atualmente no Brasil. Relatou que no final de outubro, os avá guarani, que "já haviam sido confinados numa língua de terra quando da construção de Itaipu, começaram a ser novamente empurrados para fora".</p>
<p>“Foi feita uma denúncia há quatro ou cinco anos ao Ministério Público Federal, que determinou a constituição de uma força tarefa. No entanto, a ação não foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal pelo então procurador geral da República, Rodrigo Janot. Quando Raquel Dodge tomou posse, foi procurada pelos indígenas e se comprometeu a entrar com a ação, mas só o fez nos últimos dias de seu mandato. O atual procurador geral desistiu da ação, apesar de ela já ter sido proposta e ter o de acordo do STF.”</p>
<p>Sobre a distinção entre fato histórico e mito, a antropóloga disse considerar justa a caracterização feita pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss: “Para ele, história e mito não se distinguem pela verdade ou falsidade, uma narrativa pode ser mítica e verdadeira ou histórica e falsa. Uma história também pode ser mítica, como a da Revolução Francesa”.</p>
<p>Outro aspecto destacado por Manuela Carneiro é o fato de a ideia de verdade para os indígenas ser muito diferente da dos não indígenas. “No Alto Rio Negro, há uma grande produção de livros sobre os mitos. Os mitos de origem de vários clãs contam a mesma história, mas de forma diferente, e ninguém se incomoda com isso.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/massimo-canevacci-8-11-2019-1/image" alt="Massimo Canevacci - 8/11/2019" title="Massimo Canevacci - 8/11/2019" height="321" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Massimo Canevacci</dd>
</dl></p>
<p>Outro antropólogo expositor na jornada (mas no encontro do dia seguinte), Massimo Canevacci, ex-professor visitante do IEA e professor titular da Universidade de Roma “La Sapienza”, participou diretamente da Itália, via internet. Foi ele quem destacou o fato (comentado depois por Ernesto Neto) de em muitas culturas indígenas não existir a palavra arte, "pois tudo está relacionado com a arte".</p>
<p>Nesse contexto, afirmou, o conceito de mimésis é fundamental, e é diferente do conceito de identificação, de cópia. “Para mim, trata-se de um movimento de transformação identitária."</p>
<p>Ele exemplificou com o funeral bororo, que dura três meses. O corpo é enterrado com pouca terra por cima no centro da aldeia e regado constantemente. Na exumação, os ossos são limpos e o crânio não é mais o crânio do morto: "Há um ritual com dois mestres de canto, choro, plumas e o crânio se transforma numa arara, o pássaro ancestral."</p>
<p>“Quando se olha para esse crânio-arara, nossa subjetividade não pode ficar mais a mesma. Uma obra de arte é isso; quando ficamos perturbados, não podemos ficar mais como éramos.”  Respondendo a questão sobre o conceito de sublime na cultura bororo, Canevacci disse que ele não é apropriado, mas sim o de estranhamento, o "estranho-familiar" - Unheimliche - de Freud.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/leviathan-thot/image" alt="&quot;Leviathan Thot&quot; - obra de Ernesto Neto" title="&quot;Leviathan Thot&quot; - obra de Ernesto Neto" height="450" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">''Leviathan Thot'', de Ernesto Neto</dd>
</dl></p>
<p>No encontro do dia 8, cujo tema foi <i>Escultura, Física e Política para as Mitologias Indígenas</i>, além de Ernesto Neto e Massimo Canevacci, participaram o curador<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff">Paulo Herkenhoff, </a>titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, e o físico e curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-alberto-rezende-de-oliveira">Luiz Alberto Oliveira</a>, da UFRJ e do Museu do Amanhã. A moderadora foi a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a>, também titular da cátedra.</p>
<p>Herkenhoff apresentou ensaio que escreveu quando da participação de Ernesto Neto com a obra "<a class="external-link" href="https://www.festival-automne.com/edition-2006/ernesto-neto-leviathan-thot">Leviathan Thot</a>" no Festival de Outono de Paris, em 2006. Segundo ele, o escultor despontou nos anos 80 com um trabalho muito próximo da poética e da física dos materiais. Citou como exemplo desse período a obra “BarraBola” (1987), onde uma bola de borracha é pressionada contra a parede por uma barra de ferro. “Ali já estava o artista que iria pensar a física como um processo complexo e humano.”</p>
<p>Para Herkenhoff, em Ernesto Neto há a consolidação de uma trajetória artística brasileira em que o interesse inicial pelas ciências se desloca para o respeito, solidariedade e trocas com o saber das sociedades originárias do Brasil. “Isso acontece também com Cildo Meireles, que lida com a matemática e outras ciências e professa solidariedade com sociedades indígenas. Não se trata de influência, mas de convergência.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-herkenhoff-8-11-2019/image" alt="Paulo Herkenhoff - 8/11/2019" title="Paulo Herkenhoff - 8/11/2019" height="371" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Paulo Herkenhoff</dd>
</dl></p>
<p>De acordo com o curador, o "Leviathan Thot" faz uma referência bíblica direta ao levar o nome do monstro marinho da mitologia judaica que teria engolido o profeta Jonas. Além disso, dialoga com o monstro mencionado por Thomas Hobbes "ao discutir o Estado e colocar a questão do mal entre os homens".</p>
<p>Herkenhoff lembrou que no espaço do Panthéon onde ficou a instalação está o Pêndulo de Foucault [uma cópia exata do original instalado em 1851 por Léon Foucault e que hoje está no Conservatório de Artes e Ofícios de Paris], o primeiro experimento a produzir uma evidência concreta da rotação da Terra.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/barrabola-obra-de-ernesto-neto/image" alt="&quot;BarraBola&quot; - obra de Ernesto Neto" title="&quot;BarraBola&quot; - obra de Ernesto Neto" height="460" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">''BarraBola'', de Ernesto Neto</dd>
</dl></p>
<p>“O Panthéon não sendo mais o lugar do Paraíso que abriga os deuses, torna-se um espaço de entendimento científico sobre a Terra.”</p>
<p>Por outro lado, o nome da obra também cita o deus Thot, “o deus da medida do tempo, da matemática e da geometria e inventor, segundo os gregos, da astronomia e do governo civilizado”. Na obra, “Thot pode conversar com o Pêndulo de Foucault”, afirmou.</p>
<p>Em sua exposição, Luiz Alberto Oliveira apresentou uma narrativa sobre o surgimento do pensamento ocidental e relacionou alguns aspectos científicos ao trabalho de Ernesto Neto.</p>
<p>Oliveira propôs aos presentes imaginar um grego caminhando pela praia num final de tarde há 2.500 anos e que, de repente, constata que aquele pôr do sol é um acontecimento único, mas que se repetirá inúmeras vezes. “Ele chega à conclusão de que o irrepetível se repete, que há uma irregularidade regular, que a unidade se exprime na diversidade, que o infinito se repete. Essa constatação quase o leva a se atirar no mar. Ele recua e busca o mínimo do múltiplo. Verifica que há dois polos, o presenciador e o presenciado, como se o ato de presenciar se dissolvesse entre os dois."</p>
<p>Essa constatação vai colocar o problema fundamental, segundo Oliveira: a adequação entre o presenciador e o presenciado, a relação entre eles. "Há uma relação ilusória e uma verídica. Desvendar o véu da ilusão vai fundamentar o pensamento do Ocidente. Ser ocidental é sair da relação binária sujeito e objeto e encontrar, restaurar o presenciado."</p>
<p>Ele vê esse tipo de ação no “Leviathan Thot”. “Num lugar onde o passado está enterrado [restos mortais de grandes personagens da filosofia, ciência, arte e literatura da França], Ernesto vislumbrou uma estrutura translúcida de tensões, que traz outra imagem de temporalidade, uma imagem de iminência, de algo que está para acontecer."</p>
<p>O que Ernesto sugere, afirmou, é o tempo da membrana, do atravessamento. “O que acontece no interior de uma célula é o passado. Mas a função da membrana é separar e conectar. Por meio dela, o passado e o futuro se engatam. E assim, o presente não passa, não é um agora móvel", comentou.</p>
<p>Ele associou a referência ao deus do conhecimento e da escrita egípcio Thot no título da instalação ao uso da geometria pelos egípcios para determinar áreas de terras e volumes, a geometria sendo utilizada para relações de comprimentos. “Esse conhecimento era eminentemente prático, utilizados pelos egípcios durante muito tempo. Tales de Mileto levou essa geometria para a Grécia com um sentido alterado, como um modelo de pensamento, para pensar relações formais, e ela vai ser usada como elemento imagético central do mundo."</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-alberto-oliveira/image" alt="Luiz Alberto Oliveira - 8/11/2019" title="Luiz Alberto Oliveira - 8/11/2019" height="322" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Luiz Alberto Oliveira</dd>
</dl></p>
<p>“Os gregos usaram essas imagens geométricas para a primeira ideia do Cosmos, como se fosse uma cebola, com várias camadas cristalinas concêntricas onde estão as órbitas dos planetas. Há 2.600 anos, Imaginaram a Terra como um disco no centro, mas já desconfiavam que era uma semiesfera, e há 2.500 anos descobriram que a Terra não é plana."</p>
<p>As histórias de origem se fundiram com as tradições judaico-cristãs e com o cálculo e a partir de então o Ocidente passou a ter uma imagem do que é o mu<span>ndo, de acordo com Oliveira. Outra constatação foi a de que os movimentos celestes são perfeitos, ao passo que os movimentos na Terra são entendidos como precários. “Isso marca o pensamento ocidental, assim como a relação sujeito-objeto”.</span></p>
<p>Oliveira encerrou sua exposição perguntando a Ernesto Neto por que ele se definia como não ocidental, uma vez que maneja elementos do Ocidente em seus trabalhos. <span>O escultor respondeu que sua dúvida sobre ser ocidental surgiu quando foi perguntado por uma estudante finlandesa "como se sentia estando no Ocidente". Depois de ouvir algumas especulações sobre a questão, como a influência africana ou o “jeito de corpo” da cultura brasileira, descobriu "que não somos ocidentais porque somos pobres". Para ele, quanto mais estudada, mais ocidentalizada a pessoa se torna. "Ocidental é o povo que separa e classifica”, afirmou.</span></p>
<p>De acordo com Ernesto Neto, todo trabalhado que faz tem a ver com relacionamento, "um objeto encontrando o outro". "A arte não está exatamente nos componentes de uma obra. Está no entre. Talvez na linha orgânica de Lígia Clark [a fronteira entre a pintura e a moldura]."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP, exceto: Nete (Mauro Bellesa), "BarraBola" (<a href="https://www.toopics.com/steinjohannastein/">Stein Johannastein</a>) e "Leviathan Thot" (<a href="https://www.flickr.com/people/suncana/">Suncana</a>)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-27T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jornada-19">
    <title>Último encontro de jornada que relaciona arte e ciência revisitará discussões do semestre</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jornada-19</link>
    <description>"Encontro com Helena Nader e Paulo Herkenhoff" acontece no dia 5 de dezembro, às 14h, no IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-catedra-olavo-setubal-16-08-2019/image" alt="Mesa Cátedra Olavo Setubal - 16/08/2019" title="Mesa Cátedra Olavo Setubal - 16/08/2019" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O matemático Marcelo Viana, a socióloga Maria Arminda do Nascimento Arruda, o curador e historiador da arte Paulo Herkenhoff e o artista plástico Cildo Meireles, durante debate do 4º encontro, no dia 16 de agosto</dd>
</dl>O 19º e último encontro da <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a></i> será um balanço dos debates realizados ao longo do semestre. <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-19" class="external-link">Encontro com Helena Nader e Paulo Herkenhoff</a></i> acontece no <b>dia 5 de dezembro, às 14h</b>, no IEA, e é aberto ao público. Não é necessário se inscrever para assistir presencialmente e haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet.<br /><br /><span>Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência em 2019 e formuladores do programa da jornada, a biomédica </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a><span> e o curador e historiador de arte </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a><span> repassarão as discussões acerca das relações entre arte e ciência promovidas durante os 18 encontros realizados entre agosto e novembro.<br /><br /></span><span>Nader e Herkenhoff esperam que os participantes integrem a conversa, compartilhando suas impressões em relação à jornada. Uma questão levantada ao longo dos encontros será mais uma vez abordada: “Como a arte, a ciência e a cultura podem resistir ao obscurantismo e pensar a emancipação dos excluídos da sociedade, via o processo da educação?”.<br /><br /></span><span>O balanço da jornada terá a contribuição dos convidados </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron" class="external-link">Eduardo Saron</a><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a><span>.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link"><strong>Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</strong></a></i></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Mestre em administração e pós-graduado em turismo cultural, Eduardo Saron é diretor do Instituto Itaú Cultural. Ele falará sobre a “teoria do CEP”, uma “crítica sobre a dinâmica cultural do Brasil recente, os impasses das instituições e a necessidade de promover a educação como modo de levar à participação efetiva dos cidadãos na vida cultural”.</p>
<p dir="ltr">Vice-diretor do IEA e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e da Escola Politécnica, ambas da USP, Guilherme Ary Plonski participará da conversa com uma exposição intitulada “A encruzilhada ética na formação da cidadania no Brasil”.</p>
<p dir="ltr">Coordenador acadêmico da cátedra e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, Martin Grossmann será o moderador do debate. Ele é formado em artes plásticas e foi diretor do IEA entre março de 2012 e fevereiro de 2016.</p>
<p dir="ltr"><strong>Jornada</strong></p>
<p dir="ltr">Ao longo do segundo de semestre de 2019, a <i>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</i> abordou diversas e abrangentes discussões envolvendo as relações entre arte e ciência. Palestrantes e debatedores de várias áreas do conhecimento, destacados em suas áreas de atuação, participaram dos encontros, como o líder indígena <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dua-buse" class="external-link">Dua Busẽ</a>, pajé de 86 anos que vive às margens do Rio Jordão, no Acre, e os artistas plásticos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cildo-meireles" class="external-link">Cildo Meireles</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/ernesto-neto" class="external-link">Ernesto Neto</a>.</p>
<p dir="ltr"><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-catedra-olavo-setubal-07-11-2019/image" alt="Mesa Cátedra Olavo Setubal - 07/11/2019" title="Mesa Cátedra Olavo Setubal - 07/11/2019" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">A bancada de discussão durante o 15º encontro, no dia 7 de novembro, que teve a presença do líder indígena Dua Busẽ</dd>
</dl>Temas científicos, como as mudanças climáticas e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), dividiram espaço com discussões sobre a arte, a exemplo dos encontros que focaram nos movimentos artísticos brasileiros como o Modernismo, a Tropicália, o Concretismo e o Neoconcretismo. Trajetórias de artistas brasileiros como Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Ferreira Gullar, José Celso Martinez, Mário Pedrosa e Oswald de Andrade também foram revisitadas.<br /><br /><span>O objetivo principal da jornada, entretanto, era justamente conciliar e relacionar as duas áreas. Por isso, muitos encontros exploraram as relações entre arte e ciência na música, na física e na psicanálise, bem como na trajetória dos considerados “artistas cientistas”, como Leonardo da Vinci.<br /><br /></span><span>Outros encontros abordaram, ainda, a formação social brasileira, a colonização e a escravidão, as sociedades indígenas do país, a participação das mulheres nas artes e na ciência e a arte afro-brasileira.<br /><br /></span><span>Os seminários fizeram parte de uma disciplina de pós-graduação oferecida pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP em associação à Cátedra Olavo Setubal, mas a participação era aberta ao público.<br /><br /></span><span>Todos os encontros foram gravados e têm matérias de cobertura. Os textos e vídeos podem ser acessados <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link"><strong>aqui</strong></a>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<hr />
<p><strong><strong>JORNADA RELAÇÕES DO CONHECIMENTO ENTRE ARTE E CIÊNCIA: GÊNERO, NEOCOLONIALISMO E ESPAÇO SIDERAL</strong><br /><strong>19º Encontro - Encontro com Helena Nader e Paulo Herkenhoff</strong><br /><i>5 de dezembro, 14h<br /></i></strong><i>Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i><i>Eventos gratuitos e abertos ao público - Haverá <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a> pela internet<br />Mais informações: com Claudia Regina Pereira (clauregi@usp.br), telefone (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-19" class="external-link">Página do evento</a></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-26T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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