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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-109">
    <title>Saúde, nutrição e cidades são os temas da revista Estudos Avançados 109</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-109</link>
    <description>A edição 109 da revista Estudos Avançados, lançada em outubro, traz os dossiês "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-109" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 109" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 109" /></a></p>
<p>Os três dossiês da <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n109/">edição 109 de <i>Estudos Avançados</i></a>, lançada este mês, mantêm a tradição da revista em "abordar temas de relevância social e de inquestionável atualidade, aliando a comunicação de resultados de pesquisa ao debate público", nas palavras de seu editor, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Os temas desta vez são "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias". A intenção, como sempre, é colaborar com a "formulação e implementação de políticas governamentais voltadas para a superação de problemas que afetam a qualidade de vida e para redução das desigualdades sociais".</p>
<p>A interdisciplinaridade das análises é demonstrada logo no artigo de abertura do dossiê “Promoção da Saúde”, intitulado “Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo Importante Travado nos Assentamentos Precários de São Paulo”. De autoria de especialistas em geografia, urbanismo e patologia, o estudo analisou dados de moradores da cidade de São Paulo que morreram, de 2010 a 2016, por doenças do aparelho circulatório ou foram internados (pelo SUS), de 2011 a 2016, pelas mesmas doenças. Foram considerados o tipo de assentamento de moradia dos indivíduos (aglomerado subnormal, precário ou regular), idade e sexo.</p>
<p>A diferença da saúde cardiovascular entre os três tipos de assentamentos, avaliada por meio das proporções de internações hospitalares e pelas taxas de mortalidade, evidencia que quase 1,7 milhão de pessoas em São Paulo estão em grande desvantagem em relação aos restantes 85% da população.</p>
<p>Apesar de a habitação precária ser “a causa ou um fator determinante de muitas patologias físicas e mentais”, outro estudo do dossiê demonstra que “o marco legal da saúde no Brasil restringe ou mesmo proíbe o uso de recursos da saúde em questões habitacionais, delimita a composição das equipes de saúde a profissões médico-hospitalares, bem como não considera o uso de recursos de outras funções orçamentárias na provisão habitacional para fins específicos de saúde”.</p>
<p>Tais delimitações deveriam ser removidas em situações em que houver evidência científica de que a questão habitacional seja um determinante social da saúde, recomenda o artigo “Por Que o Investimento e Foco em Questões Habitacionais É também uma Medida de Saúde”.</p>
<p><strong>Vulnerabilidade</strong></p>
<p>Há de se considerar também o quadro de múltiplas vulnerabilidades dos territórios periféricos, o que torna a intervenção nesses espaços um desafio que precisa ser encarado a partir da lógica dos problemas complexos, pois “não dispõem de uma solução única e linear para a sua superação”, alerta um terceiro estudo. Baseando-se em trabalhos desenvolvidos pela Fundação Tide Setubal na periferia de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo, o artigo “Intersetorialidade e Melhorias Urbanas em Territórios Periféricos: O Caso de São Miguel Paulista” propõe que a intersetorialidade seja promovida a partir do orçamento público, da mensuração de impacto e do protagonismo das comunidades.</p>
<p>O dossiê também apresenta um estudo sobre história das ideias quanto as condições para o desenvolvimento dos indivíduos. O artigo “Educação, Saúde e Progresso: Discursos sobre os Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento da Criança (1930-1980)” mostra como no período estudado havia uma “forte associação entre a promoção do desenvolvimento dos indivíduos e o progresso social".</p>
<p>“Entendia-se que os investimentos públicos na criação de melhores condições de saúde e educação para as crianças favoreceria o avanço do país.” A escola era vista como “um ambiente propício ao desenvolvimento saudável e à civilização das crianças.”</p>
<p>Essa perspectiva de desenvolvimento transformou-se, quanto à saúde, em vulnerabilidade em muitas áreas periféricas onde o controle do território é exercido pelo crime organizado. A situação é exemplificada em estudo de unidade básica de saúde situada em área dominada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>Baseado em diário de campo e entrevistas abertas com diferentes interlocutores do território de uma unidade de saúde periférica de um município de médio porte do estado de São Paulo, o trabalho apontou que, “diante da ausência ou insuficiência do Estado em territórios de vulnerabilidade social, o tráfico pode funcionar tanto como agente de precarização das relações de trabalho entre equipes de saúde e a comunidade quanto como provedor de mecanismos de suporte e proteção para a população, mediação e gerenciamento das relações cotidianas da população, incluindo sua relação com os equipamentos de saúde”.</p>
<p><strong>Promoção da saúde</strong></p>
<p>Mesmo diante de inúmeras vulnerabilidades sociais, é preciso encontrar meios para a promoção da saúde. Torna-se relevante, então, compreender as diferentes interpretações sobre a promoção da saúde, em que pese o fato de o campo estar passando por um processo de institucionalização e fortalecimento. Artigo de sanitaristas discute essas interpretações, cuja diversidade demonstra a necessidades de aprofundar alguns temas, como o papel do setor de saúde, a mudança comportamental e a abordagem individuais, afirmam os pesquisadores.</p>
<p>Em seu estudo, eles apresentam outras formas de compreensão destes temas, por meio da contribuição de trabalhadores, gestores da atenção básica e de especialistas na questão, de forma a "ampliar as possibilidades da prática da promoção da saúde na atenção básica".</p>
<p>A metodologia do trabalho incluiu a realização de entrevista semiestruturada com especialistas e consulta a gestores e trabalhadores municipais da atenção básica por meio do formulário eletrônico FormSUS. Foram entrevistados 13 especialistas, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, do Grupo de Trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GTPSDS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), "grupo que defende a atuação na determinação social e não se restringe aos fatores de risco e proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)".</p>
<p>Outro estudo do dossiê analisou o impacto da implantação de ciclovias na cidade de São Paulo na prática de atividades físicas no lazer por um grupo 1.431 pessoas, moradoras no máximo a 1 km de ciclovias, e as correlações dessa prática com os índices de hipertensão arterial. O trabalho aponta a necessidade de melhoria das condições ambientais (implantação de ciclovias, por exemplo) nas áreas de maior carência socioeconômica da cidade, para maior oportunidade de prática de atividade física e a consequente redução nas taxas de hipertensão arterial e outras doenças crônicas.</p>
<p><strong>Bem viver</strong></p>
<p>A melhoria na qualidade de vida também é tema de outro artigo, que reúne a articula noções de bem viver em quatro matrizes principais: a das visões de mundo indígenas; a do pensamento utópico latino-americanista; a estatal; e a socioambiental. Segundo os autores, essas matrizes "guardam entre si aspectos convergentes, formando um núcleo comum emulador de novas propostas filosóficas, econômicas e políticas, enquanto alternativas ao modelo de vida, trabalho e relação com o ambiente produzido pelo capitalismo neoliberal".</p>
<p>A autonomia de pessoas em situação de curatela também é discutida no dossiê. Estudo de pesquisadores da área do direito examina a possibilidade de consentimento substitutivo no âmbito da saúde em casos de pessoas em situação de curatela, para averiguar se seria permitido ao representante legal de pessoas com deficiência decidir também sobre aspectos existenciais.</p>
<p>O dossiê se encerra com trabalho sobre a realidade socioambiental da implementação da logística reversa de medicamentos para minimizar a contaminação por fármacos, de maneira a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pertinente. O estudo destaca as ações de controle, monitoramento e educação ambiental para redução dos impactos dos resíduos farmacêuticos e promoção da sustentabilidade.</p>
<p><span><strong>Nutrição</strong></span></p>
<p><strong> </strong>O primeiro artigo do dossiê “Segurança Alimentar” visa contribuir para a análise do cenário atual sobre insegurança alimentar no Brasil, a partir dos estudos feitos por dois grupos de pesquisa do IEA (Nutrição e Pobreza; Saúde Planetária) em parceria com o Eixo AgriBio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP.</p>
<p>A contribuição da produção agrícola nas cidades para a melhoria desse cenário é explicitada em artigo sobre  os resultados do debate Agricultura Urbana e Segurança Alimentar e Nutricional: O Alimento Orgânico na Alimentação Escolar, ocorrido no 11º Seminário Serviço, Pesquisa e Política Pública. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza e pelo Grupo de Estudos de Agricultura Urbana, também do IEA.</p>
<p>O conjunto de textos inclui a análise de projeto prático de cuidado em saúde e alimentar de famílias com crianças e adolescentes em situação de má nutrição. O trabalho tratou da “cadeia curta de produção-comercialização” de alimentos para a sustentação das ações de projeto envolvendo famílias com crianças e adolescentes atendidas pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren).</p>
<p>Um tema recente do espectro de hábitos alimentares, o flexitarianismo, também está presente no dossiê, com um estudo sobre os fatores que levam os flexitarianos a diferentes níveis de redução no consumo de carne.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>Em 2009, por meio de uma lei municipal, foram estabelecidas estratégias de adaptação às mudanças climáticas e gestão de desastres na cidade de São Paulo. O artigo inicial do dossiê “Cidades e Tecnologias”, analisa a efetividade do quadro legal dessa política, sua articulação com outras normas relevantes e com o direito ambiental e como vem sendo construída sua governança.</p>
<p>As mudanças climáticas e outros fatores, como o El Niño, têm impacto direto na disponibilidade de água, como demonstra a atual seca que afeta diversos municípios na Amazônia, carentes de políticas e estrutura para enfrentar o problema. Daí a importância de os municípios terem maior participação no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), alertam os autores do artigo "A Governança das Águas no Brasil: Qual o Papel dos Municípios?".</p>
<p>Além de fraca participação no sistema, os pesquisadores indicam que, em geral, os municípios não possuem uma política sobre recursos hídricos. Outro problema, apontam, é o fato de as reformas legais incidentes sobre os recursos hídricos tenderem a fragilizar ainda mais o papel dos municípios no Singreh.</p>
<p>As soluções baseadas na natureza também estão presentes no dossiê, em artigo que trata da integração desse tipo de solução num projeto de revitalização de brownfield (área urbana subutilizada e degradada cuja transformação propicia benefícios à população).</p>
<p>O processo evolutivo das cidades é abordado em duas vertentes no dossiê: filosófica e tecnológica. Um artigo discute alguns conceitos criados pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), como disciplina e biopoder, e os aplica à história do urbanismo brasileiro, especialmente nos casos do Rio de Janeiro e São Paulo. Outro texto examina as tecnologias que têm levado a uma revolução urbana, com o surgimento das cidades inteligentes, em função da proliferação de equipamentos eletrônicos conectados ininterruptamente, que permitem gerenciar a estrutura urbana de forma mais eficiente e otimizada, afirmam os autores.</p>
<p><strong><strong><i>Os exemplares impressos da edição 109 de </i>Estudos Avançados <i>estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><i>estavan@usp.br</i></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><span> 
<hr />
<br />Sumário</span></h3>
<p><span><strong>Promoção da Saúde</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo I</span><span>mportante Travado nos Assentamentos P</span><span>recários de São Paulo - </span><i><span>Ligia Vizeu Barrozo, Carlos Leite, Edson </span><span>Amaro Jr. e Paulo Hilário Nascimento Saldiva</span></i></li>
<li><span>Por Que o Investimento e Foco em Questões H</span><span>abitacionais É também uma Medida de Saúde - </span><i><span>Eduardo Castelã Nascimento, </span><span>Wesllay Carlos Ribeiro e Suzana Pasternak</span></i></li>
<li><span>Intersetorialidade e Melhorias Urbanas </span><span>em Territórios Periféricos: O</span><span> Caso de São Miguel Paulista - </span><span><i>Mariana Almeida</i></span></li>
<li><span>Educação, Saúde e Progresso: D</span><span>iscursos sobre os Efeitos do Ambiente </span><span>no Desenvolvimento da Criança (1930-1980) - </span><span><i>Ana Laura Godinho Lima</i></span></li>
<li><span>Atenção Básica em Saúde em um Cenário </span><span>de Vulnerabilidade: Produção de Saúde </span><span>e Governança Informal do Tráfico - </span><i><span>Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, </span><span>Sabrina Helena Ferigato, Massimiliano Minelli </span><span>e Thelma Simões Matsukura</span></i></li>
<li><span>A Promoção da Saúde na Atenção Básica: O</span><span> Papel do Setor Saúde, a Mudança C</span><span>omportamental e a Abordagem Individual - </span><i><span>Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, </span><span>Marco Akerman e Simone Cynamon Cohen</span></i></li>
<li><span>Ciclovias, Atividade Física no Lazer </span><span>e Hipertensão Arterial: Um Estudo Longitudinal - </span><i><span>Alex Antonio Florindo, Guilherme Stefano - </span><span>Goulardins e Inaian Pignatti Teixeira</span></i></li>
<li><span>Entre Utopias Desejáveis e Realidades Possíveis: N</span><span>oções de Bem Viver na Atualidade - </span><i><span>Gabriel Castro Siqueira, Bruno Simões </span><span>Gonçalves e Alessandro de Oliveira dos Santos</span></i></li>
<li><span>Os Limites da Curatela e o Consentimento Livre </span><span>e Esclarecido da Pessoa com Deficiência - </span><i><span>Jussara Maria Leal de Meirelles </span><span>e Ana Paula Vasconcelos</span></i></li>
<li><span>Logística Reversa de Medicamentos no Brasil: U</span><span>ma Análise Socioambiental - </span><i><span>Sara Raquel L. B. de Lima, Viviane Souza </span><span>do Amaral e Julio Alejandro Navoni</span></i></li>
</ul>
<p><strong><span> </span><span>Segurança alimentar</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Segurança Alimentar: Reflexões </span><span>sobre um Problema Complexo - </span><span><i>Semíramis Martins Álvares Domene et al.</i></span></li>
<li>Alimentação Saudável, Agricultura Urbana e Familiar -<i> </i><i>Ana Lydia Sawaya et al.</i></li>
<li><span>Nas Brechas do Cotidiano: Construindo R</span><span>eflexões sobre Práticas e Saberes Profissionais </span><span>a partir da Comida do Território - </span><i><span>Giulia de Arruda Maluf, Maria Paula </span><span>de Albuquerque, Maria Fernanda Petroli </span><span>Frutuoso e Bernardo Teixeira Cury</span></i></li>
<li><span>O Que Influencia os Flexitarianos </span><span>a Reduzir o Consumo de Carne no Brasil? - </span><i><span>Mariele Boscardin, Andrea Cristina Dorr, </span><span>Raquel Breitenbach e Janaína Balk Brandão</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Cidades e Tecnologias</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas e Prevenção </span><span>a Desastres na Cidade de São Paulo - </span><i><span>Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Andresa </span><span>Tatiana da Silva e Fernanda dos Santos Rotta</span></i></li>
<li><span>A Governança das Águas no Brasil: Q</span><span>ual o Papel dos Municípios? - </span><i><span>Valérie Nicollier, Asher Kiperstok </span><span>e Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes</span></i></li>
<li><span>Soluções Baseadas na Natureza em Projetos </span><span>de Revitalização de Brownfields Urbanos: N</span><span>ovos Paradigmas para Problemas Urbanos - </span><i><span>Evandro Nogueira Kaam </span><span>e Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo</span></i></li>
<li><span>Sobre Foucault e o Urbanismo Brasileiro: U</span><span>ma Genealogia do Planejamento </span><span>(c. 1850s-1945) - </span><span><i>Joel Outtes</i></span></li>
<li><span>Cidades Cognitivas: Utopia Tecnológica </span><span>ou Revolução Urbana? - </span><span><i>Marcio Lobo Netto e João Francisco Justo</i></span></li>
<li><span>Intraempreendedorismo e Inovação </span><span>em Organizações Públicas: C</span><span>aso do Censo no Brasil - </span><i><span>Roberto Kern Gomes </span><span>e Magnus Luiz Emmendoerfer</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-23T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109">
    <title>Saúde, nutrição e cidades são os temas da revista Estudos Avançados 109</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109</link>
    <description>A edição 109 da revista Estudos Avançados, lançada em outubro, traz os dossiês "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias".</description>
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<p>Os três dossiês da <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n109/">edição 109 de <i>Estudos Avançados</i></a>, lançada este mês, mantêm a tradição da revista em "abordar temas de relevância social e de inquestionável atualidade, aliando a comunicação de resultados de pesquisa ao debate público", nas palavras de seu editor, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Os temas desta vez são "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias". A intenção, como sempre, é colaborar com a "formulação e implementação de políticas governamentais voltadas para a superação de problemas que afetam a qualidade de vida e para redução das desigualdades sociais".</p>
<p>A interdisciplinaridade das análises é demonstrada logo no artigo de abertura do dossiê “Promoção da Saúde”, intitulado “Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo Importante Travado nos Assentamentos Precários de São Paulo”. De autoria de especialistas em geografia, urbanismo e patologia, o estudo analisou dados de moradores da cidade de São Paulo que morreram, de 2010 a 2016, por doenças do aparelho circulatório ou foram internados (pelo SUS), de 2011 a 2016, pelas mesmas doenças. Foram considerados o tipo de assentamento de moradia dos indivíduos (aglomerado subnormal, precário ou regular), idade e sexo.</p>
<p>A diferença da saúde cardiovascular entre os três tipos de assentamentos, avaliada por meio das proporções de internações hospitalares e pelas taxas de mortalidade, evidencia que quase 1,7 milhão de pessoas em São Paulo estão em grande desvantagem em relação aos restantes 85% da população.</p>
<p>Apesar de a habitação precária ser “a causa ou um fator determinante de muitas patologias físicas e mentais”, outro estudo do dossiê demonstra que “o marco legal da saúde no Brasil restringe ou mesmo proíbe o uso de recursos da saúde em questões habitacionais, delimita a composição das equipes de saúde a profissões médico-hospitalares, bem como não considera o uso de recursos de outras funções orçamentárias na provisão habitacional para fins específicos de saúde”.</p>
<p>Tais delimitações deveriam ser removidas em situações em que houver evidência científica de que a questão habitacional seja um determinante social da saúde, recomenda o artigo “Por Que o Investimento e Foco em Questões Habitacionais É também uma Medida de Saúde”.</p>
<p><strong>Vulnerabilidade</strong></p>
<p>Há de se considerar também o quadro de múltiplas vulnerabilidades dos territórios periféricos, o que torna a intervenção nesses espaços um desafio que precisa ser encarado a partir da lógica dos problemas complexos, pois “não dispõem de uma solução única e linear para a sua superação”, alerta um terceiro estudo. Baseando-se em trabalhos desenvolvidos pela Fundação Tide Setubal na periferia de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo, o artigo “Intersetorialidade e Melhorias Urbanas em Territórios Periféricos: O Caso de São Miguel Paulista” propõe que a intersetorialidade seja promovida a partir do orçamento público, da mensuração de impacto e do protagonismo das comunidades.</p>
<p>O dossiê também apresenta um estudo sobre história das ideias quanto as condições para o desenvolvimento dos indivíduos. O artigo “Educação, Saúde e Progresso: Discursos sobre os Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento da Criança (1930-1980)” mostra como no período estudado havia uma “forte associação entre a promoção do desenvolvimento dos indivíduos e o progresso social".</p>
<p>“Entendia-se que os investimentos públicos na criação de melhores condições de saúde e educação para as crianças favoreceria o avanço do país.” A escola era vista como “um ambiente propício ao desenvolvimento saudável e à civilização das crianças.”</p>
<p>Essa perspectiva de desenvolvimento transformou-se, quanto à saúde, em vulnerabilidade em muitas áreas periféricas onde o controle do território é exercido pelo crime organizado. A situação é exemplificada em estudo de unidade básica de saúde situada em área dominada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>Baseado em diário de campo e entrevistas abertas com diferentes interlocutores do território de uma unidade de saúde periférica de um município de médio porte do estado de São Paulo, o trabalho apontou que, “diante da ausência ou insuficiência do Estado em territórios de vulnerabilidade social, o tráfico pode funcionar tanto como agente de precarização das relações de trabalho entre equipes de saúde e a comunidade quanto como provedor de mecanismos de suporte e proteção para a população, mediação e gerenciamento das relações cotidianas da população, incluindo sua relação com os equipamentos de saúde”.</p>
<p><strong>Promoção da saúde</strong></p>
<p>Mesmo diante de inúmeras vulnerabilidades sociais, é preciso encontrar meios para a promoção da saúde. Torna-se relevante, então, compreender as diferentes interpretações sobre a promoção da saúde, em que pese o fato de o campo estar passando por um processo de institucionalização e fortalecimento. Artigo de sanitaristas discute essas interpretações, cuja diversidade demonstra a necessidades de aprofundar alguns temas, como o papel do setor de saúde, a mudança comportamental e a abordagem individuais, afirmam os pesquisadores.</p>
<p>Em seu estudo, eles apresentam outras formas de compreensão destes temas, por meio da contribuição de trabalhadores, gestores da atenção básica e de especialistas na questão, de forma a "ampliar as possibilidades da prática da promoção da saúde na atenção básica".</p>
<p>A metodologia do trabalho incluiu a realização de entrevista semiestruturada com especialistas e consulta a gestores e trabalhadores municipais da atenção básica por meio do formulário eletrônico FormSUS. Foram entrevistados 13 especialistas, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, do Grupo de Trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GTPSDS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), "grupo que defende a atuação na determinação social e não se restringe aos fatores de risco e proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)".</p>
<p>Outro estudo do dossiê analisou o impacto da implantação de ciclovias na cidade de São Paulo na prática de atividades físicas no lazer por um grupo 1.431 pessoas, moradoras no máximo a 1 km de ciclovias, e as correlações dessa prática com os índices de hipertensão arterial. O trabalho aponta a necessidade de melhoria das condições ambientais (implantação de ciclovias, por exemplo) nas áreas de maior carência socioeconômica da cidade, para maior oportunidade de prática de atividade física e a consequente redução nas taxas de hipertensão arterial e outras doenças crônicas.</p>
<p><strong>Bem viver</strong></p>
<p>A melhoria na qualidade de vida também é tema de outro artigo, que reúne a articula noções de bem viver em quatro matrizes principais: a das visões de mundo indígenas; a do pensamento utópico latino-americanista; a estatal; e a socioambiental. Segundo os autores, essas matrizes "guardam entre si aspectos convergentes, formando um núcleo comum emulador de novas propostas filosóficas, econômicas e políticas, enquanto alternativas ao modelo de vida, trabalho e relação com o ambiente produzido pelo capitalismo neoliberal".</p>
<p>A autonomia de pessoas em situação de curatela também é discutida no dossiê. Estudo de pesquisadores da área do direito examina a possibilidade de consentimento substitutivo no âmbito da saúde em casos de pessoas em situação de curatela, para averiguar se seria permitido ao representante legal de pessoas com deficiência decidir também sobre aspectos existenciais.</p>
<p>O dossiê se encerra com trabalho sobre a realidade socioambiental da implementação da logística reversa de medicamentos para minimizar a contaminação por fármacos, de maneira a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pertinente. O estudo destaca as ações de controle, monitoramento e educação ambiental para redução dos impactos dos resíduos farmacêuticos e promoção da sustentabilidade.</p>
<p><span><strong>Nutrição</strong></span></p>
<p><strong> </strong>O primeiro artigo do dossiê “Segurança Alimentar” visa contribuir para a análise do cenário atual sobre insegurança alimentar no Brasil, a partir dos estudos feitos por dois grupos de pesquisa do IEA (Nutrição e Pobreza; Saúde Planetária) em parceria com o Eixo AgriBio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP.</p>
<p>A contribuição da produção agrícola nas cidades para a melhoria desse cenário é explicitada em artigo sobre  os resultados do debate Agricultura Urbana e Segurança Alimentar e Nutricional: O Alimento Orgânico na Alimentação Escolar, ocorrido no 11º Seminário Serviço, Pesquisa e Política Pública. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza e pelo Grupo de Estudos de Agricultura Urbana, também do IEA.</p>
<p>O conjunto de textos inclui a análise de projeto prático de cuidado em saúde e alimentar de famílias com crianças e adolescentes em situação de má nutrição. O trabalho tratou da “cadeia curta de produção-comercialização” de alimentos para a sustentação das ações de projeto envolvendo famílias com crianças e adolescentes atendidas pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren).</p>
<p>Um tema recente do espectro de hábitos alimentares, o flexitarianismo, também está presente no dossiê, com um estudo sobre os fatores que levam os flexitarianos a diferentes níveis de redução no consumo de carne.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>Em 2009, por meio de uma lei municipal, foram estabelecidas estratégias de adaptação às mudanças climáticas e gestão de desastres na cidade de São Paulo. O artigo inicial do dossiê “Cidades e Tecnologias”, analisa a efetividade do quadro legal dessa política, sua articulação com outras normas relevantes e com o direito ambiental e como vem sendo construída sua governança.</p>
<p>As mudanças climáticas e outros fatores, como o El Niño, têm impacto direto na disponibilidade de água, como demonstra a atual seca que afeta diversos municípios na Amazônia, carentes de políticas e estrutura para enfrentar o problema. Daí a importância de os municípios terem maior participação no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), alertam os autores do artigo "A Governança das Águas no Brasil: Qual o Papel dos Municípios?".</p>
<p>Além de fraca participação no sistema, os pesquisadores indicam que, em geral, os municípios não possuem uma política sobre recursos hídricos. Outro problema, apontam, é o fato de as reformas legais incidentes sobre os recursos hídricos tenderem a fragilizar ainda mais o papel dos municípios no Singreh.</p>
<p>As soluções baseadas na natureza também estão presentes no dossiê, em artigo que trata da integração desse tipo de solução num projeto de revitalização de brownfield (área urbana subutilizada e degradada cuja transformação propicia benefícios à população).</p>
<p>O processo evolutivo das cidades é abordado em duas vertentes no dossiê: filosófica e tecnológica. Um artigo discute alguns conceitos criados pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), como disciplina e biopoder, e os aplica à história do urbanismo brasileiro, especialmente nos casos do Rio de Janeiro e São Paulo. Outro texto examina as tecnologias que têm levado a uma revolução urbana, com o surgimento das cidades inteligentes, em função da proliferação de equipamentos eletrônicos conectados ininterruptamente, que permitem gerenciar a estrutura urbana de forma mais eficiente e otimizada, afirmam os autores.</p>
<p><strong><strong><i>Os exemplares impressos da edição 109 de </i>Estudos Avançados <i>estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><i>estavan@usp.br</i></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><span> 
<hr />
<br />Sumário</span></h3>
<p><span><strong>Promoção da Saúde</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo I</span><span>mportante Travado nos Assentamentos P</span><span>recários de São Paulo - </span><i><span>Ligia Vizeu Barrozo, Carlos Leite, Edson </span><span>Amaro Jr. e Paulo Hilário Nascimento Saldiva</span></i></li>
<li><span>Por Que o Investimento e Foco em Questões H</span><span>abitacionais É também uma Medida de Saúde - </span><i><span>Eduardo Castelã Nascimento, </span><span>Wesllay Carlos Ribeiro e Suzana Pasternak</span></i></li>
<li><span>Intersetorialidade e Melhorias Urbanas </span><span>em Territórios Periféricos: O</span><span> Caso de São Miguel Paulista - </span><span><i>Mariana Almeida</i></span></li>
<li><span>Educação, Saúde e Progresso: D</span><span>iscursos sobre os Efeitos do Ambiente </span><span>no Desenvolvimento da Criança (1930-1980) - </span><span><i>Ana Laura Godinho Lima</i></span></li>
<li><span>Atenção Básica em Saúde em um Cenário </span><span>de Vulnerabilidade: Produção de Saúde </span><span>e Governança Informal do Tráfico - </span><i><span>Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, </span><span>Sabrina Helena Ferigato, Massimiliano Minelli </span><span>e Thelma Simões Matsukura</span></i></li>
<li><span>A Promoção da Saúde na Atenção Básica: O</span><span> Papel do Setor Saúde, a Mudança C</span><span>omportamental e a Abordagem Individual - </span><i><span>Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, </span><span>Marco Akerman e Simone Cynamon Cohen</span></i></li>
<li><span>Ciclovias, Atividade Física no Lazer </span><span>e Hipertensão Arterial: Um Estudo Longitudinal - </span><i><span>Alex Antonio Florindo, Guilherme Stefano - </span><span>Goulardins e Inaian Pignatti Teixeira</span></i></li>
<li><span>Entre Utopias Desejáveis e Realidades Possíveis: N</span><span>oções de Bem Viver na Atualidade - </span><i><span>Gabriel Castro Siqueira, Bruno Simões </span><span>Gonçalves e Alessandro de Oliveira dos Santos</span></i></li>
<li><span>Os Limites da Curatela e o Consentimento Livre </span><span>e Esclarecido da Pessoa com Deficiência - </span><i><span>Jussara Maria Leal de Meirelles </span><span>e Ana Paula Vasconcelos</span></i></li>
<li><span>Logística Reversa de Medicamentos no Brasil: U</span><span>ma Análise Socioambiental - </span><i><span>Sara Raquel L. B. de Lima, Viviane Souza </span><span>do Amaral e Julio Alejandro Navoni</span></i></li>
</ul>
<p><strong><span> </span><span>Segurança alimentar</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Segurança Alimentar: Reflexões </span><span>sobre um Problema Complexo - </span><span><i>Semíramis Martins Álvares Domene et al.</i></span></li>
<li>Alimentação Saudável, Agricultura Urbana e Familiar -<i> </i><i>Ana Lydia Sawaya et al.</i></li>
<li><span>Nas Brechas do Cotidiano: Construindo R</span><span>eflexões sobre Práticas e Saberes Profissionais </span><span>a partir da Comida do Território - </span><i><span>Giulia de Arruda Maluf, Maria Paula </span><span>de Albuquerque, Maria Fernanda Petroli </span><span>Frutuoso e Bernardo Teixeira Cury</span></i></li>
<li><span>O Que Influencia os Flexitarianos </span><span>a Reduzir o Consumo de Carne no Brasil? - </span><i><span>Mariele Boscardin, Andrea Cristina Dorr, </span><span>Raquel Breitenbach e Janaína Balk Brandão</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Cidades e Tecnologias</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas e Prevenção </span><span>a Desastres na Cidade de São Paulo - </span><i><span>Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Andresa </span><span>Tatiana da Silva e Fernanda dos Santos Rotta</span></i></li>
<li><span>A Governança das Águas no Brasil: Q</span><span>ual o Papel dos Municípios? - </span><i><span>Valérie Nicollier, Asher Kiperstok </span><span>e Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes</span></i></li>
<li><span>Soluções Baseadas na Natureza em Projetos </span><span>de Revitalização de Brownfields Urbanos: N</span><span>ovos Paradigmas para Problemas Urbanos - </span><i><span>Evandro Nogueira Kaam </span><span>e Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo</span></i></li>
<li><span>Sobre Foucault e o Urbanismo Brasileiro: U</span><span>ma Genealogia do Planejamento </span><span>(c. 1850s-1945) - </span><span><i>Joel Outtes</i></span></li>
<li><span>Cidades Cognitivas: Utopia Tecnológica </span><span>ou Revolução Urbana? - </span><span><i>Marcio Lobo Netto e João Francisco Justo</i></span></li>
<li><span>Intraempreendedorismo e Inovação </span><span>em Organizações Públicas: C</span><span>aso do Censo no Brasil - </span><i><span>Roberto Kern Gomes </span><span>e Magnus Luiz Emmendoerfer</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-23T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/lancamento-rea-78">
    <title>Saúde e Nutrição — Lançamento de 'Estudos Avançados' 78</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/lancamento-rea-78</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A edição 78 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">"Estudos Avançados"</a> traz como destaques textos que tratam de dois temas interligados e sintonizados com as demandas atuais da sociedade brasileira: a saúde pública e a melhoria dos padrões nutricionais. Segundo Alfredo Bosi, editor da publicação, "o número procura cumprir um dos objetivos centrais do IEA: conjugar pesquisa acadêmica e interesse pelo aperfeiçoamento de nossas políticas públicas".</p>
<p>O lançamento da edição acontece no dia 13 de setembro, às 17 horas, na Sala de Eventos do IEA, num encontro sobre <i>Saúde Pública e Nutrição</i>. Os expositores serão José Filippi Jr., secretário municipal da Saúde de São Paulo, e dois autores de artigos no número: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/carlos-augusto-monteiro" class="external-link">Carlos Augusto Monteiro</a>, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/ana-lydia-sawaya" class="external-link" target="_blank">Ana Lydia Sawaya</a>, coordenadora do Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza do IEA.</p>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th style="text-align: right; "><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/lancamento-de-estudos-avancados-78" class="external-link">VÍDEO</a><strong> — <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/sai" class="external-link">FOTOS</a> — <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-78-explora-as-relacoes-entre-saude-publica-e-nutricao" class="external-link">NOTÍCIA</a> </strong></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p><strong>Sumário</strong></p>
<p><strong>Saúde Pública</strong></p>
<ul>
<li><span>A Saúde Pública no Brasil - </span><span><i>Gilson Carvalho</i></span></li>
</ul>
<ul>
<li><span>25 Anos do Sistema Único de Saúde: Resultados e Desafios - <i>Eugênio Vilaça Mendes</i></span></li>
<li><span>Desigualdades Socioeconômicas na Baixa Estatura Infantil: a Experiência Brasileira, 1974-2007 - <i>Carlos Augusto Monteiro et al</i></span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Nutrição e Pobreza</strong></p>
<ul>
<li><span>"Abra a Felicidade" Implicações para o Vício Alimentar - <i>Ana Lydia Sawaya e Andrea Filgueiras</i></span></li>
<li><span>Perfil Sócio-Econômico, Nutricional e de Ingestão Alimentar de Beneficiários do Programa Bolsa-Família - <i>Marcela Jardim Cabral et al</i></span></li>
<li><span>Desnutrição e Práticas Pré-Escolares de Leitura e Escrita - <i>Sandra Maria Sawaya</i></span></li>
<li><span>A Importância do Tratamento em Hospital-Dia para a Criança com Subnutrição Primária - <i>Maria Paula Albuquerque et al</i></span></li>
<li><span>Realismo Utópico: o Público e o Intertransdisciplinar - <i>Luiz Eduardo W. Wanderley</i></span></li>
<li><span>Obstáculos para a Implementação Governamental de Dietas Saudáveis com Base Científica e como Superá-los -<i> Dan I. Waitsberg et al</i></span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Meio Ambiente</strong></p>
<ul>
<li><span>Mudança Climática e Adaptação no Brasil: uma Análise Crítica - <i>Martin Obermaier e Lluiz Pinguelli Rosa</i></span></li>
<li><span>A Encruzilhada Brasileira na Ordem Ambiental Internacional das Mudanças Climáticas - <i>Carolina Gamba e Wagner Costa Ribeiro</i></span></li>
<li><span>Sustentabilidade da Produção de Etanol de Cana-de-Açúcar no Estado de São Paulo - <i>Saulo Rodrigues Filho e Antonio José Juliani</i></span></li>
<li><span>Amazônia: uma Fronteira Volátil - <i>Antonio Cláudio Rabello</i></span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Entrevista</strong></p>
<ul>
<li>Política Energética - <i>Ildo Sauer</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Energia Nuclear: Depoimentos</strong></p>
<ul>
<li><span>Primórdios e Percalços do Programam Eletronuclear - <i>Joaquim Francisco de Carvalho</i></span></li>
<li><span>Lições do Japão sobre Energia Nuclear - <i>Roberto Y. Hukai</i></span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Crítica e Filosofia</strong></p>
<ul>
<li><span>Relendo Carpeaux - <i>Alfredo Bosi</i></span></li>
<li>Antes de <i>História e Consciência de Classe</i> - <i>Ricardo Musse</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li><span>IMPERATRIZ-FONSECA, V. L. et al - <i>Polinizadores do Brasil</i>. Por <i>Klaus Hartfelder</i></span></li>
<li><span>GINZBURG, J. - <i>Crítica em Tempos de Violência</i>. Por <i>Ertore Finazzi-Agrò</i></span></li>
<li><span>TOMICH, D. W. - <i>Pelo Prisma da Escravidão</i>. Por <i>Guilherme de Paula Costa Santos</i></span></li>
<li><span>RIDING, A. - <i>Paris, a Festa Continuou</i>. Por <i>Guilherme Ribeiro</i></span></li>
<li><span>MIRANDA NETO, M. J. de - <i>A Utopia Possível</i>. Por <i>Barbara Freitag</i></span></li>
</ul>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong>Conteúdo Relacionado:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-78-explora-as-relacoes-entre-saude-publica-e-nutricao">http://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-78-explora-as-relacoes-entre-saude-publica-e-nutricao</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-08-23T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/sai">
    <title>Saúde e Nutrição - Lançamento de Estudos Avançados nº 78  - 13 de setembro de 2013</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2013/sai</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-09-13T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-dos-impasses">
    <title>São Paulo: a metrópole dos impasses</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-dos-impasses</link>
    <description>Número 71 da "Estudos Avançados" traz dossiê sobre problemas, desafios e gargalos da cidade que mais cresce no mundo. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev71.jpg" alt="caparev71.jpg" class="image-left" title="caparev71.jpg" />Os problemas urbanos e ambientais da cidade de São Paulo são o tema do dossiê da edição 71 da revista "Estudos Avançados", já à venda. São 14 artigos e uma minicoletânea de poemas sobre a cidade de autores contemporâneos.<span> </span>Alfredo Bosi, editor da revista, comenta que não é por acaso que os artigos do dossiê convertem seus temas em problemas: "Seja qual for o aspecto escolhido, o tratamento conduz à forma de desafio. A cidade é um nó de impasses".</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Bosi, apreende-se do conjunto de textos que "a patologia da metrópole tem raízes na segregação das classes sociais: não há urbanismo viável se predominam em toda parte soluções individuais para questões de moradia, transporte, segurança, ambiente, lazer".</p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ocupacaorepresa.jpg" alt="ocupacaorepresa.jpg" class="image-right" title="ocupacaorepresa.jpg" />Como estratégia para o enfrentamento dos problemas de São Paulo, os colaboradores do dossiê tentam franquear os limites do esquema vigente. "Para tanto, voltam-se para instâncias comunitárias ou, no outro extremo, supranacionais. Associações de bairro numa ponta; fóruns mundiais, na outra", explica Bosi. Com isso, a experiência local enriquece as discussões globais e a percepção de que há saídas em nível planetário estimula a ação dos grupos menores: "Daí, o convite final à militância".</p>
<table class="vertical listing" style="text-align: justify; ">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: justify; "><i>"Estudos Avançados" nº 71, 344 págs., R$ 30,00 (assinatura anual com três edições por R$ 80,00). Mais informações sobre como adquirir exemplares ou assinar a publicação podem ser obtidas com Edilma Martins (</i><i><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a></i><i>), tel. (11) 3091-1675. A versão digital da edição já está na <span><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420110001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a></span>.</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify; "> </p>
<div style="text-align: justify; "><i><strong><br /></strong></i></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-05-13T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/data-historica-para-a-revista-estudos-avancados">
    <title>Revista Estudos Avançados ocupa primeiro lugar no ranking da SciELO</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/data-historica-para-a-revista-estudos-avancados</link>
    <description>Em 9 de novembro, publicação alcançou a primeira posição entre os 10 títulos mais visitados na biblioteca eletrônica SciELO.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/grafico-scielo-rea" alt="Gráfico Scielo REA" class="image-inline" title="Gráfico Scielo REA" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Estudos Avançados responde por 2,5% dos acessos da plataforma </strong><strong>(gráfico publicado pela SciELO em 9/11/2015)</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link"><i>Estudos Avançados</i></a> é a mais acessada entre os 280 periódicos que compõem a coleção corrente da base nacional da <a class="external-link" href="http://ww.scielo.br/">SciELO</a> desde sua criação. A SciELO é um acervo online com publicações selecionadas de periódicos científicos.</p>
<p>O novo ranking das 10 mais acessadas foi conhecido ontem, dia 9 de novembro. <span>Nas estatísticas ano a ano da SciELO, a revista já vem ocupando a primeira posição desde 2013. A publicação do IEA passou a integrar o acervo na </span><span>gestão do professor <a href="https://www.iea.usp.br/iea/estrutura/conselho-deliberativo/ex-conselheiros/joao-e-steiner" class="external-link">João Evangelista Steiner</a> (2004-2007) como diretor do Instituto.</span></p>
<p><span><span> Desde que foi indexada,</span><span> em 2004, a <i>Estudos Avançados</i> </span><span>recebeu <span>29.529.460</span> visitas, o maior número do total de acessos da base SciELO até o momento. O valor representa </span><span>2,5% de todos os acessos registrados na base até hoje.</span></span></p>
<p>A segunda posição é da revista Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Fiocruz, seguida pela Química Nova, da Sociedade Brasileira de Química. A Revista Latino-Americana de Enfermagem, da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, aparece na quarta colocação, seguida pela Revista de Saúde Pública, da Faculdade de Saúde Pública da USP.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Números da <i>Estudos Avançados </i>na SciELO</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/institucional/edicoes" class="external-link">Edições:</a> 84</p>
<p>Acessos totais: 29.529.460</p>
<p>Acessos em língua estrangeira (de ago-2009 a nov-2015):<br />Inglês: 489.343<br />Espanhol: 341.086</p>
<p>Edições mais acessadas:</p>
<p>Nº 51 <span>- </span><span>Trabalho e emprego. Reforma da Justiça. Ética e clonagem. Machado de Assis: 1.221.667 acessos</span></p>
<p>Nº 50 - O Negro no Brasil: 1.167.032 acessos</p>
<p>Nº 53 - <span>Amazônia brasileira I. Assuntos internacionais. Nações Unidas: <span style="text-align: -webkit-center; ">1.082.086 acessos</span></span></p>
<p>Artigos mais acessados:</p>
<p>“Clonagem e células-tronco”, de Mayana Zatz: 427.100 acessos</p>
<p>“Carta de Paulo Freire aos professores”, de Paulo Freire: 249.749 acessos</p>
<p>“O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas”, de Leandro Valle Ferreira,Eduardo Benticinque e Samuel Almeida: 242.035 acessos</p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em março de 2004, a SciELO indexou o número 49 da <i>Estudos Avançados.</i> A coleção completa está disponível online desde abril de 2006 e pode ser acessada pelo site da SciELO ou do <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">IEA</a>. Em 2006, a revista entrou também para a base de dados da <a class="external-link" href="http://www.scopus.com/">Scopus</a>, uma das mais importantes bases bibliográficas internacionais, onde está disponível online desde o numero 56.</p>
<p>A indexação da <i>Estudos Avançados</i> na SciELO e no Scopus, bem como a sua produção eletrônica em língua inglesa, tem favorecido uma abertura internacional à publicação. Segundo o editor executivo Dario Luis Borelli, “essas medidas vêm proporcionando visibilidade à revista e um alto e crescente número de acessos”.</p>
<p><span>A coleção completa da revista também pode ser acessada pelo </span><a class="external-link" href="http://www-periodicos-capes-gov-br.ez67.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_phome&amp;Itemid=68&amp;">Portal de Periódicos da Capes</a><span> e pelo</span><span> </span><a href="http://www.revistas.usp.br/eav" target="_blank">Portal de Revistas USP</a><span>, mantido pelo Sistema Integrado de Bibliotecas (Sibi). Ou, ainda, na base de dados</span><a class="external-link" href="http://lilacs.bvsalud.org/"> Lilacs</a><span> (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e </span><a class="external-link" href="http://www.ibict.br/">IBICT</a><span>(Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia).</span></p>
<p><span><strong>Coerência editorial</strong></span></p>
<p>Em 1987 a <i>Estudos Avançados </i>iniciava a sua missão fundamental, estreitamente conectada às bases que deram origem ao IEA: “Produzir e transmitir conhecimentos que revelem e façam entender melhor o que chamamos, em sentido lato, a realidade brasileira: as suas conquistas, os seus impasses, as suas contradições”, assim definida por <span>Alfredo Bosi, editor da </span><i>Estudos Avançados </i><span>desde 1989</span>.</p>
<p>A revista tem como <span>projeto fundamental a p</span>romoção da prática transdisciplinar, fazendo as pontes entre as Ciências da Natureza e as Humanidades<i>. </i>Essa premissa dá origem à variedade de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/institucional/assuntos" class="external-link">assuntos </a>abordados nesses 28 anos da publicação.</p>
<p>O ecletismo e a profundidade no tratamento dos temas foram evidenciados desde o início. A edição inaugural trouxe, em outubro de 1987, <i>O pensamento político para Raymundo Faoro,</i> junto com<i> </i>o dossiê <i>Revolução Francesa</i>.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Alfredo-Bosi-Editor-REA.jpg/@@images/3101a903-3d8b-4ea3-81d6-7c11a0bf5257.jpeg" alt="Alfredo Bosi editor REA" class="image-inline" title="Alfredo Bosi editor REA" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Alfredo Bosi, professor emérito da FFLCH e editor da Estudos Avançados </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Acredito que a persistência na sua trajetória, focada em ciência pura e políticas públicas, criou um perfil de leitores. Geralmente buscam um tema e encontram outros links a respeito. Percebem informações críveis e conseguem aprofundar o conhecimento sobre temas candentes do momento que nem sempre recebem um tratamento adequado pela mídia”, diz o professor Bosi.</p>
<p>O crivo científico, que traz imparcialidade à linha editorial, e a leveza dos textos mesmo quando tratam de assuntos áridos, também ajudaram a construir a trajetória de sucesso, na visão de Bosi.</p>
<p>“Temos um alto número de pareceristas, o que nos traz segurança editorial. A boa prática científica redunda em credibilidade. Por outro lado, aprofundamos os temas sem que os textos contenham expressões ou nomenclaturas excessivamente técnicas”, afirma o editor</p>
<p>Segundo Bosi, o quadro editorial faz um esforço de “tradução” ou adequação linguística para que os textos sejam mais acessíveis sem que isso signifique perda de qualidade. “O autor não é jornalista, mas isso não impede que façamos uma divulgação culta da ciência”, ressalta Bosi.</p>
<p>O editor conta que muitas vezes o artigo chega em formato de relatório. “Por minha formação literária, chego a ficar impaciente com tantas siglas. Se o autor não pode fazer um texto elegante, que pelo menos seja legível. É delicado dizer isso para o autor porque ele não quer renunciar às siglas e jargões da sua área. Mas afinal fazemos essa acomodação linguística. Temos um bom revisor”, observa.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev75.jpg" alt="Capa Revista 75" class="image-right" title="Capa Revista 75" />Ao olhar para as 10 últimas edições da <i>Estudos Avançados, </i>Bosi reforça sua tese de que a persistência na trajetória inicial da revista vem garantindo o sucesso entre os leitores. “O mais importante é o reconhecimento pela vasta comunidade de leitores qualificados de que a revista tem coerência. Publica com rigor acadêmico temas científicos e assuntos tratados superficialmente pela mídia. Os últimos 10 números mostram que há um equilíbrio entre temas de políticas públicas nacionais e internacionais e textos de caráter mais acadêmico”.</p>
<p>O editor lembra o número 75, que tratou do tema desenvolvimentismo. “Era e ainda é um termo polêmico por ser muito utilizado das mais variadas formas. Aprofundamos a discussão graças ao [Luiz Carlos] Bresser Pereira, que era um de nossos pareceristas”, lembra Bosi.</p>
<p>Bosi lembra algumas edições memoráveis, algumas delas entre as mais acessadas na história da revista. O dossiê de número 80, por exemplo, trouxe uma análise e retrospectiva dos 50 anos do golpe militar, com uma rica iconografia organizada a partir das imagens de uma exposição realizada no início de 2013 pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).</p>
<p>A próxima <i>Estudos Avançados, </i>de número 85, trará diagnósticos sobre a grave situação do desemprego no Brasil, apontando soluções para a crise.</p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-10T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-as-eleicoes-2024">
    <title>Revista Estudos Avançados aponta prioridades para próxima gestão da cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-as-eleicoes-2024</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-111" alt="Capa da revista Estudos Avançados 111" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 111" /></a>Em meio à campanha eleitoral para as eleições municipais deste ano, quando se espera que os candidatos apresentem uma agenda propositiva, a revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a> traz em sua <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">edição 111</a> [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-edicao-da-revista-estudos-avancados#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo] um amplo leque de análises e propostas sobre os principais problemas da cidade de São Paulo, de forma a contribuir com o debate público sobre as prioridades a serem enfrentadas pela próxima gestão do município.</p>
<p class="MsoNormal">O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, frisa que, numa cidade onde se estabelecem complexas redes de relações sociais e institucionais, "o principal desafio à governança reside justamente em promover desenvolvimento sustentável com equidade e justiça social, com respeito ao ambiente, com participação dos mais distintos grupos sociais na tomada de decisões que afetam a vida de maior número de pessoas e com promoção da cultura de respeito aos direitos humanos".</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões online<br />e impressa<br /> da edição</i></h3>
<p><i>Os artigos da versão online integral da edição 111 da revista Estudos Avançados podem ser baixados gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará disponível em meados de setembro, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="MsoNormal">Esses desafios orientaram a composição do dossiê "Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios", com 15 artigos de autoria de 40 pesquisadores de diversas instituições em áreas como urbanismo, saúde pública, educação, sociologia, economia, administração e gestão de políticas públicas.</p>
<p class="MsoNormal">Um fator fundamental para que as demandas da população paulistana sejam atendidas - desde que as decisões políticas sejam tomadas e os procedimentos estabelecidos - é a destinação adequada dos recursos orçamentários.  Essa é a preocupação do artigo que abre o dossiê: a “Governança do Orçamento de São Paulo Revisitada pós 2014 – Da Escassez à Sobra de Recursos”, de Ursula Dias Peres, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP.</p>
<p class="MsoNormal">Ela defende “a necessidade de maior pressão e controle” para o uso eficaz dos recursos orçamentários. Isso é importante, segundo ela, para que não se repita o ocorrido entre 2018 e 2022, quando um conjunto de fatores levou ao acúmulo de saldo em caixa de mais de R$ 20 bilhões, que “ficaram parados, apesar das demandas não atendidas da população”.</p>
<p class="MsoNormal">O trabalho é resultado da análise de um conjunto de dados de receitas, despesas e estrutura de pessoal, coletados para o período de 2003 e 2023, além de entrevistas com atores-chave da governança orçamentária. Peres explica os fatores que levaram ao superavit do município e indica os caminhos para que a governança do orçamento paulistano deixe de ser caracterizada por um “aumento importante na discricionariedade política do chefe do Executivo”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Segurança, saúde e educação</strong></p>
<p class="MsoNormal">Recente <a class="external-link" href="https://media.folha.uol.com.br/datafolha/2024/08/26/sjyawxgnru8ey8wqcfznc6lnc3yl-zuzv5qvwqk8-bc.pdf">pesquisa do Datafolha</a> indica que 20% dos paulistanos apontam a segurança como sua principal preocupação, com saúde e educação aparecendo empatadas em segundo lugar, citadas como principal problema por 18% da amostra consultada. A relevância assumida pela segurança com tema nas eleições paulistanas é contemplada pelo dossiê em artigo de quatro pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Eles refletem sobre o deslocamento dessa agenda, “transferida de uma pauta predominante estadual para parte central das estratégias eleitorais à prefeitura da cidade”.</p>
<p class="MsoNormal">A hipótese desenvolvida pelos pesquisadores é que os homicídios gozaram do status de “principal problema de segurança pública da cidade entre anos 1990 e 2000”, contudo “há uma mudança de cenário com sua redução. A centralidade passou a ser a cracolândia e o intensivo aumento dos crimes patrimoniais, sobretudo os furtos e roubos de celular. Fatores que levaram à “construção de um cenário agudo de medo e insegurança na população paulistana”.</p>
<p class="MsoNormal">No entanto, eles alertam que “decifrar a esfinge da segurança pública” na cidade de São Paulo e em outros municípios do país “ainda é um desafio arriscado e violento para parcelas significativas da população, ainda mais em um tempo social de ‘guerra cultural’”. A incógnita decorre da dúvida de se “o novo protagonismo dos municípios na segurança pública será acompanhado por reformas na arquitetura institucional e nas culturas organizacionais das forças de segurança pública e/ou se é só uma forma de dissipar demandas e pressões sociais por justiça social, prevenção da violência e cidadania”.</p>
<p class="MsoNormal">Os desafios da saúde pública são o tema de artigo de seis pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Eles consideram que a multiplicidade de prestadores de serviços de saúde que atuam sob contrato com a gestão municipal gera dificuldades nos processos de regulação estatal. “É imperativo aprimorar tais processos regulatórios da relação público-privada para garantir a intencionalidade e o controle público do sistema de saúde”, afirmam.</p>
<p class="MsoNormal">Os autores defendem também o reforço das estruturas de governança, especialmente em relação ao governo estadual, que tem, ao contrário do que ocorre na maioria dos estados brasileiros, uma “capacidade instalada de serviços de saúde numerosa e estratégica”.</p>
<p class="MsoNormal">Fechando a trinca das principais preocupações dos paulistanos, a questão educacional na cidade é abordada a partir dos desafios para o munícipio e o estado decorrentes da relação entre o envelhecimento da população e a educação de jovens e adultos (EJA). O artigo de Marcelo Dante Pereira, da Rede Municipal de Ensino, e Maria Clara Di Pierro, professora sênior da Faculdade de Educação da USP, é fruto de um diagnóstico demográfico e educacional da população idosa do município e um estudo de caso comparativo nas redes estadual e municipal de educação da cidade.</p>
<p class="MsoNormal">Os autores elencam quatro recomendações para a futura gestão da cidade. A primeira delas é fortalecimento da oferta pública de EJA para atender a demanda potencial de idosos com baixa escolaridade, especialmente na periferia. Essa oferta deve ser acompanhada de processos de orientação para a adaptação escolar das pessoas idosas, que sentem muitos impactos ao retornar à EJA. A terceira recomendação é para que as redes de ensino busquem apoio técnico consultivo para a elaboração de orientações normativas e para a realização de formações continuadas com temáticas que tratem da superação do ageísmo e da promoção de práticas educacionais com pessoas idosas.</p>
<p class="MsoNormal">Finalmente, recomendam a produção de políticas intersetoriais envolvendo as secretarias de Educação e outras, estaduais e municipais, e os Conselhos Estaduais e Municipais da Pessoa idosa, de forma a favorecer a busca ativa por pessoas idosas com baixa escolaridade, além de incluir a temática do envelhecimento nas formações continuadas de docentes e técnicos.</p>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Emprego e mobilidade</strong></span></p>
<p class="MsoNormal">Apesar da recente redução no índice de desemprego, a oferta de trabalho e sua qualidade permanecem uma preocupação relevante para parte importante dos paulistanos, sobretudo diante das transformações econômicas da cidade. Essas questões estão presentes em análise do mercado de trabalho no município na última década por pesquisadores do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, Cebrap e UFABC. Eles destacam como as tendências de força de trabalho, desocupação, padrão ocupacional e rendimento se refletem sobre a desigualdade de renda e a pobreza.</p>
<p class="MsoNormal">O texto discute o período recente, com base nos dados de 2012 a 2023 da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. São abordadas as principais convergências e divergências em termos de polarização ocupacional, distribuição de renda e pobreza nos cenários paulistano e nacional, apresentando também algumas dinâmicas relativas à interseccionalidade de raça e gênero.</p>
<p class="MsoNormal">Segundo os pesquisadores, tudo indica que o mercado de trabalho paulistano tende a se tornar mais desigual e polarizado, diminuindo seu papel de núcleo das transformações sociais do país, “mesmo quando combinava ‘crescimento e pobreza’”. Diante desse cenário, apontam dois vetores estratégicos para novas oportunidades: incorporar a inclusão social como meta, inclusive pela sua capacidade geradora de empregos e de renda, por meio da expansão das políticas públicas (saúde, educação e assistência social); e apostar em novos conglomerados produtivos, fundados na alta produtividade e no potencial de emprego, tendo em vista o ainda existente diferencial da cidade no plano nacional”.</p>
<p class="MsoNormal">“Essas ações de liderança tecnológica em novos setores e segmentos – num contexto de “nova industrialização” tal como propugnado pelo governo federal – poderiam ser desenvolvidas inclusive no sentido de reverter a atual hierarquia espacial da cidade”, concluem.</p>
<p class="MsoNormal">Associados em grande parte à questão do mercado de trabalho estão os problemas de mobilidade na cidade, onde grande parte da população mora longe dos locais de trabalho. “Não são poucos os problemas econômicos, políticos, sociais afeitos aos transportes e mobilidade urbana que estarão à espera do próximo prefeito eleito da cidade de São Paulo, e vão exigir coragem para inovar”, afirmam os três pesquisadores da UFABC na sinopse de seu texto sobre as transformações necessárias da mobilidade urbana paulistana.</p>
<p class="MsoNormal">Eles consideram essencial a implementação de uma “política heterodoxa” para transformar o cenário atual da mobilidade urbana em São Paulo. Entre as mudanças que defendem, destacam “as mais abrangentes e sistêmicas, propostas pela coalizão Mobilidade Triplo Zero – tarifa zero, zero emissão e zero morte no trânsito”.  Os pesquisadores citam outra proposta da coalização: a criação de um Sistema Único de Mobilidade (SUM), com gestão interfederativa, fundamentado em princípios como equidade, acessibilidade e sustentabilidade.</p>
<p class="MsoNormal">Eles defendem também o “rompimento efetivo com o modelo tarifários dos transportes coletivos, já inovado no município de São Paulo com a Tarifa Zero”.  Associam essa ação com a urgência de repensar o financiamento do setor, “considerando a distribuição justa de recursos e superando desafios políticos e tecnológicos para alcançar uma mobilidade mais justa e sustentável”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Habitação e zoneamento</strong></p>
<p class="MsoNormal">Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, ex-vereador e ex-secretário de Cultura da cidade de São Paulo, é o autor do artigo “O Adensamento Populacional É Necessário, mas Verticalização Precisa Ter Limites e Respeitar a Memória e o Ambiente de São Paulo. O texto reflete sobre a regulação do uso e ocupação do solo em São Paulo, tendo como referência as diretrizes do Plano Diretor Estratégico e a implementação dos instrumentos previstos por ele, além da necessidade de ajuste da legislação complementar.</p>
<p class="MsoNormal">O artigo procura mostra que o adensamento populacional de São Paulo é absolutamente necessário para dar conta das necessidades habitacionais atuais e futura da Região Metropolitana, mas que a verticalização e as transformações imobiliárias indispensáveis para alojar mais gente no mesmo espaço precisam ter limites e não podem destruir referências culturais, ambientais e urbanas da cidade.</p>
<p class="MsoNormal">Outros artigos do dossiê sobre uso e ocupação do solo da cidade discutem a gestão de instrumentos de planejamento territorial a partir da ideia de projeto urbano como novo patamar da prevalência do zoneamento, a predominância de um urbanismo corporativo em detrimento de outro redistributivo e cooperativo e o papel da urbanização na história e suas transformações contemporâneas.</p>
<p class="MsoNormal">O dossiê se completa com trabalhos sobre sustentabilidade, redução de desigualdades, com redução das desigualdades, a situação financeira dos idosos, a desestatização do Vale do Anhangabaú e os padrões da distribuição espacial dos votos para vereadores paulistanos nas eleições de 2020.</p>
<h3><strong>Impactos da Inteligência artificial</strong></h3>
<p class="MsoNormal">O segundo conjunto de textos traz cinco dos trabalhos apresentados no 1º Seminário Internacional Inteligência Artificial: Democracia e Impactos Sociais, realizado pelo Centro de Inteligência Artificial, parceria da USP com a Fapesp e a IBM. Um dos artigos apresenta ferramentas desenvolvidas por pesquisadores e profissionais de computação, engenharia e matemática para o processamento de documentos políticos públicos para tornar as informações mais acessíveis aos cidadãos.</p>
<p class="MsoNormal">Em outro trabalho, de autoria de pesquisadores de computação e direito, é proposto um caminho para um novo paradigma de uso justo e ético da inteligência artificial (IA) na moderação de conteúdo na internet, e no qual o Estado e as plataformas têm papel relevante. Segundo os autores, esse caminho passa pela adoção de IA explicável associada a critérios transparentes e legítimos definidos pela sociedade.</p>
<p class="MsoNormal">Três profissionais especialistas em ciência da computação apresentam em seu artigo um projeto destinado a revisar várias bases de dados de treinamento e testes com o propósito de mitigar e minorar os vieses pessoais em um modelo multimodal de classificação de categorias urbano-sociais. Na fundamentação do projeto, eles se valeram de referenciais teóricos da linguística discursiva, da construção da moralidade e das abordagens analíticas sobre viés/variância. Isso permitiu, afirmam, que o trabalho pudesse atingir assertivamente o objetivo da mitigação de bias, o qual, "mesmo sendo uma tarefa laboriosa, é de pauta algorítmica-social para manter a pluralidade e robustez em dados públicos".</p>
<p class="MsoNormal">A partir de estudos da recente promoção dos Big Data e da IA para a produção de estatísticas oficiais das Nações Unidas, dois pesquisadores da UFC apresentam em seu texto uma análise de algumas transformações nas estatísticas públicas produzidas pelos institutos nacionais de estatística pelo mundo. A análise deu-se por meio de pesquisa empírica fundamentada em contribuições teóricas da sociologia da quantificação e dos estudos de ciência e tecnologia.</p>
<p>O uso da IA no setor privado também é abordado pelo conjunto de textos. Pesquisadores da área de administração examinam as decisões tomadas ou apoiadas pela IA em organizações. O artigo resume uma pesquisa com base em dados secundários, analisando 128 casos de uso da IA buscando entender como ela tem contribuído na tomada de decisões organizacionais. De acordo com os autores, foi possível identificar maior representatividade de adoção da IA nas áreas de operações e marketing, predominantemente no nível de decisão operacional e como apoio às tomadas de decisão.</p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário de Estudos Avançados 111</h3>
<div id="_mcePaste"><strong>Eleições Municipais em São Paulo: P</strong><strong>roblemas e Desafios</strong></div>
<ul>
<li>Governança do Orçamento de São Paulo Revisitada pós 2014. Da Escassez à Sobra de Recursos - <i>Ursula Dias Peres</i></li>
<li>Desafios na Gestão Municipal do Sistema Único de Saúde no Município de São Paulo - <i>Aylene Bousquat et al.</i></li>
<li>Polarização, Desigualdade e Pobreza: Dilemas e Desafios do Mercado de Trabalho na Cidade de São Paulo - <i>Alexandre de Freitas Barbosa, Ian Prates, Ângela Cristina Tepassê e Levi Cristiano Oliveira</i></li>
<li>Desafios da Educação de Jovens e Adultos no Contexto do Envelhecimento da População Paulistana - <i>Marcelo Dante Pereira e Maria Clara Di Pierro</i></li>
<li>A Financeirização da Velhice e a Convergência entre Estado e Mercado - <i>Guita Grin Debert e Jorge Félix</i></li>
<li>Freio de Arrumação para a Mobilidade Urbana Paulistana - <i>Silvana Zioni, Thiago Von Zeidler Gomes e Priscila da Mota Moraes</i></li>
<li>O Adensamento Populacional é Necessário, mas Verticalização Precisa Ter Limites e Respeitar a Memória e o Ambiente de São Paulo - <i>Nabil Bonduki</i></li>
<li>A Metrópole Paulistana no Século 21: Gestão de Instrumentos Urbanísticos e Desafios de Aproximação do Território - <i>Sarah Feldman</i></li>
<li>São Paulo Metrópole: Sustentabilidade com Redução das Desigualdades, um Processo Unitário - <i>Claudio Salvadori Dedecca e Cassiano José Bezerra Marques Trovão</i></li>
<li>Urbanismo Corporativo / Urbanismo Cooperativo: uma Gestão Responsável em São Paulo é Possível? - <i>Nadia Somekh, Bruna Fregonezi e Guilherme Del’Arco</i></li>
<li>A Economia Política da Urbanização: uma Reinterpretação à Luz das Eleições Municipais - <i>Ricardo Carlos Gaspar</i></li>
<li>Percepção Crítica sobre a Desestatização do Vale do Anhangabaú a partir de 2021 - <i>André Biselli Sauaia e Anália Amorim</i></li>
<li>Medo, Violência e Política na Cidade de São Paulo: A Quem Cabe Decifrar a Esfinge da Segurança Pública? - <i>Renato Sérgio de Lima, Guaracy Mingardi, David Marques e Thais Carvalho</i></li>
<li>Desafios da Gestão Municipal para Redução das Desigualdades na Cidade de São Paulo - <i>Jorge Abrahão e Igor Pantoja</i></li>
<li>Padrões Espaciais de Votação nas Eleições para a Câmara Municipal de São Paulo: Um Estudo a partir das Eleições de 2020 - <i>Lucas Gelape, Joyce Luz e Débora Thomé</i></li>
</ul>
<p id="content"><strong>Inteligência Artificial: Democracia e Impactos Sociais</strong></p>
<ul>
<li>Tomada de Decisão nas Organizações: O Que Muda com a Inteligência Artificial? - <i>Abraham Sin Oih Yu et al</i>.</li>
<li>Estatísticas Públicas, Big Data e Inteligência Artificial: O caso da Plataforma Global da ONU - <i>Oscar Arruda d’Alva e Edemilson Paraná</i></li>
<li>Mitigação de Viés de Datasets Multimodais em um Classificador de Categorias Urbano-Sociais - <i>Luciano C. Lugli, Daniel Abujabra Merege e Rafael Pillon Almeida</i></li>
<li>Inteligência Artificial Explicável para Atenuar a falta de Transparência e a Legitimidade na Moderação da Internet - <i>Thomas Palmeira Ferraz et al</i>.</li>
<li>Democracia Aumentada: Inteligência Artificial como Ferramenta de Combate à Desinformação - <i>Alexandre Alcoforado et al.</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Administração Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-29T11:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2016/revista-estudos-avancados">
    <title>Revista Estudos Avançados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ieanamidia/2016/revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-31T20:00:25Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo">
    <title>Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo</link>
    <description>Nova edição da publicação traz também artigos em homenagem aos 270 anos de Goethe</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Adaptado de Claudia Costa, do Jornal da USP</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-96" alt="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" class="image-right" title="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" />“Violência é um conceito escorregadio. Em seu núcleo mais antigo e amplamente partilhado, significa violação da integridade física de um indivíduo ou grupo. O uso da palavra geralmente representa o sentido de uma agressão a alguém. Mas com o tempo foi ganhando significado mais abrangente e dependente de uma disputa de legitimação.” Esse é um trecho de artigo assinado pelo professor Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado no dossiê <em>Medo da Violência</em>, que integra o novo número da revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação quadrimestral do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov">disponível na SciELO</a>.</p>
<p>A América Latina, informa o professor, tem menos de 10% da população mundial, mas produz um terço dos homicídios do mundo. “Segundo as Nações Unidas, 14 dos 20 países mais perigosos do mundo estão na América Latina e no Caribe. Em 2017, 65 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. A polícia brasileira mata mais que qualquer outra polícia do mundo, mas também morre mais que em qualquer outra parte”, relata. O autor ainda afirma que a violência difusa no Brasil vem aumentando há pelo menos quatro décadas, diferentemente do que ocorre no México e na Colômbia, onde há cartéis de cocaína e outras drogas ilícitas. Segundo ele, os homicídios crescem em toda a América Latina, com a única exceção – por enquanto – do Chile. “Até Argentina e Uruguai, que tinham as taxas mais baixas de homicídios até dez anos atrás, já apresentam sensível crescimento da violência”, continua.</p>
<p>Mas quais sentimentos contemporâneos nossas cidades suscitam?, pergunta o professor Claudio Beato, coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eles mesclam-se além do triste espetáculo da miséria de nossas gigantescas favelas com o medo que é onipresente na vida dos habitantes das grandes cidades latino-americanas.” Segundo o autor, a distopia latino-americana descreve cidades violentas, palco de falhas socioeconômicas e institucionais que se sobrepõem. “Compreender essa conjunção de sentimentos e fatos é o desafio a que gerações de analistas, estudiosos, escritores e cientistas têm se dedicado ao longo de décadas”, constata.</p>
<p>O ensaio da professora Alba Zalluar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, parte da ideia de que a negação do medo afeta a construção e a eficácia das políticas públicas de segurança. No artigo de Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há dados e informações compiladas da organização que dirige, além de pesquisas de outras organizações, mostrando que o Brasil não conseguiu reduzir a violência. “A partir dos anos 1980, a taxa de homicídios cresceu em média 20% ao ano e, desde 2014, convivemos com um patamar com cerca de 60 mil mortes violentas intencionais anuais (uma taxa nacional de 28 mortes para cada 100 mil habitantes)”, compara.</p>
<p>Recentemente, “nas eleições gerais de 2018 – e para surpresa de inúmeros analistas políticos – , o Brasil presenciou a emergência de uma nova conjuntura política, na qual discursos de dramatização da violência, de apologia da guerra contra o crime, de endurecimento das práticas penais e das políticas de segurança pública e de desvalorização dos direitos humanos se intensificaram e ganharam inédita audiência, ao propiciarem a eleição de inúmeros políticos em todo o País, em diferentes níveis e inclusive da Presidência da República, claramente comprometidos com diferentes formas de punitivismo e de populismo penal”, afirmam Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez – respectivamente, doutorando e professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP -, no artigo “Humanização das prisões e pânicos morais”, que encerra o dossiê.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/goethe/image" alt="Goethe" title="Goethe" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Goethe em seu quarto de trabalho, ditando ao secretário e escrevente Johann August John. Quadro a óleo de Johann Joseph Schmeller – Foto: Reprodução/Revista Estudos Avançados</dd>
</dl>270 anos de Goethe</strong></p>
<p>Comemorando os 270 anos de nascimento do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), artigos sobre sua vida e obra ganham as páginas da revista. A literalidade da autobiografia de Goethe é tema de Helmut Galle, professor de Literatura Alemã do Departamento de Letras Modernas da FFLCH. <em>De Minha Vida: Poesia e Verdade</em> foi iniciada quando o escritor tinha 60 anos e publicada em quatro partes (1811, 1812, 1814 e, postumamente, em 1833). Segundo o professor, ela se localiza entre os protótipos do gênero, servindo de modelo para centenas de autobiografias posteriores. O professor comenta que é louvável que a antiga tradução brasileira de Leonel Valandro (Goethe, 1971), esgotada há décadas, tenha sido substituída por uma sólida edição em capa dura e com uma nova tradução, realizada por Mauricio Mendonça Cardozo. Segundo Galle, foram acrescentadas notas explicativas que facilitam a leitura dessa obra, que contém centenas de referências a acontecimentos históricos remotos e pessoas hoje em dia desconhecidas.</p>
<p>A correspondência de Goethe – estimada em mais de 20 mil cartas escritas, das quais 15 mil estão depositadas no Arquivo Goethe e Schiller de Weimar, e 25 mil recebidas – é objeto do artigo de Marcus Vinícius Mazzari, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH. Seus escritos científicos, ou estudos da natureza, são assunto de Magali Moura, professora associada de Língua e Literatura Alemã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Já seus poemas são analisados por João Barrento, que estudou Filosofia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Portugal, e também traduz alguns deles em um anexo da revista.</p>
<p>Outro artigo trata da obra <em>Fausto</em>, em que Goethe empreendeu, de forma ousada, a tentativa de tornar completos os seus textos, mas só conseguiu publicar o drama de maneira fragmentária, como conta Michael Jaeger, professor da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, acrescentando que somente uma edição póstuma uniu todas as partes. “A primeira edição crítica completa do <em>Fausto</em> foi preparada sob a direção de Anne Bohnenkamp e, em 2018, apresentada pela Casa de Goethe em Frankfurt”, complementa.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:446px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-goethe/image" alt="Carta Goethe" title="Carta Goethe" height="500" width="446" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:446px;">Carta de Goethe (17 de junho de 1777) em que comunica a morte de sua irmã Cornelia (1750-1777) à condessa Auguste von Stolberg (1753-1835) – Extraída de Goetheana. A Centenary Portfolio of Forty-three Facsimiles. William A. Speck Collection, Yale University Library. New Haven, 1932</dd>
</dl>Ainda no dossiê, está presente texto de Daniel Martineschen, doutor em Literatura e Tradução pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e responsável pela tradução de <em>West-Östlicher Divan</em>, que ganhou o título brasileiro de <em>Divã Ocidental-Oriental</em>, lançado pela Editora Estação Liberdade neste ano, exatamente quando se completam 200 anos de sua publicação original. Já o artigo “Goethe e sua ‘rede brasileira’”, de Sylk Schneider, curador e estudioso de romanística, geografia e economia em universidades da Alemanha e do Brasil, relata a proximidade do escritor alemão com o Brasil. Segundo ele, “praticamente não existe outro país não europeu com o qual Goethe tenha se relacionado tão intensamente quanto o Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>A revista <em>Estudos Avançados</em> também traz o dossiê <em>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</em>, que, segundo a organizadora e professora Maria Helena Machado, tem como objetivo “analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação”. Os artigos tratam de escritores negros, como Maria Firmina dos Reis, Luiz Gama e Lima Barreto. Há também textos sobre o letramento de escravos, relatos de mulheres negras escravizadas e sobre Frederick Douglass, um abolicionista negro estaduniense que, após conquistar a liberdade, se tornou editor, orador, palestrante, escritor, diplomata e articulista político.</p>
<p><span>Há ainda a seção Atualidades, abordando dois temas emergentes: o conceito de golpe de Estado, com a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República, e invasão de privacidade e exploração de dados pessoais por empresas tecnológicas. Outra seção, Presenças, traz textos sobre dois especialistas, da cultura, Sérgio Milliet, e da agroecologia, Ana Maria Primavesi. A seção Poesia Contemporânea inclui uma coletânea organizada por Alberto Martins.</span></p>
<h3>Sumário 'Estudos Avançados' n° 96</h3>
<p><b>Violência</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Os medos na política de segurança pública - </span><i>Alba Zaluar</i></li>
<li><span>Alguns aspectos analíticos nas pesquisas </span><span>da violência na América Latina - </span><i>Michel Misse</i></li>
<li><span>O rebanho de Hobbes - </span><i>Claudio Beato</i></li>
<li><span>Segurança pública como simulacro </span><span>de democracia no Brasil - </span><i>Renato Sérgio de Lima</i></li>
<li><span>Humanização das prisões e pânicos morais: notas sobre as “Serpentes Negras” - </span><i>Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Tinta negra, papel branco: escritas afrodescendentes e emancipação</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Maria Firmina dos Reis: escrita íntima </span><span>na construção do si mesmo - </span><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado</i></li>
<li><span>Luiz Gama autor, leitor, editor: revisitando </span><span>as </span><i>Primeiras Trovas Burlescas </i><span>de 1859 e 1861 - </span><i>Ligia Fonseca Ferreira</i><span> </span></li>
<li>Lima Barreto e a escrita de si - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li><span>Escritos insubordinados entre escravizados </span><span>e libertos no Brasil - </span><i>Iamara da Silva Viana, </i><i>Alexandre Ribeiro Neto e Flávio Gomes</i></li>
<li><span>Narrativas de mulheres escravizadas </span><span>nos Estados Unidos do século XIX - </span><i>Maria Clara Carneiro Sampaio </i><i>e Marília B. A. Ariza</i></li>
<li><span>O Brasil por Frederick Douglass: </span><span>impressões sobre escravidão </span><span>e relações raciais no Império - </span><i>Luciana da Cruz Brito</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Goethe</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>“O humano que jamais nos abandona”: </span><span>A obra epistolar de Goethe - </span><i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li><i>De minha vida: Poesia e verdade</i><span> – sobre </span><span>a literariedade da autobiografia de Goethe - </span><i>Helmut Galle</i></li>
<li><span>Uma confissão em fragmentos: Goethe, </span><span>Fausto e o peregrino - </span><i>Michael Jaeger</i></li>
<li><span>O Brasil no divã - </span><i>Daniel Martineschen</i></li>
<li><span>Poesia. A glorificação do sensível - </span><i>João Barrento</i></li>
<li><span>A ciência de Goethe: </span><span>Em busca da imagem do vivente - </span><i>Magali Moura</i></li>
<li><span>Goethe e sua “rede brasileira”: </span><span>o Brasil visto de Weimar - </span><i>Sylk Schneider</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Atualidades</b><span> </span></p>
<ul>
<li>Golpe de Estado: entre o nome e a coisa - <i>Marcos Napolitano</i><span> </span></li>
<li>Dados, vícios e concorrência: repensando <span>o jogo das economias digitais - </span><i>Rafael A. F. Zanatta e Ricardo Abramovay</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Presenças</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Internacionalização da Arquitetura </span><span>e da Crítica de Arte: Sérgio Milliet - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>A extraordinária história de vida </span><span>de Ana Maria Primavesi - </span><i>Virgínia Mendonça Knabben</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Poesia contemporânea</b></p>
<ul>
<li><span>Dez poetas, dezenas de vozes - </span><i>Alberto Martins</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p>
<hr />
</p>
<p><strong>Revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, volume 33, número 96, maio-agosto 2019, 500 páginas. A versão on-line da publicação pode ser acessada <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov" rel="noopener" target="_blank">neste link</a>. </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-21T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo">
    <title>Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo</link>
    <description>Nova edição da publicação traz também artigos em homenagem aos 270 anos de Goethe</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Adaptado de Claudia Costa, do Jornal da USP</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-96" alt="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" class="image-right" title="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" />“Violência é um conceito escorregadio. Em seu núcleo mais antigo e amplamente partilhado, significa violação da integridade física de um indivíduo ou grupo. O uso da palavra geralmente representa o sentido de uma agressão a alguém. Mas com o tempo foi ganhando significado mais abrangente e dependente de uma disputa de legitimação.” Esse é um trecho de artigo assinado pelo professor Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado no dossiê <em>Medo da Violência</em>, que integra o novo número da revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação quadrimestral do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov">disponível na SciELO</a>.</p>
<p>A América Latina, informa o professor, tem menos de 10% da população mundial, mas produz um terço dos homicídios do mundo. “Segundo as Nações Unidas, 14 dos 20 países mais perigosos do mundo estão na América Latina e no Caribe. Em 2017, 65 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. A polícia brasileira mata mais que qualquer outra polícia do mundo, mas também morre mais que em qualquer outra parte”, relata. O autor ainda afirma que a violência difusa no Brasil vem aumentando há pelo menos quatro décadas, diferentemente do que ocorre no México e na Colômbia, onde há cartéis de cocaína e outras drogas ilícitas. Segundo ele, os homicídios crescem em toda a América Latina, com a única exceção – por enquanto – do Chile. “Até Argentina e Uruguai, que tinham as taxas mais baixas de homicídios até dez anos atrás, já apresentam sensível crescimento da violência”, continua.</p>
<p>Mas quais sentimentos contemporâneos nossas cidades suscitam?, pergunta o professor Claudio Beato, coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eles mesclam-se além do triste espetáculo da miséria de nossas gigantescas favelas com o medo que é onipresente na vida dos habitantes das grandes cidades latino-americanas.” Segundo o autor, a distopia latino-americana descreve cidades violentas, palco de falhas socioeconômicas e institucionais que se sobrepõem. “Compreender essa conjunção de sentimentos e fatos é o desafio a que gerações de analistas, estudiosos, escritores e cientistas têm se dedicado ao longo de décadas”, constata.</p>
<p>O ensaio da professora Alba Zalluar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, parte da ideia de que a negação do medo afeta a construção e a eficácia das políticas públicas de segurança. No artigo de Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há dados e informações compiladas da organização que dirige, além de pesquisas de outras organizações, mostrando que o Brasil não conseguiu reduzir a violência. “A partir dos anos 1980, a taxa de homicídios cresceu em média 20% ao ano e, desde 2014, convivemos com um patamar com cerca de 60 mil mortes violentas intencionais anuais (uma taxa nacional de 28 mortes para cada 100 mil habitantes)”, compara.</p>
<p>Recentemente, “nas eleições gerais de 2018 – e para surpresa de inúmeros analistas políticos – , o Brasil presenciou a emergência de uma nova conjuntura política, na qual discursos de dramatização da violência, de apologia da guerra contra o crime, de endurecimento das práticas penais e das políticas de segurança pública e de desvalorização dos direitos humanos se intensificaram e ganharam inédita audiência, ao propiciarem a eleição de inúmeros políticos em todo o País, em diferentes níveis e inclusive da Presidência da República, claramente comprometidos com diferentes formas de punitivismo e de populismo penal”, afirmam Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez – respectivamente, doutorando e professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP -, no artigo “Humanização das prisões e pânicos morais”, que encerra o dossiê.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/goethe/image" alt="Goethe" title="Goethe" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Goethe em seu quarto de trabalho, ditando ao secretário e escrevente Johann August John. Quadro a óleo de Johann Joseph Schmeller – Foto: Reprodução/Revista Estudos Avançados</dd>
</dl>270 anos de Goethe</strong></p>
<p>Comemorando os 270 anos de nascimento do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), artigos sobre sua vida e obra ganham as páginas da revista. A literalidade da autobiografia de Goethe é tema de Helmut Galle, professor de Literatura Alemã do Departamento de Letras Modernas da FFLCH. <em>De Minha Vida: Poesia e Verdade</em> foi iniciada quando o escritor tinha 60 anos e publicada em quatro partes (1811, 1812, 1814 e, postumamente, em 1833). Segundo o professor, ela se localiza entre os protótipos do gênero, servindo de modelo para centenas de autobiografias posteriores. O professor comenta que é louvável que a antiga tradução brasileira de Leonel Valandro (Goethe, 1971), esgotada há décadas, tenha sido substituída por uma sólida edição em capa dura e com uma nova tradução, realizada por Mauricio Mendonça Cardozo. Segundo Galle, foram acrescentadas notas explicativas que facilitam a leitura dessa obra, que contém centenas de referências a acontecimentos históricos remotos e pessoas hoje em dia desconhecidas.</p>
<p>A correspondência de Goethe – estimada em mais de 20 mil cartas escritas, das quais 15 mil estão depositadas no Arquivo Goethe e Schiller de Weimar, e 25 mil recebidas – é objeto do artigo de Marcus Vinícius Mazzari, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH. Seus escritos científicos, ou estudos da natureza, são assunto de Magali Moura, professora associada de Língua e Literatura Alemã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Já seus poemas são analisados por João Barrento, que estudou Filosofia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Portugal, e também traduz alguns deles em um anexo da revista.</p>
<p>Outro artigo trata da obra <em>Fausto</em>, em que Goethe empreendeu, de forma ousada, a tentativa de tornar completos os seus textos, mas só conseguiu publicar o drama de maneira fragmentária, como conta Michael Jaeger, professor da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, acrescentando que somente uma edição póstuma uniu todas as partes. “A primeira edição crítica completa do <em>Fausto</em> foi preparada sob a direção de Anne Bohnenkamp e, em 2018, apresentada pela Casa de Goethe em Frankfurt”, complementa.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:446px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-goethe/image" alt="Carta Goethe" title="Carta Goethe" height="500" width="446" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:446px;">Carta de Goethe (17 de junho de 1777) em que comunica a morte de sua irmã Cornelia (1750-1777) à condessa Auguste von Stolberg (1753-1835) – Extraída de Goetheana. A Centenary Portfolio of Forty-three Facsimiles. William A. Speck Collection, Yale University Library. New Haven, 1932</dd>
</dl>Ainda no dossiê, está presente texto de Daniel Martineschen, doutor em Literatura e Tradução pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e responsável pela tradução de <em>West-Östlicher Divan</em>, que ganhou o título brasileiro de <em>Divã Ocidental-Oriental</em>, lançado pela Editora Estação Liberdade neste ano, exatamente quando se completam 200 anos de sua publicação original. Já o artigo “Goethe e sua ‘rede brasileira’”, de Sylk Schneider, curador e estudioso de romanística, geografia e economia em universidades da Alemanha e do Brasil, relata a proximidade do escritor alemão com o Brasil. Segundo ele, “praticamente não existe outro país não europeu com o qual Goethe tenha se relacionado tão intensamente quanto o Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>A revista <em>Estudos Avançados</em> também traz o dossiê <em>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</em>, que, segundo a organizadora e professora Maria Helena Machado, tem como objetivo “analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação”. Os artigos tratam de escritores negros, como Maria Firmina dos Reis, Luiz Gama e Lima Barreto. Há também textos sobre o letramento de escravos, relatos de mulheres negras escravizadas e sobre Frederick Douglass, um abolicionista negro estaduniense que, após conquistar a liberdade, se tornou editor, orador, palestrante, escritor, diplomata e articulista político.</p>
<p><span>Há ainda a seção Atualidades, abordando dois temas emergentes: o conceito de golpe de Estado, com a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República, e invasão de privacidade e exploração de dados pessoais por empresas tecnológicas. Outra seção, Presenças, traz textos sobre dois especialistas, da cultura, Sérgio Milliet, e da agroecologia, Ana Maria Primavesi. A seção Poesia Contemporânea inclui uma coletânea organizada por Alberto Martins.</span></p>
<h3>Sumário 'Estudos Avançados' n° 96</h3>
<p><b>Violência</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Os medos na política de segurança pública - </span><i>Alba Zaluar</i></li>
<li><span>Alguns aspectos analíticos nas pesquisas </span><span>da violência na América Latina - </span><i>Michel Misse</i></li>
<li><span>O rebanho de Hobbes - </span><i>Claudio Beato</i></li>
<li><span>Segurança pública como simulacro </span><span>de democracia no Brasil - </span><i>Renato Sérgio de Lima</i></li>
<li><span>Humanização das prisões e pânicos morais: notas sobre as “Serpentes Negras” - </span><i>Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Tinta negra, papel branco: escritas afrodescendentes e emancipação</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Maria Firmina dos Reis: escrita íntima </span><span>na construção do si mesmo - </span><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado</i></li>
<li><span>Luiz Gama autor, leitor, editor: revisitando </span><span>as </span><i>Primeiras Trovas Burlescas </i><span>de 1859 e 1861 - </span><i>Ligia Fonseca Ferreira</i><span> </span></li>
<li>Lima Barreto e a escrita de si - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li><span>Escritos insubordinados entre escravizados </span><span>e libertos no Brasil - </span><i>Iamara da Silva Viana, </i><i>Alexandre Ribeiro Neto e Flávio Gomes</i></li>
<li><span>Narrativas de mulheres escravizadas </span><span>nos Estados Unidos do século XIX - </span><i>Maria Clara Carneiro Sampaio </i><i>e Marília B. A. Ariza</i></li>
<li><span>O Brasil por Frederick Douglass: </span><span>impressões sobre escravidão </span><span>e relações raciais no Império - </span><i>Luciana da Cruz Brito</i></li>
</ul>
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<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Goethe</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>“O humano que jamais nos abandona”: </span><span>A obra epistolar de Goethe - </span><i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li><i>De minha vida: Poesia e verdade</i><span> – sobre </span><span>a literariedade da autobiografia de Goethe - </span><i>Helmut Galle</i></li>
<li><span>Uma confissão em fragmentos: Goethe, </span><span>Fausto e o peregrino - </span><i>Michael Jaeger</i></li>
<li><span>O Brasil no divã - </span><i>Daniel Martineschen</i></li>
<li><span>Poesia. A glorificação do sensível - </span><i>João Barrento</i></li>
<li><span>A ciência de Goethe: </span><span>Em busca da imagem do vivente - </span><i>Magali Moura</i></li>
<li><span>Goethe e sua “rede brasileira”: </span><span>o Brasil visto de Weimar - </span><i>Sylk Schneider</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Atualidades</b><span> </span></p>
<ul>
<li>Golpe de Estado: entre o nome e a coisa - <i>Marcos Napolitano</i><span> </span></li>
<li>Dados, vícios e concorrência: repensando <span>o jogo das economias digitais - </span><i>Rafael A. F. Zanatta e Ricardo Abramovay</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Presenças</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Internacionalização da Arquitetura </span><span>e da Crítica de Arte: Sérgio Milliet - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>A extraordinária história de vida </span><span>de Ana Maria Primavesi - </span><i>Virgínia Mendonça Knabben</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Poesia contemporânea</b></p>
<ul>
<li><span>Dez poetas, dezenas de vozes - </span><i>Alberto Martins</i></li>
</ul>
<p> </p>
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<hr />
</p>
<p><strong>Revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, volume 33, número 96, maio-agosto 2019, 500 páginas. A versão on-line da publicação pode ser acessada <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov" rel="noopener" target="_blank">neste link</a>. </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-21T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-83">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' discute identidade da arqueologia brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-83</link>
    <description>Edição 83 da revista "Estudos Avançados" traz dossiê Aspectos da Arqueologia Brasileira e segunda parte do dossiê Ciência, Valores e Alternativas.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-revista-estudos-avancados-v-29-n-83/@@images/73a1a75f-1c7c-4c22-86fc-52dbc6c28a1a.jpeg" alt="Capa Revista Estudos Avançados V 29 N 83" class="image-right" title="Capa Revista Estudos Avançados V 29 N 83" />“Existe uma contribuição teórica original que a arqueologia brasileira pode fazer à disciplina?”. O autor da pergunta é Eduardo Góes Neves, pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e organizador do dossiê Aspectos da Arqueologia Brasileira, que abre a nova edição (nº 83) da revista “Estudos Avançados”. <i>(A edição digital está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420150001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>.)</i></p>
<p>Além da discussão sobre a identidade da arqueologia brasileira, o dossiê contém também artigos sobre a Amazônia, o Pantanal, as práticas etílicas dos tupi-guarani, o povoamento inicial da América do Sul e as paisagens culturais do planalto sul brasileiro.</p>
<p><strong>História e temporalidade</strong></p>
<p>No artigo introdutório “Existe Algo que se Possa Chamar de ‘Arqueologia Brasileira’?”, Neves avalia se existe um corpo de problemas e dados particulares que sejam exclusivos, ou ao menos uma prerrogativa, da arqueologia brasileira. Ele diz não ter uma resposta clara para essa questão, mas afirma estar certo de que ela passa por uma aproximação dos conceitos de história e temporalidade das sociedades indígenas sul-americanas.</p>
<p>O texto de Neves é comentado por Ulpiano Bezerra de Meneses, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), autor do artigo “A Identidade da Arqueologia Brasileira”.</p>
<p>Para Meneses, a aproximação entre história e temporalidade defendida por Neves é instigante, viável etnograficamente, mas arqueologicamente apresenta inúmeros percalços, pois “do ponto de vista dos grupos estudados, não se pode supor o mesmo tipo de relação que temos com os artefatos”.</p>
<p>Em relação ao quadro referencial dos arqueólogos brasileiros, Meneses diz que é necessário “reiterar o alerta feito por Eduardo Neves: é preciso olhar menos para fora do continente, em busca de referências teóricas, e, inversamente, melhor nas evidências locais disponíveis”.</p>
<p>Os outros artigos do dossiê são: “O determinismo Agrícola na Arqueologia Brasileira”, de Claide de Paula Moraes; “Arqueologia e História Indígena no Pantanal”, de Eduardo Bespalez; “Arqueologia dos Fermentados: A Etílica História dos Tupi-Guarani”, de Fernando Ozório de Almeida; “Povoamento Inicial da América do Sul: Contribuições do Contexto Brasileiro”, de Lucas Bueno e Adriana Dias; e “Gênese das Paisagens Culturais do Planalto Sul Brasileiro”, de Silvia Moehlecke Copé.</p>
<p><strong>Ciência e valores</strong></p>
<p>Além do dossiê sobre a arqueologia brasileira, a edição 83 publica a segunda parte do dossiê Ciências, Valores e Alternativas, organizado pelo Grupo de Pesquisa História, Filosofia e Sociologia da Ciência e da Tecnologia e constituído de resultados das pesquisas desenvolvidas pelo grupo no âmbito do Projeto Temático Fapesp Gênese e significado da Tecnociência: Das Relações entre Ciência, Tecnologia e Valores.</p>
<p>Se na primeira parte (publicada na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420140003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição 82</a>) os textos se preocupavam com questões metodológicas das pesquisas sobre as relações entre ciência e valores, desta vez os artigos tratam de três áreas onde a atenção aos valores se reveste de importância fundamental: agroecologia, saúde e biodiversidade.</p>
<p>O primeiro tópico é discutido por <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/ex-professores-visitantes/ex-professores-visitantes-internacionais/hugh-matthew-lacey" class="external-link">Hugh Lacey</a>, em “A Agroecologia: Uma Ilustração da Fecundidade da Pesquisa Multiestratégica”, e por Rubens Onofre Nodari e Miguel Pedro Guerra, em “A Agroecologia: Estratégias de Pesquisa e Valores”. Lacey foi professor visitante do IEA em 2011 e 2013 e atualmente coordena o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/filosofia/projeto/subgrupo-agroecologia" class="external-link">Grupo de Trabalho Agroecologia</a>, do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a> do IEA.</p>
<p>Os dois outros tópicos são tratados por <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/ex-professores-visitantes/ex-professores-visitantes-internacionais/nicolas-lechopier" class="external-link">Nicolas Lechopier</a>, professor visitante do IEA em 2013, que colabora com “Quatro Tensões na Saúde Pública”, e Ana Tereza Reis da Silva, autora de “A Conservação da Biodiversidade entre os Saberes da Tradição e da Ciência”.</p>
<p><strong>Outros textos</strong></p>
<p>A revista traz também artigos sobre economia, mudanças na ortografia e antropologia.</p>
<p>O economista Ladislau Dowbor, docente da PUC-SP, é o autor do artigo “O Sistema Financeiro Atual Trava o Desenvolvimento Econômico”. Nele, Dowbor analisa como o sistema de intermediação financeira esteriliza os recursos do país ao drenar volumes impressionantes de recursos que deveriam servir ao fomento produtivo e ao desenvolvimento econômico.</p>
<p>Em “Uma Visão Tranquila e Científica do Novo Acordo Ortográfico”, o filólogo Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, comenta as críticas ao Acordo Ortográfico de 1990.</p>
<p>No artigo “A ‘ocupação’ do Congresso: Contra o Quê Lutam os Índios?”, as antropólogas Artionka Capiberibe, da Unicamp, e Oiara Bonilla, da Universidade Federal Fluminense (UFF), tratam do embate entre política e modelo econômico subjacente à resistência das populações indígenas ao agronegócio e seus representantes no Congresso Nacional.</p>
<p>A edição se completa com seis resenhas sobre os livros mais recentes de Nabil Bonduki, Ana Paula Koury, Marco Bobbio, Michael Löwy, Mauro Rosso (como organizador) e um ensaio de Lorenzo Mammì sobre a instalação “Clara Clara” de Laura Vinci.</p>
<p><strong><i>“Estudos Avançados” nº 83 (janeiro-abril/2015), 352 páginas, R$ 30,00. Assinatura anual (três edições): R$ 80,00</i><i>. Informações: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a>, <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a> ou telefone (11) 3091-1675.</i></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-13T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-90">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' destaca prioridade da inovação para o Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-90</link>
    <description>Revista "Estudos Avançados" 90, lançada no início de setembro, traz dossiê sobre inovação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-90-1" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 90" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 90" />Os diversos aspectos da inovação são tema do dossiê principal da edição 90 da revista "Estudos Avançados", lançada no início de setembro. Os textos abordam desde questões conceituais até o uso das práticas de inovação em apoio à sustentabilidade ou na gestão púbica. Os 10 artigos são de autoria de acadêmicos brasileiros e estrangeiros, integrantes de organismos governamentais e representantes da indústria (<i>veja no <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-90#sumario" class="external-link">sumário</a> da edição abaixo</i>). Os artigos já estão <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420170002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponíveis na SciELO</a>.</p>
<p>De acordo com o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, "o tema não poderia ser mais oportuno, considerando a necessidade de atualização em vários setores produtivos que estacionaram o Brasil em virtude da quase completa ausência de uma interação consistente entre governo, universidade e indústria". Ele ressalta que os cortes orçamentários recentes tendem a agravar a situação e "tornam problemática essa integração, que, no entanto, seria vital para retomar o projeto de desenvolvimento sustentável em nível nacional".</p>
<p>A elaboração do dossiê foi coordenada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA e professor da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade (FEA) e da Escola Politécnica (Poli) das USP. No artigo de abertura ("Inovação em Transformação"), Plonski fala sobre a concepção da ideia de inovação enquanto resultado e respectivo processo, sua abrangência e a complexidade para criar novas realidades, ação que considera definidora da inovação.</p>
<p>Plonski afirma que a inovação é, ao mesmo tempo, uma ideia transformadora e em transformação, com a perspectiva de seu futuro status estar associado as seguintes características:</p>
<ul>
<li>tratar-se de um conceito duradouro;</li>
<li>ser entendida como um gênero, com espécies distintas, tais como a tecnológica, social, educacional, jurídica e até a filosófica;</li>
<li>ser objeto de ações para inseri-la nas políticas públicas;</li>
<li>estar sujeita a regulação para mitigação de eventuais efeitos deletérios, o que será feito também pelo desenvolvimento de novas inovações corretivas;</li>
<li>participar de associações simbióticas com outros movimentos, como os de sustentabilidade ambiental e do empreendedorismo;</li>
<li>o fortalecimento dos ecossistemas de inovação, uma vez que ela é sensível ao contexto;</li>
<li>ser objeto de uma ação adicional das universidades, que passariam a organizar intelectualmente o complexo território da inovação e a multiplicidade de transformações por ela ensejadas.</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p>EVENTOS</p>
<p><strong>A Nova Lei da Inovação: Expectativas, Perspectivas e Iniciativas</strong><br />4 de abril de 2016</p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-lei-da-inovacao" class="external-link">Inovação agora tem lei abrangente e consensual</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas?searchterm=lei+da+inova%C3%A7%C3%A3o" class="external-link">Vídeo</a><span> | </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas-4-de-abril-de-2106" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br />
<p><span><strong>Ciência &amp; Indústria - Construindo Novos Caminhos em Tempos Desafiadores</strong></span></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cooperacao-academia-industria" class="external-link">Workshop identifica obstáculos e caminhos para a cooperação academia-indústria</a></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-i" class="external-link">1</a><span> - </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-ii" class="external-link">2</a></li>
<li><span><a class="external-link" href="http://http//www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-19-de-junho-de-2017">Fotos</a></span></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><span><strong>Interdisciplinaridade em Inovação e Universidades de Excelência<br /></strong></span><span>15 de maio de 2017</span></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/universidades-de-excelencia" class="external-link">Encontro analisa interdisciplinaridade e inovação em universidades de excelência</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-1" class="external-link">1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-2" class="external-link">2</a> -<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-3" class="external-link">3</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-4" class="external-link">4</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-5" class="external-link">5</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-15-de-maio-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><span><strong>Apoiando a Inovação na Indústria: O Papel da Embrapii no Fomento à Inovação no Brasil</strong></span></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/apoiando-a-inovacao-nas-industrias-o-papel-da-embrapii-no-fomento-a-inovacao-no-brasil" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/apoiando-a-inovacao-nas-industrias-o-papel-da-embrapii-no-fomento-a-inovacao-no-brasil-inscricoes-encerradas-21-de-marco-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Hélice Tríplice</strong></p>
<p>A interação universidade-indústria-governo mencionada por Bosi é um dos assuntos em destaque no dossiê Chamada de Hélice Tríplice pelos especialistas, essa articulação é tema do artigo de Henry Etzkowitz, <span>da Universidade de Londres, Reino Unido, </span><span>e Chunyan Zhou, da Universidade Shenyang, China, respectivamente, presidente e diretora do Instituto Internacional Hélice Tríplice.</span></p>
<p>Essa interação deve ser estimulada por uma articulação entre o governo com a iniciativa privada voltada para "enfrentar os desafios tecnológicos que sacodem as economias mundo afora", segundo os sociólogos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, pesquisador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade/NAP</a> do IEA, e Zil Miranda, especialista em desenvolvimento industrial da Diretoria de Inovação da Confederação Nacional da Indústria. Para eles, em momentos de crise como a atual situação brasileira é que os países e empresas mais precisam aumentar seu investimento em inovação. Não bastam investimento: "É urgente a definição de estratégias de longa duração para que o país recupere protagonismo internacional e se destaque por sua inteligência e capacidade de fazer CT&amp;I de alta qualidade".</p>
<p>O deputado federal licenciado <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/siba-machado" class="external-link">Sibá Machado</a> (PT-AC), atualmente secretário de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis do Acre, relata em seu artigo os esforços empreendidos nos últimos dez anos por pesquisadores, parlamentares, empresas e governos federais e estaduais para promover as alterações legislativas que levaram ao estabelecimento do novo Marco Legal de CT&amp;I do país.</p>
<p><strong>Mario de Andrade</strong></p>
<p><span>O segundo conjunto de textos da edição é dedicado ao escritor Mário da Andrade. São </span><span>colaborações produzidas ou estimuladas no âmbito do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP</span><span>.</span></p>
<p><span>Parte da produção crítica do escritor é analisada em três artigos. Ricardo Gaiotto de Moraes trata da crítica à poesia de Manuel Bandeira feita por Andrade e Sérgio Buarque de Holanda. </span><span>Marcelo Maraninche relacionar as anotações de Andrade sobre os poetas românticos brasileiros com alguns de seus projetos, vínculo que leva o autor de "Macunaíma" a assumir o lirismo romântico como expressão autêntica, "ainda que problemática", da temática brasileira. </span><span>Ligia Kimori escreve sobre os estudos de Andrade sobre os parnasianos brasileiros.</span></p>
<p><span>Dois artigos exploram as relações do escritor com a música. Ligia Fonseca Ferreira apresenta a visão que ele tinha da música, músicos e críticos musicais franceses. Eduardo Tadafumi Sato escreve sobre a influência da obra do compositor alemão Richard Wagner no início da carreira intelectual do escritor paulista. </span><span>A seção também traz uma análise dos 12 "Poemas da Negra" de Andrade feita por Angela Teodoro Grillo. </span></p>
<p><strong>Antonio Candido</strong></p>
<p><span>Ainda no âmbito literário, "Estudos Avançados" homenageia o crítico e professor de teoria literária</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-candido-de-mello-e-souza" class="external-link">Antonio Candido</a><span>, professor emérito da </span><span>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas FFLCH da USP e professor honorário do IEA,</span><span> </span><span>morto em 12 de maio.</span></p>
<p><span>No artigo</span><span> </span><span>"Mediação Não É Conciliação. Sobre um Legado da Obra de Antonio Candido", </span><span>Bosi sublinha que a crítica literária produzida por Candido é marcada pela mediação, que constrói uma terceira linguagem capaz de traduzir os significantes de uma posição "dando-lhes outra dimensão semântica", em vez de adotar o discurso "eclético e confuso da conciliação". Segundo o editor da revista, a mediação também estava presente na militância política de Candido, na qual "não havia a preocupação de conciliar teoricamente posições filosóficas contrastantes".</span></p>
<p>O outro texto da homenagem é "Antonio Candido e a Academia Brasileira de Letras", do ensaísta Alberto Venancio Filho, membro da instituição. Ele relata o relacionamento de mútua admiração entre a ABL e Candido e as recusas deste em se candidatar a uma cadeira por que "não tinha espírito associativo".</p>
<p><strong>Música caipira</strong></p>
<p>A cultura popular brasileira de origem rural está representada na seção "Música Caipira", que abre com o artigo "Caipira: Cultura, Resistência e Enraizamento", de Ivan Vilela, músico, compositor e professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. No artigo, Vilela escreve sobre o surgimento da música caipira como expressão da cultura popular brasileira e como ela, a partir do momento que foi gravada em disco e divulgada no rádio, "ajudou no processo de reenraizamento dos migrantes caipiras da Grande São Paulo".</p>
<p>A seção conta com outros três artigos: Rafael Marin da Silva Garcia descreve os primeiros registros da moda de viola coletados no início do século 20, os dilemas decorrentes de seu registro em disco a partir de 1929 e as contradições sobre a perpetuação do gênero. As transformações ao longo do tempo do fandango de chilenas, tipo de bailado de uma região de interior de São Paulo, são o tema de Bruno de Souza Sanches. Eduardo Vicente trata da trajetória da gravadora Chantecler, que teve um papel relevante no registro e difusão da música regional brasileira, especialmente da música sertaneja de São Paulo.</p>
<p><span>A edição se completa com a seção "Resenhas". Ana Luiz Martins escreve sobre "Imigração Japonesa nas Revistas Ilustradas - Preconceito Político e Imaginário Social (1897-1945)", de Márcia Yumi Takeuchi; Deni Alfaro Rubbo trata de "Caio Prado Júnior, uma Biografia Política", de Luiz Bernardo Pericás; e Daniel Bitter discorre sobre "Porous City: A Cultural History of Rio de Janeiro", de Bruno Carvalho.</span></p>
<p style="padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 90, 388 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a revista ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675. </i></strong></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>SUMÁRIO DO Nº 90</h3>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<ul>
<li>Inovação em Transformação - <i>Guilherme Ary Plonski</i></li>
<li>Hélice Tríplice: Inovação e Empreendedorismo Universidade-Indústria-Governo - <i>Henry Etzkowitz e Chunyan Zhou</i></li>
<li>Políticas de Inovação em Nova Chave - <i>Glauco Arbix e Zil Miranda</i></li>
<li>A inovação, o Desenvolvimento e o Papel da Universidade - <i>Jorge Audy</i></li>
<li>Interação Academia-Indústria. Relato da Experiência da Vale - <i>Luiz Eugenio A. M. Mello e Edgar Sardinha Sepúlveda</i></li>
<li>P&amp;D versus Inovação - <i>Jarbas Caiado de Castro Neto</i></li>
<li>Inovação Tecnológica para a Sustentabilidade: Aprendizados de Sucessos e Fracassos - <i>Vanessa Pinsky e Isak Kruglianskas</i></li>
<li>Práticas Intraempreendedoras na Gestão Pública: Estudo de Caso na Embrapa - <i>Édis Mafra Lapolli e Roberto Kern Gomes</i></li>
<li>Radar da Inovação – O Que os Governos Precisam Enxergar - <i>Roberto Agune e José Antônio Carlos</i></li>
<li>Sob os Olhares de Janus, o Foco É no Conhecimento - <i>Sibá Machado</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Mário de Andrade</strong></span></p>
<ul>
<li>A Poesia de Manuel Bandeira: A Crítica de Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda - <i>Ricardo Gaiotto de Moraes</i></li>
<li>Aspectos da Marginália de Mário de Andrade na Poesia do Romantismo Brasileiro - <i>Marcelo Maraninchi</i></li>
<li>Os “Poemas da Negra”, uma Leitura a Contrapelo da “Poesia do Senhor do Engenho” - <i>Angela Teodoro Grillo</i></li>
<li>A Lição dos Mestres: Os Parnasianos na Biblioteca de Mário de Andrade - <i>Ligia Kimori</i></li>
<li>Músicas, Músicos e Crítica Musical Francesa em Mário de Andrade - <i>Ligia Fonseca Ferreira e Ligia Kimori</i></li>
<li>Mário de Andrade e Richard Wagner na Aurora do Modernismo Paulista - <i>Eduardo Tadafumi Sa</i>to</li>
</ul>
<p><strong>Música caipira</strong></p>
<ul>
<li>Caipira: Cultura, Resistência e Enraizamento - <i>Ivan Vilela</i></li>
<li>Um Paradoxo entre o Existir e o Resistir: A Moda de Viola através dos Tempos - <i>Rafael Marin da Silva Garcia</i></li>
<li>O Fandango de Chilenas e suas Transformações no Tempo - <i>Bruno de Souza Sanches</i></li>
<li>A Gravadora Chantecler e a Música Regional do Brasil - <i>Eduardo Vicente</i></li>
</ul>
<p><strong> Antonio Candido</strong></p>
<ul>
<li>Mediação Não É Conciliação. Sobre um Legado da Obra de Antonio Candido - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Antonio Candido e a Academia Brasileira de Letras - <i>Alberto Venancio Filho</i></li>
</ul>
<p><strong> Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Revistas Ilustradas: Fonte para Revisão sobre Preconceito e Imaginário Social na Imigração Japonesa - <i>Ana Luiza Martins</i></li>
<li>Heresias do Marxismo Brasileiro: A Agonia de Caio Prado Júnior - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>Rio de Janeiro. Explorações sobre uma Cidade Porosa - <i>Daniel Bitter</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-05T15:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-90">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' destaca prioridade da inovação para o Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-90</link>
    <description>Revista "Estudos Avançados" 90, lançada no início de setembro, traz dossiê sobre inovação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-90-1" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 90" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 90" />Os diversos aspectos da inovação são tema do dossiê principal da edição 90 da revista "Estudos Avançados", lançada no início de setembro. Os textos abordam desde questões conceituais até o uso das práticas de inovação em apoio à sustentabilidade ou na gestão púbica. Os 10 artigos são de autoria de acadêmicos brasileiros e estrangeiros, integrantes de organismos governamentais e representantes da indústria (<i>veja no <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-90#sumario" class="external-link">sumário</a> da edição abaixo</i>).</p>
<p>De acordo com o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, "o tema não poderia ser mais oportuno, considerando a necessidade de atualização em vários setores produtivos que estacionaram o Brasil em virtude da quase completa ausência de uma interação consistente entre governo, universidade e indústria". Ele ressalta que os cortes orçamentários recentes tendem a agravar a situação e "tornam problemática essa integração, que, no entanto, seria vital para retomar o projeto de desenvolvimento sustentável em nível nacional".</p>
<p>A elaboração do dossiê foi coordenada por <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA e professor da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade (FEA) e da Escola Politécnica (Poli) das USP. No artigo de abertura ("Inovação em Transformação"), Plonski fala sobre a concepção da ideia de inovação enquanto resultado e respectivo processo, sua abrangência e a complexidade para criar novas realidades, ação que considera definidora da inovação.</p>
<p>Plonski afirma que a inovação é, ao mesmo tempo, uma ideia transformadora e em transformação, com a perspectiva de seu futuro status estar associado as seguintes características:</p>
<ul>
<li>tratar-se de um conceito duradouro;</li>
<li>ser entendida como um gênero, com espécies distintas, tais como a tecnológica, social, educacional, jurídica e até a filosófica;</li>
<li>ser objeto de ações para inseri-la nas políticas públicas;</li>
<li>estar sujeita a regulação para mitigação de eventuais efeitos deletérios, o que será feito também pelo desenvolvimento de novas inovações corretivas;</li>
<li>participar de associações simbióticas com outros movimentos, como os de sustentabilidade ambiental e do empreendedorismo;</li>
<li>o fortalecimento dos ecossistemas de inovação, uma vez que ela é sensível ao contexto;</li>
<li>ser objeto de uma ação adicional das universidades, que passariam a organizar intelectualmente o complexo território da inovação e a multiplicidade de transformações por ela ensejadas.</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p>EVENTOS</p>
<p><strong>A Nova Lei da Inovação: Expectativas, Perspectivas e Iniciativas</strong><br />4 de abril de 2016</p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/seminario-lei-da-inovacao" class="external-link">Inovação agora tem lei abrangente e consensual</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas?searchterm=lei+da+inova%C3%A7%C3%A3o" class="external-link">Vídeo</a><span> | </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/foto/eventos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas-4-de-abril-de-2106" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br />
<p><span><strong>Ciência &amp; Indústria - Construindo Novos Caminhos em Tempos Desafiadores</strong></span></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/cooperacao-academia-industria" class="external-link">Workshop identifica obstáculos e caminhos para a cooperação academia-indústria</a></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-i" class="external-link">1</a><span> - </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-ii" class="external-link">2</a></li>
<li><span><a class="external-link" href="http://http//www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-19-de-junho-de-2017">Fotos</a></span></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><span><strong>Interdisciplinaridade em Inovação e Universidades de Excelência<br /></strong></span><span>15 de maio de 2017</span></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/universidades-de-excelencia" class="external-link">Encontro analisa interdisciplinaridade e inovação em universidades de excelência</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-1" class="external-link">1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-2" class="external-link">2</a> -<br /><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-3" class="external-link">3</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-4" class="external-link">4</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-5" class="external-link">5</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/foto/eventos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-15-de-maio-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><span><strong>Apoiando a Inovação na Indústria: O Papel da Embrapii no Fomento à Inovação no Brasil</strong></span></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/apoiando-a-inovacao-nas-industrias-o-papel-da-embrapii-no-fomento-a-inovacao-no-brasil" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/foto/eventos-2017/apoiando-a-inovacao-nas-industrias-o-papel-da-embrapii-no-fomento-a-inovacao-no-brasil-inscricoes-encerradas-21-de-marco-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Hélice Tríplice</strong></p>
<p>A interação universidade-indústria-governo mencionada por Bosi é um dos assuntos em destaque no dossiê Chamada de Hélice Tríplice pelos especialistas, essa articulação é tema do artigo de Henry Etzkowitz, <span>da Universidade de Londres, Reino Unido, </span><span>e Chunyan Zhou, da Universidade Shenyang, China, respectivamente, presidente e diretora do Instituto Internacional Hélice Tríplice.</span></p>
<p>Essa interação deve ser estimulada por uma articulação entre o governo com a iniciativa privada voltada para "enfrentar os desafios tecnológicos que sacodem as economias mundo afora", segundo os sociólogos <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, pesquisador do <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/grupos/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade/NAP</a> do IEA, e Zil Miranda, especialista em desenvolvimento industrial da Diretoria de Inovação da Confederação Nacional da Indústria. Para eles, em momentos de crise como a atual situação brasileira é que os países e empresas mais precisam aumentar seu investimento em inovação. Não bastam investimento: "É urgente a definição de estratégias de longa duração para que o país recupere protagonismo internacional e se destaque por sua inteligência e capacidade de fazer CT&amp;I de alta qualidade".</p>
<p>O deputado federal licenciado <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/siba-machado" class="external-link">Sibá Machado</a> (PT-AC), atualmente secretário de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis do Acre, relata em seu artigo os esforços empreendidos nos últimos dez anos por pesquisadores, parlamentares, empresas e governos federais e estaduais para promover as alterações legislativas que levaram ao estabelecimento do novo Marco Legal de CT&amp;I do país.</p>
<p><strong>Mario de Andrade</strong></p>
<p><span>O segundo conjunto de textos da edição é dedicado ao escritor Mário da Andrade. São </span><span>colaborações produzidas ou estimuladas no âmbito do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP</span><span>.</span></p>
<p><span>Parte da produção crítica do escritor é analisada em três artigos. Ricardo Gaiotto de Moraes trata da crítica à poesia de Manuel Bandeira feita por Andrade e Sérgio Buarque de Holanda. </span><span>Marcelo Maraninche relacionar as anotações de Andrade sobre os poetas românticos brasileiros com alguns de seus projetos, vínculo que leva o autor de "Macunaíma" a assumir o lirismo romântico como expressão autêntica, "ainda que problemática", da temática brasileira. </span><span>Ligia Kimori escreve sobre os estudos de Andrade sobre os parnasianos brasileiros.</span></p>
<p><span>Dois artigos exploram as relações do escritor com a música. Ligia Fonseca Ferreira apresenta a visão que ele tinha da música, músicos e críticos musicais franceses. Eduardo Tadafumi Sato escreve sobre a influência da obra do compositor alemão Richard Wagner no início da carreira intelectual do escritor paulista. </span><span>A seção também traz uma análise dos 12 "Poemas da Negra" de Andrade feita por Angela Teodoro Grillo. </span></p>
<p><strong>Antonio Candido</strong></p>
<p><span>Ainda no âmbito literário, "Estudos Avançados" homenageia o crítico e professor de teoria literária</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-candido-de-mello-e-souza" class="external-link">Antonio Candido</a><span>, professor emérito da </span><span>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas FFLCH da USP e professor honorário do IEA,</span><span> </span><span>morto em 12 de maio.</span></p>
<p><span>No artigo</span><span> </span><span>"Mediação Não É Conciliação. Sobre um Legado da Obra de Antonio Candido", </span><span>Bosi sublinha que a crítica literária produzida por Candido é marcada pela mediação, que constrói uma terceira linguagem capaz de traduzir os significantes de uma posição "dando-lhes outra dimensão semântica", em vez de adotar o discurso "eclético e confuso da conciliação". Segundo o editor da revista, a mediação também estava presente na militância política de Candido, na qual "não havia a preocupação de conciliar teoricamente posições filosóficas contrastantes".</span></p>
<p>O outro texto da homenagem é "Antonio Candido e a Academia Brasileira de Letras", do ensaísta Alberto Venancio Filho, membro da instituição. Ele relata o relacionamento de mútua admiração entre a ABL e Candido e as recusas deste em se candidatar a uma cadeira por que "não tinha espírito associativo".</p>
<p><strong>Música caipira</strong></p>
<p>A cultura popular brasileira de origem rural está representada na seção "Música Caipira", que abre com o artigo "Caipira: Cultura, Resistência e Enraizamento", de Ivan Vilela, músico, compositor e professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. No artigo, Vilela escreve sobre o surgimento da música caipira como expressão da cultura popular brasileira e como ela, a partir do momento que foi gravada em disco e divulgada no rádio, "ajudou no processo de reenraizamento dos migrantes caipiras da Grande São Paulo".</p>
<p>A seção conta com outros três artigos: Rafael Marin da Silva Garcia descreve os primeiros registros da moda de viola coletados no início do século 20, os dilemas decorrentes de seu registro em disco a partir de 1929 e as contradições sobre a perpetuação do gênero. As transformações ao longo do tempo do fandango de chilenas, tipo de bailado de uma região de interior de São Paulo, são o tema de Bruno de Souza Sanches. Eduardo Vicente trata da trajetória da gravadora Chantecler, que teve um papel relevante no registro e difusão da música regional brasileira, especialmente da música sertaneja de São Paulo.</p>
<p><span>A edição se completa com a seção "Resenhas". Ana Luiz Martins escreve sobre "Imigração Japonesa nas Revistas Ilustradas - Preconceito Político e Imaginário Social (1897-1945)", de Márcia Yumi Takeuchi; Deni Alfaro Rubbo trata de "Caio Prado Júnior, uma Biografia Política", de Luiz Bernardo Pericás; e Daniel Bitter discorre sobre "Porous City: A Cultural History of Rio de Janeiro", de Bruno Carvalho.</span></p>
<p style="padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 90, 388 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a revista ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">estavan@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675. </i></strong></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>SUMÁRIO DO Nº 90</h3>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<ul>
<li>Inovação em Transformação - <i>Guilherme Ary Plonski</i></li>
<li>Hélice Tríplice: Inovação e Empreendedorismo Universidade-Indústria-Governo - <i>Henry Etzkowitz e Chunyan Zhou</i></li>
<li>Políticas de Inovação em Nova Chave - <i>Glauco Arbix e Zil Miranda</i></li>
<li>A inovação, o Desenvolvimento e o Papel da Universidade - <i>Jorge Audy</i></li>
<li>Interação Academia-Indústria. Relato da Experiência da Vale - <i>Luiz Eugenio A. M. Mello e Edgar Sardinha Sepúlveda</i></li>
<li>P&amp;D versus Inovação - <i>Jarbas Caiado de Castro Neto</i></li>
<li>Inovação Tecnológica para a Sustentabilidade: Aprendizados de Sucessos e Fracassos - <i>Vanessa Pinsky e Isak Kruglianskas</i></li>
<li>Práticas Intraempreendedoras na Gestão Pública: Estudo de Caso na Embrapa - <i>Édis Mafra Lapolli e Roberto Kern Gomes</i></li>
<li>Radar da Inovação – O Que os Governos Precisam Enxergar - <i>Roberto Agune e José Antônio Carlos</i></li>
<li>Sob os Olhares de Janus, o Foco É no Conhecimento - <i>Sibá Machado</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Mário de Andrade</strong></span></p>
<ul>
<li>A Poesia de Manuel Bandeira: A Crítica de Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda - <i>Ricardo Gaiotto de Moraes</i></li>
<li>Aspectos da Marginália de Mário de Andrade na Poesia do Romantismo Brasileiro - <i>Marcelo Maraninchi</i></li>
<li>Os “Poemas da Negra”, uma Leitura a Contrapelo da “Poesia do Senhor do Engenho” - <i>Angela Teodoro Grillo</i></li>
<li>A Lição dos Mestres: Os Parnasianos na Biblioteca de Mário de Andrade - <i>Ligia Kimori</i></li>
<li>Músicas, Músicos e Crítica Musical Francesa em Mário de Andrade - <i>Ligia Fonseca Ferreira e Ligia Kimori</i></li>
<li>Mário de Andrade e Richard Wagner na Aurora do Modernismo Paulista - <i>Eduardo Tadafumi Sa</i>to</li>
</ul>
<p><strong>Música caipira</strong></p>
<ul>
<li>Caipira: Cultura, Resistência e Enraizamento - <i>Ivan Vilela</i></li>
<li>Um Paradoxo entre o Existir e o Resistir: A Moda de Viola através dos Tempos - <i>Rafael Marin da Silva Garcia</i></li>
<li>O Fandango de Chilenas e suas Transformações no Tempo - <i>Bruno de Souza Sanches</i></li>
<li>A Gravadora Chantecler e a Música Regional do Brasil - <i>Eduardo Vicente</i></li>
</ul>
<p><strong> Antonio Candido</strong></p>
<ul>
<li>Mediação Não É Conciliação. Sobre um Legado da Obra de Antonio Candido - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Antonio Candido e a Academia Brasileira de Letras - <i>Alberto Venancio Filho</i></li>
</ul>
<p><strong> Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Revistas Ilustradas: Fonte para Revisão sobre Preconceito e Imaginário Social na Imigração Japonesa - <i>Ana Luiza Martins</i></li>
<li>Heresias do Marxismo Brasileiro: A Agonia de Caio Prado Júnior - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>Rio de Janeiro. Explorações sobre uma Cidade Porosa - <i>Daniel Bitter</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-05T15:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
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      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
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