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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 35.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/inaugurada-nova-sede-do-iea">
    <title>Inaugurada nova sede do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/inaugurada-nova-sede-do-iea</link>
    <description>A nova sede do IEA foi inaugurada em cerimônia no dia 18 de janeiro com a presença do reitor Marco Antonio Zago, do vice-reitor e reitor nomeado Vahan Agopyan e de outros dirigentes da USP e autoridades.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/inauguracao-da-nova-sede-do-iea-18-1-18-1" alt="Inauguração da nova sede do IEA - 18/1/18 - 1" class="image-inline" title="Inauguração da nova sede do IEA - 18/1/18 - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A partir da esq., Linamara Rizzo Battistella, José Goldemberg, Marco Antonio Zago, Alfredo Bosi, Vahan Agopyan, José Renato Nalini e Paulo Saldiva durante o desce</strong><strong>rramento da placa comemorativa da inauguração</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Atualizado em 20 de fevereiro</i></p>
<p>“O IEA cresceu, está vivo e agora ocupa o espaço que merece”, afirmou ontem (18) o reitor da USP, Marco Antonio Zago, na cerimônia de inauguração da nova sede do Instituto. Ele e os demais oradores do evento ressaltaram a característica distintiva do IEA: um lugar de encontro de pesquisadores das diversas áreas do conhecimento e um canal para a interação Universidade-sociedade.</p>
<p>A nova sede está localizada na rua do Anfiteatro, 513, no espaço em que antes funcionavam o Conselho Universitário, a Secretaria Geral, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e alguns organismos da Reitoria. Com área 170% maior que o espaço até agora ocupado pelo IEA, o local foi totalmente remodelado para sediar o Instituto. <i>Desde o dia 15 de fevereiro, todas as atividades do Instituto estão funcionando no novo endereço. Por enquanto, o acesso continua sendo pela Rua Praça do Relógio, 109 ou Rua da Biblioteca, 128. </i></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>RELACIONADO</h3>
<p><strong>Cerimônia de inauguração da nova sede do IEA</strong></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/inauguracao-das-novas-instalacoes-do-iea" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/inauguracao-das-novas-instalacoes-do-iea-18-de-janeiro-de-2018/" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br />
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/iea/onde-estamos/instalacoes" class="external-link">Histórico das ações entre 1996 e 2014 para obtenção de uma sede apropriada</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Infraestrutura</strong></p>
<p><span><span>Se antes o Instituto contava apenas com instalações para 15 pesquisadores, uma sala de eventos para 50 pessoas e uma sala de reuniões para uma dúzia de pesquisadores, agora poderá abrigar 40 pesquisadores simultaneamente e organizar encontros, seminários e conferências no Auditório IEA (antiga Sala do Conselho Universitário) para 120 pessoas ou para 60 pessoas na Sala Alfredo Bosi, batizada na cerimônia de inauguração em homenagem ao único docente a integrar o Instituto desde sua criação. A nova infraestrutura acadêmica é completada com cinco salas de reunião, três para 12 pessoas e duas para cinco pesquisadores.</span></span></p>
<p>Além de Zago, discursaram na cerimônia o presidente da Fapesp, José Goldemberg (que criou o Instituto em 1986, quando era reitor), o secretário de Educação do Estado, José Renato Nalini, a secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência do Estado, Linamara Rizzo Battistella, o diretor do IEA, Paulo Saldiva, e o editor da revista “Estudos Avançados”, Alfredo Bosi, ex-diretor do Instituto.</p>
<p>Prestigiado por cerca de 80 pessoas, o evento contou com a presença do vice-reitor e reitor nomeado Vahan Agopyan; do reitor da Unicamp, Marcelo Knobel; do presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), José Fernando Gomes Landgraf; pró-reitores, superintendentes e diretores de unidades da USP; e ex-diretores, conselheiros, ex-conselheiros, professores seniores, professores em período sabático e coordenadores de grupos de pesquisa e grupos de estudos do IEA.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/area-para-pesquisadores-e-grupos-de-pesquisa-e-estudo" alt="Área para pesquisadores e grupos de pesquisa e estudo" class="image-inline" title="Área para pesquisadores e grupos de pesquisa e estudo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Salas podem abrigar até 40 pesquisadores simultaneamente</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><br />Cognição e Ética</strong></p>
<p>Bosi, que considera o IEA sua “segunda casa acadêmica”, uma vez que desenvolveu toda sua carreira docente na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), disse que ao integrar a primeira composição do Conselho Deliberativo, em 1987, percebeu a vocação do Instituto para ser “um espaço para aproximar as pessoas que a geografia do campus havia dispersado”.</p>
<p>Ele relembrou as discussões (“democráticas”) sobre o processo de redemocratização do país travadas no CD nos primeiros anos do Instituto. “Estudar essas questões era uma forma de saldar a dívida da academia com a sociedade e contribuir para a redução das desigualdades”.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/inauguracao-da-nova-sede-do-iea-18-1-18-2" alt="Inauguração da nova sede do IEA - 18/1/18 - 2" class="image-inline" title="Inauguração da nova sede do IEA - 18/1/18 - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O reitor Marco Antonio Zago discursa durante a cerimônia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Discutir políticas públicas em áreas como educação, saúde, meio ambiente e energia ao lado do debate sobre as fronteiras científicas é para ele a chave da missão do Instituto, pois permite “a dedicação à cognição e à ética, à verdade e ao bem comum”.</p>
<p>Saldiva agradeceu a Goldemberg, “pela visão de criar um IEA na USP”, e a Bosi, “talvez a pessoa que mais encarne o espírito do Instituto, com essa vinculação entre cognição e ética”. Agradeceu também ao diretor anterior, Martin Grossmann, “por ter iniciado a luta para o IEA sair de um corredor e encontrar um espaço adequado para suas atividades”.</p>
<p>Comentando o empenho do reitor para a concretização do novo espaço do IEA, Saldiva disse que esta é a primeira vez que o Instituto, nos seus 31 anos de história, pode contar com uma sede que, “além de representar um aumento de área, representa algo que dignifica a USP”.</p>
<p>Para Saldiva, a existência do IEA “pressupõe a ideia de exercício de uma atitude de convivência, como se antiga Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da Maria Antonia estivesse ressurgindo”, um lugar em que havia o contato próximo entre pesquisadores das ciências naturais, das ciências sociais e das humanidades.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sala-alfredo-bosi" alt="Sala Alfredo Bosi" class="image-inline" title="Sala Alfredo Bosi" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A nova Sala Alfredo Bosi</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>“O IEA conta com 400 pesquisadores, aumentou sua produção, tem uma revista de impacto e obteve verbas nacionais e internacionais", comentou o diretor, que vê o Instituto como um "canal de porosidade com a sociedade, algo muito importante no momento para que a USP faça propostas ao país e faça parte da solução dos problemas”.</p>
<p>Linamara Rizzo Battistella destacou a importância do IEA numa época em que “estamos vendo as políticas públicas se diluindo”. José Renato Nalini, que foi conselheiro do IEA antes de assumir a Secretaria Estadual de Educação, disse que trazia os cumprimentos do governador Geraldo Alckmin, “que tem grande apreço pelo IEA, como demonstra o fato de Martin Grossmann, diretor anterior do Instituto, ter sido o único novo membro nomeado para o Conselho Estadual de Educação".</p>
<p>Nalini defendeu que o IEA se dedique ainda mais aos problemas da educação fundamental pública, pois "há o risco de aprofundamento das desigualdades entre os jovens com menos oportunidades e aqueles com acessos às escolas privadas de elite".</p>
<p><strong>Vocação</strong></p>
<p>A exemplo de Bosi e Saldiva, Goldemberg também enfatizou a vocação do IEA para ser um lugar de aproximação das pessoas. “Quando o Instituto foi criado, também foi criado o Clube dos Professores. Era muito difícil conversar com as pessoas em razão da geografia diferenciada da USP em relação a universidades mais compactas, como a de Princeton, nos Estados Unidos.”</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/diretoria-e-area-do-staff-academico-administrativo-e-de-comunicacao" alt="Diretoria e área do staff acadêmico, administrativo e de comunicação" class="image-inline" title="Diretoria e área do staff acadêmico, administrativo e de comunicação" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Área destinada à Diretoria e ao staff acadêmico, administrativo e de comunicação</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Considero esse novo espaço condigno para o IEA”, disse o presidente da Fapesp. “Intelectuais podem trabalhar em qualquer lugar, mas para fazer com que as pessoas interajam é preciso que o local seja agradável, estimulante.”</p>
<p>No encerramento da cerimônia, o reitor afirmou que durante toda sua gestão se preocupou com os espaços para convivência, inserindo a nova sede do IEA entre as ações empreendidas com esse fim, como a criação da Praça Milton Santos.</p>
<p>Para ele, o IEA e o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), cuja nova sede foi inaugurada no mesmo dia, representam o que “de mais importante e nobre a Universidade possui”. Ele fez essa consideração ao destacar o acervo e estudos do IEB sobre cultura, história e literatura brasileira e o “papel central do IEA na aproximação das pessoas e da USP com a sociedade”.</p>
<p>Zago afirmou que agora está se configurando um triângulo de convivência, interdisciplinaridade e interação com a sociedade, tendo num dos vértices a Biblioteca Brasiliana Guita e Jose Mindlin e o IEB e nos outros o IEA e o  Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, inaugurado em dezembro.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP | Perspectivas: Arthur Santos Francisco/SEF-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-01-19T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-discute-papel-da-academia-na-busca-por-solucoes-sustentaveis-para-as-cidades">
    <title>Encontro discute papel da academia na busca por soluções sustentáveis para as cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-discute-papel-da-academia-na-busca-por-solucoes-sustentaveis-para-as-cidades</link>
    <description>Atividades acontecerão no período da manhã e tarde do dia 20 de fevereiro, no IEA e na Faculdade de Saúde Pública da USP,</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/encontro-sustentabilidade" alt="Encontro sustentabilidade" class="image-inline" title="Encontro sustentabilidade" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Região da estação central de Rotterdam, Holanda, reúne diferentes modais de transporte, calçadas ampliadas e extensas áreas verdes</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No dia <strong>20 de fevereiro </strong>o seminário <i>Ambiente, Saúde e Sustentabilidade em Cidades Globais</i> irá reunir experiências e promover diálogos sobre estudos acadêmicos e intervenções que podem melhorar a qualidade de vida nas metrópoles.</p>
<p>No <strong>período da manhã, das 9h às 12h</strong>, no IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/paula-santana" class="external-link">Paula Santana</a>, catedrática da Universidade de Coimbra, Portugal, apresentará o caso “<a class="external-link" href="http://www.euro-healthy.eu/">Euro-Healthy: Shaping European Policies to Promote Health Equity</a>” (Europa Saudável: Modelando Políticas Europeias para Promover a Igualdade na Saúde, numa tradução livre), de caráter interdisciplinar, interinstitucional e internacional, e que tem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU em seu foco de ação.</p>
<p>Em sua fala, Paula buscará estimular a discussão sobre desafios e perspectivas da gestão acadêmica de projetos nessa área, considerando o papel da Universidade como agente do desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no país. A atividade será no Auditório IEA (Antiga Sala do Conselho Universitário da USP). Para participar, é necessário realizar <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe2_6NpWQIHZeFADoFmJFcexOgcSJdhCCa8NaRqpBY8WJ0FSw/viewform" target="_blank">inscrição prévia</a>. Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web.</p>
<p>Os comentários ficarão por conta de <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, professor do Instituto de Biociências (IB) da USP e coordenador do Programa USP Cidades Globais; <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-vizeu-barrozo" class="external-link">Lígia Viseu Barrozo</a><span style="text-align: justify; "> </span>, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenadora do Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde do IEA; e <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valdir-fernandes" class="external-link">Valdir Fernandes</a>, Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A moderação é de <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, professor da FSP-USP em ano sabático no IEA.</p>
<p>No <strong>mesmo dia, a partir das 14h</strong><strong>,</strong> na Sala Fernando Guimarães da Faculdade de Saúde Pública da USP, uma mesa-redonda irá discutir como as universidades – especialmente por meio de seus programas de pós-graduação – podem voltar suas produções científicas para a solução de problemas locais, tendo como referência questões como segurança, resiliência, sustentabilidade e cidades inclusivas, todas elas presentes nos ODS.</p>
<p>A atividade <i>Refletindo sobre os ODS na Pesquisa e Pós-Graduação</i> terá fala de Paula Santana; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-young-1" class="external-link">Ricardo Young</a>, que integra o Projeto Complexidade, Sustentabilidade e Políticas Públicas do Programa USP Cidades Globais; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tercio-ambrizzi" class="external-link">Tércio Ambrizzi</a>, do Incline e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/gabriela-marques-di-giulio/view" class="external-link">Gabriela Marques Di Giulio</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/gabriela-marques-di-giulio" class="external-link">Cleide Lavieri Martins</a>; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro" class="external-link">Helena Ribeiro</a>, as três da FSP-USP. A moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/wanda-risso-gunther" class="external-link">Wanda Risso Günther</a>, da FSP-USP. Para este período, não será necessária inscrição.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Unsplash</span></p>
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><i><strong>Ambiente, Saúde e Sustentabilidade em Cidades Globais</strong><br />20 de fevereiro<br /><strong>O Caso Euro-Healthy</strong>: das 9h ao meio dia, Auditório IEA (<a class="external-link" href="https://www.google.com.br/search?q=Rua+do+Anfiteatro%2C+513&amp;rlz=1C1CHZL_pt-BRBR759BR759&amp;oq=Rua+do+Anfiteatro%2C+513&amp;aqs=chrome..69i57.543j0j4&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8">Rua do Anfiteatro, 513</a>, Cidade Universitária) | <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ambiente-saude-sustentabilidade" class="external-link">Página do evento</a><br /><i><strong>Refletindo sobre os ODS na Pesquisa e Pós-Graduação</strong>: </i>das 14h às 17h, Sala Fernando Guimarães, FSP-USP (<a class="external-link" href="https://www.google.com.br/maps/place/Av.+Dr.+Arnaldo,+715+-+Pinheiros,+S%C3%A3o+Paulo+-+SP,+05406-150/@-23.5542954,-46.6747859,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x94ce57865242332b:0x445cb41130e884a!8m2!3d-23.5542954!4d-46.6725972">Av. Dr. Arnaldo, 715</a>, Pinheiros)<i> | <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/refletindo-sobre-ods" class="external-link">Página do evento</a></i></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-01-29T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-duas-culturas-60-anos">
    <title>A transdisciplinaridade 60 anos depois de ‘As Duas Culturas’ de C. P. Snow</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-duas-culturas-60-anos</link>
    <description>A conversa "Ciências e Humanidades Sessenta Anos depois", no dia 7 de maio, às 15h, discutirá o estágio atual da transdisciplinaridade, defendida por C. P. Snow em sua célebre conferência "As Duas Culturas", em 1959. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-the-two-cultures/image" alt="Capa de 'The Two Cultures&quot;" title="Capa de 'The Two Cultures&quot;" height="575" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A conferência de C. P. Snow foi publicada no mesmo ano, 1959, como  parte do livro ''The Two Cultures and the Scientific Revolution''</dd>
</dl></p>
<p>O sexagésimo aniversário da célebre conferência<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/The_Two_Cultures" target="_blank"> “Two Cultures”</a>, proferida pelo físico molecular e romancista britânico C. P. Snow (1905-1980) na Universidade de Cambridge, Reino Unido, "é uma excelente oportunidade para refletir sobre a transdisciplinaridade e as profícuas aproximações que ela pode promover entre ciências e humanidades", de acordo com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga">José Eli da Veiga</a>, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.</p>
<p>Essa reflexão será feita no dia <strong>7 de maio</strong> (data exata do aniversário da conferência de Snow), às 15h, na conversa <i>Ciências e Humanidades Sessenta Anos depois</i>, que terá como referência os benefícios da transdisciplinaridade na <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Earth_system_science" target="_blank">Earth system science</a> (ciência do sistema Terra) e na <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Sustainability_science" target="_blank">sustainability science</a> (ciência da sustentabilidade)<i>.</i></p>
<p>Os participantes serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-abramovay">Ricardo Abramovay</a>, também professor sênior do IEE-USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonia-maria-barros-de-oliveira">Sonia Maria Barros de Oliveira</a>, do Instituto de Geociências (IGc) da USP. A coordenação estará a cargo de Veiga.</p>
<p>A participação no encontro é gratuita, aberta a todos os interessados e não requer inscrição. Acompanhar o evento <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet também não requer inscrição.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/c-p-snow/image" alt="C. P. Snow" title="C. P. Snow" height="384" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">O físico molecular e romancista C. P. Snow </dd>
</dl></p>
<p><strong>Sustentabilidade</strong></p>
<p>Segundo Veiga, algo muito significativo parece estar ocorrendo com a ciência do sistema Terra, desde os anos 80, e emergência da ciência da sustentabilidade, desde a virada  do milênio. "Periódicos científicos e programas acadêmicos voltados a tais abordagens transdisciplinares têm se multiplicado desde a notável '<a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%20de%20Amsterda%CC%83%201975.pdf" target="_blank">Declaração de Amsterdã</a>', adotada em 2001 no congresso científico mundial <a class="external-link" href="https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-642-19016-2">Challenges of a Changing Earth 2001</a>. E, desde o início de 2018, conta-se com o periódico de primeira linha '<a href="https://www.nature.com/natsustain/" target="_blank">Nature Sustainability</a>'."</p>
<p>Ele alerta, porém, que o desafio de qualquer abordagem transdisciplinar "esbarra em inúmeras formas da forte inércia da fragmentação das ciências, entre as quais se destaca o imenso distanciamento gerado/agravado no século passado entre as 'da natureza' e as 'humanas/sociais'. Daí a necessidade de avaliar "o quanto a mudança/transformação exigida por tal desafio poderá realmente se mostrar factível ao longo das próximas décadas (ou do século 21)".</p>
<p>Os participantes e o coordenador da conversa integraram durante muitos anos o <a class="external-link" href="http://www.iee.usp.br/pos/?q=pt-br/procam">Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam)</a> do IEE-USP. Veiga avalia que a referência apenas à ciência ambiental no título do programa deve-se ao fato de ele ter sido criado "em contexto histórico bem diverso, que precedeu a própria consagração do ideal de 'desenvolvimento sustentável', entre 1987 e 1992". Se não fosse assim, o nome do programa "certamente enfatizaria a ciência da sustentabilidade, como apropriadamente fez seu congênere na Each [Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP], criado mais de 20 anos depois, em 2011".</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Ciências e Humanidades Sessenta Anos depois<br /></strong></i><i>7 de maio, 15h<br /></i><i><i>Sala Alfredo Bosi, rua da Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i></i><i><i>Evento público e gratuito; não é preciso se inscrever para acompanhá-lo presencialmente ou pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">internet<br /></a></i></i><i><i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i></i></i><i><i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencias-e-humanidades" class="external-link">Página do evento</a></i></i></i></p>
<p> </p>
<p><i><i><i> </i></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): 1) arquivo IEA; 2) Universidade de Cambridge, Reino Unido</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-24T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/semear-ideias-para-uma-inteligencia-artificial-responsavel">
    <title>Semear ideias para uma inteligência artificial responsável </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/semear-ideias-para-uma-inteligencia-artificial-responsavel</link>
    <description>Um relato de Elen Nas sobre o 1º Seminário de IA Responsável da Cátedra Oscar Sala.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: right; "><i>por Elen Nas, pós-doutoranda da Cátedra Oscar Sala</i></p>
<p style="text-align: right; "><i style="text-align: -webkit-right; "><span class="discreet">“A Inteligência Artificial Responsável não é uma palavra da moda. É um compromisso de tornar<br />o mundo um lugar melhor.”  - Ricardo Baeza-Yates em palestra na Academia Europaea, 2022</span></i></p>
<p>A proliferação das aplicações em inteligência artificial (IA) e seus usos nos mais diversos contextos da sociedade ampliaram a necessidade de um debate ético, de onde emerge o conceito IA responsável (IAR), tema proposto pelo titular Virgílio Almeida para ser o centro dos estudos da Cátedra Oscar Sala no ano de 2024.</p>
<p>Após nove meses de interações, os grupos de pesquisadores da cátedra apresentaram trabalhos e perspectivas sobre temas específicos de suas áreas de atuação em seminário realizado nos dias 15 e 16 de outubro no IEA.</p>
<p>A conferência de abertura realizada por Almeida enfatizou a necessidade premente de governança sobre a IA, já que vivemos – cada vez mais – em uma sociedade híbrida, na qual humanos são mediados por decisões automatizadas, precisando interagir com <i>agentes artificiais</i> capazes de influenciar em novas formas de sociabilidade.</p>
<p>Ele demonstrou os dados de aceleração das tecnologias de IA e suas aplicações e apresentou exemplos de danos causados pela IA. Ao lembrar que o cenário da governança permanece em aberto, reforçou ser necessário o fomento à pesquisa, desenvolvimento, assim como as trocas de ideias através de encontros e publicações.</p>
<p>Com uma série de artigos publicados no Jornal da USP,  os pesquisadores – divididos em grupos de trabalho (GTs) temáticos – tiveram oportunidade de expor ideias em fase de germinação, que confluíram, junto aos seus estudos e publicações, na realização do seminário. O encontro foi uma etapa preparatória para o projeto de publicação de um livro sobre IA responsável.</p>
<p>A primeira mesa, do GT IAR e Trabalho, teve como convidado Rafael Grohman, da Universidade de Toronto, Canadá,  que ressaltou a necessidade de estarmos atentos aos possíveis <i>adestramentos</i>, que podem resultar em um <i>sequestro da imaginação</i>. Uma vez que a regulação caminha mais lentamente que as iniciativas de implementação da IA, há também a possibilidade de resistência através de ativismo. Ele lembrou também o direito à recusa, já que nem para todo problema a resposta é uma tecnologia.</p>
<p>O debate sobre IAR e Governo contou com a presença de Christian Perrone, do Centro de Estudos em Tecnologia e Sociedade da Universidade de San Andrés, Argentina. Com uma posição mais moderada, o pesquisador defendeu que a regulação deveria focar nos casos de maior risco, deixando o mercado e determinadas áreas mais à vontade para desenvolver e disponibilizar as IAs. Essa posição foi contestada por pessoas na audiência, que defendem que não estão claros os possíveis riscos mesmo onde a IA parece <i>inofensiva</i>. Historicamente, o cenário de inovação tecnológica tanto desperta reações tecnofóbicas como estimula um entusiasmo excessivo e tecnofilia. Em ambos os casos se movem preferências e paixões que se distanciam de reflexões ponderadas quando o assunto é aplicar responsabilidade sobre a invenção.</p>
<p>Na mesa IA e Justiça, o coordenador adjunto da Cátedra, Luiz Fernando Martins Castro, afirmou que diferentemente de décadas atrás, a pesquisa da IA atual tem dirigido os holofotes para pesquisadores iniciantes frente à necessidade premente de respostas para regulação. A convidada Tainá Junquilho, assessora no Senado Federal, apresentou o documentário “Juris Máquina”, que é fruto da sua pesquisa de doutorado e consiste em uma série de entrevistas sobre a IA e os desafios de regulamentação. O filme, por trazer muitas vozes de diferentes setores ao debate sobre os desafios jurídicos da IA, desloca o que seria uma discussão técnica sobre como aplicar a lei para o lugar de entender a amplitude do tema a partir de perspectivas distintas.</p>
<p>Na primeira mesa sobre IA e Educação, as pesquisadoras apresentaram os trabalhos produzidos durante o período, que envolveram artigos e ações de engajamento e difusão da informação, como minicursos, entrevistas e criação de um website. Durante o debate, foi levantado que os projetos de IA relacionados aos grandes modelos de linguagem apareceram com forte impacto, de maneira súbita, de modo que o ambiente da educação não teve tempo e oportunidades de um preparo mais consciente e robusto. É, portanto, um desafio maior estudar, pesquisar, entender e gerar pensamento crítico, visto que é uma tecnologia de grande alcance e impacto na educação e que já chega pronta.</p>
<p>Eles trataram também do problema da vigilância nas escolas, por meio de câmeras e fotografias, com intuito de monitorar os humores dos alunos dentro das classificações da computação afetiva. O tema causou espanto e desagrado na audiência.</p>
<p>A segunda mesa de educação convidou estudantes de mestrado e doutorado para apresentar seus trabalhos sobre IA. Assim, o seminário permitiu a escuta dos agentes de pesquisa dentro de uma diversidade de perfis e interesses, sendo o objetivo <i>estar junto</i>, gerando <i>ondas</i> que envolvam as pessoas em práticas coletivas. Dentro de um mundo complexo, onde nem tudo é previsível, quando falamos de <i>responsabilidade</i> estamos falando de ética e, desse modo, valorizamos ações de estímulo à coletividade.</p>
<p>O grupo de IA, Comunicação e Artes apresentou os textos produzidos e trouxe como convidada Bruna Martins dos Santos, do Fórum de Governança da Internet na ONU. Ela destacou a posição estratégica do Brasil no tema da IAR e que o assunto da regulamentação continua um campo de discussão em aberto com muitas dúvidas.</p>
<p>O GT IAR e Saúde optou por fazer uma mesa-redonda, entrevistando os convidados Márcio Biczyk do Amaral, da Faculdade de Medicina da USP, Monise Picanço, do Cebrap, e Rodrigo Brandão, do Cetic.br. Amaral elucidou questões sobre o uso de dados, enquanto Rodrigo e Monise apresentaram um estudo publicado pelo Cetic, realizado com profissionais da saúde, representantes do mercado e academia, sobre a questão da IA na saúde. Nele, identificaram uma descentralização – não exatamente benéfica – do ponto de vista da regulação.</p>
<p>Nesse caso, perceberam que, na prática, as interações e aplicações dessas tecnologias resultam em “cada um fazendo do seu jeito”. Outro aspecto que destacaram é que a ética é vista como algo relacionado apenas à esfera individual. E este é um fator que tenderá a reforçar a ideia de que as tecnologias são neutras: nas mãos erradas, irão gerar danos; nas mãos certas, proporcionarão benefícios.</p>
<p>O seminário terminou com o grupo IA e Gênero, que apresentou o conteúdo do texto produzido. Os membros reforçaram que as tecnologias não são neutras, à medida que são geridas e, em grande parte, produzidas a partir de um recorte de gênero, etnias e classe, dentre outros fatores. A mesa teve como convidada Joana Varon, fundadora do Coding Rights. Ela destacou a necessidade de difundir perspectivas decoloniais, feministas, antirracistas e ecológicas na compreensão da IA.</p>
<p>Assim, entendendo que <i>responsabilidade</i> é garantir diversidade e cumprimento da lei em seus aspectos essenciais, como os direitos da pessoa humana e da terra no bem viver e coexistir, os desafios da IAR vão além dos esforços de regulamentação. É sobre que mundo queremos, como queremos e o que estamos dispostos a abrir mão para que ele seja possível.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-21T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-recebe-inscricoes-para-o-programa-ano-sabatico-de-2018">
    <title>IEA recebe inscrições para o Programa Ano Sabático de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-recebe-inscricoes-para-o-programa-ano-sabatico-de-2018</link>
    <description>Docentes da USP têm até o dia 15 de agosto para enviar seus projetos e súmulas curriculares. O Conselho Deliberativo e Comissão de Pesquisa do IEA selecionará os professores que participarão do programa.  </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/edital-para-ano-sabatico-2018" class="external-link">Edital para pesquisas em 2018</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/instrucoes-sabatico" class="external-link">Como encaminhar projeto</a></p>
<p><a href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-7069-de-19-de-junho-de-2015" target="_blank">Resolução nº 7.069</a></p>
<h3>Notícias</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/realizacoes-primeira-turma-sabaticos" class="external-link">Professores em sabático terminam 1ª edição do programa com diversas realizações</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017" class="external-link">Divulgada a relação de selecionados para o Programa Ano Sabático de 2017</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Docentes da USP que queiram concorrer a uma vaga no <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> 2018 do Instituto de Estudos Avançados (IEA) têm até o <strong>dia 15 de agosto</strong> para enviar seus projetos e súmulas curriculares. Regulamentado em 2015 por meio da <a href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-7069-de-19-de-junho-de-2015" target="_blank">Resolução nº 7.069</a>, o programa permite que professores da universidade se afastem de seus encargos didáticos e administrativos para que possam participar integralmente de pesquisas individuais e interdisciplinares no Instituto. <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/edital-para-ano-sabatico-2018" class="external-link">Leia o edital</a>.</p>
<p><span>Passado o prazo de envio de candidaturas, o Conselho Deliberativo e a Comissão de Pesquisa do IEA selecionarão docentes da universidade para desenvolver projeto de pesquisa pelo período de seis meses ou um ano, podendo acolher até seis pesquisadores por semestre. A Pró-Reitoria de Pesquisa da USP destinará </span><span>R$ 6 mil por semestre para cada projeto aprovado.</span></p>
<p>Para participar, é necessário ter, no mínimo, sete anos de efetivo exercício de suas funções em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP). A pesquisa poderá acontecer tanto na sede do IEA-USP, em São Paulo, quanto em seus polos em Ribeirão Preto e São Carlos.</p>
<p>Os selecionados terão como atribuições: realizar ao menos uma conferência pública por semestre de participação no programa e produzir um <i>paper</i><i> </i>inédito e original ou outro produto (livro ou obra de arte, por exemplo). No caso da produção de um <i>paper</i>, este pode ser publicado na revista "Estudos Avançados" e/ou no site do IEA.<span> </span></p>
<p><strong>Inscrição e projeto</strong><span> </span></p>
<p>Para se inscrever, é necessário encaminhar para o email <a href="mailto:academicoiea@usp.br">academicoiea@usp.br</a> um projeto interdisciplinar em qualquer área do conhecimento e justificar porque sua pesquisa deve ocorrer no IEA-USP. Os candidatos também precisam enviar uma súmula curricular (veja detalhes <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/edital-para-ano-sabatico-2018" class="external-link">no edital</a>) e demonstração de aprovação de sua participação no Programa por parte do Conselho de Departamento ou colegiado equivalente, bem como por parte da Congregação ou colegiado máximo de sua unidade/órgão.<span> </span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/turma-sabaticos-2016" alt="Turma Sabáticos 2016" class="image-inline" title="Turma Sabáticos 2016" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Professores da primeira turma de sabáticos, que concluiu a pesquisa em março de 2017</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O projeto de pesquisa deverá ter até 12 páginas em formato A4, margens esquerda e direita de 3 cm, margens superior e inferior de 2,0 cm, fonte Arial, tamanho 10 ou Times New Roman, tamanho 11. Nele, devem constar, entre outras informações, o título do projeto, o período em que se pretende desenvolvê-lo, resumo, objetivos, justificativa, impactos científicos e sociais, áreas do conhecimento envolvidas e um plano de trabalho e cronograma de atividades.</p>
<p><strong>Primeiras turmas</strong></p>
<p>O grupo de pesquisadores que inaugurou o programa, em 2016, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/realizacoes-primeira-turma-sabaticos" class="external-link">finalizou suas atividades</a> em março deste ano. Em fevereiro, a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017" class="external-link">segunda turma de docentes selecionados</a> iniciou suas atividades, com trabalhos nas áreas <span>de saúde pública, psicologia, ambiente, sustentabilidade, urbanismo, esporte, antropologia, cultura digital, história e patrimônio histórico.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-19T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia">
    <title>Interdisciplinaridade e inovação em universidades de excelência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia</link>
    <description>Interação entre diferentes ramos do conhecimento e entre as mais diversas instituições buscam novas soluções e conceitos para os desafios do século XXI</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB-House-of-Knowledge-jaume-plensa-2008-Mira66-Flickr.jpg" alt="House of Knowledge" class="image-inline" title="House of Knowledge" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A obra House of Knowledge, do artista espanhol Jaume Plensa (Foto Mira66/Flickr) </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A pesquisa interdisciplinar vem apresentando um crescimento sem precedentes no mundo. Alguns indicadores mostram no Brasil um movimento na mesma direção, sendo que dentro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Área Interdisciplinar foi a que teve a maior taxa de crescimento nas últimas décadas. Também é aquela com o maior número de cursos reconhecidos pela instituição de fomento à pesquisa.</p>
<p>As abordagens inovadoras e interdisciplinares buscam atender à complexidade dos tempos atuais. “E cada vez mais se torna necessária a formação qualificada de recursos humanos e de produção de conhecimento interdisciplinar”, segundo o professor Arlindo Philippi Jr, diretor de Avaliação da Capes até 2016, pesquisador em ano sabático no IEA e um dos organizadores do <i>Encontro Acadêmico Interdisciplinaridade e Inovação em Universidades de Excelência</i>, que acontece no dia <strong>15 de maio</strong>, na antiga Sala do Conselho Universitário.</p>
<p>Aberto ao público, com <a href="https://goo.gl/Q2JNKm" target="_blank"><strong>inscrição prévia</strong></a> e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> on-line, o encontro acontece das <strong>8h às 18h</strong>. Tem a organização das Pró-Reitorias de Pós-Graduação, de Pesquisa, de Graduação e de Cultura e Extensão Universitária da USP, com apoio da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e do IEA.</p>
<p>Para os organizadores, a expectativa é promover entendimentos e reflexão sobre teorias e práticas interdisciplinares, visando à ampliação do diálogo entre múltiplas áreas de conhecimento. Ao mesmo tempo, favorecer a renovação de práticas pedagógicas, científicas e profissionais que estimulem a inovação e contribuam para o desenvolvimento de universidades de excelência.</p>
<h3>PROGRAMAÇÃO</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="140">8h – 8h30<br /></td>
<td width="491">
<p><strong>Credenciamento</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p>8h30 – 9h</p>
</td>
<td width="491">
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p>Arlindo Phillipi Jr (FSP-USP e IEA)<br />Paulo Saldiva  (diretor do IEA)<br />José Goldemberg (presidente da Fapesp)<br />Marco Antonio Zago (reitor da USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p>9h – 10h</p>
</td>
<td width="491">
<p><strong>Painel  1 - Ensino, Pesquisa e Extensão:   Fundamentos para o desenvolvimento de Universidades de Excelência no país</strong></p>
<p>Vahan   Agopyan <i>(</i>VR-USP<i>)</i></p>
<p>Carlos   A. Nobre (INCT Mudanças Climáticas)<i> </i></p>
<p>Luiz Bevilacqua (Coppe-UFRJ e IEA-USP) <strong> </strong></p>
<p><strong>Coordenador:</strong> Mario Salerno (EP e IEA - USP)</p>
<p><strong>Relatores: </strong>Lívio Amaral   (UFRGS); Sonia Maria Viggiani Coutinho   (Incline - USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p>10h – 11h15</p>
</td>
<td width="491">
<p><strong>Mesa-Redonda 1 -  Interdisciplinaridade e inovação na   GRADUAÇÃO em universidades de excelência</strong></p>
<p>Emmanuel   Zagury Tourinho (UFPA)</p>
<p>Luiz   Alberto Pilatti (UTFPR)</p>
<p>Naomar Monteiro de   Almeida Filho (UFSB)</p>
<p><strong>Coordenador:</strong> Antonio   Carlos Hernandes (PRG-USP)</p>
<p><strong>Relatores</strong>:   Roberto C. S. Pacheco (EGC-UFSC); Mary lobas de Castro (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p>11h15 – 12h30</p>
</td>
<td width="491">
<p><strong>Mesa-Redonda 2 -  Interdisciplinaridade e inovação na   PÓS-GRADUAÇÃO em universidades de excelência</strong></p>
<p>Joviles   Trevisol  (Foprop e UFFS)</p>
<p>Sonia Nair Báo (UnB)</p>
<p>Klaus Werner Capelle (UFABC)</p>
<p><strong>Coordenador:</strong> Carlos   Gilberto Carlotti Junior (PRPG-USP)</p>
<p><strong>Relatores:</strong> Valdir Fernandes (UTFPR); Amanda Silveira   Carbone (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p><i>12h30 – 14h</i></p>
</td>
<td width="491">
<p><i>Intervalo<br /></i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p>14h – 15h15</p>
</td>
<td width="491">
<p><strong>Mesa-Redonda 3 - Interdisciplinaridade e inovação   na PESQUISA em universidades de excelência</strong></p>
<p>Claudio Habert (Coppe-UFRJ)<strong> </strong></p>
<p>Carlos Frederico de Oliveira Graeff (Unesp)</p>
<p>Jurandir Zullo Junior (Unicamp)</p>
<p><strong>Coordenador</strong> José Eduardo Krieger (PRP-USP)</p>
<p><strong>Relatores:</strong> Maria do Carmo Sobral (UFPE); Larissa Ciccotti (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p>15h15 – 16h30</p>
</td>
<td width="491">
<p><strong>Mesa-</strong><strong>Redonda 4 - Interdisciplinaridade e inovação na   EXTENSÃO em universidades de excelência</strong></p>
<p>Mariano Francisco Laplane (CGEE)</p>
<p>Pedro Vitoriano de Oliveira (IQ-USP)</p>
<p>Eduardo Giugliani (Tecnopuc RS)</p>
<p><strong>Coordenador:</strong> Marcelo de Andrade Roméro  (PRCEU)</p>
<p><strong>Relatores:</strong> Marcos S. Buckeridge (Aciesp, IB-USP e IEA);   Michelle de Fátima   Ramos (FSP-USP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p><i>16h30 – 17h</i></p>
</td>
<td width="491">
<p><i>Intervalo</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="140">
<p>17h – 18h</p>
</td>
<td width="491">
<p style="text-align: left; "><strong>Painel 2 - Rumos da   Universidade  Brasileira: desafios e perspectivas para consolidação da  interdisciplinaridade   e inovação em universidades de excelência</strong></p>
<p>Lívio   Amaral (PI-UFRGS); Roberto C. S. Pacheco (MR1-UFSC); Valdir    Fernandes (MR2-UTFPR); Maria do Carmo Sobral (MR3-UFPE); Marcos  Buckeridge (MR4-USP)</p>
<p><strong>Coordenador: </strong>Arlindo Philippi Jr   (IEA e FSP-USP)</p>
<p><strong>Relatores</strong>: Carlos A. Cioce Sampaio (Capes e Furb); Estevam   B. de Las Casas (Ieat-UFMG)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>COMISSÃO ORGANIZADORA</h3>
<p>Arlindo Philippi Jr (IEA/FSP-USP)</p>
<p>Amanda Silveira Carbone (FSP-USP)</p>
<p>Gerson Yukio Tomanari (Pró-Reitoria de Graduação da USP)</p>
<p>Hamilton Brandão Varela de Albuquerque (Pró-Reitoria de Pesquisa da USP)</p>
<p>Karin Regina de Casas Castro Marins (Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP)</p>
<p>Larissa Ciccotti (FSP-USP)</p>
<p>Luiz Bevilacqua (IEA-USP/COPPE- Universidade Federal do Rio de Janeiro)</p>
<p>Marcio de Castro Silva Filho (Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP)</p>
<p>Mary Lobas de Castro (FSP-USP)</p>
<p>Michelle de Fátima Ramos (FSP-USP)</p>
<p>Sonia Maria Viggiani Coutinho (IEA/ FSP-USP)</p>
<hr />
<p><i><strong>Encontro Acadêmico Interdisciplinaridade e Inovação em Universidades de Excelência<br /></strong></i><i>15 de maio, das 8h às 18h00<br /></i><i>Antiga Sala de do Conselho Universitário - rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, com <a class="external-link" href="https://goo.gl/Q2JNKm" target="_blank"><strong>i</strong><strong>nscrição prévia</strong></a> - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (sedini@usp.br)</i><i>, telefone: (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/inovacao-em-universidades" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internacionalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epistemologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-27T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/2a-intercontinental-academia-inicia-trabalhos-da-fase-bielefeld">
    <title>2ª Intercontinental Academia inicia em agosto trabalhos da fase Bielefeld</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/2a-intercontinental-academia-inicia-trabalhos-da-fase-bielefeld</link>
    <description>Israel e Alemanha prosseguem parceria iniciada em Jerusalém. Programação com debates e pesquisas sobre direitos humanos vai de 1 a 12 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th></th><th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/universidade-de-bielefeld" alt="Universidade de Bielefeld" class="image-inline" title="Universidade de Bielefeld" /></th>
</tr>
<tr>
<td></td>
<td>
<p><strong>Campus da Universidade de Bielefeld, Alemanha, sediará a 2ª Intercontinental Academia</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Numa iniciativa inédita, Israel e Alemanha juntaram suas sensibilidades únicas para o tema da dignidade humana e organizaram a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-edicao-da-intercontinental-academia-sera-sobre-dignidade-humana" class="external-link">2ª Intercontinental Academia</a> (ICA). Em sua segunda fase, o projeto será sediado pelo  <a href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/" target="_blank">Centro para Pesquisas Interdisciplinares</a><span> (Zentrum für interdisziplinäre Forschung - ZiF) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, de </span><strong>1 a 12 de agosto</strong><span>. </span></p>
<p><span>A primeira etapa das discussões, realizada no</span><a href="http://www.as.huji.ac.il/" target="_blank"> Instituto Israel para Estudos Avançados</a><span> da Universidade Hebraica de Jerusalém, entre 6 e 20 de março de 2016, seguiu o mesmo formato de aulas magnas e colaborações científicas e culturais entre gerações de cientistas que será adotado em Bielefeld.</span></p>
<p>A ICA é uma iniciativa da <a href="http://www.ubias.net/" target="_blank">rede Ubias</a>, associação internacional que congrega 34 institutos de estudos avançados baseados em universidades de 19 países, que visa a fomentar a pesquisa em rede e a formação de novas lideranças. A primeira edição investigou o tema ‘tempo’ e teve a organização do IEA-USP e do <a href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en" target="_blank">Institute for Advanced Research da Universidade de Nagoya</a>, Japão. A primeira etapa aconteceu em São Paulo de 17 a 29 de abril e a segunda, em Nagoya, de 6 a 18 de março.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/participantes-ii-edicao-ica-jerusalem-1" alt="Participantes II Edição ICA - Jerusalém" class="image-inline" title="Participantes II Edição ICA - Jerusalém" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Participantes da ICA em Jerusalém, no encontro que iniciou trabalhos sobre direitos humanos</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>Israel e Alemanha têm se esforçado para definir suas agendas e parâmetros para a dignidade humana, desde os aspectos puramente teóricos até a realidade prática de uma área que não pode ser ignorada. Os organizadores lembram que a dignidade humana está relacionada a debates éticos e práticos em inúmeras disciplinas, sendo referida em pesquisas sobre terrorismo, tortura, guerra, proteção de dados, redução da pobreza, minorias, seguridade social, escravidão, questão dos refugiados, genética, para citar alguns campos.</p>
<p><span>Nesta fase da academia, cada sessão de imersão contará com três ou quatro aulas magnas proferidas por eminentes intelectuais. Os temas incluem direito constitucional à dignidade humana; dignidade como núcleo dos direitos humanos; o reconhecimento da dignidade humana depois de sua negação; a dignidade humana na religião, entre outros.</span></p>
<p>“O equilíbrio de poder entre as autoridades jurídicas, políticas e governamentais e os indivíduos que vivem sob essas autoridades sempre foi um tema delicado, vulnerável a abusos. É um equilíbrio que deve ser continuamente redefinido”, segundo os organizadores.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><span>Relacionado</span></h3>
<p><a href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/IA/IA_Programm.pdf">Programação Intercontinental Academia on Human Dignity</a></p>
<p>Notícia:</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/dignidade-humana-em-teoria-e-pratica-na-intercontinental-academia-em-jerusalem">Dignidade humana em teoria e prática na 2ª Intercontinental Academia</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-indica-tres-candidatos-a-selecao-final-da-2a-intercontinental-academia">IEA indica três candidatos à seleção final da 2ª Intercontinental Academia</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica">Notícias da 1ª Intercontinental Academia, realizada em São Paulo</a></p>
<span>Mais informações:<br /><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></span></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com a abertura conduzida por Martin Egelhaaf, vice-presidente da Universidade de Bielefeld, Marc Schalenberg (ZiF) e Michal Linial (IIAS), a aula magna inaugural da segunda fase da 2ª ICA terá como tema “The constitutional clause on respecting human dignity (article 1 of german Constitution)”. A programação completa pode ser conferida <a class="external-link" href="http://www.uni-bielefeld.de/ZIF/IA/IA_Programm.pdf">aqui</a>.</p>
<p><span>Ainda na sessão de abertura, a questão da dignidade humana na Constituição federal alemã passa a ser apresentada por Gertrude Lübbe-Wolf, que apresenta uma revisão sobre o significado da cláusula I e da cláusula II sobre a dignidade na Constituição alemã.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/akemi-kamimura-1" alt="Akemi Kamimura" class="image-inline" title="Akemi Kamimura" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Akemi Kamimura fala sobre direitos humanos em prisões brasileiras no primeiro dia da programação</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre as exposições do primeiro dia, a pesquisadora brasileira <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-intercontinental-academia" class="external-link">Akemi Kamimura</a> dará a visão do Brasil a respeito da dignidade humana em prisões. Advogada e militante dos direitos humanos, Akemi está entre os 21 jovens pesquisadores selecionados para esta ICA. Ela foi um dos três brasileiros indicados pelo IEA para participar da segunda edição, que tem 17 mulheres entre os jovens pesquisadores participantes.</p>
<p>Akemi é mestre em direitos humanos pela Faculdade de Direito (FD) da USP. Em 2014, foi bolsista no Instituto Max Planck de Direito Público Comparativo, em Heidelberg, Alemanha. Em 2010, foi aluna do curso Direitos Humanos e Mulheres: Teoria e Prática do Centro de Derechos Humanos da Facultad de Derecho da Universidad de Chile, em Santiago.</p>
<p>Tem atuado profissionalmente em projetos e instituições ligados aos direitos humanos desde 2000. Em 2013 e 2014, foi consultora da Unesco para a coordenação de uma projeto de sistematização de recomendações sobre direitos humanos feitas por organismos da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mundo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-07T19:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/um-olhar-cientifico-sobre-a-complexidade-de-sao-paulo">
    <title>Um olhar científico sobre a complexidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/um-olhar-cientifico-sobre-a-complexidade-de-sao-paulo</link>
    <description>Lançado no dia 13 de julho com apoio da reitoria da USP e da prefeitura de São Paulo, programa USP Cidades Globais buscará a qualidade de vida dos paulistanos por meio de redes de pesquisa e parcerias com a sociedade.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sao-paulo-copan" alt="São Paulo - Copan" class="image-inline" title="São Paulo - Copan" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Com apoio da reitoria da USP, programa <i>USP Cidades Globais</i> buscará subsidiar políticas públicas para a qualidade de vida de São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais-13-de-julho-de-2016" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais" class="external-link">Vídeo</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Página do programa</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais/na-midia" class="external-link">Repercussão na mídia</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Cidades globais influenciam o mundo. Independentemente do tamanho de sua população, elas centralizam as decisões globais. São lugares onde se fazem os melhores negócios, onde se encontra a melhor arte, as melhores orquestras, as melhores universidades, onde se come a melhor comida. Sua importância transcende os próprios países onde estão localizadas. Elas não apenas atraem mais investimentos, como também ocupam as primeiras posições em qualidade de vida. Os critérios de cidades globais, criados pela consultoria A.T. Kearney, colocam São Paulo no 34º lugar num ranking global. Mas o programa <i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais</a>, </i>lançado no dia <strong>13 de julho,</strong> no Anfiteatro do Instituto Oscar Freire da Faculdade de Medicina da USP, pretende levar São Paulo para o grupo das chamadas "cidades elite", anunciou o coordenador do programa, o professor  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências (IB) da USP.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidades-globais-4" alt="Cidades Globais 4" class="image-inline" title="Cidades Globais 4" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Grupo das "cidades elite", em ranking de 2016 da consultoria AT Kerney</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O evento reuniu representantes da sociedade civil e de organizações não governamentais, pesquisadores, políticos, gestores públicos e acadêmicos, além do prefeito da capital paulista Fernando Haddad e da esposa, Ana Estela Haddad, docente da Faculdade de Odontologia da USP.</p>
<p>“A iniciativa é fundamental para o destino da cidade de São Paulo. Colocamos à disposição nossos bancos de dados, nossa inteligência e nossos servidores públicos para contribuir para o sucesso do programa”, disse Haddad.</p>
<p>O projeto idealizado pelo diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva">Paulo Saldiva</a>, atende a um pedido da reitoria da USP, que planeja apoiar a empreitada “pelos próximos anos”, anunciou o vice-reitor da USP, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a>.</p>
<p>Segundo Buckeridge, as atividades e pesquisas deverão embasar políticas públicas voltadas à qualidade de vida nas grandes cidades, em especial São Paulo. A ideia é sistematizar e aprofundar estudos que já são realizados na Universidade, tendo em vista o planejamento em áreas como mobilidade, poluição, resíduos, saúde, educação, uso e ocupação do solo, lazer, enfim, as inúmeras esferas que envolvem a vida nas grandes cidades, disse.</p>
<p>O IEA já é um interlocutor crucial, uma espécie de <i>‘think tank’</i> capaz de interagir com maior liberdade com a sociedade, no que diz respeito às regras acadêmicas. O programa encabeça um dos temas prioritários da USP e tenho certeza de que em alguns anos teremos frutos que beneficiem a população”, disse o vice-reitor.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-cidades-globais-1" alt="Lançamento Cidades Globais - 1" class="image-inline" title="Lançamento Cidades Globais - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Vahan, Haddad e Saldiva: </strong><strong>parcerias com a sociedade e diálogo dos saberes para o sucesso do programa</strong><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Buscaremos promover um diálogo dos saberes a partir de parcerias construtivas e agendas comuns. A Universidade precisa aprender a ouvir a sociedade. O IEA será uma plataforma para que isso aconteça. A ideia é unir redes de pesquisa e entidades civis interessadas em trabalhar uma utopia sob a luz do conhecimento científico”, disse o professor Saldiva.</p>
<p>Advogado e ambientalista, Fabio Feldmann participou da mesa de abertura e deu um exemplo concreto de como as pesquisas da Universidade podem embasar políticas públicas e trazer resultados efetivos para a qualidade de vida nas metrópoles. Ele relembrou o rodízio de veículos em São Paulo, que introduziu em 1995 quando foi secretário estadual de Meio Ambiente. “Criamos o rodízio tendo como base os estudos do Saldiva. Costumo dizer que o professor Saldiva idealizou o rodízio e eu paguei o pato”, brincou.</p>
<p>O comentário, explicou, foi feito para lembrar a importância de associar a política ao conhecimento. “O que temos visto recentemente no Brasil foi uma perda radical do conteúdo na política. À medida que associarmos política a conteúdo, teremos chance de resgatar o país. A presença do Saldiva no IEA representa uma possibilidade incrível de fazer um realinhamento de vários atores sociais. Quem já trabalhou na gestão pública sabe que o maior desafio é como fazer essa articulação”, disse.</p>
<p>O professor Wilson Jacob Filho, do Departamento de Patologia da FM-USP, representou o diretor da unidade e lembrou a importância do programa para, entre outras frentes, atuar na saúde e prevenção de doenças das diversas camadas populacionais, em especial a dos idosos.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lancamento-cidades-globais-2" alt="Lançamento Cidades Globais - 2" class="image-inline" title="Lançamento Cidades Globais - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Buckeridge: "Falhamos em produzir bancos de dados e informações que possam dar suporte aos diagnósticos"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O envelhecimento populacional, assim como inclusão física e social de pessoas com limites funcionais, são questões que ganham cada vez mais expressão no contexto das grandes cidades. “O programa <i>USP Cidades Globais</i> acena para a melhoria da qualidade de vida desse perfil populacional”, disse o professor Jacob Filho.</p>
<p> </p>
<p><strong>Planeta urbano</strong></p>
<p>A urbanização está em pauta no mundo todo. Se hoje 54% da população mundial moram em áreas urbanas, em 2050 essa parcela chegará a dois terços. Na América Latina, a proporção chegará a 89%, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas.</p>
<p>Na edição de maio, a revista <a class="external-link" href="http://www.sciencemag.org/tags/urban-planet">Science </a>apresenta em 12 artigos os diagnósticos e as revisões para as cidades do futuro. Num dos estudos, mostra que a construção de sociedades baseadas no conhecimento é hoje uma estratégia chave para o melhor uso das tecnologias inovadoras. As sociedades do conhecimento estarão mais preparadas para maximizar os avanços da ciência, tecnologia e inovação (CT&amp;I), traz o texto.</p>
<p>“Não há nada mais complexo do que uma cidade. É o único ambiente onde o homem é o lobo do próprio homem. Fomos criados num conceito de cidade em que a posse do carro era um direito alienável. Assim como o cigarro era símbolo de sucesso, virilidade. Mexer com valores não é fácil e por isso as cidades já vêm sendo estudadas dentro do conceito de complexidade”, disse Saldiva.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidades-globais-1" alt="Ranking Cidades Globais " class="image-left" title="Ranking Cidades Globais " /></p>
<p><span>“Infelizmente, em nenhum dos 12 artigos da edição da Science, a cidade de São Paulo foi citada, mostrando que falhamos em produzir bancos de dados e informações que possam dar suporte aos diagnósticos”, disse Buckeridge.</span></p>
<p><span> </span>Outro <a class="external-link" href="http://www.usnews.com/sponsored1?prx_t=lP4BAGSkFAqOEMA">artigo</a>, publicado no U.S.News, mostra como a percepção, ou a imagem que as pessoas têm de determinada cidade, pode ajudar ou  prejudicar o seu crescimento. Isso porque a forma como as cidades são vistas pode atrair ou não investimentos e mão de obra qualificada, o que influenciará a prosperidade do lugar.</p>
<p>O professor mostrou alguns detalhes do ranking das cidades globais produzido pela A.T. Kearney. No estudo produzido pela consultoria no período de 2008 a 2016, São Paulo está em 34º em 2016, ante o 31º ocupado em 2008.</p>
<p>“Para criarem o ranking, a consultoria utilizou dados já existentes produzidos pelas cidades, um ponto em que somos deficientes. Isso mostra que também falhamos ao reunir dados. Precisamos, além disso, produzir informação e conhecimento novo que dê subsídio a políticas públicas”.</p>
<p>Buckeridge ressaltou, no entanto, que melhorar os indicadores da capital paulistana não se trata apenas de ir ao encontro de critérios do primeiro mundo, mas principalmente de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade.</p>
<p>“Buscaremos aqueles critérios internacionais, mas sempre com o chapéu da Carmen Miranda na cabeça. Não vamos deixar de ser brasileiros. Não devemos abandonar a Semana de 22, ou Mário de Andrade. Devemos nos lembrar de que sempre podemos ser inovadores. Que somos capazes de buscar aqueles índices e ao mesmo tempo criar coisas novas”, disse Buckeridge.</p>
<p>Numa das análises produzidas em 2014 pela A.T. Kearney, a consultoria construiu o indicador das cidades globais do futuro, ou seja, aquelas que teriam chances de se aproximar da posição ocupada pelas chamadas cidades elite hoje. Nesse ranking, São Paulo ocupa a 4ª posição e os maiores desafios para que a cidade alcance de fato esse lugar no futuro estão no campo da educação e inovação, mostrou Buckeridge. “Educação e inovação constituem justamente a contribuição que a Universidade pode dar. Por isso acredito que as perspectivas são positivas”, disse o professor.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Andre Deak/Flicker e Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-18T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-documentario-sobre-a-primeira-fase-da-intercontinental-academia">
    <title>Lançado documentário sobre a primeira fase da Intercontinental Academia </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-documentario-sobre-a-primeira-fase-da-intercontinental-academia</link>
    <description>Filme com 12 minutos de duração foi dirigido por Rafael Urban e Larissa Figueiredo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A primeira edição da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) foi acompanhada de perto por um grupo de relatores audiovisuais. O resultado do trabalho realizado na <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/home-sao-paulo">primeira fase do projeto</a>, de 17 a 29 de abril de 2015 em São Paulo, já pode ser visto em um documentário com 12 minutos de duração. Assista:</p>
<p><iframe frameborder="0" height="407" scrolling="no" src="http://iptv.usp.br/portal/embed-video?idItem=32482&amp;autostart=false" width="726"></iframe></p>
<p>Dirigido por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/rapporteurs/rafael-urban">Rafael Urban</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/larissa-figueiredo">Larissa Figueiredo</a>, com edição de <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/joao-alberto-menna-barreto">João Menna Barreto</a> e direção de fotografia de <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/jessica-candal-sato">Jessica Candal Sato</a>, o filme sintetiza o espírito e as atividades da ICA. Durante 12 dias, os quatro cineastas acompanharam a programação acadêmica, social e cultural, e entrevistaram os idealizadores do projeto.</p>
<p>A <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">segunda fase da ICA</a>, que aconteceu em março deste ano em Nagoya, Japão, também renderá um documentário. A produção está a cargo de três outros relatores audiovisuais que viajaram até lá para acompanhar as atividades: Alexandre Rogoski, João Castelo Branco e Renata Corrêa. O filme da fase Nagoya será lançado em breve.</p>
<p>A Intercontinental Academia é um programa da University-Based Institutes for Advanced Study (Ubias), rede que reúne 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o <span>Instituto para a Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya</span> foram os responsáveis pela primeira edição, que reuniu 13 jovens pesquisadores para estudar o tema "tempo".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cinema</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-04-12T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/roberto-lobo-agora-e-professor-senior-do-iea">
    <title>Roberto Lobo agora é professor sênior do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/roberto-lobo-agora-e-professor-senior-do-iea</link>
    <description>O ex-reitor da USP Roberto Leal Lobo e Silva Filho tornou-se professor sênior do IEA em maio de 2019, quando teve seu projeto de trabalho aprovado pelo Conselho Deliberativo do Instituto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:356px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/roberto-leal-lobo-e-silva-filho-2017/image" alt="Roberto Leal Lobo e Silva Filho - 2017" title="Roberto Leal Lobo e Silva Filho - 2017" height="420" width="356" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:356px;">Roberto Lobo, especialista em educação superior</dd>
</dl></p>
<p>O físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-leal-lobo-e-silva-filho">Roberto Leal Lobo e Silva Filho</a>, ex-reitor da USP, é o novo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores-seniores" class="external-link">professor sênior</a> do IEA. Ele apresentou projeto para 2019/2020, no qual prevê o trabalho em cinco atividades relacionadas com formação em engenharia, inovação, interdisciplinaridade e educação superior no Brasil.</p>
<p>Formado em engenharia elétrica pela PUC-RJ, Lobo obteve os títulos de mestre e doutor na Universidade Pardue, nos EUA. Depois ingressou no então Instituto de Física e Química de São Carlos (IFQSC) da USP, onde se tornou professor titular e diretor. Além de reitor (1990-1993), foi vice-reitor (1988-1989) da USP.</p>
<p>Atuou ainda como diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Física (CBPF) e do CNPq, reitor da Universidade de Mogi das Cruzes e diretor da consultoria Lobo &amp; Associados, voltada ao desenvolvimento de projetos para, sobretudo, instituições de ensino superior privadas não lucrativas.</p>
<p>Lobo foi um dos integrantes do <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40141987000100007&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">grupo de estudos</a> que formulou as diretrizes para a criação do IEA em 1986. No período em que foi vice-reitor e reitor da Universidade, participou de várias atividades do Instituto, como o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/projetos-especias-anteriores/capital-trabalho-1" class="external-link">Fórum Capital-Trabalho</a>.</p>
<p><strong>Trabalho no IEA</strong></p>
<p>No que se refere à engenharia, Lobo vai se dedicar à redação final do livro “Engenheiros para Quê? Formação e Profissão dos Engenheiros no Brasil”, em colaboração com os professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-cardoso">José Roberto Cardoso</a>, da EP-USP, e Renata Perrenoud, da Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) em Lorena.</p>
<p>Ele desenvolverá análises e propostas para um sistema brasileiro de inovação, internacionalização e empreendedorismo tecnológico. Esses estudos terão como referência programas de universidades americanas da área de Boston pioneiras na temática. Lobo espera interagir tanto com pesquisadores do Instituto que se dedicam à inovação quanto com aqueles dedicados a questões ligadas à gestão de cidades, “em particular smart cities, lembrando que Boston é uma das cinco mais importantes smart cities dos EUA”.</p>
<p>O <a href="http://www.cecm.usp.br/">Curso de Ciências Moleculares (CCM)</a> da USP também será objeto de análise e acompanhamento. Lobo lembra que a criação do curso em 1991 foi de sua iniciativa enquanto reitor “e resultou em uma experiência de sucesso em ensino de graduação integrado e ambicioso desde seus primeiros anos”.</p>
<p>Ele pretende entender o desenvolvimento histórico (estratégias de sucesso e eventuais problemas) do CCM, para que essa análise possibilite a proposição de novas experiências semelhantes na USP. Nesse caso, ele também quer dialogar com pesquisadores do IEA vinculados aos problemas da educação.</p>
<p>Lobo tenciona ainda organizar um grupo de trabalho multidisciplinar voltado à educação superior. Nessa área, ele irá analisar dados sobre a educação superior a partir do suporte de bancos de dados nacionais e internacionais, com especial ênfase no estudo dos reflexos das políticas públicas de educação nos resultados alcançados.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-05-29T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake">
    <title>Paulo Saldiva e Ary Plonski tomam posse em cerimônia no Tomie Ohtake</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake</link>
    <description>Ao promover evento fora do ambiente acadêmico, nova diretoria do IEA pretende demonstrar a importância da relação entre universidade e sociedade. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-eleicoes-2016" alt="Debate eleições - 2016" class="image-inline" title="Debate eleições - 2016" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Saldiva e Plonski durante o debate em que apresentaram suas propostas para o IEA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma cerimônia no Instituto Tomie Ohtake marcará a posse dos novos diretor e vice-diretor do IEA, os professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, respectivamente. <strong>Restrito a convidados e a imprensa</strong>, o evento acontece no dia 29 de junho, às 20h, e terá a presença do reitor da USP, Marco Antônio Zago. A posse fora do ambiente universitário simboliza a importância que a nova gestão do IEA dará à relação com a sociedade, a qual, segundo os diretores, deve estar mais próxima do conhecimento produzido no ambiente acadêmico.<span> </span></p>
<p>Saldiva e Plonski foram designados pelo reitor em 12 de abril, após serem eleitos pelo Colégio Eleitoral do Instituto no dia 18 de fevereiro com 92 votos de um total de 101. De acordo com o <a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/projeto-de-gestao-2012-2017" class="external-link">projeto de gestão</a> entregue pela dupla, o IEA buscará, entre 2016-2020, “reforçar a sua tríplice função acadêmica de local de reflexão crítica, sensor de avanços na fronteira internacional do conhecimento e incubadora de ideias propositivas”.<span> </span></p>
<p><span><strong>Projeto de gestão</strong></span></p>
<p>Além da continuidade de programas de sucesso como o Ano Sabático no IEA, a nova gestão pretende, ao final de quatro anos, dobrar a produção de artigos científicos e aumentar em 30% o número de colaboradores internacionais e recursos obtidos com projetos de pesquisa. Também serão implementados quatro projetos especiais, além de outros que possam surgir ao longo dos quatro anos:<span> </span></p>
<p>1) <strong>Seminários Avançados de Formação de Lideranças Políticas</strong> – Inspirada no modelo da Harvard Kennedy School of Government, mas adequada à realidade brasileira, a proposta prevê que o IEA abrigue, inicialmente por um ano, pessoas com potencial expressivo de ocupar posições de liderança na sociedade, para um processo de semi-imersão. Neste período, elas serão expostas a diversas situações relacionadas à gestão de questões complexas e importantes para a formulação de políticas públicas. As atividades serão centradas em dois eixos: um com seminários e discussões quinzenais, onde serão discutidos os aspectos centrais da gestão democrática e princípios republicanos necessários para a consecução de Políticas de Estado exitosas; o outro, baseado no desenvolvimento de projetos temáticos específicos por parte dos participantes, nos quais o participante trabalharia com especialistas de diferentes áreas de conhecimento pertinentes ao tema. Os seminários serão liderados pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, além de docentes da USP que funcionarão como tutores em temas de interesse dos participantes. No primeiro ano de atuação, espera-se receber 10 participantes entre alunos de doutorado, mestrado e de iniciação científica.<span> </span></p>
<p>2) <strong>Estudos sobre a urbanidade e qualidade de vida</strong> - Espaço de diálogo e convergência de grupos interessados na proposição de estudos científicos e pesquisas voltadas para a qualidade de vida dos habitantes das regiões metropolitanas, levando em consideração temas como acesso a serviços fundamentais, mobilidade, clima, matriz energética e uso e ocupação do solo. A proposta está alinhada a um movimento global que busca estreitar o relacionamento entre as universidades e as cidades onde estão localizadas. O núcleo será coordenado pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências da USP, e prevê receber pós-doutores, alunos de doutorado e mestrado.<span> </span></p>
<p>3) <strong>Da transformação da Universidade à Universidade transformadora</strong> – Em formato de Observatório, o IEA deve consolidar iniciativas voltadas ao entendimento profundo dos processos e perspectivas de transformação da Universidade que prosperam no próprio Instituto ou em outros espaços da USP, como o da “Universidade em Movimento”, sempre em contato com grupos, entidades e redes, no Brasil e no exterior, que tenham objetivos convergentes. Além disso, o IEA também irá incubar iniciativas inovadoras de atuação da USP como universidade transformadora da sociedade. Espera-se, por exemplo, tornar o IEA um canal de conexão da USP com as Casas Legislativas (Assembleia Legislativa do Estado, Congresso Nacional e Câmaras de Vereadores dos municípios em que há campus), em harmonia com ações de articulação naturalmente exercidas pela Reitoria. O objetivo é contribuir para a qualificação da legislação sobre temas como saúde e educação, geração de trabalho e renda, saneamento e meio ambiente, energia e transportes, segurança pública e segurança alimentar, sustentabilidade e emancipação social, mediante internalização do conhecimento acadêmico abundante na USP, adequadamente transposto. Parceiros potenciais na Câmara dos Deputados são o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica ou o Centro de Estudos e Debates Estratégicos, enquanto na Assembleia Legislativa o ponto focal pode ser o Instituto do Legislativo Paulista. A coordenação será do vice-diretor, Ary Plonski.<span> </span></p>
<p>4) <strong>Núcleo de estudo sobre novas metodologias de aprendizado voltadas ao ensino fundamental e médio</strong> – Inspirada no trabalho da extinta Funbec (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento do Ensino de Ciências), este núcleo buscará convergir educadores, professores, cientistas, alunos e game designers, entre outros, para desenvolver games educacionais e aula interativas voltados ao letramento e desenvolvimento do raciocínio lógico, na tentativa de recuperar o encantamento pela ciência e aumentar a eficácia do aprendizado dos jovens que, cada vez mais cedo, são expostos às mídias eletrônicas. A coordenação do projeto será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hamilton-brandao-varela-de-albuquerque" class="external-link">Hamilton Varela</a>, do Instituto de Química da USP-SC e presidente da Comissão de Pesquisa do IEA, com a participação de professores, alunos de doutorado e estudantes de iniciação científica.</p>
<p><strong>Perfis</strong></p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-saldiva" alt="Paulo Saldiva - Perfil" class="image-left" title="Paulo Saldiva - Perfil" />Paulo Saldiva </strong>é m<span>édico patologista e professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP. Foi vice-diretor do IEA até abril de 2016. Ele assumiu o cargo no final de fevereiro do ano passado, substituindo Carlos Roberto Ferreira Brandão, do Museu de Zoologia (MZ) da USP. Sua pesquisa se concentra nas áreas de patologia pulmonar, patologia ambiental e poluição atmosférica. Foi membro do Comitê da Organização Mundial de Saúde que estabeleceu os padrões de qualidade do ar e do Comitê da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da OMS que definiu o potencial carcinogênico da poluição atmosférica. De 2004 a 2014, integrou o Science Advisory Committee sobre poluição do ar da Harvard School of Public Health, da Harvard University, EUA. Como diretor do IEA, seu mandato terá duração de quatro anos.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-1" alt="Guilherme Ary Plonski - Perfil" class="image-left" title="Guilherme Ary Plonski - Perfil" />Guilherme Ary Plonski</strong><span>, que ocupará o cargo de vice também por quatro anos, é engenheiro e professor do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica (Poli), ambas da USP. Foi diretor superintendente (2001-2006) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Integra a Junta de Governadores do Technion – Israel Institute of Technology. De dezembro de 2012 a abril deste ano, foi membro do Conselho Deliberativo do IEA, deixando seu segundo mandato como conselheiro para assumir a vice-diretoria do IEA.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span><strong>Informações para a imprensa:</strong><br /></span><span>Fernanda Rezende<br />ferezende@usp.br<br />11 3091-1681 </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eleições IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-27T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d">
    <title>A complexidade do mundo diante de uma ciência “dogmática”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d</link>
    <description>“Estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”. A visão de Till Roenneberg sobre os caminhos da ciência moderna será mostrada em conferência no dia 19 de julho. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg" alt="Till Roenneberg " class="image-inline" title="Till Roenneberg " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>Na opinião do cronobiólogo Till Roenneberg, "es<span>tamos perdendo a visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”</span></strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Parecem estar querendo eliminar as Humanidades porque existe a ideia de que aparentemente esse campo não traz muito dinheiro nem muitos estudantes para as instituições. Esta é a pior direção que poderíamos tomar. Há uma crise na forma como lidamos com as Humanidades e devemos mudar isso”.</p>
<p>O enunciado do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a> nucleou sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">conferência </a>sobre interdisciplinaridade, ministrada no Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, durante a programação da 1ª Intercontinental Academia (ICA). A interlocução entre os saberes, ou o que a academia chama de interdisciplinaridade, será também o tema debatido pelo cientista no dia <strong>19 de julho</strong>, na Sala de Eventos do IEA, <strong>a partir das</strong> <strong>10h</strong>.</p>
<p>Convidado pelo IEA para retomar o tema discutido na ICA, o cientista do Institute of Medical Psychology at Ludwig-Maximilians University (LMU), de Munique, Alemanha, irá ministrar a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade. </i>O encontro é gratuito, requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrições</a> prévias e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">Os desafios à interdisciplinaridade</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA, um organismo interdisciplinar por excelência, vem rediscutindo a temática da interdisciplinaridade a partir de encontros com renomados especialistas. Num deles, o sociólogo alemão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>, conselheiro e diretor do <a href="https://www.uni-bielefeld.de/ZIF" target="_blank">Centro de Pesquisa Interdisciplinar</a> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, mostrou que a concretização do modelo interdisciplinar só será efetivo a partir de uma reestruturação institucional nas instituições de ensino e pesquisa. Apesar de estar na moda na academia há mais de 20 anos, até há pouco tempo a interdisciplinaridade ainda era um conceito “vazio de significado”, disse durante sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">conferência </a>no IEA.</p>
<p>Na visão de Roenneberg, a ciência precisa mais do que interdisciplinaridade. “A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar as ‘verdadeiras’ causas por trás das associações que fazemos. Embora tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais, estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”, afirma.</p>
<p>Para o cientista, não são apenas dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no centro dos esforços científicos. “Há apenas uma coisa em comum em toda descoberta científica: o nosso próprio cérebro, que é, basicamente, uma máquina de contar histórias”, diz o cronobiologista.</p>
<p>Nessa palestra, Roenneberg irá lembrar a necessidade que temos de fundir tantos cérebros diferentes quanto forem possíveis para darmos saltos ainda mais importantes nas descobertas da ciência moderna.</p>
<p> </p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>O conferencista</strong></p>
<p>Till Roenneberg é professor de cronobiologia e vice-diretor do Institute of Medical Psychology da Ludwig-Maximilians University (LMU) em Munique, Alemanha. Ele investiga o impacto da luz nos ritmos circadianos humanos, dedicando-se especialmente a aspectos como cronotipos e “social jet lag” (expressão criada por ele para designar os efeitos da mudança  nos horários de sono nos dias de descanso em comparação com os dias de trabalho) e sua relação com benefícios para a saúde.</p>
<p>Roenneberg foi aluno da University College London, Reino Unido, e da LMU, onde começou estudando física, transferiu-se para o curso de medicina e por fim conclui o de biologia. Também na LMU, pesquisou os ritmos anuais do corpo em pós-doutorado coordenado por</p>
<p>Jurgen Aschoff (1913-1998), um dos fundadores da cronobiologia, e depois foi para a Harvard University, Estados Unidos, estudar as bases celulares dos relógios biológicos, sob a orientação de Woody Hastings.</p>
<p>O cientista é também diretor do Centre for Chronobiology da LMU, presidente do European Biological Rhythms Society , presidente World Federation of Societies for Chronobiology e membro da Senior Common Room do Brasenose College da University of Oxford. De 2005 a 2010, coordenou a rede europeia Euclock e a rede ClockWORK da Daimler and Benz Foundation. De 2010 a 2012, foi membro da Society for Research of Biological Rhythms.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Por que a ciência precisa ir além da interdisciplinaridade</strong><br /></i><i>19 de julho, as 10h às 12h00<br /></i><i>Sala de Evento do IEA. Rua da Biblioteca, 109, térreo, Butantã, São Paulo<br /><i><span>Evento gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a> prévia e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><span>ao vivo</span>.</a><br /> Informações <a href="mailto:sedini@usp.br">Sandra Sedini</a>. Email <a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>. <strong>Telefone do Contato </strong>(11) 3091-1678<br /></span></i></i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Página do evento</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-alem-interdisciplinaridade">
    <title>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-alem-interdisciplinaridade</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar  as "verdadeiras" causas por trás das associações que fazemos. Embora  tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais,  estamos perdendo a nossa visão crítica sobre como fazemos isso. Não são  dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no  centro dos nossos esforços científicos. Há apenas uma coisa em comum em  toda descoberta científica: o cérebro humano, que é, basicamente, uma  máquina de contar histórias. Nesta palestra, Roenneberg irá reforçar a  necessidade da fusão de inúmeros e diferentes saberes para o progresso  da ciência.</p>
<h3><span class="external-link">Expositor:</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link"></a></h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link">Till Roenneberg</a></p>
<h3>Moderador:</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/interdisciplinaridade-e-humanidades-digitais">
    <title>As humanidades digitais e a interdisciplinaridade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/interdisciplinaridade-e-humanidades-digitais</link>
    <description>A diretora do Trinity Long Room Hub, instituto de pesquisa em artes e humanidades do Trinity College Dublin, fez conferência no dia 24 de agosto sobre as humanidades digitais como exemplo da importância do trabalho interdisciplinar.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-teixeira-coelho-netto-jane-ohlmeyer-e-guilherme-ary-plonski" alt="José Teixeira Coelho Netto, Jane Ohlmeyer e Guilherme Ary Plonski" class="image-inline" title="José Teixeira Coelho Netto, Jane Ohlmeyer e Guilherme Ary Plonski" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; ">
<p><strong><strong>José Teixeira Coelho Netto (à esq.), </strong><span>Jane Ohlmeyer e Guilherme Ary Plonski</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Há muito tempo é raro encontrar uma pesquisa nas ciências naturais que não envolva equipes interdisciplinares e a utilização de tecnologias digitais. Mas a ênfase nesses aspectos não é exclusividade das ciências naturais e está cada vez mais presente nas ciências sociais e nas humanidades.</p>
<p>Foi para falar disso que o IEA recebeu no dia 24 de agosto <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jane-ohlmeyer" class="external-link">Jane Ohlmeyer</a>, professora de história moderna e diretora do <a class="external-link" href="https://www.tcd.ie/trinitylongroomhub/">Trinity Long Room Hub</a> (TLRH), instituto de pesquisa sobre artes e humanidades do Trinity College Dublin (também chamado de Universidade de Dublin), da Irlanda.</p>
<p><span>A conferência </span><i>O Poder da Pesquisa Interdisciplinar: O Exemplo das Humanidades Digitais </i><span>teve como debatedor </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-teixeira-coelho" class="external-link">José Teixeira Coelho Netto</a><span>, coordenador do</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/humanidades-computacionais" class="external-link">Grupo de Estudos Humanidades Computacionais</a><span> do</span><span> IEA. A coordenação foi de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a><span>, vice-diretor do instituto.</span></p>
<p><span>Essa foi a sexta visita de Jane ao Brasil. As relações dela com a USP devem-se à interação que mantém com pesquisadores da </span><a href="http://catedrawbyeats.vitis.uspnet.usp.br/index.php/pt/">Cátedra de Estudos Irlandeses W.B Yeats</a><span> do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. </span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-digitais" class="external-link">Pesquisadora irlandesa realiza pesquisa sobre humanidades digitais</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/publicos-das-humanidades" class="external-link">Publicação digital amplia público e muda trabalho nas humanidades, diz historiador</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/workshop-com-michael-elliott-1" class="external-link">O futuro das publicações acadêmicas</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-humanidades-em-tempos-digitais" class="external-link">As humanidades em tempos digitais</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/the-power-of-interdisciplinary-research-the-example-of-digital-humanities" class="external-link">vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/the-power-of-interdisciplinary-research-the-example-of-digital-humanities-24-de-agosto-de-2016?b_start:int=0" class="external-link">fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A historiadora relatou sua experiência num trabalho interdisciplinar característico do que pode ser feito nas humanidades digitais. Trata-se do projeto <a class="external-link" href="http://1641.tcd.ie/" target="_blank">1641 Depositions</a>,<span class="external-link"> fruto da colaboração de pesquisadores das artes, humanidades, ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Jane</span><span> também apresentou uma visão geral do </span>TLRH<span> (</span><i>leia texto no box</i><span>).</span></p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/trinity-long-room-hub" alt="Trinity Long Room Hub" class="image-inline" title="Trinity Long Room Hub" /></h3>
<h3><i>Um institiuto dedicado à<br />pesquisa em artes e humanidades</i></h3>
<p><i>Criado em 2010, o Trinity Long Room Hub (TLRH) é o instituto de pesquisa sobre artes e humanidades do Trinity College Dublin, Irlanda. É um dos quatro institutos de pesquisa da universidade (os outros são dedicados a neurociências, biotecnologia e nanotecnologia).</i></p>
<p><i>O nome do TLRH provém da tradicional Long Room da biblioteca da universidade, fundada em 1652 (veja foto abaixo).O objetivo foi marcar os vínculos com a biblioteca e expressar a importância de suas coleções para as atividades da comunidade acadêmica</i><i>.</i></p>
<p><i>Os estudos para a criação do TLRH foram realizados de 2006 a 2008, ano em que o governo irlandês concedeu </i><span><i>€ 10,8</i></span><i> milhões (R$ 39,2 milhões) para sua implantação.</i></p>
<p><i>A sede do instituto tem uma arquitetura marcante e foi instalada no centro da parte histórica do campus da universidade. Essa localização destacada significa, de acordo com Jane Ohlmeyer, sua diretora, "a centralidade do papel desempenhado pelas artes e pelas humanidades na universidade e na sociedade".</i></p>
<p><i> </i><i>O TLRH tem nove escolas da universidade como parceiras. Elas apoiam o desenvolvimento de temas de pesquisa prioritários e abrangentes. Também lideram projetos colaborativos dentro da universidade e em parceria com outras instituições, irlandesas ou de outros países.</i></p>
<p><i>Além de um staff acadêmico permanente de seis pessoas, o instituto reúne cerca de 60 pesquisadores atuando ao mesmo tempo (pós-graduandos, pós-doutores e pesquisadores visitantes).</i></p>
<p><i>Cerca de 100 pesquisadores visitantes de 39 países diferentes passaram por ele nos últimos cinco anos (as inscrições para o <a href="https://www.tcd.ie/trinitylongroomhub/fellowships/annoucements/">programa 2017-2018</a> estarão abertas de 5 de setembro a 31 de outubro).</i></p>
<p><i>O programa para pesquisadores visitantes objetiva fortalecer a participação do instituto em redes internacionais de pesquisa e colocar os pesquisadores da universidade em diálogo com o que há de melhor em seus respectivos campos de atuação.</i></p>
<p><i> </i><i>O TLRH tem cinco temas abrangentes como prioridade: "Construindo a Irlanda”, “Identidades em Transformação”, “Culturas do Manuscrito, do Livro e da Impressão”, “Humanidades Digitais” e “Prática Artística. </i></p>
<p><i>Ao longo do ano, o instituto realiza em torno de 150 eventos acadêmicos (conferências, seminários e aulas públicas), com o objetivo de ampliar a visibilidade e o impacto de suas pesquisas. "Muitos dos eventos tratam de temas de interesse da sociedade, pois q</i><i>ueremos ser uma referência para os formuladores de políticas públicas."</i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i><i>Segundo Jane, a preocupação do instituto é promover três aspectos: excelência, interdisciplinaridade e engajamento público. "Digo aos colegas da universidade que continuem eu seus departamentos se quiserem fazer uma pesquisa de sua área; que venham para o instituto apenas se quiserem fazer algo diferente e colaborar na intersecção de disciplinas. Correrão riscos, mas somos um lugar seguro para correr riscos."</i></p>
<p><i>Ela afirmou que o instituto procurar encorajar os pesquisadores de artes e humanidades a conversar com os colegas da computação, física,  ciências da natureza, neurociências, saúde, matemática. "Isso faz com que surjam muito programas interessantes em humanidades ambientais, humanidades em saúde e humanidades digitais."</i></p>
<p><i>O TLRH é visto de forma muito positiva pela universidade, "uma vez que a área de artes e humanidades do Trinity College Dublin é a de maior prestígios nos rankings internacionais". </i></p>
<p><i>Jane afirmou que custou muito trabalho para o instituto chegar a esse patamar de prestígio e nele se manter, "sendo preciso ser aprovado em várias avaliações e empreender uma luta constante em busca de recursos".</i></p>
<p><i>O TLRH é um dos institutos integrantes da rede <a class="external-link" href="http://ubias.net">Ubias</a> (University-Based Institutes for Advanced Study), da qual o IEA também faz parte.</i></p>
<p style="text-align: right; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/biblioteca-da-universidade-de-dublin" alt="Biblioteca do Trinity College Dublin" class="image-inline" title="Biblioteca do Trinity College Dublin" /><strong>A Long Room da biblioteca do Trinity College Dublin</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Infraestrutura e redes</strong></p>
<p><span>A construção de uma ampla infraestrutura para humanidades digitais na Irlanda e em conexão com o panorama europeu da área foi uma condição fundamental para o sucesso projeto 1641 Depositions, segundo Jane: "Percebi isso desde do início do desenvolvimento do projeto, uma década atrás".</span></p>
<p><span>Ela afirmou que as humanidades digitais estão bastante desenvolvidas na Europa e que a referência é a América do Norte, que "está um passo à frente".</span></p>
<p><span> </span><span>Uma das 12 principais infraestruturas estratégicas de pesquisa para humanidades digitais da Europa, segundo Jane, é o programa de <a class="external-link" href="http://www.dariah.eu/">Infraestrutura de Pesquisa Digital em Artes e Humanidades</a> (Dariah, na sigla em inglês), segundo Jane. "É</span><span> algo no nível do Cern ou dos grandes telescópios apoiados pela Comissão Europeia, não em termos de recursos, pois estes demandam mais, mas em termos de políticas no cenário científico. É uma federação de infraestrutura de pesquisa através da Europa."</span></p>
<p><span>De acordo com Jane, o governo irlandês decidiu apoiar as humanidades digitais porque havia falta de coordenação e estratégia na área, algo que contrastava com a forte presença no país de empresas de tecnologia de informação e comunicação, como Intel, Google, Twitter e IBM.</span></p>
<p>Além de ser estabelecida uma coordenação e incentivada a colaboração entre instituições de pesquisa, foi promovido o engajamento com iniciativas europeias, como a Dariah, e a participação do setor produtivo (o 1641 <span>Depositions </span>teve a colaboração da IBM).</p>
<p>A historiadora considera que os pesquisadores deveriam atentar para esse novo panorama nas humanidades, levando em consideração:</p>
<ul>
<li><span>o acesso a um vasto conjunto de fontes primárias, sobretudo manuscritos e material impresso;</span></li>
<li><span>o acesso ao conhecimento, expertise, metodologias e práticas de várias áreas;</span></li>
<li><span>a adoção de padrões e melhores práticas;</span></li>
<li><span>a possibilidade de preservação das informações a longo prazo e de forma sustentável;</span></li>
<li><span>a realização de experimentos e inovação em parceria com pesquisadores de múltiplas áreas e disciplinas.</span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Modelo</strong></p>
<p>Na conferência, ela utilizou o projeto 1641 Depositions como caso-modelo: "Esses documentos são considerados os mais controvertidos da história irlandesa; t<span>rata-se de uma fonte única de informações sobre as causas e os eventos relacionados com a rebelião de 1641 na Irlanda contra a Inglaterra, quando dezenas de milhares de pessoas morreram, e para a história social, econômica, cultural, religiosa e política do país".</span></p>
<p><span>Segundo Jane, os 31 volumes de manuscritos com 8 mil testemunhos de homens e mulheres protestantes sobre os eventos relacionados com a rebelião ficaram guardados por centenas de anos na biblioteca do Trinity College Dublin. "Ninguém tinha acesso a eles. Só foram usados no passado para propaganda anticatólica." </span><span>Os testemunhos tratam de perda de bens e posses, atividade militar e os alegados crimes dos rebeldes irlandeses, incluindo assassinatos, aprisionamentos, agressões e até desnudamento de pessoas.</span></p>
<p><span>A primeira constatação da equipe do projeto foi de que seria necessário obter </span><span>€ 1 milhão</span><span> (cerca de R$ 3,63 milhões) para realizá-lo. Os recursos foram obtidos com o governo irlandês, universidades britânicas (Cambridge e Aberdeen) e a colaboração da IBM.</span></p>
<p>O projeto propiciou cuidados com a conservação dos manuscritos e sua digitalização, transcrição, transformação em texto digital e publicação online, "mas como não confio totalmente no mundo digital, decidi publicá-los também em papel", disse a pesquisadora.</p>
<p>Jane afirmou que a execução do projeto foi um desafio estimulante para cientistas de computação, pois "eles adoram o desafio de trabalhar com o que chamam de 'dados sujos'. No caso dos manuscritos, a 'sujeira' consistia em <span>falta de consistência e previsibilidade em tudo (uso de maiúsculas, pontuação, ortografia, sintaxe e semântica).</span></p>
<p><span> </span><span>Outras características do projeto, segundo ela, eram o fato de o domínio da área estar restrito a historiadores do século 17, sem a participação de cientistas da computação ou linguistas computacionais, e a d</span><span>ificuldade em capturar dados semiestruturados, estruturados e desestruturados.</span></p>
<p>O projeto teve a participação de 17 <span>especialistas em história, computação, física, matemática, linguística, geografia, literatura, estudos de gênero, biblioteconomia, arquivologia e conservação, com apoio da IBM, que forneceu um software de análise de linguagem natural.</span></p>
<p><span>Lançado em 2010, o site do projeto conta atualmente com 23 mil usuários cadastrados de várias partes do planeta.</span></p>
<p>Jane afirmou que o 1641 <span>Depositions </span>se tornou o projeto-líder em humanidades digitais porque foi feito em alto nível, recebeu vários recursos da Europa e expandiu-se para outros projetos em humanidades digitais. "A iniciativa derivada mais importante é o programa <a class="external-link" href="http://cultura-project.eu/">Cultura</a>, que trata da normalização de textos do século 17 em inglês e sua adequação ao inglês moderno. Outro resultado foi o 1641 na Sala de Aula. Várias outras pesquisas relacionadas a ele também já foram realizadas e apresentadas em diversas publicações."</p>
<p><strong>Lições</strong></p>
<p>De acordo com a historiadora, as principais lições aprendidas durante o desenvolvimento do projeto 1641 <span>Depositions </span>foram:</p>
<p><span> </span></p>
<ul>
<li><span>a tecnologia é transformadora mas não substitui a leitura do documento e seu contexto;</span></li>
<li><span>infraestrutura e padrões são de importância fundamental:</span></li>
<li><span>é preciso fazer algo sustentável, que possa migrar, ser atualizado e acessível no futuro, para não resultar em um depósito digital;</span></li>
<li><span>o sistema deve ser desenvolvido de maneira tão boa como os dados, para não perpetuar erros.</span></li>
<li><span>a agilidade em identificar dados é essencial para a formulação de novas questões numa pesquisa;</span></li>
<li><span>reciprocidade: é preciso um grande respeito, confiança e dependência entre os especialistas de diversas áreas envolvidas.</span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><span><strong>Debate</strong></span></p>
<p>Após a conferência, Teixeira Coelho quis saber de Jane quais são as reais mudanças que as tecnologias digitais promovem nas humanidades, no modo de funcionar e educar das universidades. Ela respondeu ter percebido que as humanidades digitais eram algo específico quando o Trinity College Dublin passou a citá-las nos anúncios para a contratação de professores. "Notei que elas constituíam uma área específica. Atualmente há seis professores que são humanistas digitais na universidade."</p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, ex-diretor do IEA, onde coordena o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente" class="external-link">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente – Sistema Cultural entre o Público e o Privado</a>, comentou o problema da avaliação institucional e de pesquisadores por meio de sua produção digital: "A USP promoveu um processo de avaliação em 2015 e o site do IEA não foi considerado relevante pelas pessoas convidadas a avaliar o Instituto. Estamos longe de as pessoas começarem a utilizar estatísticas para a avaliação de plataformas digitais". Ele perguntou a opinião de Jane sobre isso em relação a Irlanda e à Europa.</span></p>
<p><span><span> </span>Jane disse que ainda há o problema de avaliação da produção da área para a progressão na carreiras dos pesquisadores: "Ela ainda é feita a partir de material impresso, artigos avaliados por pareceristas. Os avaliadores não estão interessados em publicações digitais. Acho que ainda há um longo caminho para que esses resultados digitais passem a ser considerados publicação acadêmica séria."</span></p>
<p><span> </span><span>Arlindo Phillipi Jr., ex-diretor de Avaliação da Capes, fez comentários sobre o crescimento no número de propostas de programas de pós-graduação interdisciplinares no Brasil e como elas são avaliadas. Para ele, a dificuldade ainda é a falta de avaliadores aptos a analisar esse tipo de proposta, ainda que eles sejam grandes especialistas em suas disciplinas: "</span><span>Existe uma necessidade permanente de trabalhar com nossos colegas, tentando inserir a ideia de que o que está em questão é resolver o problema que vamos pesquisar, não a disciplina que vamos usar. É preciso verificar que disciplinas teremos que reunir para ter o problema muito bem explicado, como encontrar soluções para ele e qual estratégia, multi ou interdisciplinar, a ser utilizada."</span></p>
<p><span>"Temos novos doutores no Brasil formados num perfil interdisciplinar. Eles ainda enfrentam problemas quando concorrem por vagas em algumas universidades, mas como seu número está crescendo, estamos atingindo um novo equilíbrio de forças. Eles têm demonstrado que é possível fazer boa pesquisa nesse novo perfil. O problema é que ainda há poucos periódicos interdisciplinares no país."</span></p>
<p><span> </span><span>Em relação à pesquisa interdisciplinar, ela disse que há dois pontos a serem analisados: esse tipo de trabalho leva tempo, porque não é fácil, por isso merecem mais compreensão das agências de fomento, que precisam conceder mais tempo para sua execução, sobretudo para a apresentação dos resultados; o outro ponto é a dificuldade de avaliação: "Não sabemos como avaliar uma proposta interdisciplinar; é difícil encontrar alguém que se sente igualmente confortável em várias disciplinas".</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span><span>Para Plonski, talvez seja necessário um outro vocabulário para tratar da questão: "Quando se usa inter, multi e transdisciplinaridade ainda estamos presos ao paradigma, à âncora da disciplinaridade". Ele disse que Simon Schwartzman defende em um de seus trabalhos que há dois modos de produção do conhecimento: um é baseado no paradigma da disciplina e envolve uma agenda específica, grupos estáveis, planos de carreira, hierarquia e outros fatores; o outro é motivado pelos problemas a serem resolvidos e envolve grupos temporários, alternância de liderança, desierarquização e outros componentes.</span></p>
<p>O antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/massimo-canevacci" class="external-link">Massimo Canevacci</a>, ex-professor visitante do IEA, comentou que precisou mudar sua metodologia de pesquisa com os índios bororo no Mato Grosso porque eles já estão habituados à utilização de tecnologias digitais. Diante desse grau de presença dessas tecnologias na sociedade, Canevacci perguntou a Jane se as humanidades digitais terão impacto além do ambiente acadêmico. Para ela, pelo que observa na Irlanda e na Europa, as humanidades digitais estão se tornando uma parte da linguagem da herança cultural. Ela citou como exemplo disso o programa Cultura, que tem entre seus objetivos criar ferramentas de internet para serem usadas especialmente por museus e galerias de arte.</p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Jane também foi questionada sobre o dilema entre utilizar recursos na conservação de fontes de informação físicas (manuscritos, livros, obras de arte) ou na sua digitalização. Para ela, se não houver outra opção, deve-se investir na preservação, pois o material pode se deteriorar em cinco ou dez anos, ficando inapropriado para digitalização.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP; Trinity College Dubllin</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Humanidades Computacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-05T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga">
    <title>“Racismo é dupla morte”, diz Kabengele Munanga</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga</link>
    <description>O olhar privilegiado do antropólogo que ajuda os brasileiros a conhecer “o verdadeiro Brasil” foi tema de debate no dia 28 de setembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/protesto-congo" alt="Protesto Congo" class="image-inline" title="Protesto Congo" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><strong>"Conflitos civis no Congo são fenômenos urbanos iniciados após independência", diz Kabengele.</strong></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>País instável, com um cenário de conflitos entre diversos grupos civis e um governo central em crise. A escalada de protestos contra a permanência do atual presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, já tem um saldo de pelo menos 50 mortos desde fins de setembro, segundo grupos de oposição que exigem eleições. O clima de instabilidade política lembra os eventos pós-independência daquele país da África Central e os episódios vividos pelo antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kabengele-munanga" class="external-link">Kabengele Munanga</a>, que se instalou no Brasil após fugir de um regime ditatorial em seu país, na década de 1970.</p>
<p>“A ideia de guerras étnicas não corresponde à realidade do que muita gente pensa sobre a África. O que existem são conflitos civis em centros urbanos. No Congo, foram os belgas que começaram a introduzir a consciência étnica desde a colonização, com a política de dividir para dominar. Os conflitos começaram a estourar a partir da independência, em 1960. Até aí, eu não sabia a qual etnia eu pertencia. A identidade e a consciência étnica eram uma forma de manipulação, para dizer que uns eram melhores que outros e mereciam o poder. Fora do contexto urbano, isso não existia”, disse o professor Munanga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, durante o diálogo <i>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil, </i>realizado no dia <strong>28 de setembro</strong> no IEA.</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais </a>do IEA, o debate mostrou detalhes da trajetória do acadêmico e do militante, construída entre países e culturas até o estabelecimento no Brasil, há mais de 30 anos, onde Munanga se naturalizou. O encontro foi coordenado pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a>, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras">Maura Véras</a>, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.</p>
<p>Com uma vida marcada por surpresas e muita sorte, como diz o próprio Munanga, a conclusão do doutorado com bolsa de estudos na Bélgica, afinal, não aconteceu. Seu destino se voltou para o Brasil. Conheceu em 1974 o professor Fernando Augusto Albuquerque Mourão, fundador do Centro de Estudos Africanos da USP, do qual Munanga se tornaria diretor e professor sênior.</p>
<p>“Ele viu minha dificuldade, falou de um convênio da USP com países africanos e me convidou para o doutorado. Fui o primeiro africano a receber o formulário para bolsa na USP. Também fui o primeiro morador do Crusp, quando reaberto após os eventos de 1968”, conta.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kabengele-munanga-1-1" alt="Kabengele Munanga - 1" class="image-inline" title="Kabengele Munanga - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Ligia Fronseca Ferreira, Kabengele Munanga e Maura Véras</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A antropologia no Brasil estava mais desenvolvida que na própria Bélgica, afirma o antropólogo graduado em 1969 pela Université Officielle Du Congo à Lubumbashi. O doutorado no Brasil o levou a caminhos diversos da linha funcionalista que conheceu na África. Teve acesso a muitos autores, ao estruturalismo e a outras correntes da antropologia. Assim criou outra desenvoltura intelectual, conta. Autores brasileiros como Florestan Fernandes e Octávio Ianni o levaram a “descobrir o verdadeiro Brasil”, disse.</p>
<p>“Aqui me tornei antropólogo, até como formação. Todo o meu amadurecimento foi nesse contexto, nos contados e encontros que tive aqui, sem a postura paternalista do colonizador. Isso me ajudou a crescer como ser humano. Encontrei um ambiente intelectual propício à liberdade, em que pude dizer o que pensava e acreditava, onde me tornei independente sem ficar repetindo os mestres e os clássicos”, disse o autor de “Origens Africanas do Brasil Contemporâneo”.</p>
<p>A vida na USP é comparada a uma “espécie de valsa”. Como antropólogo e pesquisador, manteve um pé na academia, onde aprendeu teorias e conceitos, e outro pé na militância negra, em que aprendeu a verdadeira condição do negro na sociedade brasileira, diz. “Sem um e outro, eu não seria o que sou e foi o ambiente brasileiro que me deu a possibilidade de crescer como intelectual”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Escola colonial</strong></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th> 
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Congo já foi latifúndio de rei</h3>
<p style="text-align: justify; ">A República Democrática do Congo (RDC) foi explorada pelo rei Leopoldo II da Bélgica após a Conferência de Berlim, de 1885. Nessa conferência, as potências europeias decidiram a partilha da África segundo suas próprias regras. O nome dado então ao país, de Estado Livre do Congo, apenas tinha de livre o fato de corresponder a uma propriedade particular, no caso, com 2 milhões de quilômetros quadrados.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na prática, Leopoldo II já havia lançado as bases para seu latifúndio particular em 1876, quando Bruxelas sediou uma conferência geográfica internacional e propôs o que, no papel, seria uma expedição multinacional, humanitária e científica na África Central. Mas o governo belga não quis assumir a empreitada e o rei, então, numa decisão insólita, transformou o território numa espécie de “fazenda”, controlando não apenas suas riquezas, como também a vida de seus milhões de habitantes.</p>
<p style="text-align: justify; ">Além de confiscar terras e aldeias, promover a escravidão e o aumento de impostos, a temida Força Pública a serviço do rei tinha carta branca para assassinatos, amputações, estupros e saques quando as cotas extrativistas de borracha e marfim não eram cumpridas. As denúncias sobre as insanidades lá cometidas tornavam-se cada vez mais conhecidas. A atuação de escritores como Mark Twain, Arthur Conan Doyle e Joseph Conrad (de “O Coração das Trevas”) contribuiu para a criação de uma das primeiras organizações de defesa dos direitos humanos do século 20, a Associação pela Reforma do Congo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diante da crescente pressão internacional, o parlamento belga decidiu intervir e tomou do rei o Estado Livre do Congo em 1908, quando passou a ser chamado Congo Belga. Considerado um dos mais ricos países em recursos naturais, recebeu di ditador Mobutu Sese Seko o nome de Zaire, entre os anos de 1971 e 1997. Atualmente, a RDC possui 70 milhões de habitantes.<span style="text-align: left; "> </span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Com toda aquela disciplina religiosa, eram poucos os que iam para o colégio. Os melhores alunos eram os que memorizavam textos da Bíblia. Virei até coroinha, pois decorava os textos em latim, mesmo sem entender nada. A história que sabíamos era a do colonizador. Da África, não conhecíamos nada. Não sabia até o fim do colégio que o continente africano teve impérios, estados e monarquias”, disse.A educação na RDC foi marcada por 20 anos colonização, uma verdadeira “lavagem cerebral”, como coloca . Aos 10 anos de idade, ele saiu de sua aldeia natal, Bakwa Kalonji, para realizar os estudos primários e, em seguida, o colégio jesuíta.</p>
<p>Mas nos primeiros anos do primário, enfrentou dificuldades. A alfabetização básica se deu na sua língua materna, o kiluba, uma das mais faladas na RDC, originária do tronco Bantu. Depois da alfabetização, os conteúdos do primário e secundário começaram a ser passados em francês. “Eu ficava sem entender nada e esse bloqueio com a língua me causou muitos complexos. Eu era um aluno solto na escola, com dificuldades de comunicação”, diz o professor, que dirigiu o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP por sete anos, entre 1983 e 1989.</p>
<p>“Ao final do processo, tivemos contato com alguma literatura e o pan-africanismo, que abriu nossos horizontes para saber que sistema era aquele. Mas, daí, já havíamos criado o complexo de inferioridade e de ser negro, num processo lento que não temos nenhum controle”, disse.</p>
<p>A quebra daquele sistema acontecia nas férias, quando os estudantes retornavam às suas aldeias. “O que nos salvava eram as férias. As famílias continuavam a viver suas culturas e o colonizador não tinha controle sobre o cotidiano das aldeias, exceto pelas prisões e trabalhos forçados. Havia casamentos na igreja para que os filhos pudessem frequentar os colégios, mas na aldeia os homens continuavam com suas mulheres. O processo de alienação acontecia através dos jovens. E assim conseguíamos viver entre a cultura da colonização e as nossas tradições e valores”, conta.</p>
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<p><strong>Pioneiros de uma nação</strong></p>
<p>A primeira universidade no Congo foi criada em 1956, conta Munanga, que entrou em 1964 no curso de ciências sociais, o único disponível naquela ocasião. “Pertenço à segunda turma de jovens congoleses a frequentar o ensino superior. No ano da independência do Congo, em junho de 1960, havia apenas oito jovens com diploma universitário. O que esperar de um país, à época com 24 milhões de habitantes e apenas oito jovens com diploma universitário?”, questiona Munanga.</p>
<p>“Não havia interesse em formar elite, de educar o povo. Após a independência, 60% da população era alfabetizada, mas não havia advogados, engenheiros. Ao finalizar ciências sociais, complementei com uma licenciatura em antropologia cultural. Fui um aluno muito mimado, pois fui o único a me matricular. Ninguém queria fazer porque diziam que era uma ciência colonial. Terminei em 1969 e fui diretamente convidado a dar aulas na universidade do Congo, começando como auxiliar de ensino e depois, professor assistente”, conta.</p>
<p>Obteve uma bolsa para o doutorado na Université Catholique de Louvain, da Bélgica. Chegou a realizar o levantamento de campo para seu projeto que se chamaria “Memória”, sobre as mudanças socioculturais de um grupo étnico do Congo que vivia numa região de extração de cobre. Voltou ao Congo para terminar sua tese, mas não pode concluí-la porque a ditadura instalada na então recém-criada República do Zaire o impediu. A bolsa foi cortada porque sua família fazia oposição política ao governo congolês, disse. Na sequência, nova surpresa. Outra bolsa, esta obtida pela Fundação Rockefeller, terminou confiscada, contou.</p>
<p>Foi por acaso que afinal encontrou o professor Mourão, da FFLCH-USP, conta Munanga. A sequência foi o doutorado em antropologia social na FFLCH-USP, iniciado em 1975 com o mesmo tema do levantamento de campo realizado na África. A tese de doutorado, intitulada “Os Basanga de Shaba (Zaire) - Aspectos socioeconômicos e político-religiosos”, com a orientação do professor João Baptista Borges Pereira, foi concluída em 1977.</p>
<p>“Tive sorte de encontrar aqui o (antropólogo e especialista em África) George Balandier (1920-2016), que esteve em 1976 realizando palestras no Centro de Estudos Africanos da FFLCH. Tomei seus conselhos ao pé da letra e comecei a escrever meu trabalho. Obtive nota 10 com distinção e louvor”, conta.</p>
<p>Munanga ministrou aulas na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em 1977, e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1979. Tornou-se pesquisador e professor do MAE-USP em 1980. Após três anos, aceitou a administração e direção do MAE, ao lado do professor Mourão e do professor Borges Pereira.</p>
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<p><strong>Militância negra</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Kabengele-Munanga-web-2.jpg" alt="Kabengele Munanga 2" class="image-inline" title="Kabengele Munanga 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Aqui encontrei um ambiente intelectual propício à liberdade, em que pude dizer o que pensava e acreditava".</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Munanga, o racismo no Brasil é o crime perfeito porque é uma dupla morte. “Não vemos o carrasco do racismo porque ele não se assume como tal. Então é uma morte física e também da consciência do negro. A segunda se dá pelo silêncio, pelo não dito que impede que a vítima e a população tomem consciência de que o racismo existe”, afirma.</p>
<p>Ao chegar ao Brasil, Munanga acreditava que aqui havia uma democracia racial de fato, algo diferente do que ocorria Estados Unidos. Mas a partir das aulas, leituras e encontros, começou a “conhecer o verdadeiro Brasil”.</p>
<p>“Se na maior universidade do país precisou vir um negro fugido de uma ditadura para ser o primeiro professor negro aqui, então alguma coisa estava errada. Vivi circunstâncias que ajudaram a me posicionar como intelectual. Eu não iria continuar a estudar os clássicos gregos e sim as pessoas que tinham a ver com minha própria história”, conta.</p>
<p>A leitura selecionada, o olhar distanciado, as ideias e, sobretudo o contato com o outro, o ajudaram a perceber o que os colegas brancos da academia e o negro brasileiro não percebem. “Conheci o Clóvis Moura e o Eduardo Oliveira, dois intelectuais mestiços que fizeram mestrado aqui na época e que afirmavam ser negro por uma questão de afirmação política. Isso me impressionou muito e ajudou na minha compreensão do Brasil. O Clóvis Moura fez um trabalho pioneiro com o seu livro (“Rebeliões da Senzala, quilombos, insurreições, guerrilhas”) e nos tornamos grande amigos. Tudo isso me ajudou a perceber a importância de ser um professor negro na USP”.</p>
<p><span>Ao confrontar estereótipos, desconstruía o mito da democracia racial. “As pessoas viam que meu comportamento era diferente, que eu não era do Brasil. Daí é possível perceber como os preconceitos podem construir comportamentos. Perguntavam se eu tocava algum instrumento, se já tinha caçado algum leão, se na África existia carro e televisão. Havia um desconhecimento total sobre a África, até entre os alunos da USP”, disse.</span></p>
<p>Munanga lamenta o desconhecimento dos brasileiros sobre a África. “Parece que a história do negro no Brasil parou na abolição. Depois disso, não se produziram estudos. Mas se os negros estão estudando história da Europa, porque o branco também não pode estudar o negro? Com isso, a USP começou a contratar professores para ensinar história da África, tanto que o tema virou disciplina. Isso é um progresso muito grande”, observa.</p>
<p>Munanga citou a polêmica sobre cota raciais em que foi alvo de críticas do jornalista Demétrio Magnoli, em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, de 14 de maio de 2009. “Ele me acusou de ser o ícone da racialização oficial do Brasil. Mas como posso ser isso? Disse ainda que eu estava aproveitando o cargo na universidade para pregar o racismo científico, há muito superado”. O artigo de Magnoli, intitulado <a class="external-link" href="http://arquivoetc.blogspot.com.br/2009/05/demetrio-magnoli-monstros-tristonhos.html">“Monstros tristonhos”</a>, incitou uma enxurrada de protestos na internet. Munanga, por sua vez, coloca sua posição no artigo <a class="external-link" href="http://www.geledes.org.br/kabengele-munanga-responde-demetrio-magnoli/">“Kabengele Munanga responde a Demétrio Magnoli”.</a></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: EuroNews/ Jean Kabese@KBC / Leonor Calazans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-06T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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