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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 31 to 45.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
</h3>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/rua-resiliencia-urbana-em-acao">
    <title>RUA – Resiliência Urbana em Ação: Estratégias para o Gerenciamento de Riscos Associados a Eventos Climáticos Extremos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/rua-resiliencia-urbana-em-acao</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><span><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1819"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-livro-rua-200px" alt="Capa de livro - RUA 200px" class="image-left" title="Capa de livro - RUA 200px" /></a></span></span></span></span></span>Tatiana Tucunduva (coordenadora)</strong></p>
<p dir="ltr"><span>IEA, 2026<br />96 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><strong>Download</strong>:<strong> </strong><span><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1819/1661/6771">PDF</a></span></span></span></span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p> </p>
<p><span>A obra <i>RUA – Resiliência Urbana em Ação</i> apresenta o projeto homônimo dedicado a fortalecer a capacidade das cidades brasileiras de enfrentar eventos climáticos extremos por meio de governança colaborativa, ciência aplicada e participação social. </span></p>
<p><span>Estruturada segundo as cinco fases do Marco de Sendai <i>–</i> resposta, recuperação, reabilitação, reconstrução e prevenção <i>–</i>, a publicação descreve encontros técnicos interinstitucionais baseados em metodologias participativas e análise de dados. </span></p>
<p><span>O caso da tragédia de São Sebastião (2023) é utilizado como estudo empírico central para mapear fragilidades, boas práticas e fluxos de atuação. </span></p>
<p><span>A obra enfatiza a integração entre órgãos públicos, academia, setor privado e comunidades como eixo da resiliência urbana. </span></p>
<p><span>Ao final, sistematiza achados transversais, desafios persistentes e recomendações práticas, culminando em uma chamada coletiva à ação para cidades mais preparadas, justas e sustentáveis..</span></p>
<p><span><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-censo-vizinhanca-usp">
    <title>Cátedra Olavo Setubal lança censo realizado nas comunidades vizinhas à USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-censo-vizinhanca-usp</link>
    <description>Dados populacionais e socioculturais de comunidades vizinhas de dois campi da USP na capital, lançados em versão impressa e digital, podem ser acessados também em site.
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> apresentou, na última sexta-feira, dia 1º de julho, o resultado das pesquisas realizadas ao longo de dois anos nas comunidades próximas aos territórios da Universidade. O <i><a class="external-link" href="https://censovizinhanca.iea.usp.br/">Censo Vizinhança USP</a></i> reúne dados populacionais e socioculturais de comunidades vizinhas à Cidade Universitária da USP, na Zona Oeste de São Paulo, e à Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each), na Zona Leste da cidade.<span> </span></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliana-sousa-silva-censo/image" alt="Eliana Sousa Silva - Censo" title="Eliana Sousa Silva - Censo" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Eliana Sousa: relação mais qualitativa da USP com seu entorno. Crédito: Leonor Calasans</dd>
</dl>O projeto foi idealizado pela educadora e ativista social, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa Silva</a>, diretora-fundadora da Redes da Maré, no período em que foi titular da cátedra, parceria entre o Itaú Cultural e o IEA, de 2018 a 2019. O censo também contou com o apoio da Fundação Tide Setúbal.</p>
<p><span>Transmitido ao vivo pelo site do IEA, a atividade reuniu presencialmente Eliana, pesquisadores e moradores das comunidades recenseadas que atuaram no projeto, a vice-reitora da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda" class="external-link">Maria Arminda do Nascimento Arruda</a><span>, o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-alberto-nussenzveig" class="external-link">Paulo Nussenzveig</a><span>, a assessora técnica da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcia-lima" class="external-link">Márcia Lima</a><span>, a antropóloga e supervisora geral do projeto, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/erica-pecanha-do-nascimento" class="external-link">Érica Peçanha</a><span>, a presidente do conselho curador da Fundação Tide Setúbal, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neca-setubal" class="external-link">Neca Setúbal</a><span> e o diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a><span>. A mediação do encontro foi do coordenador acadêmico da cátedra, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a><span>. Entre os presentes estavam </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a><span>, diretor do Instituto Tomie Ohtake, José Antonio Visintin, superintendente de Prevenção e Proteção Universitária e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raquel-rolnik" class="external-link">Raquel Rolnik</a><span>, prefeita da Cidade Universitária.</span></p>
<p>“Quando cheguei em 2018 na Cátedra, procurei pensar uma perspectiva para aprofundar uma relação que já existia entre a USP e as comunidades vizinhas. Queria construir algo que pudesse deixar um legado e esse legado pudesse contribuir com essa perspectiva de uma relação mais orgânica, mais qualitativa da USP com seu entorno”, contou Eliana Sousa durante sua apresentação. “Precisávamos desenvolver conhecimento e esse conhecimento precisava fazer sentido para as pessoas dessas comunidades. O censo tem o rigor acadêmico da pesquisa, mas o significado maior dele é que ele tinha que fazer sentido para todos os envolvidos, em especial, para as pessoas onde estamos fazendo a pesquisa”.</p>
<p><span>Para Grossmann, o censo se trata de um projeto ampliativo. “Pela primeira vez o IEA abarca um projeto que tem na sua base jovens pesquisadores. A tecnologia social usada na Maré com mais de 140 mil pessoas teve de ser adaptada para o contexto acadêmico, que é essencialmente pedagógico”, frisou. “São Paulo importa um ‘</span><i>know how</i><span>’ da periferia do Rio de Janeiro para desenvolver um projeto que pode ser replicado em outras instâncias”.</span></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Visao-geral-Censo.png/image" alt="Visão geral - Censo" title="Visão geral - Censo" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Evento reuniu pesquisadores, moradores das comunidades recenseadas e apoiadores. Crédito: Leonor Calasans</dd>
</dl></p>
<p><span>Dalcio Marinho Gonçalves, coordenador de pesquisa do projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais (Dasp), da Cátedra Olavo Setúbal, explicou que foi utilizada a mesma metodologia do IBGE (</span><i>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</i><span>) para que houvesse validade, confiabilidade e comunicabilidade entre os dados. “Nosso censo não ficará desatualizado nunca. Primeiro porque os censos se comunicam e fizemos um trabalho complementar, onde trouxemos questões que são incomuns se comparado ao censo demográfico oficial, que por sua abrangência não tem como dar conta. Temos a quantidade de casais homoafetivos, de gestantes, incluindo seus parceiros que moram junto ou não, tem a relação com a USP e de uso do campus, as práticas culturais, doenças crônicas e até animais domiciliados”.</span></p>
<p>Ericsson Magnavita, articulador local do censo São Remo, avalia que o censo causou impacto dentro da comunidade, uma vez que significativamente era a USP lá dentro. “A equipe foi sensacional. Se tivéssemos essa equipe em outros projetos da São Remo seria uma evolução de material, de produto, de conhecimento para todos, tanto para a comunidade como para a USP”, relatou. “Esse projeto trouxe e está trazendo informações qualitativas para dentro da comunidade”.<span> </span></p>
<p>Kaio Gameleira, articulador local do censo Jardim Keralux e Vila Guaraciaba, da qual é morador, e graduando de Gestão de Políticas Públicas da Each, acredita que o projeto também teve importante papel formativo. “O censo contribuiu para minha formação pessoal de forma coletiva. Os aprendizados se perpetuam até hoje na minha vida e nos processos que ocorrem no meu território”, relatou.<span> </span></p>
<p>Gameleira sugeriu que os projetos acadêmicos em periferias e favelas prevejam a participação dos moradores dos territórios pesquisados, incluindo-os como membros da equipe e valorizando suas vivências e conhecimento. Ele manifestou ainda que os resultados sejam apresentados à comunidade em formatos acessíveis a partir de uma linguagem não acadêmica. Por fim, apresentou uma série de demandas em uma carta-aberta: visitas ao campus, bolsas de pesquisa, monitoria, cursos com vagas reservadas para a comunidade, cursos pré-vestibulares, projetos de extensão e ações afirmativas para promover a inclusão da população periférica vizinha nos cursos de graduação e pós-graduação. “Os territórios periféricos não podem mais continuar sendo vistos apenas como campo de estudos da Universidade, a qual deve se comprometer a incluir os sujeitos de pesquisa como parte da produção de conhecimento”.<span> </span></p>
<p>Neca Setúbal salientou que a missão da Fundação Tide Setúbal consiste no desenvolvimento das periferias urbanas, enfrentando as desigualdades nas suas diferentes dimensões. “O censo superou muito minhas expectativas pelo grau de profundidade das análises e pela capacidade de integrar diferentes dimensões da vida da comunidade e de sua relação com a USP”.<span> </span></p>
<p>Maria Arminda lembrou que movimentos no âmbito da instituição em relação às comunidades do entorno já existem há algum tempo, citando como exemplo, o Programa “Avizinhar”, desenvolvido nos anos 90 e que esteve pautado pelo contexto daquele período. “As políticas afirmativas já ganhavam espaço e a partir de 2017 foram reconhecidas. De lá para cá muitas coisas foram feitas e agora estamos institucionalizando essas ações”.<dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-arminda-censo/image" alt="Maria Arminda - Censo" title="Maria Arminda - Censo" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Maria Arminda lembrou primeiras ações com as comunidades próximas. Crédito: Leonor Calasans</dd>
</dl><span> </span></p>
<p>Maria Arminda salientou ainda que, muito especialmente, a atual gestão vem dando uma atenção particular a essas questões. “Temos aqui dois exemplos notáveis. A Pró-Reitoria de Inclusão, Diversidade e Pertencimento, que tem um compromisso muito sólido com a manutenção da permanência estudantil, em suas várias modalidades de apoio e hoje a realidade social da USP é muito diversa; assim como a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação, entendendo o campo da inovação em sua forma mais geral e ampla”.<span> </span></p>
<p>A vice-reitora declarou que a pesquisa do Censo Vizinhança USP a impressionou demais e possui uma imensa ousadia. “Na Each, os cursos são absolutamente enraizados na zona leste. É um campus da Universidade que tem um compromisso com aquela região. Se queremos fazer políticas sólidas de permanência temos que tratar de fato essas políticas a partir dos próprios sujeitos”.<span> </span></p>
<p>Jader Rosa, gestor do Observatório Itaú Cultural – espaço orgânico de pesquisa, formação e reflexão sobre o setor cultural – analisou, por videoconferência, alguns dados sobre práticas culturais, traçando paralelos com estudos realizados no âmbito do Observatório. “Quando vemos que 85% dos moradores praticam pelo menos uma atividade cultural queremos falar com esse público e saber que tipo de manifestação está sendo feita, seja na literatura, dança, contação de histórias, arquitetura”. Citou como outro ponto de convergência as informações sobre informalidade. “Estar em consumo com arte e cultura, por exemplo, melhora o relacionamento dentro de casa, [diminui] a sensação de solidão, depressão, então muitas coisas são convergentes”.</p>
<p>O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP, Paulo Nussenzveig ressaltou que o Censo não é simplesmente um trabalho de pesquisa que visa apenas aprendizagem e informação, mas principalmente uma ação transformadora de co-criação. “Isso é claramente um projeto de inovação produzido pela Universidade, em especial, para a comunidade do entorno sobre a qual temos uma responsabilidade imensa”, enfatizou. “É um enriquecimento que nos permite fazer melhor o que a gente faz, desenvolver conhecimento, transmitir, armazenar, compartilhar, aprender e criar em conjunto”.<span> </span></p>
<p>De acordo com Márcia Lima, a criação da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP significa um passo muito importante na consolidação das políticas de ações afirmativas dentro da Universidade. A professora salientou um dado que considera “acachapante”. Das estatísticas sobre as formas de relacionamento histórico dos moradores com a USP, considerando-se as atividades e serviços acessados pela vizinhança da zona oeste, em 87,4% dos domicílios não há moradores que utilizam serviços ou desenvolvem atividades na USP enquanto que, na zona leste, este percentual chega a 92,1%. “Essa pesquisa nos traz essa informação, mas também se torna um mecanismo de transformação dessa realidade”, disse. “A gente precisa, daqui a uns cinco anos, olhar para esses números e ver um outro resultado. Esse percentual não é possível, não é aceitável”.<span> </span></p>
<p>Para Guilherme Ary Plonski, diretor do IEA, do ponto de vista do Instituto, a titularidade da Cátedra Olavo Setúbal e o projeto do Censo Vizinhança USP, em particular, mudaram duas coisas: a cara e a cabeça do IEA. “Ter recebido 30, 40 jovens estudantes em nosso ambiente foi uma alegria inenarrável”, pontuou. “Esse projeto ampliou o que entendemos por avanço, aumentou a sabedoria do IEA. Agora temos um desafio: mudar a alma da USP. Isso requer esforço coletivo, é uma mudança gradual: cara, cabeça e alma”.<span> </span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-tania-katz" class="external-link">Helena Katz</a>, paraninfa da titular Eliana Sousa Silva em 2018, acredita que a cátedra conseguiu reunir democracia e saberes plurais numa referência ao nome do projeto Dasp. “O censo deixa como legado um chão sobre o qual agora se pode caminhar para formular políticas públicas de desenvolvimento”.</p>
<p><span><strong>Resultados do censo</strong></span></p>
<p><span><span>O documento traça um perfil demográfico das populações dos bairros Jardim São Remo e Sem Terra (vizinhos à Cidade Universitária) e Jardim Keralux e Vila Guaraciaba (vizinhos à EACH), suas práticas socioculturais e formas de relacionamento histórico com a universidade, além de caracterizar os animais domiciliados. Desta forma, é possível ter uma visão ampla sobre a realidade da população periférica das imediações dos dois campi universitários, a fim de subsidiar a identificação de demandas sociais e oferecer dados qualificados para a realização de outros projetos e pesquisas.</span></span></p>
<p>A equipe de pesquisa contou com a participação de 56 estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes unidades de ensino da USP, 1 pesquisadora de pós-doutorado e 10 moradores dos territórios ao longo de todo o censo, além da colaboração de consultores, professores e funcionários de diferentes unidades da USP.</p>
<p><span><span><span>As informações foram levantadas entre fevereiro de 2019 e março de 2020, a partir da visita às unidades residenciais e de entrevistas com os moradores. No total, foram identificados 5.846 domicílios, 17.588 pessoas e 2.811 animais (cães e gatos). Também foram registrados dados sobre equipamentos públicos, grupos, entidades, instituições, artistas e lideranças comunitárias que desenvolvem ações regulares de caráter social, cultural, artístico, esportivo, educacional ou religioso.</span></span></span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th></th><th></th>
</tr>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/censo-vizinhanca-usp-jarim-sao-remo-e-sem-terra" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-censo-vizinhanca-usp-jardim-sao-remo-e-sem-terra-140px" alt="Capa do livro &quot;Censo Vizinhança USP&quot; (Jardim São Remo e Sem Terra) - 140px" class="image-inline" title="Capa do livro &quot;Censo Vizinhança USP&quot; (Jardim São Remo e Sem Terra) - 140px" /></a></td>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/censo-vizinhanca-usp-jardim-keralux-e-da-vila-guaraciaba" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-censo-vizinhanca-usp-jardim-keralux-e-vila-guaraciaba-140px" alt="Capa do livro &quot;Censo Vizinhança USP&quot; (Jardim Keralux e Vila Guaraciaba) - 140px" class="image-inline" title="Capa do livro &quot;Censo Vizinhança USP&quot; (Jardim Keralux e Vila Guaraciaba) - 140px" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>As publicações </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/censo-vizinhanca-usp-jarim-sao-remo-e-sem-terra" class="external-link">Censo Vizinhança USP / Características Domiciliares e Socioculturais – Jardim São Remo e Sem Terra (volume 1)</a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/censo-vizinhanca-usp-jardim-keralux-e-da-vila-guaraciaba" class="external-link">Jardim Keralux e da Vila Guaraciaba (volume 2)</a><span> compõe uma obra de quase 400 páginas, em versão impressa e digital, disponível em: </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes">www.iea.usp.br/publicacoes</a><span>. Os dados e as análises podem ser acessados também em um site lançado no mesmo dia: </span><a href="https://censovizinhanca.iea.usp.br/">censovizinhanca.iea.usp.br/</a><span>. A página foi viabilizada por meio de recursos do Programa </span><i>Ciência Cidadã</i><span> da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação.</span></p>
<p><strong>Destaque dos dados</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Entre os vizinhos à Cidade Universitária, 52% dos moradores são mulheres e 48% são homens. A média de moradores por domicílio é de 2,93 pessoas (2,95 em São Remo e 2,78 no Sem Terra). Considerando o conjunto dos territórios vizinhos à Each, 50,4% são mulheres e 49,6% são homens. A média dos moradores por domicílio é de 3,08 pessoas no Jardim Keralux e 3,23 na Vila Guaraciaba. Foi identificada uma pessoa com 101 anos morando no Jardim Keralux.<span> </span></p>
<p>No conjunto dos territórios, com relação à situação legal e posse dos imóveis, 70% dos imóveis próprios do Jardim São Remo e Sem Terra não têm documento que comprove a posse do imóvel, enquanto no Jardim Keralux e Vila Guaraciaba essa porcentagem é de 67%.<span> </span></p>
<p>Sobre as condições de saneamento, os domicílios do Jardim São Remo e Sem Terra que lançavam o esgoto ao córrego formaram um aglomerado na proximidade do Riacho Doce, mas chama a atenção que esse tipo de destinação também ocorreu em outros lugares do território. No Jardim Keralux e Vila Guaraciaba os domicílios que lançam esgoto ao córrego não são somente os que estão no entorno do mesmo, mas também a maioria daqueles que estão localizados próximos ao Parque Ecológico do Tietê.<span> </span></p>
<p>O perfil dos moradores do Jardim São Remo e Sem Terra que trabalham na USP é de 73% com vínculo de terceirizado, sendo 68,8% declarados pretos ou pardos e 63,4% de mulheres. Dos 41 moradores do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba que trabalham na USP, a maioria tem vínculo como terceirizado (27 habitantes ou 65,8% do total), é mulher (24 ou 58,5%) e autodeclarada parda (22 ou 53,6%).<span> </span></p>
<p>Com relação ao acesso à educação e escolaridade, pode-se destacar que apenas 1,5% dos entrevistados do Jardim São Remo e Sem Terra estudam e 2,7% declararam já terem sido estudantes da USP, considerando-se desde a creche, os cursos livres e pré-vestibulares, além da graduação e pós-graduação. No caso do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba, esse percentual não chega a 1,8% dos entrevistados.<span> </span></p>
<p>No que diz respeito ao pertencimento religioso, observou-se que das pessoas do Jardim São Remo e Sem Terra que se declararam indígenas, nenhuma delas possui pertencimento religioso às tradições indígenas. Entre aqueles que se declaram pretos e pardos está a maior proporção de praticantes de religiões de matriz africana. Das 136 pessoas do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba que se declararam indígenas, apenas três (3) possuem pertencimento religioso às tradições indígenas, 2% do total.<span> </span></p>
<p>Quanto ao acesso aos serviços de saúde, 80% dos moradores do Jardim São Remo e Sem Terra usam somente o Sistema Único de Saúde (SUS) e 19,2% possuem planos de saúde privados; enquanto no Jardim Keralux e Vila Guaraciaba as porcentagens são de 72,6% e 26,5%, respectivamente.<span> </span></p>
<p>Sobre a dependência de álcool, tabaco e outras drogas verificou-se que em 10,5% dos domicílios do Jardim São Remo e Sem Terra há algum morador com dependência química de álcool ou outras drogas. Dos entrevistados do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba, 4,5% se autodeclararam dependentes de alguma substância psicoativa lícita ou ilícita.<span> </span></p>
<p>Apesar de ser minoria no contexto pesquisado, identifica-se no Jardim São Remo e Sem Terra a presença de casais homoafetivos, sendo 37 casais de mulheres e 8 casais de homens. Nos outros dois territórios (Jardim Keralux e Vila Guaraciaba) foram identificados 23 casais de mulheres e 8 casais de homens.</p>
<p>Quanto às práticas culturais de consumo, expressão ou participação ligadas à vida intelectual e artística, assistir a filmes/séries/documentários e ouvir música/cantar são as mais presentes, sendo praticadas habitualmente por mais da metade dos moradores das quatro comunidades vizinhas dos dois campi da USP.</p>
<p>Cerca de 79% da população do Jardim São Remo e Sem Terra acessa à internet, mas somente 62,4% dos domicílios possuem acesso à internet sem ser a do celular. Em 75,9% dos domicílios do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba há acesso à internet sem ser a do celular.</p>
<p>Sobre as formas de relacionamento dos moradores com a USP, o serviço mais acessado pelos moradores do Jardim São Remo e Sem Terra é o atendimento médico e/ou odontológico, seguido do desenvolvimento de atividades físicas e esportivas, atividades culturais e acesso ao transporte. As atividades físicas e/ou esportivas são as mais praticadas pelos moradores no campus da Each, seguidas por ações ligadas a projetos de escolas da região e atividades culturais.</p>
<p>Com relação aos animais, investigou-se tanto a presença daqueles que são criados e cuidados com a finalidade de companhia, como cães, gatos, aves, como também aqueles que convivem no mesmo ambiente que a população e podem ser responsáveis por alguns agravos à saúde, os chamados animais sinantrópicos: ratos, escorpiões, baratas, aranhas, entre outros.</p>
<p>Foram registrados 745 cães, 685 gatos e 983 aves de companhia no ambiente domiciliar do Jardim São Remo e Sem Terra e 1.135 cães, 834 gatos e 845 pássaros de companhia no ambiente domiciliar do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba.</p>
<p>Em 55,5% dos domicílios do Jardim São Remo e Sem Terra relatou-se o incômodo com a presença de animais sinantrópicos, sendo ratos, mosquitos e baratas os mais comuns entre os 29 tipos de animais referidos pelos entrevistados, além dos escorpiões. Em 54,1% dos domicílios do Jardim Keralux e Vila Guaraciaba relatou-se o incômodo com a presença desses animais, sendo ratos, baratas, pernilongos e cobras os mais comuns entre os 47 tipos de animais mencionados pelos entrevistados.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Dasp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedras</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-07-07T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-direitos-humanos">
    <title>Grupo lança livro com ensaios críticos e experimentos em direitos humanos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-direitos-humanos</link>
    <description>Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia e Memória (GPDH) do IEA lança livro "Ensaios Críticos e Experimentações em Direitos Humanos, Democracia e Memória" no Portal de Livros Abertos da USP. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-ensaios-criticos-e-experimentacoes-em-direitos-humanos-democracia-e-memoria" alt="Capa do livro &quot;Ensaios Críticos e Experimentações em Direitos Humanos, Democracia e Memória&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Ensaios Críticos e Experimentações em Direitos Humanos, Democracia e Memória&quot;" />O campo dos direitos humanos é atravessado por contradições e não se realiza sem o espírito da crítica que deve transpassá-lo, afirmam os autores da Introdução do livro "Ensaios Críticos e Experimentações em Direitos Humanos, Democracia e Memória", que terá evento de lançamento no <strong>dia 14 de maio, às 10h, no IEA</strong>, com a participação de organizadores e autores de ensaios da obra e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet [<i>veja a <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/e-book-ensaios-criticos-dh#programacao" class="external-link">programação</a></i>].</p>
<p>Já disponível no <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1277">Portal de Livros Abertos da USP</a>, o e-book "aponta problemas, caminhos e impasses que merecem dedicação apurada, a fim de corrigir repetições e políticas equivocadas ou sem efeito, travestidas de políticas, planos e/ou ações em direitos humanos", destacam Andrei Koerner, Paulo César Endo e Maria Cristina Gonçalves Vicentin. Os três integram o Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia e Memória (GPDH) do IEA, responsável pela produção do volume.</p>
<p>Os organizadores do volume são Endo, Koerner e Raíssa Wihby Ventura. Endo é o coordenador do GPDH e professor do Instituto de Psicologia da USP; Koerner e Ventura são professores do I<span>nstituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.</span></p>
<p>Os pesquisadores ressaltam que, após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais, abriram-se novas perspectivas para a reconstrução das políticas de direitos humanos, "mas em condições bem mais adversas", uma vez que agências e programas de direitos humanos foram paralisados ou extintos, além de terem sido "criadas políticas e firmados compromissos voltados a reforçar os entraves à autonomia dos sujeitos".</p>
<p>"Vivemos em um período de incerteza em que a recuperação das políticas de direitos humanos é prioritária, mas incerta e controversa. Ao mesmo tempo, porém, a experiência acumulada e a combinação de resistência e novas iniciativas nesses anos de desmonte nos deram novas base para pensar e agir", afirmam na Introdução.</p>
<p>Com 364 páginas, o livro contém 17 capítulos escritos por 27 pesquisadores vinculados ao GPDH. São professores e pesquisadores da USP e de outras universidades sediadas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Frankfurt (Alemanha), além de profissionais de direito, psicologia e assistência social atuantes no Poder Judiciário ou em organizações não governamentais.</p>
<p>Os autores da Introdução afirmam que os capítulos da obra permitem um contato com diferentes perspectivas temáticas e teóricas de trabalho que orientam algumas das pesquisas interdisciplinares dos participantes do GPDH, “cujas experiências, em muitos casos, são atravessadas por significativo ativismo em suas respectivas áreas”. Os textos estão divididos em quatro partes, de acordo com o aspecto predominante em cada um deles. São elas:</p>
<ul>
<li>Parte 1 – Reflexões Teóricas e Críticas a Discursos de Direitos Humanos;</li>
<li>Parte 2 – Críticas ao Autoritarismo, a Mecanismos Institucionais e Violações de Direitos Humanos e Direitos de Memória;</li>
<li>Parte 3 – Imaginações, Arte e Estéticas pelos Direitos Humanos e Memória</li>
<li>Parte 4 – Criações de Espaços e Práticas Coletivas</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Limites atuais</strong><strong> </strong></p>
<p>Os capítulos da Parte 1 - Reflexões Teóricas e Críticas a Discursos de Direitos Humanos discutem os limites de discursos atuais de direitos humanos e os potenciais críticos e analíticos de novas formulações dos problemas. Em “Minimalistas e Insuficientes? As Contribuições de Samuel Moyn para o Campo dos Direitos Humanos”, Carla Somo e Matheus de Carvalho Hernandes analisam as avaliações do professor de direito e história da Universidade de Yale, EUA, sobre a história dos direitos humanos e seus impasses atuais. Os autores discutem a posição de Moyn sobre a afirmação dos direitos humanos nos anos 70. Para ele, isso ocorreu efetivamente, mas num padrão de minimalismo e insuficiência.</p>
<p>Os limites da avaliação apresentada pela Unesco sobre a situação da educação na América Latina e Caribe, em relatório de monitoramento publicado em 2021, são apresentados por Maria José de Rezende no capítulo “Crianças, Direitos Humanos e Educação nos Diagnósticos e Prescrições de Documento da Unesco”. De acordo com Rezende, os diagnósticos apresentados são mais substantivos do que as prescrições do relatório do organismo da ONU. Eles “revelam obstáculos quase insuperáveis em várias regiões da América Latina”, afirma a autora.</p>
<p>Outro tema que afeta diretamente a fruição dos direitos humanos pelos jovens é abordado no texto “Justiça Juvenil Amigável: Tensões e Torções de uma Promessa Incumprida”, de Eduardo Rezende de Melo, que trata da noção de justiça sensível do ponto de vista das relações entre amizade, política, igualdade e democracia. Essa noção está presente em debates atuais sobre como adaptar as formas e práticas judiciais para minimizar seu impacto negativo sobre crianças e adolescentes e aprimorar a garantia de seus direitos, destacam os autores da Introdução do livro.</p>
<p>Em “O Tempo da Vítima e o Tempo do Direito: A Emergência de um Direito ao Tempo”, Ludmila Nogueira Murta e Flávia Schilling baseiam-se na teoria do humanismo realista para propor o direito ao reconhecimento e respeito do tempo subjetivo da vítima de violência. Esse direito é proposto pelas autoras com base na releitura do princípio da dignidade humana a partir da perspectiva da vítima.</p>
<p>Tânia Corghi Veríssimo, em “(In)Cômodos da Casarquivo: A Ditadura Civil-Militar Brasileira como Arquivo do Mal”, parte das reflexões de Jacques Derrida sobre o mal (no sentido de doença) de arquivo para discutir o problema do arquivo do mal. Ela explica que o filósofo francês partiu do radical da palavra grega arkhê para conceber a noção do mal de arquivo, criando uma ambiência à qual ele chama de casarquivo. Esta palavra-valise é usada para “abrir caminhos de análise e de abordagem de um arquivo do mal: a ditadura civil-militar brasileira”.</p>
<p><strong>Continuidades</strong><strong> </strong></p>
<p>A Parte 2 – Críticas ao Autoritarismo, a Mecanismos Institucionais e Violações de Direitos Humanos e Direitos de Memória destina-se ao exame das relações entre o presente e o passado recente. Na Introdução do livro, os pesquisadores argumentam que “nossa experiência recente aprofundou a situação desde o pós-ditadura, em que passado e presente se entrelaçam em continuidades, ressurgimentos, espectros”.</p>
<p>O capítulo que abre essa parte é “Políticas no Campo de Direitos Humanos durante o Mandato de Bolsonaro – Uma Análise Político-Constitucional”, de Andrei Koerner e Marrielle Maia. Ao analisar as políticas do governo anterior, eles argumentam que os direitos humanos foram o alvo privilegiado e discutem essa questão a partir de dois pontos de vista: a construção de sujeitos como cidadãos na ordem constitucional de 1988; e as transformações do regime constitucional neoliberal e democrático estabilizadas em 1993-1994.</p>
<p>Paulo Cesar Endo e Márcio Seligmann-Silva examinam em “Educação e Preservação de Sítios de Memória no Brasil” os trabalhos de resgate histórico realizados nos últimos anos, com base no exame dos relatórios da Comissão Nacional da Verdade e das Comissões Estaduais da Verdade dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. O texto mostra que os caminhos abertos por essas comissões a partir de 2011 não tiveram continuidade consistente e sofreram ataques à sua criação, consolidação e execução. No entanto, os autores consideram que os relatórios possibilitaram a elaboração de recomendações para a criação de novos sítios de memória.</p>
<p>As dificuldades para reconstrução da memória da ditadura também estão presentes no capítulo “Apropriações e Disputas em torno do Acesso aos Arquivos da Ditadura Militar no Brasil”, de Janaína de Almeida Teles e Pádua Fernandes. Elas comentam as dificuldades para a reconstrução histórica do período ditatorial em razão de problemas como a destruição e reorganização dos arquivos da repressão, as iniciativas parciais e limitadas de reparação e restauração da verdade e o próprio controle dos arquivos pelos militares, em contraponto com os avanços legais e os programas que visaram preservar os documentos e proporcionar amplo acesso público a eles.</p>
<p>“Reconhecimento de Pessoas e as Prisões Injustas: Uma Análise Metapsicológica do Erro Judicial Repetitivo”, de Paulo Kohara, examina a prática da identificação pessoal ou fotográfica como única base para indiciamento e prisão de pessoas. Ele afirma que essa é uma das principais causas de erro judicial em todo o mundo e, no Brasil, “em sua maior parte, nem mesmo respeitam os procedimentos mínimos indicados no Código de Processo Penal para evitar induzir vítimas e testemunhas”. Sob uma perspectiva metapsicológica, o capítulo examina as razões pelas quais a prática de encarceramento revela-se pouco permeável a evidências científicas, comandos legais e jurisprudência dos tribunais superiores.</p>
<p><strong>Cultura e direitos</strong><strong> </strong></p>
<p>A Parte 3 – Imaginações, Artes e Estéticas pelos Direitos Humanos e Memória explora as mobilizações coletivas e experimentos performativos adotados para, a partir do protesto e rejeição às violações, promover a expressão pública dos direitos humanos.</p>
<p>A expressão estética de movimentos coletivos é tematizada por Paulo Henrique Fernandes Silveira em “As Canções da Liberdade do Movimento pelos Direitos Civis nos Estados Unidos". Além de entoar canções de diversos compositores populares, a juventude militante estadunidense criou letras políticas para melodias conhecidas do spiritual e do gospel, afirma Silveira. O objetivo do texto é analisar o impacto dessas letras e canções no engajamento dos jovens secundaristas e universitários nas lutas contra a segregação racial.</p>
<p>“Bandeirantes em Chamas: Notas sobre a Memória, o Monumento e o Fogo”, escrito por Álvaro Okura de Almeida e Léa Tosold, parte da materialidade do monumento como um lugar de memória para abordar criticamente a representação da dominação, exploração e violência silenciada no espaço público. Os autores destacam a importância dessa discussão diante da crescente contestação de monumentos em vários países. Para isso, revisitam o episódio no qual um grupo de militantes incendiou, em julho de 2021, a estátua de Borba Gato – um símbolo do bandeirantismo paulista –, e suas implicações no debate público e acadêmico.</p>
<p>Raíssa Wihby Ventura estuda em “O Arquivo como Alvo nas Palavras de Saidiya Hartman” a fabulação crítica como estratégia de expressão da crítica à violência na obra da autora estadunidense. O capítulo reconstrói o arco argumentativo de uma obra que se consolidade nos livros “Scenes of Subjetion” e “Wayward Lives”. Para Ventura, Hartman é autora de um projeto crítico definido como uma “experimentação centrada na construção de imaginários revolucionários conduzidos pela busca, instituição e iniciação de novas maneiras de contar um passado-presente no qual o pós-escravidão continua a definir horizontes e (im)possibilidades”.</p>
<p>Outro capítulo que relaciona literatura com violação de direitos humanos é “O Desafio da Expressão Literária da Experiência da Tortura”, de Bruno Konder Comparato.  Ele reflete sobre a comunicação da singularidade dessa terrível provação. De acordo com os organizadores do livro, “a literatura de testemunho, composta por relatos de vítimas, ilustra o que talvez seja o maior desafio de todo texto: ter que expressar experiências únicas, pois que pessoais, com o sentido de universalidade necessário para tornar qualquer reflexão compreensível por seus interlocutores”.</p>
<p><strong>Projetos práticos</strong><strong> </strong></p>
<p>O livro se encerra com textos sobre projetos de intervenção voltados à prática dos direitos humanos. Os quatro capítulos da Parte 4 – Criações de Espaços e Práticas Coletivas tratam de iniciativas em espaços coletivos organizados para acolher e apoiar vítimas de violações e para proporcionar encontros com o potencial de criação de outras formas de subjetividade e relacionamento, explicam os autores da Introdução.</p>
<p>Bel Santos Mayer mostra, em “Os Direitos Humanos na Agenda da Rede de Bibliotecas Comunitárias LiteraSampa”, como esse projeto promove a Declaração Universal dos Direitos Humanos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ao traduzi-los para distintas realidades e diferentes públicos. Ela informa que a Rede LiteraSampa, composta de 18 bibliotecas comunitárias instaladas nas periferias de São Paulo, Guarulhos e Mauá, foi criada em 2010 com o objetivo de promover o direito humano a livros, leitura, literatura e bibliotecas. O capítulo dá destaque especial ao envolvimento da juventude com o tema e analisa dados documentais sobre a origem e história das bibliotecas comunitárias.</p>
<p>Outra iniciativa relacionada com literatura objeto de capítulo é a produção de um volume com a história das lutas de familiares de jovens mortos por agentes do Estado, projeto relatado em “A Escrita-Memória no Livro ‘Mães em Luta’: Um Dispositivo Coletivo de Enunciação Testemunhal’”, de Cláudia Cristina Trigo Aguiar, Lucia Filomena Carreiro e Maria Cristina Gonçalvez Vicentin. A obra é um dos projetos do movimento Mães em Luto da Zona Leste, de São Paulo. O trabalho é fruto de parceria entre seis mulheres do movimento com profissionais e pesquisadores de psicologia clínica e da área de literatura.</p>
<p>A experiência de ensino, pesquisa e extensão universitária do projeto Relações de Gênero, Violência e Psicologia: Latinidades Insurgentes, desenvolvido pelo Núcleo de Formação Profissional do curso de Psicologia da PUC-SP, é apresentada por Gabriela Gramkow e Adriana Pádua Borghi no capítulo "Racismo, Gênero e Branquitude: Experimentações de Cuidado e Responsabilização em Cenas de Violências na Interface Psi-Jurídica". De acordo com as autoras, os estudos e intervenções do núcleo "foram desenvolvidos para apoiar pessoas sujeitas a sofrimento sociopolítico/ético-político, além de refletir sobre os ciclos de violência em que vítimas e ofensores são forjados".</p>
<p>"A Experiência dos Centros de Educação em Direitos Humanos da Cidade de São Paulo: Territórios e Vulnerabilidades", de Daniele Kowalewski e Flavia Schilling, é o capítulo que concluiu o livro. Nele, as autoras descrevem pesquisa na qual a memória desses centros de educação é recuperada, enfatizando sua concepção, obliteração e revitalização no período pós-pandemia. O texto dedica-se aos eixos território e vulnerabilidade da pesquisa (o terceiro foi multiculturalismo), com ênfase em vunerabilidade. A discussão é baseada em diversas fontes, entre as quais a Fundação Seade, o Ipea, o <span>Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (</span><span>Naapa</span><span>) da Prefeitura de São Paulo e escritos da filósofa estadunidense Judith Butler.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Memória</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-03T12:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-arqueologia-do-oriente-antigo">
    <title>Livro apresenta um panorama dos estudos arqueológicos sobre o Oriente Médio antigo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-arqueologia-do-oriente-antigo</link>
    <description>IEA lança o livro "Arqueologia do Oriente Antigo: A Materialidade através do Tempo", organizado por Márcio Teixeira-Bastos, ex-participante do Programa Ano Sabático do IEA, e Vagner Carvalheiro Porto, pesquisador da FFLCH e do MAE.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-arqueologia-do-oriente-antigo" alt="Capa do livro &quot;Arqueologia do Oriente Antigo&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Arqueologia do Oriente Antigo&quot;" />A arqueologia do Oriente Médio ainda carece de muitos esforços e divulgação no Brasil, onde ainda se conhece pouco sobre a região e todas as conexões, heranças e materialidades com as quais o país se relaciona, segundo os organizadores do livro "Arqueologia do Oriente Antigo: A Materialidade através do Tempo", lançado este mês pelo IEA no <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1402">Portal de Livros Abertos</a> da USP.</p>
<p>Os organizadores são: <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-em-2022#porto" class="external-link">Vagner Carvalheiro Porto</a>, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e participante do Programa Ano Sabático do IEA em 2022, quando realizou estudos e trabalhos ligados à organização da obra, e Marcio Teixeira-Bastos, pesquisador da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.</p>
<p>O livro relaciona-se tanto com o espaço, tempo, ambientes e regiões quanto com as materialidades encontradas no Oriente Médio, afirmam. Nesse sentido, o conjunto de ensaios tem a intenção de "iluminar o breu que ainda paira sobre a arqueologia do Oriente Médio praticada em nosso contexto", apresentando "uma pequena amostra da materialidade humana, das culturas e das sociedades dessa fascinante e única região global".</p>
<p>São 21 artigos divididos em seções dedicadas a oito países: Turquia, Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Chipre, Israel e Egito [veja o sumário <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-arqueologia-do-oriente-antigo#sumario" class="external-link">abaixo</a>]. Os 26 autores são pesquisadores da USP, Unicamp, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Espírito Santo, Centro Cultural Árabe Sírio de São Paulo e de universidades da França, Alemanha, Reino Unido, Turquia, Polônia, Itália e Israel.</p>
<p>O arqueólogo Pedro Paulo Funari, da Unicamp, destaca no prefácio que o a obra é resultado, em grande parte, da produção acadêmica brasileira das últimas décadas em contato estreito com a ciência mundial e tem ainda o interesse em introduzir o tema aos alunos do ensino superior e ao público em geral. "Sua publicação representa um passo decisivo rumo a um conhecimento crítico, fértil e criativo sobre o passado mais recente, conectado com o presente e aberto a futuros mais inclusivos; abertos ao outro, à convivência. Grande contribuição acadêmica, abre também perspectivas sociais muito mais amplas", avalia.</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/escavacoes-em-catalhoyuk-turquia" alt="Escavações em Çatalhöyük, Turquia" class="image-inline" title="Escavações em Çatalhöyük, Turquia" /></p>
<h3><i>A religião em </i><i>Çatalhöyux</i></h3>
<p><i>Uma nova abordagem do papel da religião em </i><i>Çatalhöyux [pronuncia-se chatal-huque]</i><i>, sítio arqueológico na área centro-sul da Turquia datado de 9 mil ACE (antes da Era Comum) </i><i>é o tema do artigo de Ian Hodder, da Universidade Stanford, EUA, que abre a primeira seção do livro. Esse sítio é </i><i>considerado um dos mais antigos da </i><i>Anatólia e do Oriente Médio, contemporâneo ao período tardio Pré-Cerâmico e ao período Cerâmico Neolítico no Levante</i>,</p>
<p id="_mcePaste"><i>"Os seres humanos em Çatalhöyük viveram a religião como parte inerente de suas vidas, sem uma divisão entre mundos – um mundo sem costuras. Em tudo o que fizeram, havia um entendimento de que o mundo tinha vitalidade e poder. O mundo estava repleto de substâncias que fluíam e se transformavam, assim como superfícies que podiam ser traspassadas", escreve o autor.</i></p>
<p><span><i>De acordo com ele, os estudos sobre se a religião pode ser explicada em </i></span><i>termos evolutivos de adaptação ou se deve ser entendida como um subproduto </i><i>de outras capacidades cognitivas procura contribuir para os debates arqueológicos </i><i>atuais. As pesquisas desenvolvidas por ele e sua equipe analisam processos evolutivos sociais mais específicos no que </i><i>diz respeito às mudanças nos modos de religiosidade.</i></p>
<p><i>"Os resultados substantivos </i><i>do projeto confirmam seus objetivos e impactam o entendimento do desenvolvimento </i><i>da vida estabelecida no Oriente Médio. O experimento interdisciplinar </i><i>teve por premissa um engajamento com os dados arqueológicos refinados que </i><i>foram coletados no sítio."</i></p>
<p><span><i>Na avaliação de Hodder, os resultados da pesquisa em Çatalhöyük, "da mesma forma que este inovador </i></span><i>compêndio direcionado ao público lusófono e brasileiro", contribuem para os </i><i>debates sobre "arqueologia; ciências naturais, sociais e da computação; </i><i>materialidade (maneiras pelas quais, para os seres humanos, a </i><i>matéria passa a ter poder de agente); e os emaranhados biossociomateriais, ou </i><i>seja, as formas como corpos, coisas, materiais, desejos e sociedades dependem </i><i>um do outro", </i></p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: Jason Quinlan, integrante do Projeto de<br />Pesquisa Çatalhöyuk, coordenado por Ian Hodder.</span></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A "ampla e movimentada trama de construção das civilizações orientais na Antiguidade (...) passa por permanentes transformações à medida que surgem novos dados analisados, por meio da utilização de novas tecnologias", comenta o autor da introdução, o historiador Ivan Esperança Rocha, da Unesp.</p>
<p>Ele afirma que houve uma modificação no cenário dos estudos da antiguidade oriental a partir dos inúmeros conflitos que têm ocorrido no Oriente Médio, desde meados do século passado, "que despertaram, naturalmente, a necessidade de conhecer melhor a história oriental contemporânea e suas bases antigas, buscando evitar visões estereotipadas sobre ela".</p>
<p>Esse interesse é ampliado também pelas crescentes relações econômicas com a região, acrescenta. Apesar desse quadro, "há ainda uma carência de um conhecimento mais denso sobre o Oriente Próximo antigo", algo que "vem se modificando permanentemente nas últimas décadas", num movimento ao qual o livro "Arqueologia do Oriente Antigo" se soma, destaca o historiador.</p>
<p><strong>Organizadores</strong></p>
<p>No MAE-USP, Vagner Carvalheiro Porto coordena o Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (Larp), <span style="text-align: justify; ">no qual desenvolve pesquisas sobre as províncias romanas da Síria-Palestina e da Península Ibérica. Coordena também o Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da USP e o Grupo de Pesquisas </span><span style="text-align: justify; ">Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas (Arise), no MAE-USP. É ainda </span><span style="text-align: justify; ">coeditor chefe da Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; "> </span>Ele participou do Programa Ano Sabátic<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">o</a> do IEA em 2022 com o projeto "Contatos Culturais na Judaea-Palaestina da Época Romana: Estudos da Malha Urbana e da Circulação Monetária em Tel Dor, Israel".</p>
<p>Marcio Teixeira-Bastos é pesquisador colaborador do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH-USP, onde atua também como arqueólogo do Centro de Estudos Judaicos no Departamento de Línguas Orientais.</p>
<p>Ele é pesquisador associado da Universidade de Tel Aviv, Israel, e da Universidade de Münster, Alemanha, e professor visitante da Universidade Stanford, EUA. Participa ainda do Larp-MAE-USP. É membro do Comitê Científico da organização internacional Aplicações Computacionais e Métodos Quantitativos em Arqueologia (CAA, na sigla em inglês) e do Conselho Editorial da American Anthropologist, revista científica da Associação Americana de Antropologia (AAA).</p>
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a> 
<hr />
</h3>
<h3>Sumário</h3>
<ul>
<li>Oriente Médio e alguns aforismos - Os organizadores</li>
<li>Prefácio - Pedro Paulo Funari</li>
<li>Introdução - Ivan Esperança Rocha</li>
</ul>
<p><strong>TURQUIA</strong></p>
<ul>
<li>As vitalidades de Çatalhöyuk - Ian Hodder</li>
<li>Dois mil anos de cerâmica na Cilícia: as cerâmicas nos museus locais do sul da Turquia (da orientalização até a Idade Média) - Ergün Lafli e Maurizio Buora</li>
<li>Considerações sobre o estudo das ruas na Antiguidade: Antioquia e a Avenida das Colunatas - Gilvan Ventura da Silva</li>
</ul>
<p><strong>IRAQUE</strong></p>
<ul>
<li>A materialidade e o divino na Antiga Mesopotâmia: questões teóricas e possibilidades analíticas - Marcelo Rede</li>
<li>História e arqueologia do Antigo Iraque: as marcas do tempo na argila - Kátia Pozzer</li>
<li>Vivendo nas montanhas Zagros na Idade do Ferro (1200-600 AEC): novas investigações no complexo de assentamentos de Dinka (Rio Zab), região autônoma curda do Iraque - Florian Janoscha Kreppner</li>
<li>Arqueologia forense e ação forense humanitária em área de conflito armado ativo - Rafael de Abreu e Souza</li>
</ul>
<div class="page">
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>SÍRIA</strong></p>
<ul>
<li>A cultura e a civilização urbana na Síria Jezira durante o início da Idade do Bronze - Ahamad Serieh</li>
<li>Afinal, o que são casas-igrejas? Notas sobre ambientes culturais à luz de três comunidades religiosas da “Wall Street” (Dura-Europos, Síria, século III AEC) - André Leonardo Chevitarese e Juliana Cavalcante</li>
<li>O Médio Eufrates e sua transformação do século III ao VII EC: o caso de Dibsi Faraj - Anna Leone e Alexander Sarantis</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>LÍBANO</strong></p>
<ul>
<li>Uma visão holística da arqueologia do Líbano - Hanan Charaf</li>
<li>Fenícios e seu processo de expansão no Mediterrâneo Oriental - Maria Cristina Kormikiari Passos</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>JORDÂNIA</strong></p>
<ul>
<li>Compreendendo os recursos hídricos de uma cidade da Transjordânia na Longue Durée: o projeto germano-dinamarquês no Bairro Noroeste de Jerash-Gerasa, Jordânia - Achim Lichtenberger e Rubina Raja</li>
<li>Considerações sobre o uso da ordem dórica na Era Helenística no Mediterrâneo Oriental - Leonardo Fuduli</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>CHIPRE</strong></p>
<ul>
<li>A história e arqueologia do Chipre Antigo - Sabine Rogge</li>
<li>Observações sobre a investigação multidisciplinar de lucernas do Período Helenístico e Romano em Nea Paphos, Chipre - Malgorzata Kajzer</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>ISRAEL</strong></p>
<ul>
<li>Cultura material como amuletos: elementos mágicos e o apotropaico na Palestina Romana - Vagner Carvalheiro Porto e Juliana Figueira da Hora</li>
<li>Os samaritanos na Planície do Sharon: materialidade, etnicidade e a religião na Antiguidade - Marcio Teixeira-Bastos e Oren Tal</li>
<li>Uma sinagoga samaritana do Período Bizantino em Apollonia-Arsuf/Sozousa? - Oren Tal e Marcio Teixeira-Bastos</li>
</ul>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>EGITO</strong></p>
<ul>
<li>A cultura material e o <i>post mortem</i> faraônico do Novo Império: os shabtis reais e os domínios osiríacos - Cíntia Alfieri Gama-Rolland</li>
<li>Por que não os qurnawis? Por que não os sul-americanos? Egiptologia, colonialismo e violência epistêmica - José Roberto Pellini</li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Oriente Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-10T16:54:11Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/cadernos-de-pesquisa-catedra-olavo-setubal-3">
    <title>Poetas em Tempos de Penúria: Trabalho, Política e Encontros nos Setores Culturais do Brasil e do México - Cadernos de Pesquisa da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência - nº 3</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/cadernos-de-pesquisa-catedra-olavo-setubal-3</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1678"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Capa-Caderno-de-Pesquisa-3-200X141.jpg" alt="Capa Caderno de Pesquisa 3 - 200X141" class="image-left" title="Capa Caderno de Pesquisa 3 - 200X141" /></a></span></span></strong><strong>Néstor García Canclini (coordenador), Martin Grossmann (supervisor) e Sharine Machado Cabral Melo (autora)</strong></p>
<p dir="ltr"><span>IEA, 2025<br />219 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><strong>Download</strong>:<strong> </strong><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1678/1531/6116">PDF</a></span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p> </p>
<p>A obra aborda as políticas culturais do Brasil e do México, especialmente a partir da pandemia de Covid-19, considerando aspectos como os processos de institucionalização, a participação democrática da sociedade civil, as condições de trabalho de artistas e outros profissionais do setor, e a relação com os diversos públicos.</p>
<p>O trabalho é resultado de uma pesquisa de pós-doutorado de <span>Sharine Machado Cabral Melo </span>realizada, sob a coordenação de Néstor García Canclini, no Instituto de Estudos Avançados da USP.</p>
<p>Entre 2020 e 2025, foram entrevistados 49 interlocutores brasileiros e mexicanos, entre eles artistas, gestores culturais e pesquisadores.</p>
<p>O Caderno de Pesquisa apresenta longos trechos dessas entrevistas, intercalados com análises e dados estatísticos que buscam contribuir para as reflexões sobre a história e as tendências recentes das políticas públicas para a cultura e as artes que vêm sendo desenvolvidas no Brasil e no México.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/regua-cosacc-2024" alt="Régua Cosacc - 2024" class="image-inline" title="Régua Cosacc - 2024" /></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017">
    <title>Revista "Estudos Avançados" é a mais acessada da SciELO em 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-a-mais-acessada-da-scielo-em-2017</link>
    <description>Com 5.453.782 acessos aos artigos, o periódico lidera o ranking, à frente da Revista Latino-Americana de Enfermagem e dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capas-rea" alt="Capas REA" class="image-right" title="Capas REA" />A revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>” foi a publicação brasileira mais acessada da base <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/">SciELO</a> no ano passado. De acordo com a biblioteca virtual, de 1° de janeiro a 31 de dezembro de 2017, um total de 5.453.782 acessos aos artigos da revista colocaram-na no <a class="external-link" href="http://analytics.scielo.org/w/accesses/list/journals?range_start=2017-01-02&amp;range_end=2017-12-31">topo do ranking</a>, à frente da Revista Latino-Americana de Enfermagem e dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.</p>
<p>Publicada a cada quatro meses desde dezembro de 1987, a “Estudos Avançados” está em seu <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-de-estudos-avancados-91-e-dedicado-ao-100-anos-da-revolucao-russa" class="external-link">91° número</a>. Multitemática, o periódico tem a cada edição dossiês sobre temas cadentes da sociedade, bem como artigos sobre assuntos específicos. Seus textos são tanto das áreas de Ciências Humanas como de História Cultural Contemporânea, passando por tópicos de forte cunho transdisciplinar, como os de Desenvolvimento Sustentável, Aplicações da Biotecnologia, Teorias Socioambientais, Práticas da Educação no Brasil etc.</p>
<p>O editor da revista é Alfredo Bosi, um dos mais respeitados críticos literários brasileiros. Em seu último número, a publicação trouxe dossiês sobre o Centenário da Revolução Russa; Urbanismo, Sociedade e Cultura; e Psicanálise e Cultura, além de outros textos, dentre eles uma homenagem a Ecléia Bosi, que faleceu em 2017.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-01-02T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/plagio-em-publicacoes-cientificas">
    <title>Plágio em Publicações Científicas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/plagio-em-publicacoes-cientificas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Marta Ligia Pomim Valentim </strong><span>(Unesp Marília)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-30T11:18:17Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-lanca-livro-linguagem-e-cognicao">
    <title>Novo livro lançado pelo IEA reflete sobre linguagem, cognição, cultura e inclusão de deficientes visuais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-lanca-livro-linguagem-e-cognicao</link>
    <description>O IEA lançou recentemente o e-book "Linguagem e Cognição: Diversidades, Percepções, Acessos e Integrações", que reúne os trabalhos apresentados no 5º Simpósio Internacional sobre Linguagem e Cognição (5º LinCog), ocorrido em novembro de 2024. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-linguagem-e-cognicao" alt="Capa do livro &quot;Linguagem e Cognição&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Linguagem e Cognição&quot;" /></p>
<p>O IEA lançou recentemente o e-book "<em>Linguagem e Cognição: Diversidades, Percepções, Acessos e Integrações</em><em>"</em>, que reúne os trabalhos apresentados no 5º Simpósio Internacional sobre Linguagem e Cognição (5º LinCog), ocorrido em novembro de 2024. Há também links para os áudios da Mesade Abertura, da Conferência Inagural e de algumas exposiçõess. A obra está disponível gratuitamente no <a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1846" target="_blank">Portal de Livros Abertos da USP</a>. Futuramente haverá uma versão integralmente em áudio.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">Os trabalhos refletem a abrangência temática e interdisciplinar do simpósio, que reuniu pesquisadores das áreas de psicologia, linguística, medicina, física, oftalmologia, neurociências, fisioterapia, educação, engenharia e educação física. Entre os temas abordados estão estudos sobre linguagem (inclusive sobre o sistema Braille), tecnologia assistiva, reabilitação cognitiva, aquisição da linguagem, leitura e cognição, bilinguismo e adaptação de materiais.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">A coordenação geral do livro é de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-celia-de-lima-hernandes" class="external-link">Maria Célia Lima-Fernandes</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-capel" class="external-link">Paulo Eduardo Capel Cardoso</a>. As organizadoras são Cristina Lopomo Defendi, Mônica Maria Soares Santos, Fraulein Vidigal de Paula, Renata Barvosa Vicente.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">Segundo os organizadores, a temática do 5º LinCog foi motivada por pesquisa desenvolvida por Maria Célia Lima-Fernandes, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, onde dirige o Centro de Pesquisa e Orientação sobre Deficiência Visual. Parte do trabalho foi realizado durante a participação da docente na edição 2024 do Programa Ano Sabático do IEA.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">Em seu projeto, Lima-Fernandes busca responder a questões relacionadas aos aspectos cognitivos de cegos congênitos (pessoas que nasceram cegas ou perderam a visão até os cinco anos de idade). Entre elas, como esses indivíduos lidam com o processamento da linguagem, especialmente no reconhecimento auditivo e no julgamento de diferentes tipos de metáforas, e como o cérebro funciona durante essa atividade em pessoas cegas e videntes.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body"><strong>Estrutura do livro</strong></p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">O e-book contempla essas questões e aspectos relativos à inclusão de pessoas cegas. A Conferência Inaugural (disponível em áudio) contou com relatos de experiências de vida de pessoas cegas e é seguida por uma apresentação da exposição de esculturas de Karen Cristina, exibidas durante o congresso, que representam silhuetas de pessoas com deficiência. A seção seguinte traz exposições de representantes de entidades parceiras dedicadas à reabilitação e à inclusão de pessoas cegas.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">A terceira seção, intitulada "<em>Perspectivas e Intersecções: Diálogos sobre Cognição, Linguagem e Inclusão"</em>, reúne textos que abordam temas como o estudo cognitivo da linguagem, avaliação das funções cognitivas em pessoas com restrições sensoriais, letramento em português como língua de herança (falada em casa por imigrantes), as relações geradas pela interação entre língua de herança e língua dominante nos níveis social, linguístico e individual, e aplicações da ressonância magnética funcional no estudo da linguagem, inclusive no mapeamento de redes neurais e na avaliação de fenômenos como a interpretação de metáforas, técnica que pode ser utilizada para investigar o processamento linguístico em cegos.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">Outros temas presentes na seção são a influência dos gatilhos mentais sobre cegos congênitos e sobre pessoas videntes típicas por meio de inputs<i> </i>metafóricos ancorados na leitura secundada por audiodescrição, aprendizado do Braille por mulheres com cegueira adquirida, comparação do contexto de pessoas cegas congênitas com o de pessoas com baixa visão, desconstrução do capacitismo interiorizado e adaptação de jogos para pessoas com deficiência visual.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">A seção contém ainda links para três arquivos de áudio com falas sobre políticas científicas e públicas de acessibilidade e inclusão, tecnologia assistiva para a qualidade de vida de pessoas com deficiência visual, e condições oftalmológica que podem levar à cegueira infantil.</p>
<p class="leading-[1.7] whitespace-normal break-words font-claude-response-body">A quarta e última seção, "<em>Interfaces do Saber: Linguagem, Cognição e Cultura em Debate"</em>, reúne 26 ensaios de temática variada, organizados em torno de questões linguísticas, cognitivas ou culturais ou ainda das interações entre esses campos de estudo. Entre os temas estão: o ensino e as características do português no Brasil, em Moçambique e na Guiné-Bissau; reserva cognitiva e reabilitação no contexto do Alzheimer; aspectos lexicais na aquisição de vocabulário e nos usos de termos específicos; recursos sintáticos em obras literárias; análise e processamento de metáforas visuais e nominais; análise sociocognitiva e do discurso; e variantes cognitivas em meios digitais.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-05-06T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-erotismo-em-mario-de-andrade">
    <title>Livro e seminário discutem o erotismo na obra de Mário de Andrade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-erotismo-em-mario-de-andrade</link>
    <description>No dia 21 de maio, às 11h, na Biblioteca Mário de Andrade acontece o lançamento do livro "Seleta Erótica de Mário de Andrade". Nos dias 24 a 26 de maio, às 19, na mesma biblioteca, será realizada a série de seminários "Mário Eros de Andrade".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-seleta-erotica-de-mario-de-andrade" alt="Capa do livro &quot;Seleta Erótica de Mário de Andrade&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Seleta Erótica de Mário de Andrade&quot;" />Dois eventos em maio tratam do erotismo na obra de Mário Andrade (1893-1945),  ambos resultantes do trabalho desenvolvido por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliane-robert-moraes">Eliane Robert Moraes</a>, professora de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, durante sua participação no Programa Ano Sabático do IEA em 2021.</p>
<p>No <strong>dia 21, às 11h</strong>, na Biblioteca Mário de Andrade (rua da Consolação, 94, São Paulo), Eliane lança o livro “Seleta Erótica de Mário de Andrade” (Ubu Editora, 320 páginas, R$ 78). A obra é derivada de seu projeto “O Mangue: Erótica das Passagens, Poética das Margens”, desenvolvido no IEA.</p>
<p>Nos <strong>dias 24 a 26, sempre às 19h</strong>, na mesma biblioteca, acontecerá a série de seminários <i>Mário Eros de Andrade</i>, que terá como ponto de partida o livro organizado por Eliane.</p>
<p>Ela e o artista visual e poeta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jurandy-valenca">Jurandy Valença</a> serão os expositores no lançamento, que terá apresentação poético-musical de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/iara-renno">Iara Rennó</a>. Os seminários terão as mesas:</p>
<ul>
<li><strong>Dia 24</strong> – “Mário Eros de Andrade” – expositoras: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/veronica-stigger">Verônica Stigger</a> (escritora) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/beatriz-azevedo">Beatriz Azevedo</a> (compositora) – mediadora: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/genese-de-andrade">Gênese de Andrade</a> (Unicamp);</li>
<li><strong>Dia 25</strong> – “Estudiosos e Autores de Diversos Livros sobre Mário de Andrade” – expositores: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-antonio-de-moraes">Marcos Antonio de Moraes</a> (IEB) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-botelho">André Botelho</a> (UFRJ) – mediador: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-zular">Roberto Zular</a> (FFLCH)</li>
<li><strong>Dia 26</strong> – “Conversa sobre Erotismo, Música e Literatura, com Leituras de Poesia Erótica, entre o Compositor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zeca-baleiro">Zeca Baleiro</a> e a Ensaísta Eliane Robert Moraes”</li>
</ul>
<p>Os eventos são organizados pelo IEA e pela Biblioteca Mário de Andrade, com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e da Ubu Editora.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliane-robert-moraes-2022/image" alt="Eliane Robert Moraes - 2022" title="Eliane Robert Moraes - 2022" height="347" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">A ensaísta Eliane Robert Moraes, professora sabática do IEA em 2021</dd>
</dl>Seleta</strong></p>
<p>O livro “Seleta Erótica de Mário de Andrade” traz um ensaio da organizadora sobre o erotismo na obra do modernista, seguido de uma seleção de textos do autor que tematizam ou aludem ao sexo, abarcando toda a sua produção literária.<strong> </strong></p>
<p>De acordo com Eliana, a obra de Mário de Andrade é atravessada por uma profunda inquietação em torno do sexo. “Pulsante e permanente, essa inquietação se traduz tanto na exploração do domínio erótico, de notável amplitude, quanto na incessante busca formal que o tema lhe impõe sem descanso.”<strong> </strong></p>
<p>Na tentativa de reconhecer a silhueta de Eros nas tantas faces que o próprio escritor se atribuiu, sua produção literária se vale dos mais diversos recursos formais para dar conta de uma dimensão que parece escapar continuamente, afirma a ensaísta. “Daí que o sexo venha a ser alçado ao patamar das suas grandes interrogações, onde se oferece na obscura qualidade de incógnita”.</p>
<p>Foi a partir dessas constatações que Eliane concebeu “Seleta Erótica de Mário de Andrade”, composto de oito partes: “Artes de Brincar”, “O Corpo da Cidade”, “Coisas de Sarapantar”, “Presença da Dona Ausente”, “Imoralidades e Desmoralidades”, “Prazeres Indestinados”, “Brasileirismos, Safadagens e Porcarias” e “Confidências e Confissões: Alguma Correspondência”.</p>
<p>O trabalho de seleção buscou contemplar tanto a variedade de gêneros praticada por Mário de Andrade quanto as diversas fases de sua obra, sem negligenciar aspectos biográficos ou editoriais. Embora o volume tenha privilegiado os títulos mais representativos em termos de erotismo, com particular atenção aos textos canônicos, Eliana considerou pertinente a presentar exemplos da "obra imatura", ainda pouco conhecida, além de amostras da grande massa de manuscritos ainda não publicados.</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Lançamento do livro "Seleta Erótica de Mário de Andrade"<br /></strong>21 de maio, 14h - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/seleta-mario-de-andrade" class="external-link">Página do evento</a><br /><strong>Mário Eros de Andrade</strong><br />24 a 26 de maio, 19h - <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/mario-eros-de-andrade" class="external-link">Página do evento</a><br />Os dois eventos acontecem </i><i>Biblioteca Mário de Andrade, rua da Consolação, 94, São Paulo<br />São abertos ao público, gratuitos e não requerem inscrição</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Renato Parada</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Modernismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-13T11:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-extremos-de-calor-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo">
    <title>Estudo mapeia extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-extremos-de-calor-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo</link>
    <description>Estudo de caso “Heat Extremes in Metropolitan Area of São Paulo: A Challenge”, do geógrafo Hugo Rogério de Barros, pesquisador do Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS-USP-CG) do IEA, mapeia extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa-das-ocorrencias-de-extremos-de-calor-na-rmsp/image" alt="Mapa das ocorrências de extremos de calor na RMSP" title="Mapa das ocorrências de extremos de calor na RMSP" height="473" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Mapa dos riscos de extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo presente no estudo de Hugo Rogério de Barros</dd>
</dl></p>
<p>A abrangência territorial dos problemas de extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) revelam a necessidade de expandir políticas e planos climáticos sofisticados para os outros 38 municípios que compõem a região, de acordo com o geógrafo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hugo-rogerio-de-barros">Hugo Rogério de Barros</a>, pesquisador do Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS-USP-CG) do IEA.</p>
<p>Ele tratou da questão no estudo de caso “Heat Extremes in Metropolitan Area of São Paulo: A Challenge” (Extremos de Calor na Região Metropolitana de São Paulo: Um Desafio), publicado no dia 7 de maio no <a href="https://academiccommons.columbia.edu/doi/10.7916/7d8p-c860">repositório</a> das Bibliotecas da Universidade Columbia  e no repositório do <a href="https://environmentalsolutions.mit.edu/research/climate-change-and-cities-uccrn-collaboration/">Programa Cidades e Clima</a>, vinculado à Iniciativa Soluções Ambientais do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).</p>
<p>O programa do MIT é associado à <a href="https://uccrn.ei.columbia.edu/">Rede de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Urbanas </a>(UCCRN, na sigla em inglês), um consórcio global de mais de mil especialistas dedicados à análise da mitigação e adaptação às mudanças climáticas sob uma perspectiva urbana. Sediada no Instituto da Terra da Universidade Columbia e com centros em cidades ao redor do mundo, a UCCRN produz o <a class="external-link" href="https://uccrn.ei.columbia.edu/arc3.3">Relatório de Avaliação sobre Mudanças Climáticas e Cidades (ARC3)</a>, que fornece a base científica para as cidades em suas ações de adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas.</p>
<p>A partir dos resultados de seus trabalhos no IEA, Barros iniciou, em 2023, um processo de cooperação internacional entre o CS-USP-CG e a Universidade Columbia, via UCCRN. Agora a cooperação foi consolidada com a publicação de seu estudo baseado em dados meteorológicos estimados por sensoriamento remoto e editados em um sistema de informação geográfica (SIG).</p>
<p><strong>Desafio da adaptação</strong></p>
<p>Ele explica que o tema dos extremos de calor e sua associação com ondas de calor e ilhas de calor ganhou recentemente um espaço político e social especial nas agendas públicas, políticas e planos ambientais da RMSP, mas permanece o desafio de trabalhar a adaptação aos extremos de calor dentro da perspectiva das soluções baseadas na natureza (SBN) nas áreas urbanas da região.</p>
<p>De acordo com autores mencionados por Barros, é considerado um extremo de calor na RMSP quando a temperatura ultrapassa 32ºC, com a faixa de conforto térmico situada de 14 a 26ºC. Temperaturas acima dessa faixa ocasionam risco de morte por doenças associadas com estresse térmico in São Paulo.</p>
<p>Em trabalhos anteriores, Barros definiu os cenários para a expansão territorial da ilha de calor da RMSP para três diferentes condições meteorológicas associadas à intensidade do bloqueio atmosférico causado pela Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas). Também conhecida como Anticiclone do Atlântico Sul ou Anticiclone de Santa Helena, a Asas é um sistema de alta pressão semipermanente caracterizado pelo movimento para baixo de massas de ar, impedindo a formação de nuvens e chuva.</p>
<p>"Quanto mais próximo o centro da Asas estiver da superfície continental, maior será o bloqueio atmosférico e, consequentemente, isso determinará a expressão territorial da ilha de calor na cidade de São Paulo", afirma Barros no estudo atual. O geografo demonstrou que a dinâmica atmosférica pode aumentar a intensidade da ilha de calor em 5ºC na superfície e expandir em 697% sua área do centro da RMSP em direção à periferia.</p>
<p>Barros destaca que ainda é recente a atenção política e acadêmica aos impactos dos extremos de calor na vida dos moradores da RMSP, mas já são abordados no <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/governo/secretaria_executiva_de_mudancas_climaticas/arquivos/planclimasp/PlanClimaSP_BaixaResolucao.pdf">Plano de Ação Climática do Município de São Paulo 20220-2050 (PlanClima SP)</a>, com foco na avaliação dos riscos potenciais e nas vulnerabilidades do passado, presente e futuro. O plano de ação também apresenta considerações sobre o futuro da cidade quanto ao desenvolvimento de estratégias de adaptação, acrescenta o pesquisador.</p>
<p>No entanto, o estudo de Barros ressalta em sua conclusão que, na escala regional/metropolitana, está claro que os 38 municípios adicionais da RMSP também requerem a mesma atenção política e acadêmica para que sejam realizados estudos sobre extremos de calor e estratégias de adaptação.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Região Metropolitana de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eventos extremos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/imagens-do-brasil-quantos-espelhos">
    <title>Imagens do Brasil: Quantos Espelhos?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/imagens-do-brasil-quantos-espelhos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1583"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-imagens-do-brasil" alt="Capa do livro - Imagens do Brasil" class="image-left" title="Capa do livro - Imagens do Brasil" /></a>Celeste Ribeiro-de-Sousa (organizadora)</span></strong></p>
<p dir="ltr"><span>IEA, 2025<br />158 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><strong>Download</strong>:<strong> </strong><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1583/1447/5729">PDF</a></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"> </p>
<p><span style="text-align: start; float: none; ">Há 203 anos, em 7 de setembro de 1822, surgia oficialmente no cenário mundial um novo país chamado Império do Brasil. Necessário se fazia criar-lhe uma imagem identitária, tarefa levada a cabo por José de Alencar, a título de exemplo, ao escrever o romance Iracema (1865), em que o primeiro brasileiro é o herdeiro genético de um português (Martim) e de uma nativa (Iracema), habitante de belas e quase paradisíacas florestas. Registrava-se assim um mito fundador da nacionalidade brasileira, junto com outros símbolos como a nova bandeira e o novo hino. </span></p>
<p><span style="text-align: start; float: none; ">O objetivo deste livro é estimular o debate sobre imagens literárias que espelham o Brasil, colocando algumas delas em discussão num contexto amplo. Afinal, conforme Lacan, a identidade de um indivíduo (e de um grupo) organiza-se dentro de um processo relacional e contínuo. O reconhecimento de si mesmo também depende de um olhar externo. </span></p>
<p>O presente livro apresenta questões ligadas ao uso e ao alcance do <i>terminus</i> Imagologia, apre­senta imagens do Brasil em obras escritas por autores que viveram no país e por aqueles que aqui não estiveram, tendo apenas ouvido falar ou lido sobre o Brasil em livros de terceiros. Por exemplo, a escritora austríaca Paula Ludwig esteve exilada em nosso território; a família francesa dos Taunay também experimentou a terra brasileira; da mesma forma, os italianos Giuseppe Ungaretti e Contardo Calligaris tiveram conhecimento da realidade brasileira<i> in loco</i>. Também esse é o caso do japonês Tatsuzô Ishikawa. Mas o russo Daniil Kharms e o português/angolano Luandino Vieira não viveram em terras brasileiras, suas informações sobre o país são inteiramente atravessadas por visões de outros. Aqui medram os estereótipos. E até os casos das narrativas dos indígenas Itapuku, Pedro Poti e Felipe Camarão são “traduções” de europeus.</p>
<p>O conjunto dos ensaios permite desenhar um primeiro perfil do modo como os estrangei­ros captam e configuram literariamente a complexa imagem do Brasil, abrindo espaço para o debate: em que medida essas imagens refletem o país que configuram ou são projeções de realidades que habitam seus autores; em que medida o país se reconhece ou não se reconhece nessas imagens e que implicações isso acarreta.</p>
<p> </p>
<p><span style="text-align: start; float: none; "><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Historia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/humanities">
    <title>Os humanistas e os novos padrões de divulgação da era digital</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/humanities</link>
    <description>Michael A. Elliott, da Emory University, fará conferência e coordenará workshop no IEA no dia 19 de abril sobre a divulgação dos estudos dos humanistas na era digital.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-3626fcce5f994359b560f7e2dba009dd kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-3626fcce5f994359b560f7e2dba009dd">
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/michael-a-elliott" alt="Michael A. Elliott" class="image-inline" title="Michael A. Elliott" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Michael A. Elliott, da Emory University, EUA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As implicações das novas tecnologias e padrões de comunicação na forma como humanistas, especialmente dos quadros universitários, divulgam suas pesquisas a públicos externos à academia serão discutidas em conferência e em workshop com o professor de literatura e cultura dos Estados Unidos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/michael-a-elliot" class="external-link">Michael A. Elliott</a>, da Emory University, no <strong>dia 19 de abril</strong>.</p>
<p>A conferência <i>The Humanities and its Publics</i> será realizada das <strong>10 às 12h</strong>, na Sala de Eventos do IEA. Elliott tratará da visão dos acadêmicos americanos sobre seu papel na sociedade desde o começo do século 20. Também discutirá as possibilidades e riscos de se tornar um intelectual público na era digital. Para participar, é necessário realizar inscrição <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1ZiLaVZLPifJJ9Y-yIamEstIA5yNIR_CbNFti8a_ScXw/viewform">aqui</a>.</p>
<p>No workshop <i>Research Without Frontiers: The Future of Academic Publication in a Digital World</i>, das <strong>14h30 às 17h</strong>, exclusivo para convidados, Elliott utilizará como referência <a class="external-link" href="http://quod.lib.umich.edu/j/jep/3336451.0018.407?view=text;rgn=main">projeto</a> <span>sobre como as redes digitais podem mudar as monografias acadêmicas, trabalho por ele desenvolvido na </span><span>Emory para a Andrew W. Mellon Foundation.</span></p>
<p>A conferência e o workshop serão em inglês, com<b> tradução simultânea</b> e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet. A coordenação das duas atividades será do historiador <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, professor visitante do IEA.</p>
<p>Elliot dedica-se especialmente ao período entre meados do século 20 e início do século 21 nos seus estudos sobre a literatura e a cultura dos Estados Unidos. Seu trabalho enfatiza abordagens interdisciplinares sobre as culturas americanas e o lugar dos indígenas na sociedade dos Estados Unidos.</p>
<p>Ele é autor de "<a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=rKkx5_P3nSc">Custerology: The Enduring Legacy of the Indian Wars and George Armstrong Custer</a>" (2007) e "The Culture Concept: Writing and Difference in the Age of Realism" (2002) e co-editor (com Claudia Stokes) de "American Literary Studies: A Methodological Reader" (2003).</p>
<hr />
<p><i>Conferência: <strong>The Humanities and its Publics</strong><br /></i><i>19 de abril, das 10 às 12h<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5° andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento em inglês, gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1ZiLaVZLPifJJ9Y-yIamEstIA5yNIR_CbNFti8a_ScXw/viewform">inscrição<br /></a>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><br /></a></i><i></i></p>
<p><i>Workshop: <i><strong>Research Without Frontiers: The Future of Academic Publication in a Digital World</strong></i><strong><br /></strong>19 de abril, das 14h30 às 17h<br />Em inglês e exclusivo para convidados, com transmissão <i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><br /></a></i></i><i>Informações: Marisa Macedo (<a class="mail-link" href="mailto:marmac@usp.br">marmac@usp.br</a>), telefone (11) 3091-8677</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Emory University</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-24T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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