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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 51 to 65.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/posse-lucia-santaella">
    <title>Posse de Lucia Santaella como titular da Cátedra Oscar Sala</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/posse-lucia-santaella</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: start; ">Cerimônia de posse de Lucia Santaella como a primeira titular da Cátedra Oscar Sala.</p>
<p>Lucia Santaella é professora titular na pós-graduação em Comunicação e Semiótica e coordenadora da pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUCSP. Pesquisadora 1A do CNPq, é Doutora em Teoria Literária pela PUCSP e Livre-docente em Ciências da Comunicação pela USP. Fez repetidos estágios de pós-doutorado no exterior e foi professora e pesquisadora convidada em várias universidades europeias e latino-americanas. Já levou à defesa 248 mestres e doutores. Publicou 51 livros e organizou 24, além da publicação de quase 500 artigos no Brasil e no exterior. Recebeu os prêmios Jabuti (2002, 2009, 2011, 2014), o prêmio Sergio Motta (2005) e o prêmio Luiz Beltrão (2010). Suas áreas mais recentes de pesquisa são: Comunicação, Semiótica Cognitiva e Computacional, Inteligência Artificial, Estéticas Tecnológicas e Filosofia e Metodologia da Ciência.</p>
<p style="text-align: start; ">A Cátedra Oscar Sala é uma iniciativa do IEA em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e visa fomentar, orientar e patrocinar o intercâmbio multidisciplinar entre os saberes de áreas diversas para fortalecer e cultivar o conhecimento sobre a internet, seu funcionamento, suas aplicações e suas ferramentas.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-07T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-debate-importancia-das-indicacoes-geograficas">
    <title>Conferência debate importância das indicações geográficas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-debate-importancia-das-indicacoes-geograficas</link>
    <description>Evento é promovido pelo IEA-RP e pelo Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas da FEA-RP
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7dab8d9a-7fff-caed-f773-05ed49d89a14"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/CartazIndicaesGeogrficascomopolticadeDesenvolvimentoTerritorialpeq.png/@@images/325fbf6a-c4e0-40f1-bc39-a6142e849514.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Indicações geográficas identificam produtos ou serviços como originários de uma determinada região ou país. Consideradas parte da propriedade intelectual, essas identificações também têm sido objeto de debates mercadológicos e estudos acadêmicos. Para discutir a importância delas no desenvolvimento territorial, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e o Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas (GPublic) da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP promovem no dia 22 de fevereiro, a partir das 18h, a conferência “Indicações Geográficas como Política de Desenvolvimento Territorial”.</span></p>
<p dir="ltr">As inscrições são gratuitas e devem ser feitas <a href="https://forms.gle/rcxhhhbEQ1JFKG4M8"><span>neste link</span></a>. O evento terá transmissão pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live">canal do IEA-RP no YouTube</a>. Os participantes inscritos receberão certificados posteriormente.</p>
<p dir="ltr"><span>Participam como debatedores a integrante do Conselho Regulador da Indicação Geográfica da Farinha de Bragança (PA) </span><a href="http://lattes.cnpq.br/6732270125185010"><span>Natascha Penna</span></a><span>, a docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) </span><a href="http://lattes.cnpq.br/2807884379340559"><span>Augusta Pelinski Raiher</span></a><span> e a docente da UEPG e pós-doutoranda da FEA-RP/USP </span><a href="http://lattes.cnpq.br/8842456018278636"><span>Mirna de Lima Medeiros</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Elas vão abordar, entre outros temas, a importância de indicações geográficas e o papel do poder público, o </span><span>propensity score matching</span><span> como método de avaliação de políticas públicas e o desenvolvimento territorial nas indicações geográficas. A mediação é do docente da FEA-RP/USP e coordenador do GPublic </span><a href="http://lattes.cnpq.br/9985414046962478"><span>João Luiz Passador</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações sobre o evento: iearp@usp.br.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre os debatedores</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>Natascha Penna é doutoranda do Programa de Pós Graduação em Planejamento do Desenvolvimento no Trópico Úmido da UFPA e tem experiência na área de Turismo, com ênfase em Turismo em Áreas Naturais, atuando principalmente em temas como turismo, política públicas, planejamento, desenvolvimento e gestão municipal. Desde de agosto de 2020, é servidora na Secretaria de Turismo do Estado do Pará. Integra também o Conselho Regulador da Indicação Geográfica da Farinha de Bragança.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Augusta Pelinski Raiher é doutora em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora do Programa de Pós-Graduação em Economia, do Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais e do curso de Economia na Universidade Estadual de Ponta Grossa. É ainda pesquisadora da Fundação Araucaria, do Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (Nerepp) e do NDR-Unioeste.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mirna de Lima Medeiros é pós-doutoranda em Administração de Organizações pela FEA-RP/USP. Professora adjunta no curso de Turismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e no Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais Aplicadas (PPGCSA/UEPG). É ainda líder do Centro de Estudos em Gestão Estratégica de Marketing em Turismo (MarkTur/UEPG) e pesquisadora do Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas (GPublic) da FEA-RP/USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>João Luiz Passador é livre-docente em Administração pela FEA-RP/USP. Professor titular do Departamento de Administração e atualmente Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Administração de Organizações da FEA-RP. Atua como coordenador do Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas (GPublic) da FEA-RP/USP.</span></p>
<div>
<hr />
<b>Indicações Geográficas como Política de Desenvolvimento Territorial</b><br /><i>22 de fevereiro, 18h<br />Transmissão pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live">canal do IEA-RP no YouTube</a><br /><a class="external-link" href="https://forms.gle/rcxhhhbEQ1JFKG4M8">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/indicacoes-geograficas-como-politica-de-desenvolvimento-territorial" class="external-link">Página do evento</a></i></div>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-02-10T22:06:30Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/indicacoes-geograficas-como-politica-de-desenvolvimento-territorial">
    <title>Indicações Geográficas como Política de Desenvolvimento Territorial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/indicacoes-geograficas-como-politica-de-desenvolvimento-territorial</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-0ffb7e67-7fff-a477-29a5-4ca0797e551a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Indicações geográficas identificam produtos ou serviços como originários de uma determinada região ou país. Consideradas parte da propriedade intelectual, essas identificações também têm sido objeto de debates mercadológicos e estudos acadêmicos. Para discutir a importância delas no desenvolvimento territorial, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e o Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas (GPublic) da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP promovem no dia 22 de fevereiro, a partir das 18h, a conferência “Indicações Geográficas como Política de Desenvolvimento Territorial”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Serão abordados, entre outros temas, <span id="docs-internal-guid-5d33ed9f-7fff-0df3-6e94-16fbb4acaca8"><span>a importância de indicações geográficas e o papel do poder público, o </span><span>propensity score matching</span><span> como método de avaliação de políticas públicas e o desenvolvimento territorial nas indicações geográficas.</span></span></span></p>
<p dir="ltr"><span><span><span><b>Debatedores</b></span></span></span></p>
<p dir="ltr"><span><span><span>Natascha Penna (IG da Farinha de Bragança)<br />Augusta Pelinski Raiher (UEPG)<br />Mirna de Lima Medeiros (UEPG | FEA-RP/USP)</span></span></span></p>
<p dir="ltr"><span><span><span><b>Mediação</b></span></span></span></p>
<div><span>João Luiz Passador (FEA-RP/USP)</span></div>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-02-10T21:05:58Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/projeto-analisa-politicas-publicas-diante-das-crises">
    <title>Projeto fará análise política das reações do Brasil aos desafios da globalização</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/projeto-analisa-politicas-publicas-diante-das-crises</link>
    <description>Projeto “Brasil como uma Variedade de Democracia de Mercado Emergente: Entre a Agenda da Globalização e a Agenda Democrática” começou em agosto de 2020.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lourdes-sola-e-eduardo-viola" alt="Lourdes Sola e Eduardo Viola" class="image-inline" title="Lourdes Sola e Eduardo Viola" /></p>
<h3><i>Lourdes Sola e Eduardo Viola <br />são os novos integrantes do IEA</i></h3>
<p><i>A cientista política Lourdes Sola, professora associada aposentada do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e o também cientista político Eduardo Viola, professor titular aposentado do Instituto de Relações Internacionais da UnB, agora integram o corpo de pesquisadores do IEA.</i></p>
<p><i>A participação de Sola como professora sênior do Instituto foi aprovada pelo Conselho Deliberativo (CD) em reunião no dia 15 de dezembro. Em 2 de outubro, o CD aprovou o ingresso de Viola como pesquisador colaborador.</i></p>
<p><i>A principal atividade dos dois no IEA é a coordenação do projeto “<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/economia-politica-internacional-variedades-de-democracia-e-descarbonizacao" class="external-link">Brasil como uma Variedade de Democracia de Mercado Emergente: Entre a Agenda da Globalização e a Agenda Democrática</a>”.</i></p>
<p><i>No final dos anos 80 e início dos anos 90, Sola participou do IEA como coordenadora do Grupo de Trabalho em Economia Política e professora visitante com bolsa concedida pela Fundação Ford do Brasil. Ela e Viola também participaram de diversos debates e seminários promovidos pelo Instituto nas últimas décadas.</i></p>
<table class="tabela-direita-borda-cinza">
<tbody>
<tr>
<td><span>Leia <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/lourdes-sola-as-transicoes-da-democracia/">entrevista</a> de Lourdes Sola à edição deste mês (dez./2020) da revista “Pesquisa Fapesp”. Ela fala de sua formação, trajetória, definição de economia política e de conceitos presentes no projeto em desenvolvimento no IEA, como o de conjuntura crítica.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Economia política</strong></p>
<p><i>Sola graduou-se em ciências sociais pela FFLCH-USP, onde também obteve o título de mestre em 1966, tornando-se professora assistente do sociólogo Florestan Fernandes até 1969, quando deixou o país devido às perseguições da ditadura militar.</i></p>
<p><i>No Chile, lecionou na Faculdade Latino-Americana de Sociologia (Flacso) e obteve o título de mestre em economia pela Escola Latino-Americana para Graduados em Economia.</i></p>
<p><i>No Reino Unido, depois de realizar pesquisa na Universidade de Cambridge, fez o doutorado na Universidade de Oxford, onde defendeu em 1982 a tese "Political and Ideological Constraints to Economic Management in Brazil – 1945/1964”.</i></p>
<p><i>De volta ao Brasil, lecionou no Departamento de Sociologia da Unicamp e foi reintegrada à USP, no Departamento de Ciência Política. Tornou-se livre-docente pela USP em 1993, com a tese “Economia Política do Ajustamento Estrutural na América Latina”. </i><i>Foi presidente da </i><i>Associação Internacional de Ciência Política</i><i> e da Associação Brasileira de Ciência Política.</i></p>
<p><i>Seus principais temas de pesquisa são: democratização e processos globais de transformação política e econômica; construção política da ordem financeira e monetária em jovens democracias; crise financeira global e o papel das democracias emergentes na reconfiguração da ordem global.</i></p>
<p><i>Entre suas publicações mais recentes estão o artigo "<span><a class="external-link" href="http://interessenacional.com.br/2016/01/05/qual-estado-para-qual-democracia-os-lugares-da-politica/">Qual Estado para Qual Democracia? Os Lugares da Política</a></span>" ("Interesse Nacional", 2016), e os livros </i><i>"Democracia, Mercado e Estado. O B. de Brics" (2011), </i><i>organizado com Maria Rita Loureiro, e "Statecrafting Monetary Authority. Democracy and Financial Order in Brazil" (2005), escrito com Laurence Whitehead.</i></p>
<p><i><strong>Política climático-ambiental</strong></i></p>
<p><i>Professor titular do Instituto de Relações Internacionais da UnB de1993 a 2018, Viola continua atuando como docente do programa de pós-graduação do instituto.</i></p>
<p><i>Doutor em ciência política pela FFLCH-USP, ele realizou pesquisa de pós-doutorado em economia política internacional na Universidade do Colorado, EUA.</i></p>
<p><i>Foi professor adjunto da UFSC e professor visitante da UFRGS, Unicamp e das universidades: Notre Dame, Colorado e Stanford, nos EUA; Amsterdã, Holanda; e San Martin, Argentina. Foi também pesquisador associado sênior da Universidade do Texas e da Universidade de Lisboa.</i></p>
<p><i>As temáticas com que trabalha são: política internacional, política comparada, economia política internacional da energia e da mudança climática, política ambiental internacional, relações Internacionais no Antropoceno, globalização e governabilidade, política externa do Brasil, regimes políticos, transições democráticas no Brasil e na Argentina e segurança internacional.</i></p>
<p><i>Viola é autor de 90 artigos em periódicos internacionais e nacionais, quatro livros, 89 capítulos de livros nacionais e internacionais e organizador de quatro coletâneas. Seu mais recente livro, escrito com Matias Franchini, é “<a href="https://www.routledge.com/Brazil-and-Climate-Change-Beyond-the-Amazon/Eduardo-Franchini/p/book/9781138106253" target="_blank">Brazil and Climate Change. Beyond the Amazon</a>”. Em 2019 editou número especial da "Revista Brasileira de Política Internacional" intitulado "<a href="https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v62n2/1983-3121-rbpi-62-2-e010.pdf" target="_blank">Brazil Ups and downs in Global Environmental Governance in the 21st Century</a>“.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Desenvolver uma análise política das respostas do Brasil à globalização de forma a situar e interpretar as opções de políticas públicas do país é o objetivo central do projeto “Brasil como uma Variedade de Democracia de Mercado Emergente: Entre a Agenda da Globalização e a Agenda Democrática”, iniciado em agosto no IEA e com duração prevista de cinco anos. A coordenação é dos cientistas políticos Lourdes Sola e Eduardo Viola [leia ao lado].</p>
<p><strong>Colaboração internacional</strong></p>
<p>A iniciativa é parte de projeto internacional do Comitê de Pesquisa em Economia Política Internacional da <a href="https://www.ipsa.org/">Associação Internacional de Ciência Política</a> (Ipsa, na sigla em inglês) dedicado ao estudo comparativo de democracias de mercado emergente.</p>
<p>Criado em 2012 por Lourdes Sola e <a class="external-link" href="https://www.nuffield.ox.ac.uk/people/profiles/laurence-whitehead/">Laurence Whitehead</a>, presidente do comitê de pesquisa e professor da Universidade de Oxford, Reino Unido. O projeto da Ipsa é constituído por uma rede global de acadêmicos que buscam lançar novas perspectivas sobre os processos de reconfiguração de poder no sistema internacional, com foco nas democracias de mercado emergente.</p>
<p>Graças à essa vinculação, o projeto em desenvolvimento no IEA terá a colaboração de Whitehead e de outros três integrantes do comitê de pesquisa da Ipsa: Leslie Eliott Armijo, da Universidade Simon Fraser, Canadá; Kathryn Hochstettler, da Escola de Economia e Ciência Política de Londres, Reino Unido; e Matthew Taylor, da Universidade Americana, EUA.</p>
<p>O projeto dará atenção especial às políticas econômicas e climático-ambientais implementadas desde o final dos anos 90. “Nosso ponto focal é a observação de conjunturas críticas<i> </i>nas quais novos desafios de governança democrática pautaram escolhas de políticas públicas decisivas em termos de seu impacto estratégico sobre os rumos do país e sua forma de inserção no cenário global”, afirmam os coordenadores.</p>
<p><strong>Enfoque</strong></p>
<p>A abordagem política será pautada pela fórmula sintetizada pelo cientista político americano <a class="external-link" href="https://gps.ucsd.edu/faculty-directory/peter-gourevitch.html">Peter Gourevitch</a>, da Universidade da Califórnia, ao analisar a resposta de diferentes países expostos ao impacto transformador das distintas conjunturas críticas internacionais desde o século 19. Segundo Gourevitch, a explicação política de uma política pública “deve identificar aqueles cujo apoio torna possível resolver disputas entre alternativas políticas em conflito”.</p>
<p>O estudo proposto ancora-se no princípio teorizado por Gourevitch e <a class="external-link" href="https://www.socsci.uci.edu/~esolinge/">Etel Solingen</a>, da Universidade da Califórnia, de que em tais conjunturas, "os conflitos distributivos latu sensu<i> </i>– por sobrevivência e eventual dominância política – refletem-se na reconfiguração de coalizões sociopolíticas competitivas entre si."</p>
<p>"Dessa perspectiva, o mapeamento e a interpretação das policy coalitions<i> </i>em disputa nas arenas decisórias domésticas pressupõe e requer a análise das clivagens e dos realinhamentos socioeconômicos associados a deslocamentos significativos no cenário internacional."</p>
<p>De acordo com os coordenadores, a investigação proposta será circunscrita à análise das conjunturas críticas domésticas que se situam no marco de duas macroconjunturas críticas internacionais: as que antecederam e sucederam a crise financeira global de 2008 e a pandemia do Covidd19.</p>
<p>Eles partem da suposição de que os desafios de governança político-econômica e climático-ambiental no marco da democracia brasileira "assumiram (e assumirão) novos contornos – crescentemente sistêmicos – ao longo desse período".</p>
<p>"Trata-se de observá-los de uma perspectiva dinâmica: no contexto instável e movediço de um capitalismo de Estado em vias de reinvenção no plano doméstico e da reconfiguração das assimetrias de poder na ordem internacional."</p>
<p>A agenda dos cinco anos do projeto envolve diversas atividades, incluindo revisões de literatura, detalhamento metodológico, entrevistas, produção de artigos e de livro, análise de conjunturas críticas, análise de surveys, um seminário nacional, um seminário internacional e produção do relatório final.</p>
<p><strong>Atividades dos coordenadores</strong></p>
<p>Lourdes Sola<strong> </strong>será responsável pela construção e supervisão do marco analítico do projeto e pela sua eventual revisão à luz dos resultados parciais da pesquisa. Deverá desenvolver a abordagem política das políticas macroeconômica e de comércio internacional, bem como a análise dos processos transformadores que respondem pelas mudanças na agenda democrática. Ela fará também a interação com os colaboradores internacionais que integram o Comitê de Pesquisa da Ipsa.</p>
<p>Além disso, ela e Eduardo Viola participarão da estruturação das entrevistas com formuladores de políticas públicas relevantes, bem como de CEOs do mercado financeiro, do agronegócio e da indústria. "O objetivo das entrevistas é identificar as formas de percepção que esses atores possuem sobre as transformações observadas na agenda democrática e suas relações com o processo de recapacitação do Estado brasileiro", explicam os coordenadores.</p>
<p>Viola coordenará as análises sobre as políticas que explicam as mudanças na inserção do Brasil no cenário global e regional, com destaque para as políticas climático-ambientais e para as transformações na agenda da globalização a partir de 2008. Ele coordenará também a revisão da literatura relevante sobre as transformações na agenda da globalização e as perspectivas em aberto pelas mudanças tecnológicas e no sistema de informação.</p>
<p>Além de Viola e Sola, atuarão no projeto: Janina Onuki, do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da USP; Cristiane Lucena, do IRI-USP; Vinicius Rodrigues Vieira, da Fundação Armando Álvares Penteado; Sergio Rodrigo Vale, da MB Associados; e Moisés Marques, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP; arquivo pessoal de Eduardo Viola</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisadores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Econômica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-14T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-governanca-da-internet-em-questao-1">
    <title>A governança da internet em questão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-governanca-da-internet-em-questao-1</link>
    <description>Webinar "Os Desafios da Governança da Internet" realizou-se no dia 16 de novembro. A organização foi da Cátedra Oscar Sala. Vint Cerf, um dos criadores da internet, foi o expositor convidado.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/vint-cerf-16-11-2020/image" alt="Vint Cerf - 16/11/2020" title="Vint Cerf - 16/11/2020" height="338" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Vint Cerf, cocriador do protocolo TCP/IP, foi o expositor na primeira parte do webinar</dd>
</dl></p>
<p>Os impactos das tecnologias de informação e comunicação em todas as esferas da sociedade, a gigantesca quantidade de dados coletados, armazenados e em tráfego constante, o poder adquirido pelas grandes empresas de tecnologia digital, a violação de privacidade, a ação criminosa de hackers contra empresas e instituições e mesmo a difusão de desinformação e fake news pelas redes sociais acentuam a urgência da definição de modos de regulação da Internet, sem desvirtuar os princípios de sua criação e sua capacidade de contribuir com a melhoria da vida de todos.</p>
<p>A questão foi debatida exaustivamente no webinar <i>Os Desafios da Governança da Internet</i>, no dia 16 de novembro, organizado pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala" class="external-link">Cátedra Oscar Sala</a>, parceria do IEA com o  NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), braço executivo do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil).</p>
<p>A primeira parte do evento teve exposição do matemático americano <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vint-cerf">Vint Cerf</a>, um dos nomes emblemáticos dos projetos percursores e do desenvolvimento da internet. Criador (com Robert Kahn) do protocolo TCP/IP, ele é hoje vice-presidente do Google, onde atua como chefe evangelista da internet.</p>
<p>Em sua fala de introdução ao tema do webinar, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-fernando-martins-castro">Luiz Fernando Martins Castro</a>, do NIC.br, moderador do encontro, disse não haver regras precisas que deem corpo à internet, mas decisões e protocolos bilaterais que proporcionam a existência da rede, que, “para  funcionar bem, precisa de regras que assegurem sua interoperabilidade, estabilidade e resiliência”.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/vint-cerf" class="external-link">Vint Cerf, um dos criadores da internet, fala sobre os desafios da rede</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/os-desafios-da-governanca-da-internet" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>EVENTO INAUGURAL DA CÁTEDRA OSCAR SALA</strong></p>
<p><strong>Imprensa, Tecnologia e o Futuro do Jornalismo</strong><br /><i>9/10/2020</i></p>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/copy_of_jornalismo-e-novas-tecnologias" class="external-link">O jornalismo profissional em tempos de big techs e redes sociais</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/imprensa-e-tecnologia" class="external-link">Seminário sobre o futuro do jornalismo inagugura Cátedra Oscar Sala</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/imprensa-tecnologia-e-o-futuro-do-jornalismo" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Castro ponderou que não é correto imaginar que haja uma “autoridade central” gerenciadora da internet. “A governança pode ser compreendida como um conjunto de atividades realizadas por uma teia de agentes privados e públicos, nacionais e internacionais, que gerenciam e coordenam recursos técnicos, protocolos, processos, conteúdos, aplicativos e sistemas sobre os quais a rede está edificada.”</p>
<p>Nas duas primeiras décadas de funcionamento da internet comercial, a preocupação principal de técnicos e pesquisadores era como a engenharia garantiria a estabilidade da rede, afirmou. “Agora a preocupação expandiu-se para questões de ordem política e social e àquelas relacionadas com a vida cotidiana dos usuários.”</p>
<p>Ao apresentar Cerf, Castro destacou que a trajetória do matemático se confunde com a história da internet, citando algumas de suas principais contribuições para o desenvolvimento da rede, como a cocriação do TCP/IP, a fundação da <a class="external-link" href="https://www.internetsociety.org/">Internet Society</a> e a atuação como presidente do Conselho do <a class="external-link" href="https://www.icann.org/">Icann</a> (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers).</p>
<p>Cerf dividiu sua exposição em dos temas: governança técnica e políticas de governança da internet. No que se refere à governança técnica, falou especificamente sobre a evolução do processo nos Estados Unidos, desde a Arpanet. “Essa é a história americana e há várias outras histórias de cada país, de cada domínio.”</p>
<p><strong>Primórdios</strong></p>
<p>O TCP/IP foi especificado por ele e Robert Kahn no anos 70, quando ambos trabalhavam no Departamento de Defesa do governo americano, onde procuravam entender o projeto de pesquisa avançada Arpanet, percursor da internet, relatou. "Depois esse trabalho evoluiu para uma integração de sistemas móveis por rádio, um pacote de sistemas para satélites e a Arpanet, que era o sistema fixo."</p>
<p>“As três redes formavam o centro da internet e a interação entre as elas foi apresentada formalmente em 1977.” O trabalho prosseguiu para a implementação dos protocolos da melhor maneira possível e, em janeiro de 1983, "foi determinado que todos os computadores e redes que rodavam esses protocolos começassem a operar”.</p>
<p>Ele lembrou que já em 1979 a equipe Inter Control Center Communications Protocol (ICCP), dedicado ao controle da configuração da internet. O ICCP tornou-se depois o Architecture Board, que que deu origem a duas forças-tarefas existentes até hoje: a ITF, responsável pela padronização dos protocolos, e a IRTF, encarregada pela disseminação de novas ideias.</p>
<p>"Além disso, criamos outros grupos responsáveis pela governança técnica, entre os quais o grupo de servidores de rede, hoje com 12 participantes. O papel deles nada mais é do que publicar a raiz dos sistemas de domínio principais, como net.com, net.org e outros de ponta." Com a entrada de provedores de internet, foi preciso criar registros para eles, disse.</p>
<p>Em paralelo a esse processo, em 1988, foi criada uma organização privada para atribuir nomes e gerenciar domínios prioritários, além de alocar IPs para registros de internet locais, afirmou Cerf. Trata-se da <a href="https://www.iana.org/">Iana</a> (Internet Assigned Numbers Authority).</p>
<p>“Em 1992, ficou claro que era preciso obter recursos para gerir as forças tarefas, os endereços IP e os nomes de domínios e suas alocações. Assim, criamos a Internet Society.”</p>
<p>O Departamento de Energia e o Information Systems Security Officer (Isso) também participaram dessa estrutura de governança, segundo Cerf. "No governo, foi criado o Comitê de Rede Federal, vinculado a diversos organismos, entre os quais o Departamentos de Defesa, o Departamento de Energia e a Nasa."</p>
<p>Em meados da década de 90, essa estrutura evoluiu para a atribuição da responsabilidade sobre registros de nomes e números ao setor privado. Segundo Cerf, a criação da Icann, uma organização internacional independente, em 1998, foi articulada pelo Departamento de Telecomunicações e pelas agências nacionais de informação. Em 2016, a responsabilidade pelo registro de nomes e números foi integralmente repassada à Icann.</p>
<p><strong>Políticas multissetoriais</strong></p>
<p>Quanto à política de governança, Cerf afirmou que ela engloba uma série de organizações que colaboram entre si. “A Icann criou e adotou esse modelo multissetorial para o desenvolvimento das políticas.” Ele citou o CGI.br como exemplo de instituição bem sucedida nessa forma de atuação, por envolver a comunidade técnica, o governo, a sociedade civil e o setor privado. “Na prática, o CGI.br é um desenvolvedor de políticas multissetoriais.”</p>
<p>“A governança da internet cobre não apenas o lado técnico, mas também o outro lado da moeda, já que ela é uma plataforma amplamente neutra em relação a seus temas. Isso se aplica também a outras infraestruturas, como o sistema de transporte, de energia elétrica, sistemas de distribuição e telecomunicações. Todos são, de certa forma, neutros em sua infraestrutura e, portanto, podem ser usados e abusados.”</p>
<p>Segundo ele, o fato de a internet não reconhecer limites internacionais torna muito difícil lidar com os abusos. “Algumas pessoas podem não concordar com isso e dizer que os sistemas de domínio reconhecem fronteiras nacionais. No entanto, a estrutura de domínios não é específica a países por desenho, por concepção.”</p>
<p>Abusos podem ter origem num país e produzir vítimas em outro, e as jurisdições nacionais acabam criando problemas para aplicar restrições, disse, acrescentando que há ainda as variações sociais, culturais e jurídicas, do que é permitido ou não, de um país para outro.</p>
<p><strong>World Wide Web</strong></p>
<p>A partir do início dos anos 90, com a comercialização da web por empresas de comunicação, abriu-se um espaço muito mais vasto de aplicações da internet e um dos meios principais pelo qual a estrutura da internet é usada e abusada, disse. “Por isso há uma organização voltada ao lado técnico, o <a class="external-link" href="https://www.w3.org/">Consórcio da World Wide Web</a>, que trabalha com os protocolos para web, em paralelo com o trabalho da ITF na camada abaixo da estrutura da internet.”</p>
<p>Outras iniciativas institucionais citadas por Cerf foram a realização pela ONU da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação em 2003 e 2005 e, a partir de 2006, do <a class="external-link" href="https://www.intgovforum.org/multilingual/">Internet Governance Forum (IGF)</a>, “criado porque as pessoas não estavam muito certas de como a internet poderia ser apropriada e utilizada, e esse debate continua até hoje.”</p>
<p>Para ele, está claro que, em função dos conflitos transjurisdicionais, para conseguir qualquer efeito de guarda e proteção de dados na internet “teremos que chegar a algumas conclusões nas bases nacionais e internacionais, sejam elas bilaterais ou multilaterais.”</p>
<p>“Em 2018, a <a class="external-link" href="https://cyberstability.org/">Comissão Global</a><a class="external-link" href="https://cyberstability.org/"> para a Estabilidade do Ciberespaço </a>[GCSC, na sigla em inglês] publicou uma série de normas não obrigatórias que podem orientar a elaboração de futuros tratados. A primeira sugestão da comissão foi sobre o núcleo da internet: capacidades de fibra, roteadores, rádios ligados aos dispositivos moveis do sistema, servidores de wifi, de domínios de nome, firewalls. tudo que faz parte da estrutura básica, sugerindo que as bases globais se estruturem para lidar com esse reino mais público."</p>
<p>Segundo Cerf, a GCSC sugeriu essa norma porque "estamos nos tornando cada vez mais independentes dentro do sistema da internet devido à grande quantidade de atividades econômicas e de acesso à informação".  Tal estrutura não pode ser tratada de forma tão livre, afirmou. "A recomendação é que a estrutura e o núcleo público sejam protegidos para evitar ataques a instituições, levando em conta aquilo que é aceitável socialmente.”</p>
<p>Para Cerf, é preciso admitir que a estrutura é vulnerável e que os programadores não conseguem evitar erros. “Eles terão de pensar melhor sobre os bugs.” No âmbito da pesquisa, ele considera que é preciso desenvolver ambientes de programação que exponham mais cedo os bugs, de preferência que o próprio software os preveja logo.</p>
<p><strong>Política de governança</strong></p>
<p>Do ponto de vista da política de governança, “precisamos trabalhar mais do que fizemos e determinar se pode haver normas e tratados a serem negociados, para que abusadores sejam presos. Com esse fim, a cooperação precisa ultrapassar fronteiras, como no caso da Convenção de Budapeste [Convenção do Conselho da Europa contra a Criminalidade Cibernética], de dezembro de 2019”.</p>
<p>“É preciso chegar a um acordo comum sobre o que as pessoas esperam do ambiente online e sobre até que ponto concordamos que a internet tem uma capacidade positiva e poderosa para beneficiar os usuários.”</p>
<p>Outra diretriz política é garantir o acesso de todos à internet a baixo custo, de maneira segura e sustentável e com proteção à privacidade: “Conseguir isso depende da combinação de desenvolvimento de softwares, política e fiscalização de políticas.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/augusto-cesar-gadelha-vieira-16-11-2020/image" alt="Augusto César Gadelha Vieira - 16/11/2020" title="Augusto César Gadelha Vieira - 16/11/2020" height="299" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Augusto César Gadelha Vieira</dd>
</dl>No debate que se seguiu, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/augusto-cesar-gadelha-vieira">Augusto César Gadelha Vieira</a>, diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), perguntou a Cerf se não seria o caso de o mundo chegar a um acordo em relação à governança e como isso seria possível num cenário em que o Estado controla os indivíduos e as empresas tem uma presença tão forte na internet.</p>
<p>Seria ótimo se fosse possível usar a tecnologia para evitar o abuso, respondeu Cerf. “Já utilizamos criptografia e autenticações em duas etapas, por exemplo, mas não são uma solução para tudo. No caso dos bugs, os programadores têm de ter o peso moral sobre os ombros de não cometer erros e corrigi-los quando detectados.”</p>
<p>Para ele, é preciso que as pessoas que abusam saibam que ser forem pegas haverá consequências; mas há a questão de o cumprimento das leis ser fiscalizado. A ética é parte da solução, segundo Cerf. “Um grande acordo na sociedade sobre um conceito moral comum pode ter alguma influência."</p>
<p><strong>Soberania digital</strong></p>
<p>É necessário discutir a questão da soberania digital, afirmou. “A ideia é transmitir a mesma decisão que a Paz de Vestfália fez em 1648 [no fim da Guerra dos 30 Anos], de que havia uma autoridade suprema dentro do território." Ele citou o exemplo da lei de proteção de dados da União Europeia, referência para a adoção de normas similares no resto do mundo.</p>
<p>No caso dos problemas amplificados com as redes sociais (informação incorretas, fake news, rumores), Cerf disse que é muito difícil para um algoritmo determinar se algo é verdade: “É uma solução improvável para esse problema”. Na sua opinião, a culpa é do "loop de feedback inserido nas redes sociais", o qual premia comportamentos extremos, "porque o que eles buscam é atenção”.</p>
<p>“Essa é a razão de precisarmos de antropólogos, psicólogos, e sociólogos para nos ajudar nessas dinâmicas das redes sociais e encontrar uma maneira de nos contrapormos a elas.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/liane-margarida-rockenbach-tarouco-16-11-2020/image" alt="Liane Margarida Rockenbach Tarouco - 16/11/2020" title="Liane Margarida Rockenbach Tarouco - 16/11/2020" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Liane Margarida Rockenbach Tarouco</dd>
</dl></p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liane-margarida-rockenbach-tarouco">Liane Margarida Rockenbach Tarouco</a>, da UFRGS, o problema não tem a ver com bugs criados por programadores e outros aspectos técnicos, “mas com quem adquire grande poder econômico e militar e quer dominar o mundo”. Ela se considera pessimista em relação “à ideia de tornar o mundo um lugar melhor apenas com a governança da internet”.</p>
<p><strong>Big techs</strong></p>
<p>Liane quis saber como Cerf vê uma possível solução para controlar grandes empresas, “que não são reguladores, mas definem suas próprias regras, favorecendo alguns e outros não”.</p>
<p>Algo que pode ajudar nesse sentido é maior transparência das operações das grandes empresas, sobre o que é feito e como é feito, segundo Cerf. "No Google, tentamos não dizer de forma detalhada como é o algoritmo pela simples questão que se o fizermos as pessoas usariam isso para reestruturar o sistema. A intenção de nossos algoritmos é apresentar qual é a informação mais útil para determinada busca. Procuramos incluir fontes de qualidade. Honestamente, não acho que haja viés na busca."</p>
<p>Segundo ele, o ranking dos links apresentados numa busca obedece a critérios como, por exemplo, a frequência com que um site é atualizado. “Temos um manual de 148 páginas aberto ao público, sobre como alguém deve avaliar seu site em termos de utilidade no sistema de ranking.”</p>
<p>É preciso criar mecanismos para combater o mau uso, com punições políticas e econômicas, a exemplo do que é feito para combater a proliferação de armas nucleares, afirmou. “Ainda não conseguimos definir os mecanismos corretos para impedir o mau uso da internet.”</p>
<p><strong>Autorregulação e regulação estatal</strong></p>
<p>Indagado por alguém do público online sobre a possibilidade autorregulação pelas empresas e sobre a supervisão e regulação por Estados e agências internacionais, Cerf disse que as empresas preferem a autorregulação, mas que ela não é suficiente, pelo fato de não ser uniforme.</p>
<p>“Isso é especialmente difícil para multinacionais como a minha e outras, já que estão lidando com 193 países, jurisdições e variações nos níveis de domínio para as diferentes autorregulações em cada um desses níveis.”</p>
<p>Ambas as regulações serão necessárias, de acordo com Cerf. “É preciso impedir que uma empresa se autorregule. A ameaça de outras regulações normalmente já é suficiente para que a empresa se comporte de maneira esperada. Se isso não acontecer, existe a possibilidade de impor leis. A adoção de uma nova lei, seja ela para ser cumprida ou não, é um serviço para os legisladores.”<strong> </strong></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/demi-getschko-16-11-2020/image" alt="Demi Getschko - 16/11/2020" title="Demi Getschko - 16/11/2020" height="313" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Demi Getschko</dd>
</dl><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/demi-getschko">Demi Getschko</a>, do CGI.br, perguntou sobre o quão otimista Cerf é sobre a manutenção de uma internet única e sobre como ele vê a utilização da inteligência artificial, principalmente do aprendizado de máquina, se isso é um benefício ou uma grande ameaça para a humanidade.</p>
<p>Cerf defendeu a unidade da internet e citou a computação na nuvem como algo muito importante que seria afetado por eventual fragmentação da rede.</p>
<p>“O compartilhamento de informação através das fronteiras é superimportante para empresas, cooperação científica e para implementar a computação na nuvem, uma ferramenta poderosa para oferecer às pessoas capacidade de processamento abrangente, algo essencial para pequenas empresas que estão crescendo e para que exista tráfego entre centros de dados."</p>
<p><strong>Aprendizado de maquina</strong></p>
<p>Disse ser preciso fazer uma distinção entre a inteligência artificial mais geral e o que tem sido implementado até o momento, o aprendizado de máquina, que é "uma habilidade mais específica, que possibilita que computadores façam coisas que antes só humanos podiam fazer, como traduzir idiomas e identificar células cancerígenas".</p>
<p>Entretanto, o aprendizado de máquina ainda apresenta pontos negativos, erros que não podem ser antecipados, como no caso de reconhecimento por imagens, caso haja pequenas alterações nelas, segundo Cerf.</p>
<p>Citou ainda o deep fake, no qual pessoas são inseridas numa situação em que nunca estiveram e dizendo coisas que não disseram. “Estamos enfrentando uma ampla gama de riscos em potencial e a população espera que os cientistas da computação resolvam esses problemas.”</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kimberly-anastacio">Kimberly Anastacio</a>, cientista política e doutoranda da American University, EUA, perguntou a Cerf sobre o papel da internet e dos organismos que a controlam na implementação de tecnologias apropriadas em face das das mudanças climáticas.</p>
<p>Para ele, a internet pode fazer parte das soluções ao permitir o compartilhamento de informações e modelos que permitam entender toda a dinâmica do aquecimento global e mitigar seus efeitos. “Dizem que a internet consome muita energia, no entanto, se fizermos o cálculo de todos os setores que consomem energia, ela não pode levar a culpa.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcio-nobre-migon-16-11-2020/image" alt="Márcio Nobre Migon - 16/11/2020" title="Márcio Nobre Migon - 16/11/2020" height="304" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Márcio Nobre Migon</dd>
</dl>Nas exposições posteriores ao debate com Cerf algumas questões voltaram a ser abordadas e novos temas foram acrescentados à discussão.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcio-nobre-migon">Márcio Nobre Migon</a>, coordenador do CGI.br, ressaltou o grande desafio geopolítico presente na evolução da internet. “Vemos países e organizações dentro deles, mais ou menos ligados ao poder constituído, que promovem um tráfego não desejado.”</p>
<p>Há margem para certo otimismo, de acordo com Migon, “pois os problemas que surgem na internet não são tão diferentes daqueles que surgem no mundo real, com todas as suas imperfeições, todos os seus desafios e toda as soluções que a engenharia humana foi capaz de produzir”.</p>
<p>No que se refere à autorregulação, ele destacou que ela passa pela governança corporativa e pelo papel dos acionistas no processo. A dificuldade está em saber “como é possível migrar dos interesses da governança corporativa, dos acionistas e dos stakeholders e tentar chegar numa governança da internet para fins de políticas públicas.”</p>
<p><strong>Perspectiva antropológica</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-souza-lima-blotta">Vitor Blotta</a>, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/jornalismo-direito-liberdade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade</a>, afirmou que a rede e seus espaços, algoritmos e dispositivos têm de ser vistos na perspectiva da antropologia, “como entidades que têm participação, agência e transformam as formas de nos relacionarmos”. Para ele, é preciso pensar numa governança ecológica, que englobe o indivíduo e as entidades não humanas, “ajudando a lidar com a rede e os espaços que ela cria”.</p>
<p>Em sua exposição Kimberly Anastacio concordou com Blotta de que ao abordar a governança da internet não se deve centrar tanto no indivíduo. “Nos estudos de ciência e tecnologia atuais é muito comum usarmos a teoria da ator-rede, do Bruno Latour [filósofo, antropólogo e sociólogo francês], procurando entender os atores humanos e também os não humanos quando se tenta entender qualquer objeto tecnológico, qualquer interação, qualquer cadeia de ações.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kimberly-anastacio-16-11-2020/image" alt="Kimberly Anastacio - 16/11/2020" title="Kimberly Anastacio - 16/11/2020" height="279" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Kimberly Anastacio</dd>
</dl><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kimberly-anastacio"></a></p>
<p>Em relação aos impactos da tecnologia na sociedade, ela considera que os protestos contra o racismo nos Estados Unidos, os algoritmos e o reconhecimento facial demonstram como “a tecnologia é muitas vezes utilizada de forma que afeta mais alguns corpos e algumas experiências humanas; parece que essas coisas têm a ver mais com a camada de conteúdo, ferramentas e plataformas que usamos, mas na verdade são afetadas pela própria arquitetura da rede”.</p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p>Ela vê dois desafios a serem enfrentados: o regulatório e o ambiental. Em relação ao primeiro, disse que há muita regulação privada, "mas está se tornando comum legisladores e gestores públicos tentarem solucionar problemas que vão da desinformação até crimes na internet”.</p>
<p>“Estou pesquisando todos os projetos de lei sobre desinformação desde as eleições de 2018. Há mais de 70 deles na Câmara de Deputados. É incrível a quantidade de propostas que tentam criminalizar o compartilhamento das fake news, deixando para as empresas a decisão do que seria fake news e como identificar a pessoa que está compartilhando para ela ser submetida a um processo criminal.”</p>
<p>Várias coisas podem ser feitas para evitar essas “soluções desastrosas”, disse. Entre elas, relacionou capacitar parlamentares, criar mais setores envolvidos com o tema no Congresso Nacional e destrinchar os motivos que levam os legisladores a propor essas soluções.</p>
<p>“Não é suficiente pensar numa solução tecnológica sem pensar, por exemplo, na erosão das instituições, que gera desconfiança sobre a mídia tradicional, sobre a ciência, sobre a democracia. Confiar numa solução tecnológica é tão inocente como imaginar que não há política por trás da infraestrutura tecnológica da internet.”</p>
<p>Quanto ao desafio ambiental, Kimberly disse que a intersecção entre meio ambiente e governança da internet deve ser mais abordada. "Sinto que isso está acontecendo. Se pensarmos em hardware, há muito tempo se discute obsolescência programada, lixo eletrônico, infraestrutura. O mais comum é falar em tornar os centros de dados mais verdes. No caso dos cabos submarinos, é preciso fazer estudos de impactos ambientais relevantes.”</p>
<p>Ao comentar a exposição de Kimberly, Castro disse que a internet não pode estar sujeita a legislações que datam dos séculos 18 e 19 nem aos antigos padrões de soberania nacional presentes no direito internacional.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-fernando-martins-castro-16-11-2020/image" alt="Luiz Fernando Martins Castro - 16/11/2020" title="Luiz Fernando Martins Castro - 16/11/2020" height="306" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Luiz Fernando Martins Castro</dd>
</dl></p>
<p>Na esfera legal, ele destacou os debates que ocorrem na <a href="https://www.internetjurisdiction.net/">Internet and Jurisdiction Policy Network</a>: “Não se discute a unificação do Direito. Sabemos que as convenções criminais, por exemplo, têm um alcance bastante limitado, por conta de sua operabilidade. A rede trata mais da interoperabilidade do Direito, não de querer um Direito harmônico. A ideia é que diferentes sistemas conversem e possam colaborar em demandas sobre práticas nefastas na rede.”</p>
<p>Para Liane, muitos projetos de lei sobre a internet, se aprovados, “afetariam incrivelmente a economia digital, e não se pode mais falar de economia digital, pois toda economia depende da internet, que até um artesão usa”.</p>
<p><strong>Pegada de carbono</strong></p>
<p>Voltando ao tema internet e meio ambiente, Liane comentou que reportagem de 2015 indicava que os centros de dados eram responsáveis por emissão de CO<sub>2</sub> similar à da indústria de aviação. “Cada busca no Google tem um custo de emissão, e são 3,5 bilhões de buscas diárias. O Google responde por 40% das emissões de CO2 relacionadas com a internet.”</p>
<p>Em relação ao consumo de energia, Getschko disse que pode ter emissão ou não de CO<sub>2</sub>, lembrando que a energia elétrica brasileira e majoritariamente produzida por fontes limpas, sobretudo usinas hidroelétricas. “Não há como evitar o gasto de energia. Mais importante do que economizar energia é usar energia limpa.”</p>
<p>Liane também lembrou que em 2014, nos 40 anos da definição do TCP/IP, Cerf escreveu com outros dois pesquisadores o artigo “<a class="external-link" href="https://research.google/pubs/pub45894/">Internet Governance is Our Shared Responsability</a>” (a governança da internet é uma responsabilidade que nós compartilhamos). “Nós quem? Quem é que define hoje as práticas? Há as grandes corporações que visam agressivamente o lucro e os países que aspiram avidamente ter poder sobre outros países.”, afirmou Liana, para quem a governança é uma esperança, apesar de se questionar se ela é materializável.</p>
<p>Vieira também tratou do protagonismo na governança: “Quem vai cuidar da governança da internet? Serão as grandes empresas? Os países mais poderosos? Será que a China e os EUA vão entrar num acordo sobre como fazer as coisas acontecerem ou vai ocorrer o que estamos vendo em relação ao 5G?</p>
<p>Lembrou que o tema tem sido amplamente discutido desde antes do primeiro Fórum de Governança da Internet, realizado em Atenas, em 2006. No ano seguinte, aconteceu o segundo fórum, no Rio de Janeiro, e cinco temas tiveram destaque, segundo Vieira: transparência, acesso, segurança, diversidade e recursos críticos da internet.</p>
<p>“Muitas questões sobre esses temas foram parcialmente resolvidas. Hoje, a grande questão é o que fazer com a quantidade imensa de dados, como preservar sua segurança e como lidar com a questão ambiental, uma vez que não se pode deixar de fazer internet e computação.”</p>
<p>Do ponto de vista de segurança, Getschko disse haver exemplos ótimos, como os honeypots [simulam sistemas com aplicativos e dados e funcionam como uma armadilha para atrair hackers, obtendo informações sobre eles e como operam]. “As ameaças são características do ser humano, não da rede. A rede deu chance para que isso aflorasse. É preciso um trabalho muito longo de educação e aculturamento, de que tudo tem consequência.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/vitor-blotta-16-11-2020/image" alt="Vitor Blotta - 16/11/2020" title="Vitor Blotta - 16/11/2020" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Vitor Blotta</dd>
</dl></p>
<p><strong>Espaço público</strong></p>
<p>Blotta enfatizou a importância da ideia de espaço público, do interesse público e das organizações voltadas ao interesse público, nacionais e internacionais, “que deveriam ocupar mais o espaço na governança da internet”.</p>
<p>“Estou falando no sentido normativo, onde os pesquisadores da área de teoria crítica veem alguma luz no fim do túnel. Se deixarmos para a autorregulação e a regulação estatal, a tendência é haver distorções, abusos e apropriações da dimensão pública.”</p>
<p>Para ele, é preciso fortalecer espaços e organizações como o CGI.br e as universidades e mobilizar entidades de interesse público para proteger o espaço intermediário entre empresas e governos.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-27T00:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
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<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/sustexmoda-2020">
    <title>II Congresso Internacional de Sustentabilidade em Têxtil e Moda (II SUSTEXMODA 2020)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/sustexmoda-2020</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="font_0" style="text-align: left; "><span>O <a class="external-link" href="https://www.sustexmoda.org/i-congresso-2019">I </a></span><span><a class="external-link" href="https://www.sustexmoda.org/i-congresso-2019">Congresso Internacional de Sustentabilidade em Têxtil e Moda</a> </span><span>aconteceu  em maio de 2019, organizado pelo Núcleo de Apoio a Pesquisa SUSTEXMODA da USP.</span></p>
<p>Este segundo encontro tem com tema “<b><span class="color_15">Os Impactos da Covid 19 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) </span>na Cadeia Têxtil e Indústria da Moda</b><span>” e será dividido em três grupos de trabalho:</span></p>
<p class="font_8" style="text-align: left; "><span><b>GT1 - Meio Ambiente:</b></span><span> </span><span class="color_15">Compreende pesquisas que destaquem os impactos e soluções sustentáveis relacionados à pandemia causada pela doença Covid 19 e investigações relativas ao desenvolvimento sustentável de novos produtos, resíduos sólidos, efluentes, resíduos gasosos, insalubridade, certificações, regulamentações, políticas públicas, transparência, inovação entre outros assuntos em sinergia com o meio ambiente.</span><span> </span></p>
<p class="font_8" style="text-align: left; "><span><b>GT2 – Sociedade:</b></span> <span class="color_15">Compreende pesquisas que destaquem os impactos e soluções sustentáveis relacionadas à pandemia causada pela doença Covid 19 e investigações relativas às ONGs, cooperativas, coletivos, mão de obra, gêneros, necessidades, ensino, inclusão e exclusão social, cultura regionalizada e aculturação da sustentabilidade, políticas públicas, transparência, inovação e com desenvolvimento sustentável de novos assuntos em sinergia com a sociedade.</span></p>
<p class="font_8" style="text-align: left; "><span><b>GT3 – Economia:</b></span><span class="color_15"> Compreende pesquisas que destaquem os impactos e soluções sustentáveis relacionadas à pandemia causada pela doença Covid 19 e investigações relativas ao desenvolvimento sustentável de novos produtos e modelos de negócios, consumo, comércio, formação de preços, e-commerce, comércio exterior (importação, exportação), processos produtivos, prestação de serviços, acordos, transparência, inovação entre outros assuntos em sinergia com a área econômica.</span></p>
<p class="font_8" style="text-align: left; ">04, 05 e 06/11/2020</p>
<p class="font_8" style="text-align: left; ">Apresentações das pesquisas aprovadas de forma on-line, mesas redondas, exposições, concursos e atividades extras.</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p><b><b>Faça sua <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdso4yD0Eyo1ScnYo3euFF50HM2DniJA30t5Ok4C409oZeAnw/viewform" style="text-align: justify; "><b>inscrição</b></a><span style="text-align: justify; "> </span> para ter acesso ao evento on-line em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a></b></b><span>​</span></p>
<p><b>Download <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/revista-sustexmoda-2020/" class="external-link"><span class="external-link">REVISTA SUSTEXMODA2020</span></a> (english version)</b></p>
<p><b>Download <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/revista-sustexmoda2020.pt/" class="external-link"><span class="external-link">REVISTA SUSTEXMODA2020</span></a> (em português)</b></p>
<p><span><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conservação ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>C&amp;T</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Resíduos sólidos</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-05T11:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/atuacao-de-instituicoes-financeiras-tem-reflexo-no-endividamento-dos-brasileiros">
    <title>Atuação de instituições financeiras tem reflexo no endividamento dos brasileiros</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/atuacao-de-instituicoes-financeiras-tem-reflexo-no-endividamento-dos-brasileiros</link>
    <description>Integrantes do Grupo Crédito e Endividamento discutem o tema no primeiro programa da segunda temporada 2020 do USP Analisa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-32158c4f-7fff-7b31-f7f4-b9969b96572a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/savings2789153_1280.jpg/@@images/53233ebd-d294-48d9-a0aa-e40bbe3166a6.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal, carnês de lojas. Essas são algumas entre tantas dívidas de famílias brasileiras. A situação, que já era crítica antes da pandemia, vem se agravando. Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio divulgada em junho apontou que 67,1% das famílias estão endividadas. Abrindo a segunda temporada deste ano, o USP Analisa discute essa situação e mostra as ações de um projeto da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto que leva informação sobre crédito e endividamento à sociedade. Os entrevistados são a professora da FDRP Iara Pereira Ribeiro e os estudantes do curso de Direito da USP Ribeirão Preto Inara Alves da Silva, Renata Sayeg Regis e Taffarel Pereira Marques.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A docente explica que o endividamento das famílias é um fenômeno que já preocupa há algum tempo e tem sido objeto de várias pesquisas na universidade. “Ele carrega consigo um percentual trágico porque, além da consequência jurídica direta com aumento de dívida e perda do bem adquirido, ele pode infligir àquela família que vive o endividamento situações dramáticas como despejo, desprestígio social e familiar, dissolução da família, depressão, consumo de álcool e drogas, entre outras implicações sociais e psicológicas. É uma questão bastante importante para a sociedade brasileira no momento”, diz Iara.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O cartão de crédito é a principal dívida de 78% das famílias. Segundo Inara, o parcelamento rotativo do cartão e a falta de atenção da população a essa modalidade são os responsáveis. “Quando a pessoa não paga o valor mínimo, incidem muitos juros sobre esse valor não pago. Mas ela acaba se esquecendo disso e se enrolando para pagar. Por isso, é muito importante se atentar a essa situação e conferir se está pagando o valor mínimo ou solicitar o parcelamento, para facilitar. O parcelamento rotativo é feito sem a pessoa pedir”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O papel das instituições financeiras no endividamento do brasileiro está ligado à ampla oferta do crédito, aos altos juros cobrados e também à grande publicidade que é dada a essa oferta, mas que nem sempre informa corretamente o ônus do empréstimo ao consumidor. “Os juros, muitas vezes, não são colocados em destaque. Não são apresentadas as consequências se pagar o valor mínimo, os limites do crédito são aumentados sem autorização prévia do devedor. Outro ponto a ser destacado é a falta de clareza no contrato firmado com essas instituições. Há frequentemente a utilização de termos técnicos nem sempre compreendidos pelo consumidor, em letras pequenas. Isso inclusive é ilegal, porque o artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor diz que os contratos têm que ser redigidos de maneira clara, com caracteres ostensivos e legíveis e com fonte em tamanho não inferior ao corpo 12, de modo a facilitar a compreensão pelo consumidor”, diz Renata.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A entrevista vai ao ar nesta quarta (5), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (9), a partir das 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de </span><span>streaming</span><span> </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/3xuFerZEzUBiPWlUQXNarx?si=S_bMsOV4TUO54SLglByYNA"><span>Spotify</span></a><span>. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. <span>Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp" rel="noreferrer noopener" target="_blank">nosso canal no Telegram</a><span>.</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-03T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-4">
    <title>Bolsonaro e o Mundo Armado no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-4</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Quarto encontro do ciclo </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-faces-crise" class="state-published">As Várias Faces da Crise: Política, Economia e Violências</a></p>
<p><span>A ascensão de um movimento de extrema direita e de seu líder à presidência da República tem causado inquietações sobre a crescente intromissão de grupos armados na política brasileira. Não só as forças oficiais - o exército e as PMs - mas também grupos paraestatais. Qual a real situação desses grupos? Como atuam? Que prejuízos ainda podem causar ao nosso já fragilizado regime democrático?</span><span> </span></p>
<p><span><strong>Palestrantes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-eduardo-soares" class="external-link">Luiz Eduardo Soares</a> (UERJ)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/piero-de-camargo-leiner" class="external-link">Piero Leiner</a> (UFSCar)</p>
<p><strong>Moderadores:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cicero-romao-resende-de-araujo" class="external-link">Cicero Araújo (IEA/USP)</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriela-nunes-ferreira" class="external-link">Gabriela Nunes Ferreira</a> (Unifesp)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-19T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-3">
    <title>Facing the Challenges of Covid: Can We Ever Return to Normal? And Why Would We Want to Do So?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-3</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Terceiro encontro do ciclo </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-faces-crise" class="state-published">As Várias Faces da Crise: Política, Economia e Violências</a></p>
<p><strong>Encarando os Desafios da Covid-19: Será Possível Voltar à Normalidade Algum Dia? E Por Que Desejaríamos Fazer Isso?</strong></p>
<p><span>Muitos se perguntam sobre um retorno à normalidade, na economia, após o final da Pandemia. Nesse seminário o Prof. Randall Wray, expoente da Teoria Monetária Moderna (MMT), reflete sobre por que não devemos almejar retornar àquilo que considerávamos como normal" </span></p>
<p><span>Palestrante:</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/levi-randall-wray" class="external-link">L. Randall Wray</a> (Bard College)</p>
<p><span><strong>Moderadora:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/simone-silva-de-deos" class="external-link">Simone Deos</a><span> (IE-Unicamp)</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><i><span><br /></span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-19T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-2">
    <title>Moeda e Gasto Público: Reflexões em Tempos de Pandemia e Após</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-2</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Segundo encontro do ciclo </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-faces-crise" class="state-published">As Várias Faces da Crise: Política, Economia e Violências</a></p>
<p><span>A pandemia e seus efeitos danosos para a economia e a sociedade nos impeliram a uma pergunta: o governo pode gastar para mitigar os efeitos dessa tragédia humanitária? O seminário abordará as várias respostas que os economistas no Brasil e fora dele têm dado a essa pergunta.</span><span></span></p>
<p><strong>Palestrante:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/simone-silva-de-deos" class="external-link">Simone Deos</a><span> (IE-Unicamp)</span></p>
<p><strong>Moderadora:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-nunes-ferreira" class="external-link">Adriana Nunes Ferreira</a><span> (IE-Unicamp)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-19T14:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-1">
    <title>Família, Violência e Trauma em Tempos de Pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Primeiro encontro do ciclo <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-faces-crise" class="state-published">As Várias Faces da Crise: Política, Economia e Violências</a></p>
<p>A violência em família será abordada em suas dimensões socioculturais e psíquicas, como fenômeno que atravessa a história social brasileira e se apresenta de forma ainda mais crítica nos tempos da pandemia.</p>
<p><strong>Conferencista</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/belinda-piltcher-haber-mandelbaum" class="external-link">Belinda Mandelbaum</a> (IP-USP)</p>
<p><strong>Moderador</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cicero-romao-resende-de-araujo" class="external-link">Cícero de Araújo</a><span> (IEA-USP)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-19T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/destaques/ciclo-faces-crise">
    <title>Ciclo As Várias Faces da Crise: Política, Economia e Violências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/destaques/ciclo-faces-crise</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências propõe este ciclo de seminários abertos ao público, nos quais dimensões centrais da crise social, política e econômica que estamos vivendo no país serão tratadas a partir das sempre necessárias abordagens multidisciplinares.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-19T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Coleção</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/retomada-pos-pandemia-depende-de-acoes-do-governo">
    <title>Retomada pós-pandemia depende de ações do governo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/retomada-pos-pandemia-depende-de-acoes-do-governo</link>
    <description>USP Analisa exibe segunda parte da entrevista com especialistas sobre o atual cenário econômico no Brasil </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-9b4e1111-7fff-32b0-2241-0f2c07e9d3d0"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/stockexchange4880802_1920edit.jpg/@@images/1d37272e-e9cb-4d25-839a-a09260986ecd.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />O USP Analisa apresenta nesta semana a segunda parte da entrevista com o economista e presidente do Banco Ribeirão Preto Nelson Rocha Augusto e o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP Rudinei Toneto Junior, que fazem uma avaliação do cenário econômico diante da pandemia de COVID-19.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Pelo que estudei na história, não há uma crise semelhante a essa. É muito difícil prever agora o quanto que as cadeias de produção serão interrompidas, o quanto o fechamento da China, que agora está retomando, interferiu, quantas indústrias brasileiras vão ter que paralisar por causa de matéria prima, o quanto essa quarentena da população vai afetar os setores”, afirma Rudinei.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Nelson, a atuação do governo na economia durante a pandemia será decisiva para a fase de retomada. “Esses efeitos de política monetária bastante expansionista, taxa de juros zero, no momento em que tiver o vértice de subida e que parar o processo do vírus, a velocidade de recuperação será estonteantemente alta. Essa é a boa notícia. A gente não sabe quando vai acontecer e não sabe qual vai ser a deterioração nas cadeias de produção, mas a gente sabe que elas vão se recuperar muito mais rápido do que se recuperariam pela somatória de decisões de políticas econômicas que foram tomadas”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Concordo que vai ter saídas. Muita gente vai aproveitar esse momento para fazer um reposicionamento estratégico no mercado para a retomada”, diz o docente da FEA-RP.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A entrevista vai ao ar nesta quarta (8), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (12), a partir das 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de </span><span>streaming</span><span> </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/3xuFerZEzUBiPWlUQXNarx?si=S_bMsOV4TUO54SLglByYNA"><span>Spotify</span></a><span>. O </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-04-08T14:30:23Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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