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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 81 to 95.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2023">
    <title>Ciência Por Elas 2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2023</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr">Para despertar o interesse de meninas pela carreira científica e assim alcançar um maior número de pesquisadoras no futuro, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, em parceria com o Laboratório de Tratamento Avançado de Água e Efluentes (OXLAB) da Unicamp e o Centro de Terapia Celular da USP, promove entre os dias 23 e 28 de janeiro a quarta edição do Ciência Por Elas.</p>
<p dir="ltr">O evento é exclusivamente presencial e voltado a meninas que estejam cursando do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Haverá reserva de 50% das vagas para pretas e pardas. Elas vão participar de atividades teóricas e práticas com pesquisadoras de instituições como USP, Unicamp e Fiocruz, mostrando os trabalhos desenvolvidos em diversas áreas do conhecimento. Não é obrigatório participar de todas as atividades e haverá envio de certificado de participação.</p>
<p dir="ltr">A organização do evento também conta com o grupo de divulgação científica Ilha do Conhecimento e o Laboratório de Controle do Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. O apoio é da Associação de Cultura Brasil Estados Unidos e da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira do IEA-RP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-01-11T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/suzana-herculano-houzel-e-a-nova-titular-da-catedra-otavio-frias-filho">
    <title>Suzana Herculano-Houzel é a nova titular da Cátedra Otavio Frias Filho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/suzana-herculano-houzel-e-a-nova-titular-da-catedra-otavio-frias-filho</link>
    <description>Neurocientista brasileira, reconhecida mundialmente por suas pesquisas, abrirá série de palestras expondo sua proposta de que evolução é a história de todas as formas de vida que funcionam</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><i>Por Leandra Rajczuk Martins e Mauro Bellesa</i></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fleury-portrait_Suzana-Herculano-Houzel-perfilorig.png/image" alt="Suzana Herculano-Houzel - Perfil" title="Suzana Herculano-Houzel - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Crédito: Joe Howell, Vanderbilt University.</dd>
</dl>Uma das mais importantes cientistas brasileiras é a nova titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-otavio-frias-filho">Cátedra Otávio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade</a>. Suzana Herculano-Houzel, professora associada da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, foi escolhida para organizar o ciclo de palestras de 2023 com o tema “Ciência, Comunicação e Futuro”.</p>
<p><br />Herculano-Houzel sucede Muniz Sodré, considerado o mais proeminente especialista em comunicação do país. Sodré foi o primeiro titular da Cátedra, fruto de parceria entre o IEA e a <i>Folha de S.Paulo</i>, criada em fevereiro de 2021, quando a <i>Folha</i> completou 100 anos de existência.</p>
<table class="tabela-direita-400-cinza-borda" style="text-align: left; ">
<tbody>
<tr>
<th>Perfil</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p>A bióloga e neurocientista Suzana Herculano-Houzel é reconhecida internacionalmente como uma das principais pesquisadoras sobre a evolução do cérebro.<span> </span></p>
<p>Professora associada aos departamentos de Psicologia e Ciências Biológicas da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, onde leciona desde 2016, Herculano-Houzel é a primeira brasileira a receber o <i>Scholar Award </i>da James S. McDonnell Foundation (JSMF), entidade internacional que financia pesquisas voltadas à melhoria da qualidade de vida da humanidade.<span> </span></p>
<p>A carioca nascida em 1972 se graduou em biologia em 1992 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez mestrado na Case Western Reserve University (EUA) em 1995, doutorado pela Universidade Pierre e Marie Curie (atualmente integrada à Universidade Sorbonne, França) em 1998, com pós-doutorado no Instituto Max-Planck de Pesquisa do Cérebro (Alemanha) no biênio 1998/9. Em 2010, recebeu bolsa da Fundação James S. McDonell, EUA, na categoria “Compreensão da Cognição Humana”, para desenvolver projeto de pesquisa durante seis anos.<span> </span></p>
<p>Seus principais campos de pesquisa são a evolução da diversidade do cérebro e como o cérebro humano se compara aos outros, a chamada neuroanatomia comparada. Suas descobertas incluem um método de contagem de neurônios em cérebros humanos e de outros animais e a relação entre a área e espessura do córtex cerebral e o número de dobras em sua superfície.<span> </span></p>
<p>Em 2013, ganhou notoriedade mundial com uma palestra no TEDGlobal. A neurocientista explicou o que o cérebro humano tem de tão especial. Sua participação já contabiliza mais de três milhões e meio de visualizações até o momento.<span> </span></p>
<p>Herculano-Houzel escreveu livros em seu campo científico e também de divulgação científica: <i>O Cérebro Nosso de Cada Dia </i>(2002); <i>Sexo, Drogas, Rock and Roll...&amp; Chocolate</i> (2003); <i>O cérebro em transformação</i> (2005); <i>Fique de bem com seu cérebro</i> (2007); <i>Por que o bocejo é contagioso </i>(2007) e <i>Pílulas de neurociência para uma vida melhor</i> (2009).<span> </span></p>
<p>O livro mais recente da neurocientista é <i>The Human Advantage: A New Understanding of How Our Brain</i><i> </i><i>Became Remarkable</i>, publicado pela MIT Press em 2016 (a edição em português, <i>A Vantagem Humana – Como Nosso Cérebro se Tornou Superpoderoso</i>, foi lançada pela Companhia das Letras em 2017).<span> </span></p>
<p>É colunista quinzenal da <i>Folha de S.Paulo</i> desde 2006. Também escreveu textos e colunas para revistas como <i>Ciência Hoje</i>, <i>Ciência Hoje das Crianças</i>, <i>Scientific American</i> (<i>Mente &amp; Cérebro</i>) e <i>Piauí</i>. Foi apresentadora e roteirista do quadro <i>NeuroLÓGICA</i> do programa Fantástico, da TV Globo, de 2008 a 2011.<span> </span></p>
<p>Suas áreas de expertise são: cérebro humano, evolução, neurociência e pesquisa do cérebro. Recebeu o Prêmio José Reis de Divulgação Científica (menção honrosa) em 2004 e o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Ciências Naturais em 2008 com o título <i>Por que o bocejo é contagioso?: E outras curiosidades da Neurociência no cotidiano</i>.<span> </span></p>
<p>De 2002 a 2016, foi professora associada do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.</p>
<p>Ainda quando lecionava na UFRJ, ela desenvolveu (com Roberto Lent) um método inovador para calcular o número de neurônios de um cérebro: com a transformação do órgão em um creme homogêneo onde os núcleos das células são preservados, é possível contá-los e, a partir disso, estabelecer o número total de neurônios do órgão (cerca de 86 bilhões no ser humano).<span> </span></p>
<p>Além desse método para a contagem dos neurônios de seres humanos e de outras espécies, Herculano-Houzel também estuda a relação entre a área e a espessura do córtex cerebral e o número das dobras superficiais.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left; ">Assim como seu antecessor, a neurocientista será responsável pela organização de palestras mensais e um livro com artigos de pesquisadores selecionados sobre os temas da cátedra, cujo objetivo é desenvolver estudos sobre comunicação, democracia e diversidade.</p>
<p style="text-align: left; ">Herculano-Houzel, que vive em Nashville, no Tennessee, é uma neurocientista de grande prestígio e com contribuições significativas para a área (<i>leia perfil nesta página</i>).</p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">“Quero abrir a série de palestras expondo minha proposta de que evolução é a história de todas as formas de vida que funcionam – simples assim”, explica. “Estou preparando um novo livro que se chama <i>Desde Que Funcione</i> (<i>Whatever Works</i>, no original), que expõe exatamente esta maneira de ver a vida”.</p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Herculano-Houzel informa que há diversas formas de fazer ciência. “Nenhuma é intrinsicamente melhor do que a outra. A diversidade reina em todos os níveis, em todos os campos! Sobretudo quando o conhecimento científico e as maneiras de construí-lo se tornam exponencialmente mais complexos, a colaboração entre pessoas de especialidades e maneiras de pensar diferentes é fundamental”.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; ">De acordo com o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-chaves-de-melo-e-silva">André Chaves de Melo Silva</a>, coordenador acadêmico da cátedra e um de seus idealizadores, o objetivo fundamental do novo ciclo é compreender as relações entre a ciência, a comunicação e a diversidade enquanto elementos contemporâneos fundamentais para a existência da democracia. “Por isso, a escolha do tema e da professora Suzana Herculano-Houzel, neurocientista, referência mundial em atividades dedicadas à comunicação da ciência para o grande público, como titular do Ciclo”.</p>
<p style="text-align: left; ">Segundo ele, o Ciclo será desenvolvido dentro da percepção de que a diversidade é um fenômeno extremamente amplo e está relacionada a todas as esferas da existência humana. “A ciência brasileira enfrentou um período de profunda desvalorização, com negacionismos e cortes avassaladores das verbas do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação”, diz. “Compreender os motivos que geraram este quadro, bem como tentar criar estratégias de comunicação que contribuam positivamente para tentarmos evitar o retorno deste tipo de concepção e práticas também estão entre nossas metas”.</p>
<p style="text-align: left; ">A seguir, a íntegra da entrevista de Suzana Herculano-Houzel ao IEA, concedida por e-mail:<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>O novo ciclo da cátedra tem o tema Ciência, Comunicação e Futuro. A ciência e a comunicação sempre estiveram entre os principais componentes modeladores do futuro. Acredita que há uma nova ou mais intensa influência desses dois fatores no desenvolvimento da sociedade? É possível vislumbrar alguma característica do futuro a partir desse quadro?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">A vida humana está ficando exponencialmente mais complexa, o que significa que a complexidade de cada amanhã aumenta em função da complexidade de cada hoje – em vez de aumentar linearmente, devagar e sempre. A ciência foi a descoberta da humanidade em resposta a essa complexidade, mas também é um agente de mudança e ainda mais complexidade – mas é um agente do bem, pois o conhecimento que ela traz é o que nos permite fazer algum sentido do presente, e ter alguma esperança de fazer projeções realistas sobre o futuro. Então, sim: precisamos, e dependemos, cada vez mais de ciência e sua comunicação para mantermos algum controle sobre o futuro.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>A questão da diversidade humana que pretende abordar refere-se às funções mentais ou abrangerá outras, como a étnica, cultural, de gênero ou social?</strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong> </strong></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Todas! A diversidade começa nas partículas que compõem os átomos: até elas existem em formas e qualidades e quantidades diferentes, e a matéria é o que é graças a essa diversidade das partículas fundamentais que criam novos níveis de complexidade conforme interagem umas com as outras. Assim temos células diversas, que ao funcionar como um todo criam organismos diversos, cuja interação cria populações – e quando esses organismos são humanos cheios de neurônios corticais e, portanto, longevos como nós, eles criam todo um novo nível de diversidade e complexidade que, ao ser transmitida, assimilada e acumulada ao longo de gerações, vira nossa cultura e construções sociais, incluindo identidade étnica e racial. Apreciar completamente a diversidade humana requer abranger todos esses níveis, e como eles surgem uns dos outros.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>A senhora declarou que a intenção é discutir das bases biológicas da diversidade até o impacto desta na vida das pessoas. Esse trabalho pode contribuir para a formulação de políticas públicas?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Eu certamente espero que sim! Influenciar políticas públicas é o outro lado da moeda da ciência: uma vez que o conhecimento científico é gerado e sai da esfera dos cientistas – o que só acontece às custas de comunicação –, seu valor está no que esse conhecimento traz para cada indivíduo, que escolhe como quer usá-lo em sua vida (se quiser), e no que esse conhecimento oferece para o coletivo, independentemente das escolhas de cada indivíduo: este é o papel das políticas públicas. Claro, o governo cumpre ainda melhor seu papel quando contribui ativamente para a educação dos indivíduos: sua capacitação para fazer o melhor uso da flexibilidade que a ciência traz às suas vidas. Se você considerar que minha definição operacional de inteligência é flexibilidade comportamental, que inclui a capacidade de agir para manter portas abertas e, portanto, maximizar o número de estados futuros desejados, então você entende a consequência enorme que eu enxergo no que o conhecimento científico traz para cada um: a possibilidade de viver sua vida de forma mais inteligente, mais flexível, com mais possibilidades. Por exemplo, usufruir da ciência tomando todas as vacinas disponíveis é inteligentíssimo, pois aumenta as chances de cada um continuar vivo sem precisar depender da sorte de não ser contaminado, ou não ser supersensível a doenças. Por definição, não há nada mais inteligente, nenhum comportamento que mantenha mais portas abertas para cada um, do que agir para estender a própria vida!<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>No momento, há intensos debates sobre os possíveis impactos dos chatbots em várias áreas. E Elon Musk anuncia para meados do ano os primeiros implantes de chips em cérebros humanos. Não há o risco de a inteligência artificial ocasionar maior desigualdade cognitiva, uma vez que aqueles com mais acesso a recursos de IA poderão ter algumas capacidades ampliadas, como percepção e memória?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Claro que há. Mas por enquanto, vou dizer apenas o seguinte: estou achando irônico que justamente os mais apossados desta vez serão os primeiros a pagar para ser cobaias da invasão do cérebro vivo por chips mortos. Em termos de inteligência, justamente, o tecido vivo é auto-organizado e auto-regulado e por isso sempre passível de mudanças. O tecido vivo é inteligente. Um chip, por outro lado, é tecido morto, estático, estável (e neste caso, espera-se que seja exatamente isso!), que não se adapta às circunstâncias. Grama por grama, eu prefiro manter meu tecido cerebral intacto, obrigada. Mas isso é decisão para cada um tomar para seu próprio cérebro.</p>
<p style="text-align: left; "><strong>O identitarismo implicou no estabelecimento de “lugares de fala”. Como cientista, considera justificável que apenas integrantes de uma determinada identidade (étnica, cultural, religiosa, social etc.) possam falar da realidade vivida por seus membros?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Se existem identidades diferentes, uma sociedade que celebra a diversidade deveria se interessar por ouvir tanto o ponto de vista de quem se identifica de uma forma, quando o dos que interagem com aquela identidade. Afinal, faz parte de cada identidade como ela encaixa no todo. Nem mesmo gêmeos idênticos vivem em ambientes idênticos, porque um é parte do ambiente do outro. Se eu sou ateia e você é católico e nós convivemos em sociedade, eu posso falar sobre como é ser ateia pelo lado de dentro, e você pode falar sobre como é conviver com ateus pelo lado de fora.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>A senhora declarou recentemente que há quatro anos descobriu ser autista. Essa constatação de alguma forma alterou suas reflexões sobre a diversidade cognitiva?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Claro! O diagnóstico – que, note, é uma forma de identificação – é libertador em vários sentidos. Primeiro, eu não sou simplesmente “esquisita”; existe um padrão por trás das minhas esquisitices, e autistas acham padrões altamente reconfortantes! Brincadeira à parte, o diagnóstico é uma validação enorme de uma das várias formas dessa diversidade cognitiva, e só fez reforçar minha convicção de que a vida é tudo aquilo que funciona, que eu chamo de filosofia do <i>Desde Que Funcione</i>. Eu sou péssima em algumas coisas, mas ótima em outras. O mesmo se aplica a quem tem déficit de atenção, por exemplo. E esses são extremos, mas todo mundo existe em espectros de capacidades e habilidades cognitivas, então o todo só faz ganhar ainda mais rápido do que ganha mais partes diferentes. Celebrar a diversidade é o que eu quero alcançar com a filosofia do <i>Desde Que Funcione</i>. Mas note que faz parte igual dessa celebração entender que ela não é sinônimo de dizer que está tudo bem de qualquer forma. Uma condição que se torna incapacitante, dolorosa, ou nociva de qualquer maneira a um indivíduo deve ser reconhecida como distúrbio ou doença, e ter oportunidade de tratamento à escolha do freguês.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Considerando que a senhora é uma cientista reconhecida mundialmente por suas pesquisas e estudos, como vê a presença feminina nas ciências ao longo da história? Em que medida as mulheres ainda enfrentam desafios e preconceitos?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Dar oportunidades iguais às mulheres tem sido um processo, não apenas na ciência, e o processo ainda não acabou. Muito permanece como era por inércia, ou por falta de conscientização. Já fui vítima de um chefe que achou que estava me “protegendo de frustração” ao não recomendar para a administração que eu fosse promovida anos atrás, mas que pediu a promoção de um colega homem com currículo inferior ao meu. Tive que explicar a ele que frustrada eu já estava de ver meu colega promovido antes de mim, e que ele por favor não tentasse mais me proteger desta forma. Meu processo de promoção foi imediatamente instaurado. Meu ex-chefe pediu desculpas, e eu acredito que ele achava que estava fazendo o melhor por mim. É preciso ter voz e coragem para usá-la, o que eu entendo que não seja fácil quando não se é a parte ainda dominante da sociedade.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Nos últimos anos, o sistema brasileiro de pesquisa e inovação enfrentou profundas dificuldades e perdas devido à sua desvalorização pela administração federal. Como a senhora acha que podemos reverter este cenário?</strong><span> </span></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">É preciso um governo inteligente pela minha definição: capaz de agir para manter portas abertas e maximizar possibilidades futuras. O problema é que quando o assunto é ciência, garantir possibilidades futuras requer investir na formação de cientistas, o que é um longo processo que não dá retorno em ritmo eleitoral: começa com educação básica que promove pensamento crítico e não apenas decoreba centrado em informação, e se estende até a valorização dos cientistas que formam os novos doutores que darão continuidade ao processo, mantendo vivos o conhecimento e a capacidade de gerar mais conhecimento. Então é preciso conscientizar a população do valor da ciência e dos cientistas; demonstrar esse valor, através de remuneração atraente, excelentes condições de trabalho dos cientistas atuais, e divulgação orgulhosa das suas conquistas; e investir na preparação da próxima geração. Leva ao menos uma década. É preciso um governo com coragem de pensar longe, porque o retorno não acontece antes das próximas eleições.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>A ciência atual é, cada vez mais, uma atividade coletiva, desenvolvida em redes formadas por diversos grupos de pesquisa, com pesquisadores de formações diversas. Esta questão poderá ser trabalhada no ciclo Ciência, Comunicação e Futuro?</strong><span> </span></p>
<p style="text-align: left; ">Claro, e há diversas formas de fazer ciência. Nenhuma é intrinsicamente melhor do que a outra. A diversidade reina em todos os níveis, em todos os campos! Sobretudo quando o conhecimento científico e as maneiras de construí-lo se tornam exponencialmente mais complexos, a colaboração entre pessoas de especialidades e maneiras de pensar diferentes é fundamental<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Sendo uma neurocientista, como a senhora analisa a importância dos estudos desta área para a diversidade e o desenvolvimento da ciência como um todo?</strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong> </strong></p>
<p style="text-align: left; ">A biologia celular, a bioquímica, a física, permeiam todas as outras ciências da vida, ao estudarem os processos mais básicos do funcionamento dos organismos. Pensando assim, a neurociência vem do outro extremo: o das propriedades emergentes de sistemas complexos, e uma dessas propriedades é a consciência. Acontece que uma das coisas que se ganha com a consciência é a capacidade de autorreflexão: de representar a si mesmo, o que é a base de toda indagação e vontade de saber mais. Entender como entendemos e buscamos entender mais é, portanto, transformador para todo processo de geração de conhecimento, que é a essência da ciência.<span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Como a senhora vê as relações entre Comunicação, Democracia, Diversidade, Ciência e o futuro da Humanidade diante dos enormes desafios atuais, incluindo negacionismos científicos, guerras e outras ameaças à democracia e a civilização?</strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong> </strong></p>
<p class="xmsonormal" style="text-align: left; ">Complexidade gera complexidade, não há escapatória. É um bonde que só faz ganhar velocidade, o que exige que a motorneira se mantenha à altura da tarefa, cada vez mais atenta e preparada para lidar com o que surgir. Essa motorneira é a humanidade, e o bonde tem linhas diferentes. Umas vão continuar rodando mesmo que outras descarrilem, mas logo, logo o problema de uma vira o problema de todas. Como lidar com isso? Só com educação e ciência a pleno vapor, sempre, com oportunidades e preparação para todos. Se inteligência é flexibilidade para fazer o que importa, a educação nos deixa mais inteligentes à medida que nos dá mais possibilidades de ação, e a capacidade de antecipar o futuro para então agir desde já para chegar lá.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedras</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Catedráticos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Otavio Frias Filho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-07T10:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/2o-congresso-de-historia-da-ciencia-e-da-tecnica-desafios-contemporaneos-10-de-abril-de-2019">
    <title>2º Congresso de História da Ciência e da Técnica: Desafios Contemporâneos - Conferência de abertura - 10 de abril de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/2o-congresso-de-historia-da-ciencia-e-da-tecnica-desafios-contemporaneos-10-de-abril-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eletronica-organica-uma-nova-fronteira-da-ciencia">
    <title>Eletrônica Orgânica: Uma Nova Fronteira da Ciência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/eletronica-organica-uma-nova-fronteira-da-ciencia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-mendonca-faria" class="external-link">Roberto Mendonça Faria</a></strong><span> (IFSC e IEA)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-31T11:35:04Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/reflexoes-sobre-a-descoberta-da-particula-boson-de-higgs">
    <title>Reflexões Sobre a Descoberta da Partícula (Bóson) de Higgs</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/reflexoes-sobre-a-descoberta-da-particula-boson-de-higgs</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><em>Expositores:</em><br /><strong>Gustavo Burdman</strong><span> (IF) e </span><strong>Sérgio Ferraz Novaes</strong><span> (IFT-Unesp)</span><br /><em>Moderador:</em><br /><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mahyr-saleh-hussein" class="external-link">Mahir Saleh Hussein</a></strong><span> (IF e IEA)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Astrofísica Nuclear Não Convencional</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-01-31T11:44:15Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/atuar-em-projetos-de-divulgacao-cientifica-contribui-para-a-formacao-do-pesquisador">
    <title>Atuar em projetos de divulgação científica contribui para a formação do pesquisador</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/atuar-em-projetos-de-divulgacao-cientifica-contribui-para-a-formacao-do-pesquisador</link>
    <description>Na segunda parte de entrevista ao USP Analisa, integrantes de iniciativas na área contam suas experiências e falam sobre um núcleo do IEA-RP que vai apoiar grupos com esse propósito de trabalho</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-9613ea96-7fff-1b8a-898f-1bf28a1c6f37"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/divcientif2.png/@@images/15043095-f309-462b-989c-fff53cf6b54c.png" alt="" class="image-left" title="" />A divulgação científica é um importante complemento à pesquisa e além de representar uma espécie de prestação de contas das instituições públicas à sociedade, é um complemento indispensável à formação do próprio cientista. Na segunda parte da entrevista sobre o tema exibida pelo USP Analisa, a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto Carolina Aires e os integrantes de projetos de divulgação científica Robson Amaral e Wasim Syed contam sobre os projetos dos quais participam e explicam como vai funcionar um núcleo de apoio a esses grupos criado pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP).</p>
<p dir="ltr"><span>Presente no </span><a href="https://ilhadoconhecimento.com.br/"><span>Ilha do Conhecimento</span></a><span> desde sua fundação, Robson conta que o projeto se constrói sob a ideia de uma popularização da ciência de maneira colaborativa. “A equipe trabalha com uma linguagem que facilita a interpretação para quem não está inserido no ambiente acadêmico e até mesmo para quem está, mas é de uma área diferente. A gente trabalha em diversas vertentes. Por exemplo, nós simplificamos textos de artigos científicos, que continuam com aquela estrutura de artigo científico, mas com uma linguagem mais acessível. Também transformamos temas em textos ou vídeos que disponibilizamos em nosso site e nas redes sociais”, diz ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Criador do projeto </span><a href="https://spark.adobe.com/page/nYh5RgkczaWLP/"><span>Vidya Academics</span></a><span> e um dos escolhidos para representar o Brasil no Projeto Halo da ONU, Wasim destaca que a divulgação científica foi fundamental em sua formação como pesquisador e que sua inserção nessa área desfez o mito de que ela limitaria a atuação na pesquisa. “Agora eu vou prestar a pós-graduação e isso só vai ser possível porque o meu orientador é meu colega no Projeto Halo. Nunca imaginei que fazer vídeos para o Tik Tok me levaria a ter uma oportunidade tão legal dessa. Muita gente que entra na divulgação científica acha que ela não conversa com a pesquisa científica. Isso é totalmente mentira. A divulgação científica sempre foi olhada como algo à parte e hoje a gente sabe que ela é muito importante”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para dar suporte às iniciativas com esse propósito que já existem e que possam surgir na USP Ribeirão Preto, o IEA-RP está criando um núcleo específico. Carolina, que está à frente do projeto, explica que a ideia é mapear projetos e também formar multiplicadores. "A gente acredita realmente que existem muitas pessoas fazendo trabalhos muito interessantes, mas esses trabalhos precisam se conhecer. Depois vamos fazer a determinação do público-alvo que cada grupo trabalha, que eu imagino que sejam públicos alvos bem parecidos. A partir desse conhecimento, a gente pode elaborar ações para a formação de líderes, de multiplicadores. Por exemplo, ao invés de um determinado grupo fazer uma ação expositiva para um determinado público-alvo, ele teria essa oportunidade de trabalhar com esse público-alvo, treiná-lo e prepará-lo para que eles mesmos possam produzir seu próprio material baseado na informação que foi, por exemplo, dada por esse grupo”, detalha.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A segunda parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (12), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (16), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-05-12T00:43:18Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-2o-dia">
    <title>Ciência Por Elas 2020 (2º dia)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-2o-dia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Inspirada no projeto <em>Meninas com Ciência</em>, do Museu Nacional, a iniciativa é voltada a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras, pesquisadoras e alunas da universidade vão apresentar as pesquisas que desenvolvem e interagir com as meninas para explicar como é a profissão.</p>
<p>Neste ano, por causa da pandemia de covid-19, o evento será realizado virtualmente e transmitido pelo canal do IEA-RP no YouTube. Ao todo, serão oito atividades, duas em cada dia, <strong>sempre aos sábados</strong>. Entre os temas abordados estão água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela covid-19 e recifes da Amazônia.</p>
<p><strong>Debatedoras do segundo dia</strong></p>
<p>Rita Tostes (FMRP-USP)<br />Aline Campos (FMRP-USP)<br />Diana Campos (Universidade de Aveiro)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-01T21:20:49Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-4o-dia">
    <title>Ciência Por Elas 2020 (4º dia)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-4o-dia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Inspirada no projeto <em>Meninas com Ciência</em>, do Museu Nacional, a iniciativa é voltada a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras, pesquisadoras e alunas da universidade vão apresentar as pesquisas que desenvolvem e interagir com as meninas para explicar como é a profissão.</p>
<p>Neste ano, por causa da pandemia de covid-19, o evento será realizado virtualmente e transmitido pelo canal do IEA-RP no YouTube. Ao todo, serão oito atividades, duas em cada dia, <strong>sempre aos sábados</strong>. Entre os temas abordados estão água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela covid-19 e recifes da Amazônia.</p>
<p><strong>Debatedoras do quarto dia</strong></p>
<p>Paula Sozza (FFCLRP-USP)<br />Janaina Calado (UEAP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-01T21:20:54Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/um-centro-de-pensamento-sobre-o-pais">
    <title>Um centro de pensamento sobre o País</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/um-centro-de-pensamento-sobre-o-pais</link>
    <description>Importância da Academia Brasileira de Ciências e o panorama científico atual são os temas do USP Analisa desta semana</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/abc.jpg/@@images/74869c37-39a0-4b6d-b49d-7eda0232fe0f.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Criada há mais de um século, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) contribui para o País não apenas como um órgão representativo da comunidade científica, mas principalmente atuando em discussões sobre temas importantes que resultam até mesmo em políticas públicas. Para falar sobre a importância da ABC e sobre o atual cenário brasileiro da ciência e tecnologia, o USP Analisa traz nesta semana o presidente da instituição, o físico Luiz Davidovich.</p>
<p>“De fato, eu considero a Academia Brasileira de Ciências como um centro de pensamento sobre o País, que congrega os melhores profissionais. Eu não tou falando somete de membros da academia. A gente conclama os especialistas a participar. Recentemente, nós fomos convocados pelo ministro de Minas e Energia, almirante Bento [Albuquerque], a colaborar com uma análise do que aconteceu na represa de Brumadinho e já formamos um grupo de engenheiros especializados no assunto”, afirma.</p>
<p>Davidovich destaca também a necessidade de se aumentar os investimentos em ciência e tecnologia como fundamental para retomar o crescimento econômico e cita exemplos internacionais. “A China está com pouco mais de 2% do PIB investido em ciência e tecnologia e quer chegar, em 2020, a 2,5%. Diante da crise global, eles têm problemas imensos, problemas de inclusão social até piores do que nós temos aqui no Brasil, porque a população é muito grande. No entanto, investem em pesquisa e desenvolvimento. E a perspectiva deles é interessante, porque não investem somente em aplicações que a gente sabe que vão dar certo. Eles estão apostando muito em pesquisa de risco, porque sabem que ela pode trazer os maiores retornos para o investimento”.</p>
<p>A entrevista vai ao ar nesta quarta (20), às 21h, e no domingo (24), às 11h30. O <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-03-18T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conversa-sobre-ecologia-politica">
    <title>Entretien sur l'Écologie Politique - Les 40 Ans de l' "Introdução" de Jean-Pierre Dupuy </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conversa-sobre-ecologia-politica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Conversa sobre Ecologia Política</strong></p>
<p><strong>Os 40 anos da “Introdução” de Jean-Pierre Dupuy</strong></p>
<p>Em outubro e novembro de 1979, respondendo a convites da UFPE, UFRJ, UERJ e do Centro Cultural Candido Mendes, o professor da Polytechnique de Paris, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-pierre-dupuy" class="external-link">Jean-Pierre Dupuy</a>, pronunciou quatro conferências sobre a ainda embrionária “Ecologia Política”, cujo conteúdo foi a seguir publicado pela Editora Civilização Brasileira com o título <strong><i>Introdução à Crítica da Ecologia Política</i></strong> (livro que só existe em português).</p>
<p>Tanto o texto da quarta-capa, quanto o das orelhas - este assinado pelo editor Ênio Silveira - mostram bem o embaraço da intelectualidade brasileira diante da nascente consciência ambiental, apenas sete anos antes da legitimação global do “desenvolvimento sustentável”. Mais: também evidenciam certo espanto com as primeiras formulações teóricas lançadas, na década de 1970, por expoentes da “<i>Écologie Politique</i>”, entre os quais se destacava André Gorz (1923-2007).</p>
<p>Nestes quarenta anos, além de também ter se tornado professor de ciência política em Stanford, Dupuy publicou mais 38 livros (<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/lista-livros-dupuy-1/" class="external-link">de um total de 44</a>), passando a ser uma das principais referências mundiais sobre o que começa a ser designado por “vulnerabilidade do mundo”, em substituição à duvidosa expressão “risco existencial”. Por mais que tenham evoluído suas reflexões, elas só aprofundaram e reforçaram a mesma “crítica global e radical do modo de produção industrial”.</p>
<p>É motivado por tão notável trajetória de pesquisas que emerge, no IEA/USP, um núcleo de pesquisadores voltados ao estudo da “Hipótese do Mundo Vulnerável”, conforme recente formulação do filósofo sueco da Universidade de Oxford, <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/the-vulnerable-world-hypothesis/" class="external-link">Nick Bostrom</a>.</p>
<p>Este novo núcleo, que estará inserido na bem mais ampla iniciativa <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-relaciona-sustentabilidade-ambiental-e-bem-estar-humano" class="external-link">“Saúde Planetária”</a>, conduzida no IEA/USP pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-mauro-saraiva" class="external-link">Antonio Mauro Saraiva</a> (EP e PRP USP) [<a href="http://saudeplanetaria.iea.usp.br/" target="_blank">saudeplanetaria.iea.usp.br</a>], contará com a preciosa cooperação de Jean-Pierre Dupuy, assim como de outros colegas de instituições de pesquisa da França.</p>
<p>Não poderia haver melhor maneira de divulgar tal novidade do que - aproveitando os 40 anos da “<strong><i>Introdução</i></strong>” - <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga">José Eli da Veiga</a><span> (IEA USP) </span>ter uma conversa com com seu autor (online, em francês*), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-pierre-dupuy" class="external-link">Jean-Pierre Dupuy</a> (Stanford University).</p>
<p>(*) <span style="text-decoration: underline;">Após editado, o vídeo terá legendas em português</span>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-11T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/origin-of-life">
    <title>Perspectives on Origin of Life </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/origin-of-life</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; ">Este</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">evento</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">busca</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">trazer</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">discussões</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">sobre</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">abordagens</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">na</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">busca</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">de</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">respostas</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">para</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">uma das principais questões científicas ainda não respondidas: a origem da vida. </span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">As palestras</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">são apresentadas por temas de destaque na área, que envolvem a combinação de resultados empíricos e considerável trabalho teórico. O evento pretende promover o debate com a comunidade acadêmica de modo a atrair a atenção para os estudos da origem da vida. </span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Estes estudos</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">são</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">ainda</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">trabalhados</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">em</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">pouquíssimos</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">grupos</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">no</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">país,</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">apesar</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">de</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">poder</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">ser</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">abordado dentro de diversos grupos de pesquisas já existentes. Será, portanto, enfatizado o caráter transdisciplinar</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">que</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">o</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">estudo</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">exige,</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">trazendo</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">pesquisadores</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">e</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">perspectivas</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">de</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">diversas</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">áreas.</span><span style="text-align: justify; "> </span></p>
<p><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">O workshop</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">terá</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">início</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">com</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">discussões</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">sobre</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">a</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">química</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">prebiótica,</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">a</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">abordagem</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">originada</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">com as hipóteses da chamada ‘sopa primordial’, no início do século XX, e se desenvolve desde então.</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">Em</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">seguida,</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">serão</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">apresentadas</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">palestras</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">sobre</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">as</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">hipóteses</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">das</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">fontes</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">hidrotermais,</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">que são destaque atualmente por abranger a base teórica, os resultados de explorações locais e modelos experimentais. A seguir serão apresentadas discussões sobre os primeiros registros fósseis, ainda um dos principais parâmetros para as hipóteses desenvolvidas, seja nas abordagens construtivas (</span><i style="text-align: justify; ">bottom-up approach</i><span style="text-align: justify; ">) até as desconstrutivas (</span><i style="text-align: justify; ">top-down approach</i><span style="text-align: justify; ">). Por fim, se encerrará com discussões sobre bioassinaturas, que envolve pesquisas sobre registros</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">químicos</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">e</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">morfológicos</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">para</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">a</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">origem</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">e</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">evolução</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">da</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">vida</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">na</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">Terra</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">primitiva,</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">e</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">são importantes sinais para a busca de vida em outros</span><span style="text-align: justify; "> </span><span style="text-align: justify; ">planetas.</span></p>
<p>Iniciada em 2015, a série S<i>trategic Workshops </i>já promoveu diversos encontros em áreas estratégicas e de reconhecida excelência na Universidade de São Paulo.</p>
<p>O objetivo​ deste workshop​ é incentivar a organização da pesquisa na USP em torno desse tema estratégico, fomentando abordagens transdisciplinares e a interação entre pesquisadores de diferentes Unidades.</p>
<p><strong>Coordenação:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/douglas-galante" class="external-link">Douglas Galante</a> (LNLS/CNPEM); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hamilton-varela" class="external-link">Hamilton Varela</a> (IFSC USP) e <a class="external-link" href="http://www.io.usp.br/index.php/perfil/userprofile/vivianp">Vivian Pellizari</a> (IO USP)</p>
<p><strong>Clique</strong> <strong><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/estrategics%20workshop/" class="external-link">aqui</a> para acessar a série de fotos e vídeos Strategic Workshops.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Strategic Workshops</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ACIESP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pequisa da Universidade de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Química</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-14T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/genero-sexualidade-e-arte">
    <title>Os princípios do Neoconcretismo e o pensamento de Mário Pedrosa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/genero-sexualidade-e-arte</link>
    <description>No dia 17 de outubro, realizou-se o encontro , “Muito além de ‘Paulistas e Cariocas’ — Mário Pedrosa e Pontos Extremos da Modernidade no Brasil”, 11° evento da "Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mario-pedrosa-1975/image" alt="Mário Pedrosa - 1975" title="Mário Pedrosa - 1975" height="555" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O crítico Mário Pedrosa em foto de 1975 durante exposição de Frans Krajcberg  no Centro Nacional de Arte Contemporânea, em Paris (do livro ''Mário Pedrosa - Primary Documentos'' [veja link para a íntegra abaixo], publicado pelo MoMA em 2015)</dd>
</dl></p>
<p>O edifício teórico do Neoconcretismo, “primeiro movimento brasileiro a contribuir com o cânone da arte do século 20”, segundo o curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a>, e a atuação do crítico Mario Pedrosa até os anos 60 foram os principais temas discutidos no encontro <i>Muito além de “Paulistas e Cariocas”: Mário Pedrosa e Pontos Extremos da Modernidade no Brasil</i>, no dia 17 de outubro, dentro da <a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a>.</p>
<p>O evento teve também duas visões científicas relacionadas com o Neoconcretismo: o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira no Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro, na cidade do Rio de Janeiro, e o uso da topologia geométrica na descrição de obras de arte.</p>
<p>Herkenhoff, que é também crítico e historiador da arte, tratou das especificidades e princípios do Neoconcretismo postulados em textos de Mário Pedrosa, Ferreira Goulart, José Guilherme Merchior, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Amilcar de Castro.Além de Herkenhoff, foram expositores a curadora  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gloria-ferreira">Glória Ferreira</a>, o patologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva">Paulo Saldiva</a> (diretor do IEA) e o matemático <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/washington-marar">Washington Marar</a>. A coordenação foi da bioquímica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader</a>. Herkenhoff e Nader são os titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> em 2019.</p>
<p>Segundo ele, o princípio de permanente investigação do movimento está sintetizado no “<a href="https://icaadocs.mfah.org/icaadocs/THEARCHIVE/FullRecord/tabid/88/doc/1091374/language/en-US/Default.aspx" target="_blank">Manifesto Neoconcreto</a>” e na “<a href="https://monoskop.org/images/b/b3/Gullar_Ferreira_1959_1977_Teoria_do_nao-objeto.pdf" target="_blank">Teoria do Não Objeto</a>” (1960), ambos escritos pelo poeta Ferreira Gullar em 1959.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-11-12-encontros" class="external-link">Encontros exploram os movimentos artísticos brasileiros e seus aspectos construtivos</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/muito-alem-de-201cpaulistas-e-cariocas201d-mario-pedrosa-e-pontos-extremos-da-modernidade-no-brasil" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/muito-alem-de-201cpaulistas-e-cariocas201d-mario-pedrosa-e-pontos-extremos-da-modernidade-no-brasil-17-de-outubro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Livro</strong></p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://www.moma.org/momaorg/shared/pdfs/docs/publication_pdf/3232/Pedrosa_PREVIEW.pdf?1456334850">Mário Pedrosa - Primary Documents</a>", organizado por Glória Ferreira e publicado pelo MoMA em 2015</li>
</ul>
<hr />
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link">Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O aspecto da observação semântica do quadro, do quadro como objeto, também estava presente nas formulações de Gullar, afirmou.  Em 1958, um texto do poeta sobre Lygia Clark foi o primeiro sobre um artista abstrato geométrico que dá conta da especificidade dos meandros do seu pensamento plástico, segundo o curador: “Ele diz que, semanticamente, o quadro de Lýgia permaneceu no oposto da obra de Mondrian, ficando vinculado a um vasto contexto dos sinais”, ao passo que no artista suíço há o “isolamento semântico do quadro, a consciência do quadro como espaço vazio de espaço pictórico”.</p>
<p>Herkenhoff disse discordar de Lorenzo Mammì quanto a ser a posição definitiva de Pedrosa a de que os paulistas seriam artistas da sabença e os cariocas artistas da intuição, manifesta no artigo “<a href="http://icaadocs.mfah.org/icaadocs/THEARCHIVE/FullRecord/tabid/88/doc/1085056/language/en-US/Default.aspx" target="_blank">Paulistas e Cariocas</a>”, publicado em 1957 no” Jornal do Brasil”. “Essa análise de Pedrosa serviu de alerta para os artistas neoconcretistas, que passaram a escrever.”</p>
<p>“Na 4ª Bienal de São Paulo,  no final de 1957, Pedrosa já está tentando entender os movimentos da arte brasileira e vai operar as alterações que os neoconcretistas já apresentavam, mantendo o luminoso Volpi como uma referência nessas transformações, contra aquilo que mais tarde diria numa avaliação do processo canônico do Concretismo: 'Uma máquina de reproduzir quadros'.”</p>
<p>Outro aspecto fundamental para a caracterização do Neoconcretismo - também presente no Concretismo - comentado por Herkenhoff foi a do princípio da autonomia da arte. “Esse problema foi estudado por Pedrosa. Como bom trotskista, no artigo 'Vicissitudes do Artista Soviético', de 1966, ele considera que o artista na União Soviética precisava produzir uma arte oficial, não havia liberdade de criação; tampouco nos Estados Unidos, onde a arte havia se transformado em demanda do mercado.”</p>
<p>A ideia era de que no Terceiro Mundo os artistas teriam mais liberdade, pois não tinham um sistema de arte capaz de determinar o seu modo de produzir, de acordo com Herkenhoff.</p>
<p>Na experiência de Nise da Silveira com a produção artística de doentes mentais, ele vê o princípio da superação da desrazão, que "vai ser um foco importante da diferenciação do Neoconcretismo, com a convivência disso com a forma racional, num processo de desiquilíbrio afetivo" que tem a arte como meio de reequilíbrio.</p>
<p><dl class="captioned image-right" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-herkenhoff-17-10-2019/image" alt="Paulo Herkenhoff - 17/10/2019" title="Paulo Herkenhoff - 17/10/2019" height="300" width="300" style="text-align: right; " /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Paulo Herkenhoff</dd>
</dl></p>
<p>"Estamos nesse momento numa hipótese de que através do entendimento da psicologia, da psiquiatria e da psicanálise seria possível superar a questão da Gestalt, que é uma maneira mecanicista de reação do cérebro aos ditames da forma."</p>
<p>Para Herkenhoff, a defesa de Pedrosa de uma Teoria Afetiva da Forma em 1948 foi uma novidade em relação aos escritos de Nise da Silveira e outros que haviam trabalhado em hospitais psiquiátricos.</p>
<p>"Por sua vez, Lygia, nos trabalhos que chama de 'Descoberta da Linha Orgânica', em 1954, transforma o encontro da moldura e da tela num objeto único, com uma linha virtual de sombra na fresta. Uma linha de separação, mas que também é de encontro. Ela chama de linha orgânica, porque transforma todo o objeto num sistema de órgãos. Ao mesmo tempo, nessa linha de vazio está o ar que respiramos."</p>
<p>Nesse momento, afirma o curador, a arte é tida como uma necessidade vital, em relação com a vida, numa concepção própria de Trotsky, para quem "num momento de justiça, de superação da revolução, não haveria separação alienante entre arte e vida, entre cultura e vida".</p>
<p>Outro salto epistemológico produzido por Pedrosa deu-se a partir da leitura da filósofa americana Suzane Langer, de acordo com Herkenhoff.  "A chave seria entender que as artes não são vasos incomunicantes, mas sistemas de relações. Mais tarde, com a fenomenologia dos sentidos de Merleau-Ponty, vamos entender que os sentidos se comunicam."</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Gullar então diz no Manifesto Neoconcreto que "ninguém ignora que nenhuma experiência humana se limita aos cinco sentidos, uma vez que o homem reage como uma totalidade e na simbólica geral do corpo de Merleau-Ponty os sentidos se decifram uns aos outros".</p>
<p>O Neoconcretismo vai se propor como arte da sensorialidade mais completa, segundo o curador: infrassensorial em Clark, "voltada à interioridade"; suprassensorial em Oiticica, "com abertura para o além que está na vida social e na antropologia da cultura"; e plurissensorial em Lygia Pape, "a primeira que não se restringe ao léxico das artes visuais tradicionais, trabalhando com balé, música e vídeo".</p>
<p>Ele afirmou que a musicalidade da forma já estava presente no século 19 nas reflexões do filósofo britânico Walter Pater, para quem toda arte aspira à condição da música, questão que "reaparecerá em Adorno, Pedrosa e Oiticica.</p>
<p>A questão da música remete ao princípio da temporalidade complexa do Neoconcretismo: "Haveria uma assincronicidade, como também uma diacronia, além da dualidade espaço-tempo, marcada pela física de Einstein, mas vista como duração, a partir da filosofia de Bergson; Oiticica vai falar de trabalho sem tempo".</p>
<p>Em relação especificamente ao espaço, Herkenhoff afirmou que o movimento foi caracterizado pelo "primado do espaço, mas um espaço ativado".</p>
<p>Outra particularidade muito importante do movimento é a questão do não objeto. Na Teoria do Não Objeto de Gullar, a obra não deixa rastro, ela se configura no tempo da experiência, comentou. O exemplo citado por Herkenhoff é a obra "Caminhando" de Clark, que não é para ser observada, não é um espetáculo, é uma experiencia individual na qual corta-se com uma tesoura, no sentido longitudinal, uma fita de Möbius de papel.</p>
<p>Quanto à historicidade, do ponto de vista do Neoconcretismo, o artista é aquele que se coloca no contexto da história da arte, observando que a cultura é um conjunto de legados irresolutos, disse o curador. "O que vai interessar ao movimento é a história da arte no seu limite. O Mondrian que interessa é o dos problemas que lançou, mas não conseguiu resolver, porque a arte é infinita."</p>
<p>O Neoconcretismo não admite "heróis da forma", destacou Herkenhoff. "A história da arte não é um conjunto de formas a serem citadas, interpretadas, por que provindas de heróis da forma, sejam eles Von Doesburg ou mesmo Picasso." Para Pedrosa, o único herói é o artista inventor, que desdobra arranjos formais dos paradigmas, afirmou.</p>
<p>O princípio da isenção faz com que o movimento "pense a arte como uma episteme", no qual "a invenção não se arrima em padrões já feitos, em artistas consagrados". Pedrosa parece dizer, explicou Herkenhoff, que" a arte não é uma sucessão de ismos, mas um processo de conhecimento sujeito a questões dialéticas, mudanças, avanços, retornos."  O artista deve pensar na essência da criação e levar em consideração que "a noção de estilo foi substituído pela noção de styling, um conceito comercial para marketagem dos objetos".</p>
<p>O vazio também é um tema relevante para o Neoconcretismo. Herkenhoff leu trecho de carta que Clark enviou a Mondrian sobre a questão: "O homem não está só, ele é a forma e o vazio. Vem do vazio para a forma. Vida. E sai desta para o vazio pleno". Segundo o curador, isso é muito próximo de Lacan, "quando ele diz que o oleiro cria o vaso a partir do buraco".</p>
<p>Herkenhoff finalizou sua exposição falando do princípio da pós-modernidade presente no Neoconcretismo. Para ele, Pedrosa, em 1966, antecipou Lyotard em três ou quatro anos na questão do pós-moderno. "Naquele momento, Pedrosa lia Wittgenstein e fala sobre a ruptura do cânone moderno: 'Enquanto essa experiência histórica, estética, cultural pode ser explorada pelos artistas individuais, de modo fecundo, a arte moderna encheu toda nossa época com obras de autêntico valor. Agora, tudo indica que a experiência foi consumada'.”</p>
<p>Pedrosa acrescenta, de acordo com Herkenhoff, que “os artistas que negam a arte começam a nos propor, consciente ou inconscientemente, outra coisa. É um fenômeno cultural e mesmo sociológico inteiramente novo. Não estamos dentro dos parâmetros do que se chamou arte moderna. Chamaria isso de arte pós-moderna, para significar a diferença. Nesse momento de crise e de opção devemos optar pelos artistas”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gloria-ferreira-17-10-2019/image" alt="Glória Ferreira - 17/10/2019" title="Glória Ferreira - 17/10/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Glória Ferreira</dd>
</dl></p>
<p><strong>Visão da crítica</strong></p>
<p>Pedrosa tinha consciência que a crítica é um fenômeno histórico, por isso sempre questionou suas posições e atividade em cada momento histórico, de acordo com a curadora Glória Ferreira, professora da Escola de Belas Artes da UFRJ e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e organizadora do livro "<a class="external-link" href="https://www.moma.org/momaorg/shared/pdfs/docs/publication_pdf/3232/Pedrosa_PREVIEW.pdf?1456334850">Mário Pedrosa, Primary Documents</a>", publicado pelo Museu de Arte Moderna ((MoMA). de Nova York, em 2016.</p>
<p>Historiando sobre a carreira do crítico, ela destacou a intensa atividade política de Pedrosa nos anos 20 e 30. "Em 1933, proferiu a célebre conferência 'As Tendências S<strong>ociais</strong> da Arte e Käthe Kollwitz', onde estabeleceu a relação entre atualidade estética e arte social, não fundamentada em temas, mas nos próprios procedimentos artísticos. Para ele, arte de vanguarda e revolução social são indissociáveis."</p>
<p>Segundo a curadora, os interesses de Pedrosa em arte surgiram no MoMA, nos anos 40, quando esteve exilado nos Estados Unidos. "Ele ficou amigo de Calder [Alexander Calder, escultor americano] e escreveu sobre ele e Portinari."</p>
<p>"Mas é em 1945, de volta ao Brasil, que Pedrosa engaja-se de fato na atividade crítica, sem jamais abandonar a militância política e estabelecendo uma relação entre revolução social e arte de vanguarda."</p>
<p>Ainda naquele ano, funda o seminário Vanguarda Socialista e participa da criação da União Socialista Popular, com "a meta de criação de um grande partido socialista". No ano seguinte, cria uma seção de artes plásticas no “Correio da Manhã” e colabora também com o “Estado de S.Paulo” e a “Tribuna de Imprensa”.</p>
<p>Para Pedrosa, "a funcionalidade da arte é uma exigência da necessidade formal e criadora”, segundo Ferreira. “Contrapõe-se assim ao atrelamento da arte aos conteúdos sociais então em voga, defendendo em termos universais as possibilidades da arte e suas transformações."</p>
<p>Glória ressaltou que naquele período, são poetas e escritores como Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Sergio Milliet, Raquel Queiroz e Rubens Braga que exercem a crítica em geral. "Era uma crítica impressionista e comprometida com a afirmação nacional, embasada na defesa do moderno no sentido de liberar a sociedade brasileira do ranço colonial." No "Correio da Manhã", Pedrosa muda o tom do debate ao propor "uma visão da arte que integra a arte de doentes mentais e crianças e a arte primitiva", afirmou.</p>
<p>Em 1947, por ocasião de encerramento de exposição organizada pelo Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro, profere a conferência “Arte, Necessidade Vital”, onde afirma que "a atividade se estende a todos os seres humanos e não é mais a ocupação exclusiva de uma confraria especializada que exige diploma para nela se ter acesso". Também promove visitas ao centro, entre as quais as de Camus, Murilo Mendes e Léon Degand [primeiro diretor do MAM de São Paulo].</p>
<p>Ao lado desse trabalho com Nise, Pedrosa participa ativamente da discussão polarizada entre artistas e críticos, sobretudo de São Paulo e Rio de Janeiro, ocasionada pela abstração, disse Glória. "A oposição entre a estética figurativa e a abstrata é um dos momentos mais fortes desde a Semana de 22, com o debate ficando mais intenso em março de 1949, quando o MAM de São Paulo realiza a exposição 'Do Figurativismo ao Abstracionismo', proposta por Ciccillo Matarazzo. Depois houve uma exposição no Rio de Janeiro com obras do MAM paulista, do Masp e de colecionadores privados do Rio de Janeiro."</p>
<p>A exposição no Rio de Janeiro causou "brutal tomada de contato com questões que até aquele momento passavam ao largo", afirmou a curadora. Para o catálogo da exposição, Pedrosa escreveu texto "em defesa da arte moderna e da erradicação da arte de caráter social em prol de novas concepções estéticas".</p>
<p>"Ele era marcado pela Gestalt, com a qual teve contato em Berlim no final dos anos 20, e desenvolveu a tese da natureza afetiva da forma na obra de arte. Questões da Gestalt, com nuances, foram retomadas por Pedrosa em outros textos, sobretudo sob a influência da fenomenologia."</p>
<p>Uma questão central para Pedrosa, disse Glória, é a da autonomia da arte, "que considera surgir com força no cubismo de Braque e Picasso e com total afloramento em Kandinsky".</p>
<p>Glória ressaltou o espírito internacionalista do crítico - "mas sem descuidar das condições locais" - e seu clamor por originalidade e necessidade de renovação, "enfim, por uma atitude experimental". No projeto construtivo brasileiro, que "defendia como um projeto moderno, uma linguagem capaz de engajar todos os povos do mundo, foi crítico engajado, ao lado de Lygia, Oiticica, Pape e outros artistas".</p>
<p>A curadora destacou três textos sobre crítica de arte publicados por Pedrosa em sua coluna no "Jornal do Brasil", em 1957. "Reconhecido então como o grande crítico de arte do país, proclama em 'Um Ponto de Vista de Crítico' a visão da crítica baudelairiana, parcial, apaixonada, política, exigindo talvez um pouco mais de tolerância no Brasil caótico, informe e indiscriminado do período."</p>
<p>No segundo texto, ele fala sobre a importância de "distinguir a obra de arte - a ser isolada e apreciada em si mesma - da pessoa física e até mesmo psicológica do artista".</p>
<p>No último texto da série, reafirma as qualidades formais da obra e coloca-se contra qualquer enredo ou assunto, afirmou Glória. Além disso, "para bem apreciar e julgar, o crítico deve substituir o artista".</p>
<p>“Se para Baudelaire o problema do artista é substituir a Natureza pelo homem na fonte de criação, para Pedrosa, o problema do crítico é substituir o artista, isto é, o criador inconsciente ou pré-consciente ser substituído pela consciência da criação.”</p>
<p>Ela ressalvou, no entanto, que Pedrosa deixou de atentar ao crescente ingresso de textos de artistas no domínio do discurso da crítica e da história da arte, bem como à profunda relação entre a crescente reivindicação dos artistas de serem os intérpretes de sua própria obra e as transformações de linguagem na produção contemporânea.</p>
<p>Na época da 1ª Exposição Nacional de Arte Neoconcreta, em novembro de 1959, no Rio de Janeiro, Pedrosa estava no Japão. Escreve vários textos sobre a arte japonesa e organiza a exposição sobre arquitetura brasileira “Do Barroco a Brasília” no Museu de Arte Moderna de Tóquio.</p>
<p>Num primeiro momento, parece haver um certo embaraço de sua parte em relação ao rompimento dos neoconcretos com os concretos, disse a curadora. "Gullar sempre enfatizou a importância de Pedrosa no desenvolvimento da arte brasileira e, em depoimento para filme de 2010, disse, de forma bem-humorada, que o rompimento com o concretismo se deu na ausência de Pedrosa: 'Nós demos o golpe. Foi por acaso, mas ficou como se fosse um golpe. Na ausência do papai grande, mudamos. Quando ele chegou, era outra coisa'.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-saldiva-17-10-2019/image" alt="Paulo Saldiva - 17/10/2019" title="Paulo Saldiva - 17/10/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Paulo Saldiva</dd>
</dl></p>
<p><strong>Terapêutica</strong></p>
<p>Segundo o diretor do IEA, Paulo <strong>Saldiv</strong><strong>a</strong>, professor da Faculdade de Medicina da USP, Pedrosa não se conformava com o óbvio e questionava tudo. "Nise da Silveira também era uma inconformada e acaba indo para a arte por uma questão humanitária: não aceitava o tratamento que era dado aos pacientes psiquiátricos à época."</p>
<p>"Com ela, saiu o eletrochoque e entrou a palavra. Os pacientes receberam recursos para se expressar e Nise passou a ter contato com manifestações das coisas mais recônditas de suas almas."</p>
<p>Saldiva destacou a relação de Nise com o pensamento do psicanalista Karl Jung. “Jung deu uma surtada. O que o ancorava à realidade era a família e o trabalho. Ele reconhecia nos seus delírios símbolos que seus pacientes também relatavam.”</p>
<p>“Símbolos e formas geométricas como planos e círculos são coisas comuns na arquitetura e remontam ao paleolítico superior. A arte não é manifestação do espírito; ela faz parte do espírito e da evolução.”</p>
<p>Pode-se falar de uma “biologia evolutiva da arte”, de acordo com Saldiva. "A evolução dos hominídeos apostou no aumento da cabeça, que consome energia fornecida pela placenta em detrimento de outras partes do corpo. A cabeça aumentou de tamanho e o quadril ficou menor. A ocitocina, que causa euforia, acaba atuando também para espremer o útero e assim facilitar o parto."</p>
<p>O cérebro maior possibilitou mais conexões neuronais e assim, "há 75 mil anos, aconteceu a revolução cognitiva". Com ela, os objetos que antes eram produzidos só com preocupações utilitárias passam a apresentar também componentes estéticos, afirmou.".</p>
<p>Em relação à pintura, Saldiva disse que ela precedeu em muito a escrita e foi acompanhada pelo canto. “Verificou-se que onde as pinturas eram feitas nas cavernas eram também os lugares com melhor acústica.”</p>
<p>“Por que no tratamento psiquiátrico vai se buscar formas de comunicação ancestrais? Por que estimular a produção de arte?” Antes que os psiquiatras entendessem a importância disso, Pedrosa enxergou a arte como algo fundamental, por isso se associou a Nise."</p>
<p>Extrapolando para a importância da arte em outras situações de saúde, Saldiva disse que cirurgiões constataram haver menos infecções se há arte no ambiente de um hospital. “Quando se vê arte, a pressão arterial cai e aumenta a síntese do hormônio ocitocina, que tem efeito anti-inflamatório.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ton-marar/image" alt="Ton Marar - 17/10/2019" title="Ton Marar - 17/10/2019" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Washington Marar</dd>
</dl></p>
<p><strong>Topologia geométrica</strong></p>
<p>Washington Marar<strong>, </strong>professor do Instituto de Ciências Matemática e da Computação (ICMC) da USP e especialista em singularidade, fez uma apresentação sobre um tipo de geometria, a topologia geométrica. Ele mostrou como por meio dela é possível descrever a famosa obra “Unidade Tripartida” do suíço Max Bill, ganhadora do prêmio para escultura da 1ª Bienal de São Paulo, em 1951. Também comentou o aspecto topológico da obra “Caminhando” de Lygia Clark.</p>
<p>A topologia geométrica permite a representação da superfície de um elemento tridimensional em um modelo plano. O exemplo inicial explicado por ele foi de um cilindro, que ao ser seccionado tem sua forma indicada por um retângulo com notação de como foi feito o “corte” da superfície curva.</p>
<p>Outro exemplo descrito por ele foi como descrever topologicamente a fita de Möbius. Mostrou como a “Unidade Tripartida” é constituída de três fitas de Möbius fundidas.</p>
<p>Para situar a especificidade da topologia geométrica, Marar falou da geometria euclidiana, contida no tratado “Os Elementos”, escrito por Euclides por volta de 300 anos a.C, em Alexandria. Nele, o matemático grego reuniu tudo que se conhecia então sobre geometria e teoria dos números.</p>
<p>“Trata-se do livro mais traduzido e editado no mundo ocidental depois da ‘Bíblia’. Nele, Euclides criou o método dedutivo, que consiste em obter proposições a partir de asserções básicas e deduções lógicas. Procedimento que influenciou Newton e Espinosa, entre outros.”</p>
<p>Alguns dos exemplos de definições de Euclides mencionados por Marar foram o de ponto ("aquilo que não tem partes") e linha ("aquilo que tem comprimento, mas não tem largura, e cujas extremidades são pontos")</p>
<p>Na geometria, não importa a natureza dos objetos, mas sim como eles se relacionam. Ela se move da desordem para a ordem, com a preservação de propriedade métricas, ao passo que a topologia geométrica preserva as formas.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): MoMA, livro "Mário Pedrosa - Primary Documentos; Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Neoconcretismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psiquiatria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-25T14:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/desinvestimento-gera-perda-incalculavel-de-recursos-humanos-para-a-ciencia-brasileira">
    <title>Desinvestimento gera perda incalculável de recursos humanos para a ciência brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/desinvestimento-gera-perda-incalculavel-de-recursos-humanos-para-a-ciencia-brasileira</link>
    <description>Financiamento da pesquisa científica no país e a fuga de cérebros são tema de entrevista especial no USP Analisa</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-234143b4-7fff-75da-d0b7-53b99dcf64d1"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome57.png/@@images/2ddb80f1-a7f8-40bc-8037-f6dce01c033b.png" alt="" class="image-left" title="" />Cortes no orçamento público destinado a ciência e tecnologia no Brasil têm sido recorrentes nos últimos anos. Mas, afinal, como é composto esse orçamento e por que a redução dele impacta de forma tão negativa no desenvolvimento do país? Para discutir esse assunto, o USP Analisa exibe uma entrevista especial em dois programas a partir desta semana, com o coordenador do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, Antônio José da Costa Filho e com o repórter especial da superintendência de Comunicação Social da USP Herton Escobar.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Eles explicam que, tanto no Brasil quanto em outros países, o dinheiro para financiar ciência e tecnologia não vem exclusivamente do poder público, mas em grande parte, principalmente para custear a chamada ciência básica. “A partir do momento que você começa a trabalhar com uma ciência mais aplicada, voltada para o desenvolvimento de produtos e tecnologias, para o mercado, aí você passa a ter um interesse da iniciativa privada em financiar esse tipo de pesquisa”, diz Herton.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os recursos são divididos entre gastos obrigatórios, voltados para o pagamento de salários e outras despesas obrigatórias, e os chamados gastos discricionários, que as instituições decidem como devem gastar e que incluem o dinheiro para pesquisa e para o pagamento de bolsas a estudantes de graduação e pós-graduação, indispensáveis à produção científica.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“É importante lembrar que o recurso vindo das agências de fomento, como CNPq, Capes e fundações de amparo à pesquisa dos Estados, e distribuído através de editais ou de chamadas para um determinado tema ou modalidade de financiamento não é usado para pagamento de salários das universidades ou dos institutos de pesquisa. Esse dinheiro vem para financiamento da pesquisa. Muitas vezes, incluem bolsas de estudos que pagam os pós-graduandos, pós-doutores, mas não pagam docentes e funcionários da universidade”, ressalta Costa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outro importante componente do orçamento voltado a ciência e tecnologia é o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o FNDCT. Herton explica que seus recursos não vêm do orçamento federal, mas sim de grandes setores econômicos, para que esses investimentos retornem em pesquisas de interesse desses setores.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Esse fundo tem cerca de 8 ou 9 bilhões de reais, são recursos que deveriam estar sendo distribuídos para projetos de pesquisa e bolsas no país todo. Seria um recurso adicional ao orçamento, mas como o orçamento tá muito pequeno, o FNDCT virou um bote salva-vidas. Por isso que existe uma esperança, uma necessidade muito grande em liberar esse recurso. O problema é que o governo tem, nos últimos anos, contingenciado, ou seja, congelado, a maior parte desses recursos. Este ano é de 90%. Você tem o fundo, o fundo foi feito para financiar pesquisa, mas o governo vai lá e fala não, a situação econômica tá muito difícil, a gente não tem dinheiro, então vamos liberar só 10% do fundo para vocês e os outros 90% ficam em caixa para fazer superávit primário”, diz ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Costa alerta que essa situação de incerteza em relação ao financiamento da ciência no Brasil gera não apenas uma fuga de cérebros, mas até mesmo uma desistência da carreira científica, o que é uma perda incalculável para o país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Se as pessoas desistem de fazer ciência, de produzir conhecimento aqui no nosso país e ou vão para outro ramo da atividade econômica ou vão embora, como está acontecendo, isso não volta do dia para a noite. Esse tipo de investimento foi feito por anos, você demora dez anos para formar uma pessoa altamente qualificada para fazer ciência, aí em dez meses você perde um monte dessas pessoas. Como é que você repõe isso? Não repõe, não acontece do dia para noite. Você vê os estudantes desestimulados porque não tem expectativa futura, há falta de bolsas, falta de recursos para os projetos e o cara pensa: não vou entrar na pós-graduação, para que eu vou fazer pós-graduação? Essa é uma perda incalculável”, lamenta ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (24), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (28), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-11-24T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/corte-de-bolsas-impacta-na-formacao-de-profissionais-e-na-competitividade-do-pais">
    <title>Corte de bolsas impacta na formação de profissionais e na competitividade do país</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/corte-de-bolsas-impacta-na-formacao-de-profissionais-e-na-competitividade-do-pais</link>
    <description>Entrevistados do USP Analisa discutem importância do financiamento da ciência</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-402b99c9-7fff-9e2f-9ed8-903c755634cb"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome58.png/@@images/51fe19d8-059e-4581-8f63-4d3a3c96d72b.png" alt="" class="image-left" title="" />O desenvolvimento econômico do país depende diretamente da ciência e do financiamento público desse setor. Afinal, as universidades contribuem para formar profissionais estratégicos em diversas áreas e também são fundamentais para a produção de conhecimento e inovação. Por isso, os cortes no orçamento para pesquisa e pagamento de bolsas aos estudantes podem trazer sérios impactos negativos para a sociedade. O USP Analisa está discutindo a importância desse financiamento e apresenta nesta semana a segunda parte da entrevista com o coordenador do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, Antônio José da Costa Filho e com o repórter especial da superintendência de Comunicação Social da USP Herton Escobar.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Eles lembram que além dos recursos financeiros para a pesquisa, as bolsas são indispensáveis para o andamento dos trabalhos, já que delas dependem os estudantes de graduação e pós-graduação integrantes dos projetos. Os entrevistados ressaltam que trata-se de uma remuneração pelo trabalho desempenhado e não uma “caridade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O corte de bolsas tem um impacto direto e muito significativo na capacidade do país de produzir ciência. Ou seja, você deixa de formar essas pessoas também, porque elas estão ao mesmo tempo trabalhando e sendo formadas, são profissionais qualificados. Aí você vai precisar, daqui a alguns anos, de engenheiros, de gente formada em farmácia, em biologia e não vai ter porque as pessoas deixaram de fazer pós-graduação para trabalhar desde cedo e pagar suas contas. Não vão existir profissionais com a qualificação necessária para que o Brasil seja um país evoluído, enfim, competitivo no cenário internacional", explica Herton.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Antônio lembra que as ciências humanas, duramente perseguidas e criticadas pelo governo, têm um papel relevante na compreensão do ser humano, inclusive os responsáveis por atuar na produção das demais ciências. Ele destaca que o próprio tema da reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) neste ano foi justamente “todas as ciências são humanas”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A pandemia trouxe um sério impacto socioemocional sobre todo mundo. No nosso universo, de quem está na universidade e lida com os alunos, é muito claro isso. Quem é que vai fazer o diagnóstico desses impactos? Quem é que vai estudar os efeitos disso? Nós, o pessoal da física experimental teórica? Não, né! Quem é que vai pensar como entender as relações de estudo e de trabalho depois da pandemia? A gente precisa ter pessoas debruçadas sobre essas questões. Eu não vejo como produzir conhecimento, fazer ciência e desenvolver novas tecnologias e inovação sem pensar nos aspectos humanos”. diz ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A segunda parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (1º), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (5), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-12-01T18:56:20Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ingsa-brasil">
    <title>Workshop de Assessoria Científica a Governos – INGSA-Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ingsa-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Inscrições encerradas para participação presencial | Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA, sem necessidade de inscrição</strong></p>
<p>A <a class="external-link" href="https://www.ingsa.org/">International Network for Government Science Advice</a> (INGSA) proporciona um fórum para formuladores de políticas públicas, tomadores de decisão, academias nacionais, sociedades científicas e pesquisadores compartilharem experiências, capacitarem e desenvolverem abordagens teóricas e práticas para o uso de evidência científica nas decisões políticas tomadas em todas as esferas de governo.</p>
<p><span>Uma de suas atividades é a realização de workshops de capacitação, que têm por objetivo fortalecer capacidades de assessoramento científico para políticas públicas em todos os níveis de governo. Esses workshops já foram organizados nas seguintes cidades: Buenos Aires (2017), Santiago (2018) e Lima (2018).</span></p>
<p><span>Durante o workshop, os participantes discutirão modelos de assessoria científica e habilidades necessárias para trabalhar na interface entre ciência e política. O workshop INGSA-Brasil também apoiará o desenvolvimento de uma rede latino-americana de interessados no tema.</span></p>
<p><span>Terá até 40 participantes, preferencialmente cientistas e funcionários públicos, técnicos de órgãos de fomento à pesquisa e inovação, formuladores de políticas públicas residentes no Brasil, países vizinhos e países de língua portuguesa.</span></p>
<p>O workshop será coordenado pela INGSA e pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), apoiado pelas seguintes instituições: <em>Academia</em> de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (<em>CAPES</em>) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (<em>SBPC</em>).</p>
<p><span><strong>O idioma do workshop será o português, com algumas atividades em inglês, sem tradução.</strong></span></p>
<p><strong>Objetivos </strong><strong>do workshop INGSA-Brasil</strong></p>
<ul>
<li><span>Reforçar as capacidades dos cientistas e formuladores de políticas para inserir os pareceres científicos no processo de políticas públicas em diferentes setores (ou seja, saúde, meio ambiente, recursos naturais, segurança, entre outros).</span></li>
<li><span>Vincular com o capítulo da América Latina e do Caribe de INGSA, (INGSA-LAC), uma rede de assessores científicos que pode servir como uma plataforma para o intercâmbio de melhores práticas e para discutir os desafios e soluções relacionados à assessoria científica na América Latina e no Caribe.</span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Comité de Programa</strong></p>
<ul>
<li><span>André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, Representante de INGSA-LAC e Professor da Universidade de São Paulo</span></li>
<li><span>Carlos Abeledo, Presidente da INGSA-LAC e Professor da Universidade de Buenos Aires</span></li>
<li><span>Lara Cowen, Responsável pelo setor de programação da INGSA</span></li>
<li><span><em> </em><em>Ennio Candotti</em>, Diretor Geral do <em>Museu da Amazônia</em>, <em>MUSA</em></span></li>
<li><span><em>Marcos</em> Silveira Buckeridge, Presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e Professor da Universidade de São Paulo</span></li>
<li><span>Sir Peter Gluckman (Presidente) Primeiro Conselheiro Científico Chefe do Primeiro Ministro da Nova Zelândia, Presidente da INGSA e Presidente-eleito do <em>International Science</em> Council (ISC)</span></li>
</ul>
<p> </p>
<p><span><strong>Patrocínio</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Universidade de São Paulo (USP)</span></li>
<li><span>United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO)</span></li>
<li><span>International Council for Science (ICSU)</span></li>
<li><span>International Development Research Centre (IDRC)</span></li>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ACIESP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-29T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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