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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 41 to 55.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-extremos-de-calor-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo">
    <title>Estudo mapeia extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-extremos-de-calor-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo</link>
    <description>Estudo de caso “Heat Extremes in Metropolitan Area of São Paulo: A Challenge”, do geógrafo Hugo Rogério de Barros, pesquisador do Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS-USP-CG) do IEA, mapeia extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa-das-ocorrencias-de-extremos-de-calor-na-rmsp/image" alt="Mapa das ocorrências de extremos de calor na RMSP" title="Mapa das ocorrências de extremos de calor na RMSP" height="473" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Mapa dos riscos de extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo presente no estudo de Hugo Rogério de Barros</dd>
</dl></p>
<p>A abrangência territorial dos problemas de extremos de calor na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) revelam a necessidade de expandir políticas e planos climáticos sofisticados para os outros 38 municípios que compõem a região, de acordo com o geógrafo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hugo-rogerio-de-barros">Hugo Rogério de Barros</a>, pesquisador do Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS-USP-CG) do IEA.</p>
<p>Ele tratou da questão no estudo de caso “Heat Extremes in Metropolitan Area of São Paulo: A Challenge” (Extremos de Calor na Região Metropolitana de São Paulo: Um Desafio), publicado no dia 7 de maio no <a href="https://academiccommons.columbia.edu/doi/10.7916/7d8p-c860">repositório</a> das Bibliotecas da Universidade Columbia  e no repositório do <a href="https://environmentalsolutions.mit.edu/research/climate-change-and-cities-uccrn-collaboration/">Programa Cidades e Clima</a>, vinculado à Iniciativa Soluções Ambientais do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).</p>
<p>O programa do MIT é associado à <a href="https://uccrn.ei.columbia.edu/">Rede de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Urbanas </a>(UCCRN, na sigla em inglês), um consórcio global de mais de mil especialistas dedicados à análise da mitigação e adaptação às mudanças climáticas sob uma perspectiva urbana. Sediada no Instituto da Terra da Universidade Columbia e com centros em cidades ao redor do mundo, a UCCRN produz o <a class="external-link" href="https://uccrn.ei.columbia.edu/arc3.3">Relatório de Avaliação sobre Mudanças Climáticas e Cidades (ARC3)</a>, que fornece a base científica para as cidades em suas ações de adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas.</p>
<p>A partir dos resultados de seus trabalhos no IEA, Barros iniciou, em 2023, um processo de cooperação internacional entre o CS-USP-CG e a Universidade Columbia, via UCCRN. Agora a cooperação foi consolidada com a publicação de seu estudo baseado em dados meteorológicos estimados por sensoriamento remoto e editados em um sistema de informação geográfica (SIG).</p>
<p><strong>Desafio da adaptação</strong></p>
<p>Ele explica que o tema dos extremos de calor e sua associação com ondas de calor e ilhas de calor ganhou recentemente um espaço político e social especial nas agendas públicas, políticas e planos ambientais da RMSP, mas permanece o desafio de trabalhar a adaptação aos extremos de calor dentro da perspectiva das soluções baseadas na natureza (SBN) nas áreas urbanas da região.</p>
<p>De acordo com autores mencionados por Barros, é considerado um extremo de calor na RMSP quando a temperatura ultrapassa 32ºC, com a faixa de conforto térmico situada de 14 a 26ºC. Temperaturas acima dessa faixa ocasionam risco de morte por doenças associadas com estresse térmico in São Paulo.</p>
<p>Em trabalhos anteriores, Barros definiu os cenários para a expansão territorial da ilha de calor da RMSP para três diferentes condições meteorológicas associadas à intensidade do bloqueio atmosférico causado pela Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas). Também conhecida como Anticiclone do Atlântico Sul ou Anticiclone de Santa Helena, a Asas é um sistema de alta pressão semipermanente caracterizado pelo movimento para baixo de massas de ar, impedindo a formação de nuvens e chuva.</p>
<p>"Quanto mais próximo o centro da Asas estiver da superfície continental, maior será o bloqueio atmosférico e, consequentemente, isso determinará a expressão territorial da ilha de calor na cidade de São Paulo", afirma Barros no estudo atual. O geografo demonstrou que a dinâmica atmosférica pode aumentar a intensidade da ilha de calor em 5ºC na superfície e expandir em 697% sua área do centro da RMSP em direção à periferia.</p>
<p>Barros destaca que ainda é recente a atenção política e acadêmica aos impactos dos extremos de calor na vida dos moradores da RMSP, mas já são abordados no <a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/governo/secretaria_executiva_de_mudancas_climaticas/arquivos/planclimasp/PlanClimaSP_BaixaResolucao.pdf">Plano de Ação Climática do Município de São Paulo 20220-2050 (PlanClima SP)</a>, com foco na avaliação dos riscos potenciais e nas vulnerabilidades do passado, presente e futuro. O plano de ação também apresenta considerações sobre o futuro da cidade quanto ao desenvolvimento de estratégias de adaptação, acrescenta o pesquisador.</p>
<p>No entanto, o estudo de Barros ressalta em sua conclusão que, na escala regional/metropolitana, está claro que os 38 municípios adicionais da RMSP também requerem a mesma atenção política e acadêmica para que sejam realizados estudos sobre extremos de calor e estratégias de adaptação.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Região Metropolitana de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eventos extremos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-05-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/imagens-do-brasil-quantos-espelhos">
    <title>Imagens do Brasil: Quantos Espelhos?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/imagens-do-brasil-quantos-espelhos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1583"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-imagens-do-brasil" alt="Capa do livro - Imagens do Brasil" class="image-left" title="Capa do livro - Imagens do Brasil" /></a>Celeste Ribeiro-de-Sousa (organizadora)</span></strong></p>
<p dir="ltr"><span>IEA, 2025<br />158 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><strong>Download</strong>:<strong> </strong><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1583/1447/5729">PDF</a></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"> </p>
<p><span style="text-align: start; float: none; ">Há 203 anos, em 7 de setembro de 1822, surgia oficialmente no cenário mundial um novo país chamado Império do Brasil. Necessário se fazia criar-lhe uma imagem identitária, tarefa levada a cabo por José de Alencar, a título de exemplo, ao escrever o romance Iracema (1865), em que o primeiro brasileiro é o herdeiro genético de um português (Martim) e de uma nativa (Iracema), habitante de belas e quase paradisíacas florestas. Registrava-se assim um mito fundador da nacionalidade brasileira, junto com outros símbolos como a nova bandeira e o novo hino. </span></p>
<p><span style="text-align: start; float: none; ">O objetivo deste livro é estimular o debate sobre imagens literárias que espelham o Brasil, colocando algumas delas em discussão num contexto amplo. Afinal, conforme Lacan, a identidade de um indivíduo (e de um grupo) organiza-se dentro de um processo relacional e contínuo. O reconhecimento de si mesmo também depende de um olhar externo. </span></p>
<p>O presente livro apresenta questões ligadas ao uso e ao alcance do <i>terminus</i> Imagologia, apre­senta imagens do Brasil em obras escritas por autores que viveram no país e por aqueles que aqui não estiveram, tendo apenas ouvido falar ou lido sobre o Brasil em livros de terceiros. Por exemplo, a escritora austríaca Paula Ludwig esteve exilada em nosso território; a família francesa dos Taunay também experimentou a terra brasileira; da mesma forma, os italianos Giuseppe Ungaretti e Contardo Calligaris tiveram conhecimento da realidade brasileira<i> in loco</i>. Também esse é o caso do japonês Tatsuzô Ishikawa. Mas o russo Daniil Kharms e o português/angolano Luandino Vieira não viveram em terras brasileiras, suas informações sobre o país são inteiramente atravessadas por visões de outros. Aqui medram os estereótipos. E até os casos das narrativas dos indígenas Itapuku, Pedro Poti e Felipe Camarão são “traduções” de europeus.</p>
<p>O conjunto dos ensaios permite desenhar um primeiro perfil do modo como os estrangei­ros captam e configuram literariamente a complexa imagem do Brasil, abrindo espaço para o debate: em que medida essas imagens refletem o país que configuram ou são projeções de realidades que habitam seus autores; em que medida o país se reconhece ou não se reconhece nessas imagens e que implicações isso acarreta.</p>
<p> </p>
<p><span style="text-align: start; float: none; "><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Historia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/humanities">
    <title>Os humanistas e os novos padrões de divulgação da era digital</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/humanities</link>
    <description>Michael A. Elliott, da Emory University, fará conferência e coordenará workshop no IEA no dia 19 de abril sobre a divulgação dos estudos dos humanistas na era digital.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-3626fcce5f994359b560f7e2dba009dd kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-3626fcce5f994359b560f7e2dba009dd">
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/michael-a-elliott" alt="Michael A. Elliott" class="image-inline" title="Michael A. Elliott" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Michael A. Elliott, da Emory University, EUA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As implicações das novas tecnologias e padrões de comunicação na forma como humanistas, especialmente dos quadros universitários, divulgam suas pesquisas a públicos externos à academia serão discutidas em conferência e em workshop com o professor de literatura e cultura dos Estados Unidos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/michael-a-elliot" class="external-link">Michael A. Elliott</a>, da Emory University, no <strong>dia 19 de abril</strong>.</p>
<p>A conferência <i>The Humanities and its Publics</i> será realizada das <strong>10 às 12h</strong>, na Sala de Eventos do IEA. Elliott tratará da visão dos acadêmicos americanos sobre seu papel na sociedade desde o começo do século 20. Também discutirá as possibilidades e riscos de se tornar um intelectual público na era digital. Para participar, é necessário realizar inscrição <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1ZiLaVZLPifJJ9Y-yIamEstIA5yNIR_CbNFti8a_ScXw/viewform">aqui</a>.</p>
<p>No workshop <i>Research Without Frontiers: The Future of Academic Publication in a Digital World</i>, das <strong>14h30 às 17h</strong>, exclusivo para convidados, Elliott utilizará como referência <a class="external-link" href="http://quod.lib.umich.edu/j/jep/3336451.0018.407?view=text;rgn=main">projeto</a> <span>sobre como as redes digitais podem mudar as monografias acadêmicas, trabalho por ele desenvolvido na </span><span>Emory para a Andrew W. Mellon Foundation.</span></p>
<p>A conferência e o workshop serão em inglês, com<b> tradução simultânea</b> e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet. A coordenação das duas atividades será do historiador <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, professor visitante do IEA.</p>
<p>Elliot dedica-se especialmente ao período entre meados do século 20 e início do século 21 nos seus estudos sobre a literatura e a cultura dos Estados Unidos. Seu trabalho enfatiza abordagens interdisciplinares sobre as culturas americanas e o lugar dos indígenas na sociedade dos Estados Unidos.</p>
<p>Ele é autor de "<a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=rKkx5_P3nSc">Custerology: The Enduring Legacy of the Indian Wars and George Armstrong Custer</a>" (2007) e "The Culture Concept: Writing and Difference in the Age of Realism" (2002) e co-editor (com Claudia Stokes) de "American Literary Studies: A Methodological Reader" (2003).</p>
<hr />
<p><i>Conferência: <strong>The Humanities and its Publics</strong><br /></i><i>19 de abril, das 10 às 12h<br /></i><i>Sala de Eventos do IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5° andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento em inglês, gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1ZiLaVZLPifJJ9Y-yIamEstIA5yNIR_CbNFti8a_ScXw/viewform">inscrição<br /></a>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><br /></a></i><i></i></p>
<p><i>Workshop: <i><strong>Research Without Frontiers: The Future of Academic Publication in a Digital World</strong></i><strong><br /></strong>19 de abril, das 14h30 às 17h<br />Em inglês e exclusivo para convidados, com transmissão <i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><br /></a></i></i><i>Informações: Marisa Macedo (<a class="mail-link" href="mailto:marmac@usp.br">marmac@usp.br</a>), telefone (11) 3091-8677</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Emory University</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-24T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/research-without-frontiers-the-future-of-academic-publication-in-a-digital-world">
    <title>Research Without Frontiers: The Future of Academic Publication in a Digital World</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/research-without-frontiers-the-future-of-academic-publication-in-a-digital-world</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Michael Elliott, professor e ex-diretor do <span style="text-align: left; float: none; ">Emory College of Arts and Sciences</span>, Emory University, ministra uma oficina sobre o futuro das publicações acadêmicas no mundo digital. O assunto foi objeto de seu <a href="http://e.usp.br/5tr">projeto</a> desenvolvido para a fundação Andrew W. Mellon.</p>
<h3>Expositor</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/michael-a-elliot" class="external-link">Michael Elliott (Emory University)</a></p>
<h3>Moderadores</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser" class="external-link">Jeffrey Lesser (Emory University e IEA-USP)</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann (ECA e IEA - USP)</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-04-04T19:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-papel-dos-tribunais-de-contas-diante-dos-efeitos-das-mudancas-climaticas">
    <title>Manual propõe uma postura proativa para os tribunais de contas diante das mudanças climáticas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-papel-dos-tribunais-de-contas-diante-dos-efeitos-das-mudancas-climaticas</link>
    <description>IEA e Tribunal de Contas do Município de São Paulo lançam manual digital “Mudanças Climáticas e o Papel dos Tribunais de Contas: Desafios e Oportunidades”, resultante do seminário "Mudanças Climáticas e o Papel dos Tribunais de Contas", realizado em agosto de 2025.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-manual-mudancas-climaticas-e-o-papel-dos-tribunais-de-contas" alt="Capa do manual &quot;Mudanças Climáticas e o Papel dos Tribunais de Contas&quot;" class="image-right" title="Capa do manual &quot;Mudanças Climáticas e o Papel dos Tribunais de Contas&quot;" />Com o lançamento do manual “Mudanças Climáticas e o Papel dos Tribunais de Contas: Desafios e Oportunidades”, produzido pelo IEA em parceria com o Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP), a Universidade inicia o diálogo com técnicos dos tribunais de contas (TCs) do Brasil e com a sociedade em geral sobre a importância adicional que esses órgãos de fiscalização dos gastos públicos adquiriram diante da necessidade de adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>O trabalho é baseado nas exposições e debates ocorridos no seminário "<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/tribunais-de-contas-e-clima" class="external-link">Mudanças Climáticas e o Papel dos Tribunais de Contas</a>", realização do IEA e do TCMSP, com apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e do Instituto Rui Barbosa (IRB). Além de <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/mudancas-climaticas-tcs" class="external-link">versão digital</a> disponível gratuitamente a todos os interessados no site do IEA, há também uma edição impressa (mil exemplares) de distribuição dirigida.</p>
<p>O manual apresenta de forma acessível o que são as mudanças climáticas, seus efeitos sobre as cidades e como os TCs podem atuar de maneira preventiva, proativa e inovadora para garantir que os recursos públicos sejam aplicados de forma eficiente e eficaz diante do desafio climático global.</p>
<p>A discussão realizada no seminário e agora sumarizada no manual trouxe à tona a necessidade de uma visão proativa dos TCs, levando-os a participar inclusive do dimensionamento dos orçamentos públicos ainda no planejamento, de forma a alinhar as ações de governo, do ponto de vista orçamentário, ao que vem acontecendo no clima do planeta, afirmam em texto introdutório a professora Roseli de Deus Lopes e o professor Marcos Buckeridge, diretora e vice-diretor do IEA, respectivamente.</p>
<p><strong>Controle Proativo</strong></p>
<p>O presidente do TCMSP, conselheiro Domingos Dissei, ressalta em sua nota introdutória que o enfrentamento dos desafios climáticos exige articulação, conhecimento especializado e ação coordenada: “Auditorias ambientais, definição de metas, capacitação de gestores e parcerias com universidades são recomendações práticas, reforçando o papel dos TCs como agentes de transformação”.</p>
<p>O manual explica que os custos econômicos das mudanças climáticas podem ser divididos em custos diretos e indiretos. Os diretos incluem reconstrução de estradas, pontes, prédios públicos e redes (elétricas e hidráulicas) danificadas por enchentes, deslizamentos e ventanias. Os indiretos englobam queda na produtividade econômica, prejuízos ao turismo, aumento de doenças respiratórias e infecciosas, elevação dos preços, deslocamentos forçados e perda de arrecadação.</p>
<p>“Esses impactos afetam diretamente os orçamentos municipais e estaduais, comprometendo outras áreas, como saúde e educação”, alerta o manual. Levantamento de 2024 da Confederação Nacional dos Municípios indicou que secas, estiagens e excessos de chuva causaram um prejuízo de R$ 401,3 bilhões às cidades brasileiras ao longo de 12 anos, registra o trabalho.</p>
<p>Situações de emergência exigem liberações orçamentárias rápidas, obras e contratações emergenciais. “Tudo isso precisa ser fiscalizado para evitar desperdícios e corrupção, mas também para garantir celeridade, efetividade e prevenção”, destaca o texto.</p>
<p>Diante disso, cabe aos TCs, por exemplo, fiscalizar como estados e municípios usam verbas emergenciais em desastres climáticos, verificar se as obras públicas consideram critérios de adaptação climáticas e segurança e a avaliar a implementação de planos de mitigação e adaptação, cobrando metas e resultados.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/demoronamento-em-area-de-risco" alt="Desmoronamento em área de risco" class="image-left captioned" title="Desmoronamento em área de risco" /></p>
<p>Com esse fim, o manual recomenda uma mudança de postura dos TCs: passar do controle reativo ao controle proativo. Historicamente, os tribunais de conta sempre atuaram de forma reativa, fiscalizando gastos após a execução. Agora, diante da crise climática, é cada vez mais necessário atuar preventivamente, identificando riscos antes que se transformem em prejuízos, alerta o documento.</p>
<p>Exemplos dessa atuação preventiva são o monitoramento de obras de drenagem urbana antes da estação das chuvas, avalição de políticas de habitação em áreas de riscos e análise de planos de contingência municipais.</p>
<p>Os autores do documento apontam as auditorias temáticas como uma das ferramentas mais poderosas dos TCs. Elas permitem avaliar se um município tem plano da adaptação climática, se há mapeamento atualizado de áreas de risco e se os investimentos em infraestrutura estão adequados aos cenários futuros.</p>
<p>Outro procedimento crucial é exigir indicadores claros, que indiquem, por exemplo, percentual de áreas urbanas cobertas por sistemas de drenagem, taxa de execução de obras de contenção e número de famílias retiradas de áreas de risco e reassentadas. Além disso, o manual propõe que os TCs promovam ações de capacitação e orientação técnica de gestores públicos sobre ferramentas e soluções para lidar com riscos climáticos, fortalecendo a capacidade dos municípios de planejar e agir.</p>
<p>A parceria com universidades e outras instituições de pesquisa é fundamental em razão da complexidade dos desafios climáticos, cujo enfrentamento exige conhecimento técnico avançado. Essa colaboração pode propiciar, entre outras coisas, o uso de dados climáticos e geoespaciais, o desenvolvimento de metodologias conjuntas de auditoria ambiental, treinamentos e capacitações em análise de risco climático, e a criação de observatórios regionais com informações integradas para subsidiar decisões.</p>
<p>Um exemplo de resultado prático é permitir que um TC identifique as áreas de um município mais vulneráveis a enchentes, passando a priorizar auditorias e fiscalizações nesses locais.</p>
<p>A transformação institucional exigida pela crise climática demanda a adoção de novas ferramentas e práticas pelos TCs, afirma o documento. Algumas dessas possíveis iniciativas são a criação de plataformas digitais interativas com dados climáticos, orçamentários e de obras públicas, o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto para monitorar áreas de risco em tempo real, a criação de núcleos especializados em mudanças climáticas dentro dos tribunais e o estabelecimento de parceria com organizações da sociedade civil para ampliar a transparência e o controle social.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-11-05T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 98 analisa precariedade e transformações no trabalho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98</link>
    <description>Edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento em abril, apresenta conjuntos de textos sobre o trabalho de cuidado, uberização, bioeconomia, José Saramago e outros temas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-98" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" /></p>
<p>Num momento de extrema redução da possibilidade de trabalho para grande parcela de trabalhadores em consequência das restrições de circulação e contato público devido à Covid-19, a edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento este mês, discute dois temas problemáticos do mundo do trabalho brasileiro pré-pandemia: o ainda pouco reconhecimento do trabalho de cuidado, essencial diante do envelhecimento da população; e as características e impactos das novas formas de trabalho, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores. A edição já está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível no SciELO</a>.</p>
<p>Como não poderia ser diferente, o conteúdo da edição [veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo] foi definido antes de a Organização Mundial de Saúde declarar a pandemia causada pela disseminação internacional do novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Além disso, seria impossível obter análises rigorosas produzidas em plena fase inicial da pandemia.</p>
<p>No entanto, as questões abordadas nos dossiês sobre trabalho merecem atenção redobrada, pois estão entre aquelas para as quais a sociedade deverá buscar respostas no pós-pandemia, de forma a assegurar a todos um trabalho digno, com igualdade, direitos e proteção à saúde.</p>
<p>No dossiê “Trabalho, Gênero e Cuidado”, o cuidado com pessoas é analisado em suas diversas manifestações, profissionais ou não. Uma delas é quando o cuidado ocorre como uma “ajuda”, sem caracterizar-se como atividade profissional nem como obrigação – de parentes, por exemplo. O tema é discutido pelas sociólogas Nadya Araujo Guimarães, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Priscila Pereira Faria Vieira, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</p>
<p>Já Helena Hirata, ex-professora visitante do IEA e diretora de pesquisa emérita do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França, trata dos principais pontos de convergência e divergência na atividade dos cuidadores de idosos no Brasil, Japão e França, sem deixar de lado a centralidade das mulheres nesse trabalho. Seu objetivo é demonstrar como gênero, raça e classe social participam da construção das trajetórias profissionais e pessoais das cuidadoras.</p>
<p>No artigo “Cuidado y Responsabilidade”, Natacha Borgeaud-Garciandía discute o trabalho de cuidadoras imigrantes de idosos em Buenos Aires, Argentina. Pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Argentina, Natacha concentra-se na responsabilidade como assunção de uma obrigação moral em relação a uma pessoa vulnerável. Um dos aspectos discutidos é o papel da responsabilidade na complexidade das tramas de exploração das cuidadoras, no marco de relações desiguais de poder.</p>
<p>O tratamento jurídico do cuidado no Brasil e as políticas públicas voltadas à socialização das atividades de reprodução social ficam aquém das demandas sociais, segundo Regina Stela Corrêa Vieira, pesquisadora do Cebrap e professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).</p>
<p>De acordo com Regina, o direito do trabalho, que “historicamente ignora ou neglicencia o trabalho doméstico, remunerado ou não”, teve avanços como a Emenda Constitucional 72/2013 e a ratificação da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, mas sofre atualmente com a reforma trabalhista, que “ameaça os direitos conquistados arduamente pelas trabalhadoras domésticas”.</p>
<p>A luta dessas trabalhadoras pela valorização de sua atividade profissional é analisada também em artigo de Louisa Acciari, da UFRJ, e Tatiane Pinto, da UFRRJ, que tratam das negociações informais com empregadores até a mobilização sindical da categoria. Elas propõem uma redefinição do conceito de trabalho, com a inclusão plena do trabalho de cuidado e reprodutivo nesse conceito, algo “indispensável para a garantir a dignidade e igualdade de direitos”.</p>
<p><strong>Precarização do trabalho</strong></p>
<p>A discussão sobre essa carência de direitos e dignidade no âmbito de cuidadores e empregados domésticos em geral é ampliada no segundo dossiê da edição para tratar das características e impactos, inclusive na saúde, das transformações em curso no mundo do trabalho.</p>
<p>O sanitarista René Mendes, pesquisador colaborador do IEA, sintetiza em seu artigo as preocupações que o levaram a propor ao Instituto o projeto de pesquisa “Impactos das Novas Morfologias do Trabalho Contemporâneo sobre o Viver, o Adoecer e o Morrer de Trabalhadores”.</p>
<p>Mendes parte das percepções de estudos existentes sobre o problema efetuados pela ótica sociológica, sobretudo, mas busca aprofundar, desta vez sob a ótica da epidemiologia social, as reflexões sobre a natureza e a complexidade dos mecanismo de patogênese das novas morfologias do trabalho sobre a vida e a saúde de trabalhadores.</p>
<p>Uma dessas novas formas de trabalho é a chamada “uberização”, tema do texto de Ludmila Costhek Abílio, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp. O artigo baseia-se em pesquisa empíricas com revendedoras de cosmético e motofretistas e dados secundários sobre motoristas do Uber e os chamados bike boys.</p>
<p>A análise de Ludmila considera duas teses: 1) a uberização é uma tendência global em curso para consolidar o trabalhador como um autogerente subordinado disponível, desprovido de garantias e direitos, definido como trabalhador just-in-time; 2) as empresas se apresentam como mediadoras, quando na verdade operam formas de subordinação e controle do trabalho, no que pode ser chamado de gerenciamento algorítmico do trabalho.</p>
<p>O terceiro artigos do dossiê, de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresenta um breve histórico e o contexto atual dos debates no Congresso Nacional e no Executivo federal sobre a reforma sindical e do sistema de relações do trabalho. Lúcio ressalta que as mudanças no mundo do trabalho alteram empregos, ocupações, postos de trabalho, dinâmica laboral, formas de contratação, jornada e condições de trabalho, entre inúmeras outras questões.</p>
<p>Para ele, algumas diretrizes e aspectos deveriam ser considerados nessas mudanças. Um deles é o desenvolvimento de um sistema autônomo e efetivo de autorregulação entre trabalhadores e empregadores, que seja suporte para a reestruturação sindical do sistema de relações de trabalho e a solução dos conflitos por meio de instrumentos criados pelas partes.</p>
<p><strong>Bioeconomia, energia e vegetação</strong></p>
<p>Os temas ambientais e de desenvolvimento sustentável, com presença regular ao longo dos 33 anos da revista, estão presentes nesta edição por meio de três artigos. André Luiz Willerding, biotecnólogo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, e outros cinco pesquisadores, da Sedecti e da Universidade Estadual do Amazonas, apresentam um panorama da realidade do estado quanto ao desenvolvimento de uma bioeconomia fortemente ligada com as potencialidades dos recursos naturais. Segundo os autores, a discussão sobre esse tema vai de encontro à busca de alternativas para a economia estadual, ainda muito centralizada no Polo Industrial de Manaus, que "se torna ano a ano cada vez mais ameaçado".</p>
<p>Outrao região contemplada na seção é o Nordeste, em artigo sobre a importância da integração de políticas sociais, econômicas e ambientais em torno da questão energética para o semiárido. A partir da abordagem Nexus - que integra as seguranças hídrica, energética e alimentar, tendo na água seu eixo central -, Marcel Burztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, propõe o fomento à geração de energia fotovoltaica por agricultores familiares.</p>
<p>Ao estudar questões como o grau de complexidade e diversificação da paisagem brasileira, deve-se levar em conta que uma paisagem pode ser fruto de mudanças ambientais recentes ou relíquias de condições bem mais remotas, destacam em outro artigo os geólogos Daniel Meira Arruda, da UFMG, e Carlos Ernesto Gonçalves Rynaud Schaefer, da UFV. Eles discutem as teorias biogeográficas formuladas e modificadas ao longo dos últimos 60 anos de estudos sobre a reconstrução das vegetações do Brasil sob o impacto das mudanças climáticas do Último Máximo Glacial (UMG), ocorrido há 18 mil anos. Segundo os dois pesquisadores, o recente avanço dos modelos climáticos globais tem proporcionado novas perspectivas para a uma reconstrução mais fiel das condições daquele período.</p>
<p><strong>Literatura e outros temas culturais</strong></p>
<p><strong> </strong>A seção "Cultura" traz textos sobre obras dos escritores Samuel Beckett, José de Alencar e Murilo Mendes e sobre os trajes dos indígenas brasileiros na época do governo (1637-1644) de Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen) da ocupação holandesa no Nordeste. O conjunto de artigos também traz "Os Impedimentos da Memória", de Jeanne Marie Gagnebin, e "Autômatos Ideológicos", de Benhur Bortolotto<i>.</i></p>
<p>Ainda no âmbito cultural, "Estudos Avançados" participa das homenagens ao escritor português José Saramago por ocasião dos dez anos de sua morte. São três artigos sobre alguns aspectos da obra do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, escritos por Jaime Bertoluci, Marcelo Lachat e Jean-Pierre Chauvin.</p>
<p>A edição é completada por resenhas de cinco livros: "Reflexão como Resistência: Homenagem a Alfredo Bosi", organizado por Augusto Massi, Erwin Torralbo Gimenez, Marcus Vinicius Mazzari e Murilo Marcondes de Moura; "A Escola Francesa de Geografia: Uma Abordagem Contextual", de <span>Vincent Berdoulay; "A Dupla Noite das Tílias", de Marcus Vinicius Mazzari; "</span>História do Doutor Johann Fausto", traduzido, organizado e comentado por Magali Moura; e "A Trágica História do Doutor Fausto", de Christopher Marlowe, com tradução e notas de Luís Bueno e Caetano Waldrigues Galindo.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>98</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2020), 380 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 90,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a><strong>.</strong></i></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho, Gênero e Cuidado</strong></p>
<ul>
<li>As "Ajudas”: O Cuidado Que Não Diz Seu Nome - <i>Nadya Araujo Guimarães </i><i>e Priscila Pereira Faria Vieira</i></li>
<li>Comparando Relações de Cuidado: Brasil, França, Japão - <i>Helena Hirata</i></li>
<li>Cuidado y Responsabilidad - <i>Natacha Borgeaud-Garciandía</i></li>
<li>Trabalho e Cuidado no Direito: Perspectivas de Sindicatos e Movimentos Feministas - <i>Regina Stela Corrêa Vieira</i></li>
<li>Praticando a Equidade: Estratégias de Efetivação de Direitos no Trabalho Doméstico - <i>Louisa Acciari e Tatiane Pinto</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Questões do Trabalho</strong></p>
<ul>
<li>Patogênese das Novas Morfologias do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo: Conhecer para Mudar - <i>René Mendes</i></li>
<li>Uberização: A Era do Trabalhador J<i>ust-in-Time</i>? - <i>Ludmila Costhek Abílio</i></li>
<li>A Reforma das Relações Sindicais Volta ao Debate no Brasil - <i>Clemente Ganz Lúcio</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Ambiente e Desenvolvimento</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Estratégias para o Desenvolvimento da Bioeconomia no Estado do Amazonas - <i>André Luis Willerding, Leonardo Rodrigo </i><i>da Silva, Roseana Pereira da Silva,Geison </i><i>Maicon Oliveira de Assis e Estevão Vicente Cavalcanti Monteiro de Paula</i></li>
<li>Energia Solar e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido: O Desafio da Integração de Políticas Públicas - <i>Marcel Bursztyn</i></li>
<li>Dinâmica Climática e Biogeográfica do Brasil no Último Máximo Glacial: O Estado da Arte - <i>Daniel Meira Arruda </i><i>e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Cultura</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Os Impedimentos da Memória - <i>Jeanne Marie Gagnebin</i></li>
<li>Mais Que Paródia? "Aquela Vez<i>"</i> e o Teatro Tardio de Samuel Beckett - <i>Luciano Gatti</i></li>
<li> “Tu És Jesuíta”. A Epistemologia inaciana de José de Alencar - <i>Fabiano Lemos e Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Murilo Mendes, Leitor de Romano Guardini - <i>Pablo Simpson</i></li>
<li>Espelhos do Mal: Arquivo e Corrupção em Sade - <i>Aline Leal Fernandes Barbosa</i></li>
<li>Autômatos Ideológicos - <i>Benhur Bortolotto</i></li>
<li>Johan Maurits van Nassau-Siegen e os Trajes dos Ameríndios - <i>Fausto Viana</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>José Saramago: Temas e Linguagens</strong></p>
<ul>
<li>Um Cão Perdido na Lisboa Medieval de Saramago - <i>Jaime Bertoluci</i></li>
<li> O Tempo entre Ficção e Filosofia: Sobre a "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago - <i>Marcelo Lachat</i></li>
<li>José Saramago e a Poética da Insubordinação - <i>Jean Pierre Chauvin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Versões de um Mestre - <i>Alexandre Koji Shiguehara</i></li>
<li>A Escola Francesa de Geografia - <i>Nilson Cortez Crocia de Barros</i></li>
<li>Fausto, Nosso Contemporâneo - <i>Klaus F. W. Eggensperger</i></li>
<li>O Ano Fáustico de 2019 - <i>Rafael Rocca dos Santos</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-08T17:37:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sustentabilidade-no-agronegocio">
    <title>Coletânea de artigos apresenta alternativas sustentáveis para o agronegócio</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sustentabilidade-no-agronegocio</link>
    <description>O IEA, a Editora Manole e a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP lançaram recentemente o livro "Sustantabilidade no Agronegócio", integrante da Coleção Ambiental da editora. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-sustentabilidade-no-agronegocio" alt="Capa do livro &quot;Sustentabilidade no Agronegócio&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Sustentabilidade no Agronegócio&quot;" /></p>
<p>O IEA, a Editora Manole e a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP lançaram recentemente o livro "<a class="external-link" href="https://www.manole.com.br/sustentabilidade-no-agronegocio-1-edicao/p">Sustentabilidade no Agronegócio"</a>, integrante da Coleção Ambiental da editora. A obra contém 26 capítulos divididos em quatro seções: "Agronegócio e Sustentabilidade", "Sistemas e Práticas Sustentáveis", "Serviços Ecossistêmicos e Mudanças Climáticas" e "Legislação, Políticas Públicas e Governança".</p>
<p>Os capítulos foram escritos (individualmente ou em parcerias) por 78 especialistas de diversas instituições acadêmicas, governamentais e empresariais, inclusive pesquisadores de centros e universidades da Alemanha, EUA e França. O livro possui 806 páginas e custa R$ 259,00.</p>
<p>Os editores são o doutor em meio ambiente e desenvolvimento <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cleverson-andreoli" class="external-link">Cleverson Vitório Andreoli</a>, professor do Programa  de Mestrado em Governança e Sustentabilidade do Instituto Superior de Administração e Economia (Isae), e o sanitarista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, professor titular do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Centro de Síntese USP Cidades Globais</a> do IEA.</p>
<p>De acordo com Andreoli e Philippi Jr., as quatro seções da obra são dedicadas, respectivamente, a:</p>
<ul>
<li>diferentes perspectivas sobre como integrar as múltiplas facetas da governança ambiental em prol de um agronegócio mais sustentável;</li>
<li>análise de sistemas, práticas, tecnologias e indicadores para a intensificação sustentável da agricultura, "uma estratégia central para sustentar 10 bilhões de pessoas em um mundo que possa ser saudável e equilibrado";</li>
<li>interconexões entre o agronegócio, as questões climáticas e os serviços ecossistêmicos;</li>
<li>três aspectos da governança ambiental: marco legal, arranjos de governança e educação.</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Contexto</strong></p>
<p>Os dois professores comentam na Introdução do livro que a identificação, caracterização e materialização dos ativos ambientais e dos procedimentos voltados ao manejo adequado dos imóveis e mesmo a recuperação de passivos que possam gerar serviços ambientais e ecossistêmicos são pontos-chave para sua valorização social e econômica.</p>
<p>Para tanto, é necessária uma "análise crítica sobre as práticas do setor que precisam ser aprimoradas, para redução dos impactos ambientais, e o desenvolvimento de programas que promovam a sustentabilidade nas dimensões social, econômica e ambiental, considerando as diferentes peculiaridades das agriculturas praticadas no País". Da mesma forma, acrescentam, devem ser identificadas também as práticas já adotadas, "para dimensionar e dar visibilidade à contribuição da agricultura para a qualidade ambiental".</p>
<p>Diante desse contexto, colocam-se à frente do agronegócio alternativas preciosas para o exercício de seu protagonismo, enquanto setor determinante para o desenvolvimento de uma nação que se pretende viável economicamente, justa socialmente, ambientalmente equilibrada e culturalmente respeitável. Essa é a contribuição pretendida pelo livro, afirmam Andreoli e Philippi Jr.</p>
<p><span><span><strong>Coleção</strong><br /><br />Coordenada por Philippi Jr., a Coleção Ambiental da Editora Manole reúne obras com resultados de pesquisa e contribuições de destacados professores, pesquisadores e profissionais da área ambiental e correlatas, integrantes de instituições de ensino e pesquisa do Brasil e do exterior, órgãos públicos, setores empresariais e de organizações não governamentais. O objetivo é promover a abordagem multi, inter e transdisciplinar que a área requer.</span></span></p>
<p><span><span>De acordo com a editora, as obras da coleção contribuem tanto para a disseminação do conhecimento produzido a partir de bases científicas sólidas e conectadas às intervenções reais da sociedade quanto para a ampliação das reflexões e dos debates sobre questões sociais, econômicas, ambientais e políticas pertinentes à sustentabilidade do desenvolvimento.</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-10-26T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/guia-politicas-para-a-san-no-setor-saude">
    <title>Políticas, Programas e Ações para a Segurança Alimentar e Nutricional no Setor Saúde – Um guia para gestores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/guia-politicas-para-a-san-no-setor-saude</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><b><span><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1726"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-politicas-para-a-san-no-setor-saude-200x141" alt="Capa - Políticas para a SAN no Setor Saúde - 200x141" class="image-left" title="Capa - Políticas para a SAN no Setor Saúde - 200x141" /></a></span></span></span></span>Samantha Marques Vasconcelos Bonfim, Crhistinne Cavalheiro Maymone Gonçalves, Dirce Maria Lobo Marchioni, Lia Thieme Oikawa Zangirolani, Maria Paula de Albuquerque, Mariangela Belfiore Wanderley, Semíramis Martins Álvares Domene e Cláudia Maria Bógus</b></p>
<p dir="ltr"><span>IEA, 2025<br />86 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><b>Download</b>:<b> </b><span><span><span><a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1726/1575/6328">PDF</a></span></span></span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p>O guia <i>Propostas de Ações para a Segurança Alimentar e Nutricional no Setor Saúde</i> visa auxiliar gestores(as) do setor saúde e atores sociais inseridos na busca pela garantia da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>A complexidade do objeto central dessa proposta – a SAN – requer uma abordagem que não se esgota nas ações restritas ao setor saúde; assim, a intersetorialidade é um dos desafios a serem enfrentados.</p>
<p>O livro parte de conceitos chave fundamentais, como o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e aborda os programas e estratégias com potencial de promoção de SAN, de forma a contribuir para a gestão integrada  de recursos e processos disponíveis nos municípios.</p>
<p>Espera-se que esta obra seja inspiradora e disponibilize informações para o desenvolvimento de intervenções na área de SAN pelo setor saúde.</p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/carta-de-recomendacao-inteligencia-artificial-na-educacao">
    <title>Carta de Recomendação para o Uso da Inteligência Artificial na Educação: Desafios e Potencialidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/publicacoes/ebooks/carta-de-recomendacao-inteligencia-artificial-na-educacao</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7560d1f9-7fff-fa67-4d77-13f0c2af89ae"> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><a class="external-link" href="https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/972722"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Capa-do-livro-carta-de-recomendacao-p-uso-da-IA-200X132.jpg" alt="Capa do livro - Carta de recomendação para uso da IA - 200X132" class="image-left" title="Capa do livro - Carta de recomendação para uso da IA - 200X132" /></a></span></strong></p>
<p dir="ltr"><strong><span class="cf0">Ana Paula Almeida, Cláudia Helena dos Santos Araújo, Danielle Soares e Silva Bicudo </span><span class="cf0">Ferraro</span><span class="cf0">, Karolina Batista </span><span class="cf0">Castro, Lívia</span><span class="cf0"> Carolina Vieira, Márcia Azevedo Coelho e Paulo da Silva Quadros</span></strong></p>
<p dir="ltr"><span class="cf0">Editora </span><span class="cf0">Nelpa</span><span class="cf0">, 2025 (com financiamento pelo PROAPP do Instituto Federal de Goiás e apoio da </span><span class="cf0">Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica e da Cátedra Oscar Sala do IEA-USP)</span><span><br />60 páginas</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span><strong>Download</strong>:<strong> </strong><span><a class="external-link" href="https://www.educamaisai.com.br/_files/ugd/019da9_5d7c0b401bbd41dcbb6a7220058af875.pdf">PDF</a></span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p><span class="cf0">O avanço da inteligência artificial (IA) tem gerado reflexões sobre seu impacto na educação, tanto no potencial para aprimorar o ensino e a aprendizagem quanto nos desafios e responsabilidades associados ao seu uso. A obra discute essas questões à luz de princípios éticos, equidade e representatividade, embasando-se em documentos internacionais, como os relatórios da UNESCO e do Conselho da Europa, e em dados sobre a realidade educacional brasileira.</span></p>
<p><span class="cf0">A obra destaca a desigualdade de acesso à tecnologia e à internet como um dos principais desafios para a implementação da IA na educação. Embora no Brasil a conectividade nas escolas tenha avançado, a qualidade da conexão e a disponibilidade de dispositivos ainda são limitadas, especialmente na rede pública. Além disso, a formação docente e a regulamentação adequada do uso da IA são apontadas como aspectos fundamentais para garantir que a tecnologia contribua para uma educação equitativa e de qualidade.</span></p>
<p><span class="cf0">A estrutura do livro apresenta nove desafios centrais que precisam ser enfrentados para que a IA seja implementada de maneira responsável na educação. Entre eles, destacam-se a exclusão digital, a limitação de habilidades e competências pela tecnologia, a necessidade de inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas, a falta de formação inicial e continuada dos educadores, o risco de subestimar ou superestimar o potencial da IA, o uso indiscriminado da tecnologia, questões de privacidade e segurança de dados, a vigilância e </span><span class="cf0">plataformização</span><span class="cf0"> da educação, e o impacto da IA na geração e disseminação de desinformação.</span></p>
<p><span class="cf0">Ao longo da obra, os autores reforçam a necessidade de um desenvolvimento cauteloso e supervisionado da IA no contexto educacional, garantindo que essa tecnologia seja utilizada de maneira ética e transparente. A Carta de Recomendação propõe diretrizes e reflexões para que a IA possa ser incorporada à educação de forma a reduzir desigualdades e contribuir para uma sociedade mais democrática e justa.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span style="text-align: start; float: none; "><br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Camila Lie Nakazone</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-27T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-livros-catedra-olavo-setubal">
    <title>Cátedra Olavo Setubal lança coleção de livros e anuncia Conceição Evaristo como nova titular</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-livros-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>No dia 6 de maio, a Cátedra Olavo Setubal lançou coleção de quatro livros referentes aos cinco primeiros anos de seu funcionamento. Não ocasião, foi anunciado que a escritora Conceição Evaristo será a nova catedrática.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<td colspan="3">
<h3>Participantes do lançamento</h3>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" scope="col"><strong>TITULARES E PARANINFOS</strong></td>
</tr>
<tr>
<td scope="col"><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/barbara-freitag-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Barbara Freitag - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Barbara Freitag - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Barbara Freitag representou Paulo Sérgio Rouanet, titular em 2016</dd>
</dl></td>
<td scope="col"><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ricardo-ohtake-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Ricardo Ohtake - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Ricardo Ohtake - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Ricardo Ohtake, titular em 2017</dd>
</dl></td>
<td scope="col"><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliana-sousa-silva-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Eliana Sousa Silva - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Eliana Sousa Silva - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Eliana Sousa Silva, titular em 2018</dd>
</dl></td>
</tr>
<tr>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-herkenhoff-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Paulo Herkenhoff - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Paulo Herkenhoff - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Paulo Herkenhoff, titular em 2019</dd>
</dl></td>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/helena-nader-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Helena Nader - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Helena Nader - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Helena Nader, titular em 2019</dd>
</dl></td>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-garcia-canclini-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Néstor García Canclini - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Néstor García Canclini - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Néstor García Canclini, titular em 2020/21</dd>
</dl></td>
</tr>
<tr>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Conceição Evaristo - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Conceição Evaristo - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Conceição Evaristo, titular em 2022</dd>
</dl></td>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-chrysostomo-de-oliveira-filho/image" alt="Luiz Chrysostomo de Oliveira Filho - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Luiz Chrysostomo de Oliveira Filho - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Luiz Chrysostomo de Oliveira Filho, paraninfo de Paulo Herkenhoff</dd>
</dl></td>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/regina-pekelmann-markus-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Regina Pekelmann Markus - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Regina Pekelmann Markus - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Reigna Pekelmann Markus, paraninfa de Helena Nader</dd>
</dl></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" scope="col"><strong>USP E IEA</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-erminia-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Maria Arminda - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Maria Arminda - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Maria Arminda do Nascimento Arruda, vice-reitora da USP</dd>
</dl></td>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Guilherme Ary Plonski - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Guilherme Ary Plonski - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Guilherme Ary Plonski, diretor do IEA</dd>
</dl></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/martin-grossmann-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Martin Grossmann - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Martin Grossmann - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Martin Grossmann, coordenador acadêmico da cátedra</dd>
</dl></td>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/liliana-sousa-e-silva-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Liliana Sousa e Silva - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Liliana Sousa e Silva - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Liliana Sousa e Silva, coordenadora executiva da cátedra</dd>
</dl></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" scope="col"><strong>ITAÚ CULTURAL E FAMÍLIA SETUBAL</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eduardo-saron-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Eduardo Saron - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Eduardo Saron - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural</dd>
</dl></td>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luciana-mode/image" alt="Luciana Modé - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Luciana Modé - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Luciana Modé, gerente do Observatório do Itaú Cultural</dd>
</dl></td>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/neca-setubal-lancamento-cosacc-6-5-22/image" alt="Maria Alice Setubal - Lançamento COSACC - 6/5/22" title="Maria Alice Setubal - Lançamento COSACC - 6/5/22" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Maria Alice Setubal representou sua família</dd>
</dl></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A produção dos cinco primeiros anos da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria entre o IEA e o <a class="external-link" href="https://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a> inaugurada em 2016, teve seu momento de celebração no dia 6 de maio, no evento de lançamento da <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-livros-catedra-olavo-setubal#colecao" class="external-link">coleção de livros</a> que a engloba.</p>
<p>Foi uma oportunidade de rever e ouvir os titulares do período sobre as atividades realizadas e de ter contato com os do novo ciclo, iniciado em 2020. O encontro contou ainda com dirigentes da USP, IEA e Itaú Cultural, além de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/neca-setubal" class="external-link">Maria Alice Setubal</a>, que representou a família do patrono da cátedra.</p>
<p>O tema geral do lançamento, "Como a Cátedra Olavo Setubal <span>representa a contemporaneidade da arte, da cultura e da ciência no Brasil", foi </span>discutido em relação a diversos aspectos do país, como o conturbado panorama político, a desigualdade, a falta de diversidade, a necessidade de inclusão e as carências educacionais.</p>
<p>Durante o evento, foi anunciado que a escritora e educadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo" class="external-link">Conceição Evaristo</a> será a nova titular da cátedra. Participante do evento, ela afirmou que pretende dar ênfase à questão da diversidade nas atividades sob sua coordenação. [<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-livros-catedra-olavo-setubal#conceicaoevaristo" class="external-link">Leia mais</a>]</p>
<p>A vice-reitora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda" class="external-link">Maria Arminda<strong> </strong>do Nascimento Arruda</a> disse ser significativo o lançamento da coleção de livros da cátedra diante do “momento particular vivido pelo país, com tantas dificuldades para a cultura, a ciência e as artes”.</p>
<p>Em resposta à questão proposta como tema do evento, afirmou que <span>“não há dúvida que a cátedra é uma referência incontestável no que diz respeito aos debates e tendências sobre arte, cultura e ciência”.</span></p>
<p><span>Para Maria Alice Setubal, </span><span>os livros do primeiro quinquenio da cátedra possibilitarão que o conteúdo das atividades chegue a um número maior de pessoas, “levando a universidade para mais perto das pessoas, ressaltando a importância da ciência e do conhecimento, tão atacados no momento”.</span></p>
<p>A cátedra “reflete muito” como era o perfil de seu pai, disse. “Ele tinha grande capacidade para abrir o diálogo e defendia que era preciso entender melhor o Brasil e suas diferentes linhas políticas”. Para ela, a cátedra acaba refletindo “a diversidade de pessoas, lugares e pensamentos do país”.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron" class="external-link">Eduardo Saron</a>, diretor do Itaú Cultural, enfatizou esse aspecto. Comentou que a cátedra demonstra a força da diversidade cultural brasileira, “um papel adicional nesses tempos tão difíceis”. Além disso, acrescentou que ela deu início a um movimento, a ponto de gerar outras cátedras, como a <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica</a>, parceria entre o IEA e o Itaú Social.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, coordenador acadêmico da cátedra, lembrou que as publicações produzidas até agora também incluem os dois "<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/publicacoes#cadernos" class="external-link">Cadernos de Pesquisa</a>", escritos durante a titularidade (2020/2021) do antropólogo cultural argentino <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini" class="external-link">Néstor García Canclini</a>, em parceria dele com os pós-doutorandos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo" class="external-link">Sharine Melo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela" class="external-link">Juan Brizuela</a>.</p>
<p>Outras duas publicações serão lançadas ainda este ano, segundo Grossmann. Uma delas ficará pronta nos próximos meses e trará os resultados e análises do censo realizado nas comunidades vizinhas à USP na cidade de São Paulo (Jardim São Remo e Ocupação Sem Teto, no Butantã, e Vila Clô, Jardim Keralux e Vila Guaraciaba, em Ermelino Matarazzo), um dos projetos coordenados pela <span>educadora e ativista sociocultural Eliana Sousa Silva durante sua titularidade (2018). A outra, a ser concluída até o final do ano, será um livro com as conclusões da pesquisa feita por Canclini. </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Catedráticos </span></strong></p>
<p>A socióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/barbara-freitag-rouanet" class="external-link">Barbara Freitag</a> representou no evento seu marido, o diplomata, cientista político e filósofo Sérgio Paulo Rouanet, primeiro titular da cátedra (em 2016). Ela destacou que uma característica especial da cátedra é não haver nela algo que “caracteriza as universidades”: a concorrência.</p>
<p>Esse fato foi tão marcante para Rouanet, disse, que ele, ela e os filhos resolveram criar o Instituto Cultural Rouanet, em Tiradentes, MG. “Será um centro cultural para visitas, debates e divulgação. Com a casa do século 18, também estamos doando nossa biblioteca ao governo mineiro. Vamos aproveitar a experiência da cátedra para trabalhar nesse plano de camaradagem, divulgação da leitura e debate democrático, sem concorrência.”</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><a name="conceicaoevaristo"></a><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-2022" alt="Conceição Evaristo - 2022" class="image-inline" title="Conceição Evaristo - 2022" /></p>
<h3><span>Conceição Evaristo,<br /></span><span>a nova catedrática</span></h3>
<p>A escritora e educadora Conceição Evaristo tomará posse em agosto como nova titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência.</p>
<p>Autora de romances, poesia, contos e ensaios, Conceição graduou-se em letras na UFRJ e obteve os títulos de mestre em literatura brasileira pela PUC-RJ e doutora em literatura comparada pela UFF.</p>
<p>Ela define seu trabalho como "escrevivência”, ou seja, produção literária derivada de sua vida e das memórias e cotidiano dos afrodescendentes no Brasil. Sua obra é considerada uma referência na luta contra o racismo e o machismo no país.</p>
<p>Sua primeira publicação foi aos 44 anos, em 1990, na série Cadernos Negros, do grupo Quilombhoje. É autora de sete livros, entre eles "Olhos D'Água (2015), vencedor do Prêmio Jabuti. Cincos dos seus livros foram traduzidos para o inglês, francês, espanhol e árabe.</p>
<p>Em recente relação dos 200 livros mais relevantes para entender o Brasil, escolhida por 196 intelectuais consultados por comissão formada pelo jornal Folha de S.Paulo, Projeto República (UFMG) e Associação Portugal-Brasil 200 anos, "Olhos D'Água" ficou na 25ª posição, empatado com outros oito livros, entres os quais "Formação da Literatura Brasileira", de Antonio Candido, e "Sobrevivendo no Inferno", dos Racionais MC's, que também receberam quatro indicações. Outra obra de Conceição, "Becos da Memória" (2006), figura na 50ª posição, empatado outras 43 que receberam duas indicações.</p>
<p>Conceição foi agraciada com o Prêmio do Governo de Minas Gerais pelo conjunto de sua obra; Prêmio Nicolás Guillén de Literatura, pela Caribbean Philosophical Association; e Prêmio Mestra das Periferias, pelo Instituto Maria e João Aleixo. Em 2017, foi homenageada pelo Itaú Cultural com a Ocupação Conceição Evaristo e, em 2019, como personalidade literária pelo Prêmio Jabuti.</p>
<p><strong>Veja também:</strong></p>
<p class="entry-title single-post-title"><strong>Jornal da USP</strong>: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/cultura/catedra-da-usp-recebe-as-escrivivencias-de-conceicao-evaristo/">Cátedra da USP recebe as “escrevivências” de Conceição Evaristo</a></p>
<p class="entry-title single-post-title"><strong>Estadão - Coluna Direto da Fonte</strong>: <span><a class="external-link" href="https://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/conceicao-evaristo-sera-a-proxima-titular-de-catedra-da-usp-e-itau-cultural/">Conceição Evaristo será a próxima titular de cátedra da USP e Itaú Cultural</a></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma iniciativa similar foi anunciada pelo segundo titular da cátedra (2017), o arquiteto, design gráfico e gestor cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>. Ele informou que os familiares da artista visual Tomie Ohtake, sua mãe, pretendem abrir no próximo ano um pequeno centro cultural na casa em que ela viveu nos últimos 45 anos de sua vida.</p>
<p>A ideia é que o espaço lembre o trabalho de Tomie, de seu outro filho, o arquiteto Ruy Ohtake (1938-2021), autor do projeto, e as atividade dos <span>filhos de Ruy em arquitetura, </span><span>dança e teatro. “Haverá uma biblioteca, um espaço para exposições de pequeno porte e outro para debates e conferências.”</span></p>
<p>A preocupação de seu trabalho na cátedra, afirmou, foi resgatar a história de instituições marcantes para o panorama artístico das cidades de São Paulo e a carreira de alguns dirigentes culturais representativos. “Tratei também de atividades artísticas que deram novos rumos culturais ao país”, acrescentou.</p>
<p>“Para mim, foi uma coisa extremamente interessante. Quando assumi, o reitor [<a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a>, no período] disse que a partir de então eu seria catedrático por toda a vida, eu que não fui nem instrutor de ensino [segundo ele, suas duas solicitações para o cargo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP durante a ditadura militar foram recusadas por motivos políticos].”</p>
<p>A série de seminários organizados por Ohtake também constituiu um curso para gestores culturais, tendo como alunos profissionais e estudantes de várias instituições, entre os quais alunos da PUC-SP e profissionais do Itaú Cultural.</p>
<p>Ohtake afirmou que não foi possível incluir a arte e a cultura das populações periféricas na sua titularidade (“algo em que temos de avançar”), algo essencial no trabalho de sua sucessora, Eliana Souza e Silva.</p>
<p>Atuar na cátedra foi uma experiência desafiadora, de acordo com Eliana. “A USP já tem relações com as comunidades, pesquisas sobre ela e professores muito comprometidos com a questão. Minha tarefa foi pensar isso de modo que fizesse sentido para mim. Muitas vezes as ações ficam distante de acontecer. Vivenciei isso na universidade como moradora da Maré [complexo de favelas onde ela cresceu e onde fundou e dirige a Associação Redes de Desenvolvimento da Maré], o que me levou a pensar no compromisso social da universidade.”</p>
<p>Eliana disse que procurou aproveitar seu tempo na cátedra para apresentar dados sobre as comunidades e estabelecer conexões para que a USP se mantenha aberta a elas. Nesse trabalho, disse ter encontrado alunos de graduação da periferia que não encontram espaço para falar de seu território e de suas vivências. “Também encontrei professores e funcionários para dialogar com moradores, lideranças e instituições comunitárias.”</p>
<p>Além do censo, Eliana frisou a importância do ciclo Centralidades Periféricas, com a participação de artistas e ativistas culturais das periferias de várias cidades brasileiras e a criação da plataforma <a class="external-link" href="https://conexoesperiferias.iea.usp.br/">Conexões USP-Periferias</a>, uma base de dados de trabalhos produzidos nas USP sobre comunidades periféricas (não só geograficamente).</p>
<p>Para ela, o aspecto fundamental é que a cátedra seja “um lugar de vida, que pulse, afirme a diversidade, democracia e valores, e que traga mais negros e indígenas para a universidade”.</p>
<p>O terceiro ano da cátedra foi marcado por arranjo singular. Dois catedráticos trataram das relações entre arte e ciência: o crítico, historiador e curador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, da Unifesp e atual presidente da Academia Brasileira de Ciências.</p>
<p>Herkenhoff destacou em sua fala o posicionamento dele e de Helena durante a titularidade: “Desde o primeiro momento não deixamos de fazer uma crítica ao obscurantismo que se instalou no país. Não houve uma sessão em que não se apontasse algum tipo do mal. O mal existe e lamentavelmente o mal dirige o brasil. A questão é o que podemos fazer sobre isso”.</p>
<p>Para Helena, a cátedra deve continuar ad eternum, “pois o mal feito à ciência e à cultura não vai ser solucionado nos próximos quatro ou 20 anos”. Ela comentou que o país está no quinto ministro da educação desde o início do atual governo e indagou: “Isso é uma nação?”</p>
<p>Acrescentou que um país que degrada o ambiente e perde competitividade também não é uma nação. Questionou ainda o veto integral ao projeto de nova Lei Aldir Blanc e as agressões ao povo ianomâmi. <span>Para ela, a cátedra terá um papel muito grande no resgate da civilização brasileira. “Somos fortes e resilientes e vamos ressurgir das trevas.”</span></p>
<p>Herkenhoff e Helena tiveram o privilégio de comentários dos seus paraninfos na cátedra, respectivamente, o economista e gestor cultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-chrysostomo-de-oliveira-filho" class="external-link">Luz Chrysostomo de Oliveira Filho</a> e a fisiologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/regina-pekelmann-markus" class="external-link">Regina Pekelmann Markus</a>, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e ex-conselheira do IEA.</p>
<p>Para Oliveira Filho, a cátedra é "a colocação de uma pedra que não sai mais do lugar, um totem de defesa da liberdade de expressão". Ao examinar os objetivos da cátedra e o material produzido, "a impressão é de um renascimento que vai além do ressurgimento indissociável das questões da arte, da cultura e da ciência", disse. “É também o ressurgimento da possibilidade de tocar em questões como a desigualdade e todas as vicissitudes sociais e políticas do Brasil.”</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-mode" class="external-link">Luciana Modé</a>, gerente do <a class="external-link" href="https://www.itaucultural.org.br/observatorio-itau-cultural">Observatório Itaú Cultural</a>, afirmou que a cátedra, com sua pluralidade de perspectivas, propõe uma reflexão crítica sobre o contemporâneo, apontando para novos paradigmas políticos, econômicos, éticos e estéticos.</p>
<p>Falando sobre a escolha de Conceição Evaristo como nova titular, Luciana frisou que a escritora, com sua “escrivivência, a escrita que nasce do cotidiano”, traz a proposta de uma nova alfabetização simbólica. “Espero que com sua arte e provocação, sua escrita de memórias, dores, alegrias e gritos de uma multidão de pessoas, sobretudo mulheres que são insistentemente caladas, nos ajude a reforçar a base da convivência, principal contribuição que a cultura pode dar às condições de diversidade, para alterar crenças compartilhadas de viés machista, xenófobo e racista.” Para ela, a cátedra incita a pensar a cultura como a economia política do imaginário.</p>
<p><strong>Diversidade</strong></p>
<p>Em sua primeira participação na cátedra, ainda como titular a tomar posse, Conceição disse esperar fundir o que possui como escritora e pessoa com o próprio objetivo da cátedra.  “Ao me convidar, a cátedra reafirma seu desejo de trabalhar com a diversidade, na medida em que sou representante de agentes dessa diversidade, que precisam ter mais representantes nos lugares de produção de conhecimento, pois sabemos que esses lugares são locais de poder.”</p>
<p>Ela destacou que, na prática, a cátedra já tem se dedicado a esse objetivo, diante do que soube sobre a participação de Eliana Sousa Silva, a perspectiva que já se deslumbrava na titularidade de Ricardo Ohtake e a presença de indígenas e negros e suas culturas nos seminários organizados por Paulo Herkenhoff e Helana Nader. <span>Ao trazer outras centralidades, "Eliana deu um passo para a construção dessa diversidade dentro da cátedra, e eu chego para acrescentar mais dados a essa tradição.”</span></p>
<p>“Mais do que nunca as comunidades periféricas sofrem a pressão do silenciamento. A cátedra tem o compromisso muito grande de não ser cumplice dos espaços de silenciamento”, afirmou. <span>Para ela, os espaços acadêmicos são espaços de silenciamento e exclusão, "apesar de a presença de excluídos entre docentes e discente estar se concretizando com mais ênfase nos últimos anos".</span></p>
<p>“Como mulher negra oriunda das classes populares, tenho uma responsabilidade muito grande. Minha proposta de trabalho não será um caminho apartado das preocupações de Eliana, que investiga as periferias. Minha intenção é buscar a linguagem da periferia, dos autores de outras gamas de conhecimento, que envolvem outras articulações.”</p>
<p>Para ela, hoje reivindica-se muito o lugar de falar, mas sabe-se que essas falas podem ser escutadas ou não. “Há uma diferença muito grande quando uma cátedra emite uma narrativa e quando ela é emitida na periferia, inclusive quanto à valorização do conteúdo, diferença muitas vezes perpassada pela imagem de quem emite a narrativa.”</p>
<p>Ela afirmou que os usos da linguagem, a construção acadêmica da narrativa, o uso da linguagem culta, o lugar social e de gênero têm influência muito grande para a narrativa seja validade ou não. Por tudo isso, considera essencial que a cátedra estude a multiplicidade de linguagens.</p>
<p>Sua proposta é formular um programa de trabalho na cátedra que possa influenciar a produção de novas formas de pensamento, inclusive sobre o que é o discurso literário e uma nova agência para ele.  <span>Outra preocupação de sua titularidade está relacionada com a formação de professores e alunos de graduação e pós-graduação dedicados a estudos da língua portuguesa e da literatura brasileira.</span></p>
<p><a name="colecao"></a></p>
<hr />
<p> </p>
<h3>Coleção</h3>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-volume-de-kant-a-machado-de-assis-reflexoes-sobre-a-modernidade-no-brasil/image" alt="Capa do volume &quot;&quot;De Kant a Machado de Assis: Reflexões sobre a Modernidade no Brasil&quot;" title="Capa do volume &quot;&quot;De Kant a Machado de Assis: Reflexões sobre a Modernidade no Brasil&quot;" height="280" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">Livro 1</dd>
</dl></p>
<p><span>O Livro 1, </span><a class="external-link" href="http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/792" target="_blank"><i>"</i>De Kant a Machado de Assis: Reflexões sobre a Modernidade no Brasil"</a><span>, traz o conteúdo dos cinco encontros coordenados pelo sociólogo e filósofo Sérgio Paulo Rouanet entre maio de 2016 e março de 2017, dos quais participaram 31 conferencistas e expositores, além do catedrático. Os encontros discutiram questões os temas: a modernidade e sua influência nas esferas econômica, política e cultural; estética; arte e universidade; o fazer artístico na contemporaneidade; a ciência e suas fronteiras; as relações entre cinema e psicanálise; Machado de Assis e sua contribuição para a literatura universal.</span></p>
<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-volume-arte-cultura-e-institucionalidade/image" alt="Capa do volume &quot;Arte, Cultura e Institucionalidade&quot;" title="Capa do volume &quot;Arte, Cultura e Institucionalidade&quot;" height="280" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">Livro 2</dd>
</dl>Os 17 encontros coordenados em 2017 pelo gestor cultural e design gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake, são retomados no Livro 2, <a class="external-link" href="http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/803" target="_blank">"Arte, Cultura e Institucionalidade"</a>.  As atividades englobaram 23 dirigentes culturais, intelectuais, artistas e curadores para falar sobre os processos de constituição, manutenção e perenização de iniciativas culturais no Brasil. Elas trazem um panorama crítico, atual e histórico da formação da estrutura cultural na cidade de São Paulo, sob o ponto de vista da gestão cultural. O tripé temático dos encontros foi: dirigentes culturais, instituições e exposições.</p>
<p dir="ltr"><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-volume-centralidades-perifericas-dialogos-sobre-arte-e-cultura-no-brasil/image" alt="Capa do volume &quot;Centralidades Periféricas: Diálogos sobre Arte e Cultura no Brasil&quot;" title="Capa do volume &quot;Centralidades Periféricas: Diálogos sobre Arte e Cultura no Brasil&quot;" height="280" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">Livro 3</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">O Livro 3, <a class="external-link" href="http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/793" target="_blank">"Centralidades Periféricas: Diálogos sobre Arte e Cultura no Brasil"</a>, traz os resultados da série de diálogos realizados entre junho de 2018 e março de 2019, sob a coordenação da titular da cátedra à época, a educadora e ativista sociocultural <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva" class="external-link">Eliana Sousa Silva</a>, fundadora e diretora das Redes das Marés. Os debatedores dos encontros foram 21 artistas que se relacionam de forma profunda com as periferias e seis pesquisadores e acadêmicos que têm a periferia ou os sujeitos periféricos como objeto de estudo. Os encontros tiveram por base seis diferentes linguagens artísticas: literatura, artes visuais, teatro, audiovisual, dança e música.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:410px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capas-do-volume-relacoes-do-conhecimento-entre-arte-e-ciencia-genero-neocolonialismo-e-espaco-sideral/image" alt="Capas do volume &quot;Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral&quot;" title="Capas do volume &quot;Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral&quot;" height="280" width="410" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:410px;">Volumes 1 e 2 do Livro 4</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">"Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral" é o título do Livro 4, constituído de dois volumes (<a class="external-link" href="http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/788" target="_blank">v. 1</a> - <a class="external-link" href="http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/789" target="_blank">v. 2</a>) com as apresentações dos 19 encontros realizados de agosto de 2019 a dezembro de 2020. A série foi coordenada pelos dois titulares da cátedra no período: o curador e crítico de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, da Unifesp. Os eventos reuniram mais de 80 convidados, entre pesquisadores e cientistas das mais variadas áreas de conhecimento, artistas, ativistas, pensadores, lideranças religiosas e indígenas de diferentes etnias.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: aa tabela, Leonor Calasans/IEA-USP; no perfil de Conceição Evaristo, Aline Macedo/Divulgação </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-16T12:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
</h3>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-de-jeffrey-lesser">
    <title>Jeffrey Lesser lança livro sobre a desigualdade na saúde na cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-de-jeffrey-lesser</link>
    <description>A Duke University Press lançou este mês o livro "Living and Dying in São Paulo - Immigrants, Health, and the Built Environment in Brazil", do historiador estadunidense Jeffrey Lesses, da Universidade Emory, dos EUA. A obra é resultado de pesquisa realizada no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="https://www.dukeupress.edu/living-and-dying-in-sao-paulo"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-living-and-dying-in-sao-paulo" alt="Capa do livro &quot;Living and Dying in São Paulo&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Living and Dying in São Paulo&quot;" /></a>A Duke University Press lançou este mês o livro "<a class="external-link" href="https://www.dukeupress.edu/living-and-dying-in-sao-paulo">Living and Dying in São Paulo - Immigrants, Health, and the Built Environment in Brazil</a>", do historiador estadunidense Jeffrey Lesser, da Universidade Emory, dos EUA. A obra é resultado da pesquisa "Metrópoles, Migração e Mosquitos: Uma História de Saúde em São Paulo, Brasil", desenvolvida por ele no IEA de 2015 a 2022, primeiro como professor visitante e depois como pesquisador colaborador patrocinado pela Emory.</p>
<p>A edição em português do livro será publicada em agosto pela Editora da Unesp. Assim como a edição em inglês, também terá versão digital de acesso livre. Essas versões digitais foram possíveis graças a recursos concedidos pela Fundação Andrew W. Mellon e pela Universidade Emory.</p>
<p><strong>Bom Retiro</strong></p>
<p>Em “Living and Dying in São Paulo”, Lesser elege o bairro paulistano do Bom Retiro como referência para analisar por que, ao longo da história, a má saúde — por motivos que vão da violência às doenças respiratórias, da malária à dengue — se distribui de forma desigual entre diferentes grupos sociais e nacionais no Brasil. A questão é examinada a partir das visões concorrentes de bem-estar no Brasil entre imigrantes que sofrem discriminação racial, formuladores de políticas públicas e autoridades da saúde.</p>
<p>Ele analisa a conturbada relação entre os moradores do Bom Retiro e o Estado, bem como as agências de saúde que supervisionam os esforços de saneamento comunitário desde meados do século 19, destacando os sistemas interconectados do ambiente construído, das leis e práticas de saúde pública, e da cidadania.</p>
<p>O livro estabelece um diálogo entre passado e presente utilizando materiais de arquivo, observação, histórias orais e dados geográficos/cartográficos. Para tanto, Lesser utiliza as técnicas de análise de discurso e abordagens da história social para dados, que incluem materiais produzidos por profissionais de saúde pública em níveis local, municipal e estadual, além de documentos gerados pelo público, incluindo instituições comunitárias, trabalhistas e religiosas. Como parte do projeto, ele atuou em uma equipe de atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jeffrey-lesser-universidade-emory/image" alt="Jeffrey Lesser - Universidade Emory" title="Jeffrey Lesser - Universidade Emory" height="368" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Jeffrey Lesser: ''Tenho especial interesse em como as pessoas vivem e trabalham dentro de estruturas sociais e materiais rígidas''</dd>
</dl></p>
<p><strong>Resíduos</strong></p>
<p>Lesser utiliza o conceito de “resíduos” para mostrar como legados históricos — materiais, legislativos e sociais, como  escravidão, imigração e desenvolvimento industrial — moldam a vida cotidiana e os desfechos de saúde no bairro na atualidade. Esses "resíduos" estão presentes em discussões do dia a dia sobretudo, desde violência armada até doenças transmitidas por seres humanos e animais. "Living and Dying in São Paulo" mostra como resíduos materiais afetam os desfechos de saúde, como pilhas de tecidos descartados que acumulam água e se tornam criadouros de mosquitos.</p>
<p>"Meu foco é compreender como as pessoas vivenciam diferentes aspectos de suas vidas cotidianas no Brasil, tanto no presente quanto no passado. Meus projetos recentes analisam como pacientes, profissionais de saúde e formuladores de políticas interagem entre si e com o ambiente construído. Tenho especial interesse em como as pessoas vivem e trabalham dentro de estruturas sociais e materiais rígidas, que muitas vezes interpretam erroneamente a relação entre causa (cultura) e efeito (doença), gerando problemas de saúde persistentes", afirma o historiador.</p>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>Na Universidade Emory, Lesser é Professor Samuel Candler Dobbs. Sua especialidade é história da América Latina moderna, com foco em saúde, etnicidade, imigração e raça, especialmente no Brasil. Atualmente, integra o Grupo de Estudos Interculturais do IEA.</p>
<p>Ele obteve o Ph.D. em história na Universidade de New York em 1989, tendo como orientador o brasilianista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/warnen-dean" class="external-link">Warren Dean</a> (1932-1994), que foi <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/deanbotanicaimperial.pdf" class="external-link">conferencista</a> no IEA no final dos anos 80. Seu mestrado foi no Programa de Civilização Americana da Universidade Brown, onde se graduou em ciência política.</p>
<p>Na Universidade Emory, foi diretor do Programa de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos, do Departamento de História, do Instituto Tam de Estudos Judaicos e do Instituto Halle de Estudos Globais. Já lecionou em outras instituições dos Estados Unidos (Connecticut College, Occidental College e Universidade Brown), Israel (Universidade de Tel Aviv) e Brasil (USP, Unicamp e UFRJ).</p>
<p>Seus livros anteriores mais recentes são "Imigração, Etnicidade e Identidade Nacional no Brasil" (Cambridge University Press, 2013; Editora Unesp, 2015) e "Uma Diáspora Descontente: Nipo-Brasileiros e os Significados da Militância Étnica" (Duke University Press, 2007; Editora Paz e Terra, 2008).</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Universidade Emory/EUA</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-04-07T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116">
    <title>Dossiê da edição 116 da revista Estudos Avançados examina faces da violência na sociedade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116</link>
    <description>Edição 116 da revista Estudos Avançados apresenta o dossiê "Violência, Dor e Sofrimento", além de três artigos sobre sociologia e quatro resenhas de livros.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-116" alt="Capa da revista Estudos Avançados 116" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 116" /></p>
<p>Num momento em que o governo dos Estados Unidos discute se classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, algo que pode dar margem a violações da soberania brasileira, a <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/">edição 116 da revista Estudos Avançados</a>, lançada recentemente, abre seu dossiê “Violência, Dor e Sofrimento” com uma análise sobre a inadequação dessa classificação [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>O conjunto de textos também discute como o sistema prisional favorece os vínculos entre o PCC e quadrilhas independentes que cometem crimes violentos ao patrimônio. Ainda no âmbito da segurança pública, outro texto analisa como disputas entre grupos internos às polícias inviabilizam reformas substanciais na área.</p>
<p>Mas o dossiê não se restringe a análise da atuação e características de organizações criminosas e instituições policiais. O sociólogo Sérgio Adorno, editor da publicação, enfatiza que, além das formas usuais de violência associadas à delinquência e aos crimes contra a pessoa e o patrimônio, “o mundo globalizado tem experimentado exacerbação dos conflitos nas relações sociais e interpessoais, no mundo público e na vida privada, nas relações entre civis e nas políticas”. Essa é a razão da abrangência temática do dossiê.</p>
<p><strong>Crime organizado</strong></p>
<p>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo Moura Braga Cavalcante, ambos vinculados à Universidade Federal do Ceará, são os autores do artigo “Narcoterrorismo e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às Facções no Brasil”. A definição de narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, “sem consistência analítica”, afirmam. Para eles, o caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.</p>
<p>A rotulagem de facções criminosas como “terroristas” apaga sua base social, sua inscrição prisional e seu caráter econômico, “substituindo a análise por uma gramática de guerra que autoriza políticas de exceção”, ponderam.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
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<tr>
<td>
<p><strong><i>Digital e impressa</i></strong></p>
<p><i>A versão digital do número 116 da revista Estudos Avançados está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa (R$ 45,00).  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer assinatura anual (três edições por R$ 150,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto ao narcoestado, consideram que o termo pode ter utilidade para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, “desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos”. No caso brasileiro, avaliam que as dinâmicas envolvem menos captura vertical de instituições e mais infiltração capilar e fragmentada de atividades ilícitas, por meio de “combinações de omissão estratégica, corrupção localizada e interesses políticos imediatos”.</p>
<p>A relação do PCC com crimes violentos ao patrimônio, especificamente os grandes roubos a instituições financeiras em várias cidades do país, é analisada em artigo do sociólogo Leonardo José Ostronoff, da<i> </i>Universidade Federal de Santa Catarina. Esses roubos constituíram o que o jargão policial e a mídia passaram a chamar de “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.</p>
<p>Por meio do exame de documentos, entrevistas e bibliografia, Ostronoff analisa o processo que, a partir do “novo cangaço”, típico de cidades pequenas, levou ao “domínio de cidades”, que atinge cidades médias e grandes e conta com grupos maiores, explosivos e armamento de maior poder de fogo. O trabalho de campo teve como referência a cidade de Curitiba, PR.</p>
<p>A conclusão é que esses crimes não são organizados institucionalmente pelo PCC, são operações de indivíduos independentes, apesar de alguns membros da facção atuarem nelas. As relações desses criminosos com a facção ocorrem devido ao controle que ela tem do sistema prisional. As redes formadas nos presídios possibilitam o recrutamento de criminosos especializados nas tarefas exigidas pelas ações, além do empréstimo de armas e acesso a explosivos, explica o autor.</p>
<p>Ainda no campo da segurança pública, Julia Maia Goldani, pesquisadora da Escola de Direito de São Paulo da FGV, escreve sobre as dinâmicas institucionais que “minam reformas democráticas nas polícias militares do Brasil pós-1988”. Ela vê uma lacuna na compreensão dos mecanismos que propiciam a resistência das polícias a mudanças institucionais.</p>
<p>Para discutir essa lacuna, Goldani analisa o ocorrido com a <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516">Proposta de Emenda Constitucional 51/2013</a>, cujo objetivo era uma reforma estrutural, e com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, exemplo de reforma incremental.</p>
<p>No caso da PEC 51/2013, ela comenta que a atuação das cúpulas de associações das diferentes categorias policiais resultou num impasse político no Congresso Nacional, com Presidência da República não interferindo para não assumir o custo político da iniciativa. O resultado foi o abandono da proposta. Já a implantação gradual de um policiamento democrático por meio das UPPs “esbarrou nos interesses de outros grupos dentro da corporação, que divergiam da visão de segurança pública proposta ou percebiam a mudança de paradigma como uma ameaça às suas posições e perspectivas dentro da organização”.</p>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<p>O dossiê conta ainda com duas traduções (acompanhadas de introduções dos tradutores): “O Sofrimento Não É Dor”, do filósofo francês Paul Ricoeur (1912-2005), traduzido por Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho, ambos professores da Faculdade de Educação da USP; e “Invisibilidade: Sobre a Epistemologia do Reconhecimento”, de Axel Honneth, traduzido por Arthur Meucci, da Universidade Federal de Viçosa.</p>
<p>O texto original de Ricoeur foi apresentado em colóquio da Associação Francesa de Psiquiatria em janeiro de 1992. De acordo com os tradutores, o filósofo adota como hipótese de trabalho a de que o sofrimento consiste na diminuição da potência de agir.</p>
<p>Axel Honneth propõe uma reformulação epistemológica da teoria do reconhecimento a partir da análise da invisibilidade social, inspirada no romance “O Homem Invisível”,<i> </i>de Ralph Ellison. Para Honneth, a invisibilidade não remete à ausência perceptiva literal, mas a uma forma simbólica de desrespeito: o ato de “olhar através” do outro nega-lhe reconhecimento como sujeito moral e social válido.</p>
<p><strong>Literatura e canção</strong></p>
<p>O retrato da violência feito em obras artísticas como contos e canções e até como ela foi facilitada pelos meios digitais são temas de três artigos. Em sua análise do livro de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo, Ianá de Souza Pereira, da Universidade Paulista, aponta que a obra deve ser entendida a partir de estruturas econômico-sociais, raciais e patriarcais que explicam o lugar social destinado às mulheres negras nas sociedades capitalistas. No livro, são elas que comunicam e refletem sobre a experiência de ser mulher e negra dentro do patriarcado de supremacia branca e capitalista. O objetivo do artigo é compor uma análise crítica do racismo e do patriarcado exposto pelo texto de Evaristo.</p>
<p>Adriano de Paula Rabelo, da Universidade Federal de Kazan, Rússia, compara como uma canção estadunidense e outra brasileira tratam de um tipo específico de violência urbana: o assassinato, por agentes do Estados e outras pessoas, de jovens levados ao crime pelas desigualdades sociais. As canções são “In the Ghetto”, de Mac Davis, gravada por Elvis Presley em 1969, e “O Meu Guri”, de Chico Buarque, gravada por ele em 1981.</p>
<p>Uma nova forma de violência contra a mulher surgiu com o mundo digital: os sites eróticos. No artigo “A Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura”, Priscila Gonçalves Magossi, doutora em comunicação e cultura, aponta que “os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressistas”. Segundo a autora, os mandantes desse submundo atuam em vácuo jurídico total, impondo cláusulas que silenciam vítimas e violam direitos fundamentais. O combate a isso, diz, exige regulação transnacional, educação mediática crítica e políticas públicas que priorizem direitos humanos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>As marcas de um tipo brutal de violência, aquela vivida pelos sobreviventes das bomba atômicas lançada em Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos em 1945, são analisadas em texto de Cristiane Izumi Nakagawa, psicanalista e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. O trabalho tem como base entrevista da autora com Keiko Ogura, uma hibakusha, como são chamados aqueles que sobreviveram à bomba, no caso dela, à lançada em Hiroshima. O objetivo foi fazer um exame psicológico dos testemunhos desses sobreviventes, com atenção especial a dois fenômenos psicológicos fundamentais para a compreensão dessas memórias: o trauma e o sentimento de culpa por ações ou omissões que causaram sofrimento a outras pessoas.</p>
<p>Mas a violência também suscita discussões sobre a postura institucional e do público em relação a ela. Isso é explorado em artigo sobre pesquisa e trabalho técnico desenvolvidos por parceria entre o Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e o Instituto de Biociências, ambos da USP, sobre as cabeças decepadas de Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira (1910-1938), a Maria Bonita. A abordagem dos pesquisadores foi baseada na revisão historiográfica e na análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens. "Essa metodologia permitiu explorar as narrativas que envolvem o consumo do trágico e as controvérsias sobre a preservação e exposição desses vestígios, contribuindo para discussões mais aprofundadas sobre memória, identidade e práticas museológicas", afirmam os autores.</p>
<p><strong>SOCIOLOGIA</strong></p>
<p>Outros três textos da edição configuram um minidossiê dedicado à sociologia, com propostas para sua evolução, um debate sobre o papel dos autores clássicos no discurso sociológico e um ensaio sobre o livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, de Florestan Fernandes.</p>
<p>De acordo com Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp e da UFSCar, diante das mudanças aceleradas do mundo contemporâneo, "somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos". Seu artigo "Por uma Sociologia Provocadora (de Respostas)" é baseado em conferência que fez no 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2025. O objetivo do trabalho, afirma, "é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas<i>, </i>na qual o fazer sociológico<i> </i>esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos".</p>
<p>Mas diante dessa necessidade de transformação da sociologia defendida por Moraes Silva, que papel fica reservado aos autores clássicos? É sobre isso que trata o texto "O Qque Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico", de Carlos Eduardo Sell, da UFSC. Ele examina a transformação do papel desses autores, com destaque para as implicações epistemológicas, metodológicas e pedagógicas disso. Sell identifica a emergência de um novo regime discursivo (heurística negativa) e de um consenso difuso que molda o etos científico contemporâneo. Na segunda parte do artigo, ele propõe uma heurística positiva de reflexão e ensino da teoria sociológica.</p>
<p>A seção é completada justamente com texto sobre a importância atual de um livro clássico de um dos expoentes da sociologia brasileira, Florestan Fernandes. Em 2025, seu livro "A Revolução Burguesa no Brasil" completou 50 anos da primeira edição. Para os autores do artigo, André Botelho e Antonio Brasil Jr., ambos da UFRJ, a obra está mais atual do que nunca, seja pelo ponto de vista teórico, que pode ser testado na concepção, na fatura do texto e na análise crítica forjadas a partir de uma abordagem sociológica peculiar, seja pela visão política das espirais da democracia no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>RESENHAS</strong></p>
<p>A seção “Resenhas” traz artigos sobre os livros “Des Électeurs Ordinaires: Enquête sur la Normalization de l’Extrême Droite” (Eleitores Comuns: Investigação sobre a Normalização da Extrema Direita), de Félicien Faury, ainda sem edição no Brasil; “Permanecer Bárbaro: Não Brancos contra o Império”, de Louisa Yousfi; “História da América Latina em 100 Fotografias”, de Paulo Antonio Paranaguá; e “Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da Desinformação Inculta (e Sedutora)”, de Eugênio Bucci.</p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p> </p>
<p><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></p>
<p><strong>Violência, Dor e Sofrimento</strong></p>
<ul>
<li>Narcoterrorismo      e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às      Facções no Brasil – <i>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo      Moura Braga Cavalcante</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Centralidade da Prisão nas Relações entre Crimes Violentos ao Patrimônio e      o PCC – <i>Leonardo José Ostronoff</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Polícias      em Conflito: “Pluralismo Policial” e os Vetos a Reformas na Segurança      pública – <i>Júlia Maia Goldani</i></li>
</ul>
<ul>
<li>No      Gueto e na Favela: Duas Canções, Dois Retratos da Violência – <i>Adriano      de Paula Rabelo</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Um      Intérprete da Experiência Contemporânea: Paul Ricoeur e a Compreensão do      Sofrimento – <i>Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Invisibilidade Social como Desrespeito na Teoria do Reconhecimento de Axel      Honneth – <i>Arthur Meucci</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Trauma      e Culpa nos hibakusha: Um Estudo da Memória de Keiko Ogura – <i>Cristiane      Izumi Nakagawa</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Conceição      Evaristo e os Arredores de “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”<i> –      Ianá de Souza Pereira</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      “Mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: Considerações sobre a      Musealização do Trágico (1938-2023) – <i>Jô Veras Closs et al.</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura – <i>Priscila      Gonçalves Magossi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Esperançar      o Presente: Sobre Futuros Inéditos e Viáveis – <i>Bruno Souza Leal e      Ana Regina Rego</i></li>
</ul>
<p><strong>Sociologia</strong></p>
<ul>
<li>Por      uma Sociologia Provocadora (de Respostas) – <i>Maria Aparecida de      Moraes Silva</i></li>
</ul>
<ul>
<li>O      Que Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico      – <i>Carlos Eduardo Sell</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"A      Revolução Burguesa no Brasil": 50 anos de um Clássico Difícil – <i>André      Botelho e Antonio Brasil Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Sociologia      da Normalização Política: A Extrema-Direita na França – <i>Fabio      Mascaro Querido</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"Permanecer      Bárbaro"<i> </i>de Louisa Yousfi: Insurgências contra a      Domesticação Civilizatória – <i>Morgane Reina</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Propósito      e Valor dos Acervos Fotográficos ao redor do Mundo – Hoje e no Futuro      – <i>Sergio Burgi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Razão,      Técnica e (Des)Informação: Os Vetores das Crises Contemporâneas – <i>Tatiana      Dourado</i></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T17:03:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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