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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 51 to 65.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/democracia-falhou-em-reduzir-violencia-na-sociedade">
    <title>Democracia falhou em reduzir violência na sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/democracia-falhou-em-reduzir-violencia-na-sociedade</link>
    <description>Segundo o coordenador do NEV-USP, Sérgio Adorno, o sistema democrático geralmente leva à mediação de conflitos por instituições, mas no Brasil coexiste com explosão de conflitos de várias espécies</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/1.jpg" alt="" class="image-left" title="" />Se a consolidação da democracia em diversas sociedades direciona a resolução de conflitos para instituições legitimamente reconhecidas como de mediação, gerando assim uma pacificação, por que no Brasil a transição democrática não conseguiu reduzir a violência? Esse é o principal questionamento que norteia os trabalhos dos pesquisadores Sérgio Adorno e Marcelo Batista Nery no Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP. Eles estiveram em Ribeirão Preto nesta terça (21) para o seminário “Violência, Cidades e Políticas Públicas de Segurança”, promovido pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP (IEA-RP).<span> </span></p>
<p>“A expectativa de muitos de nós, cientistas sociais e políticos, era de que à medida que houvesse essa transição e ela caminhasse para uma consolidação da democracia, que muitos dizem ainda não estar concluída, a violência pudesse ser reduzida. Porque, de alguma maneira haveria uma pressão da sociedade para que as políticas de segurança e justiça se transformassem em políticas de prevenção e contenção da violência dentro de marcos legais. Com isso, teríamos uma sociedade mais pacificada internamente. Mas a democracia coexiste com uma explosão de conflitos das mais diferentes espécies”, explica Adorno.<span> </span></p>
<p>Segundo Adorno, que é coordenador do NEV, houve um crescimento dos crimes em volume, principalmente os violentos, e uma das preocupações das pesquisas é identificar como a Justiça tem lidado com isso. “Fiz uma pesquisa sobre impunidade e acompanhei crimes de 1990 a 1997. Em um pedaço da cidade de São Paulo, acompanhei 344 mil boletins de ocorrência criminal. Desses, somente 6% se transformaram inquérito policial. Lá na frente, menos de 1% era, de fato, punido. Então há um fenômeno de impunidade que precisa ser discutido”, conta.<span> </span></p>
<p><i>Crimes em SP</i><span> </span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/DSCN1654.jpg" alt="" class="image-right" title="" /><span></span></p>
<p>Em seu doutorado, o pesquisador do NEV Marcelo Batista Nery utilizou técnicas pouco comuns em pesquisas na área de sociologia, como a geoestatística, para estudar a variação na taxa de homicídios dolosos na cidade de São Paulo ao longo dos anos 2000, cujo comportamento é peculiar. “A gente observou uma tendência de queda em um certo período e uma estabilização depois. Em 2000, o número de homicídios na cidade, que era cerca de 5 mil, representava  42% dos homicídios no Estado. Em 2016, esse percentual era de 24%”.<span> </span></p>
<p>O pesquisador levantou alguns aspectos que poderiam interferir direta e indiretamente nesses números, como a ascensão de organizações criminosas, mais especificamente do Primeiro Comando da Capital, o PCC, e as políticas de segurança pública formuladas nesse período, que basicamente envolvem o enfrentamento e o aprisionamento. Neste último caso, Nery destaca que a população carcerária do Estado representa 35% do País.<span> </span></p>
<p>“Desde 2005, São Paulo é o local com maior taxa de aprisionamento por habitante, mas não é onde há a maior superlotação de presídios, porque os recursos financeiros permitem uma estrutura de presídios de segurança máxima que só existe aqui. É uma estrutura que gastou 24 bilhões de reais só em 2016, um orçamento maior que o da educação, de 10 bilhões, e da saúde, de 22 bilhões”, diz Adorno.<span> </span></p>
<p>Segundo Marcelo, compreender a violência é um processo bem mais complexo. “Primeiro, você precisa especificar de que violência está falando. Depois, precisa entender o contexto ao qual essa violência está ligada. Por fim, deve considerar também os aspectos que interferem direta ou indiretamente nela. No caso dos homicídios dolosos, é necessário considerar a influência de organizações criminosas, as políticas de segurança pública e também questões sociodemográficas, comuns em cidades maiores”.</p>
<p><i>Possíveis respostas</i></p>
<p><span>Para Adorno, os estudos ainda não chegaram a uma resposta satisfatória sobre as razões pelas quais a violência explodiu. “Tenho uma tese sobre o monopólio estatal da violência. O Brasil não concluiu a tarefa de deter nas mãos do Estado o controle da violência. Isso tem a ver com o modo como o Estado se estruturou no País e como a segurança se estruturou dentro do Estado. É difícil analisar a segurança pública sem considerar os interesses corporativos da polícia, desde deter o monopólio de serviço até o controle da segurança. Uma parte do mercado de segurança privada está nas mãos, senão de policiais diretamente, ex-policiais. E na segurança privada você quer que tenha crimes, para poder oferecer o serviço”.</span><span> </span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/2.jpg" alt="" class="image-left" title="" />A discussão também passou pela questão do tráfico de drogas. Segundo o coordenador do NEV, não há uma relação direta de causalidade entre o tráfico e os homicídios, mas sim uma relação de possível associação entre as práticas de controle de território de organizações criminosas como o PCC e o controle ou não de homicídios. “Aqui no Brasil, a questão do controle de território é fundamental e gera uma guerra mortal da qual a polícia participa, seja por reprimir ou até por estar envolvida. Não acho que esse envolvimento seja total, mas uma pequena parte pode contaminar o processo”.<span> </span></p>
<p>Adorno também acredita que, embora a política de combate às drogas esteja produzindo homicídios, é preciso ter cautela ao discutir a legalização como forma de evitar essas mortes. “É necessário avaliar o efeito sobre a saúde pública. Pode ser que o mercado tenha um pico e depois se estabilize, mas também pode ser que haja uma expansão. Suponha que parte dos envolvidos sejam os filhos da classe média. Certamente eles irão para clínicas de desintoxicação. Mas boa parte pode ser que venha da periferia e terá que ser atendida pelo SUS. Será que haverá condições de atendimento?”, alerta ele.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Justiça</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-27T15:54:50Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/mobilidade-na-cidade-universitaria">
    <title>Mobilidade na Cidade Universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/mobilidade-na-cidade-universitaria</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>O evento “Mobilidade na CUASO USP” pretende discutir alternativas para a</span><span>mobilidade no Campus da Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira com o </span><span>objetivo de melhorar a qualidade de vida dos usuários do Campus.</span></p>
<p><span> </span><span>Inserido na maior cidade da América Latina, o campus da CUASO sofre com </span><span>os reflexos dos problemas causados pela mobilidade. Não só os prejuízos causados </span><span>pelos deslocamentos nos diferentes modais, como também pelos efeitos a curto, </span><span>médio e longo prazo reforçam a demanda premente por alternativas.</span></p>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">Por outro lado, a universidade tem a oportunidade e possibilidade de</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">reforçar o seu papel não só ao propor fóruns de discussões sobre a temática, mas <span>principalmente ao incorporar soluções que possam ser replicadas para a cidade.</span></div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">Este evento reunirá diferentes atores não só da Universidade de São Paulo,</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">como também da cidade de São Paulo para percorrer algumas possibilidades. O</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste">uso de bicicletas compartilhadas, melhorias nos percursos com foco nos pedestres, <span>áreas de convívio no campus, formas de incentivo ao uso do transporte público, </span><span>entre outras, serão exploradas com a finalidade não só de propor novas </span><span>possibilidades reais para o dia a dia do usuário do campus, como também reforçar </span><span>o papel do campus universitário como um “laboratório” para a cidade de São </span><span>Paulo.</span></div>
<div></div>
<div>
<h3>Moderadores</h3>
<p class="MsoNormal"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-iglecias" class="external-link">Patrícia Iglecias </a>(SGA USP)</p>
<p class="MsoNormal"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/osvaldo-shigueru-nakao" class="external-link">Osvaldo Shigueru Nakao</a></span><span> (SEF-USP e PUSP-C)</span></p>
<h3>Expositores</h3>
<p class="MsoNormal"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a></span><span> (IEA)</span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Roberta Consentino Kronka Mülfarth</span><span> (SGA USP)</span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Matthew Shirts (</span><span>Radio Band News) </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Larissa Rahmilevitz (Comparti Bike)</span><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ramiro Levy </span><span>(Cidade Ativa)</span><span> </span></p>
</div>
<div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "> </p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-24T20:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dinamicas-culturais">
    <title>Dinâmicas culturais da atualidade são tema de pesquisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dinamicas-culturais</link>
    <description>Lucia Maciel Barbosa de Oliveira, da ECA-USP, participou da primeira edição do Programa Ano Sabático no IEA de março de 2016 a fevereiro de 2017.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira-2" alt="Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira - 8/5/2016" class="image-inline" title="Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira - 8/5/2016" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Especialista em ação e mediação cultural, a professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira" class="external-link">Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, dedicou sua participação no <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-em-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> no IEA ao prosseguimento de pesquisa sobre dinâmicas culturais emergentes na cidade de São Paulo.</p>
<p>O tema do projeto é "Dinâmicas Culturais Contemporâneas: Imbricações entre Singularidades, Coletivos, Tecnologias e Instituições Culturais na Perspectiva do Comum".</p>
<p><span>O trabalho envolveu pesquisa bibliográfica e mapeamento das dinâmicas culturais emergentes, constituídas, basicamente, pela ação de coletivos culturais pela cidade, sobretudo na periferia.</span></p>
<p><span>A pesquisadora esteve nas áreas de atuação dos coletivos, participou de discussões com seus integrantes e acompanhou suas performances. Também visitou centros culturais tradicionais da cidade e gravou em vídeo seis horas de entrevistas com artistas, produtores culturais, gestores e pesquisadores.</span></p>
<p><span>O trabalho de Lúcia já apresenta alguns resultados: o artigo "On Arches and Stones, Places and Experiments: Public Libraries and Democratic Society" (Sobre Arcos e Pedras, Lugares e Experimentos: Bibliotecas Públicas e Sociedade Democrática), a ser publicado pela revista "Transinformação" no primeiro semestre de 2017; um artigo c</span><span>om o título provisório "Sobre Conquistas e Tesões" está em fase final de redação e será submetido à revista "Estudos Avançados", do IEA; as entrevistas deram origem a um documentário  com 23 minutos, produzido em </span><span>parceria com a cineasta Priscila Lima, com financiamento do Programa Ano Sabático.</span></p>
<p><span></span><span>Durante o período sabático, Lúcia também tratou de temas ligados à sua pesquisa em eventos organizados pelo Itaú Cultural, Secretaria da Cultura do Município de São Paulo, Universidade de Brasília, Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura do Estado do Ceará e Fundação Casa Grande (Nova Olinda, CE).</span></p>
<p>Estar no IEA em período sabático tem outra vantagem, segundo ela: a possibilidade de acompanhar encontros organizados pelos programas e grupos do Instituto. No caso de Lúcia, isso significou participar de algumas reuniões do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a> e de vários eventos, entre os quais o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/luiza-erundina" class="external-link">encontro com a deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP)</a>, que falou sobre sua experiência como prefeita de São Paulo de 1989 a 1992, e o seminário sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/memoria-de-holocaustos" class="external-link"><i>Memória e Holocaustos no Chile</i></a>.</p>
<p><span>Para Lúcia, o Programa Ano Sabático é uma oportunidade rara na universidade de espaço de interação entre pesquisadores de diferentes áreas: "Foram muito proveitosas e instigantes as inúmeras conversas com os colegas do programa. Além delas, no final de 2016, aconteceram seis encontros para a apresentação e discussão detalhada da pesquisa de cada integrante do programa".</span></p>
<p><span>Numa avaliação geral de seu ano sabático no IEA, Lúcia destaca que </span><span>a participação no programa lhe possibilitou ampliar o </span><span>diálogo de seu trabalho com setores externos à Universidade, aprofundar a discussão sobre o tema em suas atividades docentes (graduação e pós-graduação) e abrir novos caminhos de pesquisa a serem trilhados. Além disso, ressalta que a</span><span> pesquisa e seus resultados serão fundamentais para a produção de sua tese de livre docência, trabalho que iniciará este ano.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-10T14:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/a-contribuicao-do-nev-usp-para-o-entendimento-da-violencia-em-sao-paulo-23-de-fevereiro-de-2017">
    <title>A contribuição do NEV-USP para o entendimento da Violência em São Paulo - 23 de fevereiro de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/a-contribuicao-do-nev-usp-para-o-entendimento-da-violencia-em-sao-paulo-23-de-fevereiro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-09T14:28:20Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente">
    <title>As estratégias para uma São Paulo inteligente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sao-paulo-cidade-inteligente</link>
    <description>O Programa USP Cidades Globais realizou no dia 6 de dezembro o seminário "Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-cidades-inteligentes-abertura-jose-eduardo-krieger-marcos-buckeridge-e-fabio-kon" alt="Workshop Cidades Inteligentes - Abertura - José Eduardo Krieger, Marcos Buckeridge e Fábio Kon" class="image-inline" title="Workshop Cidades Inteligentes - Abertura - José Eduardo Krieger, Marcos Buckeridge e Fábio Kon" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Abertura do workshop, com o pró-reitor de Pesquisa, José Eduardo Krieger (<i>à esq.</i><span>)</span>, e os coordenadores Marcos Buckeridge (<i>centro</i><span>) e Fábio Kon</span></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Se é verdade que é possível melhorar aquilo que pode ser medido, como defendia o físico e matemático Lorde Kelvin, as possibilidades para a melhoria da gestão da cidade de São Paulo e da vida de sua população são inúmeras.</p>
<p>O processo de identificação e quantificação do que ocorre na cidade - onde e com que amplitude e frequência - é cada vez mais rápido e preciso graças aos diversos recursos das tecnologias de informação, por meio da análise de big data de serviços municipais e das informações de outras fontes, como dados de GPS e contribuições de cidadãos via redes sociais colaborativas.</p>
<p>Com essas informações em mãos, os órgãos municipais, a universidade e empresas de tecnologia são capazes de produzir soluções específicas para o monitoramento e melhoria dos mais diversos aspectos da vida na cidade, do tráfego de veículos ao estado das árvores, da previsão meteorológica ao atendimento na saúde pública.</p>
<p><strong>Workshop</strong></p>
<p>As perspectivas para que a capital paulista se beneficie desses recursos foram discutidas no workshop <i>Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas</i>, no dia 6 de dezembro.</p>
<p>O encontro integrou a série Strategic Workshops, realização da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) em parceria com o IEA e apoio da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>A organização foi do Programa USP Cidades Globais do IEA e do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Os coordenadores foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do Programa USP Cidades Globais do IEA e presidente da Aciesp, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-kon">Fábio Kon</a>, do IME-USP e coordenador-adjunto de Pesquisa para Inovação da Fapesp.</p>
<p>Os painéis do workshop foram: "1 - Governo e Ciência: Big Data a Serviço da Cidade”, "2 - Ciência, Planejamento e Mobilidade Urbana” e "3 - Saúde, Acessibilidade e Meio Ambiente Inteligentes na Cidade”.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Cidades Inteligentes:<br />Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cidades-inteligentes" class="external-link">Pesquisadores e poder público discutem como tornar São Paulo uma cidade inteligente</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-abertura" class="external-link">Vídeo 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-1" class="external-link">Vídeo 2</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-2" class="external-link">Vídeo 3</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-painel-3" class="external-link">Vídeo 4</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/cidades-inteligentes-como-sao-paulo-pode-se-tornar-uma-delas-6-de-dezembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong><i>Outras atividades<br />do Programa USP<br />Cidades Globais</i></strong></p>
<p><strong>Gestão de<br />uma Metrópole:<br />A Experiência<br />dos Prefeitos<br />de São Paulo</strong></p>
<p><strong>Fernando Haddad</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/fernando-haddad" class="external-link">Haddad: as dificuldades para administrar São Paulo durante a crise econômica e política</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-fernando-haddad" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-fernando-haddad-11-de-novembro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
<p><strong>Luíza Erundina</strong></p>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/201co-que-da-identidade-a-um-governo-e-a-forma-como-ele-exercita-seu-poder201d-diz-erundina" class="external-link">"O que dá identidade a um prefeito é a forma como ele exercita seu poder", diz Erundina</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-luiza-erundina" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-luiza-erundina-18-de-novembro-de-2016-1" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Universidade e governo</strong></p>
<p>No primeiro painel, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-eduardo-ferreira" class="external-link">João Eduardo Ferreira</a>, superintendente de Tecnologia da Informação (STI) da USP, expôs algumas das realizações da Universidade que demonstram sua capacitação para desenvolvimento de soluções para questões urbanas, caso da implantação de backbones na Cidade Universitária e na Escola de Artes, Ciências Humanidades (EACH), na USP Leste, para melhor uso de sensores, câmeras, wi-fi e tecnologia 4G para celulares.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-cidades-inteligentes-painel-1-xxxxx" alt="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 1 - Alexandre Calil, Roberto Marcondes Cesar Jr., Marcos Buckeridge, Daniel Annenberg e Eduardo Haddad" class="image-inline" title="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 1 - Alexandre Calil, Roberto Marcondes Cesar Jr., Marcos Buckeridge, Daniel Annenberg e Eduardo Haddad" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><strong>Painel 1 (<i>a partir da esq.</i>): Alexandre Calil, Roberto Marcondes, Marcos Buckeridge (moderador), Daniel Annenberg e Eduardo Haddad; Maria Teresa da Silva Arretche também falou no painel</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outra inovação destacada por Ferreira é o Campus USP, um aplicativo desenvolvido pela STI para o monitoramento de ocorrências na Universidade. Com ele, docentes, funcionários e alunos podem repassar informações diretamente à Guarda Universitária e às Prefeituras dos campi.</p>
<p>Como a ciência da computação pode ajudar a resolver problemas das grandes cidades e como a Fapesp apoia esse tipo de pesquisa foram os temas da apresentação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-marcondes" class="external-link">Roberto Marcondes</a>, coordenador do Programa Fapesp de Pesquisa em eScience.</p>
<p>Cesar Jr. destacou a importância do desenvolvimento de sensores para a captura de dados a serem armazenados e depois visualizados e analisados por máquinas, com o resultado desse procedimento automatizado sendo entregue a analistas e formuladores de políticas públicas.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>A economia é uma das áreas que podem contribuir para a formulação de políticas públicas a partir de análises de dados coletados por sistemas digitais automatizados. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-haddad" class="external-link">Eduardo Haddad</a>, do Núcleo de Economia Regional e Urbana (Nereus) da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, explicou que o desafio é observar os dados e a teoria econômica e a partir disso produzir ferramentas, por meio da modelagem computacional e da integração metodológica.</p>
<p>Como exemplo, apresentou estudo sobre como a mobilidade urbana afeta a economia da cidade, onde mais tempo de viagem entre a casa e o trabalho resulta em menor produtividade do trabalhador.</p>
<p>Segundo ele, a maioria dos empregos está concentrada no chamado centro expandido de São Paulo, que recebe mais de 1 milhão de trabalhadores que moram em cidades próximas. Esse total representa 15% da mão de obra da Região Metropolitana da capital.</p>
<p>Uma visão diferenciada em relação a outros expositores do workshop sobre a participação de acadêmicos na formulação de políticas públicas foi apresentada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marta-teresa-da-silva-arretche" class="external-link">Maria Teresa da Silva Arretche</a>, diretora do Centro de Estudos da Metrópole da USP.</p>
<p>Para ela, a capacidade dos acadêmicos é limitada quanto a isso, “pois não temos experiência de gestão, que envolve estratégias e outras ações para as quais não fomos treinados”. O papel relevante da academia nesse processo é “produzir informações qualificadas, regulares e atualizadas sistematicamente”.</p>
<p>A participação governamental no painel coube ao futuro secretário de Inovação e Tecnologia, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-annemberg" class="external-link">Daniel Annenberg</a>, e a <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-calil" class="external-link">Alexandre Calil</a>, do LabProdam, laboratório de inovação vinculado à Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam).</p>
<p>Calil apresentou exemplos de soluções desenvolvidas pelo LabProdam, como o sistema automatizado de acompanhamento da fluidez do trânsito em São Paulo, capaz de medir a quantidade de veículos (por faixa de rolamento), ciclistas e pedestres em deslocamento.</p>
<p>Annenberg disse que o objetivo da nova secretaria a ser criada pelo prefeito eleito João Dória é fazer com que a gestão da cidade trabalhe cada vez mais com serviços eletrônicos, utilizando aplicativos, games e beneficiando-se de inovações produzidas por startups, com o fim de “simplificar” a cidade de São Paulo.</p>
<p>Ele afirmou que esse trabalho será feito com base no tripé governo-empresas-universidades e que um grande desafio será romper os “silos de informação” existentes em vários setores, para “abrir os dados e integrá-los”.</p>
<p><strong>Planejamento</strong></p>
<p>O tema da mobilidade na cidade voltou à tona no segundo painel, ao lado da questão do planejamento. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miguel-bucalem" class="external-link">Miguel Bucalem</a>, coordenador do USP Cidades da Escola Politécnica (Poli) da USP, falou sobre como o planejamento estratégico de longo prazo pode ajudar no enfrentamento das questões de mobilidade. Exemplificou com três projetos em que esteve envolvido, sendo um deles o SP2040, desenvolvido de 2009 a 2012.</p>
<p>O SP2040 baseou-se em alguns eixos temáticos – entre os quais: coesão social; mobilidade e acessibilidade; e oportunidade de negócios – e alguns projetos catalizadores transversais aos eixos, “capazes de animar o plano no longo prazo”.</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-cidades-inteligentes-painel-2" alt="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 2 -  A partir da esq.: Roberto Speicys, Fágio Kon, Claudio Barbieri da Cunha e Miguel Bucalem" class="image-inline" title="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 2 -  A partir da esq.: Roberto Speicys, Fágio Kon, Claudio Barbieri da Cunha e Miguel Bucalem" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><strong>A partir da esq., </strong><strong>Roberto Speicys, Fábio Kon (moderador), Claudio Barbieri da Cunha e Miguel Bucalem, expositores do Painel 2, que teve também a participação de Nabil Bonduki</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma das recomendações do projeto é a concepção de uma cidade compacta e policêntrica para São Paulo. “Essa ideia já tem algum tempo, já estava no Plano Diretor de 2002 e foi reforçada tanto pelo SP2040 quanto pela recente revisão do Plano Diretor.”</p>
<p><strong>Transporte de cargas</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudio-barbieri-da-cunha" class="external-link">Claudio Barbiere da Cunha</a>, da Poli-USP e do IEA, apresentou os trabalhos de seu grupo sobre o transporte de cargas e passageiros em São Paulo.</p>
<p>Segundo ele, as restrições de circulação e estacionamento de caminhões na cidade levaram à grande utilização de veículos utilitários pequenos, com o aumento da emissão de poluentes. Para propor uma alternativa a essas restrições, o grupo realizou pesquisa em parceria com o MIT, dos EUA, baseada em teste feito em Nova York.</p>
<p>Foram utilizados os dados de GPS dos caminhões. Constatou-se que durante a madrugada os caminhões trafegam com o dobro da velocidade nas vias normais da cidade e mais rápido nas Marginais [a pesquisa foi feita antes da redução da velocidade máxima nelas]). Verificou-se também que o tráfego de caminhões é bastante reduzido nas segundas-feiras. As indicações do projeto foram, portanto, aumentar o uso dos caminhões nas segundas-feiras e incentivar o tráfego durante a madrugada.</p>
<p><strong>Transporte de passageiros</strong></p>
<p>O grupo de Cunha também faz pesquisas sobre o deslocamento de pessoas no Metrô e nos trens da CPTM com base nos registros eletrônicos do bilhete único, sobre a eficiências das faixas exclusivas para o aumento da velocidade dos ônibus e desenvolve um rastreador mais preciso de caminhões via GPS, capaz de estimar as emissões de poluentes dos veículos.</p>
<p>A melhoria do transporte urbano também foi tema da exposição de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-speicys" class="external-link">Roberto Speicys</a>, de uma startup criada por dois ex-alunos da USP. Ele apresentou algumas ferramentas desenvolvidas pela empresa para o monitoramento e melhoria do sistema de ônibus da cidade. Uma delas destina-se a avaliar o funcionamento das 130 linhas de ônibus mais lentas da cidade e dessa forma fornecer subsídios para a criação de faixas exclusivas e corredores para os coletivos.</p>
<p>Os passageiros também são fonte importante de dados em sistemas produzidos pela empresa, pois podem abastecer de informações um aplicativo de celular cooperativo, no qual podem ter informações sobre a previsão de chegada dos ônibus e registar o tempo real de espera. Com esses dados, é possível contabilizar o total do tempo de espera na cidade num aplicativo chamado Esperômetro, o que permite, entre outras coisas, estimar o prejuízo econômico da cidade por causa da demora dos coletivos.</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-cidades-inteligentes-painel-3-adriana-lippi-fabio-feldmann-maria-assuncao-faus-da-silva-dias-e-paulo-saldiva" alt="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 3 - Adriana Lippi, Fabio Feldmann, Maria Assunção Faus da Silva Dias e Paulo Saldiva" class="image-inline" title="Workshop Cidades Inteligentes - Painel 3 - Adriana Lippi, Fabio Feldmann, Maria Assunção Faus da Silva Dias e Paulo Saldiva" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Participantes do Painel 3 (<i>a partir da esq.</i>): </strong><strong>Adriana Lippi, Fábio Feldmann (<i>moderador</i>), Maria Assunção Faus da Silva Dias e Paulo Saldiva</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Meio ambiente</strong></p>
<p>Para o moderador do Painel 3, o consultor e ambientalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-feldmann" class="external-link">Fábio Feldmann</a>, a área de meio ambiente da metrópole deveria ser analisada a partir de uma visão holística. Citou como exemplo dessa abordagem a implantação do rodízio de veículos na cidade a partir de 1996, quando era secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo: "Conheci o trabalho do professor Paulo Saldiva sobre o impacto da poluição na saúde das pessoas e resolvemos implantar o rodízio."</p>
<p>Para ele, com as tecnologias disponíveis seria possível monitorar às áreas sujeitas a invasões, "mas o poder público é omisso." Outra possibilidade é a instalação de sensores em vários pontos da cidade para a medição imediata das emissões dos veículos. O grande desafio, segundo ele, é fazer com que a "administração pública saia do padrão de modernização atual, que ainda é o da máquina de escrever elétrica".</p>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, citado por Feldmann, também participou do painel. Ele apresentou dados sobre os efeitos da poluição atmosférica na saúde da população, uma de suas áreas de pesquisa, e comentou o interesse internacional na busca de soluções que melhorem a qualidade de vida das grandes cidades. Destacou os dossiês recentemente publicados pelas revistas interdisciplinares "Science" e "Nature" e a chamada de artigos da revista da área médica "Lancet".</p>
<p>Entre as universidades de todo o mundo, a USP é a quarta colocada na quantidade de trabalhos sobre cidades, segundo Saldiva. "O desafio é como analisar os problemas urbanos sob vários enfoques e integrá-los. É preciso construir um prédio a partir desses tijolos de conhecimento". Para ele, essa tarefa deve ser desempenhada pelas ciências humanas.</p>
<p>A desigualdade na saúde das pessoas não é um problema só de cidades de países em desenvolvimento, como no caso de São Paulo, mas também atinge grandes cidades de países desenvolvidos, afirmou. "Um estudo sobre a expectativa de vida ao longo das linhas de metrô de Londres indicou que há áreas onde ela ultrapassa 90 anos e outras onde cai para 79 anos." Essa variação está relacionada a vários fatores, como o tempo disponível para dormir e a exposição à poluição, explicou Saldiva.</p>
<p>Ao falar sobre o uso de tecnologias da informação na saúde, ele disse que aplicativos para celular poderiam mensurar vários problemas, como o tempo de espera para ser atendido num posto de saúde, a existência ou não de especialista, prazo para realização de um exame, entre outros dados.</p>
<p><strong>Clima</strong></p>
<p>A importância das tecnologias computacionais para à previsão meteorológica e mensuração de poluentes atmosféricos das cidades foi o tema da exposição de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-assuncao-faus-da-silva-dias" class="external-link">Maria Assunção Faus da Silva Dias</a>, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.</p>
<p>Segundo ela, os modelos numéricos para previsão de chuva definem grades com até 20 quilômetros de altura e levam em consideração as ilhas de calor, os "canyons" criados pelos edifícios, as emissões de poluentes e outros fatores. "É preciso fazer 'rodar' o modelo num conjunto de mil a dois mil processadores para se poder prever a chuva com antecedência."</p>
<p>Um recurso para essa utilizado em Londres e Tóquio mais ainda muito pouco aplicado no Brasil é o que se vale de redes neurais, "capaz de distinguir as características da chuva em pontos distintos de uma cidade", explicou Maria Assunção.</p>
<p>No caso de São Paulo, informou, há também uma rede de radares meteorológicos estabelecida no Instituto de Física (IF), na Cidade Universitária, e na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na Zona Leste, capaz de em cinco minutos atingir o grau de definição de um quarteirão e dizer se lá está chovendo ou não.</p>
<p>Com a intensificação das variações climáticas, a solução, segundo ela, é o que os meteorologistas chamam de nowcasting, que pode ser determinística (quando procura especificar o que vai acontecer) ou probabilística (que informa, por exemplo, o percentual de chances de chuva em determinado horário).</p>
<p>"Tudo tem que ser muito rápido, a coleta de dados, o processamento dos modelos e as técnicas de análise, e o resultado disso tem de levar a uma ação que coloque a sociedade pronta para agir. Num cenário assim, o smartphone é o grande herói."</p>
<p>O painel também teve a participação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-lippi" class="external-link">Adriana Lippi</a>, de uma startup que desenvolveu um aplicativo para monitoramento das condições das árvores de São Paulo por meio de informações registrados pelos cidadãos. A intenção é negociar com a Prefeitura de São Paulo para que as informações sejam repassadas ao Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), para as devidas providências e maior transparência, com as pessoas podendo acompanhar as medidas tomadas em função dos riscos registrados no aplicativo.</p>
<p><strong>Laboratório</strong></p>
<p>Um resultado imediato do workshop foi a ideia de criação na USP de um laboratório para o desenvolvimento de aplicativos urbanos. Pela proposta, pensada por Buckeridge e apresentada por Saldiva durante sua exposição, o laboratório deve funcionar em instalações cedidas pelo IEA e no âmbito do programa USP Cidades Globais, em parceria com outros programas e projetos da Universidade.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-16T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/jovens-violencia-e-acordo-de-paz-dilemas-da-colombia-e-da-america-latina-na-atualidade-licoes-aprendidas-02-de-dezembro-de-2016">
    <title>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas - 02 de dezembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/jovens-violencia-e-acordo-de-paz-dilemas-da-colombia-e-da-america-latina-na-atualidade-licoes-aprendidas-02-de-dezembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-02T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/luiza-erundina">
    <title>“O que dá identidade a um governo é a forma como ele exercita seu poder”, diz Erundina</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/luiza-erundina</link>
    <description>Em debate do USP Cidades Globais, ex-prefeita critica privatização dos serviços públicos, a falta de estímulo à educação política a pouca importância dada à extensão universitária</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Da agricultura à informática, da engenharia à educação fundamental, o conhecimento produzido na USP tem sido aplicado ao longo de décadas em inúmeros setores e tem contribuído para o avanço tecnológico e científico do país. Mas ainda existe na sociedade a percepção de que a produção uspiana permanece intramuros. Como aplicar as pesquisas produzidas na Universidade visando à solução de problemas da capital paulista foi uma das questões que permeou o debate com a ex-prefeita Luiza Erundina, segunda expositora do ciclo <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/haddad-e-erundina-apresentam-no-iea-suas-experiencias-como-prefeitos-de-sao-paulo" class="external-link">Gestão de uma Metrópole: a Experiência dos Prefeitos de São Paulo</a>, </i>organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-luiza-erundina" class="external-link">Vídeo</a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/gestao-de-uma-metropole-a-experiencia-dos-prefeitos-de-sao-paulo-luiza-erundina-18-de-novembro-de-2016-1" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Notícia</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/haddad-e-erundina-apresentam-no-iea-suas-experiencias-como-prefeitos-de-sao-paulo" class="external-link">Haddad e Erundina apresentam suas experiências como prefeitos</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/fernando-haddad" class="external-link">Haddad: as dificuldades para administrar São Paulo durante a crise econômica</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No dia <strong>18 de novembro</strong>, a deputada federal (PSOL-SP) criticou a adoção da política do “Estado mínimo” que vem terceirizando serviços públicos prioritários. Destacou que uma cidade global precisa dar acesso à educação e promover a consciência política de sua população. Defendeu uma distribuição mais equânime do orçamento municipal conforme o nível de renda dos distritos e criticou as universidades públicas que não colocam a extensão universitária no mesmo nível de importância do ensino e da pesquisa.</p>
<p>A série pensada para servir de suporte para as ações do programa foi inaugurada com o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/fernando-haddad" class="external-link">relato do prefeito Fernando Haddad</a>, no dia <strong>11 de novembro.</strong> Todos os ex-prefeitos serão convidados a dar depoimentos. Lançado em julho deste ano, o USP Cidades Globais buscará estabelecer conexões entre as pesquisas acadêmicas e as políticas públicas voltadas aos centros urbanos. O objetivo é elevar São Paulo para o time das metrópoles mais influentes e com melhores indicadores de qualidade de vida.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiza-erundina-5" alt="Luiza Erundina - 5" class="image-inline" title="Luiza Erundina - 5" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Não se pode depender do altruísmo de professores e estudantes para que a extensão aconteça e a sociedade tenha acesso às tecnologias e aos saberes"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Erundina disse que houve em seu mandato (1989-1993) situações concretas que foram fruto da parceira de daquela gestão com quadros da USP. "Um exemplo foram as novas tecnologias habitacionais criadas para a população de baixa renda. Houve muitos acertos. Mas respostas eficazes do passado são insuficientes para fazer frente aos problemas atuais. O desafio de reconstruir saídas e soluções deve passar pelo enfrentamento das relações de poder e isso inclui o saber. Não se pode depender do altruísmo de professores e estudantes para que a extensão aconteça e a sociedade tenha acesso às tecnologias e aos saberes”, disse Erundina.</p>
<p>A deputada defendeu que a extensão deveria cumprir a função social da universidade e ser a sua essência. “A universidade deve saber que precisa da prática e da dinâmica da sociedade até para se repensar como teoria, como ciência e como pesquisa. Deveria haver uma instância capaz de integrar governo, sociedade e universidade, formando um canal permanente de diálogo para encaminhar demandas”, disse Erundina.</p>
<p>Para Erundina, a iniciativa do IEA é instigante para evidenciar o papel da cidade de São Paulo no mundo e o papel da universidade para o país. “Quando vim para São Paulo fugindo da Ditadura Militar, vi que a luta da terra também estava aqui e me envolvi como assistente social com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. Mas quando o povo conquista seu direito, esbarra na falta de soluções técnicas inteligentes para seus problemas. Vimos que muitos técnicos não são formados para ajudar com os grandes problemas da periferia. Porque somos uma sociedade extremamente desigual, inclusive em relação ao saber. A formação profissional que não estabelece vínculos com a sociedade é no mínimo insuficiente”, disse.</p>
<p>“Nós deputados só somos chamados quando é para apresentar emenda ao orçamento. Eu me pergunto quando é que a bancada de São Paulo será chamada para ter uma conversa com a USP para que ela apresente suas demandas e assim estabelecermos canais permanentes de interlocução. É hora de chamar os legisladores para viabilizar muitos projetos engavetados. Gostaria de ser chamada com outros colegas para discutir questões que tenham rebatimento em óbices da esfera federal”, afirmou.</p>
<p>O diretor do IEA, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, interviu dizendo que o IEA pretende convidar todos os ex-prefeitos e membros da USP e de outras instituições para fazer parte de um conselho que deverá tratar de temas relevantes para a cidade de São Paulo.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ERUNDINA-04.jpg" alt="Luiza Erundina - 3" class="image-inline" title="Luiza Erundina - 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>O coordenador do USP Cidades Globais, professor Buckeridge (dir.) ao lado da deputada</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O coordenador do programa, professor <span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge?searchterm=buckerid" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, disse que o Cidades Globais gostaria de ter acesso ao Legislativo para desvencilhar o cipoal jurídico e político e entregar ideias e conhecimento da melhor maneira possível. "Mas de fato, falta alguém, algum assessor de gabinete que possa fazer essa ponte. E se isso já acontece, então precisamos encontrar um mecanismo mais eficiente. Estamos tentando descobrir como resolver o problema do afastamento com a sociedade e posso dizer que há centenas de professores preocupados com isso”.</p>
<p>Para Erundina, a universidade deve entrar no jogo político antes mesmo de qualquer campanha ou independentemente da escolha de candidatos, para que possa haver uma simbiose permanente com a sociedade.</p>
<p> </p>
<p><strong>Educação política</strong></p>
<p>Os grandes desafios da São Paulo de hoje não envolvem apenas resolver os nós urbanísticos; estão ligados muito mais ao método de gestão, acredita Erundina. “O Executivo e o Legislativo devem ter ao seu lado no governo o poder popular. Uma democracia se justifica pelo poder soberano que emana do povo. O que marcou e tornou nossa experiência exitosa em muitos aspectos foi a capacidade daquele governo plural se harmonizar em torno de um projeto consensual, construído por todos os que dele participaram”, disse.</p>
<p>Uma gestão radicalmente democrática, capaz de estimular a cidadania e mobilizar os sujeitos sociais, deve ser a preocupação de qualquer candidato que se autodenomine de centro esquerda, defendeu. Para ela, o cidadão deve se assumir como sujeito político capaz de decidir as questões estratégicas da vida da cidade. "O que sobrou do nosso governo foi justamente a forma de ser governo, sua relação interna. O que dá identidade a um governo é a forma como ele exercita seu poder. Deixamos uma experiência educativa, pedagógica e realizadora do ponto de vista da cidadania política”, afirmou.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiza-erundina-1" alt="Luiza Erundina - 1" class="image-inline" title="Luiza Erundina - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>"O cidadão deve se assumir como sujeito político capaz de decidir as questões estratégicas da vida da cidade"</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É preciso criar condições e correlações de força e poder para a São Paulo de hoje chegar ao modelo de cidade que a USP está querendo construir, ressaltou. “A contribuição da sociedade em termos de elevar o nível de consciência política e de se organizar de forma participativa independe de governos. Acredito na formação política do cidadão a partir da luta política. A negação dos jovens a um sistema de ensino imposto é uma novidade e um sinal de esperança. Não esperemos mais nada de partidos políticos, de governos ou do Congresso. Está emergindo a possibilidade de novas ideias e lideranças, há uma luz no fim do túnel. A saída não é convencional e Dória irá enfrentar novidades emergindo ao largo dessa crise profunda que não tem solução nela mesma”, disse a deputada.</p>
<p>O fato de a cidade ter esgoto a céu aberto remete a impedimentos políticos, pois coisas elementares no atendimento às necessidade básicas possuem soluções técnicas. "Mas o esvaziamento dos partidos resultou na falta de militância e de educação política. Ao contrário, hoje estão propondo a escola sem partido. Há uma crise na política e na educação, dos meios pelos quais as pessoas se descobrem sujeitos políticos. Assim, acabam demonizando e rejeitando a política", afirmou ao lembrar que há cada vez menos pessoas votando.</p>
<p>Na era da inclusão digital, destacou, existem 600 mil analfabetos, sendo 60% de jovens de 15 a 40 anos de idade. “A educação política é essencial para diminuir essas diferenças. A fragilidade da democracia decorre da falta de educação política do povo. A falta de esperança é a pior face da crise. Mas as saídas são políticas e coletivas”.</p>
<p><strong>“Tendência privatista”</strong></p>
<p>“É ótimo ter um padrão, um método, uma referência como essa que vocês estão construindo para fazer de São Paulo uma cidade global. Mas como esse modelo absorve o imprevisível e as crises que se sucedem?",questionou. Pode ser que a cidade alcance um padrão, tecnicamente falando. Mas a realidade humana e de qualquer cidade é tão dialética que escapa a qualquer modelo, acredita. "Como buscaremos um padrão, lidando com o imponderável da política, da cultura e da história?”, questionou.</p>
<p>O imponderável das mudanças políticas drásticas e as crises requerem a eliminação das instabilidades sociais, disse Buckeridge. “Não se trata exatamente de enquadrar a cidade num padrão global. Trata-se de buscar meios de proporcionar bem estar à população”, respondeu o professor.</p>
<p>A ex-prefeita lembrou que a metrópole paulista é multifacetada, com enorme pluralidade cultural e diversidade humana. Com isto, o primeiro desafio para tornar São Paulo uma cidade melhor é não conceber São Paulo como uma única cidade.  Com 32 subprefeituras, o desafio é unir esses “pedaços” de forma a respeitar cada um pela sua diferença, ajudando cada parte a se autogovernar, disse.</p>
<p>“A solução para uma região pode não servir para outras. Questões estratégicas como destinação de recursos passam necessariamente pelo respeito à diversidade. Temos uma distribuição orçamentária desigual. Por que Cidade Tiradentes, por exemplo, fica com R$ 80 reais per capta de orçamento anual e a região de Pinheiros, com R$ 140 reais per capta? É preciso reverter essa lógica. O orçamento deve ser descentralizado. Mas viemos de uma cultura autoritária e sem transparência. Um projeto de gestão não pode se limitar a uma lógica de governo ou de reeleição”, defendeu.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ERUNDINA-06.jpg" alt="Luiza Erundina - 4" class="image-inline" title="Luiza Erundina - 4" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Modelo privatista deverá se acentuar na gestão Dória, disse Erundina</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A ex-prefeita avalia que a filosofia de governo “com tendência privatista praticada durante Haddad será acentuada na gestão João Dória Júnior”. Lembrou que 70% do orçamento da Secretaria de Saúde são gerenciados pelas Organizações Sociais (OS). O mesmo vale para a educação, em que quase 80% das creches estão nas mãos da iniciativa privada, e também para os transportes públicos, “que tem a metade dos ônibus da capital nas mãos de um único empresário capaz de inviabilizar linhas de metrô para que seus ônibus continuem a transportar milhares por dia”, disse.</p>
<p>“Essa é uma linha de condução política, uma marca que na gestão Dória provavelmente irá se acentuar e ele já anunciou que irá privatizar o autódromo de Interlagos, o Anhembi e os corredores de ônibus. As implicações de privatizar 100% do transporte público tem a desvantagem de o gestor não ter o controle sequer da planilha de custos desses serviços para estabelecer tarifas. O Estado fica à mercê de quem apenas visa o lucro”, disse.</p>
<p>Erundina lembrou que essa visão de Estado mínimo significa menos direitos sociais e mais lucro para as empresas. “O Estado acaba virando um simples arrecadador de tributos, já que não está exercendo sua função pública. Quer papel mais precípuo do Estado do que fornecer saúde, educação e transportes para a população?”, indaga.</p>
<p class="discreet" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos 1 e 4: </span><span>Marcos Santos (USP Imagens)/ 2 e 3: </span><span>Leonor Calasans (IEA)/ </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-23T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jovens-medellin-sao-paulo">
    <title>Seminário compara situação de jovens em Medellín e São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jovens-medellin-sao-paulo</link>
    <description>"Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas" é o encontro que acontece no dia 2 de dezembro, às 14h, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Pesquisadores da Colômbia e do Brasil reúnem-se no <strong>dia 2 de dezembro, às 14h</strong>, no IEA, para a troca de informações sobre a situação dos jovens nas cidades de Medellín e São Paulo. Chamado <i>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - Lições Aprendidas, </i><span>o encontro terá como expositor </span><span>Sérgio Cristancho Marulanda, da Universidade de Antioquia, Colômbia, e será </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmitido ao vivo</a> <span>pela internet.</span></p>
<p><span> </span><span>Os debatedores serão três pesquisadores da USP:</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-fernanda-t-peres" class="external-link">Maria Fernanda Tourinho Peres</a><span>, da Faculdade de Medicina e do Núcleo de Estudos da Violência (NEV);</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-paes-manso" class="external-link">Bruno Paes Manso</a><span>, também do NEV; e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro" class="external-link">Helena Ribeiro</a><span>, da Faculdade de Saúde Pública </span><span>(FSP).</span></p>
<p><span>O interesse em conhecer melhor a experiência colombiana deve-se à situação peculiar do país, que enfrenta dilemas cruciais para a inclusão dos jovens que estavam envolvidos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo que apresenta experiências de intervenções urbanas que contribuíram fortemente para a redução da violência, sobretudo na cidade de Medellín.</span></p>
<p><span> </span><span>Segundo os organizadores, o encontro será uma oportunidade "extremamente proveitosa para o avanço do conhecimento e para a busca de alternativas e intervenções com maior chance de sucesso, além de propiciar um espaço importante para refletir sobre o tema numa perspectiva latino-americana".</span></p>
<p>O evento é gratuito, aberto ao público e não requer inscrição. A organização é do projeto <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais do IEA</a> e do <a class="external-link" href="http://www.fsp.usp.br/site/paginas/mostrar/3021" target="_blank">Programa de Doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade da FSP</a>, com apoio da <a class="external-link" href="https://www.capes.gov.br/" target="_blank">Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)</a>.</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><i><strong>Jovens, Violência e Acordo de Paz: Dilemas da Colômbia e da América Latina na Atualidade - <br />Lições Aprendidas</strong></i><br />2 de dezembro, 14h<br />Sala de Eventos do IEA, rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento em espanhol (sem tradução), gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição<br /></i><i>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet <br /></i><i>Mais informações: com Cláudia Regina Pereira, <a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>, telefone (11) 3091-1686.</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-23T17:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/cidades-inteligentes">
    <title>Cidades Inteligentes: Como São Paulo Pode se Tornar uma Delas?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/cidades-inteligentes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>As capitais mais importantes do planeta vêm se movendo rapidamente na direção de se tornarem cada vez mais integradas através da absorção e uso de novas tecnologias computacionais. Com isso, pretendem  aumentar o bem-estar de suas populações e de seus visitantes. Dessa forma, espalham informação rapidamente entre os cidadãos e aprimoram serviços.</span></p>
<p>Estas são as chamadas Cidades Inteligentes, um termo que se refere ao uso de Tecnologia da Informação - em particular Internet das Coisas, Big Data, Computação Móvel e Computação em Nuvem -  para processar informações no meio urbano. Por meio de técnicas avançadas de computação, as Cidades Inteligentes deverão baixar sensivelmente seus custos, pois permitirão o uso de sua infraestrutura de uma forma mais racional e sustentável através de ferramentas de gestão mais sofisticadas e poderosas para seus gestores.</p>
<p>São Paulo, como uma Cidade Global de grande importância (número 34 no ranking mundial da A.T. Kerney), possui cientistas, empresas e gestores públicos que precisam se unir rapidamente para que nos tornemos, também, uma Cidade Inteligente.</p>
<p>Este Workshop reunirá especialistas de diversas áreas do conhecimento, incluindo saúde, clima, biologia, transportes, mobilidade, urbanismo, ciências sociais, economia, entre outras, os quais trarão suas reflexões sobre os problemas da cidade do ponto de vista das Cidades Inteligentes.</p>
<p>A ideia é buscar, de forma objetiva e pragmática, possibilidades inter e transdisciplinares, reunindo pesquisadores, empresas e governo municipal para a produção tanto de conhecimento científico quanto de ferramentas concretas  para a cidade e seus cidadãos.</p>
<p>A série de eventos <i>Strategic Workshops</i> da  Pró-Reitoria de Pesquisa busca articular os pesquisadores em torno de  temas transdisciplinares que contemplem a USP como um todo. O objetivo  tem sido organizar a pesquisa na universidade priorizando temas em que  temos excelência ou que tenham grande potencial, mas que precisem de  melhor articulação.</p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Strategic Workshops</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ACIESP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mobilidade Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pequisa da Universidade de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-09T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais-13-de-julho-de-2016">
    <title>Lançamento do Programa USP Cidades Globais - 13 de julho de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/lancamento-do-programa-usp-cidades-globais-13-de-julho-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-13T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-cidades-globais">
    <title>Projeto do IEA reunirá pesquisas da USP voltadas à melhoria da qualidade de vida nas metrópoles</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-cidades-globais</link>
    <description>De caráter interdisciplinar, o “USP Cidades Globais” pretende levar aos criadores de políticas públicas propostas concretas e embasadas cientificamente.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="normal"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Mobilidade-Urbana.jpg" alt="Mobilidade Urbana" class="image-right" title="Mobilidade Urbana" />No dia <strong>13 de julho</strong>, o IEA-USP lançará o programa <i>USP Cidades Globais</i>, uma iniciativa que irá reunir e articular grupos de pesquisa da Universidade e colaboradores externos que possam desenhar propostas para a melhoria da qualidade de vida nas regiões metropolitanas. A apresentação acontecerá <strong>às 20h</strong>, no Anfiteatro do Instituto Oscar Freire da Faculdade de Medicina da USP, com transmissão<span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a><span> pelo site do IEA.</span> Para participar presencialmente, é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf-AGWxdZFoub6ifQWIVSiFiGQ5xPmKNV6-V0UskMaPLrw9kw/viewform">inscrição</a>. As vagas são limitadas.</p>
<p class="normal">O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">projeto</a> foi idealizado pelo diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, a partir de um pedido da reitoria da USP. Sua abordagem será transdisciplinar, reunindo pesquisas independentes e de diferentes áreas, mas com objetivos similares. As atividades e os resultados dos estudos devem embasar modelos que abranjam diversas esferas da vida nas grandes cidades: mobilidade, poluição, saúde, educação, uso e ocupação do solo, lazer etc.</p>
<p class="normal">Inicialmente, o USP Cidades Globais irá se concentrar na cidade de São Paulo. De acordo com o texto do projeto, os cerca de 20 milhões de moradores, distribuídos em 8.051 km², tornam a Região Metropolitana de São Paulo “um laboratório natural em que o ‘sistema metrópole’<i> </i>pode servir de foco inicial de estudos dos problemas e proposições de soluções cientificamente embasadas”.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcos-buckeridge" alt="Marcos Buckeridge" class="image-inline" title="Marcos Buckeridge" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Marcos Buckeridge, que coordenará o projeto</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="normal">Ao reunir pesquisas de diferentes áreas, espera-se ampliar a visão dos desafios que as cidades enfrentarão em um cenário de mudanças climáticas e intensa urbanização previsto para este século. “Queremos detectar perspectivas que só podem ser percebidas a partir de um ponto de vista integrado, conseguindo, assim, conceber políticas públicas que não poderiam ser desenhadas isoladamente por cada projeto”, explica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do USP Cidades Globais e professor do Instituto de Biociências da USP.</p>
<p class="normal">Inspirado nas experiências de universidades internacionais, que têm conseguido transformar seu conhecimento científico em melhorias para a sociedade, o programa irá produzir e divulgar uma visão interdisciplinar sobre a cidade de São Paulo, tanto em publicações acadêmicas de conteúdo inovador como nas mídias sociais, em exposições e intervenções urbanas.</p>
<p>Buckeridge afirma que, além de produzir conhecimento e pesquisas, espera-se mudar a cultura da população em relação ao bem-estar. Para isso, as interações com empresas, a mídia e os vários níveis do sistema educacional serão intensificadas.</p>
<p class="normal">Se der certo, o USP Cidades Globais pode ser adaptado para outras cidades globais brasileiras, como Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, e latino-americanas, como Buenos Aires e Cidade do México.</p>
<p class="normal"> </p>
<p class="normal"><strong>Projetos iniciais</strong></p>
<p class="normal">A primeira ação do programa será catalogar todas as iniciativas e pesquisadores que desejem integrar o USP Cidades Globais. A partir daí, as metas serão:</p>
<ol>
<li>Criar no IEA um foro de discussão interdisciplinar entre os projetos, com encontros intersetoriais abertos à participação da sociedade, seja presencialmente ou online.</li>
<li>Apresentar a pesquisa interdisciplinar aos criadores de políticas públicas e ao terceiro setor, com o objetivo de discutir a viabilidade da aplicação das propostas.</li>
<li>Formar um arcabouço intelectual sobre a cidade de São Paulo, por meio da publicação de artigos acadêmicos originais que embasem cientificamente as ações sugeridas.</li>
<li>Tornar públicos e disponíveis à sociedade todas as sugestões e estudos científicos produzidos.</li>
<li>Utilizar plataformas culturais para expandir o conhecimento científico produzido, visando a ampliar o público atingido.</li>
</ol>
<p> </p>
<hr />
<p><strong>Lançamento "USP Cidades Globais"<br /></strong><i>13 de julho, às 20h<br /></i><i>Anfiteatro do Instituto Oscar Freire da Faculdade de Medicina da USP - Av. Dr. Arnaldo, 455, São Paulo, SP<br /></i><i><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf-AGWxdZFoub6ifQWIVSiFiGQ5xPmKNV6-V0UskMaPLrw9kw/viewform">Inscrições </a>com vagas limitadas<br />Transmissão ao vivo: <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a> <br /></i><i>Informações para a imprensa: <a class="mail-link" href="mailto:ferezende@usp.br">ferezende@usp.br<br /></a></i><i>Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-usp-cidades-globais" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-usp-cidades-globais</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-06T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/projetos/usp-cidades-globais-16-de-junho-de-2016">
    <title>USP Cidades Globais -16 de junho de 2016 - 1a. reunião</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/projetos/usp-cidades-globais-16-de-junho-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-16T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/govagua-tem-crise-hidrica-como-tema">
    <title>GovAgua tem crise hídrica como tema</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/govagua-tem-crise-hidrica-como-tema</link>
    <description>Iniciativas para enfrentar a escassez do recurso nas metrópoles ilustram o encontro, de 10 a 13 de novembro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A grave falta de água que afeta diversas regiões do país e em especial as áreas metropolitanas será o foco do <strong><i>V GovAgua - Encontro de Governança da Água</i></strong>. O debate deste ano buscará mostrar as diferentes iniciativas da sociedade para enfrentar situações de escassez hídrica. O encontro acontece de <strong>10 a 13 de novembro</strong>, das<strong> 9h às 18h,</strong> no auditório do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP. Não haverá transmissão pela internet.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3 style="text-align: center; ">Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-gerais/iv-encontro-govagua-inovacao-na-governanca-da-agua-e-variacoes-climaticas-no-contexto-ibro-americano" class="external-link">IV Encontro GovAgua</a></p>
<p>Vídeos:<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2011/iii-encontro-internacional-da-governanca-da-agua-desafios-interdisciplinares-parte-1" class="external-link">Parte I</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2011/iii-encontro-internacional-da-governanca-da-agua-desafios-interdisciplinares-parte-2" class="external-link">Parte II</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2011/iii-encontro-internacional-da-governanca-da-agua-desafios-interdisciplinares-parte-3" class="external-link">Parte III</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2011/iii-encontro-internacional-da-governanca-da-agua-desafios-interdisciplinares-parte-4" class="external-link">Parte IV</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2011/iii-encontro-internacional-da-governanca-da-agua-desafios-interdisciplinares-parte-6" class="external-link">Parte V<br />Parte VI</a></p>
<hr />
<p><span>Governança Ambiental e a Questão da Água</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2013/governanca-ambiental-e-a-questao-da-agua" class="external-link">Vídeo</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em sua quinta edição, o GovAgua buscará ampliar os diálogos entre agendas que promovam o envolvimento de atores sociais de diversos segmentos na busca de soluções para a governança da água. Iniciados em 2007, os encontros têm a finalidade de aprofundar e compartilhar conhecimentos e estimular novos caminhos para enfrentar os desafios relacionados com o tema.</p>
<p>Estão previstas a participação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernard-barraque" class="external-link">Bernard Barraqué</a>, da Agro ParisTech - École Nationale du Génie Rural, des Eaux et des Fôrets, França; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alex-ricardo-caldera-ortega" class="external-link">Alex Ricardo Caldera Ortega</a>, da Universidad de Guanajuato, México; <a class="external-link" href="http://ucanr.edu/sites/anrstaff/Administration/Associate_Vice_President_for_Academic_Programs_and_Strategic_Initiatives/California_Institute_For_Water_Resources/">Doug Parker</a>, diretor da California Institute for Water Resources and Strategic Initiative Leader for the Water Initiative, dos Estados Unidos, entre outros.</p>
<p>O encontro é organizado pelo <a class="external-link" href="http://govamb.iee.usp.br/">GovAmb</a>, pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/meio-ambiente-e-sociedade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</a>, do IEA, pelo <a class="external-link" href="http://www.incline.iag.usp.br/data/noticias_BRA.php">Núcleo de Apoio às Pesquisas em Mudanças Climáticas (INCLINE)</a> e pela <a class="external-link" href="http://www.ufabc.edu.br/">Universidade Federal do ABC (UFABC)</a>, com apoio do <a class="external-link" href="http://www.idsbrasil.net/display/CS/Capa+Site">Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)</a> e o <a href="http://www.bbmapfre.com.br/Default.aspx" target="_blank">Grupo Segurador MAPFRE</a>.</p>
<p>No dia 10, a partir das 17h, haverá o lançamento do livro "Governança da Água no Contexto Iberoamericano - Inovação em Processo", organizado por Pedro Jacobi, Ana Paula Fracalanza e Vanessa Empinotti. O livro reúne oito artigos que abordam a questão da água no Brasil, Argentina, Chile, Peru, México, Portugal e Espanha.</p>
<p>A programação completa está na <a class="external-link" href="http://govamb.iee.usp.br/?q=evento/v-encontro-internacional-da-governan%C3%A7a-da-%C3%A1gua-v-govagua">página </a>do evento. Inscrições e informações pelo email <a href="mailto:comunicacao@iee.usp.br">comunicacao@iee.usp.br</a>. Estudantes de Graduação e de Pós-graduação pagam R$ 40,00 até 31 de outubro de 2015 e R$ 50,00 após essa data. Para profissionais e docentes, os valores são de R$ 120,00 e R$ 150,00.</p>
<p>Clique <a class="external-link" href="http://govamb.iee.usp.br/?q=evento/v-encontro-internacional-da-governan%C3%A7a-da-%C3%A1gua-v-govagua">aqui </a>para ver a programação atualizada.</p>
<hr />
<p><strong><i><strong>V GovAgua - Encontro de Governança da Água</strong></i></strong><br /><i>De 10 a 13 de novembro, das 9 às 18h.<br /><i><span>Auditório do IAG, Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária, São Paulo.</span><br /></i><i>Inscrições e informações pelo  <span style="text-align: justify; ">email (</span><a href="mailto:comunicacao@iee.usp.br" style="text-align: justify; ">comunicacao@iee.usp.br</a><span style="text-align: justify; ">).</span></i></i><i><i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><br /></a></i></i><i><i><i><i>Informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678.<br /></i></i></i></i><i><i>Ficha do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/v-govagua-v-encontro-internacional-da-governanca-da-agua" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/v-govagua-v-encontro-internacional-da-governanca-da-agua</a></i></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-23T13:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/mudancas-climaticas-em-sao-paulo-causas-impactos-e-solucoes">
    <title>Mudanças Climáticas em São Paulo: Causas, Impactos e Soluções</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/mudancas-climaticas-em-sao-paulo-causas-impactos-e-solucoes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O evento reunirá especialistas paulistas e internacionais em Mudanças Climáticas que abordarão os temas Água, Clima, Saúde, Agricultura, Biodiversidade e Políticas Públicas, além de discutirem como o clima poderá mudar o nosso futuro, quais são os impactos esperados e as soluções possíveis para o Estado de São Paulo nas próximas décadas. As mesas serão mediadas por renomados pesquisadores e jornalistas e terão ampla abertura para a plateia participar. Confira a programação abaixo.</p>
<h3>Coordenadores</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-arturo-navas-iannini" class="external-link"><b></b>Carlos Arturo Navas Iannini</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Silveira Buckeridge</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tercio-ambrizzi" class="external-link">Tercio Ambrizzi</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-13T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/impactos-ambientais-do-novo-plano-diretor-do-municipio-de-sao-paulo-05-de-maio-de-2014">
    <title>Impactos Ambientais do Novo Plano Diretor do Município de São Paulo - 05 de maio de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/impactos-ambientais-do-novo-plano-diretor-do-municipio-de-sao-paulo-05-de-maio-de-2014</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-05-06T18:35:23Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>




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