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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 101 to 115.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades">
    <title>Em sua 93ª edição, “Estudos Avançados” reflete sobre o ensino de humanidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades</link>
    <description>Além de dossiê sobre o ensino de humanidades, há artigos sobre vida urbana e saúde, arte e cultura e uma homenagem ao economista Paul Singer</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f9d48d4d-7fff-d22f-ce8f-49ea379f72fb"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-93/@@images/a264861c-632d-4ea5-9b50-5a6b15118a23.jpeg" alt="Capa Estudos Avançados 93" class="image-right" title="Capa Estudos Avançados 93" />A <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">93ª edição da revista “Estudos Avançados”</a> inaugura uma série de publicações focadas nos ensinos fundamental e médio. O dossiê principal deste número traz um conjunto de artigos sobre o ensino de humanidades, área do conhecimento escolhida para abrir a sequência. Além de ponderações sobre a conjuntura atual da educação brasileira, os textos apresentam reflexões sobre o ensino de filosofia, história, geografia, música, literatura e religião. A versão online da publicação está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">íntegra no SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">A revista traz ainda três outras seções, com temas diversos. Na primeira, Vida urbana e saúde, quatro artigos buscam compreender como atributos ambientais e comportamentais das grandes cidades afetam a vida de seus habitantes. O segundo conjunto de textos, Artes e cultura, traz discussões abrangentes sobre o ensino superior de artes e reflexões sobre importantes obras do século passado. Por fim, a última seção homenageia o economista Paul Singer, morto em abril deste ano, com uma grande e expressiva entrevista realizada em 2016. Veja o <a class="anchor-link" href="#Sumário">sumário</a> da revista.</p>
<p dir="ltr"><span>Para o editor da revista, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi"><span>Alfredo Bosi</span></a><span>, as humanidades enfrentam uma situação paradoxal. “Ao mesmo tempo, assistimos a uma reflexão sobre os novos métodos propostos pela pedagogia e pelas didáticas específicas que abrem novos rumos ao magistério e enfrentamos uma depreciação das mesmas humanidades pelo pensamento tecnicista que se generalizou em órgãos burocráticos dentro e fora da Universidade”, atenta. Ele acredita que a intensa demanda por especialização gerada pelas revoluções industrial e tecnológica prejudicou o equilíbrio entre as ciências humanas e biológicas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este contexto, segundo Bosi, alimenta a necessidade de pensar o saber de modo holístico e problemático. Um ponto de partida, para ele, seria aplicar a filosofia como metodologia de de toda e qualquer modalidade do conhecimento. “O leitor encontrará artigos de docentes que vivem esse projeto tanto nas escolas públicas quanto em situações particulares, como é o caso do ensino de leitura junto a presidiários ou a tentativa bem-sucedida de introduzir o ensino de grego e latim para alunos do ensino fundamental”, comenta.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No editorial, Bosi dedica a 93ª edição da revista a Paul Singer e Paulo Freire, que, segundo ele, “levaram seus ideais democráticos ao cerne da economia e da pedagogia dos oprimidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê</strong></span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Ouça: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/dossie-mostra-marginalizacao-do-ensino-de-humanidades/">Franklin Leopoldo e Silva, autor de um dos artigos da revista, em e<span>ntrevista ao programa de rádio Jornal da USP</span></a></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre 2012 e 2013, Ana Vieira Pereira participou de uma série de oficinas de escrita criativa e mediação de leitura no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. As experiências e os aprendizados de Pereira no período estão relatados no artigo </span><span><i>À margem — experiências de literatura com pessoas encarceradas</i></span><span>, que também compõe o dossiê principal. Segundo ela, o trabalho possibilitou a percepção da literatura e do contar da própria história como “mecanismos poderosos para a reorganização pessoal e a descoberta de novas formas dentro do campo da linguagem”.</span></p>
<p dir="ltr">No artigo<i> </i><i>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação</i>, Celso João Ferretti analisa criticamente a reforma promovida pelo Ministério da Educação em 2017. Os interesses políticos e econômicos da reestruturação, as disputas ideológicas que se apresentaram e os objetivos oficiais anunciados pelo governo Temer são alguns dos pontos tratados por Ferretti. Ele declara ainda ter conferido “especial atenção à flexibilização curricular e à concepção de qualidade da educação em que se baseia a reforma”.</p>
<p dir="ltr"><span>Paula da Cunha Corrêa, no artigo </span><span><i>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental</i></span><span>, apresenta uma exitosa experiência pedagógica conduzida a partir de 2013 na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima. Usando o método </span><span><i>Minimus</i></span><span>, criado pela britânica Barbara Bell, Corrêa organizou a implementação de cursos de línguas clássicas — latim e grego — para alunos dos 4º e 7º anos da escola localizada na capital paulista. Segundo ela, além do ensino das línguas, o projeto leva aos alunos “diversos aspectos da cultura clássica: mitologia, história, política, teatro, poesia, música, arte e arquitetura”. O “Projeto Minimus” está em vigor até hoje e busca novas escolas para expandir sua área de atuação.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Outros temas</strong></span></p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros textos da seção Vida urbana e saúde apresentam as consequências da violência e da falta de saneamento básico para a saúde da população periférica. Os dois últimos apresentam críticas e comentários sobre o livro <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva" class="external-link">Vida Urbana e Saúde — Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles</a></i> (Editora Contexto, 2018), de autoria do médico e diretor do IEA-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span>A metrópole e a saúde de seus habitantes</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro"><span>Helena Ribeiro</span></a><span> descreve e analisa os temas gerais abordados na obra de Saldiva. Segundo ela, o livro mostra, com clareza, “os problemas que a urbanização tem trazido para a saúde física e mental” dos moradores da grandes cidades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já o articulista Fabio Angeoletto, no texto </span><span><i>Vida urbana e saúde</i></span><span>, ressalta que as problemáticas apresentadas por Saldiva não se resumem a São Paulo e outras metrópoles, mas a todas as cidades brasileiras. Para ele, a conclusão da leitura faz emergir uma mensagem clara, mas não explícita pelo autor: “As cidades, em sua complexidade, demandam planejamento, e as múltiplas formações acadêmicas e atores sociais precisam estar envolvidos nesse labor”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No corpo de sete autores da seção </span><span><i>Artes e cultura</i></span><span> há, entre outros, o ex-diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span>, e duas professoras uspianas participantes da primeira edição do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico"><span>Programa Ano Sabático</span></a><span> do IEA, de 2016: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk"><span>Dária Jaremtchuk</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira"><span>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</span></a><span>. Os trabalhos nesta edição representam parte dos resultados de suas pesquisas no Instituto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Jaremtchuk, no artigo </span><span><i>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra”</i></span><span>, discorre sobre o período de 10 anos que o pintor brasileiro passou nos Estados Unidos. Segundo ela, o tempo foi fundamental para que Nascimento reafirmasse “seu compromisso com a criação de obras alinhadas com a herança cultural africana”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span><i>Sobre conquistas e tensões</i></span><span>, por sua vez, Oliveira discute o surgimento de novas dinâmicas culturais ancoradas nas tecnologias de informação e comunicação. “O momento atual exige uma compreensão não simplificadora das inúmeras representações, contradições, vozes e dos silêncios que disputam a visibilidade na arena pública”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Paul Singer</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O último artigo da edição 93 da revista “Estudos Avançados” celebra o economista Paul Singer, que morreu no dia 16 de abril de 2018, aos 86 anos. Singer foi professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e integrante da primeira composição do Conselho Deliberativo (CD) do IEA, de 1987 a 1992. Nascido em Viena, capital da Áustria, foi o criador e maior defensor da “Economia Solidária”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo </span><span><i>Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática</i></span><span>, Cris Andrada e Egeu Esteves apresentam uma entrevista realizada com o economista no ano de 2016. Nela, Singer fala sobre sua migração para o Brasil, a juventude na São Paulo do pós-guerra, sua relação com o movimento sindical — com ênfase à participação na </span><span>Greve dos 300 mil</span><span> — e, notoriamente, sobre a Economia Solidária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Poucos reúnem grandeza intelectual, humildade genuína e uma profunda coerência entre o que escreve e o que pratica, como ele”, escrevem os autores. “Paul Singer não apenas refletiu sobre as violências do mundo do trabalho, como se dedicou a fazê-lo junto de trabalhadores, ombro a ombro, anos a fio.”<br /><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><i><strong>Revista "Estudos Avançados" 93, 399 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><a name="Sumário"></a></p>
<h3>Sumário</h3>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Ensino de Humanidades</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Limites e possibilidades do ensino de filosofia - <i>Franklin Leopoldo e Silva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Prefácio para a reedição de Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire - <i>Celso de Rui Beiseigel</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação - <i>Celso João Ferretti</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas” - <i><span>Marcus Sacrini</span><span> e </span><span>Valéria De Marco</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Os preteridos e os preferidos: sinal dos tempos da educação - <i><span>Ausonia Donato</span><span> e </span><span>Monique Borba Cerqueira</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Autobiografias do começo de uma aula - <i>Marcos Natali</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Leitura e escrita literárias no âmbito escolar: situação e perspectivas - <i>Neide Luzia de Rezende</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>À margem – experiências de literatura com pessoas encarceradas - <i>Ana Vieira Pereira</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental - <i>Paula da Cunha Corrêa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Reflexões sobre o ensino de História - <i>Circe Fernandes Bittencourt</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de História e seus conteúdos - <i>Antonia Terra de Calazans Fernandes</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O ensino da Geografia como prática espacial de significação - <i>Rafael Straforini</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O Estado e a educação religiosa: observações a partir da psicologia - <i>Geraldo José de Paiva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Considerações sobre o ensino de música no Brasil - <i>Antonio Carlos Moraes Dias Carrasqueira</i></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Vida urbana e saúde</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> “Caminhos da reforma sanitária”, revisitado - <i>Amélia Cohn</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Violência em favelas e saúde - <i><span>Ana Lydia Sawaya</span><span>, </span><span>Maria Paula de Albuquerque</span><span> </span><span>e Semiramis Martins Álvares Domene</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> A metrópole e a saúde de seus habitantes - <i>Helena Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>•</strong> Vida urbana e saúde - <i>Fabio Angeoletto</i></p>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Artes e cultura</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra” - <i>Dária Jaremtchuk</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Sobre conquistas e tensões - <i>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Os gigantes da montanha e o semblante do real - <i>Martha Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Walter Zanini e a formação de um sistema de arte contemporânea no Brasil - <i>Isis Baldini, Martin Grossmann, Pamela Prado e Vinicius Spricigo</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de Artes Visuais na Universidade - <i>Ana Mae Barbosa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> O que se espera de uma escola de arte hoje? - <i>Martin Grossmann</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Bophana e a persistência da memória - <i>Paulo Roberto Ramos</i></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Paul Singer</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática - <i>Cris Andrada e Egeu Esteves</i></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-novo-livro-alfredo-bosi-analisa-a-obra-de-leonardo-da-vinci">
    <title>Em novo livro, Alfredo Bosi analisa a obra de Leonardo da Vinci</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-novo-livro-alfredo-bosi-analisa-a-obra-de-leonardo-da-vinci</link>
    <description>Editor da Revista "Estudos Avançados", Bosi lança livro pela Edusp, no qual destaca a singularidade do pensamento leonardino</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Por <span class="author_name author vcard">Roberto C. G. Castro, do Jornal da USP</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/santa-ceia" alt="A Última ceia " class="image-inline" title="A Última ceia " /></th>
</tr>
<tr>
<td><b><span style="text-align: right; "><i>A Última Ceia</i></span><span style="text-align: right; ">, 1495-1498, têmpera sobre gesso - Foto: Reprodução</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><span class="wpsdc-drop-cap" style="float: left; "> </span></span>O processo criativo de Leonardo da Vinci (1452-1519) se inicia com o olhar “ingênuo” sobre a natureza, passa pelo estudo rigoroso das imagens vistas e termina com as projeções do artista, que cria novas formas a partir da análise dessas imagens. Essa descrição dos fundamentos da arte do mestre renascentista está no livro "<em>Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci"<i> </i>(Editora da USP (Edusp), 88 páginas, R$ 34)</em>, que o editor da Revista "Estudos Avançados", Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> acaba de publicar.</p>
<p>Com 88 páginas, a nova obra de Bosi tem o mérito de destacar a singularidade do pensamento leonardiano, como aponta o professor Lorenzo Mammi, da FFLCH, que assina o texto da contracapa do livro. Segundo Mammi, esse pensamento inclui uma concepção da natureza como uma totalidade orgânica em transformação contínua e, portanto, o interesse por tudo o que é instável, a busca de uma nova relação entre experiência, imaginação e fazer – segundo a qual conhecer a natureza é também recriá-la, no pensamento e na obra – e, finalmente, uma escrita que privilegia a anotação pontual, o aforismo, o provérbio e o ditado popular, em que melhor se manifesta a instabilidade do mundo e do destino. “Bosi mostra como a pintura de Leonardo, que abole os contornos marcados do primeiro Renascimento em prol de uma transição contínua entre atmosfera e corpos, é consequência necessária dessa concepção”, escreve Mammi.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-virgem-e-o-menino-com-santa2019ana-1503-1519" alt="A Virgem e o Menino com Santa’Ana - 1503-1519" class="image-inline" title="A Virgem e o Menino com Santa’Ana - 1503-1519" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b><em>A Virgem e o Menino com Santa’Ana</em><span>, 1503-1519, óleo sobre madeira – Foto: Reprodução</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi cita pinturas de Leonardo como exemplos que confirmam sua visão sobre o artista. “Nas obras da maturidade o artista consumou a sua técnica de paisagista inovador. As pinceladas vão-se fazendo cada vez mais sutis, os lineamentos mais esbatidos, e a cor adquire uma tal diafaneidade que torna quase aéreos os elementos que, pela sua natureza de chão e de pedra, deveriam parecer mais compactos”, escreve o professor. “Os cimos enevoados que se dissolvem no horizonte de <em>A Virgem e o Menino com Santa’Ana</em> (talvez lembrança dos Alpes dolomíticos contemplados nos seus anos milaneses) e a visão cósmica suspensa no tempo que envolve a figura da Mona Lisa são imagens afins ao conceito leonardesco de natureza. A clássica e toscana representação de um mundo finito cede à expressão moderna do desejo de infinito.”</p>
<p>Em Leonardo da Vinci, há uma “feliz simbiose” entre o naturalismo renascente e o neoplatonismo dominante na corte florentina dos Médicis”, como analisa o professor em entrevista ao <strong>Jornal da USP</strong>.</p>
<p>Bosi nota que, nos escritos de Leonardo, encontram-se vestígios de um platonismo difuso. Exemplo disso é o louvor incondicional que o artista faz das matemáticas, sustenta o professor, citando alguns aforismos do artista: “Não me leia, nos meus princípios, quem não é matemático” e “Nenhuma humana investigação se pode considerar verdadeira ciência se não passa pelas demonstrações matemáticas”.</p>
<p>Entretanto, o professor percebe também as diferenças entre o gênio renascentista e o fundador da Academia. Essas diferenças se impõem quando se trata de considerar o mundo orgânico que Leonardo estuda e desenha, infere Bosi. “Os corpos vivos com suas formas e atos específicos são situados pelo neoplatonismo tradicional em um plano inferior, sujeito à divisão, à dor e à morte. Em Leonardo, ao contrário, tem-se a valorização artística e científica dessa mesma natureza.”</p>
<p>A pintura <em>Virgem dos Rochedos</em>, com sua estranha paisagem no fundo da tela, pode ser a chave para a interpretação do pensamento e da obra de Leonardo da Vinci. “Sob penhascos bojudos e terrosos ladeados por uma folhagem castanho-ouro o artista pintou uma caverna cujas bocas irregulares deixam ver estalagmites alvas como geleiras”, descreve o professor.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-livro-alfredo-bosi-arte-e-conhecimento-em-leonardo-da-vinci" alt="Capa Livro  Alfredo Bosi - Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci" class="image-inline" title="Capa Livro  Alfredo Bosi - Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><b>O novo livro de Alfredo Bosi – Foto: Reprodução</b></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi lembra que, no livro VII da <em>República</em>, Platão conta o mito da caverna. Nele, a caverna é uma metáfora de sentido epistemológico, o lugar onde não se pode conhecer a verdade.  Mas, para o artista renascentista, ela assume outro caráter, como analisa Bosi: “Leonardo artista quer ver o que se oculta nas entranhas da caverna, para descrever e desenhar os subterrâneos da existência, assim como Leonardo cientista quer entender a fundo os processos que resultaram naquelas formas, naqueles traços que velam milênios de metamorfoses. Olhar para saber, saber para desenhar, desenhar para pintar, pintar para criar”.</p>
<p><span><strong>O gênio que se dizia “homem sem letras”</strong></span></p>
<p>O contato de Alfredo Bosi com a obra de Leonardo da Vinci é antigo. Em 1961, em sua primeira viagem a Florença, na Itália, o professor assistiu a cursos ministrados por Cesare Luporini – filósofo italiano que havia sido aluno de Martin Heidegger em Freiburg – sobre as relações entre a obra literária de Leonardo e a paixão do artista pelo corpo humano e pela matéria em geral. “Esse veio naturalista do artista resultou em um grande número de desenhos anatômicos e cósmicos, que reapareceriam, sublimados e estilizados, nas telas e afrescos que criou”, explica Bosi. “Havia, portanto, uma simbiose feliz do naturalismo renascente e o neoplatonismo dominante na corte florentina dos Médicis.”</p>
<p> </p>
<p>Ao retornar ao Brasil, Bosi se dedicou a outros autores italianos – especialmente Pirandello e Leopardi. Ele só voltou a se debruçar sobre o pensamento de Leonardo da Vinci em 1994, quando proferiu uma conferência no ciclo <em>Arte e Pensamento</em>, organizado por Adauto Novaes. “Foi então que li, encantado, a obra literária desse gênio que se dizia ‘homem sem letras’ para distinguir-se dos eruditos verbosos do seu tempo.”</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-2" alt="Alfredo Bosi" class="image-inline" title="Alfredo Bosi" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b>Alfredo Bosi, editor da "Estudos Avançados"</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Bosi, a conferência foi a “matriz” de "<em>Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci</em><em>"</em>, agora lançado pela Editora da USP (Edusp). “De algum modo, retomei meu interesse pela cultura italiana, de que me afastara profissionalmente desde que comecei a ministrar cursos de Literatura Brasileira, a partir da década de 70.”</p>
<p>O professor cita ainda outro momento decisivo para voltar a se ocupar com o artista renascentista: a sua visita, em 1992, ao Clos-Lucé, em Amboise, na França, o castelo onde Leonardo da Vinci viveu seus últimos anos, graças ao mecenato do rei de França, Francisco I. Essa visita é descrita por Bosi nas últimas páginas de seu livro. “Visitei, o coração batendo forte, a casa de Clos Lucé, em Amboise”, escreve o professor. “Tudo está conservado com zelo comovente: o dormitório amplo, a capela onde rezava Ana de Bretanha, a cozinha com lareira e a passagem subterrânea que dava para o castelo.”</p>
<p><span>Diante da pergunta sobre o que mais o impressiona em Leonardo da Vinci, Bosi fica em dúvida. “É difícil dizer”, ele afirma. “Talvez a fusão de pensamento e criação artística, que torna Leonardo cada vez mais atual. Talvez o ‘obstinado rigor’, seu lema, que Valéry tanto admirava. Talvez a expressividade gestual dos apóstolos na </span><em>Última Ceia</em><span>, que Goethe interpretou agudamente ao contemplar em Milão essa obra ímpar. E, por que não?, a graça das fábulas em que os animais se aproximam tanto dos seres humanos.”</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-07T13:41:03Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/eleicoes-brasileiras-e-governanca-florestal-sao-temas-da-edicao-106-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Eleições brasileiras e governança florestal são temas do número 106 da revista "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/eleicoes-brasileiras-e-governanca-florestal-sao-temas-da-edicao-106-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a7225344-7fff-7568-60be-d8e2820ce029"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-106" alt="Capa da Revista Estudos Avançados no. 106" class="image-right" title="Capa da Revista Estudos Avançados no. 106" />Com destaque para as eleições no Brasil e o tema da governança florestal, a edição 106 da revista Estudos Avançados é lançada este mês, e sua versão digital está disponível na <a class="external-link" href="https://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420220003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">plataforma SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte, "Dossiê eleições", traz artigos que se baseiam em investigações no campo das ciências políticas para abordar a história eleitoral brasileira. "Os artigos exploram inquietações presentes na opinião pública, no debate midiático e na agenda de política, tanto nacional como regional e local", explica o editor Sérgio Adorno.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Três temas da maior relevância, segundo Adorno, estão presentes na edição: pesquisas eleitorais, programas das candidaturas e os fundamentos ideológicos do bolsonarismo. </span></p>
<p dir="ltr"><span>As tendências e desempenhos das pesquisas eleitorais foram analisadas por Fernando Meireles, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e Guilherme Russo, </span><span>lecturer </span><span>na Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em estimativas de pesquisas realizadas entre 2012 e 2020. Já Bruno Wilhelm Speck, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofa, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, no artigo "Partidos dominam registro de candidaturas, lideranças conectam melhor com o eleitorado", avaliou que lideranças políticas são capazes de fidelizar os eleitores mais do que os partidos, a partir de dados sobre as eleições para prefeitos realizadas entre 2000 e 2020. Ainda, Lucio Rennó, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), analisou os componentes ideológicos do eleitor que apoia Jair Bolsonaro baseados em preferências sobre temas políticos no artigo "Bolsonarismo e as eleições de 2022".</span></p>
<p dir="ltr"><span>No texto "O Brasil é realmente um país polarizado? Análise das eleições presidenciais", Antonio Carlos Alkmim, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Sonia Luiza Terron, doutora em Ciência Política, usaram as oito eleições presidenciais brasileiras no período pós-ditadura militar como objeto de análise. "A polarização geográfica entre o primeiro e o segundo colocado é uma característica das eleições presidenciais brasileiras desde 1989 até 2018. Varia o sentido, a intensidade e a geografia do confronto, mas ela está presente em todas as eleições", apontam</span></p>
<p dir="ltr"><span>As reformas eleitorais enquanto reflexos do amadurecimento do sistema político brasileiro após a Constituição de 1988 foram abordadas por Arthur Fisch e Lara Mesquita, pesquisadores do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp) da FGV, que exploraram as mudanças no sistema proporcional e de financiamento eleitoral. Para eles, "é importante estar atento a tais mudanças para que o sistema evolua de forma a consolidar os ganhos da democracia".</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras contribuições ainda abordaram as percepções dos eleitores brasileiros sobre os partidos políticos desde o processo de redemocratização e o financiamento de campanhas </span><span>e desempenho das mulheres nas eleições brasileiras.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"Se, por um lado, recentes inovações legislativas têm produzido impactos positivos, por outro, ainda assim reações conservadoras têm mitigado conquistas e mantido representação predominantemente masculina", diz Sérgio Adorno sobre reformas e igualdade de gênero na arena eleitoral brasileira nas três últimas décadas.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Governança florestal</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o artigo que abre o segundo dossiê, governança florestal é um tema estratégico para a revista desde a </span><a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/1990.v4n9/"><span>publicação do número 9</span></a><span> sobre o Projeto Floram – Florestas para o Meio Ambiente (1990), liderado pelo professor Aziz Ab’Saber, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Seus artigos trazem subsídios para uma reflexão sobre o avanço no campo da governança florestal no Brasil e as perspectivas globais no campo da governança ambiental e climática feitas nesta edição.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para falar da legislação florestal brasileira, o artigo de Paulo Eduardo dos Santos Massoca, pesquisador associado ao Center for the Analysis of Social-Ecological Landscapes (Casel) da Universidade de Indiana, e de Eduardo Sonnewend Brondízio, do Departamento de Antropologia da Universidade de Indiana, parte de um exame das narrativas sobre os valores de árvores e florestas nas leis desde o século XVI – com sua recente revalorização e o conflito de interesses opostos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na sequência, o artigo "Fundamentalismo sectário impede o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade", de Ricardo Abramovay, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, explora as raízes ideológicas e culturais dos incentivos à destruição florestal, e apresenta forças que buscam se contrapor às atuais políticas federais e iniciativas com o potencial de abrir caminho a uma economia da sociobiodiversidade florestal.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os demais artigos abordam temas como as reações e resistências lideradas por associações da sociedade civil e por força de coalizões e plataformas multissetoriais; inovações socioecológicas que conformam relações sociais que têm a comunidade local como protagonista; e uma análise dos destaques do Web-Seminário "Construindo Diálogos sobre Governança Florestal".</span></p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" nº 106</span></h3>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê Eleições</strong></span></p>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>O Brasil é realmente um país polarizado? Análise das eleições presidenciais de 1989 a 2018 - Antonio Carlos Alkmim e Sonia Luiza Terron</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Reformas eleitorais no Brasil contemporâneo: mudanças no sistema proporcional e de financiamento eleitoral -</span><span> Arthur Fisch e Lara Mesquista</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Para onde foram os partidos na opinião pública? As percepções sobre os partidos políticos na redemocratização no Brasil - </span><span>Rachel Meneguello e Oswaldo E. do Amaral</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Partidos dominam registro de candidaturas, lideranças conectam melhor com o eleitorado -</span><span> Bruno Wilhelm Speck</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Financiamento de campanhas e desempenho eleitoral das mulheres nas eleições brasileiras (1998-2020) - </span><span>Vitor de Moraes Peixoto, Larissa Martins Marques e Leandro Molhano Ribeiro</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Pesquisas eleitorais no Brasil: Tendências e desempenho - </span><span>Fernando Meireles e Guilherme Russo</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Esquerda, direita e eleições presidenciais no Brasil - </span><span>Gabriela Tarouco</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Bolsonarismo e as eleições de 2022 - </span><span>Lucio Rennó</span></p>
</li>
</ul>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong>Governança Florestal</strong></span></p>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Governança florestal: três décadas de avanços - </span><span>Cristina Adams, Luciana Gomes de Araujo e Liviam E. Cordeiro-Beduschi</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Protegemos quando valorizamos: história da legislação florestal brasileira - </span><span>Paulo Eduardo dos Santos Massoca e Eduardo Sonnewend Brondízio</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Fundamentalismo sectário impede o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade - </span><span>Ricardo Abramovay</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Experiências de governança da restauração de ecossistemas e paisagens no Brasil - </span><span>Robin L. Chazdon, Rafael B. Chaves, Miguel Calmon, Ludmila Pugliese de Siqueira e Rodrigo G. Prates Junqueira</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Casos brasileiros de Restauração Socioinovadora de Paisagens - </span><span>Aurélio Padovezi, Jordano Roma, Daniela Coura, Lucas Antunes da Silva, Marina Campos, Patrick Ayrivie de Assumpção e Laura Secco</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Ação coletiva multinível e inovação socioecológica na governança florestal - </span><span>Liviam E. Cordeiro-Beduschi, Cristina Adams, Luciana Gomes de Araujo, Aurelio Padovezi, Jordano Roma Buzati, Marcus Vinícius Chamon Schmidt e Raquel Rodrigues dos Santos</span></p>
</li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Eleições</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-10-31T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/eleicoes-brasileiras-e-governanca-florestal-sao-temas-da-edicao-106-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Eleições brasileiras e governança florestal são temas do número 106 da revista "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/eleicoes-brasileiras-e-governanca-florestal-sao-temas-da-edicao-106-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a7225344-7fff-7568-60be-d8e2820ce029"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-106" alt="Capa da Revista Estudos Avançados no. 106" class="image-right" title="Capa da Revista Estudos Avançados no. 106" />Com destaque para as eleições no Brasil e o tema da governança florestal, a edição 106 da revista Estudos Avançados é lançada este mês, e sua versão digital está disponível na <a class="external-link" href="https://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420220003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">plataforma SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte, "Dossiê eleições", traz artigos que se baseiam em investigações no campo das ciências políticas para abordar a história eleitoral brasileira. "Os artigos exploram inquietações presentes na opinião pública, no debate midiático e na agenda de política, tanto nacional como regional e local", explica o editor Sérgio Adorno.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Três temas da maior relevância, segundo Adorno, estão presentes na edição: pesquisas eleitorais, programas das candidaturas e os fundamentos ideológicos do bolsonarismo. </span></p>
<p dir="ltr"><span>As tendências e desempenhos das pesquisas eleitorais foram analisadas por Fernando Meireles, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e Guilherme Russo, </span><span>lecturer </span><span>na Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em estimativas de pesquisas realizadas entre 2012 e 2020. Já Bruno Wilhelm Speck, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofa, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, no artigo "Partidos dominam registro de candidaturas, lideranças conectam melhor com o eleitorado", avaliou que lideranças políticas são capazes de fidelizar os eleitores mais do que os partidos, a partir de dados sobre as eleições para prefeitos realizadas entre 2000 e 2020. Ainda, Lucio Rennó, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), analisou os componentes ideológicos do eleitor que apoia Jair Bolsonaro baseados em preferências sobre temas políticos no artigo "Bolsonarismo e as eleições de 2022".</span></p>
<p dir="ltr"><span>No texto "O Brasil é realmente um país polarizado? Análise das eleições presidenciais", Antonio Carlos Alkmim, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Sonia Luiza Terron, doutora em Ciência Política, usaram as oito eleições presidenciais brasileiras no período pós-ditadura militar como objeto de análise. "A polarização geográfica entre o primeiro e o segundo colocado é uma característica das eleições presidenciais brasileiras desde 1989 até 2018. Varia o sentido, a intensidade e a geografia do confronto, mas ela está presente em todas as eleições", apontam</span></p>
<p dir="ltr"><span>As reformas eleitorais enquanto reflexos do amadurecimento do sistema político brasileiro após a Constituição de 1988 foram abordadas por Arthur Fisch e Lara Mesquita, pesquisadores do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp) da FGV, que exploraram as mudanças no sistema proporcional e de financiamento eleitoral. Para eles, "é importante estar atento a tais mudanças para que o sistema evolua de forma a consolidar os ganhos da democracia".</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras contribuições ainda abordaram as percepções dos eleitores brasileiros sobre os partidos políticos desde o processo de redemocratização e o financiamento de campanhas </span><span>e desempenho das mulheres nas eleições brasileiras.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"Se, por um lado, recentes inovações legislativas têm produzido impactos positivos, por outro, ainda assim reações conservadoras têm mitigado conquistas e mantido representação predominantemente masculina", diz Sérgio Adorno sobre reformas e igualdade de gênero na arena eleitoral brasileira nas três últimas décadas.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Governança florestal</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o artigo que abre o segundo dossiê, governança florestal é um tema estratégico para a revista desde a </span><a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/1990.v4n9/"><span>publicação do número 9</span></a><span> sobre o Projeto Floram – Florestas para o Meio Ambiente (1990), liderado pelo professor Aziz Ab’Saber, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Seus artigos trazem subsídios para uma reflexão sobre o avanço no campo da governança florestal no Brasil e as perspectivas globais no campo da governança ambiental e climática feitas nesta edição.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para falar da legislação florestal brasileira, o artigo de Paulo Eduardo dos Santos Massoca, pesquisador associado ao Center for the Analysis of Social-Ecological Landscapes (Casel) da Universidade de Indiana, e de Eduardo Sonnewend Brondízio, do Departamento de Antropologia da Universidade de Indiana, parte de um exame das narrativas sobre os valores de árvores e florestas nas leis desde o século XVI – com sua recente revalorização e o conflito de interesses opostos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na sequência, o artigo "Fundamentalismo sectário impede o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade", de Ricardo Abramovay, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, explora as raízes ideológicas e culturais dos incentivos à destruição florestal, e apresenta forças que buscam se contrapor às atuais políticas federais e iniciativas com o potencial de abrir caminho a uma economia da sociobiodiversidade florestal.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os demais artigos abordam temas como as reações e resistências lideradas por associações da sociedade civil e por força de coalizões e plataformas multissetoriais; inovações socioecológicas que conformam relações sociais que têm a comunidade local como protagonista; e uma análise dos destaques do Web-Seminário "Construindo Diálogos sobre Governança Florestal".</span></p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" nº 106</span></h3>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê Eleições</strong></span></p>
<ul>
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<p dir="ltr"><span>O Brasil é realmente um país polarizado? Análise das eleições presidenciais de 1989 a 2018 - Antonio Carlos Alkmim e Sonia Luiza Terron</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Reformas eleitorais no Brasil contemporâneo: mudanças no sistema proporcional e de financiamento eleitoral -</span><span> Arthur Fisch e Lara Mesquista</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Para onde foram os partidos na opinião pública? As percepções sobre os partidos políticos na redemocratização no Brasil - </span><span>Rachel Meneguello e Oswaldo E. do Amaral</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Partidos dominam registro de candidaturas, lideranças conectam melhor com o eleitorado -</span><span> Bruno Wilhelm Speck</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Financiamento de campanhas e desempenho eleitoral das mulheres nas eleições brasileiras (1998-2020) - </span><span>Vitor de Moraes Peixoto, Larissa Martins Marques e Leandro Molhano Ribeiro</span></p>
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</ul>
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<p dir="ltr"><span>Pesquisas eleitorais no Brasil: Tendências e desempenho - </span><span>Fernando Meireles e Guilherme Russo</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Bolsonarismo e as eleições de 2022 - </span><span>Lucio Rennó</span></p>
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<p dir="ltr"><span><strong>Governança Florestal</strong></span></p>
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<p dir="ltr"><span>Governança florestal: três décadas de avanços - </span><span>Cristina Adams, Luciana Gomes de Araujo e Liviam E. Cordeiro-Beduschi</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Protegemos quando valorizamos: história da legislação florestal brasileira - </span><span>Paulo Eduardo dos Santos Massoca e Eduardo Sonnewend Brondízio</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Fundamentalismo sectário impede o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade - </span><span>Ricardo Abramovay</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Experiências de governança da restauração de ecossistemas e paisagens no Brasil - </span><span>Robin L. Chazdon, Rafael B. Chaves, Miguel Calmon, Ludmila Pugliese de Siqueira e Rodrigo G. Prates Junqueira</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Casos brasileiros de Restauração Socioinovadora de Paisagens - </span><span>Aurélio Padovezi, Jordano Roma, Daniela Coura, Lucas Antunes da Silva, Marina Campos, Patrick Ayrivie de Assumpção e Laura Secco</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Ação coletiva multinível e inovação socioecológica na governança florestal - </span><span>Liviam E. Cordeiro-Beduschi, Cristina Adams, Luciana Gomes de Araujo, Aurelio Padovezi, Jordano Roma Buzati, Marcus Vinícius Chamon Schmidt e Raquel Rodrigues dos Santos</span></p>
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</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
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      <dc:subject>Eleições</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
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    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-73-em-ingles">
    <title>Edição em inglês de revista sobre IEAs colabora com diálogo internacional</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-73-em-ingles</link>
    <description>Lançada em 2011 em comemoração dos 25 anos do IEA, a edição traz um dossiê sobre institutos de estudos avançados no Brasil e no mundo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mapa-da-ubias" alt="Mapa da Ubias" class="image-right" title="Mapa da Ubias" />Com o objetivo de fornecer mais subsídios ao diálogo do IEA com seus parceiros na rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net">University-Based Institutes for Advanced Study (Ubias)</a> e outras instituições internacionais, a revista "Estudos Avançados" produziu versão digital em inglês de sua <a href="https://www.iea.usp.br/en/journal/editions/texts" class="external-link">edição nº 73</a>, dedicada à história e ao perfil do Instituto e de outros IEAs brasileiros e estrangeiros.</p>
<p>Lançada originalmente em dezembro de 2011, como parte das comemorações dos 25 anos do IEA, a edição conta com o dossiê especial "IEAs: Ciência e Sociedade". Os 20 artigos que compõem o dossiê traçam um painel das ideias que nortearam a criação dos institutos de estudos avançados desde a fundação do pioneiro instituto de Princeton, nos EUA, até o surgimento de unidades mais recentes no Brasil e no exterior.</p>
<p>Estão representados no dossiê, por artigos de seus diretores, os IEAs de: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), University of British Columbia (Canadá), Colégio de Budapeste (Hungria), Collegium de Lyon (França) e Universidade Fudan (China). A seção dedicada ao IEA da USP traz artigos de ex-diretores, coordenadores dos Polos de Ribeirão Preto e São Carlos e de Alfredo Bosi, editor de "Estudos Avançados".</p>
<p>A criação de IEAs em diversas universidades do mundo, inclusive no Brasil, desde os anos 80, demonstra que a comunidade acadêmica internacional vê esse tipo de instituição como um componente fundamental para o desenvolvimento das universidades. Artigo de pesquisadores do IEA da Universidade de Freiburg (Alemanha) sobre os 32 IEAs integrantes da Ubias aponta algumas características comuns, como a plena liberdade de pesquisa e a variedade de estrutura, ênfases e enfoques. O dossiê de "Estudos Avançados" busca retratar essa vitalidade e o compromisso dos institutos com a excelência científica e a melhoria das sociedades em que estão inseridos.</p>
<p>A edição nº 73 traz, ainda, um minidossiê com cinco textos sobre os museus da USP. Conforme ressalta Bosi, trata-se de uma "homenagem aos nossos parceiros na pesquisa e na abertura da universidade à sociedade".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internacionalização</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-12-18T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-110">
    <title>Edição 110 de Estudos Avançados dedica dossiê aos impactos da tecnologia digital na sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-110</link>
    <description>A nova edição (110) da Revista Estudos Avançados traz o dossiê "Implicações Humanas das Tecnociências" e as seções "Presenças", "Evolução, Memória e Discriminação" e "Resenhas". </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-110" alt="Capa da revista Estudos Avançados 110" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 110" /></p>
<p>"Os atuais patamares de desenvolvimento tecnológico recolocam, sob novas perspectivas, os velhos dilemas entre os efeitos positivos ou perversos do emprego de tecnologias em todos os campos da existência social”, afirma o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, ao apresentar o dossiê "Implicações Humanas das Tecnociências" da edição 110 da publicação quadrimestral do IEA, já disponível online, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n110/">Scientific Electronic Library Online (SciELO</a>).</p>
<p>Ele frisa que o artigo de abertura do dossiê, “Diagnósticos da Contemporaneidade”, da semióloga <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoal/lucia-santaella" class="external-link">Lucia Santaell</a>a, ex-titular da Cátedra Oscar Sala (parceria do IEA com o CGI.br), ressalta as características da chamada segunda era da internet, “caracterizada pelos big data, pela explosão de dados, pela datificação”. A autora identifica cinco atributos dessa era: hibridismo, emaranhado temporal, interatividade onipresente, aceleração e estilhaçamento discursivo.</p>
<p><strong>Fragmentação</strong></p>
<p>De acordo com Santaella, “as consequências políticas, culturais e psíquicas dessas dirupções são muitíssimas e profundas, incluindo a fragmentação e dispersão dos antigos conceitos de povo, populismo, espaço público, debate público etc.”. Para ela, “o sensacionalismo mal-informado, retórico e saudosista em nada ajuda a enfrentar os desafios”. Como militante para o avanço do conhecimento ao longo de toda sua trajetória, defende o lema “do bem entender para melhor agir, por mais que isso implique o engajamento na ética do intelecto que custa em tempo, dedicação e muito estudo aquilo que vale contra as farsas intelectuais que procriam no gregarismo autocomplacente".</p>
<p><strong>Consumo e hipervigilância</strong></p>
<p>Adorno afirma que os outros seis artigos do dossiê buscam dialogar com a perspectiva teórica-empírica de Santaella por meio da análise de vários temas. Um deles é a articulação entre a vivência do consumo como experiência de subjetividade e as transformações nos mercados globais nos últimos 40 anos, assunto de “Capitalismo de Dados e Guerras Estéticas”, de Abel Reis e Silvia Piva.</p>
<p>Em “Silenciamento Sociotécnico e os Limites do <i>Poder Instrumental</i>”, Alcides Peron e Anderson Röhe discutem como os recursos eletrônicos possibilitam não apenas a hipervigilância, mas também a classificação de risco e dispositivos preditivos. Eles alertam que esses sistemas, apesar de atuarem na predição do crime e gestão de riscos, possibilitam ao Estado uma forma de poder não violenta focada em moldar comportamentos e decisões dos indivíduos.</p>
<p>No entanto, as tecnologias digitais também possibilitam perspectivas educacionais inovadores. Um exemplo disso é debatido no artigo “Estética, Jogabilidade e Narrativa para o Antropoceno”, no qual Clayton Policarpo, Guilherme Cestari e Luiz Napole estudam dois videogames que, mediante imersão, premissas e cenários críticos propostos, relacionam os impactos ambientais e perspectivas distópicas para o futuro da espécie humana, uma perspectiva em que estão presentes “alguns dos desafios epistemológicos, éticos e identitários do Antropoceno”.</p>
<p><strong>Carro voador</strong></p>
<p>Uma questão de momento é o contexto tecnológico de desenvolvimento do chamado carro voador, cujos modelos já desenvolvidos e futuros tende a ser autônomos, sem piloto. Magaly Prado e Gustavo Galbiatti são os autores de “No Ar: Carro Voador como Máquina Autônoma sem Emissão em Análise de Viabilidade”. Com base em entrevistas com especialistas e na literatura da área, eles analisam questões técnicas, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica do novo veículo.</p>
<p>Adorno comenta que o dossiê também retoma “velhas questões a respeito do impacto da tecnologia digital no contexto brasileiro, focalizando suas virtudes decorrentes da ampliação do compartilhamento e acesso a informações para maior número de cidadãos, mas também seus perigos quanto a possíveis efeitos de dominação”.</p>
<p>O artigo final do dossiê, “O Tecnototalitarismo e os Riscos para a Democracia e para os Sujeitos”, de Eder Van Pelt, trata dos riscos de legitimidade do exercício do poder com o uso das novas tecnologias, em uma possível tecnocracia que faz uso político das tecnologias enquanto instrumentos de controle das atividades dos indivíduos. Ele defenfe a necessidade de pensar em meios efetivos para a integração entre os sistemas especializados em tecnologia e a democracia, que leve a possibilidades concretas de um debate público mais consistente e participativo, especialmente com a inclusão de todos os que estão afetados por esses novos dispositivos de controle.</p>
<p><strong>Literatura</strong></p>
<p>A edição contém ainda dois conjuntos de textos. Um deles é seção "Presenças", uma coleção de "sugestivos e ricos ensaios de crítica literária”, segundo Adorno, além de artigos sobre questões de gênero. Os ensaios sobre literatura têm como temas uma autocrítica de Euclides da Cunha quanto ao significado da revolta de Canudos; precariedade e memória na ficção de Nélida Piñon e Ana Teresa Torres; a edição de um poema inédito de Caldas Barbosa; a decomposição do gênero romance policial em um conto de Machado de Assis; as origens da poesia em língua francesa de Sérgio Milliet; e a cena teatral na Bahia em 1551/1552 produzida por grupo jesuítico ligado ao padre Manuel da Nóbrega.</p>
<p><strong>Participação da mulher</strong></p>
<p>Os sentidos e as transformações psicológicas que acompanham a participação política das mulheres são discutidos a partir da trajetória de vida de uma das participantes da Marcha Mundial das Mulheres (movimento iniciado em 2000), a militante feminista e antirracista Helena Nogueira, morta em 2020 aos 64 anos. A partir de “O Capital”, de Karl Marx, e “Fetichismo – Colonizar o Outro”, de Vladimir Safatle, outro texto discute o “fetichismo do igual, um dos desdobramentos do fetichismo da mercadoria”, a partir das relações entre as personagens do filme “Que Horas Ela Volta”, dirigido por Anna Muylaert. A seção termina com texto sobre a emancipação da mulher e a presença das ciências e da matemática no jornal O Quinze de Novembro do Sexo Feminino, “revista quinzenal, literária, recreativa, noticiosa e política” publicada na cidade do Rio de Janeiro em 1889 e 1890, por Francisca Senhorinha de Motta Diniz.</p>
<p><strong>Evolução humana</strong></p>
<p>A seção “Evolução, Memória e Discriminação” apresenta três artigos: o primeiro, com participação do paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, traz uma síntese da evolução humana com especial atenção às questões do Pleistoceno Médio, período quando surgiu o <i>Homo sapiens</i>, os avanços da área e a contribuição brasileira sobre o tema; o segundo analisa criticamente como o legado dos professores da Missão Francesa na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP tornou-se aspecto relevante da memorialística entre os participantes do curso de história. O terceiro tema da seção é a escassez de conservadores no meio acadêmico estadunidense, com uma avaliação da força relativa de quatro hipóteses para isso: meritocracia (menos aptidão acadêmica), discriminação, conversão (o meio induzindo à esquerda) e autosseleção (opção voluntária em não ingressar na academia).</p>
<p>A edição é completada com resenhas de quatro livros: “Arrabalde: Em busca da Amazônia, de João Moreira Salles; “Pacto da Branquitude”, de Cida Bento; “As Margens da Ficção”, de Jacques Rancière; e “Administração de Conflitos e Justiça: As Pequenas Causas em um Juizado nos EUA”, de Ann Arbor.<strong> </strong></p>
<p><i>Os exemplares impressos da edição 110 de <strong>Estudos Avançados</strong> estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong>Implicações Humanas das Tecnociências</strong></p>
<ul>
<li>Diagnóstico do Contemporâneo - <i>Lucia Santaella</i></li>
<li>Capitalismo de Dados e Guerras Estéticas - <i>Abel Reis e Silvia Piva</i></li>
<li>Silenciamento Sociotécnico e os Limites do <i>Poder Instrumental </i>- <i>Alcides Eduardo dos Reis Peron e Anderson Röhe</i></li>
<li>Estética, Jogabilidade e Narrativa para o Antropoceno - <i>Clayton Policarpo, Guilherme Henrique</i></li>
<li><i>de Oliveira Cestari e Luiz Felipe Napole</i></li>
<li>No Ar: Carro Voador como Máquina Autônoma sem Emissão em Análise de Viabilidade - <i>Magaly Prado e Gustavo Galbiatti</i></li>
<li>Consumo, Cidadania e Vigilância: Reflexões sobre a Expansão Tecnológica e seus Impactos no Contexto Brasileiro - <i>Bruno Pompeu, Eneus Trindade </i><i>e Silvio Koiti Sato</i></li>
<li>O Tecnototalitarismo e os Riscos para a Democracia e para os Sujeitos - <i>Eder Van Pelt</i></li>
</ul>
<p><strong>Presenças</strong></p>
<ul>
<li>A <i>Loucura das Multidões</i> - Crítica e Autocrítica em Euclides da Cunha - <i>Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Ficções do Despojo: Precariedade e Memória na Escrita de Nélida Piñon e Ana Teresa Torres - <i>Jesús Arellano</i></li>
<li>Um Inédito de Caldas Barbosa: Introdução, Edição e Comentário - <i>Caio Cesar Esteves de Souza e Leonardo Zuccaro</i></li>
<li>Machado de Assis e a Paródia do Romance Policial - <i>Cleber Vinicius do Amaral Felipe</i></li>
<li>No Início era Serge: A Poesia em Língua Francesa de Sérgio Milliet - <i>Valter Cesar Pinheiro</i></li>
<li>Manuel da Nóbrega e a Performance da Mercadoria - <i>Sérgio de Carvalho</i></li>
<li>Tomando a Palavra: Helena Nogueira e o <i>Falar </i>como Conquista Política e Psicológica - <i>Mariana Luciano Afonso</i></li>
<li>O Mecanismo do Fetiche do Igual e os seus Desvelamentos no Fime "Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert - <i>Camila Franquini Pereira</i></li>
<li>A Emancipação da Mulher e a Presença das Ciências e da Matemática no Periódico O Quinze de Novembro do Sexo Feminino - <i>Zaqueu Vieira Oliveira </i><i>e Victoria Maria Lopes Corrêa</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Evolução, Memória e Discriminação</strong></p>
<ul>
<li>O Pleistoceno Médio na Evolução Humana - <i>Walter Neves e </i><i>e Gabriel Rocha</i></li>
<li>A Missão Francesa na História (USP): Relato Inaugural e Monumentalização (1949-1971) - <i>Diego José Fernandes Freire</i></li>
<li>Quatro Hipóteses para a Escassez Conservadora no Meio Acadêmico Norte-Americano - <i>Pedro Franco</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Novas Palavras na Literatura Amazônica - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>"Pacto da Branquitude": Racismo Institucional e Desigualdades no Trabalho - <i>Raul Gomes de Almeida</i></li>
<li>O Espaço-Tempo da Literatura Contemporânea: Sobre "As Margens da Ficção"<i> </i>de Jacques Rancière - <i>João Arthur Macieira</i></li>
<li>Sobre Fairness, Ritos Legais e Barganhas: O Juizado de Pequenas Causas dos Estados Unidos numa Leitura Antropológica - <i>Eduardo C. B. Bittar</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-24T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-110">
    <title>Edição 110 de Estudos Avançados dedica dossiê aos impactos da tecnologia digital na sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-110</link>
    <description>A nova edição (110) da Revista Estudos Avançados traz o dossiê "Implicações Humanas das Tecnociências" e as seções "Presenças", "Evolução, Memória e Discriminação" e "Resenhas". </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-110" alt="Capa da revista Estudos Avançados 110" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 110" /></p>
<p>"Os atuais patamares de desenvolvimento tecnológico recolocam, sob novas perspectivas, os velhos dilemas entre os efeitos positivos ou perversos do emprego de tecnologias em todos os campos da existência social”, afirma o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, ao apresentar o dossiê "Implicações Humanas das Tecnociências" da edição 110 da publicação quadrimestral do IEA, já disponível online, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n110/">Scientific Electronic Library Online (SciELO</a>).</p>
<p>Ele frisa que o artigo de abertura do dossiê, “Diagnósticos da Contemporaneidade”, da semióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-santaella" class="external-link">Lucia Santaell</a>a, ex-titular da Cátedra Oscar Sala (parceria do IEA com o CGI.br), ressalta as características da chamada segunda era da internet, “caracterizada pelos big data, pela explosão de dados, pela datificação”. A autora identifica cinco atributos dessa era: hibridismo, emaranhado temporal, interatividade onipresente, aceleração e estilhaçamento discursivo.</p>
<p><strong>Fragmentação</strong></p>
<p>De acordo com Santaella, “as consequências políticas, culturais e psíquicas dessas dirupções são muitíssimas e profundas, incluindo a fragmentação e dispersão dos antigos conceitos de povo, populismo, espaço público, debate público etc.”. Para ela, “o sensacionalismo mal-informado, retórico e saudosista em nada ajuda a enfrentar os desafios”. Como militante para o avanço do conhecimento ao longo de toda sua trajetória, defende o lema “do bem entender para melhor agir, por mais que isso implique o engajamento na ética do intelecto que custa em tempo, dedicação e muito estudo aquilo que vale contra as farsas intelectuais que procriam no gregarismo autocomplacente".</p>
<p><strong>Consumo e hipervigilância</strong></p>
<p>Adorno afirma que os outros seis artigos do dossiê buscam dialogar com a perspectiva teórica-empírica de Santaella por meio da análise de vários temas. Um deles é a articulação entre a vivência do consumo como experiência de subjetividade e as transformações nos mercados globais nos últimos 40 anos, assunto de “Capitalismo de Dados e Guerras Estéticas”, de Abel Reis e Silvia Piva.</p>
<p>Em “Silenciamento Sociotécnico e os Limites do <i>Poder Instrumental</i>”, Alcides Peron e Anderson Röhe discutem como os recursos eletrônicos possibilitam não apenas a hipervigilância, mas também a classificação de risco e dispositivos preditivos. Eles alertam que esses sistemas, apesar de atuarem na predição do crime e gestão de riscos, possibilitam ao Estado uma forma de poder não violenta focada em moldar comportamentos e decisões dos indivíduos.</p>
<p>No entanto, as tecnologias digitais também possibilitam perspectivas educacionais inovadores. Um exemplo disso é debatido no artigo “Estética, Jogabilidade e Narrativa para o Antropoceno”, no qual Clayton Policarpo, Guilherme Cestari e Luiz Napole estudam dois videogames que, mediante imersão, premissas e cenários críticos propostos, relacionam os impactos ambientais e perspectivas distópicas para o futuro da espécie humana, uma perspectiva em que estão presentes “alguns dos desafios epistemológicos, éticos e identitários do Antropoceno”.</p>
<p><strong>Carro voador</strong></p>
<p>Uma questão de momento é o contexto tecnológico de desenvolvimento do chamado carro voador, cujos modelos já desenvolvidos e futuros tende a ser autônomos, sem piloto. Magaly Prado e Gustavo Galbiatti são os autores de “No Ar: Carro Voador como Máquina Autônoma sem Emissão em Análise de Viabilidade”. Com base em entrevistas com especialistas e na literatura da área, eles analisam questões técnicas, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica do novo veículo.</p>
<p>Adorno comenta que o dossiê também retoma “velhas questões a respeito do impacto da tecnologia digital no contexto brasileiro, focalizando suas virtudes decorrentes da ampliação do compartilhamento e acesso a informações para maior número de cidadãos, mas também seus perigos quanto a possíveis efeitos de dominação”.</p>
<p>O artigo final do dossiê, “O Tecnototalitarismo e os Riscos para a Democracia e para os Sujeitos”, de Eder Van Pelt, trata dos riscos de legitimidade do exercício do poder com o uso das novas tecnologias, em uma possível tecnocracia que faz uso político das tecnologias enquanto instrumentos de controle das atividades dos indivíduos. Ele defenfe a necessidade de pensar em meios efetivos para a integração entre os sistemas especializados em tecnologia e a democracia, que leve a possibilidades concretas de um debate público mais consistente e participativo, especialmente com a inclusão de todos os que estão afetados por esses novos dispositivos de controle.</p>
<p><strong>Literatura</strong></p>
<p>A edição contém ainda dois conjuntos de textos. Um deles é seção "Presenças", uma coleção de "sugestivos e ricos ensaios de crítica literária”, segundo Adorno, além de artigos sobre questões de gênero. Os ensaios sobre literatura têm como temas uma autocrítica de Euclides da Cunha quanto ao significado da revolta de Canudos; precariedade e memória na ficção de Nélida Piñon e Ana Teresa Torres; a edição de um poema inédito de Caldas Barbosa; a decomposição do gênero romance policial em um conto de Machado de Assis; as origens da poesia em língua francesa de Sérgio Milliet; e a cena teatral na Bahia em 1551/1552 produzida por grupo jesuítico ligado ao padre Manuel da Nóbrega.</p>
<p><strong>Participação da mulher</strong></p>
<p>Os sentidos e as transformações psicológicas que acompanham a participação política das mulheres são discutidos a partir da trajetória de vida de uma das participantes da Marcha Mundial das Mulheres (movimento iniciado em 2000), a militante feminista e antirracista Helena Nogueira, morta em 2020 aos 64 anos. A partir de “O Capital”, de Karl Marx, e “Fetichismo – Colonizar o Outro”, de Vladimir Safatle, outro texto discute o “fetichismo do igual, um dos desdobramentos do fetichismo da mercadoria”, a partir das relações entre as personagens do filme “Que Horas Ela Volta”, dirigido por Anna Muylaert. A seção termina com texto sobre a emancipação da mulher e a presença das ciências e da matemática no jornal O Quinze de Novembro do Sexo Feminino, “revista quinzenal, literária, recreativa, noticiosa e política” publicada na cidade do Rio de Janeiro em 1889 e 1890, por Francisca Senhorinha de Motta Diniz.</p>
<p><strong>Evolução humana</strong></p>
<p>A seção “Evolução, Memória e Discriminação” apresenta três artigos: o primeiro, com participação do paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, traz uma síntese da evolução humana com especial atenção às questões do Pleistoceno Médio, período quando surgiu o <i>Homo sapiens</i>, os avanços da área e a contribuição brasileira sobre o tema; o segundo analisa criticamente como o legado dos professores da Missão Francesa na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP tornou-se aspecto relevante da memorialística entre os participantes do curso de história. O terceiro tema da seção é a escassez de conservadores no meio acadêmico estadunidense, com uma avaliação da força relativa de quatro hipóteses para isso: meritocracia (menos aptidão acadêmica), discriminação, conversão (o meio induzindo à esquerda) e autosseleção (opção voluntária em não ingressar na academia).</p>
<p>A edição é completada com resenhas de quatro livros: “Arrabalde: Em busca da Amazônia, de João Moreira Salles; “Pacto da Branquitude”, de Cida Bento; “As Margens da Ficção”, de Jacques Rancière; e “Administração de Conflitos e Justiça: As Pequenas Causas em um Juizado nos EUA”, de Ann Arbor.<strong> </strong></p>
<p><i>Os exemplares impressos da edição 110 de <strong>Estudos Avançados</strong> estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong>Implicações Humanas das Tecnociências</strong></p>
<ul>
<li>Diagnóstico do Contemporâneo - <i>Lucia Santaella</i></li>
<li>Capitalismo de Dados e Guerras Estéticas - <i>Abel Reis e Silvia Piva</i></li>
<li>Silenciamento Sociotécnico e os Limites do <i>Poder Instrumental </i>- <i>Alcides Eduardo dos Reis Peron e Anderson Röhe</i></li>
<li>Estética, Jogabilidade e Narrativa para o Antropoceno - <i>Clayton Policarpo, Guilherme Henrique</i></li>
<li><i>de Oliveira Cestari e Luiz Felipe Napole</i></li>
<li>No Ar: Carro Voador como Máquina Autônoma sem Emissão em Análise de Viabilidade - <i>Magaly Prado e Gustavo Galbiatti</i></li>
<li>Consumo, Cidadania e Vigilância: Reflexões sobre a Expansão Tecnológica e seus Impactos no Contexto Brasileiro - <i>Bruno Pompeu, Eneus Trindade </i><i>e Silvio Koiti Sato</i></li>
<li>O Tecnototalitarismo e os Riscos para a Democracia e para os Sujeitos - <i>Eder Van Pelt</i></li>
</ul>
<p><strong>Presenças</strong></p>
<ul>
<li>A <i>Loucura das Multidões</i> - Crítica e Autocrítica em Euclides da Cunha - <i>Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Ficções do Despojo: Precariedade e Memória na Escrita de Nélida Piñon e Ana Teresa Torres - <i>Jesús Arellano</i></li>
<li>Um Inédito de Caldas Barbosa: Introdução, Edição e Comentário - <i>Caio Cesar Esteves de Souza e Leonardo Zuccaro</i></li>
<li>Machado de Assis e a Paródia do Romance Policial - <i>Cleber Vinicius do Amaral Felipe</i></li>
<li>No Início era Serge: A Poesia em Língua Francesa de Sérgio Milliet - <i>Valter Cesar Pinheiro</i></li>
<li>Manuel da Nóbrega e a Performance da Mercadoria - <i>Sérgio de Carvalho</i></li>
<li>Tomando a Palavra: Helena Nogueira e o <i>Falar </i>como Conquista Política e Psicológica - <i>Mariana Luciano Afonso</i></li>
<li>O Mecanismo do Fetiche do Igual e os seus Desvelamentos no Fime "Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert - <i>Camila Franquini Pereira</i></li>
<li>A Emancipação da Mulher e a Presença das Ciências e da Matemática no Periódico O Quinze de Novembro do Sexo Feminino - <i>Zaqueu Vieira Oliveira </i><i>e Victoria Maria Lopes Corrêa</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Evolução, Memória e Discriminação</strong></p>
<ul>
<li>O Pleistoceno Médio na Evolução Humana - <i>Walter Neves e </i><i>e Gabriel Rocha</i></li>
<li>A Missão Francesa na História (USP): Relato Inaugural e Monumentalização (1949-1971) - <i>Diego José Fernandes Freire</i></li>
<li>Quatro Hipóteses para a Escassez Conservadora no Meio Acadêmico Norte-Americano - <i>Pedro Franco</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Novas Palavras na Literatura Amazônica - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>"Pacto da Branquitude": Racismo Institucional e Desigualdades no Trabalho - <i>Raul Gomes de Almeida</i></li>
<li>O Espaço-Tempo da Literatura Contemporânea: Sobre "As Margens da Ficção"<i> </i>de Jacques Rancière - <i>João Arthur Macieira</i></li>
<li>Sobre Fairness, Ritos Legais e Barganhas: O Juizado de Pequenas Causas dos Estados Unidos numa Leitura Antropológica - <i>Eduardo C. B. Bittar</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-24T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Edição 92 da revista 'Estudos Avançados' tem a política como tema principal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description>A edição 92 da revista "Estudos Avançados", lançada no final de abril, traz o dossiê "Política e Dinheiro".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-92/@@images/c271f0b2-1ca5-405d-9ac9-472dbcbf1556.jpeg" style="float: right; " title="Capa Estudos Avançados 92" class="image-inline" alt="Capa Estudos Avançados 92" />A política está presente em dois conjuntos de textos da edição 92 da revista “Estudos Avançados”, lançada no final de abril. Os dossiês trazem artigos sobre representação política, democracia representativa, fundamentos da sociedade brasileira, políticas públicas, atual fase do capitalismo, uso de recursos públicos e militância por justiça de dois personagens da história brasileira [<i>veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo</i>].</p>
<p>A edição é dedicada à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada - assim como o motorista que a acompanhava, Anderson Gomes - no dia 14 de março, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, comenta que as medidas para a construção de uma legítima política democrática presentes no dossiê “Política e Dinheiro”, que abre a edição, constituem "uma equação complexa de várias incógnitas, cuja resolução não deve ser adiada indefinidamente". Entre as medidas, destaca-se a necessidade de "os partidos não serem meros rótulos ou soma de interesses, mas agremiações civis dotadas de valores e princípios coerentes".</p>
<p>Não basta isso, adverte Bosi: "É preciso livrar a nação dos fantasmas do passado colonial e escravista e, ao mesmo tempo, projetar um regime econômico que limite os abusos do capitalismo financeiro-rentista sem ceder ao estatismo dirigista".</p>
<p>A associação entre política e dinheiro não deve necessariamente levar a resultados funestos, mas, ao contrário, "aliar-se com vistas ao bem comum, como se demonstra no texto sobre gastos aplicados à melhora da saúde pública", afirma o editor.</p>
<p>No artigo de abertura do dossiê, "Como Salvar a Política?", <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a>, professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, defende dois conjuntos de propostas favorecedoras do surgimento de lideranças "capazes de apresentar resultados e contribuir para o bem-estar da comunidade".</p>
<p>O primeiro conjunto trata da governança dos partidos, da hipótese de uma reinvenção da mídia e do papel da academia como espaço de debate. O outro conjunto contempla o esperado "protagonismo da sociedade civil e possíveis contribuições para mudanças substantivas na agenda partidária e na política em sua percepção mais ampla".</p>
<p>Ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA, Marcovitch propõe que as instituições acadêmicas, meios de comunicação e organizações não-governamentais protagonizem ações para essa transformação, de forma a "salvar a política de seus descaminhos".</p>
<p>Segundo o economista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a>, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, capitalismo financeiro-rentista é a denominação adequada para o caráter misto da organização social capitalista no pós-guerra, principalmente a partir dos anos 80. Trata-se de uma sociedade em que "os capitalistas são predominantemente rentistas, enquanto os altos tecnoburocratas são ou os mais altos executivos das companhias ou os financistas".</p>
<p>No artigo "Capitalismo Financeiro-Rentista", Bresser Pereira analisa o desenvolvimento dessa organização social no século 20 e conclui que "a nova importância dos rentistas e financistas representa uma grave armadilha para o capitalismo contemporâneo. Em sua opinião, embora as finanças tenham um papel importante a representar no financiamento do investimento, os financistas não estão interessados nesse papel. "Nem eles, nem os rentistas estão comprometidos com o crescimento do país ou com o bem-estar do povo; ambos representam mais um passivo do que um ativo social". O economista finaliza com uma pergunta para a qual diz não ter resposta: "Haverá no capitalismo e na democracia mecanismos endógenos capazes de mudar essa situação?".</p>
<p>A abordagem de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-konder-comparato" class="external-link">Fábio Konder Comparato</a>, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, parte de elementos históricos da formação da Nação. No artigo "Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança?", ele comenta fatos do período colonial e do Império que, no seu entender, moldaram a sociedade brasileira. Esses "vícios congênitos" são, de acordo com Comparato: o predomínio absoluto do interesse privado sobre o bem público; o Brasil como destino de criminosos degradados por Portugal; o vício endêmico da corrupção por agentes públicos; e a dominação oligárquica.</p>
<p>Para o jurista, a história brasileira "não se repete, permanece sempre a mesma". Diante dessa realidade, ele finaliza com duas perguntas: "Resta ainda alguma esperança de que a soberania ou poder supremo venha no futuro a pertencer efetivamente, e não de maneira puramente simbólica, ao povo brasileiro? Quanto tempo haveremos de aguardar até que o conjunto dos cidadãos brasileiros, incluindo os mais pobres, passe a ser constituído por pessoas 'livres e iguais em dignidade e direitos', como proclama a Declaração Universal dos Direitos Humanos?".</p>
<p>O dossiê se encerra com a discussão de um exemplo prático sobre a importância de melhoria da gestão de recursos públicos em benefício da população. Em "Gastos Público com Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras", <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor titular de patologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do IEA, e Mariana Veras, especialista em políticas públicas e planejamento estratégico e pesquisadora no mesmo departamento, tratam do Sistema Único de Saúde (SUS) em seus quase 30 anos de funcionamento.</p>
<p>Os autores reconhecem que o sistema promoveu avanços no atendimento à população, mas também apresenta "mazelas de financiamento e má gestão". O artigo discute também os desafios futuros e princípios que devem nortear as ações para o país "alcançar um patamar mais eficiente na atenção à saúde".</p>
<p><strong>Outros temas</strong></p>
<p>Exemplos de democracia participativa e de práticas culturais são retratados em cinco textos do segundo bloco da edição, intitulado “Política”. Nele e em seção com mais dois artigos, há também contribuições que “aprofundam o significado das lutas de grandes militantes pela justiça, Tiradentes e Luiz Gama”, destaca o editor da publicação.</p>
<p>O terceiro conjunto de textos contém artigos sobre ficcionistas e poetas brasileiros. Além do poeta e ensaísta Augusto Meyer, são analisados aspectos da obra de ficcionistas e poetas modernos e contemporâneos (Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca e Raduan Nassar) e da narrativa romântica (José de Alencar).</p>
<p>A edição traz ainda artigos sobre as contradições da pesquisa e da pós-graduação no Brasil e sobre o Mosaico do Gurupi, a região mais ameada da Amazônia, além de quatro resenhas de livros recentemente publicados sobre o marxismo universitário paulista, Machado de Assis, Nise da Silveira e José Murilo de Carvalho.</p>
<p><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 92, 368 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Política e Dinheiro</strong></p>
<ul>
<li>Como Salvar a Política? - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>Capitalismo Financeiro-Rentista - <i>Luiz Carlos Bresser-Pereira</i></li>
<li>Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança? - <i>Fábio Konder Comparato</i></li>
<li>Gastos Públicos em Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras - <i>Paulo Hilário Nascimento Saldiva e Mariana Veras</i></li>
</ul>
<p><strong>Política</strong></p>
<ul>
<li>Democracia Participativa e Experimentalismo Democrático em Tempos Sombrios - <i>Murilo Gaspardo</i></li>
<li>O Momento Tancredo-Mitterrand - <i>Daniel Afonso da Silva</i></li>
<li>Movimentos Artísticos e Política Cultural - <i>Celso Frederico</i></li>
<li>Política Cultural e Trabalho nas Artes: O Percurso e o Lugar do Estado no Campo da Cultura - <i>Amanda Patrycia Coutinho de Cerqueira</i></li>
<li>O Código Tiradentes - <i>José Murilo de Carvalho</i></li>
</ul>
<p><strong>Luiz Gama</strong></p>
<ul>
<li>Luiz Gama - A Vida como Prova Inconcussa da História - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>"Um Retumbante Orfeu de Carapinha" no Centro de São Paulo: A Luta pela Construção do Monumento a Luiz Gama - <i>Lúcia Klück Stumpf e Júlio César de Oliveira Vellozo</i></li>
</ul>
<p><strong>Leitura de Ficção</strong></p>
<ul>
<li>Augusto Meyer: Crítica Machadiana e Memória - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Mário de Andrade Leitor de Goethe e as Formas do Amor em "Amar, Verbo Intransitivo" - <i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></li>
<li>Rubem Fonseca: Modaliadades de Encarceramento - <i>José Feres Sabino</i></li>
<li>Na Lavoura Arcaica - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>De "Resíduo" a "Caso do Vestido": Formas da Memória entre o Contemporâneo e o Arcaico - <i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></li>
<li>Ecos da "Bíblia" em "Iracema", de José de Alencar - <i>Fernando Paixão</i></li>
<li>"A Paixão de Jesus" - <i>Machado de Assis</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Contradições na Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil - <i>Paulo César Soares</i></li>
<li>Desmatamento, Degradação e Violência no "Mosaico do Gurupi" - A Região Mais Ameaçada da Amazônia - <i>Danielle Celentano, Magda V. C. Miranda, Eloisa Neves Mendonça, Guillaume X. Rousseau, Francisca Helena Muniz, Vivian do Carmo Loch, István van Deursen Varga, Luciana Freitas, Patrícia Araújo, Igor da Silva Narvaes, Marcos Adami, Alessandra Rodrigues Gomes, Jane C. Rodrigues, Cláudia Kahwage, Marcos Pinheiro e Marlúcia B. Martins</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Veredas e Labirintos de uma História -  <i>Cecília Helena L. de Salles Oliveira</i></li>
<li>Sem Medo do Inconsciente - <i>Yudith Rosenbaum</i></li>
<li>Machado de Assis e sua Crítica - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Às Voltas com o Marxismo Universitário Paulista - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-04T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Edição 92 da revista 'Estudos Avançados' tem a política como tema principal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description>A edição 92 da revista "Estudos Avançados", lançada no final de abril, traz o dossiê "Política e Dinheiro".</description>
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<p>A edição é dedicada à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada - assim como o motorista que a acompanhava, Anderson Gomes - no dia 14 de março, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, comenta que as medidas para a construção de uma legítima política democrática presentes no dossiê “Política e Dinheiro”, que abre a edição, constituem "uma equação complexa de várias incógnitas, cuja resolução não deve ser adiada indefinidamente". Entre as medidas, destaca-se a necessidade de "os partidos não serem meros rótulos ou soma de interesses, mas agremiações civis dotadas de valores e princípios coerentes".</p>
<p>Não basta isso, adverte Bosi: "É preciso livrar a nação dos fantasmas do passado colonial e escravista e, ao mesmo tempo, projetar um regime econômico que limite os abusos do capitalismo financeiro-rentista sem ceder ao estatismo dirigista".</p>
<p>A associação entre política e dinheiro não deve necessariamente levar a resultados funestos, mas, ao contrário, "aliar-se com vistas ao bem comum, como se demonstra no texto sobre gastos aplicados à melhora da saúde pública", afirma o editor.</p>
<p>No artigo de abertura do dossiê, "Como Salvar a Política?", <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a>, professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, defende dois conjuntos de propostas favorecedoras do surgimento de lideranças "capazes de apresentar resultados e contribuir para o bem-estar da comunidade".</p>
<p>O primeiro conjunto trata da governança dos partidos, da hipótese de uma reinvenção da mídia e do papel da academia como espaço de debate. O outro conjunto contempla o esperado "protagonismo da sociedade civil e possíveis contribuições para mudanças substantivas na agenda partidária e na política em sua percepção mais ampla".</p>
<p>Ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA, Marcovitch propõe que as instituições acadêmicas, meios de comunicação e organizações não-governamentais protagonizem ações para essa transformação, de forma a "salvar a política de seus descaminhos".</p>
<p>Segundo o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a>, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, capitalismo financeiro-rentista é a denominação adequada para o caráter misto da organização social capitalista no pós-guerra, principalmente a partir dos anos 80. Trata-se de uma sociedade em que "os capitalistas são predominantemente rentistas, enquanto os altos tecnoburocratas são ou os mais altos executivos das companhias ou os financistas".</p>
<p>No artigo "Capitalismo Financeiro-Rentista", Bresser Pereira analisa o desenvolvimento dessa organização social no século 20 e conclui que "a nova importância dos rentistas e financistas representa uma grave armadilha para o capitalismo contemporâneo. Em sua opinião, embora as finanças tenham um papel importante a representar no financiamento do investimento, os financistas não estão interessados nesse papel. "Nem eles, nem os rentistas estão comprometidos com o crescimento do país ou com o bem-estar do povo; ambos representam mais um passivo do que um ativo social". O economista finaliza com uma pergunta para a qual diz não ter resposta: "Haverá no capitalismo e na democracia mecanismos endógenos capazes de mudar essa situação?".</p>
<p>A abordagem de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-konder-comparato" class="external-link">Fábio Konder Comparato</a>, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, parte de elementos históricos da formação da Nação. No artigo "Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança?", ele comenta fatos do período colonial e do Império que, no seu entender, moldaram a sociedade brasileira. Esses "vícios congênitos" são, de acordo com Comparato: o predomínio absoluto do interesse privado sobre o bem público; o Brasil como destino de criminosos degradados por Portugal; o vício endêmico da corrupção por agentes públicos; e a dominação oligárquica.</p>
<p>Para o jurista, a história brasileira "não se repete, permanece sempre a mesma". Diante dessa realidade, ele finaliza com duas perguntas: "Resta ainda alguma esperança de que a soberania ou poder supremo venha no futuro a pertencer efetivamente, e não de maneira puramente simbólica, ao povo brasileiro? Quanto tempo haveremos de aguardar até que o conjunto dos cidadãos brasileiros, incluindo os mais pobres, passe a ser constituído por pessoas 'livres e iguais em dignidade e direitos', como proclama a Declaração Universal dos Direitos Humanos?".</p>
<p>O dossiê se encerra com a discussão de um exemplo prático sobre a importância de melhoria da gestão de recursos públicos em benefício da população. Em "Gastos Público com Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras", <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor titular de patologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do IEA, e Mariana Veras, especialista em políticas públicas e planejamento estratégico e pesquisadora no mesmo departamento, tratam do Sistema Único de Saúde (SUS) em seus quase 30 anos de funcionamento.</p>
<p>Os autores reconhecem que o sistema promoveu avanços no atendimento à população, mas também apresenta "mazelas de financiamento e má gestão". O artigo discute também os desafios futuros e princípios que devem nortear as ações para o país "alcançar um patamar mais eficiente na atenção à saúde".</p>
<p><strong>Outros temas</strong></p>
<p>Exemplos de democracia participativa e de práticas culturais são retratados em cinco textos do segundo bloco da edição, intitulado “Política”. Nele e em seção com mais dois artigos, há também contribuições que “aprofundam o significado das lutas de grandes militantes pela justiça, Tiradentes e Luiz Gama”, destaca o editor da publicação.</p>
<p>O terceiro conjunto de textos contém artigos sobre ficcionistas e poetas brasileiros. Além do poeta e ensaísta Augusto Meyer, são analisados aspectos da obra de ficcionistas e poetas modernos e contemporâneos (Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca e Raduan Nassar) e da narrativa romântica (José de Alencar).</p>
<p>A edição traz ainda artigos sobre as contradições da pesquisa e da pós-graduação no Brasil e sobre o Mosaico do Gurupi, a região mais ameada da Amazônia, além de quatro resenhas de livros recentemente publicados sobre o marxismo universitário paulista, Machado de Assis, Nise da Silveira e José Murilo de Carvalho.</p>
<p><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 92, 368 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Política e Dinheiro</strong></p>
<ul>
<li>Como Salvar a Política? - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>Capitalismo Financeiro-Rentista - <i>Luiz Carlos Bresser-Pereira</i></li>
<li>Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança? - <i>Fábio Konder Comparato</i></li>
<li>Gastos Públicos em Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras - <i>Paulo Hilário Nascimento Saldiva e Mariana Veras</i></li>
</ul>
<p><strong>Política</strong></p>
<ul>
<li>Democracia Participativa e Experimentalismo Democrático em Tempos Sombrios - <i>Murilo Gaspardo</i></li>
<li>O Momento Tancredo-Mitterrand - <i>Daniel Afonso da Silva</i></li>
<li>Movimentos Artísticos e Política Cultural - <i>Celso Frederico</i></li>
<li>Política Cultural e Trabalho nas Artes: O Percurso e o Lugar do Estado no Campo da Cultura - <i>Amanda Patrycia Coutinho de Cerqueira</i></li>
<li>O Código Tiradentes - <i>José Murilo de Carvalho</i></li>
</ul>
<p><strong>Luiz Gama</strong></p>
<ul>
<li>Luiz Gama - A Vida como Prova Inconcussa da História - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>"Um Retumbante Orfeu de Carapinha" no Centro de São Paulo: A Luta pela Construção do Monumento a Luiz Gama - <i>Lúcia Klück Stumpf e Júlio César de Oliveira Vellozo</i></li>
</ul>
<p><strong>Leitura de Ficção</strong></p>
<ul>
<li>Augusto Meyer: Crítica Machadiana e Memória - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Mário de Andrade Leitor de Goethe e as Formas do Amor em "Amar, Verbo Intransitivo" - <i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></li>
<li>Rubem Fonseca: Modaliadades de Encarceramento - <i>José Feres Sabino</i></li>
<li>Na Lavoura Arcaica - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>De "Resíduo" a "Caso do Vestido": Formas da Memória entre o Contemporâneo e o Arcaico - <i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></li>
<li>Ecos da "Bíblia" em "Iracema", de José de Alencar - <i>Fernando Paixão</i></li>
<li>"A Paixão de Jesus" - <i>Machado de Assis</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Contradições na Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil - <i>Paulo César Soares</i></li>
<li>Desmatamento, Degradação e Violência no "Mosaico do Gurupi" - A Região Mais Ameaçada da Amazônia - <i>Danielle Celentano, Magda V. C. Miranda, Eloisa Neves Mendonça, Guillaume X. Rousseau, Francisca Helena Muniz, Vivian do Carmo Loch, István van Deursen Varga, Luciana Freitas, Patrícia Araújo, Igor da Silva Narvaes, Marcos Adami, Alessandra Rodrigues Gomes, Jane C. Rodrigues, Cláudia Kahwage, Marcos Pinheiro e Marlúcia B. Martins</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Veredas e Labirintos de uma História -  <i>Cecília Helena L. de Salles Oliveira</i></li>
<li>Sem Medo do Inconsciente - <i>Yudith Rosenbaum</i></li>
<li>Machado de Assis e sua Crítica - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Às Voltas com o Marxismo Universitário Paulista - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-04T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-113">
    <title>Dossiês de Estudos Avançados tratam de crise democrática, negacionismos e jornalismo sob pressão </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-113</link>
    <description>Edição 113 da revista Estudos Avançados, lançada em março de 2025, traz os dossiês "Democracia", "Negacionismos e Autoritarismos" e "Desinformação e Democracia".
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-113" alt="Capa da revista Estudos Avançados 113" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 113" /></p>
<p>A <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2025.v39n113/">edição 113</a> da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, correspondente ao primeiro quadrimestre de 2025, concentra seu foco nos percalços e disrupções que a democracia tem enfrentado tanto no Brasil quanto em outros países. O número é constituído de três dossiês: "Democracia", "Negacionismos e Autoritarismos" e "Desinformação e Democracia", que totalizam 19 artigos escritos por 34 pesquisadores de diversas universidades brasileiras [<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-113#programacao" class="external-link">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>O editor da revista, o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, aponta a convergência dos três conjuntos de textos e destaca que o primeiro deles, "Democracia", explora os dilemas atuais desse regime de governo, “muitos dos quais manifestos no declínio dos níveis de confiança nas instituições políticas e na emergência de projetos políticos populistas”.</p>
<p>A questão é discutida no artigo de abertura do dossiê, “A Democracia Tem Futuro?”, de Elisa Reis, da UFRJ. Ela defende que, embora seu caráter intrinsecamente expansivo não garanta por si só a sobrevivência da democracia, ele pode prover a base para o desenvolvimento de estratégias políticas que, combinando recursos humanos e tecnológicos, logrem "fomentar formas inovadoras para promover justiça, inclusão e participação, os elementos que dão vida à convivência democrática”.</p>
<p>O debate sobre o princípio da igualdade, um dos pilares da democracia, é essencial numa era que “se aprofundam desigualdades sociais de toda espécie”, como indica o editor. O tema é discutido em artigo de José Reinaldo de Lima Lopes, da Faculdade de Direito da USP, a partir da concepção de igualdade como pertencimento defendida por Aristóteles. Para o professor, a legitimidade democrática e republicana depende da ideia de justiça geral, na qual, igualdade significa pertencimento, sendo que a indiferença a ele constitui terreno fértil para a desconfiança e soluções autoritárias.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões da edição</i></h3>
<p><i>O número 113 da revista Estudos Avançados já está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2025.v39n113/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa, ao custo de R$ 40,00 o exemplar.  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Caso brasileiro</strong></p>
<p>Trazendo a discussão sobre a democracia para a situação brasileira, o cientista político Bruno Reis, da UFMG, analisa a crise política vivida pelo país de 2013 a 2022. Seu trabalho busca uma síntese dos componentes presentes no período, examinando tópicos como dinâmica institucional e suas condições de estabilidade, disfuncionalidades na regulação do financiamento de campanhas eleitorais, a deriva rumo a um governo hostil à ordem constitucional, a interação da crise brasileira com o quadro internacional de corrosão democrática e as perspectivas para a superação da “deriva destrutiva”.</p>
<p>A crise da democracia brasileira também é discutida em estudo de sete pesquisadores da USP, Unesp, UFABC e Unifesp. O trabalho reflete sobre a dimensão jurídico-institucional dessa crise e suas especificidades diante do contexto global. “É preciso considerar o problema da democracia da perspectiva jurídico-institucional de forma sistemática e em sua complexidade e não de maneira restrita aos temas usualmente explorados dos sistemas partidário-eleitoral e de governo e do papel da atuação do Poder Judiciário”, afirmam os autores.</p>
<p><strong>Inteligências</strong></p>
<p>O dossiê também aborda mudanças que impactam a dinâmica dos regimes democráticos na atualidade, como a emergência da inteligência artificial (IA). Pesquisadores da UFMG e da UFG apontam que a coexistência das inteligências individual, coletiva e artificial proporciona novos desafios para a teoria democrática no contexto da interação humanos-máquinas.</p>
<p>Eles afirmam que não há uma determinação a priori sobre como humanos irão reconstruir suas formas de aprendizado nas camadas de inteligência individual e coletiva ao se alimentarem de feedbacks<i> </i>produzidos na camada de IA: “Os desafios são enormes e a centralidade humana é central para o futuro da democracia”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/obra-de-elian-almeida-1/image" alt="Obra de Elian Almeida" title="Obra de Elian Almeida" height="321" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Reprodução de ''O Mais Importante É Inventar o Brasil que Nós Queremos'' (2021), de Elian Almeida; a imagem ilustra a edição da revista</dd>
</dl></p>
<p><strong>Reivindicações</strong></p>
<p>Outro tema abordado pelo dossiê são as promessas não cumpridas das tradições liberal-democráticas no que se refere às reivindicações feministas e antirracistas. O artigo de Luciana Tatagiba, da Unicamp, e Flávia Biroli, da UnB, faz uma leitura do que está em jogo na normalidade e na crise das democracias a partir de entrevistas feitas em 2023 com lideranças feministas e antirracistas brasileiras.</p>
<p>O fecho do dossiê é um estudo de caso feito por Jefferson Nascimento, doutorando na Uerj. Ele analisa o processo de militarização e de desdemocratização na Venezuela ao longo dos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Nascimento comenta que no período de Chávez, os militares receberam incentivos para participar da política nas esferas institucionais, com a relação com o governo se aprofundando na administração de Maduro, garantindo sua sobrevivência no poder em meio à crise econômica e investidas de opositores, mas contribuindo para a corrosão do sistema democrático do país.</p>
<p>Essa corrosão do sistema democrático em várias partes do mundo é acentuada direta ou indiretamente por vários fatores. Um deles é o negacionismo, a crença de uma suposta perda de legitimidade das ciências sob diferentes perspectivas.</p>
<p><strong>Negacionismos</strong></p>
<p>O segundo dossiê da edição, “Negacionismos e Autoritarismo”, discute o tema sob diferentes perspectivas. Entre elas, o editor da revista cita a ausência de um movimento negacionista no Brasil do porte dos que ocorrem em outros países; o predomínio de ataques negacionistas a questões de políticas públicas (vacinas, universidades, políticas sociais); o pressuposto de um negacionismo epistêmico; e embates entre autoridade epistêmica e usos da ciência a partir dos debates ocorridos na CPI da Covid.</p>
<p>Adorno acrescenta que negacionismos “estão igualmente presentes, atuantes e fortes na esfera pública e política, em especial nesta era de polarização e extremismos à direita”. Isso é revelado nos artigos do dossiê que tratam de anti-intelectualismo, cultivo da masculinidade e eliminação das perspectivas de gênero nas políticas do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante o governo Bolsonaro. O fecho do elenco de textos é uma resenha sobre o livro “Dicionário de Negacionismos no Brasil”, organizado por José Szwako e José Luiz Ratton.</p>
<p><strong>Desinformação</strong></p>
<p>Mas o negacionismo não é um fenômeno isolado a corroer a credibilidade das informações disponíveis ao público, recurso fundamental para o exercício pleno da cidadania numa sociedade democrática. Nesse contexto de debate público deteriorado, o dossiê “Desinformação e Democracia” completa a análise do complexo quadro contemporâneo com artigos escritos por integrantes e convidados do Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade, do IEA.</p>
<p>Os textos discutem temas como a necessidade de aprofundar o conceito de desinformação; as tendências do jornalismo transnacional com seus processos de validação de dados por agências de informações; os riscos ao jornalismo e à democracia representado pelas plataformas digitais; o cerceamento das liberdades de imprensa e de expressão promovidos e incentivados pelo governo federal, especialmente na gestão Bolsonaro; e o papel das mídias sociais nas disrupções da democracia.</p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="programacao"></a>Sumário de Estudos Avançados 113</strong></h3>
<p><strong>Democracia</strong></p>
<ul>
<li>A Democracia Tem Futuro? – <i>Elisa Reis</i></li>
<li>Igualdade e Justiça Hoje, Seguindo Aristóteles – <i>José Reinaldo de Lima Lopes</i></li>
<li>Dinâmica Institucional e Lastro Internacional: Para um Diagnóstico da Crise Política Brasileira (2013-2022) – <i>Bruno Pinheiro Wanderley Reis</i></li>
<li>Crise da Democracia Brasileira e Arranjos Jurídico-Institucionais – <i>Murilo Gaspardo, Maria Paula Dallari Bucci, Vanessa Corsetti Gonçalves Teixeira, Carolina Gabas Stuchi, José Duarte Neto, Rubens Beçak e Daniel Campos de Carvalho</i></li>
<li>Inteligência Artificial e Democracia: Humanos, Máquinas e Instituições Algorítmicas – <i>Fernando Filgueiras, Ricardo Fabrino Mendonça e Virgílio Almeida</i></li>
<li>Críticas Feministas à Democracia no Brasil: Análises da Crise e dos Limites da Normalidade – <i>Luciana Tatagiba e Flávia Biroli</i></li>
<li>Militarização e Desdemocratização ao longo dos Governos Chavistas na Venezuela – <i>Jefferson Nascimento</i></li>
</ul>
<p><strong>Negacionismos e Autoritarismos</strong></p>
<ul>
<li>Os Sentidos da Crise ou Manifesto Reflexivo sobre Negacionismos e Ciências -- <i>José Szwako</i></li>
<li>Negacionismo Epistêmico – <i>Renan Springer de Freitas</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A Vida Pública de Fatos Científicos: Ciência e Política na CPI da Pandemia no Brasil – <i>Daniel Edler Duarte, Pedro Benetti e Marcos César Alvarez</i></li>
<li>“Boa Guerra, Garoto(s)!”: Bolsonarismo, “Anti-Intelectualismo” e Masculinidade – <i>Maria Caramez Carlotto</i></li>
<li>“Mulher” e “Família”: O Senso-Comum como Política Pública no Governo Bolsonaro – <i>Marília Moschkovich</i></li>
<li>O Passado, a Intermitência e o Futuro de uma Ilusão – <i>Daniel Afonso da Silva</i></li>
<li>De A a Z: Um Guia para Entender os Negacionismos – <i>Guilherme Queiroz Alves</i></li>
</ul>
<p><strong>Desinformação e Democracia</strong></p>
<ul>
<li>Desinformação, Democracia e Regulação – <i>Vitor Blotta e Eugênio Bucci</i></li>
<li>Do Jornalismo Transnacional aos Experimentos em <i>Blockchain</i> no Combate à Desinformação – <i>Magaly Prado e Ben Hur Demeneck</i></li>
<li>Ameaças das Plataformas Digitais ao Jornalismo: Contributos para a Regulação – <i>Rogério Christofoletti</i></li>
<li>Cala a Boca, Jornalista: Intimidação e Desinformação como Políticas de Estado – <i>Camilo Vannuchi, João Gabriel de Lima e Taís Gasparian</i></li>
<li>Mídias sociais e as Disrupções da Democracia – <i>Clifford Griffin e Vitor Blotta</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Autoritarismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negacionismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-04-03T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-sobre-fome-e-desnutricao-e-destaque-da-edicao-48">
    <title>Dossiê sobre fome e desnutrição é destaque da edição 48</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-sobre-fome-e-desnutricao-e-destaque-da-edicao-48</link>
    <description>A segunda parte do "Dossiê São Paulo" também está contemplada na edição.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:90px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/menino.jpg/image" alt="menino.jpg" title="menino.jpg" height="158" width="90" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:90px;">Foto: Arquivo do Cren Criança com déficit de crescimento por desnutrição</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Foi               lançado no dia 11 de setembro o nº 48 da revista <strong>Estudos               Avançados</strong>, que empreende um debate abrangente sobre               a fome, a desnutrição e a pobreza no País. O               dossiê conta com três entrevistas e oito artigos de pesquisadores,               representantes governamentais e lideranças de organizações               não-governamentais.</p>
<p style="text-align: justify; ">O               lançamento aconteceu no Auditório do IEA e teve a participação               de Alfredo Bosi (editor da revista e vice-diretor do IEA), Ana Lydia               Sawaya (Unifesp e IEA), Antonio Carlos Campino (FEA/USP) e Carlos               Monteiro (FSP/USP). Os três discutiram os temas presentes na               edição. Sawaya e Monteiro colaboram no dossiê.               Sawaya coordena o Grupo de Estudos sobre Nutrição e               Pobreza, criado no início do ano no IEA.</p>
<p style="text-align: justify; ">A edição               também dá seqüência ao "Dossiê               São Paulo", desta vez com os temas Habitação,               Transporte e Saúde. Outro conjunto de textos analisa as negociações               sobre a Área de Livre Comércio das Amércias (Alca).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2003-10-15T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-105">
    <title>Dossiê da nova edição de Estudos Avançados discute desafios e impasses do Brasil independente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-105</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-edicao-105-da-revista-estudos-avancados" alt="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" class="image-right" title="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" />A análise de temas relevantes da vida social e política brasileira nos últimos dois séculos é o aspecto central do dossiê "Bicentenário da Independência", presente no nº 105 da revista Estudos Avançados, publicação quadrimestral do IEA [v. <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-105#sumario" class="external-link">sumário</a>]. A versão online da edição já está disponível, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n105/">Scientific Electronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa será lançada em breve.</p>
<p><span>Apesar de o conjunto de textos não ter o propósito de rever a historiografia da Independência nem preencher lacunas apontadas por historiadores e outros cientistas sociais, aspectos desse tipo também estão presentes nos artigos, afirma o editor, o sociólogo Sérgio Adorno.</span></p>
<p><span> </span><span>A curadoria do dossiê é de três professores da USP: Carlos Zeron, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); Alexandre Macchione Saes, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA); e Antônio David, da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Eles são autores do artigo de abertura "3 </span><span>vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano </span><span>em torno de 1822, 1922 e 2022", que questiona as revisões das ideias de soberania e modernização no ensaísmo e no pensamento histórico-econômico.</span></p>
<p>Duas indagações principais motivaram os curadores na composição do conjunto de textos: <span>O que singulariza as ideias de soberania e modernidade na sociedade brasileira? Como se materializou em ações, planos governamentais, políticas públicas, pensamento social, ciência, cultura e educação a dialética entre modernidade e tradição e quais seus desdobramentos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A partir dessas questões, o dossiê explora "desafios e impasses sobretudo nas contribuições que focalizam paradoxos e antinomias do pensamento social no Brasil", explica o editor. Com essa perspectiva, os ensaios abordam "as tensões entre memória, política e escrita da história ao colocar em evidência diferentes narrativas sobre a Independência como fato e processo histórico". Um dos textos com essa preocupação é "Historiografia, Memória e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois", de Cecilia Helena de Salles Oliveira, do Museu Paulista da USP.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Nessa mesma linha, no artigo "Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Marcado com a Democracia", Andre Botelho, da UFRJ, e Grabriela Nunes Ferreira, da Unifesp, discutem momentos decisivos nos quais as relações entre Estado e sociedade foram problematizadas, pondo em destaque temas como centralização e descentralização política, a adequação das instituições políticas às características da sociedade e o enfrentamento da questão democrática, comenta Adorno.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Próximo à atualidade, "</span><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles", de </span><span>Camila Rocha, da FFLCH, e Jonas Medeiros, do Cebrap, aponta </span><span>como a "crise do pacto democrático de 1988 se originou </span><span>a partir de novas dinâmicas fomentadas pela própria esfera pública pós-burguesa </span><span>brasileira, a qual se desenvolveu em meio ao processo de redemocratização nacional".</span></p>
<p>Comentando a realidade brasileira dos últimos 20 anos, Kabengele Munanga, titular aposentado da FFLCH, reflete em seu ensaio sobre questões a respeito da diversidade. Ele aponta que os conflitos <span>se traduzem notadamente pelas práticas racistas e xenofóbicas que engendram a violação dos direitos humanos dos diferentes e as desigualdades sociais decorrentes. A questão que se coloca, afirma, </span><span>é como estabelecer a equidade e a igualdade de tratamento "sem antes reconhecer a existência coletiva dos portadores das diferenças e suas identidades".</span></p>
<p><span>O papel da ciência na constituição da Nação a contribuição das das artes na conformação dos chamados "modernismos tardios" são analisados nos artigos "As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro", de três pesquisadores da Fiocruz, e "O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970", Ivan Francisco Marques, da FFLCH.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Entre os textos que discutem a historiografia pós-Independência, o editor cita o "</span><span>estimulante </span><span>overview</span><i> </i><span>sobre obras de referência" presente na entrevista concedida aos curadores pelo historiador Carlos Guilherme Mota, titular aposentado da FFLCH, fundador e primeiro diretor do IEA. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O dossiê reúne ainda análises sobre fatos e processos sociais relevantes para a compreensão do Bicentenário. Entre eles, Adorno relaciona:</span></p>
<ul>
<li><span>a construção da esfera pública desde 1822 e suas crises atuais;</span></li>
<li><span>as dinâmicas sociais que estabelecem a existência de grupos armados com ambições hegemônicas sobre territórios, populações e mercados ilegais;</span></li>
<li><span> a destruição e degradação dos biomas nacionais acenando para uma catástrofe ambiental;</span></li>
<li><span>e os padrões de acumulação e segregação socioespacial em São Paulo, alavancados por operações imobiliárias de grande envergadura.</span></li>
</ul>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outro dossiê, "Clássicos da Educação", complementa a edição. De acordo com o editor, os artigos tratam dos problemas e dilemas da educação contemporânea a partir de um ângulo específico: "Livros e autores que, ao se tornarem 'clássicos' nesse campo, pautaram temas estratégicos para a compreensão das relações entre atores, bem como do cotidiano escolar, dos valores em mudança, dos desafios em períodos singulares como o de pandemias e sobretudo para a formulação de políticas públicas educacionais".</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Os textos analisam aspectos de obras de Israel  <span>Scheffler, Maria Helena Souza Patto, Pierre Bourdieu, Jean-Claude Passeron, José Mário Pires Azanha, John Goodlad, Michel Foucault, Herbert Spencer, Émile Durkheim e Roger Chartier. Os autores dos artigos são pesquisadores da Faculdade de Educação (FE) da USP, Instituto Universitário de Lisboa, Unifesp, UFRJ, Uerj e UFU.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 105 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<hr />
<p><a name="sumario"></a></p>
<h3><span>SUMÁRIO</span></h3>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Bicentenário da Independência</strong></span></p>
<ul>
<li><span>3 vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano em torno de 1822, 1922 e 2022 - </span><i>Antônio David, Alexandre Macchione Saes e Carlos A. de M. R. Zeron</i></li>
<li><span>Memória, Historiografia e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois - </span><i>Cecilia Helena de Salles Oliveira</i></li>
<li><span>Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Adiado com a Democracia - </span><i>André Botelho e Gabriela Nunes Ferreira</i></li>
<li><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles - </span><i>Camila Rocha e Jonas Medeiros</i></li>
<li><span>País do Futuro? Conflitos de Tempos e Historicidade no Brasil Contemporâneo - </span><i>Rodrigo Turin</i></li>
<li><span>Sobre Conceitos, Historiografia e Ideias “fora do Lugar” - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>O Mundo e a Diversidade: Questões em Debate - </span><i>Kabengele Munanga</i></li>
<li><span>Domínios Armados e seus Governos Criminais – Uma Abordagem não Fantasmagórica do “Crime Organizado” - </span><i>Jacqueline de Oliveira Muniz e Camila Nunes Dias</i></li>
<li><span>O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970 - </span><i>Ivan Francisco Marques</i></li>
<li><span>Brasil, 200 anos de Devastação: O Que Restará do País após 2022? - </span><i>Luiz Marques</i></li>
<li><span>São Paulo, Cem Anos de Máquina de Crescimento Urbano - </span><i>Mariana Fix e Pedro Fiori Arantes</i></li>
<li><span>As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro - </span><i>Nísia Trindade Lima, Dominichi Miranda de Sá, Ingrid Casazza e Carolina Arouca</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Clássicos da Educação</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Convergências: Pensar Ensino e Desigualdade com Scheffler, Patto, Bourdieu e Passeron - </span><i>Juliana de Souza Silva, Katiene Nogueira da Silva e Renata Marcílio Cândido</i></li>
<li><span>“Pensar com” José Mário Pires Azanha e a Elaboração do Porvir Educacional Brasileiro - </span><i>Patrícia Aparecida do Amparo, Ana Laura Godinho Lima e Denice Barbara Catani</i></li>
<li><span>Educação, Sociedade e Democracia: O Legado de John Goodlad - </span><i>Domingos Fernandes</i></li>
<li><span>Michel Foucault em (de)Formações: sobre Clássicos e Usos em História da Educação - </span><i>José Cláudio Sooma Silva e José Gonçalves Gondra</i></li>
<li><span>Ciência, Evolução e Educação em Herbert Spencer - </span><i>Décio Gatti Junior e Leonardo Batista dos Santos</i></li>
<li><span>Ensinar longe da Escola: Ensaio sobre as Representações em E. Durkheim e R. Chartier - </span><i>Roni Cleber Dias de Menezes e Vivian Batista da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-16T11:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105">
    <title>Dossiê da nova edição de Estudos Avançados discute desafios e impasses do Brasil independente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-edicao-105-da-revista-estudos-avancados" alt="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" class="image-right" title="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" />A análise de temas relevantes da vida social e política brasileira nos últimos dois séculos é o aspecto central do dossiê "Bicentenário da Independência", presente no nº 105 da revista Estudos Avançados, publicação quadrimestral do IEA [v. <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105#sumario" class="external-link">sumário</a>]. A versão online da edição já está disponível, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n105/">Scientific Electronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa será lançada em breve.</p>
<p><span>Apesar de o conjunto de textos não ter o propósito de rever a historiografia da Independência nem preencher lacunas apontadas por historiadores e outros cientistas sociais, aspectos desse tipo também estão presentes nos artigos, afirma o editor, o sociólogo Sérgio Adorno.</span></p>
<p><span> </span><span>A curadoria do dossiê é de três professores da USP: Carlos Zeron, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); Alexandre Macchione Saes, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA); e Antônio David, da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Eles são autores do artigo de abertura "3 </span><span>vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano </span><span>em torno de 1822, 1922 e 2022", que questiona as revisões das ideias de soberania e modernização no ensaísmo e no pensamento histórico-econômico.</span></p>
<p>Duas indagações principais motivaram os curadores na composição do conjunto de textos: <span>O que singulariza as ideias de soberania e modernidade na sociedade brasileira? Como se materializou em ações, planos governamentais, políticas públicas, pensamento social, ciência, cultura e educação a dialética entre modernidade e tradição e quais seus desdobramentos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A partir dessas questões, o dossiê explora "desafios e impasses sobretudo nas contribuições que focalizam paradoxos e antinomias do pensamento social no Brasil", explica o editor. Com essa perspectiva, os ensaios abordam "as tensões entre memória, política e escrita da história ao colocar em evidência diferentes narrativas sobre a Independência como fato e processo histórico". Um dos textos com essa preocupação é "Historiografia, Memória e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois", de Cecilia Helena de Salles Oliveira, do Museu Paulista da USP.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Nessa mesma linha, no artigo "Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Marcado com a Democracia", Andre Botelho, da UFRJ, e Grabriela Nunes Ferreira, da Unifesp, discutem momentos decisivos nos quais as relações entre Estado e sociedade foram problematizadas, pondo em destaque temas como centralização e descentralização política, a adequação das instituições políticas às características da sociedade e o enfrentamento da questão democrática, comenta Adorno.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Próximo à atualidade, "</span><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles", de </span><span>Camila Rocha, da FFLCH, e Jonas Medeiros, do Cebrap, aponta </span><span>como a "crise do pacto democrático de 1988 se originou </span><span>a partir de novas dinâmicas fomentadas pela própria esfera pública pós-burguesa </span><span>brasileira, a qual se desenvolveu em meio ao processo de redemocratização nacional".</span></p>
<p>Comentando a realidade brasileira dos últimos 20 anos, Kabengele Munanga, titular aposentado da FFLCH, reflete em seu ensaio sobre questões a respeito da diversidade. Ele aponta que os conflitos <span>se traduzem notadamente pelas práticas racistas e xenofóbicas que engendram a violação dos direitos humanos dos diferentes e as desigualdades sociais decorrentes. A questão que se coloca, afirma, </span><span>é como estabelecer a equidade e a igualdade de tratamento "sem antes reconhecer a existência coletiva dos portadores das diferenças e suas identidades".</span></p>
<p><span>O papel da ciência na constituição da Nação a contribuição das das artes na conformação dos chamados "modernismos tardios" são analisados nos artigos "As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro", de três pesquisadores da Fiocruz, e "O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970", Ivan Francisco Marques, da FFLCH.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Entre os textos que discutem a historiografia pós-Independência, o editor cita o "</span><span>estimulante </span><span>overview</span><i> </i><span>sobre obras de referência" presente na entrevista concedida aos curadores pelo historiador Carlos Guilherme Mota, titular aposentado da FFLCH, fundador e primeiro diretor do IEA. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O dossiê reúne ainda análises sobre fatos e processos sociais relevantes para a compreensão do Bicentenário. Entre eles, Adorno relaciona:</span></p>
<ul>
<li><span>a construção da esfera pública desde 1822 e suas crises atuais;</span></li>
<li><span>as dinâmicas sociais que estabelecem a existência de grupos armados com ambições hegemônicas sobre territórios, populações e mercados ilegais;</span></li>
<li><span> a destruição e degradação dos biomas nacionais acenando para uma catástrofe ambiental;</span></li>
<li><span>e os padrões de acumulação e segregação socioespacial em São Paulo, alavancados por operações imobiliárias de grande envergadura.</span></li>
</ul>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outro dossiê, "Clássicos da Educação", complementa a edição. De acordo com o editor, os artigos tratam dos problemas e dilemas da educação contemporânea a partir de um ângulo específico: "Livros e autores que, ao se tornarem 'clássicos' nesse campo, pautaram temas estratégicos para a compreensão das relações entre atores, bem como do cotidiano escolar, dos valores em mudança, dos desafios em períodos singulares como o de pandemias e sobretudo para a formulação de políticas públicas educacionais".</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Os textos analisam aspectos de obras de Israel  <span>Scheffler, Maria Helena Souza Patto, Pierre Bourdieu, Jean-Claude Passeron, José Mário Pires Azanha, John Goodlad, Michel Foucault, Herbert Spencer, Émile Durkheim e Roger Chartier. Os autores dos artigos são pesquisadores da Faculdade de Educação (FE) da USP, Instituto Universitário de Lisboa, Unifesp, UFRJ, Uerj e UFU.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 105 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<hr />
<p><a name="sumario"></a></p>
<h3><span>SUMÁRIO</span></h3>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Bicentenário da Independência</strong></span></p>
<ul>
<li><span>3 vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano em torno de 1822, 1922 e 2022 - </span><i>Antônio David, Alexandre Macchione Saes e Carlos A. de M. R. Zeron</i></li>
<li><span>Memória, Historiografia e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois - </span><i>Cecilia Helena de Salles Oliveira</i></li>
<li><span>Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Adiado com a Democracia - </span><i>André Botelho e Gabriela Nunes Ferreira</i></li>
<li><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles - </span><i>Camila Rocha e Jonas Medeiros</i></li>
<li><span>País do Futuro? Conflitos de Tempos e Historicidade no Brasil Contemporâneo - </span><i>Rodrigo Turin</i></li>
<li><span>Sobre Conceitos, Historiografia e Ideias “fora do Lugar” - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>O Mundo e a Diversidade: Questões em Debate - </span><i>Kabengele Munanga</i></li>
<li><span>Domínios Armados e seus Governos Criminais – Uma Abordagem não Fantasmagórica do “Crime Organizado” - </span><i>Jacqueline de Oliveira Muniz e Camila Nunes Dias</i></li>
<li><span>O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970 - </span><i>Ivan Francisco Marques</i></li>
<li><span>Brasil, 200 anos de Devastação: O Que Restará do País após 2022? - </span><i>Luiz Marques</i></li>
<li><span>São Paulo, Cem Anos de Máquina de Crescimento Urbano - </span><i>Mariana Fix e Pedro Fiori Arantes</i></li>
<li><span>As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro - </span><i>Nísia Trindade Lima, Dominichi Miranda de Sá, Ingrid Casazza e Carolina Arouca</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Clássicos da Educação</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Convergências: Pensar Ensino e Desigualdade com Scheffler, Patto, Bourdieu e Passeron - </span><i>Juliana de Souza Silva, Katiene Nogueira da Silva e Renata Marcílio Cândido</i></li>
<li><span>“Pensar com” José Mário Pires Azanha e a Elaboração do Porvir Educacional Brasileiro - </span><i>Patrícia Aparecida do Amparo, Ana Laura Godinho Lima e Denice Barbara Catani</i></li>
<li><span>Educação, Sociedade e Democracia: O Legado de John Goodlad - </span><i>Domingos Fernandes</i></li>
<li><span>Michel Foucault em (de)Formações: sobre Clássicos e Usos em História da Educação - </span><i>José Cláudio Sooma Silva e José Gonçalves Gondra</i></li>
<li><span>Ciência, Evolução e Educação em Herbert Spencer - </span><i>Décio Gatti Junior e Leonardo Batista dos Santos</i></li>
<li><span>Ensinar longe da Escola: Ensaio sobre as Representações em E. Durkheim e R. Chartier - </span><i>Roni Cleber Dias de Menezes e Vivian Batista da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-16T11:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116">
    <title>Dossiê da edição 116 da revista Estudos Avançados examina faces da violência na sociedade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116</link>
    <description>Edição 116 da revista Estudos Avançados apresenta o dossiê "Violência, Dor e Sofrimento", além de três artigos sobre sociologia e quatro resenhas de livros.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-116" alt="Capa da revista Estudos Avançados 116" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 116" /></p>
<p>Num momento em que o governo dos Estados Unidos discute se classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, algo que pode dar margem a violações da soberania brasileira, a <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/">edição 116 da revista Estudos Avançados</a>, lançada recentemente, abre seu dossiê “Violência, Dor e Sofrimento” com uma análise sobre a inadequação dessa classificação [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>O conjunto de textos também discute como o sistema prisional favorece os vínculos entre o PCC e quadrilhas independentes que cometem crimes violentos ao patrimônio. Ainda no âmbito da segurança pública, outro texto analisa como disputas entre grupos internos às polícias inviabilizam reformas substanciais na área.</p>
<p>Mas o dossiê não se restringe a análise da atuação e características de organizações criminosas e instituições policiais. O sociólogo Sérgio Adorno, editor da publicação, enfatiza que, além das formas usuais de violência associadas à delinquência e aos crimes contra a pessoa e o patrimônio, “o mundo globalizado tem experimentado exacerbação dos conflitos nas relações sociais e interpessoais, no mundo público e na vida privada, nas relações entre civis e nas políticas”. Essa é a razão da abrangência temática do dossiê.</p>
<p><strong>Crime organizado</strong></p>
<p>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo Moura Braga Cavalcante, ambos vinculados à Universidade Federal do Ceará, são os autores do artigo “Narcoterrorismo e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às Facções no Brasil”. A definição de narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, “sem consistência analítica”, afirmam. Para eles, o caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.</p>
<p>A rotulagem de facções criminosas como “terroristas” apaga sua base social, sua inscrição prisional e seu caráter econômico, “substituindo a análise por uma gramática de guerra que autoriza políticas de exceção”, ponderam.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Digital e impressa</i></strong></p>
<p><i>A versão digital do número 116 da revista Estudos Avançados está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa (R$ 45,00).  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer assinatura anual (três edições por R$ 150,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto ao narcoestado, consideram que o termo pode ter utilidade para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, “desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos”. No caso brasileiro, avaliam que as dinâmicas envolvem menos captura vertical de instituições e mais infiltração capilar e fragmentada de atividades ilícitas, por meio de “combinações de omissão estratégica, corrupção localizada e interesses políticos imediatos”.</p>
<p>A relação do PCC com crimes violentos ao patrimônio, especificamente os grandes roubos a instituições financeiras em várias cidades do país, é analisada em artigo do sociólogo Leonardo José Ostronoff, da<i> </i>Universidade Federal de Santa Catarina. Esses roubos constituíram o que o jargão policial e a mídia passaram a chamar de “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.</p>
<p>Por meio do exame de documentos, entrevistas e bibliografia, Ostronoff analisa o processo que, a partir do “novo cangaço”, típico de cidades pequenas, levou ao “domínio de cidades”, que atinge cidades médias e grandes e conta com grupos maiores, explosivos e armamento de maior poder de fogo. O trabalho de campo teve como referência a cidade de Curitiba, PR.</p>
<p>A conclusão é que esses crimes não são organizados institucionalmente pelo PCC, são operações de indivíduos independentes, apesar de alguns membros da facção atuarem nelas. As relações desses criminosos com a facção ocorrem devido ao controle que ela tem do sistema prisional. As redes formadas nos presídios possibilitam o recrutamento de criminosos especializados nas tarefas exigidas pelas ações, além do empréstimo de armas e acesso a explosivos, explica o autor.</p>
<p>Ainda no campo da segurança pública, Julia Maia Goldani, pesquisadora da Escola de Direito de São Paulo da FGV, escreve sobre as dinâmicas institucionais que “minam reformas democráticas nas polícias militares do Brasil pós-1988”. Ela vê uma lacuna na compreensão dos mecanismos que propiciam a resistência das polícias a mudanças institucionais.</p>
<p>Para discutir essa lacuna, Goldani analisa o ocorrido com a <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516">Proposta de Emenda Constitucional 51/2013</a>, cujo objetivo era uma reforma estrutural, e com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, exemplo de reforma incremental.</p>
<p>No caso da PEC 51/2013, ela comenta que a atuação das cúpulas de associações das diferentes categorias policiais resultou num impasse político no Congresso Nacional, com Presidência da República não interferindo para não assumir o custo político da iniciativa. O resultado foi o abandono da proposta. Já a implantação gradual de um policiamento democrático por meio das UPPs “esbarrou nos interesses de outros grupos dentro da corporação, que divergiam da visão de segurança pública proposta ou percebiam a mudança de paradigma como uma ameaça às suas posições e perspectivas dentro da organização”.</p>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<p>O dossiê conta ainda com duas traduções (acompanhadas de introduções dos tradutores): “O Sofrimento Não É Dor”, do filósofo francês Paul Ricoeur (1912-2005), traduzido por Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho, ambos professores da Faculdade de Educação da USP; e “Invisibilidade: Sobre a Epistemologia do Reconhecimento”, de Axel Honneth, traduzido por Arthur Meucci, da Universidade Federal de Viçosa.</p>
<p>O texto original de Ricoeur foi apresentado em colóquio da Associação Francesa de Psiquiatria em janeiro de 1992. De acordo com os tradutores, o filósofo adota como hipótese de trabalho a de que o sofrimento consiste na diminuição da potência de agir.</p>
<p>Axel Honneth propõe uma reformulação epistemológica da teoria do reconhecimento a partir da análise da invisibilidade social, inspirada no romance “O Homem Invisível”,<i> </i>de Ralph Ellison. Para Honneth, a invisibilidade não remete à ausência perceptiva literal, mas a uma forma simbólica de desrespeito: o ato de “olhar através” do outro nega-lhe reconhecimento como sujeito moral e social válido.</p>
<p><strong>Literatura e canção</strong></p>
<p>O retrato da violência feito em obras artísticas como contos e canções e até como ela foi facilitada pelos meios digitais são temas de três artigos. Em sua análise do livro de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo, Ianá de Souza Pereira, da Universidade Paulista, aponta que a obra deve ser entendida a partir de estruturas econômico-sociais, raciais e patriarcais que explicam o lugar social destinado às mulheres negras nas sociedades capitalistas. No livro, são elas que comunicam e refletem sobre a experiência de ser mulher e negra dentro do patriarcado de supremacia branca e capitalista. O objetivo do artigo é compor uma análise crítica do racismo e do patriarcado exposto pelo texto de Evaristo.</p>
<p>Adriano de Paula Rabelo, da Universidade Federal de Kazan, Rússia, compara como uma canção estadunidense e outra brasileira tratam de um tipo específico de violência urbana: o assassinato, por agentes do Estados e outras pessoas, de jovens levados ao crime pelas desigualdades sociais. As canções são “In the Ghetto”, de Mac Davis, gravada por Elvis Presley em 1969, e “O Meu Guri”, de Chico Buarque, gravada por ele em 1981.</p>
<p>Uma nova forma de violência contra a mulher surgiu com o mundo digital: os sites eróticos. No artigo “A Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura”, Priscila Gonçalves Magossi, doutora em comunicação e cultura, aponta que “os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressistas”. Segundo a autora, os mandantes desse submundo atuam em vácuo jurídico total, impondo cláusulas que silenciam vítimas e violam direitos fundamentais. O combate a isso, diz, exige regulação transnacional, educação mediática crítica e políticas públicas que priorizem direitos humanos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>As marcas de um tipo brutal de violência, aquela vivida pelos sobreviventes das bomba atômicas lançada em Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos em 1945, são analisadas em texto de Cristiane Izumi Nakagawa, psicanalista e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. O trabalho tem como base entrevista da autora com Keiko Ogura, uma hibakusha, como são chamados aqueles que sobreviveram à bomba, no caso dela, à lançada em Hiroshima. O objetivo foi fazer um exame psicológico dos testemunhos desses sobreviventes, com atenção especial a dois fenômenos psicológicos fundamentais para a compreensão dessas memórias: o trauma e o sentimento de culpa por ações ou omissões que causaram sofrimento a outras pessoas.</p>
<p>Mas a violência também suscita discussões sobre a postura institucional e do público em relação a ela. Isso é explorado em artigo sobre pesquisa e trabalho técnico desenvolvidos por parceria entre o Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e o Instituto de Biociências, ambos da USP, sobre as cabeças decepadas de Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira (1910-1938), a Maria Bonita. A abordagem dos pesquisadores foi baseada na revisão historiográfica e na análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens. "Essa metodologia permitiu explorar as narrativas que envolvem o consumo do trágico e as controvérsias sobre a preservação e exposição desses vestígios, contribuindo para discussões mais aprofundadas sobre memória, identidade e práticas museológicas", afirmam os autores.</p>
<p><strong>SOCIOLOGIA</strong></p>
<p>Outros três textos da edição configuram um minidossiê dedicado à sociologia, com propostas para sua evolução, um debate sobre o papel dos autores clássicos no discurso sociológico e um ensaio sobre o livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, de Florestan Fernandes.</p>
<p>De acordo com Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp e da UFSCar, diante das mudanças aceleradas do mundo contemporâneo, "somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos". Seu artigo "Por uma Sociologia Provocadora (de Respostas)" é baseado em conferência que fez no 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2025. O objetivo do trabalho, afirma, "é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas<i>, </i>na qual o fazer sociológico<i> </i>esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos".</p>
<p>Mas diante dessa necessidade de transformação da sociologia defendida por Moraes Silva, que papel fica reservado aos autores clássicos? É sobre isso que trata o texto "O Qque Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico", de Carlos Eduardo Sell, da UFSC. Ele examina a transformação do papel desses autores, com destaque para as implicações epistemológicas, metodológicas e pedagógicas disso. Sell identifica a emergência de um novo regime discursivo (heurística negativa) e de um consenso difuso que molda o etos científico contemporâneo. Na segunda parte do artigo, ele propõe uma heurística positiva de reflexão e ensino da teoria sociológica.</p>
<p>A seção é completada justamente com texto sobre a importância atual de um livro clássico de um dos expoentes da sociologia brasileira, Florestan Fernandes. Em 2025, seu livro "A Revolução Burguesa no Brasil" completou 50 anos da primeira edição. Para os autores do artigo, André Botelho e Antonio Brasil Jr., ambos da UFRJ, a obra está mais atual do que nunca, seja pelo ponto de vista teórico, que pode ser testado na concepção, na fatura do texto e na análise crítica forjadas a partir de uma abordagem sociológica peculiar, seja pela visão política das espirais da democracia no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>RESENHAS</strong></p>
<p>A seção “Resenhas” traz artigos sobre os livros “Des Électeurs Ordinaires: Enquête sur la Normalization de l’Extrême Droite” (Eleitores Comuns: Investigação sobre a Normalização da Extrema Direita), de Félicien Faury, ainda sem edição no Brasil; “Permanecer Bárbaro: Não Brancos contra o Império”, de Louisa Yousfi; “História da América Latina em 100 Fotografias”, de Paulo Antonio Paranaguá; e “Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da Desinformação Inculta (e Sedutora)”, de Eugênio Bucci.</p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p> </p>
<p><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></p>
<p><strong>Violência, Dor e Sofrimento</strong></p>
<ul>
<li>Narcoterrorismo      e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às      Facções no Brasil – <i>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo      Moura Braga Cavalcante</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Centralidade da Prisão nas Relações entre Crimes Violentos ao Patrimônio e      o PCC – <i>Leonardo José Ostronoff</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Polícias      em Conflito: “Pluralismo Policial” e os Vetos a Reformas na Segurança      pública – <i>Júlia Maia Goldani</i></li>
</ul>
<ul>
<li>No      Gueto e na Favela: Duas Canções, Dois Retratos da Violência – <i>Adriano      de Paula Rabelo</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Um      Intérprete da Experiência Contemporânea: Paul Ricoeur e a Compreensão do      Sofrimento – <i>Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Invisibilidade Social como Desrespeito na Teoria do Reconhecimento de Axel      Honneth – <i>Arthur Meucci</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Trauma      e Culpa nos hibakusha: Um Estudo da Memória de Keiko Ogura – <i>Cristiane      Izumi Nakagawa</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Conceição      Evaristo e os Arredores de “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”<i> –      Ianá de Souza Pereira</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      “Mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: Considerações sobre a      Musealização do Trágico (1938-2023) – <i>Jô Veras Closs et al.</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura – <i>Priscila      Gonçalves Magossi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Esperançar      o Presente: Sobre Futuros Inéditos e Viáveis – <i>Bruno Souza Leal e      Ana Regina Rego</i></li>
</ul>
<p><strong>Sociologia</strong></p>
<ul>
<li>Por      uma Sociologia Provocadora (de Respostas) – <i>Maria Aparecida de      Moraes Silva</i></li>
</ul>
<ul>
<li>O      Que Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico      – <i>Carlos Eduardo Sell</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"A      Revolução Burguesa no Brasil": 50 anos de um Clássico Difícil – <i>André      Botelho e Antonio Brasil Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Sociologia      da Normalização Política: A Extrema-Direita na França – <i>Fabio      Mascaro Querido</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"Permanecer      Bárbaro"<i> </i>de Louisa Yousfi: Insurgências contra a      Domesticação Civilizatória – <i>Morgane Reina</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Propósito      e Valor dos Acervos Fotográficos ao redor do Mundo – Hoje e no Futuro      – <i>Sergio Burgi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Razão,      Técnica e (Des)Informação: Os Vetores das Crises Contemporâneas – <i>Tatiana      Dourado</i></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T17:03:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-da-edicao-50-analisa-lutas-e-contribuicoes-dos-negros-brasileiros">
    <title>Dossiê da edição 50 analisa lutas e contribuições dos negros brasileiros</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dossie-da-edicao-50-analisa-lutas-e-contribuicoes-dos-negros-brasileiros</link>
    <description>Arte, literatura, teatro experimental são destaques em ensaios de pesquisadores e acadêmicos sobre a cultura negra.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/teatroexpnegro.jpg" alt="teatroexpnegro.jpg" class="image-right" title="teatroexpnegro.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Com  29 textos, de 31 autores, o dossiê "O Negro no Brasil", do n° 50 da  revista "Estudos Avançados", apresenta um extenso e diversificado painel  com análises e dados socioeconômicos, históricos, culturais e genéticos  sobre a população negra brasileira. As lutas contra a discriminação e  as medidas de ação afirmativa também são debatidas. O lançamento da  edição aconteceu no dia 13 de maio, na Sala do Conselho Universitário da  USP, com palestra  de Arany Santana, secretária de Reparação de Salvador, e participação  de José de Souza Martins (FFLCH/USP), que prestou homenagem à memória do  sociólogo Octavio Ianni, recentemente falecido e colaborador do dossiê.  O conjunto de textos é aberto com uma das últimas entrevistas  concedidas por Ianni, seguida de seu artigo "Dialética das Relações  Socias".</p>
<p style="text-align: justify; "><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ianni.jpg/image" alt="ianni.jpg" title="ianni.jpg" height="196" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">Octavio Ianni é um dos participantes do dossiê</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos  principais colaboradores de Roger Bastide e Florestan Fernandes, Ianni  participou ativamente da chamada escola de sociologia paulista, que  traçou um novo panorama analítico sobre a situação do negro e o  preconceito racial no País. De acordo com Ianni, havia na ideologia  brasileira e no ambiente cultural acadêmico um certo compromisso com a  tese da democracia racial: "Com os trabalhos de Roger Bastide e  Florestan Fernandes é que foi revelada a realidade do preconceito racial  de par em par com o preconceito de classe".</p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos temas polêmicos da atualidade é o da implantação de cotas para  negros em universidades públicas. Para o sociólogo, "numa primeira  avaliação, o estabelecimento de cotas aparece como uma conquisa positiva; mas, simultaneamente, é a reiteração de uma sociedade injusta, fundada no preconceito".</p>
<p style="text-align: justify; ">O antropólogo Luís Roberto Cardoso de Oliveira, da Unicamp, diz em seu  artigo que é positiva a adoção de um percentual mínimo de alunos negros  em todos os cursos (e não cotas correspondentes à participação dos  negros na composição da sociedade) pelo "potencial transformador" da  medida no plano simbólico, como instrumento de combate ao racismo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ivonne Maggie e Peter Fry, professores de antropologia da UFRJ, tratam  em seu artigo sobre a adoção – via lei estadual – de cotas na Uerj e na  Uenf em 2001. O artigo analisa as cartas de leitores sobre a medida  legal enviadas ao jornal "O Globo" em 2001 e 2002: "Os leitores que as  escreveram sugerem que a introdução de cotas raciais talvez não alcance o  que pretende e terá efeitos que irão muito além das finalidades  explícitas nos pronunciamentos dos governantes, em particular uma  bipolarização racial e um aumento de tensão inter-racial, sobretudo nas  camadas menos favorecidas da população".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os geneticistas Sérgio Danilo Junho Pena (UFMG) e Maria Catira  Bortolini (UFRS) colaboram indiretamente com o debate por meio de artigo  sobre a contribuição africana no genoma dos brasileiros. Segundos eles,  30% dos brasileiros autoclassificados como brancos e 80% dos negros  apresentam linhagens maternas características da África subsaariana. Em  razão disso, estimam que pelo menos 89 milhões de brasileiros são  afrodescendentes. Números mais expressivos surgem ao serem utilizadas  determinadas técnicas de pesquisa genética: cerca de 146 milhões de  brasileiros (86% da população) apresentam mais de 10% de contribuição  africana em seu genoma.</p>
<p style="text-align: justify; ">Outra parte do dossiê reúne cinco entrevistas que o editor executivo  Marco Antônio Coelho realizou com pesquisadores baianos. Um deles é o  antropólogo Júlio Santana Braga, professor da UFBa e uma das  personalidades mais expressivas do candomblé em Salvador. Os outros  entrevistados são o antropólogo Jocélio Teles, diretor do Centro de  Estudos Afro-Orientais (Ceao) da UFBa; o geógrafo Waldir Freitas  Oliveira; Arany Santana, secretária da Reparação de Salvador; e Sérgio  Passarinho, da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Econômico da  Bahia.</p>
<p style="text-align: justify; ">Entre outros textos, o dossiê traz também textos de Domício Proença  Filho e Alfredo Bosi sobre os negros na literatura, de Abdias Nascimento  sobre o teatro experimental do negro, do Emanoel Araújo sobre os negros  e as artes plásticas e de Bruno Zeni sobre o rap em São Paulo, entrevista  com Kabengele Munanga e artigo de Alberto da Costa e Silva sobre o  comércio de exemplares do Alcorão entre os negros muçulmanos no Rio de  Janeiro durante o século 19.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2003-06-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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