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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 21 to 35.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105">
    <title>Dossiê da nova edição de Estudos Avançados discute desafios e impasses do Brasil independente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105</link>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-edicao-105-da-revista-estudos-avancados" alt="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" class="image-right" title="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" />A análise de temas relevantes da vida social e política brasileira nos últimos dois séculos é o aspecto central do dossiê "Bicentenário da Independência", presente no nº 105 da revista Estudos Avançados, publicação quadrimestral do IEA [v. <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105#sumario" class="external-link">sumário</a>]. A versão online da edição já está disponível, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n105/">Scientific Electronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa será lançada em breve.</p>
<p><span>Apesar de o conjunto de textos não ter o propósito de rever a historiografia da Independência nem preencher lacunas apontadas por historiadores e outros cientistas sociais, aspectos desse tipo também estão presentes nos artigos, afirma o editor, o sociólogo Sérgio Adorno.</span></p>
<p><span> </span><span>A curadoria do dossiê é de três professores da USP: Carlos Zeron, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); Alexandre Macchione Saes, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA); e Antônio David, da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Eles são autores do artigo de abertura "3 </span><span>vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano </span><span>em torno de 1822, 1922 e 2022", que questiona as revisões das ideias de soberania e modernização no ensaísmo e no pensamento histórico-econômico.</span></p>
<p>Duas indagações principais motivaram os curadores na composição do conjunto de textos: <span>O que singulariza as ideias de soberania e modernidade na sociedade brasileira? Como se materializou em ações, planos governamentais, políticas públicas, pensamento social, ciência, cultura e educação a dialética entre modernidade e tradição e quais seus desdobramentos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A partir dessas questões, o dossiê explora "desafios e impasses sobretudo nas contribuições que focalizam paradoxos e antinomias do pensamento social no Brasil", explica o editor. Com essa perspectiva, os ensaios abordam "as tensões entre memória, política e escrita da história ao colocar em evidência diferentes narrativas sobre a Independência como fato e processo histórico". Um dos textos com essa preocupação é "Historiografia, Memória e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois", de Cecilia Helena de Salles Oliveira, do Museu Paulista da USP.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Nessa mesma linha, no artigo "Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Marcado com a Democracia", Andre Botelho, da UFRJ, e Grabriela Nunes Ferreira, da Unifesp, discutem momentos decisivos nos quais as relações entre Estado e sociedade foram problematizadas, pondo em destaque temas como centralização e descentralização política, a adequação das instituições políticas às características da sociedade e o enfrentamento da questão democrática, comenta Adorno.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Próximo à atualidade, "</span><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles", de </span><span>Camila Rocha, da FFLCH, e Jonas Medeiros, do Cebrap, aponta </span><span>como a "crise do pacto democrático de 1988 se originou </span><span>a partir de novas dinâmicas fomentadas pela própria esfera pública pós-burguesa </span><span>brasileira, a qual se desenvolveu em meio ao processo de redemocratização nacional".</span></p>
<p>Comentando a realidade brasileira dos últimos 20 anos, Kabengele Munanga, titular aposentado da FFLCH, reflete em seu ensaio sobre questões a respeito da diversidade. Ele aponta que os conflitos <span>se traduzem notadamente pelas práticas racistas e xenofóbicas que engendram a violação dos direitos humanos dos diferentes e as desigualdades sociais decorrentes. A questão que se coloca, afirma, </span><span>é como estabelecer a equidade e a igualdade de tratamento "sem antes reconhecer a existência coletiva dos portadores das diferenças e suas identidades".</span></p>
<p><span>O papel da ciência na constituição da Nação a contribuição das das artes na conformação dos chamados "modernismos tardios" são analisados nos artigos "As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro", de três pesquisadores da Fiocruz, e "O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970", Ivan Francisco Marques, da FFLCH.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Entre os textos que discutem a historiografia pós-Independência, o editor cita o "</span><span>estimulante </span><span>overview</span><i> </i><span>sobre obras de referência" presente na entrevista concedida aos curadores pelo historiador Carlos Guilherme Mota, titular aposentado da FFLCH, fundador e primeiro diretor do IEA. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O dossiê reúne ainda análises sobre fatos e processos sociais relevantes para a compreensão do Bicentenário. Entre eles, Adorno relaciona:</span></p>
<ul>
<li><span>a construção da esfera pública desde 1822 e suas crises atuais;</span></li>
<li><span>as dinâmicas sociais que estabelecem a existência de grupos armados com ambições hegemônicas sobre territórios, populações e mercados ilegais;</span></li>
<li><span> a destruição e degradação dos biomas nacionais acenando para uma catástrofe ambiental;</span></li>
<li><span>e os padrões de acumulação e segregação socioespacial em São Paulo, alavancados por operações imobiliárias de grande envergadura.</span></li>
</ul>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outro dossiê, "Clássicos da Educação", complementa a edição. De acordo com o editor, os artigos tratam dos problemas e dilemas da educação contemporânea a partir de um ângulo específico: "Livros e autores que, ao se tornarem 'clássicos' nesse campo, pautaram temas estratégicos para a compreensão das relações entre atores, bem como do cotidiano escolar, dos valores em mudança, dos desafios em períodos singulares como o de pandemias e sobretudo para a formulação de políticas públicas educacionais".</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Os textos analisam aspectos de obras de Israel  <span>Scheffler, Maria Helena Souza Patto, Pierre Bourdieu, Jean-Claude Passeron, José Mário Pires Azanha, John Goodlad, Michel Foucault, Herbert Spencer, Émile Durkheim e Roger Chartier. Os autores dos artigos são pesquisadores da Faculdade de Educação (FE) da USP, Instituto Universitário de Lisboa, Unifesp, UFRJ, Uerj e UFU.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 105 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<hr />
<p><a name="sumario"></a></p>
<h3><span>SUMÁRIO</span></h3>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Bicentenário da Independência</strong></span></p>
<ul>
<li><span>3 vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano em torno de 1822, 1922 e 2022 - </span><i>Antônio David, Alexandre Macchione Saes e Carlos A. de M. R. Zeron</i></li>
<li><span>Memória, Historiografia e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois - </span><i>Cecilia Helena de Salles Oliveira</i></li>
<li><span>Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Adiado com a Democracia - </span><i>André Botelho e Gabriela Nunes Ferreira</i></li>
<li><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles - </span><i>Camila Rocha e Jonas Medeiros</i></li>
<li><span>País do Futuro? Conflitos de Tempos e Historicidade no Brasil Contemporâneo - </span><i>Rodrigo Turin</i></li>
<li><span>Sobre Conceitos, Historiografia e Ideias “fora do Lugar” - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>O Mundo e a Diversidade: Questões em Debate - </span><i>Kabengele Munanga</i></li>
<li><span>Domínios Armados e seus Governos Criminais – Uma Abordagem não Fantasmagórica do “Crime Organizado” - </span><i>Jacqueline de Oliveira Muniz e Camila Nunes Dias</i></li>
<li><span>O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970 - </span><i>Ivan Francisco Marques</i></li>
<li><span>Brasil, 200 anos de Devastação: O Que Restará do País após 2022? - </span><i>Luiz Marques</i></li>
<li><span>São Paulo, Cem Anos de Máquina de Crescimento Urbano - </span><i>Mariana Fix e Pedro Fiori Arantes</i></li>
<li><span>As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro - </span><i>Nísia Trindade Lima, Dominichi Miranda de Sá, Ingrid Casazza e Carolina Arouca</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Clássicos da Educação</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Convergências: Pensar Ensino e Desigualdade com Scheffler, Patto, Bourdieu e Passeron - </span><i>Juliana de Souza Silva, Katiene Nogueira da Silva e Renata Marcílio Cândido</i></li>
<li><span>“Pensar com” José Mário Pires Azanha e a Elaboração do Porvir Educacional Brasileiro - </span><i>Patrícia Aparecida do Amparo, Ana Laura Godinho Lima e Denice Barbara Catani</i></li>
<li><span>Educação, Sociedade e Democracia: O Legado de John Goodlad - </span><i>Domingos Fernandes</i></li>
<li><span>Michel Foucault em (de)Formações: sobre Clássicos e Usos em História da Educação - </span><i>José Cláudio Sooma Silva e José Gonçalves Gondra</i></li>
<li><span>Ciência, Evolução e Educação em Herbert Spencer - </span><i>Décio Gatti Junior e Leonardo Batista dos Santos</i></li>
<li><span>Ensinar longe da Escola: Ensaio sobre as Representações em E. Durkheim e R. Chartier - </span><i>Roni Cleber Dias de Menezes e Vivian Batista da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-16T11:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-104-estudos-avancados">
    <title>Centenário da Semana de Arte Moderna e pesquisa universitária são temas da nova "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-104-estudos-avancados</link>
    <description>Lançada em fevereiro, a edição 104 da revista "Estudos Avançados" traz artigos sobre o centenário da Semana de Arte Moderna, o papel da pesquisa na universidade e os 60 anos da Fapesp</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f8c5253b-7fff-9de3-74c0-6f3c6ec213f4"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-revista-estudos-avancados-104" alt="Capa Revista Estudos Avançados - 104" class="image-right" title="Capa Revista Estudos Avançados - 104" />Lançada este mês, a edição 104 da <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">revista Estudos Avançados</a> traz como temas centrais o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o papel da pesquisa na universidade e a memória dos 60 anos de criação da Fapesp. A versão digital desta edição está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n104/">disponível na plataforma SciELO</a>.</p>
<p><span id="docs-internal-guid-fa1fdec9-7fff-3b88-fa95-03a83a5c0025"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O primeiro dossiê, dedicado à Semana de Arte Moderna, traz artigos que avaliam a atualidade desse movimento "complexo e plural" enquanto "um dos mais importantes movimentos da cultura brasileira", afirma o editor da revista, Sérgio Adorno. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre a Semana, "muito já se escreveu a respeito dos principais acontecimentos, de seus participantes, de suas motivações, de suas obras de referência, das polêmicas que a cercaram, de sua recepção ruidosa, de seu inconformismo com o tradicionalismo dominante nas artes". A edição, contudo, "não pretendeu repetir o que já se sabe, porém acrescentar novas contribuições", explica Adorno no editorial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo "Apontamentos sobre o Modernismo", Eduardo Jardim expõe dois tempos distintos nos anos 1920 como duas formas de conceber o modernismo, entre a incorporação de linguagens modernas de influência europeia e a adoção de traços nacionais na arte produzida no país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os mitos originários a respeito da redescoberta do Brasil e da retomada das raízes coloniais como feitos do modernismo são temas presentes no artigo "A reinvenção da Semana e o mito da descoberta do Brasil", de Rafael Cardoso. O autor também traz disputas críticas em torno da Semana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras contribuições ainda exploram os feitos de Mário de Andrade no movimento, como seu modo de pensar a unidade brasileira e a diversidade dos "brasis". Nesse sentido, é analisado o projeto de país que apostava na mistura étnica e cultural por meio da arte e que, contemporaneamente, foi questionado devido à necessidade de determinar diferenças culturais para enfrentar desigualdades no país — conforme apontado no artigo "O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz?".</span></p>
<p dir="ltr"><span>O dossiê ainda tem artigos abordando aproximações e distanciamentos entre vanguardas argentinas e brasileiras nos anos 20 e a importância do vestuário para o modernismo brasileiro.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span id="docs-internal-guid-8d7e3d4b-7fff-0a20-271f-f3e201aa6e3f"><span><strong>Universidade de pesquisa</strong></span></span></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5f7e8116-7fff-85a1-5f48-67f4efd1b4d0"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os artigos do segundo dossiê abordam a contribuição das universidades e da pesquisa no desenvolvimento do país em diversas áreas, uma questão "atual e inesgotável" que "suscita polêmicas e posições divergentes", como afirma Adorno no editorial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o artigo que abre o dossiê, "Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda?", escrito por Simon Schwartzman</span><span>, </span><span>o perfil de distribuição dos pesquisadores e da pós-graduação no Brasil passou a acompanhar o perfil das matrículas nos cursos de graduação a partir dos anos 2000. Com uma análise das características do sistema e da ocupação dos estudantes da pós-graduação, o autor conclui que a expansão do sistema de pesquisa respondeu às demandas por titulação de professores do ensino superior em detrimento das prioridades de pesquisa do país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O segundo artigo ("O abandono do 'espírito universitário' na construção da Cidade Universitária Armando de Sales Oliveira") traz a história da fundação e os fundamentos da Universidade de São Paulo e considera a ausência de um espírito universitário. O artigo aponta a falta de um ambiente integrador no projeto da Cidade Universitária ao não levar em conta o aspecto acadêmico na sua construção.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Encerrando o dossiê, o artigo "A Universidade como fonte confiável para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas" avalia a influência da USP nas políticas públicas. A análise parte da atuação da universidade durante a pandemia e sua produção científica em diversas áreas do conhecimento nesse período, que serviram de fonte para a implementação e avaliação de políticas públicas.</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-db30883f-7fff-c7b4-e0eb-020344c686e2"><span><strong>Fapesp 60 anos</strong></span></span></span></div>
<div><span><span><span><strong><br /></strong></span></span></span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-bf9aa453-7fff-fa28-9641-743727e96770">
<p dir="ltr"><span>Para rememorar os 60 anos de criação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a revista traz artigos que abordam o sólido papel da fundação na criação de estratégias decisivas para o desenvolvimento do país sustentado no conhecimento. Apesar de enfrentar ameaças repetidas ao seu patrimônio e orçamento, a fundação ganha destaque nos artigos por sua gestão orçamentária e administrativa e pela execução de suas atividades.<br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
</span>
<p> </p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" n<span>° </span>104</span></h3>
<span id="docs-internal-guid-a6e31ba2-7fff-aeb2-6e69-88e151f31c5e">
<p dir="ltr"><span><strong>100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922</strong></span></p>
</span></span> 
<ul>
<li><span>Apontamentos sobre o modernismo -</span><span> <i>Eduardo Jardim</i></span></li>
<li><span>A reinvenção da Semana e o mito da descoberta do Brasil - </span><span><i>Rafael Cardoso</i></span></li>
<li><span>O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz? - </span><span><i>Pedro Duarte</i></span></li>
<li><span>A memória da poesia modernista - </span><span><i>Eduardo Coelho</i></span></li>
<li><span>“Uma geração pode continuar a outra”: João Cabral de Melo Neto e o modernismo - </span><span><i>Ivan Francisco Marques</i></span></li>
<li><span>Mário de Andrade: diálogos epistolares com paranaenses e cearenses -</span><span> <i>Marcos Antônio de Moraes</i></span><span> e </span><span><i>Rodrigo de Albuquerque Marques</i></span></li>
<li><span>Outras vias entre as vanguardas brasileiras e argentinas nos anos 1920 - </span><span><i>Gênese Andrade</i></span></li>
<li><span>Natureza e modernismo: Mário de Andrade e Villa-Lobos antes da Semana - </span><span><i>Flávia Camargo Toni</i></span><span> e </span><span><i>Camila Fresca</i></span></li>
<li><span>O guarda-roupa modernista: a importância do vestuário para o modernismo brasileiro - </span><span><i>Carolina Casarin</i></span></li>
<li><span>Notas sobre etnografia em Mário de Andrade - </span><span><i>Carlos Sandroni</i></span></li>
</ul>
<span><span><span> 
<ul>
</ul>
<br />
<p dir="ltr"><span><strong>Universidade de pesquisa</strong></span></p>
</span></span></span> 
<ul>
<li><span>Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda? - </span><span><i>Simon Schwartzman</i></span></li>
<li><span>O abandono do “espírito universitário” na construção da Cidade Universitária Armando de Sales Oliveira - </span><span><i>Caio Dantas</i></span></li>
<li><span>A Universidade como fonte confiável para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas - </span><span><i>Vahan Agopyan</i></span><span> e </span><span><i>Glauco Arbix</i></span></li>
</ul>
<span><span><span> 
<ul>
</ul>
<br />
<p dir="ltr"><span><strong>Fapesp 60 anos</strong></span></p>
</span></span></span> 
<ul>
<li><span>60 anos de Fapesp: Uma política de Estado para o desenvolvimento - </span><span><i>Marco A. Zago</i></span><span> e </span><span><i>José R. Drugowich de Felício</i></span></li>
<li><span>60 anos de apoio à ciência - </span><span><i>Jacques Marcovitch</i></span></li>
<li><span>Uma visão pessoal da Fapesp nos últimos 50 e poucos anos - </span><span><i>Hernán Chaimovich</i></span></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-21T15:41:39Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/edicao-104-estudos-avancados">
    <title>Centenário da Semana de Arte Moderna e pesquisa universitária são temas da nova "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/edicao-104-estudos-avancados</link>
    <description>Lançada em fevereiro, a edição 104 da revista "Estudos Avançados" traz artigos sobre o centenário da Semana de Arte Moderna, o papel da pesquisa na universidade e os 60 anos da Fapesp</description>
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<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-revista-estudos-avancados-104" alt="Capa Revista Estudos Avançados - 104" class="image-right" title="Capa Revista Estudos Avançados - 104" />Lançada este mês, a edição 104 da <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">revista Estudos Avançados</a> traz como temas centrais o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o papel da pesquisa na universidade e a memória dos 60 anos de criação da Fapesp. A versão digital desta edição está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n104/">disponível na plataforma SciELO</a>.</p>
<p><span id="docs-internal-guid-fa1fdec9-7fff-3b88-fa95-03a83a5c0025"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O primeiro dossiê, dedicado à Semana de Arte Moderna, traz artigos que avaliam a atualidade desse movimento "complexo e plural" enquanto "um dos mais importantes movimentos da cultura brasileira", afirma o editor da revista, Sérgio Adorno. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre a Semana, "muito já se escreveu a respeito dos principais acontecimentos, de seus participantes, de suas motivações, de suas obras de referência, das polêmicas que a cercaram, de sua recepção ruidosa, de seu inconformismo com o tradicionalismo dominante nas artes". A edição, contudo, "não pretendeu repetir o que já se sabe, porém acrescentar novas contribuições", explica Adorno no editorial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo "Apontamentos sobre o Modernismo", Eduardo Jardim expõe dois tempos distintos nos anos 1920 como duas formas de conceber o modernismo, entre a incorporação de linguagens modernas de influência europeia e a adoção de traços nacionais na arte produzida no país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os mitos originários a respeito da redescoberta do Brasil e da retomada das raízes coloniais como feitos do modernismo são temas presentes no artigo "A reinvenção da Semana e o mito da descoberta do Brasil", de Rafael Cardoso. O autor também traz disputas críticas em torno da Semana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras contribuições ainda exploram os feitos de Mário de Andrade no movimento, como seu modo de pensar a unidade brasileira e a diversidade dos "brasis". Nesse sentido, é analisado o projeto de país que apostava na mistura étnica e cultural por meio da arte e que, contemporaneamente, foi questionado devido à necessidade de determinar diferenças culturais para enfrentar desigualdades no país — conforme apontado no artigo "O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz?".</span></p>
<p dir="ltr"><span>O dossiê ainda tem artigos abordando aproximações e distanciamentos entre vanguardas argentinas e brasileiras nos anos 20 e a importância do vestuário para o modernismo brasileiro.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span id="docs-internal-guid-8d7e3d4b-7fff-0a20-271f-f3e201aa6e3f"><span><strong>Universidade de pesquisa</strong></span></span></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5f7e8116-7fff-85a1-5f48-67f4efd1b4d0"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os artigos do segundo dossiê abordam a contribuição das universidades e da pesquisa no desenvolvimento do país em diversas áreas, uma questão "atual e inesgotável" que "suscita polêmicas e posições divergentes", como afirma Adorno no editorial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o artigo que abre o dossiê, "Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda?", escrito por Simon Schwartzman</span><span>, </span><span>o perfil de distribuição dos pesquisadores e da pós-graduação no Brasil passou a acompanhar o perfil das matrículas nos cursos de graduação a partir dos anos 2000. Com uma análise das características do sistema e da ocupação dos estudantes da pós-graduação, o autor conclui que a expansão do sistema de pesquisa respondeu às demandas por titulação de professores do ensino superior em detrimento das prioridades de pesquisa do país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O segundo artigo ("O abandono do 'espírito universitário' na construção da Cidade Universitária Armando de Sales Oliveira") traz a história da fundação e os fundamentos da Universidade de São Paulo e considera a ausência de um espírito universitário. O artigo aponta a falta de um ambiente integrador no projeto da Cidade Universitária ao não levar em conta o aspecto acadêmico na sua construção.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Encerrando o dossiê, o artigo "A Universidade como fonte confiável para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas" avalia a influência da USP nas políticas públicas. A análise parte da atuação da universidade durante a pandemia e sua produção científica em diversas áreas do conhecimento nesse período, que serviram de fonte para a implementação e avaliação de políticas públicas.</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-db30883f-7fff-c7b4-e0eb-020344c686e2"><span><strong>Fapesp 60 anos</strong></span></span></span></div>
<div><span><span><span><strong><br /></strong></span></span></span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-bf9aa453-7fff-fa28-9641-743727e96770">
<p dir="ltr"><span>Para rememorar os 60 anos de criação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a revista traz artigos que abordam o sólido papel da fundação na criação de estratégias decisivas para o desenvolvimento do país sustentado no conhecimento. Apesar de enfrentar ameaças repetidas ao seu patrimônio e orçamento, a fundação ganha destaque nos artigos por sua gestão orçamentária e administrativa e pela execução de suas atividades.<br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
</span>
<p> </p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" n<span>° </span>104</span></h3>
<span id="docs-internal-guid-a6e31ba2-7fff-aeb2-6e69-88e151f31c5e">
<p dir="ltr"><span><strong>100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922</strong></span></p>
</span></span> 
<ul>
<li><span>Apontamentos sobre o modernismo -</span><span> <i>Eduardo Jardim</i></span></li>
<li><span>A reinvenção da Semana e o mito da descoberta do Brasil - </span><span><i>Rafael Cardoso</i></span></li>
<li><span>O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz? - </span><span><i>Pedro Duarte</i></span></li>
<li><span>A memória da poesia modernista - </span><span><i>Eduardo Coelho</i></span></li>
<li><span>“Uma geração pode continuar a outra”: João Cabral de Melo Neto e o modernismo - </span><span><i>Ivan Francisco Marques</i></span></li>
<li><span>Mário de Andrade: diálogos epistolares com paranaenses e cearenses -</span><span> <i>Marcos Antônio de Moraes</i></span><span> e </span><span><i>Rodrigo de Albuquerque Marques</i></span></li>
<li><span>Outras vias entre as vanguardas brasileiras e argentinas nos anos 1920 - </span><span><i>Gênese Andrade</i></span></li>
<li><span>Natureza e modernismo: Mário de Andrade e Villa-Lobos antes da Semana - </span><span><i>Flávia Camargo Toni</i></span><span> e </span><span><i>Camila Fresca</i></span></li>
<li><span>O guarda-roupa modernista: a importância do vestuário para o modernismo brasileiro - </span><span><i>Carolina Casarin</i></span></li>
<li><span>Notas sobre etnografia em Mário de Andrade - </span><span><i>Carlos Sandroni</i></span></li>
</ul>
<span><span><span> 
<ul>
</ul>
<br />
<p dir="ltr"><span><strong>Universidade de pesquisa</strong></span></p>
</span></span></span> 
<ul>
<li><span>Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda? - </span><span><i>Simon Schwartzman</i></span></li>
<li><span>O abandono do “espírito universitário” na construção da Cidade Universitária Armando de Sales Oliveira - </span><span><i>Caio Dantas</i></span></li>
<li><span>A Universidade como fonte confiável para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas - </span><span><i>Vahan Agopyan</i></span><span> e </span><span><i>Glauco Arbix</i></span></li>
</ul>
<span><span><span> 
<ul>
</ul>
<br />
<p dir="ltr"><span><strong>Fapesp 60 anos</strong></span></p>
</span></span></span> 
<ul>
<li><span>60 anos de Fapesp: Uma política de Estado para o desenvolvimento - </span><span><i>Marco A. Zago</i></span><span> e </span><span><i>José R. Drugowich de Felício</i></span></li>
<li><span>60 anos de apoio à ciência - </span><span><i>Jacques Marcovitch</i></span></li>
<li><span>Uma visão pessoal da Fapesp nos últimos 50 e poucos anos - </span><span><i>Hernán Chaimovich</i></span></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-21T15:41:39Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-da-revista-103">
    <title>Cultura, sustentabilidade e espaços religiosos são temas da nova edição de 'Estudos Avançados'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-da-revista-103</link>
    <description>Lançamento da edição 103 da revista "Estudos Avançados", que traz três dossiês: "Cultura e Sociedade", "Recursos Hídricos II" e "Espaços Religiosos II".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-103" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 103" class="image-right" title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 103" /></p>
<p>Já está disponível a versão digital da edição 103 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", que traz três dossiês: "Cultura e Sociedade", "Híbridos do Conhecimento II" e "Espaços Religiosos II". Os artigos podem ser baixados gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2021.v35n103/">SciELO</a> (Scientific Electronic Library Online). A versão impressa será lançada na próxima semana.</p>
<p>Segundo o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio  Adorno</a>, o dossiê "Cultura e Sociedade" contém textos que "revisitam temas relevantes de nossa contemporaneidade". A partir de diferentes perspectivas metodológicas aplicadas em vários territórios temáticos e conceituais, o dossiê "procura acercar-se dos sentidos possíveis, ou talvez mesmo perdidos, dos tempos presentes".</p>
<p>Dos nove artigos, sete tratam de temas suscitados por obras dos escritores Carolina Maria de Jesus, Franz Kafka, Artur Azevedo, João Guimarães Rosa, William Blake, Rainer Maria Rilke e Hermann Block. Os outros dois discutem aspectos políticos envolvidos na linguagem dos psicanalistas brasileiros e a atuação político-cultural do Brazilian-American Cultural Institute (Baci), que funcionou em Washington, EUA, de 1964 a 2007.</p>
<p>No artigo "(Obs)cena e Espetáculo em Carolina Maria de Jesus: Reflexões a partir de seus Manuscritos Inéditos", Valéria Rosito, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, reflete sobre os conflitos que Carolina Maria enfrentou a partir de sua profissionalização como escritora, com a publicação do best-seller "Quarto de Despejo".</p>
<p>Segundo Rosito, evidencia-se um "embate entre uma visão lapidada da 'favelada' - como testemunha de primeira pessoa e 'repórter' - ao contrário do desejo prismático da mineira pela escrita criativa e 'descolada' dos referentes que lhe eram imediatos".</p>
<p>Kafka é tema de dois artigos. Em “'Pertencimento/Não Pertencimento' em Franz Kafka: Um Exemplo a Ser Lembrado", Celeste Ribeiro-de-Sousa, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, aponta as decisivas circunstâncias psíquicas, sociais e históricas que levaram o escritor a literaturar em seus escritos os seus particulares sentimentos de "pertencimento/ não pertencimento". Embora haja muitas maneiras de explorar os escritos do autor, a ideia de “pertencimento/não pertencimento” apresenta-se como uma chave para se entender não só o homem e o escritor, mas também os textos que escreveu, segundo Ribeiro-de-Sousa.</p>
<p>Como parte de um estudo sobre releituras do mito de Odisseu, o artigo "As Sereias que Silenciam (o não?)", de Adelia Bezerra de Menezes, do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, aborda o conto "O Silêncio das Sereias", de Kafka, a partir das ideias de Walter Benjamin sobre a impossibilidade da narrativa tradicional, em razão da degradação da experiência.  Para a pesquisadora, Kafka antecipa de maneira espantosa em um século o que vigora agora no Brasil: "A era da pós-verdade, das fake news, da desmoralização acachapante da política, de mentira como estratégia."</p>
<p>"De Pai para Filho: Transmissão, Permanência e Mudança em “A Terceira Margem do Rio”, de João Guimarães", de Belinda Mandelbaum, do Instituto de Psicologia da USP, discute as "cadeias de transmissão" presentes nas narrativas de Guimarães Rosa. A argumentação utiliza um referencial da psicanalise de vínculos, que pensa a família como espaço privilegiado da transmissão de mensagens entre as gerações. No artigo, os processos de permanência e mudança na cadeia de transmissão das narrativas que inclui o trabalho literário e os leitores são aproximados dos transtornos da transmissão entre o pai, o filho, a estória e seus leitores no conto "A Terceira Margem do Rio".</p>
<p>Os dois artigos que não se referem a obras literárias mantêm a preocupação do dossiê em relacionar aspectos culturais a características e desafios da sociedade brasileira. Em "A Língua do Outro e a Nossa: Política, Tradução e Psicanálise", Paulo Sérgio de Souza Jr., do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, discute a inadequação e elitismo da linguagem utilizada pelos psicanalistas brasileiros, baseada em traduções mal produzidas e/ou feitas a partir de outra língua que não a original de autores consagrados do pensamento psicanalítico europeu.</p>
<p>Dária Jaremtchuk, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, é a autora de "O Brazilian-American Cultural Institute como Ferramenta Político-Cultural". De acordo com ela, acompanhar a história do Baci (sigla com que instituto ficou conhecido) criado em 1964 em Washington, EUA, permite conhecer aspectos da diplomacia cultural brasileira nos Estados Unidos durante a Guerra Fria. A hipótese que ela adota é de que os espaços de arte e de cultura funcionaram como importantes ambientes de articulação social nas atividades diplomáticas e comerciais, sendo o Baci um caso bastante revelador desse processo. "No entanto, essa realidade se altera no mundo contemporâneo globalizado, pois os espaços artísticos e culturais parecem ter deixado de ser vitais para a prática da diplomacia cultural, como o fechamento do instituto revela."</p>
<p>Os outros dois conjuntos de textos da edição complementam dossiês iniciados no número 102 da revista. "Híbridos do Conhecimento II" traz análises de novos temas no âmbito das questões tratadas pelo Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade", entre os quais governança energética, avaliação de impacto ambiental, natureza e impacto de pesquisas participativas na produção de saberes e natureza híbrida do conceito de patrimônio cultural.</p>
<p>"Espaços Religiosos II" acrescenta aos tópicos abordados na edição anterior artigos sobre: a formação de acervos museológicos e colecionismo institucional; as contribuições de artistas como Cândido Portinari, Mino Cerezo Barredo e Claudio Pastro para a formação de acervos no interior do estado de São Paulo; e legados arquitetônicos e suas transformações com o passar do tempo.</p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 103 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis no dia 19 de novembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário - "Estudos Avançados" 103</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Cultura e sociedade</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>(Obs)cena e Espetáculo em Carolina Maria de Jesus: Reflexões a partir de seus Manuscritos Inéditos - <i>Valeria Rosito</i></li>
<li>A Dramaturgia Abolicionista de Artur Azevedo - <i>João Roberto Faria</i></li>
<li>A Língua do Outro e a Nossa: Política, Tradução e Psicanálise - <i>Paulo Sérgio de Souza Jr</i>.</li>
<li>“Pertencimento/Não Pertencimento” em Franz Kafka: Um Exemplo a Ser Lembrado - <i>Celeste Ribeiro-de-Sousa</i></li>
<li>De Pai para Filho: Transmissão, Permanência e Mudança em “A Terceira Margem do Rio”, de João Guimarães Rosa - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>As Sereias que Silenciam (ou não) - <i>Adelia Bezerra de Meneses</i></li>
<li>Nos Limites do Conhecimento, nos Limites da Forma: Uma Leitura de Sonetos de Rilke e Hermann Broch - <i>Juliana P. Perez, Daniel R. Bonomo e </i><i>Danilo C. Serpa</i></li>
<li>O Corpo como Acesso ao Divino na Arte Iluminada de William Blake - <i>Andrio J. R. dos Santos</i></li>
<li>O Brazilian-American Cultural Institute como Ferramenta Político-Cultural (1964-2007) - <i>Dária Jaremtchuk</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Híbridos do Conhecimento II</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Possibilidades e Limites da Transição Energética: Uma Análise à Luz da Ciência Pós-Normal - <i>Andrea Lampis, </i><i>João Marcos Mott Pavanelli, Ana Lía del Valle Guerrero e Célio Bermann</i></li>
<li>Gestão Adaptativa na Etapa de Acompanhamento da Avaliação de Impacto Ambiental - <i>Evandro Mateus Moretto,<sup> </sup>Simone Athayde,<sup> </sup>Carolina Rodrigues da Costa Doria, Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo,<sup> </sup>Neiva Cristina de Araujo,<sup> </sup>Carla Grigoletto Duarte,<sup> </sup>Evandro Albiach Branco,<sup> </sup>Sergio Mantovani Paiva Pulice </i><i>e Daniel Rondineli Roquetti</i></li>
<li>Desafios para Promoção da Abordagem Ecossistêmica à  Gestão de Praias na América Latina e Caribe - <i>Marina Ribeiro Corrêa, Luciana Yokoyama Xavier</i>,<i> Leandra R. Gonçalves, Mariana Martins de Andrade, Mayara de Oliveira, Nicole Malinconico, Camilo M. Botero, Celene Milanés, Ofelia Pérez Montero, Omar Defeo e Alexander Turra</i></li>
<li>Pesquisa Participativa Reconectando Diversidade:  Democracia de Saberes para a Sustentabilidade - <i>Leandro L Giatti, Jutta Gutberlet, Renata Ferraz de Toledo</i> <i>e</i> <i>Francisco Nilson Paiva dos Santos</i></li>
<li>Patrimônio Cultural: Saberes e Fazeres no Discurso Cultural-Epistemológico - <i>Sílvia Helena Zanirato, Tatiana Gomes Rotondaro, Maria Letícia Mazzucchi Ferreira e</i><sup> </sup><i>Cyril Isnart</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Espaços Religiosos II</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>O Museu de Arte Sacra de São Paulo: História de um Acervo - <i>Christian Mascarenhas</i></li>
<li>Diálogos abertos: Cândido Portinari, Mino Cerezo Barredo e Claudio Pastro em Batatais - <i>Andréa Franzoni Tostes</i></li>
<li>A Inserção de Claudio Pastro no Contexto da Arte e da Teologia do Concílio Vaticano II - <i>Márcio Luiz Fernandes</i></li>
<li>Pateo do Collegio, Lugar de Nascimento e Memória: A Reforma Litúrgica Realizada por Claudio Pastro - <i>Hilda Souto e Márcio Luiz Fernandes</i></li>
<li>Diálogo entre Arquitetura e Arte Sacra - <i>Ubiratan J. A. Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-11-09T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/lancamento-da-revista-103">
    <title>Cultura, sustentabilidade e espaços religiosos são temas da nova edição de 'Estudos Avançados'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/lancamento-da-revista-103</link>
    <description>Lançamento da edição 103 da revista "Estudos Avançados", que traz três dossiês: "Cultura e Sociedade", "Recursos Hídricos II" e "Espaços Religiosos II".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-103" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 103" class="image-right" title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 103" /></p>
<p>Já está disponível a versão digital da edição 103 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", que traz três dossiês: "Cultura e Sociedade", "Híbridos do Conhecimento II" e "Espaços Religiosos II". Os artigos podem ser baixados gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2021.v35n103/">SciELO</a> (Scientific Electronic Library Online). A versão impressa será lançada na próxima semana.</p>
<p>Segundo o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio  Adorno</a>, o dossiê "Cultura e Sociedade" contém textos que "revisitam temas relevantes de nossa contemporaneidade". A partir de diferentes perspectivas metodológicas aplicadas em vários territórios temáticos e conceituais, o dossiê "procura acercar-se dos sentidos possíveis, ou talvez mesmo perdidos, dos tempos presentes".</p>
<p>Dos nove artigos, sete tratam de temas suscitados por obras dos escritores Carolina Maria de Jesus, Franz Kafka, Artur Azevedo, João Guimarães Rosa, William Blake, Rainer Maria Rilke e Hermann Block. Os outros dois discutem aspectos políticos envolvidos na linguagem dos psicanalistas brasileiros e a atuação político-cultural do Brazilian-American Cultural Institute (Baci), que funcionou em Washington, EUA, de 1964 a 2007.</p>
<p>No artigo "(Obs)cena e Espetáculo em Carolina Maria de Jesus: Reflexões a partir de seus Manuscritos Inéditos", Valéria Rosito, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, reflete sobre os conflitos que Carolina Maria enfrentou a partir de sua profissionalização como escritora, com a publicação do best-seller "Quarto de Despejo".</p>
<p>Segundo Rosito, evidencia-se um "embate entre uma visão lapidada da 'favelada' - como testemunha de primeira pessoa e 'repórter' - ao contrário do desejo prismático da mineira pela escrita criativa e 'descolada' dos referentes que lhe eram imediatos".</p>
<p>Kafka é tema de dois artigos. Em “'Pertencimento/Não Pertencimento' em Franz Kafka: Um Exemplo a Ser Lembrado", Celeste Ribeiro-de-Sousa, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, aponta as decisivas circunstâncias psíquicas, sociais e históricas que levaram o escritor a literaturar em seus escritos os seus particulares sentimentos de "pertencimento/ não pertencimento". Embora haja muitas maneiras de explorar os escritos do autor, a ideia de “pertencimento/não pertencimento” apresenta-se como uma chave para se entender não só o homem e o escritor, mas também os textos que escreveu, segundo Ribeiro-de-Sousa.</p>
<p>Como parte de um estudo sobre releituras do mito de Odisseu, o artigo "As Sereias que Silenciam (o não?)", de Adelia Bezerra de Menezes, do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, aborda o conto "O Silêncio das Sereias", de Kafka, a partir das ideias de Walter Benjamin sobre a impossibilidade da narrativa tradicional, em razão da degradação da experiência.  Para a pesquisadora, Kafka antecipa de maneira espantosa em um século o que vigora agora no Brasil: "A era da pós-verdade, das fake news, da desmoralização acachapante da política, de mentira como estratégia."</p>
<p>"De Pai para Filho: Transmissão, Permanência e Mudança em “A Terceira Margem do Rio”, de João Guimarães", de Belinda Mandelbaum, do Instituto de Psicologia da USP, discute as "cadeias de transmissão" presentes nas narrativas de Guimarães Rosa. A argumentação utiliza um referencial da psicanalise de vínculos, que pensa a família como espaço privilegiado da transmissão de mensagens entre as gerações. No artigo, os processos de permanência e mudança na cadeia de transmissão das narrativas que inclui o trabalho literário e os leitores são aproximados dos transtornos da transmissão entre o pai, o filho, a estória e seus leitores no conto "A Terceira Margem do Rio".</p>
<p>Os dois artigos que não se referem a obras literárias mantêm a preocupação do dossiê em relacionar aspectos culturais a características e desafios da sociedade brasileira. Em "A Língua do Outro e a Nossa: Política, Tradução e Psicanálise", Paulo Sérgio de Souza Jr., do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, discute a inadequação e elitismo da linguagem utilizada pelos psicanalistas brasileiros, baseada em traduções mal produzidas e/ou feitas a partir de outra língua que não a original de autores consagrados do pensamento psicanalítico europeu.</p>
<p>Dária Jaremtchuk, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, é a autora de "O Brazilian-American Cultural Institute como Ferramenta Político-Cultural". De acordo com ela, acompanhar a história do Baci (sigla com que instituto ficou conhecido) criado em 1964 em Washington, EUA, permite conhecer aspectos da diplomacia cultural brasileira nos Estados Unidos durante a Guerra Fria. A hipótese que ela adota é de que os espaços de arte e de cultura funcionaram como importantes ambientes de articulação social nas atividades diplomáticas e comerciais, sendo o Baci um caso bastante revelador desse processo. "No entanto, essa realidade se altera no mundo contemporâneo globalizado, pois os espaços artísticos e culturais parecem ter deixado de ser vitais para a prática da diplomacia cultural, como o fechamento do instituto revela."</p>
<p>Os outros dois conjuntos de textos da edição complementam dossiês iniciados no número 102 da revista. "Híbridos do Conhecimento II" traz análises de novos temas no âmbito das questões tratadas pelo Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade", entre os quais governança energética, avaliação de impacto ambiental, natureza e impacto de pesquisas participativas na produção de saberes e natureza híbrida do conceito de patrimônio cultural.</p>
<p>"Espaços Religiosos II" acrescenta aos tópicos abordados na edição anterior artigos sobre: a formação de acervos museológicos e colecionismo institucional; as contribuições de artistas como Cândido Portinari, Mino Cerezo Barredo e Claudio Pastro para a formação de acervos no interior do estado de São Paulo; e legados arquitetônicos e suas transformações com o passar do tempo.</p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 103 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis no dia 19 de novembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><strong> 
<hr />
Sumário - "Estudos Avançados" 103</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Cultura e sociedade</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>(Obs)cena e Espetáculo em Carolina Maria de Jesus: Reflexões a partir de seus Manuscritos Inéditos - <i>Valeria Rosito</i></li>
<li>A Dramaturgia Abolicionista de Artur Azevedo - <i>João Roberto Faria</i></li>
<li>A Língua do Outro e a Nossa: Política, Tradução e Psicanálise - <i>Paulo Sérgio de Souza Jr</i>.</li>
<li>“Pertencimento/Não Pertencimento” em Franz Kafka: Um Exemplo a Ser Lembrado - <i>Celeste Ribeiro-de-Sousa</i></li>
<li>De Pai para Filho: Transmissão, Permanência e Mudança em “A Terceira Margem do Rio”, de João Guimarães Rosa - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>As Sereias que Silenciam (ou não) - <i>Adelia Bezerra de Meneses</i></li>
<li>Nos Limites do Conhecimento, nos Limites da Forma: Uma Leitura de Sonetos de Rilke e Hermann Broch - <i>Juliana P. Perez, Daniel R. Bonomo e </i><i>Danilo C. Serpa</i></li>
<li>O Corpo como Acesso ao Divino na Arte Iluminada de William Blake - <i>Andrio J. R. dos Santos</i></li>
<li>O Brazilian-American Cultural Institute como Ferramenta Político-Cultural (1964-2007) - <i>Dária Jaremtchuk</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Híbridos do Conhecimento II</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Possibilidades e Limites da Transição Energética: Uma Análise à Luz da Ciência Pós-Normal - <i>Andrea Lampis, </i><i>João Marcos Mott Pavanelli, Ana Lía del Valle Guerrero e Célio Bermann</i></li>
<li>Gestão Adaptativa na Etapa de Acompanhamento da Avaliação de Impacto Ambiental - <i>Evandro Mateus Moretto,<sup> </sup>Simone Athayde,<sup> </sup>Carolina Rodrigues da Costa Doria, Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo,<sup> </sup>Neiva Cristina de Araujo,<sup> </sup>Carla Grigoletto Duarte,<sup> </sup>Evandro Albiach Branco,<sup> </sup>Sergio Mantovani Paiva Pulice </i><i>e Daniel Rondineli Roquetti</i></li>
<li>Desafios para Promoção da Abordagem Ecossistêmica à  Gestão de Praias na América Latina e Caribe - <i>Marina Ribeiro Corrêa, Luciana Yokoyama Xavier</i>,<i> Leandra R. Gonçalves, Mariana Martins de Andrade, Mayara de Oliveira, Nicole Malinconico, Camilo M. Botero, Celene Milanés, Ofelia Pérez Montero, Omar Defeo e Alexander Turra</i></li>
<li>Pesquisa Participativa Reconectando Diversidade:  Democracia de Saberes para a Sustentabilidade - <i>Leandro L Giatti, Jutta Gutberlet, Renata Ferraz de Toledo</i> <i>e</i> <i>Francisco Nilson Paiva dos Santos</i></li>
<li>Patrimônio Cultural: Saberes e Fazeres no Discurso Cultural-Epistemológico - <i>Sílvia Helena Zanirato, Tatiana Gomes Rotondaro, Maria Letícia Mazzucchi Ferreira e</i><sup> </sup><i>Cyril Isnart</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Espaços Religiosos II</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<ul>
<li>O Museu de Arte Sacra de São Paulo: História de um Acervo - <i>Christian Mascarenhas</i></li>
<li>Diálogos abertos: Cândido Portinari, Mino Cerezo Barredo e Claudio Pastro em Batatais - <i>Andréa Franzoni Tostes</i></li>
<li>A Inserção de Claudio Pastro no Contexto da Arte e da Teologia do Concílio Vaticano II - <i>Márcio Luiz Fernandes</i></li>
<li>Pateo do Collegio, Lugar de Nascimento e Memória: A Reforma Litúrgica Realizada por Claudio Pastro - <i>Hilda Souto e Márcio Luiz Fernandes</i></li>
<li>Diálogo entre Arquitetura e Arte Sacra - <i>Ubiratan J. A. Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-11-09T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-102">
    <title>Meio ambiente e patrimônio cultural são destaques da revista Estudos Avançados 102</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-102</link>
    <description>Lançada este mês (agosto) a nova edição (102) da revista Estudos Avançados, que traz os dossiês "Energia e Ambiente", "Híbridos do Conhecimento" e "Espaços Religiosos". </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-102" alt="Capa da revista Estudos Avançados 102" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 102" />Já está disponível para dowload gratuíto na plataforma <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2021.v35n102/">SciELO</a> a nova edição (102) da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, publicação quadrimestral do IEA. Desta vez a revista traz três dossiês: "Energia e Ambiente", "Híbridos do Conhecimento" e "Espaços Religiosos" [veja <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-102#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>Segundo o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, <span>as múltiplas facetas do dossiê "Energia e Ambiente" </span><span>propõem questões estratégicas para o desenvolvimento </span><span>sustentável. "Guardada a complexidade que as relações entre energia </span><span>e ambiente suscitam, o dossiê aborda problemas que vêm mobilizando a atenção </span><span>da comunidade científica, quando menos da opinião pública informada". </span><span>Parte dos artigos trata de </span><span>estudo de casos, "sugestivos de tendências mais abrangentes que estejam em curso no </span><span>domínio dessas relações" entre energia e ambiente, afirma o editor.</span></p>
<p><span><strong>Qualidade do ar</strong></span></p>
<p><span>De acordo com o artigo que abre o dossiê, "<span>Análise do Monitoramento da Qualidade do Ar </span><span>no Brasil", escrito por pesquisadores do Instituto de Saúde e Sustentabilidade, IEA e Faculdade de Medicina (FM) da USP, apenas dez estados e o Distrito Federal monitoram a qualidade do ar, por meio de 371 estações ativas, 80% delas na Região Sudeste, e apenas cinco estados comunicam em tempo real à população os dados do monitoramento. </span></span><span>Os autores ressaltam que após 30 anos de sua criação, a Rede Nacional de Qualidade do Ar ainda está incompleta, "inviabilizando uma adequada gestão da qualidade do ar pelos órgãos ambientais. </span></p>
<p><span><span>Outro artigo do dossiê ("<span>Infraestrutura Verde para Monitorar e Minimizar </span><span>os Impactos da Poluição Atmosférica") </span>analisa o papel das árvores na retenção em sua superfície de material particulado, um dos principais contaminantes do ar nas cidades. </span></span><span>O trabalho utilizou amostras de cascas de árvores de cinco parques da cidade de São Paulo.</span></p>
<p><span>Os demais cinco artigos do dossiê tratam da integração hídrica na fronteira Brasil-Uruguai; do potencial do estado do Rio Grande do Norte para produção de energia eólica e das políticas necessárias para que a produção dessa energia se consolide; dos problemas na implantação Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha, na cidade do Rio de Janeiro; da importância de biodiversidade das florestas tropicais da África e da América do Sul para a produção de medicamentos, pesticidas e outros produtos; e da aproximação das formulações dos povos kaiowa e guarani do Mato Grosso do Sul às reflexões da ecologia política.</span></p>
<p><span><strong>Adaptação climática</strong></span></p>
<p>O segundo dossiê, “Híbridos do Conhecimento”, reúne artigos de integrantes do <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/grupos-pesquisa/meio-ambiente-e-sociedade" class="external-link">Grupo Pesquisa Ambiente e Socidade</a> do IEA e dialoga com o dossiê anterior ao tratar de temas como adaptação climática em nível local (inclusive em estudo comparativo Brasil-Portugal), políticas para a água e governança de recursos hídricos. O propósito do dossiê é "promover a integração entre diferentes campos do conhecimento sob perspectivas de codesign, coprodução e codisseminação", explica o Adorno.</p>
<p><span>O artigo "Integrando Conhecimentos para Avançar na Adptação Climática no Nível Local", escrito por pesquisadores da USP, Universidade de Veneza (Itália) e Universidade Waikato (Nova Zelância), alerta que a adaptação climática é um desafio particularmente urgente para os tomadores de decisão nos níveis municipal e regional, considerando-se as lacunas no desenvolvimento de respostas locais, como ausência de dados e falta de vontade política ou recursos.</span></p>
<p><span>Estariam os </span><span>atuais instrumentos (políticas, planos e estratégias) de adaptação às mudanças climáticas adequadamente endereçados à redução de desigualdades, justiça e demanda </span><span>por direitos? A questão é discutida no artigo "</span><span>Justiça Climática e as Estratégias de Adaptação </span><span>às Mudanças Climáticas no Brasil e em Portugal". O estudo analisa a produção científica nos dois países sobre justiça climática e discute como suas</span><span> estratégias e </span><span>políticas de adaptação incorporam componentes relacionados à </span><span>justiça.</span></p>
<p>Os temas dos outros três artigos do dossiê são: os desafios da governaça da água a partir do conceito de território hidrossocial; como essa governança se dá na Região Metropolitana de São Paulo; e os conflitos das políticas da água e do esgotamento sanitário e da universalização desses serviços como um common.</p>
<p><span>A abordagem dos temas do dossiê "tem em comum o </span><span>foco na multiplicidade de atores, de interesses e de disputas, o que possibilita avaliar </span><span>impactos no agravamento das desigualdades sociais e nos impasses às garantias de </span><span>direitos humanos para o maior número de cidadãos e cidadãs", afirma o editor. Além disso, as , </span><span>abordagens metodológicas, sistêmicas e interativas dos artigos permitem "conhecer e avaliar </span><span>experimentos e inovações em curso, acenando para um futuro mais sustentável e </span><span>adaptado à escassez de recursos no contexto de mudanças ambientais globais".</span></p>
<p><span> </span><strong>Patrimônio histório e artístico</strong></p>
<p><span>O dossiê “Espaços Religiosos” reúne textos apresentados em seminário organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/grupos-pesquisa/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento" class="external-link">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a> do IEA </span><span>em novembro de 2019</span><span>. O evento fez um balanço dos estudos atuais sobre patrimônio histórico e artístico conservado em espapos religiosos e institucionais católicos no Brasil.</span></p>
<p><span> </span><span>A partir do contexto de histórias globais/locais conectadas, o texto "Caminhos Cifrados/Conectados: Patrimônio Jesuítico entre Rio de Janeiro e São Paulo" trata </span><span>das trajetórias de destruição, dispersão, reconstrução e preservação </span><span>que marcaram a história do patrimônio jesuítico na Região Sudeste, </span><span>particularmente dos antigos colégios do Rio de Janeiro e de São Paulo e de localidades </span><span>de missões do litoral paulista e fluminense.</span></p>
<p><span>O dossiê discute também, em quatro artigos, a decoração da Capela de São Miguel Arcanjo, localizada na Zona Leste da cidade de São Paulo, a formação do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas em Embu das Artes (SP), o estabelecimento de espaços católicos próprios pela população negra da cidade de São Paulo no século 19 e vertente artística da restauração da Congregação Beneditina Brasileira, promovida pela Congregação de Beuron, Alemanha, por meio da atuação de integrantes da Escola de Arte de Beuron.</span></p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 102 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis no início de setembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><span><a name="sumario"></a>SUMÁRIO</span></h3>
<p><strong><span> </span><span>Energia e Ambiente</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Análise do Monitoramento da Qualidade do Ar </span><span>no Brasil - </span><i><span>Evangelina da M. P. A. de Araújo Vormittag, </span><span>Samirys Sara Rodrigues Cirqueira, </span><span>Hélio W. Neto e Paulo H. N. Saldiva</span></i></li>
<li><span>Infraestrutura Verde para Monitorar e Minimizar </span><span>os Impactos da Poluição Atmosférica - </span><i><span>Ana Paula G. Martins, Andreza P. Ribeiro, </span><span>Maurício L. Ferreira, Marco Antonio G. Martins, </span><span>Elnara M. Negri, Marcos Antônio Scapin, </span><span>Anderson de Oliveira, Mitiko Saiki, </span><span>Paulo H. N. Saldiva e Raffale Lafortezza</span></i></li>
<li><span>A Água como Elemento de Integração T</span><span>ransfronteiriça: O Caso da Bacia Hidrográfica </span><span>Mirim-São Gonçalo - </span><i><span>Fernanda de Moura Fernandes, </span><span>Gilberto Loguercio Collares e Rafael Corteletti, </span><span>Panorama do setor eólico no estado do Rio </span><span>Grande do Norte no período 2004-2017 - </span><span>Gerbeson Carlos B. Dantas, Marcus V. S. </span><span>Rodrigues, Leonardo M. X. Silva, Marisete </span><span>D. de Aquino e Antônio Clécio F. Thomaz</span></i></li>
<li><span>Em Busca da Escala Local: Operação Urbana </span><span>Consorciada Porto Maravilha, A</span><span>tualidade e Perspectivas - </span><span><i>Eunice Helena S. Abascal e Carlos A. Bilbao</i></span></li>
<li><span>África e América do Sul: O</span><span> Futuro Passa pela Biodiversidade - </span><span><i>Paulo Roberto Feldmann</i></span></li>
<li><span>Notícias de uma Assembleia Tempestuosa: A</span><span> Ecologia Política segundo os Kaiowa </span><span>e Guarani - </span><span><i>Spensy K. Pimentel</i></span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span><i> </i></span><span>Híbridos do conhecimento</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Integrando Conhecimentos para Avançar </span><span>na Adaptação Climática no Nível Local - </span><span>Michele D. Fontana, Fabiano de A. Moreira, </span><span>Silvia Serrao-Neumann, Giulia Lucertini, </span><span>Denis Maragno e Gabriela M. Di Giulio</span></li>
<li><span>Justiça Climática e as Estratégias de Adaptação </span><span>às Mudanças Climáticas no Brasil e em Portugal - </span><span>Pedro Henrique Campello Torres, Alberto </span><span>Matenhauer Urbinatti, Carla Gomes, </span><span>Luísa Schmidt, Ana Lia Leonel, </span><span>Sandra Momm e Pedro Roberto Jacobi</span></li>
<li><span>Desafios de Governança da Água: C</span><span>onceito de Territórios Hidrossociais </span><span>e Arranjos Institucionais - </span><span>Vanessa Lucena Empinotti, Natalia D. Tadeu, </span><span>Maria Christina Fragkou e Paulo Antonio </span><span>de Almeida Sinisgalli</span></li>
<li>Os Conflitos das Políticas da Água <span>e do Esgotamento Sanitário: Q</span><span>ue Universalização Buscamos? - </span><span>Mariana G. Arteiro da Paz, Ana Paula </span><span>Fracalanza, Estela Macedo Alves </span><span>e Flávio J. Rocha da Silva</span></li>
<li><span>Governança da Água na Região Metropolitana </span><span>de São Paulo – Desafios à Luz das Mudanças C</span><span>limáticas - </span><span>Pedro Roberto Jacobi, Marcos Buckeridge </span><span>e Wagner Costa Ribeiro</span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>Espaços religiosos</strong></p>
<ul>
<li>Caminhos Cifrados/Conectados: Patrimônio J<span>esuítico entre Rio de Janeiro e São Paulo - </span><span><i>Renata Maria de Almeida Martins</i></span></li>
<li><span>A Decoração da Capela de São Miguel </span><span>Arcanjo em São Miguel Paulista (SP) - </span><span><i>Thais Cristina Montanari</i></span></li>
<li>Do Aldeamento de Mboy à Formação <span>do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas </span><span>em Embu das Artes (SP) - </span><span><i>Angélica Brito Silva</i></span></li>
<li><span>Lugares do Catolicismo Negro na São Paulo </span><span>do Século 19 - </span><span><i>Fabrício Forganes Santos</i></span></li>
<li><span>A arte da Escola Beneditina de Beuron </span><span>no Brasil e a Restauração Religiosa pela Arte - </span><span><i>Klency Kakazu de Brito Yang</i></span></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Patrimônio Histórico e Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Design</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-08-26T17:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-102">
    <title>Meio ambiente e patrimônio cultural são destaques da revista Estudos Avançados 102</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-102</link>
    <description>Lançada este mês (agosto) a nova edição (102) da revista Estudos Avançados, que traz os dossiês "Energia e Ambiente", "Híbridos do Conhecimento" e "Espaços Religiosos". </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-102" alt="Capa da revista Estudos Avançados 102" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 102" />Já está disponível para dowload gratuíto na plataforma <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2021.v35n102/">SciELO</a> a nova edição (102) da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, publicação quadrimestral do IEA. Desta vez a revista traz três dossiês: "Energia e Ambiente", "Híbridos do Conhecimento" e "Espaços Religiosos" [veja <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-102#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>Segundo o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, <span>as múltiplas facetas do dossiê "Energia e Ambiente" </span><span>propõem questões estratégicas para o desenvolvimento </span><span>sustentável. "Guardada a complexidade que as relações entre energia </span><span>e ambiente suscitam, o dossiê aborda problemas que vêm mobilizando a atenção </span><span>da comunidade científica, quando menos da opinião pública informada". </span><span>Parte dos artigos trata de </span><span>estudo de casos, "sugestivos de tendências mais abrangentes que estejam em curso no </span><span>domínio dessas relações" entre energia e ambiente, afirma o editor.</span></p>
<p><span><strong>Qualidade do ar</strong></span></p>
<p><span>De acordo com o artigo que abre o dossiê, "<span>Análise do Monitoramento da Qualidade do Ar </span><span>no Brasil", escrito por pesquisadores do Instituto de Saúde e Sustentabilidade, IEA e Faculdade de Medicina (FM) da USP, apenas dez estados e o Distrito Federal monitoram a qualidade do ar, por meio de 371 estações ativas, 80% delas na Região Sudeste, e apenas cinco estados comunicam em tempo real à população os dados do monitoramento. </span></span><span>Os autores ressaltam que após 30 anos de sua criação, a Rede Nacional de Qualidade do Ar ainda está incompleta, "inviabilizando uma adequada gestão da qualidade do ar pelos órgãos ambientais. </span></p>
<p><span><span>Outro artigo do dossiê ("<span>Infraestrutura Verde para Monitorar e Minimizar </span><span>os Impactos da Poluição Atmosférica") </span>analisa o papel das árvores na retenção em sua superfície de material particulado, um dos principais contaminantes do ar nas cidades. </span></span><span>O trabalho utilizou amostras de cascas de árvores de cinco parques da cidade de São Paulo.</span></p>
<p><span>Os demais cinco artigos do dossiê tratam da integração hídrica na fronteira Brasil-Uruguai; do potencial do estado do Rio Grande do Norte para produção de energia eólica e das políticas necessárias para que a produção dessa energia se consolide; dos problemas na implantação Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha, na cidade do Rio de Janeiro; da importância de biodiversidade das florestas tropicais da África e da América do Sul para a produção de medicamentos, pesticidas e outros produtos; e da aproximação das formulações dos povos kaiowa e guarani do Mato Grosso do Sul às reflexões da ecologia política.</span></p>
<p><span><strong>Adaptação climática</strong></span></p>
<p>O segundo dossiê, “Híbridos do Conhecimento”, reúne artigos de integrantes do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/meio-ambiente-e-sociedade" class="external-link">Grupo Pesquisa Ambiente e Socidade</a> do IEA e dialoga com o dossiê anterior ao tratar de temas como adaptação climática em nível local (inclusive em estudo comparativo Brasil-Portugal), políticas para a água e governança de recursos hídricos. O propósito do dossiê é "promover a integração entre diferentes campos do conhecimento sob perspectivas de codesign, coprodução e codisseminação", explica o Adorno.</p>
<p><span>O artigo "Integrando Conhecimentos para Avançar na Adptação Climática no Nível Local", escrito por pesquisadores da USP, Universidade de Veneza (Itália) e Universidade Waikato (Nova Zelância), alerta que a adaptação climática é um desafio particularmente urgente para os tomadores de decisão nos níveis municipal e regional, considerando-se as lacunas no desenvolvimento de respostas locais, como ausência de dados e falta de vontade política ou recursos.</span></p>
<p><span>Estariam os </span><span>atuais instrumentos (políticas, planos e estratégias) de adaptação às mudanças climáticas adequadamente endereçados à redução de desigualdades, justiça e demanda </span><span>por direitos? A questão é discutida no artigo "</span><span>Justiça Climática e as Estratégias de Adaptação </span><span>às Mudanças Climáticas no Brasil e em Portugal". O estudo analisa a produção científica nos dois países sobre justiça climática e discute como suas</span><span> estratégias e </span><span>políticas de adaptação incorporam componentes relacionados à </span><span>justiça.</span></p>
<p>Os temas dos outros três artigos do dossiê são: os desafios da governaça da água a partir do conceito de território hidrossocial; como essa governança se dá na Região Metropolitana de São Paulo; e os conflitos das políticas da água e do esgotamento sanitário e da universalização desses serviços como um common.</p>
<p><span>A abordagem dos temas do dossiê "tem em comum o </span><span>foco na multiplicidade de atores, de interesses e de disputas, o que possibilita avaliar </span><span>impactos no agravamento das desigualdades sociais e nos impasses às garantias de </span><span>direitos humanos para o maior número de cidadãos e cidadãs", afirma o editor. Além disso, as , </span><span>abordagens metodológicas, sistêmicas e interativas dos artigos permitem "conhecer e avaliar </span><span>experimentos e inovações em curso, acenando para um futuro mais sustentável e </span><span>adaptado à escassez de recursos no contexto de mudanças ambientais globais".</span></p>
<p><span> </span><strong>Patrimônio histório e artístico</strong></p>
<p><span>O dossiê “Espaços Religiosos” reúne textos apresentados em seminário organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento" class="external-link">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a> do IEA </span><span>em novembro de 2019</span><span>. O evento fez um balanço dos estudos atuais sobre patrimônio histórico e artístico conservado em espapos religiosos e institucionais católicos no Brasil.</span></p>
<p><span> </span><span>A partir do contexto de histórias globais/locais conectadas, o texto "Caminhos Cifrados/Conectados: Patrimônio Jesuítico entre Rio de Janeiro e São Paulo" trata </span><span>das trajetórias de destruição, dispersão, reconstrução e preservação </span><span>que marcaram a história do patrimônio jesuítico na Região Sudeste, </span><span>particularmente dos antigos colégios do Rio de Janeiro e de São Paulo e de localidades </span><span>de missões do litoral paulista e fluminense.</span></p>
<p><span>O dossiê discute também, em quatro artigos, a decoração da Capela de São Miguel Arcanjo, localizada na Zona Leste da cidade de São Paulo, a formação do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas em Embu das Artes (SP), o estabelecimento de espaços católicos próprios pela população negra da cidade de São Paulo no século 19 e vertente artística da restauração da Congregação Beneditina Brasileira, promovida pela Congregação de Beuron, Alemanha, por meio da atuação de integrantes da Escola de Arte de Beuron.</span></p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 102 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis no início de setembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><span><a name="sumario"></a>SUMÁRIO</span></h3>
<p><strong><span> </span><span>Energia e Ambiente</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Análise do Monitoramento da Qualidade do Ar </span><span>no Brasil - </span><i><span>Evangelina da M. P. A. de Araújo Vormittag, </span><span>Samirys Sara Rodrigues Cirqueira, </span><span>Hélio W. Neto e Paulo H. N. Saldiva</span></i></li>
<li><span>Infraestrutura Verde para Monitorar e Minimizar </span><span>os Impactos da Poluição Atmosférica - </span><i><span>Ana Paula G. Martins, Andreza P. Ribeiro, </span><span>Maurício L. Ferreira, Marco Antonio G. Martins, </span><span>Elnara M. Negri, Marcos Antônio Scapin, </span><span>Anderson de Oliveira, Mitiko Saiki, </span><span>Paulo H. N. Saldiva e Raffale Lafortezza</span></i></li>
<li><span>A Água como Elemento de Integração T</span><span>ransfronteiriça: O Caso da Bacia Hidrográfica </span><span>Mirim-São Gonçalo - </span><i><span>Fernanda de Moura Fernandes, </span><span>Gilberto Loguercio Collares e Rafael Corteletti, </span><span>Panorama do setor eólico no estado do Rio </span><span>Grande do Norte no período 2004-2017 - </span><span>Gerbeson Carlos B. Dantas, Marcus V. S. </span><span>Rodrigues, Leonardo M. X. Silva, Marisete </span><span>D. de Aquino e Antônio Clécio F. Thomaz</span></i></li>
<li><span>Em Busca da Escala Local: Operação Urbana </span><span>Consorciada Porto Maravilha, A</span><span>tualidade e Perspectivas - </span><span><i>Eunice Helena S. Abascal e Carlos A. Bilbao</i></span></li>
<li><span>África e América do Sul: O</span><span> Futuro Passa pela Biodiversidade - </span><span><i>Paulo Roberto Feldmann</i></span></li>
<li><span>Notícias de uma Assembleia Tempestuosa: A</span><span> Ecologia Política segundo os Kaiowa </span><span>e Guarani - </span><span><i>Spensy K. Pimentel</i></span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
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<p><strong><span><i> </i></span><span>Híbridos do conhecimento</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Integrando Conhecimentos para Avançar </span><span>na Adaptação Climática no Nível Local - </span><span>Michele D. Fontana, Fabiano de A. Moreira, </span><span>Silvia Serrao-Neumann, Giulia Lucertini, </span><span>Denis Maragno e Gabriela M. Di Giulio</span></li>
<li><span>Justiça Climática e as Estratégias de Adaptação </span><span>às Mudanças Climáticas no Brasil e em Portugal - </span><span>Pedro Henrique Campello Torres, Alberto </span><span>Matenhauer Urbinatti, Carla Gomes, </span><span>Luísa Schmidt, Ana Lia Leonel, </span><span>Sandra Momm e Pedro Roberto Jacobi</span></li>
<li><span>Desafios de Governança da Água: C</span><span>onceito de Territórios Hidrossociais </span><span>e Arranjos Institucionais - </span><span>Vanessa Lucena Empinotti, Natalia D. Tadeu, </span><span>Maria Christina Fragkou e Paulo Antonio </span><span>de Almeida Sinisgalli</span></li>
<li>Os Conflitos das Políticas da Água <span>e do Esgotamento Sanitário: Q</span><span>ue Universalização Buscamos? - </span><span>Mariana G. Arteiro da Paz, Ana Paula </span><span>Fracalanza, Estela Macedo Alves </span><span>e Flávio J. Rocha da Silva</span></li>
<li><span>Governança da Água na Região Metropolitana </span><span>de São Paulo – Desafios à Luz das Mudanças C</span><span>limáticas - </span><span>Pedro Roberto Jacobi, Marcos Buckeridge </span><span>e Wagner Costa Ribeiro</span></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>Espaços religiosos</strong></p>
<ul>
<li>Caminhos Cifrados/Conectados: Patrimônio J<span>esuítico entre Rio de Janeiro e São Paulo - </span><span><i>Renata Maria de Almeida Martins</i></span></li>
<li><span>A Decoração da Capela de São Miguel </span><span>Arcanjo em São Miguel Paulista (SP) - </span><span><i>Thais Cristina Montanari</i></span></li>
<li>Do Aldeamento de Mboy à Formação <span>do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas </span><span>em Embu das Artes (SP) - </span><span><i>Angélica Brito Silva</i></span></li>
<li><span>Lugares do Catolicismo Negro na São Paulo </span><span>do Século 19 - </span><span><i>Fabrício Forganes Santos</i></span></li>
<li><span>A arte da Escola Beneditina de Beuron </span><span>no Brasil e a Restauração Religiosa pela Arte - </span><span><i>Klency Kakazu de Brito Yang</i></span></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Patrimônio Histórico e Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Design</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-08-26T17:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-discute-inteligencia-artificial-e-agricultura-urbana">
    <title>Atualidade, perspectivas e desafios da inteligência artificial são tema da revista “Estudos Avançados”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-discute-inteligencia-artificial-e-agricultura-urbana</link>
    <description>Edição 101 da revista "Estudos Avançados" traz os dossiês "Inteligência Artificial" e "Agricultura Urbana", artigo sobre tipologia das instituições de ensino superior e resenhas de cinco lançamentos editoriais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-101" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 101" class="image-right" title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 101" />Algoritmos de aplicativos e redes sociais, veículos autônomos, tradução automática, reconhecimento facial, aprendizagem de máquina, redes neurais artificiais, diagnóstico médico... São muitos os conceitos, tecnologias e usos da inteligência artificial (IA) cada vez mais presentes no cotidiano, fruto do grande desenvolvimento da área nas últimas décadas.</p>
<p>Para propiciar ao público não especializado uma visão abrangente dessa revolução tecnológica, a edição 101 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>" dedica seu dossiê principal à discussão do estado atual, perspectivas e impactos da IA. [A <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420210001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> da publicação já está disponível no site da SciELO (Scientific Electronic Library Online).]</p>
<p>Composto de nove artigos de autoria de 17 pesquisadores da USP, Unicamp, UFRGS e UFPE, o dossiê "Inteligência Artificial"  analisa o desenvolvimento desse campo desde sua origem nos anos 50, suas inúmeras aplicações e os debates que suscita no cenário científico e tecnológico, mas não deixam de lado “seus riscos, os cuidados éticos que seu emprego massivo requer, suas implicações sociais, políticas, culturais e morais que transformam rapidamente as sociedades contemporâneas”, sintetiza o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>.</p>
<p>A abertura do dossiê é dedicada aos aspectos metodológicos da pesquisa em IA, com artigo de Fabio Gagliardi Cozman, da Escola Politécnica (EP) da USP. Ele explica que há dois estilos "fundamentalmente diferentes de abordagem em IA: de um lado, o estilo empírico, fortemente respaldado por observações sobre a biologia e psicologia dos seres vivos e pronto para abraçar arquiteturas complicadas que emergem da interação de muitos módulos díspares; de outro lado, um estilo analítico e sustentado por princípios gerais e organizadores, interessado em concepções abstratas da inteligência e apoiado em argumentos matemáticos e lógicos".</p>
<p>Segundo Cozman, por volta de 1980, foram cunhados os termos scruffy (desgrenhado) e neat (empertigado) para se referir, respectivamente, a esses dois estilos de trabalho em IA. Essa divergência metodológica se mantém, afirma, com o constante dilema entre "a busca de artefatos racionais baseados em princípios claros, ou artefatos empíricos que reproduzem padrões". Sua proposta é investir em arquiteturas baseadas em princípios de racionalidade e que permitam abrigar vários módulos simultaneamente, muitos dos quais baseados em coleta maciça de dados.</p>
<p>A preocupação com a forma de desenvolvimento da IA é compartilhada por André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP: "O que temos que decidir agora não é mais se teremos ou não a IA, mas como teremos a IA”. Para reduzir possíveis riscos, aponta, “é necessário o desenvolvimento de novos algoritmos de IA, ou seu uso de maneiras novas e inovadoras, levando em consideração questões éticas, sociais e legais”.</p>
<p><strong>Razões da euforia</strong></p>
<p>O novo período de euforia em relação aos possíveis benefícios do uso da IA deve-se a três fatores, de acordo com Jaime Simão Sichman, da EP-USP: o baixo custo atual de processamento e de memória; o surgimento de novos paradigmas, como as redes neurais profundas; e a gigantesca quantidade de dados disponível na internet em razão do grande uso de recursos como redes e mídias sociais.</p>
<p>Sichman alerta para os potenciais riscos que “essa tecnologia, tal como qualquer outra, pode provocar caso os atores envolvidos na produção, utilização e regulação de seu uso não criem um espaço de discussão adequado dessas questões”.</p>
<p>Segundo Teresa Bernarda Ludermir, do Centro de Informática da UFPE, o avanço "extraordinário” da IA nos últimos anos e sua importância na solução de problemas tecnológicos e econômicos, deve-se principalmente às técnicas de aprendizagem de máquina, sobretudo à utilização de redes neurais artificiais. Além de tratar do estado atual da área, seus desafios e oportunidades de pesquisa, o artigo menciona impactos sociais e questões éticas decorrentes dos usos da IA.</p>
<p>As transformações ocorridas na IA desde seu surgimento, em especial quanto aos sistemas educacionais, são o objeto do panorama apresentado Rosa Maria Vicari, do Instituto de Informática da UFRGS. A pesquisadora lembra que em 1980 e 1993 "as aplicações eram interessantes, mas não apresentavam respostas adequadas em compreensão da linguagem e diagnóstico médico". Nas duas últimas décadas, no entanto, "as aplicações se mantiveram, mas houve avanços na tradução automática, reconhecimento de imagens, diagnóstico do câncer e carros autônomos".</p>
<p><strong>Algumas aplicações</strong></p>
<p>Nove pesquisadores do Instituto de Computação da Unicamp são autores de artigo sobre ciência forense digital (uso de métodos e técnicas científicas para investigações de crimes no mundo digital). A importância atual da área deve-se, segundo eles, aos desafios resultantes do surgimento das mídias sociais e ao imenso volume de dados que geram, intensificados pelos avanços da IA. E é a técnicas de IA que é preciso recorrer para analisar tal quantidade de dados. O artigo apresenta desafios e oportunidades associados à aplicação dessas técnicas e apresentam exemplos de seu uso em situações reais.</p>
<p>Um caso específico em que a IA tem papel fundamental é o processamento de linguagem natural (PLN), essencial para a análise de grandes quantidades de dados contidos em textos, entre outros usos. O tema é discutido por Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, em particular quanto à língua portuguesa. Ele explica que o PLN se encontra na confluência de áreas como ciência da computação, linguística, lógica, psicologia, dentre outras, e requer por natureza um tratamento multidisciplinar.</p>
<p>No entanto, todos os avanços em PLN, com a consequente geração de produtos e a facilitação de uma série de serviços, “parecem não ter trazido nenhuma informação substancial sobre o processo humano de reproduzir e se comunicar por meio da linguagem”, diz o pesquisador. Seguindo essa linha de raciocínio, “o processamento de língua natural teria se dissociado do estudo de linguagem”. Há quem diga, afirma, que "a tecnologia acabará por matar o estudo tradicional da linguagem". Para Finger, essas duas visões são exageradas: "A linguística é absolutamente fundamental para a área de processamento de língua, uma vez que essa tarefa computacional não explica a língua, não ajuda a prever nem a explicar as evoluções naturais das línguas".</p>
<p>Ana Bazzan, do Instituto de Informática da UFRGS, analisa a utilização de IA para a melhoria de sistemas de transporte. Para ela, a aplicação de IA no serviço pode melhorar a utilização da infraestrutura existente, a fim de melhor atender a demanda (deslocamento de pessoas e mercadorias). Seu artigo traça um painel sobre duas tarefas em que a IA tem contribuições relevantes no setor: o controle de semáforos e a escolha de rotas.</p>
<p><strong>Impacto no trabalho</strong></p>
<p>O dossiê se encerra com artigo de Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, sobre uma das questões que mais preocupam a sociedade no que se refere à IA: a perda de postos de trabalho. Nele, o autor afirma que, embora as formas mais avançadas da revolução digital (IA, aprendizagem de máquina e internet das coisas) estejam substituindo parte considerável da mão de obra, "não é nisso que reside sua maior ameaça". O problema, afirma, é que essa revolução "está fortalecendo uma polarização social do mercado de trabalho que vai na contramão do que foram as bases do próprio Estado de bem-estar do século 20".</p>
<p>Segundo Abramovay, “o lugar do trabalho na coesão das sociedades contemporâneas envolve uma discussão filosófica fundamental: o que é trabalho, o que é emprego, mas, mais que isso, como podemos hoje fazer que nossa capacidade de cooperação resulte em vida melhor para todos e não em formas indignas e pouco valorizadas de atividades para a esmagadora maioria, ao lado de atividades criativas e edificantes para uma pequena minoria”.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>Além do dossiê "Inteligência Artificial", a edição traz um estudo alentado sobre a diversidade das instituições de ensino superior no Brasil, um conjunto de textos sobre agricultura urbana e resenhas de cinco lançamentos editoriais.</p>
<p>A diversidade das instituições de ensino superior do país em termos de objetivos perseguidos e resultados obtidos requer um esforço para classificá-las por similaridade de atuação, para que isso subsidie critérios diversos de avaliação para cada grupo. É o que propõe o artigo “Por uma Tipologia do Ensino Superior Brasileiro: Teste de Cconceito”, de Simon Schwartzman, Roberto Lobo Silva Filho e Rooney Coelho.</p>
<p>De acordo com os autores, as diferenças entre as instituições não são reconhecidas com todas as implicações pela legislação nem pelo sistema de avaliação adotado pelo Ministério da Educação. O artigo apresenta uma proposta de tipologia que procura identificar com clareza as diferenças entre as instituições, de forma a servir de base para um sistema de informações e procedimentos de avaliação.</p>
<p>Para isso, os pesquisadores propõem o agrupamento das instituições com perfis semelhantes, do ponto de vista de seu porte, natureza jurídica e envolvimentos em atividades de ensino e pós-graduação, além de verificar até que ponto essa diferenciação tem correspondência com a diversidade de características de professores, alunos e sua área de atuação. A parte final do estudo discute algumas das implicações da tipologia para o sistema de avalição da educação superior e para a melhoria da qualidade e desempenho da educação superior no país.</p>
<p><strong>Agricultura urbana</strong></p>
<p>De acordo com o editor de "Estudos Avançados", os artigos sobre “Agricultura Urbana” tratam de questões específicas, mas conectadas entre si como modalidades e alternativas para a promoção da segurança alimentar.</p>
<p>Os seis textos discutem: multifuncionalidade, produção e comercialização da agricultura urbana; sua associação com a agroecologia; a importância das hortas comunitárias e das hortas de quintais; e as contradições do locavorismo (ativismo alimentar surgido na década passada que privilegia o consumo de alimentos produzidos localmente) diante das experiências da agricultura urbana na cidade de São Paulo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>As seis resenhas tratam de obras com temas variados, entre as quais, geologia, história, produção intelectual e literatura. Ricardo Soares e Wilson Machado escrevem sobre “The Anthropocene as a Geological Time Unit: A Guide to the Scientific Evidence and Current Debate”, que reúne dados do 35º Congresso Geológico Internacional, realizado em 2016; Camila Ferreira da Silva e Janderson Bragança Ribeiro resenham “Sobre o Autoritarismo Brasileiro”, de Lilia Moritz Schwarcz; Fabio Mascaro Querido trata de “Seja como For: Entrevistas, Retratos e Documentos”, de Roberto Schwarz; Mariana Holms escreve sobre “O Homem que Aprendeu o Brasil”, de Ana Cecília Impellizieri Martins (2020); e Cecilia Marks analisa “O Romance de Formação”, de Franco Moretti.</p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 101 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de maio, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-23T02:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-discute-inteligencia-artificial-e-agricultura-urbana">
    <title>Atualidade, perspectivas e desafios da inteligência artificial são tema da revista “Estudos Avançados”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-discute-inteligencia-artificial-e-agricultura-urbana</link>
    <description>Edição 101 da revista "Estudos Avançados" traz os dossiês "Inteligência Artificial" e "Agricultura Urbana", artigo sobre tipologia das instituições de ensino superior e resenhas de cinco lançamentos editoriais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-101" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 101" class="image-right" title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 101" />Algoritmos de aplicativos e redes sociais, veículos autônomos, tradução automática, reconhecimento facial, aprendizagem de máquina, redes neurais artificiais, diagnóstico médico... São muitos os conceitos, tecnologias e usos da inteligência artificial (IA) cada vez mais presentes no cotidiano, fruto do grande desenvolvimento da área nas últimas décadas.</p>
<p>Para propiciar ao público não especializado uma visão abrangente dessa revolução tecnológica, a edição 101 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>" dedica seu dossiê principal à discussão do estado atual, perspectivas e impactos da IA. [A <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420210001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> da publicação já está disponível no site da SciELO (Scientific Electronic Library Online).]</p>
<p>Composto de nove artigos de autoria de 17 pesquisadores da USP, Unicamp, UFRGS e UFPE, o dossiê "Inteligência Artificial"  analisa o desenvolvimento desse campo desde sua origem nos anos 50, suas inúmeras aplicações e os debates que suscita no cenário científico e tecnológico, mas não deixam de lado “seus riscos, os cuidados éticos que seu emprego massivo requer, suas implicações sociais, políticas, culturais e morais que transformam rapidamente as sociedades contemporâneas”, sintetiza o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>.</p>
<p>A abertura do dossiê é dedicada aos aspectos metodológicos da pesquisa em IA, com artigo de Fabio Gagliardi Cozman, da Escola Politécnica (EP) da USP. Ele explica que há dois estilos "fundamentalmente diferentes de abordagem em IA: de um lado, o estilo empírico, fortemente respaldado por observações sobre a biologia e psicologia dos seres vivos e pronto para abraçar arquiteturas complicadas que emergem da interação de muitos módulos díspares; de outro lado, um estilo analítico e sustentado por princípios gerais e organizadores, interessado em concepções abstratas da inteligência e apoiado em argumentos matemáticos e lógicos".</p>
<p>Segundo Cozman, por volta de 1980, foram cunhados os termos scruffy (desgrenhado) e neat (empertigado) para se referir, respectivamente, a esses dois estilos de trabalho em IA. Essa divergência metodológica se mantém, afirma, com o constante dilema entre "a busca de artefatos racionais baseados em princípios claros, ou artefatos empíricos que reproduzem padrões". Sua proposta é investir em arquiteturas baseadas em princípios de racionalidade e que permitam abrigar vários módulos simultaneamente, muitos dos quais baseados em coleta maciça de dados.</p>
<p>A preocupação com a forma de desenvolvimento da IA é compartilhada por André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP: "O que temos que decidir agora não é mais se teremos ou não a IA, mas como teremos a IA”. Para reduzir possíveis riscos, aponta, “é necessário o desenvolvimento de novos algoritmos de IA, ou seu uso de maneiras novas e inovadoras, levando em consideração questões éticas, sociais e legais”.</p>
<p><strong>Razões da euforia</strong></p>
<p>O novo período de euforia em relação aos possíveis benefícios do uso da IEA deve-se a três fatores, de acordo com Jaime Simão Sichman, da EP-USP: o baixo custo atual de processamento e de memória; o surgimento de novos paradigmas, como as redes neurais profundas; e a gigantesca quantidade de dados disponível na internet em razão do grande uso de recursos como redes e mídias sociais.</p>
<p>Sichman alerta para os potenciais riscos que “essa tecnologia, tal como qualquer outra, pode provocar caso os atores envolvidos na produção, utilização e regulação de seu uso não criem um espaço de discussão adequado dessas questões”.</p>
<p>Segundo Teresa Bernarda Ludermir, do Centro de Informática da UFPE, o avanço "extraordinário” da IA nos últimos anos e sua importância na solução de problemas tecnológicos e econômicos, deve-se principalmente às técnicas de aprendizagem de máquina, sobretudo à utilização de redes neurais artificiais. Além de tratar do estado atual da área, seus desafios e oportunidades de pesquisa, o artigo menciona impactos sociais e questões éticas decorrentes dos usos da IA.</p>
<p>As transformações ocorridas na IA desde seu surgimento, em especial quanto aos sistemas educacionais, são o objeto do panorama apresentado Rosa Maria Vicari, do Instituto de Informática da UFRG. A pesquisadora lembra que em 1980 e 1993 "as aplicações eram interessantes, mas não apresentavam respostas adequadas em compreensão da linguagem e diagnóstico médico". Nas duas últimas décadas, no entanto, "as aplicações se mantiveram, mas houve avanços na tradução automática, reconhecimento de imagens, diagnóstico do câncer e carros autônomos".</p>
<p><strong>Algumas aplicações</strong></p>
<p>Nove pesquisadores do Instituto de Computação da Unicamp são autores de artigo sobre ciência forense digital (uso de métodos e técnicas científicas para investigações de crimes no mundo digital). A importância atual da área deve-se, segundo eles, aos desafios resultantes do surgimento das mídias sociais e ao imenso volume de dados que geram, intensificados pelos avanços da IA. E é a técnicas de IA que é preciso recorrer para analisar tal quantidade de dados. O artigo apresenta desafios e oportunidades associados à aplicação dessas técnicas e apresentam exemplos de seu uso em situações reais.</p>
<p>Um caso específico em que a IA tem papel fundamental é o processamento de linguagem natural (PLN), essencial para a análise de grandes quantidades de dados contidos em textos, entre outros usos. O tema é discutido por Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, em particular quanto à língua portuguesa. Ele explica que o PLN se encontra na confluência de áreas como ciência da computação, linguística, lógica, psicologia, dentre outras, e requer por natureza um tratamento multidisciplinar.</p>
<p>No entanto, todos os avanços em PLN, com a consequente geração de produtos e a facilitação de uma série de serviços, “parecem não ter trazido nenhuma informação substancial sobre o processo humano de reproduzir e se comunicar por meio da linguagem”, diz o pesquisador. Seguindo essa linha de raciocínio, “o processamento de língua natural teria se dissociado do estudo de linguagem”. Há quem diga, afirma, que "a tecnologia acabará por matar o estudo tradicional da linguagem". Para Finger, essas duas visões são exageradas: "A linguística é absolutamente fundamental para a área de processamento de língua, uma vez que essa tarefa computacional não explica a língua, não ajuda a prever nem a explicar as evoluções naturais das línguas".</p>
<p>Ana Bazzan, do Instituto de Informática da UFRGS, analisa a utilização de IA para a melhoria de sistemas de transporte. Para ela, a aplicação de IA no serviço pode melhorar a utilização da infraestrutura existente, a fim de melhor atender a demanda (deslocamento de pessoas e mercadorias). Seu artigo traça um painel sobre duas tarefas em que a IA tem contribuições relevantes no setor: o controle de semáforos e a escolha de rotas.</p>
<p><strong>Impacto no trabalho</strong></p>
<p>O dossiê se encerra com artigo de Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, sobre uma das questões que mais preocupam a sociedade no que se refere à IA: a perda de postos de trabalho. Nele, o autor afirma que, embora as formas mais avançadas da revolução digital (IA, aprendizagem de máquina e internet das coisas) estejam substituindo parte considerável da mão de obra, "não é nisso que reside sua maior ameaça". O problema, afirma, é que essa revolução "está fortalecendo uma polarização social do mercado de trabalho que vai na contramão do que foram as bases do próprio Estado de bem-estar do século 20".</p>
<p>Segundo Abramovay, “o lugar do trabalho na coesão das sociedades contemporâneas envolve uma discussão filosófica fundamental: o que é trabalho, o que é emprego, mas, mais que isso, como podemos hoje fazer que nossa capacidade de cooperação resulte em vida melhor para todos e não em formas indignas e pouco valorizadas de atividades para a esmagadora maioria, ao lado de atividades criativas e edificantes para uma pequena minoria”.</p>
<p><strong>Outras seções</strong></p>
<p>Além do dossiê "Inteligência Artificial", a edição traz um estudo alentado sobre a diversidade das instituições de ensino superior no Brasil, um conjunto de textos sobre agricultura urbana e resenhas de cinco lançamentos editoriais.</p>
<p>A diversidade das instituições de ensino superior do país em termos de objetivos perseguidos e resultados obtidos requer um esforço para classificá-las por similaridade de atuação, para que isso subsidie critérios diversos de avaliação para cada grupo. É o que propõe o artigo “Por uma Tipologia do Ensino Superior Brasileiro: Teste de Cconceito”, de Simon Schwartzman, Roberto Lobo Silva Filho e Rooney Coelho.</p>
<p>De acordo com os autores, as diferenças entre as instituições não são reconhecidas com todas as implicações pela legislação nem pelo sistema de avaliação adotado pelo Ministério da Educação. O artigo apresenta uma proposta de tipologia que procura identificar com clareza as diferenças entre as instituições, de forma a servir de base para um sistema de informações e procedimentos de avaliação.</p>
<p>Para isso, os pesquisadores propõem o agrupamento das instituições com perfis semelhantes, do ponto de vista de seu porte, natureza jurídica e envolvimentos em atividades de ensino e pós-graduação, além de verificar até que ponto essa diferenciação tem correspondência com a diversidade de características de professores, alunos e sua área de atuação. A parte final do estudo discute algumas das implicações da tipologia para o sistema de avalição da educação superior e para a melhoria da qualidade e desempenho da educação superior no país.</p>
<p><strong>Agricultura urbana</strong></p>
<p>De acordo com o editor de "Estudos Avançados", os artigos sobre “Agricultura Urbana” tratam de questões específicas, mas conectadas entre si como modalidades e alternativas para a promoção da segurança alimentar.</p>
<p>Os seis textos discutem: multifuncionalidade, produção e comercialização da agricultura urbana; sua associação com a agroecologia; a importância das hortas comunitárias e das hortas de quintais; e as contradições do locavorismo (ativismo alimentar surgido na década passada que privilegia o consumo de alimentos produzidos localmente) diante das experiências da agricultura urbana na cidade de São Paulo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>As seis resenhas tratam de obras com temas variados, entre as quais, geologia, história, produção intelectual e literatura. Ricardo Soares e Wilson Machado escrevem sobre “The Anthropocene as a Geological Time Unit: A Guide to the Scientific Evidence and Current Debate”, que reúne dados do 35º Congresso Geológico Internacional, realizado em 2016; Camila Ferreira da Silva e Janderson Bragança Ribeiro resenham “Sobre o Autoritarismo Brasileiro”, de Lilia Moritz Schwarcz; Fabio Mascaro Querido trata de “Seja como For: Entrevistas, Retratos e Documentos”, de Roberto Schwarz; Mariana Holms escreve sobre “O Homem que Aprendeu o Brasil”, de Ana Cecília Impellizieri Martins (2020); e Cecilia Marks analisa “O Romance de Formação”, de Franco Moretti.</p>
<p><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 101 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de maio, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-23T02:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/morre-alfredo-bosi">
    <title>Morre Alfredo Bosi, a erudição a serviço da sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/morre-alfredo-bosi</link>
    <description>Ex-diretor do IEA e editor da revista "Estudos Avançados" durante 30 anos, Bosi estava internado com Covid-19 em um hospital em São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-materia-1/@@images/b5f3a352-795b-43c1-bb62-9f77e4e8d4e8.jpeg" alt="Alfredo Bosi - materia 1" title="Alfredo Bosi - materia 1" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Alfredo Bosi, diretor do IEA de 1998 a 2001 e editor da revista Estudos Avançados por 30 anos</dd>
</dl>A cultura brasileira, a USP e o IEA perderam um de seus mais eruditos e ativos integrantes: o professor Alfredo Bosi morreu hoje, aos 84 anos. Ele estava internado em um hospital em São Paulo com Covid-19.</p>
<p>Professor, historiador e crítico de literatura brasileira, ensaísta e membro da Academia Brasileira de Letras, Bosi teve trajetória acadêmica singular, quase totalmente vinculada à USP.</p>
<p>Essa dedicação de uma vida às Humanidades se completa com seu empenho em causas políticas, sociais, culturais, educacionais e ambientais. Como intelectual engajado, apoiou as lutas pela redemocratização e redução das desigualdades sociais do país, atuação iniciada com um grupo de operários da cidade de Osasco nos anos 70.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
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<th>Relacionado</th>
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<td><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/pessoas/alfredo-bosi" class="external-link">Fotos de Alfredo Bosi</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A militância pelos direitos humanos fez com que integrasse a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns e a Comissão Justiça e Paz de São Paulo, criada pelo cardeal Arns.</p>
<p>Algumas das outras questões a que se dedicou foram a valorização do ensino básico e seus professores, o reconhecimento da importância das tradições culturais populares, a defesa dos princípios éticos e da liberdade de pensamento e pesquisa na universidade, a conservação dos ecossistemas do país e a resistência às usinas nucleares.</p>
<p><strong>Trajetória docente</strong></p>
<p>Nascido em 1936 no seio da colônia italiana da capital paulistana, Bosi ingressou em 1955 no curso de letras neolatinas da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, conhecida por todos como Maria Antonia, berço da Universidade.</p>
<p>Ele 1958, especializou-se em literatura brasileira, filologia românica e literatura italiana, que passou a lecionar no ano seguinte. Depois passou dois anos estudando estética e filosofia da renascença na Universidade de Florença, Itália. De 1963 a 1970, retomou o ensino de literatura italiana na USP, período em que defendeu o doutorado (1965; sobre a narrativa de Luigi Pirandello) e a livre-docência (1970; sobre a poesia de Leopardi).</p>
<p>Em 1970, Bosi passou a lecionar literatura brasileira, tendo se tornado professor titular da disciplina em 1972. Em 1966 ele já tinha publicado o livro “O Pré-Modernismo” e em 1970 lançou “História Concisa da Literatura Brasileira, um clássico já em sua 50ª edição.</p>
<p><strong>No exterior</strong></p>
<p>Além do período de estudos na Universidade de Florença no início dos anos 60, Bosi fez pesquisas nos Estados Unidos (1986), com o apoio da John Simon Guggenhein Memorial Foundation, e na França, onde foi pesquisador do Institut des Textes et des Manuscrits Modernes (1990), ocupou a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme (2003) e foi professor convidado da École des Hautes Études en Sciences Sociales (1993, 1996 e 1999).</p>
<p>Também ministrou cursos e proferiu conferências na França (Université de Aix-en-Provence, Université Paris—Sorbonne, Maison des Sciences de l’Homme, Institut des Hautes Études de l’Amérique Latine  e École des Hautes Études en Sciences Sociales), Itália (Collegio Pio Brasiliano, Università di Roma “La Sapienza”, Instituto Brasil-Itália (Milão), Centro di Studi Brasiliani da Embaixada do Brasil em Roma e Academia della Crusca), Estados Unidos (Yale University), Cuba (Casa de las Américas), Espanha (Universidad de Salamanca) e Uruguai (Universidad de la República).</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-materia-2/@@images/8861c421-d7e0-4532-b98e-b33135e1eb20.jpeg" alt="Alfredo Bosi - materia 2 " title="Alfredo Bosi - materia 2 " height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Em 2018, o IEA inaugurou a sala de eventos Alfredo Bosi, um reconhecimento pelos 30 anos de dedicação ao Instituto</dd>
</dl>No IEA</strong></p>
<p>Em paralelo à sua atuação no Departamento de Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Bosi participou do IEA desde seu início, tendo sido indicado por Antonio Candido para integrar a primeira formação do Conselho Deliberativo do Instituto, em 1987. Em 1989, foi escolhido para ser o editor da revista “Estudos Avançados”, tarefa que desempenhou com especial dedicação durante 30 anos. Bosi foi vice-diretor (1987-1997) e diretor (1998-2001) do IEA.</p>
<p>Bosi teve participação fundamental em várias iniciativas sediadas no Instituto, como a coordenação do Programa Educação para a Cidadania, da Cátedra Simón Bolívar (convênio com a Fundação Memorial da América Latina), Cátedra Lévi- Strauss (convênio com o Collège de France, e do Grupo de Estudos Literatura e Cultura. Também no IEA, organizou o documento coletivo “<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/a-presenca-da-universidade-publica">A Presença da Universidade Pública</a>” e presidiu a comissão elaboradora do <a href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-4871-de-22-de-outubro-de-2001" target="_blank">Código de Ética da USP</a>. Foi o primeiro presidente da Comissão de Ética da Universidade.</p>
<p>Além dos citados “O Pré-Modernismo” e “História Concisa da Literatura Brasileira”, Bosi é autor de, entre outros livros, “O Ser e o Tempo da Poesia” (1977), “Dialética da Colonização” (1992; Prêmio Jabuti de 1993), “Machado de Assis: O Enigma do Olhar” (1999; Prêmio Jabuti de 2000) e “Ideologia e Contraideologia” (2010).</p>
<p>Bosi ocupava a Cadeira nº 12 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi em eleito em 2003. Entre as honrarias que recebeu estão os títulos de professor eméritos da FFLCH-USP (2009) e professor honorário do IEA (2006), a Ordem do Mérito Cultural, concedida pelo Ministério da Cultura (2005), o título de Comendador da Ordem de Rio Branco, outorgado pela Presidência da República (1996), e a distinção “Homem de Idéias de 1992”, conferida pelo “Jornal do Brasil”.</p>
<p>Bosi foi casado com a psicóloga social e escritora Ecléa Bosi (1936-2017), professora titular e emérita do Instituto de Psicologia da USP, com quem teve os filhos Viviana e José Alfredo. Além dos filhos, ele deixa os netos Tiago e Daniel.</p>
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>Homenagens</th>
</tr>
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<td></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><i>Neste momento de sua partida prematura, a comunidade do IEA-USP se despede do professor Alfredo Bosi, seu anterior Conselheiro, Diretor e editor da revista "Estudos Avançados", com uma palavra: Obrigado! Palavra que o professor Bosi caracterizou “a mais simples e ao mesmo tempo a mais densa. (...) Moeda corrente do cotidiano, traz, porém, no metal em que se fundiu o compromisso ético que lhe vem da ideia de obrigação. Dizê-la é também um dever”. Que a memória do querido professor Alfredo Bosi ilumine o caminho do IEA e de todos que com ele tiveram o privilégio de conviver.</i></p>
<p><span><strong>Guilherme Ary Plonski, diretor do IEA</strong></span></p>
<p> </p>
<p><i>O mundo ao qual Alfredo Bosi pertencia, repleto de cultura, de delicadezas, de virtudes, também morre um pouco com essa triste perda. Um homem raro.</i></p>
<p><strong>Paulo Saldiva, diretor do IEA de 2016 a 2020</strong></p>
<p> </p>
<p><span><i>Intelectual, Erudito, Honorário, Emérito, Imortal, mas humano, muito humano. É assim que guardo o Alfredo em minhas memórias, em particular em nosso convívio no Instituto de Estudos Avançados da USP. O que Bosi magistralmente sintetiza na frase abaixo, acerca do polímata Leonardo Da Vinci, cabe muito bem a ele mesmo:</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>"De todo o modo, o artista só alcança esse grau de liberdade depois de ter fixado o olhar com longa e amorosa atenção na variedade prodigiosa do universo."</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Além do olhar atento “represado por lentes” (como descrito em um poema por Ecléa, sua eterna companheira), Alfredo desenvolveu um poder de escuta singular, seja em suas reflexões e escritos, seja nas participações e no engajamento na universidade, como também na sociedade, na militância, no ativismo, em ações humanitárias. No pluralismo e na diversidade de um Instituto de Estudos Avançados, contar com um polímata da estatura e humanidade de Alfredo Bosi, não é só privilégio, mas uma diferença.</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Martin Grossmann, diretor do IEA de 2012 a 2016</strong></span></p>
<p> </p>
<p><i>Com tristeza tomei conhecimento da perda irreparável do nosso querido Prof. Alfredo Bosi. Estamos todos imbuídos de um sentimento de orfandade. Suas conferências, seus escritos e os muitos diálogos passam a constituir memórias inspiradoras  indeléveis. Sua contribuição para a cultura e para o ensino público constituem uma referência inigualável. Um dos seus principais legados é a Revista de Estudos Avançados. Conviver com Alfredo significa aprender com a riqueza do seu pensamento, a elegância da sua escrita e a generosidade da sua alma. Por isso, Alfredo Bosi permanece para sempre na nossa memória como referência de vida significativa dedicada à construção de um Brasil imbuído de paz, justiça e solidariedade.</i></p>
<p><span><strong>Jacques Marcovitch, diretor do IEA de 1989 a 1993</strong></span></p>
<p><i><br />Um dia muito triste para todos nós e para mim em particular. Nos 30 anos que assisti o professor Alfredo Bosi na revista "Estudos Avançados" pude conviver de perto com uma pessoa maravilhosa e de um espírito humanista muito elevado. Fará muita falta e deixará saudades. O seu legado como ser humano, docente e crítico da cultura permanecerá para a geração presente e futura. Estamos de luto.</i></p>
<p><strong>Dario Borelli, editor assistente da revista Estudos Avançados</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-07T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' chega à 100ª edição e dá continuidade a dossiê sobre pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-chega-a-100a-edicao-e-da-continuidade-a-dossie-sobre-pandemia-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-100" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 100" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 100" /></p>
<p>Os impactos da pandemia de Covid-19 na economia, mercado de trabalho, sistema educacional, meio ambiente, sistema financeiro, pesquisa com fármacos e agronegócio são analisados no dossiê do 100º número da revista "Estudos Avançados", cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">edição digital</a> já está disponível gratuitamente na plataforma de periódicos científicos SciELO.</p>
<p>O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu">Sérgio Adorno</a>, destaca que a revista chega à sua 100ª edição sem nenhuma interrupção na periodicidade quadrimestral e mantendo a linha editorial definida desde os primeiros números, que focaliza “nossa contemporaneidade e os desafios que o presente propõe para a consolidação de sociedades mais justas e com qualidade de vida”.</p>
<p>Essa sintonia com os problemas do presente revela-se com a continuidade do dossiê sobre a Covid-19, iniciado no <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">número anterior</a>. Sob o título "Impactos da Pandemia", o conjunto de textos incluí 12 artigos, dos quais cinco são resultantes de ciclo de encontros virtuais sobre os cenários possíveis depois da pandemia organizado pelo IEA, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>De acordo com Adorno, as características que se destacam nos artigos são a densidade das perspectivas adotadas, sua atualidade, o embasamento em sólida bibliografia atualizada e em fontes documentais de referência e a escolha de questões fundamentais presentes no debate público, incluindo perguntas correntes no senso comum e nas conversas cotidianas.</p>
<p>Um dos núcleos do dossiê engloba discussões sobre medicamentos e tratamento, saúde, biodiversidade, mudanças climáticas e políticas de proteção da Amazônia. "Há também importantes reflexões sobre os impactos econômicos, sobretudo nas cadeias produtivas de commodities, alimentos, bens e serviços, e nas cadeias produtivas de valor", ressalta o editor. "Em termos sociais, sobressaem reflexões sobre os graves impactos no mercado de trabalho, assim como na educação, em todos os graus.”</p>
<p>A edição traz também textos comemorativos do centenário de nascimento do sociólogo Florestan Fernandes e do economista Celso Furtado e dos 250 anos de nascimento de Beethoven, além de artigos sobre 100 anos da morte de Max Weber.</p>
<p>Adorno destaca como símbolos da número a publicação de um diálogo entre Celso Furtado e Fernand Braudel e o áudio da Sonata nº 23 em Fá Menor, Op. 57, “Appassionata<i>”</i>, de Beethoven, interpretada pelo pianista Eduardo Monteiro [vejo os links para os arquivo de áudio no final do <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142020000300341&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">artigo de Monteiro e Mônica Lucas</a>].</p>
<p>O número termina com um ensaio a respeito da origem e constituição dos institutos de estudos avançados existentes no mundo e seu papel na produção do conhecimento de ponta.</p>
<p>A 100ª edição é dedicada ao editor anterior da publicação, Alfredo Bosi, que “assegurou por três décadas (de janeiro de 1989 a agosto de 2019) a preservação deste patrimônio da USP e do IEA que é a revista ‘Estudos Avançados’”, nas palavras de Adorno.</p>
<h3><strong>Dossiê</strong></h3>
<p><strong>Medicamentos</strong></p>
<p>De acordo com os Leonardo Ferreira e <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/adriano-d-andricopulo">Adriano Andricopulo</a>, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), há cerca de 2 mil registros de ensaios clínicos para investigação de medicamentos aprovados e outros candidatos para a Covid-19, incluindo moléculas pequenas e medicamentos biológicos, sem contar as vacinas.</p>
<p>No entanto, “o reposicionamento de fármacos não levou a qualquer novo tratamento antiviral contra a Covid-19”.  Segundo eles, o cenário mais realista compreende o desenvolvimento de antivirais específicos contra o Sars-CoV-2 para o tratamento seguro e eficaz contra a doença.</p>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p>Os impactos na educação são analisados em artigo de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernardete Angelina Gatti</a>, integrante do Comitê Consultivo da Cátedra Educação Básica (parceria do IEA e do Itaú Social) e  pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas. Bernardete discute garantia possível de aprendizagem dos alunos durante a pandemia, a diversidade das realidades sociais, a situação dos professores e gestores e aspectos curriculares, relacionais e socioemocionais relacionados com o isolamento e o retorno às escolas. Ela também pondera sobre as possibilidades de mudanças na oferta educacional nas redes de ensino básico.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/claudia-costin">Cláudia Costin</a>, conselheira do IEA e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, trata das tendências em educação básica no Brasil diante das condicionantes impostas pela pandemia, dos compromissos que o Brasil assumiu em 2015 em relação à sustentabilidade e, em especial, ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (proporcionar educação de qualidade) e da chamada Revolução 4.0, tende a eliminar de forma acelerada postos de trabalho.</p>
<p><strong>Ambiente</strong></p>
<p>Para o físico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-artaxo">Paulo Artaxo</a>, do Instituto de Física (IF) da USP, o mundo e a humanidade enfrentam três crises importantes: 1) a da saúde, intensificada pela pandemia de Covid-19; 2) a de perda de biodiversidade; e 3) a emergência climática. Ele ressalta que as três crises estão ligadas, apesar de diferenças importantes, “mas todas provocam impactos sociais e econômicos fortes e afetam o planeta globalmente”.</p>
<p>Para ele, a pandemia revelou as deficiências na governança global e a crise climática “tem potencial para danos socioeconômicos muito fortes, e seus efeitos já são facilmente visíveis”. Quanto à perda de biodiversidade, ele alerta para o risco à segurança alimentar e ao equilíbrio do sistema terrestre. “A Amazônia, por exemplo, contém milhares de vírus em sua fauna e flora, e a continuar o processo desenfreado de sua ocupação, novos vírus similares ao Sars-CoV-2 possivelmente entrarão em contato com nossa sociedade”.</p>
<p>É preciso reconhecer a ligação entre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e a saúde humana e dessa forma reunir esforços de forma a evitar o surgimento de novas pandemias, alertam Carlos Alfredo Joly, do Instituto de Biologia da Unicamp, e Helder Lima de Queiroz, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p>
<p>Em consonância com o alerta de Artaxo, Joly e Queiroz destacam que países como o Brasil, “com altos graus de vulnerabilidade social e degradação ambiental, possuem grande probabilidade de que novos patógenos que vivem em espécies silvestres pulem para os hospedeiros humanos”.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Para Simão Davi Silber, professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, a pandemia demonstrou como “choques exógenos adversos no sistema econômico” desorganizam a economia e criam um descompasso entre o mundo econômico e das possíveis ações do Estado. Em sua opinião, essas ações não conseguem atingir todos os agentes econômicos para preservá-los da crise e o resultado é “destruição de empresas, de capital físico e humano” que não serão mais recuperados.</p>
<p>Para Camila Villard Duran, da Faculdade de Direito (FD) da USP, no entanto, o mercado financeiro internacional encontrou um meio de se sustentar durante a pandemia graças à consolidação de um modelo de cooperação monetária global. Segundo a pesquisadora, a rede hierárquica de operações chamadas de swaps cambiais, com o Federal Reserve (FED), o banco central americano, em seu topo, “foi o arranjo jurídico estruturado para sustentar o funcionamento do mercado financeiro global e de sua moeda por excelência, o eurodólar”.</p>
<p>A reconfiguração das cadeias globais de valor é o tema do texto de Afonso Fleury, da Escola Politécnica (EP) da USP, e Maria Tereza Leme Fleury, da FEA-USP e da Fundação Getúlio Vargas. Ambos analisam a evolução dessas cadeias – orquestradas por multinacionais com suporte de tecnologias digitais –, como governos e empresas estão reagindo perante as dificuldades impostas pela pandemia e como as cadeias serão reconfiguradas.</p>
<p><strong>Trabalho</strong></p>
<p>Se o mercado financeiro encontrou um meio de se preservar, o mesmo não ocorre com o mercado de trabalho. De acordo com a socióloga Maria Aparecida Bridi, da Universidade Federal do Paraná, a crise sanitária causada pelo Sars-CoV-2 “potencializou a fragilidade do mercado de trabalho, que vinha em franco processo de deterioração nos últimos quatro anos no Brasil”.</p>
<p>Em seu artigo, ela discute os vários aspectos do cenário do mercado de trabalho no contexto da crise econômica pré-pandemia, os indicadores desse mercado durante a pandemia e “os desafios impostos ao sindicalismo decorrentes da intensificação da agenda neoliberal nos últimos quatro anos”.</p>
<p><strong>Agronegócio</strong></p>
<p>O alcance e a profundidade da crise decorrente da pandemia sobre a agricultura e o agronegócio no Brasil são discutidos no artigo escrito por Sergio Schneider, Abel Cassol, Alex Leonardi e Marisson Marinho. Eles também analisam os efeitos da pandemia sobre a agricultura familiar, o setor de processamento de carnes e a distribuição de alimentos.</p>
<p>Se por um lado apontam a possibilidade de maior inserção internacional do agronegócio brasileiro, por outro identificam problemas potenciais no abastecimento interno e eventuais aumentos de preços, bem como “inflação de alimentos, que decorre tanto do aumento da demanda como dos custos de produção em razão da desvalorização cambial, que representa estímulo à exportação”.</p>
<p>A alimentação sob o impacto do Sars-CoV-2 também é o tema do artigo de outros três pesquisadores, Bernardete de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Manoel Pinto. O artigo dedica-se a responder se os alimentos e suas embalagens podem causar a Covid-19, se a indústria e o setor de alimentação podem são responsáveis pela disseminação do vírus e sobre quais são as medidas preventivas que os consumidores podem adotar.</p>
<p><i><strong>Versão impressa: os exemplares da edição 100 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em meados de dezembro, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agronegócio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-11T22:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-99" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 99" />Dedicada às vítimas da Covid-19, a edição 99 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, com <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">versão digital</a> lançada recentemente, apresenta um extenso e abrangente dossiê sobre a pandemia da doença causada pelo coronavírus Sars-CoV-2.</p>
<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 99 publica dossiê abrangente sobre a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-99</link>
    <description>Edição 99 da revista "Estudos Avançados", lançada em julho, contém o dossiê "Pandemia pela Covid-19" e a seção "Retrato da Juventude".</description>
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<p>Segundo o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da publicação, o objeto do dossiê é a complexidade da pandemia, refletida nos 17 artigos escritos por 47 pesquisadores de duas dezenas de universidades e instituições de pesquisa de vários estados brasileiros [<a class="anchor-link" href="#sumario">veja o sumário abaixo</a>].</p>
<p>“Seus múltiplos aspectos são abordados por experimentados pesquisadores por meio de densas investigações, algumas das quais produzidas na efervescência dos acontecimentos, na busca, ao que parece, ininterrupta de respostas científicas e de planos governamentais para deter seu curso natural, fertilizado por desfavoráveis condições sociais e políticas", observa o editor.</p>
<p>Ele destaca que a pandemia é antes de tudo um problema de saúde pública, envolvendo diferentes modalidades de coletivos, representados, por exemplo, por grupos com distintos graus de vulnerabilidade.</p>
<p>“Não sem razão, o dossiê aborda questões mais propriamente situadas nesse domínio, tais como: as normativas dos organismos internacionais e nacionais de regulação, as corridas para a descoberta de vacinas, para a realização de testes, para modelagens epidemiológicas consequentes que possibilitem a avaliação tanto de cenários quanto de diretrizes para prevenção.”</p>
<p>No entanto, a pandemia também revela a dura realidade social, acentuada pelo “agudo processo de recessão econômica que, em sociedades como a brasileira, significa, antes de tudo, o agravamento das desigualdades sociais que se projetam com maior intensidade nas metrópoles, como é o caso de São Paulo”, afirma Adorno.</p>
<p>Ele ressalta que os estudos espaciais do dossiê demonstram como as desigualdades afetam os mais pobres, a população negra e os moradores de bairros onde predominam populações de baixa escolaridade e renda, “os mais vulneráveis à contaminação e aos óbitos” pela Covid-19.</p>
<p>Outros temas tratados pelo dossiê destacados pelo editor são questões a respeito do direito à privacidade diante do intenso rastreamento e monitoramento de dados, os perigos de propagação do Sars-Cov-2 nos biomas brasileiros e a ausência no Brasil de políticas governamentais, inclusive urbanas, capazes de conter os avanços da pandemia.</p>
<p>O dossiê é aberto com artigo do colaborador da revista na organização do conjunto de textos, o médico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/copy_of_jose-da-rocha-carvalheiro" class="external-link">José da Rocha Carvalheiro</a>, professor titular de medicina social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e integrante do Observatório da Inovação e Competitividade do IEA.</p>
<p>No artigo, Carvalheiro afirma que a Covid-19 será no Brasil não uma doença limitada no tempo, mas sim no espaço: “Uma endemia ou, talvez, uma coleção de endemias com características diversas distribuídas pelo território nacional. Pela diversidade, as propostas de controle fatalmente terão características próprias. O que exige um esforço de coordenação e uma habilidade política por parte dos dirigentes”.</p>
<p>O esforço de "Estudos Avançados" para colaborar com o debate acadêmico e do público em geral sobre a Covid-19 e suas consequências não se esgota na edição atual. O 100º número da revista, a ser lançado no próximo quadrimestre, trará artigos sobre o impacto da pandemia em áreas como economia (nacional e internacional), relações internacionais, educação, mercado de trabalho, agricultura, alimentação e engenharias.</p>
<p><strong>Juventude</strong></p>
<p>Outro destaque da edição é um conjunto de artigos sobre a juventude brasileira, tema abordado pela primeira vez pela revista. Organizada com a colaboração da professora Marilia Pontes Sposito, da Faculdade de Educação da USP, coautora de um dos artigos, a seção “Retrato da Juventude” contém seis textos de uma dúzia de pesquisadores de educação e sociologia da USP, UFABC, UFSCar, UFC. UnB, Uepa, Unisinos e Unifal.</p>
<p>De acordo com Adorno, a seção “trata de questão sempre presente nos debates públicos: a juventude como questão social”. Apesar da variedade de temas abordados, ele identifica como eixo que articula todas as contribuições “o esforço, a partir de investigações originais, em rever teses que pareciam consolidadas na literatura especializada”.</p>
<p>No que se refere ao âmbito educacional, há artigos sobre a participação de estudantes do ensino médio no plano institucional das escolas (a partir dos resultados de pesquisa sobre o tema em centros urbanos de Brasil, Argentina, México e Espanha), as dificuldades para a escolarização da juventude brasileira surgidas desde os anos 90 e o que representou para seus protagonistas a ocupação de escolas no Rio Grande do Sul em maio e junho de 2016.</p>
<p>A seção traz também artigos sobre a atuação pública via Facebook de jovens conservadores, a produção cultural juvenil na periferia de Fortaleza e as políticas e propostas para a capacitação profissional de jovens e sua inserção no mundo do trabalho nas últimas três décadas.</p>
<p><i>Versão impressa: em meados de agosto, estarão disponíveis os exemplares da edição 99, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Pandemia pela Covid-19</strong></p>
<ul>
<li>Os Coletivos da Covid-19 – <i>José da Rocha Carvalheiro</i></li>
<li>Crise dentro da Crise: Respostas, Incertezas e Desencontro no Combate à Pandemia da Covid-19 no Brasil – <i>Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques e Wa</i><i>gner Vasconcelos</i></li>
<li>Pandemia pela Covid-19 e Multilateralismo: Reflexões a Meio do Caminho – <i>Paulo Marchiori Buss, Santiago Alcázar e Luiz Augusto Galvão</i></li>
<li>Ciência e Tecnologia em um Mundo de Ponta-Cabeça – <i>Glauco Arbix</i></li>
<li>Avaliação de Tecnologias em Saúde: Tensões Metodológicas durante a Pandemia de Covid-19 – <i>Carmen Phang Romero Casas, Julio Silva, Rodolfo Castro, Marcelo Ribeiro-Alves e Carolina Mendes Franco</i></li>
<li>Modelagem da Pandemia Covid-19 como Objeto Complexo (Notas Samajianas) – <i>Naomar de Almeida Filho</i></li>
<li>O Raciocínio Geográfico e as Chaves de Leitura da Covid-19 no Território Brasileiro – <i>Raul Borges Guimarães, Rafael de Castro Catão, Oséias da Silva Martinuci, Edmur Azevedo Pugliesi e Patricia Sayuri Silvestre Matsumoto</i></li>
<li>Ciência e Políticas Públicas nas Cidades: Revelações da Pandemia da Covid-19 – <i>Marcos Silveira Buckeridge e Arlindo Philippi Jr.</i></li>
<li>Análise Sistêmica do Município de São Paulo e suas Implicações para o Avanço dos Casos de Covid-19 – <i>Vinicius Carvalho Jardim e Marcos Silveira Buckeridge</i></li>
<li>A Privacidade em Tempos de Pandemia e a Escada de Monitoramento e Rastreio – <i>Gabriela Capobianco Palhares, Alessandro Santiago dos Santos, Eduardo Altomare Ariente e Jefferson de Oliveira Gomes</i></li>
<li>Interfaces à Transmissão e Spillover do Coronavírus entre Florestas e Cidades – <i>André Luis Acosta, Fernando Xavier, Leonardo Suveges Moreira Chaves, Ester Cerdeira Sabino, Antonio Mauro Saraiva e Maria Anice Murebe Sallum</i></li>
<li>Covid-19 no Brasil: Entre o Negacionismo e a Razão Neoliberal – <i>Sandra Caponi</i></li>
<li>População Negra e Covid-19: Reflexões sobre Racismo e Saúde – <i>Márcia Pereira Alves dos Santos, Joilda Silva Nery, Emanuelle Freitas Goes, Alexandre da Silva, Andreia Beatriz Silva dos Santos, Luís Eduardo Batista e Edna Maria de Araújo</i></li>
<li>A Humanidade Encontra sua Irrelevância – <i>Eugênio Bucci</i></li>
<li>Análise de Redes Sociais como Estratégia de Apoio à Vigilância em Saúde durante a Covid-19 – <i>Fernando Xavier, João Rodrigo Windischi Olenscki, André Luis Acosta, Maria Anice Mureb Sallum e Antonio Mauro Saraiva</i></li>
<li>Epidemia e Contenção: Cenários Emergentes do pós-Covid-19 – <i>Marcos Antônio Mattedi, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro, Maiko Rafael Spiess e Leandro Ludwig</i></li>
<li>Saúde e Sustentabilidade – <i>José Eli da Veiga</i></li>
</ul>
<p><strong>Retrato da Juventude</strong></p>
<ul>
<li>Jovens do Ensino Médio e Participação na Esfera Escolar: Um Estudo Transnacional – <i>Marilia Pontes Sposito, Elmir de Almeida e Felipe de Souza Tarábola</i></li>
<li>Novas e Velhas Barreiras à Escolarização da Juventude – <i>Adriano Souza Senkevics e Marília Pinto de Carvalho</i></li>
<li>Do Qualificar ao Empreender: Políticas de Trabalho para Jovens no Brasil – <i>Livia de Tommasi e Maria Carla Corrochano</i></li>
<li>Cidade, Arte e Criação Social: Novos Diagramas de Culturas Juvenis da Periferia – <i>Glória Diógenes</i></li>
<li>A Insurgência de uma Geração de Jovens Conservadores: Reflexões a partir de Karl Mannheim – <i>Wivian Weller e Lucélia de Moraes Braga Bassalo</i></li>
<li>Experiência e Subjetivação Política nas Ocupações Estudantis no Rio Grande do Sul – <i>Luís Antonio Groppo e Rodrigo Manoel Dias da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Juventude</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-18T01:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' 98 analisa precariedade e transformações no trabalho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-98</link>
    <description>Edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento em abril, apresenta conjuntos de textos sobre o trabalho de cuidado, uberização, bioeconomia, José Saramago e outros temas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-98" alt="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" class="image-right" title="Capa de &quot;Estudos Avançados&quot; 98" /></p>
<p>Num momento de extrema redução da possibilidade de trabalho para grande parcela de trabalhadores em consequência das restrições de circulação e contato público devido à Covid-19, a edição 98 da revista "Estudos Avançados", com lançamento este mês, discute dois temas problemáticos do mundo do trabalho brasileiro pré-pandemia: o ainda pouco reconhecimento do trabalho de cuidado, essencial diante do envelhecimento da população; e as características e impactos das novas formas de trabalho, inclusive sobre a saúde dos trabalhadores. A edição já está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420200001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível no SciELO</a>.</p>
<p>Como não poderia ser diferente, o conteúdo da edição [veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo] foi definido antes de a Organização Mundial de Saúde declarar a pandemia causada pela disseminação internacional do novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Além disso, seria impossível obter análises rigorosas produzidas em plena fase inicial da pandemia.</p>
<p>No entanto, as questões abordadas nos dossiês sobre trabalho merecem atenção redobrada, pois estão entre aquelas para as quais a sociedade deverá buscar respostas no pós-pandemia, de forma a assegurar a todos um trabalho digno, com igualdade, direitos e proteção à saúde.</p>
<p>No dossiê “Trabalho, Gênero e Cuidado”, o cuidado com pessoas é analisado em suas diversas manifestações, profissionais ou não. Uma delas é quando o cuidado ocorre como uma “ajuda”, sem caracterizar-se como atividade profissional nem como obrigação – de parentes, por exemplo. O tema é discutido pelas sociólogas Nadya Araujo Guimarães, professora sênior da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Priscila Pereira Faria Vieira, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).</p>
<p>Já Helena Hirata, ex-professora visitante do IEA e diretora de pesquisa emérita do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), da França, trata dos principais pontos de convergência e divergência na atividade dos cuidadores de idosos no Brasil, Japão e França, sem deixar de lado a centralidade das mulheres nesse trabalho. Seu objetivo é demonstrar como gênero, raça e classe social participam da construção das trajetórias profissionais e pessoais das cuidadoras.</p>
<p>No artigo “Cuidado y Responsabilidade”, Natacha Borgeaud-Garciandía discute o trabalho de cuidadoras imigrantes de idosos em Buenos Aires, Argentina. Pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Argentina, Natacha concentra-se na responsabilidade como assunção de uma obrigação moral em relação a uma pessoa vulnerável. Um dos aspectos discutidos é o papel da responsabilidade na complexidade das tramas de exploração das cuidadoras, no marco de relações desiguais de poder.</p>
<p>O tratamento jurídico do cuidado no Brasil e as políticas públicas voltadas à socialização das atividades de reprodução social ficam aquém das demandas sociais, segundo Regina Stela Corrêa Vieira, pesquisadora do Cebrap e professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).</p>
<p>De acordo com Regina, o direito do trabalho, que “historicamente ignora ou neglicencia o trabalho doméstico, remunerado ou não”, teve avanços como a Emenda Constitucional 72/2013 e a ratificação da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, mas sofre atualmente com a reforma trabalhista, que “ameaça os direitos conquistados arduamente pelas trabalhadoras domésticas”.</p>
<p>A luta dessas trabalhadoras pela valorização de sua atividade profissional é analisada também em artigo de Louisa Acciari, da UFRJ, e Tatiane Pinto, da UFRRJ, que tratam das negociações informais com empregadores até a mobilização sindical da categoria. Elas propõem uma redefinição do conceito de trabalho, com a inclusão plena do trabalho de cuidado e reprodutivo nesse conceito, algo “indispensável para a garantir a dignidade e igualdade de direitos”.</p>
<p><strong>Precarização do trabalho</strong></p>
<p>A discussão sobre essa carência de direitos e dignidade no âmbito de cuidadores e empregados domésticos em geral é ampliada no segundo dossiê da edição para tratar das características e impactos, inclusive na saúde, das transformações em curso no mundo do trabalho.</p>
<p>O sanitarista René Mendes, pesquisador colaborador do IEA, sintetiza em seu artigo as preocupações que o levaram a propor ao Instituto o projeto de pesquisa “Impactos das Novas Morfologias do Trabalho Contemporâneo sobre o Viver, o Adoecer e o Morrer de Trabalhadores”.</p>
<p>Mendes parte das percepções de estudos existentes sobre o problema efetuados pela ótica sociológica, sobretudo, mas busca aprofundar, desta vez sob a ótica da epidemiologia social, as reflexões sobre a natureza e a complexidade dos mecanismo de patogênese das novas morfologias do trabalho sobre a vida e a saúde de trabalhadores.</p>
<p>Uma dessas novas formas de trabalho é a chamada “uberização”, tema do texto de Ludmila Costhek Abílio, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp. O artigo baseia-se em pesquisa empíricas com revendedoras de cosmético e motofretistas e dados secundários sobre motoristas do Uber e os chamados bike boys.</p>
<p>A análise de Ludmila considera duas teses: 1) a uberização é uma tendência global em curso para consolidar o trabalhador como um autogerente subordinado disponível, desprovido de garantias e direitos, definido como trabalhador just-in-time; 2) as empresas se apresentam como mediadoras, quando na verdade operam formas de subordinação e controle do trabalho, no que pode ser chamado de gerenciamento algorítmico do trabalho.</p>
<p>O terceiro artigos do dossiê, de autoria de Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresenta um breve histórico e o contexto atual dos debates no Congresso Nacional e no Executivo federal sobre a reforma sindical e do sistema de relações do trabalho. Lúcio ressalta que as mudanças no mundo do trabalho alteram empregos, ocupações, postos de trabalho, dinâmica laboral, formas de contratação, jornada e condições de trabalho, entre inúmeras outras questões.</p>
<p>Para ele, algumas diretrizes e aspectos deveriam ser considerados nessas mudanças. Um deles é o desenvolvimento de um sistema autônomo e efetivo de autorregulação entre trabalhadores e empregadores, que seja suporte para a reestruturação sindical do sistema de relações de trabalho e a solução dos conflitos por meio de instrumentos criados pelas partes.</p>
<p><strong>Bioeconomia, energia e vegetação</strong></p>
<p>Os temas ambientais e de desenvolvimento sustentável, com presença regular ao longo dos 33 anos da revista, estão presentes nesta edição por meio de três artigos. André Luiz Willerding, biotecnólogo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, e outros cinco pesquisadores, da Sedecti e da Universidade Estadual do Amazonas, apresentam um panorama da realidade do estado quanto ao desenvolvimento de uma bioeconomia fortemente ligada com as potencialidades dos recursos naturais. Segundo os autores, a discussão sobre esse tema vai de encontro à busca de alternativas para a economia estadual, ainda muito centralizada no Polo Industrial de Manaus, que "se torna ano a ano cada vez mais ameaçado".</p>
<p>Outrao região contemplada na seção é o Nordeste, em artigo sobre a importância da integração de políticas sociais, econômicas e ambientais em torno da questão energética para o semiárido. A partir da abordagem Nexus - que integra as seguranças hídrica, energética e alimentar, tendo na água seu eixo central -, Marcel Burztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB, propõe o fomento à geração de energia fotovoltaica por agricultores familiares.</p>
<p>Ao estudar questões como o grau de complexidade e diversificação da paisagem brasileira, deve-se levar em conta que uma paisagem pode ser fruto de mudanças ambientais recentes ou relíquias de condições bem mais remotas, destacam em outro artigo os geólogos Daniel Meira Arruda, da UFMG, e Carlos Ernesto Gonçalves Rynaud Schaefer, da UFV. Eles discutem as teorias biogeográficas formuladas e modificadas ao longo dos últimos 60 anos de estudos sobre a reconstrução das vegetações do Brasil sob o impacto das mudanças climáticas do Último Máximo Glacial (UMG), ocorrido há 18 mil anos. Segundo os dois pesquisadores, o recente avanço dos modelos climáticos globais tem proporcionado novas perspectivas para a uma reconstrução mais fiel das condições daquele período.</p>
<p><strong>Literatura e outros temas culturais</strong></p>
<p><strong> </strong>A seção "Cultura" traz textos sobre obras dos escritores Samuel Beckett, José de Alencar e Murilo Mendes e sobre os trajes dos indígenas brasileiros na época do governo (1637-1644) de Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen) da ocupação holandesa no Nordeste. O conjunto de artigos também traz "Os Impedimentos da Memória", de Jeanne Marie Gagnebin, e "Autômatos Ideológicos", de Benhur Bortolotto<i>.</i></p>
<p>Ainda no âmbito cultural, "Estudos Avançados" participa das homenagens ao escritor português José Saramago por ocasião dos dez anos de sua morte. São três artigos sobre alguns aspectos da obra do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, escritos por Jaime Bertoluci, Marcelo Lachat e Jean-Pierre Chauvin.</p>
<p>A edição é completada por resenhas de cinco livros: "Reflexão como Resistência: Homenagem a Alfredo Bosi", organizado por Augusto Massi, Erwin Torralbo Gimenez, Marcus Vinicius Mazzari e Murilo Marcondes de Moura; "A Escola Francesa de Geografia: Uma Abordagem Contextual", de <span>Vincent Berdoulay; "A Dupla Noite das Tílias", de Marcus Vinicius Mazzari; "</span>História do Doutor Johann Fausto", traduzido, organizado e comentado por Magali Moura; e "A Trágica História do Doutor Fausto", de Christopher Marlowe, com tradução e notas de Luís Bueno e Caetano Waldrigues Galindo.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>98</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2020), 380 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 90,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a><strong>.</strong></i></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho, Gênero e Cuidado</strong></p>
<ul>
<li>As "Ajudas”: O Cuidado Que Não Diz Seu Nome - <i>Nadya Araujo Guimarães </i><i>e Priscila Pereira Faria Vieira</i></li>
<li>Comparando Relações de Cuidado: Brasil, França, Japão - <i>Helena Hirata</i></li>
<li>Cuidado y Responsabilidad - <i>Natacha Borgeaud-Garciandía</i></li>
<li>Trabalho e Cuidado no Direito: Perspectivas de Sindicatos e Movimentos Feministas - <i>Regina Stela Corrêa Vieira</i></li>
<li>Praticando a Equidade: Estratégias de Efetivação de Direitos no Trabalho Doméstico - <i>Louisa Acciari e Tatiane Pinto</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Questões do Trabalho</strong></p>
<ul>
<li>Patogênese das Novas Morfologias do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo: Conhecer para Mudar - <i>René Mendes</i></li>
<li>Uberização: A Era do Trabalhador J<i>ust-in-Time</i>? - <i>Ludmila Costhek Abílio</i></li>
<li>A Reforma das Relações Sindicais Volta ao Debate no Brasil - <i>Clemente Ganz Lúcio</i></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Ambiente e Desenvolvimento</strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Estratégias para o Desenvolvimento da Bioeconomia no Estado do Amazonas - <i>André Luis Willerding, Leonardo Rodrigo </i><i>da Silva, Roseana Pereira da Silva,Geison </i><i>Maicon Oliveira de Assis e Estevão Vicente Cavalcanti Monteiro de Paula</i></li>
<li>Energia Solar e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido: O Desafio da Integração de Políticas Públicas - <i>Marcel Bursztyn</i></li>
<li>Dinâmica Climática e Biogeográfica do Brasil no Último Máximo Glacial: O Estado da Arte - <i>Daniel Meira Arruda </i><i>e Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Cultura</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Os Impedimentos da Memória - <i>Jeanne Marie Gagnebin</i></li>
<li>Mais Que Paródia? "Aquela Vez<i>"</i> e o Teatro Tardio de Samuel Beckett - <i>Luciano Gatti</i></li>
<li> “Tu És Jesuíta”. A Epistemologia inaciana de José de Alencar - <i>Fabiano Lemos e Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Murilo Mendes, Leitor de Romano Guardini - <i>Pablo Simpson</i></li>
<li>Espelhos do Mal: Arquivo e Corrupção em Sade - <i>Aline Leal Fernandes Barbosa</i></li>
<li>Autômatos Ideológicos - <i>Benhur Bortolotto</i></li>
<li>Johan Maurits van Nassau-Siegen e os Trajes dos Ameríndios - <i>Fausto Viana</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>José Saramago: Temas e Linguagens</strong></p>
<ul>
<li>Um Cão Perdido na Lisboa Medieval de Saramago - <i>Jaime Bertoluci</i></li>
<li> O Tempo entre Ficção e Filosofia: Sobre a "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago - <i>Marcelo Lachat</i></li>
<li>José Saramago e a Poética da Insubordinação - <i>Jean Pierre Chauvin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong><strong> </strong></p>
<p><i> </i></p>
<ul>
<li>Versões de um Mestre - <i>Alexandre Koji Shiguehara</i></li>
<li>A Escola Francesa de Geografia - <i>Nilson Cortez Crocia de Barros</i></li>
<li>Fausto, Nosso Contemporâneo - <i>Klaus F. W. Eggensperger</i></li>
<li>O Ano Fáustico de 2019 - <i>Rafael Rocca dos Santos</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-05-08T17:37:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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