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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 51 to 65.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/a-universidade-diante-do-espelho-10-de-outubro-2018">
    <title>A Universidade Diante do Espelho - 10 de outubro 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/a-universidade-diante-do-espelho-10-de-outubro-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-10-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/a-universidade-diante-do-espelho">
    <title>A Universidade Diante do Espelho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/a-universidade-diante-do-espelho</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A universidade, instituição milenar, está diante de desafios inéditos em virtude:</p>
<ul>
<li>Do acelerado avanço e bifurcação do conhecimento.</li>
<li>Das demandas (manifestas e latentes) da sociedade.</li>
<li>Da inserção (necessária, porém difícil) na política de estado.</li>
<li>Da universalização e da internacionalização.</li>
<li>Do multiculturalismo e da etnodiversidade.</li>
<li>Da sustentação da autonomia nacional.</li>
<li>Dos custos e da crise de identidade.</li>
<li>Da dificuldade de escolha entre vários modelos possíveis.</li>
</ul>
<p> </p>
<p>Neste início do século 21, as formas tradicionais de organização da universidade encontram-se esgotadas. Não há mais tempo para pensar e decidir; é preciso assumir riscos. Precisamos estar preparados para rápidas mudanças de rumo. É necessário questionar regras antigas e lutar por novos estatutos, mais flexíveis e adequados à dinâmica do nosso tempo. É necessário construir uma prancha adequada para ultrapassar (surfando) a onda de choque que nos engole. De qualquer forma, temos que estar preparados para cair e levantar, mergulhar e emergir.</p>
<p>A universidade precisa sair da frente do espelho e olhar para fora de si mesma. É com este objetivo que Luiz Bevilacqua, professor visitante do IEA-USP e coordenador do grupo de trabalho "<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/a-usp-diante-dos-desafios-do-seculo-21" class="external-link">A USP Diante dos Desafios do Século XXI</a>" realiza o seminário de lançamento do relatório no qual são discutidos as transformações contemporâneas e os pontos críticos do ensino superior, assim como os desafios e as propostas para a USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-09-21T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-elabora-documento-com-propostas-para-a-educacao-brasileira">
    <title>IEA elabora documento com propostas para a educação brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-elabora-documento-com-propostas-para-a-educacao-brasileira</link>
    <description>Texto é resultado de seminários realizados em 2017 e início de 2018 pelo Grupo de Estudos sobre a Educação Básica Brasileira </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Por Luiz Prado, do Jornal da USP</i></p>
<div class="csRow"></div>
<p>Senso comum, interesses econômicos e o resultado chocante das avaliações criam a fantasmagoria de que a educação brasileira é uma terra arrasada: nada funciona, não existem experiências inspiradoras e tudo está perdido.</p>
<p>Diante desse cenário apocalíptico, é fácil o surgimento de soluções mágicas, fantasiosas e fadadas ao limbo. Para se pensar ações capazes de transformar a educação brasileira, entretanto, é preciso distinguir os desafios reais das dificuldades aparentes.</p>
<p>Essa foi a tarefa assumida pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-educacao-basica-publica-brasileira-dificuldades-aparentes-desafios-reais" class="external-link">Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais</a> do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, coordenado pelo professor Nílson José Machado. Entre agosto de 2017 e março de 2018, o grupo realizou um ciclo de seminários para discutir pontos centrais do tema, que compreende educação infantil, ensinos fundamental e médio, ensino técnico e educação para jovens e adultos.</p>
<p>Em cinco encontros, professores da USP, educadores e gestores públicos analisaram a situação do magistério, a qualidade da educação, o uso das tecnologias em sala de aula, o papel dos documentos oficiais e experiências inovadoras no ensino básico. O acúmulo dos debates resultou num relatório finalizado em junho deste ano e entregue à diretoria do IEA. <strong>O relatório está <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/diagnosticos-e-propostas-para-a-educacao-basica-brasileira">disponível neste link</a>.</strong></p>
<p>“Em um País com tantas carências como o nosso, a expectativa de plena suficiência de recursos em áreas como saúde e educação não parece razoável”, registra o documento. “A carência é a regra, mas tal fato não inviabiliza ações significativas e transformadoras. O problema real a ser enfrentado, no caso, é a inexistência de projetos bem fundamentados, com objetivos bem definidos, nos diversos níveis de ensino.”</p>
<div class="csRow"></div>
<p><iframe frameborder="0" height="438" src="https://www.youtube.com/embed/xNba9_MOx5I" width="779"></iframe></p>
<div></div>
<p><strong>Problemas aparentes</strong></p>
<p>Dentre os principais problemas aparentes investigados pelos seminários e registrados pelo documento está a ideia de que a crise da educação tem causas na falta ou despreparo de professores e na insuficiência de recursos financeiros. A leitura de que o sistema educacional brasileiro é um completo fracasso também é questionada. Segundo o relatório, o desafio real é “o de encontrar caminhos e estratégias para que as boas escolas sejam reconhecidas e sejam arquitetadas formas de articulação de ações coletivas, de modo a que seus exemplos possam inspirar outras escolas”.</p>
<p>O texto também se detém sobre o papel da regulamentação das ações docentes por meio de documentos oficiais. Diretrizes, deliberações, planos e currículos são instrumentos que, ao longo da história, não impediram os problemas educacionais. “Pelo menos 23 Estados brasileiros apresentam currículos em vigência que, inclusive, foram parcamente utilizados na construção da atual Base Nacional Comum Curricular, mas problemas estruturais persistentes têm impedido que conduzam a melhorias efetivas”, destaca.</p>
<p>O entusiasmo e o ceticismo em torno das novas tecnologias também mereceram atenção dos pesquisadores. “As tecnologias contribuem para a criação de novos meios de aproximação entre educadores e educandos”, consta no documento, “mas é essencial que não se perca de vista seu caráter de meio para atingir fins que se situam muito além delas.”</p>
<p><strong>A questão do magistério</strong></p>
<p>Urgência de melhorias nas condições de trabalho, desencontro entre formação do professor dos anos iniciais e dos anos avançados e formação continuada são algumas questões que nortearam o primeiro debate do ciclo. Mecanismos para incentivar a permanência em sala de aula, criação de uma carreira de Estado para o professor e mais liberdade e responsabilidade dos docentes também pautaram as discussões.</p>
<p>Melhores condições de trabalho são exigência para a criação e persistência do interesse pela profissão docente, atesta o relatório. Na atual situação, “quanto mais qualificado é o professor, mais ele se afasta da sala de aula da escola básica”. A transformação da carreira do magistério em carreira de Estado é uma das propostas mais incisivas do texto.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-1" alt="Educação 1" class="image-inline" title="Educação 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Nos cinco encontros promovidos pelo IEA, professores da USP, educadores e gestores públicos analisaram a situação da educação no Brasil – Foto: picjumbo_com via Pixabay – CC</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A regulação da atuação docente apenas pelo governo ou pelo mercado também é objeto de questionamento. Segundo o texto, a autorregulação é uma medida importante para trazer melhorias às condições de trabalho. “O papel que a Ordem dos Advogados do Brasil desempenha na regulação do exercício do profissional do direito ou o papel correlato que os conselhos de medicina representam para os profissionais da saúde precisaria ser desempenhado pelos conselhos de educação, em seus diversos níveis. O compromisso público que é inerente ao exercício adequado de uma profissão enraíza-se justamente na existência de tal autorregulação.”</p>
<p>Para enfrentar o desencontro entre as formações do professor dos anos iniciais do ensino fundamental e dos anos avançados do fundamental e do ensino médio, o relatório aponta a necessidade de se considerar estruturalmente o abismo que as separam. A raiz profunda da divisão remontaria à década de 1960, com a distinção entre o antigo curso primário e o ginasial, o primeiro com formação do professor em nível secundário e o segundo com docentes de nível superior.</p>
<p>Já a formação continuada, destaca o texto, passa pela distinção do que é fundamental dentro de cada tema disciplinar. “Os currículos dos cursos de formação de professores precisariam incorporar tal perspectiva, evitando uma ampliação cada vez maior no número de disciplinas e/ou de horas de atividades. Longe de significar uma diminuição ou uma simplificação exagerada: não é preciso nem possível aprender tudo enquanto estamos na escola.” Dessa maneira, formação durante horários especiais de trabalho, orientação de professores mais experientes e retorno periódico à sala de aula em cursos de aperfeiçoamento seriam parte do aprendizado contínuo do docente.</p>
<p>Incentivos à permanência em sala de aula e em apenas uma escola são outros itens analisados no documento. É preciso evitar jornadas acumuladas, com número excessivo de estudantes por professor, para que o docente possa se dedicar à tutoria e à participação na gestão da escola. Isso abriria caminho para a escola integral, na qual espaços além da sala de aula são considerados na proposta pedagógica, com aumento da liberdade e da responsabilidade do professor em sintonia com o acréscimo de sua autoridade e responsabilidade na gestão da escola.</p>
<p>Uma atuação pautada nesses princípios deveria nortear as avaliações docentes. “A concentração das atenções apenas na melhoria de indicadores numéricos do desempenho não parece uma perspectiva adequada”, destaca o texto. Uma avaliação mais efetiva, ressalta, pressuporia “uma gestão da escola que esteja aberta, incentive e valorize a participação do professor e que existam as condições de trabalho para viabilizar que os docentes efetivamente vistam a camisa da escola”.</p>
<p><strong>Qualidade da educação básica</strong></p>
<p><span>O segundo eixo do documento analisa a qualidade da educação básica, tema do segundo seminário. Torná-la uma política pública estratégica e prioritária, deslocar a ênfase do ensino para a aprendizagem e implementar a certificação dos professores são propostas apresentadas no texto. “O desafio da qualidade se enfrenta com política curricular consistente, gestão escolar eficaz e docência qualificada”, aponta.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-2" alt="Educação 2" class="image-inline" title="Educação 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>“O problema real a ser enfrentado é a inexistência de projetos bem fundamentados, com objetivos bem definidos, nos diversos níveis de ensino”, segundo o documento produzido pelo IEA – Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Itapevi</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Assumir que a boa escola é a boa escola em suas circunstâncias é outra recomendação. “Alfabetizar crianças de comunidade e famílias analfabetas começa por suas professoras mostrarem o gosto pela leitura, o que seria dispensável para crianças já ambientadas a livros e textos de toda sorte.” Essa visão local também surge na consideração do diretor como a alma da escola. “Mesmo em uma fase de penúria, de restrição orçamentária, temos escolas que funcionam perfeitamente”, indica o relatório, referindo-se à rede estadual de São Paulo. “Um diretor entusiasta faz com que a escola funcione, tenha uma equipe coesa, conversa com pais e mestres, estimula os grêmios estudantis.”</p>
<p>A incorporação de recursos digitais e do empreendedorismo também constam nas propostas. “Precisamos sair da sala de aula, fazer estágios, sair para a cidade. Precisamos permitir que o aluno escolha trilhas de acordo com suas inclinações, dar voz e vez ao estudante dentro da escola.” Pesquisas sobre evasão e o reconhecimento de que a escola precisa inovar e oferecer perspectiva aos estudantes também são indicadas como medidas importantes para se pensar a qualidade.</p>
<p><strong>Tecnologias: entre o entusiasmo e a recusa</strong></p>
<p>O documento traz ainda reflexões e recomendações sobre o uso das novas tecnologias na educação. Salienta que as tecnologias são meios, e não fins das ações educacionais, e que resolvem problemas antigos ao mesmo tempo em que criam novos.</p>
<p>“A tecnologia está aí e o elogio de suas potencialidades educativas não pode dispensar a explicitação de seus limites no que se refere à consideração dos fins da vida humana”, ressalva o texto. “Seu uso adequado pode contribuir para a criação de condições favoráveis ao exercício da cidadania, constituindo um auxílio importante na tomada de decisões. Mas é preciso uma conscientização sobre as implicações associadas, as consequências inerentes a seu uso como instrumento educacional.”</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-3" alt="Educação 3" class="image-inline" title="Educação 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>O desafio real, segundo o documento do IEA, é “o de encontrar caminhos e estratégias para que as boas escolas sejam reconhecidas e sejam arquitetadas formas de articulação de ações coletivas, de modo a que seus exemplos possam inspirar outras escolas” – Foto: <span>conchigervilla/Flickr</span></strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tendo essas orientações como ponto de partida, o documento propõe que a polarização entre o fascínio da tecnologia e sua recusa sejam superados e seu papel enquanto meio, e não fim, seja reiterado. “Na escola básica, as tecnologias são meios fundamentais para que sejam atingidos os fins educacionais, mas não há vento que ajude um barco sem rumo. Na ausência de projetos norteadores das ações educacionais, por mais interessantes e expressivos que sejam os recursos tecnológicos, a sensação inevitável é a de inversão de perspectivas.”</p>
<p>Nesse sentido, o relatório põe em relevo que velocidade, simulação e pessoalidade, itens da pauta sobre utilização das tecnologias, precisam de análises cuidadosas. “Um dos mais fecundos espaços criados pelas tecnologias é o das simulações”, exemplifica. “No exercício de um número cada vez maior de profissões, sistemas como os CAD (Computer-Aided Design) adquirem importância crescente. O merecido valor atribuído a tal recurso não pode conduzir a desvios do tipo substituição: nas relações humanas, por exemplo, não se pode abdicar do ser em função do mero parecer. A realidade virtual, por mais vivas que sejam as suas cores, não pode assumir o lugar da realidade concreta, do mundo que habitamos, e pelo qual somos responsáveis.”</p>
<p><strong>Documentos oficiais</strong></p>
<p>Abordando os documentos oficiais, tema do quarto seminário, o relatório destaca que a abundância de detalhes é um dos problemas para sua aplicação. “Caracteristicamente, os documentos reguladores incluem excesso de minudências. Um exemplo eloquente é a extensão da Base Nacional Comum Curricular, quase 600 páginas, com pormenores fixados desnecessariamente nas listas de competências a serem desenvolvidas – mais de 100 – por meio de nada menos do que 1.571 habilidades específicas.” Além disso, seja qual for a orientação educacional seguida pelas escolas, estas encontrarão grandes dificuldades para implementá-la sem recursos adequados para pessoal, instalações e equipamentos, frisa.</p>
<p>A autonomia das escolas surge no relatório como uma saída para os desafios reais da educação. É recomendada maior representatividade nos conselhos de educação e a retomada da orientação descentralizadora da LDB, que fortalece a autonomia do corpo docente.</p>
<p>“De modo a dar consequência à perspectiva de que as escolas busquem seus próprios formatos e caminhos, os órgãos técnicos do poder público precisam dedicar-se a subsidiar as comunidades escolares para elaborarem as propostas pedagógicas, fortalecerem a representatividade dos conselhos de escolas e avaliarem o cumprimento de suas propostas”, sugere o relatório.</p>
<p><strong>Experiências inovadoras</strong></p>
<p>Pondo em xeque a visão de que o sistema educacional brasileiro é um completo fracasso, o documento ainda reserva espaço para discutir experiências inspiradoras e criativas, destacando suas inovações, assunto do quinto e último seminário do ciclo.</p>
<p>Dessas observações, o texto propõe o fomento da autonomia das escolas para a construção de seus projetos políticos pedagógicos e a valorização das escolas inovadoras, tornando-as polos de formação. Além disso, a experiência da educação inovadora, recomenda, deveria estar presente desde os programas de formação de professores, em sua própria estrutura, “organizando os grupos, os conhecimentos e os processos de avaliação de modo coerente com as teorias mais avançadas sobre aprendizagem e educação”.</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><span>Professor destaca importância de carreira mais atrativa para docentes</span></h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-4" alt="Educação 4" class="image-inline" title="Educação 4" /></p>
<p>Segundo o professor Nílson José Machado – coordenador do Grupo de Estudos sobre a Educação Básica Brasileira do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP -, as narrativas mais sedutoras sobre a crise da educação básica desviam o foco dos pontos decisivos que precisam de atenção.</p>
<p>“A falta de professores ou de professores de qualidade na educação básica é um discurso muito presente no senso comum. Eu discordo radicalmente. Bons professores nós sempre tivemos e continuamos a ter. O que há é falta de boas condições de trabalho. Isso inclui salário, mas não se esgota aí. Cansei de ver alguns dos meus melhores alunos da licenciatura, todo ano, fugindo da sala de aula.”</p>
<p>De acordo com o relatório elaborado pelo grupo, existem atualmente 2,2 milhões de professores em atividade e 1,5 milhão de estudantes em cursos de formação de professores no País. Segundo o documento, 20% do total de pessoas matriculadas no ensino superior frequentam cursos de licenciatura. Tais números indicam que não há desinteresse pela profissão. A questão salarial, contudo, representa forte desestímulo ao professor. A remuneração dos profissionais da educação básica é cerca de 52% por cento menor que a correspondente de atuantes em outras áreas, aponta o relatório. Um professor da rede pública ganha, em média, 3,8 mil reais por 40 horas de trabalho, enquanto a média entre profissionais de todas as áreas com nível de formação similar é de 7,3 mil reais.</p>
<p><img class="wp-image-183068 size-full aligncenter" height="420" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2018/07/info-professores.png" width="800" />“Quanto mais bem preparado é o professor, quanto mais bem formado, mais vai fazer outra coisa”, comenta Machado. “Na melhor das hipóteses, ele sai da escola básica e vai trabalhar no ensino superior.”</p>
<p>Uma das formas de enfrentar esse desafio, indica, seria a transformação da carreira do magistério em uma carreira de Estado, como acontece no Ministério Público, reunindo docentes de todos os níveis de ensino. O projeto de lei 2 286/2015, do senador Cristovam Buarque, representa um passo nessa direção. Aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em abril de 2017, prevê a federalização gradual da educação básica, com a criação de uma carreira nacional.</p>
<p>A partir do projeto de lei, o relatório do grupo de estudos sugere que tal carreira poderia incluir o nível superior. Isso permitiria ao professor da universidade pública dedicar períodos de sua atividade à sala de aula da educação básica mantendo a remuneração correspondente ao ensino universitário. O documento aponta também que um professor da educação básica, ao concluir mestrado ou doutorado em sua área de atuação, poderia automaticamente passar a receber salário correspondente à sua titulação, permanecendo na sala de aula.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-26T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-drugowich-e-muzy-discutem-autonomia-universitaria-com-foco-na-usp">
    <title>No IEA, Drugowich e Muzy discutem autonomia universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/no-iea-drugowich-e-muzy-discutem-autonomia-universitaria-com-foco-na-usp</link>
    <description>Tema foi aprofundado em livro recém-lançado pela dupla de físicos.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-os-desafios-da-autonomia-universitaria" alt="Capa do Livro Os desafios da autonomia universitária" class="image-inline" title="Capa do Livro Os desafios da autonomia universitária" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Capa do livro publicado recentemente por Muzy e </strong><strong>Drugowich</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-de-tarso-artencio-muzy" class="external-link">Paulo de Tarso Muzy</a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-drugowich-de-felicio" class="external-link">José Roberto Drugowich</a>, autores do livro "Os Desafios da Autonomia Universitária: História Recente da USP", lançado em junho, serão os expositores de um encontro no IEA que discutirá o mesmo tema. No dia<strong> 6 de agosto, às 14h30</strong>, a apresentação será comentada por <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-leme-fleury">André Fleur</a>, da Escola Politécnica (</span>EP) da USP, <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-henrique-de-brito-cruz">Carlos Henrique de Brito Cruz</a>, diretor científico da </span>Fapesp e ex-reitor da Unicamp, <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA e professor da </span>EP e da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, e <span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-knobel">Marcelo Knobel</a>, reitor da </span>Unicamp. A coordenação é de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky" class="external-link">Elizabeth Balbachevsky</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas <span>(FFLCH) da USP e <span>vice-coordenadora do Núcleo de Pesquisa sobre Políticas Públicas (NUPPs), também da USP</span>. </span>Haverá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web, mas para participar presencialmente é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeKmt3B5n3HLeJTaJmwN2z-UYU1JgqeOaPsTOGYFeZ_waefeA/viewform">inscrição prévia</a>. O evento é uma realização do IEA e do NUPPs.</p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Muzy, ex-secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo e ex-presidente da Fundação Prefeito Faria Lima (Cepam), e Drugowich, da <span>Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto,</span> defendem que, para criar um modelo organizacional para a universidade pública paulista adequado aos desafios do século 21, é preciso também fazer uma reflexão sobre o decreto (de número 29.598) que implementou a autonomia da instituição em 1989, e o contexto em que este entrou em vigor.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Segundo eles, uma questão recorrente em manifestações de alguns estudiosos e de integrantes do meio empresarial e da sociedade civil é o suposto confronto entre uma burocracia acadêmica pública e suas pautas corporativas, que mantêm as universidades de pesquisa brasileiras ancoradas a padrões “estatais”, e os modelos mais flexíveis vigentes em congêneres internacionais de destaque, algumas das quais, privadas. “O exercício pleno das possibilidades da autonomia universitária poderia ajudar a construir uma resposta mais competente a essa questão, que seja adequada ao nosso contexto?</span>”, questionam.</p>
<p><span> </span></p>
<p style="text-align:start; "><span style="text-align:start; float:none; "><span>No caso da USP, avaliam, o crescimento das despesas exigiu que fosse criada uma agenda de reformas para garantir a autonomia. “Embora a Universidade tenha considerado quase sempre o aspecto financeiro do decreto de 1989, ele pode ser, ainda, uma referência para que a instituição modifique sua gestão”.</span></span></p>
<p><span> </span></p>
<p style="text-align:start; "><span style="text-align:start; float:none; "><span>Assim como na obra, neste seminário os autores abordarão tópicos como gratuidade, processo de nomeação de dirigentes, flexibilidade dos contratos de trabalho, avaliação, representação externa e prestação de contas, todos tratados em profundidade na publicação.</span></span></p>
<p><strong>Livro</strong></p>
<p>Para escrever a publicação, os autores fizeram um extenso levantamento bibliográfico para reconstruir essa história em 350 páginas. Desde textos da imprensa, documentos, autores que explicam o conceito de autonomia universitária e entrevistas.</p>
<p>Entre os entrevistados estão os professores José Goldemberg, ex-reitor da USP e atual presidente da Fapesp; Arthur Roquete de Macedo, ex-reitor da Unesp; Erney Plessmann de Camargo, ex-pró-reitor de Pesquisa da USP e ex-presidente do CNPq, a quem o livro é dedicado; Roberto Leal Lobo e Silva Filho, ex-reitor da USP; Hugo Armelin, ex-pró-reitor de Pesquisa da USP; e José Arthur Giannotti, Professor Emérito da USP. <i>Com informações do Jornal da USP: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/universidade/a-autonomia-universitaria-na-usp-30-anos-depois/">leia mais</a></i></p>
<p><i><br /></i></p>
<hr />
<p><i><strong>Os Desafios da Autonomia Universitária</strong><br />6 de agosto, 14h30<br />Auditório IEA - Rua Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</i><br /><i>Evento gratuito e aberto ao público, mediante inscrição via </i><i><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeKmt3B5n3HLeJTaJmwN2z-UYU1JgqeOaPsTOGYFeZ_waefeA/viewform">formulário online</a><br /><i>Para assistir </i><i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/os-desafios-da-autonomia-universitaria" class="external-link">Página do evento</a></i><br /></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-23T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/experiencias-inovadoras-em-educacao-basica">
    <title>Seminário destaca importância das experiências inovadoras em educação básica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/experiencias-inovadoras-em-educacao-basica</link>
    <description>O Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira realiza no dia 12 de março, das 9 às 17h, o seminário Escolas e Experiências: O Que se Pode Admirar, apesar de Tudo? </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="eventDetail">
<div style="float: left; "><abbr class="dtstart kssattr-macro-startdate-field-view kssattr-templateId-view.pt kssattr-atfieldname-startDate " id="parent-fieldname-startDate" title="2018-03-12T09:00:00-03:00"></div>
</div>
<div class="eventDetail">
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/emef-desembargador-amorim-lima" alt="EMEF Desembargador Amorim Lima" class="image-inline" title="EMEF Desembargador Amorim Lima" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong><a class="external-link" href="https://amorimlima.org.br/">EMEF Desembargador Amorim Lima</a><strong>, no bairro do Butantã, em São Paulo, reconhecida pelo Ministério da Educação como um dos exemplos de inovação e criatividade na educação básica</strong></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Apesar das inúmeras dificuldades do ensino básico brasileiro, existem diversas escolas públicas e privadas, laicas e confessionais, de boa qualidade, bem como excelentes iniciativas no campo da educação não formal, como a oferecida por museus e centros de ciências, culturais e poliesportivos.</p>
<p>É para tratar da importância desses exemplos que o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-educacao-basica-publica-brasileira-dificuldades-aparentes-desafios-reais">Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</a> realiza o seminário <i>Escolas e Experiências: O Que se Pode Admirar, Apesar de Tudo? </i>no dia <strong>12 de março, das 9 às 17h</strong>, no Auditório IEA (antiga Sala do Conselho Universitário), com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela Internet. Para participar presencialmente é necessário realizar <a class="external-link" href="http://goo.gl/AciM8m" target="_blank">inscrição prévia</a>.</p>
<p><i> </i>O encontro encerra o ciclo com cinco seminários iniciado em agosto de 2017 para discutir os desafios reais da educação no país: a formação e as condições de trabalho do magistério, os critérios de qualidade, as tecnologias e o marco legal.</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>CICLO SOBRE EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA</strong></p>
<p><strong>Magistério na Educação Básica Pública: Qual o Perfil? Quais as Condições de Trabalho?</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor" class="external-link">Poucos matriculados em licenciatura e taxas de desistência demonstram falta de interesse na carreira de professor</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-parte-i" class="external-link">Vídeo 1</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-parte-ii" class="external-link">Vídeo 2</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-21-de-agosto-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Qualidade da Educação Básica Pública: O Que Realmente Significa Isso?</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias" class="external-link">Para educadores, qualidade da escola depende do contexto e das circunstâncais</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso-parte-1" class="external-link">Vídeo 1</a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso-parte-2" class="external-link">Vídeo 2</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso-9-de-outubro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Tecnologias, Ensino a Distância, Escola Integral: Em Que Pé Estamos?</strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-brasileira-precisa-se-adaptar-ao-uso-de-tecnologia-nas-salas-de-aula" class="external-link">Educação brasileira precisa se adaptar ao uso de tecnologia em sala de aula</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/tecnologias-educacao-a-distancia-escola-integral-em-que-pe-estamos-22-de-novembro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong><span>Documentos Oficiais (Currículos, Base Nacional, Planos): Eles Impelem ou Impedem as Ações Educacionais?</span></strong></p>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos-oficiais-que-pautam-a-educacao-serao-debatidos-por-especialistas-no-iea" class="external-link">Documentos oficiais que pautam a educação serão debatidos por especialistas no IEA</a></li>
</ul>
<p>Midiateca</p>
<ul>
<li>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/documentos-oficiais-eles-impelem-ou-impedem-as-acoes-educacionais-20-de-dezembro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Participarão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/katia-helena-serafina-cruz-schweickardt" class="external-link">Kátia Schweickardt</a>, s<span>ecretária municipal de Educação de Manaus, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-francisco-de-almeida-pacheco" class="external-link">José Francisco de Almeida Pacheco</a>, coordenador pedagógico dos projetos de formação da <span>Eco Habitare, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pilar-lacerda" class="external-link">Pilar Lacerda</a>, diretora da <span>Fundação SM Brasil.</span></span></span></p>
<p>O objetivo central do seminário é conhecer as experiências inovadoras, os desafios por elas enfrentados e debater as transformações necessárias para que elas deixem de ser minoria na educação pública brasileira. De acordo com o grupo, o que todas essas iniciativas têm em comum é que criam novos conceitos, processos, estruturas e metodologias que reconhecem os interesses e a criatividade dos estudantes; fortalecem a participação e, consequentemente, a responsabilidade, de estudantes, professores, funcionários e famílias; e criam ambientes onde prevalecem a colaboração, a empatia, a transparência e a descentralização.</p>
<p>Os pesquisadores ressaltam que é preciso "superar o problema aparente - causado pela divulgação dos resultados de avaliações periódicas, realizadas por diversas instâncias, nacionais e internacionais - de que o sistema educacional brasileiro é um completo fracasso". Para o grupo, a generalização decorrente dos indicadores divulgados faz com que "a aparência seja a de terra arrasada: não existiriam boas escolas, ou seu número seria quase desprezível; e não é o que efetivamente ocorre".</p>
<p>Em sua opinião, ao conferir mais destaque ao desempenho negativo, os programas governamentais "buscam homogeneizações e simplificações, em vez de aumentar a potência dos múltiplos exemplos de experiências boas, inovadoras e criativas, que precisam ser reconhecidos e amplificados", nos diferentes níveis de ensino.</p>
<p>"O problema real a ser enfrentado é, portanto, encontrar caminhos e estratégias para que as boas organizações sejam reconhecidas, articuladas e, além de inspirar outras escolas e programas, possam oferecer subsídios para que se eliminem as barreiras a sua multiplicação, transformando as condições de trabalho do magistério e demais profissionais envolvidos, o marco legal que regulamenta a educação básica no país, os critérios de qualidade e os instrumentos para sua verificação."</p>
<h3>Programação</h3>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-d9ce4a508b0044ac9ea9e8f9436a3e59 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao " id="parent-fieldname-programacao-d9ce4a508b0044ac9ea9e8f9436a3e59">
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td>9h</td>
<td>Abertura</td>
</tr>
<tr>
<td>9h15</td>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/katia-helena-serafina-cruz-schweickardt" class="external-link">Kátia Schweickardt (</a>Secretária Municipal de Educação de Manaus)</td>
</tr>
<tr>
<td>10h</td>
<td>Debate</td>
</tr>
<tr>
<td>10h45</td>
<td>Pausa/Café</td>
</tr>
<tr>
<td>11h</td>
<td>
<p><strong>Novas Construções Sociais de Aprendizagem</strong></p>
<p><strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-francisco-de-almeida-pacheco" class="external-link">José Pacheco</a> (Eco Habitare)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>11h45</td>
<td>Debate</td>
</tr>
<tr>
<td>12h30</td>
<td>Almoço</td>
</tr>
<tr>
<td>14h30</td>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pilar-lacerda" class="external-link">Pilar Lacerda</a> (Fundação SM Brasil)</td>
</tr>
<tr>
<td>15h15</td>
<td>Debate</td>
</tr>
<tr>
<td>16h</td>
<td>Grupo de Estudos IEA/Síntese dos Trabalhos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><strong><i>Escolas e Experiências Inovadoras: O Que se Pode Admirar, apesar de Tudo?<br /></i></strong><i>12 de março, das 9 às 17h<br /></i><i>Auditório IEA (antiga Sala do Conselho Universitário), Rua do Anfiteatro, 513, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito - <a class="external-link" href="http://goo.gl/AciM8m">Inscrição prévia</a> para participação presencial - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet</i><i><br /></i><i>Mais informações: Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1686<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/escolas-e-experiencias-inovadoras" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: EMEF Desembargador Amorim Lima</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-05T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos-oficiais-que-pautam-a-educacao-serao-debatidos-por-especialistas-no-iea">
    <title>Documentos oficiais que pautam a educação serão debatidos por especialistas no IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/documentos-oficiais-que-pautam-a-educacao-serao-debatidos-por-especialistas-no-iea</link>
    <description>No dia 20 de dezembro, especialistas discutem as vantagens e desvantagens de documentos oficiais que pautam a educação no Brasil, como os que regulamentam a Base Nacional Comum Curricular e outras resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação (MEC) ou de Secretarias de Educação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-basica" alt="Educação básica" class="image-inline" title="Educação básica" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Documentos oficiais, como os que regulamentam a Base Nacional Comum Curricular e outras resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação (MEC) ou de Secretarias de Educação têm como intuito detalhar os programas de educação, na tentativa de tornar mais uniforme o ensino dado em todos os lugares do país. Eles também regulam a relação dos órgãos superiores da hierarquia administrativa com as escolas ou com a categoria profissional do magistério. A forma como tais documentos oficiais influenciam na educação básica pública será debatida no IEA no próximo </span><strong>dia 20 de dezembro, a partir das 9h</strong><span>, com transmissão </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a><span> pela internet. Para participar presencialmente, faça sua inscrição </span><a class="external-link" href="https://goo.gl/Vi1A6g">aqui</a><span>.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor" class="external-link">Poucos matriculados em licenciatura e taxas de desistência demonstram falta de interesse na carreira de professor</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias" class="external-link">Para educadores, qualidade da escola depende do contexto e das circunstâncias</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-brasileira-precisa-se-adaptar-ao-uso-de-tecnologia-nas-salas-de-aula" class="external-link">Educação brasileira precisa se adaptar ao uso de tecnologia nas salas de aula</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Organizado pelo Grupo de Estudos <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao">Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais</a>, o evento será dividido em duas mesas-redondas, uma na parte da manhã e outra à tarde, e acontecerá na Antiga Sala do Conselho Universitário da USP. De manhã, os conferencistas serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-helena-guimaraes-de-castro">Maria Helena Guimarães de Castro</a>, secretária Executiva do MEC, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cesar-callegari">César Callegari</a>, do CNE; já na parte da tarde, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francisco-aparecido-cordao">Francisco Cordão</a>, Conselho Estadual de Educação de São Paulo, fará a apresentação. Durante todo o dia, a moderação será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elie-george-guimaraes-ghanem-junior">Elie Ghanem</a>, responsável pelo grupo de pesquisa Ceunir-Centro Universitário de Investigações em Inovação, Reforma e Mudança Educacional.</p>
<p dir="ltr">“Este seminário focaliza os sentidos e efeitos que documentos oficiais têm ou podem ter em relação às práticas educacionais, seja pelo risco de não serem considerados seja pela possibilidade de criarem embaraços a uma atividade que demanda iniciativa e versatilidade”, explicam os organizadores.</p>
<p dir="ltr">Este será o quarto encontro de uma série de cinco seminários, previstos para acontecer até o início de 2018 sobre problemas da educação básica brasileira – que compreende educação infantil, ensino fundamental, ensino médio geral, ensino médio técnico e a Educação para Jovens e Adultos (EJA). <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor">O primeiro aconteceu em setembro</a> e abordou a qualificação dos professores do ensino básico público e a infraestrutura de que dispõem para sua atuação. O <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias">segundo</a>, em outubro, abordou a qualidade da educação, enquanto o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-brasileira-precisa-se-adaptar-ao-uso-de-tecnologia-nas-salas-de-aula">terceiro</a>, em novembro, debateu a tecnologia na educação. O próximo e último seminário será sobre experiências inovadoras.</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (Diretor do IEA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nilson Machado</a> (FE e IEA)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>9h30</strong></p>
</td>
<td>
<p><strong>O governo Federal e a Base Nacional Curricular Comum</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-helena-guimaraes-de-castro" class="external-link">Maria Helena Guimarães de Castro</a> (Secretária Executiva do MEC)</p>
<p>Moderação: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elie-george-guimaraes-ghanem-junior" class="external-link">Elie Ghanem</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h15</strong></td>
<td>
<p dir="ltr"><strong>Debate</strong></p>
<p dir="ltr">Moderação: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elie-george-guimaraes-ghanem-junior" class="external-link">Elie Ghanem</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h</strong></td>
<td>
<p><strong>Conselhos de Educação e a Regulação das Práticas Educacionais</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cesar-callegari" class="external-link">César Callegari</a> (Conselho Nacional de Educação)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>11h45</strong></td>
<td>
<p dir="ltr"><strong>Debate</strong></p>
<p dir="ltr">Moderação: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elie-george-guimaraes-ghanem-junior" class="external-link">Elie Ghanem</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h30</strong></td>
<td><strong>Intervalo</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h30</strong></td>
<td>
<p><strong>Documentos Oficiais, Escolas e Sociedade Civil</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francisco-aparecido-cordao" class="external-link">Francisco Cordão</a> (Conselho Estadual de Educação de São Paulo)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h15</strong></td>
<td>
<p dir="ltr"><strong>Debate</strong></p>
<p dir="ltr">Moderação: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elie-george-guimaraes-ghanem-junior" class="external-link">Elie Ghanem</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h15</strong></td>
<td><strong>Coffe Break</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h40</strong></td>
<td>
<p dir="ltr"><strong>Debate</strong></p>
<p dir="ltr">Moderação: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elie-george-guimaraes-ghanem-junior" class="external-link">Elie Ghanem</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>18h</strong></td>
<td><strong>Encerramento</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"> </p>
<hr />
<p><i><strong>Documentos oficiais: eles impelem ou impedem as ações educacionais?<br /></strong></i><i>20 de dezembro, às 9h<br /></i><i>Antiga Sala do Conselho Universitário, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Butantã, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Inscrições <a href="https://goo.gl/Vi1A6g">via formulário<br /></a></i><i>Mais informações: Claudia Regina (clauregi@usp.br), telefone: (11) 3091-1686<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/documentos-oficiais-">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: João Bittar / Ministério da Educação</span></p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-12-04T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-brasileira-precisa-se-adaptar-ao-uso-de-tecnologia-nas-salas-de-aula">
    <title>Educação brasileira precisa se adaptar ao uso de tecnologia nas salas de aula</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-brasileira-precisa-se-adaptar-ao-uso-de-tecnologia-nas-salas-de-aula</link>
    <description>Para Chao Lung Wen, professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), país está atrasado sobre como usar a tecnologia de modo eficiente na educação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Apesar de ser cada vez mais frequente a presença de <i>smartphones</i> e computadores nas escolas, o uso da tecnologia na educação brasileira ainda não é tão eficiente como poderia ser. Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/chao-lung-wen" class="external-link">Chao Lung Wen</a>, professor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), “precisamos acompanhar as inovações e melhorar as capacitações dos professores. Não há mais o que discutir sobre o uso de tecnologia na educação. Estamos atrasados sobre como usá-la de modo eficiente". Lung Wen participou de conferência no dia 22 de novembro, no IEA, sobre tecnologia e educação a distância na educação básica.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/materia-guilherme-ary-plonski" alt="Matéria - Guilherme Ary Plonski" class="image-inline" title="Matéria - Guilherme Ary Plonski" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Ary Plonski: “Estamos todos imersos num ambiente com tecnologias. Precisamos, portanto, preparar os estudantes para navegar nesse mundo e aproveitar o que é bom"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao">Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</a>, este foi o terceiro encontro de uma série de cinco seminários, previstos para acontecer até o início de 2018 sobre problemas da educação básica brasileira – que compreende educação infantil, ensino fundamental, ensino médio geral, ensino médio técnico e a Educação para Jovens e Adultos (EJA). <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor">O primeiro aconteceu em setembro</a> e abordou a qualificação dos professores do ensino básico público e a infraestrutura de que dispõem para sua atuação. O <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias">segundo</a>, em outubro, abordou a qualidade da educação. Os próximos seminários serão sobre os seguintes temas: experiências inovadoras e documentos reguladores (planos, currículos, base nacional comum).</p>
<p dir="ltr">“Essa história de que a geração digital sabe de tudo é a maior ilusão. O correto é dizer eles não têm medo da tecnologia e a função do professor é ensinar a discernir o que é importante e correto e como utilizar para o aprendizado”, complementou Lung Wen. Na FMUSP, ele ministra a aula de Telemedicina, que tem como objetivo preparar os alunos para as novas realidades tecnológicas que envolvem a profissão.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/tecnologias-educacao-a-distancia-escola-integral-em-que-pe-estamos-22-de-novembro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Notícias Relacionadas:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor" class="external-link">Poucos matriculados em licenciatura e taxas de desistência demonstram falta de interesse na carreira de professor</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias" class="external-link">Para educadores, qualidade da escola depende do contexto e das circunstâncias</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Também presente na conferência, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA e atual diretor da área de tecnologia e inovação da Fundação Vanzolini, acredita que o acesso aos computadores não pode mais ser apenas nas aulas de computação, como complemento às disciplinas convencionais. “Estamos todos imersos num ambiente com tecnologias. Precisamos, portanto, preparar os estudantes para navegar nesse mundo e aproveitar o que é bom, ao mesmo tempo ter consciência dos valores envolvidos. É um mundo que está em transformação”, afirmou.</p>
<p dir="ltr">Segundos dados do relatório de 2016 do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), levados ao debate por Plonski, 95% das escolas públicas localizadas em áreas urbanas possuem acesso à internet. Dessas mesmas escolas, 98% têm computador de mesa e 86% portátil (notebook). No entanto, o que predomina como equipamento utilizado pelos alunos para acessar à internet é o celular: em 2016, 77% disseram ser esse o principal meio de acesso à rede.</p>
<p dir="ltr">Os dados condizem com a evolução tecnológica nas escolas. Como explicou Plonski, o uso das tecnologias nas escolas era feito em um laboratório de informática; depois, a ideia era existir um computador por aluno dentro das próprias salas de aula. Hoje, predomina o chamado BYOD (do inglês, <i>bring your own device</i>), no qual os alunos levam os equipamentos a serem utilizados.</p>
<p dir="ltr">Plonski comparou a dificuldade das escolas de lidar com a tecnologia com o saci-pererê, personagem folclórico brasileiro marcante por suas travessuras: “O único jeito de parar o saci é tirando a carapuça dele e guardando em uma garrafa. Muitas vezes existe a dúvida de como lidar com a tecnologia, como prendê-la numa garrafa”.</p>
<p dir="ltr"><strong>Educação a distância</strong></p>
<p dir="ltr">Uma forma de tirar proveito da evolução tecnológica em prol do ensino é a educação a distância. "A formação do professor através da educação a distância, com a tecnologia, vai fazer o professor estar nessa sociedade digital", afirmou a também conferencista do evento, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-alice-carraturi" class="external-link">Maria Alice Carraturi</a>, atual presidente da Universidade Virtual de São Paulo (Univesp), universidade pública que oferece cursos semipresenciais para todo o estado.</p>
<p dir="ltr">Segundo Maria Alice, uma das principais metas da EaD é “ensinar coisas difíceis de forma fácil". Ela explicou que os alunos têm apenas uma disciplina teórica por vez, com as atividades práticas simultaneamente, permitindo que o estudante se aprofunde mais nessa matéria, sem ficar sobrecarregado com outras. Todas as vídeoaulas da Univesp são gratuitas e estão disponíveis para todos acessarem na internet.</p>
<p dir="ltr">Muitos dos alunos de cursos a distância já são formados em outras profissões e desejam melhorar suas capacitações ou até mesmo sair do mercado para entrar na docência com cursos de licenciatura.</p>
<p dir="ltr">Ela lembrou que os alunos dos cursos semipresenciais precisam compreender as diferenças do modelo. “Quando entramos na educação presencial ninguém fala como devemos ser como alunos. Na EaD temos manuais. No presencial já sabemos como se comportar, na rede ainda não, por isso temos que dizer como ser na rede. Se o sujeito não gerenciar a si próprio, ele não faz um curso a distância”, explicou Maria Alice. Algumas das diferenças são troca dos livros pelos PDFs e da discussão em grupo pelo fórum. Ela diz ainda que muitos alunos acabam não assimilando os fóruns como um local de debate e ensino, e sim como uma rede social.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/materia-yvonne-mascarenhas" alt="Matéria - Yvonne Mascarenhas" class="image-inline" title="Matéria - Yvonne Mascarenhas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Yvonne Mascarenhas levantou a questão da massificação do ensino a distância</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Apesar do crescimento das EaDs no Brasil – apenas na Univesp houve aumento de 2,1 mil alunos para 18 mil entre o primeiro e o segundo semestre de 2017 –, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/manuel-marcos-formiga" class="external-link">Marcos Formiga</a>, professor da Universidade de Brasília (UnB) e ex-vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), ressaltou que o Brasil é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes sem uma universidade aberta. Segundo ele, na comunidade europeia há equilíbrio entre presencial e digital, enquanto na Ásia já existe um predomínio dos alunos da educação digital.</p>
<p dir="ltr">Outra questão polêmica que envolve a EaD e que foi levantada pela <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/professores-honorarios" class="external-link">professora honorária</a> do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/iea/estrutura/conselho-deliberativo/ex-conselheiros/yvonne-mascarenhas" class="external-link">Yvonne Mascarenhas</a>, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, é a perda de qualidade da formação devido à massificação dos cursos a distância. “Quanto a chamar de massificação, eu acho que traz um modo pejorativo de lidar. A qualidade [do ensino a distância] já tem sido pesquisada e os números dizem que tanto faz a modalidade que você estuda, o resultado pode ser o mesmo”, frisou Maria Alice.</p>
<p dir="ltr"><strong>Metacognição</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/materia-chao-lung-wen" alt="Matéria - Chao Lung Wen" class="image-inline" title="Matéria - Chao Lung Wen" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Chao Lung Wen: "O melhor aprendizado é aquele em que se aprende a aprender mais e de forma significativa"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Com a presença cada vez maior de tecnologia, os papéis no aprendizado vão se alterando. Uma das formas possíveis de ser explorada é a metacognição. John Flavell, da Stanford University, definiu, nos anos 70, a metacognição como o conhecimento que as pessoas têm sobre seus próprios processos cognitivos e a habilidade de controlar esses processos, monitorando-os e modificando-os para realizar seus objetivos.</p>
<p dir="ltr">"Costumo dizer que a melhor metacognição que vi, em exemplos práticos, foi na missão Apollo 13, com a falha na ida pra lua e o desenvolvimento de soluções tão originais. É o processo no qual se usa seus conhecimentos e desenvolve novas soluções", comentou Chao Lung Wen.</p>
<p dir="ltr">A missão, que pretendia pousar na lua, não concluiu o objetivo devido a um acidente durante o trajeto. Uma explosão no compartimento de equipamentos e sistemas de suporte impediu a descida na lua e colocou em risco a vida dos tripulantes. Mesmo assim, após seis dias no espaço, os tripulantes retornaram com vida à Terra.</p>
<p dir="ltr">Na aula de Telemedicina, Lung Wen aplica o que ele chama de “educação interativa 4.0 metacognitiva”, cujo aprendizado é baseado nas soluções de problemas  – o 4.0 se refere a 4ª revolução industrial, marcada principalmente pelo digital.</p>
<p dir="ltr">Na disciplina os alunos também têm que dar aula, com 15 dias para se preparar e acrescentando mais 20% de conteúdo extra a ser ensinado, além do que o professor já disponibilizou. A ideia é evitar que a aula seja apenas um resumo. "A responsabilidade de ter que ensinar aos outros aquilo que foi aprendido faz com que o estudante preste mais atenção, pesquise e formule estratégias didáticas, o que melhora a aprendizagem", explicou Lung Wen.</p>
<p dir="ltr">Para ele, "o melhor aprendizado é aquele em que se aprende a aprender mais e de forma significativa", o que envolve também a frequente revisão dos conteúdos: "se um conteúdo não for revisado, é bem provável que sua mente esqueça 90% dele em uma semana. É o mesmo que dizer que apenas 10% do conteúdo será memorizado no longo prazo".</p>
<p dir="ltr">A disciplina de Telemedicina também desenvolve o programa Jovem Doutor, que trabalha com a ideia de metacognição. O programa “é uma atividade multiprofissional, com o propósito de incentivar os estudantes dos ensinos médio e superior a realizarem trabalhos cooperados que promovam a saúde e melhorem a qualidade de vida de comunidades necessitadas através de uma ação sustentada”.</p>
<p dir="ltr">“Em uma população de crianças humildes, não há muito o que fazer fora da sala de aula. O que elas adoram? Serem úteis. Elas vão ao Jovem Doutor para isso”. Como parte da metacognição, os alunos podem aplicar na prática os conhecimentos obtidos em sala de aula, sob a orientação dos professores. Podem aprender e praticar sobre assuntos importantes para as comunidades onde vivem, tais como a preservação de ecossistemas e mananciais de água, e até mesmo reciclagem de lixo.</p>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Matheus Araújo / IEA-USP</span></div>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet"> Matheus Araújo / IEA-USP</span></div>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet">Fernanda Cunha / IEA-USP</span></div>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet"><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-30T16:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias">
    <title>Para educadores, qualidade da escola depende do contexto e das circunstâncias</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/para-educadores-ser-uma-boa-escola-depende-do-contexto-e-das-circunstancias</link>
    <description>No segundo seminário sobre problemas da educação básica, Guiomar de Mello, Luís Carlos Menezes e José Renato Nalini comentaram também a Base Nacional Curricular Comum, o desinteresse dos alunos e os desafios para implantar uma educação de qualidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-58eddd84-5536-f37e-cc14-a3ad1ec5163a"> </span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-educacao" alt="Mesa Educação" class="image-inline" title="Mesa Educação" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Da esq. para dir., Guiomar de Mello, Luís Carlos Menezes e Nílson José Machado durante a abertura do encontro</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>"Não existe uma boa escola no sentido abstrato da palavra, existe boa escola dentro de suas circunstâncias", é o que acredita a educadora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guiomar-namo-de-mello/view">Guiomar de Mello</a><span>, ex-secretária da Educação da cidade de São Paulo. “Conheci uma escola no Pará em que a maioria dos pais dos alunos eram analfabetos e a professora lia frequentemente para os estudantes para estimulá-los, mostrar como [a leitura] é legal”, complementou Luís Carlos Menezes, assessor do Ministério da Educação para a elaboração da Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Guiomar e Menezes participaram de conferência no dia 9 de outubro, no IEA, sobre a qualidade da educação básica.</span></p>
<p dir="ltr">Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao"><span>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</span></a>, este foi o segundo encontro de uma série de cinco seminários, prevista para acontecer até o final deste ano sobre problemas da educação básica brasileira – que compreende educação infantil, ensino fundamental, ensino médio geral, ensino médio técnico e a Educação para Jovens e Adultos (EJA). <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor" class="external-link">O primeiro aconteceu em setembro</a> e abordou a qualificação dos professores do ensino básico público e a infraestrutura de que dispõem para sua atuação. Os próximos seminários serão sobre os temas: experiências inovadoras, tecnologias na educação, documentos reguladores (planos, currículos, base nacional comum).</p>
<p dir="ltr"><span>Para Guiomar, uma das dificuldades de se estabelecer um currículo comum é a heterogeneidade do país. “Por isso a BNCC não padroniza, só indica o rumo final, só indica que nenhum brasileiro pode sair da escola sem ter acesso àquele conhecimento”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A BNCC é um documento de caráter normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo da Educação Básica. Promulgada na Constituição Federal de 1988, apenas em 2015 ocorreu o primeiro seminário e a</span><span> consulta pública par</span><span>a a elaboração da primeira versão da Base, finalizada em março de 2016. Naquele ano também foram feitas a segunda e terceira versões. Em abril de 2017, o MEC entregou a versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE).</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Vídeo | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso-9-de-outubro-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Notícias Relacionadas:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor" class="external-link">Poucos matriculados em licenciatura e taxas de desistência demonstram falta de interesse na carreira de professor</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guiomar-namo-de-melo" alt="Guiomar Namo de Melo" class="image-inline" title="Guiomar Namo de Melo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>"Não existe uma boa escola no sentido abstrato da palavra, existe boa escola dentro de suas circunstâncias", avalia Guiomar</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre algumas das competências da BNCC citadas por Guiomar estão exercitar a curiosidade do aluno, sua vontade de investigar e formular hipóteses, e reconhecer e valorizar a cultura. “A construção da Base Nacional Curricular vem de seminários feitos em outro governo e que sobreviveu ao período de maior turbulência política. Nossa educação tenta andar nesse rumo da BNCC”, explicou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Guiomar chamou ainda o atual sistema escolar de “meia escola", comparando com outros países, como os Estados Unidos, onde o aluno chega à escola no começo da manhã e sai apenas no meio da tarde. “Uma escola com duração de quatro anos e mais horas de aula é melhor do que nove anos de escola como é agora”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) mostra que que mais da metade dos alunos possuem nível insuficiente em leitura, 54,73%. Em matemática, o percentual relativo à proficiência insuficiente foi de 54,46%. Os dados são dos testes realizados em 2016 com 2,5 milhões de estudantes matriculados no terceiro ano do ensino fundamental em 50 mil escolas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na opinião de Menezes, o ensino em tempo integral traria melhores resultados para as crianças. Mas, caso isso ocorra no Brasil, defende que a grade de aulas não pode ser preenchida apenas com o conteúdo pedagógico </span><span>–</span><span> é preciso desenvolver atividades culturais, informativas e esportivas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O tempo é crucial, nosso maior aliado e maior inimigo na educação. O professor tem um tempo, a criança tem um, a escola tem outro. A boa escola é aquela que consegue equacionar bem esses tempo, o tempo da criança aprender”, complementou a educadora.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Desinteresse dos alunos</strong></span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Jose-Renato-Nalini.jpg" alt="José Renato Nalini" class="image-inline" title="José Renato Nalini" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Nalini: "<span>Se a família não toma conhecimento da escola, o aluno não se sente motivado”</span></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-renato-nalini">José Renato Nalini</a></span><span>, </span><span>secretário de Educação do Estado de São Paulo e ex-membro do Conselho do IEA, acredita que o aprendizado do aluno não é e não deve ficar restrito ao que é ensinado em sala de aula: “o aprendizado prossegue em todos os espaços, inclusive no âmbito doméstico. Se a família não toma conhecimento da escola, o aluno não se sente motivado”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para o secretário, que participou das discussões no período da tarde, a desmotivação dos alunos é justamente um dos principais problemas do sistema de ensino. “É preciso tornar a educação sedutora”, disse. Entre as causas de desinteresse citadas por ele está o excesso de professores diferentes </span><span>–</span><span> no ensino médio são cerca de 13 professores, que por lecionarem em diversas turmas, acabam não possuindo vínculos com os estudantes e, às vezes, nem lembrando seus nomes.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A falta de uso de todas as tecnologias e informações disponíveis também é um ponto de desinteresse: “Os alunos não aguentam permanecer em fileiras durante horas ouvindo aulas prelecionais”. Outro aspecto importante é a existência de um currículo engessado, que não permite que o aluno trilhe os caminhos de acordo com suas inclinações.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Nalini refletiu também sobre a defasagem do sistema de ensino. Citando o educador e filósofo Mário Sérgio Cortella, que diz que os edifícios e sistemática são do século 19, os professores são do século 20 e alunos são do século 21, o secretário criticou a falta de evolução da educação durante os anos, permanecendo praticamente a mesma desde o século passado ou até mesmo retrasado, a não ser pelas poucas inserções de tecnologia, como o uso de apresentações em </span><span>Power Point.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Durante a conferência, Nalini criticou também a falta de verba: “30% do orçamento do estado são destinados para a rede de ensino público, entretanto têm sido insuficientes. Quase 90% do orçamento da secretaria são destinados ao pagamento dos profissionais da educação, onde temos 240 mil docentes que deveriam estar em atividade. Porém, desse total, 70 mil não estão nas salas de aulas, o que obriga o estado a contratar mais professores temporários, com o mesmo valor de orçamento”. Ele estima que a rede pública em São Paulo tem 5.469 escolas e mais de quatro mil alunos, com 400 mil pessoas na folha de pagamento da secretaria.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outra crítica foi feita aos contratos de licitações. Segundo ele, é comum empresas não capacitadas ganharem as licitações ao oferecerem um preço muito baixo. A consequência disso é a quebra frequente de contrato: "A obra que poderia possuir um percentual de execução bastante elevado, acaba sendo paralisada. Às vezes ela é depredada e tem que começar do início", completou Nalini.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Desafios</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Os conferencistas também citaram os principais desafios para se obter uma educação de qualidade. Entre eles está o tema do primeiro seminário do ciclo: a qualificação do professor. Para Guiomar é urgente a necessidade de mudar a formação de professores. “Há mais de 50 anos a medicina exige, para abrir um curso, convênio com algum hospital em rede pública de saúde. Quem conhece algum curso de formação de professores que tenha sido solicitado a ter um convênio com uma rede pública de escolas?", refletiu a educadora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outros desafios citados por ela são as causas sociais, como sectarismo político, autoritarismo e ameaças à democracia. Além de outros econômicos: globalização, inovação e desenvolvimento sustentável.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A globalização inclusive se relaciona a outro ponto observado por Nalini: o rápido desenvolvimento tecnológico. “Sabemos que o mundo será diferente, mas não temos ideia de como será daqui 20 anos. A ficção científica foi ultrapassada e a educação não pode permanecer alheia a isso".</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele lembrou ainda que profissões existentes hoje talvez desapareçam e que as atividades necessárias no futuro sequer têm um nome atualmente. Em sua opinião, os jovens precisam obter conhecimento em áreas como robótica, inteligência artificial, biotecnologia, nanotecnologia e </span><span>softwares, </span><span>e comentou que é necessário estimular o empreendedorismo, a criatividade e a ousadia dos estudantes.</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-25T20:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso-9-de-outubro-de-2017">
    <title>Qualidade da Educação Básica: O que realmente significa isso? - 9 de outubro de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso-9-de-outubro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-voltara-a-debater-qualidade-do-ensino-basico-brasileiro">
    <title>Especialistas em educação discutem qualidade do ensino básico no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-voltara-a-debater-qualidade-do-ensino-basico-brasileiro</link>
    <description>Organizado pelo Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais, o seminário abordará a qualidade e os principais desafios da educação básica pública</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A qualidade e os principais desafios da educação básica pública serão debatidos no IEA no próximo dia 9 de outubro, das 9h às 17h. Organizado pelo <span>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais,</span> o evento será dividido em duas mesas-redondas, uma na parte da manhã e outra à tarde, e acontecerá na Antiga Sala do Conselho Universitário da USP, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet. Para participar presencialmente, faça sua inscrição <a href="https://goo.gl/qpsx7q">aqui</a>.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Jaime-Souzza-Instituto-Ayrton-Senna.png" alt="Instituto Ayrton Senna" class="image-inline" title="Instituto Ayrton Senna" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">A primeira mesa-redonda será composta por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guiomar-namo-de-mello/view">Guiomar de Mello</a>, ex-secretária da Educação da cidade de São Paulo, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes">Luís Carlos Menezes</a>, membro do Conselho Estadual de Educação em São Paulo e consultor da Unesco para propostas curriculares. No período da tarde, a mesa terá <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-renato-nalini">José Renato Nalini</a>, secretário de Educação do Estado de São Paulo e ex-membro do Conselho do IEA, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado">Nilson Machado</a>, coordenador do Grupo de Estudos.</p>
<p dir="ltr">Para Nilson Machado, há um consenso em afirmar que a educação básica pública brasileira é de má qualidade: “Diversos indicadores quantitativos parecem explicitar tal fato”. Um desses indicadores é o do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês). Divulgado em dezembro de 2016, o último resultado do ranking mostrou que o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática, entre 70 países avaliados nessas três áreas. A amostra brasileira contou com 23.141 estudantes de 841 escolas, que representam uma cobertura de 73% dos estudantes de 15 anos de idade.</p>
<p dir="ltr">A prova, coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), foi realizada em 2015 e acontece a cada três anos, oferecendo um perfil básico de conhecimentos e habilidades dos estudantes. No Brasil, ela é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio <span>Teixeira (Inep).</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-parte-i" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-21-de-agosto-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Notícias relacionadas</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor" class="external-link">Poucos matriculados em licenciatura e taxas de desistência demonstram falta de interesse na carreira de professor</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">“Existem ‘macro questões’ que não estão sendo devidamente contempladas. Um exemplo é a insuficiente articulação entre os diversos níveis de ensino, que começa com a fratura exposta entre os níveis fundamental 1 e 2, e amplifica-se com a falha na caracterização do ensino médio, que precisa ser considerado a etapa final da educação básica, e não uma suposta ponte que conduz ao ensino superior”, afirma Machado, que completa: “Uma educação básica de qualidade é a condição de vigência de uma democracia; este é o mote que deveria orientar a busca pela melhoria da qualidade”.</p>
<p dir="ltr"><span id="docs-internal-guid-a9483a32-c4e7-6800-e377-29a49ed7b987"><span>Este será o segundo encontro de uma série de cinco, prevista para acontecer até o final deste ano sobre problemas da educação básica brasileira – que compreende educação infantil, ensino fundamental, ensino médio geral, ensino médio técnico e a Educação para Jovens e Adultos (EJA). O primeiro aconteceu em setembro e abordou a qualificação dos professores do ensino básico público e a infraestrutura de que dispõem para sua atuação. Os próximos seminários serão sobre os temas: experiências inovadoras, tecnologias na educação, documentos reguladores (planos, currículos, base nacional comum).</span></span></p>
<p dir="ltr"><span><span><br /></span></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Programação</strong></span></p>
<div dir="ltr">
<table>
<colgroup><col width="88"></col><col width="387"></col></colgroup> 
<tbody>
<tr>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>9h</strong></p>
</td>
<td>
<p dir="ltr">Abertura</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>9h45</strong></p>
</td>
<td>
<p dir="ltr">Mesa-Redonda</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guiomar-namo-de-mello/view">Guiomar Namo de Mello</a></p>
<p dir="ltr">Debatedor: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-carlos-de-menezes">Luís Carlos de Menezes</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>12h</strong></p>
</td>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; ">Intervalo</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>14h</strong></p>
</td>
<td>
<p dir="ltr">Mesa-Redonda</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-renato-nalini">José Renato Nalini</a> (Secretário Estadual de Educação)</p>
<p dir="ltr">Debatedor: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado">Nilson Machado</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>15h30 </strong>- <strong>16h</strong></p>
</td>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; ">Coffee Break</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>16h</strong></p>
</td>
<td>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; ">Debates</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<hr />
<p><i> </i></p>
<p dir="ltr"><i><strong>Qualidade da Educação Básica: O que Realmente Significa Isso?<br /></strong>9 de outubro, às 9h<br />Antiga Sala do Conselho Universitário, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Butantã, São Paulo<br />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Inscrições <a href="https://goo.gl/qpsx7q">via formulário<br /></a>Mais informações: Claudia Regina (clauregi@usp.br), telefone: (11) 3091-1686<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso">Página do evento</a></i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Jaime Souzza / Instituto Ayrton Senna</span></p>
<div style="text-align: right; "></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-27T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso">
    <title>Qualidade da Educação Básica: O que realmente significa isso?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/qualidade-da-educacao-basica-o-que-realmente-significa-isso</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><span>Há um aparente consenso no diagnóstico da má qualidade da Educação Básica Pública Brasileira. Diversos indicadores quantitativos parecem explicitar tal fato e todas as ações projetadas buscam a melhoria de tais indicadores.</span></p>
<p dir="ltr"><span> Uma Educação Básica de Qualidade é condição de possibilidade de vigência de uma Democracia; este é o mote que deveria orientar a busca pela melhoria da Qualidade. Mais do que uma melhoria tópica em alguns dos indicadores numéricos, é necessário repensar o significado da Qualidade no país que projetamos, ultrapassando a mera produção de indicadores quantitativos, muitas vezes ilusórios. Reunir elementos de diferentes perspectivas para dar substância a tal discussão é o objetivo principal do presente seminário. </span></p>
<p dir="ltr">Segundo seminário do Grupo de Estudos "Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais", esta série de cinco a serem realizados ao longo do segundo semestre do ano em curso, visando promover reflexões e fundamentar ações para o enfrentamento de problemas estruturais da Educação Básica Pública Brasileira. Neste encontro, será debatida a qualidade e os principais desafios da Educação Pública.</p>
<p dir="ltr">Outros temas que serão abordados nos seminários seguintes:</p>
<ul>
<li>Experiências Inovadoras</li>
<li>Tecnologias na Educação</li>
<li>Documentos Reguladores (Planos, Currículos, Base Nacional Comum)</li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Heloisa Marcondes</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-20T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor">
    <title>Poucos matriculados em licenciatura e taxas de desistência demonstram falta de interesse na carreira de professor</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/poucos-matriculados-em-licenciatura-e-alta-taxa-de-desistencia-demonstram-falta-de-interesse-na-carreira-de-professor</link>
    <description>Cursos que formam professores possuem apenas 18,4% do total dos alunos de graduação do país.Taxa de desistência em cursos como pedagogia e matemática é alta</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-basica-nilson-machado" alt="Educação Básica - Nílson Machado" class="image-inline" title="Educação Básica - Nílson Machado" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Para Nilson Machado, um dos organizadores do seminário, quanto mais preparado é o professor, mais ele se afasta da profissão</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A falta de pessoas interessadas em seguir a carreira de professor é talvez uma das principais causas da má qualidade do ensino básico no Brasil. “Faltam pessoas querendo dar aula, faltam condições para atrair essas pessoas. O sistema faz com que quanto mais preparado é o professor, mais ele se afaste e trabalhe com outra coisa”, afirmou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado">Nilson Machado</a><span>, coordenador do </span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao">Grupo de Estudos "Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais"</a><span>, que organizou o encontro </span><i>Magistério na Educação Básica Pública: Qual o perfil? Quais as condições de trabalho?</i><span>, realizado no dia 21 de agosto no IEA.</span></p>
<p dir="ltr">O seminário reuniu pesquisadores e educadores e marcou o início das atividades do grupo. Este foi o primeiro de uma série de cinco encontros previstos para acontecer até o final deste ano sobre problemas da educação básica brasileira, que compreende educação infantil, ensino fundamental, ensino médio geral, ensino médio técnico e a Educação para Jovens e Adultos (EJA). Nos seminários seguintes serão abordados os temas: qualidade da educação, experiências inovadoras, tecnologias na educação, documentos reguladores (planos, currículos, base nacional comum).</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-parte-i" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-21-de-agosto-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Notícias relacionadas:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao" class="external-link">Novo grupo de estudos formulará propostas para ensino básico público</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-ines-fini">Maria Inês Fini</a>, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apresentou dados que ilustram a carência de interessados em seguir a carreira de professor. Segundo o Censo da Educação Superior, entre 2005 e 2015 o número de matriculados em cursos de licenciatura pouco aumentou em comparação ao crescimento do número de alunos nos cursos de bacharelado e tecnológicos. Em 2015, menos de 1,5 milhão de alunos estavam matriculados nos cursos de licenciatura, apenas 18,4% do total, enquanto os alunos de bacharelado representaram quase 70% dos matriculados em graduações.</p>
<p dir="ltr">Outro dado do censo mostra o aumento da taxa de desistência dos graduandos de licenciatura. Só em pedagogia – curso que possui quase metade dos alunos de licenciatura do país –, a taxa de desistência aumentou de 9,9% em 2010 para 29,6% em 2015. Neste mesmo ano, no curso de matemática, mais da metade dos alunos desistiu da graduação.</p>
<p dir="ltr">Com a falta de professores, muitos são forçados a lecionar disciplinas nas quais não possuem formação. Segundo pesquisa da educadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti">Bernadete Gatti</a>, que também participou do debate, no Brasil apenas 46% dos professores têm licenciatura na disciplina que lecionam, ou seja, mais da metade dos professores do país não tem formação específica na matéria que ensina. Na região Nordeste o número é ainda pior: apenas 24,7% dos docentes têm licenciatura na disciplina que lecionam. Número bem abaixo do Sudeste, onde 63,1% ensinam a disciplina de sua formação.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-basica-bernadete-gatti" alt="Educação Básica - Bernardete Gatti" class="image-inline" title="Educação Básica - Bernardete Gatti" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Bernadete Gatti: “Sem uma formação inicial coerente, o professor já adentra a sala de aula com dificuldades"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Estrutura curricular das licenciaturas</strong></p>
<p dir="ltr">As altas taxas de desistências dos licenciandos também levantam a questão da qualidade da estrutura curricular dos cursos de licenciatura. Bernadete Gatti comentou que é preciso entender que formar um educador é diferente de formar um físico, um sociólogo ou um crítico literário. Para ela, professor é aquele que deve oferecer instrução, criar ambiente de aprendizagem e desenvolver formações humanas, com valores, atitudes e relações interpessoais.</p>
<p dir="ltr">“Sem uma formação inicial coerente, o professor já adentra a sala de aula com dificuldades. Sai do curso de pedagogia e já enfrenta a responsabilidade de ensinar a dezenas de crianças os primeiros passos da nossa linguagem”, afirmou Bernadete. “É preciso reformar os cursos de licenciatura porque eles não estão atendendo a necessidades de qualidade do profissional de educação”, completou.</p>
<p dir="ltr">Ainda segundo a educadora, os cursos de licenciatura precisam prover formação que responda a diferentes contextos e níveis educacionais, sempre integrando formações teóricas com práticas sociais e educacionais, além de utilizar formas de comunicação didáticas em consonância com os meios tecnológicos.</p>
<p dir="ltr">Ela ressalta ainda que “política educacional deveria ser política de Estado de longo prazo, de longa vigência, porque leva pelo menos duas gerações para se estruturar. Cada um que entra lá, quer mudar tudo. Não temos consistência nem continuidade nessas políticas."</p>
<p dir="ltr"><strong>Novo modelo da UFSB</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-basica-naomar-monteiro" alt="Educação Básica - Naomar Monteiro" class="image-inline" title="Educação Básica - Naomar Monteiro" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Naomar Ferreira é o atual reitor da UFSB, que implantou novo modelo de ensino nos cursos de licenciatura</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Com o objetivo de desconstruir a educação superior como fator de exclusão e integrar a Universidade ao campo social da Educação, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) vem testando um novo modelo de ensino. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho">Naomar de Almeida Filho</a>, atual reitor temporário da Universidade, explicou melhor como funciona esse modelo no seminário. Na UFSB, nos cursos de licenciatura, os alunos não entram diretamente nos cursos profissionais, entram na Área Básica de Ingresso (ABI), onde têm um tempo de preparação e “maturação de escolha”</p>
<p dir="ltr">Em seguida fazem escolha entre cinco áreas básicas interdisciplinares - linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática, computação e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; artes e suas tecnologias. No segundo ciclo é que terão as habilitações específicas. Com grade flexível, o aluno pode escolher, sempre orientado, como preencherá o seu currículo até o fim da graduação.</p>
<p dir="ltr">Outra mudança em relação ao sistema tradicional é quanto ao período letivo. Na UFSB, o regime é quadrimestral. Almeida explica que a preferência pelos quadrimestres foi depois de perceberem que as universidades brasileiras ficam ociosas em quase cinco meses do ano, devido ao “formalismo de seus calendários”.</p>
<p dir="ltr">A UFSB possui também o chamado “Sistema Integrado de Aprendizagem Compartilhada”, no qual alunos de diferentes quadrimestres têm aulas juntos. “Se você faz uma turma com alunos com a mesma experiência e maturidade, a interaprendizagem é prejudicada”, explicou o reitor. Ele ressalta ainda que, com esse formato, alunos dos últimos quadrimestres podem tutorar os mais novos.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/iea/estrutura/conselho-deliberativo/ex-conselheiros/yvonne-mascarenhas">Yvonne Mascarenhas</a>, professora honorária do IEA, lembrou, com o exemplo da UFSB, as Science High Schools nos EUA, que são escolas pra quem tem interesse em tecnologia. Nelas a ideia é o learn by doing, ou seja, não aprender somente teoricamente, tomando notas, mas colocando o que aprendeu em prática. "É preciso essa revolução nos métodos de educação, na qual o professor seja mais um mentor dos seus alunos”, concluiu.</p>
<div style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans / IEA-USP</span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-01T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-21-de-agosto-de-2017">
    <title>Magistério na Educação Básica Pública: Qual o Perfil? Quais as Condições de Trabalho? - 21 de agosto de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/magisterio-na-educacao-basica-publica-qual-o-perfil-quais-as-condicoes-de-trabalho-21-de-agosto-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-21T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao">
    <title>Novo grupo de estudos formulará propostas para ensino básico público</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/grupo-de-estudos-educacao</link>
    <description>IEA cria Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/criancas-em-sala-de-aula" alt="Crianças em sala de aula" class="image-inline" title="Crianças em sala de aula" /></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O ensino básico público precisa melhorar em muitos aspectos, mas o sistema educacional brasileiro não é um completo fracasso, como muitos avaliam, segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a>, professor da Faculdade de Educação (FE) da USP e coordenador do <span>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais, criado recentemente no IEA.</span></p>
<p><span> </span><span>Entre as ações que julga primordiais para a melhoria do sistema, Machado defende: a elaboração de um projeto de Estado para a educação; a melhoria das condições de trabalho dos professores; aplicação dos recursos disponíveis em projetos relevantes e objetivos; a ênfase no ensino das ideias fundamentais de cada disciplina; e a formulação de estratégias para o reconhecimento das boas escolas e para que seu exemplo inspire outras instituições de ensino.</span></p>
<p><span>O objetivo do novo grupo é </span><span>produzir com parceiros internos e externos à Universidade, dos setores público e privado, documentos que inspirem e fundamentem ações para o atendimento a essas prioridades. Esse trabalho será feito a partir da dedicação a três linhas de ação</span><span>:</span></p>
<ul>
<li>organização de debates e diálogos sobre os reais problemas da educação brasileiras, com a participação de profissionais atuantes na área de educação em diferentes frentes, incluindo-se os diversos níveis de ensino, bem como os setores público e privado;</li>
<li>mapeamento das boas escolas brasileiras, para identificação de características comuns apesar da diversidade de projetos institucionais, de forma a propor condições para que o número dessas escolas seja ampliado;</li>
<li>mapeamento de pontuais portadoras de ideias inovadoras, tanto em termos de tecnologias utilizadas quanto em termos de metodologias ou gestão, com o objetivo de formular práticas para a disseminação dessas experiências.</li>
</ul>
<p>Para concretizar essas metas, o grupo promoverá um ciclo de cinco seminários de agosto a dezembro de 2017. Ao final do ciclo, cada linha de ação apresentará um documento. Os três trabalhos constituirão uma síntese das discussões realizadas e das ações propostas a ser encaminhada às instâncias decisórias educacionais.</p>
<p>Os temas dos seminários em cada mês são:</p>
<ul>
<li>agosto (dia 21) - <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/magisterio" class="external-link">Magistério na Educação Básica Pública: Qual o Perfil? Quais as Condições de Trabalho? </a></li>
<li>setembro - Qualidade da Educação Básica Pública: O Que Realmente Significa Isso?</li>
<li>outubro - Escolas e Experiências Inovadoras O Que se Pode Admirar, apesar de Tudo?</li>
<li>novembro - Tecnologias, Educação à Distância, Escola Integral: Em Que Pé Estamos?</li>
<li>dezembro - Documentos Oficiais (Currículos, Base Nacional, Planos): Eles Impelem ou Impedem as Ações Educacionais?</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
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<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/magisterio" class="external-link">Seminário de novo grupo trata de professores do ensino básico público</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ensino-de-ciencias-da-capacidade-de-analise-critica" class="external-link">Ensino de ciências da capacidade de anállise crítica</a></li>
</ul>
<hr />
<i>Leia outras notícias sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-educacao" class="external-link">educação</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Além de Machado, fazem parte do grupo outros nove pesquisadores da USP: </span><span>Chao Wen, da Faculdade de Medicina; </span><span>Elie Ghanem, da Faculdade de Educação; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a><span>, vice-diretor do IEA; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-singer" class="external-link">Helena Singer</a><span>, do IEA e diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz; </span><span>Hélio Dias, do Instituto de Física; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lino-de-macedo" class="external-link">Lino de Macedo</a><span>, da Escola Politécnica; </span><span>Luiz Carlos de Menezes, do Instituto de Física; </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a><span>, diretor do IEA;  e </span><span>Yvonne Mascarenhas, do IEA e do Instituto de Física de São Carlos.</span></p>
<h3><strong><span> </span><span>Razões supostas e reais da crise</span></strong></h3>
<p>"Proclamar a existência de uma crise na educação básica brasileira é fácil, pois não faltam dados que supostamente a caracterizam e razões tidas como legítimas para justifica-la”, segundo Machado.</p>
<p>“Entretanto, algumas das narrativas mais sedutoras sobre o tema situam as raízes das dificuldades em problemas aparentes, desviando o foco das atenções dos desafios reais a serem superados.”</p>
<p>Um dos falsos argumentos é atribuir os problemas educacionais à falta ou ao despreparo de professores, afirma o coordenador do grupo. “A falta de professores em algumas áreas está diretamente relacionada às condições de trabalho oferecidas; esse é o problema a ser enfrentado.”</p>
<p>Ele lembra que a USP possui um programa de pós-graduação em ensino de ciências e matemáticas há décadas, responsável pela formação de centenas de mestre e doutores e, “no entanto, uma porcentagem ínfima de tais professores encontra-se em salas de aulas na escola básica”.</p>
<p>“Quanto mais bem preparado se torna um professor, mais ele se afasta da sala de aula da escola básica, buscando melhores condições de trabalho em outros espaços.”</p>
<p>A insuficiência de recursos também não pode ser responsabilizada pelas dificuldades, de acordo com Machado. Para ele, um país com tantas carências não pode almejar ter recursos suficientes para a educação e saúde. “A carência é a regra, mas isso não inviabiliza ações significativas e transformadoras. O problema real a ser enfrentado, no caso, é a inexistência de projetos bem fundamentados, com objetivos bem definidos, nos diversos níveis de ensino.”</p>
<p>Falta ao país um projeto de Estado para a educação, na opinião de Machado, que critica a preocupação excessiva com a melhoria em indicadores - “sem sempre confiáveis ou expressivos da real situação do país” - e inciativas em que os meios assumem o lugar dos fins: “Metas ambiciosas como fornecer um computador a cada aluno podem parecer bandeiras defensáveis, mas não passam de pseudoprojetos”.</p>
<p>“São inúmeros os exemplos em que os recursos alocados são imensos, sem a contrapartida de uma melhoria efetiva nas práticas educacionais. Por outro lado, existem projeto pontuais em andamento ou já concluídos em que, mesmo com poucos recursos, a mobilização efetiva as transformações esperadas são plenamente reconhecidas.”</p>
<p>Outro problema do ensino básico seria o excesso de conteúdos ensinados, com o agravante de não haver uma visão interdisciplinar e/ou transdisciplinar, o que resulta na intenção de reduzir drasticamente o número de disciplinas. Para Machado, o problema real a ser enfrentado é a apresentação de cada disciplina de modo “excessivamente fragmentado, inclusive a língua portuguesa e a matemática”.</p>
<p>Ele considera que o meio eficaz para combater essa fragmentação excessiva é o reconhecimento e a valorização das ideias fundamentais de cada disciplina, deixando-se de lado a imensa quantidade de pormenores presentes em cada uma delas.</p>
<p>Machado também questiona a visão de muitos de que o sistema educacional brasileiro é um completo fracasso, concepção errônea reforçada após a divulgação dos resultados de avaliações periódicas realizadas por várias instâncias nacionais e internacionais. “Ao dar mais destaque ao desempenho negativo do que aos múltiplos exemplos de boas escolas, nos diferentes níveis de ensino, os programas governamentais alimentam uma política de terra arrasada, deixando de estimular parceiros importantes na busca da melhoria no ensino.”</p>
<p>“O problema real é encontrar caminhos e estratégias para que as boas escolas sejam reconhecidas e sejam arquitetadas formas de articulação de ações coletivas, de modo a que seus exemplos inspirem outras escolas.”</p>
<p>Segundo Machado, há uma série de outras pretensas soluções que não contribuem efetivamente para a melhoria do ensino, entre elas figuram:</p>
<ul>
<li>a ampliação do ensino profissionalizante "sem uma discussão substantiva sobre significado do profissionalismo e do que caracteriza uma boa formação profissional na atualidade";</li>
<li>a busca da implementação de escolas de tempo integral, "em vez da compreensão do que seja a 'escola integral', que trata da formação total do indivíduo como pessoa e está efetivamente integrada à comunidade que serve";</li>
<li>a ênfase no estímulo ao “protagonismo” dos alunos, quando "o que realmente importa é uma formação que os torne capazes de qualquer papel que lhes caiba na sociedade, seja o de protagonista, seja o de coadjuvante ou mesmo o de mero figurante.”</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Ludi/Pixabay.com</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-11T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/magisterio-condicoes-trabalho">
    <title>Magistério na Educação Básica Pública: Qual o Perfil? Quais as Condições de Trabalho?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/magisterio-condicoes-trabalho</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-bf6131da-7c67-bf29-8159-5673ed9d9243"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">O Seminário, que marca o início das atividades do <span>Grupo de Estudos "Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais"</span>, será o primeiro de uma série de cinco, a serem realizados ao longo do segundo semestre do ano em curso, visando promover reflexões e fundamentar ações para o enfrentamento de problemas estruturais da Educação Básica Pública Brasileira. <span style="text-align: start; float: none; ">Neste encontro, serão debatidas a qualificação dos professores do ensino básico público e a infraestrutura de que dispõem para sua atuação profissional.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Outros temas que serão abordados nos seminários seguintes:</p>
<ul>
<li>Qualidade da Educação</li>
<li>Experiências Inovadoras</li>
<li>Tecnologias na Educação</li>
<li>Documentos Reguladores (Planos, Currículos, Base Nacional Comum)</li>
</ul>
<p> </p>
<p><strong><span>Debatedores</span></strong></p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bernardete-angelina-gatti" class="external-link">Bernadete Angelina Gatti</a> (Presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo)</p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar Monteiro de Almeida Filho</a> (Reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia)</p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-ines-fini" class="external-link">Maria Inês Fini</a> (Presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Heloisa Marcondes</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-28T15:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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