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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-explica-producao-de-farmacos-e-biofarmacos">
    <title>Especialista explica produção de fármacos e biofármacos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-explica-producao-de-farmacos-e-biofarmacos</link>
    <description>Em entrevista ao USP Analisa, diretor da Embrapii em Ribeirão destacou ainda a importância do setor industrial nesse processo</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a4246546-7fff-6867-18de-d4dd576f5667"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome82.png/@@images/876fa26e-7634-45cf-bb16-73fd9d4d0e9d.png" alt="" class="image-left" title="" />A unidade da Embrapii aprovada recentemente para funcionar em Ribeirão Preto vai atuar na produção de fármacos e biofármacos. Na segunda parte da entrevista exibida pelo USP Analisa nesta semana, você vai entender a diferença entre esses dois produtos e também as consequências positivas da relação entre universidade e indústria. O entrevistado é o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e diretor-geral da unidade, Fernando de Queiroz Cunha.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele explica que o passo inicial para a produção de fármacos e biofármacos é basicamente o mesmo: entender a ação do vírus no corpo. Em seguida, os pesquisadores buscam um alvo e uma substância que atue nesse alvo. Ela pode ser uma molécula química, no caso dos fármacos, ou um anticorpo, por exemplo, no caso dos biofármacos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Eu vou dar um exemplo de uma pesquisa que fizemos aqui no CRID [Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias]. Todo paciente que morre de covid tem uma enorme lesão no pulmão. Nós mostramos que uma enzima, uma molécula chamada NET, é a mediadora ou causadora dessas lesões. E então nos perguntamos: será que se bloquearmos essa enzima, vamos evitar essas lesões? Mostramos isso em células de pacientes e em modelos experimentais. Aí partimos para o passo seguinte, que era buscar uma substância para fazer esse bloqueio”, conta ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O docente destaca que, embora a universidade tenha um papel fundamental nesse processo, o setor industrial também tem grande importância, pois é ele quem vai viabilizar a produção em escala dessa substância.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Quando a indústria começa a se aproximar da universidade por um motivo ou por outro, vai aumentando o conhecimento. E não só o conhecimento, a confiança entre um e outro, entre o setor da universidade e o setor industrial. Agora, essa relação tem frutos. E quem ganha? Ganha a indústria, ganha a universidade e, certamente, ganha a sociedade”, destaca.</span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar nesta sexta, às 16h45, um pequeno trecho da entrevista, que pode ser acessada na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span> e </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-04-19T16:25:49Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/dependencia-de-farmacos-importados">
    <title>Como superar a dependência de fármacos importados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/dependencia-de-farmacos-importados</link>
    <description>O webinar A Dependência Brasileira da Importação de Fármacos, realizado em 30 de agosto, tratou da dependência brasileira da importação de fármacos biológicos e sintéticos. O encontro fez parte da série Jornadas Científicas Contemporâneas, composta de sete webinars coordenados pelos participantes do Programa Ano Sabático em 2022.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/producao-de-biofarmacos" alt="Produção de biofármacos" class="image-right" title="Produção de biofármacos" /></span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Questão de segurança nacional e por isso merecedora de uma política de Estado. Assim o especialista em fármacos e medicamentos </span><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leoberto-costa-tavares">Leoberto Costa Tavares</a><span style="text-align: justify; ">, professor titular da Faculdade de Ciências Farmacêutica (FCF) da USP e participante do Programa Ano Sabático do IEA, vê a dependência brasileira da importação de fármacos biológicos e sintéticos.</span></p>
<p dir="ltr">Evidenciada na pandemia de Covid-19, essa dependência não é nova e coloca o país em condição de alta vulnerabilidade, segundo Tavares: “O Brasil tem autonomia na fabricação de medicamentos e consegue atender a demanda da população, mas essa autonomia é parcial, já que depende da importação de fármacos, principalmente da China e da Índia, principais fornecedores internacionais.”</p>
<p dir="ltr">Para discutir as condições para a superação dessa independência, Tavares entrevistou quatro especialistas no webinar <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/jornadas-investigativas-contemporaneas-a-dependencia-brasileira-da-importacao-de-farmacos">A Dependência Brasileira da Importação de Fármacos</a>, no dia 30 de agosto. O encontro fez parte da série <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornadas-investigativas-ano-sabatico">Jornadas Científicas Contemporâneas</a>, composta de sete webinars coordenados pelos participantes do Programa Ano Sabático.  A série foi organizada em parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação e integrou a programação do ciclo <a href="https://www.pensabrasil.usp.br/">USP Pensa o Brasil</a>, realizado de 29 de agosto a 2 de setembro.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seminarios-sabaticos-2022" class="external-link">JORNADAS INVESTIGATIVAS CONTEMPORÂNEAS</a></p>
<hr noshade="noshade" size="3" width="100%" />
<p><span><strong>A Dependência Brasileira de Importação de Fármacos</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/jornadas-investigativas-contemporaneas-a-dependencia-brasileira-da-importacao-de-farmacos">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p><span><strong>A Dimensão de Gênero nos Acordos de Ciência, Tecnologia e Inovação</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/igualdade-de-genero-e-estrategica-no-dialogo-politico-global-dizem-especialistas" class="external-link">Notícia</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/jornadas-investigativas-contemporaneas-a-dimensao-de-genero-nos-acordos-de-ciencia-tecnologia-inovacao" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p><span><strong>Mutações do Ethos Escolar no Período (Pós-)Pandêmico</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/problemas-das-escolas-sao-anteriores-a-pandemia-mas-foram-acentuados-por-ela-avaliam-professores-em-evento-do-iea" class="external-link">Notícia</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/jornadas-investigativas-contemporaneas-mutacoes-do-ethos-escolar-no-periodo-pos-pandemico" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p><span><strong>A Disciplina Arqueológica entre a Interdisciplinaridade e o Patrimônio Cultural</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-arqueologia-como-estimulo-a-nocao-de-pertencimento" class="external-link">Notícia</a></li>
<li>Vídeo</li>
</ul>
<hr />
<p><span><strong>O Laboratório de Estudos Línguísticos Transatlânticos (Lelt) Pensa o Brasil: Reflexões Interdisciplinares entre Línguística, História e Antropologia</strong></span></p>
<ul>
<li>Notícia</li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/jornadas-investigativas-contemporaneas-o-laboratorio-de-estudos-linguisticos-transatlanticos-lelt-pensa-o-brasil-reflexoes-interdisciplinares-entre-linguistica-historia-e-antropologia" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p><span><strong>Saúde Planetária na Prática: Da "Declaração de São Paulo às Ações Concretas"</strong></span></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/saude-planetaria-demanda-acoes-concretas-e-dialogo-entre-areas-do-conhecimento-dizem-pesquisadores" class="external-link">Notícia</a></li>
<li>Vídeo</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">De acordo com Tavares, os posicionamentos discutidos pelos entrevistados levam a concluir que o Brasil tem condições de superar, ainda que parcialmente, a dependência de fármacos. No caso dos sintéticos, a independência total ou parcial dependerá de o país estabelecer uma política de Estado, a fim de promover o incentivo e financiamento à produção, sendo necessária também uma reserva de mercado inicial até que a atividade industrial se consolide, afirmou.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:320px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/leoberto-costa-tavares/image" alt="Leoberto Costa Tavares" title="Leoberto Costa Tavares" height="335" width="320" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:320px;">Leoberto Costa Tavares</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">“No caso dos biofármacos, a conclusão é que o Brasil tem grande possibilidade de se tornar independente e até exportador desses produtos, já que possui pessoal altamente qualificado e estrutura para a produção já instalada e em pleno funcionamento, faltando apenas aumentar o incentivo ao segmento que tem sido feito pelo Ministério da Saúde, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e agências de fomento à pesquisa, em especial a Finep e a Fapesp”, disse Tavares.</p>
<p dir="ltr">Os entrevistados do seminário foram: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adalberto-pessoa-junior">Adalberto Pessoa Junior</a>, professor livre docente da FCF-USP, pela qual é doutor em tecnologia bioquímico-farmacêutica, com pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/benedito-barraviera">Benedito Barraviera</a>,  professor titular de infectologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) da Unesp, onde coordena a implantação da fábrica de amostras de biofármacos no Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-antonio-graciano">José Antônio Graciano</a>, profissional do mercado atuando há 40 anos em laboratórios nacionais, nos últimos 10 anos envolvido no fornecimento de IFAs (insumos farmacêuticos ativos) por produtores internacionais aos laboratórios brasileiros; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lauro-moretto">Lauro Moretto</a>, consultor de inovação do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), mestre em tecnologia bioquímico-farmacêutica e doutor em ciência dos alimentos pela FCF-USP.</p>
<p dir="ltr">Em sua entrevista, Adalberto Pessoa Jr. explicou que os biofármacos são produzidos a partir de seres vivos ou processos biológicos, como bactérias, fungos, vírus e células animais, e são de grande importância, por exemplo, na produção de vacinas, como ficou demonstrado no caso da Covid-19. “Todo mundo está correndo atrás dessas tecnologias”, afirmou, lembrando que a Pfizer desenvolveu sua vacina de RNA mensageiro para o Sars-CoV-2 em menos de 70 dias. Outras tecnologias de vacina a partir de biofármacos são as de vírus desativado e as retrovirais.</p>
<p>Também está crescendo muito o desenvolvimento de medicamentos a partir de anticorpos monoclonais, muito utilizados no tratamento de câncer de forma muito específica e pontente e para o tratamento de doenças sem fármacos sintéticos disponíveis, acrescentou.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-antonio-graciano/image" alt="José Antônio Graciano" title="José Antônio Graciano" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">José Antônio Graciano</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">Sobre a possibilidade de os biofármacos virem a substituir em parte os fármacos sintéticos (que respondem por 90% do total) a médio ou longo prazo, Pessoa Jr. afirmou que eles não devem substituir, mas complementar o uso de sintéticos. “O que se vê é que o aumento na utilização dos biológicos aumenta também a de sintéticos, pois um tratamento nunca é exclusivo de um ou de outro. A tendência é que haja uma mudança na proporção entre eles, com o uso de mais biológicos.”</p>
<p dir="ltr">Um dos fatores para a permanência dessa complementaridade é que o fármaco sintético é muito mais barato do que o biológico, mais caro porque a escala de produção é menor e as tecnologias envolvidas são mais complexas. Além disso, explicou, é relativamente fácil produzir um genérico do fármaco sintético, enquanto o biofármaco não permite a produção de algo idêntico, apenas biossimilar.</p>
<p dir="ltr">Provar que um biofármaco é similar ao de referência é processo muito complexo e caro, disse Pessoa Jr.: “A estrutura é, geralmente, uma molécula proteica e esse tipo de molécula é tão complexo que exige, para a comprovação de similaridade, que sejam feitas inúmeras análises físico-químicas, microbiológicas e estruturais, estudos in vitro e de atividades biológicas”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/venedito-barraviera/image" alt="Benedito Barraviera" title="Benedito Barraviera" height="363" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Benedito Barraviera</dd>
</dl></p>
<p>Quanto à possibilidade de o país se tornar independente da importação desses insumos, ele disse não ter dúvida quanto a isso e exemplificou com a produção de vacinas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz.</p>
<p dir="ltr">Ele lembrou que em 2015 a Eurofarma desenvolveu o primeiro medicamento biossimilar da América Latina, o Fiprima (filgrastim), que começou a ser comercializado em 2016. Ele é indicado para pacientes que apresentam o sistema imunológico comprometido pelo tratamento quimioterápico. Por meio de acordo de transferência tecnológica, o medicamente é produzido também pela Fiocruz, para fornecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p dir="ltr">“De lá para cá temos diversas empresas trabalhando com produção de biofármacos. Isso está crescendo porque temos pessoal altamente especializado, incluindo profissionais com doutorado e pós-doutorado em bioinformática, engenharia genética, tecnologia de fermentações, nanobiotecnologia, purificação biomolecular e formulação.” No entanto, falta mais investimento, pois grande parte dos especialistas está saindo do emprego por falta de oportunidades de trabalho, afirmou.</p>
<p dir="ltr">Pessoa Jr. considera que a infraestrutura existente permite produção de biofármacos suficiente para atender parte significativa da demanda. Bio-Manguinhos, a unidade produtora de imunobiológicos da Fiocruz, “possui estrutura enorme de produção a partir da bactéria <i>Escherichia colli</i>, uma bactéria amplamente conhecida e responsável pela produção de muitos biofármacos”.</p>
<p dir="ltr">Quando se trata de proteínas muito especializadas, o volume não é tão grande, apontou. Por exemplo, a asparaginase é um medicamento para tratamento de leucemia linfoblástica aguda, que tem de 3 a 5 mil novos casos por ano. Para atender a esse mercado, o Brasil precisa importar o produto. Se tivéssemos um biorreator de apenas 100 litros, conseguiríamos produzir o necessário em seis meses de produção, afirmou.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/adalberto-pessoa-junior/image" alt="Adalberto Pessoa Junior" title="Adalberto Pessoa Junior" height="339" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Adalberto Pessoa Junior</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">Com mão de obra, equipamentos de médio porte e infraestrutura, questiona-se por que o país ainda depende da importação. No caso da asparaginase, com mercado pequeno, Adalberto acredita que o biofármaco deveria ser produzido por algum órgão público para ser fornecido pelo SUS.</p>
<p dir="ltr">"Começamos a pesquisar a asparaginase em 2013, pois faltou o produto. Se o paciente ficar um mês sem tomar, morre. Era uma questão de independência, até de soberania nacional."</p>
<p dir="ltr">Para Leoberto, o norte a ser perseguido pelo Brasil é o aumento da produção e atendimento a países vizinhos, e essa é a proposta que tem sido feita em conversas com a Fiocruz, que tem a planta para <i>e. coli</i>, afirmou Adalberto. "A gente transferiria a tecnologia para fornecimento gratuito pelo SUS. O que sobrasse, seria vendido para o mercado latino-americano e depois para o resto do mundo."</p>
<p dir="ltr">Estamos produzindo uma asparaginase melhorada em relação ao que há no mercado, que causa diversos efeitos colaterais, disse Adalberto. Ele afirmou que um biorreator de mil litros abasteceria o Brasil e a América Latina, e acredita que isso é "altamente prioritário", não apenas enquanto questão econômica, mas de segurança nacional.</p>
<p dir="ltr">Cerca de 50 anos atrás, a China estava na mesma situação que o Brasil. Ela reagiu e agora é a principal fornecedora de biofármacos, disse Leoberto. "Os custos poderiam ser competitivos com os China, Índia e Itália, ou teríamos que fazer num primeiro momento uma espécie de reserva de mercado?", questionou.</p>
<p dir="ltr">Para Adalberto, isso depende do produto. No caso da dose da asparaginase, atualmente ela custa 1.600 dólares. "A chinesa está em torno de 60, 70 dólares, mas causa diversos efeitos colaterais." Avaliando o custo de produção da asparaginase peguilada, ele afirmou que seria possível produzi-la por 100 dólares a dose. "Eles também estão produzindo por menos de 100; vendem a 1600 porque são os únicos no mercado." A China apresenta mão de obra barata, mas tem custo de transporte, imposto e a questão da validade, que diminui conforme a demora para chegar nos hospitais brasileiros.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lauro-moreto/image" alt="Lauro Moretto" title="Lauro Moretto" height="255" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Lauro Moretto</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">Para Graciano, o Brasil tem autonomia na produção e exportação de medicamentos, mas alta dependência de fármacos da China e Índia. Ele apontou que em 2021, o país importou  3,2 bilhões de dólares e produziu 338 milhões de dólares de IFA. "Entendo que não estamos dando a devida importância à necessidade de independência de insumos base para atendimento da população."</p>
<p dir="ltr">Em 2019, foi apresentada uma lei para privilegiar os registros de medicamentos que tenham IFAs nacionais. Está tramitando até hoje, mas não passou da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), lembrou. O mercado brasileiro farmacêutico é o oitavo do mundo, crescendo 5% ao ano.</p>
<p dir="ltr">Para Moretto, não apenas o governo federal poderia ter uma ação, como também vários governos estaduais poderiam ter plataformas próprias, além de pedir ajuda para o governo central e adquirir protagonismo no contexto geral.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Rogério Reis/Fiogruz; arquivo pessoal de Leoberto Costa Tavares; arquivo pessoal de José Antônio<br />Graciano; Secom-UFG; arquivo pessoal de Adalberto Pessoa Junior; Câmara Municipal de São Paulo</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Farmacologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-13T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/campanha-alerta-sobre-importancia-da-imunizacao-de-rotina">
    <title>Campanha alerta sobre importância da imunização de rotina</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/campanha-alerta-sobre-importancia-da-imunizacao-de-rotina</link>
    <description>Iniciativa é uma parceria entre a Equipe Halo, da ONU, e os grupos Todos pela Vacina e União Pró-Vacina</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/vacinaemdia800x530.png/@@images/07855aba-e0a1-4a4e-9098-b1f44b6076d9.png" alt="" class="image-left" title="" />Neste 17 de outubro, Dia Nacional da Vacinação, a<strong> </strong>Equipe Halo, iniciativa global da ONU que reúne especialistas em saúde para disseminar informações seguras e confiáveis, lança a campanha #VacinaEmDia, em parceria com os grupos União Pró-Vacina e Todos Pelas Vacinas.</p>
 
<p>A iniciativa conta com diferentes ações nas redes sociais. Entre elas, a publicação do quadrinho <a href="https://www.instagram.com/p/CjtFn9DpAIG/?igshid=YmMyMTA2M2Y=">“O mundo antes das vacinas”</a>. Com roteiro feito pelo cientista  Wasim Syed, guia da Equipe Halo e membro da União Pró-Vacina, e da ilustradora Cecilia Marins e ilustrações da mesma, a história – baseada num relato pessoal da família de Syed – trata da necessidade de se vacinar contra a poliomielite e da importância de cumprir toda a agenda de imunização para se proteger de outras doenças, como a covid-19. A história também será contada na forma de áudio, no podcast <a href="https://open.spotify.com/episode/5PSXvBxol56jFI5ecl1XDM?si=92WZgWJAS9y7Dk8CcCOzBA">“Escuta a Ciência!”</a>, de Letícia Sarturi.</p>
 
<p>A diretora interina do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Roberta Caldo,  lembra que a Equipe Halo foi uma das principais frentes de combate à desinformação sobre a pandemia de covid-19. “Agora, queremos falar sobre a importância da imunização de rotina para o bem-estar de todos. E o momento é oportuno porque temos uma baixa adesão na vacinação contra a poliomielite. A data é uma ótima oportunidade para contribuir com informações confiáveis sobre o tema”, explica.<em> </em>O UNIC Rio coordena no Brasil o projeto Verificado, do qual a Equipe Halo faz parte.</p>
 
<p>Além dos quadrinhos, a campanha também vai trazer os guias da Equipe Halo para mobilizar o público nas redes sociais. No mesmo dia 17 de outubro, cientistas e profissionais da saúde, como Jaqueline Goes, Luiz Rosa, Denise Garrett e André Bafica, vão publicar vídeos em suas próprias redes, respondendo às dúvidas mais frequentes relacionadas ao tema - questões ligadas a poliomielite, varíola, covid-19 e vacinação infantil estão no roteiro. Como parte dos esforços da campanha, um chamado para o uso do filtro <a href="https://www.instagram.com/ar/372893264654235/">#VacinaEmDia</a>, em postagens no Instagram, pretende engajar toda a sociedade em prol da importância da vacinação estar em dia.</p>
 
<p>Para acessar o quadrinho, clique <a href="https://drive.google.com/drive/folders/188TOZAWMCX022euWxQszXeB2OLDh0MF7?usp=sharing">aqui</a>.</p>
 
<p><strong>Sobre a Equipe Halo</strong></p>
 
<p>O projeto Equipe Halo é uma ação global que tem o objetivo de comunicar sobre a ciência de forma clara e acessível, por meio de ações protagonizadas por cientistas e profissionais de saúde do mundo inteiro. Desde 2020, a Equipe Halo já atingiu mais de 14 milhões de visualizações em vídeos, além de produzir diversos conteúdos e intervenções através de colaborações com o movimento #TodosPelasVacinas e organizações como Canal Futura, TikTok, YouTube, Quebrando O Tabu, KondZilla, Portal Drauzio Varella, entre outros. Para mais informações, acesse o site da Equipe Halo <a href="http://www.equipehalo.org/">aqui</a>.</p>
 
<p><strong>Sobre o União Pró-Vacina</strong></p>
 
<p>A União Pró-Vacina é uma iniciativa articulada pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP em parceria com diversas instituições científicas e acadêmicas. Entre as ações realizadas estão produção de material informativo; intervenções em escolas, espaços públicos e centros de saúde; eventos expositivos e combate às informações falsas. Saiba mais <a href="http://sites.usp.br/iearp/uniao-pro-vacina">aqui</a>.</p>
 
<p><strong>Sobre o Todos Pelas Vacinas</strong></p>
 
<p>O Todos Pelas Vacinas é uma rede criada por organizações ligadas à divulgação científica e ao combate à desinformação, unidas com um único objetivo: promover a conscientização sobre a importância da vacinação contra a covid-19 e outras doenças preveníveis por vacinas. Atualmente, a rede conta com o apoio de diversos grupos voltados para a divulgação científica, Sociedades Médicas Brasileiras, Abrasco, COSEMS-SP, ANESP, AHTP, entre outras iniciativas. O Todos Pelas Vacinas foi responsável por campanhas virtuais em prol da vacinação no país, durante a pandemia da covid-19, contando com o apoio de diversos artistas, influencers, grupos artísticos e especialistas de diversas áreas das ciências. Saiba mais <a href="https://www.todospelasvacinas.org">aqui</a>.</p>
<p><em>(Com informações de Assessoria de imprensa da ONU e AtômicaLab)</em></p>
]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>União Pró-Vacina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-10-17T14:47:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/parceria-entre-upvacina-e-turma-da-monica-destaca-importancia-da-vacinacao">
    <title>Parceria entre UPVacina e Turma da Mônica destaca importância da vacinação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/parceria-entre-upvacina-e-turma-da-monica-destaca-importancia-da-vacinacao</link>
    <description>Campanha voltada para mães, pais e responsáveis combate a desinformação e foca na segurança e eficácia das vacinas para crianças</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e2dfde58-7fff-eeb8-7ed3-b3d1288d56d1"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome35.png/@@images/3159f30e-7458-4500-8fb2-727ba5bdc806.png" alt="" class="image-left" title="" />A Mauricio de Sousa Produções e a União Pró-Vacina, projeto ligado ao Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, estão lançando uma iniciativa com a Turma da Mônica Baby para destacar a importância da vacinação. A ação, divulgada nos perfis da Turma da Mônica e da UPVacina no Instagram, apresenta sete motivos para manter o calendário vacinal atualizado na infância.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a taxa de vacinação infantil no Brasil vem sofrendo uma queda brusca: a taxa caiu de 93,1% para 71,49%. De acordo com a pesquisa, realizada em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número coloca o Brasil entre os dez países com menor cobertura vacinal do mundo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“No Brasil, enfrenta-se uma enorme queda nos índices de cobertura vacinal infantil nos últimos anos. A vacinação salva de dois milhões a três milhões de vidas por ano. Mas, para ser efetiva, é necessário que seja coletiva. Ações de comunicação que apresentam de forma correta e acessível a importância da vacinação e outras estratégias de saúde pública contribuem para uma consciência e responsabilidade coletiva. Com a Turma da Mônica Baby, acreditamos que essa mensagem chegará mais longe”, afirma Nathália Pereira da Silva Leite, divulgadora científica atuante na UPVacina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pesquisadora destaca que, graças às vacinas, desde 1989 o Brasil está livre da poliomielite, doença que leva a graves sequelas, não tem tratamento específico e pode causar a morte. No entanto, o vírus causador dessa doença ainda circula em outros países, tornando possível um retorno ao território brasileiro, caso a cobertura vacinal se mantenha em queda. Por isso, são tão importantes as ações de conscientização e informação.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para ver as imagens dessa ação, acesse os perfis da </span><a href="https://www.instagram.com/turmadamonica"><span>Turma da Mônica</span></a><span> e da </span><a href="https://www.instagram.com/upvacina"><span>UPVacina</span></a><span> no Instagram.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre a UPVacina</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/projetos/uniao-pro-vacina/"><span>União Pró-Vacina</span></a><span> é uma iniciativa articulada pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP em parceria com diversas instituições científicas e acadêmicas. Entre as ações realizadas estão produção de material informativo; intervenções em espaços públicos, eventos expositivos e combate às informações falsas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para receber notícias de eventos e ações do IEA-RP, assine nossa </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfeLzpdTSVhiLb6TTuwFlqdAo18fuXQZab-euAfZmLjJzU0iw/viewform"><span>newsletter</span></a><span> ou inscreva-se em nosso canal do </span><a href="https://t.me/iearp"><span>Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Com informações da Máquina Cohn &amp; Wolfe e JAL Comunicação</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Infância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>União Pró-Vacina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-11-07T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/professora-explica-riscos-da-poliomielite-e-importancia-das-vacinas">
    <title>Professora explica riscos da poliomielite e importância das vacinas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/professora-explica-riscos-da-poliomielite-e-importancia-das-vacinas</link>
    <description>Entrevista com Letícia Sarturi, que também apresenta o podcast Escuta a Ciência! será exibida no USP Analisa desta sexta, às 16h45</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-88a4b8fa-7fff-91fe-195f-a1579c1bff75"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome38.png/@@images/d5741148-711d-472e-8f6b-8d13cc997ee5.png" alt="" class="image-left" title="" />Com a queda nos índices vacinais no Brasil, doenças que estavam controladas até pouco tempo atrás voltaram a ser uma séria ameaça para as crianças. No USP Analisa desta semana, a professora universitária e apresentadora do podcast Escuta a Ciência, Letícia Sarturi Pereira, fala sobre os riscos da poliomielite e a importância das vacinas contra ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela explica que o poliovírus, causador da doença, é transmitido pelas fezes e pela saliva da pessoa infectada. Ao entrar no corpo, ele se multiplica nos linfonodos (estruturas que funcionam como filtros para substâncias nocivas) e acabam atingindo o sangue.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Essa primeira viremia, quando o vírus atinge o sangue, pode gerar uma certa quantidade de sintomas que a criança sente, mas a maior gravidade ocorre quando a doença não é contida, quando o vírus segue, continua se multiplicando e há uma viremia secundária. Ou seja, o vírus aumenta sua quantidade de cópias dentro do organismo e isso pode gerar, por exemplo, a infecção no sistema nervoso central. Esse vírus consegue então provocar lesões que acometem principalmente a parte motora, o que resulta na paralisia”, conta Letícia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo a professora, existem atualmente no país duas vacinas distribuídas gratuitamente no Sistema Único de Saúde: a injetável (VIP), aplicada nos primeiros meses de vida, e a oral (VOP), usada como reforço a partir dos 15 meses de idade. Ambas são feitas com a cepa vacinal do poliovírus, que é diferente do poliovírus selvagem.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Nesse esquema vacinal, há uma imunidade conferida pela vacina de vírus injetável, que é muito segura porque é só o vírus morto, e depois é feito um reforço pela vacina oral. E esse reforço é importante, sim, para conferir uma imunidade nas mucosas gastrointestinal e oral, evitando a evolução da doença, porque aumenta o nível de anticorpos do tipo IgA, que previnem a replicação do vírus caso a criança tenha contato com ele”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é quinzenal e leva ao ar nesta sexta, às 16h45, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-11-30T20:02:23Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/upvacina-auxilia-articuladores-no-combate-a-desinformacao-sobre-vacinas">
    <title>UPVacina auxilia articuladores no combate à desinformação sobre vacinas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/upvacina-auxilia-articuladores-no-combate-a-desinformacao-sobre-vacinas</link>
    <description>Projeto participou de evento sobre o tema com profissionais da atenção básica promovido pela DRS-XIII em Ribeirão Preto </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-3667945f-7fff-1544-3c6a-73ea85d81baf"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/up1.png/@@images/1b052a6b-cd32-4a86-94af-3b70728719c5.png" alt="" class="image-left" title="" />A baixa cobertura vacinal para diversas doenças vem preocupando cada vez mais profissionais e órgãos públicos de saúde. Na região de Ribeirão Preto, a situação não é diferente e levou o </span><a href="http://www.saude.sp.gov.br/ses/institucional/departamentos-regionais-de-saude/drs-xiii-ribeirao-preto"><span>Departamento Regional de Saúde (DRS-XIII)</span></a><span> a promover um evento no início de agosto para discutir o tema e buscar formas de solucioná-lo. O encontro reuniu articuladores da Atenção Básica de 26 municípios da região e contou com a participação da </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/uniao-pro-vacina/"><span>União Pró-Vacina</span></a><span>, projeto ligado ao Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Durante sua palestra, a integrante da UPVacina, Nathália Pereira da Silva Leite, que também é mestranda do programa de pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, fez uma contextualização geral sobre desinformação envolvendo vacinas, elencou os principais motivos desse fenômeno no Brasil e abordou estratégias de como combatê-lo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Mostrei aos articuladores como identificar as causas da desinformação, que no Brasil, de acordo com dados que elenquei em meu trabalho de conclusão de curso, têm respaldo principalmente na desconfiança sobre o processo de desenvolvimento e pesquisa das vacinas e no receio dos eventos adversos. Expliquei também como apresentar a informação de maneira correta e com argumentos adequados, a partir da identificação da causa dessa desinformação”, conta Nathália.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pesquisadora trouxe ainda materiais desenvolvidos por outro integrante da UPVacina, o doutorando do Programa Interunidades de Biotecnologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP Wasim Syed, sobre a “anatomia” das </span><span>fake news</span><span>, ou seja, como essa desinformação costuma ser apresentada.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os articuladores da Atenção Básica que participaram do evento trouxeram casos rotineiros para debater. Segundo Nathália, o principal questionamento dos profissionais foi sobre o pouco tempo para se atualizar, enquanto surgem novas desinformações a todo momento. “A maioria dessas desinformações sempre é uma reciclagem da anterior. Além disso, muitas podem ser desmistificadas pelos profissionais utilizando seu próprio conhecimento científico, principalmente por eles já atuarem na área da saúde e geralmente terem uma visão mais crítica sobre assuntos que envolvem o tema”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A integrante da UPVacina destaca que ter um espaço como esse para discutir o combate à desinformação é muito importante porque, embora isso seja uma estratégia de saúde pública, o debate de uma forma mais ativa é pouco realizado nas instituições.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A demanda do DRS-XIII mostra a preocupação com essa estratégia e o encontro que incluiu essa pauta é uma forma de estratégia para ajudar a mitigar o problema da queda na cobertura vacinal. Acredito que organizações como a UPVacina e como as próprias escolas são essenciais e complementares à essa gestão de saúde pública”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A diretora do DRS-XIII Adriana Ruzene considerou o evento bastante positivo. “Foi um encontro muito importante para conhecer os problemas relacionados à vacinação identificados pelos municípios e para que os profissionais e técnicos de saúde se atualizem sobre a sensibilização da população, visando diminuir o impacto das fake news e estimular estratégias da cobertura vacinal”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre a UPVacina</b></span></p>
<p><span>A </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/uniao-pro-vacina/"><span>União Pró-Vacina</span></a><span> é uma iniciativa de extensão articulada pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP em parceria com instituições científicas, acadêmicas e grupos de divulgação científica. O objetivo é unir Academia, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas. </span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>União Pró-Vacina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-12T13:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/cervejaria-vira-palco-para-bate-papo-sobre-inovacao-em-saude">
    <title>Cervejaria vira palco para bate-papo sobre inovação em saúde</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/cervejaria-vira-palco-para-bate-papo-sobre-inovacao-em-saude</link>
    <description>“De Papo pro Bar” propõe levar periodicamente aos bares de Ribeirão Preto discussões sobre temas ligados ao ambiente acadêmico, como forma de ampliar o acesso do público ao conhecimento</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-71f81037-7fff-22f4-5d6d-20f89c82244c"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/800x530site.png/@@images/94c31b0d-542b-449f-a988-f2122487a8a4.png" alt="" class="image-left" title="" />O calor tem batido recordes nas últimas semanas em Ribeirão Preto. Em terras já conhecidas por suas altas temperaturas e pela produção cervejeira, nada mais apropriado que aproveitar um início de noite em um bar. E se o acompanhamento dessa bebida refrescante fosse um bate-papo descontraído sobre… inovação?</span></p>
<p dir="ltr"><span>Essa é a proposta da primeira edição do “De Papo pro Bar”, que vai levar ao palco do bar da Cervejaria Invicta no dia 19 de outubro, a partir das 19h, quatro especialistas ligados à inovação na área de saúde - que, aliás, é outra marca da cidade, além do calor e das boas cervejas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e pelo Centro de Terapia Celular da USP em parceria com a Agência USP de Inovação Polo Ribeirão Preto e com o apoio da Cervejaria Invicta. A ideia é levar periodicamente aos bares da cidade conversas sobre temas que costumam ser discutidos com mais frequência apenas em ambientes ligados às universidades, permitindo assim que o público geral tenha acesso ao conhecimento produzido nesses locais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Participam desse primeiro bate-papo a </span><span>fundadora da startup In Situ Terapia Celular, Carolina Caliari Oliveira; </span><span>a responsável pelo</span><span> Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Hemocentro de Ribeirão Preto, Giovana Maria Lanchoti Fiori, e o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica do Supera Parque, Willy de Goes. A mediação será da agente de inovação dos Polos Ribeirão Preto e Bauru da Agência USP de Inovação, Flávia Oliveira do Prado Vicentin.</span></p>
<p><span>Não é preciso se inscrever para participar, basta levar sua sede de saber mais sobre esse tema! O bar da Cervejaria Invicta fica na Av. do Café, 1881, Vila Amélia. Mais informações sobre o evento: (16) 3315 0368 ou </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-05T14:35:07Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109">
    <title>Saúde, nutrição e cidades são os temas da revista Estudos Avançados 109</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109</link>
    <description>A edição 109 da revista Estudos Avançados, lançada em outubro, traz os dossiês "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-109" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 109" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 109" /></a></p>
<p>Os três dossiês da <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n109/">edição 109 de <i>Estudos Avançados</i></a>, lançada este mês, mantêm a tradição da revista em "abordar temas de relevância social e de inquestionável atualidade, aliando a comunicação de resultados de pesquisa ao debate público", nas palavras de seu editor, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Os temas desta vez são "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias". A intenção, como sempre, é colaborar com a "formulação e implementação de políticas governamentais voltadas para a superação de problemas que afetam a qualidade de vida e para redução das desigualdades sociais".</p>
<p>A interdisciplinaridade das análises é demonstrada logo no artigo de abertura do dossiê “Promoção da Saúde”, intitulado “Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo Importante Travado nos Assentamentos Precários de São Paulo”. De autoria de especialistas em geografia, urbanismo e patologia, o estudo analisou dados de moradores da cidade de São Paulo que morreram, de 2010 a 2016, por doenças do aparelho circulatório ou foram internados (pelo SUS), de 2011 a 2016, pelas mesmas doenças. Foram considerados o tipo de assentamento de moradia dos indivíduos (aglomerado subnormal, precário ou regular), idade e sexo.</p>
<p>A diferença da saúde cardiovascular entre os três tipos de assentamentos, avaliada por meio das proporções de internações hospitalares e pelas taxas de mortalidade, evidencia que quase 1,7 milhão de pessoas em São Paulo estão em grande desvantagem em relação aos restantes 85% da população.</p>
<p>Apesar de a habitação precária ser “a causa ou um fator determinante de muitas patologias físicas e mentais”, outro estudo do dossiê demonstra que “o marco legal da saúde no Brasil restringe ou mesmo proíbe o uso de recursos da saúde em questões habitacionais, delimita a composição das equipes de saúde a profissões médico-hospitalares, bem como não considera o uso de recursos de outras funções orçamentárias na provisão habitacional para fins específicos de saúde”.</p>
<p>Tais delimitações deveriam ser removidas em situações em que houver evidência científica de que a questão habitacional seja um determinante social da saúde, recomenda o artigo “Por Que o Investimento e Foco em Questões Habitacionais É também uma Medida de Saúde”.</p>
<p><strong>Vulnerabilidade</strong></p>
<p>Há de se considerar também o quadro de múltiplas vulnerabilidades dos territórios periféricos, o que torna a intervenção nesses espaços um desafio que precisa ser encarado a partir da lógica dos problemas complexos, pois “não dispõem de uma solução única e linear para a sua superação”, alerta um terceiro estudo. Baseando-se em trabalhos desenvolvidos pela Fundação Tide Setubal na periferia de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo, o artigo “Intersetorialidade e Melhorias Urbanas em Territórios Periféricos: O Caso de São Miguel Paulista” propõe que a intersetorialidade seja promovida a partir do orçamento público, da mensuração de impacto e do protagonismo das comunidades.</p>
<p>O dossiê também apresenta um estudo sobre história das ideias quanto as condições para o desenvolvimento dos indivíduos. O artigo “Educação, Saúde e Progresso: Discursos sobre os Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento da Criança (1930-1980)” mostra como no período estudado havia uma “forte associação entre a promoção do desenvolvimento dos indivíduos e o progresso social".</p>
<p>“Entendia-se que os investimentos públicos na criação de melhores condições de saúde e educação para as crianças favoreceria o avanço do país.” A escola era vista como “um ambiente propício ao desenvolvimento saudável e à civilização das crianças.”</p>
<p>Essa perspectiva de desenvolvimento transformou-se, quanto à saúde, em vulnerabilidade em muitas áreas periféricas onde o controle do território é exercido pelo crime organizado. A situação é exemplificada em estudo de unidade básica de saúde situada em área dominada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>Baseado em diário de campo e entrevistas abertas com diferentes interlocutores do território de uma unidade de saúde periférica de um município de médio porte do estado de São Paulo, o trabalho apontou que, “diante da ausência ou insuficiência do Estado em territórios de vulnerabilidade social, o tráfico pode funcionar tanto como agente de precarização das relações de trabalho entre equipes de saúde e a comunidade quanto como provedor de mecanismos de suporte e proteção para a população, mediação e gerenciamento das relações cotidianas da população, incluindo sua relação com os equipamentos de saúde”.</p>
<p><strong>Promoção da saúde</strong></p>
<p>Mesmo diante de inúmeras vulnerabilidades sociais, é preciso encontrar meios para a promoção da saúde. Torna-se relevante, então, compreender as diferentes interpretações sobre a promoção da saúde, em que pese o fato de o campo estar passando por um processo de institucionalização e fortalecimento. Artigo de sanitaristas discute essas interpretações, cuja diversidade demonstra a necessidades de aprofundar alguns temas, como o papel do setor de saúde, a mudança comportamental e a abordagem individuais, afirmam os pesquisadores.</p>
<p>Em seu estudo, eles apresentam outras formas de compreensão destes temas, por meio da contribuição de trabalhadores, gestores da atenção básica e de especialistas na questão, de forma a "ampliar as possibilidades da prática da promoção da saúde na atenção básica".</p>
<p>A metodologia do trabalho incluiu a realização de entrevista semiestruturada com especialistas e consulta a gestores e trabalhadores municipais da atenção básica por meio do formulário eletrônico FormSUS. Foram entrevistados 13 especialistas, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, do Grupo de Trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GTPSDS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), "grupo que defende a atuação na determinação social e não se restringe aos fatores de risco e proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)".</p>
<p>Outro estudo do dossiê analisou o impacto da implantação de ciclovias na cidade de São Paulo na prática de atividades físicas no lazer por um grupo 1.431 pessoas, moradoras no máximo a 1 km de ciclovias, e as correlações dessa prática com os índices de hipertensão arterial. O trabalho aponta a necessidade de melhoria das condições ambientais (implantação de ciclovias, por exemplo) nas áreas de maior carência socioeconômica da cidade, para maior oportunidade de prática de atividade física e a consequente redução nas taxas de hipertensão arterial e outras doenças crônicas.</p>
<p><strong>Bem viver</strong></p>
<p>A melhoria na qualidade de vida também é tema de outro artigo, que reúne a articula noções de bem viver em quatro matrizes principais: a das visões de mundo indígenas; a do pensamento utópico latino-americanista; a estatal; e a socioambiental. Segundo os autores, essas matrizes "guardam entre si aspectos convergentes, formando um núcleo comum emulador de novas propostas filosóficas, econômicas e políticas, enquanto alternativas ao modelo de vida, trabalho e relação com o ambiente produzido pelo capitalismo neoliberal".</p>
<p>A autonomia de pessoas em situação de curatela também é discutida no dossiê. Estudo de pesquisadores da área do direito examina a possibilidade de consentimento substitutivo no âmbito da saúde em casos de pessoas em situação de curatela, para averiguar se seria permitido ao representante legal de pessoas com deficiência decidir também sobre aspectos existenciais.</p>
<p>O dossiê se encerra com trabalho sobre a realidade socioambiental da implementação da logística reversa de medicamentos para minimizar a contaminação por fármacos, de maneira a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pertinente. O estudo destaca as ações de controle, monitoramento e educação ambiental para redução dos impactos dos resíduos farmacêuticos e promoção da sustentabilidade.</p>
<p><span><strong>Nutrição</strong></span></p>
<p><strong> </strong>O primeiro artigo do dossiê “Segurança Alimentar” visa contribuir para a análise do cenário atual sobre insegurança alimentar no Brasil, a partir dos estudos feitos por dois grupos de pesquisa do IEA (Nutrição e Pobreza; Saúde Planetária) em parceria com o Eixo AgriBio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP.</p>
<p>A contribuição da produção agrícola nas cidades para a melhoria desse cenário é explicitada em artigo sobre  os resultados do debate Agricultura Urbana e Segurança Alimentar e Nutricional: O Alimento Orgânico na Alimentação Escolar, ocorrido no 11º Seminário Serviço, Pesquisa e Política Pública. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza e pelo Grupo de Estudos de Agricultura Urbana, também do IEA.</p>
<p>O conjunto de textos inclui a análise de projeto prático de cuidado em saúde e alimentar de famílias com crianças e adolescentes em situação de má nutrição. O trabalho tratou da “cadeia curta de produção-comercialização” de alimentos para a sustentação das ações de projeto envolvendo famílias com crianças e adolescentes atendidas pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren).</p>
<p>Um tema recente do espectro de hábitos alimentares, o flexitarianismo, também está presente no dossiê, com um estudo sobre os fatores que levam os flexitarianos a diferentes níveis de redução no consumo de carne.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>Em 2009, por meio de uma lei municipal, foram estabelecidas estratégias de adaptação às mudanças climáticas e gestão de desastres na cidade de São Paulo. O artigo inicial do dossiê “Cidades e Tecnologias”, analisa a efetividade do quadro legal dessa política, sua articulação com outras normas relevantes e com o direito ambiental e como vem sendo construída sua governança.</p>
<p>As mudanças climáticas e outros fatores, como o El Niño, têm impacto direto na disponibilidade de água, como demonstra a atual seca que afeta diversos municípios na Amazônia, carentes de políticas e estrutura para enfrentar o problema. Daí a importância de os municípios terem maior participação no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), alertam os autores do artigo "A Governança das Águas no Brasil: Qual o Papel dos Municípios?".</p>
<p>Além de fraca participação no sistema, os pesquisadores indicam que, em geral, os municípios não possuem uma política sobre recursos hídricos. Outro problema, apontam, é o fato de as reformas legais incidentes sobre os recursos hídricos tenderem a fragilizar ainda mais o papel dos municípios no Singreh.</p>
<p>As soluções baseadas na natureza também estão presentes no dossiê, em artigo que trata da integração desse tipo de solução num projeto de revitalização de brownfield (área urbana subutilizada e degradada cuja transformação propicia benefícios à população).</p>
<p>O processo evolutivo das cidades é abordado em duas vertentes no dossiê: filosófica e tecnológica. Um artigo discute alguns conceitos criados pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), como disciplina e biopoder, e os aplica à história do urbanismo brasileiro, especialmente nos casos do Rio de Janeiro e São Paulo. Outro texto examina as tecnologias que têm levado a uma revolução urbana, com o surgimento das cidades inteligentes, em função da proliferação de equipamentos eletrônicos conectados ininterruptamente, que permitem gerenciar a estrutura urbana de forma mais eficiente e otimizada, afirmam os autores.</p>
<p><strong><strong><i>Os exemplares impressos da edição 109 de </i>Estudos Avançados <i>estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><i>estavan@usp.br</i></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><span> 
<hr />
<br />Sumário</span></h3>
<p><span><strong>Promoção da Saúde</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo I</span><span>mportante Travado nos Assentamentos P</span><span>recários de São Paulo - </span><i><span>Ligia Vizeu Barrozo, Carlos Leite, Edson </span><span>Amaro Jr. e Paulo Hilário Nascimento Saldiva</span></i></li>
<li><span>Por Que o Investimento e Foco em Questões H</span><span>abitacionais É também uma Medida de Saúde - </span><i><span>Eduardo Castelã Nascimento, </span><span>Wesllay Carlos Ribeiro e Suzana Pasternak</span></i></li>
<li><span>Intersetorialidade e Melhorias Urbanas </span><span>em Territórios Periféricos: O</span><span> Caso de São Miguel Paulista - </span><span><i>Mariana Almeida</i></span></li>
<li><span>Educação, Saúde e Progresso: D</span><span>iscursos sobre os Efeitos do Ambiente </span><span>no Desenvolvimento da Criança (1930-1980) - </span><span><i>Ana Laura Godinho Lima</i></span></li>
<li><span>Atenção Básica em Saúde em um Cenário </span><span>de Vulnerabilidade: Produção de Saúde </span><span>e Governança Informal do Tráfico - </span><i><span>Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, </span><span>Sabrina Helena Ferigato, Massimiliano Minelli </span><span>e Thelma Simões Matsukura</span></i></li>
<li><span>A Promoção da Saúde na Atenção Básica: O</span><span> Papel do Setor Saúde, a Mudança C</span><span>omportamental e a Abordagem Individual - </span><i><span>Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, </span><span>Marco Akerman e Simone Cynamon Cohen</span></i></li>
<li><span>Ciclovias, Atividade Física no Lazer </span><span>e Hipertensão Arterial: Um Estudo Longitudinal - </span><i><span>Alex Antonio Florindo, Guilherme Stefano - </span><span>Goulardins e Inaian Pignatti Teixeira</span></i></li>
<li><span>Entre Utopias Desejáveis e Realidades Possíveis: N</span><span>oções de Bem Viver na Atualidade - </span><i><span>Gabriel Castro Siqueira, Bruno Simões </span><span>Gonçalves e Alessandro de Oliveira dos Santos</span></i></li>
<li><span>Os Limites da Curatela e o Consentimento Livre </span><span>e Esclarecido da Pessoa com Deficiência - </span><i><span>Jussara Maria Leal de Meirelles </span><span>e Ana Paula Vasconcelos</span></i></li>
<li><span>Logística Reversa de Medicamentos no Brasil: U</span><span>ma Análise Socioambiental - </span><i><span>Sara Raquel L. B. de Lima, Viviane Souza </span><span>do Amaral e Julio Alejandro Navoni</span></i></li>
</ul>
<p><strong><span> </span><span>Segurança alimentar</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Segurança Alimentar: Reflexões </span><span>sobre um Problema Complexo - </span><span><i>Semíramis Martins Álvares Domene et al.</i></span></li>
<li>Alimentação Saudável, Agricultura Urbana e Familiar -<i> </i><i>Ana Lydia Sawaya et al.</i></li>
<li><span>Nas Brechas do Cotidiano: Construindo R</span><span>eflexões sobre Práticas e Saberes Profissionais </span><span>a partir da Comida do Território - </span><i><span>Giulia de Arruda Maluf, Maria Paula </span><span>de Albuquerque, Maria Fernanda Petroli </span><span>Frutuoso e Bernardo Teixeira Cury</span></i></li>
<li><span>O Que Influencia os Flexitarianos </span><span>a Reduzir o Consumo de Carne no Brasil? - </span><i><span>Mariele Boscardin, Andrea Cristina Dorr, </span><span>Raquel Breitenbach e Janaína Balk Brandão</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Cidades e Tecnologias</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas e Prevenção </span><span>a Desastres na Cidade de São Paulo - </span><i><span>Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Andresa </span><span>Tatiana da Silva e Fernanda dos Santos Rotta</span></i></li>
<li><span>A Governança das Águas no Brasil: Q</span><span>ual o Papel dos Municípios? - </span><i><span>Valérie Nicollier, Asher Kiperstok </span><span>e Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes</span></i></li>
<li><span>Soluções Baseadas na Natureza em Projetos </span><span>de Revitalização de Brownfields Urbanos: N</span><span>ovos Paradigmas para Problemas Urbanos - </span><i><span>Evandro Nogueira Kaam </span><span>e Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo</span></i></li>
<li><span>Sobre Foucault e o Urbanismo Brasileiro: U</span><span>ma Genealogia do Planejamento </span><span>(c. 1850s-1945) - </span><span><i>Joel Outtes</i></span></li>
<li><span>Cidades Cognitivas: Utopia Tecnológica </span><span>ou Revolução Urbana? - </span><span><i>Marcio Lobo Netto e João Francisco Justo</i></span></li>
<li><span>Intraempreendedorismo e Inovação </span><span>em Organizações Públicas: C</span><span>aso do Censo no Brasil - </span><i><span>Roberto Kern Gomes </span><span>e Magnus Luiz Emmendoerfer</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-23T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/saude-da-mulher">
    <title>Observatório de novo grupo tratará de aspectos que afetam a saúde da mulher</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/saude-da-mulher</link>
    <description>Grupo de estudos planejará e criará Observatório da Saúde da Mulher com o objetivo de contribuir com a formulação de políticas públicas que atendam a todos os aspectos ligados à saúde feminina.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mulher-correndo-em-parque/image" alt="Mulher correndo em parque" title="Mulher correndo em parque" height="390" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Observatório tratará de questões físicas, mentais, socioculturais e econômicas ligadas à saúde da mulher</dd>
</dl></p>
<p>A discussão de estratégias que mitiguem as diversas condições que afetam a saúde e a qualidade de vida das mulheres agora conta com um novo fórum, o Grupo de Estudos de Saúde da Mulher, criado em março no IEA. O grupo pretende planejar e implantar um observatório destinado ao mapeamento e tratamento de dados multidisciplinares que possam apoiar a tomada de decisões por gestores dos setores público e privado e do terceiro setor.</p>
<p>Segundo os proponentes do grupo, o Observatório de Saúde da Mulher “favorecerá a construção de um plano para realizar a cartografia da saúde da mulher em suas várias facetas, criando elos robustos com a sociedade, embasados em dados qualificados para a elaboração de políticas públicas”. Para tanto, a abordagem interdisciplinar deve contar com a participação de pesquisadores das áreas da saúde, engenharia, humanidades e ciências exatas e sociais.</p>
<p>A meta é a compreensão da saúde da mulher em seu macrocontexto, abrangendo de forma integrada seus aspectos físicos, mentais, socioculturais e econômicos e levando em conta a agenda de debates em torno da igualdade e oportunidades em políticas de gêneros.</p>
<p>Para esse fim, o observatório será estruturado em 11 eixos temáticos:</p>
<ul>
<li>Saúde da Mulher à Flor da Pele – A Interface com a Dermatologia;</li>
<li>Observatório de Saúde Bucal da Mulher</li>
<li>Observatório da Saúde Mental da Mulher;</li>
<li>Oncologia e a Saúde da Mulher;</li>
<li>O Coração e a Saúde da Mulher;</li>
<li>Saúde da Mulher Trans;</li>
<li>Saúde da Mulher, Estilo de Vida e Bem-Estar;</li>
<li>Violência Sexual e Doméstica;</li>
<li>A Sexualidade nas Fases da Evolução Biológica da Mulher;</li>
<li>Meio Ambiente e As suas Interfaces com a Saúde da Mulher;</li>
<li>Saúde da Mulher e Arte (com a participação do grupo teatral de contação de estórias <a class="external-link" href="https://www.instagram.com/ciaascles/">As Clês</a> e do artista plástico <a class="external-link" href="https://www.instagram.com/jameskudo/">James Kudo</a>).</li>
</ul>
<p>Além da criação do Observatório de Saúde da Mulher, os outros objetivos principais do grupo são:</p>
<ul>
<li>fornecer métodos de acesso fácil a informações baseadas em evidências, bem como promover campanhas preventivas sobre conscientização de saúde e seus impactos;</li>
<li>disseminar para o público em geral a importância da condição de mulher saudável como requisito para sua plena participação em todos os âmbitos da sociedade e impacto positivo em sua qualidade de vida, com ênfase na eliminação de estigmas, tabus e leque de preconceitos que perpetuam as inequidades de gênero;</li>
<li>apoiar a causa da mulher no climatério, promovendo a popularização de estudos científicos como ferramenta imprescindível aos processos de discernimento e conscientização sobre os aspectos ligados à essa condição;</li>
<li>propiciar capacitações técnicas e/ou científicas em saúde da mulher nas modalidades presencial e a distância (teleorientação e telemonitoramento);</li>
<li>promover articulações diretas com outros grupos do Instituto, como o de <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-espaco-urbano-e-saude" class="external-link">Espaço Urbano e Saúde</a> e o grupo de trabalho em gênero do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/tribunal-de-contas-do-municipio-de-sao-paulo/observatorio-de-politicas-publicas" class="external-link">Observatório de Políticas Públicas</a> (parceria entre o IEA e o Tribunal de Contas do Município de São Paulo), e com organizações não governamentais.</li>
<li>interagir com os formuladores e gestores de políticas públicas e/ou privadas no Brasil e no exterior, especialmente com a Organização Mundial da Saúde e a Organização Panamericana de Saúde, de forma a colaborar com a construção e disseminação de conhecimento científico com impacto em políticas de forma universal, equânime, descentralizada e permanente.</li>
</ul>
<p>O grupo conta o apoio da <a href="https://www.al.sp.gov.br/alesp/frentes-parlamentares-detalhe/?idFrente=3901">Frente Parlamentar da Saúde Bucal da Mulher</a> da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), do hospital e centro de pesquisa <a href="https://accamargo.org.br/">A.C. Camargo Cancer Center</a> e de organizações não governamentais, como o <a href="https://umnovoolhar.org/">Instituto Um Novo Olhar</a>, dedicado ao tratamento médico gratuito a mulheres vítimas de violência doméstica.</p>
<p>Os trabalhos resultarão em diagnósticos por meio de discussões sobre as demandas oriundas das deficiências atuais que venham a ser detectadas pelo observatório. As análises críticas serão resultado de dinâmicas de grupo e estudos de desempenho. As atividades educacionais, teóricas e práticas, compreenderão aulas, palestras, workshops, e seminários, nos níveis de graduação, pós-graduação e extensão.</p>
<p>As atividades demandarão também a criação e produção de material iconográfico para aplicações em: treinamento de recursos humanos; disponibilização de conteúdos multimídia, inclusive via redes socais; biblioteca digital; e intercâmbio com outras instituições via videoaula, videoconferências, webinars e live webcasts.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/program-saude-da-mulher-de-brasilia-2023/image" alt="Programa Saúde da Mulher de Brasília - 2023" title="Programa Saúde da Mulher de Brasília - 2023" height="312" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Grupo pretende contribuir com a elaboração de políticas públicas que promovam a saúde feminina; na foto, ação do Programa Saúde da Mulher, do governo do Distrito Federal, em 2023 </dd>
</dl>A proposta do grupo está lastreada em dois Projetos Temáticos Fapesp. Um deles, sobre <a class="external-link" href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109000/efeitos-extrareprodutivos-da-melatonina-sobre-o-sistema-genital-e-mamario/">efeitos extrarreprodutivos da melatonina sobre o sistema genital e mamário</a>, é coordenado por <a class="external-link" href="https://observatorio.fm.usp.br/cv/?r=44488%7CJR,%20Jose%20Maria%20Soares">José Maria Soares Junior</a>, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina (FM) da USP. O outro está sendo analisado pela fundação e tem como coordenadora <a class="external-link" href="https://site.fo.usp.br/pessoas/docentes/silvia-vanessa-lourenco/">Silvia Vanessa Lourenço</a>, professora associada do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP. Os dois são coordenadores adjuntos do novo grupo, que tem como coordenador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/edmund-baracat" class="external-link">Edmund Chada Baracat</a>, professor titular do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da FM-USP.</p>
<p>Os membros permanentes do grupo são de diversos departamentos, Hospital das Clínicas e Instituto do Coração (Incor) da FM-USP, da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Faculdade de Odontologia (FO), da Supervisão Técnica de Saúde Lapa-Pinheiros da Prefeitura de São Paulo, do A.C. Camargo Cancer Center e do Instituto Um Novo Olhar.</p>
<p>Também integram o grupo nove pesquisadores colaborados da FM-USP, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, da Escola Politécnica, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, do Instituto de Matemática e Estatística e do Instituto de Ciências Biomédicas.</p>
<p>Os trabalhos do grupo deverão resultar em artigos científicos e técnicos, guias para profissionais de educação, saúde e público geral, matérias jornalísticas, boletins para a Rádio USP e eventos diversos, além de publicações no <a class="external-link" href="https://www.instagram.com/salivando.usp/">Projeto Salivando</a> e podcasts no site <a class="external-link" href="https://sites.usp.br/menopausando/">Menopausando</a> e construção do Portal Menstruando.</p>
<p>Outros resultados esperados são a preparação de projetos de pós-graduação (mestrado, doutorado e mestrado profissionalizante), ações educativas sobre saúde da mulher nas várias esferas sociais, elaboração de projetos de cursos de extensão e estudos de viabilidade (subprojetos a serem propostos pelos pesquisadores para obtenção de fomento.</p>
<p>É prevista ainda a produção de um livro com depoimentos de mulheres e ilustrado com trabalhos produzidos por elas em encontro no Centro de Preservação Cultura Casa da Dona Yayá, da USP, sob a orientação do artista plástico James Kudo).</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Fotos (a partir do alto): <a class="external-link" href="https://www.flickr.com/photos/garryknight/6207101524">Garry Knight/Flickr</a>; Governo do Distrito Federal</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-08T16:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-cesta-basica-tem-grande-potencial-de-impactar-positivamente-saude-dos-brasileiros">
    <title>Nova cesta básica tem grande potencial de impactar positivamente saúde dos brasileiros</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/nova-cesta-basica-tem-grande-potencial-de-impactar-positivamente-saude-dos-brasileiros</link>
    <description>Afirmação é da professora da Faculdade de Saúde Pública da USP Maria Laura da Costa Louzada, em entrevista ao USP Analisa desta semana, que discute os reflexos da mudança nessa legislação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7787b9a0-7fff-6a2d-52a6-6b2b5349f58d"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome20240405T152824.646.png/@@images/cf16272b-4b7c-4ac0-aac6-fc5db9b73913.png" alt="" class="image-left" title="" />Recentemente, o governo federal fez uma série de mudanças na composição da cesta básica, dando prioridade aos alimentos mais saudáveis e excluindo os ultraprocessados. As alterações também devem impactar políticas públicas voltadas ao combate à insegurança alimentar e ao estímulo de uma alimentação mais saudável. Para refletir sobre as consequências dessas mudanças e a evolução da alimentação do brasileiro ao longo do tempo, o USP Analisa conversa nesta semana com a professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, Maria Laura da Costa Louzada.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela explica que o alcance dessas mudanças é amplo porque todos os programas do governo relacionados à cesta básica utilizam essa legislação, como o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Além disso, há um reflexo disso na própria economia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O Dieese [Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos] e outros órgãos da economia monitoram os preços e as ações do governo em relação a essa cesta básica de alimentos. Por fim, uma coisa muito importante também é que essa legislação pode pautar outras políticas públicas. Por exemplo, agora a gente está discutindo a tributação de alguns alimentos e a desoneração de impostos de outros, e com certeza essa legislação que define a nova cesta básica vai ser usada como referencial teórico para a gente debater isso na sociedade”, explica a professora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela destaca que a nova cesta básica é baseada nas recomendações do Guia Alimentar da População Brasileira, um documento do Ministério da Saúde voltado a promover uma alimentação saudável e sustentável para a população. Um dos pontos principais para ela, nas mudanças, é a ausência dos alimentos ultraprocessados.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Nos últimos anos, a gente viu uma transição alimentar na população brasileira, que come cada vez menos alimentos tradicionais, menos preparações culinárias baseadas nos alimentos </span><span>in natura</span><span> e minimamente processados, e cada vez mais ultraprocessados. Com isso, a Ciência da Nutrição começou a descobrir que esses alimentos estavam causando doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. E ao dizer que a cesta básica não vai ter ultraprocessados, mas sim alimentos </span><span>in natura</span><span> e minimamente processados, em sua maior parte, e também um pouco também de processados, como queijo e pão, o governo está dando uma resposta à sociedade de que se preocupa, sim, com a saúde e com o meio ambiente. Combinada com vários outros programas e políticas, a nova cesta básica tem muito potencial de impactar positivamente a saúde dos brasileiros”, afirma.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além da conversa com Maria Laura, o podcast USP Analisa traz uma entrevista com a diretora da ACT Promoção da Saúde e integrante do grupo de referência da Cátedra Josué de Castro, Paula Johns. O conteúdo pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-05T19:04:54Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/alimentos-regionais-precisam-ser-valorizados-para-desestimular-consumo-de-ultraprocessados-afirma-especialista">
    <title>Alimentos regionais precisam ser valorizados para desestimular consumo de ultraprocessados, afirma especialista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/alimentos-regionais-precisam-ser-valorizados-para-desestimular-consumo-de-ultraprocessados-afirma-especialista</link>
    <description>Paula Johns, entrevistada no USP Analisa, preservar esse tipo de alimentação, estimulada pela nova cesta básica, pode ajudar a combater a fome e a obesidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-d0b20a72-7fff-be8b-a6e2-194a0d48862a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome20240419T160517.233.png/@@images/3b9e955f-70bc-4f3f-aafa-7790823e3bf3.png" alt="" class="image-left" title="" />A alteração na legislação que define os alimentos integrantes da cesta básica, feita pelo governo federal em março, foi importante para atualizar regras que datam da década de 1930 e que precisavam refletir as mudanças no conceito de alimentação adequada e saudável ocorridas nesse período. É o que afirma a diretora da ACT Promoção da Saúde e integrante do grupo de referência da Cátedra Josué de Castro, Paula Johns, entrevistada dessa semana no USP Analisa, que destaca também a importância dessa atualização para as políticas públicas do setor.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A gente vive no Brasil essa situação da fome convivendo com a obesidade, essa pandemia que acontece no mundo inteiro das diversas formas de má alimentação, da má nutrição em todas as suas expressões, seja passando fome, ou seja, ter acesso restrito a alimento, a encher barriga, mas também principalmente a que tipo de alimento que a gente está tendo acesso. Essa atualização é fundamental no mundo de hoje para podermos, inclusive, enfrentar o problema da fome no Brasil com comida de verdade, com comida de qualidade, com aquela comida que nos alimenta e nos nutre”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Paula destaca que, embora os ultraprocessados estejam cada vez mais baratos e acessíveis  principalmente às populações de rendas menores, o Brasil ainda não tem um consumo predominante desses produtos em relação à alimentação como um todo. Segundo ela, apenas 20% da dieta do brasileiro é composta por esses alimentos, índice muito mais baixo do que os de Inglaterra e Estados Unidos, por exemplo, onde os ultraprocessados representam de 60 a 80% da dieta das populações.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A gente precisa proteger o arroz com feijão e legumes, verduras e coisas diversificadas. Porque uma dieta saudável é também diversificada, com alimentos locais, regionais, com todos os chamados produtos alimentícios não convencionais. Há uma quantidade enorme de plantas comestíveis que não são nem aproveitadas, frutas regionais, enfim, existe uma riqueza enorme na sociobiodiversidade brasileira. É preciso valorizar, preservar e promover esse tipo de alimentação, porque ela vem sendo substituída por esses alimentos ultraprocessados, produzidos por poucas empresas que são transnacionais. Além de serem produzidos por poucas empresas, são coisas que imitam comida, não são comida de fato”, alerta Paula.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além da conversa com Paula, o podcast USP Analisa traz uma entrevista com a professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, Maria Laura da Costa Louzada. O conteúdo pode ser acessado na íntegra nas plataformas de podcast </span><a href="https://open.spotify.com/show/7auqzY2Ctnyf10OO265XWm"><span>Spotify</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/usp-analisa/id1608373936"><span>Apple Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy84MTc4ZjY4Yy9wb2RjYXN0L3Jzcw"><span>Google Podcasts</span></a><span>, </span><a href="https://www.deezer.com/br/show/3643337"><span>Deezer</span></a><span> e </span><a href="https://music.amazon.com.br/podcasts/77a75b61-f72d-4c3e-af21-42bf2d8a7850/usp-analisa"><span>Amazon Music</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span> ou em nosso </span><a href="https://chat.whatsapp.com/IrzrRNMDSwQLBWfBTg2Tvu"><span>grupo no Whatsapp</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sociobiodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alimentos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-19T19:17:54Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/apoio-344-23">
    <title>Grupo do IEA apresenta Nota de Apoio ao PL 344/23 em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/apoio-344-23</link>
    <description>Nota em Apoio ao PL nº 344/2023 apresentada pelo Grupo de Pesquisa de Nutrição e Pobreza do IEA em 25 de junho de 2024 em função da Audiência Pública a ser realizada pela Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude da Câmara Municipal de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Nota em Apoio ao PL nº 344/2023 apresentada pelo Grupo de Pesquisa de Nutrição e Pobreza do IEA em 25 de junho de 2024 por ocasião da Audiência Pública da Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude da Câmara Municipal de São Paulo.</strong></p>
<p>Estudos clínicos e epidemiológicos no Brasil e no mundo têm demonstrado os efeitos negativos da exposição e consumo de alimentos ultraprocessados sobre a saúde das crianças e adolescentes; padrões alimentares caracterizados pela presença destes alimentos aumentam o risco para o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas, transtornos mentais e mortalidade (Louzada et al., 2021; Mescoloto et al., 2023; Lane et al., 2024).</p>
<p>A proibição da publicidade e da venda de alimentos ultraprocessados nas escolas trará benefícios, sobretudo relacionados à promoção de hábitos alimentares mais saudáveis entre os estudantes. Um estudo realizado em 193 países demonstrou que 28% possuíam algum tipo de política em nível nacional para restringir a comercialização e o marketing de alimentos não saudáveis nas escolas. Essas medidas já indicam resultados significativos no processo de escolha, consciência e na formação de hábitos alimentares mais saudáveis (Perry et al., 2024).</p>
<p>A formulação de políticas públicas em saúde deve ser liderada por especialistas da área e pelos governos, sem influência de interesses comerciais. Os governos devem adotar políticas e programas eficazes, com regulamentações baseadas em evidências e sanções claras frente aos desafios contemporâneos relacionados à alimentação.</p>
<p>Algumas medidas estaduais e municipais em vigor no Brasil, reforçam a nossa manifestação em apoio ao PL 344/2023, apresentado pelo vereador George Hato, que visa transformar as escolas em ambientes mais saudáveis e promotores de saúde por meio da regulação do ambiente alimentar:</p>
<ul>
<li>Lei 7.987/23, do Rio de Janeiro (RJ) - Institui ações de combate à obesidade infantil. A lei proíbe a venda e a oferta de bebidas e alimentos ultraprocessados nas escolas públicas e privadas de ensino infantil e fundamental.</li>
<li>Lei 3766/2022, de Niterói (RJ) - Prevê um conjunto de ações para a promoção de uma alimentação adequada e saudável para crianças e adolescentes de Niterói. A lei proíbe a comercialização, a aquisição, a confecção, a distribuição e a publicidade de alimentos ultraprocessados nas escolas do município.</li>
<li>Lei 15216/2018, do Rio Grande do Sul (RS) - Dispõe sobre a promoção da alimentação saudável e proíbe a comercialização de produtos que colaborem para a obesidade, diabetes, hipertensão, em cantinas e similares instalados em escolas públicas e privadas do estado do Rio Grande do Sul.</li>
<li>Lei 4.992/2011, de Campo Grande (MS) - Define normas para a comercialização de alimentos nas cantinas comerciais da rede pública e instituições privadas de educação básica de Campo Grande.</li>
<li>Lei 10.167/2007, de Porto Alegre (RS) - Estabelece, no município de Porto Alegre, normas para o controle da comercialização de produtos alimentícios e de bebidas nos bares e nas cantinas das escolas públicas e privadas. </li>
</ul>
<p><span><br /></span></p>
<ul>
</ul>
<p>Ao reconhecer a importância da gestão pública para o bem-estar de todos, o Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza se alinha à propositura do PL nº 344/2023 e espera que os vereadores de São Paulo considerem os bons desdobramentos que sua aprovação trará para a saúde dos escolares do município.</p>
<p><span><strong>Referências</strong></span></p>
<ul>
<li>Lane MM, Gamage E, Du S, et al. Ultra-processed food exposure and adverse health outcomes: umbrella review of epidemiological meta-analyses. BMJ. 2024 Feb 28;384:e077310. doi: 10.1136/bmj-2023-077310.</li>
<li>Louzada ALC, Costa CS, Souza TN, et al. Impacto do consumo de alimentos ultraprocessados na saúde de crianças, adolescentes e adultos: revisão de escopo. Cad. Saúde Pública 2021; 37 Sup 1:e00323020. doi: 10.1590/0102-311X00323020.</li>
<li>Perry M, Mardin K, Chamberlin G, et al. National policies to limit food marketing and competitive food sales in schools: a global scoping review. Advances in Nutrition 2024. doi: 10.1016/j.advnut.2024.100254.</li>
<li> Mescoloto, SB; Pongiluppi, G; Domene, SMA. Ultra-processed food consumption and children and adolescents’ health. Jornal de Pediatria. v.23, p.00121-3, 2023.</li>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-06-27T14:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologias-de-oncologia-de-precisao">
    <title>Grupo de pesquisa sobre tecnologias de oncologia de precisão realiza seminário inaugural</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologias-de-oncologia-de-precisao</link>
    <description>Conselho Deliberativo do IEA aprovou, em setembro, a criação do Grupo de Pesquisa Equidade e Eficiência das Tecnologias de Oncologia de Precisão, destinado a avançar as discussões sobre oncologia de precisão e equidade no Brasil.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/remissao-de-cancer-com-terapia-celular-car-t-cell" alt="Remissão de câncer com terapia celular CAR-T Cell" class="image-inline" title="Remissão de câncer com terapia celular CAR-T Cell" /></p>
<p>Paciente com remissão do câncer graças à terapia celular CAR-T. O termo CAR é a sigla para chimeric antigen receptor (receptor quimérico de antígeno). O T é referente ao linfócito T. A célula CAR-T é um linfócito T que passou por modificação genética. Um dos trabalhos do novo grupo de pesquisa será a análise de custo-efetividade, na perspectiva do SUS, da terapia à base de células CAR-T em pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B. Imagem: arquivo pessoal/divulgação.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Criado em setembro, o Grupo de Pesquisa Equidade e Eficiência das Tecnologias de Oncologia de Precisão (Eetop) inaugura suas atividades públicas com o seminário "<a href="https://www.iea.usp.br/eventos/oncologia-precisao-brasil" class="external-link">Oncologia de Precisão no Brasil: Uma Abordagem de Avaliação de Tecnologias em Saúde ao Longo do Ciclo de Vida</a>", nos dias <strong>1 e 2 de outubro, às 9h</strong>, na Sala do Conselho Universitário da USP (Rua da Reitoria, 374, São Paulo).</p>
<p>O encontro terá exposições e debates com a participação de pesquisadores da Faculdade de Medicina (FM) da USP, do Centro Médico da Universidade Radboud (Países Baixos), da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e da Roche Brasil. Os interessados em participar presencialmente devem efetuar <a class="external-link" href="https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=DQSIkWdsW0yxEjajBLZtrQAAAAAAAAAAAAYAALdD3xNUMUMxOVAwWVNJM0ZUWk80Mk9RWkFON0E3QS4u&amp;route=shorturl"><strong>inscrição prévia online</strong></a>. Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever. Veja a <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/oncologia-precisao-brasil" class="external-link">programação</a> completa.</p>
<p><span>A organização do seminário é do Eetop, do </span><a class="external-link" href="https://c2po.usp.br/quem-somos/" target="_blank">Centro de Estudos e Tecnologias Convergentes para Oncologia de Precisão</a> (C2PO) da USP, do <a class="external-link" href="https://www.iats.com.br/" target="_blank">Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde</a> (Iats) e do <a class="external-link" href="https://sites.usp.br/saudecoletivafmusp/" target="_blank">Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva</a> (PPGSC) da FM-USP. A coordenação é da professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-coelho-de-soarez" class="external-link">Patrícia Coelho de Soárez</a>, da FM-USP, e da economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-pavani" class="external-link">Claudia Pavani</a>, do <span>Núcleo de Pesquisa e Gestão Tecnológica, que são, </span>respectivamente, coordenadora e vice-coordenadora do Eetop.</p>
<p><strong>Medicina de precisão</strong></p>
<p>De acordo com Soárez e Pavani, a medicina de precisão é definida como “uma abordagem emergente para a prevenção e o tratamento de doenças que leva em consideração a variabilidade individual dos genes, ambiente e estilo de vida de cada pessoa”. Para cientistas e oncologistas, o termo "medicina personalizada" é frequentemente usado de forma intercambiável com termos como "medicina genômica", "medicina de precisão" e "oncologia de precisão", acrescentam as coordenadoras.</p>
<p>"A medicina de precisão representa uma mudança de paradigma, uma transformação disruptiva nas abordagens de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. As terapias que eram desenvolvidas com base em médias populacionais, nas quais os pacientes recebiam tratamentos padronizados, agora são adaptadas às características individuais de cada paciente, incluindo seu perfil genético, ambiental e de estilo de vida. As terapias contra o câncer, anteriormente desenvolvidas com base no tipo e na localização do tumor (por exemplo, câncer de pulmão, câncer de mama), agora são direcionadas às alterações genéticas específicas do tumor, independente da sua localização no corpo."</p>
<p>À medida que a medicina de precisão em oncologia se expande para incluir big data, proteômica, transcriptômica e imagem molecular, também aumentam os desafios de traduzir esse novo paradigma em cuidados de saúde efetivos e equitativos para os pacientes, ressaltam Soárez e Pavani.</p>
<p>De acordo com elas, ainda precisam ser resolvidas questões relacionadas ao desenho adequado de ensaios clínicos, à definição de benefícios significativos para os pacientes, ao acesso, à equidade, ao aumento dos custos e sustentabilidade do SUS.</p>
<p><strong>Grupo de pesquisa</strong></p>
<p>O propósito do Eetop, cuja aprovação foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do IEA no dia 11 de setembro, é ser um espaço de comunicação entre a comunidade científica e a sociedade, de modo a aglutinar discussões interdisciplinares em torno das contribuições da medicina de precisão em oncologia para o cuidado do paciente com câncer, em uma perspectiva de equidade e sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro.</p>
<p>Ao promover o avanço das discussões sobre essas questões, o grupo de pesquisa espera contribuir com a  formulação de políticas públicas e fortalecer os canais de interação entre a entre a academia e o terceiro setor. O objetivo é garantir que as inovações nessa área beneficiem toda a população, especialmente os pacientes mais vulneráveis, e que as decisões de incorporação de novas tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS) sejam fundamentadas em evidências científicas, valores sociais e considerações de equidade, segundo a coordenação do grupo.</p>
<p>As principais ações do Eetop serão: promover seminários para a produção de conhecimento na medicina de precisão em oncologia; desenvolver um quadro de valor para orientar a implementação dessas tecnologias na prática clínica do SUS; e, como estudo de caso, conduzir uma análise de custo-efetividade, na perspectiva do SUS, da terapia à base de células CAR-T em pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B.</p>
<p>O grupo de pesquisa reúne professores da FM-USP, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e do Hospital das Clínicas da FM-USP e representantes do Ministério da Saúde e da Abrale<span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biomedicine</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>SUS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-17T16:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-de-jeffrey-lesser">
    <title>Jeffrey Lesser lança livro sobre a desigualdade na saúde na cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-de-jeffrey-lesser</link>
    <description>A Duke University Press lançou este mês o livro "Living and Dying in São Paulo - Immigrants, Health, and the Built Environment in Brazil", do historiador estadunidense Jeffrey Lesses, da Universidade Emory, dos EUA. A obra é resultado de pesquisa realizada no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="https://www.dukeupress.edu/living-and-dying-in-sao-paulo"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-living-and-dying-in-sao-paulo" alt="Capa do livro &quot;Living and Dying in São Paulo&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Living and Dying in São Paulo&quot;" /></a>A Duke University Press lançou este mês o livro "<a class="external-link" href="https://www.dukeupress.edu/living-and-dying-in-sao-paulo">Living and Dying in São Paulo - Immigrants, Health, and the Built Environment in Brazil</a>", do historiador estadunidense Jeffrey Lesser, da Universidade Emory, dos EUA. A obra é resultado da pesquisa "Metrópoles, Migração e Mosquitos: Uma História de Saúde em São Paulo, Brasil", desenvolvida por ele no IEA de 2015 a 2022, primeiro como professor visitante e depois como pesquisador colaborador patrocinado pela Emory.</p>
<p>A edição em português do livro será publicada em agosto pela Editora da Unesp. Assim como a edição em inglês, também terá versão digital de acesso livre. Essas versões digitais foram possíveis graças a recursos concedidos pela Fundação Andrew W. Mellon e pela Universidade Emory.</p>
<p><strong>Bom Retiro</strong></p>
<p>Em “Living and Dying in São Paulo”, Lesser elege o bairro paulistano do Bom Retiro como referência para analisar por que, ao longo da história, a má saúde — por motivos que vão da violência às doenças respiratórias, da malária à dengue — se distribui de forma desigual entre diferentes grupos sociais e nacionais no Brasil. A questão é examinada a partir das visões concorrentes de bem-estar no Brasil entre imigrantes que sofrem discriminação racial, formuladores de políticas públicas e autoridades da saúde.</p>
<p>Ele analisa a conturbada relação entre os moradores do Bom Retiro e o Estado, bem como as agências de saúde que supervisionam os esforços de saneamento comunitário desde meados do século 19, destacando os sistemas interconectados do ambiente construído, das leis e práticas de saúde pública, e da cidadania.</p>
<p>O livro estabelece um diálogo entre passado e presente utilizando materiais de arquivo, observação, histórias orais e dados geográficos/cartográficos. Para tanto, Lesser utiliza as técnicas de análise de discurso e abordagens da história social para dados, que incluem materiais produzidos por profissionais de saúde pública em níveis local, municipal e estadual, além de documentos gerados pelo público, incluindo instituições comunitárias, trabalhistas e religiosas. Como parte do projeto, ele atuou em uma equipe de atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jeffrey-lesser-universidade-emory/image" alt="Jeffrey Lesser - Universidade Emory" title="Jeffrey Lesser - Universidade Emory" height="368" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Jeffrey Lesser: ''Tenho especial interesse em como as pessoas vivem e trabalham dentro de estruturas sociais e materiais rígidas''</dd>
</dl></p>
<p><strong>Resíduos</strong></p>
<p>Lesser utiliza o conceito de “resíduos” para mostrar como legados históricos — materiais, legislativos e sociais, como  escravidão, imigração e desenvolvimento industrial — moldam a vida cotidiana e os desfechos de saúde no bairro na atualidade. Esses "resíduos" estão presentes em discussões do dia a dia sobretudo, desde violência armada até doenças transmitidas por seres humanos e animais. "Living and Dying in São Paulo" mostra como resíduos materiais afetam os desfechos de saúde, como pilhas de tecidos descartados que acumulam água e se tornam criadouros de mosquitos.</p>
<p>"Meu foco é compreender como as pessoas vivenciam diferentes aspectos de suas vidas cotidianas no Brasil, tanto no presente quanto no passado. Meus projetos recentes analisam como pacientes, profissionais de saúde e formuladores de políticas interagem entre si e com o ambiente construído. Tenho especial interesse em como as pessoas vivem e trabalham dentro de estruturas sociais e materiais rígidas, que muitas vezes interpretam erroneamente a relação entre causa (cultura) e efeito (doença), gerando problemas de saúde persistentes", afirma o historiador.</p>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>Na Universidade Emory, Lesser é Professor Samuel Candler Dobbs. Sua especialidade é história da América Latina moderna, com foco em saúde, etnicidade, imigração e raça, especialmente no Brasil. Atualmente, integra o Grupo de Estudos Interculturais do IEA.</p>
<p>Ele obteve o Ph.D. em história na Universidade de New York em 1989, tendo como orientador o brasilianista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/warnen-dean" class="external-link">Warren Dean</a> (1932-1994), que foi <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/deanbotanicaimperial.pdf" class="external-link">conferencista</a> no IEA no final dos anos 80. Seu mestrado foi no Programa de Civilização Americana da Universidade Brown, onde se graduou em ciência política.</p>
<p>Na Universidade Emory, foi diretor do Programa de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos, do Departamento de História, do Instituto Tam de Estudos Judaicos e do Instituto Halle de Estudos Globais. Já lecionou em outras instituições dos Estados Unidos (Connecticut College, Occidental College e Universidade Brown), Israel (Universidade de Tel Aviv) e Brasil (USP, Unicamp e UFRJ).</p>
<p>Seus livros anteriores mais recentes são "Imigração, Etnicidade e Identidade Nacional no Brasil" (Cambridge University Press, 2013; Editora Unesp, 2015) e "Uma Diáspora Descontente: Nipo-Brasileiros e os Significados da Militância Étnica" (Duke University Press, 2007; Editora Paz e Terra, 2008).</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Universidade Emory/EUA</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-04-07T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-importancia-da-inclusao-de-alimentos-promotores-da-saude-mental-na-dieta-dos-brasileiros">
    <title>A importância da inclusão de alimentos promotores da saúde mental na dieta dos brasileiros</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-importancia-da-inclusao-de-alimentos-promotores-da-saude-mental-na-dieta-dos-brasileiros</link>
    <description>Elizabethe Torres, coordenadora do Grupo de Pesquisa Alimentos, Nutrição e Saúde Mental, fala sobre a importância de as dietas brasileiras incorporarem mais alimentos que beneficiam a saúde mental.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/acai-e-guarana/image" alt="Açaí e guarana" title="Açaí e guarana" height="227" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Açaí e guaraná, frutas nativas brasileiras promotoras da saúde mental</dd>
</dl></p>
<p>Pesquisadores têm identificado componentes relevantes para a promoção da saúde mental em vários alimentos vegetais disponíveis no Brasil, exóticos ou nativos, cultivados ou resultantes de extrativismo, segundo a professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-torres" class="external-link">Elizabeth Torres</a>, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/alimentos-nutricao-e-saude-mental">Grupo de Pesquisa Alimentos, Nutrição e Saúde Mental</a> do IEA.</p>
<p>Esses alimentos possuem alguns compostos bioativos, como polifenóis, carotenos e vitamina D, nutrientes que ajudam a diminuir o processo de degeneração de neurônios ou de redução na formação de novos neurônios, aspectos naturais no transcurso do envelhecimento, explica a pesquisadora.</p>
<p>Ela não vê carência profunda desses nutrientes nas várias dietas regionais do país, mas considera que o nível de sua presença na alimentação dos brasileiros poderia ser melhorado caso ocorressem mudanças que tornassem as dietas brasileiras mais próximas de padrões com maior eficácia na proteção da saúde mental, caso da dieta mediterrânea.</p>
<p>“A dieta mediterrânea é rica em frutas, hortaliças, verduras, grãos integrais, peixes (sobretudo os ricos em ômega-3, como sardinha e anchova, tradicionalmente consumidos nas regiões litorâneas), além de consumo moderado de vinho tinto e baixo consumo de carne vermelha”, afirma.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/elizabeth-torres/image" alt="Elizabeth Torres" title="Elizabeth Torres" height="457" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Elizabeth Torres, pesquisadora dedicada ao estudo de alimentos funcionais, substâncias bioativas e sua relação com doenças crônicas não transmissíveis e saúde mental</dd>
</dl>Torres destaca que há evidências científicas consistentes que associam esse padrão alimentar à redução do risco de depressão, declínio cognitivo e doença de Alzheimer. Os benefícios parecem decorrer de um conjunto de fatores: alta ingestão de compostos antioxidantes e anti-inflamatórios (polifenóis, vitaminas, ácidos graxos ômega-3), estabilidade glicêmica e impacto positivo na microbiota intestinal.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, estudos longitudinais apontam que idosos de países do sul da Europa que aderiram à dieta mediterrânea ao longo da vida tendem a preservar melhor a memória e outras funções cognitivas. Atualmente ocorrem críticas sobre os dados provenientes das chamadas "zonas azuis" (regiões do planeta em que as pessoas viveriam mais e melhor, muitos atingindo 100 anos ou mais) e “o debate sobre longevidade, dieta e qualidade dos registros civis e socioeconômicos segue em aberto”, afirma. “Isso reforça a importância de pesquisas bem desenhadas e localmente contextualizadas.”</p>
<p>Como em muitos países em desenvolvimento, “há no Brasil desafios concretos relacionados à cultura alimentar, renda e acesso a determinados alimentos característicos da dieta mediterrânea, como azeite de oliva extravirgem, peixes e vinho tinto, o que reforça a necessidade de se pensar em adaptações com alimentos da biodiversidade brasileira e outros incorporados à nossa agricultura, todos ricos em compostos bioativos”.</p>
<p>Dentre esses alimentos que apresentam “evidências emergentes” de proteção da saúde mental, Torres cita as berries (morango, mirtilo, pitanga, jabuticaba, por exemplo), além de açaí, guaraná, cacau, chá verde, cúrcuma, castanhas, vegetais verde-escuro e leguminosas.</p>
<p>Ela acrescenta que uma dieta rica em alimentos protetores da saúde mental não é importante apenas para a preservação da memória e capacidades cognitivas de idosos: “Estudos clínicos têm demonstrado o papel potencializador de nutrientes e certos padrões alimentares na redução de sintomas de transtornos psíquicos como depressão, ansiedade, estresse crônico e até TDAH [transtorno de déficit de atenção e hiperatividade], em todas as faixas etárias”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Secretaria de Comunicação Social do Amazonas e Licia Paolone</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Alimentos, Nutrição e Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alimentos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-06-13T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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