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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 31 to 37.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-3o-dia">
    <title>Ciência Por Elas 2020 (3º dia)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-3o-dia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Inspirada no projeto <em>Meninas com Ciência</em>, do Museu Nacional, a iniciativa é voltada a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras, pesquisadoras e alunas da universidade vão apresentar as pesquisas que desenvolvem e interagir com as meninas para explicar como é a profissão.</p>
<p>Neste ano, por causa da pandemia de covid-19, o evento será realizado virtualmente e transmitido pelo canal do IEA-RP no YouTube. Ao todo, serão oito atividades, duas em cada dia, <strong>sempre aos sábados</strong>. Entre os temas abordados estão água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela covid-19 e recifes da Amazônia.</p>
<p><strong>Debatedoras do terceiro dia</strong></p>
<p>Samara Dulce Menezes (Universidade de Aveiro)<br />Juliana Monterio (EERP-USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-01T21:20:51Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-4o-dia">
    <title>Ciência Por Elas 2020 (4º dia)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-4o-dia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Inspirada no projeto <em>Meninas com Ciência</em>, do Museu Nacional, a iniciativa é voltada a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras, pesquisadoras e alunas da universidade vão apresentar as pesquisas que desenvolvem e interagir com as meninas para explicar como é a profissão.</p>
<p>Neste ano, por causa da pandemia de covid-19, o evento será realizado virtualmente e transmitido pelo canal do IEA-RP no YouTube. Ao todo, serão oito atividades, duas em cada dia, <strong>sempre aos sábados</strong>. Entre os temas abordados estão água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela covid-19 e recifes da Amazônia.</p>
<p><strong>Debatedoras do quarto dia</strong></p>
<p>Paula Sozza (FFCLRP-USP)<br />Janaina Calado (UEAP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2020-09-01T21:20:54Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-2o-dia">
    <title>Ciência Por Elas 2020 (2º dia)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020-2o-dia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Inspirada no projeto <em>Meninas com Ciência</em>, do Museu Nacional, a iniciativa é voltada a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras, pesquisadoras e alunas da universidade vão apresentar as pesquisas que desenvolvem e interagir com as meninas para explicar como é a profissão.</p>
<p>Neste ano, por causa da pandemia de covid-19, o evento será realizado virtualmente e transmitido pelo canal do IEA-RP no YouTube. Ao todo, serão oito atividades, duas em cada dia, <strong>sempre aos sábados</strong>. Entre os temas abordados estão água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela covid-19 e recifes da Amazônia.</p>
<p><strong>Debatedoras do segundo dia</strong></p>
<p>Rita Tostes (FMRP-USP)<br />Aline Campos (FMRP-USP)<br />Diana Campos (Universidade de Aveiro)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-01T21:20:49Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020">
    <title>Ciência Por Elas 2020 (1º dia)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-por-elas-2020</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Inspirada no projeto </span><em>Meninas com Ciência</em><span>, do Museu Nacional, a iniciativa é voltada a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e tem como objetivo estimular o interesse desse público pelas carreiras científicas. Professoras, pesquisadoras e alunas da universidade vão apresentar as pesquisas que desenvolvem e interagir com as meninas para explicar como é a profissão.</span></p>
<p><span>Neste ano, por causa da pandemia de covid-19, o evento será realizado virtualmente e transmitido pelo canal do IEA-RP no YouTube. </span>Ao todo, serão oito atividades, duas em cada dia, <strong>sempre aos sábados</strong>. Entre os temas abordados estão água produzida de petróleo, astrobiologia, difusão científica, aves migratórias, saúde da população negra e da mulher, alterações no comportamento alimentar trazidas pela covid-19 e recifes da Amazônia.</p>
<p><strong>Debatedoras do primeiro dia:</strong></p>
<p><span>Taís Suelen Viana (FCFRP-USP)<br />Yasmin Araújo (FFCLRP-USP)<br /></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-26T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/violencia-domestica-pandemia">
    <title>Violência doméstica durante a pandemia ganhou contornos específicos e preocupantes, diz pesquisadora</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/violencia-domestica-pandemia</link>
    <description>Professora do Instituto de Psicologia, Belinda Mandelbaum pesquisa as dinâmicas da família e das relações de gênero</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/belinda-mandelbaum/image" alt="Belinda Mandelbaum" title="Belinda Mandelbaum" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Em 2019, Belinda Mandelbaum participou do Programa Ano Sabático do IEA analisando a família brasileira por meio da literatura</dd>
</dl>Antigo problema social no Brasil, a violência doméstica “ganhou contornos específicos e preocupantes” durante o confinamento imposto pela pandemia do coronavírus, alerta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/belinda-piltcher-haber-mandelbaum" class="external-link">Belinda Mandelbaum</a>, professora do Instituto de Psicologia da USP, onde coordena o Laboratório de Estudos da Família (LEFAM), e autora do livro "Psicanálise da Família". Em 2019, ela integrou o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> do IEA.<br /><br />No dia 27 de maio, a pesquisadora participou do seminário <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-seminarios-as-varias-faces-1" class="external-link"><i>Família, Violência e Trauma em Tempos de Pandemia</i></a>, primeiro encontro do ciclo <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-faces-crise" class="external-link">As Várias Faces da Crise: Política, Economia e Violências</a>. A atividade é organizada pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/neoliberalismo-subjetivacao-e-resistencias" class="external-link">Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</a>, do qual a pesquisadora faz parte.</p>
<p><br />Segundo o Fundo de População das Nações Unidas, durante a pandemia houve um aumento das notificações de episódios de violência doméstica no Brasil e no mundo. O órgão estima que, mundialmente, esse aumento seja de 20% — o que pode resultar em cerca de 15 milhões de casos a mais a cada três meses de isolamento.</p>
<p>No Brasil, um estudo feito pela organização Fórum Brasileiro de Segurança Pública entre fevereiro e abril revelou um aumento de 44.9% no acionamento da polícia militar paulista por episódios de violência doméstica; foram 177 prisões em fevereiro e 268 em março por este tipo de ocorrência. No mesmo período, foi observado que as menções a brigas familiares aumentaram quatro vezes no Twitter.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Vídeo</th>
</tr>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/familia-violencia-e-trauma-em-tempos-de-pandemia" class="external-link">Assista ao seminário</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Belinda, o fenômeno é explicado pela nova realidade dada pela pandemia. “É claro que não coloco em questão a quarentena como uma medida necessária e eficaz no combate ao Covid-19”, disse, “mas ela implica no isolamento social e em uma situação de confinamento que causa impactos na saúde física e mental”.</p>
<p>Com a alteração drástica da rotina e a intensificação do convívio familiar, se intensificam também os conflitos interpessoais — que naturalmente existem nas famílias, lembra Belinda, mas são agravados pela impossibilidade de distanciamento pessoal.</p>
<p>“A família é uma caixa de ressonância da vida social e, por isso, é profundamente impactada pelas tensões de ordem econômica: as ansiedades resultantes das reduções de renda, do desemprego, de incertezas diante do futuro”, disse. “Isso provoca um aumento da tensão emocional dos membros da família e das relações familiares como um todo”.</p>
<p>A necessidade de permanecer em casa cria uma situação em que as vítimas estão mais expostas. “A maior parte são mulheres, crianças e idosos, que estão sob um maior controle do agressor neste período de confinamento”.<br /><br />Esse aspecto dificulta as tentativas de denúncia, que se tornam mais arriscadas. A Organização das Nações Unidas (ONU), que orientou os países a tratarem a prevenção da violência doméstica contra mulheres como parte essencial dos planos de resposta à pandemia, tem feito recomendações neste sentido. Entre elas, investir em serviços de atendimento online a mulheres e famílias, visando a orientação psicológica e o encaminhamento de denúncias, e criar abrigos temporários para vítimas.</p>
<p>Outra recomendação é a instalação de serviços de alerta em estabelecimentos como farmácias e mercados, para que a vítima possa acessar instituições de denúncia longe do agressor.</p>
<p><b>Violência contra a mulher</b></p>
<p>O termo “violência” tem múltiplos sentidos, que variam de acordo com as sociedades e os períodos da história. “Em outras palavras, o que é violência para um pode não ser para outro”, disse Belinda. “Mas as pesquisas neste campo e algumas delimitações internacionais, a partir da Organização Mundial da Saúde, permitem alguns consensos”.</p>
<p>Segundo ela, a violência pode ser entendida como uma ação física ou verbal que invade o espaço do outro, se impondo por meio da força. Ela causa uma ruptura do limite e da separação desses espaços.</p>
<p>No contexto doméstico, a pesquisadora destaca a singularidade da violência entre parceiros, conhecida como violência de gênero. “Não se trata só da relação entre o homem e a mulher, mas de toda relação baseada em identidades de gênero, como por exemplo, as homoafetivas”. Apesar do sentido abrangente, as principais vítimas da violência de gênero são as mulheres, que sofrem com danos que podem ser físicos, sexuais e psicológicos, e com a privação da liberdade.</p>
<p>“A violência contra a mulher está presente em toda a história social brasileira”, disse Belinda. “Há uma cultura patriarcal que atravessa e organiza nossa sociedade. Nela, se perpetua o discurso de que se a mulher apanhou, ela mereceu. Ou se foi estuprada, foi pela roupa que vestia”.</p>
<p>Uma das principais pesquisas brasileiras neste sentido foi feita em 1998 — e seus dados seguem relevantes, explicou Belinda, por causa da extensão do estudo, que incluiu vários estados brasileiros. Na pesquisa, 55% das mulheres disseram ter sofrido violência física ou sexual pelo menos uma vez; nestes casos, 90% foi praticada por homens, e 76% eram parceiros íntimos.</p>
<p>Em 24% desses casos, a vítima não havia contado para ninguém, até a pesquisa, o que sofreu. Segundo elas, não havia razão: acreditavam que nada mudaria se compartilhassem. Além disso, são citadas experiências negativas em que a vítima foi desacreditada e até culpada pelo ato — em alguns casos, por instituições de denúncia que deveriam acolhê-la.</p>
<p>As vítimas também costumam temer pela própria segurança e pelos filhos e, por isso, silenciam sobre a situação vivida. “Há ainda os casos em que a mulher tende a considerar violência apenas o que ela sofre fora de casa, na vida pública”, disse Belinda. “O que acontece em casa não é visto como uma violência. É um dos múltiplos sentidos que o ato violento adquire para os sujeitos implicados”.</p>
<p>O estudo ainda revelava um dado significativo: enquanto a violência sofrida pelas mulheres era, em 90% das vezes, praticada por homens, o inverso não era verdadeiro. “Ao trabalhar com esse tema, ouvimos algumas pessoas, particularmente homens, dizendo que o homem também apanha de mulher, que há casais que os dois se agridem, ou que a violência é uma linguagem comum no casal”, disse a pesquisadora. “Mas o estudo mostrou que em 86% dos casos os homens são agredidos por homens, e fora de casa. Há uma diferença entre as violências sofridas pelo homem e pela mulher”.</p>
<p>Belinda pondera que o homem é vítima de violência em diversos campos e dependendo de sua idade e cor, está ainda mais exposto. “Mas é uma violência sofrida no espaço público, fora de casa”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor de Calasans/IEA-USP </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Neoliberalismo, Subjetivação e Resistências</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Família</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-06-02T19:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/a-imagem-da-mulher-na-midia-violencia-simbolica">
    <title>A Imagem da Mulher na Mídia: Violência Simbólica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/a-imagem-da-mulher-na-midia-violencia-simbolica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><em>Expositoras:</em><br /><strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-goffman" class="external-link">Roseli Goffman</a></strong> (Conselho Federal de Psicologia) e <strong>Bia Barbosa</strong> (Intervozes)<br />Mediação:<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eva-alterman-blay" class="external-link"><strong>Eva Blay</strong> </a>(FFLCH-USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Unesco</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-03T12:23:13Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro8-jornada-catedra-olavo-setubal">
    <title>As vozes das mulheres na arte e na ciência do Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro8-jornada-catedra-olavo-setubal</link>
    <description> O evento "O Matriarcado de Pindorama - A Impossibilidade do Silêncio", realizado no dia 13 de setembro, foi o 8º encontro da jornada "Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/expositores-do-8o-encontro-da-jornada-da-catedra-olavo-setubal/image" alt="Expositoras do 8º encontro da jornada da Cátedra Olavo Setubal" title="Expositoras do 8º encontro da jornada da Cátedra Olavo Setubal" height="245" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">O 8º encontro da jornada teve a participação de (a partir da esq.) Suzana Pasternak, Nádia Batella Gotlib, Liliana Sousa e Silva (moderadora), Regina Pekelmann Markus, Tânia Rivera e Denise Stoklos</dd>
</dl></strong></p>
<p>Por meio de exposições sobre personagens emblemáticas da contribuição das mulheres na arte e na ciência do Brasil, o encontro <i>Matriarcado de Pindorama - A Impossibilidade do Silêncio</i>, no dia 13 de setembro, possibilitou um panorama, ainda que parcial, do protagonismo feminino na sociedade e na cultura do país, com vozes que não podem e não devem se calar.</p>
<p>As expositoras foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nadia-batella-gotib" class="external-link">Nádia Batella Gotlib</a> (FFLCH-USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suzana-pasternak" class="external-link">Suzana Pasternak</a> (IEA e FAU), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/regina-pekelmann-markus" class="external-link">Regina Pekelmann Markus</a> (IB-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-rivera" class="external-link">Tânia Rivera</a> (UFF). A moderação foi de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liliana-sousa-e-silva" class="external-link">Liliana Sousa e Silva</a>, em pós-doutorado no IEA e coordenadora executiva da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência.</p>
<p><strong>Literatura como encontro</strong></p>
<p>Nádia Batella Gotlib tratou de uma possibilidade de leitura de dois textos de Clarice Lispector: a crônica "Mineirinho" (junho de 1962) e a novela "Água Viva" (versão definitiva em 1973), segundo ela, "dois registros que, aparentemente, surgem de fontes diversas, percorrem caminhos específicos, suscitam no leitor reações divergentes, mas que se juntam no ponto de uma encruzilhada de opções marcada por um denominador comum: o da escrita como um processo de encontro". [<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/texto-de-nadia-battella-gotlib-sobre-mineirinho-e-agua-viva" class="external-link">Leia a íntegra da apresentação</a>.]</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Texto</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/texto-de-nadia-battella-gotlib-sobre-mineirinho-e-agua-viva" class="external-link">Os Dois Lados da Mesma Moeda? 'Mineirinho' e 'Água Viva'</a>", de Nádia Batella Gotlib</li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/o-matriarcado-de-pindorama-a-impossibilidade-do-silencio" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/o-matriarcado-de-pindorama-a-impossibilidade-do-silencio-13-de-setembro-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/textos-noticias-videos-e-fotos-dos-encontros-da-jornada" class="external-link"><strong>Textos, notícias, vídeos e fotos dos encontros</strong></a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na crônica, Clarice comenta a execução com 13 tiros de metralhadora do criminoso José Rosa de Miranda, o Mineirinho, cujo corpo foi encontrado na Estrada de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, segundo notícias publicadas pelos jornais em 1º de maio de 1962. Na novela, uma artista conta sua historia, "destituindo-a de fatos", observou Gotlib.</p>
<p>"Se em 'Mineirinho' a narradora Clarice 'incorpora' a figura da vítima assassinada, transfigurando-se no outro, e contando a história de dentro para fora, contrariamente a todo um direcionamento mais objetivo dos romances sociais dos anos 1930, em 'Água Viva' a artista pintora escritora dialoga com um ser imaginário, um 'ele', ou 'ela' ou 'nós', no seu 'processo' de 'busca da coisa' ou da incorporação da coisa."</p>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Sobre a jornada</i></h3>
<p><i>A Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral é uma disciplina de pós-graduação aberta à participação do público oferecida pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> (parceria entre o IEA e o Itaú Cultural) e a <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a>da USP.</i></p>
<p><i>A iniciativa é uma homenagem ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, ex-diretor do IEA, editor da revista do Instituto desde 1989 e <span class="c2" style="text-align: justify; ">estudioso das interseções entre arte e ciência.</span></i></p>
<p><i><span class="c2" style="text-align: justify; ">A idealização e coordenação é dos titulares da c</span>átedra: o crítico, curador e historiador de arte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> e a biomédica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a>, professora da Unifesp.</i></p>
<p><i>A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</i></p>
<p><i>Ao todo, serão 19 encontros de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, com a participação de palestrantes e debatedores de diversos campos do conhecimento, líderes em suas áreas de atuação.</i></p>
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<p><strong>Desigualdade</strong></p>
<p>Assim como em "Mineirinho", a barbárie social e a injustiça fazem parte da obra literária que serviu de contraponto para Suzana Pasternak falar sobre a realidade das favelas e da população de rua da cidade de São Paulo.</p>
<p>A partir de "Quarto de Despejo - Diário de uma Favelada", no qual Carolina Maria de Jesus fdescreve sua vida na Favela do Canindé, na margem esquerda do rio Tietê, Pasternak tratou das condições de vida nas favelas paulistanas nas décadas de 50 e 60 e apresentou dados sobre a situação dessas comunidades na atualidade.</p>
<p>Os temas recorrentes no livro de Carolina de Jesus são a fome, dificuldades para conseguir água, falta de coleta de esgoto e de pavimentação, precariedade dos barracos e pouca sociabilidade, comentou Pasternak.</p>
<p>Ela disse que uma das diferenças em relação à época da escritora é que a maioria das favelas agora estão em áreas mais periféricas da cidade. Pesquisas mostram um crescimento no número de favelas de 188 em 1980 para 1.020 (com 1,28 milhão de moradores) em 2010, afirmou a pesquisadora.</p>
<p>"A favela é ruim, mas não é mais como no tempo de Carolina de Jesus." A coleta de esgoto atinge 67,4% dos domicílios (mais do que a taxa do Brasil como um todo, que é de 51%"). O acesso à água, energia elétrica e coleta de lixo é praticamente universal, bem como a construção em alvenaria, com paredes internas, banheiro e piso, disse.</p>
<p>Segundo ela, os problemas agora são outros, como o tráfico de drogas, violência, falta de equipamentos sociais e o mercado de compra, venda e aluguel das casas.</p>
<p>Em relação à população de rua, em 2000 estimava-se que era de 8.700 pessoas, hoje a estimativa é de 20.000 pessoas (incluindo os que utilizam albergues. "Esse problema não é só de moradia e assistência social. Há também a questão dos usuários de drogas, pessoas com transtornos mentais e vítimas de violência doméstica."</p>
<p><strong>Da pesquisa à gestão</strong></p>
<p>Coube a Regina Pekelmann Markus falar da "impossibilidade do silêncio" das mulheres no Brasil no campo da ciência. Ela fez uma analogia com o tema Matriarcado de Pindorama do título do encontro com a transmissão de informações genéticas pelo DNA mitocondrial apenas pelas mães aos filhos. "Cientificamente, o matriarcado é no tempo, pela herança genética no tempo."</p>
<p>Markus apresentou dados sobre as presença das mulheres nas áreas científicas no país - que se dá principalmente nas ciências biológicas e da saúde -  e também na gestão de instituições científicas, como as mulheres que presidiram a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) - Carolina Bori, Glaci Zancan e Helena Nader -, a primeira mulher a assumir a Reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, e a primeira a dirigir a Escola Politécnica (EP) da USP, Liede Bernucci.</p>
<p>Para ela, chegou a hora de a mulher olhar a política como mulher, a exemplo da ex-senadora Eva Play e da militância de Helena Nader em defesa das mulheres e da ciência.</p>
<p>O trabalho de Johanna Döbereiner sobre bactérias fixadoras de nitrogênio, essencial para a produção agrícola no Cerrado, também foi mencionado por Markus, ao lado das contribuições de Marta Vannucci, Ruth Nussensweig, Maria Zaíra Turchi e Celina Turchi (descobridora da relação entre o vírus Zika e a microcefalia).</p>
<p>Ela citou ainda cientistas importantes na esfera internacional no século 20, como a matemática da Nasa Katherine Johnson e ganhadoras do Nobel, caso da física Rosalyn Sussman Yalon e Rita Levi-Montalcini, "que fez o experimento que lhe possibilitou o Nobel no laboratório de Hertha Meyer na UFRJ".</p>
<p><strong>Poética e micropolítica </strong></p>
<p>Os espaços de destaque na ciência brasileira conquistados por inúmeras mulheres, conforme o panorama traçado por Markus, refletem a importância de pensar o lugar da mulher no Brasil. Para Tânia Rivera, que além de professora é psicanalista, essa reflexão deve levar em consideração "a impossibilidade do silêncio".</p>
<p>A manifestação das mulheres no Brasil das mais variadas formas em todas as áreas, apesar dos inúmeros empecilhos, aflora independentemente das condições sociais, como no caso de Carolina Maria de Jesus. Rivera exemplificou isso com a história de vida e produção artística e poética de três internas de instituições psiquiátricas.</p>
<p>A mulher que parece encarnar a "impossibilidade de silêncio", segundo Ribeiro, é a empregada doméstica Stela do Patrocínio, internada aos 21 anos no Hospital Pedro II (depois Colônia Júlio Moreira), na cidade do Rio de Janeiro. Ela morreu em 1992, aos 51 anos. Sua mãe também tinha sido interna da colônia. De acordo com Rivera, a longa internação de Stela talvez seja explicada mais pelo fato de ser negra do que pelo diagnóstico de esquizofrenia que recebeu.</p>
<p>Alguns artistas a descobriram nos anos 80 e passaram a gravar suas longas falas poéticas (chamadas por ela de "falatórios") entremeadas por silêncios significativos. Nessas falas, Rivera vê "uma ação micropolítica, numa estratégia muito sofisticada de desatar a linguagem, já que era impossível desatar as correntes que a prendiam no hospício e fora dele".</p>
<p>Outras mulheres receberam etiquetas psiquiátricas que as retiraram do mundo e conseguiram forjar estratagemas, disfarçando sintomas psiquiátricos para fazer micropolítica, afirmou Rivera. Um caso desse tipo foi a prostituta Aurora Cursino, internada com o diagnóstico de "personalidade psicopática amoral" no Hospital Psiquiátrico do Juquery.</p>
<p>Rivera destaca que "é importante ver a produção de pessoas delirantes não só como comportamento poético, mas também como possibilidade de modulação de estratagemas políticos".</p>
<p>Aurora fez muito sucesso no início dos anos 50. Com traços expressionistas em cartolinas de 50 x 40cm, pintava fabulações ou sobre fatos, inclusive tratando de questões de gênero e com críticas à Igreja e à política.</p>
<p>A expositora falou ainda sobre a produção de Natália Leite, hoje com 76, internada aos 14 anos no Hospital São Pedro, em Porto Alegra. Portadora mais de um déficit cognitivo do que uma condição psiquiátrica, segundo Rivera, chegou a deixar o hospital, mas pediu para voltar a ficar lá.</p>
<p>"Ela não fala desde então e participa da oficina de arte desde os anos 80. Faz sobretudo bordados, com temas campestres - possivelmente por causa de sua origem no meio rural -, com casas, animais, figuras humanas, rudimentos de perspectivas subvertidas. Parece querer reconstruir o mundo reconstruindo seus elementos a partir de sua subjetividade."</p>
<p>O encontro contou também com participação especial da atriz <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/denise-stoklos" class="external-link">Denise Stoklos</a>, que leu textos de Anna Maria Maiolino, artista plástica e multimídia e escritora, e apresentação de vídeo sobre a videoinstalação "<a class="external-link" href="http://alinemotta.com/Pontes-sobre-Abismos-Bridges-over-the-Abyss">Pontes sobre Abismos</a>", de Aline Mattos, que teve texto de sua autoria lido pela doutoranda em geologia Cláudia Rodrigues, aluna da jornada.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
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      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-19T17:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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