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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/vii-seminario-estudos-olimpicos">
    <title>VII Seminário Estudos Olímpicos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/vii-seminario-estudos-olimpicos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; ">Nos últimos dezessete anos, o Grupo de Estudos Olímpicos da EEFE-USP esteve a frente de inúmeras pesquisas e ações contribuindo para preservar a memória do esporte olímpico brasileiro, desenvolver os estudos olímpicos e fomentar a educação olímpica no país. A realização deste seminário visa contribuir e enriquecer as discussões nacionais e internacionais tendo como tema central o </span><strong>Legado e os Desafios dos Jogos Olímpicos</strong><span style="text-align: justify; ">.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-10-16T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/v-sociologia-esporte">
    <title>V Encontro Interdisciplinar em Sociologia do Esporte: Corpo, Violência e Gênero</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/v-sociologia-esporte</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Este evento tem como objetivo aprofundar determinadas temáticas referentes às práticas esportivas e suas significações culturais, questionando o seu papel como indicador de repertórios de identidade num universo assinalado por disputas políticas e simbólicas. Em sua quinta edição, o encontro propõe a discussão centrada em torno de três eixos temáticos: corpo, violência e relações diplomáticas.</p>
<p>A intenção é apresentar uma reflexão sobre o esporte na sociedade contemporânea, promovendo a melhoria e a interação da produção científica e tecnológica nacional, com a cooperação científico-acadêmica destinados à pós-graduação e a graduação e parceiros internacionais.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-02-18T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-analisa-discute-os-impactos-sociais-do-esporte-1">
    <title>USP Analisa discute os impactos sociais do esporte</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-analisa-discute-os-impactos-sociais-do-esporte-1</link>
    <description>Entrevistado é o docente da EEFERP-USP Renato Francisco Rodrigues Marques</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/dsc9248.jpg/@@images/7ea3b2a1-6fb5-4d49-9cc4-1db585a75817.jpeg" alt="DSC9248" class="image-left" title="DSC9248" />Qual o papel do esporte na formação de crianças e adolescentes? Ele realmente tem um impacto positivo na vida deles? Para discutir essas questões, o USP Analisa desta semana traz o docente da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da USP Renato Francisco Rodrigues Marques.</p>
<p> </p>
<p>Segundo ele, tanto a educação física nas escolas quanto o esporte em geral podem trazer benefícios, mas é preciso fazer uma reflexão sobre como eles estão sendo oferecidos. “A educação física e o esporte vão contribuir sendo um espaço de socialização entre os alunos onde, ao mesmo tempo em que estão sujeitos a esse sentido da prática, eles também contribuem para essa prática se modificar. O professor ou quem direciona o sentido da prática tem um papel determinante aí em direcionar como o esporte vai educar ou para que tipo de valores aquela atividade vai privilegiar que os alunos tenham mais contato para aprender”, explica.</p>
<p> </p>
<p>O programa vai ao ar na Rádio USP nesta sexta (29), a partir das 12h, com reapresentação na quarta (4), às 21h, e no domingo (8), às 11h30. O <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-06-28T13:29:29Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/um-ano-depois-o-que-restou-dos-jogos-olimpicos-do-rio-de-janeiro-07-de-agosto-de-2017">
    <title>Um Ano Depois: O que Restou dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro - 7 de agosto de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/um-ano-depois-o-que-restou-dos-jogos-olimpicos-do-rio-de-janeiro-07-de-agosto-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-07T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/legado-jogos-olimpicos">
    <title>Um Ano Depois: O que Restou dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/legado-jogos-olimpicos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro permanecem vivos para o Brasil. Depois de postular por 4 vezes a candidatura à cidade-sede, em 2009 o país obteve sucesso. Entendeu-se naquele momento que o evento se somaria a outras ações que buscavam dar visibilidade e credibilidade internacional ao país. Era um momento de grande desenvolvimento e ações afirmativas.</p>
<p>Porém, faltando poucos meses para a realização dos Jogos Olímpicos, questões relacionadas à política do país e à condução da organização do evento levaram o Comitê Organizador e o Comitê Olímpico Internacional a viverem o impasse sobre a realização ou não dos Jogos no Brasil. Ao longo desse período, as discussões sobre a necessidade e a viabilidade das exigências feitas pelo COI colocaram o tema legado no centro das preocupações do poder local e nacional.</p>
<p>Decorrido o primeiro ano do início da competição, restam dívidas a pagar e a dúvida sobre o que fazer com tudo o que foi produzido e prometido. Agora, já é possível fazer algumas avaliações e projeções sobre o que se esperava do evento e o que de fato foi possível realizar, considerando essas questões do ponto de vista da gestão do legado material, como também do legado cultural e esportivo.</p>
<p><strong>Expositores</strong></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/barbara-schausteck-de-almeida" class="external-link">Bárbara Schausteck de Almeida</a><span class="external-link"> (Uninter)</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/barbara-schausteck-de-almeida" class="external-link"><br /></a></span></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juliano-ernani-malegreau-fiori" class="external-link">Juliano Fiori </a><br /></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-leyser" class="external-link">Ricardo Leyser</a></p>
<p><strong>Coordenadora</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/katia-rubio" class="external-link">Katia Rubio</a> (EEFE e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-11T19:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/time-do-iea-conquista-tricampeonato-na-copa-cepeusp-de-voleibol">
    <title>Time do IEA conquista o tricampeonato da Copa Cepeusp de Voleibol </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/time-do-iea-conquista-tricampeonato-na-copa-cepeusp-de-voleibol</link>
    <description>Invicta, equipe do IEA venceu a final contra a da EEFE por 3 sets a 0 no dia 14 de novembro. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/time-iea-na-copa-cepeusp-2015/@@images/3c1f2d0c-c8f9-4b6e-90d9-95acf8d42f2d.jpeg" alt="Time IEA na Copa CEPEUSP 2015" class="image-inline" title="Time IEA na Copa CEPEUSP 2015" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Equipe do IEA, tricampeã da Copa Cepeusp de Voleibol de Docentes e Funcionários</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A equipe do IEA conquistou o tricampeonato da Copa Cepeusp de Voleibol de Docentes e Funcionários. Sem perder nenhum set durante todo o torneio, o time fez sua melhor campanha desde a formação em junho de 2013. Na final, no dia 14 de novembro, o IEA venceu Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP por 3 sets a 0.</p>
<p>“Essa vitória é resultado de nosso espírito de equipe e união, mas principalmente de nossa preparação. Treinamos juntos durante a semana, às quintas e sextas-feiras. Nos treinos pudemos corrigir nossos erros”, conta Marcelo Rodrigues dos Santos, jogador e treinador do time. Funcionário <span>administrativo do IEA, ele tem formação em educação física. </span></p>
<p>Seguindo o mesmo plano tático que <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/voleibol" class="external-link">sagrou a equipe campeã em 2014</a>, Dos Santos acredita que este ano o time estava mais bem preparado psicologicamente. Para ele, a maior dificuldade durante todo o torneio é controlar o emocional dos jogadores.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/voleibol" class="external-link">IEA é bicampeão da Copa Cepeusp de Voleibol de Docentes e Funcionários</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-campeao-de-volei?searchterm=volei" class="external-link">'Invencíveis' do IEA conquistam torneio de vôlei da USP</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A trajetória invicta do time teve quatro vitórias na fase classificatória contra as equipes da EEFE, da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Faculdade de Educação (FE) e da Superintendência de Assistência Social (SAS), sendo cada jogo disputado em três sets. A semifinal foi contra o time da SAS, em uma vitória por 2 sets a 0. Somente a final é de cinco sets.</p>
<p>O campeonato teve início no dia 22 de agosto. Além de Dos Santos, o time tricampeão contou com os seguintes atletas do IEA: Tizuko Sakamoto, assistente administrativa; Richard Meckien, especialista em cooperação e extensão universitária; e Marlene Signoretti, chefe administrativa de serviço. Esse núcleo foi reforçado com cinco atletas de outras unidades: Cristiane Pradella Teixeira (Superintendência de Comunicação Social), Eraildo Regis da Rocha Junior (Escola Politécnica), Janio Kenji Matsuura (Instituto de Matemática e Estatística), Marli Costa Ribeiro (SAS) e Alexandre Levine (Instituto de Física).</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Alessandra de Moura Lima/SAS-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-17T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/avaliacao-do-legado-das-olimpiadas-do-rio">
    <title>Seminário aponta exagero nas expectativas quanto ao legado da Olimpíada</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/avaliacao-do-legado-das-olimpiadas-do-rio</link>
    <description>Seminário "Um Ano Depois: O Que Restou dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro", realizado no dia 7 de agosto, foi organizado por Katia Rubio, professora em ano sabático no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/um-ano-depois-o-que-restou-dos-jogos-olimpicos-do-rio-de-janeiro" alt="Um Ano Depois: O Que Restou dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro" class="image-inline" title="Um Ano Depois: O Que Restou dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Expositores discutiram os resultados dos Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro e o país</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Apesar do êxito esportivo e organizacional, os resultados da Olimpíada do Rio de Janeiro em benefício da cidade e do próprio país não são tão palpáveis como esperava a sociedade brasileira. De acordo com os participantes do seminário <i>Um Ano Depois: O Que Restou dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro</i>, realizado no dia 7 de agosto, essa relativa frustração deve-se, em parte, às expectativas exageradas estimuladas antes dos jogos e à falsa concepção de que eles poderiam ser uma panaceia para problemas estruturais da sociedade brasileira.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Seminário Um Ano Depois: O Que Restou dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro</strong></p>
<p><strong>Noticia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/legado-das-olimpiadas-sera-tema-de-conferencia" class="external-link">Legado da Olimpíada do Rio será tema de seminário</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/um-ano-depois-o-que-restou-dos-jogos-olimpicos-do-rio-de-janeiro" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/um-ano-depois-o-que-restou-dos-jogos-olimpicos-do-rio-de-janeiro-07-de-agosto-de-2017/" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>Outro evento</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/copa-do-mundo" class="external-link">Pensando o Brasil depois do fracasso na Copa do Mundo</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>Outras notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/atletas-olimpicos" class="external-link">A difícil prova dos atletas olímpicos para manter a identidade</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-recebe-inscricoes-para-o-programa-ano-sabatico-de-2018" class="external-link">IEA recebe inscrições para Programa Ano Sabático de 2018</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/realizacoes-primeira-turma-sabaticos" class="external-link">1ª edição do Programa Ano Sabático termina com diversas realizações</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Organizado e coordenado pela professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/katia-rubio" class="external-link">Katia Rubio</a>, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP e participante do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> no IEA, o encontrou teve como expositores um gestor ligado à organização dos jogos e três acadêmicos, sendo um deles também atleta participante da Olimpíada.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-leyser" class="external-link">Ricardo Leyser</a>, ministro interino do Esporte durante a Olimpíada e vice-presidente da Empresa Olímpica Municipal do Rio de Janeiro, falou a partir do ponto de vista dos dirigentes governamentais que prepararam a candidatura do Rio de Janeiro e que planejaram os jogos. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/barbara-schausteck-de-almeida" class="external-link">Bárbara Schausteck de Almeida</a>, do Centro Universitário Internacional (Uninter)<span class="external-link">, apresentou dados, argumentos e conclusões de suas pesquisas sobre os jogos; o economista e sociólogo André Viana, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, comentou a dificuldades e perspectivas para estudos sobre os impactos dos jogos. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juliano-ernani-malegreau-fiori" title="Juliano Ernani Malegreau Fiori">Juliano Fiori</a>, </span>integrante da seleção brasileira de rúgbi que disputou os jogos e pesquisador de relações internacionais na UFRJ, falou dos interesses que envolveram os atletas e do contexto político, econômico e social dos jogos.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ricardo-leyser-7-8-2017" alt="Ricardo Leyser - 7/8/2017" class="image-inline" title="Ricardo Leyser - 7/8/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Ricardo Leyser</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Panaceia</strong></p>
<p>Para Leyser, não é possível fazer uma análise do legado sem considerar as mudanças no contexto político. A crise econômica e a mudança de governo levaram à ruptura do planejamento inicial, em sua opinião. Além disso, ressalvou que é preciso considerar que “os Jogos Olímpicos não são uma panaceia para resolver problemas há séculos existentes no país”.</p>
<p>Ele considera que não é viável pensar em legado que não seja em relação ao esporte: “A cidade possui seu plano diretor, políticas públicas específicas; procura-se integrar a esse quadro o legado planejado dos jogos”. Um exemplo disso, segundo ele, foi inserir instalações olímpicas em cenários de grande atrativo para o público como forma de promover o turismo no Rio de Janeiro.</p>
<p>Os "Cadernos de Legados", produzidos pelo governo federal, definiram ganhos a serem atingidos em seis áreas, segundo Leyser: urbana, ambiental, social, promocional do país, esportiva e do conhecimento (por exemplo, capacitação de empresas para a construção de pistas, piscinas e outros equipamentos).</p>
<p>Como legados projetados bem-sucedidos, ele relaciona as instalações portuárias, o transporte público (extensão do metrô até a Barra da Tijuca, corredores de ônibus, o veículo leve sobre trilhos), a constituição da Rede Nacional de Treinamento, com centros construídos em vários estados, e a obtenção de conhecimento, que "capacita o país a organizar qualquer megaevento".</p>
<p>Os aspectos que ficaram aquém do previsto foram, de acordo com ele: a promoção internacional do país, prejudicada em razão da "involução das condições políticas e econômicas"; o legado social, "com algumas boas experiências, como o Ginásio Experimental Olímpico, mas com escala limitada"; o saneamento da Baía da Guanabara e do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/barbara-schausteck-de-almeida-1" alt="Bárbara Schausteck de Almeida - 7/8/2017" class="image-inline" title="Bárbara Schausteck de Almeida - 7/8/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Bárbara Schausteck de Almeida</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bárbara concordou com a visão de Leyser de que os Jogos Olímpicos não deviam ser vistos como uma panaceia . “Os jogos não mudam a história, podem trazer pontos positivos, mas não mudam o que foi consolidado ao longo de séculos.”</p>
<p><strong>Frustração</strong></p>
<p>Para ela, um certo sentimento de frustração em relação ao que restou da Olimpíada deve-se ao fato de que todos esperavam muito dela. “Havia muitas expectativas, tanto por ingenuidade quanto por interesses, pois falar em muitas vantagens era uma forma de conseguir maior apoio. E a mídia criou uma expectativa que os jogos resolveriam tudo.”</p>
<p><span>Os fatores </span><span>valorizados pelo governo eram, segundo ela, o ineditismo dos jogos na América do Sul, a oportunidade de divulgação internacional do país, a contribuição às transformações já em andamento - como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) -, possibilidade de amplo alcance entre os jovens e o fator de ser uma experiência festiva.</span></p>
<p>Por outro lado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tinha alguns desafios a enfrentar em relação aos jogos, entre os quais o desinteresse dos jovens brasileiros por esportes olímpicos tradicionais, a novidade geográfica (América do Sul) e a rejeição por parte do público das cidades que perderam a disputa.</p>
<p><strong>Excluídos</strong></p>
<p><span>Entre os impactos negativos dos jogos, Bárbara citou o fato de 6.606 famílias terem sido afetadas, com 4.120 sendo removidas das áreas que habitavam, entre elas, moradores da Vila Autódrómo, próxima ao local onde foi construído o Centro de Imprensa dos jogos.</span></p>
<p>Segundo ela, há problemas inerentes a realização de um evento desse porte: “Sempre acontecem problemas nos Jogos Olímpicos. Eles demandam investimentos necessários e outros não tão importantes, mas vinculados a interesses. Sempre há grupos beneficiados e outros que são excluídos”.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/juliano-fiori-7-8-2017" alt="Juliano Fiori - 7/8/2017" class="image-inline" title="Juliano Fiori - 7/8/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Juliano Fiori</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fiori deu seu depoimento como atleta e como observador do contexto de realização dos jogos. <span>Ele disse que a delegação brasileira, quando se preparava para entrar no Maracanã na cerimônia de abertura dos jogos, entoou um grito de guerra que dizia “o Maracanã é nosso”. Na opinião de Fiori, o estádio já não era de todos, “era um bem privado do qual éramos ocupantes temporários; éramos embaixadores, vendedores das pessoas que detinham o Maracanã”.</span></p>
<p>“Aquilo era o espetáculo do espetáculo. Quando o espetáculo desaparece, a realidade já não é discernível. Agora é uma realidade mais bruta, descarada. Todas as contradições mascaradas agora são palpáveis, vívidas e agudas.”</p>
<p>Ele destacou o consumismo presente até entre os atletas, que receberam muitos brindes, inclusive roupas, celulares e câmeras fotográficas. “Cada vez que recebíamos algo queríamos mais. Um consumismo contrastante com as condições dos trabalhadores da Vila Olímpica, vindos da periferia da cidade.”</p>
<p>“A maioria dos atletas evanesceu, já não são objeto das câmeras de TV, tiveram seus patrocínios cortados. Enquanto isso, os moradores da Vila Autódromo que resistiram em sair continuam lá”.</p>
<p><span><strong>Estrutura</strong></span></p>
<p><span>Fiori afirmou que a estrutura esportiva foi ótima, mas havia questionamentos sobre como seria o acesso dos atletas a elas depois dos jogos, como seria resolvido o caso de estruturas populares que foram destruídas, o que resultaria do Parque Deodoro, encravado numa das áreas mais pobres da cidade. "Um ano depois é difícil ver qual será o legado disso, talvez seja muito cedo."</span></p>
<p>O legado para a área esportiva possui muitas dimensões, segundo ele, que considera a criação da Rede Nacional de Treinamento, “apesar de ser difícil ver onde está a conexão entre a prática esportiva na base e aquela de alto rendimento”.</p>
<p>Em termos de segurança, ele destacou a presença de muitos militares nas cercanias das instalações olímpicas e nos pontos turísticos, “com o objetivo de mostrar às pessoas que elas estavam seguras e isso funcionou, mas na periferia 31 pessoas foram mortas e mais de 50 ficaram feridas.” Para ele, a participação de militares na segurança durante os jogos contribuiu para uma naturalização da presença de soldados na cidade, “agora para espalhar o medo”.</p>
<p>Como exemplo do interesse político envolvido na organização dos jogos, ele comentou que o time de rúgbi e equipes de outros esportes foram convidadas (“talvez obrigados”) a participar de um evento de mídia no Palácio do Planalto. "Saímos às 6 da manhã de São Paulo e voltamos à meia-noite. Tudo isso para uma cerimônia de 10 minutos”.</p>
<p>Presidente interino à época, Michel Temer disse na cerimônia, segundo relato de Fiori: “Quando vocês ostentarem suas medalhas estaremos revelando um Brasil onde a democracia é estável, onde as coisas estão caminhando muito bem e as instituições funcionam”. <span>“Um ano depois, ele continua no cargo e usa os jogos como parte da narrativa de um governo que fez as coisas certas", comentou o atleta e pesquisador.</span></p>
<p>“Para mim, praticar um esporte sempre tem um sentido político, não se trata apenas de acesso à estrutura, mas também as relações que surgem entre as pessoas. O atleta deve reconhecer o privilégio que é participar de uma Olimpíada, mas tem a responsabilidade de se conscientizar sobre essa participação.”</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/andre-viana-7-8-2017" alt="André Viana - 7/8/2017" class="image-inline" title="André Viana - 7/8/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>André Viana</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Avaliação</strong></p>
<p>Em sua breve exposição, Viana disse que uma das dificuldades iniciais para a elaboração de um documento sobre os impactos dos jogos é a dificuldade para a obtenção de dados de outras Olimpíadas. <span>“Os dados dos jogos de Atenas desapareceram da internet e só recentemente surgiu um estudo do instituto grego similar ao Ipea.”</span></p>
<p>Ele disse que a alternância de poder nos países leva a que um grupo trabalhe para ganhar a disputa entre cidades e outro, depois, a tentar montar o planejamento, acontecendo inclusive que o primeiro grupo volte a cuidar dos jogos um ano antes de sua realização.</p>
<p>“No Brasil, o grupo da candidatura permaneceu como responsável até três meses antes dos jogos. Por isso não se pode dizer que a Olimpíada foi um feito do governo Temer. Tudo tinha sido feito antes.”</p>
<p>O ciclo olímpico brasileiro ainda não terminou o ciclo olímpico brasileiro, afirmou o pesquisador. "Vai até 2018, pois faz parte do processo a prestação de contas, e tudo indica que o Ministério do Esporte não vai tocar esse trabalho”.</p>
<p>Em razão disso, “as pessoas preocupadas em fazer a avaliação dos jogos começaram a se mexer", disse Viana. "Um colega já fez um estudo e um grupo está analisando o ganho de produtividade em função da melhoria do transporte público instalado no Rio.”</p>
<p>A ideia de Viana é estabelecer parcerias com outras instituições de pesquisa para terminar o trabalho de avaliação. “Dentro de um ano teremos uma bela publicação. Será uma reflexão do setor público sobre o que ganhamos e o que deixamos de fazer.”</p>
<p><strong>Esporte na base</strong></p>
<p>No debate, Leyser comentou que o Brasil sempre imaginou que o esporte deveria ser consolidado no país a partir da base, "mas nunca conseguimos nem visibilidade para ações desse tipo nem recursos suficientes". A seu ver, nunca houve apoio da mídia, do governo e da própria sociedade para isso. <span>"Se consultada, a população não pede esporte, mas sim saúde, educação, transporte e segurança. </span></p>
<p><span>Em sua opinião, os jogos permitiram que fosse feito o caminho contrário: partir do topo da pirâmide (esporte de alto desempenho) para chegar ao investimento de base. </span><span>"Não conseguimos universalizar o acesso, mas conseguimos transformar as condições para quem pratica esporte, com a melhoria da infraestrutura em clubes, instalações militares e universidades."</span></p>
<p>Quanto a mudanças na prática de esporte no ensino fundamental - onde predomina a monocultura do futebol -, em razão da visibilidade que outras modalidades tiveram durante os jogos, Leyser disse que a escola também não é uma panaceia para os problemas do esporte: "Ela prepara mal os alunos em termos de língua portuguesa e queremos que ela produza pessoas com práticas esportivas de qualidade."</p>
<p>Para ele, essa questão tem de ser resolvida pelos dirigentes educacionais. "Os professores são resistentes ao esporte formalizado na escola e vão dizer que, se não há biblioteca, se não há laboratório, não têm de resolver o problema de não haver uma quadra esportiva na escola. Não consideram o fato de a prática esportiva ajudar na concentração, interação e diminuição da violência, entre outros aspectos."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-09T16:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/projeto-usa-mapeamento-genetico-para-transformar-o-esporte">
    <title>Projeto usa mapeamento genético para transformar o esporte</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/projeto-usa-mapeamento-genetico-para-transformar-o-esporte</link>
    <description>O biólogo molecular João Bosco Pesquero, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), enxergou na genética um caminho para mudar o esporte. Ele participou do seminário Da Genômica à Identidade: Elementos para a Compreensão do Atleta Olímpico, que aconteceu no dia 23 de maio no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/katia-rubio-esportes" alt="Katia Rubio - Esportes" class="image-inline" title="Katia Rubio - Esportes" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A professora Katia Rubio, moderadora do evento, participou do Programa Ano Sabático do IEA em 2017</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O biólogo molecular <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-bosco-pesquero" class="external-link">João Bosco Pesquero</a>, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), enxergou na genética um caminho para mudar o esporte. “Estudam-se muito os resultados negativos da mutação genética, que geram doenças e desabilitação, mas eu decidi olhar para um outro lado, o do ganho de funções através da mutação”, relatou durante o seminário <i>Da Genômica à Identidade: Elementos para a Compreensão do Atleta Olímpico</i>, que aconteceu no dia 23 de maio no IEA.</p>
<p dir="ltr">Participaram do encontro, além de Pesquero, coordenador e fundador do projeto <i><a class="external-link" href="http://www.atletasdofuturo.com.br/">Atletas do Futuro</a></i>, outros dois fundadores da iniciativa: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-correia" class="external-link">Paulo Correia</a>, professor da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e ex-atleta olímpico de atletismo, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/chiaretto-a-costa" class="external-link">Chiaretto Costa</a>, ex-preparador físico da equipe de basquete do Palmeiras. O seminário foi organizado pelo <a class="external-link" href="http://www.eefe.usp.br/?laboratorio/mostrar/id/41">Grupo de Estudos Olímpicos</a> (GEO) da Escola de Educação Física e Esportes (EEFE) da USP em parceria com o IEA. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/katia-rubio" class="external-link">Katia Rubio</a>, professora da EEFE participante do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> do IEA em 2017 e coordenadora do GEO, assumiu a moderação do debate.<br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> <strong>Atletas do Futuro</strong><br />Segundo Pesquero, o intuito do projeto era, inicialmente, compreender a estrutura genética dos atletas brasileiros — organizando uma grande base de dados — e usar essas informações como um guia para o desenvolvimento de atividades esportivas com crianças. Ele defende que, através da análise genética dos jovens, é possível determinar suas aptidões naturais e indicar modalidades esportivas mais “receptivas” para suas características.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Joao%20Bosco%20Pesquero-Esportes-02.jpg" alt="João Bosco Pesquero - Esportes" class="image-inline" title="João Bosco Pesquero - Esportes" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>João Bosco Pesquero: "Ter sucesso é fundamental para que a criança continue praticando um esporte"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O professor argumenta que o método aumenta as chances da criança alcançar o sucesso e se adequar ao esporte, o que reduz os níveis de dissidência. “Ter sucesso é fundamental para que a criança continue praticando um esporte. Ela se sente bem, é aceita pelo grupo e se sente motivada para prosseguir”, justificou. Paulo Correia arrematou o raciocínio e defendeu que a diminuição da dissidência no esporte pode ser um importante método de combate ao sedentarismo no Brasil: “Isso resolveria, pelo menos em parte, sérios problemas de saúde pública do país”. <br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> O método já foi aplicado em mais de 200 jovens futebolistas das categorias de base do Santos Futebol Clube. Com as amostras colhidas e analisadas no Centro de Pesquisa e Diagnóstico de Doenças Genéticas da Unifesp, o fisiologista do clube, Gustavo Jorge, desenvolveu um treinamento específico para cada um dos atletas e atestou a efetividade do mecanismo de Pesquero. “Na época, o Gustavo substituiu os testes físicos que costumava fazer com os meninos do Santos por nossa análise genética, porque era bastante precisa”, completou o professor.<br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> Pesquero revelou que, por conta da falta de investimento e do ceticismo de dirigentes e fisiologistas dos clubes brasileiros, não foram realizadas outras aplicações do projeto em crianças. Ele lamentou a situação e ressaltou o interesse em promover novas ações: “Acredito que poderíamos ajudar muito, mas infelizmente ainda há muita desconfiança em relação ao método”. <br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> <strong>Inserção no esporte profissional</strong><br class="kix-line-break" /> Com o desenvolvimento do projeto, os pesquisadores compreenderam que os resultados do mapeamento genético poderiam ter aplicabilidade também no esporte de alto rendimento. Segundo Pesquero, a análise genética de um indivíduo pode mostrar mais do que a modalidade esportiva mais adequada: “é possível indicar atividades específicas para evitar lesões e aumentar seu tempo de vida útil no esporte”. <br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> O banco de dados do projeto já conta com informações de mais de 2 mil atletas de alto rendimento, de diversas modalidades. Pesquero revelou, porém, que o alto custo do mapeamento genético os obrigou a limitar a pesquisa, que hoje analisa a presença de apenas quatro genes principais na composição genética dos atletas. Segundo ele, existem cerca de 300 genes em nosso código genético que regulam fatores determinantes para a prática esportiva. “Mesmo assim, conseguimos construir perfis de normalidade e criar curvas de comparação entre diferentes equipes, atletas e modalidades”, contou.</p>
<p dir="ltr">Além dos testes com adolescentes, a eficiência do método criado pelo <i>Atletas do Futuro</i> já foi comprovada em pelo menos duas experiência com times profissionais de basquete. Na primeira, Paulo Correia e Chiaretto Costa assumiram a preparação física da equipe do Palmeiras. Em 25 dias de treinamento focado nas características individuais de cada atleta da equipe, eles conseguiram salvar o time do rebaixamento e garantir 100% de vitórias em casa. Na segunda, com o time de São José dos Campos, foram capazes de reduzir drasticamente as lesões na equipe, que passaram de 12, na temporada 2011/2012, para zero na temporada 2013/2014.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Chiaretto%20A.%20Costa-Esportes-04.jpg" alt="Chiaretto Costa - Esportes" class="image-inline" title="Chiaretto Costa - Esportes" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Chiaretto A. Costa: "O próximo membro de uma comissão técnica será um geneticista"</strong></p>
<p><strong><br /></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Genômica e determinismo</strong><br class="kix-line-break" /> Os pesquisadores foram questionados, durante o evento, sobre uma possível ação determinista do método que desenvolveram, que poderia enquadrar as crianças em modalidades que não gostam, cassando sua liberdade para escolher um esporte. A professora Rubio provocou: “Estas ‘etiquetas’ são sentenças? Como lidar com crianças e atletas que decidiram praticar modalidades inadequadas?”.<br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> Para Chiaretto Costa, é impossível predizer se um atleta ou uma criança ocupará uma determinada posição somente porque não expressa um conjunto de proteínas. “Existem outras características, físicas e cognitivas, que podem permitir que esse indivíduo tenha sucesso”, argumentou. “Com o mecanismo que defendemos, somos capazes de mostrar a essa pessoa seus limites e oferecer alternativas para superá-los.” <br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> Pesquero acredita ser necessário respeitar os anseios de cada pessoa e garante que o projeto nunca teve o intuito de excluir, mas de incluir. “O que fazemos é mostrar uma janela de oportunidade para a pessoa, mas sempre dentro do que ela gosta”, disse. Ele reiterou, entretanto, que a análise genética pode elevar o nível de sucesso no esporte, aumentando o prazer e diminuindo a dissidência de quem pratica.<br class="kix-line-break" /></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Paulo%20CorreiaEsportes-03.jpg" alt="Paulo Correia - Esportes" class="image-inline" title="Paulo Correia - Esportes" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Paulo Correia: “Muitos atletas que conheci, melhores do que eu inclusive, deixaram o esporte por falta de dinheiro”</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><strong>Além da genética</strong><br class="kix-line-break" /> Os três conferencistas, apesar de defenderem os resultados positivos do método, acreditam que o sucesso no esporte é composto por uma série de fatores que transcendem a genética. “Não podemos deixar de considerar outros aspectos da formação de atletas, como o treinamento, nutrição e força de vontade”, afirmou Pesquero. Para ele, a função da genética é importante nestes casos, mas limitada a indicar predisposições e vantagens naturais.<br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> Paulo Correia lembrou que alguns fatores sociais são determinantes para o desenvolvimento dos esportistas. “Tive a sorte de participar de duas olimpíadas. As pessoas costumam dizer que isto não é uma questão de sorte, mas de capacidade e competência. Mas, em um país como o nosso, é preciso ter um pouco de sorte sim”, relatou. Ele acredita que a falta de incentivo e aporte financeiro são alguns dos maiores desafios que os atletas enfrentam: “Muitos atletas que conheci, melhores do que eu inclusive, deixaram o esporte por falta de dinheiro”. <br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" /> Katia Rubio ratificou a fala dos conferencistas e reiterou a importância da determinação para o sucesso esportivo. “O ser humano é um sistema aberto, que estará sempre disposto a quebrar regras determinadas, seja pela força do seu desejo ou da sua vontade. Talvez essa seja a essência da beleza do ser humano”, concluiu.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-28T20:19:27Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-analisam-saude-mental-e-pratica-de-atividade-fisica-durante-a-pandemia">
    <title>Pesquisadores analisam saúde mental e prática de atividade física durante a pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-analisam-saude-mental-e-pratica-de-atividade-fisica-durante-a-pandemia</link>
    <description>Estudos da FMRP e da EEFERP são tema do USP Analisa desta semana</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ef4d362d-7fff-e82b-fd18-6dd451a92334"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/uspanalisa1006.jpg/@@images/2c1828af-b3ef-4c02-b61b-591e6b690cda.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />O receio de contaminação pela covid-19 e o isolamento social estão provocando problemas na saúde mental e física da população. Estudos revelam um registro maior de ansiedade, depressão e níveis elevados de estresse. Para entender melhor o que está acontecendo com a sociedade neste momento, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e da Escola de Educação Física e Esportes de Ribeirão Preto (EEFERP), ambas da USP, estão desenvolvendo trabalhos <span>com universidades de outros países </span>para mapear esses efeitos e também a prática de atividades físicas nesse período. Sobre isso, o USP Analisa desta semana conversa com os professores Rafael Guimarães dos Santos, da FMRP, e Átila Alexandre Trapé, da EEFERP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“É inevitável: as pessoas têm se movimentado muito menos. Isso tem repercutido, logicamente, sobre o gasto calórico delas, a qualidade da alimentação muitas vezes relacionada com um grau de ansiedade, estresse e até depressão. A alimentação pode ficar mais desregulada e a gente tem problemas aí para a saúde de uma forma geral”, explica Átila.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Tanto a pesquisa dele quanto a de Rafael são longitudinais, ou seja, coletam os dados em vários períodos, o que permite analisar o quadro ao longo do tempo, mas apresentam questionários diferentes.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Fizemos algumas perguntas que a maioria dos estudos publicados até o momento não fizeram. Além de ansiedade, depressão, estresse e sintomas associados ao trauma, nós também fizemos perguntas sobre o que essas pessoas estão fazendo para se adaptar a essa situação, por exemplo, praticando mais esportes; se comunicando mais com pessoas através de mídias sociais, de WhatsApp; mais práticas como ioga ou práticas espirituais; e também focamos no uso de drogas. A gente já sabe que as pessoas estão bebendo mais porque estão mais em casa. Então será que essas pessoas estão fumando mais maconha? Será que elas estão usando mais cocaína? E será que isso está piorando a saúde dessas pessoas?”, questiona Rafael.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O objetivo, segundo o docente, é entender o comportamento das pessoas e buscar opções de abordagem e tratamento para reduzir os danos à saúde mental trazidos pela pandemia e pelo isolamento social.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (10), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (14), a partir das 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de </span><span>streaming</span><span> </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/3xuFerZEzUBiPWlUQXNarx?si=S_bMsOV4TUO54SLglByYNA"><span>Spotify</span></a><span>. O </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-06-09T15:51:28Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/formacao-atleta-olimpico">
    <title>Pesquisador analisa diálogo entre as influências genética e social na formação do atleta olímpico</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/formacao-atleta-olimpico</link>
    <description>João Bosco Pesquero, professor da Unifesp, faz a conferência "Da Genômica à Identidade: Elementos para a Compreensão do Atleta Olímpico" no dia 23 de maio, às 9h, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-3962ab7d724a49108d92c07b8a0c885e kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-3962ab7d724a49108d92c07b8a0c885e">
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/juliana-dos-santos-atleta" alt="Juliana dos Santos - atleta" class="image-inline" title="Juliana dos Santos - atleta" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A meio-fundista Juliana dos Santos (na foto, durante treinamento em centro da FAB em 2016) começou no atletismo aos 12 anos, na escola</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na conferência <i>Da Genômica à Identidade: Elementos para a Compreensão do Atleta Olímpico</i>, no <strong>dia 23 de maio, às 9h</strong>, no IEA, o especialista em biologia molecular <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-bosco-pesquero" class="external-link">João Bosco Pesquero</a>, professor da Unifesp, vai propor um diálogo entre as perspectivas biológica e social da formação do atleta olímpico.</p>
<p>O evento é gratuito e aberto a todos os interessados. Não há necessidade de inscrição para assisti-lo presencialmente ou <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/atletas-olimpicos" class="external-link">A difícil prova dos atletas olímpicos para manter a identidade</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo a idealizadora e moderadora da conferência, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/katia-rubio" class="external-link">Katia Rubio</a>, coordenadora do Centro de Estudos Olímpicos da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP e professora em ano sabático no IEA em 2017, a visibilidade que o atleta olímpico conquista ao longo da vida esconde elementos fundamentais para a sua formação, como a herança genética e o contexto social em que ele se desenvolveu no esporte.</p>
<p>Pesquero é graduado em química pela USP e mestre e doutor em biologia molecular pela Unifesp. Realizou pesquisas de pós-doutorado na Universidade de Heidelberg e no Instituto Max-Delbrück para Medicina Molecular de Berlim, ambos na Alemanha.</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<i><strong> Da Genômica à Identidade: Elementos para a Compreensão do Atleta Olímpico<br /></strong></i><i>23 de maio, 9h<br /></i><i>Sala Alfredo Bosi, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito e aberto a todos os interessados - Também pode ser acompanhado </i><i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Mais informações: com Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1686<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/da-genomica-a-identidade-elementos-para-a-compreensao-do-atleta-olimpico-1" class="external-link">Página do evento</a></i>
<p> </p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: FAB</span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-17T15:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-investiga-como-paises-do-brics-utilizaram-a-copa-do-mundo-para-aumentar-sua-influencia-global">
    <title>Pesquisa estuda uso da Copa do Mundo por 3 Brics com o intuito de aumentar sua influência global</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-investiga-como-paises-do-brics-utilizaram-a-copa-do-mundo-para-aumentar-sua-influencia-global</link>
    <description>Marco Antonio Bettine desenvolverá o projeto de pesquisa Soft Power: Um olhar sobre a Utilização Estratégica dos Brics ao sediar a Copa do Mundo de Futebol da FIFA - Análise de África do Sul, Brasil e Rússia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span id="docs-internal-guid-f40ccd08-7fff-2f65-7f83-69f72d3b9741"> </span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p dir="ltr"><strong><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/copa-do-mundo-da-fifa/image" alt="Copa do Mundo da Fifa" title="Copa do Mundo da Fifa" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, e os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Rússia, Vladimir Putin, durante uma cerimônia em 2014 | Foto: Divulgação/Kremlin</dd>
</dl></strong>Professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP desde 2013, o educador físico Marco Antonio Bettine iniciou em março uma pesquisa no IEA sobre as dinâmicas geopolíticas envolvidas na escolha de países-sede para a Copa do Mundo da FIFA. Bettine foi um dos selecionados para participar do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico"><span>Programa Ano Sabático</span></a> deste ano e, até fevereiro de 2020, desenvolverá o projeto de pesquisa <i>Soft Power: Um olhar sobre a Utilização Estratégica dos Brics ao sediar a Copa do Mundo de Futebol da FIFA - Análise de África do Sul, Brasil e Rússia</i>.</p>
<p dir="ltr"><br />Um dos objetivos do pesquisador é entender como a FIFA (Federação Internacional de Futebol) se transformou em uma potência econômica, política e jurídica capaz de reger um bem cultural como o futebol, esporte mais popular e praticado do mundo. Ao mesmo tempo, Bettine pretende construir relações entre a participação de três membros do Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — como países-sede de Copas do Mundo e variações no soft power dessas nações.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Programa Ano Sabático 2019</strong></p>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/os-projetos-dos-professores-sabaticos-de-2019" class="external-link">Programa Ano Sabático escolhe 7 pesquisadores para 2019</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-cientifica-na-sociedade-de-risco" class="external-link">Conscientização sobre riscos globais deve ser componente da educação científica, diz pesquisador</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/combate-a-corrupcao" class="external-link">Cientista político examina mais de 3 mil operações de combate à corrupção</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/abordagens-evolucionistas-da-cultura" class="external-link">Nova área científica trata da transmissão cultural do ponto de vista evolucionista</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/coletivos-culturais-perifericos" class="external-link">Dennis de Oliveira analisa coletivos culturais periféricos da cidade de São Paulo</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O conceito de <i>soft power</i> que será usado na pesquisa foi desenvolvido pelo cientista político norte-americano Joseph Nye em contraposição ao <i>hard power</i>. Enquanto o <i>hard power</i> prevê a utilização do poderio econômico e bélico de um Estado para influenciar decisões de outro Estado ou corpo político, o <i>soft power</i>, de acordo com a definição de Nye, pressupõe o uso da diplomacia e da cultura como instrumentos de influência. “Exemplos do <i>hard power</i> usado pelo governo estadunidense são as sanções econômicas sobre Cuba e Venezuela e as ações militares no Oriente Médio”, explica Bettine. “O <i>soft power</i> norte-americano, por outro lado, visa atingir outros países através da persuasão, do exemplo e da indústria cinematográfica.”</p>
<p dir="ltr"><span>A análise do pesquisador terá como foco as Copas do Mundo da África do Sul (2010), do Brasil (2014) e da Rússia (2018). Matérias jornalísticas de alguns dos principais veículos de comunicação do mundo, publicadas durante os eventos, serão a fonte de informação principal da pesquisa. Com dados da ferramenta </span><span><i>Google Trends</i></span><span>, Bettine comparou o número de acessos de oito veículos, sediados em quatro países, para determinar os que seriam analisados. Le Monde, da França, BBC, da Inglaterra e El País, da Espanha, foram os escolhidos por maior adaptação metodológica.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os veículos brasileiros, russos e sul-africanos não serão considerados na pesquisa, segundo o professor, “porque o objetivo do trabalho é a análise das visões estrangeiras sobre os Brics e quem detém o poder das decisões internacionais no plano político são os jornais estrangeiros”.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><span><dl class="image-left captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marco-antonio-bettine-de-almeida-1/image" alt="Marco Antonio Bettine de Almeida" title="Marco Antonio Bettine de Almeida" height="250" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">O pesquisador Marco Antonio Bettine | Foto: Arquivo pessoal</dd>
</dl>Megaeventos esportivos e </span><span><i>soft power</i></span></strong></p>
<p dir="ltr"><span>Bettine entende que o esporte, por sua indiscutível influência cultural e social, se tornou um poderoso instrumento de </span><span><i>soft power</i></span><span>. Com isso, organizações como a FIFA e o COI (Comitê Olímpico Internacional) adquiriram uma grande capacidade de persuasão perante os potenciais países-sede de eventos como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas. Sob a perspectiva dos países, essas competições são comumente vistas como oportunidades de divulgar ao mundo sua cultura, infraestrutura e soberania, além de fortalecer o comércio e o turismo locais. Para o pesquisador, o interesse é mútuo: à FIFA, interessam os ganhos financeiros e o aumento da força política; aos países-sede, interessa o incremento de </span><span><i>soft power</i></span><span> e influência internacional.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A África do Sul enxergou na competição, mais especificamente, uma oportunidade de se tornar o país representante do pan-africanismo — movimento que busca a emancipação e o desenvolvimento socioeconômico do continente africano —, explica o pesquisador. O Brasil, por sua vez, viu na Copa do Mundo um instrumento para consolidar sua imagem no exterior. Entre outras coisas, o governo brasileiro buscava um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização da Nações Unidas (ONU), participar mais ativamente das relações internacionais e ganhar relevância dentro do BRICS e do Mercosul.</span></p>
<p dir="ltr">Segundo Bettine, apesar de “surfar uma boa onda internacional” em 2014, o Brasil era visto com descrédito pela imprensa estrangeira, que julgava o país incapaz de realizar um megaevento esportivo. O pesquisador lembra, entretanto, que uma semana após o início dos jogos, os veículos se declararam enganados: sem maiores problemas, o Brasil conduziu a Copa do Mundo de maneira eficiente. Para ele, em termos de <i>soft power</i>, “a Copa foi um sucesso para o Brasil e para o governo de Dilma Rousseff”.</p>
<p dir="ltr"><span>Em um movimento contrário, durante as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, Bettine ressalta que o país havia passado por um processo de </span><span>impeachment</span><span>, tinha um presidente impopular recém-empossado e diversas fragilidades econômicas e sociais, o que prejudicou a imagem do evento no exterior. A clara vulnerabilidade da democracia brasileira fez com que os veículos internacionais dessem maior atenção aos malfeitos praticados durante os Jogos Olímpicos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Se o país está bem internamente e tem certa força internacional, é capaz de influenciar os caminhos e escolhas dos meios de comunicação”, explica o pesquisador. “Se está desestabilizado, não tem como criar agendas próprias para divulgação nas mídias internacionais.”</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/copa-do-mundo-no-castelao/image" alt="Copa do Mundo" title="Copa do Mundo" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Maracanã na final da Copa do Mundo de 2014, no jogo entre Argentina e Alemanha | Foto: Danilo Borges/Wikimedia Commons</dd>
</dl>Brics e o legado da Copa</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>As três últimas Copas do Mundo foram sediadas por países membros do Brics. De acordo com Bettine, isso se deve ao fato de serem, de forma geral, “nações com democracias frágeis, mas com grandes potenciais financeiros e em busca de maior visibilidade internacional”. A fraqueza democrática dos países-sede é, segundo ele, parte fundamental do processo decisório da FIFA: “Jérôme Valcke, ex-secretário geral da FIFA afastado sob acusações de corrupção e má conduta na venda de ingressos das Copas de 2010 e 2014, disse que ‘democracia demais atrapalha a realização da Copa do Mundo’”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Um dos mecanismos de influência e cooptação usados pela FIFA para convencer os países a sediar a Copa do Mundo é a promessa de reformas estruturais e melhoria da infraestrutura do país, de acordo com o pesquisador. Nos eventos sediados pelos membros do Brics, entretanto, as promessas foram quase integralmente descumpridas. A melhora do IDH regional, do transporte público e no acesso ao saneamento básico foram os principais pactos quebrados. “Brasil e África do Sul são países que continuam tendo problemas de infraestrutura básica, mesmo ao redor dos grandes estádios construídos para os jogos”, ressalta Bettine.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O pesquisador lembra, entretanto, que a partir de 2015 os desmandos da FIFA esbarraram em um ponto de inflexão. Diversos membros do alto escalão da organização passaram a ser julgados e condenados por crimes cometidos durante as Copas da África do Sul e Brasil e nas escolhas de Rússia e Catar como sedes das Copas de 2018 e 2022, respectivamente. As condenações, entretanto, não foram motivadas pelo não cumprimento de promessas feitas nos períodos que antecederam as Copas, ou pelas fraudes nas vendas de ingressos, ou ainda pelos processos de gentrificação influenciados pelos eventos esportivos, mas por tentativas de lavagem de dinheiro em empresas fantasma nos EUA.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Interdisciplinaridade</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo o professor, o caráter interdisciplinar do projeto provém da abordagem simultânea de temas como relações internacionais, governança global, influência midiática, cultura brasileira e a importância cultural do futebol. “A pesquisa é interdisciplinar porque trabalha com teorias sociológicas, de relações internacionais, de mídia e de ciência política”, explica.</span></p>
<p><span>Para ele, o fundamental da pesquisa é entender como todas essas matérias podem ajudar “a compreender o papel da FIFA, da teoria sociológica e da teoria política de </span><span>soft power</span> e <span>hard power</span><span> na passagem da Copa do Mundo pelos Brics”. </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Rússia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poder</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-03-08T19:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/megaeventos-esportivos-nao-ampliam-visao-positiva-dos-brics">
    <title>Pesquisa avalia que Copa e Olimpíadas não melhoraram visão da mídia estrangeira sobre o país</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/megaeventos-esportivos-nao-ampliam-visao-positiva-dos-brics</link>
    <description>Seminário 'O Ciclo dos Megaeventos no Brasil: A Visão da Mídia Estrangeira sobre a Sociedade Brasileira e a Organização de Eventos' foi realizado no dia 16 de maio.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marco-bettine-e-diego-gutierrez-16-5-2019/image" alt="Marco Bettine e Diego Gutierrez - 16/5/2019" title="Marco Bettine e Diego Gutierrez - 16/5/2019" height="279" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Marco Bettine (esq.) e Diego Gutierrez, autores da pesquisa feita no Ludens</dd>
</dl></p>
<p>Apesar do empenho do Brasil em realizar a Copa do Mundo da Fifa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os dois megaeventos esportivos não contribuíram para melhorar a imagem do país perante a imprensa internacional e, dessa forma, ampliar seu soft power.</p>
<p>A avaliação é do especialista em sociologia do esporte <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-bettine-de-almeida" class="external-link">Marco Bettine</a>, professor da Escola de Artes, Ciência e Humanidades (Each) da USP e participante do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático do IEA</a>.</p>
<p>Bettine e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/diego-monteiro-gutierrez" class="external-link">Diego Gutierrez</a>, doutorando em biodinâmica do movimento e esporte na Unicamp, foram os expositores do seminário <i>O Ciclo de Megaeventos no Brasil: A Visão das Mídias Estrangeiras sobre a Sociedade Brasileira e Organização dos Eventos</i>, no dia 16 de maio.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/o-ciclo-dos-megaeventos-no-brasil-a-visao-das-midias-estrangeiras-sobre-a-sociedade-brasileira-e-a-organizacao-do-evento" class="external-link">Vídeo</a><br /><br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/o-ciclo-dos-megaeventos-no-brasil-a-visao-das-midias-estrangeiras-sobre-a-sociedade-brasileira-e-a-organizacao-do-evento-16-de-maio-de-2019" class="external-link">Fotos</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/projeto-de-pesquisa-de-marco-antonio-bettine-de-almeida/" class="external-link">Projeto de pesquisa</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O evento apresentou dados e conclusões de pesquisa que os dois realizaram no âmbito do Ludens (<span>Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Futebol e Modalidades Lúdicas). O estudo é relacionado com o projeto de Bettine no IEA (</span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/projeto-de-pesquisa-de-marco-antonio-bettine-de-almeida/" class="external-link">Soft Power: Um Olhar sobre a Utilização Estratégica dos Brics ao Sediar a Copa do Mundo de Futebol da Fifa - Análise de África do Sul, Brasil e Rússia</a>).</p>
<p>A pesquisa sobre o caso brasileiro foi iniciada em 2013 e envolveu a análise do noticiário internacional tanto sobre a Copa do Mundo quanto das Olimpíadas. Foram coletados 699 artigos sobre a Copa do Mundo e 1.154 sobre os Jogos Olímpicos, publicados em alguns dos principais veículos noticiosos do Reino Unido ("The Guardian", "Daily Mail" e BBC), EUA ("The New York Times" e CNN), França ( "Le Monde" e "Le Figaro") e Espanha ("El País" e "El Mundo"). A escolha de veículos de países de línguas inglesa, francesa e espanhola deve-se à importância delas no contexto da globalização.</p>
<p>No seminário, Gutierrez e Bettine também teceram considerações sobre o quadro em que os dois megaeventos foram realizados. Eles lembraram que a Copa do Mundo aconteceu num contexto ainda impactado pelas manifestações de junho de 2013, com a imprensa internacional manifestando incerteza quanto ao clima político e social durante a realização do torneio.</p>
<p>À medida que os jogos foram acontecendo, com grande público nos estádios e sem grandes protestos e outros acontecimentos importantes, a imprensa estrangeira mudou de tom, passando a elogiar o evento e a capacidade do país em organizá-lo com sucesso, comentaram.</p>
<p>Entre os exemplos que citaram para demonstrar a transição de tom estão títulos de matérias como "Os jogos são encantadores e o drama foi perfeito para a mídia”, no "The Guardian", e "Não era para tanto" (querendo dizer que as preocupações pré-Copa eram exageradas), no "El País".</p>
<p><span>O ambiente nacional estava pior no período pré e durante as Olimpíadas, com crise política acentuada (processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff), recessão econômica crescente, manifestações, aumento da violência urbana no Rio de Janeiro e estádios, ginásios e arenas esportivas com pouco público, além problemas de alojamento de atletas, de mobilidade e poluição da Baia da Guanabara e de piscinas do complexo aquático.</span></p>
<p><span>Com isso, a cobertura inicialmente positiva da mídia estrangeira em relação aos jogos, principalmente em função do sucesso obtido pelo país dois anos antes, na realização da Copa do Mundo, tornou-se crítica, afirmou Bettine.</span></p>
<p><span>As críticas não se restringiram à falta de interesse dos brasileiros em esportes que não o futebol, à problemas organizativos (deficiências nos alojamento de atletas) e poluição das águas, Houve questionamentos da falta de acesso da população de baixa renda à festa de abertura e às disputas, à desigualdade do país, à falta de respeito à diversidade - dados os níveis alarmantes de violência sexual, feminicídio, ataques a homossexuais - e até ao desmatamento da Amazônia, de acordo com o levantamento.</span></p>
<p><span>Um caso específico acabou dominando o noticiário internacional na parte final dos jogos, segundo Bettine: o do nadador americano <span>Ryan Lochte, que disse ter sido </span>assaltado, na companhia de outros três nadadores americanos, ao voltar para a Vila Olímpica. A denúncia motivou muitas críticas ao país, mas depois verificou-se que na verdade eles depredaram o banheiro de um posto de gasolina e brigaram com os funcionários do local.</span></p>
<p><span>Segundo Bettine, a pesquisa deu margem a considerações em cinco aspectos sobre a cobertura da mídia internacional: </span>cultura, instituições, desinteresse, características e magnitude na reação sobre o país e os dois megaeventos.</p>
<p><span>Do ponto de vista da cultura, a indicação foi de que o Brasil "<span>é um país de futebol, com grande interesse pela Copa do Mundo e um sentimento coletivo de testemunhar a história em formação", mesmo que isso significasse assistir a apenas jogos de seleções menos importantes. "Nas Olimpíadas, por outro lado, não houve uma compreensão real do espírito olímpico e aconteceu uma falta de interesse, especialmente com </span><span>modalidades menos </span><span>populares</span> o Brasil."</span></p>
<p><span>Na área institucional, d</span>urante a Copa do Mundo, "apesar da turbulência, ainda havia alguma estabilidade, mas nas Olimpíadas a crise se agravou com o processo de derrubada de uma presidente eleita", afirmou o pesquisador.</p>
<p>No aspecto magnitude, influiu o tamanho do país: durante a Copa do Mundo, os jornalistas viajaram por várias partes do Brasil e a mídia publicou seções sobre cada local onde as seleções de seus países jogariam. "Escreveram sobre a cultura local, como as seleções foram recebidas, atrativos naturais. Havia uma agenda potencialmente positiva, já que as cidades-sede eram extremamente charmosas. Nos Jogos Olímpicos, por sua vez, todos os meios de comunicação e seus correspondentes permaneceram no mesmo local por cerca de um mês, em contato com os problemas da população e a desigualdade altamente visíveis."</p>
<p>No que tange as características da cobertura, o normal foi que assim que a equipe de um país era eliminada na Copa do Mundo, sua mídia também ficava reduzida, "passando automaticamente a utilizar o material produzido por agências de notícias para comentar o torneio". <span>Ao contrário, nas Olimpíadas, "os correspondentes permaneceram até o último dia no Rio de Janeiro".</span></p>
<p><span>No caso do desinteresse pelas Jogos Olímpicos, Bettine disse que o<span> flerte das grandes potências com o Brasil acabara e as grandes corporações tinham perdido o interesse pelo país: "A</span><span> </span><span>mídia seguiu esses humores. Diferentemente da Copa da Fifa, não houve pressão para o evento parecer grande e sem problemas"</span></span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-05-20T16:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/o-ciclo-dos-megaeventos-no-brasil-a-visao-das-midias-estrangeiras-sobre-a-sociedade-brasileira-e-a-organizacao-do-evento-16-de-maio-de-2019">
    <title>O Ciclo dos Megaeventos no Brasil: A Visão das Mídias Estrangeiras sobre a Sociedade Brasileira e a Organização do Evento - 16 de maio de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/o-ciclo-dos-megaeventos-no-brasil-a-visao-das-midias-estrangeiras-sobre-a-sociedade-brasileira-e-a-organizacao-do-evento-16-de-maio-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-05-16T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/megaeventos-no-brasil">
    <title>O Ciclo dos Megaeventos no Brasil: A Visão das Mídias Estrangeiras sobre a Sociedade Brasileira e a Organização do Evento</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/megaeventos-no-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A cerimônia de encerramentos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ocorrida no dia 21 de agosto de 2016, marcou o fim do ciclo dos megaeventos no Brasil, iniciado em julho de 2007 quando o país foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2014 e completado em 2009 com o Rio de Janeiro suplantando Madri na escolha dos Jogos Olímpicos de 2016. A partir de então, o país estaria no centro do debate esportivo mundial se tornando a primeira nação a sediar os dois maiores eventos esportivos do mundo em um mesmo ciclo, seria também a primeira Olimpíada na América do Sul e apenas a terceira em um país considerado em desenvolvimento.</p>
<p>A decisão de sediar esses eventos não foi ao acaso. Fez parte de uma agenda mais ampla, colocada em prática pelo então presidente Lula e sua equipe diplomática, que visava mudar a forma da política externa brasileira, buscando assumir um papel de maior destaque nas relações internacionais, diversificando parcerias e alianças.</p>
<p>Neste encontro, a discussão será focada em torno da utilização desses eventos para divulgar o país no exterior, o que contribuiu para que o país ficasse em destaque na imprensa internacional.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-05-08T16:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/migracao-e-esporte-um-dialogo-necessario">
    <title>Migração e Esporte, Um Diálogo Necessário</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/migracao-e-esporte-um-dialogo-necessario</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Em um mundo globalizado, a imigração virou um tema recorrente em nosso cotidiano. Todos os dias vemos discussões sobre as políticas de recepção de imigrantes e os conflitos gerados pela chegada de milhares de pessoas à Europa, na maior onda migratória que o mundo teve após a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Paralelamente a isso, vemos a seleção da França conquistar a Copa do Mundo de 2018 com um elenco formado por vários atletas filhos de imigrantes e ainda composto por alguns atletas nascidos em territórios franceses ultramarinos. Neste encontro, especialistas no tema irão debater as ligações entre esporte e migração e abordar desde os aspectos íntimos até os jurídicos deste fenômeno.</p>
<p><b>Exposições</b></p>
<p><b>A formação da identidade do migrante</b><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/plinio-montagna" class="external-link">Plinio Luiz Kouznetz Montagna</a></p>
<p><b>A nacionalidade jurídica e a nacionalidade esportiva</b><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-ferraz-de-campos-monaco" class="external-link">Gustavo Ferraz de Campos Monaco</a> (FD-USP)</p>
<p><b>A migração e o esporte olímpico brasileiro</b><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/katia-rubio" class="external-link">Katia Rubio</a> (EEFE e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Esporte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-10T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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