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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 41 to 55.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/live-dos-cursinhos">
    <title>Live dos Cursinhos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/live-dos-cursinhos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>A temática central do encontro será o ingresso e permanência de alunos e alunas em universidade públicas. Serão tratadas, também, pautas relacionadas à inclusão da população com deficiência, LGBTQIA+, negra e/ou periférica na trajetória pré, durante e pós-vestibular; sistema de cotas; saúde mental no pré-vestibular; e os desafios que os alunos periféricos enfrentam para chegarem às universidades públicas.</span></p>
<p>Cursinhos participantes</p>
<ul>
<li>MedEnsina, cursinho popular da Faculdade de Medicina da USP, representado por Mariana Martins, graduanda em Medicina e diretora de Recursos Humanos do MedEnsina;</li>
<li>Rede Ubuntu de Educação Popular, rede de cursinhos populares presentes em territórios periféricos da cidade de São Paulo, representada por Saulo Vilanova, graduando em Letras pela USP, professor e coordenador da Rede Ubuntu desde 2018;</li>
<li>ECursinho, cursinho popular da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, representado por Guilherme Anhê Lopes Teixeira, graduando em Ciências sociais, com ênfase em antropologia, sociologia e licenciatura na Unicamp, além de atuar como professor de sociologia do ECursinho;</li>
<li>Rede Emancipa, rede de cursinhos populares com unidades distribuídas em todo o país, representada por Ricardo Freitas de Almeida, professor e coordenador da Rede Emancipa em São Paulo.</li>
</ul>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe o evento pelo <a class="external-link" href="https://www.facebook.com/nperiferias/videos/419544369703770">Facebook do nPeriferias</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa nPeriferias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-12-03T21:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-do-livro-201censino-publico-com-bons-resultados201d">
    <title>Lançamento do livro “Ensino público com bons resultados”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-do-livro-201censino-publico-com-bons-resultados201d</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-4278d03d-7fff-5323-a355-c8ce100955f9"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento contará com dois painéis. No primeiro, o professor da PUC Campinas Adolfo Calderón, o diretor da Fundação Santillana no Brasil, André Lázaro, a gerente de comunicação do Iede, Lecticia Maggi, e a colaboradora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (Lepes) da USP Roberta Biondi debatem o conteúdo e a produção do livro. A moderação é do diretor-fundador do Iede, Ernesto Faria.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O segundo painel marca o lançamento do documentário “Esqueci</span><span>dos: Crise nos Anos Finais do Ensino Fundamental”, produzido pelo Lepes. Após a exibição, a diretora do documentário, Aline Carvalho, e a colaboradora do Lepes Mayra Antonelli Ponti discutem os principais pontos dele.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre o livro</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>“</span><span>Ensino público com bons resultados</span><span>” foi produzido pelo Iede em parceria com a Fundação Santillana e a Editora Moderna e teve o apoio da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira. O livro discute os bons exemplos educacionais de redes de ensino brasileiras, apresentando as estratégias e práticas desses Estados e municípios que se destacam na condução da educação.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os pesquisadores do Iede analisaram dados de mais de mil redes de ensino em todo o Brasil e conversaram com professores, alunos, pais, diretores escolares e secretários de Educação. Eles concluíram que não é apenas um fator, mas uma combinação de vários deles que levam a exemplos bem-sucedidos. Esses elementos são analisados nesta obra a partir de cinco eixos: políticas para professores, avaliação e monitoramento da aprendizagem, atuação estrutural da secretaria de Educação, currículo e material didático.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Aprendizagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-19T15:25:02Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/jovem-precisa-ter-acesso-a-tecnologia-digital-na-educacao-basica">
    <title>Jovem precisa ter acesso à tecnologia digital na educação básica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/jovem-precisa-ter-acesso-a-tecnologia-digital-na-educacao-basica</link>
    <description>Segundo especialista, desenvolver nos estudantes um olhar crítico sobre o mundo e a cultura digitais impacta também na produtividade
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-eac7a2b2-7fff-6293-6e20-87e19e1fc8d8"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome.png/@@images/8bcdcd5e-77bd-48c4-84dd-db6d7eaefbb8.png" alt="" class="image-left" title="" />Ter acesso às tecnologias digitais já na educação básica é um importante requisito para que o estudante compreenda não apenas o que acontece dentro do contexto em que ele vive, mas no mundo, de uma forma geral. O uso dessas tecnologias está inclusive previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Para falar sobre esse tema, o USP Analisa recebe nesta semana o professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e também integrante do Conselho Nacional de Educação, Ivan Siqueira.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele explica que as tecnologias digitais permeiam todas as relações sociais, incluindo os campos da educação e do trabalho. “Se o jovem não tem um olhar crítico para essas tecnologias, se não há uma possibilidade de reflexão, ele fica em defasagem tanto em relação a outros jovens do país, como de outros países. Evidentemente, isso vai ter consequência do ponto de vista da produtividade, porque a produtividade implica exatamente em saber quais são as ferramentas mais adequadas para fazer os diferentes tipos de trabalho”, diz o professor.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ivan destaca que a educação não pode continuar como no século passado, apenas relacionada à leitura e à matemática. Embora esses aspectos continuem sendo importantes, os currículos precisam abranger também questões ligadas à tecnologia. Segundo ele, a própria BNCC prevê que as disciplinas e campos do conhecimento também contenham aspectos do pensamento computacional, do mundo digital e da cultura digital.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Para o pensamento computacional, há diferentes possibilidades de entendimento, isso vai sendo inclusive alterado com o tempo, mas a gente poderia dizer que tem a ver com a cultura algorítmica e o que se relaciona a isso. O mundo digital está relacionado aos artefatos, aos equipamentos, aos </span><span>devices</span><span> e aos processos ligados a isso. E a cultura digital, de uma maneira mais ampla, estaria relacionada por exemplo ao uso das redes sociais, ao próprio conceito de democracia, que hoje se relaciona muito com as possibilidades de uso dessas mesmas tecnologias, de influência. A BNCC colocou esses três aspectos que permeiam a educação. Agora falta definir com mais precisão de onde e até onde isso vai ser abordado na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio. Nós estamos exatamente discutindo e escrevendo uma proposta sobre isso no Conselho Nacional de Educação”, afirma ele.</span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-9803ef68-7fff-4cf5-625c-a5f8a5c14970"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Ivan foi um dos palestrantes no curso Políticas Públicas e a Qualidade da Educação, promovido pela Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP. Para assistir ao vídeo da aula, que abordou tecnologias na educação e também inclusão, acesse o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c5jXmYMbUNQ"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span>A entrevista vai ao ar nesta quarta (13), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (17), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-10-13T20:56:06Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iniciativa-do-iea-rp-leva-atualizacao-de-conhecimentos-a-profissionais-da-rede-municipal-de-ensino-em-ribeirao-preto">
    <title>Iniciativa do IEA-RP leva atualização de conhecimentos a profissionais da rede municipal de ensino em Ribeirão Preto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iniciativa-do-iea-rp-leva-atualizacao-de-conhecimentos-a-profissionais-da-rede-municipal-de-ensino-em-ribeirao-preto</link>
    <description>Workshop foi realizado em colaboração com Centro Educacional Paulo Freire, ligado à Secretaria Municipal de Educação e já tem outros encontros previstos para este ano.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-306497b0-7fff-3c7e-3284-cc06c20f4b68"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/polos/ribeirao-preto/noticias/DSCN0072_edit800.JPG"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/DSCN0072_edit800.JPG/@@images/1ca1e753-331e-4b30-96ba-7a811842f76b.jpeg" alt="DSCN0072_edit800.JPG" title="DSCN0072_edit800.JPG" height="265" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A professora da FFCLRP-USP e coordenadora do ConectaLab, Fabiana Versuti, durante atividade no IEA-RP</dd>
</dl>Com o objetivo de atualizar os conhecimentos de gestores e coordenadores pedagógicos da rede municipal de ensino de Ribeirão Preto e também de aproximar universidade e escolas, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP recebeu nos dias 8 e 9 de agosto cerca de 40 desses profissionais para um workshop em seu Espaço de Eventos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A iniciativa foi articulada pelo Polo em colaboração com o </span><a href="https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/educacao/centro-educacional-paulo-freire"><span>Centro Educacional Paulo Freire</span></a><span>, órgão responsável pela formação continuada dos profissionais de educação e ligado à Secretaria. Também participaram da organização do evento dois grupos ligados à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP: o </span><a href="https://conectalabcontato.wixsite.com/ffclrp-usp"><span>Laboratório de Pesquisa e Integração em Psicologia, Educação e Tecnologia (ConectaLab)</span></a><span> e o </span><a href="https://www.gepalle.com/"><span>Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização, Leitura e Letramento (Gepalle)</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ao longo dos dois dias, foram abordados aspectos ligados às habilidades de solução de problemas interpessoais, mediação de conflitos e práticas de leitura e escrita na educação infantil. As atividades foram conduzidas pelas professoras da FFCLRP-USP Fabiana Versuti e Elaine Paiva Assolini, apoiadas pelas equipes do ConectaLab e do Gepalle, nos quais atuam como coordenadoras, respectivamente.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><a rel="lightbox" href="/polos/ribeirao-preto/noticias/DSCN0103_edit.JPG"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/DSCN0103_edit.JPG/@@images/5bea9a96-6906-4e3a-bd97-36f6e17c5fb1.jpeg" alt="DSCN0103_edit.JPG" title="DSCN0103_edit.JPG" height="265" width="400" /></a></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Atividade realizada pelo Gepalle, com a professora da FFCLRP Ieda Pelogia Martins Damian, durante atualização oferecida no IEA-RP</dd>
</dl>“O polo já colabora com a Secretaria de Educação do município desde o início da implementação da </span><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-shf/"><span>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</span></a><span>, liderada pelo professor Mozart Neves Ramos. Considerando essa aproximação, pensamos em organizar, em conjunto com a Secretaria e seus formadores, uma atualização com foco em temas desafiadores para a educação no município”, explica a coordenadora do IEA-RP, Carla Arena Ventura.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Acredito que a colaboração entre a Secretaria e o IEA-RP vem ao encontro da busca constante do Centro Educacional Paulo Freire em garantir a todos os profissionais da educação momentos formativos que potencializam os saberes pedagógicos, fornecendo possibilidades às práticas educativas”, afirma a chefe da Divisão do Centro Educacional Paulo Freire, Natália Jordão Ferrari.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outros três encontros estão previstos ainda neste segundo semestre, nos meses de setembro, outubro e novembro. “Penso que esses processos formativos fundamentam diversas ações e promovem mudanças e melhorias na gestão escolar e, consequentemente, em todo o ambiente educativo”, diz Natália.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Carla, além de contribuir com a formação dos gestores e coordenadores, a iniciativa permite que eles possam conhecer não apenas o polo do instituto, mas o campus e a própria Universidade de São Paulo. “Ações como esta fomentam não somente a integração externa, mas a integração interna do IEA-RP com professores do campus, gerando possibilidades muito significativas de colaboração”.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-20T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/influencia-da-pandemia-regiao-de-sao-carlos">
    <title>Influência da Pandemia de Coronavírus na Ação das Escolas Públicas Estaduais e no Programa de Estágios Curriculares para as Licenciaturas da Região de São Carlos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/influencia-da-pandemia-regiao-de-sao-carlos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O objetivo da mesa Redonda é apresentar a influência das restrições trazidas pela COVID às atividades presenciais das escolas públicas de ensino básico da Região de São Carlos e as medidas tomadas para minorar os graves prejuízos inevitáveis à educação dos alunos com o uso de Ensino a Distância (EAD), e como, apesar das dificuldades se vislumbra a possibilidade de seu emprego mesmo após a volta ao ensino presencia no chamado ensino híbrido.</p>
<p><span><strong>Abertura:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valtencir-zucolotto" class="external-link">Valtencir Zucolotto</a> (Coordenador do IEA USP/SC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoay/yvonne-primerano-mascarenhas" class="external-link">Yvonne Mascarenhas</a> (Coordenadora do GT de Difusão Científica do IEA USP SC)</p>
<p><strong>Expositores:</strong></p>
<p><strong>Estágio supervisionado numa perspectiva de trabalho integrado</strong></p>
<p>Débora Gonzalez Costa Blanco (Vice Presidente do Conselho Estadual de Educação e Dirigente Regional de Ensino - Diretoria de Ensino - Região de São Carlos)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Centro de Mídias da Educação de São Paulo: mídia a serviço dos processos educacionais</strong></p>
<p>Lilian Silva de Carvalho (Professora Coordenadora de Núcleo Pedagógico -PCNP)</p>
<p><strong><strong>As Buscas da qualificação do Ensino Remoto e seus aspectos facilitadores e dificultadores, inseridas nas diferentes realidades escolares</strong></strong></p>
<p>Ana Paula Correia Gonçalves Crnkovic (Professora Coordenadora da EE João Batista Gasparin)</p>
<p><strong>Arquétipos Pandêmicos</strong></p>
<p><strong> </strong>Paula Maria Pirolo Mangili (Diretora da EE Luiz Viviane Filho)</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O ensino híbrido no retorno às aulas presenciais</strong></p>
<p>Débora Gonzalez Costa Blanco (Vice Presidente do Conselho Estadual de Educação e Dirigente Regional de Ensino - Diretoria de Ensino - Região de São Carlos),</p>
<p><strong> </strong></p>
<h3><span>Transmissão</span></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/channel/UCF2CVzQksnmHrrhleC4H0QA">Canal do YouTube do IEA Polo São Carlos</a></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Coronavírus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-07-02T16:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-e-fundacao-do-livro-promovem-1o-premio-de-ficcao-cientifica">
    <title>IEA-RP e Fundação do Livro promovem 1º Prêmio de Ficção Científica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-rp-e-fundacao-do-livro-promovem-1o-premio-de-ficcao-cientifica</link>
    <description>Concurso de redação voltado a alunos de ensino médio vai abordar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="padding-left: 0px; text-align: left; "><a href="https://sites.usp.br/iearp/wp-content/uploads/sites/405/2019/03/Cartaz-Ficcao4.png" rel="lightbox[2229]" style="padding-left: 0px; "></a><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/CartazFiccao4212x300.png/@@images/bebd826f-4175-4701-8e6c-d5b595f9f59e.png" alt="" class="image-left" title="" />O Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP e a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto promovem o <strong>1º Prêmio de Ficção Científica</strong>, um concurso de redação com o objetivo de reforçar nos jovens o hábito da leitura e da escrita, além de estimular o interesse deles por assuntos ligados à ciência e reforçar a importância dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p>
<p><span style="float: none; "> </span></p>
<p style="padding-left: 0px; text-align: left; ">Podem participar <strong>estudantes do 2º e 3º ano do Ensino Médio</strong> de escolas públicas e particulares de Ribeirão Preto. Eles devem produzir um texto no formato de conto literário, entre 20 e 60 linhas, com características do gênero de ficção científica e que aborde os ODS.</p>
<p><span style="float: none; "> </span></p>
<p style="padding-left: 0px; text-align: left; "><strong>As inscrições devem ser feitas pelo professor</strong> que será responsável pelo concurso na escola até o dia <strong>18 de março</strong> no site: <a href="http://www.premioredacao.wixsite.com/2019" style="padding-left: 0px; ">www.premioredacao.wixsite.com/2019</a>.</p>
<p><span style="float: none; "> </span></p>
<p style="padding-left: 0px; text-align: left; "><strong>As redações escolhidas</strong> precisam ser digitalizadas e enviadas à organização do concurso até <strong>27 de maio</strong>.</p>
<p><span style="float: none; "> </span></p>
<p style="padding-left: 0px; text-align: left; ">Os autores dos três melhores contos literários ganham um notebook (1º lugar), um tablet (2º lugar) e um Kindle (3º lugar). Os professores que orientaram cada vencedor recebem um Kindle e suas escolas a doação de livros de ficção científica.</p>
<p><span style="float: none; "> </span></p>
<p style="padding-left: 0px; text-align: left; ">O 1º Prêmio de Ficção Científica tem o apoio do Centro de Terapia Celular da USP e do Instituto Ribeirão 2030.</p>
<p><span style="float: none; "> </span></p>
<p style="padding-left: 0px; text-align: left; "><span style="float: none; list-style-type: none; text-align: left; ">Mais informações: </span><span style="float: none; list-style-type: none; padding-left: 0px; text-align: left; ">iearp@usp.br ou (16) 3315 0368.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-03-01T19:15:38Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-polo-sao-carlos-participa-da-snct-2015-com-atividade-sobre-luz">
    <title>IEA Polo São Carlos participa da SNCT 2015 com atividade sobre luz</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-polo-sao-carlos-participa-da-snct-2015-com-atividade-sobre-luz</link>
    <description>Equipe do Ciência Web leva apresentação sobre o tema a alunos de ensino médio e técnico de escolas públicas de São Carlos </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/sao-carlos/Conde_1910_siteIEA.jpg" alt="" class="image-left" title="" />Você sabia que a qualidade do nosso sono é influenciada pela luz a que estamos expostos durante o dia? Ou que o fato de saber diferenciar o dia da noite permitiu aos seres vivos se proteger dos raios solares e assim evitar mutações em seu DNA? Essas foram algumas das curiosidades relacionadas à luz que a equipe do Ciência Web, um projeto desenvolvido no Instituto de Estudos Avançados Polo São Carlos da USP, levou a alunos de escolas públicas nos dias 19, 20 e 21 de outubro, como parte da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT).</span><span> </span></p>
<p>A atividade, intitulada <i>Luz no dia a dia</i>, foi apresentada a estudantes de 1º, 2º e 3º anos de ensino médio da E.E. Conde do Pinhal e da ETEC Paulino Botelho e a estudantes do curso Técnico em Mecatrônica da ETEC Paulino Botelho. O assunto abordado foi escolhido em virtude do Ano Internacional da Luz e do próprio tema da SNCT 2015 <i>Luz, ciência e vida</i>.<span> </span></p>
<p>Mesclando assuntos abordados nas disciplinas de física, biologia e até química, os bolsistas de iniciação científica júnior do Ciência Web Vitor Hugo Chaves e Giovanna Maia, responsáveis pela apresentação, mostraram como a luz está presente no cotidiano dos estudantes e abordaram até outros tipos de onda que não imaginamos ser luz, como os raios X e as ondas de rádio. Ao final, os alunos foram divididos em duas equipes e participaram de um divertido jogo de perguntas e respostas sobre o tema.<span> </span></p>
<p>Vitor e Giovanna, que também são estudantes de ensino médio, passaram cerca de dois meses planejando a atividade. Eles tiveram a orientação do então estagiário Paulo Henrique Chiari e do bolsista de iniciação científica Gevair Norberto Souza, ambos alunos de Licenciatura em Ciências Exatas da USP São Carlos.<span> </span></p>
<p>“A experiência de montar, desenvolver e apresentar um conteúdo relacionado a um tema tão interessante e tão vasto foi muito positiva e útil. Sem duvida, não me esquecerei de muito do que foi aprendido nesse processo, principalmente pelo tema ser tão atual e inclusive ser um possível tema de vestibular”, conta Vitor.<span> </span></p>
<p>Para Giovanna, a apresentação também contribuiu em termos de conteúdo escolar. “Poder fazer uma apresentação para alunos do ensino médio foi uma experiência muito diferente para mim. Por ser aluna do ensino médio, consegui ter uma visão diferente das coisas e aprender muito mais sobre física e sobre luz”, diz ela.<span> </span></p>
<p>Segundo Paulo, orientar os alunos no planejamento da atividade foi importante em sua própria formação como docente. “Auxiliar na pesquisa sobre o tema trouxe não só aos bolsistas maior experiência no assunto, mas também a mim, que tive pouco contato com esta parte da ciência, o que me auxiliará em futuras atividades. Apesar de estarmos em contato diariamente com a luz e com tudo o que ela nos traz de benefícios, dificilmente paramos para entender realmente sua necessidade, que vai muito além do simples ato de iluminar um ambiente”, explica ele.<span> </span></p>
<p><b>Sobre o Ciência Web</b></p>
<p><i> </i></p>
<p>A Agência Multimídia de Difusão Científica e Educacional Ciência Web é um projeto desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP que se propõe a despertar o interesse de alunos de escolas públicas por ciências e pelas carreiras científicas. Criada em 2007, é mantida por convênios com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O principal veículo de comunicação da Agência é o Portal Ciência Web (<a href="http://www.cienciaweb.org.br/">www.cienciaweb.org.br</a>). Toda a produção de conteúdo do Portal, que inclui vídeos, jogos e matérias jornalísticas, é feita por alunos de ensino médio de escolas públicas da rede estadual e de universidades de São Carlos e região.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-23T14:10:43Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-elabora-documento-com-propostas-para-a-educacao-brasileira">
    <title>IEA elabora documento com propostas para a educação brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-elabora-documento-com-propostas-para-a-educacao-brasileira</link>
    <description>Texto é resultado de seminários realizados em 2017 e início de 2018 pelo Grupo de Estudos sobre a Educação Básica Brasileira </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Por Luiz Prado, do Jornal da USP</i></p>
<div class="csRow"></div>
<p>Senso comum, interesses econômicos e o resultado chocante das avaliações criam a fantasmagoria de que a educação brasileira é uma terra arrasada: nada funciona, não existem experiências inspiradoras e tudo está perdido.</p>
<p>Diante desse cenário apocalíptico, é fácil o surgimento de soluções mágicas, fantasiosas e fadadas ao limbo. Para se pensar ações capazes de transformar a educação brasileira, entretanto, é preciso distinguir os desafios reais das dificuldades aparentes.</p>
<p>Essa foi a tarefa assumida pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-educacao-basica-publica-brasileira-dificuldades-aparentes-desafios-reais" class="external-link">Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais</a> do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, coordenado pelo professor Nílson José Machado. Entre agosto de 2017 e março de 2018, o grupo realizou um ciclo de seminários para discutir pontos centrais do tema, que compreende educação infantil, ensinos fundamental e médio, ensino técnico e educação para jovens e adultos.</p>
<p>Em cinco encontros, professores da USP, educadores e gestores públicos analisaram a situação do magistério, a qualidade da educação, o uso das tecnologias em sala de aula, o papel dos documentos oficiais e experiências inovadoras no ensino básico. O acúmulo dos debates resultou num relatório finalizado em junho deste ano e entregue à diretoria do IEA. <strong>O relatório está <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/diagnosticos-e-propostas-para-a-educacao-basica-brasileira">disponível neste link</a>.</strong></p>
<p>“Em um País com tantas carências como o nosso, a expectativa de plena suficiência de recursos em áreas como saúde e educação não parece razoável”, registra o documento. “A carência é a regra, mas tal fato não inviabiliza ações significativas e transformadoras. O problema real a ser enfrentado, no caso, é a inexistência de projetos bem fundamentados, com objetivos bem definidos, nos diversos níveis de ensino.”</p>
<div class="csRow"></div>
<p><iframe frameborder="0" height="438" src="https://www.youtube.com/embed/xNba9_MOx5I" width="779"></iframe></p>
<div></div>
<p><strong>Problemas aparentes</strong></p>
<p>Dentre os principais problemas aparentes investigados pelos seminários e registrados pelo documento está a ideia de que a crise da educação tem causas na falta ou despreparo de professores e na insuficiência de recursos financeiros. A leitura de que o sistema educacional brasileiro é um completo fracasso também é questionada. Segundo o relatório, o desafio real é “o de encontrar caminhos e estratégias para que as boas escolas sejam reconhecidas e sejam arquitetadas formas de articulação de ações coletivas, de modo a que seus exemplos possam inspirar outras escolas”.</p>
<p>O texto também se detém sobre o papel da regulamentação das ações docentes por meio de documentos oficiais. Diretrizes, deliberações, planos e currículos são instrumentos que, ao longo da história, não impediram os problemas educacionais. “Pelo menos 23 Estados brasileiros apresentam currículos em vigência que, inclusive, foram parcamente utilizados na construção da atual Base Nacional Comum Curricular, mas problemas estruturais persistentes têm impedido que conduzam a melhorias efetivas”, destaca.</p>
<p>O entusiasmo e o ceticismo em torno das novas tecnologias também mereceram atenção dos pesquisadores. “As tecnologias contribuem para a criação de novos meios de aproximação entre educadores e educandos”, consta no documento, “mas é essencial que não se perca de vista seu caráter de meio para atingir fins que se situam muito além delas.”</p>
<p><strong>A questão do magistério</strong></p>
<p>Urgência de melhorias nas condições de trabalho, desencontro entre formação do professor dos anos iniciais e dos anos avançados e formação continuada são algumas questões que nortearam o primeiro debate do ciclo. Mecanismos para incentivar a permanência em sala de aula, criação de uma carreira de Estado para o professor e mais liberdade e responsabilidade dos docentes também pautaram as discussões.</p>
<p>Melhores condições de trabalho são exigência para a criação e persistência do interesse pela profissão docente, atesta o relatório. Na atual situação, “quanto mais qualificado é o professor, mais ele se afasta da sala de aula da escola básica”. A transformação da carreira do magistério em carreira de Estado é uma das propostas mais incisivas do texto.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-1" alt="Educação 1" class="image-inline" title="Educação 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Nos cinco encontros promovidos pelo IEA, professores da USP, educadores e gestores públicos analisaram a situação da educação no Brasil – Foto: picjumbo_com via Pixabay – CC</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A regulação da atuação docente apenas pelo governo ou pelo mercado também é objeto de questionamento. Segundo o texto, a autorregulação é uma medida importante para trazer melhorias às condições de trabalho. “O papel que a Ordem dos Advogados do Brasil desempenha na regulação do exercício do profissional do direito ou o papel correlato que os conselhos de medicina representam para os profissionais da saúde precisaria ser desempenhado pelos conselhos de educação, em seus diversos níveis. O compromisso público que é inerente ao exercício adequado de uma profissão enraíza-se justamente na existência de tal autorregulação.”</p>
<p>Para enfrentar o desencontro entre as formações do professor dos anos iniciais do ensino fundamental e dos anos avançados do fundamental e do ensino médio, o relatório aponta a necessidade de se considerar estruturalmente o abismo que as separam. A raiz profunda da divisão remontaria à década de 1960, com a distinção entre o antigo curso primário e o ginasial, o primeiro com formação do professor em nível secundário e o segundo com docentes de nível superior.</p>
<p>Já a formação continuada, destaca o texto, passa pela distinção do que é fundamental dentro de cada tema disciplinar. “Os currículos dos cursos de formação de professores precisariam incorporar tal perspectiva, evitando uma ampliação cada vez maior no número de disciplinas e/ou de horas de atividades. Longe de significar uma diminuição ou uma simplificação exagerada: não é preciso nem possível aprender tudo enquanto estamos na escola.” Dessa maneira, formação durante horários especiais de trabalho, orientação de professores mais experientes e retorno periódico à sala de aula em cursos de aperfeiçoamento seriam parte do aprendizado contínuo do docente.</p>
<p>Incentivos à permanência em sala de aula e em apenas uma escola são outros itens analisados no documento. É preciso evitar jornadas acumuladas, com número excessivo de estudantes por professor, para que o docente possa se dedicar à tutoria e à participação na gestão da escola. Isso abriria caminho para a escola integral, na qual espaços além da sala de aula são considerados na proposta pedagógica, com aumento da liberdade e da responsabilidade do professor em sintonia com o acréscimo de sua autoridade e responsabilidade na gestão da escola.</p>
<p>Uma atuação pautada nesses princípios deveria nortear as avaliações docentes. “A concentração das atenções apenas na melhoria de indicadores numéricos do desempenho não parece uma perspectiva adequada”, destaca o texto. Uma avaliação mais efetiva, ressalta, pressuporia “uma gestão da escola que esteja aberta, incentive e valorize a participação do professor e que existam as condições de trabalho para viabilizar que os docentes efetivamente vistam a camisa da escola”.</p>
<p><strong>Qualidade da educação básica</strong></p>
<p><span>O segundo eixo do documento analisa a qualidade da educação básica, tema do segundo seminário. Torná-la uma política pública estratégica e prioritária, deslocar a ênfase do ensino para a aprendizagem e implementar a certificação dos professores são propostas apresentadas no texto. “O desafio da qualidade se enfrenta com política curricular consistente, gestão escolar eficaz e docência qualificada”, aponta.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-2" alt="Educação 2" class="image-inline" title="Educação 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>“O problema real a ser enfrentado é a inexistência de projetos bem fundamentados, com objetivos bem definidos, nos diversos níveis de ensino”, segundo o documento produzido pelo IEA – Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Itapevi</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Assumir que a boa escola é a boa escola em suas circunstâncias é outra recomendação. “Alfabetizar crianças de comunidade e famílias analfabetas começa por suas professoras mostrarem o gosto pela leitura, o que seria dispensável para crianças já ambientadas a livros e textos de toda sorte.” Essa visão local também surge na consideração do diretor como a alma da escola. “Mesmo em uma fase de penúria, de restrição orçamentária, temos escolas que funcionam perfeitamente”, indica o relatório, referindo-se à rede estadual de São Paulo. “Um diretor entusiasta faz com que a escola funcione, tenha uma equipe coesa, conversa com pais e mestres, estimula os grêmios estudantis.”</p>
<p>A incorporação de recursos digitais e do empreendedorismo também constam nas propostas. “Precisamos sair da sala de aula, fazer estágios, sair para a cidade. Precisamos permitir que o aluno escolha trilhas de acordo com suas inclinações, dar voz e vez ao estudante dentro da escola.” Pesquisas sobre evasão e o reconhecimento de que a escola precisa inovar e oferecer perspectiva aos estudantes também são indicadas como medidas importantes para se pensar a qualidade.</p>
<p><strong>Tecnologias: entre o entusiasmo e a recusa</strong></p>
<p>O documento traz ainda reflexões e recomendações sobre o uso das novas tecnologias na educação. Salienta que as tecnologias são meios, e não fins das ações educacionais, e que resolvem problemas antigos ao mesmo tempo em que criam novos.</p>
<p>“A tecnologia está aí e o elogio de suas potencialidades educativas não pode dispensar a explicitação de seus limites no que se refere à consideração dos fins da vida humana”, ressalva o texto. “Seu uso adequado pode contribuir para a criação de condições favoráveis ao exercício da cidadania, constituindo um auxílio importante na tomada de decisões. Mas é preciso uma conscientização sobre as implicações associadas, as consequências inerentes a seu uso como instrumento educacional.”</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-3" alt="Educação 3" class="image-inline" title="Educação 3" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>O desafio real, segundo o documento do IEA, é “o de encontrar caminhos e estratégias para que as boas escolas sejam reconhecidas e sejam arquitetadas formas de articulação de ações coletivas, de modo a que seus exemplos possam inspirar outras escolas” – Foto: <span>conchigervilla/Flickr</span></strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tendo essas orientações como ponto de partida, o documento propõe que a polarização entre o fascínio da tecnologia e sua recusa sejam superados e seu papel enquanto meio, e não fim, seja reiterado. “Na escola básica, as tecnologias são meios fundamentais para que sejam atingidos os fins educacionais, mas não há vento que ajude um barco sem rumo. Na ausência de projetos norteadores das ações educacionais, por mais interessantes e expressivos que sejam os recursos tecnológicos, a sensação inevitável é a de inversão de perspectivas.”</p>
<p>Nesse sentido, o relatório põe em relevo que velocidade, simulação e pessoalidade, itens da pauta sobre utilização das tecnologias, precisam de análises cuidadosas. “Um dos mais fecundos espaços criados pelas tecnologias é o das simulações”, exemplifica. “No exercício de um número cada vez maior de profissões, sistemas como os CAD (Computer-Aided Design) adquirem importância crescente. O merecido valor atribuído a tal recurso não pode conduzir a desvios do tipo substituição: nas relações humanas, por exemplo, não se pode abdicar do ser em função do mero parecer. A realidade virtual, por mais vivas que sejam as suas cores, não pode assumir o lugar da realidade concreta, do mundo que habitamos, e pelo qual somos responsáveis.”</p>
<p><strong>Documentos oficiais</strong></p>
<p>Abordando os documentos oficiais, tema do quarto seminário, o relatório destaca que a abundância de detalhes é um dos problemas para sua aplicação. “Caracteristicamente, os documentos reguladores incluem excesso de minudências. Um exemplo eloquente é a extensão da Base Nacional Comum Curricular, quase 600 páginas, com pormenores fixados desnecessariamente nas listas de competências a serem desenvolvidas – mais de 100 – por meio de nada menos do que 1.571 habilidades específicas.” Além disso, seja qual for a orientação educacional seguida pelas escolas, estas encontrarão grandes dificuldades para implementá-la sem recursos adequados para pessoal, instalações e equipamentos, frisa.</p>
<p>A autonomia das escolas surge no relatório como uma saída para os desafios reais da educação. É recomendada maior representatividade nos conselhos de educação e a retomada da orientação descentralizadora da LDB, que fortalece a autonomia do corpo docente.</p>
<p>“De modo a dar consequência à perspectiva de que as escolas busquem seus próprios formatos e caminhos, os órgãos técnicos do poder público precisam dedicar-se a subsidiar as comunidades escolares para elaborarem as propostas pedagógicas, fortalecerem a representatividade dos conselhos de escolas e avaliarem o cumprimento de suas propostas”, sugere o relatório.</p>
<p><strong>Experiências inovadoras</strong></p>
<p>Pondo em xeque a visão de que o sistema educacional brasileiro é um completo fracasso, o documento ainda reserva espaço para discutir experiências inspiradoras e criativas, destacando suas inovações, assunto do quinto e último seminário do ciclo.</p>
<p>Dessas observações, o texto propõe o fomento da autonomia das escolas para a construção de seus projetos políticos pedagógicos e a valorização das escolas inovadoras, tornando-as polos de formação. Além disso, a experiência da educação inovadora, recomenda, deveria estar presente desde os programas de formação de professores, em sua própria estrutura, “organizando os grupos, os conhecimentos e os processos de avaliação de modo coerente com as teorias mais avançadas sobre aprendizagem e educação”.</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><span>Professor destaca importância de carreira mais atrativa para docentes</span></h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/educacao-4" alt="Educação 4" class="image-inline" title="Educação 4" /></p>
<p>Segundo o professor Nílson José Machado – coordenador do Grupo de Estudos sobre a Educação Básica Brasileira do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP -, as narrativas mais sedutoras sobre a crise da educação básica desviam o foco dos pontos decisivos que precisam de atenção.</p>
<p>“A falta de professores ou de professores de qualidade na educação básica é um discurso muito presente no senso comum. Eu discordo radicalmente. Bons professores nós sempre tivemos e continuamos a ter. O que há é falta de boas condições de trabalho. Isso inclui salário, mas não se esgota aí. Cansei de ver alguns dos meus melhores alunos da licenciatura, todo ano, fugindo da sala de aula.”</p>
<p>De acordo com o relatório elaborado pelo grupo, existem atualmente 2,2 milhões de professores em atividade e 1,5 milhão de estudantes em cursos de formação de professores no País. Segundo o documento, 20% do total de pessoas matriculadas no ensino superior frequentam cursos de licenciatura. Tais números indicam que não há desinteresse pela profissão. A questão salarial, contudo, representa forte desestímulo ao professor. A remuneração dos profissionais da educação básica é cerca de 52% por cento menor que a correspondente de atuantes em outras áreas, aponta o relatório. Um professor da rede pública ganha, em média, 3,8 mil reais por 40 horas de trabalho, enquanto a média entre profissionais de todas as áreas com nível de formação similar é de 7,3 mil reais.</p>
<p><img class="wp-image-183068 size-full aligncenter" height="420" src="https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2018/07/info-professores.png" width="800" />“Quanto mais bem preparado é o professor, quanto mais bem formado, mais vai fazer outra coisa”, comenta Machado. “Na melhor das hipóteses, ele sai da escola básica e vai trabalhar no ensino superior.”</p>
<p>Uma das formas de enfrentar esse desafio, indica, seria a transformação da carreira do magistério em uma carreira de Estado, como acontece no Ministério Público, reunindo docentes de todos os níveis de ensino. O projeto de lei 2 286/2015, do senador Cristovam Buarque, representa um passo nessa direção. Aprovado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em abril de 2017, prevê a federalização gradual da educação básica, com a criação de uma carreira nacional.</p>
<p>A partir do projeto de lei, o relatório do grupo de estudos sugere que tal carreira poderia incluir o nível superior. Isso permitiria ao professor da universidade pública dedicar períodos de sua atividade à sala de aula da educação básica mantendo a remuneração correspondente ao ensino universitário. O documento aponta também que um professor da educação básica, ao concluir mestrado ou doutorado em sua área de atuação, poderia automaticamente passar a receber salário correspondente à sua titulação, permanecendo na sala de aula.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-26T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/acordo-iea-tce-pi">
    <title>IEA e Tribunal de Contas do Piauí iniciam projeto sobre políticas para educação básica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/acordo-iea-tce-pi</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: left; "><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/assinatura-de-acordo-entre-o-iea-e-o-tce-pi/image" alt="Assinatura de acordo entre o IEA e o TCE-PI" title="Assinatura de acordo entre o IEA e o TCE-PI" height="381" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Presentes na assinatura do acordo (a partir da esq.): Roseli de Deus Lopes, diretora do IEA; Claudia Souza Passador, coordenadora do projeto; Joaquim Kennedy Nogueira Barros, presidente do TCE-PI; Gilson Soares do Araújo, auditor do TCE-PI; e Luiz Carlos de Menezes, vice-coordenador do projeto</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">O IEA e o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) iniciam este mês o projeto Educação e Territórios, objeto de acordo de cooperação para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas voltadas à avaliação e à melhoria de políticas públicas de educação.</p>
<p>Assinado em 30 de abril, o acordo terá como executores, no IEA, o Grupo de Pesquisa Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas (GPublic), sediado no Polo Ribeirão Preto do Instituto, e a Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica, baseada na sede do IEA, em São Paulo. O acordo terá duração de cinco anos, período que poderá ser prorrogado a critério das partes.</p>
<p>O projeto Educação e Territórios contempla vários eixos temáticos, entre eles: educação e formação docente; avaliação de políticas públicas; gestão e planejamento educacional; governança pública; inovação institucional e desenvolvimento territorial.</p>
<p>O presidente do TCE-PI, Joaquim Kennedy Nogueira Barros, informou que, inicialmente, o projeto envolverá quatro municípios piauienses: Oeiras, São Raimundo Nonato, Domingos Mourão e Corrente. Essas localidades foram escolhidas por apresentarem experiências educacionais relevantes e diversidade territorial que contribuirá para uma análise mais rica e contextualizada, de acordo com integrantes do tribunal.</p>
<p>Segundo o Plano de Trabalho do projeto, o GPublic será responsável por "desenvolver ações formativas, participativas e coordenar e gerar pesquisas que possam subsidiar o desenho da política pública que envolve o acordo de cooperação".</p>
<p>Caberá à Cátedra Alfredo Bosi: acompanhar as ações a serem desenvolvidas projeto, monitorando seu desenvolvimento; colaborar com dados científicos e informações que subsidiem a análise e o aprimoramento das ações previstas no acordo; colaborar na divulgação dos processos e resultados das atividades, por meio de eventos presenciais e online; e fomentar a troca de experiências e saberes entres os pesquisadores do IEA e os auditores, técnicos e especialistas do TCE-PI.</p>
<p>A coordenação do projeto é da professora Claudia Souza Passador, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp) da USP, coordenadora do GPublic e integrante do Grupo de Estudos Escolas e Territórios, da Cátedra Alfredo Bosi. O vice-coordenador será o professor Luís Carlos de Meneses, integrante da Comissão Executiva da cátedra e coordenador do grupo de estudos.</p>
<p>Outros participantes do projeto já definidos são os professores Carlos Mourthé e Sônia Maria Jaconi, pesquisadores colaboradores da cátedra no âmbito do projeto Tecendo Redes de Aprendizagem: Um Estudo em Municípios do Estado do Piauí, e o diretor de Fiscalização de Políticas Públicas do TCE-PI, Gilson Soares de Araújo, também integrante do grupo de estudos da cátedra.</p>
<p style="text-align: left; "><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/escola-de-sao-raimundo-nonato-piaui/image" alt="Escola de São Raimundo Nonato, Piauí" title="Escola de São Raimundo Nonato, Piauí" height="313" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Escola pública de São Raimundo Nonato (PI); município é um dos abrangidos pela fase inicial do projeto </dd>
</dl></p>
<p>Entre as ações previstas, destaca-se a elaboração de um Mapa de Indicadores Territoriais, que embasará uma matriz de políticas públicas sensível aos recursos econômicos, culturais e ambientais das regiões envolvidas. Também estão programadas oficinas de formação e escuta com gestores públicos e professores, promovendo o diálogo entre pesquisa, prática e território.</p>
<p>Segundo Araújo, os resultados esperados incluem diagnósticos aprofundados sobre políticas educacionais locais, identificação de boas práticas e fortalecimento da atuação fiscalizatória. O projeto prevê a produção de relatórios, publicações e recomendações técnicas com potencial de replicação em outros estados do Nordeste, consolidando uma abordagem territorializada que valorize as vocações locais e a integração entre escolas e gestão pública.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Com informações da Coordenação da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica e da Assessoria de Comunicação do TCE-PI.</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Leonor Calasans/IEA-USP e Secretaria da Educação do Piauí</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Acordo de Cooperação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-06-09T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-catedra-de-educacao-basica">
    <title>IEA e Itaú Social lançam Cátedra de Educação Básica</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancamento-catedra-de-educacao-basica</link>
    <description>Por meio de convênio firmado em dezembro de 2018 entre a USP e o Itaú Social, foi criada no IEA a Cátedra de Educação Básica, destinada a promover reflexão e debates sobre experiências inovadores para o ensino e políticas públicas para o setor.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<td><dl class="image-inline captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/catedra-de-educacao-1/image" alt="Cátedra de Educação - 1 " title="Cátedra de Educação - 1 " height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O diretor do Instituto de Estudos Avançados, Paulo Saldiva; o reitor Vahan Agopyan; a superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann, e o coordenador da Cátedra, Nílson José Machado</dd>
</dl></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Reunir medidas que subsidiem políticas para o ensino básico com foco na formação de professores, a partir da análise de experiências inovadoras, de debates com os atores e de estudos de campo. Esse é o principal objetivo da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-de-educacao-basica" class="external-link">Cátedra de Educação Básica</a>, sediada no IEA e lançada no dia 21 de fevereiro em cerimônia no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP. A cátedra é resultado de um convênio firmado no final de 2018 entre a USP, o Itaú Social – patrocinadora da iniciativa –  e a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp). [<i>Veja as <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/lancamento-catedra-de-educacao-basica-da-usp-21-de-fevereiro-de-2019" class="external-link">fotos</a> e o <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/lancamento-da-catedra-de-educacao-basica" class="external-link">vídeo</a> do lançamento</i>]</p>
<p><span>O </span><span>Itaú Social </span><span>destinou verba de R$ 5 milhões para as atividades da cátedra, dividida em aportes anuais de R$ 1 milhão. O montante irá subsidiar as atividades durante os cinco anos <span>de duração do convênio, que poderá ser renovado no caso de concordância das instituições parceiras. </span></span></p>
<p><span><span>Para o primeiro semestre, estão previstos três seminários com especialistas no setor <span>[</span><i>veja a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-de-educacao-basica#seminarios" class="external-link">programação inicial</a></i><span>], </span></span></span><span>atividade que possibilitará também a sistematização de informações fundamentadas sobre experiências pontuais e políticas educacionais nos três níveis de governo. A participação de cada expositor nos seminários resultará em um vídeo de 15 minutos e um texto. Na segunda metade do ano, a cátedra deve levar seus especialistas a campo para conhecer de perto as experiências mais exitosas na educação básica. Com a<span>s informações colhidas, eles retornarão à USP para continuar a pesquisa.</span></span></p>
<p><span><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/catedra-de-educacao-2/image" alt="Cátedra de Educação - 2 " title="Cátedra de Educação - 2 " height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Nílson José Machado, coordenador acadêmico da Cátedra</dd>
</dl>"Não queremos produzir um efeito na educação brasileira em 40 ou 50 anos. Queremos ver resultados em quatro ou cinco anos", disse <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a>, coordenador acadêmico da cátedra. Em 2017 e 2018, ele coordenou no IEA o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-educacao-basica-publica-brasileira-dificuldades-aparentes-desafios-reais" class="external-link">Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais</a>, que <span>mapeou as questões mais relevantes da área e produziu o documento </span><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/diagnosticos-e-propostas-para-a-educacao-basica-brasileira-1" class="external-link">Diagnósticos e Propostas para a Educação Básica Brasileira</a>. O trabalho do grupo inspirou a formação da cátedra. </span></p>
<p><span><span>É com base no resultado dessa pesquisa que Nílson defende que o principal problema da educação brasileira é a falta de um projeto. "Se tivéssemos um projeto para a educação, até a falta de recursos seria mais fácil de administrar". </span></span></p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, diretor do IEA, é papel da USP fazer parte do pacote de soluções para o país, ideia compartilhada pelo reitor da Universidade, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan </a><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Agopyan</a>, presente à cerimônia de lançamento. "A universidade não tem a finalidade de resolver todos os problemas, mas ela tem a obrigação de ajudar, de recomendar soluções", afirmou. </span></p>
<ul>
</ul>
<p>A superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann, destacou o caráter estratégico da parceria da fundação com o IEA: “A união entre pesquisadores e os profissionais que estão no dia a dia de escolas e redes educacionais tem, em si, uma potência transformadora".</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Convergência de<br />iniciativas pela educação</i></h3>
<p><i>Desde o início dos anos 90, o IEA tem se empenhado em refletir sobre o ensino básico público brasileiro e colaborar na formulação de políticas públicas para a área.</i></p>
<p><i>Três professores visitantes se dedicaram ao tema em períodos diferentes daqueles anos: o próprio coordenador acadêmico da nova cátedra, Nílson José Machado; a educadora Guiomar Namo de Mello, que foi secretária da Educação da cidade de São Paulo, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e especialista em educação do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento; e o físico Sérgio Costa Ribeiro, cujos estudos demonstraram ter sido a repetência e não a evasão o principal empecilho para que a escolaridade e a competência cognitiva da população jovem do país aumentassem durante a segunda metade do século 20.</i></p>
<p><i>Outra iniciativa do Instituto foi o Programa Mobilizador Educação para a Cidadania, dedicado à coleta de dados sobre o sistema educacional brasileiro. Um dos resultados do programa foi um relatório coordenado por Guiomar Namo de Mello sobre políticas públicas para educação.</i></p>
<p><i>Diagnósticos, desafios, políticas públicas e experiências exitosas em educação básica foram temas de dossiês e artigos na revista “Estudos Avançados” e de conferência e seminários públicos ao longo dos últimos 30 anos do Instituto.</i></p>
<p><i>Ao concorrer para a eleição dos novos diretor e vice-diretor do IEA, os então candidatos e agora ocupantes dos respectivos cargos, os professores Paulo Saldiva e Guilherme Ary Plonski, incluíram entre as prioridades de seu Plano de Gestão 2016-2020 a criação de um núcleo de estudos dedicado ao ensino fundamental e médio.</i></p>
<p><i>A diretriz foi concretizada com a implantação no início de 2017 do Grupo de Estudos Educação Básica Pública: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais, sob a coordenação de Nílson José Machado. Em cinco seminários realizados em 2017 e 2018 com professores da USP, educadores e gestores públicos, o grupo analisou a formação dos professores, a qualidade da educação, o papel dos documentos oficiais e experiências inovadoras. As conclusões do grupo foram divulgadas em julho deste ano no documento “<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/diagnosticos-e-propostas-para-a-educacao-basica-brasileira" class="external-link">Diagnóstico e Propostas para a Educação Básica Brasileira</a>”.</i></p>
<p><i> </i><i>O Itaú Social atua desde 1993 no desenvolvimento de programas para a melhoria da educação pública brasileira. São exemplos desse empenho a criação do Prêmio Itaú-Unicef, do programa Melhoria da Educação no Município, os Ciclos de Debates em Gestão Educacional e a criação do programa Redes de Territórios Educativos.</i></p>
<p><i>A assinatura do convênio com a USP para a criação da cátedra no IEA soma-se às várias parcerias do Itaú Social com o poder público: acordos de cooperação com os Fundos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente de 44 municípios de vários estados, com o Ministérios da Educação e o Ministério de Desenvolvimento Social, com a Secretaria Municipal  de Educação de Manaus e com os estados integrantes do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (Tocantins, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal).</i></p>
<p><i>O Itaú Social tem 17 parceiros institucionais, entre os quais o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, a Fundação Lemann, o Instituto Ayrton Senna e a Fundação Roberto Marinho.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A expectativa da fundação, segundo Angela, é que ao longo dos cinco anos de duração da cátedra haja "um acúmulo de produção de conhecimento, de práticas inovadoras e de formações que promovam avanços significativos" nas propostas para a educação básica. "E com um compromisso que é um diferencial: o olhar e a voz do professor presentes, e valorizados, sempre.”</p>
<p><strong>Premissas</strong></p>
<p>A cátedra se apoia em três premissas, segundo os formuladores da proposta:</p>
<ol>
<li>educação de qualidade é aquela que promove o desenvolvimento integral do sujeito;</li>
<li>a formação de pessoal docente requer relação equilibrada entre teoria e prática, reconhecendo cada indivíduo em sua integralidade;</li>
<li>a formação do professorado e sua atuação profissional encontram limites em problemas estruturantes, envolvendo variáveis internas e externas à escola.</li>
</ol>
<p>Ao associar a educação de qualidade à preocupação desta em promover o desenvolvimento integral da pessoa, a cátedra enfatiza a necessidade do reconhecimento de suas diferentes dimensões (cognitiva, emocional, social, ética e física) e da valorização da diversidade de interesses, talentos e trajetórias individuais e grupais. Ao adotar essa noção de educação integral, a cátedra incentiva a complementaridade entre escolas, famílias, organizações locais e da cidade e as de maior amplitude e se propõe a promover a colaboração multidisciplinar, dados os desafios do século 20.</p>
<p>A cátedra considera que a formação sistemática dos docentes deve ser permanente, centrada no que é experimentado na escola, mas ubíqua, colaborativa e híbrida (presencial e por meios digitais). A proposta acrescenta que, assim como cada estudante, cada docente deve ter reconhecida sua integralidade e seu caráter de sujeito. Tal formação amplia a capacidade de observação e reflexão, a partir da articulação entre os desafios, teorias científica e resultados de pesquisa.</p>
<p>Os responsáveis pela cátedra relacionam problemas estruturantes que limitam a formação e atuação dos docentes: alta rotatividade das equipes escolares, ausência de autonomia da unidade escolar para selecionar o corpo docente, pesadas jornadas de trabalho que não comportam elaboração pedagógica coletiva, infraestrutura deficiente, visão fragmentada da gestão educacional, remuneração e carreiras desestimulantes. Nesse sentido, consideram fundamentais as pesquisas que apontem soluções para esses desafios, inclusive sobre experiências já vividas por redes e comunidades escolares.</p>
<p><a name="seminarios"></a>Para o 1º semestre de 2019, a cátedra já programou três seminários com o tema geral Ação/Formação do Professor: A Fragmentação Disciplinar e seus Antídotos. As datas, os temas dos seminários e das exposições e os responsáveis por elas são:</p>
<ul>
<li><strong>16 de março – Professor: Profissionalismo e Competência</strong></li>
<ul>
<li>O Professor e a Ideia de Profissionalismo – <i>Nílson José Machado (IEA e FE-USP)</i></li>
<li>O Professor e suas Competências – <i>Lino de Macedo <i>(IEA e IP-USP)</i></i></li>
<li>A Ação do Professor como Profissional – <i>Luís Carlos de Menezes <i>(IEA e IF-USP)</i></i></li>
<li>Atratividade e Carreira Docente – <i>Carolinie Tavares (Itaú Social)</i></li>
</ul>
<li><strong>13 de abril – Ação do Professor: Planejamento e Avaliação</strong> 
<ul>
<li>Ação do Professor: Liberdade, Responsabilidade, Tolerância – <i>Luís Carlos de Menezes (IEA e IF-USP)</i></li>
<li>Planejamento: Concepções de Conhecimento e Ações Docentes – <i><i>Nílson José Machado <i>(IEA e FE-USP)</i></i></i></li>
<li>Avaliação: As Ideias de Medida e Valor e o Significado dos Indicadores – <i>Lino de Macedo (IEA e IP-USP)</i></li>
<li>Avaliação e Planejamento: Boas Práticas para o Uso da Hora/Atividade na Autoformação – <i>Fundação Itaú Social</i></li>
</ul>
</li>
<li><strong>18 de maio – Formação do Professor: Experiências Inovadoras</strong></li>
<ul>
<li>Formação do Professor: Um Panorama das Questões Fundamentais – <i>Bernardete Angelina Gatti (CEE-SP)</i></li>
<li>Formação Integrada: A Experiência da USP São Carlos – <i>Yvonne Mascarenhas (IEA e IFSC-USP)</i></li>
<li>Formação por Área: Uma Visão Transdisciplinar – <i>Luís Carlos de Menezes (IEA e IF-USP) </i>e<i> Nílson José Machado <i>(IEA e FE-USP)</i></i></li>
<li>Fundação Itaú Social: Panorama de Projetos Relativos aos Anos Finais do Ensino Fundamental <i>– <i>Itaú Social</i></i></li>
</ul>
</ul>
<p> </p>
<p><strong>Governança</strong></p>
<p>Além de comportar a cada ano um pesquisador ou intelectual com atuação relevante na reflexão sobre os desafios da educação básica, a cátedra conta com um Comitê de Governança, um Comitê Consultivo e uma Comissão Executiva.</p>
<p>Os componentes do Comitê de Governança são:</p>
<ul>
<li>o diretor do IEA (atualmente, Paulo Saldiva), presidente do comitê;</li>
<li>o superintendente do Itaú Social (no momento, Angela Dannemann);</li>
<li>o coordenador-geral da cátedra, Guilherme Ary Plonski, vice-diretor do IEA;</li>
<li>o coordenador acadêmico, Nílson José Machado, da Faculdade de Educação (FE) da USP e ex-professor visitante e coordenador de grupo no IEA;</li>
<li>dois representantes do Itaú Social, indicados pela sua Superintendência: Patrícia Mota Guedes, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento, e Juliana Souza Mavoungou Yade, especialista em pesquisa e desenvolvimento;</li>
<li> o titular da cátedra.</li>
</ul>
<p><span>Cinco pesquisadores indicados pelo IEA e cinco escolhidos pelo Itaú Social constituem o Comitê Consultivo, a ser renovado conforme entendimento entre os parceiros.</span></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/catedra-educacao-4/image" alt="Cátedra Educação - 4" title="Cátedra Educação - 4" height="288" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Parte do grupo de especialistas que irá atuar na Cátedra de Educação Básica</dd>
</dl>A  Comissão Executiva inclui: o coordenador-geral; o coordenador acadêmico; dois coordenadores adjuntos indicados pela direção do IEA (os professores da USP Luís Carlos Menezes, do Instituto de Física (IF), e Lino Macedo, do Instituto de Psicologia (IP); dois pesquisadores indicados pelos coordenadores dos Polos do IEA em São Carlos e em Ribeirão Preto (um de cada polo); e um secretário.</p>
<p>Também participam da cátedra os pesquisadores: Hélio Dias, do IF-USP e professor sênior do IEA; Helena Singer, da ONG Ashoka Brasil; Yvonne Mascarenhas, coordenadora científica do Polo São Carlos do IEA e professora honorária do Instituto; Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas e ex-presidente do Conselho Estadual de Educação; Elie Ghanem, da FE-USP; Guiomar Namo de Melo, presidente da Escola Brasileira de Professores e ex-professora visitante do IEA; e Francisco Aparecido Cordão, diretor da Peabiru Educacional.</p>
<p>Caberá à Comissão Executiva detalhar o escopo da curadoria de pesquisa e definição dos eixos temáticos; definir o processo de seleção e escolha final dos projetos; e definir a programação dos ciclos de seminários e outros encontros.</p>
<p style="text-align: right; "><i>Colaborou: Fernanda Rezende/IEA</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Cecília Bastos / USP Imagens</span></p>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-02-22T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/falta-de-dados-sobre-raca-prejudica-desenho-de-politicas-para-equidade-na-educacao">
    <title>Falta de dados sobre raça prejudica desenho de políticas para equidade na educação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/falta-de-dados-sobre-raca-prejudica-desenho-de-politicas-para-equidade-na-educacao</link>
    <description>Curso da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira e Instituto Dacor incentivou municípios de SP e AL a desenharem planos de ação para implementar lei de educação antirracista</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ec4fc79a-7fff-4013-2363-911b052727db"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><i>[Texto de Marília Rocha - Assessoria de Comunicação da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira]</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome4.png/@@images/3ed4c014-45d7-4f6b-a3e3-93ad4d467a1a.png" alt="" class="image-left" title="" /></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>As dificuldades para localizar e utilizar informações com recorte de raça são apontadas pelas secretarias de Educação como um dos principais empecilhos para o desenho e implementação de projetos de educação antirracista, mesmo em municípios que já avançaram as discussões sobre a legislação voltada ao tema. Essa percepção foi compartilhada durante o ciclo de formação "Educação antirracista no chão da escola: o papel das Secretarias Municipais de Educação", oferecido a 27 municípios dos estados de São Paulo e Alagoas pela Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, e o </span><a href="https://institutodacor.ong.br/"><span>Instituto Dacor</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Durante mais de dois meses, a formação buscou sensibilizar os profissionais sobre a importância de políticas públicas para tratar da educação antirracista e de equidade racial e oferecer recomendações para a implementação de medidas concretas nas redes de ensino participantes. Foram realizados cinco encontros online, estudo assíncrono de material complementar e participação em duas atividades: uma buscou traçar uma espécie de diagnóstico da maturidade de cada rede quanto à Educação das Relações Étnico-Raciais, (ERER) e a última demandou das equipes a elaboração de um plano de ação para aplicar a educação antirracista no município.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A rubrica de monitoramento de políticas de ERER, desenvolvida pelo Instituto Dacor e pela Fundação Lemann, foi explicada aos cursistas durante um dos encontros online e preenchida por eles de maneira assíncrona. Como instrumento avaliativo-formativo de acompanhamento de processo das ações e políticas voltadas para a temática, a rubrica é uma ferramenta de entendimento sobre os desafios e as conquistas de cada rede, e possibilita mediar um diálogo para entender de que forma a secretaria tem se estruturado para cumprir a </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.639.htm#:~:text=LEI%20No%2010.639%2C%20DE%209%20DE%20JANEIRO%20DE%202003.&amp;text=Altera%20a%20Lei%20no,%22%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias."><span>Lei 10.639</span></a><span>. A finalidade da rubrica é de orientar e possibilitar ajustes nas práticas.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Das 27 redes participantes, 22 responderam à rubrica. Na análise geral dos resultados, foi possível identificar que, apesar das redes conhecerem a lei e terem intenção de institucionalizar diretrizes com foco em ERER, existe uma </span><span>fragilidade generalizada na coleta das informações sobre composição racial dos estudantes e profissionais</span><span> da educação, bem como na obtenção de dados de aprendizagem e de frequência com recorte racial - essenciais ao diálogo para a elaboração de políticas públicas. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Em Alagoas, 86% das redes que responderam à rubrica não possuem estrutura voltada para coleta e tratamento de dados com recorte racial, nem uma área especialmente dedicada à ERER. Em São Paulo, 66,5% das redes não possuem uma estrutura voltada para coleta e tratamento de dados com recorte racial, e 80% não indicou ter uma área especialmente voltada para a ERER. Segundo o relatório final, esse cenário prejudica a tomada de decisões e os planejamentos para o objetivo de equidade racial.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Além disso, em ambos os Estados, a maior parte das redes não possui orçamento ou investimentos e recursos específicos para ações relacionadas à ERER, nem orientam ou acompanham mudanças na prática pedagógica com esse foco, embora demonstrem compreender a relevância do tema da equidade racial.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Vidal.png/image" alt="" title="" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O diretor do Instituto Dacor, Vidal Dias da Mota Júnior</dd>
</dl>“É importante que as redes promovam a Educação para as Relações Étnico-Raciais de maneira sistêmica, mediante ações conectadas, pois o racismo também age em todas as dimensões da política educacional. A educação é um espaço que tem, de forma consciente ou inconsciente, suas estruturas e práticas sustentadas por diretrizes racistas, que precisam ser apontadas, contestadas e suprimidas”, aponta Vidal Dias da Mota Júnior, diretor do Instituto Dacor. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“O racismo, constituinte da sociedade brasileira há séculos, fomentado pelo ódio e executado mediante violências variadas, exige um enfrentamento constante e amplo. Mas estudos recentes têm mostrado que, mesmo depois de 20 anos da promulgação da Lei 10.639, ela ainda não é devidamente implementada por mais de 70% das secretarias municipais de Educação em todo o Brasil. É urgente promover ações de formação das equipes gestoras das secretarias municipais de educação que deem maior embasamento e engajamento em políticas educacionais com essa dimensão de enfrentar a desigualdade no aprendizado, na qual, no caso brasileiro, a questão racial ainda é a que mais se destaca”, alerta ele. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Plano de ação para educação antirracista</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Após receberem os resultados do instrumento, as redes foram estimuladas a apresentar uma proposta para um Plano Municipal de Educação Antirracista. Nele, deveriam discorrer sobre a importância dessa educação para promover a equidade e a justiça social no território, identificar práticas existentes que perpetuam a exclusão racial nas escolas e identificar dados sobre as desigualdades raciais no sistema municipal, incluindo desempenho, evasão, punições disciplinares, entre outros. Além disso, o plano precisaria estabelecer metas específicas relacionadas à redução das disparidades e à promoção da diversidade nas escolas, incluindo objetivos claros e mensuráveis para promover uma educação antirracista e uma descrição detalhada das estratégias e ações a serem implementadas para isso – desde a revisão dos currículos e a inclusão de medidas para capacitar professores, até a promoção da diversidade na própria equipe educacional.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O documento também deveria conter um cronograma com prazos para implementação de cada ação, identificação de recursos necessários, integração da educação antirracista nos processos de planejamento estratégico e orçamentário da secretaria municipal de Educação, com medidas para garantir a continuidade das práticas a longo prazo. Outros pontos necessários ao plano seriam o estabelecimento de estratégias para envolver famílias, líderes comunitários e organizações da sociedade civil no processo, com a criação de canais de comunicação e espaços de participação para garantir a voz das diferentes comunidades envolvidas, e a definição de indicadores de desempenho e mecanismos de monitoramento para acompanhar o progresso das ações, contando com avaliações periódicas para analisar o impacto das políticas implementadas. </span></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Larissa.png/image" alt="" title="" height="400" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A analisa da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira Larissa Maciel</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Dos 27 municípios participantes do curso, 13 enviaram uma proposta de plano de ação e 55 cursistas receberam certificado de participação. “Nós percebemos que houve bastante empenho dos participantes, eles se debruçaram para entender suas realidades e concretizar algo que já precisam fazer. Mas tivemos muitos relatos de que não conseguiam encontrar dados com recorte racial, nem nos dados abertos nem na própria secretaria”, afirma Larissa Maciel, analista da Cátedra e responsável pela organização da formação. “Nós mesmos temos sentido desafios, pois a mudança na divulgação de dados nos últimos anos realmente dificulta a obtenção de informações. No entanto, observamos que os municípios começaram a entender a importância de considerar o desempenho nas avaliações com recorte racial. É fundamental que a educação antirracista não seja tratada como uma pauta adjacente, mas sim como uma prioridade central nas políticas educacionais. Essa mudança é possível e essencial.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Segundo ela, agora a ideia é elaborar mecanismos para seguir apoiando os municípios a partir do plano de ação, para dar continuidade ao trabalho. Além do curso, a temática da equidade racial também passou a integrar a </span><a href="https://rp.iea.usp.br/formacao-de-liderancas-escolares-alcanca-49-municipios-brasileiros/%5d,"><span>formação de liderança escolar</span></a><span> realizada pela Cátedra para 49 municípios, e outras análises de dados. As ações possuem apoio da B3 Social.</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-04T13:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ex-ministros-divulgam-nota-publica-sobre-prioridades-da-educacao">
    <title>Ex-ministros defendem verbas, autonomia e política de Estado para educação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ex-ministros-divulgam-nota-publica-sobre-prioridades-da-educacao</link>
    <description>Seis ex-ministros da Educação reuniram-se no IEA no dia 4 de junho e divulgaram nota conjunta em entrevista coletiva à imprensa.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ex-ministros-da-educacao-4-6-19/image" alt="Ex-ministros da Educação - Entrevista - 4/6/19" title="Ex-ministros da Educação - Entrevista - 4/6/19" height="304" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A partir da esquerda, os ex-ministros Cristovam Buarque, Murílio Hingel, Renato Janine Ribeiro, José Goldemberg, Fernando Haddad e Aloizio Mercadante durante entrevista coletiva à imprensa</dd>
</dl></p>
<p>O contigenciamento de verbas pode ter efeitos "irreversíveis e fatais" para a educação do país, alertaram seis ex-ministros da área em encontro no IEA hoje, 4 de junho, no qual divulgaram <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/nota-ex-ministros-educacao" class="external-link">nota conjunta</a> à Nação durante entrevista coletiva à imprensa.</p>
<p>Eles também anunciaram a criação do Observatório da Educação Brasileira, decisão tomada pouco antes da entrevista, durante reunião para finalizar a nota conjunta. Integrado inicialmente pelos seis e com provável sede no IEA, o observatório deverá se reunir periodicamente com especialistas, agentes públicos e lideranças para a discussão de propostas de aperfeiçoamento da legislação e políticas de educação.</p>
<p><strong>Nota conjunta</strong></p>
<p>O documento divulgado hoje elenca como principais medidas a serem adotadas: ações para o desenvolvimento e melhoria da educação básica pública; o fortalecimento da cooperação entre União, estados, municípios e o Distrito Federal; respeito à autonomia universitária e à das redes de ensino; liberdade de cátedra; observância do <a class="external-link" href="http://pne.mec.gov.br/">Plano Nacional de Educação</a>; renovação e ampliação do <a class="external-link" href="https://www.fnde.gov.br/financiamento/fundeb">Fundeb</a> (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação); organização de um efetivo Sistema Nacional de Educação; e fazer com que a educação seja objeto de uma política de Estado.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Encontro de Ex-Ministros da Educação</strong><br /><i>4 de junho de 2019</i></p>
<p><strong>Documento</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/nota-ex-ministros-educacao" class="external-link">Nota Conjunta dos Ex-Ministros da Educação</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/reuniao-dos-ex-ministros-da-educacao" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/encontro-dos-ex-ministros-da-educacao-04-de-junho-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>Encontro de Ex-Ministros do Meio Ambiente</strong><br /><i>8 de maio de 2016</i></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/reuniao-ex-ministros-de-meio-ambiente" class="external-link">Ex-ministros do Meio Ambiente condenan "desmonte da governança ambiental"</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/encontro-dos-ex-ministros-de-estado-do-meio-ambiente" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/encontro-dos-ex-ministros-de-estado-do-meio-ambiente-08-de-maio-de-2019" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os seis ex-ministros que assinam a nota e integram o núcleo do observatório são: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-goldemberg" class="external-link">José Goldemberg</a> (ministro em 1991-1992), Murílio Hingel (1992-1995), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristovam-buarque" class="external-link">Cristovam Buarque</a> (2003-2004), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-haddad" class="external-link">Fernando Haddad </a>(2005-20012), Aloizio Mercadante (2012-2014 e 2015 e 2016) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a> (2015).</p>
<p>Na nota, eles reafirmam a importância crucial da educação para o desenvolvimento social e estratégico da economia do Brasil e destacam o fato de a sociedade brasileira ter tomado consciência da importância dela no mundo contemporâneo. No entanto, veem "com espanto" que no atual governo ela seja "apresentada como ameaça".</p>
<p>"O consenso pela educação como política de Estado foi constituído por diferentes partidos, por governos nas três instâncias de poder, fundações e institutos de pesquisa, universidades e movimentos sociais e sindicais", observa o documento.</p>
<p>"Em que pesem as saudáveis divergências", os seis signatários da nota ressaltam as conquistas obtidas desde a Constituição de 1988, como o fortalecimento da educação infantil, universalização do ensino fundamental, retomada do ensino técnico e profissional, avaliações em todos os níveis e expansão da pós-graduação</p>
<p><strong>Educação básica</strong></p>
<p>Os seis concordam que a grande prioridade nacional é a educação básica pública, para que o país supere "os flagelos da desigualdade social gritante, da falta de oportunidades para os mais pobres e do atraso econômico e social".</p>
<p>Para que isso ocorra, defendem, entre outros aspectos, o aperfeiçoamento e valorização (inclusive salarial) de professores, atenção constante à Base Nacional Curricular Comum, a reforma do ensino médio e a inovação de métodos.</p>
<p>Segundo eles, a melhoria da educação básica demanda o crescimento dos repasses do governo federal para estados e municípios, "sendo prioridade a renovação e, se possível, ampliação do Fundeb", que expira em 2020</p>
<p>Os ex-ministros também ressaltam a necessidade de empenho na educação infantil e na alfabetização na idade certa, bem como a melhoria das escolas, laboratórios e bibliotecas e, mais do que tudo, "o respeito à profissão docente", que não pode ser submetida a nenhuma "perseguição ideológica".</p>
<p>"A liberdade de cátedra e o livre exercício do magistério são valores fundamentais e inegociáveis do processo de aprendizagem e da relação entre alunos e professores; convidar os alunos a filmar professores, para puni-los, é uma medida que apenas piora a educação, submetendo-a a uma censura inaceitável", afirma o documento.</p>
<p><strong>Educação superior</strong></p>
<p>Além do respeito à autonomia universitária e à liberdade de cátedra de seus docentes, a nota dos ex-ministros, insta o governo a assegurar o ingresso e permanência dos estudantes no ensino superior, "especialmente dos egressos das escolas públicas e das famílias de baixa renda".</p>
<p>A qualidade do ensino superior deve ser assegurada tanto "por constantes avaliações quanto recursos, garantindo seu papel insubstituível na formação de profissionais qualificados para um mercado de trabalho cada vez mais exigente, impactado pelos desafios das inovações e das novas tecnologias".</p>
<p><strong>Entrevista</strong></p>
<p>Goldemberg afirmou durante a entrevista que a expansão do ensino superior deve ser feita com qualidade e que a autonomia não significa soberania. "Não se pode fazer o que se quer com o dinheiro público. O dinheiro vem da população. Temos responsabilidade sobre o uso desses recursos", disse.</p>
<p>Em resposta a pergunta sobre a postura do atual governo em relação à educação, se seria motivada por ignorância, intenção em favorecer grupos privados ou manter parcela da população sem pensamento crítico, Goldemberg disse que há "mistura de pautas ideológicas e ignorância", demonstradas pelo ideia de "voltar à moral de 50 anos atrás" e ao fato de o presidente ter declarado que "errou ao escolher seu primeiro ministro da educação".</p>
<p>Hingel criticou o contingenciamento para a educação e a possível desvinculação permanente dos recursos numa reforma tributária. "Não há educação de boa qualidade sem recursos disponíveis e professores bem remunerados. Ainda na época dos militares, o senador João Calmon propôs a vinculação de 13% do orçamento para a educação. A Constituição de 1988 ampliou isso para 18% na União e 25% nos estados e municípios."</p>
<p>Para Buarque, os ex-ministros presentes tentaram fazer com que o país saísse de sua tragédia educacional, buscando a melhoria da qualidade e a redução da desigualdade vinculada "à renda e ao endereço da família". "Não avançamos o que gostaríamos. Essas distorções continuam a existir e dessa maneira o país não terá futuro."</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ex-ministros-da-educacao-reuniao-4-6-19/image" alt="Ex-ministros da Educação - Reunião - 4/6/19" title="Ex-ministros da Educação - Reunião - 4/6/19" height="339" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Em reunião antes da entrevista coletiva, os ex-ministros finalizaram a nota conjunta e decidiram criar o Observatório da Educação Brasileira</dd>
</dl>Estereótipo</strong></p>
<p>Sobre o estereótipo presente nas redes sociais de que as universidades públicas seriam dominadas pela esquerda, pergunta feita por repórter do Jornal da USP, Goldemberg afirmou que essa visão presente nas redes sociais é apenas isso, um estereótipo. "Todos os reitores enfrentam a questão da diversidade. Para ele, os ataques são mal dirigidos. "Se quisessem fazer um ataque bom, poderiam tratar dos partidos políticos que traziam pautas não universitárias." De qualquer forma, ele acredita que se fosse o caso "de contar cabeças, não daria para saber se há mais pessoas de direita do que de esquerda".</p>
<p>Buarque disse que é natural que num ambiente amplo como é uma universidade é comum que haja grupos sectários de todas as correntes políticas: "Isso não é bom, mas temos de aceitar, desde que não usem o decreto de porte de armas para entrar armados na universidade."</p>
<p><strong>Política de Estado</strong></p>
<p>"O Brasil perdeu todo o século 20" no que se refere à educação, afirmou Haddad. No entanto, disse que os indicadores começaram a melhorar a partir de 1988, com ênfases variadas em algumas áreas. Ele ressaltou a necessidade de ampliação do Fundeb e de garantias à autonomia universitária, mas frisou que a maior preocupação deve ser com um compromisso com uma política de Estado para a educação. Criticou também o fato de o país "estar com o segundo ministro da área em cinco meses e ainda não haver nenhum plano para a educação básica".</p>
<p>Mercadante reforçou a importância de a área contar com uma política de Estado que a preserve da crise fiscal e econômica. Para ele, "a principal tarefa do ministro é defender a educação e seus recursos". Para ele, o Plano Nacional da Educação deve ser preservado como "bússola" para a área. Alertou ainda para a urgência de ser aberto um diálogo sobre o Fundeb, cuja renovação depende de emenda constitucional.</p>
<p>Mercadante também criticou o fato de os reitores estarem obrigado a apresentar à Secretaria da Presidência da República os nomes de indicados a cargos de direção nas universidades federais.</p>
<p><strong>Consenso</strong></p>
<p>"Não há educação se não houver compromisso com a verdade; e não há democracia se não houver crescimento pela educação e pelo incentivo à pesquisa", disse Janine. Para ele, um aspecto muito importante a ser ressaltado é o fato de ter se construído um consenso - apesar das divergências sobre vários pontos - entre partidos de esquerda e de direita, estados, fundações e outros entes públicos e privados sobre a importância da educação.</p>
<p>"Todos os estudos internacionais, mesmo os de matiz mais liberal, veem a educação como o principal fator de desenvolvimento econômico. Mas no Brasil, pessoas que se dizem liberais pensam que o corte em áreas vitais como a educação pode ser positivo para a economia. Não será."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-06-04T22:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-apresenta-estrategias-para-aprimorar-a-qualidade-da-educacao-em-redes-municipais-da-regiao-metropolitana-de-ribeirao-preto">
    <title>Evento apresenta estratégias para aprimorar a qualidade da educação em redes municipais da Região Metropolitana de Ribeirão Preto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-apresenta-estrategias-para-aprimorar-a-qualidade-da-educacao-em-redes-municipais-da-regiao-metropolitana-de-ribeirao-preto</link>
    <description>Iniciativa marca abertura das atividades das cátedras Sérgio Henrique Ferreira e Instituto Ayrton Senna, sediadas no IEA-RP
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-d363d6ed-7fff-e051-7299-75653002bd8c"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/EstratgiasparaamelhoriadaeducaonaRegioMetropolitanadeRibeiroPreto1.png/@@images/0d6cd058-1a3b-4c8a-b6a5-92becc3f4fc1.png" alt="" class="image-left" title="" />A Cátedra Sérgio Henrique Ferreira e a Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional promovem no dia 26 de fevereiro, a partir das 13h30, no </span><a href="https://maps.app.goo.gl/Nee9qVqXUF3bmtqUA"><span>Espaço de Eventos do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a><span> a conferência “</span><span>Estratégias para a melhoria da educação na Região Metropolitana de Ribeirão Preto</span><span>”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento será exclusivamente presencial e marca a abertura das atividades de ambas as cátedras, que são sediadas no IEA-RP, em 2026. As inscrições são gratuitas, voltadas a profissionais e pesquisadores da área da educação, e podem ser feitas </span><a href="https://forms.gle/Ma3X2uLzhgKovcSN7"><span>neste link</span></a><span>. Os participantes receberão certificado de presença mediante assinatura de lista disponível no local.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Participam como palestrantes a titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional, Maria Helena Guimarães de Castro, e o coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social (Lepes), Luiz Scorzafave, que vão abordar o desenvolvimento de uma pesquisa sobre alfabetização. O docente da Universidade Federal da Bahia, Ivan Siqueira, também apresentará uma pesquisa que será realizada no âmbito da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, com o objetivo de desenvolver parâmetros interdisciplinares para a implementação da Educação Digital prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento terá ainda apresentações sobre o Dossiê Educação, um conjunto de artigos que integrou a edição 115 da Revista de Estudos Avançados do IEA, e sobre um aplicativo digital voltado a gestores de educação, com foco na geração de insights a partir de análises de dados educacionais para auxiliar em políticas de melhoria da qualidade do ensino.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://maps.app.goo.gl/Nee9qVqXUF3bmtqUA"><span>Espaço de Eventos do IEA-RP</span></a><span> está localizado na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina, dentro do campus da USP Ribeirão Preto (Avenida Bandeirantes, 3900, Vila Monte Alegre). Mais informações sobre o evento: catedraiearp@usp.br.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre a Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A </span><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-shf/"><span>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</span></a><span> é uma iniciativa do IEA-RP financiada pelo Santander Universidades que mobiliza pesquisadores e instituições em torno da contribuição efetiva com políticas públicas em cidades de médio porte. Seu foco atual é a educação, integrando instituições e iniciativas locais para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A Cátedra também desenvolve projetos com outros parceiros, como a B3 Social, a Fapesp e a Fundação Telefônica. Para saber mais informações sobre as atividades dela, inscreva-se no </span><a href="http://t.me/catedraiearp"><span>canal no Telegram</span></a><span>, no </span><a href="https://chat.whatsapp.com/Lof9I1e2470HQCrvy0DrGz"><span>grupo do Whatsapp</span></a><span> ou em </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeFTjK9nOrYO3F8LUNliEbrPOq0I4d9Us6I9ZdhkFZSTBx2qA/viewform"><span>nossa newsletter</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre a Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A </span><a href="https://rp.iea.usp.br/catedra-ias/"><span>Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliação Educacional</span></a><span> é um espaço para debater o papel das avaliações no Brasil, seus diferentes modelos, formatos, técnicas e complementaridades. Além disso, é um núcleo de discussão sobre os usos dos dados e indicadores gerados por meio das avaliações, as inovações possíveis para aprimorar o que já é feito, incorporando novas abordagens. O trabalho inclui ainda realizar advocacy e buscar redes educacionais parceiras para a realização de projetos pilotos dentro dessa temática.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alfabetização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Aprendizagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Instituto Ayrton Senna de Inovação em Avaliações Educacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Região Metropolitana de Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Avaliações Educacionais</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-01-26T15:51:47Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudo-traz-recomendacoes-para-aprimorar-atuacao-de-diretores-em-escolas-municipais">
    <title>Estudo traz recomendações para aprimorar atuação de diretores em escolas municipais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudo-traz-recomendacoes-para-aprimorar-atuacao-de-diretores-em-escolas-municipais</link>
    <description>Análise da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira ouviu mais de 100 profissionais sobre suas atribuições e necessidades, e reforça que a capacidade das redes em formar lideranças pedagógicas é determinante para bons resultados</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>[Texto de Marília Rocha - Assessoria de Comunicação da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira]</i></p>
<p><span id="docs-internal-guid-c1cbf7a0-7fff-7ad4-dbe0-30596ca9c11d"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/secretarios_Filo800.png/@@images/3f1ba29c-8a7f-4f6d-b360-c4d059c3cfb3.png" alt="" class="image-left" title="" />Quatro secretários municipais de educação receberam os resultados de um recente estudo da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, com um levantamento inédito sobre a atuação dos diretores escolares. A análise da pesquisadora Filomena Siqueira utilizou uma nova metodologia e gerou recomendações de iniciativas concretas para apoiar o desenvolvimento da liderança escolar nestes municípios.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Esta é a segunda etapa do projeto, que faz parte das ações da Cátedra contempladas no edital Proeduca, da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp). O objetivo do trabalho é contribuir com a qualificação dos profissionais que estão à frente da gestão escolar nos municípios de Jundiaí, Cordeirópolis, Francisco Morato e Batatais. A cidade de Ribeirão Preto também integra o grupo de municípios parceiros do projeto, </span><a href="https://rp.iea.usp.br/fortalecer-a-gestao-escolar-requer-atencao-para-aprendizagem"><span>e já havia recebido seu relatório no ano passado</span></a><span>. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>“Os resultados da pesquisa apoiada pela Fapesp e liderada pela Filomena Siqueira revelaram insights importantes para aperfeiçoar o modelo de gestão da educação nesses municípios e, assim, melhorar os níveis de aprendizagem reduzindo as desigualdades”, afirmou o titular da Cátedra, Mozart Neves Ramos.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Para o secretário de Educação da Batatais, Victor Hugo Junqueira, a pesquisa evidenciou a importância da necessidade de garantir formação continuada aos diretores escolares. “Entendemos ser fundamental a formação de lideranças escolares que atuem a partir de evidências científicas e com foco nos resultados educacionais, promovendo uma reflexão sobre a prática, o que envolve a gestão do tempo, de pessoas e também o pedagógico”, disse. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O projeto é um desdobramento do doutorado de Filomena Siqueira, cujos resultados apontaram que os diretores podem contribuir com um aumento de até 12 pontos no desempenho dos estudantes na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). </span><a href="https://drive.google.com/file/d/1aybbfarqzMghdoG8_JTNm3zP5UbjZzCt/view"><span>A pesquisadora também realizou uma análise de literatura</span></a><span>, inclusive em outros países em desenvolvimento e com contextos similares ao do Brasil, que indicam características da liderança escolar com maior potencial de contribuir com os resultados dos estudantes, sendo o segundo fator escolar mais relevante para a aprendizagem, após os professores.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>O que o estudo mostrou</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Para identificar a perspectiva dos próprios diretores dos municípios participantes sobre sua função, atribuições e necessidades de aprimoramento, a pesquisa reuniu dados de 105 profissionais dos quatro municípios, sendo 74 diretores e 31 vice-diretores. Todos responderam ao mesmo questionário online, com perguntas de múltipla escolha e questões abertas. A análise das respostas identificou cinco achados gerais:</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>- Alto interesse na função: 91% dos diretores afirmaram que gostariam de permanecer no cargo pelos próximos dois anos, e 89% disseram que indicariam a função para outras pessoas;</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>- Predominância de atividades administrativas e de atendimento: na descrição das atribuições e rotinas da função, a maioria dos respondentes destaca organização geral da escola, acompanhamento da manutenção e limpeza, leitura de e-mails, participação em reuniões, acompanhamento de professores e funcionários, gestão financeira, acolhimento de entrada e saída dos estudantes e atendimento à comunidade;</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>- Gestão pedagógica atribuída principalmente à coordenação: para explicar como é feita a gestão pedagógica na escola, a maioria dos respondentes afirma que é feita em conjunto com a coordenação pedagógica; muitos relatos apontam os princípios da gestão democrática, mas não foram apresentados exemplos de quais práticas são realizadas;</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>- Sobreposição entre as funções de diretor e vice-diretor: a grande maioria considera equivalentes as responsabilidades da função de diretor e vice-diretor;</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>- Reconhecimento da importância da direção para garantir o bom funcionamento da escola: a direção é definida como fundamental para garantir o funcionamento da unidade escolar, motivando a equipe e incentivando um ambiente organizado e focado na aprendizagem.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><b>Recomendações às redes de ensino</b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Com base nestes achados e tomando como referência </span><a href="https://drive.google.com/file/d/1aybbfarqzMghdoG8_JTNm3zP5UbjZzCt/view"><span>o que a literatura especializada demonstra como características relevantes da liderança escolar</span></a><span>, o estudo oferece quatro recomendações visando contribuir com o aprimoramento da atuação dos profissionais gestores nas redes municipais de educação:</span></p>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Valorização da liderança escolar: recomenda-se que as secretarias ofereçam iniciativas de aperfeiçoamento profissional específicas para a gestão escolar, contribuindo para que os profissionais que demonstram gostar da função possam desempenhar seu papel com ainda mais qualidade.</span><span><br /></span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Desenvolvimento das competências da direção escolar: os respondentes compartilham o entendimento de que a principal função da escola é garantir as aprendizagens dos estudantes, mas a gestão da aprendizagem acaba sendo sobreposta por atividades administrativas e é um desafio para os gestores garantir tempo necessário para se envolver em todas as suas atribuições. Por isso, recomenda-se que as secretarias revejam o que esperam dos diretores e o que é cobrado destes profissionais, oferecendo apoio para uma gestão dos processos de aprendizagem e promovendo o desenvolvimento das competências dos diretores, tomando como base a Matriz Nacional Comum de Competências do Diretor Escolar. <br /><br /></span><span>“A liderança escolar demanda apoio para estabelecer práticas para uma gestão do tempo mais planejada e com processos de gestão mais estruturados. É importante que cada secretaria faça uma avaliação sobre em que medida está oferecendo instrumentos e formações que contribuam para uma robusta direção escolar”, afirmou Filomena Siqueira.</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Gestão do tempo e foco na aprendizagem: a gestão do tempo é apontada como um dos maiores desafios da liderança escolar, e as secretarias podem apoiar os profissionais na capacidade de gerenciar múltiplas tarefas incluindo tempo para garantir a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem. Recomenda-se que a secretaria promova o conhecimento dos diretores sobre assuntos instrucionais estratégicos – como gestão do currículo, processos avaliativos, indicadores de aprendizagem, observação de sala de aula, estratégias de recomposição de atividades, entre outros. A capacidade da secretaria de formar profissionais que sejam, além de bons gestores, lideranças pedagógicas, é determinante para o resultado que se quer alcançar.</span><span><br /></span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Dinâmica de trabalho do trio gestor: apesar das respostas indicarem um caráter colaborativo no trabalho, a relação entre diretor, vice-diretor e coordenador pedagógico demanda mais clareza. Recomenda-se uma análise sobre o arranjo que sustenta a interação entre as três funções, indicando as atribuições principais de cada uma e esclarecendo o que se espera da atuação desses educadores, bem como de sua relação com os demais integrantes da comunidade escolar.</span></p>
</li>
</ul>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Aprendizagem</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Básico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Sérgio Henrique Ferreira</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-06-04T18:48:47Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudantes-apresentam-trabalhos-em-clube-de-ciencias-promovido-por-iea-polo-sao-carlos-e-nap-sol">
    <title>Estudantes apresentam trabalhos em clube de ciências promovido por IEA Polo São Carlos e NAP-SoL</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudantes-apresentam-trabalhos-em-clube-de-ciencias-promovido-por-iea-polo-sao-carlos-e-nap-sol</link>
    <description>Clube de Ciências Digital Interativo permite contato de alunos com a universidade e as ciências exatas de uma forma diferente da que eles estão habituados</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/sao-carlos/clubefinalparasiteIEA.jpg" alt="" class="image-left" title="" />Uma oportunidade de ver conteúdos de ciências exatas de uma maneira prática e diferente da sala de aula, e também de conviver com o ambiente universitário antes mesmo de prestar o Enem ou os vestibulares. Desde abril, treze estudantes de 1º e 2º ano do ensino médio de escolas públicas de São Carlos estão vivendo essa experiência todas as quintas-feiras. Eles integram o Clube de Ciências Digital Interativo, uma parceria entre o Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP e o Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP.</p>
<p>Nesta quinta, dia 26, os alunos farão uma apresentação de trabalhos para encerrar as atividades de 2015 do Clube. Durante três semanas, eles pesquisaram temas, montaram experimentos e criaram banners para falar de seus trabalhos, no mesmo modelo de congressos científicos. A apresentação será das 14h às 16h, no saguão da Biblioteca Achille Bassi do ICMC, no campus 1 da USP.</p>
<p>Coordenado pela docente do ICMC Ellen Francine Barbosa, o Clube foi idealizado pela aluna de Licenciatura em Ciências Exatas da USP São Carlos Rafaela Masson, que teve durante as atividades o apoio dos também estudantes de Licenciatura Paulo Henrique Chiari e Gevair Norberto de Souza. Além do trabalho com o Clube, os três também foram, em 2015, bolsistas na Agência Ciência Web, projeto desenvolvido no IEA Polo São Carlos com o objetivo de despertar um maior interesse de alunos de ensino médio pelas ciências exatas e carreiras científicas.</p>
<p>Apesar de ter a mesma proposta dos tradicionais clubes de ciências, em que o aluno é levado a desenvolver experimentos práticos, o diferencial está na interação dos alunos com a informática. Após cada encontro, eles postam em um <a class="external-link" href="http://www.cienciaweb.org.br/clube-de-ciencias">blog</a> os resultados e as impressões de cada atividade realizada.</p>
<p>Rafaela dividiu o conteúdo em cinco módulos, abrangendo Informática e Software Livre, Química, Física, Matemática e Biologia. Além dos experimentos, os clubistas participam de palestras com docentes e pesquisadores da Universidade, para que eles entendam como são realizadas as pesquisas e como elas geram benefícios para a comunidade. Eles também realizam visitas a museus e centros de ciências. Em junho, no encerramento das atividades do semestre, eles foram a São Paulo conhecer o Museu da Língua Portuguesa e o Catavento Cultural.</p>
<p>“O Clube de Ciências foi de grande influência para mim quanto educadora, pois tive a oportunidade de fazer o que normalmente não consigo fazer em sala de aula: mostrar de maneira dinâmica e experimental como as ciências acontecem. Com isso, acredito que a aprendizagem dos alunos é muito mais significativa e que o que eles compreendem ali fica, de fato, como aprendizado”, diz Rafaela.</p>
<p>Para Gevair, que também ministrou algumas atividades de matemática, área de sua habilitação, o Clube mudou algumas concepções em relação à forma de aplicar conteúdos em sala. “A disciplina de matemática na escola sempre é vista como algo chato pelos alunos, porém, quando ministrei algumas atividades de matemática no Clube, que tiveram grande participação dos alunos, pude notar um interesse deles pela disciplina quando abordada de maneira diferenciada. Isso também serviu para que eu revesse alguns conceitos quanto a abordagens que dou em sala de aula”.</p>
<p>O Clube foi, ainda, tema de dois trabalhos de autoria de Rafaela, Paulo e Gevair apresentados no I Congresso de Graduação da USP, em maio, e na X Semana da licenciatura em Ciências Exatas (SeLic) da USP São Carlos, em outubro.</p>
<p><strong>Trabalho em grupo e contato com a universidade</strong></p>
<p>Para os estudantes de ensino médio, a participação no Clube auxiliou não apenas no entendimento do conteúdo visto em sala, mas também no próprio relacionamento entre eles, já que todos foram divididos em grupos para trabalhar com os experimentos.</p>
<p>“A oportunidade de fazer parte do Clube de Ciências Digital Interativo é muito boa, pois além das palestras de pessoas de várias áreas diferentes que apresentam novos campos de estudo, existem os experimentos feitos em grupo, que, além de estimularem a interação entre os participantes, ensinam muito a respeito de física e química. Sem duvidas participar de um clube de ciências agrega muitos conhecimentos a um estudante do ensino médio”, diz o estudante Vítor Hugo Chaves Cambui.</p>
<p>Giovanna Maia, outra participante do Clube, ressalta a importância do contato com a universidade ainda no ensino médio. “Fazer parte do Clube de ciências tem sido uma experiência muito gratificante para mim, pois além de ter experimentos fáceis de fazer e que podem ser realizados em casa, há as palestras com docentes, fazendo com que haja uma interação ainda maior com a universidade e desperte o interesse por novos cursos a se fazer”.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo São Carlos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Exatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-11-24T18:42:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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