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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 31 to 45.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2025-tera-7-professores-de-diferentes-unidades-da-usp">
    <title>Programa Ano Sabático 2025 terá 7 professores de diferentes unidades da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2025-tera-7-professores-de-diferentes-unidades-da-usp</link>
    <description>Conheça os pesquisadores selecionados e seus projetos para o programa
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-9ec2355c-7fff-1c1f-d0bb-ece3b91da1d4"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O Conselho Deliberativo do IEA selecionou sete docentes de diferentes unidades da USP para participar do Programa Ano Sabático 2025, com início em março. Os projetos aprovados tratam de temas como ética e tecnologia, economia circular, inteligência artificial aplicada às ciências da vida, ciências matemáticas e biomimética. Conheça os selecionados:</span></p>
<div><span id="docs-internal-guid-f75bbd59-7fff-4297-9ab1-bc47727de8f9"> 
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Denise Selivon Scheepmaker - Instituto de Biociências (IB);</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Flávio Soares Corrêa da Silva - Instituto de Matemática e Estatística (IME);</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Guilherme Menegon Arantes - Instituto de Química (IQ);</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>José Alberto Cuminato - Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC);</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Marcelo Antunes Nolasco - Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH);</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Maria Paula Costa Bertran - Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP);</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Nestor Felipe Caticha Alfonso -  Instituto de Física (IF).</span></p>
</li>
</ul>
</span></div>
<div></div>
<div><span id="docs-internal-guid-a20bde77-7fff-7e1f-db2e-3ceadfe89766">
<p dir="ltr"><span>Resultado da parceria entre o IEA e a Pró-Reitoria de Pesquisa, o programa foi criado em 2015 para “</span><span>fomentar um ambiente adequado à reflexão, na medida em que libera os docentes da USP de seus encargos didáticos e administrativos para que possam participar integralmente de pesquisas individuais e interdisciplinares”. A permanência pode variar de 6 meses a 1 ano.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Para participar, é necessário ter no mínimo sete anos de trabalho no Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP). Durante o período da pesquisa, os docentes são dispensados, sem prejuízo de vencimentos, do exercício de suas atividades, inclusive as didáticas, junto à unidade de origem.</span></p>
<h3><span>Selecionados</span></h3>
<span id="docs-internal-guid-68a98d76-7fff-d381-ad41-cfe5f0d27047">
<p dir="ltr"><span><i><strong><dl class="image-right captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Denise_Scheepmaker-perfil.png/image" alt="Denise Scheepmaker - Perfil" title="Denise Scheepmaker - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Foto: LinkedIn</dd>
</dl>Denise Selivon Scheepmaker</strong></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Projeto: Implementação do Centro de Biomimética na Universidade de São Paulo</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Com objetivo de estimular, difundir e aperfeiçoar a prática da Biomimética — área de conhecimento que estuda os princípios criativos e estratégias da natureza, visando a criação de soluções para os problemas da humanidade —, </span><a href="http://lattes.cnpq.br/5485099068856218"><span>Denise Selivon</span></a><span> propõe a criação de um centro interdisciplinar de biomimética na USP. </span></p>
<p dir="ltr"><span>A pesquisadora explica que a incorporação da prática nos meios científicos, industriais e governamentais é progressiva. “Estima-se que terá um impacto significativo na sociedade, na economia e no meio ambiente nas próximas décadas.” Ela ainda destaca que a região brasileira é considerada estratégica para o desenvolvimento da Biomimética, por conta de sua biodiversidade. </span></p>
<p dir="ltr"><span>A partir de um banco de dados com informações de profissionais e estudantes que têm interesse na área, o centro terá como objetivo produzir ou aperfeiçoar produtos tecnológicos criados por diferentes equipes dentro do projeto. Denise também propõe a divulgação do tema por meio de artigos, conferências e oficinas abertas ao público, além do oferecimento de disciplinas de graduação interunidades, ministradas a estudantes de todas as áreas de conhecimento. </span></p>
</span></span></div>
<div><span>Formada em Ciências Biológicas pela USP, com especialização em Biologia e Genética, Denise é </span><span>professora no Instituto de Biociências da USP (IB) e coordenadora de grupo de pesquisa do CNPq/USP.</span></div>
<div><span><br /></span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-279e047a-7fff-b479-f21a-cf172a40c46b">
<p dir="ltr"><strong><i><dl class="image-left captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Flavio-Soares-Correa-da-Silva-Perfil.png/image" alt="Flávio Soares Correa da Silva - Perfil" title="Flávio Soares Correa da Silva - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Foto: Jornal da USP</dd>
</dl>Flávio Soares Corrêa da Silva</i></strong></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i> </i></strong></span><i>Projeto: Créditos Éticos em Sistemas Inteligentes</i></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><a href="http://lattes.cnpq.br/8571722708574643"><span>Corrêa da Silva</span></a><span> desenvolverá seu projeto com base no avanço e nos impactos da tecnologia e inteligência artificial. A pesquisa será sobre o estudo do design desses sistemas inteligentes e das considerações éticas relacionadas à área, que, segundo o pesquisador, estão apoiadas principalmente “em perspectivas extrínsecas e, quase exclusivamente, em prevenção e mitigação de potenciais ameaças a princípios éticos”. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>O projeto busca complementar as considerações éticas que já estão em andamento, com mecanismos técnicos e princípios de designs capazes de garantir o desenvolvimento de sistemas inteligentes que promovem e preservam a ética. Ele explica que o desenvolvimento de protótipos desses sistemas ocorrerá após a revisão de resultados existentes, integração entre conceitos multidisciplinares e formulação de métodos e técnicas. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Com estudos focados na área de Metodologia e Técnicas da Computação e inteligência artificial, Silva é professor do Departamento de Ciência da Computação, no Instituto de Matemática e Estatística da USP e Research Fellow (Honorário) da Universidade de Aberdeen, na Escócia.</span></p>
<span id="docs-internal-guid-41a4d8df-7fff-f6b1-3965-f93ebbae835f">
<p dir="ltr"><span><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-menegon-arantes-perfil" alt="Guilherme Menegon Arantes - Perfil" class="image-right captioned" title="Guilherme Menegon Arantes - Perfil" />Guilherme Menegon Arantes</strong></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Projeto: Inteligência Artificial Aplicada às Ciências da Vida: um Novo Paradigma de Pesquisa e Inovação em Saúde Humana</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>O projeto de </span><a href="http://lattes.cnpq.br/1661579130015656"><span>Arantes</span></a><span> irá mapear e analisar as aplicações de inteligência artificial em pesquisa e inovação nas Ciências da Vida — área de pesquisa que estuda os seres vivos e suas interações, desde o nível molecular até o ecológico —, além de compará-las com as demandas da sociedade brasileira. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele explica que a proposta busca levantar as iniciativas brasileiras na área e desenvolver métricas, indicadores quantitativos e políticas públicas para avaliar a viabilidade e o potencial de investimentos em projetos de IA para o campo das ciências. “Espera-se criar uma estrutura analítica que apoie a avaliação contínua de novos projetos e produtos em IA para Bio no Brasil”, acrescenta. </span></p>
<p dir="ltr"><span>A pesquisa integra os conhecimentos da área da computação, biotecnologia, bioquímica, ciências da saúde, agronomia e políticas públicas. Para o professor, o projeto contribuirá para o avanço dos conhecimentos em IA, melhoria da saúde e do bem-estar da população brasileira e para a sustentabilidade das inovações tecnológicas em IA para as ciências da vida. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Arantes é professor associado no Departamento de Bioquímica da USP, e orientador de pós-graduação pelos programas de Bioquímica e de Química da USP. O foco de suas pesquisas é nas áreas de físico-química, biofísica e bioquímica, com ênfase em cálculo e desenvolvimento de métodos em estrutura eletrônica e em simulação molecular, enzimologia computacional e simulação com potenciais híbridos (QM/MM), dinâmica molecular de proteínas e estimativa de energia livre, e aplicações de inteligência artificial para biomoléculas.</span></p>
<span id="docs-internal-guid-eee70219-7fff-88df-cc27-d20f648566bd">
<p dir="ltr"><span><i><strong><dl class="image-left captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Jose-Alberto-Cuminato-perfil.png/image" alt="José Alberto Cuminato - Perfil" title="José Alberto Cuminato - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Foto: Cemeai | USP</dd>
</dl>José Alberto Cuminato</strong></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Projeto: Ciências Matemáticas Aplicada à Indústria</i></span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Focado no estudo da matemática industrial, </span><a href="http://lattes.cnpq.br/7320090199496500"><span>Cuminato</span></a><span> buscará formular e divulgar estratégias de colaboração academia/indústria que tiveram sucesso durante os últimos anos, baseadas em suas experiências como coordenador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (Cepid-CeMEAI). O objetivo do projeto é promover a cultura analítica industrial em Ciência e Engenharia de Dados para a indústria no Estado de São Paulo, com difusão entre as unidades do campus de São Carlos e da USP. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O docente explica que a pesquisa terá a colaboração de centros de pesquisa e desenvolvimento como o Senai-SP, o Advanced Institute for Artificial Intelligence (AI2), IC-Unicamp e Unesp em três vertentes principais: pesquisa em Ciência e Engenharia de Dados, formação de recursos humanos e desenvolvimento de projetos de Ciência de Dados, envolvendo inteligência artificial, com foco nos problemas apresentados na indústria.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“É muito relevante para a USP que essas tecnologias sejam difundidas e aplicadas nas empresas e setor público do Estado de São Paulo. Neste processo a USP torna-se pioneira no Brasil na construção de um ambiente de inovação para empresas desenvolverem o estado da arte em Ciências Matemáticas Aplicadas”, conclui ele. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Culminato é professor no Instituto de Matemática e Estatística da USP, membro correspondente estrangeiro da Royal Society Edinburgh e membro da Academia Brasileira de Ciências. Ele trabalha principalmente com Análise Numérica, com foco em: simulação de escoamentos incompressíveis e escoamentos com superfícies livres; métodos de diferenças finitas; métodos numéricos para equações diferenciais ordinárias e parciais; e equações integrais de Fredholm e de Cauchy.</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-eee70219-7fff-88df-cc27-d20f648566bd"> <span id="docs-internal-guid-1f77f6dc-7fff-a9d3-9681-a634be99a9df">
<p dir="ltr"><span><strong><i><dl class="image-right captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Marcelo-Antunes-Nolasco-perfil.png/image" alt="Marcelo Antunes Nolasco - Perfil" title="Marcelo Antunes Nolasco - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Foto: EACH | USP</dd>
</dl>Marcelo Antunes Nolasco</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Projeto: Economia Circular, Saneamento Ambiental e Mudanças Climáticas no Contexto das Cidades Brasileiras</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>Durante sua participação no Programa Ano Sabático, </span><a href="http://lattes.cnpq.br/1145872018010727"><span>Nolasco</span></a><span> buscará diagnosticar os principais resíduos gerados nas cidades e analisar o respectivo potencial de produção de biocombustíveis e bioprodutos. Ele explica que o objetivo é produzir novos conhecimentos para contribuir na superação de desafios científicos e barreiras socioeconômicas-políticas-ambientais, como a relação entre a transição energética e as mudanças climáticas. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O projeto será desenvolvido a partir do levantamento do estado da arte das principais inovações e tecnologias de aproveitamento energético com foco nas tecnologias de biodigestão e </span><span>Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (</span><span>BECCS) para aproveitamento de resíduos gerados em cidades. Serão realizados estudos de casos dessas tecnologias e seus potenciais, produção de artigos e eventos científicos, que, segundo Nolasco, terão seus resultados divulgados pelas redes sociais. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Para o pesquisador, esses resultados “contribuirão para a análise da sustentabilidade energética, socioeconômica, ambiental e regulatória dos sistemas, auxiliarão na indicação de novas cadeias de valor e empreendimentos relacionados ao biogás, e elencarão recomendações para a criação de políticas públicas e mecanismos regulatórios”. Ele aponta que a finalidade dos estudos é a transformação industrial e empresarial atual para um modelo circular.</span></p>
</span></span></span></div>
<div><span>Especialista na área de saneamento e sustentabilidade, Nolasco é </span><span>professor na graduação em Gestão Ambiental na EACH, e orientador nos Programas de Pós-Graduação: Sustentabilidade (PPg-Sus EACH/USP); Ciência Ambiental (ProCAm); e Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (FSP/USP).</span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-fd7d886d-7fff-2499-c38b-cf2e42e051d2">
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><span><i><strong><dl class="image-left captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Maria-Paula-Costa-Bertran-perfil.png/image" alt="Maria Paula Costa Bertran - Perfil" title="Maria Paula Costa Bertran - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Foto: Jornal da USP</dd>
</dl>Maria Paula Costa Bertran</strong></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Projeto: <i>Dados e Direito: Análise dos Réus da Operação Lava Jato e Análise da Base Envolvendo Litígios Bancários</i></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span></p>
<div>
<p dir="ltr">O projeto utilizará dois bancos de dados, produzidos sob a coordenação de <a href="http://lattes.cnpq.br/1343394735246987" target="_blank">Maria Paula</a>: integralidade dos réus da Operação Lava Jato, e integralidade dos litígios envolvendo os principais bancos brasileiros.</p>
<p dir="ltr">Para produzir os artigos com a primeira base de dados, ela pesquisará a ocupação dos réus da Lava Jato, o local onde eles trabalhavam, e qual a relação entre o número de mulheres envolvidas com o contexto brasileiro. O segundo tema irá analisar a variação da litigância dos bancos nos anos recentes, com dados nacionais e estaduais.</p>
</div>
<div>Mestre e doutora em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP, Maria Paula é professora de Direito Econômico e Direito Internacional Privado na USP Ribeirão Preto, livre-docente em Sociologia Jurídica e fundadora do grupo de pesquisa e extensão sobre crédito sustentável da USP “<a href="https://sites.usp.br/acredito/" target="_blank">Acredito Think Tank</a>”. Suas principais áreas de atuação na pesquisa são: Direito e Economia, corrupção, regulação bancária e desenvolvimento humano.</div>
</span></span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-a018da12-7fff-9398-34bb-3519bd00c6b2">
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><span><strong><i><dl class="image-right captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Nestor-Felipe-Caticha-Perfil.png/image" alt="Nestor Felipe Caticha - Perfil" title="Nestor Felipe Caticha - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Foto: YouTube do IF|USP</dd>
</dl>Nestor Felipe Caticha Alfonso</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><span><i>Projeto: Sistemas Complexos e Modelos da Ordem Jurídica Internacional</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>Em seu projeto, </span><a href="http://lattes.cnpq.br/4522581444077162"><span>Alfonso</span></a><span> buscará desenvolver uma estrutura teórica e uma ferramenta prática para auxiliar tomadores de decisão na área geral de Ordem Jurídica Internacional. “Estamos interessados em usar métodos da Física Teórica e Ciência de Computação para estudar o mundo das relações internacionais”. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O docente explica que após delinear problemas de interesse atual e histórico dentro da área da Ordem Jurídica Internacional, seus atores e consequências, a  pesquisa utilizará técnicas de Mecânica Estatística de sistemas desordenados e simulação computacional para construir um sistema interagente com unidades modeladas por redes neurais adaptativas. Segundo ele, o objetivo do sistema é “descobrir os parâmetros de ordem e o diagrama de fase, que serve como um mapa, caracterizando os diferentes estados coletivos do sistema”. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Também serão produzidos um banco de dados e estimativas dos parâmetros de ordem com Grandes Modelos de Linguagem (LLM) para encontrar trajetórias no mapa fornecido pelo diagrama de fases. </span></p>
<span>Alfonso é professor do Instituto de Física e coordenador do Núcleo de Apoio à Pesquisa CNAIPS da USP, dedicado ao estudo de sistemas de processamento de informação. Seus principais interesses na área da pesquisa são: </span><span>inferência e mecânica estatística aplicada a sistemas complexos; processamento de informação, inferência entrópica e bayesiana; e teoria e simulação de sistemas de agentes com aplicações ao estudo de sociedades, evolução e economia.</span></span></span></div>
</span></span> </span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Lívia Uchoa </dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-01-07T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/a-noite-no-plioceno-e-a-pedra-como-missil-19-11-2024">
    <title>A Noite no Plioceno e a Pedra como Míssil - 19/11/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/a-noite-no-plioceno-e-a-pedra-como-missil-19-11-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Hominínios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-11-21T19:48:54Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-cidades-globais-pos-doutorandos-2024">
    <title>USP Cidades Globais está com inscrições abertas para pós-doutorado até 31 de janeiro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-cidades-globais-pos-doutorandos-2024</link>
    <description>Pesquisadores interessados em desenvolver projeto de pós-doutorado no Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS USP-CG) do IEA têm até 31 de janeiro para se inscrever na sétima chamada pública do centro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cidade-de-sao-paulo" alt="Cidade de São Paulo" class="image-right" title="Cidade de São Paulo" /></p>
<p>Pesquisadores interessados em desenvolver projeto de pós-doutorado no <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS USP-CG)</a> do IEA têm até 31 de janeiro para se inscrever na sétima chamada pública do centro.</p>
<p>Os candidatos selecionados iniciarão suas atividades em 20 de março para um período de um ano, prorrogável por mais um ano, com dedicação semanal de 20 horas. Não há concessão de bolsa.</p>
<p>Os candidatos devem preencher formulário online de cadastro inicial, que deverá ser acompanhado de plano de trabalho e carta de encaminhamento, até as 17h59min (horário de Brasília) do dia 31 de janeiro próximo. [caso não consiga acessar o formulário, clique <a href="https://support.google.com/accounts/answer/27441?hl=pt&amp;ref_topic=3382296#existingemail" target="_blank">aqui</a> para informações]. As súmulas curriculares devem seguir o <a class="external-link" href="https://fapesp.br/sumula" target="_blank">modelo Fapesp</a>.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Cronograma</strong></h3>
<ul>
<li><strong>inscrições:</strong> de 14/11/24 até as 17h59 (horário de Brasília) de 31/1/25;</li>
<li><strong>webinário:</strong> em 21/11/2024, das 18 às 19h, pela Plataforma Google Meet [<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais/chamada-pesquisadores" class="external-link">link de acesso</a>], com os coordenadores para apresentação da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais/chamada-pesquisadores" class="external-link">Chamada 2024/2025 do CS USPCG</a>, esclarecimento de dúvidas e encaminhamentos;</li>
<li><strong>resultado:</strong> até 7/3/25;</li>
<li><strong>início (previsão):</strong> 20/3/25;</li>
<li><strong>reunião inaugural:</strong> 20/3/25.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os participantes desenvolverão seu programa de trabalho presencialmente na sede do IEA, em São Paulo, ou nos Polos do interior (Ribeirão Preto e São Carlos). Além disso, deverão obrigatoriamente participar das reuniões integradoras todas as quintas-feiras na sede do IEA, em São Paulo.</p>
<p dir="ltr">Para fortalecer o ambiente interdisciplinar e a produção de sínteses, o CS USP-CG elencou três temas integradores para as atividades dos pos-doutorandos:</p>
<ul>
<li>Espaços públicos na promoção da qualidade de vida e resiliência urbana;</li>
<li>Saneamento e cidadania, inovações para a universalização, sustentabilidade e saúde pública;</li>
<li>Transição energética nas cidades, interfaces entre mobilidade, habitação e edificações sustentáveis, e uso e ocupação do solo.</li>
</ul>
<p>Os candidatos selecionados deverão desenvolver, oportunamente, um plano de ação estratégica para o período de seu projeto de pesquisa que inclua as seguintes atividades:</p>
<ul>
<li>realizar pelo menos um simpósio destinado ao aprofundamento teórico-metodológico relacionado ao tema de sua pesquisa;</li>
</ul>
<ul>
<li>participar na organização de pelo menos um seminário UrbanSus de reflexão avançada, relacionado a temas de interesse do CS USPCG voltados à difusão de avanços do conhecimento para a coletividade;</li>
</ul>
<ul>
<li>elaborar pelo menos um ensaio digital para publicação na área do CS USPCG no site do IEA;</li>
</ul>
<ul>
<li>submeter pelo menos um artigo para publicação em periódico, livro ou capítulo de livro científicos, podendo ser em coautoria;</li>
</ul>
<ul>
<li>coproduzir pelo menos uma síntese em colaboração com os outros participantes dos temas integradores;</li>
<li>participar presencialmente das reuniões integradoras, que acontecerão quinzenalmente às quintas-feiras, na sede do IEA, em São Paulo.</li>
</ul>
<p> </p>
<p> </p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Foto: Marcos Santos/USP Imagens</i></span></p>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Centro de Síntese USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pós-doutorado</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-11-14T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-diretoria-2024-2028">
    <title>Posse da Diretoria do IEA será em 4 de novembro e terá lançamento de livro sobre trajetória do Instituto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/posse-diretoria-2024-2028</link>
    <description>O livro "Avançados em Quê? - A Trajetória Pioneira do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo", de Guilherme Ary Plonski e Roney Cytrynowicz, tem versões impressa (para público selecionado) e digital (disponível a todos no Portal de Livros Abertos da USP).</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-avancados-em-que-400px-largura" alt="Capa do livro &quot;Avançados em Quê?&quot; - 400px largura" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Avançados em Quê?&quot; - 400px largura" /></p>
<p>"Organizar e contextualizar o conhecimento de forma interdisciplinar e articular e coordenar a interação de equipes e redes interdisciplinares para a produção de novas ideias, estudos e pesquisas que contribuam para a tomada de decisões e para o estabelecimento de políticas públicas que promovam o desenvolvimento social sustentável pacífico e assim melhorem a vida no planeta".</p>
<p>Esse é o principal objetivo para a gestão do IEA no período 2024-2028 definido pela diretora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a> e pelo vice-diretor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, que tomam posse oficialmente no dia 4 de novembro, às 14h, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário da USP. A participação na Sala do Conselho Universitário <strong>requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScncAunPQvAkz_w5GNUrn6IDaAr3mjVVHshyzkmYdR2bF_U4g/viewform" target="_blank">inscrição prévia</a></strong>. Haverá <strong>transmissão </strong><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><strong>ao vivo</strong></a><strong> </strong>pela internet, sem necessidade de inscrição.</p>
<p>No evento, também será comemorado o 38º aniversário de criação do IEA. Para celebrá-lo, será lançada o livro "Avançados em Quê? - A Trajetória Pioneira do Instituto de Estudos Avançados da USP", de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, diretor anterior do Instituto, e do historiador Roney Cytrynowicz. A versão digital da obra está disponível, gratuitamente, no <a class="external-link" href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1417">Portal de Livros Abertos da USP</a>. A cerimônia e o lançamento são abertos ao público.</p>
<p><strong>Propostas</strong></p>
<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/iea/eleicoes/diretores/PROPOSTADEGESTAOPARAADIRETORIADOINSITUTODEESTUDOSAVANCADOSDAUSP.pdf" class="external-link">Programa de Gestão</a> da Diretoria do IEA elenca uma série de propostas específicas para os próximos quatro anos. Elas incluem a ênfase na indução de interações, conexões e estabelecimento de redes; a atração de pesquisadores renomados internacionalmente e jovens talentos para que enfrentem problemas e questões complexas como os desafios globais de sustentabilidade, mudanças climáticas, transições energéticas e transformações sociais.</p>
<p>Os estudos sobre o papel das universidades e os grandes desafios das ciências e engenharia no Brasil e no mundo terão continuidade por meio de parcerias com instituições nacionais e internacionais. Um tema a ser explorado será o de ciências e engenharias para a paz.</p>
<p>Entre as outras propostas do programa figuram: o apoio a projetos científicos que serão os produtores de conhecimento para a interdisciplinaridade e as inovações sustentáveis do futuro; a divulgação e interação dos pesquisadores e equipes de pesquisas com a comunidade acadêmica e a sociedade em geral; a estruturação e criação de um programa de excelência e equidade na educação, de forma a catalisar esforços e recursos, incluindo bolsas para alunos e professores.</p>
<p>As demais propostas de Buckeridge e Roseli incluem a modernização de procedimentos e processos acadêmicos do Instituto, requalificação de seus espaços, implementação de um Escritório de Apoio a Programas e Pesquisas, intensificar a colaboração com outros IEAs do Brasil e do exterior, criação do Programa Embaixadores do IEA (representantes nas demais unidades da USP) e incorporação do Programa Eixos Temáticos da USP (ProETUSP), atualmente sediado na Reitoria.</p>
<p><strong>Perfis</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/pessoas/roseli-de-deus-lopes/roseli-de-deus-lopes-4/@@images/5a955e8b-17d4-4cb6-af42-3397a7e3e68b.jpeg" alt="Roseli de Deus Lopes" class="image-left" title="Roseli de Deus Lopes" />Roseli é professora titular da Escola Politécnica da USP, da qual é graduada, mestre, doutora e livre docente em engenharia elétrica. Integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República, a Diretoria da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge). É coordenadora geral da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica do IEA, vice-coordenadora do Núcleo de Apoio à Pesquisa Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas e coordenadora do InovaLab@Poli. Também participa, como colaboradora, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da USP, onde coordena os Programas Pibic, Pibiti e Pibic-em. Foi vice-diretora do IEA, diretora e vice-diretora da Estação Ciências da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP e participou da Diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ela lidera pesquisas nas áreas de: educação para/em engenharia, educação Steam, interação humano-computador, tecnologia assistiva, tecnologias para educação e sistemas ciberfísicos baseados em tecnologias abertas.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcos-buckeridge-2" alt="Marcos Buckeridge - 2023" class="image-right" title="Marcos Buckeridge - 2023" />Buckeridge é professor titular do Instituto de Biociências da USP, do qual foi diretor e onde graduou-se como biólogo. É mestre em biologia molecular pela Unifesp e doutor em bioquímica de vegetais pela Universidade de Sterling, Reino Unido, com pós-doutorado na Universidade Purdue, EUA. Como assessor sênior da Reitoria da USP, é responsável pela coordenação executiva do Programa Eixos Temáticos, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e integrante da SBPC. Também coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol e dirige o Programa Bioenergia com Sistemas de Captura de Carbono do Centro de Pesquisa em Inovação sobre Gases de Efeito Estufa da USP. Foi presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo por dois mandatos e participou do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Também dirigiu o Laboratório Nacional de Bioenergia. No IEA, fundou e coordenou até 2022 o Centro de Síntese USP Cidades Globais. Buckeridge atua principalmente em pesquisas sobre mudanças climáticas, ciências urbanas e políticas públicas, bioenergia e uso sustentável da biodiversidade.</p>
<p><strong>Trajetória</strong></p>
<p>Na nota introdutória de "Avançados em Quê?", o diretor e a vice-diretora do IEA de abril de 2020 a abril de 2024, os professores Guilherme Ary Plonski e Roseli de Deus Lopes lembram que o reitor da USP na época da criação do Instituto, professor José Goldemberg, a quem o livro é dedicado, havia conhecido de perto o Instituto de Estudos Avançados de Princeton, EUA, e "entendeu ser esse o modelo estratégico para revitalizar a Universidade, após o dramático período vivido sob os tacões do regime autoritário". Essa é a razão, segundo eles, de Goldemberg ter atribuído ao IEA a missão de "favorecer novas ideias, resultantes do convívio, do confronto e da interação entre as diversas áreas de trabalho intelectual" [nas palavras do então reitor).</p>
<p>O livro aprofunda o contexto cultural que levou à criação do IEA e expõe sua trajetória, a partir de pesquisa e entrevistas conduzidas pelo historiador Roney Cytrynowics, trabalho viabilizado pelos parceiros Fundação Itaú e Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), apontam Plonski e Roseli. Para eles, o IEA deve em grande medida os avanços relatados na obra "ao fato de integrar a vibrante comunidade da USP", por isso sua publicação se insere nas comemorações dos 90 anos da Universidade.</p>
<p>Em seu texto de apresentação do livro, o reitor da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Junior</a>, ressalta o papel desempenhado pelo Instituto, ao longo de sua trajetória, na promoção da excelência acadêmica da Universidade, "buscando incessantemente estender a fronteira do conhecimento em diversas áreas do saber". Além da ênfase do IEA na interdisciplinaridade e na colaboração intelectual, Carlotti Jr. lembra que diversos trabalhos do Instituto subsidiaram políticas públicas em áreas essenciais para o país, como educação e saúde.</p>
<p>O reitor destaca que, mesmo não tendo corpo docente e discente próprios, o IEA consegue congregar em suas equipes de pesquisa professores e estudantes de 80% das unidades, museus e institutos especializados da USP, além de contribuir com o intercâmbio acadêmico com outras instituições, brasileiras e estrangeiras. Ele ressaltou o fato de o IEA ser membro fundador e coordenador de 2019 a 2021 da rede internacional <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias (University-Based Institute for Advanced Study)</a>, que reúne 47 IEAs vinculados a universidades dos cinco continentes, algo que "contribuiu para a projeção internacional da USP".</p>
<p>A vice-reitora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda" class="external-link">Maria Arminda do Nascimento Arruda</a> aborda em seu texto o contexto da redemocratização do país no qual o IEA foi criado: "Imaginou-se um lugar no qual pesquisadores, cientistas, intelectuais, artistas, jornalistas, personalidades públicas pudessem conviver e projetar uma Universidade renovada em consonância com os novos tempos". Ela afirma que o IEA colaborou na construção democrática do país, "na medida em que refletiu sobre as nossas questões, deu voz aos opositors do obscurantismo, enfim, encarou o papel ilustrado de uma Universidade contemporânea do seu tempo".</p>
<p>"Esse espírito esclarecido que esteve na origem do IEA não se perdeu, como se pode constatar nas ações do Instituto, voltadas a acolher e refletir sobre os novos rumos da Universidade inclusiva, diferenciada e socialmente democrática, conquanto não se tenha abandonado a pauta avançada do conhecimento e da ciência", escreve a vice-reitora.</p>
<p><span><strong>Apoio</strong></span></p>
<p>A produção e publicação do livro contaram com apoio financeiro da Fundação Itaú e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Em texto na seção de apresentação da obra, o presidente da Fundação Itaú, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron" class="external-link">Eduardo Saron</a>, afirma que a parceria entre a fundação e a USP, por meio do IEA, nasceu a partir do "anseio mútuo de desenvolver iniciativas estratégicas, perenes e de impacto". O objetivo sempre foi "contribuir com políticas públicas emancipatórias e facilitadoras de mudanças estruturais na educação e na cultura".</p>
<p>Saron destacou os dois pontos principais da parceria: o apoio da fundação durante os cinco anos iniciais da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica, inaugurada em 2019 para o estudo de práticas inovadoras e formações que promovam avanços significativos nas propostas para a educação básica, e à Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência desde sua implantação em 2016, apoio que tem possibilitado a construção de um "vasto legado a partir de estudos que perpassam a gestão cultural, o papel da cultura na sociedade e discussões transversais sobre arte e ciência".</p>
<p>O secretário executivo do CGI.br, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hartmut-richard-glaser" class="external-link">Hartmut Richard Glaser</a>, diz em seu texto que a Cátedra Oscar Sala, fruto da parceria entre o comitê e o IEA, possibilita o intercâmbio multidisciplinar entre os saberes de áreas diversas, oferecendo a disciplina de pós-graduação Economia, Cultura e Poder na Internet, visando fortalecer e cultivar o conhecimento sobre a internet, seu impacto, funcionamento, aplicações e ferramentas. "Assim ampliamos, USP e CGI.br, o horizonte das tecnologias digitais que favoreçam o avanço tecnológico, a inovação e o direito fundamental de acesso à informação e comunicação".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-22T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/semear-ideias-para-uma-inteligencia-artificial-responsavel">
    <title>Semear ideias para uma inteligência artificial responsável </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/semear-ideias-para-uma-inteligencia-artificial-responsavel</link>
    <description>Um relato de Elen Nas sobre o 1º Seminário de IA Responsável da Cátedra Oscar Sala.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: right; "><i>por Elen Nas, pós-doutoranda da Cátedra Oscar Sala</i></p>
<p style="text-align: right; "><i style="text-align: -webkit-right; "><span class="discreet">“A Inteligência Artificial Responsável não é uma palavra da moda. É um compromisso de tornar<br />o mundo um lugar melhor.”  - Ricardo Baeza-Yates em palestra na Academia Europaea, 2022</span></i></p>
<p>A proliferação das aplicações em inteligência artificial (IA) e seus usos nos mais diversos contextos da sociedade ampliaram a necessidade de um debate ético, de onde emerge o conceito IA responsável (IAR), tema proposto pelo titular Virgílio Almeida para ser o centro dos estudos da Cátedra Oscar Sala no ano de 2024.</p>
<p>Após nove meses de interações, os grupos de pesquisadores da cátedra apresentaram trabalhos e perspectivas sobre temas específicos de suas áreas de atuação em seminário realizado nos dias 15 e 16 de outubro no IEA.</p>
<p>A conferência de abertura realizada por Almeida enfatizou a necessidade premente de governança sobre a IA, já que vivemos – cada vez mais – em uma sociedade híbrida, na qual humanos são mediados por decisões automatizadas, precisando interagir com <i>agentes artificiais</i> capazes de influenciar em novas formas de sociabilidade.</p>
<p>Ele demonstrou os dados de aceleração das tecnologias de IA e suas aplicações e apresentou exemplos de danos causados pela IA. Ao lembrar que o cenário da governança permanece em aberto, reforçou ser necessário o fomento à pesquisa, desenvolvimento, assim como as trocas de ideias através de encontros e publicações.</p>
<p>Com uma série de artigos publicados no Jornal da USP,  os pesquisadores – divididos em grupos de trabalho (GTs) temáticos – tiveram oportunidade de expor ideias em fase de germinação, que confluíram, junto aos seus estudos e publicações, na realização do seminário. O encontro foi uma etapa preparatória para o projeto de publicação de um livro sobre IA responsável.</p>
<p>A primeira mesa, do GT IAR e Trabalho, teve como convidado Rafael Grohman, da Universidade de Toronto, Canadá,  que ressaltou a necessidade de estarmos atentos aos possíveis <i>adestramentos</i>, que podem resultar em um <i>sequestro da imaginação</i>. Uma vez que a regulação caminha mais lentamente que as iniciativas de implementação da IA, há também a possibilidade de resistência através de ativismo. Ele lembrou também o direito à recusa, já que nem para todo problema a resposta é uma tecnologia.</p>
<p>O debate sobre IAR e Governo contou com a presença de Christian Perrone, do Centro de Estudos em Tecnologia e Sociedade da Universidade de San Andrés, Argentina. Com uma posição mais moderada, o pesquisador defendeu que a regulação deveria focar nos casos de maior risco, deixando o mercado e determinadas áreas mais à vontade para desenvolver e disponibilizar as IAs. Essa posição foi contestada por pessoas na audiência, que defendem que não estão claros os possíveis riscos mesmo onde a IA parece <i>inofensiva</i>. Historicamente, o cenário de inovação tecnológica tanto desperta reações tecnofóbicas como estimula um entusiasmo excessivo e tecnofilia. Em ambos os casos se movem preferências e paixões que se distanciam de reflexões ponderadas quando o assunto é aplicar responsabilidade sobre a invenção.</p>
<p>Na mesa IA e Justiça, o coordenador adjunto da Cátedra, Luiz Fernando Martins Castro, afirmou que diferentemente de décadas atrás, a pesquisa da IA atual tem dirigido os holofotes para pesquisadores iniciantes frente à necessidade premente de respostas para regulação. A convidada Tainá Junquilho, assessora no Senado Federal, apresentou o documentário “Juris Máquina”, que é fruto da sua pesquisa de doutorado e consiste em uma série de entrevistas sobre a IA e os desafios de regulamentação. O filme, por trazer muitas vozes de diferentes setores ao debate sobre os desafios jurídicos da IA, desloca o que seria uma discussão técnica sobre como aplicar a lei para o lugar de entender a amplitude do tema a partir de perspectivas distintas.</p>
<p>Na primeira mesa sobre IA e Educação, as pesquisadoras apresentaram os trabalhos produzidos durante o período, que envolveram artigos e ações de engajamento e difusão da informação, como minicursos, entrevistas e criação de um website. Durante o debate, foi levantado que os projetos de IA relacionados aos grandes modelos de linguagem apareceram com forte impacto, de maneira súbita, de modo que o ambiente da educação não teve tempo e oportunidades de um preparo mais consciente e robusto. É, portanto, um desafio maior estudar, pesquisar, entender e gerar pensamento crítico, visto que é uma tecnologia de grande alcance e impacto na educação e que já chega pronta.</p>
<p>Eles trataram também do problema da vigilância nas escolas, por meio de câmeras e fotografias, com intuito de monitorar os humores dos alunos dentro das classificações da computação afetiva. O tema causou espanto e desagrado na audiência.</p>
<p>A segunda mesa de educação convidou estudantes de mestrado e doutorado para apresentar seus trabalhos sobre IA. Assim, o seminário permitiu a escuta dos agentes de pesquisa dentro de uma diversidade de perfis e interesses, sendo o objetivo <i>estar junto</i>, gerando <i>ondas</i> que envolvam as pessoas em práticas coletivas. Dentro de um mundo complexo, onde nem tudo é previsível, quando falamos de <i>responsabilidade</i> estamos falando de ética e, desse modo, valorizamos ações de estímulo à coletividade.</p>
<p>O grupo de IA, Comunicação e Artes apresentou os textos produzidos e trouxe como convidada Bruna Martins dos Santos, do Fórum de Governança da Internet na ONU. Ela destacou a posição estratégica do Brasil no tema da IAR e que o assunto da regulamentação continua um campo de discussão em aberto com muitas dúvidas.</p>
<p>O GT IAR e Saúde optou por fazer uma mesa-redonda, entrevistando os convidados Márcio Biczyk do Amaral, da Faculdade de Medicina da USP, Monise Picanço, do Cebrap, e Rodrigo Brandão, do Cetic.br. Amaral elucidou questões sobre o uso de dados, enquanto Rodrigo e Monise apresentaram um estudo publicado pelo Cetic, realizado com profissionais da saúde, representantes do mercado e academia, sobre a questão da IA na saúde. Nele, identificaram uma descentralização – não exatamente benéfica – do ponto de vista da regulação.</p>
<p>Nesse caso, perceberam que, na prática, as interações e aplicações dessas tecnologias resultam em “cada um fazendo do seu jeito”. Outro aspecto que destacaram é que a ética é vista como algo relacionado apenas à esfera individual. E este é um fator que tenderá a reforçar a ideia de que as tecnologias são neutras: nas mãos erradas, irão gerar danos; nas mãos certas, proporcionarão benefícios.</p>
<p>O seminário terminou com o grupo IA e Gênero, que apresentou o conteúdo do texto produzido. Os membros reforçaram que as tecnologias não são neutras, à medida que são geridas e, em grande parte, produzidas a partir de um recorte de gênero, etnias e classe, dentre outros fatores. A mesa teve como convidada Joana Varon, fundadora do Coding Rights. Ela destacou a necessidade de difundir perspectivas decoloniais, feministas, antirracistas e ecológicas na compreensão da IA.</p>
<p>Assim, entendendo que <i>responsabilidade</i> é garantir diversidade e cumprimento da lei em seus aspectos essenciais, como os direitos da pessoa humana e da terra no bem viver e coexistir, os desafios da IAR vão além dos esforços de regulamentação. É sobre que mundo queremos, como queremos e o que estamos dispostos a abrir mão para que ele seja possível.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-21T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/oncologia-precisao-brasil">
    <title>Oncologia de Precisão no Brasil: Uma Abordagem de Avaliação de Tecnologias em Saúde ao Longo do Ciclo de Vida</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/oncologia-precisao-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Este seminário inaugura as atividades do Grupo de Pesquisa Equidade e Eficiência das Tecnologias de Oncologia de Precisão (EETOP), cujo propósito é constituir um espaço de comunicação entre a comunidade científica e a sociedade, de modo a aglutinar discussões interdisciplinares em torno das contribuições da “medicina de precisão em oncologia” para o cuidado do paciente com câncer, em uma perspectiva de equidade e sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro.</p>
<p>A medicina de precisão é definida como “uma abordagem emergente para a prevenção e o tratamento de doenças que leva em consideração a variabilidade individual dos genes, ambiente e estilo de vida de cada pessoa”. Para cientistas e oncologistas, o termo "medicina personalizada" é frequentemente usado de forma intercambiável com termos como "medicina genômica", "medicina de precisão" e "oncologia de precisão".</p>
<p>A medicina de precisão representa uma mudança de paradigma, uma transformação disruptiva nas abordagens de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças. As terapias que eram desenvolvidas com base em médias populacionais, nas quais os pacientes recebiam tratamentos padronizados, agora são adaptadas às características individuais de cada paciente, incluindo seu perfil genético, ambiental e de estilo de vida. As terapias contra o câncer, anteriormente desenvolvidas com base no tipo e na localização do tumor (por exemplo, câncer de pulmão, câncer de mama), agora são direcionadas às alterações genéticas específicas do tumor, independente da sua localização no corpo.</p>
<p>À medida que a medicina de precisão em oncologia se expande para incluir big data, proteômica, transcriptômica, imagem molecular, os desafios de traduzir esse novo paradigma em cuidados de saúde efetivos e equitativos para os pacientes também aumentam. Questões relacionadas ao desenho adequado de ensaios clínicos, à definição de benefícios significativos para os pacientes, ao acesso, à equidade, ao aumento dos custos e sustentabilidade do Sistema de Saúde ainda precisam ser resolvidas.</p>
<p><b>Coordenação: </b><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-coelho-de-soarez" class="external-link">Patrícia Coelho de Soárez</a> (FMUSP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-novaes" class="external-link">Hillegonda   Maria Dutilh Novaes</a> (FMUSP)</p>
<p><b>Organização:</b> <span>Patrícia Coelho de Soárez</span> (FMUSP) e <span>Hillegonda   Maria Dutilh Novaes</span> (FMUSP), <a class="external-link" href="http://lattes.cnpq.br/4048912297313504">Ana Carolina Nonato</a> (FMUSP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-pavani" class="external-link">Claudia Pavani</a> (IEA-USP), <a class="external-link" href="http://lattes.cnpq.br/8600165607616648">Natacha Regina de Moraes Cerchiari</a> (HCFM-USP), <a class="external-link" href="http://lattes.cnpq.br/0926054859427883">Sophia Aguiar Monteiro Borges</a> (FMUSP)</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
<h3>Público-alvo (*)</h3>
<p>Serão priorizadas estudantes da USP (graduação e pós-graduação) e representantes de stakeholders (formuladores de políticas públicas, especialistas clínicos, gestores públicos e privados, indústria, seguradoras, planos de saúde, agência regulatória, judiciário, associação de pacientes).</p>
<p>(*) Limite de vagas: 170</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Equidade e Eficiência das Tecnologias de Oncologia de Precisão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-16T18:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/encontro-academico-impacto-da-pos-graduacao-brasileira-na-sociedade-15-08-2024">
    <title>Encontro Acadêmico "Impacto da Pós-Graduação Brasileira na Sociedade" - 15/08/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/encontro-academico-impacto-da-pos-graduacao-brasileira-na-sociedade-15-08-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agenda 2030</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-12T13:42:33Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/autonomia-universitaria">
    <title>Seminário debate relevância, compromissos e futuro da autonomia universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/autonomia-universitaria</link>
    <description>2º seminário do Ciclo Nacional de Seminários "Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País" realizou-se no dia 28 de agosto no IEA, numa organização do Instituto e da Reitoria da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/abertura-do-2o-seminario-do-ciclo-nacional-autonomia-universitaria/image" alt="Abertura do 2º seminário do Ciclo Nacional Autonomia Universitária" title="Abertura do 2º seminário do Ciclo Nacional Autonomia Universitária" height="400" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A abertura do seminário teve a participação de (a partir da esquerda) José Goldemberg (online), Guilherme Ary Plonski, Marco Antonio Zago, Vahan Agopyan, Carlos Gilberto Carlotti Jr, e Roseli de Deus Lopes</dd>
</dl></p>
<p>Por ser fundamental para a plena realização das atividades acadêmicas, a autonomia universitária acaba  desempenhando também um papel relevante para o desenvolvimento socioeconômico e cultural, dado o impacto das universidades nas sociedades em que estão inseridas. A autonomia, no entanto, não é soberania e reveste os gestores acadêmicos de um rigoroso compromisso com uso eficaz dos recursos públicos para que a missão das universidades seja cumprida e as demandas da sociedade atendidas.</p>
<p>Esses aspectos foram enfatizados no segundo seminário do Ciclo Nacional "Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País", no dia 28 de agosto, organizado pela Reitoria da USP e pelo IEA, com apoio da Fundaçã de Apoio à USP.</p>
<p>Além dos reitores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Jr.</a> (USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-meirelles" class="external-link">Antonio Meirelles</a> (Unicamp) e  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pasqual-barretti" class="external-link">Pasqual Barretti</a> (Unesp) e da vice-reitora da Udesc, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/clerilei-aparecida-bier" class="external-link">Clerilei Aparecida Bier</a>,  também participaram: ex-reitores e professores da USP, Unicamp, Unifesp, UnB, UFPE, UFPA, UFG; o presidente da Fapesp, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a>; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado de São Paulo, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a>; dois ex-secretários estaduais; e representantes do setor empresarial e da sociedade civil [<i>veja os nomes de todos os participantes na <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-autonomia-universitaria-2#programacao" class="external-link">programação</a></i>]</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>A proposta do Cruesp de 8,63% para USP, Unicamp e Unesp</i></h3>
<p><i>Um dos pontos de destaque do seminário foi a apresentação da proposta do Cruesp de percentual da futura arrecadação tributária do estado, em função da reforma tributária, a ser destinado à USP, Unicamp e Unesp. Coube ao presidente do Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo conselho para elaborar a proposta, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sebastiao-neto-ribeiro-guedes" class="external-link">Sebastião Guedes</a> , da Unesp, explicar aspectos essenciais da reforma tributária, o desenvolvimento do estudo pelo GT e os impactos da reforma no crescimento econômico do estado e no próprio financiamento das universidades.</i></p>
<p><i>Ele explicou que a reforma tributária deve continuar em regulamentação até 2025 e que ela se baseou em três princípios: simplificação tributária, eliminando impostos e acabando com normativas estaduais, como as tarifas diferenciadas de ICMS dos estados; manutenção da carga tributária sobre o consumo; e nenhum ente federativo perder arrecadação.</i></p>
<p><i>Cinco tributos atuais, ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins, serão unificados no IVA (Imposto de Valor Agregado), a ser cobrado no consumo (destino), não na origem (produção), "o que terá impacto em São Paulo, um grande produtor", afirmou Guedes. O IVA será dividido em CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), parcela destinada ao governo federal, e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), parcela a ser compartilhada por estados e municípios.</i></p>
<p><i>A proposta do Cruesp é que 8,63% da receita tributária liquida da parcela do IBS destinada ao estado financiem as universidades estaduais paulistas. O conselho também recomenda que esse percentual seja inscrito na Constituição estadual, pois "isso diminuiria muito o poder discricionário do governo para diminuir a receita das universidades; o plano B seria inscrever o percentual no Decreto 29.598/89", disse.</i></p>
<p><i>Guedes explicou que em 2026 haverá uma fase de teste de implantação do IVA, com uma alíquota de 1%, com 0,9% (CBS) indo para a União e 0,1% (IBS) para estados e municípios. "Em 2027, começará a aplicação real da reforma, primeiro com o CBS e a extinção de Cofins, IPI e PIS. O IBS só começa a ser implantado em 2029, substituindo paulatinamente o ICMS e o ISS. Só em 2033 o IBS estará plenamente instituído. No entanto, apenas em 2070 a reforma estará de fato concluída, pois há uma série de normas estaduais, isenções e convênios que irão durar até lá".</i></p>
<p><i>Guedes explicou que a proposta do Cruesp resultou de um modelo computável de equilíbrio geral dos dados das contas nacionais de 2019, o qual foi calibrado para poder analisar o período 2013-2022 e o provável efeito da taxa média de arrecadação do futuro IBS.</i></p>
<p><i>O modelo mostrou que a reforma tributária é boa para o crescimento econômico, com um aumento de 4,2% do PIB, afirmou. No entanto, explicou, a reforma é boa para o PIB paulista, mas ruim para a arrecadação, com o total do IBS caindo 2,92%. "Essa perda seria compensada não só pelos fundos de compensação, mas também pela dinâmica do estado, com os fatores de produção capital e trabalho compensando a queda.", afirmou.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/ciclo-nacional-de-seminarios-autonomia-universitaria-fator-de-desenvolvimento-do-pais-2o-encontro" class="external-link">Vídeo do seminário</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/ciclo-nacional-de-seminarios-autonomia-universitaria-fator-de-desenvolvimento-do-pais-2o-encontro-28-08-2024" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As amarras legais e administrativas que ainda dificultam o exercício da autonomia e as tentativas de limitá-la ou até eliminá-la nas últimas décadas também foram discutidas. A amplitude dos debates e posicionamentos ficou demonstrada com a inclusão de expositores com visão crítica sobre a autonomia, tanto sobre sua relevância para o bom desempenho de universidades quanto sobre sua capacidade de responder às demandas da sociedade, caso não seja acompanhada de transformações estruturais.</p>
<p>Uma exposição pontual relevante para o futuro da autonomia paulista foi a do presidente do Grupo de Trabalho do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) [<i>leia ao lado</i>]. Ele apresentou detalhes do estudo que definiu a proposta de destinação de 8,63% da arrecadação líquida destinada ao estado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que substituirá o ICMS, atual fonte dos recursos das universidades, em função da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional.</p>
<p><strong>Ciclo</strong></p>
<p>Na abertura do encontro, um dos coordenadores, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, professor sênior e ex-diretor do IEA, disse que a semente para a organização do ciclo de seminários foi a publicação do livro "<a class="external-link" href="https://www.udesc.br/autonomia/livro">Autonomia Universitária: Fundamento e Desafios</a>" pela Universidade do Estado  de Santa Catarina (Udesc). A obra está sendo lançada nos cinco seminários previstos para o ciclo. O primeiro foi organizado pela Udesc na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, no dia 12 de junho [<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/autonomia-universitaria#florianopolis" class="external-link">leia abaixo</a></i>]. Os próximos serão realizados no Recife (PE), Belém (PA) e Goiânia (GO).</p>
<p>A ideia de produzir o ciclo, com um seminário por região do país, foi de seu outro organizador, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Junior</a>, da Faculdade de Saúde Pública da USP e atual chefe do Gabinete da Reitoria da USP, informou Plonski. Depois dos cinco seminários, deverá ocorrer um encontro na Câmara dos Deputados e ser editado um livro com os resultados.</p>
<p>O seminário na USP procurou apresentar um olhar qualificado sobre a experiência da autonomia paulista com depoimentos de alguns dos participantes essenciais de sua implantação em 1989 e olhar para os caminhos prováveis para ela sob as perspectivas jurídica e financeira, afirmou Plonski: "A reforma tributária requer a construção de uma autonomia 2.0, esforço no qual estão empenhadas as três universidades estaduais paulistas e em especial os seus reitores".</p>
<p><strong>Histórico</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-goldemberg" class="external-link">José Goldemberg</a>, ex-ministro da Educação e reitor da USP quando da promulgação do <a class="external-link" href="https://leginf.usp.br/?historica=decreto-no-29-598-de-2-de-fevereiro-de-1989#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20provid%C3%AAncias%20visando%20a%20autonomia%20universit%C3%A1ria.">Decreto 29.598/86</a>, que estabeleceu a autonomia das universidades estaduais paulistas, afirmou em sua participação online que o decreto "significou a coroação de um processo de eliminação, a partir de 1986, de alguns obstáculos criados pelo regime autoritário às universidades públicas". O primeiro foi a eliminação da lista sêxtupla de nomes para a escolha de reitores, estabelecida por decreto do governo Geisel para facilitar a inclusão dos nomes dos favoritos dos militares. "Logo após tomar posse como reitor, recorri com sucesso ao Supremo Tribunal Federal para questionar a aplicação desse decreto à USP", disse.</p>
<p>O passo seguinte, foi a participação ativa dele e de outros gestores e parlamentares nas discussão que levaram a Constituinte a incluir o artigo 207 na <a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição Federal</a>, de forma a "garantir de forma clara e inequívoca a autonomia das universidades públicas".</p>
<p>A seguir houve o trabalho de convencer o governador Quércia de que a autonomia das universidades paulistas daria "um atestado de maioridade aos reitores e reduziria o envolvimento do governador no microgerenciamento das universidades", relatou.</p>
<p>Goldemberg disse que quando foi ministro da Educação, em 1993, tentou convencer o governo da importância da adoção da autonomia nas universidades federais, mas não houve concordância, sob a "alegação que elas ainda não estavam maduras o suficiente para seguir esse caminho, o que infelizmente vi confirmado em vários casos nas minhas atividades como ministro".</p>
<p>No caso da USP, afirmou que os procedimentos para o uso dos recursos definidos pelo Decreto 29.598/86 foram aperfeiçoados durante a gestão do reitor Marco Antonio Zago. Destacou, no entanto, que a autonomia vai além da responsabilidade fiscal e que os dirigentes não podem nunca perder de vista "os objetivos maiores da universidade, estabelecidos de maneira clara no <a class="external-link" href="https://leginf.usp.br/?historica=decreto-n-o-6-283-de-25-de-janeiro-de-1934">decreto de criação da USP</a>, com o desenvolvimento da cultura filosófica, científica, literária e artística, que constituem as base da liberdade e grandeza de um povo".</p>
<p>O processo que levou à autonomia das estaduais paulistas também foi o tema de um dos painéis do seminário, com a participação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-gonzaga-belluzzo" class="external-link">Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo</a>, professor emérito da Unicamp e então secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do estado, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/frederico-mazzucchelli" class="external-link">Frederico Mazzucchelli</a> , secretário de Economia e Planejamento à época, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-vogt" class="external-link">Carlos Vogt</a>, vice-reitor da Unicamp no período e ex-secretário de Ensino Superior.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Além da autonomia</i></h3>
<p><i>Questões adicionais e até polêmicas sobre a importância e limitações da autonomia universitária e sobre ações complementares que deveriam acompanhá-la foram discutidas em duas palestras e um painel. Os palestrantes foram Cristovam Buarque, ex-reitor da UnB, ex-ministro da Educação e ex-senador, e Simon Schwartzman, um dos participantes do antigo Núcleo de Pesquisa sobre o Ensino Superior (Nupes) da USP, criado em 1989, e ex-presidente da Fundação IBGE. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-fernando-perez" class="external-link">José Fernando Perez</a>, presidente da Recepta Biofarma e ex-diretor científico da Fapesp, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron" class="external-link">Eduardo Saron</a>, presidente da Fundação Itaú, foram os expositores do painel "O Olhar dos Parceiros", representando, respectivamente, o setor empresarial e a sociedade civil.</i></p>
<p><i>Para Buarque, a autonomia universitária precisa ser requalificada: "É preciso definir o porquê, o para quê e o como. O como tem sido muito discutido", disse. Ele ressaltou a distinção entre alforria e abolicionismo nas discussões antiescravagistas do século 19 para afirmar que "algumas universidades concedem alforria para alguns pobres" - referindo-se a políticas de inclusão - mas "não estão sendo instituições abolicionistas da pobreza, redutoras da desigualdade e promotoras de desenvolvimento sustentável".</i></p>
<p><i>Ele considera que as universidades precisam pensar em fontes alternativas de renda, inclusive vendendo serviços e recebendo doações sem condicionamentos, e ampliar a eficiência ("há margem para aumentá-la e reduzir custos"). "A autonomia só será garantida se a universidade prestar os serviços de interesse da sociedade, tendo legitimidade além de legalidade", disse.</i></p>
<p><i>Para ele, a autonomia deve estar a serviço de um novo humanismo: "Precisamos trazer a filosofia para todas as áreas. Os filósofos vão ficar contra, mas são eles que nos inspiram. Precisamos espalhar na universidade o sentimento de crise do paradigma".</i></p>
<p><i>Em sua palestra, Schwartzman disse que a reforma universitária de 1968 foi uma tentativa de trazer o modelo da universidade de pesquisa estadunidense em contraposição à ênfase na formação profissional. "Essa contradição existe até hoje, com 90% da universidade dedicada à formação qualificada e certificação profissional. Isso se reflete na autonomia". Segundo ele, o país tem hoje o maior percentual do mundo de estudantes no ensino superior privado, 76%. No estado de São Paulo, apenas 10% dos estudantes estão em instituições públicas.</i></p>
<p><i>Ele destacou a pluralidade de modelos de instituições acadêmicas nos países ricos, onde 50% das pessoas têm acesso a esse tipo de formação, disse. A discussão deve ir muito além da autonomia, afirmou. "Ela é muito importante, porque não se consegue gerir essa pluralidade sem autonomia, sem uma estrutura de tomada de decisões." No entanto, disse ter dúvidas se o sucesso das universidades estaduais paulistas deve ser atribuído à autonomia. "Talvez elas pudessem ter esse mesmo resultado sem a autonomia financeira".</i></p>
<p><i>Schwartzman considera irracional o percentual fixo de repasse de recursos em São Paulo. Para ele, deveria haver uma negociação ano a ano em função de resultados, compromisso de formar um certo número de pessoas, fortalecer a pesquisas em determinadas áreas, por exemplo.</i></p>
<p><i>"O reitor da USP comentou sobre a dificuldade para usar o dinheiro, contratar professores. Autonomia efetiva significa flexibilidade para os gastos. Se não houver isso, não é autonomia, é estabilidade orçamentária.", afirmou. Essa flexibilidade exigiria transformações internas, mudança na legislação e um sistema de controle baseado num sistema de avaliação, disse.</i></p>
<p><i>Ele também defendeu para as universidades públicas, entre outros aspectos, um sistema efetivo de autonomia na gestão de pessoal, escolha de dirigentes oriundos de outras instituições, acompanhamento público dos resultados e pluralidade de fontes de financiamento (federal, estadual, privado e internacional).</i></p>
<p><i>Para Perez, a responsabilidade decorrente da autonomia torna central a prestação de contas e passa pela revisão dos mecanismos de governança da universidade. "Por que o reitor da USP precisa ser da USP? Na Universidade da Califórnia, o reitor é buscado por um comitê", exemplificou. Também citou o caso das organizações sociais, como o Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), cujo diretor é escolhido por uma comissão.</i></p>
<p><i>Ele questionou também a concepção de que a universidade atualmente seja um fator de desenvolvimento: "Somos 2% da produção científica mundial, mas não somos 2% na Nature, na Science. Precisamos dar um salto, que requer uma mudança na governança".</i></p>
<p><i>A exemplo de Buarque e Schwartzman, Perez também defendeu a diversificação das fontes de financiamento e o exemplo novamente foi a Universidade da California, "onde se vê muitos prédios de parcerias de longo prazo com empresas". Ele criticou ainda o fato de haver uma "recusa sistemática" em discutir a questão do pagamento pelo ensino recebido: "Existem mecanismos democráticos que não limitam o acesso de ninguém", afirmou, citando que na Austrália e na Nova Zelândia o ex-aluno paga no imposto de renda, de acordo com os resultados de sua carreira profissional.</i></p>
<p><i>Para Saron, é preciso que a universidade discuta o mestrado e o doutorado profissionalizantes, de forma a fornecer pessoal qualificados para empresas. "Só 2% dos doutores atuam em empresas no Brasil, percentual que é de 17% nos Estados Unidos e 10% na Europa. Isso é uma tragédia. Denota o distanciamento da universidade do fazer brasileiro e o preconceito das empresas com a formação acadêmica."</i></p>
<p><i>O modelo brasileiro de mestrados acadêmicos se autorreferencia, em vez de produzir mestre ligados à pesquisa aplicada, disse. "Esse caminho não fez tão bem para o país, sobretudo em função do que a inovação requer."</i></p>
<p><i>Para ele, as empresas também precisam reconhecer o papel de mestres e doutores, "e se alguém tem capacidade de persuasão do empresariado é a universidade". Saron disse que a autonomia é muito importante para garantir o vigor da universidade, "mas é preciso pensá-la sob a perspectiva da interconectividade".</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Belluzzo contou que estava na casa da economista Maria da Conceição Tavares, na companhia de Celso Furtado, quando o governador Orestes Quércia ligou e lhe disse: "Você precisa vir aqui para encaminhar a autonomia financeira das universidades". Sua resposta foi: "O senhor não gosta de ver os reitores indo aí com o pires na mão?". Em seguida, ele e Mazzucchelli participaram da elaboração do Decreto 29.598/86.</p>
<p>Mazzucchelli disse que a concessão da autonomia foi politicamente determinada. "As circunstâncias políticas atuais são muito precárias. O Brasil piorou e a autonomia corre risco", alertou. Ele contou que estava no carro numa viajem com Quércia quando este bateu na sua perna e lhe disse: "Esse pessoal da universidade não gosta muito de mim, né?". Ele ficava incomodado com a ideia de que toda hora iria haver greve nas universidades, com os reitores indo reclamar por recursos, disse. "Ele era do PMDB. Nós éramos da ala comunista do partido. Havia surgido o PSDB, com o afastamento de gente do PMDB. O PT estava ativo. Aí ele me disse: 'E se a gente desse o dinheiro deles?'. Belluzzo foi o primeiro a pegar a ideia, mas não foi uma coisa fácil", relatou Mazzucchelli, apontando apoiadores e contestadores da autonomia tanto no Executivo quando no Legislativo da época. Belluzzo acrescentou que até entre pessoas das universidades havia reticências: "Uma delas me disse: 'Você quer trazer as greves para baixo das reitorias?'".</p>
<p>Vogt também comentou o momento político que propiciou a autonomia. "Com a promulgação da Constituição de 88 e a mudança do percentual da Fapesp de 0,5 para 1% da arrecadação foi criado um ambiente propício para a autonomia. E havia aliados fundamentais no governo. Houve também uma ação coordenada dos três reitores. Foi o gesto de política pública em relação ao ensino superior mais importante na história da universidade no país", afirmou.</p>
<p>Ele lembrou de "momentos críticos" para a autonomia. Um deles, disse, foi em 1995, quando o então governador Luiz Antônio Fleury Filho aumentou o percentual de 8,4% para 9,57%. Lembrou também dos debates sobre a divisão dos recursos, "uma questão superada". Outra dificuldade apontada por ele foi a criação, em 2007, pelo governador José Serra, da secretaria de Ensino Superior, subordinando as universidades a ela. "Foram dois meses de greve, de movimento. Eu era presidente da Fapesp e fui convidado a assumir a secretaria. Acabamos convencendo o governador que a autonomia das universidades não podia ser tocada pelas políticas que ele queria para a gestão do estado". Acabou saindo um decreto declaratório, redigido por ele e Belluzzo no Palácio dos Bandeirantes, e tudo continuou como antes, afirmou.</p>
<p>Vogt falou também da tentativa recente do governo de incluir a Univesp e as Faculdade de Medicina de Marília e de São José do Rio Preto no percentual destinados à USP, Unicamp e Unesp. "Graças às ações do Cruesp, houve um recuo. Mas precisamos desconfiar desse recuo, porque ele foi muito fácil. Ele se dá no contexto da mudança do sistema tributário do país. Vai-se aproveitar desse contexto para mais uma investida contra a autonomia", disse.</p>
<p><strong>Panorama jurídico</strong></p>
<p>A trajetória da autonomia universitária no contexto jurídico federal e estadual foi abordada em outro painel do encontro. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nina-beatriz-stocco-ranieri" class="external-link">Nina Ranieri</a>, conselheira do IEA, professora da Faculdade de Direito da USP e ex-secretária adjunta de Ensino Superior do estado de São Paulo, disse que, do ponto de vista jurídico, a autonomia universitária não é uma novidade, com sua presunção remontando a <a class="external-link" href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-1-pl.html">Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1961</a>, sendo constitucionalizada em 1988 e depois tendo uma avanço jurídico muito grande na <a class="external-link" href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html">LDB de 1996</a></p>
<p>Ranieri considera que há três fases distintas no processo a partir da Constituição Federal: de 1988 a 1996, que ela chama de fase de "Âmbito"; de 1997 a 2013, definida como de "Limites"; e de 2013 até o momento, que ela caracteriza como de "Controle".</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nina-ranieri-28-8-24/image" alt="Nina Ranieri - 28/8/24" title="Nina Ranieri - 28/8/24" height="300" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Ranieri: ''O ideal é que seja criado o estatuto jurídico especial para as universidades''</dd>
</dl>Na primeira fase, ela vê as universidades experimentando o âmbito da autonomia e o sistema jurídico procurando entendê-la. Na segunda, a autonomia é vista além da parte orçamentária e as universidades exploram até onde ela pode chegar, "mas em 2013 muda o cenário econômico e isso traz consequências". Na terceira fase, a atual, discutem-se controles a serem aplicados à autonomia.</p>
<p>A fase do Âmbito foi a menos complexa, segundo Ranieri. "A jurisprudência vai interpretar restritivamente o teor da autonomia. Alguns magistrados disseram que não mudou nada com sua introdução. Uma série de decisões do STF afirmaram que autonomia não é soberania. Algo óbvio, senão a universidade seria um Estado."</p>
<p>A fase dos Limites foi mais complexa, segundo ela, em função de dois movimentos. Um foi muito particular de São Paulo, com o aumento da arrecadação e consequentemente dos repasses às universidades. "Esse é o momento em que elas se expandem, com o aumento de vagas e de unidades. Outro movimento ocorre em função da própria LDB, que estabelece prerrogativas de autonomia e prevê a instituição de um estatuto jurídico especial para as universidades, algo que até hoje não existiu. Nesse período, "há autonomia, mas com uma série de travas para exercê-la", afirmou.</p>
<p>A fase atual, de Controle, é a de prestação de contas, com a universidade sendo cobrada a "atender o que lhe é demandado, apresentar seu orçamento com transparência, seu plano de ação, seu programa". Com a crise econômica de 2013 e problemas de gestão que atingem a universidade, surgem exigências e questões diversas, entre as quais a prestação de contas, a criação de ouvidorias, controles internos, atendimento à Lei de Acesso à Informação, dúvidas entre o que é público e privado, o atendimento de demandas sociais e conformidade exigidas pelos tribunais de contas, disse Ranieri.</p>
<p>Para ela, esse panorama contou com os avanços jurídicos muito palpáveis da LDB de 1996. "O ideal é que seja criado o estatuto jurídico especial para as universidades. Isso permitiria que elas saíssem da vala comum da administração pública", afirmou.</p>
<p>Marco Antonio Zago ressalvou que a autonomia garantida pelo art. 207 da Constituição Federal não é cumprida integralmente, mas que a situação já foi pior no passado: "A história das universidades no mundo é a história de sua luta pela liberdade, pois a autonomia é encarada com resistência, repulsa ou mesmo afronta por governantes autoritários".</p>
<p>Ele afirmou que graças à autonomia, o estado de São Paulo tem uma posição proeminente no panorama científico e tecnológico do país, "uma posição que excede em muito a sua dimensão econômica e populacional". Disse também que os governantes precisam entender que universidades boas custam caro, mas esse custo fica bem mais barato do que os prejuízos causados pela dependência tecnológica resultante de educação claudicante e falta de liderança".</p>
<p>Vahan Agopyan comentou que antes da autonomia, a USP já era uma universidade de renome, mas "esbarrava nas incertezas de seu equilíbrio financeiro", com dificuldades até para conseguir material de laboratório e manutenção dos equipamentos e atividades.</p>
<p>Ele disse que mesmo com a autonomia não foi simples cuidar das contas da universidades e que houve reitores que precisaram fazer empréstimos bancários para honrar a folha de salários. De qualquer forma, "se não tivéssemos a autonomia não teria sido possível enfrentar as dificuldades que a gestão Zago se defrontou em seu início".</p>
<p>"Sou um reitor que é constantemente pressionado para que estejamos entre as 50 melhores universidade do mundo. É nesse contexto que quero comentar a questão da autonomia", disse o reitor Carlos Gilberto Carlotti Jr. Ressaltou que autonomia não significa que se tem dinheiro para fazer o que se quer e que ela impõe um responsablidade muito grande. "Em dois anos e meio de gestão, já passei por três fases da arrecadação do ICMS: elevação, queda e estabilidade", afirmou.</p>
<p>Carlotti Jr. apresentou um panorama sintético de empecilhos à autonomia que ainda perduram ou podem retornar. Um deles é o teto salarial limitado ao salário do governador. "Eu era diretor de unidade e não recebia nada por isso, pois o salário batia no teto". Isso foi superado quando o ministro Dias Toffoli estendeu o teto vigente nas universidades federais a todas as universidades estaduais, "mas a qualquer momento o teto pelo salário do governador pode voltar", disse.</p>
<p>Os órgãos do governo e de controle não veem com bons olhos a autonomia, na opinião do reitor. "Temos de explicar o custo por aluno, por exemplo, pois fazem uma divisão simples do orçamento pelo total de alunos e nos comparam com outras instituições que não têm o que mantemos na USP."</p>
<p>O desafio atual é a mudança na arrecadação do estado, com a introdução de um novo imposto. "Precisamos encontrar um índice que mantenha o financiamento atual e é da sociedade que conseguiremos o apoio para isso. Ela vai pressionar quem dirige o estado a manter nossa universidade."</p>
<p>Ele comentou que há problemas também em pelo menos duas situações: "Somos cobrados a ter o desempenho de universidades estrangeiras, mas precisamos ter maior flexibilidade para contratar professores estrangeiros". Considerando que professores europeus recebem salários por nove meses, a proposta seria contratá-los alguns deles por três meses, no entanto, "não se pode colocar no edital que ele tenha vínculo no exterior", afirmou.</p>
<p>Há outras dificuldades para a contratação de docentes. "Gostaria de gente ligada ao setor produtivo na Escola Politécnica, pessoas com projeção de destaque em empresas, mas não posso contratar. Não conseguimos contratar uma pessoa jovem, com currículo menor. Ao passo que as universidades norte-americanas estão contratando professores com 31 a 33 anos, a média dá USP já está em 40 anos, isso aliado ao fato de que estamos formando doutores com 38 anos."</p>
<p>Outra mudança importante a ser obtida é quanto ao uso do dinheiro, disse Carlotti Jr. "Se a lei de licitações anterior era ruim, a nova [<a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm">14.133/21</a>] é muito pior. Preciso saber este ano se precisarei comprar um palito de fósforo no ano que vem. Estou com dois anos e meio de gestão e até agora não conseguir recuperar o telhado do prédio da Engenharia Civil", exemplificou.</p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<h2><strong><a name="florianopolis"></a>Os resultados do seminário de Florianópolis</strong></h2>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/abertura-do-1o-seminario-do-ciclo-nacional-autonomia-universitaria/image" alt="Abertura do 1º seminário do Ciclo Nacional Autonomia Universitária" title="Abertura do 1º seminário do Ciclo Nacional Autonomia Universitária" height="341" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Os participantes da mesa de abertura do seminário (a partir da esq.): Irineu Manoel de Souza, reitor da UFSC; José Fernando Fragalli, reitor da Udesc; a deputada Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação da Alesc; e Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e ex-reitor da UnB</dd>
</dl>Este ano, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) comemora 33 anos de sua autonomia, estabelecida de forma automática com a repetição na Constituição do estado do preceito estabelecido no art. 207 da Constituição Federal. No entanto, a questão nunca foi regulamentada por uma lei orgânica, disse a vice-reitora da Udesc, Clerilei Aparecida Bier.</p>
<p>Antes de apresentar as conclusões do primeiro seminário do ciclo, realizado pela Udesc na Assembleia Legislatica de Santa Catarina, em Florianópolis, no dia 12 de junho, ela apresentou um histórico dos percalços da autonomia da universidade. Disse que a partir de 2016, com a crise econômica e a redução da arrecadação do estado, o governo começou a intervir na autonomia financeira da universidade, reduzindo recursos e demandando redução de gastos. "Nos últimos dias do governo anterior, a autonomia para contratação de professores foi sendo retirada, e no governo atual não há a possibilidade de decidir sobre concursos de professores efetivos, professres substitutos e gestão de horas extras."</p>
<p>Segundo Bier, a última tentativa de regulamentar a autonomia ocorreu em 2016: "A proposta encaminhada ao governo ficou parada na Procuradoria Geral do estado. O argumento foi de que, se fosse concedida a regulamentação, a autonomia poderia ser exercida de forma irresponsável na concessão de aumentos salariais e contratação de professores."</p>
<p>Ela afirmou que há seis anos não há reajuste salarial, que ficou sob a responsabilidade dos gestores do estado. "No final do ano passado, o atual reitor, <span style="text-align: justify; ">José Fernando Fragalli, e eu resolvemos iniciar uma campanha pela restauração de nossa autonomia", disse.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">A realização do primeiro seminário do ciclo foi muito importante, um marco em termos de repercussão política no Legislativo e no Executivo do estado, afirmou. A repercussão interna também foi positiva: "Conseguimos que uma proposta de lei orgânica para regulamentação da autonomia fosse endossada pelo Conselho Universitária por aclamação." </span><span style="text-align: justify; ">A proposta foi encaminhada ao Grupo Gestor do governo e as tratativas no Legislativo estão em andamento, segundo Bier.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Também foi possível à universidade articular uma estratégia política com secretários e com o governador para pelo menos decidir sobre a contratação de professores substitutos e horas extras, "Foi uma pequena conquista, mas só foi possível devido à força do seminário", disse.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: justify; "><i><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): 1 e 2, Leonor Calasans/IEA-USP; 3, Solon Soares/Agência Alesc</span></i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Autonomia universitária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-09T18:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-abes-iea">
    <title>Programa da Abes em parceria com IEA recebe inscrições de doutorandos e doutores </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/programa-abes-iea</link>
    <description>O Programa Fellowship 2024 promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes) em parceria com o IEA recebe inscrições até 31 de dezembro para a seleção de doutorandos, pós-doutorandos e outros pesquisadores com doutorado.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/imagem-do-think-tank-da-abes-2" alt="Imagem do Think Tank da Abes 2" class="image-right" title="Imagem do Think Tank da Abes 2" />Continuam abertas as inscrições para o Programa Fellowship 2024 promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes) em parceria com o IEA. Podem participar da seleção doutorandos, pós-doutorandos e outros pesquisadores com doutorado vinculados a instituições acadêmicas nacionais ou estrangeiras. A <a class="external-link" href="https://thinktankabes.org.br/edital/edital-de-chamamento-publico-no-01-2024/">chamada pública</a> de fluxo contínuo receberá inscrições até 31 de dezembro.</p>
<p>O objetivo do programa é promover a geração de conhecimentos fundamentados em pesquisa que contribuam com a agenda de políticas públicas e inovação no Brasil, dando ênfase à construção de um país mais digital e menos desigual. São contempladas as vertentes tecnológicas, sociais, econômicas e de sustentabilidade, sendo valorizado o caráter inter e transdisciplinar da pesquisa proposta.</p>
<p>O programa é implementado pelo Centro de Inteligência, Política Públicas e Inovação da Abes, chamado de Think Tank da associação. O centro facilitará o estabelecimento de conexões dos participantes com as diversas redes de pesquisa com as quais a Abes se relaciona. O IEA auxiliará na conexão dos participantes com seus agrupamentos, bem como com outros conjuntos de pesquisa da USP.</p>
<p>Serão oferecidas duas vagas por tema de pesquisa, número que poderá ser ampliado a critério da Comissão de Seleção. O período de vínculo é de um ano, prorrogável por mais um ano. Não há remuneração dos participantes. Os temas que ainda possuem vagas são:</p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td>
<ul>
<li>Inteligência Artificial</li>
<li>Plataformas Digitais</li>
<li>Governo Digital e Governo Aberto</li>
<li>Futuro do Trabalho</li>
<li>Identidade Digital</li>
<li>Privacidade e Proteção de Dados</li>
<li>Dados Abertos</li>
<li>Segurança Cibernética</li>
</ul>
</td>
<td>
<ul>
<li>Segurança Jurídica e Tributária</li>
<li>Reforma Tributária do Setor de Tecnologia</li>
<li>Cidades Inteligentes</li>
<li>ESG (Environmental, Social and Governance)</li>
<li>Inovação e Fomento</li>
<li>Compras Públicas</li>
<li>Outros assuntos</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/imagem-think-tank-da-abes-1" alt="Imagem do Think Tank da Abes 1" class="image-left" title="Imagem do Think Tank da Abes 1" /></p>
<p>As inscrições devem ser feitas com o preenchimento de <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfESe1dqFE8Rxa63JsFAKpt3F9bG6-cSZ6eRVnqwSVW3nviUg/viewform" target="_blank">formulário online</a>. A seleção dos candidatos se dará a partir da análise dos documentos enviados, sendo facultado à Comissão de Seleção chamar os candidatos para entrevista. Em qualquer momento durante o processo, o Think Tank poderá solicitar os documentos originais para autenticação dos arquivos protocolados.</p>
<p>Após a publicação do resultado final, os selecionados serão convocados para assinatura eletrônica de Termo de Responsabilidade. As atividades deverão ter início em até dois dias após essa assinatura.</p>
<p>É esperado dos selecionados a participação presencial ou online nas reuniões dos Comitês e Grupos de Trabalho da Abes, quando convidados, sempre que sempre que os encontros estiverem relacionados a seus temas de pesquisa aos interesses do Think Tank. A carga horária mensam dessas participações é de aproximadamente dez horas.</p>
<p>Eles deverão participar também de dois treinamentos - "Uma Empresa Ética sobre Compliance" e "LGPD Abes Academy" - com duração anual total de seis horas e emissão de certificado.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Imagens: Abes</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sistema Tributário</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Smart Cities</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Serviços Públicos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-23T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/abcd-usp-lanca-edital-de-apoio-a-producao-e-publicacao-de-livros-digitais-alinhados-a-agenda-2030-da-onu">
    <title> ABCD-USP lança edital de apoio à produção e publicação de livros digitais alinhados à Agenda 2030</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/abcd-usp-lanca-edital-de-apoio-a-producao-e-publicacao-de-livros-digitais-alinhados-a-agenda-2030-da-onu</link>
    <description>Pesquisas e estudos inéditos poderão ser financiados e publicados no Portal de Livros Abertos da USP.
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e92d06d8-7fff-e35d-7b98-3c07752f0243"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (ABCD) da USP lançou o Edital 2024 de apoio à publicação de livros digitais inéditos resultantes de estudos e pesquisas científico-acadêmicas a serem publicados no </span><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/"><span>Portal de Livros Abertos da USP</span></a><span>. Com foco na Agenda 2030 e nos </span><a href="https://brasil.un.org/pt-br/sdgs"><span>Objetivos de Desenvolvimento Sustentável </span></a><span>(ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o Edital de 2024 irá apoiar financeiramente a elaboração, diagramação, editoração e publicação de obras originais em formato de livro digital. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Poderão apresentar solicitações de apoio financeiro autores, co-autores e organizadores de obras originais individuais, em coautoria ou coletivas (coletâneas), desde que ao menos um dos autores esteja vinculado oficialmente à Universidade de São Paulo. Um mesmo proponente poderá submeter mais de uma proposta. Também poderão ser submetidos ebooks que constituem Séries Monográficas. </span></p>
<p dir="ltr"><span>As submissões devem acontecer de 20 de agosto a 20 de setembro, em duas etapas: primeiro com o preenchimento de </span><a href="https://forms.gle/AJsCvQadTinuXRaz6"><span>formulário online</span></a><span> e, em seguida, com o envio da obra em arquivo editável e sem identificação de autoria para o e-mail </span><span>atendimento@abcd.usp.br</span><span>. </span><span>Todas as propostas de publicação deverão ser baseadas em estudos, pesquisas e conteúdos originais. Os resultados serão divulgados a partir do dia 30 de setembro.</span><span> </span><span>Para conferir os demais critérios de aceitação das propostas de publicação, acesse o link: </span><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/edital2024"><span>https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/edital2024</span></a><span>.</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mirela Costa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Agenda 2030</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ONU</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-22T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-matematico-marcelo-viana-e-o-novo-titular">
    <title>Matemático Marcelo Viana será o novo titular da Cátedra Otavio Frias Filho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-matematico-marcelo-viana-e-o-novo-titular</link>
    <description>Marcelo Viana é escolhido como novo titular da Cátedra Otavio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade, parceria entre o IEA e o jornal Folha de S.Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcelo-viana-2024" alt="Marcelo Viana - 2024" class="image-right" title="Marcelo Viana - 2024" />Um dos mais renomados matemáticos brasileiros, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-viana" class="external-link">Marcelo Viana</a>, diretor do <a class="mw-redirect" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Matem%C3%A1tica_Pura_e_Aplicada" title="Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada">Instituto de Matemática Pura e Aplicada</a> (Impa), será o novo titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-otavio-frias-filho" class="external-link">Cátedra Otavio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade</a>, parceria do IEA com o jornal <a class="external-link" href="https://www.folha.uol.com.br/">Folha de S.Paulo</a>. Ele sucede à neurocientista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suzana-herculano-houzel" class="external-link">Suzana Herculano-Houzel</a>, da Universidade Vanderbilt, dos EUA, catedrática em 2023.</p>
<p>Durante sua titularidade, Viana trabalhará com o tema "Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento", que orientará um ciclo de conferências com pesquisadores convidados. A perspectiva é que o conteúdo desses encontros seja reunido em livro.</p>
<p>Segundo declarou a Maurício Meirelles, em reportagem publicada no <a class="external-link" href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2024/08/marcelo-viana-assume-catedra-otavio-frias-filho-na-usp.shtml">site da Folha</a>, sua ideia "é trabalhar a cadeia entre pesquisa e a aplicação dela na prática, não só nos processos produtivos, mas também na administração pública". Acrescentou que, "inevitavelmente", dará ênfase maior à matemática, "mas a intenção é trabalhar as formas de transferência do conhecimento".</p>
<p>Além de organizar o ciclo de encontros, Viana será responsável pela coordenação de um grupo de pesquisa (com componentes selecionados a partir de chamada pública de pós-graduandos, mestres, doutores e pós-doutores) dedicado à produção e difusão de conhecimentos sobre a temática da titularidade.</p>
<p>Viana é especialista em sistemas dinâmicos e teoria do caos. Em 2016, ele e François Labourie foram os primeiros matemáticos a receber o Grande Prêmio Científico Louis D., concedido pelo Institut de France e considerado a mais importante honraria científica francesa.</p>
<p>É autor de três livros acadêmicos e coautor de outros dez, além de 60 artigos publicados em periódicos científicos. Tem atuação destacada também na divulgação para o público em geral de aspectos da matemática e de suas relações com outras áreas do conhecimento e da cultura. Em março de 2017, na Folha, tornou-se o primeiro matemático a ter uma coluna em jornal diário do país, colaboração que mantém até hoje. Recentemente, lançou o livro "Histórias da Matemática", uma antologia de suas colunas no jornal.</p>
<p>A diretora do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a>, afirmou ser uma honra contar a participação de Viana na cátedra. Ela ressaltou que, pelo seu perfil, será possível contar com o envolvimento nas atividades tanto de pessoas mais especializados da área acadêmica quanto com um público mais amplo.</p>
<p>“Isso é muito importante do ponto de vista da democracia e da difusão de informação qualificada sobre ciência, tecnologia e inovação, dada a vasta bagagem de Viana em termos de conhecimentos em diversas áreas, inclusive em história da ciência e da tecnologia. Isso vai agregar muito valor às atividades da cátedra e me deixa ansiosa pelo início da programação”, afirmou.</p>
<p>Em declaração à Folha, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-chaves-de-melo-e-silva" class="external-link">André Chaves de Melo Silva</a>, do Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Arte (ECA) da USP e coordenador acadêmico da cátedra, ressaltou o trabalho de Viana com divulgação científica como um dos fatores relevantes para que o Comitê de Governança o escolhesse como novo titular.</p>
<p>O diretor de Redação da Folha, Sérgio Dávila, que também integra o Comitê de Governança da cátedra, saudou a escolha do novo catedrático: "Marcelo é um matemático brilhante, um gestor competente e criativo no Impa e um colunista que em seus textos consegue transmitir para milhões de leitores não familiarizados o encantamento que move essa disciplina milenar".</p>
<p>Criada 2021 como parte das comemorações do centenário da Folha, a cátedra teve como primeiro titular, em 2022, o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/muniz-sodre-de-araujo-cabral" class="external-link">Muniz Sodré</a>, professor emérito da UFRG e colunista do jornal, assim como Viana e Suzana.</p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: Bel Pedrosa/Divulgação</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento Econômico</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Otavio Frias Filho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Administração pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desenvolvimento sustentável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-21T15:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/cranios-e-cerebros-estudos-fora-da-caixinha-perspectivas-e-recortes-cientificos-27-06-2024">
    <title>Crânios e Cérebros: Estudos fora da Caixinha - Perspectivas e Recortes Científicos - 27/06/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/cranios-e-cerebros-estudos-fora-da-caixinha-perspectivas-e-recortes-cientificos-27-06-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-13T14:00:51Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2025">
    <title>Edição 2025 do Programa Ano Sabático está com inscrições abertas para seleção de docentes da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2025</link>
    <description>Anúncio da abertura de inscrições para a edição 2025 do Programa Ano Sabático do IEA. Os docentes da USP interessados em participar do processo seletivo devem efetuar sua inscrição até as 15h do dia 9 de setembro.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Os docentes da USP interessados em participar da edição 2025 do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> do IEA devem se inscrever no processo seletivo até as <strong>15h do dia 9 de setembro.</strong> Os candidatos devem ter no mínimo sete anos de efetivo exercício de suas funções em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), completados até a data do início da pesquisa no Instituto.</p>
<p>Durante sua participação no Programa, que pode ser por seis meses ou um ano, os docentes selecionados ficarão dispensados de todas as atividades em sua unidade de origem, de maneira a poder atuar exclusivamente no IEA. A pesquisa deverá ter caráter interdisciplinar e ser desenvolvida na sede do Instituto, no campus da capital, ou em um dos Polos no interior, nos campi da USP em Ribeirão Preto, São Carlos e Piracicaba (em processo de ativação).</p>
<p>Os participantes receberão um auxílio único de até R$ 12 mil da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (parceira do IEA no programa) para despesas referentes ao projeto, tais como passagens aéreas, diárias, auxílio a pesquisadores e despesas com terceiros.</p>
<p><span style="text-align: justify; ">Durante sua atuação no programa, os selecionados deverão realizar ao menos uma conferência por semestre de participação, bem como produzir um trabalho científico inédito e original </span><span style="text-align: justify; ">ou outro produto (tais como livro ou obra de arte), indicado em seu projeto<span>.</span></span></p>
<p>Para efetuar sua inscrição, o candidato deve enviar, via <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfxbyY9zA3nYp3d99ClbTdYFpxNewY5UepzSqTqN5Rm_caAhg/viewform">formulário on-line</a> [é necessário fazer login com conta USP], súmula curricular [segundo o modelo <a href="http://fapesp.br/5266" target="_blank">fapesp.br/5266</a>], projeto de pesquisa (com objetivos, justificativa e plano de trabalho) e as concordâncias para sua participação no Programa emitidas pelo conselho de departamento (ou colegiado equivalente) e pela congregação (ou instância equivalente) da sua unidade [veja mais detalhes no <a class="external-link" href="https://doe.sp.gov.br/executivo/universidade-de-sao-paulo/edital-iea-usp-08-2024-programa-ano-sabatico-iea-prpi-em-2025-20240703134123834425717">edital completo</a>].</p>
<p>O resultado da seleção será divulgado em <strong>18 de dezembro</strong>. Os docentes candidatos selecionados deverão iniciar suas pesquisas até março do próximo ano. No caso de participação por seis meses com início no segundo semestre de 2025, as atividades devem começar até agosto.</p>
<p>Considerados os integrantes da nona edição (2024), que iniciaram suas pesquisas em março, já são 62 os docentes da Universidades participantes do Programa [veja quem são eles em cada edição: <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conselho-deliberativo-escolhe-nomes-para-periodo-sabatico-no-iea">2016</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017">2017</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabaticos">2018</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2019">2019</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-2020">2020</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2021">2021</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2022">2022</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-de-2023">2023</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-de-2024" class="external-link">2024</a>].</p>
<p>O Programa é regulamentado pela <a class="external-link" href="https://leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-7069-de-19-de-junho-de-2015">Resolução 7.069/15</a> da Reitoria da USP e pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/programaanosabaticoieaprpportaria.pdf" class="external-link">Portaria IEA/PRPI 01/21</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-07-03T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/um-debate-sobre-a-influencia-da-ia-na-vida-economica-e-social-e-sobre-como-controla-la">
    <title>Um debate sobre a influência da IA na vida econômica e social e sobre como controlá-la</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/um-debate-sobre-a-influencia-da-ia-na-vida-economica-e-social-e-sobre-como-controla-la</link>
    <description>o seminário "IA e a Ciência", que será realizado no IEA no dia 21 de junho, a partir das 9h, marca o lançamento da edição 141 da Revista USP, que contém o dossiê "Inteligência Artificial na Pesquisa Científica".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<h3><span><i>Será no próximo dia 21 de junho e refletirá sobre as ideias expostas no dossiê ”Inteligência Artificial na Pesquisa Científica” da edição atual da Revista USP</i></span></h3>
<p style="text-align: right; "><i>Por Luiz Roberto Serrano, da SCS-USP</i></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/imagem-com-o-tema-inteligencia-artificial/image" alt="Imagem com o tema inteligência artificial" title="Imagem com o tema inteligência artificial" height="310" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Imagem gerada por inteligência artifical que ilustra a capa da edição 141 da Revista USP</dd>
</dl></p>
<p>“Os embates tecnológicos e científicos ocorrem em meio ao esforço para integrar cada vez mais a IA na vida econômica e social, o que suscita dúvidas e medo sobre o grau de controle que a humanidade pode e quer ter sobre as novas tecnologias…”</p>
<p>“A IA é a mais poderosa tecnologia que a humanidade criou. É importante demais para que apenas poucas e gigantescas corporações tenham controle praticamente total sobre suas características e recursos. No mundo todo, o poder público tem a obrigação de colocar limites e salvaguardas para o uso, a pesquisa e o desenvolvimento da IA. Para manter a sociedade protegida e não apenas correr atrás do fato consumado.”</p>
<p>Os parágrafos acima são trechos da apresentação do dossiê "Inteligência Artificial na Pesquisa Científica", escrita por seu organizador, Glauco Arbix, professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e membro do Instituto de Estudos Avançados (IEA), ambos da USP, publicado na edição 141, da <a href="https://jornal.usp.br/revistausp/revista-usp-141-inteligencia-artificial-na-pesquisa-cientifica/">Revista USP</a>.</p>
<p>Pela relevância do tema, presente nas discussões dos meios científicos em todo o mundo, e para ampliar o debate em torno dele, a Superintendência de Comunicação Social da USP promove, em parceria com o IEA e o projeto Understanding Artificial Intelligence (UAI) do Instituto, o seminário "IA e a Ciência", que será realizado no IEA no dia 21 de junho, a partir das 9h.</p>
<p>Segundo Glauco Arbix, ainda no texto de apresentação, a “promessa de ganhos de produtividade e de eficiência, que acompanha a IA, contrasta com resultados adversos, algumas vezes inesperados, no mercado de trabalho, nas desigualdades sociais, na democracia. Dilemas éticos e morais surgem a cada experimento e justificam a busca de um marco regulatório capaz de colocar limites sem asfixiar a criatividade e a inovação”. O foco do seminário será, justamente, como construir o marco regulatório sobre o uso da IA.</p>
<p>Confira a programação do evento:</p>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p>Eugênio Bucci – superintendente de Comunicação Social e professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP.</p>
<p><strong>Apresentação da publicação e condução dos debates</strong></p>
<p>Glauco Arbix – professor titular do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e membro do IEA.</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p>André Ponce de Leon – professor titular e diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, Campus São Carlos;</p>
<p>Anna Helena Reali Costa – professora titular da Escola Politécnica da USP;</p>
<p>Fabio Cozman – professor titular do Departamento de Engenharia Mecatrônica da Escola Politécnica da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência e Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-06-17T15:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/foz-amazonas-pesquisas-conservacao-futuro">
    <title>A Foz do Amazonas: Pesquisas, Conservação e Futuro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/foz-amazonas-pesquisas-conservacao-futuro</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Neste seminário serão abordados os eixos da pesquisa científica (meio físico,  biótico, sociodiversidade e uso dos recursos), preservação e conservação na bacia da Foz do Amazonas.</p>
<p>Nosso objetivo é conectar as equipes e pesquisadores que atuam na região da bacia da Foz do Amazonas de forma a otimizar os esforços para o entendimento, a conservação e o uso desta região.</p>
<p><b>Acesse os vídeos do evento <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=LAMQtD7LYg4&amp;t=708s">MANHÃ</a><span> e <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/live/JF3dQ20U-EQ?si=HUtVRp2JYHYi8P3d">TARDE</a></span><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/live/JF3dQ20U-EQ?si=HUtVRp2JYHYi8P3d"><span><br /></span></a></b></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Amazônia em Transformação: História e Perspectivas</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-20T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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