<?xml version="1.0" encoding="utf-8" ?>
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:syn="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns="http://purl.org/rss/1.0/">




    



<channel rdf:about="https://www.iea.usp.br/search_rss">
  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

  <description>
    
            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
  </description>

  

  

  <image rdf:resource="https://www.iea.usp.br/logo.png" />

  <items>
    <rdf:Seq>
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/exposicoes-5-meio-seculo-de-arte-brasileira-e-africa-africans-21-de-novembro-de-2017" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/escravidao-corpo-e-alma" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/50-anos-de-arte-brasileira-e-africa-africans" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-aborda-trajetoria-do-antropologo-africano-kabengele-munanga" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/intelectuais-brasileiros-descolonizacao-afro-asiatica" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2020/contribuicoes-das-linguas-africanas-na-constituicao-das-linguas-gerais-09-de-marco-de-2020" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/-linguas-africanas" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/instituicoes-culturais-1" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/a-importancia-da-linguistica-para-o-entendimento-das-raizes-africanas-no-espaco-transatlantico-africa-brasil" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/noticias/curadores-debatem-processo-de-formacao-da-exposicao-historias-afro-atlanticas" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao-27-a-29-de-setembro-de-2016" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/trajetoria-entre-culturas-kabengele-munanga-um-interprete-africano-do-brasil-28-de-setembro-de-2016" />
      
      
        <rdf:li rdf:resource="https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-onu-pandemia" />
      
    </rdf:Seq>
  </items>

</channel>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/exposicoes-5-meio-seculo-de-arte-brasileira-e-africa-africans-21-de-novembro-de-2017">
    <title>Exposições : "Meio Século de Arte Brasileira"; "Africa Africans" (pelos respectivos curadores Agnaldo Farias e Emanoel Araújo)</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/exposicoes-5-meio-seculo-de-arte-brasileira-e-africa-africans-21-de-novembro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Araújo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-21T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/escravidao-corpo-e-alma">
    <title>Seminário debate processos de escravidão no Atlântico e no Mediterrâneo </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/escravidao-corpo-e-alma</link>
    <description>Com a finalidade de analisar o assunto sob a perspectiva da atualidade, o Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento do IEA realizará o evento Escravidão do Corpo e Escravidão da Alma: Igreja, Poder Político e Escravidão entre Atlântico e Mediterrâneo nos dias 11 e 12 de abril, das 9h às 17h.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/o-negro-cipiao" alt="O negro Cipião" class="image-inline" title="O negro Cipião" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>"O negro Cipião", de Paul Cézanne</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Passados 130 anos da abolição no Brasil, formas modernas de escravidão são reveladas constantemente e evidenciam que as discussões sobre o tema continuam atuais e cada vez mais necessárias. Com a finalidade de analisar o assunto sob a perspectiva da atualidade, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a> do IEA realizará o evento <i>Escravidão do Corpo e Escravidão da Alma: Igreja, Poder Político e Escravidão entre Atlântico e Mediterrâneo</i> nos dias <strong>11 e 12 de abril, das 9h às 17h</strong>.</p>
<p dir="ltr">Para participar presencialmente é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1_ZOJFgzDeMzE4i3lYqjQXfcyqbMm-YJrikJz_XjozMU/viewform?edit_requested=true">inscrição prévia</a>. Haverá também uma transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA, para a qual não é preciso se inscrever.</p>
<p dir="ltr">De acordo com os organizadores, um dos objetivos é estabelecer horizontes comparativos entre os processos de escravidão no Atlântico e no Mediterrâneo, fenômenos geralmente analisados isoladamente pelos estudiosos da área. Apesar das diferenças notáveis entre os casos, eles entendem que a análise é fundamental para “lançar luz sobre aspectos de continuidade e diferenças entre os dois universos”.</p>
<p dir="ltr">Outro assunto que será debatido é a hierarquização de povos criada pelos europeus com base em interpretações de fundamentos aristotélicos. Segundo os organizadores do encontro, muitos teóricos consideravam que os homens não eram igualmente dotados de razão e autodeterminação política, o que transformou a cristianização dos povos africanos e americanos em um processo de “civilização”. Foi esta mesma aplicação da moral cristã que criou um dualismo entre a escravidão da alma — proveniente do pecado original bíblico — e a escravidão do corpo — justificada pelo “aprisionamento” da alma escravizada —, explicam os organizadores.</p>
<p dir="ltr">Participarão do evento, como expositores, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marina-massimi">Marina Massimi</a>, psicóloga e professora sênior do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-zeron">Carlos Zeron</a>, professor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/camila-loureiro-dias">Camila Loureiro Dias</a>, professora do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/emanuele-colombo" class="external-link">Emanuele Colombo</a>, professor do Departamento de História da Religião da Universidade DePaul (Chicago, EUA), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caio-cesar-boschi">Caio César Boschi</a>, professor do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alcir-pecora" class="external-link">Alcir Pécora</a>, professor de Teoria Literária da Unicamp.</p>
<p dir="ltr">O evento é voltado para pesquisadores das áreas de história do Brasil, história da cultura, história da psicologia, história da teologia, além de professores do ensino médio e alunos de graduação e pós-graduação. A abordagem pretendida pelo encontro é interdisciplinar, atravessando diversas áreas do contexto escravista, e visa responder às seguintes questões:</p>
<p dir="ltr">• Como a Igreja Católica lidou com o fenômeno da escravidão no Velho e Novo Mundo?</p>
<p dir="ltr">• Quais respostas teológicas foram propostas para a questão da legalidade da escravidão e que contribuição os canonistas deram?</p>
<p dir="ltr">• Como estudar a circulação da literatura teológica e missionária sobre este tema entre a Europa e a América?</p>
<p dir="ltr">• Qual foi o papel das ordens religiosas e das irmandades?</p>
<p dir="ltr">• Quais foram as influências da reciprocidade no tratamento dos escravos cristãos no mundo muçulmano e dos escravos muçulmanos no mundo cristão no Mediterrâneo?</p>
<p dir="ltr"><a name="programacao"></a>Veja a programação completa:</p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th>11 de abril</th><th></th>
</tr>
<tr>
<td>9h</td>
<td>Os Tratados Teológico-Jurídicos nos Contextos Coloniais — <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-zeron" class="external-link">Carlos Zeron</a></td>
</tr>
<tr>
<td>10h</td>
<td><i>Debate</i></td>
</tr>
<tr>
<td>11h</td>
<td>Escravidão de Política Indigenista na Amazônia — <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/camila-loureiro-dias" class="external-link">Camila L. Dias</a></td>
</tr>
<tr>
<td>12h</td>
<td><i>Debate</i></td>
</tr>
<tr>
<td>13h</td>
<td><i>Almoço</i></td>
</tr>
<tr>
<td>15h</td>
<td>A Escravidão nos Sermões de Antônio Vieira — <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alcir-pecora" class="external-link">Alcir Pécora</a></td>
</tr>
<tr>
<td>16h</td>
<td><i>Debate</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12 de abril</strong></td>
<td></td>
</tr>
<tr>
<td>9h</td>
<td>Léxico sobre a Escravidão na Sermonística Brasileira entre Séculos XVI e XVIII — <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marina-massimi" class="external-link">Marina Massimi</a></td>
</tr>
<tr>
<td>10h</td>
<td><i>Debate</i></td>
</tr>
<tr>
<td>11h</td>
<td>Jesuítas, Escravidão e Conversões — <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/emanuele-colombo" class="external-link">Emanuele Colombo</a></td>
</tr>
<tr>
<td>12h</td>
<td><i>Debate</i></td>
</tr>
<tr>
<td>13h</td>
<td><i>Almoço</i></td>
</tr>
<tr>
<td>15h</td>
<td>As Confraternitas dos Escravos Negros no Brasil Colonial — <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caio-cesar-boschi" class="external-link">Caio Boschi</a></td>
</tr>
<tr>
<td>16h</td>
<td><i>Debate</i></td>
</tr>
<tr>
<td>17h</td>
<td><i>Conclusão: Síntese e Perspectivas</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i> </i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: João Musa/MASP</span></p>
<hr />
<p><i><strong>Escravidão do Corpo e Escravidão da Alma: Igreja, Poder Político e Escravidão entre Atlântico e Mediterrâneo<br /></strong></i><i>11 e 12 de abril, a partir das 9h<br /></i><i>Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i>Para acompanhar presencialmente, é necessário se inscrever<br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br?subject=Evento Escravidão do Corpo">sedini@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/escravidao-do-corpo-">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Modernidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-03-27T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/50-anos-de-arte-brasileira-e-africa-africans">
    <title>Encontro debate exposições sobre arte contemporânea brasileira e africana </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/50-anos-de-arte-brasileira-e-africa-africans</link>
    <description>O encontro "Exposições 5: 'Meio Século de Arte Brasileira' e 'Africa Africans'" será realizado no dia 21 de novembro, às 14h30, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>As artes visuais brasileiras dos anos 50 ao início deste século e a arte africana contemporânea serão os temas do quinto encontro dedicado a exposições do ciclo "Cultura, Institucionalidade e Gestão". O evento será no dia 21 de novembro, às 14h30, na Sala de Eventos do IEA, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/colecao-meio-seculo-de-arte-brasileira" alt="Coleção &quot;Meio Século de Arte Brasileira&quot;" class="image-inline" title="Coleção &quot;Meio Século de Arte Brasileira&quot;" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Os quatro volumes sobre as exposições do projeto Meio Século de Arte Brasileria</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O crítico, curador e professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/agnaldo-farias" class="external-link">Agnaldo Farias</a>, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, será o expositor sobre o projeto Meio Século de Arte Brasileira, realizado pelo Instituto Tomie Ohtake em 2006 e 2007. O artista e curador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/emanoel-araujo" class="external-link">Emanoel Araújo</a>, diretor do Museu Afro Brasil, falará sobre a exposição "<a class="external-link" href="http://www.museuafrobrasil.org.br/programacao-cultural/exposicoes/temporarias/detalhe?title=%22Africa+Africans%22+">Africa Africans</a>", produzida pelo museu em 2015.</p>
<p>O ciclo é uma realização da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a><span> </span>, convênio entre o IEA e o Itaú Cultural, patrocinador da iniciativa. O designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, diretor do Instituto Tomie Ohtake, é o atual titular da cátedra. É dele a organização do ciclo e a coordenação dos encontros.</p>
<p><strong>Panorama brasileiro</strong></p>
<p>O objetivo do projeto Meio Século de Arte Brasileira<span> foi traçar um panorama das artes visuais no Brasil desde a década de 50 até o início dos anos 2000, período coincidente com a produção de Tomie Ohtake (1913-2015).</span></p>
<p><span>O projeto organizou quatro exposições, uma para cada década ou período e seguida de uma publicação específica. Diferentes curadores trataram dos períodos definidos e os analisaram a partir da produção dos artistas.</span></p>
<p><span> </span><span>As exposições e respectivos curadores foram:</span></p>
<ul>
<li>"Pincelada, Pintura e Método, Projeções da Década de 50" - Paulo Herkenhoff (agosto-setembro/2006);</li>
<li>"Geração da Virada, 10+1: Os Anos Recentes da Arte Brasileira" - <span>Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos (outubro-novembro/2006);</span></li>
<li><span><span>"80/90 - Modernos, Pós-Modernos etc." - </span><span>Curadoria de Agnaldo Farias (maio-junho/2007);</span></span></li>
<li><span><span><span>"Arte como Questão - Anos 70" - </span><span>Glória Ferreira (setembro-outubro/2007).</span></span></span></li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/exposicao-africa-africans" alt="Exposição &quot;Africa Africans&quot;" class="image-inline" title="Exposição &quot;Africa Africans&quot;" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Exposição "Africa Africans", realizada pelo Museu Afro Brasil em 2015</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>África</strong></p>
<p>A "Africa Africans" foi a maior mostra de arte contemporânea africana já realizada no Brasil. A programação incluiu instalações, pinturas, vídeos, esculturas, moda e um encontro para discussões com os artistas. <span>A exposição contou com cerca de 100 obras de mais de 20 artistas, em diversos suportes e linguagens, além de obras pertencentes ao acerco do museu e à coleção particular de Emanoel Araújo.</span></p>
<p>Entre os artistas africanos participantes da exposição estavam o nigeriano-britânico Yinka Shonibare MBE, o ganês radicado na Nigéria El Anatsui, considerado o maior artista africano da atualidade, e o também nigeriano Bright Ugochukwu Eke. <span>A mostra teve ainda a apresentação de trabalhos de cinco estilistas africanos. atividade que integrou o calendário da 39ª São Paulo Fashion Week.</span></p>
<hr />
<p><i><strong>Exposições 5: "Meio Século de Arte Brasileira" e "Africa Africans"</strong></i><i><strong><br /></strong>21 de novembro - 14h30<br />Sala de Eventos do IEA, rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<a class="external-link" href="https://goo.gl/oMq54z" target="_blank"><br /></a>Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes_V" class="external-link">Página do evento</a></i><i><br /></i><i>Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone: (11) 3091-1678<br /></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-11-16T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas">
    <title>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil  </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><span>O <span>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA, </span>organiza um diálogo com Kabengele Munanga, p</span>rofessor titular da FFLCH-USP e também membro do grupo.</span></p>
<p>O antropólogo é<span> </span><span>um dos maiores especialistas em relações étnico-raciais, antropologia da população afro-brasileira e a questão do racismo no Brasil e no mundo da afro-diáspora. </span><span>Nascido na República Democrática do Congo (antigo Zaire), o autor de </span><i>Origens Africanas do Brasil Contemporâneo</i><span> vivenciou, sob vários aspectos, o dramático processo de descolonização em seu continente de origem que tem efeitos políticos e identitários que perduram até o presente. Sua trajetória pessoal e intelectual marca-se pela passagem por alguns países e culturas, antes de radicar-se definitivamente entre nós há mais de três décadas e naturalizar-se brasileiro. Sua condição de africano, estrangeiro e “imigrante” encontra-se na base de suas reflexões sobre o que é ser negro em nosso país.</span></p>
<p>A somatória de suas experiências afinou o olhar e a sensibilidade intercultural que o colocam, hoje, na singular posição de qualificado intérprete da África no Brasil, onde suas contribuições acadêmicas e políticas têm sido determinantes para a valorização dos estudos voltados para a condição dos afro-descendentes e o combate ao racismo.</p>
<h3 class="visualClear">Coordenação</h3>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a></div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Véras</a></div>
<div class="visualClear"></div>
<h3 class="visualClear"><span>Expositor</span></h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kabengele-munanga" class="external-link">Kabengele Munanga</a></p>
<h3 class="visualClear">Debatedoras</h3>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Ligia Fonseca Ferreira</a></div>
<div class="visualClear">
<div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Véras</a></div>
</div>
</div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a></div>
<div class="visualClear"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira" class="external-link">Adriana Capuano de Oliveira<br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-daniel-elias-farah" class="external-link"><span class="external-link">Paulo Farah</span></a></div>
<div class="visualClear"></div>
<div class="visualClear"></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-02T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-aborda-trajetoria-do-antropologo-africano-kabengele-munanga">
    <title>A trajetória do antropólogo africano Kabengele Munanga em foco</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-aborda-trajetoria-do-antropologo-africano-kabengele-munanga</link>
    <description>A história de vida de um dos maiores especialistas da presença africana no Brasil será o pano de fundo para uma discussão sobre as relações étnico-raciais no Brasil, o racismo e a antropologia da população afro-brasileira.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kabengele-munanga-2" alt="Kabengele Munanga" class="image-inline" title="Kabengele Munanga" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b>O antropólogo Kabengele Munanga</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A história de vida de um dos maiores especialistas da presença africana no Brasil, o antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kabengele-munanga" class="external-link">Kabengele Munanga</a>, será o pano de fundo para uma discussão sobre as relações étnico-raciais no Brasil, o racismo e a antropologia da população afro-brasileira.</p>
<p><span>No encontro </span><i>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil</i><span>, que acontece no </span><b>dia 28 de setembro, das 9h às 12h</b><span>, na Sala de Eventos do IEA, Munanga falará sobre sua história, desde a infância e graduação no antigo Zaire (atualmente República Democrática do Congo), o doutorado na Bélgica com conclusão no Brasil e a vinda para a USP, onde é professor titular no Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências e Humanidades (FFLCH) da USP.  A atividade é organizada pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA</a>, do qual Munanga faz parte.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a class="external-link" href="http://www.scielo.br/pdf/ea/v18n50/a05v1850.pdf">Entrevista com Kabengele Munanga na 'Estudos Avançados'</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>“Munanga vivenciou, sob vários aspectos, o dramático processo de descolonização em seu continente de origem, que tem efeitos políticos e identitários até hoje”, afirma uma das coordenadoras do encontro, a linguista </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a><span>, </span><span>membro do grupo de pesquisa. Segundo Ferreira, a somatória das experiências do antropólogo afinou o olhar e a sensibilidade intercultural. São elas que o colocam hoje “na singular posição de qualificado intérprete da África no Brasil, onde suas contribuições acadêmicas e políticas têm sido determinantes para a valorização dos estudos voltados para a condição dos afro-descendentes e o combate ao racismo”, acredita.</span></p>
<p>Além de Ferreira, o encontro é coordenado também pela cientista social <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras" class="external-link">Maura Véras</a>, que será debatedora ao lado de Ferreira, a psicóloga e coordenadora do grupo de pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas">Sylvia Dantas</a>, a cientista social <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-capuano-de-oliveira">Adriana Capuano de Oliveira</a> e o linguista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-daniel-elias-farah" class="external-link">Paulo Farah</a>, também integrantes do grupo.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><b>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil</b><br />28 de setembro, das 9h às 12h<br />Sala de Eventos do IEA - Rua da Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo<br /><b>INSCRIÇÕES ENCERRADAS </b> — Transmissão online pelo <a class="external-link" href="http://www.iptv.usp.br/portal/home" target="_blank">IPTV-USP<br /></a>Informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br />Página do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas" class="external-link">http://www.iea.usp.br/eventos/trajetoria-entre-culturas</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inclusão Social</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-20T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga">
    <title>“Racismo é dupla morte”, diz Kabengele Munanga</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/racismo-causa-dupla-morte-munanga</link>
    <description>O olhar privilegiado do antropólogo que ajuda os brasileiros a conhecer “o verdadeiro Brasil” foi tema de debate no dia 28 de setembro</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/protesto-congo" alt="Protesto Congo" class="image-inline" title="Protesto Congo" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong><strong>"Conflitos civis no Congo são fenômenos urbanos iniciados após independência", diz Kabengele.</strong></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>País instável, com um cenário de conflitos entre diversos grupos civis e um governo central em crise. A escalada de protestos contra a permanência do atual presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, já tem um saldo de pelo menos 50 mortos desde fins de setembro, segundo grupos de oposição que exigem eleições. O clima de instabilidade política lembra os eventos pós-independência daquele país da África Central e os episódios vividos pelo antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kabengele-munanga" class="external-link">Kabengele Munanga</a>, que se instalou no Brasil após fugir de um regime ditatorial em seu país, na década de 1970.</p>
<p>“A ideia de guerras étnicas não corresponde à realidade do que muita gente pensa sobre a África. O que existem são conflitos civis em centros urbanos. No Congo, foram os belgas que começaram a introduzir a consciência étnica desde a colonização, com a política de dividir para dominar. Os conflitos começaram a estourar a partir da independência, em 1960. Até aí, eu não sabia a qual etnia eu pertencia. A identidade e a consciência étnica eram uma forma de manipulação, para dizer que uns eram melhores que outros e mereciam o poder. Fora do contexto urbano, isso não existia”, disse o professor Munanga, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, durante o diálogo <i>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil, </i>realizado no dia <strong>28 de setembro</strong> no IEA.</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais </a>do IEA, o debate mostrou detalhes da trajetória do acadêmico e do militante, construída entre países e culturas até o estabelecimento no Brasil, há mais de 30 anos, onde Munanga se naturalizou. O encontro foi coordenado pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a>, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maura-pardini-bicudo-veras">Maura Véras</a>, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.</p>
<p>Com uma vida marcada por surpresas e muita sorte, como diz o próprio Munanga, a conclusão do doutorado com bolsa de estudos na Bélgica, afinal, não aconteceu. Seu destino se voltou para o Brasil. Conheceu em 1974 o professor Fernando Augusto Albuquerque Mourão, fundador do Centro de Estudos Africanos da USP, do qual Munanga se tornaria diretor e professor sênior.</p>
<p>“Ele viu minha dificuldade, falou de um convênio da USP com países africanos e me convidou para o doutorado. Fui o primeiro africano a receber o formulário para bolsa na USP. Também fui o primeiro morador do Crusp, quando reaberto após os eventos de 1968”, conta.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kabengele-munanga-1-1" alt="Kabengele Munanga - 1" class="image-inline" title="Kabengele Munanga - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Ligia Fronseca Ferreira, Kabengele Munanga e Maura Véras</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A antropologia no Brasil estava mais desenvolvida que na própria Bélgica, afirma o antropólogo graduado em 1969 pela Université Officielle Du Congo à Lubumbashi. O doutorado no Brasil o levou a caminhos diversos da linha funcionalista que conheceu na África. Teve acesso a muitos autores, ao estruturalismo e a outras correntes da antropologia. Assim criou outra desenvoltura intelectual, conta. Autores brasileiros como Florestan Fernandes e Octávio Ianni o levaram a “descobrir o verdadeiro Brasil”, disse.</p>
<p>“Aqui me tornei antropólogo, até como formação. Todo o meu amadurecimento foi nesse contexto, nos contados e encontros que tive aqui, sem a postura paternalista do colonizador. Isso me ajudou a crescer como ser humano. Encontrei um ambiente intelectual propício à liberdade, em que pude dizer o que pensava e acreditava, onde me tornei independente sem ficar repetindo os mestres e os clássicos”, disse o autor de “Origens Africanas do Brasil Contemporâneo”.</p>
<p>A vida na USP é comparada a uma “espécie de valsa”. Como antropólogo e pesquisador, manteve um pé na academia, onde aprendeu teorias e conceitos, e outro pé na militância negra, em que aprendeu a verdadeira condição do negro na sociedade brasileira, diz. “Sem um e outro, eu não seria o que sou e foi o ambiente brasileiro que me deu a possibilidade de crescer como intelectual”, disse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Escola colonial</strong></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th> 
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Congo já foi latifúndio de rei</h3>
<p style="text-align: justify; ">A República Democrática do Congo (RDC) foi explorada pelo rei Leopoldo II da Bélgica após a Conferência de Berlim, de 1885. Nessa conferência, as potências europeias decidiram a partilha da África segundo suas próprias regras. O nome dado então ao país, de Estado Livre do Congo, apenas tinha de livre o fato de corresponder a uma propriedade particular, no caso, com 2 milhões de quilômetros quadrados.</p>
<p style="text-align: justify; ">Na prática, Leopoldo II já havia lançado as bases para seu latifúndio particular em 1876, quando Bruxelas sediou uma conferência geográfica internacional e propôs o que, no papel, seria uma expedição multinacional, humanitária e científica na África Central. Mas o governo belga não quis assumir a empreitada e o rei, então, numa decisão insólita, transformou o território numa espécie de “fazenda”, controlando não apenas suas riquezas, como também a vida de seus milhões de habitantes.</p>
<p style="text-align: justify; ">Além de confiscar terras e aldeias, promover a escravidão e o aumento de impostos, a temida Força Pública a serviço do rei tinha carta branca para assassinatos, amputações, estupros e saques quando as cotas extrativistas de borracha e marfim não eram cumpridas. As denúncias sobre as insanidades lá cometidas tornavam-se cada vez mais conhecidas. A atuação de escritores como Mark Twain, Arthur Conan Doyle e Joseph Conrad (de “O Coração das Trevas”) contribuiu para a criação de uma das primeiras organizações de defesa dos direitos humanos do século 20, a Associação pela Reforma do Congo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Diante da crescente pressão internacional, o parlamento belga decidiu intervir e tomou do rei o Estado Livre do Congo em 1908, quando passou a ser chamado Congo Belga. Considerado um dos mais ricos países em recursos naturais, recebeu di ditador Mobutu Sese Seko o nome de Zaire, entre os anos de 1971 e 1997. Atualmente, a RDC possui 70 milhões de habitantes.<span style="text-align: left; "> </span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Com toda aquela disciplina religiosa, eram poucos os que iam para o colégio. Os melhores alunos eram os que memorizavam textos da Bíblia. Virei até coroinha, pois decorava os textos em latim, mesmo sem entender nada. A história que sabíamos era a do colonizador. Da África, não conhecíamos nada. Não sabia até o fim do colégio que o continente africano teve impérios, estados e monarquias”, disse.A educação na RDC foi marcada por 20 anos colonização, uma verdadeira “lavagem cerebral”, como coloca . Aos 10 anos de idade, ele saiu de sua aldeia natal, Bakwa Kalonji, para realizar os estudos primários e, em seguida, o colégio jesuíta.</p>
<p>Mas nos primeiros anos do primário, enfrentou dificuldades. A alfabetização básica se deu na sua língua materna, o kiluba, uma das mais faladas na RDC, originária do tronco Bantu. Depois da alfabetização, os conteúdos do primário e secundário começaram a ser passados em francês. “Eu ficava sem entender nada e esse bloqueio com a língua me causou muitos complexos. Eu era um aluno solto na escola, com dificuldades de comunicação”, diz o professor, que dirigiu o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP por sete anos, entre 1983 e 1989.</p>
<p>“Ao final do processo, tivemos contato com alguma literatura e o pan-africanismo, que abriu nossos horizontes para saber que sistema era aquele. Mas, daí, já havíamos criado o complexo de inferioridade e de ser negro, num processo lento que não temos nenhum controle”, disse.</p>
<p>A quebra daquele sistema acontecia nas férias, quando os estudantes retornavam às suas aldeias. “O que nos salvava eram as férias. As famílias continuavam a viver suas culturas e o colonizador não tinha controle sobre o cotidiano das aldeias, exceto pelas prisões e trabalhos forçados. Havia casamentos na igreja para que os filhos pudessem frequentar os colégios, mas na aldeia os homens continuavam com suas mulheres. O processo de alienação acontecia através dos jovens. E assim conseguíamos viver entre a cultura da colonização e as nossas tradições e valores”, conta.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pioneiros de uma nação</strong></p>
<p>A primeira universidade no Congo foi criada em 1956, conta Munanga, que entrou em 1964 no curso de ciências sociais, o único disponível naquela ocasião. “Pertenço à segunda turma de jovens congoleses a frequentar o ensino superior. No ano da independência do Congo, em junho de 1960, havia apenas oito jovens com diploma universitário. O que esperar de um país, à época com 24 milhões de habitantes e apenas oito jovens com diploma universitário?”, questiona Munanga.</p>
<p>“Não havia interesse em formar elite, de educar o povo. Após a independência, 60% da população era alfabetizada, mas não havia advogados, engenheiros. Ao finalizar ciências sociais, complementei com uma licenciatura em antropologia cultural. Fui um aluno muito mimado, pois fui o único a me matricular. Ninguém queria fazer porque diziam que era uma ciência colonial. Terminei em 1969 e fui diretamente convidado a dar aulas na universidade do Congo, começando como auxiliar de ensino e depois, professor assistente”, conta.</p>
<p>Obteve uma bolsa para o doutorado na Université Catholique de Louvain, da Bélgica. Chegou a realizar o levantamento de campo para seu projeto que se chamaria “Memória”, sobre as mudanças socioculturais de um grupo étnico do Congo que vivia numa região de extração de cobre. Voltou ao Congo para terminar sua tese, mas não pode concluí-la porque a ditadura instalada na então recém-criada República do Zaire o impediu. A bolsa foi cortada porque sua família fazia oposição política ao governo congolês, disse. Na sequência, nova surpresa. Outra bolsa, esta obtida pela Fundação Rockefeller, terminou confiscada, contou.</p>
<p>Foi por acaso que afinal encontrou o professor Mourão, da FFLCH-USP, conta Munanga. A sequência foi o doutorado em antropologia social na FFLCH-USP, iniciado em 1975 com o mesmo tema do levantamento de campo realizado na África. A tese de doutorado, intitulada “Os Basanga de Shaba (Zaire) - Aspectos socioeconômicos e político-religiosos”, com a orientação do professor João Baptista Borges Pereira, foi concluída em 1977.</p>
<p>“Tive sorte de encontrar aqui o (antropólogo e especialista em África) George Balandier (1920-2016), que esteve em 1976 realizando palestras no Centro de Estudos Africanos da FFLCH. Tomei seus conselhos ao pé da letra e comecei a escrever meu trabalho. Obtive nota 10 com distinção e louvor”, conta.</p>
<p>Munanga ministrou aulas na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em 1977, e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1979. Tornou-se pesquisador e professor do MAE-USP em 1980. Após três anos, aceitou a administração e direção do MAE, ao lado do professor Mourão e do professor Borges Pereira.</p>
<p> </p>
<p><strong>Militância negra</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Kabengele-Munanga-web-2.jpg" alt="Kabengele Munanga 2" class="image-inline" title="Kabengele Munanga 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Aqui encontrei um ambiente intelectual propício à liberdade, em que pude dizer o que pensava e acreditava".</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para Munanga, o racismo no Brasil é o crime perfeito porque é uma dupla morte. “Não vemos o carrasco do racismo porque ele não se assume como tal. Então é uma morte física e também da consciência do negro. A segunda se dá pelo silêncio, pelo não dito que impede que a vítima e a população tomem consciência de que o racismo existe”, afirma.</p>
<p>Ao chegar ao Brasil, Munanga acreditava que aqui havia uma democracia racial de fato, algo diferente do que ocorria Estados Unidos. Mas a partir das aulas, leituras e encontros, começou a “conhecer o verdadeiro Brasil”.</p>
<p>“Se na maior universidade do país precisou vir um negro fugido de uma ditadura para ser o primeiro professor negro aqui, então alguma coisa estava errada. Vivi circunstâncias que ajudaram a me posicionar como intelectual. Eu não iria continuar a estudar os clássicos gregos e sim as pessoas que tinham a ver com minha própria história”, conta.</p>
<p>A leitura selecionada, o olhar distanciado, as ideias e, sobretudo o contato com o outro, o ajudaram a perceber o que os colegas brancos da academia e o negro brasileiro não percebem. “Conheci o Clóvis Moura e o Eduardo Oliveira, dois intelectuais mestiços que fizeram mestrado aqui na época e que afirmavam ser negro por uma questão de afirmação política. Isso me impressionou muito e ajudou na minha compreensão do Brasil. O Clóvis Moura fez um trabalho pioneiro com o seu livro (“Rebeliões da Senzala, quilombos, insurreições, guerrilhas”) e nos tornamos grande amigos. Tudo isso me ajudou a perceber a importância de ser um professor negro na USP”.</p>
<p><span>Ao confrontar estereótipos, desconstruía o mito da democracia racial. “As pessoas viam que meu comportamento era diferente, que eu não era do Brasil. Daí é possível perceber como os preconceitos podem construir comportamentos. Perguntavam se eu tocava algum instrumento, se já tinha caçado algum leão, se na África existia carro e televisão. Havia um desconhecimento total sobre a África, até entre os alunos da USP”, disse.</span></p>
<p>Munanga lamenta o desconhecimento dos brasileiros sobre a África. “Parece que a história do negro no Brasil parou na abolição. Depois disso, não se produziram estudos. Mas se os negros estão estudando história da Europa, porque o branco também não pode estudar o negro? Com isso, a USP começou a contratar professores para ensinar história da África, tanto que o tema virou disciplina. Isso é um progresso muito grande”, observa.</p>
<p>Munanga citou a polêmica sobre cota raciais em que foi alvo de críticas do jornalista Demétrio Magnoli, em matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, de 14 de maio de 2009. “Ele me acusou de ser o ícone da racialização oficial do Brasil. Mas como posso ser isso? Disse ainda que eu estava aproveitando o cargo na universidade para pregar o racismo científico, há muito superado”. O artigo de Magnoli, intitulado <a class="external-link" href="http://arquivoetc.blogspot.com.br/2009/05/demetrio-magnoli-monstros-tristonhos.html">“Monstros tristonhos”</a>, incitou uma enxurrada de protestos na internet. Munanga, por sua vez, coloca sua posição no artigo <a class="external-link" href="http://www.geledes.org.br/kabengele-munanga-responde-demetrio-magnoli/">“Kabengele Munanga responde a Demétrio Magnoli”.</a></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: EuroNews/ Jean Kabese@KBC / Leonor Calazans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-06T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/intelectuais-brasileiros-descolonizacao-afro-asiatica">
    <title>Historiador discute a posição dos intelectuais brasileiros diante da descolonização afro-asiática</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/intelectuais-brasileiros-descolonizacao-afro-asiatica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/proclamacao-da-independencia-de-mocambique/image" alt="Proclamação da Independência de Moçambique" title="Proclamação da Independência de Moçambique" height="329" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Samora Machel, líder militar e primeiro presidente de Moçambique, discursa na Proclamação de Independência do país, em 25 de junho de 1975</dd>
</dl></p>
<p>Quais foram as consequências da aparição do Terceiro Mundo <span> – </span>em virtude do processo de descolonização afro-asiática durante a Guerra Fria – para a sociedade brasileira, em particular para seus intelectuais?</p>
<p>Essa questão está no cerne da pesquisa de doutorado que o historiador italiano Flores Giorgini desenvolve no Instituto de Altos Estudos sobre a América Latina do Centro de Pesquisa e Documentação sobre as Américas da Universidade Sorbonne Nouvelle Paris 3.</p>
<p>Ele apresentará a pesquisa no evento <i>A Descolonização Afro-Asiática e a Intelectualidade Brasileira</i>, no <strong>dia 10 de junho, às 14h</strong>. Sua exposição será comentada pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a>, da Unifesp e integrante do Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leila-leite-hernandez">Leila Leite Hernandez</a>, do <span>Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da </span>USP. Depois dos comentários e apresentações das duas, haverá uma seção para perguntas do público.</p>
<p>No encontro, Giorgini pretende refletir sobre as relações que existem entre o pensamento brasileiro (e seus autores), o espaço atlântico e o continente afro-asiático no contexto da terceira onda de descolonização, iniciada com o fim da Segunda Guerra. "Por meio do estudo destas relações, gostaria de analisar os debates que existiam no Brasil relacionados à descolonização afro-asiática e às consequências destas independências no pensamento brasileiro, bem como os eventuais traços em comum entre as reflexões desenvolvidas nos países em luta pela própria autodeterminação e os países latino-americanos na mesma época."</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/flores-giorgini-2019/image" alt="Flores Giorgini - 2019" title="Flores Giorgini - 2019" height="323" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">O historiador italiano Flores Giorgini</dd>
</dl></p>
<p>O evento é aberto a todos os interessados (mediante <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc44IdRiHBSeR8dhdDhLI9VYF_ajBdSMyvYKrylr9jh1iSLWQ/viewform">inscrição prévia</a>) e gratuito. Quem não puder comparecer terá a oportunidade de acompanhá-lo <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet (nesse caso, não é preciso se inscrever).</p>
<p>Os organizadores são o IEA, o <a class="external-link" href="http://www.ieb.usp.br/">Instituto de Estudos Brasileiros (IEB)</a> da USP, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/institut-des-ameriques" class="external-link">Polo Brasil</a> (sediado no IEA) do <a class="external-link" href="https://institutdesameriques.fr/pt">Instituto das Américas (IdA)</a>, o <a href="http://saopaulo.consulfrance.org/-Portugues-" target="_blank">Consulado Geral da França em São Paulo</a> e o <a href="http://www.institutfrancaisdubresil.com.br/" target="_blank">Instituto Francês do Brasil</a>. O encontro conta com o apoio da Universidade Sorbonne Nouvelle Paris 3.</p>
<p><strong>Terceiro Mundo</strong></p>
<p>A Segunda Guerra Mundial e o começo da terceira onda de descolonização, com as respectivas lutas de emancipação dos países afro-asiáticos, marca uma época de revolução total para as relações internacionais e seus atores, afirma Giorgini.</p>
<p>"O mundo dividido entre o bloco ocidental e o soviético conhece o nascimento do Terceiro Mundo, assim como um processo de reorganização das relações internacionais, que são pensadas cada vez mais a partir da oposição entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos."</p>
<p>De acordo com o historiador, no contexto de tensão internacional da Guerra Fria, a luta contra o colonialismo europeu e a política de “neutralidade positiva” e de não-alinhamento de vários países afro-asiáticos tornam-se fenômenos centrais da cena internacional. "Neste mesmo período, a ideia de subdesenvolvido se afirma no debate mundial após o termo 'underdeveloped' ter sido empregado publicamente em 1949 pelo presidente dos Estados Unidos Harry Truman."</p>
<p><strong>Posição brasileira</strong></p>
<p>Giorgini destaca a postura contraditória do Brasil em relação ao movimento de descolonização afro-asiático, "em particular no que diz respeito ao apoio do governo do país - no âmbito das instituições internacionais mais relevantes da época - às principais potências colonizadoras e ao Portugal de Salazar e sua política ultramarina".</p>
<p>Graça às reflexões de alguns especialistas da história cultural e intelectual da América Latina, sabe-se, segundo ele, que esse período de mudança na cena internacional "representa um momento importante para a compreensão de vários fenômenos centrais da vida cultural da sociedade brasileira no pós-Segunda Guerra".</p>
<p>Ele cita o sociólogo francês Daniel Pécaut, para quem “a exaltação nacional” que caracterizou o debate político e social brasileiro entre 1950 e 1964 estava baseada “em um sentimento [nacionalista] difuso em vários setores sociais” que fazia com que, contrariamente ao que pensavam vários críticos da postura nacionalista, “o privilégio acordado à 'libertação nacional' não tinha nenhum valor de álibi para evitar a luta de classes”. Ainda nas palavras de Pécaut, “o Brasil vivia simplesmente na hora do advento do Terceiro Mundo”</p>
<hr />
<p><i><strong><i>A Descolonização Afro-Asiática e a Intelectualidade Brasileira</i></strong><br /></i><i>10 de junho, 14h<br /></i><i>Sala Alfredo Bosi, IEA, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i><i>Evento público, gratuito e com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc44IdRiHBSeR8dhdDhLI9VYF_ajBdSMyvYKrylr9jh1iSLWQ/viewform">inscrição prévia</a> - Para assistir </i><i><i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a></i></i><i> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: com Claudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1686<br /></i><i><i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/descolonizacao-afro-asiatica" class="external-link">Página do evento</a></i></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Arquivo da ACLLN, Moçambique; Universidade Sorbonne Nouvelle Paris 3</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Brasil do Instituto das Américas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ásia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-05-24T17:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2020/contribuicoes-das-linguas-africanas-na-constituicao-das-linguas-gerais-09-de-marco-de-2020">
    <title>Contribuições das Línguas Africanas na Constituição das Línguas Gerais - 09 de março de 2020</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2020/contribuicoes-das-linguas-africanas-na-constituicao-das-linguas-gerais-09-de-marco-de-2020</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights>Leonor Calasans/IEA-USP</dc:rights>
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Índios</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-03-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/-linguas-africanas">
    <title>Contribuições das Línguas Africanas na Constituição das Línguas Gerais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/-linguas-africanas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A costa brasileira, de norte a sul, estava repleta de portugueses, índios da terra e negros da Guiné, que viviam nas freguesias e trabalhavam nos engenhos e nas lavouras, segundo informações do próprio Anchieta.</p>
<p>A geografia do negro sobrepunha-se simultaneamente à do português e à do aldeamento indígena missionário, onde habitavam indígenas e jesuítas. Onde havia portugueses, havia também indígenas e escravizados africanos.</p>
<p>Nesta palestra, argumenta-se que a geografia da nomeação étnica é pautada por um critério estritamente político: a delimitação territorial das concessões portuguesas acabou praticamente por projetar-se no discurso científico, traduzindo-se como a delimitação entre “famílias linguísticas” que partilhassem semelhanças lexicais.</p>
<p>Examinaremos a convivência multiétnica e multilíngue favorecida pelos aldeamentos jesuítas e a escravidão simultânea de negros e indígenas nos engenhos e nas lavouras. Analisando o tupi descrito por Anchieta, uma nova abordagem será apresentada, segundo a qual o relacionamento histórico entre negros e indígenas deixou fortes marcas linguísticas da língua de Angola no tupi.</p>
<p><strong>Exposição:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laisa-tossin" class="external-link">Laisa Tossin</a> (UnB e BBM USP)</p>
<p><strong>Coordenação:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-daniel-elias-farah" class="external-link">Paulo Farah</a> (FFLCH/Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais do IEA-USP )</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Território</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-03-04T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/instituicoes-culturais-1">
    <title>As visões de Danilo de Miranda e Emanoel Araújo sobre a gestão cultural</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/instituicoes-culturais-1</link>
    <description>Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro Brasil, e Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc-SP, foram os expositores do encontro "Instituições Culturais I", no dia 22 de agosto, no Museu Afro Brasil. Foi o segundo evento do ciclo "Cultura, Institucionalidade e Gestão".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/emanoel-araujo-danilo-santos-de-miranda-e-ricardo-ohtake-22-8-2017" alt="Emanoel Araújo, Danilo Santos de Miranda e Ricardo Ohtake - 22/8/2017" class="image-inline" title="Emanoel Araújo, Danilo Santos de Miranda e Ricardo Ohtake - 22/8/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Emanoel Araújo (<i>à esq</i>), Danilo de Miranda (<i>centro</i>) e Ricardo Ohtake no encontro realizado no Museu Afro Brasil</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No segundo encontro do ciclo Cultura, Institucionalidade e Gestão, no dia 22 de agosto, o diretor regional do <a class="external-link" href="https://www.sescsp.org.br/">Sesc São Paulo</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/danilo-santos-de-miranda">Danilo Santos de Miranda</a>, e o diretor do <a class="external-link" href="https://www.google.com.br/search?hl=en&amp;q=Museu+Afro+Brasil&amp;gws_rd=cr&amp;ei=LSWgWdrgH4OVwATM043gCQ">Museu Afro Brasil</a> (local do evento), o artista Emanoel Araújo, apresentaram suas experiências em gestão cultural, diferenciadas em termos administrativos, financeiros e de abrangência, mas com intersecções na preocupação com a educação, o estímulo à cultura e a promoção social.</p>
<p>Organizado pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, o ciclo é dividido em módulos temáticos. O evento <i>Instituições Culturais 1 - Museu Afro Brasil e Sesc São Paulo</i> foi a primeira parte do módulo com diretores de instituições culturais de São Paulo, que terá continuidade no dia 19 de setembro com o encontro <i>Instituições Culturais 2 - Masp, Bienal e Itaú Cultural</i> (<i>veja a <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/programacao-de-atividades" class="external-link">programação</a></i>). A coordenação foi do titular da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INSTITUIÇÕES CULTURAIS 1 - MUSEU AFRO BRASIL E SESC SÃO PAULO</strong></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/instituicoes-culturais-i" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/ciclo-cultura-institucionalidade-e-gestao-instituicoes-culturais-i-22-de-agosto-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/gestao-de-instituicoes-culturais-sera-tema-de-encontros-da-catedra-olavo-setubal-em-agosto" class="external-link">Relação entre arte, cultura e política será tema de encontros da Cátedra Olavo Setubal em agosto</a></li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>ARTE E POLÍTICA: UM RETROSPECTO DA CARREIRA DE RICARDO OHTAKE</strong></p>
<ul>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/arte-politica-um-retrospecto-da-carreira-de-ricardo-ohtake" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/arte-politica-um-retrospecto-da-carreira-de-ricardo-ohtake-15-de-agosto-de-2017" class="external-link">Fotos</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/trajetoria-de-ricardo-ohtake" class="external-link">Cobertura</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>POSSE DE RICARDO OHTAKE NA CÁTEDRA OLAVO SETUBAL</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-na-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Ricardo Ohtake assume a Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/posse-ricardo-ohtake-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/posse-ricardo-ohtake-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-17-de-marco-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Documento</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/discurso-ricardo-ohtake" class="external-link">Discurso de Posse de Ricardo Ohtake como titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciêncial</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>Outras notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-e-o-novo-titular-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">As perspectivas da cultura sob o olhar de Ricardo Ohtake</a></li>
</ul>
<hr />
<i>Leia mais notícias<br />sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-cultura" class="external-link">cultura</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O encontro coincidiu com o dia de abertura ao público do <a class="external-link" href="https://www.sescsp.org.br/unidades/36_24+DE+MAIO/#/uaba=programacao#/fdata=id%3D36">Sesc 24 de Maio</a>, nova unidade da entidade no centro da capital paulista.  Todo o trabalho de reforma do edifício, com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, e as finalidades e diretrizes da unidade foram comentados por Miranda para esclarecer o funcionamento e gestão do Sesc São Paulo, por ele dirigido há 33 anos. <i>(Leia <a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/08/1911523-marketing-nao-deveria-comandar-lei-rouanet-diz-diretor-do-sesc.shtml">entrevista</a> com ele publicada pela "Folha de S.Paulo" no dia anterior ao evento.)</i></p>
<p>Miranda, que costuma ser chamado de "o verdadeiro ministro da Cultura", lembrou que o Sesc está com 70 anos e que foi criado a partir de proposta do empresariado no pós-guerra como forma de contribuir com a qualificação profissional e o bem-estar da crescente população urbana trabalhadora no comércio.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sesc-24-de-maio-1" alt="Sesc 24 de Maio - 1" class="image-inline" title="Sesc 24 de Maio - 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sesc 24 de Maio, unidade aberta<br />ao público no dia 22 de agosto</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em 2016, o Sesc teve um orçamento no valor de R$ 4,6 bilhões de reais. Este ano, o orçamento do Sesc São Paulo, que possui 41 unidades, é de R$ 2,4 bilhões. A entidade é uma instituição privada de interesse público. Sua fonte de receita é a contribuição compulsória de 2,5% da folha de pagamento das empresas vinculadas, via federações estaduais, à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).</p>
<p>O sistema possui governança própria, centralizada, com 80% dos recursos arrecadados em cada estado voltando a eles. Os 20% restantes são redistribuídos aos estados cuja arrecadação não é suficiente para as atividades. Segundo Miranda, dos 27 entes federativos (estados e Distrito Federal), apenas São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul não precisam de complementação orçamentária.</p>
<p>Miranda afirmou que o Sistema S, do qual o Sesc faz parte, "não é uma 'caixa preta'", ao contrário do que alguns críticos dizem. "Existe um controle rígido dos recursos, que são arrecadados pela Receita Federal e auditados pelo Tribunal de Contas da União."</p>
<p>Ele afirmou que no seu início, nos anos 40 e 50, o Sesc tinha uma atuação muito paternalista, assistencialista, "voltando-se depois para o lazer, para o tempo livre dos trabalhadores, e passando a desenvolver ações em parceira com formadores de opinião, criadores e universidades, numa perspectiva educativa, de cultura e desenvolvimento de capacidades".</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sesc-24-de-maio-2" alt="Sesc 24 de Maio - 2" class="image-inline" title="Sesc 24 de Maio - 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha para o Sesc 24 de Maio criou uma superposição de "praças", uma para cada finalidade</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>"Essa forma de atuação é forte em São Paulo, mas há estados em que a preocupação é mais assistencialista, para a satisfação de necessidades prioritárias das pessoas."</p>
<p>Miranda explicou que, em geral, as ações procuram atingir toda a população, mas algumas delas são mais voltadas para o mundo do trabalho ou até exclusivas para ele, em função das determinações legais. No caso de São Paulo, ele disse que houve um período onde o lazer foi a prioridade, mas depois a cultura passou a ser o componente central.</p>
<p>"O plano cultural em que atuamos não é apenas o relacionado às artes e ao patrimônio. Tentamos tratar a cultura como o universo de ação do ser humano, e nele estão incluídas também a atividade física, a saúde, a convivência e a relação com o meio ambiente."</p>
<p>Miranda sintetiza sua política de gestão em dois aspectos: democratização de acesso e estímulo à participação das pessoas com maiores dificuldades socioeconômicas. "Não basta facilitar a entrada, é preciso convidar para entrar. Os que se sentem acolhidos entram em qualquer instituição". Ele citou o Sesc Pompeia como exemplo dessa postura, com "uma rua que adentra ao espaço da unidade".</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sesc-pompeia" alt="Sesc Pompeia" class="image-inline" title="Sesc Pompeia" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sesc Pompeia, exemplo de acolhimento do público, segundo Danilo de Miranda</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><br />"A chave de todo o processo é a preocupação com o caráter educativo, mas não com uma educação indutiva, centrada em si mesma. Educa-se também com a atenção a todos os aspectos, inclusive com a limpeza dos banheiros e o pagamento de ingressos a valor acessível para assistir a grandes artistas."</p>
<p>Em sua exposição, Emanoel Araújo falou de sua trajetória singular como artista e dirigente de instituições culturais, apesar de não se julgar um gestor, mas "um administrador que coloca a mão na massa, finca um marco e luta por ele". Disse lidar com a perspectiva de trabalhar praticamente sozinho, com o auxílio de uma pequena equipe.</p>
<p>Ele considera que sua ação está moldada pelas preocupações culturais e sociais que abraçou desde que foi para Salvador, em 1958, e ingressou no Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes, passando a trabalhar em atividades culturais em sindicatos e a produzir material gráfico para alfabetização pelo método de Paulo Freire.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/museu-de-arte-da-bahia" alt="Museu de Arte da Bahia" class="image-inline" title="Museu de Arte da Bahia" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Museu de Arte da Bahia, primeira instituição dirigida por Emanoel Araújo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sua primeira experiência em museus foi participar da criação do Museu de Feira de Santana, uma iniciativa de Assis Chateaubriand, dono da antiga organização jornalística "Diários Associados". A experiência seguinte foi dirigir o Museu de Arte da Bahia, em Salvador.</p>
<p>Araújo contou que recebera um convite do Departamento de Estado dos EUA para uma visita ao país, mas diferente do que esperavam, que seria visitar os museus tradicionais, preferiu conhecer a arquitetura de Frank Lloyd Wright (a própria neta de Wright o acompanhou numa visita à famosa Casa da Cascata), as oficinas de Paul Revere, metalurgista e gravurista do século 18, e o Winterthur Museum, Garden and Library, no Delaware, "um museu extraordinário do mobiliário americano, com um grande jardim tropical".</p>
<p>"Essa experiência me deu uma visão muito ampla dos Estados Unidos. Eu queria fazer um cotejamento com a nossa experiência cultural."</p>
<p>Quando voltou ao Brasil, foi convidado pelo então governador da Bahia, Antonio Carlos Magalhães, a dirigir o Museu de Arte estado. Araújo conseguiu transferir o museu, que funcionava na casa que pertencerá ao ex-governador Góis Calmon, para um palacete que fora de um grande escravocrata baiano. Além disso, conseguiu recuperar parte das obras que tinham sido requisitadas para decorar o Palácio do Governo ou outras instituições do estado. Sua gestão durou dois anos.</p>
<p>No início dos anos 90, foi convidado pelo secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Adilson Monteiro Alves, a dirigir a Pinacoteca. "Houve um movimento na USP contra minha nomeação e o jornal 'O Estado de S.Paulo' anunciou minha escolha dizendo que o 'artista Emanoel Alves, baiano', seria o novo diretor do museu." Segundo ele, houve objeções até do governador à época, Luís Antônio Fleury Filho.</p>
<p>As dificuldades foram muitas, como uma inundação do prédio no dia seguinte à sua posse e a necessidade de adequação dos recursos humanos. "Até que um dia reuni algumas pessoas importantes de São Paulo, como o Ulpiano Bezerra de Meneses, Aracy Amaral, Carlos Lemos e outros para discutirmos o que fazer com a Pinacoteca do ponto de vista de seu conceito como museu, se era um museu do século 19, do século 20 ou de arte contemporânea."</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo" alt="Pinacoteca do Estado de São Paulo" class="image-inline" title="Pinacoteca do Estado de São Paulo" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Emanoel Araújo considera que a mudança da imagem pública da Pinacoteca do Estado ocorreu na exposição de esculturas de Auguste Rodin, em 1995</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ele afirmou que ao chamar o arquiteto Paulo Mendes da Rocha para reformar o prédio disse a ele que era fundamental que convivesse com o museu, para conhecer seu funcionamento, as pessoas que nele trabalhavam, a museologia, o restauro, a secretária e para pensar até como deveriam ser os banheiros para o público.</p>
<p>Araújo defini como ponto crucial da mudança de funcionamento e imagem pública da Pinacoteca a exposição de esculturas de Auguste Rodin, em 1995, que teve cerca de 200 mil visitantes. "O Jacques Vilain [diretor do Museu Rodin, em Paris] viu o prédio no começo da reforma e um dia me mandou um telegrama: 'Rodin gostaria que a exposição fosse na Pinacoteca'."</p>
<p>A ideia de criação do Museu Afro Brasil remonta a 1987, depois de uma visita que Araújo fez à África para representar o governo brasileiro no tombamento da Ilha de Gorée, na costa do Senegal, que fora um entreposto de escravos. "Essa transformação da ilha em um monumento me fez pensar em organizar uma exposição e o livro 'A Mão Afro-Brasileira'", lançado em 1988, centenário da Abolição, com uma exposição no Masp.</p>
<p>De acordo com Araújo, no início da década passada, a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, soube que ele reunira uma coleção sobre cultura afro-brasileira e sugeriu a criação de um museu. "Ela conseguiu um patrocínio de R$ 10 milhões da Petrobras e eu estabeleci o conceito do museu: uma instituição de arte, história e memória."</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/museu-afro-brasil-1" alt="Museu Afro Brasil" class="image-inline" title="Museu Afro Brasil" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Emanoel Araújo: "Museu Afro Brasil<br />é uma instituição de arte, história e memoria"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O objetivo do museu é mexer com a autoestima dos afro-brasileiros, fazer com que "sintam nele um espaço em que sua importância cresce na medida em que ficam sabendo que homens negros como Teodoro Sampaio, Cruz e Souza e tantos outros contribuíram fortemente para a nacionalidade, para que não tenham como espelho o escravo, mas os brasileiros de origem africana que contribuíram com a formação do país".</p>
<p><span>No entanto, "é desse país que sempre recebemos uma negativa quando buscamos patrocínio, divulgação, cobertura da imprensa". Ela também lamenta "a própria fuga de quem a gente gostaria de ver no museu, que são os negros de São Paulo".</span></p>
<p>Para ele, a cultura foi se esvaziando no Estado de São Paulo por questões administrativas ("não falo nem de políticas públicas"), que engessam "o conceito público de cultura, o conceito de recursos etc.". Ele considera que mesmo as organizações sociais criadas para a administração dos museus com maior flexibilidade "são um desencanto, com tantas metas, tantos processos e recursos tão reduzidos".</p>
<p>O diagnóstico de Araújo é pessimista em relação às perspectivas para os gestores culturais: "Só uma causa política e social faz com que a gente decida estar à frente de uma instituição cultural nesse país”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: (<i>a partir do alto</i>) 1) Leonor Calasans/IEA-USP; 2) e 3) Matheus José Maria/Sesc-SP; 4) Leonardo Finotti/Sesc-SP;<br />5) Ronaldo Silva/Secom/Governo da Bahia; 6) Pinacoteca do Estado de São Paulo; 7) Museu Afro Brasil</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-30T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-importancia-da-linguistica-para-o-entendimento-das-raizes-africanas-no-espaco-transatlantico-africa-brasil">
    <title>A importância da linguística para o entendimento das raízes africanas no espaço transatlântico África-Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-importancia-da-linguistica-para-o-entendimento-das-raizes-africanas-no-espaco-transatlantico-africa-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-321c29a9-7fff-beda-dddf-f37546f0ea2a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A vitalidade das línguas é dependente da regularidade com que membros de agrupamentos sociais “usam” cada uma delas em diferentes contextos interacionais. “Essa perspectiva abre a possibilidade de uma nova área de investigação para explicar não só porque algumas línguas nascem e outras morrem, mas também porque algumas línguas se encontram em perigo de extinção, outras sobrevivem, apesar de ameaçadas, e outras ainda passam por um processo de revitalização”, informou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao"><span>Esmeralda Vailati Negrão</span></a><span>, integrante do Programa Ano Sabático do IEA de 2022 e professora titular do Departamento de Linguística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao">Esmeralda</a> coordenou a mesa-redonda </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornadas-investigativas-linguistas-historiadores"><span>O Laboratório de Estudos Linguísticos Transatlânticos (LELT) Pensa o Brasil: Reflexões Interdisciplinares entre Linguística, História e Antropologia</span></a><span>, que reuniu no dia 1º setembro pesquisadores para apresentar e discutir contribuições alcançadas e alguns dos impasses enfrentados pelas pesquisas desenvolvidas no âmbito do referido grupo de pesquisa. O seminário fez parte das </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornadas-investigativas-ano-sabatico/"><span>Jornadas Investigativas Contemporâneas: o Programa Ano Sabático IEA/USP (2022)</span></a><span>, que integrou a programação do evento </span><a href="https://www.pensabrasil.usp.br/"><span>USP Pensa Brasil</span></a><span>.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O seminário apresentou um conjunto de temas e perspectivas norteadoras das pesquisas desenvolvidas no âmbito do LELT</span><span>, grupo de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) sediado no Departamento de Linguística e que tem como um dos seus principais objetivos ampliar as bases teórico-metodológicas de pesquisas voltadas para a descrição e análise do contato linguístico em ecologias multilíngues, do passado e do presente, no espaço transatlântico África – Brasil.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A professora explicou que o LELT tem como uma de suas preocupações centrais “entender de que maneira o corpo de conhecimento congregado pelas teorias linguísticas atuais, que oferece hipóteses explicativas para os fenômenos envolvendo a linguagem humana nas suas diferentes facetas, nos permite derrubar preconceitos e fundamentar propostas para políticas linguísticas concernentes ao contato linguístico e a participação das línguas africanas, indígenas e europeias na diversidade linguística do Brasil, tanto do passado quanto do presente”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os expositores do evento foram quatro estudiosos da área, sendo três docentes do Departamento de Linguística (FFLCH-USP): </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti"><span>Evani de Carvalho Viotti</span></a><span>,</span><span> da área de epistemologia da linguística, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/margarida-maria-taddoni-petter"><span>Margarida Maria Taddoni Petter</span></a><span>, que o</span><span>rienta pesquisas sobre línguas africanas e o contato dessas línguas com o português brasileiro, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah"><span>Alexander Yao Cobbinah</span></a><span>, que atualmente </span><span>trabalha sobre estruturas narrativas e sintáticas em línguas da África do Oeste e o uso de línguas africanas nos cultos afro-brasileiros.</span><span> Além deles, também participou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wellington-santos-da-silva"><span>Wellington Santos da Silva</span></a><span>, vencedor do </span><span>Prêmio Tese Destaque USP (2021) e menção honrosa no Prêmio de Teses CAPES (2021) com o trabalho intitulado </span><span>A Língua Geral de Mina e o Ciclo do Ouro: um capítulo da história dos contatos no Brasil</span><span>.<dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Linguistica-transatlantico.png/image" alt="Linguística transatlântico" title="Linguística transatlântico" height="241" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Esmeralda Negrão, Evani Viotti, Margarida Petter, Wellington Silva e Alexander Cobbinah (em sentido horário): debate sobre contribuições alcançadas e impasses enfrentados pelas pesquisas desenvolvidas no âmbito do Laboratório de Estudos Linguísticos Transatlânticos (LELT). Imagem: (captura de tela) Leonor Calasans</dd>
</dl></span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span>Descolonização</span></strong></p>
<p dir="ltr"><span>“Por espaço transatlântico entendemos o contínuo que existe entre o continente africano e o território brasileiro, que se releva por uma proximidade histórica e cultural sem precedentes e que envolve não só o português, mas línguas européias, africanas de várias famílias diferentes e uma enormidade de línguas indígenas”, definiu <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esmeralda-vailati-negrao">Esmeralda</a>.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Foi precisamente nesse contexto de multiculturalismo e multilinguismo que emergiu a gramática do português brasileiro. “Entender o que é essa gramática requer, então, que tenhamos uma descrição histórica e antropológica do passado e do presente desse espaço tão precisa quanto possível”, avalia. “Fazer isso dentro de uma proposta de ‘descolonização’ implica reverter o entendimento atual de que línguas e culturas que emergiram em ecologias de contatos se caracterizam por uma perda: a de estruturas linguísticas ou culturais”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com ela, pelo prisma “descolonial” o que houve e o que há é sempre a emergência de algo novo, “nem mais rico, nem mais pobre do que havia antes”. “A partir da perspectiva “descolonial” e de uma posição em que o contato de língua assume um papel central, conceitos de língua e de signo linguístico devem ser reconsiderados”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Nesse contexto, a própria questão da vitalidade linguística e do perigo de extinção de língua ganha nova dimensão. “A explicação da mudança linguística entendida a partir de uma posição privilegiada dada ao contato de línguas e aos movimentos populacionais têm permitido tanto o entendimento de como novas línguas emergem, como também o de como as línguas morrem”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Algumas hipóteses indicam que a língua não teria emergido em um único lugar, para dali ter se espalhado, separando-se em várias espécies com o passar do tempo. “Tudo leva a crer que a língua tem emergido mais ou menos simultaneamente em diversos agrupamentos de hominíneos já na África e que o contato linguístico, juntamente com as suas consequências, já venha desse período tão antigo da história humana”, contextualiza. "Estes estudos realçam que não é possível analisar contatos de língua sem ao mesmo tempo buscar entender a história dos povos em suas movimentações e interações, pois os seres humanos, quando se movem, levam suas línguas com eles.”</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span>Viés eurocêntrico</span><span> </span></strong></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani Viotti</a> </span><span>investiga, em especial, a evolução da gramática do português brasileiro em contato com línguas africanas e indígenas. </span><span>Ela explicou que o projeto de pesquisa do grupo vem sendo gestado desde 2004 com o objetivo de investigar a participação das línguas africanas na formação do português brasileiro.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“Inicialmente, nossas pesquisas se baseavam na ideia de que o contato de línguas não poderia continuar a ser analisado exclusivamente a partir de análises linguísticas propriamente ditas”, disse. “A proposta de abertura de uma área interdisciplinar, que estávamos chamando de ‘história linguística’, visava obter maior clareza sobre as circunstâncias socioeconômicas em que se deram as interações de contato entre o português e o europeu falado na época da colonização e as línguas africanas e indígenas”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani</a>, um dos grandes focos de interesse da linguística contemporânea tem sido a descrição e análise de línguas pouco estudadas. “Dentre as razões para esse interesse, destaca-se o constante risco de extinção a que algumas dessas línguas estão expostas”, relata. “Para a investigação de determinadas línguas ainda pouco descritas, a linguística tem assumido uma posição que, de forma geral, mantém um viés colonial que, curiosamente, a própria linguística critica e se propõe a combater. Esse viés ‘eurocêntrico’ vem de longa data”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A professora argumenta que as discussões e análises em linguísticas feitas a partir do século 20, norteadas pelas diversas teorias da linguística moderna, têm procurado se constituir como uma contraposição a esse “eurocentrismo”, adotando uma perspectiva metodológica mais rigorosa do ponto de vista científico.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“O levantamento de dados feito em campo junto a “falantes” ativos, as técnicas de gravação em áudio e vídeo e o cuidado nas transcrições de dados são alguns dos avanços que a linguística contemporânea, ajudada pelo desenvolvimento tecnológico, tem abraçado”, informou. “Entretanto, essa contraposição da linguística atual ao viés colonial ainda não chega a construir um paradigma que consiga descrever e analisar essas línguas a partir de um conjunto de unidades e categorias que lhe seja próximo”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani</a>, do ponto de vista semântico, as escassas descrições e análises mais recentes também mantêm a perspectiva das conceitualizações já atestadas nas línguas indo-européias, furtando-se a buscar modelos conceituais mais condizentes com as visões de mundo próprias a ecologia dessas línguas. “Apesar de as análises estruturais e semânticas estarem levando em conta novos fenômenos linguísticos de grande interesse, elas ainda não chegam a propor aparatos teóricos e inovadores capazes de explicá-los em seus próprios termos”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong>Virada Descolonial</strong></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani</a> disse que uma notável exceção a essa postura se encontra no trabalho de alguns africanistas, que põem no centro de suas análises fenômenos linguísticos deixados à margem das teorias linguísticas modernas, tais como interjeições e vocalizações.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“Do ponto de vista dos estudos históricos e não-históricos de contato linguístico, a mesma tensão se revela em vieses que consideram como excepcionais línguas e variedades linguísticas que emergiram em situações de multilinguismo”, contou. “Por trás desses vieses está a visão de que as línguas prioritariamente mudam exclusivamente por pressões internas a ela e de maneira paulatina. Mudanças por contato são vistas como rupturas nesse mecanismo, o que faria das línguas que emergem em situação desse tipo serem consideradas ‘excepcionais’ por não seguirem o padrão genealógico ou genético determinado a partir do estudo das línguas indo-européias”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O processo histórico de colonização que engendrou a emergência de um poder eurocêntrico, hoje hegemônico, criou uma narrativa da diferença entre povos, raças, culturas e línguas, manifestando-se não só nas esferas sociais, políticas e econômicas, mas na própria produção de conhecimento. “Esse fenômeno é conhecido como colonialidade”, afirma. “É na esfera da produção de conhecimento que a ideia de ‘colonialidade’ mais diretamente interessa à linguística. Suas marcas se refletem em dois grandes vieses: o de que existe uma proeminência de algumas culturas e línguas em relação a tantas outras e de que o verdadeiro conhecimento só pode ser construído por meio do uso do grego, do latim e das suas filhas, as línguas européias modernas, a partir das categorias que elas codificam”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evani-de-carvalho-viotti">Evani </a>explicou que essa visão definitivamente exclui da produção de conhecimento as línguas ágrafas (sem escrita), africanas e nativas das colônias européias nas Américas e na Ásia. “Os efeitos da ‘colonialidade’ são conhecidos: subjetividades são reprimidas, histórias são silenciadas, conhecimentos e línguas são colocados em posições periféricas”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>“É indispensável que se faça uma avaliação crítica desse paradigma e que se dê início a uma virada ‘descolonial’ no sentido de fomentar uma nova comunicação intracultural, uma maior troca de experiência entre vários povos e a construção de uma nova noção de racionalidade”, afirmou. “É preciso buscar efetivamente atingir algum nível de universalidade que não exclua o outro, que não implique que a cosmovisão de uma etnia em particular seja imposta como uma racionalidade universal”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><strong><span>Línguas africanas no Brasil</span><span> </span></strong></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/margarida-maria-taddoni-petter">Margarida Petter</a> </span><span>ressaltou o pioneirismo do Departamento de </span><span>Lingüística da USP a partir da criação, em 1994, do primeiro curso de pós-graduação ministrado por ela: Aspectos da Tipologia das Línguas Africanas. Sua consolidação se deu quatro anos depois, com a introdução da disciplina “Língua Não Indoeuropéia” em um contexto de mudança da grade curricular, proporcionando ao futuro linguista o conhecimento de modelos linguísticos fora do domínio indo-europeu.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O curso foi proposto a partir da vivência da professora, que fez o mestrado em meados dos anos 80 na Universidade de Abidjan, na Costa do Marfim, e acabou trazendo o conhecimento da linguística africana para o Brasil. “Nenhuma universidade brasileira oferecia cursos dessa área naquela época”, contou. “Precisávamos mostrar a África e suas línguas aos estudantes, que mal conheciam o continente e nem imaginavam o multilinguismo africano, com sua vasta diversidade de mais de duas mil línguas”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Com o passar do tempo, a professora foi se dando conta da importância de tratar da África e de suas línguas no Brasil. “Passei a me dedicar ao estudo da presença das línguas africanas no país nos cultos afro-brasileiros e nas comunidades negras isoladas ou quilombolas. “Fui descobrindo a África no Brasil nas pesquisas de campo realizadas com orientandos de iniciação científica junto às comunidades do Cafundó e do Vale do Ribeira no Estado de São Paulo”, afirmou. “Constatamos que essas comunidades conservaram em sua linguagem um importante vocabulário de línguas do grupo banto, confirmando, portanto, os dados históricos”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A descoberta levou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/margarida-maria-taddoni-petter">Margarida</a> ao questionamento sobre a identidade de nossa língua, coordenando o projeto de cooperação internacional "A participação das línguas africanas na constituição do português brasileiro", com professores do CNRS, Centro Nacional de Pesquisa Científica (Centre National de la Recherche Scientifique) da França, entre 2005 e 2008. A iniciativa resultou na publicação de duas obras de referência sobre o tema do contato do português com línguas africanas no Brasil.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah">Alexander Cobbinah</a></span><span>, </span><span>a África confrontou a linguística com alguns assuntos que não foram resolvidos ou contemplados. “As diferenças que se observaram nas culturas africanas, na sua sociabilidade, e o impacto que isso teve para as línguas que os africanos falam forçaram os linguistas a se interessar por assuntos que talvez não fossem relevantes no contexto europeu”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ele, a linguística africana sempre foi bastante empírica. “Até meados do século 20 existia escasso material sobre poucas línguas africanas”, informou. “Na falta de dados escritos, sobretudo de uma história de mais longa distância, os africanistas desenvolveram técnicas para correlacionar dados genéticos, arqueológicos e linguísticos sobre as migrações e os movimentos populacionais”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexander-yao-cobbinah">Alexander</a> ressaltou que a primeira gramática de quimbundo no mundo foi escrita no Brasil em fins do século 17. “Temos ainda muitos vestígios desse passado africano nos quilombos, mas isso está sendo pouco pesquisado”. Atualmente, o docente desenvolve projetos de pesquisa sobre a língua cabo-verdiana e de Angola. “As línguas africanas estão sendo usadas no Brasil contemporaneamente. Há um material rico e muito pouco explorado. Por outro lado, no caso do estudo dessas línguas na África, temos mais material escrito em termos de gramática do quimbundo da época colonial do que da pós-colonial, ou seja, não existem descrições modernas dessas línguas”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Em sua premiada tese de doutorado, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wellington-santos-da-silva">Wellington Silva</a></span><span> </span><span>apresentou um estudo sobre a língua geral de Mina (LGM), uma língua africana falada no Brasil no século 18 e documentada por António da Costa Peixoto, no manuscrito </span><span>Obra Nova de Lingoa Geral de Mina</span><span> (1741), um raro </span><span>documento do Brasil Colonial. A pesquisa é ancorada na investigação da história dos contatos linguísticos que caracterizaram o Ciclo do Ouro, nas Minas Gerais, onde a LGM foi falada. A investigação se debruçou sobre alguns aspectos da vida dos africanos escravizados, cobrindo os períodos anterior e posterior ao tráfico transatlântico, com o objetivo de identificar os agentes formadores da LGM no Brasil.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Através de tópicos da sintaxe, a pesquisa consistiu em demonstrar que a LGM tinha uma gramática essencialmente da língua Gbe, com inovações em alguns domínios, devido aos processos de competição e seleção de traços linguísticos ocorridos na ecologia de contato. Silva propõe descobrir como as dinâmicas de contato na ecologia linguística do Ciclo do Ouro podem explicar os traços linguísticos inovadores da LGM. “A LGM influenciou o português brasileiro?”, indagou, lançando em seguida outra questão: “O português influenciou a emergência de padrões inovadores na LGM?”.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele também compartilhou alguns resultados alcançados em sua tese e desafios no campo da interdisciplinaridade.</span><span> “A LGM pode ser um testemunho da história linguística dos africanos no Brasil, na medida em que se constituiu como o registro da vitalidade de uma língua africana no mundo colonial”, argumentou. “A LGM apresenta padrões morfossintáticos inovadores que levantam questões a serem respondidas conjuntamente por linguistas, historiadores e antropólogos”.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Linguística</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Território</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-19T14:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/curadores-debatem-processo-de-formacao-da-exposicao-historias-afro-atlanticas">
    <title>Curadores debatem processo de produção da mostra "Histórias Afro-Atlânticas"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/curadores-debatem-processo-de-formacao-da-exposicao-historias-afro-atlanticas</link>
    <description>Encontro aberto a série sobre saúde e imigração, que também terá seminários no dia 6 de outubro e 7 de novembro. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/evento-Tomie-ohtake.jpg" alt="Histórias Afro-atlânticas" class="image-right" title="Histórias Afro-atlânticas" />Dois dos cinco curadores da exposição “Histórias Afro-Atlânticas”, em cartaz até 21 de outubro no <a class="external-link" href="https://masp.org.br/exposicoes/historias-afro-atlanticas">Masp</a> e no <a class="external-link" href="https://www.institutotomieohtake.org.br/exposicoes/interna/historias-afro-atlanticas">Instituto Tomie Ohtake</a>, em São Paulo, estarão no IEA no dia <strong>5 de outubro, às 10h</strong>, para falar sobre o processo curatorial que precedeu a mostra. No evento <i>Afrodiásporas em Diálogo nas Artes Plásticas,</i> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lilia-katri-moritz-schwarcz">Lilia Schwarcz</a>, professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e curadora adjunta para histórias e narrativas do Masp, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helio-menezes">Hélio Menezes</a>, crítico de arte e doutorando em antropologia social pela FFLCH-USP, irão apresentar suas ideias sob a coordenação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira">Ligia Fonseca Ferreira</a>, membro do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/dialogos-intelectuais">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</a>, que organiza a atividade, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p>Este será o primeiro encontro da série Imigração e Saúde, que também acontecerá nos dias 6 de outubro (este, na Unifesp) e 7 de novembro. Os temas dos próximos são <i>Acolhimento e Saúde</i>; e <i>Saúde, Migração e Refúgio</i>, respectivamente.</p>
<p>Segundo os organizadores, para ser efetiva na prevenção de doenças e promoção da saúde e bem-estar, qualquer ação precisa basear-se na compreensão da cultura, tradições, crenças e padrões de interação familiar. “Desnecessário dizer o quanto as diásporas, encontros e desencontros entre culturas estão intrínseca e historicamente vinculados à saúde dos povos que habitam o planeta”, argumentam.</p>
<p>Eles explicam que, do século 16 ao final do século 19, o comércio global da escravidão agenciado pelos europeus resultou na migração forçada de 12 milhões de africanos e africanas para as Américas, e especialmente para o Brasil, que recebeu 46% dessa população. “A violenta e cruel empresa escravista imprimiu marcas profundas – ainda hoje presentes – no legado comum das sociedades em que se implantou, inclusive no que diz respeito à saúde mental”, afirmam.</p>
<p>A exposição nos dois museus reúne 450 trabalhos produzidos ao longo de cinco séculos por 214 artistas de diferentes nacionalidades e origens étnicas. Elas fazem parte dos acervos de museus, fundações e coleções particulares de diversos países.</p>
<p><strong>Imigração e Saúde</strong></p>
<p>O seminário <i>Acolhimento e Saúde</i>, que acontece no <strong>dia 6, às 14h</strong>, será no Auditório da Reitoria da Unifesp, com a presença da psicóloga Julia Bartch da organização humanitária internacional Médico Sem Fronteiras; de Andrea Zamur, coordenadora de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente da Prefeitura Municipal de São Paulo; Roque Pattussi, do Centro de Apoio e Pastoral do Migrante CAMI de São Paulo e ainda, a confirmar, representante da Missão Paz.</p>
<p>No dia <strong>7 de novembro</strong>, novamente no IEA, o seminário<strong> </strong><i>Saúde, Migração e Refúgio </i>reunirá Carlos Eduardo Siqueira, médico e professor da Faculdade de Serviços Públicos e Comunitários da Universidade de Massachusetts UMASS e membro do grupo Diálogos Interculturais; Cássio Silveira, cientista social e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FSPMSCSP) e do departamento de Medicina Preventiva da Unifesp; Denise Martin, antropóloga e professora da Universidade Católica de Santos (UNISANTOS) e da Medicina Preventiva da Unifesp; e Regina Yoshie Matsue, antropóloga e professora do mesmo departamento da Unifesp.</p>
<p>Nestes seminários, o grupo discutirá saúde no sentido amplo, ou seja, não apenas no binômio saúde-doença, mas abrangendo também tudo aquilo que proporciona ou não a possibilidade de bem-estar e sentido à vida.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Divulgação</span></p>
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><strong>Afrodiásporas em Diálogo nas Artes Plásticas</strong><br /><i>5 de outubro, às 10h<br />Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">ao vivo</a> pela internet<br />Sem inscrição<a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfF-UMxtId1Emr_SlqBiH0CwFXfZRo8akF8RkGXmtL8dUzDgw/viewform" target="_blank"><br /></a>Mais informações: Sandra Sedini (<a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>); telefone (11) 3091-1678<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/afro-diasporas-em-dialogo" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica de Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-09-21T19:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao-27-a-29-de-setembro-de-2016">
    <title>Escola sem Partido ou sem Autonomia? O Princípio da Igualdade em Questão - 27 à 29 de setembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/escola-sem-partido-ou-sem-autonomia-o-principio-da-igualdade-em-questao-27-a-29-de-setembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-27T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/trajetoria-entre-culturas-kabengele-munanga-um-interprete-africano-do-brasil-28-de-setembro-de-2016">
    <title>Trajetória entre Culturas: Kabengele Munanga, um Intérprete Africano do Brasil - 28 de setembro de 2016</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/trajetoria-entre-culturas-kabengele-munanga-um-interprete-africano-do-brasil-28-de-setembro-de-2016</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-09-28T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-onu-pandemia">
    <title>UrbanSus ONU: Desigualdades e Interseccionalidades de Gênero nas Cidades Durante a Pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-onu-pandemia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-5d893ec6-7fff-fca0-4f27-f87a8a2d88bf"> </span></p>
<p dir="ltr">A <a class="external-link" href="https://nacoesunidas.org/agencia/onuhabitat/">ONU-Habitat</a> realiza, todos os anos, o Outubro Urbano, com intuito de promover globalmente os resultados positivos da urbanização ou enfrentar desafios específicos que dela resultam. A iniciativa conta sempre com temas selecionados para refletir sobre a diversidade das questões urbanas, além de ser uma plataforma para debate e divulgação da <a class="external-link" href="http://habitat3.org/wp-content/uploads/NUA-Portuguese-Brazil.pdf">Nova Agenda Urbana</a> e dos ODS, em especial o <a class="external-link" href="https://nacoesunidas.org/pos2015/ods11/">ODS 11</a>.</p>
<p dir="ltr">A edição do <a class="external-link" href="http://www.circuitourbano.org/">Circuito Urbano</a> deste ano terá como tema geral <strong>“Cidades Pós-Covid-19: Diálogos  entre o Brasil e a África Lusófona"</strong>.</p>
<p dir="ltr"><span>A pandemia causada pelo vírus COVID-19 veio acentuar os conflitos e desafios decorrentes das desigualdades de gênero. De fato, verifica-se em todo o mundo que as mulheres têm sido especialmente impactadas pela pandemia, sobretudo em razão do agravamento das desigualdades econômicas e sociais, já existentes anteriormente, pelo processo de isolamento social necessário ao controle da propagação do vírus. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Explosão das ocorrências de violência doméstica, perda de emprego e renda, aumento das desigualdades competitivas, sobrecarga pelo acúmulo de tarefas domésticas no isolamento e aumento dos casos de racismo e injúria racial contra a população negra são alguns dos muitos desafios trazidos pela pandemia às mulheres. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Lamentavelmente, esses desafios não foram acompanhados pela mobilização de políticas públicas voltadas à sua remediação e prevenção, o que coloca em cheque a concretização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 - Igualdade de Gênero e demais metas da Agenda 2030 atinentes à promoção da igualdade entre homens e mulheres.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O Ciclo de Seminários UrbanSus tem o propósito de contribuir para maior compreensão e propagação da temática da sustentabilidade entre academia, sociedade e setor público, como estímulo à construção de uma cultura da sustentabilidade aliada à ética socioambiental. Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, o Ciclo UrbanSus visa refletir sobre o papel das cidades e o estímulo para boas práticas, compartilhando soluções sustentáveis urbanas, por meio de tecnologias sociais, ambientais e urbanas inovadoras.</span></p>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a> (<span>Vice-diretora do IEA USP )</span></p>
<p><span><strong>Palestrantes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wania-pasinato" class="external-link">Wânia Pasinato</a> (IEA USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-fukimoto-itikawa" class="external-link">Luciana Fukimoto Itikawa</a> (FIAM-FAAM)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gislene-aparecida-dos-santos" class="external-link">Gislene Aparecida dos Santos</a> (IEA e EACH/USP)</p>
<p><span><strong>Moderadora:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/debora-sotto" class="external-link">Débora Sotto</a> (IEA USP)</p>
<p><strong>Debatedores:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tatiana-cortese" class="external-link">Tatiana Tucunduva Philippi Cortese</a> (UNINOVE e IEA USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-andres-hernandez-arriagada" class="external-link">Carlos Andrés Hernández Arriagada</a> (UPM e IEA USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-batista-nery" class="external-link">Marcelo Batista Nery</a> (NEV e IEA USP)</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>UrbanSus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>África</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ONU</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-15T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




</rdf:RDF>
