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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/territorios-errantes-dialogos-sobre-memoria-educacao-e-praticas-artisticas-06-11-2025">
    <title>Territórios Errantes: Diálogos Sobre Memória, Educação e Práticas Artísticas - 06/11/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/territorios-errantes-dialogos-sobre-memoria-educacao-e-praticas-artisticas-06-11-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Território</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Diversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-01-13T18:48:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/disciplina-pos-cosacce-2026">
    <title>IEA oferece disciplina de pós-graduação sobre territórios, desigualdades e aprendizados sociais</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/disciplina-pos-cosacce-2026</link>
    <description>Iniciativa da Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação, curso será coordenado pelos titulares de 2025-2026: Alemberg Quindins, Fernando José de Almeida e Nísia Trindade Lima. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>O IEA-USP oferecerá no primeiro semestre de 2026 a disciplina de pós-graduação </span><strong>“Territórios: diversidades, desigualdades e aprendizados sociais”</strong><span>, uma iniciativa da </span><span>Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação e d</span><span>a </span><span>Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP</span><span>. A matrícula acontece até 20 de fevereiro e pode ser feita via <a class="external-link" href="https://portalservicos.usp.br/janus/componente/disciplinasOferecidasInicial.jsf?action=2&amp;codcpg=110&amp;codare=110499">sistema Janus</a> por alunos de mestrado e doutorado da USP regularmente matriculados. A Cátedra é uma parceria do IEA com a Fundação Itaú. </span></p>
<p><span><span>As aulas serão </span><span>presenciais</span><span>, realizadas na sede do IEA-USP, de </span><strong>12 de março a 25 de junho</strong><span>, às </span><strong>quintas-feiras, das 14h às 17h</strong><span>, totalizando quatro</span><span> créditos</span><span> ao longo de </span><span>15 semanas</span><span>.</span><span> A disciplina oferecerá </span><strong>40 vagas</strong><span> e adotará uma dinâmica dialógica, com forte estímulo à participação ativa dos estudantes nos debates e atividades propostas, além da elaboração de um trabalho final analítico-crítico.</span></span></p>
<p>Com abordagem interdisciplinar, o curso propõe uma reflexão ampliada sobre o conceito de território, compreendido não apenas como espaço geográfico, mas como campo de relações sociais, memórias, identidades, afetos, disputas e processos coletivos de criação. A proposta articula os temas das diversidades, das desigualdades estruturais e dos aprendizados sociais, destacando experiências territoriais que produzem inovação, inclusão e inspiração para políticas públicas.</p>
<p>A disciplina será coordenada pelos três catedráticos responsáveis pela titularidade 2025–2026 da Cátedra Olavo Setubal: Alemberg Quindins, músico, educador e fundador da Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri (CE); Fernando José de Almeida, filósofo, educador e professor da PUC-SP, com ampla atuação em políticas públicas educacionais; e Nísia Trindade Lima, socióloga, pesquisadora da Fiocruz, ex-presidente da instituição e ex-ministra da Saúde. A presença conjunta dos docentes cria um espaço singular de diálogo entre arte, cultura, ciência, educação, saúde e gestão pública, integrando saberes acadêmicos e experiências concretas nos territórios.</p>
<p>Em três módulos, serão abordados os seguintes temas:</p>
<ol>
<li>
<p>a relação entre território, políticas públicas, memória coletiva e aprendizado social;</p>
</li>
<li>
<p>experiências inclusivas e tecnologias sociais desenvolvidas no Cariri cearense, a partir das ações da Fundação Casa Grande;</p>
</li>
<li>
<p>o conhecimento escolar como território da diversidade, com foco em educação, currículo, democracia urbana e coesão social. Ao longo do curso, serão discutidos temas como territórios saudáveis, segurança pública, pandemia de Covid-19, museus orgânicos, turismo de base comunitária, comunicação social, planejamento urbano e o papel da escola na promoção da igualdade e da participação social.</p>
</li>
</ol>
<p><span>Ao propor a transversalidade como método, a disciplina reafirma o compromisso do IEA e da Cátedra Olavo Setubal com uma formação acadêmica sensível às realidades sociais, capaz de articular pesquisa, educação e intervenção social. A iniciativa convida estudantes de diferentes áreas a refletirem sobre os desafios contemporâneos dos territórios brasileiros e sobre os caminhos possíveis para a construção de sociedades mais justas, inclusivas e democráticas.</span></p>
<p><span><span>Veja a </span><strong><a class="external-link" href="https://portalservicos.usp.br/janus/componente/disciplinasOferecidasInicial.jsf?action=3&amp;sgldis=DPG5022">ementa</a> </strong><span>e </span><strong><a class="external-link" href="https://portalservicos.usp.br/janus/componente/disciplinasOferecidasInicial.jsf?action=4&amp;sgldis=DPG5022&amp;ofe=2">detalhes</a> </strong><span>do oferecimento da disciplina.</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Disciplina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-12-19T14:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/playlist-caminhos-da-cutia">
    <title>Cátedra lança coleção de vídeos das atividades coordenadas pelas titulares indígenas em 2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/playlist-caminhos-da-cutia</link>
    <description>Cátedra Olavo Setubal lança a coleção de vídeos das atividades desenvolvidas pelas catedráticas indígenas Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites em 2024.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/arissana-pataxo-francy-baniwa-e-sandra-benites-janeiro-2024/image" alt="Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites - janeiro/2024" title="Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites - janeiro/2024" height="388" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">As catedráticas de 2024 (a partir da esq.): Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites</dd>
</dl></p>
<p>Já está disponível no canal do IEA no YouTube a <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0kd5kuH3Dt1X9kRQzr8CIB4y"><strong>playlist</strong></a> com os vídeos que documentam as atividades coordenadas pelas três titulares indígenas da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Artes, Cultura, Educação e Ciência</a> (parceria do IEA com a <a class="external-link" href="https://www.fundacaoitau.org.br/">Fundação Itaú</a>) em 2024.</p>
<p><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arissana-pataxo-braz" class="external-link">Arissana Pataxó</a><span style="text-align: justify; ">, </span><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa" class="external-link">Francy Baniwa</a><span style="text-align: justify; "> e </span><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites" class="external-link">Sandra Benites</a> desenvolveram o programa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas" class="external-link">Caminhos da Cutia: Territórios e Saberes da Mulheres Indígenas</a>, cujo principal objetivo foi articular os saberes tradicionais que essas mulheres detêm com a ciência e a tecnologia acadêmica. As atividades do programa contaram com a participação de mulheres indígenas de diversas etnias e regiões do país e diferentes trajetórias profissionais, comunitárias e de militância pelos direitos de seus povos.</p>
<p>Ao longo de sua titularidade, elas promoveram o encontro "Caminhos da Cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo", a roda de conversa "Desafios da Questão Indígena", uma "Conversa com as Catedráticas" e o curso de extensão cultural “Floresta de Saberes: A Diversidade de Existências e Territórios das Mulheres Indígenas”.</p>
<p><strong>Catedráticas</strong></p>
<p>Artista visual, professora e pesquisadora, Arissana Pataxó nasceu em Porto Seguro (BA) e integra a etnia pataxó. É mestre em estudos étnicos e africanos pela UFBA, onde desenvolve pesquisa de doutorado em artes visuais, área de sua graduação na mesma universidade. Em seu trabalho artístico, trata da realidade indígena e de sua interação com outras realidades contemporâneas, fazendo uso de várias técnicas e suportes.</p>
<p>Francy Baniwa é antropóloga, escritora, fotógrafa, cineasta e doutoranda em antropologia social na UFRJ, onde tornou-se mestre na mesma área, depois de graduar-se em sociologia pela Universidade Federal do Amazonas. Ela faz parte da comunidade Wanaliana, na Terra Indígena Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM), e têm atuado no movimento indígena da região há mais de 10 anos.</p>
<p dir="ltr">Doutoranda em antropologia na UFRJ, Sandra Benites é diretora de Artes Visuais da Funarte e atua como curadora de arte, educadora a ativista do povo guarani nhandeva. Natural da Terra indígena Porto Lindo, em Japorã (MS), tornou-se mestre em antropologia social pelo programa de pós-graduação do Museu Nacional da UFRJ. Foi curadora adjunta de Arte Brasileira no Museu de Arte de São Paulo <span style="text-align: justify; ">Assis Chateaubriand</span> (Masp).</p>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td scope="row">
<table class="listing">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Encontro e oficinas - vídeo 1</h3>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/encontro-na-aldeia-kalipety" alt="Encontro na Aldeia Kalipety" class="image-inline" title="Encontro na Aldeia Kalipety" /></p>
<p>O vídeo do encontro "Caminhos da Cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo", primeiro da coleção, apresenta uma síntese das reuniões ocorridas nos dias 27, 28 e 29 de maio de 2024.</p>
<p>No primeiro dia, indígenas e convidados se reuniram na Aldeia Guarani Mbya Kalipety, na Terra Indígena Tenondé Porã, em Colônia, no extremo sul da cidade de São Paulo. O segundo dia foi dedicado a quatro oficinas sobre as vivências como parteiras de duas indígenas e suas auxiliares, incluindo rezas e cantos ligados à prática, além do artesanato produzido pelas etnias.</p>
<p>O encontro foi finalizado com a mesa "Caminhos da Cutia", que teve apresentações de cantos tradicionais, do programa da titularidade e de uma sinopse do encontro na Aldeia Guarani Mbya Kalipety, além de uma conversa entre as catedráticas e convidados.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br /></td>
<td>
<table class="listing">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Roda de conversa - vídeos 8 e 9</h3>
<p>No dia 21 de outubro de 2024, as três catedráticas coordenaram duas atividades. A roda de conversa "Desafios da Questão Indígena" é o oitavo vídeo da coleção.O encontro teve a participação de coletivos de estudantes indígenas e professores das USP, Unicamp e UFSCar, além de representantes do Museu das Culturas Indígenas de São Paulo e da Casa de Culturas Indígenas da USP.</p>
<p>O objetivo foi propiciar o compartilhamento de experiências, desafios e possibilidades referentes à questão indígena a partir de diferentes perspectivas.</p>
<p>O nono vídeo traz a "Conversa com as Catedráticas", no qual elas apresentaram suas visões sobre os aspectos relativos à questão indígena debatidos na roda de conversa precedente.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/roda-de-conversa-21-10-24" alt="Roda de conversa - 21/10/24" class="image-inline" title="Roda de conversa - 21/10/24" /></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br /></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2" scope="row">
<table class="listing">
<tbody>
<tr>
<td scope="row">
<h3>Curso "Floresta de Saberes" - vídeos 2 a 7</h3>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-do-curso-floresta-de-saberes" alt="Logo do curso Floresta de Saberes" class="image-right" title="Logo do curso Floresta de Saberes" /></p>
<p>Realizado de 2 a 4 de setembro de 2024, o curso “Floresta de Saberes: A Diversidade de Existências e Territórios das Mulheres Indígenas” foi a segunda atividade do programa desenvolvido pelas três titulares indígenas e compreende os vídeos dois a sete da playlist. As seis aulas trazem um panorama da diversidade que permeia a existência e atuação das mulheres indígenas, de acordo com a coordenação da cátedra. Isso se refletiu na própria escolha dos temas e das 11 expositoras indígenas convidadas, elas também com formações e experiências diversas, assim como as três titulares.</p>
<p>O curso foi estruturado com temas transversais, entre os quais noções de território, machismo, racismo, tempo e maternidade. Por território, foi considerado tanto o espaço físico quanto o simbólico. Através das categorias machismo e racismo foram apontadas as especificidades vividas por mulheres indígenas neste enfrentamento. A matriz tempo contemplou críticas a projetos desenvolvimentistas, expropriação do meio ambiente, exploração da terra e exaustão psíquica. A partir da noção de maternidade, aconteceram reflexões sobre outras formas de cuidado e suporte.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-da-aula-1-do-curso-floresta-de-saberes/image" alt="Mesa da Aula 1 do curso Floresta de Saberes" title="Mesa da Aula 1 do curso Floresta de Saberes" height="408" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Participantes da Aula 1: nos destaques, as professoras convidadas Graça Graúna Potiguara (esq.) e Patrícia Pará Yxapy, que falaram por videoconferência; na Sala Alfredo Bosi, a catedrática Sandra Benites, Geni Núñez (moderadora) e as catedráticas Arissana Pataxó e Francy Baniwa</dd>
</dl></p>
<p>Ainda que as áreas abrangidas estejam há muito consolidadas na universidade, a especificidade do curso foi dar visibilidade ao “protagonismo indígena sobre estes debates, contribuindo para a ampliação de referências, de epistemologias e cosmogonias para além do eurocentrismo”, afirma a coordenação.</p>
<p>Mesmo voltado à atuação das mulheres indígenas, a organização do curso levou em consideração que a contribuição delas não se restringe ao debate de suas questões, uma vez que as preocupações políticas sempre envolvem seus povos como um todo. Diante disso, o curso objetivou contribuir não só para a visibilidade dos enfrentamentos e desafios vivenciados por mulheres indígenas em suas trajetórias, como também buscou dar visibilizar sobretudo às resistências por elas construídas.</p>
<p>Todas as aulas tiveram a mediação da psicóloga e ativista indígena guarani <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/geni-daniela-nunez-longhini">Geni Núñez</a> e participação das titulares. Núñez também participou da coordenação do curso, ao lado de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liliana-sousa-e-silva">Liliana Sousa e Silva</a>, respectivamente coordenador acadêmico e coordenadora executiva da cátedra. O público priorizado foram indígenas e estudantes da USP (graduação e pós-graduação).</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-da-aula-2-do-curso-floresta-de-saberes/image" alt="Mesa da Aula 2 do curso Floresta de Saberes" title="Mesa da Aula 2 do curso Floresta de Saberes" height="337" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A Aula 2 teve como professoras (a partir da esq.) a catedrática Sandra Benites, Catarina Tupi Guarani, Francy Baniwa, Beatriz Pankararu e (no destaque) Eliane Potiguara, que participou por videoconferência</dd>
</dl></p>
<p>Programa</p>
<p>Trançando as Artes: Mulheres Indígenas e suas Expressões Artísticas foi o título da Aula 1, que teve como professoras a catedrática Arissana Pataxó, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/graca-grauna">Graça Graúna Potiguara</a>, escritora e professora da Universidade de Pernambuco natural do Rio Grande do Norte, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-ferreira-para-yxapy">Patrícia Para Yxapy</a>, professora, roteirista, curadora e realizadora audiovisual indígena da etnia guarani mbyá nascida na Argentina e atualmente vivendo no Rio Grande do Sul. Graça falou sobre a falta de representatividade da arte e da cultura indígena na literatura e da importância da escrita para o resgate das tradições e da ancestralidade. Para Patrícia, o audiovisual é uma forma de resistência e registro da vida, pensamentos e costumes indígenas.</p>
<p>As duas apresentaram suas trajetórias nas diferentes expressões artísticas que as constituem. A diversidade de suas atividades reflete um fato comum nas artes indígenas: a não compartimentalização rígida, uma vez que diversas linguagens artísticas se encontram nos fazeres cotidianos, nos rituais, nos processos de plantio e colheita, no cuidado das crianças e dos mais velhos, afirma a coordenação.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-da-aula-3-do-curso-floresta-de-saberes/image" alt="Mesa da Aula 3 do curso Floresta de Saberes" title="Mesa da Aula 3 do curso Floresta de Saberes" height="389" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A partir da esquerda, Geni Núñez (moderadora), Cinthia Guajajara, Kellen Kaiowá e Eufélia, durante a Aula 3</dd>
</dl></p>
<p>A Aula 2 - Gestando Políticas: Liderança, Política e Movimento Indígena contou com quatro professoras: a titular Sandra Benites, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/catarina-delfina-dos-santos">Catarina Tupi Guarani</a>, liderança indígena, artesã e pedagoga de São Paulo, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fytsaka-upya">Beatriz Pankararu</a>, representante da Reserva Indígena Filhos Dessa Terra (Guarulhos, SP), artista visual e ativista, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliane-potiguara">Eliane Potiguara</a>, do Rio de Janeiro, primeira autora de literatura indígena no Brasil e doutora honoris causa pela Uerj.</p>
<p>As expositoras contaram suas trajetórias políticas e discutiram a importância dos movimentos indígenas na política brasileira. Eliane defendeu a inclusão das obras de pensadores indígenas nos programas das escolas brasileiras. A falta de professores e acervos indígenas nas escolas regulares foi destacada por Eliane. A catedrática Francy Baniwa afirmou que "não há mais a desculpa de que não há produções indígenas: temos teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso e publicação de livros".</p>
<p>Os coordenadores ressaltam que as quatro são referências da presença das mulheres indígenas em diferentes formas de atuação política. “No movimento indígena, há muitas formas de fazer política para além da dimensão institucional, seja a política de diálogos internos com as comunidades, seja a política de negociações com não indígenas, seja na sensibilização dos mais jovens para a luta pelo território”, afirmam.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-da-aula-4-do-curso-floresta-de-saberes/image" alt="Mesa da Aula 4 do curso Floresta de Saberes" title="Mesa da Aula 4 do curso Floresta de Saberes" height="406" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A Aula 4 contou com Geni Núñez (moderadora), Rutian Pataxó, Márcia Mura e Jera Guarani</dd>
</dl></p>
<p>Além da catedrática Francy Baniwa, participaram como expositoras da Aula 3 – Redes de Amparo: Saúde da Mulher e Meio Ambiente uma educadora e duas profissionais da área de saúde: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cintia-guajajara">Cinthia Guajajara</a>, linguista, especialista em direitos indígenas, coordenadora da Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão (Anima) e presidente do Conselho de Educação Escolar Indígena do Maranhão, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoax/xamiri-huy-rendy">Kellen Kaiowá</a>, bióloga e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da Unicamp, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eufelia-lima-goncalves">Eufélia Tariano</a>, do Amazonas, pesquisadora, enfermeira e especialista em saúde indígena.</p>
<p>As violências sofridas pelas mulheres indígenas foram discutidas a partir da noção de corpo-território, considerando as  inter-relações dessas violências com aquelas sofridas pelo ambiente. Foram discutidas ainda possíveis de cuidado e de saúde integradas, territorializadas e tradicionais.</p>
<p>As professoras falaram sobre a cura indígena e o fato de a academia não reconhecer os saberes milenares dos povos originários. Kellen apontou as dificuldades que encontrou para abordar os tratamentos indígenas em suas pesquisas por conta dos padrões acadêmicos. A preservação da natureza e o reconhecimento do canto como terapia tradicional foram temas abordados por Cinthia. Eufélia defendeu que a proteção e o apoio às mulheres e crianças indígenas são questões de saúde pública.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-da-aula-5-do-curso-floresta-de-saberes-1/image" alt="Mesa da Aula 5 do curso Floresta de Saberes" title="Mesa da Aula 5 do curso Floresta de Saberes" height="376" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Aula 5, com (a partir da esq.) Geni Núñez (moderadora) Altaci Kokama, Sueli Maxakali e Anari Pataxó</dd>
</dl></p>
<p>As professoras da Aula 4 – Tecituras das Mulheres Indígenas na Universidade foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rutian-pataxo">Rutian Pataxó</a>, economista especializada em direitos humanos pela UFBA, mestranda em estudos étnicos e africanos na mesma instituição e ouvidora adjunta da Defensoria Pública da Bahia, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcia-mura">Márcia Mura</a>, do Amazonas,  doutora em história social pela USP, educadora, escritora e articuladora política e cultural, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jera-guarani">Jerá Guarani</a>, liderança indígena comunitária na Aldeia Guarani Mbyá Kalipety, no extremo sul da cidade de São Paulo.</p>
<p>A escolha do tema levou em consideração que a presença de mulheres indígenas na universidade é acompanhada de uma série de entraves, uma vez que sua permanência nem sempre é amparada institucionalmente, de acordo com os coordenadores. Para povos em que a coletividade é fundamental, separar mães de suas crianças ou não propiciar condições para que estejam juntas, por exemplo, pode ser uma forma de expulsão indireta, afirmam. “Além disso, os currículos e as ementas dos cursos raramente contemplam perspectivas de mundo para além da eurocêntrica”, dizem.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-da-aula-6-do-curso-floresta-de-saberes/image" alt="Mesa da Aula 6 do curso Floresta de Saberes" title="Mesa da Aula 6 do curso Floresta de Saberes" height="392" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A partir da esquerda, a moderadora Geni Núñez e os relatores das cinco primeiras aulas: Eric Kamikiawa, Sophia Pinheiro, Natalia Farias, Anai Vera e Emerson Guarani</dd>
</dl></p>
<p>Marcia disse que construiu sua carreira no meio acadêmico a partir da história oral e saberes de seus antepassados. "Custou muito caro estar na academia. Não desisti porque sabia a minha tese de doutorado e a minha dissertação de mestrado não eram um trabalho meu, mas sim algo coletivo"", afirmou. A importância das cotas e incentivos indígenas para incluir diferentes povos e saberes no meio acadêmico foi ressaltada por Rutian. Se não fosse isso, a UFBA (onde se formou) "nunca seria a referência de políticas afirmativas para povos indígenas que é hoje", disse. Jerá contou sua trajetória como parte da liderança de sua comunidade e as dificuldades que encontrou ao propor mudanças para seu povo, inclusive ofensas verbais e ameaças de agressão. "Tento lembrar e fortalecer a ideia de que se a gente se comportar assim vamos estar fazendo a mesma coisa que caciques, cabos e capitães faziam", completou.</p>
<p>A revitalização das línguas indígenas tem contado com a participação de mulheres de diferentes povos em iniciativas coletivas. A organização convidou três delas para ministrar, na companhia da catedrática Arissana Pataxó, a Aula 5 – Ecossistema de Línguas Indígenas. São elas: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tataiya-kokama">Altaci Kokama</a>, pesquisadora e ativista natural do Amazonas, doutora em linguística e primeira indígena a ingressar no corpo docente da UnB, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sueli-maxakali">Sueli Maxakali</a>: professora, cineasta e liderança indígena em Minas Gerais, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anari-braz-bonfim">Anari Pataxó</a>, da Bahia, integrante do Grupo de Pesquisa Pataxó Atxohã, Bahia.</p>
<p>A destruição e a exploração da terra também têm efeitos no "ecossistema" de línguas originárias, pois com a continuidade da invasão dos territórios indígenas e com o aumento do racismo religioso, o direito ao território, ao modo de vida e ao falar da língua também se vê profundamente afetado.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alunos-do-curso-floresta-de-saberes/image" alt="Alunos do curso Floresta de Saberes" title="Alunos do curso Floresta de Saberes" height="301" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">O público do curso foi constituído principalmente por indígenas e estudantes da USP de graduação e pós-graduação</dd>
</dl></p>
<p>Altaci disse que os indígenas têm a concepção de que a língua é espírito e por isso não morre. Ela falou sobre sua trajetória como pesquisadora e a dificuldade para entender as apresentações e textos obrigatórios dos programas em que participou: "Eram todos em inglês ou francês". Também defendeu o reconhecimento da língua de sinais dos indígenas o português que falam. Anari questionou a existência de cursos de letras focados apenas em línguas estrangeiras: "Estamos no século 21 e ainda não foi criado um curso voltado às línguas indígenas. Isso é vergonhoso. As línguas indígenas são parte das línguas brasileiras".</p>
<p>A três titulares da cátedra foram as expositoras da Aula 6, que encerrou a atividade. Também participaram cinco pós-graduandos indígenas da USP (Anai Vera, Emerson Guarani, Eric Kamikiawa, Natalia Farias e Sophia Pinheiro). Eles apresentaram seus relatos críticos sobre as aulas anteriores e comentários gerais sobre o curso.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3></h3>
<table class="plain">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><span class="discreet"><strong>CRÉDITOS DOS VÍDEOS</strong></span></p>
<p><span class="discreet"><strong>Encontro "Caminhos da Cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo"</strong></span></p>
<p><span class="discreet"><strong> </strong>Produção audiovisual da Katahirine - Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas e do Instituto Catitu, com: produção de Mari Corrêa, Sophia Pinheiro e Victoria Mouawad; cinegrafia de Kerexu Martim e Natali Mamani; e montagem de Manoela Rabinovitch. Identidade visual de Tie Ito e fotografias de Leonor Calasans, ambas do IEA. Cantos sagrados do povo guarani mbya interpretados por Thiago Oliveira e Coral da Aldeia Kalipety.</span></p>
<p><span class="discreet"><strong>Roda de conversa "Desafios da Questão Indígena" e encontro "Conversa com as Catedráticas"</strong></span></p>
<p><span class="discreet">As duas atividades tiveram Natália Tupi como cinegrafista e responsável pela montagem e edição, com assistência de câmera de Karen Izuno, identidade visual de Diana Lopes e fotos still de Martin Grossmann (coordenador acadêmico da cátedra) e Leonor Calasans, do IEA.</span></p>
<p><span class="discreet"><strong>Curso “Floresta de Saberes: A Diversidade de Existências e Territórios das Mulheres Indígenas”</strong></span></p>
<p><span class="discreet">As seis aulas foram gravadas pela equipe de audiovisual do IEA, com montagem e edição de Natália Tupi, identidade visual de Diana Lopes e música (créditos) de Tainara Takuá.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Línguas indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura indígena</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-09-02T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-olavo-setubal-titulares-2025-2026">
    <title>Novos titulares da Cátedra Olavo Setubal tomam posse no dia 18 de agosto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/catedra-olavo-setubal-titulares-2025-2026</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alemberg-quindins-nisia-trindade-lima-e-fernando-jose-de-almeida-1/image" alt="Alemberg Quindins, Nísia Trindade Lima e Fernando José de Almeida - Cariri, 2025" title="Alemberg Quindins, Nísia Trindade Lima e Fernando José de Almeida - Cariri, 2025" height="572" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Alemberg Quindins, Nísia Trindade Lima e Fernando José de Almeida, novos titulares da Cátedra Olavo Setubal, tratarão de temas transversais que perpassam a noção de território</dd>
</dl></p>
<p>No século 20, o território deixou de ser considerado apenas um espaço delimitado geograficamente para constituir-se numa construção social moldada pelas relações de poder e práticas sociais. A partir dessa ampliação de significado, via geografia crítica, as ciências sociais e as humanidades passaram a vê-lo como um campo de relações, memórias, afetos, lutas e criação coletiva, no qual se evidenciam desigualdades históricas e estruturais, mas também onde florescem redes solidárias, respostas criativas e aprendizados sociais.</p>
<p>É com base nessa concepção que <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alemberg-quindins">Alemberg Quindins</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-jose-de-almeida">Fernando José de Almeida </a>e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nisia-trindade-lima">Nísia Trindade Lima</a>, novos titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação</a> (parceria entre o IEA e a <a href="https://www.fundacaoitau.org.br/">Fundação Itaú</a>) irão desenvolver o programa Territórios: Diversidades, Desigualdades e Aprendizados Sociais até meados de 2026.</p>
<p>Apesar de terem iniciado em junho as atividades de seu programa de trabalho, eles tomarão posse oficialmente no dia 18 de agosto, às 14h30, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário da USP, com transmissão pelo <a href="https://www.youtube.com/@iea-usp">canal do IEA no YouTube</a>. É necessário fazer <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/titulares-cos-2025-2026" class="external-link">inscrição prévia online</a> para acompanhar a cerimônia presencialmente ou pela internet.</p>
<p>Quindins é músico, empreendedor social, escritor e criador da Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri, em Nova Olinda, CE. Filósofo e educador, Almeida atua como professor universitário e gestor público na área de educação de São Paulo, onde já foi secretário municipal ; Lima é socióloga, professora universitária e foi a primeira mulher a presidir a Fiocruz e a responder pelo Ministério da Saúde [leia <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novos-titulares-catedra-olavo-setubal">notícia</a> sobre a escolha dos três e a nova proposta acadêmica da cátedra].</p>
<p><strong>Diversidade</strong></p>
<p>De acordo com a coordenação acadêmica da cátedra, a diversidade de formação e áreas de atuação dos novos titulares cria um espaço privilegiado de convergência entre arte, cultura, ciência, educação, saúde e gestão pública, articulando saberes acadêmicos, iniciativas institucionais e experiências territoriais.</p>
<p>Ao elaborar o programa de sua titularidade, os três reafirmaram a compreensão do território como espaço socialmente construído em constante transformação e atravessado por dimensões afetivas e políticas. Também ressaltaram sua especificidade como local de manifestação de diversidades (reconhecidas como expressões da riqueza cultural, étnica, de gênero e de saberes) e desigualdades (com complexidade estrutural a impor urgência de políticas públicas e práticas de enfrentamento sensíveis às especificidades de cada realidade).</p>
<p>Os catedráticos atentaram também para a importância de valorizar o território como lugar de aprendizados sociais, entendidos como processos coletivos de inovação, resistência e reinvenção que emergem em contextos de crise e nas vivências cotidianas. Outra característica do programa é assumir a ciência como componente da cultura presente no território, reconhecendo a importância da integração entre saberes acadêmicos e populares, bem como das múltiplas formas de produção e circulação de conhecimento em diferentes contextos. O plano de atividades do programa inclui três iniciativas:</p>
<ul>
<li>série Cátedra em Movimento – Encontros Territoriais compreende atividades      em diversos lugares de junho a outubro de 2025 (já ocorreram encontros na      Fiocruz e redondezas, no Rio de Janeiro, e em Nova Olinda (CE), em julho);</li>
</ul>
<ul>
<li>seminário “Territorialidade: Diversidades, Desigualdades e Aprendizados      Sociais”, em novembro de 2025, que fará um balanço dos encontros      territoriais;</li>
</ul>
<ul>
<li>disciplina de pós-graduação “Territorialidade: Diversidades, Desigualdades      e Aprendizados Sociais”, a ser oferecida em parceria com a Pró-Reitoria de      Pós-Graduação no primeiro semestre de 2026.</li>
</ul>
<p><strong>Transversalidade</strong></p>
<p>A abordagem metodológica do programa será a da transversalidade, de acordo com as diretrizes da cátedra. Nesse sentido, as atividades almejam integrar arte, ciência, cultura, educação e saúde, rompendo fronteiras disciplinares. Com essa preocupação, o programa será desenvolvido a partir de uma série de eixos estruturantes. Entre eles está o exame da questão do pertencimento ao território, com ênfase na exploração das relações entre espaço, memória, afetividade e identidade.</p>
<p>O programa também analisará as múltiplas desigualdades dos territórios a serem estudados, mas com a preocupação simultânea de identificar estratégias públicas de enfrentamento adequadas às especificidades locais. Em paralelo a isso, os catedráticos pretendem adotar uma postura "crítica às perspectivas que dão relevo ao que falta ao Brasil, em especial aos grupos que mais sofrem o impacto das desigualdades sociais, sejam elas de classe, gênero ou etnorraciais, ignorando as potencialidades presentes na sociedade".</p>
<p>Nesse processo de valorização de potencialidades, o programa pretende investigar temas como memória, trabalho e política como campos de aprendizado, resistência e reinvenção social, com atenção especial ao papel das experiências locais na sistematização e difusão de práticas inovadoras e inspiradoras com potencial transformador.</p>
<p>Entre os aspectos ligados às experiências a serem analisados estão: as práticas educativas enraizadas nas realidades locais; as lições e novas práticas emergentes em função da pandemia de Covid-19; e o mapeamento, articulação e fortalecimento de redes institucionais, acadêmicas e comunitárias.</p>
<p>No âmbito cultural, a preocupação é com o reconhecimento do patrimônio como catalisador de inclusão e identidade, integrando arqueologia social inclusiva, museus orgânicos, moradas de conteúdo e saberes de mestres locais, e a abordagem do encantamento e sensibilidade por meio da visão da estética e do afeto como dimensões fundamentais da transformação social.</p>
<p>O programa também se preocupa com a ética do cuidado do futuro, com discussões sobre o compromisso com a responsabilidade intergeracional e com os princípios de sustentabilidade para orientar ações presentes e futuras.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Pedro Arcanjo/Fundação Casa Grande</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Território</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-07T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novos-titulares-catedra-olavo-setubal">
    <title>Cátedra Olavo Setubal escolhe 3 novos titulares e adota proposta baseada em transversalidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novos-titulares-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>Alemberg Quindins, Nísia Trindade e Fernando José de Almeida são os novos titulares da cátedra, que passa a se chamar Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/novo-logo-da-catedra-olavo-setubal" alt="Novo logo da Cátedra Olavo Setubal" class="image-right" title="Novo logo da Cátedra Olavo Setubal" /></a>Após 10 anos de atividades, a <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal</a> está com uma nova proposta de trabalho e um nome que a reflita. A partir de agora, ela se baseia numa articulação do campo cultural com a arte, a ciência e a educação, em chave amplificadora, com o intuito de promover transformações baseadas na interdependência e compromisso mútuo desses saberes. Seu nome passa a ser <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação</a>.</p>
<p>Outra alteração foi a da parceria institucional. O <a class="external-link" href="https://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a>, que financiou as atividades no primeiro decênio, agora foi substituído pela <a class="external-link" href="https://www.fundacaoitau.org.br/">Fundação Itaú</a> (engloba o Itaú Cultural, o Itaú Educação e Trabalho e o Itaú Social) no convênio com a USP que viabiliza a cátedra no IEA.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alemberg-quindins/image" alt="Alemberg Quindins - Cátedra Olavo Setubal" title="Alemberg Quindins - Cátedra Olavo Setubal" height="350" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Alemberg Quindins, empreendedor social</dd>
</dl></strong></p>
<p><span><strong>Novos titulares</strong></span></p>
<p>Em conformidade com as diretrizes da nova proposta acadêmica, os responsáveis pela cátedra escolheram três titulares com linhas de trabalho pessoais diferenciadas, mas cujos projetos serão baseados nas transversalidades de conhecimentos.</p>
<p>O trabalho conjunto do artista e empreendedor social Alemberg Quindins, da socióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nisia-trindade-lima" class="external-link">Nísia Trindade Lima</a> e do educador e filósofo Fernando José de Almeida deverá revelar “ambiguidades bem-intencionadas, baseadas em conexões, convergências e talvez algumas distensões”, de acordo com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nisia-trindade-lima" class="external-link">Martin Grossmann</a>, coordenador acadêmico da cátedra.</p>
<p>Músico de formação popular, empreendedor social, escritor e artista, Quindins é o idealizador e fundador da Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri, em Nova Olinda, Ceará.</p>
<p>Lima é  socióloga, pesquisadora e professora universitária. Foi a primeira mulher a ser ministra da Saúde, de janeiro de 2023 a março de 2025, além de ter sido a primeira mulher a presidir, de 2017 a 2022, a Fundação Oswaldo Cruz em seus 120 de história.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nisia-trindade-catedra-olavo-setubal/image" alt="Nísia Trindade - Cátedra Olavo Setubal" title="Nísia Trindade - Cátedra Olavo Setubal" height="350" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Nísia Trindade Lima, socióloga</dd>
</dl></p>
<p>Filósofo, educador e professor titular da PUC-SP, onde também foi vice-reitor, Fernando José de Almeida é mestre e doutor em filosofia da educação e foi secretário da Educação da cidade de São Paulo no período 2001-2002.</p>
<p>A formação da nova trinca de titulares se apoia, principalmente, nos conceitos de territorialidade, formação e diversidade, levando em conta o problema histórico e sistêmico que afeta a maioria da população brasileira: a desigualdade social.</p>
<p>Em suas distintas trajetórias e atuações, Quindins, Lima e Almeida participaram ativamente em processos de transformação social e mitigação das desigualdades, levando em conta seus contextos de formação e atuação. Grossmann comenta que os três são formadores natos, educadores com perfis muito diversos, atentos à contextualidade e territorialidade dos processos nos quais têm e tiveram participação central, integral, afetiva e efetiva. “São líderes sensíveis, dialógicos, afeitos ao trabalho coletivo, integrado, em rede.”</p>
<p>Os três possuem laços significativos com países africanos e latino-americanos, e atuam não só em suas localidades, como também participam da formulação de políticas culturais, educativas e de saúde de âmbito municipal, estadual e nacional, ou seja, “conhecem o seu lugar, a sua cidade, o seu território e o Brasil e estão aterrados em e antenados com este planeta”, segundo o coordenador acadêmico. Para ele, esse encontro inusitado no IEA tem um potencial para contribuir qualitativamente em projetos interculturais no país, que incentivem processos interdisciplinares participativos, descentralizados e transversais.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fernando-jose-de-almeida-catedra-olavo-setubal/image" alt="Fernando José de Almeida - Cátedra Olavo Setubal" title="Fernando José de Almeida - Cátedra Olavo Setubal" height="350" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Fernando José de Almeida, educador</dd>
</dl>Transversalidades</strong></p>
<p>“Ao referenciar a versão 3.0 da Cátedra Olavo Setubal em ‘transversalidades’, estamos ampliando o escopo de atuação dessa plataforma de ação acadêmica e cultural do IEA que intenta, entre outros objetivos, incentivar a modelagem de conhecimento transdisciplinar, crítico, prospectivo e colaborativo”, afirma Grossmann.</p>
<p>Ele lembra que nos 10 primeiros anos, a cátedra fundamentou-se nas relações entre arte, cultura e ciência, tendo como base a complexidade e poética da cultura contemporânea. Em reação crítica e orgânica às transformações em curso na sociedade nessa última década, como também na geopolítica e nas condições climáticas planetárias, agora a coordenação entende que se impõe a necessidade de ampliação do campo de reflexão e ação da cátedra. “Reagimos também às transformações em andamento seja na esfera institucional do IEA e da própria USP, como também de nosso parceiro, a Fundação Itaú.”</p>
<p>Considerando a natureza laboratorial e, portanto, experimental da cátedra, a decisão foi investir ainda mais na interdisciplinaridade e no encontro de diversos saberes e conhecimentos, bem como de práticas, “almejando sempre a transdisciplinaridade e, porque não, a invenção”, explica.</p>
<p>A proposta também inclui o campo social, o meio ambiente e as novas tecnologias no rol das abordagens transversais previstas para a modelagem de “paisagens instigantes que favoreçam abordagens setoriais”. O intuito é possibilitar colaborações e proposições voltadas a ações e políticas públicas culturais, artísticas, educacionais e científicas.</p>
<p>O objetivo central é contribuir qualitativamente no desenho de um projeto intercultural, participativo, descentralizado e transversal para o Brasil, capaz de representar sua diversidade e pluriculturalidade.</p>
<p>Para esse fim, a cátedra pretende incidir sobre políticas públicas e privadas para cultura, arte, ciência e educação, além de promover encontros intergeracionais, transdisciplinares e interculturais e atuar na formação de jovens pesquisadores. Essa atuação será complementada pelos programas a serem propostos pelos titulares da cátedra.</p>
<p><strong>Contexto</strong></p>
<p>De acordo com Grossmann, “desde o final do século 20, a cultura vem operando mais como um campo em tensionamento, ampliativo, multidimensional, topológico e poético, em contraste com a arte, que vem se conformando a uma atuação restrita, delimitada, sistêmica, monocultural e mercadológica”.</p>
<p>Para ele, a interculturalidade não vem sendo suficientemente explorada no campo da arte e da ciência, pois os sistemas (“operacionais”) em uso, não estão sendo revistos criticamente, atuando dentro dos conformes pré-estabelecidos pelas instituições, pelo mercado, pela formação de novos quadros (escolas, academias e universidades).</p>
<p>No caso da arte no Brasil, no entanto, tem havido uma apropriação de elementos orgânicos próprios de sua pluriculturalidade, “em sua estrutura monocultural institucionalizada, consolidada pelo modernismo tropicalizado, modernismo que não só abrange as artes e a arquitetura, mas que também modelou a educação e a ciência moderna no Brasil”, segundo Grossmann.</p>
<p>Ele considera que a cultura dominante não permitiu que essa pluralidade operasse de forma emancipada e acabou condicionando, segregando e minimizando expressões e saberes ao longo do século 20, principalmente dos povos originários e dos afrodescendentes.</p>
<p>“A complexificação do âmbito de nossa existência em múltiplas dimensões, ubiquamente, seja pelos avanços tecnológicos, seja pela ampliação dos sentidos, da consciência e de condições multi e pluriculturais, vem gerando a necessidade de inclusão/ampliação do acesso a um contingente da população alijado pela narrativa monocultural até então dominante.”</p>
<p>Diante desse diagnóstico, Grossmann pergunta: “Seria possível delinear um novo programa sócio-ambiental-científico-cultural-educativo que represente o Brasil no século 21?”. Responder a isso é justamente o objeto da nova fase da Cátedra Olavo Setubal.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Fotos (a partir do alto): Itaú Cultural, Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados e Secretaria Municipal da Educação de São Paulo</i></span></p>]]></content:encoded>
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    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
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      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Curso Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-04-28T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/entrevista-com-as-catedraticas-arissana-pataxo-francy-baniwa-e-sandra-benites">
    <title> Natália Tupi entrevista as catedráticas, Arissana Pataxó,  Francy Baniwa e Sandra Benites - 21/10/2024</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/roda-de-conversa-desafios-da-questao-indigena-21-10-2024">
    <title>Roda de Conversa Desafios da Questão Indígena - 21/10/2024</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
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      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-01-13T19:03:23Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/caminhos-da-cutia-29-05-2024">
    <title>Caminhos da Cutia - 29/05/2024</title>
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      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2024-12-11T14:16:04Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/oficinas-de-saberes-indigenas-28-05-2024">
    <title>Oficinas de Saberes Indígenas - Caminhos da cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo - 28/05/2024</title>
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      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Curso Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2024-12-11T14:16:15Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/encontro-de-mulheres-indigenas-na-aldeia-kalipety-27-05-2024">
    <title>Encontro de Mulheres Indígenas na Aldeia Kalipety - 27/05/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/encontro-de-mulheres-indigenas-na-aldeia-kalipety-27-05-2024</link>
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      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Conservação ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-12-10T21:00:02Z</dc:date>
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  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/titulares-da-catedra-olavo-setubal-organizam-curso-sobre-o-protagonismo-da-mulher-indigena-busca-protagonizar-a-mulher-indigena">
    <title>Titulares da Cátedra Olavo Setubal organizam curso sobre o protagonismo da mulher indígena</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/titulares-da-catedra-olavo-setubal-organizam-curso-sobre-o-protagonismo-da-mulher-indigena-busca-protagonizar-a-mulher-indigena</link>
    <description>A Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência realiza, de 2 a 4 de setembro, o curso de difusão gratuito Floresta de Saberes: a Diversidade de Existências e Territórios das Mulheres Indígenas. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<p><i>Por Lívia Uchoa (estagiária)</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/florestas-de-saberes" alt="Florestas de Saberes" class="image-right" title="Florestas de Saberes" /></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">As catedráticas indígenas Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites Guarani, titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, são as organizadores do curso de difusão gratuito <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/floresta-saberes">Floresta de Saberes: a Diversidade de Existências e Territórios das Mulheres Indígenas</a>, que acontecerá no IEA nos dias 2, 3 e 4 de setembro, numa parceria com a Fundação Itaú e o Itaú Cultural</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Dividido em seis aulas (manhã e tarde) coordenadas pela trinca de catedráticas, o curso reunirá lideranças, artistas e pesquisadoras para entender os principais desafios enfrentados pelas mulheres indígenas em diferentes campos de atuação.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Os interessados em participar do curso devem efetuar pré-inscrição de 12 a 16 de agosto pelo <a href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400020&amp;cod_edicao=24001&amp;numseqofeedi=1" style="text-align: justify; ">Sistema Apolo</a> da USP. Os pré-inscritos receberão, por email, um formulário a ser preenchido de 17 a 23 de agosto. <span style="text-align: justify; ">A efetivação da matrícula ocorrerá após a análise das respostas apresentadas no formulário, da vinculaçao ou não ao público-alvo e da carta de motivação. O resultado será divulgado no dia 26 de agosto.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>Diversidade</strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Com pessoas indígenas e estudantes da USP (graduação e pós-graduação) como público-alvo, o curso tem o objetivo de contribuir para o reconhecimento da diversidade dos saberes, territórios e atuações das mulheres indígenas. A programação inclui exposições e debates sobre machismo, racismo, saúde da mulher, arte, meio ambiente e muitas outras temáticas com a perspectiva indigena.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Segundo os organizadores do curso, esse protagonismo da mulher indigena contribui para a ampliação de referências, de epistemologias e cosmogonias para além do eurocentrismo: "Ainda que o protagonismo seja de mulheres indígenas, suas contribuições não se encerram no debate sobre mulheres, uma vez que suas preocupações políticas envolvem sempre seus povos como um todo, das crianças aos mais velhos, dos jovens aos adultos, dos homens às mulheres, dos rios às florestas”.</p>
<h3>Programação</h3>
<h3><strong>2/set</strong></h3>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Manhã - Aula 1: Trançando as artes: mulheres indígenas e suas expressões artísticas</strong><br /><i>Coordenadora: Arissana Pataxó</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">É comum que as artes indígenas não tenham uma compartimentalização rígida, uma vez que diversas linguagens artísticas se encontram nos fazeres cotidianos, nos rituais, nos processos de plantio e colheita, no cuidado das crianças e dos mais velhos. Para esta aula, as convidadas irão apresentar suas trajetórias nas diferentes expressões artísticas que as constituem.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Graça Graúna Potiguara (RN): escritora e professora adjunta na Universidade de Pernambuco (UPE);</li>
<li>Patrícia Para Yxapy (RS): professora, roteirista, curadora e realizadora audiovisual indígena da etnia mbyá guarani;</li>
<li>Carmézia Emiliano (RR): artista plástica makuxi.</li>
</ul>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Tarde - Aula 2: Gestando políticas: liderança, política e movimento indígena</strong><br /><i>Coordenadora: Sandra Benites</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - No movimento indígena, há muitas formas de fazer política para além da dimensão institucional, seja a política de diálogos internos com as comunidades, seja a política de negociações com não indígenas, seja na sensibilização dos mais jovens para a luta pelo território. As convidadas foram e são referências históricas no que diz respeito à presença de mulheres indígenas nas mais diferentes formas de fazer política.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Catarina Tupi Guarani (SP): liderança indígena, artesã e educadora formada em pedagogia pela FE-USP;</li>
<li>Beatriz Pankararu (SP): artista visual e ativista; representante da Reserva Indígena Filhos Dessa Terra, Guarulhos; </li>
<li>Eliane Potiguara (RJ): primeira autora de literatura indígena no Brasil; é doutora honoris causa pela UERJ;</li>
<li>Joziléia Kaingang (SC): geógrafa e professora; diretora do Departamento de Promoção de Políticas Indigenistas do Ministério dos Povos Indígenas.</li>
</ul>
<p style="text-align: left; "><i> </i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<h3 dir="ltr" style="text-align: left; ">3/set</h3>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Manhã - Aula 3: Redes de amparo: saúde da mulher e meio ambiente</strong><br /><i>Coordenadora: Francy Baniwa</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - O território não é apenas um espaço físico, um local específico, mas é também parte de quem nós somos. A partir da noção de corpo-território, nesta aula serão discutidas as inter-relações entre as violências sofridas pela Terra e as violências sofridas pelas mulheres indígenas, que também são parte dela. Serão também abordadas formas possíveis de cuidado e de saúde integradas, territorializadas e tradicionais.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i> Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Kellen Kaiowá (MS): bióloga e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);</li>
<li>Cinthia Guajajara (MA): coordenadora da Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão (Anima) e presidente do Conselho de Educação Escolar Indígena do Maranhão; é especialista em direitos indígenas;</li>
<li>Eufelia Tariano (AM): pesquisadora, enfermeira e especialista em saúde indígena.</li>
</ul>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Tarde - Aula 4: As tecituras das mulheres indígenas na universidade</strong><br /><i>Coordenadora: Francy Baniwa</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - A destruição e a exploração da Terra também têm efeitos no "ecossistema" de línguas originárias, pois com a continuidade da invasão dos territórios indígenas e com o aumento do racismo religioso, o direito ao território, ao modo de vida e ao falar da língua também se vê profundamente afetado. Na linha de frente da revitalização e do reflorestamento de línguas indígenas, mulheres de diferentes povos têm participado de iniciativas coletivas de fortalecimento e, nesta aula, serão apresentadas algumas delas.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Rutian Pataxó (BA): graduada em economia pela UFBA, com especialização em direitos humanos pela mesma universidade; mestranda em estudos étnicos e africanos também pela UFBA; ouvidora-adjunta da Defensoria Pública da Bahia;</li>
<li>Márcia Mura (AM): escritora, articuladora política e cultural, educadora, percorre o território mura e outros lugares com a pedagogia da afirmação indígena; doutora em história social pela USP e aprendiz dos saberes dos mais velhos;</li>
<li>Jera Guarani (SP): liderança indígena comunitária na aldeia guarani mbya Kalipety, São Paulo.</li>
</ul>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<h3 dir="ltr" style="text-align: left; ">4/set</h3>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Manhã - Aula 5: Ecossistema de línguas indígenas</strong><br /><i>Coordenadora: Arissana Pataxó</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - A presença de mulheres indígenas na universidade é acompanhada de uma série de entraves, uma vez que sua permanência, objetiva e subjetivamente, nem sempre é amparada institucionalmente. Para povos em que a coletividade é fundamental, separar mães de suas crianças ou não propiciar condições para que estejam juntas, por exemplo, pode ser um fato de "expulsão" indireta. Além disso, os currículos e as ementas dos cursos raramente contemplam perspectivas de mundo para além da eurocêntrica. Sobre estes e outros embates, as convidadas compartilharão suas vivências.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><i>Convidadas:</i></p>
<ul style="text-align: left; ">
<li>Altaci Corrêa Rubim/Tataiya Kokama (AM): pesquisadora e ativista, doutora em linguística pela UnB; primeira professora indígena a ingressar no corpo docente da UnB;</li>
<li>Sueli Maxakali (MG): professora, cineasta e liderança indígena;</li>
<li>Anari Pataxó (BA): membro do Grupo de Pesquisadores Pataxó Atxohã.</li>
</ul>
<p style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><strong>Tarde - Aula 6: Nossos caminhos: finalização do curso</strong><br /><i>Coordenadoras: Sandra Benites, Francy Baniwa e Arissana Pataxó</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sinopse - Neste momento de finalização e partilhas coletivas, haverá também a apresentação de relatos críticos feitos por estudantes de pós-graduação, que trarão suas impressões, elaborações e considerações sobre o ciclo.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-09T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-da-cutia">
    <title>Saberes das mulheres indígenas abrem atividades das novas titulares da Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-da-cutia</link>
    <description>A atividade inaugural da titularidade de Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites na Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência será o encontro Caminhos da Cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo, nos dias 27, 28 e 29 de maio.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/barriga-de-indigena-gravida" alt="Barriga de indígena grávida" class="image-right" title="Barriga de indígena grávida" />A atividade inaugural da titularidade de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arissana-pataxo-braz" class="external-link">Arissana Pataxó</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa" class="external-link">Francy Baniwa</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites" class="external-link">Sandra Benites</a> na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> será o encontro "</span><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclos/caminhos-da-cutia" class="external-link">Caminhos da Cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo</a>"</span><span style="text-align: justify; ">, nos dias 27, 28 e 29 de maio.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><span>Relacionado</span></h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Posse das Lideranças Indígenas como Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-01-03-2024" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novas-titulares-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Semeando como cutias: a posse de três mulheres indígenas na Cátedra Olavo Setubal</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas" class="external-link">Mulheres indígenas tomam posse em 1º de março como titulares da Cátedra Olavo Setubal</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cosacc-titulares2024" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal terá 3 mulheres indígenas como titulares em 2024</a></li>
</ul>
<p><strong>Artigo</strong></p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://www.revista-pub.org/post/03032024" target="_blank">O Caminho da Cutia Chega à Academia</a>", de Elizabeth Harkot de La Taille (FFLCH-USP)<br /><i>Publicado em 3/3/24 na Revista PUB Diálogos Interdisciplinares, do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública</i></li>
</ul>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link"><br />Leia outras notícias sobre a Cátedra Olavo Setubal</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">A <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-da-cutia#programacao" class="external-link">programação</a> contará com a participação de mulheres indígenas de diferentes etnias e regiões do país. A Atividade 1, no dia 27, restrita a indígenas e convidados, ocorrerá na Aldeia Guarani Mbya Kalipety, na Terra Indígena Tenondé Porã, em Colônia, no extremo sul da cidade de São Paulo. Não haverá transmissão pela internet nesse dia.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">A Atividade 2, no dia 28, consistirá de quatro oficinas sobre as vivências como parteiras de duas indígenas e suas auxiliares, incluindo rezas e cantos ligados à prática, além do artesanato produzido pelas etnias. As oficinas serão abertas ao público inscrito [veja <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-da-cutia#oficinas" class="external-link">links</a> abaixo].</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">No dia 29, a Atividade 3 será a mesa "Caminhos da Cutia", com apresentações de cantos tradicionais, do programa a ser desenvolvido pelas catédráticas e de uma sinopse do encontro na Aldeia Guarani Mbya Kalipety, além de uma conversa entre as titulares e convidados. <span id="docs-internal-guid-87fa4013-7fff-ab90-f898-b1872c2096c3"><span>Dentre os temas que serão discutidos estão alimentação coletiva em contextos urbanos, saberes sobre roça, parto e cuidados da saúde</span></span> .A mesa será aberta ao público, sem necessidade de inscrição, e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<div></div>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2">
<h3>Dia 27</h3>
<p><strong>Atividade 1 - "Encontro de Mulheres Indígenas"</strong><br />Local: Aldeia Guarani Mbya Kalipety (Estrada Evangelista de Souza, Colônia, São Paulo, SP)<br />Fechado, sem transmissão pela internet</p>
<p><i>Conversas, partilhas de saberes e rezas entre catedráticas,<br />pós-doutoranda, parentas convidadas e mulheres da aldeia</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>9h</td>
<td>Conversas e partilhas entre parentas, sem a participação de não indígenas</td>
</tr>
<tr>
<td>12h</td>
<td>Almoço coletivo com ingredientes tradicionais</td>
</tr>
<tr>
<td>14h</td>
<td>Rodas de conversa nas quais poderão participar convidados não indígenas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2">
<h3>Dia 28</h3>
<p><strong>Atividade 2: "Oficinas de Saberes Indígenas"</strong><br />Local: Auditório do IEA <br />Participação aberta ao público inscrito</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><a name="oficinas"></a>10h</td>
<td>Oficina 1 - Vivência com a Pajé Jaçanã Pataxó<br /><i>Ela contará um pouco de sua trajetória como parteira e pajé, acompanhada de sua filha Maria Raimunda, artesã e auxiliar de parteira</i><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdOFdIV7lR_6r92s3EK9-GWNn8W8PNjwRQxLQ7WXpZgMgcV9g/viewform">Inscrição online</a></td>
</tr>
<tr>
<td>11h</td>
<td>Oficina 2 - Vivência com Sábios/as do Alto Rio Negro<br /><i>Com Bibiana Fontes e Francisco Fontes, auxiliados por Larissa Fontes;  parteira e dona de roça, Bibiana compartilhará cantos e saberes sobre o parto, em nheengatu e baniwa</i><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeLsg3Z4_gM3GDtmX-d4ErPQ_5BagVgVHsnDHCwp7OBh5HtOg/viewform">Inscrição online</a></td>
</tr>
<tr>
<td>14h30</td>
<td>Oficina 3 - Vivência de Artesanato com Tucum e Língua Nheengatu<br /><i>A professora e dona de roça Maria Bidoca irá demonstrar um pouco do fazer artesanal de seu povo</i><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScXb_1TDN5LbC-1TvTIvCTlyq_Hg0AGNmorFVcLqDG5V88D6w/viewform">Inscrição online</a></td>
</tr>
<tr>
<td>15h30</td>
<td>
<p>Oficina 4 - Roda de Conversa sobre Parto e Nascimento Mbya Guarani e Pataxó<br /><i><span><span>Pajé Jaçanã (pataxó), parteira, e Adriana Moreira (mbya guarani), parteira e professora, falarão de</span> suas experiências como parteiras, compartilhando narrativas cosmogônicas de seus povos acerca dos cuidados de gestação e parto</span></i><br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf34G8KrinolFeby9EWsXLkpcoLE2WEGwJFNs9bX93My5lptQ/viewform">Inscrição online</a></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="2">
<h3>Dia 29</h3>
<p><strong>Atividade 3: Mesa “Caminhos da Cutia”</strong><br />Local: Sala Alfredo Bosi<br />Participação aberta ao público, sem necessidade inscrição e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet</p>
<p><strong>Abertura com cantos tradicionais</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>10h10</td>
<td>Apresentação pelas catedráticas do programa da titularidade e síntese do encontro na Aldeia Guarani Mbya Kalipety</td>
</tr>
<tr>
<td>10h30</td>
<td>Conversa com as catedráticas e convidadas Renata Geraldo (mura), Maria Bidoca (baniwa) e Adriana Moreira (mbya guarani)</td>
</tr>
<tr>
<td>11h20</td>
<td>Falas institucionais de representantes da cátedra e da Fundação Itaú</td>
</tr>
<tr>
<td>11h40</td>
<td>Perguntas do público</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Foto: Fiocruz</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Maternidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-10T11:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/reunioes-internas/reuniao-catedra-olavo-setubal-07-05-2024">
    <title>Reunião Cátedra Olavo Setubal - 07/05/2024 </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/reunioes-internas/reuniao-catedra-olavo-setubal-07-05-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-05-08T21:42:08Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-01-03-2024">
    <title>Posse das Lideranças Indígenas como Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência - 01/03/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-01-03-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-12T14:21:01Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novas-titulares-catedra-olavo-setubal">
    <title>Semeando como as cutias: a posse de três mulheres indígenas na Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novas-titulares-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>As indígenas Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites tomaram posse como novas titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências no dia 1º de março, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-de-indigenas-na-catedra-olavo-setubal-1o-3-24-1/image" alt="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 1" title="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 1" height="376" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A partir da esq., Francy Baniwa, Arissana Pataxó e  Sandra Benites</dd>
</dl></p>
<p>"Não estaremos sós. Seremos como as cutias fazendo caminhos e plantando sementes, como a da universidade indígena." Assim <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arissana-pataxo-braz">Arissana Pataxó</a> definiu como será a atuação dela, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa">Francy Baniwa</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites">Sandra Benites</a> como titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria do IEA com a <a class="external-link" href="https://www.fundacaoitau.org.br/">Fundação Itaú</a>.</p>
<p><span>As três indígenas tomaram posse na cátedra em cerimônia no dia 1º de março, na Sala do Conselho Universitário, prestigiada por dirigentes da USP, do IEA  e da Fundação Itaú, além de representantes de outras instituições e integrantes de vários povos originários.</span></p>
<p><span>Na abertura da solenidade, o coordenador acadêmico da cátedra</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a><span>, celebrou as contribuições da titular anterior, a escritora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo">Conceição Evaristo</a><span>, que não pode comparecer à cerimônia por questões pessoais. </span><span>Ele destacou os trabalhos desenvolvidos por Conceição para discussões teóricas sobre o conceito de escrevivência (criado por ela), inclusive na formação e orientação de um grupo de estudos sobre o tema com jovens pesquisadores.</span></p>
<p><span>Para ele, "a escrevivência constitui o kernel de uma nova episteme”. </span><span>Mudanças como essa nos modos de representação “precisam ser expandidas de modo multicultural, e a cátedra se insere nesse processo", afirmou.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas" class="external-link">Mulheres indígenas tomam posse em 1º de março como titulares da Cátedra Olavo Setubal</a><br /><i>20/2/24</i></li>
</ul>
<p><strong>Artigo</strong></p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://www.revista-pub.org/post/03032024">O Caminho da Cutia Chega à Academia</a>", de Elizabeth Harkot de La Taille (FFLCH-USP)<br /><i>Publicado em 3/3/24 na Revista PUB Diálogos Interdisciplinares, do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública</i> </li>
</ul>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link"><br />Leia outras notícias sobre a Cátedra Olavo Setubal</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Grossmann destacou o fato de a titular anterior e as novas serem educadoras que têm como referência suas territorialidades, a diversidade e as desigualdades do país. “As especificidades dos contextos, as tradições e cosmogonias importam e muito”, considerou.</p>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski</a>, disse que estamos num momento em que ocorre um movimento transformador na universidade e na sociedade brasileira. Ele associou a cátedra, os pesquisadores que a ocuparam e as instituições envolvidas a um espírito inovador próprio da juventude.</p>
<p>“A USP, que comemora 90 anos, é jovem no contexto da comunidade universitária global, que se aproxima de seu milênio de existência. A Fundação Itaú foi criada em 2019. A cátedra também é jovem. Sua atividade inaugural em 2015 foi o apoio à criação de uma rede global de jovens pesquisadores numa iniciativa com a Universidade de Nagoya, a Intercontinental Academia, no âmbito da <a href="http://www.ubias.net/">Ubias</a>, rede de institutos de estudos avançados vinculados a universidades nos cinco continentes.”</p>
<p>Para ele, a titularidade de jovens mulheres indígenas constitui-se em mais uma ação que valoriza a potência da juventude, assim como outras iniciativas promovidas por titulares anteriores, que favoreceram a formação de jovens em várias áreas.</p>
<p><strong>Ancestralidades</strong></p>
<p>O presidente da Fundação Itaú, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron">Eduardo Saron</a>, frisou que a cerimônia marcava a transição entre a ancestralidade afro-brasileira, representada pela atuação de Conceição Evaristo, e ancestralidade indígena, com as novas titulares.</p>
<p>Ele destacou o espírito público da parceria entre a fundação e e a USP. “Um espírito público tão necessário e tão ausente de algumas universidades e fundações empresariais. Nunca fomos tratados como patrocinadores. Sempre houve uma troca profunda. Pudemos oxigenar o IEA com uma certa ousadia e sermos oxigenados a cada caminho que a cátedra tomava.”</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/neca-setubal">Maria Alice Setubal</a>, filha de Olavo Setubal, participou da cerimônia representando a família do patrono da cátedra. Neca, como é mais conhecida, manifestou sua satisfação pelo fato de a cátedra abrigar titulares tão diversos ao longo desses seus dez anos de existência, associando isso à personalidade de seu pai, que “gostava de conversar com pessoas que pensassem diferente dele”.</p>
<p>Ao lembrar de titulares anteriores, ela citou o “trabalho incrível" feito por Conceição Evaristo com vários estudantes, dando continuidade ao engajamento de jovens realizado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva">Eliana Sousa Silva</a> durante sua <span>passagem pela cátedra, em 2018.</span></p>
<p>“Agora com as três indígenas, a cátedra dá mais um passo na sua articulação com a sociedade brasileira ao reconhecer a importância dos povos originários e a necessidade de salvaguardar a Amazônia e saberes culturais e artísticos.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-de-indigenas-na-catedra-olavo-setubal-1o-3-24-2/image" alt="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 2" title="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 2" height="291" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Participantes da cerimônia (a partir da esq.): Martin Grossmann, Maria Alice Setubal, Maria Arminda do Nascimento Arruda, Guilherme Ary Plonski, Eduardo Saron, Ana Maria Rabelo Gomes e, ao fundo, as três novas catedráticas</dd>
</dl></p>
<p><strong>Momento especial</strong></p>
<p><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-maria-rabelo-gomes">Ana Maria Rabelo Gomes</a><span>, da UFMG, paraninfa das novas titulares, a cátedra se encontra em um momento especial e singular de suas atividades, com três pesquisadoras indígenas sucedendo a uma escritora negra. “Mulheres negras e indígenas, silenciosas e silenciadas por tanto tempo, agora alcançam um público cada vez maior e diversificado.”</span></p>
<p><span>É recente a busca, em fontes documentais, de informações sobre o papel desempenhado pelas mulheres indígenas, segundo Ana Maria. Ela afirmou que esse papel vai bem além das diversas práticas na vida cotidiana, como na agricultura e nas ações de cura e cuidados com pessoas e animais, ampliando-se hoje com a presença de mulheres indígenas em diferentes posições públicas.</span></p>
<p>Ana Maria espera que a produção das três titulares venha a integrar o rol de colaborações para a elaboração da proposta de uma universidade indígena, iniciativa “assumida pelo ministro da Educação e prevista para implementação no atual mandato presidencial”.</p>
<p><strong>Resistência</strong></p>
<p>Foi com grande emoção que as novas titulares fizeram seus discursos de posse. Arissana Pataxó lembrou a luta de seu povo e de tantas outras etnias, que por tanto tempo resistiram. Agradeceu à luta de todos os povos pelo acesso dos indígenas ao ensino superior. A comparação que fez entre o trabalho disseminador que farão na cátedra com a atuação das cotias na natureza foi uma referência ao projeto que propuseram: <span>“</span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas/programa-caminho-da-cutia">Caminho da Cutia: Territórios e Saberes das Mulheres Indígenas</a><span>”.</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa">Francy Baniwa</a><span> lembrou a importância dos movimentos indígenas, seja no nível regional e comunidades que abarcam, seja em nível federal. Oriunda do Alto Rio Negro, no Amazonas, disse que está trazendo seu território para dentro da USP. "É um privilégio estarmos nessa casa e trazermos nosso conhecimento como mulheres indígenas. Queremos trazer nossas narrativas, nossa cosmologia, afirmar que temos uma ciência, nossa forma de pensar e repensar o mundo em que vivemos", disse.</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites">Sandra Benites</a>, que é diretora de Artes Visuais da Funarte, lembrou que sua participação na cátedra envolveu muito diálogo e superação de questões burocráticas. Ressaltou a longa caminhada das três até chegar na posição assumida na cátedra, "e para onde a gente vai sempre carregamos nossa comunidade, filhos, mães, nosso povo".</p>
<p>"Fiquei pensando que hoje é um dia especial para juntar o nosso mundo e o mundo dos juruas [termo usado pelos guaranis para se referir aos não indígenas]. E a universidade deveria se sentir privilegiada por nos receber aqui", afirmou.</p>
<p><strong>Renovação</strong></p>
<p>Em sua fala de encerramento da cerimônia, a vice-reitora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda">Maria Arminda do Nascimento Arruda</a> frisou que a Cátedra Olavo Setubal se insere no esforço da USP em promover a inclusão. Ela agradeceu a Conceição Evaristo pela contribuição durante sua titularidade e saudou as novas ocupantes da cátedra: "As três representam toda a história de todas as mulheres, não só as indígenas, e o percurso das mulheres na vida pública".</p>
<p>Para Maria Arminda, a USP se renova com experiências como a participação das novas titulares: "Cultura de fato pressupõe ousadia e a USP tem se renovado nesse sentido. Não formaremos as novas gerações se estivermos de costas para as culturas que são fundamentais na constituição de um cânone renovado da cultura e das ciências".</p>
<p>A vice-reitora disse que diante dos preparativos para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em novembro de 2025, em Belém (PA), "urge que tomemos medidas que valorizem o protagonismo e saberes dos povos originários, que foram ao longo do tempo os verdadeiros guardiões de nossa biodiversidade".</p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Fotos: Breno Rocha Queiroz/IEA-USP</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-04T19:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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