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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 1 to 2.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-zoneamento-ecologico-economico-do-estado-de-sao-paulo-2">
    <title>Seminário debate proposta de zoneamento ecológico-econômico paulista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-zoneamento-ecologico-economico-do-estado-de-sao-paulo-2</link>
    <description>Ciclo UrbanSus do Centro de Síntese USP Cidades Globais realiza no dia 30 de março, às 14h, o encontro "Reflexões sobre a Proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico de São Paulo".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: left; "><dl class="image-right captioned" style="width:450px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cerrado-paulista/image" alt="Cerrado paulista" title="Cerrado paulista" height="527" width="450" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:450px;">Área do cerrado paulista</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">De acordo com o decreto que o instituiu (<a class="external-link" href="https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2021/decreto-66002-10.09.2021.html" target="_blank">66.002/21</a>), o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado de São Paulo (ZEE-SP) deve ser <span style="text-align: justify; ">um instrumento de planejamento ambiental e territorial que estabeleça diretrizes de ordenamento e gestão do território, de acordo com as potencialidades e vulnerabilidades ambientais e socioeconômicas das diferentes regiões do estado.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; ">Diante dos aspectos a serem esclarecidos sobre a proposta e por ela estar em fase de consulta pública, o </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Centro de Síntese USP Cidades Globais (USP-CG)</a>, por meio do ciclo UrbanSus, realiza no dia <b>30 de março, às 14h</b>, o seminário <i>Reflexões sobre a Proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico de São Paulo</i>, que analisará, sob o ponto de vista interdisciplinar,  as possibilidades e limites de um instrumento como esse. O evento terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span style="text-align: justify; ">Os resultados do evento serão formalizados em relato crítico a ser encaminhado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, de forma a contribuir com o processo de aperfeiçoamento dos resultados obtidos até agora, informa um dos organizadores do encontro, o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-bacchiegga" class="external-link">Fábio Bacchiegga</a>, pós-doutorando do centro de síntese.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Ele destaca que o ZEE-SP possui forte caráter transdisciplinar e vem sendo formulado nos últimos anos para ser "o norteador da produção das políticas públicas ambientais para os municípios, buscando agregar os elementos de sustentabilidade à esfera local". A partir de uma ótica interdisciplinar, o encontro promovido pelo centro de síntese visa fomentar análises acerca do uso do ZEE-SP na promoção de um ordenamento territorial e de governança a partir do viés da sustentabilidade, segundo Bacchiegga.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Algumas das reflexões suscitadas pelo ZEE-SP, de acordo com o pós-doutorando, são: suas possibilidades de uso; suas efetivas ações de governança em diferentes escalas e entes federativos; seus possíveis limites epistemológicos; as possíveis relações entre meio rural e urbano, tendo esse instrumento de governança como base; e também como aplicá-lo na elaboração de estratégias e planos participativos e colaborativos de adaptação diante do atual cenário de mudanças climáticas.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Bacchiagga diz que é preciso discutir se o zoneamento é uma oportunidade de inserir o meio natural e sua proteção de forma assertiva no debate de produção de políticas públicas ou se o uso desse do instrumento é limitante do desenvolvimento local.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Ele vê duas perguntas cruciais na discussão: "É possível pensar o ordenamento territorial a partir de um zoneamento com efeito ecológico que se proponha também econômico, considerando uma determinada região com rede urbana estabelecida previamente nos padrões tradicionais do uso dos recursos naturais, nos quais tem prevalecido uma lógica de redução predatória do ambiente natural? Como inserir o conhecimento científico adquirido pela pesquisa em São Paulo no contexto de uma consolidação de políticas públicas ambientais cientificamente embasadas e assertivas na solução de problemas ambientais relacionados à conservação e preservação da biodiversidade no estado de São Paulo?".</p>
<hr />
<p><i><strong><i><i>Reflexões sobre a Proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico de São Paulo</i></i></strong><br /></i><i>30 de março, 14h<br /></i><i>Evento público e gratuito com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet (não é preciso se inscrever)<a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdYka8fTWJ_qzfcIOs2Gub_RPx4Mbz5Lb9mCFAeebOIjCZ7aA/viewform" target="_blank"><br /></a></i><i>Mais informações: Larissa Cruz, <a class="mail-link" href="mailto:larissabcruz@usp.br">larissabcruz@usp.br</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-zoneamento-ecologico" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<div class="kssattr-atfieldname-text kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-text-67457c2d4f224f61bd0b9083a35a4aee" id="parent-fieldname-text-67457c2d4f224f61bd0b9083a35a4aee" style="text-align: left; ">
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="external-link" href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Uma_flor_no_deserto.jpg">Lorraine Costa/Wikimedia</a></span></p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Zoneamento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-03-04T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/analise-do-zoneamento-ecologico-economico-paulista">
    <title>Pesquisadores analisam o Zoneamento Ecológico-Econômico paulista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/analise-do-zoneamento-ecologico-economico-paulista</link>
    <description>No seminário UrbanSus "Reflexões sobre a Proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico de São Paulo", convidados avaliaram o documento e debateram sobre o desenvolvimento econômico do estado</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-7a9da499-7fff-0b78-d31e-308809eb1d02"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O principal problema que o estado de São Paulo enfrenta é a dissociação entre economia e meio ambiente, acredita </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-carlos-mierzwa?searchterm=Jos%C3%A9+Carlos+Mierzwa+"><span>José Carlos Mierzwa</span></a><span>, da Escola Politécnica (POLI) da USP. Sem a proteção ambiental, o modelo de desenvolvimento da região se mostra insustentável. </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cantareira-30-03-2022/image" alt="Cantareira - 30/03/2022" title="Cantareira - 30/03/2022" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Vista do Parque Estadual da Cantareira, Unidade de Conservação em São Paulo</dd>
</dl>O </span><span>Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) é um ponto de partida para mudar a ocupação da terra e propor políticas públicas no território, defende </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sueli-angelo-furlam"><span>Sueli Furlan</span></a><span>, doutora em geografia física</span><span>. Esse instrumento demonstra a necessidade de repensar nossa relação com o espaço e com as fragilidades do meio biofísico. </span></p>
<p dir="ltr"><span>As afirmações foram feitas no seminário UrbanSus "</span><span>Reflexões sobre a Proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico de São Paulo", realizado no </span><span>dia 30 de março e organizado pelo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais"><span>Centro de Síntese USP Cidades Globais</span></a><span>, do IEA.</span><span> O evento analisou a proposta para o ZEE apresentada pelo governo paulista em dezembro de 2021 (</span><a href="https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2021/decreto-66002-10.09.2021.html"><span>Decreto </span><span>66.002/21</span></a><span>) </span><span>e que hoje encontra-se em fase de consulta pública. </span><span>Os convidados avaliaram as diretrizes e possibilidades desse instrumento, com o objetivo de encaminhar à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente um relato com os resultados do encontro.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span id="docs-internal-guid-f50154eb-7fff-de1f-529c-1bcfe1ad0954"><span><strong>O Zoneamento Ecológico-Econômico</strong></span></span></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-0333856d-7fff-0c66-0a9c-146be2b8319f"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O ZEE do Estado de São Paulo é um </span><span>instrumento de planejamento ambiental que estabelece diretrizes de ordenamento e gestão do território. Ele tem como objetivo compatibilizar o desenvolvimento socioeconômico com a proteção ambiental. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Como pontos positivos do ZEE, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-paul-walter-metzger"><span>Jean Metzger</span></a><span>, professor de ecologia na USP, aponta a junção, organização e disponibilização de dados úteis para planejamento territorial no estado como um todo. O ZEE também apresenta transparência na utilização de indicadores, o que permite críticas e aperfeiçoamentos. "Apesar de o ZEE ser essencialmente um diagnóstico, ele abre uma oportunidade única de se pensar em novas formas de empregar inteligência para fazer interface entre os dados e as políticas públicas", afirmou Metzger no evento.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pressão de ONGs internacionais sobre o Banco Mundial, devido ao financiamento do desmatamento no Brasil na década de 1990, e a presença de artigos que abordavam a proteção ambiental na Constituição de 1988 foram apontados pelo geógrafo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jurandyr-luciano-sanches-ross"><span>Jurandyr Ross</span></a><span> como fatores que levaram aos projetos de ZEEs no Brasil no final do século 20. A partir daquele momento, se um estado como o Mato Grosso quisesse fazer investimentos altos em obras de infraestrutura, deveria realizar o zoneamento do território considerando as reservas indígenas e as áreas de conservação presentes na região, por exemplo.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maria-da-penha-30-03-2021/image" alt="Maria da Penha - 30/03/2022" title="Maria da Penha - 30/03/2022" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Maria da Penha Vasconcellos na abertura do evento, realizado de forma híbrida </dd>
</dl>Essa dimensão política do ZEE o torna extremamente importante, segundo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-da-penha-vasconcellos"><span>Maria da Penha</span></a><span>, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. "Esperamos que o ZEE de São Paulo norteie e desenvolva com os gestores e comunidades locais e regionais a cultura da conservação, preservação e regeneração da biodiversidade ambiental." Ela manifestou a esperança de que ele também permita o planejamento de políticas que reduzam as desigualdades econômicas, favoreçam maiores oportunidades a pessoas vulneráveis, estimulem a desconcentração de riquezas e colaborem no nível local e regional com o enfrentamento das emergências climáticas do estado.</span></p>
<div></div>
<div></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-a36390f0-7fff-4bcf-610e-35f85a94d840"><span><strong>Desenvolvimento socioeconômico e ambiental</strong></span></span></span></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div><span><br /> 
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Eventos</strong></p>
<ul>
<li><span id="docs-internal-guid-5333e513-7fff-067f-b936-289dd6d4cd8d"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2022/urbansus-zoneamento-ecologico-economico-de-sao-paulo">UrbanSus - Zoneamento Ecológico-Econômico de São Paulo</a></span></li>
</ul>
<span id="docs-internal-guid-ec4e6ba3-7fff-94c1-1ba4-38ed3cb10c91"> 
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2021/a-construcao-e-as-possibilidades-de-acao-local-a-partir-do-zoneamento-ecologico-economico-do-estado-de-sao-paulo-lei-66-002-21">A construção e as possibilidades de ação local a partir do zoneamento ecológico econômico do Estado de São Paulo</a></li>
</ul>
<ul>
<li><span id="docs-internal-guid-ec4e6ba3-7fff-94c1-1ba4-38ed3cb10c91"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2019/copy_of_ciclo-urbansus-sustentabilidade-urbana-inovacao-em-politicas-publicas-urbanas-parte-1-de-2">UrbanSus - Sustentabilidade Urbana: Inovação em Políticas Públicas Urbanas </a></span></li>
</ul>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arilson-favareto">Arilson Favareto</a><span>, da Universidade Federal do ABC (UFABC), o ZEE é um instrumento que apresenta ressalvas em torno de sua implementação, mas é uma ferramenta avançada por tratar de temas complexos. Observando suas décadas de existência, foi possível notar que os ZEEs se prestam a diferentes usos.</span></div>
<div><span><span><span><span id="docs-internal-guid-f6878055-7fff-7ab7-f380-629097237c2b">
<p dir="ltr"><span><br />Na prática, ele afirmou, os ZEEs são utilizados para legitimar decisões. Na Amazônia, já serviu como fonte de informação tanto para melhorar as conservações e investimentos quanto para rever os contornos das Unidades de Conservação (UCs) e as políticas ambientais, no sentido de "afrouxamento", não de seu aperfeiçoamento. "É preciso muita atenção para a maneira como o ZEE pode ser utilizado para informar a atuação dos agentes públicos e privados", reiterou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Pensando no desenvolvimento econômico, destacou que as economias do século 21 devem se basear na redução de desigualdades e em novas relações entre sociedade e natureza. O ZEE oferece possibilidades para isso, mas ainda há temas a serem abordados para seu funcionamento. É o caso das diretrizes propostas, que são diversas, genéricas e amplas. Para que se concretizem, é preciso pensar como coordená-las em diferentes níveis de governo. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Apesar de São Paulo ser visto como um estado desenvolvido, a região é muito fragmentada e apresenta bastante desigualdade, por isso necessita de projetos estratégicos que "refundem um modelo de desenvolvimento econômico mais coerente com os desafios do século 21", afirmou.</span></p>
</span></span></span></span></div>
<div>"Se discutia muito levar o ZEE para Casa Civil e retirar do Ministério do Meio Ambiente", apontou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-dal-fabbro"><span>Marcos Dal Fabbro</span></a>, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para ele, o fato de o ZEE estar alocado na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo é uma garantia da força do debate sobre as questões ambientais em sua formulação. Mas faz uma ressalva: o diálogo com a sociedade é essencial para a efetividade desse instrumento.</div>
<div></div>
<div><span id="docs-internal-guid-8f833fb5-7fff-fa79-ea73-b557be6ef07c">
<blockquote class="pullquote"><span><br /><br /></span></blockquote>
<p dir="ltr"> </p>
<blockquote class="pullquote"><span id="docs-internal-guid-e362106b-7fff-8d31-773f-740608118e44"><span>"O que acontece nos estudos de zoneamento é que a produção de um documento técnico-científico bem embasado não pode ser pensada no prazo do gestor ambiental do momento, e sim em prazos curtos, médios e longos."</span></span></blockquote>
<p dir="ltr"><span><strong>Metodologia do ZEE-SP e a gestão territorial</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Em relação às diretrizes apresentadas no decreto, Sueli Furlan afirmou que várias delas discorrem sobre restauração, mas faltam propostas que confrontem os sistemas produtivos. Por exemplo, se o PIB do estado for sustentado por ações que degradam o meio ambiente, e continuar havendo degradação em favor da economia, então essa ação está entre os "usos que devoram a funcionalidade dos recursos naturais". Para ela, é positivo que a ZEE consolide muita informação, mas esse é um ponto de partida para mudar a ocupação da terra.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No produto final do zoneamento, são levadas em conta as terras indígenas e quilombolas, populações tradicionais, desigualdades sociais, biodiversidade, mudanças climáticas e produção de energia limpa. "Um espectro grande de intenções em que acreditamos enquanto pesquisadores, mas que também nos decepcionamos, porque o retorno para a sociedade não aparece devido à falta de continuidade dos governos", afirmou Jurandyr.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"O que acontece nos estudos de zoneamento é que a produção de um documento técnico-científico bem embasado não pode ser pensada no prazo do gestor ambiental do momento, e sim em prazos curtos, médios e longos." Ele apontou que há uma distância entre quem produz o conhecimento e quem usufrui dele. Os gestores públicos têm foco na atualidade, mas não pensam no futuro. "Esse é o primeiro grande defeito", afirmou o geógrafo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em relação à gestão, Jean Metzger disse que, muitas vezes, nas escalas municipais, não há competência para fazer uso dos dados. Modelagem, cruzamento, qualificação e análise de dados precisam ser feitos como base para tomadas de decisão. Por isso, acredita que há oportunidade de criar uma instituição que una governo e academia no uso do instrumento, e que centros de síntese como o USP Cidades Globais podem "fazer a interface da ciência com política pública". </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/expositores-urbansus-30-03-2022" alt="Expositores UrbanSus - 30/03/2022" class="image-left" title="Expositores UrbanSus - 30/03/2022" />Na visão de José Carlos Mierzwa, o documento cumpre o que propõe, que é apresentar um diagnóstico para o estado a partir do qual os entes possam estruturar políticas públicas e trazer melhorias de qualidade de vida para a população com estruturas sustentáveis. </span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge"><span>Marcos Buckeridge</span></a><span>, coordenador do USP Cidades Globais e diretor </span><span>do Instituto de Biociências da USP, participou da abertura do evento. </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hugo-rogerio-de-barros"><span>Hugo Rogério de Barros</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/ivan-carlos-maglio"><span>Ivan Maglio</span></a><span>, pós-doutorandos do USP Cidades Globais, foram moderadores de dois painéis. </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/moacir-bueno-arruda"><span>Moacir Arruda</span></a><span>, analista ambiental do quadro permanente do Ibama/ICMBio, participou como expositor. O encerramento foi feito por </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi"><span>Pedro Roberto Jacobi</span></a><span>, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) e do IEA.</span></p>
<div><span><br /></span></div>
</span></div>
<p> </p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>UrbanSus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Centro de Síntese USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Zoneamento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-04-04T19:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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